quarta-feira, 20 de junho de 2012

Azul.CA.20.06

Daily News


Se tudo der errado, LLX ainda é boa ação, diz UBS

Exame 20.06.2012 - Para analista, papel poderia subir 200% se todos os projetos andarem, ou ao menos 40% no pior dos cenários. Obras no superporto do Açu, da LLX: ação irá bem mesmo no pior cenário

Mesmo no pior dos cenários, as ações da LLX Logística (LLXL3), do empresário Eike Batista, ainda oferecem uma relação de risco e retorno atrativa. Essa é a análise de Victor Mizusaki, do UBS, que recomenda compra dos papéis. Em relatório enviado para clientes, o analista ajustou o preço-alvo estimado para as ações, que passou de 8,20 reais para 6,90 reais, o que ainda representa um potencial de valorização de aproximadamente 200%.

Para chegar ao preço-alvo, o analista incorporou perspectivas considerando uma boa execução dos projetos dos terminais TX1 e TX2, no superporto do Açu, e o do projeto Minas-Rio.

O “pior dos cenários”, segundo o analista, seria considerar a empresa sem o TX1. Nesse caso, o preço-alvo para as ações seria de 3,1 reais, o que ainda representaria uma possível alta de quase 40%. “Por isso, dado ao potencial de valorização mesmo no pior dos cenários, incluímos a LLX entre escolhas-chave do UBS”, afirmou o analista no relatório.



Camargo Corrêa fica com 94,81% do capital da Cimpor

Exame 20.06.2012 - O fim da OPA, a finalização da oferta pública de aquisição, foi anunciado no início da tarde desta quarta-feira, após o fechamento da Euronext Lisbon. O resultado da operação foi conquistado após o fundo de pensões do BCP e Manuel Fino aceitarem vender as suas ações da Cimpor à Camargo pelo valor de 5,50 euros cada. A brasileira Camargo Corrêa ficou com 94,81% do capital da cimenteira portuguesa Cimpor após a finalização da oferta pública de aquisição (OPA), de acordo com documento enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal. O fim da OPA foi anunciado no início da tarde desta quarta-feira, após o fechamento da Euronext Lisbon. O resultado da operação foi conquistado após o fundo de pensões do BCP e Manuel Fino aceitarem vender as suas ações da Cimpor à Camargo pelo valor de 5,50 euros cada. Antes da realização da OPA, a Camargo controlava aproximadamente 33% do capital da cimenteira. No pregão de hoje, o papel da Cimpor recuou 3,54%.



CCR tem interesse em aeroportos de Confins e Galeão e no trem-bala

Estadão 20.06.2012 - Embora ainda não haja definição sobre quando serão feitas novas concessões no setor aeroportuário, o mercado espera que os dois aerroportos sejam repassados à administração privada. A CCR tem interesse na concessão dos aeroportos de Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio, caso o governo os leve a leilão, disse o vice-presidente da empresa, Ricardo Castanheira. Embora ainda não haja definição sobre quando serão feitas novas concessões no setor aeroportuário, o mercado espera que esses dois ativos da estatal Infraero sejam repassados à administração privada.  De acordo com o executivo, existem hoje no País 20 aeroportos com potencial para serem concedidos. Ele elogiou o encaminhamento das concessões dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Viracopos pela presidente Dilma Rousseff, que classificou como ágil. "Foi um recorde se realizar em um ano", disse. No entanto, afirmou que há espaço para o aperfeiçoamento das regras e acrescentou que a CCR contribuirá com o governo para que isso ocorra, sem dar detalhes.

Trem-bala: Castanheira revelou ainda que a CCR está interessada em disputar o leilão do trem de alta velocidade (TAV) entre o Rio e São Paulo, passando por Campinas. O executivo espera que o processo esteja concluído até meados de 2013. "Tenho impressão que até o meio que vem as coisas estarão resolvidas", declarou, após participar do painel Caminhos para uma Nova Economia, no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana.

De acordo com ele, o governo tem trabalhado na modelagem do leilão, depois do fracasso da primeira tentativa de licitar o projeto. "O governo também aprendeu com isso. Estamos acompanhando e contribuindo como podemos, assim como outras empresas e instituições", declarou o executivo. Ele revelou que existem conversas no mercado para a formação de consórcios, sem dar detalhes a respeito da atuação da CCR nesse sentido.



Avianca reafirma interesse em analisar privatização da TAP

Valor 20.06.2012 - O presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, reafirmou nesta tarde que a companhia está interessada em analisar o edital de privatização da portuguesa TAP, processo previsto para ter início ainda neste ano.

“Queremos ver o que vai ser publicado, ver os números e se há passivo na TAP. E, com toda a tranquilidade, vamos analisar. Se o negócio fizer sentido, a gente é candidato”, afirmou o executivo.

Segundo Efromovich, há também interesse em participar da concessão de aeroportos brasileiros, mas não há um alvo específico. “O grupo Synergy (controlador da Avianca Brasil e da Avianca-Taca) tem interesse por infraestrutura”, afirmou o presidente da Avianca, no Brasil.

A segunda rodada de concessões de aeroportos, no entanto, ficou para 2013. Sem nenhum novo anúncio, o governo reconhece que não tem mais tempo hábil para fazer os leilões dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG) neste ano, já que os estudos econômicos para a privatização ainda não foram encomendados.



Bndes contrata financiamento de R$ 1,47 bilhão para metrô e trem de SP

MonitorMercantil 20.06.2012 - O presidente do Bndes, Luciano Coutinho, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram nesta quarta-feira, 20, na sede do Banco, no Rio, dois contratos de financiamento, no valor total de R$ 1,47 bilhão. Um deles é referente a obras de expansão do Metrô de São Paulo, e o outro contempla modernização e reconstrução de estações do sistema de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O diretor de Infra-estrutura Social do Bndes, Guilherme Lacerda, também participou da cerimônia.

Com financiamento de R$ 922 milhões, o contrato do metrô paulista prevê a expansão da Linha 2 - Verde no sentido leste, ligando a estação Vila Prudente à estação Hospital Cidade Tiradentes por meio de sistema monotrilho. O metrô expandido prevê atender demanda de até 48 mil passageiros por hora e 550 mil passageiros por dia.

Já o contrato da CPTM, no montante de R$ 550 milhões, destina-se à modernização e reconstrução de 13 das 20 estações da Linha 8 - Diamante, no trecho entre as estações Júlio Prestes e Itapevi.

Previstos para entrar em operação plena em 2016, os dois projetos deverão gerar cerca de 5 mil empregos diretos na fase de implantação. O presidente do Bndes destacou a importância do projeto para a preservação do meio ambiente e para a mobilidade urbana de uma região, como a Grande São Paulo.

Alckmin agradeceu o empenho do Bndes e ressaltou a necessidade de São Paulo ampliar o transporte sobre trilhos de alta capacidade, com segurança e conforto.

O investimento permitirá acrescentar 24,5 quilômetros à rede do metrô de São Paulo por meio do sistema de monotrilho em vias elevadas. O projeto contempla ainda a implantação de 17 estações e dois pátios de estacionamento.

A operação plena está prevista para dezembro de 2016, e os trechos entrarão em operação gradualmente. O trecho da etapa 1, entre Vila Prudente e Oratório, deverá começar a funcionar a partir de setembro de 2013. Em seguida, a linha será expandida até a estação São Mateus, com previsão de entrada em operação em setembro de 2014, já atendendo uma demanda estimada de 340 mil passageiros por dia (etapa 2). Por fim, o trecho entre as estações São Mateus e Hospital Cidade Tiradentes deverá ser concluído em 2016 (etapa 3).

Modernização de Estações da Linha 8 - O projeto prevê a modernização e reconstrução de estações da Linha 8 - Diamante, com novos padrões de conforto e de acessibilidade, facilitando o deslocamento de passageiros e integrando melhor o usuário à rede metropolitana de transportes.

Em 2010, a Linha 8 registrou média diária de embarques de 420 mil passageiros. Segundo projeções da CPTM, essa média deverá se elevar para 526 mil passageiros/dia em 2014, com crescimento de 25% em relação a 2010.

A adequação das estações ocorre em paralelo ao fornecimento de 36 novos trens para a Linha 8, operação já contratada e que contou também com financiamento do Bndes, no valor de R$ 946,8 milhões.



'Mudança busca tornar gestão da Gol mais ágil'

Estadão 20.06.2012 - Executivo diz que sai da presidência para acompanhar a empresa por 'outro plano'; ele será presidente do conselho.

O fundador da Gol, Constantino de Oliveira Junior, deixará a presidência executiva da companhia aérea no dia 2 de julho, mas pretende permanecer no dia a dia, como presidente do conselho de administração. "Eu não estou me desligando da empresa e, sim, acompanhando-a de outro plano", afirmou, mais de uma vez, durante entrevista à Agência Estado. "Continuo contribuindo, colocando à disposição do (Paulo Sérgio) Kakinoff e da gestão da empresa a experiência que eu acumulei nesses 12 anos, trazendo a companhia do marco zero até os dias de hoje", disse Constantino.

Na segunda-feira, a Gol anunciou que o atual presidente da Audi, Paulo Sérgio Kakinoff, assumirá a presidência executiva da companhia aérea. Há cerca de três anos o executivo já integra o conselho de administração da Gol. Constantino conta que a mudança começou a ser discutida nos últimos dois meses, período em que a Gol anunciou um plano de reestruturação para reverter os resultados negativos que vem registrando nos últimos trimestres. Só no ano passado, a empresa acumulou um prejuízo de mais de R$ 750 milhões. Neste ano, a companhia aérea já cortou mais de 300 pilotos e comissários e cerca de 100 voos diários.

De acordo com Constantino, com a chegada de Kakinoff à presidência da Gol, a reestruturação que está em curso deve ganhar mais "agilidade". A seguir, a entrevista do empresário:

Quando o sr. começou a discutir sua saída da presidência executiva da Gol?

Como presidente executivo, eu acumulava também a função de um dos principais controladores da empresa. De um tempo para cá, o lado controlador percebeu uma oportunidade, através de conversas com o próprio Kakinoff, de encontrar um substituto para o presidente executivo. Eu estou aqui quase como o Edson do Nascimento falando do Pelé... (risos) Percebi a oportunidade de trazer um executivo da envergadura do Kakinoff para a companhia. Isso vai me permitir atingir o objetivo, que, como controlador, é o que a gente sempre busca, de ter uma gestão profissional alinhada e que entende quais são as virtudes da companhia. Após algumas conversas com o Kakinoff, essa possibilidade se tornou real. Não era um plano de anos nem estávamos esperando o momento certo.

Mas pode-se então dizer que isso passou a ser discutido nos últimos dois meses?

Sim, foi mais ou menos nos últimos dois meses.

Com as mudanças anunciadas na segunda-feira, como fica o conselho de administração?

O conselho continuará com as mesmas pessoas. Haverá apenas mudanças nas posições. Elas se restringem à saída do Kakinoff do conselho, que assumirá o cargo de presidente da companhia. Eu sigo agora como presidente do conselho, cumprindo uma função mais próxima da gestão da empresa, um pouco mais executiva do que a exercida pelo presidente atual, Álvaro de Souza, que permanece como conselheiro. Continuaremos tendo no mínimo 30% dos conselheiros independentes.

Quais as principais características do novo presidente que fizeram com que ele fosse escolhido para o cargo?

Primeiro, ele faz parte do conselho de administração da empresa há quase três anos. Ele conhece os desafios da indústria, nos conhece pessoalmente, a gente tem uma química boa, se dá muito bem. Como executivo, ele tem uma carreira brilhante, é um excelente gestor. Eu acredito que essa característica, a possibilidade de manter o foco na gestão do dia a dia da empresa, no aprimoramento dos processos, vai nos trazer agilidade para fazer frente à volatilidade que o mercado enfrenta, que é uma característica do setor de aviação. Adiciona-se a isso o fato de que eu não estou me desligando da empresa e, sim, acompanhando de outro plano. Continuo contribuindo, colocando à disposição do Kakinoff e da gestão da empresa a experiência que eu acumulei nesses 12 anos, trazendo a companhia do marco zero até os dias de hoje.

Como o sr. vê a questão de a Gol se definir como de baixa tarifa e baixo custo e o novo presidente vir da Audi, uma marca de automóveis de luxo? Não é contraditório?

O Kakinoff acredita nas forças da Gol e compreende bem o modelo de negócio. Acho que uma gestão eficiente faz a diferença tanto numa empresa com modelo de baixo custo quanto em uma que comercializa automóveis de luxo. Com relação ao posicionamento de marca, que pode ser uma das preocupações, o Kakinoff tem conhecimento e experiência suficientes para entender a diferença de uma coisa e outra. A experiência dele como diretor do grupo Volkswagen inclui também o segmento de carros populares. Ele exerceu influência em outras marcas até chegar à presidência da Audi. Assim como eu, ele acredita que a melhor forma de manter uma marca conceituada e saudável na indústria de aviação é prestando bom serviço: buscando a pontualidade dos voos, rapidez na entrega da bagagem, cada vez mais conveniência para acumular e resgatar milhas no programa de relacionamento. Ele compartilha comigo a opinião de que o modelo da Gol é o de baixo custo e baixa tarifa e assim deve continuar sendo.

Como está o mercado neste segundo trimestre? Continua o processo de recuperação dos yields (índice que mede os preços no setor aéreo)?

Tradicionalmente, o segundo trimestre é o mais fraco do ano e é justamente onde estamos realizando todo o processo de racionalização, de ajuste da oferta e de redução na força de trabalho e das despesas fixas. Considerando a Gol e a Webjet, esperamos enxergar durante o segundo trimestre um aumento de demanda significativamente maior do que o aumento da oferta em relação ao ano passado. Quando isso vai trazer o resultado da empresa para o nível que nós gostaríamos é difícil prever. Mas o fato é que esse movimento começa a mostrar resultado e reverter a situação a partir do terceiro trimestre. O segundo trimestre ainda é de ajustes. Vamos perseguir um aumento da receita através de uma taxa de ocupação maior e, dentro do que o mercado permitir, também através do aumento do yield, mas sem perder de vista o modelo de baixo custo e baixa tarifa, até porque a baixa tarifa é que tem permitido o crescimento do mercado.

A Gol estuda a implantação de outros ajustes ou o objetivo agora é focar nos já anunciados?

O objetivo é concluir o que já foi anunciado. Não pretendemos promover outras modificações. A vinda do Kakinoff não altera o nosso planejamento estratégico. Ela pretende trazer mais agilidade à gestão da empresa. De novo: eu não estou deixando a Gol. Estarei na posição de presidente do conselho e vou compartilhar com ele a minha experiência. Eu sou o maior interessado para que tudo continue dando certo e a gente continue atingindo os objetivos da empresa. A mudança visa isso: agilidade sem perder de vista a experiência que acumulamos nesses 12 anos.

A diretoria da Gol deve sofrer ajustes com a chegada do Kakinoff?

Não pretendemos ter ajustes. Naturalmente, ele vai introduzir o estilo dele, vai gerir da forma dele, mas, nas nossas conversas, não está prevista nenhuma alteração. Ele não deve trazer equipe própria, por exemplo. Não é uma intervenção na gestão da empresa. É uma mudança no posto de presidente executivo.



Bovespa pede esclarecimentos à Mundial para ingresso no Novo Mercado

Valor 20.06.2012 - A BM&FBovespa solicitou à Mundial a “prestação de informações, documentos e esclarecimentos adicionais” em resposta ao pedido de autorização feito pela fabricante de artigos de cutelaria para o ingresso no Novo Mercado. Em comunicado divulgado hoje, a companhia não detalhou quais foram as razões que levaram a bolsa a pedir novas informações, mas informou que pretende atender às solicitações até o dia 10 de julho.

A Mundial anunciou que pretende migrar suas ações para o segmento de listagem com padrões mais rígidos de governança no fim do ano passado. A decisão veio poucos meses após a Polícia Federal (PF) ter iniciado a “Operação Insider”, em agosto de 2011, para investigar suspeita de manipulação de ações da companhia.

Entre maio e julho de 2011, os papéis da Mundial se valorizaram 2.800%, no caso das ordinárias (ON), e 1.652%, das preferenciais (PN),  quando despencaram e provocaram perdas milionárias a investidores.

No começo deste mês, a PF indiciou  Michael Ceitlin, presidente da companhia, por manipulação de mercado, uso de informações privilegiadas e formação de quadrilha.

Em entrevista ao Valor neste mês, o executivo se disse “espantado” com o indiciamento e reafirmou que a empresa foi “a que mais sofreu” com o caso. Segundo a PF, o esquema teria envolvido, além de Ceitlin, os agentes de investimentos Rafael Ferri e Pedro Calvete e a jornalista Ana Borges.

Recentemente, Carlos Alberto Rebello, diretor de regulação da BM&FBovespa, afirmou que, para além da adesão ao regulamento do Novo Mercado, desde o fim de 2011, a bolsa aplica um análise interna com o objetivo de ponderar se uma empresa está apta ou não para ingressar nesse nível de governança.

Entre os critérios, afirmou, a bolsa avalia se a empresa tem capital livre para circulação de pelo menos R$ 150 milhões e se a cotação do papel está num patamar entre R$ 10 e R$ 50. No caso da Mundial, o valor de mercado atual é de R$ 64,5 milhões, e as ações encerraram o pregão de ontem cotadas a R$ 0,22.



Prefeitura concede o Habite-se ao Shopping Iguatemi JK

Valor 20.06.2012 - A prefeitura de São Paulo concedeu, há pouco, o pedido de Certidão de Conclusão da Obra (o Habite-se), para o Shopping Iguatemi JK. O documento será publicado amanhã no Diário Oficial. A análise do pedido de licença de funcionamento ainda prossegue “sem previsão de término e deliberação”, ressalta a prefeitura.

Segundo fonte com conhecimento do assunto, a concessão do alvará, em geral, sai logo após a liberação do Habite-se. De acordo com a mesma fonte, há uma expectativa de que o documento final seja concedido até amanhã. Caso isso se confirme, o shopping abriria finalmente as suas portas nesta sexta-feira, dia 22.



Ministério Público libera distribuição de sacolas plásticas em supermercados

Folhapress 20.06.2012 - O Ministério Público de São Paulo decidiu não validar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que previa que os consumidores não poderiam mais receber sacolas plásticas gratuitamente em supermercados de São Paulo. 90% dos supermercados deixaram de distribuir sacolinha, diz associação

Supermercado que der sacolinha grátis será responsável pela coleta. 69% querem sacolinha de volta aos supermercados.

Ao não ser aceito, o documento perde o valor, informou o MP. Na prática, isso significa que os supermercados podem  a distribuir sacolas plásticas.

A decisão do Conselho Superior do órgão foi tomada ontem à noite. A votação foi unânime --participaram 11 integrantes do conselho, incluindo o corregedor do órgão e o procurador-geral de Justiça.

O pedido para não homologar o TAC foi feito pela Plastivida (Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos) e pelo Idecon (Instituto de Defesa do Consumidor ) de Guarulhos. A cidade tem lei municipal que garante a distribuição gratuita de sacolinhas desde 2006.

O conselho também instaurou inquérito civil a pedido de um consumidor, que recorreu por e-mail à Promotoria de Justiça do Consumidor da capital, informando ter seus direitos violados. Ele reclamava da "cobrança de sacolinhas em supermercados sem comunicação prévia".  O MP informou ainda que não cabe recurso na decisão do conselho de não aceitar o TAC. O órgão não vai se pronunciar oficialmente, neste momento, porque estuda o que pretende fazer em relação ao inquérito civil.

"Deixo de homologar os termos do compromisso de ajustamento de conduta firmados nos autos por entender que não consulta os melhores interesses da classe consumidora (...) na medida que não observa o equilíbrio que deve existir entre fornecedor e consumidor, no mercado de consumo, impondo somente ao consumidor o ônus de ter que arcar com a proteção do meio ambiente, já que terá que pagar pela compra de sacolas reutilizáveis, nenhum ônus atribuindo-se ao fornecedor, a quem, muito pelo contrário, tem se utilizado da propaganda de protetor do meio ambiente, diante a população brasileira", cita o conselhereiro Mário Antônio de Campos Tebet.

Procurador de Justiça, ele assina a decisão do Conselho Superior do Ministério Público.

Em outro trecho a decisão cita: "Cabe à Apas (Associação Paulista de Supermercados) e demais supermercados fornecedores encontrar uma forma de, em vindo retirar as sacolas plásticas descartáveis do mercado de consumo, o que sem dúvida seria salutar sobre o ponto de vista ambiental, encontrar um meio em que o consumidor não fique em situação de desvantagem, quer diante da situação que antes desfrutava, quer diante de seu fornecedor".

Plastivida : Plastivida que defende os interesses da cadeia do plástico--, disse que os estabelecimentos comerciais que deixarem de distribuir as sacolas gratuitamente correm o risco de serem acionados pelos órgãos de defesa do consumidor.

Para o advogado da Plastivida, Jorge Kaimoti Pinto, o MP entendeu que há "um descompasso muito grande e que o ônus na não distribuição das sacolas plásticas está recaindo apenas

sobre os consumidores".

Supermercado: A Apas ( Associação Paulistas de Supermercados ), que defende o banimento das sacolinhas plásticas, informou que, desde o início de abril deste ano, os supermercados paulistas deixaram de distribuir 1,1 bilhão de sacolas plásticas descartáveis.

A diretoria da associação está reunida para discutir que medidas irá tomar sobre a anulação do TAC.

"Em exatamente 80 dias, os supermercados deixaram de distribuir 1,1 bilhão de sacolas descartáveis, com significativa redução de impactos sobre as cidades, como entupimento de bueiros, com consequentes benefícios para a população, especialmente a camada mais carente, impactada por enchentes"

A Apas afirma ainda que apesar da divulgação de notícias sobre a não homologação do TAC, o Ministério Público não divulgou qualquer informação.

A assessoria do MP, entretanto, já confirmou que o TAc não foi homologado em votação unânime ontem à noite.

Ainda segundo a nota da associação, a "ação cidadã de substituir as sacolas plásticas descartáveis por reutilizáveis é resultado de um movimento mundial em prol do desenvolvimento sustentável da humanidade, conforme demonstrado em todos os fóruns de debate na Conferência das Nações Unidas -- Rio+20 e segue, também, a orientação do governo federal manifesta no Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), assim como a Lei de Resíduos Sólidos".

Em maio de 2011, a Apas assinou acordo com o governo do Estado de São Paulo para reduzir a distribuição de sacolas derivadas de petróleo.

No início de fevereiro, a entidade assinou o TAC com o Ministério Público e o Procon-SP, com o objetivo de "formalizar a desagregação do hábito de consumo de sacolas descartáveis".



Oferta de ações ainda faz sentido para Iochpe, diz Credit

Exame 20.06.2012 -Analista não vê fatores positivos no curto prazo e classifica papéis como neutros. Credit Suisse não vê muitos fatores positivos para Iochpe-Maxion no curto prazo.

Dada as preocupações com a maneira como a Iochpe-Maxion (MYPK3) pode se ‘desalavancar’ - reduzir proporção entre dívida e ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) -, uma oferta de ações ainda faria sentido estratégico, avaliaram os analistas do Credit Suisse em relatório enviado para clientes.

A Iochpe informou ao mercado em 15 de maio que pretendia fazer uma nova oferta de ações, plano abandonado no início de junho pelo mau momento do mercado de ações.

No relatório, o analista Bruno Savaris estima que a relação entre a dívida e o ebitda neste ano chegue a 4,9 vezes e diminua para 2 vezes apenas entre 2016 e 2017. “Nossa maior preocupação é que a Iochpe-Maxion é líder num setor muito cíclico e operar com uma alta alavancagem não é a melhor das condições”, disse o analista.

Sem observar fatores positivos no curto prazo, o analista classificou a ação como neutra, com um preço-alvo de 35 reais (ante 42 reais), um potencial de valorização de 33%. “Apesar do forte potencial de valorização, a alta alavancagem com a baixa visibilidade de quanto o setor automotivo vai se recuperar no Brasil e na Europa nos leva a ter uma visão mais cautelosa”, afirmou Savaris.

Apesar desse cenário, o analista destaca que a solvência da companhia e habilidade em conseguir boas linhas de crédito não são fatores de preocupação.



Retorno das ações da Unicasa impressiona, diz BTG Pactual

Exame 20.06.2012 - Banco inicia a análise da empresa e projeta um ganho adicional de 33%. Ações já subiram 17% desde o IPO realizado em abril. “Um negócio único com modelo de escala, fortes marcas e elevados retornos”. É assim que o BTG Pactual abre o relatório de início de cobertura das ações da fabricante de imóveis Unicasa (UCAS3). A empresa, que realizou a sua oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) em 27 de abril, já acumula uma valorização de 17% desde então. Segundo os analistas, os papéis podem subir para 22 reais, o que sugere um potencial adicional de 33%. A recomendação é de compra.

“Estamos particularmente impressionados pelo Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) acima de 30% - um resultado direto do modelo de negócios”, afirmam Fabio Monteiro e João Mamede, que assinam a análise.“Apesar da já rápida expansão, esperamos que o mercado brasileiro de móveis continue a crescer fortemente com base nos fundamentos macro favoráveis, que levaram a uma mobilidade social ampla, distribuição de riqueza e a uma demanda discricionária maiores”.

Segundo os analistas, os principais riscos para a Unicasa incluem um plano agressivo de expansão casado com um crescimento orgânica impulsionado principalmente por meio da marca “NEW”, que mira os consumidores da classe C. Portanto, o banco ressalta a importância de acompanhar a disponibilidade de crédito para as classes de média e baixa renda e o ambiente competitivo nessa área, que tem uma forte geração de caixa e alto retorno para a indústria e revendedores.

Os papéis da fabricante gaúcha de móveis foram vendidos a 14 reais na oferta realizada em abril deste ano. O valor ficou abaixo da faixa de preço estimada em seu prospecto, que ia de 16,50 reais até 20,50 reais. Com isso, a companhia conseguiu captar 425,6 milhões de reais em sua oferta. Dell Anno, Favorita, New e Telasul Madeira estão entre as principais marcas da empresa.

O Santander também iniciou a cobertura das ações da empresa e projetou um preço-alvo de 20 reais. A recomendação também é de compra.



Após subir 60% no ano, Kroton pode ainda mais na bolsa, diz Itaú

Exame 20.06.2012 - Empresa é a preferida do segmento pelo banco; recomendação é de compra. Em tempos em que o Ibovespa luta para se firmar no terreno positivo em 2012, as units da Kroton Educacional (KROT11) ganham a atenção do mercado com seus 60% de valorização desde o início do ano. E se depender das perspectivas do Itaú BBA estes papéis podem valorizar mais 32% em 2012. O analista Thiago Macruz elevou o preço-alvo das units, de 38 para 39 reais. A empresa é a preferida do segmento pelo analista e a recomendação foi mantida em desempenho acima da média de mercado.

A nova análise incorpora, principalmente, a compra da Uniasselvi, grupo de universidade e faculdades de Santa Catarina, por 510 milhões de reais, que ampliou a carteira de alunos de ensino superior da Kroton para 417 mil.

“Além disso, a Kroton apresenta as perspectivas mais fortes de geração do fluxo de caixa, com os segmentos de ensino fundamental e ensino a distância, respondendo por cerca de 40% das receitas da companhia”, explica Macruz. Ele lembra ainda que a empresa possui a maior exposição ao Programa de Financiamento Estudantil do governo federal (FIES).

Os papéis da Kroton são negociados a 18,7 vezes o múltiplo P/L(preço/lucro), o que significa um desconto de 8% em relação às ações da Anhanguera Educacional (AEDU3), por exemplo.



Eletrobras pode comprar parte da Neoenergia para evitar controle chinês

Folha 20.06.2012 - A Eletrobras negocia a compra da participação da espanhola Iberdrola na Neoenergia, informaram três fontes à Reuters. As conversas estão em estágio inicial e podem ter sido estimuladas pelo governo como alternativa para evitar que a chinesa State Grid assuma o controle do negócio.

A State Grid, que já tem ativos de transmissão no Brasil, teria apresentado proposta de R$ 9 bilhões pela fatia de 39% que a Iberdrola detém na Neoenergia, companhia que comanda três distribuidoras na região Nordeste (Coelba, Celpe e Cosern) e tem participação de 10% na hidrelétrica de Belo Monte, no Estado do Pará, dentre outros ativos.

No entanto, segundo essas fontes, o governo teria se oposto à entrada da chinesa no negócio por considerar estratégico o segmento de distribuição de energia - que está sob os efeitos do terceiro ciclo de revisão tarifária.

Além disso, haveria uma preocupação com o fato de as tarifas de energia influenciarem a inflação, criando o interesse em manter o negócio nas mãos de uma empresa estatal.

Uma das fontes disse ainda que "dinheiro não é problema", referindo-se aos recursos necessários para a entrada da estatal na Neoenergia.

Ainda não houve discussão sobre como seria feita a aquisição, mas há a possibilidade do BNDESPar, braço de participações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), entrar no negócio em sociedade com fundos de pensão de estatais, como Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Previ (Banco do Brasil).

Banco do Brasil e Previ já compõem, junto com a Iberdrola, o bloco de controle da Neoenergia.

Parceiro e concorrente: O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, disse na segunda-feira que estuda uma parceria com a State Grid em leilões futuros de transmissão elétrica, em especial os de interligação da usina de Belo Monte ao sistema nacional, um investimento bilionário que deve demandar tecnologia de corrente contínua de alta tensão que só foi utilizada na China.

Carvalho Neto destacou que a Eletrobras assinou um memorando de entendimentos com a State Grid.

"Estamos retomando esse acordo", afirmou, acrescentando que há possibilidade de parceria já no próximo leilão de linhas de transmissão.

"Daqui a pouco, virão leilões de linhas e subestações maiores, e estudamos com eles algo específico para esses casos. Eles têm grande tecnologia e participação importante no país. Não há impedimento por serem chineses".

O executivo, no entanto, evitou comentar sobre negociações envolvendo a Iberdrola e a Neoenergia. A Neoenergia também não quis comentar o assunto. Já a State Grid não pôde ser imediatamente contatada para comentar a respeito.

Em maio, o presidente da Eletrobras disse à Reuters que a estatal "não está fechada" para avaliar uma participação na Neoenergia, caso seja convidada a fazê-lo.

Dias antes, a Previ havia afirmado que o fundo de pensão avaliaria a opção de comprar uma fatia adicional da Neoenergia, mas que a empresa elétrica precisa de um sócio operador que tenha experiência no setor.

Em 2011, a Iberdrola tinha tentado assumir o controle da Neoenergia, mas as negociações com Previ e BB não avançaram. Em dezembro, o presidente da Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, afirmou que a empresa espanhola queria ser majoritária na companhia.

Mais recentemente, devido à deterioração econômica da Espanha, a Iberdrola preferiu se desfazer de ativos no Brasil. Em maio, a Iberdrola afirmou que estava analisando "alternativas estratégicas diferentes" para o capital da Neoenergia.

BRASIL X CHINA: No ano passado, outra chinesa esteve no caminho da Eletrobras. A China Three Gorges venceu a Eletrobras na disputa pela fatia detida pelo governo português na EDP, correspondente a cerca de 21% do capital da companhia.

A operação levou a China Three Gorges a deter indiretamente participação na Energias do Brasil, empresa que possui distribuidoras no Brasil (Escelsa e Bandeirante).

A aquisição da fatia da Iberdrola na Neoenergia estaria ainda dentro de um contexto mais amplo, de um processo de consolidação das empresas de distribuição no país. No Brasil, a Eletrobras tem seis distribuidoras e está perto de assumir o controle da Celg Distribuição, estatal goiana, e ainda pode ter o comando da CEA, distribuidora do Amapá.

O processo ocorre num momento em que revisões tarifárias demandam mais escala das empresas como forma de evitar perda de receita. Além disso, a proximidade da renovação de concessões, que deve afetar 37 empresas, e a crise do grupo Rede Energia também concorrem para uma consolidação.



Soja no Brasil segue batendo recorde; mercado tem baixa liquidez

Reuters 20.06.2012 - Os preços da soja no mercado brasileiro avançaram mais, com registro de novos recordes de alta, num momento em que há pouco volume disponível para ser comercializado no Brasil, segundo levantamento de preços realizado pelo Cepea, centro de pesquisa da Universidade de São Paulo.

A saca de 60 kg no mercado disponível no norte do Paraná, por exemplo, era negociada a 65,75 reais nesta quarta-feira, alta de 1,35 por cento ante o dia anterior. No acumulado do ano, a praça registra 30,6 por cento de elevação, segundo apuração do Cepea. A colheita no Brasil acabou em meados de maio, mas a comercialização foi bastante antecipada na safra 2011/12, destacou o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves.

"O mercado está firme sim, mas a negociação é muito pequena. A liquidez é muito baixa. Um percentual muito alto da safra 2011/12 já foi comercializado, cerca de 90 por cento", salientou Alves.

Os preços na bolsa de Chicago e o dólar em patamares sustentados também colaboram para os ganhos no mercado interno.

Os valores nominais também são recorde no indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá, que serve de referência para o mercado em todo o país. No último fechamento, na noite de terça-feira, a saca de 60 kg era cotada a 68,17 reais, uma alta de 1,62 por cento ante o dia anterior e variação positiva de 8,21 por cento em um mês.

"Este ano realmente temos uma curva ascendente (nos preços), com seca na América do Sul. Muitos agentes anteciparam compras", explicou Alves.

"O farelo de soja no mercado internacional está num nível altíssimo e no Brasil também é recorde nominal em muitas regiões. Isto abriu margem para indústrias pagarem mais pela soja em grão. Agora resta saber qual disposição da indústria de carne continuar pagando altos preços (pelo insumo da ração dos animais)", completou o pesquisador.



Barclays revisa crescimento do PIB do Brasil de 3,3% para 2,2% em 2012

Infomoney 20.06.2012 - Devido ao desempenho decepcionante da atividade econômica no primeiro semestre, o Barclays revisou para baixo as estimativas de crescimento do PIB brasileiro para 2012, com uma forte queda de 1,1 ponto percentual, passando de 3,3% para 2,2%. Entretanto, os economistas do banco, Guilherme Loureiro e Marcelo Salomon, acreditam em uma recuperação no próximo ano, com uma alta da atividade para 4,6%, ante expectativa anterior de 4,7%.

De acordo com os economistas, as medidas de estímulo ao consumo - com o aumento da intervenção e o protecionismo -,estão sendo negativos para os investimentos fixos, investimentos estes que levariam a um crescimento mais sustentável da economia brasileira. Eles citam o fato de que, desde a crise de 2008/2009, a produtividade da indústria vem diminuindo no País, sendo que os investimentos do próprio setor não devem subir - mesmo com a queda dos custos dos trabalhadores industriais.

Além disso, Loureiro e Salomon esboçam preocupação com o forte estímulo ao consumo em detrimento dos investimentos, compromento o consumo futuro ao aumentar os endividamentos das famílias.

Pressões inflacionárias diminuem

Loureiro e Salomon acreditam ainda que, com esse desempenho econômico menor, as pressões inflacionárias também devem se reduzir, mas sem atingir ainda o centro da meta proposto pelo Banco Central, de 4,5% ao ano. Com isso, os economistas revisaram as expectativas para o final do ano do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 5% e para 2013 de 5,9%, ante estimativa anterior de 5,3% e 6,3%.

Entretanto, os economistas ressaltam ainda que os incentivos fiscais introduzidos pelo governo como parte do programa de estímulo ao consumo levou para baixo a inflação, com a queda dos preços de carros. Caso haja cortes dos custos de energia, como vem sendo estudado, novas revisões para baixo no índice de preços podem ser feitas, acreditam os economistas.

Selic a 7,5% em 2012

Com a inflação se tornando um fator menos preocupante, Salomon e Loureiro esperam que o Banco Central continuará reduzindo o patamar da Selic nas próximas reuniões, devendo mantê-lo em níveis mínimos por mais tempo do que o anteriormente estimado. Assim, os economistas esperam mais dois cortes de 50 pontos-base na taxa de juro nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) de julho e agosto, levando-a para 7,5% ao ano.

A combinação de um cenário de crescimento global mais contido e de menor pressão inflacionária deve adiar qualquer política de aperto monetário para o final de 2013, acreditam os economistas. Segundo eles, uma política para conter possíveis pressões deverá ser feito não do lado monetário, e sim através da adoção de políticas macroprudenciais, como restrição ao crédito. As medidas de aumento de taxa básica de juro deve começar a ocorrer somente no quarto trimestre de 2013, levando a Selic a 10% ao final de maio de 2014, afirmam.



Modelo de crescimento do Brasil está esgotado, alerta Credit Suisse Hedging-Griffo

Infomoney 20.06.2012 - O modelo de crescimento brasileiro está esgotado, alertou a Credit Suisse Hedging-Griffo. Para a gestora, o atual sistema baseado em consumo, crédito e commodities já não serve mais e estamos em um tipo de "prorrogação", que dependendo das circunstâncias pode vir a durar de até três a cinco anos.

Caso não haja um exagero do governo, que para a CSHG iniciou um período de maior interferência na economia, o resultado pode vir a ser positivo. Embora mais presentes, o governo só tem feito mini reformas, por meio da redução de tarifas e redução de custos, aquecendo a demanda, depreciando o câmbio e buscando medidas protecionistas. Há também incentivos para que multinacionais produzam no País, em uma tentativa de atingir a meta de 3% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) a qualquer custo.

Para a Credit Suisse Hedging-Griffo, o Brasil não está tão bom como era a perspectiva dos estrangeiros até pouco tempo atrás, mas não está tão ruim quanto esses mesmos estrangeiros acreditam hoje. Contudo, é válido destacar que importantes publicações de economia como o Wall Street Journal e a The Economist, já mostraram que o Brasil não é tão mais bem-visto no exterior quanto outrora.

Há pontos positivos sobre economia...

Para a gestora, porém, há vários pontos positivos na economia brasileira que podem ser ressaltados, sobretudo no mercado de trabalho, que vê o salário mínimo crescer ao mesmo tempo em que a economia formal eleva sua presença frente à informal. A renda dos trabalhadores assalariados também continua crescendo.

Além disso, já houve um corte de 400 pontos-base na taxa Selic - e boa parte do mercado estima que outras reduções podem  acontecer. A Credit Suisse Hedging-Griffo descata o crescimento da arrecadação do governo e o bom desempenho de três setores essenciais da economia: o agronegócio, a mineração e o petróleo. Além disso, as fronteiras agrícolas estão se expandindo e o nordeste está em desenvolvimento.

...mas também há negativos

Há, porém, alguns pontos negativos. A produção industrial vem caindo, o desempenho das pequenas médias empresas não anima e a venda de automóveis e vestuário não agradam. Além disso, o lucro das empresas no 1º trimestre veio muito abaixo do esperado - diversas empresas do Ibovespa viu essa linha do balanço vir abaixo do que havia sido reportado em 2011. A inadimplência bancária também avança, e há um sentimento ruim em cima dos bancos pequenos e médios - principalmente depois do ocorrido com Banco Panamericano (BPNM4) e Cruzeiro do Sul (CZRS4).

A gestora também destaca que o gasto do consumidor com juros no Brasil é muito superior ao de outros países. O crédito de pessoa física representa 14,4% do PIB, e os gastos do consumidor com juros no Brasil atingem 3,1%. Nos Estados Unidos, Chila, Austrália, Reino Unido, Espanha e Itália, esse percentual varia de 1% a 2%. Além disso, o Brasil tem um comprometimento de renda disponível muito maior de que outros países da América Latina, como México, Colômbia e Chile.

O custo unitário do trabalho, que mede os custos totais e o nível real de produção, também supera outros países em desenvolvimento, como Chile e México - e até mesmo a Coréia do Sul, atualmente um país desenvolvido. Esse indicador recentemente passou países europeus como Itália e Espanha, que historicamente detinham custos maiores que o País. "O Brasil, não tem um problema de falta de demanda, o problema é com a capacidade de oferta", afirma a gestora.

Governo aumenta despesas

O governo também tem sido vítima de desconfiança. "A foto do quadro fiscal é boa, temos uma dívida líquida relativamente baixa. E o filme?", indaga a CSHG. A relação entre dívida líquida e PIB deve apresentar queda de 2011 para 2013, passando de 36,4% para 32,4%. Contudo, os gastos públicos avançaram na última década, apresentando queda apenas entre 2003 e 2004. Com isso, o espaço para o crescimento dos investimentos foi muito pouco: de todas as despesas do governo, ele deve representar pouco menos que 10%.





NCR anuncia três aquisições no Brasil.

Valor 20.06.2012 - NCR: país representa 5% da receita global de US$ 5,4 bilhões.

A NCR, a secular fabricante americana que inventou a caixa registradora, anuncia hoje a aquisição de três empresas no Brasil. Com o movimento, a companhia - uma das maiores fornecedoras globais de caixas eletrônicos ou ATMs - dá início a um plano que começou a ser esboçado em 2007, para diversificar as atividades no país. Além de atuar entre instituições financeiras, seu mercado mais tradicional, a NCR quer reforçar o fornecimento de equipamentos e softwares para automação comercial entre empresas dos segmentos de varejo e restaurantes.

As companhias adquiridas são a POS Integrated Solutions - que se desmembrou da Sonda Procwork (hoje Sonda IT) em 2010, para se especializar em sistemas de automação para o varejo - e a Wyse Sistemas de Informática, dona do software Esys Colibri, usado por 16 mil empresas no país. A NCR também adquiriu a Radiant Distribution Solutions (RDS), distribuidora no Brasil dos produtos da Radiant Systems, companhia americana comprada em julho do ano passado, por US$ 1,2 bilhão. Os valores dos negócios no Brasil não são revelados.

"Estamos investindo para nos tornarmos os líderes nos mercados de autoatendimento e de sistemas de venda em lojas, canais on-line e dispositivos móveis" disse Bill Nuti, executivo-chefe da NCR, em entrevista exclusiva ao Valor.

Com as aquisições, a NCR acirra a disputa com a Itautec e a Perto, com as quais já concorre no mercado de caixas eletrônicos, e entra na briga com a Bematech, principal fornecedora de sistemas de automação comercial do país.

A estratégia no Brasil está alinhada com o movimento global da companhia de expandir suas operações para além do setor financeiro. O objetivo, segundo o executivo, é usar a experiência nesse segmento para atender às necessidades de empresas do varejo. "Assim como no setor financeiro, o consumidor quer ter acesso ao varejo por diferentes canais. Também queremos levar produtos que melhorem o relacionamento com os clientes", disse.

Como exemplo, Nuti citou um serviço da NCR que permite que restaurantes saibam, em tempo real e via internet, como está o movimento de estabelecimentos próximos. O sistema compila dados e permite estimar a quantidade de pessoas que estão no concorrente. A partir daí, outras ferramentas podem ser usadas para solucionar eventuais problemas, ou gargalos. "Por dia, passam por nossos sistemas 300 milhões de transações no mundo. Temos muita informação para detectar cenários e tendências", disse.

O Brasil começou a ganhar relevância para a NCR em 2007, quando Nuti veio ao país pela primeira vez. Desde então, os negócios passaram de um volume pequeno para um montante considerado significativo, disse o executivo. Hoje, o país representa cerca de 5% da receita global da companhia, que em 2011 foi de US$ 5,4 bilhões. O Brasil também abriga uma das cinco fábricas da companhia no mundo. A unidade, em Manaus, é compartilhada pela Scopus, do Bradesco , que no ano passado adquiriu 49% da unidade, por US$ 52 milhões.

A compra de empresas no Brasil entrou no radar da companhia há quatro anos. Em entrevista ao Valor, em 2008, Nuti comentou essa estratégia. O processo só ganhou corpo no ano passado, depois da aquisição da Radiant Systems, especializada em sistemas para automação comercial. Segundo Nuti, a Radiant já mantinha conversas para aquisição da POS e da Wyse. A NCR decidiu levar as negociações adiante.

Com os novos negócios, o número de funcionários da NCR no Brasil passa de 600 para 850. Em até três anos, a expectativa de Nuti é que a participação do Brasil na receita global da companhia aumente para 8%. O número de funcionários pode dobrar no mesmo período. "As vendas para o setor financeiro continuarão a responder por mais da metade dos negócios no país nos próximos anos, mas o segmento de varejo terá um crescimento muito forte", disse Nuti.

Segundo uma pesquisa da Bematech, o campo para a adoção de sistemas de automação no Brasil é fértil. O levantamento, com 3,1 mil empresas, detectou que só 31,6% do comércio brasileiro está automatizado.

Nuti também vê espaço para expandir no país a prestação de serviços de manutenção e assistência técnica para outras empresas. A modalidade é praticada com empresas como a AT&T. No Brasil, a NCR presta esse serviço para a Dell.



Banco Itaú compra 3,6% da petroleira argentina YPF

Jornal do Brasil 20.06.2012 - O Banco Itaú comprou 3,6% das ações da petroleira argentina YPF, segundo um comunicado da companhia nacionalizada divulgado nesta terça-feira, em Buenos Aires.

"Recebemos uma carta do Itaú Unibanco, por intermédio da sucursal em Grand Cayman Branch, na qual comunicam a compra de 14.194.472 ações da YPF, representativas de 3,609% do capital social", informou a petroleira argentina.

Segundo a maior empresa da Argentina, o Itaú destaca na carta que "não é seu propósito adquirir uma participação maior ou assumir o controle do capital social" da YPF.

O governo argentino anunciou no dia 24 de maio a expropriação das ações da YPF em poder da espanhola Repsol (51%), passando o controle da empresa ao Estado. A decisão foi confirmada pelo Congresso.



Britânica Sage compra 75% da brasileira Folhamatic

Exame 20.06.2012 - Empresa espera pagar US$ 196 milhões pela aquisição. Aquisição: o resto das ações serão mantidas pelo fundador e presidente-executivo da companhia, Mauricio Frizzarin, que continuará a comandar o negócio. A britânica Sage Group anunciou seu avanço no crescente mercado brasileiro de software nesta quarta-feira, com a compra de uma participação majoritária na Folhamatic, uma desenvolvedora de programas de contabilidade, impostos, folha de pagamento e regulação para pequenos negócios.

A companhia espera pagar 125 milhões de libras (196 milhões de dólares) por 75 por cento da Folhamatic. O resto das ações serão mantidas pelo fundador e presidente-executivo da empresa, Mauricio Frizzarin, que continuará a comandar o negócio.

Os produtos da Sage são utilizado por mais de 6 milhões de pequenas e médias empresas e a companhia busca um amplo mercado no Brasil, onde afirma que 90 por cento de empresas desse tipo ainda não utilizam qualquer tipo de software para negócios.

"(O negócio) nos dá uma posição de liderança de mercado no amplo e crescente mercado brasileiro", disse o presidente-executivo da Sage, Guy Berruyer.



Joint venture mira varejo, moda e esporte no Brasil

Valor 20.06.2012 - A identidade visual e os serviços de alguns shoppings do grupo europeu Unibail-Rodamco foram criados pela consultoria francesa de "design global" Saguez & Partners, que acaba de chegar ao Brasil por meio de uma joint venture com a Criacittá, especializada na criação de ambientes para as marcas e que tem entre seus clientes Havaianas e Bohemia.

O "design global" envolve desde a imagem da marca, a arquitetura e a decoração de suas lojas, serviços aos clientes, consultoria sobre produtos e estratégias comerciais até o estilo das embalagens, é um "pacote completo" para posicionar uma empresa no mercado.

É dessa forma que a Saguez, que tem como clientes o grupo Casino, e Aeroportos de Paris, "ressuscitou" a marca francesa de cosméticos Yves Rocher, com 1,2 mil lojas (onde também funcionam institutos de beleza) na Europa. Até 2008, seus produtos, vendidos normalmente em promoções do tipo "pague um e leve vários", eram considerados de baixa qualidade.

Olivier Saguez reestruturou a imagem da marca, dando destaque para a sua história e para o fato de que seus cosméticos são feitos com plantas orgânicas, o que muitos consumidores não sabiam. Na nova decoração das lojas, imagens cinematográficas de campos na Bretanha onde elas são cultivadas e as pesquisas científicas realizadas pela Yves Rocher foram colocadas em destaque. A empresa abriu um "ateliê de cosmética vegetal" na Champs-Elysées em 2009, com uma loja-conceito. Resultado: apesar da crise econômica, as vendas da Yves Rocher cresceram 20% desde 2008, contou Saguez ao Valor.

A experiência da Saguez nessa área de "design global" será complementar às atividades da Criacittá, afirma Nelson Rocha, diretor-geral da nova joint-venture, a Saguez-Rocha. O foco no mercado brasileiro, diz ele, são as empresas de varejo, principalmente de moda (a rede Camicado, comprada pelas Lojas Renner, já é cliente), shoppings centers, aeroportos e até estádios de futebol, devido à Copa do Mundo. A meta é atingir, no prazo de cinco anos, faturamento anual de R$ 50 milhões. Em 2011, a Criacittá faturou R$ 16 milhões. Na França, a Saguez teve receita de € 21 milhões.

O sócio francês também planeja ajudar marcas brasileiras a se tornarem globais. "Se a Starbucks, com um café ruim, funciona no mundo todo, por que o Brasil, que tem produto de qualidade, não poderia criar uma Starbucks ou uma Nespresso?", diz Saguez.



Buckeye vende unidade de Americana para Vicunha

Exame 20.06.2012 - A empresa receberá US$ 6,4 milhões em dinheiro pela venda.

A Buckeye é uma das maiores fabricantes de fibras especiais do mundo e tem unidades nos EUA, Alemanha e Canadá.

A empresa americana Buckeye Technologies completou a venda de sua subsidiária no Brasil, a Buckeye Americana Ltda., para a brasileira Vicunha Participações.

A empresa receberá US$ 6,4 milhões em dinheiro pela venda. Em dezembro de 2011, a Buckeye suspendeu a produção de polpa de celulose de algodão em Americana, no estado de São Paulo, mas continuou a operar sua unidade de tratamento de água residual no distrito industrial.

A Buckeye é uma das maiores fabricantes de fibras especiais do mundo e tem unidades nos EUA, Alemanha e Canadá. A Vicunha possui fábricas brim e índigos no Ceará, Rio Grande do Norte, São Paulo e no Equador, e filiais de vendas na América do Sul (Argentina) e Europa (Suíça).



WEG compra Stardur Tintas

Exame 20.06.2012 - Empresa complementará o portfólio da unidade WEG Tintas. Fábrica da WEG: valor pago na operação não apresenta “um investimento relevante para a adquirente”.

A WEG, companhia que atua na manufatura de equipamentos e componentes elétricos, adquiriu nesta terça-feira a Stardur Tintas Especiais, empresa responsável por fabricar e comercializar tintas.

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor pago na operação não apresenta “um investimento relevante para a adquirente”.

A Stardur possui 250 colaboradores e sua fábrica, localizada em Intaiatuba, no estado de São Paulo, tem 10 mil metros quadrados. Em 2011, a empresa obteve receita líquida de aproximadamente 78 milhões de reais. A companhia complementará o portfólio da unidade WEG Tintas.



Grupo Mizuho compra unidade do WestLB no Brasil

Estadão 20.06.2012 - O grupo financeiro japonês Mizuho Financial Group confirmou nesta quarta-feira ter comprado a unidade brasileira do banco alemão WestLB. Segundo uma pessoa com conhecimento do assunto, o acordo está avaliado em cerca de 30 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 380 milhões).

The Nikkei já tinha informado que um acordo estava próximo de ser feito. O movimento mostra como os bancos japoneses, que têm finanças relativamente sólidas e procuram oportunidades de crescimento em mercados emergentes, estão conseguindo tirar vantagem da necessidade das instituições de crédito da Europa de reequilibrar seus balanços patrimoniais.

Segundo o Nikkei, o Banco WestLB do Brasil tem quase US$ 1,5 bilhão em ativos, com forte presença no setor de empréstimos corporativos. A presença do Mizuho na América do Sul é limitada a São Paulo, onde também fica a sede do WestLB. Mas o banco japonês pretende expandir seus negócios no País, de olho na demanda por empréstimos tanto por parte de produtores japoneses quanto para empresas brasileiras que atuam na área de recursos naturais, entre outros setores.



Ultrapar atrai atenções após valorização expressiva

Valor 20.06.2012 - A animada festa com a ação ordinária (ON, com voto) da Ultrapar parece ter chegado a um momento decisivo. Quem comprou o papel lá trás deve estar agora se perguntando: está na hora de ir para casa ou o baile continua? Desde a entrada da empresa no Novo Mercado, em agosto do ano passado, a ação apresenta desempenho positivo. Este ano, por exemplo, já subiu 38,19% (até o último dia 18), enquanto o Índice Bovespa caía 0,98%.

Diante disso, os analistas debatem se o preço já chegou ao ápice ou não. Alguns acreditam que a festança não tem hora para acabar e vai se transformar em uma "rave" longa e divertida. Esses recomendam a compra. Outros já começam a dar adeus ao baile, entendendo que o melhor da festa já ficou para trás. A maioria, entretanto, opta por esperar o que vem por aí. Segundo os dados disponíveis na "Bloomberg", seis analistas recomendam a manutenção do papel na carteira, três aconselham a compra e dois, a venda.

.A XP Investimentos, por exemplo, retirou a ação de sua carteira recomendada semanal, divulgada na segunda-feira. O motivo é a forte valorização ante o Ibovespa. Há um entendimento que o papel não pode render muito mais no curto prazo. William Castro Alves, analista da corretora, explica que a valorização de 13,8 pontos percentuais acima do Ibovespa desde maio até o último dia 18, quando a ação Ultrapar entrou na carteira, foi o que provocou a decisão. "Decidimos realizar [o lucro com a venda do papel]

por entender que já estava na hora", afirma Alves. No lugar da Ultrapar, a XP colocou a ação preferencial (PN, sem voto) da AES Tietê, companhia de geração de energia elétrica.

No dia 13 de junho, a Itaú Corretora também mexeu na sua carteira Top 5. O papel, que figurou no segundo lugar do ranking de preferências da corretora do banco Itaú por algumas semanas, foi substituído pela ação PN da Ambev, fabricante de bebidas citada por vários investidores que procuram ativos defensivos. A troca foi feita porque a Ambev tem "mais espaço para recuperação neste momento".

Os dados da "Bloomberg" sobre o preço-alvo da ação sinalizam que a cotação em bolsa já pode ter ultrapassado o valor projetado por alguns analistas. De acordo com agência, o preço-alvo médio estimado pelos analistas para os próximos 12 meses é de R$ 41,13. Na segunda-feira, dia 18 de junho, o papel fechou a R$ 43,65. Ontem, o papel era negociado em alta na bolsa.

O analista técnico Raphael Figueiredo, analista técnico da MyCap, home broker da corretora Icap, argumenta que a ação está rompendo uma nova barreira histórica. Ele diz que, ao ultrapassar os R$ 44,40/R$ 44,45, a cotação entra em um novo patamar. Segundo ele, "para engatar um novo viés comprador", a cotação precisa se consolidar "acima dessa região". "Além disso, considero prudente o investidor subir o stop [preço mínimo] de proteção para a região dos R$ 42,38", afirma Figueiredo,

A ON da Ultrapar começou a subir no ano passado, quando a empresa decidiu ingressar no Novo Mercado. Além da maior atratividade pela melhora na governança, a companhia também recebe uma boa avaliação dos analistas pelos indicadores de desempenho que apresenta. Alves, da XP Investimentos, salienta que o retorno sobre o patrimônio líquido de 15% é muito positivo. "É um número muito interessante quando lembramos o setor em que a empresa atua. O mercado de distribuição de combustíveis [em que o grupo atua com a Ipiranga e a Ultragaz, duas de suas quatro empresas] opera com uma margem [bruta de lucro] entre 7% e 7,5%. É muito baixo", afirma. O retorno sobre o patrimônio deve fechar ainda um pouco maior. É o que avaliam os analistas da área de pesquisa d mercados do Deutsche Bank, que estimam o indicador em 17% no fim deste ano.

Além desse bom desempenho econômico-financeiro, a empresa apresenta algumas outras vantagens. Os analistas da Itaú Corretora explicam que haviam alocado o papel em sua carteira de recomendações porque a empresa é "voltada para a economia doméstica, com fluxo de caixa positivo e previsível e [porque] apresentava potencial de crescimento".



Dasa garante que maior acionista da Amil não interfere na operação

Valor 20.06.2012 - Rodrigues, da Dasa: "Os negócios com a Amil são todos checados e rechecados".

O comando da Dasa explica mais uma vez ao mercado que o empresário Edson Bueno, dono da Amil, não interfere na maior empresa de medicina diagnóstica do país. Ontem o presidente do conselho da Dasa, Romeu Côrtes Rodrigues, ressaltou em sua palestra no Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em São Paulo, esse posicionamento. "O Edson é o maior acionista da Dasa e da Amil. Prestamos muita atenção para que não haja interferência e temos até um comitê de partes relacionadas. Os negócios com a Amil são todos checados e rechecados", disse Rodrigues. Bueno tem 12% das ações da Dasa.

Encerrada a palestra, Rodrigues teve que responder perguntas sobre o mesmo tema e há cerca de dez dias analistas de mercado fizeram-lhe o mesmo questionamento. Rodrigues informou aos analistas que em oito anos como sócio de Bueno na MD1 (rede de laboratórios que se associou à Dasa em 2010), o dono da Amil não tentou usar sua influência para conseguir condições e preços diferenciados.

A associação entre Dasa e MD1 vem sendo acompanhada pelo Cade. Em março, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, emitiu parecer recomendando a aprovação com restrições. A decisão final será feita pelo Cade.

As dúvidas sobre a influência de Edson Bueno am à tona porque a Dasa anunciou o nome de Dickson Tangerino para a presidência, em 1 º de junho deste ano. Tangerino havia trabalhado na Amil por cerca de 20 anos. Na época da associação entre MD1 e Dasa, as companhias fizeram questão de ressaltar que Bueno estava "blindado" e que não haveria interferência entre a empresa de medicina diagnóstica e a operadora de plano de saúde.

"Quem me indicou foi o conselho de administração da própria companhia. Não muda em nada o relacionamento da Dasa com as fontes pagadoras. A Amil é um cliente importante como as demais operadoras", observou Tangerino, ontem ao Valor. Hoje a Amil representa 15% da receita da Dasa e esta equivale a menos de 5% dos custos médicos da Amil.

Segundo Romeu, Tangerino foi escolhido porque ele possui experiência na área da saúde. "Há muita dificuldade para encontrar um executivo com conhecimento em saúde. Até para um executivo de mercado aprender o que é glosa, hemograma e como atuar com os clientes finais, médicos e operadoras de plano de saúde, leva um ano. Por que não ficar com uma pessoa da casa que já sabe tudo isso?", observou ontem o presidente do conselho da Dasa.

Com a chegada de Tangerino, Rodrigues promete ser menos atuante na Dasa. "Neste ano o conselho vai ser menos mão na massa. É que o ano passado foi muito difícil, teve muita notícia ruim", disse o presidente do conselho, referindo-se a resultados financeiros, provisões e Cade.



Bioleve lança água com colágeno e energético popular

Valor 20.06.2012 - Aragão, da Bioleve: o excesso de oferta de água deprime os preços, daí a opção por lançar produto de maior valor agregado.

O mercado de água mineral gira em torno de R$ 2 bilhões ao ano no Brasil. Mas não foi isso o que influenciou o ex-vice presidente do Credibanco, Flávio Aragão, quando ele decidiu comprar, no fim dos anos 80, uma área de 120 hectares em Lindóia, a 156 quilômetros da capital paulista. "Queria preparar a minha aposentadoria", diz o engenheiro industrial, hoje com 66 anos.

No local onde construiu uma casa de veraneio de 1,2 mil metros 2 para a família, ele pretendia fazer um lago, mas descobriu uma fonte de água mineral. O que serviria apenas como opção de lazer se transformou na Bioleve, fabricante de bebidas que responde pela metade do faturamento anual de R$ 120 milhões do Grupo Flasa, comandado por Aragão. Agora, a ordem é rejuvenescer: a empresa prepara o lançamento de uma água com propriedades funcionais, que promete melhorar a textura da pele.

Na pesquisa e desenvolvimento da água com colágeno, fibras e vitaminas a Bioleve está investindo R$ 1 milhão. A novidade deve chegar ao varejo dentro de três meses e, segundo Aragão, não tem similares no país. "Na Europa, a água com propriedades funcionais é uma tendência", diz o empresário, que pretende  a comunicação do produto à terceira idade. O colágeno é uma proteína responsável pela elasticidade da pele e cuja produção começa a diminuir com o tempo. A Bioleve já fabrica a Bio Flavor, uma água com sabor e enriquecida com fibras e vitaminas E, B3, B6 e B12. "Vamos relançar a Bio Flavor com colágeno", diz ele.

A Bioleve é a quarta colocada no ranking nacional de volume envasado de água mineral, um mercado extremamente pulverizado, marcado por empresas regionais, mas que vem chamando a atenção de multinacionais como a Nestlé e a Coca-Cola Femsa. A Bioleve está atrás do Grupo Edson Queiroz (dono das marcas Indaiá e Minalba), da Schincariol e da Ouro Fino. "Nosso crescimento tem sido de 15% a 20% ao ano nos últimos anos mas, este ano, vamos crescer 10%, para R$ 60 milhões", afirma Aragão. "Há um excesso de oferta de água e os preços ficam reprimidos, o que nos faz investir em produtos de maior valor agregado, como a água com colágeno", diz ele.

A empresa tem diversificado o portfólio nos últimos anos, com o lançamento de chás, isotônicos, refrigerantes e sucos. Há três meses, lançou o energético Bio Energy. "O produto está tendo uma ótima aceitação, em especial nas classes C e D", diz Aragão. O Bio Energy é cerca de 30% mais barato que o Red Bull, líder da categoria. No energético e na mudança de embalagem de algumas linhas, como a Prime, de águas, a Bioleve está investindo outros R$ 2 milhões este ano.

A empresa, que já fornece água mineral "personalizada" para as redes Burger King, Frango Assado, Habib's, Ragazzo, além da seguradora Porto Seguro e da Azul Linhas Aéreas (a marca de terceiros aparece ao lado do nome Bioleve) negocia agora a produção terceirizada de sucos para uma grande multinacional, que ainda não atua nessa categoria no Brasil diz Aragão, sem dar mais detalhes.

Além da Bioleve, fazem parte do Grupo Flasa a Flasa Engenharia e Construção (que atende, entre outros clientes, a Prefeitura de São Paulo com a construção de conjuntos habitacionais), e a fabricante de confeitos Mix. Em 2007, a Bioleve criou em Lindóia uma linha de produção de embalagens, que consome 26 toneladas de composto de PET por semana. "Tínhamos um alto custo de frete", afirma Aragão.

A distribuição está concentrada no Sudeste, mas os seus produtos também chegam ao Paraná, Santa Catarina, Goiás e Brasília. Ao todo, são cerca de 500 distribuidores, que também se encarregam da venda do portfólio da Mix.

A fabricante de itens de confeitaria é líder em produtos como pasta americana e corantes. A empresa, que tem como sócio outro engenheiro, Fernando Giannini, começou agora a exportar para os Estados Unidos, principal mercado mundial de confeitos. "Nosso próximo destino é o Canadá", diz Giannini.



Pessina, o articulador que vendeu a Boots

Valor 20.06.2012 - Pessina, CEO da Alliance Boots: "Sempre acreditei que nosso setor necessitava uma operadora em nível mundial".

Stefano Pessina, presidente executivo da rede de drogarias Alliance Boots, conseguiu articular mais um grande negócio: vendeu 45% da varejista europeia para a Walgreens, cadeia de farmácias americana, por US$ 6,5 bilhões em dinheiro e ações. Há cinco anos, ele adquiriu a Boots em um negócio conjunto com o grupo de private equity KKR por 12 bilhões de libras (US$ 19 bilhões).

"Sempre acreditei que nosso setor necessitava uma operadora em nível mundial, e eu realmente me empenhei nesse sentido nos últimos 10 anos e, por fim, ter efetivamente a possibilidade de tornar esse sonho verdadeiro é algo realmente fantástico para mim", disse Pessina, de 71 anos, ontem. "Fiz muitos negócios em minha vida, e alguns realmente transformadores, pelo menos no momento de sua efetivação. Devo dizer que todos os negócios que fiz mais recentemente foram realmente muito pequenos em relação a este." A Walgreens tem a opção de adquirir os restantes 55% da Alliance Boots dentro de três anos, por US$ 9,3 bilhões em dinheiro e ações, assumindo a dívida do grupo.

Para a Walgreens, que tem cerca de 8 mil farmácias e é a maior rede dos Estados Unidos, a fusão proporcionará acesso à operação atacadista da Alliance Boots.

A divisão de distribuição de medicamentos da empresa sediada no Reino Unido tem operações em mercados como China, Rússia e Turquia. A Boots também tem expandido sua presença internacional, com farmácias na Tailândia, Holanda e Noruega.

Pessina disse que queria ajudar Greg Wasson, executivo-chefe da Walgreens, a tornar-se "um ator realmente mundial", com a intenção de expandir os negócios na China e ganhar terreno na América Latina. A Walgreens passa também a ter acesso às marcas próprias da Alliance Boots, especialmente a sua família de cosméticos No 7. Além disso, o grupo terá acesso à base de pesquisa e desenvolvimento da Alliance Boots e a suas fábricas em Nottingham.

Para a Alliance Boots, a fusão incorpora o ramo americano que Pessina há muito ambicionava. A Walgreens será também um ponto de distribuição novo para as marcas da Alliance Boots, o que poderá incrementar os negócios em Nottingham, onde não haverá cortes de empregos. "Na realidade, teremos de contratar pessoal para produzir mais produtos", disse Pessina. Mas a fusão poderá proporcionar mais vantagens financeiras aos proprietários da Alliance Boots.

Já se passaram cinco anos desde que a companhia foi adquirida por Pessina e pela KKR, no que foi então a maior aquisição na Europa. A KKR estava se aproximando do ponto em que precisava de uma saída, embora isso tenha sido minimizado por Pessina. A Alliance Boots tem também 7 bilhões de libras de dívida líquida que precisará ser refinanciada entre 2014 e 2017. O negócio com a Walgreens, particularmente em sua segunda fase, cria uma possível saída para os investidores.

As propostas referentes à situação da dívida e ao esquema de pensões dos funcionários da Alliance Boots, que se revelaram controvertidos, não foram alteradas pela fusão, disseram Pessina e a KKR. "A previsão é de que daqui a três anos a dívida será consideravelmente menor do que hoje", disse Dominic Murphy, que comanda a equipe industrial da KKR na Europa.

Prevê-se que, com o negócio, a Alliance Boots continuará a reduzir seu endividamento em 500 milhões de libras por ano, com uma redução de 5,5 bilhões a 6 bilhões de libras na dívida líquida no momento em que terminar a segunda fase.

Pessina negou que o acordo tenha revelado que o mercado perdeu a fé em ofertas públicas iniciais de ações (IPOs). Ele disse recentemente que preferiria uma fusão a um IPO. "Quando você faz um IPO, cria valores financeiros. Quando realiza uma fusão, cria valores industriais substanciais porque produz muita sinergia", disse ele.

Nos termos do acordo, na primeira fase, Pessina receberá cerca de um terço do pagamento, inteiramente em ações, no equivalente a cerca de 8% da Walgreens, ou cerca de pouco mais de US$ 2 bilhões. Essa participação poderá aumentar significativamente na fase dois. Pessina investiu originalmente 1,2 bilhão de libras. Se a segunda fase for exercida ao preço atual das ações da Walgreens, a KKR embolsará 2,7 vezes o investimento inicial nas fases um e dois. Em dólares, o total seria 2,2 vezes maior, porque houve uma valorização do dólar desde 2007. Nenhum dividendo foi pago desde o início da fusão.

Pessina negou que a venda significará o fim da Boots, embora tenha admitido que as duas empresas já haviam contemplado um nome para o grupo adquirido que "refletisse a tradição e a história das duas companhias". "A Boots não vai mudar, a Boots permanecerá sendo a Boots", insistiu ele.

Tendo em vista o interesse financeiro de Pessina na fusão, ele deverá se empenhar ao máximo para que isso se concretize.

Ele admite que vai se beneficiar de uma eventual alta no preço das ações da Walgreens. Caso isso não aconteça, diz ele, a culpa será unicamente sua. "Eu não vou ficar chateado se as ações não subirem. Vou ficar chateado por não realizar bem o meu trabalho."



Camargo Corrêa deve alcançar mais de 60% da Cimpor, dizem jornais

Valor 20.06.2012 - A brasileira Camargo Corrêa deve anunciar hoje que teve êxito na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelas ações da Cimpor e que alcançou participação de mais de 60% no capital da cimenteira, de acordo com o jornal português Diário Económico.

O resultado oficial da operação será divulgado pela Euronext às 17 horas (13 horas em Brasília) e, em seguida, o grupo brasileiro deverá emitir um comunicado.

Se as notícias se confirmarem e todos os acionistas, menos a Votorantim, tiverem aderido à oferta, a aquisição terá custado à Camargo Corrêa cerca de 1,7 bilhão de euros. Com isso, o grupo brasileiro aparecerá entre os dez maiores fabricantes de cimento do mundo, ao lado de gigantes como Lafarge, Holcim, Cemex e Italcimenti.

Segundo o Diário Económico, ontem, quando se encerrou o prazo da oferta, caiu a última resistência à operação lançada pela brasileira.

O empresário Manuel Fino, que por meio da Investifino detém 9,87% das ações da Cimpor e havia dito publicamente que não estava interessado em fechar o negócio com a Camargo, teria aderido à OPA.

Dessa forma, conforme contas do jornal português, a Camargo Corrêa teria garantido cerca de 65% do capital da cimenteira: 32,9% das ações que já detinha, mais 9,6% pertencentes à Caixa Geral de Depósitos (CGD), 10% do fundo de pensão do banco BCP, 9,87% de Manuel Fino e mais de 2% de ações compradas no mercado (free float).

A concorrente brasileira Votorantim Cimentos, que tem 22,1% do capital da Cimpor, já havia informado que não venderia sua participação na OPA.

Com capacidade de produção de 36 milhões de toneladas por ano, a portuguesa Cimpor fabricou 27,5 milhões de toneladas em 2011. A companhia obteve receita de 2,3 bilhões de euros e lucro líquido de 198 milhões de euros no período. No Brasil, é a quarta maior produtora de cimento.



Bradesco BBI começa a deslanchar no mercado de capitais

Valor 20.06.2012 - Clemente, vice-presidente do Bradesco: "Chegamos a um nível interessante".

O Bradesco BBI fechou 2011 em um inédito terceiro lugar na lista dos bancos mais atuantes nas ofertas de ações. Até agora, tem conseguido repetir a dose nas operações que saíram neste ano, segundo ranking da Dealogic. O desempenho é o melhor já alcançado pela instituição, que, aos poucos, começa a ganhar peso como banco de investimentos.

O Bradesco demorou mais que a maioria dos concorrentes a montar uma estrutura para atuar nessa área e capturar os ganhos do crescente mercado de capitais brasileiro, só não ficou atrás dos grandes bancos estatais. O BBI só foi criado em 2007, quando o Itaú BBA e o então Pactual já disputavam espaço com os grandes bancos estrangeiros.

Diferentemente do Itaú BBA, que se organizou com base em uma aquisição de peso, o Bradesco optou por montar uma operação do zero. Como desafio adicional, precisava provar que o "Bradescão" conhecido por suas agências bancárias onipresentes podia, ao mesmo tempo, atuar de igual para igual no seleto clube dos bancos que estruturam operações bilionárias no mercado de capitais.

Depois de demorar a engrenar, o crescimento tem sido rápido e se intensificou desde o ano passado, quando a instituição fez uma série de contratações para reforçar seu time. Os resultados alcançados até agora estão longe de reproduzir, como banco de investimentos, a importância que o Bradesco tem no varejo. Mas mostram que o BBI entrou no jogo.

"Somos um banco integrado comparável a outras casas internacionais. O que faltava era uma boa estrutura de banco de investimentos e acho que agora chegamos a um nível bem interessante", afirma Sergio Clemente, vice-presidente do Bradesco e principal executivo do BBI, em entrevista ao Valor. "Se ficasse vendendo só aplicação, cobrança, essas coisas, o banco perderia relevância e, quando percebesse, seria tarde demais."

A seu favor, o Bradesco BBI tem o inegável apelo de pertencer ao segundo maior grupo financeiro privado do país. O contato com milhares de companhias brasileiras funciona, ao mesmo tempo, como trunfo para novos negócios e cartão de visitas para mostrar aos investidores. "Transitam no banco, todos os dias, 22 mil grupos econômicos, nossos clientes. Alguns estão com a gente há 40 anos", observa Clemente. "Somos um banco de relacionamento, não de uma só transação."

Em 2011, o banco ficou em terceiro lugar nas ofertas de ações, em quarto no ranking de renda fixa e em oitavo nos processos de fusões e aquisições, de acordo com a Dealogic. Em todos os segmentos, subiu pelo menos quatro posições em relação ao ano anterior.

No intervalo de 12 meses encerrado em maio, o Bradesco BBI ficou em terceiro lugar na distribuição de ações, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Com volume de R$ 5,5 bilhões, também ficou em terceiro na distribuição de renda fixa.

A estrutura do Bradesco BBI está baseada em dois alicerces. De um lado, está o banco de investimentos propriamente, responsável pela originação das operações, sob o comando de Renato Ejnisman. De outro, estão a corretora e o braço de distribuição internacional, com escritórios em Londres, Nova York e Hong Kong. À frente dessa área, está Luiz Galvão.

A proposta é que o banco de investimentos atue de forma integrada ao segmento corporativo do Bradesco e que funcione como o que Clemente costuma chamar de "usinas de ideias".

"Temos um trabalho muito forte de levar inteligência ao cliente, de apresentar propostas", ressalta Ejnisman, executivo que teve passagens pelo antigo BankBoston e pelo Bank of America.

Para encurtar um caminho que já era trilhado pelos concorrentes, o BBI também usou como atalho operações de grande visibilidade. Com três meses de existência, atuou como coordenador-líder da oferta inicial de ações da BM&F. No ano seguinte, assessorou a Bovespa na fusão com a bolsa de mercadorias. A abertura de capital da Visanet e a fusão entre Sadia e Perdigão foram outros negócios de destaque que o banco conquistou em seus primeiros anos de atividade.

Discretamente, banqueiros concorrentes costumam dizer que o Bradesco BBI ganha esses mandatos não apenas por mérito de sua equipe, mas sobretudo pela força de seu balanço. "Eles estão crescendo, mas ainda não são o banco que carrega o piano numa operação", diz uma fonte.

Segundo esses interlocutores, o banco conquista as empresas ao adiantar, via empréstimos, recursos que depois serão cobertos pelas ofertas no mercado de capitais.

Clemente nega. "Só levo a mercado operações em que acredito. Não vou perder um cliente que tenho há anos por causa de uma transação", afirma.

Ejnisman encara as críticas com tranquilidade. São parte de um processo que o Bradesco BBI vai ter de atravessar para se consolidar no mercado. "A gente é mais novo, tem que trabalhar mais, tem de se provar mais."



ThyssenKrupp cria cargo de CEO para o país

Valor 20.06.2012 - A ThyssenKrupp (TK) surpreendeu ontem o mercado ao anunciar a criação do cargo de CEO para as operações brasileiras da companhia. O indicado para o posto foi Michael Höllermann, com 22 anos de casa, dos quais metade no Brasil onde é o CEO da ThyssenKrupp Forging Group. A primeira tarefa do executivo é construir uma sede regional em São Paulo para garantir maior integração entre as 21 empresas subsidiárias do grupo. Elas empregam 21 mil pessoas.

A iniciativa do grupo alemão, segundo assessores, integra o plano estratégico de fortalecimento dos negócios em emergentes como o Brasil, onde atua em produção de elevadores, fornecedora da indústria automotiva, prestadora de serviços à indústria, construção de instalações e produção de aço.

Na ótica de fontes do setor siderúrgico, a estratégia da ThyssenKrupp contrasta com a opção tomada em 15 de maio de colocar à venda os ativos da ThyssenKrupp Steel Americas que inclui uma laminadora no Alabama (EUA) e a fábrica de aço Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), erguida em Santa Cruz, município do Rio.

No caso da CSA, um complexo siderúrgico que custou € 5 bilhões aos cofres do grupo alemão, mais uma participação de quase 30% da Vale, trata-se do maior investimento da companhia no mundo. Especula-se no mercado que uma possível missão do novo executivo será a de contatar diretamente potenciais interessados na usina de Santa Cruz.

Um mês depois de colocada à venda apenas um candidato se manifestou publicamente. Trata-se do presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, que admitiu em entrevista interesse pelos 73,1% da empresa alemã na CSA.

Na avaliação de analistas da Ativa Corretora, o negócio parece negativo para a CSN. Os analistas enxergaram pouca sinergia e baixa atratividade para um ativo de placas (de aço) no atual cenário siderúrgico no mercado interno e externo, com margens cada vez mais pressionadas, reduzindo as perspectivas de rentabilidade. O cenário para a indústria de aço ainda não é dos mais favoráveis. Há um excedente de oferta de 500 milhões de toneladas do produto no mundo.

As apostas no mercado são de que Steinbruch tem recursos para fazer uma oferta pela usina. No último balanço da Thyssen, o valor da siderúrgica foi depreciado para US$ 3,5 bilhões.

O empresário pode ter um aliado se avançar no seu propósito. O interesse do governo brasileiro é que a usina da Thyssen seja comprada por grupos nacionais. A Vale foi a primeira a ser sondada pela presidente Dilma, mas não quis, apesar de ter direito de preferência na venda como sócia minoritária. A Usiminas também está fora e o grupo Gerdau, apontado como um dos candidatos, até agora não se pronunciou. Empresas chinesas, como a Baosteel, que tentou entrar no mercado brasileiro sem sucesso, e a coreana Hyundai são apontadas como pretendentes com apetite pelo negócio. Mas o grupo alemão ainda não disponibilizou os dados da CSA para os potenciais compradores. Nem contratou bancos para assessorá-lo na operação.



Schneider Electric aposta em redes inteligentes

Valor 20.06.2012 - Tricoire, principal executivo: "O Brasil precisa economizar energia para ser mais competitivo no cenário mundial".

A multinacional de origem alemã especializada em gestão do uso de energia Schneider Electric espera desenvolver o mercado de "smart grid", ou redes elétricas inteligentes, no Brasil nos próximos anos. A estratégia da companhia é fornecer um conjunto de tecnologias inteligentes, como sistemas de automação e equipamentos de geração distribuída, para que empresas brasileiras melhorem o seu consumo de energia, reduzindo o custo com o insumo e o impacto no meio ambiente.

"A energia no Brasil é uma das mais caras do mundo. Se você salva energia, você economiza energia e se torna mais eficiente e produtivo. O Brasil precisa economizar energia para ser mais competitivo no cenário mundial", explicou o principal executivo mundial da Schneider Electric, Jean Pascal Tricoire, que está no Brasil para participar de reuniões da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

Dentro da estratégia de ampliar os negócios no Brasil, a Schneider Electric anunciou, na última semana, a intenção de comprar a CP Eletrônica, empresa gaúcha de sistemas eletrônicos de energia para data centers, hospitais e indústrias em geral. Ainda não há uma previsão para a conclusão do negócio.

Em outubro, a Schneider inaugurou um centro de distribuição em Cajamar (na Grande São Paulo). A unidade fornece todos os equipamentos produzidos pela empresa no país, desde interruptores até transformadores para distribuição e soluções para automação industrial.

"O Brasil é um importante mercado para nós. Está entre os dez maiores mercados da companhia. Continuamos mantendo nossos investimentos no Brasil", afirmou Tricoire, ressaltando que a empresa atua em mais de 100 países. A Schneider possui nove fábricas em seis Estados brasileiros e um contingente de 5 mil profissionais.

O grupo no qual o Brasil está inserido nos negócios da Schneider Electric (basicamente América Latina, Oriente Médio e Leste Europeu) registrou crescimento de 5% no volume de negócios no primeiro trimestre de 2012, em relação a igual período do ano passado, totalizando € 919 milhões. O faturamento global da companhia de janeiro a março de 2012 foi de € 5,411 bilhões. No ano passado, as vendas globais da empresa totalizaram € 22,4 bilhões.

Segundo Tricoire, a legislação brasileira melhorou nos últimos anos. "A regulamentação local é boa e está ficando cada vez melhor. O sistema tributário do Brasil é complexo, mas ao longo dos últimos anos ele está sendo simplificado, o que é muito bom para o desenvolvimento do país", disse o dirigente do grupo.

O executivo acredita que o momento de crise econômica mundial, em que há escassez de recursos financeiros, é muito favorável para os negócios de eficiência energética. "Ao gastar menos energia, é possível investir em outros pontos importantes. No caso de uma cidade, pode-se economizar em energia para investir mais em hospitais e escolas. Cada vez mais os políticos precisam planejar cidades que sejam eficientes e tenham um bom uso de recursos. No caso de empresas, pode-se investir em outras áreas do negócio, como expansão."



Internet faz shopping buscar novo modelo

Valor 20.06.2012 - Poitrinal, do Unibail: shoppings devem ser locais "de bem-estar e de prazer". Menos shopping centers, mas cada vez maiores. E sempre, claro, com boa rentabilidade. Essa é a estratégia adotada pelo Unibail-Rodamco, com sede em Paris, terceiro maior empreendedor imobiliário comercial do mundo, para lidar com a crise do consumo na Europa e a concorrência do varejo on-line, que mudaram os hábitos de compras no continente.

Proprietário de 90 shoppings nas principais cidades de 12 países europeus e de uma carteira de € 26 bilhões em ativos imobiliários, o grupo - que atua como investidor, construtor e administrador - vem se tornando mais enxuto: já vendeu € 5 bilhões em ativos desde 2007. "Eram pequenos empreendimentos ou shoppings que não conseguiríamos transformar por razões de rentabilidade ou outros motivos. Só guardamos os ativos com muito potencial", disse ao Valor o presidente da Unibail-Rodamco, Guillaume Poitrinal. "Ter hipermercados que faturem € 200 milhões, mas com apenas 1% de margem de lucro, isso não valoriza o empreendimento."

Na prática, o "potencial" significa shoppings com mais de 100 lojas, mais de 8 milhões de visitantes por ano e situados em cidades com mais de 500 mil habitantes (o que para padrões europeus já representa centros urbanos de maior porte).

Ao mesmo tempo que se desfaz de parte de seu patrimônio, o grupo está desenvolvendo novos projetos no valor de € 7 bilhões no prazo de cinco anos. Basta uma caminhada pelo grande espaço, na sede da empresa, onde estão expostas maquetes de shoppings (atualmente em obras de renovação ou construídos recentemente) para visualizar rapidamente o que o presidente quer dizer em relação à estratégia de "ativos cada vez maiores" e, ao mesmo tempo, que ofereçam inúmeros serviços, entretenimento e sofisticação que o cliente não encontra ao comprar pela internet.

O novo shopping Lyon Confluence, no centro-leste da França, aberto há dois meses, reúne 106 lojas, 16 restaurantes com terraço e vista para o rio (o objetivo do grupo é ter menos fast-foods nos shoppings em geral), cinema multiplex, paredão de escalada, spa e academia de ginástica. O investimento foi de € 300 milhões.

Pela primeira vez na França, o espaço do hipermercado nesse novo shopping é inferior a 10% da área do empreendimento. O grupo optou por dar prioridade aos restaurantes e não às compras de alimentação. "Os países europeus tinham um consumo desenfreado com hipermercados de 12 mil m² que vendiam todo tipo de produto. E depois as pessoas iam para o caixa e ponto. Isso é um modelo que faz parte do passado", afirma Poitrinal.

Um grande projeto da Unibail-Rodamco é a renovação atual do Forum des Halles, inaugurado em 1979, o único shopping de Paris, com 130 lojas, faturamento de mais de € 500 milhões e a melhor rentabilidade por metro quadrado do grupo na Europa. Também pudera, ele é visitado por mais de 40 milhões de pessoas por ano (é ali que a H&M e a Fnac registram suas melhores vendas mundiais). Ligado a uma estação de metrô e de trens de periferia e situado no subsolo, o Forum des Halles, considerado por muitos parisienses como sujo e perigoso, será totalmente transformado até 2016 e ganhará decoração com mármore, esplanada para caminhar coberta com um gigantesco teto de vidro e inúmeros serviços e áreas de lazer.

Segundo Poitrinal, a crise econômica na Europa acabou tornando mais vísiveis e acentuando mudanças em hábitos de consumo que já vinham ocorrendo com a expansão das vendas on-line. Os shoppings hoje não podem se resumir a serviços básicos, mas devem se tornar lugares "surpreendentes, de bem-estar e de prazer", diz ele.

Para isso, a Unibail-Rodamco tem realizado diferentes ações, como a parceria exclusiva com o Cirque du Soleil, que realiza pequenas apresentações em shoppings do grupo durante turnês na Europa. Concursos da Elite Models e exposições de arte passaram a ser realizados nesses locais.

O design e a decoração também são fundamentais para criar "espaços multisensoriais" em função da iluminação e da música e fazer com que o consumidor tenha vontade de percorrer todo o shopping, não se limitando a visitar apenas três lojas, em média, segundo estatísticas citadas por Poitrinal.

O grupo não tem poupado recursos nessa área, com o uso de madeiras nobres, mármore e couros. No Parly 2, próximo ao castelo de Versalhes, parte do teto de uma área do shopping foi folheado a ouro. Reedições originais de cadeiras do designer Le Corbusier (€ 7 mil a unidade) decoram um lounge para repouso.

Há outro elemento importantíssimo na estratégia do grupo para revigorar os shoppings na Europa: a seleção das marcas, "que devem ser as maiores do mundo", afirma o presidente. "Não acredito mais no varejo não especializado. O que buscamos é a força de uma marca", diz ele, citando a Apple, a Nespresso, a japonesa Uniqlo, de roupas sportswear, a Zara e a American Eagle.

Diferentemente de muitos grandes grupos internacionais, a Unibail-Rodamco não tem projetos em relação a países emergentes. "Estamos na contra-corrente. Nosso desafio é investir na velha Europa enquanto todos querem investir no Brasil, na China e na Índia."



GetNet diversifica negócio com rede multisserviços

Valor 20.06.2012 - A GetNet, especializada no credenciamento de estabelecimentos comerciais, na captura e no processamento de transações com cartões de crédito e débito, decidiu investir em um novo segmento de mercado para diversificar suas operações. A companhia começa a operar hoje uma rede de terminais de autoatendimento (ATM) multisserviços.

Além de realizar operações similares a de um caixa eletrônico 24 horas, os terminais permitem o depósito e a captação de dinheiro e cheques fora da agência bancária. Os equipamentos também estão adaptados à prestação de serviços por empresas fora do setor bancário, como recarga de celulares, recarga de cartões pré-pagos, bilhetagem para metrô e ônibus e programas de fidelidade.

Rubens Fernandes Gil Filho, diretor de negócios da GetNet, disse que a companhia pretende aproveitar a presença que já tem em 300 mil estabelecimentos comerciais para oferecer aos bancos uma rede de ATMs complementar aos terminais existentes nas agências bancárias e na rede 24 horas.

Por enquanto, a empresa mantém em operação cinco terminais em Porto Alegre, que aceitam transações de clientes do banco Topázio. A companhia negocia acordos com mais instituições financeiras e companhias de outros setores. "A expectativa é fechar essas parcerias nos próximos dias", afirmou Gil. Até o momento, a GetNet investiu R$ 5,3 milhões no desenvolvimento da rede de terminais. A companhia não divulga a estimativa de terminais que serão instalados no primeiro ano do projeto.

Neste ano, a companhia pretende investir R$ 200 milhões na área de tecnologia da informação (TI). Desse total, a GetNet desembolsou R$ 10 milhões na instalação de um novo centro de dados, no município de Campo Bom (RS). O centro de dados permitirá à companhia triplicar sua capacidade de processamento de operações, para até 600 por segundo. A GetNet projeta para este ano um aumento de 12% na receita em relação a 2011, para R$ 3,7 bilhões.



Câmbio impulsiona exportação de máquinas no quadrimestre

Valor 20.06.2012 - Com o ambiente interno desfavorável ao investimento, o consumo doméstico de máquinas e equipamentos segue fraco, mas a exportação cresceu com força no primeiro quadrimestre do ano e está conseguindo manter o faturamento das indústrias do setor em alta, enquanto a produção continua caindo. Segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o volume exportado de bens de capital avançou 18,5% de janeiro a abril sobre o mesmo período de 2011, maior variação entre as quatro categorias de uso analisadas pela entidade.

O câmbio mais favorável já teve impacto sobre os embarques do setor, cujos preços aumentaram 4,7%, também de acordo com a Funcex. A Metalplan Equipamentos praticamente dobrou suas exportações no primeiro quadrimestre e conta que conseguiu recuperar alguns clientes do concorrente chinês. A gigante WEG Equipamentos, com forte carteira de clientes nos EUA e Europa, observou crescimento de 40% nas exportações no primeiro trimestre, contra alta de apenas 8% nas vendas ao mercado interno. A receita líquida da Indústrias Romi, no primeiro trimestre, caiu 19% no primeiro trimestre, mas o valor das exportações aumentou 17%, com a Europa representando 48% do resultado obtido no exterior.

A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) calcula que as empresas associadas exportaram 14,8% a mais em dólares na comparação entre janeiro e abril de 2012 e o mesmo período de 2011. O percentual de crescimento não é tão forte frente aos 31% registrados no mesmo período do ano passado, mas os US$ 3,9 bilhões exportados representam o maior valor para o acumulado entre janeiro e abril desde 2008, quando a crise ainda não havia atingido em cheio o comércio exterior.

O desempenho positivo das exportações no primeiro quadrimestre foi espalhado em 19 dos 29 subsetores pesquisados pela Abimaq, excluindo-se máquinas para petróleo e energia renovável. No mesmo período, a produção de bens de capital encolheu 10%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Tendências Consultoria estima que o consumo aparente de máquinas e equipamentos - soma de importações e da produção absorvida pelo mercado interno - recuou 3,7% nessa base de comparação.

"Este ano, as incertezas do mercado global estão afetando a propensão em investir no mercado brasileiro. Com um cenário interno não mais tão positivo, as empresas passam a depender mais das exportações", avalia Stefânia Grezzana, da Tendências. Ela estima que os embarques do setor devem crescer 6% em volume este ano, frente retração de 3,2% no consumo interno de máquinas. Com câmbio médio de R$ 1,92 em 2012, nas projeções da consultoria, a competitividade do produto brasileiro aumenta.

Edgard Dutra, diretor da Metalplan, diz que valeu a pena não ter fechado as portas às exportações, mesmo quando o dólar atingiu R$ 1,50. Fabricante de equipamentos de ar comprimido - fonte de energia alternativa para a indústria que exige investimentos pesados -, a empresa não divulga valores, mas praticamente dobrou as vendas externas neste início de ano, enquanto o mercado interno, segundo Dutra, patina há um ano e meio. Caso a moeda americana permaneça na casa dos R$ 2, acredita que o ritmo de aumento das exportações pode se acelerar ainda mais.

"O produto chinês, que é nosso competidor até no Peru, é muito simples. Como temos produtos inovadores, e agora estão mais baratos, alguns clientes estão voltando a comprar os nossos", conta o executivo. As exportações da Metalplan para o Paraguai, que ainda representa pequena fatia das vendas, tiveram crescimento de 130% no primeiro quadrimestre, enquanto a média para os demais países da América Latina, principal mercado da empresa, foi de 85%.

O Ministério do Desenvolvimento aponta que as exportações de bens de capital para a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), excluindo-se países do Mercosul, avançaram 23,8% entre janeiro e abril sobre o mesmo período de 2011. Já no bloco econômico no qual o principal parceiro comercial brasileiro é a Argentina, as vendas recuaram 23,2%, reflexo das medidas protecionistas adotadas pelo país vizinho.

Sem o desempenho das exportações no primeiro quadrimestre, o faturamento nominal das indústrias associadas à Abimaq teria crescido 1,5% sobre os quatro primeiros meses de 2011, e não 3,4%, como de fato ocorreu, segundo Fernando Bueno, diretor da entidade. Ele atribui o comportamento positivo das vendas externas, no entanto, mais a transações intercompanhias do que a um mercado aquecido.

Bueno também ainda não vê efeito do câmbio nas exportações, mas afirma que "o caminho é certo": os dados não vão piorar. "Já chegamos a exportar 35% da produção e, recentemente, isso caiu para 20%. Espero que com essa movimentação do dólar, a perda seja estancada."

Mesmo tendo uma parcela de custos atrelados ao dólar como uma forma de hedge natural, a WEG Equipamentos está otimista com o novo patamar de câmbio, porque fornece máquinas para grandes cadeias industriais do país e espera que elas recuperem mercado lá fora, conta Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa catarinense. As vendas externas da WEG também vão bem: aumentaram 40% no primeiro trimestre sobre igual período de 2011, enquanto o crescimento no mercado interno foi de 8%.

O salto das exportações ocorreu a despeito da conjuntura pouco amistosa nos EUA e Europa, os dois principais compradores da WEG. Gomes credita o resultado mais à inovação em eficiência energética dos bens exportados do que ao câmbio mais fraco. Os negócios nos mercados desenvolvidos, segundo o executivo, estão em ascensão há dois anos e a tendência é que continuem crescendo mais do que as vendas internas, porque há espaço para inserir muitos produtos no exterior, como máquinas de alta tensão e geradores.

A Indústrias Romi, que fabrica máquinas-ferramenta e máquinas para processamento de plásticos, informou em seus resultados do primeiro trimestre que a receita líquida encolheu 19% no período sobre os primeiros três meses de 2011, excluindo-se a aquisição da alemã Burkhardt + Weber (B+W). Na mesma comparação, no entanto, as receitas da Romi no mercado externo, também desconsiderando a B+W, atingiram US$ 11,7 milhões, alta de 17,3% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A Europa representou 48% do montante obtido no exterior.



Kepler Weber agrupará ações na proporção de 50 para uma

Brasil Econômico 20.06.2012 - Grupamento de ações da Kepler Weber ainda deve ser votado pelos acionistas.

Empresa espera atrair acionistas e aumentar a liquidez dos papéis, atualmente cotados a R$ 0,23.

O Conselho de Administração da Kepler Weber aprovou o grupamento de ações ordinárias da empresa (KEPL3) na proporção de 50 para uma, com base na posição que os acionistas tinham em 31 de maio de 2012.

Com a operação, o capital social da empresa passará de 1.309.235.008 ações ordinárias para 26.184.700 papéis, sem alterações no seu valor.

Segundo a Kepler Weber, o grupamento tem como objetivos atrair acionistas, aumentar a liquidez e "dar melhor visibilidade às cotações das ações", atualmente em R$ 0,23.

Além disso, a operação visa reduzir os custos administrativos e operacionais e garantir melhor eficiência aos sistemas de registro e controle, conforme comunicado da companhia.

Antes de ser efetivado, o grupamento será submetido à avaliação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 10 de julho, às 15h.

Caso seja aprovado, os acionistas terão um prazo de 30 dias para ajustar suas posições em lotes múltiplos de 50, de modo que essas posições não gerem frações após o grupamento.

Por fim, as frações remanescentes serão vendidas em leilão a ser realizado na BM&FBovespa.



Avianca anuncia hoje revisão de investimento

Folha 20.06.2012 - Após anunciar, há cerca de um ano, um investimento de R$ 2,7 bilhões até 2016, a Avianca Brasil fará outro comunicado hoje.

O aporte será incrementado em 8%, ou seja, vai superar R$ 200 milhões.

Também deve ser anunciado pela empresa o adensamento da malha aérea.

Um novo destino, Maceió, está previsto.

As rotas já existentes terão sua frequência elevada. Novos trechos entre os destinos já existentes, mas que ainda não estão conectados, também serão anunciados.

"Estamos propondo esse crescimento num momento em que o setor como um todo está reduzindo programas. Vamos na contramão", afirma o presidente da Avianca no Brasil, José Efromovich.

No ano passado foram lançados três novos destinos: Natal, João Pessoa e Ilhéus.

A empresa, que conta atualmente com 26 aeronaves, recebeu, desde 2010, três modelos Airbus A 319, quatro A 320 e cinco A 318. Ainda neste ano chegarão outros cinco A 318. Para 2013, serão mais cinco do mesmo modelo.

Além destas, o executivo ainda não confirma se, no anúncio programado para hoje, estão definidas aeronaves adicionais.



Venda de caminhões sobe 4,95% na 1ª quinzena de junho ante maio

Estadão 20.06.2012 - A recuperação do segmento de caminhões começa a refletir as recentes ações de incentivo do governo. As vendas de caminhões subiram 4,95% na primeira quinzena de junho na comparação com a primeira metade de maio, quando ainda não havia sido anunciado pelo governo federal o pacote de estímulo à indústria automotiva, informou hoje a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). As vendas, porém, ainda estão abaixo do patamar registrado no ano passado. Ante a primeira quinzena de junho de 2011, os emplacamentos de caminhões caíram 27,95%.

A recuperação do segmento de caminhões começa a refletir as recentes ações de incentivo do governo, principalmente a queda da taxa do Finame PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Esse programa de financiamento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aquisição de caminhões, máquinas e implementos tinha taxa de 10% ao ano, caiu para 7,7% em abril e 5,5% em maio. Outra ação foi a ampliação de 96 para 120 meses do prazo máximo de financiamento da linha Procaminhoneiro, destinada aos autônomos, que já tinha 5,5% de juros ao ano.

No caso de automóveis e comerciais leves, o resultado da primeira metade útil de junho mostra aumento nos emplacamentos tanto de automóveis quanto de comerciais leves registrados pela Fenabrave. Foram emplacados 24,14% mais automóveis na primeira metade de junho ante o mesmo período de maio e um porcentual 29,10% acima do registrado no mesmo período de 2011. Entre os comerciais leves, as altas foram, respectivamente, de 2,68% e 6,40%.

A venda de motos, ônibus e implementos rodoviários, no entanto, seguem patinando. No mercado de motocicletas, a queda foi de 8,97% ante a primeira metade de maio e de 19,69% sobre o mesmo período do ano passado. Houve queda de 7,95% nos emplacamentos de ônibus na comparação com a primeira quinzena de maio e de 26,82% em relação ao início de junho de 2011. A Fenabrave também registrou recuo de 8,51% nas vendas de implementos rodoviários ante a primeira quinzena de maio e diminuição de 19,21% na comparação com a primeira metade de junho de 2011.