quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Azul.CA.08.08

Daily News


Casas Bahia, Extra e Ponto Frio terão livrarias online
ESPNVarejo 09.08.2012 - Iniciativa faz parte da campanha de voltas às aulas do grupo Nova Pontocom. Expectativa do lançamento dos portais é que as vendas aumentem em até 40%.
A Nova Pontocom firmou parceria com editoras atuantes no mercado nacional para impulsionar a venda de livros no período de volta às aulas. A ação transformou os portais das marcas Casas Bahia, Extra e Ponto Frio em livrarias online. Os títulos são diversificados e englobam áreas de conhecimento em humanas, exatas e biológicas. O grupo espera alavancar as vendas em até 40%. Entre as facilidades para chegar ao resultado esperado a companhia terá parcelamento em até 12 vezes sem juros e frete gratuito para algumas localidades.


Cosan concentra moagem de cana em busca de melhores resultados
Estadão 09.08.2012 - A Cosan optou por postergar o início da safra 2012/13 e concentrar a moagem da cana à espera do aumento dos níveis de açúcares recuperáveis (ATR) e da produtividade, o que pode colaborar para reverter perdas registradas no seu primeiro trimestre fiscal, disse o presidente da companhia nesta quinta-feira.
No primeiro trimestre encerrado em junho, a Raízen Energia --joint venture entre a Shell e a Cosan-- registrou uma redução de quase 40 por cento na moagem da cana em relação ao mesmo período do ano passado, para 11 milhões de toneladas.
A Cosan anunciou na noite de quarta-feira um prejuízo líquido de 17,1 milhões de reais no primeiro trimestre do ano fiscal, ante um lucro líquido ajustado de 167,5 milhões de reais, e a companhia atribuiu a perda principalmente à alta do dólar e ao atraso da safra 2012/2013.
Visando uma produtividade maior, a empresa --maior produtora de açúcar e etanol do Brasil-- espera reverter o resultado inicial.
"Nós temos uma capacidade de moagem muito grande e estamos concentrando a safra para pegar o ATR no seu pico. É por isso que estamos diferente das outras usinas, que poderão ver safra mais longa", disse Marcos Lutz, presidente em teleconferência para comentar os resultados.
Segundo Lutz, a decisão se justifica porque a expectativa é de que a moagem deve ser bem menor do que sua capacidade. "A decisão correta, do ponto de vista de eficiência, é concentar (a moagem) dentro dos meses onde a produtividade agrícola vai estar no pico", explicou o executivo.
Este atraso ocorre também pelo efeito da seca, que dificultou o crescimento das plantas durante o desenvolvimento da safra, e posteriormente pelas chuvas que atrasaram a colheita até julho.
No acumulado da safra 12/13, a moagem de cana teve queda de 22 por cento e somava 170,5 milhões de toneladas até meados de julho, apontam dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).
No início da semana, Lutz havia afirmado que o ritmo da moagem de cana da Raízen aumentou com o tempo mais seco desde meados de julho e a companhia já espera recuperar o atraso inicial.
Como exemplo, durante a teleconferência, Lutz informou que apenas na quarta-feira a indústria moeu 334 mil toneladas, o que indicaria que a moagem das 55 milhões de toneladas previstas para esta temporada poderia ser feita em cerca de 160 dias. "Obviamente, que deve ser um pouco maior, porque tem chuva... mas isso mostra que estamos concentrando a safra", acrescentou.
A companhia não alterou as estimativas para a nova safra 2012/13 apresentadas em maio e prevê moagem entre 52 e 55 milhões de toneladas, versus 53 milhões de toneladas em 2011/12.
As vendas de açúcar estão previstas entre 3,9-4,2 milhões de toneladas, versus 3,97 milhões de toneladas do ciclo anterior. Para o etanol, a estimativa é de vendas 1,85-2,05 bilhões de litros, contra 1,9 bilhão da última temporada.  Às 12h51 as ações da companhia operavam em baixa de 1,1 por cento, enquanto o Ibovespa recuava 0,8 por cento.


Itaipu atinge recorde capaz de suprir mundo por 39 dias
Exame 09.09.2012 - Hidrelétrica atingiu o marco de 2 bilhões de megawatts-hora (MWh) na noite de ontem, em meio às declarações do governo paraguaio de "cessar" venda de energia para o Brasil . Usina de Itaipu: produção acumulada desde 1984 supriria o Paraguai por 183 anos
Em meio às ameaças do governo paraguaio de "cessar" a venda de energia para o Brasil, a usina de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo em capacidade instalada, alcançou na noite desta quarta-feira um recorde mundial. Desde que entrou em operação, em 1984, até às 18h55 de ontem, a hidrelétrica gerou um total de 2 bilhões de megawatts-hora (MWh), ultrapassando a a marca histórica de 2008, quando a usina produziu 94,6 milhões de MWh. Todo o volume de energia produzido por Itaipu nesses 28 anos seria suficiente para atender o consumo de energia elétrica do mundo inteiro por 39 dias.
Considerando apenas as necessidades do Brasil – indústrias, residências, comércio e setor público –, toda essa megageração supriria a demanda nacional por até quatro anos e 8 meses. Já do Paraguai, sócio no empreendimento, por 183 anos. Agora, um novo marco da produção acumulada, de 3 bilhões de MWh, só deve ser atingido em 2023, quando a binacional quitará a dívida contraída para sua construção.
Atualmente, Itaipu responde por 19% da energia consumida pelo Brasil e a 91% do consumo paraguaio.


Acordo com Belo Monte garante rede de água e esgoto em Altamira (PA)
Valor 09.09.2012 - Os empreendedores responsáveis pela construção e operação da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), assinaram acordo com a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) para a construção de sistema de água e esgoto na cidade de Altamira, localizada na região Sudoeste do Estado. A concessionária da usina, a Norte Energia, informou que a previsão de entrega dos dois sistemas é de até três anos, a serem operados pela Cosanpa.
Segundo a Norte Energia, Altamira possui cobertura de apenas 18% de redes de água e não dispõe de sistema de esgoto. A empresa explicou que o compromisso de construir o sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto, com o tratamento dos resíduos, faz parte das condicionantes que integram a licença de instalação da obra, expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Em nota, Antônio Kelson, diretor de engenharia e construção da Norte Energia, afirmou que o cumprimento desta condicionante é “singular” no sentido de melhorar a qualidade de vida da população de Altamira. “Sentimos gratificados em resgatar esta dívida social”, disse.
As obras de saneamento básico deverão ficar prontas após o começo da operação de Belo Monte. O empreendimento tem o início da geração de energia programado para fevereiro de 2015.
Belo Monte totalizará 11,233 mil megawatts (MW) de potência e tem a previsão de ser a terceira maior usina do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional (Brasil/Paraguai) Itaipu.
A Norte Energia é formada por empresas do Grupo Eletrobras (49,98%), Petros (10%), Neoenergia (10%), Cemig (9,77%), Vale (9%), Funcef (5%), Caixa FIP Cevix (5%), Sinobras (1%) e J.Malucelli Energia (0,25%).


Grupos brasileiros são maioria entre as holdings de franquias
DCI 09.08.2012 - No varejo brasileiro, mais precisamente no setor de franquias, por trás dos grandes players estão holdings formadas por grupos de investidores nacionais, o que é diferente do que se vê na liderança do setor supermercadista, onde as três maiores do mercado, por exemplo, têm capital estrangeiro no seu financiamento.
No franchising, as holdings que coordenam as marcas envolvidas são de capital nacional, sendo 41 os grupos que administram – alguns com a participação de bancos de investimentos – boa parte das 2.030 bandeiras operantes no Brasil, conforme apurou o DCI.
O foco de atuação desses grupos é maior na capital e no interior do Estado de São Paulo, segundo Ricardo Camargo, diretor- -executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF). “São 41 os grupos que trabalham em conjunto com a entidade, tendo como foco maior de atuação e potencial de crescimento as áreas de alimentação e moda”, disse.
Os maiores investidores são empresários paulistanos, mas as empresas que atuam no nordeste também têm pleiteado espaço do mercado nos últimos anos. “Quem tem procurado vir para São Paulo é o grupo Bonaparte, com nicho de atuação no fast-food [marcas Bonaparte, Galileu, Monalisa e Donatário], que já tem feito investidas por aqui”, afirma Camargo.
A importância do grupo, fundado em Recife (PE), em 1996, é ressaltada pelo sócio-diretor da baStockler, Luís Henrique Stockler. “No nordeste eles são considerados o maior em franquias de alimentação. Eles têm operações também no Rio de Janeiro e, timidamente, em São Paulo.”
Fato que deve ser destacado é que, dentre essas empresas – holdings e grupos que reúnem diversas marcas -, a grande maioria atua em mais de um nicho de mercado, o que ajuda a pulverizar as bandeiras por todos os estados brasileiros e atrair um número maior do que os especialistas chamam de franqueados profissionais – empresários que escolhem atuar em segmentos diferentes para ampliar seus ganhos.
“Ter um mix de opções mais diversificado faz com que esses conglomerados de empresas tenham uma atuação maior e consigam atender melhor, o que na maioria das vezes é seu foco principal, este é o franqueador profissional”, enfatiza.
Camargo explicou que no Brasil não existem muitas holdings estrangeiras atuando no setor de franchising, pois é mais fácil crescer em outros países utilizando uma empresa nacional do que ter uma marca estrangeira.
“Marcas estrangeiras preferem crescer apostando mais em lojas próprias, ou pelo franqueador máster, como é o caso do McDonald’s, que tem como representante da marca a empresa argentina Arcos Dourados”, diz. “Outro fator a ser levado em consideração é que, com essa ampla atuação, além de atender o empresariado, esses players conseguem atingir um número maior de consumidores”, completa.
Ainda segundo os especialistas, a probabilidade de se ter um número maior de empresas brasileiras que se unem e formam holdings e grupos é muito grande. “A intenção de unir operações dentro de uma mesma empresa é atingir todo o território nacional”, diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF.
Grandes nomes: Dentre as empresas gigantes do setor está o Grupo Multi, que detém as marcas Wizard, Yázigi, Skill, Alps, Quatrum, Microlins, SOS, Bit Company, People e Smartz (voltadas à educação e ao ensino profissionalizante).
Entre bons nomes, destaque para a SMZTO Participações, que atualmente envolve Instituto Embelleze, Estação BellezaPura, Casa do Sorvete Jundiá, Donna’s Cozinha Criativa, Mixirica, OdontoCompany, Praquemarido, Multicanalidade, L’Entrecôte de Paris, Casa X e Protezione, além de negócios na área de tecnologia – NS Water [máquina de fazer água a partir do ar - H2O Pure] e Eaglesat [máquina geradora de ozônio]. Segundo José Carlos Semenzato, presidente da SMZTO Participações, a holding já surgiu no mercado como uma operação multissetorial. Ainda segundo ele, estão em análise a inserção de outras bandeiras ao conglomerado. “Aqui na SMZTO estamos sempre com negócios em análise. Neste momento temos mais de 10 negócios em estudo, dos quais pelo menos dois negócios devem nascer ainda este ano. Temos estrutura para administrar até 20 marcas. Porém, queremos qualidade, não quantidade.”
No ano passado a empresa administradora de franquias faturou R$ 150 milhões. Para este ano, prevê um setor ainda aquecido.
O segmento conta ainda com players como o Grupo Trigo, com as marcas de fast-foodSpoleto, Domino’s Pizza e Koni Store; o Grupo Prepara, com as operações Prepara Cursos, Aprenda Idiomas e Ensina Mais; o Grupo CRM, com as franquias Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau – sendo esta a que mais cresce e quer ter 100 novas lojas neste ano.


Fras-le anuncia os resultados do segundo trimestre e primeiro semestre de 2012
MonitorMercantil 09.08.2012 - A Fras-le S.A., fabricante mundial de blocos (lonas para veículos comerciais) e pela liderança de mercado no Brasil, anuncia seus resultados do segundo trimestre de 2012 (2T12) e primeiro semestre de 2012 (1S12). As informações financeiras e operacionais da Companhia são consolidadas e os valores monetários estão expressos em reais, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (Iasb) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, exceto quando de outra maneira indicado. As comparações são feitas com o segundo trimestre de 2011 (2T11), primeiro trimestre de 2012 (1T12): receita bruta total, antes da consolidação: R$ 232,0 milhões ou 10,8% superior ao 1T12 e 15,3% maior que o 2T11; receita líquida consolidada: R$ 170,2 milhões ou 12,4% mais que o 1T12 e 16,8% superior ao 2T11; receita líquida no mercado nacional: R$ 91,1 milhões ou 5,2% superior ao 1T12 e 14,1% mais que o 2T11; receita líquida no mercado externo: R$ 79,1 milhões ou 22,1% superior ao 1T12 e 20,1% mais que o 2T11; exportações Fras-le Brasil (FOB): US$ 28,1 milhões ou 8,1% superior ao 1T12 e 13,3% menos que o 2T11; faturamento no mercado externo (Exportações e unidades do exterior): US$ 41,7 milhões ou 14,0% superior ao 1T12 e 0,9% mais que o 2T11; Ebitda: R$ 26,9 milhões ou 68,0% superior ao 1T12 e 37,1% maior que o 2T11; lucro bruto consolidado: R$ 50,8 milhões ou 41,1% superior ao 1T12 e 34,0% maior que o 2T11; e lucro líquido consolidado: R$ 6,8 milhões ou 43,3% maior que o 1T12 e 54,3% menos que 2T11. Voltar
Banco PanAmericano tem prejuízo de R$ 262,5 milhões no segundo trimestre
MonitorMercantil 09.08.2012 - O Banco PanAmericano, que tem como sócios a Caixa Econômica Federal e o BTG Pactual, registrou prejuízo líquido de R$ 262,5 milhões, no segundo trimestre do ano. A informação foi divulgada na noite de ontem pelo banco. No mesmo período do ano passado, o banco também registrou prejuízo, mas bem menor: R$ 25,5 milhões. No primeiro trimestre, houve lucro líquido de R$ 2,9 milhões. Segundo o relatório do banco, o resultado negativo no primeiro semestre decorre do "menor volume de créditos cedidos no período, R$ 1,2 bilhão, comparados aos R$ 4,1 bilhões cedidos durante o primeiro semestre de 2011, e à maior despesa de provisão [recursos para cobrir possíveis perdas com inadimplência] para créditos de liquidação duvidosa". A carteira total de crédito do banco chegou a R$ 10,757 bilhões ao final do segundo trimestre, 6% acima dos R$ 10,151 bilhões de igual período de 2011. O crédito para pessoas físicas correspondia a 84,9% da carteira, no final do último semestre. O Índice de Basiléia do banco estava em 20,13% em 30 de junho de 2012, comparado a 14,13% em 31 de março de 2012.


TIM vai ao Senado e rebate acusações de derrubada de chamadas
MonitorMercantil 09.08.2012 - Em nota ao mercado, a TIM anunciou que seu vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais, Mario Girasole, contestou as acusações de que a empresa estaria derrubando chamadas propositalmente, divulgadas nessa terça-feira, 7, pelo jornal "Folha de S. Paulo". A declaração do executivo da TIM ocorreu durante a audiência pública no Senado, destinada a debater a atuação e os investimentos das empresas de telefonia móvel no Brasil. Convidado a participar do evento organizado pelas Comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação (CCT) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor (CMA), Girasole, negou veementemente todas as acusações.
- Temos que fazer uma distinção extremamente clara. Não estamos falando de qualidade do negócio, mas de ética do negócio, onde qualquer suspeita decorrendo da análise superficial e conclusões infundadas, é simplesmente inadmissível. Foi o nome da nossa empresa que foi questionado - disse, ressaltando que "a denúncia não é uma posição oficial da Anatel, mas sim de um escritório regional e apontou falhas na metodologia aplicada". Essa mesma afirmação de que o relatório não reflete a posição oficial da Anatel foi reforçada mais tarde pelo presidente da Agência, João Rezende e pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista à imprensa.
Mario Girasole frisou ainda que o relatório contém erros básicos porque, entre outras variáveis, não considera quedas de outras operadoras, ou provocadas pelo fim da bateria do celular, ou mesmo fim do crédito do cliente. O executivo informou que a TIM fez a depuração dos dados, reuniu todos os registros de chamadas do dia 8 de março (data das chamadas consideradas pelo Relatório de Fiscalização) e constatou que a rede não reconheceu qual o plano de serviço do usuário. Naquele dia, disse, todas as quedas de ligações de clientes Infinity e de não Infinity foram abaixo de 2%, que é aceitável pela Anatel.
Durante a audiência, Girasole afirmou que a empresa foi a mais afetada pela medida cautelar de proibição de vendas de novas linhas e lembrou que, após a elaboração do Plano de Ações de Melhoria da Prestação de Serviço Móvel, foi a operadora que apresentou os maiores números de investimentos.
O executivo da TIM ressaltou a importância dos trabalhos técnicos da Anatel, mas considerou lamentável o fato de o processo, que tem conclusões erradas, vazar e virar um elemento de acusação que afeta a reputação da empresa, dos funcionários, e prejudica a imagem da empresa junto à concorrência e ao mercado.
- O que não pode acontecer é que a reputação de 11 mil funcionários seja afetada. Para recuperar essa queda de imagem levaremos muito tempo - lamentou.
Presente na audiência, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo pediu cautela contra as acusações contra a TIM.
- É importante esclarecer que existe um relatório da fiscalização regional da Anatel no Paraná, mas a palavra final tem que ser dada depois que o relatório for examinado pela Superintendência e pelo Conselho da Anatel. Se for um problema de qualidade, achamos que as medidas que foram adotadas vão resolver em curto, médio e longo prazo. Se for confirmada uma fraude, sairá do âmbito da Anatel e vira um problema judicial que exigirá perícia no sistema. O que não podemos fazer é pré-julgar, dizer antecipadamente sem ter certeza do que está acontecendo, que foi uma fraude - ponderou.


Prejuízo líquido do Panamericano cresce dez vezes no 2º trimestre
Valor 09.08.2012 - O Banco Panamericano teve prejuízo líquido de R$ 262,5 milhões no segundo trimestre deste ano, mais de dez vezes superior ao prejuízo líquido do mesmo período do ano passado (R$ 25,5 milhões). No primeiro trimestre deste ano, a instituição havia registrado um lucro líquido de R$ 2,9 milhões. Os números foram divulgados na noite de quarta-feira e constam da demonstração de resultados consolidados. O grande prejuízo reportado é resultado da decisão da administração em não ceder carteiras de crédito no período e pelo aumento da provisão para créditos duvidosos.
Com a elevada capitalização do banco após o aumento de capital e a melhor qualidade das carteiras de crédito originadas nas safras mais recentes, o banco decidiu não ceder direitos creditórios no segundo trimestre. No primeiro trimestre, por exemplo, foi cedido R$ 1,216 bilhão em créditos, com impacto relevante sobre o resultado do período.
Com isso, a carteira de crédito atingiu R$ 9,1 bilhões no período de abril a junho, 29,4% maior do que um ano antes e 9,6% superior do que no primeiro trimestre.
As provisões para devedores duvidosos (PDD) totalizaram R$ 441,4 milhões no trimestre, 94,8% superior aos R$ 226,6 milhões de um ano antes e 29,4% maior que os 341,1 milhões do primeiro trimestre.
As receitas de intermediação financeira do Panamericano no segundo trimestre foram de R$ 809,5 milhões, alta de 56,2% sobre o segundo trimestre de 2011, quando registrou R$ 518,2 milhões, e baixa de 7,1% sobre o primeiro trimestre deste ano (R$ 871,7 milhões).
As rendas de operações de crédito sofreram queda de 7,5%, passando de R$ 485,4 milhões no segundo trimestre de 2011 para R$ 449,2 milhões no segundo trimestre deste ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, quando foram registradas rendas de R$ 802,8 milhões, a queda foi de 44% no segundo trimestre deste ano.
O resultado de operações com títulos e valores mobiliários do Panamericano rendeu R$ 78,5 milhões no segundo trimestre deste ano, redução de 14% sobre os R$ 91,3 milhões apurados no mesmo trimestre do ano passado. Ante o primeiro trimestre deste ano, quando o resultado foi de R$ 60,4 milhões, houve alta de 30%.
O índice de Basileia do Panamericano no segundo trimestre deste ano avançou para 20,13%. No segundo trimestre do ano passado estava em 12,44% e, no primeiro trimestre deste ano, em 14,13%.
No consolidado do primeiro semestre, o resultado do banco foi negativo em R$ 259,6 milhões, comparado ao resultado positivo de R$ 50,6 milhões um ano antes.


Lucro da Caixa sobe 25,2% e soma R$ 2,8 bilhões no 1º semestre
Estadão 09.08.2012 - Carteira de crédito imobiliário somou R$ 177,2 bilhões em junho, alta de 37,1% em 12 meses. A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, elevação de 25,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2011. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 29,7%. Os ativos totais do banco chegaram a R$ 1,1 trilhão em junho último, alta de 29,8% ante os seis primeiros meses do ano passado. O patrimônio líquido consolidado ficou em R$ 21,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, cifra 17,6% maior que em igual intervalo de 2011.
A carteira de crédito total somou R$ 298 bilhões nos seis primeiros meses de 2012, expansão de 44,6% em 12 meses. De janeiro a junho, o banco emprestou R$ 137 bilhões em novos contratos. Já o índice de inadimplência manteve-se estabilizado, em 2,04%.
O índice de Basileia da Caixa ficou em 12,91%, um pouco acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%.
Diante do desempenho obtido no primeiro semestre deste ano, a Caixa Econômica Federal elevou as suas projeções para o crescimento de crédito neste ano. De acordo com o presidente do banco, José Fontes Hereda, a carteira total de crédito deve crescer 42% e não mais 33% como previsto anteriormente.
"Estamos expandindo a carteira de crédito, mas a nossa taxa de inadimplência está controlada", disse, em entrevista à imprensa, ao anunciar os resultados da Caixa no primeiro semestre. De janeiro a junho, conforme o banco, o índice de inadimplência ficou estável em 2,04% ante um ano atrás.
A nova projeção de crédito representa um montante de R$ 20 bilhões a mais a serem emprestados em 2012 em relação a meta inicialmente divulgada.
Imóveis: A Caixa Econômica Federal deve liberar um montante de R$ 100 bilhões em crédito para habitação em 2012, conforme reafirmou hoje Raphael Rezende Neto, vice-presidente de Controle e Riscos do banco. A previsão representa uma alta de 24,8% em relação ao ano passado.
Em 2011, o crédito para habitação do banco totalizou R$ 80,1 bilhões, um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior.
A carteira imobiliária da Caixa Econômica Federal apresentou saldo de R$ 177,2 bilhões em junho, aumento de 37,1% em 12 meses. As operações com recursos da poupança somaram R$ 84,0 bilhões e, nas linhas que usam recursos do FGTS, a Caixa alcançou R$ 85,4 bilhões, alta de 38,4% e de 40,6% respectivamente.
As contratações totalizaram R$ 45,9 bilhões, um crescimento de 33,2% em relação ao primeiro semestre de 2011. Destes, R$ 18,8 bilhões foram realizados com recursos da poupança (SBPE), R$ 19,7 bilhões nas linhas que usam recursos do FGTS, incluindo subsídio.
Pelo Programa Minha Casa Minha Vida, foram contratados R$ 22,2 bilhões, dos quais R$ 12,7 bilhões com recursos do FGTS, R$ 3,2 bilhões com subsídio e R$ 6,2 bilhões com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
O financiamento à produção de novos empreendimentos cresceu 100,4% se comparado com o mesmo período de 2011. Em junho, a Caixa registrou o maior volume de aplicação de sua história em habitação com recursos do SBPE (R$ 4,4 bilhões). O número, porém, já foi superado em julho, quando o montante atingiu R$ 4,6 bilhões.


Moagem de cana acelera na segunda metade de julho
Brasil Econômico 09.08.2012 - Ainda assim, desde o início da safra, a moagem somou 216,8 milhões de toneladas, uma queda de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somou 46,27 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho, crescimento de 9,66% em relação à primeira quinzena do mês. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 10,8%.
Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), o clima mais seco no mês passado contribuiu para acelerar a colheita.
Desde o início da safra, a moagem somou 216,8 milhões de toneladas, uma queda de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
"Se essa tendência de aumento de produtividade for mantida nos próximos meses, é provável que a quantidade de cana disponível para moagem nesta safra fique acima dos 509 milhões de toneladas estimados em abril", afirmou Antonio de Padua Rodrigues, presidente da Unica.
Na segunda metade de julho, a produção de açúcar somou 2,97 milhões de toneladas, ligeiramente superior ao obtido no mesmo período da safra anterior (2,8 milhões de toneladas).
Já a produção de etanol totalizou 1,78 bilhão de litros nos últimos quinze dias de julho.No acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a produção de etanol totalizou 8,21 bilhões de litros, sendo 5,30 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,91 bilhões de litros de etanol anidro. A produção de açúcar, por sua vez, alcançou 12,29 milhões de toneladas, queda de 17,01% em relação à safra 2011/2012.


WTorre congela novos investimentos em São Paulo
Brasil Econômico 09.08.2012 - Empresa diz que capital paulista carece de estabilidade jurídica, após crise com a Prefeitura de São Paulo.
A crise com a Prefeitura de São Paulo para a abertura do Shopping JK Iguatemi ainda não está totalmente resolvida nos corredores da WTorre construtora, sócia do empreendimento.
Com mais duas torres comerciais esperando a certidão do habite-se, documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo-se a legislação local, para poder ser ocupado, o empresário Walter Torre disse ao Brasil Econômico que seus novos projetos na capital estão congelados por "falta de estabilidade jurídica".
"Para emitir o Habite-se das duas torres, a Prefeitura quer que terminemos o viaduto que vai ligar a marginal Pinheiros e a avenida Juscelino Kubitschek", disse Torre.
O viaduto faz parte das contrapartidas de trânsito exigidas pelas prefeitura para que o Complexo JK, do qual fazem parte os edifícios do Santander e da antiga Daslu, além do shopping e dos prédios de escritórios, possa ser concluído. O problema é que a empresa já havia dito, quando a mesma obra era exigida pelo Ministério Público para a abertura do Shopping JK Iguatemi, que não conseguiria entregá-la antes de um ano.
Para o empresário, São Paulo já não entrega mais a estabilidade jurídica que se espera para novos investimentos. "Ficamos decepcionados com a forma com que a legislação vigente está sendo gerida", disse.
"Nossos próximos empreendimentos serão em outras cidades."
Segundo Torre, a partir da polêmica em relação ao JK Iguatemi, a Prefeitura de São Paulo começou a ficar mais exigente também com outros empreendimentos da capital.
"Acho correto exigir que todos os shoppings estejam dentro da lei, com os documentos em dia, como nós estávamos", afirma.
Atualmente, segundo levantamento da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da capital, dos 47 shoppings em funcionamento na cidade, apenas 22 estão com todos os documentos corretos.
E dos 26 restantes, apenas 14 estão em investigação. Dez shoppings, conseguiram liminar na justiça para evitar pedidos de fechamento.
São shoppings como o Villa-Lobos, que, segundo a Prefeitura, tem "construção irregular, em área acima do permitido", ou o Center Norte, que teria uma "construção irregular em área municipal".
O West Plaza, está na lista de empreendimentos com ameaça de fechar as portas até atender as demandas da prefeitura. O shopping teve o alvará caçado ontem por "construção irregular em área não informada na planta original", e tem agora cinco dias para regularizar a situação.
A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) está intermediando as negociações com o governo local para impedir qualquer medida drástica.


Kroton sai de prejuízo e lucra R$ 32,4 milhões no trimestre
Valor 09.08.2012 - A Kroton Educacional registrou um lucro líquido de R$ 32,4 milhões no segundo trimestre de 2012, ante prejuízo de R$ 8,2 milhões no mesmo período do ano passado. No semestre, o lucro da companhia totalizou R$ 117,2 milhões, alta de 388,4%.
A receita da Krotom cresceu 93,8% na comparação entre os meses de abril a junho do ano passado com o mesmo intervalo deste ano, passando de R$ 162,3 milhões para R$ 314,5 milhões. No acumulado do ano, a receita foi de R$ 655,1 milhões, alta de 83,3%.
Os custos subiram 48,6% na comparação anual entre os segundos trimestres, totalizando R$ 179,8 milhões de abril a junho de 2012. As despesas operacionais foram de R$ 92,7 milhões, alta de 92,9% na mesma base de comparação. A empresa registrou despesa financeira líquida de R$ 11 milhões no trimestre, avanço de 511%.


Teles sinalizam com compartilhamento de sites para 4G, mas veem desafios em redes existentes 
Teletime 08.08.2012 - O SindiTelebrasil levou ao Senado Federal nesta quarta, 8, aquilo que foi classificado como uma "boa notícia" pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Todos os sites de quarta geração serão compartilhados entre as operadoras móveis. A boa notícia, entretanto, não livrou o sindicato de responder por que não se faz o compartilhamento da infraestrutura atual de 2G e 3G. "Não há impedimento legal ou regulatório para que as empresas façam desde já o compartilhamento", provocou o senador Eduardo Braga (PMDB/AM), durante audiência pública conjunta da Comissão de Ciência e Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) realizada para discutir os problemas na telefonia. O edital de licitação da faixa e 2,5 GHz prevê que as vencedoras requeiram o compartilhamnto das redes já existentes na construção das estações 4G.
Levy explicou que, em alguns casos, não é algo simples ter apenas uma torre para todas as empresas. Primeiro, é preciso verificar se há espaço físico nos sites para os equipamentos de todas as teles. Vencida essa barreira, seria preciso direcionar as antenas de todas as empresas de forma que tenham visada para transmitir para a central. "Por isso é preciso uma análise técncia que envolve cada antena", disse ele.
Apesar das justificativas do executivo, o ministro Paulo Bernardo lembrou que a Anatel – por meio do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) – pretende tornar o compartilhamento obrigatório. Mais do que isso, Bernardo sugeriu à Anatel que houvesse taxas diferentes para aquelas empresas que compartilham. "As antenas não compartilhadas poderiam pagar taxas 6, 8, 10 vezes mais altas", disse ele.
Paulo Bernardo lembrou que o Executivo vem trabalhando na desoneração tributária do setor. O regime especial de tributação do PNBL, a desoneração dos tributos federais para o serviço rural, por exemplo, são medidas que constam da MP 563/2012 aprovada na última terça, 7, no Plenário do Senado. "Acho louvável que as empresas tenham discutido (o compartilhamento). No caso do 4G, faz todo o sentido. Estamos tirando tributo, então não há porque não fazer. Defendo que a Anatel exija o compartilhamento do 2G e do 3G", disse ele.
De acordo com Eduardo Levy, entretanto, mesmo que as empresas ampliem o compartilhamento para as redes já existentes até 2017, será preciso dobrar as 56 mil antenas existentes hoje, daí a necessidade urgente de uma Lei Geral das Antenas. "A Lei Geral das Antenas pode trazer grandes benefícios, como regular a distância entre elas", disse ele.Voltar
Abert considera "preocupante" a antecipação do leilão das faixas de 700 MHz para 2013 
Teletime 09.08.2012  -As recentes declarações do ministro Paulo Bernardo de que o leilão das faixas de 700 MHz poderá ser feito para as empresas de celular já no ano que vem acenderam a luz amarela entre radiodifusores. A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) soltou nota à imprensa na qual diz considerar  "preocupante a intenção de antecipar o leilão da faixa de 700 MHz para ceder espaço a prestadores de serviço pago". Como se sabe, a faixa de 700 MHz é ocupada e destinada, hoje, apenas aos serviços de radiodifusão, ainda que o governo já tenha sinalizado a intenção de rever esta destinação para contemplar também a banda larga móvel, sobretudo após a transição da TV digital, que em tese desocupará o espectro.
"De forma surpreendente, as empresas de telefonia demonstram interesse em ocupar mais espectro no momento em que é notória sua dificuldade em atender o usuário de forma adequada", diz a nota da Abert. "Alertamos que a medida pode comprometer o acesso de uma grande parcela da população ao sinal dos canais de televisão aberta que chegam a 96% dos domicílios brasileiros, com conteúdo livre e gratuito", diz a manifestação assinada pelo presidnete da associação, Emanuel Soares Carneiro.


Consultoria ajuda PPR arrumar a casa
MM 07.08.2012 - Providência foi motivada pelo assédio de redes internacionais, como DraftFCB e Isobar, interessadas na holding brasileira que controla NBS, NBS, Quê e Prole compõem o Grupo PPR, que não vê relação entre "arrumação" e venda para algum grupo
Mais uma empresa 100% brasileira que figura entre as líderes do mercado publicitário prepara-se para uma possível aterrisagem de sócio multinacional. Trata-se do grupo PPR, que no decorrer deste ano vive processo de arrumação, com a finalidade de torná-lo mais atraente.
Para isso, contratou os serviços de uma consultoria especializada. A providência foi motivada pelo assédio de redes internacionais, como DraftFCB e Isobar, com as quais o grupo brasileiro chegou a iniciar tratativas.
A Isobar, no entanto, só poderia iniciar um processo formal de compra após a conclusão da compra do Aegis, do qual faz parte, pela Dentsu, algo previsto para ocorrer até o final do ano.
 Algumas situações que precisam ser equacionadas internamente no PPR são sociedades apenas verbais em suas empresas e a grande quantidade de sócios em cada uma delas.
O grupo tem como sócios principais Otto de Barros Vidal Jr., Roberto Tourinho e Cyd Alvarez. Sua maior agência é a NBS, que tem outros três sócios: André Lima, Antonino Brandão e Pedro Feyer. Na Quê, o sócio Dudu Godoy comanda a operação. E a Prole Gestão de Imagem, conta com mais cinco acionistas: André Eppinghauss, Renato Pereira, João Paulo Pereira, Flávio Azevedo e William Passos. Além disso, em maio, a NBS lançou a Nlabs, onde tem mais três sócios: José Luiz Vaz, Marcio Werneck e Ludwig Goulart (também diretores da agência digital carioca Microwave.
Ao contrário do informado na coluna Em Pauta da edição 1521 de Meio & Mensagem, que circula nesta semana, o PPR não comprou a Microwave, que continua existindo.
Venda não é foco, diz PPR
Após a publicação da informação, o PPR enviou comunicado dizendo que está “arrumando a casa”, mas não para ser vendido e sim porque isso faz parte dos objetivos estruturais do grupo. "Nos últimos anos, temos sidos sondados por vários grupos multinacionais e nacionais  interessados em contratos de aquisição, mas, até agora, não há interesse de venda por parte do Grupo PPR ou por qualquer uma das suas agências", afirma o texto.


WTorre congela novos investimentos em São Paulo
Brasil Econômico 09.08.2012 - Empresa diz que capital paulista carece de estabilidade jurídica, após crise com a Prefeitura de São Paulo.
A crise com a Prefeitura de São Paulo para a abertura do Shopping JK Iguatemi ainda não está totalmente resolvida nos corredores da WTorre construtora, sócia do empreendimento.
Com mais duas torres comerciais esperando a certidão do habite-se, documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo-se a legislação local, para poder ser ocupado, o empresário Walter Torre disse ao Brasil Econômico que seus novos projetos na capital estão congelados por "falta de estabilidade jurídica".
"Para emitir o Habite-se das duas torres, a Prefeitura quer que terminemos o viaduto que vai ligar a marginal Pinheiros e a avenida Juscelino Kubitschek", disse Torre.
O viaduto faz parte das contrapartidas de trânsito exigidas pelas prefeitura para que o Complexo JK, do qual fazem parte os edifícios do Santander e da antiga Daslu, além do shopping e dos prédios de escritórios, possa ser concluído.
O problema é que a empresa já havia dito, quando a mesma obra era exigida pelo Ministério Público para a abertura do Shopping JK Iguatemi, que não conseguiria entregá-la antes de um ano.
Para o empresário, São Paulo já não entrega mais a estabilidade jurídica que se espera para novos investimentos. "Ficamos decepcionados com a forma com que a legislação vigente está sendo gerida", disse. "Nossos próximos empreendimentos serão em outras cidades."
Segundo Torre, a partir da polêmica em relação ao JK Iguatemi, a Prefeitura de São Paulo começou a ficar mais exigente também com outros empreendimentos da capital.
"Acho correto exigir que todos os shoppings estejam dentro da lei, com os documentos em dia, como nós estávamos", afirma.
Atualmente, segundo levantamento da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da capital, dos 47 shoppings em funcionamento na cidade, apenas 22 estão com todos os documentos corretos.
E dos 26 restantes, apenas 14 estão em investigação. Dez shoppings, conseguiram liminar na justiça para evitar pedidos de fechamento.
São shoppings como o Villa-Lobos, que, segundo a Prefeitura, tem "construção irregular, em área acima do permitido", ou o Center Norte, que teria uma "construção irregular em área municipal".
O West Plaza, está na lista de empreendimentos com ameaça de fechar as portas até atender as demandas da prefeitura. O shopping teve o alvará caçado ontem por "construção irregular em área não informada na planta original", e tem agora cinco dias para regularizar a situação.
A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) está intermediando as negociações com o governo local para impedir qualquer medida drástica.


Sangue de Boi agora também é vinho branco
Datamark 08.08.2012 - A Vinícola Aurora lança o tradicional vinho Sangue de Boi nas versões branco seco e branco suave. O vinhos são acondicionados exclusivamente em garrafas de vidro de 750 mililitros com sistema de fechamento screw-cap (tampas metálicas de rosca), mesma embalagem adotada recentemente para o Sangue de Boi tinto.
No contrarrótulo das novas garrafas do Sangue de Boi, o consumidor encontra as orientações sobre a abertura com o sistema screw-cap.


Torrefador internacional visita BSCA para conhecer cafés especiais do Brasil
CaféPoint 08.08.2012 - Silvio Leite, um dos maiores especialistas em classificação, degustação e controle de qualidade de café, levou o torrefador holandês Willen J. Boot, radicado na Califórnia (EUA), para conhecer a nova sede da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em Varginha (MG).
O objetivo do encontro foi proporcionar mais informações sobre os cafés brasileiros e quais os tipos de grãos especiais vem sendo obtidos nesta safra. Silvio, Douglas Martins, degustador responsável pelo setor de qualidade da BSCA, e Francisco Lentine, provador de café da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul), realizaram seções de prova para mostrarem para Boot qual a qualidade de bebida produzida pelos cafés do Sul de Minas no ciclo 2012.
Após esta visita, Leite levará Willen Boot às demais regiões produtoras de cafés especiais no País para demonstrar a diversidade de nosso parque cafeeiro e apresentar todos os tipos de bebida que os cafés especiais do Brasil são capazes de produzir.


JBS nega concentração no setor de frigoríficos
Datamark 08.08.2012 - O presidente do Grupo JBS, Wesley Mendonça Batista, disse nesta terça-feira, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre concentração de frigoríficos, que existe um processo de consolidação no setor, mas que está longe de ser um monopólio. "Quando olhamos do lado da JBS não achamos mercado concentrado", disse o executivo. Em sua explanação, Batista citou dados sobre o setor frigorífico no Brasil, apontando que existem 1,5 mil abatedouros, enquanto o JBS tem apenas 45 plantas.
Segundo ele, no ano passado o JBS abateu menos de 6 milhões de cabeças de bovinos, ante mais de 40 milhões de cabeças abatidas em todo País. Wesley Batista descartou restrições à concorrência e afirmou que existem mais de 100 frigoríficos fechados no Brasil, que podem ser abertos em apenas uma semana, "sem necessidade de dinheiro, apenas comprando boi a prazo e vendendo carne à vista".


Alemã Benckiser deve comprar a Peet's Coffee por U$1 bi  
CaféPoint 08.08.2012 - A empresa Peet's Coffee & Tea Inc disse nesta segunda-feira que firmou um acordo para ser adquirida pela Joh. A. Benckiser por cerca de 1 bilhão de dólares, uma jogada que vai dar um impulso financeiro para a Peet's, que concorre com grandes empresas de chá e café, e que deve ampliar o alcance da família Reimann, da Alemanha, nos negócios do café.
O preço de oferta de 73,70 dólares por ação representa um prêmio de quase 29 por cento sobre o valor das ações da Peet's em 20 de julho, quando fecharam cotadas a 57,16 dólares.
Ações da Peet's estavam sendo negociadas a 73,70 dólares, valor acima do preço de oferta, após atingir alta de 74,25 dólares no pregão matinal da Nasdaq.
A Peet's, especializada em café e chás, foi fundada em 1966, e compete com cadeias como a Starbucks Corp, gigante do café de Seattle, que foi proprietária da Peet's durante alguns anos na década de 1980.
A Joh. A. Benckiser, instrumento de investimentos da família Reimann, da Alemanha, detém participações em empresas como a fabricante de produtos domésticos Reckitt Benckiser Plc, e a empresa de fragrâncias e cosméticos, Coty Inc.
A Benckiser declarou uma forte inclinação para negócios com café no início deste mês, quando afirmou que pode aumentar a sua participação minoritária na D E Master Blenders 1753 NV, braço de negócios em café da empresa Douwe Egberts, derivada da Sara Lee Corp., e listada em Amsterdã.
Além da Benckiser, a BDT Capital está participando do negócio da Peet's como conselheira e investidora minoritária. Com sede em Chicago, a BDT foi fundada por Byron Trott, conselheiro de longa data do investidor bilionário Warren Buffett.
O acordo deverá ser finalizado em cerca de três meses e não estará sujeito a condições de financiamento, afirmaram as partes. Uma vez concluído o acordo, a Peet's se tornará uma empresa privada, e continuará a com sua atual gerência. A Peet's permanecerá baseada na região da Baía de São Francisco, com sede em Emeryville, na Califórnia.
A Peet's foi fundada pelo imigrante holandês, Alfred Peet em 1966. De acordo com a empresa, Alfred treinou os fundadores da cadeia de cafeterias Starbucks, e foi fornecedor de grãos de café da primeira loja da cadeia em 1971.
O holandês se aposentou em 1983 e, um ano mais tarde, a Starbucks comprou a Peet's, além das quatro lojas da empresa, situadas na região da Baía de São Francisco.
Em 1987, Jerry Baldwin, um dos co-fundadores da Starbucks, e outros venderam a cadeia, e Baldwin manteve a Peet's, onde é membro do conselho desde 1971. Jerry foi CEO da empresa de 1971 a 1994, e presidente da mesma de 1994 a 2001.
A Peet's abriu seu capital em 2001, e tem a maior parte de suas lojas na Califórnia, juntamente com localizações no Colorado, em Illinois, Massachusetts, Oregon e Washington. Seu café é vendido também em milhares de mercearias.
O Citigroup está agindo como consultor financeiro exclusivo da empresa sobre o negócio, e entregou pareceres imparciais à diretoria da empresa. Cooley LLP está atuando como consultor jurídico da Peet's.  As empresas Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP estão atuando como assessores jurídicos da Joh. A. Benckiser, e o Morgan Stanley & Co LLC e a BDT & Co. estão atuando como seus consultores financeiros.


Fatia das ferrovias nos fretes vai aumentar 36% até 2020
Brasil Econômico 09.08.2012 - Hoje, transporte de cargas por trens representa apenas 12% do total, se for descontado o minério de ferro.  Hoje, responsável por 28% da carga movimentada no Brasil - ou apenas 12%, se descontado o minério de ferro -, as ferrovias podem elevar a fatia para 38% até o fim da década, um avanço de 36%. A transição representará ganho de eficiência e redução de custos com frete no país - nos EUA, o custo do transporte sobre trilhos é 40% menor do que o por rodovias.
O cálculo é de Paulo Resende, coordenador de infraestrutura e logística da Fundação Dom Cabral.
"O deslocamento da matriz de transportes aponta para o setor ferroviário. Carregar itens de baixo valor agregado e peso bruto alto em caminhões é ineficiente. Por isso, minerais e cargas de granéis agrícolas e insumos, como fertilizantes, devem fazer a transição."
Para que a malha e o serviço ferroviário avancem, porém, será preciso contar com investimentos privados em combinação com iniciativas do governo. A desoneração das Parcerias Público-Privadas (PPPs), publicadas ontem no Diário Oficial, devem favorecer essa conjunção.
No setor público, os investimentos estão chegando pelo Programa de Aceleração do Crescimento. "O PAC 1 direcionou R$ 130 bilhões para transportes, sendo 45% para ferrovias", contabiliza João Guilherme Araújo, diretor de desenvolvimento e novos negócios do Instituto de Logística (Ilos).
O objetivo é reduzir a dependência do frete rodoviário, que, como ainda é o mais usado no país, ficou com 50% da verba.
Além das ferrovias, as outras rotas de fuga para o transporte de cargas são a cabotagem (leia matéria na página ao lado) e o frete aéreo.
"Por avião, sempre fica mais caro. Mas é um meio que vale a pena para a movimentação de chips, eletroeletrônicos e equipamentos de alto valor agregado", diz Araújo. Na cabotagem, os obstáculos são a falta de estrutura portuária - os bens disputam espaço com mercadorias importadas.
Dependência de caminhões
O advento de novas regulações para o transporte rodoviário e a profissão de motorista, que deverá se traduzir em aumento do custo do frete (veja quadro ao lado), reforçou o interesse das companhias na busca de maior eficiência.
A Coca-Cola/Femsa, por exemplo, estima em 40% a elevação dos gastos. "Teremos de repassar os custos adicionais ao preço dos produtos", diz Ramez Bichara, diretor de logística. A companhia estuda revisão dos trajetos e a contratação de pessoal, pois não pode abrir mão dos caminhões.
"Somos dependentes do transporte rodoviário porque é o meio de maior capilaridade, e temos prazo máximo de entrega, 48 horas", explica.
A São Martinho, uma das maiores no país em manufatura de álcool e açúcar, é outra que está focada na eficiência logística. Com 90% do açúcar produzido voltado à exportação, a empresa já dá prioridade ao transporte de granéis até o Porto de Santos por meio ferrovias, diz o diretor de logística, Helder Gosling.
O grupo é o único no país a ter uma usina com terminal ferroviário próprio, na cidade de Pradópolis, no interior de SP.
"Precisamos de transporte de grande escala. Mas os custos em ferrovias poderiam ser muito mais baixos se o modal fosse mais eficiente", diz, lembrando das dificuldades no trânsito das cargas para ter acesso ao porto.


Com maior locação de lojas, receita da Multiplan sobe 20,9%
Brasil Econômico 09.08.2012 - Empresa registrou receita líquida de R$ 191,8 milhões; porém, com forte aumento nas despesas e impostos, lucro aumenta apenas 3,3%.
A Multiplan elevou sua receita líquida em 20,9% entre o segundo trimestre de 2011 e o mesmo período deste ano, apoiada no crescimento de 17% da locação de lojas.
A receita passou de R$ 158,682 milhões para R$ 191,777 milhões. A locação de lojas rendeu R$ 126,883 milhões. Outro segmento que registrou forte aumento foi a venda de imóveis (+84%), contribuindo com uma receita de R$ 15,583 milhões.
O resultado operacional líquido (NOI, na sigla em inglês), medida usualmente utilizada na avaliação das administradoras de shopping centers, aumentou 18%, passando de R$ 117,011 milhões para R$ 138,079 milhões.
Outro indicador visado pelos analistas são os recursos de operações (fluxo de caixa operacional, FFO, na sigla em inglês), que avançaram 16,2%, atingindo R$ 93,877 milhões.
Por outro lado, as despesas com novos projetos para locação e com novos projetos para venda aumentaram 240% e 165,1%, respectivamente, somando R$ 11,207 milhões e R$ 3,375 milhões.
Assim, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve um aumento mais tímido, de 12,4%, para R$ 120,423 milhões.
Da mesma forma, o aumento das despesas financeiras de R$ 23,926 milhões (+68,6%) e do imposto de renda e contribuição social diferidos de R$ 13,118 milhões (+173,4%) pesaram sobre os ganhos da Multiplan.
O lucro líquido cresceu 3,3% no segundo trimestre de 2012 na base de comparação anual, atingindo R$ 63,103 milhões. Um ano antes, o resultado havia sido de R$ 61,072 milhões.
Resultado operacional: As vendas dos shopping centers da Multiplan aumentaram 14,6%, para R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre deste ano. As vendas nas mesmas lojas subiram 8,1%.
Já o aluguel nas mesmas lojas registrou crescimento de 10,4%, "resultando em um crescimento real de 3,9% acima do efeito do ajuste do IGP -DI de 6,3%", segundo a empresa.


T4F ganha R$ 14 milhões, prevendo 2º semestre mais forte
Brasil Econômico 09.08.2012 - Empresa aposta em shows de Linkin Park, Lady Gaga e Madonna para impulsionar resultados; "primeiro semestre é tradicionalmente mais fraco", diz.
Ressaltando um "resultado em linha com o esperado", a Time for Fun (T4F) divulgou um crescimento de 53% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$ 13,567 milhões, contra R$ 8,875 milhões um ano antes. No período, a receita líquida da empresa aumentou 3%, alcançando R$ 190,731 milhões. A promoção de eventos foi responsável por receitas de R$ 104,728 milhões, 13% abaixo do mesmo período de 2011. O resultado foi pressionado pelas quedas nas receitas com eventos de música ao vivo (-46%) e esportivos (-5%). Já eventos família, teatro e exposições culturais registraram aumento de 148% na receita. Completando a formação da receita, a operação de bilheteria, alimentos e bebidas e casas de espetáculos rendeu R$ 33,748 milhões (+39%) e os patrocínios, R$ 52,256 milhões (+32%).
De acordo com a T4F, os resultados trimestrais no ramo de entretenimento costumam apresentar sazonalidade.
A empresa notou "a diferença na quantidade e perfil dos espetáculos promovidos no segundo trimestre de 2012 e no de 2011, notadamente a maior quantidade de grandes shows de música em estádios realizados no segundo trimestre de 2011, contra uma predominância de shows de entretenimento familiar no de 2012".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 14%, ao passar de R$ 29,114 milhões para R$ 25,164 milhões.
Segundo a empresa, o recuo aconteceu "principalmente em função do menor lucro bruto no trimestre em consequência da menor atividade na linha de música ao vivo".
Expectativas: A T4F informou que espera um forte crescimento do resultado no segundo semestre deste ano, devido à realização de shows de artistas como Linkin Park, Lady Gaga e Madonna em estádios de futebol e arenas, além dos shows indoor de Alanis Morissette, Scorpions, Yanni, Dream Theater, G3, Liza Minelli, Simple Plan e Snow Patrol.
Outro ponto ressaltado é a abertura das vendas dos espetáculos O Rei Leão e Cirque du Soleil-Corteo no quarto trimestre.


Lucro da Profarma cresce 31%, para R$ 12,4 milhões
Brasil Econômico 09.08.2012 - Receita líquida e Ebitda também registraram aumentos de dois dígitos, com elevação das vendas de genéricos e receitas provenientes do segmento hospitalar e vacinas.
A distribuidora de produtos farmacêuticos Profarma registrou um aumento de 31,1% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011, conforme demonstrações financeiras anunciadas nesta quarta-feira (8/8).
O ganho atingiu R$ 12,4 milhões, contra R$ 9,5 milhões no segundo trimestre de 2011.
A receita bruta do segmento hospitalar e de vacinas aumentou 416,7%, passando de R$ 26,3 milhões para R$ 135,6 milhões, considerando o impacto positivo da aquisição da Prodiet, no final de 2011.
No segmento de genéricos, a empresa registrou um aumento de 45% na receita, que alcançou R$ 66,3 milhões. A venda de medicamentos de marca (branded) aumentou 1% e segue sendo a principal fonte de receita da Profarma, alcançando R$ 517,2 milhões.
Da mesma forma, o segmento de higiene pessoal e cosméticos registrou aumento de 26,1%, com a receita batendo R$ 67,9 milhões.
Por outro lado, a receita com a venda de medicamentos sem prescrição (OTC) mostrou queda de 6,3% no mesmo período, para R$ 132,5 milhões.
"O foco da companhia permanece voltado para o incremento da sua participação nas categorias de higiene pessoal e cosméticos, e genéricos, assim como no aumento da participação de clientes médios no mix de vendas", apontou a Profarma.
Com esses desempenhos, a receita líquida da empresa aumentou 16,8%, para R$ 766,7 milhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 50,7%, para R$ 31,2 milhões.Voltar
Cosan perde R$ 17,1 milhões no 1º trimestre fiscal de 2013
Brasil Econômico 09.08.2012 - O desempenho reflete a variação cambial, que no primeiro trimestre fiscal do ano anterior foi positiva em R$ 58,8 milhões, e nesse trimestre foi negativa em R$ 198,5 milhões.
A Cosan obteve prejuízo líquido de R$ 17,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2013, que corresponde aos meses de abril a junho, frente a um lucro ajustado de R$ 167,5 milhões no mesmo trimestre de 2012.
Esta perda foi causada pelo efeito da variação cambial, que no primeiro trimestre do ano anterior foi positiva em R$ 58,8 milhões e nesse trimestre foi negativa em R$ 198,5 milhões.
Já a receita líquida teve alta de 18,1%, passando de R$ 5,18 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2012 para R$ 6,12 bilhões em igual época de 2013.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 15,1% na mesma base de comparação, para R$ 426,7 milhões.
Segundo o relatório trimestral da companhia, a dívida líquida registrou alta de 44,2%, somando R$ 3,95 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2013.
Os investimentos feitos pela Raízen Combustíveis (distribuição de combustíveis) no primeiro trimestre fiscal de 2013 foram de R$ 160,5 milhões e estão relacionados à captação e renovação de contratos com revendedores, manutenção da rede de postos revendedores, investimentos em saúde, segurança e meio ambiente (SSMA), bem como gastos relativos a logística, distribuição e trading.
A receita líquida pela venda de açúcar no período foi 28,4% inferior ao mesmo trimestre fiscal em 2012, totalizando R$ 626 milhões e representou 49,5% da receita líquida total da Raízen Energia (açúcar, etanol e congeração).
O preço médio do açúcar foi de R$ 1.043,2 por tonelada no primeiro trimestre fiscal de 2013, superior em 10% o preço médio do primeiro trimestre fiscal de 2013, quando atingiu R$ 948,6 por tonelada por causa do volume menor de vendas.


Petrobras investe em eficiência operacional
JCRJ 09.08.2012 - A Petrobras detalhou ontem, para investidores e imprensa, os resultados financeiros e operacionais no segundo trimestre de 2012. A presidente Maria das Graças Silva Foster frisou, na ocasião, que projetos de aumento da eficiência operacional e disciplina de capital são prioritários para melhorar os índices da companhia. A presidente destacou também o potencial de crescimento e geração de valor da estatal. "A Petrobras tem uma posição privilegiada na indústria de petróleo e gás, descobertas recentes, pessoal qualificado, significativos investimentos em P&D e um histórico de superação de desafios que levou a companhia a um patamar de excelência. Todos os dias a Petrobras está maior e melhor", afirmou.
Participaram do encontro os diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, de Gás e Energia, José Alcides Santoro Martins, de Abastecimento, José Carlos Cosenza, e de Exploração e Produção, José Miranda Formigli Filho.
A presidente destacou que os resultados do trimestre sofreram impactados principalmente pela desvalorização cambial e o seu efeito nos custos e na dívida da companhia denominada em dólares. Além disso, segundo Foster, foi resultado de uma conjuntura de fatores que não devem se repetir na mesma magnitude nos próximos trimestres, como o impacto da baixa de 41 poços considerados secos ou não comercialmente viáveis, que gerou um custo exploratório acima do normalmente verificado.
Influenciaram também nas contas da Petrobras, o aumento da importação de gás liquefeito de petróleo (GNL), cerca de 9 milhões de m3,  para atender à demanda das termelétricas à gás e gerar, em média, 5 mil MW. Segundo o diretor de Gás e Energia, Alcides Santoro, houve aumento do volume importado e do preço praticado no ano passado.
A fim de garantir as metas de produção, entrarão em operação, este ano, mais dois FPSOs com capacidade para produzir juntos 180 mil barris/dia.  O Cidade de Anchieta para o projeto de desenvolvimento do pré-sal do campo de Baleia Azul e o Cidade de Itajaí para o projeto de Baúna e Piracaba. A Companhia lançou na semana passada o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia da Campos (Proef), que está implementando uma série de paradas programadas, com o objetivo de restaurar a eficiência operacional da Bacia de Campos a seus níveis históricos de produção próximos de 90%. 
De acordo com o diretor de Exploração e Produção José Miranda Formigli Filho, o índice de sucesso exploratório da empresa mantém-se estável. Em 2011 foi de 59% e este ano está em 60%.
Segundo o diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, a Petrobras trabalha para diminuir a importação de gasolina.
- As refinarias estão operando em nível máximo.  Batemos, em junho, o recorde de volume processado, com mais de 2,01 milhões de barris. Há novas unidades de conversão nas refinarias e pretendemos, no segundo semestre, reduzir os índices de importação.


Equatorial Energia teria R$500 mi para aportar na Celpa--fonte
Reuters 09.08.2012 - A Equatorial Energia teria 500 milhões de reais para aportar na Celpa e contava com desembolsos da Eletrobras e do BNDES para alcançar um aporte total de 700 milhões a 1 bilhão de reais na empresa, disse à Reuters uma fonte que acompanha as negociações.
"O resto eles queriam pegar de BNDES e Eletrobras que já abortaram, não vão entrar com dinheiro. Eles (Equatorial) queriam a integralização", disse a fonte.
Segundo a fonte, tanto a Eletrobras quanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não estariam dispostos a entrar com recursos novos na empresa do Pará, mas a trocar o dinheiro que a Celpa lhes deve por participação no capital. Por isso, a Equatorial poderia buscar mais recursos no mercado.
A Eletrobras possui 34,79 por cento do capital ordinário da Celpa, e também é credora de 423,5 milhões de reais. Ao BNDES, por sua vez, a Celpa deve cerca de 234,8 milhões de reais.
O plano de recuperação judicial da Celpa, empresa do Grupo Rede Energia, prevê que a paraense necessita de um aporte de pelo menos 650 milhões de reais, a ser feito com a emissão de debêntures conversíveis em ações. A Equatorial apresentou-se como interessada e vem negociando a compra da Celpa com exclusividade.
A Equatorial também quer um acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para ter uma espécie de "carência" no cumprimento das metas de redução de intensidade e frequência de blecautes até 2015, segundo a fonte.
A ideia seria a empresa não ser penalizada quando descumprir os índices, mas comprometer-se a aplicar o dinheiro correspondente às multas em investimentos para melhorar a qualidade do serviço.
A Equatorial Energia disse que não irá comentar a notícia. A Eletrobras reafirmou que a empresa atuará no processo de recuperação da Celpa como "coadjuvante" e não protagonista no processo, conforme o presidente José da Costa Carvalho Neto disse à Reuters em maio.
O plano de recuperação judicial da Celpa tem que ser aprovado pelos credores da Celpa em assembleia, que ocorreria nesta quinta-feira mas acabou sendo adiada para o dia 21 deste mês, para dar mais tempo às negociações.


Paraguai não fornecerá energia barata a vizinhos, diz presidente
Brasil Econômico 09.08.2012 - Franco disse que o Paraguai tem 85% do faturamento de energia baseado nas hidrelétricas, mas consome somente 15% porque a maior parte é utilizada por seus vizinhos.  O Paraguai não pretende fornecer mais energia barata a seus vizinhos Argentina e Brasil, com os quais compartilha a operação de hidrelétricas, já que o governo quer levar adiante uma política que estimule o uso dessa energia no próprio país, disse o presidente do Paraguai, Federico Franco, nesta quarta-feira (8/8).
O Paraguai é sócio do Brasil em Itaipu, uma das centrais hídricas mais potentes do mundo, e da Argentina em Yacyretá - mas fornece a maior parte da produção de energia de ambas empresas a seus vizinhos por preços considerados menores em relação aos praticados no mercado, segundo estabelecem os acordos bilaterais.
Franco, que assumiu a presidência do Paraguai há pouco mais de um mês substituindo o destituído Fernando Lugo, disse que o Paraguai tem 85% do faturamento de energia baseado nas hidrelétricas, mas consome somente 15% porque a maior parte é utilizada por seus vizinhos.
"Nós não estamos dispostos a seguir cedendo (...), porque o que estamos fazendo é ceder a energia a Brasil e Argentina, nem sequer estamos vendendo", disse Franco em um evento público, no qual apresentou um projeto de política energética.
"Devemos procurar trazer nossa energia de Itaipu e Yacyretá, criar indústrias para que haja trabalho para nossa gente (...) e para isso a única alternativa é criar condições de segurança para poder industrializar o país", acrescentou. O governo deposto de Lugo conseguiu triplicar o montante do valor pago pelo Brasil pela eletricidade e um acordo para a construção de uma linha de transmissão de 500 quilovolts entre Itaipu e Assunção, para que o país utilize mais da energia que lhe cabe na usina.
Franco disse que este último projeto possibilitará a instalação de um maior número de indústrias, que igualmente deverão ser encorajadas por um preço mais conveniente de energia.
Pouco depois de assumir, o governo de Franco iniciou negociações com a multinacional Rio Tinto Alcan para a instalação de una fábrica de alumínio, que foram paradas por divergências sobre o preço da energia elétrica que seria fixada.
"Estamos castigando o setor que mais produz e como consequência brilha em toda São Paulo, Buenos Aires, e nós temos que andar no escuro no Paraguai. Não tem sentido isso, temos que mudar", disse o presidente em apresentação de um anteprojeto de lei de política energética. Argentina e Brasil são os maiores integrantes do Mercosul, que suspendeu o Paraguai do grupo diante da destituição de Lugo, por considerar que houve uma quebra do sistema democrático no país.


Dilma deve ousar na energia como no juro, diz Firjan
Folha 09.08.2012 - Depois de considerar "ridículo" o corte de 10% nas tarifas da energia sinalizado pelo governo federal, o presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, afirmou que a redução poderia chegar a 40%.
Para ele, "seria melhor reduzir o custo da energia elétrica e aumentar o preço da gasolina. O efeito sobre a inflação seria zero. Teria resultado na macroeconomia e ajudaria a Petrobras, que acumula esse esqueleto por não autorizar aumento".
O caminho, sugere, é abrir novas licitações. Os contratos de concessão que começam a vencer em 2015 estão em operação há mais de 50 anos.
"Qual o custo maior no setor? É o de capital, mas a amortização já ocorreu há anos", defende Vieira.
De acordo com o presidente da Firjan, a geração representa 94% do custo do chamado GTD (geração, transporte e distribuição).
"É preciso que caia. Água é de graça, mão de obra é despesa pequena e capital já foi amortizado."
Concessões que vencem em 2015 são públicas, da Eletrobras, diz Vieira.
"Como a presidente Dilma fez com que bancos baixassem os juros, primeiro pela pressão aos bancos públicos, ela pode, com a mesma ousadia, fazer com a energia e reduzi-la em 40%."
Esse percentual incluiria supressão de PIS/Cofins e de quatro encargos do setor de energia, além de novos preços das concessionárias.
"Seria melhor reduzir o custo da energia elétrica e aumentar o preço da gasolina. O efeito sobre a inflação seria zero. Teria resultado na macroeconomia e ajudaria a Petrobras, que acumula esse esqueleto por não autorizar aumento".


Estanplaza
Folha 09.08.2012 - A rede de hotéis Estanplaza terminará de renovar todos os seus 1.100 apartamentos até o final do ano que vem.
A companhia, que tem sete hotéis em São Paulo, fará um investimento de cerca de R$ 20 milhões. Nos próximos meses, a rede anunciará seu primeiro projeto fora da capital, na cidade de Santos.
O empreendimento terá 224 apartamentos. "A ideia é que o hotel funcione como residência para executivos", diz João Paulo de Andrade, da Estanplaza.


Alpargatas aumenta preço e corta custo para margem voltar a subir
Valor 09.08.2012 - Utsch, presidente da Alpargatas, fala sobre o aumento de preços de 13% nas sandálias: "Foi um aumento consciente, com base na comparação com os concorrentes".
A fabricante de calçados Alpargatas garante que a margem bruta vai voltar a crescer no terceiro trimestre. Entre abril e junho deste ano, o indicador recuou 2,4 pontos percentuais e, a margem líquida, 3,3 pontos, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para atingir a meta, o presidente da companhia, Márcio Utsch, aposta no reajuste de preços do carro-chefe da empresa, as sandálias Havaianas, que passarão a custar até 13% mais no Brasil; no incremento das vendas da marca no exterior, com a maior presença da marca em grandes redes varejistas e em lojas próprias (ver ao lado); e em um forte projeto de redução de custos, implantado há seis meses na companhia.
"É um projeto que nos remete ao que fez a Toyota lá fora em momentos difíceis, porque reduz definitivamente alguns custos, independentemente do câmbio", afirmou Utsch ontem, em teleconferência com analistas. "Vamos começar a capturar os benefícios do controle de despesas, depois de seis meses de implementação do projeto", disse José Roberto Lettiere, diretor de relações com investidores da Alpargatas, reforçando que, a partir de agora, a empresa vai "traçar novas diretrizes orçamentárias mais rígidas".
Na mesma linha, o projeto "Rumbro 38", na Argentina, busca reduzir os custos fixos. "No atual trimestre, já observamos aumento de 1,5 ponto percentual na margem da Argentina", disse Utsch.
O executivo chamou a atenção para o pico do preço da borracha no segundo trimestre, que impactou os custos da companhia. "Em abril, o preço da tonelada da borracha era de US$ 4,3 mil, mais do que o dobro do que era cotada em abril de 2010", disse Utsch, que já observa um recuo na cotação da matéria-prima, a principal da Alpargatas. "Desde o mês passado, o preço da tonelada caiu 10%".
No Brasil, a empresa decidiu aumentar em até 13% o preço das Havaianas neste terceiro trimestre. "Foi um aumento consciente, com base na comparação com os concorrentes", diz Utsch. "Estamos lançando a melhor coleção de Havaianas de todos os tempos neste trimestre, o que deve fazer com que o mix da marca [que reúne os produtos de maior valor agregado] salte de 41% para 50% das vendas totais até o fim do ano", disse o executivo.
A nova fábrica da companhia em Montes Claros (MG), fruto de um investimento de R$ 250 milhões, começa a operar em fevereiro, o que deve desafogar a capacidade produtiva de Havaianas, que está perto do limite. Em 2011, a Alpargatas vendeu 220 milhões de pares da sandália de borracha, que responde por aproximadamente metade do seu faturamento, enquanto que a capacidade de produção da marca é de 250 milhões.
A unidade mineira vai incrementar em 102 milhões de pares a capacidade de produção de Havaianas e estará focada em itens de maior valor agregado. "A nova fábrica vai trazer ainda mais margem, porque terá menos mão de obra e mais automação", disse o executivo, garantindo que não vai faltar sandália no verão. "Nós já formamos estoques estratégicos desde o primeiro semestre". A receita líquida da Alpargatas cresceu 15,5% no segundo trimestre, para R$ 727,3 milhões. O lucro líquido caiu 16,9%, para R$ 73,9 milhões.


Fundo propõe desconto aos credores do Cruzeiro do Sul
Valor 09.08.2012 - O Fundo Garantidor de Créditos vai propor aos credores do Cruzeiro do Sul um desconto em suas dívidas como forma de encontrar uma saída para o banco, sob intervenção desde o dia 4 de junho. Com a descoberta de indícios de fraudes, o ativo do Cruzeiro do Sul mostrou-se menor do que o registrado em balanço, de R$ 12 bilhões. Ou seja, o ativo corrigido após as auditorias é menor do que o passivo, que corresponde às obrigações que a instituição precisa pagar, como investidores de Certificados de Depósitos Bancários, de bônus no exterior e depósitos a prazo com garantia especial.
Ao aplicar um desconto sobre as dívidas do Cruzeiro do Sul, a diferença entre ativo e passivo seria reduzida. Essa saída também evitaria a liquidação do banco. O rombo é estimado em R$ 2,5 bilhões, sendo que R$ 1,5 bilhão referem-se a "inconsistências contábeis".


Dívida do Cruzeiro deve ter deságio
Valor 09.08.2012 - O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai propor aos credores do Cruzeiro do Sul um desconto em suas dívidas como forma de encontrar uma saída para o banco que está sob intervenção desde o dia 4 de junho.
Com a recente descoberta de indícios de fraudes no banco, o ativo do Cruzeiro do Sul mostrou-se menor do que aquele registrado em balanço até então, de R$ 12 bilhões. Ou seja, o ativo corrigido após as auditorias é menor do que o passivo, que corresponde às obrigações que a instituição precisa pagar a investidores, como Certificados de Depósitos Bancários (CBDs), bônus no exterior e depósitos a prazo com garantia especial (DPGEs). Ao aplicar um desconto sobre as dívidas do Cruzeiro do Sul, o FGC, que está gerindo o banco durante a intervenção, procuraria aproximar o valor de ativo e passivo do banco, reduzindo o rombo. Dessa forma, o fundo não teria de financiar - pelo menos totalmente - a venda do Cruzeiro do Sul para outra instituição.
Em recentes operações, o FGC cobriu a diferença patrimonial de bancos problemáticos absorvidos por outras instituições. Esse foi o caso do PanAmericano, comprado pelo BTG Pactual; do Schahin, hoje com o BMG; e do Matone, absorvido pelo Original (antigo JBS). Em todas essas transações, os investidores não sofreram perdas, diferentemente do que pode ocorrer com o Cruzeiro do Sul.
A solução da aplicação de um deságio também evitaria a liquidação do banco. Em caso de liquidação, muitos investidores de papéis de renda fixa e variável podem não recuperar nem um centavo do valor aplicado.
O risco de o banco ser liquidado existe, já que o rombo na instituição deve superar a exposição que o FGC tem no Cruzeiro do Sul, ficando em R$ 2,5 bilhões. Em caso de quebra, o fundo teria que reembolsar os investidores detentores de CDBs e DPGEs em R$ 2,2 bilhões.
Em alguns momentos desde a intervenção, a viabilidade de uma operação de salvamento do banco chegou a ser colocada em xeque. Porém, devido à percepção de que o impacto de uma liquidação pode ser bastante negativo para todo o sistema financeiro, Banco Central e FGC trabalham pelo resgate do Cruzeiro do Sul. O FGC buscará um processo organizado de venda do banco, em uma espécie de leilão entre os interessados.
Segundo o Valor apurou, um dos papéis que podem sofrer deságio, caso os investidores aceitem a proposta, são os bônus emitidos no exterior. Ontem, conforme noticiou a "Bloomberg", o banco procurou investidores no exterior, pedindo para que detalhassem quem são os detentores dos papéis.
Os bônus externos não têm cobertura do FGC. Os DPGEs contam com garantia até o limite de R$ 20 milhões por investidor, enquanto os aplicadores de CDBs recebem do fundo até R$ 70 mil. Dependendo do volume aplicado pelo investidor, a garantia do fundo tornaria uma renegociação nada atraente.
Procurado pela reportagem, o FGC afirmou que não faria qualquer comentário sobre o banco neste momento. Na próxima semana, no dia 14, o Cruzeiro do Sul divulgará seu balanço, trazendo os números das inconsistências contábeis encontradas.
O Cruzeiro do Sul tem R$ 2,89 bilhões em bônus no exterior, outros R$ 3,6 bilhões em CDBs e R$ 2,28 bilhões em DPGEs, segundo informações do balanço publicado pelo banco com números referentes a março. Fora isso, o banco também é responsável por parte das garantias dadas a investidores que compraram fundos de direitos creditórios, que têm como lastro operações de crédito consignado.
Ontem, os bônus mais negociados do Cruzeiro do Sul eram negociados com uma desvalorização de um ponto percentual em relação à terça-feira. Esses papéis têm vencimento em setembro de 2020 e estão sendo negociados a 31,75% do valor de face. Entre as casas estrangeiras de gestão de ativos que têm bônus do Cruzeiro do Sul em sua carteira estão a gestora americana TCW, que é controlada pelo banco francês Société Générale, e a gestora Moneda Asset Management, a maior do Chile. Na bolsa, a ações encerraram a quarta-feira estáveis na comparação com o dia anterior, cotadas a R$ 1,78.


Mineradoras enfrentam riscos maiores e margens apertadas
Datamark 09.08.2012 - Aumentou a complexidade e os riscos dos negócios em mineração nos últimos doze meses. Essa é a conclusão de um estudo da consultoria Ernst&Young, que mostra que as mineradoras têm que enfrentar desafios maiores, principalmente diante da queda nos preços das commodities minerais. O aumento do nacionalismo dos governos em relação aos recursos naturais, a falta de trabalhadores qualificados e as dificuldades no acesso à infraestrutura são os três principais riscos que se colocam diante das empresas em um contexto de margens apertadas.
'Depois da crise internacional, em 2008, o conjunto dos fatores macroeconômicos e políticos foram gerando mais riscos para a atuação das mineradoras. A gestão dos negócios agora está complexa, pois as empresas tiveram de se tornar mais rigorosas e mais seletivas nos investimentos', diz Carlos Assis, sócio de consultoria para a área de mineração e metais da Ernst & Young Terco.
O levantamento classifica o nacionalismo como risco número um do setor. Os governos - em dificuldades - tendem a rever as regras que guiam a exploração de recursos minerais, na tentativa de abocanhar a maior parte do rendimento dessas atividades. E nem sempre as influências do governo nos negócios é formal. 'No Brasil, por exemplo, há informalmente uma pressão para as empresas agregarem valor na cadeia (como a siderurgia) e produzirem de modo mais integrado', explica Assis.
A falta de mão de obra qualificada tem aparecido no ranking nos últimos anos. As mineradoras estão buscando novas fronteiras de exploração, que às vezes não oferecem capital humano, nem infraestrutura adequada às operações. O problema da infraestrutura, inclusive, foi classificado em terceiro lugar, na lista dos riscos dos negócios de mineração da Ernst&Young. 'O poder público não é mais o veículo natural para o financiamento dos projetos, principalmente devido à falta de orçamento. A responsabilidade tem recaído sobre o setor privado', diz o executivo.


Paraísos fiscais e desvio de dinheiro
Diário do Comércio 09.08.2012 - No mês de julho, uma organização independente inglesa chamada Tax Justice Network, que se dedica a pesquisar movimentações financeiras e transparência fiscal no mundo, publicou um relatório sobre a evasão de divisas para os bancos localizados em paraísos fiscais, cruzando dados do Banco de Compensações Internacionais, FMI, Banco Mundial e governos locais.
O relatório mostra que pessoas físicas e empresas do mundo todo desviaram cerca de US$ 21 trilhões para inúmeros paraísos fiscais e se isentaram de impostos nos seus países de origem, mandando o dinheiro para mais de 50 bancos destes paraísos.
Desde 2005 estas remessas vêm crescendo 16% ao ano e muitos países que são devedores internacionais ficariam em melhor situação, caso o dinheiro enviado para fora fosse taxado e usado para pagar a dívida externa. O fato é que este dinheiro está nas mãos de poucas empresas e pessoas que só se preocupam em acumular riquezas, longe de impostos e da legalidade. Muitas vezes é um dinheiro oriundo de tráfico de drogas, corrupção e outros crimes, e que vai para bancos internacionais nos paraísos fiscais.
Existe um tremendo "buraco negro" na economia mundial, onde todo este dinheiro some enquanto o mundo mergulha cada vez mais em uma crise financeira. O dinheiro passa pelos maiores bancos do mundo como UBS, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC, Bank America, Deutsche Bank, JP Morgan Chase e muitos outros, que contam com advogados e contadores especializados nestas operações, nas maiores capitais do mundo.
O relatório também considera escandaloso o fato de que instituições oficiais, como o Banco Mundial, os Bancos Centrais e o próprio G20, não dão a devida importância para o assunto. Este problema de evasão de divisas, se resolvido, poderia transformar muitos países de devedores para credores, e até mudar os rumos da economia mundial, acabando com crises financeiras em muitos locais. Existe dinheiro para movimentar a economia mundial e acabar com problemas crônicos como a fome, a falta de saúde, educação e outros. O fato é que ele sai de forma irregular da economia para os bolsos de poucos, sob o olhar complacente de quem deveria coibir esta prática.
No ranking dos países que mais desviam dinheiro, a China aparece em primeiro, com US$ 1.189 bilhão, seguido pela Rússia com US$ 798 bilhões e Korea com US$ 779 bilhões. O Brasil aparece em quarto lugar, com desvio de US$ 520 bilhões até o final de 2010, seguido da Venezuela, com US$ 406 bilhões e Argentina com US$ 399 bilhões. O bom deste relatório é que mostra ao mundo onde está o problema e, com isso, torna possível uma solução.


Aplicativo que oferece cupons de desconto no celular atinge 30 mil usuários em 2 semanas em SP e RJ
EconommerceNews 09.08.2012 - Lançado nas capitais paulista e fluminense no último dia 23, o Mobo já tem mais de 60 mil usuários, incluindo a cidade de Porto Alegre, onde foi lançado há um ano. O serviço oferece cupons de desconto nos mais descolados endereços das cidades, como McDonald´s, Subway, Domino´s, AM/PM, FNAC, Spoleto, Viena, Yogoberry, Imaginarium, entre outros.
O Mobo sistema funciona assim: o usuário baixa o aplicativo (iPhone ou Android) e escolhe no seu aparelho o cupom de desconto que deseja utilizar, de acordo com o estabelecimento mais próximo a ele, as ofertas mais novas ou mais baixadas. Há ainda a opção de escolher o cupom no site do aplicativo – www.mobo.com.br – e enviá-lo para o celular via SMS. Sem ter que imprimir ou pagar nada antes, o usuário apresenta o cupom na tela do seu aparelho na hora que for pagar a conta e recebe o desconto.
“Um grande diferencial do Mobo é a forma como nos comunicamos com os usuários. O sistema reconhece o hábito de consumo das pessoas e assim pode avisar as ofertas que tenham relevância para os diferentes perfis. Além disso, é o usuário que controla se deseja ou não receber as informações”, explica Gabriel Xavier, diretor executivo da empresa.
Outra característica do Mobo é que os cupons não estão vinculados a um número mínimo de compradores para que o desconto seja dado.
“Com o Mobo, baixou o cupom, ganhou o desconto. E nunca há o prejuízo financeiro, pois o usuário não precisa pagar pelo cupom”, destaca Xavier.
Além de tudo isso, o Mobo possui um sistema de geolocalização que mostra ao usuário quais as ofertas mais próximas a ele em um raio de 1 a 10 km. Com o aplicativo, é possível ainda compartilhar as ofertas disponíveis com os amigos através do Facebook e Twitter em tempo real.
Os cupons oferecidos por meio do Mobo dão direito a descontos nos mais variados tipos de estabelecimentos, desde prestadores de serviços até restaurantes, bares, lojas de roupas e conveniência, por exemplo. “Nossa preocupação é sempre selecionar os melhores e mais confiáveis parceiros para garantir ao usuário a melhor experiência de compra possível. Assim, todos saem ganhando sempre”, afirma Xavier.


Anatel diz haver “indícios” de desligamentos “acima da meta” na TIM
Valor 07.08.2012 - O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, afirmou nesta terça-feira, em audiência na Câmara, que a fiscalização identificou “indícios” de quedas nas ligações da operadora “acima da meta” da agência em todo o país. Ele disse que ainda não existe uma conclusão da Anatel sobre o tema e que ainda estão sob investigação os motivos dos desligamentos e também se houve um maior número de quedas nas chamadas do plano Infinity, no qual o cliente paga por ligação efetuada.
“No relatório, diz que tem indício disso”, declarou o superintendente, em referência ao número de desligamentos acima de meta da Anatel. “Nós não temos posição de conduta se aconteceu determinada coisa sobre Infinity e Liberty [plano pós-pago]. Vamos analisar a defesa da empresa e temos que ver se de fato aconteceu”, disse.
Ontem, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba propôs ação coletiva de consumo contra a TIM. Os promotores Maximiliano Ribeiro Deliberador e Michele Rocio Maia Zardo fizeram requerimento para que a Justiça determine à operadora o cumprimento de metas de qualidade da Anatel e proíba a venda de novos contratos no Paraná até que as normas sejam respeitadas - sob pena de multa diária “não inferior” a R$ 500 mil. Outro pedido dos promotores é para que a TIM seja condenada a indenizar os consumidores do plano Infinity pelos prejuízos que teriam sofrido desde 2009, com a devolução em dobro dos valores cobrados indevidamente.
Na ação, os promotores citam, com base em dados que receberam da Anatel, que em um único dia (8 de março de 2012), 8,17 milhões de usuários foram afetados no país por desligamentos na rede da empresa, e que esses clientes teriam desembolsado R$ 4,3 milhões naquele dia por serviços não prestados. A ação é resultado de inquérito aberto em maio.
Procurada, a TIM respondeu, por meio da assessoria, que ainda não recebeu qualquer notificação sobre a ação. A empresa afirmou também que, com o Plano de Ações de Melhoria da Prestação de Serviço Móvel, apresentado à Anatel, pretende “contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de atender à crescente demanda dos consumidores brasileiros”.
A empresa acrescentou que o “Paraná está contemplado neste plano e conta com investimentos de R$ 95 milhões em 2012, direcionados para ampliação e modernização da rede na região”.


Petrobras diz que trabalha para retomada do etanol no país
Reuters 07.08.2012 - A Petrobras trabalha para que o etanol volte a ser competitivo no país, disse a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a jornalistas em São Paulo.
Ela acrescentou que cabe às indústrias discutirem com o governo uma base econômica que possa viabilizar a produção do biocombustível.Voltar
Presidente da Petrobras descarta novo aumento de capital
Reuters 07.08.2012 - A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, descartou a possibilidade de promover um novo aumento de capital na companhia, via emissão de ações, com o objetivo de capitalizar a petroleira.


Fleury está mais atraente após queda na bolsa, diz banco
Exame 07.08.2012 - HSBC sobe a recomendação para os papéis com a queda de 17% em julho. Preço-alvo por ação do Fleury em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%. Após uma queda de 17% na Bovespa no mês passado, as ações do Fleury (FLRY3) começam a ter uma avaliação menos pessimista por parte do HSBC. Os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini elevaram a recomendação às ações de alocação abaixo da média de mercado (underweight) para neutra. O preço-alvo por ação em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%.
No entanto, a avaliação do banco é bastante cautelosa com o curto prazo do Fleury. O segundo semestre traz um tom negativo, com uma
combinação desafiadora de desaceleração no crescimento, pressões de custos e estimativas do consenso ainda elevadas, segundo projetam os analistas.
“A expansão orgânica de unidades de atendimento do Fleury está pressionando a produtividade de exames por metro quadrado e prejudicando as margens.da empresa”, explicam Campos e Moscardini.
Eles explicam que a falta de poder de colocação de preços das prestadoras, como o Fleury, em relação às pagadoras (empresas de seguro de saúde, principais clientes das prestadoras) está se tornando mais evidente, conforme o mix de produtos relacionado a aquisições diminui com o tempo. “A desaceleração da atividade econômica, combinada com a alta inflação de mão de obra e aluguel contribui para um segundo semestre ainda desafiador”, adverte o relatório.
Desempenho recente: Em 2012, as ações do Fleury registram valorização de 5,3%, perdendo para empresas pares como Amil (AMIL3), com alta de 22%, e Odontoprev (ODPV3), com valorização de 18%. Os papéis da Dasa (DASA3) amargam queda de 27% no período.
O Fleury apresentou lucro líquido de 32 milhões de reais entre abril e junho, queda de 3,1% ante o mesmo período de 2011. "Nós temos acelerado a maturação da expansão de 2011 e que foi concluída no final do ano. Também temos feito investimentos em equipamentos de imagem, o que melhora nossa receita", disse recentemente à Reuters o presidente da companhia, Omar Hauache.


Energias BR emitirá R$ 450 milhões em debêntures
Exame 07.08.2012 - Recursos serão investidos em ativos de geração de energia. As ligações clandestinas de TV a cabo estão com os dias contados na Rocinha.
O Conselho de Administração da Energias Brasil (ENBR3) aprovou a primeira emissão de debêntures simples da companhia, mostra comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No total, serão 450 milhões de reais, divididos em 45 mil papéis. Dessa forma, cada debênture terá valor nominal unitário de 10 mil reais. O vencimento será de 18 meses.
Com os recursos, a empresa pretende realizar investimentos diretos e indiretos em ativos de geração de energia.


José Carlos Dias vai defender Katia Rabello no julgamento do mensalão
Valor 07.08.2012 - O Banco Rural informou que a defesa de Katia Rabello, ex-presidente da instituição, será feita nesta terça-feira no julgamento do mensalão por José Carlos Dias. Ex-ministro da Justiça durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2000, Dias é considerado um dos melhores criminalistas do país. Foi ele quem ensinou a prática da advocacia criminal para José Luis de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu.
A defesa de Katia deve ser a quinta e última de hoje, o quarto dia do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Cada advogado terá uma hora para apresentar as suas argumentações aos ministros.
Segundo o Ministério Público Federal, as agências do publicitário Marcos Valério depositaram valores em contas no Rural e autorizaram saques por assessores e familiares de políticos, o que configuraria a organização de uma quadrilha.
Em memorial, Dias e o advogado Theodomiro Dias Neto disseram aos ministros que não há prova que demonstre que Katia e os demais gestores do Rural se organizaram com outros denunciados para praticar crimes.
Os advogados também lamentaram o impacto do processo do mensalão no banco. “Desde 2004, o Banco Rural atravessa o período mais difícil de sua história”, afirmaram. “Poucas instituições financeiras teriam resistido a tamanha exposição com fiscalizações do Banco Central e da Polícia Federal, saques diários, notícias na mídia, buscas e apreensões, quebras de sigilo, processos criminais.”
De acordo com o memorial, dessde 2004, o Rural reviu processos decisórios, aprimorou controles, contratou consultores, fechou 100 agências e demitiu 1600 funcionários. “Reduziu o tamanho, mas honrou compromissos, não trouxe prejuízos à União, clientes e aplicadores. Tal fato revela competência e seriedade de seus profissionais. As acusações não possuem fundamento.”


Ações do Cruzeiro do Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor 07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$ 1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos 58.015 pontos.
Conforme matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha, o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no banco.
O Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial Temporária (Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. A liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição.
O administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada. “Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao mercado nos termos da legislação de regência.”
No assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.


Ações do Cruzeiro do Sul disparam mais de 10% na Bovespa
Valor 07.08.2012 - As ações do Cruzeiro do Sul operam em alta acentuada no pregão desta terça-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ganhos na faixa de 17,75% na abertura, os papéis CZRS4 se valorizavam 11,83%, a R$ 1,89, por volta das 15h35, com giro de R$ 555 mil. Já o Ibovespa cai 0,56%, aos 58.015 pontos.
Conforme matéria publicada no Valor nesta terça-feira, o processo de venda do Cruzeiro do Sul se dará em um novo formato. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai optar por um formato mais transparente, com publicação de edital.
O Fundo vai publicar cartilha com pré-requisitos que candidatos à compra do banco devem atender, como necessidade de experiência no setor bancário. Nessa linha, o FGC busca se proteger de eventual responsabilidade por problemas futuros no banco.
O Cruzeiro do Sul entrou em processo de Regime de Administração Especial Temporária (Raet) pelo Banco Central depois da descoberta de indícios de fraude. A liquidação ainda não está 100% descartada, mas hoje o cenário mais trabalhado pelo FGC é a venda da instituição.
O administrador especial do banco se manifestou em comunicado ao mercado. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte da informação publicada. “Até a conclusão do balanço especial previsto em lei que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer ação a ser tomada a respeito da companhia e suas controladas”, argumenta.
“Tão logo exista qualquer dado concreto que permita o conhecimento das reais condições patrimoniais do Banco Cruzeiro do sul, será feita a divulgação ao mercado nos termos da legislação de regência.”
No assento do conselho de administração do FGC estão hoje executivos dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.


Aneel nega pedido da Bertin para mudar térmicas em atraso
Valor 07.08.2012 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou há pouco o pedido do grupo Bertin para mudar as características de seis usinas termelétricas outorgadas em 2008 que estão com a execução do projeto em atraso.  A previsão de entrega dos empreendimentos é janeiro de 2013, mas as usinas correm o risco de não saírem do papel.
As usinas envolvidas no processo são: MC2 Santo Antônio de Jesus, MC2 Governador Mangabeira, MC2 Nossa Senhora do Socorro, MC2 Sapeaçu, MC2 Camaçari II e MC2 Camaçari III.
A Bertin apresentou o pedido de mudanças das características técnicas das usinas com o objetivo de aproveitar as obras em execução de outras seis termelétricas na Bahia, que possuem o mesmo projeto de usina. No entanto, essas térmicas tinham a previsão de iniciar a operação em janeiro de 2011 e com preço da energia menor.
“Enquanto não houver clareza e compromissos para implementação de, pelo menos, seis usinas aos preços do leilão A-3, os pleitos serão indeferidos”, disse o relator do processo, o diretor André Pepitone. Ao todo, os dois parques de usinas formados por seis térmicas totalizam, individualmente, a potência de 1.056 megawatts (MW).
A mudança das características técnicas foi a condição colocada pela Bertin para se comprometer a construir o parque de usinas termelétricas na Bahia, previsto no plano de reestruturação apresentado recentemente.


Greve da PF prejudica emissão de passaportes, diz sindicato
Folha 07.08.2012 - A greve nacional de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, iniciada nesta terça-feira, vai prejudicar a emissão de passaportes. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), apenas passaportes de urgência serão emitidos.
Policiais federais entram em greve em todo o país e planejam atos
A entidade ainda não emitiu balanço sobre os serviços que estão em greve em todo o país, mas promete divulgar até o fim da tarde.
Os policiais não definiram o que são os casos urgentes --isso ficou a cargo de cada sindicato nos Estados. "Se alguém precisar viajar por conta de um problema familiar ou se já comprou passagem e percebeu que está com passaporte vencido, obviamente ele será feito. Gostaríamos que as pessoas entendessem, pois estamos negociando [reajuste] há dois anos. Se houver algum gesto do governo, vamos suspender e retomar a negociação", disse o presidente da Fenapef, Marcos Wink.
Os serviços das delegacias especializadas de registro de estrangeiros passarão a funcionar em escala mínima até a próxima sexta-feira (10), quando haverá uma assembleia para decidir se a greve continua ou não.
A Fenapef argumenta que os profissionais estão sem aumento desde 2005 e que o salário inicial, de R$ 7.200, está defasado. Os profissionais reivindicam um aumento, em cinco anos, chegando até R$ 13 mil, equiparando com outras carreiras, como de auditores da Receita ou agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
"Os passaportes têm que ser conferidos pelos papiloscopistas, por isso os passaportes já estão sofrendo nessa situação", diz Jones Leal, presidente no sindicato no Distrito Federal.
Os policiais também dizem que falta efetivo para o controle de fronteiras ou nos aeroportos, onde a PF monitora a entrada de estrangeiros e passagem de drogas, armas ou outros materiais ilícitos. Por isso, os policiais iniciaram uma operação-padrão, ou seja, passaram a fazer as checagens de forma mais completa e demorada, ocasionando filas.


Brasil pode anunciar em breve fábrica para energia solar
Folha 07.08.2012 - O anúncio de uma fábrica no Brasil de purificação de silício, usado na fabricação de placas de energia solar fotovoltaica, pode ocorrer ainda neste ano, afirmou o chefe do departamento de Fontes Alternativas de Energia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Antonio Tovar, a jornalistas nesta terça-feira (7).
Para o representante do BNDES, o banco está disposto a financiar toda a cadeia de energia solar no Brasil, que pode atrair grande volume de investimentos.
"Uma planta de purificação de silício é um investimento de mais de US$ 1 bilhão", disse Tovar.
Atualmente, o BNDES já apoia projeto de pesquisa, com recursos de um fundo tecnológico, de transformação do silício do grau metalúrgico para o grau solar.
"Caminha-se para um anúncio, por exemplo, ainda neste ano, de uma fábrica de purificação de silício, integrada, no Brasil. Desde a purificação de silício até a fabricação de painéis", disse Tovar.
Segundo ele, vários empreendedores nos últimos dois anos vêm estruturando planos de negócios e conversando com distribuidoras e potenciais fornecedores de quartzo.
O executivo disse que há grupos interessados em montar uma unidade de purificação de silício e em projetos integrados --que incluem a purificação de silício e a fabricação de painéis-- ou apenas na fabricação das placas solares. Para Tovar, a regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre implantação de microgeração de energia, que viabiliza a instalação de sistemas de geração próprios pelos consumidores de energia, foi importante para decisões sobre instalação de unidades de purificação de silício no país.


Captação de fundos atinge R$ 72,6 bilhões em 2012, máxima histórica
Folha 07.08.2012 - A captação líquida dos fundos de investimento alcançaram R$ 72,6 bilhões no acumulado do ano até julho, maior resultado da série histórica da Anbima iniciada em 2002.
A captação é resultado de R$ 1,636 bilhão aplicados e R$ 1,563 bilhão resgatados em 2012, segundo boletim da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado nesta terça-feira (7).
Apesar do resultado favorável, em julho houve resgate líquido de R$ 4,7 bilhões --R$ 225,5 bilhões investidos e R$ 230,2 bilhões sacados no mês.
Por patrimônio líquido (total de dinheiro investido), os principais fundos de investimento são: Renda Fixa (31,8% do total), Multimercados (20,3%), Previdência (12,3%), Referenciado DI (12,1%), Ações (9,0%), Estruturados (7,4%), Curto Prazo (4,2%) e Outros (2,9%).
Maiores rentabilidades: O bom desempenho da Bovespa em julho --alta de 3,21% no Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira--, refletiu positivamente na rentabilidade dos principais fundos de investimento.
No mês, o fundo de Ações Small Caps registrou a maior alta: 3,80%. Nas categorias Renda Fixa e Multimercados, os fundos Renda Fixa Índices e Multimercados Macro se destacaram, ganhando 2,45% e 2,28%, respectivamente.
Renda Fixa Índices e Multimercados Macro continuam no topo do ranking de maiores retornos da indústria de fundos nos últimos 12 meses --superados apenas pelo fundo Cambial, cujo retorno foi de 32,73% no período.

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