terça-feira, 7 de agosto de 2012

Azul.CA.07.08

Daily News


Anatel diz haver “indícios” de desligamentos “acima da meta” na TIM
Valor 07.08.2012 - O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, afirmou nesta terça-feira, em audiência na Câmara, que a fiscalização identificou “indícios” de quedas nas ligações da operadora “acima da meta” da agência em todo o país. Ele disse que ainda não existe uma conclusão da Anatel sobre o tema e que ainda estão sob investigação os motivos dos desligamentos e também se houve um maior número de quedas nas chamadas do plano Infinity, no qual o cliente paga por ligação efetuada.
“No relatório, diz que tem indício disso”, declarou o superintendente, em referência ao número de desligamentos acima de meta da Anatel. “Nós não temos posição de conduta se aconteceu determinada coisa sobre Infinity e Liberty [plano pós-pago]. Vamos analisar a defesa da empresa e temos que ver se de fato aconteceu”, disse.
Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba propôs ação coletiva de consumo contra a TIM. Os promotores Maximiliano Ribeiro Deliberador e Michele Rocio Maia Zardo fizeram requerimento para que a Justiça determine à operadora o cumprimento de metas de qualidade da Anatel e proíba a venda de novos contratos no Paraná até que as normas sejam respeitadas - sob pena de multa diária “não inferior” a R$ 500 mil. Outro pedido dos promotores é para que a TIM seja condenada a indenizar os consumidores do plano Infinity pelos prejuízos que teriam sofrido desde 2009, com a devolução em dobro dos valores cobrados indevidamente.
Na ação, os promotores citam, com base em dados que receberam da Anatel, que em um único dia (8 de março de 2012), 8,17 milhões de usuários foram afetados no país por desligamentos na rede da empresa, e que esses clientes teriam desembolsado R$ 4,3 milhões naquele dia por serviços não prestados. A ação é resultado de inquérito aberto em maio.
Procurada, a TIM respondeu, por meio da assessoria, que ainda não recebeu qualquer notificação sobre a ação. A empresa afirmou também que, com o Plano de Ações de Melhoria da Prestação de Serviço Móvel, apresentado à Anatel, pretende “contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de atender à crescente demanda dos consumidores brasileiros”.
A empresa acrescentou que o “Paraná está contemplado neste plano e conta com investimentos de R$ 95 milhões em 2012, direcionados para ampliação e modernização da rede na região”.


Petrobras diz que trabalha para retomada do etanol no país
Reuters 07.08.2012 - A Petrobras trabalha para que o etanol volte a ser competitivo no país, disse a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a jornalistas em São Paulo.
Ela acrescentou que cabe às indústrias discutirem com o governo uma base econômica que possa viabilizar a produção do biocombustível.


Presidente da Petrobras descarta novo aumento de capital
Reuters 07.08.2012 - A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, descartou a possibilidade de promover um novo aumento de capital na companhia, via emissão de ações, com o objetivo de capitalizar a petroleira.


Fleury está mais atraente após queda na bolsa, diz banco
Exame 07.08.2012 - HSBC sobe a recomendação para os papéis com a queda de 17% em julho. Preço-alvo por ação do Fleury em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%.
Após uma queda de 17% na Bovespa no mês passado, as ações do Fleury (FLRY3) começam a ter uma avaliação menos pessimista por parte do HSBC. Os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini elevaram a recomendação às ações de alocação abaixo da média de mercado (underweight) para neutra. O preço-alvo por ação em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%.
No entanto, a avaliação do banco é bastante cautelosa com o curto prazo do Fleury. O segundo semestre traz um tom negativo, com uma
combinação desafiadora de desaceleração no crescimento, pressões de custos e estimativas do consenso ainda elevadas, segundo projetam os analistas.
“A expansão orgânica de unidades de atendimento do Fleury está pressionando a produtividade de exames por metro quadrado e prejudicando as margens.da empresa”, explicam Campos e Moscardini.
Eles explicam que a falta de poder de colocação de preços das prestadoras, como o Fleury, em relação às pagadoras (empresas de seguro de saúde, principais clientes das prestadoras) está se tornando mais evidente, conforme o mix de produtos relacionado a aquisições diminui com o tempo. “A desaceleração da atividade econômica, combinada com a alta inflação de mão de obra e aluguel contribui para um segundo semestre ainda desafiador”, adverte o relatório.
Desempenho recente: Em 2012, as ações do Fleury registram valorização de 5,3%, perdendo para empresas pares como Amil (AMIL3), com alta de 22%, e Odontoprev (ODPV3), com valorização de 18%. Os papéis da Dasa (DASA3) amargam queda de 27% no período.
O Fleury apresentou lucro líquido de 32 milhões de reais entre abril e junho, queda de 3,1% ante o mesmo período de 2011. "Nós temos acelerado a maturação da expansão de 2011 e que foi concluída no final do ano. Também temos feito investimentos em equipamentos de imagem, o que melhora nossa receita", disse recentemente à Reuters o presidente da companhia, Omar Hauache.


Energias BR emitirá R$ 450 milhões em debêntures
Exame 07.08.2012 - Recursos serão investidos em ativos de geração de energia. As ligações clandestinas de TV a cabo estão com os dias contados na Rocinha.
O Conselho de Administração da Energias Brasil (ENBR3) aprovou a primeira emissão de debêntures simples da companhia, mostra comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No total, serão 450 milhões de reais, divididos em 45 mil papéis. Dessa forma, cada debênture terá valor nominal unitário de 10 mil reais. O vencimento será de 18 meses.
Com os recursos, a empresa pretende realizar investimentos diretos e indiretos em ativos de geração de energia.


José Carlos Dias vai defender Katia Rabello no julgamento do mensalão
Valor 07.08.2012 - O Banco Rural informou que a defesa de Katia Rabello, ex-presidente da instituição, será feita nesta terça-feira no julgamento do mensalão por José Carlos Dias. Ex-ministro da Justiça durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2000, Dias é considerado um dos melhores criminalistas do país. Foi ele quem ensinou a prática da advocacia criminal para José Luis de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu.
A defesa de Katia deve ser a quinta e última de hoje, o quarto dia do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Cada advogado terá uma hora para apresentar as suas argumentações aos ministros.
Segundo o Ministério Público Federal, as agências do publicitário Marcos Valério depositaram valores em contas no Rural e autorizaram saques por assessores e familiares de políticos, o que configuraria a organização de uma quadrilha.
Em memorial, Dias e o advogado Theodomiro Dias Neto disseram aos ministros que não há prova que demonstre que Katia e os demais gestores do Rural se organizaram com outros denunciados para praticar crimes.
Os advogados também lamentaram o impacto do processo do mensalão no banco. “Desde 2004, o Banco Rural atravessa o período mais difícil de sua história”, afirmaram. “Poucas instituições financeiras teriam resistido a tamanha exposição com fiscalizações do Banco Central e da Polícia Federal, saques diários, notícias na mídia, buscas e apreensões, quebras de sigilo, processos criminais.”
De acordo com o memorial, dessde 2004, o Rural reviu processos decisórios, aprimorou controles, contratou consultores, fechou 100 agências e demitiu 1600 funcionários. “Reduziu o tamanho, mas honrou compromissos, não trouxe prejuízos à União, clientes e aplicadores. Tal fato revela competência e seriedade de seus profissionais. As acusações não possuem fundamento.”


Ações do Cruzeiro do Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor 07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$ 1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos 58.015 pontos.
Conforme matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha, o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no banco.
O Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial Temporária (Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. A liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição.
O administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada. “Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao mercado nos termos da legislação de regência.”
No assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.


Ações do Cruzeiro do Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor 07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$ 1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos 58.015 pontos.
Conforme matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha, o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no banco.
O Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial Temporária (Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. A liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição.
O administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada. “Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao mercado nos termos da legislação de regência.”
No assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.


Aneel nega pedido da Bertin para mudar térmicas em atraso
Valor 07.08.2012 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou há pouco o pedido do grupo Bertin para mudar as características de seis usinas termelétricas outorgadas em 2008 que estão com a execução do projeto em atraso.  A previsão de entrega dos empreendimentos é janeiro de 2013, mas as usinas correm o risco de não saírem do papel.
As usinas envolvidas no processo são: MC2 Santo Antônio de Jesus, MC2 Governador Mangabeira, MC2 Nossa Senhora do Socorro, MC2 Sapeaçu, MC2 Camaçari II e MC2 Camaçari III.
A Bertin apresentou o pedido de mudanças das características técnicas das usinas com o objetivo de aproveitar as obras em execução de outras seis termelétricas na Bahia, que possuem o mesmo projeto de usina. No entanto, essas térmicas tinham a previsão de iniciar a operação em janeiro de 2011 e com preço da energia menor.
“Enquanto não houver clareza e compromissos para implementação de, pelo menos, seis usinas aos preços do leilão A-3, os pleitos serão indeferidos”, disse o relator do processo, o diretor André Pepitone. Ao todo, os dois parques de usinas formados por seis térmicas totalizam, individualmente, a potência de 1.056 megawatts (MW).
A mudança das características técnicas foi a condição colocada pela Bertin para se comprometer a construir o parque de usinas termelétricas na Bahia, previsto no plano de reestruturação apresentado recentemente.


Greve da PF prejudica emissão de passaportes, diz sindicato
Folha 07.08.2012 - A greve nacional de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, iniciada nesta terça-feira, vai prejudicar a emissão de passaportes. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), apenas passaportes de urgência serão emitidos.
Policiais federais entram em greve em todo o país e planejam atos
A entidade ainda não emitiu balanço sobre os serviços que estão em greve em todo o país, mas promete divulgar até o fim da tarde.
Os policiais não definiram o que são os casos urgentes --isso ficou a cargo de cada sindicato nos Estados. "Se alguém precisar viajar por conta de um problema familiar ou se já comprou passagem e percebeu que está com passaporte vencido, obviamente ele será feito. Gostaríamos que as pessoas entendessem, pois estamos negociando [reajuste] há dois anos. Se houver algum gesto do governo, vamos suspender e retomar a negociação", disse o presidente da Fenapef, Marcos Wink.
Os serviços das delegacias especializadas de registro de estrangeiros passarão a funcionar em escala mínima até a próxima sexta-feira (10), quando haverá uma assembleia para decidir se a greve continua ou não.
A Fenapef argumenta que os profissionais estão sem aumento desde 2005 e que o salário inicial, de R$ 7.200, está defasado. Os profissionais reivindicam um aumento, em cinco anos, chegando até R$ 13 mil, equiparando com outras carreiras, como de auditores da Receita ou agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
"Os passaportes têm que ser conferidos pelos papiloscopistas, por isso os passaportes já estão sofrendo nessa situação", diz Jones Leal, presidente no sindicato no Distrito Federal.
Os policiais também dizem que falta efetivo para o controle de fronteiras ou nos aeroportos, onde a PF monitora a entrada de estrangeiros e passagem de drogas, armas ou outros materiais ilícitos. Por isso, os policiais iniciaram uma operação-padrão, ou seja, passaram a fazer as checagens de forma mais completa e demorada, ocasionando filas.


Brasil pode anunciar em breve fábrica para energia solar
Folha 07.08.2012 - O anúncio de uma fábrica no Brasil de purificação de silício, usado na fabricação de placas de energia solar fotovoltaica, pode ocorrer ainda neste ano, afirmou o chefe do departamento de Fontes Alternativas de Energia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Antonio Tovar, a jornalistas nesta terça-feira (7).
Para o representante do BNDES, o banco está disposto a financiar toda a cadeia de energia solar no Brasil, que pode atrair grande volume de investimentos.
"Uma planta de purificação de silício é um investimento de mais de US$ 1 bilhão", disse Tovar.
Atualmente, o BNDES já apoia projeto de pesquisa, com recursos de um fundo tecnológico, de transformação do silício do grau metalúrgico para o grau solar.
"Caminha-se para um anúncio, por exemplo, ainda neste ano, de uma fábrica de purificação de silício, integrada, no Brasil. Desde a purificação de silício até a fabricação de painéis", disse Tovar.
Segundo ele, vários empreendedores nos últimos dois anos vêm estruturando planos de negócios e conversando com distribuidoras e potenciais fornecedores de quartzo.
O executivo disse que há grupos interessados em montar uma unidade de purificação de silício e em projetos integrados --que incluem a purificação de silício e a fabricação de painéis-- ou apenas na fabricação das placas solares. Para Tovar, a regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre implantação de microgeração de energia, que viabiliza a instalação de sistemas de geração próprios pelos consumidores de energia, foi importante para decisões sobre instalação de unidades de purificação de silício no país.


Captação de fundos atinge R$ 72,6 bilhões em 2012, máxima histórica
Folha 07.08.2012 - A captação líquida dos fundos de investimento alcançaram R$ 72,6 bilhões no acumulado do ano até julho, maior resultado da série histórica da Anbima iniciada em 2002.
A captação é resultado de R$ 1,636 bilhão aplicados e R$ 1,563 bilhão resgatados em 2012, segundo boletim da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado nesta terça-feira (7).
Apesar do resultado favorável, em julho houve resgate líquido de R$ 4,7 bilhões --R$ 225,5 bilhões investidos e R$ 230,2 bilhões sacados no mês.
Por patrimônio líquido (total de dinheiro investido), os principais fundos de investimento são: Renda Fixa (31,8% do total), Multimercados (20,3%), Previdência (12,3%), Referenciado DI (12,1%), Ações (9,0%), Estruturados (7,4%), Curto Prazo (4,2%) e Outros (2,9%).
Maiores rentabilidades: O bom desempenho da Bovespa em julho --alta de 3,21% no Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira--, refletiu positivamente na rentabilidade dos principais fundos de investimento.
No mês, o fundo de Ações Small Caps registrou a maior alta: 3,80%. Nas categorias Renda Fixa e Multimercados, os fundos Renda Fixa Índices e Multimercados Macro se destacaram, ganhando 2,45% e 2,28%, respectivamente.
Renda Fixa Índices e Multimercados Macro continuam no topo do ranking de maiores retornos da indústria de fundos nos últimos 12 meses --superados apenas pelo fundo Cambial, cujo retorno foi de 32,73% no período.


TIM derruba sinal de propósito, diz Anatel
Folha 07.08.2012 - Ligações de clientes que têm plano cobrado por chamada (e não por tempo) caem 4 vezes mais que as outras, diz agência
Relatório foi feito a pedido do Ministério Público, entre março e maio; operadora diz que problemas são pontuais. Relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acusa a TIM de interromper de propósito chamadas feitas no plano Infinity, no qual o usuário é cobrado por ligação, e não por tempo.
A agência monitorou todas as ligações no período, em todo o Brasil, e comparou as quedas das ligações de usuários Infinity e "não Infinity".
A conclusão foi que a TIM "continua 'derrubando' de forma proposital as chamadas de usuários do plano Infinity". O documento apontou índice de queda de ligações quatro vezes superior ao dos demais usuários no plano Infinity -que entrou em vigor em março de 2009 e atraiu milhares de clientes.
O relatório, feito entre março e maio, foi entregue ao Ministério Público do Paraná.
"Sob os pontos de vista técnico e lógico, não existe explicação para a assimetria da taxa de crescimento de desligamentos [quedas de ligações] entre duas modalidades de planos", diz o relatório.
O documento ainda faz um cálculo de quanto os usuários gastaram com as quedas de ligações em um dia: no dia 8 de março deste ano, afirma o relatório, a operadora "derrubou" 8,1 milhões de ligações, o que gerou faturamento extra de R$ 4,3 milhões.
Durante as investigações, a TIM relatou ao Ministério Público que a instabilidade de sinal era "pontual" e "momentânea" (leia texto nesta página).
A operadora citou dados fornecidos à Anatel para mostrar que houve redução, e não aumento, das quedas de chamadas -as informações, no entanto, foram contestadas no relatório da agência.
A Anatel afirma que a TIM adulterou a base de cálculos e excluiu do universo de ligações milhares de usuários com problemas, para informar à agência reguladora que seus indicadores estavam dentro do exigido.
A agência afirma, por exemplo, que a operadora considerou completadas ligações que não conseguiram linha e cujos usuários, depois, receberam mensagem de texto informando que o celular discado já estava disponível.
Nova proibição: Com base nos dados, o Ministério Público do Paraná pede a proibição de vendas de novos chips pela TIM no Estado, o ressarcimento de consumidores do plano Infinity no Paraná por gastos indevidos e o pagamento, pela empresa, de indenização por dano moral coletivo.
A TIM já havia sido suspensa no Estado no final de julho, quando a Anatel proibiu as vendas de novos planos das operadoras com maior índice de reclamação em cada Estado. Além do Paraná, onde o índice era de 26,1 reclamações a cada 100 mil clientes, a operadora obteve o pior resultado em 18 unidades federativas.


'Efeito BTG' atrai bancos médios
Valor 07.08.2012 - A trajetória declinante das taxas de juros e as perspectivas para a economia brasileira têm levado instituições financeiras de médio porte a se aventurar como bancos de investimento.
Cada um à sua maneira, os bancos Pine, Modal, Fator, Indusval, ABC e BVA montaram equipes para assessorar processos de fusões e aquisições, coordenar emissões de títulos de renda fixa e estruturar financiamentos de projetos. Alguns planejam atuar até mesmo no seleto mercado das ofertas de ações.
Em comum, todos ambicionam se tornar o próximo BTG Pactual, o banco controlado por André Esteves que figura nas primeiras colocações de todos os rankings do setor e captou R$ 3,6 bilhões em sua oferta inicial de ações, em abril.
A tarefa não é nada fácil. Os serviços de bancos de investimento são baseados em relacionamento e contratação de talentos. Grandes bancos também têm a favor sua marca e a possibilidade de financiar as operações que os seus clientes levam a mercado. Não por acaso, dominam o setor, além do próprio BTG, os "bancões" Itaú BBA e Bradesco BBI e casas globais como Credit Suisse e Goldman Sachs.
Mas a avaliação dos bancos médios é que existe, sim, um espaço a ser explorado. A leitura deles é que vão se intensificar, nos próximos anos, as fusões e aquisições e as emissões de títulos de renda fixa e variável envolvendo empresas médias, com faturamento de até R$ 2 bilhões. Os grandes bancos de investimentos não costumam canalizar seus maiores esforços para esse segmento.
A instituições do chamado "middle market" já concedem crédito a essas empresas. A aposta é que podem se beneficiar desse relacionamento para oferecer novos serviços, cobrando comissões interessantes para eles, mas que não atrairiam um grande banco.
"O efeito BTG obviamente existe, mas o Brasil vive um processo de ascensão de empresas médias que é uma oportunidade", diz Eduardo Centola, que assumiu em abril o comando da área de banco de investimentos do Modal.
"Esse mercado está subaproveitado pelos bancos grandes. Faltam braços e falta interesse", avalia Paulo Saba, diretor de banco de investimentos do Pine. Na semana passada, a instituição coordenou sua primeira operação de "project finance" - um financiamento de R$ 52 milhões, com prazo de dez anos, para a Amyris Brasil, do setor de produtos químicos e combustíveis.
Há outro fator em jogo. Os serviços de assessoria financeira atraem as instituições médias porque representam uma fonte de receitas sem, necessariamente, requerer o uso de capital. Num momento em que os bancos têm de elevar suas reservas de capital para cumprir as exigências de Basileia 3, atuar em negócios que não comprometam o balanço tende a ser interessante.
Ao mesmo tempo, os custos de captação para os bancos estão em alta - especialmente depois dos problemas no Cruzeiro do Sul -, enquanto as margens andam espremidas.
"Os spreads para operações de crédito já não são mais os mesmos e a inadimplência não tem caído de forma proporcional. Os bancos estão migrando para negócios com melhor margem", afirma Cristiano Ayres, sócio do Modal.
Os projetos de cada banco guardam diferenças importantes. Algumas instituições apostam na contratação de nomes com experiência em outros bancos de investimento para dar peso à nova área. É o caso do próprio Modal, que trouxe Centola, egresso do UBS. O Pine chamou Saba, vindo do Banco Espírito Santo, e dois ex-diretores da BM&FBovespa.
No Fator, Venilton Tadini subiu da diretoria de banco de investimentos para a presidência da instituição e passou a dar mais peso à área de originação para tirar os resultados do vermelho. No Indusval, o redirecionamento começou com a chegada do fundo Warburg Pincus e de Jair Ribeiro, fundador do banco Patrimônio nos anos 1980.
O BVA aposta em sua própria força de vendas para captar negócios. O banco treinou sua equipe de gerentes para oferecer operações estruturadas às empresas. "Temos 5 mil clientes, 120 deles com potencial para usar esses serviços", diz Ivo Lodo, sócio da instituição. Segundo ele, o BVA está com seis mandatos de compra e venda de empresas em andamento. São companhias com receita de R$ 60 milhões a R$ 400 milhões.
Esse é o perfil típico das empresas em fase de consolidação no Brasil, afirma Alexandre Pierantoni, sócio da consultoria PwC. Embora tenham menos visibilidade que os grandes negócios, as operações típicas de fusões e aquisições no país giram entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões. "Isso acontece há alguns anos. Mas, agora, tem provocado maior concorrência entre os bancos", diz.
Porém, nem todas as instituições médias veem atratividade na criação de um banco de investimento. "Não vamos partir para esse tipo de serviço. É um negócio para grande nomes, com tradição na área", diz Morris Dayan, diretor-executivo do Daycoval.


Bancos médios miram fusões e renda fixa
Valor 07.08.2012 - Ribeiro, sócio do Indusval, diz que foco é em renda fixa: "O conhecimento que temos do mercado de crédito ajuda muito".
Processos de fusões e aquisições e emissões de títulos de renda fixa são os segmentos que mais atraem as instituições de médio porte que querem atuar como bancos de investimentos. A avaliação é que, para um número crescente de empresas, as operações no mercado de capitais poderão substituir uma tomada de crédito pura.
"Com a queda da Selic, o mercado de renda fixa passa a se valorizar", diz Jair Ribeiro, sócio do Indusval. "Nosso foco é o mercado de títulos corporativos de renda fixa. O conhecimento que temos do mercado de crédito ajuda muito." Por enquanto, o banco não se anima a entrar no segmento de renda variável - que, na avaliação de Ribeiro, é um negócio "muito mais global".
Segundo Ivo Lodo, sócio do BVA, falta ao banco "placa" - ou seja, nome - para fazer emissões de ações. "Isso é para os grandes. Mas podemos fazer fusões e aquisições e operações estruturadas", avalia.
No Banco Pine, a aposta é que há espaço para atuar em ofertas de ações no mercado de acesso, isso quando ele deslanchar. O Bovespa Mais, segmento da bolsa voltado a empresas médias, atraiu apenas três empresas desde que foi criado, há sete anos: Nutriplant, Desenvix e Senior Solution. "Falta cultura, mas em algum momento vai acontecer", afirma o diretor de banco de investimentos do Pine, Paulo Saba.
Na avaliação de Eduardo Centola, sócio do Modal e responsável pela área de banco de investimentos, o mercado está em transformação. No lugar das grandes ofertas de ações que marcaram os últimos anos, a tendência é de operações menores. "As ofertas dependiam de grande capacidade de distribuição lá fora. Não vai mais ser sempre assim", observa.
De acordo com ele, o Modal tem como foco empresas familiares e companhias sem controle definido, além de processos de fusões e aquisições envolvendo private equity. O banco também tem interesse em atuar na elaboração de pareceres independentes para balizar a análise de processos de consolidação que terão de ser submetidos ao Comitê de Aquisições e Fusões (CAF).
Procurado pelo Valor para falar de sua estratégia para a área de banco de investimentos, o ABC não deu entrevista até o fechamento desta edição. No ano passado, a instituição teve receita de R$ 14,5 milhões nesse segmento.


Batavo e Castrolanda investem em leite no interior paulista
Valor 07.08.2012 - As cooperativas paranaenses Batavo e Castrolanda vão investir R$ 80 milhões em uma unidade de processamento de leite em Itapetininga, no interior de São Paulo. Trata-se de mais passo no projeto de operação conjunta que teve início no ano passado em laticínios, avançou para o segmento de suínos e pode ter ramificações em outras áreas, como sucos. A planta industrial paulista será erguida em três fases e deverá entrar em operação em outubro do ano que vem.
No começo, a unidade vai beneficiar 600 mil litros de leite por dia, depois 1 milhão de litros e, na sequência, 2 milhões. A unidade terá 20 mil metros quadrados de área construída e ficará em um terreno de 26 alqueires adquirido recentemente naquele município. "Vamos aumentar nossa oferta de produtos e serviços e contamos com a possibilidade de ampliar a bacia leiteira na região", afirma Edmilton Lemos, superintendente de operações lácteas das duas cooperativas. Deverão ser gerados 200 empregos diretos e 600 indiretos.
A fábrica paulista processará produtos das cooperativas e também de terceiros, como já acontece nas unidades do Paraná, onde são atendidas empresas como Danone, Nestlé e Itambé. E há mais planos em curso para justificar o aporte. "Temos a ideia de entrar na área de refrigerados e queremos estar mais perto do consumidor", afirma Lemos. A Castrolanda terá 60% da unidade e a Batavo, 40%.
Hoje as cooperativas também vão apresentar ao mercado uma nova marca para o segmento lácteo, a Colônia Holandesa, em referência à origem dos fundadores. Atualmente elas têm, juntas, capacidade para processar 2 milhões de litros de leite por dia. Com a parceria, novos investimentos e produtos, a intenção é ganhar corpo para enfrentar fusões e aquisições no mercado de laticínios e fortalecer o cooperativismo, segundo Lemos.
A marca Colônia Holandesa já começou a ser usada em leite em embalagens longa vida e condensado. Hoje as duas plantas de leite das cooperativas estão localizadas em Ponta Grossa e Castro. Em março, a Castrolanda, a Batavo e outra cooperativa, a Capal, fizeram parceria para atuar na área de suínos, com a construção de um frigorífico orçado em R$ 100 milhões.
Esses grupos atuaram juntos no passado, com a marca Batavo, antes de decidirem vender o negócio nos anos 90 para a Parmalat. Na sequência, o controle foi para a Perdigão e para a BRF - Brasil Foods.
A Castrolanda, que também atua na industrialização de batata e com ovinos, com marca própria e de terceiros, deve ficar com a gestão do frigorífico. Ela faturou R$ 1,3 bilhão em 2011. As receitas da Batavo somaram R$ 873 milhões e, as da Capal, R$ 459 milhões. Em 2011, a Batavo investiu R$ 60 milhões em uma fábrica de leite e criou a marca Frísia para voltar ao varejo. É essa unidade que fica em Ponta Grossa. A fábrica de Itapetininga fica a 300 quilômetros da sede da Castrolanda, em Castro (PR).


Argentina aumenta o controle sobre empresas estrangeiras
Valor 07.08.2012 - As empresas na Argentina que contaram com recursos dos antigos fundos de pensão estatizados em 2008 ganharam um novo motivo de preocupação na semana passada. Um decreto da presidente Cristina Kirchner normatizou a atuação dos diretores indicados pela Anses, a autarquia previdenciária que passou a centralizar as participações acionárias dos antigos fundos nas empresas privadas do país. Desde abril do ano passado, Cristina determinou que a Anses deveria ter assento nas diretorias que contam com esse tipo de capital, mas não havia um controle dessa atuação por parte da Casa Rosada.
Pelo decreto, o vice-ministro da Economia Axel Kicillof irá coordenar a ação de 50 diretores em 28 empresas, entre elas a Petrobras, o banco Patagonia, que é controlado pelo Banco do Brasil, e a Quickfood, empresa de processamento de carne recentemente assumida pela Brasil Foods após um acordo com a também brasileira Marfrig.
Na Petrobras, a participação da Anses é de 9,8%; segundo o último balanço da subsidiária enviado para o órgão regulador de mercado de capitais em Nova York. Na Quickfood, a participação da autarquia é de 5,3% e no banco Patagonia a Anses conta com 15,3%.
Os diretores designados pela Anses irão repassar informações mensalmente para Kicillof sobre as decisões das empresas. Um "sistema de informação para o monitoramento permanente das sociedades" será criado.
Kicillof receberá relatórios sobre balanços, informes de gestão, orçamentos e planos de investimentos. O decreto estabelece, contudo, que as informações terão caráter sigiloso.
Os representantes da Anses serão orientados a "resguardar o interesse público" durante as reuniões deliberativas. Será dada particular atenção aos acontecimentos dentro das organizações "suscetíveis de acarretar prejuízos para o patrimônio público, lesar o interesse do Estado ou que configurem transgressões em matéria tributária, aduaneira ou previsional".
Para que não reste dúvida sobre a quem se reportam os diretores, o decreto determina que os salários dos representantes da autarquia serão pagos pelas sociedades diretamente ao Ministério da Economia, que irá repassar o pagamento aos executivos.
Segundo um advogado ligado a investidores brasileiros, a nova orientação não deve afetar o cotidiano administrativo das empresas, mas o sistema de monitoramento implantado pode inibir investimentos novos. "O normal em uma pessoa jurídica é que os diretores tenham como diretriz máxima os interesses da empresa, porque sempre pode haver situações de conflito entre uma empresa privada e o governo", comentou, sob reserva.
O decreto marca ainda a ascensão como interlocutor com o setor privado de Axel Kicillof, um economista que se notabilizou por textos doutrinários em que tenta fundir o marxismo com a linha keynesiana. Kicillof estava à esquerda do governo de Cristina Kirchner até 2009, quando passou a ocupar um cargo de direção na Aerolineas Argentinas, que foi estatizada no ano anterior.
Em 2011, a designação de Kicillof como um dos representantes da Anses na diretoria da Siderar, uma subsidiária do grupo siderúrgico Techint, fez com que a empresa privada fosse a única da Argentina a reagir ao decreto de Cristina que abriu espaço para indicados do governo nas sociedades em que o poder público é acionista.
Neste ano, Kicillof chegou ao comando da secretaria de Política Economica e substituto eventual do ministro da Economia Hernán Lorenzino, a quem deve subordinação apenas do ponto de vista formal: seu vínculo direto é com a presidente. No mesmo dia em que Cristina centralizou as participações acionárias nas empresas, Kicillof recebeu mais um quinhão de poder: em outro decreto, a presidente atribuiu à sua secretaria a faculdade de regular o setor privado de óleo e gás.
Procuradas pelo Valor, a Petrobras, o banco Patagonia e a Quickfood não se manifestaram.


Ambev negocia nova fábrica de bebidas no Paraná
Estadão 07.08.2012 - Representantes da fabricante de bebidas Ambev estiveram reunidos, nesta segunda-feira, com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa, para negociar a instalação de uma nova fábrica de cerveja e refrigerantes no interior do Estado. As informações são de nota distribuída à imprensa pela Secretaria de Comunicação do governo paranaense.
"Estamos trabalhando forte para atrair novos investimentos produtivos para o Estado. As negociações com a Ambev estão avançando bem", disse o governador Beto Richa, no comunicado. No encontro, que teve a participação do presidente da Ambev, João Castro Neves, os executivos da área de Relações Corporativas da companhia, Milton Seligman e Marcus Galeb, os secretários da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, e o da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o Estado apresentou os mecanismos de incentivo do programa Paraná Competitivo aos diretores da Ambev.
"Novos encontros serão realizados nos próximos dias entre nossos técnicos e os representantes da empresa para discutir o apoio à implantação da nova unidade", afirmou o governador. No comunicado não há informações sobre o local da futura fábrica da Ambev, mas há a possibilidade de a unidade ser instalada em Ponta Grossa, conforme especulações de mercado. Procurada, a Ambev não se manifestou sobre o assunto.


Abilio levará US$ 10 mi por 2,4% da holding do Pão de Açúcar
Exame 07.08.2012 - Empresário brasileiro optou por vender fatia da Wilkes para sócio francês - que passa a deter 52,4% de participação na holding. Abilio Diniz: empresário encerra acordo com Casino por US$ 10,5 milhões.
Abilio Diniz tinha duas opções para passar o controle do grupo Pão de Açúcar ao Casino: a primeira era a de vender 2,4% de participação da Wilkes – holding que controla o grupo – e a segunda era a de entregar uma ação simbólica pelo valor de 1 real ao sócio francês. Nesta segunda-feira o empresário brasileiro anunciou que optou pela  primeira alternativa.
Segundo comunicado divulgado à imprensa, Abilio passará definitivamente o controle do Pão de Açúcar ao Casino por 10,5 milhões de dólares. Com a operação, o grupo francês elevará sua participação acionária na Wilkes para 52,4% e Abilio ficará com 47,6%.
Cabe ao Casino adquirir as ações. “Abilio tem o direito de vendê-las e o grupo francês tem a obrigação de comprá-las”, afirmou o comunicado. No mercado financeiro, esse mecanismo é chamado de put - uma operação de opções de ações em que uma parte tem a obrigação de comprar os papéis, caso o vendedor queira se desfazer deles.
A varejista francesa terá de efetuar o pagamento em dois dias, a partir da data de transferência das ações, marcada para acontecer no dia 22 de agosto.
Porta aberta: Se não optasse por vender a fatia de 2,4% neste ano, Abilio perderia o direito de exercer a venda de um segundo e maior lote de ações daqui a dois anos. Trata-se de um lote de 19,4 milhões de ações ordinárias, cujo direito de venda pode ser exercido por Abilio em até oito anos, a contar de junho de 2014.
Segundo fontes a par da negociação entre o Casino e o Pão de Açúcar, na prática, Abilio deixou a porta aberta para sair do grupo a partir de 2014, caso as conversas com o sócio francês não cheguem a uma solução que antecipe sua saída. A venda da fatia de 2,4% da Wilkes, anunciada hoje, não encerra as negociações. Abilio teria aceitado avaliar todas as possibilidades: deixar o grupo com dinheiro ou com ativos.


Venda de ativos eleva lucros de São Carlos e CCP
Valor 07.08.2012 - A venda de ativos teve forte impacto positivo nos resultados das empresas de renda que divulgaram ontem os resultados do segundo trimestre - São Carlos Empreendimentos e Participações e a Cyrela Commercial Properties (CCP). A São Carlos teve lucro líquido de R$ 137,6 milhões, seis vezes acima dos R$ 17,5 milhões do segundo trimestre do ano passado. A CCP elevou seu lucro em 96,7%, para R$ 76,1 milhões. A receita líquida da São Carlos saltou de R$ 52 milhões para R$ 345,5 milhões. No trimestre, a companhia vendeu cinco lojas de rua, no valor de R$ 57,7 milhões, e o centro administrativo Rio Negro por R$ 232,7 milhões. A CCP vendeu por R$ 199,07 milhões para a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) a participação que detinha no projeto de edifício de escritórios de alto padrão Torre Matarazzo, que está sendo desenvolvido na avenida Paulista, em São Paulo.
A receita de locação da São Carlos aumentou 23%. Em relatório, a São Carlos citou que continua com "grande potencial" de reajuste de contratos de locação. Há 19% dos contratos vencendo nos próximos 18 meses, nos quais a empresa estima potencial de reajuste de 31%.
No segundo trimestre, a CCP obteve incrementos de até 30% em renegociação de contratos de escritórios comerciais e elevou sua receita de locação do segmento em 19,3%. A CCP espera manter reajustes dos contratos antigos de aluguel em patamares acima da inflação. Isso será possível porque as revisionais que vencem, neste ano, se referem a reajustes de contratos fechados há três anos, quando os preços estavam muito abaixo dos atuais, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da CCP, Dani Ajbeszyc.
Nos novos contratos, os reajustes da CCP serão em linha com a inflação com o adicional de um prêmio de qualidade, de acordo com Ajbeszyc, pois os novos empreendimentos já chegam ao mercado com novo patamar de preços.
O segmento de centros logísticos é o que apresenta as maiores oportunidades de crescimento para a CCP, segundo o diretor-presidente da companhia, Roberto Perroni. No segundo trimestre, a CCP comprou mais um terreno em Cajamar (SP), para desenvolver galpões. "No segmento de escritórios comerciais, é mais difícil achar terrenos com preços atraentes para desenvolvermos projetos de qualidade", diz Perroni.
No fim do segundo trimestre, o portfólio de edifícios corporativos e centros logísticos da CCP não tinha vacância física. No segmento de shopping centers, a vacância física era de 3,1%. Em abril, foi lançado o Parque Shopping Belém e, em maio, o Shopping Estação BH.


Odebrecht e Accor firmam parceria para 3 novos hotéis em SP
Exame 07.08.2012 - A capital paulista receberá o principal projeto da parceria com a construção de um complexo hoteleiro na região da Barra Funda. O aumento da demanda, combinado à baixa oferta de novos empreendimentos em São Paulo, levou o braço imobiliário da Odebrecht a apostar na construção de três novos hotéis no estado, em parceria com a Accor, maior grupo hoteleiro do mundo, com Valor Geral de Vendas (VGV) total de 258 milhões de reais.
A capital paulista receberá o principal projeto da parceria com a construção de um complexo hoteleiro na região da Barra Funda, o primeiro no Brasil com a nova marca do grupo Accor, a ibis Styles (antiga All Seasons).
Com foco em hóspedes corporativos, o empreendimento tem VGV de 103 milhões de reais e contará com 308 quartos, com a conclusão prevista para novembro de 2015. Além do hotel, estão previstos no complexo uma torre de escritórios e outra residencial, além de um shopping center.
"Hotelaria é uma oportunidade em São Paulo... a demanda é muito forte e existe carência de novos quartos", disse o diretor regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paulo Melo.
As companhias anunciaram ainda dois novos empreendimentos em Santos, no litoral de São Paulo: Novotel Legend e ibis Valongo, com VGV de 85 milhões e 70 milhões de reais, respectivamente, e conclusão estimada para abril de 2015 e janeiro de 2016.
Os projetos, cujos recursos sairão do caixa da Odebrecht, serão vendidos a investidores. Para a construção, a companhia deve recorrer a uma linha de financiamento voltada ao mercado imobiliário, ainda em negociação.
"Existe uma carência de novos hotéis em São Paulo...ficamos muito tempo sem nada ser apresentado", afirmou o diretor de desenvolvimento da Accor para a América Latina, Abel Castro. "Existe uma oportunidade muito grande em São Paulo".
Segundo ele, seria necessária a inauguração de 18 novos hotéis a cada ano para acompanhar o atual ritmo de crescimento da demanda.
A parceria, por meio da qual a Odebrecht já possui três hotéis na Bahia, encerra um hiato de dez anos sem lançar empreendimentos hoteleiros na cidade de São Paulo.
Com portfólio de 15 hotéis no país, 9 deles já lançados com VGV total de 1,075 bilhão de reais, a Odebrecht Realizações Imobiliárias elegeu o modelo de "complexo multiuso" como estratégia para se diferenciar no segmento hoteleiro e driblar a escassez de terrenos bem localizados nas grandes cidades.
"Acreditamos no modelo de desenvolvimento imobiliário de cidade compacta, com lojas, escritórios e hotel no mesmo local", disse Melo. "Isso cria valor e conveniência". Embora com variações, os três novos empreendimentos anunciados nesta terça-feira integram este formato.
"Comprar terreno bem localizado em São Paulo apenas para construção de um hotel é uma equação difícil", acrescentou o executivo. "A ideia é equilibrar o mix do projeto com empreendimentos múltiplos".
Ainda segundo Melo, o braço imobiliário da Odebrecht deve anunciar outros dois empreendimentos hoteleiros na capital paulista até o final do ano.
Em 2011, a Odebrecht Realizações Imobiliárias apresentou lançamentos da ordem de 3 bilhões de reais e apurou faturamento de 1,5 bilhão de reais.


Prejuízo da Petrobras obriga governo a repensar as contas
Brasil Econômico 07.08.2012 - Tesouro Nacional vê ameaçada estratégia de usar os dividendos para alcançar a meta do superávit primário.
O Tesouro Nacional pode ser forçado a remanejar sua estratégia de recebimento de dividendos dos próximos dois meses dada a frustração de receita que terá com o prejuízo da Petrobras.
Na semana passada, a estatal anunciou resultado negativo de R$ 1,3 bilhão, o primeiro em mais de uma década.
Em um ano de declínio na arrecadação em razão do arrefecimento econômico, o governo conta ainda mais com os recursos pagos pela participação em suas empresas para chegar à meta de superávit primário (economiapara pagar juros da dívida pública).
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou ontem ao Brasil Econômico que não comenta a situação da Petrobras por se tratar de uma empresa com ações em Bolsa.
No entanto, já havia antecipado que, em 2012, poderia requerer mais dividendos, se necessário. Tanto que, no mais recente relatório de despesas e receitas, a previsão para esses recebimentos subiu em R$ 3 bilhões, para R$ 26,5 bilhões, o segundo maior volume na história.
A cada três meses a Petrobras paga à União percentual de juros sobre o capital próprio pelo resultado auferido no trimestre imediatamente anterior. Portanto, se há prejuízo, nada terá a desembolsar em relação ao balanço específico.
"Certamente haverá uma frustração em relação aos recursos da Petrobras nesses meses, com menos dividendos do que estava projetado", disse uma fonte da equipe econômica.
"Mas não quer dizer que nada será repassado". Segundo o técnico, existe a possibilidade de, mesmo com prejuízo apurado, a Petrobras ainda repassar ao Tesouro uma parcela remanescente do lucro obtido nos primeiros três meses deste ano.
No entanto, para o fechamento do ano, o governo vê a possibilidade de recuperação dos recursos. Principalmente porque a presidente da estatal declarou que as perspectivas para os próximos dois trimestres são favoráveisa o lucro.
"Se os resultados forem mais altos no segundo semestre, pode-se compensar a frustração de receitas de agora", disse a fonte.
Nos últimos anos, a petrolífera perdeu a primeira posição em remuneração à União - mantida até o início dos anos 2000 - para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em alguns anos, inclusive, cedeu o segundo lugar à Caixa Econômica Federal. A partir de 2005, as empresas do setor financeiro do governo passaram a ganhar força e a aumentar os repasses.
A posição dos bancos se consolidou em 2008 quando, para atenuar os efeitos de escamento do crédito pela crise financeira global, o governo deu impulso extra às instituições financeiras públicas.
Entre aquele ano e abril passado, o BNDES, por exemplo, pagou nada menos do que R$ 37,5 bilhões ao Tesouro Nacional.
No mesmo período, a Petrobras desembolsou R$ 14,7 bilhões, a Caixa, R$ 12,31 bilhões e Banco do Brasil, R$ 10,7 bilhões.
Mansueto de Almeida, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lembra que a atividade econômica arrefecida pode afetar outras estatais, principalmente as que não fazem parte do setor financeiro.
"Muitas empresas têm vindo com lucros bem menores no primeiro semestre". Até mesmo o BNDES, ressalta, pode reduzir seus lucros.


Allianz quer R$ 5,8 bi em receita no Brasil até 2015
Valor 07.08.2012 - Lange, novo presidente da Allianz: potencial de avanço com venda casada.
É com um toque argentino que a Allianz passará a comandar as operações no Brasil neste ano. Desde 2005 à frente da seguradora na Argentina, Edward Lange foi indicado para assumir o posto que o chileno Max Thiermann ocupou por nove anos. A meta do novo comando é ambiciosa. Lange promete quase dobrar a receita da seguradora no Brasil até 2015, para R$ 5,8 bilhões, disse o executivo ao Valor, em visita ao país. Em 2011, a Allianz Brasil faturou R$ 3,1 bilhões, avanço de 19,2% ante o ano anterior, incluindo a operação de seguro saúde.
Lange resume a estratégia para o salto com uma expressão comum entre os "hermanos", que pode soar estranha aos ouvidos brasileiros. Ele diz que a Alianz brasileira vai "cazar en el zoologico" para crescer. Na Argentina, a frase serve para dizer que algo pode ser mais fácil de fazer quando feito no lugar certo. No caso da Allianz, Lange acredita que a seguradora explora pouco a base de grandes clientes corporativos que conquistou, e que há oportunidades de "caçar" novos negócios entre eles. Em média, a seguradora tem hoje 1,1 apólice por cliente, proporção que considera baixa. "Por que olhar para fora se dentro da seguradora há tanto potencial?", diz.
Uma das possibilidades para aumentar esse número é vender pacotes de benefícios (que incluam seguro de vida e saúde, por exemplo), aos funcionários das grandes companhias que a seguradora tem no portfólio, ou que hoje compram apenas seguro de carros da Allianz. As apólices de automóvel são a principal carteira da Allianz brasileira, seguidas pelos segmentos de seguro de transportes e de riscos de engenharia (que cobrem prejuízos decorrentes de acidentes em canteiros de obra).
Para chegar nos R$ 5,8 bilhões, a Allianz precisa seguir crescendo acima do mercado segurador, que deve avançar 12% em 2012 segundo a Confederação Nacional de Seguros (CNSeg). A Allianz é a sexta maior seguradora do país em receita, com 4,10% do mercado, sem considerar produtos de previdência. Até maio de 2012, dado mais recente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a receita foi de R$ 1,2 bilhão, sem considerar o seguro saúde.
O crescimento planejado por Lange inclui também um componente estrutural. A Allianz deve comprar um novo prédio sede em São Paulo, mas ainda não encontrou um endereço. Hoje, a seguradora tem dois edifícios na capital paulista, que abrigam seus cerca de 1,3 mil funcionários. Há também um escritório no Rio, para a operação de resseguros do grupo, a AGCS.
Outra mudança importante da gestão Lange será implementar no Brasil, em 2013, uma plataforma tecnológica operacional desenvolvida pela seguradora na Espanha, que já é usada em Portugal e na Colômbia. A promessa é de ganho de eficiência na operação. "A Espanha tem um dos índices de gastos administrativos mais baixos do grupo", afirma.
A redução de despesas operacionais vem ganhando cada vez mais espaço nas seguradoras brasileiras, conforme os sucessivos cortes na taxa básica de juros diminuem o retorno de aplicações financeiras e forçam melhorias na operação. No caso da Allianz, o rendimento da carteira de aplicações, hoje perto de 13,5%, deve cair para perto de 12% ou 11%, diz Lange.
Formado em administração de empresas, Lange ingressou na filial argentina da Allianz em 1995. Desde então, passou pelas subsidiárias da seguradora no Chile, México e Estados Unidos. O chileno Max Thiermann, que comandava a seguradora, assume a presidência do conselho de administração, em substituição a Vicente Tardio.
"Acho que hoje o Brasil é o primeiro foco da Allianz. Depois vem as operações da Turquia e da Rússia", afirma.


Lucro da Brasilcap cresce 40% no semestre
Valor 07.08.2012 - A Brasilcap, empresa de títulos de capitalização controlada pelo Banco do Brasil, lucrou R$ 90 milhões no primeiro semestre, resultado 40% maior do que o registrado no mesmo período de 2011. O faturamento subiu 17% para R$ 1,8 bilhão. Em março, maio e junho, a empresa bateu recordes de faturamento.
Os números reforçam as pesquisas que apontam que, ao lado da poupança, os títulos de capitalização são as aplicações preferidas dos brasileiros. Esse tipo de afirmação costuma dar calafrios em gestores, que rejeitam o produto pelo baixo retorno que proporciona. Quem compra o título terá rendimento similar ao da poupança, por um determinado prazo, com a garantia de que terá o dinheiro investido (principal) de volta. Nesse período, ele concorre a prêmios em sorteios.
Após o prazo, não é raro que o cliente receba um valor nominal pequeno em relação ao inicial. Isso porque se pagar R$ 100 pelo título, não será esse valor integral que será capitalizado - a empresa desconta uma fração para cobrir seus custos e taxas para administrá-lo. Márcio Lobão, presidente da Brasilcap, diz em defesa dos títulos que eles são um instrumento de inserção no mercado e até de educação financeira. "Quem compra dispõe de valores pequenos com os quais seria impossível investir em fundos ou ações", diz.
Ele rejeita qualquer comparação com outras aplicações.
"Quem investe R$ 1 mil não quer rentabilidade agressiva. Quer a segurança de que não vai perder o dinheiro. O cliente troca a rentabilidade pela chance de ficar rico através de um sorteio", afirma Lobão. No primeiro semestre, a empresa teve 8.504 títulos contemplados. A base ativa é de 4,2 milhões de títulos, nas mãos de 2 milhões de clientes. Ano passado, a empresa recebeu apenas 15 reclamações, o que mostra o nível de satisfação com o produto, segundo Lobão.
A Brasilcap quer encerrar o ano com faturamento de R$ 3,7 bilhões - o que, na prática, significa mantê-lo em padrão semelhante ao do primeiro semestre.
A gestão de Lobão na empresa, líder do setor no país, é marcada pela diversificação de produtos. Entre os lançamentos, há títulos que buscam mais retorno investindo em ações de empresas pagadoras de dividendos e os que substituem o seguro-fiança - no caso do título, ao final do prazo de locação o dinheiro volta para o locatário.


Porto Seguro tem aumento de 38% no lucro do 2º trimestre
Brasil Econômico 07.08.2012 - A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE) atingiu 14,5% no segundo trimestre, contra 11,2% verificado no mesmo trimestre de 2011.
A Porto Seguro informou que o lucro sem os efeitos do intangível cresceu 38,5% entre o segundo trimestre deste ano e do ano passado, atingindo R$ 143,1 milhões, contra R$ 103,3 milhões.
Já a receita total da empresa registrou acréscimo de 13%, ao passar de R$ 2,4 bilhões nos meses de abril a junho do ano passado para R$ 2,7 bilhões em igual época deste ano.
"No segundo trimestre de 2012 crescemos 13% nas receitas totais, principalmente impusionados pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul (+16%), grande parte em função dos reajuste de preços necessários para contemplar o cenário atual", diz a empresa em comunicado.
A rentabilidade sobre o patrimônio (Roae) atingiu 14,5% no segundo trimestre, contra 11,2% verificado no mesmo trimestre de 2011.
O índice de sinistralidade total (percentual da receita da seguradora usado no pagamento de indenizações) subiu nos três últimos meses, passando de 59,2% no segundo trimestre de 2011 para 60,3% neste ano.


Lucro da BM&F Bovespa deve somar R$ 296 milhões no trimestre
Brasil Econômico 07.08.2012 - Ganho de eficiência operacional deve ser o ponto positivo no balanço a ser divulgado na terça-feira (7/8), após o fechamento do mercado, segundo HSBC.
A BM&FBovespa deve reportar um lucro líquido de R$ 296 milhões no segundo trimestre de 2012, de acordo com a projeção do analista Paulo Ribeiro, do HSBC.
Confirmado, o valor irá representar um crescimento de apenas 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, e de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Esse crescimento na margem deve refletir o sólido aumento na receita de derivativos, parcialmente compensado pela queda da receita financeira, e por um incremento modesto na receita de ações.
A alta anual, de acordo com Ribeiro, decorre da acentuada elevação na carga tributária, devido à decisão de não realizar o pagamento de juros sobre o capital próprio neste trimestre, o que possibilita a obtenção de benefício fiscal para a companhia.
O destaque positivo no balanço da Bolsa deve vir do ganho de eficiência operacional. O HSBC projeta alta de 3,7% nas despesas operacionais, na comparação com o primeiro trimestre, e de 3,4% em bases anuais, abaixo da inflação no período.
"Esperamos que a empresa continue a cumprir seu guidance de forte otimização de custos em 2012. Isso é ainda mais impressionante quando consideramos a extensão e a complexidade das iniciativas tecnológicas atualmente em curso", diz Ribeiro, em relatório.
A margem Ebitda da Bolsa deve ter encerrado o mês retrasado em 72,4%, ante 59,6% em igual período de 2011, e 64% em março último, refletindo o compromisso da administração de aprimorar a eficiência operacional.
Pelo lado negativo, aparece a receita financeira da companhia, que deve ter recuado 14,9% na margem, para R$ 55,8 milhões.
A queda na taxa de juros e a desvalorização do real, uma vez que os juros pagos sobre a dívida emitida em dólares ficaram ligeiramente mais caros em reais, foram apontados como razão para o desempenho da receita.
Em bases anuais, a receita financeira da BM&FBovespa deve ter caído 21,2%.


Marcopolo revisa estimativas, após alta de 19% na receita
Brasil Econômico 07.08.2012 - Marcopolo revisou as estimativas para este ano, prevendo produção de 32.500 ônibus. Apesar disso, lucro da empresa caiu 20,6%, pressionado por despesas financeiras líquidas de R$ 1,2 milhão.  A Marcopolo reportou receita líquida consolidada de R$ 918,6 milhões no segundo trimestre deste ano, registrando um crescimento de 19,3% na comparação com o mesmo período de 2011, quando a receita somou R$ 770,2 milhões. As receitas advindas do Brasil aumentaram apenas 1,3%, porém as de exportação e obtidas no exterior tiveram um crescimento bem mais expressivo, de 60,5%, somando R$ 375,5 milhões.
Segundo a companhia, essa elevação é "explicada pelo aumento de 9,7% no volume vendido, pelo faturamento de chassis no valor de R$ 44,7 milhões, pela consolidação da Volgren, na Austrália, no valor de R$ 88,5 milhões, e pela maior receita das exportações em função da variação cambial".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 5,1%, passando de R$ 97,3 milhões para R$ 92,3 milhões.
O resultado foi pressionado pela piora no resultado financeiro líquido, que foi negativo em R$ 1,2 milhão contra os R$ 24,6 milhões positivos registrados em 2011.
"Este resultado é em grande parte explicado pelo menor volume de aplicações financeiras, com rendimento mais baixo em função da queda da taxa de juros, e das perdas com os hedges cambiais sobre as exportações em função da desvalorização do real frente ao dólar norte americano", afirmou a Marcopolo.
O lucro líquido também registrou queda (-20,6%) na base de comparação anual, somando R$ 60,6 milhões, contra R$ 76,3 milhões um ano antes.
Produção: A produção consolidada da Marcopolo aumentou 8,1% no segundo trimestre, somando 7.976 unidades. No Brasil, a produção caiu 5,7%, para 4.484 unidades, enquanto no exterior ela aumentou 33,1%, para 3.492 unidades.
A participação de mercado da Marcopolo no Brasil foi de 45,6% no segundo trimestre. No segmento de ônibus rodoviários, a fatia foi maior, de 61,3%.
Revisão das estimativas: A Marcopolo revisou as estimativas para este ano, prevendo investimentos de R$ 220 milhões, receita líquida de R$ 3,8 bilhões e produção de 32.500 ônibus. Ao final do primeiro trimestre, a expectativa de receita era de R$ 3,6 bilhões.


House Shine
Folha 07.08.2012 - A rede portuguesa de limpeza House Shine, que acaba de entrar no Brasil, abrirá 60 franquias no país até o final deste ano. Para 2013, a meta da companhia são 300 novas unidades.

Grupo EBX tem novo diretor financeiro
Brasil Econômico 06.08.2012 - Otavio Lazcano assumirá o cargo de diretor financeiro da EBX Holding em substituição a Nicolau Chacur.
O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou nesta segunda-feira (6/8) que o diretor presidente da LLX, Otavio Lazcano, assumirá o cargo de diretor financeiro da EBX Holding, em substituição a Nicolau Chacur, acumulando as duas funções.  Lazcano atuou, de 2002 a 2009, como diretor financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Além disso, atuou na Aracruz, uma das maiores companhias de papel e celulose do mundo.
Nicolau Chacur deixa a EBX para novos desafios profissionais. "O Grupo EBX segue firme no seu plano de investimentos. Estamos capitalizados para fazer frente à execução dos projetos estruturantes desenvolvidos no Brasil, Chile e Colômbia", disse Eike Batista, presidente do Grupo EBX, em comunicado. "Desejo sucesso para Lazcano em seu novo desafio e agradeço a Chacur por todo empenho e profissionalismo junto ao nosso grupo", concluiu.


Analistas reduzem projeção de crescimento econômico e elevam estimativa de inflação
Agência Brasil 07.08.2012 - Analistas de instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,9% para 1,85%. Para 2013, a projeção também caiu de 4,05% para 4%.
Em queda há dez semanas, a projeção de retração da produção industrial passou de 0,44% para 0,69%. Para 2013, a expectativa é que haja recuperação, com crescimento de 4,4%, ante a estimativa de 4,3%.
Além de esperar uma atividade econômica em ritmo menor este ano, o mercado financeiro projeta mais inflação. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, subiu pela quarta semana seguida, ao passar de 4,98% para 5%. Para o próximo ano, a projeção para o IPCA permanece em 5,5%, há seis semanas consecutivas.
As estimativas estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC manter a inflação sob controle. Um dos instrumentos usados pelo Banco Central para controlar a inflação e o nível de atividade é a taxa básica de juros, a Selic.
Como considera que os riscos para a inflação são reduzidos e o ritmo da atividade econômica está mais lento, o BC tem cortado a taxa Selic desde agosto do ano passado. Por isso, os analistas esperam que nos dias 28 e 29 deste mês, quando ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a Selic seja reduzida dos atuais 8% para 7,5% ao ano. Além desse corte, os analistas agora esperam uma redução de 0,25 ponto percentual, ainda este ano. Assim, a Selic encerrará 2012 em 7,25% ao ano, de acordo com a estimativa.
Para o fim de 2013, segundo os analistas, a Selic deve voltar ao patamar de 8,5%. No próximo ano, a expectativa é que a economia esteja mais aquecida e com isso, seja necessário subir a Selic para que os preços não saiam do controle.


Intelsat 9 fica fora do ar por seis horas; operadora ainda busca explicação para falha 
Teletime 06.08.2012 - A Intelsat ainda investiga o que teria causado a falha no satélite Intelsat 9 no último domingo, 5, mas já se sabe que o equipamento perdeu a referência da Terra e passou a girar no espaço. “Ele perdeu o apontamento e ainda estamos buscando explicações para o problema”, diz uma fonte próxima ao assunto.
Por causa da falha, o equipamento ficou inoperante por aproximadamente seis horas, deixando fora do ar canais das programadoras Discovery, Turner, Fox, Viacom, além de Eurochannel, TV5 Monde, Rai, DW, Enlace TV, CCTV, 3ABN, Russia Today, Al Jazeera, France 24, Sonlife, Band Internacional, Band News Internacional, NHK, TVN, Caracol, é (TV), TV Azteca, Antena 3, Multipremiere, Multicinema, CineLatino, ZAZ, Viva Sports, canais adultos como Playboy TV, Vênus e Forman, entre outros.
Para contornar o problema, alguns programadores passaram a carregar seus canais em outros satélites. Procurada por TELETIME, a filial brasileira da Intelsat não se pronunciou. Em comunicado no site internacional da Intelsat, a empresa diz apenas que "o Intelsat 9 experimentou uma interrupção de serviço no domingo, 5 de agosto" e que "a funcionalidade do satelite já foi restabelecida", bem como os serviços dos clientes afetados.


Even tem queda de 26,3% no lucro líquido do 2º trimestre
Exame 07.08.2012 - A construtora e incorporadora Even teve lucro líquido de 39,7 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 26,3 por cento ante o resultado positivo de um ano antes, informou a companhia nesta terça-feira. A geração de caixa medida pelo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 85,98 milhões de reais, 13 por cento a mais que no segundo trimestre do ano passado.
A companhia entregou 13 projetos no primeiro semestre, em um total de 1,1 bilhão de reais em valor geral de vendas (VGV), considerando o preço de venda na época do lançamento, na parte Even. Esse resultado responde a 62 por cento da expectativa para o ano.
No segundo trimestre, a parcela Even teve lançamentos de 184,3 milhões de reais, vendas de 321,6 milhões de reais e compras de terreno no valor de 213 milhões de reais em VGV.


Lucro da Direcional Engenharia sobe 21% no 2º trimestre
Brasil Econômico 07.08.2012 - O valor geral de vendas (VGV) lançado atingiu R$ 470,2 milhões no segundo trimestre, ante R$ 287,9 milhões em igual época do ano passado, alta de 63,3%.
A incorporadora e construtora Direcional Engenharia informou nesta segunda-feira (6/8) que seu lucro líquido ajustado somou R$ 49,1 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 21,2% em relação ao mesmo trimestre de 2011.
No primeiro semestre, o avanço foi de 13,5%, totalizando R$ 103,6 milhões.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 323,4 milhões nos meses de abril a junho deste ano, contra R$ 244,6 milhões contabilizados em igual época de 2011, com expansão de 32,2%.
A receita líquida no primeiro semestre bateu recorde, chegando a R$ 651 milhões, aumento de 36% em comparação ao mesmo período do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado no segundo trimestre foi de R$ 70,8 milhões, avanço de 46,5% em relação ao mesmo trimestre de 2011, quando chegou a R$ 48,3 milhões.
Segundo a empresa, a dívida líquida sobre patrimônio líquido atingiu 21,3%
O valor geral de vendas (VGV) lançado atingiu R$ 470,2 milhões no segundo trimestre, ante R$ 287,9 milhões em igual época do ano passado, alta de 63,3%.
No primeiro semestre, a construtora e incorporadora entregou sete empreendimentos, com VGV de R$ 322,1 milhões e 2.726 unidades, superando em 44,5% o total de entregas em 2011.


Após capitalização, PDG terá mudanças
Valor 07.08.2012 - Na esteira da conclusão do processo de capitalização da PDG Realty proposto pela Vinci Partners, prevista para o fim deste mês, serão definidas a sucessão do cargo de presidente da companhia, com a substituição de Zeca Grabowsky, e mudanças operacionais na incorporadora. Conforme fontes, haverá substituição em outros cargos do alto escalão da PDG e transferência da sede para São Paulo, com fechamento do escritório da holding, no Rio de Janeiro. Procuradas pelo Valor, a PDG e a Vinci não se pronunciaram.
Conforme fontes, Marco Kheirallah, que já passou pelo Pactual e pela Vinci, esteve entre os cotados para assumir a PDG. O ex-diretor de Relações com Investidores da BR Malls, Leandro Bousquet Vianna, também foi cogitado, mas não houve acordo sobre os termos de contratação. O escolhido para o cargo ainda passará pelo crivo do conselho de administração.
No mercado, há comentários que a PDG chegou a contratar headhunters para buscar o sucessor de Grabowsky, inclusive em outros setores. Esse processo teria sido interrompido após a proposta de capitalização feita pela Vinci. Se a Vinci assumir o controle da PDG após a capitalização, a definição do sucessor de Grabowsky deve ocorrer mais rapidamente.
Grabowsky permanecerá no conselho de administração da PDG e, conforme fontes, poderá ir para a Vinci, até o fim de setembro, para se tornar consultor de um fundo imobiliário. Em novembro de 2011, quando o executivo anunciou sua intenção de deixar, posteriormente, a presidência da PDG, a expectativa era que ele assumiria a presidência do conselho. Caso a Vinci assuma o controle da PDG, Gilberto Sayão da Silva, atual presidente do conselho, pode permanecer na posição.
A Vinci propôs aumento de capital para a PDG que pode chegar a R$ 799,9 milhões, pela emissão privada de 199 milhões de bônus de subscrição. O compromisso assumido é subscrever 81,4% dos bônus, desde que consiga o mínimo de 54,8% do total, após a primeira rodada de sobras. Os recursos da capitalização entrarão no caixa da PDG até o fim do mês.
Outra mudança em vista, conforme fontes, é a escolha de um executivo para ocupar o cargo de diretor vice-presidente da PDG, vago desde a saída de Michel Wurman da companhia, em meados de maio. Para a vice-presidência, estaria sendo cotado um ex-diretor de crédito imobiliário do Santander. O novo vice-presidente será responsável pela área financeira, que será desmembrada da diretoria de relações com investidores, de acordo com fontes.
Para o cargo de diretor de Relações com Investidores, poderá ser escolhido Pedro Quintella, sócio da Vinci e membro do conselho fiscal da PDG, em substituição a João Miguel Mallet Racy Ferreira, que acumula a função, atualmente, com a de diretor financeiro. Posteriormente, outra substituição que pode ocorrer é a do diretor jurídico da PDG, Cauê Castello Veiga Innocêncio Cardoso, conforme fontes.
Do lado operacional, mudanças ocorrerão em função do novo tamanho da incorporadora, após o corte de 47% no ponto médio dos lançamentos previstos para 2012. A maior parte das atividades operacionais da PDG está em São Paulo, e a tendência é que a holding perca sua função à medida que haja integração das atividades originadas da própria PDG, da Agre e da Goldfarb.
A PDG já divulgou que estima economizar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões por ano quando for concluída a implantação do centro de serviços compartilhados (CSC). A redução de custos será sentida, principalmente, em 2013. Segundo fontes, a companhia conseguirá reduzir seus custos anuais em R$ 100 milhões com mudanças no alto escalão, cortes de colaboradores e fechamento do escritório da holding.
Algumas demissões na chamada área de backoffice, que inclui relacionamento com clientes e contas a pagar, já começaram a ocorrer com a implantação do CSC. Até o fim do ano, haverá cortes nos escritórios de São Paulo em funções relacionadas mais diretamente à incorporação imobiliária - lançamentos e vendas -, justamente pelo corte da meta de VGV.
Na segunda-feira, a PDG vai divulgar seus resultados do segundo trimestre. Trata-se do balanço mais esperado do setor - nos dois últimos trimestres, a companhia apresentou resultados ruins, e há perspectiva que novos estouros de orçamento possam ser anunciados. O mercado espera que a PDG apresente resultados piores que os do segundo trimestre do ano passado.


Grupo Hubert
Folha 07.08.2012 - O número de ações contra a inadimplência em condomínios aumentou 28,2% em julho em São Paulo, ante o mês anterior, segundo levantamento do Grupo Hubert.
No acumulado deste ano, o total de processos é de 6.310, com alta de 12% em relação a 2011. "A tendência é que 2012 feche com aumento ou, na melhor das hipóteses, igual ao ano passado", diz o diretor da empresa responsável pela pesquisa, Hubert Gebara.


Confeito: Apex quer ampliar exportação
MonitorMercantil 07.08.2012 - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, assinou, no Rio de Janeiro, novo convênio do Projeto Sweet Brasil com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). A iniciativa tem como objetivo ampliar a internacionalização da indústria nacional do setor.
Em 2011, as exportações do setor alcançaram US$ 336 milhões. O convênio tem valor de R$ 5,3 milhões e envolve a execução de ações no período 2012 a 2014. A assinatura ocorreu durante a abertura oficial da 15ª Feira Sweet Brasil Internacional, no Riocentro, evento paralelo à 32ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor.
O Projeto Sweet Brasil foi iniciado pela Apex-Brasil e pela Abicab em 1998. Os dois convênios mais recentes, firmados em 2008 e 2010, somaram R$ 10,6 milhões em investimentos para ampliar a participação dos produtos brasileiros desse segmento no mercado estrangeiro, informou a assessoria de imprensa da Apex-Brasil. "A gente percebe que o projeto evoluiu muito ao longo do tempo", disse o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Rogério Bellini.


Com EBP, governo quer acelerar estudos de concessão de rodovias
Valor 07.08.2012 - O governo decidiu recorrer à Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) para preparar os estudos técnicos que vão balizar as novas concessões de rodovias do país, o maior pacote de estradas já planejado pelo governo para migrar para as mãos do setor privado. O Ministério dos Transportes deu 150 dias para que a EBP - empresa privada de engenharia que tem entre os seus sócios o Banco do Brasil e o BNDES - apresente um relatório aprofundado sobre a concessão de cada um dos sete trechos de estradas que, pela avaliação preliminar do ministério, são viáveis para serem concedidos.
Os leilões envolverão 5,7 mil km de estradas federais, conforme adiantado pelo Valor na semana passada. O maior trecho, de 1.423 km, fará a ligação de três rodovias do Mato Grosso do Sul (BRs 163, 267 e 262), até chegar à divisa com o Mato Grosso e São Paulo. A EBP tem se firmado como opção do governo para realizar estudos sobre viabilidade ambiental, técnica e econômica de novas concessões. No transporte rodoviário, a companhia já foi responsável pelos projetos de concessão da BR-101, entre Espírito Santo e Bahia, e da BR-470, em Santa Catarina. No setor aéreo, respondeu pelos estudos que suportaram a concessão dos aeroportos de Campinas, Guarulhos e Brasília, uma atuação que causou ruídos no mercado.
A EBP presta serviços para o governo federal sem a necessidade de ter de passar por processo de licitação. Criada em 2008 com o propósito de apoiar projetos de infraestrutura do governo, a companhia executa seus serviços apenas por meio de uma "autorização" dada pelo órgão interessado. A partir daí, a EBP assume, por sua conta e risco, o financiamento dos estudos que vai realizar. O governo não faz um repasse direto para bancar esses relatórios. Tudo é financiado com o próprio caixa da EBP. A companhia só recebe pelo trabalho prestado se aquele projeto que estudou for, efetivamente, concedido pelo governo. Além disso, quem paga a conta pelos serviços prestados é o concessionário que vencer o leilão e não o setor público. "Não temos nenhum contrato com o governo, trata-se de uma autorização. Por conta do interesse comum entre o governo e a companhia, nos dispomos a investir parte de nosso capital para realizar esses estudos", diz Helcio Tokeshi, diretor-geral da EBP.
No leilão dos aeroportos, a EBP faturou R$ 17 milhões com as empresas que venceram os leilões. "Não temos o lucro como meta. Temos a missão de viabilizar projetos de infraestrutura do governo e criar oportunidades de investimento privado", diz Tokeshi.
Para atender o prazo de 150 dias estipulado pelo governo, a EBP deverá montar uma "força-tarefa", o que significa subcontratar uma série de empresas que vão a campo coletar informações para os estudos. Como é uma empresa privada, essas contratações também são feitas sem licitação.
A estimativa é de que algo entre 150 e 200 profissionais sejam contratados para levantar as informações. Estão previstas operações como o levantamento detalhado do fluxo de veículos em cada quilômetro das estradas, um processo em que a contagem de tráfego é feita durante uma semana, 24 horas por dia. Recolhida as informações, tudo é consolidado internamente pela EBP, que tem apenas 14 funcionários em seu quadro fixo.
A autorização dos estudos de rodovias dada à companhia pelo Ministério dos Transportes estipula um repasse com teto de R$ 40 milhões para seus acionistas, caso as concessões tenham sucesso. Além das estatais Banco do Brasil e BNDES, a EBP tem outros sete bancos privados entre os sócios Bradesco, Citibank, Espírito Santo, Itaú BBA, HSBC, Santander e Votorantim.
O prazo de 150 dias poderá ser prorrogado, se necessário. "Apesar dessa possibilidade, não trabalhamos com ela, queremos cumprir o cronograma", diz Tokeshi. No caso dos estudos realizados para os aeroportos, por exemplo, o trabalho foi concluído em 120 dias. A previsão é que os relatórios das rodovias fiquem prontos em janeiro de 2013 para, a partir daí, terem seus editais submetidos ao Tribunal de Contas da União. O leilão das rodovias teria condições, portanto, de ser realizada ainda no primeiro semestre do ano que vem. As concessões rodoviárias fazem parte do pacote de infraestrutura que o governo pretende passar para o setor privado. Outros 5 mil km de malha ferroviária estão nos planos.

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