Daily News
Varejista chilena com
presença no Brasil reduz IPO em 27%
Folha
08.06.2012 - A varejista chilena Cencosud diminuiu em 27% o tamanho do seu IPO
(oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) nos Estados Unidos devido
ao fraco momento para novatas no mercado acionário norte-americano.
Além
da presença no Chile, a empresa tem operações no Brasil --com a rede GBarbosa e
os supermercados Bretas, Perini e Prezunic--, na Argentina, na Colômbia e no
Peru.
O
mercado de IPOs tem sido atingido por baixa precificação, negócios cancelados e
ofertas atrasadas nos últimos meses. A oferta do Facebook no mês passado
contribuiu para esfriar os ânimos com problemas de mercado na estreia e
subsequente queda nos preços das ações da rede social.
A
Cencosud planeja agora ofertar agora 91,3 milhões de American Depositary
Shares, uma redução de 27% ante os 125 milhões de papéis planejados
inicialmente. Com a medida, ela deve levantar até US$ 573,9 milhões.
A
varejista chilena entrou no mercado brasileiro pela região Nordeste. Em 2007,
comprou a rede de lojas GBarbosa. Depois, comprou as cadeias de supermercados
Bretas, Perini e Prezunic.
Odebrecht nega ter
substituído Delta em consórcio do Comperj
Valor
08.06.2012 - A Odebrecht, por meio da assessoria de imprensa, negou a
informação de que assumiu a parte da Delta no consórcio responsável pelas obras
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
“A
informação não procede”, informou a empresa, contestando a versão do Sindicato
dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São
Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom).
Mais
cedo, Luiz Augusto Rodriguez, secretário do sindicato, informou que a Odebrecht
manterá a maior parte dos 452 funcionários do consórcio, que, inclusive,
receberam pagamento e já foram contratados pela Odebrecht.
O
consórcio que atua nas obras do complexo, pertencente à Petrobras, é integrado
também pelas empresas Projectus Consultoria e TKK Engenharia. Procurada pelo
Valor, a Petrobras ainda não se manifestou sobre as informações.Voltar
Cargill anuncia
mudança de presidente no Brasil
Valor
08.06.2012 - A Cargill anunciou há pouco uma troca na presidência da empresa no
Brasil. No cargo desde 2008, Marcelo Martins deixa a função em 1º de agosto e
dá lugar a Luiz Pretti, atual responsável por toda a operação de serviços
financeiros da empresa.
Martins
assume o comando da recém-criada Cargill Foods Mexico e passa a responder pelo
crescimento da empresa na área de alimentos naquele país.
Luiz
Pretti é tesoureiro da Cargill para a América Latina, presidente do Banco
Cargill e membro de conselhos como o da Fundação Cargill, CargillPrev e SJC
Bioenergia. A empresa informou que o executivo manterá essas funções.
Maior
empresa de agronegócio do mundo, a Cargill registrou um lucro líquido de R$ 223
milhões no Brasil em 2011, o que representou um crescimento de 142% em relação
ao ano anterior. A receita líquida somou R$ 18,9 bilhões, aumento de 31%.
O
volume movimentado pela empresa a partir do Brasil cresceu 15% em 2011, para 22
milhões de toneladas — entre produtos originados, comercializados e processados.
O
Brasil é uma das mais importantes plataformas de exportação da multinacional
americana, e as receitas da divisão brasileira com embarques cresceram 32% no
ano passado, para R$ 14 bilhões.Voltar
Brasil impõe barreira
para importação de frutas argentinas
Valor
08.06.2012 - A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura
publicou nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, uma normativa que impõe
uma barreira sanitária para a entrada de maçã, pera e marmelo da Argentina. A
partir de agora, elas estarão sujeitas a uma autorização prévia de importação.
Conforme
a secretaria, o importador terá que pedir uma autorização para a área técnica
de sanidade vegetal na Superintendência Federal de Agricultura da Unidade da
Federação de destino da mercadoria.
A
exigência faz parte de um programa de controle sanitário da praga “Cydia
pomonella”, que ataca estes pomares e tem grande potencial de provocar perdas
econômicas.
No
ano passado, a Argentina respondeu por 73,7 mil toneladas das maçãs importadas
e 149,6 mil toneladas das peras importadas. Ao todo, as importações das duas
frutas renderam US$ 206,8 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio
Exterior (Secex). Nos dois casos, a Argentina é o principal origem das
importações do Brasil.
As
importações de marmelos da Argentina, por sua vez, são pouco representativas.
Em 2011, o Brasil importou 53,6 toneladas do país vizinho, que renderam US$ 55
mil.Voltar
Vale deverá pagar 176
milhões de euros por impostos atrasados na Suíça
Folha
08.06.2012 - Por decisão da Justiça suíça, a Vale International terá de pagar
176,5 milhões de euros em impostos atrasados em função de um litígio fiscal com
o Estado helvético.
Segundo
o jornal "Tages-Anzeiger", o tribunal cantonal de Vaud deu razão ao
governo local e à AFC (Administração Federal de Contribuições), que pediram o
pagamento de 424 milhões de francos suíços em impostos referentes ao período
2006 a 2009. Inicialmente , o pedido havia sido de 212 milhões de francos
suíços.
A
Justiça decidiu por multar a companhia brasileira em 212 milhões de francos
suíços.
O
litígio surgiu quando a receita suíça determinou que a Vale International,
instalada desde 2006 no cantão, não poderia beneficiar-se de uma isenção de 60%
do imposto federal direto. A Vale instalou sua sede europeia em St-Prex, nas
margens do lago Leman, há seis anos.
Em
entrevista ao jornal "Le Temps", o presidente da Vale International,
Renato Neves, disse que, frente a essas dificuldades, multinacionais a pensar
duas vezes antes de se instalar no país. "As multinacionais esperam
condições que lhes permita continuar sendo competitivas, o que é simplesmente
vital."
Neves
diz ter cumprido todas as condições requeridas para a instalação no cantão, em
especial a construção de um centro de negócios no valor de 50 milhões de
francos suíços.
Segundo
Neves, o grupo minerador administra a partir da Suíça as operações com o
Oriente Médio, África e Europa e a comercialização do minério de ferro, níquel,
cobre, carvão e magnésio.
A
Vale International diz, por meio de um porta-voz, que o grupo está discutindo
com seus advogados uma posição, e que uma decisão não será tomada antes de
segunda ou terça-feira.
A
AFC disse que este caso está coberto pelo sigilo fiscal.Voltar
Gafisa dispara com
diluição menor em compra de Alphaville
Valor
08.06.2012 - A notícia de que a Gafisa emitirá menos ações que o esperado para
concluir a aquisição da Alphaville Urbanismo agradou os investidores. Às 13h45,
os papéis da incorporadora subiam 10,8%, para R$ 2,36, na maior alta do
Ibovespa, que operava próximo da estabilidade no mesmo horário, com ligeira
queda de 0,05%. Ontem, os recibos de ações da empresa negociados em Nova York,
os ADRs, já haviam subido 9%.
Na
noite de quarta-feira, a Gafisa anunciou que emitirá 70,3 milhões de ações em
favor da Alphapar para quitar o pagamento de R$ 359 milhões pela fatia restante
de 20% da Alphaville Urbanismo, seu braço voltado à alta renda. A operação embute
um valor de R$ 5,11 por papel da Gafisa, 140% maior do que o preço de
fechamento do último pregão, de R$ 2,13.
Na
prática, isso significa que a Alphapar “pagaria” mais pelas ações da Gafisa do
que os papéis valem em bolsa. Se a emissão de ações fosse feita aos valores
atuais, seria necessário emitir 168 milhões de ações pela última parcela da
aquisição, o que implicaria uma diluição maior dos atuais acionistas.
“Dado
que a avaliação da Alphaville implica um valor total para a empresa quase duas
vezes superior ao atual valor de mercado da Gafisa, consideramos que o fato, de
que as ações foram emitidas a um prêmio (de 140 por cento) em relação ao preço
atual, fez o negócio favorável aos acionistas da Gafisa, apesar de uma diluição
de 14%”, afirmaram analistas do Itaú BBA, em relatório enviado hoje a clientes.
Considerando
também as duas parcelas do pagamento feitas em 2006 e 2010, a Alphaville foi
avaliada em R$ 1,8 bilhão — quase o dobro dos R$ 919 milhões que a Gafisa vale
hoje em bolsa.
Segundo
Flávio Conde, analista da Banif Corretora, o mercado esperava que a Gafisa
pudesse pagar esse valor em dinheiro ou emitir novas dívidas, o que seria
prejudicial, considerando a elevada alavancagem da companhia. Ele reforça o
aspecto positivo da operação, pois traz para a Gafisa um ativo “valioso”, com
uma boa precificação.
A
Alphaville tem sido vital para a Gafisa, nos últimos trimestres, por apresentar
as melhores margens e retornos do que operações voltadas para a baixa renda. A
aquisição foi fechada em 2006, quando a Gafisa levou 60% da companhia. Em 2010,
a incorporadora adquiriu outra fatia, de 20% e, por contrato, tem que
finalizar, agora, a compra dos 20% restantes.
Divergência:
A queda de braço entre Alphapar e Gafisa pelo número de ações a serem emitidas parece
não ter abalado o otimismo dos investidores com a operação. Em fato relevante
divulgado na manhã de hoje, a incorporadora informou que a Alphapar pretende
receber um número maior de ações como forma de pagamento.
A
ex-controladora da Alphaville quer 90,3 milhões de ações, o que equivaleria a
uma fatia de 18,3% da Gafisa. Pela proposta inicial da incorporadora, a
Alphapar ficaria com 14% do capital. Em ambos os casos, a Alphapar se tornaria
a maior acionista individual da Gafisa, que tem capital disperso em bolsa.
No
comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gafisa informou
que considera o entendimento da Alphapar “legal e contratualmente equivocado” e
afirmou que “insistirá, pelos meios necessários, na aplicação correta do
critério contratado”.Voltar
Heineken amplia
presença em cidras com compra na Bélgica
Brasil
Econômico 08.06.2012 - Analistas acreditam que o preço pago pela Heineken ficou
abaixo de € 30 milhões.
A
fabricante de cervejas Heineken adquiriu a belga Stassen Ciders para ampliar
sua liderança no mercado mundial de cidras.
A
holandesa Heineken é líder mundial em cidras, ocupando a primeira posição no
Reino Unido (o maior mercado de cidras no mundo, onde é dona da Strongbow e
Bulmers), e com presença em mercados como Finlândia, Holanda, Hungria, Itália,
Canadá e Estados Unidos.
A
cidra teve uma performance melhor que a registrada no mercado de cervejas em
países desenvolvidos, e tem atraído novos consumidores, principalmente
mulheres.
A
Heineken não informou o valor pago pela Stassen, porém analistas acreditam que
o preço ficou abaixo de € 30 milhões.Voltar
Brasileiros estão
mais felizes e produtivos no trabalho, aponta estudo
Folha
08.06.2012 - No Brasil, os profissionais estão encontrando formas melhores de
equilibrar a vida pessoal e o trabalho e estão mais felizes com o emprego do
que em anos anteriores.
81%
dos brasileiros declararam que gostam do que fazem e 83% acreditam que
alcançaram mais resultados no ano passado em relação a 2010, segundo um estudo
global da Regus. A pesquisa foi feita com com 16 mil profissionais em mais de
80 países.
Teste
a sua relação com o trabalho e compare com outros brasileiros
Na
comparação com outros países, o Brasil teve alguns dos números mais positivos e
foi o que mais avançou no índice de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal,
saltando 45 pontos --para 151-- de 2010 para 2011. O Brasil perde apenas para o
México, que tem 153 pontos. A média global é 124.
Mais
de 70% dos brasileiros dizem ter acumulado funções durante o último ano,
caracterizado pelo ambiente de negócios instável por causa da crise financeira.
Mais da metade também diz ter passado mais tempo trabalhando em 2011 do que em
2010.
No
entanto, o número de brasileiros que considera que passou mais tempo longe da
família na comparação entre os dois períodos é um dos menores do mundo, cerca
de 15%, e metade dos profissionais se diz satisfeita com o tempo que tem para
ficar em casa e cuidar de assuntos pessoais.
Isso
pode ser explicado pela maior atenção que as empresas estão dedicando a
práticas de flexibilidade: 59% dos brasileiros dizem que as companhias onde
atuam estão se esforçando mais para diminuir o tempo gasto no percurso entre a
casa e trabalho, o maior índice entre todos os países pesquisados.Voltar
Banco Central
acredita em desaceleração da inflação em 2012
Estadão
08.06.2012 - Copom diz que o IPCA deve seguir em ritmo mais fraco este ano, em
direção ao cumprimento da meta de 4,5%.
As
projeções do Banco Central para a inflação medida pelo IPCA, levando-se em
conta tanto o cenário de mercado quanto o de referência, estão em torno de 4,5%
para este ano e pouco acima da meta de 2013 fixada pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), também de 4,50%, segundo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom),
divulgada nesta sexta-feira pela autoridade monetária. No geral, da divulgação
da ata de abril para a de maio, houve uma redução da inflação.
No
cenário de referência, que leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de
câmbio em R$ 2,05 e da Selic em 9% ao ano em todo o horizonte relevante, a
projeção para a inflação de 2012 se reduziu em relação ao valor considerado na
reunião do Copom de abril e se encontra em torno do valor central de 4,5% para
a meta. No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de
juros coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos
Especiais (Gerin) com analistas de mercado, no período imediatamente anterior à
reunião do Copom, a projeção de inflação para 2012 também diminuiu e se
encontra em torno do valor central da meta para a inflação.
"Para
2013, a projeção de inflação se manteve estável no cenário de referência e
recuou no de mercado, mas ainda se posiciona, nos dois casos, acima do valor
central da meta", observaram os diretores.
O
Comitê também salientou que, desde a última reunião do Copom, a mediana das
projeções coletadas pelo Gerin para a variação do IPCA em 2012 aumentou de
5,08% para 5,17%. Para 2013, a mediana das projeções de inflação aumentou de
5,50% para 5,60%. Nos casos específicos de bancos, gestoras de recursos e
demais instituições (empresas do setor real, distribuidoras, corretoras,
consultorias e outras), a mediana das projeções para 2012 deslocou-se de 5,08%,
5,06% e 5,08% para 5,09%, 5,17% e 5,20%, respectivamente. Para 2013, a mediana
das projeções deslocou-se de 5,50%, 5,73% e 5,30% para 5,50%, 5,80% e 5,44%, na
mesma ordem.
Gasolina
e gás sem reajuste: O Banco Central manteve a previsão de que os preços ao
consumidor da gasolina e do gás de cozinha devem terminar o ano com variação
zero. No documento, os diretores do BC mantiveram, ainda, a expectativa de que
as tarifas de telefonia fixa devem ter alta de 1,5% no decorrer do ano. Para a
eletricidade, a expectativa é de aumento de 1,3%, mesmo patamar visto em abril.
Para o conjunto de preços administrados, também nada mudou e foi mantida a
previsão de que o conjunto de tarifas deve ter aumento de 4% em 2012 e alta de
4,5% em 2013.Voltar
Turista brasileiro
substitui argentino em Foz do Iguaçu
Folha
08.06.2012 - No Parque Nacional do Iguaçu, o fluxo de turistas da Argentina,
país de maior origem de visitantes estrangeiros, começou a perder força.
Apesar
de uma leve alta, o número se mantém pouco acima de 200 mil ao ano desde 2009.
Os brasileiros passaram de 1 milhão em 2011, ante menos de 800 mil em 2008,
segundo dados do instituto Poloiguassu, especializado na região.
"O
fluxo argentino perdeu força devido ao câmbio desfavorável", diz Fernanda
Fedrigo, do instituto.
No
Hotel das Cataratas, que fica dentro do parque, os brasileiros correspondiam a
5% dos hóspedes em 2007, quando o grupo Orient-Express assumiu o controle.
Hoje, são 20%, segundo o gerente Celso Valle.
"A
escolha das cataratas como uma das sete maravilhas naturais do mundo refletiu
no mercado nacional."
A
expectativa da empresa é que os brasileiros sejam responsáveis por 27% das
reservas até o final do ano.
O
público interno é mais interessante para os hotéis que o estrangeiro, pois fica
hospedado por três noites, em média. Os turistas de fora costumam permanecer
por duas noites, segundo Valle.
No
hotel Bourbon, os brasileiros já representam metade dos clientes. Os argentinos
ocupam o quarto lugar entre os estrangeiros. A cidade deve receber até o fim do
ano 1.900 novos leitos -hoje são 22 mil, segundo o Sindhotéis (sindicato do
setor da cidade).Voltar
Diniz convoca
assembleias sobre mudanças na Wilkes
Brasil
Econômico 08.06.2012 - Abilio Diniz reitera que continuará agindo no melhor
interesse do Grupo Pão de Açúcar.
A
indicação dos membros para o Conselho da varejista pelo Casino é parte do
processo que tem como objetivo a tomada de controle da companhia brasileira
pelo grupo francês.
O
empresário Abilio Diniz convocou para 22 de junho assembleias de acionistas
para deliberação sobre as mudanças na governança corporativa no Grupo Pão de
Açúcar e na holding Wilkes, controladora da varejista e na qual o empresário é
sócio do Casino. Segundo comunicado à imprensa nesta quarta-feira (6/6), na
assembleia extraordinária programada para as 9h será nomeado o presidente do
Conselho de Administração da Wilkes, posição para a qual o Casino indicou seu
presidente-executivo, Jean Charles Naouri. Hoje, o cargo é ocupado por Diniz
que, conforme acordo de acionistas firmado com seu sócio francês, tem a opção
de permanecer como chairman do Grupo Pão de Açúcar.
Depois,
às 11h, o Conselho de Administração da Wilkes irá se reunir para instrução de
voto referente à assembleia extraordinária seguinte do Grupo Pão de Açúcar, às
14h, quando será votada a eleição de Eleazar de Carvalho Filho, Luiz Augusto de
Castro Neves e Roberto Oliveira de Lima para compor o Conselho da varejista,
conforme indicação do Casino no início desta semana.
A
indicação dos membros para o Conselho da varejista pelo Casino é parte do
processo que tem como objetivo a tomada de controle da companhia brasileira
pelo grupo francês, o que ocorrerá em 22 de junho. "Abilio Diniz reitera
que continuará agindo no melhor interesse do Grupo Pão de Açúcar", segundo
comunicado nesta quarta.
As
assembleias serão realizadas na sede do Grupo Pão de Açúcar, em São
Paulo.Voltar
Tok Stok
Folha
08.06.2012 - Com o aumento das vendas, empresas de material de construção,
móveis e decoração investem no setor de logística para acelerar a entrega das
compras.
Até
o final de 2012, a Leroy Merlin abrirá dois depósitos que atuarão como
plataformas regionais de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o diretor-geral da
empresa no Brasil, Alain Ryckeboer.
"Crescemos,
em média, 25% ao ano no país, então precisamos investir nesse segmento de
maneira contínua", diz Ryckeboer.
A
Tok Stok, por sua vez, acaba de aumentar em 18% o quadro de funcionários da
área de entregas.
A
rede de lojas também encomendou a compra de 30 novos caminhões. "O
segmento é o calcanhar de Aquiles para uma empresa do nosso segmento", diz
Leopoldo Duarte, gerente de logística da companhia.Voltar
BTG apresenta 16
empresas brasileiras em NY
Valor
08.06.2012 - Apesar de o mercado não estar aquecido para as ofertas de ações,
os bancos de investimento continuam confiantes em uma retomada. Nesta semana, o
BTG Pactual promoveu apresentações de 16 companhias brasileiras que estão sendo
trabalhadas pelo banco para acessar o mercado de capitais. Foram dois dias de
reuniões, terça e quarta-feira em Nova York, entre a diretoria dessas empresas
e potenciais investidores. O BTG não deu entrevista.
Segundo
fonte do banco, cada uma das empresas está em um estágio. Algumas aproveitaram
os encontros para ter um primeiro contato com investidores para avaliar se
querem ir a mercado. Outras já pensam em abrir o capital ou trazer um sócio
estratégico para os seus quadros, como um fundo de participações.
O
trabalho com essas empresas é relevante porque existe a percepção de que houve
uma janela de mercado no início do ano que não foi aproveitada porque as
companhias não estavam prontas para dar andamento aos processos.
Dessas
17 empresas, o BTG tem participação em cinco. São elas a Brasbunker, holding de
empresas dos setores de transporte marítimo de combustível para embarcações e
apoio para plataformas; a rede de estacionamentos Estapar; o grupo Estre, de
gestão ambiental; a Rede D'Or, que reúne hospitais; e a Petra Energia, petroleira
novata surgida no rastro da corrida pelo petróleo em terra.
O
BTG também levou para os Estados Unidos a Eucatex, fabricante de produtos de
madeira. Segundo apurou o Valor, o BTG trabalha na estruturação da operação que
levará a Eucatex para o Novo Mercado. A lista incluiu ainda a Enesa, que já
tentou abrir o capital em 2011; Braspress, de transporte de encomendas; a
paranaense Ouro Verde, locadora de veículos e equipamentos; a Flora, de
produtos de limpeza e higiene pertencente à holding J&F; a rede de escolas
de idiomas Wizard; a Vetria Mineração; a autopeças Tupy e a petroquímica
Unigel; e Sascar, controlada pela GP e que atua em rastreamento de
veículos.Voltar
Vendas comparáveis do
McDonald's sobem 3,3% em maio
Exame
08.06.2012 - Medidas de austeridade na Europa e a volatilidade da economia
global estão pressionando os resultados, segundo a rede. Nos Estados Unidos, as
vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4 por cento
O
McDonald's reportou nesta sexta-feira um aumento menor que o esperado nas
vendas em mesmas lojas em maio em todo o mundo, e alertou que as medidas de
austeridade na Europa e a volatilidade da economia global estão pressionando
seus resultados. A maior cadeia de lanchonetes do mundo afirmou que as vendas
em restaurantes abertos há no mínimo 13 meses subiram 3,3 por cento
globalmente. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam alta de 4,6
por cento em maio.
As
vendas em mesmos restaurantes na Europa subiram 2,9 por cento, abaixo das
expectativas de cerca de 4,7 por cento. Nos Estados Unidos, as vendas nas
mesmas lojas cresceram 4,4 por cento, também abaixo das expectativas de Wall
Street.Voltar
Dufry anuncia nova
estrutura organizacional
Reuters
08.06.2012 - A empresa de varejo de viagem Dufry anunciou nesta sexta-feira uma
nova estrutura organizacional, buscando fortalecer suas operações regionais,
alavancar a escala global da empresa e reforçar o foco em crescimento e
eficiência.
A
nova estrutura será consolidada em quatro regiões de atuação, incluindo uma
exclusivamente para o Brasil, e resultará na realocação de diversos executivos
atuais a novas funções, segundo fato relevante nesta sexta-feira.
José
Carlos Rosa, atual diretor de operações da América do Sul, será responsável
pela região Brasil, reportando-se ao diretor-presidente da Dufry.
As
outras localidades serão: América do Norte; Europa, África e Ásia; e América
Latina.
"O
papel e as funções das regiões serão redefinidos, permitindo que os diretores
de operações regionais possam assumir maior responsabilidade pelo desempenho de
suas regiões", afirmou o documento enviado à Comissão de Valores
Mobiliários.
Segundo
o site de relações com investidores da Dufry, atualmente há seis regiões de
atuação (Europa, África, Eurásia, América Central e Caribe, América do Sul e
América do Norte).
Também
foi anunciada uma redução no comitê executivo global da varejista, de 10 para
oito membros, com Julián Díaz na liderança, junto com os diretores financeiro,
operacional global, jurídico e das quatro regiões de atuação.
Além
da reforma na administração, a Dufry também unificará sua plataforma de compras
global visando a atender as operações da companhia no mundo inteiro.
"Este
movimento permitirá maximizar economias de escala e conhecimento por meio da
centralização das compras. Além disso, a operação de logística também será
centralizada e estruturada para corresponder à configuração da nova estrutura
de compras", segundo comunicado.
"A
simplificação das funções das operações de compras e logística deverá permitir
aumentar ainda mais as margens brutas e ao mesmo tempo melhorar os prazos de
entrega e de capital de giro líquido", afirmou o documento.
A
Dufry vai unir, ainda, as funções corporativas do grupo (Organização e Recursos
Humanos, Tecnologia da Informação e Comunicação Corporativa) "para
garantir o alinhamento estratégico e alocação eficiente de recursos
internos".
A
reorganização e as mudanças terão efeito a partir de primeiro de julho, com
total implementação até primeiro de setembro deste ano.Voltar
HRT se diz longe da
briga entre seus sócios da TNK-BP
Valor
08.06.2012 - Uma possível saída da BP da joint venture russa TNK-BP, que tem
45% das operações da brasileira HRT O&G em 21 blocos na bacia do Solimões,
na Amazônia, não terá nenhum efeito sobre o negócio no país. O presidente do
conselho de administração e fundador da HRT, Marcio Melo, foi enfático ao dizer
que qualquer desfecho entre os sócios não muda "absolutamente nada"
no Brasil. "Não tem nada a ver", disse o executivo ao Valor.
É
a mesma opinião de uma fonte com acesso aos sócios estrangeiros, que lembrou
que todo o pessoal que tem contato com o Brasil continua trabalhando normalmente.
"A HRT tem profissionais brasileiros, ingleses, escoceses e de outras
nacionalidades. São profissionais com carreira internacional e o fato de trocar
o presidente da TNK-BP ou uma mudança no controle na Rússia não tem nenhum
impacto no curto e médio prazos", afirma a fonte.
Um
dos responsáveis pela participação da TNK-BP no Brasil é o executivo Chris
Eichcomb, vice-presidente de projetos de exploração e produção da área
internacional da companhia. A TNK-BP comprou 45% detidos pela Petra na HRT em
novembro do ano passado por aproximadamente US$ 1 bilhão. A brasileira procura
petróleo e gás em uma imensa área exploratória sob concessão na Amazônia.
A
decisão da empresa anglo-russa de entrar no capital da HRT foi tomada de comum
acordo pelos acionistas da BP e da Alfa-Access-Renova (AAR) controlada pelos
bilionários russos Viktor Vekselberg (Renova), Leonard Blavatnik (Access
Industries) e Mikhail Fridman (Alfa Group). E na época a relação já estava
desgastada depois que a AAR entrou com ação judicial contra a BP para impedir
uma associação dela na Rússia com a estatal russa Rosneft para explorar
petróleo no Ártico.
Na
última sexta-feira a BP anunciou que recebeu uma proposta "não
solicitada" relacionada a uma potencial aquisição de suas ações na TNK-BP,
sem informar o autor da proposta. O valor de mercado da companhia é de R$
32,243 bilhões.
O
anúncio de que a BP pode sair da sociedade foi feito dias depois do poderoso
Mikhail Fridman renunciar à presidência da companhia e do conselho, apesar de
seu mandato só vencer em 2013. E os acionistas da AAR mencionaram a existência
de uma cláusula no acordo de acionistas pode complicar o negócio.
A
TNK-BP foi criada em 2003 e já é a terceira maior produtora de óleo e gás da
Rússia. A companhia produz quase 2 milhões de barris de óleo equivalente por
dia e tem capacidade de refinar diariamente 750 mil barris de óleo. Hoje seu
valor de mercado é de US$ 32,2 bilhões.
Se
a venda for concluída terá implicações relevantes para a britânica (que pode
fazer caixa para cobrir os prejuízos calculados em US$ 40 bilhões com o
vazamento do campo de Macondo, no Golfo do México, por exemplo), como também
para o governo da Rússia, que quer mais influência sobre a TNK-BP.
A
consultoria Eurasia Group avalia que ainda é cedo para dizer se a holding
estatal Rosneftegaz, que controla a Rosneft, poderia comprar uma participação.
Também
não está claro se a AAR está negociando a compra das ações do sócio, ou mesmo
vendendo sua participação. Longe da briga dos sócios, a HRT, assim como outra
novata, a QGEP, do grupo Queiroz Galvão, continua sob intenso foco de analistas
no Brasil. A HRT foi criada em 2009 e fez uma bem sucedida estreia no mercado
de ações em 2010, mas ainda não fez nenhuma descoberta importante, mesmo depois
de perfurar sete poços na Amazônia. Em recente relatório, analistas do Credit
Suisse enfatizam que as duas empresas ainda não tiveram sucesso exploratório. O
relatório ressalta, contudo, que a área da HRT no Solimões e na Namíbia (onde
os anglo-russos não têm participação) é tão grande que vai manter a empresa
ocupada pelo próximo ano e meio, o que significa que,
"eventualmente", a HRT poderá encontrar petróleo.Voltar
CSN pode voltar a
negociar ações da Usiminas
Brasil
Econômico 08.06.2012 - De acordo com a CSN, a aquisição de papéis está
autorizada, porém outras transações seguem suspensas
Desde
abril, a CSN estava proibida pelo Cade de adquirir os ativos da concorrente.
Através
de comunicado, a CNS informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade) concedeu autorização à siderúrgica a realizar operações na bolsa de
valores envolvendo as ações da Usiminas incluindo operações de derivativos.
Em
abril, a CSN foi proibida pelo Cade de comprar mais ativos da Usiminas, além de
não poder indicar nenhum nome para integrar o Conselho de Administração da
companhia.
De
acordo com a CSN, a aquisição de papéis está autorizada, porém as outras
obrigações da medida cautelar seguem vigentes.Voltar
Só 20% das médias
empresas usam leis de incentivo à inovação, diz estudo
Valor
08.06.2012 - Fabian Salum, da Fundação Dom Cabral: pouco conhecimento sobre
mecanismos do governo com foco na inovação.
As
empresas brasileiras de médio porte desconhecem o que é inovação e a sua
importância para competir e crescer no mercado. Pesquisa da Fundação Dom Cabral
(FDC) traça um cenário preocupante sobre o tema no país. Das 149 companhias
consultadas pelo levantamento, apenas 20% disseram fazer uso de alguma lei ou
programa de incentivo à inovação. O resultado contrasta com avaliação feita por
71,2% dessas mesmas empresas. Segundo elas, a inovação aparece de forma
evidente na ideologia da marca, seja como valor ou visão.
Entre
as médias empresas que não usam recurso algum para inovar, o desconhecimento de
mecanismos como a Lei do Bem e a Lei da Inovação é apontado como principal
motivo para a ausência de investimento nessa área, à frente da reprovação de
projetos e da burocracia imposta para lançar mão desses incentivos. Acima
desses dois obstáculos, as empresas apontam como razões para não usar os
estímulos disponíveis a falta de foco no assunto e a ausência da percepção da
necessidade de usá-los.
Para
a sondagem, a Dom Cabral ouviu empresas médias de todos os setores da economia,
com destaque para os serviços, que representam metade das participantes, e para
a indústria, com 37% das respostas. Segundo o Cadastro Central de Empresas do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao período
entre 2006 e 2009, as companhias de porte médio representam 39% das empresas de
alto crescimento no país, atrás apenas das pequenas (51,3%). Elas também têm
grande participação na geração de empregos, com absorção, na época, de 25,9% do
pessoal ocupado assalariado.
O
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep) enquadram as médias empresas na faixa de
faturamento bruto anual superior a R$ 10,5 milhões e inferior ou igual a R$ 60
milhões. Nessa classificação, é possível ter acesso a praticamente todas as
linhas das duas instituições, com algumas restrições. Na subvenção econômica,
que aplica recursos públicos não reembolsáveis diretamente nas empresas, o
valor mínimo de um projeto a ser apresentado por uma companhia média é de R$ 1
milhão. Essa modalidade é usada por apenas 8,6% das empresas consultadas pela
pesquisa.
Para
contar com os benefícios da Lei do Bem e da Lei da Inovação - que permitem à
empresa deduzir do cálculo do Imposto de Renda despesas em pesquisa e
desenvolvimento, além de outros incentivos fiscais para inovar -, a companhia
precisa ser tributada pelo regime de lucro real, o que, na maioria das vezes,
não compensa para firmas pequenas e médias.
O
sistema de lucro presumido vale para empresas com faturamento anual até R$ 48
milhões. Para estar no Simples, a receita bruta precisa ser, no máximo, de R$ 3
milhões para pequenas empresas. "Uma empresa pequena ou média que queira
se beneficiar dessas leis terá de analisar se vale a pena mudar de
regime", diz Pedro César da Silva, da Athros ASPR Auditoria e Consultoria.
A
falta de acesso a incentivos fiscais, no entanto, não é a principal explicação
para o desinteresse das empresas médias na inovação, segundo Fabian Salum,
coordenador do estudo da Fundação Dom Cabral. "O empresário está focado na
sobrevivência, na geração de caixa, na entrega e desenvolvimento de seus
produtos. É uma visão de curto prazo", avalia Salum, para quem há pouco
conhecimento sobre como usar mecanismos do governo com foco na inovação
empresarial.
Depois
de três anos à frente do Centro de Referência em Inovação Minas da Dom Cabral,
o professor conta que, mesmo com taxas de juros muito atrativas ou sem
necessidade de devolver os recursos no caso da subvenção econômica, as empresas
assistidas não participavam dos editais do Finep, porque não eram lidos, ou
simplesmente as datas das chamadas públicas eram perdidas.
Quando
os editais eram lidos, diz Salum, as empresas questionavam a quantidade
exigências feitas, como apresentar documentos e elaborar um plano de negócios.
"Com recursos escassos, essas empresas não conseguem se dedicar a esse
tipo de trabalho, perdem a oportunidade e, como estão olhando o curto prazo,
depois não colocam do próprio bolso para inovar".
Segundo
a pesquisa, apenas 2% das empresas consultadas investem mais de 10% da receita
bruta anual em inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 14% delas,
nenhuma parte do faturamento vai para essa rubrica.
Outra
constatação que salta aos olhos para o professor da FDC é o descontrole na
gestão de inovação e P&D, já que 67% das companhias ouvidas não usam
indicador algum para avaliar esse quesito dentro da empresa, como, por exemplo,
contabilizar o número de novos produtos e serviços, pesquisas publicadas ou
novas tecnologias adquiridas. Para se destacar, diz Salum, a empresa precisa
ter sistemas eficientes de gestão de inovação.
Naercio
Menezes Filho, coordenador do centro de políticas públicas do Insper, vê como principal
entrave à inovação a cultura empresarial conservadora existente no país, e não
a falta de instrumentos públicos para incentivar o setor privado.
O
governo, por outro lado, diz o especialista, inibe a mudança desse quadro por
meio de medidas como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
para automóveis - que, além de não exigir inovação como contrapartida das
montadoras, gera mais lobbies para que outros setores sejam favorecidos com
estímulos semelhantes. "Não é à toa que as importações estão crescendo e
as indústrias brasileiras estão perdendo mercado", argumenta Menezes
Filho.Voltar
Acesso à saúde
privada dá fôlego à indústria hospitalar
Folha
08.06.2012 - Na contramão da indústria em geral, setor avança avança 7,8% até
abril. Em 3 anos, 28 fábricas de equipamentos de diagnóstico, como tomógrafos,
devem ser inauguradas no país. O aumento do acesso à saúde privada, sobretudo
por meio de convênios médicos, impulsionou a indústria de equipamentos
hospitalares e odontológicos no país.
Um
estudo da Abimo (associação de indústrias do setor) estima que, até 2015, 28
fábricas devem entrar em funcionamento no Brasil. Só no caso de duas
multinacionais, os investimentos chegam a R$ 152 milhões.
O
setor está na contramão. Segundo levantamento do IBGE, a indústria em geral
teve queda de 2,8% nos quatro primeiros meses do ano, ante o mesmo período de
2011.
Dos
27 setores pesquisados, só 12 tiveram crescimento, e a indústria
médico-hospitalar lidera, com 7,8%.
No
ano passado, segundo a Abimo, o crescimento do setor foi de 17%, com um
faturamento de R$ 9,87 bilhões.
Há
consenso entre as entidades do setor e os fabricantes de que o consumo maior,
impulsionado principalmente pela nova classe C, é o que tem gerado o bom
momento.
"Depois
da casa própria, o cidadão quer ter saúde", diz Carlos Alberto Goulart,
presidente-executivo da Abimed, outra associação do setor.
O
número de beneficiários de planos médicos e odontológicos no Brasil cresceu 50%
em sete anos e atingiu 47,6 milhões em 2011.
De
olho em todo esse mercado, multinacionais têm investido em unidades no país,
principalmente na área de medicina diagnóstica.
A
Siemens vai aplicar ainda neste ano R$ 50 milhões numa fábrica de equipamentos
como ressonância e tomografia em Joinville (SC).
"Já
tínhamos a logística no Brasil, os serviços de assistência, agora estamos
trazendo a produção", diz o diretor da Siemens Healthcare no Brasil,
Armando Lopes.
Em
Contagem (MG), a GE iniciou no ano passado a produção local de equipamentos de
diagnóstico, incluindo um tomógrafo mais elaborado, usado na detecção precoce
de doenças como câncer.
O
investimento previsto é de US$ 50 milhões (R$ 102 milhões) em até dez
anos.Voltar
Einstein cresce em
medicina diagnóstica
Valor
08.06.2012 - Cláudio Lottemberg, do Albert Einstein, investirá R$ 80 milhões na
unidade Alphaville e prevê faturamento de R$ 600 milhões com exames neste ano.
O
Hospital Albert Einstein, em São Paulo, iniciou há cerca de um ano uma expansão
de sua área de medicina diagnóstica e já se aproxima do Fleury, líder no
segmento premium. Hoje, o Einstein detém uma fatia de cerca de 35% do mercado
destinado ao público de alta renda, que movimenta R$ 1,5 bilhão. O mercado
privado de laboratórios fatura R$ 14 bilhões, segundo dados da Formato Clínico,
consultoria especializada em medicina diagnóstica.
No
ano passado, o Einstein realizou 4 milhões de exames de análises clínicas e de
imagem, como ultrassom e tomografia, que geraram faturamento de R$ 516 milhões.
A marca Fleury, sua concorrente direta, teve receita bruta de cerca de R$ 720
milhões. O grupo Fleury, dono de outras marcas de laboratórios (Campana e
Weinmann, por exemplo), fechou 2012 com receita de R$ 1,2 bilhão.
A
área de exames representa 40% do faturamento do Hospital Albert Einstein, que
somou R$ 1,3 bilhão no ano passado. "Nosso diferencial é que temos uma
estrutura de capital humano. Não basta só colocar aparelhos novos e ter várias
unidades para ser bom como fazem nossos concorrentes", disse Cláudio
Lottemberg, presidente do Hospital Albert Einstein.
Lottemberg
não poupou críticas às empresas de saúde que têm ações em bolsa como o Fleury e
a Dasa. "Queremos crescer sim, mas sem a obsessão das empresas que estão
no mercado de capitais", afirmou Lottemberg.
O
Einstein está presente em cinco diferentes endereços em São Paulo, sendo o
hospital no Morumbi e outras quatro unidades em Ibirapuera, Perdizes, Jardins e
Alphaville.
Neste
ano, a unidade Alphaville receberá um investimento de R$ 80 milhões para ampliação.
Em 2011, o laboratório Ibirapuera tambem recebeu recursos de R$ 12 milhões para
atender o aumento da demanda.
Com
essa expansão, Lottemberg prevê que a receita da área de medicina diagnóstica
salte para R$ 600 milhões neste ano. "Na alta renda, a receita cresce mais
do que o volume porque esse público paga por um serviço diferenciado",
explicou Gustavo Campana, sócio da Formato Clínico.
Outro
fator que impulsiona o crescimento, segundo o consultor, é que na camada mais
alta da população o número de exames realizados por pessoa é maior. "No
SUS, uma pessoa faz 4,9 exames contra 15 exames no sistema privado, por ano.
Acredito que no público premium, a demanda seja ainda maior", disse
Campana.
Há
três meses, a Dasa anunciou sua volta ao segmento premium, com uma nova marca
batizada de Alta Excelência Diagnóstica. A companhia pretende ter oito
unidades, que receberão investimento de R$ 15 milhões, cada, e abocanhar 10% do
mercado premium nos próximos quatro anos. No passado, a Dasa chegou a ter uma bandeira
voltada para esse segmento, mas o projeto não vingou.Voltar
GE Healthcare América
Latina
Folha
08.06.2012 - As duas multinacionais dizem que, apesar da freada da economia, há
margem para crescer até dois dígitos.
"Há
cliente no Nordeste trabalhando sábado e domingo para atender a demanda de
exames", disse Rogério Patrus, presidente da GE Healthcare na América
Latina.
Ao
nacionalizar a produção, as multinacionais miram a venda com incentivos. O
BNDES, por exemplo, tem uma linha com juros reduzidos, prazo longo e carência
para a compra de maquinário feito no Brasil.Voltar
Experiência e altas
taxas são obstáculos para novos médicos
Folha
08.06.2012 - Depois de tanto tempo de estudo, taxas e obrigatoriedade de cerca
de cinco anos de experiência dificultam o credenciamento de médicos em planos
de saúde no país.
A
Unimed, que é uma cooperativa, cobra até R$ 50 mil para a entrada de
profissionais. O valor varia conforme a região do país.
"O
problema é que os médicos estão concentrados no Sul e no Sudeste, onde o custo
de filiação é mais elevado", afirma o presidente da Unimed do Brasil,
Eudes Aquino.
O
credenciamento depende da abertura de vagas, o que nem sempre acontece.
"Defendemos
o credenciamento universal para que cada um escolha seu médico. Há um bloqueio
para a entrada de novos profissionais", diz Otelo Shino Jr., do Simesp
(sindicato da categoria de SP).
"Apesar
do custo, a vantagem das cooperativas é que o médico sofre menos pressão pela
não realização de exames", acrescenta.
Planos
de saúde, como Amil e SulAmérica, não costumam cobrar taxa de filiação, mas
exigem ao menos cinco anos de experiência e título de especialização.Voltar
CSU processará
cartões do Banco do Nordeste
Valor
08.06.2012 - A CSU CardSystem venceu a licitação para processar os cartões de
crédito que o Banco do Nordeste começará a emitir. Até então, o banco emitia
apenas cartão de débito. A CSU vai receber R$ 50 milhões ao longo de quatro
anos, período inicial do contrato. Os trabalhos operacionais já começaram e os
primeiros cartões devem chegar para os clientes do banco em quatro meses. A
expectativa é que sejam emitidos 700 mil plásticos.
A
conquista desse novo cliente ajuda a compensar parte da perda sofrida
recentemente pela CSU com a saída dos cartões do Carrefour, estimada em 3,5
milhões de plásticos. "Os novos contratos, como o do Banco do Nordeste e
os que serão obtidos ao longo de 2012, devem contribuir para a recomposição das
bases de crescimento da CSU", afirma Mônica Molina, diretora de relações
com investidores da companhia.
Wanderval
Alencar, diretor executivo da CSU, adianta que a empresa vai participar do
leilão que será realizado pelo Banpará, Banco do Estado do Pará, marcado para
segunda-feira. Num mercado cada vez mais fragmentado, com a entrada de
emissores de menor porte, a ampliação da base de clientes passa a ter tanta
importância para a CSU como a diversificação de suas fontes de receita.
O
contrato com o Banco do Nordeste pode ser o primeiro passo para a expansão das
atividades da CSU numa região que, hoje, é tida como a nova fronteira de
bancarização da população brasileira. O volume financeiro de transações com
cartões de crédito, débito e de lojas (os chamados "private label")
no Nordeste cresceu 26% no primeiro trimestre do ano ante igual período de
2011, superior ao crescimento de 23% registrado no mercado brasileiro com um
todo, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões (Abecs).
O
primeiro produto a ser lançado pelo Banco do Nordeste será o cartão BNDES. A
instituição financeira, focada no desenvolvimento da região Nordeste, é hoje
responsável pelo maior programa de microcrédito da América do Sul, o
CrediAmigo, por meio do qual já emprestou cerca de R$ 3,5 bilhões. Será lançado
também este ano os cartões de crédito com a bandeira Visa.
No
início de 2013, está prevista a emissão de cartões voltados para o agronegócio.
O contrato de licitação também contempla o processamento de cartões de crédito
consignado e de cartões MasterCard - nesse caso, assim que a homologação do
banco por parte da bandeira for formalizada.
Além
do processamento dos cartões do Banco do Nordeste, que envolve a administração
de todas as atividades de "back office", o contrato com a CSU prevê o
desenvolvimento de programas de fidelidade, atividade que ficará a cargo da CSU
MarketSystem, braço focado na promoção de soluções de relacionamento com
cliente.Voltar
Crise ameaça congelar
ofertas de ações
Valor
08.06.2012 - O mau humor dos mercados com os reflexos da crise financeira
europeia pelo mundo já fez duas vítimas entre as empresas que pretendem
realizar ofertas públicas iniciais de ações até julho. Vix Logística e CPFL
Renováveis deverão paralisar as operações para buscar um momento mais favorável
de mercado no segundo semestre, apurou o Valor.
A
Iochpe-Maxion, que também planejava captar recursos por meio de uma oferta de
ações, decidiu congelar o processo. Em comunicado enviado à Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira, a fabricante de peças automotivas
atribuiu a decisão "à deterioração das condições dos mercados dos mercados
de capitais nacional e internacional verificada nas últimas semanas".
Após
o anúncio, as ações da Iochpe subiram 9,72% na quarta-feira e valiam R$ 24,70
no fim do dia. A intenção da empresa era melhorar sua alavancagem financeira,
elevada em função de recentes aquisições.
Se
todas as operações que estão na fila fossem realizadas poderiam movimentar
cerca de R$ 10 bilhões
Se
o ambiente não parece favorável para quem já tem ações listadas, como a Iochpe,
o quadro é ainda pior para quem pretende estrear na bolsa. Como os tempos são
de muita instabilidade nos mercados, a tendência é que os investidores peçam
desconto para aderir às operações - aguardar um pouco pode significar uma
melhor avaliação das companhias. Para especialistas, como o momento atual é de
muita incerteza, seria mais propício levar ao mercado histórias já conhecidas.
Embora
a receptividade inicial às ofertas da Vix e da CPFL Renováveis tenham sido
boas, ambas ainda não têm um histórico de resultados familiar aos investidores.
Justamente pelos negócios terem boas perspectivas, deve valer a pena esperar
por um mercado menos volátil.
Pela
ideia inicial, a CPFL Renováveis pretendia fechar o preço de suas ações em 27
de junho. A operação seria de US$ 800 milhões - metade para o caixa da empresa
e metade para acionistas. A CPFL detém 63% da empresa. Os outros 37% estão nas
mãos de fundos: Pátria Investimentos (9,43%); a gestora americana Eton Park
(9,24%); FIP Brasil Energia, gerido pelo BTG Pactual (7,63%); Bradesco BBI, por
meio do BBI FIP Multisetorial Plus (4,99%); GMR Empreendimentos Energéticos
(3,23%) e DEG, o banco de desenvolvimento do grupo financeiro alemão KfW
(2,48%). A companhia chegaria ao mercado valendo entre R$ 6,5 bilhões e R$ 8
bilhões.
Procurada
pelo Valor, a Vix não se manifestou sobre o assunto. A CPFL Renováveis afirmou
que "não comenta especulações de mercado".
Até
o momento, somente a já listada e conhecida dos investidores BR Pharma, que
reúne farmácias, deu início aos procedimentos para a venda de ações. O objetivo
da companhia é levantar R$ 496,6 milhões, dos quais R$ 427,75 milhões em
recursos novos para o caixa. O período de reservas começa no dia 12. Outra que
está com uma operação em análise na CVM é a Suzano, que também planeja melhorar
sua estrutura de capital.
No
que diz respeito a estreias na bolsa, as ofertas da operadora de turismo CVC e
da fabricante de tubos e conexões Tigre - esperadas pelo mercado - também
poderiam conquistar os investidores por se tratar de empresas já conhecidas. No
entanto, nenhuma delas deu início aos procedimentos até agora, o que
praticamente elimina a possibilidade de que as operações saiam até julho.
Fontes
de bancos avaliam que também poderia haver demanda por papéis defensivos e com
fluxo de caixa recorrente, como costumam ser as empresas elétricas e as teles.
Por isso, há boas perspectivas para a Taesa, braço de transmissão de energia da
Cemig. A expectativa é que a oferta movimente entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5
bilhão, mas até agora a operação não foi registrada na CVM.
Na
mesma linha, também haveria apetite para uma oferta da Cedae, companhia de água
e esgoto do Rio. O governo do Estado do já informou o desejo de vender 30% do
capital da companhia na bolsa. Na última semana, a estatal definia quais os
bancos que vão estruturar o negócio. A operação, que também deverá ter uma
parte primária, poderá alcançar R$ 3 bilhões. Mas é provável que só seja levada
ao mercado em 2013.
As
ofertas que não emplacarem até o mês que vem só poderão voltar à cena em
setembro, após as férias de verão no hemisfério Norte. Em agosto, o mercado
fica praticamente fechado para novas operações.
Além
da instabilidade no mercado, outro fator que tem sido levado em conta pelas
empresas que planejam captar recursos na bolsa é a concentração de ofertas que
poderiam ser feitas até julho. Se todas fossem realizadas, poderiam movimentar
R$ 10 bilhões só no Brasil. Isso sem contar operações previstas em outros
mercados latino-americanos.
O
Santander tem plano de fazer uma oferta inicial de ações no México que poderia
somar US$ 3,8 bilhões. A varejista chilena Cencosud quer levantar US$ 720
milhões e a Corpbanca, outros US$ 550 milhões. A rede Supermercados Peruanos
gostaria de captar US$ 500 milhões no terceiro trimestre.
São
várias ofertas em altos volumes concorrendo pelo investidor na região. Diversos
fundos de investimentos que compram ativos no Brasil também olham para outros
países latino-americanos, o que poderia gerar uma competição por esses
recursos.
Na
avaliação de um banqueiro, as ofertas brasileiras só concorrem em parte com as
de países vizinhos. Uma parcela de 60% a 70% vem de fundos voltados para
América Latina. Mas, segundo ele, a maioria das ofertas já registradas é
pequena e muitas são mais voltadas para o investidor local. Do que está no
radar no curto prazo, a maior "competição" seria com a operação da
Cencosud.
Segundo
um investidor, o mercado vai monitorar de perto os acontecimentos na América
Latina, pois existe um potencial - diante da quantidade de empresas
interessadas - de que haja um novo "boom" de ofertas na região a
partir de setembro.
A
Rio Monsarás, do setor de energia elétrica, pediu registro de companhia aberta
na quarta-feira na CVM. Também estão em análise operações da LDC Bioenergia, a
mineradora Manabi, da rede de farmácias Pague Menos e da Celulose Irani.Voltar
Crédito fiscal do
Cruzeiro do Sul era atrativo para o banco
Valor
08.06.2012 - Um dos maiores atrativos do Banco Cruzeiro do Sul para o BTG
Pactual, talvez o principal, eram os créditos fiscais que herdaria ao assumir a
problemática instituição, que sofreu intervenção do Banco Central na última
segunda-feira. A intenção do banqueiro André Esteves era utilizar-se desses
créditos tributários para reduzir o imposto a pagar sobre o lucro de seu banco
futuramente.
Há
estimativas de que o Cruzeiro teria R$ 500 milhões em créditos tributários
acumulados em função da constituição de provisão para empréstimos de liquidação
duvidosa. Mas esse valor só poderia ser usado ao longo de alguns anos.
Enquanto,
nos últimos dias de maio, o BTG negociava a possibilidade de assumir o Cruzeiro
com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e já havia até mesmo feito sua
primeira oferta, a possibilidade de uso desses créditos foi colocada em dúvida.
Tributaristas
consultados pela instituição apontaram risco de que os créditos não fossem
reconhecidos. O problema seria que parte deles havia sido constituída sobre as
operações de empréstimo fictícias, conforme descobriu a fiscalização feita pelo
Banco Central (BC).
No
PanAmericano, os volumosos créditos tributários foram decisivos para o BTG
Pactual assumir o negócio ao lado da Caixa Econômica Federal. Mas lá os
créditos tinha origem em muitas outras operações além daquelas carteiras de
crédito fraudadas - no PanAmericano, a fraude consistia em carteiras
duplicadas, ou seja, que estavam na contabilidade do banco e também de outras
instituições que haviam comprado os respectivos ativos.
Ao
saber do risco, André Esteves resolveu reformular a oferta apresentada ao FGC
no fim da semana passada, segundo conta uma pessoa a par da operação. Na nova
proposta, a equipe do banqueiro desconsiderou o valor dos créditos tributários
e incluiu uma série de proteções.
Essa
segunda proposta já não se mostrou interessante para a diretoria do FGC,
acarretando mais riscos para o fundo e, por fim, foi rejeitada pelo conselho de
administração no último domingo. Isso deixou como única opção a intervenção na
instituição pelo Banco Central (BC), que acabou colocando o Cruzeiro do Sul sob
administração do fundo.
Além
do interesse pelos créditos tributários, a incorporação do Cruzeiro poderia
resolver outra questão para o BTG. Como parte das negociações para resgatar o
PanAmericano no ano passado, ficou acertado que a Caixa Econômica Federal (CEF)
abriria uma linha de funding de até R$ 10 bilhões para o banco.
A
Caixa havia se tornado sócia do PanAmericano antes da descoberta das fraudes. O
funding para as operações de crédito é um dos principais problemas do segmento
de pequenas e médias instituições financeiras no país. O que falta para todos,
inclusive para o Cruzeiro, sobra no caso do PanAmericano, uma vez que a fraca
produção do banco não tem sido suficiente para usar esses recursos
disponibilizados pelo banco estatal.
O
Cruzeiro, por outro lado, é um banco com boa capacidade comercial, de
originação de empréstimos, mas que vinha sofrendo com a escassez de recursos
para financiar seus negócios. Em 2011, enquanto o PanAmericano originou pouco
mais de R$ 2 bilhões em operações de crédito de vários tipos (veículos,
consignado e empresarial), o Cruzeiro do Sul reportou em seu balanço ter
produzido o dobro, ou R$ 4,6 bilhões.Voltar
Governo revê IPI para
cervejas e papel da Ambev sobe
Valor
08.06.2012 - Depois de anunciar o aumento do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) para bebidas, o governo federal republicou a decisão
para uma alta menos intensa. As ações da Ambev, que caíram em seguida à
divulgação, começaram a se recuperar. No pregão de terça, o papel chegou a ser
cotado a R$ 72,05. Na quarta-feira, fechou a R$ 75,49, um alta de 4,77%.
Analistas
haviam rebaixado estimativas de produção da companhia, por conta da menor demanda,
mas, após a nova medida, Barclays, Itaú BBA e Bank of America Merrill Lynch
(BofA) também voltaram atrás em suas análises. No "Diário Oficial da
União" desta semana, a alta do IPI foi alterada para 19%, em vez dos 27%
anunciados em 31 de maio. Nos cálculos dos analistas, esse recuo vai
representar um impacto menor no preço da cerveja no varejo: um aumento de 4%,
contra os 5% de alta esperados antes.
Alexandre
Cruz e Felipe Miguel, analistas do Itaú, vêem um aumento ainda menor nos
preços, de 2%. Além disso, para eles a notícia é positiva porque mostra a
habilidade da empresa de negociar com o governo, o que retira a sombra de
preocupação do mercado sobre intervenções estatais mais duras.
O
BofA calcula também um reajuste de 2% nos preços. Marcelo Santos, analista do
banco, acredita ainda que há espaço para o governo recuar mais no aumento do
IPI, uma vez que o Brasil é um dos países em que o consumidor paga mais
impostos sobre bebidas no mundo. "Taxas federais e regionais já
representam perto de 38% do preço dos produtos", avalia.
Gabriel
de Lima, do Barclays, avalia que a reação dos investidores sobre os papéis da
Ambev foi exagerada. Desde o anúncio do IPI maior, a fabricante de bebidas
perdeu R$ 14,5 bilhões em valor de mercado. Os investidores projetavam em 11% a
queda na produção, enquanto o banco britânico esperava 5%, caso o IPI subisse
26%.
A
instituição não revela novas projeções com a mudança do imposto e mantém o
corte de R$ 3 no preço-alvo das ações, realizado anteriormente, para R$ 82. A
recomendação é dar peso maior na alocação em carteira para a Ambev.
Em
31 de maio, após a publicação do primeiro aumento do IPI, a recém-criada
Associação Nacional da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que reúne as quatro
maiores fabricantes do país (Ambev, Schincariol, Heineken e Petrópolis),
divulgou comunicado dizendo que "o reajuste de impostos federais implicará
diretamente em repasse nos preços de cervejas e refrigerantes", o que
poderia prejudicar o volume vendido.
Dessa
forma, as empresas seriam obrigadas a rever os investimentos previstos para
este ano, de R$ 7,9 bilhões. Desse total, R$ 2 bilhões viriam da Ambev.
Para
a CervBrasil, que reúne fabricantes do Sindicato Nacional da Indústria da
Cerveja (Sindicerv) e da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), o aumento
da carga tributária "quebra o ciclo virtuoso de crescimento econômico e
social proporcionado pelas indústrias do setor".Voltar
BTG assume emissão da
Rodovias do Tietê
Valor
08.06.2012 - Em mais uma reviravolta, a Rodovias do Tietê, concessionária que
administra 406 quilômetros de estradas no interior de São Paulo, terá um novo
banco para coordenar sua captação de R$ 650 milhões em debêntures.
Após
o fracasso na emissão feita pelo Barclays, que seria a primeira a se valer dos
incentivos fiscais concedidos pelo governo a debêntures de infraestrutura, o
BTG Pactual assumirá o comando da operação, segundo apurou o Valor.
O
banco deve, inicialmente, resgatar no mercado secundário uma emissão de notas
promissórias realizada pela companhia no início do ano e que vence na próxima
quarta-feira. Em março, o saldo dessa dívida era da ordem de R$ 500 milhões.
Procurados, tanto a concessionária como o BTG não quiseram comentaram o
assunto.
A
Rodovias do Tietê é controlada pelo grupo Bertin, em associação com a italiana
Atlantia, e pela portuguesa Ascendi. O objetivo da companhia era usar parte dos
recursos captados com as debêntures para quitar as notas, emitidas para um
consórcio de cinco instituições financeiras: Banco do Brasil, ABC Brasil, Banco
Espírito Santo (BES), Caixa Geral de Depósitos e HSBC. Originalmente, as
instituições foram contratadas para realizar uma captação de longo prazo, mas a
empresa decidiu romper o compromisso e contratar o Barclays.
Apesar
dos incentivos fiscais e da taxa considerada atrativa - equivalente à variação
da inflação medida pelo IPCA mais um prêmio de 8,75% ao ano -, a operação não
foi para frente em meio a dúvidas jurídicas. No entendimento de parte do
mercado, a empresa não poderia se valer do benefício fiscal previsto na lei,
porque a maior parte dos recursos seria usada para o pagamento de dívidas e não
tinha destino para investimentos.
Ao
contrário do Barclays, a entrada do BTG na operação da Rodovias do Tietê foi
amigável. Não está descartada, inclusive, a participação de alguns dos bancos
credores das notas promissórias na nova emissão de debêntures da companhia.
A
empresa deve tentar novamente captar recursos usando os benefícios da lei que
reduziu para zero a alíquota de imposto de renda para estrangeiros e pessoas
físicas. O governo já sinalizou que promoverá ajustes na legislação, a fim de
permitir que as debêntures sejam usadas para o pagamento de compromissos
anteriores à emissão, desde que estejam relacionados ao projeto.
Para
tentar reverter a imagem negativa, a nova debênture deve seguir padrões mais
rígidos de governança. O primeiro será o uso da Instrução n 400 da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM), que permite um processo de distribuição mais amplo.
A oferta anterior havia sido realizada pela Instrução nº 476, que pode contar
com a participação máxima de 20 investidores.
Em
outro sinal de guinada na transparência, a operação deve se adequar às normas
do Novo Mercado de Renda Fixa da Associação Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Caso
o governo não mude a legislação a tempo, a emissão deve ser dividida em duas
tranches. A intenção é oferecer aos investidores estrangeiros apenas a série
cujos recursos serão usados em investimentos novos na concessão.Voltar
Quanto Itaú, Bradesco
e BB podem se dar mal com o crédito para veículos
Exame
08.07.2012 - Com o aumento do calote nos financiamentos para a compra de
automóveis, aumenta a dúvida sobre uma bolha no setor
Itaú,
Bradesco, Banco do Brasil e Santander – os quatro maiores bancos em operação no
país – detêm mais de 80% dos financiamentos para a compra de automóveis. Trata-se
de uma carteira avaliada em 201 bilhões de reais.
Tamanha
concentração causa, em parte do mercado, preocupação sobre as possíveis
consequências de um eventual estouro do calote nesta área. Afinal, os balanços
dos bancos no primeiro trimestre mostraram um aumento de inadimplência, cujo
reflexo foi a maior provisão para créditos duvidosos.
A
situação, porém, não deve escapar ao controle. Pelo menos, esta é a avaliação
do banco Santander, em relatório assinado pelos analistas Henrique Navarro e
Renato Schuetz. “Não acreditamos que o segmento de financiamento de veículos no
Brasil venha a representar um problema sistêmico para a indústria de serviços
financeiros”, afirmam.
O
fantasma, claro, é que o crédito automotivo seja, no Brasil, o equivalente ao
subprime que detonou a crise americana em 2008 – os títulos de crédito podre
gerados pelas hipotecas imobiliárias daquele país.
O
relatório do Santander analisou a situação do Itaú Unibanco, Bradesco e Banco
do Brasil. Veja, a seguir, suas principais conclusões:
Itaú
Unibanco: O banco lidera o mercado de crédito automotivo. No primeiro
trimestre, as operações do Itaú Unibanco responderam por cerca de 33% da
carteira total do setor. Para o banco, porém, o financiamento de veículos
equivale a 15% de sua carteira total.
O
Itaú Unibanco estima que as provisões para créditos duvidosos, na carteira
automotiva, ficarão entre 6 e 6,4 bilhões de reais no segundo trimestre. Para o
terceiro trimestre, a faixa é de 6,5 bilhões a 7,1 bilhões. Os níveis foram
considerados “altos” pelos analistas do Santander. O Itaú não divulgou sua
estimativa de provisão para o final do ano.
Bradesco:
O financiamento de automóveis respondeu por 8% das operações de crédito do
Bradesco no primeiro trimestre. O banco estima que essa carteira deva crescer
de 4% a 8% neste ano. A previsão é bem menor do que a da carteira total de
crédito, que ficará entre 18% a 22%.
A
única observação do Santander em relação ao perfil da carteira do Bradesco é
que, embora represente um pequeno percentual de suas operações totais, o
financiamento automotivo corresponde a 30% da carteira de crédito a pessoas
físicas.
Banco
do Brasil: O Banco do Brasil, em si, conta com pouca exposição ao crédito
automotivo. Essas operações equivalem a 3% de sua carteira total. O problema é
o Banco Votorantim, do qual detém praticamente 50% do capital. Quando se
consolida a participação do BB no Votorantim, o peso do crédito automotivo para
o banco estatal passa a 6% de sua carteira total.
Olhando
apenas para o Votorantim, a exposição é bem maior. No primeiro trimestre, 59%
da carteira do banco era formada por financiamento de veículos. Segundo o
Santander, quando se soma a parcela de crédito automotivo classificada como
securitização, cessão de crédito e FIDCs, o Votorantim surge como o segundo
maior operador de crédito automotivo do país, com 20% do mercado.Voltar
Grupo canadense volta
ao país de olho no pré-sal
Valor
08.06.2012 - A Composites Atlantic mantém os planos de construir uma fábrica no
Brasil, mas agora também de olho no pré-sal brasileiro. A companhia canadense,
controlada pela EADS Sogerma e o governo da Província de Nova Scotia, já teve
um escritório de representação no Brasil, fechado em 2007. A companhia chegou a
desenvolver pesquisas para a Embraer, na área de materiais compostos, mas as
negociações não avançaram e a companhia deixou o país para se concentrar nos
projetos desenvolvidos para Airbus, Boeing e Bombardier. A expetativa era
retomar o projeto em dois ou três anos.
Com
a crise financeira iniciada em 2008, os planos foram novamente engavetados. A
companhia preferiu se manter nos projetos em andamento. Mas o bom desempenho da
economia brasileira, um cliente do tamanho da Embraer e, mais recentemente, o
potencial do pré-sal colocaram novamente o projeto no foco da companhia. Ainda
não foram fixados prazos, mas o assunto é tratado com atenção pela matriz, em
Halifax.
"Precisamos
definir como vamos atuar no Brasil. Se voltarmos como uma empresa do setor
aéreo, vamos atender a Embraer. Se nos apresentarmos como uma empresa de
pesquisa e desenvolvimento de produtos em material composto, temos um leque
muito maior. Já temos contatos com a Petrobras. Temos interesse nesse
setor", conta Mario Stevoux, diretor industrial da unidade da Composites
Atlantic em Halifax. Ele era o chefe do escritório da companhia no Brasil.
A
empresa tem hoje cinco fábricas, quatro no Canadá e uma nos Estados Unidos, com
300 funcionários. O faturamento em 2011 somou 46 milhões de dólares canadenses,
sendo que as exportações responderam por 80%. A empresa ainda não se recuperou
da crise de 2008, quando sua receita foi de 48,7 milhões de dólares canadenses.
E entrar no pré-sal seria uma alternativa de diversificação. Praticamente toda
receita tem origem no setor aéreo: aviação (82%), defesa (9%) e espacial (8%).
As outras aplicações de seus produtos não passam de 1% da receita.
Já
a fábrica de helicópteros da Eurocopter, também controlada pela EADS, não
empolga a direção da companhia. O presidente da Composites Atlantic, Claude
Baril, diz que apesar da afinidade pela presença da EADS nas duas companhias,
não tem nada acertado em participar do projeto. "Não temos uma ligação
direta com a Helibrás e até o momento não temos nada em vista",
afirmou.Voltar
Dilma fará com custo
da energia o que fez com juros, diz Alcoa
Folha
08.06.2012 - A presidente Dilma Rousseff está decidida a reduzir o custo da
energia no Brasil assim como fez com os juros.
A
afirmação é do presidente da Alcoa para a América Latina e Caribe, Franklin
Feder, que esteve na terça-feira passada com a presidente, em companhia do CEO
mundial, Klaus Kleinfeld.
A
presidente não disse que medidas serão adotadas nem deu prazo para viabilizar o
corte do preço da energia.
Não
serão para 2013 ou 2014, afirmou o executivo.
Feder,
porém, disse que os executivos saíram da reunião "confortáveis por ser a
presidente Dilma que é".
"É
raro um país ter uma presidente como ela. Já atuou no setor e conhece cada
detalhe." A presidente disse também que não basta o corte de tributos federais
e que governos estaduais também devem fazer a sua parte.
A
multinacional americana por ora não vai cortar linhas de produção de alumínio
no Brasil, como já fez em outros países.
Novos
investimentos no país, como uma fábrica em Pernambuco ou em outro Estado,
também entraram na pauta de reunião com a presidente, da qual participaram o
ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e o ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão.
Os
executivos da Alcoa mencionaram ainda o interesse em ir além da produção de
alumínio no país.
"Mostramos
à presidente que também podemos fabricar aqui outros produtos, como sistemas de
fixação de aeronaves, além de peças para o setor de óleo e gás."Voltar
Com atividade fraca,
serviço sobe menos
Valor
08.06.2012 - Apesar de seguirem acima da inflação cheia, os preços de serviços
estão contribuindo para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), a despeito do mercado de trabalho ainda forte e ganhos salariais
robustos. A alta em 12 meses do grupo, considerado como o mais resistente no
cálculo da inflação, vem diminuindo desde o início do ano e passou de 7,99%
para 7,59% entre abril e maio. Nesse período, o IPCA recuou de 5,1% para 4,99%
no acumulado em 12 meses, menor taxa desde setembro de 2010.
A
análise mensal também mostra a mesma tendência. Em maio, os serviços aumentaram
0,21%, após elevação de 0,76% em abril, período em que a inflação geral
surpreendeu economistas e passou de 0,64% para 0,36%, com pressão menor em seis
dos nove grupos pesquisados pelo IBGE. Onze instituições consultadas pelo Valor
Data esperavam, em média, taxa de 0,43%. Analistas ainda divergem sobre os
possíveis efeitos do enfraquecimento da atividade econômica nos preços, mas
ganha espaço a ideia de que os três trimestres seguidos de estagnação econômica
já moderaram os repasses em serviços.
Mesmo
excluindo-se as passagens aéreas - o item caiu 10,8% no IPCA de maio e é
considerado um serviço, segundo a atual classificação do Banco Central -, o
grupo ainda mostra desaceleração consistente no indicador oficial de inflação,
de 0,73% para 0,40% entre abril e o mês passado, segundo cálculos da Tendências
Consultoria. Nos primeiros cinco meses do ano, a inflação de serviços acumulada
é de 3,8%, mais de um ponto percentual abaixo dos 4,9% registrados até maio de
2011.
Fabio
Romão, da LCA Consultores, observa que, mesmo com o reajuste de mais de 14% do
salário mínimo e uma inflação de 6,5% no ano passado como indexadora dos
preços, a alta acumulada de janeiro a maio pelos serviços pessoais este ano é a
mesma do ano passado: 5,1%. "Essa é uma tendência que pode dar um
diferencial para baixo na inflação ao fim do ano", diz Romão, que projeta
aumento de 4,8% para o IPCA em 2012.
Após
a surpresa negativa com o primeiro trimestre, quando a economia avançou apenas
0,2% sobre o trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, houve uma nova rodada
de revisões nas estimativas para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.
A percepção é que o crescimento não passará da faixa entre 2% e 2,5% - abaixo,
portanto, dos 2,7% do ano passado. O pessimismo com a evolução da economia, por
outro lado, torna ainda mais tranquilo o cenário inflacionário e deixa o Banco
Central mais à vontade para cortar os juros.
Para
Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, os sinais de atividade mais
fraca também estão no recuo da inflação nos últimos 12 meses. Para ele, a
trajetória de desaceleração está mais rápida do que o previsto. Após o
resultado de maio, Vale cortou de 5,3% para 5% a projeção para a alta do IPCA
em 2012, revisão alinhada com a expectativa de crescimento fraco para o PIB.
"Há dificuldade de crescer mesmo 2% este ano. Por outro lado, isso ajuda
muito na perspectiva do IPCA."
Nesse
cenário, a alta da moeda americana, que já foi capturada pelos índices do atacado,
não preocupa o economista da MB, já que vem acompanhada de queda nos preços de
commodities e tem repasses inibidos no varejo pela conjuntura econômica
debilitada.
Outro
indício de efeito da atividade sobre os preços está na evolução dos
combustíveis, segundo Thiago Curado, da Tendências. Entre abril e maio, já
estava na conta a deflação mais forte no etanol - que passou de queda de 0,81%
para retração de 1,34% com a entrada da nova safra de cana -, mas o economista
se surpreendeu com altas menores no primeiro trimestre, período em que a
entressafra joga preços para cima. "Houve um efeito de demanda mais
fraca", observa.
A
média dos três núcleos de inflação - medidas que tentam expurgar ou reduzir o
impacto dos preços mais voláteis no IPCA - também perdeu força em maio nos
cálculos da Tendências, desacelerando-se de 0,61% para 0,38%. O movimento, diz
Curado, mostra que os índices de inflação menores não são mais resultado apenas
da conjuntura externa, que continua pesando a favor dos preços ao reduzir cotações
de matérias-primas. "O cenário de atividade doméstica mais fraca começou a
bater sobre a inflação."
Luis
Otávio Leal, economista-chefe do ABC Brasil, acredita que os preços mais
estáveis em serviços refletem apenas um esgotamento do potencial de reajustes,
após um ano de altas fortes. Para ele, o desaquecimento econômico está
concentrado na indústria e no investimento, avaliação partilhada por Tatiana
Pinheiro, do Santander. Ela afirma que o crescimento de 1% do consumo das
famílias no primeiro trimestre indica uma demanda doméstica ainda forte e que a
inflação está mais baixa este ano por outros motivos, tais como o calendário
eleitoral, que inibiu reajustes de tarifas públicas.
É
consenso entre os economistas ouvidos que o IPCA tem mais dois meses de
desaceleração pela frente, independentemente da trajetória dos serviços, já que
o meio do ano é um período sazonalmente favorecido por preços menores em
alimentos, vestuário e combustíveis. A partir de agosto, o indicador deve
começar a subir, encerrando 2012 com alta acumulada por volta de 5%.Voltar
Minha Casa para
comunidades tradicionais tem R$ 907,6 mi
Exame
08.07.2012 - Nessa versão, o programa é dedicado ao financiamento de habitações
em comunidades tradicionais urbanas por meio de associações. A resolução
divulgada hoje fixa o plano de metas e as diretrizes para a aplicação dos
recursos do PMCMV-E. O Programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades (PMCMV-E)
terá esse ano R$ 907.647.916,80 para construção de 20.364 unidades no país,
segundo resolução do Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social
publicada hoje (30) no Diário Oficial da União. Nessa versão, o programa é
dedicado ao financiamento de habitações em comunidades tradicionais urbanas por
meio de associações.
De
acordo com o manual do PMCMV-E, podem ser analisadas propostas cujos projetos
sejam voltados ao atendimento de comunidades quilombolas, pescadores,
ribeirinhos, índios e demais comunidades tradicionais, localizadas em áreas
urbanas. Os beneficiários do programa são pessoas físicas com renda familiar
bruta mensal máxima de R$ 1.600,00 que participam da organização beneficiada.
A
resolução divulgada hoje fixa o plano de metas e as diretrizes para a aplicação
dos recursos do PMCMV-E. Do total divulgado, R$ 855.288.000 serão utilizados no
financiamento dos beneficiários e R$ 52.359.916,80 vão para despesas com
reformas e reparo a danos físicos de imóvel, custas e taxa de administração dos
agentes financeiros. Com os recursos alocados para o PMCMV-E, as metas preveem
a construção de unidades em todas as regiões do país.
O
PMCMV - Entidades foi criado pela Resolução 183, de 10 de novembro de 2011,
aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social. O programa
funciona por meio da concessão de financiamentos a beneficiários organizados de
forma associativa por uma entidade organizadora (EO), que pode ser criada em
termos de cooperativas, associações e demais entidades da sociedade civil, sem
fins lucrativos.
A
distribuição dos recursos do PMCMV-E para o exercício de 2012, de acordo com as
diretrizes anunciadas, será efetuada em conformidade com o déficit habitacional
do Brasil. Nesse sentido, o documento divide os recursos na seguinte proporção:
9,57% para o Norte; 30,08% para oNordeste; 10,44% para o Sul; 8,40% para o
Centro-Oeste e 41,51% para o Sudeste 41,51%.Voltar
CAF Jumps through Issuance Window
Source 08.06.2012 -
CAF took advantage of a market rally to print a new $600m bond Thursday, the
first step in a liability management operation. In a deal following Swiss and
Hong Kong issuance last week, the A1/A+/A+ Andean multilateral drew more than $2bn
in orders, and got a tiny new issue premium. "The timing was perfect and
resulted in a good transaction," CFO Hugo Sarmiento tells LatinFinance,
noting that the sovereign saw a window of opportunity amid recent volatility,
for what is typically its annual visit to the dollar market. The 2022 bond
priced at 99.225, with a 4.375% coupon, to yield 4.472% or ST+282.5bp, at the
tight end of 287.5-area guidance, which followed 300bp talk. "It was too
tight at 10bp-15bp on top of the 2019s.This is a credit that is liked and
bought by insurance companies, which don’t mind the flatter curve," says a
West Coast EM portfolio manager. Sarmiento says CAF offered zero to little new
issue premium, after spotting the 2019 bonds at UST+270bp on an interpolated
basis and adding 20bp for the curve extension from 7 to 10 years. Demand was
heard driven by US institutional accounts (50%), with participation from Europe
(30%) and Asia and Latin America (20%). A total of 138 accounts participated,
including institutions, private banking, retail and insurance. At the same
time, CAF has launched an offer to exchange its existing 8.125% 2019 and 5.750%
2017 bonds for more of the newly issued 2022 bonds. Accepting holders are to
get $1,278 for each $1,000 tendered of the 2019s and $1,135.91 for each $1,000
of the 2017s, in an offer closing Tuesday. Deutsche Bank, Goldman Sachs and
HSBC managed the bond sale and are handling the exchange offer. Last week, CAF
issued a CHF175m ($180m) 2.5-year floating-rate bond at par with a coupon of 3-month
Libor+145bp, through Credit Suisse. It also tapped the Hong Kong market for
HKD398m ($51m) in 12-year bonds priced at par with a 4.00% coupon, via Goldman
Sachs.
Mall Plaza Issues Domestic Bonds
Source 08.06.2012 -
Mall Plaza has issued UF4m ($180m) in Chile’s domestic bond market, according
to people familiar with the sale. A UF3m 2034 bullet tranche priced at 99.67,
with a 3.90% coupon, to yield 3.92%, or government bonds plus 117bp. A UF1m
6-year amortizing tranche priced at 99.37, with a 3.50% coupon, to yield 3.64%,
or government bonds plus 129bp. The mall operator unit of retailer Falabella is
using proceeds for refinancing and investment. IMTrust and Santander led the
deal, rated AA on a national scale. There are few domestic bond deals awaiting
issue in Chile at the moment. Bankers and investors expect the market to remain
closed for all but financial institutions and blue-chip corporates such as Mall
Plaza, while noting that few such corporates have immediate funding needs.
Monex Lands MXP Debut
Source 08.06.2012 -
Holding Monex has raised MXP1bn ($71m) through a bond sale that represents its
debut in Mexico’s domestic bond market. The 2015 priced at TIIE+280bp, in line
with TIIE+270bp-300bp price talk. Demand was heard at more than 1.54x, with a
diverse group of investors participating, including private banking and
brokerage firms. The financial services company’s notes were issued under a
MXP2bn program, with proceeds to be used for general corporate purposes. BBVA
Bancomer managed the transaction, rated A on a national scale.
Lender Looks at July MXP Bond
Source 08.06.2012 -
Mexico's Banco Interacciones is heard planning to price a new domestic bond in
July. The 2015 of up MXP1.5bn ($113m) will pay a spread to the TIIE benchmark.
The notes are rated A on a national scale, and will represent the third
issuance under a senior debt program of up to MXP10bn. Proceeds are for
maintaining liquidity and general corporate purposes. Interacciones is managing
the sale itself. The bank specializes in sub-national and public infrastructure
financing in Mexico.
Corfi Moves for Promigas
Source 08.06.2012 -
Colombia’s Corporacion Financiera Colombiana (Corficolombiana) plans to offer
to buy the 75.03% in gas distribution and pipeline company Promigas that it
does not own, it says. The financial group is offering up to COP2.49trn
($1.41bn), targeting 99.7m shares at a price of COP25,000 each. The price
represented a 13% discount to Wednesday’s COP28,900 closing price. Shares
remained Thursday at that level, with trading suspended that morning. The
takeover bid has been planned since Corficolombiana, along with other
investors, closed the acquisition of companies owning 52.13% in Promigas. The
impact of the transaction is positive, says Bolsa y Renta in a report, noting
that it values Promigas at COP30,000 per share. The shop adds that
Corficolombiana could fund the purchase using its cash and through the sale of
assets.
Generator Registers with CVM
Source 08.06.2012 -
Rio Monsaras Prticipacoes has filed to become a public company in Brazil,
according to the CVM. The developer of natural gas power plants is taking what
is the first step in the process of either an IPO or first public sale of
domestic bonds. Due to the holiday Thursday in Brazil, the company could not be
reached for further details.
Ecuador Gets S&P Upgrade
Source 08.06.2012 -
S&P has raised Ecuador’s credit rating to B from B minus, it says, citing
the country’s growth prospects and the government’s willingness to pay debt.
"The upgrade reflects the perceived improvement in the government's
willingness, as well as capacity, to service its debt due to improved financing
options and higher oil production and economic growth prospects," the
agency says. The public sector is able sustain higher levels of investment
thanks to higher levels of financing from China combined with the increased oil
revenues. The government's improved relations with private-sector investors,
especially in the oil and mining sectors, demonstrate the government's more
pragmatic economic policymaking stance. Real GDP growth was 6.6% in 2011,
though is expected to moderate to just under 3% in this year. Ecuador's recent
history of default and inconsistent economic policies remain as credit
constraints, the agency notes. The outlook is stable.
Peru Holds Rates, Mexico Up Next
Source 08.06.2012 -
Peru’s central bank decided to keep the benchmark interest rate at 4.25% when
it met Thursday, in line with market expectations. "Inflation is
flattening while the economy remains strong. Though external conditions are
deteriorating, we don’t think the risks warrant a change in CB policy, for now
anyway," UBS, one of the many banks forecasting a hold, said in a note
prior to the decision. Mexico is scheduled to hold its policy meeting, with
most anticipating a hold at 4.50%.
Miner Wraps up Share Placement
Source 08.06.2012 -
Dia Bras Exploration, a Toronto-listed Peruvian miner, has completed a CAD45m
($44m) share placement, it says. It sold a brokered portion of 2.6m common
shares and a non-brokered portion of 12.4m common shares, done at CAD3.00 each.
The non-brokered portion went to Arias Resources, an an existing shareholder
which now owns 48.4% of Dia Bras. RBC led the sale, along with Continental
Bolsa, Scotia,Credibolsa, Canaccord Genuity and Dundee Securities managed the
brokered portion. Proceeds are marked for development of projects in Peru and
Mexico.
Gafisa to Issue Equity to Complete Alphaville Buy
Source 08.06.2012 -
Brazilian homebuilder Gafisa plans to issue shares to help finance the BRL359m
($177m) purchase of the remaining 20% stake in its Alphaville Urbanismo unit,
it says. It will offer 70.25m shares, representing BRL150m at Wednesday’s BRL2.13
close, the most recent closing price. The company says it is defining the steps
of the process, and will give additional details about the purchase in the
future. Gafisa bought 60% of the high-income housing unit in 2006, before
adding another 20% in 2010. There had been concern the homebuilder lacked the
funds to complete the acquisition, following a poor first quarter. The company
turned down a buyout offer from Chicago real-estate magnate Sam Zell and
Brazilian investment fund GP Investimentos in March.
Gafisa to issue 70.2 million shares to acquire Alphaville Urbanismo
Source Company press
release. 08.06.2012 - GAFISA S.A.
(BOVESPA: GFSA3, NYSE: GFA), in compliance with the provisions of paragraph 4
to article 157 of Law n. 6.404/76 and CVM Instruction n. 358/2002, hereby
publicly discloses what follows:
In addition to the
Material Facts released on 1 June and 6 June, 2012 regarding the Third Phase of
the Investment Agreement and Other Covenants entered into on 10.02.2006, which
established rules and conditions for Gafisa acquiring and holding shares of the
corporate capital of Alphaville Urbanismo, the company informs that, as set
forth strictly in said Investment Agreement, the stock prices of BRL 5.11 used
to determine the number of 70,251,551 shares of Gafisa to be issued to Alphapar
– Alphaville Participações S.A. was calculated based on the daily arithmetic
media (trading days) of closing stock prices in BRL/shares of Gafisa in the
period between the 5th and 20th business day prior to the date of receipt of
the valuation that defined the final amount of the operation, which is 23
March, 2012.
The decision of the
company for this payment option was due for the reason to be economically more
interesting, besides avoiding the leverage. The Third Phase shall contractually
follow identical structure to the ones adopted in the previous phases, in which
companies holding stakes in AUSA were incorporated by Gafisa.
The company also
informs that received on 7 June, 2012 a notice from AUSA shareholders expressing
the understanding – legal and contractually mistaken, in the interpretation of
Gafisa’s management and its legal advisors – regarding the interpretation of
the Investment Agreement, based on which should allegedly prevail the stock
price of BRL 3.70, with the issuance of 97,055,876 shares, which would lead to
an unjustified dilution of Gafisa’s shareholders, the reason why Gafisa,
through the necessary means, will insist on the correct application of the
contracted criteria.
Notwithstanding the
above mentioned, the Company keeps working on the details of the structure for
the implementation of Third Phase, seeking to finalize it as soon as possible,
and will keep the market informed about any new events.
Stake
Value 20%.
Brazil prepares Banco
Cruzeiro do Sul for sale
Source 08.06.2012 -
Brazil’s central bank seeks an assessment within a maximum of 60 days of the
cash situation of intervened Banco Cruzeiro do Sul (Bovespa: CZRS4), O Globo
reported. The monetary authority seeks a rapid analysis of the bank as it wants
to sell it rapidly, O Globo reported today, citing an unidentified executive
involved in investigating the middle market bank.
An investigation by
the central bank between March and April found more than 300,000 irregular
accounts with a value of BRL 1.3bn (USD 639m), O Globo reported, citing Antonio
Carlos Bueno, president of Brazil's credit deposit insurer known as FGC. The
accounts refer to so-called credito consignado, which are loans, usually to
retirees or government workers, with payments deducted directly from pension
payments or salaries, according to O Globo.
FGC hired
PricewaterhouseCoopers to audit the accounts of Banco Cruzeiro do Sul,
according to O Globo. The accounting firm began its auditing one day after the
central bank intervened in Banco Cruzeiro do Sul this past Monday, according to
O Globo.
Brazil’s central bank
decreed a temporary special management regime, or Raet, permitting the bank to
continue to function with the market and clients, as reported.
Value USD 639m (worth
of so-called irregular accounts) Stake Value 100%.
Source O Globo .
Mexicans Clinch Deals as Local DCM Remains Open
Source 06.06.2012 -
While other regional markets have slowed to a stop, Mexico’s domestic bond
market remains active, with Banorte raising MXP3.2bn ($232m) in subordinated
bonds and Infonavit scooping up MXP1.97bn Wednesday. "Investors are
looking for new names to diversify funding, but those names have to be solid
names with a good rating of minimum AAA or AA," says a Mexican DCM banker.
Such was the case for Mexican mortgage and social services entity Infonavit,
which raised MXP1.97bn, through the Infonavit Total unit, in UDI-denominated
RMBS 2040 bonds. The 4.20% pricing comes inside of the 4.60% it saw on a
previous issuance. Demand hit 2.5x, and at least 75% of the sale was allocated
to pension funds, according to a banker on the deal, with the remainder coming
from private banking, bank treasuries and insurance companies. Banorte issued
MXP3.2bn in a 10-year NC5, at TIIE+150bp, inside price thoughts of TIIE+175bp.
Ixe led the AAA-rated deal. Demand was heard driven by institutional investors
and retail accounts. "Outside of Mexico there is volatility, but there is
a lot of liquidity and stability in Mexico," says another DCM banker,
noting that spreads have remained stable this year. With pension funds showing
appetite, more names are waiting in the pipeline. Holding Monex is scheduled to
raise up to MXP1bn today in what would be its domestic market debut. The
financial services company’s 2015 notes will be issued under a MXP2bn program,
and pay a spread to the TIIE. BBVA Bancomer is managing the transaction, rated
A on a national scale. Next week, issuers will try to break the FIG dominance
of the market. Holcim Mexico was scheduled to issue up to MXP3bn June 13, at 5
and 10-year maturities. Banamex, BBVA, and Santander are managing. Also on that
day, Penoles is to issue $200m-$240m in 10-year dollar denominated bonds,
through Banamex, BBVA Bancomer and Santander. Mexicans have issued
$3.09bnequivalent this year through Wednesday, according to Dealogic data, down
from $6.58bn-equivalent in the corresponding period in 2011. There has been an
uptick in May, however, with $800m issued, which bankers attribute to issuers
wanting to complete deals ahead of next month’s elections.
Energisa Sets Bond Timeline
Source 06.06.2012 -
Brazil’s Energisa plans to hold the pricing period for its BRL400m ($199m)
domestic bond sale, from June 27 to July 10, according to regulatory documents.
Energisa, which has been marketing the sale, will set during this period the
size of each of the sale’s 2 tranches and their interest rates. A 2017 portion
pays the DI plus up to 1.3% and amortizes in two equal parts in the final two
years. A 2019 tranche pays the DI plus up to 1.55% and amortizes in two equal
parts in the final two years. BTG Pactual is managing the sale, rated Aa3 on
national scale.
Santander Leasing Preps Debenture
Source 06.06.2012 -
Santander Brasil’s leasing arm is planning to sell BRL5bn ($2.46bn) in domestic
bonds, it says. The 2032 notes are expected to pay 100% of the DI. Proceeds
would fund operations. The bank does not elaborate on the timing. Santander’s
capital markets unit is managing the sale.
Sura Adds JPM to Co-Investor List
Source 06.06.2012 -
Grupo de Inversiones Suramericana (Grupo Sura) has brought in JPMorgan as a
co-investor in its Sura Asset Management Espana unit, for $178m, it says. The
US bank gets a stake of "less than 5%" in the vehicle created last
year to hold assets from the $3.76bn acquisition of pension and insurance
businesses Sura acquired from ING. Grupo Bolivar, UBS, the IFC, General
Atlantic and Bancolombia have previously bought in to Sura, to help fund its
expansion. Sura brought in the co-investors as an equity follow-on to fund the
deal fell short of a $2bn-equivelant target. JPMorgan’s entry price matches the
price Sura paid ING, Bolsa y Renta says. Sura now holds 66% of the unit.
Caixa Enters IT Deal
Source 06.06.2012 -
Brazil’s Caixa Participacoes (CaixaPar) has agreed to acquire a 22% stake in
Brazilian IT services company CPM BraxisCapgemini from controller Capgemini, it
says. The deal also makes CPM a preferred IT supplier to the Caixa Economica Federal
bank for 10 years. CaixaPar is acquiring the stake through the simultaneous
purchase of shares from existing shareholders and subscription to a BRL121m
($60m) capital increase, for a total investment of BRL321m. It will become the
second-largest shareholder in CPM after France-based Capgemini, which will hold
58.8%. The transaction is subject to regulatory and Central Bank approval, and
is expected to close in the coming months. CPM already boasts a relationship
with Bradsco that makes it one of the larger IT providers to Brazil’s financial
sector.
Miner Puts up Equity for Acquisition
Source 06.06.2012 -
Peruvian miner Minsur plans to put in $300m worth of fresh equity capital into
its Cumbres Andinas subsidiary, it says, to help finance the acquisition of a
stake in the Marcobre copper project. After the transaction, Minsur will hold
99.96% of Cumbres’ shares. It is already seeking a $200m loan to help with the
purchase. In April, Minsur agreed to acquire 70% of Marcobre from Hong Kong’s
CST Mining for $505m.
Iochpe Gives up FO
Plans
Source 06.06.2012 -
Brazilian commercial and light vehicle parts producer Iochpe-Maxion has
postponed plans for a primary equity follow-on, it says, based on poor market
conditions. The deal had not advanced to the stage of an official filing.
Iochope says it has adequate funds on hand for its plans. The company has been
busy expanding, including acquisitions in Mexico and the US last year. Its
shares closed Wednesday at BRL24.70 ($12.17). A rough time for the Bovespa and
other global indexes is challenging the plans of several issuers in the region.
Bankers are skeptical about Brazilian IPOs targeting July pricing, with the
largest follow-ons having the best chance of getting done.
Banco de Chile Readies Capitalization
Source 06.06.2012 -
Banco de Chile is set to raise CLP67.91bn ($145m) through a capital increase
June 28, it says. The bank plans to issue 1.10bn shares at CLP62.00 each.
Caixa Preps RE Fund
Source 06.06.2012 -
Brazil’s Caixa Economica Federal has filed to raise a BRL200m-BRL300m
($99m-$198m) Fundo de Investimento Imobiliario (FII) real estate fund in
Brazil’s domestic market, according to the CVM. The vehicle, which has an
open-ended timeframe, will invest in real estate assets. The bank does not indicate
the timing or expected return profile. Caixa is managing the sale itself, along
with Rio Bravo Investments, who is also administrator.
Colbun to Hold on to Hydro Project
Source 06.06.2012 -
Colbun does not have plans to sell any of its stake in the Hidroaysen
hydropower project, it says. The Chilean power generator’s board has
recommended holding off on an environmental impact study for a Hidroaysen’s
transmission line, and it will evaluate ownership conversations – it currently
owns 49% – as the project develops. The 2,750 megawatt, 5-dam $3bn-plus project
is a joint venture with Endesa, located near Coyhaique in the
Andes.
Brazilian Credit Spreads Threaten Earnings: CS
Source 06.06.2012 -
The continuing reduction of credit spreads in Brazil will likely hurt the
earnings of Brazilian banks, Credit Suisse says. "Lower credit spreads
should add additional pressure to banks’ profitability, further exacerbated in
a scenario of lower Selic [Brazil's benchmark interest rate]," the bank says.
While public banks are leading the way, the magnitude of the decline suggests
that private-sector banks are also reducing spreads. "We still see
significant downside risk to our earnings forecasts, particularly for 2013 (in
the order of 15%- 16%), far from being priced-in by the market," it says.
The average interest rate on loans for individuals in Brazil fell to 31.8%
until May 18, compared with 33.2% in April, the central bank says. CS remains
"bearish" on the sector, with Bradesco as its preferred pick.
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