terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Azul.CA.07.02

Daily News

Ações da Redecard disparam com oferta do Itaú
Brasl Econômico 07.02.2012 - Expectativa é que a operação de compra das ações seja finalizada entre 90 e 120 dias. Neste pregão, as ações da Redecard subiam 9,08%, liderando os ganhos do Ibovespa, enquanto as da Cielo avançavam 3,74%.  A proposta de cancelamento do registro de companhia aberta da Redecard pode gerar uma nova consolidação no setor de operadoras de cartões. A notícia impulsionava os ganhos dos papéis da empresa (RDCD3), que subiam 9,08% nesta tarde, como também de sua concorrente Cielo (CIEL3), cujas ações avançavam 3,74%. Ambos ativos lideravam as altas do Ibovespa. Para Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, o movimento das ações da Redecard ainda pode ter alterações. "Por ser uma boa pagadora de dividendos, pode ser que os acionistas busquem um preço superior aos R$ 35 definidos pelo Itaú", comentou. Atualmente, as ações estão cotadas a R$ 34,95. A expectativa é que a operação de compra das ações seja finalizada entre 90 e 120 dias. O banco terá que desembolsar mais de R$ 11 bilhões na transação. Como resultado da transação, no mercado restará apenas a Cielo, cujo controle acionário pertence ao Banco do Brasil e ao Bradesco. Por outro lado, o movimento do Itaú gera especulações sobre um possível fechamento do capital da Cielo. Na opinião de Felipe Rocha, analista da Omar Camargo Investimentos, ainda não é possível precisar se este seria o movimento mais provável. "Enquanto esse assunto está no campo da especulação, é difícil fazer um prognóstico. O fechamento do capital dependeria de uma estratégia mais apurada dos controladores e de como a saída da Redecard afetaria o setor", ponderou.


Itaú Unibanco fará oferta pública para fechar capital da Redecard
Valor 07.02.2012 - O Itaú Unibanco acaba de anunciar uma oferta pública para fechamento de capital da Redecard, controlada por ele, com 50,02% do capital. O preço por ação é de R$ 35, com prêmio de 9,6% sobre o fechamento de segunda-feira. Por esse valor, a oferta somaria R$ 11,76 bilhões. Conforme o fato relevante, estão em circulação 336,39 milhões de ações, que representam 49,98% do capital da Redecard. Como a companhia é listada no Novo Mercado, os minoritários podem exigir a contratação de um laudo de avaliação das ações da Redecard.
A hipótese de fechamento de capital da empresa já havia sido antecipada pelo Valor. A Redecard, responsável pelo credenciamento de estabelecimentos que aceitam cartões de crédito e débito e que processa as transações, teve receita operacional de R$ 2,77 bilhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 1,4 bilhão, o que significa uma margem líquida de 50%. A Redecard abriu o capital em julho de 2007, em uma operação que movimentou R$ 4,07 bilhões. Na época, a empresa era controlada por Itaú, Unibanco e Citigroup, que tinham 31,9% do capital cada. Os três acionistas reduziram sua participação no momento da abertura de capital, e o Citi vendeu o restante de suas ações em outras duas ofertas públicas em 2008 e 2009. Com a compra do Unibanco pelo Itaú no fim de 2008, este último assumiu o controle da Redecard sozinho.


Venda de chocolate cresceu 11% em 2011
Valor 07.02.2012 - A indústria de chocolates no Brasil vendeu 390 mil toneladas no ano passado, o que representa um crescimento de 11% sobre 2010. O índice, no entanto, é inferior à alta verificada em 2010, de 16%, o que demonstra a desaceleração do consumo no país.  Segundo Ubiracy Fonseca, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim e Derivados (Abicab), apesar da retração, a expectativa é que a venda dos fabricantes continue crescendo dois dígitos este ano. “Tivemos o aumento do salário mínimo e a indústria, a julgar pelos próprios lançamentos da Páscoa, está disposta a oferecer produtos mais acessíveis ao consumidor final”, afirmou o executivo. Na manhã de hoje, a Abicab promoveu na capital paulista o Salão de Páscoa 2012, onde as novidades da indústria foram apresentadas. Nestlé, Kraft, Arcor, Village, Top Cau, Munik, Cacau Show, Pandurata (marcas Hershey’s, Bauducco e Visconti), Harald e Kopenhagen mostraram seus lançamentos para este ano. As empresas projetam aumento de vendas entre 5% e 20% em volume e até 20% em valor. Na Páscoa do ano passado, foram vendidas 18 mil toneladas de chocolate, com alta de 7% sobre a mesma data de 2010.   Este ano, a Garoto incrementou de quatro para 10 o número de itens de Páscoa que custam menos de R$ 10. O Serenatinha de Amor, de 130 gramas, chega a R$ 9,90. Também a Cacau Show decidiu manter o mesmo preço do ovo tradicional de 400 gramas, a R$ 29,90. “É um dos nossos principais produtos”, afirmou o presidente da Cacau Show, Alexandre Costa.


Exportação mineira de carne de porco cresce 122% em janeiro
Valor 07.02.2012 - A receita de Minas Gerais com exportação de carne suína somou US$ 5,9 milhões em janeiro deste ano, o que representa alta de 122,3% na comparação o mesmo mês de 2011, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em janeiro de 2011, a receita foi de US$ 2,7 milhões.
Hong Kong despontou como principal destino da carne suína mineira comprando 56,6% das exportações em janeiro. A Albânia passou a responder por 23,5%.  O grupo dos principais compradores da carne suína de Minas em janeiro deste ano também contou com Cingapura, Ucrânia e Angola. O Estado amplificou a alta registrada nas exportações do país no setor. A receita com as exportações brasileiras de carne suína aumentou 4,08% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 96,82 milhões. O volume embarcado cresceu 8,47%, para 37.756 toneladas. Os dados são da Abipecs, a associação que representa os produtores e exportadores de suínos.


Divórcio da Hyundai pode custar R$ 16 bilhões
Brasil Econômico 07.02.2012 -  Atualmente 91 das 201 concessionárias da Hyundai no Brasil pertencem ao Grupo Caoa. Grupo Caoa pode exigir valor bilionário para coreana seguir o caminho sozinha.  A coreana Hyundai está cada vez mais perto de tomar as rédeas do negócio brasileiro e o divórcio com o Grupo Caoa já teria até valor definido: cerca de R$ 16 bilhões. Segundo fontes do mercado automotivo, o valor do cancelamento do contrato entre a montadora e a importadora seria referente a duas vezes o faturamento da Hyundai do Brasil em 2011. No ano passado, a coreana vendeu 114.861 veículos e comerciais leves no país. Levando-se em conta o preço médio de R$ 70 mil por unidade, o montante da empresa teria alcançado R$ 8 bilhões, valor que duplicado resulta nos R$ 16 bilhões. Depois de a Hyundai anunciar a construção de uma fábrica em Piracicaba (SP) sem a parceria do Grupo Caoa, a importadora vem reforçando sua presença na área de vendas, conforme antecipado pelo Brasil Econômico. Atualmente 91 das 201 concessionárias da Hyundai no país pertencem ao grupo. Somente no último ano, a Caoa angariou 42 novas lojas e já iniciou 2012 com a tomada de mais um ponto de venda.  Segundo fontes, esta seria uma estratégia da empresa para se precaver do fim da parceria.
Duas décadas: Em nota, o Grupo Caoa afirmou que o contrato com a Hyundai se estenderá por mais 20 anos. A Hyundai, por sua vez, disse que as empresas trabalham em uma gestão compartilhada e que, neste momento, não há decisões concretas que justifiquem alterações no contrato existente entre as partes. Em 1995, o Grupo Caoa enfrentou uma situação parecida. Depois de importar os modelos da francesa Renault por três anos, viu a parceria ruir quando a montadora decidiu que iria comandar os negócios no país por conta própria.


Neobus quer dobrar faturamento até 2015 e mira exterior
Exame 07.02.2012 - A Neobus é uma empresa coligada da fabricante de carrocerias Marcopolo. Aém da expansão internacional, o mercado brasileiro de ônibus, micro ônibus, BRTs e BRS está muito demando e tem muito espaço para crescer nos próximos anos.
A San Marino Neobus espera dobrar seu faturamento até 2015, enquanto mira mercados da América Latina após a parceria com a norte-americana Navistar, afirmou o presidente da fabricante de ônibus, Edson Tomiello, nesta terça-feira. Segundo ele, além da expansão internacional, o mercado brasileiro de ônibus, micro ônibus, BRTs (Bus Rapid Transport) e BRS (Bus Rapid Service) está muito demando e tem muito espaço para crescer nos próximos anos. A Neobus é uma empresa coligada da fabricante de carrocerias Marcopolo. A empresa faturou cerca de 500 milhões em 2011 e espera atingir uma receita superior de 1 bilhão de reais até 2015. "Com novas tecnologias e nova linha de uso rodoviário (ônibus pesados) vamos buscar o mercado externo a partir do segundo semestre desse ano", disse o presidente da Neobus durante anúncio de construção de fábrica no Estado do Rio de Janeiro.
A companhia acertou no início do mês uma joint-venture com a norte-americana Navistar, dando origem à NeoStar . Os norte americanos produzem motores MWM e a associação é considerada estratégica.
"Esse ano já teremos em primeira mão no Brasil um ônibus completo e vamos estender esse movimento para México e Estados Unidos com a marca NeoStar . Deveremos ter uma unidade no México para fornecer ônibus rodoviário", disse o executivo.O executivo acrescentou que a companhia avalia na América do Sul mercados como Chile e Argentina. "Estamos querendo entrar em outros mercados. O Chile é um país tradicional que sempre comprou produtos do Brasil e a Argentina tem uma demanda também importante e pode ser uma oportunidade", disse Tomiello.
A nova fábrica da Neobus no Rio de Janeiro será erguida na cidade de Três Rios, consumindo investimentos de 90 milhões de reais. A unidade vai começar a operar em no máximo 150 dias e terá capacidade para produzir 13 ônibus por dia, elevando para 30 veículos ao dia a produção nacional da companhia. A Neobus tem uma fábrica em Caxias do Sul (RS) onde emprega 2.400 pessoas. A unidade do Rio vai gerar 1.200 empregos.


Preço alto deixa dúvida sobre rentabilidade
Folha 07.02.2012 - Simulações mostraram que ágio a ser pago por aeroportos não permitiria amortizar investimento até fim da concessão. Para desistente, seria necessário abrir mão de lucro para cobrir proposta vencedora do terminal de Guarulhos. As maiores construtoras do país -que participaram do leilão em parceria com operadores dos melhores aeroportos do mundo- desistiram da disputa.  Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão nem chegaram a fazer proposta no viva-voz, após o lance inicial.  A Folha apurou que elas consideraram o ágio elevado demais para garantir retorno sobre o investimento no prazo da concessão. Para Guarulhos, vendido por R$ 16,2 bilhões, elas chegariam a, no máximo, R$ 10 bilhões com chance de retorno sobre o investimento.
Um dos desistentes afirmou à Folha que, pelas simulações, teria de abrir mão de lucros para cobrir a proposta vencedora em Guarulhos.  Ainda segundo ele, com a receita obtida, daria para pagar impostos, no máximo.  Outra evidência dessa suposta distorção foi a relação entre o valor a ser pago pela outorga ao longo dos anos e a receita do aeroporto.
Em 2011, a receita bruta de Guarulhos foi de R$ 1 bilhão. Somente para pagar a concessão, durante o prazo de 20 anos, o consórcio vencedor desembolsará, em média, R$ 810 milhões por ano. Isso sem contar o pagamento de impostos, encargos, os custos operacionais e os investimentos que terão de ser feitos ao longo dos anos.
Em Brasília, o vencedor (consórcio Inframérica) pagará, em média, R$ 180 milhões por ano até 2037. Em 2010, a receita bruta do aeroporto foi de R$ 200 milhões.
Para o aeroporto internacional de Campinas, que teve ágio de 159%, o consórcio vencedor (Aeroportos Brasil) pagará R$ 127,4 milhões por ano, em média, até 2042. Em 2011, a receita bruta foi de R$ 300 milhões.
Superavit: O governo não só se surpreendeu com o resultado do leilão dos aeroportos como já prevê arrecadar no início do ano que vem pelo menos R$ 1,3 bilhão com as concessões. Os recursos contribuirão para engordar o superavit primário de 2013.  Com a concessão, o governo passou a garantir receita extra de, ao menos, R$ 1 bilhão por 20 a 30 anos.
A presidente Dilma Rousseff celebrou o resultado. No ano passado, ela fora informada pela sua equipe de que o valor estimado da concessão dos três aeroportos ficaria em torno de R$ 10 bilhões.


Ex-presidente do fundo de pensão da Caixa será diretor do BNDES
Folha 07.02.2012 - O ex-presidente do fundo de pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef) Guilherme Lacerda vai assumir o cargo de diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em substituição a Elvio Gaspar, que está deixando o banco. O banco não soube informar o motivo da saída de Gaspar. Lacerda ficou mais de oito anos na Funcef (2003 a maio 2011), de onde se licenciou entre maio e outubro de 2010 para concorrer a uma vaga de deputado federal pelo PT no Espírito Santo. Sem conseguir se eleger, retornou à presidência da Funcef para terminar o mandato.  O executivo vai assumir as áreas de infraestrutura social, que cuida de temas como mobilidade urbana, habitação e melhoria de transporte. Também ficarão sob sua responsabilidade as áreas de meio ambiente, agropecuária e inclusão social, esta última responsável pela liberação de crédito para pequenos projetos, sendo um dos mais conhecidos o apoio dado pelo banco a catadores de lixo.


Produção industrial cresce em 9 de 14 locais em 2011, aponta IBGE
Estadão 07.02.2012 - Em seis localidades, a taxa de crescimento veio acima da média nacional .Em 2011, a produção industrial regional cresceu em 9 dos 14 locais pesquisados, com 6 locais registrando taxas acima da média nacional (0,3%): Paraná (7,0%), Espírito Santo (6,8%), Goiás (6,2%), Amazonas (4,0%), Pará (2,7%) e Rio Grande do Sul (2,0%).  Os Estados de Minas Gerais (0,3%), Rio de Janeiro (0,3%) e São Paulo (0,2%) também tiveram taxas positivas em 2011. Pernambuco (0,0%) repetiu o patamar do ano de 2010. Já Bahia (-4,4%), região Nordeste (-4,7%), Santa Catarina (-5,1%) e Ceará (-11,7%) tiveram queda na produção.  Na passagem de novembro para dezembro de 2011, a produção regional, com ajuste sazonal, cresceu em 8 dos 14 locais que compõem a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior crescimento foi no Paraná (6,5%), seguido por Pará (3,3%), Rio Grande do Sul (2,3%), Pernambuco (2,1%), Amazonas (1,5%) e Santa Catarina (1,0%). Ceará (0,1%) e São Paulo (0,3%) cresceram abaixo da média da indústria nacional (0,9%). Por outro lado, as seis áreas que registraram queda na produção foram região Nordeste (-1,2%), Espírito Santo (-1,8%), Minas Gerais (-2,8%), Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-5,2%) e Goiás (-7,0%). Na comparação com dezembro de 2010, o setor industrial nacional mostrou queda de 1,2% em dezembro do ano passado, com 7 dos 14 locais investigados assinalando redução na produção. A taxa negativa mais intensa foi registrada em Santa Catarina (-10,9%), pressionada pela queda na maior parte dos setores investigados, seguida por Ceará (-7,4%), Bahia (-4,9%), região Nordeste (-3,7%), São Paulo (-3,2%), Minas Gerais (-2,8%) e Rio de Janeiro (-2,1%). Entre os locais que apontaram avanço na produção, Paraná (23,5%) assinalou a expansão mais elevada, impulsionado em grande parte pelos setores de veículos automotores e de edição e impressão. Os demais resultados positivos foram verificados no Espírito Santo (7,4%), em Goiás (6,6%), Pará (5,2%), Pernambuco (3,8%), Amazonas (3,6%) e Rio Grande do Sul (3,2%).


Valor pago por consórcios supera fluxo de caixa atual de aeroportos
Valor 07.02.2012 - O ágio elevado oferecido no leilão de concessão dos aeroportos deve impor aos consórcios vencedores um novo desafio: como financiar o desembolso da outorga de R$ 24,5 bilhões ao governo. Embora possa ser dividida durante o prazo do contrato, os valores superam a geração de caixa anual obtida hoje pelos aeroportos. É certo que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será a principal fonte de recursos para os investimentos nas concessões. Mas as linhas do banco não englobam a outorga, que apenas no caso de Guarulhos consumirá pouco mais de R$ 800 milhões por ano, enquanto a estimativa de geração de caixa do aeroporto hoje gira em torno de R$ 500 milhões. O consórcio Invepar, que venceu a disputa para operar o maior aeroporto do país, teve assessoria financeira do banco francês BNP Paribas no leilão. O Standard Bank foi o assessor da Aeroportos Brasil (Triunfo) e o Citibank atuou ao lado da Inframérica (Engevix).
O BNP e o Standard Bank confirmaram oficialmente a participação, mas não deram detalhes de como será realizada a modelagem financeira da operação. O BNP informou apenas que o financiamento será feito diretamente (sem repasse) pelo BNDES e que, dependendo do prazo para o desembolso dos recursos, poderá entrar com um empréstimo-ponte, em conjunto com outras instituições financeiras.
Como o BNDES certamente será a primeira porta na qual os consórcios irão bater, a expectativa agora fica por conta da avaliação do banco sobre as propostas vencedoras. Uma possível, embora pouco provável, recusa da instituição em financiar o projeto inviabiliza o lance do consórcio vencedor.
Antes de uma sinalização positiva do BNDES será praticamente impossível para as empresas tentarem qualquer outra forma de financiamento no mercado. Resta, portanto, a opção do aporte direto de capital dos sócios. Tanto o ágio oferecido como os nomes dos vencedores do leilão foram recebidos com grande surpresa por banqueiros que prestaram assessoria financeira para os consórcios que foram derrotados. Dos três aeroportos, apenas o de Viracopos apresentou valores mais próximos ao esperado antes do leilão, segundo um executivo. Embora o maior ágio tenha sido registrado em Brasília, foi em Guarulhos que o ágio chamou mais a atenção.
Já havia no mercado a expectativa de que os projetos rodassem no negativo, pelo menos nos primeiros anos, mas com o custo da outorga os questionamentos sobre a viabilidade das operações aumentaram. Os bancos aguardam com ansiedade ter acesso aos modelos usados pelos consórcios, assim que forem consultados sobre pedidos de financiamentos, o que, para um executivo ouvido pela reportagem, deve acontecer em breve. Além das linhas do BNDES, o governo concedeu isenção de imposto de renda aos investidores que adquirirem debêntures emitidas pelas concessionárias dos aeroportos. Mas essa opção dificilmente será usada no curto prazo, pelo menos enquanto houver dúvidas sobre a viabilidade da operação.



Crédito faz lucro do ABC crescer 12% no 4º tri
Valor 07.02.2012 - O banco ABC Brasil registrou lucro líquido de R$ 60,6 milhões no quarto trimestre, aumento de 12,2% sobre o mesmo período de 2010. Em todo o ano passado, o resultado foi positivo em R$ 236 milhões, com crescimento de 16,7%. A elevação do resultado foi puxada pela expansão das operações de empréstimos e financiamentos. A carteira de crédito, incluindo garantias prestadas, apresentou crescimento de 2,6% no trimestre e de 10,9% no ano. Na área de empresas de grande porte, o saldo ficou em R$ 10,9 bilhões no encerramento de 2011, com expansão de 9,2%, enquanto a carteira de "middle market" (empresas de médio porte) totalizou R$ 1,9 bilhão, aumento anual de 21,8%. O banco só não registrou um lucro líquido maior no último trimestre de 2011 por causa de maiores despesas com pessoal (+25,7%) e com captação (+28,1%).
Para este ano, o banco prevê que a carteira de crédito expandida registre expansão entre 18% e 22%, com destaque para o segmento de middle market. A instituição também projeta aumento entre 11% e 13% nos gastos com pessoal e outras despesas administrativas, mais moderado do que a expansão do ano passado. "Estamos mais otimistas em relação ao crédito em 2012", diz Sérgio Lulia Jacob, vice-presidente financeiro do ABC Brasil. A única preocupação que o ano traz é em relação à inadimplência. "Como o ano deve começar com a atividade mais lenta, os atrasos ainda devem subir um pouco", afirma.
A inadimplência acima de 90 dias atingiu 0,21% da carteira no quatro trimestre, com um aumento de 0,02 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Além do crescimento mais expressivo do crédito, Lulia também vê um cenário mais favorável para as captações. Um dos motivos é o estímulo que o Banco Central deu para que as grandes instituições comprem carteiras de crédito e papéis de bancos menores. Lulia afirma que o ABC tem aproveitado para captar via Certificados de Depósitos Interfinanceiros e letras financeiras, com "alguma vantagem" em termos de custo em relação a outras fontes de "funding".


Frigoríficos - Minerva reduz dívida de curto prazo a 8%
Valor 07.02.2012 - A captação de US$ 350 milhões realizada ontem pelo Minerva deve reduzir o endividamento de curto prazo da companhia para cerca de 8% da dívida total, afirmou o diretor-financeiro da empresa, Edison Ticle. Em setembro, o frigorífico registrava R$ 503 milhões em dívidas de curto prazo (que vencem em um ano), o que representava 25,1% de um total de R$ 2,001 bilhões.


Aquisição - Agroceres compra restante da Inaceres
Valor 07.02.2012 - A Agroceres anunciou a compra dos 50% que o grupo equatoriano Inaexpo detinha na Inaceres, empresa que atua no mercado de produção, industrialização e comercialização de palmitos cultivados de pupunha. Com a saída dos equatorianos, a empresa brasileira passa a ter 100% das ações. Agroceres e Inaexpo eram sócios desde 2001.


Tradings - Noble Group indica novo CEO
Valor 07.02.2012 - O Noble Group anunciou a indicação de Yusuf Alireza para CEO companhia. Ex-executivo do Goldman Sachs, ele assume o posto de Ricardo Leiman.


Rio ganha mais bandeiras econômicas
Valor 07.02.2012 - Costa, da Performance, diz que margens de lucro dos hotéis de alto luxo são inferiores aos de bandeira econômica. O Rio de Janeiro deve ganhar pelo menos mais 10 mil quartos de hotel até as Olimpíadas. Estudo da RioNegócios aponta que o número atual, 28.200 habitações, suba para 38.816 em 2016. No entanto, nenhum delas de alto luxo. Só a rede Accor, dará à cidade pelo menos 3 mil quartos, todos de nível econômico ou de médio padrão. Já o grupo Windsor está investindo em hotéis de quatro e cinco estrelas, num total de mais de mil quartos, mas nenhum deles do nível dos hotéis de alto padrão como o Copacabana Palace. Segundo Eduardo Costa, da Performance Incorporadora, que desenvolve a maior parte dos novos empreendimentos que serão administrados pela Accor, hotéis de alto luxo tem lucratividade baixa e exigem um investimento muito maior do que os econômicos. Enquanto econômicos chegam a ter margem no lucro operacional bruto de 50%, os de alto luxo, caem para entre 25% e 30%, diz Diogo Canteras, diretor da HotelInvest. Além disso, a maior demanda atual na cidade é para os hotéis econômicos. Enquanto a ocupação chega a 90% em alguns deles, nos de alto luxo está em 70%. Hoje, é difícil reservar um quarto de hotel no Rio de última hora. Segundo a RioNegócios, a demanda cresce de 5% a 7% ao ano. Com isso, a diária subiu 18% em 2011, o que aumenta ainda mais a atratividade de investimentos na cidade. Para se cumprir a promessa de dobrar o número de quartos até 2016 feita pela prefeitura ao Comitê Olímpico Internacional (COI), os investidores ganharam do município isenção de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) durante as obras, de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em compra e venda de imóveis destinados ao setor até 2012 e redução de Imposto sobre Serviços (ISS) para 0,5% até 2015 para serviços prestados para construção e reconversão em hotéis. Muitas redes internacionais estão interessadas em construir um hotel de alto luxo no Rio. A Hyatt já comprou um terreno frente-mar de 46.000 metros quadrados na Barra da Tijuca, para a construção de um hotel categoria Grand Hyatt com 408 apartamentos, mas não há previsão para o início das obras. A Four Seasons também já demonstrou interesse. No entanto, o maior problema dos grandes grupos é a falta de investimento. A maioria ainda tenta um parceiro nacional para investir, o que é muito difícil num mercado onde os terrenos são muito caros. No ano passado, a cidade quase ganhou um segundo hotel-butique à beira-mar, com cerca de 40 quartos - hoje já há o Fasano, em Ipanema. A SIG Engenharia comprou um terreno na Viera Souto e foi assediada por redes estrangeiras. "O problema é que no terreno não havia espaço suficiente para fazer o hotel. Tentamos negociar a compra do prédio que ficava atrás, mas não conseguimos por um apartamento", conta o sócio-diretor da construtora, Otávio Grimberg. A solução foi usar o terreno para construir um edifício de apartamentos. A Performance Incorporadora está desenvolvendo 12 hotéis para rede Accor na cidade: cinco na Barra, dois em Botafogo, um em Copacabana e quatro na região do Porto Maravilha. As bandeiras usadas serão Ibis Budget (antigo F1), Ibis Style e Novotel, com um investimento que passará de R$ 2 bilhões. Eduardo Costa, diretor da Performance Incorporadora, explica que a maior demanda na cidade é de pequenos empresários, funcionários públicos ou privados que viajam a trabalho. "Só presidente de empresa fica em hotel como o Copacabana Palace", afirma. Em função da demanda e da falta de oferta, diz Costa, a rentabilidade dos hotéis econômicos é praticamente a mesma das grandes lajes no Rio. "A taxa de retorno nominal varia entre 10% e 15%", afirma. Dos 12 hotéis planejados, já há cinco fundos estruturados para os hotéis da Barra, com três obras já iniciadas e duas que começarão em março. "Temos um fundo institucional, dois privados nacionais e dois internacionais", explica. O sócio-diretor da Performance conta que nos dois hotéis que desenvolveu para a Accor, o Íbis, em 2004, e o Novotel, em 2010, ao lado do aeroporto Santos Dumont, o retorno dos investidores está entre 3% e 3,5% ao mês. "São os melhores de sua categoria do país". O diretor explica que o mercado carioca é subofertado. Copacabana, por exemplo, tem 8 mil quartos, Ipanema, Gávea e Leblon, 1,6 mil e, na Barra, 3 mil. "O problema é que muitos deles, principalmente em Copacabana, são pequenos hotéis, administrados por seus próprios donos", afirma.Além desses 12 hotéis, a Accor também ganhará mais dois empreendimentos em Del Castilho, no shopping Nova América, em parceria com a Ancar e a Cyrella. Serão dois prédios de 440 quartos, um Ibis Budget e outro Style. Já a SIG engenharia está construindo dois hotéis na Barra da Tijuca para a rede Windsor. O grupo é um dos poucos do país que banca seus próprios investimentos. Os dois contratos somam R$ 285 milhões, sem contar o investimento em mobiliário e infraestrutura hoteleira. Os novos empreendimentos somarão 980 quartos e terão 4 e 5 estrelas respectivamente. O grupo já entregou à cidade o Windsor Atlântica, antigo Méridien, com 545 quartos. Mas para Diogo Canteras, da HotelInvest, os hotéis de cinco estrelas do Rio não podem ser considerados de alto luxo. "Eles não se comparam aos das redes internacionais muito menos ao Copacabana Palace", afirma. "Um hóspede desse nível não quer ficar num hotel junto a outras 500 pessoas. Além disso, o treinamento da equipe é bem diferente", explica Canteras.


Rio ganha mais bandeiras econômicas
Valor 07.02.2012 - Costa, da Performance, diz que margens de lucro dos hotéis de alto luxo são inferiores aos de bandeira econômica. O Rio de Janeiro deve ganhar pelo menos mais 10 mil quartos de hotel até as Olimpíadas. Estudo da RioNegócios aponta que o número atual, 28.200 habitações, suba para 38.816 em 2016. No entanto, nenhum delas de alto luxo. Só a rede Accor, dará à cidade pelo menos 3 mil quartos, todos de nível econômico ou de médio padrão. Já o grupo Windsor está investindo em hotéis de quatro e cinco estrelas, num total de mais de mil quartos, mas nenhum deles do nível dos hotéis de alto padrão como o Copacabana Palace. Segundo Eduardo Costa, da Performance Incorporadora, que desenvolve a maior parte dos novos empreendimentos que serão administrados pela Accor, hotéis de alto luxo tem lucratividade baixa e exigem um investimento muito maior do que os econômicos. Enquanto econômicos chegam a ter margem no lucro operacional bruto de 50%, os de alto luxo, caem para entre 25% e 30%, diz Diogo Canteras, diretor da HotelInvest. Além disso, a maior demanda atual na cidade é para os hotéis econômicos. Enquanto a ocupação chega a 90% em alguns deles, nos de alto luxo está em 70%. Hoje, é difícil reservar um quarto de hotel no Rio de última hora. Segundo a RioNegócios, a demanda cresce de 5% a 7% ao ano. Com isso, a diária subiu 18% em 2011, o que aumenta ainda mais a atratividade de investimentos na cidade. Para se cumprir a promessa de dobrar o número de quartos até 2016 feita pela prefeitura ao Comitê Olímpico Internacional (COI), os investidores ganharam do município isenção de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) durante as obras, de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em compra e venda de imóveis destinados ao setor até 2012 e redução de Imposto sobre Serviços (ISS) para 0,5% até 2015 para serviços prestados para construção e reconversão em hotéis. Muitas redes internacionais estão interessadas em construir um hotel de alto luxo no Rio. A Hyatt já comprou um terreno frente-mar de 46.000 metros quadrados na Barra da Tijuca, para a construção de um hotel categoria Grand Hyatt com 408 apartamentos, mas não há previsão para o início das obras. A Four Seasons também já demonstrou interesse. No entanto, o maior problema dos grandes grupos é a falta de investimento. A maioria ainda tenta um parceiro nacional para investir, o que é muito difícil num mercado onde os terrenos são muito caros. No ano passado, a cidade quase ganhou um segundo hotel-butique à beira-mar, com cerca de 40 quartos - hoje já há o Fasano, em Ipanema. A SIG Engenharia comprou um terreno na Viera Souto e foi assediada por redes estrangeiras. "O problema é que no terreno não havia espaço suficiente para fazer o hotel. Tentamos negociar a compra do prédio que ficava atrás, mas não conseguimos por um apartamento", conta o sócio-diretor da construtora, Otávio Grimberg. A solução foi usar o terreno para construir um edifício de apartamentos. A Performance Incorporadora está desenvolvendo 12 hotéis para rede Accor na cidade: cinco na Barra, dois em Botafogo, um em Copacabana e quatro na região do Porto Maravilha. As bandeiras usadas serão Ibis Budget (antigo F1), Ibis Style e Novotel, com um investimento que passará de R$ 2 bilhões. Eduardo Costa, diretor da Performance Incorporadora, explica que a maior demanda na cidade é de pequenos empresários, funcionários públicos ou privados que viajam a trabalho. "Só presidente de empresa fica em hotel como o Copacabana Palace", afirma.
Em função da demanda e da falta de oferta, diz Costa, a rentabilidade dos hotéis econômicos é praticamente a mesma das grandes lajes no Rio. "A taxa de retorno nominal varia entre 10% e 15%", afirma. Dos 12 hotéis planejados, já há cinco fundos estruturados para os hotéis da Barra, com três obras já iniciadas e duas que começarão em março. "Temos um fundo institucional, dois privados nacionais e dois internacionais", explica.
O sócio-diretor da Performance conta que nos dois hotéis que desenvolveu para a Accor, o Íbis, em 2004, e o Novotel, em 2010, ao lado do aeroporto Santos Dumont, o retorno dos investidores está entre 3% e 3,5% ao mês. "São os melhores de sua categoria do país". O diretor explica que o mercado carioca é subofertado. Copacabana, por exemplo, tem 8 mil quartos, Ipanema, Gávea e Leblon, 1,6 mil e, na Barra, 3 mil. "O problema é que muitos deles, principalmente em Copacabana, são pequenos hotéis, administrados por seus próprios donos", afirma. Além desses 12 hotéis, a Accor também ganhará mais dois empreendimentos em Del Castilho, no shopping Nova América, em parceria com a Ancar e a Cyrella. Serão dois prédios de 440 quartos, um Ibis Budget e outro Style. Já a SIG engenharia está construindo dois hotéis na Barra da Tijuca para a rede Windsor. O grupo é um dos poucos do país que banca seus próprios investimentos. Os dois contratos somam R$ 285 milhões, sem contar o investimento em mobiliário e infraestrutura hoteleira. Os novos empreendimentos somarão 980 quartos e terão 4 e 5 estrelas respectivamente. O grupo já entregou à cidade o Windsor Atlântica, antigo Méridien, com 545 quartos. Mas para Diogo Canteras, da HotelInvest, os hotéis de cinco estrelas do Rio não podem ser considerados de alto luxo. "Eles não se comparam aos das redes internacionais muito menos ao Copacabana Palace", afirma. "Um hóspede desse nível não quer ficar num hotel junto a outras 500 pessoas. Além disso, o treinamento da equipe é bem diferente", explica Canteras.


Petróleo e mineração atraem Choice e Atlantica
Valor 07.02.2012 - Joyce, CEO da Choice Hotels: Olimpíadas e Copa do Mundo não interessam. A Choice Hotels Internacional - empresa americana que vende franquias de hotéis de 11 bandeiras diferentes - vê no Brasil uma das melhores oportunidades de crescimento entre os 30 países em que atua. Mas sua estratégia vai na contramão da inauguração de hotéis para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A prioridade da empresa e sua parceira no Brasil, a Atlantica Hotels, é inaugurar hotéis nas cidades de médio porte onde o crescimento econômico é pujante, puxado principalmente pelas atividades de mineração e petróleo.  "Não temos interesse na cidade do Rio. Depois dos 30 dias de Olimpíadas, nós fechamos o hotel? Foi o que aconteceu na África do Sul depois da Copa e na China depois das Olimpíadas. Atlanta [sede das Olimpíadas de 1996] ficou com uma oferta tão grande de hotéis no centro que ainda está se recuperando [da redução dos preços]", disse Stephen Joyce, CEO da Choice.  O presidente da Atlantica, Paul Sistare, acrescentou que na cidade do Rio falta espaço para construção de novos hotéis no ponto mais atrativo, a orla. "Nós estamos olhando para o que acontece no dia a dia do Brasil e vamos nos estabelecer onde estão as empresas de petróleo, refinarias, petroquímica e mineração", afirmou Sistare.
O plano da Atlantica é inaugurar 38 hotéis no Brasil até 2015 - a maioria de bandeiras da Choice. Desse total, 18 já têm projetos fechados. Entre as cidades que receberão esses novos quartos estão Santos (SP), cidade portuária, Campo dos Goytacazes (RJ), polo de extração de petróleo, Duque de Caxias (RJ), onde está uma refinaria, Itaboraí (RJ), sede do complexo petroquímico do Estado do Rio, e Itaguaí (RJ), cidade portuária com terminais privados da Vale e da CSN.  A Atlantica Hotels é a única parceira da Choice no Brasil. Dos 79 hotéis que a Atlantica administra, 60 são bandeiras franqueadas pela Choice. A administradora tem ainda hotéis de marcas próprias e outras três bandeiras da Carlson. Já a Choice tem 6.100 hotéis franqueados no mundo.
Os resultados da Atlantica justificam a aposta da Choice no Brasil para promover o crescimento das suas operações internacionais. No ano passado, a receita bruta da Atlantica cresceu 27,6%, para R$ 658 milhões.  A receita por apartamento disponível (Revpar) da Atlantica, considerado o principal parâmetro de rentabilidade do setor hoteleiro, cresceu 17,94%. A projeção é de que, neste ano, o indicador apresente crescimento de 12%.  No mundo todo, a expectativa da Choice é de que a receita por apartamento disponível tenha crescido apenas 6% em 2011. Até o terceiro trimestre, último dado apresentado pela empresa de capital aberto nos Estados Unidos, esse indicador cresceu 5,7%.  Segundo Joyce, o Brasil é a segunda maior operação internacional da Choice, respondendo por cerca de 10% do portfólio. Nos nove meses encerrados em setembro, a Choice teve receita bruta de US$ 472,9 milhões, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2010.  "O Brasil está no topo das prioridades. Acreditamos que possa se tornar a nossa principal operação internacional", enfatizou o executivo.


Com apoio de fundos, Invepar faz lance de R$ 16 bilhões
Valor 07.02.2012 - Rocha, da Invepar: "Queremos fazer do aeroporto a porta de entrada do país"Vencedora do leilão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, com uma única tacada e um valor surpreendente - R$ 16,2 bilhões pela outorga -, a Invepar - Investimentos e Participações em Infraestrutura SA terá missão dupla: garantir retorno para o pesado aporte e para os investimentos ao longo da concessão de 20 anos. Vai operar um terminal onde passam 160 mil pessoas por dia. Controlado pelos fundos de pensão Previ (majoritária, com 38% do capital), Petros, Funcef e pela empreiteira OAS (minoritária, com 19,4%), o consórcio deu lance três vezes maior do que a soma de seus ativos no país - de R$ 4 bilhões, conforme o relatório anual de 2010. Para vencer o leilão, a estratégia da empresa foi apresentar um lance inicial que tirasse os concorrentes logo de cara do jogo. Responsável pela terceira maior oferta na BM&FBovespa, de R$ 12 bilhões, o consórcio liderado pela OHL Brasil jogou a toalha logo que viu a proposta da Invepar. "Chegamos ao nosso limite", disse o presidente do grupo, José Carlos Oliveira Filho. O lance da Invepar, em parceria com a sul-africana Airports Company South Africa (ACSA), teve um ágio de 373% em relação ao preço mínimo inicial fixado pelo governo. Com estrutura de holding, a Invepar tem sob seu guarda-chuva seis empresas operacionais: Linha Amarela, Raposo Tavares, Metrô Rio, 25% da CRT, Bahia Norte e Litoral Norte. A empresa está num momento de diversificação dos negócios, para aumentar seu faturamento, que foi de R$ 1,1 bilhão no ano passado. Para conseguir dar retorno aos investidores, a empresa planeja aumentar as receitas não tarifárias, como a construção de um grande estacionamento no aeroporto e a renegociação de contrato com os varejistas, além de melhor aproveitamento do espaço comercial. Outro plano da Invepar, que começa a administrar Cumbica em maio, é de abrir seu capital no prazo de 12 a 24 meses. De acordo com a Infraero, a administração do aeroporto no ano passado gerou uma receita de R$ 770,5 milhões à estatal.  "Queremos fazer do aeroporto uma verdadeira porta de entrada do país. Nossa expectativa é de retorno e forte crescimento de receita nos próximos 20 anos", afirmou, ao Valor, o presidente executivo da Invepar, Gustavo Rocha. Em 2011, cerca de 29 milhões de passageiros passaram por Cumbica segundo a Infraero. A estimativa da nova administradora é que o número pule para 50 milhões em 2020. Para conseguir retorno sobre o investimento de R$ 16,2 bilhões, Rocha se mostrou confiante na flexibilidade que a iniciativa privada tem em conseguir aumentar a receita. "O operador privado consegue melhor funding e é mais livre para controlar seus gastos", disse. O valor da outorga da concessão será pago ao longo dos 20 anos, com R$ 800 milhões anuais. A homologação do negócio e a assinatura do contrato estão previstas para maio, mas o pagamento da primeira parcela só vai ocorrer ao final de 12 meses desde a transferência da operação.
Além do valor de outorga, a Invepar está obrigada por contrato a investir R$ 4,6 bilhões na ampliação da capacidade do aeroporto. A exigência foi feita pelo governo visando o as competições esportivas em 2014 e 2016. Por isso, a empresa vai focar os investimentos nos próximos anos na construção do terminal 3. Rocha acredita que a Invepar fez o maior negócio de infraestrutura do país na área de transporte e vai conseguir pagá-lo com os resultados do próprio negócio. "Este setor está começando agora a se desenvolver no Brasil e está dentro da nossa estratégia. Queremos ser um dos principais players dessa área", afirmou. "Vamos investir em modernização de free shopping, praças de alimentação, desenvolvimento imobiliário e na parte de carga. No momento, a prioridade é preparar o aeroporto para a Copa". Até chegar ao lance que inibiu qualquer oferta maior quando o leilão passou para lances viva-voz, a Invepar afirmou ter feito um estudo de oito meses, que envolveu cerca de cem pessoas e contou com a participação de austríacos e espanhóis, sobre a taxa de retorno do investimento. "Estávamos apostando neste negócio há muito tempo, foi muito trabalho e muito estudo e o foco era Guarulhos", disse Marco Geovanne, diretor de participações da Previ. Segundo informou, a ACSA foi quem preparou os aeroportos da África do Sul para a Copa de 2010. "Eles têm experiência e vão trabalhar nisso conosco", afirmou, lembrando que a companhia administra aeroportos que transportam 50 milhões de passageiros por ano no país africano, além de outros 20 milhões em Mumbai, na Índia. Após o terminal 3, em construção, o novo operador de Cumbica deverá iniciar o quarto um outro terminal, além de novo pátio para as aeronaves e um terminal de carga também até 2016. Com cerca de 4.500 funcionários, a Invepar vai incorporar cerca de dois mil empregados da Infraero.


Cumbica, Viracopos e Brasília são privatizados
Valor 07.02.2012 - O sucesso do primeiro leilão de privatização de aeroportos no Brasil superou até os mais otimistas membros do governo federal, com um ágio médio de 347% em relação aos R$ 5,4 bilhões de outorga mínima prevista no edital. Sem nenhuma liminar de última hora para impedir a disputa, o governo conseguiu leiloar ontem os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília com um sucesso acima do esperado pelos seus integrantes mais otimistas: o valor mínimo de outorga de R$ 5,4 bilhões atingiu R$ 24,5 bilhões em menos de duas horas e meia, ágio médio de 347%, metade do tempo que era previsto pelos próprios organizadores da disputa, na BM&F Bovespa. O resultado do leilão também gerou questionamentos dos pessimistas. Sem nenhuma operadora de renome internacional entre os consórcios vencedores, a gestão dos três aeroportos ficará sob responsabilidade de empresas estrangeiras do mundo emergente. A Invepar, vitoriosa em Guarulhos com um lance de R$ 16,213 bilhões que não recebeu contraofertas, aliou-se à sul-africana ACSA. A Engevix, que arrematou a concessão de Brasília com uma proposta de R$ 4,51 bilhões e ágio de 673% sobre o valor inicial, fechou parceria com a argentina Corporación América - detentora de uma rede de 33 aeroportos na Argentina e com um histórico de renegociações contratuais e falta de investimentos. A Triunfo, ganhadora do leilão de Viracopos com uma oferta de R$ 3,821 bilhões, associou-se à francesa Egis Aiport Operation - curiosamente, suas operações se concentram no Congo, na Costa do Marfim, no Chipre e no Taiti. Consórcios formados por operadoras estrangeiras como Fraport (Alemanha), Zürich Flughafen (Suíça) e Changi (Cingapura) ficaram longe das propostas vitoriosas. Também não participou da batida de martelo no pregão o "quarteto fantástico" das empreiteiras - Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão -, a maioria com vasta experiência internacional na construção de aeroportos. O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, elogiou a "coragem" dos investidores e disse que o "apetite" das ofertas reflete a confiança no país. A assinatura dos contratos de concessão, após um processo de homologação do leilão e de abertura de prazos para recursos administrativos, deve ocorrer em maio. Para o ministro, a ausência das principais empreiteiras e operadoras do mundo entre os vitoriosos não é motivo de incômodo. "Não podemos ter preconceito com a origem do capital. Se não, nós mesmos teríamos complexo eterno de vira-lata."
Nas duas horas e meia de leilão, houve sussurros e expressões de espanto quando a OHL - em parceria com a operadora espanhola Aena - apresentou uma oferta de R$ 12 bilhões pela concessão de Guarulhos, até então maior da disputa. O "advisor" de um banco que assessorava outro consórcio logo comentou: "Essa conta não fecha". Quando a disputa terminou, o próprio presidente da OHL, José Carlos Oliveira, conhecido pela agressividade de seus lances nos leilões de rodovias, disse que havia chegado ao "limite". Depois, questionado se a proposta vencedora de mais de R$ 16 bilhões da Invepar trará retorno aos investidores, ele apenas sorriu antes de caminhar para a saída: "Tomara que dê certo". Um alto funcionário do governo comentou, reservadamente, que não esperava uma outorga superior a R$ 6 bilhões para Guarulhos. Para ele, a saída da futura concessionária será explorar receitas não tarifárias - como publicidade e espaços comerciais - rapidamente para obter retorno do investimento. "Ela precisará antecipar obras como uma mega-ampliação do estacionamento e a oferta de hotéis e até centro de convenções no entorno do aeroporto", afirmou o funcionário. Há muito espaço para ganhar eficiência, avalia Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul Linhas Aéreas, que acompanhou o leilão. Até o fornecimento de eletricidade à aeronave enquanto ela está em solo, para manter as luzes e o ar condicionado ligados, é feito por empresas como Swissport. "É o tipo de serviço que a operadora pode oferecer e gerar receita adicional", exemplifica Febeliano. O tamanho do desafio da Invepar é ilustrado pela receita total projetada pelo governo para todo o período de concessão de Guarulhos. Nos estudos que balizaram o processo de concessão, estimam-se R$ 17 bilhões em 20 anos, cerca de 5% a mais do que a Invepar pagará somente como valor de outorga, em parcelas anuais. Mesmo assim, o presidente da empresa, Gustavo Rocha, garantiu que "vamos entregar o retorno esperado ao nosso acionista". Ele não detalhou seu plano de negócios, mas antecipou que a ampliação de receitas não tarifárias é parte essencial da estratégia. "Estamos tranquilos." Pelas regras do contrato de concessão, as tarifas aeroportuárias não podem subir. No ambiente de festa do leilão, a Infraero ganhou elogios. "Ela tira leite de pedra", comentou o presidente da Invepar. "Ao contrário do que pode parecer, temos satisfação em ter a Infraero como sócia", reforçou o presidente da Engevix, José Antunes Sobrinho.


Após leilão, Dilma defende gestão eficiente em aeroportos
JB 07.02.2012 - Após o governo ter conseguido arrecadar R$ 24,5 bilhões com o leilão para a exploração dos terminais aéreos de Cumbica, em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff disse que o Executivo cumpriu "mais uma etapa" e defendeu uma "administração eficiente" dos três aeroportos.
"No governo é assim. Termina uma etapa e começa outra. Agora é fazer as coisas acontecerem, ou seja, [garantir] administração eficiente dos três aeroportos", disse a presidente após empossar o novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). 1 / 6Ágio total obtido com o leilão da concessão de Guarulhos, Viracopos e Brasília superou os 347%. Invepar, Aeroportos Brasil e Inframérica Aeroportos venceram.
No leilão realizado na Bolsa da Valores de São Paulo (Bovespa), o aeroporto de Brasília foi o que teve o maior valor acima da oferta mínima exigida pelo governo. O consórcio Inframerica Aeroportos levou a concessão na capital federal com a oferta de R$ 4,5 bilhões, ante preço mínimo de R$ 582 milhões - um ágio de 673%. O consórcio formado por Invepar, OAS e a sul-africana ACSA, apresentou a melhor oferta econômica pela concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), no valor de R$ 16,2 bilhões, com ágio de 375% sobre o preço mínimo de R$ 3,4 bilhões. Já o consórcio que inclui a Triunfo Participações e a francesa Egis Airport Operation fez a proposta financeira mais elevada pelo aeroporto de Viracopos (SP), de R$ 3,8 bilhões. O preço mínimo era de R$ 1,47 bilhão - um ágio de 159%. Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro. Após a abertura das propostas na sede da Bovespa em São Paulo, os consórcios que fizeram as melhores propostas iniciais continuaram a disputa em um leilão viva-voz. Encerrado o tempo de lances, as ofertas totalizaram R$ 24,53 bilhões a serem pagos ao governo - um ágio médio de 347%. O grupo Inframérica Aeroportos, que ficou com o aeroporto de Brasília, conta com a Engevix e a argentina Corporación América, que no ano passado venceu a disputa pelo aeroporto São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. O que muda na operação: A estatal Infraero é responsável pela operação dos aeroportos no Brasil- Agora, nos aeroportos concedidos, a Infraero será sócia dos concessionários privados, com participação de 49%- A partir do contrato, haverá um período de transição de seis meses no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, que pode ser prorrogado por mais seis meses, o novo controlador assume o controle das operações do aeroporto- A Infraero continuará operando 63 aeroportos no País, responsáveis pela movimentação de cerca de 67% do total de passageiros- Não há previsão de aumento ou diminuição das tarifas.


Endividada, Triunfo arremata Viracopos
Valor 07.02.2012 - Carlo Bottarelli, presidente da Triunfo Participações e Investimentos: "Cada grupo tinha um foco. O nosso era (arrematar) Viracopos". Poucos minutos haviam se passado das 10 horas quando o primeiro envelope com propostas dos consórcios concorrentes do leilão de aeroportos foi aberto. O lance era da sociedade liderada pela Triunfo Participações e Investimentos, que com oferta de R$ 3,821 bilhões (ágio de 159%) arrematou a concessão do aeroporto de Viracopos - em Campinas (SP) - pelos próximos 30 anos. Com a vitória, a Triunfo - hoje com significativo endividamento - assumirá o compromisso de investir R$ 8,7 bilhões ao longo da concessão, sendo R$ 873 milhões em dois anos.
A parceira internacional do grupo é a Egis Airport Operation, nunca comentada no mercado como uma potencial integrante de consórcios concorrentes do leilão. Entre os aeroportos administrados atualmente pela Egis, estão os localizados na Costa do Marfim, no Gabão, no Chipre, no Congo e na Polinésia Francesa. Segundo o site da empresa na internet, a Egis tem a concessão de 11 aeroportos com movimentação de 13 milhões de passageiros ao ano no total. O aeroporto de Viracopos, que chegou a ser considerado o segundo mais atrativo para o mercado e a "joia da coroa" do leilão na visão do governo, acabou tendo apenas quatro lances e valor final menor que o de Brasília. Pelo pouco interesse no terminal, o presidente do grupo chegou a ser questionado por jornalistas se não havia pagado demais pelo terminal. "Cada grupo tinha um foco. O nosso era esse [arrematar Viracopos]", disse o presidente da Triunfo, Carlo Botarelli, logo após o leilão. Embora não tenha financiamento do BNDES, o pagamento da outorga é divido ao longo dos 30 anos de concessão. O que chama a atenção são os investimentos em melhorias para os terminais do aeroportos, que podem aumentar o grau de endividamento da empresa. Na Triunfo, a relação dívida líquida sobre Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 3,32 ao final do terceiro trimestre (últimos dados disponíveis). O máximo dentre as concorrentes é o da CCR, com 2,3. Para analistas, 3,5 é o limite considerado saudável para companhias do setor de infraestrutura. Em outubro de 2008, a Triunfo chegou a se classificar em primeiro lugar no leilão para concessão das rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, no Estado de São Paulo, mas depois foi desabilitada por não depositar as garantias exigidas dentro do prazo. Segundo a empresa, a culpa foi da seguradora, que não cumpriu com seus compromissos.
A princípio, um projeto como Viracopos poderia aumentar ainda mais a alavancagem. Para a companhia, no entanto, não há motivos para preocupação. Isso porque o aeroporto já gera receita para o concessionário. Após 120 dias da assinatura do contrato, o grupo já assume o faturamento. Por isso, a receita do terminal seguraria grande aumento da alavancagem.
Mesmo assim, as ações da Triunfo foram penalizadas - a exemplo do que geralmente ocorre com companhias abertas após vencerem leilões de concessão. A variação chegou a ter queda de cerca de 5% durante a tarde, após o resultado. Acabaram fechando o dia em queda de 3,29%.
Atualmente, os planos da Triunfo partem do princípio que a geração forte de receita começará ao fim de 2013. É nessa época que começa a geração de energia da Usina Hidrelétrica Garibaldi (de 178 MW de capacidade), de concessão da Triunfo. O aeroporto se soma a outro grande projeto da companhia, anunciada no fim do ano passado. Em uma estratégia agressiva, anunciou, em parceria com a América Latina Logística (ALL) e a Vetorial Mineração, a criação da Vetria Mineração. Essa nova empresa vai extrair, transportar e comercializar minério de ferro oriundo do Maciço do Urucum, em Corumbá (MS), até o porto de Santos (SP). Os investimentos estimados para colocar essa empresa em operação a partir de 2016 - integrando mina, ferrovia e porto - são de R$ 7,6 bilhões nesse período.
Além disso, a Triunfo tem três dos seus principais projetos em andamento. Por meio da subsidiária Maestra, a Triunfo pretende operar no setor de cabotagem. A Rio Canoas, uma das duas concessionárias hidrelétricas da empresa, ainda em construção, tem início de operações previsto para 2014. Segundo a companhia, já há 70% de energia assegurada vendida por um período de 30 anos.
A empresa ainda fez a aquisição de 189 hectares na região do Porto de Santos, onde pretende instalar um novo terminal portuário, o projeto Santa Rita. Ainda na fase de planejamento, o projeto obteve licença ambiental prévia (primeira de três necessárias para a operação).
A Triunfo foi a última companhia de capital aberto a fazer um posicionamento oficial sobre a disputa por aeroportos. Por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quarta-feira, o grupo divulgou que havia firmado o termo de compromisso com a operadora francesa e com a UTC Participações (holding controladora da TEC Incorporações e Empreendimentos Imobiliários e UTC Engenharia).


Anhanguera Educacional demite 1,5 mil professores
Valor 07.02.2012 - A Anhanguera Educacional demitiu cerca de 1,5 mil professores no fim de ano, segundo a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), entidade que reúne 24 sindicatos da categoria. Esse volume representa 12,5% do corpo docente da companhia.  Amanhã, a Assembleia Legislativa de São Paulo realiza uma audiência pública para discutir as demissões promovidas pela Anhanguera.  Segundo a empresa, o desligamento dos professores ocorreu devido as 12 aquisições fechadas no ano passado e que demandaram ajustes no corpo docente. No fim de 2010, a instituição de ensino contava com 8 mil professores - número que saltou para 12 mil com as aquisições das faculdades. A Anhanguera informou que as demissões também ocorreram em "função do planejamento de carga horária do semestre e faz parte de um movimento natural das instituições de ensino a cada encerramento de semestre. Neste ajuste, a Anhanguera reduziu o número de professores temporários, mas também fará contratações de outros em regime integral."
As demissões de professores, normalmente, ocorrem a cada fim de semestre. Isso porque há um acordo coletivo da categoria com uma cláusula de garantia de salário no período de seis meses. Ainda de acordo com a Fepesp, a maior concentração das demissões aconteceu nas faculdades localizadas no Grande ABC paulista, onde foram dispensados cerca de 400 professores. Na capital, foram 269 professores dispensados.  A Federação apurou os dados com 13 sindicatos regionais de São Paulo e não considera os demitidos com menos de um ano de emprego, uma vez que nesses casos a homologação é feita na própria empresa, segundo determina a legislação trabalhista. A Fepesp também está realizando uma pesquisa com os demitidos a fim de analisar se esses professores têm especialização ou são doutores. A instituição de ensino destacou que para "fortalecer a sua atuação na área de pesquisa científica, a Anhanguera criará, a partir de 2012, núcleos de pesquisa em oito grandes áreas do conhecimento, compostos por professores doutores e mestres com atuação em regime integral e foco na produção científica e na orientação de trabalhos de iniciação científica dos alunos".
A Anhanguera conta com cerca de 400 mil alunos, matriculados em cursos presenciais e a distância. A receita líquida da companhia somou R$ 882,3 milhões nos nove primeiros meses do ano passado, o que representa um aumento de 16% sobre o mesmo período de 2010.


Brasil Telecom e Santander captam
Valor 07.02.2012 - Em mais um dia positivo para as captações no exterior, o país atraiu mais US$ 2,3 bilhões em duas operações de bônus. A Brasil Telecom concluiu o lançamento de US$ 1,5 bilhão em títulos de 10 anos e taxa de retorno de 5,75% ao ano. Já a unidade brasileira do Santander atraiu US$ 800 milhões com notas de 5 anos a 4,75% ao ano.
A demanda pelos papéis da Brasil Telecom atingiu US$ 8,6 bilhões, maior volume do ano para uma única emissão (a da Petrobras, da semana passada, envolveu emissão de quatro títulos diferentes), em oferta coordenada pelos bancos Bank of America Merrill Lynch, Barclays Capital, BTG Pactual, BES Investimento e HSBC. O Santander atraiu mais de US$ 2,3 bilhões em ordens de compra, com operação liderada por BNP Paribas, Bank of America Merrill Lynch, Standard Chartered e o próprio Santander. Segundo Miguel Guiomar, chefe de mercado de capitais do BES Investimento, a demanda elevada permitiu uma captação acima da expectativa inicial, com taxa mais baixa, no caso da Brasil Telecom. Robert Carlson, diretor do Barclays Capital, afirma que a demanda por papéis brasileiros está elevada e o tamanho da oferta não é mais problema. O Santander também ampliou a emissão e reduziu a taxa divulgada inicialmente, diz Rodrigo Fittipaldi, diretor de mercado de capitais do BNP Paribas.


BDR da TGLT estreia hoje na BM&FBovespa
Valor 07.02.2012 - A incorporadora argentina TGLT, que tem a PDG Realty como principal acionista, inicia hoje a negociação de recibos de ações (Brazilian Depositary Receipts, BDR na sigla em inglês) Nível II na BM&FBovespa. O programa, patrocinado pela empresa, recebeu o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em novembro. A corretora Flow, da Plural Capital, vai atuar como formadora de mercado para os BDRs.  Segundo comunicado da TGLT, no último dia 12, a Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana) aprovou uma emenda ao programa de ADRs (American Depositary Receipts) da companhia para permitir a conversão dos recibos em BDRs. As ações ordinárias e ADRs da TGLT serão convertidos em BDRs na proporção de cinco ações para cada BDR e um ADR por BDR. A TGLT atua nas maiores cidades argentinas e em Montevidéu, no Uruguai.


BP volta a ter lucro após perdas com a maré negra nos EUA
AFP 07.02.2012 - A petroleira britânica registrou um ganho de 23,9 bilhões de dólares em 2011. Os resultados do último trimestre levaram em conta ainda o pagamento de várias indenizações. A petroleira britânica BP anunciou nesta terça-feira que voltou a registrar lucros em 2011, com um lucro líquido de 23,9 bilhões de dólares, que contrasta com a perda de US$ 4,9 bilhões registrada em 2010 por causa da maré negra no Golfo do Mëxico. Os resultados do último trimestre levaram em conta ainda o pagamento de várias indenizações ligadas à catástrofe da plataforma Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010 e foi considerada a pior catástrofe ocorrida no meio ambiente nos Estados Unidos.


Petrobras e Weatherford assinam memorando de parceria
JCRJ 07.06.2012 - A Petrobras e Weatherford Indústria e Comércio Ltda. assinaram, nesta sexta-feira (03), um memorando de entendimentos com objetivo de identificar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, ligados à atividade de exploração e produção de petróleo e gás, cujo desenvolvimento seja de interesse comum.  Diante da necessidade de propiciar contínuo aporte tecnológico ao pré-sal, a Petrobras afirma que tem procurado associar-se a diversos atores que possam contribuir para o atendimento desta demanda. "Além de universidades e institutos de pesquisas no Brasil e no exterior, têm sido identificadas empresas com porte e estrutura de engenharia, conhecimento e tecnologia que possam colaborar com estes esforços", diz em nota. A Weatherford é uma companhia provedora de soluções de bens e serviços no segmento de petróleo e gás, que atende à indústria mundial de exploração e produção com uma ampla variedade de produtos e serviços, englobando todo o ciclo de vida de um campo produtor com ênfase na construção de poços.  Com mais de um século de experiência neste mercado, a empresa conta com quatro fábricas no Brasil, primando, sobretudo, pelo desenvolvimento de produtos "customizados". Como as empresas signatárias deste memorando pretendem aprofundar sua atuação no âmbito do P&D, a Weatherford está propondo associar-se às universidades brasileiras e aportar técnicos especializados. Além disso, ela planeja instalar um Centro de Tecnologia Brasileiro, que atuará em articulação com suas facilidades de P&D no exterior.


Lupatech receberá financiamento de até R$ 40 milhões
Exame 07.02.2012 - Linha de financiamento foi aprovada junto ao Banco Votorantim. Funcionários da Lupatech, produtora de equipamentos industriais para o setor de óleo e gás.
A Lupatech, holding focada no setor de petróleo e gás, receberá financiamento do Banco Votorantim de 10 milhões de reais, de acordo com a ata de reunião do conselho de administração da empresa divulgada hoje. A contratação da linha de financiamento poderá ainda ter um valor adicional de 30 milhões de reais, totalizando assim 40 milhões.
A Cédula de Crédito Bancária terá pagamento único dentro do prazo de 105 dias, ao custo de CDI acrescidos de taxa de juros de 5,5% a.a.. Eles deverão ser pagos no vencimento, em 19 de abril deste ano. Segundo a ata, o direitos creditórios decorrentes do contrato firmado entre a Lupatech e a Petrobras, em 4 de novembro de 2010, serão a garantia da operação.


Investidores ricos esnobam oferta inicial do Facebook
Valor 07.02.2012 - Os investidores endinheirados não estão disputando ruidosamente uma participação na oferta pública inicial (IPO, pelas iniciais em inglês) de ações do Facebook porque alguns deles tinham comprado papéis por meio de transações privadas, enquanto outros estão fugindo de negócios de maior risco em tecnologia, segundo assessores.
"São mais os recém-chegados que se empolgam quando chega a hora da IPO", disse Jason Thomas, diretor de investimentos da Aspiriant, cujos clientes têm, em média, cerca de US$ 10 milhões administrados pela empresa, sediada em Los Angeles. "Nossos clientes se lembram muito bem da bolha tecnológica, e estão, adequadamente, céticos em serem os últimos a entrar." O Facebook, o maior serviço de rede social do mundo, protocolou no dia 1º pedido para captar até US$ 5 bilhões na maior oferta pública inicial de uma empresa do segmento de internet. O Morgan Stanley, o Goldman Sachs Group, o J.P. Morgan Chase, o Bank of America, o Barclays e o Allen & Co. foram contratados para coordenar a operação para a empresa, sediada em Menlo Park, na Califórnia. A cifra de US$ 5 bilhões é uma base genérica empregada para calcular as comissões, e poderá mudar. Com base nas ofertas iniciais recentes, os investidores que conseguirem comprar ao preço de oferta, assim que ele for determinado, poderão registrar retornos abaixo da média se pretenderem comprar os papéis para segurá-los no portfólio. E poderão enfrentar uma grande mordida do Fisco se venderem numa alta inicial dos preços da ação.
Ed Reinhart, 41, detém cerca de 5% a 10% de sua carteira pessoal em Facebook, depois de comprar ações em 2010 por meio da SharesPost, um mercado secundário de ações de empresas de capital fechado.  Ele diz que está animado com as perspectivas de crescimento da receita da empresa e que não está tentando aumentar sua posição na oferta inicial.
"Não é bom comprar num período de badalação", disse Reinhart, que mora em Yakima, Washington, e é sócio administrativo da Capital Advisors Wealth Management, que trabalha com planos de aposentadoria institucionais. "Acho que seria muito inteligente para investidores individuais esperar e deixar parte dessa poeira sentar, e ver onde isso vai dar."
A SharesPost e a SecondMarket Holdings facilitam transações com ações de empresas de capital fechado para investidores credenciados. Os clientes que se enquadram nesse conceito são geralmente pessoas físicas com mais de US$ 1 milhão em ativos, excetuando-se a residência principal, ou os que ganham mais de US$ 200 mil ao ano. A SharesPost oferece transações com ações do Facebook desde 2009. Os investidores que detêm ações de empresas de capital fechado na época de um IPO geralmente não são autorizados a vender suas ações por um determinado período de tempo depois da oferta, geralmente por 180 dias, segundo Tim Sullivan, diretor executivo da SharsPost. O Goldman Sachs suspendeu em janeiro de 2011 uma pretendida oferta de ações do Facebook a investidores americanos, pressionado por preocupações de que a atenção da mídia sobre o negócio poderia infringir as normas que limitam a comercialização de papéis privados, e restringiu a oferta a investidores não americanos.  Naquele mês, o Facebook disse ter captado US$ 1,5 bilhão do Goldman Sachs e de fundos afins, juntamente com a Digital Sky Technologies.
Alguns clientes da Constellation Wealth Advisors investiram no Facebook por meio de fundos de compras de participações ou do mercado secundário, disse David Arizini, diretor executivo e sócio da empresa de Menlo Park, Califórnia, cujos investidores em geral têm pelo menos US$ 10 milhões em ativos disponíveis para investir. A Signature, que administra cerca de US$ 2,1 bilhões para famílias, aplicou em empresas de compras de participações e fundos de hedge que mantiveram ações do Facebook em carteira por alguns anos, disse Andrew Gorczyk, um administrador de carteira da empresa, sediada em Norfolk, no Estado de Virgínia. Ele preferiu não citar nominalmente as empresas ou fundos específicos. A maioria dos clientes não manifestou interesse por ações do Facebook, disse John Jennings, vice-presidente-sênior da St. Louis Trust, um escritório multifamiliar sediado em St. Louis, que gerencia cerca de US$ 3 bilhões para clientes, com uma média de US$ 75 bilhões administrados. "É mais empolgante do que ter mais um bônus municipal em sua carteira", disse Jennings. "Mas, da maneira pela qual investimos, não vamos aplicar pesado em Facebook e tentar ganhar dinheiro rapidamente." Embora algumas empresas abram o capital e se deem extremamente bem, as "probabilidades são contra você", quando algumas empresas começam a ser negociadas a um alto patamar de preço e depois têm desempenho abaixo da média ou fracassam, disse Scott Schermerhorn, diretor de investimentos da Granite Investment Advisors de Concord, Estado de Nova Hampshire, que administra cerca de US$ 500 milhões. As ações do site de compras coletivas Groupon subiram cerca de 31% em seu primeiro dia de pregão depois do IPO da empresa, em novembro, e desde então caíram aproximadamente 22%, em cifra de 31 de janeiro, segundo dados reunidos pela Bloomberg. Ações de empresas que realizaram IPOs nos Estados Unidos em 2011 perderam cerca de 1,1%, em média, desde suas ofertas até 30 de janeiro, segundo dados reunidos pela Bloomberg. O Índice Standard & Poor's 500 deu um retorno de cerca de 5,1% no período de um ano encerrado a 30 de janeiro, incluindo-se aí o reinvestimento de dividendos.


Não venda! Seja comprado!
Brasil Econômico 07.02.2012 - Você compraria sapatos pela internet? Minha resposta é não, mas, assim como você, a resposta migra para um ainda não, um talvez e depois para um sim. Mas o fato é que ainda não paguei para ver. Em 1999, Tony Hsieh, então com 24 anos, tinha como pagar para ver. Nunca tinha comprado um sapato on-line e não conhecia ninguém que tivesse feito isto.
Após ter ficado rico vendendo a LinkExchange, sua primeira empresa, para a Microsoft por US$ 265 milhões, estava procurando novos negócios para investir.
Ficou impressionado quando descobriu que naquele momento 5% das vendas de calçados eram feitas por catálogo nos Estados Unidos, movimentando US$ 2 bilhões.
O resto da estória já virou lenda urbana narrada em seu livro Satisfação Garantida, onde Hsieh conta como criou a Zappos.com, que saiu do zero e atingiu mais de US$ 1 bilhão em vendas on-line de sapatos (sendo depois vendida para a Amazon), apenas eliminando todas as preocupações das pessoas que não queriam pagar para ver como eu.
No negócio que criou, o cliente entra no site, escolhe o sapato, recebe-o em casa e, se não ficar realmente feliz, devolve-o, sem nenhum prejuízo. Não à toa, o título original do seu livro é Delivering Happiness (e não sapatos!). Antes de Hsieh (se pronuncia Chei), vários outros empreendedores já haviam validado o poder da demonstração em situações nas quais o consumidor duvida do benefício do produto ou serviço. Earl Tupper era o alvo de muitas risadas quando não conseguia demonstrar adequadamente uma de suas primeiras invenções, um barco puxado por um peixe. Muitas invenções depois, começou a utilizar restos de polímeros descartados pela DuPont, sua antiga empregadora, para desenvolver embalagens e objetos plásticos.
Criou um copo de plástico inquebrável (que você pode imaginar como ele demonstrava seu benefício) e depois um pote que mantinha os alimentos frescos por mais tempo que chamou de Tupperware.
Em 1946, havia grande preconceito contra os potes plásticos, principalmente pelo cheiro que deixavam nos alimentos. Mas enquanto o produto encalhava nas lojas uma de suas distribuidoras, Brownie Wise, quebrava recordes de vendas do tal potinho ao optar por vendê-lo em reuniões informais com donas de casa. Nestes ambientes informais, Wise promovia a amizade (e não seus potinhos) entre as pessoas da região. Se você só quer que seu cliente compre seu produto ou serviço, por que não oferecer uma amostra grátis, não é mesmo? Robert Chesebrough pensou nisso também e foi um dos precursores da amostra grátis. Isso foi em 1859, quando criou a Vaselina, na época um creme para tratar cortes e queimaduras. Chesebrough utilizava duas técnicas para convencer médicos, farmacêuticos e curiosos incrédulos dos benefícios do seu produto. Primeiro oferecia uma amostra grátis.
Se a descrença continuasse, fazia um pequeno show de horrores com cortes ou ateando fogo em seu próprio corpo para demonstrar o poder curativo da Vaselina. E parece que show funcionava. Ele se tornou muito rico, defensor dos direitos civis e filantropo, falecendo aos 96 anos, numa época em que a idade média era de 48 anos.
É inquestionável que a capacidade de vender é imprescindível para qualquer empresa, mas, curiosamente, as melhores empresas do mundo não vendem seus produtos ou serviços. Eles são comprados.


Governo arrecada R$ 24,5 bilhões com leilão de aeroportos
JB 06.02.2012 - De acordo com dados apresentador pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ofertas vencedoras do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, realizado nesta segunda-feira (6), somaram R$ 24,5351325 bilhões. O ágio total do leilão (valor acima do mínimo estabelecido) superou os 347%. O consórcio Invepar  (composto pela Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura, com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%) arrematou o aeroporto de Guarulhos, por R$ 16,213 bilhões, com ágio de 373,5% sobre o valor mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O consórcio Aeroportos Brasil (45% pela Triunfo Participações e Investimentos, 45% da UTC Participações e 10% da Egis Airport Operation, da França) ficou com a concessão de Viracopos, em Campinas. A oferta foi de R$ 3,821 bilhões, um ágio de 159,75%. O terminal de Brasília ficou com o consórcio Inframérica Aeroportos (50% da Infravix Participações e 50% da Corporation America, da Argentina), R$ 4,501 bilhões, com ágio de 673,89%. Este mesmo consórcio é responsável pela administração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, leiloado em agosto de 2011.


Corporación América planeja mais concessões
Valor 06.02.2012 - Agora com duas concessões de aeroportos no Brasil, o grupo argentino Corporación América planeja disputar mais projetos no setor. A afirmação foi dada por Martín Eunerkián, representante do grupo, após leilão dos terminais de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF).
O grupo venceu o aeroporto de Brasília em parceria com o sócio brasileiro Engevix. Perguntado se participaria da próxima rodada de concessões, Eunerkián afirmou positivamente. “Seguramente estaremos”, disse ele.
O consórcio arrematou o aeroporto com lance de R$ 4,501 bilhões (ágio de 673,39% em relação ao lance inicial). Outros concorrentes foram os consórcios de OHL Brasil (cujo maior lance foi de R$ 4,4 bilhões), Invepar (R$ 3,213 bilhões) e Fidens (R$ 3,082 bilhões). Apenas Invepar não ofereceu lances na segunda rodada.


Consórcio Invepar oferece R$ 16 bilhões pelo aeroporto de Guarulhos
JCRJ 06.02.2012 - Com o lance de R$ 16,213 bilhões (ágio de 373,5%), o consórcio Invepar ACSA obteve licença para administrar e reformar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele foi o mais disputado ativo do leilão realizado há pouco pelo governo federal, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).  Na rodada, também foram privatizados os aeroportos de Viracopos (SP), outorgado por R$ 3,821 bilhões (ágio 159,7%) ao consórcio Aeroportos Brasil, e o de Brasília (DF), que passou para as mãos do Inframérica Aeroportos, proponenete da oferta de R$ 4,501 bilhões (ágio 663,39%). O ágio total do certame foi de 347,9%. A disputa por Guarulhos contou com outros nove consórcios: Aeroportos do Brasil, que ofereceu a segunda maior proposta pelo ativo (R$ 12,863 bilhões), Operadora Brasileira de Aeroportos (Oba), Advent Assur, Inframérica Aeroportos, Sócrates, Aeroportos Brasil, Aeroportos do Brasil, Novas Rotas e Aeronaútico Operador. Além do grupo Aeroportos Brasil, outros três proponentes participaram da licitação por Viracopos (Novas Rotas, Oba e Invepar ACSA). Já o aeroporto de Brasília foi pleiteado pelos consórcios: Aeroportos do Brasil, ADC e Has-Fidens-Millstream, Aeronaútico Operador, Inframérica Aeroportos, Novas Rotas, Aeroportos Brasil, Oba e Invepar ACSA.
O governo havia definido os lances mínimos em R$ 3,4 bilhões para Guarulhos; R$ 1,5 bilhão para Viracopos; e R$ 582 milhões para Brasília.  Com a privatização, devem ser investidos R$ 4,6 bilhões em Guarulhos; R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Os contratos também determinam o estabelecimento de padrões internacionais de qualidade para os serviço prestados. Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 para Brasília e 20 para Guarulhos. Os contratos poderão ser prorrogados, uma única vez, por cinco anos. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá 49% de participação em cada um dos aeroportos leiloados.


Consumo de energia sobe 1,8% em janeiro no país
Folha 06.02.2012 - O consumo de energia em janeiro no Brasil cresceu 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 59.445 megawatts-médios, segundo dados do Operador Nacional do Sistema. O cresimento moderado foi influenciado principalmente pelo baixo desempenho das regiões do país reunidas no sub-sistema Sudeste/Centro-Oeste.
Segundo o ONS, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste recebeu carga de energia apenas 0,1% maior em janeiro deste ano em relação a janeiro do ano passado, devido a temperaturas mais amenas e às fortes chuvas que atingiram a região e provocaram a paralisação de alguns segmentos industriais pela dificuldade de obtenção de matérias primas, escoamento de produção e também por danos causados às instalações industriais e à infraestrutura de serviços públicos nos municípios. Em contrapartida, a grande procura de turistas pela região Nordeste por conta do verão garantiu um crescimento de 8,5% na demanda por energia desse subsistema, puxada por hospedagem, alimentação e varejo.  O aumento do consumo também foi alavancado por uma base de comparação mais fraca em 2011, devido ao grande volume de chuvas ocorrido em alguns Estados da região.
O subsistema Sul teve crescimento de 1%, refletindo os efeitos das condições climáticas semelhantes ao do ano anterior, com demanda de maior carga para refrigeração e irrigação nos dois anos.  No subsistema Norte o crescimento foi de 5,8%, impulsionado pela produção de empresas eletrointensivas. 2011. O ONS confirmou o crescimento de 3,4% do consumo de energia em 2011, 58.347 megawatts-médios, que já haviam sido divulgados preliminarmente em janeiro pelo órgão. O consumo de energia subsistema Sudeste-Centro-Oeste subiu 3,3% no ano passado; no Sul, 5,2%; no Nordeste, 1,1% e no Norte, 4,5%.


Invepar, Triunfo e Engevix vencem leilão de aeroportos
Valor 06.02.2012 - Terminou há pouco o leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF), na BM&F Bovespa. O valor global arrecadado pelo governo foi de R$ 24.535.132.500,00. O consórcio liderado pela Invepar (em parceria com a sul-africana ACSA) venceu a disputa por Guarulhos (SP), oferecendo R$ 16,213 bilhões – ágio de 373% em relação ao lance mínimo estipulado pelo governo (R$ 3,424 bilhões). A segunda mais alta foi do consórcio liderado por EcoRodovias, que ofereceu R$ 12,863 bilhões (ágio de275%). Também concorreu no leilão a viva-voz a OHL Brasil em parceria com a espanhola Aena (cujo maior lance de R$ 12 bilhões, ágio de 250%). Só os três foram classificados para a segunda rodada.
Já a Triunfo Participações e Investimentos venceu a concessão de Viracopos, com lance de R$ 3,821 bilhões (ágio de 159% em relação ao mínimo de R$ 1,471 bilhão). Ao todo, quatro consórcios fizeram lances por Viracopos. Além do Consórcio liderado pela Triunfo, também apresentaram propostas o Consórcio Novas Rotas, liderado pela Odebrecht, em parceria com a operadora de Cingapura Changi (R$ 2,524 bilhões); o Consórcio Operador Brasileiro de Aeroportos (OBA), liderado pela OHL Brasil em parceria com a operadora espanhola Aena (R$ 1,7 bilhão); e o Consórcio Invepar-ACSA, liderado pelo Grupo Invepar, em parceria com a operadora sulafricana Airports Company South Africa (R$ 2,113 bilhões). Os quatro foram classificados ao leilão de viva-voz, mas nenhum ofereceu propostas nessa etapa. No caso do aeroporto de Brasília, o vencedor foi o consórcio liderado pela Engevix, com lance inicial de R$ 3,5 bilhões e venceu a disputa com uma oferta de R$ 4.501.132.500,00 (ágio de 673,39%). Outros concorrentes foram os consórcios de OHL Brasil (cujo maior lance foi de R$ 4,4 bilhões), Invepar (lance de R$ 3,213 bilhões) e Fidens (R$ 3,082 bilhões). Apenas Invepar não ofereceu lances na segunda rodada.


Invepar deve fazer IPO em um ou dois anos
Valor 06.02.2012 - Vencedora do leilão de concessão do aeroporto de Guarulhos (SP), a Invepar tem planos de fazer uma oferta pública inicial no prazo entre 12 e 24 meses, segundo o presidente da companhia Gustavo Rocha. Já a Engevix, que levou o terminal de Brasília, ainda não tem planos de estrear na bolsa. "Pelo menos não por enquanto", disse o presidente da empresa, José Antunes Sobrinho. Durante coletiva de imprensa realizada logo após o final do leilão, na BM&FBovespa, as três empresas vencedoras (Invepar, Engevix e Triunfo) afirmaram que o BNDES deve financiar os investimentos de imediato. "No médio prazo, a temos confiança de que as debêntures de infraestrutura podem ser uma boa alternativa de financiamento", comentou Rocha, da Invepar.
A Invepar deu lance de R$ 16,231 bilhões pelo terminal ainda na primeira fase da disputa (abertura dos envelopes). A disputa foi levada para a etapa de viva-voz, mas nenhum consórcio se manifestou, deixando a Invepar no posto de vitoriosa, com proposta de ágio de 373%.  "Estamos tranquilos e confiantes de que aproveitamos uma ótima oportunidade por um preço justo. Passamos oito meses estudando essa oportunidade", destacou Rocha.
A Engevix venceu Brasilía com o maior ágio: 673,39%. A disputa pelo aeroporto foi a única que foi definida apenas no viva-voz. Assim como Guarulhos, a concorrência pelo terminal de Campinas, que ficou com a Triunfo, não teve novas propostas na segunda fase do leilão. Questionado pelo alto valor do ágio proposto, Sobrinho, da Engevix, disse que está confiante de que o Brasil dependerá da infraestrututura aeroportuária para crescer nas próximas décadas. "Quem acha que pagamos alto, vai ver o verdadeiro resultado daqui a dez ou 15 anos", afirmou o executivo.


Conheça o Consórcio Aeroportos Brasil, que irá operar em Viracopos
Exame 06.02.2012- Triunfo, UTC e francesa Egis se unem para administrar um dos aeroportos mais cobiçados do país. Aeroporto de Viracopos: consórcio vencedor fez um lance de 3,821 bilhões de reais. O aeroporto de Viracopos teve o segundo maior crescimento do mundo, em 2010, e é um dos principais a operar no país. Localizado na cidade paulista de Campinas, ele passará a ser operado pelo Consórcio Aeroportos Brasil, vencedor do leilão dos aeroportos, que aconteceu nesta manhã, na BMF&Bovespa, em São Paulo. O consórcio é formado por três empresas: TPI - Triunfo Participações e Investimentos S.A. (com participação de 45%), UTC Participações S.A. (com outros 45%) e Egis Airport Operation (com os 10% restantes). Elas foram representadas no leilão por meio da corretora Planner. O prazo de concessão para Viracopos será de 30 anos.  Juntas, as companhias fizeram um lance de 3,821 bilhões de reais, com um ágio de 159,75% e todas possuem ampla experiência em serviços de concessão de serviço, engenharia e operação no segmento de transporte – porém, cada uma tem uma especialidade peculiar.
Triunfo Participações: A Triunfo Participações atua, desde 1999, no segmento rodoviário por meio de suas controladas Concepa, Concer e Econorte, localizadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Detém também participação acionária majoritária na Rio Guaíba, Rio Bonito e Rio Tibagi, empresas que prestam serviços gerais às suas concessionárias.
Portos e hidrelétricas também estão no portfólio da companhia, que detém controle em uma sociedade autorizada a explorar o Terminal Portuário de Navegantes, através da Portonave, destinado à movimentação de contêineres. É também titular, por meio da controlada Rio Verde, de uma concessão para exploração da Usina Hidrelétrica Salto, em Goiás.
A empresa ainda possui uma área de 190 hectares no Porto de Santos, além de participação majoritária nas empresas NTL e Vessel-Log, dona dos navios Atlântico e Mediterrâneo, que fazem parte dos planos de atuar no ramo de cabotagem.
UTC: Já a empresa de engenharia industrial UTC se destaca nos segmentos de produção e processamento de petróleo e gás, petroquímica, geração de energia, siderurgia, papel e celulose, metalurgia, construção e manutenção industrial. Criada em 1974, a empresa faz gerenciamento, construção, montagem e manutenção tanto de pequenas unidades a grandes complexos integrados, inclusive plataformas offshore.
Atualmente, tem duas bases de operações offshore em Niterói e Macaé, ambas no Rio de Janeiro, localizadas estrategicamente próximas à Bacia de Campos e ao Pólo de Construção Naval da Baía de Guanabara. Egis Airport Operation: A operadora francesa tem a concessão de 11 aeroportos no mundo todo – no total, é responsável pelo gerenciamento do transporte aéreo de 13 milhões de passageiros. Com 190 funcionários, sede na França e um volume de negócios de mais de 31,4 milhões de euros, a Egis Airport Operation foi criada em 1969 como Sofréavia, e se tornou Egis Avia em 2006, quando se juntou ao grupo Egis. O negócio da companhia é oferecer um conjunto completo de serviços e produtos ao segmento de transporte aéreo, tanto com gerenciamento de tráfego, como de aeroportos e operações aéreas.


Grupo Multi promove Geovana Donella ao cargo de COO
Brasil Econômico 06.02.2012 - Geovana orientará o trabalho de diretores das dez marcas que pertencem ao Grupo Multi. O Grupo Multi, holding que controla as marcas Wizard, Yázigi, Skill, Alps, Quatrum, Microlins, S.O.S, Bit Company, People e Smartz, promoveu Geovana Donella ao cargo de Chief Operating Officer (COO). A executiva assume o cargo após atuar um ano como superintendente comercial. Ela responderá diretamente ao CEO do Grupo, Lincoln Martins. Na nova posição, Geovana orientará o trabalho dos diretores de Operações, Expansão, Marketing, Responsabilidade Social, Novos Negócios, Parcerias e Eventos das dez marcas que pertencem ao Grupo Multi.


Vendas de smartphones superam PCs pela 1ª vez, diz consultoria
Valor 06.02.2012 - As vendas globais de smartphones superaram as de computadores pessoais pela primeira vez na história em 2011, segundo pesquisa divulgada pela consultoria Canalys. O estudo classifica como computadores pessoais os desktops, notebooks, netbooks e tablets. De acordo com o levantamento, foram vendidos 487,7 milhões de smartphones em 2011, um salto de 62,7% em relação ao ano anterior, quando foram comercializados 299,7 milhões de dispositivos. Os computadores pessoais, por sua vez, registraram um crescimento de 14,8%, totalizando vendas de 414,6 milhões de equipamentos. Os tablets obtiveram uma participação de 15% no segmento, enquanto que os notebooks representaram mais da metade das vendas. “Em 2011, nós observamos uma queda na demanda por netbooks e uma procura menor por notebooks e destkops, como resultado direto do aumento do interesse pelos tablets. Por outro lado, os tablets tiveram um impacto insignificante nas vendas de smartphones”, disse Chris Jones, vice-presidente e analista da Canalys. Ao mesmo tempo, a Canalys prevê um crescimento mais moderado para o segmento de smartphones em 2012, em virtude dos cortes de custos dos fornecedores e do maior foco dessas empresas em rentabilidade.


“O problema do Serra é com o Povo”, diz Celso Russomano
Brasil Economico 06.02.2012 - Questionado sobre qual será o adversário mais dificíl na eleição desse ano, Russomano dispara. "Os candidatos não são meus adversários"
Líder absoluto nas pesquisas eleitorais sobre a sucessão de Gilberto Kassab na prefeitura paulistana, Celso Russomano herdou os votos e o discurso daquele que um dia foi seu padrinho político: Paulo Maluf. Os dois romperam em 2010, mas Russomano ficou com o espólio e o discurso do mitológico ex-prefeito."Minha relação com ele hoje é muito ruim. O Paulo não cumpre palavra", disse Russomano, durante visita a redação do Brasil Econômico na última sexta-feira (3/2).
Hoje no PRB, o pré-candidato defende a ação na Cracolândia, mas evita entrar `ser contundente sobre desocupação de Pinherinho. "Não posso dar uma opinão, pois não conheço o processo. Mas se aceitarem a invasão, daqui a pouco invadem a sua casa". Filiado ao PSDB no anos 90, quando começou na política, Russomano faz um diagnóstico sobre José Serra. "O problema dele é a relação com o povo"
Questionado sobre qual será o adversário mais dificíl na eleição desse ano, Russomano dispara. "Os candidatos não são meus adversários". Apesar da confiança, o prefeiturável está com dificuldades em formar alianças e garantir tempo de TV.


Gastos com cesta básica caem em duas cidades, aponta Dieese
Brasil Econômico 06.02.2012 - Em São Paulo, custo com cesta básica alcançou R$ 285,54 em janeiro. No mês de janeiro, duas das 17 cidades analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) registraram queda no custo dos produtos.
O declínio nos preços foi observado em Porto Alegre, com queda de 0,81%, e Vitória, baixa de 1,54%. Na contramão, nas outras 15 localidades os custos avançaram, com destaque para algumas que tiveram alta superior a 3%, como Brasília (4,72%), João Pessoa (3,90%), Florianópolis (3,51%), Rio de Janeiro (3,35%), Recife  (3,32%), Curitiba (3,17%) e Aracaju (3,11%). Segundo o Dieese, a expansão do preço da cesta em São Paulo e a retração de Porto Alegre elevaram a distância entre o preço das duas capitais, no qual os gêneros essenciais são mais caros.  Assim, o custo dos produtos de primeira necessidade em São Paulo alcançou R$ 285,54 no período, enquanto na capital gaúcha o valor foi de R$ 274,63, bem próximo do encontrado no Rio de Janeiro (R$ 271,71), em Florianópolis (R$ 271,64) e Vitória (R$ 271,16).  Por sua vez, Aracaju (R$ 187,88), João Pessoa (R$ 212,18) e Natal (R$ 213,63) mostraram os menores preços. Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o Diesse estima que o valor do salário seja calculado em R$ 2.398,82, que corresponde a 3,86 vezes o mínimo em vigor, de R$ 622,00.


Negociações entre Grécia, UE e FMI chegam a impasse
Brasil Econômico 06.02.2012- "Estamos no fio da navalha", disse o ministro de finanças, o socialista Evangelos Venizelos.  Jean-Claude Juncker admite possibilidade de "falência" do país em março, e as negociações falham novamente.  Os responsáveis políticos gregos recusaram ontem aceitar o novo impulso de austeridade exigido pelos ministros das finanças do euro como contrapartida para o segundo resgate ao pais e para um perdão de metade da dívida dos privados. Os ministros europeus e a ‘troika' — União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) — exigem um corte de 20% no salário mínimo (atualmente em € 750), de 15% nas pensões, o fim dos subsídios de férias e demissão de 15 mil funcionários públicos. O Eurogrupo, conjunto dos ministros das finanças da Zona do Euro tinha previsto reunir-se nesta segunda-feira (6/1) em Bruxelas para fechar o acordo, mas os políticos gregos não aceitaram as exigências, depois de cinco horas de negociações com o governo tecnocrata liderado por Lucas Papademos. O líder da oposição, o conservador Antonis Samaras, disse no domingo (6/2) que "estão nos pedindo mais austeridade, o que é impossível de suportar. Estou lutando para impedir isto." As eleições gerais, que ocorrem em abril, representam um constrangimento importante nessas negociações. "Estamos no fio da navalha", disse o ministro de finanças, o socialista Evangelos Venizelos, após uma teleconferência com os os ministros europeus no sábado (4/2), que afirmou ter sido "muito difícil." Nessa fase crítica, todas as opções estão abertas, e o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, já fala abertamente da possibilidade de o pais "abrir falência" em março. Sem um acordo agora, a Grécia não poderá pagar os € 14,5 bilhões que vencem em meados de março, tendo no horizonte o calote da dívida e até uma eventual saída do euro.


Governo faz hoje leilão para privatizar três aeroportos
JB 06.02.2012 - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promove hoje (6) o leilão de privatização dos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas-SP) e Juscelino Kubitschek (Brasília). A licitação está marcada para começar às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os vencedores do leilão serão os grupos que apresentarem as maiores propostas de preço para a outorga, que prevê a ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos. Os valores mínimos foram fixados pelo governoem R$ 3,4 bilhões para Guarulhos; R$ 1,5 bilhão para Viracopos; e R$ 582 milhões para Brasília.
O leilão dos três aeroportos será simultâneo e cada proponente pode apresentar proposta para todos, mas somente poderá ser o vencedor de um. Segundo o edital, grupos estrangeiros poderão participar dos leilões, desde que associados a empresas brasileiras. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá participação até 49% no capital dos consórcios.
Com a privatização, devem ser investidos R$ 4,6 bilhões em Guarulhos; R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Os concessionários também deverão recolher anualmente uma contribuição de 2% sobre a receita bruta da concessionária do aeroporto de Brasília, 5%, no caso de Viracopos e 10%, no de Guarulhos. A arrecadação será direcionada ao Fundo Nacional de Aviação Civil, administrado pela Secretaria de Aviação Civil. Os recursos serão destinados a projetos de desenvolvimento e fomento da aviação civil, beneficiando os demais aeroportos do sistema aeroportuário nacional. Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 para Brasília e 20 para Guarulhos. Os contratos poderão ser prorrogados uma única vez, por cinco anos. A concessionária de cada aeroporto deverá concluir as obras para a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso.
A partir da assinatura do contrato de concessão, haverá um período de transição de seis meses, prorrogável por mais seis, no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, o novo controlador assume as operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos aeroportos concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob o controle do Poder Público.
Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro. Os terminais concedidos serão fiscalizados pela Anac, que também será gestora dos contratos de concessão. Na última sexta-feira (3), a agência divulgou que nenhuma das propostas apresentadas para o leilão foi desclassificada da disputa. O número de propostas e o nome dos grupos proponentes serão divulgados apenas durante o leilão, à medida que os envelopes forem abertos. Mas a composição dos consórcios só será tornada pública ao final do processo para evitar a troca de informações entre os concorrentes durante o leilão.


Presença da Infraero desafia privatização de aeroportos
Folha 06.02.2012 - Especialistas apontam choque entre gestor privado e monopólio estatal. Leilão hoje privatiza terminais de Brasília, Cumbica e Viracopos. Operadores estrangeiros estão na disputa.
Aeroporto de Guarulhos, a joia da coroa no leilão. Os três mais atraentes aeroportos brasileiros passam hoje para as mãos da iniciativa privada: Guarulhos, Campinas e Brasília.
A expectativa é de um leilão acirrado para ver quem fica com as joias da coroa aérea nacional. Se isso ocorrer, será pela atratividade financeira, já que para advogados, especialistas e empresários consultados pela Folha o negócio é de grande risco. Isso decorre, em parte, da velocidade com que o processo de concessão ocorreu (menos de um ano entre a decisão de privatizar e o leilão) e de uma decisão política do governo relativa ao processo: obrigar os vencedores a serem sócios da estatal Infraero, até então detentora do monopólio na área.  O engenheiro Josef Barat, ex-conselheiro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), prevê problemas.  "Como o governo obrigou os licitantes a terem um grande operador aeroportuário no consórcio, é certo que haverá choques entre as culturas desse operador e da Infraero, empresa que não tem um bom histórico", disse Barat.  No mercado, a esperança é que o governo saia aos poucos do negócio, diluindo a participação da Infraero nas concessionárias. Mas há o temor de que ocorram pressões políticas e interferência na gestão das novas empresas.


Anac faz hoje leilão histórico de aeroportos
Valor 06.02.2012 - Sete meses depois do anúncio, o governo federal realiza hoje o leilão histórico para a concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). Os protestos de entidades da sociedade civil organizada, as exigências da iniciativa privada e a pressão dos usuários, somados à urgência dos eventos esportivos de 2014 e 2016, fazem desse um dos mais esperados leilões de concessão na história do país.  Ao final do leilão, que começa às 10h na sede da BM&FBovespa, três grupos empresariais terão o compromisso de gerir os terminais e investir mais de R$ 16 bilhões ao longo da duração do contrato - que pode chegar a 30 anos, dependendo do caso.  O leilão acontece em tempo "recorde", segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Pouco mais de meio ano se passou desde a decisão de incluir os aeroportos no Programa Nacional de Desestatização até hoje.  Onze grupos disputam as concessões e ágios elevados são esperados nos lances. Isso porque as empresas acreditam que as demandas futuras dos terminais estão subestimadas pelo governo. Além disso, segundo especialistas, a iniciativa privada geralmente consegue economizar com custos e ainda manter taxas de remuneração mais altas do que as oficiais. O governo espera que o retorno seja de cerca de 6%. Grande parte das empresas aposta em algo maior.  Com as concessões, espera-se ainda o rompimento de um círculo vicioso na administração do sistema aeroportuário, em que a Infraero consolidou a imagem de inoperância e foco de irregularidades. A ineficácia da estatal é facilmente demonstrada pelos números. Entre 2002 e 2010, a Infraero fez um repasse líquido de R$ 10,3 bilhões ao governo - Tesouro Nacional e Comando da Aeronáutica. Apesar de a aviação comercial ter crescido aproximadamente 120% nesse mesmo período, com o barateamento das passagens e a chegada da classe C aos aeroportos, nem metade disso - apenas R$ 4,6 bilhões - foi investido em infraestrutura aeroportuária, como ampliações de terminais e reformas de pistas. Os cálculos são de Gualter Ramalho e Laércio Mendes, ambos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), que fizeram um estudo divulgado no blog "Brasil - Economia e Governo". Eles concluem que, durante todo esse período, as transferências da estatal contribuíram mais para reforçar o superávit primário do que para atender à crescente demanda de passageiros. "A transferência dos recursos ao Tesouro e ao Comando da Aeronáutica não seria um problema se retornassem ao setor aeroportuário, por meio de investimentos públicos nos aeroportos. Mas não é o que acontece", afirmam os dois auditores. A distorção é tão grave, na avaliação deles, que o perfil da Infraero "mais se assemelha ao de uma instituição financeira do que ao de uma administradora e prestadora de serviços aeroportuários". Isso ocorre porque, entre o recolhimento das tarifas nos aeroportos e o efetivo repasse ao governo, a estatal concentra seus esforços em obter o máximo rendimento financeiro - algo que passa longe de suas verdadeiras atribuições. "O retorno da atividade financeira da Infraero é tão preponderante que ajuda a sua rentabilidade a subir muito nos anos em que a atividade operacional gera lucro e impede que o prejuízo seja maior nos anos em que a atividade operacional gera prejuízos", conclui o estudo. A concessão dos três aeroportos ganhou o apoio de quase todos os setores, excetuando os trabalhadores, mas o processo até chegar ao leilão teve questionamentos até o final. O ministro José Jorge, do TCU, foi um dos mais contundentes nas críticas. Ele é favorável às concessões e, consciente do prazo apertado para as obras destinadas à Copa do Mundo de 2014, juntou-se aos colegas de tribunal e votou pela aprovação do edital. Mas aponta "retrocesso" do governo na decisão de estabelecer o maior valor de outorga como critério para a vitória na disputa. Ele lembra que, em contraponto à prática no governo Fernando Henrique Cardoso e no Estado de São Paulo, o governo Lula escolheu o modelo de "menor tarifa" para definir leilões de rodovias e hidrelétricas. José Jorge teme que um ágio elevado no leilão de hoje possa se reverter em aspectos negativos no futuro. "Ou o serviço vai piorar ou as tarifas vão aumentar", teme o ministro. Embora as tarifas aeroportuárias não possam aumentar, de acordo com as regras da concessão, ele antevê a possibilidade de que haja aumento de taxas como aluguéis de lojas e estacionamentos, além de pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. O leilão, que começará no meio da manhã, poderá durar cinco horas ou mais, dependendo da disposição dos consórcios de apresentar novos lances. Primeiro haverá a abertura das propostas econômicas e a classificação das empresas; em seguida, o leilão a viva-voz será iniciado.


1ª etapa da licitação do trem-bala até outubro
MonitorMercantil 03.02.2012 - A primeira etapa da licitação do trem de alta velocidade (TAV) - que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro - deverá ocorrer até o mês de outubro, disse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Na primeira etapa, será feito um leilão para a escolha do operador do sistema, responsável pelas obras de superestrutura do TAV, principalmente a construção dos trilhos e os sistemas de apoio.  De acordo com o ministro, após a primeira parte da licitação, o governo irá desenvolver um projeto de engenharia, por meio da empresa Etav, subordinada ao Ministério dos Transportes. A constituição da empresa já tem amparo legal. 


Accor x grupo Maio/Paranasa
Folha 06.02.2012 - A Accor e o grupo Maio/Paranasa anunciam hoje a construção de um empreendimento com dois hotéis em Belo Horizonte (MG).
O investimento será de cerca de R$ 140 milhões.As obras do projeto, que terá 444 apartamentos, devem começar no final deste semestre, segundo Felipe Boni, da Accor. "A inauguração está programada para o primeiro trimestre de 2014", diz. Será o oitavo empreendimento realizado em parcerias entre os dois grupos. Em 2010, foi regulamentada na cidade uma lei que flexibiliza a altura máxima dos hotéis e permite que a construção ocupe uma parcela maior dos terrenos.
Até 2014, a Accor dobrará o número de hotéis com suas bandeiras na capital mineiras e chegará a 12 unidades. "Toda a iniciativa que vise diminuir a burocracia e incentivar o setor é bem-vinda."


Lucro do ABC Brasil cresce 12% no quarto trimestre
Brasil Econômico 06.02.2012 - Para 2012, o banco pretende atingir uma expansão de até 22% em sua carteira de crédito. O Banco ABC Brasil obteve lucro líquido de R$ 60,6 milhões no quarto trimestre de 2011, um crescimento de 12,2% frente ao registrado no mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito do banco mostrou expamsão de 10,9%, somando R$ 12,9 bilhões. Para empresas de grande porte, com faturamento anual acima de R$ 250 milhões, os empréstimos cresceram 9,2%, somando R$ 10,95 bilhões. Já para as empresas de porte médio, o saldo avançou 21,8%, para 1,91 bilhão. Para 2012, o banco pretende expandir sua carteira de crédito a uma taxa entre 18% e 22%. A taxa inadimplência atingiu 0,21%, frente a 0,11% no mesmo período do ano passado.
Por sua vez, as captações do banco avançaram, com alta de 7,5% na comparação com o quarto trimestre de 2010, somando R$ 9,96 bilhões.  No trimestre, a margem financeira cresceu 20,3%, totalizando R$ 559,5 milhões. O índice de Basileia do banco, indicador de solvência da instituição, recuou de 15,8% no terceiro trimestre para 15,6%. Os ativos do banco somaram R$ 10,5 bilhões, crescimento de 6,8% em 12 meses. No ano de 2011, o lucro do ABC Brasil cresceu 16,7%, para R$ 236 milhões.


Petrobras recebe propostas para integrar plataformas
Valor 06.02.2012 - A Petrobras vai receber amanhã as propostas para a montagem dos módulos e a integração das oito plataformas de produção, armazenagem e transferência (FPSOs) que serão instaladas no pré-sal e montadas no Brasil com alto índice de nacionalização. O custo estimado pelo mercado no ano passado para o total da encomenda varia entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões. A compra é de cerca de 80 módulos mais a respectiva integração.  Os oito cascos já estão sendo construídos em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no dique seco da Ecovix, braço da Engevix Engenharia para construção oceânica. O custo de construção dessas unidades é de US$ 3,46 bilhões, segundo informou ao mercado a Galp Energia, uma das sócias da Petrobras, que tem ainda a BG e a Repsol como sócias nas áreas onde as plataformas serão instaladas.
Para construir as oito plataformas, a Petrobras dividiu a licitação em partes. Primeiro licitou os cascos, já contratados, e depois colocou em licitação quatro pacotes de módulos e três integradores. É para as duas últimas partes que as propostas serão entregues amanhã.
Os módulos poderão ser integrados em um canteiro de obras, e não é necessário um estaleiro. Os participantes da licitação, que serão conhecidos amanhã, deverão comprovar o direito do uso da área onde serão construídos os módulos, assim como apresentar as devidas licenças ambientais para o local. Uma fonte qualificada da Petrobras explicou que o vencedor não será conhecido no mesmo dia.
A estatal se reserva o direito de negociar uma nova redução entre os vencedores dos pacotes de módulos e integração que apresentarem o menor preço entre os participantes. Isso porque a companhia não divulga qual o orçamento que dispõe para cada uma das unidades. A entrega das propostas estava marcada para janeiro e foi adiada por 15 dias a pedido dos próprios participantes.
Depois de construídas as plataformas serão instaladas nos campos encontrados nos blocos BM-S-11 e BM-S-9 (Lula, Lula Nordeste, Cernambi, Guará e Carioca são alguns deles). Cada plataforma terá capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás. Depois de instaladas e quando estiverem operando com capacidade máximas, em meados dessa década, elas vão adicionar cerca de 900 mil barris à produção nacional de petróleo.
A FPSOs são chamadas de "replicantes" na Petrobras porque tiveram seus projetos simplificados e equipamentos padronizados pela área de engenharia. Elas receberam os números P-66 a P-73, e os cascos têm prazos variados para construção. No caso da P-66, a primeira delas, o prazo é de três anos a partir do contrato, assinado em novembro de 2010. A última cinco anos e sete meses depois da assinatura do contrato.


Sembcorp obtém contrato da Sete Brasil
Estadão 06.02.2012 - A Sembcorp Marine, de Cingapura, informou que recebeu uma encomenda de US$ 792,5 milhões para design e construção de uma embarcação para perfuração da Guarapari Drilling, uma subsidiária da Sete Brasil Participações - entidade formada por sete investidores financeiros brasileiros incluindo bancos, fundos de pensão e a estatal Petrobras. O contrato é um passo significativo nos planos da Sembcorp de atender à crescente demanda brasileira por plataformas para águas profundas. "Esse é um marco muito significativo porque essa encomenda não apenas representa a primeira plataforma que nosso grupo está construindo para o Brasil mas também é o primeiro projeto garantido pelo nosso estaleiro em Aracruz", afirmou Wong Weng Sun, presidente e executivo-chefe da Sembcorp Marine, em um comunicado. Em dezembro de 2011 a Sembcorp Marine deu o primeiro passo no Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, que deverá ser concluído no fim de 2014. A embarcação a que se refere o contrato anunciado hoje terá um deck principal de 40 metros e será capaz de operar em uma profundidade de 10 mil pés, perfurando até 40 mil pés. A plataforma deverá ser entregue no segundo trimestre de 2015. Segundo Jason Saw, analista da DMG & Partners, o preço do contrato é cerca de 30% mais alto do que os preços na Coreia do Sul, o que "fornece um colchão suficiente para o risco adicional de construir embarcações para perfuração no Brasil".
A Sete Brasil foi formada para reunir financiamento para o programa de construção de plataformas da Petrobras, que busca de pelo menos 21 novas instalações para desenvolver os campos pré-sal no Brasil.


Eliane paralisa seis linhas de produção
Valor 06.02.2012 - A cerâmica Eliane iniciou um movimento de parada de fornos na região sul de Santa Catarina, colocando, nos últimos dias, parte dos seus funcionários ou em licença remunerada ou em férias. A paralisação envolve um total de cerca de 300 trabalhadores e ocorre em um dos principais grupos cerâmicos do país, que possui 2,7 mil funcionários e, recentemente, anunciou fusão com a concorrente Portobello, sediada na cidade de Tijucas (SC). A Eliane foi procurada, mas não concedeu entrevista. Um alto forno está parado em uma unidade em Criciúma (SC), desde o dia 14 de janeiro, com 80 pessoas em licença ou em férias por 30 dias. Outros cinco fornos do mesmo grupo, localizados, por sua vez, na unidade de Cocal do Sul (SC), onde está sediada a matriz, serão desligados nesta segunda-feira. Mais 220 funcionários serão temporariamente dispensados por 30 dias.
Em nota, a Eliane informou que "a interrupção temporária da produção em alguns fornos se deve à desaceleração nas vendas ocorrida ao longo do segundo semestre de 2011, decorrente da diminuição no ritmo das obras por parte das construtoras e também pela queda de consumo nas lojas de materiais de construção nos principais mercados abastecidos pela Eliane. Os estoques, preparados para atender o mesmo ritmo otimista de vendas de 2010, se tornaram elevados e a paralisação foi a medida encontrada para diminuir esta elevação". Ainda, segundo a companhia, "o momento é de cautela para todos os fabricantes de materiais de construção, e a suspensão de linhas de produção não ocorre apenas na Eliane, mas em diversas empresas da região". Outras empresas da região paralisaram também algumas linhas no segundo semestre de 2011, disse o Sindiceram
Nessa mesma nota, foi descartada uma possível redução de ritmo de produção por conta da fusão com a Portobello, ainda que este seja um forte rumor no setor.
Embora algumas paradas sejam consideradas normais para manutenção dos altos fornos, especialmente entre dezembro e março - tradicionais meses mais fracos para o setor -, no ano passado, neste mesmo período, a Eliane não havia parado. O diretor técnico do Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma (Sindiceram), Enio Coan, não descarta que outras empresas possam vir a fazer o mesmo que a Eliane e possam também postergar investimentos, principalmente, se o cenário não melhorar para o setor até março. Ele ressaltou a necessidade de se fazer ajustes na produção, salientando que "estoque alto representa custo, e, como a situação financeira do setor não anda muito boa, o custo de financiar estoques fica ainda maior". De acordo com o Sindiceram, outras empresas da região chegaram a realizar paralisações de algumas linhas no segundo semestre do ano passado, especialmente, nos últimos meses do ano. Segundo Coan, elas haviam previsto retorno dos trabalhos dessas linhas neste início de 2012, o que também ainda não ocorreu. Dentre elas, estariam uma unidade na cidade de Tubarão (SC), pertencente à empresa Cecrisa, e o aumento de produção da cerâmica Elizabeth, em Criciúma (SC).  Cecrisa e Elizabeth também foram procuradas pelo Valor, mas não concederam entrevista.
A explicação de Coan para o aumento de estoques tem dois motivos principais: a queda dos lançamentos novos na construção civil nacional na comparação com o fim do ano passado ante o ano anterior e o maior uso de porcelanatos chineses nas obras em substituição ao produto nacional. Além da questão dos estoques, trata-se, segundo Coan, de um período conturbado para o setor. Empresas e trabalhadores estão em negociações sobre o reajuste salarial, cuja data-base foi em janeiro e, há poucos dias, houve indicação de elevação do preço do gás natural, um dos principais insumos do processo produtivo do setor, em quase 10% neste ano. "O aumento foi suspenso pelo governo do Estado (acionista majoritário da SCGás), mas não se sabe por quanto tempo", explicou Coan. Para o representante do sindicato dos trabalhadores do setor cerâmico de Criciúma e região, Itaci de Sá, a dispensa temporária estaria mais relacionada à época do dissídio. Ele entende que a parada de alguns fornos seria uma forma de a indústria pressionar os trabalhadores, uma vez que a proposta de reajuste salarial dos patrões até agora é de somente a reposição de preços indicada pelo INPC acumulado (ou seja, 6,08%), enquanto o sindicato dos trabalhadores quer um aumento de 10% sobre o valor do INPC.  Na região de representação dos sindicatos, o setor emprega cerca de 5 mil pessoas em 13 empresas, entre grandes e médias.
A Eliane anunciou em dezembro uma fusão com a Portobello, sendo 45% de participação da Eliane e 55% da Portobello. A fusão aguarda parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Rakuten foca no Brasil para ser global
Valor 06.02.2012 - Hiroshi Mikitani, presidente da Rakuten: japonês é proibido nas reuniões da diretoria, que tornou o inglês o idioma oficial da empresa, rival da americana AmazonNo hotel Grand Prince, região rica do sul de Tóquio, cerca de 3 mil pessoas esperavam para ouvir, como acontece uma vez ao ano, Hiroshi Mikitani, o presidente e fundador da Rakuten, a maior empresa de comércio eletrônico do Japão. Enquanto falava, outras duas mil pessoas circulavam por corredores de três andares do prédio, fechado para uso exclusivo da empresa na sexta, dia 3. Por uma hora, "Miki", como o empresário é chamado, tentava explicar aos funcionários para onde o grupo quer ir e o que fazer para chegar lá. Mikitani disse que a meta é criar uma empresa de 10 trilhões de ienes, considerando o volume de vendas feitas pelo site - mas não deu prazo para isso. O valor equivale a US$ 130,5 bilhões. Isso significa ampliá-la de tamanho em quatro vezes. "É algo que só vai acontecer se entendermos que o mundo é muito maior que o Japão", disse.
Na conversa com os funcionários e clientes - a primeira aberta à imprensa nos 15 anos da companhia -, ele diz que o grupo tem de aprender a ser global e a buscar novas fontes de receitas, algo que boa parte das grandes empresas locais (Kirin e Nissan, por exemplo) tentam fazer. A companhia estava em nove países ao fim de 2011 e quer atuar em 27 até 2017. A participação de 7% dos países estrangeiros no bolo total da receita varejista tem que subir "em algum momento", diz ele, para 70%. Desde 2007, a japonesa comprou negócios nos EUA, França e Tailândia e fez uma joint venture na China.
A empresa administra espécies de shoppings virtuais, negociando o seu espaço online para varejistas. Em geral, redes de pequeno ou médio porte montam uma loja dentro da página da Rakuten na internet, pagam uma comissão sobre a receita e ganham assistência e visibilidade. Ao fim de 2011, 40 mil varejistas, a maioria japonesas, tinham lojas no site da Rakuten. Se não exportar o formato, a empresa sabe que corre o risco de perder fôlego pela limitação geográfica. Em 2010, a Rakuten cresceu 16,4% em termos de vendas líquidas, até setembro. No mesmo período de 2011, a alta foi de 7,1%.
O modelo de operação do grupo começa agora a ser trazido para o Brasil. O país, citado no apresentação de Mikitani, deve ser a base de expansão da companhia na América do Sul. Além disso, a empresa estaria estudando a exportação do leitor de livros Kobo para o país, apurou o Valor. Hoje, redes como Videolar, Cobasi e Le Postiche vendem pela página da empresa no país. "Nós vamos acelerar o processo de expansão no Brasil", disse, em jantar com jornalistas, ao ser questionado sobre o projeto de entrada da Amazon no país.
A americana não opera shoppings virtuais, mas é vista como uma concorrente do grupo japonês no segmento de leitor digital de livros. "Quando começamos, ninguém sabia de nós e deu certo. No Brasil, nós vamos repetir isso", reforça Masatada Kobayashi, diretor executivo na unidade de comércio eletrônico da Rakuten.
No país, onde adquiriu o controle da brasileira Ikeda em junho de 2011, a empresa inaugurou o formato de shopping virtual com capital estrangeiro. O plano, comentado em novembro, era fazer com que as operações brasileiras registrassem em 2011 vendas de US$ 200 milhões pelo site, somando 270 lojas virtuais ao fim de dezembro. A empresa não diz se atingiu as metas. A Rakuten também planejava ter 175 empregados no país em 2011, para comportar a expansão. Hoje, a empresa tem 105 funcionários no Brasil. Para ter base para crescer, a empresa precisa ganhar escala e aumentar o volume de lojas no site. "Nós vamos receber varejistas brasileiras aqui [Tóquio] e vamos nos encontrar com redes no país também. Isso para nós é imprescindível", diz David Winslow, gerente de produtividade global da área de comércio eletrônico.
A chegada da Amazon pode ter a ver com isso. As duas concorrem no Japão e devem reproduzir no Brasil a rivalidade no comércio eletrônico. Sobre a concorrente, Mikitani diz que "as pessoas têm medo da Amazon". E mais: "Nós somos uma empresa mais orientada a fazer alianças com as companhias do que a Amazon. Isso é preferível aos varejistas do que ver uma companhia dominando tudo".
Aos 46 anos, o fundador do grupo entende que parte da estratégia de ser global tem a ver com a forma como a empresa pensa e, por isso, Mikitani começou a mudar hábitos internos. Há dois anos, começou o projeto "Englishization", procurando tornar o inglês a lingua oficial da Rakuten. Hoje, todas as reuniões do alto escalão são nesse idioma. Japonês é proibido.
O site da Rakuten atingiu 2,6 trilhões de ienes em vendas 2010 (volume movimentado pelas varejistas), ou US$ 34 bilhões, e o valor deve chegar a 3,1 trilhões em 2011 (US$ 40 bilhões), previsão máxima em relatórios de analistas locais. Em relação à receita líquida da empresa, a previsão é de 380 bilhões de ienes em 2011 (US$ 4,9 bilhões), pelo cálculos desses relatórios.


Perto Tecnologia 
Folha 06.02.2012 - Após vender 2.000 caixas eletrônicos para a Índia, a brasileira Perto, fabricante do produto, prepara-se para instalar fábrica no país asiático.
O investimento será de US$ 35 milhões (cerca de R$ 60 milhões) e a expectativa é que a unidade comece a produzir em dois anos. "A Índia é um mercado enorme e com nível de automatização bancária baixo se comparado com o Brasil", diz o presidente da empresa, Thomas Elbling. A planta deverá fabricar entre 500 e 800 caixas eletrônicos por mês para o mercado interno e para países vizinhos. A companhia ainda estuda cidades potenciais do país e seus incentivos ficais para decidir onde irá se instalar. O anúncio do local escolhido será feito até junho. Neste mês, a empresa começa as obras de ampliação de sua fábrica no Rio Grande do Sul. Serão investidos R$ 35 milhões para aumentar a produção mensal de 800 terminais para 1.400 unidades.


Amazonas Energia lidera perdas de R$ 1,6 bi
Valor 06.02.2012 - Em 2010, as distribuidoras federalizadas tiveram prejuízo somado de R$ 1,63 bilhão. Grande parte desse valor vem da Amazonas Energia, cujo prejuízo em 2010 foi de R$ 1,37 bilhão. Ao longo de seis anos, desde a federalização até 2010 (último resultado informado), essas distribuidora de energia registraram perdas consecutivas cuja soma alcança R$ 4 bilhões.  As distribuidoras da Eletrobras que foram federalizadas pelo governo federal a partir de 2005 são ativos problemáticos com grande peso no balanço da estatal. Entre 2005 e 2011, a holding de energia investiu R$ 5 bilhões nas seis distribuidoras, dos quais 1,1 bilhão em 2011. Em 2008, a Companhia Energética do Amazonas (Ceam) foi incorporada à Manaus Energia, que teve o nome mudado para Eletrobras Amazonas Energia. Um ano depois a Eletrobras decidiu centralizar a gestão, tarefa que ficou a cargo de Flavio Decat, hoje presidente de Furnas.
O diretor de distribuição da Eletrobras, Marcos Aurélio Madureira da Silva, reconhece as dificuldades e diz que mesmo assim é preciso investir para melhorar esses resultados. Em 2012 a previsão de investimentos da Eletrobras em distribuição é de R$ 2 bilhões. O valor não inclui a Celg, endividada distribuidora que está em fase de aquisição de 51% das ações ordinárias, hoje controlada pelo governo de Goiás, pela Eletrobras. O negócio deve ser fechado ainda esse mês, segundo da Silva, e não agrada analistas de mercado. Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, diz que a federalização da Celg é "mais uma sinalização clara de que a Eletrobras mudou pouco e talvez esteja aprofundando-se nos problemas que afligem o valor da empresa há alguns anos" ao "premiar a gestão ineficiente e descomprometida de uma estatal estadual."  O diretor de distribuição da holding estatal de energia admite que a situação das empresas é ambígua já que é preciso "buscar uma performance equivalente à de uma empresa privada com o desafio de ser governo".  Um dos objetivos de Madureira da Silva é reduzir o índice médio de perdas das empresas, hoje em 34%, para 20% até 2014. Ao mesmo pretende recuperar os prejuízos do passado e atender o crescimento acelerado do consumo de energia na região das distribuidores, já que uma parte está instalada no chamado "sistemas isolados" que abrange os Estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá e Mato Grosso - totalmente ou em parte. O diretor também enumera entre os problemas os custos elevados dessas empresas e o empreguismo, que a Eletrobras vai tentar combater com um plano de demissões voluntárias.


Alta do gás natural leva indústria a rever insumos
DCI 06.02.2012 - O reajuste das tarifas de gás natural (GN), autorizado em dezembro pela Arsesp, agência reguladora do Estado de São Paulo, foi mais alto para o setor industrial, mas mesmo assim este insumo continua a ser mais vantajoso que o gás liquefeito de petroléo (GLP, conhecido como gás de cozinha) para essa classe de consumo. A diferença de preços compensa a diferença de poder de queima entre as duas fontes. O GLP passa a ser mais vantajoso para menores volumes. Comércio é a primeira classe em que já vale a pena optar pelo energético - isso na cidade de São Paulo; no interior o preço está muito próximo. Para a indústria de pequeno porte, cujo volume consumido fica na casa de 50 mil metros cúbicos por mês, o GN é 64,45% mais caro. Para grandes consumidores da indústria, acima de 1 milhão de metros cúbicos, a conta é 145,3% mais alta se for utilizado gás liquefeito de petróleo. Os cálculos valem para a Comgás. No caso da Gás Brasiliano, que atua em 12 cidades, as diferenças chegam a 71,8% e 136,15%, respectivamente.


BDO pede ao Cade medida urgente para setor
Valor 06.02.2012 - A diretoria britânica da BDO esteve pessoalmente no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça para tentar convencer os conselheiros a tomar medidas urgentes para impedir que as quatro maiores firmas de auditoria do mundo - KPMG, Deloitte, PricewaterhouseCoopers (PwC) e Ernst & Young - adquiriram equipes inteiras de auditores de concorrentes menores no Brasil. Eles disseram que a BDO brasileira (antiga aliada da Trevisan) é, hoje, um quarto do que era antes. Os problemas da BDO tiveram início há pouco menos de um ano, quando quase toda a equipe de auditores da Trevisan foi contratada pela KPMG. A empresa tinha 800 pessoas e hoje está com 200. "É urgente que se tome uma atitude, pois eles (as quatro grandes) estão aumentando a participação como fizeram em outros países", afirmou Noel Clehane, diretor de assuntos regulatórios da BDO, citando casos semelhantes na Itália, na Inglaterra, na Dinamarca e na Turquia. "Na França, houve fusões e aquisições e a nossa empresa se tornou 50% menor do que era", disse David Anderson, advogado do escritório Berwin Leighton Paisner, que defende a BDO no Reino Unido. O caso francês, segundo ele, é um exemplo de como a "guerra das auditorias" pode prejudicar a competição. "Nós perdemos espaço no mercado e mil pessoas lá. Esse movimento pode ser irreversível. Será difícil recuperar mercado no futuro." Clehane e Anderson se encontraram com o presidente do Cade, Olavo Chinaglia, no fim de janeiro, para pedir que a KPMG seja obrigada a vender os ativos que adquiriu da Trevisan. Eles querem que o órgão antitruste determine o desfazimento do negócio da KPMG. "Nós temos evidências de que o mercado no Brasil já é concentrado e ficará ainda mais depois da aquisição da KPMG", afirmou Clehane. Procurada, a KPMG disse apenas que o processo está tramitando no Cade sob sigilo e que, portanto, não comentará o mérito da questão. A firma enfatizou ainda que tem "plena confiança e respeito às autoridades brasileiras de defesa da concorrência". O processo está, hoje, no Ministério da Fazenda, onde a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) realiza uma análise do mercado brasileiro de auditoria que vai ajudar a fundamentar a decisão do Cade.  A BDO quer que o Cade tome uma atitude antes do julgamento final sobre a compra dos auditores da Trevisan, cujo prazo está indefinido. O objetivo seria o de evitar que as auditorias menores percam ainda mais participação no mercado.  Antes da compra dos auditores, a Trevisan era a única firma do setor (fora do grupo das quatro grandes) que conseguia prestar serviços para companhias que faturam mais de R$ 10 bilhões. Depois, a empresa foi limada dessa fatia do mercado, que, no Brasil, atende a 70 grandes companhias.
O Brasil foi o primeiro local em que a BDO reclamou para autoridades antitruste. Em outros países, a empresa, que é a quinta no mundo, questionou as quatro grandes perante autoridades regulatórias. "O Brasil e a China são mercados muito importantes para nós", afirmou Clehane, lembrando a qualificação do Brasil como a sexta maior economia do mundo.
O caso é considerado inédito no Cade, onde jamais uma firma de auditoria havia reclamado contra aquisições de equipes de pessoal por suas concorrentes. O órgão antitruste entrou em contato com a Office of Fair Trading (OFT) - uma agência britânica que regula a competição - para obter informações a respeito da atuação das "big four" (quatro grandes) naquele país. Fundamentalmente, o Cade quer verificar como as empresas que despontam como quintas colocadas têm equipes adquiridas por uma das quatro grandes no Reino Unido e em outros países. Os conselheiros também querem responder a pelo menos duas grandes questões antes de decidir. A primeira é se o fato de a BDO ter informado que não encontra uma parceira no Brasil, como a Trevisan, pode ser interpretado como um efeito anticompetitivo no mercado local. Eles querem verificar se não existem condições para uma quinta competidora no Brasil.
A outra questão é que o caso envolve a compra de ativos intangíveis. "Não estamos falando de plantas industriais ou marcas, mas de capital intelectual", admitiu um conselheiro. "Eu não me lembro de um caso semelhante no Brasil", completou. Deloitte, PricewaterhouseCoppers e Ernst & Young Terco preferiram não comentar o assunto.

Valeant compra laboratório no Brasil por R$ 150 milhões
Exame 06.02.2012 - Aquisição da Probiótica vai ampliar portfólio da companhia americana no segmento de suplementos alimentares. Probiótica: laboratório brasileiro foi comprado por empresa americana por R$ 150 milhões. A farmacêutica americana Valeant fechou, na última semana, a compra da brasileira Probiótica, laboratório que atua no segmento de nutrição esportiva, por 150 milhões de reais.
Segundo nota divulgada pela companhia, o negócio trata-se de uma oportunidade única encontrada no mercado brasileiro. "Estamos entusiasmados com esta chance no Brasil", disse Michael Pearson, diretor-executivo da Valeant, em nota. A Valeant é uma farmacêutica multinacional que desenvolve, fabrica e comercializa  produtos, principalmente, nas áreas de neurologia e dermatologia. A aquisição do laboratório brasileiro visa complementar o portfólio de produtos da empresa. Em 2011, a Probiótica somou receita de aproximadamente 80 milhões de reais.


Mineradora NMDC avalia compra de ativos, incluindo Brasil
Exame 06.02.2012 - Empresa estatal já identificou um ativo de minério de ferro no Brasil, com reservas de mais de 1 bilhão de toneladas. A NMDC recentemente adquiriu a Legacy Iron Ore, na Austrália. A maior produtora de minério de ferro da Índia, a NMDC, está buscando ativos no Brasil, Moçambique, Rússia, Estados Unidos e África do Sul, informou a empresa em um comunicado. A mineradora estatal já identificou um ativo de minério de ferro no Brasil, com reservas de mais de 1 bilhão de toneladas, segundo a nota. A companhia também planeja adquirir ativos de carvão de coque na Rússia e em Moçambique, com reservas de mais de 50 milhões e 150 milhões de toneladas, respectivamente. A NMDC, que recentemente adquiriu a Legacy Iron Ore, na Austrália, está também em processo para adquirir um ativo de fosfato no país. A estatal busca cumprir com suas próprias exigências e garantir segurança de abastecimento de matéria-prima para os setores siderúrgico e de fertilizantes da Índia, acrescentou o comunicado. Em janeiro, a empresa, que tem valor de mercado de 14,8 bilhões de dólares, divulgou uma alta de 22 por cento no lucro líquido do trimestre encerrado em dezembro, para 18,59 bilhões de rúpias (381,8 milhões de dólares).

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