Daily News
Vallée:
Pão de queijo
Sonia
Racy 20.11.2012 - Briga de mineiro grande. Sócios da Vallée (maior empresa
nacional de produtos veterinários) estão em pé de guerra. Um dos acionistas
conseguiu alienação de bens de todo o grupo, suspensão da eleição de diretores
e outras mais.
Com
ativos caros, estratégia volta-se para medicamentos
Valor
20.11.2012 - Nelson Mussolini, do Sindusfarma, disse que a Anvisa exige novo
registro do produto quando se vende um remédio.
Uma
operação até então considerada comum está se tornando uma tendência no setor
farmacêutico do Brasil. Com o preço dos ativos em alta no país, algumas
multinacionais estão comprando marcas e registros de produtos já estabelecidos
no mercado nacional para entrar ou expandir seus negócios no país.
A
sul-africana Aspen tornou essa prática comum. A meta é comprar medicamentos que
perderam a patente de laboratórios que não têm mais interesse pelo produto.
Alexandre França, presidente da companhia no país, disse que essa estratégia
foi adotada pela empresa para crescer no Brasil. Com escritório no Rio de
Janeiro e uma fábrica em Serra, no Espírito Santo, a companhia sul-africana
pretende continuar com essa política e promete ir novamente às compras até o
fim do ano. A companhia já investiu cerca de R$ 90 milhões no país nos últimos
três anos com a aquisição de medicamentos. "É mais rápido", disse.
Com
a crise na zona do euro e pouco espaço para expansão em mercados mais maduros,
algumas multinacionais estão olhando os países emergentes como uma saída para
não reduzirem receita. Essa maior demanda ajudou a inflacionar o mercado
brasileiro. Tanto os ativos - os mais recentes negócios superaram 20 vezes o
Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), quando a
média no mercado internacional gira em torno de sete a oito vezes -, como a
compra de marcas estão valorizadas.
A
precificação de um medicamento é calculada por sua receita anual, multiplicada
por três. Com a alta demanda, alguns produtos chegam a custar seis vezes o
faturamento anual, afirmaram fontes ao Valor. Mas se o produto é genérico e tem
muitos concorrentes no mercado, esse "ativo" sofre um certo deságio.
Além
dos altos custos atuais, a compra de um medicamento de outro laboratório embute
uma burocracia considerada desnecessária pelo setor. "Ao comprar um
medicamento, o produto precisa ser novamente registrado pela Anvisa [Agência
Nacional de Vigilância Sanitária]. Eles não aceitam transferência de registro",
explicou Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato
da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo).
Segundo
Mussolini, a entidade está em conversações para tentar mudar essa legislação
com a diretoria coligada da Anvisa. "Não tem muita razão de ser [a
obrigatoriedade de novo registro]."
A
farmacêutica de origem sueca Ferring, com sede na Suíça, está há alguns meses
sondando o mercado brasileiro. A estratégia era adquirir um laboratório de
pequeno porte e medicamentos que fizessem sentido ao portfólio da companhia,
que desenvolve e comercializa produtos inovadores nas áreas de saúde
reprodutiva, urologia, gastroenterologia e endocrinologia. Como ainda não
fechou aquisição no país, a empresa passou a cogitar a compra de medicamentos,
mas esse mercado também está competitivo, informou em recente entrevista ao
Valor o executivo Michel Pettigrew, CEO global da Ferring. A companhia não
desistiu do país e sua saída foi fechar acordo com universidade para pesquisa.
Ourofino
investe em nova unidade de vacinas em SP
Valor
20.11.2012 - "Em três anos, seremos a segunda maior empresa de saúde
animal do Brasil", afirma o presidente Dolivar Coraucci.
Quando
as discussões em torno da nova regulamentação da indústria veterinária ganharam
corpo, no início dos anos 2000, o diretor industrial do grupo paulista Ourofino
Agronegócio tinha dúvidas se aquelas regras não eram moldadas para atender os
interesses das multinacionais que costumeiramente dominam o setor de saúde
animal. Apesar dos muitos questionamentos, o engenheiro químico Dolivar
Coraucci estava certo que a empresa da qual viria a se tornar presidente não
sobreviveria numa instalação improvisada como aquela de Ribeirão Preto, formada
por dez endereços e 18 portas para a rua.
Sem
saída, a companhia fez o primeiro de uma série de investimentos e inaugurou, em
2005, uma das mais modernas fábricas de saúde animal do país no município de
Cravinhos, na região de Ribeirão Preto. De lá para cá, a Ourofino recebeu um
aporte do BNDES, ingressou no cobiçado mercado de vacinas contra febre aftosa e
estreou na produção de defensivos. Agora, o grupo trabalha nos últimos detalhes
para iniciar a construção de uma nova fábrica de vacinas, que receberá
investimentos de R$ 50 milhões.
"Em
três anos, seremos a segunda maior empresa de saúde animal do país",
afirmou ao Valor o agora presidente da Ourofino, Dolivar Coraucci. Para atingir
esse objetivo, a empresa terá de ultrapassar as "temidas"
multinacionais americanas MSD Saúde Animal , braço veterinário da farmacêutica
Merck, e Merial. A Ourofino só ficaria atrás da também americana Pfizer.
O
executivo diz que a meta da Ourofino será alcançada em 2017, quando a divisão
de saúde animal da companhia atingir um faturamento de R$ 500 milhões. O grupo
deve fechar este ano com um faturamento de R$ 360 milhões em saúde animal, dos
70% em bovinos. Esse montante se soma à área de defensivos agrícolas, que
atingirá R$ 230 milhões neste ano. Com isso, o faturamento total da Ourofino em
2012 será de R$ 600 milhões.
Fundada
em 1987 pelos empresários Jardel Massari e Norival Bonamichi como uma
distribuidora de medicamentos veterinários, a Ourofino tem na nova fábrica de
vacinas um pilar fundamental para desbancar MSD e Merial. "Precisamos
continuar nossa incursão nas frentes do mercado", afirma Coraucci.
O
executivo lembra que a estratégia de participar em todas as áreas do setor de
saúde animal foi deflagrada com a inauguração da fábrica de vacinas contra a
febre aftosa, em 2010. "Não poderíamos ficar sem um produto tão
importante", afirma ele.
A
vacina é o principal produto das multinacionais e costuma representar um quinto
do faturamento dessas companhia no Brasil. "Mas não seremos dependentes da
aftosa", adverte o presidente da Ourofino. Com uma capacidade para
produzir 60 milhões de doses por ano, a unidade de vacinas contra a aftosa
representa cerca de 10% do faturamento do empresa em saúde animal.
Com
a nova fábrica, a Ourofino entrará em outra fatia do mercado, ingressando na
produção de vacinas contra doenças como crostidiose, que atinge bovinos, raiva,
entre outras. "Nós precisávamos avançar em biológicos", diz o
presidente da companhia.
A
unidade de vacinas será construída no complexo de saúde animal da companhia, em
Cravinhos e terá capacidade para produzir 50 milhões de doses. O investimento
de R$ 50 milhões serão financiado com recursos do BNDES, que detém 20% do
capital da empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do próprio
caixa da veterinária. O BNDES fará o principal aporte.
O
avanço da Ourofino nos próximos anos também contará com a ajuda de uma
concorrente. Em situação similar à vivida pela empresa paulista nos início dos
anos 2000, a fábrica da MSD Saúde Animal de vacinas contra aftosa está
paralisada por conta das novas exigências de biossegurança adotadas em março,
conforme já informou o Valor. Com isso, a Ourofino ganhará espaço. O parque
industrial brasileiro de vacinas contra a febre aftosa trabalhava com uma
capacidade instalada superior a demanda. "No ano passado, acho que
conseguimos não levar prejuízo. Mas a tendência é que os preços da vacina agora
subam", diz o presidente Dolivar Coraucci.
Engevix
mantém disputa por aeroportos de Portugal
Valor
20.11.2012 - O grupo Engevix é o único brasileiro que permanece na disputa
pelos aeroportos de Portugal, em processo de privatização. A companhia teve
proposta aprovada pelo governo daquele país em um consórcio composto também
pela argentina Corporación América.
Batizado
de "Eama", o consórcio ainda é integrado pelas portuguesas Sonae
Sierra, Empark e Auto Sueco. Essa é uma das cinco sociedades autorizadas pelo
governo de Portugal a prosseguir na disputa. Entre as classificadas estão a
alemã Fraport com o fundo australiano IFM, a francesa Vinci e a suíça Flughafen
Zurich. As ofertas não vinculativas de compra passaram de € 2 bilhões.
Segundo
comunicado publicado pelo Conselho de Ministros de Portugal na última semana,
todas as classificadas estão sendo convidadas a apresentar propostas
vinculativas de aquisição do capital social da estatal ANA - Aeroportos de
Portugal, que possui 10 aeroportos. Somados, os terminais movimentam cerca de
30 milhões de passageiros ao ano - aproximadamente o movimento de Guarulhos, em
São Paulo.
Oito
consórcios chegaram a apresentar propostas na primeira fase. Entre eles, estava
a sociedade composta pelas também brasileiras Odebrecht TransPort e CCR
(controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido) - que acabou
sendo excluído da disputa na última semana. O governo português não explicou os
motivos da desqualificação, mas disse que foram avaliadas questões
"técnicas" para a decisão. As duas companhias também não foram
informadas sobre as razões.
No
Brasil, a parceria entre Engevix e Corporación América foi vitoriosa em dois
leilões de aeroportos. O primeiro projeto conquistado foi o de São Gonçalo do
Amarante, no Rio Grande do Norte. Ocorrido em agosto de 2011, a licitação foi
uma espécie de "teste" do governo para a rodada seguinte de
concessões do setor. O consórcio ofereceu R$ 170 milhões pela outorga, um ágio
de 228,8% em relação à proposta mínima. A concessão é de 25 anos, com
investimentos de R$ 600 milhões.
No
segundo leilão, ocorrido em fevereiro, a sociedade conquistou o aeroporto de
Brasília com uma oferta final de R$ 4,5 bilhões (ágio de 673,4% sobre o piso
estipulado pelo governo). Também foram concedidos a outros grupos os terminais
de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e de Campinas, no interior
do Estado.
A
Corporación América é conhecida por seu apetite em licitações. Antes das
vitórias em território brasileiro, o grupo ganhou em 1998 o direto de controlar
mais de 30 aeroportos na Argentina, concedidos em bloco. Também tem terminais
no Equador (Guayaquil e Galápagos), Uruguai (Montevidéu e Punta del Este), Peru
(cinco aeroportos do interior), Armênia (Yerevan) e Itália (Trapani).
Já
o grupo Engevix é um nome fantasia da Jackson Empreendimentos. A companhia
investe em energia renovável (por meio da Desenvix), construção naval (Ecovix),
obras de infraestrutura e de grande porte (Infravix) e em óleo e gás. Em
rodovias, tem a participação de 22% na ViaBahia - em sociedade com a Encalso
(23%) e Isolux (55%) -, operadora de 640 quilômetros de rodovias federais.
Operação
evita que BNDES tenha comando da Marfrig
Folha
20.11.2012 - Estatal decide adiar conversão integral em ações de aporte de R$
2,5 bi. Analistas estimam que perda do BNDES tenha sido de R$ 1 bi; banco
continuará a receber juros da empresa
O
plano de internacionalização dos frigoríficos nacionais deixou o BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em uma situação complicada.
Há
cerca de duas semanas, o BNDES decidiu abrir mão de assumir o controle da
Marfrig, que, com recursos do banco, tornou-se uma das maiores do mundo em
alimentos processados.
Em
2010, após a compra de 14 empresas no Brasil e no exterior, a Marfrig, dona de
marcas como Seara e Da Granja, fechou um contrato com o BNDES em que recebia à
vista R$ 2,5 bilhões. Esse dinheiro seria convertido em ações para o banco
estatal em 2015.
O
acordo prevê que haja conversão automática dos papéis antes de 2015 caso a
Marfrig venha a fazer aumento de capital. Isso para evitar que o BNDES seja
diluído na companhia -o banco tem participação de 14%, adquirida em operações
anteriores.
Na
semana passada, a Marfrig anunciou que fará uma nova oferta de ações ao mercado
para captar até R$ 1,5 bilhão ainda neste ano.
Com
uma dívida de R$ 12 bilhões, dos quais 27% vencem em 2013, a empresa precisa de
reforço de caixa para reverter a desvalorização de seus papéis na Bolsa.
Hoje,
ela vale R$ 3,7 bilhões e, nas estimativas do BNDES, poderá valer tanto quanto
a concorrente Brasil Foods (cerca de R$ 32 bilhões) caso consiga equacionar sua
dívida de curto prazo.
A
relação entre o valor de uma companhia e sua dívida é usada como parâmetro na
avaliação do negócio. Hoje, essa proporção é de 1,4 para a Brasil Foods e de 4
para a Marfrig. A média internacional do setor é 1,0.
A
meta da Marfrig é trazer sua média rapidamente para 3,0 e chegar a 1,4 antes de
2015. O primeiro passo para implementar esse plano foi dado há alguns meses com
a busca de investidores para a Seara. A ideia foi abandonada e preferiu-se uma
nova emissão de papéis.
Mas
a estratégia só daria certo com uma solução para o impasse com o BNDES. De um
lado, o banco não queria exercer o direito de conversão das ações (referentes
ao contrato de R$ 2,5 bilhões) porque não é seu papel controlar e gerir
empresas. De outro, o presidente da Marfrig, Marcos Molina, não queria entregar
o comando.
Driblada:
Até então, a empresa vinha sendo assessorada pelo Itaú, que estruturou a
operação financeira de R$ 2,5 bilhões.
Surpreendentemente,
o Merrill Lynch surgiu com uma solução: para não perder participação na
empresa, o BNDES converteria só um terço das ações aderindo à nova oferta de
papéis e converteria o restante pelo acordo de R$ 2,5 bilhões, em 2015. O
negócio então foi fechado.
Analistas
estimam que a perda do BNDES nessa transação tenha sido de aproximadamente R$ 1
bilhão, porque a conversão no contrato de R$ 2,5 bilhões seria a R$ 24,50 por
ação e a nova emissão ocorrerá a preço de mercado (cerca de R$ 11).
Para
o BNDES, a conta não é tão simples. O banco está deixando de ganhar algum
dinheiro neste momento, mas continuará recebendo juros.
Em
dois anos, foram pagos pela Marfrig R$ 560 milhões em juros, e o BNDES preferiu
manter esse fluxo até o fim do contrato, quando converterá as ações restantes.
Punição:
Outro ponto que o banco levou em consideração foi a contratação de Sérgio Rial,
ex-diretor de Finanças da Cargill, para o posto de presidente da Seara. Rial
consolidou a posição da Cargill como competidor global de alimentos e assumirá
a presidência da Marfrig em um ano.
O
BNDES decidiu, então, dar uma segunda chance e adiar a conversão total. Nessa
negociação, Molina perderá R$ 150 milhões, o que considera, segundo amigos, uma
"punição". No final, sua participação na Marfrig cairá de 49% para
40%.
Procuradas,
as empresas e o BNDES não quiseram se pronunciar.
Crise
leva Diplomata a parar
GPLondrina
20.12.2012 - Depois de fazer um pedido de recuperação judicial, enfrentar a
desconfiança de produtores e fornecedores e fechar diversas plantas produtivas,
o frigorífico Diplomata chega ao ápice de sua crise. Em nota oficial divulgada
na última sexta-feira, a empresa declarou que está suspendendo temporariamente
as atividades nos abatedouros que ainda se encontravam ativos, nas cidades de
Capanema (Sudoeste do Paraná) e Xaxim (SC). O motivo é a falta de recursos para
continuar as operações, devido ao surgimento de “obstáculos contínuos que
impedem o seu adequado funcionamento”. A empresa pertence ao deputado federal
Alfredo Kaefer (PSDB).
As
dívidas de aproximadamente R$ 455 milhões levaram a companhia a um processo de
recuperação judicial, no começo de agosto. Em outubro foi entregue o plano, que
apontava alternativas para retirar o frigorifico do vermelho. Paralelamente,
avicultores reclamavam da falta de informações e do atraso em pagamentos de
lotes e na entrega de rações. No entanto, o cenário que apontava para melhora
com a entrega do plano se reverteu.
Em
19 de outubro, um despacho da juíza de direito substituta de Cascavel, Iza
Maria Bertola Mazzo, determinou o afastamento da diretoria da Diplomata e pediu
investigação por parte do Ministério Público. Segundo a nota divulgada pela
empresa, mesmo com a posterior suspensão da decisão por parte do Tribunal de
Justiça, o fato debilitou o caixa da empresa e arranhou ainda mais a imagem
perante o mercado, comprometendo seu funcionamento. Sem dinheiro, não restou
alternativa além da paralisação temporária das atividades. A princípio,
acreditava-se que a medida valia apenas para a unidade de Xaxim, mas a
assessoria do grupo confirmou que o ato também vale para o abatedouro de
Capanema, caracterizando a paralisação total da empresa.
A
nota diz que o alojamento está sendo interrompido. Já o abate permanece até que
os 10 milhões de aves que ainda estão no campo sejam retirados. Depois disso,
os cerca de 5 mil trabalhadores nas duas unidades receberão férias coletivas.
No lado dos trabalhadores, a situação é considerada preocupante. “Até agora
foram feitas muitas promessas, mas nada foi feito”, relata Diego Ferraz,
advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de
Xaxim (Sintrac). Ele diz que o sindicato está tomando medidas legais para
assegurar o pagamento dos funcionários em caso de demissão. No lado dos
avicultores, a articulação é na mesma direção. “Nesse momento, o risco de o
trabalhador ficar sem receber é grande”, observa Alexandre Bergamin,
coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região
Sul do Brasil (Fetraf-Sul/Cut).
A
Dori quer ir de Marília para o mundo
Exame
17.11.2012 - Depois de superar múltis como Kraft e Mars no mercado brasileiro,
a Dori, de Marília, planeja abrir uma fábrica nos Estados Unidos, o maior
mercado de doces do mundo. Qual é a lógica?
Carlos
Barion, da Dori: três fábricas produzem 400 toneladas de doces por dia
Fica
na cidade de Marília, a 420 quilômetros de São Paulo, a maior concorrente das
multinacionais Kraft e Mars no mercado de confeitos de chocolate — aquelas
pastilhinhas coloridas e recheadas. Não é pouca coisa. As marcas Confeti, da
Kraft, e M&M’s, da Mars, são líderes em dezenas de países ao redor do
mundo.
Mas,
por aqui, metade do mercado está na mão da Dori, dona da marca Disqueti. A
empresa não é forte apenas nesse mercado superespecífico. Fundada há 45 anos no
interior paulista, a Dori bate de frente com as maiores empresas de balas e
confeitos do mundo.
No
Brasil, além da liderança nos confeitos de chocolate, é a primeira em diversas
categorias, como amendoins confeitados e balas de goma de amido. Além disso,
seus doces são exportados para 54 países. Nos últimos três anos, o faturamento
da empresa cresceu 60% e deve fechar o ano em 520 milhões de reais —
impulsionado, principalmente, pela explosão no consumo doméstico.
De
suas três fábricas, localizadas em Marília e em Rolândia, no Paraná, saem 400
toneladas de doces por dia. Agora, a Dori se prepara para o passo mais ousado
de sua história: construir uma fábrica no mercado mais competitivo do mundo, os
Estados Unidos.
A
América do Norte já é destino de 35% das exportações da Dori. “Seria um
desperdício não ir para lá. É o maior mercado do mundo”, diz Carlos Barion, da
segunda geração da família e há dois anos presidente da companhia. A ideia
começou com a instalação de um escritório comercial em Miami.
Agora,
a prioridade é construir uma fábrica nos Estados Unidos. As máquinas já foram
encomendadas na Europa e serão entregues até junho. Até lá, se tiver qualquer
contratempo, a Dori pode optar por trazer a linha para o Brasil e ampliar seu
portfólio de três para quatro fábricas por aqui.
Mas
a companhia já tem um diretor escolhido para tocar a operação americana e
contratou também a consultoria americana Knechetel para mapear o mercado e
identificar as oportunidades e os produtos ideais a ser lançados por lá.
Aparentemente,
os Barion estão cientes do risco de sair do interior de São Paulo para
construir uma unidade no maior mercado do mundo. Há oito anos, a empresa fez
uma tentativa de ir para os Estados Unidos. Na época, desistiu por achar que
não teria poder de fogo para criar uma marca forte.
Por
isso, desta vez a empresa decidiu deixar o marketing de lado e apostar no que
faz de melhor: produtos inovadores a preço competitivo. No início de 2013, a
Dori vai inaugurar um centro de inovação em Mairinque, no interior de São
Paulo. A ideia é ampliar ainda mais a gama de produtos, que já tem 165 itens, e
incluir tabletes de chocolates no portfólio.
“Vamos
atuar como fornecedores de grandes varejistas americanos. Já temos parcerias
com o Walgreens, o Walmart e o Sam’s Club”, diz Vitor Barion, irmão de Carlos e
presidente do conselho de administração. Vitor acredita que seu tamanho menor
lhe dará agilidade frente à concorrência.
A
Dori poderá atender pedidos em lotes menores — por exemplo, numa promoção de
última hora — das grandes varejistas, um tipo de negócio que nem sempre
interessa às grandes fabricantes de doces.
Enquanto
estuda expandir as fronteiras, a Dori enfrenta também um desafio doméstico. A
gestão da empresa ainda é tipicamente familiar: 92% das ações estão nas mãos da
família. Carlos Barion continua a cumprimentar os funcionários pelo nome. E
sabe o funcionamento de cada máquina.
Como
costuma acontecer com empresas familiares em forte expansão, o crescimento dos
últimos anos trouxe problemas. Em 2011, a empresa fechou no vermelho. Mesmo
assim, distribuiu um prêmio para os 2 400 funcionários sob a alegação de
motivá-los para 2012.
Por
enquanto, vem dando certo: até outubro, a Dori estava no azul. O plano, agora,
é explorar nichos de mercado — como o de balas de goma e amendoim. A Dori
acredita que as grandes multinacionais ainda deixam brechas — curiosamente, até
mesmo nos Estados Unidos.
Alair
Martins define papel dos herdeiros
Valor
20.11.2012 - Alair Martins, fundador do Grupo Martins: "Estou muito
mais leve depois que chegamos a esse entendimento ".
Alair
Martins, fundador do Grupo Martins, o maior atacadista do Brasil, transferiu o
controle acionário da empresa para seus três filhos. Eles assumirão o grupo
somente quando o pai decidir se afastar do comando ou quando a saúde não mais
permitir uma rotina diária de trabalho. Mas já a partir do ano que vem, os
herdeiros passarão a ter mais poder de decisão. Eles integrarão ao lado de
Martins um conselho de família, cujas regras estão sendo definidas. As medidas
fazem parte do plano de sucessão assinado em 12 de julho e que até agora vinha
sendo tratado como assunto reservado no grupo.
Ao
Valor, Martins disse que tira um peso das costas ao resolver a questão
sucessória. "Perdi muitas noites de sono. Nos últimos quatro ou cinco
anos, isso me ocupou mais, mas já tem uns 15 anos que comecei a pensar em fazer
isso", disse ele. "Estou muito mais leve depois que chegamos a esse
entendimento."
O
empresário completa 79 anos em 2013 e sua empresa, 60. O que começou como uma
mercearia em Uberlândia, cidade no leste de Minas, é hoje um gigante que
distribui uma gama imensa de produtos a todos - todos - os municípios do país;
que tem um banco e uma escola para capacitar mão de obra para o varejo e 350
mil clientes ativos. Em 2012, o principal negócio, de atacado e distribuição,
deve faturar R$ 3,83 bilhões, 11% a mais do que no ano passado. A receita do
banco deve crescer 15%, para cerca de R$ 420 milhões.
As
gestões da distribuidora e do banco estão a cargo desde 2009 de dois executivos
de São Paulo, que não são da família: Walter Faria e João Ayres Rabello Filho,
respectivamente. Alair Martins preside o conselho do grupo e continua dando a
última palavra sobre decisões estratégicas.
Mas
com a idade avançando e sem um substituto claro, Alair Martins passou a ouvir
perguntas e ler especulações, mais frequentemente, sobre o futuro da empresa.
Entre elas que teria avaliado a possibilidade de vender uma parte minoritária
da empresa a um fundo de private equity. É um tema que volta e meia surge e que
deixa interrogações entre grandes fornecedores, clientes, bancos, investidores
e analistas.
Na
entrevista, na sede da empresa em Uberlândia, ele negou enfaticamente qualquer
movimento de venda. "Não, eu nem dou espaço para essa conversa. Quando
começam a sondar, e nem diretamente comigo, digo logo 'sem chances'." Seu
sonho é ver a empresa tornar-se a primeira atacadista do país a chegar aos 100
anos. Além dos filhos, diz, já há uma geração de netos (nove, atualmente) que
poderão assumir as rédeas do negócio. "Tem alguns que já manifestam
entusiasmo", diz ele.
Ao
definir um plano de sucessão, a expectativa do patriarca é que as dúvidas sobre
o futuro da empresa sumam. Martins não terá um substituto, terá três. Os filhos
Renato, Juscelino e Alair Júnior ocupam hoje assentos no conselho do grupo. Mas
dedicam mais tempo aos próprios negócios, segundo o pai. O único que teve uma
atuação mais intensa na empresa foi Juscelino; presidiu o Martins e o banco do
grupo, o Tribanco. Hoje, é membro do conselho do grupo e preside o conselho do
banco.
O
novo conselho de família, que será formado pelo pai e os três filhos, deverá
começar a operar no primeiro trimestre de 2013.
Alair
Martins diz que as discussões que ocorrerão no novo conselho já acontecem em
casa com os filhos. A diferença é que agora isso se dará de maneira mais
formal. Alair continuará tendo a prerrogativa da decisão final, mas os filhos
passarão a ter mais protagonismo do que têm hoje no grupo.
Será
o conselho de família que decidirá, por exemplo, questões estratégicas como
futuras parcerias, investimentos maiores numa determinada área, nomeação do
CEO, substituição de um membro do conselho de administração, abertura de
capital ou a estreia em operações no exterior. Muitas dessas questões têm sido
discutidas nos conselhos de administração do Martins e do Tribanco. Agora, a
pauta destes conselhos ficará mais focada nas questões que lhes dizem respeito
mais diretamente.
Para
os herdeiros, a instância será um meio de terem uma participação maior nas
tomadas de decisão e uma forma de se familiarizarem mais com um negócio do qual
serão os controladores, de fato, no futuro. Para os clientes (fornecedores e
varejistas), o novo conselho funcionará como um sinal de que a empresa está
preparando a sucessão sem atropelos.
Martins
parece lidar bem com a ideia de que precisa deixar o caminho aberto e definido
para quando não estiver mais à testa do grupo. "Eu já estou com 78 anos
[completos este ano]. Tenho plena saúde, amo o que faço, mas tenho que ser
realista, não vou ficar para sempre." Por quanto tempo terá ele saúde para
se ocupar das diretrizes do grupo? "Eu cuido bem da saúde, vai demorar
muito. A meta é viver até 100 anos com saúde. Faço 50 horas de academia por
mês, sou disciplinado com a alimentação e escolhi ser uma pessoa do bem e
sempre otimista. Imagine que eu com 78 anos, graças a Deus, não tenho nenhuma
patologia."
O
processo sucessório do Grupo Martins foi desenhado inicialmente por John Davis,
um dos consultores mais reconhecidos na área de negócios familiares. O plano
também leva a assinatura de Paulo Aragão, sócio do escritório Barbosa, Müsnich
& Aragão Advogados.
Do
plano faz parte a doação em vida das ações de Alair Martins para os três, em
partes iguais. Ele continuará a ter o usufruto das ações em caráter vitalício -
ou seja, continua com o poder econômico, o poder de voto, em caráter vitalício.
"O
efeito prático é trazer segurança e tranquilidade; para que a gente não tenha
que passar por um processo de inventário, por uma sucessão complicada. Será um
processo que já está definido, o que traz segurança para todos", diz
Pauliran Gomes e Silva, diretor jurídico do grupo Martins.
Os
herdeiros controlarão os negócios financeiros (Tribanco e Tricard) e não
financeiros (Almart, Martins, Smart e demais operações). A peculiaridade desse
processo é que quando Renato, de 52 anos, Juscelino, de 49, e Alair Júnior, de
48, forem os controladores da empresa, não estarão sozinhos. Eles terão a ajuda
de conselheiros profissionais.
O
papel destes será o de reduzir eventuais divergências e evitar que a empresa
estanque diante de uma falta de consenso entre os irmãos. Essa é a ideia-chave:
ajudar a construir consensos.
"As
principais decisões precisarão ser tomadas por consenso entre os três e a
eventual falta de consenso pode, em determinado momento, impedir uma decisão
que seja importante para os negócios. Para evitar isso, existirão três
conselheiros, três 'advisors', dentro desse conselho de família. Eles irão
auxiliar nas decisões. E poderão até substituir a decisão de um filho em
benefício dos objetivos da empresa", diz Silva.
Alair
Martins se convenceu de que essa é a parte mais sensível do plano sucessório, o
ponto da amarração que garantirá que a empresa seguirá no passo certo, em
direção ao crescimento. "Os 'advisors' serão pessoas independentes, que
conhecem a família, com grande experiência, bom senso, espírito de justiça,
pessoas de primeiríssima linha", diz Martins.
Segundo
Maria Teresa de Azeredo Roscoe, professora da Fundação Dom Cabral, uma das
escolas de negócios mais bem avaliadas do mundo, a figura do conselheiro
("advisor") nos termos que o Grupo Martins pretende adotar é ainda
pouco comum. "É menos comum do que deveria ser porque sendo pessoas
experientes, esses 'advisors' podem oferecer ponderações importantes, capazes
de contribuir para o negócio".
Martins
se diz satisfeito, feliz e confiante com o acordo. E no que depender do
entendimento que segundo ele há entre os filhos, a empresa seguirá o rumo de
seus sonhos. A relação entre os futuros controladores da empresa, nascidos e
criados em Uberlândia, é boa, diz o patriarca. "Não tem preocupação sobre
a convivência, eles são amigos, estão sempre lá em casa, almoçando
juntos."
Urban
Outfitters tem faturamento recorde no 3º tri e lucro sobe 17,4%
Valor
20.11.2012 - Com um recorde de vendas no terceiro trimestre, a empresa de
vestuário americana Urban Outfitters registrou um lucro líquido 17,4% maior no
período, frente aos mesmos três meses de 2011. A linha final do balanço fechou
setembro em US$ 59,5 milhões, ou US$ 0,40 por ação.
Em
12 meses, o crescimento, principalmente da marca principal da companhia, levou
à maior receita líquida da história do grupo, de US$ 692,9 milhões. O aumento
foi de 13,6% na mesma comparação. Os modelos Urban Outfitters tiveram alta de
14% no faturamento, enquanto a marca Anthropologie subiu 9,3%.
O
principal canal de vendas da varejista que foca em nichos jovens continuou
sendo nas lojas físicas de varejo. A receita do segmento foi de 69,8% do total.
Mas, ao mesmo tempo, a participação de vendas diretas aumentou, indo de 20,2%
para 24,2%.
“A
resposta favorável dos consumidores a nossos produtos e uma ação melhor de
vendas resultaram em nosso recorde no terceiro trimestre”, comentou, em
comunicado, o presidente do grupo, Richard Hayne. “Vemos a tendência
continuando para o quarto trimestre, por conta também dos feriados”,
acrescentou.
Com
um avanço em menor ritmo dos custos de produção e das despesas gerais e
administrativas, a margem operacional, ou a percentagem da receita que resulta
em lucro antes de juros e impostos, também melhorou. O indicador chegou a
13,5%, 1,2 ponto percentual maior em bases anuais.
Peixe
Urbano vende operações na América Latina e foca no Brasil
Valor
20.11.2012 - O site de compras coletivas Peixe Urbano vendeu suas operações na
Argentina, no Chile e no México para focar no mercado brasileiro, informou hoje
o co-fundador e presidente da empresa, Julio Vasconcellos.
Em
entrevista a Dow Jones Newswires, o executivo afirmou que está realocando os
recursos para o mercado doméstico. “Tivemos uma oportunidade de vender a
operação na Argentina e, já que ela era a maior fora do Brasil, não fazia mais
sentido ficar com as outras”, explicou.
Segundo
Vasconcellos, as vendas ocorreram nos últimos dois meses. O ativo argentino foi
comprado pelo jornal La Nación, enquanto no Chile e no México as operações
foram adquiridas por companhias de internet locais. O presidente da empresa não
informou o valor das transações.
O
grupo, de acordo com o executivo, continua a procurar oportunidades para se
expandir dentro do Brasil e aquisições não estão descartadas. “Estamos sempre
olhando para o mercado para ver se há algo interessante, como uma empresa de
tecnologia que se encaixe em nosso modelo", comentou.
O
Peixe Urbano foi inaugurado em 2010, sendo fundado tanto pelo atual presidente
como pelos sócios Emerson Andrade e Alex Tabor.
Volume
faturado de água da Copasa cresce 3,45% em outubro
Brasil
Econômico 19.11.2012 - A Copasa assinou no mês passado concessão de esgotamento
sanitário com o município de Espinosa.
Já
o volume faturado de esgoto teve avanço de 6,78%.
A
Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou nesta segunda-feira
(19/11) que o volume faturado de água subiu 3,45% em outubro, na comparação com
o mesmo período do ano passado, para 58,3 milhões de metros cúbicos.
Na
comparação com setembro, houve um aumento de 3,75% no volume faturado de água
pela Copasa.
Já
o volume faturado de esgoto cresceu 6,78%, em bases anuais, e 3,28% na margem,
para 37,2 milhões de metros cúbicos.
A
Copasa destacou que, em outubro, foi assinada a concessão de esgotamento
sanitário com o município de Espinosa, com população urbana de aproximadamente
18 mil habitantes.
Citi
revisa recomendação e preço-alvo da Sabesp
Brasil
Econômico 19.11.2012 - O novo preço-alvo da Citi para os papéis da Sabesp prevê
uma desvalorização de 2% em relação ao fechamento desta segunda-feira (19/11)
Alterações,
para baixo, ocorrem após a Arsesp divulgar a proposta inicial da revisão
tarifária para a companhia.
A
Citi Research alterou de compra para neutra sua recomendação para as ações da
Sabesp (SBSP3), e diminuiu o preço-alvo em 12,4%, de R$ 95,40 para R$ 83,50.
O
novo preço-alvo prevê uma desvalorização de 2% em relação ao fechamento desta
segunda-feira (19/11).
As
mudanças da Citi seguem a proposta inicial para a revisão tarifária da Sabesp
feita pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo
(Arsesp).
A
proposta da agência reguladora prevê uma receita requerida pela Sabesp de R$
9,995 bilhões, 10% abaixo da estimativa da Citi.
A
receita requerida abaixo do esperado tem relação com o percentual permitido
para repassar, para as tarifas, as contas não cobráveis (2,6%, ante 3,3%
estimados).
Nesta
segunda-feira (19/11) as ações da Sabesp terminaram a sessão em queda de 1,17%,
cotadas a R$ 85,27, mas após três altas seguidas, quando os papéis acumularam
valorização de 2%.
Dilma
espera papel ativo de investidores estrangeiros nas concessões
Valor
20.11.2012 - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o
governo espera que investidores estrangeiros e parcerias público-privadas
assumam papel ativo e de protagonismo nos programas de concessão de rodovias,
ferrovias, portos e na construção do trem-bala. Em sua apresentação no
seminário do Valor e do "El País", em Madri, a presidente tenta
atrair investidores aos projetos brasileiros bilionários.
Dilma
mencionou datas de editais. Como explicou também o presidente da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o plano do governo é
divulgar no dia 26 o edital da primeira fase do Trem de Alta Velocidade, o
trem-bala. Também será publicado neste mês o edital do bilionário programa de
concessão dos portos, que ainda está sendo preparado. Em seguida, virão
concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para modernização
de rodovias.
Assim,
em dezembro será lançado o edital do primeiro lote das rodovias, ligando
Brasília-Juiz de Fora e a divisa de Bahia-Minas com a divisa do Rio de Janeiro.
Em março do ano que vem será a vez do segundo lote de concessões de rodovias e
do primeiro lote de ferrovias. Em maio, virá o segundo lote das ferrovias. Em julho,
o governo fará o novo leilão para a primeira fase do trem-bala.
Cemig
espera postergação do prazo da MP 579
Brasil
Econômico 19.11.2012 - "Não temos nenhuma perspectiva de aceitar as
propostas do governo nas condições atuais", falou Luiz Fernando Rolla,
diretor de finanças da Cemig.
"Estamos
trabalhando para que possamos ter os direitos garantidos por lei", afirmou
o presidente da empresa, Djalma Bastos de Morais.
O
presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de
Morais, revelou nesta segunda-feira (19/11) sua expectativa de que o governo
adie para fevereiro ou março o prazo final para que as empresas do setor
anunciem se aceitam ou não os termos propostos pela Medida Provisória (MP) 579.
O
prazo que vale hoje vence no próximo dia 4 de dezembro.
No
entanto, como o desejo do presidente da Cemig não tem qualquer sinalização
oficial por parte das autoridades, a empresa já marcou para o dia 3 de dezembro
uma reunião de seu conselho de administração, para que uma estratégia possa ser
definida.
"Em
nenhum momento nossa empresa se manifestou contra o que se propõe na MP
579", pontuou o executivo, destacando as ressalvas defendidas pela Cemig,
que não serão abandonadas.
A
companhia deixou claro que não pretende aceitar os novos termos propostos pelo
governo para renovar os contratos de concessões de suas três usinas mais
rentáveis - São Simão, Jaguara e Miranda.
"Vamos
continuar trabalhando por essas ressalvas", disse Morais, durante
teleconferência realizada nesta tarde com analistas e investidores para
comentar os resultados da Cemig no terceiro trimestre de 2012.
"Estamos
trabalhando para que possamos ter os direitos garantidos por lei", disse o
presidente da empresa.
"Não
temos nenhuma perspectiva de aceitar as propostas do governo nas condições
atuais", falou Luiz Fernando Rolla, diretor de finanças e de relações com
investidores da Cemig.
"A
posição da Cemig é muito firme e clara, de somente concordar em aderir se as
condições forem atrativas. Só se as condições forem bastante melhoradas podemos
fazer uma revisão de nossa posição", afirmou o diretor de finanças.
O
presidente Morais ressaltou que, mesmo antes da divulgação da MP 579 por parte
do governo, a companhia já estava trabalhando para se adequar ao futuro cenário
decorrente da revisão tarifária que irá ocorrer em 2013.
"Estávamos
trabalhando nisso de tal maneira que, diminuindo nossos custos, pudéssemos nos
adequar à revisão em 2013. No entanto, após a MP, temos que ir um pouco mais
além. Vamos ter que nos adequar, e isso tem de ocorrer no curto prazo. Temos de
correr um pouco", ponderou o presidente da empresa.
"Aderindo
ou não aderindo, temos que nos adequar, e de uma maneira forte".
O
diretor de finanças e de RI, por sua vez, buscou minimizar os possíveis
reflexos que a MP 579 terá nos resultados efetivos da companhia nos próximos
períodos.
"Se
aderíssemos 100% à MP 579, ainda assim não teríamos um impacto significativo
nos nossos resultados", falou o executivo.
Perspectivas
para 2013: Além das questões referentes à MP 579, o presidente da Cemig falou
também durante a teleconferência que prevê uma companhia mais agressiva em
termos de aquisições durante o ano que vem.
"Vamos
ser agressivos, participando dos leilões de transmissão e geração, tentando
viabilizar ativos que possam agregar valor à empresa", afirmou Morais.
O
programa de investimentos da companhia para o ano que vem está em revisão por
conta da MP 579, disse o diretor financeiro da Cemig, que falou ainda que
espera por uma recuperação no valor de mercado da empresa durante 2013.
"Apesar
do valor de mercado reduzido após a MP, entendemos que os ativos da Cemig são
bastante sólidos. Em função dessa solidez, temos uma confiança absoluta de que
o mercado vai voltar a reconhecer o valor de mercado da Cemig aos dias
anteriores à MP", pontuou o executivo.
Do
dia do primeiro anúncio do governo sobre a renovação dos contratos no setor
(6/9), até esta segunda, as ações preferenciais da Cemig (CMIG4) acumulam uma
desvalorização de 57,2%.
Iberdrola
diz que chegou a acordo na Neoenergia
Valor
20.11.2012 - Ignacio Galán, presidente do grupo espanhol, afirmou que
"basta uma linha" e esse problema legal estará resolvido.
A
Iberdrola fechou acordo com o fundo de pensão Previ e o Banco do Brasil, seus
sócios na Neoenergia, afirmou Ignácio Galán, presidente da companhia de energia
espanhola, ao Valor. O acerto, destacou o executivo, garante à Iberdrola as
decisões de gestão da distribuidora brasileira, da qual detém 39% do capital
social.
Segundo
Galan, "as decisões serão tomadas pelo acionista que tem o controle do
bloco de acionistas", Ou seja, mais de 50% das ações vinculadas ao bloco
de controle. Conforme o acordo de acionistas, a Iberdrola tem 60% desse tipo de
ação da Neoenergia.
A
Previ e ao Banco do Brasil caberá o papel nas decisões estratégicas da
Neoenegia, que só poderão ser tomadas pela maioria do capital total da empresa.
A Previ detém 49% e o Banco do Brasil, 12%, do capital total. Assim, Iberdrola
assumirá completamente a gestão executiva da distribuidora.
"Basta
uma linha" e esse problema legal estará resolvido, afirmou Galán. A
questão é que a legislação mudou na Espanha a partir de 2014 e para consolidar
os resultados da Neoenergia em seu balanço a Iberdrola precisa provar que tem a
gestão da distribuidora, já que ela não é a controladora do seu capital social.
O
executivo disse que o Brasil nos próximos anos será o segundo maior
investimento da Iberdrola, à frente dos Estados Unidos, só perdendo para a
Inglaterra. Afirmou que serão mais de US$ 10 bilhões em alguns anos. "O
mais importante é que se chegou a esse acordo com Previ".
Em
julho, o presidente da Iberdrola esteve no Brasil para uma nova rodada de
negociações com os sócios brasileiros, liderados pela Previ (fundo dos
funcionários do BB). Após quase dois anos de tentativas de assumir o controle
da elétrica para consolidar o ativo no seu balanço global, a Iberdrola optou
pela busca de uma solução mais simples - contabilizar as receitas e despesas da
Neoenergia no seu balanço global, atendendo exigências das novas normas, o IFRS
- sem alterar a estrutura societária da Neoenergia.
Galán
apontou ao Valor as mudanças de planos do grupo, buscando a retomada das
negociações, paralisadas desde o fim de 2011. "Para a consolidação não
precisamos dos 51% [na Neoenergia], precisamos de termos legais que nos
garantam não ser preciso mudar a estrutura societária", afirmou na época.
Ele sinalizou que a mudança poderia vir através de acertos no acordo de
acionistas. "Temos um acordo de acionistas e poderemos ver quais pontos
[deste acordo, de 2005] podem ser melhorados, modificados ou
transformados".
Essa
mudança de postura foi apoiada pela Previ. O diretor de participação do fundo,
Marco Geovanne, admitiu que os sócios brasileiros estavam abertos à negociação
para chegar a uma solução na questão do IFRS sem mudar o perfil acionário da
empresa.
O
aditivo ao acordo de acionistas garante que, mesmo sem deter a maioria das
ações, a Iberdrola se torne operadora da Neoenergia, consolidado o ativo em seu
balanço. Ao mesmo tempo, atende o governo brasileiro, ao qual não agrada a
ideia de ver a espanhola ter o controle da empresa com pouco mais de 30% do
capital total.
O
novo rumo das negociações foi ao encontro dos desejos do Planalto. No fim do
ano passado, quando os sócios quase chegaram a um acerto de venda de ações de
Previ e BB para a Iberdrola, ficando com uma fatia de quase 60%, o governo
travou o negócio. A presidente Dilma se manifestou contrária a ter um
controlador estrangeiro na Neoenergia.
A
posição do Planalto levou a Iberdrola a reagir de maneira abrupta, colocando
sua participação à venda. A chinesa State Grid chegou até a fazer uma oferta
pelos 39% da espanhol, pegando de surpresa os sócios Previ e BB. Ambos interpretaram
a atitude da Iberdrola como uma retaliação à negativa de vender o controle da
Neoenergia. Isso voltou a irritar autoridades de Brasília.
Galán
admitiu em julho ao Valor que abriu um 'data room' da Neoenergia para empresas
interessadas em suas ações, seguindo sugestão de bancos de investimento
preocupados com a paralisação das conversas com seus sócios. E relatou que
chegou a consultar a Previ e o BB sobre o 'data room'. E admitiu que "os
chineses fizeram muitas propostas informais. "Mas não fechamos nenhuma
proposta formal com eles".
A
retomada das negociações foi recheada com promessas do principal executivo da
Iberdrola em fazer grandes investimentos na empresa brasileira. A Previ,
procurada para detalhar o acordo anunciado por Galán, não se manifestou.
A
Neoenergia controla no país as distribuidoras Coelba (Bahia), Celpe
(Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte), além de ativos de geração de
energia, como a hidrelétrica de Teles Pires (51%), em construção, e do projeto
da usina de Belo Monte (10%). O Brasil responde por 20% do resultado
operacional (Ebitda) da Iberdrola (€ 7,65 bilhões em 2011).
Santos,
ainda vital para os grãos de MT
Valor
20.11.2012 - Principal canal de movimentação de cargas semimanufaturadas e
manufaturadas no comércio exterior do país, o porto de Santos, no litoral
paulista, ainda será vital para o escoamento da produção agrícola dos polos do
coração do Brasil por um longo tempo, apesar de o setor buscar constantemente
novas rotas de escoamento, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, para
baratear custos de transporte.
Segundo
a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os planos de
investimentos do governo federal para rodovias e ferrovias reforça essa
tendência ao invés de enfraquecê-la, apesar de os discursos sobre o tema
sugerirem o contrário e das distâncias entre o médio-norte de Mato Grosso e
terminais nordestinos ou nortistas serem menores.
A
entidade realça que o atual pacote ferroviário do governo, por exemplo, destaca
apenas um novo investimento no Centro-Oeste com cronograma para licitação
definido que poderia beneficiar o fluxo para portos do Norte. É o tramo entre
Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, a Uruaçu, em Goiás, polos de dois dos
principais Estados exportadores de soja e milho do país que hoje enviam a
maioria de sua produção para Santos.
Há
uma ligação na espinha dorsal dessa futura ferrovia com conexão direta até o
porto de Vila do Conde, no Pará. Mas Uruaçu fica mais perto de Santos do que do
porto paraense. Isso num cenário em que o cais santista já tem terminais
especializados na movimentação de granéis sólidos e concentra todas as linhas
de navegação que ligam o Brasil ao exterior, enquanto Vila do Conde ainda
necessita de investimento no segmento.
Por
esse raciocínio, a Anec afirma que, levando-se em conta a atual participação de
Santos nas exportações mato-grossenses de milho e soja, quase metade da
produção de soja e milho originada no Estado com destino ao exterior nesta
safra 2012/13 será embarcada no porto paulista.
"De
um ponto de vista lógico, faz muito mais sentido descer do que subir. Embora
deva se levar em conta que o aumento de safra é muito grande e todas as saídas
serão sobreutilizadas", diz Sérgio Mendes, diretor-geral da Anec.
No
ano passado, 28% (9,23 milhões de toneladas) das exportações brasileiras de
soja em grão saíram por Santos. Além da soja, os embarques de milho estão em
expansão, em larga medida graças ao aumento das apostas dos produtores de Mato
Grosso na segunda safra (safrinha) do cereal, plantada depois de colhida a soja
de verão.
"O
Brasil vinha exportando entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas de milho e
neste ano os embarques vão se aproximar de 20 milhões", afirma Mendes. Em
2011, o porto de Santos escoou metade dos volumes de milho embarcados, ou cerca
de 4,8 milhões de toneladas.
Assim,
pelo menos no médio prazo Santos continuará sendo a principal saída da soja e
do milho em grão do Brasil, além do farelo de soja. E o frete entre as fazenda
do Centro-Oeste e o porto de Santos tende a se manter elevado.
Para
Mendes, o discurso há muito encampado pelo próprio setor de que os caminhos
mais lógicos para as exportações de grãos são os portos do Norte e do esbarra
no pouco incentivo ao uso de hidrovias - e isso mantém Santos fundamental.
"É
claro que defendemos procurar saídas mais baratas, mais apropriadas, mas
evidentemente que conservando o que temos, porque já é pouco. O Brasil tem hoje
duas safras por ano, nenhum outro país tem isso", diz.
A
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto de
Santos, finalizou seu Programa de Desenvolvimento e Zoneamento, espécie de
plano diretor que determina o tipo de carga que cada área do porto deve
movimentar. E, ao contrário do que projetava, pretende renovar os contratos dos
terminais de grãos nas mesmas áreas em que estão hoje, desde que haja cláusula
de prorrogação, segundo apurou o Valor. No início, a ideia era gravar algumas
áreas para a movimentação de outros tipos de cargas, notadamente contêineres.
Odebrecht
TransPort busca sócio para crescer
Valor
20.12.2012 - Cesena, presidente: "São investidores compatíveis com negócio
de longo prazo". O braço de atuação em transportes e logística do grupo
Odebrecht está negociando com investidores nacionais e internacionais a injeção
de mais capital na empresa. Atualmente, a carteira do grupo no setor exige
investimentos totais de R$ 25 bilhões. E esse número pode dobrar nos próximos
anos.
O
diretor-presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena, diz que a companhia já
está negociando com potenciais novos sócios, sendo que a porcentagem exata de
uma venda da companhia ou de uma unidade de negócios ainda está sendo
discutida. "São investidores compatíveis com o negócio de longo prazo,
porque temos ciclos que podem levar 10 anos [para gerar retorno]", disse o
executivo ao Valor, descartando negociar ações em bolsa no curto prazo.
Até
hoje, o capital aportado na Odebrecht TransPort, criada há dois anos, veio de
apenas dois investidores. Do próprio grupo Odebrecht, que tem 70% das ações da
subsidiária; e do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FI-FGTS), que comprou 30% da companhia em outubro de 2010.
Cesena
afirma que a companhia já tem o capital necessário para a atual carteira de
investimentos, que estão sendo realizados em torno de 12 ativos - em três
segmentos: rodovias, mobilidade urbana e logística. O novo sócio entraria para
apoiar o novo ciclo de investimentos.
Os
planos de expansão da Odebrecht TransPort não se limitam aos editais de
licitação publicados pelo poder público, tradicionais alvos de interesse, mas
também envolvem a elaboração de propostas de manifestação de interesse (PMI) -
que podem acrescentar mais R$ 25 bilhões em investimentos para a companhia nos
próximos anos.
A
empresa elabora atualmente estudos de oito projetos surgidos por meio de PMI,
que serão entregues ao poder público e podem se transformar em contratos de
concessão ou PPP após um processo de licitação. Caso todos os projetos sejam
aprovados e caso vença todas as licitações, a Odebrecht TransPort passará a ter
uma carteira de projetos que somam R$ 50 bilhões em investimentos.
Um
dos estudos em execução é para o metrô paulistano, administrado pelo governo do
Estado. Trata-se da Linha 6-Laranja, um projeto de bilhões que cortará a zona
Oeste da capital.
A
companhia já possui duas operações de transporte de passageiros sobre trilhos
no portfólio atual: uma participação indireta de 15% na ViaQuatro (controlada
pela CCR), que opera uma linha do metrô paulistano; e o controle da Supervia,
concessionária de metrô na cidade do Rio de Janeiro.
Na
operação carioca, terão que ser investidos R$ 1,2 bilhão até 2020 - R$ 250
milhões já foram realizados. Para cortar custos, a companhia negocia com a
fabricante Alstom a implantação de uma fábrica de trens no Rio de Janeiro,
junto aos trilhos da Supervia. "Porque daí consigo trens mais baratos.
Hoje, pela estrutura tributária, pode ser 40% mais caro comprar no
Brasil", diz. Outra vantagem de comprar no mercado local, afirma ele, é o
período da pós-venda, quando há necessidade de manutenção dos ativos
adquiridos. "Tem que haver uma cadeia de fornecimento à sua disposição. Se
tiver que ficar encostado esperando uma peça chegar, eu perco
faturamento", diz. O contrato de concessão dura até 2048.
Em
logística, a companhia está destinando aportes à Empresa Brasileira de
Terminais Portuários (Embraport), ativo detido anteriormente pelo grupo
Odebrecht. O empreendimento fica na margem esquerda do Porto de Santos e, em
parceria com a gigante global do setor DP World e o grupo brasileiro Coimex,
está recebendo aportes de R$ 2,3 bilhões com previsão de iniciar as operações
em 2013.
Com
capacidade para movimentar anualmente 2 milhões de contêineres de 20 pés (TEU,
na sigla em inglês) - o mesmo que o terminal da Santos Brasil, o principal no
litoral paulista -, o terminal da Embraport registrará um faturamento de R$ 700
milhões em 2015.
Outro
investimento nesse segmento é o de R$ 127 milhões até o fim do ano que vem na
Liquiport, para mais que triplicar a capacidade do terminal de líquidos de Vila
Velha (ES) para 73 mil metros cúbicos. O objetivo é atender a cadeia química e
de combustíveis. Fecha a carteira nesse segmento a participação de 20% na
Logum, empresa que tem dentre os sócios a Petrobras e que irá operar um
complexo logístico para etanol.
Por
enquanto, rodovias é o segmento de atuação que mais gera caixa à companhia. Um
faturamento de R$ 600 milhões é registrado ao ano só na subsidiária Rota das
Bandeiras - concessionária de quase 300 quilômetros do Corredor Dom Pedro I, no
interior de São Paulo, em um contrato de 30 anos. Em 2015, serão R$ 900 milhões
nessa mesma estrada, segundo as projeções da companhia.
Ao
todo, a receita líquida da Odebrecht Transport em 2011 foi de R$ 1,07 bilhão -
praticamente o dobro de um ano antes. Segundo Cesena, ao fim deste ano as
receitas devem crescer para R$ 1,6 bilhão.
Aval
da Eletrobras a plano de Dilma faz ação ter maior queda em 15 anos
Folha
20.11.2012 - Papéis da estatal de energia recuaram 15% ontem e atingiram o
menor valor em dez anos Desde anúncio da MP do setor elétrico, em 11 de
setembro, ação da empresa já perdeu 47,4% do seu valor
A
ação da Eletrobras mais negociada na Bolsa de São Paulo teve ontem a maior
queda diária em 15 anos e atingiu o menor valor nominal em dez anos, segundo
levantamento da Economática.
A
cotação da ação preferencial da estatal se desvalorizou em 15,43% e fechou
cotada a R$ 9,81.
O
movimento de venda das ações da Eletrobras ganhou impulso na última semana,
quando a direção da estatal informou que recomendará aos acionistas a aceitação
das condições da MP 579 (que trata da renovação das concessões do setor
elétrico).
A
decisão de renovar provocou a renúncia do representante dos acionistas
minoritários no conselho de administração da estatal, José Luiz Alquéres, que
deixou o posto na semana passada.
O
fundo norueguês Skagen (um dos principais acionistas privados da estatal)
também criticou a decisão.
A
assembleia de acionistas da Eletrobras acontecerá em 3 de dezembro, um dia
antes do prazo final dado pelo governo para que as elétricas assinem os novos
contratos.
Outro
motivo para o recuo do preço das ações da Eletrobras é que o Barclays reduziu,
ontem, o preço-alvo do papel em 12 meses para R$ 1. Até ontem, a ação já havia
perdido 47,37% do seu valor desde o dia 11 de setembro, quando a presidente
Dilma Rousseff anunciou a MP 579.
A
MP antecipa o fim da concessão de 67% das hidrelétrica da Eletrobras e propõe
um novo contrato, em que a estatal prevê queda de R$ 8,5 bilhões em receitas em
2013.
Além
disso, o governo informou que pagará apenas R$ 14 bilhões em indenizações pelos
investimentos não amortizados. A Eletrobras disse que pelos critérios contábeis
da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) teria de receber R$ 31 bilhões.
CEMIG:
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), empresa também afetada pela MP
579, quer mais prazo para discutir as renovações.
A
estatal mineira disse ontem que não irá assinar os novos contratos se as atuais
condições não mudarem.
A
Cemig está mobilizando a base parlamentar mineira para inserir uma emenda na
medida provisória do governo que altere a data de assinatura dos novos
contratos de 4 dezembro para os meses de fevereiro ou março do ano que vem.
Uma
comitiva das elétricas estaduais, que inclui Cemig, Cesp e Copel, deve visitar
o Congresso amanhã.
Eletrobras
prevê Ebitda zero em 2013, ações desabam
Brasil
Econômico 19.11.2012 - A empresa está buscando em seus números encontrar
investimentos que não tenham sido reconhecidos pela Aneel, para as próximas
revisões tarifárias.
Com
Ebitda em zero no próximo ano, a empresa terá que consumir caixa para pagar
suas despesas financeiras.
A
redução na receita da Eletrobras após a renovação das concessões, estimada em
R$ 8,7 bilhões anuais, comprometerá a geração de caixa da empresa em 2013.
A
empresa trabalha oficialmente com a expectativa de um Ebitda (sigla em inglês
para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) muito próximo
de zero em 2013, segundo o diretor financeiro da companhia.
"Nós
praticamente perderemos todo o Ebitda em 2013", disse Armando Casado de
Araujo, diretor financeiro e de relações com investidores.
O
diretor participou de teleconferência de resultados com analistas nesta manhã,
em que os números do terceiro trimestre ficaram em segundo plano, diante da
recente Medida Provisória que propõe a renovação antecipada de concessões com
vencimento entre 2015 e 2017, a MP 579.
Com
isso, a estatal - sujeita a aceitar as condições - verá uma redução em suas
tarifas, além de uma perda de ativos não amortizados, apenas parcialmente
coberta por indenizações.
Considerando
o Ebitda em zero no próximo ano, a empresa terá que consumir caixa para pagar
suas despesas financeiras.
O
diretor da empresa não exclui a possibilidade de que a companhia consiga pagar
dividendos ainda neste ano, mesmo com as imensas perdas.
Segundo
Araujo, a perda de ativo será deduzida da reserva de lucros da Eletrobras e,
caso restem reservas, a companhia distribuirá os dividendos às ações
preferenciais.
Entretanto,
nos próximos anos, são consideradas remotas as chances de que a companhia volte
a pagar remuneração a seus acionistas.
"Não
veremos dividendos no horizonte de previsões, já que a Eletrobras se esforçará
para atingir um ponto de equilíbrio cortando custos em suas principais
subsidiárias", afirmam, em relatório divulgado nesta segunda-feira
(19/11), os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa,
do Barclays.
O
banco classificou a ação da empresa (ELET6) como "underweight"
(desempenho abaixo da média de mercado), e estabeleceu o preço alvo das ações
em R$ 1,00.
Isso
indica que ainda há espaço para queda nas ações, embora os ativos acumulem
desvalorização de 60,2% em 2012. Os papéis preferenciais recuaram 15,43% neste
pregão, para R$ 9,81.
"O
fato é que os termos propostos não são satisfatórios para garantir a saúde
financeira e capacidade de investimentos da empresa, ou mesmo continuidade na
remuneração aos acionistas", afirma relatório do departamento de análise
da Concórdia, chefiado por Karina Freitas.
Outra
questão que assusta os investidores é o fato de que a empresa não considera
reduzir seu robusto programa de investimentos para 2013. A companhia tem
investimentos orçados em R$ 13,5 bilhões neste ano, e prevê investir um valor
similar no ano que vem.
"Queremos
contar com garantia da União para captar novos financiamentos", diz
Araujo. "Não temos a pretensão de deixar de investir. Hoje o que temos de
saldo em caixa, mais as indenizações, podemos honrar o orçamento de
investimentos do ano que vem."
Após
a medida, a empresa está garimpando seus números, buscando encontrar
investimentos que não tenham sido reconhecidos pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), e que tenham sido desconsiderados quando o governo determinou
a indenização de R$ 14 bilhões.
Nisso,
entram os gastos com expansão e modernização, que não constavam no projeto básico
das usinas da empresa. No entanto, esses ativos não seriam contabilizados no
processo em curso, mas apenas nas próximas revisões tarifárias.
"Se
visitarem qualquer unidade da Eletrobras, verão que usinas com 30 anos de
existência parecem possuir dois ou três anos", diz o diretor. Ainda não há
data para a próxima revisão da Eletrobras.
BNDES
libera R$ 892,4 milhões para termelétrica da MPX
Valor
20.11.2012 - A MPX Energia firmou um contrato de empréstimo de R$ 892,4 milhões
com o BNDES para a termelétrica de Parnaíba. A informação consta em ata da
reunião do conselho da companhia arquivada na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM).
Essa
é a segunda fatia de uma linha de crédito que a MPX tem com o banco para o
projeto. Para a usina de Parnaíba I, que deve entrar em operação até o fim do
mês, a companhia já tinha contratado um financiamento de R$ 825 milhões com o
BNDES.
Viver
subscreve 1 milhão de ações
Brasil
Econômico 19.11.2012 - O preço unitário de subscrição para os acionistas
interessados no segundo rateio de sobras será de R$ 1,00 por ação.
Ainda
restam 892,1 mil papéis da companhia, no âmbito do aumento de capital, que
poderão ser subscritos pelos acionistas de quarta até sexta-feira.
A
Viver Incorporadora e Construtora informou nesta segunda-feira (19/11) que, no
último dia 12, terminou o prazo para subscrição, pelos acionistas, da primeira
rodada de sobras das ações no âmbito do aumento de capital da companhia,
aprovado em 3 de outubro de 2012.
Do
total de 1.901.879 ações disponíveis para o período de rateio das sobras,
iniciado em 8 de novembro de 2012, foram subscritas 1.009.734 ativos.
As
892.145 ações restantes poderão ser subscritas pelos acionistas da Viver que
fizeram suas reservas no ato da subscrição da primeira rodada de sobras.
Para
esses investidores, o preço unitário de subscrição será de R$ 1,00, e a
proporção do direito será de 0,8835445771 ação, por ação subscrita.
O
período da subscrição das sobras vai de 21 a 23 de novembro.
"Caso
o aumento de capital não seja concluído por meio deste segundo rateio de
sobras, a companhia poderá promover eventuais rateios adicionais entre os
acionistas que manifestarem a intenção de subscrever eventuais novas
sobras", disse a Viver, em comunicado.
Nota
da PDG em revisão
Valor
20.11.2012 - A Moody's colocou a nota de crédito da PDG em revisão para
possível rebaixamento, por conta da rentabilidade abaixo do esperado e da
expectativa que a redução nos níveis de endividamento seja menor do que a
estimada anteriormente. Atualmente, a agência de classificação de risco atribui
à incorporadora nota "Ba2" na escala global e "Aa3" na
escala nacional. "Devido aos riscos mais elevados de execução e à menor
rentabilidade operacional, a capitalização de R$ 796 milhões concluída no terceiro
trimestre pode ser insuficiente para promover uma redução significativa na
alavancagem bruta e, ao mesmo tempo, manter uma forte posição de liquidez
conforme exigido para a categoria de rating Ba2", afirmou a analista
Cristiane Spercel, em nota.
Direcional
prorroga prazo para compra de ações
Brasil
Econômico 19.11.2012 - O programa de compra de ações da Direcional é destinado
somente àqueles que se tornaram exercíveis em 22 de dezembro de 2010
O
exercício de opções de compra de ações, do Programa II do Plano de Opções, irá
valer até o dia 22 de dezembro de 2013.
A
Direcional Engenharia informou que, em reunião do conselho de administração
realizada nesta segunda-feira (19/11), foi aprovada a postergação, por 12
meses, no prazo de carência para exercício das opções de compra de ações, no
âmbito do Programa II do Plano de Opções de Compra de Ações, aprovada em 22 de
dezembro de 2009.
O
programa é destinado somente àqueles que se tornaram exercíveis em 22 de
dezembro de 2010.
Com
isso, as opções de compra de ações, cujo prazo final era previsto inicialmente
para 22 de dezembro de 2012, passam a ser exercíveis até 22 de dezembro de
2013.
BB
fará AGE para capitalizar o banco em R$ 15,3 bi
Estadão
19.11.2012 - A administração do Banco do Brasil convocou para 18 de dezembro
uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas votem a
proposta da diretoria pra capitalizar o banco em R$ 15,277 bilhões, utilizando
a reserva de margem operacional. O objetivo é dar maior sustentabilidade aos
negócios do banco, atender as regras de Basileia quanto às exigências de
capital e limites operacionais e observar os limites fixados pelo Estatuto
Social.
Segundo
a administração do banco, considerando a capitalização, o capital social seria
elevado para R$ 48,4 bilhões, próximo ao valor do capital autorizado de R$ 50
bilhões, sendo sugerido então o aumento deste último para R$ 80 bilhões.
Por
que a Vicunha está na CSN e na Vale
Exame
19.11.2012 - O que há por trás do interesse do grupo Vicunha, o maior do país
na área têxtil, nas privatizações? Surpreende ver o empresário Benjamin
Steinbruch, acionista e um dos herdeiros do grupo, liderando com tanta avidez a
disputa por negócios como a Vale do Rio Doce e a CSN?
Experimente
olhar para o foco original dos negócios da Vicunha e você encontrará boa parte
das respostas a essas perguntas. Criado há cerca de 30 anos, o grupo tornou-se
o número 1 do setor têxtil brasileiro. Protegido por um mercado trancafiado e
imune à concorrência internacional, chegou a ter quase 30 empresas que
fabricavam de fios a tecidos e roupas. No final da década de 80, algumas de
suas unidades apresentavam uma rentabilidade próxima dos 40%. O problema (seria
mesmo um problema?) é que os tempos mudaram. A Vicunha continua a ser uma
potência. Faturou 1,6 bilhão de dólares no ano passado. Mas e os resultados? Em
1996, pela primeira vez na história do grupo, não se ganhou dinheiro.
Empresas
controladas como a Fibrasil, a Finobrasa e a Lee Nordeste fecharam no prejuízo.
Três unidades - entre elas a Vicunha, de São Paulo - foram desativadas. No ano
passado, o endividamento do grupo cresceu cerca de 15%. Por que investir na
Vale e na CSN? "Aprendemos que é prudente não colocar todos os ovos na
mesma cesta", diz Ricardo Steinbruch, 38 anos, irmão de Benjamin e
presidente da área têxtil da Vicunha. "Ainda mais quando a cesta é um
setor fragilizado como o têxtil. Estamos felizes com a diversificação."
Tudo começou em 1993, com a privatização da CSN. À época, o grupo comprou 9,3%
da siderúrgica. A CSN era, então, um ralo de dinheiro. Pouco antes da
privatização, perdia 1 milhão de dólares por dia. No ano passado, nas mãos da
iniciativa privada, a empresa lucrou 192,6 milhões de dólares.
Até
o início desta década, os Rabinovich e os Steinbruch nunca haviam desviado seus
investimentos da indústria têxtil. Aos 43 anos, Benjamin, primogênito do
co-fundador Mendel Steinbruch, não pode ser considerado um especialista em
mineração ou em siderurgia. Mas, com seus sócios, viu nesses dois negócios uma
oportunidade para escapar do cerco sofrido pela indústria têxtil brasileira.
Desde a abertura, o setor vem sendo impiedosamente atacado pela concorrência
internacional, principalmente pelos asiáticos. Analise:
Segundo
a Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Abit, nos últimos seis anos mais
de 1 200 empresas desapareceram.
De
1992 a 1996, as exportações de produtos têxteis caíram 13,3% enquanto as
importações cresceram 329%.
Desde
a abertura, a produção nacional de tecidos caiu 12,7%.
Nos
últimos anos, alguns dos maiores negócios do grupo Vicunha passaram a ser
diretamente atacados pelos asiáticos. A Tecelagem Elizabeth, sediada em
Americana, no interior de São Paulo, é um exemplo. Em 1989, a Elizabeth foi a
melhor empresa do ano de MELHORES E MAIORES, de EXAME. Sua rentabilidade
naquele ano chegou a quase 40% sobre o faturamento. O lucro bateu nos 60
milhões de dólares. À época, a produção anual de tecidos era de 2,8 milhões de
metros. De lá para cá, caiu pela metade. Motivo: a Vicunha não vem conseguindo
disputar o mercado de tecidos sintéticos com os asiáticos. Os preços chegam a
ser 30% mais baixos. Muitos clientes passaram a fazer suas compras lá fora. A
Vila Romana, maior confecção de roupas masculinas do país, já foi uma das
maiores clientes do grupo. Hoje, compra apenas índigo da Vicunha. Mais de 80%
de suas compras de tecidos são feitos no Mercosul, na Europa ou na Ásia.
"Lá fora, conseguimos encontrar produtos de qualidade com preços mais baixos
e prazos maiores de pagamento", diz Roberto Perez, presidente da Vila
Romana.
Nos
últimos anos, ninguém correu mais atrás de modernização do que os asiáticos. De
acordo com a International Textile Manufactures Federation, entidade baseada na
Suíça, a Ásia foi responsável por 55,1% das importações de teares de última
geração entre 1990 e 1994. A maior parte deles foi parar na Coréia. São
máquinas com índices altíssimos de produtividade. É necessário apenas um
funcionário para monitorar 25 teares. "Será dificílimo daqui para a frente
competir com os asiáticos nos tecidos sintéticos", diz o carioca Vicente
Bastos Ribeiro, consultor da área têxtil.
No
setor de confecções (onde a Vicunha ainda atua), a situação não é muito
diferente. Dependente de mão-de-obra intensiva, a indústria de confecções é
feita sob medida para países pobres. Na China, um dos grandes concorrentes
mundiais nesse mercado, o salário médio de uma costureira gira em torno dos 30
dólares mensais. No Brasil, é pelo menos 10 vezes maior. "Hoje, países
como a Alemanha fabricam o tecido, desenvolvem modelos e mandam os cortes para
ser costurados no norte da África ou na Ásia", diz o consultor Bastos.
"A importação de confecções é ainda pior que a de tecidos", diz
Ricardo. "Sozinha, ela é capaz de quebrar todos os elos da cadeia. Muitos
de nossos clientes foram para o beleléu após a abertura."
O
setor têxtil e os negócios do grupo Vicunha nessa área estão com os dias
contados? A melhor resposta talvez seja: depende. "A indústria têxtil
brasileira terá de encontrar suas vocações para ser competitiva em nível
internacional", diz Gilberto Dupas, do Instituto de Estudos Avançados da
USP. É o que o grupo Vicunha vem tentando fazer. Há cerca de um ano, os
Rabinovich e os Steinbruch iniciaram a maior reestruturação já enfrentada por
suas empresas. Nos últimos meses, 6 000 dos 30 000 funcionários do grupo foram
demitidos. Das quase 30 empresas em operação, restaram 11.
"Estamos
consolidando nossas operações", diz Ricardo. A Tecelagem Elizabeth
incorporou duas outras operações menores.
Aos
poucos, as operações baseadas em São Paulo estão migrando para o Nordeste e o
Centro-Oeste do país. Com o movimento, a Vicunha busca incentivos fiscais e
mão-de-obra mais barata. Segundo dados da Abit, o salário médio de um tecelão
no Nordeste é cerca de metade do pago em São Paulo. O grupo também está
tentando sair da mira dos asiáticos mudando seu mix de produtos. Atualmente,
seu melhor negócio é a Vicunha Nordeste, fabricante de índigo e brim com sede
em Maracanaú, no Ceará. Em 1996, a empresa faturou 364 milhões de dólares e
lucrou 15,3 milhões. Há alguns meses, entrou em operação a Elizabeth Nordeste,
produtora de tecidos de algodão de alta qualidade, um mercado ainda pouco
explorado pelos asiáticos. No ano passado, o grupo colocou cerca de 100 milhões
de dólares em suas empresas do setor têxtil. Este ano, outros 80 milhões de
dólares devem ser investidos. "Acreditamos na indústria têxtil, vamos
continuar nela e estamos trabalhando para que esse negócio cresça", diz
Ricardo
Brasfels
antecipa entrega de plataforma e recebe bônus
Valor
20.11.2012 - A Keppel Fels Brasil, responsável pelo estaleiro BrasFels, de
Angra dos Reis (RJ), divulgou nota comunicando que entregou a plataforma
do tipo FPSO Cidade de São Paulo 19 dias antes do previsto, o que lhe garantiu
um bônus de US$ 2 milhões por entrega antecipada.
A
plataforma chegou ao BrasFels no fim de 2011 e vai operar para a Petrobras e
seus parceiros na região do pré-sal da Bacia de Santos. O trabalho da BrasFels
no projeto da FPSO Cidade de São Paulo incluiu a fabricação de equipamentos
para a plataforma, a montagem de uma área para armazenamento de equipamentos e
materiais e a torre do “flare” (chama gigante formada pelo gás que sai do poço
e é queimado na atmosfera), bem como a montagem e integração a bordo da
embarcação.
Esse
é o primeiro de dois FPSOs que a BrasFels está fazendo para Modec e Toyo
Offshore Production Systems Pte, joint venture entre a Modec e a Toyo
Engineering Corporation.
Agência
rebaixa rating soberano da França
Estadão
19.11.2012 - Moody's cita a exposição do país às nações periféricas da zona do
euro e a probabilidade de o crescimento econômico ser afetado negativamente por
uma série de desafios estruturais
A
agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating soberano da França
de Aaa para Aa1, com perspectiva negativa, devido à exposição francesa aos
países periféricos da zona do euro e à probabilidade de o crescimento econômico
do país no longo prazo ser afetado negativamente por uma série de desafios
estruturais.
Moody's
afirmou que o crescimento da França enfrenta desafios estruturais como perda de
competitividade e rigidez do mercado de trabalho do país. O cenário fiscal da
França é incerto devido à deterioração das suas perspectivas econômicas,
segundo a agência. A Moody''s também cita a diminuição na resiliência da França
a choques na zona do euro como um dos fatores que provocarão riscos ao
crescimento econômico.
A
exposição da França aos países periféricos do euro por meio dos laços comerciais
e de seu sistema bancário é "desproporcionalmente grande", afirma a
Moody's. Suas obrigações no sentido de ajudar outros membros do euro também têm
aumentado. O país não tem acesso a um banco central nacional para o
financiamento de sua dívida no caso de um problema nos mercados, diferentemente
de outros países fora da zona do euro que têm ratings semelhantes.
Ainda
assim, a Moody's afirmou que o país continua extremamente bem avaliado pelo
fato de ter uma grande e diversificada economia, assim como pelo seu forte
comprometimento para realizar reformas estruturais e consolidação fiscal.
Em
julho, a Moody's informou que iria avaliar o rating AAA da França para
determinar o impacto dos elevados riscos de uma saída da Grécia da zona do
euro, além da crescente possibilidade de um suporte coletivo para outros países
do euro e a perspectiva de uma desaceleração econômica.
Setor
plástico tem queda
Valor
20.11.2012 - A produção do setor plástico acumulou leve queda de 1,3% de
janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com a
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Apenas em setembro,
a baixa foi de 6% sobre agosto. Todos os segmentos apresentaram desempenho de
produção inferior, sobretudo o de embalagens, que recuou 8,3% no mês. Em nota,
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, disse que os números indicam
a perda de competitividade do setor e que esse problema já se reflete no
mercado de trabalho, com a criação de menos empregos em relação ao ano passado.
Inacabada,
ciclovia da Faria Lima tem ponto de ônibus no caminho
Folha
20.11.2012 - Tem um ponto de ônibus no meio do caminho dos ciclistas que
circulam na ciclovia da Faria Lima, que vai da av. Cidade Jardim ao parque
Villa-Lobos e percorre cerca de 7 quilômetros na zona oeste paulistana.
O
obstáculo está na altura do largo da Batata. Além disso, parte do trecho entre
a av. Rebouças e a r. dos Pinheiros está ainda em construção.
"As
pessoas têm que descer da bicicleta porque as rampinhas não estão prontas e
você tem aquela calçada alta, ruim e com tábua, pedrinha, coisa [da obra] que
estava sendo feita", disse a empresária Priscila Passos, 26.
Ciclistas
reclamam ainda de sinais de abandono da obra na av. Pedroso de Morais, como
tábuas e pregos soltos.
A
Subprefeitura de Pinheiros informou que o trecho deve ser entregue em dezembro.
"As pessoas andam porque dá para andar, mas ainda está em obras. Quem
tiver algum problema, não usa, espera ficar pronto", disse sua assessoria.
Sobre
os pontos de ônibus, a prefeitura disse que todos irão para o Terminal de
Ônibus Intermodal de Pinheiros, que deve ser concluído também em dezembro.
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