terça-feira, 14 de agosto de 2012

Azul.CA.14.08

Daily News

Monteiro de Carvalho investe em fertilizantes
Valor 14.08.2012 - Ernani Judice, Olavo Monteiro de Carvalho e Kenedy Carvalho: fertilizantes "alternativos" em larga escala.
O empresário carioca Olavo Monteiro de Carvalho, 70, presidente do Conselho de Administração do grupo Monteiro Aranha, está entrando no mercado de fertilizantes. Sua empresa Geociclo, fundada em 2007, completará em setembro investimentos de R$ 55 milhões para inaugurar a primeira planta, que deverá produzir 50 mil toneladas por ano de um composto organomineral em forma de pelotas e constituído por resíduos orgânicos purificados (compostados) e adubos químicos tradicionais (nitrogênio, fósforo e potássio, trio conhecido como "NPK").
Segundo Kenedy Carvalho, diretor de operações da Geociclo, a produção de adubo organomineral de alta resistência e em larga escala é inédita no país. O produto foi desenvolvido em um laboratório criado há cinco anos com esse objetivo e pretende substituir em larga escala os fertilizantes alternativos de produção artesanal. "O fertilizante orgânico sempre foi visto como alternativo, ninguém pensou em aumentar a escala. Nós estamos substituindo o fertilizante alternativo por uma alternativa de fertilizante", disse o executivo.
Segundo Ernani Judice, presidente da Geociclo, os investimentos na fase de pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 30 milhões, incluindo R$ 7,6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa federal voltada ao apoio à inovação - dos quais R$ 2,1 milhões obtidos por meio de dois projetos de subvenção (sem reembolso). Para a construção da primeira fábrica, no município de Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, a 28 quilômetros de Uberlândia, o aporte de R$ 25 milhões recebeu 70% de apoio do BNDES.
Conforme o plano de negócios da empresa, a capacidade de produção deverá dobrar em dois anos e já está prevista também a construção de uma segunda planta em Goianésia (GO). O plano ainda ambiciona chegar a 2020 com uma fatia total de 3,5% a 5% do mercado brasileiro de fertilizantes, o que significaria um faturamento, a preços atuais, entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,8 bilhão. Carvalho disse que busca parceria para tocar o projeto no ritmo planejado.
Segundo Judice, o composto organomineral passou por 40 testes, sob supervisão de instituições como a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epemig), que envolveram o plantio de culturas, como cana, milho, soja e pastagens, sempre com aumentos de produtividade de até 64% em relação aos adubos convencionais.
Ele explicou que, como os compostos orgânicos já têm alguma quantidade de NPK, reduz-se o uso de fertilizantes minerais na mistura. O Brasil importa cerca de 70% do NPK que utiliza. A composição das pelotas de adubo organomineral é de aproximadamente 60% de materiais orgânicos e 40% de minerais.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da nova empresa pode utilizar qualquer tipo de resíduo orgânico; mas, segundo Judice, será dada prioridade na etapa atual a esterco de aves (frango) e a chamada torta de filtro, um resíduo das usinas de açúcar e etanol. O segmento sucroalcooleiro também será o mercado prioritariamente visado pela empresa, que já tem três contratos de fornecimento assinados para a venda da produção da fábrica a ser inaugurada no próximo mês.
O investimento é do próprio Olavo Monteiro de Carvalho. O empresário tem negócios na área de saneamento básico, já foi investidor do shopping Fashion Mall e desde 2007 vem desenvolvendo a Geociclo. Ele mantém negócios com a família por meio do grupo Monteiro Aranha, que no passado já deteve participação de 10% da Volkswagen no Brasil.
Em 2009, ele próprio começou a pilotar a diversificação de investimentos do Monteiro Aranha. A volta à construção civil foi uma das opções. Com patrimônio aproximado é de USS 500 milhões, a holding mantém participações na Klabin Papel e Celulose (20%), na Ultra Participações, da área petroquímica (5%), na Cisper, que produz vidros e copos (20%) e em projetos imobiliários em São Paulo (prédios comerciais), no Paraná (bairro residencial de alto luxo) e no Rio (centro da cidade).


Pacote de infraestrutura espera atrair capital privado de R$ 60 bi em 5 anos
Estadão 14.10.2012 - Plano Nacional de Logística Integrada começa a ser anunciado nesta quarta-feira; ideia de Dilma é impulsionar o crescimento e fazer ‘girar a economia’.
A presidente Dilma Rousseff espera atrair investimentos privados de R$ 60 bilhões, nos próximos cinco anos, para melhorar a infraestrutura rodoviária e ferroviária do País.
Batizado de Plano Nacional de Logística Integrada, o pacote de medidas que começa a ser anunciado nesta quarta-feira tem valor total estimado entre R$ 80 bilhões e R$ 90 bilhões, incluindo as obras em portos e aeroportos, mas a intenção do governo é canalizar a maior parte da verba nos primeiros cinco anos.
O volume de recursos não embute, porém, o custo do trem de alta velocidade (TAV), que também está no pacote a ser lançado amanhã por Dilma, em solenidade no Palácio do Planalto, com a participação dos mais importantes empresários do País. O trem-bala vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.
A ideia do governo é fazer concessões para obras em rodovias e ferrovias pelo prazo de 25 anos. Na prática, o plano prevê a concessão de 8 mil quilômetros de rodovias no Centro-Oeste, no Sudeste, no Nordeste e até no Norte - dos quais 6 mil referentes à duplicação -, além da construção de novos trechos. Os serviços serão executados pela iniciativa privada.
O pacote será anunciado em etapas e também estabelece a concessão de pelo menos 8 mil quilômetros de ferrovias. Dois desses trechos já foram definidos: o Ferroanel de São Paulo, ligando Campo Limpo Paulista ao Porto de Santos, e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. O sistema não seguirá o mesmo modelo planejado para as rodovias e o governo nega que se trate de privatização.
Seguindo a estratégia de "fatiar" as medidas, Dilma pretende anunciar investimentos da iniciativa privada em portos no próximo dia 29 de agosto, em aeroportos no dia 5 de setembro e as desonerações de impostos na tarifa de energia elétrica logo em seguida, no dia 12.
‘Pibinho’ Todo o esforço de Dilma é para criar uma agenda positiva que impulsione o crescimento e faça "girar a economia", termo usado com frequência no Palácio do Planalto. A presidente quer evitar que a previsão pessimista para 2013 se transforme em realidade.
Dilma já disse à equipe econômica que fará tudo o que estiver ao seu alcance para impedir a repetição do "pibinho" de 2,7% do ano passado, embora as expectativas do mercado sejam até menores do que esse índice.
O governo aposta nos investimentos em infraestrutura para interligar toda a malha rodoviária e ferroviária do País e ajudar o escoamento da produção, que enfrenta inúmeros gargalos. Levantamento feito pelo Ministério dos Transportes mostrou que as ferrovias estão totalmente sucateadas e precisam ser reconstruídas.
A intenção da presidente é criar meios disponíveis para que a produção brasileira chegue aos portos. A ênfase não é na arrecadação, mas, sim, em garantir que sejam feitos investimentos nas estradas.
"Essa política de investimentos vai ser expressa tanto por meio de concessão como por outros marcos regulatórios, como as parcerias público-privadas", disse Dilma, no mês passado, ao comentar as medidas.
A expectativa inicial era de que a presidente primeiro se reunisse com os empresários, hoje, e somente amanhã anunciasse o plano de logística. Com receio de "vazamentos", porém, ela decidiu fazer a reunião com os empresários e o anúncio no mesmo dia.


Taesa estima margens melhores nos próximos trimestres
MonitorMercantil 13.08.2012 - A Taesa, empresa de transmissão de energia elétrica da Cemig, estima que nos próximos trimestres poderá ter Ebitda melhores que nos três meses até junho, afirmou nesta segunda-feira Paulo Ferreira, gerente de relações com investidores da companhia. A empresa encerrou o segundo trimestre com margem Ebitda de 81,6% ante 86,4% no mesmo período de 2011. Segundo Ferreira, a companhia entende que existe espaço para melhorar margem Ebitda diante da evolução do desempenho de empresas que a Taesa acabou de adquirir, entre elas ativos de transmissão detidos pela Abengoa no Brasil. Além disso, custos não recorrentes da oferta de units, ocorrida em julho, não devem acontecer no terceiro trimestre em diante.
O executivo comentou ainda que a companhia está se preparando para alongar o perfil de seu endividamento, que se concentrou muito no curto prazo com emissão de cerca de 900 milhões de reais em notas promissórias, recursos que foram usados em parte para a aquisição dos ativos da Abengoa no país.
"A companhia está se preparando para alongar o perfil da dívida, bastante concentrado no curto prazo (...) Provavelmente, assim que terminar o período de estabilização (das units) vamos acessar o mercado de dívida local para refinanciar a dívida de curto prazo e aumentar a alavancagem da companhia", disse Ferreira.
A Taesa encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 73,9 milhões, alta ligeira de 1,6% sobre o resultado obtido um ano antes. A dívida líquida da empresa somava R$ 2,71 bilhões ao final do primeiro semestre, mais que o dobro em relação ao R$ 1,22 bilhão no mesmo período de 2011.


Gol sofre prejuízo de R$715,1 mi no 2o tri, revisa projeção
Reuters 14.08.2012 - A companhia aérea Gol dobrou no segundo trimestre o resultado negativo sofrido um ano antes, impactada por uma combinação de desvalorização do real frente ao dólar e custos elevados com combustível. O resultado fez a empresa estimar que terminará 2012 com margem de lucro operacional negativa.
A segunda maior companhia aérea do país encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de 715,1 milhões de reais, praticamente o dobro do resultado negativo apurado um ano antes, de 358,7 milhões de reais.
Com isso, a companhia fechou o primeiro semestre com prejuízo líquido de 756,5 milhões de reais, mais que o dobro da perda de 289,31 milhões de reais em igual período de 2011.
Analistas consultados pela Reuters estimavam, em média, prejuízo líquido de 292,1 milhões de reais no segundo trimestre.
A companhia revisou suas estimativas de desempenho para 2012 e agora espera encerrar o ano com margem operacional (Ebit) negativa, contra perspectiva anterior de margem de 4 a 7 por cento. No trimestre passado, a margem Ebit ficou negativa em 19,4 por cento e no semestre, em -8,7 por cento.
"Os altos custos com combustível, a depreciação do real frente ao dólar americano que impacta diretamente 55 por cento das despesas operacionais da companhia e o aumento nos custos com tarifas relacionadas a operação aérea no Brasil impactaram significativamente os resultados da Gol e do setor aéreo nacional", afirmou a companhia no balanço assinado pelo novo presidente-executivo da companhia, Paulo Sérgio Kakinoff.
A Gol também revisou sua expectativa de demanda no mercado doméstico em 2012 para crescimento entre 6 e 9 por cento, contra expectativa anterior de expansão de 7 a 10 por cento. Além disso, a empresa reduziu sua estimativa de aumento de oferta de assentos este ano.


Lucro da Cyrela avança para R$ 142,7 milhões
Brasil Econômico 14.08.2012 - No trimestre, a Cyrela lançou 14 empreendimentos, com valor geral de vendas de R$ 1,09 bilhão.
Ritmo de lançamentos e vendas contratadas, contudo, apresentou recuo no segundo trimestre.
O lucro da Cyrela atingiu R$ 142,7 milhões no segundo trimestre, uma alta de 48,9% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado.
A receita líquida reconhecida pela empresa somou R$ 1,5 bilhão, um aumento de 6,9% ante o mesmo período do ano passado.
Por outro lado, as vendas contratadas somaram R$ 1,06 bilhão, uma queda de 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, as vendas somaram R$ 2,5 bilhões, ou 37% do ponto mínimo da meta para 2012. O destaque no trimestre foram os imóveis do segmento econômico, que representaram 30,7% das vendas.
A relação de vendas sobre oferta, indicador de velocidade das vendas, recuou para 51,6%, frente a 55,4% no segundo trimestre de 2011. "A Cyrela permanece bastante focada em vender os estoques de forma sustentável e gradativa, e já é possível perceber redução de R$ 159 milhões no estoque total", afirmou a empresa.
No trimestre, a Cyrela lançou 14 empreendimentos, com valor geral de vendas de R$ 1,09 bilhão - uma queda de 34% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
No ano, os lançamentos se concentraram no Rio de Janeiro, com 53% do total, seguido pela região Norte com 16% e São Paulo com 15%.
Com menores lançamentos, as despesas operacionais da companhia caíram 5,5% no segundo trimestre. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 233 milhões, alta de 67% na comparação com um ano antes.


Trem-bala vai fazer parte do pacote de concessões para a infraestrutura
Estadão 14.10.2012 - Projeto polêmico estará no conjunto de concessões que Dilma pretende anunciar na quarta-feira; objetivo é aumentar o investimento privado e combater o baixo crescimento do País
O polêmico projeto do trem-bala estará no pacote de concessões que a presidente Dilma Rousseff pretende anunciar na próxima quarta-feira, na tentativa de aumentar o investimento privado e combater as baixas taxas de crescimento econômico do País. Para vender os projetos, ela caprichou na lista de convidados, incluindo nela várias empresas internacionais. Dilma quer dinheiro estrangeiro na infraestrutura nacional.
O pacote a ser anunciado na semana que vem inclui mais de 5 mil quilômetros de rodovias e 8 mil de ferrovias, neles incluído o trem-bala.
Numa segunda etapa, deverão ser anunciadas as concessões de aeroportos e dos portos. Somados, os projetos de logística de transporte envolverão investimentos superiores a R$ 80 bilhões e inferiores a R$ 90 bilhões, segundo dados que circulavam ontem no governo.
Além do trem de alta velocidade ligando São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, deverão ser oferecidos à iniciativa privada investimentos no Ferroanel de São Paulo e na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), no trecho que sai de Lucas de Rio Verde (MT) e se integra à Ferrovia Norte-Sul em Campinorte (GO).
Em rodovias, estão na lista empreendimentos como as BR-040 e BR-116 em Minas Gerais. "Todos os trechos são de interesse das empresas", disse o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte. Ele acredita que, desta vez, o governo deverá exigir um volume maior de investimentos ao fazer as concessões.
Parcerias. Os leilões de aeroportos, que estão na fila de anúncios, poderão envolver uma novidade: Parcerias Público-Privadas (PPPs). O governo federal até hoje não utilizou essa forma de concessão na qual a participação do setor público é maior do que numa concessão tradicional. Os editais deverão também trazer novas exigências para os candidatos à concessão, pois o governo quer atrair operadores de aeroportos com maior experiência do que os que venceram os leilões de Guarulhos, Viracopos e Brasília.
O pacote de portos está um pouco mais atrasado, dada a complexidade do assunto. O anúncio por etapas das concessões em infraestrutura atende também à necessidade do governo de gerar uma agenda positiva ao longo do mês. Em seguida, será a vez da desoneração da eletricidade, um conjunto de medidas que deverá baixar a tarifa em cerca de 10%. É possível que o anúncio ocorra só em setembro. Outras medidas aguardadas pelos empresários, como a ampliação das desonerações tributárias e a reforma do PIS-Cofins, dependem de uma avaliação sobre a evolução das contas públicas. Com a arrecadação abaixo do esperado, Dilma tem dificuldades em aprovar medidas que representarão menos recursos em caixa.


Trem-bala será 'fatiado' para apressar obras
Valor 14.08.2012 - O governo resolveu "fatiar" a construção do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas em vários lotes diferentes para acelerar suas obras e inaugurar o empreendimento antes de 2020. Segundo Bernardo Figueiredo, presidente da Etav, a estatal criada para entrar no negócio, a ideia é dividir o projeto - que soma 511 quilômetros - em possivelmente dez trechos de cerca de 50 quilômetros. Isso criará frentes de trabalho paralelas e evitará que a obra fique na dependência de um grupo restrito de construtoras.
Na avaliação do governo, a parte mais crítica do projeto são as obras civis. "Se tivermos uma só empreiteira para fazer 500 quilômetros em quatro anos, provavelmente o prazo não será cumprido. Mas se tivermos dez grupos trabalhando ao mesmo tempo, talvez esse não seja um desafio tão grande", diz Figueiredo. Assuntos relacionados .
Novas concessões preveem espaço para fibra óptica
A concorrência será internacional. Com isso, o governo busca tirar proveito da relativa ociosidade de construtoras estrangeiras que têm sido afetadas pela queda do investimento em grandes obras nos países ricos. O início das obras do TAV ocorrerá apenas em 2014. O prazo de entrega será de seis anos, mas Figueiredo acha que existem condições de antecipar a entrada em operação do trem-bala para 2019. Para chegar a essa etapa, ainda há um longo caminho a percorrer depois que a presidente Dilma Rousseff anunciar a retomada do projeto, em reunião amanhã com 30 empresários, no Palácio do Planalto.
Até o fim de agosto, o governo divulgará o novo calendário de audiências públicas, com reuniões em pelo menos seis cidades: Brasília, São Paulo, Rio, Campinas, São José dos Campos e Barra Mansa. A primeira licitação do TAV, que definirá a futura operadora e a tecnologia a ser empregada, sairá no primeiro semestre de 2013. Haverá cláusulas - tempo de operação no país de origem, histórico de acidentes e numero de passageiros transportados - para garantir uma "tecnologia de ponta" no Brasil. Isso poderá dificultar a participação da China, que teve um acidente com 43 mortos em julho de 2011.
O governo contratará o projeto executivo do TAV também dividindo-o em trechos e assumirá os riscos de demanda. "Passar o risco para a concessionária não é necessariamente um bom negócio se o preço disso for muito alto".


Marfrig reverte prejuízo e lucra R$15,5 mi no 2o tri
Estadão 14.10.2012 - A Marfrig teve lucro líquido de 15,5 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo um prejuízo de 91 milhões de reais um ano antes.
A receita operacional líquida cresceu 9,3 por cento de abril a junho na comparação anual, para 5,82 bilhões de reais, auxiliada pelo aumento de quase 40 por cento nas vendas e pela apreciação do dólar sobre o real, informou a companhia.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou 767,6 milhões de reais no segundo trimestre, salto de 176,4 por cento sobre o mesmo período de 2011.
Esse dado foi impulsionado pela diluição das despesas fixas, pela melhoria da margem bruta e pelos ganhos decorrentes da compra e da venda de ativos no período
A margem Ebitda avançou de 5,2 por cento para 13,2 por cento ano a ano.
Apesar da melhora nos resultados do segundo trimestre, a Marfrig prevê um terceiro trimestre mais desafiador por conta da alta no preço dos grãos.
"Buscando minimizar esses efeitos, a companhia já vem trabalhando no reposicionamento dos preços, tanto nos mercados internos quanto nas exportações, buscando sempre a melhor rentabilidade dos mercados e dos canais de venda trabalhados", disse a empresa em seu balanço. "Também seguimos aumentando a participação em nossas vendas dos produtos processados e de maior valor agregado, cujo impacto da alta das commodities tende a ser menor", ressaltou a administração da Marfrig em nota.


Energisa tem queda de 3,5% no lucro do segundo trimestre
Brasil Econômico 14.08.2012 - Ao longo dos primeiros seis meses de 2012, os investimentos da Energisa para manutenção e expansão de seus negócios somaram R$ 198,8 milhões
Ao longo dos primeiros seis meses de 2012, os investimentos da Energisa para manutenção e expansão de seus negócios somaram R$ 198,8 milhões.
A Energisa informou que seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano foi de R$ 57,1 milhões, contra R$ 59,2 milhões registrados em igual época do ano passado, com baixa de 3,5%.
No primeiro semestre deste ano, o lucro atingiu R$ 125,5 milhões, avanço de 28,9% em comparação com igual época de 2011, quando somou R$ 97,4 milhões.
A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 687,6 milhões nos meses de abril a junho, contra R$ 587,4 milhões no mesmo trimestre em 2011, com avanço de 17,1%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 24,9% nos primeiros seis meses deste ano, passando de R$ 258,4 milhões no primeiro semestre do ano anterior para R$ 322,8 milhões.
"No primeiro semestre de 2012, a Energisa foi uma das poucas companhias integradas de distribuição do setor elétrico brasileiro que registrou aumento no lucro em relação aos primeiros seis meses de 2011", afirma Maurício Botelho, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, em comunicado.
Ao longo dos primeiros seis meses de 2012, os investimentos da Energisa para manutenção e expansão de seus negócios somaram R$ 198,8 milhões. Deste total, R$ 150,3 milhões foram direcionados à distribuição de energia, R$ 42,3 milhões à geração de energia limpa e R$ 6,2 milhões para a área de serviços.
Nos últimos doze meses encerrados em junho, as perdas consolidadas se situaram em 10,75%, uma melhora de 0,83 ponto percentual em comparação ao mesmo período findo em junho do ano passado. A Energisa Paraíba foi mais uma vez destaque de evolução entre as empresas do Grupo, com perdas totais de 13,14%, índice 1,45 ponto percentual menor ao no ano passado.


Banco do Brasil fecha 2o trimestre com lucro de R$3 bilhões
Estadão 14.10.2012 - O Banco do Brasil apresentou nesta terça-feira lucro líquido de 3,008 bilhões de reais para o segundo trimestre, queda de 9,7 por cento sobre o ganho obtido um ano antes, mas alta de 20,2 por cento em relação ao período imediatamente anterior.
A instituição encerrou junho com carteira de crédito ampliada de 508,183 bilhões de reais, 20,3 por cento superior na comparação anual.


Lucro líquido da ALL cai 17% no 2o trimestre
Reuters 14.08.2012 - A operadora logística ALL teve lucro líquido consolidado de 154 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 17 por cento ante os 185,6 milhões de reais obtidos um ano antes, em meio a um aumento nas despesas financeiras e custos, anunciou a companhia nesta terça-feira.
A geração de caixa medida pelo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 499,6 milhões de reais, praticamente estável ante os 489 milhões de um ano antes. A margem teve leve queda, de 52,5 para 50,5 por cento. A receita líquida avançou 6,2 por cento no período, para 989,4 milhões de reais, com o volume transportado por operações ferroviárias subindo ligeiros 1,4 por cento e a tarifa média praticamente estável a 72 reais. No Brasil, o volume ferroviário da ALL cresceu 2,3 por cento no segundo trimestre "apesar das condições muito desfavoráveis de mercado nos segmentos agrícola e industrial". Mas o yield, indicador de preços de frete, recuou 2,7 por cento. A companhia espera que o cenário de yield e de mercado no segundo semestre melhore em relação à primeira metade de 2012. "A safrinha, que começou a ser colhida em julho, deve crescer 70 por cento em comparação a 2011, recuperando parte das perdas registradas na primeira safra (...) Os preços de frete no mercado spot (à vista) devem se recuperar dos baixos níveis apresentados, em função de uma maior demanda por transporte e do aumento no preço do diesel anunciado em julho", afirma a ALL no balanço.
Apesar disso, a companhia estima que dadas as difíceis condições de mercado e o crescimento marginal de volume no primeiro semestre, de 4,6 por cento, a expansão de volume transportado em 2012 ficará abaixo das previsões de longo prazo da empresa.


Ramos pede recuperação judicial
Valor 14.08.2012 - A Ramos Transportes entrou ontem com um pedido de recuperação judicial. A empresa é especializada no transporte de cargas fracionadas rodoviárias e cerca de 30% de seus negócios vêm do comércio eletrônico. O pedido foi entregue na 1ª Vara de Recuperação Judicial da cidade de São Paulo
Com faturamento de R$ 410 milhões e prejuízo de R$ 47 milhões no ano passado, a empresa tem dívidas que somam R$ 115 milhões. Em um total de 4,5 mil credores, deve R$ 50 milhões para bancos, R$ 50 milhões para fornecedores e o restante são dívidas trabalhistas. Entre os fornecedores estão empresas do setor automobilístico, prestadores de serviços e postos de gasolina.
"Tivemos um custo de aprendizado com a entrada no comércio eletrônico no início da década. Fizemos investimentos, mas o negócio não teve a rentabilidade esperada", afirmou ao Valor, o presidente da companhia, Marcelo Ramos, que é neto de Roque Ramos, que fundou a empresa em 1938.
A companhia investiu, desde 2010, mais de R$ 40 milhões em tecnologia e na compra de caminhões para entrega. Com cerca de 70 filiais pelo país, a Ramos tem uma frota de 900 caminhões.
"O boom do e-commerce teve coisas boas, nos expandimos no Brasil. Mas tivemos prejuízos com indenizações de mercadorias que extraviaram, apresentaram problemas", explicou o executivo. Entre 2010 e 2011, R$ 40 milhões foram gastos com indenizações.
A companhia tem em seu portfólio de clientes grandes varejistas como o Ponto Frio, a Hypermarcas, o Wal Mart. No último mês, seu maior cliente, a B2W, rescindiu o contrato, o que estimulou a decisão da companhia de enxugar as operações. No fim de julho foram demitidos 1,6 mil funcionários, do quadro que somava 5,1 mil pessoas. Foram encerradas as distribuições de cargas na região Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Deste modo, a empresa mantém a distribuição onde tem mais tradição: em Minas Gerais, no Centro Oeste, no Nordeste e no Norte do país.
"Em dois ou três anos esperamos nos reorganizar", enfatizou Ramos. Para o processo de recuperação, a companhia contratou o escritório de advocacia Otto Gübel, e a empresa de gestão SAGG.


Com sócio, Galvão estreia em óleo e gás
Valor 14.08.2012 - Dario Galvão, presidente: expectativa de dobrar de tamanho já neste ano. O grupo Galvão criou uma joint venture com a norueguesa Odfjell para construir e afretar três navios-sonda para a Petrobras. Com origem na engenharia e construção pesada e hoje em processo de diversificação, a companhia brasileira agora finalmente tira do papel seu projeto voltado ao mercado do petróleo - uma de suas três áreas estratégicas para os próximos anos. Com o impulso da nova área de negócios, os executivos preveem dobrar a carteira de pedidos do grupo já neste ano.
A Galvão Odfjell (50% de participação de cada grupo) será responsável pela operação dos navios-sonda para a Petrobras durante os 15 anos de duração dos contratos, prazo que pode ser estendido por mais cinco anos.
Os contratos (incluindo construção e afretamento) têm valor total de US$ 12 bilhões e foram firmados com Petrobras e a sociedade composta pela investidora Sete Brasil (80%) e Galvão Odfjell (20%). Cada uma fará aportes proporcionais para a construção dos navios, que contam ainda com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Chamados de Guarapari, Siri e Itaoca, os navios encomendados pela estatal custam cerca de US$ 1 bilhão cada um, segundo os executivos da Galvão, e serão construídos pelo Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo. A primeira unidade está prevista para ser entregue e entrar em operação em 48 meses, contando a partir deste mês. As sondas serão capazes de perfurar a uma profundidade de cerca de 12 mil metros.
O presidente do grupo, Dario Galvão, diz que um dos maiores desafios da companhia no novo setor é angariar mão de obra. "Calculamos ter umas 200 pessoas por embarcação. Será um grande desafio", afirma. Ele acrescenta que o treinamento será essencial para reunir a força de trabalho necessária.
Por enquanto, informa Leonel Queiroz Vianna, presidente da Galvão Óleo & Gás, a companhia se dedicará exclusivamente à perfuração. No futuro, no entanto, poderá disputar contratos de unidades de produção de óleo e gás e de serviços logísticos para a cadeia do petróleo. A eventual expansão da Galvão Óleo & Gás pode incluir um sócio que garantiria investimentos necessários. Abertura de capital está, no curto prazo, descartada. "Um parceiro financeiro faz mais sentido", destaca Dario Galvão.
O presidente informa que, com o impulso proporcionado pelo contrato com a Petrobras, o grupo Galvão vai dobrar sua carteira de pedidos (o chamado backlog) já neste ano. Ao fim de 2011, essa carteira era de R$ 13,9 bilhões. Neste ano, estão previstos R$ 30 bilhões. Esse crescimento é devido à diversificação que o grupo colocou em prática nos últimos anos.
No setor de saneamento, por exemplo, a CAB Ambiental conquistou um contrato com o município de Cuiabá (Estado do Mato Grosso) neste ano que aumentou o saldo da carteira em R$ 6,5 bilhões. Hoje, esta é o maior segmento de atuação do grupo em termos de carteira, respondendo por um total de R$ 6,8 bilhões. A companhia de saneamento ganhou mais impulso em janeiro, com a compra de 33% de suas ações pelo BNDESPar por R$ 120 milhões (após ter o processo de oferta pública inicial de ações, o IPO, cancelado no ano passado por ofertas baixas).
Construção e engenharia continua sendo o segmento que alavanca os outros setores do grupo, diz Galvão. A arquitetura de financiamento - desenhada em 2009 - coloca a Galvão Engenharia no centro das outras empresas. A receita oriunda de construções, geradora imediata de caixa, banca os projetos que exigem alto investimento no curto e médio prazo e paciência na hora de contabilizar os lucros. No último ano, por exemplo, mais de 90% da receita do grupo veio da Galvão Engenharia - que, 15 anos após sua criação, já está entre as dez maiores empreiteiras do país. "A empresa está no centro das outras. É nosso gerador de caixa, nosso motor de crescimento", resume Dario.
Hoje, a holding Galvão Participações fatura R$ 2,57 bilhões. Além da construção, que contribuiu com 94,5%, o montante é completado pela atividade de saneamento, com a fatia de 5,5%. O grupo controla ainda a Galvão Energia, em fase de implantação.


MRV tem lucro 23,4% menor no 2º trimestre
Brasil Econômico 14.08.2012 - A empresa cumpriu até junho cerca de 35% do ponto médio da estimativa para o fechado de 2012, de vendas entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.
A MRV Engenharia fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 145 milhões, queda de 23,4% sobre o ganho obtido um ano antes, ainda refletindo efeitos do começo do ano, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (13/8).  O resultado também ficou abaixo da previsão média de seis analistas em pesquisa da Reuters, que apontava lucro de R$ 161,2 milhões para a empresa no período.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 212 milhões entre abril e junho, 17% menor na relação anual, com a margem caindo de 25,9% para 19,4%.
"Uma série de impactos afetaram negativamente o resultado do primeiro trimestre e ainda tivemos o restante desses impactos, mas isso já está melhorando", disse o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa.
Entre os ingredientes que pressionaram a última linha do balanço o executivo citou, como os custos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a empresa e a Prefeitura de Campinas, em janeiro, e o "contínuo esforço na qualidade de entrega", acrescentou.
Em termos de qualidade, a construtora e incorporadora continuou a constituir provisões no trimestre passado.
Ao final de junho, a MRV tinha saldo de provisão para manutenção de imóveis de R$ 176,4 milhões, equivalente ao período de garantia para eventuais problemas identificados em imóveis entregues, e outros R$ 10,9 milhões em provisões cíveis e trabalhistas.
O resultado também refletiu um aumento nas linhas de despesas. As despesas gerais e administrativas subiram 22% nos três meses até junho, a 57 milhões de reais.
As despesas comerciais, enquanto isso, somaram R$ 72 milhões, alta de 43% ano a ano, decorrente do maior número de plantões de vendas, corretores próprios e investimentos em publicidade.
Do lado positivo, Corrêa assinalou a conclusão de um "ciclo importante para a companhia", após anos de investimentos em suas operações.
O consumo de caixa no segundo trimestre no segmento residencial foi de R$ 1,8 milhão. A média de consumo de caixa trimestral em 2011 foi de R$ 147 milhões.
A MRV já havia divulgado lançamentos de R$ 1,067 bilhão de abril a junho, alta de 42% ante o mesmo período de 2011.
As vendas contratadas somaram R$ 943 milhões, queda anual de 2,7%, mas alta de 15,6% sobre o primeiro trimestre.
A empresa cumpriu até junho cerca de 35% do ponto médio da estimativa para o fechado de 2012, de vendas entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.
Com isso, a MRV viu sua receita líquida crescer 10,4% no segundo trimestre, para R$ 1,091 bilhão.


Mangels sai de lucro para prejuízo de R$ 23,2 milhões
Valor 14.08.2012 - A Mangels Industrial, maior fornecedora de rodas de liga leve de alumínio para montadoras no país, registrou prejuízo de R$ 23,2 milhões no segundo trimestre, revertendo o ganho líquido de R$ 3,75 milhões apurado um ano antes.
A receita líquida da companhia, que também atua no segmento de aços e cilindros de gás liquefeito de petróleo (GLP), recuou 11,4% na mesma base de comparação, para R$ 168,81 milhões.
Além do impacto da queda nas vendas, a última linha do balanço da companhia também foi prejudicada pelo resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 31,4 milhões no segundo trimestre, diante da variação cambial no intervalo. Um ano antes, a companhia havia registrado receitas financeiras líquidas de R$ 800 mil.
A dívida líquida da Mangels em 30 de junho estava em R$ 276,9 milhões, com alta de R$ 30,2 milhões frente ao endividamento apurado em 31 de março. O aumento, segundo a empresa, deve-se principalmente às despesas de variação cambial diante da desvalorização do real, que somaram R$ 22,1 milhões no semestre.
De abril a junho, os investimentos da Mangels somaram R$ 3 milhões, ante R$ 11,2 milhões um ano antes.


Receita cai, mas Cteep consegue manter lucro estável
Brasil Econômico 14.08.2012  - Empresa cortou em 35,8% as despesas operacionais; ganhos foram de R$ 201,2 milhões.
Pressionada pela redução da receita de construção, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) registrou uma queda de 4,5% na receita operacional líquida do segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2011. O indicador passou de R$ 690,7 milhões para R$ 659,4 milhões no período.
A receita bruta de construção caiu 23,5% entre o segundo trimestre de 2011 e o mesmo período deste ano, para R$ 228,5 milhões, pressionada pela entrada em operação da subsidiária Serra do Japi no primeiro trimestre de 2012. "A entrada em operação da subsidiária, bem como dos reforços e novas conexões encerra o período de registro das receitas de construção e marca o início das entradas de receitas de operação e manutenção", explicou a empresa em suas demonstrações financeiras.
Apesar da queda da receita, a empresa conseguiu reduzir em 35,8% as despesas operacionais e elevar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em 4%, atingindo R$ 346,78 milhões. Já o lucro líquido teve um leve aumento de 0,3%, passando de R$ 200,5 milhões para R$ 201,2 milhões no período.
Dívida: A dívida líquida da Cteep aumentou 15,4% em relação ao final de 2011, passando a R$ 2,96 bilhões. O índice de endividamento (relação entre dívida e patrimônio líquido) atingiu 63,8%.


CCX tem prejuízo de R$ 37 milhões no segundo trimestre
Brasil Econômico 14.08.2012 - Empresa divulga o primeiro resultado após sua criação, em maio deste ano.
A CCX Carvão da Colômbia, empresa do grupo EBX, de Eike Batista, anunciou os números do segundo trimestre de 2012 nesta segunda-feira (13/8), reportando um prejuízo líquido de R$ 37,093 milhões.
As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 40,1 milhões no período, "refletindo a nova estrutura da companhia, após a cisão da MPX", segundo a CCX. "Os principais gastos, R$ 27,7 milhões, referem-se a despesas com pessoal e administradores e com serviços de terceiros".
A empresa obteve despesas operacionais de R$ 37,980 milhões e registrou um resultado financeiro positivo de R$ 1,781 milhão.
Como a CCX foi criada em maio deste ano a partir da cisão dos ativos de mineração de carvão da MPX Energia na Colômbia, a empresa não apresentou comparações dos números com outros períodos.


Prejuízo da LLX tem redução de 67,4% no segundo trimestre
Valor 14.08.2012 - A LLX, companhia de logística do empresário Eike Batista, divulgou prejuízo líquido de R$ 3,8 milhões no segundo trimestre, queda de 67,4% em relação à Valor 14.08.2012 - perda de R$ 11,7 milhões registrada no mesmo período de 2011.
A receita operacional líquida totalizou R$ 17,8 milhões no período, forte alta sobre os R$ 909 mil registrados no segundo trimestre do ano anterior.
Os investimentos da LLX Minas Rio foram de aproximadamente R$ 111 milhões entre abril e junho. A LLX Açu, responsável pelas obras no Complexo Industrial do Superporto do Açu, investiu R$ 157,4 milhões no segundo trimestre.
Devido à contratação de um empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o endividamento da companhia aumentou, de R$ 854,7 milhões no segundo trimestre de 2011 para R$ 1,17 bilhão neste período. Desta forma, o resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 7,9 milhões, mas teve queda de R$ 6,3 milhões sobre o mesmo período do ano passado, quando registrou R$ 14,3 milhões.
A empresa teve, no trimestre, uma receita extraordinária não operacional de aproximadamente R$ 11 milhões na LLX Minas Rio, “referente ao ajuste de contabilização de despesas lançadas anteriormente que passaram a ser contabilizadas como investimento”. A LLX reforçou, em relatório, a intenção de seu acionista controlador de fechar o capital da companhia.


Lucro da Guararapes recua 15% no segundo trimestre
Brasil Econômico 14.08.2012 - Produção de peças cai 14,4% no período. "A redução apresentada é consequência do maior desenvolvimento de peças modais", aponta demonstrativo financeiro na companhia.
A Guararapes, controladora da Riachuelo, apresentou lucro líquido de R$ 85,2 milhões no segundo trimestre deste ano, contra ganho de R$ 100 milhões no mesmo período do ano passado, com queda de 14,9%. No acumulado do ano, a baixa é de 14,6%.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 843,6 milhões no trimestre, com crescimento de 18,7% na comparação com igual época de 2011, quando somou R$ 711 milhões.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) atingiu R$ 168,7 milhões nos meses de abril a junho de 2012, queda de 0,8% em relação aos mesmos meses do ano passado, quando somou R$ 170,1 milhões.  As vendas da Riachuelo em lojas já existentes há pelo menos um ano cresceram 6,6% no mesmointervalo.
A Guararapes produziu 10,7 milhões de peças, 14,4% abaixo dos 12,5 milhões de itens no segundo trimestre de 2011. "A redução apresentada é consequência do maior desenvolvimento de peças modais", aponta relatório trimestral do segundo trimestre Os produtos Guararapes representaram 39% da venda total da Riachuelo neste segundo trimestre.
No decorrer do trimestre, a companhia inaugurou três lojas, totalizando 148 unidades e 370,7 mil m² ao final de junho. Vale destacar que a Riachuelo esperava inaugurar cinco lojas no decorrer deste primeiro semestre.
O Cartão Riachuelo obteve participação de 51,3% nas vendas deste segundo trimestre de 2012, ante 52,9% referente ao segundo trimestre de 2011.


PDG faz revisões e fecha segundo trimestre com perda de R$ 450 milhões
Valor 14.08.2012 - A PDG Realty fez nova revisão de orçamentos, alterou cronograma de entregas de empreendimentos e registrou, no segundo trimestre, prejuízo líquido de R$ 450,1 milhões, ante o lucro líquido de R$ 241,5 milhões obtido no intervalo de abril a junho de 2011. A receita líquida da companhia teve queda de 39%, para R$ 1,06 bilhão.
A margem bruta ficou negativa em 19,4%, ante o indicador positivo de 27,8% no segundo trimestre do ano passado. A companhia informou Ebitda ajustado negativo de R$ 258,8 milhões.
Após dois trimestres com desempenho considerado ruim por analistas e investidores, o balanço da incorporadora era o mais esperado entre os do setor.
O mercado já considerava a possibilidade de a companhia apresentar novos estouros de orçamento e esperava que os resultados fossem piores que os do segundo trimestre do ano passado.
Ainda assim, os resultados da incorporadora ficaram abaixo da média das projeções de quatro instituições consultadas pelo Valor - BES Securities do Brasil, Bradesco Corretora, CGD Securities e do Credit Suisse. As estimativas das casas iam de prejuízo de R$ 37 milhões a lucro líquido de R$ 81 milhões. A receita líquida obtida pela companhia foi inferior à média projetada de R$ 1,467 bilhão. O Ebitda médio estimado era de R$ 170 milhões.
A PDG Realty fez revisão de orçamentos que resultaram em acréscimo de custos orçados de R$ 478 milhões. O valor foi obtido a partir da conciliação dos orçamentos de custos financeiros a incorrer com a evolução física das obras da companhia. Segundo a PDG, o acréscimo nos custos orçados corresponde a 3,6% da sua carteira total de obras.
"Do total de 315 projetos, 108 sofreram modificações, algumas mais relevantes", conta o presidente da PDG, Zeca Grabowsky.
Os projetos em que houve revisão de orçamento correspondem a Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 8,2 bilhões. Conforme a companhia, houve concentração de reorçamentos em projetos com entrega prevista para a segunda metade de 2012.
A revisão de orçamentos resultou de volume de entregas abaixo do esperado, da revisão de cronogramas e de dificuldades do dia a dia para obter o habite-se e terminar obras, de acordo com o presidente da companhia.
A PDG esperava, no início do ano, obter "habite-se" de 38 mil unidades, em 2012. Devido ao desempenho pior que o esperado no primeiro semestre, a projeção foi revisada para de 34 mil a 35 mil unidades. Com nova revisão, a estimativa da companhia passou a ser de 28 mil a 30 mil unidades. As demais unidades foram postergadas para o próximo ano. Na primeira metade de 2012, o volume chegou a 10,2 mil unidades.
Em VGV, o total entregue chega a 44% do ponto médio da faixa estimada de R$ 5,8 bilhões a R$ 6,2 bilhões. A PDG projeta cumprir mais 33% no terceiro trimestre e 23% no quarto trimestre.
Os repasses da PDG (sem considerar o segmento de loteamentos) somaram 11,953 mil unidades no primeiro semestre, sendo 6,018 mil unidades no intervalo de abril a junho.
A PDG afirmou que conseguiu, preventivamente, o perdão dos titulares das debêntures da primeira, terceira e quinta emissões, pelo descumprimento das cláusulas financeiras - os chamados "covenants" - presentes nas escrituras. Os títulos previam a possibilidade de vencimento antecipado em caso de estouro de cláusulas de endividamento.
Em relação às debêntures da primeira emissão, os titulares dispensaram a necessidade de cumprimento dos covenants até o terceiro trimestre de 2013.
Nas debêntures da terceira e quinta emissões, os acionistas perdoaram o estouro das cláusulas financeiras e estabeleceram que, até o segundo trimestre de 2013, os covenants não considerem os resultados anteriores a junho deste ano. A partir de abril do próximo ano, as cláusulas de endividamento voltarão a considerar os resultados acumulados nos 12 meses anteriores.


Novas concessões preveem espaço para fibra óptica
Valor 14.08.2012 - As novas concessões de rodovias e de ferrovias que a presidente Dilma Rousseff anunciará amanhã, em encontro com 30 empresários no Palácio do Planalto, deverão incluir a exigência de uma estrutura paralela de fibra óptica para modernizar a rede de telecomunicações no país.
"Vamos colocar essa obrigação nos projetos de construção de ferrovias e duplicação de estradas", adiantou ao Valor o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Um decreto está em fase final de elaboração, com a ajuda dos ministérios de Transportes e Minas e Energia. "A minuta já está pronta e vai determinar que seja feita a estrutura de fibra óptica em paralelo. As concessionárias serão obrigadas a instalar os dutos (para a passagem da rede), não os cabos. Mas, se quiserem, poderão explorar também a rede de fibra óptica", disse Bernardo.
Mesmo se houver atraso na publicação do decreto, segundo ele, a exigência valerá para as novas concessões. "Vamos gestionar com as agências responsáveis para incluir isso nos editais", frisou o ministro, sem abrir mão da possibilidade que se abre. "Os nossos estudos demonstram que custa de três a quatro vezes menos fazer esses dutos no momento da obra do que depois de tudo pronto."
Com o decreto, Bernardo pretende eliminar a cobrança que hoje é feita das operadoras de telecomunicações pela passagem da rede de fibra óptica em rodovias, ferrovias e linhas de transmissão de energia - públicas ou privadas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) arrecada cerca de R$ 300 milhões por ano, segundo o ministro, pela passagem dos cabos na malha federal de estradas.
Dilma apresentará as novas concessões de rodovias, que terão 5,7 mil quilômetros, com trechos como a BR-262 (Belo Horizonte-Vitória), a BR-153 (Goiânia-Palmas) e a BR-101 (na Bahia). A Nova Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, ganhará novas pistas no trecho de maior gargalo atualmente: a Serra das Araras. Também serão anunciados projetos estratégicos em ferrovias, como as novas linhas Rio-Vitória, Belo Horizonte-Salvador, o Ferroanel de São Paulo e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, entre Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT).
Os dois anúncios seguintes têm situações diferentes. Na área de portos, já existe uma definição dos principais pontos - as futuras concessões e o novo marco regulatório -, mas a complexidade das regras obrigou o governo a adiar sua inclusão no chamado "PAC das Concessões".
Nos aeroportos, a indefinição é grande. Um grupo, liderado pelo ministro Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil), defende novas concessões de terminais como Galeão (RJ) e Confins (MG), além de um terceiro grande aeroporto, como Salvador. Esse grupo acredita que as concessões são a melhor solução para destravar também a ampliação de aeroportos médios. Goiânia e Vitória, cujas obras estão paradas há mais de cinco anos por problemas no Tribunal de Contas da União (TCU), são candidatos a entrar na lista de concessões.
Outra saída, proposta por setores do Ministério da Fazenda e encampada pela Casa Civil, envolve a Infraero e sua subsidiária InfraeroPar - que está sendo constituída para gerir a participação da estatal nas novas sociedades de propósito específico (SPEs) criadas nas concessões de Guarulhos, Viracopos e Brasília.
Essa alternativa pressupõe a entrada de um sócio estrangeiro - necessariamente um grande operador internacional de aeroportos - no capital da InfraeroPar, com cerca de 30%. Com isso, o governo calcula que pode aumentar a capacidade de gestão da Infraero e levantar recursos para novos projetos, mas uma dúvida permeia as discussões: se o capital da empresa continua sendo majoritariamente estatal, as obras podem seguir esbarrando na burocracia das licitações públicas e na avalanche de recursos judiciais dos perdedores.
O anúncio do PAC das Concessões recebeu a inclusão do trem-bala entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A retomada do projeto começará pela realização de uma nova rodada de audiências públicas, em pelo menos seis cidades: Brasília, São José dos Campos (SP) e Barra Mansa (RJ), além dos três pontos principais do futuro trem de alta velocidade.
A primeira licitação do TAV sairá no primeiro semestre de 2013, definindo a futura operadora e a fornecedora de tecnologia do empreendimento. Conforme explica o presidente da recém-criada Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), Bernardo Figueiredo, serão estabelecidas cláusulas para assegurar uma "tecnologia de ponta" ao primeiro trem-bala brasileiro. O tempo de operação no país de origem, o histórico de acidentes e o número de passageiros transportados provavelmente serão barreiras no edital.
Com essas restrições, o governo deverá evitar a repetição do que ocorreu na concessão de aeroportos, quando as principais operadoras do mundo saíram derrotadas e a disputa foi vencida por empresas menos tradicionais. As exigências deverão tirar a China da concorrência, já que ela registrou um acidente de grandes proporções em julho de 2011 - quando a colisão de dois trens provocou a morte de mais de 40 passageiros - e tem menos tempo de experiência nas operações.
Enquanto prepara o primeiro leilão, a Etav contratará o projeto executivo do trem-bala, também dividindo-o em trechos e por meio de licitação internacional. "Podemos ter uma empresa integradora dos estudos e contratar partes do projeto de executivo de várias empresas", diz Figueiredo.
Esse é considerado um dos momentos mais importantes do projeto, com os detalhes da geologia do traçado referencial, de modo a evitar diferenças gritantes entre as estimativas oficiais de custos e as estimativas do setor privado. Nas tentativas fracassadas de licitar o TAV sob outro modelo, o governo projetava em R$ 33 bilhões o custo do empreendimento, que terá mais de 80 quilômetros de túneis - pouco menos do que toda a rede de metrô de São Paulo, construída em quatro décadas. Algumas empreiteiras falavam em mais de R$ 50 bilhões e até R$ 60 bilhões.
O leilão para a escolha do operador e do fornecedor de tecnologia dará a vitória a quem apresentar o maior valor de outorga pelo arrendamento da infraestrutura do TAV. Mas o desembolso efetivo da outorga ocorrerá à medida que a demanda de passageiros pelo novo serviço cumprir as estimativas. Dessa forma, o governo assume o risco de demanda, evitando uma das principais queixas das empresas interessadas. Depois, fará a licitação das obras civis, que serão "fatiadas".


Cruzeiro deu crédito a empresas de fachada
Valor 14.08.2012 - O banco Cruzeiro do Sul vai apresentar hoje um balanço com um passivo a descoberto de cerca de R$ 2 bilhões, segundo o Valor apurou. O rombo total do banco, que está sob intervenção do Banco Central desde 4 de junho, chega a quase R$ 3 bilhões, mas o patrimônio líquido, de R$ 900 milhões, ajuda a cobrir parte disso.
O volume de créditos que pode ter sido falsificados pelos controladores do banco - Luiz Felippe e Luiz Octavio Indio da Costa - ficará dentro das estimativas iniciais do BC, em R$ 1,3 bilhão. A diferença, de cerca de R$ 1,7 bilhão, vem de uma lista supostas irregularidades de mais de 50 itens encontradas pela auditoria. O BC, o Fundo Garantidor de Créditos e a PwC comandam a revisão dos números.
Entre as supostas irregularidades encontradas estão, por exemplo, a concessão de empréstimos para empresas de fachada, que indicaram não ter capacidade de honrar com os empréstimos tomados - todas localizadas no Rio de Janeiro, onde fica parte do banco. Em busca de uma solução, o FGC, que administra o banco, vai propor aos credores um deságio em suas dívidas, variando conforme o prazo. Quanto mais longo, maior o deságio. Para o bônus emitidos no exterior que vencem no próximo mês (US$ 175 milhões), o FGC proporá um deságio de cerca de 20%. Com as contas ajustadas, o banco será colocado à venda.


Identificação do H1N1
Valor 14.08.2012 - A francesa bioMérieux, especializada em diagnóstico in vitro, trouxe para o Brasil um sistema que detecta, em até oito horas, 18 tipos de vírus respiratórios distintos, entre eles, o H1N1, agente causador da gripe suína. O método, que utiliza para análise a secreção nasofaríngea, oferece aproximadamente 100% de precisão, pois o resultado é obtido com um equipamento que utiliza metodologia molecular. Os testes convencionais utilizam o método de diagnóstico por meio de imunofluorescência.


Banco Votorantim tem prejuízo de R$ 536 milhões no 2º trimestre
Valor 14.08.2012 - O Banco Votorantim (BV) registrou prejuízo de R$ 536 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 156 milhões em igual período de 2011. Nos três primeiros meses de 2012, a instituição também teve prejuízo, de R$ 597 milhões. A carteira de crédito da instituição controlada pelo grupo Votorantim e pelo Banco do Brasil (BB) atingiu R$ 58,8 bilhões no segundo trimestre, queda de 3,9% na comparação anual e estável na relação trimestral.
A carteira de crédito gerenciada, que inclui os ativos cedidos com coobrigação para outras instituições financeiras e os ativos cedidos para Fundos de Investimento em Direitos Creditório (Fidcs), encerrou junho em R$ 74,2 bilhões, retração de 3,4% em relação a março deste ano e 3,8% em relação a junho de 2011.
As despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa somaram R$ 1,438 bilhão, ante R$ 842 milhões um ano antes.
O índice de inadimplência do BV (atraso acima de 90 dias) atingiu 7,7%, aumento de 4,5 pontos percentuais perante o segundo trimestre de 2011 e 0,4 ponto em relação aos três primeiros meses deste ano.
O BV fechou junho com ativos totais de R$ 113,610 bilhões, queda de 4,7% sobre junho de 2011, e patrimônio líquido de R$ 9,304 bilhões, alta de 6,9% na mesma base de comparação.


GVT e TIM duelam por internet mais rápida
Valor 14.08.2012 - Ricardo Sanfelice, diretor da GVT: "Nós garantimos as velocidades de banda larga porque temos uma rede nova". Os consumidores buscam velocidades de acesso à internet cada vez maiores, à medida que usam a rede para ver filmes, ouvir música e fazer download de arquivos - atividades que requerem alta capacidade de transmissão de dados. Essa mudança de hábito dos usuários está na base de uma guerra de ofertas entre duas operadoras no Brasil: a GVT e a TIM. Todas as teles já oferecem serviços em banda larga no país, que proporcionam velocidades maiores, mas uma característica torna especial a batalha entre as duas: são elas que fazem o maior esforço para vender serviços de acesso fixo baseados em uma nova - e cara - infraestrutura de fibras ópticas.
No início do mês, a TIM lançou um serviço de banda larga similar ao que já era oferecido pela GVT, baseado em fibras ópticas. Proibida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de vender chips de celulares - uma restrição anunciada no fim de julho e que durou onze dias -, a TIM antecipou o lançamento do serviço, previsto para setembro. O Live TIM, informou Rogério Takayanagi, presidente da TIM Fiber - empresa criada para o serviço de banda larga da operadora- promete velocidades iniciais de 20 megabits por segundo (Mbps), a R$ 90.
A GVT reagiu aumentando a velocidade e reduzindo o preço de seu pacote mais básico. Por R$ 60, o usuário tem 15 Mbps, em vez de 5 Mbps como antes. A empresa também tem apostado nos "combos". Quanto mais serviços o usuário compra, mais desconto ele tem. "A nossa intenção é dar ao usuário a possibilidade de ter uma casa inteira conectada", afirmou ao Valor, Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produtos da GVT.
O duelo em torno da fibra óptica tem características próprias, como quem se aproxima mais da residência do usuário, o que, em tese, garantiria maior qualidade. "Nós conseguimos chegar mais próximos à casa do cliente", disse Takayanagi. Segundo o executivo, o serviço da TIM chega a 400 metros da residência do cliente. A compra da rede da AES Atimus, no ano passado, com 5,5 mil km de fibra, foi feita pela TIM com a intenção de entrar no mercado de banda larga fixa, afirmou o executivo.
A banda larga da GVT chega a 800 metros da casa do usuário - mais distante, portanto - mas tem cobertura nacional. Na TIM, o serviço é restrito, por enquanto, a São Paulo e ao Rio de Janeiro.
Da rede de fibra óptica até a casa do cliente - independentemente da distância -, a complementação é feita com cabos de cobre, a infraestrutura mais tradicional usada pelas operadoras.
A fibra óptica tem um custo altíssimo. A consultoria americana Heavy Reading estima que nos serviços em que a fibra óptica chega literalmente até a casa do cliente são necessários R$ 2,5 mil de investimento pelas operadoras por residência.
As grandes concessionárias, como Telefônica e Oi, também estão ampliando as redes de fibra, ou adaptando as redes de cobre que herdaram com a privatização da Telebrás, nos anos 90. Dos 70 mil km de fibra óptica que a Telefônica tem no Estado de São Paulo, 11 mil km chegam até a casa dos clientes.
A Oi começou a testar no fim de julho o sistema de fibra óptica que vai até a residência em 20 cidades brasileiras. A intenção é instalar a infraestrutura em 2,5 milhões de domicílios até 2015.
Para o executivo da GVT, chegar ao mercado depois das grandes operadoras tem suas vantagens. A GVT não participou do processo de privatização, o que permitiu à empresa construir uma rede feita inteiramente de fibra óptica, com exceção do trecho que chega à casa do cliente, a chamada última milha. "As empresas de voz fizeram a rede para voz e colocaram, depois, dados; nós fizemos uma rede para dados, que pode oferecer voz".
A GVT entrou no mercado de banda larga em 2002. As redes mais novas garantiram à operadora a fama de que entrega as velocidades mais altas do país. Enquanto a média das demais teles não chega a 4 Mbps, a da GVT tem sido de 12 Mbps, segundo levantamento da consultoria Teleco. "Não somos mineiros [a sede da empresa é em Curitiba], mas estamos ganhando clientes pelas beiradas", brincou Sanfelice.
Atualmente a GVT detém 10,8% do mercado de banda larga fixa do país, ficando atrás da Oi, com 29,8%; da Net, com 27,1%; e da Telefônica, com 20,8%. A participação da GVT representa 1,8 milhão de assinantes de internet fixa.
Até o momento, porém, a empresa não conseguiu chegar a um dos mercados mais importantes do país, o Estado de São Paulo. Por não ter conseguido autorização da prefeitura até agora, os planos de chegar à capital paulista neste ano foram adiados. Mas, segundo Sanfelice, o projeto será retomado após as eleições municipais de outubro.
A empresa planeja investir R$ 2,3 bilhões em infraestrutura neste ano. A ideia é manter a percepção de que está à frente na corrida pela internet rápida. "Nós garantimos as velocidades, não sei se a concorrência conseguirá", provocou Sanfelice.


Aliansce vende dois shopping centers
Valor 14.08.2012 - A Aliansce Shopping Centers anunciou ontem à noite a venda de participação em dois negócios. A companhia se desfez do controle do Boulevard Campina Grande (uma fatia de 76,6%) com a venda das ações para o Partage, empresa de investimento imobiliário do grupo farmacêutico Aché. Também vendeu a parcela de 50% que tinha no Boulevard Brasília por R$ 173,5 milhões para o Banco BVA.
"A negociação vem dentro da estratégia da empresa, já comentada no ano passado, de se desfazer do que não é considerado estratégico", diz Henrique Guerra, diretor-executivo da empresa, com 15 empreendimentos no portfólio. Os recursos devem ir para o caixa. A venda do Boulevard Campina Grande, na capital da Paraíba, foi fechada por R$ 103,5 milhões, a serem pagos à vista. Inaugurado em abril de 1999, o empreendimento possui 92 lojas. Já o Boulevard Brasília, com 134 pontos de venda, foi vendido por cerca de R$ 70 milhões, sendo R$ 5 milhões à vista, mais três parcelas semestrais de R$ 5 milhões e o saldo restante em 24 meses. Os montantes pagos resultam em uma taxa de capitalização de saída de 6,9% (divisão entre o rendimento anual do imóvel e o valor de aquisição). Nas últimas operações de shoppings, essa taxa tem variado de 6% a 8%. Os shoppings contribuíram com 3,5% da receita bruta da Aliansce no segundo trimestre.
Ontem, a companhia também publicou resultados do segundo trimestre do ano, com expansão nos principais indicadores. A receita líquida atingiu R$ 89,3 milhões de abril a junho e R$ 160,1 milhões no primeiro semestre, crescimento de 36% e 26,3% em relação ao mesmo período de 2011, respectivamente.
O lucro líquido, no entanto, sofreu queda no segundo trimestre. A retração foi de 6,7% de abril a junho, para R$ 34, 2 milhões. A companhia deve detalhar ao mercado as razões da queda. Na primeira metade do ano, o lucro alcançou R$ 65,3 milhões, alta de 44%.
Dados mostram que o resultado operacional líquido (NOI) alcançou R$ 75,9 milhões de abril a junho e R$ 136,1 milhões no primeiro semestre, expansão de 39,8% e 30,2% em relação ao ano passado, respectivamente. A margem NOI teve um crescimento de 2,6 pontos percentuais., atingindo 92,5% no semestre.
As vendas nas "mesmas lojas" (pontos de venda existentes nos empreendimentos há mais de 12 meses) apresentou crescimento de dois dígitos pelo décimo trimestre consecutivo, 10,1% de abril a junho. No entanto, em relação ao ano anterior houve queda no ritmo de crescimento. Isso foi verificado em alguns shoppings no país neste ano. No segundo trimestre de 2011, a alta foi de 12,9% e no mesmo intervalo de 2010, expansão de 10%.
Nos shopping centers da Aliansce, as vendas cresceram 12,8% de abril a junho. No mesmo período de 2010 e 2011 os índices foram mais altos, 29,1% e 24,2%. Esse índice é importante porque ele retrata a velocidade de crescimento dos negócios em operação dentro dos shoppings.


Após diminuição dos lucros, tradings se preparam para efeitos da estiagem
Valor 14.08.2012 - Os lucros líquidos das principais tradings globais do agronegócio despencaram no último trimestre diante do baixo dinamismo das economias do Hemisfério Norte, aliado à forte volatilidade dos mercados de commodities mundiais. Mal digeriram os resultados tímidos do último trimestre - e do ano -, também impactados pela queda das safras em importantes países produtores, as companhias se preparam para os problemas derivados da estiagem histórica que prejudica as lavouras de grãos nos Estados Unidos.
Analistas acreditam que, a princípio, melhor se sairão as companhias que mais tiverem operação consolidada fora dos Estados Unidos, como na América do Sul e na Europa.
Já no último trimestre, as margens negativas do negócio de etanol de milho americano penalizaram as empresas com maior posição nesse setor, como Archer Daniels Midland (ADM), que é a maior produtora de etanol de milho do mundo. As cotações do grão em alta aumentaram os custos do biocombustível, em um momento de retração de demanda e excesso de oferta. Assim, no último trimestre, o segmento deu prejuízo de US$ 61 milhões à ADM. Nos quatro trimestres do ano fiscal, o resultado negativo é de US$ 74 milhões.
A certeza do aperto na oferta de milho - vindo da pior seca desde 1988 no Meio Oeste americano - deve afetar a empresa nos próximos meses. À Dow Jones Newswires, especialistas disseram acreditar que a ADM tem uma grande exposição aos estoques estreitos de milho nos Estados Unidos do que qualquer outro competidor, particularmente a Bunge, que espera uma grande safra na América do Sul para superar os problemas nos Estados Unidos. A Bunge também foi penalizada no segmento de biocombustíveis, mas com a quebra da safra de cana-de-açúcar nas suas usinas brasileiras.
A ADM teve a segunda maior queda trimestral entre as três gigantes do agronegócio - ADM, Bunge e Cargill. A empresa registrou lucro líquido de US$ 284 milhões, 25,45% menor. No ano fiscal, a retração foi mais aguda, com o resultado líquido a US$ 1,223 bilhão, 40% abaixo dos US$ 2,036 bilhões do ano anterior.
Além do negócio de "bioprodutos", do qual o etanol de milho é o principal item, a ADM também viu seu lucro operacional de "serviços agrícolas" recuar US$ 222 milhões - ou 64% -, diante da menor oferta de grãos da safra 2011/12 nos Estados Unidos. O que amorteceu a queda foi o bom desempenho da América do Sul, segundo a CEO da ADM, Patricia Woertz.
Ela afirmou em comunicado que a companhia está observando a condição no Meio Oeste, mas também acompanha de perto as lavouras na América do Norte e da Europa. "Temos uma equipe experiente para lidar com esse tipo ambiente", garantiu a executiva.
No último trimestre encerrado em 31 de maio, o lucro da Cargill mergulhou 81,75% para US$ 73 milhões. No período, os negócios de processamento de oleaginosas e de carnes na América do Norte lideraram o decréscimo de margens. No acumulado do ano fiscal - quando o lucro recuou 56% - também contribuíram negativamente as perdas nos negócios de algodão e de açúcar. O bom desempenho veio da área de ingredientes alimentícios, que trouxe impacto positivo tanto no trimestre, quanto no ano fiscal.
Para enfrentar os riscos cada vez mais acentuados de seu negócio, que já vem sendo machucado por margens fracas há alguns trimestres, a Cargill apostou na fórmula "corte de gastos e investimentos". No fim do ano passado, deu início a um plano de redução de custos US$ 400 milhões, o que incluiu demissão de dois mil funcionários em todo o mundo. Adicionalmente, investiu no ano fiscal recém finalizado mais de US$ 4 bilhões - aquisições, joint ventures e expansão de operações. "Esses investimentos significativos aumentam nossa habilidade para dar suporte aos nossos consumidores", disse o CEO da empresa Greg Page.
A Bunge, que no segundo trimestre (encerrado em 30 de junho) teve um lucro de US$ 274 milhões - 13,3% menor do que em igual intervalo do ano anterior - está se preparando para usar sua estrutura logística global para originar o máximo possível de produtos agrícolas fora dos Estados Unidos. O objetivo é minimizar a safra americana de milho 12,7% menor, segundo o USDA.
A empresa espera ainda uma recuperação de sua operação de açúcar e bioenergia no Brasil, onde a companhia é um importante player e perdeu produtividade por intempéries que afetaram a safra de cana. No trimestre encerrado em 30 de junho, essa unidade de negócio registrou prejuízo operacional de US$ 28 milhões, ante o lucro de US$ 18 milhões do mesmo trimestre do ano anterior. No semestre, acumula prejuízo de US$ 61 milhões.


Luiz Kaufman deixa Anbima em agosto
Valor 14.08.2012 - O carioca Luiz Kaufman vai deixar a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) este mês, depois de 33 anos na associação. Ele ocupa hoje o cargo de superintendente geral, o primeiro da hierarquia dos funcionários exclusivos da associação. Presidente, vice-presidentes e diretores têm atividades em suas instituições de origem.
A assessoria da Anbima confirmou que Kaufman deixará a associação em 31 de agosto. A saída ocorre quatro meses após a mudança de diretoria da associação. A presidência foi assumida em maio pela diretora do Bradesco Denise Pavarina, que substituiu Marcelo Giufrida. A posse da nova diretoria foi efetivada na última quinta-feira.
Ainda não há uma definição sobre o sucessor de Kaufman, segundo a Anbima. De acordo com o estatuto da associação, cabe à diretoria contratar o superintendente geral. O Valor apurou que o superintendente executivo de supervisão de mercados, José Carlos Doherty, já vem assumindo algumas funções da superintendência geral. Ele é visto como um possível sucessor ao cargo, que tem uma função de coordenação política e estratégica dentro da associação.
Economista, Doherty foi eleito em maio presidente do comitê consultivo de autorreguladores da Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários (Iosco, na sigla em inglês).
Luiz Kaufman, também economista, não quis comentar seus próximos passos após deixar o atual cargo.


Abic aponta aumento do consumo de café no Brasil
CaféPoint 14.08.2012 - A Associação Brasileira da Indústria de Café divulgou na última sexta-feira (10/08) um levantamento intermediário que mostra que o consumo anual, até abril deste ano, encosta em 20 milhões de sacas. O levantamento considerou os doze meses compreendidos entre maio/2011 e abril/2012 e serve como indicador de tendências para o balanço total que é calculado no final de cada ano.
Realizado pela Área de Pesquisas e Informações da ABIC, o levantamento intermediário mostra que os brasileiros continuam aumentando o consumo de café. No período compreendido entre Maio/2011 e Abril/2012, a ABIC registrou o consumo de 19,975 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,05% em relação ao período anterior correspondente (Maio/10 a Abril/11), que havia sido de 19,383 milhões de sacas. A expectativa inicial da ABIC era um crescimento de 3,5% em volume, mas mesmo tendo sido um pouco abaixo, a entidade espera fechar o ano com uma demanda total de 20,41 milhões de sacas. Com isso, a meta de se ter um consumo interno de 21 milhões de sacas, proposta em 2004, poderá ser atingida em 2013.
"As razões do crescimento de 3,05%, menor do que o esperado pela ABIC em suas previsões iniciais, deverão ser mais pesquisadas, mas podem estar relacionadas ao crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manha no lar", diz Américo Sato, presidente da entidade. Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e as bebidas a base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel. "Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, certificados e diferenciados".
Certificações - O levantamento intermediário mostra que o País ampliou seu consumo interno de café em 592 mil sacas nos 12 meses considerados. Entretanto, as empresas associadas da ABIC que participam deste levantamento informando os volumes produzidos mensalmente, mostraram uma evolução mais significativa, de 5,34% em relação a 2011. Para a entidade, contribuíram para este aumento significativo o crescimento do consumo fora do lar; a entrada no mercado de novos produtos inovadores e a melhoria da qualidade, com a ampliação da oferta de produtos diferenciados.
"Acreditamos na crescente preferência dos consumidores por produtos monitorados quanto à qualidade e muitas marcas trazem os símbolos de seus programas de certificação de qualidade, como o Selo de Pureza ABIC ou o Selo de Qualidade PQC - Programa de Qualidade do Café, o que parece atrair mais compradores, fazendo com que o resultado dessas empresas seja positivo", explica Américo Sato, para quem a "qualidade é o motor do consumo".
Em 1989, a ABIC lançou o Programa do Selo de Pureza anunciando que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.082 marcas de café e já realizou mais de 53.000 análises laboratoriais nesses 23 anos de existência e desde seu lançamento o consumo vem crescendo.
Em 2004, a ABIC criou o PQC - Programa de Qualidade do Café, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 496 marcas de café, sendo que 105 são de cafés Gourmet, de alta qualidade.
Consumo per capita - O levantamento intermediário mostra que o consumo per capita foi de 6,18 kg de café em grão cru ou 4,94 kg de café torrado, quase 83 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 1,23% em relação ao período anterior. "Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite", avalia Márcio Reis Maia, diretor da área de Pesquisas e Informações da ABIC.
O consumo per capita brasileiro continua sendo um dos mais elevados mesmo quando comparado com o de países europeus. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.
Pesquisa do IBGE (POF), também indicou que o café é o alimento mais consumido diariamente por 78% da população acima de 10 anos, o que representa 79,7 litros/habitante ano, muito semelhante ao apurado pela ABIC, e é maior na região Nordeste, seguido do Sudeste (255 ml/dia ou 93 litros/habitante ano).


Impsa, argentina, está "pronta" para vender ações no Brasil
Exame 14.08.2012 - Empresa adiou o IPO no Brasil, de onde vem a maior parte de sua receita, em setembro de 2010 por causa das condições do mercado global. Companhia está “pronta” para fazer uma oferta pública inicial de ações no Brasil
Industrias Metalurgicas Pescarmona SA, operadora de energia eólica conhecida como Impsa, está “pronta” para fazer uma oferta pública inicial de ações no Brasil e está esperando o mercado estabilizar, disse o diretor de operações da empresa, Lucas Pescarmona. “Vai acontecer quando os mercados quiserem”, disse ele em entrevista na conferência Bloomberg Brasil no Rio de Janerio. “Nós estamos prontos.”
A Impsa adiou o IPO no Brasil, de onde vem a maior parte de sua receita, em setembro de 2010 por causa das condições do mercado global.


LLX emite dívida de R$ 750 mi para completar terminal
Exame 14.08.2012 - Papéis serão destinados ao projeto de implantação do projeto do Superporto do Açu. A LLX (LLXL3) irá emitir 750 milhões de reais para financiar as obras de parte do Superporto do Açu, o principal projeto da empresa em construção no norte do estado do Rio de Janeiro. Segundo a nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Caixa Econômica Federal será o banco coordenador da emissão. Os papéis não serão conversíveis em ações. A companhia esclarece que os recursos empregados na compra das debêntures virão de um fundo de infraestrutura e serão utilizados para financiar as obras civis do projeto de implantação do terminal TX2 e sua infraestrutura industrial. O TX2 é um terminal em terra com uma área de 8 milhões de metros quadrados e de 2 milhões de metros quadrados para a instalação de indústrias.
“A contratação deste financiamento é um indicativo da capacidade da LLX em firmar parcerias tendo em vista o suporte financeiro necessário ao desenvolvimento do projeto de construção do Superporto do Açu, maior investimento em infraestrutura portuária na América Latina, que movimentará até 350 milhões de toneladas de carga”, explica a LLX em nota.
Fechamento de capital: O empresário Eike Batista e o fundo de pensões canadense Ontário Teachers Pension Plan lançaram no final de julho uma proposta de fechamento de capital da LLX. Ambos propuseram o valor de 3,13 reais por ação, o que corresponde à média dos últimos 20 pregões até sexta-feira, mais um ágio de 25%. Os papéis terminaram a sessão de segunda-feira cotados a 3,21 reais.


Justiça força GE a ressarcir R$ 400 mi para a Transbrasil
Brasil Economico 14.08.2012 - A GE foi condenada no fim de junho a ressarcir a Transbrasil em cerca de R$ 400 milhões pela cobrança indevida de notas promissórias quitadas.
Multinacional está inadimplente em pagamento, deverá ser multada por atraso e pode ter bens penhorados.
A batalha entre a General Electric (GE) e a Transbrasil, que se arrasta nas diversas instâncias judiciais brasileiras há mais de uma década, parece chegar a seus capítulos finais.
Condenada no fim de junho a ressarcir a Transbrasil em cerca de R$ 400 milhões pela cobrança indevida de notas promissórias quitadas, a GE, que não realizou o pagamento, recebeu uma nova advertência do Tribunal de Justiça de São Paulo no início de agosto, informando que a multinacional está sujeita a multa sobre esse valor, caso insista na inadimplência.
Além dessa multa prevista judicialmente, a defesa da Transbrasil também poderá recorrer ao pedido de penhora de bens da GE e de suas parceiras para garantir o pagamento - que permitiria o repasse para quitação de parte das dívidas da Transbrasil.
A decisão, contudo, transcende a simples obrigatoriedade do pagamento por parte da GE, abrindo também possibilidade para a reversão da decisão de falência da companhia aérea, decretada em 2003. Isso porque, conforme apresenta a defesa da Transbrasil, a falência teria sido decretada em razão do processo movido pela GE, em 2001, pedindo o pagamento indevido de uma entre seis notas promissórias emitidas pela Transbrasil.
Dessa forma, os R$ 400 milhões se referem, conforme explica Cristiano Martins, advogado da aérea decretada falida, apenas ao montante atualizado do valor cobrado indevidamente pela GE. Além disso, seria necessário também o ressarcimento de perdas e danos sofridos pela companhia. Ficou estabelecida a contratação de um perito para calcular esse prejuízo sofrido pela companhia.
Segundo Martins, só depois de contabilizado todo esse montante será possível ter clareza do quanto a companhia deve, a quem e em razão de quais circunstâncias.
"Não podemos deixar de cobrar tudo o que a Transbrasil deixou de ganhar porque, à época, a lei que regulamentava os processos de falências era outra e, da maneira como se deu a divulgação da possibilidade de fechamento da companhia, isso já trouxe perdas irreversíveis e irreparáveis, que levaram ao fim da operação da empresa", diz Martins.
Por isso, mais do que a multa pela suposta cobrança indevida de notas promissórias, a Transbrasil quer receber da GE uma indenização pela interrupção de suas atividades.
"No dia anterior ao pedido, a Transbrasil recebeu 30 mil consultas para compra de passagens. No dia seguinte, foram apenas 300. O temor que se espalhou entre os clientes e fornecedores por este pedido foi uma catástrofe para a Transbrasil", afirma Martins.
Entre os principais prejudicados com o processo de falência, os cerca de 3 mil ex-funcionários da companhia esperam, agora, finalmente serem ressarcidos de suas perdas. Criticam, inclusive, o governo brasileiro por oferecer incentivos à GE, que, sob essa ótica, teria sido a principal responsável por suas demissões.
A GE já refutou publicamente sua responsabilidade pela falência da Transbrasil (leia mais ao lado). E especialistas em falências apontam que, além disso, não se trata de um procedimento simples comprovar que é da multinacional a responsabilidade pela quebra da aérea brasileira.
Para a GE, a companhia quebrou por ineficiência, endividamento e pela competição acirrada no setor. As empresas Aercap Ireland Limited e Aercap Leasing USA, do grupo General Eletric Capital Corporation, alegaram no STJ, ao pedir liminar em Medida Cautelar, que a execução provisória de cerca de R$ 400 milhões feita pela Transbrasil "poderia causar danos irreversíveis a qualquer empresa".
Por tratar-se de uma empresa global, o pagamento de um montante desse valor por parte da GE poderia acarretar também a necessidade de a companhia dar explicações a seus investidores.


Braskem irá recomprar até 13,3 milhões de ações
Exame 14.08.2012 - Papéis serão mantidos em tesouraria para posterior cancelamento. Usina da Braskem: empresa possui atualmente em tesouraria 2,6 milhões de ações preferenciais classe "A".
O conselho de administração da Braskem aprovou o quarto programa de recompra para a aquisição de ações preferenciais classe A (BRKM5). Ao todo, o programa pretende adquirir até 13,3 milhões de papéis, cerca de 5% do total em circulação.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, o objetivo é manter os papéis em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.
A operação tem início previsto para 29 de agosto, quando se encerra o terceiro programa de recompra da Braskem, e terá duração de um ano. Atualmente, a empresa possui em tesouraria 2,6 milhões de ações preferenciais classe "A" e 411 ordinárias.
Ao todo, a Braskem tem em circulação 493,4 milhões de ações, sendo 225,3 milhões ordinárias, 267,5 milhões preferenciais classe A e 593 mil preferenciais classe B.


Petrobras e Vale buscam parceria no setor de biocombustível
Brasil Econômico 14.08.2012 - O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, visitou uma planta de extração de óleo de palma, a convite da Vale.
A Petrobras anunciou que estuda uma nova parceria de longo prazo com a Vale para a produção de óleo de palma e biodiesel no estado do Pará.
O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, visitou nesta terça-feira (14/8), a convite da Vale uma planta de extração de óleo de palma da Biopalma, empresa detida pela mineradora junto com o grupo MSP.
A Biopalma conta com áreas de plantio e uma extratora com capacidade de produzir 25 ton/hora de óleo. A Vale possui projeto prevendo a produção de biodiesel B20 (com 20% de óleo de palma misturado ao diesel) para atender a suas operações no Brasil a partir de 2015. A Biopalma vai construir mais uma unidade extratora, e a Vale pretende construir uma usina de biodiesel no estado. O investimento total é de US$ 500 milhões.
A Petrobras Biocombustível também implementará uma usina de biodiesel no estado. O empreendimento, definido no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, terá capacidade de produzir 230 milhões de litros de biodiesel por ano, para atender à região Norte do País. Vale e Petrobras assinaram, em abril deste ano, acordo para buscar projetos conjuntos na área de fertilizantes, potássio, ativos de petróleo, gás e logística.


BNDES poderá liberar empréstimo represado para indiana Renuka
Valor 14.08.2012 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá liberar um empréstimo represado em 2009 de R$ 130 milhões para as unidades da Equipav (Equipav e Canapav), cujo controle foi adquirido pela indiana Shree Renuka Sugars em 2010. Para isso, a empresa precisa cumprir alguns requisitos, entre os quais realizar um aporte de R$ 185 milhões no negócio. Segundo apurou o Valor, até o momento a controladora indiana aportou R$ 40 milhões na empresa em duas vezes — a última no fim de julho.
Ao final da capitalização de R$ 185 milhões, também será feito o alongamento da dívida de curto prazo da empresa, que tem um endividamento total superior a R$ 1 bilhão.
No ciclo 2011/12, encerrado em 31 de março, a empresa processou 8,3 milhões de toneladas de cana, 20% menos que no ciclo anterior. A estimativa do mercado é que a empresa consiga moer mais de 9 milhões de toneladas nesta temporada 2012/13.
Desde meados do ano passado, a empresa busca um parceiro estratégico para capitalizar o negócio. Mas fontes dizem que o presidente da Shree Renuka, Narendra Murkumbi, prefere  buscar uma solução interna para o problema financeiro — que tende a melhorar por causa do aumento da produtividade da atual safra e com a capitalização que a controladora indiana está fazendo.
De qualquer forma, fontes dizem que a Renuka mantém conversas com alguns grupos brasileiros, como a ETH Bioenergia, que tem uma dívida superior a R$ 8 bilhões e na última safra registrou prejuízo de R$ 753 milhões. A Cosan chegou a manter conversas com a indiana no ano passado, mas não se interessou pelo negócio.


Groupon afunda em Wall Street após divulgação de resultados
Exame 14.08.2012 - Logo do Groupon: o volume de negócios da empresa aumentou 44,8%, a US$ 568,3 milhões, mas o mercado esperava um aumento para US$ 573,13 milhões
As ações do site de ofertas Groupon afundaram neta terça-feira na Bolsa de Nova York, alcançando o mínimo, depois do anúncio, na véspera, de um volume de negócios em alta, mas inferior ao esperado pelos analistas, com resultados particularmente decepcionantes na Europa. No final da manhã, a ação perdia 23,58% a 5,77 dólares, em um mercado no geral em alta. No entanto, o grupo obteve forte alta no lucro líquido no segundo trimestre, apesar de o mercado esperar um maior volume de negócios.
Segundo os resultados anunciados logo após o fechamento da Bolsa de Nova York na segunda, o Groupon obteve entre abril e junho lucro líquido de 28,4 milhões de dólares, frente a perdas de 107,4 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior.
Assim, o lucro por ação foi de 8 centavos de dólar, acima dos 3 centavos previstos pelos analistas. O volume de negócios aumentou 44,8%, a 568,3 milhões. Contudo o mercado esperava um aumento para 573,13 milhões. Nas negociações eletrônicos posteriores ao fechamento, os títulos da Groupon caíam 14,83%, a 6,43 dólares, por volta das 20H50 GMT (17H50 de Brasília), enquanto no fechamento do dia em Wall Street as ações subiram 1,48%.



Sonda prevê investir US$ 700 milhões em TI na América Latina
Valor 14.08.2012 - A Sonda, companhia chilena de serviços de tecnologia da informação (TI), informou, ontem, em documento enviado à Bolsa de Santiago, que o conselho de administração da companhia aprovou um plano de investimento de US$ 700 milhões para o intervalo de 2013 a 2015.
O montante será destinado ao crescimento e à consolidação das operações da empresa na América Latina, com ênfase no Brasil, México e Colômbia. Além de US$ 200 milhões voltados às estratégias de crescimento orgânico, a Sonda projeta investir US$ 500 milhões em aquisições. Para financiar o volume previsto, a Sonda definiu uma proposta que será apresentada para aprovação dos acionistas em reunião a ser realizada em 30 de agosto. O plano envolve o aumento do capital social da companhia em até 150 bilhões de pesos chilenos (US$ 311 milhões), por meio da emissão e venda de novas ações.
Desde 2010, a Sonda tem dedicado parte significativa de seus esforços ao crescimento de operações no mercado latino-americano. Em dois anos, a companhia realizou sete aquisições na região, sendo quatro delas no Brasil. Em 2011, a Sonda apurou uma receita de 592,8 bilhões de pesos chilenos, uma alta de 33% sobre o exercício anterior. No período, a operação brasileira gerou vendas de 208,3 bilhões de pesos chilenos, com um salto de  26,8% na comparação anual, ficando atrás apenas da receita computada pela companhia no Chile.


Claro quer levar seu serviço de música para clientes da Net e da Embratel 
Teletime 13.08.2012 - A integração entre as empresas do grupo América Móvil no Brasil pretende não se limitar a agrupar serviços em pacotes, mas a promover uma verdadeira convergência de plataformas. Um exemplo disso é a intenção de levar o portal de música da Claro, chamado Ideias Musik, para clientes da Embratel e da Net Serviços. Uma das possibilidades seria, por exemplo, vender músicas através do decodificador de TV por assinatura. A cobrança seria feita nas faturas da Embratel e da Net e a receita seria dividida, no modelo tradicional de revenue share, com a Claro. Por enquanto, a proposta ainda está em fase de análise interna pelas três companhias. Outra frente em estudo para o serviço de música da Claro consiste no lançamento de cartões de presente, similares aos "gift cards" da Apple, que valeriam créditos para acesso ao acervo musical do portal.
Uma novidade tida como certa é o lançamento de um aplicativo móvel para Android e iOS do Ideias Musik. Atualmente o portal é acessível por um website e por WAP. O app estará disponível ainda este ano.
Assinatura: O Ideias Musik foi lançado no começo do ano em substituição ao antigo Ideias Music Store. Nele são vendidos arquivos de música mp3 avulsos, a preços que variam entre R$ 2,99 e R$ 3,49, assim como assinaturas que dão direito a uma quantidade de downloads e também a streaming. O pacote premium custa R$ 21,99 por mês e é composto pelo download de 25 músicas escolhidas livremente pelo cliente e streaming ilimitado. Os arquivos em mp3 não são protegidos por DRM (Digital Rights Management) e incluem metadados, como nome do artista, nome do álbum e capa do CD. O catálogo é composto de mais de dez milhões de músicas. A plataforma do serviço é provida pela iMúsica.
A cobrança é feita direto na conta do usuário ou descontada dos créditos, no caso de clientes pré-pagos. Usuários de outras operadoras também podem assinar, pagando com cartão de crédito. Não há cobrança de tráfego de dados para os assinantes com linhas da Claro.


PanAmericano e OHL estão na fila para fechar capital
BrasilEconômico 14.08.2012 - Ações em queda e mudanças societárias levaram 23 empresas a sair, pedir para sair ou analisar a saída em 2012.
Neste ano, o cenário tem sido mais favorável a fechamentos do que a aberturas de capital de empresas na bolsa.
O próprio presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, reduziu recentemente sua expectativa inicial para ofertas iniciais e secundárias neste ano, de 40 para 20.
Enquanto isso, a lista oficial das companhias de saída já chega a 19. Se outras quatro potenciais candidatas (OHL, Banco PanAmericano, CCX e OSX) confirmarem a operação, o número será 44% maior do que as 16 registradas em todo ano passado.
Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelam que dez empresas já registraram a intenção de realizar oferta pública de aquisição de ações (OPA) neste ano e que outros sete casos estão em análise. Além disso, LLX e Laep anunciaram intenção, mas ainda não protocolaram os pedidos na CVM.
Segundo a reportagem do Brasil Econômico apurou, entre os candidatos a pedir para sair está o Banco PanAmericano, cujo controle passou para o BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal em janeiro de 2011.
"É esperado que o banco feche o capital, até porque o controlador é capital aberto e fica mais fácil trabalhar desta forma", diz o analista da Lopes Filho, João Augusto Salles.
O sentido de manter a empresa aberta é fazer captações e emitir ações, o que dificilmente ocorrerá com o PanAmericano. Sair do mercado para a companhia também é positivo pelo lado da redução de custos.
"A CVM exige uma série de relatórios, demonstrativos financeiros e informações que custam caro", pondera o professor de Administração da ESPM, José Eduardo Amato Balian.
"Para as companhias que abriram capital no entusiasmo e não se planejaram, com a queda na rentabilidade e altos custos, acaba sendo vantagem sair da bolsa e entrar em outro momento."
Outro nome da lista é o da OHL Brasil, que passou por uma mudança societária. Nela, a OHL firmou acordo com o conglomerado espanhol Abertis Infraestructura para a venda da Partícipes en Brasil, sociedade que detém 60% do capital da OHL Brasil. A Abertis afirmou que, após a conclusão da operação, planeja lançar oferta pública para adquirir o restante das ações da OHL Brasil. A operação está sujeita a autorização.
Além do já anunciado fechamento de capital da empresa de logística LLX, o mercado ainda aposta em mais duas companhias do grupo de Eike Batista, que começou a enfrentar o descrédito de investidores por conta da produção abaixo do esperado da petrolífera OGX. No final de julho, o executivo anunciou a oferta pela LLX por R$ 618,7 milhões. Agora, as próximas da lista devem ser a OSX, que fornece equipamentos e serviços para a indústria do petróleo e gás natural, e a empresa carbonífera CCX. De acordo com o analista de investimentos Pedro Galdi, da SLW, com a queda da bolsa, algumas empresas atingiram valor de mercado inferior aos recursos em caixa. "É uma boa oportunidade de comprar as ações a um preço baixo." Marcelo Varejão, analista da Socopa, nessa hora o controlador tende a julgar que o preço dos papeis da sua empresa não tem sido justos.
"Ele vê o mercado depreciando seu patrimônio, e decide reavê-lo. O lado ruim para o investidor é que quem vai capturar a valorização da empresa é só o empresário", pondera.

Desembargador manda parar Belo Monte
MonitorMercantil 14.08.2012 - O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1, da Região Norte) determinou a paralisação das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A decisão foi tomada após o tribunal identificar ilegalidade em duas etapas do processo de autorização da obra, uma no Supremo Tribunal Federal (STF) e outra no Congresso Nacional. Caso a empresa Norte Energia não cumpra a determinação, terá de pagar multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi do desembargador Antônio Souza Prudente (foto), em embargo de declaração apresentado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA). Os procuradores da República haviam entrado, anteriormente, com uma ação civil pública (ACP) pedindo a suspensão da obra, mas o pedido fora recusado. A Norte Energia informou à Agência Brasil que só vai se manifestar nos autos sobre a decisão.
- Na decisão anterior, o desembargador Fagundes de Deus partiu de premissa equivocada, de que STF tinha declarado a constitucionalidade do empreendimento. Só que esse julgamento não foi feito. O que houve foi uma decisão monocrática da ministra Ellen Grace, então presidente, de atender pedido de liminar da Advocacia-Geral da União, quando a matéria só poderia ter declarada sua constitucionalidade se aprovada por 2/3 da composição plenária da suprema corte - disse à Agência Brasil o relator do embargo de declaração, desembargador Souza Prudente.
Segundo ele, houve vícios também na forma como o Congresso tratou da questão.
- A legislação determina realização prévia anterior à decisão pelo Congresso Nacional, e o que houve foi uma oitiva posterior [à autorização da obra] - explicou o desembargador. Ainda segundo o magistrado, “o Congresso Nacional fez caricatura e agiu como se estivesse em uma ditadura, colocando o carro na frente dos bois. Com isso acabou tomando uma decisão antes mesmo de ter acesso aos estudos técnicos - feitos por equipe multidisciplinar, apontando previamente os impactos ambientais da obra - necessários à tomada de decisão”.


Kentaro Takahara assume a presidência da Sercomtel na próxima semana 
Teletime 13.08.2012 - A Sercomtel terá novo presidente a partir da próxima quarta-feira 16: Kentaro Takahara assumirá o cargo no lugar de Marcelo Cortez. Ele começa oficialmente sua gestão no dia da cerimônia de posse do novo Conselho de Administração da empresa.
Takahara tem experiência com o serviço público local: Ele foi presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e secretário de Gestão Pública na administração municipal. Também já foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina e da Associação de Cultura e Esporte de Londrina. Há poucos dias foi indicado para assumir o comando da operadora de telecomunicações pelo novo prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro.
Entenda o caso: Desde as primeiras denúncias de corrupção e uso indevido de recursos públicos contra o ex-prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto, houve uma série de mudanças no comando da Sercomtel: Roberto Coutinho foi afastado da presidência da empresa pela Justiça, sob a acusação de ter participado de um esquema de corrupção e tentativa de suborno de vereadores locais. No lugar dele assumiu Régis Tavares; este, por sua vez, pediu exoneração do cargo. Embora o motivo não tenha se tornado público, especula-se a saída de Tavares seja decorrente de uma disputa por poder na empresa. Em seu lugar assumiu Marcelo Cortez. Como Cortez era indicado pelo antigo prefeito, cassado no final de julho, terá que deixar o cargo por opção do novo prefeito, que por ter a prerrogativa de indicar o presidente da Sercomtel —o município é dono de 55% da operadora— preferiu colocar Kentaro Takahara no comando da empresa.

As gigantes do petróleo anunciam: uma nova era de energia barata
CartaMaior 10.08.2012 - Em 2011, os investimentos em energia solar, eólica, geomassa, biomassa, somaram US$260 bilhões no mundo, mas agora o instinto de manada está direcionado para o gás de xisto. Nada de investir em energias limpas, renováveis, o negócio é o gás de xisto. Ferve água, mistura areia e um coquetel de químicos e injeta abaixo do lençol freático. Lá estará o combustível, a módicos 55 a 65 dólares o barril de 158 litros.
Najar Tubino
O golpe é o mesmo, as petrolíferas estendendo a vida do combustível fóssil, no momento em que o mundo discute as suas sustentabilidades. Nada de investir em energias limpas, renováveis, o negócio é o gás de xisto. Ferve água, mistura areia e um coquetel de químicos e injeta abaixo do lençol freático. Lá estará o combustível, a módicos 55 a 65 dólares o barril de 158 litros. Nem perto dos seis dólares que custava a extração de um barril no Mar do Norte, uma das últimas descobertas da indústria, e que foi dividido entre Noruega e Grã-Bretanha.
O coquetel químico é segredo comercial diz a indústria. Mas um documentário circula na internet há mais de ano, contando as peripécias da extração do gás de xisto. Desde a água misturada com metano, até a explosão de banheiros, de casas, ou do fogo saindo de torneiras, sem contar a contaminação por metais pesados e o alto índice de sais na água que precisa jorrar para trazer o combustível.
A indústria chama a técnica de fratura hidráulica, mas de extração horizontal, envolvendo grandes áreas. No Texas, que segue expandido sua fama petrolífera, na localidade de Barnett Shale, entre os anos 2004-2010, o número de poços pulou de 400 para 10 mil. Nos Estados Unidos, são 22 mil poços em atividade. Dakota do Norte é outro estado explorador. Os americanos contabilizam U$465 bilhões em impostos até 2015. O Financial Times, do grupo de um pioneiro na exploração do petróleo da família Pearson, anuncia:
- “Com a exploração de fontes não convencionais de petróleo acabou a expectativa de que os recursos estavam diminuindo. O gás de xisto poderá dominar a geração de energia no mundo.”
Em 2011, os investimentos em energia solar, eólica, geomassa, biomassa, somaram US$260 bilhões no mundo, mas agora o instinto de manada, como diz um analista da Bloomberg New Energy Finance, está direcionado para o gás de xisto: “a manada está enorme e no momento começa a se dirigir de maneira impensada para o gás de xisto”. A manada são fundos de pensão, fundos de hedge, de private equity e outros tantos investidores e especuladores.
No ano passado a Royal Dutch Shell, conglomerado anglo-holandês voltou a ocupar a primeira posição no ranking das 500 maiores empresas do mundo, na frente da Walmart. Cresceu 28,1%, e faturou US$484 bilhões, com lucro líquido de US$30,9 bilhões, um aumento de 53,6%, na comparação com 2010. O segundo lugar ficou com a Exxon Mobil, que teve um lucro de US$41 bilhões, crescimento de 35%. É a crise financeira, um grande estimulante para as petrolíferas. A economia mundial entra em recessão, mas a bolsa vende commodities futuras, e os preços disparam. O petróleo não baixa dos 100 dólares o barril, ou algo parecido.
A última invenção que está sendo testada nas areias de piche de Alberta são enormes antenas infiltradas até o fundo do poço para irradiar calor e soltar o betume, um petróleo pesado e viscoso, que envolve uma soma trilionária de toneladas – mais de 1 trilhão de barris. Dizem os especialistas que em Alberta existem mais de 400 bilhões de barris para serem recuperados. Os chineses querem tecnologia, porque também possuem imensas jazidas de xisto. O porta-voz financeiro americano, periódico The Wall Street Journal, propriedade de Rupert Murdoch, anuncia que “os chineses veem procurando adquirir tecnologia de gás de xisto na esperança de reproduzir a revolução que pôs os Estados Unidos numa nova era de energia barata”.
Os americanos ainda compram mais da metade do petróleo que consomem, cerca de 56%, sendo que 22% são oriundos do Canadá, 12% do México e 22% do Iraque. O Partido Republicano tem entre suas metas na campanha presidencial liderada pelo mórmon Mitt Romney, construir um oleoduto de Alberta até o Golfo do México, onde estão as refinarias. A outra meta é reduzir o preço da gasolina para US$2,50 dólares o galão (3,78 litros), que agora custa mais de quatro dólares em alguns estados. Os americanos pagaram em torno de US$1,50 o galão até o ano 2000. Somente a partir daí o petróleo e a gasolina começaram a aumentar.
No auge do neoliberalismo, final dos anos 1990, eles encontraram uma nova paixão: os utilitários esportivos, conhecidos mundialmente pela sigla SUV. No ano passado ainda compraram quatro milhões. Os chineses seguem a trilha, compraram dois milhões. E os brasileiros 256 mil. As montadoras estão um tanto quanto desencantadas com o Brasil, porque pretendiam vender cinco milhões de carros, nos próximos três anos – média anual. O que representaria um aumento de 40%, tendo como base o último ano. De 1996 para cá, a frota brasileira dobrou de 17 milhões para pouco mais de 34 milhões de automóveis. A média de carro por habitante diminuiu de 9 para 5,5. Ainda estamos muito longe do 1,2 da média americana e 1,7 da média japonesa. A Agência Internacional de Energia prevê uma frota mundial de 1,7 bilhão de carros até 2035.
Aquecimento global, como insistem os americanos, não existe. Mudança climática provocada pela influência da civilização ocidental e seu modelo predador, também não existe. O que existe é ânsia dos consumidores pelo petróleo e seus derivados, que garantem o conforto nos lares, nos povos, a mobilidade, o lazer, a tranquilidade e a paz social. Mesmo que para isso tenhamos que invadir o Irã, nosso grande aliado até a década de 1970, quando também era o nosso maior comprador de armas. Que saudade do Xá Reza Pavlesi, nosso grande aliado por mais de 30 anos, suspiram os analistas estadunidenses.

Petrobras Biocombustível crê em mistura maior de etanol em 2013
Reuters 13.08.2012 -  - Haverá oferta de etanol no mercado brasileiro em 2013 para que o Brasil eleve mistura na gasolina, mas o governo deveria definir já o novo percentual para produtores se preparem para a mudança, disse o presidente da Petrobras Biocombustível nesta segunda-feira. Desde outubro do ano passado, o Brasil mistura 20 por cento de etanol na gasolina. Antes disso, o percentual era de 25 por cento. A redução realizada em 2011 foi feita em decorrência de uma quebra da safra de cana-de-açúcar pelo tempo adverso no centro-sul e por conta de investimentos insuficientes nos canaviais.
No entanto, o cenário para o próximo ano indica agora uma oferta mais folgada no Brasil, segundo o presidente da subsidiária de biocombustíveis da Petrobras, Miguel Rossetto.
"Eu defendo isso (o aumento no percentual). Eu defendo que o governo tem que sinalizar para a próxima safra. Quanto mais rápido o governo sinaliza, melhor é a capacidade de planejamento do setor para a próxima safra. Acho isso muito importante, e todos nós avaliamos que teremos condições de abastecer a volta de 25 por cento de etanol na gasolina já no ano que vem", afirmou ele em entrevista à Reuters.
Questionado se o aumento da mistura para 25 por cento de uma só vez seria um salto muito grande, Rossetto disse que não.
"Há condições, mas acho importante que haja essa sinalização do governo. Quanto antes (sinalizar), melhor a capacidade de planejamento", acrescentou ele, antes de um evento que lançará um plano de iniciativas para apoio à cadeia de fornecedores da indústria de petróleo.
O executivo admitiu que, para 2012, não é possível elevar a mistura, considerando a baixa oferta do biocombustível.
"Para este ano, obviamente já não dá mais, porque estamos na metade da safra e a safra está cerca de 17 por cento atrasada por conta das chuvas", declarou.
Em seu relatório quinzenal sobre o andamento da safra, a Unica (associação que reúne os produtores do centro-sul) estimou que a moagem tenha atingido 216,8 milhões de toneladas até 1o de agosto, 16,6 por cento abaixo do que foi moído até a mesma data na safra anterior.
Por outro lado, a Unica afirmou ainda que, se as chuvas afetaram a moagem e a qualidade da cana, deverão favorecer a produtividade agrícola. A entidade no mesmo relatório disse que o volume de cana a ser moída na temporada poderá ficar acima das expectativas iniciais.
Na semana passada, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Allan Kardec também havia afirmado que o aumento da mistura pode ser possível no ano que vem.


Hypermarcas tem prejuízo de R$ 29,9 milhões no trimestre
Brasil Econômico 13.08.2012 - "Resta ainda uma gama de oportunidades a serem capturadas em diversas frentes para apoiar a geração de valor pelos próximos anos", diz a Hypermarcas
Perdas de R$ 129,1 milhões referentes à variação cambial no trimestre tiveram forte impacto sobre os resultados da companhia varejista.
A Hypermarcas reportou um prejuízo líquido de R$ 29,9 milhões no segundo trimestre de 2012, revertendo o lucro de R$ 53,3 milhões obtido em igual período do ano passado.
No primeiro semestre, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 10,9 milhões, o que corresponde a uma queda de 87,4% em relação ao mesmo período de 2011.
Parte desse desempenho negativo pode ser atribuído ao incremento de 139,6% nas despesas financeiras líquidas da Hypermarcas de abril a junho, para R$ 287,7 milhões.
Dentro dessas despesas, a variação cambial, que no segundo trimestre de 2011 respondeu por um lucro de R$ 29,1 milhões, desta vez significou perdas da ordem de R$ 129,1 milhões.
Já no acumulado de janeiro a junho, as despesas financeiras da companhia varejista tiveram um crescimento de 164,1%, para R$ 231,3 milhões.
A variação cambial no primeiro semestre do ano correspondeu a uma perda de R$ 161,4 milhões, frente a um ganho de R$ 23,3 milhões no mesmo período do ano anterior.
A receita líquida da Hypermarcas, por sua vez, totalizou R$ 957 milhões no segundo trimestre de 2012, alta de 11% em bases anuais. Na comparação semestral, o crescimento foi de 12,4%, para R$ 1,854 bilhão.
A adequação da política comercial, com redução de descontos e melhoria na distribuição de produtos, foi apontado pela companhia como fator para a performance apresentada.
A reestruturação da força de vendas, e o aumento nos investimentos em mídia, também foram citados.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Hypermarcas, de abril a junho, alcançou R$ 224,5 milhões, valor 6,3% acima do verificado em igual período do ano anterior.
No primeiro semestre, o Ebitda da companhia caiu 2,5%, para R$ 417 milhões.
Divisão Farma: Dos R$ 957 milhões da receita líquida da Hypermarcas no segundo trimestre, a divisão Farma respondeu por R$ 530,6 milhões, 20,9% acima do registrado no mesmo período de 2011.
Algumas medidas tomadas pela companhia, principalmente a partir do primeiro semestre do ano passado, como a mudança em sua política comercial, que resultou em melhoria dos preços líquidos práticos, e o ganho de participação de mercado no segmento de genéricos, foram as causas citadas para o resultado nessa divisão.
Divisão Consumo: A divisão Consumo, por sua vez, respondeu pelos R$ 426,3 milhões restantes, ligeira alta de 0,8% em bases trimestrais.
A antecipação na compra de cosméticos e outros produtos de beleza por clientes no primeiro trimestre do ano, antes dos aumentos de preços anunciado previamente para o período seguinte, foi o motivo apontado pela Hypermarcas para justificar o fraco crescimento nesse segmento.


Azul e Trip propõem acordo de compartilhamento de voos
Brasil Econômico 13.08.2012 - Em maio deste ano, a Azul e a Trip anunciaram uma fusão, que depende ainda de aprovação da Anac e do Cade
As empresas decidiram concentrar as vendas dos trechos de ambas apenas na Azul, visando preparar o terreno para a fusão entre as duas companhias.
Em mais um passo na associação das duas empresas, a Azul e a Trip pediram autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizarem um acordo de compartilhamento de voos.
O início da ação está previsto para acontecer até o final do ano, caso obtenha a aprovação da agência. Com o acordo, os clientes das duas empresas terão em média 800 voos diários para 99 destinos.
Embora o acordo seja bilateral, as companhias decidiram concentrar as vendas dos trechos de ambas as empresas apenas na Azul - a Trip continuará a vender normalmente seus voos por meio de seus canais.
A decisão visa preparar as companhias para a adoção de uma única plataforma de vendas. Em maio deste ano, a Azul e a Trip anunciaram uma fusão, que depende ainda de aprovação da Anac e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Com a associação, será criada uma holding, a Azul Trip S.A., na qual a Trip terá 33% de participação e os outros 66% ficarão com a Azul.


Crescimento das vendas eleva lucro da Estée Lauder
Valor 14.08.2012 - A Estée Lauder, empresa americana de produtos de beleza e cosméticos, apresentou lucro líquido de US$ 51,2 milhões no quarto trimestre do ano fiscal, alta de 24,5% em relação aos US$ 41,1 milhões no mesmo período de2011. Segundo Fabrizio Freda, presidente da empresa, o lucro foi impulsionado pelo crescimento das vendas nos Estados Unidos e na China.
A receita somou US$ 2,25 bilhões no trimestre, um aumento de 9,2% sobre o registrado um ano antes. Sem os impactos cambiais, o crescimento de 12% superou o intervalo estimado pela própria empresa, que era de 10% a 11%. “Apesar da incerteza econômica global, nossas vendas cresceram em todas as regiões geográficas e em todas as categoria de produtos, além de aumentarem em diversos canais de distribuição”, frisou o presidente da detentora de marcas como Clinique e Origins.
O crescimento das vendas foi especialmente forte em mercados emergentes. Os esforços de marketing e programas de controle de custos também ajudaram a consolidar os fortes números da empresa.
“Enquanto estamos otimistas em relação às perspectivas de longo prazo, somos cautelosos em relação ao enfraquecimento de certos mercados globais”, disse Freda em nota.


Famílias comprometem até 42% da renda com dívidas, diz estudo
Estadão 14.08.2012 - Consumidores, em especial os de classe C, têm três dívidas em média; 38% não consegue pagar cartão de crédito no vencimento. As famílias brasileiras, em especial as de classe C, estão mais endividadas que o recomendado pelos especialistas. Estudo da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que as dívidas comprometem, em média, 42% da renda familiar, sendo que o limite ideal é de 30%. Na avaliação do órgão, esse grau de comprometimento é resultado da combinação entre juros altos, falta de planejamento nas finanças e as facilidades em se obter crédito.
A Proteste entrevistou 200 famílias nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, concentradas principalmente entre as classes C (60,5% da amostra) e B (27,5%). A renda e dívida médias apuradas foram de R$ 2.401 e R$ 1.009,45, respectivamente. Desdobrado, o dado mostra que a maior parte (56,6%) tem dívidas de até R$ 500. Uma parcela considerável (38%), porém, deve mais de R$ 5 mil, o que explica a média situada em R$ 1 mil.
Um quinto dos pesquisados diz que contraiu uma nova dívida desde abril, sendo que quase metade desse porcentual o fez para quitar outros débitos. Entre dívidas assumidas há mais tempo, 30% dos entrevistados disseram que ainda estão inadimplentes, mas a expectativa é quitar os valores no médio prazo. Os valores devidos impactam na qualidade de vida dos entrevistados: 57% afirmam que limitaram os gastos em lazer, cultura, diversão ou consumo de bens, entre outros.
O uso cartão de crédito é uma das principais fontes de problemas à saúde financeira das famílias - 38,1% delas afirmaram não conseguir pagar as faturas na data de vencimento, sendo que o gasto médio é de até R$ 500. Com isso, elas entram na modalidade mais cara de endividamento. Em outro levantamento recente, o Proteste mostrou que o juro do cartão de crédito pode chegar a 323% ao ano no País, a maior taxa cobrada entre 6 países da América Latina.
O órgão também calculou o Custo Efetivo Total (CET) das dívidas, que considera o valor do crédito concedido, o número de parcelas, a taxa de juros, tributos, tarifas, entre outros custos decorrentes das operações de crédito. A conclusão é que esse indicador chega a 197,47% ao ano, quando considerado a média das dívidas, e a 189,19% ao ano entre as famílias. Para fazer a simulação, não foram considerados os financiamentos imobiliários e parcelamentos sem juros.
"Essa alta taxa de juros tem relação direta com a quantidade de financiamentos assumidos pelas famílias, visto que foi declarado como principal motivo para contratar um novo empréstimo o fato de não terem conseguido pagar dívidas ou empréstimos anteriores", diz a Proteste na divulgação da pesquisa. O estudo também aponta que o crédito de consumo e informalidade também são marca do mercado de crédito brasileiro. Entre os 10 principais credores, as pessoas físicas (como amigos ou parentes) ocupam o quarto lugar. Na lista, há quatro bancos e cinco são lojas.

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