segunda-feira, 13 de maio de 2013

Azul.CA 13.05

Daily News


Alves pressiona pela votação do Código da Aeronáutica
Valor 13.05.2013 - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), estuda instalar uma comissão informal para levar a votação o novo Código Brasileiro de Aeronáutica. Dentre outras mudanças, o texto amplia para 49% o teto possível para que haja capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais, hoje em 20%. A comissão seria formada pelo ex-presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), que desde que exerceu o cargo de relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfego Aéreo, tornou-se uma das principais vozes no Congresso a favor da ampliação do limite, uma reivindicação do empresariado do setor. Além dele, a comissão informal seria composta pelos deputados que já relataram o projeto, Bruno Araújo (PSDB-PE) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Trata-se, portanto, de uma força-tarefa que envolve os três maiores partidos do país.
A ideia é forçar o governo a se posicionar sobre o assunto, parado nas gavetas da Casa Civil desde a última tentativa de votá-lo, em novembro de 2012. Naquela ocasião, o Palácio do Planalto impediu a votação por não haver consenso entre os órgãos internos que tratam do assunto, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Infraero, Ministério da Aeronáutica e Secretaria de Aviação Civil (SAC). Isso a despeito de a medida já ter sido sugerida pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) no fim da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O atual ministro da SAC, Moreira Franco (PMDB), é a favor da ampliação do teto. "Hoje esse percentual não significa mais nada. A gestão e governança de uma empresa independe disso. Precisamos ter uma visão realista. O importante não é a composição acionária, mas a empresa ter sede no Brasil e respeitar a legislação", disse. Para ele, é importante ter regras que não sejam burladas por acordo de acionistas.
Com a comissão informal, Alves, Maia, Araújo e Abi-Ackel querem unir forças para pressionar o governo a pelo menos permitir a votação. "A comissão ajudaria a ter um ambiente que apenas um relator não consegue ou conseguiu. Uma comissão multipartidária é mais eficiente para tentar um diálogo com o governo, que parece ter má vontade com capital estrangeiro e diverge sobre ampliar esse limite", disse Abi-Ackel, o último relator do assunto.
No governo, fontes afirmam que a entrada do capital estrangeiro com a consequente capitalização das empresas nacionais poderia ter o efeito inverso ao pretendido. Isso porque ele poderia beneficiar apenas quem já detém fatia relevante do mercado, como a TAM e a Gol. Desse modo, em vez de favorecer a concorrência, a concentração poderia aumentar. Mas não há consenso no governo em relação a isso.
Além do capital estrangeiro, o governo também receia ter eventuais problemas trabalhistas, em especial com os sindicatos, que a aprovação do projeto de lei da forma como está pode causar. O motivo é que o relatório de Abi-Ackel estabelece, por exemplo, a possibilidade de contratação de tripulantes ou instrutores estrangeiros, em caráter provisório, na falta de brasileiros. Isso contraria interesses de trabalhadores do setor que já contestou a privatização de alguns aeroportos do país.

Warburg Pincus capta fundo global de US$ 11,2 bilhões
Valor 13.05.2013 - A gestora americana Warburg Pincus concluiu a captação de um dos maiores fundos de private equity desde a crise financeira, em 2008, com US$ 11,2 bilhões para investimentos na compra de participações em empresas. O novo fundo, que possui atuação global, amplia o poder de fogo da firma no Brasil, onde atua desde 2010.
Com um total de US$ 40 bilhões em ativos sob gestão, a Warburg Pincus possui investimentos em 125 companhias. No Brasil, foram dois investimentos até o momento, no Banco Indusval, especializado na concessão de crédito a empresas de médio porte, e na Omega Energia Renovável. O novo fundo não possui um percentual definido de alocação por região, segundo Alain Belda, sócio e presidente da Warburg Pincus no país.
O escritório local da gestora é responsável pelos negócios na América Latina, mas os esforços estão concentrados no país. "O Brasil tem todas as condições de competir pelos recursos do fundo", afirma. Além de São Paulo, a Warburg tem outras dez unidades, em países europeus e asiáticos.
O foco da gestora no país são empresas em crescimento em setores como energia, saúde finanças e tecnologia. "Empresas bem gerenciadas são uma característica do Brasil", diz Belda, que antes da Warburg Pincus foi presidente da produtora de alumínio Alcoa.
O fundo não pretende limitar o valor mínimo por investimento, que pode ocorrer tanto em participações minoritárias como de controle. O tamanho das empresas investidas também não foi definido. "Estamos totalmente abertos", afirma o executivo. Fora dos planos da Warburg Pincus no Brasil estão apenas as chamadas aquisições alavancadas, financiadas com a captação de dívida, em razão das taxas de juros ainda altas no país, segundo Belda.
Apesar da incerteza provocada com as mudanças regulatórias e o recente aumento da inflação, o executivo diz que a ascensão da nova classe média e a expansão do consumo tornam a economia brasileira atrativa para investimentos externos. "A decisão de investimento reflete as condições de longo prazo, e não apenas a situação de momento do país", afirma.
Durante o processo de captação, a Warburg Pincus se manteve bastante ativa na atividade de private equity. Foram US$ 2,3 bilhões em aportes no ano passado, incluindo 28 novas empresas e investimentos complementares em companhias do portfólio, e U$ 6,2 bilhões distribuídos aos investidores com a venda de participações. A gestora não realizou nenhum investimento no Brasil em 2012, mas Belda afirma que neste ano a gestora trabalha em várias oportunidades de negócio.
Entre os investidores do novo fundo, batizado de Warburg Pincus XI, estão fundos de pensão, fundos soberanos, seguradoras e pessoas físicas de altíssima renda. Boa parte dos cotistas é de fora dos Estados Unidos, segundo a gestora.

O tiro certo de Eike: em 3 anos, investimento no fundo 3G, de Lemann, triplicou
Infomoney 13.05.2013 - Apesar das perdas do Grupo EBX nos últimos meses, Eike acertou na mosca quando decidiu, há 2 anos e meio, aplicar no fundo que tem em seu portfólio Burger King, AB Inbev e Heinz. As empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, listadas na Bovespa, vêm amargando uma complicada situação nos últimos meses, o que fez com que o empresário saísse da lista dos 100 homens mais ricos do mundo, segundo ranking da Bloomberg, depois de ter aparecido na oitava posição. Apesar desta ferida, Eike acertou na mosca quando aplicou seu dinheiro no fundo 3G Capital.
O empresário investiu centenas de milhões de dólares há dois anos e meio, no fundo de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, criado para comprar o Burger King. No período, o valor investido triplicou, apontou a coluna Radar, da Veja.
Durante esse período, o fundo fez a importante aquisição, no início de fevereiro, juntamente com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, da fabricante norte-americana de condimentos Heinz, por US$ 28 bilhões.
Em dois anos e meio, Eike Batista triplica investimento no fundo 3G (Juliana Coutinho)
O fundo 3G Capital controla ainda a belgo-brasileira AB InBev, maior cervejaria do mundo, dona da brasileira Ambev (AMBV4).

Abrir o capital é como casar, diz o bilionário chinês Jack Ma
The Wall Street Journal 13.05.2013 - Com um patrimônio de cerca de US$ 4,2 bilhões, Jack Ma, um pioneiro do comércio eletrônico da China que deixou na sexta-feira o cargo de diretor-presidente da Alibaba, já é um dos homens mais ricos do país. Mas ele pode enriquecer ainda mais se a empresa fundada por ele há 14 anos decidir abrir o capital.
Ma conversou com The Wall Street Journal em uma visita recente à Califórnia. A filantropia foi o motivo da viagem, mas ele não tem intenção de participar do famoso compromisso feito por vários bilionários de doar pelo menos a metade do seu dinheiro para a caridade. "Essa ideia de distribuir o seu dinheiro não foi criada por Bill Gates e Warren Buffett. Foi criada pelo Partido Comunista nos anos 50!", disse ele, rindo.
Ma, de 48 anos, tem outras razões para rir. Desde que anunciou sua transição para a presidência do conselho de administração, em janeiro, aumentaram as especulações de que a empresa estaria se preparando para abrir o capital. A Alibaba, avaliada em cerca de US$ 60 bilhões, poderia ser uma das melhores ofertas de ações do ano no setor de tecnologia, se levar o plano adiante.
Ma já percorreu este caminho. Uma das 25 divisões do grupo, a Alibaba.com, plataforma de comércio eletrônico para pequenas empresas, estreou na Bolsa de Valores de Hong Kong em 2007, mas teve seu capital fechado por Ma no ano passado. (As demais divisões do grupo, incluindo Taobao, Tmall e Alipay, nunca abriram o capital.) A crise financeira prejudicou a Alibaba.com, disse ele, e a firma precisava fazer grandes mudanças. Ao fechar seu capital novamente, ficou estabelecida a base para abrir o capital do grupo inteiro algum dia.
Ma comparou a potencial saída às bolsas a um casamento. "Somos uma empresa que já se casou e se divorciou. Sabemos o que significa o casamento", disse. "Não queremos uma festa de casamento; queremos uma união feliz." E quanto ao momento certo? "Creio que estamos prontos", afirmou.
No fim de abril, a Alibaba comprou uma participação de 18% na Weibo, a versão chinesa do Twitter, por US$ 586 milhões - outra iniciativa vista como preparação para o "casamento".
O sucessor de Ma, Jonathan Lu, começou na empresa como diretor de processamento de dados e foi galgando na hierarquia, enquanto Ma o fazia passar por uma série de cargos - e também por algo que parece uma versão empresarial do trote universitário. Ma diz com uma risadinha: "Eu o enfiei na geladeira" (isto é, criou muitas dificuldades para Lu). "E percebi, no início do ano, que ele estava pronto."
Ma acredita muito na perseverança. Nascido em Hangzhou, na China, aperfeiçoou seu inglês conversando com os turistas em um hotel da cidade. Prestou vestibular duas vezes, sem sucesso, e por fim entrou numa faculdade local de formação de professores. Depois de se candidatar inutilmente a vários empregos, incluindo um como secretário do gerente de uma loja da Kentucky Fried Chicken, fez um empréstimo de US$ 2.000 para fundar um site chamado China Pages; depois administrou uma firma de tecnologia para um departamento do Ministério de Comércio Exterior da China. Em 1999, captou US$ 60.000 de 18 amigos e, trabalhando no seu apartamento, fundou a firma que veio a ser a Alibaba.
Hoje os discursos de Ma atraem multidões na reunião anual da empresa para os clientes e a mídia. O executivo também tem experiência com uniões não tão bem-sucedidas. No fim de 2012, a Alibaba recomprou metade da participação de 40% que a Yahoo possuía na empresa. Quando indagado por quê, Ma respondeu: "Eles [a Yahoo] já mudaram de diretor-presidente quantas vezes?" Ele gira a cabeça de um lado para o outro, como se assistisse a uma rápida sucessão de executivos e exclama: "Parece um filme de Hollywood!"
Ma diz que admira a ética de trabalho da nova diretora-presidente da Yahoo, Marissa Mayer, mas quem ele tem em mais alta estima é o fundador da empresa, Jerry Yang, que investiu inicialmente US$ 1 bilhão na Alibaba, em 2005.
Em sua viagem para a Califórnia, Ma visitou a Universidade de Stanford em busca de talentos. Falando em mandarim num evento de recrutamento da Alibaba, ele perguntou a algumas centenas de engenheiros, escolhidos a dedo: "Por que vocês não se arriscam? Por que não pensam em ir para a China?" A julgar pela sala transbordando de gente, alguns já estão considerando essa possibilidade.
Embora Ma tenha grandes esperanças para a China, ele vê o Vale do Silício como o centro mundial de inovação. Em breve, vai lançar um fundo nos Estados Unidos para investir em novas firmas de tecnologia da região.
Ma disse que sua primeira providência ao entregar o comando da Alibaba seria "dormir por três meses". Mas talvez não disponha de todo esse tempo. Ele continuará dirigindo o desenvolvimento de estratégia e liderança da empresa, o que inclui ajudar firmas estrangeiras a usar as plataformas da Alibaba para vender a clientes na China e no exterior.

Gás caro muda planos da indústria química
Estadão 13.05.2013 - Empresas como Braskem, Dow e Mitsui paralisam investimentos no País. O maior volume de investimentos paralisados no Brasil por causa do custo do gás está nos setores de química e petroquímica. Em 2010, a Abiquim, entidade que representa a indústria química, estimou em estudo que a demanda anual por produtos químicos cresceria de US$ 145 bilhões, naquele ano, para US$ 260 bilhões em 2020. Isso justificaria US$ 167 bilhões em investimentos, caso a demanda fosse atendida por produção nacional.
Três anos depois, já é possível dizer que a previsão não está se concretizando. Os investimentos na indústria química atualmente estão entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões ao ano, muito abaixo dos US$ 16 bilhões a US$ 17 bilhões anuais projetados para atender a demanda no estudo de 2010.
"Caso a indústria nacional não consiga atender à demanda, o que deve ocorrer é a explosão da importação", disse a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira.
Segundo ela, "infelizmente", a perspectiva de preços baixos do gás nos Estados Unidos começa a atrapalhar investimentos, num processo que já vinha ocorrendo por causa da falta de competitividade do Brasil. No ano passado, o setor registrou déficit comercial de US$ 28 bilhões, de acordo com dados da Abiquim. Em 2005, o déficit foi de US$ 7,9 bilhões.
Comperj. A Braskem adiou para 2014 a decisão de entrar ou não no complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em associação com a Petrobrás, um investimento não divulgado, mas que certamente exigirá alguns bilhões de dólares. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, já afirmou que está preocupada com os efeitos da competição com o gás americano no setor petroquímico.
Enquanto isso, a Braskem anunciou em dezembro do ano passado um investimento de US$ 3,2 bilhões em uma fábrica de etileno no México, a ser inaugurada em 2015. O projeto receberá empréstimos de US$ 623 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem a expectativa de criar 9 mil empregos locais. A página da companhia anuncia o empreendimento como o mais moderno das Américas.
Fontes da área petroquímica da Petrobrás não acreditam que a Braskem entre no Comperj sem a ajuda do governo, até mesmo para baixar o preço do gás. Atualmente, a rentabilidade do negócio, medida pelo método do valor presente líquido (VPL), está negativa. Portanto, do jeito que está, a Braskem dificilmente participará do Comperj.
A Dow e a Mitsui informaram que vão postergar a segunda fase de sua joint venture na Santa Vitória Açúcar e Álcool S/A, uma unidade de produção planejada para a fabricação de biopolímeros a partir da cana-de-açúcar, na cidade de Santa Vitória, em Minas Gerais. Segundo uma fonte do setor, o investimento seria de US$ 1 bilhão.
A Dow decidiu investir no desenvolvimento de gás de xisto em diferentes regiões, por entender ser "uma oportunidade muito atrativa de negócio".
"A decisão de adiar a segunda fase da joint venture é movida principalmente por um aumento dos custos de projeto, construção e operação das instalações, assim como pelas incertezas em torno da legislação de propriedade de terra no Brasil", disse a empresa, em nota.
Produtos. A Abiquim está elaborando atualmente um estudo sobre em quais produtos químicos a importação pode ter maior impacto sobre a indústria nacional.
O tamanho da ameaça do aumento de competitividade da indústria dos Estados Unidos já pode ser verificada na fabricação de eteno, por exemplo. Segundo Fátima, nos próximos três anos estima-se uma ampliação da capacidade instalada norte-americana em 11 milhões de toneladas por ano - atualmente, está em cerca de 27 milhões de toneladas por ano. Hoje, a capacidade de produção de eteno no Brasil é de 4 milhões de toneladas por ano.
Ainda assim, a Abiquim trabalha com uma perspectiva muito mais sombria. Com os Estados Unidos independentes energeticamente, pode haver uma retomada da indústria de transformação norte-americana por causa do gás mais barato, o que alteraria completamente a organização das cadeias globais de produção. "Nosso medo maior é o Brasil importar produto acabado", disse Fátima. Nesse caso, a indústria química brasileira perderia a demanda.

Seis lotes de linhas de transmissão e subestações são arrematados em leilão da Aneel
Agência Brasil 13.05.2013 - O leilão para contratação de serviços de transmissão de energia elétrica promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terminou há pouco com seis, dos dez lotes arrematados. O leilão aconteceu na capital paulista, na BM&F Bovespa.
O deságio médio de todo o leilão ficou em 11,96%, totalizando R$ 398,145 milhões de Receita Anual Permitida de referência (RAP), ou seja: o valor que será obtido a partir da entrada em operação comercial das instalações, com atualização anual pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e revisão a cada cinco anos.
Os vencedores do leilão foram os agentes que propuseram a menor Receita Anual Permitida (RAP) de referência. Participaram do certame, nove empresas e 11 consórcios interessados na construção, operação e manutenção das instalações de transmissão da rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Foram ofertadas 17 linhas de transmissão, totalizando 5,02 mil quilômetros (km) e 1,2 mil megavolts-amperes de potência. O investimentos vão somar R$ 5,3 bilhões e gerar 18,3 mil empregos diretos. O prazo de conclusão das obras é de 22 a 36 meses sob contratos de concessão de 30 anos.
Todas as linhas e as quatro subestações leiloadas estão localizadas em 11 estados: Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Para o leilão, elas foram divididas em dez lotes.
O lote A, composto por uma linha de transmissão de 408 km de extensão no estado do Piauí, foi arrematado pelo consórcio Gilbués pelo valor de R$ 34,5 milhões, um deságio de 23,7% em relação à RAP prevista pela Aneel de R$ 44,9 milhões. Com duas linhas de transmissão nos estados do Piauí, de Pernambuco e do Ceará, o lote B foi arrematado pela Abengoa por R$ 49,03 milhões, representando deságio de 16,5% em relação à RAP inicial de R$ 58,7 milhões.
O lote C, referente a duas linhas de transmissão nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, também ficou com a Abengoa, que ofereceu R$ 45,7 milhões, valor que representa deságio de 21,94% em relação à RAP inicial de R$ 58,5 milhões.
Os lotes D, E e F não despertaram interesse dos agentes. Compostos por linhas de transmissão em Goiás, São Paulo e no Paraná, os lotes deverão ser ofertados novamente nos próximos certames da Aneel. “Esses lotes que ficaram vazios, alguns nós já esperávamos. A gente estuda alternativas para ou promover um novo leilão ou até mesmo encontrar outro tipo de solução técnica, regulatória para garantir a transmissão de energia nessas localidades”, disse Julião Silveira Coelho, diretor da Aneel.
De acordo com ele, a Aneel poderá tomar medidas como o aumento da RAP, a ampliação do prazo ou ações como juntar o lote D a um outro lote maior. “Vamos ter que identificar a razão [de não ter havido interesse]. Caso se identifique que seja uma questão fundiária ou ambiental, vamos voltar a estudar. Mas, neste momento, é muito preliminar dizer [o motivo]”.
Quanto ao lote G, a Neoenergia, única interessada, fez o arremate pelo valor de R$ 18,7 milhões, deságio de 6,29% em relação à RAP inicial de R$ 20,05 milhões. O lote corresponde a linha de transmissão nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Os lotes H e I têm linhas que vão contribuir para o início do escoamento da energia a ser produzida na Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A Isolux arrematou o lote H por R$ 52,7 milhões, com deságio de 15,1% sobre a RAP inicial de R$ 62,1 milhões. O lote corresponde a duas linhas de transmissão localizadas no Pará e Tocantins.
O lote I , que tem cinco linhas de transmissão e uma subestação localizadas nos estados do Pará e de Tocantins, foi arrematado pela Abengoa por R$ 197,3 milhões, com deságio de 5,02% sobre a RAP inicial de R$ 207,7 milhões. O lote J, localizado em São Paulo, também não despertou interesse.

Abengoa leva três lotes em leilão com baixo interesse
DCI 13.05.2013 - Certame terminou com um deságio de 11,96%. A espanhola Abengoa arrematou três lotes (B, C e I) em leilão de transmissão realizado nesta sexta-feira (10), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na Bovespa, em São Paulo. O certame, no qual foram ofertados dez lotes, teve quatro lotes sem interessados (D, E, F e J) e três com proponente único (G, H e I). A Aneel classificou o resultado como “satisfatório” e informou que já esperava a falta de oferta em dois dos lotes  – um muito pequeno, outro com alto risco fundiário –, tendo sido surpreendida nos outros dois, onde acredita que também problemas fundiários afastaram os interessados.
O leilão de transmissão 01/2013 terminou com um deságio de 11,96%.  A Receita Anual Permitida (RAP) média a ser obtida após o início da exploração dos empreendimentos ficará em R$ 398,1 milhões, contra R$ 452,2 milhões estabelecidos inicialmente. O prazo de conclusão das obras será de 22 a 36 meses e os contratos de concessão são de 30 anos.
Dentre os lotes conquistados pela Abengoa, o B teve oferta de R$ 49 milhões e deságio de 16,5%. O lote C foi levado por R$ 45,7 milhões, num deságio de 21,94%. O lote I – considerado o mais importante do leilão pela Aneel, pela sua extensão, e por representar, ao lado do lote H, o início do escoamento da energia a ser produzida na Usina de Belo Monte – recebeu oferta de receita anual de R$ 197,3 milhões, com deságio de 5,02%.
O lote A foi arrematado pelo consórcio Gilbués, formado por Engeglobal Construções e Bimetal Indústria Metalúrgica, por um valor de R$ 34,5 milhões, representando deságio de 23,17%.  A Neoenergia venceu o lote G, com uma receita anual de R$ 18,7 milhões e deságio de 6,29%. A também espanhola Isolux venceu o lote H por R$ 52,7 milhões, com deságio de 15,1%.
Os lotes que não receberam ofertas devem ser incluídos em novos leilões ainda em 2013, com condições mais atraentes para os investidores, segundo a Aneel.

S&P corta rating da Marfrig por endividamento elevado
Exame 13.05.2013 - Agência espera que situação apenas se normalize em 2014 ou 2015. A S&P avalia ainda a liquidez da Marfrig como “menos do que adequada”.
A agência de classificação de risco Standard and Poor’s cortou a nota de crédito da empresa de alimentos Marfrig (MRFG3) de B+ para B na escala internacional e de BBB+ para BBB- na nacional. A perspectiva é negativa.
Segundo o comunicado da S&P, o rebaixamento é reflexo dos resultados mais fracos do que o esperado em 2012 e o elevado endividamento da empresa. Agora, a expectativa é de que alguma melhora só seja vista em 2014 ou 2015.
“Acreditamos que a alta carga de juros e o ramp-up ainda desafiador da produção da Seara Brasil (“Seara”) continuarão prejudicando a geração de fluxo de caixa da empresa e impedindo uma redução mais rápida de sua dívida”, ressalta Flávia Bedran, que assina o relatório.
Flávia analisa que a empresa tem enfrentado dificuldades para integrar os ativos recém-adquiridos e expandir o seu segmento de aves no Brasil.
“Isto pressionou as margens e resultou em consideráveis necessidades de capital de giro, atrasando a redução da dívida esperada para 2012”, explica.
A S&P avalia ainda a liquidez da Marfrig como “menos do que adequada”. “Esperamos que as fontes de caixa excedam os usos marginalmente acima de 1x em 2013 e melhorem em 2014 conforme melhora sua geração de caixa”, projeta a analista.

Ambev
Estadão 13.05.2013 - A Ambev anunciou há pouco a proposta de mudança acionária atual da companhia, que passará de duas espécies de ações (ON e PN) para estrutura única, com ações ordinárias (ON). A proposta de incorporação pela Ambev de todas as ações será submetida aos acionistas, em data ainda não divulgada.

Alpargatas prevê receita maior com nova fábrica
Valor 13.05.2013 - Com o início da operação de uma nova fábrica de Havaianas em Montes Claros (MG), na próxima semana, a Alpargatas vai melhorar sua performance em receita no segundo semestre, disse Márcio Utsch, presidente da empresa, ao Valor.
A companhia tem outras duas fábricas de sandálias, ambas no Nordeste. A unidade de Montes Claros, que demandou desembolso total de R$ 250 milhões, foi construída para sanar o problema de restrição de capacidade que vem prejudicando as vendas Alpargatas desde o ano passado.
A fabricante encerrou o primeiro trimestre com um dos mais baixos volumes de estoques de sandálias dos últimos cinco trimestres, no Brasil. "Só não vendemos mais porque não conseguimos atender todos os pedidos", afirmou Utsch.
A fábrica nova começa a funcionar no dia 20, em caráter experimental, e deve atingir sua plena capacidade num prazo de três meses, de acordo com o executivo. A unidade tem potencial para produzir 350 milhões de pares ao ano.
No primeiro trimestre, a empresa apurou lucro líquido de R$ 92,3 milhões, alta de mais de 18%. Na mesma comparação, a receita líquida cresceu 17,9%, para quase R$ 765 milhões em relação a um ano antes.
Antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda), o lucro somou R$ 122,8 milhões, montante 15,3% superior ao de um ano antes.
A margem bruta e o Ebitda se mantiveram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2012, desempenho que Utsch considerou "excelente", uma vez que o ambiente de negócios está "mais difícil".
De acordo com o executivo, três fatores pesaram contra a empresa: inflação alta de serviços, preço da borracha mais elevado do que no mesmo trimestre do ano passado e pressão do câmbio no preço dos itens importados.
No entanto, disse Utsch, a Alpargatas conseguiu compensar as adversidades com bons resultados dos seus projetos de gestão de custos e despesas fixas.
Para Utsch, as pressões inflacionárias no país estão pesando no bolso do consumidor, mas não estão se refletindo nas vendas dos produtos da Alpargatas. "Não estamos com problema de demanda e não acreditamos que vamos ter", afirmou.
O desempenho da companhia no mercado internacional, no entanto, foi melhor do que no Brasil no primeiro trimestre. A receita líquida doméstica da Alpargatas cresceu 13%, para R$ 522,6 milhões. A receita com exportações e vendas das subsidiárias da Europa e Estados Unidos, por sua vez, aumentou 72,6%, para R$ 132,7 milhões.
"Diferente de muitas empresas de consumo, a Alpargatas tem obtido um crescimento excepcional na Europa", disse Utsch.
Na Argentina, a Alpargatas teve receita líquida de R$ 109,6 milhões, a mesma de um ano antes.

Leilão da ANP testa o apetite pelo Brasil
Valor 13.05.2013 - Tim Hosking, diretor-geral da australiana Karoon na América do Sul: atento a oportunidades para ampliar o portfolio exploratório nas bacias de Santos e Campos.
O governo vai realizar amanhã e na quarta-feira o primeiro leilão de blocos para exploração de petróleo e gás depois de cinco anos e meio sem oferecer áreas em águas profundas. Na última rodada, realizada em 2008, só foram oferecidas áreas em terra. Agora, com a oferta de blocos gigantes da margem equatorial, empresas de grande porte voltaram a aparecer de olho em oportunidades no Brasil. Antes de quarta-feira, não é possível prever o resultado financeiro da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o que vai depender da disputa pelas áreas e da existência de companhias interessadas nos 289 blocos que totalizam uma área 155,8 mil quilômetros quadrados (km²).
Se todos os blocos oferecidos nas 11 bacias sedimentares forem vendidos pelo preço mínimo, a arrecadação seria de R$ 627 milhões, sem contar os R$ 3 bilhões de investimentos estimados para o cumprimento do programa exploratório mínimo exigido pela agência. Desde 1999, quando foi realizado o primeiro leilão após a quebra do monopólio da Petrobras, a maior arrecadação da ANP foi em 2007, quando o governo obteve R$ 2,1 bilhões (equivalentes a US$ 1,13 bilhão) com a 9ª Rodada, em 2007, a última com oferta de blocos offshore.
Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, espera uma grande competição, principalmente pelos 72 blocos localizados em águas profundas da margem equatorial, como são chamadas as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar distribuídas pelo Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
"Essa rodada tem o objetivo de descentralizar investimento exploratório e está sendo disputada em função, dentre outras coisas, dos resultados da Guiana francesa e margem equatorial africana devido a similaridade com nossa margem equatorial e com a similaridade com o Golfo do México, no caso dos blocos do Espírito Santo", disse ela ao Valor.
Na rodada serão oferecidos 166 blocos no mar (94 em águas rasas e 72 em águas profundas) e 123 em terra, o que deve chamar a atenção de empresas menores. "Isso indica forte competição por águas profundas", observa a diretora-geral da ANP.
Magda, que chegou dos Estados Unidos na sexta-feira, estava animada com o fato de o site da rodada na internet ter recebido 46.000 visitas e 6.000 downloads por usuários de 21 países, incluindo o Brasil. Tudo isso porque a agência permitiu, pela primeira vez, que fossem baixados dados por usuários de qualquer parte do mundo.
Não por acaso, 30 empresas inscritas como operadora "A", que as qualifica detentoras de experiência para perfurar em grandes profundidades, se habilitaram. A área mais cara oferecida na 11ª Rodada é o bloco FZA-M-261, na bacia da Foz do Amazonas, com preço mínimo de R$ 13,59 milhões. A mais barata está em um bloco em terra na Bacia Tucano, oferecido a R$ 44,14 mil.
A lista de empresas habilitadas tem desde as "majors" que já operam no Brasil, como a Shell, Chevron, Exxon (que não tem nenhuma atividade de exploração e produção) e BP. Mas não é só.
Também vieram companhias independentes com descobertas de áreas com perfil geológico similar às da margem equatorial brasileira, como a Kosmos, que descobriu o campo Jubilee, na costa de Gana e que explora a costa do Suriname; a britânica Chariot, que tem um bloco vizinho ao da HRT na Namíbia e a canadense Niko Resources.
As chinesas Sinochem e China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) estão inscritas sozinhas, quando antes nenhuma empresa da China disputou áreas com risco exploratório, comprando apenas participações em campos com produção de petróleo. Outra participante concorrerá por meio da parceria criada no Brasil - a Repsol Sinopec.
Quatro japonesas estão inscritas: Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e JX Nippon. E até duas "utilities" de energia: a franco-belga GDF Suez e a italiana Enel. O foco das empresas de energia são blocos com potencial para gás natural que possa ser usado como combustível para termelétricas.
"Um dos nossos objetivos é possibilitar investimentos estratégicos que favoreçam a expansão do nosso parque termoelétrico a partir do gás natural e, consequentemente, a monetização das reservas exploradas. Nosso plano é construir termoelétricas na 'boca' do poço, eliminando a necessidades de grandes investimentos em transporte de gás", afirmou o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr.
Apesar da estreia no Brasil, a companhia não é iniciante nesse mercado. As reservas globais da GDF Suez totalizam 800 milhões de barris de óleo equivalente (boe), sendo 74% desse volume em gás natural e 26% de petróleo.
Todas as empresas nacionais com ações em bolsa - Petrobras, OGX, HRT e QGEP - estão inscritas, entre mais de 10 brasileiras habilitadas, incluindo a Ouro Preto, de Rodolfo Landim. A OGX de Eike Batista informou que vai participar em parceria e não será surpresa se ela se reunir à estatal Petronas, da Malásia, que está habilitada e que é a nova sócia do campo Tubarão Martelo, da OGX na bacia de Campos. Também estão inscritas a Petra, que explora gás em Minas e produz no Maranhão, e a Barra, que é alvo de interesse da China National Petroleum Corporation (CNPC).
A australiana Karoon pode entrar com parceiros. O foco da companhia são áreas em mar com forte potencial de reservas de petróleo e em bacias onde já há hidrocarbonetos comprovados, o que significa que não deve tentar arrematar áreas de novas fronteiras. O executivo Tim Hosking, gerente-geral da companhia para a América do Sul, disse que a petrolífera descarta áreas com potencial para gás.
A Karoon Petróleo e Gás opera cinco blocos na Bacia de Santos, comprados na rodada de 2007 e que terão a canadense Pacific Rubiales como sócia de 35% assim que a ANP aprovar. Sem adiantar a estratégia no leilão, como é praxe, Hosking afirma que está atento a oportunidades para expandir o portfolio exploratório nas Bacias de Santos e de Campos.
"A Karoon aprendeu muito sobre a Bacia de Santos e gostaria muito de utilizar essa experiência em alguma rodada de pré-sal", disse o executivo Hosking.
A australiana iniciou a operação de perfuração no país em dezembro do ano passado e já descobriu petróleo em quantidades comerciais em dois poços exploratórios - Bilby-1 e Kangaroo, ambos no bloco S-M-1166 da bacia de Santos. Kangaroo fica próximo da cidade de Navegantes (Santa Catarina). Um acordo firmado com a canadense Pacific Rubiales para venda de 35% das áreas aguarda aprovação da ANP.
Já a Petrobras, sempre uma estrela nos leilões realizados no país - arrematou sozinha 50% das áreas oferecidas na última licitação -, deve ter uma atuação mais discreta. A presidente da companhia, Graça Foster, já disse que a estatal traçava "cenários mais realistas" para a 11ª Rodada e desde então a companhia vem indicando que deve entrar com parcerias e não tanto sozinha.
Não é para menos. Ainda este ano serão realizados mais dois leilões. Em outubro, a 12ª Rodada de Licitações vai oferecer áreas com potencial de descobertas de gás convencional e não-convencional. Para dezembro está previsto o leilão de blocos na área exclusiva do pré-sal destinada à partilha de produção. A Petrobras é operadora única nessa área, com obrigação legal de entrar com no mínimo 30%.

Paranaense Pilão Amidos reestrutura gestão
Valor 13.05.2013 - A paranaense Pilão Amidos, uma das empresas nacionais que competem com multinacionais como Bunge e Cargill nesse mercado no Brasil, deflagrou há pouco mais de um mês um processo de reestruturação de sua gestão, que agora está a cargo da Corporate Consulting. A intenção é injetar capital de giro na companhia por meio de empréstimos bancários e aporte de fundos de investimento para restabelecer margens e realinhar o passivo.
O endividamento da empresa familiar, que fatura cerca de R$ 100 milhões por ano, é de R$ 49 milhões. De acordo com Luis Alberto de Paiva, sócio-proprietário da Corporate Consulting, as dívidas da Pilão aumentaram em meio à transferência do comando para Nilton Sergio Jacobsen Filho, filho do antigo presidente, que faleceu no ano passado.
A consultoria foi contratada para um projeto de três anos, mas esse prazo pode ser reduzido. Sua equipe assumiu as posições executivas da empresa e toda a gestão financeira. Como lembra Paiva, gestores interinos vêm sendo cada vez mais demandados por empresas nas chamadas "operações de turnaround". "Normalmente, 60% dos casos são solucionados em até um ano e o restante em até dois anos".
De acordo com Paiva, a Pilão vem apresentando prejuízos nos últimos anos em parte por causa de investimentos mal alocados na aquisição de máquinas e equipamentos. Mas ele acredita que não será necessário pedir recuperação judicial, porque as dívidas são "administráveis". E o capital necessário para o giro inicial da operação é de R$ 5 milhões.
Jacobsen Filho, por sua vez, disse que as perspectivas da Pilão Amidos para este ano são boas, em virtude da tendência de queda nos preços das principais matérias-primas para os produtos da companhia: milho e mandioca.
Jacobsen Filho afirma que a empresa ainda não tem um conselho de administração formado, mas que, com a contratação da Corporate Consulting, a administração passará de familiar a profissional e haverá um conselho de administração formado com sócios que hoje estão ligados diretamente aos processos da empresa. "Só teremos a ganhar, crescer e organizar a empresa. Vamos trazer profissionais qualificados", afirmou ele.
Com sede em Guaíra, no oeste do Paraná, a Pilão tem cinco fábricas, localizadas no Estado e também em Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Paraguai.

Sindipetro protesta na ANP contra rodada de licitação
IstoéDinheiro 13.05.2013 - O Sindicato de Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) protesta hoje, com apoio dos movimentos sociais, contra a 11ª rodada de licitação de áreas exploratórias da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que se inicia amanhã.
Mais de cem manifestantes, segundo a assessoria de imprensa do Sindipetro-RJ, ocupam o saguão de entrada da ANP, no Rio, e se espalham pela calçada em frente à sede, com carro de som. Eles pedem para serem recebidos pela direção da agência, em manifestação para barrar a realização do leilão.
Também foi convocado protesto na sede do Ministério das Minas e Energia, em Brasília. As manifestações são contra a participação de empresas estrangeiras na exploração de petróleo no Brasil.
"Precisamos desde já retomar a campanha do petróleo e impedir a entrega da nossa maior riqueza. O petróleo tem que estar a serviço do pagamento da divida social com o povo brasileiro", disse o Sindipetro-RJ, em nota.
"No Brasil, nosso governo, com apoio da mídia e dos partidos da base de apoio, querem entregar o equivalente a duas vezes tudo que a Petrobras acumulou, nos seus 59 anos, 14 bilhões de barris de reservas reconhecidas", diz a nota.
Manifestação: Manifestantes protestam contra licitação de áreas da ANP
O sindicato de petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) protesta, nesta segunda-feira, 13, com apoio dos movimentos sociais, contra a 11ª rodada de licitação de áreas exploratórias da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com início previsto para a terça-feira, 14.
Mais de cem manifestantes, segundo a assessoria de imprensa do Sindipetro-RJ, ocupam o saguão de entrada da ANP, no Rio, e se espalham pela calçada em frente à sede, com carro de som. Eles pedem para serem recebidos pela direção da agência, em manifestação para barrar a realização do leilão.
Também foi convocado protesto na sede do Ministério das Minas e Energia, em Brasília. As manifestações são contra a participação de empresas estrangeiras na exploração de petróleo no Brasil.
"Precisamos desde já retomar a campanha do petróleo e impedir a entrega da nossa maior riqueza. O petróleo tem de estar a serviço do pagamento da divida social com o povo brasileiro", disse o Sindipetro-RJ, em nota.
"No Brasil, nosso governo, com apoio da mídia e dos partidos da base de apoio, querem entregar o equivalente a duas vezes tudo que a Petrobras acumulou, nos seus 59 anos, 14 bilhões de barris de reservas reconhecidas", diz a nota.

Proteção ao mercado interno gera aumento de margem de lucro no setor automotivo
Folha 13.05.2013 - O cheiro de carro novo faz parte do imaginário do consumidor. O desejo pela novidade repleta de conforto, tecnologia e desempenho superior é comum, e com cada vez mais modelos de carro, fica difícil não ter um que chame mais a atenção. E o brasileiro tem ficado cada vez mais próximo de atingir seu sonho graças às saudáveis condições encontradas no mercado nacional em tempos atuais: IPI reduzido, facilidade de crédito e aumento do poder de compra do consumidor médio.
O desejo normalmente é saciado com a aquisição de um veículo 0km. Contudo, carros usados também devem sempre ser levados em consideração, afinal, os preços saem muito mais em conta.
Ao sair da loja, o automóvel já tem seu valor reduzido significativamente. Com o passar de um ou dois anos, nos quais o desgaste do carro não é tão grande e a garantia permanece, o valor cai entre 20% e 30%, tornando-se muito vantajoso adquirir o modelo.
A depreciação, como é conhecida essa desvalorização do bem, ocorre como consequência já não tão recente facilidade de acesso a automóveis novos. Em outros países, como os Estados Unidos, este fenômeno ocorre com tamanha intensidade que carros usados quase não têm valor.
No entanto, o mercado externo consome carros a preços muito abaixo dos praticados em terras brasileiras. Um Toyota Corolla, por exemplo, ofertado por aqui a R$59.400,00, é vendido nos Estados Unidos por R$24.400,00 e na Argentina por R$34.200,00 (dólares convertidos para reais).
No caso do Gol, produzido no Brasil, o modelo top de linha é comercializado internamente por R$46.000,00, e no Chile, país vizinho, o mesmo modelo é encontrado por R$29.000,00.
Mesmo com ampla pesquisa no mercado e negociação na hora da compra, buscando sempre o menor preço e descontos viáveis, o consumidor brasileiro incorre em custos abusivos para adquirir um automóvel.
A culpa por esse efeito normalmente é atribuída ao Custo Brasil, que impede o bom desenvolvimento da indústria nacional. Contudo, há outros fatores relevantes que parecem ser esquecidos, como as altas taxas e impostos incidentes, a baixa competitividade do setor e as margens de lucro exorbitantes aplicadas no país –ou o Lucro Brasil.
O IPI de 30% sobre carros produzidos fora do Mercosul e do México, por exemplo, indica a clara preferencia do governo em proteger a produção interna. Contudo, sem produtos com preço e qualidade competitivos, o mercado permanecerá acomodado.
Repensar as taxas aplicadas e abertura do mercado podem ser saídas não tão distantes que tornarão o setor mais competitivo favorecendo o consumidor com a oferta de carros melhores com preços menores.

Lucro da Suzano tem recuo de 41% no trimestre
Valor 13.05.2013 - A Suzano Papel e Celulose fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 41,9 milhões. O valor representou retração de 41,6% ante os R$ 71,8 milhões obtidos pela empresa em igual período do ano passado. A receita líquida, por outro lado, teve aumento de 13,2%, passando de R$ 1,03 bilhão para R$ 1,17 bilhão.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 37,4%, para R$ 327 milhões. O número foi beneficiado pelo aumento do preço líquido médio de papel e celulose, depreciação do real frente ao dólar, com impacto nas receitas das exportações, aumento das vendas de papel no mercado interno e redução de despesas. Pelo lado negativo, o Ebitda foi impactado pela alta de custos dos produtos vendidos e redução no volume de venda de celulose e de exportação de papel.
O resultado da companhia veio em linha com o esperado por analistas. A média de cinco instituições consultadas pelo Valor - Bank of America Merrill Lynch (BofA), Bradesco BBI, Credit Suisse, Espírito Santo Investment Bank (BES) e Itaú BBA - apontava para lucro líquido de R$ 65,4 milhões, Ebitda de R$ 320,6 milhões e receita líquida de R$ 1,2 bilhão.
A relação entre a dívida líquida e o Ebitda da companhia permaneceu estável na comparação entre dezembro e março, em cinco vezes. O número, em março do ano passado, era de 4,8 vezes. A estabilidade é resultado do acréscimo de R$ 89,1 milhões no Ebitda em 12 meses findos em março e da otimização de capital de giro e gerenciamento do orçamento do projeto Maranhão, sem comprometer o avanço físico da obra.
A dívida bruta, em 31 de março, era de R$ 11,1 bilhões, com a dívida em moeda estrangeira representando 45% da dívida total da companhia. O aumento de 3,8% da dívida no fim de 2012 até o fim do primeiro trimestre deveu-se, principalmente, à contratação de linhas de financiamento no período. A empresacaptou recursos para exportação (Notas de Crédito à Exportação - NCE), de R$ 190 milhões no total, além de desembolsos do BNDES, que somaram aproximadamente R$ 606 milhões.
Nos próximos trimestres, a Suzano continuará com esforços para reduzir a alavancagem, mas esse quadro só deve mudar mesmo significativamente a partir da entrada em operação da nova fábrica de celulose em Imperatriz (MA), no quarto trimestre. Segundo a empresa, a dívida líquida está sendo equalizada e medidas de redução de despesas e custos ajudarão a manter a alavancagem sob controle, disse o presidente da Suzano, Walter Schalka.
Contudo o endividamento líquido seguirá subindo por causa dos investimentos que serão feitos na unidade de Imperatriz. Quando essa unidade entrar em operação, gerará Ebitda e o endividamento líquido começará a cair. "A partir daí começará um processo rápido de desalavancagem, afirmou.
As vendas totais da Suzano somaram 711 mil toneladas no trimestre, em queda de 2% sobre um ano atrás, e 18,4% a menos que o quarto trimestre. Em celulose, teve recuo de 1,5%, para 441 mil toneladas, na evolução anual. Isso se explica, em grande parte, pela parada para manutenção da linha 2 da unidade de Mucuri (BA).

Milton Franke é o novo presidente da HRT; ações despencam
Reuters 13.05.2013 - A HRT Participações em Petróleo nomeou como novo diretor-presidente o geólogo Milton Franke, após a renúncia de Márcio Mello ao cargo na última sexta-feira.
A decisão da nomeação de Franke, informou a companhia nesta segunda-feira, foi unânime no Conselho de Administração e passa a valer imediatamente.
Franke substitui no cargo o fundador da empresa, que continuará no Conselho de Administração da companhia. As ações da companhia recuavam de forma acentuada nesta segunda-feira, após o anúncio da renúncia de Mello. Às 10h43, a ação caía 9,7 por cento, a 4,15 reais.
O novo presidente já trabalhava na HRT. Ele entrou na empresa em 2009 com a função de liderar as áreas de Engenharia, Perfuração e Produção.
Trabalhou na Petrobras por 26 anos, durante os quais ocupou posições de gerenciamento em planejamento corporativo, engenharia e funções na área de pesquisa, entre outras.
Franke também tem passagem na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e consultoria Booz, Allen & Hamilton.
A HRT informou ainda nesta segunda-feira que Wagner Peres, presidente da HRT America, também renunciou ao cargo, juntamente com Mello.
Peres continuará a supervisionar e contribuir para o futuro desenvolvimento da companhia como membro do Conselho de Administração, segundo nota da empresa.
A HRT disse que deve anunciar em breve um substituto para assumir as responsabilidades de Peres na HRT America.

Com juro menor, PSI desbanca Moderfrota
Valor 13.05.2013 - Colheita de grãos em MT: com o apoio do PSI, setor de máquinas viu as vendas de tratores e colheitadeiras crescerem mais que o inicialmente esperado em 2012.
Engrenagem essencial para o crescimento do mercado brasileiro de máquinas agrícolas desde o início a década passada, o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) perdeu espaço para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Ambos são operacionalizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas o PSI tem juros mais baixos. Com isso, os desembolsos do Moderfrota, que chegaram a alcançar R$ 2,8 bilhões em 2002, diminuíram para R$ 9,4 milhões no ano passado.
Criado em 2009 pelo governo federal, o PSI nasceu com o objetivo de ajudar o setor produtivo e evitar uma retração na economia em meio à crise financeira mundial. Com taxa de juros de 3% neste semestre, ante os 5,5% do Moderfrota, o PSI tornou-se "imbatível" como fonte de recursos para o setor de bens de capital e de máquinas agrícolas.
Um dos primeiros programas governamentais de incentivo à mecanização agrícola, o Moderfrota foi lançado em 2000 com taxas de juros entre 9,75% e 12,75% ao ano. Dois anos depois, alcançou seu desembolso recorde. Mas as liberações de recursos despencaram com o lançamento do PSI.
Em 2009, foram R$ 1,393 bilhão, e no ano seguinte as liberações já foram de apenas R$ 17 milhões. Nesse contexto, desde a safra atual (2012/13) o Moderfrota financia apenas tratores, colheitadeiras e implementos usados, de acordo com Mauro Lopes, gerente de financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas do BNDES. "É uma ferramenta complementar ao PSI", afirmou Lopes.
Como quem acessa as linhas do Finame Agrícola para a aquisição isolada de máquinas e equipamentos agrícolas novos pode usar os juros mais baixos do PSI, esse programa também passou a representar quase todos os desembolsos do Finame.
No 1º trimestre deste ano, 99% dos desembolsos do Finame Agrícola (R$ 3,1 bilhões) foram nas condições do PSI, conforme dados fornecidos pelo BNDES.
Esse montante - que cresceu cerca de 135% na comparação com o mesmo período de 2012 - inclui, ainda, operações feitas com taxas de juros de 2,5% ao ano (que valeram até 31 de dezembro de 2012) e outras com os 3% definidos para o 1º semestre deste ano. Nos primeiros três meses de 2012, 98% dos desembolsos do Finame foram com as taxas do PSI.
No PSI, as taxas já são fixas para o tomador final. No Finame, além da taxa de 5% ao ano há outros custos incidentes, como o spread do agente financeiro, o que torna a operação ainda menos vantajosa em relação ao PSI.
O PSI, que vem sendo renovado, nasceu com taxas médias de 4,5% ao ano, bem abaixo dos 10,25% praticados nas linhas do Finame em 2009. Em maio de 2012, o PSI foi prorrogado até 31 de agosto de 2012, mas com juros de 5,5% ao ano. Depois, e até dezembro do ano passado, a taxa foi reduzida para 2,5%. Veio mais uma prorrogação, desta vez até o fim deste ano, e os juros foram fixados em 3% neste primeiro semestre e em 3,5% para o segundo. Enquanto isso, os juros do Moderfrota são de 5,5% até junho.
Dada a importância que adquiriu para o setor de bens de capital, o PSI não deverá ser extinto pelo governo federal no fim deste ano. Uma nova prorrogação é aguardada, com uma taxa de juros que deverá ser divulgada no segundo semestre, de acordo com fontes consultadas pelo Valor. "Se não tiver notícia de renovação do PSI, vai ser um alvoroço", diz Lopes.
Assim, afirma Milton Rego, diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o PSI, ao lado do elevado patamar de preços de boa parte das commodities agrícolas produzidas pelo Brasil, tornou-se uma ferramenta importante para a manutenção dos investimentos dos agricultores em mecanização.
No ano passado, por exemplo, o segmento vinha amargando quedas na comercialização de máquinas diante da forte seca registrada na região Sul no primeiro trimestre, que reduziu a produção de grãos e a renda dos produtores, e da recuo das operações nos programas governamentais voltados à agricultura familiar, como o Mais Alimentos.
Mas a redução dos juros do PSI no 2º semestre devolveu fôlego ao segmento, e as vendas de tratores e colheitadeiras cresceram 6,2% no ano passado em relação a 2011, para 69,374 mil unidades, acima dos 5% esperados inicialmente pela Anfavea. Para 2013, a entidade prevê crescimento de 4% a 5% - que, se confirmado, significará um novo recorde.

GDF vende fatia de 20% na hidrelétrica de Jirau para Mitsui
Reuters 13.05.2013 - A japonesa Mitsui anunciou nesta segunda-feira que vai comprar 20 por cento de participação no consórcio responsável pela construção da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), em acordo com o grupo francês GDF Suez.
A expectativa é que a operação seja concluída no segundo semestre deste ano.
O acordo ocorre após a GDF Suez elevar sua participação no consórcio Energia Sustentável do Brasil para 60 por cento em outubro do ano passado, ao comprar a participação de 9,9 por cento que pertencia à Camargo Corrêa.
Com o acerto com a Mitsui, a participação no consórcio da GDF Suez, que no Brasil controla a Tractebel Energia, passará de 60 para 40 por cento. As outras sócias da Energia Sustentável do Brasil, Eletrosul e a Chesf, ambas do grupo Eletrobras, permanecem com 20 por cento cada, segundo comunicado da Mitsui.
"A Mitsui deterá, após a participação no projeto de Jirau, cerca de 6.694 megawatts (MW) em uma base de capacidade de geração instalada, incluindo projetos em construção. A Mitsui buscará novos investimentos em projetos de energia na América Latina e outras regiões com potencial de crescimento, para desenvolver um portfólio de geração de energia diversificado", afirmou a empresa japonesa.
As empresas não divulgaram o valor da transação, informando apenas que o acordo foi feito com base em um valor de capital próprio de 5,7 bilhões de reais correspondente a 100 por cento do projeto em 31 de dezembro de 2012.
Após o fechamento da transação, a Mitsui irá contribuir com novos aportes de recursos para a implantação de Jirau.
"Após o fechamento da transação, Jirau será consolidado pelo método de equivalência patrimonial e, como consequência, a dívida líquida consolidada do grupo (GDF Suez) será reduzida em aproximadamente 2,2 bilhões de euros (excluindo o impacto do caixa a ser gerado pela venda)", informou a Tractebel.
A empresa francesa ressaltou que mantém a intenção de aumentar a sua presença em mercados de rápido crescimento, principalmente no Brasil, e que "terá um papel importante no ambicioso plano brasileiro de expansão energética, que já prevê novas oportunidades no setor hidrelétrico de aproximadamente 19 GW nos próximos 10 anos".
A hidrelétrica de Jirau terá capacidade para 3.750 megawatts (MW) quando estiver concluída, após investimentos de cerca de 16 bilhões de reais. A usina já tem 73 por cento da geração de eletricidade contratada por meio de contratos de 30 anos com distribuidoras de energia e o restante com os acionistas existentes.

Famílias paulistanas terminam abril com o maior percentual de endividados desde 2006
Infomoney 13.05.2013 - No mês passado, 57,1% das famílias apresentavam algum tipo de dívida, contra 52%, em março. O número de consumidores endividados na cidade de São Paulo aumentou em abril, atingindo o maior percentual desde junho de 2006. Segundo a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), nesta segunda-feira (13), 57,1% das famílias apresentavam algum tipo de dívida no mês passado, contra 52%, em março.
Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 1,865 milhão em março para 2,046 milhões em abril. Já na comparação com o quarto mês do ano passado, o número de endividados cresceu 12,79%, visto que, na época, o número somara 1,814 milhão.
No que diz respeito às contas em atrasos, no mês passado, 16,5% das famílias afirmavam possuir dívidas ou contas nesta situação, enquanto 5,2% não teriam condições de pagar os seus débitos. Dente os consumidores com dívidas, a maior parte (33,6%) está comprometida por mais de um ano; 25,5% por até três meses; 22,7% entre três e seis meses; e 16,4% de seis meses a um ano.
Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 1,865 milhão em março para 2,046 milhões em abril (Shutterstock)
Dívidas mais comuns: O levantamento aponta ainda que 52,3% do total das famílias endividadas possuem de 11% a 50% da renda comprometida com os débitos, percentual que sobe para mais de 50% de comprometimento para 19,5% das famílias.
Dos tipos de dívidas, o cartão de crédito continua liderando, com 73,6% das indicações, seguido pelas dívidas de carnês (18,2%) e financiamento de carro (16,1%).
Aparecem ainda o crédito pessoal (10,6%), financiamento de casa (9%) e cheque especial (4,4%), seguido de outros com menores expressividade.

Ambev anuncia proposta para mudança acionária
Exame 13.05.2013 - A companhia passará de duas espécies de ações (ON e PN) para estrutura única, com ações ordinárias (ON).
A Ambev S.A emitirá 5.967.034.980 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, passando seu capital social a ser dividido em 15.659.382.775 ações ordinárias.
A Ambev anunciou nesta segunda-feira, 13, a proposta de mudança acionária atual da companhia, que passará de duas espécies de ações (ON e PN) para estrutura única, com ações ordinárias (ON). A proposta de incorporação pela Ambev de todas as ações será submetida aos acionistas, em data ainda não divulgada.
A unificação das espécies de ações faz parte do processo de reorganização societária da empresa, que deixará de chamar Companhia de Bebidas das Américas - Ambev. A Ambev S.A passará a ser a holding e irá absorver a atual Companhia de Bebidas das Américas.
A proposta de mudança simplificará a estrutura societária e aprimorará a governança corporativa, segundo fato relevante divulgado pela companhia. A iniciativa também aumentará a liquidez das ações e a flexibilidade para a gestão da sua estrutura de capital.
O pedido de registro de companhia aberta da Ambev S.A está em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a emissão na categoria A. Também está em análise na BM&F Bovespa a autorização de listagem para a negociação no segmento tradicional.
Ainda de acordo com o fato relevante, cada ação de emissão da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), ON ou PN, ou ADR, dará direito a cinco ações ordinárias de emissão da Ambev S.A ou cinco ADRs. A unificação das ações em ON dará aos acionistas os mesmos direitos atribuídos aos portadores das ações a serem emitidas pela Ambev S.A.
A Ambev S.A emitirá 5.967.034.980 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, passando seu capital social a ser dividido em 15.659.382.775 ações ordinárias.
Apesar das mudanças, a companhia enfatiza que o Estatuto Social da Ambev S.A permanecerá o mesmo, com exceção à distribuição de dividendos, que passará de 35% para 40% do lucro líquido ajustado do exercício.
A operação será submetida à Assembleia Geral Extraordinária, quando os acionistas minoritários também poderão participar da reunião.

Obras para o quarto BRT do Rio vão custar R$ 1,5 bilhão
Exame 13.05.2013 - A extensão do BRT será de 32 quilômetros, começando na estação de trem Deodoro e seguindo pela Avenida Brasil até o centro da cidade.
Ônibus articulado em Goiânia: a prefeitura estima que o BRT Transbrasil será o maior serviço de ônibus articulado do mundo em número de passageiros.
O quarto sistema de ônibus articulados (BRT) do Rio começa a ser construído em setembro na principal avenida da cidade, a Avenida Brasil, e vai custar R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,097 bilhão do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, e o restante da prefeitura.
A Transbrasil terá 28 estações, quatro terminais e 16 passarelas e deve transportar 900 mil pessoas por dia. A extensão do BRT será de 32 quilômetros, começando na estação de trem Deodoro e seguindo pela Avenida Brasil até o centro da cidade, onde percorrerá as avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, até o Terminal da Candelária. Do último terminal, ele parte para o Aeroporto Santos Dumont por um mergulhão que começa na Avenida Presidente Antonio Carlos e passa sob o Aterro do Flamengo.
Os quatro terminais serão Deodoro, Trevo das Margaridas, Trevo das Missões e Candelária. Na parte de maior movimentação, entre o Trevo das Margaridas e a Candelária, o BRT vai ocupar duas faixas das avenidas por onde passará.
Para atender a demanda, o trecho será percorrido por 881 ônibus articulados (com duas partes) e biarticulados (com três partes). Ao todo, segundo a prefeitura, 30 mil metros quadrados de viadutos e pontes precisarão ser construídos, incluindo o alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil, entre Irajá e Guadalupe, na zona norte.
A licitação será dividida em dois trechos. O primeiro vai do Aeroporto Santos Dumont à ligação com o BRT Transcarioca (Galeão-Barra da Tijuca) e vai custar R$ 785,5 milhões. O segundo trecho está orçado em R$ 685,6 milhões e vai completar o percurso até Deodoro.
A prefeitura estima que o BRT Transbrasil será o maior serviço de ônibus articulado do mundo em número de passageiros e classifica o projeto como fundamental para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O prazo de 30 meses, no entanto, estende a obra até depois da primeira competição.
A Avenida Brasil é a principal ligação entre partes das zonas oeste e norte com o centro da cidade e possui conexões com as rodovias Rio-Santos (BR-101), Washington Luiz (BR-040) e Presidente Dutra (BR-116), além da Ponte Rio-Niterói e das linhas Amarela e Vermelha. A Transbrasil será ligada à Transolímpica, em Deodoro, e à Transcarioca, na altura da Ilha do Governador – ambas conectadas à Transoeste, a única que já se está em operação entre os bairros de Santa Cruz e da Barra da Tijuca. Quando prontos, os BRTs vão percorrer um total de 155 quilômetros de extensão.

Senadores aguardam votação da MP dos Portos na Câmara
Exame 13.05.2013 - Relator da MP dos Portos na comissão especial do Congresso, Eduardo Braga disse que “sofreu” para aprovar seu parecer.
Portos: o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), trabalha para que a MP dos Portos seja votada no Congresso antes da quinta-feira (16), quando perderá a eficácia.
Brasília – Mesmo com a intenção do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) de quebrar prazos para aprovar a Medida Provisória (MP) 595/2012, chamada MP dos Portos, até quarta-feira (15), as lideranças partidárias do Senado necessitam aguardar o desfecho desse tema na Câmara dos Deputados.
Os senadores estão em uma espécie de compasso de espera, uma vez que deputados como o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), já avisaram que vão obstruir a votação hoje (13) e amanhã (14), prazo máximo com que trabalha o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
“Não adianta antecipar qualquer movimento no Senado e criar desgastes com as bancadas daqui sem ter o resultado da Câmara”, avaliou o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). O senador acrescentou que “no momento em que o clima na Câmara já ultrapassou o ponto de ebulição, até comentário óbvio é motiva para confusão”.
Relator da MP dos Portos na comissão especial do Congresso, Eduardo Braga disse que “sofreu” para aprovar seu parecer. Ele ressaltou que fez 150 alterações no seu relatório para chegar a um acordo com todos os partidos, inclusive a oposição. Para o líder do governo, “o limite do acordo” foi feito na comissão especial.
“Depois de tudo que foi feito, quando achávamos que estava tudo entendido, alguns parlamentares querem mais. Agora me compete esperar”, resignou-se Eduardo Braga.
O líder do DEM, José Agripino (RN), considera difícil a aprovação dessa matéria pela Câmara. A seu ver, as declarações feitas pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) não podem ficar sem resposta. Na sessão da semana passada, ele disse em plenário que “houve negociatas” na elaboração de emendas ao texto da MP.
“Eu considero muito difícil essa matéria chegar aqui até quarta-feira. O Senado merece o mínimo de respeito para ter tempo de debater uma medida provisória da importância desta”, ressaltou José Agripino.
O líder do PP, Francisco Dornelles (RJ), é favorável a iniciativas que favoreçam maior participação do setor privado na infraestrutura do país, seja por concessões, parceria público-privada (PPP) ou privatizações, para solucionar carências nos setores de energia, transportes e comunicações. No entanto, disse que “é extremamente problemático” examinar e votar a MP dos Portos em um prazo de 24 horas.
Dornelles lembrou que uma votação em tempo curto ocorreu com a MP do setor de energia que, depois, se pôde ver que a redação e o conteúdo “contrariavam os objetivos pretendidos”.
O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), trabalha para que a MP dos Portos seja votada no Congresso antes da quinta-feira (16), quando perderá a eficácia. À Agência Brasil, ele disse que pediu para dois deputados da bancada do Ceará que ajudem o governo a aprovar a matéria na Câmara.
Eunício Oliveira reconhece, no entanto, que qualquer entendimento a ser construído tem que respeitar a oposição. O problema reside neste ponto: para que se evite o rolo compressor da base aliada, qualquer acordo terá que ser avalizado pelos líderes do DEM, PSDB e PPS, segundo analisam outras lideranças de bancadas do Senado.

Carro feito no Brasil é ‘mortal’, segundo agência de notícias americana
Estadão 13.05.2013 - Reportagem da Associated Press afirma que veículos produzidos no País são menos seguros que na Europa e EUA.
O jornal americano The New York Times publicou em seu site ampla reportagem da agência Associated Press intitulada "Carros feitos no Brasil são mortais".
A reportagem afirma que os veículos produzidos no País são feitos com soldas mais fracas, poucos itens de segurança e materiais de qualidade bem inferior aos dos fabricados nos Estados Unidos e na Europa.
"O que acontece quando esses veículos vão para as ruas está se transformando numa tragédia nacional", afirma a reportagem. A Associated Press é uma das agências de notícias mais antigas do mundo, fundada em 1846. Ela fornece noticiário para mais de 1,7 mil jornais e cinco mil emissoras de rádio e TV.
A alta taxa de mortalidade no trânsito no Brasil seria quatro vezes superior à americana, resultado da fragilidade dos modelos brasileiros. O artigo aponta que de cada cinco carros analisados no País, quatro não passariam em testes de colisão feitos por empresas independentes.
Em resposta ao polêmico artigo, as montadoras declararam que os automóveis brasileiros respeitam normas de segurança vigentes no Brasil. O número de mortes de motoristas e passageiros é atribuído por elas à má conservação de ruas e estradas.
Enquanto nos Estados Unidos a margem de lucro para as montadoras automotivas é de meros 3%, no Brasil seria de 10%, segundo o artigo. A diferença viria da economia com a qualidade dos produtos.
Outro número levantado chama à atenção: da última década para esta, subiu em 72% o volume de mortes no trânsito do Brasil. O artigo relaciona esse dado ao boom da classe média brasileira.
Em dez anos, 40 milhões de pessoas ascenderam das classes D e E à classe C. Nessas condições, a quantidade de gente comprando o primeiro automóvel aumentou. Assim, com mais motoristas de carros inseguros nas ruas, as mortes tendem a ser cada vez mais frequentes.

Anac suspende 90 aviões após fiscalização em aeroportos
Exame 13.05.2013 - Operação de fiscalização foi realizada em seis aeroportos do Estado de São Paulo pela Agência Nacional de Aviação Civil.
Avião decolando: "ações têm o objetivo de reforçar a consolidação da doutrina de segurança operacional e da disciplina de voo na aviação geral brasileira", disse a Anac
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu 90 aeronaves da aviação geral, após uma operação de fiscalização em seis aeroportos do Estado de São Paulo, na semana passada, informou a agência nesta segunda-feira.
A quinta operação desse tipo da Anac, que considera os serviços de táxi aéro, helicóptero e aeronaves de pequeno porte, foi feita em Congonhas, Campo de Marte, Jundiaí, Sorocaba, Amarais e Bragança Paulista, e também passou por Atibaia e Condomínio Vale Eldorado, com mais de 350 aeronaves sendo fiscalizadas.
Anteriormente, a agência realizou operações desse tipo no Rio de Janeiro, na região de Angra dos Reis, na região Oeste de São Paulo, e em Manaus (AM).
"As ações têm o objetivo de reforçar a consolidação da doutrina de segurança operacional e da disciplina de voo na aviação geral brasileira", disse a Anac, em nota à imprensa.

Justiça determina fim de auxílio-moradia a deputados de SP
Estadão 13.05.2013 - Juiz vê falta de 'legimitidade' em pagamento e mantém decisão que acaba com benefício de R$ 2.250 aos 94 parlamentares.
A Justiça determinou o fim do pagamento do auxílio-moradia aos 94 deputados estaduais de São Paulo. Na decisão publicada nesta segunda-feira, 13, no Diário da Justiça Eletrônico, o juiz da 13.ª Vara da Fazenda Pública Luis Manuel Fonseca Pires pede que a Mesa Diretora da Assembleia deixe de pagar os R$ 2.250 aos parlamentares por entender que não há "legitimidade" para a manutenção do benefício. O pagamento já estava suspenso em caráter liminar desde fevereiro.
O pedido do fim do auxílio foi feito pelo Ministério Público, que argumenta ausência de amparo legal para o pagamento. Para o MP, não há critérios claros para definir quais parlamentares devem ou não receber o valor nem regras para comprovação das despesas de aluguel ou estadia. Mesmo deputados que moram em imóvel próprio ou localizados a poucos metros do prédio da Assembleia recebem o auxílio, segundo o MP.
Atualmente, o valor é pago a todos os deputados, indistintamente. Nos cálculos dos promotores, o benefício tem custo anual de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos. Procurada, a Assembleia não comentou a decisão até a publicação desta reportagem. Se a casa se manifestar, a resposta será publicada nesta matéria.
Em março, o desembargador Luiz Sérgio Fernandes de Souza, da 7.ª Câmara de Direito Público do TJ, rejeitou recurso da Assembleia e manteve a ordem judicial de fevereiro, que suspendia o auxílio. A Casa argumenta que o benefício obedece a Constituição e é assegurado pela Lei 14.926/13 e invoca o Ato 104/88 da Câmara dos Deputados, que prevê o auxílio aos deputados federais.
Para o Ministério Público, no entanto, a Casa descumpria artigos da lei que exigem a comprovação dos gastos para, só então, ser feito o reembolso do valor, além de limitar o pagamento a deputados que justificassem a necessidade do auxílio.
O juiz entendeu não haver critérios para o "suposto reembolso", o que viola a lei e o ato da Câmara. Além de reafirmar a suspensão do pagamento, o juiz determinou que a Secretaria da Fazenda suspenda o repasse da quantia correspondente ao gasto. O órgão informou que não foi notificado e só vai se pronunciar quando tiver acesso aos detalhes da decisão.
Embate. A suspensão do pagamento do auxílio-moradia motivou embate entre a Assembleia e os promotores de São Paulo. Uma semana depois da decisão judicial sobre o caso, começou a ser discutida na Casa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira dos promotores as investigações sobre prefeitos e deputados. Pela proposta, esse tipo de apuração deveria ser exclusiva do procurador-geral de Justiça.
O Ministério Público classifica o projeto como a "PEC estadual da impunidade", em referência à proposta que limita a investigação criminal às polícias Federal e Civil, em discussão.

Doméstica já pode bater o ponto na web, via celular
OGlobo 13.05.2013 - Empreendedores criam aplicativo, que está no ar. Controle. No mapinha, é possível ver de onde o ponto foi batido Reprodução a internet.
Se a equiparação dos direitos trabalhistas das empregadas domésticas foi o tema das conversas no último mês, para os empreendedores Kiko Pereira e Carlos Felippe, o assunto rendeu mais que conversa. A dupla da B4H Serviços em Computação criou um aplicativo, o Ponto Doméstica, para auxiliar empregadores e domésticas na gestão das horas trabalhadas. A ideia é dar à funcionária a possibilidade de “bater o ponto” através de um telefone celular.
O download do aplicativo deverá ser feito no aparelho celular da doméstica, ou qualquer outro aparelho de onde será “batido o ponto”. Quando o ponto de entrada, ou de saída, for “batido”, o empregador receberá um e-mail informando a data e a hora. Caso tenha e-mail cadastrado no site, a doméstica também receberá cópia.
Se o aparelho tiver a função de localização disponível e habilitada, o empregador poderá inclusive identificar o local de onde o ponto foi batido — formato ideal para quem não está em casa quando a funcionária chega ou vai embora. O aplicativo e o serviço são gratuitos.
— Foi um projeto de desenvolvimento simples e a ideia é, com o crescimento do serviço, atrair anunciantes — explica Kiko.
Para vários navegadores
A ideia partiu dele, que chamou Felippe, seu ex-aluno na UFRJ (e hoje professor da escola) para o projeto.
Kiko explica que o serviço funciona em qualquer aparelho celular com o sistema Android (versão 2.1 ou superior) instalado; em qualquer aparelho celular com acesso à internet, via rede móvel ou wi-fi; ou em qualquer computador com os navegadores Chrome, FireFox, Safari ou Internet Explorer (versão 8 ou superior) instalado. No caso de saída da doméstica do emprego, seu nome será desativado do sistema. O aplicativo já pode ser baixado.

Com avanço da inflação, brasileiro já está comprando até 11% menos
OGlobo 13.05.2013 - Pesquisa mostra que maior corte foi registrado no setor de alimentos: consumo caiu 9%. Na classe C queda ficou em 3%. Classes A e B ficaram estagnadas. A faxineira Maria de Fátima passou a comprar mais coisas nos últimos anos, mas agora reclama dos preços Márcio Alves.
O brasileiro já está pisando no freio e consumindo menos diante do avanço da inflação nos últimos meses, sobretudo em alimentos e serviços. Pesquisa obtida pelo GLOBO mostra que as classes D e E (formadas por famílias com renda mensal de até quatro salários mínimos), que impulsionaram o consumo no país nos últimos dez anos, diminuíram em 11% o volume de bens não duráveis comprados no primeiro bimestre de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado.
Na classe C, a tão comentada nova classe média e que reúne grande parte dos novos consumidores, também houve queda no volume de compras de bens não duráveis, mas menos intensa que nas classes D e E. Segundo a pesquisa, da consultoria global Kantar Worldpanel, Em janeiro e fevereiro, caiu em 3% o volume de itens adquiridos pelo grupo. Nem as classes A e B passaram incólumes: o consumo nessas faixas de renda ficou estagnado.
— O consumidor brasileiro não quer abrir mão de suas conquistas. Produtos de maior valor agregado continuam no carrinho de compras, mas, para que esses produtos caibam em seu orçamento, as famílias passam a comprar menos e a realizar menos visitas aos pontos de venda, principalmente as classes mais baixas — analisa Christine Pereira, diretora comercial da Kantar.
Para mostrar como a população brasileira está reagindo à alta da inflação e dos juros, o site do GLOBO inicia hoje a série de reportagens “Novos hábitos, velhos problemas”. De acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel, a desaceleração aparece principalmente no setor de alimentos. Perdeu força a venda de arroz, feijão, massas frescas, café torrado, manteigas, salgadinhos, cereais, sobremesas e até o clássico casal pãozinho e leite, produtos básicos da alimentação do brasileiro. Todos estão na lista de itens que diminuíram a presença nos lares das camadas mais pobres da população.
— É difícil conseguir economizar com alimentos. Com preços altos, as pessoas começam a substituir por produtos mais baratos ou passam a comprar menos — concorda Irene Machado, gerente de índices de preços do IBGE.
Nas classes D e E, a quantidade de alimentos comprados durante o primeiro bimestre do ano caiu 9% e, segundo a Kantar, foi a responsável pelo recuo de toda a cesta de bens de consumo não duráveis no período.
— Estamos com taxa de desemprego baixa e salários em alta. Isso fornece fôlego para as famílias consumirem, mesmo num contexto de alta de preços. Esse processo realimenta a inflação — afirma André Furtado Braz, economista da FGV. — O papel do consumidor deve ser o de evitar os produtos mais caros ou mesmo diminuir o consumo dos mesmos. Essa postura ajuda a evitar, ou mesmo reduzir, o ritmo dos aumentos.
Mãe de quatro filhos entre 13 e 22 anos, Maria de Fátima Gomes do Nascimento está entre os consumidores que tiveram que repensar os hábitos de consumo da família. Ela afirma fazer malabarismos com seu salário de pouco mais de R$ 2.000 mensais que recebe como diarista além da pensão informal de R$ 200 que ganha do ex-marido. Ela está comprando menos carne, mas não abre mão do café de boa qualidade:
— Comprava pelo menos dois quilos de carne toda semana, mas está muito cara, tive que trocar por frango, que também não está barato — conta Maria de Fátima. — É um absurdo também o pacote de cinco quilos de arroz a R$ 14, não faz sentido. E o café? Não vivo sem, mas tive que diminuir a quantidade que comprava.
Já a analista de sistemas Luciana Maciel, de 42 anos, ainda não reduziu compras do supermercado, mas cortou alimentação fora de casa. Leva lanche para o trabalho e, no fim de semana, pelo menos uma refeição faz em casa com a família.
— Ficamos assustados com o aumento dos nossos gastos nos últimos meses. Vamos ter que abrir mão de alguns luxos que adquirimos nos últimos anos — lamenta ela, que tem dois filhos, um de 7 e outro de 12.
Ela conta que as mensalidades da escola e das aulas de natação de seus filhos subiram cerca de 10% este ano. Ir à manicure, que era rotina semanal para ela, agora também já está doendo no bolso: subiu de R$ 34 (pé e mão) para R$ 38 no salão perto de sua casa, em Botafogo. Agora, Luciana só vai ao salão duas vezes por mês.
Esse aumento dos serviços aparece fortemente no índice oficial de inflação, o IPCA, e, junto com alimentos e remédios, foi uma das principais pressões em abril, quando o índice subiu 0,55% frente a março. Com isso, a inflação em 12 meses está praticamente no teto da meta estabelecida pelo governo: acumula alta de 6,49%, enquanto o limite perseguido pelo governo é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para baixo ou para cima, isto é, até um máximo de 6,5%. Em abril, a inflação acumulada em 12 meses chegou a superar o teto da meta, indo a 6,59%.
Os reajustes nos preços de alimentos tiveram apenas uma leve desaceleração e passaram de 1,14%, em março, para 0,96% em abril. Em 12 meses, sobem 13,99% e já respondem por mais da metade da inflação acumulada no ano: 1,35 ponto percentual da alta de 2,5% do IPCA entre janeiro e abril. Já os preços dos serviços subiram 0,54% e já acumulam alta de 8,13% nos últimos 12 meses o que, segundo analistas, é preocupante.
— Para aumentar a competitividade da indústria, o governo apostou em desvalorização cambial, só não imaginava que ocorreria um choque agrícola durante o processo. Se estivéssemos com mercado de trabalho fraco, a alta não seria incorporada à inflação — analisa Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do ABC Brasil. — É importante dizer que a situação preocupa, mas a inflação ainda não está descontrolada, apenas em um patamar desconfortável.
Para segurar a inflação, o Banco Central elevou em 0,25 ponto percentual os juros básicos da economia (Selic) pela primeira vez desde julho de 2011, para 7,5%. Os analistas de mercado estimam que a taxa encerre 2013 em 8,25% ao ano. Para o IPCA, a projeção é de 5,59% este ano e de 5,76% em 2014. Depois de alguns ajustes nas últimas semanas, as apostas para a Selic se mantiveram em 8,25% tanto para 2013 quanto para 2014.
Resultados das empresas já são afetados
As empresas brasileiras não reclamam do ritmo de vendas, mas lucraram menos no primeiro trimestre deste ano. O resultado é efeito direto da disputa pela renda ainda disponível das famílias, diante do aumento da inadimplência, e o cenário de inflação elevado que domina os noticiários nos últimos meses. Insumos mais caros e frete alto contribuíram para que os preços nas gôndolas disparassem.
A maior cervejaria do mundo, Anheuser-Busch InBev, reduziu as perspectivas para o crescimento das vendas no Brasil há pouco mais de uma semana quando apresentou o balanço do primeiro trimestre em Bruxelas. Na ocasião, o vice-presidente financeiro da AB Inbev, Felipe Dutra, não titubeou ao comentar sobre as baixas vendas em março.
— O mau tempo continuou em março, mas também vimos alta na inflação de alimentos, o que impacta o rendimento disponível real.
A BRF, proprietária das marcas Sadia e Perdigão, está fazendo a lição de casa: criou linha especial de congelados com formatos específicos para atender aos exigentes novos hábitos, mas nem isso conseguiu impulsionar seu lucro no primeiro trimestre. O grupo só conseguiu resultados maiores porque teve uma ajudinha de repasse de custos, estratégia que, provavelmente, não será repetida.
— Tenho preocupação com o consumidor se perdurarem estes níveis de inflação alta e a renda comprometida com outras dívidas. Existe um rearranjo, uma desaceleração no consumo de bens não duráveis — afirmou o presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay.
No balanço do período, a Ambev também deixou clara sua preocupação diante do cenário do mercado nacional de cervejas.
— Nossos resultados do primeiro trimestre confirmaram que 2013 deve ser um ano mais difícil quando comparado aos últimos anos, mas esperamos melhorar nosso desempenho nos próximos três trimestres — disse a empresa se referindo ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, o recuo no consumo das classes mais baixas é preocupante, mas revela um paradoxo que o governo só vai conseguir desvendar com investimentos. Segundo Alcides, para ter crescimento sustentável de 3,5% ao ano e com inflação abaixo de até 4,5%, a taxa de investimento tem de estar no patamar de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje gira em torno de 19%.
— Ao mesmo tempo em que diminuir o consumo preocupa, temos que ver o lado bom. O endividamento está aumentando e esta queda é um sinal de que o consumidor começa a aprender a gastar — analisa o professor. — Além disso, não é possível expandir o crédito como antes e nem dar ganhos de salários que acompanhem este movimento. O governo vai ter que mudar sua política e seu discurso e isto só ocorrerá com aumento dos investimentos. Há males que vêm para o bem.

PIB será 'pífio' com inflação e expansão fiscal, diz Mansueto
Valor 13.05.2013 - Para Mansueto de Almeida, do Ipea, espaço para desonerações fiscais vai cair muito em 2015, e afetar crescimento.
A ação tardia do Banco Central para conter a inflação e compensar o efeito expansionista da política fiscal do governo, que demonstra mais preocupação com o crescimento do que com a dívida pública, sugere que o país pode ingressar em um período de crescimento medíocre, de 3% ao ano, com inflação testando o limite máximo da meta de inflação. Para o economista do Ipea Mansueto de Almeida Junior, o calendário eleitoral, que tradicionalmente impõe um aumento de gastos públicos, e a perspectiva de normalização da política monetária americana em meados de 2015, vão agravar ainda as condições para o a economia do Brasil, que perderá competitividade em relação a seus pares.
"É um cenário de crescimento em torno de 3% ao ano, sem espaço fiscal para continuar um programa de desoneração tributária, ou seja, sem espaço para reduzir carga tributária. Isso quer dizer que a indústria neste país continuará sofrendo", afirma.
Essa opção por privilegiar a atividade e conviver com uma inflação mais alta, em sua visão, não é compartilhada pelo BC - que mantém, em sua opinião, uma relação conflituosa com o Ministério da Fazenda desde meados do ano passado. A seguir, os principais trechos da entrevista, cuja íntegra foi publicada no Valor PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor.
Valor: O mercado está convencido que o Banco Central fará um ajuste moderado nos juros por causa do cenário de atividade ainda fraca aqui e no exterior. Essa é a escolha certa, considerando que o IPCA segue rodando próximo do teto da meta?
Mansueto de Almeida Júnior: A preocupação com inflação se justifica, pois quanto mais tempo o Banco Central leva para trazer a inflação para o centro da meta, mais difícil fica. Todos os agentes econômicos, principalmente com uma economia aquecida, com mercado de trabalho aquecido, começam a renegociar salários com base em uma inflação alta. Hoje, todo mundo trabalha com expectativa de inflação, em média, de 5,5%. Então, todos sentam à mesa de negociação, inclusive os funcionários públicos, para decidir sobre reajuste salarial a partir de um reajuste mínimo de 5% ao ano. Então, todo mundo começa a considerar que a inflação normal é a mais elevada. E o custo de trazer a inflação para a meta fica muito elevado.
Valor: A inflação em doze meses está no teto da meta desde janeiro. Se o BC se dispusesse a trazer a inflação para os 4,5%, isso implicaria um aperto monetário considerável?
Mansueto: Seria, por isso ninguém trabalha com a perspectiva de que o BC vai procurar trazer a inflação para a meta, nem neste ano, nem tampouco no próximo. Essa reação do BC agora, já um pouco tardia, é muito mais um medo que está se cristalizando em relação ao próximo ano, muito mais do que a este. O BC acreditava muito, não me perguntem por que, no esforço fiscal do governo. No primeiro ano de governo Dilma, quando o governo entregou os 3,1% do PIB de superávit primário, o BC gostou muito. Em fevereiro do ano passado, o BC declarou que trabalhava com a perspectiva de forte queda de juros e do resultado nominal, por acreditar que o governo fosse entregar, de fato, a meta cheia de superávit. Isso não aconteceu e a expectativa de inflação piorou. A partir daí, o BC passou a ficar muito mais temeroso com o ano que vem. Além da expansão fiscal muito forte que estamos assistindo, as vendas reais continuam crescendo. E o próximo ano tem eleições, quando os gastos aumentam muito. O governo também já deixou explícito que vai se preocupar mais com crescimento do que com dívida pública. E isso acendeu sinais amarelos e vermelhos.
Valor: Como o senhor vê o discurso do governo, que parece novo, de adotar uma política fiscal anticíclica e praticamente abandonar as metas de superávit primário?
Mansueto: Eu posso falar uma coisa com certeza: o BC está preocupado desde meados do ano passado. Quando se conversa com a equipe técnica do BC, nota-se a preocupação com inflação. A preocupação dos analistas é compartilhada por eles. É muito claro, quando você conversa com a equipe técnica do BC, com qualquer um dos dois departamentos -o departamento de estatísticas, o Depec, ou o Departamento de Política Econômica, o Depep - a percepção que os técnicos têm da deterioração institucional em relação à queda de resultado primário do setor público, de que a economia está aquecida apesar do baixo crescimento, por causa do mercado de trabalho. É muito clara a percepção [deles] de que a inflação é um problema.
Valor: Então, existe uma limitação política para o BC agir?
Mansueto: É muito difícil responder. Mas é muito claro, quando você conversa em off com diretores do BC, que havia, até meados do ano passado, uma relação harmônica entre BC e Fazenda e essa relação, a meu ver, acabou. O BC está com sérios problemas de acreditar no esforço fiscal do próprio governo. E o BC tem profissionais muito bem preparados, tem bons economistas. Eles estão em uma saia justa, tentando recuperar uma credibilidade que perderam, porque atrasaram muito o início desse processo de elevação de taxa de juros. E o BC tem um problema pela frente que é o cenário para o resto do mundo. Muitos analistas acreditam que, a partir de meados de 2015, os EUA voltam a aumentar a taxa de juros. Se de fato isso acontecer, será uma situação bastante problemática porque 2014 será um ano de inflação namorando com o teto da meta e expansão muito forte de gasto fiscal. Você vai começar 2015 com necessidade de um ajuste muito superior a 2011.
Valor: A história mostra que as elevações de juros dos EUA sempre deram inícios as crises no mundo. Que riscos o Brasil corre quando os EUA iniciarem a normalização de sua política monetária?
Mansueto: Não acredito que vai ter crise. Acho que quando os EUA começarem a subir os juros, o movimento não será muito forte. E o cenário do Brasil não será de crise, mas será medíocre, de crescimento em torno de 3% ao ano, sem espaço fiscal para continuar um programa de desoneração tributária, ou seja, sem espaço para reduzir carga tributária. Isso quer dizer que a indústria neste país continuará sofrendo. Também haverá pouco espaço fiscal para o governo aumentar o investimento público. Sem espaço para aumentar investimento público, o governo terá que confiar em concessões para o setor privado. Mas não foi criada uma poupança interna para esse financiamento. Essas concessões levarão ao aumento da vulnerabilidade externa, ao aumento do déficit em conta corrente.
Valor: Como nós chegamos a esse cenário? Na sua avaliação, a antecipação da corrida eleitoral politizou o debate econômico?
Mansueto: Vínhamos de um cenário internacional muito bom para o Brasil e América Latina até 2008. Ingressamos nessa nova fase de crescimento, entre 2003 e 2004, com uma poupança altíssima, de 4,2% do PIB, com taxa de desemprego elevada, perto de 12%. O país começou a crescer com o mundo melhorando, com o 'boom' das commodities puxando o crescimento e a arrecadação, todos os setores crescendo, inclusive a indústria. Como o resto do mundo também estava avançando, os produtos manufaturados tinham preços em alta. A partir de 2008, tudo muda. Passa a haver excesso de produtos manufaturados no mundo todo e esses preços despencam. No Brasil, temos um descolamento de demanda com oferta. O nível de produção física da indústria hoje é um pouco inferior ao que era em setembro de 2008, enquanto as vendas reais de varejo continuaram crescendo. E a balança comercial da indústria, que até 2008 era superavitária, se reverteu e o déficit só vem aumentando. Então, você me pergunta se a perspectiva disso é melhorar ou piorar: eu acho que é piorar.
Valor: Se o BC "tolerar" uma inflação mais alta ou a piora das expectativas, ele estará deixando de cumprir o seu mandato? Que riscos isso traz, inclusive para a economia brasileira?
Mansueto: O mandato do BC é colocar a inflação no centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Se você interpretar à letra da lei o que o BC está fazendo, ele não está cumprindo o mandato que se espera dele ou o BC erra muito, sistematicamente. Inflação no mundo todo é excesso de demanda sobre oferta. Quando o governo faz desonerações pontuais, isso pode baixar os preços dos produtos. Mas, como você continua com excesso de demanda, a dinâmica da inflação volta.

Bancos reclamam de práticas de agência de notícias
Financial Times 13.05.2013 - A agência de notícias Bloomberg está sendo alvo de críticas de dois de seus maiores clientes, depois que o J.P. Morgan e o Goldman Sachs manifestaram sua preocupação com o fato de jornalistas da Bloomberg News terem usado informações privadas detalhadas sobre como os banqueiros usam seus terminais de dados financeiros para produzir reportagens.
Pessoas próximas ao J.P. Morgan disseram que o banco apresentou informalmente suas preocupações à Bloomberg, dizendo que seus repórteres haviam usado dados sobre quando seus funcionários acessavam e deixavam de acessar seus terminais para basear sua cobertura do caso de prejuízos em operações no mercado que ficaram conhecidas como "London Whale", no ano passado. Um porta-voz da Bloomberg disse não ter conhecimento de qualquer registro sobre esse tipo de denúncia.
Notícias sobre as preocupações do J.P. Morgan vieram à tona depois que o "New York Post" informou que o Goldman tinha se queixado formalmente depois que repórteres da Bloomberg abordaram executivos para indagar sobre sócios no banco que não vinham acessando seus terminais há algum tempo. Um porta-voz do Goldman confirmou que havia tratado do assunto com a Bloomberg.
A Bloomberg disse que desabilitou o acesso dos jornalistas a informações sobre relacionamento com clientes "à luz da preocupação [do Goldman], bem como a uma maior sensibilidade, em termos gerais, com o acesso a dados".
"Dados limitados sobre relações com o cliente estão há muito tempo disponíveis aos nossos jornalistas, e nunca incluíram dados de segurança dos clientes, informações sobre posições, transações ou mensagens", disse um porta-voz.
A Bloomberg vê há muito tempo vantagem competitiva em estimular seus repórteres a empregar a riqueza de dados disponíveis em seus terminais para gerar matérias não produzidas por outras agências, mas poucos clientes sabiam que os repórteres podiam ver também quando eles entravam e saíam do sistema e que funções acessavam.
Os repórteres da Bloomberg conseguiam ver amplas informações sobre que funções os usuários acessavam, como ações ou commodities, e dados consolidados sobre quantas pessoas liam cada matéria.
Eles não conseguiam ver, no entanto, detalhes delicados em termos de mercado, sobre ações individuais ou outros ativos rastreados pelos usuários ou quais as matérias que os indivíduos leram, ou ver detalhes de mensagens enviadas por meio do muito utilizado serviço de mensagens da Bloomberg.
Os órgãos reguladores estão dando crescente atenção à maneira pela qual as ferramentas de busca, as redes sociais e outras empresas empregam informações sobre seus clientes, num momento em que as empresas pesam o valor gerado pela análise de "grandes números" em relação à necessidade de proteger a privacidade dos usuários.
A Thomson Reuters, concorrente mais próxima da Bloomberg no segmento de notícias e dados financeiros em tempo real, informou que sua redação e as operações com os terminais "operam de forma completamente independente, sem que os repórteres tenham acesso a dados não públicos sobre seus clientes, especialmente qualquer dado relacionado ao uso de seus produtos ou serviços pelos clientes".

Bloomberg reconhece que jornalistas acessavam informação sigilosa de clientes
Folha 13.05.2013 - O editor-chefe da Bloomberg News, Matthew Winkler, reconheceu na noite de ontem (12) que "repórteres tiveram acesso a informações de clientes" de seus terminais de informação e investimento.
Em texto postado no site do grupo noticioso -- que abrange, além dos terminais, a agência de notícias e títulos de imprensa, TV e rádio-- ele confirmou que clientes haviam questionado a Bloomberg no mês passado, o que levou a mudanças que interromperam o acesso.
"O erro é indesculpável", escreveu Winkler, lembrando ser, ele próprio, o autor de "The Bloomberg Way: A Guide for Reporters and Editors" (O jeito Bloomberg: um guia para repórteres e editores, em tradução livre), considerado referência para a cobertura ética de negócios nos EUA.
A notícia foi publicada pela primeira vez na última sexta-feira pelo "New York Post", tabloide de Rupert Murdoch, que comanda um grupo concorrente da Bloomberg, a News Corp., abrangendo inclusive um serviço de terminais semelhante ao da Bloomberg.
O caso foi destacado pelo "Post" com uma foto de Michael Bloomberg, dono do grupo e prefeito de Nova York, sob o enunciado "Big Brother Bloomy", Grande Irmão Bloomy. Segundo o tabloide, entre os clientes afetados estão os bancos Goldman Sachs e JP Morgan.
No Twitter, Rupert Murdoch chamou a atenção para a notícia "biggie", grande, de "repórteres da Bloomberg espionando clientes financeiros". A News Corp. de Murdoch vem enfrentando ela própria, há dois anos, um escândalo de espionagem jornalística no Reino Unido.
Segundo o "New York Times", os repórteres da Bloomberg eram treinados pelo grupo para usarem um mecanismo interno que permitia acessar dados dos assinantes e "centenas" agiram assim. Nenhum, segundo a assessoria da Bloomberg, foi demitido.
Winkler, no texto que postou ontem, afirma que as informações acessadas eram restritas a dados genéricos dos valores mobiliários, sem visualização das decisões de compra e venda, por exemplo, e do histórico de login dos assinantes.

Bloomberg
DowJones 13.05.2013 - A Bloomberg, empresa de notícias e informações financeiras, está sendo investigada pelo Tesouro e o BC dos EUA, segundo pessoas a par do assunto, depois de ter divulgado que bloqueou o acesso da sua divisão de notícias a dados sobre o uso dos seus terminais por clientes, como, por exemplo, a última vez em que acessaram o sistema. O banco Goldman Sachs se queixou do acesso de jornalistas a tais dados. A Bloomberg afirmou que não foi informada sobre a investigação.
A Bloomberg, empresa de notícias e informações financeiras, está sendo investigada pelo Tesouro e o BC dos EUA, segundo pessoas a par do assunto, depois de ter divulgado que bloqueou o acesso da sua divisão de notícias a dados sobre o uso dos seus terminais por clientes, como, por exemplo, a última vez em que acessaram o sistema. O banco Goldman Sachs se queixou do acesso de jornalistas a tais dados. A Bloomberg afirmou que não foi informada sobre a investigação.

Femsa México,
Valor 13.05.2013 - A Femsa, fabricante de bebidas e varejista do México, informou na que captou US$ 1 bilhão com a venda de títulos de dívida de longo prazo. Os prazos variaram entre 10 e 30 anos e os juros oferecidos, entre 1,125 e 1,45 ponto percentual acima das notas equivalentes do Tesouro americano. O cupom de 1,125 ponto percentual é o mais baixo já pago por uma empresa da América Latina numa emissão em dólar.
A Femsa, fabricante de bebidas e varejista do México, informou na que captou US$ 1 bilhão com a venda de títulos de dívida de longo prazo. Os prazos variaram entre 10 e 30 anos e os juros oferecidos, entre 1,125 e 1,45 ponto percentual acima das notas equivalentes do Tesouro americano. O cupom de 1,125 ponto percentual é o mais baixo já pago por uma empresa da América Latina numa emissão em dólar.




Família Klein pede venda de suas ações na Viavarejo
Exame 12.05.2013 - Em carta, família afirma que pretende vender mais de 53 milhões de ações em oferta pública. Michael Klein: o empresário assina a carta em que pede a venda das ações.
A família Klein, fundadora da Casas Bahia e sócia do Pão de Açúcar na rede de eletroeletrônicos Viavarejo, comunicou na sexta-feira que pretende vender suas ações.
A carta foi assinada por Michael Klein e endereçada às diretorias do Pão de Açúcar e da Viavarejo. Klein pede que a empresa tome “todas as atitudes necessárias” para a venda de 53.781.298 ações da família – e chega a indicar o banco coordenador da oferta, o Bradesco BBI.
Os Klein são sócios do Pão de Açúcar na Viavarejo. Eles são donos de 47% das ações. O Pão de Açúcar tem o controle e os 53% restantes.
O pedido da família Klein é um desfecho surpreendente para as negociações sobre o futuro da Viavarejo. Há cerca de um ano, os Klein e o Casino (controlador do Pão de Açúcar) negociam uma troca no controle da empresa. Nessas negociações, os Klein sempre se diziam compradores. O Casino aguardava uma oferta firme, que nunca veio.
Nas últimas semanas, porém, os Klein finalmente avançaram em sua proposta. O Bradesco se comprometeu a emprestar 2 bilhões de reais para a compra da participação de 53% do Pão de Açucar na Viavarejo. A família e um eventual sócio financeiro entrariam com mais um bilhão de reais. A proposta, portanto, avaliava a Viavarejo em cerca de 6 bilhões de reais.
Mas surgiu um problema para que as negociações avançassem: os resultados da Viavarejo começaram a melhorar muito. Segundo executivos próximos à empresa, o mês de abril foi “espetacular”. Os sócios começaram a especular – quanto uma Viavarejo revigorada valeria na bolsa?
No início de maio, os possíveis coordenadores de uma oferta de ações da Viavarejo fizeram os cálculos e deram sua resposta – entre 9 e 12 bilhões de reais. Muito mais, portanto, que o valor que os Klein estavam dispostos a pagar.
No fim da semana passada, agendava-se uma reunião entre Michael Klein e a cúpula do Casino. A esperança dos envolvidos é que eles fossem concordar nos termos gerais da proposta e partir para a negociação dos detalhes. Mas, na quinta-feira, os dois lados perceberam que a distância entre o preço que um estava disposto a pagar e o que o outro estava querendo receber não era tão pequena quanto se imaginava.
O pedido de uma oferta pública de ações pode ser lido de duas formas. Na primeira, é isso mesmo que os Klein querem. Ou seja, se a Viavarejo vale mesmo tanto quanto os bancos acham que vale, não há por que não vender. Mas a carta da sexta-feira também pode ser a última cartada dos Klein para forçar uma negociação de venda.
Tanto os Klein quanto Abilio Diniz sempre basearam sua estratégia de negociação na percepção de que o Casino, embora diga o contrário, está na verdade doido para se livrar da Viavarejo – os franceses não têm outra operação de eletroeletrônicos no mundo, o negócio sofre com a concorrência do comércio eletrônico e as margens do financiamento de produtos encolhem há anos.
Mas, até agora, quem apostou no contrário ganhou. O Casino se manteve firme e Abilio acabou desistindo: vendeu suas ações preferenciais do Pão de Açúcar, adquiriu ações da BrF e, com isso, deixou de ser um potencial comprador da Viavarejo. Sobraram os Klein.
E, se eles venderem suas ações numa oferta pública, não sobrará ninguém. Como o Casino reagirá? Qual a real intenção dos Klein? É o que se descobrirá nas próximas semanas.
A carta dos Klein deve ser comunicada ao mercado amanhã.

Família Klein vai fazer megaoferta de ações da Via Varejo
Valor 13.05.2013 - Michael Klein, acionista da varejista, que informou a decisão ao GPA em carta. A família Klein informou o Grupo Pão de Açúcar sobre o interesse em fazer a oferta pública de ações da Via Varejo, maior rede de varejo eletroeletrônico do país, controladora de Casas Bahia e Ponto Frio, apurou o Valor. O GPA foi informado da decisão dos Klein na sexta-feira. Segundo a carta enviada ao comando do GPA, os Klein declaram que querem vender, numa oferta secundária, 53.781.298 ações ordinárias de propriedade do Grupo Casas Bahia, sócio minoritário com 47% das ONs da Via Varejo. Uma oferta primária de ações também deve ocorrer. Pelo acordo de acionistas de 2010, as duas ofertas devem ser simultâneas. O Bradesco BBI é o coordenador da oferta, contratado pelos Klein.
Os bancos Bradesco, BTG Pactual e Goldman Sachs já fizeram, a pedido da família, uma avaliação do valor de mercado da Via Varejo, que varia de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões, a depender da análise. O Pão de Açúcar também já tem seus cálculos, que ficam na mesma faixa, feitos por Credit Suisse e Santander. Fontes próximas à família entendem que esse movimento pode ser o primeiro de saída definitiva dos Klein da empresa, e outras vendas de ações podem ocorrer. Os Klein teriam negado a possibilidade a uma fonte próxima.
A venda de 53,8 milhões de papéis ordinários representa 35,46% das ações que os Klein tem em Via Varejo, ou seja, pouco mais de um terço do total de papéis nas mãos da família. Esse número ainda representa 16,66% das ações do grupo, que ao ser colocado no mercado - apenas o lote dos Klein - elevará consideravelmente o free float da empresa (ações negociadas em bolsa), de 0,6% para 17,2%. Internamente, os sócios consideram esse o IPO da empresa.
Pelo acordo fechado entre GPA e a família Klein na época da formação da Via Varejo, os fundadores da Casas Bahia ou o GPA poderiam fazer uma oferta secundária após o 11º mês de vigência do acordo assinado em julho de 2010.
Com base na avaliação do valor máximo pelos bancos, de R$ 12 bilhões, pelo total de ordinárias, hoje, com base no preço de R$ 37,18 da ação, chega-se a uma oferta da ordem de R$ 2 bilhões. Com baixíssima liquidez, os papéis da empresa fecharam em R$ 23 na sexta-feira, sem variação em relação aos dias anteriores. Ao se calcular o valor com base na avaliação de R$ 10 bilhões, a ON ficaria cotada em R$ 31, numa oferta de R$ 1,66 bilhão.
Há uma oferta primária a ser definida pelo GPA - com preferenciais ou ordinárias - e ainda a venda de lotes suplementares. Pelo acordo, uma oferta secundária terá de ser seguida por outra primária, "tendo por objeto um número de novas ações a serem emitidas pela companhias, representativas de no mínimo 10% de seu capital total". Essa fatia de 10% correspondia, com base no preço das ONs na sexta-feira, a R$ 740 milhões. Para não ter sua participação diluída, o GPA terá de subscrever ações nessa oferta.
Os Klein já informaram na carta enviada ao GPA, assinada por Michael Klein, presidente do conselho da Via Varejo, que tem a intenção de aumentar em 15% a quantidade de ações inicialmente ofertada como lote suplementar e em elevar em 20% o volume ofertado como lotes adicionais.
O acordo de 2010 define que os Klein podem alienar numa oferta um número de ações vinculadas na proporção de 1,5 de ações do Grupo Casas Bahia para cada 1 ação emitida pelo GPA na oferta primária. E não for viável nessa proporção, a relação ficará em 1 para 1, nunca abaixo de 1.
O Pão de Açúcar deve confirmar o interesse dos Klein para a Comissão de Valores Mobiliários nos próximos dias. A companhia tem 30 dias após o requerimento enviado pela família para discutir a questão internamente, informar o volume da oferta primária e a parcela subscrita.
É uma mudança drástica naquilo que, até então, vinha sendo comentado no mercado. Até poucos meses atrás, os Klein estariam negociando a compra do controle de Via Varejo, por meio de um acordo com bancos, Bradesco e Citi, que iriam financiar a aquisição do controle da empresa. Ocorre que, com base nos cálculos dos bancos, a família entendeu que o ganho financeiro com uma oferta poderia ser bem mais interessante neste momento, considerando especialmente a expectativa de crescimento de Via Varejo a curto prazo - que pode atrair interessados no papel da empresa.
A Via Varejo começa a entregar melhores resultados, com aumento de rentabilidade e redução de despesas, algo cobrado pelo mercado há meses.
A família Klein e o Pão de Açúcar não comentaram o assunto.

Amanco tenta comprar duas fábricas de PVC
Valor 13.05.2013 - Mexichem quer crescer mais no Brasil.
Dono da marca de tubos e conexões Amanco, o grupo petroquímico mexicano Mexichem decidiu ampliar sua presença no país. A empresa disputa a compra de duas fábricas de PVC colocadas à venda pela belga Solvay Indupa, uma em São Paulo e outra na Argentina. Segundo especialistas do setor, esses ativos valem entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões.
Se comprar essas fábricas, disse o CEO global da Mexichen, Antonio Carrilo, a companhia se tornará verticalizada no Brasil na área de PVC, utilizado na produção de tubos e conexões da Amanco. A Mexichem é líder mundial nesse segmento, mas no Brasil a liderança pertence à Tigre, de capital nacional. Antonio Carrilo, CEO global da Mexichem: "Brasil é um país-chave para o grupo"
Conhecido no Brasil pela marca Amanco, o grupo petroquímico Mexichem, do México, prepara-se para ampliar sua presença no país. A companhia está no páreo para a compra de dois ativos de PVC da belga Solvay Indupa, com uma unidade em São Paulo e outra em Baía Blanca, na Argentina, e na reta final para fornecer gás para ar condicionado com exclusividade para uma montadora no país. "Faz parte de nossa estratégia a integração vertical de todas as nossas cadeias", disse ao Valor o CEO global da petroquímica, Antonio Carrillo.
Capitalizada, a petroquímica mexicana vai crescer este ano por meio de aquisições, afirmou Carrillo. Em setembro, a companhia fez captação de US$ 1,15 bilhão por meio de emissão de títulos de dívida e, em outubro, captou mais US$ 1,2 bilhão por meio de emissão de ações na bolsa "Estamos com o caixa cheio", disse.
A disputa pelos ativos da Solvay Indupa, estimados entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões por especialistas do setor, promete ser acirrada. É que a petroquímica Braskem também está no páreo. Para a Braskem, a compra dessas unidades representa a expansão do grupo nesse setor. Em 2012, a petroquímica começou a operar uma unidade de PVC em Alagoas, após aporte de R$ 1 bilhão. A fábrica da Argentina marcaria a entrada do grupo naquele país. A empresa já tem presença naquele mercado, mas não tem fábrica.
Já para a Mexichem, esses ativos complementariam o processo de verticalização do grupo. No Brasil, a companhia é vice-líder no mercado de tubos e conexões, com a marca Amanco, atrás da Tigre. Na Argentina, a empresa tem uma pequena operação. Carrillo confirma interesse pelos ativos do grupo belga, mas não dá mais detalhes sobre o negócio. A Braskem também não comenta o assunto.
Apesar da concorrência pelos mesmos ativos, a Mexichem poderá estreitar relações comerciais com a Braskem no Brasil. A companhia mexicana importa grande parte das resinas que utiliza para a produção de PVC no país de suas unidades da Colômbia. "Queremos comprar resina do Brasil", disse Carrillo. Atualmente, só há duas opções - Braskem e Solvay.
Com receita global de US$ 4,8 bilhões em 2012, o Brasil responde por cerca de 10% desse total. No ano passado, a subsidiária brasileira encerrou com vendas de R$ 1,05 bilhão. O Brasil participou com 36% da receita total da cadeia de soluções integrais da América Latina, que inclui tubos e conexões. A divisão de transformados plásticos representa 49% do faturamento global da mexicana, seguida pela área de cloro-vinil, com 35%, e flúor, com 16%. O grupo tem 96 fábricas em 40 países.
Com nove fábricas no Brasil, a companhia prevê investimentos de R$ 131 milhões em expansão de capacidades este ano, valor 15% maior do que em 2012, além de aportes de mais US$ 100 milhões em ativos nos próximos três anos, disse Maurício Harger, CEO do grupo para o Brasil. Há dois anos, a petroquímica mexicana promoveu no país a unificação de suas empresas - Amanco, Plastubos e Bidim tornaram-se marcas sob o guarda-chuva Mexichem Brasil.
"Há muitas oportunidades para a Mexichem explorar no Brasil em outras áreas. Somos os maiores fornecedores globais de gás refrigerante para ar condicionado de carros. Estamos em negociações com uma montadora no Brasil para fornecer o produto", disse. No país, o grupo também é líder em não tecidos.
Nos últimos anos, o grupo mexicano adotou um forte movimento de aquisições, sobretudo após a crise financeira global, quando começou a comprar ativos não estratégicos de outras companhias. Em 2010, adquiriu a divisão de flúor da inglesa Ineos. Em maio passado, tornou-se líder global em tubos e conexões, com a aquisição do controle da holandesa Wavin, a maior da Europa em sistemas de tubos plásticos e soluções.
Neste contexto, os EUA tornaram-se importante alvo por causa do "shale gas", insumo de custo mais competitivo. Por isso, em março, o grupo anunciou a compra da Polyone por US$ 250 milhões, reforçando sua posição na área de resinas especiais de PVC. Também nesse mercado tem um projeto com a americana Occidental Chemical para criar uma joint venture, com 50% cada um, para instalar um cracker de etileno, como parte do processo verticalização. No México, negocia também uma joint venture com a Pemex para produzir VCM, usado como intermediário para a produção de PVC. Nessa associação, a Mexichem teria participação majoritária no negócio.

O bom negócio do Eike
Veja 13.05.2013 - Burger King: o investimento positivo de Eike. Eike Batista investiu centenas de milhões de dólares há dois anos e meio, no fundo da 3G (de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira) criado para comprar o Burger King. No período, o valor investido triplicou. Nesta, Eike acertou na mosca.
A propósito, há um ano um tunisiano recém-chegado ao Brasil, Aziz Ammar, virou o assessor mais próximo de Eike Batista, o preferido entre os seus executivos. O tempo passou e hoje Aziz está escanteado no grupo.

Mercado de capitais deve crescer para R$ 8 trilhões em 2020, prevê CVM
Estadão 10.05.2013 - Para o presidente da autarquia, a expansão depende de novos produtos e tecnologia.
O mercado de capitais brasileiro deve crescer para R$ 8 trilhões em 2020, segundo o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira. Essa expansão depende, conforme ele, de três pontos fundamentais: desenvolvimento de novos produtos, tecnologia e da globalização.
"Há grandes investimentos a serem feitos no Brasil e as alternativas existentes no mercado de capitais são a resposta", disse Pereira, que participa hoje de almoço-palestra do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP).
Neste contexto, ele ressaltou a importância e o papel dos executivos de finanças no estímulo ao gerenciamento de risco. Esta área ganhou mais relevância depois da crise internacional e deve estar ainda mais no radar doa mercados, segundo o presidente CVM.
"Os executivos de finanças devem ser a mola propulsora na identificação, avaliação e gerenciamento de risco nos próximos anos", avaliou Pereira, ressaltando que o dever do órgão regulador é estimular a transparência e proteção do mercado. "Só assim os agentes terão confiança para tomarem suas decisões", acrescentou.

CVM vai apertar cerco a fundo imobiliário
Folha 13.05.2013 - Objetivo é tornar aplicação mais transparente ao pequeno investidor, explicitar riscos e restringir a alavancagem.
Captações crescem 50%, totalizando R$ 2,4 bi em 2013; número de cotistas registrados sobe 5,7%. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu aumentar a fiscalização e apertar as regras de transparência dos fundos imobiliários, a nova febre entre os investidores que não encontram mais um bom rendimento na renda fixa nem querem se arriscar na Bolsa.
A principal vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda para o cliente pessoa física.
No entanto, essa aplicação está longe de ser um porto completamente seguro. O desempenho das cotas não chega a ser errático como a Bolsa, mas guarda um risco pouco conhecido pelo brasileiro: o da indústria imobiliária.
Alguns fundos pecam na hora de explicitar a possibilidade de perder dinheiro com a vacância em shoppings, escritórios e hotéis, além de atrasos e de problemas de engenharia, no caso de uma construção.
Outros fundos recebem adiantado o dinheiro do cotista, mantêm aplicações em títulos e ativos de risco e só mais tarde desembolsam recursos para a construção de um empreendimento.
A ideia da CVM é tornar a aplicação mais transparente para o pequeno investidor, explicitar os diversos riscos e restringir a alavancagem (tomar empréstimo) apenas a determinados fundos de perfil mais agressivo.
"Parece com renda fixa, mas têm risco nesses fundos. É uma boa hora para se conhecer melhor esse produto, aperfeiçoar a regulação, porque a demanda vai crescer muito", afirmou Carlos Massaru Takahashi, presidente da BBDTVM, maior gestora de fundos do país.
Desempenho: Alguns fundos têm rendimento que chegam facilmente a 1% ao mês, mas a maioria rende entre 0,4% e 0,7% (líquido), dependendo do empreendimento.
No caso dos prédios de escritório e de shoppings, o desempenho acompanha o valor dos aluguéis e o índice de vacância. Já os hotéis e hospitais pagam conforme o lucro na gestão dos clientes.
Esses fundos compram papéis como LCI (Letras de Crédito Imobiliário), que representam financiamentos da habitação feitos nos bancos, e CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), muitos deles ligados ao pagamento de prestações de construtoras.
"Fazemos a matéria-prima para esses fundos. Hoje, tem mais comprador do que títulos para vender", disse Fabio Nogueira, da Brazilian Mortgages, uma das maiores emissoras de LCI e de CRI do país.
"É um mercado que surpreende com a quantidade de novas emissões", afirma Nelson Campos, da Isec Securitizadora.
Recorde em 2012: No ano passado, os fundos negociados na Bovespa renderam 35%, segundo o IFIX11, índice que representa os principais fundos, enquanto o Ibovespa subiu 7,4%.
Em 2013, porém, esse índice acumula baixa de 2%, e o Ibovespa, queda de 9,6%.
Neste ano, foram lançados 22 fundos imobiliários, sendo sete com as cotas negociadas na Bovespa e 15 fora.
As captações chegaram a R$ 2,4 bilhões --50% acima do obtido no mesmo período do ano passado.
Segundo a Bolsa, o número de cotistas registrados subiu 5,7% desde dezembro, somando 102,7 mil.

Energia barata nos EUA já afeta indústrias no Brasil
Estadão 12.05.2013 - Com a exploração mais consistente do gás de xisto nos EUA, preço do gás americano passou a custar 20% do cobrado no Brasil, o que reduziu a competitividade nacional e afastou investimentos de indústrias como as de vidro, cerâmica e petroquímica
A concorrência com o baixo custo do gás de xisto americano, que em três anos passou a custar 20% do preço do gás natural no Brasil, está fazendo o País perder ou adiar bilhões de dólares em investimentos.
Indústrias que têm até 35% de seus custos no gás, como fabricantes de cerâmica e vidro, petroquímica e química, perderam competitividade, elevaram importações e migram investimentos para o exterior. Até setores tradicionais, como o de brinquedos, sentem os efeitos.
"Uma fatia importante do setor está com forno desligado. Estamos perdendo competitividade. O risco é a produção nacional ser substituída pela importada", diz o superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), Antonio Carlos Kieling.
Kieling diz que as importações do setor estouraram 9.000% em sete anos, para US$ 220 milhões ao ano, num movimento crescente, já que 25% dos custos de produção vêm do gás. A avaliação sobre perda de competitividade é a mesma em vários setores, mas atinge com maior peso a indústria química e petroquímica. Empresas como Braskem, Unigel e Dow Chemical estão entre as que paralisaram decisões de investimento de bilhões de dólares.
A multinacional de vidros AGC decidiu há pouco mais de três anos investir numa fábrica de R$ 800 milhões. Será inaugurada em Guaratinguetá (SP) neste ano para produção de vidro plano, espelhos e vidro automotivo. "De lá para cá, o preço do gás dobrou, mudou totalmente o cenário e a rentabilidade", disse o CEO da AGC Vidros do Brasil, Davide Cappellino.
A decisão de dobrar a capacidade, com mais R$ 800 milhões, foi suspensa por tempo indeterminado. Unidades da multinacional nos Estados Unidos, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Egito, onde o preço do gás é 20% do cobrado no Brasil, ganharam preferência na destinação de recursos. "Com certeza, o preço do gás tornou a decisão de investir no Brasil muito mais difícil."
Revisão: A também multinacional Cebrace planejou até R$ 1 bilhão para transformar o Brasil em plataforma de exportação de vidros para a América Latina. A empresa estancou novas decisões de investimentos no Brasil e voltou os olhos para países como Argentina e Colômbia. O mesmo aconteceu com a Guardian, que revê investimentos. Hoje, o setor importa 35% do vidro plano, ante 10% de 2007.
"Não há novos investimentos de peso, e o futuro depende de decisões de agora. Quero ver como o setor vai estar lá para 2018", diz Lucien Belmonte, superintendente da associação setorial Abividro, que estima, grosso modo, uma perda de até US$ 3 bilhões na década pela redução de competitividade acarretada pelo preço do gás.
Revolução: A reviravolta no mercado aconteceu depois de uma revolução energética nos Estados Unidos, com a disseminação, nos últimos cinco anos, da técnica de fraturamento terrestre em formações de xisto.
Neste curto período, os Estados Unidos trocaram a posição de grande importador de gás pela de potencial exportador, um cenário impensável em 2008. A superoferta fez o preço do gás americano cair de US$ 9, naquele ano, a US$ 1,82 por milhão de BTU (unidade térmica britânica, a referência para o mercado de gás) em abril de 2012.
Hoje, o preço do gás americano fica em torno de US$ 2,5 a US$ 3 por milhão/BTUs. No Brasil o produto está cerca de cinco vezes mais caro – custa entre US$ 12 e US$ 16. Na Europa, ronda os US$ 8 a US$ 10. "Todo mundo que compete no mercado internacional e que tem produção no Brasil está reclamando conosco", diz uma fonte do governo.
O efeito é mais intenso para indústrias que usam o gás como matéria-prima, caso das fabricantes de fertilizantes, ou para mover as máquinas. Costuma ser o caso também de produtos que dependem de altas temperaturas para serem produzidos, como as cerâmicas.

Anhanguera encerra primeiro trimestre com lucro 36% maior
Valor 13.05.2013 - A Anhanguera registrou no primeiro trimestre lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 84,3 milhões, o que representa um avanço de 36% quando comparado no mesmo período de 2012.
A receita da companhia cresceu 13%, para R$ 471,3 milhões. Essa alta foi devida à captação de 166 mil novos alunos nos três primeiros meses do ano, e não por variação no tíquete médio. Os reajustes de mensalidades dos cursos presenciais, que representam a maior parte da receita, teve alta de apenas 2%, índice abaixo da inflação. Já no ensino a distância o reajuste foi de 7,5%, ficando acima dos 5% da inflação.
Os custos cresceram menos que a receita, 10,6%, mas as despesas operacionais cresceram mais, 27%. O Ebitda somou R$ 126,6  milhões, um aumento de 16% sobre igual período de 2012.
A companhia apresentou um resultado financeiro melhor neste trimestre. A despesa financeira líquida ficou em R$ 7 milhões, ante perda de R$ 20 milhões no mesmo período do ano passado.
Marketing: O lucro líquido e o Ebitda da empresa foram impactados por um investimento 49,4% maior em marketing, que somou R$ 51,7 milhões no primeiro trimestre deste ano.
Desconsiderando o investimento em marketing, a última linha do balanço seria de R$ 96,3 milhões, contra os R$ 84,3 milhões obtidos. O Ebitda atingiu R$ 139,3 milhões, um crescimento de 16%, ou de 27,3% sem a despesa adicional de marketing.

Ação popular quer embargar obra do novo aeroporto internacional de Natal
Folha 11.05.2013 - O aeroporto São Gonçalo do Amarante, na grande Natal (RN), pode ter a obra embargada caso a Justiça Federal acate um pedido de liminar de uma ação popular que questiona, entre outras questões, o processo de desapropriação do terreno e a falta de compensação pelos danos ambientais da obra.
"Não somos contra o aeroporto mas somos contra esse projeto de arremedo de aeroporto", diz o sociólogo potiguar Paulo Araujo, consultor em planejamento sócio-ambiental e autor da ação popular.
Araujo foi declarado "persona non grata" por políticos locais desde que ingressou com a ação na Justiça Federal no Rio Grande do Norte na semana passada. A obra está sob responsabilidade do consórcio argentino brasileiro Inframerica, que venceu a concessão para construir e administrar o aeroporto até 2038.
Depois de atrasos no licenciamento ambiental, as obras, que custarão R$ 450 milhões, financiados, em sua maior parte, pelo BNDES, tiveram início em março. O concessionário promete entregar o aeroporto em março de 2014, em tempo para a Copa do Mundo.
Localizado a cerca de 40 quilômetros do centro de Natal, o aeroporto vai substituir o Aeroporto Internacional Augusto Severo, que fica em Parnamirim, a 18 quilômetros de Natal.
A estrada que vai ligar Natal ao novo aeroporto ainda nem foi licitada. Hoje o percurso é feito em uma pista de duas mãos com uma faixa no meio até o quilômetro. O resto é estrada de terra.
Desapropriações: O projeto de construção do novo aeroporto tem mais de 15 anos, quando tiveram início as desapropriações de terreno. Mais de 70% da área desapropriada ainda não foi indenizada por divergências de valores.
O governo ofereceu inicialmente 10 centavos pelo metro quadrado, segundo o advogado Igor Santos Steinbach, que representa Araujo na ação popular.
Steinbach argumenta que a ordem de desapropriação está baseada em uma liminar obtida pela Infraero e pelo governo estadual, mas que esse direito não se estende ao concessionário.
"Não foi feito nenhum convênio para transferir a liminar para o concessionário, que deverá arcar com as indenizações", diz o advogado.
Compensação ambiental: O licenciamento ambiental da obra também foi feito em nome da Infraero, que não tem mais relação com o aeroporto. "A legislação determina que seja feita uma compensação equivalente a 0,5% do investimento no caso de projetos de significativo impacto ambiental", diz Araujo.
Portal da Copa: O aeroporto São Gonçalo do Amarante, que está sendo feito por meio de uma concessão, deve ficar pronto até junho de 2014
Segundo ele, o aeroporto está sendo construído em uma área antes ocupada por Mata Atlântica nativa.
O projeto original da Infraero para São Gonçalo do Amarante previa uma obra com capacidade para 40 milhões de passageiros --o aeroporto de Guarulhos opera com 32 milhões de passageiros/ano--, com a promessa de tornar o aeroporto um grande centro de distribuição de mercadorias para Ásia, Europa e Estados Unidos.
Mas apesar de políticos locais ainda se referirem à obra com a mesma grandiloquência do projeto original, o projeto concedido à iniciativa privada no primeiro leilão de privatização do setor prevê uma capacidade de 6,2 milhões de passageiros/ano na primeira fase. A partir de 2024, a capacidade deverá ser ampliada para 11 milhões de passageiros/ano.
A ação popular tem como alvo a União, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Engevix, empresa brasileira que integra o consórcio Inframerica.Procurado, o consórcio Inframerica disse que não foi notificado. "Após ser notificado, o consórcio tomará as medidas judiciais cabíveis", disse o grupo em nota.
A Inframerica diz ainda que as obras estão acontecendo em três turnos, com 1.180 funcionários.
Já a obra da estrada que ligará o aeroporto ao centro de Natal está prevista para maio de 2014. A ordem de serviço foi assinada pela governadora Rosalba Ciarlini no início de abril. A obra consiste em 33,27 quilômetros de pista dupla e vai custar R$ 73 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal.

Geloso compra concorrente e planeja diversificar atuação
Valor 13.05.2013 - Marco Tulio, da Geloso, levará sua marca para os segmentos de sorvete e água. A Geloso, uma das maiores fabricantes de gelo de Minas Gerais, vai se transformar em marca de água mineral e sorvete. A família Miranda, dos irmãos Marco Túlio e Antônio César, dona da empresa, vendeu 50% das cotas da companhia para o empresário Júlio Neves, cuja família é dona de supermercados em Minas. A operação, de US$ 30 milhões, mudará, dizem os sócios, os rumos da Geloso que, desde sua fundação, em 1972, se dedica só à fabricação de gelo.
A maior parte de sua produção atual é a do chamado gelo escama, vendido, por exemplo, para pesqueiros e - o que é comum no setor - para a construção civil. Grandes empreiteiras utilizam o gelo para conseguir um concreto com secagem mais rápida e com melhor acabamento. A parte menor da produção é de gelo em cubo, vendido para supermercados e lojas de conveniência.
A entrada de Neves no negócio foi antecedida por outro movimento dos Miranda. Eles adquiriram 100% do principal concorrente no mercado de gelo no Estado, a Gelótimo. A produção atual da Geloso, cuja maior fábrica fica em Belo Horizonte, supera as 600 toneladas por dia. A produção da Gelótimo, sediada no município de Santa Luzia, é de 160 toneladas. A Geloso tem outras quatro fábricas: em Brasília, Serra (ES), Salvador e Niterói.
Marco Túlio não revela o valor da aquisição da concorrente. Diz apenas que parte foi feita com troca de ativos, parte em dinheiro. Para reunir as duas unidades de Minas, a Geloso terá nova sede, na cidade de Sarzedo, próximo à capital mineira. O imóvel já está pronto para receber o maquinário, segundo o empresário. "A compra da Gelótimo foi uma estratégia de mercado", diz. Embora ainda faltem alguns passos, a operação foi toda ela rápida e simples, segundo o advogado Leonardo Guimarães, do escritório Guimarães e Vieira de Mello, que atua na estruturação da compra da Gelótimo. A compra foi fechada no fim de abril.
"Pouco depois de as negociações começarem com a Gelótimo, Júlio Neves me propôs sociedade", continua Miranda. Tudo isso no último mês e meio. Neves é dono de uma distribuidora de têxteis, a Hipermix, em Santa Catarina. Quando sentou-se com os irmãos Miranda se convenceu de que a Geloso poderia usar a marca num mix mais variado de produtos e que poderia se tornar uma empresa mais rentável. Ele terá 50% da Geloso - já considerando a compra da Gelótimo.
A aquisição da Gelótimo foi encarada como crucial para o que ele e os Miranda pretendem fazer da empresa a partir de agora. "Vamos agregar valor à marca Geloso, que já é muito conhecida. Nos próximos meses teremos sorvetes de massa, picolés e o Gelosinho, um sorvete embalado em saquinhos compridos."
"Teremos também uma marca de água com a marca Geloso que deve chegar ao mercado ainda neste trimestre", diz Neves. Será um produto apenas para o mercado mineiro.
O novo sócio faz planos. Diz que com a aquisição da Gelótimo, a Geloso já é a maior empresa de gelo de Minas Gerais. "Nossa intenção é brigar pelo mercado de água, de gelo, de sorvete e de picolé no mercado nacional e também no Mercosul."
"Hoje minha família tem 238 lojas de supermercados em Minas Gerais e no Espírito Santo e a gente conhece a demanda existente". Nos próximos dois anos, se os planos de expansão e diversificação saírem com o planejado, a Geloso, terá um faturamento de US$ 50 milhões, algo como 65% maior do que registrado atualmente, estima ele.
A empresa de 1972 foi comprada logo após o início das operações por Antônio César Pires de Miranda, pai de Marco Túlio e de Antônio César Pires de Miranda Júnior, os irmãos que comandam o negócio. Segundo Marco Túlio, com a nova fábrica em Sarzedo, a Geloso não apenas iniciará a produção de outros itens, mas também aumentará a produção de gelo para atender com mais folga os picos de demanda. A capacidade de armazenamento da nova unidade que hoje é de 500 toneladas será triplicada.
São Paulo continuará de fora dos planos da Geloso, diz Marco Túlio. Seus mercados seguem sendo onde estão suas fábricas.

Na 11ª Rodada, apetite por petróleo atrai 17 empresas estreantes
OGlobo 12.05.2013 - Após 5 anos sem oferta, leilão de áreas da ANP com alto potencial será disputado por companhias de 21 países.
— Após cinco anos sem oferta de áreas para exploração no país, até empresas de paraísos fiscais estão interessadas na 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que ocorre nas próximas terça e quarta no Rio de Janeiro. As companhias estão entre as 64 habilitadas para o leilão, que atraiu petrolíferas de 20 países, além do Brasil. Dezessete empresas são estreantes no país, três das quais de paraísos fiscais: a Chariot Oil & Limited, de Guernesei (ilha do Canal da Mancha que depende da Coroa Britânica, mas que não faz parte do Reino Unido); a Geopark Holding Limited e a Kosmos Energy, ambas das Bermudas.
Empresas de Tailândia, Malásia, Panamá, Colômbia, Canadá, além de companhias de França, Itália, Reino Unido e Japão também estão no time das novatas, do qual fazem parte ainda duas brasileiras. São a Ouro Preto Petróleo e Gás S.A, de Rodolfo Landim (ex-EBX e ex-Petrobras), e uma subsidiária nacional da canadense Sabre Internacional de Energia.
Destaque para margem equatorial: As empresas que vão participar da rodada mantêm silêncio sobre suas estratégias e lances pelos blocos. O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos França de Luca, destacou que a movimentaçãodas companhias foi intensa nos últimos dias nas negociações de parcerias. Segundo De Luca, sem oferta de novas áreas há meia década, muitas empresas estavam sem novos projetos para manter suas atividades exploratórias no país.
As áreas ofertadas na 11ª Rodada são muito atraentes, como os 170 blocos localizados na Margem Equatorial (do Rio Grande do Norte ao Amapá). A região tem a geologia semelhante à da costa africana, onde têm ocorrido descobertas de petróleo. Além disso, desperta interesse a proximidade de alguns blocos da Guiana Francesa, onde também vem ocorrendo descobertas recentes.
— O interesse é grande tanto pela ausência de rodadas há tantos anos quanto pela atratividade das áreas ofertadas. O que a indústria de petróleo quer é a previsibilidade leilões — disse De Luca.
Segundo dados da ANP, a expectativa de reservas nos blocos ofertados é de 9,1 bilhões de barris, dos quais 7,5 bilhões na Margem Equatorial. Os lances mínimos de oferta pelas empresas variam de R$ 36 mil, em blocos terrestres na Bacia de Sergipe-Alagoas, a R$ 9,9 milhões, em blocos no mar na Bacia da Foz do Amazonas.
Ágio recorde é esperado: Em simulação feita pela ANP sobre o ágio nas ofertas, o cenário mais otimista prevê que poderá se atingir um recorde de até 500% — o que permitirá uma arrecadação de R$ 3,7 bilhões em bônus de assinatura. Se todos blocos forem arrematados pelos valores mínimos, o total fica em R$ 627 milhões.
Rafael Baleroni, do escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch, diz que o leilão será bastante disputado. O executivo lembra que o primeiro item que uma petrolífera avalia para decidir se disputará uma área é a geologia.
—Acredito que a rodada será muito positiva, porque as áreas ofertadas são muito boas, como as da Margem Equatorial — destacou Baleroni.
De Luca ressalta que a importância da retomada dos leilões é o reinício das atividades exploratórias de petróleo no Brasil, paradas desde 2008, quando o governo federal anunciou a descoberta de reservas gigantes de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos. As rodadas foram paralisadas para se elaborar o novo regime de partilha para exploração no pré-sal.
Antes do anúncio da rodada, com exceção da Petrobras — que tem centenas de projetos —, outras companhias, tanto brasileiras quanto estrangeiras, estavam finalizando suas campanhas exploratórias em andamento, sem ter novos projetos no horizonte, para dar continuidade às atividades no país.
No programa exploratório para os 289 blocos a serem leiloados, são previstos investimentos mínimos exigidos pela ANP de R$ 3 bilhões no período da concessão, que varia de cinco a oito anos. Isso no primeiro período da fase exploratória.
— Esse é o investimento mínimo e certamente as empresas deverão investir muito mais, o que representará geração de renda e empregos, além da futura geração de royalties — destacou De Luca.
A 11ª Rodada vai licitar esses 289 blocos em 23 setores, totalizando 155,8 mil km², distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul. Do total de blocos, 166 estão no mar — sendo 94 em águas rasas e 72 em águas profundas — e 123 em terra.
Desafios ambientais: O presidente do IBP acredita que os desafios ambientais podem diminuir o interesse das companhias petrolíferas para a exploração em determinadas áreas, principalmente nos blocos situados na Margem Equatorial. Na região, o ecossistema é muito sensível e há áreas de preservação total, com manguezais, pesca e turismo. Segundo De Luca, as petrolíferas têm hoje consciência da importância da segurança ambiental em seus projetos.
— As petrolíferas têm uma consciência muito forte da questão ambiental. Elas farão todos os investimentos necessários para garantir uma exploração com segurança e respeito ao meio ambiente. Até porque qualquer problema se reverte em grandes prejuízos para as companhias.
O Brasil é o país com mais empresas habilitadas a participar do leilão. São 17 companhias, num total de 64. Em seguida, vêm os Estados Unidos, com sete empresas. Canadá, Japão e Reino Unido, cada um com cinco empresas, aparecem na sequência. Duas empresas chineses também estão participando.
Segundo especialistas, a recente polêmica no Congresso sobre a redistribuição dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores — que está pendente no Supremo Tribunal Federal — não afetou por ora o interesse das empresas em participar da rodada.

Novos tempos na petroleira HRT: nem pantufas, nem mulatas
Veja 13.05.2013 - A saída de Márcio Mello da presidência da HRT – ele foi obrigado a renunciar na sexta-feira – é o resultado do rolo compressor dos fundos de investimentos, liderados pelo Discovery, que exigiram a saída até mesmo da irmã de Mello, Maria Emilia Mello, responsável pela área de recursos humanos.
A HRT sequer tinha Conselho Fiscal, instalado agora por exigência dos novos acionistas. A área financeira era apontada como desorganizada e o RH confirmava o caos na gestão de pessoal – salários elevados e bônus fora de propósito para uma companhia novata e deficitária.
Mello preferiu não assistir à devassa nem a demissão de amigos e parentes. Foi tirado da companhia que fundou na década passada.
Os novos gestores vão abandonar a exigência de usar pantufas na sede da HRT, no Rio de Janeiro – uma obsessão de Mello para manter os carpetes sempre impecavelmente brancos e limpos.
Aos poucos, vão esvaziar também o time de mulatas contratadas por Mello para dar um “ideia de brasilidade” a uma empresa que nasceu originalmente com o nome em inglês: High Resolution  Tecnology (HRT) Petroleum.

Alpargatas prevê receita maior com nova fábrica
Valor 13.05.2013 - Com o início da operação de uma nova fábrica de Havaianas em Montes Claros (MG), na próxima semana, a Alpargatas vai melhorar sua performance em receita no segundo semestre, disse Márcio Utsch, presidente da empresa, ao Valor.
A companhia tem outras duas fábricas de sandálias, ambas no Nordeste. A unidade de Montes Claros, que demandou desembolso total de R$ 250 milhões, foi construída para sanar o problema de restrição de capacidade que vem prejudicando as vendas Alpargatas desde o ano passado.
A fabricante encerrou o primeiro trimestre com um dos mais baixos volumes de estoques de sandálias dos últimos cinco trimestres, no Brasil. "Só não vendemos mais porque não conseguimos atender todos os pedidos", afirmou Utsch.
A fábrica nova começa a funcionar no dia 20, em caráter experimental, e deve atingir sua plena capacidade num prazo de três meses, de acordo com o executivo. A unidade tem potencial para produzir 350 milhões de pares ao ano.
No primeiro trimestre, a empresa apurou lucro líquido de R$ 92,3 milhões, alta de mais de 18%. Na mesma comparação, a receita líquida cresceu 17,9%, para quase R$ 765 milhões em relação a um ano antes.
Antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda), o lucro somou R$ 122,8 milhões, montante 15,3% superior ao de um ano antes.
A margem bruta e o Ebitda se mantiveram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2012, desempenho que Utsch considerou "excelente", uma vez que o ambiente de negócios está "mais difícil".
De acordo com o executivo, três fatores pesaram contra a empresa: inflação alta de serviços, preço da borracha mais elevado do que no mesmo trimestre do ano passado e pressão do câmbio no preço dos itens importados.
No entanto, disse Utsch, a Alpargatas conseguiu compensar as adversidades com bons resultados dos seus projetos de gestão de custos e despesas fixas.
Para Utsch, as pressões inflacionárias no país estão pesando no bolso do consumidor, mas não estão se refletindo nas vendas dos produtos da Alpargatas. "Não estamos com problema de demanda e não acreditamos que vamos ter", afirmou.
O desempenho da companhia no mercado internacional, no entanto, foi melhor do que no Brasil no primeiro trimestre. A receita líquida doméstica da Alpargatas cresceu 13%, para R$ 522,6 milhões. A receita com exportações e vendas das subsidiárias da Europa e Estados Unidos, por sua vez, aumentou 72,6%, para R$ 132,7 milhões.
"Diferente de muitas empresas de consumo, a Alpargatas tem obtido um crescimento excepcional na Europa", disse Utsch.
Na Argentina, a Alpargatas teve receita líquida de R$ 109,6 milhões, a mesma de um ano antes.

Gafisa tem prejuízo líquido de R$ 55 mi no 1º trimestre
Exame 12.05.2013 - Prejuíso da empresa aumentou em 76% em relação ao mesmo período do ano passado. Receita líquida registrou queda de 20% ante 2012.
Obra da Gafisa em São Paulo: empresa registra prejuízo líquido 76% maior que em 2012. Receita líquida caiu 20%.
A Gafisa S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 55,473 milhões no primeiro trimestre de 2013, aumento de 76% na comparação com igual período de 2012, quando havia reportado prejuízo líquido de R$ 31,515 milhões. A receita líquida da empresa somou R$ 668,591 milhões, queda de 20% ante o resultado de R$ 831,684 milhões na mesma comparação.
O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 64%, ao passar para R$ 18,767 milhões no período entre janeiro e março deste ano, ante R$ 52,248 milhões em igual período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 67,886 milhões, ante R$ 100,335 milhões, na mesma comparação, o que representa uma queda de 32%.

Distratos derrubam resultado da Gafisa
Valor 13.05.2013 - Os cancelamentos de vendas - os chamados distratos - registrados pela Gafisa no primeiro trimestre, no total de R$ 481 milhões, foram a principal razão para a piora dos resultados da companhia no período. No trimestre, o prejuízo líquido da Gafisa aumentou 76% ante o do mesmo período do ano passado, para R$ 55,5 milhões. A receita líquida caiu 20%, para R$ 668,59 milhões, e as despesas foram menos diluídas.
"O efeito dos distratos foi muito relevante", afirma o presidente da Gafisa, Duilio Calciolari.
Os cancelamentos de vendas do período se referem, principalmente, a unidades de projetos entregues no segundo semestre do ano passado, conforme o presidente da companhia. Calciolari ressaltou que as unidades distratadas serão revendidas. No primeiro trimestre, as vendas contratadas líquidas da Gafisa caíram 47%, para R$ 218,3 milhões.
No segundo trimestre, os cancelamentos de vendas ainda terão patamar elevado, de acordo com Calciolari, mas inferior ao do primeiro trimestre. Para o segundo semestre, quando começa a diminuir o volume de entregas fora de São Paulo e do Rio de Janeiro, o executivo diz esperar menor volume de distratos.
No primeiro trimestre, a margem bruta da Gafisa aumentou para 23,7%, ante 21,2% no mesmo período do ano passado. "Isso reflete o maior peso de São Paulo e do Rio de Janeiro nas operações da companhia", disse Calciolari. Conforme o presidente da companhia, a tendência é que a margem bruta suba três pontos percentuais no segundo semestre em relação ao patamar de 23%.
A Gafisa consumiu caixa de R$ 89 milhões no primeiro trimestre. O indicador foi impactado pelas novas regras contábeis sobre o método de consolidação de controle de projetos compartilhados, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Andre Bergstein. Entre as alterações resultantes das novas regras, está a forma de registrar a dívida de joint ventures. Nas regras antigas, a Gafisa teria gerado caixa de R$ 20 milhões no trimestre.
A incorporadora mantém suas metas para o ano de lançamentos consolidados de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões e de margem Ebitda ajustada de 12% a 14%. No primeiro trimestre, a empresa lançou R$ 307 milhões, 34% abaixo do mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ficou em 10,2% no período.
"Ainda é cedo para desenhar um cenário positivo ou negativo, mas não vejo razão para dizer que há risco de não cumprimento das metas", afirma Calciolari.
A Gafisa prossegue também com a meta de manutenção, no acumulado de 2013, do mesmo nível de alavancagem registrado no ano passado. A diferença é que, na contabilidade anterior, a relação entre dívida líquida e Ebitda em 2012 foi de 95% e, com a mudança das regras, esse indicador caiu para 89%. Consequentemente, a companhia passou a mirar os 89% e não os 95%, de acordo com Bergstein.
No primeiro trimestre, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido ficou em 94%.
Nos planos da empresa, está também a entrega de 13,5 mil a 17,5 mil unidades em 2013 - de 3,5 mil a 5 mil da marca Gafisa, o mesmo patamar de Alphaville e de 6,5 mil a 7,5 mil da Tenda. A empresa entregou 1,3 mil unidades de janeiro a março - 86 da Gafisa, 419 de Alphaville e 795 da Tenda.
No primeiro trimestre, o prejuízo líquido da Gafisa foi mais que o dobro da média das projeções da BES Securities, da Bradesco Corretora e do JP Morgan. A média das estimativas apontava para prejuízo líquido de R$ 23,4 milhões.
A incorporadora iniciou seu processo de reestruturação em novembro de 2011. Naquele momento, divulgou concentração das operações da divisão Gafisa em São Paulo e no Rio de Janeiro, suspensão temporária dos lançamentos da Tenda e aumento da participação de Alphaville nas operações. Os lançamentos de Tenda foram retomados no primeiro trimestre.

PDG terá lançamentos próximos a 2012
Valor 13.05.2013 - A PDG Realty terá lançamentos, em 2013, parecidos com os do ano passado, conforme o presidente da companhia, Carlos Piani, embora não haja meta para o ano. "O que vamos lançar dependerá da viabilidade econômica dos projetos e de o mercado estar propício para lançamentos", disse Piani. Em 2012, o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado pela PDG encolheu 80,5%, para R$ 1,76 bilhão.
No primeiro trimestre, os lançamentos caíram 65%, para R$ 388 milhões, ante o R$ 1,1 bilhão do mesmo período de 2012, mas ficaram 52% acima do quarto trimestre. Piani ressaltou que, no ano passado, a cada trimestre, a PDG lançava menos que no período imediatamente anterior. "Esperamos que trimestre a trimestre haja crescimento em relação ao anterior", afirmou o presidente.
A incorporadora teve vendas contratadas líquidas de R$ 881 milhões no trimestre, 51% abaixo do mesmo intervalo de 2012. Piani pondera que a incorporadora foi uma das que mais venderam de janeiro a março. Neste ano, as vendas estarão concentradas nos estoques. Em algumas regiões, a PDG tem concedido descontos para acelerar a comercialização.
No primeiro trimestre, os distratos somaram R$ 169 milhões. De acordo com Piani, esses cancelamentos não preocupam a empresa. "A venda dessas unidades tem sido rápida, e o preço médio é superior ao do passado", afirmou o presidente da PDG.
A PDG mantém foco na execução e não espera novos ajustes de orçamentos nos próximos trimestres, segundo Piani. A empresa terminou obras de metade da estimativa de unidades a serem entregues no ano. "Mostramos que não há sobrecustos adicionais", disse Piani.
Conforme o diretor financeiro da PDG, Marco Racy Kheirallah, há expectativa de fluxo de caixa equilibrado no quarto trimestre e geração de caixa em 2014. No segundo e no terceiro trimestres, haverá consumo de caixa. Piani disse acreditar que, até o começo do terceiro trimestre, todas as dívidas que vencem no ano terão sido renegociadas. No fim do trimestre, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da PDG era de 124%.
No primeiro trimestre, a PDG teve prejuízo de R$ 73,8 milhões. Se fossem excluídos itens não recorrentes de R$ 79,4 milhões (sem efeito caixa), a companhia teria obtido lucro líquido ajustado de R$ 5,6 milhões. Segundo Piani, o lucro líquido da PDG Realty voltará "mais forte" em 2014. "Em 2013, o resultado poderá ser marginalmente positivo, ou marginalmente prejuízo", disse.

Vendas de cimento sobem 11,6% em abril, para 5,9 milhões de toneladas
Valor 13.05.2013 - As vendas de cimento no mercado interno brasileiro atingiram 5,9 milhões de toneladas em abril, uma alta de 11,6% na comparação com igual período do ano passado.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) e mostram ainda um avanço de 1,4% nas vendas nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o período de janeiro a abril de 2012, para 22,1 milhões de toneladas.
No acumulado dos 12 meses encerrados em abril, as vendas atingiram 68,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,3% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores.
As vendas por dia útil em abril ficaram em 247,6 mil toneladas, estáveis frente às 247,7 mil toneladas por dia útil em abril do ano passado, mas um aumento de 1,6% na comparação com as 243,6 mil toneladas de março de 2013.

Obras que evitariam pane em trens da CPTM atrasam
Folha 13.05.2013 - Modernização na rede esbarra em reformas que ainda não acabaram. Atrasos superam dois anos em algumas linhas; empresa diz que recursos são usados de maneira eficiente.
Atrasos, lentidões e outros problemas enfrentados com frequência nos últimos meses em trens da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) poderiam ter sido amenizados se obras essenciais não estivessem atrasadas há mais de dois anos, algumas sem previsão de retomada.
São 12 obras, com atraso médio de um ano e oito meses, destinadas a modernizar trilhos, vias aéreas e sistemas de energia, um dos problemas crônicos da rede hoje, cheia e sobrecarregada.
Elas ocorrem nas linhas 7-rubi (Luz-Francisco Morato), 8-diamante (Júlio Prestes-Itapevi), 9-esmeralda (Osasco-Grajaú), 10-turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) e 11-coral (Luz-Guaianazes-Estudantes), esta a mais movimentada da rede.
Só na semana passada, duas falhas no fornecimento de energia atrapalharam a circulação de trens em São Paulo, nas linhas 7 e 11.
Elas se devem ao fato de a oferta de energia não ser suficiente para a demanda e por desgaste das redes aéreas que levam energia aos trens.
Falha: Na quarta, a Folha estava na linha 11 no momento de uma falha, em uma subestação de energia em Calmon Viana, em Poá (Grande SP), que afetou a circulação de trens por 50 minutos.
Dependem dessa linha os passageiros que vivem em cidades e bairros da região leste e trabalham em São Paulo.
O trem em que estava Thais Vigiano, 25, levou uma hora e 11 minutos de Guaianazes à Luz, o dobro do normal -algo comum, diz. "Já passei mal por falta de ar."
São duas as obras de reformas em vias aéreas e trilhos na linha 11. Uma está atrasada há dois anos e três meses; a outra, há 39 dias.
Problemas de energia também afetam a linha 9, paralela à marginal Pinheiros.
Nela, uma obra em um sistema que repara à distância falhas em subestações de energia excedeu em 492 dias o prazo: deveria terminar em janeiro de 2012, mas a nova previsão é janeiro de 2014.
A CPTM diz que as ocorrências "notáveis" (mais graves), que exigem ônibus para levar passageiros no trecho em que a viagem de trem está interrompida, caíram de 49, em 2010, para 28, em 2012. Mas as falhas de energia graves passaram de cinco para dez.
Se estivessem concluídas, as obras diminuiriam o número de interrupções, colaborariam para minimizar o intervalo entre os trens.
Professor da Escola Politécnica da USP, Telmo Giolito Porto diz que melhorar o fornecimento de energia na rede é fundamental. Há mais trens em funcionamento hoje do que no passado, o que eleva o consumo de energia e desgasta a rede aérea.
Mas Porto pondera que a CPTM não pode ser culpada de tudo. "As falhas da ferrovia e do transporte urbano têm origens no tempo, devido à falta de investimentos nos últimos 20 anos do século 20, equipamentos com idades e origens diferentes etc."

Projeção para o IPCA em 2013 sobe de 5,71% para 5,8%, mostra Focus
Valor 13.05.2013 - Os analistas de mercado elevaram as estimativas para a inflação em 2013 e 2014 na última semana, mas mantiveram suas apostas para a taxa básica de juros, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu de 5,71% para 5,80%. As projeções são coletadas junto a cerca de cem analistas.
Na leitura em 12 meses, a mediana das estimativas caiu de 5,59% para 5,57%, mas para 2014, avançou de 5,76% para 5,8%.
As apostas para a elevação da Selic se mantiveram. Ao fim de 2013, a taxa básica de juros deve subir dos atuais 7,50% para 8,25% e ficar neste patamar até o fim de 2014.
O aumento da mediana das estimativas ocorre após a divulgação do indicador oficial de inflação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na semana passada. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta superior à estimada pelo mercado e também acima do registrado em março. Ao subir 0,55% no mês, porém, o indicador exibiu desaceleração da alta em 12 meses, de 6,59% para 6,49%, abaixo do teto da meta do governo.
Olhando para maio, o importante indexador de preços administrados e de aluguéis, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), subiu 0,03% na primeira prévia deste mês – ante 0,42% na mesma medição de abril – com colaboração da inflação de alimentos ao consumidor, que ficou em apenas 0,07%. A Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o índice na semana passada, destacou possibilidade de o preço dos alimentos encerrar maio em deflação no varejo.
Em contrapartida, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ressaltou que o efeito das desonerações dos produtos da cesta básica teve seu pico na primeira semana de maio e que, a partir de agora, deve deixar de contribuir com a redução da inflação. Seja como for, os analistas aumentaram suas expectativas para o IPCA de maio, de 0,31% para 0,33%, segundo o Focus.
Top 5: Os analistas Top 5 – grupo dos que mais acertam as previsões no Focus – também elevaram suas estimativas para a inflação em 2013, mas fizeram uma forte correção para baixo na projeção para o próximo ano. A mediana de médio prazo para o IPCA deste ano saiu de 5,76% para 5,81% e, para 2014, de 6,05% para 5,40%.
A expectativa do grupo para a Selic seguiu em 8,25% para o fim de 2013 e de 2014.






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