sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Azul.CA.10.08


Daily News



Embraer amplia rede de serviços no Brasil
BolsaValores.Ner 10.08.2012 - Em um ano, a frota de jatos executivos no Brasil deve ser a segunda maior no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que lidera o ranking mundial com 11.120 jatos. O país já possui o segundo maior mercado de aviação geral, que inclui aviões de pequeno porte e helicópteros. Hoje, o país tem 720 jatos desse tipo, contra 760 voando no México.
Para atender um dos principais mercados em expansão no mundo e dentro do seu próprio país, a Embraer está investindo na ampliação e melhoria da oferta de serviços. Um passo importante será dado nos próximos dias com o início da construção do segundo centro de serviços próprio da Embraer no Brasil, projeto que vai absorver um investimento de US$ 25 milhões em cinco anos.
O novo centro de serviços ocupará uma área de 20 mil m2, no aeroporto de Sorocaba, com um hangar cinco vezes maior do que o centro de serviços localizado hoje em São José dos Campos. O atual tem capacidade para atender 10 aeronaves simultaneamente e o de Sorocaba poderá receber entre 40 e 50 jatos de pequeno e grande porte, ressaltou o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini.
A inauguração está prevista para meados de 2013, o que coloca o novo centro disponível para atender a grande movimentação de jatos executivos que o Brasil irá receber durante a Copa do Mundo e também em outros eventos, como Fórmula 1 e Fórmula Indy.
A Embraer passa a ter, com a nova unidade, rede de serviços em localizações estratégicas do país, já que temos centros autorizados em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Goiânia, explicou.
A expectativa da fabricante é de que haja uma demanda de 420 a 600 aeronaves nos próximos 10 anos, negócio estimado em mais de US$ 8 bilhões. Esperamos capturar uma parcela significativa dessas vendas, algo em torno de 30% do volume previsto para o período, disse Pellegrini.
Em 10 anos, a Embraer conseguiu colocar 550 jatos executivos de sete modelos diferentes em operação no mundo. Desse total, o Brasil absorveu 112 aeronaves, sendo 90 do modelo Phenom.
Com o centro de Sorocaba, a Embraer também estará inaugurando um novo negócio no mercado, o de FBO (sigla em inglês para operador de base fixa), um leque de serviços de atendimento vip para os clientes que pousam no aeroporto e necessitam de reabastecimento, limpeza da aeronave, atendimento à tripulação, áreas de descanso, entre outros.
Outro diferencial importante que a Embraer estará oferecendo para seus operadores de Phenom no Brasil, a partir da próxima semana, é a disponibilidade de um simulador para treinamento dedicado em português. Fruto de uma parceria entre a Embraer e a empresa canadense CAE, o equipamento será o primeiro simulador de voo de avião executivo no Brasil. O treinamento poderá ser feito no Brasil, evitando o deslocamento de pilotos para os EUA e Europa e também as barreiras do idioma estrangeiro, destacou o executivo.
Segundo Pellegrini, até 2011 a área de suporte ao cliente era o calcanhar de Aquiles da aviação executiva da Embraer, mas pesquisa recente da publicação Aviation International News, referência na área de aviação executiva no mundo, colocou a Embraer em segundo lugar entre todos os fabricantes de jatos no quesito suporte ao cliente.
Melhoramos 13% em relação a 2011. A americana Gulfstream está em primeiro lugar, com nota 8,2, mas apenas com o jato G550. A Embraer conquistou essa posição para todos os seus sete modelos de jatos e recebeu nota 8,1, disse. Na área de jatos menores, a Gulfstream ficou em sétimo lugar na pesquisa.
A área de serviços ao cliente na Embraer, segundo Pellegrini, representa ao redor de 10% da receita da aviação executiva da companhia. Existe espaço para crescer e ficar entre 20% e 25%, que é a média hoje dos grandes fabricantes de jatos executivos, disse.
A venda no segmento não é só o produto, mas muito mais como você se relaciona com o cliente, ressaltou. Com a grande concorrência no mercado, segundo ele, a única forma de capturar o cliente é através de soluções inovadoras.
No Brasil, diz o executivo, além dos novos investimentos feitos no simulador do Phenom e no centro de serviços de Sorocaba, a Embraer tem se destacado por oferecer ao mercado um produto com um custo operacional entre 10% e 15% menor que o praticado pela concorrência. Além de um plano de manutenção e um programa de peças ágil e eficiente, temos a vantagem de produzir no Brasil, completou.
A divisão de jatos executivos representa cerca de 20% da receita global da Embraer. Tendo em vista o cenário atual, em 2012, a companhia espera entregar de 75 e 85 jatos executivos leves e de 15 a 20 jatos executivos grandes, o que deve gerar um faturamento entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1.3 bilhão.


Petrobras conclui contratação de 21 sondas
Reuters 10.08.2012 - A Petrobras concluiu a contratação de 21 sondas de perfuração negociadas com a Sete Brasil, afirmou a companhia nesta sexta-feira em comunicado ao mercado.
A petrolífera assinou nesta sexta-feira contratos com Sete Brasil, Odebrecht e Etesco para afretamento e operação de nove navios-sonda de perfuração.
Os navios serão construídos no Brasil, com percentuais de conteúdo local variando de 55 a 65 por cento. Após a construção, as sondas serão afretadas à Petrobras por um período de 15 anos.
Seis sondas serão construídas no Estaleiro Enseada Paraguaçu, em Maragogipe, na Bahia. Quatro serão operados pela Odebrecht e dois pela Etesco.
Os outros três navios-sonda de perfuração serão construídos no Estaleiro Rio Grande 2, no município de Rio Grande (RS), todos operados pela Etesco.
As unidades serão entregues a partir de 2016 e serão destinadas principalmente à perfuração de poços no pré-sal da Bacia de Santos, incluídas as áreas da cessão onerosa, de onde a estatal está autorizada a retirar 5 bilhões de barris de petróleo.
A Petrobras fez uma análise prévia nos estaleiros para avaliar a capacidade potencial de atendimento aos compromissos contratuais de construção dessas sondas, incluindo conteúdo local mínimo e os prazos exigidos", informa a empresa.


Petrobras fecha contrato com Odebrecht e Etesco para navios-sonda
Valor Online 10.08.2012 - Afretamento será feito pela Sete Brasil. Unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal.
A Petrobras informou nesta sexta-feira que fechou contrato com a Odebrecht e a Etesco para operação de nove navios-sonda de perfuração. O afretamento das sondas será feito pela Sete Brasil e, com mais esse contrato, a estatal conclui o processo de afretamento de 21 sondas por meio da companhia.
Dos seis navios-sonda que estão sendo construídos no Estaleiro Enseada Paraguaçu, em Maragogipe, na Bahia, quatro serão operados pela Odebrecht e dois pela Etesco. Essa última companhia operará ainda outros três navios-sonda que serão construídos no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Os navios estão sendo construídos no Brasil, com percentuais de conteúdo local que variam de 55% e 65%, e, após a construção, serão afretados a Petrobras por um período de 15 anos.
No comunicado, a estatal informa que as nove unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal da Bacia de Santos, incluídas na área de cessão onerosa do pré-sal. As sondas têm capacidade para operar em águas com profundidade em até 3 mil metros e podem perfurar poços de até 10 mil metros de comprimento.


Prati-Donaduzzi procura terreno para nova fábrica
Datamark 10.08.2012 - A farmacêutica paranaense Prati-Donaduzzi planeja construir sua segunda fábrica no país e está à procura de terrenos para instalar sua nova unidade. Ao Valor, o vice-presidente do laboratório, Eder Maffissoni, afirmou que a companhia está em negociação com alguns Estados.
O martelo vai ser batido nas próximas semanas. A decisão vai depender das propostas mais atraentes dos benefícios fiscais que serão oferecidos. "Precisamos ampliar a nossa capacidade de produção. Estamos no limite", afirmou o executivo. Maffissoni não divulgou o valor dos investimentos. "Vamos concluir o projeto nas próximas semanas."
A expectativa é de que a nova unidade comece suas operações no início de 2014, com todas as aprovações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o funcionamento.
Considerado um laboratório de médio porte, com faturamento líquido de R$ 400 milhões, a Prati-Donaduzzi passou a ser cobiçada por multinacionais nos últimos meses. Companhias, como o laboratório paranaense, tornaram-se alvo de grupos estrangeiros, que estão dispostos a pagar altos múltiplos para fazer sua estreia no mercado nacional. Com o foco em medicamentos para área hospitalar, a farmacêutica paranaense passou a fabricar produtos genéricos nos últimos anos, de olho no potencial de expansão desse segmento. Segundo Maffissoni, a companhia deverá encerrar 2012 com faturamento de R$ 500 milhões.
Fontes do setor afirmam que a companhia estaria em negociações com a israelense Teva, gigante dos genéricos no mercado global. Massifoni nega. Ele afirmou que a companhia não está à venda e que não foi procurada pela Teva, mas já foi sondada por outras multinacionais. Em recente entrevista ao Valor, o fundador do grupo, Luiz Donaduzzi, afirmou que não descarta negociar a entrada de um sócio estratégico na empresa.
Com atuação focada no Sul do país, a capacidade atual da fábrica Prati-Donaduzzi, instalada em Toledo (PR), é entre 550 mil e 600 mil unidades diárias de medicamentos -- entre sólidos (comprimidos), semissólidos
(cremes e pomadas, por exemplo) e líquidos (xaropes). "A futura fábrica deverá produzir somente medicamentos sólidos", afirmou o executivo.
A empresa é especializada na produção de "cesta básica" de medicamentos para o governo. Trata-se de produtos já maduros, como anti-inflamatórios, antibióticos, analgésicos e tratamentos, como hipertensão, sobretudo genéricos. Nos últimos anos passou a fazer apostas em genéricos e em remédios fracionados (que podem ser vendidos em doses estabelecidas pela prescrição médica). O laboratório também terceiriza a fabricação de fármacos para multinacionais do setor. "Temos cerca de 40 medicamentos em processo de aprovação na Anvisa", disse.
Fundada há 19 anos por Donaduzzi e sua esposa Carmem, a empresa iniciou suas atividades na área de medicamentos hospitalares em uma pequena fábrica com 10 trabalhadores e cinco máquinas. A partir de 1999, com a aprovação da Lei dos Genéricos, passou a diversificar sua produção, de olho na expansão desse segmento de mercado.


Raia Drogasil lucra R$49,3 mi no tri e reduz previsões
Datamark 10.08.2012 - A Raia Drogasil anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de 49,3 milhões de reais para o segundo trimestre, após ganho de 44,1 milhões em igual período do ano passado.
No semestre, o lucro líquido passou de 63 milhões de reais entre janeiro e junho de 2011 para 68,7 milhões de reais nos seis primeiros meses de 2012.
A receita líquida de vendas e serviços foi de 1,3 bilhão de reais entre abril e junho, acima dos 1,1 bilhão de reais apurados no segundo trimestre de 2011. Já no ano, o valor chegou a 2,6 bilhões de reais, ante 2,1 bilhões de reais obtidos entre janeiro e junho de 2011.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia ficou em 97,5 milhões de reais nos três meses até junho, contra 79,9 milhões de reais um ano antes. No ano, o valor chegou a 150,6 milhões de reais, ante 122,3 milhões de reais no mesmo período de 2011.
A companhia também informou nesta quinta-feira que iniciará o processo de incorporação da Raia, além de ter revisado as projeções de aberturas de novas unidades em 2012.
A incorporação implicará na suspensão imediata de aberturas das filiais de bandeira Droga Raia que ainda não estejam licenciadas até que a incorporação se efetive, disse a empresa em fato relevante.
Na sequência, novas lojas passarão a ser abertas já pela RaiaDrogasil. A abertura de filiais com bandeira Drogasil prosseguirá normalmente. A Raia Drogasil também reduziu a estimativa de abertura de lojas em 2012 para 110 unidades, contra projeção anterior de 130. Para 2013, a expectativa é de inaugurar 130 novas lojas. A união entre Raia e Drogasil foi anunciada há um ano. Na ocasião, as companhias já haviam divulgado que, pelos termos da associação, a Raia seria incorporada pela Drogasil. O negócio previa que cada ação da Raia seria trocada por 2,29 novos papéis de emissão da Drogasil.


Financiamento do BNDES em exploração de petróleo soma R$ 3 bilhões
Valor 10.08.2012 - A linha de crédito criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar projetos de exploração e produção de petróleo e gás liberou R$ 3,063 bilhões em seu primeiro ano.
O chefe de petróleo do banco de fomento, Ricardo Cunha da Costa, afirmou que de julho de 2011 até o momento 28 operações são financiadas pela instituição, cujo investimento total soma R$ 4,32 bilhões.
Costa, que participou nesta sexta-feira do Fórum Internacional de Petróleo e Gás, em São Paulo, afirmou que há grande demanda por financiamentos no setor. “Há muita gente investindo e outro tanto querendo investir”, disse.
O orçamento previsto pelo BNDES para a linha é de R$ 4 bilhões até 2015. “Imaginávamos desembolsar R$ 1 bilhão por ano. Nesse ano, chegaremos a R$ 759 milhões e em 2013 bateremos o R$ 1 bilhão. Com o crescimento da carteira, acreditamos que devemos superar o teto antes de 2015”, avalia, ressaltando que nesse caso deverá haver elevação do orçamento.
Essa linha do banco não inclui grandes operadoras e é destinada a empresas que compõem o chamado “segundo grau” da cadeia de exploração e produção de petróleo e gás. Entre as principais proponentes de financiamento estão companhias estrangeiras que buscam conteúdo local, além de empresas brasileiras de automação e de tubos flexíveis.
As perspectivas do banco apontam que a demanda doméstica por bens e serviços em exploração e produção offshore é de US$ 400 bilhões até 2020, evidenciando o Brasil como um dos principais mercados nesse setor.


GOL pode voltar a dar alegrias na bolsa, afirma banco
Exame 10.08.2012 - UBS elevou a recomendação aos papéis da companhia aérea para compra. As ações da GOL (GOLL4) podem voltar a chamar atenção após uma expressiva queda de 16% no ano, aponta o UBS em um relatório. O banco elevou a recomendação aos papéis da companhia aérea de neutra para compra e o preço-alvo de 12,80 reais para 13,90 reais.
De acordo com a análise, a geração de caixa será forte no segundo semestre, com uma recuperação já no terceiro trimestre. A expectativa é de que a margem Ebitda suba para -2,2% e 3,4% no terceiro e quarto trimestres, respectivamente. A margem ficou negativa em 19,3% no segundo trimestre. O cálculo da margem se dá pela divisão do Ebitda pela receita líquida, ou seja, o quando da receita entra no caixa da companhia.
“Essa rápida melhora operacional é o principal motivo para capturar o potencial de valorização de 46% para o nosso preço-alvo”, explica Victor Mizusaki, que assina a análise. Para ele, o mercado ainda não percebeu o valor que poderá ser destravado com a melhora na geração de caixa. A ação da companhia aérea está negociando a 1,4 vez o lucro sobre o valor contábil, o que está 29,7% abaixo da média histórica e da média global do setor.
O setor: O UBS explica que a recente fraqueza do setor aéreo brasileiro reflete o alto nível dos preços dos combustíveis, a depreciação do real e o enfraquecimento do PIB (Produto Interno Bruto). “Além disso, o histórico da Latam (LATM11) nos faz acreditar que a TAM pode continuar a impor maiores tarifas para melhorar a rentabilidade da operações doméstica”, aponta Mizusaki.


Gafisa vê conclusão de arbitragem sobre Alphaville em até 9 meses
Estadão 10.08.2012 - A Gafisa prevê que o processo de arbitragem sobre a compra da parcela adicional da Alphaville Urbanismo, equivalente a 20 por cento, será concluído em seis a nove meses, chegando a uma solução para a controvérsia envolvendo a operação.
Há cerca de um mês, o processo foi parar na Câmara de Comércio Brasil-Canadá, após as partes envolvidas não terem chegado a um acordo sobre o valor do negócio.
"O processo está sendo conduzido pela Câmara... não deve ser longo por ser uma situação relativamente simples de ser decidida", disse o presidente-executivo da companhia, Duilio Calciolari, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira.
A Alphaville Participações pediu abertura do processo arbitral após as empresas não chegarem a um acordo sobre a interpretação dos termos de emissão de ações em acordo acertado em outubro de 2006.
A Gafisa afirma que, pelo acordo, o total de ações suas a serem emitidas no processo de compra da participação que ainda não possui na Alphaville Urbanismo é de 70.251.551, ao preço de 5,11 reais cada, num total de 358,98 milhões de reais.
Já a Alphapar argumenta que devem ser emitidas 97.055.876 ações ordinárias da Gafisa, a 3,70 reais, num total de 359,10 milhões.
Gafisa tem lucro no 2º semestre: Nesta sexta-feira, a Gafisa reportou lucro inesperado para o segundo trimestre, de 1 milhão de reais, em meio à estratégia de reestruturação colocada em prática pela empresa para recuperar uma série de trimestres consecutivos de perdas.
Com isso, a construtora e incorporadora reverteu o prejuízo de 31,8 milhões de reais apurado no mesmo período do ano passado. Cinco analistas consultados pela Reuters não chegaram a um consenso quanto ao resultado da companhia, sendo que a média de quatro previsões apontava prejuízo de 21,3 milhões de reais, enquanto um analista estimava lucro de 16 milhões de reais.
"Estamos no caminho certo para uma boa performance em 2012", afirmou o vice-presidente financeiro da Gafisa, André Bergstein, acrescentando que o avanço das entregas de unidades em atraso deve resultar em melhora gradual das margens da empresa.
No trimestre até junho, a margem bruta cresceu para 26,8 por cento, contra 16,4 por cento um ano antes.
No período, a geração de caixa ficou positiva em 231 milhões de reais. Já o fluxo de caixa operacional na primeira metade do ano atingiu 361 milhões de reais.
A receita líquida da companhia, enquanto isso, aumentou 6 por cento ano a ano, para 1,04 bilhão de reais.
No acumulado do ano até junho, a Gafisa realizou a entrega de mais de 12 mil unidades, em linha com a projeção para o fechado de 2012, de 24 mil entregas.
Às 14h29, a ação da Gafisa disparava 9,3 por cento, a 3,40 reais na bolsa paulista. O Ibovespa tinha alta de 0,49 por cento no mesmo horário.


Gafisa reverte prejuízo, e lucra R$ 1 milhão no 2º trimestre
Brasil Econômico 10.08.2012 -  A empresa obteve lançamentos de R$ 546,5 milhões, uma redução de 60% em comparação com os empreendimentos lançados um ano antes.
A Gafisa obteve lucro líquido de R$ 1 milhão no segundo trimestre do ano, frente a um prejuízo de R$ 31,8 milhões no mesmo período do ano passado.
A empresa alcançou vendas contratadas de R$ 630,3 milhões, um recuo de 45% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa somou R$ 1,04 bilhão alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Gafisa obteve lançamentos de R$ 546,5 milhões, uma redução de 60% em comparação com os empreendimentos lançados um ano antes. A empresa reverteu os resultados negativos da Tenda, divisão voltada a imóveis de baixa renda. Esse segmento obteve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 8 milhões no período.
A Tenda vinha prejudicando os resultados do grupo, com ajuste nos orçamentos das obras e distratos de vendas de imóveis. No primeiro trimestre, a divisão havia reportado um Ebitda negativo de R$ 16,9 milhões.
A divisão não realizou lançamentos em todo o primeiro semestre, para focar na execução e entrega de obras existentes.
As vendas contratadas líquidas somaram R$ 15,7 milhões no trimestre. De janeiro a março, a empresa havia registrado distratos líquidos de R$ 90,4 milhões.
"Apesar dos distratos em andamentos, tem sido observada uma boa demanda para a revenda destas unidades", afirmou a empresa. Das 6.235 unidades distratadas, 62% foram revendidas neste semestre.


Lucro do BTG soma R$ 822 milhões no segundo trimestre
Brasil Econômico 10.08.2012 - Operações de crédito corporativo, gestão de ativos e corretagem contribuíram para a alta de mais de 165% no lucro líquido do banco de André Esteves. O BTG Pactual obteve lucro líquido de R$ 822 milhões no segundo trimestre, frente a R$ 310 milhões no mesmo período do ano passado.
O lucro foi superior também ao obtido no primeiro trimestre, quando o banco reportou ganhos de R$ 786 milhões.
O banco de André Esteves somou ativos de R$ 136,9 bilhões, um aumento de 23% em 12 meses.
"Os resultados são muito positivos, apesar do ambiente econômico desafiador no qual operamos durante todo o período", declarou Esteves, em nota.
As receitas da unidade de gestão de ativos aumentaram 57% frente ao primeiro trimestre do ano. Os ativos sob gestão do BTG cresceram 32%, para R$ 132,5 bilhões, sendo que a maior expansão ocorreu em renda fixa e ações. A divisão do banco que atua com corretagem também teve um aumento de 127% na receita, que somou R$ 334 milhões no trimestre. Segundo o BTG, a divisão foi impulsionada por maior volume de negociações, além de impacto positivo da queda nos juros sobre ativos detidos pelo banco.
Já nas operações de crédito corporativo, o banco obteve alta de 37% na receita. A carteira de crédito do banco avançou 53%, para R$ 24,7 bilhões, principalmente pela maior demanda por parte das empresas.
No sentido contrário, a divisão de banco de investimentos recuou 3%, com menores ganhos em operações de subscrição de ações.
As despesas operacionais do banco cresceram 129% na comparação com o segundo trimestre, somando R$ 732 milhões. sSegundo o BTG, excluídos o custos associados à sua abertura de capital, as despesas teriam somado R$ 511 milhões, redução de 3%. O Índice de Basileia do banco (indicador de solvência da instituição) caiu de 19,3% para 18,5% em 12 meses.


Emergentes e alta de preço puxam resultado da Nestlé
Datamark 10.08.2012 - A Nestlé, maior fabricante de alimentos do mundo, registrou lucro superior ao esperado pelo mercado no primeiro semestre, graças à alta de preços, corte de despesas e fortes vendas nas economias emergentes. A companhia suíça teve melhor desempenho que os principais concorrentes, apesar da crise econômica global que faz consumidores hesitarem em gastar ou, no mínimo, reduzir suas compras.
Paul Bulcke, CEO da Nestlé, previu que o ambiente comercial ''duro'' vai continuar no segundo semestre, especialmente nos mercados desenvolvidos. Mas espera menos pressão dos custos de matérias-primas.
Entre janeiro e junho, a companhia obteve lucro líquido de 5,1 bilhões de francos (US$ 4,74 bilhões), numa alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento registrou aumento de 7,5%, atingindo 44,1 bilhões de francos suíços (US$ 40,96 bilhões).
O crescimento orgânico, que ilustra o dinamismo real do grupo, aumentou 6,6%, dos quais 3.7 pontos foram resultado de alta de preços, com o grupo repassando o aumento do custo de matérias-primas para o consumidor. Grande compradora de produtos como leite, cacau e leite, a Nestlé informou que a alta de custo de matérias-primas significou 50 pontos base a mais no custo dos produtos vendidos.
A taxa de crescimento orgânico foi ligeiramente menor que os 7,5% do primeiro trimestre, mas superior aos 5% da concorrente Danone, maior produtor mundial de iogurte.
As vendas nos mercados emergentes continuaram a sustentar o lucro da Nestlé. Foi onde o grupo obteve o melhor desempenho de vendas, com alta de 12,9%, ante apenas 2,6% nos países desenvolvidos. A diretora de finanças do grupo, Wan Ling Martello, falou de "desafios" no mercados dos EUA, que representa 25% do faturamento total, e de "deterioração" na Europa, em contraste com o desempenho muito bom nos emergentes. Nos Bric - Brasil, Rússia, Índia e China -, o crescimento das vendas foi de 12,1%.
Sem surpresa, Bulcke quer continuar a expansão nos mercados emergentes e em desenvolvimento. A Nestlé recentemente anunciou a abertura de duas novas unidades na África do Sul, outra em Angola e não cessa de crescer na China. O efeito do aumento de custos de produção foi minimizado pelo programa de corte de gastos. Os custos de distribuição, marketing e administração foram reduzidos no período, com melhora da eficiência, informou a companhia.
O grupo cresceu organicamente em todas as regiões do mundo. Nas Américas, o avanço alcançou 6,4%, enquanto na Europa, 2,6%, e na região que engloba Ásia, Oceania e África, a alta atingiu 12,6%.
O crescimento orgânico na zona Américas foi de 6,6%. Em praticamente todos os segmentos de produtos na América Latina houve alta de dois dígitos, especialmente na venda de chocolate, café e ''pet food'' (alimentos para animais). O Brasil e o México lideraram o desempenho na América do Sul.
O ambiente econômico pesou sobre a margem operacional, de 15%, em recuo de 10 pontos base. A Europa afetou a rentabilidade. Mas, para efeito de comparação, na Danone a margem operacional diminuiu 61 pontos, para 13,85% no primeiro semestre, e permaneceu estável na Unilever em 13,7%.


Marfrig acerta empréstimo de R$ 350 milhões junto à Caixa
Datamark 10.08.2012 - A Marfrig acertou um empréstimo de R$ 350 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo apurou o Valor, o financiamento tem um prazo de pagamento de quatro anos, com dois de carência. O frigorífico deve usar o dinheiro para alongar sua dívida. Em período de silêncio, a empresa não comentou. No fim do primeiro trimestre, a processadora de carnes possuía uma dívida líquida de R$ 8,3 bilhões - o equivalente a 4,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida). Desse total, pouco mais de R$ 3 bilhões venciam no curto prazo (em até um ano), montante que praticamente correspondia ao total de recursos disponível em caixa (R$ 3,32 bilhões).
Com a operação, a Marfrig ganha algum fôlego após o pagamento, no dia 15 de julho, de aproximadamente R$ 280 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), referente ao cupom anual das debêntures obrigatoriamente conversíveis adquiridas pelo banco estatal em 2010. A Marfrig tentou rolar esse pagamento para julho de 2015, quando as debêntures serão trocadas por ações, mas não obteve sucesso nas negociações com o BNDES. O empréstimo reforça a estrutura de capital da companhia num momento em que a valorização do dólar sobre o real deve pesar sobre a sua dívida.


Grupo Boticário lança rede de maquiagem
Datamark 10.08.2012 - O Grupo Boticário anunciou ontem a criação de uma nova rede de franquias chamada "quem disse, berenice?", para vender principalmente maquiagem. As primeiras lojas serão inauguradas na próxima quinta-feira, nos shoppings Paulista e Metrô Tatuapé, em São Paulo. Até outubro, devem ser sete pontos de venda, todos operados por franqueados da rede O Boticário na capital paulista, além de um site de comércio eletrônico.
Essa é a quarta unidade de negócio do grupo Boticário, que iniciou suas atividades em Curitiba, com as lojas O Boticário, há 35 anos. Em março de 2011, a empresa lançou a marca de cosméticos Eudora, vendida em lojas e por meio de revendedoras (porta a porta) e, no início deste ano, criou a Skingen Inteligência Genética, de tratamento para a pele.
Segundo Alexandre Bouza, diretor da "quem disse, berenice?", seu público-alvo é a mulher que não quer ficar presa a regras e busca mais liberdade. A marca aposta na variedade de opções. O portfólio de 500 produtos inclui cem cores de batom e 18 tons de base.
Os produtos da nova marca estão numa faixa de preço intermediária em relação ao Boticário. Um batom custa entre R$ 17,90 e R$ 21,90, enquanto nas linhas de O Boticário, a faixa de preço para este produto é de R$ 11,99 a R$ 32,99.
A maior parte do portfólio da "quem disse, berenice?" será feita na fábrica do grupo em São José dos Pinhais (PR). A marca vai usar o centro de distribuição da empresa em Registro (SP). A indústria nacional de maquiagem cresceu 7,4% em 2011 e faturou R$ 2,3 bilhões, segundo a associação das fabricantes do setor.


Lucro da Noble Brasil cai 45% para R$ 30,9 milhões
Valor 10.08.2012 - A trading de commodities Noble Brasil, subsidiária da asiática Noble Group, informou hoje que registrou no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011 um lucro de R$ 30,9 milhões, 45% abaixo dos R$ 56,3 milhões alcançados em 2010. A receita líquida atingiu R$ 3,436 bilhões, 67,5% mais do que os R$ 2,073 bilhões do ano fiscal anterior. No entanto, os custos dos produtos vendidos pela empresa subiram mais, e atingiram alta de 73% no período. O resultado operacional em 2011 foi um lucro de R$ 129,9 milhões, 19,6% acima dos R$ 108,6 milhões de 2010. A empresa teve uma despesa financeira elevada, de R$ 562,4 milhões, ante os R$ 87,2 milhões de 2010. Por causa de uma receita financeira de R$ 281,3 milhões, o resultado financeiro líquido foi ainda negativo, de R$ 281 milhões. A empresa teve, no exercício, um crédito de imposto de renda e contribuição social de R$ 162 milhões, o que garantiu o lucro líquido positivo.
A dívida líquida da empresa registrava em 31 de dezembro de 2011 R$ 1,519 bilhão, ante os R$ 587 milhões de 31 de dezembro de 2010. Em dezembro de 2010, a empresa anunciou a compra das duas usinas sucroalcooleiras de São Paulo do grupo Cerradinho, pelas quais pagou o equivalente a R$ 1,615 bilhão (ao dólar da época de R$ 1,70), dos quais R$ 1 bilhão em assunção de dívidas.
No Brasil, a trading com sede em Hong Kong atua na originação de matérias-primas agrícolas e minerais, em serviços logísticos e, nos últimos dois anos, avançou também na produção de açúcar e etanol, setor no qual detém capacidade industrial para processar 17,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.


Apesar de desaceleração, Brasil ainda atrai investimento externo
Reuters 10.08.2012 - Apesar da desaceleração econômica e da redução nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil ainda é um dos mercados preferidos em investimento estrangeiro direto (IED), segundo uma pesquisa da Enrst & Young, divulgada na sexta-feira.
De um total de 250 executivos globais, 60 por cento disseram que planejam iniciar operações no Brasil em 2013. Na América Latina, o país continua sendo o principal destino de recursos, com a preferência de 78 por cento dos pesquisados."Para o investidor externo não existe temor de desaceleração. A perspectiva é de mais crescimento", afirmou o vice-presidente de mercados da Ernst & Young Terco, Mauro Terepins.
Apesar do cenário econômico mundial ser de incertezas, o Brasil registrou um recorde no número de projetos de investimentos estrangeiro direto em 2011, se tornando o segundo destino mais popular e o quinto em termos de números de projetos.
Ainda assim, a projeção do Banco Central é de que haja um ingresso de 50 bilhões de dólares neste ano, enquanto no ano passado o IED somou mais de 60 bilhões de dólares.
Desafios: Mas embora o país ainda seja visto com bons olhos, há problemas e desafios, sendo que os principais apontados pelos participantes da pesquisa são infraestrutura e educação.
Mais de 28 por cento dos pesquisados acreditam que o desenvolvimento da educação teria um maior impacto na atratividade do Brasil.
"Alcançar as metas ambiciosas do governo brasileiro para o crescimento econômico no médio prazo exigem uma mudança no foco do uso da política fiscal de estímulo a demanda para investimentos em infraestrutura e educação, que são as maiores restrições que a economia enfrenta", informou a consultoria em relatório.
Países: Segundo a consultoria, os Estados Unidos registraram os maiores investimentos no Brasil em 2011, tanto em número de projetos, como em valor e também em criação de empregos. Que segundo a Enrst & Young, é explicado pela proximidade geográfica e acordos econômicos entre os dois países.
Em seguida, aparece o Reino Unido, em número de projetos e valor, enquanto a Espanha, registrou o terceiro maior número de projetos. A China ficou em quinto em termos de valores investidos no Brasil, atrás da Alemanha.


Emprego na indústria cai pelo quarto mês seguido
Agência Brasil 10.08.2012 - O nível de emprego na indústria voltou a apresentar queda em junho, com variação negativa de 0,2% em relação a maio e de 1,8% na comparação com o mês de junho de 2011.  De acordo com os números da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), junho foi o quarto mês consecutivo em que o emprego no setor registrou resultado negativo, o que acumula perda de 1,2% no período.
No confronto com igual mês do ano anterior, a taxa de junho foi a nona a apresentar resultado negativo e a mais intensa desde dezembro de 2009, quando a queda foi de 2,4%. A trajetória descendente também foi observada no índice acumulado dos últimos 12 meses, com um recuo de 0,6% em junho.
De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores empregados na indústria apresentou queda em junho em 12 dos 14 setores pesquisados, na comparação com o mesmo mês de 2011.
O maior impacto foi a queda de 3,5% no nível de emprego industrial no estado de São Paulo, onde o pessoal ocupado caiu 16,9% no setor de metalurgia básica, 14,7% nas indústrias de produtos de metal e 10,2% no de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de telecomunicações.
Os estados do Paraná, com 1,8%, e de Minas Gerais, com 0,3%, foram os que deram contribuição positiva em junho para o nível de emprego industrial do país, tendo como base a comparação com o mês de maio.
Segundo o IBGE, os destaques foram o aumento de 38,1% no pessoal ocupado no ramo de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos da indústria paranaense, e de 8,6% nas indústrias extrativas e 6,8% em produtos de metal, no caso de Minas Gerais.
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou em junho uma variação negativa de 0,3% em relação a maio, descontadas as influências sazonais. De acordo com o IBGE, foi a quarta taxa negativa consecutiva do ano. No confronto com junho de 2011, o número de horas pagas caiu 2,6%.
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 2,5% ante maio, após registrar taxas negativas por três meses consecutivos, período em que a queda acumulou 3,4%.
No confronto com junho de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,7%, no trigésimo resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. Aumentos no valor da folha de pagamento em diversos setores industriais dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Paraná foram os que exerceram, segundo a pesquisa do IBGE, maior influência sobre o resultado nacional.


Eternit já enfrenta menor demanda
Valor 10.08.2012 - A Eternit já sente os efeitos da desaceleração da demanda por materiais de construção no varejo. No segundo trimestre, os volumes dos produtos vendidos pela empresa encolheram ante o mesmo período de 2011. "A tendência é de melhora. O pior já passou", diz o presidente da Eternit, Élio Martins. Segundo ele, ainda não é possível estimar, porém, se o crescimento da empresa, em 2012, manterá a marca, dos últimos anos, de chegar a quase o dobro do setor.
No segundo trimestre, o volume vendido de mineral crisotila caiu 6,6%, para 74,2 mil toneladas. As vendas de fibrocimento, incluindo componentes para sistemas construtivos, tiveram queda de 15%, para 178,7 mil toneladas. O volume comercializado de telhas de concreto encolheu 7,8%, para 1,376 milhão de m2.
Apesar da queda dos volumes, a Eternit conseguiu melhorar seu desempenho, no trimestre, em função de reajustes de preços e de reduções de custos. "Elevamos os preços, principalmente, de materiais de cobertura, e de fibra de crisotila em todo o Brasil", disse Martins. A receita líquida aumentou 5%, para R$ 211 milhões, e o lucro líquido subiu 28,7%, para R$ 27 milhões.
No semestre, as vendas de mireal crisotila ficaram em linha com as da primeira metade de 2011, assim como as de telhas de concreto. O volume comercializado de fibrocimento recuou 11,3%, para 366,3 mil toneladas.Voltar

Lehman venderá fatia em transportadora de gás
Estadão 10.08.2012 - O administrador que cuida do espólio da unidade de corretagem do banco norte-americano Lehman Brothers concordou em vender a participação da companhia na empresa de transporte de gás Navigator Holdings para o investidor Wilbur Ross por US$ 110,2 milhões.
O administrador James Giddens, que está liquidando a corretora do Lehman, disse em um documento enviado para o tribunal de falências que cuida do caso que uma subsidiária da WL Ross & Co. vai adquirir a fatia na Navigator.
O acordo está sendo realizado como uma venda privada, mas o Lehman disse que pode considerar outras ofertas enviadas até 12 de setembro. Mesmo assim, a Navigator tem uma "poison pill" para desencorajar que outra companhia adquira mais de 15% de suas ações sem aprovação do conselho administrativo.
A WL Ross já tinha feito dois investimentos na Navigator e após esse acordo deve elevar sua participação na companhia para cerca de 56% das ações ordinárias. "O nicho de mercado no qual eles atuam é muito interessante. Eles transportam gás natural liquefeito, etileno e amônia para portos rasos em muitos países em desenvolvimento, como Indonésia, China e Venezuela", afirmou Ross.


Sarney diz que senadores nunca pagaram IR sobre 14º e 15º salários
Valor 10.08.2012 - O presidente do Senado, José Sarney, disse nesta sexta-feira que os senadores nunca tiveram que pagar Imposto de Renda (IR) pelos salários extras que recebem a cada ano, os chamados 14º e 15º salários. “O Senado nunca recolheu [o Imposto de Renda]. Foi uma nova interpretação dada pela Receita, mudou o entendimento”, declarou. No mês passado, a Receita Federal notificou individualmente todos os senadores e ex-senadores que atuaram entre 2007 e 2011 pedindo informações sobre as remunerações. Todos terão que pagar o tributo correspondente deste período, além de juros e multas.
Sarney explicou que um decreto legislativo da Casa editado, em 1995, entendeu que a remuneração, classificada como ajuda de custo, tem caráter indenizatório e portanto, não deve ser descontado o IR. A assessoria do Senado divulgou também um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 2010, ratificando “a natureza jurídica indenizatória” dos recursos.
“Não posso dizer que teve erro do Senado, porque o Senado fez isso baseado num decreto legislativo”, declarou o senador. Ele disse que a Casa não vai se manifestar institucionalmente junto à Receita. “Cada um tem que fazer sua defesa pessoal. O problema saiu do âmbito do Senado”, explicou.
José Sarney disse que ainda não foi informado de quanto terá que ressarcir aos cofres públicos e que não sabe ainda se vai tentar parcelar a dívida. “Isso vai depender dos meus cálculos”, brincou.


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