Daily News
Anatel diz haver
“indícios” de desligamentos “acima da meta” na TIM
Valor
07.08.2012 - O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, afirmou nesta terça-feira, em audiência
na Câmara, que a fiscalização identificou “indícios” de quedas nas ligações da
operadora “acima da meta” da agência em todo o país. Ele disse que ainda não
existe uma conclusão da Anatel sobre o tema e que ainda estão sob investigação
os motivos dos desligamentos e também se houve um maior número de quedas nas
chamadas do plano Infinity, no qual o cliente paga por ligação efetuada.
“No
relatório, diz que tem indício disso”, declarou o superintendente, em
referência ao número de desligamentos acima de meta da Anatel. “Nós não temos
posição de conduta se aconteceu determinada coisa sobre Infinity e Liberty
[plano pós-pago]. Vamos analisar a defesa da empresa e temos que ver se de fato
aconteceu”, disse.
Ontem,
a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba propôs ação
coletiva de consumo contra a TIM. Os promotores Maximiliano Ribeiro Deliberador
e Michele Rocio Maia Zardo fizeram requerimento para que a Justiça determine à
operadora o cumprimento de metas de qualidade da Anatel e proíba a venda de
novos contratos no Paraná até que as normas sejam respeitadas - sob pena de
multa diária “não inferior” a R$ 500 mil. Outro pedido dos promotores é para
que a TIM seja condenada a indenizar os consumidores do plano Infinity pelos
prejuízos que teriam sofrido desde 2009, com a devolução em dobro dos valores
cobrados indevidamente.
Na
ação, os promotores citam, com base em dados que receberam da Anatel, que em um
único dia (8 de março de 2012), 8,17 milhões de usuários foram afetados no país
por desligamentos na rede da empresa, e que esses clientes teriam desembolsado
R$ 4,3 milhões naquele dia por serviços não prestados. A ação é resultado de
inquérito aberto em maio.
Procurada,
a TIM respondeu, por meio da assessoria, que ainda não recebeu qualquer
notificação sobre a ação. A empresa afirmou também que, com o Plano de Ações de
Melhoria da Prestação de Serviço Móvel, apresentado à Anatel, pretende
“contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz
de atender à crescente demanda dos consumidores brasileiros”.
A
empresa acrescentou que o “Paraná está contemplado neste plano e conta com
investimentos de R$ 95 milhões em 2012, direcionados para ampliação e modernização
da rede na região”.
Petrobras diz que
trabalha para retomada do etanol no país
Reuters
07.08.2012 - A Petrobras trabalha para que o etanol volte a ser competitivo no
país, disse a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a jornalistas em
São Paulo.
Ela
acrescentou que cabe às indústrias discutirem com o governo uma base econômica
que possa viabilizar a produção do biocombustível.
Presidente da
Petrobras descarta novo aumento de capital
Reuters
07.08.2012 - A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, descartou a
possibilidade de promover um novo aumento de capital na companhia, via emissão
de ações, com o objetivo de capitalizar a petroleira.
Fleury está mais
atraente após queda na bolsa, diz banco
Exame
07.08.2012 - HSBC sobe a recomendação para os papéis com a queda de 17% em
julho. Preço-alvo por ação do Fleury em 12 meses continua em 25 reais, um
potencial de valorização de 14%.
Após
uma queda de 17% na Bovespa no mês passado, as ações do Fleury (FLRY3) começam
a ter uma avaliação menos pessimista por parte do HSBC. Os analistas Luciano
Campos e Caio Moscardini elevaram a recomendação às ações de alocação abaixo da
média de mercado (underweight) para neutra. O preço-alvo por ação em 12 meses
continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%.
No
entanto, a avaliação do banco é bastante cautelosa com o curto prazo do Fleury.
O segundo semestre traz um tom negativo, com uma
combinação
desafiadora de desaceleração no crescimento, pressões de custos e estimativas
do consenso ainda elevadas, segundo projetam os analistas.
“A
expansão orgânica de unidades de atendimento do Fleury está pressionando a
produtividade de exames por metro quadrado e prejudicando as margens.da
empresa”, explicam Campos e Moscardini.
Eles
explicam que a falta de poder de colocação de preços das prestadoras, como o
Fleury, em relação às pagadoras (empresas de seguro de saúde, principais
clientes das prestadoras) está se tornando mais evidente, conforme o mix de
produtos relacionado a aquisições diminui com o tempo. “A desaceleração da
atividade econômica, combinada com a alta inflação de mão de obra e aluguel
contribui para um segundo semestre ainda desafiador”, adverte o relatório.
Desempenho
recente: Em 2012, as ações do Fleury registram valorização de 5,3%, perdendo
para empresas pares como Amil (AMIL3), com alta de 22%, e Odontoprev (ODPV3),
com valorização de 18%. Os papéis da Dasa (DASA3) amargam queda de 27% no
período.
O
Fleury apresentou lucro líquido de 32 milhões de reais entre abril e junho,
queda de 3,1% ante o mesmo período de 2011. "Nós temos acelerado a
maturação da expansão de 2011 e que foi concluída no final do ano. Também temos
feito investimentos em equipamentos de imagem, o que melhora nossa
receita", disse recentemente à Reuters o presidente da companhia, Omar Hauache.
Energias BR emitirá
R$ 450 milhões em debêntures
Exame
07.08.2012 - Recursos serão investidos em ativos de geração de energia. As
ligações clandestinas de TV a cabo estão com os dias contados na Rocinha.
O
Conselho de Administração da Energias Brasil (ENBR3) aprovou a primeira emissão
de debêntures simples da companhia, mostra comunicado enviado nesta terça-feira
à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No
total, serão 450 milhões de reais, divididos em 45 mil papéis. Dessa forma,
cada debênture terá valor nominal unitário de 10 mil reais. O vencimento será
de 18 meses.
Com
os recursos, a empresa pretende realizar investimentos diretos e indiretos em
ativos de geração de energia.
José Carlos Dias vai
defender Katia Rabello no julgamento do mensalão
Valor
07.08.2012 - O Banco Rural informou que a defesa de Katia Rabello,
ex-presidente da instituição, será feita nesta terça-feira no julgamento do
mensalão por José Carlos Dias. Ex-ministro da Justiça durante o segundo mandato
do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2000, Dias é considerado
um dos melhores criminalistas do país. Foi ele quem ensinou a prática da
advocacia criminal para José Luis de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu.
A
defesa de Katia deve ser a quinta e última de hoje, o quarto dia do julgamento
do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Cada advogado terá uma hora para
apresentar as suas argumentações aos ministros.
Segundo
o Ministério Público Federal, as agências do publicitário Marcos Valério
depositaram valores em contas no Rural e autorizaram saques por assessores e
familiares de políticos, o que configuraria a organização de uma quadrilha.
Em
memorial, Dias e o advogado Theodomiro Dias Neto disseram aos ministros que não
há prova que demonstre que Katia e os demais gestores do Rural se organizaram
com outros denunciados para praticar crimes.
Os
advogados também lamentaram o impacto do processo do mensalão no banco. “Desde
2004, o Banco Rural atravessa o período mais difícil de sua história”,
afirmaram. “Poucas instituições financeiras teriam resistido a tamanha
exposição com fiscalizações do Banco Central e da Polícia Federal, saques
diários, notícias na mídia, buscas e apreensões, quebras de sigilo, processos
criminais.”
De
acordo com o memorial, dessde 2004, o Rural reviu processos decisórios,
aprimorou controles, contratou consultores, fechou 100 agências e demitiu 1600
funcionários. “Reduziu o tamanho, mas honrou compromissos, não trouxe prejuízos
à União, clientes e aplicadores. Tal fato revela competência e seriedade de
seus profissionais. As acusações não possuem fundamento.”
Ações do Cruzeiro do
Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor
07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão
desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos
na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$
1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos
58.015 pontos.
Conforme
matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro
do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai
optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O
Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco
devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha,
o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no
banco.
O
Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial Temporária
(Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. A
liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado
pelo FGC é a venda da instituição.
O
administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O
Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada.
“Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de
elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da
companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão
logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais
condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao
mercado nos termos da legislação de regência.”
No
assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores
bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.
Ações do Cruzeiro do
Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor
07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão
desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos
na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$
1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos
58.015 pontos.
Conforme
matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro
do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai
optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O
Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco
devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha,
o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no
banco.
O
Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial
Temporária (Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de
fraude. A liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais
trabalhado pelo FGC é a venda da instituição.
O
administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O
Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada.
“Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de
elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da
companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão
logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais
condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao
mercado nos termos da legislação de regência.”
No
assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores
bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.
Aneel nega pedido da
Bertin para mudar térmicas em atraso
Valor
07.08.2012 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou há pouco o
pedido do grupo Bertin para mudar as características de seis usinas
termelétricas outorgadas em 2008 que estão com a execução do projeto em
atraso. A previsão de entrega dos
empreendimentos é janeiro de 2013, mas as usinas correm o risco de não saírem
do papel.
As
usinas envolvidas no processo são: MC2 Santo Antônio de Jesus, MC2 Governador
Mangabeira, MC2 Nossa Senhora do Socorro, MC2 Sapeaçu, MC2 Camaçari II e MC2
Camaçari III.
A
Bertin apresentou o pedido de mudanças das características técnicas das usinas
com o objetivo de aproveitar as obras em execução de outras seis termelétricas
na Bahia, que possuem o mesmo projeto de usina. No entanto, essas térmicas
tinham a previsão de iniciar a operação em janeiro de 2011 e com preço da
energia menor.
“Enquanto
não houver clareza e compromissos para implementação de, pelo menos, seis
usinas aos preços do leilão A-3, os pleitos serão indeferidos”, disse o relator
do processo, o diretor André Pepitone. Ao todo, os dois parques de usinas
formados por seis térmicas totalizam, individualmente, a potência de 1.056
megawatts (MW).
A
mudança das características técnicas foi a condição colocada pela Bertin para
se comprometer a construir o parque de usinas termelétricas na Bahia, previsto
no plano de reestruturação apresentado recentemente.
Greve da PF prejudica
emissão de passaportes, diz sindicato
Folha
07.08.2012 - A greve nacional de agentes, escrivães e papiloscopistas da
Polícia Federal, iniciada nesta terça-feira, vai prejudicar a emissão de
passaportes. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais),
apenas passaportes de urgência serão emitidos.
Policiais
federais entram em greve em todo o país e planejam atos
A
entidade ainda não emitiu balanço sobre os serviços que estão em greve em todo
o país, mas promete divulgar até o fim da tarde.
Os
policiais não definiram o que são os casos urgentes --isso ficou a cargo de
cada sindicato nos Estados. "Se alguém precisar viajar por conta de um
problema familiar ou se já comprou passagem e percebeu que está com passaporte
vencido, obviamente ele será feito. Gostaríamos que as pessoas entendessem,
pois estamos negociando [reajuste] há dois anos. Se houver algum gesto do governo,
vamos suspender e retomar a negociação", disse o presidente da Fenapef,
Marcos Wink.
Os
serviços das delegacias especializadas de registro de estrangeiros passarão a
funcionar em escala mínima até a próxima sexta-feira (10), quando haverá uma
assembleia para decidir se a greve continua ou não.
A
Fenapef argumenta que os profissionais estão sem aumento desde 2005 e que o
salário inicial, de R$ 7.200, está defasado. Os profissionais reivindicam um
aumento, em cinco anos, chegando até R$ 13 mil, equiparando com outras
carreiras, como de auditores da Receita ou agentes da Abin (Agência Brasileira
de Inteligência).
"Os
passaportes têm que ser conferidos pelos papiloscopistas, por isso os
passaportes já estão sofrendo nessa situação", diz Jones Leal, presidente
no sindicato no Distrito Federal.
Os
policiais também dizem que falta efetivo para o controle de fronteiras ou nos
aeroportos, onde a PF monitora a entrada de estrangeiros e passagem de drogas,
armas ou outros materiais ilícitos. Por isso, os policiais iniciaram uma
operação-padrão, ou seja, passaram a fazer as checagens de forma mais completa
e demorada, ocasionando filas.
Brasil pode anunciar
em breve fábrica para energia solar
Folha
07.08.2012 - O anúncio de uma fábrica no Brasil de purificação de silício,
usado na fabricação de placas de energia solar fotovoltaica, pode ocorrer ainda
neste ano, afirmou o chefe do departamento de Fontes Alternativas de Energia do
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Antonio Tovar, a jornalistas
nesta terça-feira (7).
Para
o representante do BNDES, o banco está disposto a financiar toda a cadeia de
energia solar no Brasil, que pode atrair grande volume de investimentos.
"Uma
planta de purificação de silício é um investimento de mais de US$ 1
bilhão", disse Tovar.
Atualmente,
o BNDES já apoia projeto de pesquisa, com recursos de um fundo tecnológico, de
transformação do silício do grau metalúrgico para o grau solar.
"Caminha-se
para um anúncio, por exemplo, ainda neste ano, de uma fábrica de purificação de
silício, integrada, no Brasil. Desde a purificação de silício até a fabricação
de painéis", disse Tovar.
Segundo
ele, vários empreendedores nos últimos dois anos vêm estruturando planos de
negócios e conversando com distribuidoras e potenciais fornecedores de quartzo.
O
executivo disse que há grupos interessados em montar uma unidade de purificação
de silício e em projetos integrados --que incluem a purificação de silício e a
fabricação de painéis-- ou apenas na fabricação das placas solares. Para Tovar,
a regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre
implantação de microgeração de energia, que viabiliza a instalação de sistemas
de geração próprios pelos consumidores de energia, foi importante para decisões
sobre instalação de unidades de purificação de silício no país.
Captação de fundos
atinge R$ 72,6 bilhões em 2012, máxima histórica
Folha
07.08.2012 - A captação líquida dos fundos de investimento alcançaram R$ 72,6
bilhões no acumulado do ano até julho, maior resultado da série histórica da
Anbima iniciada em 2002.
A
captação é resultado de R$ 1,636 bilhão aplicados e R$ 1,563 bilhão resgatados
em 2012, segundo boletim da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado nesta terça-feira (7).
Apesar
do resultado favorável, em julho houve resgate líquido de R$ 4,7 bilhões --R$
225,5 bilhões investidos e R$ 230,2 bilhões sacados no mês.
Por
patrimônio líquido (total de dinheiro investido), os principais fundos de
investimento são: Renda Fixa (31,8% do total), Multimercados (20,3%),
Previdência (12,3%), Referenciado DI (12,1%), Ações (9,0%), Estruturados
(7,4%), Curto Prazo (4,2%) e Outros (2,9%).
Maiores
rentabilidades: O bom desempenho da Bovespa em julho --alta de 3,21% no
Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira--, refletiu
positivamente na rentabilidade dos principais fundos de investimento.
No
mês, o fundo de Ações Small Caps registrou a maior alta: 3,80%. Nas categorias
Renda Fixa e Multimercados, os fundos Renda Fixa Índices e Multimercados Macro
se destacaram, ganhando 2,45% e 2,28%, respectivamente.
Renda
Fixa Índices e Multimercados Macro continuam no topo do ranking de maiores
retornos da indústria de fundos nos últimos 12 meses --superados apenas pelo
fundo Cambial, cujo retorno foi de 32,73% no período.
TIM derruba sinal de
propósito, diz Anatel
Folha
07.08.2012 - Ligações de clientes que têm plano cobrado por chamada (e não por
tempo) caem 4 vezes mais que as outras, diz agência
Relatório
foi feito a pedido do Ministério Público, entre março e maio; operadora diz que
problemas são pontuais. Relatório da Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) acusa a TIM de interromper de propósito chamadas feitas no
plano Infinity, no qual o usuário é cobrado por ligação, e não por tempo.
A
agência monitorou todas as ligações no período, em todo o Brasil, e comparou as
quedas das ligações de usuários Infinity e "não Infinity".
A
conclusão foi que a TIM "continua 'derrubando' de forma proposital as
chamadas de usuários do plano Infinity". O documento apontou índice de
queda de ligações quatro vezes superior ao dos demais usuários no plano
Infinity -que entrou em vigor em março de 2009 e atraiu milhares de clientes.
O
relatório, feito entre março e maio, foi entregue ao Ministério Público do
Paraná.
"Sob
os pontos de vista técnico e lógico, não existe explicação para a assimetria da
taxa de crescimento de desligamentos [quedas de ligações] entre duas
modalidades de planos", diz o relatório.
O
documento ainda faz um cálculo de quanto os usuários gastaram com as quedas de
ligações em um dia: no dia 8 de março deste ano, afirma o relatório, a
operadora "derrubou" 8,1 milhões de ligações, o que gerou faturamento
extra de R$ 4,3 milhões.
Durante
as investigações, a TIM relatou ao Ministério Público que a instabilidade de
sinal era "pontual" e "momentânea" (leia texto nesta
página).
A
operadora citou dados fornecidos à Anatel para mostrar que houve redução, e não
aumento, das quedas de chamadas -as informações, no entanto, foram contestadas
no relatório da agência.
A
Anatel afirma que a TIM adulterou a base de cálculos e excluiu do universo de
ligações milhares de usuários com problemas, para informar à agência reguladora
que seus indicadores estavam dentro do exigido.
A
agência afirma, por exemplo, que a operadora considerou completadas ligações
que não conseguiram linha e cujos usuários, depois, receberam mensagem de texto
informando que o celular discado já estava disponível.
Nova
proibição: Com base nos dados, o Ministério Público do Paraná pede a proibição
de vendas de novos chips pela TIM no Estado, o ressarcimento de consumidores do
plano Infinity no Paraná por gastos indevidos e o pagamento, pela empresa, de
indenização por dano moral coletivo.
A
TIM já havia sido suspensa no Estado no final de julho, quando a Anatel proibiu
as vendas de novos planos das operadoras com maior índice de reclamação em cada
Estado. Além do Paraná, onde o índice era de 26,1 reclamações a cada 100 mil
clientes, a operadora obteve o pior resultado em 18 unidades federativas.
'Efeito BTG' atrai
bancos médios
Valor
07.08.2012 - A trajetória declinante das taxas de juros e as perspectivas para
a economia brasileira têm levado instituições financeiras de médio porte a se
aventurar como bancos de investimento.
Cada
um à sua maneira, os bancos Pine, Modal, Fator, Indusval, ABC e BVA montaram
equipes para assessorar processos de fusões e aquisições, coordenar emissões de
títulos de renda fixa e estruturar financiamentos de projetos. Alguns planejam
atuar até mesmo no seleto mercado das ofertas de ações.
Em
comum, todos ambicionam se tornar o próximo BTG Pactual, o banco controlado por
André Esteves que figura nas primeiras colocações de todos os rankings do setor
e captou R$ 3,6 bilhões em sua oferta inicial de ações, em abril.
A
tarefa não é nada fácil. Os serviços de bancos de investimento são baseados em
relacionamento e contratação de talentos. Grandes bancos também têm a favor sua
marca e a possibilidade de financiar as operações que os seus clientes levam a
mercado. Não por acaso, dominam o setor, além do próprio BTG, os
"bancões" Itaú BBA e Bradesco BBI e casas globais como Credit Suisse
e Goldman Sachs.
Mas
a avaliação dos bancos médios é que existe, sim, um espaço a ser explorado. A
leitura deles é que vão se intensificar, nos próximos anos, as fusões e
aquisições e as emissões de títulos de renda fixa e variável envolvendo
empresas médias, com faturamento de até R$ 2 bilhões. Os grandes bancos de
investimentos não costumam canalizar seus maiores esforços para esse segmento.
A
instituições do chamado "middle market" já concedem crédito a essas
empresas. A aposta é que podem se beneficiar desse relacionamento para oferecer
novos serviços, cobrando comissões interessantes para eles, mas que não
atrairiam um grande banco.
"O
efeito BTG obviamente existe, mas o Brasil vive um processo de ascensão de
empresas médias que é uma oportunidade", diz Eduardo Centola, que assumiu
em abril o comando da área de banco de investimentos do Modal.
"Esse
mercado está subaproveitado pelos bancos grandes. Faltam braços e falta
interesse", avalia Paulo Saba, diretor de banco de investimentos do Pine.
Na semana passada, a instituição coordenou sua primeira operação de
"project finance" - um financiamento de R$ 52 milhões, com prazo de
dez anos, para a Amyris Brasil, do setor de produtos químicos e combustíveis.
Há
outro fator em jogo. Os serviços de assessoria financeira atraem as
instituições médias porque representam uma fonte de receitas sem, necessariamente,
requerer o uso de capital. Num momento em que os bancos têm de elevar suas
reservas de capital para cumprir as exigências de Basileia 3, atuar em negócios
que não comprometam o balanço tende a ser interessante.
Ao
mesmo tempo, os custos de captação para os bancos estão em alta - especialmente
depois dos problemas no Cruzeiro do Sul -, enquanto as margens andam
espremidas.
"Os
spreads para operações de crédito já não são mais os mesmos e a inadimplência
não tem caído de forma proporcional. Os bancos estão migrando para negócios com
melhor margem", afirma Cristiano Ayres, sócio do Modal.
Os
projetos de cada banco guardam diferenças importantes. Algumas instituições
apostam na contratação de nomes com experiência em outros bancos de
investimento para dar peso à nova área. É o caso do próprio Modal, que trouxe
Centola, egresso do UBS. O Pine chamou Saba, vindo do Banco Espírito Santo, e
dois ex-diretores da BM&FBovespa.
No
Fator, Venilton Tadini subiu da diretoria de banco de investimentos para a
presidência da instituição e passou a dar mais peso à área de originação para
tirar os resultados do vermelho. No Indusval, o redirecionamento começou com a
chegada do fundo Warburg Pincus e de Jair Ribeiro, fundador do banco Patrimônio
nos anos 1980.
O
BVA aposta em sua própria força de vendas para captar negócios. O banco treinou
sua equipe de gerentes para oferecer operações estruturadas às empresas.
"Temos 5 mil clientes, 120 deles com potencial para usar esses
serviços", diz Ivo Lodo, sócio da instituição. Segundo ele, o BVA está com
seis mandatos de compra e venda de empresas em andamento. São companhias com
receita de R$ 60 milhões a R$ 400 milhões.
Esse
é o perfil típico das empresas em fase de consolidação no Brasil, afirma
Alexandre Pierantoni, sócio da consultoria PwC. Embora tenham menos
visibilidade que os grandes negócios, as operações típicas de fusões e
aquisições no país giram entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões. "Isso
acontece há alguns anos. Mas, agora, tem provocado maior concorrência entre os
bancos", diz.
Porém,
nem todas as instituições médias veem atratividade na criação de um banco de
investimento. "Não vamos partir para esse tipo de serviço. É um negócio
para grande nomes, com tradição na área", diz Morris Dayan,
diretor-executivo do Daycoval.
Bancos médios miram
fusões e renda fixa
Valor
07.08.2012 - Ribeiro, sócio do Indusval, diz que foco é em renda fixa: "O
conhecimento que temos do mercado de crédito ajuda muito".
Processos
de fusões e aquisições e emissões de títulos de renda fixa são os segmentos que
mais atraem as instituições de médio porte que querem atuar como bancos de
investimentos. A avaliação é que, para um número crescente de empresas, as
operações no mercado de capitais poderão substituir uma tomada de crédito pura.
"Com
a queda da Selic, o mercado de renda fixa passa a se valorizar", diz Jair
Ribeiro, sócio do Indusval. "Nosso foco é o mercado de títulos
corporativos de renda fixa. O conhecimento que temos do mercado de crédito
ajuda muito." Por enquanto, o banco não se anima a entrar no segmento de
renda variável - que, na avaliação de Ribeiro, é um negócio "muito mais
global".
Segundo
Ivo Lodo, sócio do BVA, falta ao banco "placa" - ou seja, nome - para
fazer emissões de ações. "Isso é para os grandes. Mas podemos fazer fusões
e aquisições e operações estruturadas", avalia.
No
Banco Pine, a aposta é que há espaço para atuar em ofertas de ações no mercado
de acesso, isso quando ele deslanchar. O Bovespa Mais, segmento da bolsa
voltado a empresas médias, atraiu apenas três empresas desde que foi criado, há
sete anos: Nutriplant, Desenvix e Senior Solution. "Falta cultura, mas em
algum momento vai acontecer", afirma o diretor de banco de investimentos
do Pine, Paulo Saba.
Na
avaliação de Eduardo Centola, sócio do Modal e responsável pela área de banco
de investimentos, o mercado está em transformação. No lugar das grandes ofertas
de ações que marcaram os últimos anos, a tendência é de operações menores.
"As ofertas dependiam de grande capacidade de distribuição lá fora. Não
vai mais ser sempre assim", observa.
De
acordo com ele, o Modal tem como foco empresas familiares e companhias sem
controle definido, além de processos de fusões e aquisições envolvendo private
equity. O banco também tem interesse em atuar na elaboração de pareceres
independentes para balizar a análise de processos de consolidação que terão de
ser submetidos ao Comitê de Aquisições e Fusões (CAF).
Procurado
pelo Valor para falar de sua estratégia para a área de banco de investimentos,
o ABC não deu entrevista até o fechamento desta edição. No ano passado, a
instituição teve receita de R$ 14,5 milhões nesse segmento.
Batavo e Castrolanda
investem em leite no interior paulista
Valor
07.08.2012 - As cooperativas paranaenses Batavo e Castrolanda vão investir R$ 80
milhões em uma unidade de processamento de leite em Itapetininga, no interior
de São Paulo. Trata-se de mais passo no projeto de operação conjunta que teve
início no ano passado em laticínios, avançou para o segmento de suínos e pode
ter ramificações em outras áreas, como sucos. A planta industrial paulista será
erguida em três fases e deverá entrar em operação em outubro do ano que vem.
No
começo, a unidade vai beneficiar 600 mil litros de leite por dia, depois 1
milhão de litros e, na sequência, 2 milhões. A unidade terá 20 mil metros
quadrados de área construída e ficará em um terreno de 26 alqueires adquirido
recentemente naquele município. "Vamos aumentar nossa oferta de produtos e
serviços e contamos com a possibilidade de ampliar a bacia leiteira na
região", afirma Edmilton Lemos, superintendente de operações lácteas das
duas cooperativas. Deverão ser gerados 200 empregos diretos e 600 indiretos.
A
fábrica paulista processará produtos das cooperativas e também de terceiros,
como já acontece nas unidades do Paraná, onde são atendidas empresas como
Danone, Nestlé e Itambé. E há mais planos em curso para justificar o aporte.
"Temos a ideia de entrar na área de refrigerados e queremos estar mais
perto do consumidor", afirma Lemos. A Castrolanda terá 60% da unidade e a
Batavo, 40%.
Hoje
as cooperativas também vão apresentar ao mercado uma nova marca para o segmento
lácteo, a Colônia Holandesa, em referência à origem dos fundadores. Atualmente
elas têm, juntas, capacidade para processar 2 milhões de litros de leite por
dia. Com a parceria, novos investimentos e produtos, a intenção é ganhar corpo
para enfrentar fusões e aquisições no mercado de laticínios e fortalecer o
cooperativismo, segundo Lemos.
A
marca Colônia Holandesa já começou a ser usada em leite em embalagens longa
vida e condensado. Hoje as duas plantas de leite das cooperativas estão
localizadas em Ponta Grossa e Castro. Em março, a Castrolanda, a Batavo e outra
cooperativa, a Capal, fizeram parceria para atuar na área de suínos, com a
construção de um frigorífico orçado em R$ 100 milhões.
Esses
grupos atuaram juntos no passado, com a marca Batavo, antes de decidirem vender
o negócio nos anos 90 para a Parmalat. Na sequência, o controle foi para a
Perdigão e para a BRF - Brasil Foods.
A
Castrolanda, que também atua na industrialização de batata e com ovinos, com
marca própria e de terceiros, deve ficar com a gestão do frigorífico. Ela
faturou R$ 1,3 bilhão em 2011. As receitas da Batavo somaram R$ 873 milhões e,
as da Capal, R$ 459 milhões. Em 2011, a Batavo investiu R$ 60 milhões em uma
fábrica de leite e criou a marca Frísia para voltar ao varejo. É essa unidade
que fica em Ponta Grossa. A fábrica de Itapetininga fica a 300 quilômetros da
sede da Castrolanda, em Castro (PR).
Argentina aumenta o
controle sobre empresas estrangeiras
Valor
07.08.2012 - As empresas na Argentina que contaram com recursos dos antigos
fundos de pensão estatizados em 2008 ganharam um novo motivo de preocupação na
semana passada. Um decreto da presidente Cristina Kirchner normatizou a atuação
dos diretores indicados pela Anses, a autarquia previdenciária que passou a
centralizar as participações acionárias dos antigos fundos nas empresas
privadas do país. Desde abril do ano passado, Cristina determinou que a Anses
deveria ter assento nas diretorias que contam com esse tipo de capital, mas não
havia um controle dessa atuação por parte da Casa Rosada.
Pelo
decreto, o vice-ministro da Economia Axel Kicillof irá coordenar a ação de 50
diretores em 28 empresas, entre elas a Petrobras, o banco Patagonia, que é
controlado pelo Banco do Brasil, e a Quickfood, empresa de processamento de
carne recentemente assumida pela Brasil Foods após um acordo com a também
brasileira Marfrig.
Na
Petrobras, a participação da Anses é de 9,8%; segundo o último balanço da
subsidiária enviado para o órgão regulador de mercado de capitais em Nova York.
Na Quickfood, a participação da autarquia é de 5,3% e no banco Patagonia a
Anses conta com 15,3%.
Os
diretores designados pela Anses irão repassar informações mensalmente para
Kicillof sobre as decisões das empresas. Um "sistema de informação para o
monitoramento permanente das sociedades" será criado.
Kicillof
receberá relatórios sobre balanços, informes de gestão, orçamentos e planos de
investimentos. O decreto estabelece, contudo, que as informações terão caráter
sigiloso.
Os
representantes da Anses serão orientados a "resguardar o interesse
público" durante as reuniões deliberativas. Será dada particular atenção
aos acontecimentos dentro das organizações "suscetíveis de acarretar
prejuízos para o patrimônio público, lesar o interesse do Estado ou que
configurem transgressões em matéria tributária, aduaneira ou previsional".
Para
que não reste dúvida sobre a quem se reportam os diretores, o decreto determina
que os salários dos representantes da autarquia serão pagos pelas sociedades
diretamente ao Ministério da Economia, que irá repassar o pagamento aos
executivos.
Segundo
um advogado ligado a investidores brasileiros, a nova orientação não deve
afetar o cotidiano administrativo das empresas, mas o sistema de monitoramento
implantado pode inibir investimentos novos. "O normal em uma pessoa
jurídica é que os diretores tenham como diretriz máxima os interesses da
empresa, porque sempre pode haver situações de conflito entre uma empresa
privada e o governo", comentou, sob reserva.
O
decreto marca ainda a ascensão como interlocutor com o setor privado de Axel
Kicillof, um economista que se notabilizou por textos doutrinários em que tenta
fundir o marxismo com a linha keynesiana. Kicillof estava à esquerda do governo
de Cristina Kirchner até 2009, quando passou a ocupar um cargo de direção na
Aerolineas Argentinas, que foi estatizada no ano anterior.
Em
2011, a designação de Kicillof como um dos representantes da Anses na diretoria
da Siderar, uma subsidiária do grupo siderúrgico Techint, fez com que a empresa
privada fosse a única da Argentina a reagir ao decreto de Cristina que abriu
espaço para indicados do governo nas sociedades em que o poder público é
acionista.
Neste
ano, Kicillof chegou ao comando da secretaria de Política Economica e
substituto eventual do ministro da Economia Hernán Lorenzino, a quem deve
subordinação apenas do ponto de vista formal: seu vínculo direto é com a
presidente. No mesmo dia em que Cristina centralizou as participações
acionárias nas empresas, Kicillof recebeu mais um quinhão de poder: em outro
decreto, a presidente atribuiu à sua secretaria a faculdade de regular o setor
privado de óleo e gás.
Procuradas
pelo Valor, a Petrobras, o banco Patagonia e a Quickfood não se manifestaram.
Ambev negocia nova
fábrica de bebidas no Paraná
Estadão
07.08.2012 - Representantes da fabricante de bebidas Ambev estiveram reunidos,
nesta segunda-feira, com o governador do Estado do Paraná, Beto Richa, para
negociar a instalação de uma nova fábrica de cerveja e refrigerantes no
interior do Estado. As informações são de nota distribuída à imprensa pela
Secretaria de Comunicação do governo paranaense.
"Estamos
trabalhando forte para atrair novos investimentos produtivos para o Estado. As
negociações com a Ambev estão avançando bem", disse o governador Beto
Richa, no comunicado. No encontro, que teve a participação do presidente da
Ambev, João Castro Neves, os executivos da área de Relações Corporativas da
companhia, Milton Seligman e Marcus Galeb, os secretários da Fazenda, Luiz
Carlos Hauly, e o da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo
Barros, o Estado apresentou os mecanismos de incentivo do programa Paraná
Competitivo aos diretores da Ambev.
"Novos
encontros serão realizados nos próximos dias entre nossos técnicos e os
representantes da empresa para discutir o apoio à implantação da nova
unidade", afirmou o governador. No comunicado não há informações sobre o
local da futura fábrica da Ambev, mas há a possibilidade de a unidade ser
instalada em Ponta Grossa, conforme especulações de mercado. Procurada, a Ambev
não se manifestou sobre o assunto.
Abilio levará US$ 10
mi por 2,4% da holding do Pão de Açúcar
Exame
07.08.2012 - Empresário brasileiro optou por vender fatia da Wilkes para sócio
francês - que passa a deter 52,4% de participação na holding. Abilio Diniz:
empresário encerra acordo com Casino por US$ 10,5 milhões.
Abilio
Diniz tinha duas opções para passar o controle do grupo Pão de Açúcar ao
Casino: a primeira era a de vender 2,4% de participação da Wilkes – holding que
controla o grupo – e a segunda era a de entregar uma ação simbólica pelo valor
de 1 real ao sócio francês. Nesta segunda-feira o empresário brasileiro
anunciou que optou pela primeira
alternativa.
Segundo
comunicado divulgado à imprensa, Abilio passará definitivamente o controle do
Pão de Açúcar ao Casino por 10,5 milhões de dólares. Com a operação, o grupo
francês elevará sua participação acionária na Wilkes para 52,4% e Abilio ficará
com 47,6%.
Cabe
ao Casino adquirir as ações. “Abilio tem o direito de vendê-las e o grupo
francês tem a obrigação de comprá-las”, afirmou o comunicado. No mercado
financeiro, esse mecanismo é chamado de put - uma operação de opções de ações
em que uma parte tem a obrigação de comprar os papéis, caso o vendedor queira
se desfazer deles.
A
varejista francesa terá de efetuar o pagamento em dois dias, a partir da data
de transferência das ações, marcada para acontecer no dia 22 de agosto.
Porta
aberta: Se não optasse por vender a fatia de 2,4% neste ano, Abilio perderia o
direito de exercer a venda de um segundo e maior lote de ações daqui a dois
anos. Trata-se de um lote de 19,4 milhões de ações ordinárias, cujo direito de
venda pode ser exercido por Abilio em até oito anos, a contar de junho de 2014.
Segundo
fontes a par da negociação entre o Casino e o Pão de Açúcar, na prática, Abilio
deixou a porta aberta para sair do grupo a partir de 2014, caso as conversas
com o sócio francês não cheguem a uma solução que antecipe sua saída. A venda
da fatia de 2,4% da Wilkes, anunciada hoje, não encerra as negociações. Abilio
teria aceitado avaliar todas as possibilidades: deixar o grupo com dinheiro ou
com ativos.
Venda de ativos eleva
lucros de São Carlos e CCP
Valor
07.08.2012 - A venda de ativos teve forte impacto positivo nos resultados das
empresas de renda que divulgaram ontem os resultados do segundo trimestre - São
Carlos Empreendimentos e Participações e a Cyrela Commercial Properties (CCP).
A São Carlos teve lucro líquido de R$ 137,6 milhões, seis vezes acima dos R$
17,5 milhões do segundo trimestre do ano passado. A CCP elevou seu lucro em
96,7%, para R$ 76,1 milhões. A receita líquida da São Carlos saltou de R$ 52
milhões para R$ 345,5 milhões. No trimestre, a companhia vendeu cinco lojas de
rua, no valor de R$ 57,7 milhões, e o centro administrativo Rio Negro por R$
232,7 milhões. A CCP vendeu por R$ 199,07 milhões para a Caixa de Assistência
dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) a participação que detinha no
projeto de edifício de escritórios de alto padrão Torre Matarazzo, que está
sendo desenvolvido na avenida Paulista, em São Paulo.
A
receita de locação da São Carlos aumentou 23%. Em relatório, a São Carlos citou
que continua com "grande potencial" de reajuste de contratos de
locação. Há 19% dos contratos vencendo nos próximos 18 meses, nos quais a
empresa estima potencial de reajuste de 31%.
No
segundo trimestre, a CCP obteve incrementos de até 30% em renegociação de
contratos de escritórios comerciais e elevou sua receita de locação do segmento
em 19,3%. A CCP espera manter reajustes dos contratos antigos de aluguel em
patamares acima da inflação. Isso será possível porque as revisionais que vencem,
neste ano, se referem a reajustes de contratos fechados há três anos, quando os
preços estavam muito abaixo dos atuais, conforme o diretor financeiro e de
relações com investidores da CCP, Dani Ajbeszyc.
Nos
novos contratos, os reajustes da CCP serão em linha com a inflação com o
adicional de um prêmio de qualidade, de acordo com Ajbeszyc, pois os novos
empreendimentos já chegam ao mercado com novo patamar de preços.
O
segmento de centros logísticos é o que apresenta as maiores oportunidades de
crescimento para a CCP, segundo o diretor-presidente da companhia, Roberto
Perroni. No segundo trimestre, a CCP comprou mais um terreno em Cajamar (SP),
para desenvolver galpões. "No segmento de escritórios comerciais, é mais
difícil achar terrenos com preços atraentes para desenvolvermos projetos de
qualidade", diz Perroni.
No
fim do segundo trimestre, o portfólio de edifícios corporativos e centros
logísticos da CCP não tinha vacância física. No segmento de shopping centers, a
vacância física era de 3,1%. Em abril, foi lançado o Parque Shopping Belém e,
em maio, o Shopping Estação BH.
Odebrecht e Accor
firmam parceria para 3 novos hotéis em SP
Exame
07.08.2012 - A capital paulista receberá o principal projeto da parceria com a
construção de um complexo hoteleiro na região da Barra Funda. O aumento da
demanda, combinado à baixa oferta de novos empreendimentos em São Paulo, levou
o braço imobiliário da Odebrecht a apostar na construção de três novos hotéis
no estado, em parceria com a Accor, maior grupo hoteleiro do mundo, com Valor
Geral de Vendas (VGV) total de 258 milhões de reais.
A
capital paulista receberá o principal projeto da parceria com a construção de
um complexo hoteleiro na região da Barra Funda, o primeiro no Brasil com a nova
marca do grupo Accor, a ibis Styles (antiga All Seasons).
Com
foco em hóspedes corporativos, o empreendimento tem VGV de 103 milhões de reais
e contará com 308 quartos, com a conclusão prevista para novembro de 2015. Além
do hotel, estão previstos no complexo uma torre de escritórios e outra
residencial, além de um shopping center.
"Hotelaria
é uma oportunidade em São Paulo... a demanda é muito forte e existe carência de
novos quartos", disse o diretor regional da Odebrecht Realizações
Imobiliárias, Paulo Melo.
As
companhias anunciaram ainda dois novos empreendimentos em Santos, no litoral de
São Paulo: Novotel Legend e ibis Valongo, com VGV de 85 milhões e 70 milhões de
reais, respectivamente, e conclusão estimada para abril de 2015 e janeiro de
2016.
Os
projetos, cujos recursos sairão do caixa da Odebrecht, serão vendidos a
investidores. Para a construção, a companhia deve recorrer a uma linha de
financiamento voltada ao mercado imobiliário, ainda em negociação.
"Existe
uma carência de novos hotéis em São Paulo...ficamos muito tempo sem nada ser
apresentado", afirmou o diretor de desenvolvimento da Accor para a América
Latina, Abel Castro. "Existe uma oportunidade muito grande em São
Paulo".
Segundo
ele, seria necessária a inauguração de 18 novos hotéis a cada ano para
acompanhar o atual ritmo de crescimento da demanda.
A
parceria, por meio da qual a Odebrecht já possui três hotéis na Bahia, encerra
um hiato de dez anos sem lançar empreendimentos hoteleiros na cidade de São
Paulo.
Com
portfólio de 15 hotéis no país, 9 deles já lançados com VGV total de 1,075
bilhão de reais, a Odebrecht Realizações Imobiliárias elegeu o modelo de
"complexo multiuso" como estratégia para se diferenciar no segmento
hoteleiro e driblar a escassez de terrenos bem localizados nas grandes cidades.
"Acreditamos
no modelo de desenvolvimento imobiliário de cidade compacta, com lojas,
escritórios e hotel no mesmo local", disse Melo. "Isso cria valor e
conveniência". Embora com variações, os três novos empreendimentos
anunciados nesta terça-feira integram este formato.
"Comprar
terreno bem localizado em São Paulo apenas para construção de um hotel é uma
equação difícil", acrescentou o executivo. "A ideia é equilibrar o
mix do projeto com empreendimentos múltiplos".
Ainda
segundo Melo, o braço imobiliário da Odebrecht deve anunciar outros dois
empreendimentos hoteleiros na capital paulista até o final do ano.
Em
2011, a Odebrecht Realizações Imobiliárias apresentou lançamentos da ordem de 3
bilhões de reais e apurou faturamento de 1,5 bilhão de reais.
Prejuízo da Petrobras
obriga governo a repensar as contas
Brasil
Econômico 07.08.2012 - Tesouro Nacional vê ameaçada estratégia de usar os
dividendos para alcançar a meta do superávit primário.
O
Tesouro Nacional pode ser forçado a remanejar sua estratégia de recebimento de
dividendos dos próximos dois meses dada a frustração de receita que terá com o
prejuízo da Petrobras.
Na
semana passada, a estatal anunciou resultado negativo de R$ 1,3 bilhão, o
primeiro em mais de uma década.
Em
um ano de declínio na arrecadação em razão do arrefecimento econômico, o
governo conta ainda mais com os recursos pagos pela participação em suas
empresas para chegar à meta de superávit primário (economiapara pagar juros da
dívida pública).
O
secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou ontem ao Brasil
Econômico que não comenta a situação da Petrobras por se tratar de uma empresa
com ações em Bolsa.
No
entanto, já havia antecipado que, em 2012, poderia requerer mais dividendos, se
necessário. Tanto que, no mais recente relatório de despesas e receitas, a
previsão para esses recebimentos subiu em R$ 3 bilhões, para R$ 26,5 bilhões, o
segundo maior volume na história.
A
cada três meses a Petrobras paga à União percentual de juros sobre o capital
próprio pelo resultado auferido no trimestre imediatamente anterior. Portanto,
se há prejuízo, nada terá a desembolsar em relação ao balanço específico.
"Certamente
haverá uma frustração em relação aos recursos da Petrobras nesses meses, com
menos dividendos do que estava projetado", disse uma fonte da equipe
econômica.
"Mas
não quer dizer que nada será repassado". Segundo o técnico, existe a
possibilidade de, mesmo com prejuízo apurado, a Petrobras ainda repassar ao
Tesouro uma parcela remanescente do lucro obtido nos primeiros três meses deste
ano.
No
entanto, para o fechamento do ano, o governo vê a possibilidade de recuperação
dos recursos. Principalmente porque a presidente da estatal declarou que as
perspectivas para os próximos dois trimestres são favoráveisa o lucro.
"Se
os resultados forem mais altos no segundo semestre, pode-se compensar a
frustração de receitas de agora", disse a fonte.
Nos
últimos anos, a petrolífera perdeu a primeira posição em remuneração à União -
mantida até o início dos anos 2000 - para o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
Em
alguns anos, inclusive, cedeu o segundo lugar à Caixa Econômica Federal. A
partir de 2005, as empresas do setor financeiro do governo passaram a ganhar
força e a aumentar os repasses.
A
posição dos bancos se consolidou em 2008 quando, para atenuar os efeitos de
escamento do crédito pela crise financeira global, o governo deu impulso extra
às instituições financeiras públicas.
Entre
aquele ano e abril passado, o BNDES, por exemplo, pagou nada menos do que R$
37,5 bilhões ao Tesouro Nacional.
No
mesmo período, a Petrobras desembolsou R$ 14,7 bilhões, a Caixa, R$ 12,31
bilhões e Banco do Brasil, R$ 10,7 bilhões.
Mansueto
de Almeida, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
lembra que a atividade econômica arrefecida pode afetar outras estatais,
principalmente as que não fazem parte do setor financeiro.
"Muitas
empresas têm vindo com lucros bem menores no primeiro semestre". Até mesmo
o BNDES, ressalta, pode reduzir seus lucros.
Allianz quer R$ 5,8
bi em receita no Brasil até 2015
Valor
07.08.2012 - Lange, novo presidente da Allianz: potencial de avanço com venda
casada.
É
com um toque argentino que a Allianz passará a comandar as operações no Brasil neste
ano. Desde 2005 à frente da seguradora na Argentina, Edward Lange foi indicado
para assumir o posto que o chileno Max Thiermann ocupou por nove anos. A meta
do novo comando é ambiciosa. Lange promete quase dobrar a receita da seguradora
no Brasil até 2015, para R$ 5,8 bilhões, disse o executivo ao Valor, em visita
ao país. Em 2011, a Allianz Brasil faturou R$ 3,1 bilhões, avanço de 19,2% ante
o ano anterior, incluindo a operação de seguro saúde.
Lange
resume a estratégia para o salto com uma expressão comum entre os
"hermanos", que pode soar estranha aos ouvidos brasileiros. Ele diz
que a Alianz brasileira vai "cazar en el zoologico" para crescer. Na
Argentina, a frase serve para dizer que algo pode ser mais fácil de fazer
quando feito no lugar certo. No caso da Allianz, Lange acredita que a
seguradora explora pouco a base de grandes clientes corporativos que
conquistou, e que há oportunidades de "caçar" novos negócios entre
eles. Em média, a seguradora tem hoje 1,1 apólice por cliente, proporção que considera
baixa. "Por que olhar para fora se dentro da seguradora há tanto
potencial?", diz.
Uma
das possibilidades para aumentar esse número é vender pacotes de benefícios
(que incluam seguro de vida e saúde, por exemplo), aos funcionários das grandes
companhias que a seguradora tem no portfólio, ou que hoje compram apenas seguro
de carros da Allianz. As apólices de automóvel são a principal carteira da
Allianz brasileira, seguidas pelos segmentos de seguro de transportes e de
riscos de engenharia (que cobrem prejuízos decorrentes de acidentes em
canteiros de obra).
Para
chegar nos R$ 5,8 bilhões, a Allianz precisa seguir crescendo acima do mercado
segurador, que deve avançar 12% em 2012 segundo a Confederação Nacional de
Seguros (CNSeg). A Allianz é a sexta maior seguradora do país em receita, com
4,10% do mercado, sem considerar produtos de previdência. Até maio de 2012,
dado mais recente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a receita
foi de R$ 1,2 bilhão, sem considerar o seguro saúde.
O
crescimento planejado por Lange inclui também um componente estrutural. A
Allianz deve comprar um novo prédio sede em São Paulo, mas ainda não encontrou
um endereço. Hoje, a seguradora tem dois edifícios na capital paulista, que
abrigam seus cerca de 1,3 mil funcionários. Há também um escritório no Rio,
para a operação de resseguros do grupo, a AGCS.
Outra
mudança importante da gestão Lange será implementar no Brasil, em 2013, uma
plataforma tecnológica operacional desenvolvida pela seguradora na Espanha, que
já é usada em Portugal e na Colômbia. A promessa é de ganho de eficiência na
operação. "A Espanha tem um dos índices de gastos administrativos mais
baixos do grupo", afirma.
A
redução de despesas operacionais vem ganhando cada vez mais espaço nas
seguradoras brasileiras, conforme os sucessivos cortes na taxa básica de juros
diminuem o retorno de aplicações financeiras e forçam melhorias na operação. No
caso da Allianz, o rendimento da carteira de aplicações, hoje perto de 13,5%,
deve cair para perto de 12% ou 11%, diz Lange.
Formado
em administração de empresas, Lange ingressou na filial argentina da Allianz em
1995. Desde então, passou pelas subsidiárias da seguradora no Chile, México e
Estados Unidos. O chileno Max Thiermann, que comandava a seguradora, assume a
presidência do conselho de administração, em substituição a Vicente Tardio.
"Acho
que hoje o Brasil é o primeiro foco da Allianz. Depois vem as operações da
Turquia e da Rússia", afirma.
Lucro da Brasilcap
cresce 40% no semestre
Valor
07.08.2012 - A Brasilcap, empresa de títulos de capitalização controlada pelo
Banco do Brasil, lucrou R$ 90 milhões no primeiro semestre, resultado 40% maior
do que o registrado no mesmo período de 2011. O faturamento subiu 17% para R$
1,8 bilhão. Em março, maio e junho, a empresa bateu recordes de faturamento.
Os
números reforçam as pesquisas que apontam que, ao lado da poupança, os títulos
de capitalização são as aplicações preferidas dos brasileiros. Esse tipo de
afirmação costuma dar calafrios em gestores, que rejeitam o produto pelo baixo
retorno que proporciona. Quem compra o título terá rendimento similar ao da
poupança, por um determinado prazo, com a garantia de que terá o dinheiro
investido (principal) de volta. Nesse período, ele concorre a prêmios em
sorteios.
Após
o prazo, não é raro que o cliente receba um valor nominal pequeno em relação ao
inicial. Isso porque se pagar R$ 100 pelo título, não será esse valor integral
que será capitalizado - a empresa desconta uma fração para cobrir seus custos e
taxas para administrá-lo. Márcio Lobão, presidente da Brasilcap, diz em defesa
dos títulos que eles são um instrumento de inserção no mercado e até de
educação financeira. "Quem compra dispõe de valores pequenos com os quais
seria impossível investir em fundos ou ações", diz.
Ele
rejeita qualquer comparação com outras aplicações.
"Quem
investe R$ 1 mil não quer rentabilidade agressiva. Quer a segurança de que não
vai perder o dinheiro. O cliente troca a rentabilidade pela chance de ficar
rico através de um sorteio", afirma Lobão. No primeiro semestre, a empresa
teve 8.504 títulos contemplados. A base ativa é de 4,2 milhões de títulos, nas
mãos de 2 milhões de clientes. Ano passado, a empresa recebeu apenas 15
reclamações, o que mostra o nível de satisfação com o produto, segundo Lobão.
A
Brasilcap quer encerrar o ano com faturamento de R$ 3,7 bilhões - o que, na
prática, significa mantê-lo em padrão semelhante ao do primeiro semestre.
A
gestão de Lobão na empresa, líder do setor no país, é marcada pela
diversificação de produtos. Entre os lançamentos, há títulos que buscam mais
retorno investindo em ações de empresas pagadoras de dividendos e os que
substituem o seguro-fiança - no caso do título, ao final do prazo de locação o
dinheiro volta para o locatário.
Porto Seguro tem
aumento de 38% no lucro do 2º trimestre
Brasil
Econômico 07.08.2012 - A rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE) atingiu 14,5%
no segundo trimestre, contra 11,2% verificado no mesmo trimestre de 2011.
A
Porto Seguro informou que o lucro sem os efeitos do intangível cresceu 38,5%
entre o segundo trimestre deste ano e do ano passado, atingindo R$ 143,1
milhões, contra R$ 103,3 milhões.
Já
a receita total da empresa registrou acréscimo de 13%, ao passar de R$ 2,4
bilhões nos meses de abril a junho do ano passado para R$ 2,7 bilhões em igual
época deste ano.
"No
segundo trimestre de 2012 crescemos 13% nas receitas totais, principalmente
impusionados pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul
(+16%), grande parte em função dos reajuste de preços necessários para
contemplar o cenário atual", diz a empresa em comunicado.
A
rentabilidade sobre o patrimônio (Roae) atingiu 14,5% no segundo trimestre,
contra 11,2% verificado no mesmo trimestre de 2011.
O
índice de sinistralidade total (percentual da receita da seguradora usado no pagamento
de indenizações) subiu nos três últimos meses, passando de 59,2% no segundo
trimestre de 2011 para 60,3% neste ano.
Lucro da BM&F
Bovespa deve somar R$ 296 milhões no trimestre
Brasil
Econômico 07.08.2012 - Ganho de eficiência operacional deve ser o ponto
positivo no balanço a ser divulgado na terça-feira (7/8), após o fechamento do
mercado, segundo HSBC.
A
BM&FBovespa deve reportar um lucro líquido de R$ 296 milhões no segundo
trimestre de 2012, de acordo com a projeção do analista Paulo Ribeiro, do HSBC.
Confirmado,
o valor irá representar um crescimento de apenas 0,7% na comparação com o mesmo
período do ano passado, e de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente
anterior.
Esse
crescimento na margem deve refletir o sólido aumento na receita de derivativos,
parcialmente compensado pela queda da receita financeira, e por um incremento
modesto na receita de ações.
A
alta anual, de acordo com Ribeiro, decorre da acentuada elevação na carga
tributária, devido à decisão de não realizar o pagamento de juros sobre o
capital próprio neste trimestre, o que possibilita a obtenção de benefício
fiscal para a companhia.
O
destaque positivo no balanço da Bolsa deve vir do ganho de eficiência
operacional. O HSBC projeta alta de 3,7% nas despesas operacionais, na
comparação com o primeiro trimestre, e de 3,4% em bases anuais, abaixo da
inflação no período.
"Esperamos
que a empresa continue a cumprir seu guidance de forte otimização de custos em
2012. Isso é ainda mais impressionante quando consideramos a extensão e a
complexidade das iniciativas tecnológicas atualmente em curso", diz
Ribeiro, em relatório.
A
margem Ebitda da Bolsa deve ter encerrado o mês retrasado em 72,4%, ante 59,6%
em igual período de 2011, e 64% em março último, refletindo o compromisso da administração
de aprimorar a eficiência operacional.
Pelo
lado negativo, aparece a receita financeira da companhia, que deve ter recuado
14,9% na margem, para R$ 55,8 milhões.
A
queda na taxa de juros e a desvalorização do real, uma vez que os juros pagos sobre
a dívida emitida em dólares ficaram ligeiramente mais caros em reais, foram
apontados como razão para o desempenho da receita.
Em
bases anuais, a receita financeira da BM&FBovespa deve ter caído 21,2%.
Marcopolo revisa
estimativas, após alta de 19% na receita
Brasil
Econômico 07.08.2012 - Marcopolo revisou as estimativas para este ano, prevendo
produção de 32.500 ônibus. Apesar disso, lucro da empresa caiu 20,6%,
pressionado por despesas financeiras líquidas de R$ 1,2 milhão. A Marcopolo reportou receita líquida
consolidada de R$ 918,6 milhões no segundo trimestre deste ano, registrando um
crescimento de 19,3% na comparação com o mesmo período de 2011, quando a
receita somou R$ 770,2 milhões. As receitas advindas do Brasil aumentaram
apenas 1,3%, porém as de exportação e obtidas no exterior tiveram um
crescimento bem mais expressivo, de 60,5%, somando R$ 375,5 milhões.
Segundo
a companhia, essa elevação é "explicada pelo aumento de 9,7% no volume
vendido, pelo faturamento de chassis no valor de R$ 44,7 milhões, pela
consolidação da Volgren, na Austrália, no valor de R$ 88,5 milhões, e pela
maior receita das exportações em função da variação cambial".
O
lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em
inglês) caiu 5,1%, passando de R$ 97,3 milhões para R$ 92,3 milhões.
O
resultado foi pressionado pela piora no resultado financeiro líquido, que foi
negativo em R$ 1,2 milhão contra os R$ 24,6 milhões positivos registrados em
2011.
"Este
resultado é em grande parte explicado pelo menor volume de aplicações
financeiras, com rendimento mais baixo em função da queda da taxa de juros, e
das perdas com os hedges cambiais sobre as exportações em função da
desvalorização do real frente ao dólar norte americano", afirmou a
Marcopolo.
O
lucro líquido também registrou queda (-20,6%) na base de comparação anual,
somando R$ 60,6 milhões, contra R$ 76,3 milhões um ano antes.
Produção:
A produção consolidada da Marcopolo aumentou 8,1% no segundo trimestre, somando
7.976 unidades. No Brasil, a produção caiu 5,7%, para 4.484 unidades, enquanto
no exterior ela aumentou 33,1%, para 3.492 unidades.
A
participação de mercado da Marcopolo no Brasil foi de 45,6% no segundo
trimestre. No segmento de ônibus rodoviários, a fatia foi maior, de 61,3%.
Revisão
das estimativas: A Marcopolo revisou as estimativas para este ano, prevendo
investimentos de R$ 220 milhões, receita líquida de R$ 3,8 bilhões e produção
de 32.500 ônibus. Ao final do primeiro trimestre, a expectativa de receita era
de R$ 3,6 bilhões.
House Shine
Folha
07.08.2012 - A rede portuguesa de limpeza House Shine, que acaba de entrar no
Brasil, abrirá 60 franquias no país até o final deste ano. Para 2013, a meta da
companhia são 300 novas unidades.
Grupo EBX tem novo
diretor financeiro
Brasil
Econômico 06.08.2012 - Otavio Lazcano assumirá o cargo de diretor financeiro da
EBX Holding em substituição a Nicolau Chacur.
O
Grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou nesta segunda-feira (6/8) que o
diretor presidente da LLX, Otavio Lazcano, assumirá o cargo de diretor
financeiro da EBX Holding, em substituição a Nicolau Chacur, acumulando as duas
funções. Lazcano atuou, de 2002 a 2009,
como diretor financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Além disso, atuou
na Aracruz, uma das maiores companhias de papel e celulose do mundo.
Nicolau
Chacur deixa a EBX para novos desafios profissionais. "O Grupo EBX segue
firme no seu plano de investimentos. Estamos capitalizados para fazer frente à
execução dos projetos estruturantes desenvolvidos no Brasil, Chile e
Colômbia", disse Eike Batista, presidente do Grupo EBX, em comunicado.
"Desejo sucesso para Lazcano em seu novo desafio e agradeço a Chacur por
todo empenho e profissionalismo junto ao nosso grupo", concluiu.
Analistas reduzem
projeção de crescimento econômico e elevam estimativa de inflação
Agência
Brasil 07.08.2012 - Analistas de instituições financeiras voltaram a reduzir a
projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão
do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no
país, caiu de 1,9% para 1,85%. Para 2013, a projeção também caiu de 4,05% para
4%.
Em
queda há dez semanas, a projeção de retração da produção industrial passou de
0,44% para 0,69%. Para 2013, a expectativa é que haja recuperação, com
crescimento de 4,4%, ante a estimativa de 4,3%.
Além
de esperar uma atividade econômica em ritmo menor este ano, o mercado
financeiro projeta mais inflação. A estimativa para o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, subiu pela quarta semana seguida, ao
passar de 4,98% para 5%. Para o próximo ano, a projeção para o IPCA permanece
em 5,5%, há seis semanas consecutivas.
As
estimativas estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite
superior de 6,5%. Cabe ao BC manter a inflação sob controle. Um dos
instrumentos usados pelo Banco Central para controlar a inflação e o nível de
atividade é a taxa básica de juros, a Selic.
Como
considera que os riscos para a inflação são reduzidos e o ritmo da atividade
econômica está mais lento, o BC tem cortado a taxa Selic desde agosto do ano
passado. Por isso, os analistas esperam que nos dias 28 e 29 deste mês, quando
ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a
Selic seja reduzida dos atuais 8% para 7,5% ao ano. Além desse corte, os
analistas agora esperam uma redução de 0,25 ponto percentual, ainda este ano.
Assim, a Selic encerrará 2012 em 7,25% ao ano, de acordo com a estimativa.
Para
o fim de 2013, segundo os analistas, a Selic deve voltar ao patamar de 8,5%. No
próximo ano, a expectativa é que a economia esteja mais aquecida e com isso,
seja necessário subir a Selic para que os preços não saiam do controle.
Intelsat 9 fica fora
do ar por seis horas; operadora ainda busca explicação para falha
Teletime
06.08.2012 - A Intelsat ainda investiga o que teria causado a falha no satélite
Intelsat 9 no último domingo, 5, mas já se sabe que o equipamento perdeu a
referência da Terra e passou a girar no espaço. “Ele perdeu o apontamento e
ainda estamos buscando explicações para o problema”, diz uma fonte próxima ao
assunto.
Por
causa da falha, o equipamento ficou inoperante por aproximadamente seis horas,
deixando fora do ar canais das programadoras Discovery, Turner, Fox, Viacom,
além de Eurochannel, TV5 Monde, Rai, DW, Enlace TV, CCTV, 3ABN, Russia Today,
Al Jazeera, France 24, Sonlife, Band Internacional, Band News Internacional,
NHK, TVN, Caracol, é (TV), TV Azteca, Antena 3, Multipremiere, Multicinema,
CineLatino, ZAZ, Viva Sports, canais adultos como Playboy TV, Vênus e Forman,
entre outros.
Para
contornar o problema, alguns programadores passaram a carregar seus canais em
outros satélites. Procurada por TELETIME, a filial brasileira da Intelsat não
se pronunciou. Em comunicado no site internacional da Intelsat, a empresa diz
apenas que "o Intelsat 9 experimentou uma interrupção de serviço no
domingo, 5 de agosto" e que "a funcionalidade do satelite já foi
restabelecida", bem como os serviços dos clientes afetados.
Even tem queda de
26,3% no lucro líquido do 2º trimestre
Exame
07.08.2012 - A construtora e incorporadora Even teve lucro líquido de 39,7
milhões de reais no segundo trimestre, queda de 26,3 por cento ante o resultado
positivo de um ano antes, informou a companhia nesta terça-feira. A geração de
caixa medida pelo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização
(Ebitda) somou 85,98 milhões de reais, 13 por cento a mais que no segundo
trimestre do ano passado.
A
companhia entregou 13 projetos no primeiro semestre, em um total de 1,1 bilhão
de reais em valor geral de vendas (VGV), considerando o preço de venda na época
do lançamento, na parte Even. Esse resultado responde a 62 por cento da
expectativa para o ano.
No
segundo trimestre, a parcela Even teve lançamentos de 184,3 milhões de reais,
vendas de 321,6 milhões de reais e compras de terreno no valor de 213 milhões
de reais em VGV.
Lucro da Direcional
Engenharia sobe 21% no 2º trimestre
Brasil
Econômico 07.08.2012 - O valor geral de vendas (VGV) lançado atingiu R$ 470,2
milhões no segundo trimestre, ante R$ 287,9 milhões em igual época do ano
passado, alta de 63,3%.
A
incorporadora e construtora Direcional Engenharia informou nesta segunda-feira
(6/8) que seu lucro líquido ajustado somou R$ 49,1 milhões no segundo trimestre
deste ano, alta de 21,2% em relação ao mesmo trimestre de 2011.
No
primeiro semestre, o avanço foi de 13,5%, totalizando R$ 103,6 milhões.
A
receita líquida da companhia atingiu R$ 323,4 milhões nos meses de abril a
junho deste ano, contra R$ 244,6 milhões contabilizados em igual época de 2011,
com expansão de 32,2%.
A
receita líquida no primeiro semestre bateu recorde, chegando a R$ 651 milhões,
aumento de 36% em comparação ao mesmo período do ano passado.
O
lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em
inglês) ajustado no segundo trimestre foi de R$ 70,8 milhões, avanço de 46,5%
em relação ao mesmo trimestre de 2011, quando chegou a R$ 48,3 milhões.
Segundo
a empresa, a dívida líquida sobre patrimônio líquido atingiu 21,3%
O
valor geral de vendas (VGV) lançado atingiu R$ 470,2 milhões no segundo trimestre,
ante R$ 287,9 milhões em igual época do ano passado, alta de 63,3%.
No
primeiro semestre, a construtora e incorporadora entregou sete empreendimentos,
com VGV de R$ 322,1 milhões e 2.726 unidades, superando em 44,5% o total de
entregas em 2011.
Após capitalização,
PDG terá mudanças
Valor
07.08.2012 - Na esteira da conclusão do processo de capitalização da PDG Realty
proposto pela Vinci Partners, prevista para o fim deste mês, serão definidas a
sucessão do cargo de presidente da companhia, com a substituição de Zeca
Grabowsky, e mudanças operacionais na incorporadora. Conforme fontes, haverá
substituição em outros cargos do alto escalão da PDG e transferência da sede
para São Paulo, com fechamento do escritório da holding, no Rio de Janeiro.
Procuradas pelo Valor, a PDG e a Vinci não se pronunciaram.
Conforme
fontes, Marco Kheirallah, que já passou pelo Pactual e pela Vinci, esteve entre
os cotados para assumir a PDG. O ex-diretor de Relações com Investidores da BR
Malls, Leandro Bousquet Vianna, também foi cogitado, mas não houve acordo sobre
os termos de contratação. O escolhido para o cargo ainda passará pelo crivo do
conselho de administração.
No
mercado, há comentários que a PDG chegou a contratar headhunters para buscar o
sucessor de Grabowsky, inclusive em outros setores. Esse processo teria sido
interrompido após a proposta de capitalização feita pela Vinci. Se a Vinci
assumir o controle da PDG após a capitalização, a definição do sucessor de
Grabowsky deve ocorrer mais rapidamente.
Grabowsky
permanecerá no conselho de administração da PDG e, conforme fontes, poderá ir
para a Vinci, até o fim de setembro, para se tornar consultor de um fundo
imobiliário. Em novembro de 2011, quando o executivo anunciou sua intenção de
deixar, posteriormente, a presidência da PDG, a expectativa era que ele
assumiria a presidência do conselho. Caso a Vinci assuma o controle da PDG,
Gilberto Sayão da Silva, atual presidente do conselho, pode permanecer na
posição.
A
Vinci propôs aumento de capital para a PDG que pode chegar a R$ 799,9 milhões,
pela emissão privada de 199 milhões de bônus de subscrição. O compromisso
assumido é subscrever 81,4% dos bônus, desde que consiga o mínimo de 54,8% do
total, após a primeira rodada de sobras. Os recursos da capitalização entrarão
no caixa da PDG até o fim do mês.
Outra
mudança em vista, conforme fontes, é a escolha de um executivo para ocupar o
cargo de diretor vice-presidente da PDG, vago desde a saída de Michel Wurman da
companhia, em meados de maio. Para a vice-presidência, estaria sendo cotado um
ex-diretor de crédito imobiliário do Santander. O novo vice-presidente será
responsável pela área financeira, que será desmembrada da diretoria de relações
com investidores, de acordo com fontes.
Para
o cargo de diretor de Relações com Investidores, poderá ser escolhido Pedro
Quintella, sócio da Vinci e membro do conselho fiscal da PDG, em substituição a
João Miguel Mallet Racy Ferreira, que acumula a função, atualmente, com a de
diretor financeiro. Posteriormente, outra substituição que pode ocorrer é a do
diretor jurídico da PDG, Cauê Castello Veiga Innocêncio Cardoso, conforme
fontes.
Do
lado operacional, mudanças ocorrerão em função do novo tamanho da
incorporadora, após o corte de 47% no ponto médio dos lançamentos previstos
para 2012. A maior parte das atividades operacionais da PDG está em São Paulo,
e a tendência é que a holding perca sua função à medida que haja integração das
atividades originadas da própria PDG, da Agre e da Goldfarb.
A
PDG já divulgou que estima economizar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões por
ano quando for concluída a implantação do centro de serviços compartilhados
(CSC). A redução de custos será sentida, principalmente, em 2013. Segundo
fontes, a companhia conseguirá reduzir seus custos anuais em R$ 100 milhões com
mudanças no alto escalão, cortes de colaboradores e fechamento do escritório da
holding.
Algumas
demissões na chamada área de backoffice, que inclui relacionamento com clientes
e contas a pagar, já começaram a ocorrer com a implantação do CSC. Até o fim do
ano, haverá cortes nos escritórios de São Paulo em funções relacionadas mais
diretamente à incorporação imobiliária - lançamentos e vendas -, justamente
pelo corte da meta de VGV.
Na
segunda-feira, a PDG vai divulgar seus resultados do segundo trimestre.
Trata-se do balanço mais esperado do setor - nos dois últimos trimestres, a
companhia apresentou resultados ruins, e há perspectiva que novos estouros de
orçamento possam ser anunciados. O mercado espera que a PDG apresente
resultados piores que os do segundo trimestre do ano passado.
Grupo Hubert
Folha
07.08.2012 - O número de ações contra a inadimplência em condomínios aumentou
28,2% em julho em São Paulo, ante o mês anterior, segundo levantamento do Grupo
Hubert.
No
acumulado deste ano, o total de processos é de 6.310, com alta de 12% em
relação a 2011. "A tendência é que 2012 feche com aumento ou, na melhor
das hipóteses, igual ao ano passado", diz o diretor da empresa responsável
pela pesquisa, Hubert Gebara.
Confeito: Apex quer
ampliar exportação
MonitorMercantil
07.08.2012 - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex-Brasil), do governo federal, assinou, no Rio de Janeiro, novo convênio do
Projeto Sweet Brasil com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates,
Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). A iniciativa tem como objetivo
ampliar a internacionalização da indústria nacional do setor.
Em
2011, as exportações do setor alcançaram US$ 336 milhões. O convênio tem valor
de R$ 5,3 milhões e envolve a execução de ações no período 2012 a 2014. A
assinatura ocorreu durante a abertura oficial da 15ª Feira Sweet Brasil
Internacional, no Riocentro, evento paralelo à 32ª Convenção Anual do
Atacadista Distribuidor.
O
Projeto Sweet Brasil foi iniciado pela Apex-Brasil e pela Abicab em 1998. Os
dois convênios mais recentes, firmados em 2008 e 2010, somaram R$ 10,6 milhões
em investimentos para ampliar a participação dos produtos brasileiros desse
segmento no mercado estrangeiro, informou a assessoria de imprensa da
Apex-Brasil. "A gente percebe que o projeto evoluiu muito ao longo do
tempo", disse o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Rogério Bellini.
Com EBP, governo quer
acelerar estudos de concessão de rodovias
Valor
07.08.2012 - O governo decidiu recorrer à Estruturadora Brasileira de Projetos
(EBP) para preparar os estudos técnicos que vão balizar as novas concessões de
rodovias do país, o maior pacote de estradas já planejado pelo governo para
migrar para as mãos do setor privado. O Ministério dos Transportes deu 150 dias
para que a EBP - empresa privada de engenharia que tem entre os seus sócios o
Banco do Brasil e o BNDES - apresente um relatório aprofundado sobre a
concessão de cada um dos sete trechos de estradas que, pela avaliação
preliminar do ministério, são viáveis para serem concedidos.
Os
leilões envolverão 5,7 mil km de estradas federais, conforme adiantado pelo
Valor na semana passada. O maior trecho, de 1.423 km, fará a ligação de três
rodovias do Mato Grosso do Sul (BRs 163, 267 e 262), até chegar à divisa com o
Mato Grosso e São Paulo. A EBP tem se firmado como opção do governo para realizar
estudos sobre viabilidade ambiental, técnica e econômica de novas concessões.
No transporte rodoviário, a companhia já foi responsável pelos projetos de
concessão da BR-101, entre Espírito Santo e Bahia, e da BR-470, em Santa
Catarina. No setor aéreo, respondeu pelos estudos que suportaram a concessão
dos aeroportos de Campinas, Guarulhos e Brasília, uma atuação que causou ruídos
no mercado.
A
EBP presta serviços para o governo federal sem a necessidade de ter de passar
por processo de licitação. Criada em 2008 com o propósito de apoiar projetos de
infraestrutura do governo, a companhia executa seus serviços apenas por meio de
uma "autorização" dada pelo órgão interessado. A partir daí, a EBP
assume, por sua conta e risco, o financiamento dos estudos que vai realizar. O
governo não faz um repasse direto para bancar esses relatórios. Tudo é
financiado com o próprio caixa da EBP. A companhia só recebe pelo trabalho
prestado se aquele projeto que estudou for, efetivamente, concedido pelo
governo. Além disso, quem paga a conta pelos serviços prestados é o
concessionário que vencer o leilão e não o setor público. "Não temos
nenhum contrato com o governo, trata-se de uma autorização. Por conta do
interesse comum entre o governo e a companhia, nos dispomos a investir parte de
nosso capital para realizar esses estudos", diz Helcio Tokeshi,
diretor-geral da EBP.
No
leilão dos aeroportos, a EBP faturou R$ 17 milhões com as empresas que venceram
os leilões. "Não temos o lucro como meta. Temos a missão de viabilizar
projetos de infraestrutura do governo e criar oportunidades de investimento
privado", diz Tokeshi.
Para
atender o prazo de 150 dias estipulado pelo governo, a EBP deverá montar uma
"força-tarefa", o que significa subcontratar uma série de empresas
que vão a campo coletar informações para os estudos. Como é uma empresa
privada, essas contratações também são feitas sem licitação.
A
estimativa é de que algo entre 150 e 200 profissionais sejam contratados para
levantar as informações. Estão previstas operações como o levantamento
detalhado do fluxo de veículos em cada quilômetro das estradas, um processo em
que a contagem de tráfego é feita durante uma semana, 24 horas por dia.
Recolhida as informações, tudo é consolidado internamente pela EBP, que tem
apenas 14 funcionários em seu quadro fixo.
A
autorização dos estudos de rodovias dada à companhia pelo Ministério dos
Transportes estipula um repasse com teto de R$ 40 milhões para seus acionistas,
caso as concessões tenham sucesso. Além das estatais Banco do Brasil e BNDES, a
EBP tem outros sete bancos privados entre os sócios Bradesco, Citibank,
Espírito Santo, Itaú BBA, HSBC, Santander e Votorantim.
O
prazo de 150 dias poderá ser prorrogado, se necessário. "Apesar dessa
possibilidade, não trabalhamos com ela, queremos cumprir o cronograma",
diz Tokeshi. No caso dos estudos realizados para os aeroportos, por exemplo, o
trabalho foi concluído em 120 dias. A previsão é que os relatórios das rodovias
fiquem prontos em janeiro de 2013 para, a partir daí, terem seus editais submetidos
ao Tribunal de Contas da União. O leilão das rodovias teria condições,
portanto, de ser realizada ainda no primeiro semestre do ano que vem. As
concessões rodoviárias fazem parte do pacote de infraestrutura que o governo
pretende passar para o setor privado. Outros 5 mil km de malha ferroviária
estão nos planos.
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