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Sonae Sierra inaugura seu primeiro shopping no sul do Brasil
Exame 03.05.2013 - Boulevard Londrina
Shopping recebeu investimentos de R$ 320 milhões. A Sonae Sierra inaugurou,
nesta sexta-feira, mais um shopping center, desta vez no Paraná. O Boulevard
Londrina Shopping é o primeiro da companhia na região sul do país e recebeu investimentos
de 320 milhões de reais.
Com cerca de 47.800 metros de área bruta
locável (ABL), o empreendimento terá 216 lojas, mais de 30 fast foods e três
restaurantes, além de um hipermercado da bandeira Walmart.
"O Boulevard Londrina Shopping será um
marco para a região. Oferecemos um empreendimento que não será apenas um centro
de compras, mas também um espaço de convivência”, afirmou José Baeta Tomás,
presidente da Sonae Sierra, em nota.
Com foco no desenvolvimento de shoppings
temáticos, a empresa buscou inspiração em ícones londrinos para a elaboração do
projeto arquitetônico do shopping.
Para homenagear a origem do nome da cidade de
Londrina - pequena Londres, a Sonae procurou evidenciar cores e materiais que
remetem ao charme da cidade europeia.
Segundo Mário Alves Oliveira, diretor de
desenvolvimento da companhia, itens marcantes como a tradicional cabine
telefônica vermelha e soldados da Guarda da Rainha podem ser encontrados nos
corredores do empreendimento.
RestauranteWeb anuncia novo presidente
Brasil Econômico 03.05.2013 - Em 2012, o
RestauranteWeb aumentou em 135% o número de pedidos, e hoje atende 21 estados
do país, com dois mil estabelecimentos, e 350 mil usuários.
O novo executivo irá comandar a expansão do
site no país.
O RestauranteWeb, site de pedidos de comida
delivery, anunciou nesta sexta-feira (3/5) Carlos Eduardo Moyses, que era até
então o diretor financeiro da empresa, como seu novo presidente no Brasil.
Moyses foi nomeado pelo Grupo Just Eat, ao
qual o site pertence.
"Entre os principais desafios, Moyses
terá que comandar a expansão do site no país, que desde janeiro já anunciou
equipes dedicadas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o objetivo de atrair
mais restaurantes e mais usuários para o site", diz o RestauranteWeb, em
nota.
Em 2012, o RestauranteWeb aumentou em 135% o
número de pedidos, e hoje atende 21 estados do país, com cerca de dois mil
estabelecimentos, e 350 mil usuários cadastrados.
"Para mim é uma honra e certamente um
desafio assumir as operações do RestauranteWeb no Brasil em um momento em que
passamos por uma evidente expansão do delivery online", afirma Carlos
Moyses.
O executivo é formado em administração de
empresas pela PUC-SP, e está no RestauranteWeb desde março de 2012. Antes
esteve na área financeira do Grupalia.
Petrobras: Plano Estratégico para 2030 deve mirar campos de gás em terra
MonitorMercantil 03.05.2013 - A presidente da
Petrobras, Graça Foster, disse hoje que a estatal deve finalizar até julho o
Plano Estratégico com ações até 2030. A informação foi divulgada durante
palestra no Instituto de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).
O plano norteia as políticas de médio prazo
da empresa. "Novos riscos vamos tomar. Novas buscas vamos empreender. E
novas incertezas vamos acumular", disse a presidente da estatal
petrolífera.
Entre os desafios que a empresa deverá
empreender nos próximos anos está a busca por campos de gás em terra no Brasil.
- É preciso que esse gás exista. Mas se ele
existir, vamos produzir. Imagino que a gente possa fazer uma grande geração de
energia térmica a gás e que possamos fazer, em determinados mercados,
especialmente no Centro-oeste, uma produção de fertilizantes de uréia e amônia
maior, para atender ao agronegócio e fazer muito dinheiro para a companhia -
disse.
No discurso no Coppe, Graça Foster também
destacou as novas descobertas e a ampliação da produção do petróleo na camada
pré-sal. Segundo ela, nos últimos 14 meses, foram feitas 15 descobertas na nova
fronteira. Além disso, no dia 17 de abril, a empresa produziu um volume recorde
de 311 mil barris de petróleo extraído do pré-sal.
Vale sobe impulsionada por otimismo global
Infomoney 03.05.2013 - Sendo beneficiada pelo
maior otimismo global, as ações da Vale (VALE3;VALE5) registram forte alta na
sessão desta sexta-feira (3). Os ativos VALE3 sobem 1,97%, a R$ 34,15, enquanto
os papéis VALE5 mostram alta de 2,36%, a R$ 32,50.
Mundo "X": OGX dispara; MPX perde força
Infomoney 03.05.2013 - Ganha destaque também
alguns papéis do Grupo EBX, de Eike Batista, que ganham força em meio ao
noticiário positivo para companhias. As ações da OGX Petróleo (OGXP3) sobem
4,92%, a R$ 1,92, após chegaram a valorização de 9,29%, a R$ 2,00, no intraday.
Outra que também caminha no positivo são as ações da LLX Logística (LLXL3), que
registram alta de 1,57%, a R$ 1,94.
Já os papéis da MMX Mineração (MMXM3), MPX
Energia (MPXE3) e OSX Brasil (OSXB3) perderam força ao longo da manhã e operam
em desvalorização de 2,73%, 0,58% e 2,39%, respectivamente, a R$ 2,14, R$ 8,63
e R$ 2,86.
OGX dispara no dia da última prévia do
Ibovespa; papel teve participação elevada no índice, para 5,07% (Divulgação
OGX). Os dados externos positivos, como o relatório de emprego nos Estados
Unidos, que criaram 165 mil postos de trabalho em abril, quantidade acima dos
155 mil projetados pelo mercado, e dos 138 mil vistos no mês passado, segundo
dados revisados, impulsionam os papéis da mineradora, conforme aponta o
estrategista da FuturaInvest, Luis Gustavo Pereira. Contribui ainda para este
movimento a alta do preço do cobre no mercado internacional, que beneficia a
mineradora.
A OGX teve sua participação elevada no
Ibovespa, segundo a última prévia do índice e que passará a valer a partir do
dia 6 de maio. O ativo, que atualmente representa 2,07% da carteira teórica do
benchmark, passa a corresponder a 5,04% do índice.
A LLX, empresa de logística do grupo,
comunicou, nesta manhã, que sua subsidiária LLX Açu Operações Portuárias
assinou com o Banco Bradesco a renovação do financiamento de R$ 468 milhões,
pelo prazo de 18 meses, com vencimento em outubro de 2014, referentes ao
empréstimo-ponte firmado em maio de 2011.
Por sua vez, a reflete sobre a MPX a notícia de que o aumento de capital que a
empresa pretende efetivar no mês que vem deve contar com aporte direto de, no
mínimo, R$ 125 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social), segundo matéria de O Estado de S. Paulo.
Lucro da Porto Seguro recua 23% no primeiro trimestre
Brasil Econômico 03.05.2013 - Por sua vez, o
índice de sinistralidade total da seguradora teve baixa de 61,6% para 55,9% na
comparação anual do trimestre.
Queda foi causada pela retração de 64% na
receita financeira, impactada pelos juros mais baixos e menor rentabilidade das
aplicações.
A Porto Seguro anunciou lucro líquido de R$
106,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 23% em relação ao mesmo
período do ano passado. O motivo desta retração foi a baixa nas receitas
financeiras.
Por causa dos juros menores e baixa
rentabilidade das aplicações financeiras, a receita financeira caiu 64% no
período analisado, totalizando R$ 94 milhões.
Já a receita total da companhia avançou 10,4%
na mesma base de comparação, ao somar R$ 3 bilhões. A alta foi impulsionada
pela expansão de 17% nos prêmios auferidos de seguros.
Os prêmios auferidos no segmento de veículos
tiveram alta de 20,5% no primeiro trimestre, enquanto a área de automóveis da
Azul Seguros apresentou acréscimo de 35,7%. Já o Itaú Auto e Residência
registrou expansão de 5,8%.
Por sua vez, o índice de sinistralidade total
da seguradora teve baixa de 61,6% para 55,9% na comparação anual do trimestre.
Apenas no setor de veículos, a retração foi de 8,3 pontos percentuais, para
56,4%.
Governo nega prorrogar concessão de hidrelétrica Jaguara da Cemig
Reuters 03.05.2013 - O Ministério de Minas e
Energia negou prorrogar a concessão da hidrelétrica Jaguara à Cemig, depois que
a estatal mineira pediu extensão do contrato da usina com base em regras
antigas e não com aquelas estabelecidas pelo governo em 2012.
A prorrogação foi negada por meio de despacho
publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, no qual o governo
indefere o pedido de prorrogação por ter sido apresentado
"intempestivamente".
A Cemig queria que a concessão da
hidrelétrica de 424 megawatts (MW) fosse prorrogada mais uma vez, por 20 anos,
de acordo com as regras antigas do setor elétrico e conforme permitiria o
contrato vigente, segundo a empresa.
Mas o governo determinou no fim do ano
passado que a concessão da usina seria incluída na regra da renovação
antecipada da concessões, por meio da qual sua energia seria considerada na
distribuição de cotas que colaboram para a queda do preço da energia para os
consumidores.
Como Cemig não renovou a concessão da usina
--e nem das hidrelétricas São Simão e Miranda-- quando o contrato atual
terminar, de acordo com as novas regras, os ativos serão revertidos à União que
poderá relicitá-los.
A Cemig não pôde informar imediatamente o que
fará em relação à decisão publicada no Diário Oficial, mas tinha sinalizado no
início de abril que poderia entrar na Justiça para brigar pelas usinas.
Ação PN da Oi cai pela sexta vez consecutiva
Infomoney 03.05.2013 - Do lado negativo, a Oi
(OIBR3; OIBR4) é penalizada novamente neste pregão. As ações ordinárias da
operadora caem 2,86%, a R$ 5,44 - quinta queda em seis sessões; enquanto as
ações preferenciais registram desvalorização de 4,02%, a R$ 4,54 - sexta
desvalorização consecutiva.
Na véspera, a agência de classificação de
risco Moody's reiterou a nota de crédito da Oi para Baa3 após a divulgação dos
resultados operacionais do primeiro trimestre, mas manteve perspectiva negativa
para a companhia.
Embora considere que a geração de caixa tem
sido negativa e alavancagem continue elevada, elas estão dentro das
expectativas, aponta a agência. Por outro lado, de acordo com a Moody's, as
tendências operacionais foram geralmente positivas.
Repercussão dos resultados: Totvs é penalizada
Infomoney 03.05.2013 - Entre as empresas que
divulgaram entre ontem e hoje, chama atenção as ações da Totvs (TOTS3), que
caem 3,13%, a R$ 38,09, após atingirem perdas 4,35%, a R$ 37,61, na mínima do
dia.
A companhia de softwares de gestão
empresarial registrou um lucro líquido de R$ 51,89 milhões, alta de 4% na
comparação com os R$ 49,92 milhões observados no mesmo período de 2012.
Já a receita líquida registrou alta de 6,6%,
somando R$ 374,21 milhões, ante R$ 351 milhões de igual período do ano passado.
O Ebitda teve alta de 5,9% no ano, para R$ 97,52 milhões. A margem Ebtida, por
sua vez, teve leve queda de 0,1 ponto percentual, passando para 26,1%.
Fleury e Souza Cruz sobem cerca de 2%
Infomoney 03.05.2013 - Já as ações do Fleury
(FLRY3) ganham força e registram valorização de 2,56%, sendo cotadas a R$
19,66. O Grupo reportou lucro líquido de R$ 21,6 milhões, uma queda de 32,1% na
comparação com o mesmo período de 2012. Por sua vez, a receita líquida
registrou alta de 11,9%, passando de R$ 351,8 milhões para R$ 393,6 milhões nos
primeiros três meses de 2013.
Thyssen avalia manter participação na CSA, diz fonte
Exame 03.05.2013 - Decisão poderia forçar o
grupo alemão a injetar mais dinheiro na usina localizada no Rio de Janeiro.
Alto-Forno da CSN: Thyssen está tentando encontrar um comprador para a
deficitária divisão Steel Americas, que além da CSA inclui uma usina de
laminação nos Estados Unidos
A ThyssenKrupp está considerando manter uma
participação na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o que poderia forçar
o grupo alemão a injetar mais dinheiro na usina localizada no Rio de Janeiro,
afirmou uma fonte com conhecimento do assunto.
A Thyssen está tentando encontrar um
comprador para a deficitária divisão Steel Americas, que além da CSA inclui uma
usina de laminação nos Estados Unidos. O grupo alemão detém 73 por cento da
CSA, enquanto a Vale possui o restante.
"Uma das opções que emergiram é que a
ThyssenKrupp venderia uma participação de um terço para a CSN. Vale e Thyssen
também ficariam com um terço cada", disse a fonte à Reuters nesta sexta-feira.
Para financiar os investimentos necessários
na CSA, os três donos então injetariam um total de 750 milhões de dólares em
capital novo na usina, acrescentou a fonte.
O grupo Ternium, considerado um dos favoritos
para a compra da CSA, informou esta semana que desistiu da disputa, citando a
crise por que passa a indústria siderúrgica e "diferença de percepção de
valor". .
A Thyssen vinha afirmando que esperava
encontrar um comprador para a Steel Americas até maio. O grupo divulga
resultados trimestrais em 15 de maio, mas outra fonte próxima das negociações
afirmou à Reuters que a Thyssen provavelmente não estaria pronta para anunciar
um acordo até a data por causa da complexidade.
A Thyssen investiu 12 bilhões de euros (15,7
bilhões de dólares) para construir as usinas da Steel Americas, mas as usinas
acumularam prejuízo de cerca de 1 bilhão de euros no ano encerrado em setembro
de 2012.
O grupo alemão também afirmou que pode vender
as usinas no Brasil e nos Estados Unidos separadamente em vez de dentro de um
pacote. Na sexta-feira, a Thyssen afirmou que quer chegar a um acordo sobre a
Steel Americas em um futuro próximo, e acrescentou que as discussões envolvem a
Vale, o BNDES e agências do governo brasileiro.
Um porta-voz da Thyssen não comentou se a
opção de manter uma participação na CSA estava sendo discutida.
Fontes familiares com o assunto afirmaram que
a Thyssen também mantém discussões sobre a Steel Americas com a CSN, bem como
com um consórcio da ArcelorMittal e Nippon Steel.
Ambos os grupos de interessados estão
oferecendo mais de 3 bilhões de dólares, mas ainda muito menos que os 3,9
bilhões de euros do valor contábil da unidade", disseram as fontes.
Analistas do UBS afirmaram que as
expectativas do mercado para a venda dos ativos são tão baixas agora que
qualquer preço acima de 800 milhões de euros por toda a unidade seria capaz de
elevar o valor das ações da Thyssen.
Por causa do desastroso plano de expansão nas
Américas, a Thyssen sofreu prejuízo de 4,7 bilhões de euros no ano passado,
enquanto a dívida líquida subiu 61 por cento, para 5,8 bilhões.
A Thyssen continua também a discutir uma
possível emissão de ações, afirmou uma fonte próxima do assunto. "Um
aumento de capital não é essencial, mas há cenários sendo discutidos em que
fica claro que isso seria necessário", disse a fonte.
Ação da Cielo segue estável
Infomoney 03.05.2013 - Apesar de ter o
resultado elogiado pelos analistas, as ações da Cielo (CIEL3), que chegaram a
mostrar ânimo no início do dia, perdem força e operam em desvalorização de
0,07%, a R$ 53,96.
A empresa reportou um lucro líquido de R$
640,9 milhões, alta de 13,1% na comparação com o mesmo período de 2012 e de 5%
frente ao quarto trimestre. A receita operacional líquida, por sua vez,
registrou alta de 28,4% na comparação anual, para R$ 1,54 bilhão.
A equipe de análise da XP Investimentos
ressaltou os números operacionais, que foram fortes e superaram as
expectativas, enquanto o Banco Espírito Santo disse que as receitas
pré-pagamento surpreenderam positivamente ao aumentarem 4% no período - apesar
da redução trimestral de 3% no volume de crédito.
Operários de Viracopos decidem manter paralisação até o dia 7
Estadão 02.05.2013 - Obras de ampliação do
aeroporto estão suspensas desde o acidente que feriu 14 trabalhadores na
terça-feira.
Os operários que trabalham nas obras de
ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, decidiram na
manhã desta sexta-feira, 3, em assembleia, manter a paralisação total, até
terça-feira, 7. Os trabalhadores paralisaram na quarta-feira as obras devido ao
segundo acidente em menos de 40 dias no local.
Na terça-feira, 30, à noite, 14 operários
ficaram feridos após caírem de uma altura de 10 metros, em uma estrutura de
madeira. Em março, um operário morreu soterrado na obra. De acordo com o
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada, Infraestrutura
e afins do Estado de São Paulo (Sintrapav), o acidente coincidiu com o dissídio
coletivo e no dia 7 haverá reunião entre empresas, funcionários e sindicato
para discutir a pauta de reivindicações, que inclui 17% de aumento salarial,
mais R$ 280 no valor da cesta básica e melhorias nos alojamentos, que estariam
superlotados.
O Ministério do Trabalho e Emprego mantém
ainda o embargo parcial no local do acidente, além de serviços feitos em altura
e parte das concretagens nas obras de ampliação. Segundo o ministério, a
concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pelo aeroporto, ainda
não enviou a documentação necessária para a liberação da construção. A empresa,
em nota oficial, informou que "continua apurando as causas do
acidente".
Número de salões de beleza e clínicas crescem mais de 250%
MonitorMercantil 02.05.2013 - As clínicas de
estética e os salões beleza fazem parte de um mercado que não para de crescer.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal,
Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil é o terceiro maior mercado de
beleza, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. Com base nisso, e a
partir de um levantamento de mercado, feito pela Central Mailing List,
especialista em fornecer banco de dados, ficou evidente que desde o ano de
2009, o crescimento deste segmento no Brasil, é de 250%.
Isso se deve ao desenvolvimento da indústria,
da adesão de novas tecnologias em tratamentos estéticos e principalmente ao
surgimento de novos empreendedores no país. Até o ano de 2009 no Brasil, o
número de empresas deste segmento não passava de 59 mil, já no ano de 2011 os
números foram para mais de 206 mil. O estado de São Paulo é o que lidera o
ranking com número de 57.402 mil empresas registradas, liderando não apenas a
região, mas também na colocação dos estados que mais se desenvolve no mercado.
Gastos: Os brasileiros gastaram R$ 48,58
bilhões no ano de 2012 em produtos de higiene e beleza, segundo aponta o Pyxis
Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. As
compras de produtos de beleza, que incluem perfume, maquiagem, hidratante e
filtro solar, somaram por volta de R$ 36,24 bilhões em 2012, ante aos R$ 31,41
bilhões gastos em 2011, de acordo coma estimativa.
A Estética in Rio, feira do setor que
acontecerá deste sábado até segunda-feira (4 a 6 de maio), no Centro de
Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, acompanha este crescimento do mercado
da beleza e anualmente abre espaço para ampliar a capacitação profissionais do
setor, com a realização do 7 º Congresso Científico Brasileiro de Estética, do
Fórum de Nutriestética e do 1º Gestão em Clínicas e SPA, além de workshops
técnicos.
Em 2013, a Estética in Rio vai inovar
trazendo novos formatos de palestras e também com a inclusão dos talk shows
durante o evento. As palestras serão mais dinâmicas, enxutas e objetivas, com
informações importantes para os profissionais em seu dia a dia. Os talk shows
abordarão os temas e todas as suas possibilidades de debates, interagindo com
os esteticistas.
Além do lançamento de produtos, técnicas e
serviços na área de exposição, com a participação de algumas das maiores
empresas do segmento beleza no País, o Evento também se destacará com a
apresentação de técnicas internacionais de massagens faciais e corporais que
serão, inclusive, objetivo dos cursos pós-congresso. Serão abordados ainda
itens importantes, como as novas regras para a produção dos filtros solares,
uso de ativos cosméticos com interação de tecidos subcutâneos e também novos
ativos que trabalham o aumento da imunidade na pele.
As lojas de atacarejo
Estadão 02.05.2013 - As lojas de atacarejo,
uma mistura de atacado com varejo, cujo foco é o preço baixo, ganharam
musculatura em 2012 e tiveram desempenho superior à média do varejo de
autosserviço, que inclui supermercados e hipermercado. Esse formato de loja
também abocanhou uma fatia maior das vendas de itens de básicos, mostram
pesquisas divulgadas nesta segunda-feira, feitas por entidades diferentes, mas
com resultados semelhantes.
No ano passado, o varejo de supermercado
faturou R$ 242,9 bilhões com crescimento real (descontada a inflação) de 2,3%
em relação a 2011, segundo pesquisa da Nielsen encomendada pela Associação
Brasileira de Supermercados (Abras). Com o atacarejo, a receita subiu para R$
286,2 bilhões e teve alta de 3,5% na comparação com 2011.
Com números diferentes, o 42.º Relatório
Anual de Supermercado Moderno identificou a mesma tendência. Em 2012, o varejo
de autosserviço faturou R$ 263 bilhões e cresceu 7,6%, descontada a inflação.
Nesse período, o atacarejo foi o formato de loja que mais ampliou vendas ante
2011, 16,7%, mais que o dobro do que a média do setor.
"O que chama a atenção é que o atacarejo
está aumentando cada vez mais", observou o gerente de atendimento da
Nielsen, Fábio Gomes da Silva.
Nas contas de Valdir Orsetti, responsável
pelo 42.º Relatório Anual de Supermercado Moderno, o atacarejo responde por
9,5% do faturamento do setor e esse tipo de loja é utilizado por 12,4 milhões
de domicílios. Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho, Orsetti
aponta o fato de esse tipo de lojas oferecer preços 15% menores em relação ao
varejo alimentar e 5% abaixo dos atacados.
"Todas as classes compram no atacarejo.
Não só os mais pobres", disse Silva, da Nielsen. Segundo constatação de
Christine Pereira, diretora da Kantar Worldpanel - instituto de pesquisas que
visita semanalmente 8.200 domicílios do País para avaliar o consumo -, o
atacarejo foi o único canal de vendas que o consumidor manteve a frequência de
compras nos últimos meses e que ganhou compradores em 2012: cerca de 1 milhão
de novos domicílios.
Já nos hipermercados e supermercados houve
redução no número de idas às compras. O motivo, segundo Christine, foi o avanço
da inflação que fez com que os consumidores buscassem preços menores.
Dados divulgados nesta segunda-feira pela
Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos
Industrializados (Abad) mostram um descolamento do atacarejo em relação ao
atacado tradicional. José do Egito Frota Lopes Filho, presidente da Abad,
destacou que o atacado como um todo cresceu 8,5% em vendas em 2012, sem
descontar a inflação, na comparação com 2011. Enquanto isso, o atacarejo
avançou entre 15% e 17%, na mesma base de comparação.
Interiorização. Além de crescer numa
velocidade maior do que o varejo e o atacado tradicional, o atacarejo passa
hoje por um processo de interiorização, observou o vice-presidente da Abras,
Márcio Milan. Essa tendência é confirmada pelo presidente da Abad. "Há uma
tendência de expandir os atacarejos para cidades com cerca de 200 mil
habitantes."
Jefferson S. Fernandes, diretor de marketing
do Atacadista Roldão, disse que a sua empresa vai abrir entre três e quatro
lojas de atacarejo neste ano, localizadas entre a capital paulista e cidades
vizinhas com cerca de 300 mil habitantes. "Há uma tendência de interiorização
porque o preço do terreno nas grandes cidades subiu."
No Grupo Pão de Açúcar, a tendência de
interiorização das lojas de atacarejo com a bandeira Assaí é nítida. No mês que
vem, serão abertas duas lojas Assaí em cidades menores: uma em Maringá (PR) e
outra em Juazeiro (BA). De acordo com a assessoria do Grupo, estão programadas
para este ano abertura de lojas desse formato em Juazeiro do Norte (CE),
Londrina (PR), Rondonópolis (MT) e Feira de Santana (BA).
Alckmin pede à Dilma para unificar alíquota do ICMS
Brasil Econômico 03.05.2013 - O governador de
São Paulo pediu à presidente que sejam retiradas as alíquotas diferenciadas do
texto.
Governador quer barrar mudanças ao projeto
feitas no Congresso com o apoio do Executivo Federal.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
quer a ajuda da presidente Dilma Rousseff para impedir a aprovação de mudanças
nas propostas de reforma do ICMS em tramitação no Congresso Nacional.
Alckmin esteve reunido ontem com Dilma no
Palácio do Planalto ao lado do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do
secretário executivo da pasta, Nelson Barbosa. O principal pedido do governador
paulista é o resgate do projeto original do governo que unifica em 4% a
alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para
todos os estados.
Em conversa que durou cerca de uma hora e
trinta minutos, o governador paulista pediu interferência do Executivo para
demover a base do governo de aprovar mudanças que definem alíquotas
diferenciadas para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste nas transações
comerciais com os estados do Sul e do Sudeste.
As alíquotas diferenciadas constam de
relatório do senador Delcídio Amaral (PT-MS) que está sendo analisado pela
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).
O texto base do projeto já foi aprovado na
Comissão, mas ainda pode sofrer mudanças dependendo do resultado da aprovação
de destaques ao projeto que deverão ir à votação na próxima terça-feira, 7.
A atual configuração do texto prevê alíquota de
7% para as transações comerciais de produtos advindos dos estados do Norte,
Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo em direção aos estados das regiões Sul
e Sudeste.
No caminho inverso, a taxa seria de 4%. Além
disso, há alíquotas de 12% para produção da Zona Franca de Manaus e para a
produção comercializada nas chamadas áreas de livre comércio do Norte.
"A alíquota hoje é 12% e 7%, alíquotas
altas e assimétricas, o que permite a guerra fiscal. O governo, corretamente,
fez a proposta de que tivéssemos uma alíquota só, mais baixa, de 4%, e
simétrica para o país inteiro. Mas o que estamos verificando é que estamos
saindo de duas não para uma, mas para três alíquotas, o que é um absurdo",
disse Alckmin após a reunião.
Segundo Alckmin, a reforma do ICMS precisa
ser repensada em função do custo que o projeto trará para o país. Nas contas do
governador, o país terá que gastar R$ 420 bilhões em um período de 20 anos para
compensar os estados pelas perdas de arrecadações auferidas com a diminuição
das alíquotas.
O resultado do projeto, com alíquotas
diferenciadas, pode acabar sendo prejudicial ao país. "A reforma do ICMS
pode levar a uma desindustrialização do país e, em grande parte, aumentar as
importações", afirma.
Além das críticas a propostas de alíquotas
diferenciadas do ICMS, Alckmin também buscou apoio de Dilma para defender a
manutenção da exigência de unanimidade como instrumento de aprovação de
decisões do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Ao longo das discussões do relatório de
reforma tributária na CAE, os senadores inseriram dispositivo que define em
três quintos o quórum necessário para a aprovação dos efeitos de todos os
incentivos fiscais e financeiros concedidos sem a aprovação do Confaz.
O governador paulista quer evitar que a quebra
da unanimidade também fique valendo para convalidação de incentivos fiscais que
podem ser feitos no futuro. "Deve-se mudar a unanimidade apenas para
guerra fiscal já feita no passado, apenas referente ao ocorrido, aos contratos
já celebrados", disse.
Justiça desbloqueia bens de cinco pessoas relacionadas ao caso do Banco Morada
Agência Brasil 03.05.2013 - A Justiça
determinou o desbloqueio de bens de cinco pessoas que haviam sido consideradas
controladoras do Banco Morada, instituição bancária que está em liquidação
extrajudicial pelo Banco Central (BC).
O BC havia decretado o bloqueio de bens dos
controladores e administradores do banco e da empresa Morada Viagens e
Turismos. A medida é prevista na legislação quando há intervenção da autoridade
monetária.
A decisão de desbloquear os bens, assinada
pelo juiz Roberto Ayoub, foi divulgada
às instituições financeiras pela autoridade monetária. Segundo o BC, o juiz
acatou manifestação do Ministério Público de que as cinco pessoas não eram
efetivamente controladoras do banco.
Foram beneficiados pela decisão da Justiça:
Paulo Jayme de Figueiredo, Raul de Castro Barreto (espólio dos bens), Maria
Cecília Annes Dias Barreto, Ruy Barreto Filho e Raphael José de Oliveira
Barreto Neto, da empresa São João Del Rei Empreendimentos e Participações. Essa
empresa era controladora indireta do Banco Morada.
Segundo a assessoria do BC, continuam
indisponíveis bens de outras pessoas e empresas consideradas controladoras da
instituição financeira em liquidação extrajudicial.
O BC decretou a intervenção no banco em abril
de 2011 e em outubro do mesmo ano, ocorreu a liquidação extrajudicial. Na
época, o BC informou que a medida foi tomada em decorrência da falta de
capital, do descumprimento de normas, além de os controladores da instituição
não terem apresentado um plano de recuperação viável do banco de pequeno porte,
com apenas uma agência no Rio de Janeiro.
Virgin Mobile inicia operação na Colômbia
Teletime 02.05.2013 - A Virgin Mobile Latin
America (VMLA), operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), expandiu
seus negócios na região com o lançamento, no último dia 30, da Virgin Mobile
Colômbia. As atividades foram iniciadas com um teste beta digital e já conta com
35 mil usuários registrados.
A proposta da MVNO voltada para o público
jovem inclui chamada com taxa fixa por segundo, sem arredondamento para o
próximo minuto; tráfego de dados cobrado por tempo com uma inovadora função
ON/OFF que permite aos clientes controlar o uso e gastos; e WhatsApp ilimitado
no pacote de dados.
A VMLA lançou sua primeira operação no Chile
em meados de 2012 e a companhia tem, atualmente, 1% do mercado de telefonia
móvel chileno. Entre os planos da empresa está o lançamento, em breve, da
operação no Brasil.
IMC e Raízen confirmam negociações para criação de joint venture
Valor 03.05.2013 - A International Meal
Company (IMC) e a Raízen, joint venture formada pela Cosan e Shell, confirmaram
hoje que estão em negociação para uma parceria, conforme antecipado nesta
semana pelo Valor, em reportagem de Ana Paula Ragazzi e Mônica Scaramuzzo. O
objetivo das companhias, segundo apurou o Valor, é criar uma nova empresa para
atuar em lojas de conveniência instaladas em postos de gasolina.
A confirmação foi feita pelas duas companhias
em esclarecimento enviado à BM&FBovespa, após questionamento da bolsa.
“Confirmamos que a IMC iniciou tratativas preliminares e não vinculantes sobre
possíveis modelos de negócios, que poderão, eventualmente, resultar em uma
parceria com a Raízen Combustíveis no setor de alimentação”, disse a IMC em
comunicado. "Em razão de seu caráter embrionário e não vinculante, tal
informação vinha sendo tratada em caráter confidencial, de forma a proteger interesse
legítimo da companhia.”
Sócio estrangeiro aumenta participação na Marfrig
Exame 03.05.2013 - Em comunicado divulgado
hoje, a empresa de alimentos revelou o aumento da fatia do Capital Group
International de 4,94% para 5,08% das ações ordinárias.
A Capital Group International (CGII) aumentou
a participação que tinha na brasileira Marfrig. Em comunicado divulgado hoje, a
empresa de alimentos revelou que a fatia passou de 4,94% a 5,08% das ações
ordinárias da empresa, que dão direito a voto.
A companhia informou ainda que uma
subsidiária do CGII, a Capital Research Global Investors, possui outros 23,3
milhões de papéis ordinários da Marfrig, correspondentes a uma participação de
4,47% nessa espécie de ação.
A CGII ressaltou que "trata-se de um
investimento minoritário que não altera a composição do controle ou a estrutura
administrativa da companhia".
Por sua vez, a Marfrig acrescentou que a CGII
não celebrou qualquer acordo ou contrato que regule o exercício do direito de voto
ou a compra e
venda de ações da empresa.
Situação financeira: Embora o aumento de
participação tenha sido tímido, ele acontece em um momento em que circulam
notícias sobre a possibilidade de a Marfrig se desfazer de parte de seus ativos
para injetar dinheiro em caixa.
A companhia encerrou o ano com uma dívida
líquida de mais de 9 bilhões de reais - o equivalente a 4,3 vezes sua geração
de caixa.
Segundo a coluna Primeiro Lugar da revista
EXAME, a venda da americana Keystone, maior fornecedora do McDonald's, é a
principal saída que está sendo cogitada. A informação foi publicada na edição
1040, que ainda está nas bancas.
Alcoa quer cortar 11% de capacidade em suas fundições
Valor 03.05.2013 - A americana Alcoa informou
nesta quarta-feira que considera cortar em cerca de 11% a capacidade produtiva
de suas fundições, no momento em que a gigante produtora de alumínio tenta
compensar a queda nos preços do metal.
A companhia disse que vai passar 15 meses
revisando suas operações para realizar algumas paralisações em seu sistema. O
foco ficará nos empreendimentos mais custosos e que têm algum risco de
enfrentar preços de energia maiores ou pressões regulatórias.
A Alcoa tem fundições nos Estados Unidos, no
Canadá, no Brasil, na Austrália e na Europa. A empresa disse também que vai
decidir se reduz a produção da alumina, matéria-prima utilizada para fabricar o
alumínio. “Por conta da fraqueza persistente dos preços de alumínio, precisamos
pensar em todas as opções”, afirmou Chris Ayers, presidente de produtos
primários da empresa.
Nem mesmo a crescente demanda de mercados
emergentes pelo metal conseguiu segurar a desvalorização da commodity. Por
outro lado, outros insumos como o cobre e o minério de ferro apresentam os
maiores preços em quase dois anos por conta do maior volume de compra.
No ano passado a Alcoa já havia reduzido sua
capacidade em aproximadamente 12%, fechando uma fundição no Estado americano do
Tennessee e parte de outra usina no Texas. Paralisações ainda foram realizadas na
Itália e na Espanha. Segundo a companhia, cerca de 13% da capacidade está
ociosa.
BNDESpar deve fazer aporte de pelo menos R$ 125 milhões na MPX
Estadão 03.05.2013 - Banco estatal, acionista
da empresa de energia de Eike Batista, deve acompanhar aumento de capital da
companhia, decidido após o crescimento da participação da alemã E.ON.
O aumento de capital que a MPX, empresa de
energia do grupo de Eike Batista, pretende efetivar no mês que vem deve contar
com aporte direto de, no mínimo, R$ 125 milhões do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O banco estatal, acionista da empresa com
10,34%, tende a acompanhar a operação, que terá garantia do BTG Pactual e foi
decidida depois do aumento de participação da alemã E.ON, no final do mês
passado.
A avaliação no BNDES, segundo fontes, é de
que a MPX é a empresa mais saudável do grupo EBX e que o aporte poderá ficar
bem acima dessa cifra. A empresa é a única na qual o banco participa
diretamente do capital, por meio da BNDESPar. A decisão do banco, segundo
fontes, será aderir, "se for um bom negócio", o que dependerá do
preço da oferta. O banco se diz "tranquilo" em relação à exposição ao
grupo EBX por meio de sua empresa de energia. O próprio presidente da instituição,
Luciano Coutinho, já declarou isso publicamente.
No final de março, a E.ON, que detinha 11,73%
de participação na MPX, elevou sua participação para 36,20% comprando uma fatia
pertencente a Eike que, por sua vez, teve sua parcela de ações reduzida de
50,08% para 25,61%.
Cálculo. Com base nos dados fornecidos pela
empresa sobre a operação de aumento de capital, o coordenador de pós-graduação
da Fundação Instituto de Administração, Marcos Piellusch, calcula que para
manter a mesma participação, o BNDES terá se subscrever 12.410.434 novas ações.
Ao preço de R$ 10,00, como foi divulgado no primeiro anúncio da operação, isso
leva aos R$ 125 milhões.
O professor Piellusch parte também do
princípio de que, não acompanhando a oferta, a posição de Eike como acionista
seja diluída para, no máximo, 21,21%. Isso contando que a MPX terá aportes
correspondentes a R$ 367 milhões, já anunciado pela E.ON, e de R$ 708 milhões
que caberia à participação acionária hoje detida por "outros", o que
inclui as ações negociadas no mercado por minoritários.
Segundo fontes, a MPX foi avaliada
tecnicamente pelo BNDES como uma empresa bastante firme no fornecimento de
energia térmica. A empresa opera hoje cinco usinas, com um total de 1.082
megawatts (MW) de capacidade instalada. Seu planejamento estratégico prevê
chegar ao fim do ano com 2.838 MW. A companhia anuncia "para os
próximos" anos, mais 10 mil MW em geração térmica de novos projetos.
Na semana passada, o gerente para carvão da
E.ON, Gustavo Fernandez, em evento no Rio disse que a empresa alemã já investiu
cerca de 1 bilhão na MPX e disse que novos aportes vão depender do andamento e
da necessidade de capital dos projetos. Ele também se disse tranquilo em
relação aos riscos e generalizou: "Todos os investimentos tem riscos envolvidos",
disse.
Os maiores valores liberados pelo BNDES ao
grupo X se deram em forma de empréstimos. Ainda segundo fontes, todos têm como
garantia fianças bancárias, o que diferencia o crédito liberado a Eike por
outras instituições financeiras, que tiveram ações do próprio grupo como
garantia.
Na última terça-feira, o presidente da
mineradora MMX, Carlos Gonzalez, admitiu, durante teleconferência com analistas
para detalhar resultados do primeiro trimestre, que o grupo tem enfrentado
dificuldade de crédito no mercado. "Há uma prioridade na preservação do
caixa (...) é de conhecimento de todos que o grupo passa por dificuldade de
crédito", afirmou.
LLX renova financiamento de R$ 467,7 milhões com Bradesco
Valor 03.05.2013 - A LLX, empresa de
logística do grupo de Eike Batista, anunciou hoje a renovação por 18 meses do
prazo de financiamento que sua subsidiária LLX Açu Operações Portuárias fez com
o Bradesco, no valor de R$ 467,7 milhões. O vencimento, assim, foi adiado para
outubro de 2014.
O empréstimo-ponte foi firmado entre banco e
empresa em maio de 2011, lembra o comunicado. Para a LLX, a rolagem dessa
dívida mostra que há capacidade de garantir o suporte financeiro necessário
para a construção do porto do Açu.
Ontem, as ações da companhia devolveram parte
dos ganhos registrados na semana passada — junto com todas as empresas do grupo
EBX. Os papéis terminaram o pregão da BM&FBovespa em queda de 3,5%, cotadas
em R$ 1,91. No ano, o recuo já chega a 20,4%.
CSN é preferida para levar ativos da Thyssen nas Américas, diz fonte
Valor 03.05.2013 - A ThyssenKrupp parece
estar no estágio final de negociações para vender seus ativos da Steel Americas
— uma laminadora no Estado americano do Alabama e a Companhia Siderúrgica do
Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pela “Dow Jones
Newswires”, a brasileira CSN é a preferida para adquirir os ativos.
Apesar disso, as mesmas pessoas ouvidas, que
não quiseram se identificar, alertaram que é muito grande a possibilidade de a
Thyssen permanecer com uma fatia, principalmente na CSA, após a operação ser
completada.
“Estamos em negociação intensa para vender a
Steel Americas”, afirmou a siderúrgica alemã em comunicado. “Essas conversas
incluem também a Vale, nossa parceira na CSA com 27% de participação, o banco
brasileiro de desenvolvimento BNDES e autoridades governamentais no país”,
acrescentou.
Os empreendimentos à venda apresentam
prejuízo por conta dos altos custos de produção. A Thyssen tenta dar fim a um
investimento de bilhões de euros. Mas de acordo com as fontes, as cifras
oferecidas estão bem abaixo das expectativas da empresa. Há meses, são
realizados encontros com possíveis compradores dos ativos.
Propostas foram levadas à alemã pela CSN, que
está interessada em ambos os ativos, e por uma parceria entre ArcelorMittal, a
maior siderúrgica do mundo, e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo
Corporation, que pretende adquirir apenas a laminadora do Alabama, dizem as
fontes.
Aquisição da brasileira Bargoa pela Corning é finalizada
Teletime 02.05.2013 - Anunciada em fevereiro,
a aquisição da fabricante brasileira de componentes de telecomunicações Bargoa
pela norte-americana Corning Incorporated foi finalizada nesta quinta-feira, 2.
A transação não teve o valor divulgado, mas deverá permitir à Corning expansão
da base das operações como prestadora de soluções de conectividade no Brasil. A
Bargoa S.A. agora passa a se chamar Corning Tecnologias de Comunicação S.A. e
será integrada ao segmento de negócio liderado pelo vice-presidente executivo
da compradora, Clark S. Kinlin. As principais atividades da Bargoa/Corning são
no Rio de Janeiro.
A antiga dona da Bargoa, a espanhola Abengoa,
afirma que a venda reflete a estratégia de focar em atividades de core, que
incluem outras áreas de atuação, como linhas de distribuição de energia e
fábricas de produção de biocombustíveis. A empresa permanece atuando no Brasil.
Joint-Venture da Tefónica e Mastercard lançará pagamentos móveis em seis cidades em maio
Teletime 02.05.2013 - Anunciada em novembro
do ano passado como uma joint-venture entre a Telefónica International e a
MasterCard, a Mobile Financial Services (MFS) está com quase tudo pronto para
começar a operar sua plataforma de pagamentos móveis no País. O serviço, ainda
sem um nome comercial divulgado, deverá ter o pré-lançamento ainda em maio nas
cidades paulistas de Sorocaba, Osasco, Jundiaí, Mogi e Guarulhos, além de Belo
Horizonte. Segundo o presidente da MFS, Marcos Etchegoyen, a inclusão da
capital mineira acontece como uma espécie de teste para entrar em cidades
maiores, como São Paulo, o que não deve demorar. "Não chegamos lá ainda,
então tinha de haver um contraponto. A gente vai atrás da base da Vivo, e em
São Paulo é onde ela tem a melhor posição", explica.
O roll-out começará a partir de janeiro de
2014, com o lançamento feito "em ondas" até cobrir todo o território
nacional no decorrer do próximo ano. "Vai demorar um pouquinho; não porque
a gente não quer, mas porque é novo". Segundo o executivo, o que define as
regiões iniciais de atuação, além da cobertura da Telefônica/Vivo, são a
distribuição de agentes de recarga e uma concentração de clientes
desbancarizados. Mas ainda há um grande caminho pela frente.
O foco da plataforma de mobile payment da MFS
são as classes C, D e E, justamente as que possuem mais clientes
desbancarizados, mas que conta com grande penetração de telefonia móvel. O
serviço utiliza o USSD para comunicação, o que permite a compatibilidade com
virtualmente qualquer tipo de aparelho do mercado, sem precisar trocar handsets
ou SIMcards, oferecendo microtransações como recargas de celular, compras
pequenas e transferências de baixo valor. "Às vezes é difícil de explicar
de tão simples que é",diz Etchegoyen. Ele garante que a vantagem do
sistema é ser rápido, seguro e intuitivo, permitindo também o controle das
despesas tanto pelo caráter pré-pago quanto pelo registro de histórico de
transações via SMS. "Conseguimos levar ao mercado uma tecnologia de pagamento
por celular através de uma tecnologia simples. Eu quero concorrer com o
dinheiro", declara o executivo.
Ecossistema informal: Outra vantagem é o
aspecto de inclusão com pontos de venda. Segundo o diretor de marketing e
produtos da MFS, Eduardo Abreu, os clientes poderão realizar transações em
lugares onde não existe acesso fácil a agências bancárias. "Eles conseguem
chegar a regiões onde talvez outros não estejam; lugares muito simples, onde
provavelmente (o usuário) não irá encontrar uma máquina POS de cartão, mas há
um POS de recarga. A abrangência da telefonia é muito maior", diz.
Abreu cita um público-alvo desbancarizado,
com algum tipo de renda informal, "que se resolve em um raio de 500 metros
da casa, entre amigos". O executivo afirma que esse consumidor conta
atualmente com três tipos principais de pagamentos mensais: água, energia e TV
a cabo. O telefone não aparece justamente por ser em um esquema pré-pago, e a
ideia é buscar algum tipo de fidelização com esse cliente da Vivo, oferecendo
mais formas de contato além da prestação de serviço de telefonia. "Tem um
ecossistema informal, esses caras não precisam de banco. Eles já se
resolveram", avalia. Outra vantagem para esse tipo de consumidor, explica
Abreu, é a oferta de um cartão de plástico da MasterCard que, por ser pré-pago,
não exige avaliação de crédito.
Gigantes regionais: A estratégia da companhia
também envolve parcerias com adquirentes, como a GetNet (com 400 mil pontos de
venda no País), a epay (com mais de 22 mil pontos) e outras empresas do ramo.
"Já temos mais oito com quem estamos conversamos e, de alguma forma,
queremos trazer para dar capilaridade a nosso produto", diz Marcos
Etchegoyen. Juntando todas as adquirentes, a MFS afirma contar com mais de 500
mil pontos de venda, número bem superior à quantidade de caixas automáticos
(ATMs, na sigla em inglês), que totalizaram 182 mil unidades em 2011, segundo
último estudo da Federação Nacional de Bancos. O presidente da MFS espera ainda
a parceria com o que chama de "gigantes regionais": empresas que
dominam determinadas regiões do País, mas não tem alcance nacional. "É
diferente em comparação com outros adquirentes, como GetNet, Cielo e Redecard,
que são inclusive importantes para nosso sistema", diz. "Mas em recarga
tem 200 (empresas) equivalentes. Não quer dizer que são tão fortes; são
pequenas, mas dominam a região".
O fato é que o negócio está caminhando
independente do que se resolve no Banco Central para regulamentar os pagamentos
móveis, mas Etchegoyen afirma que uma definição seria benéfica para a empresa.
"A gente quer muito isso, porque qualifica o mercado e se evitam os
aventureiros", diz. A MFS acredita que isso também traria mais segurança
ao usuário, apesar de já dar garantias ao consumidor. "O dinheiro do cliente
vai estar separado em uma conta da MFS em nome dele, e esse valor não faz parte
do ativo da MFS", afirma.
Lucro da Cielo cresce 13% no primeiro trimestre e atinge R$ 640,9 milhões
Folha 03.05.2013 - A empresa de meios de
pagamento Cielo teve alta de 13% no lucro líquido do primeiro trimestre deste
ano, em meio a um salto de quase 30% na receita líquida do período, informou a
companhia na noite da última quinta-feira (2).
A Cielo teve um lucro líquido de R$ 640,9
milhões entre janeiro e março, alta de 13,1% na comparação anual. O número veio
acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, que esperavam
lucro de R$ 616 milhões.
A receita líquida cresceu 28,4% no período
sobre um ano antes, para R$ 1,546 bilhão, valor abaixo da previsão de
analistas, de R$ 1,72 bilhão.
Da mesma forma, o lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), avançou
13,8%, a R$ 874,5 milhões. A margem Ebitda (relação percentual entre receita
líquida e Ebitda) caiu de 63,8%, para 56,5%.
Ambos os indicadores ficaram abaixo da
previsão do mercado, de R$ 992 milhões para o Ebtida e de 57,7% para a margem.
Em parte, isso foi explicado pelo aumento de
63,6% nas despesas operacionais, no ano a ano, para R$ 201,5 milhões. Segundo a
companhia, isso foi da consolidação das Me-S, a partir do quarto trimestre, e
do aumento das despesas de vendas e marketing.
Por outro lado, a companhia teve um aumento
de 19,8% das receitas com antecipação de recebíveis, para R$ 228 milhões.
RS colhe 2,5 milhões de toneladas a mais de soja
Estadão 03.052013 - Produção total atingiu
4,3 milhões de toneladas; parte do produto precisou ser armazenada em ginásio
de esportes.
Os produtores gaúchos estão entusiasmados com
a safra de soja deste ano. Com 90% do grão colhido e estocado, a produção
atingiu 4,3 milhões de toneladas, 2,5 milhões de toneladas a mais do que a
safra passada, quando a lavoura foi castigada pela estiagem. A informação é do
agrônomo Áureo Mesquita de Almeida, coordenador da Câmara Setorial da Soja da
Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul
(Seapa).
Em São Francisco de Assis, na região da
Fronteira Oeste, a Cooperativa Agropecuária & Industrial (Cotrijui), teve
de armazenar parte do produto em um ginásio municipal de esportes. A
cooperativa tem capacidade de armazenagem que supera 997 mil toneladas. Almeida
disse ainda que este ano os preços estão elevados e aumentando ainda mais o
entusiasmo dos agricultores gaúchos, que poderão novamente se capitalizar.
Nesta quinta-feira, segundo levantamento feito pela Emater-RS a saca da soja
estava cotada em R$ 57,00.
Conforme o setor de acompanhamento de safras
da Emater a soja está com a colheita praticamente encerrada, com os produtores
avançando sobre 90% da área estimada para este ano. As quantidades retiradas
ultimamente têm surpreendido. Em situações não raras, ultrapassam os 3 mil
kg/ha. Essa ocorrência poderá trazer alterações (positivas) na contagem final
da safra, podendo a mesma ser superior ao que se vem estimando atualmente.
Com o mercado tranquilo quanto à oferta do
produto, as cotações da saca de 60 kg oscilam dentro de patamares considerados
normais para o cenário. Nesta semana a mesma teve redução de 0,97% em relação à
semana anterior, ficando em R$ 53,97. Ainda segundo o coordenador da Câmara
Setorial da Soja, metade da produção gaúcha deverá ser exportada nos próximos
meses pelo porto de Rio Grande. O restante será esmagado para ser transformado
em óleo comestível e biodiesel e o farelo será destinado a ração animal. O
farelo de soja é um dos principais integrantes das rações para alimentação de
suínos e aves.
Em Santa Catarina, o clima também é de
otimismo. A safra catarinense de soja cresceu 48% este ano em relação a 2012.
Fatores, entre eles climáticos, combinados com o aumento do plantio e
investimentos em equipamentos resultaram na supersafra que poderá chegar a 1,6
milhão de toneladas. Pelas estimativas, o aumento deve movimentar R$ 1,4 bilhão
na economia do Estado.
Leilão para fornecimento de energia no RS é realizado nesta sexta-feira
SetorialEnergiaNews 02.05.2013 - O Leilão de
Distribuição para contratar a prestação do serviço público de distribuição de
energia elétrica em área determinada nos municípios de Putinga e Anta Gorda, no
estado do Rio Grande do Sul será realizado nesta sexta-feira (3), no auditório
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A região é atendida atualmente pelo
Departamento Municipal de Energia Elétrica de Putinga (DEMEEP), que não possui
a outorga do direito da concessão para exploração do serviço e, por isso, a
Agência iniciou o processo para regularização dos serviços na região.
O vencedor do certame será aquele que ofertar
o maior Valor de Renúncia de Receita (VRR) anual, além de uma tarifa média
menor do que a praticada pelo DEMEEP. Os lances serão apresentados em envelope
fechado, seguidos de lances por viva-voz.
Distribuidoras receberão mais R$2 bi para cobrir gastos com ESS de fevereiro e março
JornaldaEnergia 02.05.2013 - Recursos virão
da CDE e serão depositados pela Eletrobras até 6 de maio. A Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Eletrobras a repassar R$2.056 bilhões da
Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) às distribuidoras, a fim que estas
cubram seus gastos com o Encargo de Serviço do Sistema (ESS), referentes às
competências de fevereiro e março de 2013, conforme Decreto 7.945/2013. Nesse
valor, consta ainda um ajuste de recursos relativo aos gastos das
concessionárias com o ESS em janeiro.
A Eletrobras, gestora da CDE, tem até 6 de
maio para repassar os recursos às empresas, que serão vinculados na conta
corrente de aporte de garantias financeiras da Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica (CCEE).
Os recursos serão repassados a 45
distribuidoras, sendo que a Light (RJ) receberá a maior fatia: R$257 milhões.
Logo em seguida vem a Eletropaulo (SP), com R$148,8 milhões, acompanhada de
Copel (PR), com R$128,3 milhões a receber. Veja a lista completa.
As informações estão publicadas no Diário
Oficial da União, no Despacho 1.312, de 30 de abril de 2013.
Anatel multa TIM em R$ 9,5 mi por queda de chamadas
Folha 02.05.2013 - A Anatel (Agência Nacional
de Telecomunicações) multou a operadora TIM em R$ 9,576 milhões por falhas
registradas nas ligações de usuários do plano Infinity pré-pago.
Anatel cometeu falhas grosseiras, diz TIM.
TIM diz que análise não indica queda proposital de chamadas.
O caso, antecipado pela Folha, estava sob
investigação desde o ano passado. Na época, um relatório da área técnica da
agência indicava uma suspeita de que a empresa, de propósito, provocava a
interrupção de chamadas de seus clientes para que eles tivessem de fazer uma
nova chamada.
Como a cobrança neste plano é feita por
chamada e não por minuto, a suspeita era de que a empresa arrecadava mais de
uma vez com as seguidas tentativas do mesmo cliente.
A Superintendência de Serviços Privados da
Anatel reanalisou o caso, solicitou esclarecimentos da área de fiscalização e
pediu também informações complementares.
A constatação, entretanto, foi de que a
empresa não causava a falha com essa intenção deliberada.
"Não é possível concluir que a Tim
estaria conferindo tratamento discriminatório aos usuários do plano Infinity
pré-pago", diz o texto da Anatel, divulgado nesta quinta-feira (2).
Mesmo assim, foi identificado que a operadora
descumpria os indicadores de qualidade e o Código de Defesa do Consumidor. Por
este motivo, a multa foi aplicada.
A reguladora informou que a TIM ainda pode
recorrer da decisão.
A Folha tentou entrar em contato com a
empresa, mas nenhum representante foi encontrado até a publicação deste texto.
Via Varejo vai ajustar Casas Bahia e Ponto Frio
Valor 03.05.2013 - A Via Varejo, formada com
a fusão de Casas Bahia e Ponto Frio, anunciada no fim de 2009, tem sinal verde
para concluir o projeto de integração das duas redes, algo que dependia da
aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A partir de agora, a empresa está livre para
fazer ajustes que eram proibidos por determinação do órgão, até a aprovação da
fusão das varejistas. "Não podíamos fechar lojas, centros de distribuição
e fazer mudanças de bandeiras de loja, como trocar Ponto Frio por Casas Bahia
ou vice-versa", disse Vitor Fagá, diretor de relações com investidores da
Via Varejo. A empresa não revela que ações devem ser tomadas.
Entre as medidas prováveis, espera-se corte
de funcionários em diferentes escalões e áreas e fechamento de lojas, dizem
consultores e analistas. "O custo mais pesado de uma operação de varejo
está em loja. Eles devem fechar pontos deficitários", disse Claudio
Felisoni, sócio fundador da Felisoni Consultores Associados. "Agora é a
hora da verdade. Os maiores ganhos de eficiência em Casas Bahia e Ponto Frio
vão aparecer daqui para frente", diz Eugenio Foganholo, sócio diretor da
Mixxer Consultoria.
Relatórios de bancos já consideram efeitos
positivos de futuros ganhos de sinergia com novas medidas de ajuste. "A
aprovação do Cade permite ao grupo começar a fechar posições inúteis, alterar
bandeiras das lojas e tornar mais eficiente a infra-estrutura logística.
Racionalização dos CDs, juntamente com economias adicionais em áreas como
marketing, poderia adicionar três pontos percentuais, ou mais, às margens da
Via Varejo", escreveram em relatório os analistas do Bank of America
Merrill Lynch (BofA), Robert Ford, Melissa Byun e Nicole Inui.
A margem bruta da empresa está em 27,8% e a
margem Ebitda, em 5,7%. Em teleconferência com analistas na terça-feira, o
comando da companhia estimou ganhos com sinergia de R$ 200 milhões a R$ 250
milhões anualizados a partir deste ano.
Casas Bahia e Ponto Frio somam 968 lojas, 66
mil empregados e 23 centros de distribuição. Desde a fusão, a empresa já
trabalhava comprando mercadorias de forma unificada, como autorizado pelo Cade,
e vinha coordenando revisões em seus gastos para reduzir a relação entre
despesas operacionais e receita líquida. A taxa atingiu 22,1% de janeiro a
março, 0,7 ponto percentual abaixo do verificado em 2012.
"Racionalização do quadro de
pessoal" e queda com gastos em tecnologia da informação melhoram esse
índice neste ano. Para efeito de comparação, a rede concorrente Magazine Luiza
contava com 636 lojas (sem incluir lojas virtuais) em dezembro e 22 mil
empregados. A relação entre despesa e receita no Magazine estava em 19,9% em
2012.
Daqui para frente, todas as lojas Ponto Frio
e Casas Bahia serão incorporadas em um único CNPJ, e com isso as lojas poderão
ser atendidas por qualquer centro de distribuição. "Isso já está em
processo", diz Fagá. Melhores formas de usar os investimentos em marketing
estão sendo analisados. O Cade obrigava as redes a manter ações de marketing
separadas e políticas promocionais não podiam ser alteradas. Isso agora, também
acabou.
Estados arrecadam mais de R$ 100 milhões com taxas de mineração
Folha 03.02.2013 - A taxa de mineração em
vigor no Pará, em Minas Gerais e no Amapá desde o ano passado engordou os
cofres dos três Estados no primeiro trimestre de 2013.
As mineradoras que atuam nessas regiões
desembolsaram no total mais de R$ 100 milhões com esse tributo, sem contar
outros gastos, como os royalties da mineração.
O governo paraense arrecadou R$ 52,4 milhões
entre janeiro e março.
Em Minas, R$ 44,4 milhões entraram em caixa,
enquanto no Amapá o tributo gerou R$ 4,6 milhões.
Os Estados alegam que tiveram de estabelecer
a cobrança dada a necessidade de recursos para a fiscalização da atividade.
Até o Mato Grosso do Sul, com pequena
produção nacional, decidiu criar taxa semelhante. A previsão é arrecadar R$ 3
milhões durante todo o ano.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria)
considera a taxa inconstitucional, com o entendimento de que a fiscalização das
mineradoras é exclusiva da União.
Ações da entidade no STF (Supremo Tribunal
Federal) ainda estão em tramitação.
A Vale, principal mineradora do Pará e de
Minas Gerais, só começou a pagar depois que ambos os Estados diminuíram o valor
taxado por minério extraído.
Cybelar mira o topo do varejo, pelas beiradas.
Estadão 01.05.2013 - Como a Cybelar quer se tornar a líder do varejo no interior paulista, lugar que já foi do Magazine Luiza.
Quase quatro meses depois de ter adquirido o braço paulista da gaúcha Lojas Colombo, a Cybelar, com sede em Tietê (SP), assume hoje efetivamente as 62 lojas compradas com a meta de ser líder regional no varejo de móveis e eletroeletrônicos no interior paulista. Até pouco tempo atrás, esse posto era ocupado pelo Magazine Luiza, rede de Franca (SP), antes de a empresa ganhar dimensão nacional.
"Queremos virar uma referência no varejo regional", afirma Ubirajara Pasquotto, diretor da rede, mais conhecido como Bira. Ele reafirma seu plano de comer pelas bordas. Isto é, continuar fora da disputa na capital paulista e ser líder no interior.
Bira conta que desde que o negócio foi fechado, em meados de novembro de 2012, ele, uma equipe de 30 funcionários e consultorias contratadas têm trabalhado duro para formatar a nova configuração da empresa que, a partir de hoje, é 50% maior do que antiga Cybelar em tudo: número de lojas, de funcionários e receita.
Para converter as 62 lojas Colombo para Cybelar, modernizar toda a rede, inclusive as 92 lojas da antiga Cybelar, e criar condições de logística e armazenagem que suportem esse volume de vendas maior, Bira conta que está investido neste ano R$ 100 milhões com recursos próprios. Essa cifra não inclui o gasto, mantido sob sigilo por questões contratuais, para a compra de parte da Colombo.
"A transformação do formato das lojas começa este ano com a incorporação da Colombo e termina no fim de 2014", prevê Bira. Ele observa que serão dois processos que vão acontecer simultaneamente: a mudança de toda a rede para um novo formato de loja e a conversão da unidades da Colombo para a Cybelar.
A partir de hoje o que se verá no mercado é a mudança na administração que, segundo Bira, deve ocorrer em "ondas". A cada cinco dias, serão reabertas entre oito e dez lojas da Colombo sob o comando da Cybelar. O processo deve ser concluído até o final deste mês. Só as lojas de shopping não serão fechadas para a troca de administração.
Das 62 unidades incorporadas, 30 estão sob análise pela companhia porque existe uma sobreposição com outra loja da empresa. "Não pretendemos fechar nenhuma loja", diz o empresário. Segundo ele, dessas 30lojas, 20 comportam um segundo ponto de venda numa mesma praça porque o mercado é importante. Esse é o caso da cidade de Bauru (SP). "Com mais lojas numa mesma praça posso ampliar a fatia de mercado." Já para as outras dez lojas em que há sobreposição, a empresa estuda mudança no mix de produtos. Em ambos os casos, a empresa não tem mais do que 70% do mercado local, ressalta Bira.
Sinergia. Um dos motivos que levaram a Colombo se desfazer das lojas no interior de São Paulo e de Minas Gerais foi a baixa rentabilidade. Mas o que era ruim para a Colombo pode ser bom para a Cybelar. Nas contas de Bira, em 90 dias o prejuízo gerado por essas unidades deve ser zerado. Ele acredita que o que dava prejuízo para a Colombo era o descompasso entre o tamanho da operação e a receita. "A Colombo tinha um centro de distribuição com 200 pessoas em São Paulo. Nós conseguimos absorver essa operação no nosso centro com mais 40 pessoas."
Além disso, observa o executivo, há outras economias, como, por exemplo, o gasto com publicidade. Na ponta do lápis, Bira acredita que vai conseguir uma redução de custo mensal de R$ 600 mil a R$ 800 mil para tocar as lojas adquiridas.
Esse ganho de escala com incorporação das novas lojas é um dos pilares do seu plano para ser líder regional. Ele ressalta que o novo formato dos pontos de venda deve pesar muito para isso. "Queremos criar lojas que deem ambiente de experimentação para o consumidor." Outra diferença é a inclusão de itens como games, tablets e smartphones.
A compra das lojas da Colombo traz para a empresa mais duas novidades: a estreia em shoppings, com cinco das 62 lojas adquiridas, e a entrada no mercado de Minas Gerais. Para este ano, a projeção é atingir um faturamento entre R$ 700 e R$ 750 milhões. "Estamos com um cenário conservador, mas podemos ter surpresas e apressar o plano de alcançar o primeiro bilhão de faturamento de 2015 para 2014."
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