Daily News
MTV Brasil pode ser
vendida e sair do país
MonitorMercantil
16.09.2012 - O Grupo Abril iniciou há dois meses as negociações para dar um
novo rumo ao canal em 2012. Com isso, a MTV Brasil pode acabar. O fator
principal da negociação envolve a venda da rede nacional da emissora. Outra
questão tratada é a devolução da marca para a dona original, a Viacom. O Grupo
Abril tem os direitos da marca até 2018.
A MTV não vem
alcançando as metas de audiência estipuladas pela direção. Foram feitos cortes
de gastos recentemente, porém, a situação não melhorou. A rede tem mais de 30
afiliadas nas principais regiões do país. Os interesses da compra estão
liderados por um grupo internacional de investidores, porém, grupos religiosos
correm por fora. A venda também incluiria o prédio da emissora, na Zona Oeste
de São Paulo. Abril nem Viacom se pronunciaram sobre o assunto.
Pellizzaro, do CNDL,
diz que crescimento varejista de 1,5% é baixo
MonitorMercantil
16.08.2012 - A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avalia como
baixo o crescimento do comércio varejista de 1,5% em relação ao mês de junho
ante maio de 2012, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira (16/8)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em uma análise mais
detalhada, mesmo sem compor o índice restrito, o dado reflete um crescimento
pujante justamente nos setores de veículos e motos (16,4%) e de móveis e
eletrodomésticos (5,3%), ambos beneficiados pela redução do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde maio deste ano. Por outro lado,
as atividades de vestuário e calçados e de supermercados cresceram somente 0,4%
e 0,7%, respectivamente.
Na avaliação do
presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque
Pellizzaro Jr., apesar de se tratar de um resultado positivo, o crescimento nos
setores de automóveis e de móveis e eletrodomésticos causa retração em demais
segmentos.
- É natural que os
produtos disponibilizados pelo mercado concorram entre si. O consumidor que
compromete a renda com a compra de um carro certamente deixa de consumir outras
mercadorias - explica Pellizzaro.
No entanto, para o
representante dos dirigentes lojistas, as demais atividades também devem ser
levadas em consideração.
- Neste momento o
governo precisa propor medidas de desoneração para demais setores da economia -
ponderou.
Walmart adia expansão
no Brasil
Valor 16.08.2012 -
“Decidimos desacelerar o nosso crescimento de novas lojas no Brasil para
assegurar que estamos construindo uma base sólida para aumentar as vendas e
colocar o EDLP no lugar”, disse Doug McMillon, presidente das operações
internacionais do Walmart, durante teleconferência na manhã de hoje. “Tomamos
esta decisão no ano passado e, por isso, neste ano o crescimento tem sido mais
lento”, disse McMillon.
No Brasil, a rede
ocupa a terceira posição no ranking varejista, depois de Pão de Açúcar e
Carrefour, e tem 533 lojas, em 18 Estados e no Distrito Federal.
Charles Holley,
principal executivo de finanças do Walmart, afirmou que uma das metas da
companhia para este semestre é melhorar os lucros e retornos da operação
internacional do Walmart, especialmente no Brasil e na China.
“Internacionalmente,
os nossos mercados mais maduros continuam a gerar a maior parte de nossa
receita e crescimento dos lucros”, disse o executivo, citando como exemplos o
Reino Unido, o México e o Canadá. “Nós ainda temos desafios no Brasil e na
China”, afirmou, completando que, “com as equipes de liderança locais,
juntamente com nosso foco em preço baixo todo dia, acreditamos que estamos no
caminho certo”.
No segundo trimestre,
as vendas no Brasil cresceram 10,2% em comparação ao mesmo período do ano
passado. Em mesmas lojas, o crescimento foi da ordem de 5%. O tíquete-médio
aumentou 6,5% no período, enquanto o tráfego diminuiu 1,5%.
Segundo McMillon, o
crescimento das vendas no Brasil e a estabilidade já alcançada a partir da
adoção da estratégia EDLP permite que o país se concentre na redução de custos
operacionais. “O Brasil alcançou a redução de custos em áreas como publicidade,
gerenciamento de pessoal e otimização de fretes”, afirmou.
De acordo com o
executivo, o formato EDLP ainda não foi implantado no atacado, mas esse
trabalho está em andamento. ”Alimentos e produtos de consumo em nossos formatos
de varejo foram as primeiras categorias a ter EDLP porque fidelizam os
clientes”, disse.
Lucro de empresas de
capital aberto cai 61,8% no trimestre
Estadão 16.08.2012 -
Alta do dólar e desaquecimento da economia levam companhias a lucrar menos, e
perspectivas continuam ruins para este semestre. A safra de balanços do segundo
trimestre mostra que a crise econômica refletiu nas empresas brasileiras. O
lucro líquido das 241 companhias não financeiras que divulgaram seus resultados
até a manhã desta quarta-feira, 15, diminuiu 61,8% em relação ao registrado no
segundo trimestre de 2011, segundo levantamento da consultoria Economática. A
queda nos ganhos das empresas reflete a desvalorização do real e a
desaceleração da economia. As empresas somaram um lucro líquido de R$ 13,7
bilhões, uma redução de R$ 22 bilhões em relação aos R$ 35,9 bilhões
registrados no segundo trimestre do ano passado. Os balanços ruins de Vale e
Petrobrás, que concentram cerca de um terço da receita das 241 empresas
avaliadas, impactaram o resultado.
A Petrobrás registrou
no segundo trimestre seu primeiro prejuízo líquido em dez anos, de R$ 1,3
bilhão, revertendo o lucro de R$ 10,9 bilhões que alcançou entre abril e junho
de 2011. A Vale ainda ficou no azul, mas seus ganhos no segundo trimestre deste
ano - de R$ 5,3 bilhões - foram metade dos registrados no mesmo período de
2011.
A queda nos lucros,
no entanto, foi generalizada. Sem Vale e Petrobrás, as empresas não financeiras
que já divulgaram seus balanços lucraram 33,6% menos no segundo trimestre deste
ano, segundo a Economática.
Câmbio: O maior
impacto no resultado foi provocado pela valorização do dólar no período. A
moeda americana se apreciou 10,9% ante o real entre abril e junho e essa
variação cambial pesou no resultado financeiro das empresas: as 241 companhias
avaliadas perderam R$ 25 bilhões no segundo trimestre, 29 vezes mais do que no
mesmo período de 2011. "Muitas empresas têm dívida em dólar e a mudança
cambial fez com que ela ficasse maior", disse o presidente da Economática,
Fernando Exel.
A conta financeira é
considerada "contábil" e não significa desembolso de caixa. Mas, se o
câmbio se mantiver estável, o endividamento em dólar pode se tornar um problema
para as empresas, disse o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima
Gonçalves. "Muitas companhias aproveitaram o dólar baixo entre 2010 e 2011
para captar crédito no exterior. Agora, terão de gastar mais reais para pagar a
mesma dívida em dólar."
O que preocupa os
economistas é que o lucro operacional também foi ruim no segundo trimestre. O
lucro operacional das 241 companhias avaliadas caiu para R$ 40,5 bilhões, 20,8%
menos do que no segundo trimestre de 2011, segundo a Economática.
"Quase todos os
indicadores de atividade econômica estão ruins. As empresas estão sentindo a
desaceleração da economia", disse Gonçalves.
Os piores resultados
operacionais no trimestre estão nos setores de construção (87% de queda),
petróleo (-61%) e siderurgia (-29%). Já as empresas com melhor desempenho estão
nos setores têxtil (41%), de varejo (18%) e alimentos e bebidas (14%).
"As empresas
mais dependentes do mercado externo e ligadas a commodities tendem a sofrer
mais do que as que são alimentadas pelo consumo interno", disse o
economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini
Para ele, os balanços
do segundo semestre ainda devem carregar números negativos. "Vamos
continuar a ver lucros menores e mais empresas com prejuízos", disse.
As empresas já
começam a traçar planos para enfrentar um cenário externo que deve continuar
adverso nos próximos meses. Empresas como Usiminas, CSN e Gerdau vão recorrer a
medidas como redução de custos e disciplina de alocação de capital, para
melhorar a rentabilidade.
O pacote de estímulo
a economia divulgado ontem pelo governo deve começar a surtir efeito só em
2013. "No curto prazo, há uma melhora na confiança das empresas. Mas há um
‘delay’ até gerar um investimento que aqueça a economia", diz Agostini.
Tecnologia faz a
produção de etanol ficar mais sustentável
Brasil Econômico
16.08.2012 - Utilização do dióxido de cloro em substituição a antibióticos na
fermentação do caldo de cana permite que as leveduras excedentes sejam
utilizadas na formulação de ração para alimentação animal. Dentro do processo de produção do etanol é
necessário a utilização de levedura, um micro-organismo que fermenta o caldo de
cana e o transforma no biocombustível. Essa é a receita básica de qualquer
usina, que envolve a utilização de grandes concentrações de antibiótico para
matar bactérias concorrentes da levedura.
No entanto, esse
método acaba por interferir na competitividade da usina, explica José Eduardo
Donato, diretor de negócios da empresa Beraca, especialista em desenvolver
tecnologias nesse sentido.
"Após o processo
ser concluído, há uma sobra de leveduras que pode ser utilizada na
complementação à ração animal. Mas o uso do antibiótico no processo faz com que
esse excedente seja rejeitado pelo mercado", diz.
Para acabar com esse
problema, Donato conta que a empresa investiu em uma nova tecnologia, cuja
matéria-prima é o dióxido de cloro. Sua principal função é substituir o uso de
antibiótico no controle do processo de fermentação.
"Com sua
aplicação, as usinas poderão comercializar as leveduras excedentes do processo
sem a presença de resíduos de antibióticos, que podem comprometer diretamente a
segurança da cadeia alimentar", explica, lembrando que a conclusão do
desenvolvimento dessa tecnologia se deu em 2011.
Além disso, Donato
faz questão de enfatizar que a tecnologia é 100% nacional, desenvolvida por
engenheiros da Beraca com auxílio de algumas instituições como a Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a Financiadora de Estudos
e Projetos (Finep).
Segundo o executivo,
a aplicação garante uma produtividade maior de álcool com economia do ácido
sulfúrico utilizado para controle de Ph em até 25%.
"Já temos duas
usinas no estado de São Paulo que utilizam nosso sistema. Uma em Santa Bárbara
D'Oeste e outra em Leme", diz, observando que já está em negociação mais
quatro.
O objetivo da
companhia é terminar a safra de 2013 com ao menos 20 usinas utilizando o
processo.
Donato conta que a
aposta para o futuro é grande, se baseando nos dados do BNDES (Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social), que prevê a construção de pelo menos
100 novas usinas no Centro-Sul entre 2013 e 2020.
"Estamos
acompanhando essa tendência do mercado, e por isso a Beraca investirá R$ 2
milhões até o final da safra de 2013", revela.
Para atender à
demanda, a planta da Beraca em Santa Barbara d'Oeste dobrará o seu volume e saltará
de uma produção de 500 toneladas ao mês para 1000 em itens para o tratamento em
usinas de açúcar e álcool.
O foco de atuação
serão as usinas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e a expectativa é que
até o final de 2013 o faturamento seja de pelo menos R$ 40 milhões.
"Fornecemos para a indústria sucroalcooleira há mais de 20 anos",
diz.
A estratégia da
empresa é acompanhar uma nova tendência dentro das usinas de açúcar e álcool e,
com isso, buscar alternativas que tornem os processos mais sustentáveis.
"O mercado está
passando por uma transformação importante. Há alguns anos, não ouvíamos falar
em tratamento de água nas torres de resfriamento nas usinas, o líquido era
despejado nos rios sem nenhuma preocupação com o meio ambiente, o que raramente
acontece atualmente", compara o executivo.
Avaliação técnica: De
acordo com análise de Luiz Carlos Basso, pesquisador da Esalq, o dióxido de
cloro é um agente antimicrobiano empregado em larga escala e pode ser utilizado
no tratamento de água para o consumo humano e reúso industrial.
Sua aplicação no
controle da contaminação bacteriana, instalado na fermentação alcoólica, se
mostrou eficaz em ensaios de laboratório, o que culminou na sua aplicação em
escala industrial, tanto em fermentações em batelada como contínua.
Os resultados obtidos
foram considerados positivos, pois houve uma redução significativa na contagem
de células tipo bastonete e nas formações de produtos bacterianos, como os
ácidos lático e acético.
"A observação de
que tal controle é obtido com concentrações relativamente baixas do produto é
muito interessante. Ao que parece, a geração prévia do dióxido de cloro 'in
situ' (como foi conduzida nas destilarias) garante a sua eficiência,
diferentemente de modos de aplicação onde se espera a produção do dióxido de
cloro em reações no ambiente do pé-de-cuba", explica, ressaltando que a
substância mostrou ser uma boa alternativa para o controle bacteriano em
destilarias que pretendem comercializar a levedura seca removida do processo,
uma vez que não apresenta o inconveniente de resíduos de antibióticos neste
subproduto de crescente valor agregado.
Vale espera
recuperação no preço do minério em setembro
Valor 16.08.2012 - O
presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse hoje que o preço do minério de ferro,
que atualmente está em torno de US$ 114 a tonelada, deverá ter uma recuperação
em setembro. “Os estoques caíram”, disse Ferreira, que participou da abertura
do seminário The Economics and Econometrics of Commodity Prices, promovido pela
FGV.
Segundo o executivo,
os estoques estão abaixo de 20 dias atualmente. No fim de junho, estavam acima
de 30 dias. O mercado já está absorvendo o excesso de oferta do minério,
segundo Ferreira.
Ferreira também
afirmou que trabalhava com um crescimento chinês para este ano acima de 8,5%.
No entanto, ele ponderou que será necessário que haja investimento privado e
público para que a perspectiva se concretize. Segundo ele, o crescimento atual
está em 7%.
Segundo Ferreira, a
parte de manufatura está “anêmica” e o setor de construção já dá sinais de
melhora no segundo semestre do ano. “Ontem recebi alguns dados que mostram
melhoras nos manufaturados”, disse.
No entanto, destacou
que não tem total segurança de que os investimentos públicos e privados irão
acontecer. Segundo ele, os empresários tiveram uma redução das margem e ficaram
assustados.
“Processo de
crescimento da Ásia é inexorável”, disse Ferreira. “Quem estiver apostando
contra, fará aposta equivocada. Mas que existem solavancos [existem]”, disse
Ferreira.
Ferreira destacou que
o momento da economia internacional é de grande incerteza política e econômica
no mundo. O presidente afirmou que a Vale prioriza austeridade e redução de
custos.
Segundo ele, a
companhia está revisando alguns investimentos e citou a unidade de potássio que
será construída no Canadá, chamada Kronau. O investimento total na primeira
fase é de US$ 3 bilhões. “Certamente não será implementado agora, mas quero
anunciar isso para os acionistas”, disse Ferreira. O projeto Serra Azul, que
fica em Carajás, é intocável, segundo o executivo.
Viver sai de lucro
para prejuízo de R$ 42,9 milhões no 2º tri
Valor 16.08.2012 - A
Viver Incorporadora e Construtora apresentou um prejuízo líquido de R$ 42,9
milhões no segundo trimestre de 2012, saindo de um lucro líquido de R$ 10,3
milhões no mesmo período anterior. No primeiro semestre, a companhia registrou
um prejuízo de R$ 64,7 milhões, ante lucro de R$ 18,5 milhões um ano antes.
A receita líquida da
companhia caiu 42,3% entre abril e junho na comparação anual, passando de R$
227,7 milhões em 2011 para R$ 131,4 milhões. No primeiro semestre, a receita
somou R$ 321,9 milhões com queda de 21,4%. Os custos da Viver totalizaram R$
124,8 milhões no segundo trimestre, recuo de 28,3% na comparação anual. As
despesas operacionais caíram 3,6% na mesma base, passando para R$ 33,2 milhões.
As despesas
financeiras líquidas do período foram de R$ 12 milhões, ante o montante de R$
3,5 milhões um ano antes.
Orçamento: A
incorporadora registrou estouro de orçamento de R$ 17 milhões no segundo
trimestre. Na avaliação do diretor de relações com investidores da companhia,
Guido Lemos, “é possível” que novas revisões de custos ocorram nos próximos
trimestres, à medida que há volume expressivo de projetos chegando à fase de
conclusão.
A incorporadora
terceiriza o acabamento dos imóveis para pequenas empreiteiras e tem enfrentado
problemas de qualidade de mão de obra nessa etapa da construção, de acordo com
Lemos.
A revisão de custos
foi uma das razões para a margem bruta da companhia ter caído de 23,5% no
segundo trimestre do ano passado para 5% no intervalo de abril a junho de 2012.
Outra causa da queda da margem foram os distratos (ruptura de contratos de
venda de imóveis). Os distratos somaram R$ 97,5 milhões, sendo que 43% foram revendidos
no mesmo período.
A companhia está
negociando a venda de terrenos que possui no projeto Lagoa dos Ingleses, em
Nova Lima (MG), com o objetivo de fazer caixa. Atualmente, as áreas da Viver na
Lagoa dos Ingleses correspondem a 50% Valor Geral de Vendas (VGV) do banco de
terrenos da companhia.
Petroleira HRT
anuncia descoberta de gás no AM; ações sobem
Reuters 16.08.2012 -
A petrolífera brasileira HRT anunciou nesta quinta-feira ter feito uma
descoberta de gás no campo de Juruá, na bacia do Solimões, região amazônica do
país.
A empresa concluiu o
teste de formação no poço 1-HRT-8-AM, no município de Tefé, distante a 575
quilômetros de Manaus. A petrolífera já havia descoberto gás em outros dois
poços do campo de Juruá, (no 1-HRT-5-AM e 1-HRT-2-AM).
"Esta descoberta
constitui mais um passo importante na avaliação do potencial gaseífero do pólo
de Tefé, na bacia do Solimões", comentou Milton Franke, diretor presidente
da HRT O&G, em nota.
De acordo com dados
oficiais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a bacia do Solimões detém a
segunda maior reserva de gás do Brasil e a quarta maior produção brasileira de
óleo e gás, com cerca de 109 mil barris de óleo equivalente por dia.
A descoberta animou
os investidores e as ações da HRT dispararam na bolsa. Às 14h05 os papéis da
empresa subiam 6 por cento, enquanto o Ibovespa operava em alta de 1,2 por
cento --a HRT não integra o índice.
O prospecto apontou
capacidade para armazenar entre 4,9 bilhões e 8,2 bilhões de metros cúbicos de
gás recuperáveis, segundo a companhia. O potencial de vazão é de até 1,5 milhão
de metros cúbicos (53 milhões de pés cúbicos) de gás natural por dia quando
atingir sua fase de desenvolvimento, uma grande quantidade de gás.
O poço 1-HRT-5, na
mesma região, cujo teste de fornação foi concluído em abril, indicou um
potencial de vazão de 2 milhões de metros cúbicos (70,7 milhões de pés cúbicos)
de gás natural por dia quando atingir sua fase de desenvolvimento.
A HRT O&G é
detentora de 55 por cento de 21 blocos na bacia do Solimões, em parceria com a
TNK-Brasil, subsidiária da terceira maior petrolífera russa, TNK-BP.
O poço 1-HRT-8-AM,
assim como outras descobertas nesta subregião da bacia, deverá fazer parte de
plano de avaliação a ser submetido à ANP.
Monetização: A HRT já
perfurou nove poços na bacia do Solimões, mas anunciou que reduzirá trabalhos
de perfuração no Amazonas, uma atividade custosa e cujo gás encontrado ainda
não está gerando receita para a companhia.
O presidente da
holding HRT, Marcio Mello, já disse recentemente que negocia com empresas de
energia e com petroquímicas a venda do gás da bacia do Solimões, mas é preciso
que se tenha a infraestrutura necessária para escoar a commodity.
O Banco do Brasil, em
relatório assinado pelo analista Nataniel Cezimbra sobre os resultados da
petrolífera, afirmou que "a indefinição quanto à monetização do gás ainda
gera incertezas sobre o retorno financeiro da operação na bacia do Solimões
pela HRT."
A meta da empresa é
ter definida uma estratégia para monetização do gás natural da Bacia do
Solimões até o fim de 2013.
Dessa forma,
executivos da HRT e da sua sócia anglo-russa TNK-BP reavaliaram a bacia do
Solimões e decidiram diminuir temporariamente o número de sondas de exploração
em operação de quatro para duas.
Vale e Petrobras
Biocombustível discutem parceria na produção de óleo de palma e biodiesel
JCOMRJ 16.08.2012 - O
presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, visitou nesta
terça-feira (14/8), a convite do diretor global de Energia da Vale, João Coral,
uma planta de extração de óleo de palma desta empresa no município de Moju, no
Estado do Pará. As duas companhias estudam a possibilidade de parceria para a
produção de óleo de palma e biodiesel naquele estado.
O projeto da Vale
prevê a produção de biodiesel B20 (20% de óleo de palma) para atender a suas
operações no Brasil a partir de 2015.
Atualmente conta com áreas de plantio e uma extratora com capacidade de
produzir 25 ton/hora de óleo. A mineradora vai construir mais uma planta
extratora e uma usina de biodiesel no estado.
A Petrobras
Biocombustível também implementa uma usina de biodiesel no Pará. O
empreendimento, definido no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, terá
capacidade de produzir 230 milhões de litros de biodiesel por ano, para atender
à região Norte do País.
Vale e Petrobras
assinaram, em abril deste ano, protocolo de Intenções que trata de projetos
conjuntos em andamento nas áreas de potássio, fertilizantes nitrogenados,
termelétrica, ativos de petróleo, gás e de biodiesel, além de logística. O
protocolo tem como objetivo estudar a viabilidade técnico-econômica dos
projetos de interesse comum entre o Sistema Petrobras e a Vale.
Brasil tem coleta
total de esgoto em apenas 5 das 100 maiores cidades
Valor 16.08.2012 - A
coleta de esgoto chega a todos os domicílios apenas em cinco das cem maiores
cidades brasileiras: Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Franca e Piracicaba. Já o
tratamento de esgoto não chega a todos os domicílios em nenhuma das cem maiores
cidades. Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento Básico (SNIS), do Ministério das Cidades, e são referentes a 2010.
Os dados mostram que
54% da população brasileira não possui coleta de esgoto e que 38% do esgoto é
tratado. A água encanada chega a 81% da população, enquanto a perda no sistema
— causada por vazamentos e ligações irregulares — chega a 36%.
Segundo ranking
elaborado pelo Instituto Trata Brasil, divulgado nesta quinta-feira, as cidades
que possuem os melhores serviços de saneamento estão localizadas nos Estados de
São Paulo (Santos, Franca, Jundiaí, Sorocaba e Limeira); Minas Gerais
(Uberlândia e Uberaba); Paraná (Maringá e Londrina); e Rio de Janeiro
(Niterói).
Já as piores do
ranking estão concentradas nas regiões Norte (Santarém, Ananindeua, Porto Velho
e Macapá) e Nordeste (Jaboatão dos Guararapes). O ranking do Trata Brasil leva
em consideração o nível de cobertura de água, esgoto e tratamento de esgoto,
além de investimentos para ampliação dos serviços e redução da perda de água.
Das cem maiores
cidades, 40 tratam menos de 20% do esgoto gerado e somente seis tratam mais de
80%. “O fato positivo foi que as cem cidades tiveram um milhão de novas
ligações de esgoto em 2011”, reforça o presidente do Trata Brasil, Édison
Carlos. Ele lembra, no entanto, que o volume de investimentos anual é
insuficiente para atingir a meta do governo federal de universalizar os
serviços de água e esgoto até 2030. “No ritmo que vamos só devemos conseguir
isso em 2050”, prevê.
Itajaí opera com 76%
da capacidade de contêineres ocupada
Valor 16.08.2012 - O
complexo portuário de Itajaí, que inclui o terminal de cargas de Navegantes,
está operando com 76% de sua capacidade de estocagem de carga ocupada. Essa
porcentagem representa 14 mil contêineres parados esperando embarcar ou desembarcar
do complexo.
De acordo com Antonio
Ayres, superintendente do porto, já havia concentração de carga no local antes
mesmo da greve dos servidores das Anvisa, que é a que mais está afetando os
desembaraços. A média anterior às paralisações era de 60% de ocupação da
capacidade total.
“Temos um movimento
intenso no porto, onde chegam, em média, três navios cargueiros por dia. O
ideal é trabalhar até um pouco abaixo de 60%, para dar mais eficiência na
armazenagem e embarque e desembarque das cargas. Se satura mais que isso, as
operações ficam prejudicadas e a produtividade cai”, afirmou.
De acordo com Ayres,
a situação está mais crítica no porto seco controlado pela Multilog, que está
em sua capacidade máxima de armazenamento e possui cargas perecíveis que necessitam
de liberação rápida, como produtos fármacos e laboratoriais. “Todos os espaços
estão ocupados. Há mais de cem contêineres parados à espera de liberação
rápida, como produtos fármacos e laboratoriais.
Tecnologia faz a
produção de etanol ficar mais sustentável
Brasil Econômico
16.08.2012 - Utilização do dióxido de cloro em substituição a antibióticos na
fermentação do caldo de cana permite que as leveduras excedentes sejam
utilizadas na formulação de ração para alimentação animal.
Dentro do processo de
produção do etanol é necessário a utilização de levedura, um micro-organismo
que fermenta o caldo de cana e o transforma no biocombustível. Essa é a receita
básica de qualquer usina, que envolve a utilização de grandes concentrações de
antibiótico para matar bactérias concorrentes da levedura.
No entanto, esse
método acaba por interferir na competitividade da usina, explica José Eduardo
Donato, diretor de negócios da empresa Beraca, especialista em desenvolver
tecnologias nesse sentido.
"Após o processo
ser concluído, há uma sobra de leveduras que pode ser utilizada na
complementação à ração animal. Mas o uso do antibiótico no processo faz com que
esse excedente seja rejeitado pelo mercado", diz.
Para acabar com esse
problema, Donato conta que a empresa investiu em uma nova tecnologia, cuja
matéria-prima é o dióxido de cloro. Sua principal função é substituir o uso de
antibiótico no controle do processo de fermentação.
"Com sua
aplicação, as usinas poderão comercializar as leveduras excedentes do processo
sem a presença de resíduos de antibióticos, que podem comprometer diretamente a
segurança da cadeia alimentar", explica, lembrando que a conclusão do
desenvolvimento dessa tecnologia se deu em 2011.
Além disso, Donato
faz questão de enfatizar que a tecnologia é 100% nacional, desenvolvida por
engenheiros da Beraca com auxílio de algumas instituições como a Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a Financiadora de Estudos
e Projetos (Finep).
Segundo o executivo,
a aplicação garante uma produtividade maior de álcool com economia do ácido
sulfúrico utilizado para controle de Ph em até 25%.
"Já temos duas
usinas no estado de São Paulo que utilizam nosso sistema. Uma em Santa Bárbara
D'Oeste e outra em Leme", diz, observando que já está em negociação mais
quatro.
O objetivo da
companhia é terminar a safra de 2013 com ao menos 20 usinas utilizando o
processo.
Donato conta que a
aposta para o futuro é grande, se baseando nos dados do BNDES (Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social), que prevê a construção de pelo menos
100 novas usinas no Centro-Sul entre 2013 e 2020.
"Estamos
acompanhando essa tendência do mercado, e por isso a Beraca investirá R$ 2
milhões até o final da safra de 2013", revela.
Para atender à
demanda, a planta da Beraca em Santa Barbara d'Oeste dobrará o seu volume e
saltará de uma produção de 500 toneladas ao mês para 1000 em itens para o
tratamento em usinas de açúcar e álcool.
O foco de atuação
serão as usinas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e a expectativa é que
até o final de 2013 o faturamento seja de pelo menos R$ 40 milhões.
"Fornecemos para a indústria sucroalcooleira há mais de 20 anos",
diz.
A estratégia da
empresa é acompanhar uma nova tendência dentro das usinas de açúcar e álcool e,
com isso, buscar alternativas que tornem os processos mais sustentáveis.
"O mercado está
passando por uma transformação importante. Há alguns anos, não ouvíamos falar
em tratamento de água nas torres de resfriamento nas usinas, o líquido era
despejado nos rios sem nenhuma preocupação com o meio ambiente, o que raramente
acontece atualmente", compara o executivo.
Avaliação técnica: De
acordo com análise de Luiz Carlos Basso, pesquisador da Esalq, o dióxido de
cloro é um agente antimicrobiano empregado em larga escala e pode ser utilizado
no tratamento de água para o consumo humano e reúso industrial.
Sua aplicação no
controle da contaminação bacteriana, instalado na fermentação alcoólica, se
mostrou eficaz em ensaios de laboratório, o que culminou na sua aplicação em
escala industrial, tanto em fermentações em batelada como contínua.
Os resultados obtidos
foram considerados positivos, pois houve uma redução significativa na contagem
de células tipo bastonete e nas formações de produtos bacterianos, como os
ácidos lático e acético.
"A observação de
que tal controle é obtido com concentrações relativamente baixas do produto é
muito interessante. Ao que parece, a geração prévia do dióxido de cloro 'in
situ' (como foi conduzida nas destilarias) garante a sua eficiência, diferentemente
de modos de aplicação onde se espera a produção do dióxido de cloro em reações
no ambiente do pé-de-cuba", explica, ressaltando que a substância mostrou
ser uma boa alternativa para o controle bacteriano em destilarias que pretendem
comercializar a levedura seca removida do processo, uma vez que não apresenta o
inconveniente de resíduos de antibióticos neste subproduto de crescente valor
agregado.
Venda de imóvel usado
cai 15,09% em SP; aluguel tem saldo positivo de 1,31%
MonitorMercantil 16.08.2012
- O volume de imóveis usados negociados no Estado de São Paulo no primeiro
semestre deste ano acumulou queda de 15,09% com o resultado das vendas em
junho, que foi 10,23% inferior ao de maio. O mercado de locação estadual
escapou por pouco de ficar também no vermelho. Mesmo com o saldo negativo de
9,44% em junho, o acumulado em seis meses terminou positivo em 1,31%. Outro indicativo do recuo desses dois
mercados no Estado é a queda de 9,17% registrada no primeiro semestre no Índice
Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do Conselho Regional de
Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). O desempenho positivo
de 5,65% em junho não foi suficiente para reverter o saldo negativo desses
primeiros seis meses. O Índice Crecisp é composto pela média de preços de
imóveis vendidos e de novos aluguéis contratados no Estado. Em junho, foram
computados preços de venda e valores de locação de 4.077 imóveis em média,
pesquisados em 37 cidades.
Os números apurados
na pesquisa de junho e o acumulado do ano "mostram uma desaceleração que
acompanha o ritmo geral da Economia. Ao final do ano passado, as previsões de
crescimento do PIB para 2012 eram de até 5% e agora já recuaram para
1,9%", explica José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho.
- O esfriamento dos
dois mercados está em linha com o comportamento geral da Economia, mas daqui
para o final do ano a situação poderá se reverter com a baixa das taxas de
juros dos empréstimos imobiliários, movimento já iniciado por um grande banco
de varejo que esperamos seja seguido por outros - afirma Viana Neto.
O banco em questão é
o Santander, que reduziu de 10% para 8,8% ao ano mais TR (taxa referencial) os
financiamentos (de imóveis até R$ 500 mil) para clientes que trouxerem a conta
de outro banco e aderirem a um pacote de serviços.
- A redução de juros
e o alongamento de prazos dos financiamentos imobiliários são decisões que
todos os bancos deveriam adotar neste momento, para ajudar a Economia a ganhar
mais impulso e garantir empregos, renda e melhoria de condições de vida para
milhares de famílias - enfatiza Viana Neto. "Outro grande estímulo, pode
ser a inclusão dos imóveis usados no programa "Minha Casa Minha
Vida", providência que os corretores de imóveis entendem ser capaz de
acelerar o acesso à casa própria para milhares de famílias em todo o
país", ressalta o presidente do Creci-SP.
A pesquisa Creci-SP
feita com 1.444 imobiliárias em 37 cidades do Estado, incluída a capital,
apurou que o índice de vendas recuou 10,23% em relação a maio. Das quatro
regiões que compõem a pesquisa, houve queda no interior, de 38,81%,o que puxou
para baixo o resultado geral apesar da alta na capital (+33,85%), no litoral
(+5,82%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema,
Guarulhos e Osasco (+1,92%).
Os imóveis com preços
médios superiores a R$ 200 mil foram os mais vendidos em junho na capital (75%
do total estavam nessa categoria), no interior (51,07%) e na região do A, B, C,
D, Guarulhos e Osasco (52,87%). No litoral, 58,1% das vendas concentraram-se na
faixa de imóveis com valor médio de até R$ 180 mil. No conjunto do Estado,
casas e apartamentos com valor médio final de venda superior a R$ 200 mil
concentram 53,44% dos negócios fechados pelas imobiliárias pesquisadas.
Apartamentos
superaram as casas na preferência dos compradores, registrando 54,02% e 45,98%
das vendas, respectivamente. Os financiamentos bancários foram a forma
utilizada na maioria das vendas feitas em junho na capital (60,85% do total),
no interior (57,49%) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (69,71%).
Somente no litoral as vendas à vista (50,93% do total) superaram as feitas com
financiamento (43,06%).
No conjunto das
quatro regiões do Estado, vendas financiadas pela Caixa Econômica Federal e por
outros bancos representaram 57,28% do total; as vendas à vista somaram 38,99%;
as vendas feitas com pagamento parcelado pelos proprietários atingiram 3,07%; e
as efetivadas por meio de consórcio somaram 0,66%.
A maioria das vendas
efetivadas no período concentrou-se em bairros de regiões centrais, no interior
(70,38%), na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (70,29%) e no litoral
(74,54%).
O menor valor de
imóvel usado registrado pela pesquisa Creci-SP em junho no estado foi de R$
574,71 por metro quadrado de casa de dois dormitórios situada em bairros de
regiões centrais de Bauru.
Já os maiores valores
registrados pela pesquisa variaram de R$ 12.800 a R$ 14.761,90 o metro
quadrado, para apartamentos de quatro dormitórios situados em bairros de áreas
nobres de Bertioga, no litoral.
Aluguel até R$ 800
representa 51,1% dos novos contratos feitos em junho
As 1.444 imobiliárias
consultadas pelo Creci-SP alugaram em junho no estado 9,44% a menos que em
maio. Houve queda do número de locações na capital (-3,95%), no interior
(-16,48%), na região formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São
Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (-8,15%) e alta no litoral (+3,94%).
Os imóveis mais
alugados no conjunto das quatro regiões que formam a pesquisa estadual foram os
de valor mensal até R$ 800, que somaram 51,1% do total de novos contratos. Por
região, os mais alugados foram os de até R$ 800 mensais no interior e nas
cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco e os de até R$ 1.000 na capital e no
litoral.
Os novos inquilinos
preferiram as casas (53,45% do total) aos apartamentos (46,55%) em junho. As
1.444 imobiliárias consultadas na pesquisa feita pelo Creci-SP receberam de
volta o equivalente a 49,84% do total de novas locações. A inadimplência recuou
1,37%, de 3,64% do total de contratos em vigor em maio para 3,59% em junho
último.
A maioria dos novos
contratos teve o fiador como garantia de pagamento em caso de inadimplência dos
inquilinos: ele esteve presente em 83,45% dos contratos formalizados nas
imobiliárias do interior; em 54,37% no litoral; em 43,08% na capital; e em
40,8% na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. As novas locações
concentraram-se em bairros de regiões centrais, no interior (82,65% do total),
no litoral (73,79%) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (84,67%).
De junho do ano
passado até junho deste ano, o valor médio de aluguel que mais subiu no Estado
de São Paulo foi o de imóveis situados em bairros de áreas nobres das 37
cidades pesquisadas - a alta acumulada é de 67,38%, com o aluguel passando de
R$ 1.540,49 em junho de 2011 para R$ 2.428,91 em junho último. Em bairros de
regiões centrais das 37 cidades que o Creci-SP pesquisa, a alta acumulada nesse
período é de 2,03%, com o aluguel médio variando de R$ 1.143,48 no ano passado
para R$ 1.151,08 este ano.
O aluguel médio de
imóveis situados em bairros de regiões mais periféricas das cidades pesquisadas
no Estado subiu 18,04% de 2011 para 2012. O aluguel médio saiu de R$ 701,57 em
junho de 2011 para R$ 862,75 em junho deste ano.
O menor valor de
aluguel residencial encontrado pela pesquisa Creci-SP em junho no Estado de São
Paulo foi R$ 200 por casa de um dormitório situada em bairro da região
periférica de Diadema. O maior valor de um aluguel mensal foi R$ 8.000,
encontrado pela pesquisa Creci-SP em duas cidades: São José do Rio Preto (casa
de seis dormitórios em área nobre) e Guarujá (casa de cinco dormitórios em área
também nobre).
A pesquisa Creci-SP
foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba,
Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília,
Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo
André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José
do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba,
Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba,
Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.
Brasil cria 142,5 mil
empregos formais em julho
Brasil Econômico
16.08.2012 - No total, foram 1,75 milhão de admissões, enquanto os
desligamentos somaram 1,61 milhões no mês passado.
A economia brasileira
gerou 142.496 empregos formais em julho de 2012, conforme dados divulgados pelo
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho
nesta quinta-feira (16/8). Em junho, foram criados 120.440 postos de trabalho.
O número reportado
superou as estimativas da LCA Consultoria, que apontavam para geração líquida
de 93,5 mil postos.
Em termos absolutos,
este resultado corresponde a um acréscimo de 0,37% em relação a quantidade de
assalariados registrados no mês anterior.
Houve expansão do
emprego em todos os oito setores de atividade econômica, com destaque para o
saldo no setor de serviços (+39.060 postos), construção civil (+25.433 postos)
e a indústria de transformação (+24.418 postos).
No total, foram
1.753.241 admissões, enquanto os desligamentos somaram 1.610.745, tendo ambos o
maior desempenho para o mês de julho.
No acumulado do ano,
foram criados 1.232.843 de postos de trabalho, o que corresponde a uma alta
3,25% se comparado ao registrado no mesmo período do ano anterior.
No recorte
geográfico, observou-se elevação do emprego em todas as grandes regiões no
primeiro semestre, com destaque para Sudeste (+83.093 vagas) e Nordeste
(+21.184 vagas).
O Sul criou 13.060
postos, enquanto o Norte e o Centro-Oeste geraram 12.883 postos e 12.276
postos, respectivamente. Com o resultado, a região norte, alcançou seu terceiro
melhor resultado para o mês de julho na série histórica do Caged. Dentre os
estados, quatro obtiveram desempenho recorde no semestre: Mato Grosso (+5.827
postos), Mato Grosso do Sul (+1.896 postos), Amapá (+806 postos) e Roraima
(+760 postos).
BID diz que Brasil
está preparado contra a piora do cenário externo
Valor 16.08.2012 -
Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), disse nesta quinta-feira durante event o
em São Paulo que as medidas anunciadas ontem pelo governo federal são muito
importantes.
Ele também ressaltou
a solidez fiscal do Brasil e disse que, em sua avaliação, o país tem que evitar
“pensamentos fatalistas”, pois está preparado para enfrentar a deterioração do
cenário externo.
Ainda sobre o pacote
de concessões de rodovias e ferrovias divulgado ontem, ele lembrou que os
investimentos em infraestrutura sempre sofreram cortes em momentos de ajuste de
despesas no Brasil, o que gerou perda de capacidade nessa área. Numa análise
mais ampla da situação macroeconômica brasileira, Moreno disse que o momento não
é para extremos, seja o de euforia de períodos anteriores ou o de fatalismo que
pareceu emergir nos últimos meses. Ele lembrou que o otimismo pós-crise de 2009
não se concretizou, principalmente no cenário internacional.
“Hoje sabemos que a
recuperação após 2009 não é uma corrida de cem metros rasos, mas sim uma
maratona.” Para ele, porém, o Brasil tem situação fiscal relativamente
confortável e destacou o resultado primário em torno de 3% do Produto Interno
Bruto (PIB), junto a um déficit de transações correntes financiado pela entrada
de investimentos diretos.
Moreno ressaltou
também a redução da taxa de juros reais como iniciativa positiva e de sucesso.
“Temos que evitar o pensamento fatalista de que o Brasil é afetado por
movimentos exógenos. O Brasil está preparado para enfrentar a deterioração do
cenário externo.”
Para o presidente do
BID, é fatalista pensar que o crescimento chinês se esgotou e que isso
determinará a estagnação da economia brasileira. Ele reconhece a importância da
China para o Brasil e para o cenário mundial, mas não acredita no esgotamento
do crescimento do país asiático.
Ainda observou que o
Brasil desenvolveu capacidade maior de exportação e que várias empresas
brasileiras conseguiram encontrar novas soluções em momentos de adversidade.
Para Moreno, o país tem vários desafios internos, como aumentar a poupança
pública e a capacidade de investimentos, além de aplicar mais em educação e
melhorar a produtividade.
Moreno participa hoje
da conferência "O novo cenário econômico brasileiro", promovida pela
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e
pela Sociedade das Américas/Conselho das Américas, em São Paulo.
Schincariol muda para
buscar o lucro
Valor 16.08.2012 -
Gino Di Domenico, presidente da Schincariol: “Descontinuamos a venda de todos
os produtos que não eram rentáveis “.
Em seis meses de
contato direto com os japoneses da Kirin, que no ano passado pagaram R$ 6,3
bilhões pela brasileira Schincariol, o executivo Gino Di Domenico incorporou
algumas expressões ao seu vocabulário: "ohayó gozaimasu" (bom dia),
"konnichiwá" (boa tarde) e "kanpai" (saúde). Mais do que
aprender japonês, Domenico, presidente da Schincariol desde 1º de fevereiro,
tem se esforçado para trazer de volta aos trilhos uma das maiores fabricantes
de bebidas do país que, nos últimos 12 meses, enfrentou mudança de controle,
disputa entre acionistas, brigas familiares e prejuízo.
"Já superamos a
meta do primeiro semestre", disse o executivo ao Valor. "O Ebitda
[lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] cresceu dois
dígitos nos primeiros seis meses do ano, em comparação ao mesmo período de
2011", diz. A meta para este ano é praticamente duplicar a geração de
caixa - que foi de R$ 300 milhões no ano passado e deve chegar a R$ 550 milhões
este ano. Em receita líquida, o objetivo é crescer 12% sobre os R$ 3 bilhões de
2011, e voltar a ter lucro. No exercício anterior, o prejuízo foi de R$ 78
milhões.
A receita para virar
definitivamente a página de maus resultados, segundo Domenico, é mudar o perfil
da organização: de uma empresa focada na operação industrial para uma companhia
voltada ao fortalecimento das suas marcas. Para isso, o executivo, que traz no
currículo 12 anos na multinacional de consumo Unilever, começou revendo o
portfólio de Schincariol.
"Não faz sentido
oferecer em Manaus, por exemplo, um produto como a Baden Baden Stout, uma
cerveja preta, encorpada, típica para regiões frias, para ser harmonizada com
sobremesa", diz Domenico. Também na capital do Amazonas o suco de uva
Fruthos não faz sucesso. "Descontinuamos a venda de todos os produtos que
não eram rentáveis ou não faziam sentido em determinada região ou canal de
vendas", diz.
Por outro lado,
lançar uma cerveja mais leve e refrescante só para o Norte e Nordeste do país,
como foi a No Grau, apresentada em julho, está em sintonia com a nova
estratégia. "Vamos fazer mudanças pautadas pelo consumidor", diz Di
Domenico, um engenheiro mecânico de 43 anos, que ocupava a vice-presidência de
operações da Schincariol, antes de assumir seu comando.
O executivo, que há
cinco anos trabalha na cervejaria de Itu (SP), garante que sua prioridade este
ano não é ganhar mercado, mas fazer a empresa voltar a ter saúde financeira.
Este ano, a concorrente Petrópolis, dona da Itaipava, assumiu a segunda posição
no ranking, por diferença de décimos - ela ficou com 10,8% do mercado e a
Schincariol, 10,6%, segundo dados de junho da Nielsen. A Schincariol, com 13
fábricas em 11 Estados, tem capacidade para produzir 5 bilhões de litros por
ano, enquanto a Petrópolis tem quatro unidades fabris em três Estados e
capacidade para fabricar 2,5 bilhões de litros por ano.
"Segundo o
Sicobe [Sistema de Controle de Produção de Bebidas, que mede o envase
diretamente na fábrica], nossa participação em volume de cerveja é de 15%,
contra 14,4% do fim do ano", diz Domenico. "Isso significa que as
nossas vendas estão crescendo e por isso precisamos identificar exatamente as
regiões, os canais e as demandas específicas do consumidor para ampliar essa participação".
O executivo acompanha
de perto os resultados. A cada 15 dias, faz uma reunião com os diretores das
áreas que se reportam a ele: comercial (são dois diretores, um para o Norte e
Nordeste e o outro para as demais regiões), operações, financeiro, marketing,
recursos humanos e relações institucionais. Uma vez por mês acontece uma
reunião com todo o time de líderes da companhia. E, uma vez a cada três meses,
ocorre a reunião de resultados da área corporativa, com 600 pessoas, "do
analista ao presidente".
Domenico viaja, a
cada três meses, ao Japão para apresentar resultados à Kirin. Tem visitado
operações da multinacional em outros países, para se inteirar do que o possível
trazer ao Brasil. Em julho, por exemplo, visitou a Kirin na Austrália.
"Conheci o centro de inovação e desenvolvimento de produtos da Kirin no
Japão", diz ele. "A partir dali, temos certeza que as possibilidades
são imensas, a associação com a Kirin trouxe a velocidade de inovação que a
companhia precisava".
A Schincariol começou
a integrar um grupo global de compras da Kirin. "Ao longo dos próximos 18
meses, vamos economizar no mínimo 5%", diz Domenico. Além disso, a
Schincariol vem procurando identificar sinergias administrativas, financeiras e
operacionais com a Tozan, fabricante de saquê e outros itens japoneses, que
pertence à multinacional e importa a principal cerveja da companhia, a Kirin.
"A Tozan, que fatura cerca de R$ 40 milhões ao ano, tem outros sócios além
da Kirin e não deve ser incorporada à Schincariol", diz Domenico. "A
ideia é trabalharmos o portfólio juntos no futuro."
O executivo criou
ainda um conselho, com três representantes da Kirin (dois residentes no Brasil
e um que faz parte do "board" da multinacional), e outros dois
executivos independentes - Vinicius Prianti, ex-presidente da Unilever, e
Fernando Mitri, ex- IBM -, além do próprio Domenico.
Para atrair dono de
bar, campanha na TV
Valor 16.08.2012 -
Este mês, a Schincariol passou a patrocinar o quadro "Sucesso na
Certa", do programa "O melhor do Brasil", da Rede Record.
Apresentado aos sábados pelo ator Rodrigo Faro, o programa prevê uma reforma
completa no bar que comprar quatro caixas a mais de cerveja do que encomendava
antes. Quem fizer isso e tiver uma história convincente de empreendedorismo,
ganha a reforma que será orçada em, no mínimo, R$ 40 mil.
Neste ano a empresa
está investindo R$ 300 milhões em publicidade (20% a mais do que em 2011).
"O dono de bar que não comprava e passar a comprar quatro caixas também
concorre", diz o gerente da marca Nova Schin, Luciano Sadi. Trata-se da
primeira campanha de marketing integrada entre ponto de venda e mídia da
fabricante. Serão sete bares reformados, com as marcas Devassa Bem Loura,
Cintra, Glacial, Nova Schin ou No Grau. Os ganhadores, escolhidos pela Record e
pela Schincariol, serão anunciados entre setembro e março, período em que os
participantes concorrem ainda a sete caminhões da Kia, no valor de R$ 55 mil
cada um, e a sete linhas de financiamento de R$ 5 mil para compra de produtos.
Hoje, a empresa atinge 600 mil pontos de venda.
Segundo o presidente
da Schincariol, Gino Di Domenico, a companhia está reavaliando a sua estratégia
de franquias, por meio da empresa Sonar, que comercializa franquias da marca
Devassa. "Mas até agora, o modelo estava baseado em restaurantes, que
demandam investimento muito alto, de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão", diz.
"Vamos ter formatos menores, de bares e quiosques, com investimentos de
até R$ 100 mil".
Investidores tentam
barganhar deságio de bônus do Cruzeiro
Valor 16.08.2012 -
Desagradou os investidores o tamanho do deságio proposto para os detentores de
títulos no exterior do Banco Cruzeiro do Sul na oferta de compra lançada pelo
Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que administra a instituição sob
intervenção. Segundo pessoas ouvidas pelo Valor, a oferta é bem pior do que se
esperava e corre o risco de não ser aceita pelos investidores. Há um estoque de
R$ 2,9 bilhões em bônus do banco no exterior, 58% de todo o passivo do
Cruzeiro, e os credores têm até dia 12 de agosto para aceitar a proposta. O
desconto inicial, que é de 49% em média, diminui caso a adesão ocorra até 28 de
agosto.
É claro que a
primeira reação de credores em qualquer renegociação de dívida é sempre ruim,
pois a ideia é barganhar condições melhores. Mas o desempenho dos papéis do
banco no mercado secundário de ontem refletiu esse sentimento. O preço dos
bônus com vencimento em 2015 recuou 15 pontos percentuais, para 45% do valor de
face. Os títulos subordinados (que têm força de capital e nenhuma preferência
no caso de default) eram negociado a 30% do valor de face.
As reclamações dos
investidores são variadas, mas o que mais incomodou foi o desconto desigual
entre os bônus, proporcional ao prazo de vencimento e que pode chegar a 74% do
valor de face para papéis mais longos. "A proposta é bem pior do que o
mercado estava aguardando", diz Carlos Gribel, diretor da Tradewire
Securities.
"O FGC
simplesmente pegou os preços dos papéis no mercado secundário e aplicou um
desconto para cada vencimento. Em uma oferta de compra como essa, não dá para
diferenciar os vencimentos, pois todos os 'senior bonds' são iguais em
garantias", completou Gribel, que opera papéis de empresas brasileiras no
exterior.
Além disso, muitos
não gostaram que a ameaça de liquidação está sendo usada para pressionar os
investidores a aceitar as condições impostas pelo FGC. Mas os investidores não
estão totalmente presos às determinações do fundo. Muitos acreditam que
poderiam reaver cerca de 40% a 45% do valor no caso de uma liquidação do banco
("recovery value"), patamar superior aos oferecidos pelo FGC para
alguns vencimentos.
Investidores se
referem ao exemplo do Banco Santos, que foi liquidado em 2005 e cujos títulos
começaram a ser pagos no ano passado. Foram 30% do valor em dólares até agora,
que corresponde a 45% do valor de face, aproximadamente, com perspectiva de se
receber ainda mais.
O único caso em que a
oferta do FGC seria indiscutivelmente interessante é o dos títulos
subordinados, com vencimento em 2020. Como são instrumentos híbridos de capital
e dívida, ficam em último na fila de recebimento no caso de liquidação, ao lado
dos acionistas.
A negociação não será
fácil. A mensagem que tem sido passada aos investidores é que não há espaço
para contra-proposta. Segundo uma fonte envolvida no desenho da operação, a
oferta foi feita para evitar a liquidação, o que reduziria muito a
possibilidade de recuperação desses ativos. "É de longe a melhor opção na
mesa, diz.
Além disso, o tempo é
escasso, já que o primeiro vencimento de bônus se dará em setembro. "O FGC
é uma entidade privada e não vai socorrer a todos", diz outra fonte.
Hoje o escritório de
advocacia americano Bingham McCutchen, com sede em Boston, fará uma
teleconferência com detentores de bônus do Cruzeiro do Sul, às 11h30 no horário
brasileiro.
Segundo Alfredo
Viegas, diretor de gestão para mercados emergentes da Knight Capital - que tem
bônus do Cruzeiro em sua carteira -, os credores deverão se empenhar de forma
organizada para pressionar o FGC. "Há espaço para que os credores deem uma
certa dor de cabeça (ao FGC)."
"Certamente os
detentores tentarão chegar até o máximo que puderem. Há uma percepção de que,
no fim, a disputa se tornará política. Não é interessante para o FGC que o
banco seja liquidado", diz. "Há um componente moral." Ele
reconhece, no entanto, que no caso de uma liquidação o valor recuperado pode
ser menor.
Para Carlos Legaspy,
presidente da gestora americana Precise Securities, que comprou títulos do
banco com diversos vencimentos, o escritório tentará angariar detentores de 10%
da dívida, para, conjuntamente, barrarem os termos apresentados pelo FGC (o
fundo exige a aceitação por investidores que representem 90% da dívida).
"É muito mais fácil o [escritório] Binghan conseguir os 10% de credores
insatisfeitos com a proposta do que o FGC conseguir os 90%."
Abril Educação quer
comprar Pitágoras e escolas
Valor 16.08.2012 -
Dona de cinco sistemas de ensino, a Abril Educação informou ontem ao mercado
que quer comprar o sistema de ensino Pitágoras, caso a Kroton o coloque à
venda, e mais escolas de idiomas.
"O ativo com
mais chances de ser colocado à venda no futuro é o Pitágoras. Não é o foco da
Kroton. A gente está acompanhando e se surgir uma oportunidade interessante é
algo que podemos considerar porque seria complementar geograficamente ao nosso
negócio", disse Manoel Amorim, presidente da Abril Educação, em
teleconferência com analistas. Ele destacou que não existe no momento nenhuma
negociação em andamento entre as duas companhias.
Segundo fontes do
setor, a Abril Educação e a Kroton chegaram a conversar entre 2009 e 2010, mas
as negociações não avançaram. O Pitágoras é um dos maiores sistemas de ensino
do país, com faturamento de R$ 97 milhões no primeiro semestre. Um dos
atrativos dos sistemas de ensino é a margem bruta - no caso do Pitágoras é de
56% e no Anglo chega a ser de 85%.
Como o Pitágoras não
está à venda, a Abril Educação está analisando operações menores, com
possibilidade de transferência de carteiras de alunos de outras empresas. A
Abril Educação é dona dos sistemas de ensino Anglo, pH, Maxi, Geo e Ser, que
juntos representam 35% da receita líquida do semestre da companhia.
Outro negócio que
está no alvo são as escolas de idiomas. No mês passado, a Abril Educação
adquiriu 51% da Red Balloon, rede de escolas de inglês voltada para crianças
por R$ 29, 8 milhões. "Também temos interesse em escolas que atendem
jovens e adultos", disse Amorim. "Acredito que em 2012 e no próximo
ano esse mercado [de escolas de idiomas] assistirá negociações relevantes",
complementou o executivo, durante a teleconferência.
Amorim detalhou ainda
aos analistas os dois event os
extraordinários que afetaram o balanço do segundo trimestre, que fechou com
prejuízo de R$ 20,5 milhões. Um deles foi um problema no sistema ERP que
controla os estoques de livros das editoras Ática e Scipione. As baixas dos
livros vinham sendo computadas incorretamente desde 2006 e reduzindo o valor
lançado no item custo da mercadoria vendida. A correção gerou um impacto
negativo de R$ 20,3 milhões no lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (Ebitda).
Outro event o extraordinário foi a destruição de 8,3
milhões livros obsoletos, que gerou uma perda de R$ 34,4 milhões. Mas esse
valor não afetou o Ebitda, uma vez que essa quantia estava provisionada. A
destruição dos livros gerou uma redução da base de IR/CSLL correspondente ao
valor total do material destruído. Consequentemente, houve um crédito de
IR/CSLL, com impacto no lucro de R$ 7,3 milhões no segundo trimestre e de R$
4,4 milhões no fim do ano.
Excluídos os efeitos
extraordinários, o prejuízo teria sido de R$ 8,4 milhões e o Ebitda negativo em
R$ 4,9 milhões. No mesmo período de 2011, houve prejuízo de R$ 37,2 milhões e o
Ebitda foi positivo em R$ 14,2 milhões. A receita líquida somou R$ 102,5
milhões, com aumento de 28%. Normalmente, a empresa registra prejuízo no
segundo trimestre por conta de sazonalidade - o primeiro trimestre é mais forte
em vendas.
Quatro bancos
privados devem avaliar Cruzeiro
Valor 16.08.2012 -
Quatro bancos privados são potenciais interessados em ficar com o banco
Cruzeiro do Sul. A participação de Banco do Brasil e Caixa no processo de venda
conduzido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está afastada. Itaú Unibanco
e BMG, recém-associados em um novo banco para operar em crédito consignado, são
tidos como fortes candidatos. O BTG Pactual, que tentou assumir o Cruzeiro
antes da intervenção decretada pelo Banco Central em 4 de junho, também é outro
que deve olhar as condições de compra com atenção. Para o Bradesco, que
recentemente disputou o BMG, a operação também deve interessar. O Santander é a
maior incógnita. Para o banco espanhol, um reforço no consignado poderia ser
bem-vindo e a instituição tem capital de sobra para uma aquisição. Resta saber
se a matriz espanhola aprovaria a compra de um banco que quase foi liquidado
num momento tão turbulento na Espanha, em que os bancos estão sob forte
escrutínio. "É uma aquisição interessante. O FGC fez até provisão demais
no Cruzeiro do Sul", diz um banqueiro que pretende analisar a operação.
Com todos os ajustes, o Cruzeiro ficou com um patrimônio líquido negativo de R$
2,23 bilhões.
Além de uma carteira
de crédito de cerca de R$ 8 bilhões, o Cruzeiro do Sul tem algumas
particularidades que devem atrair esses bancos. É o caso, por exemplo, da
operação de cartão de crédito consignado, que soma 430 mil unidades. Apenas
três bancos têm cartão hoje, além do próprio Cruzeiro: Bonsucesso, Industrial e
BMG.
Apesar disso, é um
produto que oferece rentabilidade mais atraente que o consignado tradicional
para os bancos, segundo executivos ouvidos pelo Valor. Com ele, vendem-se dois
produtos ao mesmo tempo: além do próprio consignado, o usuário ainda pode
entrar no rotativo do cartão.
O Bradesco ainda está
em fase de desenvolvimento desse produto. Por isso, uma aquisição do Cruzeiro
poderia acelerar esse processo. Por outro lado, em termos de correspondentes, o
banco poderia encontrar alguma sobreposição.
Para o novo Itaú BMG
Consignado, certamente haveria um ganho de escala. Hoje, com uma carteira de R$
11,6 bilhões, o Itaú está atrás dos seus maiores concorrentes: Banco do Brasil,
Bradesco e Santander. Isso seria potencializado pelo fato de não haver
sobreposição de correspondentes bancários entre BMG e Cruzeiro do Sul.
Muitos dos convênios
com órgãos públicos do Cruzeiro, porém, não são vistos como grandes atrativos
do banco. Isso porque são contratos que, em sua maioria, ainda estão abertos à
entrada de concorrentes. Ninguém precisaria comprar o banco para ganhar esse espaço.
Apenas alguns
contratos com prefeituras de pequenas cidades são vistos como interessantes
pelos potenciais compradores, já que oferecem margens mais polpudas. Não
formam, porém, massa crítica para justificar uma aquisição.
A participação de BB
e Caixa está afastada porque já expirou a medida provisória editada logo após a
quebra do Lehman Brothers e que autorizou os dois bancos estatais a comprar
instituições privadas. Foi com base nessa MP que a Caixa entrou no capital do
PanAmericano e o BB ingressou no Votorantim, evitando a quebra dessas
instituições na época. Agora, seria preciso uma lei que desse novo sinal verde
aos dois bancos. A avaliação de pessoas próximas é que não há ambiente político
para isso. Se um dos dois bancos adquirisse o Cruzeiro, certamente sobrariam
críticas de que o governo estaria atuando para salvar um banco privado.
Para o BB,
particularmente, o modelo de negócios do Cruzeiro do Sul tem um grande
inconveniente. É totalmente baseado na venda por meio de correspondentes
bancários, algo que o Banco do Brasil não gosta. O BB prefere manter a operação
de consignado dentro de suas agências.
O rol de potenciais
interessados no Cruzeiro do Sul não é grande. Não são todos os bancos que podem
entrar na disputa. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que está coordenando o
processo de venda do banco hoje sob intervenção, exige que o grupo econômico
comprador tenha, pelo menos, um patrimônio líquido de R$ 2,5 bilhões. Também
precisa ser uma instituição brasileira ou estrangeira já com operações no país.
Anteontem, o FGC enviou comunicados sobre a oferta do Cruzeiro a 20
instituições.
Para que a compra se
concretize a liquidação seja evitada, entretanto, é preciso que os investidores
de bônus no exterior e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) aceitem o plano
de reestruturação do banco, que inclui um deságio de 49,3% em suas aplicações.
Ontem, os bônus tiveram um comportamento negativo em relação à proposta. (ler
reportagem na página C1) As ações do Cruzeiro do Sul tiveram também uma desvalorização
de 3,91%, em um dia de estabilidade do Ibovespa.
Espanhol Santander
prepara IPO de unidade mexicana
Reuters 16.08.2012 -
O banco espanhol Santander informou nesta quinta-feira que nos próximos dias
dará entrada no processo para listar em bolsa parte da unidade mexicana, no que
pode ser a maior oferta pública inicial de ações (IPO) que já aconteceu no
México. O maior banco da zona do euro, que está lutando contra a recessão na
Espanha e uma crise da dívida que está se espalhando pelo bloco, possui diversas
operações na América Latina. O Santander visa a levantar até 4 bilhões de
dólares no IPO, de acordo com a Bloomberg na quarta-feira.
O banco disse que
ainda não decidiu quanto da unidade mexicana colocará em circulação no mercado,
mas em qualquer caso manterá a participação majoritária.
As ações serão
listadas na Cidade do México e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
O Santander tem
operações na Argentina, Brasil, México, Chile, Peru, Porto Rico e Uruguai, uma
carteira de 41 milhões de clientes e mais de 6 mil agências.
A América Latina
responde por quase 20 por cento dos ativos do grupo e 52 por cento do lucro
líquido.
A construtora
espanhola OHL abriu o capital da unidade mexicana em novembro de 2010 em uma
transação que levantou 910 milhões de dólares, a maior no México em quase duas
décadas.
PortX terá ações
negociadas na BM&F Bovespa até sexta
Brasil Econômico
16.08.2012 - Empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, começou a ter
ações negociadas na Bolsa em dezembro de 2010.
A MMX Mineração e
Metálicos informou nesta quarta-feira (15/8) que o último dia de negociação das
ações de emissão da PortX na BM&FBovespa será na sexta-feira (17/8).
A medida decorre do
processo de incorporação da Portx pela MMX.
Conforme divulgado
pela a empresa anteriormente, a relação de substituição das ações da PortX por
ações da MMX será de 0,5042 ações da MMX para cada uma ação da companhia.
Tráfego da OHL sobe
3,8% de janeiro a julho
Brasil Econômico
16.08.2012 - Cerca de 396,3 milhões de veículos equivalentes passaram pelos
pedágios da empresa nos sete meses.
Um dia após divulgar
os resultados do segundo trimestre deste ano, a OHL Brasil anunciou os dados
preliminares de tráfego para suas concessionárias estaduais e federais entre
janeiro e julho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de
veículos equivalentes que passou pelos pedágios aumentou 3,8%, alcançando 396,3
milhões.
O aumento maior foi
nas rodovias federais, de 4,2%. Já as rodovias estaduais registraram elevação
de 2,9% nos meses em questão.
Em ambos os
segmentos, foi registrada redução na participação de veículos comerciais no
tráfego. Nas rodovias estaduais, a fatia dessa modalidade caiu 0,5 ponto
percentual, para 60,9%.
Nas federais, o recuo
foi de 0,9 p.p., para 73,6%. Dessa forma, a composição do tráfego total foi de
70,2% de veículos comerciais (-0,7 p.p.) e 29,8% de veículos de passeio (+0,7
p.p.).
Elejor fará 3a
tentativa de vender créditos de carbono
Reuters 15.08.2012 -
A produtora paranaense de energia hidrelétrica Elejor vai leiloar 229.464
créditos de carbono em 20 de setembro sem um lance mínimo, na terceira
tentativa da controlada da Copel de vender os papéis.
A Elejor realizou
dois leilões em 2011 na tentativa de vender os créditos gerados por uma grande
hidrelétrica no Paraná.
A companhia decidiu
abrir mão do lance mínimo no próximo leilão para conseguir vender os créditos,
disse na quarta-feira o diretor financeiro Christian Crivellaro.
A empresa vai agora
vender os créditos pela melhor oferta em vez de definir um piso para o leilão
com um desconto em relação aos valores de Certificados de Reduções de Emissões
(CREs) listados na bolsa Bluenext, estratégia adotada nos dois leilões do ano
passado.
"Uma vez que os
mercados estão muito instáveis e os preços muitos baixos, preferimos deixar os
preços em aberto. Quem oferecer o maior preço leva", disse o Crivellaro.
Os preços dos CREs
estão atualmente em níveis mínimos históricos. Certificados para entrega em
dezembro de 2012 fecharam a 2,86 euros (3,51 dólares) na quarta-feira, segundo
a Reuters Point Carbon.
Crivellaro afirmou
que a Elejor vai receber mais dois lotes de CREs em um total de 530 mil
créditos este ano e vai leiloá-los também.
A companhia vendeu
380 mil unidades voluntárias de carbono no ano passado para o fundo CF Carbon
por 0,25 dólar cada.
Alckmin prepara
concessões e quer rever pedágios
Valor 16.08.2012 - O
governo de São Paulo busca uma forma de reduzir as tarifas de pedágio de suas
rodovias estaduais - alvo de adversários nas últimas campanhas eleitorais - e
também prepara uma nova rodada de grandes concessões de infraestrutura ao setor
privado, à semelhança do governo federal.
A lista é encabeçada
por 32 aeroportos, entre eles os de Ribeirão Preto e Presidente Prudente, que
estão saturados e precisam de investimentos em ampliação da capacidade.
"Estamos preparando novas concessões", disse ao Valor o secretário de
Transportes do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, prometendo
avanços na preparação das licitações até o fim deste ano.
O pacote paulista
contempla ainda novos trechos de estradas estaduais e parcerias
público-privadas (PPPs) viabilizadas pela Medida Provisória 575, publicada na
semana passada, que muda a forma de cobrança de tributos federais. A MP desloca
para o decorrer do período de concessão o pagamento de tributos, antes
recolhidos pelas empresas no recebimento dos aportes de recursos feitos pelo
setor público para a construção ou compra de bens por meio de PPPs.
Esses tributos podiam
encarecer "em até 30%" o custo de uma PPP, segundo o governador
paulista Geraldo Alckmin. Com as mudanças, está aberto o caminho para a
licitação da Linha 6-Laranja do metrô, que já recebeu projetos de três grandes
construtoras - Odebrecht, Queiroz Galvão e Galvão-Somague Engenharia. Os projetos
estão sendo analisados pelo Banco Mundial, com base em convênio feito pelo
governo paulista, e as obras sairão por PPP.
Alckmin também citou
outras duas "possibilidades" de parcerias público-privadas: a Linha
18-Bronze (que ligará, por monotrilho, o município de São Bernardo do Campo à
estação Tamanduateí, no centro de São Paulo) e o Expresso São Paulo-Jundiaí, um
trem para conectar as duas cidades sem paradas intermediárias.
O governador paulista
evitou tratar o anúncio do pacote de concessões federais como um embate
ideológico entre o PSDB e o PT. Sem nenhum incômodo com o duelo partidário em
torno das privatizações, evitou comparações com as administrações tucanas e
aplaudiu a iniciativa da presidente Dilma Rousseff.
"Algumas
questões deixaram de ser objeto de luta ideológica para ser fruto de consenso.
Isso demonstra amadurecimento. O governo do passado era o financiador e o
executor de tudo. O papel do governo moderno é planejar, regular e
fiscalizar", disse Alckmin, após o anúncio das concessões federais, no
Palácio do Planalto.
Além de um pacote com
novos projetos, o governo paulista deverá mexer em um ponto sensível - o alto
valor das tarifas de pedágios - das atuais concessões de rodovias.
"Estamos reestudando os contratos", adiantou o secretário dos
Transportes, que acompanhava Alckmin no Planalto.
Sem antecipar quais
soluções estão sendo consideradas, Abreu não descartou a hipótese de dar mais
prazo aos atuais contratos, que já foram prorrogados em 2006 e começam a
expirar em 2022. Os pedágios das rodovias paulistas custam R$ 12,76 por cada
100 km, em média, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea). Esse valor é o segundo mais alto do país - só perde para as estradas do
Rio - e fica 41% acima da média nacional.
O problema tem
origem, basicamente, em dois fatos: essas rodovias foram leiloadas nos anos 90,
quando o risco-país era maior e a iniciativa privada exigia taxas de retorno
mais altas, e as licitações foram feitas por valor de outorga, em que o
pagamento ao Estado era o critério de definição dos vencedores, e não a menor
tarifa.
Abreu disse que o
governo paulista já negociou com a Ecovias a construção de um novo trevo na
rodovia Anchieta, no município de Cubatão, orçado em cerca de R$ 300 milhões.
Para essa obra, que estava fora do contrato original, o governo
"pactuou" uma taxa de remuneração de 9% com a concessionária. As
obras originais tinham taxa de retorno próxima de 21%, segundo o secretário.
"Hoje, eu reduziria ainda mais essa taxa, para 7,5% a 8%, ou para 6,5% se
eu tivesse financiamento do BNDES."
Outras obras
adicionais aos contratos foram negociadas na rodovia Anhanguera (administrada
pelo grupo CCR) e com a Rodovia das Colinas (do grupo Bertin), de acordo com
Abreu. Além de encontrar formas de reduzir as tarifas dos contratos atuais, o
secretário disse que a intenção do governo paulista é conceder mais trechos de
rodovias para o setor privado nos próximos meses.
Abreu demonstrou
otimismo com a construção do Ferroanel de São Paulo, anunciada ontem, e disse
que o governo paulista apoia o projeto sem ressalvas.
Créditos fictícios
foram absorvidos por fundos
Valor 16.08.2012 -
Parte dos créditos fictícios que encontrados na auditoria realizada no Banco
Cruzeiro do Sul haviam sido repassados pela antiga gestão do banco para as
carteiras dos seus Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), de
acordo com comunicados das gestoras desses fundos à Comissão de Valores
Mobiliários (CVM).
Os fundos tinham como
lastro créditos consignados originados pelo Cruzeiro do Sul, que era
responsável pela cobrança desses empréstimos e também depositário dos contratos
dos ativos adquiridos pelos fundos.A instituição tinha sete FIDCs, sendo cinco
geridos pela BCSul Verax Serviços Financeiros. No total, as carteiras totalizavam
patrimônio de R$ 5,087 bilhões.
Nos portfólios
geridos pela BCSul Verax - que incluem os FIDCs abertos CPP 180, CPP 360, além
da carteira distribuída para regimes próprios de Estados e municípios CPP 540
RPPS e o FIDC Multicred Financeiro - foi constatada a existência de créditos
fictícios, referentes aos ativos cedidos pelo banco aos fundos. O valor não foi
informado. Esses fundos tinham em junho R$ 4,7 bilhões de patrimônio.
No FIDC Multicred,
além dos créditos fictícios, o fundo ainda apresentava 36% do patrimônio de R$
3,411 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Cruzeiro do Sul em
junho, que podem entrar na repactuação do FGC com os credores.
No entanto, devido à
grande participação de cotas subordinadas nos fundos (detidas pelo próprio
Cruzeiro do Sul e que são as primeiras a assumirem as perdas em caso de
inadimplência), a administradora do fundo, a Cruzeiro do Sul DTVM, informou que
a expectativa é que as cotas seniores, efetivamente distribuídas aos
investidores, sejam pagas. Isso incluiria a alta rentabilidade descrita no
regulamento dos fundos.
No Prosper Flex FIDC
Multicedentes, administrado pelo banco Prosper, também foi constatada a
existência de créditos fictícios na carteira cedida pelo banco ao fundo, cujo
valor não foi informado.
A Oliveira Trust,
administradora do FIDC BCSul Verax Crédito Consignado II, também informou em
comunicado à CVM que a carteira possui direitos creditórios
"insubsistentes" cedidos pelo Cruzeiro do Sul, no valor de R$ 46,890
milhões, o que representava 15,85% do patrimônio total do portfólio, de R$
295,792 milhões em junho. O FIDC entrou em liquidação antecipada em função do
Regime de Administração Especial Temporária (Raet) imposto ao banco pelo Fundo
Garantidor de Créditos (FGC), em 4 de junho.
A administradora do
fundo informou que em função disso foi feita uma provisão na carteira no valor
dos créditos problemáticos. Será convocada ainda uma assembleia geral de
cotistas para atualizar a simulação do fluxo de recebimentos dos FIDC, bem como
a definição dos procedimentos a serem adotados em face da proposta de
reestruturação do FGC.
A auditoria realizada
no Cruzeiro do Sul constatou que os créditos fictícios encontrados no balanço
do banco somaram R$ 1,388 bilhão. Os ajustes totais no balanço, entretanto,
foram superiores e totalizaram R$ 3,11 bilhões. O banco tem hoje um patrimônio
líquido negativo de R$ 2,236 bilhões.
Concessionária inicia
gestão de Guarulhos com prazo apertado
Valor 16.08.2012 -
Antonio Miguel Marques, presidente da concessionária: estimativa de crescimento
de 30% das receitas ao ano.
Na mesma semana do
anúncio do pacote de concessões em infraestrutura pelo governo, o aeroporto de
Guarulhos (região metropolitana de São Paulo) começou a ser oficialmente
administrado de forma compartilhada entre a estatal Infraero e as empresas
vencedoras do leilão - a brasileira Invepar e a sul-africana Acsa. Num apertado
prazo de dois anos (até a Copa do Mundo de 2014), as três companhias, que
formam a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, devem concluir
projetos que somam R$ 2 bilhões em investimentos. O principal deles, a
construção de um terceiro terminal de passageiros, deve começar a ser
construído ainda neste mês. Segundo o presidente da concessionária, Antonio
Miguel Marques, serão usados três turnos de trabalho, em sete dias por semana,
para que o empreendimento seja concluído dentro do prazo fixado pelo governo.
De hoje até a Copa, são 22 meses para tirar do papel e finalizar o
empreendimento de 194 mil m², o dobro do tamanho dos outros dois terminais
somados. A capacidade é para 12 milhões de passageiros ao ano (hoje, Guarulhos
movimenta 30 milhões). A concessionária estima que em dez dias a construção
deve ser iniciada, dependendo da autorização da Anac.
A concessão dura 20
anos. Invepar (cerca de 90%) e Acsa (10%), formam uma sociedade que têm 51% da
concessionária. O restante é da Infraero, com 49%. Além do terminal, outras
cinco grandes obras devem ser feitas até 2014, pelo contrato. Para Marques,
entre as mais importantes está o novo pátio para estacionamento de aeronaves,
que terá a capacidade elevada de 48 vagas (para aviões) para 111 - conclusão
estimada em um ano. Também haverá um novo edifício-garagem, para 2,6 mil
carros, e a criação de outras 5 mil vagas no estacionamento não coberto. Por
fim, serão feitas duas reformas nas pistas do aeroporto. "São obras
requisitadas pelo governo, mas em todas estamos fazendo com um porte maior do
que o exigido".
A sociedade prevê um
investimento total de R$ 4,5 bilhões, a serem aplicados até 2018. Segundo
Marques, o financiamento ainda está em negociação com o BNDES e bancos
privados, e deve corresponder a um número entre 70% e 80% do total. Para as
obras com prazo de dois anos, a sociedade já reuniu o capital ("equity")
necessário.
A gestão
compartilhada entre Infraero e as empresas vai durar seis meses. Nos três
primeiros (agosto a novembro), a Infraero opera o aeroporto, enquanto as
empresas privadas observam e adquirem conhecimento. Nos três meses seguintes
(novembro a fevereiro), o papel se inverte e as empresas assumem, com a estatal
em segundo plano. Essa operação envolve a administração das aeronaves em solo
(em ar, a Aeronáutica comanda), serviços de abastecimento e de catering
(alimentação) e ainda a administração do comércio, entre outros. Para isso, a
concessionária terá 1200 funcionários - hoje, a Infraero emprega no local 1400
trabalhadores. "Vamos aproveitar a maior parte", disse Marques. Quem
não for contratado, informa, deve ser remanejado pela estatal a outros locais. Somente
em novembro a concessionária começa a receber receitas. Guarulhos, que teve
faturamento de R$ 1 bilhão, em 2011, sofrerá um "substancial
crescimento", nas palavras de Marques - que calcula 30% de expansão de
receitas ao ano. "Esse crescimento não será feito por tarifas
aeroportuárias, que são reguladas [o governo limitou os reajustes nos contratos
de concessão], mas sim com o comércio no aeroporto", diz. Segundo o
executivo, 70% do faturamento do aeroporto deve ser oriundo de atividades comerciais,
e apenas 30% de tarifas aeroportuárias. Hoje, são 50% de cada. Até o fim da
concessão, em 2032, o aeroporto deve atingir 70 milhões de passageiros ao ano.
"Até lá, seremos o principal hub brasileiro", diz, descartando forte
concorrência privada em Brasília e Viracopos.
A operação será
comandada por seis profissionais da Acsa, empresa que administra os terminais
de Joanesburgo, na África do Sul. O diretor de operações do aeroporto, Girish
Gopal, disse ao Valor que considera as metas em Guarulhos um desafio
"enorme", mas que acredita no esforço dos profissionais em
cumpri-las.
Gopal diz que já
identificou possibilidades de melhorias imediatas. "Com operações básicas,
podemos reduzir o tempo de check-in para 90 segundos", exemplificou. Ele
ressalta que a experiência da Acsa na Copa da África do Sul, em 2010, dará mais
tranquilidade à operação brasileira durante o Mundial. "Cerca de 30% das
pessoas que viajam regularmente não voam na Copa, principalmente por causa dos
preços mais altos [no período]", diz Gopal, que adianta que o planejamento
para o aeroporto durante o Mundial deve começar no ano que vem.
Cemig/Light anuncia
carro elétrico; Kelman assume empresa a ser criada
MonitorMercantil
16.08.2012 - O ex-presidente da Light, Jerson Kelman, será o presidente de uma
empresa, de nome ainda não definido, criada pela Cemig/Light, para a venda de
totens para carros elétricos e desenvolvimento de novas tecnologias. O anúncio
foi feito nesta quarta-feira pelo presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais,
durante o lançamento do protótipo do carro 100% elétrico do mundo (como
anunciado), o i-MiEV, da Mitsubishi Motors, e do sistema de recarga
inteligente, no Centro Cultural da Light, no Rio. A empresa ainda busca um
outro parceiro da iniciativa privada. A nova empresa terá capital de 40% da
Axxion, empresa do grupo Cemig, e 51% da Light. Essa nova empresa, segundo ele,
ficará abaixo da Axxion dentro do organograma do grupo. - Vamos ver a estrutura
dessa nova empresa para saber como será o aporte de capital. Se a empresa
externa tiver um parque fabril em São Paulo, por exemplo, a sede ficará lá. Se
tiver em Minas Gerais, ficará em Minas. Estamos tentando viabilizar isso.
Djalma desmentiu a tese de que o governo de Minas tenha ingerência nos negócios
da empresa. Segundo ele, não há interferência política. - Escolhemos um técnico
para a Presidência dessa empresa, que é o Kelman. Para a empresa Light,
escolhemos também um técnico, Paulo Roberto Pinto. Se o governo tivesse
ingerência, seria colocado um político nessas posições. O sócio majoritário é o
governo de Minas Gerais, que criou uma empresa e colocou um técnico na
Presidência. Inadimplência - Novo presidente da Light, Paulo Roberto Pinto
disse que a projeção de inadimplência da empresa chega a um faturamento mensal,
cerca de R$ 800 milhões. No entanto, segundo ele, esse valor não quer dizer que
a empresa não vá receber. Apenas cumpre uma resolução da Aneel no qual a Light
é obrigada a colocar o valor de previsão de perdas. Ainda segundo ele, a
empresa está implementando um programa de combate ao furto de energia. Os
empregados da empresa dispõem de novas tecnologias, medidores eletrônicos,
sistema de corte de ligação à distância, cabos blindados, entre outros, na
fiscalização. - Estamos trabalhando muito e com tecnologia porque isso é o
ponto central. Perdas e inadimplência , um coisa leva a outra. Se tem roubo de
energia, combate o roubo, a fatura vem e o sujeito não paga. Cai na
inadimplência. Aí você aperta a pessoa que não tem condição de pagar, e vai
para o roubo de energia - disse, acrescentando que o índice de perdas ainda é
alto, ou seja, 43% na baixa renda. No entanto, na carga total, a perda fica na
faixa de 23%. Quanto aos desafios de sua gestão, Paulo Pinto frisou que o
trabalho será o de continuidade. Mas, ressaltou que há coisas importantes para
serem feitas como, por exemplo, o combate a perdas e a inadimplência. Esses
pontos, segundo ele, serão os principais alvos a serem enfrentados. Paulo
Pinto, que anunciou o lançamento do protótipo do carro elétrico e do sistema de
recarga inteligente, explicou que o proprietário desse tipo de veículo deverá
solicitar junto à Light um cartão inteligente, que funcionará como uma chave
para abertura do compartimento de recarga. Uma vez conectado o carro, os
medidores inteligentes do terminal irão medir e faturar a recarga dos clientes
de forma individual. Por meio de uma barra de LEDs, o clientes poderá
acompanhar o status da recarga e a tarifa em vigor naquele momento. A autonomia
do carro elétrico é de 180km. Nos anos 70, a Gurgel Motores já havia
apresentado projeto de um veículo movido com esse tipo de energia: o Itaipu,
mas esbarrou no problema da autonomia, por conta do peso e da capacidade
limitada das baterias, além do inconveniente de a recarga levar 10h. A empresa de
João Conrado do Amaral Gurgel fechou as portas nos anos 90.
TIM se antecipa à
Anatel e começará a usar nova regra para ligação de celular
Estadão 16.08.2012 -
Acusada de derrubar ligações de clientes, empresa diz que novo prazo de dois
minutos para refazer as chamadas vai desfazer ‘mal-entendidos’. A proposta de
regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que dará 120
segundos para que os usuários de celulares possam refazer ligações que caiam é
"uma oportunidade para se desfazer mal-entendidos", na avaliação do
vice-presidente da TIM, Mário Girasole. Em entrevista à ‘Agência Estado’, o
executivo afirmou que a companhia nunca lucrou com a queda de chamadas dos
planos Infinity.
"Depois de um
período de grande turbulência midiática, uma medida como essa dará mais clareza
e transparência ao nosso modelo de serviços ilimitados. Enxergamos como uma
oportunidade para limpar a mesa dessas polêmicas", disse Girasole.
Na semana passada, o
Ministério Público do Paraná divulgou um relatório preliminar de fiscalização
da Anatel que apontava que, em apenas um dia, a companhia teria faturado R$ 4,3
milhões pelo desligamento proposital das ligações de 8,2 milhões de usuários.
Com o novo regulamento, esse cenário não voltaria a ocorrer.
"Não podemos falar
em perda de receita, porque essa questão da queda de chamadas não gera ganhos
que possam ter relevância para uma empresa do tamanho da TIM", argumentou
o executivo. Nos planos de ligações ilimitadas, como o Infinity, da TIM, o
usuário é cobrado pelo número de chamadas que faz, e não pelo tempo que dura
cada ligação.
Críticas: Girasole
voltou a criticar o relatório da Anatel, classificando-o como
"impreciso", e disse que a TIM espera que o julgamento desse processo
ocorra o mais rápido possível. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo,
pediu que o órgão regulador apresse a tramitação do caso, que deve ser julgado
pelo conselho até outubro.
"Já apresentamos
nossa defesa apontado as diversas falhas da fiscalização e, caso seja
necessário, vamos entregar mais análises e evidências de que a TIM não poderia
derrubar chamadas deliberadamente", completou o vice-presidente da
companhia.
Enquanto o caso não
chega ao seu trâmite final, a TIM se propôs a adotar as novas regras -
adiantadas na segunda-feira pela Agência Estado - antes mesmo da exigência da
Anatel, que só deve ser aprovada daqui a um mês.
Segundo informe
divulgado nesta quarta-feira, a companhia já vai começar a aplicar na próxima
semana os dois minutos de tolerância para a recuperação de ligações em seis
Estados do Nordeste: Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Rio Grande do
Norte. A empresa destacou, ainda, que trabalha com a previsão de que a novidade
seja implementada para os clientes de todo o Brasil até o final de setembro
"A medida está
sendo tomada pela agência em função da evolução tecnológica que permite a
adaptação rápida das plataformas e por causa do crescimento da oferta dos
planos ilimitados. De certa forma, isso também significa reconhecer que a TIM
foi a primeira a oferecer o serviço", avaliou Girasole.
Na quarta-feira, o
conselheiro da Anatel, Marcelo Bechara, afirmou que a atualização da regra está
alinhada com a nova realidade de oferta massiva desses planos e foi tomada
considerando os resultados da fiscalização da agência. "O que o usuário
quer é que a chamada não caia e, se cair, que ele não seja penalizado por isso.
Queremos que o consumidor não tenha prejuízo", concluiu.
Prejuízo líquido da
Laep recua 64,6% no 2º tri, para R$ 54,028 milhões
Valor 16.08.2012 - O
prejuízo líquido da Laep Investments caiu 64,6%, para R$ 54,028 milhões, no
segundo trimestre deste ano, comparado ao prejuízo líquido de R$ 152,895
milhões no mesmo período do ano passado, conforme demonstração de resultados
consolidada divulgada na noite desta quarta-feira. O resultado líquido
considerado é o atribuível aos sócios da empresa controladora, base para a
distribuição de dividendos.
No segundo trimestre
deste ano, a receita de vendas foi de R$ 53,221 milhões, ante R$ 30,870 milhões
no mesmo período de 2011, o que significa uma alta de 72,4%.
O custo de vendas foi
de R$ 42,112 milhões no segundo trimestre, ante R$ 32,203 milhões no mesmo
período do ano passado, em alta de 31,2%.
A Laep teve lucro
bruto no segundo trimestre de R$ 11,109 milhões, ante prejuízo de R$ 1,333
milhões no mesmo período do ano passado.
As despesas
operacionais caíram 57,6% ao passarem de R$ 135,185 milhões no segundo
trimestre do ano passado para R$ 57,733 milhões no mesmo período de 2012.
O Ebit (resultado
antes do resultado financeiro e de tributos) no segundo trimestre deste ano
ficou negativo em R$ 46,624 milhões, uma redução de 66,1% em relação ao
resultado negativo de R$ 136,518 milhões no mesmo período do ano passado.
O resultado
financeiro líquido ficou negativo em R$ 8,694 milhões no segundo trimestre de
2012, queda de 48,2% ante o resultado negativo de R$ 16,789 milhões no mesmo
período do ano passado.
Technos negocia a
compra da Dumont
Valor 16.08.2012 - Há
cerca de dois meses, a fabricante de relógios Technos, por meio de um
comunicado interno, informou a alguns de seus funcionários que estava prestes a
fechar duas aquisições. A primeira delas, a incorporação da Touch, já foi
anunciada, no fim de julho. A segunda, ainda não concretizada, é a compra da
Dumont, apurou o Valor. Procurada, a Technos informou que não comenta boatos. E
a Dumont negou que esteja em negociação.
O segmento, na
expectativa do mercado, deverá passar por consolidação. Por ser uma companhia
listada, a Technos, que já é lider no setor, desponta como candidata a
concentrar o mercado. A empresa levantou R$ 461 milhões na bolsa ano passado -
60% dos recursos foram para o bolso de acionistas vendedores; os 40% restantes,
ou R$ 180 milhões, ingressaram na companhia. Parte do dinheiro foi usado para pagar
dívidas. Conforme o último balanço, R$ 75 milhões estão em caixa. A Technos
também pode usar suas ações como moeda.
A compra da Touch foi
avaliada em R$ 40 milhões - metade foi pago em dinheiro e a outra metade está
atrelada aos resultados da empresa nos próximos três anos. Essa aquisição fez
sentido para a Technos pelo modelo de distribuição da Touch, que possui 100
franquias espalhadas pelas principais cidades do país, entre lojas e quiosques.
A Touch será uma alavanca para a operação de varejo - até então, a Technos
focava o atacado.
Já o sentido da
aquisição da Dumont está na complementaridade dos portfólios de ambas. Hoje, a
Technos possui duas marcas próprias, Technos e Mariner, além de operar os selos
Mormaii, Euro, Allora, Timex e Seiko. O perfil dos produtos atende à classe
média.
Já a Dumont tem a
marca própria que atende a classes mais populares e forte penetração no
segmento de alta renda, com grifes como Diesel, Armani, Burberry, Fossil, Marc
Jacobs e Michael Kors.
Como esse anúncio
ainda não se concretizou, há especulações no mercado de que o apetite da
Technos fez acordar outra empresa do segmento, a Seculus. No caso desse grupo
que surgiu nos anos 60 e tem sede em Minas Gerais, os relógios são apenas uma
parte dos negócios. Ele atua também nos setores de imóveis, financeiro e de
serviços. No segmento, seria a empresa com mais condições de brigar pela
liderança com a Technos. A Seculus, que no momento profissionaliza seus
negócios, não quis se pronunciar.
Pacotes de estímulo
pouco ajudarão a economia global
Brasil Econômico
16.08.2012 - Autoridades monetárias buscam novas armas para combater a
desaceleração global, mas expectativa para o crescimento diminuiu e
preocupações aumentam.
Assim como aconteceu
nos dois anos anteriores, a recuperação vista no início de 2012 deu lugar a
dados negativos nos últimos meses. E dessa vez, não houve muitas exceções, já
que as decepções vieram de todas as regiões do globo. Com isso, o mercado
voltou a discutir a necessidade de estímulos econômicos tanto em países
desenvolvidos quanto nos emergentes, bem como a provável eficiência que essas
medidas teriam.
Muitos analistas
apostam em anúncios de flexibilização monetária, fiscal ou quantitativa já em
setembro. Mas a expectativa é de que esses pacotes pouco ajudarão a economia
global a voltar ao trilho da recuperação.
Com os juros básicos
próximos de zero em boa parte dos países ocidentais, o Danske Bank indica que
as autoridades monetárias estão "começando a buscar mais profundamente em
suas caixas de ferramentas e estão pesando quais opções sobraram para estimular
o crescimento de forma eficiente".
Allan Von Mehren,
economista do Danske, lista entre as possibilidades taxas de depósito
negativas, novas rodadas de compra de títulos (QE), empréstimos mais diretos para
empresas e consumidores e, no caso do Federal Reserve (Fed, banco central
americano), a extensão da projeção de quando as taxas serão elevadas, que deve
passar de 2014 para 2015.
Na Europa, o
economista espera que a Espanha peça ajuda no próximo mês e que, em algum
momento, isso leve a uma compra de títulos soberanos pelo Banco Central Europeu
(BCE).
Por outro lado, de
acordo com Patrick Artus, economista-chefe do banco francês Natixis, nos países
da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) não há
espaço para manobras fiscais ou monetárias, pois os juros estão baixos e a
liquidez extremamente abundante, enquanto os déficits fiscais e a dívida
pública estão altos.
Eficácia de novos
estímulos: Os analistas divergem em relação à eficiência de potenciais novas
medidas. Para o economista do Natixis, não há uma solução satisfatória e o
crescimento global em 2012 e 2013 deve causar mais preocupação.
"É claro, um QE3
[compra de títulos] nos Estados Unidos, novas políticas de compra de ativos na
Zona do Euro, outra extensão no programa de compra de Gilt no Reino Unido e
criação de liquidez no Japão são concebíveis, mas todas essas políticas
monetárias ainda mais expansionistas teriam um impacto muito pequeno na
economia", nota Artus.
Nos emergentes, onde
há espaço para estímulos fiscais e monetários, o problema é outro. Segundo
Artus, essas políticas contracíclicas não resolverão os problemas estruturais
desses países. No Brasil, isso significa a sobrevalorização do real e as quedas
no investimento e no nível de emprego da indústria.
Ao mesmo tempo, os
estímulos adotados anteriormente levaram a uma desvalorização das moedas dos
emergentes. Se isso melhora a situação desses países, por outro lado piora o
cenário na OCDE. "Vista como um todo, não haveria melhora na situação da
economia global", explica Artus.
Do lado otimista, o
Danske Bank acredita que, impulsionado pelos novos estímulos na China e em
outros mercados emergentes, o crescimento econômico global deve se estabilizar
no terceiro trimestre e registrar uma leve recuperação no final deste ano.
Entretanto, Von Mehren cortou as estimativas de crescimento global para 3,5%
neste ano e 4% em 2013.
Riscos: A dissolução
da Zona do Euro segue como o principal risco listado pelos analistas, principalmente
se houver contágio maior da Itália. Nesse caso, surgirão dúvidas, segundo o
Danske Bank, se haverá cacife para um resgate do país.
Nos Estados Unidos,
embora não esteja prevista uma recessão, também há riscos significativos. Há o
chamado "abismo fiscal" (fiscal cliff) no final do ano, quando os
incentivos tributários adotados no governo Bush expiram.
De acordo com o
Danske, se não houver novas leis, isso poderia cortar até 5 pontos percentuais
do Produto Interno Bruto (PIB) americano. Além disso, os Estados Unidos devem
voltar a discutir o teto da dívida após as eleições de novembro, até o final do
ano.
Controladora do Pão
de Açúcar terá mudanças no conselho
Valor 16.08.2012 - A
Wilkes Participações, holding que controla o Grupo Pão de Açúcar, aprovou
mudança no conselho de administração da holding. O ex-presidente da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) Marcelo Trindade, advogado do Casino, substituiu Ana
Maria dos Santos Diniz, filha de Abilio Diniz e antiga conselheira da holding.
A ata da reunião que aprovou a alteração, ocorrida em 2 de julho, foi publicada hoje. Com a mudança, das quatro
cadeiras do conselho, o Casino passa a ocupar três vagas (antes, eram duas) com
Jean-Charles Naouri, presidente do grupo francês, ocupando a presidência da
holding. Abilio Diniz, atual acionista, continua a ocupar uma cadeira no
conselho da holding e se torna o único representante da família Diniz no
conselho.
A assessoria de
Abilio Diniz informou em nota que “a mudança na composição do conselho de
administração da Wilkes já estava prevista no acordo de acionistas e faz parte
do processo de passagem de controle do Grupo Pão de Açúcar”.
Pagamento on-line une
varejistas nos EUA
Valor 16.08.2012 -
Diversidade de sistemas que permitem pagar compras com o smartphone, como o
demonstrado pelo Google, pode confundir consumidor, dizem especialistas.
Mais de uma dezena de
grandes varejistas anunciaram, ontem, seus planos para desenvolver
conjuntamente uma rede de pagamentos móveis que vai concorrer com os serviços
do Google e outras empresas. As redes de lojas Walmart e Target, a de lojas de
conveniência 7-Eleven e a de postos de gasolina Sunoco estão entre as
companhias que esperam conquistar seu espaço nesse florescente mercado que
transforma os smartphones em dispositivos para fazer compras.
O empreendimento das
varejistas, chamado Merchant Customer Exchange, ou MCX, está ainda no começo, e
as empresas não marcaram uma data de lançamento. Elas ainda estão buscando um
diretor-presidente.
Não está clara a
quantia com que cada varejista participante está contribuindo para a formação
da rede.
Instituições
financeiras e empresas de tecnologia estão despejando bilhões de dólares no
desenvolvimento de sistemas de pagamentos móveis que funcionam como
"carteiras digitais".
Embora poucos
consumidores usem seus telefones como dispositivos para pagamentos, executivos
do setor estão convencidos de que os clientes acabarão fazendo compras com seus
celulares de uma maneira tão natural como hoje usam cartões de débito e
crédito.
A tecnologia
baseia-se em aplicativos que os clientes podem baixar nos seus smartphones e
então fazer compras em uma loja passando o telefone por uma máquina leitora
instalada na caixa registradora.
A previsão é que as
transações de pagamentos móveis no mundo todo saltem de US$ 172 bilhões neste
ano para US$ 600 bilhões até 2016, segundo a empresa de pesquisa de mercado
Gartner. Um relatório de março do Federal Reserve, o banco central americano,
informou que 87% dos americanos têm um telefone celular. Quase metade desses
aparelhos são smartphones, ou seja, celulares com aplicações típicas de
computadores e acesso à internet.
Entre as pessoas que
têm um celular e uma conta bancária, 11% fizeram pagamentos móveis no ano
anterior, indicou a pesquisa.
O novo empreendimento
de pagamentos móveis já começa atrás das iniciativas de concorrentes, como a do
Google, que se chama Google Wallet (Carteira Google) e que entrou em operação
no ano passado, usando aparelhos que rodam o sistema operacional Android,
criado pela empresa de tecnologia.
A Isis, um projeto
conjunto das operadoras de celular AT&T, T-Mobile USA (uma unidade da
Deutsche Telekom) e Verizon Wireless (sociedade entre a Verizon Communications
e o grupo britânico Vodafone) começará seus testes neste ano em Salt Lake City,
em Utah, e Austin, no Texas. E, em um outro sinal do interesse crescente por
pagamentos móveis, a iniciante Square divulgou na semana passada que a
Starbucks vai investir US$ 25 milhões na empresa e usará sua tecnologia para, a
certa altura, processar todas as transações de crédito e débito nas suas cerca
de 7 mil cafeterias nos Estados Unidos.
A proliferação de
sistemas de pagamentos móveis pode confundir os consumidores, dizem os
críticos. Mas os participantes dizem que os esforços rivais refletem um
impasse: um setor precisa do outro para fazer os pagamentos móveis darem certo,
mas cada grupo quer tomar a liderança.
"Estamos abertos
a todos os parceiros, mas tem que ser vantajoso para os membros varejistas de
um modo que melhore o sistema e não traga custos adicionais", disse Mike
Cook, vice-presidente corporativo e tesoureiro assistente do Walmart. Todas as
iniciativas de pagamentos móveis que estão em curso têm o objetivo de atender à
demanda crescente dos consumidores, principalmente os jovens, por pagamentos
que são mais fáceis e rápidos. As varejistas acreditam que criar tais sistemas
eletrônicos aumentará a lealdade dos clientes.
Ao montar seu próprio
sistema, as varejistas da MCX também esperam tirar proveito de suas relações
atuais com os clientes para acostumá-los a pagar com o telefone. O Google e as
empresas de telecomunicações conhecem muito menos os hábitos de compra que as
varejistas, dizem essas empresas.
As companhias em
torno desse novo projeto têm vendas anuais combinadas de US$ 1 trilhão e servem
praticamente a todos os usuários de smartphone nos EUA, dizem elas.
Assim como seus
concorrentes, as varejistas pretendem criar ofertas direcionadas e promoções
para os consumidores usando os smartphones.
Até agora, 14
varejistas uniram-se à joint venture, inclusive a rede de eletrônicos Best Buy,
a de drogarias CVS Caremark, a de material de construção Lowe's, a de postos de
gasolina Royal Dutch Shell, a de supermercados Publix Super Markets, a de lojas
de departamentos Sears, a de combustíveis Alon Brands, a de restaurantes Darden
Restaurants , os supermercados Hy-Vee e a empresa de serviços de viagens
HMSHost, uma unidade da Autogrill. "Eu realmente acredito que as
varejistas estão especialmente capacitadas para abordar o que acreditamos ser o
desejo do consumidor nesse espaço", disse Terry Scully, presidente de
serviços financeiros e de varejo da Target. Um dos desafios dos pagamentos
móveis é o fato de muitos consumidores terem se mostrado relutantes em carregar
informações financeiras pessoais em um telefone.
Uma pesquisa feita há
pouco tempo com 2 mil consumidores mostrou que 60% dos que responderam temiam
que os pagamentos móveis pudessem colocar sua segurança pessoal ou a de suas
finanças em risco, segundo a Strategies International, uma empresa americana de
consultoria.
Embora mais um
sistema de pagamento móvel talvez possa confundir consumidores que não entendem
as diferenças entre os vários sistemas, o número crescente de opções poderia
ajudar a iniciativa como um todo a ganhar força. Os executivos da Isis e do
Google já disseram que a competição é importante para impulsionar essa
indústria nascente.
Algumas varejistas
envolvidas no novo grupo já estão fazendo incursões nos pagamentos móveis. Os
clientes da Target podem usar seus celulares para comprar e enviar cartões de
presentes da rede.
Em sessão com 47
processos, Cade aprova 31 fusões e aquisições
Valor 16.08.2012 - O
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu sinal verde para 31
fusões e aquisições de um total de 47 processos pautados para ontem. Foram
adiados 14 casos, um pedido de investigação foi recusado e um processo foi
arquivado.
Das fusões analisadas
no plenário, o caso que mais provocou discussão foi o negócio em que o grupo
alimentício Marfrig fechou um acordo de arrendamento - uma espécie de aluguel -
de sete unidades do Frigorífico Mercosul. O colegiado deu aval à operação sem
restrições, desconsiderando a recomendação da Secretaria de Acompanhamento
Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, que pedia a alienação de abatedouros
no Rio Grande do Sul.
A aquisição de parte
da Usiminas pelo grupo Techint - negócio anunciado em novembro do ano passado e
estimado em R$ 5 bilhões - também foi autorizada sem restrições, assim como a
compra pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) de 40% da Gás
Brasiliano Distribuidora (GBD), pertencente à Petrobras.
A Votorantim recebeu
o aval do Cade para a compra das empresas do setor mineral Pedreira Potiguar e
Minerações e Construções. Mas o órgão antitruste determinou um ajuste na
cláusula de não concorrência - parte do contrato em que são estipuladas
condições para não haver competição entre os envolvidos no negócio.
Além disso, um pedido
de investigação contra a Petrobras por suposta prática de preços predatórios de
óleo diesel em São Luís (MA) e Araucária (PR) não foi aceito pelo Cade, por
falta de indícios que comprovassem a infração. Já o processo que analisaria a
aquisição da Fertilizantes Santa Catarina pelo grupo Santos Brasil
Participações foi arquivado. Isso porque, em julho, as empresas informaram a
desistência da operação.
Entre as mais
relevantes fusões e aquisições que estavam pautadas para a sessão de ontem e
foram adiadas está o negócio em que o laboratório nacional Mantecorp foi
comprado pela Hypermarcas, empresa de medicamentos e produtos de higiene e
beleza. A divisão de medicamentos da Mantecorp é responsável por 55% das vendas
da Hypermarcas. No segundo trimestre do ano, a receita líquida dessa unidade
cresceu 21%, para R$ 531 milhões, enquanto a divisão de bens de consumo
aumentou apenas 0,8% no mesmo período.
A operação entre
Mantecorp e Hypermarcas foi anunciada em dezembro de 2010 e é estimada em R$
2,5 bilhões. Não foi possível apurar o motivo do adiamento do julgamento do
caso pelo Cade. Esse e os demais processos adiados devem ser julgados na sessão
prevista para o dia 29.
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