sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Azul.CA.23.11

Daily News
 
 
Estadão 23.11.2012 - Denúncias apontam irregularidades nas promoções de Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop. Sete varejistas que participam do Black Friday foram notificadas pelo Procon-SP nesta sexta-feira, 23. Segundo o órgão, denúncias feitas por consumidores indicam que as redes estão promovendo "maquiagem nos descontos". Segundo o órgão, as irregularidades estariam sendo praticadas pelas lojas virtuais de Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop. Já o Extra foi notificado em suas lojas física e virtual.
Ferramentas disponíveis na internet ajudam o consumidor a acompanhar o histórico dos preços dos produtos e assim, checar se o valor pedido é realmente vantajoso, conforme mostrou reportagem do Link. Apesar da promessa de descontos - alguns chegam a 90% - muitas empresas aumentaram os preços dos produtos antes do Black Friday. Segundo o Procon, tal prática é ilegal.
O Procon-SP deu prazo até a próxima sexta-feira, 30, para as empresas se manifestarem. O órgão também pediu ao organizador do Black Friday explicações sobre problemas observados pelos consumidores ao acessar alguns links de ofertas e sites de lojas.
O diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, explica que a venda de produtos e serviços, seja em lojas físicas ou online, deve seguir as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
"O prazo de devolução da compra feita pela internet é de até sete dias. O negócio pode ser cancelado neste intervalo de tempo seja qual for o valor cobrado", afirma Góes.
Se o produto for entregue com defeito, explica o diretor executivo, a loja virtual tem 30 dias para solucionar o problema; caso contrário, o consumidor pode escolher entre receber uma mercadoria nova ou ser reembolsado.
 
Brasil Econômico 23.11.2012 - Os papéis que forem emitidos durante o processo receberão integralmente os dividendos e/ou juros sobre o capital próprio.
No total, 1,17 bilhão de papéis ordinários serão subscritos, podendo incrementar o capital em até R$ 2,63 bilhões.
A Vanguarda Agro comunicou nesta sexta-feira (23/11) que o seu conselho de administração aprovou um aumento de capital no valor de R$ 350 milhões, por meio da subscrição privada de 1,17 bilhão de papéis ordinários.
A empresa poderá incrementar o capital social em até R$ 2,63 bilhões se conseguir a emissão da totalidade das ações.
Os papéis que forem emitidos durante o processo receberão integralmente os dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, além de outros direitos que sejam declarados a partir desta segunda-feira (26/11).
A emissão de cada ação será cotada a R$ 0,30, superando o preço médio das ações negociadas entre 10 de agosto e 6 de novembro. Neste contexto, haverá um deságio de 17,63%.
Durante a subscrição das novas ações, os acionistas terão preferência. Cada ação ordinária confere direito de subscrever 0,502 ação emitida no aumento de capital. Para garantir preferência, o acionista deve manifestar interesse em até 30 dias após a abertura da subscrição.
 
Brasil Econômico 23.11.2012 - A empresa afirmou que está em negociações para operações logísticas na planta de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.
Segundo a companhia, o objetivo é tornar a Agrenco novamente operacional.
A Agrenco Limited, detentora de plantas de esmagamento de soja no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, assinou contrato com a América Latina Logística (ALL) para operações de transporte e armazenagem em sua unidade do Alto Araguaia (MT).
A empresa afirmou que está em negociações para operações logísticas na planta de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.
Segundo a companhia, o objetivo é tornar a Agrenco novamente operacional.
A Agrenco Holding, controladora da empresa, fechou termo de compromisso com seus credores, prevendo a suspensão das medidas judiciais e extrajudiciais pelo prazo de 30 dias. Durante o prazo, a empresa se comprometeu a buscar uma solução de mercado, com a entrada de investidor para capitalizar o grupo.
A empresa de agronegócios enfrenta, desde 2008, um processo de recuperação judicial.
 
Folha 23.11.2012 - A balança comercial de produtos químicos no Brasil deve registrar neste ano o maior deficit de sua história, segundo a Abiquim (associação da indústria química).
O saldo negativo pode superar US$ 28 bilhões, ante US$ 26,5 bilhões em 2011.
De janeiro a outubro, a importação foi de US$ 35,4 bilhões, enquanto a exportação passou de US$ 12 bilhões.
Ante o mesmo período de 2011, as compras externas subiram 1,4%. As exportações caíram 5,2%, segundo Denise Naranjo, diretora da Abiquim.
"O que nos preocupa não é só a importação dos produtos químicos, mas também a dos que são fabricados a partir de químicos, como fibras, farmacêuticos, detergentes, tintas, vernizes. Todos tiveram alta nas importações."
As resinas termoplásticas foram as mais exportadas até outubro, com vendas de US$ 1,9 bilhão. Mas em relação ao mesmo período de 2011, as vendas recuaram 7,8%.
"O que piora é a competição asiática, além da crise na Europa que desvia o comércio para cá, elevando as nossas importações", diz.
Para Fernando Figueiredo, presidente da entidade, o câmbio pode contribuir para o equilíbrio da balança em 2013. "O câmbio já melhorou, mas o governo deveria continuar tomando ações para que chegue a R$ 2,50, que seria razoável", afirma.
 
Valor 23.11.2012 - Um dos principais acionistas pessoa física da Eletrobras vai encaminhar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma queixa sobre a MP 579 e a possibilidade de a Eletrobras, controlada pela União, concordar com a renovação antecipada das concessões.
Eduardo Duvivier Neto, representado pelo escritório de advocacia Lobo & Ibeas, solicitará à CVM a suspensão da assembleia que discutirá o tema, marcada para 3 de dezembro, por conta de informações que avalia como “insuficientes e erradas” divulgadas no edital de convocação da reunião. Também vai solicitar que, caso a assembleia aconteça, o controlador não vote sobre o assunto, uma vez que existiria um conflito de interesses.
“A CVM é a polícia do mercado. Sua função primordial é impedir que coisas como essas aconteçam. A questão é que a CVM é também controlada pelo governo federal e a independência dela nem sempre prevalece”, afirma Joaquim Simões Barbosa, sócio do Lobo & Ibeas. “Tememos que haja alguma pressão, mas a intenção de Duvivier Neto em acionar a CVM é na confiança de que a independência da autarquia irá prevaleçer”, afirmou.
Na avaliação de Simões, o ponto mais relevante na reclamação é a existência de um conflito de interesses na MP desejada pelo governo e nas atividades da companhia.
“A lei não permite que o acionista controlador vote onde há conflito de interesses. A medida vai implicar que a Eletrobras concorde em diminuir créditos que tem com a União superiores a R$ 30 bilhões para um valor de cerca de R$ 14 bilhões. Essa é uma situação de evidente conflito”, avalia.
Segundo Barbosa Simões, ainda que se argumente que a Eletrobras é uma empresa de economia mista, que tem por finalidade o lucro, mas também atender a políticas públicas, o conflito de interesses no aspecto dos créditos continua a existir. Além disso, lembra, o governo está dizendo que a MP tem o objetivo de reduzir as tarifas de energia e as análises hoje disponíveis no mercado dão conta de que ela terá exatamente o efeito contrário.
Quatro profissionais do Lobo & Ibeas estão estudando o assunto. Além de Simões Barbosa, Rafael Ney, Guilherme Leporace e Daniel Vio.
Eles argumentam que o pedido de suspensão da assembleia será embasado pelo fato de a empresa ter convocado a assembleia sem ter esclarecido todos os dados relevantes sobre o tema. Na avaliação do escritório, a Eletrobras não explica claramente como vai adequar seus custos após a renovação e o edital traz também uma informação inverídica. Também diz que a redução de créditos com a União aconteceria de qualquer forma, aceitando ou não a opção de renovação. “Isso não é verdade. A perda só ocorrerá se ela concordar. A informação colocada dessa forma prejudica a análise dos minoritários, afirma. “Os episódios caracterizam abuso de controle da União. O acionista e os administradores têm a obrigação de votar no melhor interesse da companhia. E aprovar a renovação antecipadamente vai contra os interesses da companhia, basta ver a forte quedas das ações da empresa nos últimos pregões”, diz Simões Barbosa.
Além de entrar com a queixa à CVM, a Lobo & Ibeas também estuda entrar em juízo contra a aprovação da medida pela empresa. Se a CVM não ouvir as queixas de Duvivier Neto, diz Simões, as alternativas podem ser solicitar a suspensão da assembleia ou processar a União.
Na assembleia da Eletrobras também está prevista a eleição de um conselheiro dos minoritários. Mauro Cunha, presidente da Amec, associação que representa os minoritários, não aceitou o convite para ocupar o posto.
 
Valor 23.11.2012 - A Fundação Getulio Vargas (FGV) espera o aumento do investimento na economia brasileira em 2013 com a manutenção da taxa de juros nos patamares atuais.
“Nossos modelos apontam uma recuperação dos investimentos em 2013, com crescimento de 8,6%”, afirmou a economista do Instituto Brasileiro de Economia da fundação (Ibre-FGV) Silvia Matos durante o seminário Perspectivas da Economia Brasileira para 2013.
“Mas os modelos têm superestimado as previsões nos últimos dois anos. E o investimento no próximo ano pode ser menor um pouco do que essa estimativa”, ressaltou.
No terceiro trimestre deste ano, a taxa de investimento caiu para 17,9% ante 18,8% no segundo trimestre.
 
Valor 23.11.2012 - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou há pouco que avaliará, caso a caso, a possibilidade de conceder dispensa de requisitos  em oferta pública de distribuição de valores mobiliários. A informação foi adiantada na edição de hoje do Valor.
As dispensas visam facilitar o acesso de companhias de menor porte à captação de recursos por meio de ações no mercado. A CVM se diz disposta a apreciar pedidos de registro de ofertas mediante procedimento simplificado, com dispensa dos requisitos de não observância do limite máximo de colocação de ações em quantidade equivalente a um terço dos ativos em circulação no mercado.
O ofertante estaria dispensado da apresentação do prospecto de distribuição, sendo substituído pelo edital de oferta pública em bolsa de valores. Dessa forma, a formação do preço aconteceria por meio da realização de leilão em mercado regulamentado.
“A CVM está disposta a autorizar ofertas de distribuição de ações por meio de leilão em bolsa, mesmo quando estejam sendo ofertadas ações em número superior a um terço das ações em circulação”, disse a autarquia em comunicado enviado à imprensa.
Para pedir o registro simplificado da operação, a empresa não pode ser de grande porte nem pré-operacional e deve ser registrada na CVM como categoria A, que permite a emissão de ações. O montante da oferta não pode ser superior a R$ 150 milhões, a operação deve se destinar apenas a investidores qualificados e a companhia não poderá repetir a oferta dentro de seis meses.
A CVM afirmou que o processo de preparação dos prospectos das ofertas é “bastante importante para assegurar a qualidade das informações”. A autarquia ressaltou, por outro lado, que entende que o processo pode ser dispensado quando avaliado o interesse de viabilizar o acesso de emissores de menor porte ao mercado de capitais.
 
Estadão 23.11.2012 - A região Centro-Oeste não conseguiu manter o volume de seu mercado de trabalho e fechou 469 vagas líquidas, já descontadas as contratações, em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Além disso, outro fator que chama atenção foi o fato de o Sul ter ultrapassado o Sudeste na criação de postos de trabalho no mês passado. O Sul foi responsável pela geração de 26.819 vagas em outubro, enquanto o Sudeste criou 25.301 postos no mesmo período. No Nordeste, o saldo líquido foi de 13.747 novas vagas formais e no Norte, de 1.590.
Apesar do desempenho da Região Sul, a maior geração de postos de trabalho seguiu no Sudeste, com São Paulo responsável por 21.067 vagas. Em seguida vieram os Estados do Rio Grande do Sul (11.194), Santa Catarina (8.969), Rio de Janeiro (6.864) e Paraná (6.656). Já entre os Estados que fecharam maior quantidade de vagas no mês passado, destaque para Minas Gerais (5.039), Bahia (4.886) e Goiás (1.671).
Com relação aos setores de atividade, apenas três apresentaram aumento de vagas formais de trabalho em outubro, segundo o Caged. São eles: Comércio (49.597), Serviços (32.724) e Indústria da Transformação (17.520).
Os demais registraram retração de vagas. O que mais encolheu no mês passado foi Agricultura, com o fechamento de 20.153 vagas a mais do que as contratações. A Construção Civil fechou 8.290 postos no período, enquanto a administração pública perdeu 3.521. No caso de serviços industriais, o fechamento foi de 597 vagas e, de extrativa mineral, de 292.
 
MonitorMercantil 23.11.2012 - A produção da indústria brasileira cresceu em outubro, segundo consulta a empresários feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de evolução da produção passou de 47,1 pontos em setembro para 54,9 pontos em outubro. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu 3 pontos e atingiu 46,8 pontos, aproximando-se da linha divisória dos 50 pontos, o que indica redução da ociosidade do setor. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial da CNI. De acordo com a metodologia da pesquisa, valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva das variáveis envolvidas.
Na avaliação da entidade, o crescimento da produção se deve ao ajuste dos estoques do setor, que caíram. O indicador de estoques efetivos em relação ao planejado alcançou 50,5 pontos, resultado considerado positivo. Mas, apesar do aumento da produção em outubro, o emprego industrial ficou estável pelo terceiro mês consecutivo, em 50,2 pontos. Na avaliação de Marcelo Ávila, economista da CNI, o motivo para isso e para a UCI abaixo da linha dos 50 pontos é que "a recuperação atividade industrial ocorre de forma lenta".
A expectativa dos empresários para os próximos seis meses é que haverá queda na atividade. Eles prevêem retração em razão da sazonalidade. No final do ano, costuma haver recuo na produção, que está elevada em outubro em função da aproximação do Natal e do Ano-Novo. O indicador de expectativa em relação à demanda para os próximos seis meses caiu de 56,9 pontos para 55,7 pontos.
A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 14 de outubro com 1.796 empresas de todo o país. Dessas, 628 são pequenas, 690 são médias e 478 são de grande porte.
 
MonitorMercantil 23.11.2012 - A busca pelo status de Indicação Geográfica (IG) para vinhos finos e espumantes Vinhos da Campanha do Rio Grande do Sul foi deflagrada pela cadeia produtiva da região e tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A previsão de duração do projeto é de cerca de três anos e para a execução dos trabalhos serão aportados R$ 2,17 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A conquista do selo agrega valor ao segmento de vinhos e espumantes da região, tornando o produto competitivo no mercado pelo reconhecimento diferenciado, além de garantir a sua procedência.
- O IG muda a visão do produto, agrega valor, protege o produtor da concorrência desleal e abre portas para sua inserção no mercado externo - destacou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério, Caio Rocha.
O objetivo de uma IG é justamente chegar ao produtor para que os alimentos ganhem em qualidade e a sua procedência seja de fato reconhecida. O papel do Ministério da Agricultura é o de fomentar, por meio de orientações técnicas, como se obtém o registro da indicação. O Ministério também pode aportar recursos quando for demandado, não é o caso deste trabalho específico. A equipe do projeto é composta por 41 pesquisadores, 30 colaboradores, entre técnicos, administrativos e bolsistas de sete instituições de ciência e tecnologia da região. A coordenação caberá ao pesquisador da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS), vinculada do Mapa, José Eduardo Monteiro.
Existem duas espécies ou modalidades de Indicação Geográfica: "Indicação de Procedência (IP)" e "Denominação de Origem (DO)". No Brasil, 14 produtos agropecuários têm registro de IG como "Indicação de Procedência" e quatro como "Denominação de Origem". Entre eles, estão os vinhos da IP Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul; o café produzido na região do Cerrado Mineiro; e a cachaça de Paraty, além da recente conquista do selo pelos produtores de cachaça da região de Salinas, em Minas Gerais. Eles receberam o reconhecimento da Indicação Geográfica para a cachaça da região, em julho deste ano. Foi a segunda região do Brasil a receber o status como indicação de procedência da cachaça, após Paraty, no Rio de Janeiro.
 
Valor 23.11.2012 - O Grupo Delfin, dono de uma rede de seis clínicas de medicina diagnóstica no Nordeste, fechou a venda de uma participação acionária para a Kinea, gestora de fundos alternativos do banco Itaú. O negócio envolverá o controle compartilhado entre o fundador da empresa, o médico Delfin Gonzalez Miranda, e a firma de investimentos em uma holding que deterá a maior parte das ações da rede de laboratórios, apurou o Valor.
Com um faturamento da ordem de R$ 100 milhões e crescimento anual na casa de dois dígitos, o Delfin possui unidades na Bahia e Rio Grande do Norte e é líder em diagnóstico por imagem na região. A concretização do negócio ainda está sujeita à aprovação de órgãos reguladores. Procurada, a Kinea não comentou o assunto. Nenhum representante do Delfin foi localizado.
Antes de fechar com a Kinea, a companhia já havia sido abordada por outros fundos. Além do negócio em si, as gestoras foram atraídas pela possibilidade de associação com o fundador do Delfin, um médico e empresário respeitado na região.
O setor de medicina diagnóstica sempre chamou a atenção das firmas de private equity - que investem na compra de participações em empresas. O Pátria Investimentos foi um dos pioneiros com o aporte na Dasa. Há dois anos, a gestora voltou ao segmento com a criação de uma nova empresa, batizada de Alliar. A Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, entrou na área no ano passado, com a compra de uma participação na rede Hermes Pardini, de Belo Horizonte.
O movimento da Kinea reflete ainda uma outra tendência dos grandes fundos de private equity: a busca de oportunidades de negócio fora do eixo Rio-São Paulo. A Região Nordeste é apontada uma das mais promissoras, em consequência das altas taxas de crescimento econômico e com a perspectiva de consolidação das empresas.
O investimento no Delfin deve ser o primeiro do fundo de R$ 1 bilhão captado pela Kinea neste ano. A gestora já possui investimentos no Grupo Multi, de rede de ensino profissionalizante e de idiomas, e na locadora de veículos Unidas.
Entre os alvos de aquisição do novo fundo estão empresas médias, com geração de caixa (Ebitda) anual da ordem de R$ 70 milhoes, afirmou Cristiano Lauretti, sócio responsável pela área de private equity, em entrevista ao Valor no início do outubro.
Na ocasião, o executivo destacou o interesse da Kinea em empresas com forte presença regional e em setores fragmentados, como o de saúde - exatamente o caso da Delfin. Com os recursos do novo sócio, a expectativa é que a companhia parta para aquisições de laboratórios menores na região.
 
Valor 23.11.2012 - Celso Manzatto: "Produtor que investe na conservação dos recursos naturais, deve ser recompensado".
Cerca de 30% das emissões de dióxido do carbono resultante das atividades humanas vêm da agricultura, incluindo-se nessa conta as emissões indiretas do desmatamento e das mudanças no uso da terra, além da produção de fertilizantes e a refrigeração de alimentos. "A necessidade de mudar o sistema de produção para adotar um modelo agrícola de baixo carbono e oferecer alimentos seguros, abre um conjunto de oportunidades de inovação para o país", afirma o chefe da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto. Ele explica que isso significa fazer uma gestão de agricultura mais eficiente e planejada para adequar o conhecimento existente aos solos e climas tropicais e criar incentivos por meio de políticas públicas e recursos financeiros para a adoção dessas medidas pelo produtor rural.
"O fato de ter cobertura vegetal e riquezas naturais não vai nos garantir ser um país importante na área agrícola se não tivermos um diferencial significativo na inovação tecnológica", diz Manzatto. "Além disso, o produtor rural que investe na conservação dos recursos naturais, com custos adicionais de produção, deve ser de alguma forma recompensado." Ele cita algumas áreas promissoras para iniciativas e práticas verdes: aumento da eficiência de práticas convencionais para redução do consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos; desenvolvimento de insumos biológicos e novos fertilizantes, controle de aplicação de agrotóxicos, sistemas de cultivo e de pecuária com redução de emissões de gases do efeito estufa e aumento da eficiência energética na produção.
"São áreas que extrapolam a engenharia agrícola e envolvem a indústria química, biologia e genética entre outras", diz. Manzatto ressalta também que o desenvolvimento de novas tecnologias no campo vão ao encontro do redesenho do agroecossistema, tendo como base um novo conjunto de processos que levam em conta o ordenamento territorial, a valoração e pagamento de serviços ecossistêmicos, o incentivo à produção orgânica ou de base ecológica e o aproveitamento da biodiversidade.
O pesquisador lembra os projetos no combate ao aquecimento global financiados pelo Programa ABC do Ministério da Agricultura para facilitar a difusão de práticas sustentáveis entre produtores rurais como um incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias. O programa oferece R$ 2 bilhões em financiamento para ações relacionadas ao plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema de integração lavoura-pecuária-florestas, que contribuem para a preservação das áreas de produção. Outra área estratégica para o país é o desenvolvimento de cultivos mais resistentes às intempéries, como a seca, principal ameaça ao agronegócio brasileiro, ou mais adaptados às mudanças climáticas.
Entre as áreas mais desenvolvidas em termos de sustentabilidade está também a tecnologia de plantio de cana-de-açúcar e de produção de etanol, que acabou resultando nos carros flex, destaca Jacques Markovitch, da Faculdade de Economia e Administração da USP.
Os projetos de melhoramento da planta conduzidos pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) visam aumentar a produção de combustível e de biomassa com o menor impacto ambiental possível. Incluem uso adequado do solo, da água e redução das emissões de poluentes. "Além disso, já é possível pesquisar em laboratório uma cana transgênica com mais sacarose ou menos lignina e observar avanços expressivos no pré-tratamento do bagaço para produção de etanol de eficiência superior", lembra o economista.
Alguns empreendedores começam a desenvolver produtos baseados na biodiversidade, como chama a atenção o coordenador do projeto inovação e sustentabilidade na cadeia de valor do Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGVCes), Paulo Branco. Ele dá como exemplo a Terpenoil, empresa de tecnologia orgânica para limpeza e lubrificação com base nos terpenos da laranja; e a Atina, de solução de rastreabilidade e formalização da cadeia produtiva de bisabolol de candeia com uso na indústria de cosméticos. As duas empresas foram consideradas referência de inovação e sustentabilidade como fornecedores pelo projeto em 2012 pelo FGVCes.
 
Valor 23.11.2012 - Jonathan Medved, da OurCrowd: "Novatas com planos além do mercado local".
A formação de um ecossistema favorável à inovação e o número crescente de companhias novatas no Brasil atraíram ao país investidores do Vale do Silício, nos Estados Unidos, e da Europa. Agora, parece ser a vez de Israel - outro importante polo mundial de inovação tecnológica -  sua atenção ao país, pelos mesmos motivos.
Em sua primeira visita ao Brasil, Jonathan Medved, um dos principais investidores de empresas novatas de tecnologia em Israel, planeja se reunir com companhias brasileiras que possam ser alvos de aportes. "Espero que tenhamos uma empresa no Brasil em breve", disse Medved, que participou, ontem, de um evento promovido pela Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.
Atualmente, Medved lidera a OurCrowd, que tem como objetivo reunir investidores-anjos de diversas regiões interssados nas startups selecionadas por Medved e outros especialistas. As companhias novatas de Israel são o principal foco, mas o investidor já começou a procurar negócios em outros países.
"Estamos concluindo um investimento em uma companhia dos Estados Unidos e em outra na Austrália", afirmou Medved, sem mencionar os nomes das empresas. O investidor não descartou a possibilidade de uma companhia brasileira ser a próxima empresa fora de Israel a receber um aporte.
O principal critério para receber a chancela de Medved? Ambição. "Startups que tem como limite o crescimento em seus mercados locais podem interessar a outros investidores, mas não a mim. Procuro empresas que pensem em ser globais desde o início. Se é para sonhar, que seja grande", disse ele ao Valor.
Essa busca pela expansão internacional é característica da cultura de empreendedorismo de Israel. Por ter um mercado interno relativamente pequeno, com uma população de cerca de 8 milhões de pessoas, as companhias são obrigadas a atuar em outros países para crescer.
A estratégia de Medved é investir em companhias novatas em estágio inicial. Essa é a fase em que é mais difícil captar recursos, tanto no Brasil quanto em outros polos de inovação, conforme mostrou um estudo global conduzido pela Telefónica Digital e pela Genome.
Segundo Medved, o principal motivo para essa escassez de recursos na fase inicial dos negócios é o medo dos investidores de assumir risco. O receio de errar é outro inimigo. "Falhar é parte do jogo. Nenhum time de futebol vence todos as partidas e no universo dos negócios também funciona assim", disse o investidor. Um dos aportes feitos por Medved foi no serviço israelense de comparação de preços Shopping.com, vendido para a americana eBay por US$ 620 milhões, em 2005.
No Brasil, Medved disse acreditar que a oferta de recursos para financiar projetos em estágio inicial tende a crescer à medida que o ecossistema de inovação do país amadurece. Ele citou como exemplo o Vale do Silício, onde uma geração de empreendedores que recebeu aportes para iniciar seus negócios tornou-se, mais recentemente, uma fonte de financiamento para novos projetos. Como exemplo no Brasil, Medved citou como exemplo Romero Rodrigues, executivo-chefe e cofundador do Buscapé.
 
Brasil Econômico 22.11.2012 - O Brasil é o país que possui maior área disponível para crescer sem precisar derrubar nenhuma árvore, somando 394 milhões de hectares.
No entanto, o presidente da companhia, Ricardo Pansa, não descarta aquisições. Em relação às ações, analista recomenda a compra, mas alerta para riscos.
Depois de incorporar a Quirios e iniciar sua reestruturação em abril deste ano, a Nutriplant, empresa que atua no desenvolvimento e produção de micronutrientes de solo no Brasil, se prepara para crescer nos próximos anos, com a entrada de mais investidores e aquisição de outras empresas.
"Uma das vertentes de crescimento é a aquisição de empresas que atuam no nosso segmento. Não temos nenhum plano sobre aquisições para o próximo ano, mas caso haja oportunidade, vamos aproveitar", disse, nesta quinta-feira (22/11), Ricardo Pansa, diretor-presidente da companhia. Para a incorporação houve aumento de capital de R$ 22 milhões.
Em relação aos acionistas, atualmente a empresa possui 79,3% das ações sob o controle da família e o restante negociado no mercado. Entre os detentores de ações, estão o BNDES, a Fama Investimentos, o fundo Galícia, a gestora Pragma e o HSBC. "Nosso intuito agora é aumentar a visibilidade da empresa para atrair mais investidores e aumentar nossa liquidez", explica Pansa.
Para isto, o presidente aposta em um mercado em ascensão. Segundo ele, o Brasil é o país que possui maior área disponível para crescer, sem precisar derrubar nenhuma árvore, somando 394 milhões de hectares, contra 269 milhões de hectares nos Estados Unidos e 220 milhões de hectares na Rússia.
"Nosso mercado é extenso e queremos expandir mais. Temos focado em pesquisa e desenvolvimento de uma linha de produtos fisiológicos, com o objetivo de permitir o produtor rural de usar todo o potencial genético da planta", pontua Pansa. De acordo com a consultoria em agronegócio Informa Economics, o mercado de fertilizantes no Brasil deve aumentar 9% ao ano.
Com a venda da divisão de fertilizantes de solo, por R$ 24,4 milhões, a empresa conseguiu reduzir parte de sua dívida, que era algo que preocupava o investidor. A dívida líquida reduziu em R$ 14 milhões em 18 meses, somando R$ 25 milhões, gerando caixa de R$ 6,2 milhões.
Neste sentido, a empresa espera bons resultados diante da incorporação da Quirios. A partir de janeiro, a planta de fertilizantes especiais, localizada em Paulínia, interior de São Paulo, passará à cidade de Barueri, onde está localizada da fábrica da Quirios. "Desta forma, com as sinergias das duas plantas, haverá redução de 25% das despesas operacionais", diz o presidente.
Além disso, Pansa destaca ainda que a companhia possui R$ 15,3 milhões em impostos a recuperar. "Conseguimos recuperar este valor em cinco anos a partir do ano que vem. O fluxo de caixa que este valor deve gerar por ano é de, em média, R$ 3 milhões". Já o recebimento das parcelas da venda de ativos totaliza R$ 19,1 milhões até 2018. "A junção desses dois já seria o suficiente para quitar os endividamentos", avulta Ricardo Pansa.
Ações: Atualmente, as ações da companhia, que encontram-se no segmento Bovespa Mais, estão em cotadas a R$ 2,40. De acordo com Paulo Esteves, analista da Gradual Investimentos, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 4,38.
No entanto, ele alerta para os riscos que envolvem a empresa. "É uma história muito curta, desde a incorporação. O setor agrícola é um segmento cíclico e de elevada concorrência", podera o analista.
Segundo Esteves, atualmente existem mais de 120 empresas que misturam os insumos para concorrer com a Nutriplant. No entanto, ele destaca que ela é a única a possui capital aberto e que se a estratégia for acertada, ela é uma boa candidata a se consolidar neste segmento. Outro risco é a base de clientes. Em 2011, um único cliente respondia por 30% da receita e isso pode gerar instabilidade à companhia.
"Eu estou otimista com a empresa. Ela diminuiu o endividamento e vejo uma perspectiva boa diante de uma vocação natural do Brasil para o agronegócio. Se continuar a amadurecer deve ingressar para o Ibovespa de três a cinco anos. Mas, para atrair o investidor, terá que mostrar resultados", completa o analista.
 
Estadão 23.11.2012 - Fábrica da J&F recebeu R$ 6,2 bilhões em investimentos e saiu no prazo, mas ainda não tem eucalipto próprio para toda a produção. A Eldorado Brasil, projeto de celulose da holding J&F em Três Lagoas (MS), teve suas máquinas acionadas pela primeira vez na semana passada, dois anos após o lançamento da pedra fundamental do empreendimento, que consumiu R$ 6,2 bilhões em investimentos. Mas a unidade, que tem capacidade inicial de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, enfrenta um desafio: conseguir florestas para alimentar a fábrica em seus primeiros anos de operação.
A empresa afirma que começou a desenvolver seus projetos florestais ainda em 2006, mas admite que não tem madeira suficiente para abastecer a unidade. A ideia da Eldorado – cuja inauguração oficial será em 12 de dezembro – é chegar perto da capacidade total já em 2013, e possivelmente estendê-la para 1,7 milhão de toneladas a partir de 2014.
Mas concorrentes afirmam que conseguir matéria-prima para extrair celulose pode ser um problema, já que não há muita madeira "independente" no mercado, pois as fabricantes compram grandes áreas para evitar a escassez. "Num primeiro momento, terão de trazer madeira de longe", diz um concorrente.
As florestas também são um empecilho diante das ambições futuras da companhia. Segundo o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich, a empresa prevê triplicar sua capacidade de produção com a construção de duas novas unidades anexas à atual. Isso elevaria a produção para cerca de 5 milhões de toneladas ao ano, o que aproximaria a companhia das atuais líderes de mercado, Fibria e Suzano.
No entanto, Grubisich admite que é impossível triplicar a área plantada com eucaliptos – a empresa contabiliza cerca de 160 mil hectares atualmente – em menos de dez anos. A saída para esse "labirinto", afirma ele, está no investimento pesado em pesquisa e manejo florestal.
Do total de R$ 6,2 bilhões aplicado na construção do projeto Eldorado, R$ 900 milhões foram destinados às florestas. Ao contrário do que faz boa parte da concorrência, a empresa não vai terceirizar a administração de suas áreas de eucalipto. Dos 2,5 mil trabalhadores atualmente envolvidos na Eldorado Brasil, cerca de 1,8 mil trabalharão nas áreas de florestas, de acordo com o executivo.
Para que as outras duas unidades em Três Lagoas saiam do papel, explica Grubisich, o centro de tecnologia florestal criado pela empresa terá de encontrar maneiras de reduzir ainda mais o ciclo do eucalipto. A vantagem competitiva do Brasil no setor está baseada justamente no fato de que as árvores ficam adultas após seis anos, um a menos do que na Europa. Mas a Eldorado acredita que dá para reduzir ainda mais esse prazo.
Entre as alternativas estudadas pela empresa estão variedades que possam ser cortadas em cinco anos e árvores que contenham mais polpa do que as atuais. "Todo o projeto se baseia na lógica de reduzir custos", diz Grubisich.
 
Valor 23.11.2012 - Após reunião realizada na tarde de hoje na Superintendência do Trabalho e Emprego, no Recife, foi fechado um acordo que pôs fim a mais uma greve dos 54 mil operários que trabalham na construção da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, projetos da Petrobras no litoral sul de Pernambuco.
De acordo com o sindicato representativo da categoria (Sintepav-PE), foi atendido o principal pleito dos grevistas, que era a equiparação salarial entre os trabalhadores que exercem as mesmas funções. Uma tabela com os novos valores foi apresentada aos trabalhadores, que decidiram  ao trabalho após 22 dias.    
“Como os trabalhadores já sabiam do avanço das negociações, muitos já am hoje ao trabalho. Mas amanhã todos voltam normalmente. Foi uma vitória histórica para a categoria, com os objetivos alcançados”, disse em nota o presidente do Sintepav-PE, Aldo Amaral.
Diante do impasse que vinha se arrastando entre trabalhadores e os consórcios responsáveis pelas obras, as negociações foram mediadas pelo Ministério do Trabalho.
Em nota, o ministro Brizola Neto disse que “prevaleceu o bom senso”. Segundo ele, o fim da greve permitirá a retomada de uma obra que é “vital para o Nordeste e para o país”.
O sindicato ainda tenta reverter na Justiça as demissões por justa causa de trabalhadores que cruzaram os braços. De acordo com Brizola Neto, a expectativa do ministério é de que as demissões sejam revistas.
 
Folha 22.11.2012 - Decisão unânime da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determina que a Cervejaria Petrópolis, produtora da cerveja Itaipava, pague indenização de R$ 200 mil, por danos morais, além de danos materiais cujo valor ainda será apurado, à Ambev.
A decisão é mais um capítulo da chamada guerra das cervejas sobre a suposta configuração de concorrência parasitária entre as cervejarias. Cabe recurso.
O imbróglio começou com o lançamento pela Brahma da lata vermelha de cerveja com o slogan "O sabor da sua Brahma agora na cor da Brahma" para identificar a sua marca. Dois meses depois, a concorrente lançou no mercado uma lata da cerveja Itaipava na cor branca, em edição comemorativa do patrocínio da fórmula Stock Car que, posteriormente, foi trocada por uma lata também na cor vermelha.
No processo, a Ambev argumentou que sua campanha demandou vultoso investimento e que a medida tomada pela concorrente tinha como objetivo fazer com que ela pudesse aproveitar-se da inovação inserida no mercado.
Já a cervejaria Petrópolis disse que a cor vermelha é intimamente ligada à sua marca e à cerveja Itaipava há muitos anos. Afirmou que a cervejaria Ambev pegou carona para alavancar o seu mercado de consumo com a lata de cor vermelha, que pertenceria ao seu trade dress.
Ambas as empresas foram procuradas, mas não se manifestaram a respeito da decisão.
Segundo o voto do desembargador relator do processo, Edson Aguiar de Vasconcelos, houve utilização da estratégia publicitária da concorrente por parte da Cervejaria Petrópolis.
"Pode-se concluir pela prática de concorrência parasitária pela Cervejaria Petrópolis, na comercialização de sua cerveja Itaipava, ao aproveitar a estratégia publicitária de sua concorrente, Cerveja Brahma, para lançar no mercado cerveja em lata na mesma cor da que fora anunciada por esta última em campanha publicitária que custou elevado investimento", declarou.
"E não se diga que tal conduta não é suscetível de levar o consumidor a confundir os produtos de marcas diferenciadas, pois o anúncio de venda da cerveja Brahma na cor vermelha pode induzir os consumidores ao entendimento de se tratar de produtos similares ou de mesmo sabor", disse.
 
Valor 23.12.2012 - O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, afirmou que a mudança nas regras de distribuição dos royalties da exploração de petróleo, aprovada pelo Congresso, não afetará as obras essenciais destinadas aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O que poderá ser prejudicado, segundo ele, serão as obras de infraestrutura tocadas pelo governo do Estado do Rio e pela prefeitura.
“Entendo que a declaração do governador [Sérgio Cabral] diz respeito ao conjunto da obra. Você tem uma série de obras essenciais e outras que são políticas públicas. Entendo que a declaração diz respeito a essas que têm contrapartidas ou necessitam de financiamento”, disse Fortes, citando a construção das vias expressas de ônibus (BRTs) tocadas pela Prefeitura do Rio. O governo do Estado e a prefeitura têm afirmado que as obras de infraestrutura serão o principal legado dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de 2014 para a população.
Esquivando-se do questionamento feito por jornalistas sobre o impacto da mudança na regra dos royalties, Fortes afirmou que não tem acesso às contas do governo estadual, mas que “talvez a frase do governador tenha sentido”. “No conjunto das obras há muitas cujo financiamento já foi feito. Há parcerias com maior participação do governo federal, mas há iniciativas próprias [do governo estadual e da prefeitura].”
 
Brasil Econômico 22.11.2012 - Ramatis foi Diretor Vice-Presidente de Estratégia Comercial, Marketing, Supply Chain e TI do Grupo Pão de Açúcar, onde atuou desde 2006.
O executivo substitui Raphael Klein, que ocupava a posição desde a associação entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar, em 2010.
O grupo Via Varejo, formado da união de Casas Bahia e Ponto Frio, informou nesta quinta-feira (22/11) que o executivo Antonio Ramatis Fernandes Rodrigues foi eleito presidente da companhia, por unanimidade.
O executivo substitui Raphael Klein, que ocupava a posição desde a associação entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar, em 2010. A empresa informou ainda que Klein passa a fazer parte do conselho de administração da companhia.
Ramatis foi Diretor Vice-Presidente de Estratégia Comercial, Marketing, Supply Chain e TI do Grupo Pão de Açúcar, onde atuou desde 2006. Anteriormente, foi Vice-Presidente Comercial e de Marketing do Grupo BomPreço, Vice-Presidente Comercial e Logística do Grupo Sonae e Vice-Presidente Comercial da C&A.
Segundo o comunicado da companhia, também foi deliberada a reeleição de Jorge Fernando Herzog, Roberto Fulcherberguer e Cláudia Elisa de Pinho Soares, respectivamente para as posições de diretor vice-presidente, diretor vice-presidente comercial e diretora financeira e de relações com investidores.
 
Brasil Econômico 22.11.2012 - O consumo em alta vem estimulando a inauguração de novos empreendimentos em diferentes regiões.
O crescimento do varejo e das vendas a crédito são alguns dos vetores que impulsionam os investimentos da Multiplan.
Nos nove primeiros meses de 2012, a empresa tem investimentos de R$ 1 bilhão em novos empreendimentos. No dia 17 de outubro foi inaugurado o Jundiaí Shopping e no dia 27 de novembro será aberta a sexta expansão do shopping da Multiplan em Ribeirão Preto.
Um dia depois, é a vez da inauguração do Park Shopping, em Campo Grande, zona oeste do Rio. No dia três de dezembro, é a vez da abertura do Village Mall, shopping de luxo na Barra da Tijuca onde há especulações de que será inaugurada a primeira Apple Store do país.
"Até o dia três de dezembro vamos ampliar em 25,7% nossa área bruta locável com os novos empreendimentos. Os investimentos de R$ 1 bilhão são recorde. Nunca fizemos algo deste porte em um ano", diz o vice-presidente e diretor de Relações com Investidores da Multiplan, Armando D´Almeida.
"Dos 18 shoppings que fazem parte do portifólio da empresa, 16 foram feitos do zero e isso mostra nosso DNA como desenvolvedores. Nossas taxas de ocupação nas lojas tem sido elevada."
O aumento de 14,7% na locação de lojas se deve aos novos espaços que surgem a partir das inaugurações e expansões e também ao aumento do aluguel das lojas, por conta das boas vendas dos lojistas.
O consumo da nova classe média ajuda a impulsionar as vendas e apesar de os shoppings da Multiplan em sua maioria estarem voltados para as classes A e B, D´Almeida afirma que, por serem regionais, atendem a todas as camadas.
Para 2013, a empresa já prepara a inauguração de mais um shopping, desta vez em Maceió. Será a primeira experiência da Multiplan no Nordeste, em parceria com outra empresa do setor, a Aliansce Shopping Centers, e a inauguração está prevista para o terceiro trimestre do ano que vem.
"Também vamos inaugurar no segundo trimestre de 2013 torres comerciais em frente ao Morumbi Shopping, em São Paulo, além de expansões no Ribeirão Shopping", enumera o executivo da Multiplan.
Para financiar os projetos que entrarão em operação este ano e no ano que vem, parte dos recursos da Multiplan saíram do caixa da empresa e parte de bancos.
 
Exame 23.11.2012 - PAC-PME pede a desoneração das empresas que buscarem o mercado de capitais
IPO da fabricante de móveis Unicasa foi o último a ser realizado na bolsa. Será lançado nesta quinta-feira, às 20h, o portal do PAC-PME (Programa de Aceleração de Crescimento para Pequenas e Médias Empresas). O site abriga as propostas elaboradas pelo grupo de trabalho liderado por instituições como o MBC (Movimento Brasil Competitivo) e a BRAiN (que reúne as instituições Anbima, Febraban e Fecomércio) e por 40 intermediários financeiros coordenados pelos bancos BTG Pactual e Itaú BBA.
O projeto, que levou cerca de quatro meses para ser elaborado, visa destravar o mercado de capitais para as pequenas e médias e empresas. “É um conjunto de soluções simples que, se aceitas pelo Ministério da Fazenda e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) podem levar as empresas à bolsa – e dar retorno ao governo federal”, diz Rodolfo Zabisky, porta voz e um dos líderes do projeto.
O ponto chave do projeto é o de permitir que o empresário desconte de seu Imposto de Renda os custos que teria com uma Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). “A realidade é que o empresário, quando pensa em fazer um IPO, desiste porque vê que terá que abrir mão de margem”, argumenta Zabisky. “É um custo muito alto para uma empresa pequena”, completa.
Na opinião do grupo de trabalho, esse incentivo é fundamental para que as empresas considerem a ida ao mercado como alternativa de financiamento. “É preciso esse impulso porque isso gera um tamanho mínimo para esse mercado se tornar sustentável”, afirma Eduardo Centola, do Banco Modal.
Governo: “O governo ganha na geração de emprego e na arrecadação”, diz Zabisky. O projeto prevê que a diferença entre o que o governo perderia com a desoneração e o que ganharia posteriormente em Imposto de Renda seria de 2,5 bilhões de reais positivos para o governo.
“O governo paga uma parte da conta, mas só paga se o projeto tiver sucesso. Se não houver IPOs, o governo não perde nada. E tendo IPOs, ele paga no início, e depois recebe mais lá na frente”, explica o executivo.
O projeto ainda não foi formalmente apresentado ao governo. Até dia 14 de dezembro, a CVM está recebendo propostas do mercado que depois de analisadas por um comitê técnico serão conduzidas ao governo. Segundo Zabisky, a CVM já conhece o projeto do PAC-PME porque foi incluída nas discussões e vai trabalhar como uma intermediadora do projeto junto ao governo.
Site: Além de forma de divulgação do projeto, o site tem um compromisso educacional e contém dicas sobre como melhorar a competitividade, como ter acesso a capital das diversas maneiras existentes além de outras informações úteis ao pequeno/médio empresário.
 
Estadão 21.11.2012 - Disputa estava marcada para ocorrer em abril de 2013, mas só deve ser realizada em julho ou agosto do próximo ano; edital será publicado na próxima segunda.
Embora a última estimativa do governo para o leilão do operador do trem-bala brasileiro fosse abril do próximo ano, o edital que deve ser publicado na próxima segunda-feira, 26, jogará a disputa para julho ou agosto de 2013. A informação foi dada nesta quarta-feira, 21, pelo diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França.
"O prazo entre a publicação do edital e o leilão propriamente dito passou a ser de oito meses. Essa mudança veio por sugestões durante a fase de consulta pública da minuta do edital, para dar mais tempo para a preparação das propostas técnicas, a formação dos consórcios e o levantamento do capital", disse o diretor, após participar no seminário "Trens de Passageiros - Uma Necessidade que se Impõe", na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo França, outra mudança entre a minuta da licitação e a formatação final do edital é a exigência de experiência na operação de trens de alta velocidade. Pela proposta original, o operador do trem-bala que ligará a cidade de Campinas a São Paulo e ao Rio de Janeiro teria de ter pelo menos dez anos de atividade no ramo, mas a exigência caiu à metade. "Ainda assim, os chineses estarão impedidos de operar a tecnologia, pois possuem um histórico com acidentes na última década", acrescentou o diretor. O não registro de acidentes no período é outra exigência.
Além disso, a estimativa de custo total do projeto do trem-bala - incluindo as obras de infraestrutura que serão licitadas posteriormente - subiu dos R$ 33,2 bilhões previstos anteriormente para R$ 35 bilhões. Segundo França, isso ocorre porque o meio de transporte, que deveria ter entrado em operação em 2014, só começará a funcionar no fim desta década.
"O preço inicial considerava uma demanda para 42 trens, mas o sistema já começará a operar comercialmente com uma demanda próxima dos 84 trens de capacidade máxima. Por isso essa diferença no custo total", justificou.
 
Exame 23.11.2012 - O BTG Pactual realizou no primeiro semestre o maior IPO do ano no Brasil, levantando 3,656 bilhões de reais.
André Esteves, do BTG Pactual, durante IPO: segundo Esteves, a redução das taxas de juros será o grande incentivo para a realização de ofertas iniciais
A realização de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) deverá melhorar "no futuro", em relação ao registrado neste ano, segundo o presidente do BTG Pactual, André Esteves.
"Estou confiante de que o número de IPOs em mercados de capitais em desenvolvimento irá deslanchar", disse ele, ao participar do evento Ericsson Business Innovation Forum, nesta quarta-feira.
"Os mercados de capitais estiveram mais fracos em 2012, não só no Brasil, e eu estou mais otimista com o futuro", completou.
Em 2012, o forte clima de aversão ao risco e a elevada volatilidade que dominam os mercados têm levado a um número mais baixo de empresas a abrir capital ou fazer novas emissões de ações, enquanto algumas outras que foram mais adiante têm desistido do processo.
Segundo Esteves, a redução das taxas de juros será o grande incentivo para a realização de ofertas iniciais. "A principal consequência da redução de juros no Brasil será o desenvolvimento do mercado de juros", disse.
 
Exame 23.11.2012 - A estratégia de investimento do fundo em uma empresa tem como finalidade a venda para uma companhia maior. Mas esse não será o caso da XP
Considerando a hipótese da venda da corretora, os possíveis interessados seriam os grandes bancos
A corretora XP Investimentos fará sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em até três anos, segundo Patrick Ledoux, diretor da gestora de fundos de private equity britânica Actis, que tem participação minoritária no capital da corretora. A Actis fez um investimento de R$ 100 milhões na XP em 2010. Segundo Ledoux, a duração média dos investimentos da Actis em uma empresa é de três a sete anos.
De acordo com o gestor, a estratégia de investimento do fundo em uma empresa tem como finalidade a venda para uma companhia maior. Mas esse não será o caso da XP.
Ledoux afirma que, considerando a hipótese da venda da corretora, os possíveis interessados seriam os grandes bancos. “Se um deles comprasse a XP, acabaria com o modelo que caracteriza o negócio da corretora, que é o de ser um supermercado de investimentos”, diz. A intervenção de um grande banco “provavelmente privilegiaria as opções de investimento do próprio banco”.
IPO é exceção: Segundo Ledoux, o IPO não é a estratégia de desinvestimento prioritária da Actis para as empresas em que investe. “Nossa visão é a de sempre buscar a venda para um participante estratégico do mercado”, afirma. O mercado, segundo ele, não apenas no Brasil, mas no mundo, não tem sido consistente para IPOs ao longo dos últimos anos.
 
Valor 23.11.2012 - O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse há pouco que ainda não foi tomada a decisão da Cesp de renovar os contratos de concessão, conforme prevê a Medida Provisória 579/2012, que trata do tema.
“Vamos avaliar até o dia 4 [de dezembro]”, afirmou o governador ao se referir à data marcada para assinatura dos contratos de renovação do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2017.
A declaração do governador foi dada ao sair de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos. No encontro, foi tratado dos projetos de rodovias e ferrovias que são executados por meio de convênios entre as duas esferas de governo.
 
Folha 22.11.2012 - Os governos do Brasil e do Peru enviaram uma notificação ao Icann (órgão internacional que administra os nomes na web) questionando o registro feito pela Amazon que determina o uso exclusivo da terminação de domínio ".amazon" pela empresa americana.
Os vizinhos sul-americanos, que juntos contam com cerca de 73% da floresta amazônica em seus territórios, querem que a terminação seja reservada apenas a páginas relacionadas à Amazônia.
Segundo o documento, conceder o direito exclusivo ao domínio à maior varejista on-line do mundo seria ferir o "interesse público relacionado à proteção, à promoção e à divulgação de questões relacionadas ao bioma da floresta". A Amazon ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
 
Reuters 22.11.2012 - A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sugeriu nesta quinta-feira aprovação da união entre as companhias aéreas Azul e Trip com restrições, segundo comunicado.
A Superintendência recomendou o fim do acordo de compartilhamento de voos entre Trip e TAM em até dois anos para que a união da primeira com a Azul seja aprovada pelo órgão antitruste.
Segundo comunicado da Superintendência, o acordo, de 2004, é anterior à fusão das duas companhias e permitia complementaridade entre elas, uma vez que a TAM opera rotas entre cidades maiores e a Trip em rotas regionais. "No entanto, com a associação Azul Trip, a manutenção de tal acordo poderia desestimular a concorrência no setor aéreo", diz o documento.
Por outro lado, destaca que Trip e Azul possuem baixa concentração de rotas comuns e que a nova empresa terá maior capacidade de competir no setor de aviação nacional, com participação de mercado de 14 por cento, ante cerca de 40 por cento de Gol e TAM, cada.
Na quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu autorização prévia para a fusão entre as companhias, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União.
As companhias anunciaram o negócio em 28 de maio. O objetivo das empresas é operar sob a holding Azul Trip S/A.
O negócio será levado a julgamento no tribunal do Cade.
 
Estadão 22.11.2012 - O executivo Walter Schalka, que atuava como presidente da Votorantim Cimentos, comandará a Suzano Papel e Celulose a partir de 1o de janeiro de 2013, segundo comunicado da segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo nesta quinta-feira.
Schalka assume o lugar de Antonio Maciel Neto, que renunciou ao cargo a partir do próximo ano. O executivo atuava como presidente da empresa desde 2006 e terá um assento no Conselho de Administração.
"A fase de transição inicia-se já em dezembro, o que garantirá perfeita continuidade de todos os programas e ações", informou a empresa, em comunicado.
A Suzano registrou seu quinto trimestre consecutivo de prejuízo no período de julho a setembro, com uma relação de dívida líquida X Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 4,7 vezes.
A empresa espera atingir um pico de alavancagem no próximo ano, quando iníciará as operações de sua fábrica no Maranhão, para reduzir essa métrica em 2014.
 
Estadão 22.11.2012 - Segundo diretor-geral do órgão, isso pode ocorrer em virtude do aumento das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, que encheu reservatórios a patamares mais próximos da meta 
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou há pouco que as usinas térmicas podem começar a ser desligadas em dezembro. Segundo ele, isso pode ocorrer porque houve um aumento das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, de forma que os reservatórios das usinas hidrelétricas estão voltando a patamares mais próximos da meta.
"Se continuar dessa maneira e a gente sentir que até o fim do ano recuperou, deu tranquilidade, a gente vai desligar", afirmou, após participar de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
"Segundo a tese histórica dos meteorologistas, quando você tem chuvas cinco dias seguidos com intensidade superior a 5 milímetros, nas principais bacias do Sudeste e Centro-Oeste, eles dizem que está caracterizado o início do período úmido. E já começou. Vamos torcer para que isso continue. Se essa tendência continuar, talvez a gente desligue em dezembro", acrescentou.
Desde o dia 18 de outubro, praticamente a totalidade das térmicas está acionadas, o que representa 14 mil megawatts, um valor recorde. Em 2008, todas as térmicas foram ligadas, mas a capacidade instalada era menor que a atual.
Somente em novembro, segundo Chipp, o custo dessas térmicas deve ser de cerca de R$ 700 milhões. Por essa razão, as primeiras a serem desligadas devem ser as térmicas a diesel e óleo combustível, as mais caras. "Ainda vamos calcular, mas temos uma ideia de R$ 700 milhões em novembro. Algo entre R$ 600 milhões a 800 milhões por mês", afirmou.
No Nordeste, segundo Chipp, a vazão dobrou desde o fim de outubro até o dia 18 de novembro. "Está chovendo na cabeceira e na incremental. Em menos de um mês duplicou", afirmou. "Felizmente, a gente observa uma descaracterização do fenômeno El Niño."
 
Valor 23.11.2012 - O banco Santander publicou relatório indicando preço-alvo de R$ 102,70 para as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Sabesp ao fim de 2013, com recomendação de compra. O valor representa valorização potencial de 27,5% em relação ao preço de fechamento dos papéis no último pregão.
A divulgação levou em consideração a publicação da nota técnica preliminar da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) referente à revisão tarifária da companhia de saneamento paulista.
“Apesar de o aumento real da tarifa (em torno de 2%) ter ficado abaixo do consenso do mercado, a revisão tarifária preliminar da Arsesp abre espaço para aumentos adicionais na tarifa no próximo ano (em torno de 4%). O mais importante é que a Arsesp confirmou nossa opinião de que uma sólida estrutura regulatória, que remunere adequadamente os investimentos, está por vir. A nosso ver, a Sabesp vai se beneficiar com essa estrutura, dado seu agressivo plano de investimentos e, portanto, mantemos nossa recomendação de compra para a ação”, escreveram Marcio Prado, Danilo Vitti e Carolina Carneiro.
A nota técnica da Arsesp mostrou que o valor da tarifa média máxima inicial (P0) — valor máximo que a empresa poderá utilizar como tarifa média e a partir do qual ocorrerão os reajustes anuais — corresponde a R$ 2,9295/m3, o que indica um aumento de 1,94% em relação à tarifa média atual. O valor apresentado leva em consideração uma base de remuneração regulatória líquida inicial (base de ativos) da Sabesp de R$ 30,467 bilhões.
Na avaliação do Santander, a base de ativos poderá ficar ainda mais próxima do valor divulgado pela Sabesp, de R$ 33,85 bilhões, o que resultaria em um aumento adicional de 4% na tarifa no terceiro trimestre de 2013.
Já as despesas operacionais regulatórias definidas pela Arsesp, no valor aproximado de R$ 4,3 bilhões, ficou 15% abaixo da estimativa do banco, de R$ 5,0 bilhões.
O Santander ainda destacou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) regulatório da Sabesp atingiu cerca de R$ 5,1 bilhões com a base de ativos preliminar. Ajustado pela ineficiência das despesas operacionais e o Fator X (que procura repassar aos usuários os ganhos de eficiência da empresa por meio de tarifas mais baixas em termos reais), o valor resulta em uma estimativa de R$ 4,2 bilhões para 2013 segundo o banco, ligeiramente acima de seu número revisado (R$ 4 bilhões).
O Santander estima lucro líquido de R$ 1,431 bilhão em 2012, com receita de R$ 10,9 bilhões e Ebitda de R$ 3,683 bilhões. Para 2013, o lucro líquido projetado corresponde a R$ 1,494 bilhão, com receita de R$ 11,5 bilhões e Ebitda de R$ 3,978 bilhões.
Os riscos para o investimento incluem a nova metodologia tarifária; interferência política; investimentos relacionados a necessidades de produção/reservatórios de água; dívida em dólar e necessidade de refinanciamento; e provisões.
 
Valor 23.11.2012 - A CPFL Energia negou há pouco que tenha  desistido de negociar a compra de distribuidoras do grupo Rede. Em nota, a elétrica paulista reforçou que continua válida a informação divulgada por meio de fato relevante, no dia 11 de outubro, de que a empresa, em parceria com a Equatorial, assinou memorando de entendimentos com o grupo Rede para analisar, em caráter exclusivo, os ativos da companhia.
“A CPFL Energia reforça que a informação sobre a desistência da aquisição de ativos do Grupo Rede não procede, e que continua válida a informação divulgada por meio de Fato Relevante, no dia 11 de outubro de 2012”, informou a empresa.
Uma fonte do setor contou ao Valor mais cedo que a Equatorial e a CPFL haviam desistido de analisar a compra das oito distribuidoras do grupo que estão em intervenção pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 
Agência Brasil 22.11.2012 - O crescimento do investimento estrangeiro direto (IED), que vai para o setor produtivo do país, tem sido expressivo, segundo avaliação feita hoje (22) pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Câmara dos Deputados.
Tombini adiantou que o IED chegou a US$ 66 bilhões, em 12 meses encerrados em outubro. No mês passado, esses investimentos chegaram a US$ 7,7 bilhões. Hoje, à tarde o BC vai divulgar a Nota do Setor Externo, com informações sobre os investimentos estrangeiros no país e as contas externas.
De acordo com o presidente do Banco Central, o Brasil é a quarta região do mundo que mais recebe IED, perdendo para a Europa, a China e os Estados Unidos.
 
Brasil Econômico 22.11.2012 - Antes da redenção da popularidade trazida pelo mensalão, o ministro indicado por Lula em 2003 para o STF era criticado por seu gênio forte e pelas reações intempestivas demais para a Corte.
A cada novo réu condenado pelo relator Joaquim Barbosa da ação penal do chamado mensalão crescia a popularidade do ministro, que assume nesta quinta-feira (22/11) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) por dois anos.
Cumprimentado nas ruas pela rigidez com que vem condenando políticos, ex-ocupantes de cargos públicos e empresários pelo envolvimento em um esquema de compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa, 57 anos, é comparado ao super-herói Batman, pela capa preta dos ministros do STF, ou ao Super-Homem. Perguntado sobre a súbita fama de justiceiro, ele ri.
"Não tem nada disso", disse o ministro à Reuters, ao deixar mais uma sessão do mensalão.
Antes da redenção da popularidade trazida pelo mensalão, o ministro indicado por Lula em 2003 para o STF era criticado por seu gênio forte e pelas reações intempestivas demais para a Corte, que lhe renderam discussões públicas com colegas, e am a se repetir durante o julgamento.
Ficaram famosas as discussões com Gilmar Mendes, acusado pelo colega de "estar destruindo a credibilidade da Justiça Brasileira", e com Cezar Peluso, a quem Barbosa chamou de "desleal", "caipira" e "tirano".
Pela fama de destemperado, que pessoas próximas atribuem ao preconceito da imprensa e até de seus pares, Barbosa desconfia e critica abertamente alguns jornais. Chegou a dizer que havia o risco de um movimento para não elegê-lo presidente da Corte — ele assume por ser o mais antigo membro que ainda não ocupou o posto.
"Quando, na história deste país, um membro do Supremo veio a público colocar em xeque a capacidade de um colega de presidir a Corte?", pergunta uma pessoa próxima de Barbosa, referindo-se às recentes críticas públicas do ministro Marco Aurélio, que afirmou estar preocupado com a presidência de um colega que age como "metal entre os cristais".
"A presidência traz serenidade", disse à Reuters outro colega da Corte, apostando que Barbosa irá arrefecer seu lado intempestivo no comando do STF.
Barbosa ouve até hoje que sua indicação ao Supremo se deveu apenas ao fato de Lula querer um ministro negro — asserção que rebate com um currículo farto para o posto. Formado em direito na UnB, fez doutorado na França e estudos complementares nos Estados Unidos, foi professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e procurador da República.
Além de inglês e francês, aprendeu alemão — "porque era barato", afirma — e atualmente se dedica ao espanhol. Quando não está em Brasília, por causa do STF, mora no Rio, onde vive seu único filho. Trabalha pelo menos 12 horas diárias, poupando-se apenas nos dias em que precisa ler seus votos em plenário.
Saúde e presidência: Filho de pedreiro, nascido em Paracatu (MG), Barbosa chegou a Brasília no início dos anos 70 para estudar e buscar emprego.
"Ele começou na gráfica do Senado, dizem que era dos mais esforçados. Olha onde chegou", comenta um segurança do STF, que não esconde a admiração pelo ministro.
Barbosa também foi oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e chegou a servir na embaixada de Helsinque, na Finlândia.
Dos tempos em que morava em Paracatu, gosta de lembrar que jogava futebol no melhor time da cidade, como atacante. O esporte e outras atividades tiveram que ficar para trás com o agravamento de uma sacroileíte, inflamação na base da coluna que o obriga a trocar com frequencia de cadeira e passar parte dos julgamentos em pé.
Os problemas de saúde aumentaram nos últimos meses os boatos de que Joaquim não completaria os dois anos na presidência da Corte, ou se aposentaria logo depois de cumprir seu tempo à frente do STF. Ou ainda, que abriria mão de presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tarefa acumulada pelo presidente do Supremo.
Com a notoriedade das últimas semanas, teve início nas redes sociais a campanha "Joaquim Barbosa presidente". Não do STF, mas da República. Perguntado, ele ri novamente.
"E eu lá tenho o 'physique du rôle' (perfil) para isso?", diz ele, usando uma das inúmeras expressões estrangeiras que tem por hábito empregar nas conversas e nos votos.
 
Reuters 22.11.2012 - A Argentina continuará apelando da decisão de um tribunal norte-americano que ordenou que o país sul-americano pague detentores de bônus inadimplentes e pode levar sua batalha legal à Suprema Corte dos Estados Unidos, disse o ministro da Economia argentino, Hernán Lorenzino a jornalistas nesta quinta-feira.
Lorenzino disse que o juiz dos EUA Thomas Griesa não tem autoridade para decidir em um caso aberto por credores que se recusaram a participar de duas reestruturações da dívida argentina, depois do imenso calote em 2002. Ele descreveu o veredito como "colonialismo legal".
 
Folhapress 22.11.2012 - O estudo apontou ainda que, no período, 3,7 milhões de brasileiros residentes em áreas rurais passaram a integrar a nova classe média brasileira.
A renda per capita do trabalhador rural cresceu 8,27% ao ano entre 2003 e 2009, aponta pesquisa do Ministério de Desenvolvimento Agrário divulgado nesta quinta-feira (22), no Rio. Uma das causas pode estar relacionada à concessão de aposentadorias e complementos de renda como o Bolsa Família. O trabalhador rural mediano é classificado numa escala de dez a cem. Quanto mais próximo de 10, mais pobre o trabalhador, e quanto mais perto de 100, melhor financeiramente o lavrador. O mediano varia de 30 a 80.
De acordo com o levantamento, a renda domiciliar per capita da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar Rural (PNAD) em comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário cresceu 36 pontos percentuais de 2003 a 2009, alcançando R$ 157,41.
O estudo apontou ainda que, no período, 3,7 milhões de brasileiros residentes em áreas rurais passaram a integrar a nova classe média brasileira. Em 2003, esse segmento atingia 20,6% da população rural e em 2009 passou para 35,4%, totalizando 9,1 milhões de pessoas. Atualmente, cerca de 15% da população brasileira reside na zona rural.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Gilberto José Spier Vargas (Pepe Vargas), a pesquisa poderá nortear políticas públicas para o setor rural e o trabalhador, de forma a garantir maior desenvolvimento e investimentos. No Rio, o ministro participa da 9ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também divulgou dados de uma pesquisa que apontou que as despesas per capita com alimentação caíram, em média, 6,8% no Brasil de 2003 a 2009 (de R$ 443 para R$ 413 por mês).
Na pesquisa, o brasileiro também apontou que está comendo mais. Em 2003, 14,9% da população afirmou que a quantidade de alimento consumido por sua família não era suficiente. Em 2009, a taxa caiu para 9,8%. A taxa de alimentos raramente consumidos também caiu no período para 13,7%. Antes, era de 17,9%.
"O aumento da renda da população brasileira e a queda nas despesas com alimentação apontam que as pessoas estão gastando mais em outros itens menos básicos. A pesquisa também aponta aumento da segurança alimentar dos brasileiros", disse o presidente do Ipea, Marcelo Côrtes Neri.
 
Valor 23.11.2012 - Atualizada às 11h20. A Gerdau prevê recuperação de margens no resultado operacional no próximo ano, informou a analistas o vice-presidente de finanças, controladoria e relações com investidores da siderúrgica Gerdau, Osvaldo Schirmer.
Ele apontou como fatores a autossuficiência em minério de ferro na Açominas, o início de produção de aço laminado no Brasil a partir de janeiro e mais uso de carvão próprio da Colômbia, substituindo o importado da Austrália.
“As perspectivas são boas praticamente em todos os nossos mercados”, afirmou o executivo. No Brasil ele prevê crescimento de 4,2% no consumo de aço e aponta melhorias nos mercados de América Latina e nos EUA.
Aço longo: As vendas internas de aço longo, principal produto da Gerdau, deverão crescer em torno de 5,5% a 6% no próximo ano, afirmou André Gerdau Johannpeter.
Ele destacou que a demanda estará em linha com o crescimento previsto para o PIB do país, projetado por ele em 4%. A elasticidade de consumo aço chega a até duas vezes o PIB.
“Na construção civil, a retomada vai ser muito forte”, afirmou, apontando o pacote de investimentos do país previsto em obras de infraestrutura, como ferrovias, aeroportos, rodovias e portos.
Aço laminado: A Gerdau estima produzir e vender cerca de 400 mil toneladas de aço laminado plano no próximo ano, informou André.  A empresa vai iniciar a fabricação desse material em janeiro na Açominas.
Desse volume, informou o executivo, cerca de metade será destinada para o mercado interno. A outra parte será exportada para vários mercados externos.
A capacidade dessa nova unidade de produção do grupo gaúcho será de 800 mil toneladas por ano.
 
Valor 23.11.2012 - Sustentada pela demanda e investimento internos fortes, a economia chilena vem crescendo a um ritmo de causar inveja à maioria dos demais países. A nação andina tem tudo para crescer mais de 5% pelo terceiro ano consecutivo, um feito notável para uma economia que depende de exportações em um momento de queda na demanda mundial.
Mas sustentar esse nível robusto de crescimento, uma prioridade do presidente Sebastián Piñera, será um desafio para o Chile, país rico em recursos naturais e com quase 17 milhões de habitantes. Embora dados divulgados esta semana tenham mostrado que a atividade econômica cresceu à taxa anualizada de 5,7% no terceiro trimestre, a queda recente nas exportações prenuncia uma moderação do crescimento nos próximos meses, dizem funcionários do governo e economistas. Essa esperada desaceleração - a maioria dos economistas prevê crescimento de menos de 5% no ano que vem - aumenta a pressão sobre o governo para promover reformas que protejam a economia da turbulência mundial.
O Chile cresceu sem parar nos últimos dez anos - exceto por uma modesta contração em 2009, no auge da crise mundial -, graças em grande medida a uma boa gestão fiscal, à implementação de reformas estruturais, a uma leva de acordos de livre comércio e ao controle das maiores reservas de cobre do mundo. No governo Piñera, iniciado em 2010, tendências positivas como aumento da renda per capita, redução do desemprego, investimento elevado e inflação baixa continuaram.
Entretanto, o ritmo de exportações - motor da economia chilena - está ameaçado pelo recuo persistente da demanda mundial, pela queda nos preços do cobre e pela valorização do peso, o que reduz a competitividade de produtos chilenos no mercado internacional. Embora a demanda interna tenha aumentado 8% no terceiro trimestre, a alta foi compensada pela queda de 3,4% nas exportações, que respondem por cerca de um terço do produto interno bruto chileno.
Para piorar, o Chile não tem nem de perto a capacidade de geração de energia necessária para sustentar o investimento na próxima década, sobretudo no crucial setor de mineração.
O risco de um apagão é, talvez, a maior vulnerabilidade do país. "Precisamos dobrar os [15.000 megawatts] de capacidade de produção de eletricidade nos próximos 12 anos para abastecer nossas cidades, nossos lares e nossas indústrias", disse Piñera.
Com a geração hidrelétrica abalada por secas, o país passou a depender mais do gás natural importado, que é mais caro. Contestados na Justiça pelo movimento ambientalista, grandes projetos energéticos foram adiados ou suspensos, o que elevou preços e poderia comprometer o abastecimento de energia no futuro, ameaçando prejudicar não só o setor de mineração, mas, caso nada seja feito, impor a outros usuários - industriais e residenciais - custos mais elevados e escassez.
Dirigentes empresariais, grupos setoriais diversos e o próprio banco central têm pedido ao governo que aborde o problema energético com soluções de longo prazo, não com medidas paliativas. Segundo eles, é preciso um novo arcabouço jurídico e um processo simplificado de licenciamento ambiental para garantir que investimentos planejados se materializem. O crescimento econômico e o desenvolvimento a longo prazo dependem disso, enfatizam.
"Não há desenvolvimento social sustentável sem crescimento econômico, e não há crescimento econômico sem eletricidade", disse recentemente Gerardo Jofré, presidente do conselho da gigante estatal do cobre, a Corporación Nacional del Cobre, ou Codelco.
Piñera reconhece a prioridade da questão energética. Segundo ele, o investimento de US$ 100 bilhões previsto para o setor de mineração só será possível se a capacidade de geração de energia do país aumentar consideravelmente.
"O Chile terá de enfrentar o desafio energético com uma política nacional mais estruturada e eficiente do que no passado".
Em setembro, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso para a criação de uma "rodovia elétrica" - uma linha segura de transmissão bancada pelo governo que reduziria apagões e permitiria a injeção da energia produzida por pequenos produtores no sistema nacional. Além disso, o governo Piñera pretende interconectar os sistemas elétricos do norte e do centro do país para derrubar custos e garantir a estabilidade do fornecimento de energia.
A interligação da rede dificilmente ocorreria antes de 2018, segundo o Ministério da Energia chileno. Já o destino da rodovia elétrica é incerto. O projeto de lei pode ficar empacado no Congresso, o que prejudicaria o investimento a curto prazo no setor energético.
 
Valor 23.11.2012 - Para Antonio de Padua Rodrigues, presidente interino da Unica, segmento passa por um período "obscuro" e carece de mudanças profundas para superá-lo
Representantes dos produtores de cana-de-açúcar e das usinas sucroalcooleiras am a pedir uma política permanente de longo prazo para o etanol em audiência pública realizada ontem na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, em Brasília.
Os canavieiros cobraram medidas do governo federal capazes de reverter a queda na produção e o declínio da rentabilidade dos produtores, entre as quais a ampliação da participação do biocombustível na matriz energética brasileira.
O presidente interino da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, afirmou que é preciso uma profunda mudança no segmento, que passa por um período "obscuro". Segundo ele, é preciso um novo marco regulatório para dar confiança a investimentos no médio e longo prazo.
Padua disse ainda que é importante que a mistura de etanol anidro na gasolina volte a ser de 25% - está em 20% - e que a tributação que pesa sobre o etanol e a gasolina seja readequada. O setor produtivo também cobrou mais transparência na formação de preços da gasolina.
"A expansão de etanol verificada a partir de 2000 foi interrompida em 2008 e, desde então, o mercado está em retração. Como resultado, 41 usinas já fecharam e uma boa parte das que estão em operação acumula dívidas que equivalem a seu faturamento bruto", afirmou. Segundo o dirigente, o apoio governamental dado à produção de gasolina, como a redução de tributos, por exemplo, não chega à area sucroalcooleira.
Ricardo Dornelles, representante do Ministério de Minas e Energia na audiência pública, negou que exista um desequilíbrio nos incentivos dados aos combustíveis e afirmou que também existe desoneração de impostos regulatórios sobre os biocombustíveis.
Sobre o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Dornelles disse que existe a possibilidade de redução, "desde que não afete a estabilidade fiscal e monetária do país".
Rodrigues se defendeu das críticas de que a queda do volume de etanol produzido foi causada pela migração das usinas para a produção de açúcar. Ele disse que os produtores investiram mais no açúcar devido aos elevados preços da commodity no mercado internacional, e que esse "mix" evitou perdas maiores com o etanol.
Segundo a Unica, o açúcar remunera melhor que o álcool desde a safra 2009/10. Porém, o preço do açúcar em queda pode comprometer a rentabilidade.
 

Black Friday: Procon-SP notifica 7 varejistas por maquiagem em descontos

Estadão 23.11.2012 - Denúncias apontam irregularidades nas promoções de Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop. Sete varejistas que participam do Black Friday foram notificadas pelo Procon-SP nesta sexta-feira, 23. Segundo o órgão, denúncias feitas por consumidores indicam que as redes estão promovendo "maquiagem nos descontos". Segundo o órgão, as irregularidades estariam sendo praticadas pelas lojas virtuais de Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop. Já o Extra foi notificado em suas lojas física e virtual.
Ferramentas disponíveis na internet ajudam o consumidor a acompanhar o histórico dos preços dos produtos e assim, checar se o valor pedido é realmente vantajoso, conforme mostrou reportagem do Link. Apesar da promessa de descontos - alguns chegam a 90% - muitas empresas aumentaram os preços dos produtos antes do Black Friday. Segundo o Procon, tal prática é ilegal.
O Procon-SP deu prazo até a próxima sexta-feira, 30, para as empresas se manifestarem. O órgão também pediu ao organizador do Black Friday explicações sobre problemas observados pelos consumidores ao acessar alguns links de ofertas e sites de lojas.
O diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, explica que a venda de produtos e serviços, seja em lojas físicas ou online, deve seguir as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
"O prazo de devolução da compra feita pela internet é de até sete dias. O negócio pode ser cancelado neste intervalo de tempo seja qual for o valor cobrado", afirma Góes.
Se o produto for entregue com defeito, explica o diretor executivo, a loja virtual tem 30 dias para solucionar o problema; caso contrário, o consumidor pode escolher entre receber uma mercadoria nova ou ser reembolsado.
 

Conselho da Vanguarda aprova aumento de capital

Brasil Econômico 23.11.2012 - Os papéis que forem emitidos durante o processo receberão integralmente os dividendos e/ou juros sobre o capital próprio.
No total, 1,17 bilhão de papéis ordinários serão subscritos, podendo incrementar o capital em até R$ 2,63 bilhões.
A Vanguarda Agro comunicou nesta sexta-feira (23/11) que o seu conselho de administração aprovou um aumento de capital no valor de R$ 350 milhões, por meio da subscrição privada de 1,17 bilhão de papéis ordinários.
A empresa poderá incrementar o capital social em até R$ 2,63 bilhões se conseguir a emissão da totalidade das ações.
Os papéis que forem emitidos durante o processo receberão integralmente os dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, além de outros direitos que sejam declarados a partir desta segunda-feira (26/11).
A emissão de cada ação será cotada a R$ 0,30, superando o preço médio das ações negociadas entre 10 de agosto e 6 de novembro. Neste contexto, haverá um deságio de 17,63%.
Durante a subscrição das novas ações, os acionistas terão preferência. Cada ação ordinária confere direito de subscrever 0,502 ação emitida no aumento de capital. Para garantir preferência, o acionista deve manifestar interesse em até 30 dias após a abertura da subscrição.
 

Agrenco firma acordo de logística com ALL

Brasil Econômico 23.11.2012 - A empresa afirmou que está em negociações para operações logísticas na planta de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.
Segundo a companhia, o objetivo é tornar a Agrenco novamente operacional.
A Agrenco Limited, detentora de plantas de esmagamento de soja no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, assinou contrato com a América Latina Logística (ALL) para operações de transporte e armazenagem em sua unidade do Alto Araguaia (MT).
A empresa afirmou que está em negociações para operações logísticas na planta de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.
Segundo a companhia, o objetivo é tornar a Agrenco novamente operacional.
A Agrenco Holding, controladora da empresa, fechou termo de compromisso com seus credores, prevendo a suspensão das medidas judiciais e extrajudiciais pelo prazo de 30 dias. Durante o prazo, a empresa se comprometeu a buscar uma solução de mercado, com a entrada de investidor para capitalizar o grupo.
A empresa de agronegócios enfrenta, desde 2008, um processo de recuperação judicial.
 

Deficit do setor químico deve superar US$ 28 bi

Folha 23.11.2012 - A balança comercial de produtos químicos no Brasil deve registrar neste ano o maior deficit de sua história, segundo a Abiquim (associação da indústria química).
O saldo negativo pode superar US$ 28 bilhões, ante US$ 26,5 bilhões em 2011.
De janeiro a outubro, a importação foi de US$ 35,4 bilhões, enquanto a exportação passou de US$ 12 bilhões.
Ante o mesmo período de 2011, as compras externas subiram 1,4%. As exportações caíram 5,2%, segundo Denise Naranjo, diretora da Abiquim.
"O que nos preocupa não é só a importação dos produtos químicos, mas também a dos que são fabricados a partir de químicos, como fibras, farmacêuticos, detergentes, tintas, vernizes. Todos tiveram alta nas importações."
As resinas termoplásticas foram as mais exportadas até outubro, com vendas de US$ 1,9 bilhão. Mas em relação ao mesmo período de 2011, as vendas recuaram 7,8%.
"O que piora é a competição asiática, além da crise na Europa que desvia o comércio para cá, elevando as nossas importações", diz.
Para Fernando Figueiredo, presidente da entidade, o câmbio pode contribuir para o equilíbrio da balança em 2013. "O câmbio já melhorou, mas o governo deveria continuar tomando ações para que chegue a R$ 2,50, que seria razoável", afirma.
 

Minoritário da Eletrobras vai recorrer à CVM

Valor 23.11.2012 - Um dos principais acionistas pessoa física da Eletrobras vai encaminhar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma queixa sobre a MP 579 e a possibilidade de a Eletrobras, controlada pela União, concordar com a renovação antecipada das concessões.
Eduardo Duvivier Neto, representado pelo escritório de advocacia Lobo & Ibeas, solicitará à CVM a suspensão da assembleia que discutirá o tema, marcada para 3 de dezembro, por conta de informações que avalia como “insuficientes e erradas” divulgadas no edital de convocação da reunião. Também vai solicitar que, caso a assembleia aconteça, o controlador não vote sobre o assunto, uma vez que existiria um conflito de interesses.
“A CVM é a polícia do mercado. Sua função primordial é impedir que coisas como essas aconteçam. A questão é que a CVM é também controlada pelo governo federal e a independência dela nem sempre prevalece”, afirma Joaquim Simões Barbosa, sócio do Lobo & Ibeas. “Tememos que haja alguma pressão, mas a intenção de Duvivier Neto em acionar a CVM é na confiança de que a independência da autarquia irá prevaleçer”, afirmou.
Na avaliação de Simões, o ponto mais relevante na reclamação é a existência de um conflito de interesses na MP desejada pelo governo e nas atividades da companhia.
“A lei não permite que o acionista controlador vote onde há conflito de interesses. A medida vai implicar que a Eletrobras concorde em diminuir créditos que tem com a União superiores a R$ 30 bilhões para um valor de cerca de R$ 14 bilhões. Essa é uma situação de evidente conflito”, avalia.
Segundo Barbosa Simões, ainda que se argumente que a Eletrobras é uma empresa de economia mista, que tem por finalidade o lucro, mas também atender a políticas públicas, o conflito de interesses no aspecto dos créditos continua a existir. Além disso, lembra, o governo está dizendo que a MP tem o objetivo de reduzir as tarifas de energia e as análises hoje disponíveis no mercado dão conta de que ela terá exatamente o efeito contrário.
Quatro profissionais do Lobo & Ibeas estão estudando o assunto. Além de Simões Barbosa, Rafael Ney, Guilherme Leporace e Daniel Vio.
Eles argumentam que o pedido de suspensão da assembleia será embasado pelo fato de a empresa ter convocado a assembleia sem ter esclarecido todos os dados relevantes sobre o tema. Na avaliação do escritório, a Eletrobras não explica claramente como vai adequar seus custos após a renovação e o edital traz também uma informação inverídica. Também diz que a redução de créditos com a União aconteceria de qualquer forma, aceitando ou não a opção de renovação. “Isso não é verdade. A perda só ocorrerá se ela concordar. A informação colocada dessa forma prejudica a análise dos minoritários, afirma. “Os episódios caracterizam abuso de controle da União. O acionista e os administradores têm a obrigação de votar no melhor interesse da companhia. E aprovar a renovação antecipadamente vai contra os interesses da companhia, basta ver a forte quedas das ações da empresa nos últimos pregões”, diz Simões Barbosa.
Além de entrar com a queixa à CVM, a Lobo & Ibeas também estuda entrar em juízo contra a aprovação da medida pela empresa. Se a CVM não ouvir as queixas de Duvivier Neto, diz Simões, as alternativas podem ser solicitar a suspensão da assembleia ou processar a União.
Na assembleia da Eletrobras também está prevista a eleição de um conselheiro dos minoritários. Mauro Cunha, presidente da Amec, associação que representa os minoritários, não aceitou o convite para ocupar o posto.
 

FGV espera aumento dos investimentos no país em 2013

Valor 23.11.2012 - A Fundação Getulio Vargas (FGV) espera o aumento do investimento na economia brasileira em 2013 com a manutenção da taxa de juros nos patamares atuais.
“Nossos modelos apontam uma recuperação dos investimentos em 2013, com crescimento de 8,6%”, afirmou a economista do Instituto Brasileiro de Economia da fundação (Ibre-FGV) Silvia Matos durante o seminário Perspectivas da Economia Brasileira para 2013.
“Mas os modelos têm superestimado as previsões nos últimos dois anos. E o investimento no próximo ano pode ser menor um pouco do que essa estimativa”, ressaltou.
No terceiro trimestre deste ano, a taxa de investimento caiu para 17,9% ante 18,8% no segundo trimestre.
 

CVM confirma dispensa de oferta pública para pequenas empresas

Valor 23.11.2012 - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou há pouco que avaliará, caso a caso, a possibilidade de conceder dispensa de requisitos  em oferta pública de distribuição de valores mobiliários. A informação foi adiantada na edição de hoje do Valor.
As dispensas visam facilitar o acesso de companhias de menor porte à captação de recursos por meio de ações no mercado. A CVM se diz disposta a apreciar pedidos de registro de ofertas mediante procedimento simplificado, com dispensa dos requisitos de não observância do limite máximo de colocação de ações em quantidade equivalente a um terço dos ativos em circulação no mercado.
O ofertante estaria dispensado da apresentação do prospecto de distribuição, sendo substituído pelo edital de oferta pública em bolsa de valores. Dessa forma, a formação do preço aconteceria por meio da realização de leilão em mercado regulamentado.
“A CVM está disposta a autorizar ofertas de distribuição de ações por meio de leilão em bolsa, mesmo quando estejam sendo ofertadas ações em número superior a um terço das ações em circulação”, disse a autarquia em comunicado enviado à imprensa.
Para pedir o registro simplificado da operação, a empresa não pode ser de grande porte nem pré-operacional e deve ser registrada na CVM como categoria A, que permite a emissão de ações. O montante da oferta não pode ser superior a R$ 150 milhões, a operação deve se destinar apenas a investidores qualificados e a companhia não poderá repetir a oferta dentro de seis meses.
A CVM afirmou que o processo de preparação dos prospectos das ofertas é “bastante importante para assegurar a qualidade das informações”. A autarquia ressaltou, por outro lado, que entende que o processo pode ser dispensado quando avaliado o interesse de viabilizar o acesso de emissores de menor porte ao mercado de capitais.
 

Caged: Sul ultrapassa Sudeste na criação de empregos

Estadão 23.11.2012 - A região Centro-Oeste não conseguiu manter o volume de seu mercado de trabalho e fechou 469 vagas líquidas, já descontadas as contratações, em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Além disso, outro fator que chama atenção foi o fato de o Sul ter ultrapassado o Sudeste na criação de postos de trabalho no mês passado. O Sul foi responsável pela geração de 26.819 vagas em outubro, enquanto o Sudeste criou 25.301 postos no mesmo período. No Nordeste, o saldo líquido foi de 13.747 novas vagas formais e no Norte, de 1.590.
Apesar do desempenho da Região Sul, a maior geração de postos de trabalho seguiu no Sudeste, com São Paulo responsável por 21.067 vagas. Em seguida vieram os Estados do Rio Grande do Sul (11.194), Santa Catarina (8.969), Rio de Janeiro (6.864) e Paraná (6.656). Já entre os Estados que fecharam maior quantidade de vagas no mês passado, destaque para Minas Gerais (5.039), Bahia (4.886) e Goiás (1.671).
Com relação aos setores de atividade, apenas três apresentaram aumento de vagas formais de trabalho em outubro, segundo o Caged. São eles: Comércio (49.597), Serviços (32.724) e Indústria da Transformação (17.520).
Os demais registraram retração de vagas. O que mais encolheu no mês passado foi Agricultura, com o fechamento de 20.153 vagas a mais do que as contratações. A Construção Civil fechou 8.290 postos no período, enquanto a administração pública perdeu 3.521. No caso de serviços industriais, o fechamento foi de 597 vagas e, de extrativa mineral, de 292.
 

CNI: produção industrial cresce em outubro, mas emprego fica estável

MonitorMercantil 23.11.2012 - A produção da indústria brasileira cresceu em outubro, segundo consulta a empresários feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de evolução da produção passou de 47,1 pontos em setembro para 54,9 pontos em outubro. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu 3 pontos e atingiu 46,8 pontos, aproximando-se da linha divisória dos 50 pontos, o que indica redução da ociosidade do setor. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial da CNI. De acordo com a metodologia da pesquisa, valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva das variáveis envolvidas.
Na avaliação da entidade, o crescimento da produção se deve ao ajuste dos estoques do setor, que caíram. O indicador de estoques efetivos em relação ao planejado alcançou 50,5 pontos, resultado considerado positivo. Mas, apesar do aumento da produção em outubro, o emprego industrial ficou estável pelo terceiro mês consecutivo, em 50,2 pontos. Na avaliação de Marcelo Ávila, economista da CNI, o motivo para isso e para a UCI abaixo da linha dos 50 pontos é que "a recuperação atividade industrial ocorre de forma lenta".
A expectativa dos empresários para os próximos seis meses é que haverá queda na atividade. Eles prevêem retração em razão da sazonalidade. No final do ano, costuma haver recuo na produção, que está elevada em outubro em função da aproximação do Natal e do Ano-Novo. O indicador de expectativa em relação à demanda para os próximos seis meses caiu de 56,9 pontos para 55,7 pontos.
A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 14 de outubro com 1.796 empresas de todo o país. Dessas, 628 são pequenas, 690 são médias e 478 são de grande porte.
 

Campanha gaúcha busca indicação geográfica para vinhos e espumantes

MonitorMercantil 23.11.2012 - A busca pelo status de Indicação Geográfica (IG) para vinhos finos e espumantes Vinhos da Campanha do Rio Grande do Sul foi deflagrada pela cadeia produtiva da região e tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A previsão de duração do projeto é de cerca de três anos e para a execução dos trabalhos serão aportados R$ 2,17 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A conquista do selo agrega valor ao segmento de vinhos e espumantes da região, tornando o produto competitivo no mercado pelo reconhecimento diferenciado, além de garantir a sua procedência.
- O IG muda a visão do produto, agrega valor, protege o produtor da concorrência desleal e abre portas para sua inserção no mercado externo - destacou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério, Caio Rocha.
O objetivo de uma IG é justamente chegar ao produtor para que os alimentos ganhem em qualidade e a sua procedência seja de fato reconhecida. O papel do Ministério da Agricultura é o de fomentar, por meio de orientações técnicas, como se obtém o registro da indicação. O Ministério também pode aportar recursos quando for demandado, não é o caso deste trabalho específico. A equipe do projeto é composta por 41 pesquisadores, 30 colaboradores, entre técnicos, administrativos e bolsistas de sete instituições de ciência e tecnologia da região. A coordenação caberá ao pesquisador da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS), vinculada do Mapa, José Eduardo Monteiro.
Existem duas espécies ou modalidades de Indicação Geográfica: "Indicação de Procedência (IP)" e "Denominação de Origem (DO)". No Brasil, 14 produtos agropecuários têm registro de IG como "Indicação de Procedência" e quatro como "Denominação de Origem". Entre eles, estão os vinhos da IP Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul; o café produzido na região do Cerrado Mineiro; e a cachaça de Paraty, além da recente conquista do selo pelos produtores de cachaça da região de Salinas, em Minas Gerais. Eles receberam o reconhecimento da Indicação Geográfica para a cachaça da região, em julho deste ano. Foi a segunda região do Brasil a receber o status como indicação de procedência da cachaça, após Paraty, no Rio de Janeiro.
 

Delfin recebe aporte da Kinea, do Itaú

Valor 23.11.2012 - O Grupo Delfin, dono de uma rede de seis clínicas de medicina diagnóstica no Nordeste, fechou a venda de uma participação acionária para a Kinea, gestora de fundos alternativos do banco Itaú. O negócio envolverá o controle compartilhado entre o fundador da empresa, o médico Delfin Gonzalez Miranda, e a firma de investimentos em uma holding que deterá a maior parte das ações da rede de laboratórios, apurou o Valor.
Com um faturamento da ordem de R$ 100 milhões e crescimento anual na casa de dois dígitos, o Delfin possui unidades na Bahia e Rio Grande do Norte e é líder em diagnóstico por imagem na região. A concretização do negócio ainda está sujeita à aprovação de órgãos reguladores. Procurada, a Kinea não comentou o assunto. Nenhum representante do Delfin foi localizado.
Antes de fechar com a Kinea, a companhia já havia sido abordada por outros fundos. Além do negócio em si, as gestoras foram atraídas pela possibilidade de associação com o fundador do Delfin, um médico e empresário respeitado na região.
O setor de medicina diagnóstica sempre chamou a atenção das firmas de private equity - que investem na compra de participações em empresas. O Pátria Investimentos foi um dos pioneiros com o aporte na Dasa. Há dois anos, a gestora voltou ao segmento com a criação de uma nova empresa, batizada de Alliar. A Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, entrou na área no ano passado, com a compra de uma participação na rede Hermes Pardini, de Belo Horizonte.
O movimento da Kinea reflete ainda uma outra tendência dos grandes fundos de private equity: a busca de oportunidades de negócio fora do eixo Rio-São Paulo. A Região Nordeste é apontada uma das mais promissoras, em consequência das altas taxas de crescimento econômico e com a perspectiva de consolidação das empresas.
O investimento no Delfin deve ser o primeiro do fundo de R$ 1 bilhão captado pela Kinea neste ano. A gestora já possui investimentos no Grupo Multi, de rede de ensino profissionalizante e de idiomas, e na locadora de veículos Unidas.
Entre os alvos de aquisição do novo fundo estão empresas médias, com geração de caixa (Ebitda) anual da ordem de R$ 70 milhoes, afirmou Cristiano Lauretti, sócio responsável pela área de private equity, em entrevista ao Valor no início do outubro.
Na ocasião, o executivo destacou o interesse da Kinea em empresas com forte presença regional e em setores fragmentados, como o de saúde - exatamente o caso da Delfin. Com os recursos do novo sócio, a expectativa é que a companhia parta para aquisições de laboratórios menores na região.
 

Agronegócio necessita adotar um novo modelo

Valor 23.11.2012 - Celso Manzatto: "Produtor que investe na conservação dos recursos naturais, deve ser recompensado".
Cerca de 30% das emissões de dióxido do carbono resultante das atividades humanas vêm da agricultura, incluindo-se nessa conta as emissões indiretas do desmatamento e das mudanças no uso da terra, além da produção de fertilizantes e a refrigeração de alimentos. "A necessidade de mudar o sistema de produção para adotar um modelo agrícola de baixo carbono e oferecer alimentos seguros, abre um conjunto de oportunidades de inovação para o país", afirma o chefe da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto. Ele explica que isso significa fazer uma gestão de agricultura mais eficiente e planejada para adequar o conhecimento existente aos solos e climas tropicais e criar incentivos por meio de políticas públicas e recursos financeiros para a adoção dessas medidas pelo produtor rural.
"O fato de ter cobertura vegetal e riquezas naturais não vai nos garantir ser um país importante na área agrícola se não tivermos um diferencial significativo na inovação tecnológica", diz Manzatto. "Além disso, o produtor rural que investe na conservação dos recursos naturais, com custos adicionais de produção, deve ser de alguma forma recompensado." Ele cita algumas áreas promissoras para iniciativas e práticas verdes: aumento da eficiência de práticas convencionais para redução do consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos; desenvolvimento de insumos biológicos e novos fertilizantes, controle de aplicação de agrotóxicos, sistemas de cultivo e de pecuária com redução de emissões de gases do efeito estufa e aumento da eficiência energética na produção.
"São áreas que extrapolam a engenharia agrícola e envolvem a indústria química, biologia e genética entre outras", diz. Manzatto ressalta também que o desenvolvimento de novas tecnologias no campo vão ao encontro do redesenho do agroecossistema, tendo como base um novo conjunto de processos que levam em conta o ordenamento territorial, a valoração e pagamento de serviços ecossistêmicos, o incentivo à produção orgânica ou de base ecológica e o aproveitamento da biodiversidade.
O pesquisador lembra os projetos no combate ao aquecimento global financiados pelo Programa ABC do Ministério da Agricultura para facilitar a difusão de práticas sustentáveis entre produtores rurais como um incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias. O programa oferece R$ 2 bilhões em financiamento para ações relacionadas ao plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema de integração lavoura-pecuária-florestas, que contribuem para a preservação das áreas de produção. Outra área estratégica para o país é o desenvolvimento de cultivos mais resistentes às intempéries, como a seca, principal ameaça ao agronegócio brasileiro, ou mais adaptados às mudanças climáticas.
Entre as áreas mais desenvolvidas em termos de sustentabilidade está também a tecnologia de plantio de cana-de-açúcar e de produção de etanol, que acabou resultando nos carros flex, destaca Jacques Markovitch, da Faculdade de Economia e Administração da USP.
Os projetos de melhoramento da planta conduzidos pelo Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) visam aumentar a produção de combustível e de biomassa com o menor impacto ambiental possível. Incluem uso adequado do solo, da água e redução das emissões de poluentes. "Além disso, já é possível pesquisar em laboratório uma cana transgênica com mais sacarose ou menos lignina e observar avanços expressivos no pré-tratamento do bagaço para produção de etanol de eficiência superior", lembra o economista.
Alguns empreendedores começam a desenvolver produtos baseados na biodiversidade, como chama a atenção o coordenador do projeto inovação e sustentabilidade na cadeia de valor do Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGVCes), Paulo Branco. Ele dá como exemplo a Terpenoil, empresa de tecnologia orgânica para limpeza e lubrificação com base nos terpenos da laranja; e a Atina, de solução de rastreabilidade e formalização da cadeia produtiva de bisabolol de candeia com uso na indústria de cosméticos. As duas empresas foram consideradas referência de inovação e sustentabilidade como fornecedores pelo projeto em 2012 pelo FGVCes.
 

OurCrowd avalia negócios no Brasil

Valor 23.11.2012 - Jonathan Medved, da OurCrowd: "Novatas com planos além do mercado local".
A formação de um ecossistema favorável à inovação e o número crescente de companhias novatas no Brasil atraíram ao país investidores do Vale do Silício, nos Estados Unidos, e da Europa. Agora, parece ser a vez de Israel - outro importante polo mundial de inovação tecnológica -  sua atenção ao país, pelos mesmos motivos.
Em sua primeira visita ao Brasil, Jonathan Medved, um dos principais investidores de empresas novatas de tecnologia em Israel, planeja se reunir com companhias brasileiras que possam ser alvos de aportes. "Espero que tenhamos uma empresa no Brasil em breve", disse Medved, que participou, ontem, de um evento promovido pela Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.
Atualmente, Medved lidera a OurCrowd, que tem como objetivo reunir investidores-anjos de diversas regiões interssados nas startups selecionadas por Medved e outros especialistas. As companhias novatas de Israel são o principal foco, mas o investidor já começou a procurar negócios em outros países.
"Estamos concluindo um investimento em uma companhia dos Estados Unidos e em outra na Austrália", afirmou Medved, sem mencionar os nomes das empresas. O investidor não descartou a possibilidade de uma companhia brasileira ser a próxima empresa fora de Israel a receber um aporte.
O principal critério para receber a chancela de Medved? Ambição. "Startups que tem como limite o crescimento em seus mercados locais podem interessar a outros investidores, mas não a mim. Procuro empresas que pensem em ser globais desde o início. Se é para sonhar, que seja grande", disse ele ao Valor.
Essa busca pela expansão internacional é característica da cultura de empreendedorismo de Israel. Por ter um mercado interno relativamente pequeno, com uma população de cerca de 8 milhões de pessoas, as companhias são obrigadas a atuar em outros países para crescer.
A estratégia de Medved é investir em companhias novatas em estágio inicial. Essa é a fase em que é mais difícil captar recursos, tanto no Brasil quanto em outros polos de inovação, conforme mostrou um estudo global conduzido pela Telefónica Digital e pela Genome.
Segundo Medved, o principal motivo para essa escassez de recursos na fase inicial dos negócios é o medo dos investidores de assumir risco. O receio de errar é outro inimigo. "Falhar é parte do jogo. Nenhum time de futebol vence todos as partidas e no universo dos negócios também funciona assim", disse o investidor. Um dos aportes feitos por Medved foi no serviço israelense de comparação de preços Shopping.com, vendido para a americana eBay por US$ 620 milhões, em 2005.
No Brasil, Medved disse acreditar que a oferta de recursos para financiar projetos em estágio inicial tende a crescer à medida que o ecossistema de inovação do país amadurece. Ele citou como exemplo o Vale do Silício, onde uma geração de empreendedores que recebeu aportes para iniciar seus negócios tornou-se, mais recentemente, uma fonte de financiamento para novos projetos. Como exemplo no Brasil, Medved citou como exemplo Romero Rodrigues, executivo-chefe e cofundador do Buscapé.
 

Nutriplant busca mais investidores para expandir

Brasil Econômico 22.11.2012 - O Brasil é o país que possui maior área disponível para crescer sem precisar derrubar nenhuma árvore, somando 394 milhões de hectares.
No entanto, o presidente da companhia, Ricardo Pansa, não descarta aquisições. Em relação às ações, analista recomenda a compra, mas alerta para riscos.
Depois de incorporar a Quirios e iniciar sua reestruturação em abril deste ano, a Nutriplant, empresa que atua no desenvolvimento e produção de micronutrientes de solo no Brasil, se prepara para crescer nos próximos anos, com a entrada de mais investidores e aquisição de outras empresas.
"Uma das vertentes de crescimento é a aquisição de empresas que atuam no nosso segmento. Não temos nenhum plano sobre aquisições para o próximo ano, mas caso haja oportunidade, vamos aproveitar", disse, nesta quinta-feira (22/11), Ricardo Pansa, diretor-presidente da companhia. Para a incorporação houve aumento de capital de R$ 22 milhões.
Em relação aos acionistas, atualmente a empresa possui 79,3% das ações sob o controle da família e o restante negociado no mercado. Entre os detentores de ações, estão o BNDES, a Fama Investimentos, o fundo Galícia, a gestora Pragma e o HSBC. "Nosso intuito agora é aumentar a visibilidade da empresa para atrair mais investidores e aumentar nossa liquidez", explica Pansa.
Para isto, o presidente aposta em um mercado em ascensão. Segundo ele, o Brasil é o país que possui maior área disponível para crescer, sem precisar derrubar nenhuma árvore, somando 394 milhões de hectares, contra 269 milhões de hectares nos Estados Unidos e 220 milhões de hectares na Rússia.
"Nosso mercado é extenso e queremos expandir mais. Temos focado em pesquisa e desenvolvimento de uma linha de produtos fisiológicos, com o objetivo de permitir o produtor rural de usar todo o potencial genético da planta", pontua Pansa. De acordo com a consultoria em agronegócio Informa Economics, o mercado de fertilizantes no Brasil deve aumentar 9% ao ano.
Com a venda da divisão de fertilizantes de solo, por R$ 24,4 milhões, a empresa conseguiu reduzir parte de sua dívida, que era algo que preocupava o investidor. A dívida líquida reduziu em R$ 14 milhões em 18 meses, somando R$ 25 milhões, gerando caixa de R$ 6,2 milhões.
Neste sentido, a empresa espera bons resultados diante da incorporação da Quirios. A partir de janeiro, a planta de fertilizantes especiais, localizada em Paulínia, interior de São Paulo, passará à cidade de Barueri, onde está localizada da fábrica da Quirios. "Desta forma, com as sinergias das duas plantas, haverá redução de 25% das despesas operacionais", diz o presidente.
Além disso, Pansa destaca ainda que a companhia possui R$ 15,3 milhões em impostos a recuperar. "Conseguimos recuperar este valor em cinco anos a partir do ano que vem. O fluxo de caixa que este valor deve gerar por ano é de, em média, R$ 3 milhões". Já o recebimento das parcelas da venda de ativos totaliza R$ 19,1 milhões até 2018. "A junção desses dois já seria o suficiente para quitar os endividamentos", avulta Ricardo Pansa.
Ações: Atualmente, as ações da companhia, que encontram-se no segmento Bovespa Mais, estão em cotadas a R$ 2,40. De acordo com Paulo Esteves, analista da Gradual Investimentos, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 4,38.
No entanto, ele alerta para os riscos que envolvem a empresa. "É uma história muito curta, desde a incorporação. O setor agrícola é um segmento cíclico e de elevada concorrência", podera o analista.
Segundo Esteves, atualmente existem mais de 120 empresas que misturam os insumos para concorrer com a Nutriplant. No entanto, ele destaca que ela é a única a possui capital aberto e que se a estratégia for acertada, ela é uma boa candidata a se consolidar neste segmento. Outro risco é a base de clientes. Em 2011, um único cliente respondia por 30% da receita e isso pode gerar instabilidade à companhia.
"Eu estou otimista com a empresa. Ela diminuiu o endividamento e vejo uma perspectiva boa diante de uma vocação natural do Brasil para o agronegócio. Se continuar a amadurecer deve ingressar para o Ibovespa de três a cinco anos. Mas, para atrair o investidor, terá que mostrar resultados", completa o analista.
 

Eldorado começa a produzir celulose, mas enfrenta desafio da matéria-prima

Estadão 23.11.2012 - Fábrica da J&F recebeu R$ 6,2 bilhões em investimentos e saiu no prazo, mas ainda não tem eucalipto próprio para toda a produção. A Eldorado Brasil, projeto de celulose da holding J&F em Três Lagoas (MS), teve suas máquinas acionadas pela primeira vez na semana passada, dois anos após o lançamento da pedra fundamental do empreendimento, que consumiu R$ 6,2 bilhões em investimentos. Mas a unidade, que tem capacidade inicial de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, enfrenta um desafio: conseguir florestas para alimentar a fábrica em seus primeiros anos de operação.
A empresa afirma que começou a desenvolver seus projetos florestais ainda em 2006, mas admite que não tem madeira suficiente para abastecer a unidade. A ideia da Eldorado – cuja inauguração oficial será em 12 de dezembro – é chegar perto da capacidade total já em 2013, e possivelmente estendê-la para 1,7 milhão de toneladas a partir de 2014.
Mas concorrentes afirmam que conseguir matéria-prima para extrair celulose pode ser um problema, já que não há muita madeira "independente" no mercado, pois as fabricantes compram grandes áreas para evitar a escassez. "Num primeiro momento, terão de trazer madeira de longe", diz um concorrente.
As florestas também são um empecilho diante das ambições futuras da companhia. Segundo o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich, a empresa prevê triplicar sua capacidade de produção com a construção de duas novas unidades anexas à atual. Isso elevaria a produção para cerca de 5 milhões de toneladas ao ano, o que aproximaria a companhia das atuais líderes de mercado, Fibria e Suzano.
No entanto, Grubisich admite que é impossível triplicar a área plantada com eucaliptos – a empresa contabiliza cerca de 160 mil hectares atualmente – em menos de dez anos. A saída para esse "labirinto", afirma ele, está no investimento pesado em pesquisa e manejo florestal.
Do total de R$ 6,2 bilhões aplicado na construção do projeto Eldorado, R$ 900 milhões foram destinados às florestas. Ao contrário do que faz boa parte da concorrência, a empresa não vai terceirizar a administração de suas áreas de eucalipto. Dos 2,5 mil trabalhadores atualmente envolvidos na Eldorado Brasil, cerca de 1,8 mil trabalharão nas áreas de florestas, de acordo com o executivo.
Para que as outras duas unidades em Três Lagoas saiam do papel, explica Grubisich, o centro de tecnologia florestal criado pela empresa terá de encontrar maneiras de reduzir ainda mais o ciclo do eucalipto. A vantagem competitiva do Brasil no setor está baseada justamente no fato de que as árvores ficam adultas após seis anos, um a menos do que na Europa. Mas a Eldorado acredita que dá para reduzir ainda mais esse prazo.
Entre as alternativas estudadas pela empresa estão variedades que possam ser cortadas em cinco anos e árvores que contenham mais polpa do que as atuais. "Todo o projeto se baseia na lógica de reduzir custos", diz Grubisich.
 

Acordo encerra greve na Refinaria Abreu e Lima

Valor 23.11.2012 - Após reunião realizada na tarde de hoje na Superintendência do Trabalho e Emprego, no Recife, foi fechado um acordo que pôs fim a mais uma greve dos 54 mil operários que trabalham na construção da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, projetos da Petrobras no litoral sul de Pernambuco.
De acordo com o sindicato representativo da categoria (Sintepav-PE), foi atendido o principal pleito dos grevistas, que era a equiparação salarial entre os trabalhadores que exercem as mesmas funções. Uma tabela com os novos valores foi apresentada aos trabalhadores, que decidiram  ao trabalho após 22 dias.    
“Como os trabalhadores já sabiam do avanço das negociações, muitos já am hoje ao trabalho. Mas amanhã todos voltam normalmente. Foi uma vitória histórica para a categoria, com os objetivos alcançados”, disse em nota o presidente do Sintepav-PE, Aldo Amaral.
Diante do impasse que vinha se arrastando entre trabalhadores e os consórcios responsáveis pelas obras, as negociações foram mediadas pelo Ministério do Trabalho.
Em nota, o ministro Brizola Neto disse que “prevaleceu o bom senso”. Segundo ele, o fim da greve permitirá a retomada de uma obra que é “vital para o Nordeste e para o país”.
O sindicato ainda tenta reverter na Justiça as demissões por justa causa de trabalhadores que cruzaram os braços. De acordo com Brizola Neto, a expectativa do ministério é de que as demissões sejam revistas.
 

Justiça manda Petrópolis pagar indenização de R$ 200 mil à Ambev

Folha 22.11.2012 - Decisão unânime da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determina que a Cervejaria Petrópolis, produtora da cerveja Itaipava, pague indenização de R$ 200 mil, por danos morais, além de danos materiais cujo valor ainda será apurado, à Ambev.
A decisão é mais um capítulo da chamada guerra das cervejas sobre a suposta configuração de concorrência parasitária entre as cervejarias. Cabe recurso.
O imbróglio começou com o lançamento pela Brahma da lata vermelha de cerveja com o slogan "O sabor da sua Brahma agora na cor da Brahma" para identificar a sua marca. Dois meses depois, a concorrente lançou no mercado uma lata da cerveja Itaipava na cor branca, em edição comemorativa do patrocínio da fórmula Stock Car que, posteriormente, foi trocada por uma lata também na cor vermelha.
No processo, a Ambev argumentou que sua campanha demandou vultoso investimento e que a medida tomada pela concorrente tinha como objetivo fazer com que ela pudesse aproveitar-se da inovação inserida no mercado.
Já a cervejaria Petrópolis disse que a cor vermelha é intimamente ligada à sua marca e à cerveja Itaipava há muitos anos. Afirmou que a cervejaria Ambev pegou carona para alavancar o seu mercado de consumo com a lata de cor vermelha, que pertenceria ao seu trade dress.
Ambas as empresas foram procuradas, mas não se manifestaram a respeito da decisão.
Segundo o voto do desembargador relator do processo, Edson Aguiar de Vasconcelos, houve utilização da estratégia publicitária da concorrente por parte da Cervejaria Petrópolis.
"Pode-se concluir pela prática de concorrência parasitária pela Cervejaria Petrópolis, na comercialização de sua cerveja Itaipava, ao aproveitar a estratégia publicitária de sua concorrente, Cerveja Brahma, para lançar no mercado cerveja em lata na mesma cor da que fora anunciada por esta última em campanha publicitária que custou elevado investimento", declarou.
"E não se diga que tal conduta não é suscetível de levar o consumidor a confundir os produtos de marcas diferenciadas, pois o anúncio de venda da cerveja Brahma na cor vermelha pode induzir os consumidores ao entendimento de se tratar de produtos similares ou de mesmo sabor", disse.
 

Regra dos royalties não afetará obras olímpicas essenciais, diz Fortes

Valor 23.12.2012 - O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, afirmou que a mudança nas regras de distribuição dos royalties da exploração de petróleo, aprovada pelo Congresso, não afetará as obras essenciais destinadas aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O que poderá ser prejudicado, segundo ele, serão as obras de infraestrutura tocadas pelo governo do Estado do Rio e pela prefeitura.
“Entendo que a declaração do governador [Sérgio Cabral] diz respeito ao conjunto da obra. Você tem uma série de obras essenciais e outras que são políticas públicas. Entendo que a declaração diz respeito a essas que têm contrapartidas ou necessitam de financiamento”, disse Fortes, citando a construção das vias expressas de ônibus (BRTs) tocadas pela Prefeitura do Rio. O governo do Estado e a prefeitura têm afirmado que as obras de infraestrutura serão o principal legado dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de 2014 para a população.
Esquivando-se do questionamento feito por jornalistas sobre o impacto da mudança na regra dos royalties, Fortes afirmou que não tem acesso às contas do governo estadual, mas que “talvez a frase do governador tenha sentido”. “No conjunto das obras há muitas cujo financiamento já foi feito. Há parcerias com maior participação do governo federal, mas há iniciativas próprias [do governo estadual e da prefeitura].”
 

Via Varejo confirma Antonio Ramatis para presidente

Brasil Econômico 22.11.2012 - Ramatis foi Diretor Vice-Presidente de Estratégia Comercial, Marketing, Supply Chain e TI do Grupo Pão de Açúcar, onde atuou desde 2006.
O executivo substitui Raphael Klein, que ocupava a posição desde a associação entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar, em 2010.
O grupo Via Varejo, formado da união de Casas Bahia e Ponto Frio, informou nesta quinta-feira (22/11) que o executivo Antonio Ramatis Fernandes Rodrigues foi eleito presidente da companhia, por unanimidade.
O executivo substitui Raphael Klein, que ocupava a posição desde a associação entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar, em 2010. A empresa informou ainda que Klein passa a fazer parte do conselho de administração da companhia.
Ramatis foi Diretor Vice-Presidente de Estratégia Comercial, Marketing, Supply Chain e TI do Grupo Pão de Açúcar, onde atuou desde 2006. Anteriormente, foi Vice-Presidente Comercial e de Marketing do Grupo BomPreço, Vice-Presidente Comercial e Logística do Grupo Sonae e Vice-Presidente Comercial da C&A.
Segundo o comunicado da companhia, também foi deliberada a reeleição de Jorge Fernando Herzog, Roberto Fulcherberguer e Cláudia Elisa de Pinho Soares, respectivamente para as posições de diretor vice-presidente, diretor vice-presidente comercial e diretora financeira e de relações com investidores.
 

Após investir R$ 1 bi, Multiplan agora terá seu primeiro shopping no NE

Brasil Econômico 22.11.2012 - O consumo em alta vem estimulando a inauguração de novos empreendimentos em diferentes regiões.
O crescimento do varejo e das vendas a crédito são alguns dos vetores que impulsionam os investimentos da Multiplan.
Nos nove primeiros meses de 2012, a empresa tem investimentos de R$ 1 bilhão em novos empreendimentos. No dia 17 de outubro foi inaugurado o Jundiaí Shopping e no dia 27 de novembro será aberta a sexta expansão do shopping da Multiplan em Ribeirão Preto.
Um dia depois, é a vez da inauguração do Park Shopping, em Campo Grande, zona oeste do Rio. No dia três de dezembro, é a vez da abertura do Village Mall, shopping de luxo na Barra da Tijuca onde há especulações de que será inaugurada a primeira Apple Store do país.
"Até o dia três de dezembro vamos ampliar em 25,7% nossa área bruta locável com os novos empreendimentos. Os investimentos de R$ 1 bilhão são recorde. Nunca fizemos algo deste porte em um ano", diz o vice-presidente e diretor de Relações com Investidores da Multiplan, Armando D´Almeida.
"Dos 18 shoppings que fazem parte do portifólio da empresa, 16 foram feitos do zero e isso mostra nosso DNA como desenvolvedores. Nossas taxas de ocupação nas lojas tem sido elevada."
O aumento de 14,7% na locação de lojas se deve aos novos espaços que surgem a partir das inaugurações e expansões e também ao aumento do aluguel das lojas, por conta das boas vendas dos lojistas.
O consumo da nova classe média ajuda a impulsionar as vendas e apesar de os shoppings da Multiplan em sua maioria estarem voltados para as classes A e B, D´Almeida afirma que, por serem regionais, atendem a todas as camadas.
Para 2013, a empresa já prepara a inauguração de mais um shopping, desta vez em Maceió. Será a primeira experiência da Multiplan no Nordeste, em parceria com outra empresa do setor, a Aliansce Shopping Centers, e a inauguração está prevista para o terceiro trimestre do ano que vem.
"Também vamos inaugurar no segundo trimestre de 2013 torres comerciais em frente ao Morumbi Shopping, em São Paulo, além de expansões no Ribeirão Shopping", enumera o executivo da Multiplan.
Para financiar os projetos que entrarão em operação este ano e no ano que vem, parte dos recursos da Multiplan saíram do caixa da empresa e parte de bancos.
 

Mercado monta projeto para IPOs de PMEs

Exame 23.11.2012 - PAC-PME pede a desoneração das empresas que buscarem o mercado de capitais
IPO da fabricante de móveis Unicasa foi o último a ser realizado na bolsa. Será lançado nesta quinta-feira, às 20h, o portal do PAC-PME (Programa de Aceleração de Crescimento para Pequenas e Médias Empresas). O site abriga as propostas elaboradas pelo grupo de trabalho liderado por instituições como o MBC (Movimento Brasil Competitivo) e a BRAiN (que reúne as instituições Anbima, Febraban e Fecomércio) e por 40 intermediários financeiros coordenados pelos bancos BTG Pactual e Itaú BBA.
O projeto, que levou cerca de quatro meses para ser elaborado, visa destravar o mercado de capitais para as pequenas e médias e empresas. “É um conjunto de soluções simples que, se aceitas pelo Ministério da Fazenda e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) podem levar as empresas à bolsa – e dar retorno ao governo federal”, diz Rodolfo Zabisky, porta voz e um dos líderes do projeto.
O ponto chave do projeto é o de permitir que o empresário desconte de seu Imposto de Renda os custos que teria com uma Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). “A realidade é que o empresário, quando pensa em fazer um IPO, desiste porque vê que terá que abrir mão de margem”, argumenta Zabisky. “É um custo muito alto para uma empresa pequena”, completa.
Na opinião do grupo de trabalho, esse incentivo é fundamental para que as empresas considerem a ida ao mercado como alternativa de financiamento. “É preciso esse impulso porque isso gera um tamanho mínimo para esse mercado se tornar sustentável”, afirma Eduardo Centola, do Banco Modal.
Governo: “O governo ganha na geração de emprego e na arrecadação”, diz Zabisky. O projeto prevê que a diferença entre o que o governo perderia com a desoneração e o que ganharia posteriormente em Imposto de Renda seria de 2,5 bilhões de reais positivos para o governo.
“O governo paga uma parte da conta, mas só paga se o projeto tiver sucesso. Se não houver IPOs, o governo não perde nada. E tendo IPOs, ele paga no início, e depois recebe mais lá na frente”, explica o executivo.
O projeto ainda não foi formalmente apresentado ao governo. Até dia 14 de dezembro, a CVM está recebendo propostas do mercado que depois de analisadas por um comitê técnico serão conduzidas ao governo. Segundo Zabisky, a CVM já conhece o projeto do PAC-PME porque foi incluída nas discussões e vai trabalhar como uma intermediadora do projeto junto ao governo.
Site: Além de forma de divulgação do projeto, o site tem um compromisso educacional e contém dicas sobre como melhorar a competitividade, como ter acesso a capital das diversas maneiras existentes além de outras informações úteis ao pequeno/médio empresário.
 

Leilão para operar trem-bala tem cronograma adiado

Estadão 21.11.2012 - Disputa estava marcada para ocorrer em abril de 2013, mas só deve ser realizada em julho ou agosto do próximo ano; edital será publicado na próxima segunda.
Embora a última estimativa do governo para o leilão do operador do trem-bala brasileiro fosse abril do próximo ano, o edital que deve ser publicado na próxima segunda-feira, 26, jogará a disputa para julho ou agosto de 2013. A informação foi dada nesta quarta-feira, 21, pelo diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França.
"O prazo entre a publicação do edital e o leilão propriamente dito passou a ser de oito meses. Essa mudança veio por sugestões durante a fase de consulta pública da minuta do edital, para dar mais tempo para a preparação das propostas técnicas, a formação dos consórcios e o levantamento do capital", disse o diretor, após participar no seminário "Trens de Passageiros - Uma Necessidade que se Impõe", na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo França, outra mudança entre a minuta da licitação e a formatação final do edital é a exigência de experiência na operação de trens de alta velocidade. Pela proposta original, o operador do trem-bala que ligará a cidade de Campinas a São Paulo e ao Rio de Janeiro teria de ter pelo menos dez anos de atividade no ramo, mas a exigência caiu à metade. "Ainda assim, os chineses estarão impedidos de operar a tecnologia, pois possuem um histórico com acidentes na última década", acrescentou o diretor. O não registro de acidentes no período é outra exigência.
Além disso, a estimativa de custo total do projeto do trem-bala - incluindo as obras de infraestrutura que serão licitadas posteriormente - subiu dos R$ 33,2 bilhões previstos anteriormente para R$ 35 bilhões. Segundo França, isso ocorre porque o meio de transporte, que deveria ter entrado em operação em 2014, só começará a funcionar no fim desta década.
"O preço inicial considerava uma demanda para 42 trens, mas o sistema já começará a operar comercialmente com uma demanda próxima dos 84 trens de capacidade máxima. Por isso essa diferença no custo total", justificou.
 

BTG Pactual vê retomada de IPOs no futuro, diz Esteves

Exame 23.11.2012 - O BTG Pactual realizou no primeiro semestre o maior IPO do ano no Brasil, levantando 3,656 bilhões de reais.
André Esteves, do BTG Pactual, durante IPO: segundo Esteves, a redução das taxas de juros será o grande incentivo para a realização de ofertas iniciais
A realização de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) deverá melhorar "no futuro", em relação ao registrado neste ano, segundo o presidente do BTG Pactual, André Esteves.
"Estou confiante de que o número de IPOs em mercados de capitais em desenvolvimento irá deslanchar", disse ele, ao participar do evento Ericsson Business Innovation Forum, nesta quarta-feira.
"Os mercados de capitais estiveram mais fracos em 2012, não só no Brasil, e eu estou mais otimista com o futuro", completou.
Em 2012, o forte clima de aversão ao risco e a elevada volatilidade que dominam os mercados têm levado a um número mais baixo de empresas a abrir capital ou fazer novas emissões de ações, enquanto algumas outras que foram mais adiante têm desistido do processo.
Segundo Esteves, a redução das taxas de juros será o grande incentivo para a realização de ofertas iniciais. "A principal consequência da redução de juros no Brasil será o desenvolvimento do mercado de juros", disse.
 

Sócio estima que XP deve abrir capital em até três anos

Exame 23.11.2012 - A estratégia de investimento do fundo em uma empresa tem como finalidade a venda para uma companhia maior. Mas esse não será o caso da XP
Considerando a hipótese da venda da corretora, os possíveis interessados seriam os grandes bancos
A corretora XP Investimentos fará sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em até três anos, segundo Patrick Ledoux, diretor da gestora de fundos de private equity britânica Actis, que tem participação minoritária no capital da corretora. A Actis fez um investimento de R$ 100 milhões na XP em 2010. Segundo Ledoux, a duração média dos investimentos da Actis em uma empresa é de três a sete anos.
De acordo com o gestor, a estratégia de investimento do fundo em uma empresa tem como finalidade a venda para uma companhia maior. Mas esse não será o caso da XP.
Ledoux afirma que, considerando a hipótese da venda da corretora, os possíveis interessados seriam os grandes bancos. “Se um deles comprasse a XP, acabaria com o modelo que caracteriza o negócio da corretora, que é o de ser um supermercado de investimentos”, diz. A intervenção de um grande banco “provavelmente privilegiaria as opções de investimento do próprio banco”.
IPO é exceção: Segundo Ledoux, o IPO não é a estratégia de desinvestimento prioritária da Actis para as empresas em que investe. “Nossa visão é a de sempre buscar a venda para um participante estratégico do mercado”, afirma. O mercado, segundo ele, não apenas no Brasil, mas no mundo, não tem sido consistente para IPOs ao longo dos últimos anos.
 

Cesp ainda avalia renovação de contratos de concessão, diz Alckmin

Valor 23.11.2012 - O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse há pouco que ainda não foi tomada a decisão da Cesp de renovar os contratos de concessão, conforme prevê a Medida Provisória 579/2012, que trata do tema.
“Vamos avaliar até o dia 4 [de dezembro]”, afirmou o governador ao se referir à data marcada para assinatura dos contratos de renovação do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2017.
A declaração do governador foi dada ao sair de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos. No encontro, foi tratado dos projetos de rodovias e ferrovias que são executados por meio de convênios entre as duas esferas de governo.
 

Domínio '.amazon' é questionado por Brasil e Peru

Folha 22.11.2012 - Os governos do Brasil e do Peru enviaram uma notificação ao Icann (órgão internacional que administra os nomes na web) questionando o registro feito pela Amazon que determina o uso exclusivo da terminação de domínio ".amazon" pela empresa americana.
Os vizinhos sul-americanos, que juntos contam com cerca de 73% da floresta amazônica em seus territórios, querem que a terminação seja reservada apenas a páginas relacionadas à Amazônia.
Segundo o documento, conceder o direito exclusivo ao domínio à maior varejista on-line do mundo seria ferir o "interesse público relacionado à proteção, à promoção e à divulgação de questões relacionadas ao bioma da floresta". A Amazon ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
 

Superintendência do Cade sugere aprovação para Azul-Trip, com restrições

Reuters 22.11.2012 - A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sugeriu nesta quinta-feira aprovação da união entre as companhias aéreas Azul e Trip com restrições, segundo comunicado.
A Superintendência recomendou o fim do acordo de compartilhamento de voos entre Trip e TAM em até dois anos para que a união da primeira com a Azul seja aprovada pelo órgão antitruste.
Segundo comunicado da Superintendência, o acordo, de 2004, é anterior à fusão das duas companhias e permitia complementaridade entre elas, uma vez que a TAM opera rotas entre cidades maiores e a Trip em rotas regionais. "No entanto, com a associação Azul Trip, a manutenção de tal acordo poderia desestimular a concorrência no setor aéreo", diz o documento.
Por outro lado, destaca que Trip e Azul possuem baixa concentração de rotas comuns e que a nova empresa terá maior capacidade de competir no setor de aviação nacional, com participação de mercado de 14 por cento, ante cerca de 40 por cento de Gol e TAM, cada.
Na quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu autorização prévia para a fusão entre as companhias, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União.
As companhias anunciaram o negócio em 28 de maio. O objetivo das empresas é operar sob a holding Azul Trip S/A.
O negócio será levado a julgamento no tribunal do Cade.
 

Walter Schalka assumirá presidência da Suzano em 2013

Estadão 22.11.2012 - O executivo Walter Schalka, que atuava como presidente da Votorantim Cimentos, comandará a Suzano Papel e Celulose a partir de 1o de janeiro de 2013, segundo comunicado da segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo nesta quinta-feira.
Schalka assume o lugar de Antonio Maciel Neto, que renunciou ao cargo a partir do próximo ano. O executivo atuava como presidente da empresa desde 2006 e terá um assento no Conselho de Administração.
"A fase de transição inicia-se já em dezembro, o que garantirá perfeita continuidade de todos os programas e ações", informou a empresa, em comunicado.
A Suzano registrou seu quinto trimestre consecutivo de prejuízo no período de julho a setembro, com uma relação de dívida líquida X Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 4,7 vezes.
A empresa espera atingir um pico de alavancagem no próximo ano, quando iníciará as operações de sua fábrica no Maranhão, para reduzir essa métrica em 2014.
 

Térmicas podem começar a ser desligadas em dezembro, diz ONS

Estadão 22.11.2012 - Segundo diretor-geral do órgão, isso pode ocorrer em virtude do aumento das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, que encheu reservatórios a patamares mais próximos da meta 
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou há pouco que as usinas térmicas podem começar a ser desligadas em dezembro. Segundo ele, isso pode ocorrer porque houve um aumento das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, de forma que os reservatórios das usinas hidrelétricas estão voltando a patamares mais próximos da meta.
"Se continuar dessa maneira e a gente sentir que até o fim do ano recuperou, deu tranquilidade, a gente vai desligar", afirmou, após participar de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
"Segundo a tese histórica dos meteorologistas, quando você tem chuvas cinco dias seguidos com intensidade superior a 5 milímetros, nas principais bacias do Sudeste e Centro-Oeste, eles dizem que está caracterizado o início do período úmido. E já começou. Vamos torcer para que isso continue. Se essa tendência continuar, talvez a gente desligue em dezembro", acrescentou.
Desde o dia 18 de outubro, praticamente a totalidade das térmicas está acionadas, o que representa 14 mil megawatts, um valor recorde. Em 2008, todas as térmicas foram ligadas, mas a capacidade instalada era menor que a atual.
Somente em novembro, segundo Chipp, o custo dessas térmicas deve ser de cerca de R$ 700 milhões. Por essa razão, as primeiras a serem desligadas devem ser as térmicas a diesel e óleo combustível, as mais caras. "Ainda vamos calcular, mas temos uma ideia de R$ 700 milhões em novembro. Algo entre R$ 600 milhões a 800 milhões por mês", afirmou.
No Nordeste, segundo Chipp, a vazão dobrou desde o fim de outubro até o dia 18 de novembro. "Está chovendo na cabeceira e na incremental. Em menos de um mês duplicou", afirmou. "Felizmente, a gente observa uma descaracterização do fenômeno El Niño."
 

Em relatório, Santander recomenda compra para ações da Sabesp

Valor 23.11.2012 - O banco Santander publicou relatório indicando preço-alvo de R$ 102,70 para as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Sabesp ao fim de 2013, com recomendação de compra. O valor representa valorização potencial de 27,5% em relação ao preço de fechamento dos papéis no último pregão.
A divulgação levou em consideração a publicação da nota técnica preliminar da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) referente à revisão tarifária da companhia de saneamento paulista.
“Apesar de o aumento real da tarifa (em torno de 2%) ter ficado abaixo do consenso do mercado, a revisão tarifária preliminar da Arsesp abre espaço para aumentos adicionais na tarifa no próximo ano (em torno de 4%). O mais importante é que a Arsesp confirmou nossa opinião de que uma sólida estrutura regulatória, que remunere adequadamente os investimentos, está por vir. A nosso ver, a Sabesp vai se beneficiar com essa estrutura, dado seu agressivo plano de investimentos e, portanto, mantemos nossa recomendação de compra para a ação”, escreveram Marcio Prado, Danilo Vitti e Carolina Carneiro.
A nota técnica da Arsesp mostrou que o valor da tarifa média máxima inicial (P0) — valor máximo que a empresa poderá utilizar como tarifa média e a partir do qual ocorrerão os reajustes anuais — corresponde a R$ 2,9295/m3, o que indica um aumento de 1,94% em relação à tarifa média atual. O valor apresentado leva em consideração uma base de remuneração regulatória líquida inicial (base de ativos) da Sabesp de R$ 30,467 bilhões.
Na avaliação do Santander, a base de ativos poderá ficar ainda mais próxima do valor divulgado pela Sabesp, de R$ 33,85 bilhões, o que resultaria em um aumento adicional de 4% na tarifa no terceiro trimestre de 2013.
Já as despesas operacionais regulatórias definidas pela Arsesp, no valor aproximado de R$ 4,3 bilhões, ficou 15% abaixo da estimativa do banco, de R$ 5,0 bilhões.
O Santander ainda destacou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) regulatório da Sabesp atingiu cerca de R$ 5,1 bilhões com a base de ativos preliminar. Ajustado pela ineficiência das despesas operacionais e o Fator X (que procura repassar aos usuários os ganhos de eficiência da empresa por meio de tarifas mais baixas em termos reais), o valor resulta em uma estimativa de R$ 4,2 bilhões para 2013 segundo o banco, ligeiramente acima de seu número revisado (R$ 4 bilhões).
O Santander estima lucro líquido de R$ 1,431 bilhão em 2012, com receita de R$ 10,9 bilhões e Ebitda de R$ 3,683 bilhões. Para 2013, o lucro líquido projetado corresponde a R$ 1,494 bilhão, com receita de R$ 11,5 bilhões e Ebitda de R$ 3,978 bilhões.
Os riscos para o investimento incluem a nova metodologia tarifária; interferência política; investimentos relacionados a necessidades de produção/reservatórios de água; dívida em dólar e necessidade de refinanciamento; e provisões.
 

CPFL nega ter desistido de ativos do Grupo Rede

Valor 23.11.2012 - A CPFL Energia negou há pouco que tenha  desistido de negociar a compra de distribuidoras do grupo Rede. Em nota, a elétrica paulista reforçou que continua válida a informação divulgada por meio de fato relevante, no dia 11 de outubro, de que a empresa, em parceria com a Equatorial, assinou memorando de entendimentos com o grupo Rede para analisar, em caráter exclusivo, os ativos da companhia.
“A CPFL Energia reforça que a informação sobre a desistência da aquisição de ativos do Grupo Rede não procede, e que continua válida a informação divulgada por meio de Fato Relevante, no dia 11 de outubro de 2012”, informou a empresa.
Uma fonte do setor contou ao Valor mais cedo que a Equatorial e a CPFL haviam desistido de analisar a compra das oito distribuidoras do grupo que estão em intervenção pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 

Investimento estrangeiro direto chega a US$ 7,7 bilhões em outubro

Agência Brasil 22.11.2012 - O crescimento do investimento estrangeiro direto (IED), que vai para o setor produtivo do país, tem sido expressivo, segundo avaliação feita hoje (22) pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Câmara dos Deputados.
Tombini adiantou que o IED chegou a US$ 66 bilhões, em 12 meses encerrados em outubro. No mês passado, esses investimentos chegaram a US$ 7,7 bilhões. Hoje, à tarde o BC vai divulgar a Nota do Setor Externo, com informações sobre os investimentos estrangeiros no país e as contas externas.
De acordo com o presidente do Banco Central, o Brasil é a quarta região do mundo que mais recebe IED, perdendo para a Europa, a China e os Estados Unidos.
 

Joaquim Barbosa assume comando do STF

Brasil Econômico 22.11.2012 - Antes da redenção da popularidade trazida pelo mensalão, o ministro indicado por Lula em 2003 para o STF era criticado por seu gênio forte e pelas reações intempestivas demais para a Corte.
A cada novo réu condenado pelo relator Joaquim Barbosa da ação penal do chamado mensalão crescia a popularidade do ministro, que assume nesta quinta-feira (22/11) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) por dois anos.
Cumprimentado nas ruas pela rigidez com que vem condenando políticos, ex-ocupantes de cargos públicos e empresários pelo envolvimento em um esquema de compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa, 57 anos, é comparado ao super-herói Batman, pela capa preta dos ministros do STF, ou ao Super-Homem. Perguntado sobre a súbita fama de justiceiro, ele ri.
"Não tem nada disso", disse o ministro à Reuters, ao deixar mais uma sessão do mensalão.
Antes da redenção da popularidade trazida pelo mensalão, o ministro indicado por Lula em 2003 para o STF era criticado por seu gênio forte e pelas reações intempestivas demais para a Corte, que lhe renderam discussões públicas com colegas, e am a se repetir durante o julgamento.
Ficaram famosas as discussões com Gilmar Mendes, acusado pelo colega de "estar destruindo a credibilidade da Justiça Brasileira", e com Cezar Peluso, a quem Barbosa chamou de "desleal", "caipira" e "tirano".
Pela fama de destemperado, que pessoas próximas atribuem ao preconceito da imprensa e até de seus pares, Barbosa desconfia e critica abertamente alguns jornais. Chegou a dizer que havia o risco de um movimento para não elegê-lo presidente da Corte — ele assume por ser o mais antigo membro que ainda não ocupou o posto.
"Quando, na história deste país, um membro do Supremo veio a público colocar em xeque a capacidade de um colega de presidir a Corte?", pergunta uma pessoa próxima de Barbosa, referindo-se às recentes críticas públicas do ministro Marco Aurélio, que afirmou estar preocupado com a presidência de um colega que age como "metal entre os cristais".
"A presidência traz serenidade", disse à Reuters outro colega da Corte, apostando que Barbosa irá arrefecer seu lado intempestivo no comando do STF.
Barbosa ouve até hoje que sua indicação ao Supremo se deveu apenas ao fato de Lula querer um ministro negro — asserção que rebate com um currículo farto para o posto. Formado em direito na UnB, fez doutorado na França e estudos complementares nos Estados Unidos, foi professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e procurador da República.
Além de inglês e francês, aprendeu alemão — "porque era barato", afirma — e atualmente se dedica ao espanhol. Quando não está em Brasília, por causa do STF, mora no Rio, onde vive seu único filho. Trabalha pelo menos 12 horas diárias, poupando-se apenas nos dias em que precisa ler seus votos em plenário.
Saúde e presidência: Filho de pedreiro, nascido em Paracatu (MG), Barbosa chegou a Brasília no início dos anos 70 para estudar e buscar emprego.
"Ele começou na gráfica do Senado, dizem que era dos mais esforçados. Olha onde chegou", comenta um segurança do STF, que não esconde a admiração pelo ministro.
Barbosa também foi oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e chegou a servir na embaixada de Helsinque, na Finlândia.
Dos tempos em que morava em Paracatu, gosta de lembrar que jogava futebol no melhor time da cidade, como atacante. O esporte e outras atividades tiveram que ficar para trás com o agravamento de uma sacroileíte, inflamação na base da coluna que o obriga a trocar com frequencia de cadeira e passar parte dos julgamentos em pé.
Os problemas de saúde aumentaram nos últimos meses os boatos de que Joaquim não completaria os dois anos na presidência da Corte, ou se aposentaria logo depois de cumprir seu tempo à frente do STF. Ou ainda, que abriria mão de presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tarefa acumulada pelo presidente do Supremo.
Com a notoriedade das últimas semanas, teve início nas redes sociais a campanha "Joaquim Barbosa presidente". Não do STF, mas da República. Perguntado, ele ri novamente.
"E eu lá tenho o 'physique du rôle' (perfil) para isso?", diz ele, usando uma das inúmeras expressões estrangeiras que tem por hábito empregar nas conversas e nos votos.
 

Argentina apelará da decisão de tribunal dos EUA sobre dívida

Reuters 22.11.2012 - A Argentina continuará apelando da decisão de um tribunal norte-americano que ordenou que o país sul-americano pague detentores de bônus inadimplentes e pode levar sua batalha legal à Suprema Corte dos Estados Unidos, disse o ministro da Economia argentino, Hernán Lorenzino a jornalistas nesta quinta-feira.
Lorenzino disse que o juiz dos EUA Thomas Griesa não tem autoridade para decidir em um caso aberto por credores que se recusaram a participar de duas reestruturações da dívida argentina, depois do imenso calote em 2002. Ele descreveu o veredito como "colonialismo legal".
 

Renda de trabalhador rural cresce 8,27% ao ano entre 2003 e 2009

Folhapress 22.11.2012 - O estudo apontou ainda que, no período, 3,7 milhões de brasileiros residentes em áreas rurais passaram a integrar a nova classe média brasileira.
A renda per capita do trabalhador rural cresceu 8,27% ao ano entre 2003 e 2009, aponta pesquisa do Ministério de Desenvolvimento Agrário divulgado nesta quinta-feira (22), no Rio. Uma das causas pode estar relacionada à concessão de aposentadorias e complementos de renda como o Bolsa Família. O trabalhador rural mediano é classificado numa escala de dez a cem. Quanto mais próximo de 10, mais pobre o trabalhador, e quanto mais perto de 100, melhor financeiramente o lavrador. O mediano varia de 30 a 80.
De acordo com o levantamento, a renda domiciliar per capita da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar Rural (PNAD) em comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário cresceu 36 pontos percentuais de 2003 a 2009, alcançando R$ 157,41.
O estudo apontou ainda que, no período, 3,7 milhões de brasileiros residentes em áreas rurais passaram a integrar a nova classe média brasileira. Em 2003, esse segmento atingia 20,6% da população rural e em 2009 passou para 35,4%, totalizando 9,1 milhões de pessoas. Atualmente, cerca de 15% da população brasileira reside na zona rural.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Gilberto José Spier Vargas (Pepe Vargas), a pesquisa poderá nortear políticas públicas para o setor rural e o trabalhador, de forma a garantir maior desenvolvimento e investimentos. No Rio, o ministro participa da 9ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também divulgou dados de uma pesquisa que apontou que as despesas per capita com alimentação caíram, em média, 6,8% no Brasil de 2003 a 2009 (de R$ 443 para R$ 413 por mês).
Na pesquisa, o brasileiro também apontou que está comendo mais. Em 2003, 14,9% da população afirmou que a quantidade de alimento consumido por sua família não era suficiente. Em 2009, a taxa caiu para 9,8%. A taxa de alimentos raramente consumidos também caiu no período para 13,7%. Antes, era de 17,9%.
"O aumento da renda da população brasileira e a queda nas despesas com alimentação apontam que as pessoas estão gastando mais em outros itens menos básicos. A pesquisa também aponta aumento da segurança alimentar dos brasileiros", disse o presidente do Ipea, Marcelo Côrtes Neri.
 

Gerdau prevê recuperação de margens no próximo ano

Valor 23.11.2012 - Atualizada às 11h20. A Gerdau prevê recuperação de margens no resultado operacional no próximo ano, informou a analistas o vice-presidente de finanças, controladoria e relações com investidores da siderúrgica Gerdau, Osvaldo Schirmer.
Ele apontou como fatores a autossuficiência em minério de ferro na Açominas, o início de produção de aço laminado no Brasil a partir de janeiro e mais uso de carvão próprio da Colômbia, substituindo o importado da Austrália.
“As perspectivas são boas praticamente em todos os nossos mercados”, afirmou o executivo. No Brasil ele prevê crescimento de 4,2% no consumo de aço e aponta melhorias nos mercados de América Latina e nos EUA.
Aço longo: As vendas internas de aço longo, principal produto da Gerdau, deverão crescer em torno de 5,5% a 6% no próximo ano, afirmou André Gerdau Johannpeter.
Ele destacou que a demanda estará em linha com o crescimento previsto para o PIB do país, projetado por ele em 4%. A elasticidade de consumo aço chega a até duas vezes o PIB.
“Na construção civil, a retomada vai ser muito forte”, afirmou, apontando o pacote de investimentos do país previsto em obras de infraestrutura, como ferrovias, aeroportos, rodovias e portos.
Aço laminado: A Gerdau estima produzir e vender cerca de 400 mil toneladas de aço laminado plano no próximo ano, informou André.  A empresa vai iniciar a fabricação desse material em janeiro na Açominas.
Desse volume, informou o executivo, cerca de metade será destinada para o mercado interno. A outra parte será exportada para vários mercados externos.
A capacidade dessa nova unidade de produção do grupo gaúcho será de 800 mil toneladas por ano.
 

Apagão pode ser maior risco para economia chilena

Valor 23.11.2012 - Sustentada pela demanda e investimento internos fortes, a economia chilena vem crescendo a um ritmo de causar inveja à maioria dos demais países. A nação andina tem tudo para crescer mais de 5% pelo terceiro ano consecutivo, um feito notável para uma economia que depende de exportações em um momento de queda na demanda mundial.
Mas sustentar esse nível robusto de crescimento, uma prioridade do presidente Sebastián Piñera, será um desafio para o Chile, país rico em recursos naturais e com quase 17 milhões de habitantes. Embora dados divulgados esta semana tenham mostrado que a atividade econômica cresceu à taxa anualizada de 5,7% no terceiro trimestre, a queda recente nas exportações prenuncia uma moderação do crescimento nos próximos meses, dizem funcionários do governo e economistas. Essa esperada desaceleração - a maioria dos economistas prevê crescimento de menos de 5% no ano que vem - aumenta a pressão sobre o governo para promover reformas que protejam a economia da turbulência mundial.
O Chile cresceu sem parar nos últimos dez anos - exceto por uma modesta contração em 2009, no auge da crise mundial -, graças em grande medida a uma boa gestão fiscal, à implementação de reformas estruturais, a uma leva de acordos de livre comércio e ao controle das maiores reservas de cobre do mundo. No governo Piñera, iniciado em 2010, tendências positivas como aumento da renda per capita, redução do desemprego, investimento elevado e inflação baixa continuaram.
Entretanto, o ritmo de exportações - motor da economia chilena - está ameaçado pelo recuo persistente da demanda mundial, pela queda nos preços do cobre e pela valorização do peso, o que reduz a competitividade de produtos chilenos no mercado internacional. Embora a demanda interna tenha aumentado 8% no terceiro trimestre, a alta foi compensada pela queda de 3,4% nas exportações, que respondem por cerca de um terço do produto interno bruto chileno.
Para piorar, o Chile não tem nem de perto a capacidade de geração de energia necessária para sustentar o investimento na próxima década, sobretudo no crucial setor de mineração.
O risco de um apagão é, talvez, a maior vulnerabilidade do país. "Precisamos dobrar os [15.000 megawatts] de capacidade de produção de eletricidade nos próximos 12 anos para abastecer nossas cidades, nossos lares e nossas indústrias", disse Piñera.
Com a geração hidrelétrica abalada por secas, o país passou a depender mais do gás natural importado, que é mais caro. Contestados na Justiça pelo movimento ambientalista, grandes projetos energéticos foram adiados ou suspensos, o que elevou preços e poderia comprometer o abastecimento de energia no futuro, ameaçando prejudicar não só o setor de mineração, mas, caso nada seja feito, impor a outros usuários - industriais e residenciais - custos mais elevados e escassez.
Dirigentes empresariais, grupos setoriais diversos e o próprio banco central têm pedido ao governo que aborde o problema energético com soluções de longo prazo, não com medidas paliativas. Segundo eles, é preciso um novo arcabouço jurídico e um processo simplificado de licenciamento ambiental para garantir que investimentos planejados se materializem. O crescimento econômico e o desenvolvimento a longo prazo dependem disso, enfatizam.
"Não há desenvolvimento social sustentável sem crescimento econômico, e não há crescimento econômico sem eletricidade", disse recentemente Gerardo Jofré, presidente do conselho da gigante estatal do cobre, a Corporación Nacional del Cobre, ou Codelco.
Piñera reconhece a prioridade da questão energética. Segundo ele, o investimento de US$ 100 bilhões previsto para o setor de mineração só será possível se a capacidade de geração de energia do país aumentar consideravelmente.
"O Chile terá de enfrentar o desafio energético com uma política nacional mais estruturada e eficiente do que no passado".
Em setembro, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso para a criação de uma "rodovia elétrica" - uma linha segura de transmissão bancada pelo governo que reduziria apagões e permitiria a injeção da energia produzida por pequenos produtores no sistema nacional. Além disso, o governo Piñera pretende interconectar os sistemas elétricos do norte e do centro do país para derrubar custos e garantir a estabilidade do fornecimento de energia.
A interligação da rede dificilmente ocorreria antes de 2018, segundo o Ministério da Energia chileno. Já o destino da rodovia elétrica é incerto. O projeto de lei pode ficar empacado no Congresso, o que prejudicaria o investimento a curto prazo no setor energético.
 

Canavieiros e usinas cobram apoio ao etanol

Valor 23.11.2012 - Para Antonio de Padua Rodrigues, presidente interino da Unica, segmento passa por um período "obscuro" e carece de mudanças profundas para superá-lo
Representantes dos produtores de cana-de-açúcar e das usinas sucroalcooleiras am a pedir uma política permanente de longo prazo para o etanol em audiência pública realizada ontem na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, em Brasília.
Os canavieiros cobraram medidas do governo federal capazes de reverter a queda na produção e o declínio da rentabilidade dos produtores, entre as quais a ampliação da participação do biocombustível na matriz energética brasileira.
O presidente interino da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, afirmou que é preciso uma profunda mudança no segmento, que passa por um período "obscuro". Segundo ele, é preciso um novo marco regulatório para dar confiança a investimentos no médio e longo prazo.
Padua disse ainda que é importante que a mistura de etanol anidro na gasolina volte a ser de 25% - está em 20% - e que a tributação que pesa sobre o etanol e a gasolina seja readequada. O setor produtivo também cobrou mais transparência na formação de preços da gasolina.
"A expansão de etanol verificada a partir de 2000 foi interrompida em 2008 e, desde então, o mercado está em retração. Como resultado, 41 usinas já fecharam e uma boa parte das que estão em operação acumula dívidas que equivalem a seu faturamento bruto", afirmou. Segundo o dirigente, o apoio governamental dado à produção de gasolina, como a redução de tributos, por exemplo, não chega à area sucroalcooleira.
Ricardo Dornelles, representante do Ministério de Minas e Energia na audiência pública, negou que exista um desequilíbrio nos incentivos dados aos combustíveis e afirmou que também existe desoneração de impostos regulatórios sobre os biocombustíveis.
Sobre o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Dornelles disse que existe a possibilidade de redução, "desde que não afete a estabilidade fiscal e monetária do país".
Rodrigues se defendeu das críticas de que a queda do volume de etanol produzido foi causada pela migração das usinas para a produção de açúcar. Ele disse que os produtores investiram mais no açúcar devido aos elevados preços da commodity no mercado internacional, e que esse "mix" evitou perdas maiores com o etanol.
Segundo a Unica, o açúcar remunera melhor que o álcool desde a safra 2009/10. Porém, o preço do açúcar em queda pode comprometer a rentabilidade.
 

Petrobrás América terá de explicar compra nos EUA

Estadão 23.11.2012 - Presidente da subsidiária foi convocado pela Comissão de Minas e Energia da Câmara. A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a convocação do presidente da Petrobrás América, José Orlando Melo, para explicar as razões da compra pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) também já pediram explicações à Petrobrás sobre o negócio.
Como o Estado revelou em julho deste ano, a Petrobrás deve amargar um prejuízo milionário com a venda da refinaria, um dos ativos que ela pretende ofertar ao mercado, em atendimento ao programa de desinvestimentos que integra o Plano de Negócios 2012-2016. Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou no primeiro semestre um acordo para aquisição de 100% da refinaria, localizada no Estado do Texas.
Ao todo, a Petrobrás pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia - quase 28 vezes a menos. O acordo extrajudicial foi firmado com a Astra Oil Trading NV.
Unânime. O requerimento para a convocação do presidente da subsidiária da Petrobrás nos Estados Unidos foi apresentado pelo deputado federal Maurício Quintella (PR-AL), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Anteontem, de maneira unânime, os deputados da comissão decidiram aprovar o requerimento de Quintella. Ainda não há data para José Orlando Melo apresentar-se à comissão.
Ao adquirir 50% do controle da refinaria, em 2006, a Petrobrás pagou US$ 360 milhões. Este ano, petroleira decidiu pagar mais U$ 820 milhões à Astra Oil Trading NV para assumir os restantes 50% da sócia.
A Petrobrás não comentou a convocação do executivo pela Comissão de Minas e Energia da Câmara.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Estadão 23.11.2012 - Presidente da subsidiária foi convocado pela Comissão de Minas e Energia da Câmara. A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a convocação do presidente da Petrobrás América, José Orlando Melo, para explicar as razões da compra pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) também já pediram explicações à Petrobrás sobre o negócio.
Como o Estado revelou em julho deste ano, a Petrobrás deve amargar um prejuízo milionário com a venda da refinaria, um dos ativos que ela pretende ofertar ao mercado, em atendimento ao programa de desinvestimentos que integra o Plano de Negócios 2012-2016. Após anos de batalha judicial com sua sócia, uma trading belga, a petroleira brasileira fechou no primeiro semestre um acordo para aquisição de 100% da refinaria, localizada no Estado do Texas.
Ao todo, a Petrobrás pagou US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, há sete anos, custou US$ 42,5 milhões à sua agora ex-sócia - quase 28 vezes a menos. O acordo extrajudicial foi firmado com a Astra Oil Trading NV.
Unânime. O requerimento para a convocação do presidente da subsidiária da Petrobrás nos Estados Unidos foi apresentado pelo deputado federal Maurício Quintella (PR-AL), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Anteontem, de maneira unânime, os deputados da comissão decidiram aprovar o requerimento de Quintella. Ainda não há data para José Orlando Melo apresentar-se à comissão.
Ao adquirir 50% do controle da refinaria, em 2006, a Petrobrás pagou US$ 360 milhões. Este ano, petroleira decidiu pagar mais U$ 820 milhões à Astra Oil Trading NV para assumir os restantes 50% da sócia.
A Petrobrás não comentou a convocação do executivo pela Comissão de Minas e Energia da Câmara.

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