segunda-feira, 29 de abril de 2013

Azul.CA 29.04

Daily News



Exxon é um felino velho  à beira da extinção no Brasil
RR 29.04.2013 - O seu Repórter Esso informa:  não há nada de relevante  a informar sobre a Esso  do Brasil. Ao menos, não de  positivo.  O velho e imponente  tigre, símbolo dos tempos  áureos do grupo, tornou-se  um gatinho acuado. Pouco a  pouco, a   Exxon tem reduzido  sua operação no mercado  brasileiro em suas diversas  áreas de atuação, processo  que se iniciou em   2008, com  a venda da sua rede de postos  à Cosan. O mais novo  sinal de encolhimento vem  da área de exploração e   produção.  Segundo informações  obtidas junto ao próprio  grupo, os norte-americanos  não deverão participar  do leilão   de blocos do  pré-sal previsto para 2014. A  Exxon está revendo todos  os seus investimentos internacionais  no segmento   com  o objetivo de realocar os recursos  em suas atividades  nos Estados Unidos. Na subsidiária,  a esperança de   retomada  das operações de  E&P no Brasil estão abaixo  da camada do pré-sal.    O grupo está fora deste  setor no país desde o ano  passado, quando pegou o  boné e deixou o consórcio  responsável pela   exploração  do bloco BM-S-22, na Bacia  de Santos. Os norte-americanos  detinham 40% do capital  e eram os   operadores do  pool. O negócio, no entanto,  revelou-se um poço sem fundo.  Após desembolsar centenas  de milhões de   dólares,  a Esso não encontrou qualquer  indício da existência de  gás ou petróleo em escala  comercial. Nos últimos   meses,  a empresa teria reduzido  o número de profissionais em  seu escritório no Rio de Janeiro,  onde estava   centralizada  a gestão de todos os seus  negócios em E&P no país.   O fade out da Esso no  Brasil abrange também sua  operação na área química.  Os resultados da Exxon-  Mobil Chemical   no país  têm sido desalentadores.  Tanto que, na empresa, já  se discute abertamente a  possibilidade da venda dos  ativos
no país. A liquidação  começaria pelo terminal de  armazenagem e distribuição  de produtos na Ilha do Governador,  no   Rio de Janeiro.  Posteriormente, seria a vez  de o grupo se desfazer de  sua fábrica de fluidos em  Paulínia. A Shell é vista  como uma forte candidata à  aquisição dos dois ativos.     O esvaziamento da Exxon  Brasil se irradia também pela  área de lubrificantes. Na ocasião  da venda da rede de  postos, o   grupo transferiu  suas linhas para a própria  Cosan. No entanto, os norteamericanos  teriam contemplado,  em contrato, a   possibilidade  de retorno a este  mercado com novas marcas.  Eram outros tempos. Na empresa,  esta hipótese não é    sequer cogitada. Consultada,  a Exxon disse que "continua  em busca de novas oportunidades no Brasil".   Uma voz maior em defesa do project finance   A cruzada que Marcelo  Odebrecht vem fazendo  para desengargalar o modelo  de financiamento por  meio de project   finance no  Brasil tem motivações corporativas  e cívicas. Ambas  são meritórias. As pró-setor  de infraestrutura dispensam  explicações quanto  ao seu papel relevante  para a viabilização de investimentos  que somam  mais de R$ 1   trilhão. Por  sua vez, as razões corporativas  se devem à necessidade  da Odebrecht de  ampliar as formas de   financiamento  da sua expansão.  O grupo disparou  na comparação com  as construtoras congêneres  e pretende se tornar   um portento na exportação  de serviços.     A atração da banca  privada para o modelo de  project finance abriria uma  nova fonte de funding para  a expansão dos   negócios.  Tudo o que Marcelo Odebrecht  tem dito está em  linha com o pensamento  do Palácio do Planalto.  Seu   discurso visa ao convencimento  das diversas  repúblicas que coabitam  dentro do governo. É uma  voz de peso. Marcelo   é,  de longe, o empresário de  maior expressão do Brasil.  Alguém duvida? Bem,  Jorge Paulo Lemann não  conta, pois já   pode ser  considerado "gringo". E  Andre Esteves? Ora, Andre  Esteves é outra coisa,  meio parecido com o futebol    praticado pela Alemanha,  que lembra futebol,  mas é um troço diferente.
 
 3G Capital
RR 29.04.2013 - Uma raposa do mercado  garante que a 3G Capital tornou- se pequena para abrigar  os egos de Bernardo Hess e  Alexandre Behring, duas das  maiores crias saídas do viveiro  de executivos de Jorge Paulo  Lemann. Segundo a mesma    fonte, os atritos seriam  constantes. A julgar pela posição  de Hess, à frente do  Burger King e da Heinz, esta  seria uma   batalha já decidida.  O RR, porém, duvida muito.  Esses caras não brigam.

Petrobras entrará no leilão do pré-sal com participação mínima

Valor 29.04.2013 - A Petrobras deverá entrar no primeiro leilão do pré-sal, marcado para o fim de novembro, apenas com a participação mínima de 30% que se exige dela nos grupos responsáveis pela exploração dos blocos. Essa é a aposta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Eu acredito que ela ficará circunscrita ao que a lei estabelece. Dependendo do metabolismo dela, talvez possa avançar, mas creio que, inicialmente, a Petrobras ficará com 30%", afirmou Lobão, em entrevista ao Valor.
O ministro busca desfazer rumores de que essa exigência será modificada para futuras licitações do pré-sal. "Do ponto de vista do governo, não pensamos nisso. Nem é o que pleiteiam as empresas estrangeiras que vêm explorar petróleo no Brasil."
Para ele, a Petrobras "não terá dificuldade em cumprir sua missão de operadora única dos consórcios do pré-sal". Questionado sobre a possibilidade de novos reajustes para o preço da gasolina, Lobão diz que a estatal "reivindica" isso, mas o valor do petróleo no mercado internacional "não está tão elevado". "O governo não vira as costas para a Petrobras, ele é o controlador da empresa. Mas o governo também pensa em manter a inflação baixa", afirmou Lobão.
Perguntado sobre os reflexos do recente pacote anunciado para o etanol, o ministro destacou que as medidas tiveram o objetivo fundamental de socorrer os produtores de combustível, com a perspectiva de que as ações tenham reflexo no bolso no consumidor, no médio prazo. "Esse socorro implica uma revisão dos preços do etanol. As medidas vão dar uma garantia de competitividade a partir de agora. A empresas vão renovar seus canaviais, terão o PIS-Cofins reduzidos a zero. Isso tudo fará com que as empresas possam produzir mais barato. A gasolina deixará de ser consumida tão intensamente e importada. Isso compõe uma cesta de providências", disse o ministro.
Quanto às negociações entre a Petrobras e o empresário Eike Batista, cujas empresas têm recebido empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lobão afirmou que o governo está costurando acordos que também são favoráveis para a União. "O governo está tentando fazer um negócio que seja bom para ele e bom para o empresário. O governo não tem interesse em abandonar nenhum empresário, o que também não significa que meter a mão no bolso para salvar alguém", comentou o ministro.
Há duas semanas, o BNDES informou que o grupo EBX, de Eike Batista, tem R$ 9,1 bilhões em operações financeiras contratadas com a instituição.
A respeito das negociações da Petrobras em torno do Porto Açu, que pertence a Eike, Lobão afirmou que a companhia tem seus interesses pelo fato de o porto estar muito próximo do Rio. "Essas negociações podem ser concluídas com um acordo ou não, mas estão negociando. A Petrobras não está tentando socorrer o Eike Batista", disse. "Isso é uma reivindicação do Eike Batista há muito tempo. Ele alega que tem capacidade técnica, engenheiros, sondas e plataformas e capacidade ociosa, e vem negociando a possibilidade de uso da capacidade ociosa pela Petrobras."
Às vésperas da realização da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), prevista para maio, Eike Batista tem negociado com diversas empresas. Ao todo, 64 empresas foram habilitadas pela agência para participar da rodada. A lista de interessados inclui estreantes como a estatal Petronas, da Malásia, a inglesa Chariot Oil & Gas e a gigante francesa de energia GDF Suez, que tem atuado no setor elétrico por meio da Tractebel. Ao todo, a ANP realizará três ofertas neste ano, com a 11ª rodada, a exclusiva do pré-sal, e a 12ª.

Ação da Smiles sobe mais de 6% em estreia na Bovespa

Reuters 29.04.2013 - As ações da Smiles tinham valorização de 6,45 por cento nesta segunda-feira, no primeiro dia de negociação da empresa de fidelidade da companhia aérea Gol na bolsa paulista.
Às 10h25, o papel da Smiles era cotado a 23,10 reais, contra os 21,70 reais determinados na precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia.
A oferta pública da Smiles movimentou 1,132 bilhão de reais.

Casino versus Abílio: os franceses partem para o ataque

Veja 29.04.2013 - Será anunciada oficialmente nesta semana a reação do Casino à decisão de Abilio Diniz de aceitar pilotar ao mesmo tempo os conselhos de administração do Pão de Açúcar de da BRF.
Está marcada para hoje à tarde, em Paris, na sede do Casino, uma reunião entre Jean-Charles Naouri, diretores e advogados do grupo.
Vão fechar os detalhes finais do pedido de uma arbitragem internacional, mas com sede em São Paulo, que decidirá se há conflito de interesses no acúmulo de presidências por parte de Abilio, como sustentam os franceses. A reação francesa demorou vinte dias. mas, como se esperava, chegou.

Boca a boca negativo também dói no bolso

Estadão 29.04.2013 - Reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o valor das empresas.
A reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o desempenho financeiro e o valor de mercado das empresas, conclui uma pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Para estudar o fenômeno, a pesquisa do Insper avaliou a relação entre o volume de queixas contra as operadoras de telefonia na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e seus dados financeiros entre o período de 2005 e 2010.
O problema começa a pesar no bolso das empresas quando as reclamações podem abalar sua capacidade de conseguir receitas futuras, concluem os pesquisadores do Insper Danny Claro e Fabio Fragoso.
"Os consumidores insatisfeitos podem deixar de comprar produtos de uma empresa. E, com a marca danificada, ela terá mais dificuldade de conquistar novos clientes", afirma Claro.
"Existe um nível de insatisfação de clientes com o qual a empresa pode conviver. Acima disso, as reclamações podem afetar o valor da companhia", completa Fragoso.
No caso específico das empresas de telefonia móvel, a pesquisa do Insper aponta que, quando as reclamações na Anatel superam o índice de 0,4 queixas por mil linhas ativas, o resultado de uma operadora poderá ser comprometido.
Na maioria dos outros setores, não é possível se chegar a uma métrica tão clara para avaliar quantas reclamações as empresas podem suportar antes de ter seu valor de mercado prejudicado. Mas não faltam casos em que crises de imagem se refletem nas ações da companhia na bolsa de valores.
Um dos casos mais famosos é o de um cantor que colocou um vídeo no site YouTube para protestar contra a quebra do seu violão ocorrida em um voo da companhia americana United Airlines, em 2009.
Em quatro dias, o vídeo teve 4 milhões de acessos e sua repercussão foi apontada na época como motivo para a queda de cerca de 10% na cotação das ações da empresa.
Redes sociais. A insatisfação dos clientes se tornou uma dor de cabeça maior para empresas de todos os setores com a popularização de redes sociais em todo o mundo.
O ato de reclamar de um serviço ou produto ruim para um amigo pode agora alcançar centenas de pessoas com um único comentário no Facebook, por exemplo.
"Tudo o que uma empresa gastou em marketing para construir uma marca pode ser arranhado por um único consumidor insatisfeito", diz a consultora e professora de marketing digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Sandra Turchi.
De acordo com Sandra, a solução é tentar prevenir que uma enxurrada de críticas ou uma única reclamação contra determinada empresa ganhe força na internet.
"As empresas investem muito em campanhas para atrair novos clientes. Mas, às vezes, perdem um novo consumidor porque deixaram uma queixa no 'Reclame Aqui' sem resposta na primeira página do resultado da busca pela marca no Google", explica Sandra.
Prevenção. Para evitar que o dano à imagem chegue ao caixa da empresa, muitas companhias passaram a direcionar parte de seu orçamento de marketing para monitorar sua imagem em redes sociais.
O atendimento, em geral, é feito por agências especializadas em mídias digitais, munidas de equipe e softwares focados em identificar e responder qualquer comentário feito por um internauta sobre uma marca nas redes sociais.
O publicitário Gabriel Borges, presidente da agência Ampfy, afirma que muitos de seus clientes só começaram a pensar em uma estratégia de comunicação para redes sociais depois que viram um volume crescente de reclamações contra a empresa na internet.
"O problema força a empresa a olhar para a rede social. Depois, muitas percebem que há uma oportunidade enorme de trabalhar sua marca neste canal", afirma Borges.
Só na Ampfy há quatro softwares diferentes vasculhando a web para encontrar qualquer comentário sobre as marcas nas redes sociais.
A empresa também tem um sistema que identifica até 30 padrões de frustração do cliente para criar uma resposta adequada para cada problema.
Quem reclama de um produto com defeito, por exemplo, recebe um atendimento diferente em relação ao consumidor que fala mal do atendimento que recebeu em uma loja.
Toda essa estrutura, obviamente, é uma despesa a mais para o orçamento das empresas. Vale a pena? Depende de quanto custa perder um novo ou velho cliente, afirmam analistas.
A Funprint, de Rodrigo Pluciennik, criou novo serviço para imprimir fotos do Instagram.
O usuário compra créditos no 'picdelivery.com' e põe a hashtag #funprint nas fotos que deseja receber em casa. É uma forma de voltar da viagem e já ter os bons momentos gravados em papel.

FedEx amplia área no país de olho em lojas on-line

Valor 29.04.2013 - "O comércio eletrônico é uma das áreas de maior oportunidade, podemos suprir a demanda desse setor [por espaço para estocar produtos]", diz Vera, da FedEx.
Após a aquisição da Rapidão Cometa, em maio de 2012, a americana FedEx Express, uma das maiores empresas de transporte aéreo de cargas do mundo, vai dar continuidade ao seu plano de expansão no Brasil com a inauguração de três instalações para aumentar a sua capacidade de atendimento no país. O investimento, porém, não foi divulgado.
Até junho deste ano, a FedEx Express vai abrir dois novos centros de distribuição. Um deles está localizado em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. O segundo empreendimento está em Cabo do Santo Agostinho (Pernambuco). Há um terceiro investimento, uma nova estação de entrega e coleta de remessas no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.
Juntas, as três unidades somam 50 mil metros quadrados, ou o equivalente a um aumento de 7% na área total instalada da FedEx no país, de 720 mil metros quadrados. "Esse foi um passo muito importante para a gente fazer um portfólio com todas as soluções para atender as necessidades das empresas brasileiras", afirmou a gerente sênior de operações da FedEx Express, no Brasil, Vera Lucia Barbosa Lima.
Segundo a executiva, os novos centros de distribuição da FedEx podem funcionar como um estoque para empresas de diversos setores. "O comércio eletrônico é uma das áreas de maior oportunidade, podemos suprir a demanda desse setor", disse Vera.
Segundo ela, uma empresa de varejo on-line pode se concentrar apenas na venda de seus produtos, enquanto a FedEx faz a administração das mercadorias nos centros de distribuição e a entrega na casa do cliente.
O novo centro de distribuição da FedEx em Guarulhos tem 18,2 mil metros quadrados de área construída. A instalação em Pernambuco, por sua vez, conta com 30 mil metros quadrados.
Com a compra da Rapidão Cometa, que em junho de 2014 passará a se chamar FedEx, a empresa americana passou a ter 50 filiais no país, 145 pontos de distribuição, 84 centros autorizados da FedEx e em torno de 9,5 mil funcionários. Na época, a negociação chamou a atenção porque a Rapidão, em termos de infraestrutura, é muito maior do que a própria FedEx. O valor do negócio não foi revelado.
No dia 11 de abril, a FedEx anunciou outra negociação, em linha com seu objetivo de se tornar uma empresa não só de transporte aéreo de cargas, mas também de entregas marítimas e de soluções de logística. A empresa anunciou uma associação com a Portlink Logística Multimodal, de Santa Catarina.
A Portlink, especializada em transporte marítimo de cargas, passa a usar a marca FedEx Trade Networks, o braço de logística do grupo americano. A parceria não envolveu troca acionária, mas essa possibilidade não está descartada no futuro.
Os últimos dados financeiros disponíveis da FedEx Express mostram que a companhia teve receita total de US$ 6,7 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2013, encerrado em fevereiro - o ano fiscal da FedEx começa em junho e termina em maio. Esse resultado representou um aumento de 2% em relação aos US$ 6,5 bilhões de igual período de 2012. No acumulado dos nove primeiros meses, a receita total da FedEx ficou em US$ 20,1 bilhões, o que representou um crescimento de 2% ante os US$ 19,7 bilhões do mesmo período anterior.

Portfolio-Penguin

Folha 29.04.2013 - A pergunta é cada vez mais relevante para o próprio universo dos livros de negócios no Brasil, que assiste a uma disputa crescente pelo mercado e a chegada ao país de um importante competidor internacional.
Principal divisão de livros de negócios da editora mais conhecida do mundo, a Penguin, o selo Portfolio desembarca de olho numa fatia de um dos segmentos que mais crescem no mercado editorial brasileiro.
Adam Zackhein, publisher da Portfolio, selo de negócios da Penguin que chega ao Brasil
De acordo com dados levantados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o setor de livros de administração, economia e negócios teve expansão de 50% de 2011 para 2012. De um ano para o outro, o mercado cresceu o equivalente a 2 milhões de livros.
"Há dois anos descobrimos que o Brasil era um dos maiores compradores de títulos de economia e negócios das editoras americanas e vimos aí uma oportunidade", diz o publisher do Portfolio-Penguin, Matinas Suzuki Jr.
O novo selo, que será lançado amanhã, em evento fechado em São Paulo, marca a entrada da editora Companhia das Letras no segmento de
negócios.
O Portfolio-Penguin estreia com dois títulos, o volume "Os Limites do Possível", primeira coletânea de ensaios do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, e "Clique: como Nascem as Grandes Ideias", do empresário norte-americano Frans Johansson.
Entre os 14 demais títulos já anunciados estão os próximo livros de Alan Greenspan, ex-presidente do Fed -o banco central americano-, e de Alvin Roth, Prêmio Nobel de Economia de 2012, além de obras como "A História do Twitter", do jornalista norte-americano Nick Bilton.
Tecnologia:Projetos como este, que relacionam tecnologia e negócios, devem ter um espaço privilegiado no Portfolio-Penguin, seguindo uma tendência já experimentada com sucesso pela Companhia das Letras, com obras como a biografia de Steve Jobs.
"A tecnologia assumiu um papel totalmente central no universo dos livros de negócios", opina Adrian Zackhein, que criou o selo em 2001 nos Estados Unidos e atua como seu publisher.
O editor, que virá ao Brasil para o lançamento, afirma que tal como nos demais países onde o Portfolio foi lançado, Inglaterra e Índia, a programação daqui independe da casa americana.
"O negócio do livro tem um aspecto global, mas tem outro igualmente importante, que é local. Não adianta implementar um selo de sucesso de um país em outro. Ele pode não atender às demandas daquele lugar."
A observação de Zackhein não indica necessariamente um catálogo de autores brasileiros. Dos 16 títulos iniciais já anunciados, só dois são "made in Brazil": o de Lara Resende e o volume "Empreendedores Criativos (à Brasileira)", da jornalista Mariana Castro. "Queremos aumentar a lista de brasileiros e já estamos trabalhando em outros projetos nacionais", diz Suzuki Jr.
Os demais livros, estrangeiros, foram selecionados por ele e pela editora do selo, Thais Pahl, nos catálogos de diversas editoras internacionais, não só as da Penguin, grupo com o qual a Companhia das Letras se associou no final de 2011.
"O maior ganho da nossa aproximação com as Portfolios americana e inglesa é o aprendizado", diz Pahl, que afirma que cerca de 90% do catálogo inicial será composto de livros que ainda não foram nem lançados no mercado internacional.
Ela projeta lançar cerca de dez títulos novos por ano, a mesma média de editoras fortes no ramo, como duas das atuais líderes dos rankings de mais vendidos, Sextante e Gente (leia texto ao lado).
A parceria com o selo americano não envolve, num primeiro momento, o contraponto da publicação de brasileiros no exterior.
"Levo em conta a maneira como a economia brasileira está crescendo e a quantidade de inovação e empreendedorismo no país. Com o tempo, autores brasileiros ganharão mais voz no cenário internacional", diz Zackhein.

PanAmericano leva carteira do Cruzeiro do Sul por R$ 351 mi

Exame 29.04.2013 - Com transação, banco pretende reforçar sua posição nos segmentos de cartões de crédito e crédito consignado.
Banco PanAmericano anunciou a compra de carteira de cartão de crédito consignado do Cruzeiro do Sul, que foi liquidado no ano passado
Na noite de sexta, o banco PanAmericano anunciou a compra da carteira de cartão de crédito consignado do banco Cruzeiro do Sul, que foi liquidado pelo Banco Central em setembro do ano passado. Fechada por um lance de 351 milhões de reais - 1 milhão de reais acima do valor mínimo preestabelecido no leilão -, a transação dará ao PanAmericano os direitos sobre cerca de 471.000 cartões emitidos, sendo 321.000 ativos.
Em fato relevante, o PanAmericano afirmou que essa será uma oportunidade de reforçar sua posição nos segmentos de cartões de crédito e crédito consignado. No balanço de 2012, o banco informou ter encerrado o ano com uma carteira de 1,8 bilhão de reais em crédito consignado.
Agora, o PanAmericano acrescenta outros 350 milhões de reais a essa base. Além disso, passa a ter acesso aos 237 convênios com órgãos públicos fechados pelo Cruzeiro do Sul, além de outros sete com empresas do setor privado.

Santander não esteve à venda na minha gestão, diz Portela

Exame 29.04.2013 - Executivo falou com a imprensa pela última vez como presidente das operações brasileiras do banco. Marcial Portela, do Santander: executivo apresentou seus últimos números como presidente da operação brasileira.
O Santander Brasil apresentou lucro 14,4% menor no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 1,5 bilhão de reais. O resultado foi apresentado um dia depois de Marcial Portela renunciar ao cargo de presidente do banco no país. A saída do executivo, no entanto, há meses já estava sendo negociada na instituição financeira e trata-se de um movimento planejado muito tempo atrás.
“Estou contente com tudo que temos feito no mercado brasileiro e estou deixando o banco em uma situação muito positiva. Sobre as especulações de que o Santander esteve à venda no Brasil, posso garantir que durante a minha gestão não teve conversa nenhuma sobre isso. Nem houve oferta de compra”, afirmou o executivo, que falou pela última vez com a imprensa, nesta quinta-feira, como presidente do banco no país. Portela vai ocupar a função de presidente do conselho do banco no Brasil.
Portela admitiu que o contrário, no entanto, chegou a acontecer. “O Santander no Brasil está acostumado a comprar ativos e tivemos algumas oportunidades durante os três anos que estive como presidente do banco. Tivemos chance no ramo de seguros e sempre que tiver alguma oportunidade, o Santander vai continuar analisando”, disse.
O Santander nomeou, como o novo executivo-chefe do banco no Brasil, Jesús Zabalza, que ocupava o cargo de diretor-geral da divisão do grupo para a América. O executivo desempenhou cargos executivos em diferentes entidades bancárias espanholas (BBV, Argentaria, La Caixa) e, desde 2002, está na função que ocupava antes de ser nomeado presidente.
Resultados: O Brasil responde por 26% das operações do Santander no mundo – é a maior na comparação com outros mercados em que o banco está presente. No primeiro trimestre do ano, o lucro do banco cai 14,4%, totalizando 1,5 bilhão de reais. Segundo Portela, a inadimplência maior foi uma das principais razões da queda dos ganhos no período.
A carteira de crédito do banco cresceu 8,3% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 256,2 bilhões de reais. O montante, no entanto, ficou estável em relação ao trimestre anterior. “Nossa carteira deve crescer entre 10% e 15% neste ano, o ideal é que aumento pelo menos 10%”, disse Portela.
A inadimplência do banco acima de 90 dias cresceu 1 ponto percentual no período, chegando a 5,8%. Com o índice maior, as despesas de PDD do Santander também cresceram no primeiro trimestre, totalizando 3,3 bilhões de reais. Já as despesas gerais caíram 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 3,8 bilhões de reais.

BB Seguridade cai quase 3% em dia de estreia na Bovespa

Reuters 29.04.2013 - As ações da BB Seguridade operavam em queda de quase 3 por cento na Bovespa nesta segunda-feira, dia de estreia da empresa de seguros e previdência do Banco do Brasil na bolsa.
Às 10h27, o papel cedia 2,88, para 16,51 reais, abaixo dos 17 reais definidos na precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
O IPO da BB Seguridade é a maior estreia na bolsa paulista desde outubro de 2009. O giro financeiro da operação chegou a perto de 11,5 bilhões de reais.

Após saneamento, GS mira novos negócios

Valor 29.04.2013 - Membiela (à esq.) e Oliveira (à dir.), da GS Inima: empresa prevê receita de R$ 2 bi em 2020, dos quais 40% do Brasil.
Com o saneamento como porta de entrada no país, o grupo sul-coreano GS, com faturamento da ordem dos US$ 35 bilhões em 2012, tem planos de fincar o pé no Brasil. Após comprar os ativos de meio ambiente da espanhola OHL ao fim de 2011 por meio da subsidiária de engenharia e construção, a GS E&C, a empresa caminha em direção à sua internacionalização. Se os recursos estão escassos na Europa, as companhias asiáticas seguem com disposição para investir e desenvolver outros mercados.
Com planos traçados para a chamada visão 2020, a GS E&C pretende estar entre as dez primeiras empresas mundiais do seu setor em sete anos. Atualmente, a divisão fatura US$ 8,3 bilhões. Por enquanto, a meta está concentrada no desenvolvimento de negócios de saneamento, para depois partir para projetos industriais, como refinarias, plantas petroquímicas e centrais nucleares, e, posteriormente, para projetos voltados a médio e longo prazo de infraestrutura urbana, como portos.
"Queremos fazer uma implantação global e aproveitar as oportunidades para construção usando a Inima como plataforma para desenvolver outros negócios", diz o diretor-geral da GS Inima Environment, holding espanhola da GS E&C, José Antonio Membiela.
Na divisão de meio ambiente, as prioridades do grupo GS estão na criação de negócios, como geração de energia com queima de resíduos; na gestão plena de água e esgoto; na expansão dos mercados no Brasil (onde só opera no Estado de São Paulo) e no exterior; e na compra de ativos.
O mercado doméstico representa hoje 40% da carteira de negócios de saneamento do grupo. A GS Inima, empresa voltada ao segmento de meio ambiente, chegou a negociar a compra de uma fatia da brasileira CAB Ambiental, com a oferta mais agressiva ao grupo Galvão, o acionista controlador, mas a transação fracassou na etapa final.
Segundo Membiela, a companhia tem R$ 550 milhões em caixa para aquisições. No ano passado, a GS Inima faturou € 144,1 milhões e a expectativa é elevar o montante para € 375 milhões em 2013. Para 2020, a projeção de receita está em R$ 2 bilhões (€ 765 milhões), sendo 40% do Brasil. "Os mercados emergentes são os mercados estratégicos", diz o executivo espanhol.
Além do Brasil, a GS Inima opera hoje na Espanha, no Chile, no Peru, no México, nos Estados Unidos, na Argélia, em Portugal e na China. No fronte doméstico, a atuação se resume ao setor de tratamento de esgoto nas cidades paulistas de Ribeirão Preto, Mogi Mirim, Campos do Jordão, São José dos Campos e Sertãozinho.
O diretor da holding espanhola diz que a meta é aumentar as operações para contar com a gestão completa de saneamento, o que também inclui a operação de plantas de tratamento de lixo para a geração de energia, projetos de dessalinização e recuperação de solos contaminados. "Vemos uma janela de investimento muito importante nos próximos oito a dez anos", afirma Membiela.
Para atingir seu plano de negócios, a GS Inima enxerga a necessidade de adquirir ativos no país, ainda que sejam de menor porte, o que é comum no setor de saneamento. "Estamos estudando ofertas individuais e atentos a qualquer oportunidade para fazer a expansão", diz o diretor-presidente da unidade brasileira da GS Inima, Paulo Roberto de Oliveira.
Membiela frisa, contudo, que o grupo não se interessa em participações minoritárias, como a eventual compra de uma representação na empresa fluminense de saneamento Cedae. "Não nos interessa entrar com uma participação menor, a princípio. Não somos investidores, queremos comprar para ficar", afirma.
A companhia permanece de olho nas parcerias público-privadas (PPPs) em desenvolvimento pela Copasa (MG), Corsan (RS) e Cesan (ES) e também analisa a possibilidade de uma nova concessão no Rio de Janeiro, nos mesmos moldes da chamada Área de Planejamento 5 (AP-5), que engloba a coleta e o tratamento de esgoto de 21 bairros.Na área de geração de energia a partir da queima do lixo no Brasil, as atenções da GS Inima estão voltadas a um projeto desenvolvido pelo governo de Minas Gerais que, segundo Oliveira, será finalizado neste ano para o lançamento da licitação de dois lotes de PPPs. O grupo já tem experiência nessa área com plantas na própria Coreia do Sul, em Cingapura e em outros mercados.
De acordo com o executivo espanhol, para o projeto ser atrativo financeiramente, ele precisa processar ao menos 250 toneladas de resíduos ao dia e necessita de uma contrapartida do governo. Companhias como Sabesp (SP) e Sanepar (PR) também já manifestaram o interesse na exploração de projetos de geração de energia via tratamento térmico de resíduos sólidos.
Ainda que estejam dando todo o suporte para que a GS Inima aumente as operações na Ásia, Europa, América e África, os sul-coreanos têm mantido a autonomia das operações regionais. As unidades seguem sob o comando de diretores locais e com as mesmas estratégias de atuação. A diferença ficou com o respaldo financeiro.

Tarpon pode comprar parte do grupo Farm e Animale

Exame 29.04.2013 - Segundo Valor Econômico, gestora está procurando investimentos estratégicos no Brasil. Desfile da grife Animale na SPFW Verão 2014.
A gestora de recursos Tarpon pode comprar parte das operações do grupo de moda  Farm e Animale, que pertence aos empresários Roberto Jatahy e Marcello Bastos. As informações são do Valor Econômico, desta sexta-feira.
De acordo com a reportagem, as negociações já estão em fase avançada. Com a parceria, as grifes querem ampliar seu projeto de expansão de abertura de lojas, disse o jornal.
Conforme antecipado pela revista EXAME, edição 1019ª,  em meados do ano passado,  o grupo contratou a butique de fusões e aquisições G5 para buscar interessados em comprar uma fatia do negócio.
Ainda segundo o Valor, a companhia está avaliada em 1 bilhão de reais e, além da Farm e Animale, possuem outras marcas em seu portfólio, algumas ainda em fase de incubação.
A Tarpon é famosa no mercado por investir em empresas de moda no Brasil. A gestora já apostou, por exemplo, na  Arezzo, Hering, Marisa e Morena Rosa.

Cade aprova compra de 24,5% da MPX por empresa alemã

Exame 29.04.2013 - Anunciado no fim de março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão. Com a operação, a participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.
A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de mais 24,5% da MPX do empresário Eike Batista pela companhia alemã E.On AG.
Anunciado no fim de março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão.
Com a operação, a participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.

Para acompanhar o Ibovespa, fundos ampliarão fatia na OGX

Valor 29.04.2013 - A partir desta semana, por conta da entrada em vigor da nova carteira teórica do Ibovespa, os fundos passivos, que replicam a carteira do principal índice da bolsa paulista, vão se transformar no segundo maior bloco de acionistas da OGX Petróleo e Gás depois de seu controlador, Eike Batista. A avaliação está em relatório da equipe de análise do Credit Suisse, preparado por Lucas Mello.
Os fundos passivos não serão grandes acionistas da empresa porque assim desejam, mas porque serão obrigados a acompanhar o aumento do peso da ação no Ibovespa. Passarão a conviver, ainda que por pouco tempo, mais de perto com os especuladores que têm dominado a negociação com o papel da petroleira nos últimos tempos. Esse quadro sugere alta instabilidade para o Ibovespa.
A cada quatro meses, o Ibovespa passa por um rebalanceamento e a bolsa divulga uma nova carteira teórica de ações.
Nessa renovação, a questão principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a liquidez. A bolsa faz um cálculo do chamado índice de negociabilidade de cada ação, que se baseia no volume e no número de negócios fechados com ela num período de 12 meses. A partir do dia seguinte em que a carteira entra em vigor, o peso de cada papel no índice vai oscilar em função da performance das ações a cada pregão, até que venha o novo rebalanceamento.
Esse prazo mais longo do índice de negociabilidade faz com que ele apresente um comportamento muito mais estável do que o dos preços das ações. Em função disso, se uma ação da carteira tem uma desvalorização muito forte durante o quadrimestre, na próxima renovação do índice a tendência é que ela mantenha o peso dado pelo rebalanceamento anterior; no entanto, o número de ações dessa companhia que serão equivalentes a esse peso será necessariamente maior, em função do preço menor do papel.
Nos últimos tempos, as ações que conseguem atender os critérios do índice têm sido de empresas de maior porte e com negócios mais estáveis e que não apresentaram oscilações drásticas. Dessa forma, nos quatro meses em que uma carteira vigora até o seu próximo rebalanceamento, as variações de pesos das ações têm sido mais pontuais do que relevantes. Não foi o que aconteceu com a OGX no último quadrimestre.
Devido a toda a especulação envolvendo a credibilidade e a saúde financeira de Batista, do Grupo EBX e em particular das ações da petroleira, o giro dos negócios com a empresa em número de ações cresceu muito. Hoje, Batista concentra 61,09% das ações da empresa e 38,91% do capital que circula no mercado. Nas últimas semanas, a OGX tem negociado, diariamente, perto de 10% de seu "free float" - na média, é possível afirmar que o percentual para as outras empresas ronda 1%. Como afirma um operador que prefere não ser identificado, não seria exagero dizer que, ultimamente, a cada 10 dias, o "free float" da empresa troca de mãos. Os especuladores, que não olham para os fundamentos, mas apenas para uma possibilidade de alto risco de ganho de curto prazo, dominaram o papel.
Nessa renovação, a questão principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a liquidez
Em janeiro, quando a primeira carteira do Ibovespa de 2013 entrou em vigor, o peso de OGX era de 5,02% e a ação valia R$ 5.
Conforme as contas do analista do Credit Suisse - que levam em consideração os números até o pregão de 22 de abril, quando a OGX era cotada a R$ 1,61 - de lá para cá o Ibovespa recuou perto de 13%, enquanto a queda da OGX foi de 68%. Pelo fato de a queda da ação ter sido muito maior do que a queda do índice, o peso da OGX na carteira veio diminuindo até alcançar 1,8% na carteira válida em 22 de abril.
Em razão da alta quantidade de negócios, e da estabilidade característica do índice de negociabilidade da bolsa, a ação continua a atender os critérios do índice e, no novo portfólio, que entra em vigor no primeiro pregão de maio, a OGX terá novamente um peso de 5,03% no Ibovespa.
Isso obriga os fundos passivos a elevar sua exposição atual ao papel para acompanhar a modificação no índice, de 1,8% para os 5%. Nas contas do Credit Suisse, levando em consideração a cotação de 22 de abril, isso equivale dizer que os gestores desses fundos terão de comprar nos primeiros pregões de maio 157,77 milhões de ações da OGX ou 12% do "free float" da companhia. Na teoria, isso representaria uma forte tendência de alta para os papéis na próxima semana, no entanto, diante da quantidade de notícias desencontradas sobre o grupo, o mercado se mostra cético também em relação a isso.
Se nos próximos pregões de abril a ação cair, maior a quantidade de ações que terá de ser comprada para o rebalanceamento. O inverso vale se a ação subir. Por serem obrigados a fazer a compra, a fatia dos fundos passivos no "free float" da OGX vai aumentar significativamente, aponta o Credit Suisse.
Ao valor de R$ 1,61, eles alcançarão 7,3% do capital total da companhia e 18% do "free float". Nenhuma outra ação do Ibovespa estará tão concentrada nas mãos dos fundos passivos, avaliam os analistas do banco. De acordo com informações de mercado, na média, esses fundos passivos concentram entre 2% e 4% do "free float" das empresas.
Por conta do maior peso no novo índice, logo nos primeiros dias após a sua vigência, se essa ação cair ou subir acentuadamente, maior será sua influência para a performance do Ibovespa, que fica mais exposto à instabilidade da petrolífera de Eike.
Desde janeiro essa ação, sozinha, respondeu por uma queda de cerca de 3% no Ibovespa. Também é de se esperar que, ao longo dos próximos quatro meses, esses fundos passivos vendam as ações, o que pode contribuir para uma nova desvalorização dos papéis.
Os papéis da petrolifera fecharam o pregão da BM&FBovespa na sexta-feira com alta de 8,93%, cotados a R$ 1,83.

'Minha Casa' terá subsídio para linha branca

Valor 29.04.2013 - A presidente Dilma Rousseff anunciará no 1º de Maio, Dia do Trabalho, o subsídio do governo federal à compra de eletrodomésticos pelos beneficiados do Minha Casa, Minha Vida. A presidente, que tentará a reeleição no ano que vem, quer que essa se transforme numa das principais realizações de seu governo, uma espécie de segunda etapa do programa de habitação popular.
Os detalhes do programa ainda estão sendo finalizados, mas a ideia é que o subsídio varie de acordo com a faixa de renda do comprador. A aquisição de fogão, geladeira e máquina de lavar roupas deve ser oferecida no momento em que o mutuário fizer o contrato de financiamento do imóvel, de tal forma que a casa será entregue já com os eletrodomésticos incluídos.
Devem ser usadas as mesmas três faixas de renda que servem de parâmetro para o Minha Casa, Minha Vida. Famílias com renda até R$ 1,6 mil recebem a maior parte do subsídio federal para aquisição de imóveis e devem pagar menos pelos eletrodomésticos. Há uma faixa intermediária, cuja renda máxima é de R$ 3.275, e os que recebem até R$ 5 mil por mês.
A intenção do governo é oferecer uma linha de financiamento aos mutuários. O Tesouro Nacional, segundo apurou o Valor, vai equalizar as taxas de juros para que a população de mais baixa renda tenha condições de comprar esses bens. O valor do subsídio ainda está sendo definido.
A Caixa Econômica Federal já oferece esse tipo de empréstimo aos mutuários do Minha Casa, Minha Vida, mas a avaliação do governo é que a taxa de juros cobrada na operação ainda é muito elevada para o público atendido pelo programa. Daí a necessidade de equalização pelo Tesouro Nacional.
Atualmente, o MóveisCard financia até R$ 10 mil a quem tem contratos do Minha Casa, Minha Vida. As taxas de juros variam de 0,9% a 1,5% ao mês. O tomador tem até 60 meses para pagar e prazo de até dois meses após a assinatura do contrato para adquirir os eletrodomésticos nas lojas credenciadas pela Caixa.
Além de oferecer um benefício extra aos mutuários, o governo também vê a chance de estimular a produção de linha branca. O setor opera hoje com uma redução na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que deveria subir em junho, embora haja sinais de que o governo vá estender o incentivo até o fim do ano, congelando-o, como fez para os automóveis.
Há duas semanas, a Caixa anunciou a disposição do governo de pagar pela colocação de piso nas unidades financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Além do banheiro e da cozinha, que já vinham com cerâmica instalada, o proprietário do imóvel poderá escolher entre três tipos diferentes de revestimentos para os demais ambientes da casa, além das áreas comuns dos edifícios.
A Caixa explicou que o contratos dos imóveis em construção serão aditados, enquanto aqueles já entregues passarão por vistoria, quando o morador poderá indicar a opção pelo piso.
O anúncio oficial dessas medidas será feito pela presidente Dilma Rousseff no pronunciamento oficial do Dia do Trabalho. Parte do pacote de boas notícias que o governo preparava para essa data acabou tendo que ser antecipado. Foi o caso, por exemplo, da desoneração da cesta básica.
A estratégia de marketing do governo tem feito uso dos pronunciamentos oficiais para que a presidente possa anunciar boas notícias para os eleitores. Foi assim quando o governo decidiu reduzir as contas de energia elétrica, e também no Dia Internacional da Mulher, quando a presidente tratou do corte de impostos sobre alimentos e medidas de defesa do consumidor.

Via Varejo deve ser destaque do balanço do GPA

Valor 29.04.2013 - Analistas esperam que, sob o comando de Ramatis, melhorias já sejam vistas. Nos resultados do primeiro trimestre do ano do Grupo Pão de Açúcar (GPA), a maior rede de varejo alimentar da América Latina, o destaque do período deve ser o braço de comércio de produtos eletroeletrônicos da companhia. Relatórios de analistas preveem crescimento na margem operacional da Via Varejo (formada da união de Casas Bahia e Ponto Frio), redução mais consistente das despesas operacionais e uma melhora considerável no lucro líquido. Analistas aguardam sinais de que a mudança no comando da empresa, no fim de 2012, tenha trazido melhorias para a operação já no início de 2013.
O período de janeiro a março foi o primeiro trimestre da Via Varejo sob o comando de Antonio Ramatis Rodrigues, executivo que foi indicado para o cargo pelo GPA e é substituto de Raphael Klein, da família Klein, fundadora da Casas Bahia.
"Achamos que as expectativas que têm sido montadas nas últimas semanas em relação à Via Varejo podem se tornar realidade caso o corte de custos seja agressivo, nas mesmas escalas observadas no quatro trimestre de 2012", escreve em relatório Richard Cathcart, analista do Banco Espírito Santo (BES), ao citar que as recentes elevações no preço das ações preferenciais do GPA na bolsa poderiam refletir um efeito positivo de mudanças na Via Varejo.
Para o período de janeiro a março, segundo média de previsões de analistas dos bancos Itaú BBA, Deutsche Bank, Espírito Santo e Ágora Corretora, a margem Ebitda estimada atinge 5,4% para a Via Varejo - alta de 0,6 ponto sobre o ano anterior -, e 7,3% para o GPA Alimentar, leve queda em relação a 2012 (7,4%). Em relação ao lucro líquido, as estimativas são agressivas para a Via Varejo, com o Itaú BBA prevendo valor de R$ 83,2 milhões, alta forte de 462% sobre o mesmo período do ano anterior.
Para o GPA Alimentar, o aumento médio no lucro previsto é de 6%. Ao se considerar todo o grupo varejista (alimentos e eletrônicos), a alta média no lucro estimado é de 57%, alcançando R$ 261 milhões de janeiro a março. Os resultados de vendas já foram divulgados em anúncio da empresa semanas atrás. Segundo o material, a receita líquida de Via Varejo subiu 9,3% e de GPA Alimentar, 10,9%.
Na avaliação da equipe de análise do Deutsche Bank, é esperado para o grupo (somando alimentar e eletroeletrônico) "um crescimento modesto no consolidado de margem operacional, com Via Varejo continuando a mostrar alguma melhora, enquanto a margem de alimentação mantém uma certa estabilidade", escreve a analista Renata Coutinho. Para ela, os ganhos operacionais do grupo virão de um esforço para reduzir despesas (o que pode ser um desafio, ressalta ela), por meio de ganhos de sinergias do negócio de eletroeletrônicos, que ainda tem sido obtidas três anos após o anúncio da fusão de Ponto Frio e Casas Bahia. O banco orienta investidores a manter a ação na carteira.
Para a operação de Via Varejo, a analista do Deutsche reforça um contraponto: a margem bruta pode ser impactada por agressivas campanhas e promoções que devem elevar o tráfego e gasto médio no trimestre. Mas esse impacto pode ser "mais que" compensando por ganhos de eficiência operacional, levando a uma margem Ebitda na Via Varejo de 5,6% (0,8 ponto acima do primeiro trimestre do ano passado). Para o GPA Alimentar apesar do impacto positivo das vendas da Páscoa e do desempenho do Assaí e do Minimercado Extra, a margem Ebitda esperada atinge 7,3%, em linha com 2012.
A questão dos efeitos da rede de atacado (Assaí) nos resultados do grupo também é citada pela equipe de análise do Itaú BBA, formada por Juliana Rozenbaum e Vitor Paschoal. "Espera-se uma ligeira queda na margem bruta [de GPA Alimentar], principalmente devido à maior participação de Assaí no mix de vendas", relata. "Para Via Varejo, esperamos uma estabilização da margem bruta no período, apesar do ambiente competitivo ainda feroz. Os ganhos de sinergia [ainda resultado da fusão] provavelmente vão gerar um ganho de 0,6 ponto percentual na margem Ebitda [atingindo 5,4%]".
O Banco Espírito Santo espera um desempenho "robusto" para o GPA Alimentar, com margens estáveis. "Vemos o negócio de alimentos como o melhor colocado entre os três grandes no Brasil para tirar vantagem das mudanças estruturais que ocorrem no mercado e no comportamento do consumidor, e pensamos que a Via Varejo tem uma oportunidade significativa para melhorar as margens no curto prazo", afirma Richard Cathcart. "Por essas razões que permanecem positivas no grupo, mantemos nossa recomendação de compra [do papel]."

A Sial Brazil, filial da empresa francesa líder em eventos de alimentação, compra a Expovinis brasileira

IstoéDinheiro 25.04.2013 - O assunto mais comentado na Expovinis, a maior feira de vinhos da America Latina, não eram as centenas de vinhos degustados, mas a venda do evento, que está em sua 17a. edição, para a Sial Brazil. Filial da gigante Sial francesa, que promove um dos maiores eventos de alimentos e bebidas do mundo, em Paris, a Sial brasileira já realiza uma feira na área de alimentação em São Paulo, que leva seu nome e acontece junto com a Fispal Food Service, tradicional feira voltada para a alimentação fora de casa.
O valor do negócio não foi divulgado. E a principal razão da venda é levantar recursos para a Exponor, empresa portuguesa focada em feiras e negócios. Na ideia dos novos donos está profissionalizar mais o setor de vinhos e crescer com o evento, que atualmente conta com 400 expositores e 11 mil visitantes.
É esperar 2014 para saber das mudanças, já que a edição de 2013 termina hoje, às 20 horas, no pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Empresas reclamam e governo modifica código de mineração       

Setorial Energia News 29.04.2013 - Diante da chiadeira das empresas, o governo promoveu mudanças de última hora nas discussões do novo código de mineração, que poderá sair por medida provisória. Além de desistir da cobrança de participações especiais em jazidas com alta produtividade, a alíquota máxima dos royalties será de 4% e fixada em lei, em vez do limite de 6% inicialmente definido. Com isso, a ideia é evitar uma situação de instabilidade no setor, com um risco permanente de que picos de preço no mercado internacional de commodities metálicas se revertam em uma dose adicional de tributação sobre as mineradoras.
"Retrocedemos em algumas questões, por ponderações do próprio setor", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Valor. Ele mesmo tomou a iniciativa de citar exemplos. "Provavelmente não vamos mais incluir participações especiais no novo código", afirma Lobão, referindo-se à taxação extra de grandes jazidas, como as explorações minerais na Serra dos Carajás (PA) e no Quadrilátero Ferrífero (MG), de forma semelhante ao que já ocorre na indústria do petróleo e gás.
A alíquota máxima da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), o royalty da mineração, vai aumentar menos do que o previsto. Hoje, a Cfem varia de 0,5% a 3%. O minério de ferro é taxado em 2%. "Em um primeiro impulso, imaginamos um máximo de 6%, mas agora limitamos a 4%", diz Lobão.
O limite estará definido em lei, evitando a hipótese de que um mero decreto presidencial eleve a cobrança, o que cria uma espécie de blindagem contra a sede de arrecadação em momentos de preços altos no mercado internacional. "Não queremos gerar instabilidade", justifica o ministro.
A alíquota mínima cairá para zero. Isso permitirá a desoneração de rochas ornamentais, agregados de construção (como argila, areia e brita) e insumos para fertilizantes agrícolas. Com a nova política de royalties, a estimativa do governo é que o patamar de arrecadação anual da Cfem passe para R$ 4 bilhões. Em 2012, a compensação atingiu R$ 1,8 bilhão. A cobrança será feita pelo faturamento bruto das mineradoras, não mais pelo líquido, mas a desistência de criação das participações especiais e a desoneração de minérios básicos diminuíram a perspectiva de alavancar ainda mais esses valores.
Lobão faz questão de ponderar: "Essas são as decisões a que chegamos, mas elas podem ser revistas até o último instante". O novo código está muito próximo de ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff, segundo ele, e a tendência é que o pacote seja enviado ao Congresso por medida provisória. "A nossa inclinação é essa, para dar mais rapidez. Se formos encaminhar como mensagem ao Congresso, essa discussão leva dois ou três anos. Uma MP pode ser discutida pelos parlamentares do mesmo modo."
Em um sinal de armistício com as mineradoras, o ministro também não é mais taxativo, como foi três semanas atrás, sobre a licitação de áreas com jazidas que já têm portarias de lavra pedidas - com pesquisas concluídas e licenças ambientais obtidas -, dependendo apenas de uma assinatura do próprio Lobão para iniciar sua produção. Pelo menos 120 minas estão nessa situação, que afeta empresas como Vale, AngloGold e Bahia Mineração.
No início de abril, o ministro havia dito que essas jazidas não tinham nenhum direito assegurado, e eram passíveis de entrar no sistema de licitações que será criado com o novo código, provocando uma reação negativa das mineradoras. Agora, Lobão adotou uma postura mais cautelosa, sem antecipar conclusões.
"Temos uma tradição de cumprimento rigoroso da lei e dos contratos. Desejamos compensar essas pessoas pelos esforços que elas fizeram, sem perder de vista os ditames da nova lei. É possível que obtenham a portaria de lavra. Estamos estudando isso para resolver a questão", afirma o ministro.
Pelo novo código, as concessões serão dadas aos vencedores das licitações de áreas minerais por um período de 30 anos, que poderá ser prorrogado por mais 20 anos. Hoje, a empresa que explora uma jazida pode retirar minério enquanto durarem as reservas, sem limite de tempo.
No pacote da mineração, conforme já disse o ministro diversas vezes, há três projetos - ou MPs - diferentes: um atualiza o marco regulatório em si e cria o Conselho Nacional de Política Mineral, que definirá as áreas licitadas; o outro trata especificamente dos royalties; o terceiro transforma o Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNM) em agência reguladora para o setor.
Para Lobão, o governo não tratou do assunto a portas fechadas. Lembrou que houve reuniões com governos estaduais, associações de municípios e entidades empresariais. "Ninguém pode dizer que não foi ouvido", disse.

American usa ativos no Brasil para captar recursos

Valor 29.04.2013 - A AMR Corp., controladora da American Airlines, quer obter um financiamento de US$ 3,25 bilhões usando como garantia suas rotas e seus ativos ae oportuários na América Latina. A medida antecede o plano da empresa de sair da concordata.
Empresas aéreas americanas já usaram antes seus direitos de rotas internacionais e valiosos "slots" e portões em aeroportos congestionados como garantia de empréstimos, mas a iniciativa da American ocorre antes da completa liberalização de voos entre os Estados Unidos e o Brasil, o mais importante mercado da região.
A rede internacional da American Airlines perde para as das concorrentes United Continental Holdings Inc. e a da Delta Air Lines Inc., com exceção dos voos entre os EUA e a América Latina, onde ela é líder de mercado.
O mercado aéreo entre o Brasil e os EUA será completamente aberto em outubro de 2015, dando liberdade às companhias de voar e definir preços. Uma importante restrição, porém, será o acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Embora o aeroporto esteja incluído no acordo de céus abertos a partir de 2015, as autorizações de pousos e decolagens e o acesso aos portões de embarque em mãos dos operadores atuais são uma valiosa commodity devido ao sério congestionamento.
A AMR não citou explicitamente Guarulhos, mas anunciou que garantias seriam provenientes de slots, portões e rotas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, entre outros países. Ela afirmou que pode decidir mais tarde se também usará ativos no México e na América Central como garantias adicionais para ampliar sua liquidez.
Instituições como Barclays Bank PLC, Citigroup Global Markets Inc., Goldman Sachs, J.P. Morgan Chase e Morgan Stanley já se apresentaram como interessados em fornecer o financiamento.

Por que o México é hoje o tigre asteca

Valor 29.04.2013 - Duas décadas atrás, um influente crítico social do México proclamou que Los Angeles era "o coração do sonho mexicano". Pedro P. concordou e deixou para trás sua terra natal em Oaxaca para trabalhar como jardineiro no vale de San Fernando, na metrópole californiana. Mas, depois de 14 anos trabalhando como imigrante ilegal, Pedro, 44 anos, decidiu voltar para casa no fim de abril, atraído por um ressurgimento econômico que tem levado alguns analistas a rotular o México de o "tigre asteca".
Ele não está sozinho. De acordo com o Projeto de Migração do México, a taxa de imigração ilegal de mexicanos para os Estados Unidos está em quase zero. Em seu auge, em 1999, chegou a registrar 55 migrantes para cada 1.000 homens mexicanos. Em 2010, caiu para 9 migrantes por 1.000 homens, um nível que não era visto desde os anos 60.
Quando o presidente americano Barack Obama visitar o novo presidente mexicano esta semana, vai encontrar um país muito diferente daquela imagem que muitos costumam ter. Mesmo engolfado numa sangrenta guerra contra as drogas, o México viu sua economia crescer 4% em 2012, uma taxa que deve chegar a até 7% anualmente nos próximos anos, segundo previsões.
Em 2012, os investidores estrangeiros injetaram US$ 57 bilhões em ações e títulos de dívida do país, cinco vezes mais que o valor investido no Brasil no mesmo período. Grandes fabricantes como a Bombardier e a General Electric estão expandindo suas operações no México e gerando empregos de remuneração alta, aproveitando a abundância de engenheiros e outros profissionais do país.
O setor manufatureiro está recebendo de volta inclusive operações que começaram a ser transferidas para a China na década de 90, praticamente na mesma época em que a migração mexicana para os EUA inchou. A média anual de salário por hora no México é hoje de US$ 2,10, comparado com US$ 1,63 na China. Acrescente aí custos mais baixos de transporte para o grande mercado comprador dos EUA, além da expansão do mercado doméstico do próprio México e o atrativo econômico, é claro.
O que mais surpreende é que a crescente sensação de que o México vive um período de virada é baseada não só em perspectivas econômicas, mas num aumento da confiança no governo mexicano, especialmente num momento em que os líderes eleitos de países mais desenvolvidos parecem ter dificuldades para encontrar maneiras de lidar com problemas de longo prazo.
Como a maioria dos mexicanos que não deixaram o país, aqueles que trabalham no exterior há muito desconfiam de seus políticos, especialmente os do PRI - o partido notoriamente corrupto e autocrático que governou o México por 71 anos antes de uma transição democrática há 12 anos. Agora, o PRI está de volta, desta vez por meio de eleições livres e justas, e seu novo líder carismático, o presidente Enrique Peña Nieto, promete levar o país à próxima etapa de desenvolvimento, como uma sociedade de classe média totalmente globalizada.
Na cerimônia de posse em dezembro, Peña Nieto se posicionou em frente aos monopolistas mais poderosos do país, Carlos Slim Helu e Emilio Azcárraga Jean, e prometeu desmantelar seus impérios de TV e de telecomunicações. Ele prometeu reformar o sindicato dos professores que, de forma inacreditável, há muito tempo tem poder para contratar professores e até mesmo transferir cargos hereditários. E prometeu ainda "abrir" a Pemex, o abatido monopólio estatal de petróleo que se manteve ao centro da ideologia nacionalista do México desde os anos 30.
O público presente à posse se surpreendeu com o escopo e a especificidade do programa do novo presidente - e com o fato de que ele estava atacando abertamente os pilares históricos do poder do PRI. Um "pacto" de consenso com outros partidos garantiu apoio à lista de reformas.
Seis meses depois, Peña Nieto começou a cumprir as promessas. A presidente do sindicato dos professores, Elba Esther Gordillo, foi presa por desfalque. Novas leis foram aprovadas para permitir que o governo desfaça monopólios. Planos para a abertura da Pemex estão em bom caminho, e a nova legislação é iminente.
O sucesso de Peña Nieto não está garantido. Cortar pela raiz a corrupção e estabelecer um sistema judiciário totalmente funcional são desafios enormes. Mas ao contrário de muitos outros líderes de governo, ele está agindo para resolver a principal crise dos tempos atuais: como governar uma democracia moderna de forma eficiente, algo que, por natureza, gera discórdia e desacordo.
A força de autocracias de um único partido como o velho PRI - ou o mandarinato moderno da China - é a unidade de seus propósitos e sua capacidade de colocar em prática mudanças estruturais de longo prazo. As democracias no Ocidente estão paralisadas, incapazes de construir um consenso que as tirem da cacofonia e multiplicidade de interesses divergentes.
O desafio para o México e outros países será equilibrar essa impressionante capacidade institucional com transparência e supervisão pública. Um governo eficaz é algo bom, mas não à custa da democracia responsável.
O escritor peruano Mario Vargas Llosa deu um rótulo ao México controlado pelo velho PRI que ficou famoso: "a ditadura perfeita". Tinha as qualidades de uma democracia - eleições diretas e transferência de poder a cada seis anos -, mas era governado por um punho de ferro e pagamentos por debaixo da mesa. Agora o México tem a oportunidade de aperfeiçoar sua democracia e servir de modelo para o mundo.
- Berggruen e Gardels são autores do livro 'Intelligent Governance for the 21st Century: A Middle Way Between West and East' (em tradução livre, Governança Inteligente para o Século XXI: um meio termo entre o Ocidente e o Oriente).
 
Via Veneto 1  
RR 29.04.2013 - A estilista belgo-americana  Diane Von Furstenberg,  dona da badalada grife  DVF, tem desfilado nas  passarelas do Iguatemi.  As conversas com os Jereissati  vão da abertura de  lojas nos shoppings do grupo  até à criação de uma  joint   venture para expandir  a marca no Brasil. 

Via Veneto 2
RR 29.04.2013 - Por falar em luxo, a  Guerlain, maison francesa  de perfumes e cosméticos,  prepara-se para  abrir sua primeira loja no Brasil. João Doria Jr., que  um dia chegou a dizer  "Cansei!", deve estar orgulhoso  de viver em um  país como este.

Ressaca da OAS
RR 29.04.2013 - Cesar Mata Pires tem  certeza de que o Rio Grande do Sul não é a Costa Rica e  Tarso Genro não é a presidente  Laura Chinchilla. Ainda  tentando se recuperar da tungada  de meio bilhão de dólares  que levou no país centroamericano,  a OAS negocia  com a gaúcha Corsan uma  Parceria Público-Privada para  a construção de subestações  de saneamento. Tratase  de um negócio menor,  porém mais seguro! Oxalá!

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