Daily News
Exxon é um felino velho à
beira da extinção no Brasil
RR 29.04.2013 - O seu Repórter Esso informa: não há nada de relevante a informar sobre a Esso do Brasil. Ao menos, não de positivo. O velho e imponente tigre, símbolo dos tempos áureos do grupo, tornou-se um gatinho acuado. Pouco a pouco, a Exxon tem reduzido sua operação no mercado brasileiro em suas diversas áreas de atuação, processo que se iniciou em 2008, com a venda da sua rede de postos à Cosan. O mais novo sinal de encolhimento vem da área de exploração e produção. Segundo informações obtidas junto ao próprio grupo, os norte-americanos não deverão participar do leilão de blocos do pré-sal previsto para 2014. A Exxon está revendo todos os seus investimentos internacionais no segmento com o objetivo de realocar os recursos em suas atividades nos Estados Unidos. Na subsidiária, a esperança de retomada das operações de E&P no Brasil estão abaixo da camada do pré-sal. O grupo está fora deste setor no país desde o ano passado, quando pegou o boné e deixou o consórcio responsável pela exploração do bloco BM-S-22, na Bacia de Santos. Os norte-americanos detinham 40% do capital e eram os operadores do pool. O negócio, no entanto, revelou-se um poço sem fundo. Após desembolsar centenas de milhões de dólares, a Esso não encontrou qualquer indício da existência de gás ou petróleo em escala comercial. Nos últimos meses, a empresa teria reduzido o número de profissionais em seu escritório no Rio de Janeiro, onde estava centralizada a gestão de todos os seus negócios em E&P no país. O fade out da Esso no Brasil abrange também sua operação na área química. Os resultados da Exxon- Mobil Chemical no país têm sido desalentadores. Tanto que, na empresa, já se discute abertamente a possibilidade da venda dos ativos
no país. A liquidação começaria pelo terminal de armazenagem e distribuição de produtos na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Posteriormente, seria a vez de o grupo se desfazer de sua fábrica de fluidos em Paulínia. A Shell é vista como uma forte candidata à aquisição dos dois ativos. O esvaziamento da Exxon Brasil se irradia também pela área de lubrificantes. Na ocasião da venda da rede de postos, o grupo transferiu suas linhas para a própria Cosan. No entanto, os norteamericanos teriam contemplado, em contrato, a possibilidade de retorno a este mercado com novas marcas. Eram outros tempos. Na empresa, esta hipótese não é sequer cogitada. Consultada, a Exxon disse que "continua em busca de novas oportunidades no Brasil". Uma voz maior em defesa do project finance A cruzada que Marcelo Odebrecht vem fazendo para desengargalar o modelo de financiamento por meio de project finance no Brasil tem motivações corporativas e cívicas. Ambas são meritórias. As pró-setor de infraestrutura dispensam explicações quanto ao seu papel relevante para a viabilização de investimentos que somam mais de R$ 1 trilhão. Por sua vez, as razões corporativas se devem à necessidade da Odebrecht de ampliar as formas de financiamento da sua expansão. O grupo disparou na comparação com as construtoras congêneres e pretende se tornar um portento na exportação de serviços. A atração da banca privada para o modelo de project finance abriria uma nova fonte de funding para a expansão dos negócios. Tudo o que Marcelo Odebrecht tem dito está em linha com o pensamento do Palácio do Planalto. Seu discurso visa ao convencimento das diversas repúblicas que coabitam dentro do governo. É uma voz de peso. Marcelo é, de longe, o empresário de maior expressão do Brasil. Alguém duvida? Bem, Jorge Paulo Lemann não conta, pois já pode ser considerado "gringo". E Andre Esteves? Ora, Andre Esteves é outra coisa, meio parecido com o futebol praticado pela Alemanha, que lembra futebol, mas é um troço diferente.
RR 29.04.2013 - O seu Repórter Esso informa: não há nada de relevante a informar sobre a Esso do Brasil. Ao menos, não de positivo. O velho e imponente tigre, símbolo dos tempos áureos do grupo, tornou-se um gatinho acuado. Pouco a pouco, a Exxon tem reduzido sua operação no mercado brasileiro em suas diversas áreas de atuação, processo que se iniciou em 2008, com a venda da sua rede de postos à Cosan. O mais novo sinal de encolhimento vem da área de exploração e produção. Segundo informações obtidas junto ao próprio grupo, os norte-americanos não deverão participar do leilão de blocos do pré-sal previsto para 2014. A Exxon está revendo todos os seus investimentos internacionais no segmento com o objetivo de realocar os recursos em suas atividades nos Estados Unidos. Na subsidiária, a esperança de retomada das operações de E&P no Brasil estão abaixo da camada do pré-sal. O grupo está fora deste setor no país desde o ano passado, quando pegou o boné e deixou o consórcio responsável pela exploração do bloco BM-S-22, na Bacia de Santos. Os norte-americanos detinham 40% do capital e eram os operadores do pool. O negócio, no entanto, revelou-se um poço sem fundo. Após desembolsar centenas de milhões de dólares, a Esso não encontrou qualquer indício da existência de gás ou petróleo em escala comercial. Nos últimos meses, a empresa teria reduzido o número de profissionais em seu escritório no Rio de Janeiro, onde estava centralizada a gestão de todos os seus negócios em E&P no país. O fade out da Esso no Brasil abrange também sua operação na área química. Os resultados da Exxon- Mobil Chemical no país têm sido desalentadores. Tanto que, na empresa, já se discute abertamente a possibilidade da venda dos ativos
no país. A liquidação começaria pelo terminal de armazenagem e distribuição de produtos na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Posteriormente, seria a vez de o grupo se desfazer de sua fábrica de fluidos em Paulínia. A Shell é vista como uma forte candidata à aquisição dos dois ativos. O esvaziamento da Exxon Brasil se irradia também pela área de lubrificantes. Na ocasião da venda da rede de postos, o grupo transferiu suas linhas para a própria Cosan. No entanto, os norteamericanos teriam contemplado, em contrato, a possibilidade de retorno a este mercado com novas marcas. Eram outros tempos. Na empresa, esta hipótese não é sequer cogitada. Consultada, a Exxon disse que "continua em busca de novas oportunidades no Brasil". Uma voz maior em defesa do project finance A cruzada que Marcelo Odebrecht vem fazendo para desengargalar o modelo de financiamento por meio de project finance no Brasil tem motivações corporativas e cívicas. Ambas são meritórias. As pró-setor de infraestrutura dispensam explicações quanto ao seu papel relevante para a viabilização de investimentos que somam mais de R$ 1 trilhão. Por sua vez, as razões corporativas se devem à necessidade da Odebrecht de ampliar as formas de financiamento da sua expansão. O grupo disparou na comparação com as construtoras congêneres e pretende se tornar um portento na exportação de serviços. A atração da banca privada para o modelo de project finance abriria uma nova fonte de funding para a expansão dos negócios. Tudo o que Marcelo Odebrecht tem dito está em linha com o pensamento do Palácio do Planalto. Seu discurso visa ao convencimento das diversas repúblicas que coabitam dentro do governo. É uma voz de peso. Marcelo é, de longe, o empresário de maior expressão do Brasil. Alguém duvida? Bem, Jorge Paulo Lemann não conta, pois já pode ser considerado "gringo". E Andre Esteves? Ora, Andre Esteves é outra coisa, meio parecido com o futebol praticado pela Alemanha, que lembra futebol, mas é um troço diferente.
3G Capital
RR 29.04.2013 - Uma raposa do mercado garante que a 3G Capital tornou- se pequena para abrigar os egos de Bernardo Hess e Alexandre Behring, duas das maiores crias saídas do viveiro de executivos de Jorge Paulo Lemann. Segundo a mesma fonte, os atritos seriam constantes. A julgar pela posição de Hess, à frente do Burger King e da Heinz, esta seria uma batalha já decidida. O RR, porém, duvida muito. Esses caras não brigam.
RR 29.04.2013 - Uma raposa do mercado garante que a 3G Capital tornou- se pequena para abrigar os egos de Bernardo Hess e Alexandre Behring, duas das maiores crias saídas do viveiro de executivos de Jorge Paulo Lemann. Segundo a mesma fonte, os atritos seriam constantes. A julgar pela posição de Hess, à frente do Burger King e da Heinz, esta seria uma batalha já decidida. O RR, porém, duvida muito. Esses caras não brigam.
Petrobras entrará no leilão do pré-sal com participação mínima
Valor 29.04.2013 - A
Petrobras deverá entrar no primeiro leilão do pré-sal, marcado para o fim de
novembro, apenas com a participação mínima de 30% que se exige dela nos grupos
responsáveis pela exploração dos blocos. Essa é a aposta do ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão. "Eu acredito que ela ficará circunscrita ao que a
lei estabelece. Dependendo do metabolismo dela, talvez possa avançar, mas creio
que, inicialmente, a Petrobras ficará com 30%", afirmou Lobão, em
entrevista ao Valor.
O ministro busca
desfazer rumores de que essa exigência será modificada para futuras licitações
do pré-sal. "Do ponto de vista do governo, não pensamos nisso. Nem é o que
pleiteiam as empresas estrangeiras que vêm explorar petróleo no Brasil."
Para ele, a Petrobras
"não terá dificuldade em cumprir sua missão de operadora única dos
consórcios do pré-sal". Questionado sobre a possibilidade de novos
reajustes para o preço da gasolina, Lobão diz que a estatal "reivindica"
isso, mas o valor do petróleo no mercado internacional "não está tão
elevado". "O governo não vira as costas para a Petrobras, ele é o
controlador da empresa. Mas o governo também pensa em manter a inflação baixa",
afirmou Lobão.
Perguntado sobre os
reflexos do recente pacote anunciado para o etanol, o ministro destacou que as
medidas tiveram o objetivo fundamental de socorrer os produtores de
combustível, com a perspectiva de que as ações tenham reflexo no bolso no
consumidor, no médio prazo. "Esse socorro implica uma revisão dos preços
do etanol. As medidas vão dar uma garantia de competitividade a partir de
agora. A empresas vão renovar seus canaviais, terão o PIS-Cofins reduzidos a
zero. Isso tudo fará com que as empresas possam produzir mais barato. A
gasolina deixará de ser consumida tão intensamente e importada. Isso compõe uma
cesta de providências", disse o ministro.
Quanto às negociações
entre a Petrobras e o empresário Eike Batista, cujas empresas têm recebido
empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lobão
afirmou que o governo está costurando acordos que também são favoráveis para a
União. "O governo está tentando fazer um negócio que seja bom para ele e
bom para o empresário. O governo não tem interesse em abandonar nenhum
empresário, o que também não significa que meter a mão no bolso para salvar
alguém", comentou o ministro.
Há duas semanas, o
BNDES informou que o grupo EBX, de Eike Batista, tem R$ 9,1 bilhões em
operações financeiras contratadas com a instituição.
A respeito das
negociações da Petrobras em torno do Porto Açu, que pertence a Eike, Lobão afirmou
que a companhia tem seus interesses pelo fato de o porto estar muito próximo do
Rio. "Essas negociações podem ser concluídas com um acordo ou não, mas
estão negociando. A Petrobras não está tentando socorrer o Eike Batista",
disse. "Isso é uma reivindicação do Eike Batista há muito tempo. Ele alega
que tem capacidade técnica, engenheiros, sondas e plataformas e capacidade
ociosa, e vem negociando a possibilidade de uso da capacidade ociosa pela
Petrobras."
Às vésperas da
realização da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP), prevista para maio, Eike Batista tem negociado
com diversas empresas. Ao todo, 64 empresas foram habilitadas pela agência para
participar da rodada. A lista de interessados inclui estreantes como a estatal
Petronas, da Malásia, a inglesa Chariot Oil & Gas e a gigante francesa de
energia GDF Suez, que tem atuado no setor elétrico por meio da Tractebel. Ao
todo, a ANP realizará três ofertas neste ano, com a 11ª rodada, a exclusiva do
pré-sal, e a 12ª.
Ação da Smiles sobe mais de 6% em estreia na Bovespa
Reuters 29.04.2013 -
As ações da Smiles tinham valorização de 6,45 por cento nesta segunda-feira, no
primeiro dia de negociação da empresa de fidelidade da companhia aérea Gol na
bolsa paulista.
Às 10h25, o papel da
Smiles era cotado a 23,10 reais, contra os 21,70 reais determinados na
precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia.
A oferta pública da
Smiles movimentou 1,132 bilhão de reais.
Casino versus Abílio: os franceses partem para o ataque
Veja 29.04.2013 -
Será anunciada oficialmente nesta semana a reação do Casino à decisão de Abilio
Diniz de aceitar pilotar ao mesmo tempo os conselhos de administração do Pão de
Açúcar de da BRF.
Está marcada para
hoje à tarde, em Paris, na sede do Casino, uma reunião entre Jean-Charles
Naouri, diretores e advogados do grupo.
Vão fechar os
detalhes finais do pedido de uma arbitragem internacional, mas com sede em São
Paulo, que decidirá se há conflito de interesses no acúmulo de presidências por
parte de Abilio, como sustentam os franceses. A reação francesa demorou vinte
dias. mas, como se esperava, chegou.
Boca a boca negativo também dói no bolso
Estadão 29.04.2013 -
Reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o valor das empresas.
A reclamação de
clientes pode afetar não só a imagem, mas o desempenho financeiro e o valor de
mercado das empresas, conclui uma pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa
(Insper).
Para estudar o
fenômeno, a pesquisa do Insper avaliou a relação entre o volume de queixas
contra as operadoras de telefonia na Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) e seus dados financeiros entre o período de 2005 e 2010.
O problema começa a
pesar no bolso das empresas quando as reclamações podem abalar sua capacidade
de conseguir receitas futuras, concluem os pesquisadores do Insper Danny Claro
e Fabio Fragoso.
"Os consumidores
insatisfeitos podem deixar de comprar produtos de uma empresa. E, com a marca
danificada, ela terá mais dificuldade de conquistar novos clientes",
afirma Claro.
"Existe um nível
de insatisfação de clientes com o qual a empresa pode conviver. Acima disso, as
reclamações podem afetar o valor da companhia", completa Fragoso.
No caso específico
das empresas de telefonia móvel, a pesquisa do Insper aponta que, quando as
reclamações na Anatel superam o índice de 0,4 queixas por mil linhas ativas, o
resultado de uma operadora poderá ser comprometido.
Na maioria dos outros
setores, não é possível se chegar a uma métrica tão clara para avaliar quantas
reclamações as empresas podem suportar antes de ter seu valor de mercado
prejudicado. Mas não faltam casos em que crises de imagem se refletem nas ações
da companhia na bolsa de valores.
Um dos casos mais
famosos é o de um cantor que colocou um vídeo no site YouTube para protestar
contra a quebra do seu violão ocorrida em um voo da companhia americana United
Airlines, em 2009.
Em quatro dias, o
vídeo teve 4 milhões de acessos e sua repercussão foi apontada na época como
motivo para a queda de cerca de 10% na cotação das ações da empresa.
Redes sociais. A
insatisfação dos clientes se tornou uma dor de cabeça maior para empresas de
todos os setores com a popularização de redes sociais em todo o mundo.
O ato de reclamar de
um serviço ou produto ruim para um amigo pode agora alcançar centenas de
pessoas com um único comentário no Facebook, por exemplo.
"Tudo o que uma
empresa gastou em marketing para construir uma marca pode ser arranhado por um
único consumidor insatisfeito", diz a consultora e professora de marketing
digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Sandra Turchi.
De acordo com Sandra,
a solução é tentar prevenir que uma enxurrada de críticas ou uma única
reclamação contra determinada empresa ganhe força na internet.
"As empresas
investem muito em campanhas para atrair novos clientes. Mas, às vezes, perdem
um novo consumidor porque deixaram uma queixa no 'Reclame Aqui' sem resposta na
primeira página do resultado da busca pela marca no Google", explica
Sandra.
Prevenção. Para
evitar que o dano à imagem chegue ao caixa da empresa, muitas companhias
passaram a direcionar parte de seu orçamento de marketing para monitorar sua
imagem em redes sociais.
O atendimento, em
geral, é feito por agências especializadas em mídias digitais, munidas de
equipe e softwares focados em identificar e responder qualquer comentário feito
por um internauta sobre uma marca nas redes sociais.
O publicitário
Gabriel Borges, presidente da agência Ampfy, afirma que muitos de seus clientes
só começaram a pensar em uma estratégia de comunicação para redes sociais
depois que viram um volume crescente de reclamações contra a empresa na
internet.
"O problema
força a empresa a olhar para a rede social. Depois, muitas percebem que há uma
oportunidade enorme de trabalhar sua marca neste canal", afirma Borges.
Só na Ampfy há quatro
softwares diferentes vasculhando a web para encontrar qualquer comentário sobre
as marcas nas redes sociais.
A empresa também tem
um sistema que identifica até 30 padrões de frustração do cliente para criar
uma resposta adequada para cada problema.
Quem reclama de um
produto com defeito, por exemplo, recebe um atendimento diferente em relação ao
consumidor que fala mal do atendimento que recebeu em uma loja.
Toda essa estrutura,
obviamente, é uma despesa a mais para o orçamento das empresas. Vale a pena?
Depende de quanto custa perder um novo ou velho cliente, afirmam analistas.
A Funprint, de
Rodrigo Pluciennik, criou novo serviço para imprimir fotos do Instagram.
O usuário compra
créditos no 'picdelivery.com' e põe a hashtag #funprint nas fotos que deseja
receber em casa. É uma forma de voltar da viagem e já ter os bons momentos
gravados em papel.
FedEx amplia área no país de olho em lojas on-line
Valor 29.04.2013 -
"O comércio eletrônico é uma das áreas de maior oportunidade, podemos
suprir a demanda desse setor [por espaço para estocar produtos]", diz
Vera, da FedEx.
Após a aquisição da
Rapidão Cometa, em maio de 2012, a americana FedEx Express, uma das maiores
empresas de transporte aéreo de cargas do mundo, vai dar continuidade ao seu
plano de expansão no Brasil com a inauguração de três instalações para aumentar
a sua capacidade de atendimento no país. O investimento, porém, não foi
divulgado.
Até junho deste ano,
a FedEx Express vai abrir dois novos centros de distribuição. Um deles está
localizado em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. O segundo empreendimento
está em Cabo do Santo Agostinho (Pernambuco). Há um terceiro investimento, uma
nova estação de entrega e coleta de remessas no bairro de Santo Amaro, zona sul
de São Paulo.
Juntas, as três
unidades somam 50 mil metros quadrados, ou o equivalente a um aumento de 7% na
área total instalada da FedEx no país, de 720 mil metros quadrados. "Esse
foi um passo muito importante para a gente fazer um portfólio com todas as
soluções para atender as necessidades das empresas brasileiras", afirmou a
gerente sênior de operações da FedEx Express, no Brasil, Vera Lucia Barbosa
Lima.
Segundo a executiva,
os novos centros de distribuição da FedEx podem funcionar como um estoque para
empresas de diversos setores. "O comércio eletrônico é uma das áreas de
maior oportunidade, podemos suprir a demanda desse setor", disse Vera.
Segundo ela, uma
empresa de varejo on-line pode se concentrar apenas na venda de seus produtos,
enquanto a FedEx faz a administração das mercadorias nos centros de distribuição
e a entrega na casa do cliente.
O novo centro de
distribuição da FedEx em Guarulhos tem 18,2 mil metros quadrados de área
construída. A instalação em Pernambuco, por sua vez, conta com 30 mil metros
quadrados.
Com a compra da
Rapidão Cometa, que em junho de 2014 passará a se chamar FedEx, a empresa
americana passou a ter 50 filiais no país, 145 pontos de distribuição, 84
centros autorizados da FedEx e em torno de 9,5 mil funcionários. Na época, a
negociação chamou a atenção porque a Rapidão, em termos de infraestrutura, é
muito maior do que a própria FedEx. O valor do negócio não foi revelado.
No dia 11 de abril, a
FedEx anunciou outra negociação, em linha com seu objetivo de se tornar uma
empresa não só de transporte aéreo de cargas, mas também de entregas marítimas
e de soluções de logística. A empresa anunciou uma associação com a Portlink
Logística Multimodal, de Santa Catarina.
A Portlink,
especializada em transporte marítimo de cargas, passa a usar a marca FedEx
Trade Networks, o braço de logística do grupo americano. A parceria não
envolveu troca acionária, mas essa possibilidade não está descartada no futuro.
Os últimos dados
financeiros disponíveis da FedEx Express mostram que a companhia teve receita
total de US$ 6,7 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2013, encerrado
em fevereiro - o ano fiscal da FedEx começa em junho e termina em maio. Esse
resultado representou um aumento de 2% em relação aos US$ 6,5 bilhões de igual
período de 2012. No acumulado dos nove primeiros meses, a receita total da
FedEx ficou em US$ 20,1 bilhões, o que representou um crescimento de 2% ante os
US$ 19,7 bilhões do mesmo período anterior.
Portfolio-Penguin
Folha 29.04.2013 - A
pergunta é cada vez mais relevante para o próprio universo dos livros de
negócios no Brasil, que assiste a uma disputa crescente pelo mercado e a
chegada ao país de um importante competidor internacional.
Principal divisão de
livros de negócios da editora mais conhecida do mundo, a Penguin, o selo
Portfolio desembarca de olho numa fatia de um dos segmentos que mais crescem no
mercado editorial brasileiro.
Adam Zackhein,
publisher da Portfolio, selo de negócios da Penguin que chega ao Brasil
De acordo com dados
levantados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o setor de
livros de administração, economia e negócios teve expansão de 50% de 2011 para
2012. De um ano para o outro, o mercado cresceu o equivalente a 2 milhões de
livros.
"Há dois anos
descobrimos que o Brasil era um dos maiores compradores de títulos de economia
e negócios das editoras americanas e vimos aí uma oportunidade", diz o
publisher do Portfolio-Penguin, Matinas Suzuki Jr.
O novo selo, que será
lançado amanhã, em evento fechado em São Paulo, marca a entrada da editora Companhia
das Letras no segmento de
negócios.
O Portfolio-Penguin
estreia com dois títulos, o volume "Os Limites do Possível", primeira
coletânea de ensaios do economista André Lara Resende, um dos formuladores do
Plano Real, e "Clique: como Nascem as Grandes Ideias", do empresário
norte-americano Frans Johansson.
Entre os 14 demais
títulos já anunciados estão os próximo livros de Alan Greenspan, ex-presidente
do Fed -o banco central americano-, e de Alvin Roth, Prêmio Nobel de Economia
de 2012, além de obras como "A História do Twitter", do jornalista
norte-americano Nick Bilton.
Tecnologia:Projetos
como este, que relacionam tecnologia e negócios, devem ter um espaço
privilegiado no Portfolio-Penguin, seguindo uma tendência já experimentada com
sucesso pela Companhia das Letras, com obras como a biografia de Steve Jobs.
"A tecnologia
assumiu um papel totalmente central no universo dos livros de negócios",
opina Adrian Zackhein, que criou o selo em 2001 nos Estados Unidos e atua como
seu publisher.
O editor, que virá ao
Brasil para o lançamento, afirma que tal como nos demais países onde o
Portfolio foi lançado, Inglaterra e Índia, a programação daqui independe da
casa americana.
"O negócio do
livro tem um aspecto global, mas tem outro igualmente importante, que é local.
Não adianta implementar um selo de sucesso de um país em outro. Ele pode não
atender às demandas daquele lugar."
A observação de
Zackhein não indica necessariamente um catálogo de autores brasileiros. Dos 16
títulos iniciais já anunciados, só dois são "made in Brazil": o de
Lara Resende e o volume "Empreendedores Criativos (à Brasileira)", da
jornalista Mariana Castro. "Queremos aumentar a lista de brasileiros e já
estamos trabalhando em outros projetos nacionais", diz Suzuki Jr.
Os demais livros, estrangeiros,
foram selecionados por ele e pela editora do selo, Thais Pahl, nos catálogos de
diversas editoras internacionais, não só as da Penguin, grupo com o qual a Companhia
das Letras se associou no final de 2011.
"O maior ganho
da nossa aproximação com as Portfolios americana e inglesa é o
aprendizado", diz Pahl, que afirma que cerca de 90% do catálogo inicial
será composto de livros que ainda não foram nem lançados no mercado
internacional.
Ela projeta lançar
cerca de dez títulos novos por ano, a mesma média de editoras fortes no ramo,
como duas das atuais líderes dos rankings de mais vendidos, Sextante e Gente
(leia texto ao lado).
A parceria com o selo
americano não envolve, num primeiro momento, o contraponto da publicação de
brasileiros no exterior.
"Levo em conta a
maneira como a economia brasileira está crescendo e a quantidade de inovação e
empreendedorismo no país. Com o tempo, autores brasileiros ganharão mais voz no
cenário internacional", diz Zackhein.
PanAmericano leva carteira do Cruzeiro do Sul por R$ 351 mi
Exame 29.04.2013 -
Com transação, banco pretende reforçar sua posição nos segmentos de cartões de
crédito e crédito consignado.
Banco PanAmericano
anunciou a compra de carteira de cartão de crédito consignado do Cruzeiro do
Sul, que foi liquidado no ano passado
Na noite de sexta, o
banco PanAmericano anunciou a compra da carteira de cartão de crédito
consignado do banco Cruzeiro do Sul, que foi liquidado pelo Banco Central em
setembro do ano passado. Fechada por um lance de 351 milhões de reais - 1
milhão de reais acima do valor mínimo preestabelecido no leilão -, a transação
dará ao PanAmericano os direitos sobre cerca de 471.000 cartões emitidos, sendo
321.000 ativos.
Em fato relevante, o
PanAmericano afirmou que essa será uma oportunidade de reforçar sua posição nos
segmentos de cartões de crédito e crédito consignado. No balanço de 2012, o
banco informou ter encerrado o ano com uma carteira de 1,8 bilhão de reais em
crédito consignado.
Agora, o PanAmericano
acrescenta outros 350 milhões de reais a essa base. Além disso, passa a ter
acesso aos 237 convênios com órgãos públicos fechados pelo Cruzeiro do Sul,
além de outros sete com empresas do setor privado.
Santander não esteve à venda na minha gestão, diz Portela
Exame 29.04.2013 - Executivo
falou com a imprensa pela última vez como presidente das operações brasileiras
do banco. Marcial Portela, do Santander: executivo apresentou seus últimos
números como presidente da operação brasileira.
O Santander Brasil
apresentou lucro 14,4% menor no primeiro trimestre do ano na comparação com o
mesmo período do ano passado, somando 1,5 bilhão de reais. O resultado foi
apresentado um dia depois de Marcial Portela renunciar ao cargo de presidente
do banco no país. A saída do executivo, no entanto, há meses já estava sendo
negociada na instituição financeira e trata-se de um movimento planejado muito
tempo atrás.
“Estou contente com
tudo que temos feito no mercado brasileiro e estou deixando o banco em uma
situação muito positiva. Sobre as especulações de que o Santander esteve à
venda no Brasil, posso garantir que durante a minha gestão não teve conversa
nenhuma sobre isso. Nem houve oferta de compra”, afirmou o executivo, que falou
pela última vez com a imprensa, nesta quinta-feira, como presidente do banco no
país. Portela vai ocupar a função de presidente do conselho do banco no Brasil.
Portela admitiu que o
contrário, no entanto, chegou a acontecer. “O Santander no Brasil está
acostumado a comprar ativos e tivemos algumas oportunidades durante os três
anos que estive como presidente do banco. Tivemos chance no ramo de seguros e
sempre que tiver alguma oportunidade, o Santander vai continuar analisando”,
disse.
O Santander nomeou,
como o novo executivo-chefe do banco no Brasil, Jesús Zabalza, que ocupava o
cargo de diretor-geral da divisão do grupo para a América. O executivo
desempenhou cargos executivos em diferentes entidades bancárias espanholas
(BBV, Argentaria, La Caixa) e, desde 2002, está na função que ocupava antes de
ser nomeado presidente.
Resultados: O Brasil
responde por 26% das operações do Santander no mundo – é a maior na comparação
com outros mercados em que o banco está presente. No primeiro trimestre do ano,
o lucro do banco cai 14,4%, totalizando 1,5 bilhão de reais. Segundo Portela, a
inadimplência maior foi uma das principais razões da queda dos ganhos no
período.
A carteira de crédito
do banco cresceu 8,3% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano
passado, totalizando 256,2 bilhões de reais. O montante, no entanto, ficou
estável em relação ao trimestre anterior. “Nossa carteira deve crescer entre
10% e 15% neste ano, o ideal é que aumento pelo menos 10%”, disse Portela.
A inadimplência do
banco acima de 90 dias cresceu 1 ponto percentual no período, chegando a 5,8%. Com
o índice maior, as despesas de PDD do Santander também cresceram no primeiro
trimestre, totalizando 3,3 bilhões de reais. Já as despesas gerais caíram 5,8%
na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 3,8 bilhões de
reais.
BB Seguridade cai quase 3% em dia de estreia na Bovespa
Reuters 29.04.2013 -
As ações da BB Seguridade operavam em queda de quase 3 por cento na Bovespa
nesta segunda-feira, dia de estreia da empresa de seguros e previdência do
Banco do Brasil na bolsa.
Às 10h27, o papel
cedia 2,88, para 16,51 reais, abaixo dos 17 reais definidos na precificação da
oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
O IPO da BB
Seguridade é a maior estreia na bolsa paulista desde outubro de 2009. O giro
financeiro da operação chegou a perto de 11,5 bilhões de reais.
Após saneamento, GS mira novos negócios
Valor 29.04.2013 -
Membiela (à esq.) e Oliveira (à dir.), da GS Inima: empresa prevê receita de R$
2 bi em 2020, dos quais 40% do Brasil.
Com o saneamento como
porta de entrada no país, o grupo sul-coreano GS, com faturamento da ordem dos
US$ 35 bilhões em 2012, tem planos de fincar o pé no Brasil. Após comprar os
ativos de meio ambiente da espanhola OHL ao fim de 2011 por meio da subsidiária
de engenharia e construção, a GS E&C, a empresa caminha em direção à sua
internacionalização. Se os recursos estão escassos na Europa, as companhias
asiáticas seguem com disposição para investir e desenvolver outros mercados.
Com planos traçados
para a chamada visão 2020, a GS E&C pretende estar entre as dez primeiras
empresas mundiais do seu setor em sete anos. Atualmente, a divisão fatura US$
8,3 bilhões. Por enquanto, a meta está concentrada no desenvolvimento de
negócios de saneamento, para depois partir para projetos industriais, como
refinarias, plantas petroquímicas e centrais nucleares, e, posteriormente, para
projetos voltados a médio e longo prazo de infraestrutura urbana, como portos.
"Queremos fazer
uma implantação global e aproveitar as oportunidades para construção usando a
Inima como plataforma para desenvolver outros negócios", diz o
diretor-geral da GS Inima Environment, holding espanhola da GS E&C, José
Antonio Membiela.
Na divisão de meio
ambiente, as prioridades do grupo GS estão na criação de negócios, como geração
de energia com queima de resíduos; na gestão plena de água e esgoto; na
expansão dos mercados no Brasil (onde só opera no Estado de São Paulo) e no
exterior; e na compra de ativos.
O mercado doméstico
representa hoje 40% da carteira de negócios de saneamento do grupo. A GS Inima,
empresa voltada ao segmento de meio ambiente, chegou a negociar a compra de uma
fatia da brasileira CAB Ambiental, com a oferta mais agressiva ao grupo Galvão,
o acionista controlador, mas a transação fracassou na etapa final.
Segundo Membiela, a
companhia tem R$ 550 milhões em caixa para aquisições. No ano passado, a GS
Inima faturou € 144,1 milhões e a expectativa é elevar o montante para € 375
milhões em 2013. Para 2020, a projeção de receita está em R$ 2 bilhões (€ 765
milhões), sendo 40% do Brasil. "Os mercados emergentes são os mercados
estratégicos", diz o executivo espanhol.
Além do Brasil, a GS
Inima opera hoje na Espanha, no Chile, no Peru, no México, nos Estados Unidos,
na Argélia, em Portugal e na China. No fronte doméstico, a atuação se resume ao
setor de tratamento de esgoto nas cidades paulistas de Ribeirão Preto, Mogi
Mirim, Campos do Jordão, São José dos Campos e Sertãozinho.
O diretor da holding
espanhola diz que a meta é aumentar as operações para contar com a gestão
completa de saneamento, o que também inclui a operação de plantas de tratamento
de lixo para a geração de energia, projetos de dessalinização e recuperação de
solos contaminados. "Vemos uma janela de investimento muito importante nos
próximos oito a dez anos", afirma Membiela.
Para atingir seu
plano de negócios, a GS Inima enxerga a necessidade de adquirir ativos no país,
ainda que sejam de menor porte, o que é comum no setor de saneamento.
"Estamos estudando ofertas individuais e atentos a qualquer oportunidade
para fazer a expansão", diz o diretor-presidente da unidade brasileira da
GS Inima, Paulo Roberto de Oliveira.
Membiela frisa,
contudo, que o grupo não se interessa em participações minoritárias, como a
eventual compra de uma representação na empresa fluminense de saneamento Cedae.
"Não nos interessa entrar com uma participação menor, a princípio. Não
somos investidores, queremos comprar para ficar", afirma.
A companhia permanece
de olho nas parcerias público-privadas (PPPs) em desenvolvimento pela Copasa
(MG), Corsan (RS) e Cesan (ES) e também analisa a possibilidade de uma nova concessão
no Rio de Janeiro, nos mesmos moldes da chamada Área de Planejamento 5 (AP-5),
que engloba a coleta e o tratamento de esgoto de 21 bairros.Na área de geração
de energia a partir da queima do lixo no Brasil, as atenções da GS Inima estão voltadas
a um projeto desenvolvido pelo governo de Minas Gerais que, segundo Oliveira,
será finalizado neste ano para o lançamento da licitação de dois lotes de PPPs.
O grupo já tem experiência nessa área com plantas na própria Coreia do Sul, em
Cingapura e em outros mercados.
De acordo com o
executivo espanhol, para o projeto ser atrativo financeiramente, ele precisa
processar ao menos 250 toneladas de resíduos ao dia e necessita de uma
contrapartida do governo. Companhias como Sabesp (SP) e Sanepar (PR) também já
manifestaram o interesse na exploração de projetos de geração de energia via
tratamento térmico de resíduos sólidos.
Ainda que estejam
dando todo o suporte para que a GS Inima aumente as operações na Ásia, Europa,
América e África, os sul-coreanos têm mantido a autonomia das operações
regionais. As unidades seguem sob o comando de diretores locais e com as mesmas
estratégias de atuação. A diferença ficou com o respaldo financeiro.
Tarpon pode comprar parte do grupo Farm e Animale
Exame 29.04.2013 -
Segundo Valor Econômico, gestora está procurando investimentos estratégicos no
Brasil. Desfile da grife Animale na SPFW Verão 2014.
A gestora de recursos
Tarpon pode comprar parte das operações do grupo de moda Farm e Animale, que pertence aos empresários
Roberto Jatahy e Marcello Bastos. As informações são do Valor Econômico, desta
sexta-feira.
De acordo com a
reportagem, as negociações já estão em fase avançada. Com a parceria, as grifes
querem ampliar seu projeto de expansão de abertura de lojas, disse o jornal.
Conforme antecipado
pela revista EXAME, edição 1019ª, em
meados do ano passado, o grupo contratou
a butique de fusões e aquisições G5 para buscar interessados em comprar uma fatia
do negócio.
Ainda segundo o
Valor, a companhia está avaliada em 1 bilhão de reais e, além da Farm e
Animale, possuem outras marcas em seu portfólio, algumas ainda em fase de
incubação.
A Tarpon é famosa no
mercado por investir em empresas de moda no Brasil. A gestora já apostou, por
exemplo, na Arezzo, Hering, Marisa e
Morena Rosa.
Cade aprova compra de 24,5% da MPX por empresa alemã
Exame 29.04.2013 -
Anunciado no fim de março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão. Com a operação, a
participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike
Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.
A Superintendência
Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem
restrições, a compra de mais 24,5% da MPX do empresário Eike Batista pela
companhia alemã E.On AG.
Anunciado no fim de
março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão.
Com a operação, a
participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike
Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.
Para acompanhar o Ibovespa, fundos ampliarão fatia na OGX
Valor 29.04.2013 - A
partir desta semana, por conta da entrada em vigor da nova carteira teórica do
Ibovespa, os fundos passivos, que replicam a carteira do principal índice da
bolsa paulista, vão se transformar no segundo maior bloco de acionistas da OGX
Petróleo e Gás depois de seu controlador, Eike Batista. A avaliação está em
relatório da equipe de análise do Credit Suisse, preparado por Lucas Mello.
Os fundos passivos
não serão grandes acionistas da empresa porque assim desejam, mas porque serão
obrigados a acompanhar o aumento do peso da ação no Ibovespa. Passarão a
conviver, ainda que por pouco tempo, mais de perto com os especuladores que têm
dominado a negociação com o papel da petroleira nos últimos tempos. Esse quadro
sugere alta instabilidade para o Ibovespa.
A cada quatro meses,
o Ibovespa passa por um rebalanceamento e a bolsa divulga uma nova carteira
teórica de ações.
Nessa renovação, a questão
principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a
liquidez. A bolsa faz um cálculo do chamado índice de negociabilidade de cada
ação, que se baseia no volume e no número de negócios fechados com ela num
período de 12 meses. A partir do dia seguinte em que a carteira entra em vigor,
o peso de cada papel no índice vai oscilar em função da performance das ações a
cada pregão, até que venha o novo rebalanceamento.
Esse prazo mais longo
do índice de negociabilidade faz com que ele apresente um comportamento muito
mais estável do que o dos preços das ações. Em função disso, se uma ação da carteira
tem uma desvalorização muito forte durante o quadrimestre, na próxima renovação
do índice a tendência é que ela mantenha o peso dado pelo rebalanceamento
anterior; no entanto, o número de ações dessa companhia que serão equivalentes
a esse peso será necessariamente maior, em função do preço menor do papel.
Nos últimos tempos,
as ações que conseguem atender os critérios do índice têm sido de empresas de
maior porte e com negócios mais estáveis e que não apresentaram oscilações
drásticas. Dessa forma, nos quatro meses em que uma carteira vigora até o seu
próximo rebalanceamento, as variações de pesos das ações têm sido mais pontuais
do que relevantes. Não foi o que aconteceu com a OGX no último quadrimestre.
Devido a toda a
especulação envolvendo a credibilidade e a saúde financeira de Batista, do
Grupo EBX e em particular das ações da petroleira, o giro dos negócios com a
empresa em número de ações cresceu muito. Hoje, Batista concentra 61,09% das
ações da empresa e 38,91% do capital que circula no mercado. Nas últimas
semanas, a OGX tem negociado, diariamente, perto de 10% de seu "free
float" - na média, é possível afirmar que o percentual para as outras
empresas ronda 1%. Como afirma um operador que prefere não ser identificado,
não seria exagero dizer que, ultimamente, a cada 10 dias, o "free
float" da empresa troca de mãos. Os especuladores, que não olham para os
fundamentos, mas apenas para uma possibilidade de alto risco de ganho de curto
prazo, dominaram o papel.
Nessa renovação, a
questão principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a
liquidez
Em janeiro, quando a
primeira carteira do Ibovespa de 2013 entrou em vigor, o peso de OGX era de
5,02% e a ação valia R$ 5.
Conforme as contas do
analista do Credit Suisse - que levam em consideração os números até o pregão
de 22 de abril, quando a OGX era cotada a R$ 1,61 - de lá para cá o Ibovespa recuou
perto de 13%, enquanto a queda da OGX foi de 68%. Pelo fato de a queda da ação
ter sido muito maior do que a queda do índice, o peso da OGX na carteira veio
diminuindo até alcançar 1,8% na carteira válida em 22 de abril.
Em razão da alta
quantidade de negócios, e da estabilidade característica do índice de
negociabilidade da bolsa, a ação continua a atender os critérios do índice e,
no novo portfólio, que entra em vigor no primeiro pregão de maio, a OGX terá
novamente um peso de 5,03% no Ibovespa.
Isso obriga os fundos
passivos a elevar sua exposição atual ao papel para acompanhar a modificação no
índice, de 1,8% para os 5%. Nas contas do Credit Suisse, levando em
consideração a cotação de 22 de abril, isso equivale dizer que os gestores
desses fundos terão de comprar nos primeiros pregões de maio 157,77 milhões de
ações da OGX ou 12% do "free float" da companhia. Na teoria, isso
representaria uma forte tendência de alta para os papéis na próxima semana, no
entanto, diante da quantidade de notícias desencontradas sobre o grupo, o mercado
se mostra cético também em relação a isso.
Se nos próximos
pregões de abril a ação cair, maior a quantidade de ações que terá de ser
comprada para o rebalanceamento. O inverso vale se a ação subir. Por serem
obrigados a fazer a compra, a fatia dos fundos passivos no "free
float" da OGX vai aumentar significativamente, aponta o Credit Suisse.
Ao valor de R$ 1,61,
eles alcançarão 7,3% do capital total da companhia e 18% do "free
float". Nenhuma outra ação do Ibovespa estará tão concentrada nas mãos dos
fundos passivos, avaliam os analistas do banco. De acordo com informações de
mercado, na média, esses fundos passivos concentram entre 2% e 4% do "free
float" das empresas.
Por conta do maior
peso no novo índice, logo nos primeiros dias após a sua vigência, se essa ação
cair ou subir acentuadamente, maior será sua influência para a performance do
Ibovespa, que fica mais exposto à instabilidade da petrolífera de Eike.
Desde janeiro essa
ação, sozinha, respondeu por uma queda de cerca de 3% no Ibovespa. Também é de
se esperar que, ao longo dos próximos quatro meses, esses fundos passivos
vendam as ações, o que pode contribuir para uma nova desvalorização dos papéis.
Os papéis da
petrolifera fecharam o pregão da BM&FBovespa na sexta-feira com alta de
8,93%, cotados a R$ 1,83.
'Minha Casa' terá subsídio para linha branca
Valor 29.04.2013 - A
presidente Dilma Rousseff anunciará no 1º de Maio, Dia do Trabalho, o subsídio
do governo federal à compra de eletrodomésticos pelos beneficiados do Minha
Casa, Minha Vida. A presidente, que tentará a reeleição no ano que vem, quer
que essa se transforme numa das principais realizações de seu governo, uma
espécie de segunda etapa do programa de habitação popular.
Os detalhes do
programa ainda estão sendo finalizados, mas a ideia é que o subsídio varie de
acordo com a faixa de renda do comprador. A aquisição de fogão, geladeira e
máquina de lavar roupas deve ser oferecida no momento em que o mutuário fizer o
contrato de financiamento do imóvel, de tal forma que a casa será entregue já
com os eletrodomésticos incluídos.
Devem ser usadas as
mesmas três faixas de renda que servem de parâmetro para o Minha Casa, Minha
Vida. Famílias com renda até R$ 1,6 mil recebem a maior parte do subsídio
federal para aquisição de imóveis e devem pagar menos pelos eletrodomésticos.
Há uma faixa intermediária, cuja renda máxima é de R$ 3.275, e os que recebem
até R$ 5 mil por mês.
A intenção do governo
é oferecer uma linha de financiamento aos mutuários. O Tesouro Nacional,
segundo apurou o Valor, vai equalizar as taxas de juros para que a população de
mais baixa renda tenha condições de comprar esses bens. O valor do subsídio
ainda está sendo definido.
A Caixa Econômica
Federal já oferece esse tipo de empréstimo aos mutuários do Minha Casa, Minha
Vida, mas a avaliação do governo é que a taxa de juros cobrada na operação
ainda é muito elevada para o público atendido pelo programa. Daí a necessidade
de equalização pelo Tesouro Nacional.
Atualmente, o
MóveisCard financia até R$ 10 mil a quem tem contratos do Minha Casa, Minha
Vida. As taxas de juros variam de 0,9% a 1,5% ao mês. O tomador tem até 60
meses para pagar e prazo de até dois meses após a assinatura do contrato para
adquirir os eletrodomésticos nas lojas credenciadas pela Caixa.
Além de oferecer um
benefício extra aos mutuários, o governo também vê a chance de estimular a
produção de linha branca. O setor opera hoje com uma redução na alíquota do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que deveria subir em junho,
embora haja sinais de que o governo vá estender o incentivo até o fim do ano,
congelando-o, como fez para os automóveis.
Há duas semanas, a
Caixa anunciou a disposição do governo de pagar pela colocação de piso nas
unidades financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Além do banheiro e da
cozinha, que já vinham com cerâmica instalada, o proprietário do imóvel poderá
escolher entre três tipos diferentes de revestimentos para os demais ambientes
da casa, além das áreas comuns dos edifícios.
A Caixa explicou que
o contratos dos imóveis em construção serão aditados, enquanto aqueles já
entregues passarão por vistoria, quando o morador poderá indicar a opção pelo
piso.
O anúncio oficial
dessas medidas será feito pela presidente Dilma Rousseff no pronunciamento
oficial do Dia do Trabalho. Parte do pacote de boas notícias que o governo
preparava para essa data acabou tendo que ser antecipado. Foi o caso, por
exemplo, da desoneração da cesta básica.
A estratégia de
marketing do governo tem feito uso dos pronunciamentos oficiais para que a
presidente possa anunciar boas notícias para os eleitores. Foi assim quando o
governo decidiu reduzir as contas de energia elétrica, e também no Dia
Internacional da Mulher, quando a presidente tratou do corte de impostos sobre
alimentos e medidas de defesa do consumidor.
Via Varejo deve ser destaque do balanço do GPA
Valor 29.04.2013 -
Analistas esperam que, sob o comando de Ramatis, melhorias já sejam vistas. Nos
resultados do primeiro trimestre do ano do Grupo Pão de Açúcar (GPA), a maior
rede de varejo alimentar da América Latina, o destaque do período deve ser o
braço de comércio de produtos eletroeletrônicos da companhia. Relatórios de
analistas preveem crescimento na margem operacional da Via Varejo (formada da
união de Casas Bahia e Ponto Frio), redução mais consistente das despesas
operacionais e uma melhora considerável no lucro líquido. Analistas aguardam
sinais de que a mudança no comando da empresa, no fim de 2012, tenha trazido melhorias
para a operação já no início de 2013.
O período de janeiro
a março foi o primeiro trimestre da Via Varejo sob o comando de Antonio Ramatis
Rodrigues, executivo que foi indicado para o cargo pelo GPA e é substituto de
Raphael Klein, da família Klein, fundadora da Casas Bahia.
"Achamos que as
expectativas que têm sido montadas nas últimas semanas em relação à Via Varejo
podem se tornar realidade caso o corte de custos seja agressivo, nas mesmas
escalas observadas no quatro trimestre de 2012", escreve em relatório
Richard Cathcart, analista do Banco Espírito Santo (BES), ao citar que as
recentes elevações no preço das ações preferenciais do GPA na bolsa poderiam
refletir um efeito positivo de mudanças na Via Varejo.
Para o período de
janeiro a março, segundo média de previsões de analistas dos bancos Itaú BBA,
Deutsche Bank, Espírito Santo e Ágora Corretora, a margem Ebitda estimada
atinge 5,4% para a Via Varejo - alta de 0,6 ponto sobre o ano anterior -, e
7,3% para o GPA Alimentar, leve queda em relação a 2012 (7,4%). Em relação ao
lucro líquido, as estimativas são agressivas para a Via Varejo, com o Itaú BBA
prevendo valor de R$ 83,2 milhões, alta forte de 462% sobre o mesmo período do
ano anterior.
Para o GPA Alimentar,
o aumento médio no lucro previsto é de 6%. Ao se considerar todo o grupo
varejista (alimentos e eletrônicos), a alta média no lucro estimado é de 57%,
alcançando R$ 261 milhões de janeiro a março. Os resultados de vendas já foram
divulgados em anúncio da empresa semanas atrás. Segundo o material, a receita
líquida de Via Varejo subiu 9,3% e de GPA Alimentar, 10,9%.
Na avaliação da
equipe de análise do Deutsche Bank, é esperado para o grupo (somando alimentar
e eletroeletrônico) "um crescimento modesto no consolidado de margem
operacional, com Via Varejo continuando a mostrar alguma melhora, enquanto a
margem de alimentação mantém uma certa estabilidade", escreve a analista
Renata Coutinho. Para ela, os ganhos operacionais do grupo virão de um esforço
para reduzir despesas (o que pode ser um desafio, ressalta ela), por meio de
ganhos de sinergias do negócio de eletroeletrônicos, que ainda tem sido obtidas
três anos após o anúncio da fusão de Ponto Frio e Casas Bahia. O banco orienta investidores
a manter a ação na carteira.
Para a operação de
Via Varejo, a analista do Deutsche reforça um contraponto: a margem bruta pode
ser impactada por agressivas campanhas e promoções que devem elevar o tráfego e
gasto médio no trimestre. Mas esse impacto pode ser "mais que"
compensando por ganhos de eficiência operacional, levando a uma margem Ebitda
na Via Varejo de 5,6% (0,8 ponto acima do primeiro trimestre do ano passado). Para
o GPA Alimentar apesar do impacto positivo das vendas da Páscoa e do desempenho
do Assaí e do Minimercado Extra, a margem Ebitda esperada atinge 7,3%, em linha
com 2012.
A questão dos efeitos
da rede de atacado (Assaí) nos resultados do grupo também é citada pela equipe
de análise do Itaú BBA, formada por Juliana Rozenbaum e Vitor Paschoal.
"Espera-se uma ligeira queda na margem bruta [de GPA Alimentar],
principalmente devido à maior participação de Assaí no mix de vendas",
relata. "Para Via Varejo, esperamos uma estabilização da margem bruta no
período, apesar do ambiente competitivo ainda feroz. Os ganhos de sinergia
[ainda resultado da fusão] provavelmente vão gerar um ganho de 0,6 ponto
percentual na margem Ebitda [atingindo 5,4%]".
O Banco Espírito
Santo espera um desempenho "robusto" para o GPA Alimentar, com
margens estáveis. "Vemos o negócio de alimentos como o melhor colocado entre
os três grandes no Brasil para tirar vantagem das mudanças estruturais que
ocorrem no mercado e no comportamento do consumidor, e pensamos que a Via
Varejo tem uma oportunidade significativa para melhorar as margens no curto
prazo", afirma Richard Cathcart. "Por essas razões que permanecem
positivas no grupo, mantemos nossa recomendação de compra [do papel]."
A Sial Brazil, filial da empresa francesa líder em eventos de alimentação, compra a Expovinis brasileira
IstoéDinheiro
25.04.2013 - O assunto mais comentado na Expovinis, a maior feira de vinhos da
America Latina, não eram as centenas de vinhos degustados, mas a venda do
evento, que está em sua 17a. edição, para a Sial Brazil. Filial da gigante Sial
francesa, que promove um dos maiores eventos de alimentos e bebidas do mundo,
em Paris, a Sial brasileira já realiza uma feira na área de alimentação em São
Paulo, que leva seu nome e acontece junto com a Fispal Food Service,
tradicional feira voltada para a alimentação fora de casa.
O valor do negócio
não foi divulgado. E a principal razão da venda é levantar recursos para a
Exponor, empresa portuguesa focada em feiras e negócios. Na ideia dos novos
donos está profissionalizar mais o setor de vinhos e crescer com o evento, que
atualmente conta com 400 expositores e 11 mil visitantes.
É esperar 2014 para
saber das mudanças, já que a edição de 2013 termina hoje, às 20 horas, no
pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.
Empresas reclamam e governo modifica código de mineração
Setorial Energia News
29.04.2013 - Diante da chiadeira das empresas, o governo promoveu mudanças de
última hora nas discussões do novo código de mineração, que poderá sair por
medida provisória. Além de desistir da cobrança de participações especiais em
jazidas com alta produtividade, a alíquota máxima dos royalties será de 4% e
fixada em lei, em vez do limite de 6% inicialmente definido. Com isso, a ideia
é evitar uma situação de instabilidade no setor, com um risco permanente de que
picos de preço no mercado internacional de commodities metálicas se revertam em
uma dose adicional de tributação sobre as mineradoras.
"Retrocedemos em
algumas questões, por ponderações do próprio setor", disse o ministro de
Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Valor. Ele mesmo tomou a
iniciativa de citar exemplos. "Provavelmente não vamos mais incluir
participações especiais no novo código", afirma Lobão, referindo-se à
taxação extra de grandes jazidas, como as explorações minerais na Serra dos
Carajás (PA) e no Quadrilátero Ferrífero (MG), de forma semelhante ao que já
ocorre na indústria do petróleo e gás.
A alíquota máxima da
Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), o royalty da mineração,
vai aumentar menos do que o previsto. Hoje, a Cfem varia de 0,5% a 3%. O
minério de ferro é taxado em 2%. "Em um primeiro impulso, imaginamos um
máximo de 6%, mas agora limitamos a 4%", diz Lobão.
O limite estará
definido em lei, evitando a hipótese de que um mero decreto presidencial eleve
a cobrança, o que cria uma espécie de blindagem contra a sede de arrecadação em
momentos de preços altos no mercado internacional. "Não queremos gerar
instabilidade", justifica o ministro.
A alíquota mínima
cairá para zero. Isso permitirá a desoneração de rochas ornamentais, agregados
de construção (como argila, areia e brita) e insumos para fertilizantes
agrícolas. Com a nova política de royalties, a estimativa do governo é que o
patamar de arrecadação anual da Cfem passe para R$ 4 bilhões. Em 2012, a
compensação atingiu R$ 1,8 bilhão. A cobrança será feita pelo faturamento bruto
das mineradoras, não mais pelo líquido, mas a desistência de criação das
participações especiais e a desoneração de minérios básicos diminuíram a
perspectiva de alavancar ainda mais esses valores.
Lobão faz questão de
ponderar: "Essas são as decisões a que chegamos, mas elas podem ser
revistas até o último instante". O novo código está muito próximo de ser
anunciado pela presidente Dilma Rousseff, segundo ele, e a tendência é que o
pacote seja enviado ao Congresso por medida provisória. "A nossa
inclinação é essa, para dar mais rapidez. Se formos encaminhar como mensagem ao
Congresso, essa discussão leva dois ou três anos. Uma MP pode ser discutida
pelos parlamentares do mesmo modo."
Em um sinal de
armistício com as mineradoras, o ministro também não é mais taxativo, como foi
três semanas atrás, sobre a licitação de áreas com jazidas que já têm portarias
de lavra pedidas - com pesquisas concluídas e licenças ambientais obtidas -,
dependendo apenas de uma assinatura do próprio Lobão para iniciar sua produção.
Pelo menos 120 minas estão nessa situação, que afeta empresas como Vale,
AngloGold e Bahia Mineração.
No início de abril, o
ministro havia dito que essas jazidas não tinham nenhum direito assegurado, e
eram passíveis de entrar no sistema de licitações que será criado com o novo
código, provocando uma reação negativa das mineradoras. Agora, Lobão adotou uma
postura mais cautelosa, sem antecipar conclusões.
"Temos uma
tradição de cumprimento rigoroso da lei e dos contratos. Desejamos compensar
essas pessoas pelos esforços que elas fizeram, sem perder de vista os ditames
da nova lei. É possível que obtenham a portaria de lavra. Estamos estudando
isso para resolver a questão", afirma o ministro.
Pelo novo código, as
concessões serão dadas aos vencedores das licitações de áreas minerais por um
período de 30 anos, que poderá ser prorrogado por mais 20 anos. Hoje, a empresa
que explora uma jazida pode retirar minério enquanto durarem as reservas, sem
limite de tempo.
No pacote da
mineração, conforme já disse o ministro diversas vezes, há três projetos - ou
MPs - diferentes: um atualiza o marco regulatório em si e cria o Conselho
Nacional de Política Mineral, que definirá as áreas licitadas; o outro trata
especificamente dos royalties; o terceiro transforma o Departamento Nacional de
Produção Mineral (DPNM) em agência reguladora para o setor.
Para Lobão, o governo
não tratou do assunto a portas fechadas. Lembrou que houve reuniões com
governos estaduais, associações de municípios e entidades empresariais.
"Ninguém pode dizer que não foi ouvido", disse.
American usa ativos no Brasil para captar recursos
Valor 29.04.2013 - A
AMR Corp., controladora da American Airlines, quer obter um financiamento de
US$ 3,25 bilhões usando como garantia suas rotas e seus ativos ae oportuários
na América Latina. A medida antecede o plano da empresa de sair da concordata.
Empresas aéreas
americanas já usaram antes seus direitos de rotas internacionais e valiosos
"slots" e portões em aeroportos congestionados como garantia de
empréstimos, mas a iniciativa da American ocorre antes da completa
liberalização de voos entre os Estados Unidos e o Brasil, o mais importante
mercado da região.
A rede internacional
da American Airlines perde para as das concorrentes United Continental Holdings
Inc. e a da Delta Air Lines Inc., com exceção dos voos entre os EUA e a América
Latina, onde ela é líder de mercado.
O mercado aéreo entre
o Brasil e os EUA será completamente aberto em outubro de 2015, dando liberdade
às companhias de voar e definir preços. Uma importante restrição, porém, será o
acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Embora o
aeroporto esteja incluído no acordo de céus abertos a partir de 2015, as
autorizações de pousos e decolagens e o acesso aos portões de embarque em mãos
dos operadores atuais são uma valiosa commodity devido ao sério
congestionamento.
A AMR não citou
explicitamente Guarulhos, mas anunciou que garantias seriam provenientes de
slots, portões e rotas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador,
Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, entre outros países. Ela afirmou que pode
decidir mais tarde se também usará ativos no México e na América Central como
garantias adicionais para ampliar sua liquidez.
Instituições como
Barclays Bank PLC, Citigroup Global Markets Inc., Goldman Sachs, J.P. Morgan
Chase e Morgan Stanley já se apresentaram como interessados em fornecer o financiamento.
Por que o México é hoje o tigre asteca
Valor 29.04.2013 -
Duas décadas atrás, um influente crítico social do México proclamou que Los
Angeles era "o coração do sonho mexicano". Pedro P. concordou e
deixou para trás sua terra natal em Oaxaca para trabalhar como jardineiro no
vale de San Fernando, na metrópole californiana. Mas, depois de 14 anos
trabalhando como imigrante ilegal, Pedro, 44 anos, decidiu voltar para casa no
fim de abril, atraído por um ressurgimento econômico que tem levado alguns
analistas a rotular o México de o "tigre asteca".
Ele não está sozinho.
De acordo com o Projeto de Migração do México, a taxa de imigração ilegal de
mexicanos para os Estados Unidos está em quase zero. Em seu auge, em 1999, chegou
a registrar 55 migrantes para cada 1.000 homens mexicanos. Em 2010, caiu para 9
migrantes por 1.000 homens, um nível que não era visto desde os anos 60.
Quando o presidente
americano Barack Obama visitar o novo presidente mexicano esta semana, vai encontrar
um país muito diferente daquela imagem que muitos costumam ter. Mesmo engolfado
numa sangrenta guerra contra as drogas, o México viu sua economia crescer 4% em
2012, uma taxa que deve chegar a até 7% anualmente nos próximos anos, segundo
previsões.
Em 2012, os
investidores estrangeiros injetaram US$ 57 bilhões em ações e títulos de dívida
do país, cinco vezes mais que o valor investido no Brasil no mesmo período.
Grandes fabricantes como a Bombardier e a General Electric estão expandindo
suas operações no México e gerando empregos de remuneração alta, aproveitando a
abundância de engenheiros e outros profissionais do país.
O setor manufatureiro
está recebendo de volta inclusive operações que começaram a ser transferidas
para a China na década de 90, praticamente na mesma época em que a migração
mexicana para os EUA inchou. A média anual de salário por hora no México é hoje
de US$ 2,10, comparado com US$ 1,63 na China. Acrescente aí custos mais baixos
de transporte para o grande mercado comprador dos EUA, além da expansão do mercado
doméstico do próprio México e o atrativo econômico, é claro.
O que mais surpreende
é que a crescente sensação de que o México vive um período de virada é baseada
não só em perspectivas econômicas, mas num aumento da confiança no governo
mexicano, especialmente num momento em que os líderes eleitos de países mais
desenvolvidos parecem ter dificuldades para encontrar maneiras de lidar com
problemas de longo prazo.
Como a maioria dos
mexicanos que não deixaram o país, aqueles que trabalham no exterior há muito
desconfiam de seus políticos, especialmente os do PRI - o partido notoriamente
corrupto e autocrático que governou o México por 71 anos antes de uma transição
democrática há 12 anos. Agora, o PRI está de volta, desta vez por meio de
eleições livres e justas, e seu novo líder carismático, o presidente Enrique
Peña Nieto, promete levar o país à próxima etapa de desenvolvimento, como uma
sociedade de classe média totalmente globalizada.
Na cerimônia de posse
em dezembro, Peña Nieto se posicionou em frente aos monopolistas mais poderosos
do país, Carlos Slim Helu e Emilio Azcárraga Jean, e prometeu desmantelar seus
impérios de TV e de telecomunicações. Ele prometeu reformar o sindicato dos
professores que, de forma inacreditável, há muito tempo tem poder para
contratar professores e até mesmo transferir cargos hereditários. E prometeu
ainda "abrir" a Pemex, o abatido monopólio estatal de petróleo que se
manteve ao centro da ideologia nacionalista do México desde os anos 30.
O público presente à
posse se surpreendeu com o escopo e a especificidade do programa do novo
presidente - e com o fato de que ele estava atacando abertamente os pilares
históricos do poder do PRI. Um "pacto" de consenso com outros
partidos garantiu apoio à lista de reformas.
Seis meses depois,
Peña Nieto começou a cumprir as promessas. A presidente do sindicato dos
professores, Elba Esther Gordillo, foi presa por desfalque. Novas leis foram
aprovadas para permitir que o governo desfaça monopólios. Planos para a
abertura da Pemex estão em bom caminho, e a nova legislação é iminente.
O sucesso de Peña
Nieto não está garantido. Cortar pela raiz a corrupção e estabelecer um sistema
judiciário totalmente funcional são desafios enormes. Mas ao contrário de
muitos outros líderes de governo, ele está agindo para resolver a principal
crise dos tempos atuais: como governar uma democracia moderna de forma
eficiente, algo que, por natureza, gera discórdia e desacordo.
A força de
autocracias de um único partido como o velho PRI - ou o mandarinato moderno da
China - é a unidade de seus propósitos e sua capacidade de colocar em prática
mudanças estruturais de longo prazo. As democracias no Ocidente estão
paralisadas, incapazes de construir um consenso que as tirem da cacofonia e
multiplicidade de interesses divergentes.
O desafio para o
México e outros países será equilibrar essa impressionante capacidade
institucional com transparência e supervisão pública. Um governo eficaz é algo
bom, mas não à custa da democracia responsável.
O escritor peruano
Mario Vargas Llosa deu um rótulo ao México controlado pelo velho PRI que ficou
famoso: "a ditadura perfeita". Tinha as qualidades de uma democracia
- eleições diretas e transferência de poder a cada seis anos -, mas era governado
por um punho de ferro e pagamentos por debaixo da mesa. Agora o México tem a
oportunidade de aperfeiçoar sua democracia e servir de modelo para o mundo.
- Berggruen e Gardels
são autores do livro 'Intelligent Governance for the 21st Century: A Middle Way
Between West and East' (em tradução livre, Governança Inteligente para o Século
XXI: um meio termo entre o Ocidente e o Oriente).
Via Veneto 1
RR 29.04.2013 - A estilista belgo-americana
Diane Von Furstenberg, dona da badalada grife DVF, tem desfilado
nas passarelas do Iguatemi. As conversas com os Jereissati vão da
abertura de lojas nos shoppings do grupo até à criação de uma
joint venture para expandir a marca no Brasil.
Via Veneto 2
RR 29.04.2013 - Por falar em luxo, a Guerlain, maison francesa de perfumes e cosméticos, prepara-se para abrir sua primeira loja no Brasil. João Doria Jr., que um dia chegou a dizer "Cansei!", deve estar orgulhoso de viver em um país como este.
RR 29.04.2013 - Por falar em luxo, a Guerlain, maison francesa de perfumes e cosméticos, prepara-se para abrir sua primeira loja no Brasil. João Doria Jr., que um dia chegou a dizer "Cansei!", deve estar orgulhoso de viver em um país como este.
Ressaca da OAS
RR 29.04.2013 - Cesar Mata Pires tem certeza de que o Rio Grande do Sul não é a Costa Rica e Tarso Genro não é a presidente Laura Chinchilla. Ainda tentando se recuperar da tungada de meio bilhão de dólares que levou no país centroamericano, a OAS negocia com a gaúcha Corsan uma Parceria Público-Privada para a construção de subestações de saneamento. Tratase de um negócio menor, porém mais seguro! Oxalá!
RR 29.04.2013 - Cesar Mata Pires tem certeza de que o Rio Grande do Sul não é a Costa Rica e Tarso Genro não é a presidente Laura Chinchilla. Ainda tentando se recuperar da tungada de meio bilhão de dólares que levou no país centroamericano, a OAS negocia com a gaúcha Corsan uma Parceria Público-Privada para a construção de subestações de saneamento. Tratase de um negócio menor, porém mais seguro! Oxalá!
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