segunda-feira, 7 de maio de 2012

Azul.CA.07.05

Dayli News

Com R$ 2 bi em dívidas, Celpa apresenta plano de recuperação
Valor 07.05.2012 - A Centrais Elétricas do Pará (Celpa) apresentou hoje aos credores o plano de recuperação que propõe uma carência de seis anos para começar os desembolsos, uma injeção de capital de pelo menos R$ 850 milhões e parcelamento de tributos atrasados, Imposto de Renda e contribuições sociais já em 2012, além de um deságio de até 40% para as dívidas financeiras com bancos, investidores e instituições multilaterais. Na proposta enviada hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Celpa propõe aos credores que as dívidas, que beiram R$ 2 bilhões, comecem a ser pagas em janeiro de 2018 em um cronograma que segue até dezembro de 2027, totalizando 120 parcelas.
Para os bancos, investidores e outros credores financeiros, a Celpa pede um deságio de 35% a 40%, conforme o tipo de garantia da operação de empréstimo.
Entre os bancos privados, os maiores credores da Celpa são Bradesco, com R$ 104,4 milhões, Itau BBA (R$ 94,7 milhões) e Indusval, com quase R$ 60 milhões para receber.
Os valores desse grupo de dívida serão corrigidos a partir de agosto deste ano pela TJLP, ou 6% ao ano. A Celpa quer ainda o parcelamento de tributos, Imposto de Renda e contribuição social já em 2012.
Aportes: Na proposta de recuperação, a empresa propõe a emissão de debêntures conversíveis em ações com vencimento em 2027 e taxa de rendimento de 15% ao ano. A injeção de recursos por meio da aquisição dos papéis de renda fixa poderá ser feita pelos atuais acionistas ou por investidores e grupos que não fazem parte da companhia, incluindo credores. 
Além da capitalização por meio da emissão de debêntures, a Celpa pede a abertura de uma linha de crédito no valor mínimo de R$ 200 milhões. A empresa se compromete a manter um caixa de reserva mínimo de R$ 150 milhões a partir de 2015.
Pagamentos: Para os trabalhadores, a empresa propõe quitar as dívidas em 6 parcelas de R$ 18,7 milhões - nesse caso, sem carência.
Para os credores com garantias em reais, a empresa vai gastar R$ 1,3 milhão mensais. Para os credores com garantias em dólar, mais US$ 688 mil mensais. Os credores operacionais terão direito a R$ 6,9 milhões mensais; os setoriais - incluindo Aneel - receberão R$ 2,3 milhões mensais. No caso dos credores financeiros - caso de bancos -, as parcelas somadas variam de R$ 4,2 milhões a R$ 8,3 milhões, conforme a data de pagamento.
Os chamados entes públicos vão receber R$ 9,9 milhões mensais somadas as parcelas de todos credores, enquanto os integrantes do próprio grupo Rede Energia mais R$ 1,01 milhão.


Grupo JBS fecha hoje a compra da Delta
IstoéDinheiro 07.05.2012 - Já está praticamente fechada a compra da Delta Engenharia pelo grupo J&F, a holding que controla o grupo JBS, que tem 30% do seu capital em mãos do BNDES.
O anúncio deve ser feito entre hoje e amanhã. O valor ainda não foi definido.
As negociações estão sendo feitas entre Joesley Batista (na foto), do grupo JBS, e Fernando Cavendish, dono da Delta Engenharia.
O governo tem muito interesse no negócio. A Delta é a empreiteira com o maior número de contratos do PAC. A Delta foi posta à venda por estar no epicentro da CPI de Carlinhos Cachoeira.


UE tomará medidas contra a Argentina 'nos próximos dias'
AFP 07.05.2012 - A União Europeia (UE), "preocupada com uma tendência crescente da América Latina para o protecionismo", tomará medidas "nos próximos dias" contra a Argentina após a decisão de expropriar 51% das ações da YPF, controlados pelo grupo espanhol Repsol.
A UE está "preocupada com a tendência crescente de protecionismo na América Latina", disse o comissário de Comércio, Karel De Gucht, durante uma conferência em Bruxelas sobre as relações entre Europa e Brasil.  Por isso é que "tomaremos medidas contra a Argentina nos próximos dias", anunciou, em represália pela decisão do governo de Cristina Kirchner.
"Na semana passada vimos que a Bolívia também tomou uma medida semelhante ao nacionalizar" a Transportadora de Eletricidade (TDE), filial da Rede Elétrica da Espanha (REE), acrescentou. Tudo isso gera problemas para "Argentina e Bolívia, que dificilmente atrairão investidores internacionais". "Mas também para a União Europeia, já que nossas empresas são diretamente afetadas", indicou.


"Eike é concorrente, mas podemos trabalhar juntos"
Brasil Econômico 07.05.2012 - Graça Foster em seu gabinete na sede da Petrobras: “A empresa não pode ficar congelada em si mesmo”
Sem meias palavras, a presidente da Petrobras defende parcerias com grupos como EBX e Vale, garante que vazamento zero é possível, admite que a empresa já ganhou muito com a venda de gasolina e mira na Delta. Para uma botafoguense supersticiosa nada poderia ser melhor do que tomar posse na presidência da Petrobras num dia 13, principalmente de fevereiro.
Quando ela ouviu da companheira Dilma Rousseff: "Agora é contigo Graciosa", Maria das Graças Silva Foster vibrou como se fosse um gol de Loco Abreu numa hipotética decisão do Mundial de Clubes contra o Barcelona.
Era o auge da carreira da menina pobre, que saiu do Morro do Adeus para a lista das pessoas mais influentes do mundo da revista Forbes. Do Brasil, apenas ela, Dilma e bilionário Eike Batista, que ela considera um concorrente, mas pode ser parceiro em projetos de infraestrutura, como a própria admite em entrevista aos jornais Brasil Econômico e O Dia.
Graça estava feliz quando recebeu a reportagem na quarta-feira, dia 2 de maio. Um dos motivos era o Botafogo, time pelo qual tem verdadeira adoração. Em sua sala, no 23º andar da sede da Petrobras, no centro do Rio, ela guarda uma bandeira do Glorioso na mesma mesa onde estão retratos de Lula, Dilma e seus filhos.
Deteminada, Graça procura saber todos os números da maior empresa brasileira, cujo plano de negócios 2011-2015 é de US$ 224,7 bilhões. Ela revela espírito de guerreira como os orixás que a protegem em sua sala: Iansã e Xangô, que representam a Justiça e as trovoadas. Temidos e adorados.
Em sua mesa de reunião, miniatura de quatro rapazes: John, Paul, George e Ringo, que ajudam a fazer sua trilha sonora "há muitos anos". Graça repete que não esquece suas raízes, sejam familiares, sejam profissionais.
Sempre direta, diz que vai perseguir o vazamento zero. "Se eu fosse desistir de tudo na minha vida porque disseram que era difícil e que não podia eu estava lascada", resume como uma espécie de grito de guerra.
Uma de suas características principais e não fugir dos assuntos.
Quando o tema é o polêmico reajuste do preço da gasolina, que segundo alguns cálculos representa um prejuízo para a Petrobras de R$ 7,9 bilhões, ela mostra mais rapidez que Maicosuel, o ponta do Botafogo que usa a mesma camisa 7 que consagrou Garrincha e é a paixão de Maria das Graças, que usa sempre um modelo antigo, do tempo do patrocínio da Seven Up: "Nossa política é de longo prazo. De 2006 a 2010 nós ganhamos uma barbaridade. Nesse período 2010/2011 está apertado. Mas nós não temos só a gasolina e o diesel".
Nem discutir os contratos com a Delta do tristemente famoso Fernando Cavendish abalam a presidente: "As empresas com as quais a gente trabalha e que não performam, a gente tira fora. O contrato da Delta está sendo analisado, como estão sendo analisadas outras empreiteiras que também não performaram bem." Graça faz questão de falar sobre o que a levou do chão de fábrica ao topo da empresa. O segredo é estudar, ler muito, não relaxar: "Se eu entrar numa sala despreparada, eu perco a autoridade completamente. Você não cala quem sabe, pode até não concordar com o que a pessoa fala, mas ouve." Agora só falta saber se Graça vai dar mesmo sorte, como disse, e o Botafogo ganhar o campeonato carioca contra o Fluminense com ela no Engenhão.


Lupatech elevará capital em até R$ 700 milhões
Brasil Econômico 07.05.2012 - O preço de emissão por ação será de R$ 4,00 e tem como base a cotação média das ações da empresa.
A operação será realizada mediante a emissão de, no mínimo, 87,5 milhões de ações e, no máximo, 175 milhões de novos papéis ordinários de emissão da companhia.
O conselho de administração da Lupatech aprovou o aumento de capital social da empresa no valor mínimo de R$ 350 milhões e máximo de R$ 700 milhões.
A operação será realizada mediante a emissão de, no mínimo, 87,5 milhões de ações e, no máximo, 175 milhões de novos papéis ordinários de emissão da companhia.
Os debenturistas deverão manifestar sua intenção de converter as debêntures por meio da solicitação de conversão. O preço de emissão por ação será de R$ 4,00 e tem como base a cotação média das ações da empresa.
Os acionistas que constarem dos registros da companhia em 4 de maio poderão exercer seu direito.“Me arrependo de ter investido tanto em São Paulo”, diz Walter Torre
O empresário Walter Torre (na foto), dono da construtora que leva o seu nome, não esconde mais seu sentimento de decepção e frustração com os problemas jurídicos que fizeram com que o seu mais novo empreendimento, o shopping JK Iguatemi, não fosse inaugurado na quinta-feira 19, como estava previsto.
“Me desanima essa insegurança jurídica”, diz Walter Torre. “Me sinto arrependido de ter investido tanto em São Paulo”.
Além do shopping JK Iguatemi, Walter torre tem uma lista enorme de empreendimentos: 20 hotéis, oito shopppings centers, 1,1 milhão de metros quadrados de armazéns (o equivalente a 28 Anhembis), 360 mil metros quadrados de escritórios, um porto em Praia Grande e a arena multiuso do Palmeiras.
São ao todo, segundo ele, 28 mil empregos a serem gerados com esses empreendimentos.
Um dos mais reluzentes investimentos é o Shopping JK Iguatemi, um empreendimento estimado em R$ 1 bilhão, com 240 lojas – desse total, 22 grifes internacionais que não existiam no Brasil.
Walter Torre diz que seguiu todas as exigências legais exigidas para as obras, mas, segundo ele, o Ministério Público simplesmente ignorou a lei.
“É decepcionante seguir a lei e enfrentar o que estamos enfrentando”.
O mais frustrante, de acordo com o empresário, é que a obra exigida pelo Ministério Público para a liberação do shopping, o viaduto ligando a Juscelino Kubitscheck à pista expressa da Marginal Pinheiros, só não pode ser começada porque ainda não foi autorizada pela Prefeitura.  “Como eu posso fazer começar uma obra se não fui autorizado a fazê-la?”


Avis reverte lucro e perde US$ 23 milhões no trimestre
Valor 07.05.2012 - Depois de lucrar US$ 7 milhões nos três primeiros meses do ano passado, a Avis Budget Group, especializada em aluguéis de carros no mundo todo, apresentou no primeiro trimestre de 2012 um prejuízo líquido de US$ 23 milhões, ou US$ 0,22 por ação.
A companhia mostrou que seu faturamento foi maior, mas os custos que acompanham seus serviços subiram em proporção semelhante. No total, a receita chegou a US$ 1,62 bilhão, 31% acima do mesmo período do ano anterior. As despesas, por sua vez, avançaram 34,7%, a US$ 1,22 bilhão. As receitas foram impulsionadas pela consolidação da divisão europeia, recentemente adquirida pela empresa. A contribuição do negócio foi de US$ 327 milhões. Já a operação na América do Norte faturou 4% mais, ou US$ 1,04 bilhão.
Segundo a empresa, o resultado ficou em linha com o esperado. Com isso, a Avis divulgou suas metas para 2012. A locadora de veículos espera receita entre US$ 7,3 bilhões e US$ 7,6 bilhões no ano todo, alta de 24% a 29%.  Para tentar melhorar sua eficiência, com o faturamento aumentando mais rápido do que as despesas, a companhia está implementando um programa de corte de custos. Em 2012, a perspectiva é diminuir os gastos com a frota na América do Norte entre 3% e 8%.


Participação dos medicamentos genéricos atinge 25,4%
Valor 07.05.2012 - As vendas de medicamentos genéricos totalizaram 152,8 milhões de unidades neste primeiro trimestre, um aumento de 23,5% em relação aos  primeiros três meses do ano passado.
Com esse resultado, a participação destes medicamentos no total comercializado em volume no país ficou em 25,4%, marca histórica para o segmento, de acordo com levantamento da  Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). No mesmo período do ano passado, a fatia foi de 22,7%.  Em valor, a participação dos genéricos representou 21,4% no mercado brasileiro nos três primeiros meses de 2012, ante os 18,5% no mesmo período ano passado. Levantamento da Pró Genéricos aponta que desde que os medicamentos genéricos chegaram ao mercado brasileiro, em 2001, a população já economizou R$ 26,7 bilhões em compras com esses produtos. De acordo com a entidade, essa economia é ainda maior quando se observa que a concorrência com os genéricos vem obrigando os medicamentos de referência a reduzirem seus preços em no mínimo 30%.


Petrobras prevê oferta maior de gás natural em 2012
Valor 07.05.2012 - O gerente-geral de estratégia e gestão de portfólio de exploração e produção da Petrobras, Paulo Henrique Costacurta, afirmou que a estatal prevê oferta de 41,3 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural para 2012, acima da oferta do ano anterior, de 37 milhões de m³/dia. O executivo destacou que a Petrobras planeja ainda uma oferta de 61 milhões de m³/dia de gás natural em 2015 de origem no pós-sal e de 15 milhões de m³/dia de origem no pré-sal.
“Em 2020, já vamos observar uma redução da oferta do gás natural nas reservas do pós-sal”, destacou Costacurta. De acordo com o executivo, em 2020, a estatal prevê oferta de 55 milhões de m³/dia proveniente do pós-sal e de 40 milhões m³/dia proveniente do pré-sal. O diretor participa, nesta manhã, de seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio.


Genéricos alcançam marca recorde de 25% do mercado
Folha 07.05.2012 - Este é o maior patamar já registrado pelo setor desde 2001, quando os genéricos entraram no mercado.
Genéricos: de janeiro a março de 2012 foram comercializadas 152,8 milhões de unidades no Brasil (Germano Lüders). Os medicamentos genéricos atingiram 25,4% de participação de mercado no primeiro trimestre de 2012. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), este é o maior patamar já registrado pelo setor desde 2001, quando esses medicamentos entraram no mercado. A participação de mercado dos genéricos em unidades encerrou o trimestre em 25,4%, contra 22,7% no mesmo período do ano passado. De janeiro a março deste ano foram comercializadas 152,8 milhões de unidades, um aumento de 23,5% em relação aos três primeiros meses de 2011. Em valores, as vendas das indústrias do setor somaram 2,4 bilhões de reais contra 1,772 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2011 — consolidando alta de 35,4%. Os genéricos responderam por 21,4% de participação em valores no mercado farmacêutico brasileiro nos três primeiros meses de 2011 frente a 18,5% no ano passado. Desde que os genéricos chegaram ao mercado brasileiro, em 2001, a população já economizou 26,7 bilhões de reais em compras com medicamentos, segundo a Pró Genéricos. De acordo com a associação,  essa economia é ainda maior quando se observa que a concorrência com os genéricos vem obrigando os medicamentos de referência a reduzirem seus preços em no mínimo 30%.


Consumo de sacola de plástico recua 72% no acumulado do ano, diz Apas
Valor 07.05.2012 - O consumo de sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo caiu 72% do início deste ano até a primeira semana de maio, em relação a igual período de 2011, informa a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Apenas em relação ao mês de abril, a queda na utilização do item foi de 90%, na comparação com o mesmo mês de 2011.
A Apas ainda informou que 90% dos supermercadistas do Estado de São Paulo aderiram à causa de não distribuir gratuitamente esses itens e deixaram de distribuir ou vender sacolinhas descartáveis ou biocompostáveis.
Segundo a associação, participam da ação empresas de grande, médio e pequeno porte. “Trata-se de um movimento global em torno da sustentabilidade e os supermercadistas de São Paulo estão conscientes e unidos em torno desta questão”, afirma em comunicado João Galassi, presidente da Apas.
Em maio do ano passado, a Apas iniciou uma campanha para banir as sacolinhas dos supermercados. A princípio as sacolas seriam retiradas dos pontos de venda em 25 de janeiro, mas a ação foi contestada e postergada.
No dia 3 de fevereiro, a Apas, o Procon-SP e o Ministério Público assinaram um acordo para que a medida entrasse em vigor em 60 dias. Com isso, desde 4 de abril, os supermercados de São Paulo pararam de distribuir o item. A Apas tem 1,2 mil associados, que somam 2,7 mil lojas.


Céleres prevê recuo de 13% na safra 2011/12 de soja no país
Valor 07.05.2012 - A consultoria Céleres reduziu hoje em 4,4% sua estimativa para a safra brasileira de soja em 2011/12, para 64,95 milhões de toneladas.  A colheita, que já foi praticamente recolhida, é 13% menor que a do período anterior, quando o país produziu um volume recorde de soja. Segundo a consultoria, a produtividade da oleaginosa ficou em 2.592 kg/ha, com queda de 16,4% em relação ao observado em 2010/11. O recuo é resultado da seca que assolou as áreas plantadas na região Sul do país. Se confirmada, será a menor produtividade desde 2006.
“Os números da safra atual estão se consolidando muito abaixo do esperado”, disse a consultoria. A área plantada, por sua vez, permanece estável em 25,062 milhões de hectares, representando aumento de 3,8% em relação ao plantio registrado em 2010/11.


ANP pode fazer ainda neste ano 11ª rodada de licitação, diz ministério
Valor 07.05.2012 - A 11ª Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem todas as chances de ocorrer ainda neste ano, segundo análise do secretário de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida.
"Nós estamos preparados para realizar em 2012, mas tudo depende da decisão da presidente [Dilma Rousseff]", disse Almeida, destacando que Dilma poderá tomar a decisão até agosto, para que a rodada ocorra ainda em 2012. "Só precisamos de quatro meses [para a preparação da rodada]", afirmou. Uma das questões que podem estar em análise pela presidente é a possível nova distribuição dos royalties, que ainda deverá ser definida pelo Congresso Nacional. A presidente poderia estar esperando a resolução do Congresso para tomar sua decisão, na avaliação de Almeida, que participou da mesa redonda Política Externa e Energia, promovida pela Fundação Alexandre de Gusmão.


Viavarejo prepara mudanças no conselho
Valor 07.05.2012 - Mudanças no conselho de administração da Viavarejo (ex-Globex), varejista de eletroeletrônicos controlada pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Casas Bahia, devem ser homologadas em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 18 de maio. As alterações envolvem a entrada de dois advogados, representantes das partes, para ocupar cargos que antes pertenciam a economistas e consultores.
No total, quatro novos membros devem ocupar as funções, dois para cada lado. O conselho da Viavarejo soma nove membros (cinco do GPA e quatro da Casas Bahia). Os advogados indicados foram Pedro Romeiro Hermeto e Ricardo Tepedino, pelo GPA e pelas Casas Bahia, respectivamente. Hermeto, segundo consta do documento da Viavarejo entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), atua nas áreas consultiva e contenciosa no âmbito do Direito Civil e Comercial. Ricardo Tepedino, sócio do Tepedino Migliore e Berezowski Advogados, é especialista em contencioso empresarial.
A escolha dos novos nomes acontece a menos de dois meses do término do período de restrição à venda de ações da Viavarejo. GPA e Casas Bahia não podem se desfazer de seus papéis até julho, segundo acordo assinado entre os controladores em 2010. Após a data, a família Klein, com 47% do capital da Viavarejo (GPA tem 53%) tem a opção de vender a sua participação se quiser.
Segundo o acordo, "a partir do 25º mês, as partes estarão livres para negociar as ações de emissão de Globex, observado o direito de primeira oferta previsto no Acordo de Acionistas, exceto na hipótese de oferta pública de ações".
O GPA informa que a escolha de Hermeto não tem relação com o fato de o advogado pertencer a um escritório da área de contencioso. Foram outras atribuições, segundo o grupo, que justificaram a escolha. Além de Hermeto, entra no Conselho, indicado pelo GPA, o executivo Caio Mattar, vice-presidente de negócios especializados da companhia. Saem Pedro Malan e Maria Silvia Bastos Marques por questões ligadas à "dificuldade de agenda", informa o GPA.
A Casas Bahia indicou, além de Tepedino, Renato Carvalho, sócio fundador da Arion Capital, empresa de assessoria financeira e gestão de fundos. O mandato dos conselheiros substituídos terminaria em agosto. Saem do Conselho, pelo lado da Casas Bahia, o economista Gustavo Franco e o advogado especialista em fusões e aquisições, Alexandre Bertoldi.
Fontes próximas às empresas contam detalhes que envolveram o caso. Em 11 de abril, em reunião de conselho da empresa, o Grupo Pão de Açúcar colocou em discussão a necessidade de se escolher uma pessoa para se tornar secretário do conselho de administração, que coordena a reunião. O GPA indicou um advogado e a Casas Bahia, outro advogado. O GPA, com cinco dos nove membros, venceu a eleição. Todos os membros de Casas Bahia votaram contra. "Não era nada tão relevante, mas eles não entraram em acordo", disse uma fonte que esteve na reunião.
Dias após o fato, o Pão de Açúcar enviou comunicado à Casas Bahia informando que nomearia dois novos conselheiros. Ao ser informada, a família Klein decidiu que também faria alterações e indicaria, da mesma forma, um advogado para representá-los. "No meio do caminho, entre uma reunião de conselho e outra [a próxima seria 29 de abril], o Pão de Açúcar formalizou uma mudança de conselho. Eles não gostaram muito", disse fonte ligada à Casas Bahia. O GPA esclareceu para o sócio que a mudança teria relação com as dificuldades de agenda dos conselheiros que foram substituídos.


Camargo Corrêa faz oferta à Votorantim por ações da Cimpor
Valor 07.05.2012 - José Édison Barros Franco, presidente do conselho da InterCement: Cimpor sairá reforçada com integração de ativos. O grupo Camargo Corrêa avança mais um passo para assumir o controle da cimenteira portuguesa Cimpor, após o lançamento, no fim de março, de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) pelos 67% restante do capital da empresa. O grupo acaba de formalizar uma proposta de troca de ativos da Cimpor pela participação de 21,2% da Votorantim Cimentos (VC) na empresa. Atualmente, já é a maior acionista da Cimpor, com 32,9% do capital acionário. Segundo a oferta, a Camargo propõe entregar à Votorantim, em troca de suas ações, as unidades industriais de cimento e concreto da Cimpor na China, na Espanha (com exceção de Cimpor Inversiones e Cimpor Sagesta), na Índia, no Marrocos, na Tunísia, na Turquia e no Peru. A proposta consta do novo prospecto da OPA, com dados complementares, entregue à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no fim de semana. O desenho da operação prevê duas etapas. Na primeira, a Camargo Corrêa entrega e incorpora na Cimpor todos os ativos da sua controlada InterCement, localizados no Brasil, na Argentina, no Paraguai, na Bolívia e em Angola. Em contrapartida, a InterCement fica com ativos e, numa segunda fase, os repassa à VC.
A operação faz parte do plano da Camargo Corrêa para consolidar-se globalmente nesse setor. Com isso, assume a Cimpor, uma das dez maiores fabricantes de cimento do mundo. Em 30 de março, a companhia deu o primeiro passo ao lançar a OPA para adquirir as ações restantes da empresa portuguesa.
O valor da oferta, de € 5,5 por ação, significaria pagar € 2,48 bilhões para ter a totalidade das ações em poder dos demais acionistas. A Caixa Geral de Depósitos (CGD), entidade do governo português, com 9,6%, e o fundo de pensão do banco BCP, com 10%, aderiram à OPA, aceitando vender seus papéis.
De acordo com o novo documento da OPA, a Votorantim não aderiu à oferta, daí a razão da proposta de troca de ativos por sua participação. Se tiver sucesso nessa operação, a Camargo passaria a controlar 74% do capital da "nova Cimpor".
O empresário português Manuel Fino, dono de 10,7% da cimenteira, não manifestou até o momento decisão de venda de sua parte. O restante dos papéis (pouco mais de 15%) está pulverizado no mercado e em bolsa.
Pela proposta, a "nova Cimpor" manteria os ativos de Portugal, Brasil, África do Sul, Moçambique, Egito e Cabo Verde e somaria a eles as operações atuais da InterCement no Brasil, na Argentina, no Paraguai, na Bolívia e em Angola.
No documento, José Édison Barros Franco, que preside o conselho administrativo da InterCement, diz que a Cimpor sairá reforçada com a integração de ativos, além de aumentar sua presença na África. "Será mais forte e competitiva, continuando a ser uma empresa portuguesa internacionalizada", afirma.
Segundo a Camargo, o negócio permitirá fortalecer a presença da cimenteira em mercados com elevado potencial de crescimento, em particular na América do Sul e no Brasil, podendo continuar construindo um portfólio equilibrado entre mercados maduros e mercados emergentes. Além disso, destaca, a operação cria uma estrutura societária estável, pois, ressalta ele, a empresa tem hoje "uma base acionária fragmentada e sem coerência estratégica" devido às mudança de sócios em 2009 e 2010.
O grupo comprometeu-se a manter a sede e o centro de decisão da cimenteira em Portugal, bem como a marca Cimpor.
A Cimpor, com 42 fábricas em 12 países, dispõe de capacidade instalada de produção de 36,5 milhões de toneladas de cimento por ano. Em 2011, fabricou e vendeu 27,5 milhões de toneladas, além de 6,8 milhões de metros cúbicos de concreto, com receita de quase € 2,3 bilhões. A unidade brasileira contribuiu com quase um terço do resultado operacional (Ebitda). Tem também uma fábrica em construção no Peru.
No ano passado, a InterCement, com 16 unidades fabris, produziu e vendeu 12,6 milhões de toneladas, com receita líquida de R$ 2,9 bilhões. A capacidade instalada, segundo informa, é de 16 milhões de toneladas/ano, dividida entre Brasil e Argentina, além de unidades em construção em projeto.
A Camargo declara que o desenho da operação, com a saída da Votorantim do capital da Cimpor, permite "harmonizar as questões concorrenciais no Brasil". A presença dos dois grupos na cimenteira portuguesa, desde fevereiro de 2010, levou os órgãos antitruste brasileiros a travar o negócio. A VC é líder (mais de 40% do mercado) e a InterCement o terceiro (com 10%) maior produtor local. A Cimpor Brasil é o quarto, com 9% das vendas. O caso está em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Com base no contexto concorrencial e nos interesses de ambos os lados, a Camargo considera que "existe uma probabilidade muito forte de a Votorantim Cimentos S.A. vir a aceitar esta proposta". Informa que teve conversações com a VC após o lançamento da OPA.
A Votorantim informou, em nota, que ainda não recebeu a nova proposta de OPA da InterCement e que irá se manifestar sobre ela só após analisar o documento. E na semana passada formalizou sua intenção de não vender sua participação nas bases da OPA de 30 de março.


Lucro da Hypermarcas avança 23,9% no primeiro trimestre
Brasil Econômico 07.05.2012 - A receita líquida da companhia cresceu 13,8%, para R$ 897,1 milhões.  A Hypermarcas obteve lucro líquido de R$ 40,8 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 23,9% em relação ao mesmo período do ano passado.  A receita líquida da companhia cresceu 13,8%, para R$ 897,1 milhões. Na divisão Farma, que inclui marcas como Benegrip, Apracur e Epocler, o crescimento foi de 17,4%. Já na divisão Consumo, com marcas como a Bozzano, Monange e Jontex, a alta foi de 9,2%.
No entanto, a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), recuou 11,2%, a R$ 192,4 milhões, excluindo itens não recorrentes.
As despesas com marketing da companhia avançaram 20% na mesma base de comparação, somando R$ 164 milhões, enquanto as despesas com vendas atingiram R$ 168,5 milhões, alta de 8%.
Em contrapartida, as despesas gerais e administrativas recuaram 2% na comparação com o primeiro trimestre.
Durante o primeiro trimestre, a Hypermarcas reduziu sua dívida bruta em R$ 365,2 milhões, somando R$ 4,9 bilhões.
O resultado financeiro da empresa foi negativo em R$ 56,4 milhões no trimestre, frente a R$ 80,9 milhões no mesmo período do ano passado.
As despesas com juros recuaram 18%, com o menor peso da dívida. Além disso, contribuiu para a melhora no resultado financeiro a contabilização de R$ 32,3 milhões em variação cambial sobre a dívida, sem efeito caixa.


Vendas de shoppings crescem 11,6% no 1º trimestre
Veja 04.05.2012 - Segundo Abrasce, os setores de serviços, lojas de conveniência e alimentação foram os que mais puxaram os números. As lojas dos shopping centers brasileiros aumentaram consideravelmente suas vendas nos primeiros três meses do ano. As vendas subiram 11,6% no período em relação ao primeiro trimestre de 2011, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) nesta sexta-feira.
Apenas em março, as vendas desses centros de compras aumentaram 14,1%, sendo os setores de serviços, lojas de conveniência e alimentação os que mais contribuíram para a alta. O desempenho em março foi favorecido ainda pelo maior número de dias úteis ante o mesmo mês em 2011, quando foi comemorado o feriado de Carnaval. A previsão da Abrasce para 2012 é de 12% de altas nas vendas dos shoppings.


Atlantica abre bandeira de luxo em Belém
Valor 07.05.2012 - A Atlantica Hotels, uma das maiores redes hoteleiras do país, inaugurou no fim de semana o seu primeiro empreendimento em Belém (Pará), com a bandeira de luxo Radisson, totalizando 80 hotéis no país. A Atlantica será a administradora do hotel, que teve investimento de R$ 30 milhões do grupo paraense Organizações Romulo Maiorana, dono da retransmissora da TV Globo e do jornal "O Liberal".
"O foco do novo hotel é o público corporativo, com o aumento dos negócios em Belém, como no setor de gás, por exemplo", afirma a vice-presidente de marketing e vendas da Atlantica, Annie Morrisey. De acordo com ela, a expectativa para o primeiro ano de atividade do hotel de Belém é de uma taxa de ocupação entre 58% e 60%, com diária média de R$ 310.
Até fim deste ano, a Atlantica vai inaugurar mais quatro hotéis, sendo um em Petrolina (PE), com a bandeira Quality, e mais três empreendimentos no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, com a marca Comfort.
No total, o investimento de parceiros nos quatro hotéis pode chegar a até R$ 85 milhões. "Os hotéis do Rio de Janeiro tem como alvo o crescimento dos negócios com a exploração de petróleo nos campos do pré-sal", afirma Annie.
A Atlantica tem em sua carteira de contratos já assinados mais oito hotéis para serem inaugurados, em 2013. Para o ano seguinte, mais 12 empreendimentos já garantidos. Em 2015, outros seis estão programados, totalizando 31 novos hotéis entre 2012 e 2015. O investimento nos empreendimentos a partir de 2013, porém, não foram revelados.
A Atlantica representa no Brasil bandeiras de duas redes internacionais, a Choice e a Carlson. A rede tem sede em São Paulo e conta, também, com marcas próprias como a Go Inn, innStyle e Atlantica Collection. Ano passado, a Atlantica teve faturamento de R$ 658,2 milhões, com crescimento de 27,6% em relação ao ano anterior.


Balkis inova em queijos para conquistar mercado
Valor 07.05.2012 - Meta da empresa é lançar pelo menos três tipos novos de queijo anualmente.
Foi em uma fazenda em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira (SP), que o laticínio Balkis - conhecido por produzir queijos especiais - começou a se destacar neste mercado avaliado em R$ 7 bilhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Queijo (Abiq).
Atualmente, a marca é conhecida por seus queijos magros, com fibras e mais sofisticados. Entre eles, os do tipos italiano e português, como mascarpone, burrata e curado com pasta amolecida. Mas, nos anos 1990, a propriedade de 240 hectares produzia apenas o frescal para atender uma freguesia de empórios e clientes do antigo posto de gasolina da família, na zona oeste de São Paulo. "Era apenas uma produção artesanal", relembra Alexandre Marques, diretor da empresa.
No entanto, a pequena comercialização do produto esbarrou no Código de Defesa do Consumidor, que endureceu as regras para comercialização de alimentos, com a exigência do Selo de Inspeção Federal (SIF), concedido pelo Ministério da Agricultura. "Tivemos que tomar uma decisão. Ou o queijo se transformava de vez em negócio ou seria fabricado apenas para consumo da fazenda", relembra.
Outro acontecimento encaminhou a família para a profissionalização na área. O Vale do Paraíba, onde o laticínio mantinha parceria com produtores locais, abandonava aos poucos a atividade leiteira. Por essa razão, a Balkis se instalou em Santo Antônio do Aracanguá, na região oeste do Estado de São Paulo, e abriu outra unidade em Juruáia (MG) - onde são produzidos apenas o queijo frescal, carro-chefe da empresa com 1,1 mil kg por ano.
Para dar conta de uma linha composta por mais de 60 produtos - alguns deles produzidos com exclusividade para uma marca de supermercado - que consomem 3 milhões de quilos por ano, a Balkis recebe 70 mil litros de leite por dia, provenientes de 425 produtores do entorno da duas cidades.
Marques atribui o destaque da marca à diversificação, que não é comum em outros laticínios, e ao direcionamento dos produtos para as classes A e B. "Foi uma questão de estratégia, pois não teríamos chances de competir com preços e escalas industriais", diz.
Ele comenta que a meta da empresa é lançar, pelo menos, três produtos por ano, desenvolvidos dentro da própria Balkis. Para isso, são gastos em torno de R$ 700 mil anuais. O recurso é aplicado na modernização e ampliação das fábricas e na manutenção de laboratório próprio. Eventualmente, a empresa também contrata a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP), para realizar análises mais específicas de leite. Marques avalia que a visão da Balkis está alinhada com o que mostram os números do segmento. De acordo com a Abiq, o consumo de queijo cresce 9% por ano - 4 quilos per capita anuais. Em 2011, o país produziu 815 mil toneladas e importou 38 mil toneladas, especialmente, da Argentina e do Uruguai, segundo a associação.


Com BTG, Beauty'in vai ampliar distribuição
Valor 07.05.2012 - Cristiana Arcangeli, da Beauty'in, quer vender mais em supermercados. Após vender 40% da Beauty'in para a Farmais - rede de farmácias controlada pela Brazil Pharma, do BTG Pactual - no mês passado, a empresária Cristiana Arcangeli prevê aumentar a distribuição da marca de alimentos funcionais. Além de ampliar a presença nas bandeiras da Brazil Pharma, com cerca de mil lojas no país, a empresa vai investir na expansão nos supermercados. A meta é chegar a 30 mil novos pontos de venda em dois anos. Hoje são 6 mil. A Beauty'in também tem planos para o mercado externo. A empresa já fechou contratos para dar início às exportações de seus produtos para Inglaterra, França e Oriente Médio neste ano.
A marca, criada por Cristiana há dois anos, vai investir R$ 7 milhões em campanha publicitária que vai ao ar na TV aberta em junho, com a intenção de reforçar essa categoria de produtos, conhecidos como "aliméticos" ou "nutricosméticos". Tratam-se de alimentos funcionais, enriquecidos com vitaminas e proteínas, como colágeno e minerais, que prometem cuidar da pele, das unhas e dos cabelos.
A Beauty'in tem 24 produtos, distribuídos em quatro linhas, formadas por balas à base de colágeno; bebidas com vitaminas e minerais; bebidas de preparo instantâneo produzidas com extrato de chá; e cereais em cubos com colágeno, vitaminas e antioxidantes. Hoje a farmácia é o principal canal de distribuição da marca, que também é vendida em supermercados, clínicas de estética, academias etc.
Cristiana pretende conquistar novos clientes durante a Feira Apas, realizada pela Associação Paulista de Supermercados entre hoje e quinta-feira. "Queremos que a Beauty'in faça parte do dia a dia dos consumidores, criando um novo hábito de consumo. Para isso, nada melhor do que marcar presença nos supermercados", diz a empresária. A expectativa de Cristiana é encerrar o ano com faturamento de R$ 20 milhões, mais que o dobro do registrado em 2011. As conversas com o BTG iniciaram em outubro do ano passado e o negócio foi fechado há três semanas, por R$ 30,7 milhões. A companhia também licenciou à Beauty'in o uso das marcas Musique, Farmais, Rosário, Mais Economica, Santana e Farmácia Guararapes (controladas da Brazil Pharma), pelo prazo de dez anos, para o desenvolvimento de produtos de marca própria.
A Beauty'in é a terceira incursão de Cristiana no mercado de beleza. Ela criou também a marca de xampu Phytoervas (vendida em 1998 para a Clairol e depois comprada pela Procter & Gamble) e a Éh Cosméticos (adquirida pela Hypermarcas em 2008). Desta vez, no entanto, Cristiana afirma não ter a intenção de se desfazer do restante do negócio. E também não vai parar de empreender. "Tem coisas novas para vir", diz, misteriosa.


Reposicionamento da Batavo custou R$ 3 milhões à BRF Brasil Foods
Estadão 06.05.2012 - Projeto durou 18 meses e incluiu reformulação da logomarca, embalagens e novos produtos. Os investimentos da BRF Brasil Foods no reposicionamento da marca do portfólio de lácteos Batavo - que incluem reformulação da logomarca, embalagens e novos produtos - foi de R$ 3 milhões. "Foram 18 meses de desenvolvimento do projeto, com diversas fases. Na verdade, não é um reposicionamento, é uma continuidade da evolução da marca, agora com mais ousadia", afirmou o vice-presidente da unidade de lácteos da companhia, Fabio Medeiros, em coletiva de imprensa realizada hoje. Segundo o executivo, no quarto trimestre de 2010 o projeto foi criado; no primeiro semestre do ano passado foram feitas pesquisas com consumidores; no segundo semestre de 2011, houve o desenvolvimento dos novos produtos e embalagens, além do lançamento da campanha "Mundo Batavo" e no primeiro semestre deste ano, o anúncio do projeto fechado de posicionamento. "Queremos disputar o primeiro e o segundo lugar do mercado, que hoje são da Nestlé e da Danone. A Batavo é a terceira", declarou a gerente de marca e inovação da unidade de lácteos da BRF, Roberta Morelli.
Questionados se a BRF tem projetos parecidos da Batavo com outras marcas do segmento da companhia, a diretora de Marketing da unidade de lácteos da BRF, Luciane Matiello, explicou que toda essa operação da BRF está se modificando. "A Elegê, que é a líder de mercado em leite UHT, com produção total de 50 milhões de litros de leite, vai passar por algumas mudanças, até pelo tamanho dela no mercado nacional do segmento. Mas o reposicionamento de Batavo será o mais ousado", afirmou, sem dar mais detalhes sobre as alterações de Elegê. Medeiros, no entanto, disse que o trabalho da BRF em leite UHT é criar a percepção de que o produto não é apenas uma commodity, há valor agregado no item.
Segundo dados da BRF, com base em informações do mercado, a indústria de lácteos no mundo tem valor de mercado de US$ 380 bilhões. O Brasil é o quinto maior produtor de leite mundial e responderá por 10% do crescimento mundial nos próximos cinco anos. "O aumento da renda população, com a inserção das Classes C, D e E, tem impulsionado o crescimento do consumo de produtos lácteos no País que, no ano passado, avançou 11% em valor e uma média de 10% nos últimos dois anos. Essas classes contribuíram por 34% do crescimento em volume do mercado no período, pois passaram a incluir em suas cestas de produtos, iogurtes, leites fermentados e aromatizados, sobremesas lácteas, ou seja, itens de maior valor agregado", explicou Medeiros, ressaltando que a unidade de lácteos da BRF tem acompanhado o comportamento do mercado.
"Estamos muito otimistas com as perspectivas de crescimento do setor no País. O primeiro trimestre para iogurtes, onde a Batavo tem mais atuação, foi difícil, mas não há indícios de que 2012 seja ruim", completou o executivo. Ele informou que a expectativa de crescimento para a indústria de lácteos brasileira para este ano é de 10% tanto em volume quanto em receita.
O vice-presidente da BRF também comentou que a empresa hoje tem capacidade instalada suficiente para atender o potencial de crescimento da demanda por esses itens, mas não descarta aquisições. "Olhar outros ativos que podemos comprar é dever de ofício. Mas como somos uma companhia de capital aberto, se tivéssemos em conversas com alguém, já tínhamos avisado o mercado", declarou.
No primeiro trimestre o negócio de lácteos da BRF teve receita líquida de R$ 600 milhões, alta de 0,9% e queda de 10,1% no volume comercializado. O indicador Ebit (lucro antes de juros e impostos) recuou 0,3% ante queda de 0,1% em igual intervalo de 2011. A unidade representa 10% da receita líquida total da BRF e possui 15 unidades para a produção desses itens. Somente da marca Batavo, são duas fábricas: em Bom Conselho (PE) e Carambeí (PR).
Batavo: Na questão de alteração na logomarca, é a quinta vez que a da Batavo muda. As anteriores foram em 2003, com o slogan "Sirva com Carinho"; depois em 2004, com "naturalmente"; 2006, manteve o slogan, mas houve modernização da logomarca e em 2007, foi mudado para "De bem com você". Dessa vez, com o slogan "Pensando para sua natureza", a BRF utiliza da biomimética (ciência que utiliza soluções da natureza para o cotidiano do homem) para o desenvolvimento de suas inovações.
Os novos produtos e as embalagens recentes começaram a chegar no mercado nacional no final de abril. As ações nos pontos de venda, incluindo degustações, serão realizados na segunda quinzena do mês.


Brasil é um dos países de acesso mais difícil ao mercado livre de energia
Folha 07.05.2012 - Em toda a América Latina, o Brasil é um dos países onde é mais difícil atingir o limite para um consumidor de energia entrar no mercado livre, ou seja, poder escolher seu próprio fornecedor, segundo a Abraceel (que reúne comercializadores do setor).  Só indústrias que demandam acima de 3 MW podem contratar energia de qualquer gerador e, portanto, buscar preço e condições favoráveis.
Existem também situações especiais para quem consome acima de 0,5 MW, mas são restritas a fontes limpas incentivadas pelo governo.
Há países na Europa em que o volume de demanda exigido é tão baixo que o mercado livre fica acessível até ao consumidor residencial.
"É como poder escolher o fornecedor de telefonia", diz Reginaldo Medeiros, da Abraceel, que acredita ser possível levar o mercado livre também às residências no Brasil.
"Defendemos que isso ocorra no futuro. Para a Aneel, seria melhor deixar as empresas competirem entre si para baixar o preço", diz.
O ambiente livre, entretanto, ainda é desconhecido da população, segundo Paulo Toledo, da comercializadora Ecom Energia. "O setor decidiu lançar uma campanha."
Além da campanha de comunicação para atrair empresas que ainda não participam do mercado livre, associações ligadas ao setor discutem com o governo mudanças regulatórias. Uma das sugestões seria reduzir o limite para que mais empresas ingressem.
"Se um dia o residencial vai poder comprar energia no mercado livre eu não sei. Mas ele deve aprender que, se mais indústrias puderem usar esses benefícios, pode haver uma redução no preço de produtos que ele consome", diz Cristopher Vlavianos, da comercializadora Comerc.


Borracha prejudica resultado da Alpargatas
Valor 07.05.2012 - Márcio Utsch, presidente da Alpargatas: "Desenvolvemos técnicas para fabricar o mesmo produto consumindo menos matéria-prima [borracha]".
A fabricante de calçados Alpargatas sofreu mais um trimestre com a pressão de custos da sua principal matéria-prima: a borracha. O resultado disso foi uma queda de 10,4% no lucro líquido, para R$ 78,2 milhões, apesar de um crescimento robusto em receita na comparação com um ano antes. A receita líquida da empresa cresceu 17%, para R$ 648,9 milhões. "A base de comparação [primeiro trimestre de 2011] é bastante elevada. Por isso, consideramos o nosso desempenho forte", afirmou o presidente da companhia Márcio Utsch, em entrevista ao Valor.
A margem bruta da companhia recuou 2,4 pontos percentuais, para 44,3%. Houve impacto do aumento dos custos com mão de obra, mas o grande vilão foi, de novo, a borracha, commodity que vive um ciclo de alta desde meados da segunda metade do ano passado. "A alta volatilidade ainda continua neste trimestre [o segundo]", disse.
Diante disso, a companhia tem se empenhado em minimizar os efeitos dos altos preços da borracha em suas margens. "Desenvolvemos técnicas para fabricar o mesmo produto consumindo menos matéria-prima", diz Utsch. A empresa está investindo em novos equipamentos e focada no controle das suas despesas.
Segundo o executivo, alguns impactos dessas iniciativas já podem ser observados na evolução das margens bruta e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia em relação ao quarto trimestre de 2011, quando o patamar de preços do algodão esteve tão alto quanto nos primeiros meses do ano. Nessa comparação, a margem bruta cresceu 2,3 pontos percentuais, para 44,3%, e a Ebitda avançou 4 pontos percentuais, para 16,4%.
Para Utsch, esses números sinalizam que a Alpargatas tem sob controle a sua eficiência operacional, mesmo em condições mais adversas provocadas pela instabilidade de preços da borracha. E o aprendizado ficará para quando o ciclo de alta se reverter, salienta o executivo. "É como na época do apagão. Até hoje tem gente que aprendeu a trabalhar com luzes apagadas", compara.
Considerando apenas a operação da Alpargatas no mercado nacional, a receita alcançou R$ 462,6 milhões, em alta de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram comercializados, no Brasil, 52,25 milhões de unidades de calçados, ou 10% a mais do que um ano antes.
Já no mercado internacional, onde a empresa tem se esforçado para ampliar sua operação, a receita cresceu 5%, para R$ 184 milhões, com a venda de 9,63 milhões de pares.
"Estamos nos preparando para a entrada em novos mercados", disse Utsch, preferindo não especificar os países. As exportações da companhia cresceram 24% no trimestre. No período, a empresa começou a venda da marca Dupé para Arábia Saudita, Ucrânia e Marrocos. Atualmente, a Alpargatas tem operação própria na Argentina, Estados Unidos e Europa.
Com redução do seu endividamento e aumento do caixa, a companhia encerrou março com posição financeira líquida em R$ 439,2 milhões, superior aos R$ 373,8 milhões de um ano antes. O saldo de caixa ao fim do trimestre era de R$ 680,7 milhões.


Renova iniciará operação de suas primeiras eólicas
Valor 07.05.2012 - Becker, presidente: esse setor está passando por um processo de consolidação no país; ficarão poucos e grandes grupos.
A Renova Energia, braço de investimentos da Light e da Cemig no setor eólico, pretende colocar em operação até o início de julho seus primeiros 14 parques, num total de 293,6 MW de capacidade, em Caetité, na Bahia. Os empreendimentos demandaram R$ 1,2 bilhão de investimentos, do total de R$ 4,4 bilhões que a companhia planeja investir até 2015.
Segundo o novo diretor-presidente da empresa, Mathias Becker, oito parques já estão prontos. Outros seis estão com 70% das obras concluídas. Os projetos, porém, não fornecerão energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) num primeiro momento, porque o sistema de transmissão que os conecta à rede ainda não foi concluído. O sistema, que pertence à Chesf, subsidiária da Eletrobras, deverá ficar pronto no segundo semestre.
Pelas regras do setor elétrico, contudo, a Renova Energia já receberá a partir de julho a remuneração pela produção de energia dos parques (de R$ 178,4 milhões ao ano), por ter concluído as obras. A empresa negociou 127 MW médios de energia dos projetos no primeiro leilão eólico, em 2009, pelo preço de R$ 160,39 por MWh (corrigido a valores atuais).
Ex-consultor e ex-sócio da McKinsey & Company, Becker assumiu este ano o comando da Renova, a partir da reestruturação da gestão da companhia. A mudança estava prevista no acordo de acionistas assinado em agosto de 2011, quando a Light investiu R$ 360 milhões na empresa e assumiu 25,8% do capital.
Com a alteração, os sócios-fundadores da Renova, Renato Amaral e Ricardo Delneri, controladores da RR Participações, que possui 35,8% do capital, passaram a integrar o conselho de administração. Outros sócios relevantes são os fundos Infrabrasil (17,9%), Fip Caixa Ambiental (7,20%) e Fip Santa Bárbara (6,5%), e o Santander (2,8%).
Responsável pelo desenho do novo modelo de governança da Renova, quando ainda era da McKinsey & Company, Becker acredita que o setor eólico brasileiro está passando por um processo de consolidação em que restarão poucos e grandes grupos investidores. A meta da empresa é ser um deles.
"Acreditamos que haverá apenas de cinco a sete 'players' no mercado de energia eólica no Brasil", afirmou o executivo. Segundo ele, a estratégia da CPFL Renováveis de adquirir pequenas empresas donas de projetos eólicos que já possuem contratos de venda de energia é um sinal claro dessa movimentação.
A Renova inscreveu 211 MW de potência em projetos eólicos para o próximo leilão de energia do tipo A-3 (com início de fornecimento de energia três anos após o leilão). A companhia possui ainda 8,7 mil MW de projetos em desenvolvimento, desde a fase de arrendamento de terras até a homologação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O montante supera a capacidade instalada da usina de Tucuruí, no Pará, de 8.370 MW.
A partir de agosto a empresa vai iniciar a construção de 15 parques eólicos, num total aproximado de 375 MW, que deverão entrar em operação em 2013 e 2014. O pedido de financiamento para os projetos, no valor de R$ 1 bilhão, foi enquadrado em abril pelo BNDES. A companhia também fornecerá 400 MW para a própria Light a partir de 2015.


R$ 100 bilhões em fundos vão perder para a nova poupança
Folha 07.05.2012 - R$ 100 bilhões das economias dos brasileiros aplicados em fundos de investimento conservadores vão render menos do que a poupança a partir do próximo dia 30, quando o BC deve reduzir os juros para 8,5% e a caderneta começar a render 5,95% (70% da taxa Selic) ao ano. Feito a pedido da Folha, estudo do economista Rafael Paschoarelli, professor da USP, revela que 25,8% dos R$ 387 bilhões aplicados em fundos DI, de renda fixa e de curto prazo oferecidos pelos bancos renderiam mais se estivessem na poupança.
O levantamento trabalha com a TR a zero, cenário mais provável a partir de junho, e desconsidera os fundos fechados e os voltados a investidores profissionais.
Ao todo, são 205 fundos dos 531 dos mais populares que cobram a partir de 1,28% ao ano de taxa de administração --comissão cobrada pelos bancos para cuidar do dinheiro dos clientes.
Com essa taxa, os fundos terão rendimento líquido de 5,83% em um ano, considerando Imposto de Renda de 17,5% (alíquota para resgate em 361 dias) --menos do que os 5,95% previstos para a nova poupança.
Títulos: Segundo Paschoarelli, a alíquota de 17,5% do IR é a mais indicada na comparação com a poupança em um ano por ser também usada pelos bancos para recolher o imposto devido.
"Esses fundos devem perder para a poupança. Devem, porque vários deles vão fazer algo para render um pouco mais. Possivelmente, deverão comprar títulos de empresas privadas, que rendem mais mas também têm risco maior", disse Paschoarelli.
Para o consultor Mauro Halfeld, a indústria de fundos vai ter de "suar a camisa" para mostrar serviço e merecer uma boa remuneração.
"Seria ótimo que ela começasse a comprar títulos privados porque esse é um mercado que precisa ser desenvolvido no Brasil; o setor produtivo ganharia muito. E o investidor teria a oportunidade de ganhar mais, correndo um risco administrado através da diversificação. É uma grande tarefa que os fundos podem executar", disse.
Outra opção para os fundos ficarem mais rentáveis seria diminuir as taxas de administração. Nos últimos anos, porém, os gestores preferiram reduzir os valores mínimos de aplicação de fundos com taxas menores, oferecidos a clientes de alta renda.
"A indústria se move assim. É mais fácil deixar o cliente ir para um fundo melhor do que alterar o custo de um que já existe", disse o especialista Luiz Calado.


Western Union
Folha 07.05.2012 - Para atender principalmente imigrantes, como coreanos e bolivianos, a Western Union vai abrir no bairro paulistano do Brás sua primeira loja própria no país.
A empresa, que já atua no Brasil por meio de cerca de 11 mil pontos de atendimento com parceiros, terá uma unidade específica para efetuar transferências de dinheiro, pagamento de contas e outros serviços financeiros que ainda serão lançados.
"O Brás é uma região de grande fluxo de remessas. A meta é chegar a 30 mil pontos no país em cinco anos", diz Felipe Buckup, que acaba de assumir a direção da Western Union no Brasil.
A empresa já procura um segundo ponto, que deve ser inaugurado neste ano, também em São Paulo.


Taxa define vantagem do Tesouro Direto
Folha 07.05.2012 - Quando a Selic estiver em 8,5% e a poupança render 5,95%, papéis do governo darão ganho líquido de 5,89%. Com nova regra para a caderneta, investidor terá de procurar corretoras que não cobram comissão.
O rendimento dos títulos no Tesouro Direto, site do governo que vende papéis da dívida pública diretamente ao investidor pessoa física, também pode apanhar da nova caderneta de poupança se as comissões das corretoras forem superiores a 0,5% ao ano sobre o valor aplicado.
Quando a taxa Selic estiver em 8,5% e o retorno da poupança cair a 5,95% (70% da Selic), o que deve ocorrer no próximo dia 30, os juros dos títulos pós-fixados (as LFTs) do Tesouro Direto vão ter rendimento líquido de 5,89% após descontados 0,5% da corretora e 22,5% do Imposto de Renda (taxação para resgates antes de seis meses).
Somadas à taxa de 0,4% cobrada pela Bolsa, as comissões podem levar o custo de uma transação no Tesouro Direto entre 0,9% e 1% ao ano, equivalente a uma taxa de administração dos fundos que deverão perder para a poupança a partir de junho.
Segundo especialistas, fundos com taxa de administração de 1% já perdem para a poupança agora, com a Selic a 9%. Quando cair a 8,5%, somente os fundos com taxa de administração entre 0,6% e 0,7% conseguirão empatar.
Além da comissão das corretoras, para negociar no Tesouro Direto o investidor tem de arcar com mais 0,4% do valor da transação, que fica com a Bolsa, e da qual não dá para escapar. Desse total, 0,1% é pago uma só vez no momento da transação.
Isenção: O 0,3% restante é uma taxa anual paga à Bolsa -a cobrança ocorre no pagamento de juros, no vencimento dos títulos ou a cada seis meses.
Só seis corretoras (Daycoval, Banif, Convenção, Socopa, Spinelli e Título) têm isenção de taxas. BB, Bradesco, Itaú Personnalité cobram 0,5%; Caixa e Santander, 0,4%; e Itaú, 1%.  "Os custos das aplicações ficaram mais importantes do que nunca com a mudança na poupança. Nem o Tesouro Direto escapará. Vale procurar as corretoras que não cobram a taxa", disse Miguel Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).
"Para ganhar da poupança, o investidor vai ter de saber escolher a aplicação. Valem as mesmas regras de antes, mas que poucas pessoas seguem: invista de acordo com o horizonte de resgate, atenção aos custos e aos tributos", afirma Willian Eid, professor da Fundação Getulio Vargas.


JBS deve anunciar compra da Doux
Exame 04.05.2012 - Segundo reportagem do Valor Econômico, aquisição pode ser confirmada nesta sexta-feira pelas companhias. A JBS, após meses de negociações, deve anunciar, nesta sexta-feira, a compra das operações da francesa Doux Frangosul, segundo informações do jornal Valor Econômico, de hoje.
De acordo com a reportagem, a JBS deve confirmar a aquisição de todas as operações da Doux no Brasil. A companhia mantém sede em Montenegro (RS) e plantas em Caxias do Sul e Passo Fundo, também no estado gaúcho. Recentemente, a agência de notícias Reuters confirmou com uma fonte ligada à Doux, que as duas companhias haviam conversado, mas que as negociações não foram para frente, porque a dívida da empresa francesa era alta de mais. A Doux soma cerca de 630 milhões de reais em dívidas.
Há rumores, no entanto, de que a JBS não compre toda a operação da Doux e apenas alugue seus ativos, sem nenhuma responsabilidade sobre os passivos da companhia.


Abbott ajusta-se ao gosto local em países emergentes
Valor 04.05.2012 - Ao se preparar para virar uma empresa de produtos de consumo, a farmacêutica americana Abbott Laboratories está apostando no açafrão-da-índia para realizar suas ambições nos mercados emergentes. E no cominho e na pimenta também.A Abbott, que este ano vai desmembrar sua divisão de 124 anos de remédios baseados em pesquisas, está mudando seu foco de medicamentos inovadores como o antiartrítico Humira, que é vendido a um preço alto nos mercados desenvolvidos, para produtos mais básicos como os suplementos alimentares e medicamentos genéricos que podem ser bem-sucedidos em lugares como a Índia, a China e o Vietnã.
O maior negócio da Abbott em faturamento será o de alimentos, que movimenta US$ 6 bilhões e inclui a fórmula infantil Similac, seguida dos de remédios genéricos, aparelhos vasculares e testes de diagnóstico. A Abbott estima que só a divisão de alimentos chegará a US$ 10 bilhões até 2015, sendo que US$ 4 bilhões virão de mercados emergentes. Uma maneira pela qual a Abbott, que é sediada em Park, no Estado americano de Illinois, diz que vai acelerar o crescimento desses produtos nos mercados emergentes é injetando neles um toque local.
"Nós vamos ajustar essas divisões muito mais sob medida para as vontades do mercado," disse o diretor-presidente Miles D. White. Historicamente, as companhias multinacionais interessadas em aumentar sua presença nos países em desenvolvimento "agiram como exportadores", disse White, vendendo produtos americanos no exterior. Mas "em muito desses mercados emergentes, você tem que se colocar por inteiro lá".
Um exemplo da sua estratégia é que a unidade de alimentos da Abbott vai estabelecer uma parceria com a farmacêutica indiana Biocon Ltd., com o objetivo de desenvolver produtos com um apelo local. Kiran Mazumdar-Shaw, diretora-presidente da Biocon, disse que a Abbott pode expandir sua atuação na Índia produzindo bebidas nutricionais que misturam ciência com remédios locais - o açafrão-da-índia, observou ela, é reverenciado no país por suas propriedades medicinais.
Um produto que a Abbott afirma que pode emergir do seu contrato de cinco anos com a unidade Syngene da Biocon é um suplemento para diabéticos - uma população em crescimento na Índia - que controlaria picos de glicose e viria em sabores como jal-jeera, um refrigerante indiano feito com cominho e pimenta.
Estratégia semelhante se aplica ao Brasil, onde a Abbott vende, por exemplo, a bebida reidratante para crianças Pedialyte sabor guaraná, que não está disponível nos Estados Unidos. O produto é um dos itens com os quais a Abbott pretende dobrar seu faturamento no país para US$ 1 bilhão em 2015.
Essa adaptação ao gosto local é uma lição que algumas companhias de produtos de consumo aprenderam no passado: a Procter & Gamble, por exemplo, vende Pringles de páprica apimentada na Hungria. Mas as divisões nutricionais vêm demorando para acompanhar essas iniciativas, disse Kaushik Ramakrishnan Shankar, um analista da consultoria de marketing Frost & Sullivan, na cidade indiana de Chenai. "Você precisa trazer sabor local para qualquer produto alimentar", disse ele.
Esse foco local é parte de uma estratégia mais ampla da Abbott de transplantar seu portfólio de produtos básicos e baratos para mercados novos, para ajudar a substituir o crescimento de itens caros com o Humira, cujas vendas podem beirar os US$ 9 bilhões por ano.
À medida que as companhias de produtos medicinais procuram crescer fora das estagnadas economias do mundo desenvolvido, elas estão se dedicando cada vez mais a mudar suas operações de marketing e manufatura para ajustá-las a esses mercados, disse Kevin Davies, diretor da RBC Capital Markets nos Estados Unidos para investimento bancário no setor de saúde. Neles, inovações médicas não geram os mesmos preços altos que em países ricos, então as empresas têm que se concentrar nas suas operações básicas para vender produtos de margem baixa para "o mercado de massa sem prêmios nos preços", disse ele.
Há quem questione se a Abbott e outras companhias serão capazes de aproveitar todo o potencial dos mercados em desenvolvimento. A presença da Abbott em países emergentes foi impulsionada por duas aquisições que ela fez em 2010, das fabricantes de genéricos Solvay e Piramal, da Índia, por um total de US$ 10 bilhões.
Mas esse gasto inicial pode limitar a capacidade da Abbott de crescer através de futuras aquisições, disseram analistas, uma tática crucial para se expandir no exterior. A Abbott também tentou comprar empresas de alimentação em 2010, mas negócios na Índia e na China não se concretizaram. Agora, disse White, a estratégia da Abbott será baseada no crescimento orgânico.


Gol reverte lucro e registra prejuízo de R$ 41,4 milhões no 1º trimestre
Estadão 04.05.2012 - A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 41,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante lucro líquido de R$ 69,4 milhões apurado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida totalizou R$ 2,166 bilhões, 14,3% superior à registrada entre janeiro e março do ano passado. O Ebitdar (lucro operacional antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações somado ao valor dos custos operacionais com arrendamento mercantil de aeronaves e com arrendamento suplementar de aeronaves) foi de R$ 267,9 milhões, o que representou uma queda de 24,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2011.


Plural anuncia união com a Geração Futuro
Brasil Econômico 03.05.2012 - A conclusão do negócio ainda depende da aprovação prévia do Banco Central.
Com esta operação, a Plural amplia sua plataforma de atuação e se fortalece como uma companhia completa de investimentos.
A Plural, grupo financeiro com atuação na área de investment banking, gestão de patrimônio e gestão de recursos, firmou acordo de associação com a Geração Futuro, especializada na gestão de recursos de terceiros, com atuação destacada no mercado de ações. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação prévia do Banco Central e da implementação de condições prévias previstas no contrato de compra e venda assinado entre as partes. Os detalhes financeiros não foram divulgados.  Com esta operação, a Plural, hoje com produtos e serviços direcionados principalmente aos clientes de alta renda e institucionais, amplia sua plataforma de atuação e se fortalece como uma companhia completa de investimentos. "Estamos crescendo e continuaremos a atuar com o mesmo comprometimento, segurança, responsabilidade e competência que marcam nossa história até aqui. Esta união representa nossa entrada no segmento de varejo de renda variável e trará desafios estimulantes para todos nós", afirmou Rodolfo Riechert, presidente da Plural Capital, em comunicado.
A Geração manterá sua identidade e atuará de maneira independente, dando continuidade à sua filosofia de investimentos.
Os executivos Eduardo Moreira, atualmente responsável pelas áreas de Private Bank e Wealth Management da Plural, e Rodolfo Froes, diretor de operações da corretora do grupo, uma vez que a operação seja concluída e autorizada pelo Banco Central, deixarão os seus cargos e passarão a compor o time de executivos da Geração.


Plural paga R$ 150 milhões pela Geração
Valor 04.05.2012 - A Plural Capital, de ex-sócios do Pactual, fechou a compra de 100% da tradicional corretora de ações e gestora de fundos de renda variável Geração Futuro, com sede no Rio Grande do Sul, forte no mercado de pessoas físicas. O anúncio foi feito na noite de ontem.
Segundo apurou o Valor, a Plural, criada por Rodolfo Riechert e André Schwartz, pagará cerca de R$ 150 milhões pela Geração, que possui aproximadamente R$ 6 bilhões em ativos administrados e 80 mil clientes. A compra faz com que a Plural dê um salto de tamanho, aproximando-se da XP Investimentos no negócio de varejo. A Plural já havia absorvido, em 2011, a corretora Flow, de Jorge Felipe Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann. Deve manter as duas corretoras separadas, uma com foco no varejo e outra para grandes investidores.
Desde a morte do fundador da Geração, o empresário Edmundo Valadão, em 2010, vítima de um câncer, a corretora ficou sem uma liderança forte, o que culminou agora na sua venda.
A transação marca a entrada da Plural no varejo de investimentos. Até agora, a Plural tinha como foco a atuação junto a clientes empresariais e institucionais, como gestora de recursos, assessora em operações de fusões e de mercado de capitais e também com uma resseguradora, a Terra Brasis. Os planos dos ex-executivos do Pactual são de criar um banco múltiplo e, para isso, aguardam a aprovação pelo Banco Central da aquisição do Banco Equity, uma instituição que pertencia ao Banco Prosper e estava inoperante. O BC tem dificultado a obtenção de licença de novos bancos, dando preferência para que instituições interessadas em operar no país adquiram outras com problemas ou inoperantes.
A Geração Futuro será mantida como uma negócio separado do banco Plural, inclusive com sua marca preservada. Entram no negócio as operações de corretagem, gestão e administração de fundos. O banco de investimentos que a Geração abriu em 2008, mas nunca foi operacional, fica de fora e a corretora já teria, até mesmo, solicitado ao BC a sua extinção.
A compra da Geração Futuro pode ser interpretada como uma aposta de que o atual cenário de forte queda dos juros, acompanhado de revisão das regras de remuneração da poupança, abrirá maior espaço para forte crescimento de produtos de investimento de renda variável, além de outros ativos diferenciados.
Com uma abordagem fundamentalista para o mercado de ações, Edmundo Valadão e a sua Geração tiveram papel de destaque na maior popularização do investimento em bolsa no país. A corretora criou centenas de clubes de investimentos, além dos fundos. Tido como o maior investidor individual em bolsa do país, o bilionário gaúcho Lírio Parisotto gere sua fortuna por meio de um fundo que mantém na Geração, com direito a mesa no escritório da corretora em São Paulo, na avenida Paulista.
Segundo comunicado da Plural, os executivos Eduardo Moreira, atualmente responsável pelas áreas de private bank e gestão de fortunas da Plural, e Rodolfo Froes, diretor de operações da corretora, deixarão seus cargos e se juntarão ao time da Geração, ao lado dos atuais diretores.


“Demanda deve ser positiva no 2º semestre”, diz Gerdau
Brasil Econômico 03.05.2012 - "O resultado foi impactado pelo aumento de custos e a desindustrialização da cadeia de aço", justifica Gerdau.
André Gerdau justifica que o crescimento dos emergentes e Estados Unidos conseguiram reverter o fraco desempenho visto no Brasil. Por aqui, as ações recuam mais de 3%.
A Gerdau viu um comportamento diferente nesse trimestre. E engana-se quem pensa que a mudança ocorreu no lucro da empresa. A alteração foi verificada nas operações de Estados Unidos e Brasil.
A América do Norte, que apresentou fraco desempenho no quarto trimestre, mostrou recuperação entre janeiro a março, enquanto a menor demanda no Brasil frustrou os resultados.
Segundo André Gerdau, diretor-presidente da empresa, a América do Norte contribui para uma expansão de 7% nas vendas físicas e espera uma continuidade de recuperação nos Estados Unidos.
"Também seguimos com boas perspectivas para a América Latina (excluindo Brasil), com destaque para o crescimento do Peru e Chile", destaca.
O cenário segundo o executivo não foi tão animador por aqui "em virtude da antecipação de compra."
Diante desse cenário, o lucro líquido da Gerdau recuou 3%, ficando em R$ 397 milhões no primeiro trimestre de 2012, ante R$ 409 milhões apurados um ano antes.
"O resultado foi impactado pelo aumento de custos e a desindustrialização da cadeia de aço", justifica Gerdau que não parece estar preocupado com resultado visto tendo avaliado apenas como "em linha".
A percepção foi compartilhada pela equipe de análise do Bradesco, que ressaltou a continuidade do ciclo fraco. Já para a equipe do BB Investimento, o desempenho entre janeiro a março foi avaliado como "neutro", mas com perspectivas positiva para os próximos trimestres.
Raphael Biderman e Alan Glezer, do Bradesco, compartilham da aposta do BB Investimento e ressaltam que "os resultados da Gerdau estão sendo prejudicados por fatos não recorrentes e que as operações permanecem sólidas." Mesmo acreditando em uma melhora nos próximos meses, os papéis da empresa aparecem nos destaques de queda do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (3/5). As ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) perdem 3,83%, enquanto a Gerdau (GGBR4) recua 2,98%.
Sobre o futuro, Gerdau afirmou que vê uma demanda positiva para o segundo semestre e que deve continuar em 2013.
Por meio de relatório, o Bradesco tem recomendação de "acima da média do mercado" (outperform) para as ações da Gerdau, enquanto a equipe do Itaú é menos otimista e avalia como "em linha com o mercado" (market perform).
Açominas: O diretor-presidente ainda comentou que a Gerdau Açominas deverá atingir até o final do ano sua autosuficiência em minério de ferro.
Gerdau destacou que o objetivo é atingir a produção de 6,5 milhões de toneladas até o final deste ano.


Para elevar ocupação, hospital amplia gestão de leitos
Folha 04.05.2012 - Após iniciar a construção de novas unidades para ampliar a quantidade de leitos, os hospitais investem no gerenciamento das vagas já existentes, segundo a Anahp (que reúne hospitais privados).
Medidas como o uso de medicamentos menos agressivos, tecnologias cirúrgicas que reduzem o tempo de internação e agilidade nas altas elevaram a ocupação das instituições.
"Com o aumento da faixa etária dos doentes, espera-se que suba o tempo de internação, mas temos conseguido manter isso em uma média de quatro dias", diz Denise Schout, executiva da Anahp.
No Santa Isabel, o gerenciamento de leitos, que antes era mais focado no departamento de internação passou a agregar o trabalho de profissionais de enfermagem.
"Reduzimos de 41 transferências para apenas uma transferência externa de pacientes por falta de vagas entre janeiro e março. A renda do hospital subiu considerando a mesma quantidade de leitos há um ano", diz Kely Gonçalves, enfermeira. A taxa de ocupação subiu de 76% em janeiro para 84% em março, segundo ela. O Hospital São José, após passar por investimentos em oncologia, registrou um aumento da demanda.
"O avanço da saúde suplementar também eleva a demanda. Temos obras, mas levam mais tempo", diz o superintendente Julio Neto. Medidas como a antecipação do atendimento aos pacientes que receberão alta foram tomadas, o que reduziu o intervalo em que o leito permanece livre. Com o uso de robótica e convergência tecnológica os procedimentos ficaram mais eficientes, segundo Claudio Lottenberg, do Albert Einstein. "Uma internação que necessitava de dez dias, pode hoje levar apenas dois." Número: 4 dias é a média de tempo de internação, segundo a Anahp.


GOL tem prejuízo líquido de R$41,4 mi no 1º tri
Exame 04.05.2012 - Entre janeiro e março, a empresa foi afetada por um cenário de pressão nos custos operacionais, notadamente o custo de combustível.
Os custos e despesas operacionais subiram 22,6 por cento na comparação anual, para 2,158 bilhões de reais. A GOL Linhas Aéreas encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de 41,4 milhões de reais, revertendo um lucro líquido de 69,4 milhões de reais no mesmo intervalo do ano passado. Entre janeiro e março, a empresa foi afetada por um cenário de pressão nos custos operacionais, notadamente o custo de combustível, queda do real frente ao dólar e despesas com tarifas aeroportuárias nos principais aeroportos do Brasil.
"Adicionalmente, o resultado do período foi impactado pelas despesas com resultado financeiro de 23,2 milhões de reais e 25,5 milhões de reais de imposto de renda", afirmou a empresa em comunicado.
Analistas consultados pela Reuters não tinham uma linha de estimativas comuns para a companhia. Seis analistas previram prejuízos que iam de 2,4 milhões a 127 milhões de reais, enquanto um esperava lucro de 32 milhões de reais. O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebitdar,a na sigla em inglês) foi de 267,9 milhões de reais no período, queda de 24,2 por cento ante o primeiro trimestre do ano passado. Os custos e despesas operacionais subiram 22,6 por cento na comparação anual, para 2,158 bilhões de reais.
A receita líquida da companhia no primeiro trimestre foi de 2,166 bilhões de reais, alta de 14,3 por cento em comparação ao primeiro trimestre de 2011.


Butting Tubos
Folha 04.05.2012 - A empresa alemã Butting, que produz tubos para exploração do pré-sal, vai construir sua primeira fábrica no Brasil. A planta demandará € 30 milhões (cerca de R$ 75 milhões) em investimentos e será instalada em Barra Velha (SC)."[A companhia] decidiu fabricar no Brasil por questões logísticas e de conteúdo nacional", afirma o diretor da Butting no país, Rolf Hartmann.
Hoje a empresa tem escritório em Blumenau e importa as mercadorias. Há planos para exportar os tubos para a África e para a América Latina. A fábrica começa a operar em 2015.


Qatar Mining
Folha 04.05.2012 - A Qatar Mining (de mineração) quer investir no Brasil e já sabe com que parceiro: o grupo EBX, de Eike Batista, segundo informação de um alto executivo da estatal do Oriente Médio que participa das conversas. O interesse tem precedente no Golfo Pérsico. No dia 26 de março, o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, país vizinho ao Qatar, fez seu primeiro investimento no Brasil.
O fundo comprou 5,63% de participação na holding de Eike por US$ 2 bilhões.
O empresário brasileiro, por sua vez, esteve no mês passado no Qatar.
No começo de abril, o fundo soberano daquele país registrou participação de 6,5% na mineradora Xstrata, que tem sede na Suíça, tornando-se um dos maiores acionistas da companhia.
A Qatar Holding, que é um braço do fundo soberano do país do Golfo, dono da loja de departamentos londrina Harrods, vem manifestando interesse em investir não apenas em minérios, como também em metais, com destaque para o ouro.
Coração... As vendas do comércio atacadista de tecidos no Estado de São Paulo registraram alta de 2,2% em abril, na comparação com março, segundo o sindicato do setor.
...de mãe O sindicato prevê movimento mais expressivo em maio, em razão da comemoração do Dia das Mães, uma das datas que mais alavancam as vendas do setor.


Bradesco Saúde e a Mediservice
Folha 04.05.2012 - A Bradesco Saúde e a Mediservice, sua controlada, atingiram juntas faturamento de R$ 2,2 bilhões no primeiro trimestre de 2012. O aumento foi de 15,7% ante o mesmo período do ano passado. O segmento SPG (Seguro para Pequenos Grupos) foi destaque, com alta de 33% em relação aos primeiros três meses de 2011.
Na SulAmérica, a carteira de seguro saúde teve prêmios de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, 20% a mais que no mesmo período de 2011, com destaque para a linha para pequenas e médias empresas.


Mercado vive paradoxo em meio a fusões e aquisições
Valor 04.05.2012 - Marco Stefanini: entre 2010 e 2011, a companhia que leva seu sobronome fez seis aquisições, incluindo negócios nos Estados Unidos e na Colômbia.
O setor de tecnologia da informação (TI) vive um paradoxo: embora apresente o maior número de fusões e aquisições no país, o mercado continua altamente pulverizado, com pouquíssimas companhias de grande porte. Para comparar, em áreas como varejo, petroquímica e bancos, o grande volume de transações nos últimos anos gerou uma forte concentração de mercado, com a formação de companhias bilionárias. Na área de TI, a Totvs representa um caso isolado de companhia nacional que resultou de um processo de fusões e aquisições e que hoje compete em pé de igualdade com gigantes internacionais.
De acordo com um estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC), o volume de fusões e aquisições em TI passou de 46 em 2008 para 79 em 2011. O setor, que respondia por 7% dessas operações no país em 2008, elevou a participação para 12% no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou 23 operações, 15% a mais que no mesmo período de 2011.
Em quatro anos, os processos de fusões e aquisições no país deram origem a apenas quatro companhias de TI de grande porte: Totvs, Tivit, Stefanini e Globalweb Corp. Essa contagem leva em consideração os critérios do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), que estabelece como grande porte a empresa com mais de 500 funcionários e receita superior a R$ 300 milhões ao ano. "O setor de TI é extremamente pulverizado no Brasil e no exterior. Esse é um dos motivos porque há um grande volume de transações, mas poucas empresas grandes ou gigantes", diz Alexandre Pierantoni, sócio da PwC.
De 23 operações feitas até março, 11 custaram em média R$ 5 milhões, frente à média no país de R$ 190 milhões
Sem detalhar números, Pierantoni diz que o valor médio das transações no setor é inferior à media do total de fusões e aquisições no país, de US$ 100 milhões (R$ 190 milhões). De acordo com a Ferrari Consultoria, das 23 operações registradas no primeiro trimestre, 11 tiveram valores entre R$ 4 milhões e R$ 6 milhões. "As companhias internacionais realizam as operações de maior porte. As nacionais adquirem empresas menores", afirma Roberto Ferrari, consultor da Ferrari Consultoria.
Ferrari diz que as maiores aquisições no país são feitas geralmente por grupos internacionais. Ele cita os casos da empresa de serviços de TI CPM Braxis, que vendeu 55% de participação para a francesa Capgemini em 2010, por R$ 517 milhões, e do BuscaPé, que vendeu 91% de participação para o grupo de mídia sul-africano Naspers, por US$ 342 milhões, em 2009.
Recentemente, um dos raros casos que deram origem a uma companhia brasileira bilionária foi o da Stefanini, voltada a serviços de TI. Entre 2010 e 2011, a companhia fez seis aquisições. Comprou as americanas Tech Team e CXI, a colombiana Informática & Tecnología, e as brasileiras Vanguard, Sunrising Consulting e Orbitall. Para este ano, Marcos Stefanini, fundador e presidente da companhia, prevê um aumento na receita de 35%, para R$ 1,67 bilhão. O grupo planeja investir R$ 300 milhões até 2014 em aquisições de pequenas e médias empresas. "As opções existentes no país são companhias de menor porte. As grandes já foram vendidas", observa o executivo.
Além da oferta escassa de oportunidades relacionadas a grandes empresas, um fator que dificulta o surgimento de novas "Totvs" é o alto nível de especialização do setor, afirma Ricardo Reis, líder em fusões e aquisições da Ernst & Young. O setor é dividido em áreas de equipamentos, software e serviços. Mas cada uma delas é formada por segmentos bastante especializados. As exceções são a produção de computadores e a de semicondutores - áreas nas quais há enorme influência de companhias internacionais, com pouco espaço para o surgimento de novos competidores brasileiros.
."O mercado de TI é mais intelectual, há poucas commodities. Por isso é tão segmentado", diz Cristina Boner, presidente do conselho da Globalweb - resultado da fusão entre duas divisões do grupo TBA com a Benner Sistemas. Voltada a software e serviços com acesso por internet (na nuvem), a Globalweb planeja uma série de aquisições para ganhar corpo e elevar sua receita de R$ 300 milhões em 2011 para R$ 500 milhões em 2014. Neste ano, o orçamento para compras é de R$ 50 milhões. No alvo estão pequenas e médias empresas.
Outro aspecto citado por analistas para explicar a rara formação de empresas de grande porte é o alto risco do negócio de tecnologia. É impossível saber se uma inovação fará sucesso ou não. As empresas de TI inovadoras necessitam de investimentos desde seu nascimento, sem uma certeza sobre o retorno do capital investido. A escassez de capital de risco dificulta a expansão de muitas delas.
Pierantoni, da PwC, ressalva que nem todas as empresas de TI precisam ser gigantes para ter sucesso. "É muito comum encontrar pequenas empresas de TI que dominam um segmento específico de software ou de serviço e vivem bem por muitos anos", diz. Um exemplo é a Ci&T, voltada à terceirização de serviços de tecnologia, que atua em 27 países e prevê para este ano um crescimento de 35% em relação à receita alcançada no ano passado, de R$ 135 milhões.
Na avaliação do analista, o mercado de TI é pulverizado e deve continuar com essa característica. A exceção seria a área de serviços, que já passou por um processo de concentração no mercado internacional em anos recentes. A Linx Solutions está entre as companhias que pretendem ganhar robustez por meio de aquisições. Desde 2008, a companhia fez nove aquisições. A mais recente foi a Microvix, em janeiro. "O objetivo é continuar realizando aquisições para manter a competitividade", afirma Alberto Menache, diretor-presidente da Linx.
No foco da Linx estão empresas de pequeno e médio portes, com atuação regional, que tenham uma carteira de clientes ou serviços complementares ao seu portfólio atual, diz Menache. O executivo afirma que o setor de serviços é um dos mais maduros na área de TI. O mercado é controlado por companhias de grande porte e multinacionais, o que dificulta a tarefa de ganhar participação. "As empresas tendem a ser fiéis às marcas. Para fazer a marca ganhar importância, é preciso ter robustez e ganhar a confiança do mercado", afirma Menache.


Lucro da Marisa despenca para R$ 400 mil no 1º trimestre
Estadão 04.05.2012 - Readequação do estoque frente à desaceleração das vendas ajuda a explicar o resultado. A Marisa Lojas fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 400 mil, bem abaixo do ganho de R$ 36 milhões apurado no mesmo período em 2011, afetada por maiores despesas e fraco desempenho de vendas.  Nos três primeiros meses do ano, as vendas pelo conceito mesmas lojas - que considera aquelas em operação há pelo menos 13 meses - cresceram apenas 2%, contra expansão de 12,7% um ano antes, decorrente da desaceleração vista no último trimestre de 2011, segundo a varejista.
Dentre os fatores que pressionaram o resultado do período, a Marisa citou "desequilíbrios de estoque entre algumas categorias de produtos e entre lojas, oriundos do processo de readequação do estoque frente ao cenário de desaceleração das vendas, e estratégia comercial agressiva, que incluiu atuarmos de forma promocional via preços".
Tais fatores, de acordo com a empresa, "foram plenamente equacionados com a entrada da nova coleção de outono/inverno, a partir de março". "Temos observado uma recuperação do crescimento de vendas, sendo que o desempenho em março e abril tem sido mais forte", acrescentou.
O resultado veio com aumento de 16,4% no custo de mercadorias, que ficou em R$ 217,9 milhões.
As despesas com vendas também aumentaram, em 9,2%, para R$ 159,6 milhões, enquanto as gerais e administrativas foram 11,9% maiores, a R$ 25,8 milhões.
De janeiro a março, a geração de caixa operacional medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 53,2 milhões, queda anual de 29,2%.
A margem Ebitda, por sua vez, caiu de 15,2% para 10,2%, enquanto a de varejo cedeu de 20,1% para 13,1%.
Em contrapartida, a receita líquida da companhia subiu 5,2%, para R$ 519,9 milhões, sendo que os cartões Marisa tiveram participação de 44,6% no total das vendas, queda de 1,3 ponto porcentual ano a ano. A receita líquida de cartões foi 11,1% menor, somando R$ 98,4 milhões.
A companhia encerrou março com 336 lojas, aumento de 19,6% em 12 meses e, até junho, deve concluir a abertura de outras quatro unidades.


Dreyfus deve abrir capital da LDC
Valor 04.05.2012 - ....A LDC Bioenergia, segunda maior empresa de cana-de-açúcar do país, controlada pela multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities, convocou ontem assembleia extraordinária de acionistas para o dia 8 de maio, quando será votada a abertura de capital da empresa na bolsa.
A companhia não informa quanto poderia captar por meio da oferta inicial de ações, caso siga em frente com o plano. O mercado estima que poderia ser algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, por 25% a 30% da empresa. Entre os acionistas minoritários da companhia, com 14% de participação, estão as famílias Junqueira Franco e Biagi, ex-controladores da Santelisa Vale, comprada pela Dreyfus em 2009.


Lucro da Itaúsa fica estável em R$ 1,370 bilhão no primeiro trimestre
Valor 04.05.2012 - A Itaúsa, holding que congrega Itaú Unibanco, Itautec, Duratex e Elekeiroz, teve lucro líquido de R$ 1,370 bilhão no primeiro trimestre. O número é praticamente estável em comparação com o ganho de R$ 1,367 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.
A receita proveniente da venda de produtos e serviços cresceu apenas 0,79% e ficou em R$ 1,279 bilhão. A receita líquida de juros e rendimentos (já descontadas as despesas equivalentes) aumentou 10,93%, para R$ 4,660 bilhões. De acordo com a companhia, o resultado sofreu impacto de um aumento de 211,5% nas despesas tributárias, que totalizaram R$ 81 milhões. A alta decorreu da incidência de PIS/Cofins nos juros sobre capital próprio declarados pelas empresas controladas no período. A rentabilidade recorrente anualizada sobre o patrimônio líquido médio da Itaúsa passou de 18,9% para 17,4%.


Cosan vai concentrar esforços por fatia da ALL
Valor 04.05.2012 - Para a Cosan, ter uma participação na ALL faz parte da sua estratégia de expansão no negócio de infraestrutura.
Após a formalização da compra dos 60,1% de participação da britânica BG na Comgás, que deverá ser concluída em até três semanas (ver matéria abaixo), o grupo Cosan vai concentrar esforços na aquisição ALL (América Latina Logística). Em fevereiro, a companhia fez uma polpuda oferta pela fatia de 49,1% do bloco de controle minoritário (ou 5,6% do capital total) da ferrovia.
A Cosan ofereceu R$ 896,542 milhões para comprar ações de três integrantes do bloco de controle: Riccardo Arduini, conselheiro da ALL, sua esposa Julia Dora Arduini, e GMI (Global Markets Investments, que representa o presidente do conselho de administração, Wilson de Lara).
O Valor apurou que as negociações não avançaram muito até agora e um novo acordo está em negociação. Para que a transação seja concluída, todos os acionistas que compõem o bloco de controle da ALL têm de aprovar a operação.
Fazem parte do bloco de controle da ALL o BNDESPar, braço de participações do BNDES; o fundo BRZ ALL, que tem como cotistas Funcef, Petros, Postalis, Forluz e Valia; além da Previ, Funcef, e os acionistas que concordaram em vender parte de suas participações.
O Valor apurou que os fundos de pensão que estão no bloco de controle também têm interesse de vender suas participações na ALL. Um acordo entre os acionistas Wilson de Lara e Riccardo Arduini para que esses fundos de pensão também possam se desfazer de parte de suas participações estaria sendo costurado para que as negociações sejam levadas adiante. Procurados, executivos da Cosan e os acionistas da ALL não retornaram os pedidos de entrevista.
Pelo acordo de acionistas da ALL, os sócios que participam do bloco de controle da ferrovia estão impedidos de vender suas ações até 2013. Para se desfazerem dos papéis antes do término desse prazo, os integrantes desse grupo possuem duas opções. Ou pedem o desligamento do acordo e vendem os papéis já fora do bloco de controle, opção que não é a do interesse da Cosan. Ou conseguem a autorização dos outros signatários do acordo que têm direito de preferência na compra e poder para aprovar ou não o ingresso de um novo sócio no acordo.
O ingresso da Cosan no bloco de controle da companhia é considerado estratégico para a empresa. O mercado encarou essa oferta da Cosan com ressalva, por conta do conflito de interesse entre a Rumo Logística, controlada pela Cosan, que utiliza os serviços da ALL, mas acredita que há sinergias entre as duas companhias e que essa aquisição faz sentido.
Para o grupo Cosan, esse negócio faz sentido porque a companhia leva em consideração os potenciais projetos de investimentos em infraestrutura no país para o agronegócios. Cada vez mais a companhia quer desvincular sua imagem como empresa de commodities para se tornar um grupo focado em infraestrutura e energia.
A Portugal Telecom, quando ingressou no bloco de controle da Oi, também precisou negociar com as fundações. A operadora portuguesa comprou ações novas da Telemar Participaçõe s (holding controladora) com uma injeção de capital, adquiriu participações indiretas dos dois maiores sócios e também teve de ficar com participações pequenas de diversas fundações. Elas queriam aproveitar o prêmio elevado pago pela Portugal Telecom e conseguir liquidez para o investimento, que é numa companhia não listada na bolsa e, portanto, sem chances de saída com venda no mercado.


Projeto de lei barra planos de expansão da CSN em Minas
Valor 04.05.2012 - Conhecida pelas estátuas de Aleijadinho, Congonhas decide futuro da Serra da Casa de Pedra (ao fundo) no dia 15. A cinco meses das eleições municipais, vereadores da cidade histórica de Congonhas, em Minas Gerais, dão uma receita para atrair eleitores este ano: apoiar um projeto que barra os planos bilionários de expansão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no município. A empresa extrai minério de ferro desde os anos 40 na Serra da Casa de Pedra em Congonhas. Em 2007, ela apresentou um projeto para ampliar sua área de mineração na serra. Mas no dia 15, deve ser posto em pauta na Câmara dos Vereadores um projeto de lei de iniciativa popular que delimita um perímetro na área onde a atividade de mineração será proibida. Se o texto for aprovado, será um revés para as pretensões de expansão da empresa. Ao mesmo tempo, será um tremendo trunfo eleitoral para os políticos que se apresentam como defensores da serra, do meio ambiente e da qualidade de vida da população. "Vai pegar mal demais para o vereador que votar contra o projeto de lei. Estará liquidado eleitoralmente", prevê Adivar Geraldo Barbosa, vereador do PSDB em seu terceiro mandato. O PSDB municipal fechou questão a favor do texto. O partido tem dois dos nove vereadores da cidade e o vice-prefeito. O prefeito é do PT.
A politização do debate sobre os planos de expansão era algo que a empresa não desejava. No início do ano, Benjamin Steinbruch, acionista e presidente da CSN, procurou o presidente nacional do PSDB, o deputado federal pelo Pernambuco, Sérgio Guerra, e se queixou da situação em Congonhas.
"Ele é amigo meu e disse que tem esse projeto grande em Congonhas e que estava tendo problemas lá", disse Guerra. Segundo ele, a conversa ocorreu há três ou quatro meses. "Falei com o Rodrigo de Castro e com o Marcos Pestana [deputados federais por Minas] e perguntei como estavam as coisas. E aí não soube mais o que aconteceu". Pestana, que tem parte de sua base eleitoral em Congonhas, diz que está tentando ajudar a promover o diálogo entre a CSN e lideranças políticas na cidade "para criar um consenso técnico e político". Mas admite: "É evidente que o clima eleitoral já contamina um pouco."
Em 2007 foi com os tucanos que Steinbruch discutiu os planos de ampliação - a maior parte em Congonhas e outra parte em Arcos. Naquele ano, ele assinou com o então governador de Minas Aécio Neves (PSDB) - hoje senador - um protocolo de intenções de investimentos de R$ 9,5 bilhões. Reafirmados em 2009, em cerimônia em Belo Horizonte, os planos incluíam a ampliação de produção de minério de ferro na Serra da Casa de Pedra, uma siderúrgica e uma pelotizadora. Tudo isso em Congonhas. Em Arcos, uma fábrica de clínquer e uma cimenteira. A primeira iniciou operações em 2011 e a cimenteira está em obras. Em Congonhas, apenas a expansão de Casa de Pedra foi à frente, mas em ritmo gradual.
"A minha sensação é que a CSN vai perder. Esse assunto virou palanque político para os partidos", diz o prefeito
A empresa diz que está renegociando o pacote e que os valores de investimento atualmente estão ao redor dos R$ 12 bilhões. Uma mudança já foi decidida: o encolhimento da capacidade da futura siderúrgica, de 4,5 milhões de toneladas/ano para 1 milhão. Em 2009, segundo o site do governo, o projeto geraria 13 mil empregos. Esse número pode ser alterado na atual renegociação. A CSN diz que ainda não sabe em quanto sua produção de minério de ferro poderá será ampliada se os planos de 2007 forem adiante. A CSN e a Namisa, sua controlada que também atua em Congonhas, produzem atualmente 25 milhões de toneladas/ano de minério de ferro no município.
No ano que Steinbruch assinava com Aécio o planos de expansão, 2.700 eleitores do município (quase 10% do total) assinavam um pedido de criação de um projeto de lei que barrasse os planos da empresa. Neilor Aarão, presidente do PV)Partido Verde) municipal, foi um dos mentores da iniciativa.
O medo dos proponentes era que a ampliação da atual unidade de Casa de Pedra viesse a desfigurar a silhueta da serra que circunda a cidade e que serve de pano de fundo para as estátuas dos profetas esculpidas por Aleijadinho. As estátuas estão dispostas no adro do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, tombado pela Unesco. Outro medo era o de um aumento da quantidade de poeira na cidade - um problema que afeta os moradores há anos. Os proponentes diziam também que se a serra não fosse protegida, o projeto de expansão da CSN poderia afetar as 29 nascentes de água na serra que abastecem a cidade. A serra já é tombada por uma lei municipal, mas falta uma lei complementar que estabeleça o perímetro exato da proteção.
O projeto de lei 027, de iniciativa popular e acrescido de uma emenda do PV, prevê um perímetro a ser protegido na serra que impede a CSN de levar a adiante seu programa de expansão. Também tomba uma área pertencente à Vale. Depois de estudos, consultas e uma dezena de audiências públicas, o presidente da Câmara dos vereadores, Eduardo Matosinhos (PR) promete pôr o texto em votação no dia 15. "A minha sensação é que a CSN vai perder. Esse assunto virou palanque político para os partidos", diz ele. "Mas eu vou pagar um preço muito alto politicamente se adiar para o ano que vem. A mensagem que enviaríamos seria que fomos covardes. Há um clima de comoção popular."
Congonhas tem nove vereadores. Quatro deles (dois do PSDB, um do PV e outro do PPS) disseram ao Valor que votarão a favor do projeto de lei. Outro, do PR, não quis antecipar o voto, mas deu a entender que também apoiará o texto. Um do PT diz ter dúvidas e outro, que agora não é o momento de votar o texto. O vereador do PDT também diz estar em dúvida. Matosinhos, que apoia os investimentos da CSN, só vota em caso de empate.
"Projeto de lei ganhou apelo popular e processo eleitoral contaminou a discussão", diz Cabido, prefeito petista de Congonhas.
Todos os representantes, no entanto, concordam que a essa altura do campeonato, apoiar o projeto de lei pode render mais votos do que ficar ao lado da empresa. "Tem grupos na cidade que são a favor do projeto de lei e que vão trabalhar contra o vereador que votar contra. O vereador tem de levar isso em conta [na hora de decidir se apoia ou não a empresa]", diz o petista Rodolfo Gonzaga da Silva. Seu companheiro de partido, Adeir dos Santos Silva, resume assim o clima político-eleitoral que tomou o debate sobre os planos da CSN: "O vereador [que votar contra o projeto de lei] não vai ser bem interpretado pelos eleitores. O que está sendo colocado é que os vereadores estão vendendo a serra para a CSN, o que é uma inverdade". Feliciano Duarte Monteiro, vereador pelo PR, pensa nas eleições e avalia: "Eleitoralmente, eu acho que [o quadro] será desfavorável para o vereador que votar a favor do que a CSN propõe".
A ressalva que os críticos dos planos da CSN fazem é que não são contra exatamente o investimento, mas sim querem preservar a serra, a água e a saúde pública.
No fim de 2011, a CSN apresentou uma sugestão de perímetro a ser protegido pelo tombamento que não afetaria seus planos. A proposta, entre outros pontos, tira da área a ser protegida o chamado Morro do Engenho, que tem um potencial conhecido de minério de ferro. A sugestão não se transformou em emenda até agora.
Na semana passada, durante mais um debate público em Congonhas sobre o assunto, o subsecretário de Política Mineral e Energética do governo do Estado, Paulo Sérgio Machado Ribeiro, disse que o governo apoia integralmente o empreendimento da CSN porque vai gerar empregos e agregar valor ao minério. E procurou acalmar moradores e políticos. "No governo há um consenso de que desenvolvimento econômico só deve ser buscado se houver sustentabilidade ambiental. Ninguém em sã consciência vai fazer um laudo autorizando a expansão da mina da CSN se isso impactar a questão da água, por exemplo", disse ele.
O prefeito Anderson Costa Cabido (PT), que cumpre o último ano de seu segundo mandato, defende o plano da CSN, mas admite a dificuldade de vê-lo aprovado. "O projeto de lei ganhou apelo popular e o processo eleitoral está ajudando a contaminar a discussão. O clima aqui já é de total dicotomia", afirma ele, referindo-se a imagem de "maus versus bons" que, avalia ele, muitos eleitores passaram a fazer dos políticos que são pró ou contra a ampliação das atividades da empresa.
"A empresa vendeu mal para a opinião pública os seus planos e os opositores ao investimento venderam muito bem a imagem da destruição. Hoje, na minha avaliação, 75% da população rejeita os planos de expansão", diz Cabido. Segundo ele, os congonhenses sempre se ressentiram com o fato de a CSN só extrair minério dali e levá-lo para beneficiar na usina de Volta Redonda. "A empresa tem débito com a cidade".
A CSN extrai minério de ferro de Congonhas desde os anos 40. É a maior empregadora da cidade. Junto com a Namisa, mantém 9.200 empregos diretos e indiretos. A cidade tem 50 mil habitantes. CSN, Vale, Namisa e outras companhias menores produzem hoje no município 35 milhões de toneladas por ano. Quase 80% da arrecadação municipal (que está na casa dos R$ 14 milhões mensais) vem da mineração.
Mas sendo a maior mineradora de Congonhas, a CSN paga talvez o maior preço pelos problemas que a mineração traz à população. O maior deles é a qualidade do ar. No ano passado, o prefeito Anderson Cabido, aplicou uma multa de R$ 5 milhões nas mineradoras que operam na cidade por causa da poeira em excesso. Neste ano, a guarda municipal ganhou poderes para multar veículos que circulam sujos com poeira da mineração. A CSN é vista por muitos como a empresa que ao longo de décadas extraiu minério, poluiu o ar e não deu benefícios e compensações que teria condições de dar à população.
É por isso que Cabido às vezes parece falar quase sozinho ao defender o empreendimento planejado pela CSN na cidade. É um inevitável desgaste político. "Até os dois possíveis candidatos a prefeito, um do PSDB e outro do PT, que eu poderei apoiar são contrários aos investimentos", diz ele.
Os benefícios dos planos seriam, segundo o prefeito, um aumento da arrecadação (só a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, a CFEM, iria de R$ 30 milhões atuais para R$ 60 milhões, segundo projeção da prefeitura), aumento da renda e da oferta de empregos. Isso sem contar as 34 compensações exigidas pela Prefeitura, que incluem uma escola técnica profissionalizante, hospital, um anel viário, reforma de quatro viadutos e até um shopping center.
Cabido se queixa do governo do Estado por não entrar como poderia na discussão. "O governo de Minas, que negociou com a CSN esses investimentos, está se omitindo do debate agora, como se fosse uma questão meramente do município. O governo poderia ajudar a explicar melhor os planos e a ajudar a cidade a lidar com os impactos."
A área que está para ser tombada pelos vereadores de Congonhas atinge não só interesses da CSN, mas também da Vale. São áreas que, segundo a empresa, um dia poderiam ser de exploração, mas que o tombamento tornaria inviável. Atualmente, não existem projetos de expansão da empresa aprovados para a região. Já as operações de Fábrica, João Pereira e Alto Bandeira em Congonhas não seriam afetadas pelo projeto de lei.
Além de áreas aptas a exploração, há ainda na proposta do projeto a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Poço Fundo.


BTG cria fundo de US$ 1 bi para a África
Valor 04.05.2012 - Makhtar Diop, do Banco Mundial: uso de reservas cambiais como lastro. O BTG Pactual está criando um fundo de US$ 1 bilhão para investir em participações em empresas na África. É o maior fundo de private equity estrangeiro já montado para o continente africano. O portfólio pode ser o primeiro passo para que outros bancos privados participem do esforço de financiamento a projetos na África, região que tem um déficit entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões por ano para projetos de infraestrutura.
"A África é uma ótima oportunidade de investimentos para o setor empresarial brasileiro. Nós somos bem-vindos e temos uma identidade sócio-cultural [com a África", disse o presidente do BTG, André Esteves, que fez o anúncio, ontem, em seminário do BNDES.
Em seis meses, Esteves espera captar US$ 1 bilhão e pretende alocar os recursos em projetos de logística, bioenergia e agricultura, áreas que considera vocações do continente. Parte dos recursos serão investidos pelo próprio banco, segundo uma fonte.
Pessoas que acompanharam o trabalho do BTG disseram que o banco envia integrantes de sua equipe a diversos países da África há mais de seis meses. Assim, o banqueiro teve segurança para prever o prazo de captação. Nas visitas, os executivos do BTG garimparam oportunidades de investimento na África Subsaariana, região do continente ao sul do deserto do Saara.
O BTG já tem um pé em solo africano. O local para a instalação do primeiro escritório está definido, em Maputo, capital de Moçambique. Outro escritório será instalado em breve e executivos locais estão sendo entrevistados para se juntar ao time, que já conta com oito pessoas, duas das quais integralmente dedicadas ao fundo. "Eles estão trabalhando com o pé embaixo", contou a fonte.
O fundo terá prazo de 10 anos entre a captação e o desinvestimento. Até lá, o BTG aposta que a África já oferecerá condições para a venda dessas participações, com bom retorno para os cotistas que se aventurarem nesse primeiro estágio do que, acredita-se, será o desenvolvimento da África.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que é preciso acelerar a cooperação no setor financeiro para investimentos na África. O esforço inclui bancos de fomento, como o BNDES e o Banco Africano de Desenvolvimento, o setor privado e órgãos multilaterais, como o Banco Mundial (Bird). "O BNDES se compromete a ampliar o seu esforço por meio de projetos que envolvam empresas brasileiras", disse.
Ontem, representantes do BNDES e do Banco Africano de Desenvolvimento tiveram reunião de trabalho, no Rio, para discutir a criação de um fundo não reembolsável que vai financiar projetos na África. O valor do fundo ainda não está definido.
Coutinho citou, entre as oportunidades, as áreas de energia, varejo, telecomunicações, petroquímica, siderurgia, indústria automotiva e alimentos. Na prática, a entrada mais forte da iniciativa privada brasileira no continente poderia ajudar a suprir a oferta reduzida de capital de giro para desenvolvimento.
Segundo o presidente da agência Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad), Ibrahim Mayaki, o Programa para o Desenvolvimento da África (PIDA) tem 51 projetos selecionados na área de energia, transporte água e ciência e tecnologia da informação. Somados os projetos exigem investimentos de US$ 67,2 bilhões até 2020. O programa se baseia em um cenário de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) africano de 6,2% ao ano, em média, em um horizonte de mais longo prazo, até 2040.
Mayaki disse que existe um déficit entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões por ano no financiamento a projetos de infraestrutura em toda a África. Para Coutinho, é preciso um trabalho em conjunto para superar esse problema. "O Banco Africano de Desenvolvimento precisa aumentar sua escala para dar suporte ao crescimento", afirmou.
Coutinho defendeu que essa pode ser uma agenda para o G-20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia (UE). E prometeu levar o tema à consideração dada Fazenda, Guido Mantega.
Coutinho também citou proposta feita pelo vice-presidente para a África do Banco Mundial, Makhtar Diop, de utilizar as reservas cambiais dos países africanos como lastro no esforço de financiamento para projetos no continente. Coutinho acrescentou que a participação do setor privado é importante para fechar o volume necessário ao desenvolvimento dos projetos na África. "Daí que é alvissareira a iniciativa do BTG."


Investimento novo no Nordeste é arriscado, avalia Credit Suisse
Valor 04.05.2012 - Paulo Barreto, presidente da Casadoce, de refrescos em pó: "O Nordeste é uma escolha natural hoje quando a capacidade instalada no Sudeste opera no limite e é necessário expandir a operação".
Estudo da equipe de análise em consumo do Credit Suisse alerta para a necessidade de cautela em relação às decisões de investimento fabril das empresas no país. Parte das considerações se referem ao retorno do capital investido, com base na região geográfica. O relatório ressalta que "as regiões Nordeste e Centro-Oeste são o foco de muitas empresas de consumo, mas abordar esses mercados vai exigir mais do que simplesmente expansão de produção."
De acordo com o relatório, "embora a renda das famílias esteja aumentando nessas regiões, ela permanece abaixo dos níveis observados nos Estados mais ricos do Sul". E continua: "a relação preço-elasticidade da demanda [sensibilidade do mercado em relação à variação de preço de um produto] é mais alta no Nordeste e Centro-Oeste, e os investimentos precisam considerar níveis mais baixos de preço nessas regiões."
De acordo com Gustavo Wigman, da equipe de análise do Credit Suisse, "empresas que têm ido para o Nordeste passam a explorar mercados com retorno menor sobre o capital investido", diz. Isso afeta o período de recuperação do capital investido, o "payback" calculado pelos investidores. O indicador se refere ao tempo médio necessário para que os fluxos de caixa se equiparem ao valor do investimento. Quanto menor o fluxo de caixa, maior o "payback".
Na avaliação de Wigman, os "novos entrantes" do mercado de consumo brasileiro devem priorizar projetos iniciais de investimento no Sudeste, que apesar de apurar taxas de crescimento de certas categorias próximas de mercados maduros, como Estados Unidos, continua a registrar potencial de consumo superior ao Nordeste.
"O Nordeste é uma escolha natural hoje quando a capacidade instalada no Sudeste opera no limite e é necessário expandir a operação", disse Paulo Barreto, presidente da Casadoce, companhia que deve construir a sua segunda fábrica na região Nordeste (ver texto ao lado). A unidade atual fica em Catanduva (SP). "Entre as principais premissas analisadas hoje dentro de um orçamento para investimento estão logística, custos de mão de obra, incentivos fiscais e projeção de demanda", afirma.
Outra empresa, a Kimberly-Clark, deve inaugurar a sua primeira unidade no Nordeste no primeiro trimestre de 2013, apurou o Valor. Será em Camaçari (BA) e a decisão de investir na região teve relação com o fato de a unidade de São Paulo ter atingido o limite da capacidade de produção. O investimento será de R$ 100 milhões.
Na avaliação de Alexandre Galvão, professor de Finanças do IBMEC/Minas Gerais, apesar do crescimento da região Nordeste, o menor risco de variações na demanda nos Estados do Sudeste, assim como questões ligadas aos gargalos de infra-estrutura e de mão de obra especializada influenciam no estudo de viabilidade econômica de um projeto. "Um fator que desequilibra, no entanto, em relação ao Centro-Oeste e Nordeste, são os incentivos fiscais", disse ele.
Mais de 53% dos gastos em consumo no país neste ano, que devem chegar a R$ 1,3 trilhão, acontecerão nos Estados do Sudeste, como divulgou o Ibope há dois meses. O Nordeste deve ser responsável por 17,3% dessa fatia (15,8% em 2011). "Essa participação do Nordeste tem crescido, mas há uma questão de escala, algo crucial na decisão de um novo investimento", diz Wigman. "A base de consumidores da região metropolitana de São Paulo, por exemplo, é quatro vezes maior que a de Recife".
O relatório do Credit Suisse ainda destaca a questão da interiorização dos investimentos. O material informa que "apesar das oportunidades promissoras nas fronteiras de crescimento, as empresas devem garantir o crescimento em cidades mais maduros, como as regiões metropolitanas de capitais do Brasil". O relatório calcula que o PIB per capita nas capitais brasileiras, de 2010 a 2020, deve registrar crescimento acumulado de 28%. Para cidades com raio de distância a partir de 100 quilômetros da capital, a taxa cresce para 30%. No entanto, a expansão de 28% acontece em cima de uma base maior do que a alta de 30%.


Cresce resistência a projeto anticorrupção
Valor 04.05.2012 - A votação do projeto de lei que responsabiliza empresas pela prática de corrupção, que estava marcada para o dia 9, foi novamente adiada, agora para 23 de maio. A decisão foi tomada diante da enorme resistência de setores empresariais - principalmente de empreiteiras - à aprovação da proposta.
O Projeto de Lei (PL) nº 6.826, tramita em caráter conclusivo na comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para avaliar a proposta. Mas, diante do temor de que haja um requerimento para que ele seja encaminhado ao plenário da Câmara, o relator, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), postergou a votação na comissão. "Isso poderia adiar definitivamente a aprovação do projeto", diz.
O principal dispositivo do projeto de lei é a possibilidade de responsabilização objetiva, tanto na esfera civil quanto na administrativa, de empresas que praticarem atos lesivos à administração pública ou que atentem contra o patrimônio público nacional ou estrangeiro. Na prática, significa que, se o projeto for aprovado e a lei entrar em vigor, não será necessário provar, na esfera administrativa ou judicial, que a empresa cometeu ilegalidades. Bastará que se prove que ela foi beneficiada pelos atos ilícitos cometidos por seus representantes - como fraude em licitações, pagamento de propina a agentes públicos e uso de laranjas para ocultar a identidade dos verdadeiros beneficiados de uma operação, entre outros.
Hoje a legislação brasileira permite apenas que pessoas físicas sejam punidas por corrupção, mesmo que tenham agido em benefício de uma empresa. A punição para a empresa restringe-se à inserção de seu nome no cadastro de empresas inidôneas, que impede que elas participem de licitações e contratem com o setor público por um determinado período. Chamado de "PL anticorrupção", o projeto vai além da declaração de inidoneidade. Ele aumenta as possibilidades de punição de empresas por corrupção ao prever a aplicação de multas de 0,1% a 20% de seu faturamento bruto, a proibição de contraírem empréstimos em bancos públicos, a rescisão de contratos com os governos e até mesmo a suspensão de suas atividades.
O projeto foi elaborado pelo Executivo em 2010 para garantir que o Brasil cumpra dispositivos previstos em convenções internacionais de combate à corrupção dos quais é signatário - como a convenção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ratificada em 2000. A proposta também veio na esteira da Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal em 2009 para investigar indícios de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e financiamento ilegal de campanhas eleitorais supostamente cometidos pelo comando da construtora Camargo Corrêa.
De acordo com o advogado Bruno Maeda, sócio do escritório Trench, Rossi e Watanabe e um dos coordenadores do comitê anticorrupção e compliance do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (Ibrademp), dos países que assinaram a convenção apenas Brasil, Argentina e Irlanda ainda não aprovaram leis que possibilitem a punição de empresas. "A corrupção é um câncer social, é o mal do século", diz o advogado Leonardo Machado, do escritório Machado, Meyer Advogados, que também acompanha o projeto. "Estamos com a faca e o queijo na mão para aprová-lo."
Na comissão especial, o substitutivo ao PL 6.826 recebeu diversas emendas, muitas delas derrubando a previsão de responsabilidade objetiva das empresas. As emendas foram recusadas pelo relator, e agora o projeto corre o risco de ser levado ao plenário da Câmara - para isso basta o requerimento de 52 deputados (10% da Câmara). Uma vez no plenário, a proposta pode ser alvo de diversas manobras para obstruir sua votação. "Não é uma questão de bancada e nem de base aliada", afirma o deputado Carlos Zarattini, para quem há "interesses econômicos muito fortes que prevalecem nesses momentos". "Inúmeras empresas enviam à comissão a informação de que estão descontentes com o projeto."
Para evitar que a proposta vá ao plenário e perca a condição de prioritário que possui hoje, Zarattini está em negociações com os deputados que fazem parte da comissão. Ele diz que pediu aos parlamentares que apresentem suas propostas para que o projeto possa ser votado, ainda que com algumas concessões. O relator acredita que o momento político é favorável - mesmo que não seja possível punir eventuais empresas apontadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações de agentes públicos e privados com o esquema de exploração ilegal de jogos de azar de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já que os fatos em investigação são anteriores à lei.


Gafisa divulga só extrato de relatório da ISS favorável ao conselho
Valor 03.05.2012 - A consultoria de voto Institutional Shareholder Services (ISS) recomendou voto favorável à chapa indicada pela administração da Gafisa para o seu conselho. Entre as justificativas, o fato de a companhia ter divulgado biografias de seu candidatos e de ter proposto uma chapa majoritariamente independente.
A Gafisa divulgou ontem ao mercado essa recomendação, com um extrato do relatório da ISS, sem informar os investidores que Funcef e Rio Bravo haviam solicitado a adoção do voto múltiplo no processo de eleição do conselho, marcado para assembleia dia 11. A solicitação dos dois acionistas está incluída no relatório da consultoria, mas não está entre os trechos divulgados pela incorporadora.
Conforme reportagem na edição de hoje do Valor, a Gafisa deu voz apenas à recomendação favorável à chapa indicada pela sua administração ao conselho, sem comunicar ao mercado que há acionistas sugerindo outros nomes para o órgão.
Além de Rio Bravo e Funcef,  a gestora Polo Capital também solicitou a adoção de voto múltiplo para a eleição. A Polo também fez um pedido público de procuração para os demais acionistas da empresa pedindo apoio ao mecanismo de voto e aos nove conselheiros que indicou para a Gafisa. A intenção é aumentar a representação de acionistas no órgão.
Em seu relatório, divulgado apenas em parte pela Gafisa, a ISS informa que Rio Bravo e  Funcef desejavam indicar quatro conselheiros para a incorporadora. Porém não incluíram os nomes de seus candidatos na atual cédula de votação. Pretendiam  anunciá-los oficialmente apenas no momento da assembleia, “já que os acionistas dissidentes não solicitaram acesso à votação antes do prazo final para que investidores institucionais submetessem instruções de voto aos subcustodiantes locais.”
Para a ISS, os  acionistas dissidentes não conseguiram apresentar uma “análise racional suficientemente detalhada ou convincente relacionada à sua estratégia alternativa e chapa para o conselho que garantam uma recomendação contraria à chapa da administração.”
A ISS também comenta que a Rio Bravo encaminhou uma mensagem via email no dia 26 de abril para acionistas estrangeiros da Gafisa solicitando apoio para as suas indicações ao conselho. Mas essas informações não foram tornadas públicas pela gestora.
No email, a Rio Bravo afirma que, diante das dificuldades de incluir seus candidatos na cédula de votação, a apresentação oficial dos mesmos só ocorreria durante a assembleia. A gestora pede aos acionistas para votarem contra a chapa proposta pela gestão, para aumentar a chance de eleição de seus candidatos por meio do voto múltiplo.
A chapa indicada pela Polo contém representantes tanto da Rio Bravo quanto da Funcef. Os nomes sugeridos são  Claudio Andrade, sócio da Polo; Mauro Cunha, presidente da Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Amec); Mauricio Pereira, diretor de investimentos da Funcef,; e Marcelo Marques Moreira, da Setter Investimentos, ex-sócio do Pátria e ex-presidente da Dasa.
Além dos novatos, também apoia a permanência do investidor Guilherme Affonso Ferreira no órgão — Ferreira é o único integralmente atualmente a representar acionistas, mas não está na lista indicada pela gestão. Os outros quatro nomes indicados pela Polo já fazem parte do conselho e também foram novamente indicados pela administração: Caio Mattar, José Écio Pereira, Letícia Costa e Odair Senra.
Para o conselho fiscal os indicados da Polo são: Rafael Rodrigues, gestor da Rio Bravo; Beto Scretas, da Schroders Brasil, e o consultor François Moreau.
Além das quatro coincidências, a lista da administração da empresa quer a permanência de Gerald Reiss e Henri Phillippe Reichstul no conselho. Os novos indicados são José Monforte, da administradora de participações Janos, Rodolpho Amboss, que foi diretor do Lehman Brothers; e Ricardo Ariani, sócio da Tozzini Freire Advogados.


BG Group vende participação na Comgás por US$ 1,8 bi
Exame 03.04.2012 - A empresa britânica concluiu um acordo para venda de 60,1% da brasileira à empresa de biocombustível Cosan, conforme antecipado pelo Blog Primeiro Lugar, de Exame.com. Rubens Ometto, controlador do grupo Cosan: os demais acionistas da Comgás são a Shell, que possui 18,1%, e investidores públicos. O britânico BG Group anunciou nesta quinta-feira que concluiu um acordo para a venda de 60,1% da brasileira Comgás à empresa de biocombustível Cosan por 1,8 bilhão de dólares.
O BG Group fez o anúncio ao mesmo tempo que revelou uma alta expressiva do lucro líquido no primeiro trimestre, ajudada pelos "sólidos" preços da energia.
"BG Group anuncia hoje que assinou um memorando de entendimento com a Cosan para a venda de sua participação de 60,1% na Comgás, a maior distribuidora de gás do Brasil, por aproximadamente 1,8 bilhão de dólares", afirma um comunicado. A empresa destacou que espera um acordo de venda definitivo a curto prazo e completar a transação até o fim de 2012.
"O memorando de entendimento é outra etapa importante no plano de racionalização em curso de nossa pasta e no financiamento dos programas de diversificação", afirmou o diretor executivo do BG Group, Frank Chapman.
Os demais acionistas da Comgás são a Shell, que possui 18,1%, e investidores públicos, através de uma cotação na Bolsa de São Paulo.
O BG Group anunciou ainda uma alta 105%, a 1,221 bilhão de dólares, do lucro líquido no primeiro trimestre de 2012 na comparação com o mesmo período do ano anterior.


Setor fatura R$ 3,6 bi em 2011
Valor 03.05.2012 - A longevidade da população associada à crescente noção do brasileiro de que exercício físico é indispensável à saúde tem atraído mais público às academias de ginástica. Waldyr Soares, presidente do Instituto Fitness Brasil, diz que essa é a principal explicação para o aumento do faturamento do setor, que chegou a R$ 3,6 bilhões em 2011.
Em dólares, o faturamento ultrapassou o patamar dos US$ 2 bilhões no ano passado e mostra que o setor dobrou de tamanho no ano passado. "O mercado brasileiro vem num crescimento muito forte, exuberante. Somos o segundo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos". Em 2011, os gastos com atividades físicas subiram 8,26%, segundo o IPCA.
O setor chama a atenção de bancos brasileiros. O Pátria comprou 51% da Bio Ritmo, segunda maior do país. Na última semana foi anunciada a aquisição de 30% das redes Bodytech e Fórmula pelo fundo de private equity do BTG Pactual, por R$ 200 milhões. "É um valor que poucos bancos de investimento pagam por uma empresa nessa área no mundo", diz Soares.
A receita do setor no Brasil cresceu numa proporção muito maior do que o aumento de academias e de praticantes em 2011. Hoje ainda não existe um levantamento que mostre se os valores médios cobrados pelas empresas do setor têm aumentado, justificando a escalada do faturamento. Soares, contudo, avalia que o salto no faturamento do setor está ligado ao tipo de expansão feita. Observa que as redes de grande porte, mais sofisticadas, com tíquetes médios de R$ 330,00 a R$ 500,00, passam por um ciclo de expansão forte. A Bio Ritmo, por exemplo, encerrou 2011 com 100 mil alunos.
Na outra ponta, o executivo lembra do crescimento registrado por academias de baixo custo. Segundo ele, a Smart Fit, a bandeira popular da Bio Ritmo, tem hoje 50 unidades espalhadas pelo país com preços a partir de R$ 49,00. "Há um ano e meio, não existia sequer uma".


Entra na reta final devolução de R$ 7 bi das contas de luz
Folha 03.05.2012 - Parecer técnico vai recomendar ressarcimento de valores cobrados a mais. Decisão final que atinge distribuidoras de energia cabe aos ministros do Tribunal de Contas da União. Um parecer da área técnica do Tribunal de Contas da União vai recomendar aos ministros do TCU que as 63 distribuidoras de energia do país sejam obrigadas a devolver todo o dinheiro cobrado a mais dos consumidores na conta de luz durante pelo menos sete anos. O valor pode passar de R$ 7 bilhões.
Os ministros do TCU devem se reunir nas próximas semanas para a decisão final sobre o assunto. O relator do processo é o ministro Valmir Campelo. Será dele a decisão de acatar ou não o parecer do TCU. Os ministros podem ou não seguir o voto. O próprio TCU foi o primeiro a identificar a falha, em 2007, quando analisava o balanço da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), a pedido do Congresso Nacional. Na ocasião, o tribunal alertou o governo e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a falha e pediu medidas para a correção do problema.
A diretoria da agência reguladora somente tomou providência efetivas quando o caso foi revelado pela Folha, em outubro de 2009.
Até então, a Aneel tentava mudanças numa portaria interministerial.
O problema foi corrigido em 2010, quando a agência propôs um aditivo aos contratos de concessão. Todas as distribuidoras reconheceram os ganhos indevidos e assinaram o aditivo.
A medida foi considerada positiva, mas parcial. O aditivo neutralizou a falha nos reajustes futuros, mas a agência considerou inviável qualquer fórmula para devolução do dinheiro cobrado a mais ao longo da década. É sobre a devolução ou não dos valores que o TCU deve se pronunciar agora.
Ações judiciais por todo o território nacional pedem que o Poder Judiciário exija da Aneel medidas para o ressarcimento dos consumidores.
Uma acórdão do TCU determinando a devolução poderá ter força sobre a Aneel.
Não há definições ainda sobre como seria feita essa compensação, caso o tribunal referende o parecer. A proposta apontada seria uma compensação diluída pelas contas futuras por um determinado período.


WEG entra no negócio de geração de energia solar
Valor 03.05.2012 - Umberto Gobbato, diretor da WEG Automação: vai ser um grande negócio, tão grande quanto o de eólica e biomassa.
Depois da produção de equipamentos para usinas de biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e de geração eólica, a WEG vai entrar na energia solar. A intenção da empresa é fornecer inversores solares, transformadores, instalação de painéis fotovoltaicos e sala de controle, tornando-se integradora de sistemas solares.
Umberto Gobbato, diretor-superintendente da WEG Automação, diz que a empresa pretende até o fim do ano ter presença em cinco projetos de energia solar no país, mas ele não revela quanto isso poderá representar em receita. A intenção da WEG é começar em projetos dentro do país, com concessionárias de energia e parques de geração à base solar, mas, futuramente, também pretende ser uma fornecedora mundial nessa área. "A WEG acredita que vai ser um grande negócio. Tende a ser tão grande quanto a energia eólica e a biomassa", disse.
A área de geração, transmissão e distribuição de energia do grupo, que engloba as energias renováveis, é uma das mais importantes da WEG. No resultado do primeiro trimestre, respondeu por 23% da receita líquida total, de R$ 1,37 bilhão. Ela só fica atrás dos negócios relativos a equipamentos eletroeletrônicos industriais, que representaram 63%.
A aposta em energia solar amadureceu aos poucos no grupo. Há dois anos, começaram as pesquisas nessa área. Em março, foi criada uma unidade de negócios voltada exclusivamente à energia solar e no segundo semestre é que deverão ser fechados os primeiros contratos de fornecimento.
A WEG desenvolveu uma tecnologia própria de inversores solares - equipamentos que transformam a energia corrente contínua (a que vem de um painel fotovoltaico) em corrente alternada filtrada (que está em qualquer tomada) -, criou uma equipe de 10 pesquisadores na área e, além disso, passou a trabalhar em parcerias de pesquisa e desenvolvimento com engenheiros de energia solar de universidades, como a de São Paulo (USP), Federal de Santa Catarina (UFSC) e Estadual Paulista (Unesp), no campus de Ilha Solteira (SP).
Na avaliação da empresa, o segmento de energia solar vai ter um desenvolvimento importante no país nos próximos anos. Gobatto traça estimativas de que o Brasil deverá demandar até 150 GW de energia em 2016 e a solar terá uma participação de 3% a 5% neste bolo. Ele acredita que o mercado brasileiro de equipamentos e sistemas de energia solar como um todo em até sete anos deverá movimentar R$ 25 bilhões ao ano.
Hoje, no Brasil, apesar da alta incidência solar, a geração desse tipo de energia ainda não é expressiva: há poucos projetos, principalmente, pelo alto custo de geração. Gobatto, porém, acredita que recentes mudanças ajudarão no desenvolvimento deste mercado. Ele cita, por exemplo, as alterações feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril, quando criou regras de compensação de energia para microgeração, de até 100 KW de potência, e para a minigeração, de 100 KW a 1 MW.
A norma permite ao consumidor instalar pequenos geradores na sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A regra é válida para geradores de fontes incentivadas, como a solar. Pelo sistema, uma residência, por exemplo, vai gerar energia, colocar o que não for consumido no sistema da distribuidora e usar o crédito para abater no consumo dos meses subsequentes.
A WEG também espera para 2013 os primeiros leilões de energia solar do governo federal. "Isso dará segurança aos investidores porque poderão vender no médio e longo prazo". Em outras palavras, poderão pegar financiamentos nos órgãos públicos para investir na geração pela garantia de que terão receita no futuro, dada pelos contratos firmados de compra desta energia.
Além das mudanças legais, Gobatto observa que a geração solar vem se tornando mais viável porque os preços dos painéis fotovoltaicos, usados na captação desta energia, caíram "violentamente" nos últimos cinco anos. "Eles já caíram cerca de 50% nos últimos cinco anos e a tendência é que diminuam ainda mais, cerca de 10% a 15% ao ano nos próximos cinco anos", estima ele, creditando essa queda, especialmente, à escala maior de produção. Para Gobatto, essa conjuntura mostra que "há uma explosão de oportunidades" em curso neste segmento.
A WEG pretende atender diferentes tipos de clientes, desde o residencial, que quer criar uma forma de captação de energia solar em sua residência, ao comercial e ao industrial, que pretende construir painéis fotovoltaicos na sua empresa, além dos projetos exclusivamente voltados à produção deste tipo de energia por meio de usinas solares.
Além do fornecimento de equipamentos e sistemas, a WEG também pretende fazer de si mesma uma geradora solar: já há estudos para uma área coberta do seu parque fabril em Jaraguá do Sul (SC) gerar energia solar e servir como uma espécie de laboratório para as pesquisas da própria empresa.


Fundador da CVC quer comprar Costa do Sauípe, diz jornal
Exame 03.04.2012 - Guilherme Paulus está conversando com a Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, para adquirir o controle do complexo turístico.
Guilherme Paulus, fundador da CVC, está interessado em comprar o controle do complexo turístico Costa do Sauípe, na Bahia, segundo o jornal Brasil Econômico, desta quarta-feira.
De acordo com a reportagem, o empresário estaria conversando a Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, para adquirir por meio do fundo o controle do empreendimento.
A operação ocorreria em duas etapas: a de Paulus conseguir comandar a gestão do complexo e depois de obter o controle do empreendimento, informou o jornal.
O empresário detém mais de 33% da CVC. A operadora de turismo é responsável por cerca de 40% da taxa de ocupação da Costa do Sauípe.


Lucro da Gerdau cai 3%, com menor resultado operacional
Brasil Econômico 02.05.2012 - A receita líquida cresceu 10% entre janeiro e março deste ano, somando R$ 9,199 bilhões. A companhia lucrou R$ 397 milhões no primeiro trimestre de 2012, ante R$ 409 milhões apurados um ano antes.
A Gerdau reportou lucro líquido de R$ 397 milhões no primeiro trimestre de 2012, valor 3% inferior ao ganho de R$ 409 milhões apurado um ano antes.
A leve queda é justificada pelo "menor resultado operacional, o qual foi parcialmente compensado pelo melhor resultado financeiro, consequência do aumento de capital realizado em abril de 2011", explica a empresa em seu demonstrativo financeiro. Os custos das vendas subiram 12% em ritmo anual, passando de R$ 7,2 bilhões para R$ 8,1 bilhões nos três primeiros meses deste ano.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) também recuou (-9%), totalizando R$ 1,008 bilhão.
Já a receita líquida cresceu 10% entre janeiro e março deste ano, somando R$ 9,199 bilhões, contra R$ 8,364 bilhões registrados em igual época de 2011.
Segundo a companhia, o desempenho reflete a maior receita líquida por tonelada vendida em todas as operações de negócio.
Tendo em vista o aumento da demanda, ao todo, foram produzidas 4,9 milhões de toneladas de aço bruto no primeiro trimestre de 2012, caracterizando um crescimento de 4% na base anual.
Mesmo assim, as vendas totais ficaram estáveis na comparação entre o primeiro trimestre de 2011 e 2012, atingindo 4,7 milhões de toneladas. Merecem destaque os negócios na América do Norte e América Latina, cujas vendas cresceram 7% e 5%, respectivamente.


Equipav elege setor após reestruturação
Valor 03.05.2012 - Amadeo, presidente da Equipav: "O grupo teve um freio de arrumação e funcionou; agora tem que acelerar de novo".
O Grupo Equipav, pertencente às famílias Vetorazzo e Toledo, promoveu uma reavaliação dos negócios e decidiu focar as operações no setor de saneamento, via holding Aegea. Passados cerca de dois anos desde a separação do grupo Bertin e da venda do controle dos negócios de açúcar e álcool para a indiana Shree Renuka Sugars, a Equipav quer voltar a investir, com atenção direcionada para infraestrutura.
Em entrevista exclusiva ao Valor, o presidente do grupo, Hamilton Amadeo, afirmou que a empresa pretende triplicar o tamanho dos negócios de saneamento até o fim de 2015. Para isso, projeta investimento de R$ 1,5 bilhão na Aegea, dos quais R$ 200 milhões serão voltados a aquisições. Segundo o executivo, o grupo está de olho em seis ativos.
Do total, apenas R$ 500 milhões virão do caixa próprio da Equipav. O grupo espera contar, em breve, com um reforço de capital na Aegea. Segundo Amadeo, o International Finance Corporation (IFC, braço financeiro do Banco Mundial) pretende fazer um empréstimo aproximado de R$ 100 milhões e ainda ter uma participação de um dígito na holding. A expectativa é que a operação esteja concluída até junho.
Da mesma forma, fundos de investimentos participam de uma concorrência para financiar a Aegea com outros R$ 100 milhões.
O executivo aponta que o endividamento atual da Equipav é baixo e gira em torno de 1,8 vez o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). A dívida líquida do grupo, excluindo o valor da usina Renuka, na qual detém 40,6%, e de duas rodoviárias, era de R$ 552 milhões no ano passado.
O faturamento da empresa somou R$ 851 milhões em 2011, também sem contar a sociedade em açúcar e álcool. A área de saneamento respondeu por R$ 446 milhões do montante.
"Hoje, 85% dos nossos recursos estão disponíveis para saneamento. Temos um plano agressivo nessa área", afirmou Amadeo. "O grupo teve um freio de arrumação e ele funcionou. Agora tem que acelerar de novo".
Atualmente, a Aegea atua em seis cidades - Campo Grande (MS) e Cabo Frio, Búzios, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo (RJ). E, de acordo com o presidente, a empresa deve ser em breve consagrada ganhadora da concessão para coleta e tratamento de esgoto no município de Piracicaba (SP).
A vitória marcará o retorno da Equipav a São Paulo, onde atuava em conjunto com a Bertin. O grupo ainda poderá dar "o troco" na Foz do Brasil, que também concorreu em Piracicaba e ganhou anteriormente a concessão para explorar o saneamento na zona Oeste do Rio de Janeiro, em consórcio com a Águas do Brasil (Saab). O contrato de Piracicaba prevê investimentos de R$ 300 milhões ao longo de 30 anos.
Além da Foz, figuram entre as principais concorrentes do grupo empresas como Solví, CAB Ambiental e a própria Saab.
Amadeo ressalta que a Equipav não tem uma região prioritária para atuação. Além de Piracicaba, a Equipav participa neste momento de concorrências para concessão plena em municípios de Rondônia e em Araçatuba (SP). A companhia também participa, em Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), de estudos e projetos referentes a coleta e tratamento de esgoto no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Rondônia. Ainda nesse Estado, a Equipav tem projeto de coleta e tratamento de esgoto em Porto Velho. Parcerias público-privadas (PPPs) da Sabesp em São Lourenço e no litoral norte de São Paulo também estão no foco.
Diante dos planos de expansão, Amadeo já vislumbra um Ebitda na casa dos R$ 900 milhões para o grupo dentro de quatro anos, o que abriria possibilidades para uma abertura de capital em bolsa. A empresa está de fato se adequando para o padrão de mercado, mas a perspectiva de promover uma oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) ainda não integra seu planejamento estratégico.
Além das operações de saneamento, a Equipav atua nas áreas de mineração, engenharia, pavimentação e concessões em rodovias e terminais rodoviários.


Andrade Gutierrez entra na briga bilionária de serviços para óleo e gás
Estadão 03.04.2012 - Construtora cria unidade para atuar no setor, tanto em terra como no mar. O desenvolvimento de uma indústria de óleo e gás brasileira, fomentada pelas leis de incentivo à produção local de equipamentos, fez as grandes construtoras nacionais montarem planos ambiciosos no setor de petróleo. A nova entrante é a Andrade Gutierrez, que acaba de inaugurar uma divisão global específica para óleo e gás.
"Com a reestruturação, a Andrade Gutierrez abre um novo leque de negócios", disse à Agência Estado o presidente global de Óleo e Gás do grupo, Paulo Roberto Dalmazzo, que assumiu o posto em janeiro e participa da Conferência de Tecnologia Offshore OTC, em Houston (EUA).
A empresa, que nesta área tinha atuação restrita a erguer refinarias, vai entrar agora em construção e serviços offshore (no mar), no Brasil e também no exterior. Estão no radar a Petrobrás, seus fornecedores e os 34 países onde o grupo AG já está presente em construção. A AG entra num ambiente de competição crescente. A Queiroz Galvão já tem uma empresa neste setor desde 1980. A Odebrecht vendeu suas participações em exploração no País e agora quer se consolidar como a maior fornecedora de serviços em exploração e produção nacional, como disse o presidente da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), Roberto Prisco Ramos.
A empresa manteve atividade exploratória em Angola, num consórcio onde detém 15%, dividindo participação com Maersk Oil (50%, operador), Sonangol (20%) e Devon Energy Corporation (15%).
A OOG já investiu US$ 4 bilhões no setor desde 2007 e aguarda apenas fechar contratos com a Petrobrás neste ano para fazer uma oferta de ações e abrir capital, o que deve ocorrer no ano que vem.
Disputa: As construtoras disputarão um mercado de bens e serviços offshore no Brasil estimado em US$ 400 bilhões até 2020. As mudanças na AG foram impulsionadas pela chegada da terceira geração da família Gutierrez ao comando, num movimento de renovação ainda em curso.
"Vamos para o offshore. Entraremos fortemente em toda a cadeia de serviços. Nos próximos dias, finalizaremos a compra de um ativo que nos credenciará para entrar também em construção offshore", diz Dalmazzo, que não adianta o negócio alegando exigências contratuais de confidencialidade.
O grupo atua em consórcios de construção de refinarias. No exterior, só opera no setor de petróleo na Argentina e Venezuela. A expansão de terra para mar e do Brasil para o exterior fará crescer a representatividade de óleo e gás na AG, hoje equivalente a 25% das receitas da área de construção, segundo Dalmazzo.
Além da Petrobrás e sua cadeia de fornecedores, a AG Óleo e Gás vai usar a representação que a holding da construtora já tem em 34 países para acessar esses mercados em petróleo, onshore (terrestre) e offshore. Entre eles estão Arábia Saudita, Turquia, Azerbaijão e Angola.
"São países onde já somos fortes em construção e já temos uma estrutura pronta", disse. Parte da produção será feita no Brasil e exportada, como é o caso de Angola. Já na construção, será usada mão de obra local, junto com brasileiros enviados para o país de destino. A AG não será operadora. O segmento de portos também será contemplado.
A AG Óleo e Gás também acaba de concluir o processo, iniciado há um ano, de habilitação para se qualificar como fornecedora de operadoras fora do Brasil. No Brasil, já começou a participar de concorrências. "A questão agora é quando sairá o primeiro contrato", disse Dalmazzo.


Fim de contrato afeta lucro da Arezzo
Valor 03.05.2012 - A rescisão de um acordo comercial com seu principal agente de fornecimento, a Star Export, comprometeu o resultado da Arezzo no primeiro trimestre. No período, o lucro líquido da companhia recuou 26,3%, para R$ 10,8 milhões, em relação a um ano antes.
A Star Export prestava serviços de assistência técnica para o agenciamento e fiscalização das fábricas contratadas para confecção dos produtos das marcas da Arezzo (Arezzo, Schutz, Anacapri e Alexandre Birman).
O cancelamento do contrato acarretou uma despesa extra de R$ 8 milhões para a companhia. Sem esse efeito não recorrente, informou a Arezzo, o lucro líquido teria alcançado R$ 16,1 milhões, valor 9,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
A fabricante e varejista de calçados afirmou que já estabeleceu contrato com outra empresa de "igual capacidade técnica", mas não divulgou o seu nome. Segundo a Arezzo, o novo acordo foi firmado em "melhores termos", na tentativa de reduzir os custos operacionais relacionados a essa prestação de serviço. "Esse gasto [da rescisão do contrato] deve ser compensado em até três anos", informou a companhia, no seu relatório de resultados.
O encerramento do acordo comercial, além do desembolso em dinheiro por parte da Arezzo, previu também a imposição à Star Export de um compromisso de não competição durante um prazo de cinco anos.
A receita líquida da Arezzo nos três primeiros meses do ano alcançou R$ 161,4 milhões, um crescimento de 16,4%. O resultado da companhia antes do financeiro e dos impostos (Ebit) caiu 33,3%, para R$ 13,2 milhões. Houve impacto negativo do avanço de mais de 36% nas despesas comerciais, que atingiram R$ 34,3 milhões no período.
Segundo informou a companhia, esse fenômeno se deveu "à abertura de lojas próprias, mudanças das estruturas de equipe comercial e às despesas variáveis que acompanham o crescimento da receita, como frete, agenciamento e comissões."
O resultado da Arezzo no primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas dos analistas. "Apesar do crescimento relevante das receitas, a empresa sofreu com o impacto das despesas, em especial a despesa não recorrente relacionada ao encerramento de um contrato comercial", comentou a corretora Planner, em boletim divulgado ontem.


FleetCor compra CTF para explorar mercado brasileiro
Exame 03.04.2012 - Maior fornecedora de cartões de combustível do mundo espera ter como clientes a Petrobras e a rede de postos Ipiranga.
Maior fornecedora de cartões de combustível do mundo espera ter como clientes empresas como Petrobras e a rede de postos Ipiranga.
A FleetCor, maior fornecedora de cartão de combustível do mundo, anunciou, ontem, a compra da CTF Technologies por 180 milhões de dólares.
De acordo com comunicado divulgado pela companhia, a operação será ponte para que a FleetCor comece a atuar no mercado brasileiro, uma vez que a CTF oferece serviços de processamento de pagamentos de combustível para frotas de navios, equipamentos de mineração e ferrovias no Brasil e tem a Petrobras e a rede Ipiranga como clientes.
"Fomos atraídos para CTF por quatro razões: sua posição de liderança no mercado de pagamentos de combustível no Brasil, suas fortes relações com a Petrobras e a rede Ipiranga, pelo potencial de levar a solução CTF para os nossos parceiros de petróleo ao redor do mundo e pela taxa de modelo de negócio baseado, segundo o qual CTF tem praticamente nenhum risco de crédito”, disse Ron Clarke, presidente da FleetCor, em comunicado. Segundo Arie Halpern, presidente da CTF Brasil, é muita satisfação poder ser parceiro de empresas como Petrobras e Ipiranga. "Estamos confiantes de que eles estão bem posicionados para ajudar a empresa a acelerar o seu crescimento em Brasil e em todo o mundo", afirmou o executivo. A FleetCor é uma provedora global de cartões de combustível e produtos de pagamento  para as empresas. Por meio dos programas de pagamento, as empresas podem controlar os gastos dos funcionários. A transação deverá ser concluída em aproximadamente 60 dias.


Vision Capital compra produtora de plásticos Vitopel
Exame 03.04.2012 - A aquisição contempla a reestruturação de dívidas que a Vitopel tem com os bancos Credit Suisse e Santander. Fundo de investimento Vision Capital anunciou a aquisição da Vitopel, maior produtora de plástico flexível da América Latina.  O fundo de investimento Vision Capital anunciou a aquisição da Vitopel, maior produtora de plástico flexível da América Latina.
Segundo comunicado, a aquisição contempla a reestruturação de dívidas que a Vitopel tem com os bancos Credit Suisse e Santander.
"Estamos muito satisfeitos em continuar a expandir nossa presença nas Américas e construir a nossa experiência no fornecimento de melhorias estratégicas e operacionais para o setor. Estamos confiantes de que Vitopel representa uma oportunidade para a criação de valor substancial", afirmou Christophe Browne, executivo Vision Capital, em comunicado.
Peter Briggs, ex-diretor executivo da Alvarez & Marsal, foi nomeado presidente da Vitopel. O executivo vai desenvolver uma gestão baseada na melhoria operacional e conduzir a estratégia de consolidação da Vitopel.
"Estou ansioso para trabalhar com a Vitopel. A combinação da experiência da Vision Capital e da presença da Vitopel apresenta excelentes oportunidades para o futuro", disse Briggs.
Em 2011, o fundo de investimento comprou a Terphane, no Brasil, e conseguiu colocar em prática um programa bem sucedido de recuperação da companhia.


Calotes impedem avanço do lucro do ABC Brasil
Valor 03.05.2012 - O crescimento da inadimplência impediu o crescimento do lucro do ABC Brasil, banco com foco no crédito para empresas. O resultado líquido do banco ficou em R$ 56,9 milhões no primeiro trimestre, apenas R$ 200 mil a mais na comparação com igual período de 2011. Em relação ao intervalo entre outubro e dezembro, houve uma redução de 6,2% no lucro.
É um enredo que tem se repetido nos números que os bancos têm divulgado referentes ao começo do ano. Vilã da história, a inadimplência tem forçado os bancos a incrementar as provisões para devedores duvidosos. No caso do ABC Brasil, foram R$ 24,3 milhões, o dobro das reservas de março de 2011. Em um ano, a inadimplência passou de 0,17% para 0,57%.
Do lado do crédito, a carteira cresceu 13,1% em um ano, pelo conceito expandido, que engloba também garantias prestadas e debêntures que ficam com o ABC. Em relação aos últimos três meses de 2011, o avanço foi de 4,1%. Tanto para a inadimplência quanto para o crédito, o banco espera uma melhora a partir do meio do ano. "A sensação é de um segundo trimestre ainda difícil, com o mercado apresentando provisões acima das médias históricas", afirma Sérgio Lulia Jacob, vice-presidente financeiro do ABC Brasil. Mas o banco manteve a previsão de expandir o saldo de crédito entre 18% e 22% neste ano.
Com essa expectativa de crescimento, o banco fortaleceu a captação de recursos. Em 12 meses, a alta foi de 17,5%, para R$ 10,9 bilhões. Na comparação com o quarto trimestre, a expansão foi de 10%. O início do ano foi favorável para o "funding" de pelo menos parte dos bancos médios. Neste ano, o governo deixou de remunerar parte do depósito compulsório recolhido dos grandes bancos. Para rentabilizar o dinheiro, as instituições agora precisam comprar papéis de bancos menores.
Daqui para a frente, além dos tradicionais empréstimos, o ABC quer fortalecer a área de banco de investimento, estruturando operações de renda fixa, como debêntures, renda variável e assessoria em fusões e aquisições. Em 2011, o banco teve R$ 14,5 milhões de receita com essa área.
O alvo do ABC são as transações feitas por empresas de médio porte, com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões. "É um público que hoje não é atendido pelos bancos de investimento, que focam mais as grandes companhias", afirma José Laloni, vice-presidente de mercado de capitais do ABC. Um novo setor já foi estruturado no banco para atender apenas as empresas do setor imobiliário, com a contratação de Luciano Gualiardi, ex-vice-presidente financeiro da Rodobens.
Para atrair investidores para os papéis de renda fixa, o ABC pretende se valer da baixa inadimplência de sua carteira, de 0,57%. "Não vamos oferecer a aplicadores nenhum risco que não tenhamos em nosso balanço", afirma Laloni.


Banco Votorantim tem prejuízo de R$ 597 milhões no 1º trimestre
Valor 03.05.2012 - O Banco Votorantim (BV) registrou prejuízo líquido de R$ 597 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo, desta forma, o lucro de R$ 385 milhões apresentado no mesmo período de 2011. No quarto trimestre, o prejuízo da instituição controlada pelo grupo Votorantim e pelo Banco do Brasil havia sido de R$ 656 milhões.
A carteira de crédito do BV atingiu R$ 58,8 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2012, alta de 0,5% em 12 meses e praticamente estável em relação a dezembro de 2011.
A carteira de crédito gerenciada, que inclui os ativos cedidos com coobrigação para outras instituições e os ativos cedidos para Fundos de Investimento em Direitos Creditório (FIDC), ficou em R$ 76,8 bilhões no primeiro trimestre, retração de 3,1% em relação a dezembro.
As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa aumentaram 44,7% na comparação trimestral, para R$ 1,587 bilhão.
Em março, a inadimplência do Votorantim, considerando créditos em atraso acima de 90 dias, atingiu 7,3% da carteira de crédito própria, uma elevação de 1,5 ponto percentual sobre dezembro. A provisão encerrou o trimestre com saldo de R$ 4,1 bilhões, representando 7% da carteira de crédito, alta de 27,9% ante dezembro.
Na carteira gerenciada, o índice de inadimplência subiu para 5,8% no primeiro trimestre deste ano, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao fim de 2011.
O BV fechou março com ativos totais de R$ 113,5 bilhões, alta de 0,9% sobre março de 2011 e patrimônio líquido de R$ 7,56 bilhões, redução de 12,8%, na mesma base de comparação.


Banco do Brasil lucra R$ 2,5 bilhões no 1º trimestre, queda de 14,7%
Valor 03.05.2012 - O Banco do Brasil lucrou R$ 2,502 bilhões no primeiro trimestre de 2012, com uma queda de 14,7% na comparação com igual período de 2011.
A redução do resultado neste período se deve ao aumento das provisões para devedores duvidosos, que cresceram 30,7%, para R$ 3,440 bilhões. Apesar dessa alta, a inadimplência da carteira de crédito ficou em 2,2% no primeiro trimestre, com alta de 0,1 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2011 e também em relação ao período de outubro a dezembro.
A carteira de crédito ampliada — que inclui garantias prestadas e títulos privados — cresceu 19% no ano, para R$ 473,1 bilhões. No trimestre, a variação foi de positiva em 1,7%.
O índice de Basileia do BB ficou em 14,3%, com alta de 0,2 ponto percentual na comparação um ano antes. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 0,3 ponto percentual. O índice mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%. O retorno sobre o patrimônio do BB foi de 18,1%, com queda de 6,8 pontos percentuais em um ano e de 4,4 pontos percentuais na comparação com o período encerrado em dezembro.
Os ativos totais do banco atingiram R$ 1,004 trilhão, com alta de 16% em cima do primeiro trimestre de 2011 e de 2,4% na comparação com dezembro.


Siderúrgicas disputam áreas para portos
Estadão 01.04.2012 - Gargalos para escoar a produção motivam empresas a buscar terminais próprios. Grandes grupos siderúrgicos brasileiros encontram-se em uma 'sinuca de bico', após terem investido pesado em mineração ao longo dos últimos anos, sem aliar o plano de verticalização a uma estratégia logística para escoar sua produção mineral. Agora, correm para obter uma saída portuária ao longo do litoral fluminense, o mais próximo de suas reservas, localizadas no chamado quadrilátero ferrífero, região com enormes reservas do insumo em Minas Gerais. As belas paisagens, compostas por ilhas, mata nativa e pequenas praias não são os atributos que atraem os olhares das gigantes da siderurgia para a Baía de Sepetiba, em Itaguaí, município vizinho ao Rio. O local de águas abrigadas é ideal para a instalação de portos, característica da qual se beneficiam alguns terminais já instalados no entorno.
O principal alvo de disputa hoje na região é a chamada "área do meio", que ficou conhecida desta forma por estar espremida entre terminais da Vale e da CSN. O Estado apurou que um dos interessados pela área é o grupo EBX, de Eike Batista, que já está construindo um porto em um terreno próximo voltado para minério de ferro por meio de sua controlada MMX.
Segundo fontes, o conglomerado do empresário se movimenta para ficar com a área, que deve ser licitada em junho, segundo expectativas do mercado. A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), no entanto, não divulga previsão. O processo está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Em Brasília, no entanto, há uma articulação para tentar barrar da disputa grupos que já tenham projetos do tipo no entorno.
Questionado, Guilherme Escalhão, presidente da MMX, braço de mineração do grupo de Eike, afirma que é cedo para bater o martelo sobre a participação da companhia no leilão. "Precisamos esperar o edital. Não vou dizer que interessa ou que não interessa. Vamos olhar", afirmou o executivo, ao ressaltar que, hoje, a prioridade da MMX é desenvolver o Superporto do Sudeste, que fica próximo ao local que será leiloado pela CDRJ.
O porto da MMX nasce com capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas, mas o grupo já enxerga potencial para ampliar suas instalações. "É clara a demanda potencial para eventualmente chegar a 100 milhões de toneladas." Para o executivo, existe uma escassez de terminais portuários no Rio disponíveis para escoar a produção mineral vinda do quadrilátero mineiro. Um cenário que acaba por pressionar as tarifas portuárias.
"As tarifas são determinadas pelo mercado, que hoje é muito restrito. Existem apenas os terminais da Vale e da CSN (na região)", lembrou. Situação agravada pelo fato de as duas empresas terem um volume grande de insumo a exportar e, com isso, só destinarem uma parcela pequena do porto aos concorrentes.
Concorrência. Desatar o nó logístico é visto pelas siderúrgicas como tarefa indispensável para competir de igual para igual com suas concorrentes. O presidente do Instituto Açõ Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, é enfático ao afirmar que as companhias não podem ficar nas mãos de rivais. Segundo ele, o setor fez vultosos investimentos em mineração para conseguir diminuir sua dependência do insumo produzido pela Vale. Agora, não faz sentido ficar à mercê das tarifas cobradas pela mineradora.
"O que se está discutindo é a possibilidade de se arrumar corredores de exportação para as siderúrgicas que investiram para isso", afirmou. Como as áreas são escassas, a solução, segundo o executivo, seria criar um consórcio para que as empresas pudessem operar em conjunto na área que será licitada.
A gigante da siderurgia mundial ArcelorMittal vê na possibilidade de operar um porto na região uma saída para tornar a exploração minerária em Serra Azul (MG) mais competitiva. A empresa diz que o escoamento por meio do um terminal próprio reduzirá problemas com a logística enfrentados por empresas da região, Por causa, disso a empresa deve se unir à Usiminas para disputar em conjunto a "área do meio".
O grupo mineiro, porém, deu o primeiro passo para resolver seu imbróglio em 2010. Na época, a companhia fechou um contrato com o grupo de Eike para utilizar o Porto Sudeste. A partir de 2013, a mineradora deve embarcar 39 milhões de toneladas anuais do insumo por um período de cinco anos. O acordo foi uma saída rápida para solucionar o grande ponto falho de sua estratégia, mas não desviou a atenção da empresa do plano de ter um terminal próprio.


Demanda de energia fica estável na indústria
Folha 03.05.2012 - O crescimento do consumo industrial de energia ficou estacionado em março, de acordo com o indicador da gestora de energia Comerc Gestão.
Houve uma discreta elevação de 0,48% no consumo, quando comparado com o mês anterior.
O resultado reflete as dificuldades da indústria em ganhar competitividade, além dos impactos provocados pelo câmbio desfavorável e pela desindustrialização, segundo Cristopher Vlavianos, presidente da empresa.
"O aumento do consumo foi tímido. Alguns setores sofrem mais. E o governo já está atento ao que isso representa no setor industrial", afirma o executivo.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a redução foi de 0,59%.
Sete dos 15 setores analisados pelo levantamento da Comerc registram queda do consumo de energia em suas operações. As indústrias de alimentos, mineração e higiene e limpeza estão entre as de variação negativa no mês. No grupo dos que tiveram crescimento, os resultados foram considerados modestos. A variação foi positiva para os setores têxtil, eletroeletrônicos, eletromecânica e embalagens.
O setor de material para a construção civil apresentou consumo 13,34% mais elevado no período. "Para este segmento, março costuma mostrar crescimento devido à retomada de muitas obras. É quando as atividades esquentam", afirma Vlavianos.


Brasil estuda dar crédito de US$ 5,8 bi para a Argentina
Folha 03.05.2012 - Valor seria usado por exportadores do país vizinho para comprar produtos brasileiros .
Mesmo amargando queda de quase 30% nas exportações para a Argentina, em consequência de barreiras impostas pelo país vizinho, o Brasil estuda oferecer crédito a importadores argentinos interessados em adquirir produtos brasileiros. A redução nas vendas de produtos para o país vizinho contribuiu para o Brasil registrar seu pior superavit comercial em dez anos para os meses de abril.
O valor total do montante destinado a financiamento para os argentinos pode chegar a US$ 5,8 bilhões, que é o valor do saldo positivo do Brasil com o país vizinho no ano passado, informou ontem o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira.
A possibilidade será debatida em reunião que ocorrerá em Brasília na segunda quinzena deste mês para debater as restrições colocadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner à entrada de importados.
"A Argentina tem uma situação econômica difícil, e não os vemos como inimigos, e sim como parceiros. Em vez de medidas punitivas, vamos sentar para ver no que podemos auxiliar. A economia argentina pode estar tendo dificuldade para financiar suas compras", disse Teixeira.
Desde fevereiro, os importadores do país precisam pedir permissão antecipada, esperar pela aprovação (que pode não ocorrer) e somente então ter acesso à compra. O objetivo é proteger a produção da indústria local.
O impacto foi sentido pelo Brasil com mais força em abril. As vendas ao país caíram 27,1% no mês passado ante o mesmo período de 2011 -em média, os exportadores venderam US$ 67,6 milhões por dia aos argentinos.
Superavit despenca: Dados do ministério mostraram que o superavit (exportações maiores do que importações) do Brasil com outros países foi de US$ 881 milhões -queda de 52,7% ante abril de 2011. Foi o pior resultado para o mês em dez anos.


Unilever vai buscar mais eficiência no país
Valor 03.05.2012 - O argentino Fernando Fernandez assumiu o comando da Unilever Brasil em setembro e diz que sua expectativa é de crescimento de "um dígito alto" em 2012.
Uma das tarefas do novo presidente da Unilever Brasil, o argentino Fernando Fernandez, que assumiu o cargo em setembro do ano passado, será tornar a operação mais eficiente para repassar "o mínimo possível" dos aumentos de custos das commodities ao consumidor. O ambiente altamente competitivo do mercado brasileiro de cuidados pessoais, limpeza e alimentos - segmentos nos quais a multinacional anglo-holandesa opera - reforça a necessidade de ganhar eficiência. Ao menos uma categoria já sofreu com a pressão das commodities: a de bebidas de soja, com a marca Ades.
Há uma semana, a companhia informou, no relatório de resultados globais do primeiro trimestre, que o crescimento das vendas da bebida perdeu fôlego no período, devido aos aumentos de preços motivados pela alta da soja. "Estamos investindo mais forte em publicidade da marca Ades e em tamanhos menores, para uso fora do lar", diz Fernandez. Ele se refere às embalagens de 200 ml, que podem ser levadas como lanche, por exemplo, e têm preço unitário menor que as de 1 litro e 1,5 litro.
A Unilever é líder disparada na categoria de bebidas de soja. Em 2010, tinha 44,9% de participação, bem à frente da segunda colocada, a Yoki, com 7,7%. Essa categoria movimentou R$ 1,2 bilhão no ano passado, segundo a Euromonitor.
Antes de vir para o país, Fernandez passou quatro anos à frente da Unilever nas Filipinas. Uma das semelhanças que ele enxerga entre o arquipélago e o Brasil é a complexidade do ponto de vista logístico. Lá, são mais de 7 mil ilhas; aqui, um gigante continental. Essa é uma das bagagens que ele traz para comandar a operação nacional. "No Brasil, ter uma presença nacional dá uma vantagem competitiva importante", diz Fernandez. A companhia tem hoje 11 fábricas e 29 centros de distribuição no país.
No Brasil desde 1930, a Unilever vende 700 produtos e 25 marcas no país. A filial é a segunda maior da empresa, com faturamento de R$ 11,9 bilhões em 2011, um crescimento nominal de 8,1%. A operação global cresceu 5% no mesmo período, para €46,5 bilhões.
Fernandez, de 45 anos, é formado em economia e está há mais de 20 anos na companhia. O executivo também já comandou o negócio mundial de cuidados com o cabelo, categoria na qual o Brasil é o primeiro mercado da Unilever.
Fabricante do xampu Seda, a Unilever lançou no ano passado no Brasil a marca de produtos profissionais TRESemmé. "Havia um 'gap' (vácuo) no mercado, de produtos de salão vendidos no mercado tradicional, e a TRESemmé já conquistou a liderança nos principais canais farma do país", diz Fernandez.
A empresa é líder no mercado de cuidados com o cabelo, mas a L'Oréal está se aproximando de sua posição. Na comparação entre 2010 e 2011, a Unilever perdeu 0,3 ponto percentual de mercado, para 16,2%, enquanto a L'Oréal conquistou 0,7 ponto percentual, chegando a 16%. A Procter & Gamble, dona de Pantene, também ganhou "share" no período, de 9,6% para 10,7%.
Passada a desaceleração sentida no último trimestre de 2011, Fernandez afirma que a companhia recuperou as vendas a partir de fevereiro e março e que cresceu acima do mercado no período. "Esperamos um crescimento saudável para 2012, de "um dígito alto", diz.
Fernandez substituiu o holandês Kees Kruythoff, que comandou a filial brasileira por três anos e assumiu a presidência do grupo na América do Norte em setembro.


Estética: mais de 50 mil em feira no Rio
MonitorMercantil 02.05.2012 - Será realizada de 5 até 7 de maio, a Estética in Rio 2012. Os expositores reservaram para o evento dezenas de lançamentos, que incluem produtos e tecnologias para os cuidados com os cabelos, pele, corpo e cosméticos. O evento também contará com workshops e o 6º Congresso Científico Brasileiro de Estética, o 2º Congresso de Terapia Capilar e o 5º Congresso Científico Brasileiro de Podologia. Mais de 50 mil profissionais esteticistas, fisioterapeutas, cirurgiões plásticos, médicos dermatologistas, podólogos, massoterapeutas, empresários e estudantes do setor passaram pela feira e levaram, para consultórios, salões e clínicas as novidades que encontraram nos estandes e durante as palestras.
A grandiosidade do mercado da beleza brasileiro se reflete, não só na abertura de clínicas, spas e salões, mas também na crescente necessidade de profissionais especializados que, só este ano, deve crescer 18% no País em comparação a 2011. Só no Estado do Rio, este número deve chegar a mais 20 mil profissionais para o setor. Só na capital carioca teve um aumento superior a 50% no número de salões e clínicas de estética. Foram quase 6 mil novos negócios só em 2011. A Estética in Rio, feira do setor que acontecerá de 5 a 7 de maio no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, abre espaço para a capacitação destes profissionais, com a realização de Congressos Científicos de Estética, Podologia e Terapia Capilar, além de dezenas de workshops técnicos. Esses dados tão animadores representam uma mudança gradativa em quase todo o Brasil, tanto na indústria, quanto nos prestadores de serviços e, principalmente, nos consumidores.


Jovem chinesa administra US$ 362 bilhões do BlackRock
Brasil Econômico 02.05.20121 - Jing Ning, gestora da BlackRock na Ásia: renda e qualidade de vida puxam consumo e serviços
Jing Ning, gestora da BlackRock na Ásia, ajusta investimento à dinâmica da nova China. Fabricantes de brinquedos que estragam em um minuto mas são vendidos por centavos, eletrônicos que duram um pouco mais do que isso mas também a preços super competitivos e têxteis imbatíveis.
Um volume monumental de investimento, centradamente público, e condições de vida questionáveis para a maior parte da população.
Acredite ou não, essa é a China que está virando passado. O processo é lento mas já foi iniciado, e os especialistas em investimentos começaram a ajustar suas carteiras para o que consideram a nova China.
"O custo de trabalho aumentou em dois dígitos no ano passado, fabricantes de brinquedo e outras manufaturas estão mudando para mercados vizinhos mais baratos, como Vietnã ou Indonésia, e quem se mantiver na China tem que se adaptar, elevando a qualidade para poder corrigir preços", afirma Jing Ning, gestora e analista de renda variável da BlackRock na Ásia.
Ela entende do assunto. A BlackRock, maior gestora do mundo, tem na Ásia 11% do total de ativos sob gestão. São exatamente US$ 362,3 bilhões naquele continente - o correspondente ao Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul ou do Irã. Jing está à frente do BlacRock China Fund, lançado em 2008 e acumulando desde então rentabilidade de 13,20%.
Não é um número que surpreenda, mas o índice de referência, o MSCI China 10/40, teve no mesmo período perda de 1,97%.
Nascida na China e criada entre o país e os Estados Unidos, a jovem gestora combina o entendimento cultural do mercado doméstico e a demanda e diferença em relação ao mercado internacional, unindo Pequim a Nova York. Era a chefe para ações na China da AIG Investimentos, baseada em Xangai e em Hong Kong, antes de integrar a equipe de Ásia da BlackRock. Foi parar na maior gestora do mundo depois de fazer os fundos que geria baterem os concorrentes, de 2004 a 2007.
De fala mansa mas incisiva, veio ao Brasil pela primeira vez na véspera do feriado, para apresentar aos colegas do mercado emergente ocidental como anda o processo econômico no emergente oriental.
"O custo de capital na China está ficando mais caro, há formação de uma nova classe média e o que tradicionalmente vinha sendo alvo de investidores, como aço, sofrendo", complementa.
Soa semelhante ao mercado brasileiro e o vetor de crescimento é o mesmo - tendência de menor dependência de exportação de commodities, com maior fatia de consumo doméstico.
"Maior preocupação com qualidade de vida e maior renda para isso elevam a demanda por serviços, como tratamentos de saúde e educação, e por tecnologia", aponta.
"A dinâmica da economia chinesa está mudando, mas claro que não é do dia para noite. Deixe indústria exportadora e vá de consumo doméstico", indica.
Na carteira do fundo, também diversificou dentro dos mesmo setores - menor exposição em grandes bancos e maior em bancos pequenos, que têm apresentado maior fôlego e capacidade de inovação.
Ela não acredita em uma disputa pela fatia de investimentos internacionais entre Brasil e China, mesmo que ganhem similaridades. "Um gestor profissional escolhe emergentes. Não seleciona uma letra em BRIC."
Revisão de aportes: Outras casas também já ajustam suas carteiras no mercado asiático. Para a equipe de analistas de ações do Barclays, numa desaceleração mais forte da economia chinesa, as ações mais afetadas serão do investimento em infraestrutura e imobiliário e commodities metálicas.
A desaceleração nas vendas de varejo é prevista para expansão abaixo de 10% - ou seja, um crescimento que pode vir em 9%, ainda alto.
"Nossa equipe acredita em um ajuste mais leve e que potencialmente leve a um ponto de inflexão para alta das ações, e não baixa", aponta o chefe de estratégia de ações em Taiwan, Kent Chan.
"O copo está meio cheio e não meio vazio."
A avaliação da equipe asiática do Bank of America Merrill Lynch também é de retomada. "Os dados econômicos da China sugerem que a atividade já repica no segundo trimestre", aponta Alberto Ades, economista para emergentes do BofA.


Agência quer uniformizar multas às concessionárias
Valor 03.05.2012 - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está prestes a mexer em uma área sensível dos contratos de concessão das rodovias federais: as multas pagas por infrações cometidas pelas empresas. O valor das penalidades deverá mudar significativamente até o fim deste ano.
A iminência das novas regras fez o setor dividir-se ao meio: as concessionárias que assumiram a gestão de estradas federais durante o governo Fernando Henrique Cardoso, na segunda metade da década de 1990, pagam multas mais baixas e querem a manutenção das regras atuais. Já as empresas que passaram a administrar rodovias no governo Lula, de 2008 em diante, pagam valores bem mais altos e endossam à recalibragem geral das multas. Só no ano passado o total de notificações de multa emitidas às concessionárias de rodovias alcançou R$ 26,7 milhões, segundo a agência reguladora. Mas apenas uma parcela desse montante foi efetivamente recolhida, já que contestações administrativas e judiciais livraram as empresas de pagar as infrações.
"Estamos trabalhando em uma nova resolução", diz o superintendente de exploração de infraestrutura rodoviária da ANTT, Mário Mondolfo. Enquanto algumas multas devem ficar mais salgadas, outras penalidades tendem a ser abrandadas. Com a proposta, a agência quer acabar com as distorções das regras atuais. Um exemplo dessa situação ocorreu poucos meses atrás, quando a concessionária Rodovia do Aço - responsável pelo trecho privatizado da BR-393 no Rio de Janeiro - foi punida em quase R$ 3 milhões porque não havia um galão de água no bebedouro de um dos postos de atendimento ao motorista. Pela norma vigente, essa infração foi enquadrada como "deficiência operacional", categoria que prevê as sanções mais pesadas às empresas. "Se isso vai parar na Justiça, obviamente perdemos. As multas estão fora da realidade e são incompatíveis até mesmo com o Código Civil", afirma Mondolfo.
Em outro extremo das penalidades impostas pela ANTT, uma empresa dona de um contrato antigo de concessão pode pagar R$ 97 mil por ter omitido socorro mecânico a veículos quebrados.
A intenção da ANTT, segundo o superintendente da agência, é uniformizar a cobrança dessas multas. Pelo modelo em vigor, os valores oscilam conforme a época em que o contrato de concessão foi firmado e a tarifa de pedágio cobrada por cada empresa.
Dados a que o Valor teve acesso apontam que, em um dos contratos assinados na 1ª etapa de concessões federais, na década de 1990, as multas podem variar de R$ 19 mil para infrações do menos graves (grupo 1) a R$ 193 mil para as violações mais graves (grupo 5). Ocorre que esses valores chegam a ser multiplicados por até 15 vezes nos contratos da 2ª etapa, feitas de 2008 em diante. Nesse segundo bloco de concessão, há situações em que as multas alcançam o teto de R$ 294 mil no grupo 1 (como deixar vegetação nos canteiros centrais com altura acima de 30 centímetros ou não consertar cercas danificadas em menos de 48 horas) até o nível de R$ 2,94 milhões no grupo 5 (como não prover atendimento médico de emergência ou executar obras fora do projeto autorizado pela ANTT).
A ideia da ANTT é que o novo modelo seja incorporado aos contratos de concessão na forma de um aditivo, além da publicação de uma nova resolução. As mudanças preveem a realização antecipada de audiências públicas para debater o assunto. "Vamos mudar o conceito, trocando um valor que hoje é proporcional à tarifa de pedágio, por um valor fixo atrelado à infração cometida", diz Mondolfo.
A ANTT sabe que o assunto vai gerar muito discussão. A proposta de uniformizar as multas agrada a empresários que entraram nas concessões rodoviárias a partir de 2008, mas incomoda àqueles que já se adaptaram a uma regra que está em vigor há mais de 18 anos. Não por acaso, a agência busca um acordo sobre a questão das multas há mais de três anos.
No primeiro bloco de concessões realizadas entre 1994 e 1997, foram firmados seis contratos com o setor privado. Ao todo, 1.482 quilômetros de estradas foram passadas para as empresas Nova Dutra, Ponte, Concer, CRT, Concepa e Ecosul. As concessões voltaram à pauta do governo só em 2007, quando um novo lote de 2.600 quilômetros foi concedido. Os sete consórcios vencedores são Planalto Sul, Litoral Sul, Régis Bittencourt, Fernão Dias, Rodovia do Aço, Fluminense e Transbrasiliana. Os contratos foram assinados em 2008. Em 2009, mais 680 quilômetros foram concedidos para a Via Bahia.
Além de corrigir as distorções, a ANTT quer evitar que o problema das multas se alastre entre as novas concessões previstas para este ano. Já está em andamento a homologação da BR-101, no Espírito Santo. No segundo semestre, está prevista a concessão de mais 1.800 quilômetros de estradas. Serão leiloados o trecho da BR-040 entre Juiz de Fora (MG) e Brasília, e o trecho da BR-116 que corta o Estado de Minas Gerais.
Procurada pelo Valor, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) preferiu não comentar o assunto, alegando que ainda não conhece formalmente o conteúdo da resolução que está sendo preparada.


Forjas Taurus compra a americana Heritage
Valor 02.05.2012 - A produtora de armas Forjas Taurus adquiriu a empresa americana Heritage Manufacturing, fabricante do revólver Single Action. A companhia não divulgou os valores da transação.
Em fato relevante, a Taurus informou que o nome e a marca da Heritage, fundada em 1992, serão mantidos no mercado.
“Esta aquisição é um grande complemento aos nossos produtos Taurus e Rossi, um ajuste perfeito com nossa estratégia de crescimento por aquisição e parcerias [...]”, afirmou Mark Kresser, presidente da Taurus EUA.
Em 2011, a fabricante gaúcha de armas de fogo e capacetes registrou lucro líquido de R$ 37,3 milhões, ante os R$ 70,3 milhões registrados em no ano anterior.


Fundo de investimento Vision Capital compra Vitopel
Valor 02.05.2012 - O fundo de investimento inglês Vision Capital adquiriu a companhia Vitopel, uma das maiores produtoras de plásticos flexíveis da América Latina. O valor da operação não foi anunciado. As negociações ocorriam há um ano e foram concluídas no dia 16 de abril. No dia 27, o fundo formalizou a compra no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O fundo Vision Capital nomeou Peter A. Briggs, da empresa de consultoria Alvarez & Marçal, como novo presidente da companhia. Briggs vai trabalhar com a atual equipe de gestão para entregar um programa de melhoria operacional e conduzir a estratégia de consolidação da empresa, de acordo com um comunicado do fundo em seu site.
O executivo José Ricardo Roriz Coelho, que ocupava a presidência da empresa desde o início de 2008 e era um dos acionistas minoritários, vai se tornar membro do conselho de administração da companhia, apurou o Valor. Coelho deve permanecer à frente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria Plástica). Procurado pela reportagem, Roriz não comentou o assunto.
Durante o processo de aquisição da companhia, a Vision Capital concluiu uma reestruturação de dívida da Vitopel com os bancos Credit Suisse e Santander, que continuam como credores da empresa.
Com faturamento de US$ 300 milhões em 2011, a Vitopel é resultado da fusão de três empresas nos anos 90 - a Votocel (ex-grupo Votorantim), a Copol (ex-Polibrasil e Shell) e Vitopel (ex- Arcor). A companhia passou a ser controlada pelos fundos DLJ Merchant Banking Partners e J.P. Morgan Partners.
A Vitopel é líder no mercado de embalagem flexível biorientada (BOPP) na América Latina. Esses produtos plásticos são utilizados nas embalagens de salgadinhos, por exemplo. A empresa também atua nos segmentos de rótulos e etiquetas e gráficos. De origem argentina, a empresa possui duas fábricas em São Paulo - uma na cidade de Mauá, na Grande São Paulo, e outra em Votorantim, no interior do Estado. Na Argentina, a terceira unidade do grupo está instalada em Córdoba. As três fábricas, juntas, têm capacidade para processar 150 mil toneladas por ano de filmes flexíveis para embalagens.
Com essa aquisição, o fundo Vision pretende usar a Vitopel como uma plataforma de consolidação na indústria de BOPP, impulsionado pela crescente demanda por esses produtos no mercado latino-americano.
Uma das maiores companhias de terceira geração do setor petroquímico do Brasil, a Vitopel é a maior consumidora de polipropileno (PP) da América Latina. Há pelo menos três anos, a companhia planejava fazer aquisições fora do eixo Mercosul. Cerca de 25% da produção do grupo é exportado - os Estados Unidos respondem por cerca 60% desses volumes." A companhia tem um centro de distribuição em território americano.


Lojas Americanas faz aumento de capital de R$ 200 milhões
Brasil Econômico 30.04.2012 - A Lojas Americanas anunciou nesta segunda-feira (30/4) que fará aumento de capital de R$ 200 milhões, com a emissão de 215,7 milhões de novas ações aos atuais acionistas.
O aumento de capital será realizado mediante a capitalização do saldo de reserva de lucros da empresa.
Os atuais acionistas da empresa receberão, até 9 de maio, uma nova ação ordinária ou preferencial para cada 3,592049552 ações ordinárias ou preferenciais de cada acionista. As novas ações terão as mesmas condições dos papéis atuais, incluindo direito a dividendos e juros sobre capital próprio. O aumento foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária, nesta segunda-feira. No total, o capital social da empresa passará a R$ 510,6 milhões.


Novos leilões vão ter regras mais rígidas
Valor 02.05.2012 - Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio, candidato a nova licitação. A segunda rodada de concessões de aeroportos deverá ter regras mais rígidas para a entrada de operadoras estrangeiras e restrições para a participação dos grupos vitoriosos no leilão de fevereiro. O desenho preliminar da nova rodada é feito com base no que o governo chama de "aprendizados" da primeira licitação.
Embora as equipes técnicas já saibam que os aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro) e de Confins (Belo Horizonte) deverão ser escolhidos, a presidente Dilma Rousseff mantém algum mistério e ainda não deu sinal verde para a Secretaria de Aviação Civil (SAC) levar os estudos adiante.
Por isso, descarta-se que haja tempo hábil para preparar outro leilão ainda em 2012, até porque o Tribunal de Contas da União (TCU) já avisou ao governo que não aceitará a mesma pressa observada na organização da primeira rodada. Os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília foram leiloados oito meses após o anúncio oficial, o que exigiu uma luta contra o relógio para vencer todas as etapas previstas.
A grande novidade planejada para a próxima licitação deve ser a divisão dos aeroportos por regiões - uma delas teria Brasília e Confins; a outra ficaria com Guarulhos, Viracopos e Galeão. Se essa ideia vingar, nenhum grupo poderá ter mais de uma concessão na mesma região. Ou seja, quem ganhou a concessão de Guarulhos (a Invepar e a sul-africana ACSA) e de Viracopos (o consórcio formado por Triunfo, UTC e Egis) ficaria automaticamente impedido de disputar o Galeão. Já o grupo vencedor de Brasília (Engevix e Corporación América) estaria fora de Confins.
Para quem defende esse modelo, a divisão do sistema aeroportuário em regiões pode estimular a disputa entre concessionárias por atrair operações de companhias aéreas. Já os críticos ressaltam que isso pode restringir demais a próxima licitação e facilitar a vitória das megaempreiteiras - Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão - que ficaram sem levar nada no último leilão.
Outro "aprendizado" diz respeito à experiência mínima das operadoras estrangeiras. Na primeira licitação, o governo obrigou os consórcios a ter uma operadora com experiência internacional em aeroportos de pelo menos 5 milhões de passageiros por ano. Na próxima rodada, essa exigência poderá subir para 10 milhões de passageiros ou para um número similar ao do aeroporto em processo de concessão.
Por exemplo, obrigaria os grupos interessados no Galeão a associar-se a uma operadora com terminais de 15 milhões de passageiros, no mínimo - a movimentação do aeroporto carioca em 2011. Em Confins, foram 9,6 milhões de passageiros no ano passado. Se prevalecer, essa barreira pode impedir a participação da francesa Egis - que faz parte do grupo vencedor de Viracopos - em novas rodadas. Sua maior operação atualmente é a de Larnaca, no Chipre, com cerca de 6 milhões de passageiros/ano.
Na segunda-feira, após o Valor ter publicado que o governo exigiria a troca de operadora dos aeroportos já leiloados, a SAC divulgou nota rebatendo a informação e classificando-a como "improcedente". A secretaria reiterou que os contratos de concessão serão assinados no dia 25 de maio. No entanto, destacou que "as regras do processo de concessão permitem que os consórcios vencedores busquem novas parcerias com o objetivo de fortalecer ou modernizar os projetos de infraestrutura e gestão desses aeroportos". "O governo avalia que as possíveis iniciativas dessas empresas nesse sentido vão se reverter na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários do transporte aéreo no Brasil", afirma o comunicado oficial.
Uma das "parcerias" para aperfeiçoamento das operações ocorrerá em Viracopos, onde o consórcio Aeroportos Brasil contratou a consultoria da Flughafen Munich, uma das maiores operadoras do mundo. Ela foi contratada como consultora para implantar o plano operacional de Viracopos, auxiliando na transição de comando da Infraero para a nova concessionária.
Mas fontes dos consórcios vencedores reagiram com indignação à possibilidade de troca da operadora e disseram que a medida, caso levada adiante, pode ser facilmente questionada na Justiça.


UBS tem forte resultado no segmento de private banking
Exame 01.05.2012 - O maior banco da Suíça acrescentou o private banking de 7,4 bilhões de dólares em novos ativos no primeiro trimestre e aumentou as margens. O lucro líquido do UBS no primeiro trimestre caiu para 827 milhões de francos suíços, ante 1,81 bilhão de francos suíços um ano antes. O UBS anunciou nesta quarta-feira fortes resultados trimestrais no segmento de private bank, ressaltando o apelo do banco suíço para como porto-seguro de riquezas e fortalecendo a estratégia da companhia. O maior banco da Suíça, que está reduzindo o banco de investimento depois das grandes perdas na crise de crédito e se focando em private banking, acrescentou nesta última unidade de 6,7 bilhões de francos suíços (7,4 bilhões de dólares) em novos ativos no primeiro trimestre e aumentou as margens.
Sob a gestão do presidente-executivo Sergio Ermotti, o UBS está encolhendo seu balanço para ajudar a atender às novas exigências de capital da Suíça para tornar os bancos do país mais fortes depois da crise financeira.
O banco se disse a caminho de atingir 2 bilhões de francos suíços em corte de custos até o fim de 2013.
O lucro líquido do UBS no primeiro trimestre caiu para 827 milhões de francos suíços, ante 1,81 bilhão de francos suíços um ano antes. Analistas em média esperavam 1,11 bilhão de francos suíços, segundo uma pesquisa da Reuters. O banco cortou os ativos de risco em quase 30 bilhões de francos suícos no trimestre, depois de 20 bilhões no anterior, ficando à frente da meta de cortes para este ano.


Resultado trimestral favorável impulsiona papéis da Vanguarda
Brasil Econômico 30.04.2012 - O destaque positivo foi do setor de agronegócio, que superaram as perdas do setor de biodiesel da Vanguarda.
As ações da Vanguarda Agro (VAGR3) operam com valorização nesta sessão, refletindo o bom desempenho da empresa no setor de agronegócio no primeiro trimestre.
Depois do resultado financeiro positivo divulgado na sexta-feira (27/4), os investidores demonstram mais animação e os papéis elevam nesta segunda-feira (30/4).
"O destaque positivo foi do setor de agronegócio, que superaram as perdas do setor de biodiesel da Vanguarda", explica Luis Gustavo Pereira, analista-chefe da Futura Corretora.
Há pouco, os ativos da companhia subiam 5,26%, vendidos por R$ 0,40.
Resultados: Na semana passada, a companhia reportou lucro líquido de R$ 16,8 milhões, revertendo o prejuízo apresentado nos três primeiros meses de 2011 (R$ 865 milhões).
O setor agrícola viu seu lucro aumentar 386,6%, passando de R$ 4,4 milhões para ganhos de R$ 21,8 milhões.
Já o segmento de biodiesel teve um prejuízo menor, passando de R$ 5,3 milhões para perdas de R$ 4,9 milhões.
A receita operacional líquida da companhia atingiu a marca de R$ 331 milhões no período, representando um aumento de 61,47%.
No mesmo sentido, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 51,8 milhões no trimestre, crescimento de 309,5%. No primeiro trimestre de 2011, o Ebitda somou R$ 12,6 milhões.


Crédito privado traz perdas a institutos
Valor 02.05.2012 - Pelo menos quatro Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais e duas fundações registraram perdas na semana retrasada com a aplicação em dois fundos de crédito privado geridos pela Agregga Investimentos. A administradora de carteiras BNY Mellon informou que dois fundos, o Fundo de Renda Fixa Crédito Privado Portfólio Master e o Prevtrust, registraram desvalorização superior a 40% em suas cotas no dia 11 de abril, em função da provisão para perdas realizada no Coral Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Multissetorial, que respondia por uma significativa parcela dessas carteiras.
Entre os regimes que tiveram perdas estavam o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Itaocara (Itaprev) e o Fundo de Previdência de Vassouras (Fuprevas), do Estado do Rio de Janeiro, o Fundo Municipal de Previdência de Diamantina (Fumprev) e o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (Impro). Havia também dois fundos de pensão: o da Caixa de Previdência Complementar do Banco da Amazônia e a Fundação Celg de Seguros e Previdência (Eletra).
A provisão para perda na carteira de direitos creditórios foi feita após a aprovação da recuperação judicial das empresas do grupo Coral, que cediam os recebíveis para o fundo.
Procurada, a Agregga, que também é gestora do fundo de direitos creditórios (FIDC) Coral, afirma que já adotou medidas para recuperar os ativos que garantem os recebíveis e como resultado "foram penhorados imóveis e quotas das empresas do grupo Coral", fato que também poderá refletir na reversão das provisões. O gestor da Aggrega, José Antônio Pinto, também diz que o Coral possui fluxo de caixa operacional positivo.
A alocação em fundos de crédito privado e de recebíveis tem aumentado e respondia por 4,15% das carteiras dos RPPS em dezembro passado. Para atender essa demanda a Caixa, que tem R$ 19,5 bilhões sob gestão de recursos desses investidores, lançou no ano passado o FIDC Aberto Caixa RPPS Consignado BMG, com o objetivo de captar R$ 1 bilhão. Os recursos da oferta serão destinados para a aquisição de recebíveis oriundos de contratos de empréstimos consignado do Banco BMG.
A BB DTVM, que tem R$ 16,5 bilhões sob gestão desses fundos, contou com aporte de R$ 24,6 milhões de RPPS no FIDC Cedae, que totalizou R$ 120 milhões.
A gestora Verax Serviços Financeiros também tem recebido aportes de regimes próprios nos FIDCs. Das seis carteiras abertas e fechadas geridas pela instituição, que somam entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, cerca de 30% dos cotistas seniores eram RPPS. "A captação anual desses fundos cresceu cerca de 20%", afirma Marcelo Xandó, sócio da Verax.
Os RPPS são mais conservadores que os fundos de pensão e, dos R$ 54 bilhões alocados no mercado em dezembro, R$ 51,56 bilhões estavam em renda fixa e apenas R$ 2,4 bilhões em renda variável. Além disso, boa parte do patrimônio total dos fundos ainda está em ativos imobilizados, como imóveis, e parcela disso poderia ser destinada para o mercado financeiro, de acordo com Gustavo Melo, diretor executivo da RiskOffice.
De acordo com a Resolução 3922, os RPPS podem investir até 15% do patrimônio em fundos de direito creditório abertos e 5% em fundos fechados. Já para fundos imobiliários e de participação em empresas (FIP), o limite é de 5% do patrimônio.
Para o diretor do Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público, Otoni Gonçalves Guimarães, esse limite é muito pequeno. "Vamos primeiro criar níveis de governança para os institutos para depois pedirmos ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para aumentar esses limites."


Portuguesa Somague une forças com brasileira MPH
Valor 02.05.2012 - A Somague MPH Construções anuncia hoje o início de sua atuação. Focada em obras de terceiros, a construtora foi constituída pelo grupo português Somague e pela brasileira MPH. A companhia vai atuar na execução de obras de shopping centers, empreendimentos industriais, galpões, supermercados, edifícios comerciais e residenciais. Obras de hotéis e hospitais também estão no radar.


Com maiores prêmios, lucro da SulAmérica sobe 10,6%
Brasil Econômico 30.04.2012 - Segmento de seguro de automóveis foi afetado pelo aumento na frequência de roubos e furtos.
Empresa registrou aumento nas receitas de assistência em todos os segmentos em que atua.
A SulAmérica anunciou os resultados do primeiro trimestre de 2012 nesta segunda-feira (30/4), mostrando um aumento de 10,6% no lucro líquido na comparação com igual período de 2011.
A cifra passou de R$ 101,9 milhões para R$ 112,8 milhões, devido principalmente ao crescimento dos prêmios em todos os segmentos em que a Sul América atua.
Os prêmios (receitas de assistência) de seguros aumentaram em média 14,5%, atingindo R$ 2,502 bilhões no primeiro trimestre de 2012.
A alta foi maior no segmento de seguro saúde e odontológico (+20%), mas o avanço foi visto também nos negócios de automóveis (+2,3%), ramos elementares (+2,7%) e pessoas (+12,8%).
Avaliando o resultado da empresa, o diretor presidente Thomaz Cabral de Menezes afirmou em nota que o "crescimento foi robusto no segmento de saúde, principalmente nos produtos voltados às pequenas e médias empresas e odontológico".
Por sua vez, "no segmento de automóveis, o ambiente ainda competitivo e o aumento na frequência de roubos e furtos impactaram o trimestre", informou Menezes.
Segundo a empresa, também contribuíram para o desempenho crescente do lucro o resultado financeiro (R$ 158,1 milhões) com rentabilidade de 117,7% do CDI e os efeitos fiscais positivos na linha do Imposto de Renda e Contribuição Social.
Sinistralidade: O índice de sinistralidade da empresa, que mede a relação entre sinistros (custo de assistência) e prêmios, subiu de 73,8% para 75,7%.
A taxa no segmento de saúde e odontológico aumentou de 80,1% para 80,9%. No segmento de automóveis, ela passou de 62% para 68,8%.
Já em ramos elementares e pessoas, o índice de sinistralidade caiu de 63% para 49% e de 52% para 51,9%, respectivamente.
De acordo com a empresa, a melhora vista nos dois segmentos se deve, principalmente, "pelo aperfeiçoamento da política de aceitação de riscos e metodologia de precificação".


DuPont compra participação total da Bunge na Solae
Exame 01.05.2012 - Anteriormente, a DuPont possuía 72% da Solae, os 28% restantes eram de propriedade da Bunge. Com a propriedade total da Solae, a DuPont espera atingir o topo da meta de sua margem com sinergias planejadas
A DuPont de Nemours & Co. informou hoje que pagou à Bunge Ltd US$ 440 pela aquisição total da Solae LLC, seu empreendimento de ingredientes a base de soja. A aquisição faz parte do objetivo da DuPont de expandir sua posição no mercado de ingredientes para alimentos. Anteriormente, a DuPont possuía 72% da Solae, os 28% restantes eram de propriedade da Bunge.
As duas empresas criaram o empreendimento no começo de 2003 para produzir e distribuir especialmente ingredientes para alimentos. Na época, a DuPont estimou que a receita global da Solae excederia os US$ 800 milhões anuais. Na troca pelos seus negócios de ingredientes especiais para alimentos em 2003, a Bunge recebeu 28% de participação no projeto e mais estimados US$ 260 milhões, financiados pela dívida da joint venture.
A DuPont disse que a meta financeira de longo prazo do segmento é de crescimento anual de 7% a 9% para as vendas e para a expansão nas margens de lucro de 12% a 14%.
Com a propriedade total da Solae, a DuPont espera atingir o topo da meta de sua margem com sinergias planejadas.


Operadoras enfrentam impasse com prefeituras
Folha 02.04.2012 - As operadoras de telecomunicações estão entre a cruz e a espada.
De um lado, está o governo federal, que estabelece regras para o leilão de 4G, divulgadas na sexta-feira.
Para atendê-las, as empresas terão de triplicar o número de antenas até 2014. Do outro lado, está a Prefeitura de São Paulo, que entrou na Justiça para impedir a construção de novas torres e exigir a regularização de antenas instaladas em locais considerados inadequados. Além do desrespeito à ocupação do solo, a proliferação das antenas pode gerar riscos à saúde da população, alega a prefeitura.
A capital tem ao menos 2.677 antenas das operadoras Vivo, Claro e Oi. Cerca de 75% delas são consideradas irregulares pela prefeitura.
A restrição às operadoras não se limita à cidade de São Paulo. Mais de 200 prefeituras aprovaram leis que preveem restrições às torres nos últimos dez anos.
A Claro teve uma sentença desfavorável na semana passada, e outras operadoras sabem que estão na mira.
A Justiça paulista congelou na semana passada a instalação de antenas de telefonia celular da Claro em São Paulo. A decisão decorre de uma antecipação de tutela de ação movida pela prefeitura.
O julgamento ainda não tem data. Se a decisão favorecer a prefeitura, a Claro terá de regularizar suas antenas consideradas ilegais.
O município também move ações semelhantes contra a Vivo, a Oi e a Tim.


GOL confirma planos de desmembrar Smiles em nova empresa
Exame 01.05.2012 - Companhia estuda abrir o abrir capital de seu programa de milhagem para concorrer de igual para igual com o Multiplus, da TAM. Empresa não confirma, porém, os planos de promover uma abertura de capital do Smiles. A GOL confirmou que, até o final do ano, pretende transformar seu programa de milhagem Smiles em uma nova empresa. A empresa contratou a consultoria Boston Consulting Group para estudar a possibilidade de abrir o capital da companhia em breve. As informações foram antecipadas na edição 1015 de EXAME. Em resposta a EXAME.com, a GOL afirmou que a decisão foi tomada no final do ano passado, e visa “preparar o Programa de Relacionamento Smiles para ser uma unidade de negócios com independência gerencial que suporte o crescimento da GOL, mas que também possa ter uma maior flexibilidade operacional.”
A empresa não confirma, porém, os planos de promover uma abertura de capital do Smiles.
Com o desmembramento do Smiles, a GOL teria uma empresa de milhagem para concorrer de igual para igual com a Multiplus, da TAM. A controlada da TAM se tornou uma empresa independente em outubro de 2009 com a missão de elevar as receitas obtidas com pontos e aumentar a tarifa média gasta pelos clientes. Em fevereiro de 2010 abriu o capital na bolsa e se mostrou um negócio de rentabilidade inquestionável.
A Multiplus vale quase a mesma coisa que sua empresa mãe, 6,45 bilhões de reais em comparação aos 7 bilhões de reais da TAM. Sem contar a discrepância de resultados de uma e outra. Enquanto a empresa de milhagem teve 405,38 milhões de reais de lucro em 2011, a companhia aérea teve um prejuízo no ano de 335,1 milhões de reais.


TNT Express volta a ter lucro antes de aquisição pela UPS
Exame 01.05.2012 - A companhia holandesa de entregas teve lucro operacional de 37 milhões de euros no primeiro trimestre, ante prejuízo de 79 milhões de euros no mesmo período de 2011.
Na sede da TNT Express em São Paulo: em março, a empresa aceitou uma oferta de aquisição feita pela UPS por 5,2 bilhões de euros.
A companhia holandesa de entregas TNT Express disse que sua aquisição pelo grupo norte-americano UPS estava dentro do cronograma e informou ter voltado a gerar lucro operacional no primeiro trimestre.
A TNT Express teve lucro operacional de 37 milhões de euros (49 milhões de dólares) no primeiro trimestre, ante prejuízo de 79 milhões de euros no mesmo período de 2011. A receita cresceu 1,3 por cento, para 1,82 bilhão de euros. Em março, a TNT Express aceitou uma oferta de aquisição feita pela UPS por 5,2 bilhões de euros.
A TNT Express disse nesta quarta-feira ter "experimentado condições econômicas diversas na Europa e fraca movimentação entre Ásia e Europa", sem precisar como isso afetou os resultados.


AB InBev aposta no aumento do salário no Brasil para vender mais
MonitorMercantil 30.04.2012 - A Anheuser-Busch InBev elevou as vendas da bebida nos Estados Unidos pela primeira vez em três anos e afirmou que o aumento dos salários deve elevar o consumo no Brasil. A fabricante de marcas como Budweiser e Stella Artois vendeu 1,8% mais cerveja e outras bebidas no primeiro trimestre e viu o Ebitda - sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - crescer 7,4%, para US$ 3,55 bilhões. O resultado ficou pouco abaixo da expectativa média de analistas, de US$ 3,58 bilhões.
A AB InBev, que garante quase 90% de seu lucro na América, aposta no rápido crescimento do mercado brasileiro e na tendência de maior consumo de marcas premium nos Estados Unidos, onde a receita vem subindo apesar da queda do volume diante da crise econômica. Quanto ao Brasil, seu segundo maior mercado, a companhia afirmou que o aumento de 7,5% no salário mínimo deve ajudar a acelerar o consumo.
A AB InBev tem quase 50% do mercado de cerveja nos Estados Unidos - o segundo maior do mundo depois da China - e quase 70% do mercado brasileiro.
Entre suas rivais, a holandesa Heineken, a maior vendedora da Europa, vendeu mais cerveja que o esperado nos primeiros três meses de 2012, e convenceu consumidores a mudar para marcar premium. Além disso, a SABMiller reportou aumento de 3% nos volumes de cerveja entre janeiro e março com o crescimento dos mercados emergentes compensando o declínio na Europa e América do Norte.


Perda contábil reduz o lucro do UBS
Estadão01.05.2012 - O banco suíço UBS teve uma queda de 54% do lucro, para 827 milhões de francos suíços (US$ 918 milhões) no primeiro trimestre, do lucro de 1,81 bilhão de francos suíços no mesmo período do ano passado. O resultado foi afetado por uma perda contábil de 1,16 bilhão na própria dívida do UBS, provocada pelo aumento no valor de seus próprios bônus, o que teoricamente os torna mais caros para serem comprados de volta pelo banco. A receita recuou 22% no primeiro trimestre, para 6,53 bilhões de francos suíços, de 8,34 bilhões de francos suíços no mesmo período do ano passado. As despesas operacionais declinaram 15%, para 5,22 bilhões de francos suíços. A receita subiu na comparação com o resultado do quarto trimestre de 2011, que foi de 5,87 bilhões de francos suíços.
O Credit Suisse disse que os resultados do UBS foram levemente melhores que a média das previsões, mas que ficaram um pouco abaixo da sua projeção.


Goldman Sachs quer marcar presença nas redes sociais
Exame 01.05.2012 - Banco de investimentos que costuma ser alvo de críticas e polêmicas online procura estrategista de mídias sociais. Ausente das redes sociais, Goldman quer agora conquistar espaço online.
O banco de investimentos Goldman Sachs procura um estrategista de mídias sociais para administrar seus perfis online e manter uma “presença online positiva” da instituição, diz um anúncio postado no site do banco. Sem presença expressiva em redes sociais, o Goldman parece querer se aproximar do público e deixar de lado a imagem negativa depois de se envolver em tantas polêmicas nos últimos anos.
Apesar de ser um dos bancos à frente do IPO do Facebook, os funcionários do Goldman não têm permissão de acessar a rede durante o expediente. Mas agora, o banco procura alguém para criar estratégias em mídias sociais e integrá-las às campanhas de marketing, conquistar espaço no Facebook, no Twitter e no LinkedIn, moderar e responder comentários, e participar de conversas com o público, diz o anúncio.
Criticado até por ex-funcionários – como ocorreu no caso do ex-diretor Greg Smith, que se demitiu em carta pública ao “The New York Times” – o banco hoje é dono de um perfil no Facebook cheio de comentários negativos, e de uma conta no Twitter com 3.600 seguidores e zero tweets. Em vez disso, uma conta satírica, a @GSElevator, faz chacota no microblog do que seriam as “conversas de elevador” do Goldman Sachs, e conta com 250.000 seguidores.


Lucro líquido da americana ADM diminui 31% de janeiro a março
Valor 02.05.2012 - Impactado pelas margens apertadas em etanol e pelo fraco mercado de óleos vegetais na Europa, o lucro líquido global da multinacional americana Archer Daniels Midland (ADM) recuou 31%, para US$ 399 milhões, no terceiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de março. Com isso, nos nove meses do exercício o lucro recuou 43,3%, para US$ 939 milhões. No trimestre, a receita da múlti aumentou 5,4%, para US$ 21,2 bilhões, e a margem bruta recuou de 5,8% para 4,8%.
No segmento de processamento de oleaginosas, o lucro operacional caiu para US$ 395 milhões no trimestre, valor US$ 117 milhões inferior a igual período do ano anterior. O volume processado subiu 6,2% na mesma comparação.
O negócio de bioprodutos, que envolve o etanol de milho produzido pela multinacional, registrou lucro operacional de US$ 37 milhões no trimestre, US$ 121 milhões menor que os US$ 158 milhões de um ano atrás. Nos nove meses do período fiscal, o resultado desse negócio foi negativo em US$ 18 milhões, US$ 651 milhões a menos do que no mesmo intervalo de 2011.
Na divisão agrícola, o resultado subiu US$ 8 milhões, para US$ 179 milhões, mesmo com a menor exportação de grãos dos EUA. Nos nove meses do ano fiscal, essa divisão lucrou de US$ 581 milhões, US$ 148 milhões a menos do que em igual período do ano anterior.


Petrobras pode entrar em projeto de R$ 5 bi
Valor 02.05.2012 - A Petrobras estuda participar da construção dos Terminais de Ponta Negra (TPN), na Praia de Jaconé, Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro. O terminal, desenvolvido pela empresa de logística portuária DTA Engenharia, prevê investimentos de R$ 5 bilhões até 2015, dos quais R$ 1,5 bilhão seriam empenhados pela DTA, na construção da infraestrutura marítima e terrestre, e R$ 3,5 bilhões por outras empresas que podem se instalar no local. Há cerca de 15 dias, o agora ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou ao Valor que a companhia está em negociação com a DTA há seis meses.
O presidente da DTA Engenharia, João Acácio de Oliveira Neto, afirmou que a expectativa é de que a Petrobras construa um dos dois terminais de granéis líquidos que serão erguidos no empreendimento. Outras dez unidades de negócios estão previstas para serem instaladas e também são estudadas pela estatal, assim como por outras companhias. "Estamos avaliando as oportunidades em relação à parte de tancagem, à parte de ter até um estaleiro de reparos, e em relação à chegada do gás que vem do pré-sal", disse Costa.
O local escolhido pela DTA fica próximo à Rota 3, trajeto pelo qual passará o gasoduto que ligará os blocos BM-S-9 e BM-S-11 da bacia de Santos ao Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. O que está em pauta é a ligação do gasoduto ao TPN. "Existe hoje um memorando de confidencialidade e estamos avaliando isso tudo", disse Costa. Com capacidade para receber cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia, o TPN terá como principal objetivo atender a demanda do pré-sal. "É uma área muito promissora. Eu preciso receber o petróleo para o Comperj", afirmou Costa.
O terminal terá também estrutura de apoio "offshore" e um "bunker", para abastecimento de embarcações. Oliveira Neto afirmou que quase 50% da capacidade do terminal para receber granéis líquidos deverão ser utilizados pela Petrobras. "É uma estimativa nossa, isso está sendo conversado ainda em fase de estudo", ponderou Oliveira Neto. O terreno para a construção do terminal, de 5,6 milhões de m², foi adquirido pela DTA em julho de 2011 e terá 65% de sua área transformada em reserva ambiental. Somando os aterros, o terminal terá ao todo 2,8 milhões de m2. As obras do terminal devem começar em 2013 e o início da operação está previsto para o fim de 2015. Os estudos ambientais estão sendo elaborados pela empresa Arcadis Logos, contratada pela DTA. Oliveira Neto espera dar entrada no pedido de licença ambiental, junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em meados do ano. Do investimento que será feito pela DTA, uma parte será de capital próprio e a outra financiada por bancos ou fundos. Segundo o executivo, o projeto será apresentado ao BNDES assim que estiver pronto. A estrutura financeira está nas mãos da gestora de recursos Vinci Partners, contratada em janeiro, que participa das negociações com empresas que estudam o projeto, como a Petrobras.
O diretor de política industrial e novos negócios da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Alexandre Gurgel, afirmou que o projeto foi apresentado oficialmente no fim de 2011 e tem total apoio do Estado. "O projeto, no nosso entendimento, agrega valor à cadeia produtiva de petróleo e gás", afirmou Gurgel. Segundo o diretor da Codin, o empreendimento será ligado ao arco metropolitano, autoestrada que fornecerá acesso ao Porto de Itaguaí e ao Comperj.
Oliveira Neto acredita que o terminal venha gerar cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos na construção e 9 mil quando entrar em operação. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, vem batalhando para a integração definitiva da cidade no circuito do pré-sal. A cidade, segundo o prefeito, tem quase 50% de confrontação com o campo de Lula, ex-Tupi, marco da produção do pré-sal. "Quando eu assumi a prefeitura, estava no início de produção do teste de longa duração de Lula. O pré-sal estava começando", disse Quaquá. A prefeitura, segundo ele, estuda também a privatização do aeroporto da cidade, até o fim do ano, para dar apoio aos helicópteros que vêm das plataformas "offshore". Também de olho nas oportunidades do pré-sal, a prefeitura de Angra dos Reis, Sul do Estado, lidera campanha pela ampliação do Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig), da Petrobras. Costa confirmou ao Valor, antes de deixar a diretoria da abastecimento, que a ampliação do Tebig está prevista, mas não estimou data ou investimentos. O controlador-geral de Angra, Luiz Gustavo Nunes, afirmou que a Petrobras "prevê US$ 1,4 bilhão em obras e serviços e US$ 600 milhões na aquisição de equipamentos". Nunes teme que, com a criação do TPN em Maricá, a ampliação do Tebig, em Angra, perca importância. "O assunto Tebig não tem nada a ver com o assunto Maricá. São coisas independentes e eu preciso das duas", frisou Costa.


Lucro da Avon fica abaixo das estimativas de Wall Street
Exame 01.05.2012 - A empresa de cosméticos justificou que os custos subiram e as vendas apresentaram queda no primeiro trimestre.
A companhia teve um lucro líquido de 26,5 milhões de dólares neste trimestre ante lucro de 143,6 milhões de dólares no do ano anterior.
A Avon teve lucro trimestral abaixo das expectativas, tendo em vista que os custos subiram e as vendas apresentaram queda, fortalecendo a proposta da rival Coty para comprar a maior empresa de vendas diretas de cosméticos do mundo. A companhia informou na terça-feira ter vendido 1 por cento menos itens, enquanto sua equipe de representantes de vendas encolheu 2 por cento. Excluindo o impacto cambial, as vendas avançaram 1 por cento, auxiliadas por aumentos modestos nos preços. A Avon, que começou a demitir funcionários corporativos e dispensará mais neste trimestre, viu a margem bruta cair 3,1 pontos, para 60,8 por cento das vendas, prejudicada por custos trabalhistas em mercados como Brasil, Argentina e Venezuela e pelo custo de divulgação de seus cosméticos na Rússia.
A companhia teve um lucro líquido de 26,5 milhões de dólares, ou 0,06 dólar por ação, e receita de 2,58 bilhões de dólares no trimestre terminado em 31 de março, ante lucro de 143,6 milhões de dólares, ou 0,33 dólar por ação, no ano anterior, quando teve receita de 2,63 bilhões de dólares. Excluindo itens, a Avon teve lucro de 0,10 dólar por ação, bem abaixo dos 0,28 dólar estimados por Wall Street, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.


Na Suíça, Vale se livra de US$ 3 bi em impostos
Estadão 30.04.2012 - Segundo TV, grupo contabilizou no país cerca de 40% dos lucros globais para aproveitar benefícios fiscais
A Vale se livrou de pagar pelo menos US$ 3 bilhões em impostos desde 2006 por seus lucros obtidos em todo o mundo graças à abertura de seu escritório na Suíça e a um acordo fiscal com as autoridades do país.
Marcos de Paula/AEAutoridades suíças agora questionam acordo com a ValeOs dados foram reveladas pela emissora de TV pública suíça, a RTS, que teve acesso ao Registro Comercial da região onde a Vale se instalou na Suíça há cinco anos e revelou como a mineradora incorporou ao seu escritório as subsidiárias de seu grupo que tinham sedes em outros paraísos fiscais, como Ilhas Cayman, Bermudas e Bahamas.
De acordo com o principal programa de reportagens investigativas da Suíça, Mise au Point, a Vale repatriou para a Suíça cerca de 40% de seus lucros mundiais, justamente para se aproveitar dos benefícios que foram concedidos a ela em 2006 pelo cantão de Vaud, mais precisamente no vilarejo de Saint-Prex.
"Os cálculos mostram que, se a Vale tivesse sido taxada como qualquer outra empresa, ela teria de ter deixado aos cofres suíços cerca de US$ 3 bilhões", explicou ao Estado o economista Samuel Bendahan, autor do levantamento divulgado pela TV suíça e professor na Universidade de Lausanne.
Segundo ele, o cálculo foi feito a partir das próprias declarações da Vale, que indicou que havia pago 285 milhões de francos suíços em impostos na Suíça entre 2006 e 2009. Nesse período, a empresa contou com um acordo que a isentava de pagar impostos estaduais e, nos tributos da federação, o benefício era de 80%. "Se essa isenção não existisse, a Vale teria de desembolsar mais de US$ 3 bilhões em impostos", explicou Bendahan. Há poucos meses, o governo central suíço questionou o benefício dado à Vale e levou o caso a um tribunal. Em um acerto, a Vale acabou tendo de incrementar o pagamento de seus impostos em outros 212 milhões de francos suíços, mas a continuação da isenção ainda está em debate e a Vale já entrou na Justiça contra essa cobrança extra.
As dúvidas do Fisco suíço sobre as atividades da Vale foram levantadas depois de suspeitas de que a empresa não cumpriu sua parcela no acordo. Em 2006, quando a mineradora abriu as portas na Suíça, o objetivo era o de usar o local como sede de suas atividades na Europa. Os lucros previstos seriam de 35 milhões de francos. Segundo a TV suíça, poucos meses depois o registro de lucros apontava já para 5 bilhões de francos. Em 2011, os lucros mundiais da Vale foram de 22 bilhões de francos, o que fez as autoridades suíças reagirem.
Paraísos: De acordo com a reportagem, a Vale não transferiu apenas seus lucros para a Suíça. O grupo passou a registrar também em Vaud suas filiais que estavam espalhadas pelo mundo, principalmente em centros offshore. Segundo o Registro do Comércio da região, a Vale International SA foi instalada em 2006. Desde então, outras sete empresas se incorporaram à companhia estabelecida em Vaud.
Elas são a Itabira Rio Doce Company e a RDIF Overseas Limited, ambas sediadas anteriormente em Nassau, nas Bahamas. Outras que se incorporaram à Vale International foram a CVRD Overseas Ltd. e a SRV Reinsurance Company SA , ambas de Georgetown, nas Ilhas Cayman. Das Bermudas vieram a Brasamerican Ltd. e a CMM Overseas SA. Por fim, a Vale Slabs SA, uma filial holandesa do grupo, desembarcaria após 2010.
Hoje, a Vale enfrenta ainda pelo menos três investigações diferentes na Suíça em torno de seus impostos. Um deles ocorre no Parlamento de Vaud, liderado por grupos políticos que tentam derrubar o governo de Pascal Broulis, que concedeu os benefícios em 2006. Mas outras duas investigações prometem ser mais duras. Uma delas é do controle de finanças do Estado de Vaud, além do Tribunal de Contas. Segundo a reportagem da TV suíça, a Vale já pediu à Justiça um adiamento de prazos para poder se defender. A filial da mineradora na Suíça se recusa a falar com a imprensa. No Brasil, procurada, a companhia não quis se pronunciar.
Em junho, os resultados prometem ser publicados. Em um documento da Vale de 18 de abril, a empresa apenas alerta que não aceitará que seus benefícios sejam modificados.


Evo Morales estatiza elétrica espanhola
Valor 02.05.2012 - O presidente da Bolívia, Evo Morales, estatizou, nesta terça-feira, a Transportadora de Electricidad. A empresa de transmissão de energia faz parte do grupo espanhol Red Eléctrica e detém 74% do mercado boliviano. Morales ordenou que o exército ocupasse as instalações da empresa, que agora passa a ser controlada pela estatal Empresa Nacional de Electricidad.
Evo Morales canta o hino da Bolívia em ato público no qual anunciou a estatização da empresa de capital espanhol.
“Estamos nacionalizando a Transportadora de Electricidad em nome do povo boliviano e em homenagem aos trabalhadores que lutaram pela recuperação dos recursos naturais do país e dos serviços básicos. É uma justa homenagem no dia de hoje”, disse o mandatário, em cerimônia no palácio presidencial.
A medida completa a reestatização do setor elétrico, que, há dez anos, começou a ser controlado pela iniciativa privada. Há exatos dois anos, no dia 1º de maio de 2010, Morales nacionalizou as quatro maiores hidroelétricas do país.
“Investimos cerca de US$ 220 milhões na geração de energia para outros se aproveitaram das melhorias. Por essa razão estamos retomando o controle da empresa”, justificou a ação, Morales. “Quero esclarecer a opinião pública nacional e internacional que estamos nacionalizando uma empresa que, antes, era nossa”, afirmou o presidente boliviano.
O decreto de nacionalização determina que a Empresa Nacional de Electricidad inicie negociações imediatas com o grupo espanhol para estipular o valor da indenização.
Em uma entrevista por telefone, de La Paz, a ministra das Comunicações, Amanda Davila, disse que a empresa espanhola não fez os investimentos adequados e o setor de energia deve ser controlado pelo governo.
Privatização x Estatização: Em 1997, a espanhola Unión Fenosa pagou US$ 39,9 milhões pela Transportadora de Electricidad. Em 2002, vendeu sua parte para o também grupo espanhol Red Eléctrica de España, que possui participações em empresas no Peru, Brasil e Argentina, entre outros países da região. Desde que se tornou proprietária, a Red Eléctrica investiu cerca de US$ 81 milhões, quantia que o governo de Evo Morales entendeu como insuficiente.
Em seu primeiro ano de governo, em 2006, Morales estatizou várias empresas de hidrocarbonetos, controladas por, entre outras, Petrobras e Repsol. Em 2009, estatizou a maior telefônica do país, antes em poder da italiana ETI e, em 2010, tomou as quatro maiores empresas geradoras de energia, que pertenciam à francesa Suez, à britânica Rurelec e a empresários bolivianos. O presidente também confiscou fundos de pensão e uma fundição de estanho em uma tentativa de aumentar o controle estatal sobre a indústria da Bolívia.
A aquisição da Transportadora de Electricidad ocorre duas semanas depois que a presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, anunciou a nacionalização da empresa petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, alegando falta de investimentos e a importância estratégica do setor.
"Energia é um setor estratégico que deve se submeter ao controle do governo", disse Amanda. Um porta-voz da Red Eléctrica, em Madrid, não quis comentar a decisão, dizendo que a empresa fará uma declaração ainda hoje. As ações da Red Eléctrica caíram na Bolsa de Nova York, depois que sua unidade boliviana foi nacionalizada. Os recibos de depósitos americanos (ADR) caíram 1,7% para US$ 8,02, no começo da tarde, com 10 mil ações negociadas.

Santos Brasil
Folha 02.04.2012 - No porto A Santos Brasil fechou contrato de cinco anos com a multinacional Schaeffler, de produção de componentes automotivos, industriais e aeroespaciais, com fábrica em Sorocaba (SP), que abastece o mercado nacional e exporta parte da produção.



Abiquim
Folha 02.04.2012 - Reação No setor de químicos de uso industrial, a produção subiu 11,6% e a venda interna, 12,7% no primeiro trimestre ante igual período de 2011, segundo a Abiquim.

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