sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Azul.CA.03.02

Daily News


Debêntures da Globex

Valor 03.02.2010 - A rede de varejo de eletroeletrônicos Globex pretende captar R$ 400 milhões via emissão de debêntures. Os papéis terão prazo de três anos e meio e pagarão rendimento ao investidor equivalente à taxa DI mais 1%. O Itaú BBA será o banco coordenador da operação. A empresa pretende usar os recursos no reforço do capital de giro e alongamento do perfil de endividamento.

Captações Externas I

Valor 03.02.2010 - A companhia Virgolino de Oliveira S.A., produtora de açúcar e etanol, vendeu ontem US$ 300 milhões em títulos de dez anos com rendimento de 12%.

Gafisa confirma que recebeu proposta de bilionário americano

Folha 03.02.2012 - Ações subiram 20% na semana por conta de rumores sobre proposta de Sam Zell. A construtora Gafisa recebeu proposta de compra do megainvestidor americano Sam Zell e da brasileira GP Investimentos. A empresa confirmou a proposta após a forte alta das ações na semana. Desde terça, circulam rumores no mercado de que a construtora, cujas ações caíram 65% em 2011, seria alvo de aquisição de investidores estrangeiros e brasileiros. A aquisição se daria por meio de oferta aos acionistas. Nesta semana, as ações PNA (sem voto) subiram 20% e o volume financeiro movimentado foi quatro vezes maior do que a média -era de R$ 50 milhões diários e saltou a R$ 200 milhões nos últimos pregões. Desde que comprou a construtora Tenda, especializada em baixa renda, a Gafisa começou a enfrentar problemas financeiros.
A construtora teve forte queda no número de lançamentos em 2011. No terceiro trimestre, os lançamentos foram de R$ 1 bilhão -15% menos do que no mesmo período anterior.
Na época, a construtora justificou com uma mudança na estratégia em busca de maior rentabilidade.
O megainvestidor Sam Zell já chegou a ter 24% da Gafisa, mas foi reduzindo sua participação gradativamente até zerá-la no final de 2010. No comunicado ao mercado, a Gafisa afirmou que não "tem informação acerca dessa suposta oferta pública" para aquisição de ações. Por outro lado, a construtora confirmou que recebeu uma "proposta preliminar" dos investidores, que está sendo examinada pela administração. "A Gafisa está permanentemente estudando novas oportunidades de desenvolvimento de negócios e exploração de seus ativos e manterá o mercado informado acerca do resultado da análise dessa proposta."

Gafisa deixa mercado ainda mais confuso

Valor 03.02.2012 - Após vários dias de rumores, a Gafisa divulgou comunicado que aumentou a incerteza e a especulação dos investidores em relação à empresa. Respondendo a questionamento da bolsa, disse não ter nenhuma informação sobre uma "suposta oferta pública" para suas ações. Por outro lado, informou que a GP Investimentos e a Equity International, do investidor Sam Zell, dois ex-acionistas da companhia, fizeram "proposta preliminar de aquisição de ativos, sujeita a determinadas condições, que está sendo examinada pela administração". Procurados, Gafisa, GP e Equity não deram entrevista.
Em tese, os ativos que a Gafisa poderia oferecer para a venda envolvem Alphaville, braço voltado à alta renda; Tenda, que atende à baixa tenda; ou ainda terrenos e projetos em construção.
O negócio da Gafisa desejado por investidores é Alphaville. A marca é a mais rentável da empresa, com margens entre 45% e 50%. Para efeito de comparação, a margem bruta da empresa toda foi de 29,5% no terceiro trimestre, enquanto Tenda vem apresentando desempenho do indicador abaixo de 20%. Há comentários de que Alphaville seria avaliada em patamar de R$ 900 milhões a R$ 1,3 bilhão.
Comenta-se no mercado, há meses, que uma série de "players", incluindo GP e concorrentes na bolsa, procuraram a Gafisa interessados nesse negócio especificamente. A Gafisa sempre recusou-se a vender o ativo, porque é sua operação mais rentável. Caso se desfaça dela, fica ainda mais atrelada à problemática Tenda. Se a Gafisa está cogitando agora vender Alphaville, pode significar que está com saúde operacional e financeira em condições muito delicadas, segundo analistas. De acordo com fontes, Sam Zell conversou com hedge funds para buscar investidores interessados em Alphaville. O Equity possui um fundo com cerca de US$ 650 milhões disponíveis. A GP possui US$ 620 milhões para investir, que estão em seu fundo V. No mercado, comenta-se que a gestora quer voltar ao setor imobiliário via parcerias também em empreendimentos específicos. Concentrar seus negócios em Tenda significará para a Gafisa estar à mercê de uma empresa adquirida em 2008 que levou o seu desempenho e, consequentemente, a performance de suas ações na bolsa ladeira abaixo. As histórias no mercado são que a Tenda não verificava as condições de crédito de quem comprava os seus apartamentos e sequer visitava os terrenos onde lançava empreendimentos. Vender sua operação para baixa renda seria, em tese, uma melhor solução para a empresa, que se livraria de um problema que há mais de três anos não consegue resolver.
Um analista observa que o Equity negocia a compra do controle da Thá, um grupo paranaense com atuação nas áreas de incorporação, engenharia e vendas de imóveis. Ativos da Tenda poderiam ser inseridos no negócio. No entanto, há quem duvide da possibilidade.  Dentro da própria Gafisa comenta-se que os ativos que estão, de fato, à venda são terrenos que pertenciam à Tenda, onde não serão mais desenvolvidos projetos, segundo uma fonte de mercado. No fim do ano passado, a Gafisa informou que está fazendo uma reavaliação de projetos da Tenda e que cancelamentos podem alcançar 2 mil unidades. Um analista de banco internacional, à época, avaliou que o impacto negativo nas receitas poderia chegar a R$ 200 milhões. Existem cálculos no mercado, porém, que incluem revisão de custos de futuras obras, com lançamento de provisões; cancelamento de vendas, com diminuição de recebíveis e cancelamentos de estoques; e uma possível reavaliação no valor desses estoques, que levariam a Gafisa a fazer uma baixa contábil que poderia ser muito próxima de R$ 1 bilhão - soma muito elevada, ainda mais considerando que o valor de mercado d a empresa está em R$ 2,2 bilhões. Além de dificuldades operacionais e financeiras, a empresa também enfrenta problemas contábeis nos Estados Unidos. A companhia possui American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações) negociados em Nova York e ainda não entregou balanços auditados no padrão americano referentes aos anos de 2009 e 2010. A Bolsa de Nova York deu prazo até julho para que ela apresente os números. Do contrário, será deslistada. Entre os pontos em discussão estão recebíveis, que a empresa considera como caixa. O caixa é usado nas condições dos contratos de endividamento da empresa. Nessa situação, fica difícil imaginar interessados em comprar o controle da companhia. Ontem, os analistas não conseguiram imaginar quais terrenos e projetos, não necessariamente atrelados às marcas Tenda e Alphaville, que a Gafisa poderia vender e que teriam porte para interessar a Sam Zell e GP.  A venda de Alphaville também estaria na contramão de sua anunciada intenção de elevar a participação nesse negócio e de se tornar uma empresa menor, porém mais rentável. No ano passado, a Gafisa respondeu por 61% dos lançamentos, Alphaville, por 28% e Tenda, pelos demais 11%. Enquanto o Valor Global de Vendas (VGV) lançado pela companhia caiu 21% ante 2010, os da marca Alphaville cresceram 31% na mesma base de comparação. As vendas contratadas consolidadas caíram 16% no ano, mas as de Alphaville subiram 41%. A Gafisa comprou 60% da Alphaville no segundo semestre de 2006 e, posteriormente, elevou a fatia para 80%. Em outubro, deu início à aquisição dos 20% que ainda estão nas mãos dos antigos donos da Alphaville. Ainda não se sabe se essa compra da parcela remanescente já foi concluída, o que também suscita dúvidas de como seria uma possível venda total ou parcial da marca.
Outra avaliação do mercado é que vender Alphaville não seria uma opção, mas talvez a única possibilidade de a companhia reforçar seu caixa e reduzir seu nível de endividamento. Em setembro de 2011, a relação entre dívida líquida e patrimônio era de 75,3%.

GP e Sam Zell negociam compra de ativos da Gafisa

Estadão 03.02.2012 - Ações da construtora, que perderam dois terços do valor em 2011, tiveram recuperação com notícia de retorno de antigos sócios. A construtora Gafisa confirmou ontem, em fato relevante, que está negociando a venda de ativos para dois "gigantes" do setor de private equity: a Equity International, do megainvestidor americano Sam Zell, e a GP Investimentos. A companhia disse que o negócio está sendo "examinado pela administração". Como a Gafisa é uma empresa "sem dono", com sociedade altamente pulverizada, uma compra de controle pelos fundos não faria sentido. Além disso, os potenciais sócios já tiveram participação relevante na construtora e deixaram a companhia, realizando lucro (leia mais ao lado).  O que está sendo negociado agora, segundo fontes ouvidas pelo Estado, é a venda de ativos da Gafisa e da Tenda (braço de moradias populares do grupo) para a GP e o investidor Sam Zell. As negociações foram reveladas ontem pelo Portal Exame. A marca Alphaville, que está com a Gafisa há cinco anos, ficaria de fora do acordo. Procuradas para comentar o assunto, a gestora de recursos informou que, por enquanto, não se pronunciaria sobre o tema. A Equity International não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.  Analistas do setor de construção dizem que, no momento atual, "qualquer negócio" é interessante para a Gafisa. As ações do setor de construção civil caíram, em média, 43% no ano passado na bolsa.
O baque, no entanto, foi pior para a Gafisa: as ações da companhia perderam 66% em 2011. "O negócio é uma boa notícia para o setor como um todo. É sinal de que não vão deixar a empresa agonizar", diz o executivo de uma concorrente, que pediu para não ser identificado. Como o mercado estava ávido por boas notícias sobre a construtora, a mera possibilidade da entrada de um novo sócio, mesmo com a compra de ativos selecionados, foi suficiente para alimentar as esperanças de investidores. Somente no pregão de ontem da BM&FBovespa, a ação da Gafisa teve alta de 5,74%, fechando o dia cotada a R$ 5,34. No acumulado de 2012, a valorização do papel já chega a 29%, a partir de um patamar baixo (R$ 4,12). No fim de 2010, o papel da Gafisa valia mais de R$ 12.
Fundamentos: A euforia dos últimos dias em relação à Gafisa não corresponde, segundo analistas, à realidade dos fundamentos da empresa. Das três marcas que compõem a construtora - Gafisa, Tenda e Alphaville -, somente a última, dedicada a loteamentos de alto padrão, apresenta resultados financeiros realmente saudáveis. "Acho que faltou um pouco de sangue frio dos investidores. Não vejo razão para correr para a Gafisa", disse o analista de um grande banco. Os resultados relativos ao ano passado já divulgados mostram uma deterioração das margens da empresa. O lucro líquido caiu 67% entre janeiro e setembro de 2011, em relação ao ano anterior, e o nível de endividamento da construtora superava 75% do patrimônio líquido ao fim do terceiro trimestre. Uma das medidas para evitar a "sangria" de recursos foi praticamente suspender os lançamentos da problemática operação da Tenda. Entre julho e setembro de 2011, foram lançados apenas dois empreendimentos com a marca Tenda, com 324 unidades e valor de venda de R$ 49 milhões - redução de 90% em relação a 2010. E a própria empresa já admitiu que o corte pode ser ainda mais profundo em 2012. Novos negócios só devem sair com garantia de financiamento da Caixa. A "joia da coroa" para a Gafisa continua a ser a marca Alphaville. Por causa dos bons resultados, a Gafisa prevê expandir os loteamentos para mais 60 cidades em cinco anos. No entanto, a construtora tem uma obrigação referente à operação Alphaville para vencer. O contrato de compra previa que a companhia pagaria 60% à vista e os demais 40% em duas parcelas, em valores atualizados. A conclusão da aquisição exigirá, segundo apurou o Estado, desembolso de até R$ 20 milhões no mês que vem. Um dos problemas para a Gafisa virar o jogo é a maturação de projetos de construção civil, que é longa. Quem entende de construção afirma que, mesmo com novos sócios, a "desova" de projetos problemáticos dificilmente poderá ser feita em menos de um ano e meio ou dois anos.

Eólicas de donos da Malwee são cobiçadas por AES, Energisa e EDF

Valor 03.02.2012 - O processo de venda dos parques eólicos da Dobrevê Energia (Desa), que pertence às famílias donas da Malwee e da Natura, pode marcar a entrada de um novo investidor estrangeiro na geração de energia eólica no país. Foi grande o número de empresas que avaliaram os ativos, mas apenas AES Brasil, Energisa e EDF continuam na disputa, segundo fontes do mercado financeiro a par das negociações. Se ficarem com os ativos, tanto a americana AES como a francesa EDF estreariam no Brasil nesse segmento.  A maior parte dos 205 MW em capacidade instalada das eólicas da Desa já está praticamente pronta para operar na cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte. Estima-se que os investimentos totais nos parques sejam de R$ 1 bilhão, já corrigidos pela inflação, e boa parte financiada pelo BNDES.
Fontes próximas às negociações dizem que a AES Brasil é quem tem uma das melhores propostas e em estágio de negociação mais avançado, mas sua proposta pode travar justamente no financiamento do BNDES. Como o banco é financiador dos projetos, precisa dar uma espécie de aval no caso de troca de controle. Se não autorizar a transferência dos empréstimos, eles precisam ser pagos antecipadamente. O grande problema da AES com o BNDES seria político. Até pouco tempo, a empresa americana estava inadimplente com o banco em uma pendência ainda remanescente da compra de parte dos ações da Cemig. As pendências eram remanescentes dos processos de privatização do setor elétrico no governo Fernando Henrique Cardoso. Nenhuma das companhias quis fazer comentários sobre o assunto, alegando se tratarem de especulações de mercado. Há alguns anos, entretanto, a AES manifestou publicamente seu desejo de investir em geração eólica no país, mas não concretizou o projeto até agora. A compra dos parques da Desa seria uma porta de entrada no Brasil nesta área de geração, já que no mundo a americana tem mais de 6 mil MW em projetos eólicos. A outra concorrente, o grupo francês EDF, também já declarou desejo de investir em geração eólica no país. Há seis anos a empresa que pertence ao governo francês vendeu sua participação na Light e reduziu drasticamente seu tamanho no país, permanecendo apenas com ativos de geração termelétrica. Mas no ano passado, o presidente da companhia esteve no país e falou publicamente do desejo da empresa de ampliar presença no Brasil. Já o grupo nacional Energisa não é mais novato no setor de eólicas. No ano passado, a empresa, que pertence à família mineira Botelho, venceu o leilão de eólicas e vai construir parques com capacidade de gerar 150 MW de energia. A Energisa tem saído às compras nos últimos meses e compra uma série de pequenas centrais hidrelétricas. Segundo fonte do mercado financeiro, a proposta do grupo, entretanto, para a Desa não seria a de comprar a totalidade dos ativos, mas sim em fazer parceria.  O controle da Dobrevê Energia pertence à família dona do grupo Malwee e 25% está nas mãos de um fundo da família que controla a empresa de cosméticos Natura.

Inadimplência sobe e reduz lucro da Neoenergia

Valor 03.02.2012 - Marcelo Corrêa: mudanças regulatórias pesaram sobre o resultadoA Neoenergia, holding de energia elétrica que controla ativos de geração e as distribuidoras de Bahia (Coelba), Pernambuco (Celpe) e Rio Grande do Norte (Cosern) lucrou R$ 1,55 bilhão no ano passado, 12,7% menos que em 2010. No último trimestre, o resultado caiu 28,2%, em comparação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 313,8 milhões. A queda, porém, não se deve à capacidade de geração de caixa da companhia, que cedeu apenas 2,7%, no ano, e 12,4%, no trimestre, para R$ 2,97 bilhões e R$ 679,7 milhões, respectivamente. O que mais pesou sobre os resultados, segundo o presidente da empresa, Marcelo Corrêa, foi o aumento de provisões por despesas com mudanças regulatórias e a inadimplência que vem resultando desse novo cenário. A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) da Neoenergia foi incrementada em R$ 227 milhões, quase tudo concentrado na contabilidade do segundo semestre. Mas as perdas para as quais a Neoenergia já prepara seu balanço fazem parte da crônica de um processo anunciado já em 2010, com as mudanças nas regras.
Enquanto a companhia fez 640 mil novas ligações dentro do Programa Luz para Todos, desde 2004, somente com a Lei 12.212, dois milhões de consumidores de baixa renda na região da Neoenergia perderam o incentivo que tinham para a conta de luz e precisam agora ser recadastrados para voltar a tê-lo. Como a área de concessão é ampla e o acesso a algumas regiões remotas é precário, Corrêa estima que o trabalho para arrebanhar novamente essa parcela dos 9,4 milhões de clientes que tem e adicioná-los ao Cadastro Único do Governo Federal demore até meados de 2013.
Dos 8,2 milhões de clientes residenciais da Neoenergia, 4,6 milhões são famílias de baixa renda. Sem a tarifa social, a conta de luz de quem consumia até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês triplicou, até que a residência seja recadastrada. "Se o consumidor não tem renda, não paga. Se não paga, a energia é cortada. Se é cortada, volta para o roubo de energia", conta Corrêa. Mas, com as mudanças nas regras promovidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), também em 2010, a companhia já não consegue cobrar mais do que três meses de atraso. Daí a necessidade de uma provisão para perdas mais conservadora no balanço.
Além disso, segundo a Neoenergia, essas mudanças geraram a necessidade de montar estruturas mais próximas ao cliente, o que adicionou R$ 50 milhões de custo à companhia por mês. Somente no ano passado, a companhia investiu R$ 2 bilhões. "Uma parte é melhoria de qualidade, mas outra é esse trabalho de recadastramento", disse o presidente da Neoenergia.
Questões como essa já foram mazelas de regiões de baixo desenvolvimento que pesavam na balança de investidores estrangeiros, antes de se aventurarem a investir no país. Hoje, são problemas do novo mundo, bem menos desanimadores que as perspectivas de recessão no velho mundo. É essa perspectiva que faz a espanhola Iberdrola, sócia da Neoenergia com 39%, lutar para elevar essa participação ao menos ao nível de controle. Segundo fontes próximas ao processo de reorganização societária, a Iberdrola pretende deter ao menos 60% de participação da companhia. Para que se abrisse espaço no capital para os espanhóis aumentarem sua fatia, teriam de ser reduzidas as participações da Previ, a caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil (BB), que detém 49,01%, e do próprio BB, que possui 11,99%. As possibilidades cogitadas envolvem ainda a entrada no capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), maior credor da Neonergia, que, por meio da BNDESPar, sua empresa de participações, poderia adquirir 15%. Nesse caso, o BB venderia sua parte e a Previ ficaria com 25%, o que enquadraria a participação a seus limites desejáveis de investimento por empresa. A decisão sobre qual o melhor formato a ser adotado, ainda segundo fontes, está no Palácio do Planalto.

SH investe R$ 40 milhões e prevê aumento no faturamento

MonitorMercantil 02.02.2012 - A SH, fornecedora de fôrmas para concreto, andaimes e escoramentos metálicos para o mercado de construção civil, registrou faturamento de R$ 170 milhões em 2011. A expansão das filiais, principalmente, em Fortaleza e Porto Alegre alavancou o crescimento da empresa, que para 2012, prevê faturamento 20% maior que o ano passado. Ao todo, a SH fará investimentos da ordem de R$ 40 milhões no desenvolvimento de novos equipamentos. O contínuo aumento da receita e do quadro de colaboradores fez com que a SH mantivesse os planos de investimento para 2012. A expectativa é que 70% do valor total desses investimentos tenham como destino as grandes obras dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde o foco será a aquisição de novos equipamentos específicos para obras no segmento de infra-estrutura e industrial. Como a demanda de obras como essas vem aumentando em diversas regiões do país, a SH está investindo, desde o final de 2011, em duas novas gerências dedicadas exclusivamente a esse setor da construção civil.
Em termos de crescimento regional no ano de 2011, o Nordeste superou em 20% a meta de faturamento esperado. Na região Sul do país, a filial curitibana também registrou mais de 20% de crescimento. Em todo o Brasil, a SH está envolvida em várias obras importantes como o Estádio Castelão, Anel Viário de Fortaleza, Transnordestina, Transposição do Rio São Francisco, Barragem Arroio, Refinaria Abreu Lima, Arena Recife, entre outras. De acordo com Marcelo Milech, diretor de negócios da SH, o ano de 2011 foi muito bom para a região e o crescimento é explicado por dois motivos principais. "Primeiro, as formas metálicas para concreto in loco são mais procuradas pelas construtoras locais, que visam agilidade nas construções. O segundo é o grande número de obras em andamento na região, tanto de infra-estrutura, quanto de construção de unidades habitacionais, o que aquece o mercado", acrescenta Milech.

Rei do Mate reposiciona marca e ruma para 330 lojas

Brasil Econômico 03.02.2012 - "Já temos 10 contratos de franquia fechados com inauguração até junho de 2012. A meta é encerrar 2012 com 330 unidades", afirma Nasraui. Completando 20 anos de franquia em 2012, o Rei do Mate inaugura loja de número 300 e prospecta expansão fora do eixo Rio-São Paulo para manter ritmo de crescimento.  Reposicionamento da marca, com mudança de layout das lojas, nova versão para a logomarca, garoto propaganda de peso e novidades no cardápio são alguns dos ingredientes que garantirão as perspectivas de expansão do Rei do Mate em 2012. "Já temos 80% dos estabelecimentos com o novo layout, desenvolvido em parceria com o artista plástico Romeno Britto. E a logomarca dos próximos dois anos será feita pelo artista digital Gustavo Rosa", explica Antonio Carlos Nasraui, diretor comercial do Rei do Mate. No cardápio, será lançado um mate gourmet idealizado por Emmanuel Bassoleil, chef do restaurante Skye do Hotel Unique. Para completar a estratégia, o cantor e apresentador de TV João Gordo será o novo garoto programada da linha de sanduíches. Todas essas novidades, que serão disponibilizadas no decorrer do primeiro semestre deste ano, têm como objetivo atrair ainda mais o público jovem - maioria dentre os 70 mil clientes atendidos diariamente pelo Rei do Mate. E o planejamento tem um motivo claro: dar sustentação às metas ambiciosas da rede, que espera manter a média de abertura anual de 30 lojas em 2012."Já temos 10 contratos de franquia fechados com inauguração até junho de 2012. A meta é encerrar 2012 com 330 unidades", afirma Nasraui, filho do fundador da rede. No ano passado, o Rei do Mate teve 27 inaugurações, em que foram investidos um total de R$ 10 milhões. Considerando dados preliminares, Nasraui estima que a rede tenha faturado entre R$ 145 e R$ 150 milhões. Para 2012, os números são parecidos. A expectativa de investimento está entre R$ 10 e R$ 15 milhões. Quanto ao faturamento, o executivo projeta um valor 10% a 15% superior, podendo ultrapassar R$ 170 milhões. Outra estratégia diz respeito à abrangência geográfica. Presente em 17 estados, porém fortemente concentrado em São Paulo (140 lojas) e no Rio de Janeiro (110 lojas) - aproximadamente 80% da rede está nestes dois estados -, o Rei do Mate tem buscado novos pontos no Norte e Nordeste do país.   "Vai ficando cada vez mais difícil crescimento em São Paulo e no Rio de Janeiro, ai procuramos pontos alternativos", disse Nasraui.
Além se expandir geograficamente, a rede tem diversificado os pontos de lojas, saindo da tradicional praça de alimentação de shoppings e apostando em clubes, universidades, empresas, hospitais e até sedes de canais de televisão. Mesmo assim, o executivo ressalta que o mercado está aquecido e a expansão de centros comerciais e shoppings colabora para o desempenho favorável das franquias, que são modelos de negócios consagrados e de menor chance de erro.
Características: O investimento na abertura de uma franquia do Rei do Mate gira em torno de R$ 200 mil, sem considerar o ponto comercial. O retorno do investimento ocorre dentro de 36 meses. O franqueado paga mensalmente 4% de royalties e 1% em fundo de propaganda. O faturamento médio de um estabelecimento é de R$ 50 mil e são necessários de oito a 10 funcionários

Desaceleração da economia impacta receita da Localiza

Valor 03.02.2012 - Em linha com ritmo mais morno da economia, a receita da locadora de veículos Localiza desacelerou no ano passado. Em 2011, o faturamento da companhia cresceu 16%, para R$ 2,9 bilhão - taxa bem mais modesta do que os 37% registrados em 2010.  No quarto trimestre, o aumento de 7% da receita frente a um ano antes, para R$ 772,7 milhões também foi inferior à alta de 15% observada no terceiro trimestre. Porém, com despesas operacionais e financeiras controladas, o lucro líquido da empresa subiu 13,4% no período, totalizando R$ 78,7 milhões - taxa superior à alta de 0,4% registrada no trimestre anterior. Os custos diretos tiveram aumento de 4,3% no período, para R$ 470,2 milhões, enquanto as despesas operacionais subiram só 1,4%, totalizando R$ 84,2 milhões.
Já a depreciação da frota de veículos teve um salto mais significativo, de 35,4% no período, para R$ 64,7 milhões. Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Roberto Mendes, esse aumento reflete em parte o aumento da frota - que cresceu 9,4% no período.  Mas houve também um incremento de 9,6% da depreciação média por veículo, em virtude dos maiores gastos com propaganda necessários para vender os veículos seminovos.  "Os bancos estão mais cautelosos para emprestar dinheiro e os consumidores, mais cautelosos para comprar, o que aumenta nosso custo de venda", afirmou. Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia foi de R$ 218,3 milhões no quarto trimestre, uma alta de 15,9% em relação ao verificado um ano antes. As despesas financeiras, por sua vez, ficaram estáveis no período, em R$ 41,2 milhões, contribuindo para a última linha do balanço. No consolidado do ano, no entanto, os gastos da conta financeira pesaram o resultado, com alta de 37,6%, para R$ 179 milhões. O lucro no período foi de R$ 291,6 milhões, uma alta de 16,4%. De acordo com Mendes, o avanço nas despesas financeiras ocorreu principalmente por conta da alta dos juros em 2011.  A dívida líquida aumentou 7,5% no ano, para R$ 1,4 bilhão, mas o nível de endividamento como proporção do Ebitda diminuiu para 1,7 vez contra um múltiplo de 2 vezes em 2010.

Abinee quer incentivos do governo para enfrentar concorrência internacional

JB 03.02.2012 - A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) cobrou do governo federal medidas para diminuir os impactos das importações de equipamentos de energia elétrica para os produtores nacionais. O presidente da entidade, Humberto Barbato, teve reunião hoje (2) com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar do assunto. “Os equipamentos para geração, distribuição e transmissão de energia sempre foram produtos com tecnologia bem desenvolvida e não há razão para importar. No ano passado, as importações cresceram 56%. É um número expressivo que demonstra que o nosso nível de desindustrialização é muito grande”, disse Barbato. Uma das propostas da Abinee é o incentivo fiscal a empresas que comprarem produtos nacionais, mesmo sendo mais caros que os importados. “Não vamos ter condições de competir com os produtos chineses”. Barbato já conversou sobre o tema com os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo e com o então ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A Abinee também cobrou do ministro Lobão uma decisão rápida sobre o destino das concessões do setor elétrico que começam a vencer a partir de 2015. Segundo Barbato, a indefinição sobre a renovação das concessões ou novos leilões está gerando uma paralisia nos investimentos do setor. “A indústria é que paga mais caro por essa insegurança”.

Empresas almejam investidor brasileiro

DCI 03.02.2012 - A capacidade financeira do mercado brasileiro atrai empresas para investir por aqui. Ontem, a empresa canadense de petróleo e gás natural Pacific Rubiales iniciou a negociação de seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na BM&FBovespa. "Somos a primeira empresa canadense a lançar papéis no Brasil e confiamos no potencial dos investidores institucionais brasileiros", declarou o presidente da Pacific Rubiales, José Francisco Arata. Depois de mais de um ano sem lançamento de BDRs Patrocinadas na BM&FBovespa, a Pacific Rubiales abriu a temporada de lançamentos do ano de 2012. Na próxima semana, será a vez da argentina do setor imobiliário TGLT, entre cujos sócios está a PDG Realt. "O Brasil está no foco. E deve se consolidar como um importante polo financeiro internacional nos próximos anos", afirma o gerente de Produtos DR (Depositary Receipts) do Itaú Unibanco, Adelmo F. Lima Filho. O executivo revelou que está previsto que outra companhia estrangeira virá ao mercado até o final do semestre. "Fundações e assets são os principais interessados nesses papéis", diz Filho. Já a Bradesco Asset Management (Bram) encontrou a saída para expandir as BDRs, cujos papéis são permitidos apenas para investidores qualificados. "Além dos fundos de pensão, vamos oferecer tíquetes de R$ 5 mil ou R$ 10 mil para clientes Prime de Alta Renda, via fundo de investimentos com BDRs americanas", disse ao DCI, o diretor superintendente da Bram, Joaquim Levy. Na visão de Levy, essa será uma alternativa de diversificação. "Aos fundos de pensão oferecemos como uma solução de investimento, em que o gestor cuida da carteira e da análise de risco", disse. A comercialização do fundo de BDRs pela Bram está prevista para a semana antes do carnaval.

Licitação será feita por valor de outorga

Valor 03.02.2012 - Diferentemente de outros leilões já realizados pelo governo federal, em que o vencedor era escolhido pela oferta da menor tarifa, para a concessão dos aeroportos federais de Guarulhos (SP), Viracopos  (SP) e Brasília (DF), no dia 6 de fevereiro na BM&F Bovespa, vai valer a maior outorga, ou seja, pagamento ao governo. As ofertas serão apresentadas simultaneamente para os três aeroportos, com o objetivo de combinar as propostas que resultarem em uma maior arrecadação ao governo e cada empresa poderá levar apenas um contrato. Os valores mínimos para a outorga de cada projeto são de R$ 3,4 bilhões para Guarulhos, de R$ 1,47 bilhão para Campinas, e de R$ 582 milhões para Brasília. O leilão começará às 10h e poderá durar cinco horas ou mais, dependendo da disposição dos consórcios de apresentar novos lances. Primeiro haverá a abertura das propostas econômicas e a classificação das empresas, e em seguida o leilão será iniciado. Serão classificadas as três melhores ofertas para cada aeroporto ou todas que forem no mínimo 90% da oferta de quem estiver ganhando.
Como é a combinação de resultados que determinará os vencedores é possível que mesmo que uma companhia tenha a proposta com valor de outorga mais alto para um dos aeroportos ela não ganhe. Isso porque a combinação sempre considerará apenas uma proposta de cada consórcio. Os lances só serão aceitos se mudarem a posição da empresa na classificação geral.

AGU tenta derrubar ações contra leilão de aeroportos

Estadão 03.02.2012 - A Advocacia-Geral da União (AGU) montou um esquema de guerra para derrubar possíveis ações judiciais contra a realização do leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que está marcado para a próxima segunda-feira. Desde o dia 23 de janeiro, procuradores federais e advogados da União de sete unidades da AGU fazem plantão para prestar esclarecimentos necessários ao Judiciário. Por enquanto, a estratégia está dando certo. Das quatro ações judiciais com pedidos de liminar para impedir o leilão, duas já foram derrubadas. As outras duas ainda não tiveram seus pedidos de liminar apreciados. A expectativa do governo é de que esses pedidos também sejam negados pela Justiça. Isso porque os argumentos apresentados, assim como as ações já derrubadas, são considerados por integrantes do governo como "inconsistentes tecnicamente" e com "alta carga ideológica".

Com 11 grupos confirmados, disputa deverá ser acirrada

Valor 03.02.2012 - O leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF), que marca o início da concessão de um setor com receita líquida de R$ 2,6 bilhões por ano, deve ser um sucesso para o governo. Isso porque ao menos 11 consórcios entregaram propostas na sede da BM&FBovespa (em São Paulo), ao longo das sete horas em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu ofertas. Praticamente todas as grandes empresas de infraestrutura do país entraram na disputa. Pelo menos três grupos admitem disputar os três projetos: CCR, OHL Brasil e Invepar. O mercado espera fortes ágios no resultado final do leilão, marcado para a próxima segunda-feira (dia 6). Antes de entregar as próprias propostas, dois grupos elaboraram a estratégia de enviar representantes ao local para observar quantos consórcios apareceriam e quais seriam esses concorrentes. De acordo com a chegada de participantes, segundo um dos "olheiros", o plano de cada grupo poderia ser redefinido de última hora. Como o edital impede que uma sociedade vença duas concessões, o consórcio que soubesse antecipadamente que apenas dois concorrentes teriam entregue propostas poderia, por exemplo, oferecer lance mínimo para os três aeroportos - e, mesmo assim, ganhar um. Coincidência ou não, a maior parte dos grupos deixou a entrega para as últimas horas. Apenas dois grupos chegaram de manhã. O primeiro, às 9h15, não quis se identificar. O clima era de pouca conversa e rapidez na entrada e na saída do edifício da BM&FBovespa. Por volta das 10h, representantes da construtora mineira Fidens Engenharia entregaram a documentação. Integra o consórcio a operadora de aeroportos americana ADC & HAS. Na parte da tarde, apareceram os representantes dos consórcios de EcoRodovias e Fraport (Alemanha); Triunfo, UTC Participações e Egis (França); CCR e Flughafen Zurich (Suíça); e Queiroz Galvão, BTG Pactual e BAA / Ferrovial (Reino Unido). Outros dois grupos identificados por fontes no local são formados pela OHL Brasil e Aena (Espanha) e pela Engevix e Corporación América (Argentina).
Depois do fim do prazo de entrega das propostas, às 16h, a Odebrecht - em consórcio com a Changi (operadora de Cingapura) - admitiu que estava entre as que entregaram proposta.
O grupo Invepar (Previ, Petros e Funcef e a construtora OAS), que já tinha participação dada como certa pelo mercado (embora não fosse claro quem seria seu parceiro) divulgou nota confirmando que iria participar do leilão. A sociedade foi firmada com a Airport Company South Africa (ACSA), com propostas para os três aeroportos. Segundo o Valor apurou, a gestora de fundos de investimento Advent International entregou propostas em parceria com a mexicana Asur. Os dois grupos já eram citados no mercado como possíveis participantes do leilão, mas nunca em parceria. A Advent adquiriu 50% do Terminal de Contêineres de Paranaguá em 2010. e participa do capital de operadores aeroportuários na América Latina. A Asur administra nove aeroportos no México
Fontes também informaram que o grupo Galvão desistiu de última hora. A documentação estaria praticamente pronta para ser entregue, mas a sócia Flughafen München (operadora do aeroporto de Munique) teria exigido demais nas negociações - o que teria levado o grupo brasileiro a cancelar a entrada na disputa. Com isso, fica indefinido o 11º participante. O mercado cogitava que ele é formado pela Carioca Engenharia, em parceria com a ADP (França). Para analistas, o leilão terá um ágio forte. Segundo especialistas, a iniciativa privada consegue trabalhar com custos menores do que os estudados pelo governo. Por isso, pode desembolsar mais valores pela outorga. Na quarta-feira (dia 1º), a CCR indicou que terá apetite na disputa. "A ideia é oferecermos propostas para os três aeroportos", disse Arthur Piotto, diretor-finaceiro.

Leilão de aeroportos terá onze consórcios

DCI 03.02.2012 - Onze consórcios entregaram proposta para disputar o leilão dos terminais dos aeroportos de Guarulhos (SP), de Campinas (SP) e de Brasília (DF), cuja licitação deverá movimentar ao menos R$ 5,477 bilhões. Entre as empresas envolvidas na peleja do dia 6 de fevereiro estão a CCR, com a operadora suíça Zurich; a mineira Fidens, com a norte-americana ADC & HAS; a EcoRodovias, com a alemã Fraport; o BTG Pactual e a Queiroz Galvão, com a espanhola Ferrovial; fora a Triunfo, com a francesa Engis; a OHL, com a espanhola Aena; a Invepar, com a sul-africana Acsa; a Engevix, com a espanhola Corporacion America; e a Odebrecht, com a operadora Changi, de Cingapura.

Anac divulgará hoje consórcios não habilitados para o leilão de aeroportos

Estadão 03.02.2012 - Ontem, pelo menos onze consórcios entregaram propostas para participar da licitação, prevista para a próxima segunda-feira, às 10h. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgará hoje em seu site a lista dos consórcios não habilitados a participar do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, caso alguma proposta não tenha sido aceita. Se o conjunto dos consórcios que entregaram a documentação ontem na BM&FBovespa, em São Paulo, cumprir todas as exigências do edital, a agência reguladora deve comunicar que todos estão habilitados, sem, no entanto, mencionar quais são os grupos a participar da disputa. As informações devem ser publicadas no endereço http://www2.anac.gov.br/GRU-VCP-BSB/, porém o horário em que o comunicado estará disponível ainda não foi divulgado. Ontem, pelo menos onze consórcios entregaram propostas para participar da licitação, prevista para a próxima segunda-feira, às 10h. Entre eles, estão a CCR com a operadora suíça Zurich; a mineira Fidens com a norte-americana ADC & HAS; a EcoRodovias com a alemã Fraport; o BTG Pactual e a Queiroz Galvão com a espanhola Ferrovial; a Triunfo com a francesa Engis; a OHL com a espanhola Aena; a Invepar com a sul-africana ACSA; a Engevix com a espanhola Corparacion America; e a Odebrecht com a operadora Changi, de Cingapura.

Justiça suspende licitação de franquias dos Correios

Valor 03.02.2012 - A Abrapost, associação que representa as franquias dos Correios, conseguiu suspender na justiça o processo de licitação das lojas franqueadas da estatal.
O pedido de suspensão foi acatado pela 16ª Vara Federal de Brasília. No processo, a Abrapost questiona a legalidade de uma nova exigência da ECT e o prazo dado para seu cumprimento. A alteração no edital diz respeito à cláusula quarta, subitem 4.1.3, que inclui a exigência de apresentação da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT).
Segundo a Abrapost, a ECT inseriu essa exigência a menos de um dia útil da realização da primeira reunião de abertura dos envelopes. Por conta disso, a Abrapost entrou com mandado de segurança coletivo requerendo medida liminar, a qual determina que a ECT suspenda as reuniões para recebimento e abertura de envelopes. O pedido foi acatado pela Justiça, mas cabe recurso da decisão.
Procurada pelo Valor, a ECT informou que já conhece oficialmente a decisão da Justiça e que vai interpor recurso ainda hoje.

Galeto's muda gestão, mas segue discreto e conservador

Valor 03.02.2012 - Eduardo Alves, diretor administrativo-financeiro (à esq.), e Walter Magalhães da Silva, o principal executivo da rede Galeto's: gestão da rede é profissionalizadaGaleto's, rede de 15 restaurantes cujo carro-chefe é o frango desossado, chega aos 40 anos em meio a uma profissionalização silenciosa. A família discretíssima do fundador Adelino Gala não toca mais o negócio. A gestão é feita por cinco profissionais, donos de 10% da empresa. A estratégia em curso é conservadora: crescer com caixa próprio, sem abrir franquias e sem sócios investidores. A decisão foi tomada há três anos e gestores e controladores não veem motivos para mudá-la. O faturamento cresce e o número de clientes, também. O engenheiro agrônomo Walter Magalhães da Silva, às sete da manhã já está na sede da empresa no bairro de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Comanda uma equipe de 870 funcionários, sendo 120 só na cozinha central, instalada no andar térreo da sede. Ele começou a trabalhar no Galeto's como consultor em 1995, quando estabeleceu parâmetros para todos os produtos - desde o carvão usado nos fornos até os tipos de carnes, frutas e verduras. Descobriu, por exemplo, que o carvão mais eficiente é o de eucalipto, depois de testes na Universidade de São Paulo (USP) e no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas. "Fizemos o mesmo tipo de trabalho, estabelecendo parâmetros, para todos os produtos", disse Silva. O número de fornecedores caiu 40%. A BR Foods, que fornece os franguinhos da marca Sadia, e a Femsa, que vende as bebidas, são parceiros de longo prazo. No caso das verduras, a opção foi centralizar as compras em três fornecedores. Mas Silva renegociou preços. As verduras costumam ficar mais caras entre novembro e março - a época mais chuvosa do ano. "Estabelecemos um preço médio para o ano", diz ele. As frutas são compradas no Ceagesp, a maior rede pública de armazéns e atacadistas do mercado paulista. A estratégia do Galeto's é produzir boa parte do cardápio "em casa, de forma artesanal", diz o executivo. Na cozinha central, em Santo Amaro, funcionários vestidos de branco produzem massas recheadas, "gnocchi", molho de tomate, o pesto. As frutas são cortadas e embaladas em porções individuais. As mercadorias são despachadas aos restaurantes por quatro caminhões, que começam a rodar às seis da manhã. Os restaurantes de Brasília e Rio têm cozinhas maiores pois estão longe da sede.  São consumidos cerca de 3 mil frangos por dia, o carro-chefe e insígnia da rede, o que não impede que esteja em aumento o consumo de picanha. Estão sendo testados pratos com robalo e tambaqui.  Silva quer atrair mais clientes com mais opções para a "happy hour" e o jantar. Atualmente, o maior movimento é na hora do almoço, com cerca de 150 mil clientes por mês, em média. Na "happy hour" são 8 mil. Para aumentar a frequência a partir das seis da tarde, os restaurantes fazem promoção: o consumidor que gastar mais de R$ 21 em bebidas, ganha os petiscos. Mas Silva diz que, para atrair mais jovens, a iluminação e o som ambiente devem mudar e o atendimento deve ser mais informal. A meta é ambiciosa: aumentar o faturamento do período noturno em 50% em oito a dez meses.  Há um ano, o Galeto's vem testando outro formato: o Pandaréu. É um restaurante de comida natural instalado no Shopping Vila Olímpia, em São Paulo. Vende de 200 a 300 almoços por dia. O tíquete médio é de R$ 14 - bem abaixo dos R$ 52 da marca Galeto's. O plano para o Pandaréu é abrir lojas próprias em São Paulo e Rio de Janeiro nos próximos três anos. O número de unidades ainda está sendo definido. Mas já se sabe que o investimento é bem inferior ao de um restaurante novo da marca Galeto's, na faixa entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões.  O comando do Galeto's - Silva trabalha com os diretores Eduardo Alves, Ernesto Alves, Sandro Rodrigues e Juarez Rocha dos Reis - tem dedicado mais atenção à gestão de pessoas. Dos 870 funcionários atuais, cerca de 180 ocupam cargos de comando. A rotatividade de mão de obra no setor de restaurantes é alta e no caso do Galeto's não é diferente. Em cargos de menor escalão, é de 40% ao ano. "Temos nos empenhado mais em formar pessoas. Fizemos uma parceria com o Senac para [treinar] gerentes de lojas", diz Silva, dando um exemplo. "Já formamos mais ou menos 80 pessoas, entre baristas, chefes de cozinha, sommeliers, estoquistas e gerentes de administração".  Silva, assim como a família Gala, é discreto e prefere não revelar o faturamento da empresa. Em 2011 - embora tenha sido um ano difícil para os negócios, com a economia em desaceleração -, a rede Galeto's conseguiu aumentar em cerca de 30% o número de clientes e em quase 80% as vendas.
Para este ano, o plano é abrir mais dois a três restaurantes, com foco em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O número de funcionários está próximo de superar a marca de 1.000. Em maio deverá ser inaugurada uma unidade em Ribeirão Preto (SP). Belo Horizonte, Salvador e Campinas são mercados em avaliação.

Batalha naval

Exame 03.02.2012 - O problemático estaleiro Atlântico Sul deverá passar por uma mudança societária. Responsável pela construção do navio petroleiro João Cândido, que deveria ter sido entregue em meados de 2010, mas continua atracado aguardando soluções para problemas em sua estrutura, o Atlântico Sul tem sido fonte de prejuízos para os grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, seus principais acionistas, com 40% de participação cada um. A Queiroz Galvão já teria anunciado que não vai fazer mais aportes na empresa e busca um comprador para sua parte. A solução poderá ser o aumento da participação da coreana Samsung, atualmente dona e 10% do Atlântico Sul. Uma das maiores fabricantes de navios do mundo, a Samsung passaria a cuidar diretamente da operação e aumentaria a transferência de tecnologia. A Queiroz Galvão nega a venda de sua participação.

O BTG vai ao shopping

Exame 03.02.2012 - O BTG Pactual, banco de investimento do carioca André Esteves, deve anunciar em breve a compra de 10% da General Shopping, empresa de shopping centers dona de 14 centros de compras, como o Internacional Guarulhos e o Outlet Premium, ambos localizados no estado de São Paulo. A maioria dos shoppings do grupo é voltada para consumidores das classes C e D e situa-se na periferia da capital paulista. Há unidades no Paraná e no Rio Grande do Sul e um projeto para um outlet em Brasília. Na área de shoppings, o BTG já possui participações na WTorre, que é dona do futuro JK Iguatemi, em São Paulo, e também é sócio da Squarestone, empresa anglobrasileira do setor. Procurados, os executivos do BTG Pactual e do General Shopping não comentam o assunto.

Barreiras argentinas afetam 80% das exportadoras do Rio Grande do Sul

Folha 03.02.2012 - A política protecionista argentina já prejudicou pelo menos 80% das empresas gaúchas que exportam para o país, segundo pesquisa da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul). Das 94 empresas ouvidas, 8,3% perderam mais de R$ 10 milhões no ano passado. Suas mercadorias se estragaram ou não embarcarão mais por estar fora de linha.
Os danos podem aumentar em 2012. Desde quarta-feira, o governo argentino exige informações prévias sobre todas as importações e não dá prazo para a liberação da entrada dos produtos.
"Isso deve ser aplicado a todos os países. O nível de dificuldade [para exportar], pelo menos, será para todos", diz o coordenador de comércio exterior da federação, Cezar Müller. Dos entrevistados pela Fiergs, 81% afirmam acreditar que as barreiras se intensificarão neste ano.
Para contornar o protecionismo, 8,3% das companhias passaram a investir ou planejam produzir na Argentina, segundo a pesquisa. Apesar de o Brasil ter apresentado superavit de US$ 5,8 bilhões em sua relação comercial com a Argentina, o Rio Grande do Sul teve um deficit de US$ 2 bilhões.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) calcula que 74% dos embarques brasileiros para a Argentina podem ser afetados. Ontem, o presidente Paulo Skaf se encontrou com o ministro de Economia argentino, Hernan Lorenzino, e com a ministra da Indústria, Débora Giorgi, para discutir o assunto.

Acordo pode dar origem a nova gigante de minérios

Folha 03.02.2012 - Xstrata e Glencore confirmam negociação. As suíças Xstrata e Glencore estão perto de um acordo de fusão. Se concluído, o negócio dará origem à quinta maior mineradora do mundo, com valor de mercado estimado em US$ 80 bilhões (R$ 137,7 bilhões) -a brasileira Vale tem valor de mercado em torno de R$ 230 bilhões. Ontem, a Xstrata confirmou que recebeu a proposta da Glencore para uma fusão de todas as
ações das empresas. Em comunicado, informou que o acordo poderá resultar em uma oferta de compra da Xstrata pela Glencore, que tem até 1º de março para formalizar a proposta.A fusão é aguardada desde o ano passado, quando a Glencore, que já tem 34% da Xstrata, captou US$ 10 bilhões em uma oferta de ações. A Xstrata é uma grande produtora de carvão, cobre, zinco e níquel. No Brasil, tem um projeto de níquel no Pará. Não ameaça, portanto, o principal negócio da Vale, o mercado de minério de ferro. Já a Glencore é uma comercializadora de commodities, embora também possua ativos de produção por meio de participações em empresas.
A associação geraria sinergias (ganhos) de até US$ 696 milhões, segundo estimativa do banco Credit Suisse. Para Pedro Galdi, da SLW Corretora, a união é uma forma de minimizar os impactos da crise europeia. "A crise fragilizou muito as empresas, o que deve estimular mais fusões e aquisições", afirma.

Captações de empresas brasileiras no exterior já passam de US$ 12 bi no ano

Estadão 03.02.2012 - Emissões feitas por grupos nacionais no exterior desde o início de janeiro tiveram demanda de mais de US$ 55 bilhões, principalmente de investidores da Europa e dos Estados Unidos.
A demanda de investidores estrangeiros por papéis emitidos pelas empresas brasileiras disparou. Do início do ano até agora, as emissões no exterior já somam mais de US$ 12 bilhões, com demanda que ultrapassa os US$ 55 bilhões - o que significa que há mais de US$ 40 bilhões que ainda não foram alocados. No ano passado inteiro, as captações de empresas brasileiras no exterior somaram US$ 38,6 bilhões.  Investidores europeus e americanos são os que mais têm procurado os papéis de empresas brasileiras, mas agentes da Ásia e da América do Sul também estão comprando papéis.
Segundo especialistas dos bancos de investimento e das companhias que captaram recursos, uma das razões para tamanho interesse é que os juros nos Estados Unidos e em alguns países da Europa estão muito baixos, com taxas reais negativas. Isso força a busca por ativos mais rentáveis. Além disso, as companhias do País têm bons fundamentos e estão crescendo.
Outro motivo é que o mercado de emissões de bônus ficou praticamente parado no segundo semestre de 2011, com o agravamento da crise da Europa. Com isso, os investidores estavam com recursos disponíveis e sem bons ativos para comprar.  O diretor financeiro da petroquímica Braskem, Alexandre Perazzo, avalia que a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter a taxa de juros nos Estados Unidos em até 2% ao ano até 2014 abriu oportunidade para captar lá fora. "Notamos que o mercado está precisando de papéis corporativos", diz. A empresa decidiu reabrir uma emissão anterior e captou US$ 250 milhões. A demanda total surpreendeu e chegou a US$ 2,3 bilhões. O executivo destaca que houve procura até de investidores da América do Sul.
Petrobrás: A maior procura dos estrangeiros foi nos papéis emitidos na quarta-feira pela Petrobrás. A demanda chegou a US$ 27 bilhões, um recorde para uma empresa da América Latina. Mas outras companhias também tiveram forte procura. O Banco do Brasil, que emitiu US$ 1 bilhão, tinha reserva de US$ 6 bilhões. No Itaú, que lançou US$ 500 milhões, o apetite chegou a US$ 4 bilhões.
"O mercado externo reabriu para o Brasil, especialmente para bons nomes", destaca Renato Ejnisman, diretor do banco Bradesco BBI. No começo de janeiro, o Bradesco percebeu que haveria espaço para captar lá fora e, ante o forte interesse, resolveu aumentar sua emissão, de US$ 500 milhões para US$ 750 milhões. A procura chegou a US$ 2 bilhões. Com isso, a taxa paga aos investidores ficou no piso do proposto, em 4,5% ao ano.  Com a forte procura por papéis de empresas de primeira linha, com classificação de risco de grau de investimento, companhias sem essa nota perceberam que havia espaço para emissões. São as chamadas "high yield", que oferecem retorno maior para os investidores.  A empresa de alimentos JBS foi a primeira sem grau de investimento a ir a mercado, e fechou no final de janeiro uma captação de US$ 700 milhões. A ideia inicial era lançar US$ 400 milhões, mas, com demanda de US$ 3,7 bilhões, a emissão foi aumentada. Para o JBS, isso foi "um claro sinal de confiança de mercado".
Operações: Várias empresas brasileiras estão atualmente no mercado externo buscando recursos. Segundo fontes, a Votorantim Cimentos conseguiu captar ontem US$ 500 milhões. O grupo de açúcar e álcool Virgolino de Oliveira anunciou uma captação de US$ 300 milhões. O frigorífico Minerva planeja lançar US$ 300 milhões. O Grupo Farias, produtor de açúcar e etanol, está com uma emissão que também pode chegar a US$ 300 milhões. Para especialistas, há espaço até para operações de menor porte, como a da Cimentos Tupi, que busca US$ 50 milhões.

Supermercados devem oferecer sacolas biodegradáveis gratuitamente

Exame 03.02.2012 - Segundo o Procon, medida deve ser adotada até que consumidores se adaptem ao uso de sacolas reutilizáveis. Procon: supermercados devem fornecer sacolas biodegradáveis de forma gratuita até que consumidores se acostumem com acordo. A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) divulgou um comunicado em que esclarece um ponto importante sobre a substituição das sacolas plásticas nos supermercados. Segundo a entidade, "os estabelecimentos devem oferecer uma alternativa gratuita para que os consumidores possam finalizar sua compra de forma adequada". O correto, de acordo com o Procon, é que a medida seja adotada pelo tempo necessário até que a população  se readapte e passe a agregar o consumo de sacolas ecológicas ao cotidiano. "É importante destacar que, na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa concluir sua compra, fruindo de maneira adequada o serviço, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável, respeitando assim os ditames do Código de Defesa do Consumidor (CDC)", explica a nota. O fornecimento de sacolas plásticas de forma grauita foi abolido de mais de mil supermercados do estado de São Paulo no dia 25 de janeiro. A iniciativa é resultado de um acordo voluntário entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Governo do Estado. Como consequência, os supermercados passaram a vender sacolas biodegradáveis compostáveis a cerca de R$ 0,20 e sacolas reutilizáveis a preços que variam de R$ 2,00 a R$ 14,00.

Valor do Facebook na Bolsa pode chegar a US$ 100 bi

Folha 03.02.2012 - Em esperada entrada no mercado de ações, gigante das redes sociais ainda precisa demonstrar usuário 'rentável'. No registro oficial da oferta, empresa reconhece que ritmo de crescimento deve perder força no futuro. O lançamento de ações do Facebook, o mais aguardado no setor de tecnologia desde a operação do Google, em 2004, pode elevar a US$ 100 bilhões (R$ 172 bilhões) o valor da empresa, segundo as altas expectativas que o mercado mantém em relação à oferta pública acionária. "É inteiramente plausível que o Facebook alcance US$ 100 bilhões ou mais. O Facebook e outras mídias sociais são muito populares", analisa Laura DiDio, da consultoria Itic. Caso a cifra seja alcançada, o Facebook seria maior que gigantes como a Ford
Mesmo com tanto otimismo, a rede social parece consciente dos desafios pela frente. A empresa fala em levantar US$ 5 bilhões com o ingresso na Bolsa e é cautelosa em relação à possibilidade de repetir o resultado de 2011. A volatilidade atual do mercado acionário é desafio.
Os números, que se tornaram públicos com o registro da operação, confirmaram que a maioria das receitas vem dos anúncios, com 85% do faturamento. A participação nas vendas de bens virtuais para jogos é outra fonte importante. Os resultados em 2011 animaram os analistas, embora haja pontos de controvérsia. As receitas atingiram US$ 3,7 bilhões, avanço de 88% em relação à 2010, mas abaixo dos US$ 4,5 bilhões que o mercado estimava. Com 845 milhões de usuários, a rede quer chegar a 1 bilhão até o meio do ano. DiDio ressalva que agora a principal dúvida é se a empresa tem condições de se tornar rentável. Ela afirma que cada usuário gera US$ 4,39 de receita. Segundo o "Financial Times", no Google, o valor chega a US$ 27. O Facebook reconhece no comunicado que os saltos na receita e no número de usuários devem se desacelerar.

Onze consórcios entregaram propostas para o leilão de aeroportos

Valor 02.02.2012 - Onze consórcios entregaram propostas para o leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. O prazo terminou às 16 horas desta quinta-feira e o leilão está marcado para segunda-feira, dia 6.
Entre os grupos que participarão da disputa, nove estão identificados: CCR e Flughafen Zurich (Suíça); Fidens e ADC&HAS (Estados Unidos); Ecorodovias e Fraport (Alemanha); BTG Pactual, Queiroz Galvão e BAA/Ferrovial (Reino Unido); Triunfo, UTC Participações e Egis (França); OHL Brasil e Aena (Espanha); Invepar, OAS e Acsa (África do Sul);  Engevix e Corporación América (Argentina); e Odebrecht e Changi (Cingapura).

Fibria reduz ritmo e vai investir R$ 1 bi em 2012

Valor 02.02.2012 - A Fibria, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, manteve a estratégia de disciplina financeira e reduziu os investimentos orçados para 2012, em relação ao que foi executado no ano passado. A  companhia prevê aportes de R$ 1 bilhão ao longo deste ano, recursos que serão direcionados “majoritariamente à manutenção da operação”.
De acordo com o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, a redução no ritmo de aportes não compromete o projeto de expansão da unidade de Três Lagoas (MS), cuja decisão final de investimento será tomada na segunda metade do ano. “Estaremos prontos, tecnicamente, para iniciar as operações (da segunda linha em Três Lagoas) no terceiro ou quarto trimestre de 2014”, disse o executivo, em teleconferência com jornalistas para comentar o desempenho financeiro em 2011.
A Fibria já arrendou cerca de 70 mil hectares de terras e florestas em Mato Grosso do Sul com vistas a abastecer uma nova linha de celulose, com capacidade para 1,75 milhão de toneladas por ano, naquele Estado. No ano passado, os investimentos da Fibria totalizaram R$ 1,24 bilhão, ligeiramente abaixo dos R$ 1,4 bilhão em aportes previstos após revisão do orçamento de investimentos (Capex). Originalmente, a companhia planejava aportar R$ 1,6 bilhão nas operações em 2011. A maior parte dos recursos — R$ 996 milhões — foi direcionada para manutenção.
Ao mesmo tempo, a Fibria antecipou em três anos a captura de sinergias provenientes da fusão das operações da Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, em processo que deu origem à companhia. Desde a criação da empresa até o encerramento de 2011, os ganhos acumulados chegaram à meta, de R$ 4,5 bilhões a valor presente líquido. Conforme Castelli, em razão desse desempenho, a estimativa total de sinergias deverá ser elevada. Em relação à dívida da companhia, o executivo avaliou como “confortável” a relação entre vencimentos e caixa ao longo de 2012, o que não gera necessidade de captações ou rolagem no curto prazo. Neste ano, a Fibria terá de fazer frente à amortização de R$ 1,092 bilhão em dívidas, dos quais R$ 797 milhões expressos em moeda estrangeira. Ao fim de dezembro, a posição de caixa da companhia era de R$ 1,846 bilhão. A dívida bruta, na mesma data, totalizava R$ 11,324 bilhões, estável em relação ao valor verificado no encerramento de setembro. Do total, 92% estavam indexados em moeda estrangeira. O impacto do câmbio sobre essa parcela do endividamento, com consequente aumento das despesas financeiras líquidas, explica em boa parte o prejuízo de R$ 868 milhões apurado pela companhia em 2011. Em 2010, a Fibria havia registrado lucro líquido de R$ 603 milhões.

Após período de transição, Julián Eguren já comanda Usiminas

Valor 02.02.2012 - O novo presidente da Usiminas, o argentino Julián Eguren, já assumiu de fato, desde ontem, o comando da siderúrgica, depois de duas semanas de transição. Com a entrada de Techint e Ternium no bloco de controle da companhia, o executivo foi indicado para substituir Wilson Brumer, que presidiu a empresa desde abril de 2010.
Nesse período, Eguren visitou as principais instalações da Usiminas, como as usinas de Ipatinga, no Vale do Aço (MG), e de Cubatão, na Baixada Santista (SP), além das unidades de mineração de ferro da empresa na região de Serra Azul, em Minas. O executivo, nomeado no dia 17 de janeiro, visitou também o governador mineiro, Antonio Anastasia, o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e o prefeito de Ipatinga, cidade berço da Usiminas. Brumer deu expediente na empresa até 31 de janeiro. Os próximos passos de Eguren será formatar seu modelo de gestão para a empresa mineira, definindo uma nova diretoria que será composta por cinco a seis vice-presidentes executivos.
A empresa, que completa neste ano 50 anos de início de produção, opera duas unidades de aços planos que garantem uma capacidade de produção de 9,5 milhões de toneladas por ano. As minas de ferro deverão produzir 10 milhões de toneladas em 2012 e o plano é chegar a 29 milhões em 2015.
Em novembro, o grupo Techint/Ternium adquiriu 27,7% das ações com direito a voto da Usiminas que estavam em mãos de Camargo Corrêa, Votorantim e empregados. Com isso, passou a compor o grupo controlador, ao lado de Nippon Steel e seus parceiros japoneses e do Clube dos Empregados (CEU).
Para o lugar de Eguren, na Ternium México S.A., onde era CEO, a direção da Ternium indicou um executivo da casa, Máximo Vedoya, que comandava a Ferrasa, subsidiária da Colômbia adquirida em 2010. Vedoya trabalha no grupo Techint, controlador da Ternium e da fabricante de tubos Tenaris, desde 1992.

VarigLog pede suspensão de suas operações

Valor 02.02.2012 - A VarigLog informou que está solicitando à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo uma assembleia de credores para suspender suas operações a partir dessa data.
A VarigLog está em recuperação judicial desde o dia 7 de outubro de 2009, quando a 1ª Vara de Falências de São Paulo aprovou o plano de recuperação da companhia, mesmo após uma assembleia de credores ter optado pela falência. Naquela época, o passivo da VarigLog era estimado em torno de R$ 400 milhões. Vinte e dois dias depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a recuperação judicial da VarigLog a pedido de um dos maiores credores da companhia, a Atlantic Aviation Investments, que alegou que a recuperação judicial não poderia ter sido ser aprovada porque foi rejeitada pela maioria dos credores. Em maio de 2010, porém, o próprio TJ aprovou a continuidade do processo de reestruturação judicial da VarigLog, que era o antigo braço de transporte de cargas da antiga Varig.
Em meados de 2005, a VarigLog foi adquirida pela Volo do Brasil, que era uma parceria entre três investidores brasileiros e o fundo americano de investimentos Matlin Patterson.
Em 2006, o processo de recuperação judicial da Varig fez uma cisão da companhia em duas: a marca Varig sem os passivos e a empresa com os passivos permaneceria em recuperação judicial, com a bandeira Flex. No meio desse processo, a própria VarigLog comprou a parte boa da Varig e depois a revendeu para a Gol Linhas Aéreas, por US$ 320 milhões, em março de 2007.

Lucro da International Paper dobra em 2011

Valor 02.02.2012 - A International Paper – produtora de papel americana – informou hoje que registrou lucro de US$ 1,34 bilhão no ano passado, mais do que o dobro em relação aos ganhos de 2010, de US$ 644 milhões. O resultado veio na esteira do crescimento em mercados emergentes e melhora das margens operacionais da empresa. Exceção feita ao quarto trimestre, quando o lucro líquido somou US$ 257 milhões, abaixo dos US$ 316 milhões de um ano antes. O balanço da empresa mostra crescimento de 3,4% da receita líquida no exercício de 2011, para US$ 26,03 bilhões, enquanto o lucro operacional – menos pressionado por custos de reestruturação e incrementado pela melhora na gestão de despesas – teve um aumento de quase 30%, passando de US$ 1,7 bilhão para US$ 2,2 bilhões.
No Brasil, as vendas chegaram a US$ 1,19 bilhão no ano passado, acima dos US$ 1,09 bilhão do exercício anterior. Na mesma base de comparação, o lucro operacional da filial brasileira cresceu 6,3%, chegando a US$ 169 milhões. Ao comentar o desempenho, John Faraci, presidente da International Paper, destacou que a companhia conseguiu apresentar resultados “sólidos e consistentes” pelo sexto trimestre consecutivo, desde a desaceleração da economia global.  “Sustentar essa performance positiva em uma economia global instável é um desafio, mas continuaremos confiantes neste ano, buscando sempre a excelência em nossas operações”, diz o executivo no relatório que acompanha as demonstrações financeiras.

Gafisa confirma interesse de investidores

Exame 02.02.2012 - Ontem, ação da empresa valorizou 5,87%, apoiada em rumores sobre a venda do controle para Sam Zell e a GP. Informação foi antecipada no blog Faria Lima, de EXAME.com.
Somente na última semana, a ação teve valorização de 19% diante de boatos sobre a entrada de um acionista controlador. A Gafisa confirma que os investidores interessados em adquirir o controle da empresa são o megainvestidor norte-americano Sam Zell e a GP Investimentos. A companhia não deu detalhes sobre a proposta. Ontem, ação da Gafisa valorizou 5,87%, segundo operadores, apoiada em rumores sobre a venda do controle da companhia para Sam Zell e a GP. A informação havia sido publicada pelo site EXAME.com. Em janeiro, a ação da Gafisa conseguiu acumular alta de 22% e reduziu as perdas em doze meses para -51%. Somente na última semana, a ação teve valorização de 19% diante de boatos sobre a entrada de um acionista controlador. A ação começou o mês em baixa, repercutindo dados prévios fracos sobre lançamentos e vendas.

Alpargatas avalia aquisições para se tornar empresa global

Exame 02.02.2012 - Apesar da ambição, empresa também prevê que os negócios de sandálias e artigos esportivos devem crescer menos em 2012 se comparado com 2011.
Leonardo Lara, da  São Paulo - A Alpargatas SA, fabricante das sandálias Havaianas, avalia aquisições no exterior como oportunidade para crescer nos próximos anos e se tornar uma empresa global, segundo Márcio Utsch, presidente da companhia. “Temos sob análise alguns negócios na área de M&A”, disse Utsch em entrevista na sede da Bloomberg em São Paulo ontem, sem dar mais detalhes. Utsch, 52, disse que a Alpargatas tem planos de ser uma empresa global de marcas nos setores de calçados, vestuário ou artigos ligados a esses negócios. “Nesses segmentos é que se concentra a nossa pesquisa.”
A Alpargatas tinha R$ 683,6 milhões em saldo de caixa em 30 de setembro, segundo o último balanço divulgado. É o maior patamar desde pelo menos 1999, segundo dados compilados pela Bloomberg. As últimas aquisições foram feitas em 2007 por meio da compra da Companhia Brasileira de Sandálias, dona da marca Dupé, e de participação na Alpargatas Argentina SA, segundo dados da Bloomberg.
A empresa prevê que os negócios de sandálias e artigos esportivos devem crescer em 2012 a uma taxa maior que a do ano passado, segundo o executivo. Os motores do crescimento serão as exportações, aumento da massa salarial, campeonatos esportivos pré-Copa do Mundo e ampliação da capacidade produtiva, disse Utsch. A Alpargatas vai contratar 2.250 pessoas este ano, um aumento de cerca de 13 por cento no seu quadro. As ações acumulam alta de 15 por cento este ano até ontem. No mesmo período, o índice Small Cap da bolsa brasileira ganhou 11 por cento. A Arezzo Indústria e Comércio SA deu um salto de 28 por cento. A Alpargatas caía 1,3 por cento às 12:45 em São Paulo, cotada a R$ 14,02. De seis analistas consultados pela Bloomberg, quatro tem recomendação de “compra” para a Alpargatas e dois recomendam “manutenção”.
Exportações aceleradas: Apesar da perspectiva de um cenário macroeconômico mais difícil em 2012, o crescimento das exportações da Alpargatas continuará se acelerando, disse Utsch. Segundo o último balanço trimestral, 32 por cento da receita da companhia foi em moeda estrangeira. A exportação “terá um crescimento por expansão geográfica e por aumento de participação nos mercado em que já estamos”, disse ele. A Alpargatas inaugura no segundo semestre do ano uma fábrica em Montes Claros, Minas Gerais, que vai aumentar a capacidade de produção de sandálias entre 30 por cento e 40 por cento em relação aos cerca de 250 milhões de pares por ano atuais, disse Utsch. Impulso da Copa: A realização da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016 contribuirá para o segmento de calçados esportivos da empresa, que produz as marcas Topper, Rainha, Mizuno e Timberland, disse Utsch. “O momento é muito favorável para essas quatro marcas e será muito favorável até 2016. Vamos crescer muito por conta desses eventos”, disse ele. O segmento de sandálias será beneficiado pela expansão da massa salarial. “Esses 14 por cento de aumento vão direto na veia de sandálias”, disse Utsch, em referência ao reajuste do salário mínimo este ano. A Alpargatas teve lucro líquido de R$ 87,5 milhões no terceiro trimestre, alta de 7,6 por cento em relação ao mesmo período de 2010, de acordo com comunicado enviado ao mercado em 11 de novembro. A receita líquida subiu 18,4 por cento, para 687,5 milhões no período segundo o comunicado. A empresa divulgará seu relatório de desempenho do quarto trimestre e de 2011 no dia 16 de março, segundo seu departamento de relações com investidores.

Petrobras escolhe hoje nomes para áreas de exploração e gás

Exame 02.02.2012 - Reunião da estatal deve decidir os indicados para as duas diretorias; mudanças ainda precisam da aprovação da presidente DilmaAs duas mudanças nas diretorias devem ocorrer junto com a troca na presidência da Petrobras. A Petrobras escolhe hoje, em reunião interna prevista para ser realizada às 17h30, os indicados para assumir as diretorias de Gás e Energia e de Exploração e Produção (E&P) da estatal. Os nomes serão encaminhados à presidente Dilma Rousseff. A decisão final é de Brasília e o anúncio pode acontecer na próxima semana.
As diretorias de Gás e E&P são as únicas que devem ter comando alterado neste mês junto com a entrada de Graça Foster, atual diretora de Gás, na presidência da Petrobras, em substituição a José Sergio Gabrielli. A indicação de Graça ao conselho de administração está marcada para o próximo dia 9. Estão cotados para a lista de indicados o gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Carlos Tadeu da Costa Fraga; o gerente-executivo de E&P da Petrobras, José Formigli; e o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto. Para Gás, eram aventados os nomes do diretor da Petroquisa e funcionário de carreira da Petrobras Djalma Santos, e da diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ex-funcionária da Petrobras Magda Chambriard. Magda, se não for para uma diretoria da Petrobras, deve ter seu nome indicado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para assumir a diretoria geral da ANP. O cargo na ANP está vago desde dezembro, após a saída de Haroldo Lima.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, já manifestou desejo de se aposentar definitivamente. Na semana passada, Lobão afirmou publicamente que mudanças na diretoria só irão ocorrer por vontade dos próprios diretores. O diretor financeiro, Almir Barbassa, que chegou a ter sua saída cogitada nas últimas semanas, permanece no cargo por enquanto.
A reunião de hoje é para sugerir os indicados oficiais da diretoria às vagas, mas a decisão é de Brasília, podendo em tese ser escolhidos nomes diferentes do apresentado pela Petrobras. A tendência, no entanto, é de que sejam apresentadas soluções internas com escolha de funcionários de carreira.

Exportações brasileiras de minério têm o pior desempenho em 32 meses

Folha 02.02.2012 - As exportações de minério de ferro recuaram para 18,1 milhões de toneladas no mês passado, o menor volume dos últimos 32 meses.
Não foi somente o volume que caiu. Recuaram também os preços médios de negociação. O valor médio da tonelada foi de US$ 101 em janeiro, 10% menos do que o de há um ano. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento. A queda na exportação de minério já era prevista. A Vale teve dificuldades de escoamento da matéria-prima no mês passado devido a problemas climáticos.
Essa retração pode estar ligada também a uma desaceleração de demanda, já que os preços praticados vêm recuando nos últimos meses.
Em agosto do ano passado, as exportações brasileiras da commodity eram feitas a US$ 138 por tonelada.  O valor teve recuos mensais, para atingir US$ 108 em dezembro do ano passado.
Apesar dessa queda, os valores ainda são bem superiores aos de há três anos.
Em 2009, as exportações brasileiras de minério de ferro rendiam US$ 51 por tonelada, valor que subiu para US$ 91 em 2010. No ano passado, a média foi de US$ 127, segundo a Secex.
As quedas no volume exportado e nos preços médios por tonelada fizeram com que as receitas recuassem para US$ 1,83 bilhão, 50% menos do que as obtidas em dezembro do ano passado.
As exportações devem se recuperar neste mês. Na última semana de janeiro, renderam US$ 144 milhões por dia útil, um volume ainda inferior aos US$ 179 milhões de dezembro, mas bem acima dos US$ 49 milhões da terceira semana, o pior período de janeiro.
Vendas externas de carne bovina têm alta de 15% :A desaceleração econômica mundial e as barreiras impostas por alguns países à carne brasileira não impediram que as exportações deste início de ano superassem as de igual período de 2011. A venda externa de carne bovina do mês passado bateu em 15% a de igual período anterior, somando 62 mil toneladas. A de frango cresceu 4,7%, atingindo 294 mil toneladas. A suína, apesar das portas fechadas da Rússia, importante mercado para o Brasil, cresceu 1,2%.  Os preços pararam de subir e caíram 4% para as carnes suína e de frango. O valor da bovina ficou estável.  Os dados são da Secex e englobam apenas as exportações de carne "in natura".
Produção de álcool tem queda de 19%: A produção de álcool, que atingiu 25,4 bilhões de litros na safra 2010/11 na região centro-sul, fica abaixo dos 21 bilhões de litros nesta.

Os dados da primeira quinzena de janeiro indicam uma produção acumulada de apenas 12,7 bilhões de litros de etanol hidratado, 29% menos do que na anterior.
Já a produção de anidro, que vai misturado à gasolina, foi de 7,9 bilhões de litros, 6% mais do que na safra 2010/11, segundo dados da Unica.







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