terça-feira, 20 de novembro de 2012

Azul.CA.20.11

Daily News
 
Vallée: Pão de queijo
Sonia Racy 20.11.2012 - Briga de mineiro grande. Sócios da Vallée (maior empresa nacional de produtos veterinários) estão em pé de guerra. Um dos acionistas conseguiu alienação de bens de todo o grupo, suspensão da eleição de diretores e outras mais.
 
Com ativos caros, estratégia volta-se para medicamentos
Valor 20.11.2012 - Nelson Mussolini, do Sindusfarma, disse que a Anvisa exige novo registro do produto quando se vende um remédio.
Uma operação até então considerada comum está se tornando uma tendência no setor farmacêutico do Brasil. Com o preço dos ativos em alta no país, algumas multinacionais estão comprando marcas e registros de produtos já estabelecidos no mercado nacional para entrar ou expandir seus negócios no país.
A sul-africana Aspen tornou essa prática comum. A meta é comprar medicamentos que perderam a patente de laboratórios que não têm mais interesse pelo produto. Alexandre França, presidente da companhia no país, disse que essa estratégia foi adotada pela empresa para crescer no Brasil. Com escritório no Rio de Janeiro e uma fábrica em Serra, no Espírito Santo, a companhia sul-africana pretende continuar com essa política e promete ir novamente às compras até o fim do ano. A companhia já investiu cerca de R$ 90 milhões no país nos últimos três anos com a aquisição de medicamentos. "É mais rápido", disse.
Com a crise na zona do euro e pouco espaço para expansão em mercados mais maduros, algumas multinacionais estão olhando os países emergentes como uma saída para não reduzirem receita. Essa maior demanda ajudou a inflacionar o mercado brasileiro. Tanto os ativos - os mais recentes negócios superaram 20 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), quando a média no mercado internacional gira em torno de sete a oito vezes -, como a compra de marcas estão valorizadas.
A precificação de um medicamento é calculada por sua receita anual, multiplicada por três. Com a alta demanda, alguns produtos chegam a custar seis vezes o faturamento anual, afirmaram fontes ao Valor. Mas se o produto é genérico e tem muitos concorrentes no mercado, esse "ativo" sofre um certo deságio.
Além dos altos custos atuais, a compra de um medicamento de outro laboratório embute uma burocracia considerada desnecessária pelo setor. "Ao comprar um medicamento, o produto precisa ser novamente registrado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Eles não aceitam transferência de registro", explicou Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo).
Segundo Mussolini, a entidade está em conversações para tentar mudar essa legislação com a diretoria coligada da Anvisa. "Não tem muita razão de ser [a obrigatoriedade de novo registro]."
A farmacêutica de origem sueca Ferring, com sede na Suíça, está há alguns meses sondando o mercado brasileiro. A estratégia era adquirir um laboratório de pequeno porte e medicamentos que fizessem sentido ao portfólio da companhia, que desenvolve e comercializa produtos inovadores nas áreas de saúde reprodutiva, urologia, gastroenterologia e endocrinologia. Como ainda não fechou aquisição no país, a empresa passou a cogitar a compra de medicamentos, mas esse mercado também está competitivo, informou em recente entrevista ao Valor o executivo Michel Pettigrew, CEO global da Ferring. A companhia não desistiu do país e sua saída foi fechar acordo com universidade para pesquisa.
 
Ourofino investe em nova unidade de vacinas em SP
Valor 20.11.2012 - "Em três anos, seremos a segunda maior empresa de saúde animal do Brasil", afirma o presidente Dolivar Coraucci.
Quando as discussões em torno da nova regulamentação da indústria veterinária ganharam corpo, no início dos anos 2000, o diretor industrial do grupo paulista Ourofino Agronegócio tinha dúvidas se aquelas regras não eram moldadas para atender os interesses das multinacionais que costumeiramente dominam o setor de saúde animal. Apesar dos muitos questionamentos, o engenheiro químico Dolivar Coraucci estava certo que a empresa da qual viria a se tornar presidente não sobreviveria numa instalação improvisada como aquela de Ribeirão Preto, formada por dez endereços e 18 portas para a rua.
Sem saída, a companhia fez o primeiro de uma série de investimentos e inaugurou, em 2005, uma das mais modernas fábricas de saúde animal do país no município de Cravinhos, na região de Ribeirão Preto. De lá para cá, a Ourofino recebeu um aporte do BNDES, ingressou no cobiçado mercado de vacinas contra febre aftosa e estreou na produção de defensivos. Agora, o grupo trabalha nos últimos detalhes para iniciar a construção de uma nova fábrica de vacinas, que receberá investimentos de R$ 50 milhões.
"Em três anos, seremos a segunda maior empresa de saúde animal do país", afirmou ao Valor o agora presidente da Ourofino, Dolivar Coraucci. Para atingir esse objetivo, a empresa terá de ultrapassar as "temidas" multinacionais americanas MSD Saúde Animal , braço veterinário da farmacêutica Merck, e Merial. A Ourofino só ficaria atrás da também americana Pfizer.
O executivo diz que a meta da Ourofino será alcançada em 2017, quando a divisão de saúde animal da companhia atingir um faturamento de R$ 500 milhões. O grupo deve fechar este ano com um faturamento de R$ 360 milhões em saúde animal, dos 70% em bovinos. Esse montante se soma à área de defensivos agrícolas, que atingirá R$ 230 milhões neste ano. Com isso, o faturamento total da Ourofino em 2012 será de R$ 600 milhões.
Fundada em 1987 pelos empresários Jardel Massari e Norival Bonamichi como uma distribuidora de medicamentos veterinários, a Ourofino tem na nova fábrica de vacinas um pilar fundamental para desbancar MSD e Merial. "Precisamos continuar nossa incursão nas frentes do mercado", afirma Coraucci.
O executivo lembra que a estratégia de participar em todas as áreas do setor de saúde animal foi deflagrada com a inauguração da fábrica de vacinas contra a febre aftosa, em 2010. "Não poderíamos ficar sem um produto tão importante", afirma ele.
A vacina é o principal produto das multinacionais e costuma representar um quinto do faturamento dessas companhia no Brasil. "Mas não seremos dependentes da aftosa", adverte o presidente da Ourofino. Com uma capacidade para produzir 60 milhões de doses por ano, a unidade de vacinas contra a aftosa representa cerca de 10% do faturamento do empresa em saúde animal.
Com a nova fábrica, a Ourofino entrará em outra fatia do mercado, ingressando na produção de vacinas contra doenças como crostidiose, que atinge bovinos, raiva, entre outras. "Nós precisávamos avançar em biológicos", diz o presidente da companhia.
A unidade de vacinas será construída no complexo de saúde animal da companhia, em Cravinhos e terá capacidade para produzir 50 milhões de doses. O investimento de R$ 50 milhões serão financiado com recursos do BNDES, que detém 20% do capital da empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do próprio caixa da veterinária. O BNDES fará o principal aporte.
O avanço da Ourofino nos próximos anos também contará com a ajuda de uma concorrente. Em situação similar à vivida pela empresa paulista nos início dos anos 2000, a fábrica da MSD Saúde Animal de vacinas contra aftosa está paralisada por conta das novas exigências de biossegurança adotadas em março, conforme já informou o Valor. Com isso, a Ourofino ganhará espaço. O parque industrial brasileiro de vacinas contra a febre aftosa trabalhava com uma capacidade instalada superior a demanda. "No ano passado, acho que conseguimos não levar prejuízo. Mas a tendência é que os preços da vacina agora subam", diz o presidente Dolivar Coraucci.
 
Engevix mantém disputa por aeroportos de Portugal
Valor 20.11.2012 - O grupo Engevix é o único brasileiro que permanece na disputa pelos aeroportos de Portugal, em processo de privatização. A companhia teve proposta aprovada pelo governo daquele país em um consórcio composto também pela argentina Corporación América.
Batizado de "Eama", o consórcio ainda é integrado pelas portuguesas Sonae Sierra, Empark e Auto Sueco. Essa é uma das cinco sociedades autorizadas pelo governo de Portugal a prosseguir na disputa. Entre as classificadas estão a alemã Fraport com o fundo australiano IFM, a francesa Vinci e a suíça Flughafen Zurich. As ofertas não vinculativas de compra passaram de € 2 bilhões.
Segundo comunicado publicado pelo Conselho de Ministros de Portugal na última semana, todas as classificadas estão sendo convidadas a apresentar propostas vinculativas de aquisição do capital social da estatal ANA - Aeroportos de Portugal, que possui 10 aeroportos. Somados, os terminais movimentam cerca de 30 milhões de passageiros ao ano - aproximadamente o movimento de Guarulhos, em São Paulo.
Oito consórcios chegaram a apresentar propostas na primeira fase. Entre eles, estava a sociedade composta pelas também brasileiras Odebrecht TransPort e CCR (controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido) - que acabou sendo excluído da disputa na última semana. O governo português não explicou os motivos da desqualificação, mas disse que foram avaliadas questões "técnicas" para a decisão. As duas companhias também não foram informadas sobre as razões.
No Brasil, a parceria entre Engevix e Corporación América foi vitoriosa em dois leilões de aeroportos. O primeiro projeto conquistado foi o de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Ocorrido em agosto de 2011, a licitação foi uma espécie de "teste" do governo para a rodada seguinte de concessões do setor. O consórcio ofereceu R$ 170 milhões pela outorga, um ágio de 228,8% em relação à proposta mínima. A concessão é de 25 anos, com investimentos de R$ 600 milhões.
No segundo leilão, ocorrido em fevereiro, a sociedade conquistou o aeroporto de Brasília com uma oferta final de R$ 4,5 bilhões (ágio de 673,4% sobre o piso estipulado pelo governo). Também foram concedidos a outros grupos os terminais de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e de Campinas, no interior do Estado.
A Corporación América é conhecida por seu apetite em licitações. Antes das vitórias em território brasileiro, o grupo ganhou em 1998 o direto de controlar mais de 30 aeroportos na Argentina, concedidos em bloco. Também tem terminais no Equador (Guayaquil e Galápagos), Uruguai (Montevidéu e Punta del Este), Peru (cinco aeroportos do interior), Armênia (Yerevan) e Itália (Trapani).
Já o grupo Engevix é um nome fantasia da Jackson Empreendimentos. A companhia investe em energia renovável (por meio da Desenvix), construção naval (Ecovix), obras de infraestrutura e de grande porte (Infravix) e em óleo e gás. Em rodovias, tem a participação de 22% na ViaBahia - em sociedade com a Encalso (23%) e Isolux (55%) -, operadora de 640 quilômetros de rodovias federais.
 
Operação evita que BNDES tenha comando da Marfrig
Folha 20.11.2012 - Estatal decide adiar conversão integral em ações de aporte de R$ 2,5 bi. Analistas estimam que perda do BNDES tenha sido de R$ 1 bi; banco continuará a receber juros da empresa
O plano de internacionalização dos frigoríficos nacionais deixou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em uma situação complicada.
Há cerca de duas semanas, o BNDES decidiu abrir mão de assumir o controle da Marfrig, que, com recursos do banco, tornou-se uma das maiores do mundo em alimentos processados.
Em 2010, após a compra de 14 empresas no Brasil e no exterior, a Marfrig, dona de marcas como Seara e Da Granja, fechou um contrato com o BNDES em que recebia à vista R$ 2,5 bilhões. Esse dinheiro seria convertido em ações para o banco estatal em 2015.
O acordo prevê que haja conversão automática dos papéis antes de 2015 caso a Marfrig venha a fazer aumento de capital. Isso para evitar que o BNDES seja diluído na companhia -o banco tem participação de 14%, adquirida em operações anteriores.
Na semana passada, a Marfrig anunciou que fará uma nova oferta de ações ao mercado para captar até R$ 1,5 bilhão ainda neste ano.
Com uma dívida de R$ 12 bilhões, dos quais 27% vencem em 2013, a empresa precisa de reforço de caixa para reverter a desvalorização de seus papéis na Bolsa.
Hoje, ela vale R$ 3,7 bilhões e, nas estimativas do BNDES, poderá valer tanto quanto a concorrente Brasil Foods (cerca de R$ 32 bilhões) caso consiga equacionar sua dívida de curto prazo.
A relação entre o valor de uma companhia e sua dívida é usada como parâmetro na avaliação do negócio. Hoje, essa proporção é de 1,4 para a Brasil Foods e de 4 para a Marfrig. A média internacional do setor é 1,0.
A meta da Marfrig é trazer sua média rapidamente para 3,0 e chegar a 1,4 antes de 2015. O primeiro passo para implementar esse plano foi dado há alguns meses com a busca de investidores para a Seara. A ideia foi abandonada e preferiu-se uma nova emissão de papéis.
Mas a estratégia só daria certo com uma solução para o impasse com o BNDES. De um lado, o banco não queria exercer o direito de conversão das ações (referentes ao contrato de R$ 2,5 bilhões) porque não é seu papel controlar e gerir empresas. De outro, o presidente da Marfrig, Marcos Molina, não queria entregar o comando.
Driblada: Até então, a empresa vinha sendo assessorada pelo Itaú, que estruturou a operação financeira de R$ 2,5 bilhões.
Surpreendentemente, o Merrill Lynch surgiu com uma solução: para não perder participação na empresa, o BNDES converteria só um terço das ações aderindo à nova oferta de papéis e converteria o restante pelo acordo de R$ 2,5 bilhões, em 2015. O negócio então foi fechado.
Analistas estimam que a perda do BNDES nessa transação tenha sido de aproximadamente R$ 1 bilhão, porque a conversão no contrato de R$ 2,5 bilhões seria a R$ 24,50 por ação e a nova emissão ocorrerá a preço de mercado (cerca de R$ 11).
Para o BNDES, a conta não é tão simples. O banco está deixando de ganhar algum dinheiro neste momento, mas continuará recebendo juros.
Em dois anos, foram pagos pela Marfrig R$ 560 milhões em juros, e o BNDES preferiu manter esse fluxo até o fim do contrato, quando converterá as ações restantes.
Punição: Outro ponto que o banco levou em consideração foi a contratação de Sérgio Rial, ex-diretor de Finanças da Cargill, para o posto de presidente da Seara. Rial consolidou a posição da Cargill como competidor global de alimentos e assumirá a presidência da Marfrig em um ano.
O BNDES decidiu, então, dar uma segunda chance e adiar a conversão total. Nessa negociação, Molina perderá R$ 150 milhões, o que considera, segundo amigos, uma "punição". No final, sua participação na Marfrig cairá de 49% para 40%.
Procuradas, as empresas e o BNDES não quiseram se pronunciar.
 
Crise leva Diplomata a parar
GPLondrina 20.12.2012 - Depois de fazer um pedido de recuperação judicial, enfrentar a desconfiança de produtores e fornecedores e fechar diversas plantas produtivas, o frigorífico Diplomata chega ao ápice de sua crise. Em nota oficial divulgada na última sexta-feira, a empresa declarou que está suspendendo temporariamente as atividades nos abatedouros que ainda se encontravam ativos, nas cidades de Capanema (Sudoeste do Paraná) e Xaxim (SC). O motivo é a falta de recursos para continuar as operações, devido ao surgimento de “obstáculos contínuos que impedem o seu adequado funcionamento”. A empresa pertence ao deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB).
As dívidas de aproximadamente R$ 455 milhões levaram a companhia a um processo de recuperação judicial, no começo de agosto. Em outubro foi entregue o plano, que apontava alternativas para retirar o frigorifico do vermelho. Paralelamente, avicultores reclamavam da falta de informações e do atraso em pagamentos de lotes e na entrega de rações. No entanto, o cenário que apontava para melhora com a entrega do plano se reverteu.
Em 19 de outubro, um despacho da juíza de direito substituta de Cascavel, Iza Maria Bertola Mazzo, determinou o afastamento da diretoria da Diplomata e pediu investigação por parte do Ministério Público. Segundo a nota divulgada pela empresa, mesmo com a posterior suspensão da decisão por parte do Tribunal de Justiça, o fato debilitou o caixa da empresa e arranhou ainda mais a imagem perante o mercado, comprometendo seu funcionamento. Sem dinheiro, não restou alternativa além da paralisação temporária das atividades. A princípio, acreditava-se que a medida valia apenas para a unidade de Xaxim, mas a assessoria do grupo confirmou que o ato também vale para o abatedouro de Capanema, caracterizando a paralisação total da empresa.
A nota diz que o alojamento está sendo interrompido. Já o abate permanece até que os 10 milhões de aves que ainda estão no campo sejam retirados. Depois disso, os cerca de 5 mil trabalhadores nas duas unidades receberão férias coletivas. No lado dos trabalhadores, a situação é considerada preocupante. “Até agora foram feitas muitas promessas, mas nada foi feito”, relata Diego Ferraz, advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Xaxim (Sintrac). Ele diz que o sindicato está tomando medidas legais para assegurar o pagamento dos funcionários em caso de demissão. No lado dos avicultores, a articulação é na mesma direção. “Nesse momento, o risco de o trabalhador ficar sem receber é grande”, observa Alexandre Bergamin, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul do Brasil (Fetraf-Sul/Cut).
 
A Dori quer ir de Marília para o mundo
Exame 17.11.2012 - Depois de superar múltis como Kraft e Mars no mercado brasileiro, a Dori, de Marília, planeja abrir uma fábrica nos Estados Unidos, o maior mercado de doces do mundo. Qual é a lógica?
Carlos Barion, da Dori: três fábricas produzem 400 toneladas de doces por dia
Fica na cidade de Marília, a 420 quilômetros de São Paulo, a maior concorrente das multinacionais Kraft e Mars no mercado de confeitos de chocolate — aquelas pastilhinhas coloridas e recheadas. Não é pouca coisa. As marcas Confeti, da Kraft, e M&M’s, da Mars, são líderes em dezenas de países ao redor do mundo.
Mas, por aqui, metade do mercado está na mão da Dori, dona da marca Disqueti. A empresa não é forte apenas nesse mercado superespecífico. Fundada há 45 anos no interior paulista, a Dori bate de frente com as maiores empresas de balas e confeitos do mundo.
No Brasil, além da liderança nos confeitos de chocolate, é a primeira em diversas categorias, como amendoins confeitados e balas de goma de amido. Além disso, seus doces são exportados para 54 países. Nos últimos três anos, o faturamento da empresa cresceu 60% e deve fechar o ano em 520 milhões de reais — impulsionado, principalmente, pela explosão no consumo doméstico.
De suas três fábricas, localizadas em Marília e em Rolândia, no Paraná, saem 400 toneladas de doces por dia. Agora, a Dori se prepara para o passo mais ousado de sua história: construir uma fábrica no mercado mais competitivo do mundo, os Estados Unidos.
A América do Norte já é destino de 35% das exportações da Dori. “Seria um desperdício não ir para lá. É o maior mercado do mundo”, diz Carlos Barion, da segunda geração da família e há dois anos presidente da companhia. A ideia começou com a instalação de um escritório comercial em Miami.
Agora, a prioridade é construir uma fábrica nos Estados Unidos. As máquinas já foram encomendadas na Europa e serão entregues até junho. Até lá, se tiver qualquer contratempo, a Dori pode optar por trazer a linha para o Brasil e ampliar seu portfólio de três para quatro fábricas por aqui.
Mas a companhia já tem um diretor escolhido para tocar a operação americana e contratou também a consultoria americana Knechetel para mapear o mercado e identificar as oportunidades e os produtos ideais a ser lançados por lá.
Aparentemente, os Barion estão cientes do risco de sair do interior de São Paulo para construir uma unidade no maior mercado do mundo. Há oito anos, a empresa fez uma tentativa de ir para os Estados Unidos. Na época, desistiu por achar que não teria poder de fogo para criar uma marca forte.
Por isso, desta vez a empresa decidiu deixar o marketing de lado e apostar no que faz de melhor: produtos inovadores a preço competitivo. No início de 2013, a Dori vai inaugurar um centro de inovação em Mairinque, no interior de São Paulo. A ideia é ampliar ainda mais a gama de produtos, que já tem 165 itens, e incluir tabletes de chocolates no portfólio.
“Vamos atuar como fornecedores de grandes varejistas americanos. Já temos parcerias com o Walgreens, o Walmart e o Sam’s Club”, diz Vitor Barion, irmão de Carlos e presidente do conselho de administração. Vitor acredita que seu tamanho menor lhe dará agilidade frente à concorrência.
A Dori poderá atender pedidos em lotes menores — por exemplo, numa promoção de última hora — das grandes varejistas, um tipo de negócio que nem sempre interessa às grandes fabricantes de doces.
Enquanto estuda expandir as fronteiras, a Dori enfrenta também um desafio doméstico. A gestão da empresa ainda é tipicamente familiar: 92% das ações estão nas mãos da família. Carlos Barion continua a cumprimentar os funcionários pelo nome. E sabe o funcionamento de cada máquina.
Como costuma acontecer com empresas familiares em forte expansão, o crescimento dos últimos anos trouxe problemas. Em 2011, a empresa fechou no vermelho. Mesmo assim, distribuiu um prêmio para os 2 400 funcionários sob a alegação de motivá-los para 2012.
Por enquanto, vem dando certo: até outubro, a Dori estava no azul. O plano, agora, é explorar nichos de mercado — como o de balas de goma e amendoim. A Dori acredita que as grandes multinacionais ainda deixam brechas — curiosamente, até mesmo nos Estados Unidos.
 
Alair Martins define papel dos herdeiros
Valor 20.11.2012 -  Alair Martins, fundador do Grupo Martins: "Estou muito mais leve depois que chegamos a esse entendimento ".
Alair Martins, fundador do Grupo Martins, o maior atacadista do Brasil, transferiu o controle acionário da empresa para seus três filhos. Eles assumirão o grupo somente quando o pai decidir se afastar do comando ou quando a saúde não mais permitir uma rotina diária de trabalho. Mas já a partir do ano que vem, os herdeiros passarão a ter mais poder de decisão. Eles integrarão ao lado de Martins um conselho de família, cujas regras estão sendo definidas. As medidas fazem parte do plano de sucessão assinado em 12 de julho e que até agora vinha sendo tratado como assunto reservado no grupo.
Ao Valor, Martins disse que tira um peso das costas ao resolver a questão sucessória. "Perdi muitas noites de sono. Nos últimos quatro ou cinco anos, isso me ocupou mais, mas já tem uns 15 anos que comecei a pensar em fazer isso", disse ele. "Estou muito mais leve depois que chegamos a esse entendimento."
O empresário completa 79 anos em 2013 e sua empresa, 60. O que começou como uma mercearia em Uberlândia, cidade no leste de Minas, é hoje um gigante que distribui uma gama imensa de produtos a todos - todos - os municípios do país; que tem um banco e uma escola para capacitar mão de obra para o varejo e 350 mil clientes ativos. Em 2012, o principal negócio, de atacado e distribuição, deve faturar R$ 3,83 bilhões, 11% a mais do que no ano passado. A receita do banco deve crescer 15%, para cerca de R$ 420 milhões.
As gestões da distribuidora e do banco estão a cargo desde 2009 de dois executivos de São Paulo, que não são da família: Walter Faria e João Ayres Rabello Filho, respectivamente. Alair Martins preside o conselho do grupo e continua dando a última palavra sobre decisões estratégicas.
Mas com a idade avançando e sem um substituto claro, Alair Martins passou a ouvir perguntas e ler especulações, mais frequentemente, sobre o futuro da empresa. Entre elas que teria avaliado a possibilidade de vender uma parte minoritária da empresa a um fundo de private equity. É um tema que volta e meia surge e que deixa interrogações entre grandes fornecedores, clientes, bancos, investidores e analistas.
Na entrevista, na sede da empresa em Uberlândia, ele negou enfaticamente qualquer movimento de venda. "Não, eu nem dou espaço para essa conversa. Quando começam a sondar, e nem diretamente comigo, digo logo 'sem chances'." Seu sonho é ver a empresa tornar-se a primeira atacadista do país a chegar aos 100 anos. Além dos filhos, diz, já há uma geração de netos (nove, atualmente) que poderão assumir as rédeas do negócio. "Tem alguns que já manifestam entusiasmo", diz ele.
Ao definir um plano de sucessão, a expectativa do patriarca é que as dúvidas sobre o futuro da empresa sumam. Martins não terá um substituto, terá três. Os filhos Renato, Juscelino e Alair Júnior ocupam hoje assentos no conselho do grupo. Mas dedicam mais tempo aos próprios negócios, segundo o pai. O único que teve uma atuação mais intensa na empresa foi Juscelino; presidiu o Martins e o banco do grupo, o Tribanco. Hoje, é membro do conselho do grupo e preside o conselho do banco.
O novo conselho de família, que será formado pelo pai e os três filhos, deverá começar a operar no primeiro trimestre de 2013.
Alair Martins diz que as discussões que ocorrerão no novo conselho já acontecem em casa com os filhos. A diferença é que agora isso se dará de maneira mais formal. Alair continuará tendo a prerrogativa da decisão final, mas os filhos passarão a ter mais protagonismo do que têm hoje no grupo.
Será o conselho de família que decidirá, por exemplo, questões estratégicas como futuras parcerias, investimentos maiores numa determinada área, nomeação do CEO, substituição de um membro do conselho de administração, abertura de capital ou a estreia em operações no exterior. Muitas dessas questões têm sido discutidas nos conselhos de administração do Martins e do Tribanco. Agora, a pauta destes conselhos ficará mais focada nas questões que lhes dizem respeito mais diretamente.
Para os herdeiros, a instância será um meio de terem uma participação maior nas tomadas de decisão e uma forma de se familiarizarem mais com um negócio do qual serão os controladores, de fato, no futuro. Para os clientes (fornecedores e varejistas), o novo conselho funcionará como um sinal de que a empresa está preparando a sucessão sem atropelos.
Martins parece lidar bem com a ideia de que precisa deixar o caminho aberto e definido para quando não estiver mais à testa do grupo. "Eu já estou com 78 anos [completos este ano]. Tenho plena saúde, amo o que faço, mas tenho que ser realista, não vou ficar para sempre." Por quanto tempo terá ele saúde para se ocupar das diretrizes do grupo? "Eu cuido bem da saúde, vai demorar muito. A meta é viver até 100 anos com saúde. Faço 50 horas de academia por mês, sou disciplinado com a alimentação e escolhi ser uma pessoa do bem e sempre otimista. Imagine que eu com 78 anos, graças a Deus, não tenho nenhuma patologia."
O processo sucessório do Grupo Martins foi desenhado inicialmente por John Davis, um dos consultores mais reconhecidos na área de negócios familiares. O plano também leva a assinatura de Paulo Aragão, sócio do escritório Barbosa, Müsnich & Aragão Advogados.
Do plano faz parte a doação em vida das ações de Alair Martins para os três, em partes iguais. Ele continuará a ter o usufruto das ações em caráter vitalício - ou seja, continua com o poder econômico, o poder de voto, em caráter vitalício.
"O efeito prático é trazer segurança e tranquilidade; para que a gente não tenha que passar por um processo de inventário, por uma sucessão complicada. Será um processo que já está definido, o que traz segurança para todos", diz Pauliran Gomes e Silva, diretor jurídico do grupo Martins.
Os herdeiros controlarão os negócios financeiros (Tribanco e Tricard) e não financeiros (Almart, Martins, Smart e demais operações). A peculiaridade desse processo é que quando Renato, de 52 anos, Juscelino, de 49, e Alair Júnior, de 48, forem os controladores da empresa, não estarão sozinhos. Eles terão a ajuda de conselheiros profissionais.
O papel destes será o de reduzir eventuais divergências e evitar que a empresa estanque diante de uma falta de consenso entre os irmãos. Essa é a ideia-chave: ajudar a construir consensos.
"As principais decisões precisarão ser tomadas por consenso entre os três e a eventual falta de consenso pode, em determinado momento, impedir uma decisão que seja importante para os negócios. Para evitar isso, existirão três conselheiros, três 'advisors', dentro desse conselho de família. Eles irão auxiliar nas decisões. E poderão até substituir a decisão de um filho em benefício dos objetivos da empresa", diz Silva.
Alair Martins se convenceu de que essa é a parte mais sensível do plano sucessório, o ponto da amarração que garantirá que a empresa seguirá no passo certo, em direção ao crescimento. "Os 'advisors' serão pessoas independentes, que conhecem a família, com grande experiência, bom senso, espírito de justiça, pessoas de primeiríssima linha", diz Martins.
Segundo Maria Teresa de Azeredo Roscoe, professora da Fundação Dom Cabral, uma das escolas de negócios mais bem avaliadas do mundo, a figura do conselheiro ("advisor") nos termos que o Grupo Martins pretende adotar é ainda pouco comum. "É menos comum do que deveria ser porque sendo pessoas experientes, esses 'advisors' podem oferecer ponderações importantes, capazes de contribuir para o negócio".
Martins se diz satisfeito, feliz e confiante com o acordo. E no que depender do entendimento que segundo ele há entre os filhos, a empresa seguirá o rumo de seus sonhos. A relação entre os futuros controladores da empresa, nascidos e criados em Uberlândia, é boa, diz o patriarca. "Não tem preocupação sobre a convivência, eles são amigos, estão sempre lá em casa, almoçando juntos."
 
Urban Outfitters tem faturamento recorde no 3º tri e lucro sobe 17,4%
Valor 20.11.2012 - Com um recorde de vendas no terceiro trimestre, a empresa de vestuário americana Urban Outfitters registrou um lucro líquido 17,4% maior no período, frente aos mesmos três meses de 2011. A linha final do balanço fechou setembro em US$ 59,5 milhões, ou US$ 0,40 por ação.
Em 12 meses, o crescimento, principalmente da marca principal da companhia, levou à maior receita líquida da história do grupo, de US$ 692,9 milhões. O aumento foi de 13,6% na mesma comparação. Os modelos Urban Outfitters tiveram alta de 14% no faturamento, enquanto a marca Anthropologie subiu 9,3%.
O principal canal de vendas da varejista que foca em nichos jovens continuou sendo nas lojas físicas de varejo. A receita do segmento foi de 69,8% do total. Mas, ao mesmo tempo, a participação de vendas diretas aumentou, indo de 20,2% para 24,2%.
“A resposta favorável dos consumidores a nossos produtos e uma ação melhor de vendas resultaram em nosso recorde no terceiro trimestre”, comentou, em comunicado, o presidente do grupo, Richard Hayne. “Vemos a tendência continuando para o quarto trimestre, por conta também dos feriados”, acrescentou.
Com um avanço em menor ritmo dos custos de produção e das despesas gerais e administrativas, a margem operacional, ou a percentagem da receita que resulta em lucro antes de juros e impostos, também melhorou. O indicador chegou a 13,5%, 1,2 ponto percentual maior em bases anuais.
 
Peixe Urbano vende operações na América Latina e foca no Brasil
Valor 20.11.2012 - O site de compras coletivas Peixe Urbano vendeu suas operações na Argentina, no Chile e no México para focar no mercado brasileiro, informou hoje o co-fundador e presidente da empresa, Julio Vasconcellos.
Em entrevista a Dow Jones Newswires, o executivo afirmou que está realocando os recursos para o mercado doméstico. “Tivemos uma oportunidade de vender a operação na Argentina e, já que ela era a maior fora do Brasil, não fazia mais sentido ficar com as outras”, explicou.
Segundo Vasconcellos, as vendas ocorreram nos últimos dois meses. O ativo argentino foi comprado pelo jornal La Nación, enquanto no Chile e no México as operações foram adquiridas por companhias de internet locais. O presidente da empresa não informou o valor das transações.
O grupo, de acordo com o executivo, continua a procurar oportunidades para se expandir dentro do Brasil e aquisições não estão descartadas. “Estamos sempre olhando para o mercado para ver se há algo interessante, como uma empresa de tecnologia que se encaixe em nosso modelo", comentou.
O Peixe Urbano foi inaugurado em 2010, sendo fundado tanto pelo atual presidente como pelos sócios Emerson Andrade e Alex Tabor.
 
Volume faturado de água da Copasa cresce 3,45% em outubro
Brasil Econômico 19.11.2012 - A Copasa assinou no mês passado concessão de esgotamento sanitário com o município de Espinosa.
Já o volume faturado de esgoto teve avanço de 6,78%.
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou nesta segunda-feira (19/11) que o volume faturado de água subiu 3,45% em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 58,3 milhões de metros cúbicos.
Na comparação com setembro, houve um aumento de 3,75% no volume faturado de água pela Copasa.
Já o volume faturado de esgoto cresceu 6,78%, em bases anuais, e 3,28% na margem, para 37,2 milhões de metros cúbicos.
A Copasa destacou que, em outubro, foi assinada a concessão de esgotamento sanitário com o município de Espinosa, com população urbana de aproximadamente 18 mil habitantes.
 
Citi revisa recomendação e preço-alvo da Sabesp
Brasil Econômico 19.11.2012 - O novo preço-alvo da Citi para os papéis da Sabesp prevê uma desvalorização de 2% em relação ao fechamento desta segunda-feira (19/11)
Alterações, para baixo, ocorrem após a Arsesp divulgar a proposta inicial da revisão tarifária para a companhia.
A Citi Research alterou de compra para neutra sua recomendação para as ações da Sabesp (SBSP3), e diminuiu o preço-alvo em 12,4%, de R$ 95,40 para R$ 83,50.
O novo preço-alvo prevê uma desvalorização de 2% em relação ao fechamento desta segunda-feira (19/11).
As mudanças da Citi seguem a proposta inicial para a revisão tarifária da Sabesp feita pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).
A proposta da agência reguladora prevê uma receita requerida pela Sabesp de R$ 9,995 bilhões, 10% abaixo da estimativa da Citi.
A receita requerida abaixo do esperado tem relação com o percentual permitido para repassar, para as tarifas, as contas não cobráveis (2,6%, ante 3,3% estimados).
Nesta segunda-feira (19/11) as ações da Sabesp terminaram a sessão em queda de 1,17%, cotadas a R$ 85,27, mas após três altas seguidas, quando os papéis acumularam valorização de 2%.
 
Dilma espera papel ativo de investidores estrangeiros nas concessões
Valor 20.11.2012 - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o governo espera que investidores estrangeiros e parcerias público-privadas assumam papel ativo e de protagonismo nos programas de concessão de rodovias, ferrovias, portos e na construção do trem-bala. Em sua apresentação no seminário do Valor e do "El País", em Madri, a presidente tenta atrair investidores aos projetos brasileiros bilionários.
Dilma mencionou datas de editais. Como explicou também o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o plano do governo é divulgar no dia 26 o edital da primeira fase do Trem de Alta Velocidade, o trem-bala. Também será publicado neste mês o edital do bilionário programa de concessão dos portos, que ainda está sendo preparado. Em seguida, virão concessões de R$ 91 bilhões para ferrovias e de R$ 42 bilhões para modernização de rodovias.
Assim, em dezembro será lançado o edital do primeiro lote das rodovias, ligando Brasília-Juiz de Fora e a divisa de Bahia-Minas com a divisa do Rio de Janeiro. Em março do ano que vem será a vez do segundo lote de concessões de rodovias e do primeiro lote de ferrovias. Em maio, virá o segundo lote das ferrovias. Em julho, o governo fará o novo leilão para a primeira fase do trem-bala.
 
Cemig espera postergação do prazo da MP 579
Brasil Econômico 19.11.2012 - "Não temos nenhuma perspectiva de aceitar as propostas do governo nas condições atuais", falou Luiz Fernando Rolla, diretor de finanças da Cemig.
"Estamos trabalhando para que possamos ter os direitos garantidos por lei", afirmou o presidente da empresa, Djalma Bastos de Morais.
O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, revelou nesta segunda-feira (19/11) sua expectativa de que o governo adie para fevereiro ou março o prazo final para que as empresas do setor anunciem se aceitam ou não os termos propostos pela Medida Provisória (MP) 579.
O prazo que vale hoje vence no próximo dia 4 de dezembro.
No entanto, como o desejo do presidente da Cemig não tem qualquer sinalização oficial por parte das autoridades, a empresa já marcou para o dia 3 de dezembro uma reunião de seu conselho de administração, para que uma estratégia possa ser definida.
"Em nenhum momento nossa empresa se manifestou contra o que se propõe na MP 579", pontuou o executivo, destacando as ressalvas defendidas pela Cemig, que não serão abandonadas.
A companhia deixou claro que não pretende aceitar os novos termos propostos pelo governo para renovar os contratos de concessões de suas três usinas mais rentáveis - São Simão, Jaguara e Miranda.
"Vamos continuar trabalhando por essas ressalvas", disse Morais, durante teleconferência realizada nesta tarde com analistas e investidores para comentar os resultados da Cemig no terceiro trimestre de 2012.
"Estamos trabalhando para que possamos ter os direitos garantidos por lei", disse o presidente da empresa.
"Não temos nenhuma perspectiva de aceitar as propostas do governo nas condições atuais", falou Luiz Fernando Rolla, diretor de finanças e de relações com investidores da Cemig.
"A posição da Cemig é muito firme e clara, de somente concordar em aderir se as condições forem atrativas. Só se as condições forem bastante melhoradas podemos fazer uma revisão de nossa posição", afirmou o diretor de finanças.
O presidente Morais ressaltou que, mesmo antes da divulgação da MP 579 por parte do governo, a companhia já estava trabalhando para se adequar ao futuro cenário decorrente da revisão tarifária que irá ocorrer em 2013.
"Estávamos trabalhando nisso de tal maneira que, diminuindo nossos custos, pudéssemos nos adequar à revisão em 2013. No entanto, após a MP, temos que ir um pouco mais além. Vamos ter que nos adequar, e isso tem de ocorrer no curto prazo. Temos de correr um pouco", ponderou o presidente da empresa.
"Aderindo ou não aderindo, temos que nos adequar, e de uma maneira forte".
O diretor de finanças e de RI, por sua vez, buscou minimizar os possíveis reflexos que a MP 579 terá nos resultados efetivos da companhia nos próximos períodos.
"Se aderíssemos 100% à MP 579, ainda assim não teríamos um impacto significativo nos nossos resultados", falou o executivo.
Perspectivas para 2013: Além das questões referentes à MP 579, o presidente da Cemig falou também durante a teleconferência que prevê uma companhia mais agressiva em termos de aquisições durante o ano que vem.
"Vamos ser agressivos, participando dos leilões de transmissão e geração, tentando viabilizar ativos que possam agregar valor à empresa", afirmou Morais.
O programa de investimentos da companhia para o ano que vem está em revisão por conta da MP 579, disse o diretor financeiro da Cemig, que falou ainda que espera por uma recuperação no valor de mercado da empresa durante 2013.
"Apesar do valor de mercado reduzido após a MP, entendemos que os ativos da Cemig são bastante sólidos. Em função dessa solidez, temos uma confiança absoluta de que o mercado vai voltar a reconhecer o valor de mercado da Cemig aos dias anteriores à MP", pontuou o executivo.
Do dia do primeiro anúncio do governo sobre a renovação dos contratos no setor (6/9), até esta segunda, as ações preferenciais da Cemig (CMIG4) acumulam uma desvalorização de 57,2%.
 
Iberdrola diz que chegou a acordo na Neoenergia
Valor 20.11.2012 - Ignacio Galán, presidente do grupo espanhol, afirmou que "basta uma linha" e esse problema legal estará resolvido.
A Iberdrola fechou acordo com o fundo de pensão Previ e o Banco do Brasil, seus sócios na Neoenergia, afirmou Ignácio Galán, presidente da companhia de energia espanhola, ao Valor. O acerto, destacou o executivo, garante à Iberdrola as decisões de gestão da distribuidora brasileira, da qual detém 39% do capital social.
Segundo Galan, "as decisões serão tomadas pelo acionista que tem o controle do bloco de acionistas", Ou seja, mais de 50% das ações vinculadas ao bloco de controle. Conforme o acordo de acionistas, a Iberdrola tem 60% desse tipo de ação da Neoenergia.
A Previ e ao Banco do Brasil caberá o papel nas decisões estratégicas da Neoenegia, que só poderão ser tomadas pela maioria do capital total da empresa. A Previ detém 49% e o Banco do Brasil, 12%, do capital total. Assim, Iberdrola assumirá completamente a gestão executiva da distribuidora.
"Basta uma linha" e esse problema legal estará resolvido, afirmou Galán. A questão é que a legislação mudou na Espanha a partir de 2014 e para consolidar os resultados da Neoenergia em seu balanço a Iberdrola precisa provar que tem a gestão da distribuidora, já que ela não é a controladora do seu capital social.
O executivo disse que o Brasil nos próximos anos será o segundo maior investimento da Iberdrola, à frente dos Estados Unidos, só perdendo para a Inglaterra. Afirmou que serão mais de US$ 10 bilhões em alguns anos. "O mais importante é que se chegou a esse acordo com Previ".
Em julho, o presidente da Iberdrola esteve no Brasil para uma nova rodada de negociações com os sócios brasileiros, liderados pela Previ (fundo dos funcionários do BB). Após quase dois anos de tentativas de assumir o controle da elétrica para consolidar o ativo no seu balanço global, a Iberdrola optou pela busca de uma solução mais simples - contabilizar as receitas e despesas da Neoenergia no seu balanço global, atendendo exigências das novas normas, o IFRS - sem alterar a estrutura societária da Neoenergia.
Galán apontou ao Valor as mudanças de planos do grupo, buscando a retomada das negociações, paralisadas desde o fim de 2011. "Para a consolidação não precisamos dos 51% [na Neoenergia], precisamos de termos legais que nos garantam não ser preciso mudar a estrutura societária", afirmou na época. Ele sinalizou que a mudança poderia vir através de acertos no acordo de acionistas. "Temos um acordo de acionistas e poderemos ver quais pontos [deste acordo, de 2005] podem ser melhorados, modificados ou transformados".
Essa mudança de postura foi apoiada pela Previ. O diretor de participação do fundo, Marco Geovanne, admitiu que os sócios brasileiros estavam abertos à negociação para chegar a uma solução na questão do IFRS sem mudar o perfil acionário da empresa.
O aditivo ao acordo de acionistas garante que, mesmo sem deter a maioria das ações, a Iberdrola se torne operadora da Neoenergia, consolidado o ativo em seu balanço. Ao mesmo tempo, atende o governo brasileiro, ao qual não agrada a ideia de ver a espanhola ter o controle da empresa com pouco mais de 30% do capital total.
O novo rumo das negociações foi ao encontro dos desejos do Planalto. No fim do ano passado, quando os sócios quase chegaram a um acerto de venda de ações de Previ e BB para a Iberdrola, ficando com uma fatia de quase 60%, o governo travou o negócio. A presidente Dilma se manifestou contrária a ter um controlador estrangeiro na Neoenergia.
A posição do Planalto levou a Iberdrola a reagir de maneira abrupta, colocando sua participação à venda. A chinesa State Grid chegou até a fazer uma oferta pelos 39% da espanhol, pegando de surpresa os sócios Previ e BB. Ambos interpretaram a atitude da Iberdrola como uma retaliação à negativa de vender o controle da Neoenergia. Isso voltou a irritar autoridades de Brasília.
Galán admitiu em julho ao Valor que abriu um 'data room' da Neoenergia para empresas interessadas em suas ações, seguindo sugestão de bancos de investimento preocupados com a paralisação das conversas com seus sócios. E relatou que chegou a consultar a Previ e o BB sobre o 'data room'. E admitiu que "os chineses fizeram muitas propostas informais. "Mas não fechamos nenhuma proposta formal com eles".
A retomada das negociações foi recheada com promessas do principal executivo da Iberdrola em fazer grandes investimentos na empresa brasileira. A Previ, procurada para detalhar o acordo anunciado por Galán, não se manifestou.
A Neoenergia controla no país as distribuidoras Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte), além de ativos de geração de energia, como a hidrelétrica de Teles Pires (51%), em construção, e do projeto da usina de Belo Monte (10%). O Brasil responde por 20% do resultado operacional (Ebitda) da Iberdrola (€ 7,65 bilhões em 2011).
 
Santos, ainda vital para os grãos de MT
Valor 20.11.2012 - Principal canal de movimentação de cargas semimanufaturadas e manufaturadas no comércio exterior do país, o porto de Santos, no litoral paulista, ainda será vital para o escoamento da produção agrícola dos polos do coração do Brasil por um longo tempo, apesar de o setor buscar constantemente novas rotas de escoamento, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, para baratear custos de transporte.
Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os planos de investimentos do governo federal para rodovias e ferrovias reforça essa tendência ao invés de enfraquecê-la, apesar de os discursos sobre o tema sugerirem o contrário e das distâncias entre o médio-norte de Mato Grosso e terminais nordestinos ou nortistas serem menores.
A entidade realça que o atual pacote ferroviário do governo, por exemplo, destaca apenas um novo investimento no Centro-Oeste com cronograma para licitação definido que poderia beneficiar o fluxo para portos do Norte. É o tramo entre Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, a Uruaçu, em Goiás, polos de dois dos principais Estados exportadores de soja e milho do país que hoje enviam a maioria de sua produção para Santos.
Há uma ligação na espinha dorsal dessa futura ferrovia com conexão direta até o porto de Vila do Conde, no Pará. Mas Uruaçu fica mais perto de Santos do que do porto paraense. Isso num cenário em que o cais santista já tem terminais especializados na movimentação de granéis sólidos e concentra todas as linhas de navegação que ligam o Brasil ao exterior, enquanto Vila do Conde ainda necessita de investimento no segmento.
Por esse raciocínio, a Anec afirma que, levando-se em conta a atual participação de Santos nas exportações mato-grossenses de milho e soja, quase metade da produção de soja e milho originada no Estado com destino ao exterior nesta safra 2012/13 será embarcada no porto paulista.
"De um ponto de vista lógico, faz muito mais sentido descer do que subir. Embora deva se levar em conta que o aumento de safra é muito grande e todas as saídas serão sobreutilizadas", diz Sérgio Mendes, diretor-geral da Anec.
No ano passado, 28% (9,23 milhões de toneladas) das exportações brasileiras de soja em grão saíram por Santos. Além da soja, os embarques de milho estão em expansão, em larga medida graças ao aumento das apostas dos produtores de Mato Grosso na segunda safra (safrinha) do cereal, plantada depois de colhida a soja de verão.
"O Brasil vinha exportando entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas de milho e neste ano os embarques vão se aproximar de 20 milhões", afirma Mendes. Em 2011, o porto de Santos escoou metade dos volumes de milho embarcados, ou cerca de 4,8 milhões de toneladas.
Assim, pelo menos no médio prazo Santos continuará sendo a principal saída da soja e do milho em grão do Brasil, além do farelo de soja. E o frete entre as fazenda do Centro-Oeste e o porto de Santos tende a se manter elevado.
Para Mendes, o discurso há muito encampado pelo próprio setor de que os caminhos mais lógicos para as exportações de grãos são os portos do Norte e do esbarra no pouco incentivo ao uso de hidrovias - e isso mantém Santos fundamental.
"É claro que defendemos procurar saídas mais baratas, mais apropriadas, mas evidentemente que conservando o que temos, porque já é pouco. O Brasil tem hoje duas safras por ano, nenhum outro país tem isso", diz.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto de Santos, finalizou seu Programa de Desenvolvimento e Zoneamento, espécie de plano diretor que determina o tipo de carga que cada área do porto deve movimentar. E, ao contrário do que projetava, pretende renovar os contratos dos terminais de grãos nas mesmas áreas em que estão hoje, desde que haja cláusula de prorrogação, segundo apurou o Valor. No início, a ideia era gravar algumas áreas para a movimentação de outros tipos de cargas, notadamente contêineres.
 
Odebrecht TransPort busca sócio para crescer
Valor 20.12.2012 - Cesena, presidente: "São investidores compatíveis com negócio de longo prazo". O braço de atuação em transportes e logística do grupo Odebrecht está negociando com investidores nacionais e internacionais a injeção de mais capital na empresa. Atualmente, a carteira do grupo no setor exige investimentos totais de R$ 25 bilhões. E esse número pode dobrar nos próximos anos.
O diretor-presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena, diz que a companhia já está negociando com potenciais novos sócios, sendo que a porcentagem exata de uma venda da companhia ou de uma unidade de negócios ainda está sendo discutida. "São investidores compatíveis com o negócio de longo prazo, porque temos ciclos que podem levar 10 anos [para gerar retorno]", disse o executivo ao Valor, descartando negociar ações em bolsa no curto prazo.
Até hoje, o capital aportado na Odebrecht TransPort, criada há dois anos, veio de apenas dois investidores. Do próprio grupo Odebrecht, que tem 70% das ações da subsidiária; e do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), que comprou 30% da companhia em outubro de 2010.
Cesena afirma que a companhia já tem o capital necessário para a atual carteira de investimentos, que estão sendo realizados em torno de 12 ativos - em três segmentos: rodovias, mobilidade urbana e logística. O novo sócio entraria para apoiar o novo ciclo de investimentos.
Os planos de expansão da Odebrecht TransPort não se limitam aos editais de licitação publicados pelo poder público, tradicionais alvos de interesse, mas também envolvem a elaboração de propostas de manifestação de interesse (PMI) - que podem acrescentar mais R$ 25 bilhões em investimentos para a companhia nos próximos anos.
A empresa elabora atualmente estudos de oito projetos surgidos por meio de PMI, que serão entregues ao poder público e podem se transformar em contratos de concessão ou PPP após um processo de licitação. Caso todos os projetos sejam aprovados e caso vença todas as licitações, a Odebrecht TransPort passará a ter uma carteira de projetos que somam R$ 50 bilhões em investimentos.
Um dos estudos em execução é para o metrô paulistano, administrado pelo governo do Estado. Trata-se da Linha 6-Laranja, um projeto de bilhões que cortará a zona Oeste da capital.
A companhia já possui duas operações de transporte de passageiros sobre trilhos no portfólio atual: uma participação indireta de 15% na ViaQuatro (controlada pela CCR), que opera uma linha do metrô paulistano; e o controle da Supervia, concessionária de metrô na cidade do Rio de Janeiro.
Na operação carioca, terão que ser investidos R$ 1,2 bilhão até 2020 - R$ 250 milhões já foram realizados. Para cortar custos, a companhia negocia com a fabricante Alstom a implantação de uma fábrica de trens no Rio de Janeiro, junto aos trilhos da Supervia. "Porque daí consigo trens mais baratos. Hoje, pela estrutura tributária, pode ser 40% mais caro comprar no Brasil", diz. Outra vantagem de comprar no mercado local, afirma ele, é o período da pós-venda, quando há necessidade de manutenção dos ativos adquiridos. "Tem que haver uma cadeia de fornecimento à sua disposição. Se tiver que ficar encostado esperando uma peça chegar, eu perco faturamento", diz. O contrato de concessão dura até 2048.
Em logística, a companhia está destinando aportes à Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport), ativo detido anteriormente pelo grupo Odebrecht. O empreendimento fica na margem esquerda do Porto de Santos e, em parceria com a gigante global do setor DP World e o grupo brasileiro Coimex, está recebendo aportes de R$ 2,3 bilhões com previsão de iniciar as operações em 2013.
Com capacidade para movimentar anualmente 2 milhões de contêineres de 20 pés (TEU, na sigla em inglês) - o mesmo que o terminal da Santos Brasil, o principal no litoral paulista -, o terminal da Embraport registrará um faturamento de R$ 700 milhões em 2015.
Outro investimento nesse segmento é o de R$ 127 milhões até o fim do ano que vem na Liquiport, para mais que triplicar a capacidade do terminal de líquidos de Vila Velha (ES) para 73 mil metros cúbicos. O objetivo é atender a cadeia química e de combustíveis. Fecha a carteira nesse segmento a participação de 20% na Logum, empresa que tem dentre os sócios a Petrobras e que irá operar um complexo logístico para etanol.
Por enquanto, rodovias é o segmento de atuação que mais gera caixa à companhia. Um faturamento de R$ 600 milhões é registrado ao ano só na subsidiária Rota das Bandeiras - concessionária de quase 300 quilômetros do Corredor Dom Pedro I, no interior de São Paulo, em um contrato de 30 anos. Em 2015, serão R$ 900 milhões nessa mesma estrada, segundo as projeções da companhia.
Ao todo, a receita líquida da Odebrecht Transport em 2011 foi de R$ 1,07 bilhão - praticamente o dobro de um ano antes. Segundo Cesena, ao fim deste ano as receitas devem crescer para R$ 1,6 bilhão.
 
Aval da Eletrobras a plano de Dilma faz ação ter maior queda em 15 anos
Folha 20.11.2012 - Papéis da estatal de energia recuaram 15% ontem e atingiram o menor valor em dez anos Desde anúncio da MP do setor elétrico, em 11 de setembro, ação da empresa já perdeu 47,4% do seu valor
A ação da Eletrobras mais negociada na Bolsa de São Paulo teve ontem a maior queda diária em 15 anos e atingiu o menor valor nominal em dez anos, segundo levantamento da Economática.
A cotação da ação preferencial da estatal se desvalorizou em 15,43% e fechou cotada a R$ 9,81.
O movimento de venda das ações da Eletrobras ganhou impulso na última semana, quando a direção da estatal informou que recomendará aos acionistas a aceitação das condições da MP 579 (que trata da renovação das concessões do setor elétrico).
A decisão de renovar provocou a renúncia do representante dos acionistas minoritários no conselho de administração da estatal, José Luiz Alquéres, que deixou o posto na semana passada.
O fundo norueguês Skagen (um dos principais acionistas privados da estatal) também criticou a decisão.
A assembleia de acionistas da Eletrobras acontecerá em 3 de dezembro, um dia antes do prazo final dado pelo governo para que as elétricas assinem os novos contratos.
Outro motivo para o recuo do preço das ações da Eletrobras é que o Barclays reduziu, ontem, o preço-alvo do papel em 12 meses para R$ 1. Até ontem, a ação já havia perdido 47,37% do seu valor desde o dia 11 de setembro, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou a MP 579.
A MP antecipa o fim da concessão de 67% das hidrelétrica da Eletrobras e propõe um novo contrato, em que a estatal prevê queda de R$ 8,5 bilhões em receitas em 2013.
Além disso, o governo informou que pagará apenas R$ 14 bilhões em indenizações pelos investimentos não amortizados. A Eletrobras disse que pelos critérios contábeis da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) teria de receber R$ 31 bilhões.
CEMIG: A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), empresa também afetada pela MP 579, quer mais prazo para discutir as renovações.
A estatal mineira disse ontem que não irá assinar os novos contratos se as atuais condições não mudarem.
A Cemig está mobilizando a base parlamentar mineira para inserir uma emenda na medida provisória do governo que altere a data de assinatura dos novos contratos de 4 dezembro para os meses de fevereiro ou março do ano que vem.
Uma comitiva das elétricas estaduais, que inclui Cemig, Cesp e Copel, deve visitar o Congresso amanhã.
 
Eletrobras prevê Ebitda zero em 2013, ações desabam
Brasil Econômico 19.11.2012 - A empresa está buscando em seus números encontrar investimentos que não tenham sido reconhecidos pela Aneel, para as próximas revisões tarifárias.
Com Ebitda em zero no próximo ano, a empresa terá que consumir caixa para pagar suas despesas financeiras.
A redução na receita da Eletrobras após a renovação das concessões, estimada em R$ 8,7 bilhões anuais, comprometerá a geração de caixa da empresa em 2013.
A empresa trabalha oficialmente com a expectativa de um Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) muito próximo de zero em 2013, segundo o diretor financeiro da companhia.
"Nós praticamente perderemos todo o Ebitda em 2013", disse Armando Casado de Araujo, diretor financeiro e de relações com investidores.
O diretor participou de teleconferência de resultados com analistas nesta manhã, em que os números do terceiro trimestre ficaram em segundo plano, diante da recente Medida Provisória que propõe a renovação antecipada de concessões com vencimento entre 2015 e 2017, a MP 579.
Com isso, a estatal - sujeita a aceitar as condições - verá uma redução em suas tarifas, além de uma perda de ativos não amortizados, apenas parcialmente coberta por indenizações.
Considerando o Ebitda em zero no próximo ano, a empresa terá que consumir caixa para pagar suas despesas financeiras.
O diretor da empresa não exclui a possibilidade de que a companhia consiga pagar dividendos ainda neste ano, mesmo com as imensas perdas.
Segundo Araujo, a perda de ativo será deduzida da reserva de lucros da Eletrobras e, caso restem reservas, a companhia distribuirá os dividendos às ações preferenciais.
Entretanto, nos próximos anos, são consideradas remotas as chances de que a companhia volte a pagar remuneração a seus acionistas.
"Não veremos dividendos no horizonte de previsões, já que a Eletrobras se esforçará para atingir um ponto de equilíbrio cortando custos em suas principais subsidiárias", afirmam, em relatório divulgado nesta segunda-feira (19/11), os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, do Barclays.
O banco classificou a ação da empresa (ELET6) como "underweight" (desempenho abaixo da média de mercado), e estabeleceu o preço alvo das ações em R$ 1,00.
Isso indica que ainda há espaço para queda nas ações, embora os ativos acumulem desvalorização de 60,2% em 2012. Os papéis preferenciais recuaram 15,43% neste pregão, para R$ 9,81.
"O fato é que os termos propostos não são satisfatórios para garantir a saúde financeira e capacidade de investimentos da empresa, ou mesmo continuidade na remuneração aos acionistas", afirma relatório do departamento de análise da Concórdia, chefiado por Karina Freitas.
Outra questão que assusta os investidores é o fato de que a empresa não considera reduzir seu robusto programa de investimentos para 2013. A companhia tem investimentos orçados em R$ 13,5 bilhões neste ano, e prevê investir um valor similar no ano que vem.
"Queremos contar com garantia da União para captar novos financiamentos", diz Araujo. "Não temos a pretensão de deixar de investir. Hoje o que temos de saldo em caixa, mais as indenizações, podemos honrar o orçamento de investimentos do ano que vem."
Após a medida, a empresa está garimpando seus números, buscando encontrar investimentos que não tenham sido reconhecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que tenham sido desconsiderados quando o governo determinou a indenização de R$ 14 bilhões.
Nisso, entram os gastos com expansão e modernização, que não constavam no projeto básico das usinas da empresa. No entanto, esses ativos não seriam contabilizados no processo em curso, mas apenas nas próximas revisões tarifárias.
"Se visitarem qualquer unidade da Eletrobras, verão que usinas com 30 anos de existência parecem possuir dois ou três anos", diz o diretor. Ainda não há data para a próxima revisão da Eletrobras.
 
BNDES libera R$ 892,4 milhões para termelétrica da MPX
Valor 20.11.2012 - A MPX Energia firmou um contrato de empréstimo de R$ 892,4 milhões com o BNDES para a termelétrica de Parnaíba. A informação consta em ata da reunião do conselho da companhia arquivada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Essa é a segunda fatia de uma linha de crédito que a MPX tem com o banco para o projeto. Para a usina de Parnaíba I, que deve entrar em operação até o fim do mês, a companhia já tinha contratado um financiamento de R$ 825 milhões com o BNDES.
 
Viver subscreve 1 milhão de ações
Brasil Econômico 19.11.2012 - O preço unitário de subscrição para os acionistas interessados no segundo rateio de sobras será de R$ 1,00 por ação.
Ainda restam 892,1 mil papéis da companhia, no âmbito do aumento de capital, que poderão ser subscritos pelos acionistas de quarta até sexta-feira.
A Viver Incorporadora e Construtora informou nesta segunda-feira (19/11) que, no último dia 12, terminou o prazo para subscrição, pelos acionistas, da primeira rodada de sobras das ações no âmbito do aumento de capital da companhia, aprovado em 3 de outubro de 2012.
Do total de 1.901.879 ações disponíveis para o período de rateio das sobras, iniciado em 8 de novembro de 2012, foram subscritas 1.009.734 ativos.
As 892.145 ações restantes poderão ser subscritas pelos acionistas da Viver que fizeram suas reservas no ato da subscrição da primeira rodada de sobras.
Para esses investidores, o preço unitário de subscrição será de R$ 1,00, e a proporção do direito será de 0,8835445771 ação, por ação subscrita.
O período da subscrição das sobras vai de 21 a 23 de novembro.
"Caso o aumento de capital não seja concluído por meio deste segundo rateio de sobras, a companhia poderá promover eventuais rateios adicionais entre os acionistas que manifestarem a intenção de subscrever eventuais novas sobras", disse a Viver, em comunicado.
 
Nota da PDG em revisão
Valor 20.11.2012 - A Moody's colocou a nota de crédito da PDG em revisão para possível rebaixamento, por conta da rentabilidade abaixo do esperado e da expectativa que a redução nos níveis de endividamento seja menor do que a estimada anteriormente. Atualmente, a agência de classificação de risco atribui à incorporadora nota "Ba2" na escala global e "Aa3" na escala nacional. "Devido aos riscos mais elevados de execução e à menor rentabilidade operacional, a capitalização de R$ 796 milhões concluída no terceiro trimestre pode ser insuficiente para promover uma redução significativa na alavancagem bruta e, ao mesmo tempo, manter uma forte posição de liquidez conforme exigido para a categoria de rating Ba2", afirmou a analista Cristiane Spercel, em nota.
 
Direcional prorroga prazo para compra de ações
Brasil Econômico 19.11.2012 - O programa de compra de ações da Direcional é destinado somente àqueles que se tornaram exercíveis em 22 de dezembro de 2010
O exercício de opções de compra de ações, do Programa II do Plano de Opções, irá valer até o dia 22 de dezembro de 2013.
A Direcional Engenharia informou que, em reunião do conselho de administração realizada nesta segunda-feira (19/11), foi aprovada a postergação, por 12 meses, no prazo de carência para exercício das opções de compra de ações, no âmbito do Programa II do Plano de Opções de Compra de Ações, aprovada em 22 de dezembro de 2009.
O programa é destinado somente àqueles que se tornaram exercíveis em 22 de dezembro de 2010.
Com isso, as opções de compra de ações, cujo prazo final era previsto inicialmente para 22 de dezembro de 2012, passam a ser exercíveis até 22 de dezembro de 2013.
 
BB fará AGE para capitalizar o banco em R$ 15,3 bi
Estadão 19.11.2012 - A administração do Banco do Brasil convocou para 18 de dezembro uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas votem a proposta da diretoria pra capitalizar o banco em R$ 15,277 bilhões, utilizando a reserva de margem operacional. O objetivo é dar maior sustentabilidade aos negócios do banco, atender as regras de Basileia quanto às exigências de capital e limites operacionais e observar os limites fixados pelo Estatuto Social.
Segundo a administração do banco, considerando a capitalização, o capital social seria elevado para R$ 48,4 bilhões, próximo ao valor do capital autorizado de R$ 50 bilhões, sendo sugerido então o aumento deste último para R$ 80 bilhões.
 
Por que a Vicunha está na CSN e na Vale
Exame 19.11.2012 - O que há por trás do interesse do grupo Vicunha, o maior do país na área têxtil, nas privatizações? Surpreende ver o empresário Benjamin Steinbruch, acionista e um dos herdeiros do grupo, liderando com tanta avidez a disputa por negócios como a Vale do Rio Doce e a CSN?
Experimente olhar para o foco original dos negócios da Vicunha e você encontrará boa parte das respostas a essas perguntas. Criado há cerca de 30 anos, o grupo tornou-se o número 1 do setor têxtil brasileiro. Protegido por um mercado trancafiado e imune à concorrência internacional, chegou a ter quase 30 empresas que fabricavam de fios a tecidos e roupas. No final da década de 80, algumas de suas unidades apresentavam uma rentabilidade próxima dos 40%. O problema (seria mesmo um problema?) é que os tempos mudaram. A Vicunha continua a ser uma potência. Faturou 1,6 bilhão de dólares no ano passado. Mas e os resultados? Em 1996, pela primeira vez na história do grupo, não se ganhou dinheiro.
Empresas controladas como a Fibrasil, a Finobrasa e a Lee Nordeste fecharam no prejuízo. Três unidades - entre elas a Vicunha, de São Paulo - foram desativadas. No ano passado, o endividamento do grupo cresceu cerca de 15%. Por que investir na Vale e na CSN? "Aprendemos que é prudente não colocar todos os ovos na mesma cesta", diz Ricardo Steinbruch, 38 anos, irmão de Benjamin e presidente da área têxtil da Vicunha. "Ainda mais quando a cesta é um setor fragilizado como o têxtil. Estamos felizes com a diversificação." Tudo começou em 1993, com a privatização da CSN. À época, o grupo comprou 9,3% da siderúrgica. A CSN era, então, um ralo de dinheiro. Pouco antes da privatização, perdia 1 milhão de dólares por dia. No ano passado, nas mãos da iniciativa privada, a empresa lucrou 192,6 milhões de dólares.
Até o início desta década, os Rabinovich e os Steinbruch nunca haviam desviado seus investimentos da indústria têxtil. Aos 43 anos, Benjamin, primogênito do co-fundador Mendel Steinbruch, não pode ser considerado um especialista em mineração ou em siderurgia. Mas, com seus sócios, viu nesses dois negócios uma oportunidade para escapar do cerco sofrido pela indústria têxtil brasileira. Desde a abertura, o setor vem sendo impiedosamente atacado pela concorrência internacional, principalmente pelos asiáticos. Analise:
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Abit, nos últimos seis anos mais de 1 200 empresas desapareceram.
De 1992 a 1996, as exportações de produtos têxteis caíram 13,3% enquanto as importações cresceram 329%.
Desde a abertura, a produção nacional de tecidos caiu 12,7%.
Nos últimos anos, alguns dos maiores negócios do grupo Vicunha passaram a ser diretamente atacados pelos asiáticos. A Tecelagem Elizabeth, sediada em Americana, no interior de São Paulo, é um exemplo. Em 1989, a Elizabeth foi a melhor empresa do ano de MELHORES E MAIORES, de EXAME. Sua rentabilidade naquele ano chegou a quase 40% sobre o faturamento. O lucro bateu nos 60 milhões de dólares. À época, a produção anual de tecidos era de 2,8 milhões de metros. De lá para cá, caiu pela metade. Motivo: a Vicunha não vem conseguindo disputar o mercado de tecidos sintéticos com os asiáticos. Os preços chegam a ser 30% mais baixos. Muitos clientes passaram a fazer suas compras lá fora. A Vila Romana, maior confecção de roupas masculinas do país, já foi uma das maiores clientes do grupo. Hoje, compra apenas índigo da Vicunha. Mais de 80% de suas compras de tecidos são feitos no Mercosul, na Europa ou na Ásia. "Lá fora, conseguimos encontrar produtos de qualidade com preços mais baixos e prazos maiores de pagamento", diz Roberto Perez, presidente da Vila Romana.
Nos últimos anos, ninguém correu mais atrás de modernização do que os asiáticos. De acordo com a International Textile Manufactures Federation, entidade baseada na Suíça, a Ásia foi responsável por 55,1% das importações de teares de última geração entre 1990 e 1994. A maior parte deles foi parar na Coréia. São máquinas com índices altíssimos de produtividade. É necessário apenas um funcionário para monitorar 25 teares. "Será dificílimo daqui para a frente competir com os asiáticos nos tecidos sintéticos", diz o carioca Vicente Bastos Ribeiro, consultor da área têxtil.
No setor de confecções (onde a Vicunha ainda atua), a situação não é muito diferente. Dependente de mão-de-obra intensiva, a indústria de confecções é feita sob medida para países pobres. Na China, um dos grandes concorrentes mundiais nesse mercado, o salário médio de uma costureira gira em torno dos 30 dólares mensais. No Brasil, é pelo menos 10 vezes maior. "Hoje, países como a Alemanha fabricam o tecido, desenvolvem modelos e mandam os cortes para ser costurados no norte da África ou na Ásia", diz o consultor Bastos. "A importação de confecções é ainda pior que a de tecidos", diz Ricardo. "Sozinha, ela é capaz de quebrar todos os elos da cadeia. Muitos de nossos clientes foram para o beleléu após a abertura."
O setor têxtil e os negócios do grupo Vicunha nessa área estão com os dias contados? A melhor resposta talvez seja: depende. "A indústria têxtil brasileira terá de encontrar suas vocações para ser competitiva em nível internacional", diz Gilberto Dupas, do Instituto de Estudos Avançados da USP. É o que o grupo Vicunha vem tentando fazer. Há cerca de um ano, os Rabinovich e os Steinbruch iniciaram a maior reestruturação já enfrentada por suas empresas. Nos últimos meses, 6 000 dos 30 000 funcionários do grupo foram demitidos. Das quase 30 empresas em operação, restaram 11.
"Estamos consolidando nossas operações", diz Ricardo. A Tecelagem Elizabeth incorporou duas outras operações menores.
Aos poucos, as operações baseadas em São Paulo estão migrando para o Nordeste e o Centro-Oeste do país. Com o movimento, a Vicunha busca incentivos fiscais e mão-de-obra mais barata. Segundo dados da Abit, o salário médio de um tecelão no Nordeste é cerca de metade do pago em São Paulo. O grupo também está tentando sair da mira dos asiáticos mudando seu mix de produtos. Atualmente, seu melhor negócio é a Vicunha Nordeste, fabricante de índigo e brim com sede em Maracanaú, no Ceará. Em 1996, a empresa faturou 364 milhões de dólares e lucrou 15,3 milhões. Há alguns meses, entrou em operação a Elizabeth Nordeste, produtora de tecidos de algodão de alta qualidade, um mercado ainda pouco explorado pelos asiáticos. No ano passado, o grupo colocou cerca de 100 milhões de dólares em suas empresas do setor têxtil. Este ano, outros 80 milhões de dólares devem ser investidos. "Acreditamos na indústria têxtil, vamos continuar nela e estamos trabalhando para que esse negócio cresça", diz Ricardo
 
Brasfels antecipa entrega de plataforma e recebe bônus
Valor 20.11.2012 - A Keppel Fels Brasil, responsável pelo estaleiro BrasFels, de Angra dos Reis (RJ),  divulgou nota comunicando que entregou a plataforma do tipo FPSO Cidade de São Paulo 19 dias antes do previsto, o que lhe garantiu um bônus de US$ 2 milhões por entrega antecipada.
A plataforma chegou ao BrasFels no fim de 2011 e vai operar para a Petrobras e seus parceiros na região do pré-sal da Bacia de Santos. O trabalho da BrasFels no projeto da FPSO Cidade de São Paulo incluiu a fabricação de equipamentos para a plataforma, a montagem de uma área para armazenamento de equipamentos e materiais e a torre do “flare” (chama gigante formada pelo gás que sai do poço e é queimado na atmosfera), bem como a montagem e integração a bordo da embarcação.
Esse é o primeiro de dois FPSOs que a BrasFels está fazendo para Modec e Toyo Offshore Production Systems Pte, joint venture entre a Modec e a Toyo Engineering Corporation.
 
Agência rebaixa rating soberano da França
Estadão 19.11.2012 - Moody's cita a exposição do país às nações periféricas da zona do euro e a probabilidade de o crescimento econômico ser afetado negativamente por uma série de desafios estruturais
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating soberano da França de Aaa para Aa1, com perspectiva negativa, devido à exposição francesa aos países periféricos da zona do euro e à probabilidade de o crescimento econômico do país no longo prazo ser afetado negativamente por uma série de desafios estruturais.
Moody's afirmou que o crescimento da França enfrenta desafios estruturais como perda de competitividade e rigidez do mercado de trabalho do país. O cenário fiscal da França é incerto devido à deterioração das suas perspectivas econômicas, segundo a agência. A Moody''s também cita a diminuição na resiliência da França a choques na zona do euro como um dos fatores que provocarão riscos ao crescimento econômico.
A exposição da França aos países periféricos do euro por meio dos laços comerciais e de seu sistema bancário é "desproporcionalmente grande", afirma a Moody's. Suas obrigações no sentido de ajudar outros membros do euro também têm aumentado. O país não tem acesso a um banco central nacional para o financiamento de sua dívida no caso de um problema nos mercados, diferentemente de outros países fora da zona do euro que têm ratings semelhantes.
Ainda assim, a Moody's afirmou que o país continua extremamente bem avaliado pelo fato de ter uma grande e diversificada economia, assim como pelo seu forte comprometimento para realizar reformas estruturais e consolidação fiscal.
Em julho, a Moody's informou que iria avaliar o rating AAA da França para determinar o impacto dos elevados riscos de uma saída da Grécia da zona do euro, além da crescente possibilidade de um suporte coletivo para outros países do euro e a perspectiva de uma desaceleração econômica.
 
Setor plástico tem queda
Valor 20.11.2012 - A produção do setor plástico acumulou leve queda de 1,3% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Apenas em setembro, a baixa foi de 6% sobre agosto. Todos os segmentos apresentaram desempenho de produção inferior, sobretudo o de embalagens, que recuou 8,3% no mês. Em nota, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, disse que os números indicam a perda de competitividade do setor e que esse problema já se reflete no mercado de trabalho, com a criação de menos empregos em relação ao ano passado.
 
Inacabada, ciclovia da Faria Lima tem ponto de ônibus no caminho
Folha 20.11.2012 - Tem um ponto de ônibus no meio do caminho dos ciclistas que circulam na ciclovia da Faria Lima, que vai da av. Cidade Jardim ao parque Villa-Lobos e percorre cerca de 7 quilômetros na zona oeste paulistana.
O obstáculo está na altura do largo da Batata. Além disso, parte do trecho entre a av. Rebouças e a r. dos Pinheiros está ainda em construção.
"As pessoas têm que descer da bicicleta porque as rampinhas não estão prontas e você tem aquela calçada alta, ruim e com tábua, pedrinha, coisa [da obra] que estava sendo feita", disse a empresária Priscila Passos, 26.
Ciclistas reclamam ainda de sinais de abandono da obra na av. Pedroso de Morais, como tábuas e pregos soltos.
A Subprefeitura de Pinheiros informou que o trecho deve ser entregue em dezembro. "As pessoas andam porque dá para andar, mas ainda está em obras. Quem tiver algum problema, não usa, espera ficar pronto", disse sua assessoria.
Sobre os pontos de ônibus, a prefeitura disse que todos irão para o Terminal de Ônibus Intermodal de Pinheiros, que deve ser concluído também em dezembro.
 

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