quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Azul.CA.03.11

Daily News


Lucro líquido da Duratex cai 22,5% no terceiro trimestre JCRJ 03.11.2011 - O lucro líquido da Duratex, maior fabricante de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul, teve queda de 22,5% no terceiro trimestre ante igual período de 2010, ao recuar de R$ 152,437 milhões para R$ 118,214 milhões.  A receita obtida no mercado interno, que continua a ser o principal destino das vendas, cresceu de R$ 674,534 milhões para R$ 754,725 milhões, enquanto as vendas no mercado externo subiram de R$ 28,779 milhões para R$ 35,050 milhões. No fim do terceiro trimestre, a dívida líquida da companhia era de R$ 1,197 bilhão, o que representa aumento de 27,1% em relação a período equivalente do ano passado.

Escalada dos preços das terras perde força no país  Valor 03.11.2011 - A indefinição sobre as regras para a aquisição de terras por estrangeiros no Brasil ajudou a conter o ritmo forte de alta nos preços dos imóveis rurais. Em algumas regiões houve estagnação e, pontualmente, até retração de valores, sobretudo nos "grandes" negócios em áreas maiores, acima de 3 mil hectares. No entanto, apesar desse movimento, o saldo geral em 2011 ainda é de valorização, puxada pelos negócios dos clientes tradicionais desse mercado: produtores rurais capitalizados após safra de boa rentabilidade. Nos negócios intermediados pela empresa do ramo imobiliário Commercial Properties, a retração de preços ocorreu em áreas grandes e foi acima de 10%, dependendo da região e da cultura para a qual a terra é destinada. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, tradicional polo de cana, houve negócios fechados por R$ 32 mil o hectare, 16% menos que no ano passado. Em Cascavel (PR), o preço da terra diminuiu 14%, para R$ 25 mil o hectare. Em Pouso Alegre (MG), região de cultivo de grãos, café e frutas, a queda apurada pela empresa foi de 12%; em Luís Eduardo Magalhães (BA), chegou a 19%.  Uma das poucas regiões onde a Commercial Properties apurou aumento nos preços de terras com mais de 3 mil hectares em 2011 foi na faixa que vai de Lucas do Rio Verde (MT) a Sinop (MT), onde a alta é de 32%. Em Chapadão do Sul (MS) também houve aumento, de 27%. "Intermediamos essas negociações. Temos as visões do comprador e do vendedor. Sabemos quando o dono de uma fazenda quer vender por R$ 10 milhões, mas aceita receber R$ 8 milhões porque não consegue pedir mais, sabe que o mercado perdeu liquidez", diz Aloisio Feres Barinotti, CEO da Commercial Properties. Assim, o ano de 2011, até agora, foi de relativa estagnação nos negócios de porte, foco de grandes investidores, muitos deles multinacionais ou fundos de investimentos. "Nosso portfólio, voltado para áreas superiores a 10 mil hectares, teve que se adaptar para negociar propriedades 'menores', a partir de 3 mil hectares", explica o presidente da empresa, que é associada à multinacional americana do ramo imobiliário NAI. Quem sustentou a compra e a venda de terra no país em 2011 foi a clientela tradicional, sobretudo produtores de soja, milho, algodão e cana mais capitalizados com os preços mais elevados dessas commodities. "É cultural no produtor, em ano de boa rentabilidade, comprar terra como reserva de valor", acrescenta Barinotti.
A Informa Economics FNP, que faz um levantamento que considera, em sua maior parte, áreas menores de 2 mil hectares, verificou no acumulado de 2011 um aumento nos preços das terras acima de 5%, segundo a gerente de agroenergia da consultoria, Jacqueline Bierhals. Ela observa, porém, que de fato os grandes negócios perderam liquidez e que a maior parte das operações ocorreu mesmo em áreas inferiores a 2 mil hectares. "O ano de 2011 não está paralisado, mas a liquidez está mediana. Os produtores rurais locais é que estão fechando negócios". Mas, mesmo entre as áreas menores, houve estagnação em algumas regiões, como na Bahia e em parte de Mato Grosso do Sul. "Acredito que no oeste baiano houve uma aceleração muito forte em 2009 e 2010. Agora, estagnaram por já estarem confortáveis", avalia Jacqueline. Para Barinotti, o recuo dos grandes negócios em 2011 foi, na realidade, um adiamento. Ele acredita que quando o governo definir a legislação sobre a compra de terras por estrangeiros as transações represadas voltarão à mesa. "Os investidores já se estruturaram para essa nova fase. Ajustes societários, captações de recursos e projetos já foram definidos. Vai ficar faltando só apertar o botão", afirma ele. Por isso, não é difícil prever que em 2012 os preços das grandes áreas de terras deverão voltar a subir. De olho nisso, companhias como a SLC Agrícola estão aproveitando o recuo da "concorrência" no mercado de terras para ir às compras. Em menos de dois meses, a SLC anunciou a aquisição de duas fazendas no Piauí e negocia com uma terceira, em Mato Grosso. Em 6 de setembro, informou a compra de 13,812 mil hectares por R$ 68,581 milhões, e em 21 de outubro, a aquisição de 12.936 hectares, por R$ 47,335 milhões, ambas no Piauí. "A fazenda em Mato Grosso que estamos negociando é ainda maior, tem 29 mil hectares", afirma diretor-presidente da SLC Agrícola, Arlindo Moura. Para ele, não houve estagnação ou redução dos preços nas áreas rurais de maior porte. "O que eu senti é que não subiu tanto, pelo menos no ritmo que vinha no ano passado. Mas após essa definição jurídica, certamente os preços vão explodir", acredita.

Unilever reage ao avanço da P&G e lança 86 produtos Brasil Economico 03.11.2011 - A meta é elevar a participação de mercado da companhia com todas as suas marcas para cabelos, de 28,7% neste ano, para 32% em 2012 e 35% em 2015. Gigante do consumo lança 86 produtos para cabelo para barrar crescimento do vice-líder Pantene.
Há quatro anos, a Pantene, marca de produtos para cabelos da americana P&G, era pouco representativa no bilionário mercado brasileiro de xampus, condicionadores e cremes de tratamento, liderado por Seda, da gigante anglo-holandesa Unilever, e alvo da disputa de mais de três mil empresas. Hoje, a Pantene é a segunda marca mais vendida do país, com 9% de participação de mercado ante o 0,5% ocupado em 2007. No estado do Rio de Janeiro, Pantene desbancou Seda e é líder.A reviravolta promovida pelo egípcio Tarek Farahat, presidente da P&G no Brasil, também envolve a área de detergentes para lavar roupa, nas versões em pó e líquida. Embora Omo, da Unilever, domine o mercado em pó com 50% de participação, a fórmula líquida é liderada por Ariel, da P&G. É bem verdade que a versão líquida responde por apenas 10% das vendas de um mercado de R$ 4,5 bilhões. Contudo, esta formulação tende a ganhar músculos nos próximos anos e garantir maior rentabilidade aos fabricantes. Contra-ataque: Coincidência ou não, a partir deste mês, a Unilever coloca nas gôndolas sua estratégia para aumentar a participação no mercado de produtos para cabelos, avaliado em R$ 3,8 bilhões.A empresa anunciou investimentos de R$ 500 milhões até dezembro de 2012, que envolvem o lançamento 86 produtos e novas marcas, como a Tresemmé, resultado da aquisição da empresa americana Alberto Culver em 2010, e Keratinology, criada internamente.As marcas Clear, Seda e Dove também passaram por reformulação.
A meta de Andrea Salgueiro Cruz Lima, vice-presidente de negócios de cuidados pessoais da Unilever, é elevar a participação de mercado da companhia com todas as suas marcas para cabelos, de 28,7% neste ano, para 32% em 2012 e 35% em 2015. Frente ao 0,5% de aumento de market share que a Unilever conquistou em produtos para cabelo neste ano em relação a 2010,o salto esperado demandará muita transpiração.Para não ficar muito dependente de Seda, que é uma marca que vem perdendo participação de mercado embora ainda detenha a liderança, a Unilever adotou uma estratégia de atuação em vários níveis, com produtos de entrada, premium e super premium. "Se a Unilever deixar de vender Seda para uma consumidora, ela ganhará na comercialização de Tresemmé para outra. A companhia perde de um lado, mas ganha no final, e aumenta sua chance de manter ou elevar sua participação", analisa um fabricante. A briga por preço, diz, João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), não tem mais espaço. "Os produtos já estão baratos para baixarem mais sem comprometer a qualidade."Ele cita a própria Pantene, que conseguiu ficar conhecida sem derrubar os preços

Pão de Açúcar reinaugura farmácia com novo conceito Exame 03.11.2011 - Essa é a primeira loja de rua do grupo e servirá de modelo para a expansão do formato.
O Pão de Açúcar reinaugurou uma unidade de drogaria da bandeira Extra, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, com um novo conceito de loja, que passa a contar com um maior mix de produtos, atendimento especializado com consultoras, serviço de entregas, além de um novo layout e comunicação interna. Essa é a primeira loja de rua do grupo e servirá de modelo para a expansão do formato. Segundo a empresa, as farmácias também ganharam espaço nos hipermercados. Nas 15 unidades dentro dos hipermercados nas quais as mudanças foram realizadas - desde o reforço no mix de produtos, principalmente da categoria de perfumaria e beleza - as vendas cresceram mais de 50%. O objetivo da empresa é aplicar esse novo modelo para todas as drogarias já existentes. As drogarias do Extra ofereciam antes das reformulações, em média, 7 mil itens e agora, com a expansão, são 9 mil produtos, incluindo medicamentos, perfumaria e beleza, produtos de cuidado pessoal e também equipamentos para controle e diagnóstico. As reformulações devem ser implementadas nas demais lojas ao longo dos próximos dois anos. Atualmente, a empresa conta com 153 drogarias, distribuídas em 11 Estados brasileiros, mais Distrito Federal.

Fim da patente do Lipitor desafia Pfizer Valor 03.11.2011 - A Pfizer, o maior laboratório farmacêutico mundial em termos de receita, informou que uma forte linha de produtos em desenvolvimento e um foco renovado em inovação vão impulsionar a empresa depois que o Lipitor, medicamento de sucesso arrasador para o controle dos níveis de colesterol, perder sua patente americana, no fim deste mês. O Lipitor, o remédio mais vendido do setor farmacêutico e que representa cerca de 20% das vendas da Pfizer nos Estados Unidos, ficará exposto à concorrência da parte de fabricantes de genéricos a partir de 30 de novembro. Ian Read, o principal executivo da Pfizer, garantiu que a empresa está "bem-preparada" para a perda, com planos instaurados para respaldar a marca e para continuar gerando receita por meio dela mesmo depois da quebra de seu monopólio. "Empenhamo-nos arduamente em maximizar o valor da marca e em posicioná-la o melhor possível antes da perda da exclusividade", disse Read. Em julho, a Pfizer conseguiu prorrogar por seis meses sua patente do Lipitor na maioria dos países da União Europeia, o que rendeu exclusividade até maio de 2012. A empresa também pretende distribuir uma versão genérica "autorizada" do medicamento por meio da Watson Pharmaceuticals e estuda a possibilidade de tentar vender uma versão do remédio que dispense apresentação de receita médica. "Há, obviamente, a intenção, em algum momento, de tentar formular e ter uma versão do Lipitor sem receita médica no mercado", disse Read a analistas. No entanto, a Pfizer reconheceu que o "penhasco da patente" será um golpe para suas vendas, observando que, no terceiro trimestre, o fim de patentes vão cortar US$ 950 milhões, ou 6%, da receita.  Les Funtleyder, analista e administrador de investimentos da Miller Tabak, estimou que a Pfizer conseguirá manter cerca de 40% do mercado do Lipitor em 2012 e que seria aconselhável continuar tentando manter seus monopólios em outros mercados pelo maior período possível. "Quanto mais a Pfizer puder conservar maior parcela de participação de mercado de um medicamento que gera US$ 12 bilhões ao ano, melhor", disse. "[O Lipitor] movimenta milhões de dólares ao dia." A Pfizer elevou suas perspectivas para 2011, mas advertiu que as preocupações macroeconômicas da Europa e os potenciais cortes do orçamento dos Estados Unidos por parte de uma "supercomissão" do Congresso são motivo de apreensão. No entanto, a empresa informou que seus lucros do terceiro trimestre dispararam devido ao aumento da demanda por parte dos mercados emergentes e à venda de sua divisão Capsugel. O lucro líquido do terceiro trimestre subiu para US$ 3,7 bilhões, ou US$ 0,48 por ação, comparativamente aos US$ 866 milhões, ou US$ 0,11 por ação, de igual período do ano passado. Os resultados superaram as expectativas dos analistas. Os resultados também se beneficiaram de um encargo de US$ 1,5 bilhão que deprimiu seus lucros um ano atrás. A receita ano a ano da Pfizer aumentou 7%, para US$ 17,2 bilhões. Também no comparativo anual, a receita mundial, que responde por 60% das vendas da Pfizer, cresceu 15%, enquanto as vendas nos Estados Unidos recuaram 3%.  Em abril, a Pfizer vendeu a Capsugel para a KKR por US$ 2,4 bilhões, dando início de seu plano de reestruturação. A empresa pretende alienar ou desmembrar como companhia independente as divisões de nutrição e veterinária, na tentativa de centrar seu foco. Read disse que tomará decisões sobre as divisões no ano que vem e que as cisões ocorrerão, provavelmente, até meados de 2013.
Lucro do Banco do Brasil cresce 10,1% no 3º trimestre Valor 03.11.2011 - O Banco do Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,891 bilhões, um crescimento de 10,1% sobre igual período do ano passado, diante do crescimento das operações de crédito. Considerando o período de janeiro a setembro, a instituição registrou lucro recorde de R$ 9,154 bilhões, alta de 18,9%. A carteira de crédito total, incluindo garantias e os títulos e valores mobiliários privados, alcançou R$ 441,6 bilhões ao fim de setembro, aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% no trimestre. As receitas com intermediação financeira foram de R$ 30,3 bilhões no trimestre, uma expansão de 42,8% em relação a igual período em 2010. Já as despesas administrativas subiram 7,8%, para R$ 17,8 bilhões. Considerando apenas o crédito para pessoa física, que atingiu saldo de R$ 125,8 bilhões ao fim de setembro, o crescimento foi de 17,1% em um ano e de 2,6% sobre o encerramento do segundo trimestre. O BB manteve a liderança no segmento de crédito consignado, com 31,6% de participação de mercado, segundo o resultado divulgado nesta quinta-feira. A carteira de crédito às empresas alcançou R$ 199,1 bilhões, o que representa aumento de 21,6% em 12 meses e de 4,1% sobre o trimestre imediatamente anterior. A taxa de inadimplência nas operações de crédito (com atraso superior a 90 dias) encerrou o terceiro trimestre em 2,1%, abaixo dos 2,7% registrados em setembro do ano passado. O banco contava com R$ 949,8 bilhões em ativos totais ao fim de setembro, aumento de 19,2% sobre igual período do ano passado.

Com ajuda da Oi, Portugal Telecom tem lucro de US$ 145 mi no trimestre Valor 03.11.2011 - A Portugal Telecom encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 105,6 milhões de euros (US$ 145,1 milhões), recuo de 98% frente ao resultado de um ano antes, quando a companhia divulgou ganhos de 5,3 bilhões de euros. O valor reportado na época incluiu, no entanto, 4,5 bilhões de euros referentes à venda da participação da empresa na Vivo.O lucro registrado pela Portugal Telecom superou as estimativas de analistas, que giravam em torno de 98 milhões de euros. O desempenho foi impulsionado pela participação no grupo Oi, que contribuiu para minimizar os resultados obtidos na operação da companhia em Portugal. No mercado doméstico, o grupo alcançou receita de 731 milhões de euros no período, recuando 7,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2010. Entre julho e setembro, a receita operacional da Portugal Telecom cresceu 83,5%, para 1,74 bilhão de euros (US$ 2,39 bilhões). O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) somou 654,2 milhões de euros (US$ 898,9 milhões), avanço de 71,3% se comparado ao ano anterior. A margem Ebitda saiu de 40,1% para 37,4%.  No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido da Portugal Telecom foi de 333 milhões de euros (US$ 457,5 milhões), queda de 94,1% ante o mesmo período do exercício anterior. A receita operacional, por sua vez, cresceu 58,1%, para 4,41 bilhões de euros (US$ 6,05 bilhões).

Parque eólico Mangue Seco entra em operação comercial, diz Petrobras Valor 03.11.2011 - As usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o parque eólico de Mangue Seco, estão operando comercialmente desde terça-feira, informou a Petrobras. Localizado no Rio Grande do Norte, o primeiro parque eólico da estatal entra em operação oito meses antes do esperado. Inicialmente, a previsão era que a energia gerada pelas usinas fosse disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional a partir de julho de 2012. Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, e são válidos por vinte anos. O projeto recebeu investimentos da ordem de R$ 424 milhões. A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower. As usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. “Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350 mil habitantes”, detalha a Petrobras, em nota. Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento. O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV.


Carlson Wagonlit, de viagens corporativas, compra a Net Tour
Valor 03.11.2011 - Carvalhal, presidente da Carlson Brasil: "As empresas são complementares". A Carlson Wagonlit Travel (CWT), a maior empresa do mundo de turismo corporativo, comprou 100% do capital da brasileira Net Tour, também do setor de viagens corporativas. É a décima quinta aquisição da filial brasileira da franco-americana CWT desde que iniciou suas atividades no país, em 1994. O contrato de compra e venda de ações foi assinado na noite de segunda-feira, mas o valor não foi divulgado. "Os sócios da Net Tour permanecem. Vamos manter as duas empresas e com o tempo vamos avaliar se mantemos o nome ou se vamos incorporar a Net Tour", afirma o presidente da CWT no Brasil, André Carvalhal. De acordo com ele, "as duas empresas são complementares". Com a aquisição, Carvalhal estima que o faturamento da CWT vai ficar em torno de R$ 1,5 bilhão em 2012. Este ano, a Carlson deverá faturar R$ 1 bilhão, crescimento de 10% em relação ao ano passado. A Net Tour, por sua vez, deverá ter vendas de R$ 300 milhões em 2011, uma expansão de 30% diante do resultado de 2010. "Somos a maior empresa do mundo de viagens corporativas. Com a aquisição da Net Tour, queremos consolidar essa posição no Brasil também", afirma Carvalhal. O faturamento global da CWT no ano passado ficou na casa dos US$ 24 bilhões. O maior movimento de aquisições da CWT no Brasil foi concentrado entre os anos de 1996 e 2001, de acordo com Carvalhal. A última compra da Carlson no Brasil foi da Mapfre Viagens, agência de turismo da seguradora Mapfre, em 2008. Neste caso, porém, foi uma negociação deflagrada pela matriz da CWT, com desdobramentos nas filiais, que absorveram as operações locais da Mapfre Viagens. A Net Tour foi a segunda aquisição de uma empresa 100% brasileira desde 2001, quando a CWT comprou a Itaú Turismo, agência de viagens do Itaú. A Net Tour foi fundada em 1995 por Carlos Katibian, Sérgio Vaz e Elias Chaklian. Os três eram gerentes da Bradesco Viagens, que decidiu naquele ano encerrar as suas operações. Os três juntaram suas economias e o dinheiro da rescisão, em torno de R$ 50 mil, para atender a demanda de viagens corporativas do próprio banco Bradesco. "O flerte teve início em meados de 2009. Contratamos uma consultoria que nos indicou que a Carlson era a melhor opção entre outros pretendentes", afirma Katibian, sócio-diretor da Net Tour. Além de gerenciar a demanda de viagens corporativas do Bradesco, a Net Tour tem as contas da mineradora Vale e da siderúrgica CSN. A atividade da CWT é 100% focada no mercado corporativo. Do faturamento total, 75% é gerado pela venda de passagens aéreas e os 25% restantes vêm da estadia em hotéis. Neste ano, a Carlson deverá intermediar a venda de até 900 mil passagens aéreas, ante 621,9 mil do ano passado. As projeções indicam a comercialização de até 400 mil vouchers de hotéis (cada voucher corresponde a uma média de duas diárias e meia). A CWT, no país, compete com empresas como Alatur e Flytour. A pesquisa Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas, encomendada pela Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas, mostra que o setor movimentou R$ 21 bilhões em 2010. O resultado deste ano só será divulgado em fevereiro.


João Rezende é nomeado presidente da Anatel DOU 01.11.2011 - A presidenta da República, Dilma Rousseff, nomeou João Batista de Rezende para exercer o cargo de presidente do Conselho Diretor da Agência, com mandato até 5 de novembro de 2013. O decreto de nomeação foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).  João Rezende é membro do Conselho Diretor da Anatel desde 2009. Mestre em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, formou-se em 1988, também em Economia, na Universidade Estadual de Londrina. Foi chefe de gabinete do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Entre 2005 e 2006, foi vice-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix). Presidiu a Sercomtel e a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (PR), cidade onde foi Secretário de Fazenda e diretor financeiro da Cohab. Atuou como economista no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foi diretor financeiro da Fundação Paulista de Educação e Tecnologia. Atuou, ainda, como consultor e professor de pós-graduação.

Dotz cresce em Belo Horizonte, chega a Brasília e planeja entrada no Nordeste Valor 03.11.2011 - A cada real gasto em estabelecimentos como o supermercado Atacadão ou a lanchonete Bob's, mais de 60 mil pessoas em Brasília podem acumular uma nova moeda virtual, desde o mês passado. O benefício se estende a 135 pontos de venda. A capital federal tornou-se a segunda localidade atendida pela Dotz, empresa que constatou a dificuldade dos programas de milhagem de companhias aéreas e de cartões de crédito em chegar à classe C. Primeiro, com começo tímido há pouco mais de dez anos, ela montou um programa de fidelidade para compras no então incipiente comércio eletrônico. Agora, ao sair do meio virtual e ganhar experiência no mundo físico, já se prepara para encarar concorrentes de peso, como Multiplus, da TAM. De olho no aumento do consumo pela nova classe média, ainda pouco familiarizada com os programas de fidelização das companhias aéreas e de cartões de crédito, a Dotz deu início a um plano de expansão que prevê a chegada a cinco capitais ou grandes cidades do país em 2012. São, de forma geral, parcerias com redes que têm programas de fidelização pouco estruturados - ou nenhum programa. Um projeto-piloto comemora dois anos em Belo Horizonte. Depois de conquistar 600 mil clientes mineiros, 82% dos quais continuam ativos, a empresa decidiu alçar voos mais altos."Até dezembro de 2013, queremos estar em todas as principais capitais do país, com faturamento anual entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões", afirma Roberto Chade, presidente da Dotz. Neste ano, a estimativa é que o faturamento cresça "mais de 300%", mas sobre uma base ainda baixa - os valores não são divulgados. Diferentemente de concorrentes como a Multiplus, a Dotz não está ancorada em nenhuma companhia aérea, como é característica da maioria dos programas de milhagem. Um grupo familiar de São Paulo tem 63% da empresa, com a Ascet Investimentos. Outros 37% pertencem à Loyalty One, dona de um programa de fidelização que possui 24 milhões de clientes no Canadá. Da mesma forma que sua acionista canadense, a Dotz apostou principalmente em redes de varejo, como supermercados, livrarias e postos de combustíveis. O foco é sobretudo, mas não exclusivamente, na classe C.  Um dos maiores parceiros é o Banco do Brasil. Os correntistas que acumulam pontos, com aplicações ou cartões de crédito, podem transferi-los para a Dotz. O resgate de prêmios pode ser feito em qualquer uma das empresas parceiras, além de um catálogo com mais de dez mil produtos e serviços. "Podem ser passagens aéreas, ingressos de cinema ou o almoço na churrascaria", exemplifica Chade. Ele diz que a tentativa da Dotz é fortalecer o conceito de "segunda moeda", e não de apenas um programa de milhagem.  Além das parcerias com lojas virtuais, quem adere à Dotz já pode acumular pontos em 22 estabelecimentos diferentes de Belo Horizonte e 13 de Brasília. "Todos os dias recebemos pedidos de adesão de cinco a dez empresas, mas queremos escolher parceiros importantes e com representatividade nacional", diz Chade. As parcerias serão estendidas para mais cinco grandes cidades em 2012. "Também queremos botar um pezinho no Nordeste." Chade afirma que há benefícios mútuos, tanto para as empresas quanto para os consumidores. Segundo ele, até 70% do orçamento de programas de fidelidade próprios são consumidos pelos seus custos operacionais. "Isso faz com que, na prática, o consumidor demore mais tempo para resgatar prêmios." Na Dotz, Chade garante que os custos operacionais caem para 15% a 20% para os associados.

Redecard e Cielo estudam entrar na STP Valor 03.11.2011 - Depois de admitir que tem interesse na entrada de mais parceiros em sua sociedade, a companhia Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) negocia o ingresso da Redecard em seu capital. A Cielo e fundos de "private equity", que compram participações em empresas, também estudam integrar o capital social da STP, proprietário dos sistemas de pagamento eletrônico de pedágio e estacionamento Sem Parar e Via Fácil.  Segundo o Valor apurou, a Redecard já teria apresentado uma proposta e recebido - cerca de 15 dias atrás - uma contra-proposta dos controladores da STP. Executivos da Cielo teriam admitido em uma reunião com investidores, há um mês, que a empresa está examinando o projeto. Procuradas, a Redecard não atendeu à reportagem e a Cielo informou que não comenta o que classificou de rumores. A STP teria levado aos potenciais interessados uma proposta em aberto - ou seja, eles estariam livres para negociar tanto uma participação minoritária como majoritária na empresa. O objetivo inicial da STP é fechar a transação até o fim do ano. O executivo de um dos acionistas da STP chegou a dizer, no mês passado, que em 15 dias o negócio teria uma definição - prazo que se encerraria amanhã. Pessoas envolvidas no processo, no entanto, acham pouco provável que o negócio seja concluído até dezembro, dada sua complexidade. "Ainda há muito trabalho a ser feito e faltam praticamente 45 dias para o fim do ano", explica uma fonte a par das negociações. "Um processo de 'due diligence', por exemplo, leva semanas para ser realizado", ressalta. Hoje, o sistema da STP funciona como uma espécie de serviço de crédito. O motorista que usa o dispositivo passa pela praça de pedágio e, somente no fim do mês, recebe a fatura para efetuar o pagamento. Em entrevista ao Valor há dois meses, Pedro Donda, presidente da STP, disse que a intenção é justamente ampliar esse serviço e transformar a tecnologia em uma espécie de cartão de crédito para pagamento em postos de gasolina e fretes de caminhoneiros. Para ampliar essa operação, no entanto, a companhia precisaria conhecimento operacional de uma empresa ligada ao serviço de crédito. Além disso, a STP poderia transferir parte do risco de crédito às instituições financeiras controladoras de Redecard (Itaú) e Cielo (Banco do Brasil e Bradesco). Por esses motivos, segundo especialistas do setor, a entrada de qualquer uma das companhias na participação da STP "faz sentido". Donda disse, em congresso de rodovias na última semana em Foz do Iguaçu (PR), que as negociações não estão definidas. Perguntado se o novo sócio ocuparia posição majoritária na companhia, ele informou que "todas as possibilidades" são estudadas e chegou a mencionar uma possível parceria com a Visa para as operações. Segundo o executivo, os atuais acionistas teriam de ceder, cada um, parte do capital para o novo sócio.  Na avaliação de especialistas, fundos de private equity não fariam questão do controle, mas sim de uma cadeira no conselho de administração. O BTG Pactual foi contratada pela STP para assessorar a operação.

Fundos se unem na gestão da Coteminas Valor 03.10.2011 - A Coteminas será alvo de uma participação mais ativa de minoritários importantes: as fundações Previ, Petros e Funcef. Juntos os fundos de pensão têm 22% das ações ordinárias (com direito a voto) da empresa. Mas essa atuação será executada pela Leblon Equities, que recebeu nesta semana as participações desses fundos para gerir. A gestora carioca assume, daqui para frente, a representação dos interesses dos fundos na companhia, líder mundial na fabricação de artigos têxteis de cama, mesa e banho e dona das marcas Artex, Santista e M. Martan, entre outras. O fundo da Leblon tem duração mínima de quatro anos. A posição equivale a cerca de R$ 50 milhões. O objetivo da Leblon, conhecida por seu foco no longo prazo e pelo diálogo com as companhias, é buscar gerar "valor e liquidez" para essa participação das fundações na Coteminas, empresa da família do ex-presidente da República José de Alencar, morto em março deste ano. O valor de mercado da empresa está em aproximadamente R$ 440 milhões - bastante distante dos R$ 2 bilhões que chegou a valer em meados 2007, logo após a listagem da controlada Springs Global no Novo Mercado da BM&FBovespa. O montante equivale a cerca de 30% do valor patrimonial da empresa, de R$ 1,4 bilhão. Os fundos de pensão, dado o pequeno valor absoluto do negócio frente a suas carteiras totais, de dezenas e centenas de bilhões, acabavam não dedicando tempo suficiente à empresa - a despeito da representatividade no capital da companhia. Não é a primeira vez que a Previ adota essa estratégia, movimento semelhante ocorreu com a Café Iguaçú e a Investidor Profissional. Com a transferência para um fundo gerido pela Leblon, haverá maior dedicação ao negócio.
A expectativa é que de maneira diplomática haja a troca dos dois conselheiros que hoje representam as fundações na Coteminas por nomes indicados pela Leblon. Todo o processo deve ser realizado de maneira amigável. A relação entre a Leblon e a Coteminas vem desde 2009, quando num aumento de capital da controlada Springs a gestora adquiriu uma participação relevante. Atualmente, a fatia detida por fundos da Leblon é de 4,4%. O próprio presidente e controlador da Coteminas, Josué Gomes da Silva, afirmou que todo esse processo foi feito em "comum acordo". Segundo ele, todos os nomes avaliados pelas fundações eram "muito bons". E que a Leblon "conhece a empresa". Gomes da Silva afirmou compreender a opção das fundações por transferir a gestão à Leblon, pois o investimento na empresa é pequeno face aos patrimônios dos fundos de pensão. "É difícil ter equipe técnica para isso." Não é a primeira vez que a Coteminas conviverá com uma gestora de mercado tão próxima do negócio. A Tarpon foi acionista relevante durante anos, mas hoje já não consta mais na formação do capital da empresa. A expectativa é que a Leblon faça um trabalho que auxilie a companhia a recuperar a liquidez dos papéis e a melhorar a percepção do negócio frente aos investidores. Após o auge no mercado, em 2007, a companhia sofreu - tanto Coteminas, quanto Springs - principalmente com o início da crise americana. A Springs foi comprada em 2006, logo após o fim do acordo Multifibras, que regulava o comércio internacional de têxteis. Com isso, a Coteminas negociada tornou-se quase uma holding pura, pois com exceção do pequeno negócio da Santanense, todos os ativos operacionais foram alocados abaixo da controlada Springs Global, listada na bolsa brasileira desde 2007. Antes da derrocada da economia dos países desenvolvidos, com a quebra do Lehman Brothers e o agravamento do cenário internacional, as empresas sofreram com o processo de concentração da atividade fabril no Brasil e na Argentina. Em novembro de 2010, na Carta Leblon 5, os gestores, ao comentarem esse episódio, destacaram a falta de prioridade na comunicação com o mercado, o que dificultou a compreensão desse trabalho - principal razão para os prejuízos registrados em 2007 e 2008, junto com a crise. O forte da Coteminas nunca foi a comunicação com os investidores. O diretor de relações com investidores têm um dialogo distante com o mercado. O presidente Josué Gomes da Silva é quem centraliza decisões e comunicação e, com isso, tornou-se a cara da companhia - e sem agenda suficiente para a demanda dos acionistas. Por isso, aos olhos do mercado, a melhora da visão do negócio passa por um aumento da transparência e pela descentralização. Além da falta de compreensão sobre os prejuízos, veio a crise financeira global, que se instalou logo na sequência, dificultando uma recuperação dos preços em bolsa. Com os problemas nos Estados Unidos, a segunda maior cliente da Springs, a varejista Linens N'Things, pediu falência. Na época, o mercado americano respondia por 65% das vendas da Springs Global. Com a constante redução das vendas no Hemisfério Norte, o Brasil subiu sua participação nas vendas de 35% para os 51% registrados no segundo trimestre. Resultado de toda essa combinação foi a perda de liquidez - e de valor - das empresas listadas Coteminas e Springs. Em 2007, as preferenciais da Coteminas negociavam em média, por dia, 189 mil ações, movimentando R$ 2,2 milhões, enquanto a novata Springs transacionava a cada pregão uma média de 101 mil papéis, com giro de R$ 2,1 milhões. Neste ano, a negociação com a holding despencou para 36,5 mil ações, somando R$ 157 mil. A controlada também sofreu grande perda de representatividade, passando a movimentar 56 mil papéis, girando menos de R$ 250 mil ao dia. Os problemas na terra do Tio Sam continuam atrapalhando a companhia. No balanço mais recente da Coteminas, do segundo trimestre deste ano, uma baixa contábil de R$ 37 milhões vinda da Springs e um ajuste fiscal negativo de R$ 70 milhões, combinados à contínua perda de receita em solo americano, levaram a empresa a um prejuízo de R$ 68,5 milhões, ante lucro líquido de R$ 8,6 milhões em igual período de 2010. A estratégia de futuro, cujo desenho teve participação relevante da Tarpon, é seguir modelo semelhante ao da fabricante têxtil de moda, a Hering, com forte atuação no varejo. Foi com esse objetivo que a companhia adquiriu por R$ 55 milhões a M.Martan, em setembro de 2010.

Israelense Netafim vai construir fábrica em Pernambuco Valor 03.11.2011 - A multinacional israelense Netafim, do setor de equipamentos para irrigação, vai investir R$ 10 milhões em Pernambuco. De olho no programa de irrigação que será anunciado em breve pelo governo federal, a empresa acertou a construção de uma fábrica no município do Cabo de Santo Agostinho, no litoral sul do Estado, a 40 quilômetros do Recife.  Em nota, o presidente da Netafim no Brasil, Daniel Neves, disse que serão produzidos na nova planta tubos gotejadores e microaspersores.  “Esta nova unidade atenderá a demanda de crescimento da irrigação, principalmente no Nordeste”, afirmou o executivo. O investimento da empresa em Pernambuco foi intermediado pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que está naquele país a fim de conhecer a experiência local em sistemas de irrigação.

Locar nomeia dois gerentes para duas novas áreas estratégicas Valor 03.11.2011 - A Locar, empresa de içamentos de cargas por guindastes, anuncia a criação de duas novas gerências em função de um reestruturamento interno da companhia. Alexandre Furtado Barbosa assume a recém-criada unidade de equipamentos e Salim Bechuate passa a liderar a área de engenharia de operações. Barboa é formado em engenharia mecânica e tem pós-graduação e MBA em gestão. Ficará sob a responsabilidade do executivo a gestão estratégica da quantidade e diversidade de equipamentos da Locar, tendo como meta ganhar agilidade e precisão nos serviços prestados. Formado em engenharia eletrônica, Bechuate terá como meta entender as demandas dos clientes e oferecer uma solução adequada para viabilizar a execução dos serviços.

Subsidiária da Galp no país terá capital maior neste mês Exame 03.11.2011 - O capital da empresa no Brasil pode ser ampliado para aproximadamente US$ 2,7 bilhões. Cláudia Trevisan e correspondente, da  Pequim - A Galp, maior empresa de petróleo de Portugal, espera concluir neste mês o processo de ampliação do capital de sua subsidiária no Brasil em aproximadamente US$ 2,7 bilhões, recursos que serão destinados ao financiamento dos projetos que o grupo tem no País. Segundo a agência de notícias Bloomberg, entre os interessados no negócio está a chinesa Sinopec, que há um ano investiu US$ 7,1 bilhões na compra de 40% dos negócios brasileiros da espanhola Repsol. O diretor de relações com a mídia da Galp, Tiago Villas-Boas, não confirmou nem desmentiu o interesse dos chineses. "Já recebemos propostas firmes dos potenciais interessados, mas em nenhum momento revelamos quem são eles", disse ao jornal O Estado de S. Paulo em entrevista por telefone. Villas-Boas ressaltou que a operação não é uma venda de ativos, mas sim um aumento de capital, que será destinado a investimentos. "O dinheiro vai ficar no Brasil e será investido nos projetos que temos no Brasil." O executivo não revelou qual será a participação do novo parceiro na subsidiária, a Petrogal Brasil, mas observou que ela será minoritária. A empresa está envolvida em 22 projetos no Brasil, por meio dos quais explora 36 blocos, sendo o mais importante o campo de Lula, que até o dia 29 de dezembro de 2010 era chamado de Tupi e que tem reservas estimadas em 6,5 bilhões de barris de petróleo. De acordo com a imprensa portuguesa, mais dois grupos chineses estariam interessados na operação: PetroChina e CNOOC. Outro concorrente seria a International Petroleum Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo maior importador de petróleo do mundo, a China realiza uma ofensiva global para assegurar suprimento do produto no longo prazo. Com a descoberta do pré-sal, o Brasil entrou no radar dos chineses, que já são o segundo principal destino das exportações da Petrobras. A segurança energética é uma das principais preocupações do país asiático, que importa 53% do petróleo que consome. Estudos do governo indicam que o porcentual subirá para 65% até 2020. Dois terços do petróleo importado pela China vêm do Oriente Médio e da África, regiões sujeitas a turbulências políticas. Daí o interesse do país em diversificar suas fontes do produto.O Brasil é um dos três países estratégicos para a Galp, ao lado de Angola e Moçambique, e respondeu, no ano passado, por 26% da produção total da companhia, de 11,9 milhões de barris de petróleo/dia.

Kirin compra 100% das ações da Schincariol
MeioeMensagem 03.11.2011 - Negócio de US$ 2 bilhões colocará fim a disputa judicial iniciada em agosto. A Kirin já havia comprado 50,45% da Schincariol em agosto. Os acionistas minoritários da Schincariol chegaram a um acordo com a Kirin para a venda de sua parte na companhia. José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol venderão os 49,55% que detém na empresa por valor próximo dos R$ 2 bilhões. O grupo japonês, assim, controlará 100% das ações da Schincariol.  A notícia foi dada em primeira mão pela colunista Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo, e confirmada nesta quinta-feira 3 ao Meio & Mensagem por fonte próxima à negociação. Ainda não anunciado oficialmente, o acordo colocará fim a uma disputa judicial iniciada em agosto, quando os sócios majoritários Adriano e Alexandre Schincariol venderam para a Kirin, por US$ 3,95 bilhões, os 50,45% da empresa aos quais tinham direito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Azul.CA.01.11

Daily News



Tenaris desiste de fechar capital da Confab e ações caem 15% Valor 01.11.2011 - A Confab Industrial informa que sua controladora, Tenaris, desistiu de realizar uma oferta pública para o fechamento de capital da companhia.
Em um breve comunicado, a controladora informa que apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) “petição por meio da qual, pelas razões nela expostas, desistiu formalmente do pedido de registro de Oferta Pública de Aquisição de Ações da Companhia a fim de obter o cancelamento do seu registro de companhia aberta”.
A oferta foi anunciada em 29 de agosto passado. A Tenaris propôs o pagamento de R$ 5,20 por ação da Confab, um prêmio de 32% sobre o pregão do dia anterior ao anúncio da oferta. Porém, acionistas minoritários que detêm juntos mais de 10% dos papéis em circulação da empresa discordaram do valor e pediram uma reavaliação.
Diante da retirada da oferta, assembleia que aprovaria uma nova avaliação não deverá acontecer. Há pouco, as ações preferenciais da Confab recuavam 15,73% para R$ 4,50

Amyris vai construir nova indústria de farneseno no país Valor 01.11.2011 - A multinacional americana Amyris deve anunciar hoje uma parceria com a usina Alvorada, de Araporã (MG), para produção de farneseno, um componente químico (hidrocarboneto) feito a partir da fermentação do caldo de cana com leveduras. Segundo o vice-presidente sênior da Amyris, o brasileiro Joel Velasco, a empresa vai construir uma planta de farneseno na unidade mineira, com intenção inicial de que ela entre em operação na safra 2013/14. Pelo acordo, a Alvorada destinará caldo de cana equivalente a moagem de até 1 milhão de toneladas e a Amyris será proprietária de 100% da unidade de especialidades químicas. Com a Alvorada, a Amyris terá reunido acordos (e cartas de intenção) com condições de garantir originação de caldo de cana equivalente a 16 milhões de toneladas de cana no Brasil, diz Velasco. A empresa, com sede na Califórnia, tem parcerias (joint venture ou acordos comerciais) com grandes empresas do setor, como São Martinho, ETH Bioenergia e Cosan, e também com usinas de porte médio, como a Paraíso (SP) e agora a Alvorada. Também hoje, a multinacional anunciou que recebeu a aprovação final do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de um financiamento de R$ 22 milhões para o projeto de sua primeira unidade no Brasil de produção de farneseno a partir de cana em escala industrial, localizada em Piracicaba, São Paulo. A multinacional californiana de biotecnologia, que tem a petrolífera francesa Total como uma de suas principais acionistas, foi criada em 2003 e detém tecnologia própria de produção de farneseno. O produto é utilizado como matéria-prima para produção de lubrificantes, diesel e biodiesel, cosméticos, detergentes e combustíveis de avião.

Indústrias de café enfrentam preço elevado e oferta reduzida Folha 01.11.2011 - As indústrias de café, que tiveram bom desenvolvimento nos últimos anos, poderão passar por um período mais difícil a partir de agora.
Os preços da matéria-prima estão elevados, a economia mundial se desacelera e as indústrias são obrigadas a reajustar as tabelas de preço da bebida exatamente no momento em que os consumidores perdem renda, principalmente nos países mais ricos.  A entrada do café ainda é crescente nos países emergentes, mas o consumo em alguns desses mercados ainda está amadurecendo e não há garantia imediata de evolução.
O cenário não é bom, pelo menos a curto prazo, mas Andrea Illy, presidente da italiana Illycaffè, uma das principais marcas no mundo, está confiante. Illy esteve no Brasil para a abertura da primeira loja da empresa no país.
Ele admite que a atual crise financeira que afeta a Europa pode dificultar a evolução do consumo a curto prazo. Outra grande mola propulsora da evolução do consumo mundial nos últimos anos, o Brasil, já atingiu os patamares de consumo da Itália e da França -cinco quilos per capita- e agora poderá ter um ritmo menos acelerado de crescimento.
Illy tem consciência, no entanto, de que é o momento de manter a qualidade do produto, mesmo tendo de pagar mais pela matéria-prima. Isso obrigou a empresa a reajustar em 10% sua tabela de preços.
A empresa busca um reposicionamento da marca mantendo "a paixão pela excelência", diz ele. Importa café do tipo arábica de 14 países e mantém apenas um "blend" nos nove produtos que coloca no mercado. No Brasil, busca um parceiro para ampliar sua atuação. Ele está consciente de que os preços do café, elevados no campo devido à demanda e aos baixos estoques, não têm data para ceder. Na avaliação do presidente da Illy, o produto deve ser negociado entre US$ 1,80 e US$ 2 por libra-peso (453 gramas) a partir do início do próximo ano. Andrea Illy, presidente da empresa italiana Illycaffè, em São Paulo.
Os estoques mundiais de café estão baixos e, mesmo após a reposição, os preços não devem ceder muito. Os custos dos produtores aumentaram pelo menos sete vezes nos últimos 15 anos.
Esses custos elevados vão impedir, aliás, um grande avanço da produção em áreas novas, o que deveria ocorrer devido aos bons preços do produto no momento. "Não teremos outro Vietnã", país que teve aceleração muito grande de produção em poucos anos, assumindo o posto de segundo maior produtor no mundo, abaixo apenas do Brasil, diz Illy.
O aumento de oferta de café deverá vir da elevação da produtividade, o que já está ocorrendo. Nos últimos 15 anos, a produção cresceu quase 50% graças à produtividade, diz ele.
Consumidor maior: Os estoques mundiais estão baixos, inferiores a 20% do consumo, que é de 135 milhões de sacas por ano. Em 2012, com a safra melhor do Brasil, poderá haver ampliação de 10 milhões de sacas nos estoques, "mas antes de 2014 não se chegará a um patamar objetivo de 40 milhões a 45 milhões de sacas", diz. Com isso, os preços médios ficarão altos, conclui.
Apesar desse cenário desconfortável de preços e demanda atual nos países ricos, Illy acredita em boa evolução do consumo de café no médio prazo. China e Índia adquirem cada vez mais hábitos ocidentais, inclusive o de tomar café. Em uma geração, a China será um dos principais consumidores mundiais de café, segundo Illy.
Acreditando nisso, a Illy acaba de adquirir participação de um sócio em uma empresa que tinha na China e incrementa o desenvolvimento da marca naquele país.
O presidente da Illy acredita que a demanda de café deverá aumentar pelo menos 30 milhões de sacas nos próximos dez anos.
Nos anos 1990, o consumo cresceu à média anual de 1,7%, subindo para 2,5% nos anos 2000. Nesta década, poderá ficar um pouco acima de 2%, se confirmado esse volume estimado por Illy.

Safra de cana será a menor desde 2008 no centro-sul, diz Unica Folha 01.11.2011 - Com a cana-de-açúcar rendendo menos por hectare e com a baixa taxa de renovação dos canaviais, a Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar) estima que a safra de 2011/12 será 14,07% menor que o previsto em março, antes de a safra começar.  As usinas do centro-sul do país, responsáveis pela maior parte da produção de cana do Brasil, deverão moer somente 488,5 milhões de toneladas de cana. A expectativa era de 568,5 milhões de toneladas da matéria-prima do açúcar e do álcool.  O número é inferior à produção de 2008/09, quando as usinas do centro-sul processaram 504,96 milhões de toneladas. Em 2007/2008, a produção foi de 431 milhões de toneladas.  Segundo a Unica, a queda na produtividade é reflexo de estiagens durante o inverno das duas últimas safras, além da geada e do florescimento da cana neste ano. A entidade também aponta a idade avançada dos canaviais como um dos fatores responsáveis pelos números --a cana mais velha rende menos por hectare plantado.

BB&T compra BankAtlantic com prêmio de US$ 301 milhões Folha 01.11.2011 - O banco norte-americano BB&T comprará o banco subsidiário do BankAtlantic Bancorp, anunciaram as companhias nesta terça-feira.
O BankAtlantic tem US$ 3,3 bilhões em depósitos.  O BB&T pagará um prêmio estimado de US$ 301 milhões em relação ao valor líquido dos ativos do BankAtlantic no fechamento. Isso representa um prêmio de 9% em relação ao balanço de 30 de setembro.  A venda inclui U$ 2,1 bilhões em empréstimos.  A BB&T disse que o negócio acrescentará 78 agências à rede e aumentará a presença em Miami.

Venda de carros novos recua 10% em outubro no país Folha 01.11.2011 - As vendas de automóveis e comerciais leves novos no país, incluindo importados, recuaram 10,1% em outubro no confronto com setembro, para 263,8 mil unidades, segundo os dados obtidos pela Folha. Já na comparação com o mesmo mês no ano passado, a redução chegou a 8,3%. No acumulado de janeiro a outubro, quando foram emplacados 2,792 milhões de carros, os licenciamentos tiveram expansão de 5,1% ante igual invervalo em 2010. A Fiat manteve a liderança do mercado, seguida por Volkswagen e GM na análise mensal e no acumulado do ano.
STF decide que IPI maior para carro só vale a partir de dezembro: O desempenho do setor automotivo deve ter sido influenciado pelo anúncio, no dia 15 de setembro, da elevação de 30 pontos percentuais das alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos que tenham menos de 65% de conteúdo nacional, maneira encontrada pelo governo federal para fortalecer a indústria nacional diminuindo a concorrência com os importados.  A medida começaria a valer no dia seguinte, mas o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que o aumento só poderá entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro. O tribunal também entendeu que a decisão tem efeito retroativo, ou seja, aqueles contribuintes que compraram carro com o tributo já corrigido deverão receber a diferença de volta.
Eles avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do imposto deve respeitar os princípios da anterioridade nonagesimal e o da não surpresa. Em outras palavras, deve esperar noventa dias para não surpreender o contribuinte.

Projeto do senador Linbergh Farias amplia competência do BC
Valor 01.11.2011 - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou hoje, por unanimidade, projeto de lei que inclui entre as competências do Banco Central perseguir o crescimento econômico e a geração de empregos. Atualmente, a tarefa do BC é “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”. De autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a proposta altera o artigo 9º da lei 4.595, de 1964, segundo a qual compete ao BC “cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional”.
Pelo projeto — que agora vai ao plenário do Senado — o artigo 9º passaria a dizer que “compete ao Banco Central do Brasil perseguir a estabilidade do poder de compra da moeda, garantir que o sistema financeiro seja sólido e eficiente, estimular o crescimento econômico e a geração de empregos e bem como cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional”. Lindbergh afirma que sua proposta está de acordo com o discurso da presidente Dilma Rousseff.  “A presidenta tem dito que o objetivo da política econômica do seu governo é perseguir a estabilidade monetária e combater a inflação, mas conjugar isso com crescimento econômico. Nós estamos colocando isso de forma clara.”
Segundo o petista, o projeto é compatível com o que está sendo feito pelo BC.  “Se o BC olhasse só a inflação, talvez não tivesse baixado a taxa de juros como está baixando. Está baixando porque está vendo que a economia está desacelerando demais e quer compatibilizar a luta para controlar a inflação com o crescimento econômico. Na prática, a política do BC, sob a presidência de Alexandre Tombini, já está de acordo com o que estamos propondo. Mas a ideia é colocar isso, de forma clara, entre suas missões”, afirmou.
Em defesa do seu projeto, Lindbergh citou a relação entre a “esfera monetária-financeira” e a “economia real” presente na legislação relativa a bancos centrais de outros países, como o Federal Reserve Bank, dos Estados Unidos. Uma das missões do banco, segundo a legislação citada pelo senador, é atuar para influenciar “as condições monetárias e de crédito na economia em busca do emprego máximo, preços estáveis e taxas de juros de longo-termo moderadas”. O petista também deu o exemplo do Banco Central da Austrália, que tem como missão contribuir para “a estabilidade da moeda, a manutenção do pleno emprego, a prosperidade econômica e o bem-estar do povo da Austrália”.

Chineses vão comprar participação portuguesa na Bacia de Santos? MonitorMercantil 01.11.2011 - No início deste ano, a portuguesa Galp Energia anunciou que pretendia vender 25% dos seus ativos brasileiros, com a finalidade de captar 2 bilhões de euros. Agora, pretende se desfazer de até 40% dessa posição, depois de começar as negociações com a petrolífera chinesa Sinopec. Como bons comerciantes, para aumentar o valor da participação nos quatro blocos petrolíferos na Bacia de Campos, os portugueses dizem que existem mais uma outra companhia interessada. O interessante é que oficialmente, a Galp não quis abordar o assunto, enquanto os chineses avisam que não comentam boatos ou rumores de mercado.  Apesar de a Galp ser uma das principais empresa listada na Bolsa de Lisboa, a Comissão de Mercados e Valores Mobiliários permite que os jornais portugueses especulem sobre o assunto, sem exigir um posicionamento oficial por parte da companhia. Na semana passada, o presidente da petrolífera portuguesa revelou que sua empresa pretende encontrar ainda neste mês o comprador para os ativos no Brasil e que contratou o JPMorgan Chase, o UBS e o Bank of America como consultores para a venda. E a Sinopec que, depois de longa negociação, desistiu da aquisição dos ativos brasileiros que pertenciam à petrolífera britânica BG Group, passou a ser o comprador ideal.

Lucro da distribuidora de energia Ampla cai 38%, para R$ 21 milhões Valor 01.11.2011 - A distribuidora de energia elétrica Ampla, controlada pelo grupo espanhol Endesa, registrou no terceiro trimestre deste ano lucro líquido de R$ 21 milhões, com queda de 38% em relação aos R$ 33,84 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. De acordo com as informações enviadas pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), suas despesas operacionais cresceram 16,8% de julho a setembro deste ano, totalizando R$ 686 milhões. A Ampla, que fornece energia para 66 municípios do Estado do Rio de Janeiro, faturou no terceiro trimestre R$ 1,19 bilhão, número 15% maior que o do mesmo período de 2010. Na comparação dos dois períodos, a receita líquida da distribuidora cresceu 16,2%, alcançando R$ 789,85 milhões. O Ebitda, que é o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortizações, fechou o trimestre em R$ 155 milhões, crescendo 15% sobre os R$ 134 milhões do terceiro trimestre do ano passado.

Arezzo acelera expansão de sua marca popular Brasil Economico 01.11.2011 - Anderson Birman, presidente da Arezzo: sete milhões de pares de calçados por ano. Anacapri, criada pelo grupo calçadista em 2010, deve ganhar novas lojas no próximo ano e crescer de carona no poder de consumo das emergentes.
A Arezzo é uma das marcas de calçados mais conhecidas das brasileiras, o que não significa que ela esteja presente em todos os pés. As quatro marcas do grupo Arezzo & Co, especializado em sapatos, bolsas e acessórios femininos, comercializam sete milhões de pares de calçados por ano. E a Anacapri, desenvolvida para calçar as consumidoras emergentes, é a que apresenta maior potencial de crescimento, tanto por ser a marca mais nova da companhia e também pelo preço. Em média, um par sai por R$ 90, enquanto calçados da marca Arezzo custam pelo menos o dobro.  Hoje, Anacapri tem seis lojas próprias, todas em São Paulo, e deve fechar 2011 com oito, e está presente em 180 endereços multimarcas espalhados pelo país. No próximo ano, Anderson Birman, presidente do grupo Arezzo, dá a entender que a marca poderá ganhar um ousado plano de expansão.
"Esta marca ainda é um bebê, mas apresenta um potencial enorme de crescimento, até porque é acessível, democrática e prima pelo conforto", diz Birman.
Os modelos Anacapri são todos sem salto e se encaixam no conceito de "fast-fashion", de moda descartável. Nos próximos dias, chegam às lojas as coleções assinadas pelos badalados Isabela Capeto e Dudu Bertholini. A estratégia é semelhante à adotada recentemente por gigantes do vestuário como C&A e Riachuelo, que chamaram estilistas conhecidos para desenhar coleções. As peças provocaram alvoroço entre as consumidoras e sumiram das prateleiras em pouco tempo.  Atualmente, a Anacapri ainda é irrelevante no faturamento do grupo, que contabilizou R$ 624 milhões de receita líquida de julho de 2010 a junho de 2011. O grupo não revelou a participação da Anacapri no resultado. Com os futuros passos que a empresa pretende dar para fortalecer a marca, a Anacapri tende a ganhar relevância no negócio. A aceleração que a Arezzo & Co, dona das marcas Arezzo, Schutz, Anacapri e Alexandre Birman, fará com sua marca mais democrática tem a ver com o atual momento da empresa, que abriu capital neste ano. Birman evita fazer previsão para 2011, já que o grupo está em período de silêncio, mas garante que o resultado será bom.

Varejista cria loja virtual para medicamentos de alto custo Brasil Economico 01.11.2011 - Após a demissão às vésperas do casamento, André Kina comemora o sucesso da 4Bio.  Executivo financeiro de multinacional abandona cargo promissor para fundar distribuidora de remédios especiais.  André Kina, fundador da 4Bio, conta que sempre teve o espírito empreendedor, mas como é comum em muitas pessoas que querem seguir o caminho do negócio próprio, tinha seus receios.
"Estava com um pouco de medo, pois tinha um cargo bom, com ascensão rápida e promessa de carreira internacional", lembra ele de sua época de executivo da área financeira da Procter & Gamble. Em julho de 2001, a vontade construir sua própria empresa - ainda que sem saber bem por onde começar - superou os medos e ele pediu demissão.
"Olhava meu chefe, para a posição que ele ocupava na empresa e não era aquilo que eu ambicionava para a minha vida", conta.Hoje ele se diverte com a situação, já que acabou ficando desempregado quatro meses antes de se casar. Como aprendiz de empresário, Kina leu diversos livros sobre empreendedorismo, mas os estudos trouxeram mais dúvidas. "Tinha muita teoria, mas de prática não havia nada", diz.
Ávido para ter o próprio negócio, montou uma empresa autopeças em parceria com um primo que não deu certo.
"Prestávamos serviço para grandes empresas do ramo, mas era um mercado difícil de se diferenciar. O cliente só visava o preço e concorríamos com empresas informais que não pagavam impostos", afirma.
Do investimento inicial de R$ 100 mil, Kina conseguiu apenas R$ 50 mil com a venda de sua parte do negócio. Voltou para os bancos da faculdade e se dedicou a um MBA na Universidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, recebeu um convite de amigos da época da Procter & Gamble, que estavam fazendo consultorias na área de saúde, para prestar o mesmo serviço em uma clínica de reprodução humana.
"Me deparei com itens caríssimos, como os medicamentos de biotecnologia. Comecei a pesquisar porque nunca tinha visto medicamentos tão caros", afirma Kina, que aproveitou o trabalho de conclusão do MBA para desenvolver um plano de negócios de uma distribuidora de medicamentos especiais. Em 2004 nascia a 4Bio, empresa especializada na distribuição de medicação de alto custo, desenvolvida principalmente por biotecnologia. "Os laboratórios me apoiaram. Antes de montar a empresa fui atrás dos fornecedores para mostrar o plano e conseguir apoio tanto de quem eu compraria quanto das empresas que iriam revender", afirma. Fazem parte da clientela tanto pessoas físicas como pessoas jurídicas, que englobam clínicas especializadas. O aporte para a criação da empresa foi de R$ 300 mil, sendo R$ 100 mil apenas em material e máquinas e o restante de capital de giro. O valor se justifica pelo armazenamento e transporte delicado das substâncias, que ficam em geladeiras especiais e são transportadas em embalagem com gelo por, no máximo, 72 horas. O objetivo da 4Bio é fazer com que os medicamentos cheguem a qualquer ponto do país nas condições adequadas.
Atuação: Do mercado total de medicamentos do país - R$ 28 bilhões - Kina acredita que os remédios de alto custo representem 10% desse total. "Nos Estados Unidos o mercado desse tipo de medicamento é mais ou menos de 35% do total. Claro que é um mercado diferente, mas há uma tendência de crescimento", aposta. Hoje a 4Bio atua nos segmentos de ginecologia, infertilidade, oncologia, neurologia, endocrinologia, oftalmologia, urologia e pediatria. A empresa foi a primeira do ramo a obter a Certificação de Qualidade ISO 9001.

Unilever vai investir R$ 500 milhões no Brasil em produtos para cabelo Valor 01.11.2011 - A Unilever vai investir a partir de hoje até dezembro de 2012 o maior valor que a empresa já apostou no negócio brasileiro de cuidados com o cabelo. Serão R$ 500 milhões em marketing, inovações, logística e contratações. Serão lançados 80 novos produtos, o que aumenta o portfólio da empresa em 40%. Além de trazer novidades nas marcas Dove, Seda e Clear, em que já atua na categoria no Brasil, a gigante europeia vai introduzir duas novas marcas ao país - TRESemmé e Keratinology. Em evento de lançamento dos produtos hoje, em São Paulo, a Unilever citou dados Nielsen em que afirma ser líder no mercado de cuidados com o cabelo brasileiro, com 28,4% de participação, seguida por L’Oréal, com 15,1%, e Procter & Gamble, com 11,7%. “Vamos fazer tudo isso para manter a liderança de mercado. Quando entram novas marcas no segmento, a que mais sofre é a líder”, afirma a vice-presidente de cuidados pessoais da Unilever, Andréa Salgueiro. Segundo ela, os produtos da empresa voltados para o cabelo acrescentaram 0,5 ponto de participação este ano ante 2010. Em Seda, líder no mercado de xampus, a Unilever relança este mês, com embalagens mais modernas, os produtos específicos para cabelos lisos e cacheados, que hoje representam 26% do portfólio da marca. A marca Dove agrega uma linha que promete prolongar o efeito das escovas progressivas. Clear passa a focar mais a proteção ao couro cabeludo do que a função anti-caspa, além de ganhar uma segmentação por sexo. Cristiano Ronaldo, garoto-propaganda de Clear, ganha a companhia da atriz Cléo Pires. A TRESemmé também já chega com uma embaixadora, a atriz Thaila Ayala. Elas reforçam o marketing da Unilever em cabelos, hoje capitaneado pela atriz Isis Valverde.


JHSF tem mais tempo para adequar percentual de ações em circulação Exame 01.11.2011 - Empresa precisa de atingir o percentual mínimo de 25% para atender ao exigido pelo Novo Mercado.  A JHSF (JHSF3) anunciou que conseguiu mais tempo para adequar o percentual de ações em circulação no mercado para atender às demandas do Novo Mercado, o nível mais elevado de exigência de governança corporativa da bolsa brasileira. Segundo a empresa, o prazo foi estendido de 31 de dezembro deste ano para 31 de março de 2012, informa uma nota assinada pelo vice-presidente de relações com investidores, Eduardo S. Camara. As ações da JHSF acumulam uma valorização de 28,7% neste ano.

Anhanguera despenca após renúncia do diretor presidente
Exame 01.11.2011 - Além da saída de Alexandre Dias, o BTG Pactual rebaixou a recomendação sobre as ações da empresa.
Sala de aula da Anhanguera, em São Paulo: maior empresa do setor de educação em valor de mercado no Brasil.  A Anhanguera Educacional Participações SA despencava na BM&FBovespa após a renúncia do diretor presidente Alexandre Silveira Dias e o rebaixamento pelo Banco BTG Pactual SA.
A ação recuava 9.7 por cento para R$ 22,80 às 12:04, a maior queda intradiária desde 4 de outubro. A perda chegou a 9,8 por cento. O Ibovespa caia 3,1 por cento.
A maior companhia do setor de educação do País em valor de mercado teve sua recomendação rebaixada de “compra” para “neutra” pelo BTG, que citou a renúncia de Silveira Dias. A Anhanguera elegeu Ricardo Leonel Scavazza como novo diretor presidente e Silveira Dias permanece no conselho de administração, segundo comunicado enviado ontem à noite. “Após pouco mais de um ano no cargo, vemos a saída do Sr. Dias como negativa, já que ele havia sido escolhido pelo conselho de administração para liderar a expansão da Anhanguera”, disseram os analistas JC Santos e Pedro Montenegro, do BTG, em nota enviada a clientes hoje.

 
Câmbio derruba resultado da Klabin; vendas ficam estáveis Valor 01.11.2011 - Assim como Fibria e Suzano Papel e Celulose, a Klabin sofreu o impacto negativo do câmbio na linha financeira e encerrou o terceiro trimestre com perdas na última linha do balanço. A maior fabricante  brasileira de papéis para embalagens reverteu o lucro líquido de R$ 226 milhões registrado no terceiro trimestre de 2010 e anunciou prejuízo de R$ 243 milhões no mesmo intervalo de 2011. Ao mesmo tempo, a Klabin anunciou ter atingido o melhor resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), uma medida não contábil, desde o terceiro trimestre de 2004, beneficiada  pelo maior volume de vendas no mercado interno e redução dos seus custos. De julho a setembro, o Ebitda da empresa somou R$ 277 milhões, com alta de 10% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os dados do balanço mostram uma retração de margens, com custos crescendo (10%) mais que as receitas.  O lucro antes do financeiro e dos impostos, a medida contábil para o resultado operacional caiu 28%, para R$ 146,8 milhões.  Já o resultado final reflete em grande parte o efeito da desvalorização do real - o impacto de variação cambial líquida foi de R$ 501 milhões no período. Em 30 de setembro, a dívida bruta da companhia era de R$ 5,34  bilhões, frente a R$ 4,86 bilhões no encerramento de 2010. Desse montante, R$ 3,49 bilhões - ou 65% - estão denominados em moeda estrangeira. A receita líquida da Klabin, incluindo madeira, totalizou R$ 991 milhões no terceiro trimestre, estável em relação ao verificado um ano antes.
No terceiro trimestre, a Klabin vendeu 434 mil toneladas de produtos, sem incluir madeira, com participação de 71% do mercado interno. Já a margem Ebitda ficou em 28%, dois pontos percentuais acima do registrado um  ano antes. A variação do valor justo de ativos biológicos foi positiva em R$ 19,3 milhões no trimestre, ante R$ 124,5 milhões um ano antes, diante da "estabilidade dos preços da madeira e menor contingente de florestas que  passaram a ser reconhecidas por seu valor justo". A Klabin informou ainda que conselho de administração aprovou a revisão da política de remuneração dos executivos, com o objetivo de "modernizá-la, tornando-a mais  atrelada aos resultados e mais alinhada com os acionistas."

 
Lucro do Itaú Unibanco cresce 26% para R$ 3,8 bilhões
Brasil Econômico 01.11.2011 - No segmento de pessoa física, os destaques no trimestre foram as carteiras de crédito imobiliário e de crédito pessoal.
O Itaú Unibanco obteve lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre do ano, uma alta de 25,5% frente ao mesmo período de 2010.  No trimestre, a soma das receitas de operações bancárias e operações de seguros, previdência e capitalização totalizou R$ 19,2 bilhões, um aumento de 15,3% em relação a um ano antes.
A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 382,2 bilhões em 30 de setembro, com acréscimo de 6,1% em relação ao saldo do segundo trimestre de 2011 e de 22,8% em relação a setembro do ano passado. No segmento de pessoa física, os destaques no trimestre foram as carteiras de crédito imobiliário, com expansão de 79%, e de crédito pessoal, com crescimentos 43% em dose meses. Já para as empresas, a expansão foi  de 22,4%. O índice de inadimplência para pessoas físicas subiu 0,5 ponto percentual entre o segundo e terceiro trimestre, e atingiu 6,3%. Para empresas, a inadimplência ficou estável, em 3,5%. Ainda assim, o banco reduziu as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa. Esses gastos alcançaram R$ 4,97 bilhões no terceiro trimestre de 2011, com redução de R$ 136 milhões em relação ao  trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, contudo, as despesas com provisões têm aumento de 24%.
Os gastos de pessoal cresceram 4,1%, mesmo já provisionando o reajuste de 9% acordado em outubro.  O ativo total em 30 de setembro de 2011 atingiu R$ 837,0 bilhões, uma evolução de 5,5% em relação ao final do trimestre anterior e de 22,6% sobre 30 de setembro de 2010. No ano, o Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 10,9 bilhões, alta de 16% frente ao mesmo período do ano passado.

Bradesco cria a BSP Empreendimentos Imobiliários
Exame 01.11.2011 - A BSP inicia suas atividades como uma das maiores empresas do ramo no Brasil, detentora de um portfólio de 840 imóveis. Os principais propósitos da BSP é fortalecer e complementar a atuação da Organização Bradesco na gestão de ativos imobiliários próprios. O Bradesco informou hoje a constituição da BSP - Empreendimentos Imobiliários S.A., com o objetivo de consolidar a gestão de ativos imobiliários da Organização Bradesco. A BSP inicia suas atividades como uma das  maiores empresas do ramo no Brasil, detentora de um portfólio de 840 imóveis, com valor de mercado estimado em aproximadamente R$ 3,8 bilhões. Segundo o Banco, os principais propósitos da BSP é fortalecer e complementar a atuação da Organização Bradesco na gestão de ativos imobiliários próprios, propiciando ganho de eficiência e otimização de estrutura;  otimizar a utilização de recursos imobiliários já pertencentes à Organização, buscando a redução de custos operacionais; e identificar oportunidades de melhor aproveitamento dos ativos imobiliários próprios e os de  eventuais aquisições, com alto potencial de valorização, mediante o desenvolvimento de projetos imobiliários individuais ou em parceria. Ainda segundo o banco, no desenvolvimento de seus objetivos, a BSP contará com estrutura especializada na gestão de recursos imobiliários e sede social na cidade de São Paulo, SP.

 
Gávea deixa Arcos Dorados e embolsa US$ 428 milhões Valor 01.11.2011 - Seis meses após a estreia da empresa na Bolsa de Nova York, alguns acionistas da Arcos Dorados, operadora de lanchonetes da rede McDonald's na América Latina e Caribe, fizeram nova operação de  venda das ações da companhia. O maior vendedor foi um fundo da gestora brasileira Gávea, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. A operação rendeu cerca de US$ 428 milhões ao fundo, que se desfez de  toda a participação que tinha na companhia. Conforme informações do prospecto da operação, a venda do Gávea alcançou 19,450 milhões de ações classe A da Arcos Dorados - esses papéis dão direito a um voto cada um,  enquanto as ações classe B, 100% detidas pelo controlador, a holding Los Laureles, conferem direito a cinco votos cada uma.
Na oferta recém-concluída, os papéis saíram a US$ 22. A operação movimentou, no total, US$ 890 milhões, sendo que apenas o Gávea ficou com metade do valor. Ainda está previsto o exercício de um lote suplementar,  que poderá elevar a distribuição a US$ 980 milhões.  Entre os outros vendedores aparecem o Capital International Private Equity Fund e o DLJ South American Partners.
Na oferta inicial da Arcos Dorados, uma das poucas de grande sucesso neste ano, em que a demanda pelos papéis superou a oferta em mais de dez vezes, as ações foram vendidas a US$ 17 - a valorização acumulada em  seis meses foi de 29,5%.  Também na semana passada, a Arcos Dorados divulgou seus resultados no terceiro trimestre.
O lucro líquido da companhia caiu 32,6% em relação a igual intervalo de 2010. A redução foi atribuída a operações feitas para a reestruturação de sua dívida e a maiores encargos cambias em moeda estrangeira -  basicamente por conta da apreciação do real de junho a setembro. O Brasil responde por cerca de metade das receitas da companhia, que tem sede na Argentina. O analista Robert Ford, do Bank of America Merrill Lynch, após os dois eventos, divulgou recomendação de compra para os papéis, mas rebaixou sua expectativa de lucro por ação para este ano, de US$ 0,64 para US$ 0,58,  e para 2012, de US$ 0,99 para US$ 0,93. A redução reflete as questões cambiais e a desaceleração esperada para o consumo no Brasil. O preço-alvo calculado pelo banco caiu de US$ 32 para US$ 30. O Bank of America Merrill Lynch espera crescimento entre 21% e 23% para a receita; entre 14% e 16% para o Ebitda; e de 16 % a 18% para o lucro liquido neste ano. As vendas mesmas lojas da Arcos Dorados cresceram  15,7% no trimestre passado, em relação a igual intervalo do ano anterior. Segundo a analista Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA, o desempenho veio em linha com o esperado pelo banco brasileiro. Ela destaca que a  performance superou as altas de 12,5% no primeiro trimestre e de 14,8% no segundo.  A corretora tem recomendação "outperform" (acima da média do mercado) para os papéis da Arcos Dorados. A analista também  destacou as perdas não recorrentes em função do câmbio, mas observou que o desempenho operacional da companhia permanece sólido e as vendas mesmas lojas continuam surpreendendo positivamente. O banco  também reduziu suas projeções e preço-alvo para os papéis, de US$ 32,3 para US$ 31,8.A Arcos Dorados foi criada em 2007 com a compra de 1.600 restaurantes latino-americanos da rede McDonald's. Uma holding foi  formada por um grupo de investidores, liderados pelo argentino Woods Staton, e que tinha a Gávea entre os principais sócios. Staton controla a holding por meio da Los Laureles.

Grupo JCR vai investir R$ 150 milhões em condomínio logístico Valor 01.11.2011 - Depois da venda da GRV Solutions, companhia que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), em dezembro, o grupo JCR vai investir R$ 150 milhões em um condomínio logístico em Pinhais, na  região metropolitana de Curitiba, para alugar para empresas. Na primeira fase, serão 40 mil metros quadrados, divididos em módulos de 1.250 m2. No total, está prevista a construção de 138 mil m2, em terreno localizado  atrás do centro de exposições Expotrade, que é do mesmo dono, o empresário João Carlos Ribeiro.  O lançamento do projeto deve acontecer em dezembro ou janeiro, após a liberação da licença de instalação do  empreendimento, e a inauguração está prevista para 2012. O terreno onde será erguido o imóvel tem 320 mil m2 e a construção começou a ser planejada há dois anos. "O grupo está bastante líquido", disse Ricardo Salcedo,  diretor do JCR, que já atua no mercado imobiliário e está entrando no segmento de locação. Segundo o executivo, há estudos de investimentos também nas áreas de energia e portuária, no litoral do Paraná. A GRV foi  comprada pela Cetip por R$ 2 bilhões.  Salcedo contou que a intenção é obter para o imóvel a certificação Leed, de ambientalmente sustentável, e para isso foi contratada a consultoria da Cushman & Wakefield. O  condomínio logístico deverá ter sistema de telemedição remota, que fará a leitura via wireless do consumo de água e energia para cada condômino. Também será capaz de identificar perdas ou desperdícios. Com o  empreendimento, o grupo quer aproveitar o interesse do governo do Estado em atrair investimentos para o Paraná.

"Reconhecemos os limites e restrições impostas" Valor 01.11.2011 - A BRF - Brasil Foods pretende cumprir o acordo com o Cade para a venda de seus ativos e, se o órgão antitruste achar ruim, a companhia pode desistir da aquisição de uma planta de suínos da Doux.  "Reconhecemos os limites e restrições impostas pelo Cade", disse o vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello.  "Somente seguiremos em frente com a negociação [com a Doux] se ela não ferir o que  foi acertado com o órgão antitruste", completou. A BRF teve outras oportunidades de negócio, desde a assinatura do acordo com o Cade, em julho, mas descartou a maioria. Um dos itens avaliados para descarte foi  justamente a chance de má repercussão junto ao órgão antitruste. A negociação com a Doux foi informada aos conselheiros, pois trata-se apenas da compra de uma planta de suínos cuja produção é voltada para o exterior e,  na visão da companhia, não teria grande impacto à concorrência. Para Mello, a negociação com a Doux não pode ser interpretada como algo ruim. Segundo o executivo, o mais importante é que o acordo com o Cade seja, de  fato, cumprido. Para tanto, a empresa destacou um "exército" de cem funcionários.  Eles estão trabalhando para manter a participação de mercado das marcas que serão vendidas nos patamares que o órgão antitruste  determinou. Pelo acordo, a companhia deve manter os níveis de investimentos nas marcas que vai oferecer à concorrência. Os demais ativos, como plantas, abatedouros de animais e sistemas de distribuição de produtos,  também devem ser mantidos em pleno funcionamento para que o concorrente que adquiri-los possa competir com a própria BRF. "O acordo com o Cade é a nossa Bíblia e estamos trabalhando diariamente para cumpri-lo",  enfatizou Mello.


Operação Zico: como a Kirin desbancou as rivais e comprou a Schincariol Exame 01.11.2011 - Cervejaria japonesa entrou tarde em campo, mas foi mais objetiva no ataque e desbancou SABMiller, Diageo e Heineken. Jun Makuta, um dos advogados da TozziniFreire, passou praticamente todo o dia  1º de maio sem bateria no celular. Quando recarregou o aparelho, à noite, notou várias ligações não atendidas – todas de um mesmo número. Ao retorná-las, naquele mesmo dia, foi atendido pelo gerente jurídico da Kirin,  que convidava o escritório a assessorá-lo na Operação Zico.É claro que a cervejaria japonesa não estava interessada em nenhum jogador brasileiro – nem mesmo o Galinho, que fez sucesso no Japão dos anos 90.  Operação Zico era o codinome, escolhido pela Kirin, para um plano ambicioso: comprar a brasileira Schincariol e, com isso, entrar no país.
O maior problema, àquela altura, era tempo. A Kirin foi a última a entrar na briga, e teria apenas 15 dias para analisar a Schincariol e estruturar uma proposta. As outras interessadas – SABMiller, Diageo e Heineken – estavam  mais adiantadas (oficialmente as empresas não comentam o assunto). Na verdade, o mandato de venda da Schincariol fora concedido ao BTG Pactualem fevereiro – e, desde então, o banco de investimentos buscava  compradores. A Carlsberg afirmou que, no momento, concentrava seus esforços nas operações asiáticas. A Kirin chegou à TozziniFreire por meio de sua co-irmã Tozan, fabricante de bebidas e alimentos que, no Brasil, representa a marca de cerveja e já era assessorada pelos brasileiros. O escritório mobilizou 40 profissionais para montar a operação a tempo. Além da banca, estavam ao lado dos japoneses, o Citibank e as consultorias AT Kearney e Deloitte. O apetite da Kirin era grande. “Desde a primeira  reunião, a Kirin deixou claro que queria comprar 100% da Schincariol”, afirma uma fonte que participou das conversas. O primeiro encontro entre os japoneses e a cúpula da Schincariol, em Itu, ocorreu em maio. Em meados de junho, a Kirin voltou à mesa de negociações, desta vez, em Nova York, em uma reunião no escritório local do BTG  Pactual. Nem Adriano, nem Alexandre, participaram – apenas os assessores. “Foi mais uma conversa; nem apresentamos o preço”, diz Pedro Seraphim, que coordenou a operação pelo TozziniFreire. Embora quisesse levar 100% da Schincariol, a Kirin aceitou avaliar apenas a parte dos sócios majoritários. Coube ao banco americano, em meados de junho, chegar a um valor próximo dos 3,95 bilhões de reais que a Kirin  acabaria pagando pela fatia de 50,5% dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol. No final daquele mês, dos quatro interessados iniciais, apenas três formalizaram uma proposta – a Diageo havia desistido. Heineken e SABMiller chegaram a valores próximos, 3,2 bilhões e 3,3 bilhões de reais,  respectivamente. Apresentar uma proposta mais alta não foi o único trunfo da Kirin para bater os rivais. Outro elemento pesou tanto ou mais. Os japoneses foram os únicos que não colocaram condições para o negócio.  Queriam apenas assinar a papelada e assumir os 50,5%. As outras queriam, por exemplo, fazer pré-contratos para evitar problemas caso os minoritários resolvessem barrar a operação. Isto porque, já em junho, havia dúvidas sobre as chances de os minoritários barrarem a operação. Foram feitos estudos sobre a cláusula do estatuto que estabelece o direito de preferência de Gilberto, José Augusto e  Daniela – os primos reunidos na Jandagil – de comprar os papéis. “Os japoneses sabiam que poderia haver briga, mas decidiram seguir com a operação”, diz uma fonte que participou da negociação. Pela Kirin, o Citibank encaminhou a proposta por escrito. Houve então uma reunião em Nova York, novamente convocada pelo banco de André Esteves, na primeira semana de julho, para fazer ajustes no contrato. Dez dias  depois, mais uma reunião, dessa vez em Londres. Nesse encontro, o contrato já estava finalizado e Kirin e Schincariol acertavam os últimos detalhes. Antes disso, os envolvidos voaram novamente para Nova York para checar  pendências da auditoria iniciada em maio, que ainda não havia sido finalizada. Na volta para o Brasil, diz uma fonte ligada à operação, Alexandre ligou para Gilberto dando-lhe a chance de fazer uma oferta pelos 50,5%. Gilberto insistia que não havia comprador. O valor para que ele levasse a parcela dos  primos deveria ser superior a 4 bilhões de reais. Segundo uma fonte ouvida por EXAME.com, entre agosto e dezembro de 2010, houve diversas reuniões entre o BTG, Alexandre, Adriano e Gilberto. As conversas foram retomadas em janeiro com a ideia inicial de  assessorar todas as partes – ou seja, vender 100% da cervejaria. Gilberto, desde aquela época, não queria abrir mão de sua parcela. No entanto, o advogado dos minoritários nega que eles sabiam das negociações. “A Jadangil [holding do minoritários] nunca recebeu uma notificação de  que Adriano e Alexandre estavam negociando”, diz Cristiano Martins, do escritório Teixeira e Martins. Sem acordo, o contrato foi assinado com a Kirin no dia 1º de agosto na sede do escritório Mattos Filho, representante da Schincariol em todo o processo. “Nesse dia, às 18h45, Adriano procurou Gilberto para avisar que havia  realizado a venda”, diz Cristiano Martins, advogado dos minoritários. A Kirin tomou posse oficialmente, e já discute as primeiras medidas práticas na Schincariol. Já Gilberto e seus aliados consideram que o negócio não está encerrado – e buscam novos meios de barrá-lo. O jogo ainda deve  continuar duro para a Kirin – mesmo se inspirando em um craque dos gramados como Zico.

Angra assume gestão das térmicas do grupo Bertin Valor 01.11.2011 - Ricardo Knoepfelmacher, da Angra Partners, assume presidência e diz ter total autonomia para vender ativos. Sem crédito na praça para financiar seus projetos de energia, com a imagem chamuscada pelos constantes atrasos na entrega de suas usinas termelétricas e ainda com fama de "atrapalhados" para fazer negócios no setor,  os irmãos Bertin decidiram dar sua cartada decisiva e terceirizar a gestão do Bertin Energia, onde já aplicaram, em recursos próprios, R$ 1,2 bilhão. Os executivos da Angra Partners, com reestruturações bem-sucedidas de  empresas como Santelisa Vale e Brasil Telecom em seus currículos, assumiram a administração com "total autonomia" para vender os ativos, buscar sócios e estruturar financiamentos.
A decisão estratégica, segundo Fernando Bertin, em sua primeira entrevista desde que o grupo passou a enfrentar dificuldades no setor, é vender 1.500 MW, além dos 650 MW já alienados à MPX, e permanecer com 4 mil  MW. A expectativa é levantar R$ 750 milhões com a venda. "A Angra terá total autonomia", disse Fernando.
O Bertin é dono de três dezenas de concessões de termelétricas que juntas serão capazes de gerar cerca de seis mil MW, que a tornariam uma das maiores geradoras privadas do país, passando empresas como CPFL ou  Neoenergia e encostando na Tractebel. Todas essas térmicas requerem investimentos de cerca de R$ 10 bilhões no curto prazo e essa se tornou uma das grandes dificuldades.
O novo presidente do Bertin Energia, Ricardo Knoepfelmacher, da Angra Partners, diz que a partir de agora o banco Credit Suisse será o único a receber qualquer tipo de proposta pelas térmicas da empresa e os  interessados terão apenas três meses para fazer estudos e dar seus lances. O executivo diz que a reestruturação precisa ser feita rapidamente para que a taxa de retorno não seja ainda mais comprometida, tanto para  possíveis novos sócios ou compradores potenciais, como para o Bertin.
Além da presidência, a Angra assume as vice-presidências financeira e de operações. O contrato é de três anos e a missão é criar um choque de credibilidade com aos bancos. "O conselho de administração ainda tem a  palavra final, mas temos, por contrato, autonomia", diz Ricardo K, como é conhecido. "Se não pudermos fechar os negócios que entendemos necessários, saímos no dia seguinte."
Com o histórico que o Bertin Energia adquiriu em pouco menos de dois anos, os bancos podem fechar novamente as portas à empresa sem uma gestão profissional. Todas as térmicas da companhia têm contratos de venda  de energia por 15 anos. A partir do momento em que essas usinas entram em operação, o crédito é quase líquido e certo em função dos recebíveis de qualidade. O problema é que, na fase de construção, o grupo precisa  usar recursos próprios. Por isso, a estratégia é se desfazer de parte de seus ativos. Além disso, atrasos e inadimplência podem significar a perda da concessão e consequentemente dos contratos de energia.
Pela primeira vez neste ano, o grupo não está inadimplente na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e está honrando contratos de lastro de energia - que são necessários pelo atraso na entrada em operação de  nove de suas termelétricas. As multas, de algumas dezenas de milhões, estão sendo discutidas na Justiça. Do portfólio da empresa, cerca de 700 MW, de cinco usinas, já estão em operação. Em atraso, são cerca de 1.800  MW e a companhia ainda tem o desafio de colocar em funcionamento 12 termelétricas com capacidade total de 2.600 MW até janeiro de 2013, cronograma que não é mais possível de cumprir.
As tentativas de venda das termelétricas foram inúmeras, mas a família Bertin até agora resistia em fechar negócio (a exceção foi com duas usinas vendidas à MPX). As negociações acabavam sendo atravessadas, por isso a  decisão de colocar o Credit Suisse como único assessor, sem passar pela companhia. A estratégia traçada para quais ativos vender e a quantidade foi feita a quatro mãos, segundo Fernando Bertin. "Estamos confiantes que  os negócios serão fechados em função dos preços da energia no último leilão do governo federal", diz.
A energia das usinas termelétricas leiloadas neste ano ficou em R$ 104 o MWh. A mais barata usina da Bertin, vendida em 2008, tem o preço da energia a R$ 120, sem correção monetária. As usinas de 2013 foram vendidas  a R$ 150. Os contratos de óleo combustível da maior parte delas, com a trading internacional Glencore, também fará parte do pacote de venda.
O grande salto do Bertin no setor foi dado em 2008, quando vendeu quase 4 mil MW em sociedade com a Equipav. Fernando diz que sabia o tamanho do empreendimento, mas na época havia a expectativa de um sócio  estratégico. Além de não conseguir esse sócio financeiro, a Bertin ainda comprou a parte da Equipav. Os cerca de R$ 1,2 bilhão investidos até agora são oriundos da holding do grupo, segundo Fernando. A empresa estava  capitalizada em função da venda do frigorífico para o JBS, em 2009, e ainda da venda de pequenas centrais hidrelétricas e da divisão de cosméticos do grupo.


Coutinho revela bastidor da ação do BNDES em 2008 Valor 01.11.2011 - Coutinho, do BNDES: em 2008, instituição articulou para evitar que bancos privados resgatassem créditos em companhias que sofriam perdas com derivativos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuou, nos bastidores da crise de 2008, para impedir que empresas e bancos quebrassem em decorrência da forte desvalorização do real. O banco,  segundo seu presidente, Luciano Coutinho, articulou para evitar que bancos privados resgatassem seus créditos em companhias que estavam sofrendo fortes perdas com operações de derivativo cambial.
A dimensão dos impactos da crise no setor privado foi muito maior do que se divulgou à época. "Esse processo afetou seriamente cerca de 200 empresas, sendo umas 60 a 70 em estado dramático no último trimestre de  2008. A solução para isso consumiu todo o ano de 2009", revelou, em longa entrevista à revista "Cadernos do Desenvolvimento", do Centro Celso Furtado. "Foi um longo trabalho de reestruturação, em que tecemos uma  cooperação não visível com o mercado de crédito (...) Em alguns casos, o BNDES não precisou aportar recursos, mas foi essencial como coordenador das soluções."
Na ocasião, grandes empresas exportadoras, como a Sadia e a Aracruz , fizeram antes da crise grandes operações com derivativos cambiais, apostando que o real seguiria se valorizando em relação ao dólar. Com a eclosão  da crise, a partir da quebra do banco americano Lehman Brothers em setembro de 2008, o real sofreu forte desvalorização.
Segundo Coutinho, naquele momento era "indispensável" para o BNDES coordenar a ação de instituições financeiras privadas, "para evitar que um jogo individualista por parte dos bancos resultasse em deterioração geral da  carteira de todos". É a primeira vez que se revela o papel do BNDES no auge daquela crise.
"Uma parte do problema decorria do fato de que o banco que tinha uma fatia pequena dos créditos de uma determinada empresa ficava tentado a tirar sua parte, a resgatá-la. O credor grande, que tinha uma fatia relevante,  não podia fazer isso porque sabia que iria asfixiar a empresa. Se todos os bancos que tivessem fatias pequenas buscassem sair ia ser um problema grave. Daí a ideia de o BNDES coordenar, para que os bancos atuassem  conjuntamente", disse Coutinho à revista, cuja próxima edição será lançada quinta-feira e foi antecipada ao Valor.
O presidente do BNDES revelou que alguns bancos pequenos, com problemas de "funding" no interbancário, tiveram que resgatar seus créditos em várias empresas, obrigando o BNDES a trazer outros bancos para suprir  seu espaço. Várias empresas exportadoras foram obrigadas a absorver grandes prejuízos com os derivativos.
"Nos defrontamos com um sério problema. O BNDES não podia entrar para cobrir os prejuízos, dando saída para os bancos causadores desses prejuízos, nem tampouco podia realizar essas operações devido ao chamado  efeito de moral hazard [risco moral], pois privilegiaria os controladores imprudentes", observou. Para estancar os prejuízos, explicou Coutinho, foi preciso interromper o processo cumulativo de perdas, negociando uma taxa de câmbio de encerramento das posições, de forma a estabelecer um montante devido e partir  para o seu financiamento a prazos mais longos. O BNDES deixou claro que essa pré-condição era essencial e que os bancos responsáveis pela venda dos derivativos tinham a obrigação de equacionar o refinanciamento dos  prejuízos. "Só após obtido isto, interviemos e quando necessário reestruturando o controle para poder capitalizar e criar empresas capazes de voltar a investir", disse Coutinho.
O presidente do BNDES fez um apanhado sobre a economia brasileira desde os anos 50 e suas perspectivas. Ele afirmou que, depois de anos digerindo a crise da dívida, o Brasil recuperou, entre 1999 e 2005 e entre 2004  e 2006, um mínimo, respectivamente, de robustez fiscal, conquistada a partir da Lei de responsabilidade Fiscal, e robustez cambial, obtida com a acumulação de reservas cambiais. Essas condições foram essenciais para  sustentar taxas mais altas de crescimento e permitiram ao país adotar políticas anticíclicas, fundamentais para o país enfrentar a crise de 2008, a mais grave desde 1930. Um dos principais conselheiros da presidente Dilma Rousseff, Coutinho, que comanda o BNDES desde maio de 2007 e que nesse período quase triplicou o orçamento de desembolsos do banco, advertiu que o país deve  tomar o cuidado com o déficit externo, que hoje está em torno de 2% do PIB. "É relevante extrair a lição. Nunca deveríamos esquecê-la. Faz uma diferença fundamental para a capacidade do Estado, para sua autonomia, ter ou não ter robustez cambial. Ter robustez fiscal é indispensável, mas ter  robustez cambial é decisivo, sem ela não é possível um mínimo grau de autonomia", disse ele. "Preocupa-me que uma possível tolerância com um déficit em conta corrente muito alto possa desfazer a robustez cambial do  país em pouco tempo. Então, se nós não retivermos essa lição, poderemos desfazer as condições básicas essenciais para sustentar o crescimento daqui para frente."


Petrobras prevê triplicar exportações até 2020, diz Gabrielli Exame 01.11.2011 - Empresa prevê produção entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de barris por dia.
Gabrielli: "Estamos prevendo que nos tornaremos um grande exportador líquido até 2020, não só de produtos derivados de petróleo mas de petróleo em si". A Petrobras prevê triplicar as exportações de petróleo até 2020, para entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de barris por dia, disse nesta terça-feira o presidente-executivo da estatal, José Sérgio Gabrielli, que considerou  Estados Unidos e China os mercados mais importantes para a companhia brasileira. A petroleira espera aumentar a produção de petróleo para 3,9 milhões de barris por dia até 2015 e 4,9 milhões até 2020, contra os 2,1  milhões de barris produzidos este ano, o que poderia fazer do Brasil um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, segundo Gabrielli. "Estamos prevendo que nos tornaremos um grande exportador líquido até 2020, não só de produtos derivados de petróleo mas de petróleo em si", afirmou Gabrielli em uma conferência sobre energia em Cingapura. A  Petrobras atualmente exporta 520 mil barris por dia de petróleo.


Fabricantes têxteis avançam no Nordeste
Valor 01.11.2011 - "Em três ou quatro anos, a produção de nossas operações no Nordeste deve representar metade do nosso faturamento", afirma Alfredo Emílio Bonduki, presidente da fabricante paulista de fios Bonfio. A fabricante paulista de fios Linhas Bonfio sempre teve nas regiões Sul e Sudeste suas principais fontes de demanda. Esses mercados - tradicionais centros da indústria têxtil brasileira e pujantes áreas consumidoras -  representavam mais de 70% das vendas da empresa. Há cerca de dois anos, no entanto, esse cenário começou a mudar. Muitos dos clientes da Bonfio migraram ou abriram filiais na região Nordeste, o que forçou a empresa  a se voltar para essa fronteira. Diante da nova realidade, a Bonfio investiu R$ 15 milhões na construção de sua quarta fábrica em Redenção, no Ceará. "Nosso produto é pronta-entrega. Precisamos estar próximos dos  clientes", conta o presidente da empresa Alfredo Emílio Bonduki. A estratégia da Bonfio pontua uma tendência que vem se desenhando em toda a cadeia têxtil brasileira. Empresas do Sul e do Sudeste estão se voltando  para outros mercados, como o do Nordeste e do Centro-Oeste. Em números absolutos, as áreas tradicionais lideram com folga no setor, mas nos últimos anos esse quadro tem sofrido um revés em termos comparativos.  Dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) mostram que entre 2005 e 2010, o número das empresas têxteis no Nordeste cresceu 60%, para 460 empresas, enquanto no Centro-Oeste avançou 167%, para  131. Ao mesmo tempo, o número dessas empresas caiu 1,3% no Sudeste, para 2.393 e cresceu 26% no Sul, para 1.686. No que diz respeito aos empregos gerados no setor, a região Nordeste avançou 23% no período,  enquanto a Centro-Oeste cresceu 43%. O Sudeste, em contrapartida, apresentou redução de 6% e o Sul cresceu 9%. A nova unidade da Bonfio deve ampliar em 10% o faturamento da empresa a partir do segundo trimestre  de 2012, quando terão início as operações. Hoje, a receita da companhia fica na faixa dos R$ 47 milhões por ano. "Já temos mais de um quarto das nossas vendas vindas do Nordeste. Em três ou quatro anos essa nova  unidade deve representar metade do nosso faturamento", estima Bonduki.
Além da maior facilidade em encontrar mão de obra - em falta nas regiões produtoras tradicionais -, as companhias estão aproveitando a mudança de patamar do consumo dessas áreas em franco crescimento. Outra  característica importante desse movimento é a atuação da cadeia produtiva do setor: inclusive as empresas da ponta fornecedora estão sendo atraídas pelos benefício dessas regiões.
Há cerca de dez anos, o setor já tinha experimentado uma forte migração para o Nordeste, mas muitas empresas se voltaram para o Sul diante das dificuldades com infraestrutura e logística. O cenário, agora, é diferente.  "Neste ano há um movimento claro de expansão para outras regiões de empresas de tecelagem, fiação e as integradas. O alto poder do mercado consumidor nordestino atraiu as confecções e, agora, surgiu uma demanda  pelo começo da cadeia produtiva", afirmou a analista para o setor, Herida Cristina Tavares, da consultoria Lafis. "Essa nova onda de migração é mais consolidada. A tendência é que em alguns anos o setor têxtil não fique  mais tão concentrado nas regiões tradicionais", completou a especialista. A fabricante de etiquetas Haco - com sede em Santa Catarina - foi uma das companhias que seguiu esse caminho. Em 2000, a empresa pisou pela  primeira vez no Nordeste. No seu caso, o negócio deu certo e, em 2008, a empresa realizou uma expansão na unidade em Eusébio, no Ceará. Isso fez com que até 30% de sua capacidade produtiva total - que hoje soma 4  bilhões de etiquetas por ano - viesse dessa região do país. A empresa tem ao todo cinco unidades: além da do Ceará, são três em Santa Catarina e uma em Portugal, e opera ainda em Hong Kong, por meio de  subcontratados. "Mas nossa fábrica mais moderna é a do Nordeste", conta o presidente da Haco, Alexander Stefan Dattelkremer. Nos seus planos estratégicos está a meta de dobrar de tamanho nos próximos cinco anos.  Em 2010, o faturamento da Haco somou US$ 100 milhões, de acordo com estimativas de mercado. Segundo o executivo, grande parte desse crescimento acontecerá no Ceará, onde há um potencial de crescimento maior  do que o das outras regiões. "Esse será nosso alavancador de expansão. Com certeza boa parte da produção têxtil brasileira será transferida para o Nordeste ", explica Dattelkremer. Na opinião dele, são os incentivos fiscais  por parte das prefeituras, o grande mercado consumidor e a mão de obra abundante os principais atrativos. A região Centro-Oeste também tem surgido como uma opção às empresas têxteis. Há dois anos, a Cativa Têxtil,  confecção integrada de Santa Catarina, alugou um galpão em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, motivada pela falta de costureiras em sua terra natal. Agora, está construindo sua própria unidade na mesma  região. "Nossa projeção é triplicar o faturamento até 2013 e ter até 450 colaboradores naquela unidade", afirma Valci Márcia Sprung Kreutzfeld, vice-presidente da Cativa.
Outro exemplo importante é a Vicunha Têxtil, que no início do ano passado, assinou com o governo do Mato Grosso um acordo para a instalação de uma fábrica de fiação, tinturaria e acabamento em Cuiabá, no valor  estimado de R$ 350 milhões. "Tudo vem atrás do desenvolvimento das empresas de bens de consumo nessas regiões. O viés que se destaca é que é um modelo mais avançado frente ao que já vimos. O foco é o potencial  de consumo local", explica o presidente do IEMI, Marcelo Villin Prado.


Avon e Natura querem ser mais velozes Valor 01.11.2011 - Na divulgação de resultados financeiros do terceiro trimestre, a brasileira Natura e a americana Avon reportaram exatamente os mesmos problemas na operação brasileira: perderam vendas devido a  mudanças na logística. O movimento simultâneo das duas maiores empresas de vendas diretas do Brasil não é coincidência.  Elas se apressam em busca de eficiência operacional para enfrentar a concorrência crescente no mercado de produtos de beleza, fator apontado pelas duas como uma barreira para aumentar as vendas. O ingresso de novas  empresas de vendas diretas, como Eudora e Belcorp, e o crescimento acelerado de outras, como Racco e Jequiti, ameaçam a soberania das líderes.  "O fator 'entrega rápida' será, cada vez mais, o diferencial de competitividade. O prazo de entrega é o calcanhar de Aquiles da venda direta", afirma Marcelo Pinheiro, sócio da Direct Biz, consultoria especializada em venda  direta.  Novas empresas como Eudora e Belcorp, e o crescimento acelerado de outras, como Racco e Jequit, já incomodam
Para concorrer nesse novo cenário, mais desafiador, Natura e Avon estão mudando seus processos operacionais - desde o recebimento dos pedidos, enviados pelas vendedoras, até a entrega da mercadoria. Entre as possibilidades estudadas pela Natura, segundo o Valor apurou, está entregar o produto diretamente à consumidora, como já é feito quando a venda se dá pela internet.
No momento da venda seriam mantidas a consultora, como a Natura chama as vendedoras, e a tradicional revistinha que apresenta os produtos. Depois de repassar os pedidos à empresa, entretanto, a consultoria sairia de  cena. Seria um recurso para eliminar o intervalo entre a chegada do item à casa da revendedora e a entrega à cliente. Sobre esse prazo, a empresa não tem qualquer controle atualmente.  A entrega direta à consumidora implica em uma logística muito mais complexa do que a atual. Os pacotes despachados da linha de produção seriam bem menores. A Natura não confirmou que avalie essa mudança do  processo operacional.  A empresa, com sede administrativa e fábrica em Cajamar (SP), já vende diretamente ao cliente pela internet, com a intermediação da varejista online Submarino. A revendedora mais próxima do  endereço do comprador recebe uma comissão.
A Natura informou, em nota ao Valor, que implanta o chamado Programa Terra, em que busca modernizar os processos de atendimento às consultoras, desde o cadastro até o pagamento. A base tecnológica será substituída  por uma nova plataforma, "mais integrada, moderna e robusta, capaz de suportar inovações por décadas".
Os investimentos em novos processos vão, em até três anos, reduzir significativamente os prazos de entrega, segundo afirmou na conferência de resultados do trimestre o vice-presidente de finanças, jurídico e tecnologia da  informação da Natura, Roberto Pedote.  Atualmente, as encomendas levam em média de 5 a 6 dias para chegar à consultora. Pela internet, na região da Grande São Paulo, o prazo informado ontem pelo Submarino era de  três dias úteis. A Natura admitiu que as mudanças logísticas "provocaram significativa instabilidade nos sistemas", o que causou um aumento no volume de produtos não disponíveis para venda. A empresa não disse qual  linha do balanço foi impactada, mas considerou a alta de 5,2% no lucro líquido "aquém das expectativas".
Na corrida por eficiência, a Avon também assumiu ter enfrentado no trimestre mais interrupções do que o esperado no sistema operacional. "Isso impactou significativamente os resultados", disse a presidente da empresa  Andrea Jung na semana passada. As vendas no Brasil recuaram 3% e levaram a operação na América Latina a crescer menos de 10% pela primeira vez em dois anos e meio.
A Avon culpou a implantação de uma nova tecnologia nas operações brasileiras, chamada de ERP (Enterprise Resource Planning, na sigla em inglês). O sistema permite coordenar todas as atividades da empresa. Andrea  afirmou que a instalação deixa para trás "um ambiente operacional altamente manual" no Brasil.  O ERP traz eficiência, mas é uma tecnologia da década de 90, segundo Fernando Di Giorgi, sócio-fundador da Uniconsult, empresa de tecnologia que projeta e cria sistemas de informação. "Não é de se esperar que haja  queda de receita em função da instalação de um ERP. Já existe know-how para evitar esses problemas", diz ele.
As falhas de implantação, tanto na Natura quanto na Avon, podem refletir uma certa pressa na busca pela eficiência. O professor de logística da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Renato Seabra de Almeida, diz que, desde  que planejada, a aplicação de novos sistemas pode ser feita sem danos à receita. "É preciso fazer aos poucos, por áreas, para só depois estender à empresa como um todo", afirma. Apesar dos tropeços, há otimismo. No caso da Natura, Julia Monteiro, analista da Ativa Corretora, considera que houve falha no planejamento, mas observa que "no mercado interno, a única notícia boa é que a empresa está  investindo muito e, mesmo diante da concorrência acirrada, não houve perda de market share".

Lucro da TIM sobe a R$316,6 mi no 3o trimestre
Exame 01.11.2011 - A receita líquida totalizou 4,4 bilhões de reais, crescimento de 18,9 por cento na comparação com o terceiro trimestre de 2010.
A geração de caixa medida pelo Ebitda foi de 1,2 bilhão de reais. A TIM Participações teve lucro líquido de 316,6 milhões de reais no terceiro trimestre deste ano, contra 146,5 milhões de reais em igual etapa do ano  passado. Analistas consultados pela Reuters previam, em média, lucro da segunda maior operadora de telefonia móvel do Brasil de 334 milhões de reais de julho a setembro.
A receita líquida totalizou 4,4 bilhões de reais, crescimento de 18,9 por cento na comparação com o terceiro trimestre de 2010.
A geração de caixa medida pelo Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 1,2 bilhão de reais nos três meses até setembro, com margem de 26,4 por cento. Um ano  antes, o Ebitda ficou em 1 bilhão de reais, com margem de 28,2 por cento.

Site de música aposta em parceria local Valor 01.11.2011 - O interesse dos brasileiros por música e a economia local em expansão (ainda que moderada nos últimos meses) levaram a Rdio a escolher o Brasil para dar início à expansão internacional de seu serviço  de músicas on-line. A empresa, fundada pelos mesmos criadores do serviço de ligações gratuitas Skype, lançou suas operações nos Estados Unidos e no Canadá no ano passado. "Queremos ser globais", afirma Drew  Larner, executivo-chefe da Rdio. O desembarque no mercado brasileiro começa de forma discreta hoje, mas o serviço estará em pleno funcionamento na segunda metade deste mês. A Rdio vai atuar em parceria com a Oi,  mas o serviço não será restrito aos clientes da operadora. "A Oi tem uma enorme base de assinantes e vai ser nosso parceiro de distribuição", diz.  O serviço tem um acervo de 12 milhões de músicas, que podem ser  acessadas pela internet, celulares e tablets, sem a necessidade de se fazer o download dos arquivos. A assinatura custará R$ 8,99 por mês para ouvir músicas na internet e R$ 14,90 para o acesso na web e em aparelhos  móveis.  O sistema é parecido com serviços como o Spotify, popular na Europa, e o Grooveshark. Segundo Larner, a diferença é que o Rdio é mais interativo - permite ao usuário formar listas de contatos e compartilhar suas  músicas no Facebook e no Twitter.  A expectativa de Larner é levar o Rdio a mercados da Europa e da Ásia no primeiro trimestre de 2012. A América Latina também está no radar da empresa. "Assim como o Brasil, é um  mercado pouco explorado ainda", avalia.


Lucro da Cielo cai 6,3%, para R$ 457,6 mi no terceiro trimestre Exame 01.11.2011 - Lucro líquido teve redução de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o lucro aumentou 8%.
A Cielo anunciou hoje que obteve lucro líquido de R$ 457,6 milhões no terceiro trimestre, redução de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, houve aumento  de 8%. O volume financeiro capturado nos terminais da empresa que fazem a leitura dos cartões de crédito e débito somou R$ 80,5 bilhões, aumento de 20,4% em 12 meses e 6,2% no trimestre. O total das operações com  cartões de crédito foi o destaque e cresceu 21%, enquanto o de débito, 14% O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 741,2 milhões, redução de 2,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A margem Ebitda ajustada fechou setembro em 61,2%,  redução de 5,7 pontos percentuais em comparação de 12 meses. A receita líquida foi de R$ 1,056 bilhão, expansão de 2,4% na comparação com os meses de julho a setembro do ano passado. A empresa também informou que, pela primeira vez nos últimos cinco trimestres, a receita com aluguel de equipamentos voltou a crescer, ficando 2,7% maior em relação ao trimestre anterior. O preço médio do aluguel ficou  em R$ 64,7 por mês por terminal. Esse aluguel vinha caindo nos últimos períodos por conta da abertura do mercado de credenciamento a novos competidores, em julho do ano passado, que aumentou a concorrência e  reduziu os preços.


Eastman planeja crescer por meio de aquisições no Brasil Valor 01.11.2011 - "Temos caixa e queremos aplicar em países de rápido crescimento", diz Rogers, presidente mundial da Eastman. Apenas um mês depois de realizar sua primeira aquisição no Brasil, a fabricante química  americana Eastman Chemical já fala em novas compras. A empresa, com sede no estado do Tennessee, acredita no crescimento inorgânico como forma de executar sua estratégia de diversificação dos negócios, se  focando nas economias que chama de "rápido crescimento". "Estamos discutindo novas aquisições. Gostaríamos de fazer algo maior do que o da Scandiflex nos próximos anos", afirmou ao Valor o presidente mundial da  empresa, James Rogers. No Brasil, o executivo aproveitou para visitar as instalações da empresa recém-adquirida e destacou a importância do país para o crescimento da multinacional. "Nós temos caixa e queremos aplicar  em países de rápido crescimento", enfatizou. A compra da Scandiflex, fechada no início de setembro, representou a entrada da Eastman na fabricação de plastificantes - aditivos que tornam o plástico flexível - no país. Antes  da operação, a multinacional atuava apenas na comercialização e distribuição de seus produtos. Hoje a subsidiária brasileira representa cerca de metade dos negócios da companhia na América Latina
Dentre os fatores que estimularam a empresa a se voltar para a economia brasileira está o crescimento das classes média e alta do país. Os químicos produzidos pela Eastman são utilizados como matéria-prima para uma  série de indústrias, como a de brinquedos, automobilística, médica e materiais de construção. Mas são produtos de maior valor agregado, especializados, cuja demanda cresceu junto com o avanço da renda da população e  das exigências dos consumidores. Hoje o Brasil representa cerca de metade dos negócios da empresa na América Latina, cujo faturamento soma US$ 400 milhões. Nesse patamar, a região gerou 7% dos US$ 5,8 bilhões  de receita acumulados pela companhia globalmente no ano passado. A multinacional tem fábricas no México e no Brasil na América Latina. Ao todo, são vinte fábricas ao redor do mundo, em dez países.
Segundo as estimativas da Eastman, nos próximos cinco anos, a subsidiária brasileira deve dobrar os resultados, e parte desse crescimento virá de novas aquisições.
"A Eastman precisa crescer. Realizar transações no Brasil é mais confortável. O país está prosperando", destacou Rogers. O foco da companhia são as empresas ligadas à fabricação de plásticos especiais, de alta  performance. Não são muitas as companhias que têm portfólio semelhante ao que a multinacional busca, mas há a possibilidade de se comprar uma fábrica, que possa ser modificada, adicionando-se as novas características  de alta performance desejadas. Somente na área de plastificantes, a Eastman já realizou três aquisições nos últimos doze meses: além do Brasil, uma subsidiária na Europa e a empresa nos EUA fecharam transações. As  atenções têm se voltado mais especificamente para o segmento dos plastificantes verdes - que não contêm os ftalatos, compostos químicos que têm sido limitados em alguns países por haver a possibilidade de causarem  mal à saúde, quando em contato com as pessoas. Esses produtos verdes são fornecidos pela empresa para a indústria de brinquedos e para as aplicações médicas, por exemplo.
Hoje, a capacidade produtiva global da multinacional americana soma 300 mil toneladas por ano de plastificantes. A tendência é que a maior parte dessa produção vá se convertendo para os químicos verdes.


Atech, da Embraer, fecha R$ 20 mi em contratos com a Força Aérea Folha 01.11.2011 - O treinamento dos controladores de tráfego aéreo vai entrar na era digital, com o desenvolvimento de um simulador de alta tecnologia. A FAB (Força Aérea Brasileira) deve anunciar nesta terça-feira a contratação da Atech Tecnologia, empresa que este ano se associou à Embraer Defesa e Segurança, para desenvolver o simulador, batizado de Platão.
O contrato é de R$ 10 milhões e o software levará dois anos para ser desenvolvido por uma equipe de 30 engenheiros.
A Atech e FAB também anunciam hoje um segundo contrato, no mesmo valor, para o desenvolvimento de um software de planejamento e gestão de toda a atividade aérea da FAB.
"O Platão vai trazer colocar o treinamento em um novo patamar, permitindo simular cenários realistas de situações de perigo, com uma maior capacidade de processamento", diz Marcos Resende, diretor de tecnologia da Atech. Além do aprimoramento na capacitação, o simulador estará preparado para treinar os controladores para o novo sistema de controle de tráfego aéreo, o Sistema Sagitário, em fase de implantação em todo o país e também desenvolvido pela Atech.  O Sagitário substituirá o software usado atualmente pelos controladores. Com uma série de recursos adicionais, permite processar informações de diversas fontes, como radares e satélites, e também a comunicação digital por dados (e não apenas por voz) entre pilotos e controladores.  O Platão também vai facilitar a reciclagem periódica dos controladores, que hoje precisam ir regularmente à São José dos Campos para renovar a habilitação. O treinamento e as provas serão feitos remotamente. "Isso gera economia de diárias, locomoção, além do fato de que o profissional não vai precisar sair da escala de trabalho", diz Resende.  O presidente da Atech, Tarcísio Takashi Muta, diz que o desenvolvimento dos softwares para a Defesa é uma forma de puxar o desenvolvimento tecnológico. Alguns dos softwares desenvolvidos no passado para a FAB foram adaptados para a iniciativa privada, para as áreas de energia e telecomunicações. ªSão sistemas desenvolvidos para operações complexas, que exigem presteza, tomada de decisão de curto prazo e planejamento antecipado.º  A Atech deve faturar R$ 60 milhões este ano, sendo metade desse valor prestando serviços para a FAB. A empresa também fechou, em 2011, R$ 80 milhões em novos contratos.

PF indicia ex-presidente do PanAmericano por crimes financeiros Folha 01.11.2011 - O ex-presidente do banco PanAmericano Rafael Palladino foi indiciado nesta tarde pela PF (Polícia Federal) sob a acusação de ter cometidos seis diferentes tipos de crimes financeiros durante a gestão que supostamente levou a um rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição financeira.  Entre os delitos atribuídos a Palladino estão gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.  Ele foi convocado para prestar depoimento hoje mas se recusou a responder às perguntas feitas no interrogatório, por orientação de seus advogados.
Ao deixar o prédio da instituição ele negou ter cometido os crimes. "Eu trabalhei por 22 anos no grupo Sílvio Santos, minha atitude sempre foi ilibada e nunca houve nada que me desabonasse. Estou sendo vítima de um linchamento público." "Quando eu estiver à disposição para falar eu vou chamar vocês e vou explicar tudo o que realmente aconteceu. Não estou fugindo, nunca fugi de ninguém. Queriam que eu entrasse [na PF] pela porta de trás, mas eu nunca na minha vida entrei ou saí pela porta de trás, em lugar nenhum. É por isso que entrei e saí hoje pela porta da frente", disse.
Indagado sobre a acusação de ter colaborado para um rombo de R$ 4,3 bilhões no banco, Palladino disse: "Em primeiro lugar a gente põe em dúvida o rombo. Deixa chegar a hora e quando eu puder falar vamos chamar vocês."  A advogada de Palladino, Elisabeth Queijo, disse que o cliente dela recusou-se a responder ao interrogatório "não porque ele não tenha o que dizer, ele tem muito a dizer. Mas ele vai falar perante uma autoridade imparcial, em juízo". A advogada criticou a condução do caso pela PF. Segundo ela, o ex-presidente do PanAmericano "não foi ouvido durante todo o transcurso do inquérito e hoje foi chamado para um indiciamento sobre o qual não tivemos sequer ciência dos fundamentos lançados nos autos".
O ex-presidente do banco Panamericano Rafael Palladino ao chegar para depor na sede da Policia Federal
Investigações: As investigações finais sobre as fraudes no PanAmericano levaram a Polícia Federal a apontar, além de Palladino, outros seis executivos como os autores dos crimes que provocaram o rombo de R$ 4,3 bilhões no banco. Nesta semana, a PF deverá concluir os indiciamentos dos sete dirigentes.  Além de Palladino, serão Intimados a depor nos próximos dias, Luiz Sandoval, ex-presidente do grupo Silvio Santos, e Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico. Eles deverão deixar o prédio da PF em São Paulo já oficialmente acusados.
Na semana passada, foram indiciados Wilson Roberto De Aro, ex-diretor financeiro --apontado como um dos mentores do esquema--, e Adalberto Saviolli, ex-diretor de crédito e cobrança.
Marcos Augusto Monteiro, responsável pela contabilidade do banco, e Eduardo de Ávila Pinto Coelho, ex-diretor de tecnologia, compõem ainda o quadro de acusados da fase final do inquérito.
Na lista de acusados também está o mecânico Alexandre Toros, suposto "laranja" de Palladino nas fraudes.

Banco Credit Suisse anuncia a demissão de 1.500 funcionários Folha 01.11.2011 - O Credit Suisse, segundo maior banco da Suíça, anunciou nesta terça-feira que demitirá 3% de seus funcionários, 1.500 postos de trabalho, para reduzir custos.
No fim de julho, o banco com sede em Zurique anunciou a demissão de 2.000 trabalhadores para enfrentar condições de mercado difíceis e a incerteza econômica.
O banco registrou uma alta de 12% no lucro líquido no terceiro trimestre, em ritmo anual, a 683 milhões de francos suíços, abaixo das previsões dos analistas.
No final de julho, o Credit Suisse já havia cortando cerca de 2.000 empregos após uma performance fraca em corretagem e o fortalecimento do franco suíço atingirem os resultados do banco segundo trimestre.