Daily News
Órgãos
federais abrem 24 horas no porto de Paranaguá
Buffett
defende estrutura do acordo da Heinz e parceria com 3G Capital
Infraestrutura
será o vetor de crescimento do Brasil, prevê BID
Marinha
discute com BNDES apoio a navios
M.Dias
Branco tem lucro de R$108 mi no 1º trimestre
Fundo
que investe em shoppings do interior deve ser lançado em breve
Fundo
do Shopping Higienópolis anuncia compra de imóvel
País
terá R$ 3,80 tri em investimento até 2016, diz Coutinho
Projeto
para bancos prevê que próprio sistema absorva prejuízo, diz Tombini
Karoon
faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos
Mabe
pede recuperação judicial
Bradesco
desiste de comprar a Credicard
Lucro
da Eternit cai 28% no trimestre, para R$ 21,5 milhões
Lucro
da colombiana Ecopetrol recua 20% no trimestre
Colombo
recebe aporte e renegocia dívida
HRT
compra 60% de campo da BP na Bacia de Campos por US$135 mi
TNT
investe em busca de comprador
CSN,
de Steinbruch, faz proposta de US$ 2,5 bi por ativos da ThyssenKrupp
ThyssenKrupp
quer US$ 1,6 bilhão por 40% da CSA
Grupo
Galvão negocia venda de eólica para Copel
Gargalo
logístico gera negócios em tecnologia
Aviação.
O voo brasileiro da Singapore Airlines.
BVA.
Mais perto, mas ainda longe
Hypermarcas
contém despesas e lucro sobe 151% no trimestre
BC
quer credores em resgates
HRT
sobe forte após aquisição de fatia no Campo de Polvo, por US$ 135 mi
Braskem
acelera saída da área de resíduo
'Queria
ter mais Eikes', diz chefe da Agência Nacional do Petróleo
Agora,
vai: depois de diagnóstico de consultora esotérica, Eike Batista troca
logomarca do seu grupo
Ativos
em liquidação
Darby
compra subsidiária da ALL e cria a ART
O
banco BTG Pactual, de André Esteves, pode se tornar também grande no
agronegócio
Mais
dois frigoríficos em MT assinam acordo com MPF
Autopeças.
Parceria dupla
Coutinho
diz que começou 'retomada em U'
Standard
Chartered Brasil lança área com foco na Coreia
Agenda
tem Focus e dados do setor de serviços da China e Europa
Mercado
de juros aguarda IPCA para ajustar cenários
Governo
prevê perda de R$ 53 bi de receita com desonerações e retomada mais lenta
Bancos
e consultorias já falam em crescimento do PIB abaixo de 3% no ano
Expansão
do setor de serviços no Brasil acelera em abril--PMI
Órgãos
federais abrem 24 horas no porto de Paranaguá
Gazeta
do Povo 06.05.2013 - Começa hoje, segunda-feira(06), o funcionamento 24 horas
dos serviços federais de fiscalização no Porto de Paranaguá. A mudança vale
principalmente para a Anvisa e para a Receita Federal. Além do próprio porto, a
Polícia Federal e a Capitania dos Portos já atuam de forma ininterrupta.
Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a Anvisa
atua hoje em esquema de plantão das 8 às 20 horas, com dez servidores. No novo
regime, mudará o plantão para duas escalas: das 7 às 19 horas e das 19 às 7
horas. Já a Receita Federal do terminal mudará o plantão, hoje feito de 12 por
36 horas semanais, para 24 horas. A expectativa é que trâmites como a liberação
de cargas, principalmente contêineres, fique mais rápida.
Buffett
defende estrutura do acordo da Heinz e parceria com 3G Capital
Valor
06.05.2013 - O megainvestidor Warren Buffett disse esperar que sua firma de
investimentos Berkshire Hathaway detenha para sempre uma participação na Heinz
e deseja, aliás, que essa fatia aumente ao longo do tempo. Buffett comentou
ainda não ver problemas em ter um parceiro - no caso, a empresa brasileira de
investimentos 3G Capital - no acordo de US$ 23,3 bilhões.
Em
entrevista à rede CNBC nesta segunda-feira, o executivo disse não considerar a
3G, capitaneada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto
Sicupira, uma empresa de private equity tradicional porque está investindo uma
quantia significativa de seu próprio capital e está administrando o negócio.
Alguns
integrantes do mercado questionaram se o acordo da Heinz, que concede à
Berkshire uma participação de 50% na empresa, representaria uma mudança no
estilo de investimento do conglomerado de Buffett. Geralmente, a Berkshire compra
todos os direitos de uma companhia e permite que ela continue operando sem
grandes alterações.
Infraestrutura
será o vetor de crescimento do Brasil, prevê BID
Valor
06.05.2013 - Atualmente, 50% do total do desembolso anual do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID) vão para projetos ligados à
infraestrutura. A fatia que o banco destina ao setor mostra para onde aponta o
crescimento das economias brasileira e latino-americana, de acordo com
Alexandre Rosa, gerente de Infraestrutura e Meio Ambiente do BID.
Falando
sobre o tema hoje, durante o 8º Encontro de Logística e Transportes, realizado
pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rosa disse haver
um passivo no investimento latino-americano em infraestrutura que precisará e deverá
ser sanado nas próximas décadas.
"Fizemos
estudos e constatamos que os países da região, incluindo o Brasil, investem
cerca de 3% do PIB em infraestrutura. Para competir com uma Coreia do Sul, por
exemplo, a taxa teria que ser de 5%. Com a China, de 7%", disse.
Na
avaliação do banco, quatro fatores principais levaram à incipiente taxa de
investimento na região nas últimas duas décadas: visão desintegrada de
transporte, falta de planejamento público, escassez de projetos privados e
legislação inibidora de investimentos no setor.
Segundo
Rosa, a infraestrutura vai "puxar" o crescimento brasileiro nos
próximos anos. "Assim como a ascensão da classe C, a inclusão social e o
aumento de consumo foram os responsáveis pelo crescimento do país nos últimos
dez anos, o investimento em infraestrutura agora terá esse papel",
afirmou
Marinha
discute com BNDES apoio a navios
Indústria
naval e Offshore 06.05.2013 - A Marinha do Brasil vem conversando com o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre um possível apoio
da instituição à construção de navios-patrulha. "Estamos discutindo um projeto-piloto
com o BNDES sobre a construção de navios-patrulha de 500 toneladas. É algo que
precisamos para ter mais navios nas proximidades das bacias petrolíferas",
disse ao Valor o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto.
Esse
pode ser o primeiro passo para o BNDES participar de um eventual financiamento
ao Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper), que prevê a
construção no Brasil de cinco fragatas de 6 mil toneladas cada uma, de cinco
navios-patrulha oceânicos de 1.800 toneladas e de um navio de apoio logístico
de 24 mil toneladas. Esse pacote deve exigir investimentos de cerca de € 5
bilhões.
Ainda
não está claro como o Prosuper será financiado. Em recente entrevista, Moura
Neto disse que há várias possibilidades. O Prosuper poderia contar com recursos
orçamentários, seguir o caminho do Programa de Desenvolvimento de Submarinos
(Prosub), que conta com financiamento externo, ou ter o apoio financeiro do
BNDES. Caberá à presidente Dilma Rousseff definir a melhor alternativa.
Moura
Neto disse que não há prazo definido para contratar a construção dos navios. "Depende
da decisão do governo brasileiro. É um projeto que começou na época do
ex-presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]. Acredito que 2013 pode ser o
ano em que a presidente Dilma Rousseff pode tomar a decisão, pelo menos essa é
a esperança da Marinha." Disputam a encomenda empresas da Alemanha,
Holanda, Espanha, Itália, França, Reino Unido e Coreia do Sul.
M.Dias
Branco tem lucro de R$108 mi no 1º trimestre
Brasil
Econômico 06.05.2013 - O faturamento do primeiro trimestre somaria R$ 957,1
milhões, alta de 18% sobre um ano antes.
A
receita líquida da companhia totalizou R$ 948,4 milhões nos três primeiros
meses do ano, alta de 16,9% ante igual período de 2012
A
fabricante de massas e biscoitos M.Dias Branco registrou lucro líquido de R$
108 milhões no primeiro trimestre deste ano, um leve aumento de 1,4% na
comparação anual, sob influência do aumento no volume de vendas no período.
A
geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (Ebitda, na sigla em inglês), por outro lado, teve queda de 5,7% na
mesma base de comparação, para R$ 149,5 milhões. A margem ebitda caiu de 19,5%
para 15,8%.
"É
importante mencionar que o aumento do custo médio dos produtos vendidos (de
19,9%), principalmente devido ao crescimento do custo médio de matérias-primas,
e das despesas operacionais médias (de 9,9%)
contribuíram
para reduções de margens e do Ebitda", informou a empresa, no balanço.
A
receita líquida da M.Dias Branco totalizou R$ 948,4 milhões nos três primeiros
meses do ano, alta de 16,9% ante igual período de 2012, devido principalmente
ao aumento no preço médio de vendas pelo repasse da alta nos custos de insumos.
A
empresa informou que a partir de janeiro, o governo federal incluiu alguns
setores entre os beneficiados pela desoneração da folha de pagamento e a
mudança "afetou a maioria dos nossos produtos sobre os quais
passamos
a pagar a contribuição patronal do INSS sobre a receita e não mais sobre a
folha de pagamento".
Desconsiderando
esse efeito, o faturamento do primeiro trimestre somaria R$ 957,1 milhões, alta
de 18% sobre um ano antes e de 4% sobre os três últimos meses de 2012.
A
companhia informou ainda que no primeiro bimestre manteve liderança no mercado
nacional de biscoitos e massas, em volume de vendas, com 26,6% de participação
em cada mercado.
Fundo
que investe em shoppings do interior deve ser lançado em breve
InfoMoney
06.05.2013 - A expectativa é que a distribuição inicial de cotas capte R$ 80
milhões no mercado. A gestora de recursos Renovatio está estruturando um fundo
imobiliário com foco em shoppings centers já performados. O primeiro ativo do
fundo será o Shopping Villagio, em Sorocaba, voltado para público AB, e que tem
dois anos e meio de existência. A expectativa é que a distribuição inicial de
cotas capte R$ 80 milhões no mercado.
Acompanhe
a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na bolsa
De
acordo com o sócio e CEO da Renovatio, Vicente Barone, o pedido de registro do
fundo junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deve acontecer no mês de
maio. O retorno esperado ao investidor deve ficar entre 7% e 8% ao ano. O valor
da cota na emissão será de R$ 100 e valor mínimo de reserva das cotas deve ser
de R$ 10 mil.
O
primeiro ativo do fundo será o Shopping Villagio, em Sorocaba, voltado para
público AB (Thinkstock)
O
shopping conta atualmente com ABL (Área Bruta Locável) de 8 mil metros
quadrados e 98 lojas, mas existe uma previsão de expansão de mais 2.800 metros
quadrados. Segundo o executivo, uma expansão já está em andamento e outra,
maior, está prevista assim que houver sinalização de algum ocupante. A taxa de
vacância (desocupação) está abaixo de 2%.
Os
gestores já analisam a compra de outros shoppings em futuras emissões, todos
localizados em cidades do interior. “Procuramos shoppings centers com ABL
mínima de 8 mil metros quadrados. Estamos analisando empreendimentos na cidade
de Criciúma (Santa Catarina), Uberaba (Minas Gerais) e São José dos Campos”,
disse Barone.
Sobre
o mercado de fundos imobiliários: O mercado de fundos imobiliários cresceu de
forma expressiva nos últimos anos no Brasil. No final do mês de março, estes
fundos atingiram duas marcas importantes: o terceiro mês do ano se encerrou com
102.691 investidores e 100 fundos negociados na Bolsa de Valores, segundo dados
da BM&FBovespa.
Para
se ter ideia do crescimento desta indústria, no final de 2008 havia 25 fundos
cadastrados na bolsa. Já o crescimento do número de investidores foi ainda mais
impressionante: em janeiro de 2011, 19.732 pessoas aplicavam seus recursos em
fundos imobiliários, o que indica um aumento de 5 vezes em pouco mais de dois
anos.
Para
Vicente Barone, este mercado ainda tem um bom potencial de crescimento.
“Acreditamos pricipalmente no segmento de shoppings em cidades do interior.
Também analisamos investir em outlets”, adianta o executivo.
Fundo
do Shopping Higienópolis anuncia compra de imóvel
InfoMoney
06.05.2013 - A compra foi feita em conjunto com os demais condôminos do
shopping no dia 29 de abril. A Rio Bravo Investimentos, gestora do fundo
imobiliário shopping Pátio Higienópolis (SHPH11), anunciou ao mercado nesta
terça-feira (30) a conclusão da compra de um imóvel situado na Rua Albuquerque
Lins, número 1.315, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. O terreno fica ao
lado do shopping.
Acompanhe
a cotação de todos os fundos imobiliários negociados da bolsa
A
compra foi feita em conjunto com os demais condôminos do shopping no dia 29 de
abril. A gestora não informou os valores da transação e nem as perspectivas
para a expansão do shopping Pátio Higienópolis.
Fachada
do shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo (Divulgação)
Na
última segunda-feira (29), a Rio Bravo informou que foi aprovada em assembleia
a proposta que autoriza o fundo adquirir novos imóveis como forma a viabilizar
a expansão do empreendimento. A administradora disse que pretendia utilizar as
atuais reservas de caixa do fundo remanescentes da ultima emissão de cotas e
captadas com o propósito de expansão do empreendimento. Caso seja necessário, a
gestora poderia propor uma nova emissão de cotas do fundo para captar recursos.
Sobre o fundo: O fundo foi lançado no final de 1999 e possui 25% do condomínio
que é proprietário do Shopping Pátio Higienópolis, na cidade de São Paulo-SP. O
empreendimento possui 311 lojas em seis pisos, 1.524 vagas de estacionamento,
seis cinemas e um teatro. Este foi o primeiro Fundo com empreendimento
destinado ao varejo.
País
terá R$ 3,80 tri em investimento até 2016, diz Coutinho
Exame
06.05.2013 - A expectativa é de que só o setor de telecomunicações aplique um
valor superior a R$ 100 bilhões no horizonte deste ano até 2016. De acordo com
a apresentação feita por Coutinho nesta segunda-feira, o BNDES estima que os
investimentos em infraestrutura devam alcançar R$ 489 bilhões
O
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho, dissse que a perspectiva de investimentos no Brasil é de R$
3,806 trilhões entre 2013 e 2016, montante 29% maior do que os R$ 2,951
trilhões relativos ao período registrado de 2008 a 2011.
Segundo
ele, a sua expectativa é de que o setor de telecomunicações aplique um valor
superior a R$ 100 bilhões no horizonte deste ano até 2016.
"A
cadeia de telecomunicações se insere na ampliação da Formação Bruta de Capital
Fixo e aumento de investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento", comentou.
De
acordo com a apresentação feita por Coutinho nesta segunda-feira, 06, o BNDES
estima que os investimentos em infraestrutura devam alcançar R$ 489 bilhões,
ante R$ 359 bilhões registrados entre 2008 e 2011.
Para
Agricultura e Serviços, é esperado R$ 1,513 trilhão, bem acima do R$ 1,149
trilhão apurado no período anterior. Para a indústria, há uma avaliação que a
dedicação de recursos para Formação Bruta de Capital Fixo atinja R$ 1,033
trilhão, marca superior em 21,9% aos R$ 847 bilhões desembolsados entre 2008 e
2011.
Inova
Empresa: Luciano Coutinho disse que o Plano Inova Empresa tem foco de
investimentos do governo de R$ 32,9 bilhões em vários setores produtivos.
Segundo ele, o programa para o setor agropecuário deve ser lançado ainda neste
mês.
Ele
ressaltou que o orçamento para a produção de etanol de segunda geração, que
tinha um orçamento original de R$ 1,5 bilhão, foi dobrado em função da alta
demanda de empresas.
Coutinho
também ressaltou que o plano Inova Empresa para o complexo aeroespacial e de
defesa será anunciado em algumas semanas em São José dos Campos, no interior de
São Paulo. Mas não falou sobre o volume de recursos direcionado a essa área.
Desembolsos
BNDES: Segundo Coutinho, os desembolsos de recursos do BNDES para projetos em
inovação tecnológica deve chegar a R$ 3 bilhões neste ano, valor bem maior do
que os R$ 2,232 bilhões liberados pela instituição em 2012.
Coutinho
destacou que o setor de telecomunicações é fundamental para o País apresentar
um quadro de evolução constante na área de inovação. "Queremos aumentar a
disseminação da banda larga no Brasil", comentou. "Ganhos de
produtividade persistentes das empresas dependem de telecomunicações",
ressaltou.
O
presidente do BNDES destacou que o Brasil tem um mercado muito grande na área
de Telecom, pois é o terceiro país no mundo em número de computadores e o
quarto em aparelhos celulares.
Projeto
para bancos prevê que próprio sistema absorva prejuízo, diz Tombini
Reuters
06.05.2013 - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta
segunda-feira que está sendo encaminhado um anteprojeto para a Lei de Resolução
Bancária Brasileira que, entre outros, prevê que o próprio sistema absorva os
eventuais prejuízos.
"Uma
das principais propostas é a incorporação do instituto da absorção de prejuízos
e capitalização compulsória do banco pelo capital social e por credores subordinados
e não protegidos, internacionalmente conhecido como 'bail-in'", afirmou
Tombini durante apresentação.
Tombini
ressaltou, ao participar do Seminário Internacional sobre Regime de Resolução
no Sistema Financeiro Brasileiro, que o "bail-in" é uma das
principais inovações que nasceram da crise financeira internacional de 2008,
quando houve a necessidade de uso de muitos recursos públicos "para evitar
o colapso total dos sistemas financeiros locais".
Ele
também destacou que o anteprojeto implica em mais segurança jurídica do BC. O
texto ainda será discutido pelo Congresso e vai suceder ao antigo Programa de
Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional
(Proer).
Além
disso, o projeto busca "assegurar a estabilidade financeira e mitigar
eventuais externalidades negativas de uma resolução bancária à economia real,
garantindo o funcionamento dos serviços e da infraestrutura financeira
essenciais à sociedade", segundo Tombini.
O
objetivo, conforme o presidente do BC, é preservar o valor dos ativos, tanto
tangíveis quanto intangíveis, reduzindo eventuais prejuízos aos depositantes e
credores.
Durante
sua apresentação, Tombini não fez comentários sobre a situação da economia
brasileira nem sobre a inflação.
Karoon
faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos
Valor
06.05.2013 - A australiana Karoon descobriu petróleo no poço de exploração
Bilby-1, perfurado no bloco S-M-1166, na Bacia Santos. A confirmação da
descoberta foi anunciada pela Pacific Rubiales, que tem um acordo para a
aquisição de 35% de participação nos blocos blocos S-M-1101, S-M-1102, S-M-1037
e S-M-1165, que pertencem à Karoon, na Bacia de Santos. A companhia tem também
a opção de adquirir 35% de participação no bloco S-M-1166.
O
acordo está sujeito à aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e a
descoberta ainda não foi publicada no site da ANP.
Outros
dois poços de exploração adicionais foram perfurados nos blocos, como parte do
acordo entre as duas companhias: o poço Kangaroo-1, previamente anunciado como
uma descoberta de petróleo leve, e o poço Emu-1, o qual foi fechado e
abandonado após fracasso na descoberta de hidrocarbonetos em quantidades
econômicas.
De
acordo com a Pacific Rubiales, o poço Bilby-1 foi perfurado até uma
profundidade medida em 3.854 metros. “O teste com registros com cabo da
descoberta ainda continua, com resultados finais esperados ao fim da semana. O
poço será então perfurado até uma profundidade planejada medida em 4.573
metros”, disse a companhia em nota.
A
Karoon está habilitada para participar da 11ª Rodada de Licitações de blocos
exploratórios de petróleo, da ANP, marcada para os dias 14 e 15 de maio.
Mabe
pede recuperação judicial
Valor 06.05.2013 - A fabricante
de eletrodomésticos Mabe Brasil, pertencente ao grupo mexicano de mesmo nome,
informou na sexta-feira que entrou com pedido de recuperação judicial em
Hortolândia (SP). Como parte desse processo, a companhia fechou sua fábrica de
Itu (SP). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, foram
demitidas 1,2 mil pessoas com o encerramento das atividades da unidade.
A companhia, que produz fogões,
máquinas de lavar e outros itens de linha branca das marcas GE, Dako e Continental,
também tem fábricas em Hortolândia e Campinas. Nesta, de acordo com o
sindicato, foram demitidos 92 funcionários da área administrativa.
No Brasil, a Mabe detém cerca de
20% do mercado de linha branca, que é liderado pela multinacional americana
Whirlpool, dona da marca Brastemp, com 40%. Em segundo lugar está a sueca
Electrolux, que detém 30%.
Em comunicado divulgado na
sexta-feira, a Mabe informou que a operação no Brasil tem "problemas relacionados
à sua liquidez e condições próprias do mercado brasileiro, que afetam a
viabilidade econômica da companhia". E acrescentou que o processo de recuperação
judicial busca sanear, estabilizar e dar continuidade à operação. "Vamos
reestruturar a operação e cumprir com os compromissos adquiridos com
consumidores, clientes, fornecedores, empregados e autoridades", informou
a nota.
O Brasil representa 25% do
faturamento mundial da fabricante, de US$ 4 bilhões em 2012, e é o maior mercado,
à frente do México. Em entrevista ao Valor em março, a empresa anunciou
investimento de R$ 5 milhões em uma nova linha de eletrodomésticos premium - a
Continental One.
As unidades da companhia em
Campinas e Hortolândia têm juntas 2,6 mil trabalhadores, que entraram em férias
coletivas em 20 de abril e deveriam ter voltado ao trabalho na semana passada,
no dia 2. "Mas as fábricas não retomaram as atividades alegando falta de
matéria-prima", disse Claudio Rabelo Oliveira, do sindicato dos
metalúrgicos de Campinas e que também é funcionário da Mabe.
Lourival Kiçula, diretor-executivo
da Eletros, associação das indústrias de eletroeletrônicos, disse a decisão da
Mabe foi "uma grande surpresa". "Não temos detalhes, só fomos
informados que o pedido que recuperação foi aceito", afirmou na
sexta-feira.
Segundo dados da Eletros, o setor
de linha branca encerrou o ano passado com crescimento entre 16% e 20% em
volume, em comparação com 2011. Foram comercializados 7,3 milhões de
geladeiras, 5 milhões de máquinas de lavar e 6,6 milhões de fogões.
Bradesco
desiste de comprar a Credicard
Estadão 06.05.2013 - Segundo
fontes ligadas à negociação, proposta de R$ 3 bilhões feita pelo banco não teve
resposta do Citibank e expirou no fim de semana.
O Bradesco desistiu de comprar a
Credicard, em processo de venda pelo Citibank, segundo fontes próximas às
negociações. O banco havia oferecido cerca de R$ 3 bilhões para ficar com o
negócio, mas não obteve resposta à proposta, cujo prazo expirou no fim da
semana passada.
"O Bradesco fez uma proposta
agressiva, mas não obteve resposta do Citibank e, por isso, desistiu de comprar
a Credicard", confirmou uma fonte ligada à transação.
O anúncio oficial da desistência
deve ser feito hoje, conforme a mesma fonte. Oficialmente, o Bradesco não
confirmou se havia entregado a proposta de interesse pela Credicard. Durante
teleconferência para comentar seus resultados do primeiro trimestre com a
imprensa, no dia 22 de abril, o diretor executivo do Grupo Bradesco, Luiz
Carlos Angelotti, disse que, como o foco do banco é varejo, todas as
oportunidades existentes neste segmento são avaliadas.
O Santander também pode ter
desistido de comprar a Credicard, segundo fonte ouvida pelo Broadcast, serviço
em tempo real da Agência Estado, restando apenas o Itaú Unibanco na disputa. Marcial
Portela, até então presidente do banco espanhol, disse, durante divulgação de
resultados, que não existiam outras oportunidades de aquisição no País a não
ser a que está em andamento, referindo-se à Credicard. No entanto, não
confirmou se o Santander entregou proposta para adquirir a Credicard, cujo prazo
de envio terminou dia 12 de abril.
O Itaú Unibanco foi o único que
confirmou oficialmente a entrega da proposta. Em conversa com analistas na
semana passada, a instituição reafirmou o interesse pela compra da Credicard e
que pretendia fazer força para ganhar a disputa pelo ativo.
"Temos uma posição de
liderança em cartões. Temos interesse, é claro, na operação que está sendo ofertada
pelo Citibank. Estamos competindo. Vamos fazer força para ganhar dentro daquilo
que traga retorno para os nossos acionistas", disse Alfredo Egydio
Setubal, vice-presidente executivo e diretor de Relações com Investidores, em
teleconferência com analistas, na quinta-feira.
Segundo ele, embora o objetivo do
Itaú seja adquirir a Credicard, o banco não vai fazer nenhuma "loucura"
acima do que é razoável em termos de retorno para os acionistas. Setubal
destacou ainda que se trata de uma operação que o Itaú conhece bem, inclusive a
base de clientes, pela posição anterior da Credicard. O banco tem interesse em
retomar o negócio, pois vendeu 50% da empresa ao Citi no final de 2006, por R$
280 milhões.
Com sete milhões de clientes, a
Credicard é vista como uma oportunidade de o novo dono ampliar participação no
setor de cartões. A empresa tem 4,7 milhões de cartões de crédito, respondendo
por cerca de 10% do faturamento do setor no País. O negócio, porém, inclui uma
área de financiamentos que engloba os segmentos de crédito ao consumo
(incluindo consignado) e imobiliário.
O Banco do Brasil, que participou
de grande parte do processo, chegou a cogitar fazer uma proposta em parceria
com o Bradesco, mas também desistiu do negócio.
Lucro
da Eternit cai 28% no trimestre, para R$ 21,5 milhões
Valor 06.05.2013 - A Eternit,
empresa que atua nos segmentos de louças, metais sanitários e acessórios,
apresentou lucro líquido de R$ 21,5 milhões no primeiro trimestre de 2013, o
que representa uma queda de 28,2% na comparação com os R$ 29,9 milhões do mesmo
período do ano passado.
A receita líquida da companhia
foi de R$ 211,3 milhões no período, leve alta de 0,5% ante os R$ 210,2 milhões
dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2012. Mas os custos de bens e
serviços vendidos avançaram 9%, para R$ 126,7 milhões, e as despesas operacionais
subiram 1,2%, para R$ 54,6 milhões.
A receita da companhia, que ficou
praticamente estável, é decorrente de “uma política comercial adequada e
valorização cambial positiva, que compensaram as reduções dos volumes vendidos
de telhas de concreto e mineral crisotila”, segundo o relatório da
administração.
O volume vendido do mineral
crisotila no trimestre foi de 60,2 mil toneladas, redução de 17,4% na comparação
anual, em função de momentâneos problemas logísticos para acessar os portos
brasileiros, o que teve impacto nas exportações do produto.
O volume vendido de fibrocimento,
incluindo componentes para sistemas construtivos, foi de 200,5 mil toneladas,
6,9% superior ao volume registrado no primeiro trimestre do ano passado, devido
à alta competitividade dos produtos no segmento de coberturas. No trimestre, as
vendas de telhas de concreto totalizaram 1.209 mil metros quadrados, retração
de 13,4%, ocasionada pela forte diminuição da demanda deste segmento, que
sazonalmente ocorre em todo primeiro trimestre.
Lucro
da colombiana Ecopetrol recua 20% no trimestre
Valor 06.05.2013 - A petrolífera
estatal Ecopetrol, da Colômbia, registrou lucro líquido de 3,61 trilhões de
pesos colombianos (US$ 1,97 bilhão) no primeiro trimestre, o que representou
queda de 20% em relação a um ano antes. A última linha do balanço foi
prejudicada pelos menores preços globais do petróleo.
O lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), um indicador do fluxo
de caixa, totalizou 7,38 trilhões de pesos colombianos de janeiro a março, 15%
abaixo de igual período de 2012.
As ações da Ecopetrol na bolsa de
valores da Colômbia subiram 0,7% e encerraram este pregão a 4,320 pesos
colombianos cada.
A Ecopetrol aproveitou um forte
aumento na produção de petróleo nos anos recentes depois que as forças armadas
empurraram grupos de guerrilheiros para as montanhas, permitindo que petrolíferas
aumentassem a exploração e investissem em melhoras na produção dos campos.
As guerrilhas, enquanto isso,
desistiram de controlar o território e voltaram-se para emboscadas direcionadas
ao setor de petróleo e gás do país. A onda de atentados em oleodutos suspendeu
a produção periodicamente no ano passado e os grupos continuaram os ataques nos
meses recentes.
A produção de óleo, incluindo as
afiliadas, subiu para 790,8 mil barris de óleo equivalente por dia no primeiro
trimestre, 6,4% acima de um ano antes.
Fora da Colômbia, a Ecopetrol
também está envolvida em atividades de exploração e produção no Brasil, Peru e
Golfo do México (EUA).
Colombo
recebe aporte e renegocia dívida
Valor 06.05.2013 - A Gávea
Investimentos, gestora fundada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio
Fraga, fechou um novo aporte de recursos na Camisaria Colombo, maior rede de
varejo de moda masculina do país. A gestora também converteu em ações o investimento
inicial, realizado em 2011 sob a forma de debêntures, e se tornou sócia da
companhia. O valor do negócio não foi divulgado, mas a estimativa é que os
aportes somem pelo menos R$ 150 milhões.
Junto com a entrada definitiva da
Gávea, a Colombo concluiu o processo de renegociação da dívida. A companhia
fará uma nova emissão de debêntures, desta vez não conversíveis em ações, que
serão adquiridas por Itaú BBA, Santander e BicBanco.
O HSBC, que em 2011 coinvestiu
com a Gávea, decidiu não converter a dívida em participação na companhia e
também entrará como credor das debêntures. A empresa não revelou detalhes sobre
a operação, mas o Valor apurou que a emissão, com prazo de cinco anos, deve
girar aproximadamente R$ 400 milhões.
Capitalizada e com a dívida
reestruturada, a Colombo tem planos de continuar o processo de expansão, calcado
na demanda do consumidor das classes emergentes. O plano de crescimento deve
passar por aquisições, segundo o presidente da varejista, Álvaro Jabur Maluf
Junior. "Não existe nada em andamento nesse sentido hoje, mas faz parte do
nosso projeto", afirma. As maiores redes de moda masculina no país possuem
menos de 10% do mercado, o que abre espaço para consolidação, diz o empresário.
A Colombo encerrou o ano passado
com um faturamento de pouco mais de R$ 500 milhões, um crescimento de 15% em
relação a 2011, segundo o executivo. Nos primeiros quatro meses deste ano, as
vendas aceleraram e fecharam com uma alta de 24%.
Fundada em 1917, a Colombo é a
mais antiga loja de moda masculina do país, mas o processo de expansão da rede teve
início há pouco mais de duas décadas. A companhia possui hoje 361 lojas
próprias em 25 Estados, e pretende abrir 35 novas unidades neste ano. Maluf não
descarta se valer de franquias para ampliar os negócios da rede, mas diz que o
modelo não está contemplado no plano de negócios atual da empresa.
Com a conversão em ações do
investimento inicial, a Gávea deve auxiliar a Colombo no processo de implementação
de práticas de governança. O controle de custos é um dos focos da companhia,
segundo Maluf. Apesar de apontar problemas como a informalidade, os altos
custos de logística e a complexa carga tributária, o executivo se revela otimista
com o varejo de vestuário. "Existe demanda do consumidor para quem souber
trabalhar bem", diz.
O investimento na Colombo faz
parte do portfólio do quarto fundo da Gávea, captado em 2011 e no valor de US$
1,9 bilhão.
HRT
compra 60% de campo da BP na Bacia de Campos por US$135 mi
Reuters 06.05.2013 - A HRT
Participações em Petróleo fechou acordo com a BP Energy do Brasil para a aquisição
de 60 por cento de participação no Campo de Polvo, na Bacia de Campos, por 135
milhões de dólares, informou a HRT nesta segunda-feira.
O contrato também contempla a
aquisição de 100 por cento de participação na empresa BP Energy America LLC,
proprietária da plataforma fixa "Polvo A" e de uma sonda de
perfuração, equipamentos necessários para a operação do campo.
A conclusão da transação está
sujeita à aprovação final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP). Se o negócio for aprovado, a HRT passará a ser operadora
do Campo de Polvo, segundo o comunicado.
A produção diária de Polvo é de
13 mil barris de petróleo por dia, informou a HRT.
TNT
investe em busca de comprador
Valor 06.05.2013 - "A
operação brasileira é como uma casa de praia. Não posso deixar de fazer manutenção,
pintá-la, arrumar a piscina", diz Koga.
Enquanto aguarda a definição de
um comprador para a operação doméstica brasileira, a TNT Brasil, filial do
grupo holandês de transporte aéreo de cargas, arruma a casa para torná-la mais
atrativa a potenciais investidores. A operação de remessas internacionais, TNT
Express, permanecerá no país. A empresa investe um total de € 8,3 milhões de
recursos próprios na ampliação de sua área de armazenagem na região Nordeste,
onde há mais potencial de crescimento.
Os recursos também serão usados
para contratação de pessoal e aumento de segurança nos armazéns. "A
operação brasileira é como se fosse uma casa de praia. Não posso deixar de
fazer manutenção, de pintá-la, de ter o caseiro, arrumar a piscina. É o que estamos
fazendo, investindo para torná-la mais atrativa", disse o diretor corporativo
da TNT, Cristiano Koga.
A TNT tem duas entidades
jurídicas distintas no Brasil. A TNT Express cuida do envio expresso de
remessas aéreas internacionais. A TNT Mercúrio é a operação doméstica e que está
à venda.
Segundo Koga, o Nordeste foi
escolhido porque, além de altas taxas de expansão no segmento de entregas
expressas, a recuperação judicial de uma das maiores transportadoras locais, a
Ramos, com receita de cerca de R$ 400 milhões, deixou parte do mercado
desatendido. Essa empresa decretou seu estado de insolvência em agosto de 2012.
A TNT vai ampliar em 23% a área
de sete armazéns no Nordeste, onde conta com 17 filiais. De 30,4 mil m2 em 2012
para 37,4 mil m2 neste ano. Do volume mensal de 1 milhão de entregas que a TNT
faz, o Nordeste responde por 30%.
A decisão de vender a operação
doméstica brasileira foi comunicada em fevereiro. Foi quando a TNT, uma das
maiores do mundo no transporte expresso aéreo de cargas, divulgou prejuízo
líquido de € 81 milhões e receita líquida de € 7,3 bilhões em 2012. Também
divulgou a decisão de vender as operações domésticas em países emergentes. Além
do Brasil, Índia e China foram sacrificadas.
A TNT global também tem um
programa anual de corte de custos de € 100 milhões. Esses planos foram anunciados
após a americana UPS ter desistido da compra da TNT, por US$ 6,8 bilhões, em
janeiro. Nessa época, a UPS comunicou a sua desistência diante da perspectiva
de que a Comissão Europeia vetasse o negócio, o que acabou efetivamente
acontecendo.
Koga contou que a decisão da
matriz foi a de dar prioridade à operação de transporte expresso de cargas
aéreas dentro da Europa. As operação da Índia e da China já foram negociadas.
No Brasil, o processo está "em fase embrionária", acrescentou o
executivo, que afirmou não ter informações sobre potenciais interessados.
A TNT decidiu investir com mais
ênfase no Brasil a partir de 2005, quando comprou a Mercúrio, do Rio Grande do
Sul. Dois anos depois, foi a vez da Expresso Araçatuba, do interior paulista.
Estima-se no mercado que as duas negociações custaram em torno de € 200 milhões
para o grupo holandês.
"A estratégia da TNT naquele
momento foi investir nos mercados domésticos de países emergentes, Índia, China
e Brasil", disse Koga. Antes das duas aquisições, a filial brasileira da
TNT tinha 250 funcionários. Passou a contar com 8 mil empregados, 128 filiais,
4,5 mil veículos terrestres, incluindo terceirizados. O transporte aéreo é
feito por meio dos compartimentos de carga dos aviões de companhias de voos regulares,
pois a TNT não tem frota própria no Brasil.
No mercado internacional, analistas
viram com estranheza a decisão da TNT de vender a operação brasileira. No
primeiro trimestre, a TNT Brasil melhorou seu resultado financeiro. A filial
divulgou redução de prejuízo líquido de 46%, para € 13 milhões na comparação
anual. A receita líquida foi de € 71 milhões, recuo de 5,3% ante o primeiro
trimestre de 2012. Se fossem excluídos itens como efeito cambial, o resultado
teria mostrado alta de 6,7%, para € 80 milhões.
A operação brasileira conseguiu,
ainda, reduzir em 13% os custos no primeiro trimestre, ante igual período de
2012, para € 81 milhões. "No ano de 2013 poderemos ficar no azul",
disse Koga.
CSN,
de Steinbruch, faz proposta de US$ 2,5 bi por ativos da ThyssenKrupp
Estadão 03.05.2013 - Pelo acordo
em discussão, a empresa de Benjamin Steinbruch ficaria com 33% da Companhia
Siderúrgica do Atlântico (CSA) e com 100% de uma laminadora de aço nos EUA.
A CSN ofereceu cerca de US$ 2,5
bilhões ao grupo alemão ThyssenKrupp para ficar com uma laminadora de aço nos
Estados Unidos e com um pedaço da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no
Rio de Janeiro, segundo apurou o Estado, com fontes ligadas à operação.
A parte da proposta que envolve
CSA já foi comunicada informalmente à Vale, que é sócia dos alemães e precisa
dar sua aprovação para que a operação siga adiante. A mineradora pediu um
documento com a oferta por escrito, conhecido como proposta vinculante no mundo
dos negócios, para iniciar sua avaliação. Qualquer decisão, no entanto, ainda
deve demorar.
Pela proposta em discussão, a CSN
ficaria com 100% da laminadora situada no estado americano do Alabama e com
cerca de 33% da CSA - o porcentual ainda está sendo discutido. Por esse
desenho, a Thyssen permaneceria como sócia da unidade brasileira e, nessa condição,
aceitaria receber menos do que os US$ 3,8 bilhões que desejava levantar no
começo. A Thyssen tem 73% da CSA e a Vale, 27%.
Comandada pelo empresário
Benjamin Steinbruch, a CSN já tem uma linha de financiamento de aproximadamente
US$ 1 bilhão acertada com o Bradesco, que também é seu assessor financeiro na
operação, e com o Banco do Brasil (BB).
BNDES. Além disso, a siderúrgica
de Steinbruch negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) um financiamento de aproximadamente R$ 800 milhões para bancar
investimentos necessários na planta do Rio de Janeiro.
Procurados, CSN, BNDES, Bradesco
e Banco do Brasil não quiseram se manifestar. A Thyssen divulgou um comunicado
em que afirma estar em "negociações intensas pela venda da Steel
Americas", a empresa que controla a CSA e a laminadora do Alabama.
O grupo ítalo-argentino Techint,
que no Brasil controla a Usiminas e chegou a ser apontado como favorito à
compra da CSA, informou esta semana que desistiu de participar do processo de
venda.
Fracasso. A CSA e a laminadora
americana foram colocadas à venda no ano passado, depois que o grupo alemão
reconheceu o fracasso de sua tentativa de expandir seus negócios siderúrgicos nas
Américas. A empresa apostou bilhões de dólares num projeto integrado para produzir
placas de aço na CSA e depois transformá-las em lâminas de alta qualidade no
Alabama.
Mas o projeto tem apresentado
problemas desde o início. Atrasos e problemas na administração já na fase de
construção estouraram o orçamento inicial e colocaram o empreendimento em
risco. Para viabilizar a siderúrgica, a Vale foi forçada a aumentar sua
participação inicial de 10% para 26,87%, por meio de aporte de capital de mais
de R$ 2 bilhões.
Quando a usina siderúrgica
instalada na Baía de Sepetiba, no Rio, começou a produzir em 2010, o real
valorizado e as dívidas se somaram à queda da demanda por aço nos Estados
Unidos para complicar de vez a situação da Thyssen.
No ano passado, as operações de
aço no Brasil e nos EUA provocaram uma baixa contábil de 3,6 bilhões no balanço
da Thyssen. A Vale também registrou no balanço perdas de US$ 583 milhões por
sua participação na CSA.
ThyssenKrupp
quer US$ 1,6 bilhão por 40% da CSA
Valor 06.05.2013 - Com a decisão
tomada há um ano de se livrar de seus ativos siderúrgicos no Brasil e nos
Estados Unidos, devido a erros de investimento e a perdas financeiras que podem
durar até 2015, o grupo alemão ThyssenKrupp tenta no momento viabilizar a venda
de parte da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o mais complicado dos
dois empreendimentos. Pela proposta, em avaliação, a companhia receberia cerca
de US$ 1,6 bilhão ao vender aproximadamente 40% do capital e ainda continuaria
com 33% da siderúrgica.
A operação vislumbrada para a CSA
prevê que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), única candidata ao ativo, e a
Vale, que já é sócia com 27%, passem a ter também 33% cada uma. A operação
envolve ainda o BNDES, como financiador da CSA em novos investimentos a serem
feitos na usina. Avalia-se um valor de até US$ 1 bilhão para que passe a operar
em nível de qualidade exigida para ser competitiva.
Nesse desenho, a CSN desembolsaria
de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,4 bilhão por um terço da CSA e se tornaria
co-controladora e responsável por gerir a siderúrgica, situada no distrito de
Santa Cruz, disse uma fonte ao Valor.
A grande questão é saber se a
Vale aceitaria aportar mais dinheiro na CSA - o correspondente a US$ 250
milhões - por mais 6%, conforme proposta da ThyssenKrupp, negociada com CSN e
levada informalmente ao conhecimento da Vale. Na sexta-feira, a direção da mineradora
não comentou o assunto, dizendo que não é ator no processo e que só deseja
preservar seus direitos na empresa.
Em 2009, em plena crise econômica
e financeira mundial, a Vale teve de socorrer a ThyssenKrupp com R$ 2,5 bilhões
para viabilizar a conclusão da CSA, com capacidade de 5 milhões de toneladas de
placas de aço por ano. Com isso, elevou sua parcela na empresa de 10% para 27%.
Motivo: a CSA passaria a comprar da Vale 8,5 milhões de toneladas de minério de
ferro por ano tão logo entrasse em operação plena, com base em contrato firmado
para até 2024. Negócio de US$ 1 bilhão por ano.
A nova proposta surge como a mais
provável solução para levar avante o negócio com a CSN, que também tem
interesse pela laminadora no Estado do Alabama, EUA. Steinbruch é o último
interessado depois que o grupo Techint-Ternium informou na semana passada que
desistiu da CSA.
No negócio completo, a CSN
pagaria mais US$ 1,5 bilhão, aproximadamente, pela laminadora americana. Para
isso, já teria assegurado uma linha de crédito de US$ 1 bilhão com dois bancos
brasileiros, disseram fontes. O interesse da CSN é de levar os dois ativos ou
nada. Seu plano é formar uma operação integrada Brasil-EUA para atender
montadoras de automóveis e a indústria de linha branca nas Américas com as
chapas de aço produzidas no Alabama.
As negociações ganharam nova
dinâmica na última semana, mas não devem ser concluídas em menos de 30 a 45
dias, disse ao Valor uma fonte próximas às conversas. Segundo um representante
do governo, "as negociações estão bem avançadas" com a CSN e se
obtiverem sucesso, será uma "solução boa, uma solução nacional".
Resta assegurar o consentimento da Vale e do BNDES para a proposta.
Para não afetar seu perfil
financeiro e, ao mesmo tempo, garantir o novo investimento na CSA, Steinbruch
aposta nessa composição societária. Como não fica controlador da CSA, não
precisa consolidar toda a dívida da siderúrgica em seu balanço, além de
desembolsar menos dinheiro no negócio. Só com o BNDES, as dívidas da CSA somam
R$ 2,4 bilhões. A empresa tem ainda um valor expressivo tomado da própria ThyssenKrupp.
Há outro motivo para a Thyssen
continuar por algum tempo na CSA: garantir a continuidade dos incentivos
fiscais recebidos do Estado do Rio de Janeiro na instalação da usina. O
governador Sérgio Cabral (PMDB) e sua equipe chegou a ameaçar a retirada dos
benefícios se Steinbruch adquirisse a siderúrgica. Por ter levado a sede da CSN
do Rio para São Paulo, o empresário virou desafeto de Cabral.
Para a ThyssenKrupp, que injetou
US$ 12 bilhões em seu projeto siderúrgico nas Américas e já teve de fazer baixa
contábil de US$ 7 bilhões, não é nada interessante vender apenas a fábrica dos
EUA e deixar para trás a CSA. Pela laminadora americana, há também o interesse
do consórcio da ArcelorMittal e Nippon Steel, disposto a pagar acima de US$ 1,5
bilhão pelo ativo.
A avaliação é que os dois ativos
da holding ThyssenKrupp Steel Americas ainda vão perder dinheiro por mais três
anos nas atuais condições de mercado e de seu parque fabril. Hoje, há excesso
de capacidade mundial de produção de aço e uma acirrada competição no mercado
global, além de alto custo de minério de ferro e carvão. Hoje, dá prejuízo
fazer placas somente para exportação. No ano fiscal encerrado em 30 de
setembro, com uma baixa contábil monumental de seus ativos, a Steel Américas
reportou uma perda operacional antes do resultado financeiro de € 4 bilhões (R$
10 bilhões).
Grupo
Galvão negocia venda de eólica para Copel
Valor 06.05.2013 - O grupo Galvão
está concluindo as negociações para a venda dos ativos de energia eólica para a
Copel (Companhia Paranaense de Energia), que já é sua sócia nos projetos
existentes. Segundo antecipou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real
do Valor, na sexta-feira, a operação gira em torno de R$ 200 milhões.
Os ativos em questão correspondem
a quatro parques eólicos no município de São Bento do Norte, no litoral do Rio
Grande do Norte. O empreendimento conta com 47 aerogeradores e tem potência
instalada de 94 megawatts (MW). A conclusão da obra e a entrada em operação
estão previstas para o segundo semestre deste ano. De acordo com informações do
grupo Galvão, os investimentos no projeto têm valor aproximado de R$ 400
milhões, dos quais 70% são financiados pelo BNDES.
A Copel já havia comprado, em
junho de 2011, uma participação de 49,9% nos parques eólicos Farol (com 20 MW),
Olho d'Água (30 MW), São Bento do Norte (30 MW) e Boa Vista (14 MW) da Dreen
Brasil Investimentos e Participações, holding de energia do grupo Galvão.
Naquela ocasião, a fatia remanescente de 50,1% permaneceu com a própria Dreen.
Com a operação em curso, o projeto passará a ser totalmente controlado pela
estatal.
Conforme dados disponíveis no
site da Copel, a produção do parque já foi comercializada por meio de contratos
com 20 anos de duração no leilão realizado em 2010 pela Aneel (Agência Nacional
de Energia Elétrica). O faturamento esperado dos empreendimentos é de R$ 50
milhões por ano.
Segundo fontes do mercado, as
negociações para a venda desses ativos ocorriam paralelamente às tentativas
fracassadas do grupo Galvão de encontrar um comprador para a CAB Ambiental,
responsável pelo setor de saneamento.
O grupo, que tem origem na
engenharia e na construção pesada, já ensaia há algum tempo levantar caixa e reduzir
sua alavancagem. Nos últimos anos, a Galvão tentou diversificar as operações e
passou a operar nas áreas de saneamento, energia, óleo e gás e arena esportiva,
além de mostrar interesse em concessões como de aeroportos e no projeto do trem
de alta velocidade (TAV).
Agora, o grupo já sinaliza um
novo rumo. O objetivo é voltar a se concentrar nas áreas de construção e
engenharia e tentar reduzir a exposição a setores que não são essenciais para o
faturamento - e nos quais a Galvão tem menor capacidade competitiva.
No caso da Copel, fontes afirmam
que a compra dos parques eólicos faz sentido para a estatal. A Copel não
aceitou renovar antecipadamente a concessão de três hidrelétricas, que serão
entregues à União em 2015. Juntas, elas têm capacidade de produção de 261 MW. É
esperado agora que a companhia invista em projetos de geração para substituí-las.
A estatal paranaense também negocia a aquisição de uma participação acionária
na hidrelétrica Baixo Iguaçu, cuja concessão foi arrematada em 2008 pela
Neoenergia, além de ter manifestado interesse na compra das distribuidoras do
grupo Rede Procurados, Copel e grupo Galvão não se manifestaram sobre o
assunto.
A fornecedora das turbinas para
os parques da Galvão é a dinamarquesa Vestas. No ano passado, a empresa foi
descredenciada pelo BNDES por não cumprir com os índices de nacionalização exigidos.
Gargalo
logístico gera negócios em tecnologia
Folha 06.05.2013 - Os problemas
de logística para embarcar mercadorias no porto de Santos (SP) dão prejuízo
para muitos, mas para empresas iniciantes são uma oportunidade de desenvolver
novas tecnologias.
As filas de caminhões nos
terminais do porto levaram Fernando Jobim, 43, e Marcelo Badra, 39, a montar a
Alpar e a criar um aplicativo de celular para agilizar a entrada dos veículos.
Chamado de Tacs Mobile, ele permite
uma leitura instantânea dos cartões de uso obrigatório pelos caminhoneiros para
ter autorização de entrada. Basta aproximar o cartão do aparelho e o programa
avisa se há ou não autorização da alfândega.
Dessa forma, segundo Jobim, um
segurança do terminal faria a triagem dos caminhoneiros enquanto eles ainda
estão na fila.
"Conseguimos antecipar
problemas que iriam acontecer na entrada para o meio da fila, melhorando o
fluxo."
Jobim diz que essa é a primeira
de uma série de soluções que a Alpar quer criar no segmento portuário. Entre os
produtos já projetados, está um software de lacre eletrônico usado para
registrar todas as movimentações dos contêineres.
Outra empresa iniciante que
pretende melhorar a logística de transporte de mercadorias é a CargoBR.
Para isso, desenvolveu uma
plataforma na internet que, ao ajudar as transportadoras a encontrar mais opções
de serviço, pretende diminuir o número de caminhões que fazem viagens sem
estarem cheios.
No ar há três semanas, a
plataforma da CargoBR permite que empresas que querem enviar mercadorias cadastrem
seus pedidos no site.
A seguir, transportadoras
cadastradas recebem alertas sobre a oportunidade e fazem propostas de frete
para o produto. O embarcador escolhe a que considerar melhor.
A empresa conseguiu atingir os
mercados de calçados, livros e tecidos. A próxima meta, diz Rodrigo Palos, 25,
sócio da empresa, é entrar no setor de commodities.
Aviação.
O voo brasileiro da Singapore Airlines.
Revista Isto é Dinheiro 03.05.2013
- A Singapore Airlines, uma das três melhores companhias de aviação do mundo,
aponta seu manche para o Brasil. A companhia já opera uma rota no País, três
dias por semana, ligando São Paulo à sua base na Ásia. Como a ocupação tem sido
elevada, a ideia do CEO no País, Tuckwah Tang, é colocar voos diários até o
final deste ano, com carta de vinhos, cardápios e sistema de entretenimento
especiais para os brasileiros.
BVA.
Mais perto, mas ainda longe
Revista Isto é Dinheiro 03.05.2013
- Até a quinta-feira 2, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono
do grupo Caoa, havia conseguido a adesão de perto de 91% dos credores ao seu
plano de renegociação das dívidas do BVA. Estaria faltando, para que a primeira
parte do plano de recuperação do banco desse certo, a concordância de quatro
grandes grupos, com créditos entre R$ 40 milhões e R$ 47 milhões cada um.
Hypermarcas
contém despesas e lucro sobe 151% no trimestre
Valor 06.05.2013 - A companhia de
consumo Hypermarcas apresentou lucro líquido de R$ 102,3 milhões no primeiro
trimestre de 2013, com aumento de 150,7% na comparação com os R$ 40,8 milhões
registrados no mesmo período de 2012.
Segundo a companhia, a melhora do
resultado deve-se, principalmente, à maturação das iniciativas que vêm sendo
implementadas visando maior eficiência, como a contenção de despesas com
vendas, gerais e administrativas.
A receita líquida da empresa
somou R$ 958,4 milhões, com expansão de 6,8% em relação ao mesmo período do ano
passado. O Ebitda da companhia, considerando operações continuadas e
descontinuadas, ficou em R$ 216,6 milhões, com expansão de 38,9%. O Ebitda
ajustado, que considera operações continuadas antes das despesas não recorrentes
e outras despesas não caixa, somou R$ 227,1 milhões nos meses de janeiro,
fevereiro e março, uma alta de 18%.
Segundo o relatório, o desempenho
da receita reflete crescimentos de 10% na divisão consumo e de 4,5% na divisão
farma. Para a área de consumo, a companhia destaca que, se considerar apenas a
expansão nas marcas principais, o aumento foi de 16,2%. Na divisão farma,
apesar do crescimento sell-in de 4,5%, a evolução da demanda sell-out continuou
forte no trimestre, com crescimento de 27,3% .
A melhora no Ebitda ajustado está
relacionada a um aumento de 180 pontos base na margem bruta, que atingiu a
marca de 63,9%, e a uma redução de 310 pontos base nas despesas de gerais e
administrativas.
A empresa informa que manteve a
estratégia de crescimento orgânico no trimestre, "apesar do cenário
desafiador neste início do ano".
Estimativas de analistas: Os
resultados da empresa ficaram acima das expectativas do mercado, segundo
levantamento feito pelo Valor. Pela média das projeções do Bank of America
Merrill Lynch (BofA), Goldman Sachs e Itaú BBA, a companhia teria lucro líquido
de R$ 86,7 milhões no trimestre. A Hypermarcas, no entanto, apresentou número
superior, de R$ 102,3 milhões.
O Ebitda ajustado, pelo levantamento
com as instituições financeiras, subiria 10,8%, para R$ 213,3 milhões. O número
divulgado pela empresa ficou em R$ 227,1 milhões.
A receita líquida ficou em linha
com as estimativas. Pela média das projeções, a receita seria de R$ 953,4
milhões, e o valor anunciado pela empresa foi de R$ 958,4 milhões.
BC
quer credores em resgates
Valor 06.05.2013 - O Banco
Central prepara um anteprojeto de lei com novos mecanismos para lidar com eventuais
problemas de solvência de bancos, preenchendo, assim, vácuo criado pela extinção
do Proer, o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do
Sistema Financeiro Nacional, em 2001. Uma das propostas é que dificuldades
financeiras sejam equacionadas com recursos da própria instituição, de seus
acionistas, grandes credores e grandes depositantes, sem uso de dinheiro
público.
Os regimes especiais de resolução
devem ser ampliados e o BC somará instrumentos às atuais possibilidades de
intervenção, liquidação extrajudicial e regime de administração especial temporária.
"O marco legal em desenvolvimento
visa garantir a continuidade dos serviços e da estrutura financeira necessária
ao bom funcionamento da economia real em caso de problema de solvência em
alguma instituição sistemicamente importante", diz o diretor de organização
do sistema financeiro do Banco Central, Sidnei Correa Marques.
A nova legislação pretende
abarcar um aspecto que se mostrou crítico durante os resgates de grandes
instituições internacionais desde a crise de 2008: o uso de recursos públicos.
Marques considera fundamental que
uma solução desse tipo de problema seja realizada com os recursos das partes
envolvidas, algo preconizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pelas
recomendações do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês)
em seus princípios básicos - que são os elementos considerados necessários para
um regime de resolução competente.
Entre as novas ferramentas, a que
mais chama atenção é o modelo que está em fase de intensa discussão
internacional depois de sua adoção na reestruturação da dívida da Grécia e no
resgate aos bancos do Chipre, o chamado 'bail-in'.
Com esse regime, a ideia é fazer
com que um banco insolvente seja recapitalizado com recursos do seu próprio
passivo, sem a necessidade de aportes do governo.
É o oposto do 'bail-out', que
esteve diariamente no noticiário da crise de 2008 e que levou o Tesouro de
diversos países a situações críticas em função dos gigantescos recursos
públicos injetados no sistema financeiro.
No regime de 'bail-in' as perdas
são absorvidas, primeiro, com recursos dos acionistas, se isso não for
suficiente, entram no jogo os instrumentos híbridos de capital e dívida. Se,
ainda assim, a instituição permanecer desenquadrada, parte-se para a conversão
de determinados tipos de créditos em ações. Pela proposta, os clientes que
estiverem protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não serão
afetados.
No Brasil, a crise de 2008 não
custou um centavo do contribuinte no resgate de instituições financeiras. Mas o
país já teve seu momento de 'bail-out' com o Proer e o Proes em meados da
década de 90. Com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2001, ficou
vetado o uso de recursos públicos para salvar instituições financeiras. A
legislação que o BC propõe tem como base o artigo da LRF que prevê legislação
específica para tratar desses assuntos.
Outra possibilidade em discussão
é a criação de "empresas ponte" para receber ativos e passivos da
instituição em liquidação. Dessa forma, o BC conseguiria buscar um modelo de
saneamento conhecido como "banco bom" e "banco ruim", no
qual os ativos bons são separados dos podres e vendidos. Outra ferramenta pode
ser a suspensão temporária, por parte do BC, das exigibilidades de créditos
contra a instituição que está sob intervenção.
O anteprojeto também traz
instrumentos da Lei de Falências para o arcabouço legal do BC. Entre eles está
a criação do conselho de credores, que avaliaria as propostas do liquidante,
reduzindo, assim, questionamentos jurídicos posteriores sobre a venda de ativos.
Ainda está prevista uma figura de "não sucessão" de ônus, ou seja, o
comprador da chamada "parte boa" de uma instituição não herda os
passivos da "antiga instituição".
"A nova lei deverá permitir
o encerramento mais célere das liquidações extrajudiciais, reduzindo o impacto
negativo no sistema e permitindo que os credores recebam mais rapidamente",
diz Marques.
Para o BC, esse é o momento
oportuno para essa revisão legal, pois o sistema financeiro está maduro e conta
com uma série de mecanismos de proteção. "Além disso, todos os países do
G-20 estão trabalhando nesse esforço conjunto para o aperfeiçoamento de seus
regimes de resolução", diz Marques.
O que não sofrerá alteração é a
estrutura de responsabilização. Seguiriam em vigor a indisponibilidade de bens
dos controladores e administradores, a instauração de inquéritos
administrativos, e a participação do Ministério Público na apuração dos casos.
Para ampliar a discussão sobre os
sistemas de resolução, o BC realiza, nesta segunda e terça-feira, um seminário
internacional sobre o tema. O presidente Alexandre Tombini discursa na
abertura.
Esse projeto se soma a outros
estudos em andamento dentro do BC e que formarão um novo marco legal para o
sistema financeiro. Há projetos visando maior poder coercitivo à autoridade
monetária, por exemplo. Todas essas propostas estão em discussão com Fazenda,
CVM e Susep, mas a palavra final caberá ao Congresso.
HRT
sobe forte após aquisição de fatia no Campo de Polvo, por US$ 135 mi
Infomoney 06.05.2013 - Companhia
anunciou nesta manhã um acordo com a BP Energy do Brasil para adquirir 60% de
campo na Bacia de Campos; papéis atingiram alta superior a 4%.
As ações da HRT Petróleo (HRTP3)
operam no positivo no pregão desta segunda-feira (6), após a companhia
anunciar, juntamente com sua subsidiária HRT Oil & Gas, um acordo com a BP
Energy do Brasil para adquirir participação de 60% no Campo de Polvo, no valor
de US$ 135 milhões.
Às 10h26 (horário de Brasília),
os papéis da companhia subiam 3,32%, a R$ 4,04, enquanto o Ibovespa registrava
perdas de 0,08%, a 55.452 pontos. Na máxima do dia, as ações atingiram
valorização de 4,6%, a R$ 4,09.
Em comunicado enviado à CVM
(Comissão de Valores Mobiliários) nesta manhã, foi informado que a HRT e sua subsidiária
assinaram um contrato de empréstimo com o banco Credit Suisse para financiar a
maior parte do valor da aquisição. O Campo de Polvo está localizado na porção
sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
Ações da HRT sobem depois de
anúncio de compra de ativos (Getty Images)
"A aquisição de 60% do Campo
de Polvo e nossa recente qualificação como operadora 'A', pela ANP, são marcos
fundamentais na implementação de nossa estratégia de diversificação do
portfólio para além dos ativos de exploração. O Polvo é um excelente negócio
para a HRT, visto que nossa equipe técnica inclui pessoas que participaram da
descoberta e das operações do Polvo, antes mesmo da aquisição do ativo pela
BP", disse Marcio Rocha Mello, diretor presidente da HRT.
O contrato também contempla a
aquisição de 100% de participação na empresa BP Energy America, proprietária de
uma plataforma fixa, "Polvo A", e de uma sonda de perfuração de 3.000
HP, equipamento necessário para a operação do campo.
A conclusão da transação de
compra entre HRT e BP está sujeita a determinadas condições, dentre as quais a
aprovação da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural).
Após a aprovação, a subsidiária da HRT passará a ser a operadora do Campo de
Polvo.
Braskem
acelera saída da área de resíduo
Valor 06.05.2013 - Depois da venda
das fatias detidas na Cetrel e na Unidade de Tratamento de Água (UTA) no fim de
2012 para a Odebrecht Ambiental por R$ 652 milhões, a petroquímica Braskem
negocia a venda de outros dois ativos considerados não estratégicos para a
companhia.
O Valor apurou que o grupo está
em conversas adiantadas para se desfazer de duas empresas da área de resíduos
industriais: a Sitel, no Rio Grande do Sul, e as operações nessa área na Unidade
Integrada de Polietileno, antiga RioPol, localizada em Duque de Caxias (RJ).
Com a transação, a Odebrecht Ambiental reforça sua atuação no setor industrial
e a petroquímica dá continuidade ao plano de se desfazer de negócios que não
fazem parte de seu principal portfólio.
A operação em curso poderá ser
concluída em poucos meses. O valor da transação é relevante, mas deverá ficar
abaixo dos R$ 650 milhões dos ativos anteriores.
Os dois ativos também estão sendo
negociados para a Odebrecht Ambiental, empresa que faz parte do conglomerado da
família baiana que leva o mesmo nome. Além das operações industriais, com a
terceirização de centrais de utilidades, a companhia mais conhecida como Foz do
Brasil atua nas áreas de água e esgotamento sanitário, via concessões e parcerias
público-privadas (PPPs), e de resíduos.
A Sitel (Superintendência de
Tratamento de Efluentes Líquidos e Resíduos Sólidos) tem por objetivo gerenciar
e executar a prestação de serviços de tratamento de resíduos (líquidos e
sólidos) industriais, utilizando a infraestrutura implantada nos sistemas
localizados no Polo Petroquímico do Sul e no Complexo Industrial da General
Motors do Brasil. A Braskem detém os ativos, porém as operações são executadas
pela Corsan, a empresa de saneamento estadual do Rio Grande do Sul. Já os
ativos da antiga RioPol foram herdados da petroquímica Quattor, incorporada
pela Braskem no início de 2010.
A venda das empresas feita o fim
de 2012 surtiu efeito positivo no balanço da companhia no quarto trimestre do
ano passado. No período, a petroquímica registrou lucro líquido de R$ 275
milhões, revertendo o prejuízo de R$ 172 milhões apurado um ano antes. O resultado
antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado
avançou 95% naquele trimestre, para R$ 1,399 bilhão, em parte beneficiado pelo
impacto da alienação dos ativos à Odebrecht Ambiental.
Ao fim do ano, o presidente da
Braskem, Carlos Fadigas, disse que a empresa estava avaliando a venda de outros
ativos, mas que ainda não tinha uma definição.
Procurada, a Braskem disse que "acompanha
as oportunidades do mercado, mas não tem nada a declarar sobre o assunto no
momento". A Odebrecht Ambiental também não quis se manifestar.
'Queria
ter mais Eikes', diz chefe da Agência Nacional do Petróleo
Folha 06.05.2013 - Às vésperas da
retomada dos leilões de áreas de petróleo, após um intervalo de cinco anos, a
diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, diz que
gostaria de ver "mais Eikes" no processo.
Segundo ela, apesar das polêmicas,
o empresário é, ao lado da Petrobras, quem mais entrega produção de petróleo no
Brasil (hoje, a OGX produz 10 mil barris de óleo por dia).
"A OGX já furou mais de cem
poços. Não é empresa ruim, ela investe mais do que as outras, até mais do que
devia, e faz as coisas mais rápido que as outras. Na última reunião de
diretoria, vimos os planos de avaliação da Petrobras, que são longos, enquanto os
da OGX levam 5, 8 meses. Gostaria de ter mais 'Eikes' nos leilões, ele pelo menos
entrega produção."
A OGX, assim como outras empresas
do grupo EBX, de Eike Batista, sofre com a desconfiança de investidores, o que
fez suas ações despencarem nos últimos meses.
A petroleira do empresário causou
frustrações no mercado ao entregar uma produção abaixo do previsto.
Reclamações: Considerada por
alguns uma escolha técnica para a ANP, Chambriard é alvo de reclamações de que
a autarquia estaria favorecendo petroleiras representadas por "lobistas
ilustres" -em grande parte, ex-diretores da agência.
Haroldo Lima, seu antecessor,
atualmente trabalha na HRT. Newton Monteiro, outro ex-diretor, está na OGX.
A petroleira de Eike Batista está
no centro de uma polêmica na ANP. A empresa teve uma multa cancelada pela
autarquia, que considerou que o funcionário responsável pela autuação não tinha
competência para o ato.
"Era outro fiscal que estava
responsável pela fiscalização. Não tinha por que outro funcionário interferir",
afirma Magda.
Pietro Mendes, o funcionário em
questão, argumenta que mesmo não sendo o responsável pelo auto não pode ser
punido por ter apontado irregularidade -a falta de uma válvula, que, segundo
ele, poderia colocar em risco a segurança da plataforma.
Mendes foi transferido da
Superintendência de Segurança Operacional para a de Abastecimento.
"Se ela [a plataforma] fosse
insegura, eu ia ser a primeira a querer fechar, mas o fiscal é que vai me dizer
isso, em relatório que sai em breve", diz Chambriard.
Segundo ela, a OGX já foi autuada
três vezes nos últimos dois anos, em R$ 7,5 milhões -e pagou.
A questão dos ex-diretores voltou
à tona depois que a HRT foi qualificada como operadora A -que pode comprar
qualquer área no leilão, inclusive em águas profundas-, apesar de Chambriard
ter dito publicamente ser contrária à classificação.
Segundo a diretora, que questionara
a experiência da HRT em águas profundas, o que houve foi uma diferença de
interpretação do edital do leilão feita pela CEL (Comissão Especial de
Licitação).
Chambriard nega que esses casos
indiquem favorecimento a petroleiras representadas por ex-diretores.
"Ninguém nunca me pediu nada
e todos fizeram quarentena. Haroldo [Lima] foi o único diretor de agência a
fazer um ano de quarentena. Nas outras, são quatro meses."
Mas vê como inevitável que
ex-funcionários da autarquia trabalhem em empresas do setor. "Quando saem
daqui [da ANP], as pessoas não vão nem morrer nem deixar de trabalhar. Eu também,
daqui a algum tempo, vou estar em alguma petroleira."
Agora,
vai: depois de diagnóstico de consultora esotérica, Eike Batista troca
logomarca do seu grupo
Veja 05.06.2013 - Para o lado
certo: que venha a sorte. Apenas uma semana depois da visita da consultora
esotérica contratada por Eike Batista, o grupo EBX seguiu a receita dada pela
moça – ou melhor, pelas forças superiores: troque-se a logomarca e o sol
voltará a brilhar no balanço do grupo.
O diagnóstico foi claro (leia
mais em O sol girando para o lado errado): o sol que reluz nas marcas de todas
as empresas do grupo estava girando para a esquerda. Obviamente, segundo a
consultora, isso teria que ser alterado. E foi. Na sexta-feira, um comunicado interno
explicou:
- A logomarca das empresas do
grupo EBX passou por um ajuste.
E rogou aos funcionários que
ninguém perca tempo:
- Na intranet você já encontra as
novas logos e o arquivo para trocar a assinatura de e-mail. A colaboração de
todos é essencial neste processo.
Para os olhos de um leigo,
contudo, a mudança é praticamente imperceptível.
Então, ficamos combinados assim:
os raios solares emitindo luz ao contrário têm o condão de fazer estragos
bilionários nos resultados de um grupo empresarial.
Ativos
em liquidação
Veja 05.06.2013 - Eike: em busca
de soluções. O BTG Pactual quer levar o estaleiro cingapurense Fels, hoje em
Angra dos Reis, para o Porto do Açu, um dos ativos do grupo EBX mais complicados
(para ser concluído) e mais exaltados por Eike Batista.
A propósito, nas conversas que
têm tido com algumas empresas sobre o Açu, o BTG oferece duas opções: o porto
inteiro ou, se o negócio não interessar, que o investidor instale uma empresa
no complexo
O negócio entre a OGX, de Eike Batista,
e a Petronas está quase selado. A petroleira malaia pagará 850 milhões de
dólares por 40% do campo de Tubarão Martelo. Só que os dólares não entrarão
direto no caixa.
Receosa, a Petronas exigiu e
levou: o dinheiro fica depositado numa conta-custódia e vai sendo liberado
mediante comprovação da produtividade do campo.
(Atualização, às 12h21: o grupo
EBX entra em contato para negar que o porto esteja à venda. O Radar mantém a
infiormação publicada).
Darby
compra subsidiária da ALL e cria a ART
Valor 06.05.2013 - Carlos
Henrique Corrêa, diretor-executivo da ART: crescimento da empresa será oriundo
dos mercados emergentes, como o dos países africanos
O grupo América Latina Logística
(ALL) vendeu sua subsidiária de tecnologia ferroviária ALL Rail Technology, que
desenvolve equipamentos e softwares de operação para empresas do setor. A venda
contou com recursos do Darby, braço de "private equity" (que compra
participação de empresas) da gestora Franklin Templeton Investments.
Um dos fundos administrados pelo
Darby investiu R$ 30 milhões na operação, que incluiu, além da compra de fatia
da subsidiária da ALL, a aquisição da Daiken Ferroviária, sediada no Paraná; e
a Engesis Engenharia de Sistemas, no Espírito Santo. As três companhias serão
concentradas em uma nova empresa, chamada Alta Rail Tech (ART).
O fundo será minoritário no novo
negócio - mas o Darby não divulga quanto de participação terá na nova empresa.
Já a Beaver Consultoria, antiga minoritária da empresa da ALL, passa a ser a
controladora. Darby e Beaver são os únicos acionistas da ART. A Beaver é
formada por executivos da ALL Rail Technology.
Hoje, a ALL Rail tem como
clientes a ex-controladora, além das concessionárias de ferrovias MRS, FCA e
Vale. Ela atende também clientes como a Bombardier, a Rio Tinto e a General Eletric
fora do Brasil, como em Moçambique, Quênia, Uganda, Austrália, Canadá e Estados
Unidos.
A intenção dos executivos é que
mais da metade do faturamento da empresa seja oriundo do exterior. Neste ano, o
faturamento estimado é de R$ 50 milhões - número que os acionistas preveem mais
do que duplicar em três anos, após a consolidação da nova etapa.
A intenção é que a companhia
cresça em mercados emergentes por oferecer produtos considerados baratos para o
setor ferroviário. Nos planos, 70% do faturamento de 2013 será oriundo de
diversos clientes no exterior.
Articulador da operação, o
diretor-executivo da ART, Carlos Henrique Corrêa, diz que a companhia precisava
sair do guarda-chuva da ALL para começar um caminho próprio. "A empresa
era como um filho jovem que precisa ganhar o mundo", diz Corrêa, que já
estava há mais de dez anos no grupo ALL e agora está no comando da nova etapa.
Segundo Daniel Eskinazi,
vice-presidente sênior do Darby, o fundo investidor procura projetos em
infraestrutura que não exijam capitais tão vultuosos como os das próximas concessões
em rodovias e ferrovias, por exemplo. Esses projetos, segundo o governo
federal, terão taxas de retorno ao acionista de até 16%. Os fundos geralmente
têm como alvo rentabilidades superiores a essa.
Para o executivo, um complicador
especificamente no caso das rodovias é que o mercado está maduro e, por
consequência, os retornos tendem a ser, em geral, menores. Mas não descarta haver
um futuro estudo da gestora sobre as novas concessões do governo federal no
setor.
Eskinazi explica que o fundo que
investiu na empresa de tecnologia ferroviária é generalista - e não direcionado
somente a infraestrutura - e tem capacidade para mais três investimentos, que
podem variar entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões.
A Darby tem outros investimentos
em infraestrutura no Brasil, como na empresa T-Grão Cargo Terminal de Granéis
(em Santos), na empresa de energia renovável Bioenergy e em cabotagem.
Procurada para saber os motivos
da venda, a ALL enviou um texto de esclarecimento sobre a negociação. "A
venda foi uma operação pontual motivada principalmente pelo fato da empresa não
fazer parte do 'business' da ALL, tendo pouca representatividade no resultado
da companhia. A empresa continua prestando serviços à ALL", diz nota
enviada por meio de sua assessoria de imprensa.
O
banco BTG Pactual, de André Esteves, pode se tornar também grande no
agronegócio
Revista Isto é Dinheiro 03.05.2013
- O banco BTG Pactual, de André Esteves, pode se tornar também grande no
agronegócio. Depois de criar o Fundo BR Pec, o banco tomou posse de seu
primeiro pedaço de terra no País. A fazenda Cristo Rei, de 116 mil hectares para
a criação de gado nelore, fica em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, e
pertencia ao pecuarista e usineiro José Carlos Bumlai. A negociação aconteceu
nos últimos seis meses e entrou como pagamento de uma dívida de Bumlai com o
banco. O valor do negócio é sigiloso, mas com o hectare avaliado a R$ 5 mil na
região, a transação pode ter ficado na casa dos R$ 580 milhões. Bumlai deve na
praça R$ 1,2 bilhão a 15 bancos, entre eles o BB e o BNDES. No mês passado, sua
usina, a São Fernando, em Dourados (MS), aberta em 2006 para moer 4,8 milhões
de toneladas de cana por safra, entrou em recuperação judicial.
Mais
dois frigoríficos em MT assinam acordo com MPF
Exame 06.05.2013 - As empresas se
comprometem a comprar animais apenas de criadores que não cometam desmatamento
ilegal, entre outras exigências.
Segundo o MFP, até agora nove
frigoríficos já assinaram o termo de ajustamento de conduta.
O Ministério Público Federal de
Mato Grosso informou nesta sexta-feira que os frigoríficos Redentor S/A (de
Guarantã do Norte) e Superfrigo (de Rondonópolis) assinaram hoje o acordo
proposto para regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne.
As empresas se comprometem a
comprar animais apenas de criadores que não cometam desmatamento ilegal; que façam
a identificação das suas propriedades por meio de inscrição nos cadastros
estaduais existentes para dar início ao processo de licenciamento ambiental; e
que não tenham ocorrência de trabalho escravo, invasão de unidades de
conservação, terras indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
Segundo o MFP, até agora nove
frigoríficos já assinaram o termo de ajustamento de conduta. Na terça-feira
desta semana, 30, os frigoríficos Frigovárzea e Frical, ambos de Várzea Grande,
assinaram o termo de ajuste de conduta pela pecuária sustentável.
Antes desta data já tinham assinado
acordos os frigoríficos Carnes Boi Branco Ltda, Agra Agroindustrial, Vale
Grande (Frialto), JBS/Friboi, Navi Carne.
Em meados do ano passado o
Ministério Público Federal (no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia) abriu processo
judicial contra 26 frigoríficos "pela compra e comercialização de bois
criados ilegalmente, às custas de devastação florestal, trabalho escravo e
violação de direitos indígenas". O valor das indenizações foi estimado em
R$ 556,9 milhões.
Das ações propostas, 21 são
relativas aos frigoríficos de Mato Grosso que compraram animais de propriedades
irregularidades. Com a assinatura dos termos de ajustamento de conduta, o MPF
pede judicialmente a homologação dos acordos e a extinção da ação contra as
empresas.
Autopeças.
Parceria dupla
Revista Isto é Dinheiro 03.05.2013
- A alemã ZF, fabricante de peças para a indústria automotiva, com quatro
fábricas no Brasil, será a produtora de eixos para tratores da sul-coreana LS
Mtron, localizada em Garuva (SC), e da indiana Mahindra, no município de Dois
Irmãos (RS). O fornecimento às fabricas está previsto para ser iniciado no
segundo trimestre deste ano e a unidade da ZF responsável pela produção será a
de Sorocaba (SP). As outras plantas ficam em São Bernardo do Campo, Araraquara
e Belo Horizonte. Presente em 21 países, a LS Mtron faturou € 17,4 bilhões em
2012.
Coutinho
diz que começou 'retomada em U'
Valor 06.05.2013 - "É viável
revitalizar a indústria", diz Coutinho. O presidente do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, considera que
todos os indicadores mostram que a economia já teve um crescimento expressivo
no primeiro trimestre, o que "deve ficar claro no fim do mês, quando o
IBGE divulgar os dados". A reação, porém, estaria sendo diferente da
ocorrida entre 2009 e 2010, quando houve uma recuperação em forma de V. "Agora,
estamos tendo uma recuperação em U, muito mais lenta", disse Coutinho ao
Valor.
Coutinho observou que a crise na
zona do euro foi em câmara lenta, com a repetição de vários episódios críticos
que mantiveram uma incerteza muito densa por mais de um ano. E isso teria
afetado o Brasil, pelos canais de expectativas e de cautela.
Para o presidente do BNDES,
revitalizar a indústria é parte fundamental da estratégia de crescimento,
reforçada pelas novas oportunidades que vão da infraestrutura à saúde. A nova
agenda deve manter políticas da "velha" agenda, como conteúdo local e
uso do poder de compra do Estado, como fazem outros países. Ao mesmo tempo,
defende que ela cada vez mais foque a inovação e incorpore como paradigma a
necessidade de a empresa ser competitiva internacionalmente.
Standard
Chartered Brasil lança área com foco na Coreia
Valor 06.05.2013 - Richard Hill: "Fluxo
comercial entre Brasil e Coreia indica potencial da mesa"
O banco Standard Chartered no
Brasil lança nesta segunda-feira um serviço para atender empresas brasileiras
que desejam exportar para a Coreia do Sul ou importar produtos do país
asiático, bem como companhias coreanas interessadas em investir no Brasil.
Unidades do banco global em
outros 20 países, como Índia, Indonésia, Inglaterra, China, Estados Unidos e
Vietnã, também contam com mesas de operações coreanas. A estratégia tem dado
resultados. No ano passado, as receitas originadas fora do país asiático por
clientes coreanos, por meio de operações de comércio exterior, somaram US$ 200
milhões.
De passagem pelo Brasil, Richard
Hill, presidente da Standard Chartered Coreia, conta que na semana passada foi
a Piracicaba (SP), sede da primeira fábrica da coreana Hyundai Motor Brasil,
onde se viu rodeado de executivos de empresas coreanas. "Os sul-coreanos
se movem em conglomerados. Por exemplo, quando uma grande empresa da Coreia se
instala em uma região, outras companhias de grande porte e inúmeros
fornecedores a seguem", relata Hill, que desde 2008 está em Seul, capital
do país asiático, para dirigir a unidade coreana do banco.
Airton Villafranca, presidente
local do Standard Chartered, diz que o Brasil se tornou estratégico para a
Coreia do Sul. "Os coreanos necessitam de commodities, enquanto o Brasil
mostra apetite por seus produtos industrializados", opina. No ano passado,
as exportações brasileiras para o país asiático foram da ordem de US$ 4,5
bilhões, enquanto as importações somaram US$ 9,1 bilhões, segundo dados do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Devido à nova mesa de operações,
um gerente de relacionamento coreano deve se instalar no Brasil. "Facilita
muito ter uma pessoa que fala o idioma do cliente e conhece sua cultura",
explica Villafranca. Os executivos ressaltaram que o objetivo é ampliar a venda
de produtos tradicionais de comércio exterior, como linhas de financiamento à
exportação e à importação, cartas de crédito e serviços de tesouraria.
"Analisamos o fluxo comercial
entre Brasil e Coreia do Sul, que aumentou dez vezes nos últimos dez anos, e
enxergamos potencial. Vamos tentar capturar esse fluxo", explica Hill.
Vale citar que o Standard Chartered está no Brasil há 40 anos e em 2009 obteve
licença da autoridade monetária local para atuar como banco de investimento.
Dong Man Lee, diretor presidente
do banco coreano Korea Exchange Bank (KEB) do Brasil, relata que nos últimos
três anos houve um forte e constante aumento da demanda de empresas sul-coreanas
por serviços e produtos bancários no país. Isso ocorreu devido a uma importante
elevação de investimentos provenientes da Coreia do Sul no Brasil, tanto
diretos, em empresas que estão se instalando por aqui ou mesmo naquelas já
instaladas, quanto nos mercados financeiro e de capitais, além do setor
imobiliário.
O banco KEB do Brasil atua em um
ramo bastante específico, atendendo basicamente médias e grandes empresas
multinacionais sul-coreanas, com a oferta de crédito, serviços de câmbio,
depósitos e investimentos. Essas companhias são principalmente dos setores
eletrônico, automobilístico, siderúrgico, de construção civil, têxtil e financeiro.
Para atender essa demanda por
serviços e produtos bancários, em outubro de 2012, o acionista controlador,
Korea Exchange Bank, fez um aumento de capital de R$ 36 milhões, praticamente
dobrando o valor do patrimônio de referência, dos R$ 42 milhões registrados em
dezembro de 2011 para R$ 85 milhões no fim do ano passado. E a expectativa dos
executivos do banco é que o patrimônio de referência atinja R$ 100 milhões em
breve, com os bons resultados esperados.
"O aumento de capital foi
feito para fortalecer o banco em termos de concorrência, aproveitar as
oportunidades e fazer frente a um aumento das operações de crédito", explica
Lee, que ressalta que tem planos de expansão com a contratação de mais funcionários
e investimentos em tecnologia da informação (TI).
Ele lembra que a instituição
chegou ao Brasil em 1998 e este é um momento importante. "Nos últimos três
anos, a rentabilidade do banco vem crescendo sistematicamente, fato que a
matriz vê com bons olhos", diz. O desempenho positivo da operação
brasileira chamou a atenção da matriz, que decidiu investir em outros países da
América Latina, como Chile e Peru.
Agenda
tem Focus e dados do setor de serviços da China e Europa
Valor 06.05.2013 - A segunda-feira
conta com o Boletim Focus, que traz novas projeções dos analistas consultados
pelo Banco Central (BC) para a taxa de câmbio, taxa de juro e desempenho da
economia, e com balanços, como Panamericano, Hypermarcas, Eternit, Marcopolo,
Multiplan, entre outros.
Na parte da manhã, o presidente
do BC, Alexandre Tombini, participa da abertura do Seminário Internacional
sobre Regimes de Resolução no Sistema Financeiro Brasileiro. O presidente do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho,
abre o 33º Encontro Tele.Síntese, que terá a participação de dirigentes de
companhias do setor.
Do lado externo, os investidores
avaliam o desempenho do setor de serviços da China e da Europa.
Mercado
de juros aguarda IPCA para ajustar cenários
Valor 06.05.2013 - O foco do
mercado de juros se volta nesta semana para a inflação. O destaque é o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência da política monetária
conduzida pelo Banco Central, que o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) revela quarta-feira.
Para o economista-chefe do Banco
Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, o IPCA deve recuar abaixo de 6,5% no
acumulado em 12 meses, mesmo com uma variação mensal superior à observada em
março, depois de ter ultrapassado o teto da meta.
O IPCA pode dar uma tendência
mais firme para os juros na BM&F, depois de uma semana dominada pela queda
das taxas - um quadro que só mudou na sexta-feira, quando o avanço do emprego
nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre o viés que a economia externa terá
sobre a inflação brasileira e, por tabela, sobre a política monetária.
Apesar da alta das taxas na
BM&F sexta-feira, o ajuste não eliminou o tom cauteloso que ainda prevalece
no mercado - um quadro corroborado pelos dados da indústria brasileira que o
IBGE soltou no mesmo dia.
Conforme apontou pesquisa da
Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor financeiro projeta três
altas seguidas da Selic, de 0,25 ponto percentual cada, nas próximas reuniões
do Copom, em maio, julho e agosto, levando o juro básico a 8,25%.
O dólar fechou a semana em alta
de 0,55%, a R$ 2,010, após encerrar estável o pregão de sexta. O bom humor de
investidores com dados do mercado de trabalho americano foi compensado pelo
fluxo de saída de recursos do país no último pregão da semana passada, mantendo
a moeda travada.
Ainda que a maioria dos profissionais
ainda veja a possibilidade de queda do dólar no curto prazo, dadas as
sinalizações do Federal Reserve e do Banco Central Europeu de que podem
aumentar ainda mais a já farta liquidez internacional, já há os que enxergam o
oposto no longo prazo, com perspectivas ruins para a balança comercial e o
déficit em transações correntes no Brasil.
Relatórios do Banco HSBC Brasil e
do BNP Paribas alertando para a piora da balança comercial e para dificuldades
no financiamento do déficit em transações correntes por investimento
estrangeiro direto (IED) indicam que a pressão de alta sobre o dólar pode
aumentar.
Governo
prevê perda de R$ 53 bi de receita com desonerações e retomada mais lenta
Valor 06.05.2013 - O governo
estima que perderá R$ 53 bilhões de receita neste ano em relação ao que está
previsto no Orçamento aprovado pelo Congresso Nacional, resultado de uma recuperação
bem mais lenta da economia e também da aceleração nas desonerações tributárias.
A lei orçamentária estima receita
total de R$ 1,253 trilhão, enquanto o governo agora trabalha com R$ 1,2
trilhão. Em relação ao projeto de lei orçamentária para 2013, encaminhado pelo
governo ao Congresso em agosto do ano passado, o corte na receita será de R$
29,9 bilhões.
Esses dados constam da reprogramação
orçamentária feita pelo governo, que foi incluída no projeto que altera a Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) válida para este ano. Essa alteração, anunciada
anteriormente, permitirá que o governo não seja obrigado a compensar as frustrações
da meta fiscal dos Estados e municípios.
No projeto de LDO para 2014,
também enviado em abril ao Congresso, a área econômica informou que trabalha
com a dedução de R$ 45 bilhões no superávit primário do governo central
(Tesouro, Previdência e Banco Central) de 2013, por causa dos investimentos do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações tributárias. Com
esse desconto, o superávit primário deste ano será de R$ 62,89 bilhões, em vez
de R$ 108,09 bilhões da meta, o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto
(PIB). A meta "cheia" do governo central é de 2,15% do PIB.
Como o Orçamento aprovado pelo
Congresso já prevê uma dedução de R$ 25 bilhões na meta do superávit, o governo
teria um espaço fiscal de R$ 20 bilhões para totalizar os R$ 45 bilhões que
pretende abater dosuperávit primário de 2013.
O problema é que a receita
líquida do governo (descontadas as transferências constitucionais para Estados
e municípios) cairá cerca de R$ 45 bilhões, segundo projeção da área técnica.
Portanto, para compensar essa
perda de receita, o governo terá de usar os R$ 20 bilhões de dedução adicional
do superávit que já anunciou e ainda cortar outros R$ 25 bilhões em gastos, se
forem mantidas as projeções que constam do projeto da LDO. Esse valor
corresponde, exatamente, às emendas feitas pelos parlamentares ao Orçamento.
O Ministério da Fazenda trabalha
com diferentes cenários, mas o valor final não será uma decisão exclusivamente
técnica e caberá à presidente Dilma Rousseff.
Se for mantido esse cenário, o
superávit do setor público neste ano não deve passar de 1,8% do PIB, sendo 1,3%
a parcela da União e 0,5% do esforço estimado para Estados e municípios. Os
cálculos já consideram o crescimento da economia de 3,5% em 2013, em vez dos
4,5% previstos quando o Orçamento foi elaborado no ano passado.
Na sexta-feira, o governo
pueblicou primeiro decreto de programação orçamentária do ano. O Ministério do
Planejamento liberou 100% das dotações até agosto, mas avisou que fará "eventuais
ajustes" até o dia 22 de maio.
A liberação do chamado empenho,
não implicará aumento de gastos. No jargão orçamentário, o empenho equivale
apenas a uma promessa de gasto.
De acordo com um integrante do
governo, o adiamento nos cortes tem a ver com a política fiscal anticíclica e a
necessidade de avaliar com mais detalhes o comportamento da receita.
No primeiro trimestre, a
arrecadação federal caiu 0,48% em relação ao mesmo período do ano passado, já considerando
o efeito da inflação. Segundo essa autoridade, as receitas em abril mostram
alguma recuperação.
Os cortes de gastos de 2013 só
não serão mais elevados porque o governo também mudou o artigo da LDO que trata
do superávit fiscal de Estados e municípios. De acordo com o novo projeto, o
governo deixou de ser obrigado a alcançar uma meta de superávit para o setor
público e a partir de agora vai "buscar obter" esse resultado, sem
precisar compensar um superávit mais baixo de Estados e municípios.
Bancos
e consultorias já falam em crescimento do PIB abaixo de 3% no ano
Estadão 03.05.2013 - Com números
da economia abaixo das expectativas, analistas reduzem previsões de crescimento
para o País; no Bradesco, por exemplo, número foi de 3,5% para 2,8%, e na MB
Associados, de 3% para 2,5%.
Bancos e consultorias começam a
cortar as projeções de crescimento da economia para este ano e já trabalham com
previsões abaixo de 3%. Crescimento de 3% é a projeção do Banco Central (BC)
para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Até agora, o número vinha
sendo endossado pelo mercado, levando-se em conta a média das projeções obtidas
na pesquisa Focus, feita pelo BC, com bancos e consultorias.
Mas os analistas estão ficando
mais pessimistas. O desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre,
segundo mostram números como os da produção industrial, divulgados ontem, e a
piora em indicadores de consumo e da balança comercial levaram à revisão de
algumas projeções. No ano passado, o PIB cresceu só 0,9% e as projeções para
este ano iam até 4%, com mais apostas em 3%.
O diretor de Pesquisas e Estudos
Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, baixou de 3,5% para 2,8% a expectativa
de alta do PIB em 2013. "Nossa revisão para o crescimento doméstico foi
influenciada pela incorporação recente de resultados mais fracos do que
esperávamos da atividade econômica", disse. Barros também aponta um cenário
global mais fraco que o imaginado.
Silvia Matos, economista do
Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), reduziu sua expectativa de 2,9%
para 2,7%. Segundo ela, "há chances de nova revisão, dependendo
principalmente do desempenho do setor de serviços", a ser divulgado.
Os resultados do primeiro
trimestre também estão abaixo do esperado pela Tendências Consultoria. A
expectativa de alta de 3% deve cair para 2,8% ou 2,9%, diz a economista Alessandra
Ribeiro. Ela esperava alta de 1,1% no PIB do primeiro trimestre, mas, com os
dados da produção industrial, a previsão deve baixar para 1% e, com isso, o
viés será de baixa para o ano.
O economista-chefe da MB
Associados, Sergio Vale, trabalhava desde junho com alta de 3%, mas revisou o
índice para 2,5% há um mês. "Os dados fracos da indústria, aliados aos do
comércio e serviços, podem trazer uma surpresa negativa." Vale não vê recuperação
evidente no segmento de bens de capital e nos investimentos.
Alta de 2,5% também é a previsão
de Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, desde o início de 2013, e
do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
André Loes, economista-chefe do
HSBC para a América Latina, mantém aposta em 2,6%. Ele lembra que o ano começou
um pouco mais forte, mas desacelerou. "Não achamos, contudo, que o número
da balança comercial seja razão para alteração, pois o Brasil é muito fechado e
as exportações representam parte pequena do PIB."
Com margem que vai de 2% a 3%,
Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap/FGV) diz
que a balança comercial pode ter impacto no desempenho da economia. "A
queda do mercado externo vai bater na produção industrial."
O Banco Fator é outro que vê
chances de revisar para baixo a alta de 2,9% esperada inicialmente. O Credit
Suisse, que tem a aposta mais alta do mercado, de crescimento de 4%, só deve
rever os números em junho.
Expansão
do setor de serviços no Brasil acelera em abril--PMI
Reuters 06.05.20123 - A expansão
do setor de serviços no Brasil acelerou em abril em meio ao aumento da produção
e da entrada de novos negócios, embora o grau de otimismo tenha atingido o
nível mais fraco em três meses, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de
Compras (PMI, na sigla em inglês) do Markit divulgada nesta segunda-feira.
O PMI sobre o setor de serviços
brasileiro subiu para 51,3 em abril ante 50,3 em março, quando havia atingido o
menor nível em sete meses. Ao permanecer acima da marca de 50, o PMI indicou
que houve expansão da atividade pelo oitavo mês seguido.
Apesar disso, o Markit destacou
que "o crescimento da atividade de negócios no setor brasileiro de
serviços permaneceu fraco em abril".
"Após o aumento bastante
fraco na atividade divulgado pelas empresas em março, os resultados de abril
parecem mais consistentes com a modesta recuperação pela qual acreditamos que a
economia brasileira está passando. Mas não são suficientes para descartar preocupações
em relação aos riscos", disse o economista-chefe de Brasil do HSBC, André
Loes.
De acordo com o Markit, a
produção aumentou em quatro das seis categorias monitoradas, com destaque para
os subsetores de Intermediação Financeira e Transporte e armazenamento. Os que
registraram contração foram Correios e telecomunicações e Outros Serviços.
Os entrevistados indicaram demanda
forte, o que favoreceu aumento no volume de novos negócios recebidos em abril,
tendência que se mantém há oito meses.
Diante desse aumento, cerca de 15
por cento das empresas monitoradas indicaram produção mais elevada, contra 9
por cento que citaram nível menor de atividade.
Quatro das seis categorias
indicaram aumentos no volume de novos negócios, com o crescimento mais rápido
em Intermediação financeira, seguida por Transporte e armazenamento, Hotéis e
restaurantes e Aluguéis e Atividade de negócios.
Confiança: O nível de contratação
do setor de serviços, por sua vez, cresceu pelo segundo mês seguido em abril,
com quase 3 por cento dos entrevistados relatando elevação no número de
empregos, mas mostrou desaceleração em relação a março.
O número de funcionários aumentou
em cinco das seis categorias monitoradas, com queda apenas em Hotéis e
restaurantes.
Apesar de os fornecedores de
serviços terem indicado otimismo mais uma vez, em abril o nível de sentimento
positivo foi o mais fraco em três meses.
"Os entrevistados esperam
que a demanda mais forte impulsione o crescimento da atividade daqui a 12
meses. No entanto, existem preocupações no tocante à crise europeia", destacou
o Markit.
Quase 32 por cento dos entrevistados
antecipam uma atividade mais elevada, enquanto 2 por cento preveem queda.
Em abril, o Índice de Confiança
de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas registrou queda de 1,8 por cento
na comparação com março, com piora da tanto perspectiva de situação atual
quanto de expectativas.
A melhora vista no PMI de
serviços do Brasil contrasta com uma piora no indicador sobre a indústria, que
registrou em abril a expansão mais lenta em 6 meses.
Com
isso, o PMI composto --que soma os resultados da indústria e de serviços--
mostrou ligeira aceleração da expansão do setor privado para 51,5, ante 51,0 em
março, informou o Markit.
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