UBS obtém licença -
Valor e Valor Online
Portal Exame
13.11.2012 - O banco suíço UBS finalmente conseguiu obter a licença para voltar
a operar como banco no Brasil. Segundo o Valor apurou, a presidente Dilma
Rousseff assinou ontem o decreto da autorização. A informação deve ser
publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Fazia cerca de dois
anos que o banco aguardava na fila do Banco Central para obter a licença. O
UBS, que havia comprado o Banco Pactual em 2006, revendeu a instituição ao banqueiro
André Esteves em 2009. Pouco depois decidiu voltar ao país.
Lucro líquido da ALL
cresce 16% no 3o tri, a R$106,2 mi
Reuters 13.11.2012 -
A ALL teve lucro líquido consolidado de 106,2 milhões de reais no terceiro
trimestre, 16,3 por cento superior ao resultado obtido no mesmo período do ano
passado, informou a empresa nesta terça-feira.
A receita líquida do
período cresceu 11,2 por cento, para 966,3 milhões de reais, refletindo
principalmente o crescimento no volume ferroviário e contribuição dos novos
negócios criados, Brado e Ritmo, em 2011.
O lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou 461,9 milhões de
reais, avanço anual de 7,6 por cento. Já a margem Ebitda recuou de 49,4 para
47,8 por cento.
A expectativa da ALL
para o quarto trimestre é positiva em relação às commodities agrícolas, devido
à forte safrinha de milho e ao atraso na colheita de cana-de-açúcar. Isso deve
prolongar a exportação agrícola até o final de 2012.
"Entretanto, em
função das condições de mercado enfrentadas no primeiro semestre e o
crescimento marginal de volume no acumulado de nove meses, esperamos para 2012
um crescimento de volume inferior ao nosso 'guidance' de longo prazo",
afirmou a ALL no balanço.
BR Malls tem lucro de
R$100,7 mi, em linha com previsão
Reuters 13.11.2012 -
A BR Malls apresentou resultados para o terceiro trimestre em linha com o
esperado por analistas, favorecida por crescimento de receita, apesar da
desaceleração no ritmo de vendas.
A maior
administradora de shopping centers do país teve lucro líquido de 100,7 milhões
de reais no terceiro trimestre, mais de dez vezes superior aos 9,3 milhões de
reais apurados um ano antes.
No terceiro trimestre
de 2011, a
desvalorização do real teve impacto negativo sem efeito caixa sobre o bônus
perpétuo da empresa, reduzindo o lucro do período.
O resultado do
trimestre passado ficou em linha com a média de estimativas de quatro analistas
obtidas pela Reuters, de ganho de 98,3 milhões de reais no período.
Já o lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 221,9 milhões de
reais nos três meses até setembro, alta anual de 27,3 por cento, com a margem
praticamente estável em 80,1 por cento.
Analistas previam
Ebitda de 223 milhões de reais para a companhia.
A receita líquida,
enquanto isso, aumentou 26,9 por cento ano a ano, para 278,4 milhões de reais
no terceiro trimestre, também alcançando a projeção do mercado, de 279 milhões.
A empresa já havia
divulgado vendas totais de 4,7 bilhões de reais para o terceiro trimestre, alta
de mais de 20 por cento ante o mesmo período de 2011.
Mas, considerando
somente as lojas abertas há mais de um ano (conceito mesmas lojas), o
incremento foi de 6,2 por cento, inferior à alta de 8,3 por cento vista no
mesmo período de 2011. Já a receita com aluguéis das mesmas lojas cresceu 9 por
cento no período.
A companhia informou
ainda ter registrado a melhor taxa de ocupação dos últimos seis trimestres, de
97,9 por cento.
A BR Malls encerrou
setembro com área bruta locável (ABL) de 1,513 milhão de metros quadrados,
sendo 843,5 mil próprios. No terceiro trimestre, a empresa adquiriu 45 por
cento do shopping Plaza Macaé (RJ) e finalizou a venda de 40 por cento do
shopping Jardim Sul (SP).
"O crescimento
orgânico que temos observado nos nossos shoppings, além das inaugurações de
três shoppings no ano de 2012, nos deixa otimista quanto ao ultimo trimestre de
2012 e principalmente para o ano de 2013", afirmou a administradora.
Gafisa reverte
prejuízo com lucro de R$5 mi no 3o tri
Reuters 13.11.2012 -
A Gafisa encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 4,8 milhões de
reais, revertendo o prejuízo de 51,2 milhões sofrido um ano antes e mantendo a
trajetória rumo à estabilização de suas operações, o que levou a empresa a
elevar a estimativa de fluxo de caixa para o fechado de 2012.
Em relação ao segundo
trimestre deste ano, quando a Gafisa teve ganho de 1 milhão de reais, o lucro
saltou mais de quatro vezes. O resultado, contudo, ficou abaixo da média de
cinco previsões de analistas obtidas pela Reuters, de lucro de 15,2 milhões de
reais no terceiro trimestre.
De julho a setembro,
a construtora e incorporadora teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização) ajustado de 183,1 milhões de reais, bem acima dos
61,8 milhões apurados no ano anterior, com a margem subindo de 7,1 para 17,2
por cento.
"A geração de
caixa e a desalavancagem do nosso balanço continuam sendo prioridade e... com a
contribuição da entrega de mais de 17.700 unidades no período, já ultrapassamos
o ponto médio do 'guidance' de fluxo de caixa operacional", afirmou a
Gafisa no balanço.
Com isso, a companhia
traçou nova previsão para fluxo de caixa neste ano como um todo, de 600 milhões
a 800 milhões de reais. Nos nove meses até setembro, essa linha somou 607
milhões de reais.
A Gafisa informou que
a venda de terrenos não estratégicos também contribuiu para o resultado
trimestral. A empresa vem se recuperando dos ajustes feitos nos trimestres
anteriores e se concentrando na entrega de unidades atrasadas da subsidiária
Tenda, voltada ao segmento econômico.
"Na Tenda,
continuamos focados na entrega dos empreendimentos existentes e em construção.
Ao longo do ano... entregamos mais de 10.000 unidades. Dos contratos que foram
cancelados, 70 por cento já foram revendidos", acrescentou a companhia.
Os novos lançamentos
de Tenda foram adiados para o primeiro trimestre de 2013, de forma que não
serão lançados os 300 milhões de reais previstos inicialmente para este ano,
segundo a Gafisa.
A receita líquida
cresceu 22 por cento no terceiro trimestre sobre um ano antes, para 1,064
bilhão de reais.
Cybelar compra 65
lojas da Colombo
Estadão 13.11.2012 -
Rede varejista com sede em Tietê, no interior paulista, amplia seu tamanho em
quase 70% com a aquisição das unidades da companhia gaúcha em São Paulo e em
Minas; a Colombo vai agora se concentrar em seus negócios nos Estados da região
Sul. Numa tacada só, a rede paulista Cybelar, com sede em Tietê (SP), ampliou
em quase 70% o seu tamanho, ao anunciar a compra de 65 lojas da gaúcha Lojas
Colombo, das quais 62 unidades localizadas no interior do Estado de São Paulo e
três no Sul de Minas, além de um centro de distribuição na cidade de Sumaré
(SP).
O negócio, cujo valor
não foi revelado, cai feito uma luva para as duas empresas, segundo consultores
de varejo. A Colombo se livra da baixa rentabilidade das lojas paulistas e
concentra-se nos Estados do Sul, onde lidera a venda de móveis e
eletroeletrônicos. A Cybelar, por sua vez, dá um salto no mercado com maior
potencial de consumo do País.
As empresas, ambas
familiares e fundadas nos anos 1950, informam em comunicado que as negociações
foram feitas à moda antiga: conduzidas diretamente pelos donos Adelino Colombo,
da Lojas Colombo, e Ubirajara Pasquotto, da Cybelar. O controle da operação
paulista da Colombo, no entanto, passará para a Cybelar somente após a
aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O negócio surpreendeu
fornecedores e concorrentes, mas não os consultores de varejo. "No varejo,
é preciso reinventar a roda todo dia", diz Eugênio Foganhalo, sócio da
Mixxer Desenvolvimento Empresarial. Foi o problema de falta de dinamismo que,
segundo ele, teria levado a Colombo a se desfazer da operação paulista,
iniciada em 1997.
"A atuação da
Colombo no interior de São Paulo era acanhada, porque a empresa não tinha muita
tradição na região e enfrentava uma concorrência muito forte de empresas
locais", diz o consultor. Além disso, atuar em cinco Estados diferentes -
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais - é tarefa
difícil, avalia. "É como se fosse operar duas empresas diferentes. Por
isso, acho que a venda dessas lojas foi uma saída natural para a questão."
Em 2011, a Lojas Colombo
faturou R$ 1,38 bilhão, R$ 50 milhões a menos do que em 2010. O prejuízo
líquido em 2011 foi de R$ 48,752 milhões, aponta o balanço.
Com a venda do braço
paulista, a companhia diz, no comunicado, que pretende investir nas lojas do
Sul, onde serão lançadas novas linhas de negócio. A união da Máquina de Vendas
com a rede Salfer, de Santa Catarina, pode ter apressado a decisão da Colombo
de se concentrar nas lojas da região, dizem analistas,
Novo Magazine Luiza.
Não é de hoje que circulam no mercado informações sobre uma possível venda,
integral ou parcial, da Lojas Colombo. De acordo com analistas, a empresa
enfrenta problemas com a falta de sucessão. O fundador, Adelino Colombo, 81
anos, fez várias tentativas frustradas de profissionalização da rede. A venda
seria, portanto, uma das alternativas para perpetuar o negócio.
Já em relação à
Cybelar, não há uma avaliação consensual. Foganholo acredita que, com esse
negócio, a rede dá um passo para repetir a trajetória do Magazine Luiza, que,
de Franca (SP), se tornou uma das maiores redes do País. Outros consideram a
aquisição arriscada e difícil de ser "digerida" pela Cybelar.
ANTT prevê R$ 5,1 bi
para concessão da BR-116 em MG
Estadão 13.11.2012 -
A concessão do trecho da rodovia BR-116 em Minas Gerais vai demandar
investimentos no valor de R$ 5,1 bilhões, informou nesta segunda-feira a
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O trecho terá 817 quilômetros e
irá da divisa de Minas com a Bahia até a divisa de Minas com o Rio de Janeiro.
Haverá oito praças de pedágio e a tarifa-teto por praça será de R$ 6,40, ou R$
0,0627 por quilômetro.
Conforme a ANTT, a
taxa interna de retorno do projeto será de 5,50% ao ano. O edital de concessão
deve sair até o fim de novembro, e o leilão deve ser até o fim de dezembro.
O pedágio poderá ser
cobrado a partir da conclusão de 10% das obras de duplicação. Todo o trecho
terá de estar duplicado até o fim do quinto ano do prazo de concessão, que terá
25 anos.
BR-040: A ANTT
corrigiu ainda a informação divulgada mais cedo sobre a concessão da BR-040. O
edital dessa concessão sairá até o fim de dezembro e o leilão deve ocorrer até
o final de janeiro.
Cteep convoca
assembleia para tratar renovação de contratos
Brasil Econômico
13.11.2012 - Assembleia geral de
acionistas da Cteep para deliberar sobre a renovação dos contratos de concessão
ocorre no próximo dia 3 de dezembro.
Companhia recomenda
aos seus acionistas que não aceitem a prorrogação do contratos nos atuais
termos e condições.
A Companhia de
Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) decidiu convocar uma
assembleia geral de acionistas, para deliberar sobre a prorrogação do contrato
de concessão número 059/2001 firmado entre a companhia e a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), nos termos da Medida Provisória 579.
A reunião deve
ocorrer no próximo dia 3 de dezembro.
A recomendação da
Cteep feita aos acionistas em relação à prorrogação do contrato, nos termos e
condições atualmente estabelecidos, é pela não prorrogação do mesmo.
Impasse continua e
agrava falta de gás de cozinha em SP
Folha 13.11.2012 - A
greve dos funcionários de distribuidoras de gás de cozinha entra hoje no nono
dia e afeta o abastecimento de São Paulo e de cidades do interior do Estado
como Franca, São José do Rio Preto, São Carlos e Araraquara.
As regiões de Bauru,
Presidente Prudente, Franca e São José do Rio Preto estão desabastecidas, diz
Giovani Buzzo, representante dos revendedores do interior.
A situação também é
crítica em Sorocaba, Itapetininga, Tietê, São Roque, Itapeva e Capão Bonito.
O temor dos
consumidores de que falte gás fez com que a procura por botijões até
quadruplicasse. "As vendas estão anormais, uma procura três ou quatro
vezes maior", disse Marco Antonio Ilario, proprietário da Smart.
Em dois
estabelecimentos, na Casa do Gás, na Lapa, e na Fonegás, no Jabaquara, os
funcionários disseram que estão há oito dias sem receber gás.
Desde sábado sem
receber um novo carregamento, o vendedor Paulo Oliveira está com três revendas
da Supergasbras paradas nos bairros da Freguesia do Ó, de Pirituba e da Vila
Maria. "Minha esperança é que a Justiça resolva esse impasse", diz.
Julgamento: A greve
dos trabalhadores na capital e na região metropolitana será julgada hoje à
tarde pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Antes,
representantes das empresas e dos funcionários participarão, no TRT de
Campinas, de uma reunião de conciliação.
Sérgio Mello,
presidente do Sindigás, diz que não tem expectativas em relação à audiência em
Campinas.
"Provavelmente
os trabalhadores vão ampliar seus pedidos. Tenho esperança de que o juiz se dê
conta de que isso já foi longe demais."
O sindicato estima
que a disponibilidade de botijões de 13 quilos esteja abaixo de 10% do nível
normal.
Em nota, o sindicato
patronal disse que a greve também começou a afetar prestadores de serviços
essenciais, como hospitais, clínicas e escolas.
Segundo o sindicato,
os trabalhadores de Paulínia, principal base de distribuição, continuam
parados, descumprindo a ordem judicial de produção mínima de 30%.
Valéria Medeiros, do
Sindminérios, representante dos trabalhadores, também não acredita que as
partes cheguem a um acordo na audiência em Campinas.
Os trabalhadores
exigem 7,39% de reajuste e mais 2,1% PLR (Participação nos Lucros e
Resultados). As distribuidoras aceitam pagar 6% de aumento e 1,6% de PLR.
A oferta das
distribuidoras já foi aceita em todos os Estados -apenas os trabalhadores de
São Paulo não aceitaram.
Viracopos prevê
investimento extra e 'devolve' 273 funcionários
Folha 13.11.2012 - O
Consórcio Aeroportos Brasil, que a partir de amanhã vai assumir a gestão do
Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), anunciou investimentos
de R$ 50 milhões em uma pista auxiliar e na conclusão da pista de taxiamento.
A empresa vai também
dispensar um terço dos trabalhadores da Infraero que recebeu. Os 273
funcionários voltarão a trabalhar na estatal e serão realocados. Parte das
vagas será preenchida por contratados diretamente pela concessionária.
Campinas tem hoje uma
pista de pouso e decolagem e usa para taxiamento uma pista que havia sido
projetada para ser a auxiliar, mas não chegou a ser concluída.
Segundo o diretor do
conselho do consórcio, João Santana, a ideia é aumentar a largura e o
cumprimento dessa pista para que ela possa ser realmente usada como auxiliar,
recebendo aviões de médio porte.
Para taxiamento, será
complementada uma pista que estava sem uso. Essas obras não estavam previstas
no contrato, que prevê que o consórcio gastará cerca de R$ 9,5 bilhões em obras
na unidade nos próximos 30 anos.
Em outubro, por causa
da quebra de uma aeronave, o aeroporto ficou por 45 horas fechado, cancelando
cerca de 500 voos e prejudicando cerca de 25 mil passageiros.
"Se houvesse a
pista [quando houve o acidente], nenhum voo da Azul seria cancelado",
disse Santana. A empresa aérea tem 85% dos voos comerciais do aeroporto.
Santana também
informou que a alemã Munique Airports continua dando consultoria na
administração, mas uma possível sociedade entre as duas empresas depende de uma
decisão dos estrangeiros.
Família Klein quer
recomprar Casas Bahia
Folha 13.11.2012 - A
dez dias de entregar a presidência-executiva da Via Varejo, empresa controlada
pelo Grupo Pão de Açúcar, a família Klein se reúne hoje com o presidente do
grupo francês Casino, Jean-Charles Naouri, em Paris, para fazer uma proposta:
quer retomar o controle das Casas Bahia.
A Via Varejo é
composta por Casas Bahia, Ponto Frio e Nova Pontocom (braço on-line do grupo).
Em junho, o Casino
assumiu o controle do Grupo Pão de Açúcar no Brasil, que era comandado por
Abilio Diniz.
Há três anos, desde
que se associaram, os Diniz e os Klein (fundadores e antigos donos da rede
Casas Bahia) têm se desentendido e trocado farpas em público.
Além de tentar
recomprar o controle da companhia, o que a família Klein quer, segundo pessoas
envolvidas na negociação, é criar uma "linha direta" com o
controlador para evitar que os conflitos possam prejudicar os negócios das
Casas Bahia e outras empresas da holding.
Especula-se que o
valor seria de R$ 2 bilhões, mas nenhum dos envolvidos confirma essa quantia.
Os Klein têm 47% da Via Varejo.
A Folha apurou que o
Casino não quer vender o controle da empresa.
Saída: Raphael Klein,
presidente-executivo da Via Varejo, não comenta sobre o encontro da família
hoje com o presidente do Casino. Mas diz que sua saída "é o caminho
natural das coisas" e que está prevista desde que um acordo foi assinado
em 2010.
"Seremos dois
membros da família no conselho administrativo da empresa [Via Varejo], meu pai
[Michael] e eu. Nossa atuação será sempre em defesa dos interesses da empresa,
das suas bandeiras e dos colaboradores dessa companhia. As reuniões do
conselho, que eram a cada 45 ou 60 dias, passarão a ser feitas agora a cada 30
dias."
Ele também afirma
que, ao contrário do que se especula, a família não se arrepende de ter vendido
parte dos negócios para os Diniz: "Tenho certeza de que o contrato que
assinamos em 2010 é bom. Não há arrependimento".
Raphael diz não saber
quem assumirá sua função a partir do dia 22.
Por contrato, o novo
executivo será indicado pelo Grupo Pão de Açúcar. "De minha parte, saio da
presidência-executiva, a caminho do conselho, revertendo prejuízo em lucro. E
com um controle bem efetivo da nossa despesa operacional, que caiu, entre
tantas outras iniciativas que tomamos no decorrer destes dois anos."
Lucro do BicBanco
recua 62% e soma R$ 20,1 milhões no 3º trimestre
Valor 13.11.2012 - O
BicBanco divulgou nesta terça-feira um lucro líquido de R$ 20,1 milhões
referente ao terceiro trimestre do ano, um declínio de 62,4% na comparação com
igual período em 2011. Em relação ao trimestre anterior, o resultado foi 23,9%
menor.
Considerando o
período de janeiro a setembro, a instituição, focada no crédito para pequenas e
médias empresas, acumula ganho de R$ 87,6 milhões, cifra 56,7% inferior aos R$
202,3 milhões do mesmo intervalo em 2011.
A carteira de crédito
do banco encerrou setembro com saldo de R$ 12,26 bilhões, com alta de 1,4%
sobre o fim de junho, mas retração de 1,3% em 12 meses. Em termos de qualidade
de crédito, os contratos com parcelas vencidas acima de 90 dias representavam
3,6% da carteira, ante 3% no segundo trimestre e 2,2% no terceiro trimestre do
ano passado.
O BicBanco registrou
um volume de despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa de R$
133,1 milhões no terceiro trimestre do ano, levemente abaixo dos R$ 134,8
milhões contabilizados no trimestre anterior. No período de julho a setembro do
ano passado, essas despesas ficaram em R$ 167,2 milhões.
Apesar dos volumes
ainda considerados elevados de provisões, o banco avalia que já há sinais de
melhora. “Conhecendo, pois, o estágio em que se encontram os créditos que
suscitam maiores cuidados, é possível prever-se, com razoável aproximação, o
tempo ainda a transcorrer até plena constituição das provisões. Razão pela qual
dizíamos em junho de 2012 que os dois últimos trimestres do ano ainda arcariam
com ‘esforços significativos’ em termos de provisões”, comenta Milto Bardini,
vice-presidente executivo de operações e diretor de relações com investidores,
no informe do balanço.
O retorno anualizado
sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 4,1%, inferior aos 5,4% e aos
11% do trimestre anterior e do mesmo período em 2011, respectivamente.
Em meio ao cenário de
redução da taxa Selic, as receitas de intermediação financeira do BicBanco
recuaram 5,7% no terceiro trimestre, totalizando R$ 533,1 milhões.
Os ativos totais da
instituição financeira passaram de R$ 17,997 bilhões no terceiro trimestre de
2011 para R$ 17,928 bilhões em setembro deste ano.
Ao fim de setembro, o
banco tinha um índice de Basileia (que mede a capitalização mínima ponderada
por ativos de risco) de 17%, ante 17,1% registrado em junho e 17,5% no fim do
terceiro trimestre do ano passado.
Sócios pedem a
elétricas que não renovem as concessões
Valor 13.11.2012 -
Cresce a insatisfação com as condições para renovação das concessões no setor
elétrico. O fundo norueguês Skagen, responsável pela gestão de US$ 18 bilhões
em ativos e detentor de 17,5% das ações preferenciais da Eletrobras, enviou
carta aos conselheiros de administração da estatal recomendando que não
prorroguem as concessões. A Companhia de Transmissão Paulista (CTEEP),
controlada pelo grupo colombiano ISA, anunciou que deixará expirar suas
licenças. A Eletrobras, em documento obtido pelo Valor, aponta que as novas
regras terão efeitos devastadores para a companhia.
Knut Harald Nilsson,
gestor do fundo norueguês, que tem investimentos de R$ 2,6 bilhões no país, não
poupou palavras para expressar seu descontentamento na carta aos administradores.
"Isso pode ser interpretado como uma nacionalização forçada", diz. As
ações do fundo valiam R$ 1,3 bilhão no começo do ano e agora valem R$ 730
milhões. Pelo menos metade da perda ocorreu após a divulgação do pacote do
governo para o setor, no início de setembro.
O Conselho de
Administração da CTEEP decidiu que não aceitará as condições do governo. A
recomendação será apresentada à assembleia de acionistas no dia 3 de dezembro.
A transmissora é a primeira empresa que opta, publicamente, por recusar os
termos propostos para as renovações. A CTEEP terá direito de explorar suas
linhas até julho de 2015. Em entrevista ao Valor, o presidente do conselho,
Luis Fernando Alarcón Mantilla, disse que a decisão foi tomada com base em um
estudo realizado pela FGV. O governo propôs à companhia pagamento de reembolso
de R$ 2,9 bilhões e redução em sua receita anual permitida para operar esses
ativos de R$ 2 bilhões para R$ 515 milhões.
Eletrobras assumirá
controle da Companhia de Eletricidade do Amapá
Valor 13.11.2012 - A
Eletrobras assumirá o controle da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA)
visando à recuperação econômico-financeira da empresa.
A holding assinou
ontem um protocolo de intenções para participação no processo de saneamento da
companhia. O processo prevê que a Eletrobras assuma a CEA por meio da aquisição
do controle acionário.
Inicialmente, a
Eletrobras e o governo do Amapá celebrarão um acordo de acionistas e um acordo
de gestão. Após a implementação dos mesmos, haverá a operação de compra, pela
Eletrobras, do controle da CEA.
Para isso, a
Eletrobras assumirá a gestão executiva da CEA, por meio da sua representação
majoritária no conselho de administração e indicação dos membros da
diretoria-executiva da companhia, os quais serão posteriormente substituídos
por profissionais contratados no mercado.
Neste processo, o
governo do Amapá receberá financiamento do governo Federal, com a finalidade de
quitação das dívidas da CEA com o Sistema Eletrobras e outros fornecedores.
Além disso, haverá um plano de contingências, que será encaminhado à aprovação
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Aliansce lança
prospecto preliminar de oferta primária de ações
Valor 13.11.2012 - A
Aliansce Shopping Centers publicou hoje o prospecto preliminar da oferta primária
de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação, que já era
esperada pelo mercado, visa levantar R$ 500 milhões de reais em papéis
ordinários.
O início do
procedimento do bookbuilding e das apresentações aos investidores ocorrerá no dia
3 de dezembro. O fim do bookbuiling, com a fixação do preço por ação, se dará
em 12 de dezembro. No dia seguinte, a CVM fará o registro da oferta, com a
publicação do anúncio de início e disponibilização do prospecto definitivo.
A data estimada para
o início da negociação das ações na BM&FBovespa é 14 de dezembro, e a
liquidação deve ocorrer no dia 18.
Os recursos obtidos
com a oferta, segundo o prospecto preliminar, serão destinados para investir na
aquisição de participação em shoppings, expansão dos atuais empreendimentos da
empresa e desenvolvimento de novos projetos.
Lucro líquido da
Cyrela sobe 2,5% no 3º tri, para R$ 150,4 milhões
Valor 13.11.2012 - O
lucro líquido da Cyrela Brazil Realty subiu 2,5% no terceiro trimestre ante o
mesmo período do ano passado, para R$ 150,4 milhões. Na comparação dos dois
intervalos, a receita líquida da incorporadora caiu 8,2%, para R$ 1,43 bilhão.
A margem bruta aumentou de 28,6% no terceiro trimestre de 2011 para 30,9% no
intervalo de julho a setembro deste ano.
A geração de caixa
medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)
cresceu 2,5%, para R$ 231 milhões. A margem Ebitda subiu de 14,5% para 16,2%.
A Cyrela Brazil
Realty gerou caixa operacional de R$ 147 milhões no terceiro trimestre. No
acumulado de janeiro a setembro, a geração de caixa somou R$ 184 milhões, ante
o consumo de R$ 136 milhões nos nove meses equivalentes do ano passado.
Em relatório, a
Cyrela informou que a geração de caixa do trimestre e a margem bruta de 30,9% obtida
no período indicam que “o redirecionamento estratégico e os esforços para
ganhos de eficiência e controle na engenharia e backoffice estão trazendo
resultados positivos e consistentes”.
No fim do trimestre,
a Cyrela tinha 88% das obras gerenciadas por equipes próprias ou pelas joint
ventures de que participa.
Lucro líquido da
Randon recua 79,5% no 3º tri
Valor 13.11.2012 - O
grupo Randon, com sede em Caxias do Sul (RS), encerrou o terceiro trimestre com
retração de 79,5% no lucro líquido consolidado ante o mesmo período de 2011,
para R$ 12,9 milhões. O resultado foi influenciado pela queda de 18% na receita
líquida consolidada no período, para R$ 877,5 milhões, combinada com a redução
dos volumes de produção nas principais linhas e com a retração da margem bruta
e do lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda).
Conforme relatório
divulgado pela companhia, a receita bruta total (sem eliminação de impostos nem
de vendas entre coligadas) recuou 18,7% no trimestre, para R$ 1,346 bilhão,
puxada pela queda de 21,8% no mercado interno, para R$ 1,197 bilhão. Já as
exportações a partir do Brasil e as vendas das controladas no exterior
cresceram 20,7%, para R$ 149,2 milhões, graças à valorização do real, pois em
dólar a conta fechou em queda de 3,1%, para US$ 73,7 milhões.
Pressionado pela
"menor produtividade e eficiência fabril já que o nível de atividade ainda
não recuperou seus patamares regulares", pela contração das vendas em
setembro e pela indenização referente à rescisão contratual com um
distribuidor, o Ebitda caiu 41,6% ante o terceiro trimestre de 2011, para R$
79,4 milhões. Com isso, a margem Ebitda encolheu de 12,7% para 9,1% no período.
Já a margem bruta recuou de 24,3% para 21,8% na mesma base de comparação,
informou a Randon.
Os volumes de vendas
tiveram baixa de 16,5% na linha de reboques e semirreboques no terceiro
trimestre, para 5.480 unidades, de 10,3% no segmento de materiais de fricção,
para 8,2 mil toneladas, de 30,9% em freios, para 203,7 mil unidades, e de 44,5%
em sistemas de suspensão e rodagem, para 84,8 mil unidades. Em contrapartida,
houve alta de 41,2% na linha de vagões ferroviários, para 120 unidades, e de
44,5% no segmento de fundidos, para 5,9 mil toneladas.
Lucro da Unicasa cai
30,4% no 3º trimestre, para R$ 12,2 milhões
Valor 13.11.2012 - O
lucro da fabricante de móveis planejados Unicasa recuou 30,4% no terceiro
trimestre em relação a um ano antes, para R$ 12,2 milhões. Receitas mais enxuta
e perda de rentabilidade explicam a queda no período.
A receita líquida da
companhia somou R$ 71,6 milhões, queda de 11,7% na comparação anual. Os custos
recuaram praticamente na mesma proporção, 11%, para R$ 42,2 milhões, levando o
lucro bruto a uma baixa de 12,7%, para R$ 29,3 milhões. A margem bruta caiu 0,5
ponto percentual para 41%.
Apesar do faturamento
menor, as despesas operacionais saltaram 20,3%, para R$ 15,5 milhões. O lucro
operacional (antes de juros e impostos) foi de R$ 13,9 milhões, queda de 33,2%
na comparação anual. A margem operacional caiu 6,2 pontos percentuais, para
19,4%.
O resultado
financeiro, por sua vez, ficou estável. O saldo entre os gastos com juros e
ganhos com aplicações financeiras ficou em R$ 2,2 milhões, contra R$ 2,3
milhões um ano antes.
No relatório que
acompanha as demonstrações financeiras, a direção da Unicasa destaca que a
redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não teve efeito muito
relevante para a indústria de móveis. “O
efeito da isenção de IPI, que impulsionou a venda de automóveis no mesmo
período, não teve o mesmo apelo em nosso negócio, pois o efeito líquido para o
consumidor final é muito menos representativo, especialmente nas lojas
exclusivas”, afirmou a companhia.
A direção informou
ainda que readequou sua política de descontos, a fim de recuperar suas margens,
e ressaltou sua confiança nos resultados do próximo ano: “Estamos especialmente
confiantes com relação a 2013, quando os resultados positivos dos esforços de
reposicionamento que prejudicaram os resultados de 2012, devem se tornar
evidentes”.
Lucro da CCR sobe 19%
no trimestre, para R$ 316,8 milhões
Valor 13.11.2012 - A
companhia especializada em concessões de infraestrutura CCR registrou um lucro
de R$ 316,8 milhões no terceiro trimestre de 2012. O número representa um
crescimento de 18,9% em relação a um ano antes, número influenciado pela
consolidação da operação de metrô e pela redução do prejuízo financeiro.
A receita líquida
cresceu 13,3% na mesma comparação, para R$ 1,391 bilhão, apesar do crescimento
tímido do tráfego nas rodovias administradas. O movimento de veículos subiu
apenas 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e a receita nas
estradas subiu 8% na mesma comparação. Já a receita com a administração de uma
linha do metrô paulistano cresceu 100% na mesma comparação, para R$ 42,4
milhões.
O resultado também
foi influenciado pela incorporação da Barcas (empresa que transporta
passageiros entre as cidades de Rio de Janeiro e Niterói) a partir de 2 de
julho de 2012 e do Aeroporto Internacional de San José (participação de 48,75%),
a partir de 10 de setembro de 2012.
O lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de
R$ 860,1 milhões, crescimento de 4,5% em comparação ao terceiro trimestre de
2011.
O endividamento da
companhia, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, recuou de 2 vezes
para 1,9 vez.
Concessão de rodovias
começa com retorno de 5,5%
Valor 13.11.2012 - O
governo fez um importante avanço no novo programa de concessões de rodovias e
ferrovias, lançado em agosto, ao divulgar ontem as tarifas máximas de pedágio
para a BR-040 (Brasília-Juiz de Fora) e para a BR-116 (em todo o trecho de
Minas Gerais).
Os valores tomam como
base uma taxa interna de retorno de 5,5% ao ano para ambas as concessões. Ao
todo, o governo oferecerá à iniciativa privada 7,5 mil quilômetros de rodovias
federais, mas esses dois trechos já vinham sendo estudados e estão mais
próximos irem a leilão. A taxa, divulgada ontem pela Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT), é a mais baixa usada como referência até hoje
nas concessões de infraestrutura.
Nos anos 90, essa
taxa costumava ficar acima de 15%, em um ambiente de juros altos e risco-país
elevado. No fim da década passada, as estradas como a Fernão Dias (São
Paulo-Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba) foram
leiloadas pelo governo com retorno entre 8% e 9%. O presidente da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, já havia previsto um
patamar mais baixo - de 6% a 6,5% - para as novas licitações, devido às
condições macroeconômicas do país.
Mesmo com uma taxa de
retorno ainda inferior, a diretora da ANTT Natália Marcassa garantiu que não
vão faltar interessados. "Lógico que o setor privado sempre pede mais, mas
nós observamos que existem várias empresas estudando os projetos", disse
Natália. O próprio Figueiredo costuma frisar que, com o financiamento do BNDES
a juros mais baixos, a taxa de remuneração do capital próprio dos investidores
fica próxima de 10% e reforça a atratividade das concessões. O banco oficial
pode financiar até 80% do investimento.
Os contratos da
BR-116 e da BR-040 terão 25 anos de duração e a cobrança de pedágio ocorrerá
apenas quando o futuro concessionário tiver concluído pelo menos 10% das obras
de duplicação exigidas pelo governo. Ambas as rodovias já tiveram seus estudos
enviados para apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU).
No caso da BR-116, o
trecho a ser concedido totaliza 817 quilômetros e exigirá investimentos de R$
5,1 bilhões. A ANTT planeja fazer o leilão da rodovia até o fim de dezembro.
Haverá oito praças de pedágio e a tarifa máxima, sujeita a mudanças pelo
tribunal de contas, foi fixada em R$ 6,27 por cada 100 quilômetros .
Ganha quem oferecer o menor lance no leilão.
A BR-040, em um
trecho de 937 quilômetros ,
exigirá investimentos de R$ 6,5 bilhões - as intervenções incluem vias
marginais em travessias urbanas e 52 passarelas para pedestres. A licitação
está prevista para o fim de janeiro. Serão 11 praças de pedágio e a disputa
ocorrerá a partir de uma tarifa máxima de R$ 4,95 para cada 100 quilômetros .
As obras de
duplicação deverão ser concluídas em, no máximo, cinco anos. No caso da BR-116,
será em toda a sua extensão. Já a BR-040 precisará de uma nova pista em 557 quilômetros -
os demais trechos já estão duplicados. De acordo com a diretora da ANTT, a
agência dará início ao processo de licenciamento ambiental das obras, mas a
obtenção das licenças prévias ficará sob responsabilidade dos futuros
concessionários.
Lucro da BRF cai 75%,
para R$ 91 milhões, no 3º trimestre
Valor 13.11.2012 - Os
elevados custos com grãos continuaram a pressionar os resultados da BRF -
Brasil Foods no 3º trimestre do atual ano fiscal. A empresa registrou lucro
líquido de R$ 91 milhões, um tombo de 75% em relação aos R$ 365 milhões
registrados em igual trimestre de 2011. No acumulado dos nove meses do ano, a
companhia informou resultado líquido de R$ 250,5 milhões, ante os R$ 1,246
bilhão verificados no mesmo intervalo de 2011.
A escalada dos grãos
no mercado internacional, iniciada em junho, já havia afetado as margens da
empresa no segundo trimestre deste ano. Mas esse efeito de compressão de
margens seguiu mais severo nos três meses encerrados em 30 de setembro.
O lucro operacional
no período, medido pelo Ebitda, atingiu R$ 565,1 milhões, 21,8% inferior aos R$
723 milhões de mesmo trimestre de 2011. Além do aumento de custos, a companhia
informou que seu resultado ainda foi impactado por uma recuperação gradual das
exportações e também pela transferência de ativos determinada pelo Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como condição para aprovar a
associação com a Sadia.
A margem Ebitda no
trimestre encolheu 3,6 pontos percentuais, para 7,9%. Nos primeiros nove meses,
recuou de 12,5%, em 2011, para 8,2% este ano.
As exportações
impulsionaram o faturamento da companhia. A receita líquida subiu 14%, para R$
7,192 bilhões entre julho e setembro deste ano, puxadas pelo robusto
crescimento dos embarques. As vendas ao exterior cresceram 26% no período e
alcançaram R$ 3,1 bilhões. no mercado interno, a alta no trimestre foi de 7%,
para R$ 4,087 bilhões.
No acumulado dos nove
meses do ano, a receita líquida cresceu 9%, para R$ 20,372 bilhões. No mesmo
período, as exportações também mostraram vigor, com alta de 12%, para R$ 8,399
bilhões. As vendas no mercado interno subiram 8%, para R$ 11,973 bilhões.
A BRF informou que,
em volumes, a exportação de carne de frango foi a única a recuar. Embarques de
carne bovina e suína avançaram no trimestre. No caso do frango, a queda foi de
3,5% em volume na comparação com o 3º trimestre de 2011 e, em receita, de 1,7%
na mesma comparação. Os embarques para a África e alguns países asiáticos
cresceram. Ao Oriente Médio, Venezuela e Argentina houve queda.
MPF impôe multa de R$
100 mil à BRF por abate terceirizado de frango
Valor 13.11.2012 -
Uma ação do Ministério Público do Trabalho no Paraná determinou pagamento de
indenização de R$ 100 mil pela BRF-Brasil Foods por danos morais coletivos e o
Tribunal Regional do Trabalho proibiu a unidade que ela possui no município de
Francisco Beltrão de terceirizar o abate de frangos pelo método Halal, que
atende aos preceitos islâmicos na degola de aves que são exportadas.
A empresa terceirizou
o serviço para o Grupo Abate Halal, “em vez de contratar empregados próprios,
como determina a lei”, informou texto divulgado pelo Ministério Público. Nele,
o procurador Gláucio Araujo de Oliveira comentou que “nada impede a contratação
pela Sadia de trabalhadores muçulmanos convertidos para a execução do abate pelo
método Halal, sendo que apenas a certificação e supervisão ficariam a cargo da
Junta de Assistência Social Islâmica Brasileira”. “O que não se pode admitir
são empregados terceirizados atuando na linha de produção da empresa”,
acrescentou.
Diretor financeiro da
Cesp renuncia ao cargo
Brasil Econômico
12.11.2012 - A Cesp é a maior empresa de produção de energia elétrica do estado
de São Paulo e a quarta maior do país.
Okazakio deixa a Cesp
em meio às discussões sobre a renovação antecipada das concessões.
A Companhia
Energética de São Paulo (Cesp) anunciou nesta sexta-feira (9/11) que Vicente K.
Okazakio, diretor financeiro e de relações com investidores renunciou ao cargo.
Conforme comunicado
enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o presidente da empresa, Mauro
Guilherme Jardim Arce, acumulará as funções.
Okazakio deixa a Cesp
em meio às discussões sobre a renovação antecipada e condicionada de concessões
do setor elétrico que venceriam entre 2015 e 2017.
Hypermarcas reverte
prejuízo, com lucro de R$ 68 milhões
Brasil Econômico
121.11.2012 - O destaque foi a divisão Farma, em que a empresa atua com vendas
de medicamentos, que obteve crescimetno de 39%.
A Hypermarcas obteve
lucro líquido de R$ 68,4 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo
de R$ 190,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
As vendas da empresa
cresceram em suas duas principais divisões, o que impulsionou os ganhos.
O destaque foi a
divisão Farma, em que a empresa atua com vendas de medicamentos. O segmento
teve receita de R$ 560,6 milhões, crescimento de 39,4% em comparação com o
mesmo período do ano passado.
A Hypermarcas afirmou
que fortaleceu ssua carteira de medicamentos isentos de prescrição, o que
impulsionou as vendas.
"Ao longo do
trimestre, 17 marcas de medicamentos isentos de prescrição tiveram apoio de
anúncios em TV e rádio, incluindo antigripais e analgésicos como Benegrip,
Coristina D, Doril, Fluviral e Melhoral", disse a empresa em relatório.
Por outro lado, a
divisão Consumo obteve crescimento de apenas 2,2%, impactada por uma política
de redução de portfolio.
A companhia obteve
receita líquida de R$ 992,9 milhões, alta de 19,2% em comparação com o terceiro
trimestre de 2011.
O Ebitda (sigla em
inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$
218 milhões, crescimento de 64,5%.
No ano, a Hypermarcas
tem lucro de R$ 79,3 milhões, o que reverte o prejuízo de R$ 104,2 milhões
obtidos nos mesmos nove meses de 2011.
A empresa divulgou
que espera atingir um ebitda ajustado de R$ 950 milhões no ano de 2013. Neste
ano, a meta da empresa foi mantida, de um ebitda de R$ 850 milhões.
Chinesa Wuhan
suspende planos de siderúrgica de US$ 5 bi no Brasil
Valor 12.11.2012 - A
Wuhan Iron and Steel suspendeu os planos de criação de uma joint venture para
erguer uma siderúrgica no Brasil, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões,
disse na sexta-feira o presidente do conselho de administração do grupo chinês,
Deng Qilin.
Essa afirmação
confirma cinco meses de rumores de que o projeto, liderado pela quarta maior
produtora de aço da China, em volume, estaria enfrentando dificuldades em razão
de estouro de orçamento, provocado pela necessidade de infraestrutura
ferroviária para que o empreendimento se tornasse viável.
“Não estamos
avançando no projeto porque ele não tem a infraestrutura necessária, como uma
ferrovia”, disse Deng à “Dow Jones Newswires” nos bastidores do congresso do
Partido Comunista da China.
A Wuhan assinou o
acordo de investimento há três anos, com planos de erguer uma usina com
capacidade para 5 milhões de toneladas métricas de aço por ano no Porto de Açu,
do conglomerado brasileiro EBX, no Estado do Rio de Janeiro.
O projeto era visto
como marco potencial para um novo modelo de expansão da China no mercado internacional
de aço, mas analistas visualizaram cada vez mais dificuldades diante da
elevação dos custos de infraestrutura do empreendimento e redução da taxa
mínima de retorno.
Deng disse à Dow
Jones na sexta-feira que o acordo para a joint venture não foi extinto, mas a
Wuhan “não está caminhando sobre ele”.
Vendas de imóveis
novos em SP quase dobram em setembro
Brasil Econômico
12.11.2012 - Em termos de valores, as vendas totalizaram R$ 1,34 bilhão em
setembro, aumento de 37,1% ante agosto.
As vendas de imóveis
residenciais novos na cidade de São Paulo dispararam 97,5% em setembro na
comparação com agosto, somando 3.674 unidades, informou nesta segunda-feira o
sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP.
A entidade não
divulgou dados comparativos com o mesmo período em 2011.
O segmento de dois
dormitórios liderou as vendas, com 60,5% do total comercializado.
Em termos de valores,
as vendas totalizaram R$ 1,34 bilhão em setembro, aumento de 37,1% ante agosto.
Já a velocidade de
vendas, medida pela relação de venda sobre oferta, ficou em 17,7% , acima dos
9,9% de agosto, mas abaixo dos 18,7% apurados um ano antes.
Nos nove primeiros
meses do ano, as vendas na capital paulista atingiram 19.204 imóveis, queda de
3,4%, contrariando a estimativa do Secovi, de fechar o ano com alta de 10% nas
vendas.
"É possível
pensar em retomada do crescimento a partir dos últimos meses de 2012, com
continuidade em 2013", afirmou a entidade, em nota, prevendo vendas de 28
mil a 31 mil unidades no fechado do ano.
Já os lançamentos
foram 83,1% maiores em setembro sobre agosto, totalizando 3.805 unidades,
segundo a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).
No acumulado do ano,
foram lançados 16.482 imóveis em São Paulo, volume 29,3% inferior ao visto em
igual etapa de 2011. O Secovi estima que os lançamentos em 2012 sejam 21%
inferiores ao resultado do ano passado, em cerca de 30 mil unidades.
"Apesar das
dificuldades no licenciamento de novos projetos... o volume de aprovações
aumentou em setembro. As vendas em setembro superaram a soma dos resultados de
julho e agosto e os lançamentos de um único mês (setembro) foram maiores que o
volume registrado no primeiro trimestre", acrescentou o Secovi.
Light reverte
prejuízo e tem lucro de R$ 84 milhões
Brasil Econômico
12.11.2012 - O consumo total de energia na área de concessão foi de 5.486 GWh
no terceiro trimestre, alta de 3,5%. Resultado teve influência do ganho de
equivalência patrimonial na Light Energia, no montante de R$ 15,9 milhões,
decorrente da diluição de participação na Renova pela entrada da BNDESPar no
seu capital.
A Light teve um lucro
líquido de R$ 84 milhões no terceiro trimestre de 2012, após o prejuízo de R$
1,6 milhão no mesmo período de 2011.
"Além do melhor
desempenho operacional e da menor despesa financeira líquida, tal resultado foi
impactado pelos efeitos não recorrentes do benefício fiscal decorrente do
pagamento de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 20,0 milhões e do
ganho de equivalência patrimonial na Light Energia, no montante de R$ 15,9
milhões, decorrente da diluição de participação na Renova pela entrada da
BNDESPar no seu capital", diz o demonstrativo financeiro da empresa.
No acumulado do ano,
a companhia teve um lucro de R$ 264 milhões, crescimento de 25,7% na comparação
com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida da
Light, de julho a setembro, totalizou R$ 1,578 bilhão, alta de 10,6%.
De janeiro a
setembro, a receita da empresa cresceu 8,9%, para R$ 4,980 bilhões.
O lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês)
alcançou R$ 269 milhões no trimestre, evolução de 12,4%.
Em nove meses, o
Ebitda da Light chegou a R$ 959 milhões, incremento de 4,8%.
O consumo total de
energia na área de concessão foi de 5.486 GWh no terceiro trimestre, alta de
3,5%. No ano, o consumo foi de 17.419 GWh, leve crescimento de 0,9%.
No segmento
residencial, o consumo somou 1.801 GWH no trimestre, respondendo por 32,8% do
consumo do mercado total, com queda de 4,3% na comparação anual.
Já o segmento comercial,
que respondeu por 32,9% do total, consumiu 1.807 GWh, alta de 13,3%.
Na indústria, que
correspondeu a uma participação de 17,9%, o consumo chegou a 984 GWh, avanço de
1,7%.
Marfrig concluirá
coleta de preços de oferta de ações em 4 de dezembro
Valor 12.11.2012 - A
Marfrig concluirá o processo de bookbuilding (levantamento do interesse de
investidores) da sua oferta pública de ações no dia 4 de dezembro, junto com o
fim da apresentação da operação a investidores.
A emissão poderá
chegar a 141,75 milhões de ações ordinárias, sendo emitidos inicialmente 105
milhões de papéis, que podem ser acrescidos de até 21 milhões em lote adicional
e 15,7 milhões em lote suplementar.
Considerando o número
total de ações com os lotes extras e a cotação de R$ 10,70 do fechamento de
sexta-feira, a captação pode chegar a R$ 1,5 bilhão. O dinheiro vai totalmente
para o caixa da companhia, já que a oferta é apenas primária.
No dia 5 de dezembro,
a Marfrig terá a concessão do registro da oferta pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) e publicação do anúncio do início da operação. No dia 6 de
dezembro será o início na negociação das ações na BM&FBovespa e no dia 10
acontecerá a liquidação.
Empresas familiares
se destacam por processo de decisão mais ágil
Folha 12.11.2012 -
Estudo mostra que 77% das companhias administradas por famílias cresceram no
último ano. Um estudo da consultoria PwC, que será divulgado hoje, aponta que
77% das empresas familiares no país tiveram crescimento no faturamento nos
últimos 12 meses, percentual acima do dado mundial (65%).
Mesmo em um cenário
econômico conturbado, essas empresas têm conseguido driblar os percalços da
crise graças à capacidade de tomar decisões rapidamente, aponta Carlos
Mendonça, sócio da PwC Brasil.
"Elas têm facilidade
de se adaptar a condições voláteis, mais do que uma empresa de controle
difuso." Esse foi justamente um fator apontado pela maioria dos
entrevistados como um diferencial dessa modalidade de empresa.
Apesar do
crescimento, quase a metade (43%) apontou a competitividade como uma
preocupação constante. No mercado internacional, 35% dos empresários apostam
que a capacidade de competir será o maior desafio nos próximos cinco anos.
Com apenas 9% das
vendas no mercado internacional, a expectativa é que esse número cresça seis
pontos percentuais até 2017 nesse setor. O acesso a capital é outra questão que
preocupa empresários de grupos familiares.
A dificuldade de
competição pode ser explicada porque grande parte dessas empresas é de pequeno
porte.
Fabio Matuoka
Mizumoto, professor de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica que
as micro, médias e pequenas empresas têm dificuldade em comprometer uma parcela
de sua arrecadação com investimentos básicos necessários ao comércio
internacional. Em empresas maiores, esses gastos são diluídos.
No cenário nacional,
a empresa tem dificuldade de se enquadrar no ambiente regulatório, sobretudo em
questões relativas à tributação, e não tem acesso a contadores e advogados
especializados.
Luiz Barretto,
presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
explica que, para se diferenciar, as empresas têm que investir em inovação e
qualidade. " A pequena empresa familiar precisa comprar equipamentos de
ponta, prestar serviço e pós-venda de qualidade", indica.
Foi o que fez Ideli
da Conceição, 48, dona da Scalon Uniforme. Sua empresa começou há 27 anos,
quando juntou-se à mãe, costureira, e iniciou uma confecção de roupas.
Hoje, ela fornece
uniformes para empresas de vários setores. Nem sempre oferece o valor final
mais barato, mas ganha clientela com um produto especializado. "O
brasileiro está pensando diferente. Antes, só o preço que importava",
aponta.
Atualmente ela e o
filho trabalham na empresa, mas seu ex-marido, sua outra filha e sua mãe já
compuseram o quadro de funcionários.
Ela conta que passa
por um bom período, mas já amargou dez anos de prejuízos. Pagar impostos foi
justamente uma de suas maiores dificuldades.
Carlos Mendonça, da
PwC, diz que as empresas têm de melhorar suas práticas de transparência para
facilitar investimentos e obtenção de crédito. Outro fator preponderante,
ressalta, é "saber crescer", adequando a estrutura da empresa a um
número maior de clientes.
Brasil precisa
duplicar investimentos para conseguir crescer 4% ao ano
Estadão 12.11.2012 -
Especialistas afirmam que só com parcerias com o setor privado o País pode
dobrar o volume de capital aplicado em infraestrutura. O Brasil precisa, no
mínimo, dobrar os investimentos em infraestrutura e logística para crescer de
forma sustentável a 4% ao ano. Hoje em torno de 2% do Produto Interno Bruto
(PIB) do País, esses investimentos deveriam saltar para a faixa entre 4% e 6%,
na visão do consultor e especialista Claudio Frischtak.
Ele acrescenta que,
investindo menos de 3%, o Brasil não cobre nem a depreciação do capital físico
per capita. "É o que observamos quando a gente sai na rua", diz o
consultor, referindo-se, por exemplo, à congestão crescente das grandes cidades
e à deterioração da malha rodoviária, que faz do País um campeão de acidentes e
mortes nas estradas.
Segundo Frischtak, só
o setor privado pode dar conta da tarefa de duplicar os investimentos em
infraestrutura no Brasil. "É insustentável o Tesouro transferir mais R$
150 bilhões, R$ 200 bilhões para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social). Nem o próprio banco quer isso", analisa.
Para Antônio Miguel
Marques, presidente da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos,
"só a iniciativa privada teria a agilidade para atender aos grandes
eventos esportivos que estão chegando".
Frischtak acha que
existe uma grande demanda, da parte dos investidores, por projetos de
infraestrutura no Brasil. Os grandes ágios (como na concessão recente de
aeroportos) e deságios (nas tarifas da concessão de rodovias) são um sinal da
força dessa demanda.
Ele acrescenta que as
baixas taxas de juros no Brasil e no exterior são um estímulo adicional a
empurrar o capital para os projetos brasileiros de infraestrutura. No caso dos
fundos de pensão nacionais, está cada vez mais difícil alcançar a meta atuarial
de rentabilidade com títulos de renda fixa.
As debêntures de
infraestrutura, criadas em 2010 e voltadas a financiar projetos no setor, com
isenções fiscais, são um fator a mais de otimismo. Hoje, elas parecem próximas
de deslanchar.
Em outubro, a
Autoban, concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, do grupo CCR,
colocou R$ 100 milhões em debêntures de infraestrutura para mais de mil
investidores de private banking (pessoas físicas com grande patrimônio), por um
prazo de cinco anos e taxa de juros de IPCA mais 2,71%.
"A demanda foi o
dobro do esperado, e colocamos pela mesma taxa que o governo capta com seus
papéis", comemora Renato Vale, presidente da CCR.
De qualquer forma, o
grande financiador da infraestrutura no Brasil continua sendo o BNDES, como
explica Cleverson Aroeira da Silva, chefe do Departamento de Logística da área
de Infraestrutura. "O banco tem uma história bastante atrelada ao
financiamento da infraestrutura."
O BNDES participou ou
ainda participa intensamente no financiamento de concessões rodoviárias (mais
de 30 rodovias na carteira), da primeira fase da privatização ferroviária, dos
terminais portuários privativos e daqueles arrendados dentro dos portos
públicos, e está negociando apoio para todas as concessões recentes de
aeroportos. Um empréstimo-ponte de R$ 1,2 bilhão para Guarulhos já foi
aprovado.
Obstáculos. Apesar do
bom momento para a infraestrutura, com o anúncio recente do pacote de
concessões rodoviárias e ferroviárias de R$ 133 bilhões, e outros anúncios por
vir, como o pacote para portos, Frischtak vê uma série de desafios que terão de
ser enfrentados para que se possa dobrar o investimento em infraestrutura e
logística. O primeiro deles é restaurar a competência técnica das agências
reguladoras, e acabar com a ingerência política nesses órgãos.
Ele acredita que a
presidente Dilma Rousseff está atacando essa questão, como fica claro com a
nomeação técnica de Magda Chambriard para a Agência Nacional de Petróleo (ANP),
mas o problema persiste nas agências ligadas aos transportes, a Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq).
O segundo desafio é
evitar, no afã de baratear o custo do País, mudanças que sejam sentidas pelos
investidores como mudança das regras do jogo. O recente pacote de barateamento
da energia elétrica, que provocou grandes quedas das ações das empresas do
setor, é um exemplo preocupante.
O terceiro obstáculo
são as diversas empresas estatais no setor de infraestrutura e logística, que
primam pela ineficiência e, em alguns casos, pela interferência política.
Ele cita as
companhias Docas (dos portos), empresas estaduais de energia que foram
absorvidas pela Eletrobrás, especialmente da Região Norte, e diversas empresas
estaduais de saneamento. Frischtak defende a privatização das companhias Docas
e Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de saneamento.
"O que falta
hoje é alguém que mande no porto", diz Wilen Manteli, presidente da Associação
Brasileira dos Terminais Portuários (ABPT), que critica as companhias Docas
pela interferência político-partidária e pela falta de autonomia, de velocidade
e de dinamismo. Manteli defende um modelo de PPP para os portos.
Planejamento. Já
Mauro Salgado, diretor comercial da Santos Brasil (com três terminais de
contêineres) e presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários
(Fenop), nota que o comércio exterior brasileiro cresceu sete vezes desde a Lei
dos Portos em 1993, que possibilitou a privatização. "Nenhum volume de
carga deixou de ser movimentado por causa dos portos, e o valor pago pelos
armadores aos portos caiu significativamente."
O ponto final
defendido por Frischtak é que deve haver um planejamento de longo prazo na área
de transporte e logística, como a empresa de Planejamento Energético (EPE) faz
na área de eletricidade. O consultor considera necessários planos quinquenais,
decenais e de 30 anos para o setor de transporte, que poderiam ficar a cargo da
nova Empresa de Planejamento Logístico (EPL). Mas ele alerta também para o
risco de que "a expansão dos poderes da EPL enfraqueça ainda mais a ANTT e
a Antaq".
Rede D'Or amplia a
grife São Luiz
Valor 12.11.2012 - A
Rede D'Or São Luiz, que tem como sócio o BTG Pactual, investiu R$ 11 milhões em
sua quarta unidade na capital paulista. Trata-se do antigo Hospital Nossa
Senhora de Lourdes, comprado em abril e reaberto na semana passada com a
bandeira São Luiz Jabaquara.
Os recursos foram
usados para ampliar a UTI, comprar novos equipamentos médicos e plataforma
tecnológica. A transação envolveu também a compra do Hospital da Criança, que
pertencia ao Grupo Nossa Senhora de Lourdes.
"A compra
complementa o trabalho da Rede D'Or na região, pois a unidade se encontra em um
local estratégico", disse Rodrigo Gavina, diretor regional da Rede D'Or
São Luiz. O público alvo são os moradores dos bairros do Jabaquara,
Indianópolis, Chácara Klabin, Saúde, entre outros nos arredores.
A unidade São Luiz
Jabaquara teve aumento de 15% na receita e a meta é crescer mais 15% no próximo
ano, segundo Gavina. Em 2011, o faturamento das duas unidades (Nossa Senhora de
Lourdes e Hospital da Criança) foi de cerca de R$ 175 milhões.
A Rede D'Or possui 32
hospitais localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Brasília,
estima faturamento de R$ 4,5 bilhões neste ano.
Casino e Abilio,
alinhados para negociar
Valor 12.11.2012 -
Abilio Diniz, ex-controlador: ações ordinárias e 60 lojas em troca da Via
Varejo.
A novela societária
mais acompanhada nos últimos dois anos, a convivência na maior companhia de
varejo do país, Pão de Açúcar, entre o grupo francês Casino e o sócio Abilio
Diniz, da família fundadora, está mais próxima de um desfecho. O Valor apurou
que ambos os lados trabalham num modelo convergente para que o casamento,
iniciado em 2006, termine com uma separação amigável. A operação tem potencial
para movimentar de R$ 7,5 bilhões a R$ 8 bilhões.
Está na mesa uma
estrutura em que Abilio Diniz, agora minoritário na empresa, entregaria ao
controlador Casino suas ações ordinárias de Pão de Açúcar e as lojas físicas
que possui - cerca de 60 pontos, pelos quais recebe um aluguel anual de R$ 165
milhões ao ano - para ficar com o controle da empresa de eletroletrônicos Via
Varejo e a companhia de comércio eletrônico Nova Pontocom.
Já parte das
preferenciais que o empresário tem na empresa seriam usadas para uma oferta à
família Klein, minoritária na Via Varejo, com 47,5% do capital. Contudo, essa
fase da negociação não começou, pois depende do passo inicial - um acordo com o
Casino. No passado, porém, o tema já foi alvo de conversas.
Os representantes de
Abilio e Casino estão empenhados em tirar do papel esse modelo, que inclui
detalhes que - no caso dos sócios em questão - costumam dar trabalho nas
negociações. Abilio, por exemplo, coloca como ponto crucial ficar com a sede do
Pão de Açúcar, a unidade na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na cidade de São
Paulo, conhecida por ser a Loja nº 1, onde iniciou o negócio ao lado do pai, o
fundador do grupo Valentim dos Santos Diniz.
Com essa estrutura em
que os interesses de ambos os lados estão alinhados, fica em segundo plano a
migração da empresa para o Novo Mercado como parte importante para dissolução
do nó que se tornou a convivência entre os três principais acionistas - Casino,
Abilio e família Klein.
Embora a adesão ao
nível máximo de governança corporativa nunca tenha sido oficialmente admitida,
ela esteve presente em modelos anteriormente conversados e era uma aposta dos
acionistas de bolsa. Só neste ano, o valor de mercado do Pão de Açúcar teve
valorização de 37%. Na sexta-feira, valia R$ 24 bilhões na BM&FBovespa.
A despeito de os dois
lados estarem efetivamente mais abertos para uma negociação, o clima de
desconfiança continua. Por essa razão, ambos mantêm "cartas na manga"
que terminam por gerar ainda mais insegurança e, por vezes, paralisa o diálogo.
De um lado, Abilio
Diniz está com seu "plano B" todo pronto. Caso não haja negócio com o
Casino, está estruturado para iniciar a venda das preferenciais na bolsa.
Porém, a ideia não é colocar tudo de uma única vez. O empresário detêm 22% das
preferenciais - que valem hoje R$ 3,2 bilhões. A transação, porém, só ocorre se
o espaço para diálogo com o grupo francês se esgotar.
Jean-Charles Naouri,
dono do Casino, marcou uma reunião para amanhã, terça-feira, em que receberá
Michael Klein para uma conversa. Nesse encontro, a família Klein pode
apresentar uma nova proposta para ficar com a maioria, mas não a totalidade, do
capital da Via Varejo, retomando o controle da empresa (ver abaixo).
A reunião ocorrer num
momento delicado, já que a empresa está no meio de conversas com Abilio.
A Via Varejo é
resultado da união de Ponto Frio e Casas Bahia, adquiridas pelo Pão de Açúcar
em 2009 e 2010, respectivamente. Tão logo o negócio foi fechado, a família
Klein mostrou-se arrependida.
Além disso, o Casino
vem desmontando parte de contratos derivativos de ações preferenciais pelos
quais mantinha o poder sobre cerca de 5% do capital do Pão de Açúcar. O grupo
francês costuma desfazer essas operações próximo do fim do ano, por conta do
balanço anual da empresa. Consultado, o Casino não comenta e confirma só uma
pequena movimentação divulgada ao mercado.
O clima entre Naouri
e Abilio Diniz é de desconfiança desde 2010, quando o empresário brasileiro -
prestes a formalizar a passagem do controle para o sócio francês, com quem
tinha um acordo desde 2006 - negociou unilateralmente uma complexa operação em
que assumiria o Carrefour no Brasil. Como Casino não aprovou a transação, o negócio
não se concretizou. Desde então, além de uma disputa arbitral a respeito do
acordo de acionistas de 2006, o episódio rendeu demonstrações de
descontentamento com a convivência.
Abilio tem garantido
em contrato direito de saída para as ações ordinárias do Pão de Açúcar,
abrigadas na holding Wilkes, que pode ser exercido entre 2014 e 2022. Porém,
além dessas condições não serem as mais vantajosas no momento, o empresário já
não esconde o desejo de sair da companhia.
Com a antecipação da
saída de Abilio, que tem o direito de veto e a presidência do conselho de
administração, o Casino poderia imprimir sua personalidade ao negócio com menos
dificuldades culturais.
Klein vai ao Casino
para discutir Via Varejo
Valor 12.11.2012 -
Michael Klein quer voltar a ter o controle da Casas Bahia, fundada por seu pai.
Michael Klein, presidente do conselho de administração de Via Varejo, tem uma
reunião amanhã com Jean-Charles Naouri, presidente de Casino, para aparar
arestas e se reaproximar do controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA), dono da
Via Varejo. Os Klein vão dizer que a situação atual, na relação entre Pão de
Açúcar, Casino e a família Klein, é ruim para todo mundo, e portanto é preciso
achar uma saída. Segundo fonte a par do tema, Klein pretende nesse encontro apresentar
uma proposta para a compra dos 4% que faltam para ficar com 51% de Via Varejo.
Michael pediu a
reunião semanas atrás e quer reverter a má impressão causada desde que a
família Klein enviou uma carta ao comando do Pão de Açúcar - em que ameaça a empresa
de um processo arbitral. Somados, Samuel Klein, o fundador da Casas Bahia, e
seu Michael Klein têm 47% das ações da maior varejista de produtos eletrônicos
do país, formada pela união de Casas Bahia e Ponto Frio. O GPA, controlado pelo
Casino, tem 52,4% de Via Varejo e o restante está no mercado.
A reunião também
seria uma forma de os Klein colocarem em discussão a atual situação de Via
Varejo, em meio a uma possível saída do acionista Abilio Diniz do GPA. Via
Varejo pode ser uma moeda de troca para a saída de Abilio, e os Klein não se
sentem nada confortáveis na posição de acionistas de uma empresa que é alvo de
uma negociação que desconhecem.
Nesse cenário, e com
o Casino no controle do GPA, os Klein, nos últimos meses, passaram a tentar
conversar sobre Via Varejo diretamente com Naouri.
A reunião entre
Casino e Klein foi confirmada entre as partes na última sexta-feira à noite. O
encontro foi pedido pelos Klein há semanas, mas o Casino não pretende debater
uma proposta de compra na reunião. Considera que não é uma forma adequada de
tratar a questão.
A decisão de receber
Michael Klein amanhã foi condicionada a um prazo. Ocorre que a família Klein
enviou uma carta ao GPA, no dia 12 de outubro, informando que erros em balanços
do Ponto Frio, verificados em auditoria, teriam que ser discutidos em uma
reunião separada entre as partes. O Casino não gostou. Segundo essa carta, nos
30 dias seguintes, ou seja, até hoje, Pão de Açúcar e os Klein teriam que
conversar sob o risco destes iniciarem um processo de arbitragem contra GPA. O
Casino, então, decidiu receber os Klein só depois de 12 de novembro. Naouri não
queria tratar nada com os Klein sob o risco de, dias depois, o sócio colocar o
Pão de Açúcar no centro de uma discussão litigiosa.
O Casino já informou aos
Klein que não pretende vender a Via Varejo à família. Há cerca de um mês,
Michael se reuniu com Arnaud Strasser, o executivo mais próximo de Naouri, em
um almoço em São Paulo. No almoço, os Klein reforçaram a seguinte proposta: Via
Varejo seria incorporada dentro do Grupo Pão de Açúcar, com um
"alinhamento dos negócios". Dessa forma, todo o negócio de eletrônico
ficaria numa mesma empresa sem competição entre Extra, Casas Bahia e Ponto
Frio. O Casino é contra a ideia. A conversa não avançou.
Procurada por meio de
sua assessoria de imprensa, os Klein confirmam a reunião. O Casino não comenta
o assunto.
Ofertas de ações de
frigoríficos dividem atenção do investidor
Valor 12.11.2012 -
Nesta semana a Marfrig inicia as reuniões com investidores para apresentar a
sua oferta pública de ações. A empresa, em tese, vai dividir as atenções e os
recursos dos investidores com outra companhia do segmento, a Minerva, que já
divulgou o cronograma de sua oferta.
Apesar de as
companhias serem concorrentes, sobretudo no mercado de bovinos, as duas
operações não têm sido apresentadas dessa forma ao mercado nas conversas que
antecedem o início da distribuição. Ambas querem captar recursos para melhorar
suas estruturas de capital. No entanto, a situação de cada uma, do ponto de
vista do mercado, é distinta.
A Minerva tem sido
mostrada como uma história de sucesso. Não deu grandes tacadas em termos de
aquisições e optou por um crescimento orgânico. Com uma operação menor, a
história faz mais sentido e é mais fácil de "vender". Tanto assim
que, um dia antes de sair com a distribuição, seus papéis estavam entre as
maiores altas da bolsa no ano - a alta era de 133% até antes do anúncio da
oferta.
A valorização do
papel também pode ter motivado a companhia a sair com a oferta. A distribuição
prevê inclusive, se houver demanda, a colocação de um lote secundário. Ou seja,
uma sinalização do controlador de que a alta recente dos papéis levou a
companhia a um patamar favorável à venda.
Já a Marfrig tem sido
apresentada como uma operação de risco. A empresa lançou uma oferta grande, que
corresponde a um terço do valor da companhia na bolsa e que pode oscilar de R$
1,1 bilhão a R$ 1,6 bilhão, dependendo da colocação ou não de lotes extras.
Com endividamento na
casa dos R$ 12 bilhões, esses recursos, nas contas dos investidores, seriam
suficientes para pagar os juros da dívida por um ano. Se o operacional da
empresa não se ajustar, isso equivale a dizer que depois desse período ela
poderia ter de fazer nova captação.
Como se trata de uma
operação mais arriscada, os investidores devem reservar quantidades menores de
ações, o que pode dificultar a colocação dos papéis. Normalmente operações
desse porte contam com investidores-âncora. BNDES e o fundador, Marcos Molina,
poderão cumprir esse papel.
Por um lado, também
pelo tamanho e pela urgência da empresa da operação, os investidores se
perguntam se a empresa já não teria uma boa demanda sinalizada, o que a fez
levar a operação à rua. Sair com essa oferta era a última opção do controlador
Marcos Molina. Inicialmente, o pretendido era conseguir um sócio estratégico ou
fazer uma oferta pública - mas na Seara Foods, braço do grupo dedicado a aves,
suínos e alimentos processados.
A ideia não foi
levada adiante porque a abertura de capital desse negócio poderia ser
prejudicial para a Marfrig, segundo apurou o Valor. Como as maiores
perspectivas de crescimento estão na Seara, investidores poderiam migrar de
Marfrig para Seara, o que destruiria valor para os acionistas da controladora.
No entanto o mercado
também identifica que a Marfrig se preparou para a oferta. Na semana passada, a
companhia anunciou a contratação de Sérgio Rial, com passagens por bancos de
investimentos e ex-diretor da Cargill, para assumir a Searas Foods. E já
adiantou que ele vai para o comando executivo do grupo, substituindo Molina, em
2014.
As duas notícias, de
uma só vez, às vésperas do início da distribuição, mostra uma tentativa de
passar confiança, pelo menos de com um executivo com o prestígio de Rial no
negócio - ele já deverá, inclusive, participar das reuniões com investidores
para apresentar a oferta.
Também chamou a
atenção dos investidores uma linha do balanço da Marfrig do terceiro trimestre.
A empresa registrou um crescimento de 33,8% nos valores a receber de clientes
nacionais. Houve algum questionamento no mercado se a empresa não teria
adiantado parte das vendas ao clientes para aparecer com números mais
expressivos no momento da apresentação da oferta.
Esse crescimento é
atípico em relação a outros trimestre, que registraram queda nessa conta. Mas
também é razoável supor que a companhia apresente resultados diferentes por
conta também da aquisição de recente de ativos da BRF - Brasil Foods. Há outra
ponderação também a respeito da época de final de ano, sazonalmente positiva
para as vendas da empresa.
Desde que anunciou
sua oferta, em 19 de outubro, a Minerva viu suas ações recuarem 5,35%. Já as da
Marfrig, que antes do anúncio, em 24 de outubro, sofreram forte queda com as
especulações de que haveria uma emissão, subiram 2,39%.
‘Eu gostaria de ficar
mais dois anos’
Estadão 12.11.2012 -
Às vésperas de deixar a presidência da Viavarejo, Raphael Klein admite que
queria mais tempo para fazer seu trabalho. Raphael Klein ainda não começou a
limpar as gavetas, mas o discurso já está pronto: "Isso está previsto
desde que assinamos o acordo de 2010. Tivemos dois anos para nos preparar. Não
há nenhuma surpresa". Daqui a dez dias, ele vai deixar a presidência da
Viavarejo, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, para ocupar uma cadeira no
conselho de administração da empresa. Em seu lugar entrará um executivo
indicado pelo Grupo Pão de Açúcar, sócio majoritário na Viavarejo.
Apesar da fala
conformada, Raphael admite a vontade de ficar mais um tempo à frente da
companhia criada por seu avô, Samuel Klein, um imigrante polonês que se tornou
um dos mais importantes empreendedores do país ao criar a Casas Bahia a partir
de uma charrete e um estoque de toalhas e lençóis baratos, que vendia de porta
em porta no ABC paulista. "Gostaria de ficar mais dois anos, não tenho
problema em dizer isso. Acredito que meu trabalho ainda não terminou."
Raphael faz questão
de dizer que sua família "não está deixando a empresa", já que ele e
o pai, Michael, serão atuantes no conselho. Mas estar fora do comando executivo
da Viavarejo não parece um tema completamente resolvido para a família que era
dona absoluta da Casas Bahia, até fazer uma fusão com o Pão de Açúcar no final
de 2009.
Em três anos de
sociedade, eles já ameaçaram desfazer o negócio, conseguiram um acordo melhor
logo após a fusão e passaram a procurar uma alternativa para assumir o controle
da Viavarejo. Nos últimos meses, foram atrás de bancos em busca de assessoria e
recursos para levar a intenção adiante.
Na quinta-feira,
quando concedeu esta entrevista, Raphael recusou-se a comentar a informação de
que sua família preparava uma oferta pela Viavarejo. No sábado, no entanto, o
Estado noticiou que seu pai Michael estará amanhã em Paris para apresentar ao
grupo Casino, hoje dono do Pão de Açúcar, uma proposta para aumentar sua
participação de 47% para algo entre 70% e 75% da Viavarejo. Com isso, os Klein
assumiriam o controle da empresa. Nesta entrevista, Raphael fala pela primeira
vez sobre o tumultuado relacionamento de sua família com o Pão de Açúcar e faz
um resumo dos dois anos em que comandou a Viavarejo.
Dia 22 de novembro
será seu último dia na Viavarejo. O que vem depois?
Último dia na
presidência executiva. Depois, vou para o conselho de administração. Mas há um
ponto importante aqui: a família Klein não está deixando a empresa. Vamos ter
dois membros no conselho, meu pai e eu, e seremos muito atuantes. A operação do
dia a dia vai ter um executivo, que o Grupo Pão de Açúcar vai indicar. O
conselho será mais atuante na companhia. Houve uma modificação e as reuniões,
que eram a cada 60 dias, serão feitas a cada 30 dias.
Mas a Casas Bahia, do
jeito que seu avô Samuel construiu, está acabando, não? Agora ela faz parte do
Grupo Pão de Açúcar e você será o último da família a comandar o dia a dia da
empresa... Isso está previsto desde que
assinamos o acordo de 2010. Tivemos dois anos para nos preparar, nos
estruturar. Não há nenhuma surpresa. É o caminho natural das coisas.
Não dói nem um
pouquinho?
Eu gostaria de ficar
mais dois anos, não tenho problema em falar nisso. Acredito que meu trabalho
ainda não terminou. Gostaria de ficar mais dois anos para terminar. Amo essa
empresa, sou apaixonado pelas pessoas que a construíram. Comecei a frequentar a
Casas Bahia com seis anos de idade. Nas férias escolares, todo mundo ia fazer
alguma coisa, meu pai me levava para a loja. Andava de Velotrol lá dentro,
ajudava a arrumar o estoque, às vezes atrapalhava, conhecia todo mundo... Mas a
mudança estava prevista e a gente se preparou para isso.
O que Samuel Klein
pensa disso?
Meu avô costuma dizer
que o que nos trouxe até aqui não é necessariamente o que nos levará ao futuro.
A empresa precisa se perpetuar e essa fusão é uma forma de fazer isso. No Pão
de Açúcar acaba de acontecer a mesma coisa. Tanto Seu Samuel quanto Abilio
Diniz não têm mais o controle das empresas que criaram. O desafio agora está
com os executivos. Terão de se provar competentes e que conseguem tocar a
Viavarejo sem a família Klein na operação. Mas estaremos no conselho.
Hoje sua família tem
47% da Viavarejo. Fontes próximas a vocês dizem que a intenção é aumentar a
participação para ficar com o controle...
Temos um contrato
assinado em 2010. É um bom contrato.
Temos informações de
que vocês vão apresentar ao Casino uma proposta para aumentar a participação da
família para algo entre 70% e 75% ...
Você está no seu
direito de fazer a pergunta, mas não posso comentar.
Nem dizer se há
interesse?
Prefiro não comentar.
É melhor ser sócio de
Abilio Diniz ou do Casino?
Que pergunta! Não sei,
estamos começando uma página nova agora. Daqui a dois anos a gente pode
conversar. Se pudesse ver o futuro, eu te falaria. Também adoraria saber. Mas
espero que o Casino, que controla o Pão de Açúcar, seja bem sucedido no Brasil
como é em várias partes do mundo. A partir de agora, eles podem indicar toda a
diretoria. Espero que façam bom uso disso.
A relação com seus
sócios tem sido difícil desde o começo. Vocês já refizeram o contrato uma vez e
agora há um novo questionamento a respeito dos números do Ponto Frio. Vocês se
arrependeram de ter feito negócio com o Pão de Açúcar?
Não. Tenho certeza de
que o contrato que assinamos em 2010 (o segundo) é bom. Não estou arrependido.
Por que há tantos
problemas?
Uma fusão desse
tamanho envolve muitos desafios. Quando se faz um negócio desses, o Power Point
e o Excel aceitam qualquer coisa. A implementação é muito mais complicada.
Tivemos problemas? Tivemos. Acho que devíamos ter pensado mais na
operacionalização do que na negociação. Entre combinar e implementar, há uma
grande diferença.
É por isso que vocês
brigam tanto?
Briga é uma palavra
muito forte. Temos divergências societárias, mas elas vão se ajeitando ao longo
do tempo. Acho que todo mundo aprendeu com nossa fusão, para o bem ou para o
mal. Conforme a gente vai implementando o contrato surgem questões e a gente as
discute. Faz parte.
Com base numa análise
preliminar da KPMG, vocês questionaram os números do Ponto Frio na época da
fusão. E ameaçaram ir para uma arbitragem se o Pão de Açúcar não quiser discutir
o assunto de forma amigável...
Tem um trabalho da
KPMG sendo feito, aprovado por todos os membros do conselho. É a única coisa
que posso dizer sobre isso.
Pessoas ligadas ao
Pão de Açúcar dizem que vocês não conseguiram se desgarrar do papel de donos da
Casas Bahia. Dizem que vocês usam aviões da empresa em situações particulares,
que alugam seus imóveis para a Viavarejo...
Tudo o que se refere
a partes relacionadas (contratos da Viavarejo com outras empresas ligadas aos
acionistas) foi levado ao conselho da empresa para ser debatido, com total
transparência. Tem as lojas da família e tem também lojas alugadas para o Pão
de Açúcar, que pertenciam ao Extra Eletro. Sobre as aeronaves, há uma proposta
de contrato que vai definir quais as regras para usá-las.
Como foi juntar duas
empresas tão grandes, com culturas tão diferentes?
As duas empresas
estavam em momentos diferentes: o Ponto Frio tinha ficado à venda por muito
tempo e a Casas Bahia era uma empresa familiar que, depois da fusão com o Pão
de Açúcar, estava partindo para uma gestão de empresa de capital aberto.
Criamos uma cultura da Viavarejo, que é diferente da Casas Bahia antiga, do
Ponto Frio antigo, do Pão de Açúcar. Implantamos o sistema operacional de
vendas da Casas Bahia no Ponto Frio, numa madrugada, com cerca de 2 mil pessoas
trabalhando nisso. Tivemos que quebrar diversos paradigmas, de um lado e de
outro.
Como o quê? Até 2010 éramos concorrentes. Juntamos
milhares de pessoas que pensavam diferente, competiam entre si. Remar no mesmo
barco para o mesmo lugar é uma quebra de paradigma. A Casas Bahia, como empresa
familiar, tinha mais flexibilidade nas metas. O Ponto Frio tinha um problema
estrutural de logística. Ele vendia e depois precisava ver como fazia para
entregar. Agora, só vende se tiver no estoque. Não tem, não vende. No Ponto
Frio fizemos um posicionamento de imagem. Não tinha um slogan, agora tem. Do
mesmo jeito que Casas Bahia tem "Dedicação total a você", Ponto Frio
agora tem "Viva inovação". É uma marca de grande potencial. As lojas
conceito do Ponto Frio são modernas, respiram tecnologia, têm um leque
diferente de produtos. Temos um treinamento específico para essas lojas.
Antigamente eles iam atrás do que a Casas Bahia fazia.
Apesar das mudanças
na companhia, a fusão ainda não foi aprovada pelo Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade)...
O Cade ainda não
aprovou a fusão. Precisamos manter operações logísticas separadas, temos CNPJ
separados... Mesmo assim, tenho certeza de que os resultados são crescentes,
positivos e que a empresa que entrego hoje tem resultados sustentáveis. Em
2010, nossa despesa operacional era de 25,1%. No último trimestre, foi 21,2%.
Saímos de um grande prejuízo em 2010, de quase R$ 300 milhões, para entregar um
lucro acumulado em nove meses em 2012 de R$ 88 milhões. Na minha visão, é muito
bom. Estamos no caminho certo.
Estrela lucra R$ 980
mil no trimestre
Valor 12.11.2012 - A Brinquedos Estrela apresentou lucro
líquido atribuído aos acionistas controladores da companhia de R$ 980 mil no
terceiro trimestre de 2012, ante um prejuízo de R$ 9,4 milhões no ano anterior.
Nos nove primeiros meses do ano, a empresa acumula um prejuízo de R$ 18,1
milhões, frente ao prejuízo de R$ 29,2 milhões no mesmo período de 2011.
A receita líquida da
companhia somou R$ 44,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, com avanço de
12,8% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 75,1
milhões, 15,7% maior.
A companhia tem
patrimônio líquido negativo de R$ 207,2 milhões. No fim do ano passado, o patrimônio
era negativo em R$ 191,7 milhões.
Operadoras se armam
contra a Nextel
Folha 12.11.2012 -
Líderes do mercado estudam medidas judiciais caso a agência reguladora do setor
aprove a compra da Unicel.
As operadoras de
telefonia móvel estudam de que forma recorrer à Justiça caso a Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações) conceda o aval para a compra da Unicel pela
Nextel.
Comercialmente
conhecida como Aeiou, a Unicel pertence oficialmente a José Roberto Melo da
Silva, amigo de José Roberto Camargo Campos, marido de Erenice Guerra, e
padrinho de casamento do casal.
Erenice deixou a
Secretaria-Executiva da Casa Civil em 2009, sob a acusação de favorecimento a
empresas, inclusive a Unicel. Funcionários da Anatel e executivos afirmam que o
marido dela é o real proprietário da companhia.
Endividada, a empresa
deixou de pagar a renovação de sua licença e taxas de fiscalização à Anatel e,
por isso, sofre desde o início do ano um processo administrativo na agência,
que pede sua cassação. Para conceder a anuência, a Anatel precisa encontrar
preceitos legais que permitam transferir a Unicel para a Nextel. A concorrência
diz que isso não seria possível. A agência teria de liquidar a Unicel e,
depois, abrir licitação das frequências.
Mas isso também seria
um problema já que, pelas regras do mercado, nenhuma das quatro grandes
operadoras (Vivo, TIM, Oi e Claro) poderia comprar a Unicel, pois estourariam o
limite de frequências estabelecido em lei por empresa, em 80 MHz.
A Nextel seria a
única apta porque hoje tem 20 MHz. Com a compra, chegará a 50 MHz, mas terá de
devolver uma de suas faixas de frequência porque haverá sobreposição, outra
barreira imposta pela legislação do setor.
O assunto foi
discutido na semana passada durante a reunião do Sinditelebrasil, associação
que representa as empresas do setor.
A Folha apurou que,
inicialmente, a ideia era "o setor" mover uma ação contestando a
possível anuência da Anatel ao negócio. A discussão ficou em aberto.
Na edição de ontem, a
Folha revelou que, há um ano, a Nextel vinha destrinchando as contas da Unicel
interessada em comprá-la. A Nextel tem certeza de que o processo de cassação
das licenças será arquivado pela agência e que comprará a companhia por R$ 370
milhões.
A maior parte desse
dinheiro vai para os credores, incluindo a própria Anatel. Ainda não se sabe
quanto irá para os controladores.
O objetivo da Nextel
é ficar com as frequências de 1,8 GHz ainda em posse da Unicel, que permitirá
fazer telefonia 3G e 4G no país.
Só recentemente, a
Nextel conseguiu entrar no mundo 3G ao adquirir licenças no "leilão das
sobras".
Em 2008, quando o
serviço foi lançado no país, ela participou do leilão, fez os preços das
licenças na disputa saltarem, em média, 104% e não levou nenhum lote. Naquela
ocasião, o governo arrecadou R$ 5,4 bilhões.
Agora, ela pode
adquirir essas frequências via Unicel pagando menos. Em junho, as quatro
operadoras aderiram ao leilão do 4G a contragosto e desembolsaram R$ 2,9
bilhões pelas licenças.
Nos bastidores, as
líderes do mercado reclamam que o governo está favorecendo a Nextel pagando um
"pedágio" por ela ter inflado o preço do 3G. Elas consideram que a
possível anuência para a compra da Unicel entraria nesse "pacote" que
pretende fortalecer a Nextel.
Também faria parte da
"benesse" a recente aprovação do PGMC (Plano Geral de Metas de
Competição) que, na prática, obriga Vivo, TIM, Claro e Oi a
"subsidiarem" o crescimento de operadoras menores, como a Nextel.
Isso porque a nova
regra muda a cobrança das chamadas entre operadoras. Quem efetua um telefonema
para a concorrente paga um custo por minuto. Antes, esse custo era cheio para
todas, independentemente de seu porte. Agora, as quatro maiores pagarão 80% às
menores que, por sua vez, só pagarão 20% às líderes.
O governo quer, com
isso, estimular o fim da diferença de preços entre as chamadas realizadas
dentro e fora da rede da operadora e "usar" a Nextel para derrubar os
preços, a exemplo do que fez com o Banco do Brasil e com a Caixa na queda dos
juros.
Nova regra afeta
captação de debêntures de elétricas
Valor 12.11.2012 -
Diante das incertezas no setor privado em torno do processo de renovação das
concessões de energia elétrica, a Eletrobras resolveu adiar para o ano que vem
os planos de captar R$ 2 bilhões no mercado em uma emissão de debêntures. A
estatal é a segunda a ter os planos de captação afetados pelo pacote do governo
para reduzir o custo da energia. Em setembro, a Eletropaulo precisou aumentar
os juros para viabilizar emissão de R$ 750 milhões em debêntures.
Na sexta-feira, em
seminário organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Associação
Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) sobre o assunto,
representantes de alto escalão do governo asseguraram que não haverá ruptura de
investimentos e defenderam a legalidade do processo.
....O diretor-geral
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, garantiu que as
novas tarifas preservam uma margem de lucro em torno de 10% para empresas que
aceitarem prorrogação das concessões com vencimento entre 2015 e 2017. A renovação está
sendo antecipada para o ano que vem. Em média, as tarifas propõem uma receita
média de R$ 9 por MWh para as geradoras, sem contar tributos e custos de
transmissão. "Calculamos o valor de operação e manutenção dos ativos e, em
cima dele, colocamos mais 10%. Quem for mais eficiente, terá mais
lucratividade", disse Hubner.
Já o ministro
interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o governo poderá
explorar diretamente as usinas e linhas de transmissão cujas concessões vencem
até 2017, caso os atuais donos não aceitem as condições para renová-las
antecipadamente. "Essas concessões voltam para o governo. E a União decide
se vai licitar ou explorar diretamente", disse ao Valor.
Zimmermann acredita
que, se o governo optar por licitar as concessões ao fim do contrato, a tarifa
de operação e manutenção dos empreendimentos pode ser menor que a que está
sendo proposta agora para quem aceitar antecipar a renovação. A queda viria de
uma esperada competição no leilão, que seria vencido por quem oferecer a menor
tarifa.
Ele questionou os
cálculos feitos por um banco de investimentos, aos quais o Valor teve acesso,
que indicavam perdas totais de R$ 47,6 bilhões, caso as elétricas aceitem
renovar as concessões nas condições do governo.
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