segunda-feira, 29 de abril de 2013

Azul.CA 29.04

Daily News



Exxon é um felino velho  à beira da extinção no Brasil
RR 29.04.2013 - O seu Repórter Esso informa:  não há nada de relevante  a informar sobre a Esso  do Brasil. Ao menos, não de  positivo.  O velho e imponente  tigre, símbolo dos tempos  áureos do grupo, tornou-se  um gatinho acuado. Pouco a  pouco, a   Exxon tem reduzido  sua operação no mercado  brasileiro em suas diversas  áreas de atuação, processo  que se iniciou em   2008, com  a venda da sua rede de postos  à Cosan. O mais novo  sinal de encolhimento vem  da área de exploração e   produção.  Segundo informações  obtidas junto ao próprio  grupo, os norte-americanos  não deverão participar  do leilão   de blocos do  pré-sal previsto para 2014. A  Exxon está revendo todos  os seus investimentos internacionais  no segmento   com  o objetivo de realocar os recursos  em suas atividades  nos Estados Unidos. Na subsidiária,  a esperança de   retomada  das operações de  E&P no Brasil estão abaixo  da camada do pré-sal.    O grupo está fora deste  setor no país desde o ano  passado, quando pegou o  boné e deixou o consórcio  responsável pela   exploração  do bloco BM-S-22, na Bacia  de Santos. Os norte-americanos  detinham 40% do capital  e eram os   operadores do  pool. O negócio, no entanto,  revelou-se um poço sem fundo.  Após desembolsar centenas  de milhões de   dólares,  a Esso não encontrou qualquer  indício da existência de  gás ou petróleo em escala  comercial. Nos últimos   meses,  a empresa teria reduzido  o número de profissionais em  seu escritório no Rio de Janeiro,  onde estava   centralizada  a gestão de todos os seus  negócios em E&P no país.   O fade out da Esso no  Brasil abrange também sua  operação na área química.  Os resultados da Exxon-  Mobil Chemical   no país  têm sido desalentadores.  Tanto que, na empresa, já  se discute abertamente a  possibilidade da venda dos  ativos
no país. A liquidação  começaria pelo terminal de  armazenagem e distribuição  de produtos na Ilha do Governador,  no   Rio de Janeiro.  Posteriormente, seria a vez  de o grupo se desfazer de  sua fábrica de fluidos em  Paulínia. A Shell é vista  como uma forte candidata à  aquisição dos dois ativos.     O esvaziamento da Exxon  Brasil se irradia também pela  área de lubrificantes. Na ocasião  da venda da rede de  postos, o   grupo transferiu  suas linhas para a própria  Cosan. No entanto, os norteamericanos  teriam contemplado,  em contrato, a   possibilidade  de retorno a este  mercado com novas marcas.  Eram outros tempos. Na empresa,  esta hipótese não é    sequer cogitada. Consultada,  a Exxon disse que "continua  em busca de novas oportunidades no Brasil".   Uma voz maior em defesa do project finance   A cruzada que Marcelo  Odebrecht vem fazendo  para desengargalar o modelo  de financiamento por  meio de project   finance no  Brasil tem motivações corporativas  e cívicas. Ambas  são meritórias. As pró-setor  de infraestrutura dispensam  explicações quanto  ao seu papel relevante  para a viabilização de investimentos  que somam  mais de R$ 1   trilhão. Por  sua vez, as razões corporativas  se devem à necessidade  da Odebrecht de  ampliar as formas de   financiamento  da sua expansão.  O grupo disparou  na comparação com  as construtoras congêneres  e pretende se tornar   um portento na exportação  de serviços.     A atração da banca  privada para o modelo de  project finance abriria uma  nova fonte de funding para  a expansão dos   negócios.  Tudo o que Marcelo Odebrecht  tem dito está em  linha com o pensamento  do Palácio do Planalto.  Seu   discurso visa ao convencimento  das diversas  repúblicas que coabitam  dentro do governo. É uma  voz de peso. Marcelo   é,  de longe, o empresário de  maior expressão do Brasil.  Alguém duvida? Bem,  Jorge Paulo Lemann não  conta, pois já   pode ser  considerado "gringo". E  Andre Esteves? Ora, Andre  Esteves é outra coisa,  meio parecido com o futebol    praticado pela Alemanha,  que lembra futebol,  mas é um troço diferente.
 
 3G Capital
RR 29.04.2013 - Uma raposa do mercado  garante que a 3G Capital tornou- se pequena para abrigar  os egos de Bernardo Hess e  Alexandre Behring, duas das  maiores crias saídas do viveiro  de executivos de Jorge Paulo  Lemann. Segundo a mesma    fonte, os atritos seriam  constantes. A julgar pela posição  de Hess, à frente do  Burger King e da Heinz, esta  seria uma   batalha já decidida.  O RR, porém, duvida muito.  Esses caras não brigam.

Petrobras entrará no leilão do pré-sal com participação mínima

Valor 29.04.2013 - A Petrobras deverá entrar no primeiro leilão do pré-sal, marcado para o fim de novembro, apenas com a participação mínima de 30% que se exige dela nos grupos responsáveis pela exploração dos blocos. Essa é a aposta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Eu acredito que ela ficará circunscrita ao que a lei estabelece. Dependendo do metabolismo dela, talvez possa avançar, mas creio que, inicialmente, a Petrobras ficará com 30%", afirmou Lobão, em entrevista ao Valor.
O ministro busca desfazer rumores de que essa exigência será modificada para futuras licitações do pré-sal. "Do ponto de vista do governo, não pensamos nisso. Nem é o que pleiteiam as empresas estrangeiras que vêm explorar petróleo no Brasil."
Para ele, a Petrobras "não terá dificuldade em cumprir sua missão de operadora única dos consórcios do pré-sal". Questionado sobre a possibilidade de novos reajustes para o preço da gasolina, Lobão diz que a estatal "reivindica" isso, mas o valor do petróleo no mercado internacional "não está tão elevado". "O governo não vira as costas para a Petrobras, ele é o controlador da empresa. Mas o governo também pensa em manter a inflação baixa", afirmou Lobão.
Perguntado sobre os reflexos do recente pacote anunciado para o etanol, o ministro destacou que as medidas tiveram o objetivo fundamental de socorrer os produtores de combustível, com a perspectiva de que as ações tenham reflexo no bolso no consumidor, no médio prazo. "Esse socorro implica uma revisão dos preços do etanol. As medidas vão dar uma garantia de competitividade a partir de agora. A empresas vão renovar seus canaviais, terão o PIS-Cofins reduzidos a zero. Isso tudo fará com que as empresas possam produzir mais barato. A gasolina deixará de ser consumida tão intensamente e importada. Isso compõe uma cesta de providências", disse o ministro.
Quanto às negociações entre a Petrobras e o empresário Eike Batista, cujas empresas têm recebido empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lobão afirmou que o governo está costurando acordos que também são favoráveis para a União. "O governo está tentando fazer um negócio que seja bom para ele e bom para o empresário. O governo não tem interesse em abandonar nenhum empresário, o que também não significa que meter a mão no bolso para salvar alguém", comentou o ministro.
Há duas semanas, o BNDES informou que o grupo EBX, de Eike Batista, tem R$ 9,1 bilhões em operações financeiras contratadas com a instituição.
A respeito das negociações da Petrobras em torno do Porto Açu, que pertence a Eike, Lobão afirmou que a companhia tem seus interesses pelo fato de o porto estar muito próximo do Rio. "Essas negociações podem ser concluídas com um acordo ou não, mas estão negociando. A Petrobras não está tentando socorrer o Eike Batista", disse. "Isso é uma reivindicação do Eike Batista há muito tempo. Ele alega que tem capacidade técnica, engenheiros, sondas e plataformas e capacidade ociosa, e vem negociando a possibilidade de uso da capacidade ociosa pela Petrobras."
Às vésperas da realização da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), prevista para maio, Eike Batista tem negociado com diversas empresas. Ao todo, 64 empresas foram habilitadas pela agência para participar da rodada. A lista de interessados inclui estreantes como a estatal Petronas, da Malásia, a inglesa Chariot Oil & Gas e a gigante francesa de energia GDF Suez, que tem atuado no setor elétrico por meio da Tractebel. Ao todo, a ANP realizará três ofertas neste ano, com a 11ª rodada, a exclusiva do pré-sal, e a 12ª.

Ação da Smiles sobe mais de 6% em estreia na Bovespa

Reuters 29.04.2013 - As ações da Smiles tinham valorização de 6,45 por cento nesta segunda-feira, no primeiro dia de negociação da empresa de fidelidade da companhia aérea Gol na bolsa paulista.
Às 10h25, o papel da Smiles era cotado a 23,10 reais, contra os 21,70 reais determinados na precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia.
A oferta pública da Smiles movimentou 1,132 bilhão de reais.

Casino versus Abílio: os franceses partem para o ataque

Veja 29.04.2013 - Será anunciada oficialmente nesta semana a reação do Casino à decisão de Abilio Diniz de aceitar pilotar ao mesmo tempo os conselhos de administração do Pão de Açúcar de da BRF.
Está marcada para hoje à tarde, em Paris, na sede do Casino, uma reunião entre Jean-Charles Naouri, diretores e advogados do grupo.
Vão fechar os detalhes finais do pedido de uma arbitragem internacional, mas com sede em São Paulo, que decidirá se há conflito de interesses no acúmulo de presidências por parte de Abilio, como sustentam os franceses. A reação francesa demorou vinte dias. mas, como se esperava, chegou.

Boca a boca negativo também dói no bolso

Estadão 29.04.2013 - Reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o valor das empresas.
A reclamação de clientes pode afetar não só a imagem, mas o desempenho financeiro e o valor de mercado das empresas, conclui uma pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Para estudar o fenômeno, a pesquisa do Insper avaliou a relação entre o volume de queixas contra as operadoras de telefonia na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e seus dados financeiros entre o período de 2005 e 2010.
O problema começa a pesar no bolso das empresas quando as reclamações podem abalar sua capacidade de conseguir receitas futuras, concluem os pesquisadores do Insper Danny Claro e Fabio Fragoso.
"Os consumidores insatisfeitos podem deixar de comprar produtos de uma empresa. E, com a marca danificada, ela terá mais dificuldade de conquistar novos clientes", afirma Claro.
"Existe um nível de insatisfação de clientes com o qual a empresa pode conviver. Acima disso, as reclamações podem afetar o valor da companhia", completa Fragoso.
No caso específico das empresas de telefonia móvel, a pesquisa do Insper aponta que, quando as reclamações na Anatel superam o índice de 0,4 queixas por mil linhas ativas, o resultado de uma operadora poderá ser comprometido.
Na maioria dos outros setores, não é possível se chegar a uma métrica tão clara para avaliar quantas reclamações as empresas podem suportar antes de ter seu valor de mercado prejudicado. Mas não faltam casos em que crises de imagem se refletem nas ações da companhia na bolsa de valores.
Um dos casos mais famosos é o de um cantor que colocou um vídeo no site YouTube para protestar contra a quebra do seu violão ocorrida em um voo da companhia americana United Airlines, em 2009.
Em quatro dias, o vídeo teve 4 milhões de acessos e sua repercussão foi apontada na época como motivo para a queda de cerca de 10% na cotação das ações da empresa.
Redes sociais. A insatisfação dos clientes se tornou uma dor de cabeça maior para empresas de todos os setores com a popularização de redes sociais em todo o mundo.
O ato de reclamar de um serviço ou produto ruim para um amigo pode agora alcançar centenas de pessoas com um único comentário no Facebook, por exemplo.
"Tudo o que uma empresa gastou em marketing para construir uma marca pode ser arranhado por um único consumidor insatisfeito", diz a consultora e professora de marketing digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Sandra Turchi.
De acordo com Sandra, a solução é tentar prevenir que uma enxurrada de críticas ou uma única reclamação contra determinada empresa ganhe força na internet.
"As empresas investem muito em campanhas para atrair novos clientes. Mas, às vezes, perdem um novo consumidor porque deixaram uma queixa no 'Reclame Aqui' sem resposta na primeira página do resultado da busca pela marca no Google", explica Sandra.
Prevenção. Para evitar que o dano à imagem chegue ao caixa da empresa, muitas companhias passaram a direcionar parte de seu orçamento de marketing para monitorar sua imagem em redes sociais.
O atendimento, em geral, é feito por agências especializadas em mídias digitais, munidas de equipe e softwares focados em identificar e responder qualquer comentário feito por um internauta sobre uma marca nas redes sociais.
O publicitário Gabriel Borges, presidente da agência Ampfy, afirma que muitos de seus clientes só começaram a pensar em uma estratégia de comunicação para redes sociais depois que viram um volume crescente de reclamações contra a empresa na internet.
"O problema força a empresa a olhar para a rede social. Depois, muitas percebem que há uma oportunidade enorme de trabalhar sua marca neste canal", afirma Borges.
Só na Ampfy há quatro softwares diferentes vasculhando a web para encontrar qualquer comentário sobre as marcas nas redes sociais.
A empresa também tem um sistema que identifica até 30 padrões de frustração do cliente para criar uma resposta adequada para cada problema.
Quem reclama de um produto com defeito, por exemplo, recebe um atendimento diferente em relação ao consumidor que fala mal do atendimento que recebeu em uma loja.
Toda essa estrutura, obviamente, é uma despesa a mais para o orçamento das empresas. Vale a pena? Depende de quanto custa perder um novo ou velho cliente, afirmam analistas.
A Funprint, de Rodrigo Pluciennik, criou novo serviço para imprimir fotos do Instagram.
O usuário compra créditos no 'picdelivery.com' e põe a hashtag #funprint nas fotos que deseja receber em casa. É uma forma de voltar da viagem e já ter os bons momentos gravados em papel.

FedEx amplia área no país de olho em lojas on-line

Valor 29.04.2013 - "O comércio eletrônico é uma das áreas de maior oportunidade, podemos suprir a demanda desse setor [por espaço para estocar produtos]", diz Vera, da FedEx.
Após a aquisição da Rapidão Cometa, em maio de 2012, a americana FedEx Express, uma das maiores empresas de transporte aéreo de cargas do mundo, vai dar continuidade ao seu plano de expansão no Brasil com a inauguração de três instalações para aumentar a sua capacidade de atendimento no país. O investimento, porém, não foi divulgado.
Até junho deste ano, a FedEx Express vai abrir dois novos centros de distribuição. Um deles está localizado em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. O segundo empreendimento está em Cabo do Santo Agostinho (Pernambuco). Há um terceiro investimento, uma nova estação de entrega e coleta de remessas no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.
Juntas, as três unidades somam 50 mil metros quadrados, ou o equivalente a um aumento de 7% na área total instalada da FedEx no país, de 720 mil metros quadrados. "Esse foi um passo muito importante para a gente fazer um portfólio com todas as soluções para atender as necessidades das empresas brasileiras", afirmou a gerente sênior de operações da FedEx Express, no Brasil, Vera Lucia Barbosa Lima.
Segundo a executiva, os novos centros de distribuição da FedEx podem funcionar como um estoque para empresas de diversos setores. "O comércio eletrônico é uma das áreas de maior oportunidade, podemos suprir a demanda desse setor", disse Vera.
Segundo ela, uma empresa de varejo on-line pode se concentrar apenas na venda de seus produtos, enquanto a FedEx faz a administração das mercadorias nos centros de distribuição e a entrega na casa do cliente.
O novo centro de distribuição da FedEx em Guarulhos tem 18,2 mil metros quadrados de área construída. A instalação em Pernambuco, por sua vez, conta com 30 mil metros quadrados.
Com a compra da Rapidão Cometa, que em junho de 2014 passará a se chamar FedEx, a empresa americana passou a ter 50 filiais no país, 145 pontos de distribuição, 84 centros autorizados da FedEx e em torno de 9,5 mil funcionários. Na época, a negociação chamou a atenção porque a Rapidão, em termos de infraestrutura, é muito maior do que a própria FedEx. O valor do negócio não foi revelado.
No dia 11 de abril, a FedEx anunciou outra negociação, em linha com seu objetivo de se tornar uma empresa não só de transporte aéreo de cargas, mas também de entregas marítimas e de soluções de logística. A empresa anunciou uma associação com a Portlink Logística Multimodal, de Santa Catarina.
A Portlink, especializada em transporte marítimo de cargas, passa a usar a marca FedEx Trade Networks, o braço de logística do grupo americano. A parceria não envolveu troca acionária, mas essa possibilidade não está descartada no futuro.
Os últimos dados financeiros disponíveis da FedEx Express mostram que a companhia teve receita total de US$ 6,7 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2013, encerrado em fevereiro - o ano fiscal da FedEx começa em junho e termina em maio. Esse resultado representou um aumento de 2% em relação aos US$ 6,5 bilhões de igual período de 2012. No acumulado dos nove primeiros meses, a receita total da FedEx ficou em US$ 20,1 bilhões, o que representou um crescimento de 2% ante os US$ 19,7 bilhões do mesmo período anterior.

Portfolio-Penguin

Folha 29.04.2013 - A pergunta é cada vez mais relevante para o próprio universo dos livros de negócios no Brasil, que assiste a uma disputa crescente pelo mercado e a chegada ao país de um importante competidor internacional.
Principal divisão de livros de negócios da editora mais conhecida do mundo, a Penguin, o selo Portfolio desembarca de olho numa fatia de um dos segmentos que mais crescem no mercado editorial brasileiro.
Adam Zackhein, publisher da Portfolio, selo de negócios da Penguin que chega ao Brasil
De acordo com dados levantados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o setor de livros de administração, economia e negócios teve expansão de 50% de 2011 para 2012. De um ano para o outro, o mercado cresceu o equivalente a 2 milhões de livros.
"Há dois anos descobrimos que o Brasil era um dos maiores compradores de títulos de economia e negócios das editoras americanas e vimos aí uma oportunidade", diz o publisher do Portfolio-Penguin, Matinas Suzuki Jr.
O novo selo, que será lançado amanhã, em evento fechado em São Paulo, marca a entrada da editora Companhia das Letras no segmento de
negócios.
O Portfolio-Penguin estreia com dois títulos, o volume "Os Limites do Possível", primeira coletânea de ensaios do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, e "Clique: como Nascem as Grandes Ideias", do empresário norte-americano Frans Johansson.
Entre os 14 demais títulos já anunciados estão os próximo livros de Alan Greenspan, ex-presidente do Fed -o banco central americano-, e de Alvin Roth, Prêmio Nobel de Economia de 2012, além de obras como "A História do Twitter", do jornalista norte-americano Nick Bilton.
Tecnologia:Projetos como este, que relacionam tecnologia e negócios, devem ter um espaço privilegiado no Portfolio-Penguin, seguindo uma tendência já experimentada com sucesso pela Companhia das Letras, com obras como a biografia de Steve Jobs.
"A tecnologia assumiu um papel totalmente central no universo dos livros de negócios", opina Adrian Zackhein, que criou o selo em 2001 nos Estados Unidos e atua como seu publisher.
O editor, que virá ao Brasil para o lançamento, afirma que tal como nos demais países onde o Portfolio foi lançado, Inglaterra e Índia, a programação daqui independe da casa americana.
"O negócio do livro tem um aspecto global, mas tem outro igualmente importante, que é local. Não adianta implementar um selo de sucesso de um país em outro. Ele pode não atender às demandas daquele lugar."
A observação de Zackhein não indica necessariamente um catálogo de autores brasileiros. Dos 16 títulos iniciais já anunciados, só dois são "made in Brazil": o de Lara Resende e o volume "Empreendedores Criativos (à Brasileira)", da jornalista Mariana Castro. "Queremos aumentar a lista de brasileiros e já estamos trabalhando em outros projetos nacionais", diz Suzuki Jr.
Os demais livros, estrangeiros, foram selecionados por ele e pela editora do selo, Thais Pahl, nos catálogos de diversas editoras internacionais, não só as da Penguin, grupo com o qual a Companhia das Letras se associou no final de 2011.
"O maior ganho da nossa aproximação com as Portfolios americana e inglesa é o aprendizado", diz Pahl, que afirma que cerca de 90% do catálogo inicial será composto de livros que ainda não foram nem lançados no mercado internacional.
Ela projeta lançar cerca de dez títulos novos por ano, a mesma média de editoras fortes no ramo, como duas das atuais líderes dos rankings de mais vendidos, Sextante e Gente (leia texto ao lado).
A parceria com o selo americano não envolve, num primeiro momento, o contraponto da publicação de brasileiros no exterior.
"Levo em conta a maneira como a economia brasileira está crescendo e a quantidade de inovação e empreendedorismo no país. Com o tempo, autores brasileiros ganharão mais voz no cenário internacional", diz Zackhein.

PanAmericano leva carteira do Cruzeiro do Sul por R$ 351 mi

Exame 29.04.2013 - Com transação, banco pretende reforçar sua posição nos segmentos de cartões de crédito e crédito consignado.
Banco PanAmericano anunciou a compra de carteira de cartão de crédito consignado do Cruzeiro do Sul, que foi liquidado no ano passado
Na noite de sexta, o banco PanAmericano anunciou a compra da carteira de cartão de crédito consignado do banco Cruzeiro do Sul, que foi liquidado pelo Banco Central em setembro do ano passado. Fechada por um lance de 351 milhões de reais - 1 milhão de reais acima do valor mínimo preestabelecido no leilão -, a transação dará ao PanAmericano os direitos sobre cerca de 471.000 cartões emitidos, sendo 321.000 ativos.
Em fato relevante, o PanAmericano afirmou que essa será uma oportunidade de reforçar sua posição nos segmentos de cartões de crédito e crédito consignado. No balanço de 2012, o banco informou ter encerrado o ano com uma carteira de 1,8 bilhão de reais em crédito consignado.
Agora, o PanAmericano acrescenta outros 350 milhões de reais a essa base. Além disso, passa a ter acesso aos 237 convênios com órgãos públicos fechados pelo Cruzeiro do Sul, além de outros sete com empresas do setor privado.

Santander não esteve à venda na minha gestão, diz Portela

Exame 29.04.2013 - Executivo falou com a imprensa pela última vez como presidente das operações brasileiras do banco. Marcial Portela, do Santander: executivo apresentou seus últimos números como presidente da operação brasileira.
O Santander Brasil apresentou lucro 14,4% menor no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 1,5 bilhão de reais. O resultado foi apresentado um dia depois de Marcial Portela renunciar ao cargo de presidente do banco no país. A saída do executivo, no entanto, há meses já estava sendo negociada na instituição financeira e trata-se de um movimento planejado muito tempo atrás.
“Estou contente com tudo que temos feito no mercado brasileiro e estou deixando o banco em uma situação muito positiva. Sobre as especulações de que o Santander esteve à venda no Brasil, posso garantir que durante a minha gestão não teve conversa nenhuma sobre isso. Nem houve oferta de compra”, afirmou o executivo, que falou pela última vez com a imprensa, nesta quinta-feira, como presidente do banco no país. Portela vai ocupar a função de presidente do conselho do banco no Brasil.
Portela admitiu que o contrário, no entanto, chegou a acontecer. “O Santander no Brasil está acostumado a comprar ativos e tivemos algumas oportunidades durante os três anos que estive como presidente do banco. Tivemos chance no ramo de seguros e sempre que tiver alguma oportunidade, o Santander vai continuar analisando”, disse.
O Santander nomeou, como o novo executivo-chefe do banco no Brasil, Jesús Zabalza, que ocupava o cargo de diretor-geral da divisão do grupo para a América. O executivo desempenhou cargos executivos em diferentes entidades bancárias espanholas (BBV, Argentaria, La Caixa) e, desde 2002, está na função que ocupava antes de ser nomeado presidente.
Resultados: O Brasil responde por 26% das operações do Santander no mundo – é a maior na comparação com outros mercados em que o banco está presente. No primeiro trimestre do ano, o lucro do banco cai 14,4%, totalizando 1,5 bilhão de reais. Segundo Portela, a inadimplência maior foi uma das principais razões da queda dos ganhos no período.
A carteira de crédito do banco cresceu 8,3% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 256,2 bilhões de reais. O montante, no entanto, ficou estável em relação ao trimestre anterior. “Nossa carteira deve crescer entre 10% e 15% neste ano, o ideal é que aumento pelo menos 10%”, disse Portela.
A inadimplência do banco acima de 90 dias cresceu 1 ponto percentual no período, chegando a 5,8%. Com o índice maior, as despesas de PDD do Santander também cresceram no primeiro trimestre, totalizando 3,3 bilhões de reais. Já as despesas gerais caíram 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 3,8 bilhões de reais.

BB Seguridade cai quase 3% em dia de estreia na Bovespa

Reuters 29.04.2013 - As ações da BB Seguridade operavam em queda de quase 3 por cento na Bovespa nesta segunda-feira, dia de estreia da empresa de seguros e previdência do Banco do Brasil na bolsa.
Às 10h27, o papel cedia 2,88, para 16,51 reais, abaixo dos 17 reais definidos na precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
O IPO da BB Seguridade é a maior estreia na bolsa paulista desde outubro de 2009. O giro financeiro da operação chegou a perto de 11,5 bilhões de reais.

Após saneamento, GS mira novos negócios

Valor 29.04.2013 - Membiela (à esq.) e Oliveira (à dir.), da GS Inima: empresa prevê receita de R$ 2 bi em 2020, dos quais 40% do Brasil.
Com o saneamento como porta de entrada no país, o grupo sul-coreano GS, com faturamento da ordem dos US$ 35 bilhões em 2012, tem planos de fincar o pé no Brasil. Após comprar os ativos de meio ambiente da espanhola OHL ao fim de 2011 por meio da subsidiária de engenharia e construção, a GS E&C, a empresa caminha em direção à sua internacionalização. Se os recursos estão escassos na Europa, as companhias asiáticas seguem com disposição para investir e desenvolver outros mercados.
Com planos traçados para a chamada visão 2020, a GS E&C pretende estar entre as dez primeiras empresas mundiais do seu setor em sete anos. Atualmente, a divisão fatura US$ 8,3 bilhões. Por enquanto, a meta está concentrada no desenvolvimento de negócios de saneamento, para depois partir para projetos industriais, como refinarias, plantas petroquímicas e centrais nucleares, e, posteriormente, para projetos voltados a médio e longo prazo de infraestrutura urbana, como portos.
"Queremos fazer uma implantação global e aproveitar as oportunidades para construção usando a Inima como plataforma para desenvolver outros negócios", diz o diretor-geral da GS Inima Environment, holding espanhola da GS E&C, José Antonio Membiela.
Na divisão de meio ambiente, as prioridades do grupo GS estão na criação de negócios, como geração de energia com queima de resíduos; na gestão plena de água e esgoto; na expansão dos mercados no Brasil (onde só opera no Estado de São Paulo) e no exterior; e na compra de ativos.
O mercado doméstico representa hoje 40% da carteira de negócios de saneamento do grupo. A GS Inima, empresa voltada ao segmento de meio ambiente, chegou a negociar a compra de uma fatia da brasileira CAB Ambiental, com a oferta mais agressiva ao grupo Galvão, o acionista controlador, mas a transação fracassou na etapa final.
Segundo Membiela, a companhia tem R$ 550 milhões em caixa para aquisições. No ano passado, a GS Inima faturou € 144,1 milhões e a expectativa é elevar o montante para € 375 milhões em 2013. Para 2020, a projeção de receita está em R$ 2 bilhões (€ 765 milhões), sendo 40% do Brasil. "Os mercados emergentes são os mercados estratégicos", diz o executivo espanhol.
Além do Brasil, a GS Inima opera hoje na Espanha, no Chile, no Peru, no México, nos Estados Unidos, na Argélia, em Portugal e na China. No fronte doméstico, a atuação se resume ao setor de tratamento de esgoto nas cidades paulistas de Ribeirão Preto, Mogi Mirim, Campos do Jordão, São José dos Campos e Sertãozinho.
O diretor da holding espanhola diz que a meta é aumentar as operações para contar com a gestão completa de saneamento, o que também inclui a operação de plantas de tratamento de lixo para a geração de energia, projetos de dessalinização e recuperação de solos contaminados. "Vemos uma janela de investimento muito importante nos próximos oito a dez anos", afirma Membiela.
Para atingir seu plano de negócios, a GS Inima enxerga a necessidade de adquirir ativos no país, ainda que sejam de menor porte, o que é comum no setor de saneamento. "Estamos estudando ofertas individuais e atentos a qualquer oportunidade para fazer a expansão", diz o diretor-presidente da unidade brasileira da GS Inima, Paulo Roberto de Oliveira.
Membiela frisa, contudo, que o grupo não se interessa em participações minoritárias, como a eventual compra de uma representação na empresa fluminense de saneamento Cedae. "Não nos interessa entrar com uma participação menor, a princípio. Não somos investidores, queremos comprar para ficar", afirma.
A companhia permanece de olho nas parcerias público-privadas (PPPs) em desenvolvimento pela Copasa (MG), Corsan (RS) e Cesan (ES) e também analisa a possibilidade de uma nova concessão no Rio de Janeiro, nos mesmos moldes da chamada Área de Planejamento 5 (AP-5), que engloba a coleta e o tratamento de esgoto de 21 bairros.Na área de geração de energia a partir da queima do lixo no Brasil, as atenções da GS Inima estão voltadas a um projeto desenvolvido pelo governo de Minas Gerais que, segundo Oliveira, será finalizado neste ano para o lançamento da licitação de dois lotes de PPPs. O grupo já tem experiência nessa área com plantas na própria Coreia do Sul, em Cingapura e em outros mercados.
De acordo com o executivo espanhol, para o projeto ser atrativo financeiramente, ele precisa processar ao menos 250 toneladas de resíduos ao dia e necessita de uma contrapartida do governo. Companhias como Sabesp (SP) e Sanepar (PR) também já manifestaram o interesse na exploração de projetos de geração de energia via tratamento térmico de resíduos sólidos.
Ainda que estejam dando todo o suporte para que a GS Inima aumente as operações na Ásia, Europa, América e África, os sul-coreanos têm mantido a autonomia das operações regionais. As unidades seguem sob o comando de diretores locais e com as mesmas estratégias de atuação. A diferença ficou com o respaldo financeiro.

Tarpon pode comprar parte do grupo Farm e Animale

Exame 29.04.2013 - Segundo Valor Econômico, gestora está procurando investimentos estratégicos no Brasil. Desfile da grife Animale na SPFW Verão 2014.
A gestora de recursos Tarpon pode comprar parte das operações do grupo de moda  Farm e Animale, que pertence aos empresários Roberto Jatahy e Marcello Bastos. As informações são do Valor Econômico, desta sexta-feira.
De acordo com a reportagem, as negociações já estão em fase avançada. Com a parceria, as grifes querem ampliar seu projeto de expansão de abertura de lojas, disse o jornal.
Conforme antecipado pela revista EXAME, edição 1019ª,  em meados do ano passado,  o grupo contratou a butique de fusões e aquisições G5 para buscar interessados em comprar uma fatia do negócio.
Ainda segundo o Valor, a companhia está avaliada em 1 bilhão de reais e, além da Farm e Animale, possuem outras marcas em seu portfólio, algumas ainda em fase de incubação.
A Tarpon é famosa no mercado por investir em empresas de moda no Brasil. A gestora já apostou, por exemplo, na  Arezzo, Hering, Marisa e Morena Rosa.

Cade aprova compra de 24,5% da MPX por empresa alemã

Exame 29.04.2013 - Anunciado no fim de março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão. Com a operação, a participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.
A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de mais 24,5% da MPX do empresário Eike Batista pela companhia alemã E.On AG.
Anunciado no fim de março, o negócio envolve R$ 1,415 bilhão.
Com a operação, a participação da E.On AG no capital da MPX aumentou para 36,2%, enquanto Eike Batista, que controlava a empresa com 53%, passou a ter 29%.

Para acompanhar o Ibovespa, fundos ampliarão fatia na OGX

Valor 29.04.2013 - A partir desta semana, por conta da entrada em vigor da nova carteira teórica do Ibovespa, os fundos passivos, que replicam a carteira do principal índice da bolsa paulista, vão se transformar no segundo maior bloco de acionistas da OGX Petróleo e Gás depois de seu controlador, Eike Batista. A avaliação está em relatório da equipe de análise do Credit Suisse, preparado por Lucas Mello.
Os fundos passivos não serão grandes acionistas da empresa porque assim desejam, mas porque serão obrigados a acompanhar o aumento do peso da ação no Ibovespa. Passarão a conviver, ainda que por pouco tempo, mais de perto com os especuladores que têm dominado a negociação com o papel da petroleira nos últimos tempos. Esse quadro sugere alta instabilidade para o Ibovespa.
A cada quatro meses, o Ibovespa passa por um rebalanceamento e a bolsa divulga uma nova carteira teórica de ações.
Nessa renovação, a questão principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a liquidez. A bolsa faz um cálculo do chamado índice de negociabilidade de cada ação, que se baseia no volume e no número de negócios fechados com ela num período de 12 meses. A partir do dia seguinte em que a carteira entra em vigor, o peso de cada papel no índice vai oscilar em função da performance das ações a cada pregão, até que venha o novo rebalanceamento.
Esse prazo mais longo do índice de negociabilidade faz com que ele apresente um comportamento muito mais estável do que o dos preços das ações. Em função disso, se uma ação da carteira tem uma desvalorização muito forte durante o quadrimestre, na próxima renovação do índice a tendência é que ela mantenha o peso dado pelo rebalanceamento anterior; no entanto, o número de ações dessa companhia que serão equivalentes a esse peso será necessariamente maior, em função do preço menor do papel.
Nos últimos tempos, as ações que conseguem atender os critérios do índice têm sido de empresas de maior porte e com negócios mais estáveis e que não apresentaram oscilações drásticas. Dessa forma, nos quatro meses em que uma carteira vigora até o seu próximo rebalanceamento, as variações de pesos das ações têm sido mais pontuais do que relevantes. Não foi o que aconteceu com a OGX no último quadrimestre.
Devido a toda a especulação envolvendo a credibilidade e a saúde financeira de Batista, do Grupo EBX e em particular das ações da petroleira, o giro dos negócios com a empresa em número de ações cresceu muito. Hoje, Batista concentra 61,09% das ações da empresa e 38,91% do capital que circula no mercado. Nas últimas semanas, a OGX tem negociado, diariamente, perto de 10% de seu "free float" - na média, é possível afirmar que o percentual para as outras empresas ronda 1%. Como afirma um operador que prefere não ser identificado, não seria exagero dizer que, ultimamente, a cada 10 dias, o "free float" da empresa troca de mãos. Os especuladores, que não olham para os fundamentos, mas apenas para uma possibilidade de alto risco de ganho de curto prazo, dominaram o papel.
Nessa renovação, a questão principal para definir o peso de cada papel do portfólio no índice é a liquidez
Em janeiro, quando a primeira carteira do Ibovespa de 2013 entrou em vigor, o peso de OGX era de 5,02% e a ação valia R$ 5.
Conforme as contas do analista do Credit Suisse - que levam em consideração os números até o pregão de 22 de abril, quando a OGX era cotada a R$ 1,61 - de lá para cá o Ibovespa recuou perto de 13%, enquanto a queda da OGX foi de 68%. Pelo fato de a queda da ação ter sido muito maior do que a queda do índice, o peso da OGX na carteira veio diminuindo até alcançar 1,8% na carteira válida em 22 de abril.
Em razão da alta quantidade de negócios, e da estabilidade característica do índice de negociabilidade da bolsa, a ação continua a atender os critérios do índice e, no novo portfólio, que entra em vigor no primeiro pregão de maio, a OGX terá novamente um peso de 5,03% no Ibovespa.
Isso obriga os fundos passivos a elevar sua exposição atual ao papel para acompanhar a modificação no índice, de 1,8% para os 5%. Nas contas do Credit Suisse, levando em consideração a cotação de 22 de abril, isso equivale dizer que os gestores desses fundos terão de comprar nos primeiros pregões de maio 157,77 milhões de ações da OGX ou 12% do "free float" da companhia. Na teoria, isso representaria uma forte tendência de alta para os papéis na próxima semana, no entanto, diante da quantidade de notícias desencontradas sobre o grupo, o mercado se mostra cético também em relação a isso.
Se nos próximos pregões de abril a ação cair, maior a quantidade de ações que terá de ser comprada para o rebalanceamento. O inverso vale se a ação subir. Por serem obrigados a fazer a compra, a fatia dos fundos passivos no "free float" da OGX vai aumentar significativamente, aponta o Credit Suisse.
Ao valor de R$ 1,61, eles alcançarão 7,3% do capital total da companhia e 18% do "free float". Nenhuma outra ação do Ibovespa estará tão concentrada nas mãos dos fundos passivos, avaliam os analistas do banco. De acordo com informações de mercado, na média, esses fundos passivos concentram entre 2% e 4% do "free float" das empresas.
Por conta do maior peso no novo índice, logo nos primeiros dias após a sua vigência, se essa ação cair ou subir acentuadamente, maior será sua influência para a performance do Ibovespa, que fica mais exposto à instabilidade da petrolífera de Eike.
Desde janeiro essa ação, sozinha, respondeu por uma queda de cerca de 3% no Ibovespa. Também é de se esperar que, ao longo dos próximos quatro meses, esses fundos passivos vendam as ações, o que pode contribuir para uma nova desvalorização dos papéis.
Os papéis da petrolifera fecharam o pregão da BM&FBovespa na sexta-feira com alta de 8,93%, cotados a R$ 1,83.

'Minha Casa' terá subsídio para linha branca

Valor 29.04.2013 - A presidente Dilma Rousseff anunciará no 1º de Maio, Dia do Trabalho, o subsídio do governo federal à compra de eletrodomésticos pelos beneficiados do Minha Casa, Minha Vida. A presidente, que tentará a reeleição no ano que vem, quer que essa se transforme numa das principais realizações de seu governo, uma espécie de segunda etapa do programa de habitação popular.
Os detalhes do programa ainda estão sendo finalizados, mas a ideia é que o subsídio varie de acordo com a faixa de renda do comprador. A aquisição de fogão, geladeira e máquina de lavar roupas deve ser oferecida no momento em que o mutuário fizer o contrato de financiamento do imóvel, de tal forma que a casa será entregue já com os eletrodomésticos incluídos.
Devem ser usadas as mesmas três faixas de renda que servem de parâmetro para o Minha Casa, Minha Vida. Famílias com renda até R$ 1,6 mil recebem a maior parte do subsídio federal para aquisição de imóveis e devem pagar menos pelos eletrodomésticos. Há uma faixa intermediária, cuja renda máxima é de R$ 3.275, e os que recebem até R$ 5 mil por mês.
A intenção do governo é oferecer uma linha de financiamento aos mutuários. O Tesouro Nacional, segundo apurou o Valor, vai equalizar as taxas de juros para que a população de mais baixa renda tenha condições de comprar esses bens. O valor do subsídio ainda está sendo definido.
A Caixa Econômica Federal já oferece esse tipo de empréstimo aos mutuários do Minha Casa, Minha Vida, mas a avaliação do governo é que a taxa de juros cobrada na operação ainda é muito elevada para o público atendido pelo programa. Daí a necessidade de equalização pelo Tesouro Nacional.
Atualmente, o MóveisCard financia até R$ 10 mil a quem tem contratos do Minha Casa, Minha Vida. As taxas de juros variam de 0,9% a 1,5% ao mês. O tomador tem até 60 meses para pagar e prazo de até dois meses após a assinatura do contrato para adquirir os eletrodomésticos nas lojas credenciadas pela Caixa.
Além de oferecer um benefício extra aos mutuários, o governo também vê a chance de estimular a produção de linha branca. O setor opera hoje com uma redução na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que deveria subir em junho, embora haja sinais de que o governo vá estender o incentivo até o fim do ano, congelando-o, como fez para os automóveis.
Há duas semanas, a Caixa anunciou a disposição do governo de pagar pela colocação de piso nas unidades financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Além do banheiro e da cozinha, que já vinham com cerâmica instalada, o proprietário do imóvel poderá escolher entre três tipos diferentes de revestimentos para os demais ambientes da casa, além das áreas comuns dos edifícios.
A Caixa explicou que o contratos dos imóveis em construção serão aditados, enquanto aqueles já entregues passarão por vistoria, quando o morador poderá indicar a opção pelo piso.
O anúncio oficial dessas medidas será feito pela presidente Dilma Rousseff no pronunciamento oficial do Dia do Trabalho. Parte do pacote de boas notícias que o governo preparava para essa data acabou tendo que ser antecipado. Foi o caso, por exemplo, da desoneração da cesta básica.
A estratégia de marketing do governo tem feito uso dos pronunciamentos oficiais para que a presidente possa anunciar boas notícias para os eleitores. Foi assim quando o governo decidiu reduzir as contas de energia elétrica, e também no Dia Internacional da Mulher, quando a presidente tratou do corte de impostos sobre alimentos e medidas de defesa do consumidor.

Via Varejo deve ser destaque do balanço do GPA

Valor 29.04.2013 - Analistas esperam que, sob o comando de Ramatis, melhorias já sejam vistas. Nos resultados do primeiro trimestre do ano do Grupo Pão de Açúcar (GPA), a maior rede de varejo alimentar da América Latina, o destaque do período deve ser o braço de comércio de produtos eletroeletrônicos da companhia. Relatórios de analistas preveem crescimento na margem operacional da Via Varejo (formada da união de Casas Bahia e Ponto Frio), redução mais consistente das despesas operacionais e uma melhora considerável no lucro líquido. Analistas aguardam sinais de que a mudança no comando da empresa, no fim de 2012, tenha trazido melhorias para a operação já no início de 2013.
O período de janeiro a março foi o primeiro trimestre da Via Varejo sob o comando de Antonio Ramatis Rodrigues, executivo que foi indicado para o cargo pelo GPA e é substituto de Raphael Klein, da família Klein, fundadora da Casas Bahia.
"Achamos que as expectativas que têm sido montadas nas últimas semanas em relação à Via Varejo podem se tornar realidade caso o corte de custos seja agressivo, nas mesmas escalas observadas no quatro trimestre de 2012", escreve em relatório Richard Cathcart, analista do Banco Espírito Santo (BES), ao citar que as recentes elevações no preço das ações preferenciais do GPA na bolsa poderiam refletir um efeito positivo de mudanças na Via Varejo.
Para o período de janeiro a março, segundo média de previsões de analistas dos bancos Itaú BBA, Deutsche Bank, Espírito Santo e Ágora Corretora, a margem Ebitda estimada atinge 5,4% para a Via Varejo - alta de 0,6 ponto sobre o ano anterior -, e 7,3% para o GPA Alimentar, leve queda em relação a 2012 (7,4%). Em relação ao lucro líquido, as estimativas são agressivas para a Via Varejo, com o Itaú BBA prevendo valor de R$ 83,2 milhões, alta forte de 462% sobre o mesmo período do ano anterior.
Para o GPA Alimentar, o aumento médio no lucro previsto é de 6%. Ao se considerar todo o grupo varejista (alimentos e eletrônicos), a alta média no lucro estimado é de 57%, alcançando R$ 261 milhões de janeiro a março. Os resultados de vendas já foram divulgados em anúncio da empresa semanas atrás. Segundo o material, a receita líquida de Via Varejo subiu 9,3% e de GPA Alimentar, 10,9%.
Na avaliação da equipe de análise do Deutsche Bank, é esperado para o grupo (somando alimentar e eletroeletrônico) "um crescimento modesto no consolidado de margem operacional, com Via Varejo continuando a mostrar alguma melhora, enquanto a margem de alimentação mantém uma certa estabilidade", escreve a analista Renata Coutinho. Para ela, os ganhos operacionais do grupo virão de um esforço para reduzir despesas (o que pode ser um desafio, ressalta ela), por meio de ganhos de sinergias do negócio de eletroeletrônicos, que ainda tem sido obtidas três anos após o anúncio da fusão de Ponto Frio e Casas Bahia. O banco orienta investidores a manter a ação na carteira.
Para a operação de Via Varejo, a analista do Deutsche reforça um contraponto: a margem bruta pode ser impactada por agressivas campanhas e promoções que devem elevar o tráfego e gasto médio no trimestre. Mas esse impacto pode ser "mais que" compensando por ganhos de eficiência operacional, levando a uma margem Ebitda na Via Varejo de 5,6% (0,8 ponto acima do primeiro trimestre do ano passado). Para o GPA Alimentar apesar do impacto positivo das vendas da Páscoa e do desempenho do Assaí e do Minimercado Extra, a margem Ebitda esperada atinge 7,3%, em linha com 2012.
A questão dos efeitos da rede de atacado (Assaí) nos resultados do grupo também é citada pela equipe de análise do Itaú BBA, formada por Juliana Rozenbaum e Vitor Paschoal. "Espera-se uma ligeira queda na margem bruta [de GPA Alimentar], principalmente devido à maior participação de Assaí no mix de vendas", relata. "Para Via Varejo, esperamos uma estabilização da margem bruta no período, apesar do ambiente competitivo ainda feroz. Os ganhos de sinergia [ainda resultado da fusão] provavelmente vão gerar um ganho de 0,6 ponto percentual na margem Ebitda [atingindo 5,4%]".
O Banco Espírito Santo espera um desempenho "robusto" para o GPA Alimentar, com margens estáveis. "Vemos o negócio de alimentos como o melhor colocado entre os três grandes no Brasil para tirar vantagem das mudanças estruturais que ocorrem no mercado e no comportamento do consumidor, e pensamos que a Via Varejo tem uma oportunidade significativa para melhorar as margens no curto prazo", afirma Richard Cathcart. "Por essas razões que permanecem positivas no grupo, mantemos nossa recomendação de compra [do papel]."

A Sial Brazil, filial da empresa francesa líder em eventos de alimentação, compra a Expovinis brasileira

IstoéDinheiro 25.04.2013 - O assunto mais comentado na Expovinis, a maior feira de vinhos da America Latina, não eram as centenas de vinhos degustados, mas a venda do evento, que está em sua 17a. edição, para a Sial Brazil. Filial da gigante Sial francesa, que promove um dos maiores eventos de alimentos e bebidas do mundo, em Paris, a Sial brasileira já realiza uma feira na área de alimentação em São Paulo, que leva seu nome e acontece junto com a Fispal Food Service, tradicional feira voltada para a alimentação fora de casa.
O valor do negócio não foi divulgado. E a principal razão da venda é levantar recursos para a Exponor, empresa portuguesa focada em feiras e negócios. Na ideia dos novos donos está profissionalizar mais o setor de vinhos e crescer com o evento, que atualmente conta com 400 expositores e 11 mil visitantes.
É esperar 2014 para saber das mudanças, já que a edição de 2013 termina hoje, às 20 horas, no pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Empresas reclamam e governo modifica código de mineração       

Setorial Energia News 29.04.2013 - Diante da chiadeira das empresas, o governo promoveu mudanças de última hora nas discussões do novo código de mineração, que poderá sair por medida provisória. Além de desistir da cobrança de participações especiais em jazidas com alta produtividade, a alíquota máxima dos royalties será de 4% e fixada em lei, em vez do limite de 6% inicialmente definido. Com isso, a ideia é evitar uma situação de instabilidade no setor, com um risco permanente de que picos de preço no mercado internacional de commodities metálicas se revertam em uma dose adicional de tributação sobre as mineradoras.
"Retrocedemos em algumas questões, por ponderações do próprio setor", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Valor. Ele mesmo tomou a iniciativa de citar exemplos. "Provavelmente não vamos mais incluir participações especiais no novo código", afirma Lobão, referindo-se à taxação extra de grandes jazidas, como as explorações minerais na Serra dos Carajás (PA) e no Quadrilátero Ferrífero (MG), de forma semelhante ao que já ocorre na indústria do petróleo e gás.
A alíquota máxima da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), o royalty da mineração, vai aumentar menos do que o previsto. Hoje, a Cfem varia de 0,5% a 3%. O minério de ferro é taxado em 2%. "Em um primeiro impulso, imaginamos um máximo de 6%, mas agora limitamos a 4%", diz Lobão.
O limite estará definido em lei, evitando a hipótese de que um mero decreto presidencial eleve a cobrança, o que cria uma espécie de blindagem contra a sede de arrecadação em momentos de preços altos no mercado internacional. "Não queremos gerar instabilidade", justifica o ministro.
A alíquota mínima cairá para zero. Isso permitirá a desoneração de rochas ornamentais, agregados de construção (como argila, areia e brita) e insumos para fertilizantes agrícolas. Com a nova política de royalties, a estimativa do governo é que o patamar de arrecadação anual da Cfem passe para R$ 4 bilhões. Em 2012, a compensação atingiu R$ 1,8 bilhão. A cobrança será feita pelo faturamento bruto das mineradoras, não mais pelo líquido, mas a desistência de criação das participações especiais e a desoneração de minérios básicos diminuíram a perspectiva de alavancar ainda mais esses valores.
Lobão faz questão de ponderar: "Essas são as decisões a que chegamos, mas elas podem ser revistas até o último instante". O novo código está muito próximo de ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff, segundo ele, e a tendência é que o pacote seja enviado ao Congresso por medida provisória. "A nossa inclinação é essa, para dar mais rapidez. Se formos encaminhar como mensagem ao Congresso, essa discussão leva dois ou três anos. Uma MP pode ser discutida pelos parlamentares do mesmo modo."
Em um sinal de armistício com as mineradoras, o ministro também não é mais taxativo, como foi três semanas atrás, sobre a licitação de áreas com jazidas que já têm portarias de lavra pedidas - com pesquisas concluídas e licenças ambientais obtidas -, dependendo apenas de uma assinatura do próprio Lobão para iniciar sua produção. Pelo menos 120 minas estão nessa situação, que afeta empresas como Vale, AngloGold e Bahia Mineração.
No início de abril, o ministro havia dito que essas jazidas não tinham nenhum direito assegurado, e eram passíveis de entrar no sistema de licitações que será criado com o novo código, provocando uma reação negativa das mineradoras. Agora, Lobão adotou uma postura mais cautelosa, sem antecipar conclusões.
"Temos uma tradição de cumprimento rigoroso da lei e dos contratos. Desejamos compensar essas pessoas pelos esforços que elas fizeram, sem perder de vista os ditames da nova lei. É possível que obtenham a portaria de lavra. Estamos estudando isso para resolver a questão", afirma o ministro.
Pelo novo código, as concessões serão dadas aos vencedores das licitações de áreas minerais por um período de 30 anos, que poderá ser prorrogado por mais 20 anos. Hoje, a empresa que explora uma jazida pode retirar minério enquanto durarem as reservas, sem limite de tempo.
No pacote da mineração, conforme já disse o ministro diversas vezes, há três projetos - ou MPs - diferentes: um atualiza o marco regulatório em si e cria o Conselho Nacional de Política Mineral, que definirá as áreas licitadas; o outro trata especificamente dos royalties; o terceiro transforma o Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNM) em agência reguladora para o setor.
Para Lobão, o governo não tratou do assunto a portas fechadas. Lembrou que houve reuniões com governos estaduais, associações de municípios e entidades empresariais. "Ninguém pode dizer que não foi ouvido", disse.

American usa ativos no Brasil para captar recursos

Valor 29.04.2013 - A AMR Corp., controladora da American Airlines, quer obter um financiamento de US$ 3,25 bilhões usando como garantia suas rotas e seus ativos ae oportuários na América Latina. A medida antecede o plano da empresa de sair da concordata.
Empresas aéreas americanas já usaram antes seus direitos de rotas internacionais e valiosos "slots" e portões em aeroportos congestionados como garantia de empréstimos, mas a iniciativa da American ocorre antes da completa liberalização de voos entre os Estados Unidos e o Brasil, o mais importante mercado da região.
A rede internacional da American Airlines perde para as das concorrentes United Continental Holdings Inc. e a da Delta Air Lines Inc., com exceção dos voos entre os EUA e a América Latina, onde ela é líder de mercado.
O mercado aéreo entre o Brasil e os EUA será completamente aberto em outubro de 2015, dando liberdade às companhias de voar e definir preços. Uma importante restrição, porém, será o acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Embora o aeroporto esteja incluído no acordo de céus abertos a partir de 2015, as autorizações de pousos e decolagens e o acesso aos portões de embarque em mãos dos operadores atuais são uma valiosa commodity devido ao sério congestionamento.
A AMR não citou explicitamente Guarulhos, mas anunciou que garantias seriam provenientes de slots, portões e rotas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, entre outros países. Ela afirmou que pode decidir mais tarde se também usará ativos no México e na América Central como garantias adicionais para ampliar sua liquidez.
Instituições como Barclays Bank PLC, Citigroup Global Markets Inc., Goldman Sachs, J.P. Morgan Chase e Morgan Stanley já se apresentaram como interessados em fornecer o financiamento.

Por que o México é hoje o tigre asteca

Valor 29.04.2013 - Duas décadas atrás, um influente crítico social do México proclamou que Los Angeles era "o coração do sonho mexicano". Pedro P. concordou e deixou para trás sua terra natal em Oaxaca para trabalhar como jardineiro no vale de San Fernando, na metrópole californiana. Mas, depois de 14 anos trabalhando como imigrante ilegal, Pedro, 44 anos, decidiu voltar para casa no fim de abril, atraído por um ressurgimento econômico que tem levado alguns analistas a rotular o México de o "tigre asteca".
Ele não está sozinho. De acordo com o Projeto de Migração do México, a taxa de imigração ilegal de mexicanos para os Estados Unidos está em quase zero. Em seu auge, em 1999, chegou a registrar 55 migrantes para cada 1.000 homens mexicanos. Em 2010, caiu para 9 migrantes por 1.000 homens, um nível que não era visto desde os anos 60.
Quando o presidente americano Barack Obama visitar o novo presidente mexicano esta semana, vai encontrar um país muito diferente daquela imagem que muitos costumam ter. Mesmo engolfado numa sangrenta guerra contra as drogas, o México viu sua economia crescer 4% em 2012, uma taxa que deve chegar a até 7% anualmente nos próximos anos, segundo previsões.
Em 2012, os investidores estrangeiros injetaram US$ 57 bilhões em ações e títulos de dívida do país, cinco vezes mais que o valor investido no Brasil no mesmo período. Grandes fabricantes como a Bombardier e a General Electric estão expandindo suas operações no México e gerando empregos de remuneração alta, aproveitando a abundância de engenheiros e outros profissionais do país.
O setor manufatureiro está recebendo de volta inclusive operações que começaram a ser transferidas para a China na década de 90, praticamente na mesma época em que a migração mexicana para os EUA inchou. A média anual de salário por hora no México é hoje de US$ 2,10, comparado com US$ 1,63 na China. Acrescente aí custos mais baixos de transporte para o grande mercado comprador dos EUA, além da expansão do mercado doméstico do próprio México e o atrativo econômico, é claro.
O que mais surpreende é que a crescente sensação de que o México vive um período de virada é baseada não só em perspectivas econômicas, mas num aumento da confiança no governo mexicano, especialmente num momento em que os líderes eleitos de países mais desenvolvidos parecem ter dificuldades para encontrar maneiras de lidar com problemas de longo prazo.
Como a maioria dos mexicanos que não deixaram o país, aqueles que trabalham no exterior há muito desconfiam de seus políticos, especialmente os do PRI - o partido notoriamente corrupto e autocrático que governou o México por 71 anos antes de uma transição democrática há 12 anos. Agora, o PRI está de volta, desta vez por meio de eleições livres e justas, e seu novo líder carismático, o presidente Enrique Peña Nieto, promete levar o país à próxima etapa de desenvolvimento, como uma sociedade de classe média totalmente globalizada.
Na cerimônia de posse em dezembro, Peña Nieto se posicionou em frente aos monopolistas mais poderosos do país, Carlos Slim Helu e Emilio Azcárraga Jean, e prometeu desmantelar seus impérios de TV e de telecomunicações. Ele prometeu reformar o sindicato dos professores que, de forma inacreditável, há muito tempo tem poder para contratar professores e até mesmo transferir cargos hereditários. E prometeu ainda "abrir" a Pemex, o abatido monopólio estatal de petróleo que se manteve ao centro da ideologia nacionalista do México desde os anos 30.
O público presente à posse se surpreendeu com o escopo e a especificidade do programa do novo presidente - e com o fato de que ele estava atacando abertamente os pilares históricos do poder do PRI. Um "pacto" de consenso com outros partidos garantiu apoio à lista de reformas.
Seis meses depois, Peña Nieto começou a cumprir as promessas. A presidente do sindicato dos professores, Elba Esther Gordillo, foi presa por desfalque. Novas leis foram aprovadas para permitir que o governo desfaça monopólios. Planos para a abertura da Pemex estão em bom caminho, e a nova legislação é iminente.
O sucesso de Peña Nieto não está garantido. Cortar pela raiz a corrupção e estabelecer um sistema judiciário totalmente funcional são desafios enormes. Mas ao contrário de muitos outros líderes de governo, ele está agindo para resolver a principal crise dos tempos atuais: como governar uma democracia moderna de forma eficiente, algo que, por natureza, gera discórdia e desacordo.
A força de autocracias de um único partido como o velho PRI - ou o mandarinato moderno da China - é a unidade de seus propósitos e sua capacidade de colocar em prática mudanças estruturais de longo prazo. As democracias no Ocidente estão paralisadas, incapazes de construir um consenso que as tirem da cacofonia e multiplicidade de interesses divergentes.
O desafio para o México e outros países será equilibrar essa impressionante capacidade institucional com transparência e supervisão pública. Um governo eficaz é algo bom, mas não à custa da democracia responsável.
O escritor peruano Mario Vargas Llosa deu um rótulo ao México controlado pelo velho PRI que ficou famoso: "a ditadura perfeita". Tinha as qualidades de uma democracia - eleições diretas e transferência de poder a cada seis anos -, mas era governado por um punho de ferro e pagamentos por debaixo da mesa. Agora o México tem a oportunidade de aperfeiçoar sua democracia e servir de modelo para o mundo.
- Berggruen e Gardels são autores do livro 'Intelligent Governance for the 21st Century: A Middle Way Between West and East' (em tradução livre, Governança Inteligente para o Século XXI: um meio termo entre o Ocidente e o Oriente).
 
Via Veneto 1  
RR 29.04.2013 - A estilista belgo-americana  Diane Von Furstenberg,  dona da badalada grife  DVF, tem desfilado nas  passarelas do Iguatemi.  As conversas com os Jereissati  vão da abertura de  lojas nos shoppings do grupo  até à criação de uma  joint   venture para expandir  a marca no Brasil. 

Via Veneto 2
RR 29.04.2013 - Por falar em luxo, a  Guerlain, maison francesa  de perfumes e cosméticos,  prepara-se para  abrir sua primeira loja no Brasil. João Doria Jr., que  um dia chegou a dizer  "Cansei!", deve estar orgulhoso  de viver em um  país como este.

Ressaca da OAS
RR 29.04.2013 - Cesar Mata Pires tem  certeza de que o Rio Grande do Sul não é a Costa Rica e  Tarso Genro não é a presidente  Laura Chinchilla. Ainda  tentando se recuperar da tungada  de meio bilhão de dólares  que levou no país centroamericano,  a OAS negocia  com a gaúcha Corsan uma  Parceria Público-Privada para  a construção de subestações  de saneamento. Tratase  de um negócio menor,  porém mais seguro! Oxalá!

Azul.CA 25.04

Daily News

Usiminas tem prejuízo de R$ 153,6 milhões no 1º trimestre
Valor 26.04.2013 - A Usiminas apresentou há pouco em seu balanço um prejuízo líquido atribuídos aos controladores de R$ 153,6 milhões no primeiro trimestre. As perdas aumentaram em 116,9%, ou seja, mais que dobraram, na comparação com igual período do ano passado.

Apesar da piora no resultado, o faturamento melhorou em 12 meses. A receita líquida avançou 10,8% e atingiu R$ 3,19 bilhões. No mesmo período, o custo dos produtos vendidos ficou 9,4% maior, em R$ 2,99 bilhões. As despesas operacionais também subiram, chegando a R$ 223,6 milhões, alta de 7,8%.
A empresa alcançou no trimestre uma redução de 70,1% em seu prejuízo operacional, antes de juros e impostos, para R$ 16,4 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), calculado segundo a instrução 527 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), chegou a R$ 295,8 milhões, um crescimento de 53,3%.
A siderúrgica alcançou uma melhora na rentabilidade entre janeiro e março. A margem sobre o resultado bruto ficou em 6,5%, ou 1,2 ponto percentual maior na comparação anual. A alta na eficiência também garantiu uma margem operacional negativa de apenas 0,5%, contra 1,9% no vermelho um ano antes.
Mas foi o resultado financeiro que afetou o lucro líquido. A linha do balanço ficou negativa em R$ 236,1 milhões, contra R$ 29,5 milhões também negativos no primeiro trimestre de 2012. Os gastos com ativos financeiros subiram 501%, para R$ 271,8 milhões, enquanto as receitas avançaram apenas 127,8%, para R$ 35,6 milhões.

Gol pela Smiles 
Valor 26.04.2013 - A compra antecipada de passagens aéreas da Gol pela Smiles será concluída em 30 dias, segundo comunicado divulgado há pouco. A Smiles, que administra o programa de fidelização da Gol, utilizará os recursos líquidos da oferta pública inicial de ações para a compra das passagens.
A aquisição antecipada será feita da VRG Linhas Aéreas, controlada da Gol, a uma taxa de desconto sobre o custo de passagens de 140% a 150% do CDI.
Ontem foi definido o preço da oferta da Smiles em R$ 21,70 por ação. Com a emissão de 52,2 milhões de papéis, considerando os lotes extras, a operação totaliza R$ 1,13 bilhão.
Em conformidade com o previsto no acordo de investimento firmado em 5 de abril, a General Atlantic subscreveu R$ 400 milhões em ações da Smiles. No acordo, a Gol outorgou também uma opção de compra de ações de emissão da sua subsidiária de propriedade da companhia, que poderá ser exercida por um período de 12 meses.
A General Atlantic terá a opção de adquirir até R$ 80 milhões em ações no mesmo preço apurado na oferta, corrigido entre a data da liquidação financeira da oferta e a data de exercício da opção com base na variação do CDI.
Pedido de varejo: Na oferta inicial de ações da Smiles, os pedidos de reserva de investidores  de varejo foram atendidos integralmente até R$ 2.994,60 (138 ações). Para pedidos acima desse valor, sobre o excedente foi aplicado um rateio de 86,99%.

A MPX, empresa de energia: Eike Batista I 
Valor 26.04.2013 - A MPX, empresa de energia do empresário Eike Batista, informou hoje a assinatura de um contrato de aproximadamente R$ 54 milhões com a Kinross Brasil Mineração para construir uma usina termelétrica movida a gás natural na Bacia do Parnaíba, no Maranhão.
A unidade terá capacidade instalada de 56 megawatts, segundo a MPX. O acordo foi feito em parceria com a Petra Energia e com a MPX-E.ON, empreendimento conjunto entre a companhia do grupo EBX e a alemã E.ON.
A Kinross é uma empresa canadense que possui minas e projetos no Chile, no Equador, nos Estados Unidos, em Gana e na Rússia, além do Brasil e Canadá.

A MPX, empresa de energia: Eike Batista II
Reuters 26.04.2013 - A MMX, mineradora do grupo de Eike Batista, anunciou nesta sexta-feira que detém reservas auditadas de 3,6 bilhões de toneladas de minério de ferro nas unidades Serra Azul, Mina Pau de Vinho e Bom Sucesso, um crescimento de 23,7 por cento ante os volumes informados pela companhia em agosto de 2011.
A MMX obteve certificação das empresas independentes SRK Consulting e Coffey Mining.
A Unidade Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, detém recursos de aproximadamente 2,14 bilhões de toneladas em recursos medidos, indicados e inferidos, de acordo com a auditoria da SRK, segundo comunicado da MMX.
Em agosto de 2011, o volume nestas mesmas condições era de 1,73 bilhão de toneladas na unidade.
A MMX informou ainda que o somatório de recursos medidos e indicados (sem levar em conta os recursos inferidos) passou para 1,82 bilhão de toneladas contra 1,15 bilhão de toneladas anteriormente.
"Este aumento é de extrema relevância pois credencia a Unidade Serra Azul, principal ativo minerário e projeto prioritário para MMX, a uma maior conversão de seus recursos minerais em reservas certificadas", disse a empresa na nota.
Os ativos minerários Pau de Vinho (ativo da Mineração Usiminas operado pela MMX ao lado de Serra Azul) e Bom Sucesso(centro-oeste de Minas Gerais) também obtiveram novas certificações que apresentaram resultados em linha com dados divulgados em agosto de 2011, informou a mineradora.
Às 11h15, as ações da MMX tinham alta de 2,76 por cento nesta sexta-feira a 2,23 reais por papel

Banco Central investimento direto estrangeiro
Valor 26.04.2013 - No primeiro trimestre deste ano o Brasil recebeu menos investimento direto estrangeiro do que em igual período do ano passado. E os recursos externos que entraram no país para projetos produtivos nos diferentes setores da economia preferiram o segmento de serviços. De acordo com os dados do Banco Central, o setor recebeu, somadas as duas modalidades - participação no capital e investimento intercompanhias - de ingresso de recursos, 45% do total, enquanto a indústria absorveu 35%, e a agricultura e o setor extrativista, incluindo petróleo, ficaram com o restante. No mesmo período do ano passado, a indústria ficou com 46,4% do total, e serviços, 29%. Os dados consideram o ingresso de recursos, sem descontar as saídas.
Além dessa mudança, o início de 2013 foi marcado por uma alternância na forma como o capital externo para investimento entrou no país. No primeiro trimestre de 2012, 68% dos ingressos foram na modalidade de participação no capital, peso que encolheu para 55% neste início de ano, enquanto a modalidade de empréstimos intercompanhias respondeu por 32% do total no primeiro trimestre de 2012 e por 45% agora.
A troca da indústria pelo setor de serviços, na visão de analistas, indica onde o setor externo está vendo maior rentabilidade.
O investimento ligado à participação no capital caiu 31% no primeiro trimestre, ao atingir US$ 8,7 bilhões. Depois de os estrangeiros investirem US$ 6,5 bilhões no país nos três primeiros meses de 2012, o total para a indústria neste ano encolheu para US$ 2,8 bilhões. O resultado se deve ao menor interesse pela área de insumos mais básicos da indústria.
Metalurgia, que havia recebido quase a metade do total no ano passado, registrou 77% a menos de investimento do exterior. Recuos significativos foram observados em produtos alimentícios (40,3%), químicos (67%) e farmacêuticos (93%), sempre considerando participação no capital.
O setor de serviços registrou aumento de peso em investimentos no comércio e nas telecomunicações, conseguindo manter os US$ 4 bilhões do ano passado. Nenhuma das duas áreas estava na lista de desoneração da folha de pagamento para o setor anunciada pelo governo no início do mês.
Para Andrea Bastos Damico, economista do Bradesco, os segmentos de serviços ligados às concessões podem ser promissores para o investimento estrangeiro direto a partir de 2014, mas, neste ano, sua contribuição será incipiente, devido aos atrasos nos processos de leilões.
A agricultura e o setor extrativista mineral receberam um pouco menos de investimento (US$ 1,8 bilhão), mas, em função da queda total, aumentaram sua participação para 20,5%. Petróleo e gás foram responsáveis por 75% do investimento no setor.
Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, diz que a redução de investimento na indústria ocorre principalmente em áreas onde a produção enfrenta substancial competição externa e os produtos contêm menor valor agregado. "Aos olhos do capital estrangeiro, a economia brasileira não foi muito atrativa neste primeiro trimestre. O que se perdeu na indústria, se manteve em serviços, o que é muito revelador para onde pode estar indo a economia, já que esse tipo de investimento é de longo prazo e sempre olha a situação futura esperada."
Os resultados do investimento intercompanhias diferem em relação à participação da indústria, mas seguem com aumento de espaço por parte de serviços. Os empréstimos totais de matrizes estrangeiras para filiais no Brasil cresceram 22% no primeiro trimestre e somaram US$ 7,2 bilhões.
Apesar do incremento, as divisas enviadas às filiais ligadas à agricultura e ao setor extrativista mineral caíram pela metade (US$ 1,2 bilhão). As remessas destinadas a empresas que atuam em serviços mais que duplicaram, para US$ 3,3 bilhões. Só no comércio, o montante triplicou, para US$ 901 milhões. Também em telecomunicações, muito em função dos investimentos ligados à tecnologia 4G, o montante saltou de US$ 18 milhões para US$ 703 milhões. Saúde teve progressão similar (de US$ 3 milhões para US$ 648 milhões), sempre considerando o investimento intercompanhias. Esse aumento tem a ver com a compra da Amil pelo grupo United Health.
As indústrias estrangeiras já instaladas em território brasileiro aumentaram em 5,2 pontos percentuais a participação no total de investimentos, que somaram US$ 2,7 bilhões. Químicos, veículos e celulose e papel mais que duplicaram o recebimento de investimentos. Segundo Andrea, do Bradesco, o maior ingresso via empréstimos intercompanhias no setor automotivo pode ser um primeiro indício de que o novo regime do governo, o Inovar-Auto, está de fato surtindo efeito. Ela nota que a participação de veículos nessa modalidade de investimento foi de 1,6% na média dos últimos três anos e, neste primeiro trimestre, saltou para 6,9%. "É preciso que essa participação elevada se mantenha para confirmarmos essa hipótese", disse.
O investimento intercompanhias é mais volátil, pois tem um prazo menor de maturação e pode ser retirado com maior facilidade pelo investidor, de acordo com Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).
Para ele, o fato de esse tipo de investimento crescer e o de participação no capital cair "não é um bom sinal". O aumento de espaço de serviços com diminuição da indústria revela "que o país está deixando cada vez mais de ter uma percepção positiva como plataforma de exportação, para ser mais visto como um mercado de consumo de bens e serviços", diz Lima.

Agência Holandesa de Investimentos: BRF Foods
Revista Isto é Dinheiro 26.04.2013 - O governo da Holanda espera receber neste ano pelo menos 10 empresas nacionais nteressadas em se instalar no país.
Os holandeses estão procurando por brasileiros que queiram investir em seu país, principalmente em agronegócio. “Nosso país tem boas oportunidades a oferecer nas áreas de tecnologia de alimentos e engenharia”, disse Egbert Hartsema, diretor da Agência Holandesa de Investimentos (NFI), em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (25).  A NFI foi aberta no Brasil em novembro do ano passado, é a primeira a ser instalada no País e começou nos últimos meses a desenvolver um calendário de atividades em busca de empreendedores, entre elas missões governamentais, visitas de grupos de empresários e seminários . “O Brasil se tornou um mercado global da maior importância, também para nós.” A NFI conta com 15 escritórios no mundo, dos quais cinco estão nos Estados Unidos, até o momento o seu maior parceiro comercial.
O governo holandês espera atrair pelo menos 10 empresas brasileiras neste ano, interessadas em se instalar no país. “Sabemos que é um processo longo e que no mínimo são necessários dois anos de planejamento”, diz Hartsema. “Mas, o movimento é irreversível.” Já estão na Holanda empresas como a BRF, com uma unidade de produção de nuggets de frango, e a Marfrig  com a marca de alimentos Seara.  Outra presença forte no País é a da Petrobras. No total, cerca de 15 empresas brasileiras atuam na Holanda. O volume de investimentos, porém, não chega a meio bilhão de dólares, enquanto no sentido contrário o volume atual é de US$ 13 bilhões.  “Gostaríamos muito de ter laticínios brasileiros investindo em pesquisa e tecnologia em nosso país", diz Hartsema. "Ou a indústria química, por exemplo."
Entre os maiores atrativos do país europeu está a logística eficiente do porto de Roterdã, entre os maiores complexos do mundo.  Nessa área em que os holandeses detêm tecnologia de ponta, o interesse é atrair empresas que queiram montar seus centros de distribuição de produtos. Hoje, o país detém 51% dos centros de distribuição da Europa, seguidos pela Bélgica com 18% e a França com 8%.  Outro atrativo é o tributo governamental único de 25% sobre o lucro obtido pelas empresas estrangeiras, o segundo mais baixo da Europa. Porém, se um produto for desenvolvido em parceria com empresas holandesas, por exemplo, o tributo cai para 5%. “É uma forma de incentivar a cooperação internacional”, diz Lucienne Vaartjes, do Departamento de  Ciência e Tecnologia da NFI.
A Holanda tem um Produto Interno Bruto de cerca de US$ 700 bilhões. No ano passado, o país exportou US$ 556 bilhões e importou US$ 490 bilhões. No setor agrícola, os principais produtos cultivados são batata, beterraba (principalmente para a produção de açúcar), frutas, legumes e carne bovina.

Itaú Unibanco 
Reuters 26.04.2013 - O Itaú Unibanco informou nesta sexta-feira que decidiu fazer reclassificações em sua análise gerencial da operação referentes a todos os trimestres entre 2011 e 2012, para permitir melhor comparação em análises de desempenho.
O banco, que divulga resultados de primeiro trimestre na terça-feira, afirmou que vai divulgar ao longo do dia planilha reclassificada com informações históricas.
Segundo o banco, as mudanças envolvem seguros, participação na Redecard e parcerias.

Redes 4G
Valor 26.04.2013 - Rojas: "Download de músicas de CD de 74 minutos nas redes 3G HSPA leva 25 minutos; nas redes 4G, 54 segundos".
As redes 4G não serão suficientes para dar conta da demanda dos eventos esportivos que começam este ano, com a Copa das Confederações. Por isso, as operadoras precisam promover uma rápida expansão das redes HSPA+, a 3G evoluída, e até do Wi-Fi. É o que recomenda Erasmo Rojas, diretor para a América Latina e o Caribe da 4G Américas - associação que reúne operadoras e fabricantes -, que esteve no Brasil em abril para uma apresentação no LTE Latin América 2013.
Rojas diz que a evolução do padrão LTE é acelerada. Esse padrão (Long Term Evolution) foi proposto como o próximo passo rumo ao sistema móvel de 4ª Geração. Seu desenvolvimento permite melhorias de desempenho, além de reduzir o custo por bit, o que possibilita uma maior disseminação de serviços móveis. Em três anos - desde a primeira implementação na Suécia, em dezembro de 2009, até o início de abril - existiam 163 redes em serviço em 69 países, com 85 milhões de assinantes, dos quais 43 milhões só nos EUA. Leia a entrevista concedida ao Valor.
Valor: Com a baixa penetração da 4G na América Latina, qual a expectativa em relação ao Brasil?
Erasmo Rojas: O grande mercado de LTE estará no Brasil. Nenhum outro país tem um caso de negócios tão definido por causa dos eventos esportivos. Será necessário oferecer vídeo de alta definição e as operadoras têm de pensar como vão entregar essa capacidade. As pessoas que irão aos estádios vão querer tirar fotos, fazer vídeos e enviá-los aos amigos.
Valor: Como está a disponibilidade de aparelhos para o mercado brasileiro?
Rojas: As perspectivas são boas. A maior disponibilidade de aparelhos hoje, em nível global, é na frequência de 2,5 GHz por causa da Europa. Além disso, a partir de 2014, haverá uma grande oferta de aparelhos em 700MHz - outra frequência adotada pelo Brasil - por conta da adoção do padrão pelos países da Ásia/Pacífico e da América Latina.
Valor: Qual a posição da 4G Américas em relação à opção do Brasil de usar a 4G como instrumento de política industrial?
Rojas: O governo tem a liberdade de desenvolver a indústria nacional, mas tem de ser algo realista. Os EUA não estão muito contentes com isso. Na faixa de 2,5 GHz, não houve muita briga porque essa faixa não está disponível lá. Mas, quando vier a faixa de 700 MHz, as reclamações vão se acirrar.
Valor: Como o senhor avalia o modelo brasileiro, com forte estratégia de compartilhamento?
Rojas: O Brasil vai ser o primeiro país da região a implementar 4G em larga escala com quatro operadoras ao mesmo tempo. É um modelo interessante e a razão por que eles estão compartilhando infraestrutura não é só porque vão reduzir custos, mas porque não há tempo. O cronograma foi muito apertado e as operadoras tiveram seis meses para pôr a rede em serviço. Mas a 4G não vai ser a única solução, será necessário complementar com uma rápida expansão da 3G HSPA+ e talvez até Wi-Fi, de forma transparente para o usuário.
Valor: Como ficará a questão do roaming?
Rojas: Os usuários que vêm da Europa muito provavelmente têm LTE em 2,5 GHz ou 1,8 Ghz, que também funciona no Brasil. O problema é quem vem dos EUA, onde se adota uma opção em 700 MHz, que só está disponível lá, em Porto Rico e na Bolívia. Esses usuários vão poder ter acesso em 3G e HSPA+ em 1.8 ou 2.1 GHz - que são faixas existentes nos EUA também -, mas não em 4G.
Valor: No Brasil como será a integração das redes 4G em 2,5 GHZ e 700 MHz?
Rojas: O usuário terá de ter um aparelho de 2,5 GHz que também tenha a faixa de 700 Mhz. Mas, ela ainda não é comercializada, pois é a faixa do padrão Ásia Pacífico, que só entra em operação em 2014. Não há, portanto, aparelhos disponíveis.
Valor: Esta é a diferença em relação ao padrão Ásia-Pacífico?
Rojas: Sim. No padrão Ásia Pacífico, os 90 MHz do espectro são usados somente para as redes móveis, por isso a adoção pela América Latina. Essa é também a ideia da Anatel. Mas, na consulta pública sobre a faixa, há pedidos de segmentos do governo reivindicando que parte desse espectro também seja usada para segurança pública. Outra alternativa do Brasil é usar a faixa de 1,8 GHz - a mais utilizada no mundo para 4G, com 65 redes, a maioria na Europa. Por ser uma frequência entre a adotada nos EUA e os 2,6 GHz adotados para 4G do Brasil, seria ideal para roaming internacional.
Valor: Qual a velocidade real que o 4G está permitindo hoje?
Rojas: A velocidade de 100 Mbps é só no papel. A Tencel, do México, lançou LTE em novembro com velocidade média de 20 Mbps. Nos EUA, que tem muito mais tráfego, a velocidade é de 8 a 12 Mbps. O download de músicas de um CD de 74 minutos nas atuais redes 3G HSPA leva 25 minutos; nas redes 4G apenas 54 segundos. O download de vídeo, um DVD de 1 hora no HSPA demora 8 horas; mas apenas dezessete minutos na 4G.
Valor: Há espectro suficiente para uma eventual explosão de demanda?
Rojas: Este é um desafio mundial e os culpados são os smartphones. É muito possível que, em três anos, não haja espectro suficiente nos EUA, por isso há um plano do governo para se obterem mais 300 MHz de espectro em todas as faixas possíveis. Os fabricantes estão trabalhando em tecnologias como a de agregação de portadoras, que permitem usar pequenas sobras de espectro.
Valor: Como está a evolução do padrão LTE para as aplicações de voz e também para a nova geração LTE Advanced?
Rojas: Hoje já há soluções de VoLTE - voice over LTE - disponível em países como EUA e Austrália. O LTE Advanced é o que a UIT definiu como o verdadeiro 4G, que foi lançado no release 10 do 3GPP (3rd Generation Partnership Project, associação que define padrões em telecomunicações) e que, espera-se, esteja em serviço nos EUA ao fim de 2013, possivelmente pela A T-Mobile.
Valor: Quais são atualmente as perspectivas para a evolução da banda larga móvel?
Rojas: A América Latina encerrou 2012 com 680 milhões de assinantes de telefonia móvel, dos quais 113 milhões são de banda larga. Cerca de 80% das assinaturas ainda são no padrão GSM; 17%, 3G HSPA; e 4%, outros. Mas, ao final de 2017, serão 858 milhões de assinantes, dos quais 531 milhões serão de banda larga móvel, com o HSPA representando 61% e o LTE, 7%. Há muitas oportunidades para o crescimento da banda larga, mas também muitas barreiras que os operadores têm nas redes de acesso e de transporte. Para que haja uma adoção em massa, será necessário mais espectro.

Norman Baines assume o cargo de diretor-geral da Starbucks
Revista Isto é Dinheiro 26.04.2013 - Norman Baines assume o cargo de diretor-geral da Starbucks para o Brasil. Nos últimos oito anos, atuou na rede Applebee’s como gerente geral para as Américas do Sul e Central.
Tem experiência no mercado varejista na América Latina e mais de trinta anos de experiência e passagens por McDonald’s e Hard Rock Café, seu trabalho é focado em novos negócios e operações.
Chega para liderar o plano de expansão da rede no Brasil. A marca totaliza 57 lojas no país, distribuídas entre São Paulo, Rio de Janeiro, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Barueri, Jundiaí, Campinas e Niterói.

Geração Futuro L Par, fundo de investimento em ações: CSN
Valor 26.04.2013 - A Geração Futuro L Par, fundo de investimento em ações que reúne recursos do investidor Lirio Parisotto, publicou ontem nos jornais um pedido de procuração para que outros acionistas da CSN participem da assembleia ordinária da empresa, marcada para terça-feira. A Geração propõe a instalação de um conselho fiscal na CSN, composto por três integrantes e indica um nome para integrá-lo: André Eduardo Dantas. Além disso, o pedido observa que a administração da siderúrgica indicou apenas quatro candidatos para o conselho de administração da CSN. O estatuto prevê que o conselho pode ter até onze integrantes e, portanto, sete nomes ainda podem ser indicados.

CVM (Comissão de Valores Mobiliários): Brasil Telecom
Folha 26.04.2013 - A Oi divulgou nesta sexta-feira (26) que decisão favorável da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o tratamento contábil envolvendo a aquisição da Brasil Telecom produzirá um aumento no lucro líquido ajustado de 2012 da ordem de R$ 948 milhões.
Com a decisão, a Oi informou o lucro líquido vai subir de R$ 837 milhões para R$ 1,785 bilhão.
Às 10h32, as ações da companhia subiam 0,76%, cotadas a R$ 5,33 na Bovespa, enquanto o Ibovespa --principal índice de ações da Bolsa brasileira-- recuava 0,16%.
"O colegiado da CVM, em decisão unânime de 24 de abril, acatou os argumentos da Oi no sentido de que o estorno da citada mais-valia registrada na Oi (no valor total de R$ 12,849 bilhões em dezembro de 2012) e sua recomposição na Telemar Participações é o tratamento contábil mais adequado para tal evento", informou a Oi em comunicado ao mercado.

MGA Entertainment fabricante das bonecas Bratz
Valor 26.04.2013 - Larian, da MGA: país deve se tornar segundo mercado do grupo em quatro anos.
Até agora a presença da americana MGA Entertainment, fabricante das bonecas Bratz, tem sido tímida no mercado brasileiro. Mas o iraniano Isaac Larian, CEO mundial da companhia, tem planos para mudar essa condição. Em três ou quatro anos, ele pretende alçar o Brasil ao segundo lugar no ranking de receitas da companhia, atrás apenas dos Estados Unidos - hoje o país está entre a oitava e a nona posições. "Nossa meta é atingir de 7% a 10% do que vendemos nos EUA em um ano ou dois", disse Larian ao Valor.
A estratégia de expansão definida pelo executivo, que esteve em São Paulo por ocasião da Abrin 2013, feira do setor que termina hoje, está centrada na linha de bonecas Lalaloopsy. Este ano, dimensiona ele, 250 mil unidades serão produzidas para venda no país - 36 itens da coleção foram apresentados na Abrin. Em 2014, um modelo será desenhado especialmente para o consumidor brasileiro. O Brasil é o segundo maior mercado de brinquedos do mundo depois do americano, segundo Larian.
O CEO espera que a Lalaloopsy se torne já neste ano a principal marca da MGA no país. A empresa não divulga faturamento, apenas que suas vendas globais cresceram 23% em 2012, sobre o ano anterior. No varejo brasileiro, vende ainda a Bratz, distribuída pela Yellow; a linha Novi Stars, via DTC Toys; e Little Tikes, trazida pela Girotondo e pela Buba Toys.
A Buba Toys, por sinal, distribui também a Lalaloopsy, desde 2012, e a expectativa é que a linha de bonecas assuma o posto de carro-chefe dos negócios ainda este ano. "Nossos investimentos na Lalaloopsy em 2013 são pelo menos três vezes maiores em relação aos do ano passado", afirmou o diretor comercial da empresa, Paulo Benzatti. Os outros nichos de atuação da Buba Toys, também fabricante, são as pelúcias e os itens para bebês e crianças em idade pré-escolar.
As bonecas da MGA também vão estampar de pijamas a cadernos. Segundo Glenn Migliaccio, diretor da BR Licensing, responsável pelas negociações de licenciamento da marca Lalaloopsy, seis empresas brasileiras já detêm os direitos sobre as personagens.
Elas também foram compradas pela TV. Nos EUA, o canal pago Nickelodeon as transformou em série, que estreou em abril. No segundo semestre será a vez de ocuparem a grade brasileira do Discovery Kids.
A marca foi criada em 2010, a partir da fábula da boneca de pano que ganha vida quando seu último ponto é costurado - no mundo real, ela é de vinil. Seu público-alvo são meninas de 4 a 7 anos de idade, que interagem de forma lúdica com os brinquedos. "Não se trata de uma 'fashion doll aspiracional' como a Barbie ou a Bratz", disse Benzatti, da Buba. "As meninas não querem ser a boneca, elas querem tê-la como uma amiguinha. Estão na fase da criancice, em que desenvolvem cenários em sua imaginação." No Brasil serão vendidos modelos de R$ 39 a R$ 269.
O mercado de brinquedos deve crescer 12% este ano, segundo projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). No ano passado, entre produção local e importações, o setor movimentou R$ 3,87 bilhões. As bonecas respondem por 41% desse total.

Eldorado Brasil Celulose 
Valor 26.04.2013 - Grubisich: "Brasil, mais competitivo no setor, deve aproveitar expansão do mercado global para instalar novas fábricas".
Menos de seis meses após iniciar operação de sua fábrica de celulose de fibra curta branqueada de eucalipto em Três Lagoas (MS), a Eldorado Brasil Celulose já busca um ganho marginal na sua capacidade de produção de 10% a 15%. O investimento é considerado pequeno para os padrões de capital intensivo do setor. São cerca de US$ 60 milhões a US$ 80 milhões, informou José Carlos Grubisich, presidente da empresa.
Essa expansão, chamada no jargão do setor industrial de desgargalamento de linha de produção, será realizada por época da primeira parada para manutenção da fábrica, com reparos gerais de seus equipamentos, prevista para o segundo semestre de 2014. Com isso, a capacidade atual da Eldorado, de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, vai atingir entre 1,65 milhão e 1,7 milhão de toneladas após a expansão. "Hoje, já temos a maior linha de produção de celulose do mundo e ela ficará ainda maior", disse o executivo.
Na criação da Eldorado foram investidos R$ 6,2 bilhões, distribuidos em área florestal (150 mil hectares), estrutura de logística (armazéns, terminais, locomotivas e vagões) e a unidade industrial, que foi a parte mais pesada - R$ 4,5 bilhões. O BNDES financiou R$ 2,7 bilhões do investimento e US$ 1,7 bilhão foi aporte dos acionistas - a holding J&F Participações (82%), que também é dona do JBS, e os fundos de pensão Funcef e Petros, cada um com 9% do capital.
Neste ano, quando ainda está ganhando ritmo de velocidade (no momento com 90% de operação), a empresa prevê produzir 1,2 milhão de toneladas. Desse volume, cerca de 40% a 45% vão para Ásia, principalmente China, 40% para Europa e 15% a 20% para as Américas, incluindo o Brasil.
Segundo Grubisich, neste mês a produção vai alcançar 120 mil toneladas e o pleno ritmo mensal da fábrica será atingido em maio. "A capacidade diária é de 4,2 mil toneladas, mas já batemos o recorde mundial de 4,7 mil toneladas em um determinado dia".
O executivo informou que a empresa vai vender mais celulose no mercado nacional do que as 100 mil toneladas por ano que previu. Agora, a empresa estima comercializar o dobro desse volume a partir do próximo ano.
Segundo ele, a Eldorado vai abocanhar fatias de mercado de concorrentes e ganhar espaço com a expansão da demanda interna. Ele apontou principalmente o maior consumo de papel nas faixas da população que tiveram mais acesso a bens de consumo com o aumento da renda. Onde se verifica aumento mais expressivo da demanda é no segmento tissue, os chamados papéis sanitários.
Além da Eldorado, são produtores de celulose de fibra curta de eucalipto no Brasil a Fibria, a Suzano, a Veracel (joint venture de Stora Enso e Fibria) e outros fabricantes de menor porte.
Para Grubisich, o Brasil deve se apropriar da expansão do mercado mundial para instalar novas linhas de produção de celulose no país nos próximos anos, pois tem a melhor competitividade de custo de produção. Segundo ele, a demanda mundial sobe entre 2% e 3% ao ano, o correspondente a 1,5 milhão de toneladas. "É uma fábrica como a nossa por ano".
Na sua avaliação, com projetos eficientes, o país pode deslocar concorrentes com menor poder de competição, como fabricantes América do Norte e Europa, que têm fechado unidades de produção obsoletas. E também da Ásia.
No Brasil, o eucalipto leva de cinco a sete anos para alcançar a idade de corte, ante 30 anos no Norte da Europa, EUA e Canadá. "Temos condições de ocupar esse espaço", afirmou. Segundo informou, o crescimento da demanda ocorre mais fortemente nos mercados emergentes, liderados pelo mercado chinês. "Lá, o consumo de papéis sanitários é o que mais cresce - média de 12% a 15% ao ano", disse Grubisich, que acabou de voltar de uma viagem de cinco dias ao país visitando clientes.
A Eldorado projeta receita de R$ 1,7 bilhão, com resultado operacional já positivo, neste ano. Em 2014, à plena capacidade, a previsão é superar R$ 2 bilhões.

11ª Rodada de Licitações da ANP
Valor 26.04.2013 - O setor de óleo e gás no Brasil está vivendo intensa movimentação de negócios antes da realização da 11ª Rodada de Licitações da ANP, prevista para maio. Apesar dos últimos desmentidos em Kuala Lumpur, Moscou e Rio de Janeiro, o empresário Eike Batista está, sim, negociando simultaneamente com a estatal malaia Petronas e a russa Lukoil. A Petronas deve ficar com 40% do campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, em um negócio estimado na casa de US$ 1 bilhão. Com a Lukoil, as conversas estão ocorrendo na Europa.
Já os fundos First Reserve e Riverstone estão vendendo a Barra Energia, que tem 10% do bloco BM-S-8, próximo ao polo de Tupi, no pré-sal, e 30% no bloco BS-4, ambos na Bacia de Santos. O negócio está sendo avaliado até por companhias chinesas.
Os sócios da Barra no BM-S-8 são a Petrobras (operadora com 66%), Petrogal Brasil (14%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%). No BS-4, onde foram encontrados os campos Atlanta e Oliva com depósitos de óleo pesado no pós-sal, os sócios são de novo a Queiroz Galvão (operadora, com 30%) e a OGX (40%). Quando foi criada, em 2010, a Barra recebeu US$ 1,2 bilhão em aportes. Uma estimativa conservadora é que os reservatórios nos quais ela tem participação tenham reservas superiores a 2 bilhões de barris "in place", dos quais podem ser recuperados entre 15% e 35%.
Um fato curioso sobre a Barra é que a definição de preço do negócio envolvendo o BM-S-8 dará ao mercado mais uma projeção de valor para uma área no pré-sal, onde existem poucos negócios já que a Petrobras é a principal operadora. Nesse bloco já foram encontrados os reservatórios Bem-Te-Vi, Biguá e Carcará, esse último com uma coluna de 471 metros de óleo leve.
Já a Petrobras recebeu nessa quarta-feira as propostas dos interessados em comprar as 14 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que foram colocadas à venda. O Valor apurou que a participação de 49% da estatal na Brasil PCH, que tem 13 usinas, recebeu quatro propostas.
Até o fim do mês são esperadas as propostas para os ativos de exploração e produção no Brasil, América Latina, Golfo do México, África e Japão. Aqui estão à venda blocos e campos na Bacia de Campos, entre eles Xerelete, Maromba e o conjunto Ostra, Abalone, Argonauta e Nautilus, que formam o Parque das Conchas, operado pela Shell.

OGX para a venda de 40% no campo de Tubarão Martelo para a estatal Petronas
Valor 26.04.2013 - Com o avanço das negociações da OGX para a venda de 40% no campo de Tubarão Martelo para a estatal Petronas, que pode ser concluída no próximo mês por cerca de US$ 1 bilhão, a dúvida que surge é se essa é a melhor alternativa para a empresa captar recursos.
Pessoas a par do assunto consideram que, do ponto de vista financeiro, o melhor caminho para a OGX levantar dinheiro neste momento seria com o exercício da opção de venda (put) de mais ações para o controlador Eike Batista, e não vendendo uma participação em um dos campos mais promissores da empresa.
Em outubro, Batista assumiu o compromisso de injetar US$ 1 bilhão na OGX por meio de aumento de capital se até abril de 2014 ocorressem duas condições: a necessidade de capital social adicional e a ausência de alternativas mais favoráveis para obter esses recursos.
Os responsáveis por avaliar essas condicionantes são os membros independentes do conselho de administração da petroleira, que se reúne trimestralmente. Quando anunciou a "put", Batista se comprometeu a comprar ações por R$ 6,30 cada (o que aumentaria a base acionária em 9,8%), ante a cotação atual de R$ 1,69 por papel.
A perda imediata de Batista se exercer a "put" agora seria de quase R$ 1,5 bilhão. Isso porque pagaria R$ 2 bilhões por ações que atualmente são negociadas por pouco mais de R$ 500 milhões. A perda do empresário se traduz em diluição reduzida para os demais acionistas.
Os membros independentes do conselho da OGX, que vão avaliar as alternativas da companhia são Cláudio Lobo Sonder, Ellen Gracie (ex-ministra do Supremo Tribunal Federal), Luiz do Amaral Pereira, o ex-ministro Pedro Malan (também presidente do conselho consultivo internacional do Itaú Unibanco), Rodolpho Tourinho (ex-ministro de Minas e Energia) e Samir Zraick.
Procurada ontem, a OGX disse em nota que "tem algumas opções para capitalização, caso julgue necessário, inclusive a possibilidade de farmouts, parceiras e a put". "Conforme divulgamos anteriormente, a put será exercida caso a empresa não tenha opções mais favoráveis."
As negociações para venda de ativos da OGX sinalizam, segundo observadores, que a empresa precisa de capital adicional, o que é uma das condições para o exercício da opção de venda (put). Nesse caso, resta então avaliar qual a alternativa mais favorável
O exercício da put, que implica a venda de mais 9% do capital para Eike, garante US$ 1 bilhão para a empresa numa transação que avalia a OGX em R$ 20,4 bilhões, ante os atuais R$ 5,5 bilhões que ela vale agora no mercado.
No negócio de 40% do campo de Tubarão Martelo por US$ 1 bilhão negociado com a Petronas, está implícita uma avaliação desse campo em R$ 5 bilhões. Para que houvesse em tese um equilíbrio entre as opções, teria que se considerar que Tubarão Martelo corresponde, sozinho, a um quarto dos ativos da OGX.
Já com a Lukoil, cujas conversas estão em estágio mais inicial, o Valor apurou que a Eike negociava uma participação de um terço da OGX por R$ 1,80 por ação. Essa participação poderia ser alcançada por meio de um aumento de capital. Se confirmado mais à frente, esse negócio implicaria em um aumento de capital de quase R$ 3 bilhões. O valor de mercado da OGX pré-transação nesse caso seria de R$ 5,8 bilhões.
O que alguns investidores e credores temem é que a empresa de Eike levante recursos por meio das transações com a Petronas e com a Lukoil, em tese mais caros do que o exercício da opção de venda, e use os recursos para participar do próximo leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP), nos dias 14 e 15 de maio, e não para os projetos existentes.
Como de costume, os títulos de dívida emitidos pela OGX no exterior, no valor aproximado de R$ 7,4 bilhões, um com vencimento em 2018 e outro em 2022, preveem certas restrições para que a empresa venda seus ativos. A depender das condições da transação, os credores precisam concordar com a transação.

Receita operacional líquida da Merck S.A.
Valor 26.04.2013 - A subsidiária brasileira do grupo farmacêutico alemão Merck fechou 2012 com lucro líquido de R$ 33,3 milhões, queda de 60% em relação aos R$ 82 milhões do ano anterior, segundo demonstrações contábeis publicadas ontem. A empresa, com sede no Rio, é de capital fechado no país. A receita operacional líquida da Merck S.A. foi de R$ 931,3 milhões, aumento de 5,6%. Os custos de produtos vendidos subiram mais, 8,6%, o que comprimiu a margem bruta (a diferença das vendas depois de descontados os custos) - de 46,3%, em 2011, para 44,8%, no ano passado. As despesas operacionais cresceram 27,6% no mesmo período. A empresa tinha R$ 20,7 milhões em caixa no fim de dezembro, sem empréstimos e financiamentos no curto e longo prazos. O patrimônio líquido do laboratório farmacêutica era de R$ 282,1 milhões.

Pão de Açúcar (Via Varejo, Casas Bahia e Ponto Frio).
Veja 25.04.2013 - Abilio: procuração entregue. A reunião de conselho do Pão de Açúcar realizada hoje terminou há pouco. Como sempre, houve rusgas, mas, ressalte-se, o clima foi muito mais ameno que de tantas outros encontros. Arnaud Strasser, o representante do francês Jean-Charles Naouri na rede varejista brasileira, tentou ressuscitar a tese de conflito de interesse pela presença de Abilio Diniz no conselho do Pão de Açúcar e da BRF. Mas a discussão não foi em frente.
No final das contas, Strasser acabou o dia recebendo uma procuração de Abilio para votar por ele em uma reunião que será realizada amanhã para tratar da situação da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio). Ali, ambos têm um inimigo comum: a família Klein.
É a segunda vez que Abilio entrega uma procuração para que Strasser em seu nome. Há poucas semanas, Strasser representou seu desafeto em uma questão envolvendo a mesma Via Varejo.

Grendene 
Infomoney 25.04.2013- Companhia mostra avanço de 55% no Ebitda e ainda anuncia pagamento de R$ 64 milhões em dividendos.
A Grendene (GRND3) apresentou nesta quinta-feira (25) seu resultado do primeiro trimestre de 2013, reportando um lucro líquido de R$ 102,3 milhões, o que representa uma alta de 24,7% em relação aos R$ 82,1 milhões apresentados um ano antes. A receita também foi destaque positivo nos números com avanço de 22,8%, fechando o período em R$ 485,8 milhões.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou os três primeiros meses do ano em R$ 98,1 milhões, ficando 55,3% maior que no mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 63,1 milhões. Em comunicado, a companhia disse que o desempenho positivo não pode ser atribuído a crescimento do mercado, mas sim ao avanço da Grendene em market share.
Além disso, a empresa afirmou que os resultados confirmam as expectativas e reiterou a perspectiva de entregar lucros continuadamente com grande regularidade. No comunicado, eles ainda ressaltaram o otimismo com as perspectivas de crescimento do mercado interno de calçados apoiado na melhoria de renda da população, nos investimentos previstos no país para os próximos anos e nos eventos esportivos internacionais que acontecerão no Brasil em futuro próximo. Com isso, a companhia segue confiante em atingir as metas para o período até 2015.
Grendene tem alta na receita, Ebitda e lucro no primeiro trimestre; presidente e vice renunciam ao cargo (Reprodução).
Presidente e vice renunciam: Após apresentar o resultado, a companhia informou que o diretor presidente, Alexandre Grendene Bartelle, e o vice-presidente, Pedro Grendene Bartelle, renunciaram aos seus cargos. Em nota, a Grendene informou que os dois continuam no Conselho de Administração da companhia, como presidente e vice-presidente, respectivamente.
De acordo com fato relevante, a renúncia dos dois visa "cumprir mais uma etapa na consolidação da profissionalização da companhia, cujo processo já estava em andamento há algum tempo, adiantando às tendências das melhores práticas de governança corporativa com a não acumulação de cargos de presidente do Conselho de Administração e Diretor Presidente".
Pagamento de dividendos: A Grendene informou também que o Conselho de Administração aprovou a primeira distribuição antecipada de dividendos referente ao saldo disponível no período até 31 de março no valor de R$ 64.053.360,00, ou R$ 0,213 por ação.
Os dividendos serão pagos a partir de 22 de maio, sem remuneração ou atualização monetária e sem retenção de Imposto de Renda. Terão direito de receber os acionistas da companhia registrados em 7 de maio, com os papéis ficando ex-dividendos a partir de 08 de maio de 2013.Voltar

A Vale quer colocar um ponto final esta semana nas negociações com o governo argentino
Estadão 25.04.2013 - A Vale quer colocar um ponto final esta semana nas negociações com o governo argentino em torno do projeto de potássio Rio Colorado, suspenso no começo de março. Nesta quinta-feira, 25, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, deixou claro não ter planos de voltar atrás e retomar o investimento.
"Esperamos que, com essas discussões, que estão em curso esta semana, a Vale deixe a Argentina da forma mais serena e pacífica possível e que o projeto Rio Colorado seja implantado, mas por outros sócios", afirmou, em entrevista por teleconferência.
Segundo ele, executivos da Vale estiveram no Congresso argentino para explicar os motivos que levaram a companhia a suspender o investimento. Apesar dos argumentos apresentados, o governo local lançou mão de uma lei pela qual a empresa deve postergar por 20 dias a rescisão dos contratos de fornecimento de serviços e equipamentos para o projeto. Uma decisão que onera o caixa da empresa.
"Queremos sair adimplentes com empregados e fornecedores", afirmou. O problema, ponderou, é que a subsidiária Vale Argentina não tem receitas próprias e depende de aportes da controladora, no Brasil. "Os compromissos exigem remessas para a Argentina e os recursos estão se exaurindo naquele país", revelou.
Orçado inicialmente em US$ 5,9 bilhões, o projeto irá consumir US$ 611 milhões dos cofres da Vale este ano. A cifra inclui o pagamento de compromissos a serem honrados, salários de funcionários e impostos para que a companhia mantenha os direitos minerários na região. Questionado, o executivo não quis comentar possíveis desdobramentos da reunião entre as presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, nesta quinta-feira, na Argentina.
Venda: Durante a maratona de teleconferências que promoveu para detalhar o resultado financeiro no primeiro trimestre, Ferreira revelou que a companhia pretende encaminhar até junho ao conselho de administração a proposta de venda de uma fatia na Vale Logística Integrada (VLI).
"Essa é uma empresa bastante atraente e isso se refletiu na procura de players (investidores) internacionais no processo", contou. O executivo se mostrou confiante no sucesso da venda da VLI, que, segundo ele, tem um projeto de logística muito "robusto". Mas não quis adiantar sobre a fatia acionária que será negociada.
Conforme o executivo, quem vai bater o martelo será o conselho de administração. No mercado financeiro, a expectativa é de que a Vale se desfaça de uma participação equivalente a US$ 1 bilhão.

Bovespa
As ações da Smiles Exame 26.04.2013  - Volume captado na operação chegou a R$ 1,132 bilhão. As ações estreiam na Bovespa na próxima segunda-feira, dia 29.
As ações da Smiles foram precificadas a 21,70 reais, dentro do intervalo esperado pelos coordenadores da operação (20,70 reais e 25,80 reais), mostra o site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quinta-feira. Com isso, a operação girou 1,132 bilhão de reais.
A empresa de fidelidade de clientes da Gol esperava levantar até 1,35 bilhão de reais em sua oferta pública inicial primária de ações. Foram colocadas a disposição do mercado 38,6 milhões de ações ordinárias no lote inicial. A oferta ainda prevê lotes suplementar e adicional reunindo até 13,5 milhões de ações. Todos os lotes foram vendidos.
Segundo o prospecto da oferta, os recursos levantados serão utilizados para pagamento antecipado para compra de Passagens Prêmio da VRG Linhas Aéreas. O coordenador líder da operação é o Credit Suisse. As ações farão parte do Novo Mercado da bolsa e serão negociadas com o código SMLE3.
A empresa será uma alternativa na bolsa ao programa de fidelidade da TAM, a Multiplus (MPLU3). As ações estreiam na Bovespa na próxima segunda-feira, dia 29.

Bovespa: Smiles e Banco do Brasil
Brasil Econômico 25.04.2013 - A estreia das negociações do papel na Bovespa acontecerá no próximo dia 29, no Novo Mercado.
Foram vendidos 675 milhões de ações, equivalentes à soma do lote inicial de 500 milhões de ações, acrescido de 175 milhões de papéis dos lotes extras.
A BB Seguridade movimentou R$ 11,475 bilhões em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), na maior operação do gênero de uma empresa do país desde os cerca de R$ 14 bilhões do Santander Brasil, em outubro de 2009.
A oferta do braço de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil saiu a R$ 17,00 cada ação, segundo informações do website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (25/4), próxima do teto da faixa indicativa dos coordenadores da oferta, de R$ 15 a R$ 18 por papel.
Foram vendidos 675 milhões de ações, equivalentes à soma do lote inicial de 500 milhões de ações, montante que poderia ser acrescido de 175 milhões de papéis, incluindo os lotes extras.
A operação envolveu apenas oferta secundária, ações que estão sendo vendidas pelo controlador.
No último dia 17, a CVM autorizou a retomada da oferta, quatro dias após tê-la suspendido, devido a irregularidades na divulgação.
A estreia das negociações do papel na Bovespa acontecerá no próximo dia 29, no Novo Mercado.Voltar

BB Seguridade
Exame 26.04.2013  - A BB Seguridade pode selar nesta quinta-feira a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do mundo em sete meses.
A unidade de banco de investimento do Banco do Brasil está liderando a oferta o BB Seguridade, junto com Bradesco, Itaú Unibanco, JPMorgan.
A BB Seguridade pode selar nesta quinta-feira a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do mundo em sete meses, em um momento no qual a confiança com o Brasil diminuiu por preocupações com a alta inflação e a interferência do governo em alguns setores da economia.
A BB Seguridade, unidade de pensão e seguros do estatal Banco do Brasil, pode levantar até 12,2 bilhões de reais quando fizer a precificação ainda nesta quinta-feira, sendo o maior IPO deste ano no mundo, segundo dados da Thomson Reuters.
A oferta também seria a maior dos mercados globais desde a listagem da Japan Airlines em setembro do ano passado.
Uma precificação bem-sucedida da BB Seguridade, que ocorre simultaneamente ao IPO da administradora de planos de fidelidade Smiles, representaria um impulso necessário à confiança com um mercado de IPOs que há alguns anos estava entre os mais aquecidos do mundo.
Prejudicados por uma série de negócios que não entregaram os retornos prometidos, investidores se tornaram nos últimos dois anos mais cautelosos com o Brasil, colocando uma dúvidas sobre o portfólio potencial de IPOs neste ano, estimado em cerca de 10 bilhões de dólares.
"Os mercados permaneceram atentos ao potencial de IPOs brasileiros", disse David Menlow, presidente na IPOFinancial.com, uma empresa especializada em análises de tendências de ofertas iniciais. "Se (o país) voltar aos trilhos, a atividade pode se tornar favorável." Apenas três empresas brasileiras realizaram ofertas públicas iniciais em 2012, frente a 11 em 2010 e em 2011 cada, e um recorde de 64 em 2007, segundo dados da Thomson Reuters.
Forte mês: Abril pode ser o melhor mês para IPOs no Brasil desde outubro de 2009, quando duas transações movimentaram 14 bilhões de reais.
A empresa aérea brasileira Gol espera levantar até 1,35 bilhão de reais na listagem da Smiles. A companhia planeja vender pelo menos 30,6 milhões de ações ordinárias em uma faixa de preço de 20,70 a 25,80 reais cada. Um lote adicional de 13,5 milhões de ações podem ser oferecidas como parte da transação.
Uma fonte com conhecimento direto no negócio da BB Seguridade disse à Reuters que as ações da seguradora podem ser precificadas entre 16,50 e 17 reais cada, próximo do teto do preço sugerido. A demanda ficou quase duas vezes acima da oferta, disse a fonte.
O anteriormente agitado mercado de IPOs no Brasil ainda está voltando lentamente ao seu passo, mas menos suavemente do que diversos executivos do setor financeiro esperavam, à medida que alguns investidores permanecem cautelosos sobre o risco de ofertas superfaturadas, crescimento econômico fraco e o impacto da interferência estatal em algumas áreas da economia, como energia elétrica e serviços bancários.
Investidores estrangeiros, tradicionalmente os maiores compradores nas ofertas iniciais brasileiras, podem ficar com mais de metade das ações ofertadas pela BB Seguridade, acrescentou a fonte.
Fundos de pensão brasileiros, que se afastaram de IPOs pela baixa visibilidade de ganhos, podem participar ativamente na transação, disse a fonte.
Ambos os negócios são um impulso para bancos de investimento locais, que estão disputando os maiores e mais lucrativos negócios no mercado acionário brasileiro com os seus concorrentes estrangeiros.
A unidade de banco de investimento do Banco do Brasil está liderando a oferta o BB Seguridade, junto com Bradesco, Itaú Unibanco, JPMorgan. Outros bancos de investimentos trabalham na transação, incluindo o BTG Pactual.
A Gol e a Smiles contrataram a unidade de banco de investimento do Credit Suisse. Banco do Brasil, Itaú, Morgan Stanley, Deutsche Bank e Santander também atuam na operação.

IGB Eletrônica "Gradiente"
Folha 25.04.2013 - A IGB Eletrônica, antiga Gradiente, disse que o arresto (bloqueio) da marca "iphone", divulgado ontem pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), já foi revertido.
Segundo a empresa, que é proprietária da marca no Brasil, há quase um mês o Banco do Brasil moveu uma ação por conta de uma dívida de R$ 948 mil. A 27ª Vara Cível da Comarca de São Paulo emitiu medida cautelar de arresto da marca, mas a decisão foi suspensa após recurso no início do mês.
O Inpi disse que ainda não recebeu a notificação sobre a suspensão do arresto. Ontem, o instituto publicou a decisão da Justiça de bloquear a marca.
Segundo a Gradiente, outra tentativa de arresto foi feita nesta semana, mas foi negada pela Justiça. Em nota, a empresa diz que negocia a dívida com o Banco do Brasil e está "confiante" já que a dívida está garantida "com bens que superam os valores em discussão".
Recuperação: A Gradiente entrou em processo de recuperação judicial em 2008, após encerrar sua produção e sofrer um grande processo de desgate que gerou cerca de 50 mil processos judiciais. Devido aos problemas, chegou a ser banida de alguns Estados.
Para pagar a dívida de cerca de R$ 500 milhões, a marca e as fábricas foram arrendadas pela CBTD, empresa que tem como sócios os fundos de pensão Petros e Funcef e a fabricante Jabil.
Em maio de 2012, a Gradiente voltou ao mercado com o lançamento de um tablet.
Disputa: A Gradiente ganhou do Inpi o direito ao uso exclusivo da marca em fevereiro, abrindo possibilidade da Apple ser proibida de utilizar o nome no Brasil. No fim de março, as duas empresas pediram a suspensão do processo por 30 dias para tentar chegar a um acordo.
A IGB Eletrônica registrou a marca "g gradiente iphone" no ano 2000, sete anos antes do lançamento do iPhone da Apple.
O registro foi concedido em janeiro de 2008, e o prazo para o uso da marca venceria em janeiro deste ano --mas, em dezembro, a Gradiente anunciou o lançamento do seu celular iphone e garantiu a exclusividade do nome no Brasil. A Apple fez o pedido de registro da marca em 2007.

Klabin
Monitor Mercantil 25.04.20213 - A Klabin anunciou ter seguido em ritmo de crescimento no primeiro trimestre de 2013, registrando Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 384 milhões - alta de 23% na comparação com o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda passou de 32%, no 1T12, para 36%, neste ano. Impulsionado pelo aumento da eficiência das fábricas e melhoria do mix de produtos e mercados, o desempenho na geração operacional de caixa igualou o montante alcançado no último trimestre de 2012, período que é historicamente considerado o mais aquecido para o setor.
Apesar da sazonalidade verificada em inícios de ano e de um cenário econômico desafiador, o volume vendido pela Klabin no primeiro trimestre (sem incluir madeira) registrou aumento e superou em 3% o obtido no mesmo período de 2012, ao atingir 430 mil toneladas.
O melhor desempenho da companhia foi contabilizado no mercado interno, que respondeu por 70% do volume vendido - acima do verificado no primeiro trimestre de 2012, quando a parcela havia ficado em 65%. As vendas de papéis e embalagens no mercado doméstico apresentaram aumento de 11% em relação ao 1T12. As vendas internas de kraftliner e cartões totalizaram 135 mil toneladas, já em produtos convertidos (papelão ondulado e sacos industriais) totalizaram 164 mil toneladas vendidas, no primeiro trimestre do ano.
A receita líquida aumentou 10% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 1,066 bilhão. A receita líquida de papéis (kraftliner e cartão) teve alta de 11%, enquanto a de produtos convertidos cresceu 12% na comparação com o mesmo período de 2012. O lucro líquido registrado no 1T13 foi de R$ 202 milhões - um crescimento de 38% se comparado ao último período de 2012.
A Klabin também conseguiu obter uma redução da dívida líquida em relação ao Ebitda - proporção passou de 2,4 vezes, em dezembro de 2012, para 2,2 vezes, no final de março de 2013 -, graças ao aumento da geração de resultados e à relativa estabilidade do câmbio nos primeiros meses do ano.
No primeiro trimestre, as ações preferenciais da Klabin (KLBN4) apresentaram valorização de 9%, enquanto o Ibovespa apresentou queda de 8%. No período, a Klabin conquistou novo rating de "Grau de Investimento", desta vez atribuído pela agência Standard and Poor"s (BBB- na escala global e brAAA, na escala nacional), confirmando o rating atribuído pela Fitch.

Prévia da Petrobras
Brasil Econômico 25.04.2013 - Prévia da Petrobras: Analistas apostam as fichas em uma ligeira recuperação da estatal, o que poderia simbolizar o início de um processo de retomada expressivo em 2013.
Analistas do mercado esperam que a estatal estabeleça o início da trajetória de recuperação a partir de seu resultado do primeiro trimestre de 2013.
Dois dias depois da Vale apresentar resultados satisfatórios, a Petrobras divulgará os seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano nesta sexta-feira (26/4). Ainda que seja considerada uma verdadeira caixinha de surpresas, há um consenso otimista entre os analistas de mercado. A maioria aposta as fichas em uma ligeira recuperação da estatal, o que poderia simbolizar o início de um processo de retomada mais expressivo ao longo de 2013.
O crescimento das vendas dos combustíveis no mercado doméstico foi apontado por Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, como um fator positivo para a melhora. Ainda assim, o especialista vislumbra com preocupação os possíveis impactos que as reduções das exportações, a queda da produção e a necessidade de importar podem atribuir ao balanço trimestral.
"A Petrobras sempre é uma verdadeira surpresa. Os ativos da companhia perderam muita força ao longo deste trimestre. Com um início de ano complicado, acredito que o lucro consiga superar os números do trimestre anterior, mas deve ficar bem abaixo do registro do primeiro trimestre do ano passado", avalia Galdi.
"O principal problema é que a Petrobras teve que importar muito combustível para suprir a demanda, que cresceu de maneira meteórica em função das vantagens estabelecidas pelo governo para a compra de automóveis. Como não houve investimento em aumento de produção, a única possibilidade foi a importação", emenda.
A opinião de que o lucro líquido da petrolífera deve atingir um patamar intermediário é compartilhada por Mitsuko Kaduoka, diretora de análise de investimento da BI&P - Indusval & Partners Corretora, que enxerga com otimismo o fato de a estatal ter antecipado a divulgação dos números trimestrais. Ela destaca que os dois aumentos de preços (da gasolina, em janeiro, e do diesel, em março) devem ser o principal motor para que seja estabelecido um cenário positivo para o início do ano da Petrobras.
"Ainda que a importação tenha sido a única escapatória, os aumentos dos preços dos combustíveis podem amenizar essa questão", considera Mitsuko.
Os analistas do banco de investimentos Espírito Santo, Oswaldo Alcântara Telles Filho e Filipe Rosa, esperam o início de uma recuperação das margens. A diminuição dos custos financeiros, que tiveram impacto direto da valorização do real, também podem impulsionar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). Para eles, o aumento deve ser de 25% nos três primeiros meses de 2013, para R$ 14,9 bilhões.
Diante das possibilidades, os especialistas mantiveram a recomendação de compra para o ativo da estatal e estabeleceram que o preço alvo do papel PETR4 é de R$ 35,50.
Alcântara e Rosa também vislumbram melhora mais acentuada no segundo trimestre, quando a produção deve aumentar e o resultado ainda sofrerá impactos do reajuste de preços dos combustíveis.
"Daqui para frente, se os preços de petróleo e derivados permanecerem nos níveis atuais, nós consideramos que os reajustes serão irrelevantes, e o crescimento das importações passariam a ser uma fonte de preocupação", explica a prévia do Espírito Santo.
Para os três primeiros meses de 2013, eles apostam que a receita líquida caía ligeiramente (2,9%) para R$ 71,3 bilhões, e que o lucro líquido seja de R$ 6,7 bilhões, 14% inferior ao reportado no quarto trimestre de 2012.
Outra hipótese a ser considerada é que a ausência de ganhos tributários também impacte no resultado, avalia Luiz Francisco Caetano, analista da Planner Corretora. "É importante ressaltar ainda que a Petrobras teve um elevado ganho tributário (R$ 2,1 bilhões) no quarto trimestre, gerado pela concessão de juros sobre o capital próprio, fato que não se repete neste trimestre".
Ele também destaca o reajuste dos combustíveis e a redução dos gastos em função da variação cambial.
"No trimestre, os resultados da Petrobras serão beneficiados por dois aumentos de preços. No final de janeiro houve uma correção de 5,4% nos preços do diesel e 6,6% na gasolina. No dia 5/março, o preço do diesel subiu 5%", explica Caetano. "Não acreditamos que a Petrobras tenha nenhuma redução expressiva nos custos de produção, mas apenas algum pequeno ganho advindo da valorização do real no trimestre (1,2%). No entanto, a empresa deve continuar reduzindo os custos com poços secos e subcomerciais no Brasil", complementa.
Por outro lado, o analista da Planner também estima que os custos possam subir com o aumento da importação de petróleo e afins.
Neste contexto, Caetano projeta um aumento de 7% no Ebitda, para R$ 12,7 bilhões. Além disso, ele espera que a receita permaneça inalterada, enquanto estima uma queda de 7% do lucro líquido para R$ 7,2 bilhões.

Consumo de eletricidade cresce 2,5% no trimestre  
PNPetróleo 25.04.2013 - O consumo nacional de energia elétrica superou 114,6  mil gigawatts-hora (GWh) no primeiro trimestre do ano, anotando crescimento de 2,5% sobre igual período de 2012. O resultado foi obtido apesar da retração de 2,4% no consumo das indústrias. O consumo residencial foi o que mais avançou: a expansão de 6,6% está associada ao aumento da posse de equipamentos eletrodomésticos e ao seu maior uso. As informações da nova edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE nesta quinta-feira (25). O segmento de comércio e serviços também apresentou evolução importante, superior a 6%, refletindo o crescimento do setor terciário, do que é emblemática a expansão da área de vendas de shopping centers ocorrida no segundo semestre. A queda do consumo das indústrias remete à inconstância dos indicadores da produção industrial e, principalmente, ao comportamento dos setores eletrointensivos. No mês de março, influenciado também por fatores conjunturais, o consumo total recuou 0,5%.
O consumo nacional de energia elétrica superou 114,6 mil gigawatts-hora (GWh) no primeiro trimestre do ano, anotando crescimento de 2,5% sobre igual período de 2012. O resultado foi obtido apesar da retração de 2,4% no consumo das indústrias. O consumo residencial foi o que mais avançou: a expansão de 6,6% está associada ao aumento da posse de equipamentos eletrodomésticos e ao seu maior uso.
As informações da nova edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE nesta quinta-feira (25).
O segmento de comércio e serviços também apresentou evolução importante, superior a 6%, refletindo o crescimento do setor terciário, do que é emblemática a expansão da área de vendas de shopping centers ocorrida no segundo semestre. A queda do consumo das indústrias remete à inconstância dos indicadores da produção industrial e, principalmente, ao comportamento dos setores eletrointensivos.
No mês de março, influenciado também por fatores conjunturais, o consumo total recuou 0,5%.

Aneel abre inscrições para leilão de distribuição no Rio Grande do Sul
Setorial Energia News 25.04.2013 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu nesta quinta-feira (25) as inscrições para o leilão que irá selecionar a concessionária que vai explorar o serviço público de distribuição de energia elétrica nos municípios de Putinga e Anta Gorda, no estado do Rio Grande do Sul.
A região é atendida atualmente pelo Departamento Municipal de Energia Elétrica de Putinga (DEMEEP). A entrega das garantias de proposta à Comissão Especial de Licitação (CEL) ocorrerá entre os dias 29 e 30 deste mês e a realização do leilão será em 03 de maio.
O vencedor será aquele que ofertar o maior Valor de Renúncia de Receita (VRR) anual, além de uma tarifa média menor que a do DEMEEP. Os lances deverão ser apresentados em envelope fechado, seguidos de lances viva-voz.
A atual concessionária não possui a outorga do direito da concessão para exploração do serviço e, por isso, a Agência iniciou o processo para regularização dos serviços na região. As inscrições poderão ser feitas até o dia 29 de abril pelo site da Aneel http://www.aneel.gov.br.


Estaleiro Eisa
PNPetróleo 25.04.2013 - O Estaleiro Eisa lança ao mar nesta quinta-feira (25), o graneleiro Log-In Tucunaré. Este é o quarto navio de uma encomenda de sete embarcações que a Log-In tem com o estaleiro. Segundo a companhia, a operação movimentará 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel no período.  “Com o lançamento ao mar do Log-In Tucunaré superamos mais da metade de nosso projeto de construção. Em 2015, completaremos nossa construção com a entrega dos outros três porta-contêineres. Isso é motivo de muito orgulho para a empresa”, diz o presidente da Log-In, Vital Jorge Lopes. O investimento estimado no navio é de R$170 milhões.O graneleiro foi construído para atender ao contrato de 25 anos com a Alunorte, realizando viagens consecutivas entre os portos de Trombetas e de Vila do Conde, ambos no estado do Pará. Em janeiro de 2010, a Log-In iniciou a operação para a empresa com navios afretados. Uma das embarcações foi substituída em fevereiro deste ano, quando entrou em operação o graneleiro Log-In Tambaqui. A outra substituição está prevista para o início de 2014, quando o Log-In Tucunaré começará a operar.Para a construção da embarcação foram utilizadas cerca de 13 mil toneladas de chapas de aço. Com 245 metros de comprimento, 40 metros de largura e calado de 11,58 metros, o navio tem capacidade individual de 80.100 toneladas de porte bruto e transporta cerca de 75 mil toneladas de bauxita por viagem. De acordo com a Log-In, o projeto da embarcação levou em conta a natureza da carga a ser transportada e a região onde irá atuar. Sua hidrodinâmica foi projetada para que tenha uma melhor navegabilidade, deslocando baixo volume de água para não prejudicar a população ribeirinha, que sofre com a erosão das suas margens agravada pela navegação fluvial. Seu consumo de combustível e emissão de gases consideraram padrões superiores de eficiência.O Log-In Tucunaré foi adaptado para funcionar como sala de aula. Segundo Lopes, o programa Navio Escola é uma iniciativa da Log-In para contribuir com a formação e capacitação da marinha mercante brasileira. “O Log-In Tucunaré, assim como o Log-In Tambaqui, terá camarotes extras com o objetivo de receber estudantes e auxiliar em sua formação como marítimo. Consideramos de fundamental importância para a profissionalização desses jovens a possibilidade de conhecer uma operação na prática”, afirma o presidente da empresa. A Log-In escolheu como madrinha da embarcação Fernanda Gonçalves de Carvalho, esposa do presidente do Fundo da Marinha Mercante (FMM), Gustavo Lobo.Todas as embarcações encomendadas pela Log-In ao Eisa estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Até 2014, a Log-In ainda receberá três novos porta-contêineres.
O Estaleiro Eisa lança ao mar nesta quinta-feira (25), o graneleiro Log-In Tucunaré. Este é o quarto navio de uma encomenda de sete embarcações que a Log-In tem com o estaleiro. Segundo a companhia, a operação movimentará 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel no período. 
“Com o lançamento ao mar do Log-In Tucunaré superamos mais da metade de nosso projeto de construção. Em 2015, completaremos nossa construção com a entrega dos outros três porta-contêineres. Isso é motivo de muito orgulho para a empresa”, diz o presidente da Log-In, Vital Jorge Lopes. O investimento estimado no navio é de R$170 milhões.
O graneleiro foi construído para atender ao contrato de 25 anos com a Alunorte, realizando viagens consecutivas entre os portos de Trombetas e de Vila do Conde, ambos no estado do Pará. Em janeiro de 2010, a Log-In iniciou a operação para a empresa com navios afretados. Uma das embarcações foi substituída em fevereiro deste ano, quando entrou em operação o graneleiro Log-In Tambaqui. A outra substituição está prevista para o início de 2014, quando o Log-In Tucunaré começará a operar.
Para a construção da embarcação foram utilizadas cerca de 13 mil toneladas de chapas de aço. Com 245 metros de comprimento, 40 metros de largura e calado de 11,58 metros, o navio tem capacidade individual de 80.100 toneladas de porte bruto e transporta cerca de 75 mil toneladas de bauxita por viagem. De acordo com a Log-In, o projeto da embarcação levou em conta a natureza da carga a ser transportada e a região onde irá atuar. Sua hidrodinâmica foi projetada para que tenha uma melhor navegabilidade, deslocando baixo volume de água para não prejudicar a população ribeirinha, que sofre com a erosão das suas margens agravada pela navegação fluvial. Seu consumo de combustível e emissão de gases consideraram padrões superiores de eficiência.
O Log-In Tucunaré foi adaptado para funcionar como sala de aula. Segundo Lopes, o programa Navio Escola é uma iniciativa da Log-In para contribuir com a formação e capacitação da marinha mercante brasileira. “O Log-In Tucunaré, assim como o Log-In Tambaqui, terá camarotes extras com o objetivo de receber estudantes e auxiliar em sua formação como marítimo. Consideramos de fundamental importância para a profissionalização desses jovens a possibilidade de conhecer uma operação na prática”, afirma o presidente da empresa. A Log-In escolheu como madrinha da embarcação Fernanda Gonçalves de Carvalho, esposa do presidente do Fundo da Marinha Mercante (FMM), Gustavo Lobo.
Todas as embarcações encomendadas pela Log-In ao Eisa estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Até 2014, a Log-In ainda receberá três novos porta-contêineres.

Nova tecnologia está em linha com o cronograma de obrigações estipulado Anatel
Diário de T.I 26.04.2013 - A operadora de telefonia Oi investirá cerca de R$ 800 milhões até 2015 para iniciar sua operação de transmissão de dados 4G a partir desta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Os planos já podem ser contratados nas lojas próprias da operador ou em franquias selecionadas. Nas outras cinco cidades-sedes da Copa das Confederações (Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza) a pré-venda e as ofertas comerciais começarão na primeira quinzena de maio.
A oferta da nova tecnologia está em linha com o cronograma de obrigações estipulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), conforme disse James Meaney, diretor de Operações da Oi. A Anatel prevê o atendimento de, no mínimo, 50% de cobertura 4G nas seis cidades mencionadas até 30 de abril de 2013.
Fora de casa: Segundo ele, a rede 4G permite que o cliente amplie sua navegação na internet fora de casa. E ressaltou que, com o lançamento do 4G, a operadora consolida seu posicionamento de operadora convergente.
"Com o 4G da Oi, os clientes poderão realizar videochamadas em HD, armazenar dados na nuvem, assistir vídeos em alta definição por streaming e jogar on line, além de diversas outras possibilidades de aplicações na web".
Acesso gratuito: O executivo disse ainda que os clientes 4G da Oi terão acesso gratuito aos mais de 30 mil hotspots da rede Oi wifi. E acrescentou que os aparelhos 4G vendidos pela companhia já contarão com aplicativos Oi wifi e Mundo Oi.
"A companhia está criando um mundo novo de interação e proximidade com seus consumidores e o 4G fará parte dessa mudança. Os aparelhos 4G também terão o aplicativo em linha Oi, mais um canal de auto-atendimento aos terminais cadastrados na área logada do site", comentou Meaney.
Entre os diferenciais que o 4G da Oi oferecerá aos clientes testes de 30 dias dos serviços Rdio, de streaming de música, e Segurança Móvel/Segurança PC, softwares de segurança para smartphones e computadores desenvolvidos pela McAfee. Os clientes 4G da Oi ainda contarão com serviço de pós-venda especializado, que entrará em contato por telefone para dar suporte à configuração de aplicativos, e-mail e esclarecer as principais dúvidas dos consumidores.
Preços e planos: Quanto a preços e planos, James explicou que o consumidor da Oi poderá optar por planos pós-pagos de internet móvel (notebooks e tablets) com tecnologia 4G. Já a oferta para celular com 4G, com franquia de dados de 5GB sairá pelo valor promocional de R$ 98 por mês.
Segundo ele, os clientes que aderirem ao plano de 5 GB ganham desconto extra de R$ 300 na aquisição do aparelho. E acrescentou que o bônus se soma ao desconto de até 1.100 oferecido para quem aderir aos planos Oi smartphone, oi Família Smartphone ou Oi Conta Total.
"O desconto de R$ 300 será oferecido para clientes que contratam simultaneamente o plano Oi internet para celular 5GB e/ou dos planos de voz citados e somente se os subsídios dos mesmos planos forem aplicados no mesmo aparelho".
James Meaney fez questão de afirmar que a oferta da Oi internet Móvel para notebooks e tablets com 4G com franquia e dados de 10 GB será vendida com 25% de desconto, por R$ 188 por mês, e com 50% de desconto para clientes que tenham celular Oi pós-pago, um plano Oi Conta Toa ou um plano Oi Velox, por R$ 125.
"Para todos os clientes que aderirem ao plano de 10 GB, o minimodem 4G sairá por R$ 99, o chip 4G é grátis e a Oi ainda oferece desconto de R$ 600 na compra de um tablet 3G", disse, ao acrescentar que o valor do plano de 10 GB sem fidelidade é de R$ 249,90 mensais e o minimodem 4G desbloqueado e não vinculado a um plano sai a R$ 699.
"Todos os descontos, tanto nos valores dos planos dos equipamentos, implicam fidelização de 12 meses", diz.
Parcerias: A Ericsson e a Alcatel-Lucent são os fornecedores de tecnologia da rede 4G da Oi, que anunciou estar desenvolvendo iniciativas para novos aplicativos para o 4G, em particular com a Alcatel-Lucent, por meio da plataforma Light Crowd (usada para distribuição de conteúdos) e de seus parceiros, como a Taqtile, software-house brasileira que já fornece aplicativos para AT&T nos Estados Unidos e para a própria Oi, e a TeradeK, empresa americana provedora de soluções de transmissão de vídeo LTE.
Galaxy: A Oi inicia hoje o pré-cadastro para venda do Samsung Galaxy S4 nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. O smartphone, habilitado para a frequência do 4G adotada no Brasil, é o mais novo lançamento da Samsung, com o conceito "acompanha a sua vida". Até o dia 5 de maio, a Oi disponibilizará um pré-cadastro no site meuoigalaxys4.com para clientes interessados em receber informações sobre o início das vendas do aparelho.
Em breve, a Oi divulgará mais informações sobre o início das vendas do Samsung Galaxy S4, que chega ao mercado brasileiro com novas funcionalidades, entre elas o inédito recurso de rolagem inteligente, que reconhece o olhar do usuário.
O portfólio inicial de smartphones 4G da Oi será composto pelos aparelhos Samsung Galaxy S III LTE, Motorola RAZR HD, Nokia Lumia 820 e pelo minimodem E3276 4G Huawei. Na sequência, serão disponibilizados mais dois modelos de aparelhos, o Samsung Galaxy S4 e Sony Xperia ZQ LTE. Estes equipamentos são homologados pela Anatel e serão compatíveis, além da rede 4G, também com as redes de tecnologias anteriores (3G e 2G) de acordo com a área de cobertura da operadora. Os aparelhos estão sujeitos à disponibilidade de estoque.

Comitê de Política Monetária (Copom)
Setorial Energia News 25.04.2013 - O Banco Central (BC) manteve a projeção de aumento do preço da gasolina, este ano, em 5%, segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulgada nesta quinta-feira(25).
Também foi mantida a projeção de recuo, de aproximadamente 15%, na tarifa residencial de eletricidade. Segundo o Copom, essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais recentemente anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias programados para este ano.
Para o botijão de gás, a estimativa é de estabilidade nos preços e para a tarifa de telefonia fixa, redução de 2%, este ano.
A projeção para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, este ano, foi mantida em 2,7%. Em 2014, a previsão é de alta de 4,5%, a mesma estimativa anterior.

Dívida Pública Federal (DPF) 
Jornal do Brasil 25.04.2013- Uma forte concentração de vencimentos de títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia) fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em março. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 1,941 trilhão, com queda de R$ 11 bilhões (0,57%) em relação ao estoque de R$ 1,952 trilhão registrado em fevereiro.
A dívida pública mobiliária – em títulos públicos - interna caiu de R$ 1,864 trilhão para R$ 1,852 trilhão. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 28,2 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Esse resgate foi parcialmente compensado pelo reconhecimento de R$ 15,9 bilhões em juros. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.
A dívida pública externa encerrou março em R$ 88,7 bilhões, alta de 1,39% em relação a fevereiro, quando tinha atingido R$ 87,5 bilhões. Esse aumento foi impulsionado pela alta de 1,94% do dólar no mês passado.
O principal fator que contribuiu para a queda da dívida pública em março foi o elevado volume de vencimentos de títulos. Apenas no mês passado, R$ 56,9 bilhões em papéis do Tesouro venceram. A maior parte desse total, R$ 56,5 bilhões, correspondeu a títulos atrelados à taxa Selic, que costumam vencer no fim de cada trimestre.
Apesar de continuar abaixo de R$ 2 trilhões, o próprio Tesouro reconhece que a DPF voltará a subir nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em fevereiro, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões. Em dezembro, a DPF ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 2 trilhões, mas caiu nos meses seguintes.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB): Homicídios
Folha 25.04.2013 - Aumento de casos em março deste ano foi de 2,3% em todo o Estado e de 22,9% na capital.
Para o governador, pico ocorreu no ano passado e regressão do índice deverá acontecer nos próximos meses.
Os homicídios dolosos (intencionais) aumentaram pelo oitavo mês seguido no Estado de São Paulo e na capital.
Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública mostram um crescimento de 2,3% dos casos (de 394 para 403) no Estado e de 22,9% na cidade (de 96 para 118).
A comparação é entre março deste ano e o mesmo mês no ano passado.
O número de vítimas seguiu a mesma tendência --uma ocorrência pode ter mais de uma vítima.
Para especialistas, o recrudescimento da violência ainda é reflexo da série de ataques do ano passado, quando mais de cem policiais militares foram assassinados.
"Não é de uma hora para outra que esses números vão se reduzir. Aparentemente, grupos de extermínio se formaram no ano passado e eles se acostumaram a matar", afirmou Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública.
Apesar de uma redução de 5,6% em março, no trimestre o latrocínio (roubo seguido de morte) aumentou 24,7% no Estado (de 81 para 101).
Pela primeira vez desde 2003, os casos de latrocínio atingiram marca superior a cem casos nesse trimestre.
Outro lado: O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o pico dos homicídios ocorreu no segundo semestre do ano passado e que nos próximos meses deverá haver uma regressão nesse índice.
"A polícia está permanentemente trabalhando. Mas é nítido que nós tivemos um período difícil em setembro e outubro do ano passado e [isso] não se resolve em 24 horas", afirmou ele.
A taxa de homicídios por 100 mil habitantes nos últimos 12 meses foi de 11,72. A meta do governo paulista é que ela fique abaixo de 10.

Veja 25.04.2013 - Macedo: interesse internacional: Edir Macedo será tema de uma longa reportagem da revista  Bloomberg Businessweek. Com a manchete,  O bispo bilionário (The billionaire bishop), a publicação vai apresentar Macedo como “um homem franzino, alvo de dezenas de processos criminais e com cinco milhões de seguidores, cujas doações nos últimos 30 anos o fizeram bilionário”, com uma fortuna de US$ 1,2 bilhão.
A revista também reproduz parte de um discurso sugestivo de Macedo, feito em fevereiro em uma de suas igrejas em Belo Horizonte:
- Qual é o maior país do mundo, economicamente falando? É a América, os Estados Unidos. Vocês sabem por que? Por que lá trás – isso é história, vocês podem ver na internet – a colonização foi feita por homens que acreditavam na palavra de Deus. E eles eram pagadores de dízimo (…) É por isso que se vê na nota de dólar: ‘Nós confiamos em Deus’”.Voltar