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Lucro líquido da Duratex cai 22,5% no terceiro trimestre JCRJ 03.11.2011 - O lucro líquido da Duratex, maior fabricante de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul, teve queda de 22,5% no terceiro trimestre ante igual período de 2010, ao recuar de R$ 152,437 milhões para R$ 118,214 milhões. A receita obtida no mercado interno, que continua a ser o principal destino das vendas, cresceu de R$ 674,534 milhões para R$ 754,725 milhões, enquanto as vendas no mercado externo subiram de R$ 28,779 milhões para R$ 35,050 milhões. No fim do terceiro trimestre, a dívida líquida da companhia era de R$ 1,197 bilhão, o que representa aumento de 27,1% em relação a período equivalente do ano passado.
Escalada dos preços das terras perde força no país Valor 03.11.2011 - A indefinição sobre as regras para a aquisição de terras por estrangeiros no Brasil ajudou a conter o ritmo forte de alta nos preços dos imóveis rurais. Em algumas regiões houve estagnação e, pontualmente, até retração de valores, sobretudo nos "grandes" negócios em áreas maiores, acima de 3 mil hectares. No entanto, apesar desse movimento, o saldo geral em 2011 ainda é de valorização, puxada pelos negócios dos clientes tradicionais desse mercado: produtores rurais capitalizados após safra de boa rentabilidade. Nos negócios intermediados pela empresa do ramo imobiliário Commercial Properties, a retração de preços ocorreu em áreas grandes e foi acima de 10%, dependendo da região e da cultura para a qual a terra é destinada. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, tradicional polo de cana, houve negócios fechados por R$ 32 mil o hectare, 16% menos que no ano passado. Em Cascavel (PR), o preço da terra diminuiu 14%, para R$ 25 mil o hectare. Em Pouso Alegre (MG), região de cultivo de grãos, café e frutas, a queda apurada pela empresa foi de 12%; em Luís Eduardo Magalhães (BA), chegou a 19%. Uma das poucas regiões onde a Commercial Properties apurou aumento nos preços de terras com mais de 3 mil hectares em 2011 foi na faixa que vai de Lucas do Rio Verde (MT) a Sinop (MT), onde a alta é de 32%. Em Chapadão do Sul (MS) também houve aumento, de 27%. "Intermediamos essas negociações. Temos as visões do comprador e do vendedor. Sabemos quando o dono de uma fazenda quer vender por R$ 10 milhões, mas aceita receber R$ 8 milhões porque não consegue pedir mais, sabe que o mercado perdeu liquidez", diz Aloisio Feres Barinotti, CEO da Commercial Properties. Assim, o ano de 2011, até agora, foi de relativa estagnação nos negócios de porte, foco de grandes investidores, muitos deles multinacionais ou fundos de investimentos. "Nosso portfólio, voltado para áreas superiores a 10 mil hectares, teve que se adaptar para negociar propriedades 'menores', a partir de 3 mil hectares", explica o presidente da empresa, que é associada à multinacional americana do ramo imobiliário NAI. Quem sustentou a compra e a venda de terra no país em 2011 foi a clientela tradicional, sobretudo produtores de soja, milho, algodão e cana mais capitalizados com os preços mais elevados dessas commodities. "É cultural no produtor, em ano de boa rentabilidade, comprar terra como reserva de valor", acrescenta Barinotti.
A Informa Economics FNP, que faz um levantamento que considera, em sua maior parte, áreas menores de 2 mil hectares, verificou no acumulado de 2011 um aumento nos preços das terras acima de 5%, segundo a gerente de agroenergia da consultoria, Jacqueline Bierhals. Ela observa, porém, que de fato os grandes negócios perderam liquidez e que a maior parte das operações ocorreu mesmo em áreas inferiores a 2 mil hectares. "O ano de 2011 não está paralisado, mas a liquidez está mediana. Os produtores rurais locais é que estão fechando negócios". Mas, mesmo entre as áreas menores, houve estagnação em algumas regiões, como na Bahia e em parte de Mato Grosso do Sul. "Acredito que no oeste baiano houve uma aceleração muito forte em 2009 e 2010. Agora, estagnaram por já estarem confortáveis", avalia Jacqueline. Para Barinotti, o recuo dos grandes negócios em 2011 foi, na realidade, um adiamento. Ele acredita que quando o governo definir a legislação sobre a compra de terras por estrangeiros as transações represadas voltarão à mesa. "Os investidores já se estruturaram para essa nova fase. Ajustes societários, captações de recursos e projetos já foram definidos. Vai ficar faltando só apertar o botão", afirma ele. Por isso, não é difícil prever que em 2012 os preços das grandes áreas de terras deverão voltar a subir. De olho nisso, companhias como a SLC Agrícola estão aproveitando o recuo da "concorrência" no mercado de terras para ir às compras. Em menos de dois meses, a SLC anunciou a aquisição de duas fazendas no Piauí e negocia com uma terceira, em Mato Grosso. Em 6 de setembro, informou a compra de 13,812 mil hectares por R$ 68,581 milhões, e em 21 de outubro, a aquisição de 12.936 hectares, por R$ 47,335 milhões, ambas no Piauí. "A fazenda em Mato Grosso que estamos negociando é ainda maior, tem 29 mil hectares", afirma diretor-presidente da SLC Agrícola, Arlindo Moura. Para ele, não houve estagnação ou redução dos preços nas áreas rurais de maior porte. "O que eu senti é que não subiu tanto, pelo menos no ritmo que vinha no ano passado. Mas após essa definição jurídica, certamente os preços vão explodir", acredita.
Unilever reage ao avanço da P&G e lança 86 produtos Brasil Economico 03.11.2011 - A meta é elevar a participação de mercado da companhia com todas as suas marcas para cabelos, de 28,7% neste ano, para 32% em 2012 e 35% em 2015. Gigante do consumo lança 86 produtos para cabelo para barrar crescimento do vice-líder Pantene.
Há quatro anos, a Pantene, marca de produtos para cabelos da americana P&G, era pouco representativa no bilionário mercado brasileiro de xampus, condicionadores e cremes de tratamento, liderado por Seda, da gigante anglo-holandesa Unilever, e alvo da disputa de mais de três mil empresas. Hoje, a Pantene é a segunda marca mais vendida do país, com 9% de participação de mercado ante o 0,5% ocupado em 2007. No estado do Rio de Janeiro, Pantene desbancou Seda e é líder.A reviravolta promovida pelo egípcio Tarek Farahat, presidente da P&G no Brasil, também envolve a área de detergentes para lavar roupa, nas versões em pó e líquida. Embora Omo, da Unilever, domine o mercado em pó com 50% de participação, a fórmula líquida é liderada por Ariel, da P&G. É bem verdade que a versão líquida responde por apenas 10% das vendas de um mercado de R$ 4,5 bilhões. Contudo, esta formulação tende a ganhar músculos nos próximos anos e garantir maior rentabilidade aos fabricantes. Contra-ataque: Coincidência ou não, a partir deste mês, a Unilever coloca nas gôndolas sua estratégia para aumentar a participação no mercado de produtos para cabelos, avaliado em R$ 3,8 bilhões.A empresa anunciou investimentos de R$ 500 milhões até dezembro de 2012, que envolvem o lançamento 86 produtos e novas marcas, como a Tresemmé, resultado da aquisição da empresa americana Alberto Culver em 2010, e Keratinology, criada internamente.As marcas Clear, Seda e Dove também passaram por reformulação.
A meta de Andrea Salgueiro Cruz Lima, vice-presidente de negócios de cuidados pessoais da Unilever, é elevar a participação de mercado da companhia com todas as suas marcas para cabelos, de 28,7% neste ano, para 32% em 2012 e 35% em 2015. Frente ao 0,5% de aumento de market share que a Unilever conquistou em produtos para cabelo neste ano em relação a 2010,o salto esperado demandará muita transpiração.Para não ficar muito dependente de Seda, que é uma marca que vem perdendo participação de mercado embora ainda detenha a liderança, a Unilever adotou uma estratégia de atuação em vários níveis, com produtos de entrada, premium e super premium. "Se a Unilever deixar de vender Seda para uma consumidora, ela ganhará na comercialização de Tresemmé para outra. A companhia perde de um lado, mas ganha no final, e aumenta sua chance de manter ou elevar sua participação", analisa um fabricante. A briga por preço, diz, João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), não tem mais espaço. "Os produtos já estão baratos para baixarem mais sem comprometer a qualidade."Ele cita a própria Pantene, que conseguiu ficar conhecida sem derrubar os preços
Há quatro anos, a Pantene, marca de produtos para cabelos da americana P&G, era pouco representativa no bilionário mercado brasileiro de xampus, condicionadores e cremes de tratamento, liderado por Seda, da gigante anglo-holandesa Unilever, e alvo da disputa de mais de três mil empresas. Hoje, a Pantene é a segunda marca mais vendida do país, com 9% de participação de mercado ante o 0,5% ocupado em 2007. No estado do Rio de Janeiro, Pantene desbancou Seda e é líder.A reviravolta promovida pelo egípcio Tarek Farahat, presidente da P&G no Brasil, também envolve a área de detergentes para lavar roupa, nas versões em pó e líquida. Embora Omo, da Unilever, domine o mercado em pó com 50% de participação, a fórmula líquida é liderada por Ariel, da P&G. É bem verdade que a versão líquida responde por apenas 10% das vendas de um mercado de R$ 4,5 bilhões. Contudo, esta formulação tende a ganhar músculos nos próximos anos e garantir maior rentabilidade aos fabricantes. Contra-ataque: Coincidência ou não, a partir deste mês, a Unilever coloca nas gôndolas sua estratégia para aumentar a participação no mercado de produtos para cabelos, avaliado em R$ 3,8 bilhões.A empresa anunciou investimentos de R$ 500 milhões até dezembro de 2012, que envolvem o lançamento 86 produtos e novas marcas, como a Tresemmé, resultado da aquisição da empresa americana Alberto Culver em 2010, e Keratinology, criada internamente.As marcas Clear, Seda e Dove também passaram por reformulação.
A meta de Andrea Salgueiro Cruz Lima, vice-presidente de negócios de cuidados pessoais da Unilever, é elevar a participação de mercado da companhia com todas as suas marcas para cabelos, de 28,7% neste ano, para 32% em 2012 e 35% em 2015. Frente ao 0,5% de aumento de market share que a Unilever conquistou em produtos para cabelo neste ano em relação a 2010,o salto esperado demandará muita transpiração.Para não ficar muito dependente de Seda, que é uma marca que vem perdendo participação de mercado embora ainda detenha a liderança, a Unilever adotou uma estratégia de atuação em vários níveis, com produtos de entrada, premium e super premium. "Se a Unilever deixar de vender Seda para uma consumidora, ela ganhará na comercialização de Tresemmé para outra. A companhia perde de um lado, mas ganha no final, e aumenta sua chance de manter ou elevar sua participação", analisa um fabricante. A briga por preço, diz, João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), não tem mais espaço. "Os produtos já estão baratos para baixarem mais sem comprometer a qualidade."Ele cita a própria Pantene, que conseguiu ficar conhecida sem derrubar os preços
Pão de Açúcar reinaugura farmácia com novo conceito Exame 03.11.2011 - Essa é a primeira loja de rua do grupo e servirá de modelo para a expansão do formato.
O Pão de Açúcar reinaugurou uma unidade de drogaria da bandeira Extra, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, com um novo conceito de loja, que passa a contar com um maior mix de produtos, atendimento especializado com consultoras, serviço de entregas, além de um novo layout e comunicação interna. Essa é a primeira loja de rua do grupo e servirá de modelo para a expansão do formato. Segundo a empresa, as farmácias também ganharam espaço nos hipermercados. Nas 15 unidades dentro dos hipermercados nas quais as mudanças foram realizadas - desde o reforço no mix de produtos, principalmente da categoria de perfumaria e beleza - as vendas cresceram mais de 50%. O objetivo da empresa é aplicar esse novo modelo para todas as drogarias já existentes. As drogarias do Extra ofereciam antes das reformulações, em média, 7 mil itens e agora, com a expansão, são 9 mil produtos, incluindo medicamentos, perfumaria e beleza, produtos de cuidado pessoal e também equipamentos para controle e diagnóstico. As reformulações devem ser implementadas nas demais lojas ao longo dos próximos dois anos. Atualmente, a empresa conta com 153 drogarias, distribuídas em 11 Estados brasileiros, mais Distrito Federal.
O Pão de Açúcar reinaugurou uma unidade de drogaria da bandeira Extra, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, com um novo conceito de loja, que passa a contar com um maior mix de produtos, atendimento especializado com consultoras, serviço de entregas, além de um novo layout e comunicação interna. Essa é a primeira loja de rua do grupo e servirá de modelo para a expansão do formato. Segundo a empresa, as farmácias também ganharam espaço nos hipermercados. Nas 15 unidades dentro dos hipermercados nas quais as mudanças foram realizadas - desde o reforço no mix de produtos, principalmente da categoria de perfumaria e beleza - as vendas cresceram mais de 50%. O objetivo da empresa é aplicar esse novo modelo para todas as drogarias já existentes. As drogarias do Extra ofereciam antes das reformulações, em média, 7 mil itens e agora, com a expansão, são 9 mil produtos, incluindo medicamentos, perfumaria e beleza, produtos de cuidado pessoal e também equipamentos para controle e diagnóstico. As reformulações devem ser implementadas nas demais lojas ao longo dos próximos dois anos. Atualmente, a empresa conta com 153 drogarias, distribuídas em 11 Estados brasileiros, mais Distrito Federal.
Fim da patente do Lipitor desafia Pfizer Valor 03.11.2011 - A Pfizer, o maior laboratório farmacêutico mundial em termos de receita, informou que uma forte linha de produtos em desenvolvimento e um foco renovado em inovação vão impulsionar a empresa depois que o Lipitor, medicamento de sucesso arrasador para o controle dos níveis de colesterol, perder sua patente americana, no fim deste mês. O Lipitor, o remédio mais vendido do setor farmacêutico e que representa cerca de 20% das vendas da Pfizer nos Estados Unidos, ficará exposto à concorrência da parte de fabricantes de genéricos a partir de 30 de novembro. Ian Read, o principal executivo da Pfizer, garantiu que a empresa está "bem-preparada" para a perda, com planos instaurados para respaldar a marca e para continuar gerando receita por meio dela mesmo depois da quebra de seu monopólio. "Empenhamo-nos arduamente em maximizar o valor da marca e em posicioná-la o melhor possível antes da perda da exclusividade", disse Read. Em julho, a Pfizer conseguiu prorrogar por seis meses sua patente do Lipitor na maioria dos países da União Europeia, o que rendeu exclusividade até maio de 2012. A empresa também pretende distribuir uma versão genérica "autorizada" do medicamento por meio da Watson Pharmaceuticals e estuda a possibilidade de tentar vender uma versão do remédio que dispense apresentação de receita médica. "Há, obviamente, a intenção, em algum momento, de tentar formular e ter uma versão do Lipitor sem receita médica no mercado", disse Read a analistas. No entanto, a Pfizer reconheceu que o "penhasco da patente" será um golpe para suas vendas, observando que, no terceiro trimestre, o fim de patentes vão cortar US$ 950 milhões, ou 6%, da receita. Les Funtleyder, analista e administrador de investimentos da Miller Tabak, estimou que a Pfizer conseguirá manter cerca de 40% do mercado do Lipitor em 2012 e que seria aconselhável continuar tentando manter seus monopólios em outros mercados pelo maior período possível. "Quanto mais a Pfizer puder conservar maior parcela de participação de mercado de um medicamento que gera US$ 12 bilhões ao ano, melhor", disse. "[O Lipitor] movimenta milhões de dólares ao dia." A Pfizer elevou suas perspectivas para 2011, mas advertiu que as preocupações macroeconômicas da Europa e os potenciais cortes do orçamento dos Estados Unidos por parte de uma "supercomissão" do Congresso são motivo de apreensão. No entanto, a empresa informou que seus lucros do terceiro trimestre dispararam devido ao aumento da demanda por parte dos mercados emergentes e à venda de sua divisão Capsugel. O lucro líquido do terceiro trimestre subiu para US$ 3,7 bilhões, ou US$ 0,48 por ação, comparativamente aos US$ 866 milhões, ou US$ 0,11 por ação, de igual período do ano passado. Os resultados superaram as expectativas dos analistas. Os resultados também se beneficiaram de um encargo de US$ 1,5 bilhão que deprimiu seus lucros um ano atrás. A receita ano a ano da Pfizer aumentou 7%, para US$ 17,2 bilhões. Também no comparativo anual, a receita mundial, que responde por 60% das vendas da Pfizer, cresceu 15%, enquanto as vendas nos Estados Unidos recuaram 3%. Em abril, a Pfizer vendeu a Capsugel para a KKR por US$ 2,4 bilhões, dando início de seu plano de reestruturação. A empresa pretende alienar ou desmembrar como companhia independente as divisões de nutrição e veterinária, na tentativa de centrar seu foco. Read disse que tomará decisões sobre as divisões no ano que vem e que as cisões ocorrerão, provavelmente, até meados de 2013.
Lucro do Banco do Brasil cresce 10,1% no 3º trimestre Valor 03.11.2011 - O Banco do Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,891 bilhões, um crescimento de 10,1% sobre igual período do ano passado, diante do crescimento das operações de crédito. Considerando o período de janeiro a setembro, a instituição registrou lucro recorde de R$ 9,154 bilhões, alta de 18,9%. A carteira de crédito total, incluindo garantias e os títulos e valores mobiliários privados, alcançou R$ 441,6 bilhões ao fim de setembro, aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% no trimestre. As receitas com intermediação financeira foram de R$ 30,3 bilhões no trimestre, uma expansão de 42,8% em relação a igual período em 2010. Já as despesas administrativas subiram 7,8%, para R$ 17,8 bilhões. Considerando apenas o crédito para pessoa física, que atingiu saldo de R$ 125,8 bilhões ao fim de setembro, o crescimento foi de 17,1% em um ano e de 2,6% sobre o encerramento do segundo trimestre. O BB manteve a liderança no segmento de crédito consignado, com 31,6% de participação de mercado, segundo o resultado divulgado nesta quinta-feira. A carteira de crédito às empresas alcançou R$ 199,1 bilhões, o que representa aumento de 21,6% em 12 meses e de 4,1% sobre o trimestre imediatamente anterior. A taxa de inadimplência nas operações de crédito (com atraso superior a 90 dias) encerrou o terceiro trimestre em 2,1%, abaixo dos 2,7% registrados em setembro do ano passado. O banco contava com R$ 949,8 bilhões em ativos totais ao fim de setembro, aumento de 19,2% sobre igual período do ano passado.
Com ajuda da Oi, Portugal Telecom tem lucro de US$ 145 mi no trimestre Valor 03.11.2011 - A Portugal Telecom encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 105,6 milhões de euros (US$ 145,1 milhões), recuo de 98% frente ao resultado de um ano antes, quando a companhia divulgou ganhos de 5,3 bilhões de euros. O valor reportado na época incluiu, no entanto, 4,5 bilhões de euros referentes à venda da participação da empresa na Vivo.O lucro registrado pela Portugal Telecom superou as estimativas de analistas, que giravam em torno de 98 milhões de euros. O desempenho foi impulsionado pela participação no grupo Oi, que contribuiu para minimizar os resultados obtidos na operação da companhia em Portugal. No mercado doméstico, o grupo alcançou receita de 731 milhões de euros no período, recuando 7,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2010. Entre julho e setembro, a receita operacional da Portugal Telecom cresceu 83,5%, para 1,74 bilhão de euros (US$ 2,39 bilhões). O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) somou 654,2 milhões de euros (US$ 898,9 milhões), avanço de 71,3% se comparado ao ano anterior. A margem Ebitda saiu de 40,1% para 37,4%. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido da Portugal Telecom foi de 333 milhões de euros (US$ 457,5 milhões), queda de 94,1% ante o mesmo período do exercício anterior. A receita operacional, por sua vez, cresceu 58,1%, para 4,41 bilhões de euros (US$ 6,05 bilhões).
Parque eólico Mangue Seco entra em operação comercial, diz Petrobras Valor 03.11.2011 - As usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o parque eólico de Mangue Seco, estão operando comercialmente desde terça-feira, informou a Petrobras. Localizado no Rio Grande do Norte, o primeiro parque eólico da estatal entra em operação oito meses antes do esperado. Inicialmente, a previsão era que a energia gerada pelas usinas fosse disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional a partir de julho de 2012. Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, e são válidos por vinte anos. O projeto recebeu investimentos da ordem de R$ 424 milhões. A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower. As usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. “Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350 mil habitantes”, detalha a Petrobras, em nota. Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento. O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV.
Carlson Wagonlit, de viagens corporativas, compra a Net Tour
Valor 03.11.2011 - Carvalhal, presidente da Carlson Brasil: "As empresas são complementares". A Carlson Wagonlit Travel (CWT), a maior empresa do mundo de turismo corporativo, comprou 100% do capital da brasileira Net Tour, também do setor de viagens corporativas. É a décima quinta aquisição da filial brasileira da franco-americana CWT desde que iniciou suas atividades no país, em 1994. O contrato de compra e venda de ações foi assinado na noite de segunda-feira, mas o valor não foi divulgado. "Os sócios da Net Tour permanecem. Vamos manter as duas empresas e com o tempo vamos avaliar se mantemos o nome ou se vamos incorporar a Net Tour", afirma o presidente da CWT no Brasil, André Carvalhal. De acordo com ele, "as duas empresas são complementares". Com a aquisição, Carvalhal estima que o faturamento da CWT vai ficar em torno de R$ 1,5 bilhão em 2012. Este ano, a Carlson deverá faturar R$ 1 bilhão, crescimento de 10% em relação ao ano passado. A Net Tour, por sua vez, deverá ter vendas de R$ 300 milhões em 2011, uma expansão de 30% diante do resultado de 2010. "Somos a maior empresa do mundo de viagens corporativas. Com a aquisição da Net Tour, queremos consolidar essa posição no Brasil também", afirma Carvalhal. O faturamento global da CWT no ano passado ficou na casa dos US$ 24 bilhões. O maior movimento de aquisições da CWT no Brasil foi concentrado entre os anos de 1996 e 2001, de acordo com Carvalhal. A última compra da Carlson no Brasil foi da Mapfre Viagens, agência de turismo da seguradora Mapfre, em 2008. Neste caso, porém, foi uma negociação deflagrada pela matriz da CWT, com desdobramentos nas filiais, que absorveram as operações locais da Mapfre Viagens. A Net Tour foi a segunda aquisição de uma empresa 100% brasileira desde 2001, quando a CWT comprou a Itaú Turismo, agência de viagens do Itaú. A Net Tour foi fundada em 1995 por Carlos Katibian, Sérgio Vaz e Elias Chaklian. Os três eram gerentes da Bradesco Viagens, que decidiu naquele ano encerrar as suas operações. Os três juntaram suas economias e o dinheiro da rescisão, em torno de R$ 50 mil, para atender a demanda de viagens corporativas do próprio banco Bradesco. "O flerte teve início em meados de 2009. Contratamos uma consultoria que nos indicou que a Carlson era a melhor opção entre outros pretendentes", afirma Katibian, sócio-diretor da Net Tour. Além de gerenciar a demanda de viagens corporativas do Bradesco, a Net Tour tem as contas da mineradora Vale e da siderúrgica CSN. A atividade da CWT é 100% focada no mercado corporativo. Do faturamento total, 75% é gerado pela venda de passagens aéreas e os 25% restantes vêm da estadia em hotéis. Neste ano, a Carlson deverá intermediar a venda de até 900 mil passagens aéreas, ante 621,9 mil do ano passado. As projeções indicam a comercialização de até 400 mil vouchers de hotéis (cada voucher corresponde a uma média de duas diárias e meia). A CWT, no país, compete com empresas como Alatur e Flytour. A pesquisa Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas, encomendada pela Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas, mostra que o setor movimentou R$ 21 bilhões em 2010. O resultado deste ano só será divulgado em fevereiro.
João Rezende é nomeado presidente da Anatel DOU 01.11.2011 - A presidenta da República, Dilma Rousseff, nomeou João Batista de Rezende para exercer o cargo de presidente do Conselho Diretor da Agência, com mandato até 5 de novembro de 2013. O decreto de nomeação foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU). João Rezende é membro do Conselho Diretor da Anatel desde 2009. Mestre em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, formou-se em 1988, também em Economia, na Universidade Estadual de Londrina. Foi chefe de gabinete do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Entre 2005 e 2006, foi vice-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix). Presidiu a Sercomtel e a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (PR), cidade onde foi Secretário de Fazenda e diretor financeiro da Cohab. Atuou como economista no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foi diretor financeiro da Fundação Paulista de Educação e Tecnologia. Atuou, ainda, como consultor e professor de pós-graduação.
Dotz cresce em Belo Horizonte, chega a Brasília e planeja entrada no Nordeste Valor 03.11.2011 - A cada real gasto em estabelecimentos como o supermercado Atacadão ou a lanchonete Bob's, mais de 60 mil pessoas em Brasília podem acumular uma nova moeda virtual, desde o mês passado. O benefício se estende a 135 pontos de venda. A capital federal tornou-se a segunda localidade atendida pela Dotz, empresa que constatou a dificuldade dos programas de milhagem de companhias aéreas e de cartões de crédito em chegar à classe C. Primeiro, com começo tímido há pouco mais de dez anos, ela montou um programa de fidelidade para compras no então incipiente comércio eletrônico. Agora, ao sair do meio virtual e ganhar experiência no mundo físico, já se prepara para encarar concorrentes de peso, como Multiplus, da TAM. De olho no aumento do consumo pela nova classe média, ainda pouco familiarizada com os programas de fidelização das companhias aéreas e de cartões de crédito, a Dotz deu início a um plano de expansão que prevê a chegada a cinco capitais ou grandes cidades do país em 2012. São, de forma geral, parcerias com redes que têm programas de fidelização pouco estruturados - ou nenhum programa. Um projeto-piloto comemora dois anos em Belo Horizonte. Depois de conquistar 600 mil clientes mineiros, 82% dos quais continuam ativos, a empresa decidiu alçar voos mais altos."Até dezembro de 2013, queremos estar em todas as principais capitais do país, com faturamento anual entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões", afirma Roberto Chade, presidente da Dotz. Neste ano, a estimativa é que o faturamento cresça "mais de 300%", mas sobre uma base ainda baixa - os valores não são divulgados. Diferentemente de concorrentes como a Multiplus, a Dotz não está ancorada em nenhuma companhia aérea, como é característica da maioria dos programas de milhagem. Um grupo familiar de São Paulo tem 63% da empresa, com a Ascet Investimentos. Outros 37% pertencem à Loyalty One, dona de um programa de fidelização que possui 24 milhões de clientes no Canadá. Da mesma forma que sua acionista canadense, a Dotz apostou principalmente em redes de varejo, como supermercados, livrarias e postos de combustíveis. O foco é sobretudo, mas não exclusivamente, na classe C. Um dos maiores parceiros é o Banco do Brasil. Os correntistas que acumulam pontos, com aplicações ou cartões de crédito, podem transferi-los para a Dotz. O resgate de prêmios pode ser feito em qualquer uma das empresas parceiras, além de um catálogo com mais de dez mil produtos e serviços. "Podem ser passagens aéreas, ingressos de cinema ou o almoço na churrascaria", exemplifica Chade. Ele diz que a tentativa da Dotz é fortalecer o conceito de "segunda moeda", e não de apenas um programa de milhagem. Além das parcerias com lojas virtuais, quem adere à Dotz já pode acumular pontos em 22 estabelecimentos diferentes de Belo Horizonte e 13 de Brasília. "Todos os dias recebemos pedidos de adesão de cinco a dez empresas, mas queremos escolher parceiros importantes e com representatividade nacional", diz Chade. As parcerias serão estendidas para mais cinco grandes cidades em 2012. "Também queremos botar um pezinho no Nordeste." Chade afirma que há benefícios mútuos, tanto para as empresas quanto para os consumidores. Segundo ele, até 70% do orçamento de programas de fidelidade próprios são consumidos pelos seus custos operacionais. "Isso faz com que, na prática, o consumidor demore mais tempo para resgatar prêmios." Na Dotz, Chade garante que os custos operacionais caem para 15% a 20% para os associados.
Redecard e Cielo estudam entrar na STP Valor 03.11.2011 - Depois de admitir que tem interesse na entrada de mais parceiros em sua sociedade, a companhia Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) negocia o ingresso da Redecard em seu capital. A Cielo e fundos de "private equity", que compram participações em empresas, também estudam integrar o capital social da STP, proprietário dos sistemas de pagamento eletrônico de pedágio e estacionamento Sem Parar e Via Fácil. Segundo o Valor apurou, a Redecard já teria apresentado uma proposta e recebido - cerca de 15 dias atrás - uma contra-proposta dos controladores da STP. Executivos da Cielo teriam admitido em uma reunião com investidores, há um mês, que a empresa está examinando o projeto. Procuradas, a Redecard não atendeu à reportagem e a Cielo informou que não comenta o que classificou de rumores. A STP teria levado aos potenciais interessados uma proposta em aberto - ou seja, eles estariam livres para negociar tanto uma participação minoritária como majoritária na empresa. O objetivo inicial da STP é fechar a transação até o fim do ano. O executivo de um dos acionistas da STP chegou a dizer, no mês passado, que em 15 dias o negócio teria uma definição - prazo que se encerraria amanhã. Pessoas envolvidas no processo, no entanto, acham pouco provável que o negócio seja concluído até dezembro, dada sua complexidade. "Ainda há muito trabalho a ser feito e faltam praticamente 45 dias para o fim do ano", explica uma fonte a par das negociações. "Um processo de 'due diligence', por exemplo, leva semanas para ser realizado", ressalta. Hoje, o sistema da STP funciona como uma espécie de serviço de crédito. O motorista que usa o dispositivo passa pela praça de pedágio e, somente no fim do mês, recebe a fatura para efetuar o pagamento. Em entrevista ao Valor há dois meses, Pedro Donda, presidente da STP, disse que a intenção é justamente ampliar esse serviço e transformar a tecnologia em uma espécie de cartão de crédito para pagamento em postos de gasolina e fretes de caminhoneiros. Para ampliar essa operação, no entanto, a companhia precisaria conhecimento operacional de uma empresa ligada ao serviço de crédito. Além disso, a STP poderia transferir parte do risco de crédito às instituições financeiras controladoras de Redecard (Itaú) e Cielo (Banco do Brasil e Bradesco). Por esses motivos, segundo especialistas do setor, a entrada de qualquer uma das companhias na participação da STP "faz sentido". Donda disse, em congresso de rodovias na última semana em Foz do Iguaçu (PR), que as negociações não estão definidas. Perguntado se o novo sócio ocuparia posição majoritária na companhia, ele informou que "todas as possibilidades" são estudadas e chegou a mencionar uma possível parceria com a Visa para as operações. Segundo o executivo, os atuais acionistas teriam de ceder, cada um, parte do capital para o novo sócio. Na avaliação de especialistas, fundos de private equity não fariam questão do controle, mas sim de uma cadeira no conselho de administração. O BTG Pactual foi contratada pela STP para assessorar a operação.
Fundos se unem na gestão da Coteminas Valor 03.10.2011 - A Coteminas será alvo de uma participação mais ativa de minoritários importantes: as fundações Previ, Petros e Funcef. Juntos os fundos de pensão têm 22% das ações ordinárias (com direito a voto) da empresa. Mas essa atuação será executada pela Leblon Equities, que recebeu nesta semana as participações desses fundos para gerir. A gestora carioca assume, daqui para frente, a representação dos interesses dos fundos na companhia, líder mundial na fabricação de artigos têxteis de cama, mesa e banho e dona das marcas Artex, Santista e M. Martan, entre outras. O fundo da Leblon tem duração mínima de quatro anos. A posição equivale a cerca de R$ 50 milhões. O objetivo da Leblon, conhecida por seu foco no longo prazo e pelo diálogo com as companhias, é buscar gerar "valor e liquidez" para essa participação das fundações na Coteminas, empresa da família do ex-presidente da República José de Alencar, morto em março deste ano. O valor de mercado da empresa está em aproximadamente R$ 440 milhões - bastante distante dos R$ 2 bilhões que chegou a valer em meados 2007, logo após a listagem da controlada Springs Global no Novo Mercado da BM&FBovespa. O montante equivale a cerca de 30% do valor patrimonial da empresa, de R$ 1,4 bilhão. Os fundos de pensão, dado o pequeno valor absoluto do negócio frente a suas carteiras totais, de dezenas e centenas de bilhões, acabavam não dedicando tempo suficiente à empresa - a despeito da representatividade no capital da companhia. Não é a primeira vez que a Previ adota essa estratégia, movimento semelhante ocorreu com a Café Iguaçú e a Investidor Profissional. Com a transferência para um fundo gerido pela Leblon, haverá maior dedicação ao negócio.
A expectativa é que de maneira diplomática haja a troca dos dois conselheiros que hoje representam as fundações na Coteminas por nomes indicados pela Leblon. Todo o processo deve ser realizado de maneira amigável. A relação entre a Leblon e a Coteminas vem desde 2009, quando num aumento de capital da controlada Springs a gestora adquiriu uma participação relevante. Atualmente, a fatia detida por fundos da Leblon é de 4,4%. O próprio presidente e controlador da Coteminas, Josué Gomes da Silva, afirmou que todo esse processo foi feito em "comum acordo". Segundo ele, todos os nomes avaliados pelas fundações eram "muito bons". E que a Leblon "conhece a empresa". Gomes da Silva afirmou compreender a opção das fundações por transferir a gestão à Leblon, pois o investimento na empresa é pequeno face aos patrimônios dos fundos de pensão. "É difícil ter equipe técnica para isso." Não é a primeira vez que a Coteminas conviverá com uma gestora de mercado tão próxima do negócio. A Tarpon foi acionista relevante durante anos, mas hoje já não consta mais na formação do capital da empresa. A expectativa é que a Leblon faça um trabalho que auxilie a companhia a recuperar a liquidez dos papéis e a melhorar a percepção do negócio frente aos investidores. Após o auge no mercado, em 2007, a companhia sofreu - tanto Coteminas, quanto Springs - principalmente com o início da crise americana. A Springs foi comprada em 2006, logo após o fim do acordo Multifibras, que regulava o comércio internacional de têxteis. Com isso, a Coteminas negociada tornou-se quase uma holding pura, pois com exceção do pequeno negócio da Santanense, todos os ativos operacionais foram alocados abaixo da controlada Springs Global, listada na bolsa brasileira desde 2007. Antes da derrocada da economia dos países desenvolvidos, com a quebra do Lehman Brothers e o agravamento do cenário internacional, as empresas sofreram com o processo de concentração da atividade fabril no Brasil e na Argentina. Em novembro de 2010, na Carta Leblon 5, os gestores, ao comentarem esse episódio, destacaram a falta de prioridade na comunicação com o mercado, o que dificultou a compreensão desse trabalho - principal razão para os prejuízos registrados em 2007 e 2008, junto com a crise. O forte da Coteminas nunca foi a comunicação com os investidores. O diretor de relações com investidores têm um dialogo distante com o mercado. O presidente Josué Gomes da Silva é quem centraliza decisões e comunicação e, com isso, tornou-se a cara da companhia - e sem agenda suficiente para a demanda dos acionistas. Por isso, aos olhos do mercado, a melhora da visão do negócio passa por um aumento da transparência e pela descentralização. Além da falta de compreensão sobre os prejuízos, veio a crise financeira global, que se instalou logo na sequência, dificultando uma recuperação dos preços em bolsa. Com os problemas nos Estados Unidos, a segunda maior cliente da Springs, a varejista Linens N'Things, pediu falência. Na época, o mercado americano respondia por 65% das vendas da Springs Global. Com a constante redução das vendas no Hemisfério Norte, o Brasil subiu sua participação nas vendas de 35% para os 51% registrados no segundo trimestre. Resultado de toda essa combinação foi a perda de liquidez - e de valor - das empresas listadas Coteminas e Springs. Em 2007, as preferenciais da Coteminas negociavam em média, por dia, 189 mil ações, movimentando R$ 2,2 milhões, enquanto a novata Springs transacionava a cada pregão uma média de 101 mil papéis, com giro de R$ 2,1 milhões. Neste ano, a negociação com a holding despencou para 36,5 mil ações, somando R$ 157 mil. A controlada também sofreu grande perda de representatividade, passando a movimentar 56 mil papéis, girando menos de R$ 250 mil ao dia. Os problemas na terra do Tio Sam continuam atrapalhando a companhia. No balanço mais recente da Coteminas, do segundo trimestre deste ano, uma baixa contábil de R$ 37 milhões vinda da Springs e um ajuste fiscal negativo de R$ 70 milhões, combinados à contínua perda de receita em solo americano, levaram a empresa a um prejuízo de R$ 68,5 milhões, ante lucro líquido de R$ 8,6 milhões em igual período de 2010. A estratégia de futuro, cujo desenho teve participação relevante da Tarpon, é seguir modelo semelhante ao da fabricante têxtil de moda, a Hering, com forte atuação no varejo. Foi com esse objetivo que a companhia adquiriu por R$ 55 milhões a M.Martan, em setembro de 2010.
A expectativa é que de maneira diplomática haja a troca dos dois conselheiros que hoje representam as fundações na Coteminas por nomes indicados pela Leblon. Todo o processo deve ser realizado de maneira amigável. A relação entre a Leblon e a Coteminas vem desde 2009, quando num aumento de capital da controlada Springs a gestora adquiriu uma participação relevante. Atualmente, a fatia detida por fundos da Leblon é de 4,4%. O próprio presidente e controlador da Coteminas, Josué Gomes da Silva, afirmou que todo esse processo foi feito em "comum acordo". Segundo ele, todos os nomes avaliados pelas fundações eram "muito bons". E que a Leblon "conhece a empresa". Gomes da Silva afirmou compreender a opção das fundações por transferir a gestão à Leblon, pois o investimento na empresa é pequeno face aos patrimônios dos fundos de pensão. "É difícil ter equipe técnica para isso." Não é a primeira vez que a Coteminas conviverá com uma gestora de mercado tão próxima do negócio. A Tarpon foi acionista relevante durante anos, mas hoje já não consta mais na formação do capital da empresa. A expectativa é que a Leblon faça um trabalho que auxilie a companhia a recuperar a liquidez dos papéis e a melhorar a percepção do negócio frente aos investidores. Após o auge no mercado, em 2007, a companhia sofreu - tanto Coteminas, quanto Springs - principalmente com o início da crise americana. A Springs foi comprada em 2006, logo após o fim do acordo Multifibras, que regulava o comércio internacional de têxteis. Com isso, a Coteminas negociada tornou-se quase uma holding pura, pois com exceção do pequeno negócio da Santanense, todos os ativos operacionais foram alocados abaixo da controlada Springs Global, listada na bolsa brasileira desde 2007. Antes da derrocada da economia dos países desenvolvidos, com a quebra do Lehman Brothers e o agravamento do cenário internacional, as empresas sofreram com o processo de concentração da atividade fabril no Brasil e na Argentina. Em novembro de 2010, na Carta Leblon 5, os gestores, ao comentarem esse episódio, destacaram a falta de prioridade na comunicação com o mercado, o que dificultou a compreensão desse trabalho - principal razão para os prejuízos registrados em 2007 e 2008, junto com a crise. O forte da Coteminas nunca foi a comunicação com os investidores. O diretor de relações com investidores têm um dialogo distante com o mercado. O presidente Josué Gomes da Silva é quem centraliza decisões e comunicação e, com isso, tornou-se a cara da companhia - e sem agenda suficiente para a demanda dos acionistas. Por isso, aos olhos do mercado, a melhora da visão do negócio passa por um aumento da transparência e pela descentralização. Além da falta de compreensão sobre os prejuízos, veio a crise financeira global, que se instalou logo na sequência, dificultando uma recuperação dos preços em bolsa. Com os problemas nos Estados Unidos, a segunda maior cliente da Springs, a varejista Linens N'Things, pediu falência. Na época, o mercado americano respondia por 65% das vendas da Springs Global. Com a constante redução das vendas no Hemisfério Norte, o Brasil subiu sua participação nas vendas de 35% para os 51% registrados no segundo trimestre. Resultado de toda essa combinação foi a perda de liquidez - e de valor - das empresas listadas Coteminas e Springs. Em 2007, as preferenciais da Coteminas negociavam em média, por dia, 189 mil ações, movimentando R$ 2,2 milhões, enquanto a novata Springs transacionava a cada pregão uma média de 101 mil papéis, com giro de R$ 2,1 milhões. Neste ano, a negociação com a holding despencou para 36,5 mil ações, somando R$ 157 mil. A controlada também sofreu grande perda de representatividade, passando a movimentar 56 mil papéis, girando menos de R$ 250 mil ao dia. Os problemas na terra do Tio Sam continuam atrapalhando a companhia. No balanço mais recente da Coteminas, do segundo trimestre deste ano, uma baixa contábil de R$ 37 milhões vinda da Springs e um ajuste fiscal negativo de R$ 70 milhões, combinados à contínua perda de receita em solo americano, levaram a empresa a um prejuízo de R$ 68,5 milhões, ante lucro líquido de R$ 8,6 milhões em igual período de 2010. A estratégia de futuro, cujo desenho teve participação relevante da Tarpon, é seguir modelo semelhante ao da fabricante têxtil de moda, a Hering, com forte atuação no varejo. Foi com esse objetivo que a companhia adquiriu por R$ 55 milhões a M.Martan, em setembro de 2010.
Israelense Netafim vai construir fábrica em Pernambuco Valor 03.11.2011 - A multinacional israelense Netafim, do setor de equipamentos para irrigação, vai investir R$ 10 milhões em Pernambuco. De olho no programa de irrigação que será anunciado em breve pelo governo federal, a empresa acertou a construção de uma fábrica no município do Cabo de Santo Agostinho, no litoral sul do Estado, a 40 quilômetros do Recife. Em nota, o presidente da Netafim no Brasil, Daniel Neves, disse que serão produzidos na nova planta tubos gotejadores e microaspersores. “Esta nova unidade atenderá a demanda de crescimento da irrigação, principalmente no Nordeste”, afirmou o executivo. O investimento da empresa em Pernambuco foi intermediado pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que está naquele país a fim de conhecer a experiência local em sistemas de irrigação.
Locar nomeia dois gerentes para duas novas áreas estratégicas Valor 03.11.2011 - A Locar, empresa de içamentos de cargas por guindastes, anuncia a criação de duas novas gerências em função de um reestruturamento interno da companhia. Alexandre Furtado Barbosa assume a recém-criada unidade de equipamentos e Salim Bechuate passa a liderar a área de engenharia de operações. Barboa é formado em engenharia mecânica e tem pós-graduação e MBA em gestão. Ficará sob a responsabilidade do executivo a gestão estratégica da quantidade e diversidade de equipamentos da Locar, tendo como meta ganhar agilidade e precisão nos serviços prestados. Formado em engenharia eletrônica, Bechuate terá como meta entender as demandas dos clientes e oferecer uma solução adequada para viabilizar a execução dos serviços.
Subsidiária da Galp no país terá capital maior neste mês Exame 03.11.2011 - O capital da empresa no Brasil pode ser ampliado para aproximadamente US$ 2,7 bilhões. Cláudia Trevisan e correspondente, da Pequim - A Galp, maior empresa de petróleo de Portugal, espera concluir neste mês o processo de ampliação do capital de sua subsidiária no Brasil em aproximadamente US$ 2,7 bilhões, recursos que serão destinados ao financiamento dos projetos que o grupo tem no País. Segundo a agência de notícias Bloomberg, entre os interessados no negócio está a chinesa Sinopec, que há um ano investiu US$ 7,1 bilhões na compra de 40% dos negócios brasileiros da espanhola Repsol. O diretor de relações com a mídia da Galp, Tiago Villas-Boas, não confirmou nem desmentiu o interesse dos chineses. "Já recebemos propostas firmes dos potenciais interessados, mas em nenhum momento revelamos quem são eles", disse ao jornal O Estado de S. Paulo em entrevista por telefone. Villas-Boas ressaltou que a operação não é uma venda de ativos, mas sim um aumento de capital, que será destinado a investimentos. "O dinheiro vai ficar no Brasil e será investido nos projetos que temos no Brasil." O executivo não revelou qual será a participação do novo parceiro na subsidiária, a Petrogal Brasil, mas observou que ela será minoritária. A empresa está envolvida em 22 projetos no Brasil, por meio dos quais explora 36 blocos, sendo o mais importante o campo de Lula, que até o dia 29 de dezembro de 2010 era chamado de Tupi e que tem reservas estimadas em 6,5 bilhões de barris de petróleo. De acordo com a imprensa portuguesa, mais dois grupos chineses estariam interessados na operação: PetroChina e CNOOC. Outro concorrente seria a International Petroleum Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo maior importador de petróleo do mundo, a China realiza uma ofensiva global para assegurar suprimento do produto no longo prazo. Com a descoberta do pré-sal, o Brasil entrou no radar dos chineses, que já são o segundo principal destino das exportações da Petrobras. A segurança energética é uma das principais preocupações do país asiático, que importa 53% do petróleo que consome. Estudos do governo indicam que o porcentual subirá para 65% até 2020. Dois terços do petróleo importado pela China vêm do Oriente Médio e da África, regiões sujeitas a turbulências políticas. Daí o interesse do país em diversificar suas fontes do produto.O Brasil é um dos três países estratégicos para a Galp, ao lado de Angola e Moçambique, e respondeu, no ano passado, por 26% da produção total da companhia, de 11,9 milhões de barris de petróleo/dia.
Kirin compra 100% das ações da Schincariol
MeioeMensagem 03.11.2011 - Negócio de US$ 2 bilhões colocará fim a disputa judicial iniciada em agosto. A Kirin já havia comprado 50,45% da Schincariol em agosto. Os acionistas minoritários da Schincariol chegaram a um acordo com a Kirin para a venda de sua parte na companhia. José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol venderão os 49,55% que detém na empresa por valor próximo dos R$ 2 bilhões. O grupo japonês, assim, controlará 100% das ações da Schincariol. A notícia foi dada em primeira mão pela colunista Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo, e confirmada nesta quinta-feira 3 ao Meio & Mensagem por fonte próxima à negociação. Ainda não anunciado oficialmente, o acordo colocará fim a uma disputa judicial iniciada em agosto, quando os sócios majoritários Adriano e Alexandre Schincariol venderam para a Kirin, por US$ 3,95 bilhões, os 50,45% da empresa aos quais tinham direito.
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