quarta-feira, 14 de novembro de 2012

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Daily News


UBS obtém licença - Valor e Valor Online
Portal Exame 13.11.2012 - O banco suíço UBS finalmente conseguiu obter a licença para voltar a operar como banco no Brasil. Segundo o Valor apurou, a presidente Dilma Rousseff assinou ontem o decreto da autorização. A informação deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Fazia cerca de dois anos que o banco aguardava na fila do Banco Central para obter a licença. O UBS, que havia comprado o Banco Pactual em 2006, revendeu a instituição ao banqueiro André Esteves em 2009. Pouco depois decidiu voltar ao país.


Lucro líquido da ALL cresce 16% no 3o tri, a R$106,2 mi
Reuters 13.11.2012 - A ALL teve lucro líquido consolidado de 106,2 milhões de reais no terceiro trimestre, 16,3 por cento superior ao resultado obtido no mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta terça-feira.
A receita líquida do período cresceu 11,2 por cento, para 966,3 milhões de reais, refletindo principalmente o crescimento no volume ferroviário e contribuição dos novos negócios criados, Brado e Ritmo, em 2011.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou 461,9 milhões de reais, avanço anual de 7,6 por cento. Já a margem Ebitda recuou de 49,4 para 47,8 por cento.
A expectativa da ALL para o quarto trimestre é positiva em relação às commodities agrícolas, devido à forte safrinha de milho e ao atraso na colheita de cana-de-açúcar. Isso deve prolongar a exportação agrícola até o final de 2012.
"Entretanto, em função das condições de mercado enfrentadas no primeiro semestre e o crescimento marginal de volume no acumulado de nove meses, esperamos para 2012 um crescimento de volume inferior ao nosso 'guidance' de longo prazo", afirmou a ALL no balanço.


BR Malls tem lucro de R$100,7 mi, em linha com previsão
Reuters 13.11.2012 - A BR Malls apresentou resultados para o terceiro trimestre em linha com o esperado por analistas, favorecida por crescimento de receita, apesar da desaceleração no ritmo de vendas.
A maior administradora de shopping centers do país teve lucro líquido de 100,7 milhões de reais no terceiro trimestre, mais de dez vezes superior aos 9,3 milhões de reais apurados um ano antes.
No terceiro trimestre de 2011, a desvalorização do real teve impacto negativo sem efeito caixa sobre o bônus perpétuo da empresa, reduzindo o lucro do período.
O resultado do trimestre passado ficou em linha com a média de estimativas de quatro analistas obtidas pela Reuters, de ganho de 98,3 milhões de reais no período.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 221,9 milhões de reais nos três meses até setembro, alta anual de 27,3 por cento, com a margem praticamente estável em 80,1 por cento.
Analistas previam Ebitda de 223 milhões de reais para a companhia.
A receita líquida, enquanto isso, aumentou 26,9 por cento ano a ano, para 278,4 milhões de reais no terceiro trimestre, também alcançando a projeção do mercado, de 279 milhões.
A empresa já havia divulgado vendas totais de 4,7 bilhões de reais para o terceiro trimestre, alta de mais de 20 por cento ante o mesmo período de 2011.
Mas, considerando somente as lojas abertas há mais de um ano (conceito mesmas lojas), o incremento foi de 6,2 por cento, inferior à alta de 8,3 por cento vista no mesmo período de 2011. Já a receita com aluguéis das mesmas lojas cresceu 9 por cento no período.
A companhia informou ainda ter registrado a melhor taxa de ocupação dos últimos seis trimestres, de 97,9 por cento.
A BR Malls encerrou setembro com área bruta locável (ABL) de 1,513 milhão de metros quadrados, sendo 843,5 mil próprios. No terceiro trimestre, a empresa adquiriu 45 por cento do shopping Plaza Macaé (RJ) e finalizou a venda de 40 por cento do shopping Jardim Sul (SP).
"O crescimento orgânico que temos observado nos nossos shoppings, além das inaugurações de três shoppings no ano de 2012, nos deixa otimista quanto ao ultimo trimestre de 2012 e principalmente para o ano de 2013", afirmou a administradora.


Gafisa reverte prejuízo com lucro de R$5 mi no 3o tri
Reuters 13.11.2012 - A Gafisa encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 4,8 milhões de reais, revertendo o prejuízo de 51,2 milhões sofrido um ano antes e mantendo a trajetória rumo à estabilização de suas operações, o que levou a empresa a elevar a estimativa de fluxo de caixa para o fechado de 2012.
Em relação ao segundo trimestre deste ano, quando a Gafisa teve ganho de 1 milhão de reais, o lucro saltou mais de quatro vezes. O resultado, contudo, ficou abaixo da média de cinco previsões de analistas obtidas pela Reuters, de lucro de 15,2 milhões de reais no terceiro trimestre.
De julho a setembro, a construtora e incorporadora teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de 183,1 milhões de reais, bem acima dos 61,8 milhões apurados no ano anterior, com a margem subindo de 7,1 para 17,2 por cento.
"A geração de caixa e a desalavancagem do nosso balanço continuam sendo prioridade e... com a contribuição da entrega de mais de 17.700 unidades no período, já ultrapassamos o ponto médio do 'guidance' de fluxo de caixa operacional", afirmou a Gafisa no balanço.
Com isso, a companhia traçou nova previsão para fluxo de caixa neste ano como um todo, de 600 milhões a 800 milhões de reais. Nos nove meses até setembro, essa linha somou 607 milhões de reais.
A Gafisa informou que a venda de terrenos não estratégicos também contribuiu para o resultado trimestral. A empresa vem se recuperando dos ajustes feitos nos trimestres anteriores e se concentrando na entrega de unidades atrasadas da subsidiária Tenda, voltada ao segmento econômico.
"Na Tenda, continuamos focados na entrega dos empreendimentos existentes e em construção. Ao longo do ano... entregamos mais de 10.000 unidades. Dos contratos que foram cancelados, 70 por cento já foram revendidos", acrescentou a companhia.
Os novos lançamentos de Tenda foram adiados para o primeiro trimestre de 2013, de forma que não serão lançados os 300 milhões de reais previstos inicialmente para este ano, segundo a Gafisa.
A receita líquida cresceu 22 por cento no terceiro trimestre sobre um ano antes, para 1,064 bilhão de reais.


Cybelar compra 65 lojas da Colombo
Estadão 13.11.2012 - Rede varejista com sede em Tietê, no interior paulista, amplia seu tamanho em quase 70% com a aquisição das unidades da companhia gaúcha em São Paulo e em Minas; a Colombo vai agora se concentrar em seus negócios nos Estados da região Sul. Numa tacada só, a rede paulista Cybelar, com sede em Tietê (SP), ampliou em quase 70% o seu tamanho, ao anunciar a compra de 65 lojas da gaúcha Lojas Colombo, das quais 62 unidades localizadas no interior do Estado de São Paulo e três no Sul de Minas, além de um centro de distribuição na cidade de Sumaré (SP).
O negócio, cujo valor não foi revelado, cai feito uma luva para as duas empresas, segundo consultores de varejo. A Colombo se livra da baixa rentabilidade das lojas paulistas e concentra-se nos Estados do Sul, onde lidera a venda de móveis e eletroeletrônicos. A Cybelar, por sua vez, dá um salto no mercado com maior potencial de consumo do País.
As empresas, ambas familiares e fundadas nos anos 1950, informam em comunicado que as negociações foram feitas à moda antiga: conduzidas diretamente pelos donos Adelino Colombo, da Lojas Colombo, e Ubirajara Pasquotto, da Cybelar. O controle da operação paulista da Colombo, no entanto, passará para a Cybelar somente após a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O negócio surpreendeu fornecedores e concorrentes, mas não os consultores de varejo. "No varejo, é preciso reinventar a roda todo dia", diz Eugênio Foganhalo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial. Foi o problema de falta de dinamismo que, segundo ele, teria levado a Colombo a se desfazer da operação paulista, iniciada em 1997.
"A atuação da Colombo no interior de São Paulo era acanhada, porque a empresa não tinha muita tradição na região e enfrentava uma concorrência muito forte de empresas locais", diz o consultor. Além disso, atuar em cinco Estados diferentes - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais - é tarefa difícil, avalia. "É como se fosse operar duas empresas diferentes. Por isso, acho que a venda dessas lojas foi uma saída natural para a questão."
Em 2011, a Lojas Colombo faturou R$ 1,38 bilhão, R$ 50 milhões a menos do que em 2010. O prejuízo líquido em 2011 foi de R$ 48,752 milhões, aponta o balanço.
Com a venda do braço paulista, a companhia diz, no comunicado, que pretende investir nas lojas do Sul, onde serão lançadas novas linhas de negócio. A união da Máquina de Vendas com a rede Salfer, de Santa Catarina, pode ter apressado a decisão da Colombo de se concentrar nas lojas da região, dizem analistas,
Novo Magazine Luiza. Não é de hoje que circulam no mercado informações sobre uma possível venda, integral ou parcial, da Lojas Colombo. De acordo com analistas, a empresa enfrenta problemas com a falta de sucessão. O fundador, Adelino Colombo, 81 anos, fez várias tentativas frustradas de profissionalização da rede. A venda seria, portanto, uma das alternativas para perpetuar o negócio.
Já em relação à Cybelar, não há uma avaliação consensual. Foganholo acredita que, com esse negócio, a rede dá um passo para repetir a trajetória do Magazine Luiza, que, de Franca (SP), se tornou uma das maiores redes do País. Outros consideram a aquisição arriscada e difícil de ser "digerida" pela Cybelar.


ANTT prevê R$ 5,1 bi para concessão da BR-116 em MG
Estadão 13.11.2012 - A concessão do trecho da rodovia BR-116 em Minas Gerais vai demandar investimentos no valor de R$ 5,1 bilhões, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O trecho terá 817 quilômetros e irá da divisa de Minas com a Bahia até a divisa de Minas com o Rio de Janeiro. Haverá oito praças de pedágio e a tarifa-teto por praça será de R$ 6,40, ou R$ 0,0627 por quilômetro.
Conforme a ANTT, a taxa interna de retorno do projeto será de 5,50% ao ano. O edital de concessão deve sair até o fim de novembro, e o leilão deve ser até o fim de dezembro.
O pedágio poderá ser cobrado a partir da conclusão de 10% das obras de duplicação. Todo o trecho terá de estar duplicado até o fim do quinto ano do prazo de concessão, que terá 25 anos.
BR-040: A ANTT corrigiu ainda a informação divulgada mais cedo sobre a concessão da BR-040. O edital dessa concessão sairá até o fim de dezembro e o leilão deve ocorrer até o final de janeiro.


Cteep convoca assembleia para tratar renovação de contratos
Brasil Econômico 13.11.2012  - Assembleia geral de acionistas da Cteep para deliberar sobre a renovação dos contratos de concessão ocorre no próximo dia 3 de dezembro.
Companhia recomenda aos seus acionistas que não aceitem a prorrogação do contratos nos atuais termos e condições.
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) decidiu convocar uma assembleia geral de acionistas, para deliberar sobre a prorrogação do contrato de concessão número 059/2001 firmado entre a companhia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nos termos da Medida Provisória 579.
A reunião deve ocorrer no próximo dia 3 de dezembro.
A recomendação da Cteep feita aos acionistas em relação à prorrogação do contrato, nos termos e condições atualmente estabelecidos, é pela não prorrogação do mesmo.


Impasse continua e agrava falta de gás de cozinha em SP
Folha 13.11.2012 - A greve dos funcionários de distribuidoras de gás de cozinha entra hoje no nono dia e afeta o abastecimento de São Paulo e de cidades do interior do Estado como Franca, São José do Rio Preto, São Carlos e Araraquara.
As regiões de Bauru, Presidente Prudente, Franca e São José do Rio Preto estão desabastecidas, diz Giovani Buzzo, representante dos revendedores do interior.
A situação também é crítica em Sorocaba, Itapetininga, Tietê, São Roque, Itapeva e Capão Bonito.
O temor dos consumidores de que falte gás fez com que a procura por botijões até quadruplicasse. "As vendas estão anormais, uma procura três ou quatro vezes maior", disse Marco Antonio Ilario, proprietário da Smart.
Em dois estabelecimentos, na Casa do Gás, na Lapa, e na Fonegás, no Jabaquara, os funcionários disseram que estão há oito dias sem receber gás.
Desde sábado sem receber um novo carregamento, o vendedor Paulo Oliveira está com três revendas da Supergasbras paradas nos bairros da Freguesia do Ó, de Pirituba e da Vila Maria. "Minha esperança é que a Justiça resolva esse impasse", diz.
Julgamento: A greve dos trabalhadores na capital e na região metropolitana será julgada hoje à tarde pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Antes, representantes das empresas e dos funcionários participarão, no TRT de Campinas, de uma reunião de conciliação.
Sérgio Mello, presidente do Sindigás, diz que não tem expectativas em relação à audiência em Campinas.
"Provavelmente os trabalhadores vão ampliar seus pedidos. Tenho esperança de que o juiz se dê conta de que isso já foi longe demais."
O sindicato estima que a disponibilidade de botijões de 13 quilos esteja abaixo de 10% do nível normal.
Em nota, o sindicato patronal disse que a greve também começou a afetar prestadores de serviços essenciais, como hospitais, clínicas e escolas.
Segundo o sindicato, os trabalhadores de Paulínia, principal base de distribuição, continuam parados, descumprindo a ordem judicial de produção mínima de 30%.
Valéria Medeiros, do Sindminérios, representante dos trabalhadores, também não acredita que as partes cheguem a um acordo na audiência em Campinas.
Os trabalhadores exigem 7,39% de reajuste e mais 2,1% PLR (Participação nos Lucros e Resultados). As distribuidoras aceitam pagar 6% de aumento e 1,6% de PLR.
A oferta das distribuidoras já foi aceita em todos os Estados -apenas os trabalhadores de São Paulo não aceitaram.


Viracopos prevê investimento extra e 'devolve' 273 funcionários
Folha 13.11.2012 - O Consórcio Aeroportos Brasil, que a partir de amanhã vai assumir a gestão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), anunciou investimentos de R$ 50 milhões em uma pista auxiliar e na conclusão da pista de taxiamento.
A empresa vai também dispensar um terço dos trabalhadores da Infraero que recebeu. Os 273 funcionários voltarão a trabalhar na estatal e serão realocados. Parte das vagas será preenchida por contratados diretamente pela concessionária.
Campinas tem hoje uma pista de pouso e decolagem e usa para taxiamento uma pista que havia sido projetada para ser a auxiliar, mas não chegou a ser concluída.
Segundo o diretor do conselho do consórcio, João Santana, a ideia é aumentar a largura e o cumprimento dessa pista para que ela possa ser realmente usada como auxiliar, recebendo aviões de médio porte.
Para taxiamento, será complementada uma pista que estava sem uso. Essas obras não estavam previstas no contrato, que prevê que o consórcio gastará cerca de R$ 9,5 bilhões em obras na unidade nos próximos 30 anos.
Em outubro, por causa da quebra de uma aeronave, o aeroporto ficou por 45 horas fechado, cancelando cerca de 500 voos e prejudicando cerca de 25 mil passageiros.
"Se houvesse a pista [quando houve o acidente], nenhum voo da Azul seria cancelado", disse Santana. A empresa aérea tem 85% dos voos comerciais do aeroporto.
Santana também informou que a alemã Munique Airports continua dando consultoria na administração, mas uma possível sociedade entre as duas empresas depende de uma decisão dos estrangeiros.


Família Klein quer recomprar Casas Bahia
Folha 13.11.2012 - A dez dias de entregar a presidência-executiva da Via Varejo, empresa controlada pelo Grupo Pão de Açúcar, a família Klein se reúne hoje com o presidente do grupo francês Casino, Jean-Charles Naouri, em Paris, para fazer uma proposta: quer retomar o controle das Casas Bahia.
A Via Varejo é composta por Casas Bahia, Ponto Frio e Nova Pontocom (braço on-line do grupo).
Em junho, o Casino assumiu o controle do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, que era comandado por Abilio Diniz.
Há três anos, desde que se associaram, os Diniz e os Klein (fundadores e antigos donos da rede Casas Bahia) têm se desentendido e trocado farpas em público.
Além de tentar recomprar o controle da companhia, o que a família Klein quer, segundo pessoas envolvidas na negociação, é criar uma "linha direta" com o controlador para evitar que os conflitos possam prejudicar os negócios das Casas Bahia e outras empresas da holding.
Especula-se que o valor seria de R$ 2 bilhões, mas nenhum dos envolvidos confirma essa quantia. Os Klein têm 47% da Via Varejo.
A Folha apurou que o Casino não quer vender o controle da empresa.
Saída: Raphael Klein, presidente-executivo da Via Varejo, não comenta sobre o encontro da família hoje com o presidente do Casino. Mas diz que sua saída "é o caminho natural das coisas" e que está prevista desde que um acordo foi assinado em 2010.
"Seremos dois membros da família no conselho administrativo da empresa [Via Varejo], meu pai [Michael] e eu. Nossa atuação será sempre em defesa dos interesses da empresa, das suas bandeiras e dos colaboradores dessa companhia. As reuniões do conselho, que eram a cada 45 ou 60 dias, passarão a ser feitas agora a cada 30 dias."
Ele também afirma que, ao contrário do que se especula, a família não se arrepende de ter vendido parte dos negócios para os Diniz: "Tenho certeza de que o contrato que assinamos em 2010 é bom. Não há arrependimento".
Raphael diz não saber quem assumirá sua função a partir do dia 22.
Por contrato, o novo executivo será indicado pelo Grupo Pão de Açúcar. "De minha parte, saio da presidência-executiva, a caminho do conselho, revertendo prejuízo em lucro. E com um controle bem efetivo da nossa despesa operacional, que caiu, entre tantas outras iniciativas que tomamos no decorrer destes dois anos."


Lucro do BicBanco recua 62% e soma R$ 20,1 milhões no 3º trimestre
Valor 13.11.2012 - O BicBanco divulgou nesta terça-feira um lucro líquido de R$ 20,1 milhões referente ao terceiro trimestre do ano, um declínio de 62,4% na comparação com igual período em 2011. Em relação ao trimestre anterior, o resultado foi 23,9% menor.
Considerando o período de janeiro a setembro, a instituição, focada no crédito para pequenas e médias empresas, acumula ganho de R$ 87,6 milhões, cifra 56,7% inferior aos R$ 202,3 milhões do mesmo intervalo em 2011.
A carteira de crédito do banco encerrou setembro com saldo de R$ 12,26 bilhões, com alta de 1,4% sobre o fim de junho, mas retração de 1,3% em 12 meses. Em termos de qualidade de crédito, os contratos com parcelas vencidas acima de 90 dias representavam 3,6% da carteira, ante 3% no segundo trimestre e 2,2% no terceiro trimestre do ano passado.
O BicBanco registrou um volume de despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa de R$ 133,1 milhões no terceiro trimestre do ano, levemente abaixo dos R$ 134,8 milhões contabilizados no trimestre anterior. No período de julho a setembro do ano passado, essas despesas ficaram em R$ 167,2 milhões.
Apesar dos volumes ainda considerados elevados de provisões, o banco avalia que já há sinais de melhora. “Conhecendo, pois, o estágio em que se encontram os créditos que suscitam maiores cuidados, é possível prever-se, com razoável aproximação, o tempo ainda a transcorrer até plena constituição das provisões. Razão pela qual dizíamos em junho de 2012 que os dois últimos trimestres do ano ainda arcariam com ‘esforços significativos’ em termos de provisões”, comenta Milto Bardini, vice-presidente executivo de operações e diretor de relações com investidores, no informe do balanço.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 4,1%, inferior aos 5,4% e aos 11% do trimestre anterior e do mesmo período em 2011, respectivamente.
Em meio ao cenário de redução da taxa Selic, as receitas de intermediação financeira do BicBanco recuaram 5,7% no terceiro trimestre, totalizando R$ 533,1 milhões.
Os ativos totais da instituição financeira passaram de R$ 17,997 bilhões no terceiro trimestre de 2011 para R$ 17,928 bilhões em setembro deste ano.
Ao fim de setembro, o banco tinha um índice de Basileia (que mede a capitalização mínima ponderada por ativos de risco) de 17%, ante 17,1% registrado em junho e 17,5% no fim do terceiro trimestre do ano passado.


Sócios pedem a elétricas que não renovem as concessões
Valor 13.11.2012 - Cresce a insatisfação com as condições para renovação das concessões no setor elétrico. O fundo norueguês Skagen, responsável pela gestão de US$ 18 bilhões em ativos e detentor de 17,5% das ações preferenciais da Eletrobras, enviou carta aos conselheiros de administração da estatal recomendando que não prorroguem as concessões. A Companhia de Transmissão Paulista (CTEEP), controlada pelo grupo colombiano ISA, anunciou que deixará expirar suas licenças. A Eletrobras, em documento obtido pelo Valor, aponta que as novas regras terão efeitos devastadores para a companhia.
Knut Harald Nilsson, gestor do fundo norueguês, que tem investimentos de R$ 2,6 bilhões no país, não poupou palavras para expressar seu descontentamento na carta aos administradores. "Isso pode ser interpretado como uma nacionalização forçada", diz. As ações do fundo valiam R$ 1,3 bilhão no começo do ano e agora valem R$ 730 milhões. Pelo menos metade da perda ocorreu após a divulgação do pacote do governo para o setor, no início de setembro.
O Conselho de Administração da CTEEP decidiu que não aceitará as condições do governo. A recomendação será apresentada à assembleia de acionistas no dia 3 de dezembro. A transmissora é a primeira empresa que opta, publicamente, por recusar os termos propostos para as renovações. A CTEEP terá direito de explorar suas linhas até julho de 2015. Em entrevista ao Valor, o presidente do conselho, Luis Fernando Alarcón Mantilla, disse que a decisão foi tomada com base em um estudo realizado pela FGV. O governo propôs à companhia pagamento de reembolso de R$ 2,9 bilhões e redução em sua receita anual permitida para operar esses ativos de R$ 2 bilhões para R$ 515 milhões.

Eletrobras assumirá controle da Companhia de Eletricidade do Amapá
Valor 13.11.2012 - A Eletrobras assumirá o controle da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) visando à recuperação econômico-financeira da empresa.
A holding assinou ontem um protocolo de intenções para participação no processo de saneamento da companhia. O processo prevê que a Eletrobras assuma a CEA por meio da aquisição do controle acionário.
Inicialmente, a Eletrobras e o governo do Amapá celebrarão um acordo de acionistas e um acordo de gestão. Após a implementação dos mesmos, haverá a operação de compra, pela Eletrobras, do controle da CEA.
Para isso, a Eletrobras assumirá a gestão executiva da CEA, por meio da sua representação majoritária no conselho de administração e indicação dos membros da diretoria-executiva da companhia, os quais serão posteriormente substituídos por profissionais contratados no mercado.
Neste processo, o governo do Amapá receberá financiamento do governo Federal, com a finalidade de quitação das dívidas da CEA com o Sistema Eletrobras e outros fornecedores. Além disso, haverá um plano de contingências, que será encaminhado à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Aliansce lança prospecto preliminar de oferta primária de ações
Valor 13.11.2012 - A Aliansce Shopping Centers publicou hoje o prospecto preliminar da oferta primária de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação, que já era esperada pelo mercado, visa levantar R$ 500 milhões de reais em papéis ordinários.
O início do procedimento do bookbuilding e das apresentações aos investidores ocorrerá no dia 3 de dezembro. O fim do bookbuiling, com a fixação do preço por ação, se dará em 12 de dezembro. No dia seguinte, a CVM fará o registro da oferta, com a publicação do anúncio de início e disponibilização do prospecto definitivo.
A data estimada para o início da negociação das ações na BM&FBovespa é 14 de dezembro, e a liquidação deve ocorrer no dia 18.
Os recursos obtidos com a oferta, segundo o prospecto preliminar, serão destinados para investir na aquisição de participação em shoppings, expansão dos atuais empreendimentos da empresa e desenvolvimento de novos projetos.


Lucro líquido da Cyrela sobe 2,5% no 3º tri, para R$ 150,4 milhões
Valor 13.11.2012 - O lucro líquido da Cyrela Brazil Realty subiu 2,5% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 150,4 milhões. Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida da incorporadora caiu 8,2%, para R$ 1,43 bilhão. A margem bruta aumentou de 28,6% no terceiro trimestre de 2011 para 30,9% no intervalo de julho a setembro deste ano.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 2,5%, para R$ 231 milhões. A margem Ebitda subiu de 14,5% para 16,2%.
A Cyrela Brazil Realty gerou caixa operacional de R$ 147 milhões no terceiro trimestre. No acumulado de janeiro a setembro, a geração de caixa somou R$ 184 milhões, ante o consumo de R$ 136 milhões nos nove meses equivalentes do ano passado.
Em relatório, a Cyrela informou que a geração de caixa do trimestre e a margem bruta de 30,9% obtida no período indicam que “o redirecionamento estratégico e os esforços para ganhos de eficiência e controle na engenharia e backoffice estão trazendo resultados positivos e consistentes”.
No fim do trimestre, a Cyrela tinha 88% das obras gerenciadas por equipes próprias ou pelas joint ventures de que participa.


Lucro líquido da Randon recua 79,5% no 3º tri
Valor 13.11.2012 - O grupo Randon, com sede em Caxias do Sul (RS), encerrou o terceiro trimestre com retração de 79,5% no lucro líquido consolidado ante o mesmo período de 2011, para R$ 12,9 milhões. O resultado foi influenciado pela queda de 18% na receita líquida consolidada no período, para R$ 877,5 milhões, combinada com a redução dos volumes de produção nas principais linhas e com a retração da margem bruta e do lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda).
Conforme relatório divulgado pela companhia, a receita bruta total (sem eliminação de impostos nem de vendas entre coligadas) recuou 18,7% no trimestre, para R$ 1,346 bilhão, puxada pela queda de 21,8% no mercado interno, para R$ 1,197 bilhão. Já as exportações a partir do Brasil e as vendas das controladas no exterior cresceram 20,7%, para R$ 149,2 milhões, graças à valorização do real, pois em dólar a conta fechou em queda de 3,1%, para US$ 73,7 milhões.
Pressionado pela "menor produtividade e eficiência fabril já que o nível de atividade ainda não recuperou seus patamares regulares", pela contração das vendas em setembro e pela indenização referente à rescisão contratual com um distribuidor, o Ebitda caiu 41,6% ante o terceiro trimestre de 2011, para R$ 79,4 milhões. Com isso, a margem Ebitda encolheu de 12,7% para 9,1% no período. Já a margem bruta recuou de 24,3% para 21,8% na mesma base de comparação, informou a Randon.
Os volumes de vendas tiveram baixa de 16,5% na linha de reboques e semirreboques no terceiro trimestre, para 5.480 unidades, de 10,3% no segmento de materiais de fricção, para 8,2 mil toneladas, de 30,9% em freios, para 203,7 mil unidades, e de 44,5% em sistemas de suspensão e rodagem, para 84,8 mil unidades. Em contrapartida, houve alta de 41,2% na linha de vagões ferroviários, para 120 unidades, e de 44,5% no segmento de fundidos, para 5,9 mil toneladas.


Lucro da Unicasa cai 30,4% no 3º trimestre, para R$ 12,2 milhões
Valor 13.11.2012 - O lucro da fabricante de móveis planejados Unicasa recuou 30,4% no terceiro trimestre em relação a um ano antes, para R$ 12,2 milhões. Receitas mais enxuta e perda de rentabilidade explicam a queda no período.
A receita líquida da companhia somou R$ 71,6 milhões, queda de 11,7% na comparação anual. Os custos recuaram praticamente na mesma proporção, 11%, para R$ 42,2 milhões, levando o lucro bruto a uma baixa de 12,7%, para R$ 29,3 milhões. A margem bruta caiu 0,5 ponto percentual para 41%.
Apesar do faturamento menor, as despesas operacionais saltaram 20,3%, para R$ 15,5 milhões. O lucro operacional (antes de juros e impostos) foi de R$ 13,9 milhões, queda de 33,2% na comparação anual. A margem operacional caiu 6,2 pontos percentuais, para 19,4%.
O resultado financeiro, por sua vez, ficou estável. O saldo entre os gastos com juros e ganhos com aplicações financeiras ficou em R$ 2,2 milhões, contra R$ 2,3 milhões um ano antes.
No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a direção da Unicasa destaca que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não teve efeito muito relevante para a indústria de  móveis. “O efeito da isenção de IPI, que impulsionou a venda de automóveis no mesmo período, não teve o mesmo apelo em nosso negócio, pois o efeito líquido para o consumidor final é muito menos representativo, especialmente nas lojas exclusivas”, afirmou a companhia.
A direção informou ainda que readequou sua política de descontos, a fim de recuperar suas margens, e ressaltou sua confiança nos resultados do próximo ano: “Estamos especialmente confiantes com relação a 2013, quando os resultados positivos dos esforços de reposicionamento que prejudicaram os resultados de 2012, devem se tornar evidentes”.


Lucro da CCR sobe 19% no trimestre, para R$ 316,8 milhões
Valor 13.11.2012 - A companhia especializada em concessões de infraestrutura CCR registrou um lucro de R$ 316,8 milhões no terceiro trimestre de 2012. O número representa um crescimento de 18,9% em relação a um ano antes, número influenciado pela consolidação da operação de metrô e pela redução do prejuízo financeiro.
A receita líquida cresceu 13,3% na mesma comparação, para R$ 1,391 bilhão, apesar do crescimento tímido do tráfego nas rodovias administradas. O movimento de veículos subiu apenas 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e a receita nas estradas subiu 8% na mesma comparação. Já a receita com a administração de uma linha do metrô paulistano cresceu 100% na mesma comparação, para R$ 42,4 milhões.
O resultado também foi influenciado pela incorporação da Barcas (empresa que transporta passageiros entre as cidades de Rio de Janeiro e Niterói) a partir de 2 de julho de 2012 e do Aeroporto Internacional de San José (participação de 48,75%), a partir de 10 de setembro de 2012.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 860,1 milhões, crescimento de 4,5% em comparação ao terceiro trimestre de 2011.
O endividamento da companhia, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, recuou de 2 vezes para 1,9 vez.


Concessão de rodovias começa com retorno de 5,5%
Valor 13.11.2012 - O governo fez um importante avanço no novo programa de concessões de rodovias e ferrovias, lançado em agosto, ao divulgar ontem as tarifas máximas de pedágio para a BR-040 (Brasília-Juiz de Fora) e para a BR-116 (em todo o trecho de Minas Gerais).
Os valores tomam como base uma taxa interna de retorno de 5,5% ao ano para ambas as concessões. Ao todo, o governo oferecerá à iniciativa privada 7,5 mil quilômetros de rodovias federais, mas esses dois trechos já vinham sendo estudados e estão mais próximos irem a leilão. A taxa, divulgada ontem pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é a mais baixa usada como referência até hoje nas concessões de infraestrutura.
Nos anos 90, essa taxa costumava ficar acima de 15%, em um ambiente de juros altos e risco-país elevado. No fim da década passada, as estradas como a Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba) foram leiloadas pelo governo com retorno entre 8% e 9%. O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, já havia previsto um patamar mais baixo - de 6% a 6,5% - para as novas licitações, devido às condições macroeconômicas do país.
Mesmo com uma taxa de retorno ainda inferior, a diretora da ANTT Natália Marcassa garantiu que não vão faltar interessados. "Lógico que o setor privado sempre pede mais, mas nós observamos que existem várias empresas estudando os projetos", disse Natália. O próprio Figueiredo costuma frisar que, com o financiamento do BNDES a juros mais baixos, a taxa de remuneração do capital próprio dos investidores fica próxima de 10% e reforça a atratividade das concessões. O banco oficial pode financiar até 80% do investimento.
Os contratos da BR-116 e da BR-040 terão 25 anos de duração e a cobrança de pedágio ocorrerá apenas quando o futuro concessionário tiver concluído pelo menos 10% das obras de duplicação exigidas pelo governo. Ambas as rodovias já tiveram seus estudos enviados para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU).
No caso da BR-116, o trecho a ser concedido totaliza 817 quilômetros e exigirá investimentos de R$ 5,1 bilhões. A ANTT planeja fazer o leilão da rodovia até o fim de dezembro. Haverá oito praças de pedágio e a tarifa máxima, sujeita a mudanças pelo tribunal de contas, foi fixada em R$ 6,27 por cada 100 quilômetros. Ganha quem oferecer o menor lance no leilão.
A BR-040, em um trecho de 937 quilômetros, exigirá investimentos de R$ 6,5 bilhões - as intervenções incluem vias marginais em travessias urbanas e 52 passarelas para pedestres. A licitação está prevista para o fim de janeiro. Serão 11 praças de pedágio e a disputa ocorrerá a partir de uma tarifa máxima de R$ 4,95 para cada 100 quilômetros.
As obras de duplicação deverão ser concluídas em, no máximo, cinco anos. No caso da BR-116, será em toda a sua extensão. Já a BR-040 precisará de uma nova pista em 557 quilômetros - os demais trechos já estão duplicados. De acordo com a diretora da ANTT, a agência dará início ao processo de licenciamento ambiental das obras, mas a obtenção das licenças prévias ficará sob responsabilidade dos futuros concessionários.


Lucro da BRF cai 75%, para R$ 91 milhões, no 3º trimestre
Valor 13.11.2012 - Os elevados custos com grãos continuaram a pressionar os resultados da BRF - Brasil Foods no 3º trimestre do atual ano fiscal. A empresa registrou lucro líquido de R$ 91 milhões, um tombo de 75% em relação aos R$ 365 milhões registrados em igual trimestre de 2011. No acumulado dos nove meses do ano, a companhia informou resultado líquido de R$ 250,5 milhões, ante os R$ 1,246 bilhão verificados no mesmo intervalo de 2011.
A escalada dos grãos no mercado internacional, iniciada em junho, já havia afetado as margens da empresa no segundo trimestre deste ano. Mas esse efeito de compressão de margens seguiu mais severo nos três meses encerrados em 30 de setembro.
O lucro operacional no período, medido pelo Ebitda, atingiu R$ 565,1 milhões, 21,8% inferior aos R$ 723 milhões de mesmo trimestre de 2011. Além do aumento de custos, a companhia informou que seu resultado ainda foi impactado por uma recuperação gradual das exportações e também pela transferência de ativos determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como condição para aprovar a associação com a Sadia.
A margem Ebitda no trimestre encolheu 3,6 pontos percentuais, para 7,9%. Nos primeiros nove meses, recuou de 12,5%, em 2011, para 8,2% este ano.
As exportações impulsionaram o faturamento da companhia. A receita líquida subiu 14%, para R$ 7,192 bilhões entre julho e setembro deste ano, puxadas pelo robusto crescimento dos embarques. As vendas ao exterior cresceram 26% no período e alcançaram R$ 3,1 bilhões. no mercado interno, a alta no trimestre foi de 7%, para R$ 4,087 bilhões.
No acumulado dos nove meses do ano, a receita líquida cresceu 9%, para R$ 20,372 bilhões. No mesmo período, as exportações também mostraram vigor, com alta de 12%, para R$ 8,399 bilhões. As vendas no mercado interno subiram 8%, para R$ 11,973 bilhões.
A BRF informou que, em volumes, a exportação de carne de frango foi a única a recuar. Embarques de carne bovina e suína avançaram no trimestre. No caso do frango, a queda foi de 3,5% em volume na comparação com o 3º trimestre de 2011 e, em receita, de 1,7% na mesma comparação. Os embarques para a África e alguns países asiáticos cresceram. Ao Oriente Médio, Venezuela e Argentina houve queda.


MPF impôe multa de R$ 100 mil à BRF por abate terceirizado de frango
Valor 13.11.2012 - Uma ação do Ministério Público do Trabalho no Paraná determinou pagamento de indenização de R$ 100 mil pela BRF-Brasil Foods por danos morais coletivos e o Tribunal Regional do Trabalho proibiu a unidade que ela possui no município de Francisco Beltrão de terceirizar o abate de frangos pelo método Halal, que atende aos preceitos islâmicos na degola de aves que são exportadas.
A empresa terceirizou o serviço para o Grupo Abate Halal, “em vez de contratar empregados próprios, como determina a lei”, informou texto divulgado pelo Ministério Público. Nele, o procurador Gláucio Araujo de Oliveira comentou que “nada impede a contratação pela Sadia de trabalhadores muçulmanos convertidos para a execução do abate pelo método Halal, sendo que apenas a certificação e supervisão ficariam a cargo da Junta de Assistência Social Islâmica Brasileira”. “O que não se pode admitir são empregados terceirizados atuando na linha de produção da empresa”, acrescentou.


Diretor financeiro da Cesp renuncia ao cargo
Brasil Econômico 12.11.2012 - A Cesp é a maior empresa de produção de energia elétrica do estado de São Paulo e a quarta maior do país.
Okazakio deixa a Cesp em meio às discussões sobre a renovação antecipada das concessões.
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) anunciou nesta sexta-feira (9/11) que Vicente K. Okazakio, diretor financeiro e de relações com investidores renunciou ao cargo.
Conforme comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o presidente da empresa, Mauro Guilherme Jardim Arce, acumulará as funções.
Okazakio deixa a Cesp em meio às discussões sobre a renovação antecipada e condicionada de concessões do setor elétrico que venceriam entre 2015 e 2017.


Hypermarcas reverte prejuízo, com lucro de R$ 68 milhões
Brasil Econômico 121.11.2012 - O destaque foi a divisão Farma, em que a empresa atua com vendas de medicamentos, que obteve crescimetno de 39%.
A Hypermarcas obteve lucro líquido de R$ 68,4 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 190,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
As vendas da empresa cresceram em suas duas principais divisões, o que impulsionou os ganhos.
O destaque foi a divisão Farma, em que a empresa atua com vendas de medicamentos. O segmento teve receita de R$ 560,6 milhões, crescimento de 39,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.
A Hypermarcas afirmou que fortaleceu ssua carteira de medicamentos isentos de prescrição, o que impulsionou as vendas.
"Ao longo do trimestre, 17 marcas de medicamentos isentos de prescrição tiveram apoio de anúncios em TV e rádio, incluindo antigripais e analgésicos como Benegrip, Coristina D, Doril, Fluviral e Melhoral", disse a empresa em relatório.
Por outro lado, a divisão Consumo obteve crescimento de apenas 2,2%, impactada por uma política de redução de portfolio.
A companhia obteve receita líquida de R$ 992,9 milhões, alta de 19,2% em comparação com o terceiro trimestre de 2011.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 218 milhões, crescimento de 64,5%.
No ano, a Hypermarcas tem lucro de R$ 79,3 milhões, o que reverte o prejuízo de R$ 104,2 milhões obtidos nos mesmos nove meses de 2011.
A empresa divulgou que espera atingir um ebitda ajustado de R$ 950 milhões no ano de 2013. Neste ano, a meta da empresa foi mantida, de um ebitda de R$ 850 milhões.

Chinesa Wuhan suspende planos de siderúrgica de US$ 5 bi no Brasil
Valor 12.11.2012 - A Wuhan Iron and Steel suspendeu os planos de criação de uma joint venture para erguer uma siderúrgica no Brasil, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões, disse na sexta-feira o presidente do conselho de administração do grupo chinês, Deng Qilin.
Essa afirmação confirma cinco meses de rumores de que o projeto, liderado pela quarta maior produtora de aço da China, em volume, estaria enfrentando dificuldades em razão de estouro de orçamento, provocado pela necessidade de infraestrutura ferroviária para que o empreendimento se tornasse viável.
“Não estamos avançando no projeto porque ele não tem a infraestrutura necessária, como uma ferrovia”, disse Deng à “Dow Jones Newswires” nos bastidores do congresso do Partido Comunista da China.
A Wuhan assinou o acordo de investimento há três anos, com planos de erguer uma usina com capacidade para 5 milhões de toneladas métricas de aço por ano no Porto de Açu, do conglomerado brasileiro EBX, no Estado do Rio de Janeiro.
O projeto era visto como marco potencial para um novo modelo de expansão da China no mercado internacional de aço, mas analistas visualizaram cada vez mais dificuldades diante da elevação dos custos de infraestrutura do empreendimento e redução da taxa mínima de retorno.
Deng disse à Dow Jones na sexta-feira que o acordo para a joint venture não foi extinto, mas a Wuhan “não está caminhando sobre ele”.


Vendas de imóveis novos em SP quase dobram em setembro
Brasil Econômico 12.11.2012 - Em termos de valores, as vendas totalizaram R$ 1,34 bilhão em setembro, aumento de 37,1% ante agosto.
As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo dispararam 97,5% em setembro na comparação com agosto, somando 3.674 unidades, informou nesta segunda-feira o sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP.
A entidade não divulgou dados comparativos com o mesmo período em 2011.
O segmento de dois dormitórios liderou as vendas, com 60,5% do total comercializado.
Em termos de valores, as vendas totalizaram R$ 1,34 bilhão em setembro, aumento de 37,1% ante agosto.
Já a velocidade de vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 17,7% , acima dos 9,9% de agosto, mas abaixo dos 18,7% apurados um ano antes.
Nos nove primeiros meses do ano, as vendas na capital paulista atingiram 19.204 imóveis, queda de 3,4%, contrariando a estimativa do Secovi, de fechar o ano com alta de 10% nas vendas.
"É possível pensar em retomada do crescimento a partir dos últimos meses de 2012, com continuidade em 2013", afirmou a entidade, em nota, prevendo vendas de 28 mil a 31 mil unidades no fechado do ano.
Já os lançamentos foram 83,1% maiores em setembro sobre agosto, totalizando 3.805 unidades, segundo a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).
No acumulado do ano, foram lançados 16.482 imóveis em São Paulo, volume 29,3% inferior ao visto em igual etapa de 2011. O Secovi estima que os lançamentos em 2012 sejam 21% inferiores ao resultado do ano passado, em cerca de 30 mil unidades.
"Apesar das dificuldades no licenciamento de novos projetos... o volume de aprovações aumentou em setembro. As vendas em setembro superaram a soma dos resultados de julho e agosto e os lançamentos de um único mês (setembro) foram maiores que o volume registrado no primeiro trimestre", acrescentou o Secovi.


Light reverte prejuízo e tem lucro de R$ 84 milhões
Brasil Econômico 12.11.2012 - O consumo total de energia na área de concessão foi de 5.486 GWh no terceiro trimestre, alta de 3,5%. Resultado teve influência do ganho de equivalência patrimonial na Light Energia, no montante de R$ 15,9 milhões, decorrente da diluição de participação na Renova pela entrada da BNDESPar no seu capital.
A Light teve um lucro líquido de R$ 84 milhões no terceiro trimestre de 2012, após o prejuízo de R$ 1,6 milhão no mesmo período de 2011.
"Além do melhor desempenho operacional e da menor despesa financeira líquida, tal resultado foi impactado pelos efeitos não recorrentes do benefício fiscal decorrente do pagamento de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 20,0 milhões e do ganho de equivalência patrimonial na Light Energia, no montante de R$ 15,9 milhões, decorrente da diluição de participação na Renova pela entrada da BNDESPar no seu capital", diz o demonstrativo financeiro da empresa.
No acumulado do ano, a companhia teve um lucro de R$ 264 milhões, crescimento de 25,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida da Light, de julho a setembro, totalizou R$ 1,578 bilhão, alta de 10,6%.
De janeiro a setembro, a receita da empresa cresceu 8,9%, para R$ 4,980 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 269 milhões no trimestre, evolução de 12,4%.
Em nove meses, o Ebitda da Light chegou a R$ 959 milhões, incremento de 4,8%.
O consumo total de energia na área de concessão foi de 5.486 GWh no terceiro trimestre, alta de 3,5%. No ano, o consumo foi de 17.419 GWh, leve crescimento de 0,9%.
No segmento residencial, o consumo somou 1.801 GWH no trimestre, respondendo por 32,8% do consumo do mercado total, com queda de 4,3% na comparação anual.
Já o segmento comercial, que respondeu por 32,9% do total, consumiu 1.807 GWh, alta de 13,3%.
Na indústria, que correspondeu a uma participação de 17,9%, o consumo chegou a 984 GWh, avanço de 1,7%.


Marfrig concluirá coleta de preços de oferta de ações em 4 de dezembro
Valor 12.11.2012 - A Marfrig concluirá o processo de bookbuilding (levantamento do interesse de investidores) da sua oferta pública de ações no dia 4 de dezembro, junto com o fim da apresentação da operação a investidores.
A emissão poderá chegar a 141,75 milhões de ações ordinárias, sendo emitidos inicialmente 105 milhões de papéis, que podem ser acrescidos de até 21 milhões em lote adicional e 15,7 milhões em lote suplementar.
Considerando o número total de ações com os lotes extras e a cotação de R$ 10,70 do fechamento de sexta-feira, a captação pode chegar a R$ 1,5 bilhão. O dinheiro vai totalmente para o caixa da companhia, já que a oferta é apenas primária.
No dia 5 de dezembro, a Marfrig terá a concessão do registro da oferta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e publicação do anúncio do início da operação. No dia 6 de dezembro será o início na negociação das ações na BM&FBovespa e no dia 10 acontecerá a liquidação.


Empresas familiares se destacam por processo de decisão mais ágil
Folha 12.11.2012 - Estudo mostra que 77% das companhias administradas por famílias cresceram no último ano. Um estudo da consultoria PwC, que será divulgado hoje, aponta que 77% das empresas familiares no país tiveram crescimento no faturamento nos últimos 12 meses, percentual acima do dado mundial (65%).
Mesmo em um cenário econômico conturbado, essas empresas têm conseguido driblar os percalços da crise graças à capacidade de tomar decisões rapidamente, aponta Carlos Mendonça, sócio da PwC Brasil.
"Elas têm facilidade de se adaptar a condições voláteis, mais do que uma empresa de controle difuso." Esse foi justamente um fator apontado pela maioria dos entrevistados como um diferencial dessa modalidade de empresa.
Apesar do crescimento, quase a metade (43%) apontou a competitividade como uma preocupação constante. No mercado internacional, 35% dos empresários apostam que a capacidade de competir será o maior desafio nos próximos cinco anos.
Com apenas 9% das vendas no mercado internacional, a expectativa é que esse número cresça seis pontos percentuais até 2017 nesse setor. O acesso a capital é outra questão que preocupa empresários de grupos familiares.
A dificuldade de competição pode ser explicada porque grande parte dessas empresas é de pequeno porte.
Fabio Matuoka Mizumoto, professor de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica que as micro, médias e pequenas empresas têm dificuldade em comprometer uma parcela de sua arrecadação com investimentos básicos necessários ao comércio internacional. Em empresas maiores, esses gastos são diluídos.
No cenário nacional, a empresa tem dificuldade de se enquadrar no ambiente regulatório, sobretudo em questões relativas à tributação, e não tem acesso a contadores e advogados especializados.
Luiz Barretto, presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) explica que, para se diferenciar, as empresas têm que investir em inovação e qualidade. " A pequena empresa familiar precisa comprar equipamentos de ponta, prestar serviço e pós-venda de qualidade", indica.
Foi o que fez Ideli da Conceição, 48, dona da Scalon Uniforme. Sua empresa começou há 27 anos, quando juntou-se à mãe, costureira, e iniciou uma confecção de roupas.
Hoje, ela fornece uniformes para empresas de vários setores. Nem sempre oferece o valor final mais barato, mas ganha clientela com um produto especializado. "O brasileiro está pensando diferente. Antes, só o preço que importava", aponta.
Atualmente ela e o filho trabalham na empresa, mas seu ex-marido, sua outra filha e sua mãe já compuseram o quadro de funcionários.
Ela conta que passa por um bom período, mas já amargou dez anos de prejuízos. Pagar impostos foi justamente uma de suas maiores dificuldades.
Carlos Mendonça, da PwC, diz que as empresas têm de melhorar suas práticas de transparência para facilitar investimentos e obtenção de crédito. Outro fator preponderante, ressalta, é "saber crescer", adequando a estrutura da empresa a um número maior de clientes.


Brasil precisa duplicar investimentos para conseguir crescer 4% ao ano
Estadão 12.11.2012 - Especialistas afirmam que só com parcerias com o setor privado o País pode dobrar o volume de capital aplicado em infraestrutura. O Brasil precisa, no mínimo, dobrar os investimentos em infraestrutura e logística para crescer de forma sustentável a 4% ao ano. Hoje em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, esses investimentos deveriam saltar para a faixa entre 4% e 6%, na visão do consultor e especialista Claudio Frischtak.
Ele acrescenta que, investindo menos de 3%, o Brasil não cobre nem a depreciação do capital físico per capita. "É o que observamos quando a gente sai na rua", diz o consultor, referindo-se, por exemplo, à congestão crescente das grandes cidades e à deterioração da malha rodoviária, que faz do País um campeão de acidentes e mortes nas estradas.
Segundo Frischtak, só o setor privado pode dar conta da tarefa de duplicar os investimentos em infraestrutura no Brasil. "É insustentável o Tesouro transferir mais R$ 150 bilhões, R$ 200 bilhões para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Nem o próprio banco quer isso", analisa.
Para Antônio Miguel Marques, presidente da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, "só a iniciativa privada teria a agilidade para atender aos grandes eventos esportivos que estão chegando".
Frischtak acha que existe uma grande demanda, da parte dos investidores, por projetos de infraestrutura no Brasil. Os grandes ágios (como na concessão recente de aeroportos) e deságios (nas tarifas da concessão de rodovias) são um sinal da força dessa demanda.
Ele acrescenta que as baixas taxas de juros no Brasil e no exterior são um estímulo adicional a empurrar o capital para os projetos brasileiros de infraestrutura. No caso dos fundos de pensão nacionais, está cada vez mais difícil alcançar a meta atuarial de rentabilidade com títulos de renda fixa.
As debêntures de infraestrutura, criadas em 2010 e voltadas a financiar projetos no setor, com isenções fiscais, são um fator a mais de otimismo. Hoje, elas parecem próximas de deslanchar.
Em outubro, a Autoban, concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, do grupo CCR, colocou R$ 100 milhões em debêntures de infraestrutura para mais de mil investidores de private banking (pessoas físicas com grande patrimônio), por um prazo de cinco anos e taxa de juros de IPCA mais 2,71%.
"A demanda foi o dobro do esperado, e colocamos pela mesma taxa que o governo capta com seus papéis", comemora Renato Vale, presidente da CCR.
De qualquer forma, o grande financiador da infraestrutura no Brasil continua sendo o BNDES, como explica Cleverson Aroeira da Silva, chefe do Departamento de Logística da área de Infraestrutura. "O banco tem uma história bastante atrelada ao financiamento da infraestrutura."
O BNDES participou ou ainda participa intensamente no financiamento de concessões rodoviárias (mais de 30 rodovias na carteira), da primeira fase da privatização ferroviária, dos terminais portuários privativos e daqueles arrendados dentro dos portos públicos, e está negociando apoio para todas as concessões recentes de aeroportos. Um empréstimo-ponte de R$ 1,2 bilhão para Guarulhos já foi aprovado.
Obstáculos. Apesar do bom momento para a infraestrutura, com o anúncio recente do pacote de concessões rodoviárias e ferroviárias de R$ 133 bilhões, e outros anúncios por vir, como o pacote para portos, Frischtak vê uma série de desafios que terão de ser enfrentados para que se possa dobrar o investimento em infraestrutura e logística. O primeiro deles é restaurar a competência técnica das agências reguladoras, e acabar com a ingerência política nesses órgãos.
Ele acredita que a presidente Dilma Rousseff está atacando essa questão, como fica claro com a nomeação técnica de Magda Chambriard para a Agência Nacional de Petróleo (ANP), mas o problema persiste nas agências ligadas aos transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
O segundo desafio é evitar, no afã de baratear o custo do País, mudanças que sejam sentidas pelos investidores como mudança das regras do jogo. O recente pacote de barateamento da energia elétrica, que provocou grandes quedas das ações das empresas do setor, é um exemplo preocupante.
O terceiro obstáculo são as diversas empresas estatais no setor de infraestrutura e logística, que primam pela ineficiência e, em alguns casos, pela interferência política.
Ele cita as companhias Docas (dos portos), empresas estaduais de energia que foram absorvidas pela Eletrobrás, especialmente da Região Norte, e diversas empresas estaduais de saneamento. Frischtak defende a privatização das companhias Docas e Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de saneamento.
"O que falta hoje é alguém que mande no porto", diz Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABPT), que critica as companhias Docas pela interferência político-partidária e pela falta de autonomia, de velocidade e de dinamismo. Manteli defende um modelo de PPP para os portos.
Planejamento. Já Mauro Salgado, diretor comercial da Santos Brasil (com três terminais de contêineres) e presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), nota que o comércio exterior brasileiro cresceu sete vezes desde a Lei dos Portos em 1993, que possibilitou a privatização. "Nenhum volume de carga deixou de ser movimentado por causa dos portos, e o valor pago pelos armadores aos portos caiu significativamente."
O ponto final defendido por Frischtak é que deve haver um planejamento de longo prazo na área de transporte e logística, como a empresa de Planejamento Energético (EPE) faz na área de eletricidade. O consultor considera necessários planos quinquenais, decenais e de 30 anos para o setor de transporte, que poderiam ficar a cargo da nova Empresa de Planejamento Logístico (EPL). Mas ele alerta também para o risco de que "a expansão dos poderes da EPL enfraqueça ainda mais a ANTT e a Antaq".


Rede D'Or amplia a grife São Luiz
Valor 12.11.2012 - A Rede D'Or São Luiz, que tem como sócio o BTG Pactual, investiu R$ 11 milhões em sua quarta unidade na capital paulista. Trata-se do antigo Hospital Nossa Senhora de Lourdes, comprado em abril e reaberto na semana passada com a bandeira São Luiz Jabaquara.
Os recursos foram usados para ampliar a UTI, comprar novos equipamentos médicos e plataforma tecnológica. A transação envolveu também a compra do Hospital da Criança, que pertencia ao Grupo Nossa Senhora de Lourdes.
"A compra complementa o trabalho da Rede D'Or na região, pois a unidade se encontra em um local estratégico", disse Rodrigo Gavina, diretor regional da Rede D'Or São Luiz. O público alvo são os moradores dos bairros do Jabaquara, Indianópolis, Chácara Klabin, Saúde, entre outros nos arredores.
A unidade São Luiz Jabaquara teve aumento de 15% na receita e a meta é crescer mais 15% no próximo ano, segundo Gavina. Em 2011, o faturamento das duas unidades (Nossa Senhora de Lourdes e Hospital da Criança) foi de cerca de R$ 175 milhões.
A Rede D'Or possui 32 hospitais localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Brasília, estima faturamento de R$ 4,5 bilhões neste ano.


Casino e Abilio, alinhados para negociar
Valor 12.11.2012 - Abilio Diniz, ex-controlador: ações ordinárias e 60 lojas em troca da Via Varejo.
A novela societária mais acompanhada nos últimos dois anos, a convivência na maior companhia de varejo do país, Pão de Açúcar, entre o grupo francês Casino e o sócio Abilio Diniz, da família fundadora, está mais próxima de um desfecho. O Valor apurou que ambos os lados trabalham num modelo convergente para que o casamento, iniciado em 2006, termine com uma separação amigável. A operação tem potencial para movimentar de R$ 7,5 bilhões a R$ 8 bilhões.
Está na mesa uma estrutura em que Abilio Diniz, agora minoritário na empresa, entregaria ao controlador Casino suas ações ordinárias de Pão de Açúcar e as lojas físicas que possui - cerca de 60 pontos, pelos quais recebe um aluguel anual de R$ 165 milhões ao ano - para ficar com o controle da empresa de eletroletrônicos Via Varejo e a companhia de comércio eletrônico Nova Pontocom.
Já parte das preferenciais que o empresário tem na empresa seriam usadas para uma oferta à família Klein, minoritária na Via Varejo, com 47,5% do capital. Contudo, essa fase da negociação não começou, pois depende do passo inicial - um acordo com o Casino. No passado, porém, o tema já foi alvo de conversas.
Os representantes de Abilio e Casino estão empenhados em tirar do papel esse modelo, que inclui detalhes que - no caso dos sócios em questão - costumam dar trabalho nas negociações. Abilio, por exemplo, coloca como ponto crucial ficar com a sede do Pão de Açúcar, a unidade na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na cidade de São Paulo, conhecida por ser a Loja nº 1, onde iniciou o negócio ao lado do pai, o fundador do grupo Valentim dos Santos Diniz.
Com essa estrutura em que os interesses de ambos os lados estão alinhados, fica em segundo plano a migração da empresa para o Novo Mercado como parte importante para dissolução do nó que se tornou a convivência entre os três principais acionistas - Casino, Abilio e família Klein.
Embora a adesão ao nível máximo de governança corporativa nunca tenha sido oficialmente admitida, ela esteve presente em modelos anteriormente conversados e era uma aposta dos acionistas de bolsa. Só neste ano, o valor de mercado do Pão de Açúcar teve valorização de 37%. Na sexta-feira, valia R$ 24 bilhões na BM&FBovespa.
A despeito de os dois lados estarem efetivamente mais abertos para uma negociação, o clima de desconfiança continua. Por essa razão, ambos mantêm "cartas na manga" que terminam por gerar ainda mais insegurança e, por vezes, paralisa o diálogo.
De um lado, Abilio Diniz está com seu "plano B" todo pronto. Caso não haja negócio com o Casino, está estruturado para iniciar a venda das preferenciais na bolsa. Porém, a ideia não é colocar tudo de uma única vez. O empresário detêm 22% das preferenciais - que valem hoje R$ 3,2 bilhões. A transação, porém, só ocorre se o espaço para diálogo com o grupo francês se esgotar.
Jean-Charles Naouri, dono do Casino, marcou uma reunião para amanhã, terça-feira, em que receberá Michael Klein para uma conversa. Nesse encontro, a família Klein pode apresentar uma nova proposta para ficar com a maioria, mas não a totalidade, do capital da Via Varejo, retomando o controle da empresa (ver abaixo).
A reunião ocorrer num momento delicado, já que a empresa está no meio de conversas com Abilio.
A Via Varejo é resultado da união de Ponto Frio e Casas Bahia, adquiridas pelo Pão de Açúcar em 2009 e 2010, respectivamente. Tão logo o negócio foi fechado, a família Klein mostrou-se arrependida.
Além disso, o Casino vem desmontando parte de contratos derivativos de ações preferenciais pelos quais mantinha o poder sobre cerca de 5% do capital do Pão de Açúcar. O grupo francês costuma desfazer essas operações próximo do fim do ano, por conta do balanço anual da empresa. Consultado, o Casino não comenta e confirma só uma pequena movimentação divulgada ao mercado.
O clima entre Naouri e Abilio Diniz é de desconfiança desde 2010, quando o empresário brasileiro - prestes a formalizar a passagem do controle para o sócio francês, com quem tinha um acordo desde 2006 - negociou unilateralmente uma complexa operação em que assumiria o Carrefour no Brasil. Como Casino não aprovou a transação, o negócio não se concretizou. Desde então, além de uma disputa arbitral a respeito do acordo de acionistas de 2006, o episódio rendeu demonstrações de descontentamento com a convivência.
Abilio tem garantido em contrato direito de saída para as ações ordinárias do Pão de Açúcar, abrigadas na holding Wilkes, que pode ser exercido entre 2014 e 2022. Porém, além dessas condições não serem as mais vantajosas no momento, o empresário já não esconde o desejo de sair da companhia.
Com a antecipação da saída de Abilio, que tem o direito de veto e a presidência do conselho de administração, o Casino poderia imprimir sua personalidade ao negócio com menos dificuldades culturais.


Klein vai ao Casino para discutir Via Varejo
Valor 12.11.2012 - Michael Klein quer voltar a ter o controle da Casas Bahia, fundada por seu pai. Michael Klein, presidente do conselho de administração de Via Varejo, tem uma reunião amanhã com Jean-Charles Naouri, presidente de Casino, para aparar arestas e se reaproximar do controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA), dono da Via Varejo. Os Klein vão dizer que a situação atual, na relação entre Pão de Açúcar, Casino e a família Klein, é ruim para todo mundo, e portanto é preciso achar uma saída. Segundo fonte a par do tema, Klein pretende nesse encontro apresentar uma proposta para a compra dos 4% que faltam para ficar com 51% de Via Varejo.
Michael pediu a reunião semanas atrás e quer reverter a má impressão causada desde que a família Klein enviou uma carta ao comando do Pão de Açúcar - em que ameaça a empresa de um processo arbitral. Somados, Samuel Klein, o fundador da Casas Bahia, e seu Michael Klein têm 47% das ações da maior varejista de produtos eletrônicos do país, formada pela união de Casas Bahia e Ponto Frio. O GPA, controlado pelo Casino, tem 52,4% de Via Varejo e o restante está no mercado.
A reunião também seria uma forma de os Klein colocarem em discussão a atual situação de Via Varejo, em meio a uma possível saída do acionista Abilio Diniz do GPA. Via Varejo pode ser uma moeda de troca para a saída de Abilio, e os Klein não se sentem nada confortáveis na posição de acionistas de uma empresa que é alvo de uma negociação que desconhecem.
Nesse cenário, e com o Casino no controle do GPA, os Klein, nos últimos meses, passaram a tentar conversar sobre Via Varejo diretamente com Naouri.
A reunião entre Casino e Klein foi confirmada entre as partes na última sexta-feira à noite. O encontro foi pedido pelos Klein há semanas, mas o Casino não pretende debater uma proposta de compra na reunião. Considera que não é uma forma adequada de tratar a questão.
A decisão de receber Michael Klein amanhã foi condicionada a um prazo. Ocorre que a família Klein enviou uma carta ao GPA, no dia 12 de outubro, informando que erros em balanços do Ponto Frio, verificados em auditoria, teriam que ser discutidos em uma reunião separada entre as partes. O Casino não gostou. Segundo essa carta, nos 30 dias seguintes, ou seja, até hoje, Pão de Açúcar e os Klein teriam que conversar sob o risco destes iniciarem um processo de arbitragem contra GPA. O Casino, então, decidiu receber os Klein só depois de 12 de novembro. Naouri não queria tratar nada com os Klein sob o risco de, dias depois, o sócio colocar o Pão de Açúcar no centro de uma discussão litigiosa.
O Casino já informou aos Klein que não pretende vender a Via Varejo à família. Há cerca de um mês, Michael se reuniu com Arnaud Strasser, o executivo mais próximo de Naouri, em um almoço em São Paulo. No almoço, os Klein reforçaram a seguinte proposta: Via Varejo seria incorporada dentro do Grupo Pão de Açúcar, com um "alinhamento dos negócios". Dessa forma, todo o negócio de eletrônico ficaria numa mesma empresa sem competição entre Extra, Casas Bahia e Ponto Frio. O Casino é contra a ideia. A conversa não avançou.
Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, os Klein confirmam a reunião. O Casino não comenta o assunto.


Ofertas de ações de frigoríficos dividem atenção do investidor
Valor 12.11.2012 - Nesta semana a Marfrig inicia as reuniões com investidores para apresentar a sua oferta pública de ações. A empresa, em tese, vai dividir as atenções e os recursos dos investidores com outra companhia do segmento, a Minerva, que já divulgou o cronograma de sua oferta.
Apesar de as companhias serem concorrentes, sobretudo no mercado de bovinos, as duas operações não têm sido apresentadas dessa forma ao mercado nas conversas que antecedem o início da distribuição. Ambas querem captar recursos para melhorar suas estruturas de capital. No entanto, a situação de cada uma, do ponto de vista do mercado, é distinta.
A Minerva tem sido mostrada como uma história de sucesso. Não deu grandes tacadas em termos de aquisições e optou por um crescimento orgânico. Com uma operação menor, a história faz mais sentido e é mais fácil de "vender". Tanto assim que, um dia antes de sair com a distribuição, seus papéis estavam entre as maiores altas da bolsa no ano - a alta era de 133% até antes do anúncio da oferta.
A valorização do papel também pode ter motivado a companhia a sair com a oferta. A distribuição prevê inclusive, se houver demanda, a colocação de um lote secundário. Ou seja, uma sinalização do controlador de que a alta recente dos papéis levou a companhia a um patamar favorável à venda.
Já a Marfrig tem sido apresentada como uma operação de risco. A empresa lançou uma oferta grande, que corresponde a um terço do valor da companhia na bolsa e que pode oscilar de R$ 1,1 bilhão a R$ 1,6 bilhão, dependendo da colocação ou não de lotes extras.
Com endividamento na casa dos R$ 12 bilhões, esses recursos, nas contas dos investidores, seriam suficientes para pagar os juros da dívida por um ano. Se o operacional da empresa não se ajustar, isso equivale a dizer que depois desse período ela poderia ter de fazer nova captação.
Como se trata de uma operação mais arriscada, os investidores devem reservar quantidades menores de ações, o que pode dificultar a colocação dos papéis. Normalmente operações desse porte contam com investidores-âncora. BNDES e o fundador, Marcos Molina, poderão cumprir esse papel.
Por um lado, também pelo tamanho e pela urgência da empresa da operação, os investidores se perguntam se a empresa já não teria uma boa demanda sinalizada, o que a fez levar a operação à rua. Sair com essa oferta era a última opção do controlador Marcos Molina. Inicialmente, o pretendido era conseguir um sócio estratégico ou fazer uma oferta pública - mas na Seara Foods, braço do grupo dedicado a aves, suínos e alimentos processados.
A ideia não foi levada adiante porque a abertura de capital desse negócio poderia ser prejudicial para a Marfrig, segundo apurou o Valor. Como as maiores perspectivas de crescimento estão na Seara, investidores poderiam migrar de Marfrig para Seara, o que destruiria valor para os acionistas da controladora.
No entanto o mercado também identifica que a Marfrig se preparou para a oferta. Na semana passada, a companhia anunciou a contratação de Sérgio Rial, com passagens por bancos de investimentos e ex-diretor da Cargill, para assumir a Searas Foods. E já adiantou que ele vai para o comando executivo do grupo, substituindo Molina, em 2014.
As duas notícias, de uma só vez, às vésperas do início da distribuição, mostra uma tentativa de passar confiança, pelo menos de com um executivo com o prestígio de Rial no negócio - ele já deverá, inclusive, participar das reuniões com investidores para apresentar a oferta.
Também chamou a atenção dos investidores uma linha do balanço da Marfrig do terceiro trimestre. A empresa registrou um crescimento de 33,8% nos valores a receber de clientes nacionais. Houve algum questionamento no mercado se a empresa não teria adiantado parte das vendas ao clientes para aparecer com números mais expressivos no momento da apresentação da oferta.
Esse crescimento é atípico em relação a outros trimestre, que registraram queda nessa conta. Mas também é razoável supor que a companhia apresente resultados diferentes por conta também da aquisição de recente de ativos da BRF - Brasil Foods. Há outra ponderação também a respeito da época de final de ano, sazonalmente positiva para as vendas da empresa.
Desde que anunciou sua oferta, em 19 de outubro, a Minerva viu suas ações recuarem 5,35%. Já as da Marfrig, que antes do anúncio, em 24 de outubro, sofreram forte queda com as especulações de que haveria uma emissão, subiram 2,39%.


‘Eu gostaria de ficar mais dois anos’
Estadão 12.11.2012 - Às vésperas de deixar a presidência da Viavarejo, Raphael Klein admite que queria mais tempo para fazer seu trabalho. Raphael Klein ainda não começou a limpar as gavetas, mas o discurso já está pronto: "Isso está previsto desde que assinamos o acordo de 2010. Tivemos dois anos para nos preparar. Não há nenhuma surpresa". Daqui a dez dias, ele vai deixar a presidência da Viavarejo, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, para ocupar uma cadeira no conselho de administração da empresa. Em seu lugar entrará um executivo indicado pelo Grupo Pão de Açúcar, sócio majoritário na Viavarejo.
Apesar da fala conformada, Raphael admite a vontade de ficar mais um tempo à frente da companhia criada por seu avô, Samuel Klein, um imigrante polonês que se tornou um dos mais importantes empreendedores do país ao criar a Casas Bahia a partir de uma charrete e um estoque de toalhas e lençóis baratos, que vendia de porta em porta no ABC paulista. "Gostaria de ficar mais dois anos, não tenho problema em dizer isso. Acredito que meu trabalho ainda não terminou."
Raphael faz questão de dizer que sua família "não está deixando a empresa", já que ele e o pai, Michael, serão atuantes no conselho. Mas estar fora do comando executivo da Viavarejo não parece um tema completamente resolvido para a família que era dona absoluta da Casas Bahia, até fazer uma fusão com o Pão de Açúcar no final de 2009.
Em três anos de sociedade, eles já ameaçaram desfazer o negócio, conseguiram um acordo melhor logo após a fusão e passaram a procurar uma alternativa para assumir o controle da Viavarejo. Nos últimos meses, foram atrás de bancos em busca de assessoria e recursos para levar a intenção adiante.
Na quinta-feira, quando concedeu esta entrevista, Raphael recusou-se a comentar a informação de que sua família preparava uma oferta pela Viavarejo. No sábado, no entanto, o Estado noticiou que seu pai Michael estará amanhã em Paris para apresentar ao grupo Casino, hoje dono do Pão de Açúcar, uma proposta para aumentar sua participação de 47% para algo entre 70% e 75% da Viavarejo. Com isso, os Klein assumiriam o controle da empresa. Nesta entrevista, Raphael fala pela primeira vez sobre o tumultuado relacionamento de sua família com o Pão de Açúcar e faz um resumo dos dois anos em que comandou a Viavarejo.
Dia 22 de novembro será seu último dia na Viavarejo. O que vem depois?
Último dia na presidência executiva. Depois, vou para o conselho de administração. Mas há um ponto importante aqui: a família Klein não está deixando a empresa. Vamos ter dois membros no conselho, meu pai e eu, e seremos muito atuantes. A operação do dia a dia vai ter um executivo, que o Grupo Pão de Açúcar vai indicar. O conselho será mais atuante na companhia. Houve uma modificação e as reuniões, que eram a cada 60 dias, serão feitas a cada 30 dias.
Mas a Casas Bahia, do jeito que seu avô Samuel construiu, está acabando, não? Agora ela faz parte do Grupo Pão de Açúcar e você será o último da família a comandar o dia a dia da empresa...   Isso está previsto desde que assinamos o acordo de 2010. Tivemos dois anos para nos preparar, nos estruturar. Não há nenhuma surpresa. É o caminho natural das coisas.
Não dói nem um pouquinho?
Eu gostaria de ficar mais dois anos, não tenho problema em falar nisso. Acredito que meu trabalho ainda não terminou. Gostaria de ficar mais dois anos para terminar. Amo essa empresa, sou apaixonado pelas pessoas que a construíram. Comecei a frequentar a Casas Bahia com seis anos de idade. Nas férias escolares, todo mundo ia fazer alguma coisa, meu pai me levava para a loja. Andava de Velotrol lá dentro, ajudava a arrumar o estoque, às vezes atrapalhava, conhecia todo mundo... Mas a mudança estava prevista e a gente se preparou para isso.
O que Samuel Klein pensa disso?
Meu avô costuma dizer que o que nos trouxe até aqui não é necessariamente o que nos levará ao futuro. A empresa precisa se perpetuar e essa fusão é uma forma de fazer isso. No Pão de Açúcar acaba de acontecer a mesma coisa. Tanto Seu Samuel quanto Abilio Diniz não têm mais o controle das empresas que criaram. O desafio agora está com os executivos. Terão de se provar competentes e que conseguem tocar a Viavarejo sem a família Klein na operação. Mas estaremos no conselho.
Hoje sua família tem 47% da Viavarejo. Fontes próximas a vocês dizem que a intenção é aumentar a participação para ficar com o controle...
Temos um contrato assinado em 2010. É um bom contrato.
Temos informações de que vocês vão apresentar ao Casino uma proposta para aumentar a participação da família para algo entre 70% e 75% ...
Você está no seu direito de fazer a pergunta, mas não posso comentar.
Nem dizer se há interesse?
Prefiro não comentar.
É melhor ser sócio de Abilio Diniz ou do Casino?
Que pergunta! Não sei, estamos começando uma página nova agora. Daqui a dois anos a gente pode conversar. Se pudesse ver o futuro, eu te falaria. Também adoraria saber. Mas espero que o Casino, que controla o Pão de Açúcar, seja bem sucedido no Brasil como é em várias partes do mundo. A partir de agora, eles podem indicar toda a diretoria. Espero que façam bom uso disso.
A relação com seus sócios tem sido difícil desde o começo. Vocês já refizeram o contrato uma vez e agora há um novo questionamento a respeito dos números do Ponto Frio. Vocês se arrependeram de ter feito negócio com o Pão de Açúcar?
Não. Tenho certeza de que o contrato que assinamos em 2010 (o segundo) é bom. Não estou arrependido.
Por que há tantos problemas?
Uma fusão desse tamanho envolve muitos desafios. Quando se faz um negócio desses, o Power Point e o Excel aceitam qualquer coisa. A implementação é muito mais complicada. Tivemos problemas? Tivemos. Acho que devíamos ter pensado mais na operacionalização do que na negociação. Entre combinar e implementar, há uma grande diferença.
É por isso que vocês brigam tanto?
Briga é uma palavra muito forte. Temos divergências societárias, mas elas vão se ajeitando ao longo do tempo. Acho que todo mundo aprendeu com nossa fusão, para o bem ou para o mal. Conforme a gente vai implementando o contrato surgem questões e a gente as discute. Faz parte.
Com base numa análise preliminar da KPMG, vocês questionaram os números do Ponto Frio na época da fusão. E ameaçaram ir para uma arbitragem se o Pão de Açúcar não quiser discutir o assunto de forma amigável...
Tem um trabalho da KPMG sendo feito, aprovado por todos os membros do conselho. É a única coisa que posso dizer sobre isso.
Pessoas ligadas ao Pão de Açúcar dizem que vocês não conseguiram se desgarrar do papel de donos da Casas Bahia. Dizem que vocês usam aviões da empresa em situações particulares, que alugam seus imóveis para a Viavarejo...
Tudo o que se refere a partes relacionadas (contratos da Viavarejo com outras empresas ligadas aos acionistas) foi levado ao conselho da empresa para ser debatido, com total transparência. Tem as lojas da família e tem também lojas alugadas para o Pão de Açúcar, que pertenciam ao Extra Eletro. Sobre as aeronaves, há uma proposta de contrato que vai definir quais as regras para usá-las.
Como foi juntar duas empresas tão grandes, com culturas tão diferentes?
As duas empresas estavam em momentos diferentes: o Ponto Frio tinha ficado à venda por muito tempo e a Casas Bahia era uma empresa familiar que, depois da fusão com o Pão de Açúcar, estava partindo para uma gestão de empresa de capital aberto. Criamos uma cultura da Viavarejo, que é diferente da Casas Bahia antiga, do Ponto Frio antigo, do Pão de Açúcar. Implantamos o sistema operacional de vendas da Casas Bahia no Ponto Frio, numa madrugada, com cerca de 2 mil pessoas trabalhando nisso. Tivemos que quebrar diversos paradigmas, de um lado e de outro.
Como o quê?   Até 2010 éramos concorrentes. Juntamos milhares de pessoas que pensavam diferente, competiam entre si. Remar no mesmo barco para o mesmo lugar é uma quebra de paradigma. A Casas Bahia, como empresa familiar, tinha mais flexibilidade nas metas. O Ponto Frio tinha um problema estrutural de logística. Ele vendia e depois precisava ver como fazia para entregar. Agora, só vende se tiver no estoque. Não tem, não vende. No Ponto Frio fizemos um posicionamento de imagem. Não tinha um slogan, agora tem. Do mesmo jeito que Casas Bahia tem "Dedicação total a você", Ponto Frio agora tem "Viva inovação". É uma marca de grande potencial. As lojas conceito do Ponto Frio são modernas, respiram tecnologia, têm um leque diferente de produtos. Temos um treinamento específico para essas lojas. Antigamente eles iam atrás do que a Casas Bahia fazia.
Apesar das mudanças na companhia, a fusão ainda não foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)...
O Cade ainda não aprovou a fusão. Precisamos manter operações logísticas separadas, temos CNPJ separados... Mesmo assim, tenho certeza de que os resultados são crescentes, positivos e que a empresa que entrego hoje tem resultados sustentáveis. Em 2010, nossa despesa operacional era de 25,1%. No último trimestre, foi 21,2%. Saímos de um grande prejuízo em 2010, de quase R$ 300 milhões, para entregar um lucro acumulado em nove meses em 2012 de R$ 88 milhões. Na minha visão, é muito bom. Estamos no caminho certo.


Estrela lucra R$ 980 mil no trimestre
Valor 12.11.2012  - A Brinquedos Estrela apresentou lucro líquido atribuído aos acionistas controladores da companhia de R$ 980 mil no terceiro trimestre de 2012, ante um prejuízo de R$ 9,4 milhões no ano anterior. Nos nove primeiros meses do ano, a empresa acumula um prejuízo de R$ 18,1 milhões, frente ao prejuízo de R$ 29,2 milhões no mesmo período de 2011.
A receita líquida da companhia somou R$ 44,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, com avanço de 12,8% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 75,1 milhões, 15,7% maior.
A companhia tem patrimônio líquido negativo de R$ 207,2 milhões. No fim do ano passado, o patrimônio era negativo em R$ 191,7 milhões.


Operadoras se armam contra a Nextel
Folha 12.11.2012 - Líderes do mercado estudam medidas judiciais caso a agência reguladora do setor aprove a compra da Unicel.
As operadoras de telefonia móvel estudam de que forma recorrer à Justiça caso a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) conceda o aval para a compra da Unicel pela Nextel.
Comercialmente conhecida como Aeiou, a Unicel pertence oficialmente a José Roberto Melo da Silva, amigo de José Roberto Camargo Campos, marido de Erenice Guerra, e padrinho de casamento do casal.
Erenice deixou a Secretaria-Executiva da Casa Civil em 2009, sob a acusação de favorecimento a empresas, inclusive a Unicel. Funcionários da Anatel e executivos afirmam que o marido dela é o real proprietário da companhia.
Endividada, a empresa deixou de pagar a renovação de sua licença e taxas de fiscalização à Anatel e, por isso, sofre desde o início do ano um processo administrativo na agência, que pede sua cassação. Para conceder a anuência, a Anatel precisa encontrar preceitos legais que permitam transferir a Unicel para a Nextel. A concorrência diz que isso não seria possível. A agência teria de liquidar a Unicel e, depois, abrir licitação das frequências.
Mas isso também seria um problema já que, pelas regras do mercado, nenhuma das quatro grandes operadoras (Vivo, TIM, Oi e Claro) poderia comprar a Unicel, pois estourariam o limite de frequências estabelecido em lei por empresa, em 80 MHz.
A Nextel seria a única apta porque hoje tem 20 MHz. Com a compra, chegará a 50 MHz, mas terá de devolver uma de suas faixas de frequência porque haverá sobreposição, outra barreira imposta pela legislação do setor.
O assunto foi discutido na semana passada durante a reunião do Sinditelebrasil, associação que representa as empresas do setor.
A Folha apurou que, inicialmente, a ideia era "o setor" mover uma ação contestando a possível anuência da Anatel ao negócio. A discussão ficou em aberto.
Na edição de ontem, a Folha revelou que, há um ano, a Nextel vinha destrinchando as contas da Unicel interessada em comprá-la. A Nextel tem certeza de que o processo de cassação das licenças será arquivado pela agência e que comprará a companhia por R$ 370 milhões.
A maior parte desse dinheiro vai para os credores, incluindo a própria Anatel. Ainda não se sabe quanto irá para os controladores.
O objetivo da Nextel é ficar com as frequências de 1,8 GHz ainda em posse da Unicel, que permitirá fazer telefonia 3G e 4G no país.
Só recentemente, a Nextel conseguiu entrar no mundo 3G ao adquirir licenças no "leilão das sobras".
Em 2008, quando o serviço foi lançado no país, ela participou do leilão, fez os preços das licenças na disputa saltarem, em média, 104% e não levou nenhum lote. Naquela ocasião, o governo arrecadou R$ 5,4 bilhões.
Agora, ela pode adquirir essas frequências via Unicel pagando menos. Em junho, as quatro operadoras aderiram ao leilão do 4G a contragosto e desembolsaram R$ 2,9 bilhões pelas licenças.
Nos bastidores, as líderes do mercado reclamam que o governo está favorecendo a Nextel pagando um "pedágio" por ela ter inflado o preço do 3G. Elas consideram que a possível anuência para a compra da Unicel entraria nesse "pacote" que pretende fortalecer a Nextel.
Também faria parte da "benesse" a recente aprovação do PGMC (Plano Geral de Metas de Competição) que, na prática, obriga Vivo, TIM, Claro e Oi a "subsidiarem" o crescimento de operadoras menores, como a Nextel.
Isso porque a nova regra muda a cobrança das chamadas entre operadoras. Quem efetua um telefonema para a concorrente paga um custo por minuto. Antes, esse custo era cheio para todas, independentemente de seu porte. Agora, as quatro maiores pagarão 80% às menores que, por sua vez, só pagarão 20% às líderes.
O governo quer, com isso, estimular o fim da diferença de preços entre as chamadas realizadas dentro e fora da rede da operadora e "usar" a Nextel para derrubar os preços, a exemplo do que fez com o Banco do Brasil e com a Caixa na queda dos juros.

Nova regra afeta captação de debêntures de elétricas
Valor 12.11.2012 - Diante das incertezas no setor privado em torno do processo de renovação das concessões de energia elétrica, a Eletrobras resolveu adiar para o ano que vem os planos de captar R$ 2 bilhões no mercado em uma emissão de debêntures. A estatal é a segunda a ter os planos de captação afetados pelo pacote do governo para reduzir o custo da energia. Em setembro, a Eletropaulo precisou aumentar os juros para viabilizar emissão de R$ 750 milhões em debêntures.
Na sexta-feira, em seminário organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) sobre o assunto, representantes de alto escalão do governo asseguraram que não haverá ruptura de investimentos e defenderam a legalidade do processo.
....O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, garantiu que as novas tarifas preservam uma margem de lucro em torno de 10% para empresas que aceitarem prorrogação das concessões com vencimento entre 2015 e 2017. A renovação está sendo antecipada para o ano que vem. Em média, as tarifas propõem uma receita média de R$ 9 por MWh para as geradoras, sem contar tributos e custos de transmissão. "Calculamos o valor de operação e manutenção dos ativos e, em cima dele, colocamos mais 10%. Quem for mais eficiente, terá mais lucratividade", disse Hubner.
Já o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o governo poderá explorar diretamente as usinas e linhas de transmissão cujas concessões vencem até 2017, caso os atuais donos não aceitem as condições para renová-las antecipadamente. "Essas concessões voltam para o governo. E a União decide se vai licitar ou explorar diretamente", disse ao Valor.
Zimmermann acredita que, se o governo optar por licitar as concessões ao fim do contrato, a tarifa de operação e manutenção dos empreendimentos pode ser menor que a que está sendo proposta agora para quem aceitar antecipar a renovação. A queda viria de uma esperada competição no leilão, que seria vencido por quem oferecer a menor tarifa.
Ele questionou os cálculos feitos por um banco de investimentos, aos quais o Valor teve acesso, que indicavam perdas totais de R$ 47,6 bilhões, caso as elétricas aceitem renovar as concessões nas condições do governo.













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