domingo, 2 de setembro de 2012

Azul.CA 02.09

Daily News
 
GPA dispensa dois vice-presidentes e uma executiva pede demissão
Valor 31.08.2012 - O Valor apurou que dois executivos da diretoria executiva do Grupo Pão de Açúcar foram dispensados - Hugo Bethlem e Caio Mattar - e um terceiro membro da diretora, a executiva Sylvia Leão, pediu demissão da empresa. Bethlem trabalhava na varejista desde 2001 e Mattar, desde 1993. Rumores sobre essa mudança estavam sendo comentados pelo mercado há cerca de duas semanas. O sócio francês Casino assumiu o controle do Grupo Pão de Açúcar no dia 22 de junho. A empresa deve comunicar o mercado sobre o fato ainda hoje
A dispensa aconteceu em função de “um programa de reorganização administrativa”, segundo o Valor apurou. Caio Mattar ocupava até então a função de vice-presidente de negócios especializados e presidente do conselho de administração de Nova Pontocom (operação de comércio eletrônico da rede). Hugo Bethlem era vice-presidente de relações corporativas.
Além disso, Sylvia Leão, vice-presidente de gestão de gente, pediu demissão. O Valor apurou que a saída dela aconteceu por “razões pessoais”.
Controlador do GPA, o Casino já havia informado que ele não faria alterações no “management” da empresa porque eventuais mudanças, ainda segundo o Casino, caberiam ao presidente da rede, Enéas Pestana, afirmou em junho, em entrevista ao Valor, Jean-Charles Naouri, presidente do Casino. Dias atrás, quando começaram a surgir rumores sobre a saída de pelos menos três executivos da empresa, fontes ligadas à companhia informavam que isso seria efeito da mudança de controle da rede.
Com a medida, a área de Caio Mattar terá alterações. Alexandre Vasconcellos, que ficava abaixo de Mattar, passa a ser o principal executivo da área (ele já era CEO do GPA Mall & Properties).
O negócio de drogarias e postos de combustível, também abaixo da divisão de Mattar, vai para a unidade de negócios de varejo, de responsabilidade de José Roberto Tambasco, vice-presidente de negócios do varejo.
Para a presidência do conselho de administração de Nova Pontocom, que pertencia à Mattar, será indicado Ramatis Rodrigues, vice-presidente de estratégia comercial, marketing, cadeia de suprimentos e tecnologia da informação.
A diretoria executiva de relações corporativas, que pertencia à Hugo Bethlem, será assumida por Vitor Faga, que já está à frente da área de relações com investidores.
A área de gestão de gente ficará interinamente sob a responsabilidade de Pestana, presidente do grupo, até que contratem novo executivo.
 
 
BMG tem prejuízo contábil de R$ 279 mi no 1º semestre
Estadão 31.08.2012 - O Banco BMG registrou um prejuízo contábil de R$ 279,2 milhões no primeiro semestre, revertendo um lucro líquido contábil de R$ 21,7 milhões em igual período do ano passado. A maior parte do prejuízo esteve concentrado no segundo trimestre, quando o resultado do banco foi negativo em R$ 210 milhões. No primeiro trimestre, o BMG havia registrado prejuízo de R$ 69,2 milhões. O banco também informou prejuízo ajustado de R$ 157,4 milhões no primeiro semestre.
A carteira de crédito total diminuiu 3,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, para R$ 27,8 bilhões - um aumento de 9% em relação ao final do segundo trimestre do ano passado. A carteira de crédito geradora de receita, composta majoritariamente por empréstimos consignados, cresceu 11,2% no segundo trimestre frente ao primeiro trimestre, atingindo R$ 14,8 bilhões. Esse número é 56% superior ao montante do final do segundo trimestre de 2011. A carteira de crédito consignado caiu 0,2% para R$ 10,8 bilhões na comparação trimestral e 1,8% em relação ao segundo trimestre de 2011.
As captações caíram 1,6% no segundo trimestre ante o trimestre anterior, para R$ 29,7 bilhões, e subiram 18,95% frente igual período do ano passado. As provisões para devedores duvidosos subiram para 2,9% no segundo trimestre, de 2,6% no primeiro trimestre.
O patrimônio líquido do banco totalizou R$ 3,2 bilhões no final do primeiro semestre, ante R$ 2,1 bilhões no ano anterior. O aumento reflete o aporte de capital realizado pelos acionistas do BMG no montante de R$ 1,1 bilhão no segundo semestre de 2011, todo ele sendo Capital Nível I, após a celebração de joint venture com o Itaú Unibanco em 9 de julho. O Itaú Unibanco é controlador da parceria, com 70% de participação. No segundo semestre de 2012, os acionistas farão um aumento de capital no montante de R$ 300 milhões em Capital Nível I para capitalizar a joint venture.
O índice da Basileia do BMG chegou ao final do primeiro semestre em 13,1%, levemente abaixo do nível do primeiro semestre de 2011, de 13,4%. O porcentual está acima dos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central.
 
 
Crédito do BNDES inibe IPOs, diz presidente da Amec
Isto é Dinheiro 31.08.2012 - A atuação estatal no financiamento das empresas impede que um maior número de companhias busque recursos via abertura de capital na bolsa de valores. A opinião é do presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Mauro Cunha. Segundo ele, estimular um maior número de organizações a acessarem o mercado de capitais via uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) é o grande desafio do segmento. "Esse número não cresce, pois as empresas instaladas no Brasil não precisam abrir capital", disse, explicando que o governo as financia por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "As companhias não precisam ter o trabalho e todo o custo envolvido na abertura de capital se há uma alternativa de financiamento".
Segundo o superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, Geraldo Soares, atualmente, o número de empresas com capital aberto no mercado brasileiro não chega a 400. Ele diz ainda que o mercado tem cerca de 600 mil investidores pessoas físicas, sendo que, na verdade, apenas perto de 180 mil operam na prática. "É um mercado muito pequeno", disse, ao moderar o debate de abertura do segundo dia do Congresso da Associação Nacional dos Analistas e Profissionais de Investimento de Mercado de Capitais (Apimec).
No debate, Cunha criticou o que chama de "ativismo" do governo que, na sua opinião, inibe o mercado de capitais, que ainda de acordo com suas palavras seria visto como um "centro de jogatina e gente rica" por Brasília. Prova disso, segundo ele, é a incidência de alta tributação sobre o mercado de capitais, como a taxação sobre o ganho de capital (dividendos).
A estrategista da Fator Corretora Lika Takahashi acrescentou que a mão pesada do governo não é uma exclusividade do Brasil e que parte disso ocorreu por causa da crise financeira global.
Para o diretor de renda variável da Bradesco Asset Management (Bram), Herculano Anibal Alves, as perspectivas para o futuro são positivas e as empresas devem passar a buscar mais o mercado de capitais para financiar o seu crescimento. "Além de algumas companhias não conseguirem crédito via BNDES, a melhora no cenário externo deve trazer novas empresas para a bolsa", justificou.
Também há a necessidade, na opinião de Alves e de outros especialistas que participam do evento da Apimec, de fomentar o mercado interno de investidores para reduzir a dependência do capital externo, como a isenção para investidores que aplicam menos de R$ 20 mil via fundos de ações, como ocorre no investimento direto em ações. E o momento atual é, conforme eles, propício em meio à queda dos juros e, consequentemente, menor rentabilidade dos ativos de renda fixa, que já está fazendo com que investidores pessoas físicas e institucionais (fundos de pensão, seguradoras etc) diversifiquem suas apostas em troca de um melhor retorno.
O diretor de investimentos da Fundação Cesp, Jorge Simino, destacou que o comportamento do investidor pessoa física só será mudado com educação financeira. "Ainda estamos atrasados neste quesito. Os órgãos que gravitam no mercado de capitais precisam se debruçar mais neste tema", avaliou ele. Os executivos também chamaram a atenção para a cultura de curto prazo aplicada no Brasil. Rafael Maisonnave, diretor da Tarpon Investimentos, acredita que a reversão disso se dará no longo prazo.
 
 
Banco de investimento da Caixa ainda espera aprovação do conselho
Estadão 31.08.2012 - Intenção do banco é entrar no mercado de capitais, segmento que deve se desenvolver com mais força nos próximos anos. A Caixa Econômica Federal se prepara para abrir um banco de investimento. De olho no mercado de capitais que deve ganhar mais relevância em tempos de juro baixo, a decisão de criar a subsidiária já foi tomada pela direção da casa mas, atualmente, ainda aguarda aprovação pelo conselho de administração. O tema passa por trâmites burocráticos, como a entrega de documentos e a solicitação de abertura no Banco Central. 
A informação foi publicada nesta quinta-feira pelo jornal Valor Econômico e a assessoria de imprensa da Caixa confirmou a decisão. Em entrevista ao jornal, o presidente do banco, Jorge Hereda, disse que a intenção é entrar no mercado de capitais, segmento que deve se desenvolver com mais força nos próximos anos. Para a criação da subsidiária, Hereda afirma que a instituição precisará de mais dinheiro e o banco já discute o tema com o Tesouro Nacional. Ontem, um decreto presidencial autorizou o aumento de capital da estatal em R$ 1,5 bilhão "por meio de transferência de ações ordinárias da Petrobrás ou da Telecomunicações Brasileiras (Telebrás) excedentes à manutenção do controle acionário da União, a critério da Secretaria do Tesouro Nacional". A assessoria de imprensa, porém, explica que a operação não tem relação com o banco de investimento.Voltar
Andrade Gutierrez, Foz do Brasil e OAS disputam projeto em PE
Valor 31.08.2012 - A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) abriu ontem as três propostas das empresas interessadas na Parceria Público-Privada (PPP) voltada aos serviços de esgotamento sanitário em 15 municípios pernambucanos, sendo um deles Goiana, na Mata Norte, e outros 14 na região metropolitana do Recife. Andrade Gutierrez concorre com a parceria entre Foz do Brasil (do grupo Odebrecht) e a construtora pernambucana Lidermac e com a união de OAS e Águas de Barcelona (Agbar).
Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a participação separada de Andrade Gutierrez e Foz do Brasil surpreendeu, tendo em vista que as empresas foram responsáveis por apresentar juntas o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Tavares afirmou que o nome do vencedor deve ser anunciado dentro de 60 dias.
A PPP deve receber investimentos de R$ 4,5 bilhões, dos quais aproximadamente 70% dos recursos de responsabilidade do setor privado e 30%, do poder público. A previsão é que as obras sejam iniciadas em janeiro de 2013, com prazo de execução de 12 anos. O contrato terá vigência de 35 anos.
Tavares ainda revelou que, na segunda-feira, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lança edital para a licitação da primeira etapa da Adutora do Agreste, no valor de R$ 1,1 bilhão.
"O complexo de adutoras terá 1.300 quilômetros e vai atender 68 municípios e 80 povoados ao longo do trajeto, pegando água da transposição do rio São Francisco, que deve estar pronta em 2015. Serão produzidos 4 mil litros de água por segundo para 2 milhões de pernambucanos", comentou o presidente da Compesa.
O empreendimento terá investimento total de R$ 2,5 bilhões. O montante compõe o volume de R$ 4 bilhões de aportes projetados pela Compesa, que pertence ao governo de Pernambuco, ao longo dos próximos quatro anos.
 
 
Americana Skechers dá os primeiros passos no Brasil
Brasil Econômico 31.08.2012 - Americana Skechers está presente em mais de 120 países. Empresa, cujo carro-chefe são os tênis, vai abrir unidades próprias no Rio e em São Paulo.
A Skechers, uma das marca de calçados mais vendidas no segmento de tênis nos Estados Unidos escolheu o Rio de Janeiro para dar seus primeiros passos no mercado brasileiro. O primeiro ponto de vendas será um quiosque, que começa a funcionar amanhã, no Barra Shopping.
Em seguida, logo no começo de setembro, será a vez da abertura da primeira Pop Up Store da marca no Brasil, no Shopping Iguatemi Alphaville, em São Paulo.
A Skechers foi fundada em 1992 em Manhattan Beach, na Califórnia (EUA) e está presente em mais de 120 países. No Brasil, seus produtos são encontrados para venda em multimarcas e lojas especializadas há sete anos mas somente agora a empresa decidiu abrir unidades próprias em nosso país. A linha de produtos inclui desde de tênis para os segmentos de alta performance e fitness, até calçados de moda casual, feminina e masculina, além de botas e modelos infantis, um dos mais procurados pelos consumidores.
"Programamos as inaugurações dos dois espaços para acontecerem quase juntas como parte da estratégia da Skechers de reforçar seu nome e sua imagem no mercado brasileiro. Nossa intenção com a abertura da loja em São Paulo e do quiosque no Rio de Janeiro é o de posicionar a marca, além de oferecer um maior mix de produtos ao consumidor nas duas cidades", afirma Andrew Schmitt, Country Manager da Skechers Brasil.
Para cada estado onde a empresa começa a marcar território, uma estratégia diferente foi escolhida. No caso do Rio de Janeiro, diz Andrew, o foco está no fato de o morador da cidade ter maior preocupação com aspectos de saúde e qualidade de vida, além de ser bastante interessado em novidades.
No quiosque na Barra da Tijuca, os destaques serão os calçados de corrida, de olho no estilo de vida dos cariocas, além dos calçados infantis. Já em São Paulo, as noas tendências em calçados serão o foco da nova loja que não vai deixar de lado os corredores de rua paulistanos.
A abertura de novos pontos de venda exclusivos da Skechers já está nos planos da companhia. No entanto, a decisão sobre novas áreas e cidades para mais lojas no país dependerá dos resultados que das duas primeiras unidades.
A intenção é monitorar o desempenho de cada uma delas para depois então abrir novos pontos de venda, afirma o executivo da Skechers.
A empresa não revela quanto investiu nas novas unidades e as projeções para as futuras filiais. O Brasil vai entrar na conta da empresa com as novas lojas para que a Skechers atinja o objetivo de, em três anos, obter metade de seu faturamento global - hoje de US$ 1,6 bilhão - conquistados com a venda dos tênis de corrida.
 
 
Flowserve inaugura fábrica no Rio de Janeiro
MonitorMercantil 31.08.2012 - A Flowserve, que fornece de bombas, válvulas, selos mecânicos, sistemas de selagem e serviços para as áreas de petróleo, gás e química em vários países, investiu US$ 40 milhões para inaugurar sua segunda fábrica na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A nova unidade vai gerar mais de 350 empregos diretos. A construção, que tem 15 mil metros quadrados de área construída, foi uma das ações mais significativas da Flowserve no mundo e o maior investimento já feito na América Latina.
A fábrica, localizada em Campo Grande, importante área industrial do Rio de Janeiro, será especializada na produção de bombas, além de uma bancada de testes com mais de 6 megawatts (MW) de potência disponíveis, com possibilidade de expansão, e ainda suporte para fabricação de peças, serviços pós-venda e treinamentos em diversos setores. Além disso, a capacidade atual de fabricação será elevada em três vezes com a unidade.
- A nova fábrica amplia as possibilidades de atuação da Flowserve no setor de bombas e confirma a confiança da companhia no desenvolvimento do Brasil. A expectativa é preparar o país para novos produtos e aumentar o market share. As bombas fabricadas na nova unidade do Rio de Janeiro irão abastecer vários mercados da América Latina - disse Marcelo Alves, gerente-geral da Flowserve no Brasil. A companhia, com mais de 70 anos de atuação no país, tem mais de 20 mil bombas instaladas em todas as refinarias, plataformas, estações de tratamento, plantas químicas e petroquímicas e na indústria em geral do Brasil. A empresa conta ainda com 500 funcionários em todas as operações no país.
- Temos o objetivo de aumentar ainda mais nossa participação no mercado e nossa presença no mercado de offshore. Por todo potencial que o país apresenta e com os investimentos públicos e privados para os próximos anos, a Flowserve considera o Brasil uma das regiões de maior crescimento no mundo e uma de suas prioridades - disse Alves.
 
 
Laboratório Blau compra fabricante na Colômbia
Valor 31.08.2012 - O laboratório nacional Blau anunciou a compra de 50,98% da farmacêutica colombiana Sumimed. A operação foi realizada por meio de compra de ações e aumento de capital da empresa, que passa a se chamar Blau Farmacêutica Colômbia S/A. Com essa aquisição, a companhia brasileira dá início a seu processo de internacionalização. A empresa pretende fechar outra aquisição ainda este ano.
O valor do negócio não foi divulgado. A empresa informou que a transação foi realizada com recursos próprios. "Escolhemos a Colômbia por ser o terceiro país mais importante na América do Sul, politicamente democrático, economicamente estável e estar em franco crescimento. O fato de a Colômbia ser muito similar ao Brasil na parte fiscal, tributária e societária também foi levado em conta", afirmou Marcelo Hahn, fundador e CEO da Blau, por meio de um comunicado.
A empresa colombiana já era um importante cliente internacional da companhia. Esse laboratório trabalha com um portfólio, que vai desde antibióticos até produtos biotecnológicos. Com atuação nas áreas de preservativos, farmacêutica, hospitalar e bioctenologia, a Blau pretende encerrar este ano com faturamento superior a R$ 250 milhões.
 
 
Remédio em casa
Folha 31.08.2012 - A proposta da ANS de que as operadoras de planos de saúde venham a oferecer medicação domiciliar a beneficiários portadores de doenças crônicas não foi bem vista pelo setor.
Para José Cechin, presidente da Fenasaúde (que representa as operadoras), não há evidências de que a oferta de remédios surta efeito.
Uma pesquisa dos EUA, divulgada pelo Iess (Instituto de Estudos de Saúde Complementar), aponta avanço apenas de preços dos prêmios e do uso de medicamentos.
"Não se verifica relação entre a oferta de medicamentos na rede privada e a diminuição de internações ou melhora de saúde do paciente", diz Luiz Augusto Carneiro, superintendente do Iess.
José Cláudio Ribeiro Oliveira, da Unimed do Brasil, afirma que a ANS quer transferir para as operadoras responsabilidades do SUS.
Paulo Arthur Góes, do Procon de SP, afirma que "é também responsabilidade do setor privado, cujo objetivo é a qualidade de vida, o que inclui acesso a remédios".
 
 
Vivendi desmente a venda de ativos
MonitorMercantil 30.08.2012 - A Vivendi não corre contra o tempo para vender ativos nem tem planos para se dividir em duas, garantiu nesta quinta-feira a companhia francesa de mídia e telecomunicações, ao anunciar 500 milhões de euros de cortes de custos para compensar a maior concorrência contra a SFR, operadora francesa de telefonia celular.
As vendas em queda da SFR, alvo de uma guerra de preços que a concorrente Iliad travou, levou à queda de 13% no lucro do conglomerado no primeiro semestre, em linha com as previsões.
A desvalorização de suas ações obrigou a Vivendi a contratar consultores para rever seus negócios e estudar a venda da produtora de videogames Activision Blizzard e da operadora brasileira de telecomunicações GVT.
"Sentimos a necessidade de agir às claras com nossos acionistas, mas não estamos em 2002, nem temos que vender ou fazer nada imediatamente", disse o presidente-executivo, Philippe Capron, em referência à concordata da companhia há dez anos que levou à venda em massa de ativos para cortar dívida.
A companhia francesa disse que os cortes de custo se darão por demissões voluntárias e economias em todos os setores, como marketing e tecnologia da informação. Capron acrescentou que poderá haver outros cortes de custo além dos 500 milhões de euros, mas não deu detalhes.
Resultado: A Vivendi, que controla a GVT no Brasil, obteve lucro líquido 44% menor no segundo trimestre do ano, para 463 milhões de euros, ante 824 milhões de euros no mesmo período de 2011. O recuo se deveu, segundo a empresa, à queda da lucratividade da unidade francesa SFR, ao aumento de impostos e ao adiamento da contabilidade das vendas do videogame Activision Blizzard.
O lucro ajustado antes de juros e impostos da companhia recuou 21% no segundo trimestre, para 1,32 bilhão de euros, do lucro ajustado de 1,66 bilhão de euros..
A receita geral recuou 1,5% no segundo trimestre, para 6,97 bilhões de euros, de 7,07 bilhões no mesmo período do ano passado. A receita da SFR, que representou 42% da receita da companhia em 2011, recuou 7,5% no segundo trimestre, para 2,83 bilhões de euros.
GVT: A receita da GVT atingiu 853 milhões de euros no primeiro semestre de 2012, um aumento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado (31,4% em moeda constante). As receitas de serviços de banda larga aumentaram 16,7% (22,4% em moeda constante) e as receitas de serviços de voz aumentou 26,2% (32,4% em moeda constante) em relação ao primeiro semestre de 2011.
Como resultado dos esforços comerciais e de expansão da rede geográfica, as linhas em serviço (LIS) da alcançou mais de 7,414 milhões, um aumento de 41,1% ano-a-ano. Quanto LIS total da banda larga, o perfil do cliente na base com velocidade igual ou superior a 15 Mbps atingiu 40,7%, em comparação com 24% para a primeira metade de 2011. GVT expandiu sua cobertura para 11 cidades adicionais durante a primeira metade do ano e encerrou o segundo trimestre em 130 cidades.
O Ebitda da GVT somou 346 milhões, um aumento de 21,4% em relação ao primeiro semestre de 2011 (27,3% em moeda constante), com margem Ebitda de 40,6%. Excluindo os custos relacionados com o serviço de televisão por assinatura, telecomunicações a margem Ebitda atingiu 43,1%, o que representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Por meio de seu serviço de televisão por assinatura híbrida, combinando transmissão de canais via satélite e serviços interativos via IPTV (Internet Protocol TV), a GVT já adquiriu cerca de 203 mil assinantes em 30 de junho de 2012. Durante o segundo trimestre de 2012, a GVT obteve uma quota de mercado de 11% líquida acrescenta de todo o mercado de televisão por assinatura brasileira (levando em conta que os mercados da GVT seus serviços apenas em suas áreas de implantação de rede).
 
 
Aneel decide que Equatorial não tem condições para assumir a Celpa
Valor 31.08.2012 - O conselheiro da Aneel Romeu Rufino disse que a empresa Equatorial Energia SA informou à agência que está com dificuldades de assumir as operações da Companhia Elétrica do Pará (Celpa).
A proposta fazia parte do plano de transição da Celpa, que apresenta sérias dificuldades financeiras.
A Aneel decidiu, portanto, que a Equatorial não tem condições operar a Celpa. A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da Aneel, que, em instantes, vai definir a eventual intervenção nas operações do grupo Rede, que, além da Celpa, controla outras oito distribuidoras de energia no país.
 
 
Aneel vai decretar intervenção em 8 distribuidoras do grupo Rede
Valor 31.08.2012 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciará, hoje à tarde, intervenção em oito distribuidoras do grupo Rede Energia. Essas distribuidoras atendem a 4,9 milhões de unidades consumidoras, em 578 municípios, e são controladas pelo grupo do empresário Jorge Queiroz.
A intervenção, permitida por uma medida provisória publicada ontem no “Diário Oficial da União”, abrangerá as seguintes concessionárias: Cemat (MT), Celtins (TO), Enersul (MS), Nacional (SP), Bragantina (SP), Caiuá (SP), Vale Paranapanema (SP) e Força e Luz do Oeste (PR). A medida não afeta a Celpa, distribuidora do Pará, que pertence ao mesmo grupo e está em processo de recuperação judicial.
 
 
Produção da Petrobrás pode cair este ano
Estadão 31.08.2012 - Resultados de julho acenderam o sinal vermelho entre especialistas, que já falam na primeira queda na produção de petróleo do País desde 2004. O baixo volume de petróleo produzido pela Petrobrás em julho acendeu o alerta vermelho para o resultado do ano. Entre analistas financeiros, cresce a percepção de que a produção ficará abaixo do número registrado em 2011. Caso isso ocorra, será a primeira vez desde 2004 que a produção da Petrobrás no Brasil apresentará queda anual. Naquele ano, a produção média foi de 1,493 milhão de barris de óleo por dia, ante 1,540 milhão de barris diários em 2003.  A Petrobrás divulgou na noite de quarta-feira a produção de 1,940 milhão de barris diários de petróleo no Brasil em julho. Foi o pior resultado mensal desde outubro de 2010, quando foi produzido 1,938 milhão de barris por dia (bpd).
A reação foi imediata. Em relatório elaborado ainda na noite de quarta, os analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca, do Deutsche Bank, questionaram se 2012 seria um novo 2004. "Se a produção permanecer no patamar de 2 milhões de barris por dia até dezembro, a Petrobrás apresentará queda da produção neste ano (ao contrário de nossa estimativa de produção estável), a primeira desde 2004."
A produção média da Petrobrás em 2011 ficou em 2,022 milhões de barris por dia e, até julho deste ano, a produção está em 2,007 milhões de bpd em 2012. Por isso, apenas uma aceleração expressiva em relação aos níveis de julho possibilitará à Petrobrás não amargar a primeira queda da produção em oito anos.
A equipe do Deutsche lembra que dois FPSOs (navios-plataforma) entrarão em operação no segundo semestre, mas o efeito no resultado de 2012 será pequeno. Juntos, os equipamentos Cidade de Anchieta e Cidade de Itajaí terão capacidade para processar 180 mil barris por dia.
O analista do Banco Geração Futuro, Lucas Brendler, destaca que a produção da Petrobrás tem caído de forma consistente em 2012. Em janeiro, a produção nacional de petróleo da Petrobrás alcançou 2,110 milhões de barris por dia e desde então o indicador apresentou cinco quedas na comparação com o mês anterior - a exceção foi em maio.
Parada programada. A redução da produção em julho, de acordo com a Petrobrás, foi provocada pela parada programada para manutenção na plataforma P-8, no campo de Marimbá (bacia de Campos). Os números de 2012 também refletem a interrupção da produção no campo de Frade (bacia de Campos), ainda sem data para retornar.
O analista do Geração Futuro mantém a projeção de que a produção em 2012 terá leve alta em relação ao ano passado, alcançando 2,027 milhões de barris por dia, mas destaca que a possibilidade de uma queda se torna cada vez mais factível. O analista de petróleo da SLW Corretora, Erick Scott, diz que a direção da Petrobrás sinalizou que a produção em 2012 e 2013 ficaria estável em relação a 2011. A companhia, no entanto, costuma trabalhar com uma margem de erro e, nesse cenário, uma queda da produção já havia sido sinalizada. "O resultado da Petrobrás tem vindo sempre abaixo do esperado. Por isso, se cumprida a projeção da própria companhia, podemos imaginar na melhor condição uma estabilidade em relação ao ano passado."Voltar
 
 
Triunfo confirma emissão de licença ambiental para Viracopos
Valor 31.08.2012 - A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) divulgou hoje, por meio de comunicado, que o governo do Estado de São Paulo emitiu licença ambiental de instalação à concessionária Aeroportos Brasil Viracopos. A licença permite a sociedade, formada por TPI, UTC Participações, Egis Airport Operation e Infraero, iniciar os investimentos previstos no contrato de concessão. A sociedade será responsável pelos serviços de ampliação, manutenção e operação do aeroporto pelos próximos 30 anos, conforme contrato assinado em 14 de junho de 2012.
 
 
À espera de carga, navios perdem a vez em fila do porto de Paranaguá
Folha 31.08.2012 - Embarcações aguardam um mês pelo lugar, mas desistem de atracar por falta de mercadoria. Greves de servidores e de caminhoneiros acentuaram problema logístico no transporte de grãos ao terminal. Navios no porto de Paranaguá (PR); carga de grãos atrasada faz embarcações abrirem mão da vez após espera de um mês. Navios em busca de soja e milho brasileiros, que vêm lotando o porto de Paranaguá (PR) para embarcar grãos, estão deixando de atracar no local devido à falta de carga nos armazéns. De acordo com operadores portuários e produtores rurais, está faltando soja e milho para dar conta da demanda dos exportadores.
O problema ocorre em razão da quebra da safra de grãos dos EUA: como não há cereal suficiente lá, os importadores vêm para o Brasil em busca do produto.
Os navios, que aguardam em média um mês na fila para carregar, estão abrindo mão da vez de embarcar por não haver carga disponível.
"O problema é o transporte. Os grãos não estão chegando no porto, tanto por ferrovia como por rodovias", afirma Sérgio Mendes, da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).
Segundo Mendes, a situação piorou depois da greve de caminhoneiros e de servidores federais.
"É uma questão estrutural, que se agravou com a sucessão de greves", diz. "Você pensa que [a carga] vai chegar no dia tal, mas não chega. E o navio lá, esperando."
Na última semana, 21 navios em Paranaguá abriram mão da vez por não encontrar a carga pronta. Alguns esperavam por mais de 30 dias.
"Em 20 anos, eu nunca tinha visto algo parecido", afirma o superintendente do porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino.
O problema também ocorre, em menor escala, nos portos de Santos e São Francisco do Sul (SC), onde alguns navios embarcam apenas parte da carga e voltam ao fim da fila para completar o resto depois.
"Eles preferem ficar aqui na fila, onde sabem que vão captar a carga, do que ficar boiando em algum lugar do mundo, onde o produto simplesmente não existe", afirma Dividino.
A expectativa é que a "corrida" dos exportadores só desacelere no final do ano, com a nova safra de grãos. Até lá, as exportações de milho -produto que está mais em falta no mercado internacional- devem bater recorde histórico neste ano, segundo a Anec. Serão 14 milhões de toneladas, quase 50% a mais do que no ano passado.Voltar
 
 
Suspensão de licença mineral dura até novo código, diz Lobão
Valor 31.08.2012 - Ministro Edison Lobão: "Já há um número excessivo de concessões de pesquisa e de lavra circulando por aí".
Apesar da intensa pressão das mineradoras, que ameaçam até mesmo ir à Justiça para conseguir a liberação de licenças de pesquisa e de lavra, o governo está decidido a reter a maior parte dos pedidos para exploração e produção em novas jazidas até a entrada em vigência do futuro código de mineração. Essa determinação foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Valor.
Lobão reconheceu que, de fato, o governo decidiu segurar a liberação de licenças. Os únicos minérios que não tiveram as autorizações barradas pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), órgão responsável pela emissão dos documentos, são os chamados "minérios agregados", produtos como areia, brita, cascalho e água mineral, insumos básicos que são utilizados na construção civil. O resto está praticamente parado.
"Estamos, sim, segurando as autorizações. Já há um número excessivo de concessões de pesquisa e de lavra circulando por aí, disse o ministro. "Então, não há que se dizer que [a retenção de novas autorizações] irá prejudicar as exportações ou a produção nacional. Basta que [as empresas] cumpram os alvarás já expedidos e que estão sem ser explorados, sendo apenas usados para especulação", ressaltou Lobão.
A retenção das autorizações tem um propósito claro. Pelo novo código de mineração, o governo passará a leiloar o direito da exploração mineral, provocando a concorrência entre empresas interessadas naquela lavra. Pelo modelo atual, essa disputa não existe, porque o direito de exploração é dado à empresa que apresentar primeiro o seu pedido.
Outra medida importante e já sacramentada, segundo Lobão, é o estabelecimento de um prazo para a concessão do direito de exploração. "Hoje esse prazo não existe. A empresa obtém um alvará de lavra e, a partir daí, não tem mais data nem para começar, nem para terminar. Isso vai mudar", disse o ministro. "O prazo de concessão será de 30 anos, podendo ser renovado por mais 20 anos, e esse prazo valerá para todos os minérios", antecipou.
O governo também decidiu estabelecer um tempo limite para o início da produção. As mineradoras receberão uma licença de pesquisa com prazo de sete anos, não podendo ser renovado, como acontece atualmente. "A empresa terá esse prazo máximo para começar a lavra. Não poderá mais ficar empurrando isso com a barriga pelo resto da vida."
Até o início deste mês, conforme revelou o Valor, havia no DNPM mais de 5 mil alvarás de pesquisa e 55 portarias de lavra pendentes de liberação. As empresas criticam a postura do governo e afirmam que a paralisação terá reflexos na economia e nas exportações. A preocupação das mineradoras concentra-se, basicamente, no que o governo fará com os pedidos de autorização de pesquisa e lavra que já foram protocolados no DNPM, mas que não tiveram seus processos concluídos pela autarquia.
Quanto a esse ponto, o governo sinaliza não ter dúvidas: todas as autorizações não concluídas perderão a validade, para que suas jazidas sejam leiloadas, com base nas novas regras do marco da mineração. "O direito de uma empresa sobre a mina só se configura quando o processo se completa, e isso só ocorre com a expedição do alvará de pesquisa", disse Lobão. "Como o DNPM não expediu o alvará, o processo começou, mas não se concluiu. Portanto, não há do que reclamar."
O ministro confirmou a informação de que a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), como é conhecido o royalty cobrado das mineradoras para a exploração mineral, terá o teto de sua alíquota elevado para até 6%. Hoje, a CFEM parte de uma alíquota de 0,2% (pedras preciosas, pedras coradas lapidáveis, carbonados e metais nobres) para até 3% (minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio). Na média, o recolhimento fica em torno de 2%, faixa que é aplicada para os minérios de ferro, fertilizantes e carvão. "Vamos elevar essa média de 2% para 4%", afirmou Lobão.
De acordo com o ministro de Minas e Energia, a decisão do governo de converter as autorizações de mineração em leilões de concessão segue uma tendência mundial em andamento em outros países, como a Colômbia e a Austrália, que têm realizado mudanças da mesma natureza.
A aprovação do código da mineração está atrasada em relação ao cronograma original. As linhas gerais do novo marco foram apresentadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. A missão de levá-lo adiante ficou com a presidente Dilma Rousseff, que previa o envio do texto ao Congresso Nacional no ano passado. Um adiamento alterou o cronograma para este ano. Agora, Lobão disse que o assunto entrará na pauta, como prioridade, logo após a solução a ser dada para as concessões do setor elétrico. Ele prevê que o texto seja encaminhado ao Congresso, finalmente, até dezembro. "Esse assunto tem sido examinado intensivamente no Palácio do Planalto. Já fizemos cerca de dez reuniões sobre a proposta, e sempre se melhora o trabalho. Estamos apenas aguardando agora essa questão das concessões [de infraestrutura]. Concluída essa etapa, o Palácio vai se concentrar nesse assunto."
Três projetos de lei foram elaborados. Os dois primeiros tratam do sistema de licitações e do aumento dos royalties. O último transforma o DNPM em agência reguladora. Ontem à noite, o ministério anunciou a saída - por razões pessoais - do secretário de Geologia e Mineração, Cláudio Scliar, um dos principais responsáveis pelo desenho do novo código. Ele será substituído pelo secretário-adjunto, Carlos Nogueira. A exoneração de Scliar, a pedido, e a nomeação de Nogueira saem nos próximos dias.
 
 
Consumidor doméstico amplia campo de eólicas
Valor 31.08.2012 - Dante Bonorandi: “Incremento de projetos nas carteiras de energia eólica”.
O crescimento do mercado de energia eólica no país e a nova resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite a microgeração por consumidores domésticos, estão movimentando os negócios de pequenos e médios fornecedores do setor. No Ceará, um dos Estados com grande potencial de força gerada pelos ventos, empresas como Mercurius, Satrix e Transfortech expandem a atuação para outros Estados, investem na produção de equipamentos mais potentes e na ampliação da cartela de serviços. A Satrix, com 30 funcionários, faturou R$ 2 milhões em 2011 e planeja chegar a R$ 8 milhões até o final do ano.
Com sede em Fortaleza, a Mercurius Engenharia se especializou na construção de parques eólicos. Faz obras civis, acessos e vias dentro das usinas. Em 2011, faturou R$ 80 milhões e a previsão é faturar R$ 100 milhões em 2012. "Vamos ter um incremento de projetos nas carteiras de energia eólica e de incorporações", diz o diretor Dante Bonorandi, que já entregou 18 obras em todo o país.
Para captar mais clientes no mercado de energia renovável, Bonorandi reforçou os contatos diretos com fornecedores e participa de eventos e feiras do setor. Em 2012, espera investir cerca de 5% do faturamento na compra de equipamentos, capacitação técnica dos funcionários, consultorias e na expansão da área de TI (tecnologia da informação). O valor é quase o dobro do que foi aplicado em 2011.
O empreendedor paulista José Aparecido Cardoso abriu no ano passado uma prestadora de serviços em Maracanaú (CE), de olho no crescimento dos parques eólicos do Estado. Uma das tarefas da Transfortech é realizar a troca do óleo lubrificante das caixas de engrenagem dos aerogeradores, em uma altura de quase 100 metros. Tem clientes como CPFL Renováveis, GE e Alstom.
Fazendas e pousadas, que podem usar energia do vento, movimentam fornecedores de menor porte
A empresa de 22 funcionários faturou R$ 945 mil em 2011 e planeja fechar 2012 com R$ 2,5 milhões no caixa. A receita do empresário para conquistar grandes contas é executar serviços dentro dos prazos e horários estabelecidos, além de manter funcionários com experiência no setor. "Montamos uma unidade em João Câmara (RN), com investimentos de R$ 400 mil, para atender os parques de energia eólica da região, que reúnem cerca de 2,4 mil aerogeradores". Este ano, a empresa ainda fez parcerias com duas companhias de geradores eólicos para oferecer especialistas em torres, troca de pás e motores. Segundo Cardoso, os investimentos no negócio são, geralmente, alimentados com recursos próprios. "Somente agora estamos tentando fazer algum tipo de empréstimo, mas é sempre muito difícil. As exigências são grandes e temos de dar garantias para obter o financiamento". Nos próximos meses, a Transfortech deve implantar novos escritórios em municípios cearenses como Aracati e Camocim, no Sul e Norte do Estado, para diminuir o tempo de atendimento aos clientes.
Segundo José Roberto Martins, sócio do Trench, Rossi e Watanabe Advogados e responsável por negócios da área de energia, as empresas de tamanho reduzido do setor também terão oportunidades na área de microgeração. "O Brasil está buscando tecnologia para a fabricação de aerogeradores de pequeno porte, com qualidade e custos competitivos".
Em abril, a Aneel publicou a resolução normativa 482, que incentiva a microgeração de até 100 quilowatt (kW) e a minigeração de 100 kW a 1 MW de energia eólica. Agora o consumidor já pode utilizar geradores eólicos em casa. A iniciativa deve viabilizar mais investimentos em pequenos geradores, em pousadas e fazendas, dizem os especialistas. "Os consumidores que liberarem energia no sistema de distribuição ainda podem compensar o montante extra no valor faturado pela distribuidora", explica Martins.
De olho nesse novo nicho, depois de um investimento de R$ 12 milhões, a Satrix, instalada em Eusébio, município da região metropolitana de Fortaleza, passou a entregar aerogeradores de pequeno porte, de até 50 kw, indicados para pequenas fábricas. são pouco mais de 30 equipamentos em funcionamento no Estado.
O empresário pernambucano Marcelo Tavares de Melo, um dos sócios da empresa de 30 funcionários, já pensa em expandir as vendas para Piauí, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de Alagoas e Maranhão. Uma torre eólica de pequeno porte, com 1,2 kW de potência, pode custar R$ 26 mil com a instalação. A Satrix faturou R$ 2 milhões em 2011 e pretende alcançar R$ 8 milhões em 2012. "Vamos iniciar a produção de novos modelos, com maior poder de geração, e chegar aos mercados da Bahia e Sergipe em 2013". A empresa também opera com financiamento dos produtos por meio do cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Rob Grant, CEO global da empresa australiana de energia renovável Pacific Hydro, 80% dos fornecedores que trabalham para a empresa com desenvolvimento de projetos são pequenos e médios negócios. Fornecem torres, consultoria ambiental, análises topográficas, estudos arqueológicos, linhas de transmissão e serviços de manutenção. "Estamos em busca de inovações tecnológicas e logísticas, além de softwares e serviços de TI". Antes de escolher os parceiros, a companhia analisa o conhecimento dos sócios no setor e planos de crescimento.
 
 
Hypermarcas lucra mais com remédios
Valor 31.08.2012 - Bergamo (à esq.), CEO, e Violland, da divisão farmacêutica: "O mercado começou a entender a nossa estratégia".
Conhecida como uma "máquina de compras", a Hypermarcas vai dar um tempo. Desde o início de 2002, quando entrou efetivamente em operação, a companhia fez 28 aquisições para se tornar a gigante que é hoje, com faturamento de R$ 4,2 bilhões. Dez anos depois, a Hypermarcas decidiu ajustar o foco. A empresa quer ser uma das maiores do setor farmacêutico do país e de consumo, nos segmentos de beleza e higiene pessoal.
Há cinco anos, quando decidiu entrar no setor farmacêutico, a companhia fez cinco aquisições, que somaram R$ 5,9 bilhões, e está concentrando em Anápolis (GO) 75% de sua produção de medicamentos. Esse complexo industrial recebeu investimentos de R$ 100 milhões e se tornou o maior laboratório da América Latina em capacidade instalada.
O processo de realinhamento do grupo teve um penoso percurso. Em meio a um cenário macroeconômico adverso em 2011, a companhia viu suas ações saírem do céu para o inferno, com desvalorização de 62,06% no ano passado. Neste ano, a situação começou a se inverter. No acumulado do ano até ontem, os papéis registravam alta de 59,18%, de acordo com levantamento do Valor Data. Ontem, os papéis da companhia fecharam cotados a R$ 15,53. Para dar uma guinada na companhia, a Hypermarcas decidiu se desfazer no ano passado de três importantes ativos - Assolam (esponja de aço e produtos de limpeza), Assim (produtos de limpeza) e Etti (atomatados), que deram início às operações do grupo. A empresa criou duas divisões de negócios - farmacêutica e consumo. Com o ajuste do portfólio e divisões definidas, a companhia começou a preparar seu plano de expansão para os próximos cinco anos. A meta é crescer organicamente, deixando um pouco de lado o DNA consolidador.
Em 2011, quando encerrou com faturamento bruto de R$ 4,2 bilhões, a divisão de consumo representava 50,7% da receita do grupo, e fármacos ficou com 49,3%. Neste primeiro semestre, houve uma inversão. O setor farmacêutico ficou com 56,7% e consumo 43,3%. A expectativa é de que haja um equilíbrio entre as duas divisões de negócios, mas a área farmacêutica, que tem margens mais atraentes, responde por cerca de dois terços do lucro bruto da companhia, que neste primeiro semestre ficou em R$ 1,15 bilhão.
"Hoje ninguém conseguiria criar uma empresa nos mesmos moldes da Hypermarcas", afirmou ao Valor Claudio Bergamo, CEO da companhia.
A decisão de entrar no segmento farmacêutico começou em 2007, quando o grupo comprou o laboratório DM. Com essa aquisição, tornou-se dona de conhecidos medicamentos isentos de prescrição (Mips) ou OTC (na sigla em inglês), como Atroveran, Biotônico Fontoura, Doril, Engov e Eplocler, com forte apelo popular e linha de frente de qualquer farmácia. No ano seguinte, abocanhou o laboratório Farmasa, entrando no segmento de remédios de prescrição, com importantes marcas como Rinosoro e Tamarine. Em 2009, deu uma grande tacada, com a compra da Neo Química, desbancando multinacionais que estavam no páreo. No ano seguinte, adquiriu a Luper, mas compra da Mantecorp, no fim de 2010, consolidou o portfólio da companhia como líder em medicamentos isentos de prescrição, similar e a terceira maior em genérico, além de fazer sua estreia na área de dermocosméticos.
A expansão no setor farmacêutico foi batizada de projeto Magnum, que incluiu a consolidação das fábricas de medicamentos em Anápolis (GO). No Rio de Janeiro, onde a companhia mantém a unidade da Mantecorp, ficam os 25% restantes da produção.
Para dar prosseguimento ao seu processo de expansão nesse segmento, a Hypermarcas foi ao mercado e contratou o executivo Luiz Eduardo Violland, ex-presidente da Nycomed (adquirida pela japonesa Takeda). Violland chegou à companhia em outubro do ano passado para assumir a divisão farmacêutica do grupo. "Nosso mercado não depende de financiamento. Nosso setor cresce com a maior renda da população", afirmou Violland.
E como a maioria dos produtos farmacêuticos da Hypermarcas está fora do balcão, a estratégia da companhia é atacar em todas as frentes. Uma equipe de 500 pessoas é responsável para visitar o varejo farmacêutico, desde grandes redes, como as independentes, explicou Violland. No caso dos medicamentos com prescrição, a visita aos médicos também se intensificou. "Nosso foco é na execução."
Neste ano, o grupo anunciou participação na joint venture da superfarmacêutica nacional BioNovis, que tem como sócios Aché , EMS e União Química, cada um com 25% de participação. Os investimentos serão de R$ 500 milhões, dos quais R$ 300 milhões em dívida e o restante dividido entre os sócios. A nova empresa vai investir em biológicos e biossimilares.
Com histórico consolidador, a Hypermarcas sofreu um forte revés no ano passado. Suas ações derreteram, chegando a valer menos que em 2008, quando abriu o capital, e a gestão da companhia foi questionada. Analistas criticaram as inúmeras aquisições - no setor farmacêutico a companhia inflacionou os ativos por conta do seu apetite - e o mercado dava como certa a saída de Claudio Bergamo do grupo. Neste ano, o humor do mercado mudou em relação à empresa. "O mercado começou a entender a nossa estratégia", afirmou Bergamo.
Passado o período turbulento, o apetite por aquisições dará lugar à estratégia de expansão orgânica. Bergamo não fala em metas de crescimento, mas disse que a companhia busca encerrar 2012 com Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) acima de R$ 850 milhões. O capex (investimento) para 2012 está previsto em R$ 200 milhões. Em 2013, a projeção é de R$ 150 milhões e, em 2014, ficará entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões. Os aportes de marketing ficam em 19% da receita líquida anual.
Com o desinvestimento nos três ativos, R$ 445 milhões entraram no caixa do grupo. O endividamento da empresa está em três vezes o Ebtida do último trimestre anualizado. A companhia trabalha para reduzir seu endividamento para ficar entre 2 a 2,5 vezes o Ebtida. A empresa informou que sua posição de caixa está em R$ 2,3 bilhões e que o perfil de sua dívida é majoritariamente de longo prazo.
Para a divisão de consumo, que responde por beleza e higiene pessoal, o grupo criou o projeto Matrix, que começou a ser executado este ano e deverá ser concluído em 2013. O projeto prevê consolidar as unidades da área em uma única fábrica em Senador Canedo (GO).Voltar
 
 
O noivo da vez
Isto é Dinheiro 24.08.2012 - Maior empresa independente de publicidade digital do País, a paulista iThink está sendo assediada por grandes grupos internacionais do setor.
Maior empresa independente de publicidade digital do País, a paulista iThink está sendo assediada por grandes grupos internacionais do setor. Segundo o CEO Marcelo Trípoli, a iThink recebeu sete propostas de companhias estrangeiras nos dois últimos anos. “Como a única das grandes que não está ligada a grupos, somos a noiva da vez”, diz Trípoli, que descartou propostas de aquisição pura e simples do controle. “Estamos abertos a associações com parceiros que adicionem valor ao nosso negócio.” O interesse de fora faz sentido: com um mercado estimado em R$ 3,4 bilhões, em 2011, a publicidade digital brasileira vem crescendo a taxas de dois dígitos, nos últimos anos – no primeiro trimestre de 2012, o faturamento aumentou 12%, de acordo com o Interactive Advertising Bureau. “A propaganda digital já representa mais de 10% da receita publicitária no País”, diz Trípoli, que tem entre seus clientes nomes como Vivo, Santander e Nestlé. A ideia é que essa fatia chegue a pelo menos 30%, até o final da década, a exemplo do que ocorre nos EUA.
 
 
Cacau Show acelera o passo
Isto é Dinheiro 24.08.2012 - A marca de chocolates Cacau Show, que levou 22 anos para chegar a mil lojas franqueadas, quer duplicar de tamanho nos próximo três. Segundo o CEO Alexandre Costa, a expectativa é que, em 2015, a rede também dobre suas receitas, que ficaram em R$ 550 milhões em 2011.
 
 
Dados do IBGE apontam que população do país cresce rumo ao interior
Folha 31.08.2012 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira os dados de população dos municípios brasileiros --em relação à última medição, em 2010, o Brasil ganhou 3.191.087 novos habitantes, passando a uma população total estimada em 193.946.886 pessoas na data de referência, 1º de julho de 2012.
Os dados mostram que as cidades que mais cresceram no período das três últimas medições (2000-2012) foram aquelas com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. Segundo o instituto, esse dado revela "que o dinamismo populacional do Brasil continua seguindo novas rotas, particularmente rumo ao interior".
Não houve mudança na lista dos 15 municípios mais populosos em relação a 2010. As maiores cidades são São Paulo (11,37 milhões de habitantes), Rio (6,39 milhões), Salvador (2,71 milhões), Brasília (2,64 milhões) e Fortaleza (2,5 milhões). Juntos, eles somam 40,75 milhões de habitantes, representando 21,02% da população.
Quando consideradas as regiões metropolitanas, São Paulo mantém-se líder (19,95 milhões de habitantes), seguida do Rio (11,84 milhões), mas Belo Horizonte, com 5,5 milhões de pessoas na região metropolitana, e Porto Alegre (3,99 milhões) assumem as posições seguintes.
Excluindo as capitais, os municípios mais populosos são Guarulhos (1,24 milhão), Campinas (1,09 milhão), São Gonçalo (1,01 milhão), Duque de Caxias (867,06 mil), Nova Iguaçu (801,74 mil) e São Bernardo do Campo (774,88 mil). Com exceção das capitais, os 15 municípios mais populosos somam 11,47 milhões de habitantes, representando 5,92% do total da população do Brasil em 2012.
Já os municípios com população abaixo de 100 mil pessoas tiveram baixas taxas de crescimento -- muitos deles próximos de zero. Borá (SP) e Serra da Saudade (MG), com 807 habitantes cada uma, são as cidades menos habitadas do país, e as duas únicas que possuem menos de mil moradores.
As estimativas populacionais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do dinheiro do Fundo de Participação de Estados e Municípios.
Estados: São Paulo continua sendo o Estado mais populoso, com 41,9 milhões de habitantes (21,6% da população brasileira), seguida por Minas Gerais, com 19,85 milhões (10,23%), e Rio de Janeiro, com 16,23 milhões (8,36%). O Estado de Roraima é o menos populoso, com 469,52 mil habitantes (0,24%), seguido do Amapá, com 698,60 mil (0,36%), e Acre, com 758,78 mil (0,39%).
 
 
Com o pré-sal, seguros para navio crescem no país
Folha 31.08.2012 - A evolução do segmento de seguros para cobertura de risco de embarcações especializadas em pré-sal vai atrair empresas e práticas da Noruega, segundo a FenSeg (federação de seguros).
"O país é especializado na área. Algumas frotas brasileiras já têm embarcações na condição norueguesa de seguros, em que as coberturas são mais amplas", diz Carlos Polízio, executivo da FenSeg.
A Liberty Seguros, que acaba de entrar no mercado de seguros de navios no Brasil, fechou acordo com a norueguesa Norwegian Hull Club.
A Liberty informa que já emitiu apólice que cobre US$ 200 milhões em riscos para três navios que operam na Bacia de Campos.
"O padrão norueguês tem contrato sucinto e serviços como treinamento de tripulação e executivos. Permite que o próprio segurado realize a apuração do dano em caso de acidente. Este tipo de flexibilidade dará maior velocidade aos processos", diz Pablo Barahona, presidente da Liberty Seguros.
"Com o pré-sal, as frotas vão crescer, com embarcações para fazer a logística. Nosso objetivo é conquistar 700 apólices nos próximos três anos", afirma o executivo Maurício Giuntini.
O volume de prêmios emitidos no segmento cresceu de R$ 15,9 milhões no primeiro semestre de 2011 para quase R$ 17 milhões no período neste ano, segundo Polízio.
No grupo segurador Banco do Brasil Mapfre, a área de cobertura de cascos cresceu 475% de janeiro de 2011 a julho deste ano, segundo Wady Cury, diretor-geral de grandes riscos do grupo.
R$ 16,7 milhões foi o prêmio arrecadado de janeiro a junho de 2012 e R$ 15,9 milhões foi o valor de janeiro a junho de 2011.
 
 
Haddad encosta em Serra no 2º lugar
Estadão 31.08.2012 - Segundo pesquisa Ibope, tucano tem 20% das intenções, tecnicamente ao lado de petista, que tem 16%; Russomanno lidera, com 31%
O candidato José Serra (PSDB) caiu de 26% para 20% em duas semanas e está empatado tecnicamente com o petista Fernando Haddad na segunda colocação da corrida pela Prefeitura de São Paulo, de acordo com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O líder, Celso Russomanno (PRB), subiu cinco pontos nesse período e chegou a 31%.
Impulsionado pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, Haddad cresceu de 9% para 16% desde a pesquisa anterior, feita entre 13 e 15 de agosto. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, Serra pode ter de 17% a 23% e Haddad, de 13% a 19% - daí o empate técnico. O candidato do PT tem usado a TV para promover sua ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.
Já Serra perdeu a posição de líder e agora vê ameaçadas suas chances de chegar ao segundo turno. Se a eleição fosse hoje, o tucano teria votação equivalente à que Geraldo Alckmin (PSDB) alcançou em 2008, quando disputou a eleição pela Prefeitura e terminou em terceiro lugar, atrás de Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT).
Russomanno já havia chegado ao patamar de 31% na véspera do horário eleitoral, segundo pesquisa Datafolha de 20 de agosto. Seu resultado no Ibope de agora, portanto, não pode ser atribuído ao início da propaganda eleitoral. O representante do PRB tem direito a apenas 7% do tempo de exposição de todos os candidatos a prefeito em São Paulo - Serra e Haddad têm quase quatro vezes mais.
Em um eventual segundo turno entre Russomanno e Serra, o primeiro venceria por 51% a 27%. Este cenário foi o único avaliado pelo Ibope, já que os dois concorrentes estavam empatados na pesquisa anterior e tinham 17 pontos de vantagem em relação a Haddad.
Na pesquisa espontânea, aquela em que os entrevistados manifestam sua intenção de voto antes de ler os nomes dos candidatos, Russomanno tem 24%, Serra, 16%, e Haddad, 12%.
O candidato do PSDB é o líder no quesito rejeição - 34% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Russomanno tem 8% e Haddad, 13%.
Avaliações. O Ibope também avaliou a opinião dos eleitores sobre as administrações da presidente Dilma, do governador Alckmin e do prefeito Kassab. A gestão do prefeito foi considerada ruim ou péssima por 48% e boa ou ótima por 17%. No caso do governo estadual, a avaliação positiva (soma de ótimo e bom) foi de 40%, e a negativa, de 17%. Dilma, por sua vez, foi avaliada positivamente por 53% e negativamente por 12%.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário