quinta-feira, 9 de maio de 2013

Azul.CA 09.05

Daily News


Itaú bate Bradesco e Santander e compra Credicard por quase R$ 3 bilhões

Folha 09.05.2013 - Maior banco privado brasileiro, o Itaú bateu o martelo e fechou a compra da Credicard, a mais antiga e conhecida emissora de cartões do país, por quase R$ 3 bilhões.
O pagamento será feito todo em dinheiro e não envolverá troca de ações, como chegou a ser aventado.
Uma das possibilidades é que seja feito em parcelas.
Os advogados de ambos os lados estão discutindo os detalhes do contrato e o anúncio deve ser feito no início da próxima semana.
Entre os interessados, o Itaú fez, de longe, a melhor proposta financeira pela Credicard, empresa em que tinha participação até 2006.
A oferta do Itaú acabou tirando da disputa os rivais Bradesco e Santander, que também apresentaram suas propostas.
Pelo caminho, ficaram também o Banco do Brasil e o BTG Pactual/PanAmericano, que se credenciaram para ter acesso a informações estratégicas da empresa, mas desistiram sem fazer oferta.
O Itaú já era o maior emissor de cartões de crédito e débito do país, com cerca de 30% do mercado, e não queria perder a posição para o Bradesco, que tem 20%.
O Santander era o banco que mais ganharia com a aquisição, porque tem só 7% desse mercado. O banco espanhol já havia sido a primeira instituição financeira a entrar diretamente no negócio de credenciamento de estabelecimentos para pagamento com cartão (conhecido como adquirência), onde atuam Cielo e Redecard.
Oportunidade: Com 10% do mercado e 4,8 milhões de cartões, a Credicard foi colocada à venda pelo Citibank no início do ano, que decidiu restringir sua atuação no Brasil aos clientes de alta renda.
Além dos cartões, a Credicard também tem cerca de cem lojas próprias, que fazem empréstimo pessoal e financiamento popular.
A empresa tem cerca de 1.200 funcionários.
O valor fechado deve surpreender o mercado de cartões, que acreditava que a Credicard não sairia por mais de R$ 2 bilhões (falava-se entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões) -equivalente a duas vezes o patrimônio líquido.
Sócio do Citi na Credicard até 2006, o Itaú tinha o direito de uso da marca até 2009 e conhece bem os clientes e as sinergias que podem ser alcançadas.
No ano passado, o Itaú fez uma oferta aos acionistas minoritários para fechar o capital da Redecard, empresa de credenciamento de estabelecimentos que nasceu junto com a Credicard nos anos 90. Entre os parceiros estavam Citibank e Unibanco.
Além da Credicard, o Itaú também negocia a compra das operações do Citibank no Uruguai, país em que atua desde 2006. O Citi deve manter apenas uma presença mínima no país vizinho para dar suporte ao comércio internacional e às empresas dos EUA.
As negociações seguem de forma independente nos dois países. Procurados, o Itaú e o Citibank preferiram não comentar o assunto.
Raio -X da Credicard: Participação de mercado: 10%, Cartões de crédito emitidos no Brasil: 4,8 milhões, Principais concorrentes: Todos os grandes bancos, Fundação: 1970, História: Nasceu quando o The First National Bank, subsidiária brasileira do Citi, criou o cartão Citicard. Em 1978, passa a se chamar Credicard.

Cruzeiro do Sul compra Unifran por R$ 120 mi

Estadão 09.05.2013 - Com a aquisição da universidade de Franca, grupo paulistano passa a figurar entre os cinco maiores do País com cerca de 75 mil estudantes.
A mega fusão que, há duas semanas, uniu as operações de Kroton e Anhanguera, criando o maior grupo educacional do mundo, não inibiu novos negócios no setor. A rede Cruzeiro do Sul Educacional fechou nesta semana a compra da Unifran, universidade com sede na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Segundo fontes do mercado, a transação girou em torno de R$ 120 milhões.
Além da Unifran, a Cruzeiro do Sul comprou também o Colégio Alto Padrão, que pertencia aos mesmos sócios, e adicionou à sua rede 20 mil novos alunos no total. Com a aquisição, o grupo, que tem sede na capital paulista, passou a ser o quinto maior do grupo de ensino superior do País, com 75 mil estudantes. "Essa aquisição é um sinal de que outros negócios desse porte vão continuar acontecendo no setor, apesar da fusão entre Kroton e Anhanguera", diz o consultor de negócios em educação Carlos Monteiro.
Entre os negócios que já estariam em curso, segundo fontes do setor, está a aquisição da Uninter, de Curitiba, pela Anhembi Morumbi, controlada pela rede americana de ensino superior Laureate. "Com uma nova gigante disputando o mercado de educação, as instituições médias terão de reagir mais cedo ou mais tarde", diz um executivo do setor.
A compra da Unifran é mais uma etapa do processo de consolidação liderado pelo grupo Cruzeiro do Sul, que ganhou força no início do ano passado, quando a gestora inglesa de fundos de private equity Actis comprou 37% do capital da empresa por R$ 180 milhões. Logo depois de receber o aporte, a Cruzeiro do Sul anunciou a compra da também paulistana Unicid. "Desde o ingresso da Actis, o grupo já dobrou de tamanho", diz o diretor Fábio Figueiredo, sem informar o faturamento da rede.
Consolidação. Ele garante que as aquisições não vão parar por aí. "Não deixamos de prospectar novos negócios. No próximo um ano e meio, devemos anunciar mais compras." Para Figueiredo, a fusão entre Kroton e Anhanguera deve facilitar novos negócios no setor, já que as duas companhias terão de ficar "fora do jogo" pelos próximos dois anos para integrar suas operações. "Isso é bom, porque ainda existem ótimas opções no mercado", afirma.
Entre especialistas e executivos do setor, a Unifran era considerada uma das joias da coroa no mercado paulista. Com mensalidades médias no valor de R$ 600, a instituição oferece cerca de 50 cursos de graduação e pós graduação - nas modalidades presencial e a distância - entre eles de Medicina e Engenharia.
A instituição foi fundada em Franca em 1970 pelos professores Abib Cury e Clovis Ludovice. Abib vendeu sua participação de 50% para a Cruzeiro do Sul e recebeu a totalidade do pagamento em dinheiro. Já Ludovice optou por receber uma parte em ações do grupo Cruzeiro do Sul. Os sócios das duas empresas vinham tentando uma negociação nos últimos três anos, mas as conversas só engrenaram há oito meses.
Além da nova unidade em Franca, o grupo Cruzeiro do Sul também administra o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) e o Centro Universitário Módulo, em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. Na capital paulista, a rede mantém a Unicid, a Universidade e o Colégio Cruzeiro do Sul.

Denúncia cancela votação de MP dos Portos

Valor 09.05.2013 - Cunha depois de reunião da bancada: "A maioria prefere votar esses destaques". A acusação do líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), de que a emenda apresentada pelo PMDB na sessão que aprecia a Medida Provisória (MP) dos Portos transformaria o texto final em "MP dos Porcos" inflamou o plenário e levou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a encerrar a sessão sem que fosse apreciada.
Com isso, as chances de aprovação da MP no Congresso são praticamente nulas. O motivo é que ela perde validade na próxima quinta-feira, 16. Para passar no Legislativo, precisaria ser aprovada na Câmara terça-feira e no Senado no dia seguinte o que, sem acordo, é impossível. Ainda mais com tanta polêmica.
Ontem, da tribuna, Garotinho insinuou que, por trás da emenda elaborada pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), havia negócios escusos com grupos econômicos. Na sequência, ele renunciou temporariamente à liderança e passou o cargo a Milton Monti (PR-SP). "Essa MP não cheira mal como alguém disse aqui. Ela fede. É podre. Ela não deveria ter outro nome: MP dos Porcos. É a emenda tio Patinhas", disse.
Cunha é ligado ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), adversário de Garotinho. Apesar disso, a declaração inflamou o plenário. "Não conheço na história dessa Casa um dia em que um líder foi à tribuna e renunciou à liderança dizendo que tem safadeza. O projeto está sob suspeição", disse o deputado Silvio Costa (PTB-PE). "Se isso não for esclarecido, vamos mudar nosso posicionamento e derrubar a sessão. É desmoralizante receber isso na cara e não saber o que ele quer dizer e de quem está falando", completou o líder do PP, Arthur Lira (AL). Outros partidos, da base e da oposição, seguiram o mesmo tom, até que Alves decidiu cancelar a sessão. Para ele, foi uma das mais constrangedoras desde 1971, quando foi eleito para seu primeiro mandato.
Por motivos distintos, PT e PMDB até tentaram salvar a sessão. Os pemedebistas, assim como a maioria dos deputados, davam como certa a aprovação da emenda, que contrariava interesses do governo. Petistas, certos da derrota, queriam identificar na base aliada quem estava a favor e contra o governo.
Mas, após a fala de Garotinho, o debate passou a ser se havia ou não negócios escusos por trás do texto de Cunha. Ele se defendeu: "Alguns tem comportamento transparente, outros têm histórico que parece mais com praça, bate a carteira e pega ladrão. Quem é contra a emenda quer defender que nos portos privados não tenha licitação, tem prazo de autorização pela vida toda. Acusem e mostrem."
Sobrou até para o PSB, que se aliou a Cunha e incluiu na emenda alguns pontos defendidos pelo partido. ""Qual negócio tu acha que tem aqui? Diga. Fale. Isso aqui não é uma tropa de guri", declarou o líder do partido, Beto Albuquerque (RS). Garotinho respondeu: "Vestiu a carapuça quem quis".
Muitos deputados pediram a instauração de um procedimento interno para que a denúncia de Garotinho fosse apurada, o que Alves não confirmou. Após a sessão, disse que iria pegar as notas taquigráficas para avaliar. Para o governo, o resultado não foi dos piores. Ele já planejava, com a derrota na aprovação da emenda do PMDB, derrubar a sessão.

Taxa de retorno das concessões de rodovias sobe para 7,2%, diz Mantega

Estadão 08.05.2013 - Segundo o ministro, a taxa real de retorno ao investidor poderá ficar entre 16% e 20%, dependendo da rodovia.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou oficialmente o aumento de 5,5% para 7,2% da taxa real de retorno dos projetos de concessões de rodovias. A mudança já havia sido antecipada hoje, mais cedo, pelo presidente executivo do Sindicato Nacional da Construção Pesada (Sinicon), Rodolpho Tourinho Neto, em nota publicada pelo Broadcast.
Segundo Mantega, a taxa real de retorno para o investidor, dependendo da rodovia, ficará entre 16% e 20%. Ele explicou que a taxa de retorno de 7,2% para o projeto é como se fosse o rendimento do capital da empresa que vai fazer o investimento. "Já o rendimento para o investidor considera o financiamento", disse ele, ao explicar a taxa de retorno para o investidor, que ficará entre 16% e 20%.
O ministro ponderou que a concorrência nos leilões deverá reduzir um pouco a taxa de retorno dos projetos de concessões de rodovias. "Como os nossos cálculos são parâmetros para os leilões e no decorrer haverá concorrência, as taxas poderão abaixar um pouco. Não serão necessariamente essas taxas", disse.
Mantega enfatizou que o governo está tornando bem atraentes as concessões de rodovias para que haja concorrência. "Quanto mais atraente o empreendimento, a perspectiva de lucro, maior será a atração de investimentos", afirmou. O ministro informou que se reuniu hoje com os empresários do setor (concessionários) e representantes do Sinicon, que foram unânimes em afirmar, com entusiasmo, que a taxa fixada era atrativa e que participariam dos leilões, previstos para setembro.
As condições de financiamento dos projetos são de até 25 anos com taxa de juros de até 1,5% e prazo de carência de cinco anos. Essas condições de financiamento poderão ser oferecidas pelo BNDES, os demais bancos públicos e também os privados. Mantega lembrou que o Banco Central liberou R$ 15 bilhões dos depósitos compulsórios para esses financiamentos.
Ferrovias e trem bala. Mantega disse que o governo irá analisar as condições das concessões de ferrovias e para o trem bala em outra ocasião. Hoje, ele anunciou mudanças na taxa de retorno para projeto de concessão de rodovias. Segundo ele, a taxa de 7,2% anunciada hoje foi considerada atrativa por todos os concessionários. "Todos os lotes são atrativos. As concessionárias já têm parte das rodovias e algumas têm interesse ter outra parte", afirmou.
O ministro confirmou também que a chamada taxa alavancada caiu de 80% para 70%. Esse é o porcentual que o investidor pode alavancar de financiamento nas instituições financeiras. "Baixamos para 70% porque é mais realista", disse. O ministro afirmou que os leilões dos nove lotes de concessões de rodovias ocorrerão em setembro.

EBX abaterá dívida com Bradesco e Itaú para liberar ações

Valor 09.05.2013 - Enquanto negocia a venda de ativos e a rolagem de dívidas com bancos, o grupo EBX, do empresário Eike Batista, tenta antecipar o pagamento aos bancos Bradesco BBI e Itaú BBA de um empréstimo em especial, cujo saldo atual é de US$ 900 milhões, para livrar as ações de empresas abertas da holding que foram dadas em garantia da operação. Com a queda no valor de mercado das companhias na bolsa, a EBX precisou comprometer uma parcela cada vez maior de ações para fazer frente às garantias.
O crédito foi obtido em março de 2011 para financiar a aquisição da Ventana, companhia canadense com projetos na Colômbia, pela AUX, mineradora de ouro, prata e cobre do grupo. Parte do crédito foi concedida em uma linha conhecida como "margin loan", na qual os credores podem exigir mais garantias automaticamente caso os ativos cedidos pelo devedor se desvalorizem.
Foi exatamente o que aconteceu no financiamento à mineradora, cujo aval foi dado, principalmente, em ações do chamado "grupo X". Pelas condições do contrato, as garantias devem cobrir até 150% do crédito, algo em torno de US$ 1,35 bilhão. Com a forte queda dos papéis das empresas X e a alta do dólar no período, o aval do empréstimo passou a representar 17% do valor de mercado do grupo. Considerando apenas a fatia da EBX nas empresas, o percentual sobe para aproximadamente 30%.
A dívida para a aquisição da mineradora foi tomada originalmente em negociações individuais com quatro bancos. Segundo fontes a par da operação, a empresa pré-pagou no ano passado a dívida com o Credit Suisse e Deutsche Bank, de menor valor.
A EBX deve agora liquidar outros US$ 500 milhões nas linhas contratadas com Bradesco BBI e Itaú BBA, que concentram a maior parte do financiamento, conforme apurou o Valor. Com isso, restariam US$ 400 milhões a pagar. A dívida da AUX ficou de fora do pacote de renegociação dos demais empréstimos com os bancos justamente em razão do sistema de garantias.
Como a mineradora é uma empresa fechada, não existem dados atualizados sobre o contrato, que possui vencimento final em 2016. Na época do empréstimo, o aval representava menos de 5% do valor das empresas de Eike na bolsa. A alternativa da chamada automática de garantias foi adotada para proteger os bancos principalmente de uma eventual desvalorização cambial. "As ações eram o melhor colateral [garantia] que o grupo tinha na época", diz uma fonte.
Os bancos envolvidos no empréstimo à AUX não se pronunciaram sobre o assunto. Em nota, a EBX informou que todas as companhias do grupo contam com funding "substancialmente equacionado para os próximos anos e perfil de endividamento, majoritariamente, de longo prazo".
De acordo com uma fonte próxima à companhia, os recursos tomados para a aquisição da Ventana contariam com garantias corporativas tradicionais e, mesmo com a forte queda das ações, os bancos estariam "confortáveis" com a empresa.
Em geral, o empresário tem negociado com os bancos a rolagem das dívidas do grupo. As companhias da EBX devem mais de R$ 5 bilhões ao Itaú e um valor semelhante ao Bradesco. Banco do Brasil e Caixa são credores de outros R$ 2 bilhões cada, enquanto o BTG Pactual tem R$ 1,6 bilhão a receber. Na sexta-feira, a LLX, empresa de logística do grupo, anunciou que rolou uma dívida de R$ 468 milhões com o Bradesco.
O uso de dívida, ou "alavancagem", no jargão de mercado, para financiar aquisições como fez a EBX envolve riscos, mas aumenta o potencial de retorno do negócio. O instrumento é usado principalmente por fundos de private equity, que investem na compra de participações em empresas para revendê-las com lucro no futuro.
O empresário brasileiro já detinha uma participação de 20% na Ventana, que possui direitos sobre minas de ouro, prata e cobre na região de California-Vetas e La Bodega, na Colômbia, e há dois anos fez uma oferta para comprar as ações remanescentes da empresa.
A intenção era abrir o capital da AUX na bolsa colombiana no ano seguinte. Eike chegou a declarar que as minas valeriam pelo menos US$ 4,5 bilhões, três vezes mais do que o valor pago. Mas com a piora da percepção de risco do grupo e a necessidade de recursos para outros projetos, a empresa desistiu da oferta de ações e passou a negociar a venda direta a um investidor estratégico. A expectativa é que o negócio seja fechado neste ano.

Governo vai desligar quatro usinas térmicas neste fim de semana

Folha 09.05.2013 - O governo anunciou nesta quarta-feira (8) que irá desligar quatro usinas termelétricas movidas a óleo diesel, no fim da noite deste sábado, dia 11. "Nós analisamos as condições de segurança do sistema elétrico e concluímos que essa segurança existe", disse o ministro Edson Lobão.
As geradoras de energia que serão retiradas do sistema são também as mais caras atualmente em uso, justamente porque são movidas a diesel.
Consumo de energia dispara no Nordeste e no Sul em abril
Desde meados de outubro do ano passado essas e outras mil usinas termelétricas --que usam gás, óleo combustível e carvão, por exemplo-- foram acionadas para suprir a demanda de energia, uma vez que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava muito baixo.
Da primeira lista de usinas a desligar estão: Pau Ferro, que fica em Pernambuco, com capacidade de 94 MW; a Termomanaus, também em Pernambuco, com 143 MW; a Xavante, em Goiás, com 54 MW e Potiguá I, no Rio Grande do Norte, com 43 MW.
Outras usinas que usam diesel para gerar energia ainda estão ligadas, mas, o governo não informou quantas são, nem quando serão desativadas. "Ainda temos algumas, não são muitas, a diesel, que até poderiam ser desligadas, decidimos reavaliar no próximo mês. Queremos manter o nível dos reservatórios", afirmou o ministro.
Durante o anúncio, Edson Lobão destacou que terminou em abril o período chuvoso e que esse momento estava sendo aguardado para verificar qual seria o nível máximo de armazenamento dos reservatórios.
"Nós esperávamos abastecimento de 50% a 55% no Sudeste/Centro-Oeste, mas a acumulação de água ultrapassou essa meta inicial, fechou em 63%", disse.
Custos: Segundo o ministro Edson Lobão, com a saída dessas quatro usinas, será possível economizar R$ 260 milhões por mês com geração de energia. Parte desse custo --de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões - será pago pelos consumidores, no momento do reajuste das faturas, no próximo ano.
"Todo o uso das térmicas representará uma elevação [nas contas de luz] de R$ 2 bilhões até o fim do ano. Esse valor, como já foi dito, será repassado ao longo de cinco anos. Com efeito máximo de aumento na tarifa de 3%", disse o ministro.
Segundo ele, as mais de mil térmicas que hoje operam no sistema geram cerca de 14 mil MW para o sistema elétrico. Com a saída das quatro usinas a diesel, cerca de 330 MW apenas estão sendo retirados.
O Ministério de Minas e Energia informou que, juntas, todas as térmicas ligadas representam um encargo de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões por mês na conta do consumidor.
O ministério, entretanto, não informou qual é o gasto total para manter a geração desta energia.
Desligadas: Além destas quatro usinas que seguem em funcionamento apenas até o fim de semana, o Ministério de Minas e Energia informou que desde o último mês a usina de Uruguaiana, que era abastecida pelo gasoduto argentino, também foi desmobilizada após o fim do contrato de compra de gás.
"Ela poderia ter continuado ligada, mas nós decidimos que não", disse o ministro.
No último fim de semana também foi paralisada a operação da usina Angra 2, que agora passará por manutenção. "Daqui em diante vamos verificar a necessidade de manter as demais térmicas funcionando ou se já podemos desligar algumas", comentou o ministro.
Uma nova decisão sobre uso das termelétricas pode ser tomada na próxima reunião do CMSE (Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico).
"É uma possibilidade, não uma sentença. Mas eu quero dizer que o sistema está em segurança e não há nenhum risco [de desabastecimento]. Não haverá racionamento", completou Lobão.

Governo eleva para 7,2% taxa de retorno nas rodovias e BNDES pode virar sócio

Valor 09.05.2013 - Guido Mantega: "Estamos tornando muito atraentes as concessões para que haja também muita concorrência".
Em mais uma tentativa de garantir o sucesso do programa de concessões, o governo anunciou ontem um aumento de 31% na rentabilidade dos projetos rodoviários, além de permitir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre como sócio das empresas vencedoras dos leilões, participação que não estava prevista nas primeiras versões do programa.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos projetos de concessões de rodovias será elevada de 5,5% para 7,2%. Com isso, o retorno do capital dos acionistas, que deveria variar entre 12% e 15% subirá para algo entre 16% e 20%. "Estamos tornando muito atraentes as concessões para que não só haja muitos investimentos, mas também concorrência. Quanto maior a perspectiva de lucro, maior será a atração de investidores" disse Mantega.
O aumento na remuneração dos investidores significa que o governo elevará o valor máximo do pedágio que será cobrado dos motoristas. Mantega, no entanto, acredita que a disputa nos leilões poderá levar a preços de pedágio mais baixos e uma taxa de retorno menor do que a prevista no edital.
A melhora na taxa de retorno dos projetos foi considerada "minimamente aceitável" pelo setor privado. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Rodolpho Tourinho Neto, disse que o setor privado defendia uma taxa interna de retorno de 8%.
A participação do BNDES como sócio dos vencedores dos leilões de concessão ainda não está definida. Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, o mais provável é que a BNDESPar, braço de investimentos do banco público, tenha participação no capital das sociedades de propósito específico (SPEs), formadas pelos consórcios para disputar concessões de rodovias, ferrovias e portos.
"Podemos, sim, analisar o fortalecimento da estrutura de capital das operadoras de logística. Essa é uma agenda que interessa ao Brasil", explicou Coutinho após reunião com senadores.
De acordo com o presidente do BNDES, a necessidade de investimentos do programa de concessões é muito elevada e "há poucas empresas de grande porte" que podem tocar esses projetos. Coutinho explica que nesses casos, o BNDES pode entrar como sócio para viabilizar parcerias, consórcios e atração de parceiros estrangeiros.
As novas condições de remuneração anunciadas ontem vão reduzir de 80% para 70% o percentual máximo dos financiamentos subsidiados pelo governo, conhecido como taxa de alavancagem. Mantega disse que o governo manterá o prazo de financiamento em 25 anos, com cinco de carência e a taxa de juros limitada à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e juros de até 1,5% ao ano.
As condições dos editais de concessão de ferrovias e do trem-bala foram adiadas. De acordo com o ministro Mantega, elas serão definidas "em outras ocasiões". O novo cronograma para os leilões, antes previstos para janeiro e agora adiados para setembro, foram reconfirmados pelo governo.
Essa é a terceira versão do governo para o pacote de 7,5 mil quilômetros de rodovias. Quando foi lançado, em agosto de 2012, as rodovias seriam concedidas por 25 anos, os financiamentos não passariam de 20 anos e a taxa de retorno nos primeiros editais foi de 5,5%. A reação dos investidores foi negativa e os primeiros leilões, adiados por risco de falta de interessados.
Desde então, o governo vem cedendo às demandas do setor privado. As primeiras alterações anunciadas em fevereiro melhoraram as condições para financiamento, o que elevou a taxa de retorno sobre o capital próprio, mas não a taxa interna de retorno projetos. O governo ampliou o prazo de concessão de 25 para 30 anos, os financiamentos de 20 para 25 anos e a taxa de alavancagem saiu de 65% para até 80%.
Nesta última versão, as condições gerais foram mantidas, mas o preço do pedágio máximo elevado para garantir mais disputa.

Produção da indústria cresce em 8 de 14 locais em março, diz IBGE

Valor 09.05.2013 - A produção industrial regional cresceu em oito de 14 locais pesquisados na passagem de fevereiro para março, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os destaques de expansão estão Paraná (5,4%), Minas Gerais (4,4%), Pernambuco (2,6%), Rio de Janeiro (2,5%) e Amazonas (2,5%), que em fevereiro haviam apresentado retração de -1,3%, -11,0%, -3,2%, -1,5% e -1,1%, respectivamente.
Na outra ponta, as retrações mais intensas em março ante fevereiro foram observadas no Pará (-3,8%), Goiás (-2,8%), Rio Grande do Sul (-1,3%) e Ceará (-1%).
No indicador acumulado para o primeiro trimestre do ano, a redução na produção nacional alcançou nove dos 14 locais pesquisados, com Espírito Santo (-11,5%) apontando a perda mais acentuada.

Brasil lidera vendas globais da Telefónica

Valor 09.05.2013 - Eva Castillo, presidente da Telefónica Europa: pressão dos rivais e da regulação.
O Brasil é hoje o maior mercado da espanhola Telefónica em receita. No primeiro trimestre deste ano, as vendas no país atingiram € 3,263 bilhões, superando ligeiramente a receita na Espanha, que somou € 3,260 bilhões. Essa foi a primeira vez que a subsidiária brasileira superou a receita da matriz espanhola, apesar de a operação local ter apresentado queda de 9,5% da receita em euros (em reais, as vendas da Telefônica subiram 3%). Na Espanha, a receita da operadora recuou 16,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.
O movimento reforça o peso da América Latina nos negócios da companhia espanhola, uma das líderes europeias em telecomunicações. As operações que a multinacional mantém em dez países do continente latino-americano responderam por 51,1% da receita global, que foi de € 14,14 bilhões no primeiro trimestre. O montante representa uma queda de 8,8% comparado a janeiro a março de 2012. O lucro líquido global cresceu 20,6% no período, para € 920 milhões, impulsionado pelo programa de corte de custos da empresa.
"A América Latina continua a sua progressão como o motor fundamental para o crescimento da receita e quase compensa a queda nas vendas nos mercados europeus", afirmou o principal executivo de finanças da companhia, Ángel Vilá.
Para Vilá, o desempenho da operadora Telefônica/Vivo no Brasil será fortalecido com o lançamento do plano "MultiVivo", que oferece uma única conta mensal para uso em vários aparelhos - smartphones, tablets e notebooks. "Esse plano certamente vai aumentar a nossa receita média por usuário [Arpu]", disse ele. No primeiro trimestre, o Arpu da tele cresceu 3,4%.
A Telefônica/Vivo é a única a oferecer esse tipo de plano na América Latina, segundo o diretor-geral Paulo César Pereira Teixeira. Para o executivo, existem apenas outras quatro grandes operadoras no mundo com esse tipo de plano: AT&T e Verizon, nos Estados Unidos, SK Telecom, na Coreia do Sul, e TeliaSonera, Suíça.
No Brasil, a Telefónica continua no topo dos serviços móveis, com participação de 30%. "O país é o melhor ativo da Telefónica no mundo e mantém um crescimento consistente", disse ao Valor o analista Jonathan Dann, do banco Barclays.
No comentário de resultados, o presidente do grupo Telefónica, César Alierta, destacou o papel do Brasil no resultado global, o que ressalta "o avanço na diversificação do nosso negócio", afirmou.
Os analistas ficaram apreensivos, no entanto, com a situação da Telefónica na Europa. Durante a teleconferência realizada ontem, a principal executiva da Telefónica Europa, Eva Castillo, procurou garantir que a empresa tem feito a lição de casa ao buscar saídas para o fraco desempenho.
"Na Europa, ainda sentimos os efeitos da situação macroeconômica, o intenso nível de competição e os impactos negativos da regulação local, com o corte nas tarifas de roaming", afirmou Eva. A empresa tem procurado estancar a queda nas vendas com corte de gastos e lançamento de ofertas combinadas sob a marca "Movistar Fusión". A mais recente delas é um pacote que reúne telefonia fixa, móvel e banda larga por € 34,99 ao mês, lançado em abril.
Além da situação na Europa, a empresa informou que a receita foi impactada pela flutuação da taxa de câmbio e pela desvalorização da moeda na Venezuela.
A ação da Telefónica fechou ontem a € 11,18 no pregão da bolsa de Madri, com queda de 0,93%.

Dona da TIM tem ganho menor no trimestre

Valor 09.05.2013 - Diante do difícil ambiente econômico europeu, a Telecom Italia lucrou menos no mercado italiano - o mais relevante para a companhia - durante o primeiro trimestre. Com a piora também no Brasil, onde atua com a marca TIM, os ganhos líquidos somaram € 364 milhões de janeiro a março, um resultado 40% inferior a igual período de 2012 e abaixo das expectativas de € 515,5 milhões do consenso de mercado.
A receita líquida do grupo recuou 8% sobre um ano antes, para € 6,8 bilhões, em linha com o estimado por analistas. O faturamento na Itália caiu 10,1%, para € 4,02 bilhões. No Brasil, a receita diminuiu 7,4% e totalizou €1,79 bilhão, com um efeito negativo de €264 milhões decorrente da conversão do real para o euro.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do grupo diminuiu 10,1% no trimestre, para € 2,67 bilhões. A margem Ebitda caiu 0,9 ponto percentual, para 39,3%, "devido ao maior peso das receitas da América Latina, onde as margens são menores que no mercado doméstico, e às maiores vendas de aparelhos móveis, para uma melhor penetração de serviços de dados", disse a companhia.
Os investimentos de €578 milhões na Itália durante o trimestre ficaram 1,3% abaixo de igual período de 2012. No Brasil, o recuo foi de 24%, para €178 milhões, por conta de uma "desaceleração temporária nas despesas com redes, devido a atrasos na elaboração de acordos com os principais provedores", informou o balanço.
A Telecom Italia vai examinar até o dia 23 uma possível cisão da rede de linha fixa na Itália. A decisão é relevante para facilitar a fusão com a unidade italiana do conglomerado Hutchison Whampoa, de Hong Kong. A chinesa exige como pré-condição ao negócio uma fatia majoritária entre os acionistas da maior companhia de telecomunicações da Itália, mas os ativos, considerados estratégicos ao país, não podem ficar nas mãos de uma companhia estrangeira.

BT conecta BM&FBovespa na nuvem

Valor 09.05.2013 - Marc Carletti, vice-presidente global da BT: ampliação da oferta de serviços.
A BT (ex-British Telecom) decidiu trazer ao Brasil seus serviços para o mercado financeiro. O primeiro passo, anunciado ontem, foi o fechamento de um acordo com a BM&FBovespa para conectar a bolsa a investidores de todo o mundo. Com essa estrutura de redes, a BT passa a oferecer acesso em tempo real a dados da bolsa para mesas de operação, serviços de conexão para compra e venda de ativos e serviço de telefonia dedicada a operadores de mercado.
A BT já fornecia conexão entre investidores e 14 bolsas: México, Nova York, Chicago, Toronto, Paris, Londres, Estocolmo, Frankfurt, Zurique, Milão, Coreia, Tóquio, Hong Kong e Cingapura. "Nos últimos dois anos, os clientes demonstraram um interesse maior em operar nos mercados emergentes, principalmente na América Latina", disse Marc Carletti, vice-presidente global de mercados bancário e financeiro da BT. Como parte do plano de expansão, a companhia negocia acordos semelhantes com as bolsas da Argentina e do Chile.
Os serviços financeiros serão oferecidos no modelo de nuvem computacional - o investidor, em vez de adquirir equipamentos e infraestrutura para se conectar à bolsa, acessa os dados da BM&FBovespa pela internet, usando a estrutura da BT. No mundo, a companhia tem aproximadamente 15 mil clientes financeiros. A lista engloba grupos como Credit Suisse, Visa, Prudential e BNP Paribas. Desses 15 mil clientes, 500 estão conectados à bolsa do México, que até agora era a única bolsa atendida na América Latina.
Carletti não divulga a estimativa de clientes empresariais que pretende atingir no primeiro ano de operações no Brasil, mas afirmou que todos os clientes atuais são potenciais candidatos a atuar na BM&FBovespa. "A meta é também atrair novos clientes", disse. O executivo observou que a conexão com a bolsa está disponível, mas os investidores precisam contratar pacotes de acesso aos dados da BM&FBovespa - como cotações, dados de compra e venda de títulos e gráficos.
Para garantir o tráfego de dados com baixa latência (tempo entre o envio e a execução de uma ordem de compra ou venda), a BT fechou um acordo com a americana Equinix. Os clientes que desejarem se conectar à BM&FBovespa de qualquer país podem instalar um servidor no centro de dados da Equinix, que fica a menos de 200 metros do centro de dados da bolsa. A velocidade de conexão varia de 1 a 10 gigabits por segundo (Gbps).
Sérgio Paulo Gallindo, diretor-geral da BT no Brasil, estima que a oferta da conexão impulsionará a venda de outros serviços lançados ontem no país. A lista engloba serviços de telefonia dedicada a mesas de operação, comunicação unificada (que integra telefonia, tráfego de dados e voz por internet e serviços de mensagens) e videoconferência.
Neste ano, a BT também vai competir na oferta de infraestrutura para call center terceirizado. A companhia prevê contratar 125 pessoas no Brasil para oferecer serviços de atendimento a clientes de empresas. Gallindo disse que a BT cresce em média 20% ao ano no país, mas não divulga a receita alcançada. Em 2012, a BT registrou receita global de US$ 29 bilhões. A companhia mantem operações em 50 países e clientes em 197 países. No Brasil, o grupo está presente desde 2002.

Do filho à frota, negócio de localização ganha força

Valor 09.05.2013 - Rodrigo Hanashiro (à esquerda) e André Tannús, sócios da ePungo: serviço de mapeamento foi eleito pelo Google como um dos mais inovadores do mundo.
Mapas costumam evocar o passado - basta lembrar das histórias de pirata, nas quais pedaços de papel com representações grosseiras costumam ocupar um papel central no desenrolar da trama. Mas junte mapas detalhados, serviços de satélite e dispositivos móveis para ver nascer um negócio promissor e característico do século XXI: a geolocalização. É por meio desses sistemas, cada vez mais sofisticados, que companhias e consumidores conseguem controlar, hoje, o que lhes é mais caro: de uma frota de caminhões na estrada ao filho que faz o trajeto da escola para casa.
A consultoria Gartner estima que o mercado de softwares de localização, que em 2012 movimentou US$ 2,9 bilhões no mundo, chegará a US$ 13,4 bilhões em 2015. Não existem dados específicos sobre o Brasil, mas os aportes feitos recentemente por grupos de investimento em companhias da área indicam um cenário igualmente no país.
Tome-se o caso da ZoeMob, que desenvolveu um serviço para que os pais monitorem a localização de seus filhos por meio de smartphones e tablets. Um dos recursos do aplicativo é a cerca eletrônica, que permite delimitar uma área no mapa e receber alertas quando o filho entra e sai dessa região. Além de registrar todos os dados de movimentação e localização, o software traz um botão de pânico e avisa quando o filho estiver em um veículo em alta velocidade.
Depois de receber um aporte de R$ 1 milhão da e.Bricks Digital, do grupo RBS, a ZoeMob planeja desenvolver novas ofertas para segurança familiar, entre elas, serviços de acompanhamento para a terceira idade. "A geolocalização abre uma infinidade de oportunidades. O que o mercado oferece não é nem a ponta do iceberg", diz Daniel Avizú, cofundador e executivo-chefe da ZoeMob.
Os softwares de localização também têm sido usados para localizar itens de valor. A Intelipark, empresa paranaense do grupo CMZ, especializada em tecnologia e design de estacionamentos, trouxe para o Brasil, em março, um software para localizar veículos em um estacionamento. A tecnologia é da empresa australiana Park Assist. O software é conectado a um sistema de câmeras e a quiosques de atendimento. O dono do veículo digita o número da placa no quiosque ou em um aplicativo instalado no próprio iPhone e o programa indica o caminho até o veículo.
Cassiano Zanetti, presidente do grupo CMZ, disse que o software foi adotado para ampliar a oferta de serviços para estacionamentos, mas o programa atraiu a atenção de shopping centers. A Intelipark forneceu a tecnologia aos shoppings Village Mall, no Rio, e Shopping Pátio Batel, em Curitiba, e negocia outros contratos. "Esse tipo de tecnologia cresce fortemente nos Estados Unidos e na Austrália e tende a ganhar força no Brasil", afirmou Zanetti. A Intelipark encerrou 2012 com receita de R$ 1,7 milhão e planeja chegar a uma receita de R$ 2,1 milhões neste ano.
A ePungo desenvolveu um serviço de localização que pode ser adotado em diferentes áreas. O programa, que tem como base o Google Maps, do Google, é capaz de identificar em um mapa todas as opções de um determinado serviço, de acordo com as características que o internauta definir. A tecnologia foi adotada pelo site Catraca Livre, que reúne conteúdos e programações culturais gratuitas. "O site com o mapeamento da Virada Cultural [programação cultural que dura 24 horas seguidas] foi uma oportunidade para tornar a ferramenta conhecida", disse Rodrigo Hanashiro, sócio da ePungo. De acordo com o executivo, a meta inicial é fazer acordos com grupos do mercado imobiliário.
A ePungo fechou contrato com 400 anunciantes de imóveis para aluguel e venda em Curitiba e, atualmente, negocia acordos semelhantes em outras cidades. O sucesso da ferramenta chamou a atenção do Google que, em novembro do ano passado, definiu a companhia como uma das "mais inovadoras" do mundo na área de serviços de localização. André Tannús, sócio da ePungo, disse que a companhia procura um sócio investidor para expandir a operação.
Várias companhias do setor já atraíram investidores. A SaferTaxi, cujo serviço permite ao usuário localizar o táxi cadastrado mais próximo, recebeu em fevereiro um aporte de R$ 6,4 milhões dos fundos Otto Capital, Kaszek Ventures e Draper Associates. "Com esse montante, o plano é levar o serviço a todas as cidades-sede da Copa do Mundo", disse Jimmy Peixoto, presidente da SaferTaxi no Brasil. Em operação há um ano, o serviço é oferecido em São Paulo, Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina).
A geolocalização também é adotada para aprimorar ofertas em segmentos mais maduros. O RestauranteWeb - serviço on-line de entrega de refeições com 2 mil restaurantes cadastrados - criou um software que identifica os estabelecimentos disponíveis em cada região. Ao mesmo tempo, cruza dados de diversas fontes para definir a base potencial de usuários para esse tipo de oferta naquela localidade.
O serviço também permite calcular o tempo de entrega e monitorar o percurso do pedido. "A geolocalização é a base de todo o nosso negócio", diz Carlos Moyses, presidente do RestauranteWeb. O site vai investir R$ 7 milhões neste ano para expandir o serviço no Rio e em Belo Horizonte. Atualmente, o negócio está concentrado em São Paulo.
Outra aplicação promissora para a geolocalização é a publicidade móvel. A consultoria Berg Insight prevê que a receita global dos serviços de publicidade baseados nessa tecnologia saltará de € 526 milhões em 2012 para € 6,5 bilhões em 2017. De olho nesse mercado, a americana ReachLocal, de marketing on-line, desenvolve um software capaz de enviar um anúncio baseado na localização do consumidor. "A geolocalização permite que as marcas saibam a hora certa de interagir com seus clientes", disse José Geraldo Coscelli, executivo-chefe da ReachLocal no Brasil.

Impacto positivo nas redes sociais

Valor 09.05.2013 - Fernando Okumura, executivo-chefe da Kekanto: anúncios podem ser dirigidos a públicos segmentados ou abrangentes.
As redes sociais brasileiras que adotaram a geolocalização como um diferencial nos negócios começam a gerar receita com essa ferramenta. A Kekanto, rede social de pesquisa e classificação de estabelecimentos comerciais fundada em 2010, vai usar informações da sua base usuários cadastrados para a venda de espaço publicitário. A Locamob, criada em agosto de 2012, decidiu oferecer páginas personalizadas para companhias na rede social.
A Kekanto desenvolveu softwares capazes de identificar os usuários cadastrados de acordo com localização, idade, sexo, classe social e assuntos de interesse. Com essa ferramenta, a companhia oferece a anunciantes a opção de divulgar campanhas em uma região específica, em horários determinados, podendo atingir um público segmentado ou mais abrangente. "O anúncio pode ser divulgado para todos os usuários ou para pessoas que estão em uma quadra, ou na rua onde o estabelecimento tem sede", disse ao Valor Fernando Okumura, cofundador e executivo-chefe da Kekanto.
A rede social já publicou campanhas publicitárias segmentadas por público para a marca Rexona, da Unilever, e campanhas segmentadas por região para a rede McDonald's. Para cuidar da área, a companhia contratou Alexandre Souza como diretor comercial. A Kekanto tem operações em oito países: Brasil, Chile, México, Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e Portugal. A rede social possui 800 mil usuários cadastrados e alguns milhões de empresas cadastradas.
A Locamob, que reúne resenhas e recomendações de mais de 700 mil estabelecimentos em todo o país, incluindo bares, cinemas e restaurantes, adotou outra estratégia. A companhia oferece páginas personalizadas para empresas. O modelo envolve a gestão da estratégia de publicidade on-line das companhias, o que inclui ações de link patrocinado em sites como o Google. O foco da Locamob com essa abordagem são as empresas de pequeno e médio portes.
"Sentimos que há um grande potencial de crescimento nesse segmento", disse Vitor de Mesquita, cofundador e executivo-chefe da Locamob. Ele afirmou que muitas companhias de pequeno e médio portes ainda não possuem uma cultura de negócios.
Com a estratégia, a Locamob estima encerrar o ano com uma receita de aproximadamente R$ 2 milhões. Após atingir esse nível de receita, afirmou Mesquita, a Locamob terá mais condições de buscar uma segunda rodada de investimentos, na faixa de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões. Em 2012, a Locamob recebeu um aporte de investidores de R$ 500 mil.

AES registra lucro e receita menores no trimestre

Valor 09.05.2013 - O lucro líquido atribuído aos controladores da americana AES Corporation ficou em US$ 82 milhões no primeiro trimestre. A queda, frente aos mesmos meses de 2012, foi de 76%.
A receita líquida também apresentou uma baixa, de 7%, somando US$ 4,26 bilhões. Das regiões em que o grupo atua, apenas a que compreende o México, a América Central e o Caribe apresentou faturamento melhor. A receita local avançou 12,2%, para US$ 669 milhões.
A AES elegeu como principais culpados pela piora operacional a fraca hidrologia no Brasil, por conta do baixo nível de chuvas no período, e o efeito cambial adverso em toda a América Latina. A comparação dos números com o mesmo trimestre de 2012 se mostra distorcida também porque a empresa registrou ganhos de US$ 179 milhões com vendas de ativos um ano antes.
As receitas do Brasil, que correspondem à maior parcela do total, caíram 8,1% de janeiro a março, para US$ 1,43 bilhão. Além da desvalorização do real ante o dólar e do efeito problema da hidrologia — observado pela AES Tietê —, a empresa citou como outro responsável a menor demanda pela energia da AES Sul.
Já nos Estados Unidos, segunda maior operação da AES, a queda de faturamento foi de 4,1%, para US$ 892 milhões. Nos países andinos, a americana perdeu 5,9% em receita, que terminou março em US$ 691 milhões. Na região que reúne Europa, Oriente Médio e África, a redução foi de 24,8%, para US$ 450 milhões.
O que intensificou o recuo do lucro líquido foi também o custo de vendas. Apesar das menores receitas, o montante ficou praticamente estável no período, em US$ 3,51 bilhões, assim como as despesas, levando o lucro operacional a uma baixa de 57,1%, para US$ 221 milhões.

Coteminas fica fora do Novo Mercado

Valor 09.05.2013 - Fracassou a tentativa da Coteminas, do empresário Josué Gomes da Silva, de aderir ao Novo Mercado, principal nível de governança corporativa da BM&FBovespa. No dia 30 de abril, os detentores de ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da empresa, reunidos em assembleia, não aprovaram a conversão desses papéis em ações ordinárias (ON, com direito a voto). Esse era o último passo para levar a holding ao Novo Mercado.
A reunião teve presença de 55,24% das PNs e a conversão foi rejeitada com 43% de votos contrários e 12,24% favoráveis.
O Valor apurou que dois acionistas muito relevantes para o capital preferencial da empresa, Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) e MCAP Poland, que juntos concentram mais de 40 % dos papéis, queriam o direito de recesso na operação. Esse direito pode ser exercido quando acionistas discordam ou se sentem prejudicados por algum evento ocorrido na empresa. Ao exercê-lo, o acionista entrega as ações e recebe dinheiro em troca. Procurados, Coteminas e os fundos não deram entrevista.
Cerca de 20 dias antes da assembleia, a Coteminas divulgou a proposta da administração. A conversão das PNs em ONs seria à razão de 1 para 1. E a empresa informava que, após a conversão, asseguraria aos atuais preferencialistas prioridade no reembolso de capital em caso de liquidação da companhia. No entender da Coteminas, a extensão desse benefício faria com que a conversão não resultasse em prejuízo aos donos de PNs. Por essa razão, tinha o entendimento de que não deveria conferir o direito de recesso. No entanto, a Coteminas dizia que eventuais questionamentos desse seu entendimento poderiam trazer riscos jurídicos à operação. Em função disso, decidiu que concederia o direito, se ela fosse aprovada.
Ao mesmo tempo, a empresa também revelou que seus controladores já haviam informado que não aprovariam a conversão caso entendessem que o exercício de direito de recesso, mesmo que residual, viesse a ser prejudicial ou contrário aos interesses da companhia. Pagar aos dissidentes significaria uma saída de recursos do caixa da empresa.
Ou seja, se a conversão não fosse aprovada pela maioria dos presentes em assembleia e houvesse pedidos de recesso, os controladores barrariam a operação. Para que a conversão passasse, a aprovação teria de ser de todos.
A Coteminas tem um histórico de relacionamento pouco transparente com o mercado. Hoje, a ação PN da empresa vale na bolsa R$ 3,94. O direito de recesso, pelo valor patrimonial, seria de R$ 9,11 por ação - 131% maior.
Se tivesse sido aprovada, essa seria a etapa final de uma reestruturação iniciada há um ano. As conversas nesse sentido se acentuaram depois que a Leblon Equities assumiu a participação de 10% que era dos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef na companhia. Entre as etapas, o controlador comprou ações da empresa no mercado e ofereceu aos acionistas da Coteminas a possibilidade de migrar para a Springs, braço operacional da holding no varejo. Nesse momento, inclusive, a Leblon fez a troca por Springs e atualmente concentra 24,20% dessa empresa, que é controlada pela Coteminas, com 52,91%.

Prejuízo da BrasilAgro sobe 36,7% no 1º tri, para R$ 4,282 milhões

Valor 09.05.2013 - A BrasilAgro registrou prejuízo líquido de R$ 4,282 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 36,7% superior ao prejuízo líquido apurado no mesmo período do ano passado, de R$ 3,132 milhões. O prejuízo líquido é o atribuído aos acionistas da companhia, base para a distribuição de dividendos.
Os números foram divulgados na noite desta quarta-feira, no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A receita líquida da BrasilAgro caiu 24,7% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 17,177 milhões, ante R$ 22,826 milhões apurados no primeiro trimestre do ano passado.
O custo de vendas da companhia cresceu 5% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 20,789 milhões, em comparação com o custo de vendas do primeiro trimestre de 2012, de R$ 19,707 milhões.
O lucro bruto da companhia, que no primeiro trimestre do ano passado estava em R$ 3,119 milhões, passou a prejuízo, de R$ 3,612 milhões no primeiro trimestre deste ano.
As despesas operacionais da companhia aumentaram 2.160% na comparação anual, passando de R$ 5 milhões no primeiro trimestre de 2012 para R$ 113 milhões no primeiro trimestre de 2013.
O resultado antes dos impostos ficou negativo em R$ 7,799 milhões no primeiro trimestre deste ano, 1% acima do resultado negativo do primeiro trimestre do ano passado, de R$ 7,754 milhões.

Prejuízo da Brookfield quase triplica no 1º tri, para R$ 47,71 milhões

Valor 09.05.2013 - A Brookfield Incorporações registrou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre. O valor é quase três vezes maior que o prejuízo líquido de R$ 16,31 milhões do mesmo período do ano passado.
A companhia reapresentou o balanço do primeiro trimestre do ano passado. Houve reapresentação porque a empresa distribuiu o impacto do ajuste de orçamento realizado no quarto trimestre de 2012 no resultado líquido dos trimestres anteriores do ano.
No primeiro trimestre do ano passado, a Brookfield havia reportado lucro líquido de R$ 4 milhões.
A cada divulgação trimestral de resultados, a companhia vai reapresentar o balanço do trimestre equivalente de 2012.
No primeiro trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 28,2%, para R$ 741,96 milhões, na comparação com o indicador do balanço reapresentado de janeiro a março de 2012.
O lucro bruto teve queda de 14,9%, para R$ 100,403 milhões. Com isso, a margem bruta encolheu de 20,4% para 13,5%.
A queda da margem bruta foi a principal razão para o aumento do prejuízo da companhia no trimestre.
A piora da margem resultou do impacto dos ajustes de orçamento realizados pela Brookfield no ano passado. “Subestimamos o impacto dos ajustes de orçamento de 2012 ao longo do tempo”, diz o presidente da incorporadora, Nicholas Reade.
Conforme Reade, as margens da companhia começarão a ter melhora mais expressiva no segundo semestre e “benefício pleno”, a partir do ano que vem, das mudanças implementadas para aumentar o controle de execução, como a criação de departamento centralizado de orçamentos e compras.
As mudanças abrangem também reorganização da diretoria, em que todos os diretores executivos passaram a ter responsabilidade com abrangência nacional. Desde outubro, foram substituídos 30 gerentes de obra ou de produção por profissionais mais alinhados à empresa.
A companhia revisou para baixo sua meta de margem bruta a ser obtida até o quarto  trimestre de 2013 da faixa de  28% a 30% para o intervalo de 20% a 24%.
No trimestre, a margem bruta piorou também em função do mix de vendas de empreendimentos com rentabilidade menor e do impacto de R$ 10 milhões de custos adicionais incorridos de obras concluídas nos trimestres anteriores.
Houve contribuição ainda, para a queda do indicador, de R$ 120 milhões de outras receitas, referentes a serviços de construção prestados a terceiros e à faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, cujas margens são mais baixas.
Conforme o diretor de relações com investidores da companhia, Luciano Guagliardi, não foi feita revisão de orçamento no primeiro trimestre por conta da implementação de novos sistemas especializados de orçamentos — Primavera e Hard Dollar.
No fim do primeiro trimestre, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da Brookfield era de 56,5%, ante 50,2% em dezembro e 34,8% no fim de março de 2012. O volume de vencimentos de dívida corporativa da Brookfield, em 2013, foi reduzido de R$ 901 milhões para R$ 426 milhões.

Lucro líquido da QGEP cai 5,1% no 1º trimestre, para R$ 65,7 milhões

Valor 09.05.2013 - A QGEP Participações anunciou há pouco um lucro líquido de R$ 65,7 milhões no primeiro trimestre do ano, em queda de 5,1% ante o lucro líquido de R$ 69,2 milhões verificado no mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 37,4% no primeiro trimestre, para R$ 131,9 milhões, ante R$ 96,0 milhões do mesmo período de 2012.
Os custos operacionais cresceram 26,6% no primeiro trimestre, para R$ 48,5 milhões, ante R$ 38,3 milhões dos três primeiros meses do ano passado.
O lucro bruto cresceu 44,6% no primeiro trimestre, para R$ 83,4 milhões, ante R$ 57,7 milhões do mesmo período de 2012. O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 18,3 milhões nos três primeiros meses do ano, 53,3% inferior ao verificado no mesmo período de 2012, quando havia sido de R$ 39,3 milhões.
O resultado antes do imposto de renda e da contribuição social no primeiro trimestre, de R$ 71,3 milhões, foi 14,3% inferior aos R$ 83,2 milhões do mesmo período do ano passado.
O resultado operacional antes do resultado financeiro cresceu 20,4% no primeiro trimestre, para R$ 52,9 milhões, ante R$ 44,0 milhões do mesmo período de 2012.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 24,9% no primeiro trimestre, para R$ 76,5 milhões, ante R$ 61,3 milhões do mesmo período de 2012. De acordo com a empresa, o cálculo do Ebitda considera o lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social, do resultado financeiro e das despesas com amortização.
A dívida líquida cresceu 16% no primeiro trimestre, para R$ 1,034 bilhão, ante R$ 891,5 milhões do mesmo período de 2012. Segundo a empresa, a dívida líquida corresponde à dívida total, incluindo empréstimos e financiamentos correntes e de longo prazo, e instrumentos financeiros derivativos, menos caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras.

Lucro da QGEP cai 5% no 1o trimestre

Reuters 09.05.2013 - A companhia petrolífera do grupo Queiroz Galvão, QGEP, teve lucro líquido de 65,7 milhões de reais no primeiro trimestre, resultado 5,1 por cento menor que o obtido no mesmo período do ano passado.
A empresa apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 76,5 milhões de reais, crescimento de 24,9 por cento na comparação anual. A margem no período passou de 63,8 para 58 por cento.
A companhia estima investimentos de 145 milhões de dólares em 2013, dos quais 100 milhões em exploração. Para 2014, a previsão é de 315 milhões de dólares, sendo 237 milhões para atividades de exploração.
A QGEP encerrou o primeiro trimestre de 2013 com uma posição de caixa superior a 1 bilhão de reais e sem endividamento.
A empresa informou no balanço que concluiu em abril manutenção programada em seu campo de Manati, e que "tanto a plataforma como planta de processamento de gás já am a operar normalmente". Com isso, a QGEP reafirmou previsão de produção média diária em Manati entre 5,5 MMm³ e 6,0 MMm³ no ano.
"Além disso, as mais recentes informações do poço Carcará, no pré-sal, apontam para uma descoberta de alto potencial com consequências transformacionais para a Companhia no longo prazo", informou a QGEP no balanço.

Mills fecha 1º trimestre com lucro 20% maior

Valor 09.05.2013 - A Mills fechou o primeiro trimestre de 2013 com lucro líquido de R$ 39,3 milhões, alta de 20,2% em relação a igual período de 2012. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 20,5%, de R$ 199,1 milhões para R$ 240 milhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 18,2%, para o recorde trimestral de R$ 102 milhões. Já a margem Ebitda recuou de 43,3% para 42,5%.
A Mills conta com quatro áreas de negócios: Jahu (projetos, planejamento e supervisão técnica de construções); Rental (locação, venda, assistência técnica e treinamento em equipamentos de elevação); construção; e serviços industriais (manutenção de grandes usinas industriais).
No primeiro trimestre, a área Rental respondeu por R$ 76,1 milhões da receita líquida; Jahu, por R$ 64,9 milhões; serviços industriais, por R$ 51,5 milhões; e construção, por R$ 47,5 milhões.
A companhia investiu R$ 127,8 milhões em crescimento orgânico entre janeiro e março, dos quais R$ 120,1 milhões, ou 40,6% do valor orçado para o ano, em equipamentos para locação.
O segmento de negócio Rental foi responsável por 57,4% dos investimentos realizados; Jahu, por 19,5%; e construção, por 16,9%. O orçamento de 2013 compreende investimentos de R$ 296 milhões em ativos de locação que, segundo a empresa, poderão ser expandidos no decorrer do ano, de acordo com a evolução da demanda dos mercados e de sua expansão geográfica.

Lucro da BR Malls Participações cai 47,7% no 1tri, a R$ 59,3 milhões

Valor 03.05.2013 - A BR Malls Participações, empresa que detém participações em 51 shopping centers, anunciou há pouco uma queda de 47,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 59,385 milhões, ante R$ 113,521 milhões verificados no mesmo período de 2012.
A receita líquida, por outro lado, cresceu 19,2% nos primeiros três meses do ano,  para R$ 277,637 milhões, comparados a R$ 232,916 milhões do mesmo período do ano passado.
Os custos cresceram 31,7%, para R$ 26,450 milhões, ante R$ 20,078 milhões do mesmo período do ano passado.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 127,006 milhões, 85,6% superior aos R$ 68,415 milhões do mesmo período do ano passado.
A receita de aluguéis cresceu 21,9% no primeiro trimestre, para R$ 208,123 milhões, ante R$ 170,713 milhões do mesmo período de 2012.

Lucro líquido da Multiplan cai 43,4% no 1tri, para R$ 70,422 milhões

Valor 03.05.2013 - A Multiplan Empreendimentos Imobiliários, administradora de shopping centers, anunciou há pouco ter obtido um lucro líquido de R$ 70,422 milhões no primeiro trimestre do ano, em queda de 43,4% ante o lucro líquido de R$ 124,491 milhões verificado no mesmo período de 2012.
A receita líquida da empresa recuou 30,9% no primeiro trimestre, para R$ 223,546 milhões, ante R$ 323,349 milhões do mesmo período do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 16,5% nos três primeiros meses de 2013, para R$ 159,287 milhões, ante R$ 190,717 milhões do mesmo período do ano passado. A margem Ebitda foi de 71,3% no primeiro trimestre, ante 59% no mesmo período de 2012.
A receita de locação de lojas cresceu 26,6% no primeiro trimestre de 2013, para R$ 154,436 milhões, ante R$ 121,975 milhões do mesmo período do ano passado.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 30,4 milhões nos três primeiros meses do ano, ante um resultado negativo de R$ 7,1 milhões no mesmo período de 2012.
A dívida bruta totalizava R$ 1,872 bilhão em 31 de março de 2013, 1,4% inferior à dívida bruta de R$ 1,900 bilhão do encerramento de 2012. A dívida líquida cresceu 9,2% na mesma base de comparação, para R$ 1,643 bilhão no fim do primeiro trimestre, ante R$ 1,505 bilhão do final do ano passado.

Lucro líquido da Braskem sobe quase 50% no 1o trimestre

Reuters 09.05.2013 - A petroquímica Braskem encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de 227 milhões de reais, 49 por cento acima dos 152 milhões registrados um ano antes, informou a empresa nesta quinta-feira.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado totalizou 937 milhões de reais, alta de 19 por cento na mesma base de comparação. A margem no período passou de 9,8 para 10,1 por cento.

Lucro da Suzano deve ser menor entre janeiro e março, estimam analistas

Valor 09.05.2013 - A alta nos preços de celulose beneficiou a área de atuação da Suzano e não terá sido diferente para a companhia, que apresentará os resultados do período de janeiro a março amanhã, antes da abertura do mercado. Analistas esperam um bom resultado para a Suzano, especialmente para um primeiro trimestre, que é tradicionalmente mais fraco para a indústria de papel e celulose.
Contudo, a dúvida paira sobre quanto os custos e o volume de papel vendido podem afetar a última linha do balanço da Suzano. A média das previsões de cinco casas de análise - Bank of America Merrill Lynch (BofA), Bradesco BBI, Credit Suisse, Espírito Santo Investment Bank (BES) e Itaú BBA - consultadas pelo Valor aponta para o lucro líquido de R$ 65,4 milhões, queda de 8,9% em um ano e alta de 92,4% ante o quarto trimestre.
A estimativa de quase o dobro no lucro, na comparação o quarto trimestre, deve-se ao fato de a Suzano ter registrado ganho de R$ 34 milhões entre outubro e dezembro, queda de 83,7% na comparação com o mesmo intervalo anterior. O resultado final da companhia foi prejudicado, sobretudo, pela linha financeira, com resultado negativo em R$ 156 milhões.
Para o primeiro trimestre deste ano, de acordo com as projeções, o Ebitda da Suzano somaria R$ 320,6 milhões, alta de 34,5% na evolução anual e queda de 20,6% na passagem trimestral.
A média das estimativas para a receita líquida é de R$ 1,2 bilhão, o que corresponderia à alta de 15% em relação a igual período do ano passado e queda de 18,3% na comparação com o quarto trimestre.
As expectativas de receita variam de R$ 1,16 bilhão, do BES, a R$ 1,23 bilhão, do Credit Suisse. O Ebitda previsto vai de R$ 292 milhões, do BES, a R$ 334 milhões, do BofA. Já a diferença entre os patamares previstos para o lucro líquido é bem maior, vai dos R$ 22 milhões, do Itaú BBA, a R$ 139 milhões, do BofA.
Os analistas esperam um bom resultado do programa de redução de despesas, além de vantagens advindas de incentivos governamentais, como desoneração da folha de pagamento. Mas acreditam que pesará mais o aumento de custos, especialmente por causa da parada da linha 2 da unidade de Mucuri (BA), que, preveem, terá impacto sobre o negócio de celulose e também de papel.
Enquanto há um consenso sobre o efeito positivo da alta do preço da celulose, da ordem de 26% para Bradesco BBI e de 25% para BES em relação a um ano antes, os analistas divergem quanto à possibilidade de a Suzano ter conseguido implementar a alta nos preços de papel ainda no primeiro trimestre. Para o BofA, o preço de papel já deve vir mais alto no primeiro trimestre, beneficiando a empresa. O Itaú BBA, por outro lado, aponta que os preços de papel ficaram estáveis e começarão a subir apenas no segundo trimestre.
Para o Bradesco BBI, a alta anunciada em março deve se refletir parcialmente no patamar de preços de papel de Suzano no primeiro trimestre, visão semelhante à do BES. Para esta instituição, porém, o anúncio feito em março produzirá impacto pequeno neste balanço e tende a gerar efeitos mais positivos a partir do segundo trimestre.
Outra preocupação é com o aumento de capacidade produtiva de papel na China. "As novas capacidades de papel na China podem inundar o mercado global e ameaçar a dinâmica de preços no Brasil", afirmou o relatório do BES. Uma competição maior no mercado de papel brasileiro foi apontada como fator de risco pelo BofA.
A alavancagem da Suzano, que está no radar dos investidores, foi mencionada pelo BES. Segundo o banco, a alta do dólar ajudará a receita da Suzano, pelas exportações, mas terá um impacto negativo maior, já que mais da metade da dívida da companhia está em moeda estrangeira.

Lucro da International Paper cresce 69% no 1º trimestre

Valor 02.05.2013 - A fabricante de papel e papelão International Paper, dos Estados Unidos, registrou crescimento de 69,1% no lucro líquido atribuído aos controladores do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2012. A cifra foi de US$ 318 milhões, impulsionada pela alta no faturamento.
A receita líquida do grupo subiu 6,5% em 12 meses, chegando a US$ 7,09 bilhões. O maior responsável pelo avanço foi o reajuste feito nos preços de embalagens e caixas em geral, segundo a empresa, principalmente na América do Norte. Entretanto, a demanda ficou mais fraca no período, ofuscando esse incremento.
O segmento que apresentou maior alta no lucro operacional em 12 meses — apesar de ser apenas o terceiro mais relevante no balanço — foi o de embalagens ao consumidor final, 30,8% a mais em US$ 51 milhões. Já o de caixas para a indústria subiu 0,3%, para US$ 0,3%, e o de papéis para impressão avançou 1,4%, até US$ 149 milhões.
No geral, o resultado das operações que não foram colocadas à venda, antes de juros e impostos, ficou em US$ 230 milhões no trimestre, alta de 8%. Se os negócios descontinuados fossem incluídos, os ganhos aumentariam em US$ 26 milhões.

Lucro da Celulose Irani chega a R$ 3,6 milhões no trimestre

Valor 30.04.2013 - A Celulose Irani encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 3,6 milhões, alta de 1,6% sobre o mesmo período de 2012. As receitas avançaram 7,8%, para R$ 123,8 milhões.
Os custos operacionais cresceram 6%, para R$ 87,9 milhões, contribuindo para um avanço de 1,1 ponto percentual na margem bruta, para 29%. O lucro bruto subiu 12,2%, para R$ 35,9 milhões.
As despesas operacionais, contudo, subiram 15,3%, para R$ 21 milhões, impedindo um avanço maior na última linha do balanço. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recuou 3,8%, para R$ 26,9 milhões.
O aumento no pagamento de impostos também pressionou o lucro. Entre janeiro e março, a Irani pagou R$ 348 milhões ao Leão, enquanto, no mesmo período de 2012, havia registrado saldo positivo de R$ 1,5 milhão com reversão tributária.
Os gastos com pagamento de juros, por outro lado, recuaram 7,6%, passando de R$ 11,9 milhões para R$ 11 milhões nos três primeiros meses deste ano.
No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a Irani informou que o avanço na receita foi influenciado pela recuperação de preços do papelão ondulado e pela valorização do real frente o dólar.
Além disso, informou a empresa, houve um aumento de volume de vendas no segmento de papel para embalagem, que ocorreu em função do início da produção em uma unidade arrendada em Santa Luzia, em Minas Gerais. A fábrica começou a operar em 1º de março, elevando a capacidade de produção de papéis para embalagem em 28%, para 274 mil toneladas anuais.

Eldorado Brasil vai ganhar até 15% na produção em 2014

Valor 26.04.2013 - Grubisich: "Brasil, mais competitivo no setor, deve aproveitar expansão do mercado global para instalar novas fábricas".
Menos de seis meses após iniciar operação de sua fábrica de celulose de fibra curta branqueada de eucalipto em Três Lagoas (MS), a Eldorado Brasil Celulose já busca um ganho marginal na sua capacidade de produção de 10% a 15%. O investimento é considerado pequeno para os padrões de capital intensivo do setor. São cerca de US$ 60 milhões a US$ 80 milhões, informou José Carlos Grubisich, presidente da empresa.
Essa expansão, chamada no jargão do setor industrial de desgargalamento de linha de produção, será realizada por época da primeira parada para manutenção da fábrica, com reparos gerais de seus equipamentos, prevista para o segundo semestre de 2014. Com isso, a capacidade atual da Eldorado, de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, vai atingir entre 1,65 milhão e 1,7 milhão de toneladas após a expansão. "Hoje, já temos a maior linha de produção de celulose do mundo e ela ficará ainda maior", disse o executivo.
Na criação da Eldorado foram investidos R$ 6,2 bilhões, distribuidos em área florestal (150 mil hectares), estrutura de logística (armazéns, terminais, locomotivas e vagões) e a unidade industrial, que foi a parte mais pesada - R$ 4,5 bilhões. O BNDES financiou R$ 2,7 bilhões do investimento e US$ 1,7 bilhão foi aporte dos acionistas - a holding J&F Participações (82%), que também é dona do JBS, e os fundos de pensão Funcef e Petros, cada um com 9% do capital.
Neste ano, quando ainda está ganhando ritmo de velocidade (no momento com 90% de operação), a empresa prevê produzir 1,2 milhão de toneladas. Desse volume, cerca de 40% a 45% vão para Ásia, principalmente China, 40% para Europa e 15% a 20% para as Américas, incluindo o Brasil.
Segundo Grubisich, neste mês a produção vai alcançar 120 mil toneladas e o pleno ritmo mensal da fábrica será atingido em maio. "A capacidade diária é de 4,2 mil toneladas, mas já batemos o recorde mundial de 4,7 mil toneladas em um determinado dia".
O executivo informou que a empresa vai vender mais celulose no mercado nacional do que as 100 mil toneladas por ano que previu. Agora, a empresa estima comercializar o dobro desse volume a partir do próximo ano.
Segundo ele, a Eldorado vai abocanhar fatias de mercado de concorrentes e ganhar espaço com a expansão da demanda interna. Ele apontou principalmente o maior consumo de papel nas faixas da população que tiveram mais acesso a bens de consumo com o aumento da renda. Onde se verifica aumento mais expressivo da demanda é no segmento tissue, os chamados papéis sanitários.
Além da Eldorado, são produtores de celulose de fibra curta de eucalipto no Brasil a Fibria, a Suzano, a Veracel (joint venture de Stora Enso e Fibria) e outros fabricantes de menor porte.
Para Grubisich, o Brasil deve se apropriar da expansão do mercado mundial para instalar novas linhas de produção de celulose no país nos próximos anos, pois tem a melhor competitividade de custo de produção. Segundo ele, a demanda mundial sobe entre 2% e 3% ao ano, o correspondente a 1,5 milhão de toneladas. "É uma fábrica como a nossa por ano".
Na sua avaliação, com projetos eficientes, o país pode deslocar concorrentes com menor poder de competição, como fabricantes América do Norte e Europa, que têm fechado unidades de produção obsoletas. E também da Ásia.
No Brasil, o eucalipto leva de cinco a sete anos para alcançar a idade de corte, ante 30 anos no Norte da Europa, EUA e Canadá. "Temos condições de ocupar esse espaço", afirmou. Segundo informou, o crescimento da demanda ocorre mais fortemente nos mercados emergentes, liderados pelo mercado chinês. "Lá, o consumo de papéis sanitários é o que mais cresce - média de 12% a 15% ao ano", disse Grubisich, que acabou de  de uma viagem de cinco dias ao país visitando clientes.
A Eldorado projeta receita de R$ 1,7 bilhão, com resultado operacional já positivo, neste ano. Em 2014, à plena capacidade, a previsão é superar R$ 2 bilhões.

Expansão de genéricos perde fôlego

Valor 09.05.2013 - Telma Salles, presidente da Pró Genéricos: "Apesar da desaceleração, os genéricos têm forte potencial de expansão".
Arquirrivais no segmento de genéricos, a brasileira EMS e a Medley, controlada pela francesa Sanofi, disputam palmo a palmo cada espaço nas prateleiras das farmácias do país. A estratégia adotada por essas empresas e concorrentes - a política agressiva de descontos - até então era a principal arma para avançar em participação de mercado. Essa prática, contudo, chegou ao seu limite, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. "A farra dos descontos está acabando", disse uma fonte.
Por lei, os medicamentos genéricos são 35% mais baratos que os de referência. Mas, na prática, a média de descontos sobre esses produtos chega a 50%. "No mercado, muitas companhias concediam 90% de desconto para determinados produtos para ganhar mercado", disse a mesma fonte.
As vendas de medicamentos no país estão perdendo fôlego nesses últimos meses, o que para as indústrias já é considerado um fator de alerta. No caso dos genéricos, que registram um crescimento acima da média dos produtos de referência, as farmacêuticas já sinalizam rever a rota de expansão do setor.
No primeiro trimestre, a participação dos medicamentos genéricos no mercado nacional ficou em 27,3%. No mesmo período do ano passado, a fatia era de 25,8%, de acordo com a Associação Brasileira de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). "A nossa meta é encerrar este ano com 30% de participação e, em 2015, com 35%. Mas vamos fazer uma revisão", afirmou ao Valor a presidente da Pró Genéricos, Telma Salles.
As vendas de medicamentos genéricos no período totalizaram 176,5 milhões de unidades, aumento de 15,5% sobre o primeiro trimestre de 2012. Em receita, o setor movimentou R$ 2,9 bilhões, alta de 21% sobre o mesmo período do ano passado. O mercado farmacêutico total, que inclui todas as categorias de medicamentos, somou 657,8 milhões de unidades no período, alta de 9,8% em relação ao registrado nos primeiro três meses de 2012. Ao excluir os genéricos das vendas totais, o crescimento do setor foi menor: 8,4% em unidades. Em valores, o desempenho chega a ser negativo em 2,8% sem contabilizar os genéricos, segundo a consultoria IMS Health.
O mercado de genéricos continua impulsionando as indústrias, mas as vendas estão bem abaixo da média observada há dois anos, disse Telma Salles. Entre 2010 e 2011, o setor viveu uma fase de ouro, com a queda de importantes patentes, como o Lipitor (combate colesterol elevado), o Viagra (disfunção erétil), ambos da Pfizer, e o Crestor (doenças cardíacas), da AstraZeneca, considerados "blockbusters" (campeões de venda). A era das famosas moléculas está se esgotando. Para este ano, entre os principais produtos que devem perder a patente estão o Ezetimiba (MSD), para tratar colesterol; Neofinavir (Roche), utilizado no coquetel da Aids; e o Sirolimus (Wyeth), imunossupressor para evitar rejeição e órgãos transplantados. "Apesar da desaceleração das vendas, o mercado de genéricos tem forte potencial de expansão."
Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos (ICTQ) mostra que 68% dos brasileiros declaram consumir genéricos. Esse consumo, contudo, está concentrado nas capitais do Sudeste e Sul do país - o Estado de São Paulo está em primeiro lugar. De acordo com a mesma pesquisa, 70% dos brasileiros declaram confiar na eficácia desses medicamentos. Os laboratórios Medley, Neo Química, Eurofarma, Aché, EMS e Teuto são apontados, nessa sequência, como os mais confiáveis.
Ao Valor, o presidente da Sanofi para América Latina, Heraldo Marchezini, afirmou que o ano de 2012 foi de ajustes e a concorrência no setor é um movimento natural de mercado. Em 2009, ao comprar a nacional Medley, líder em genéricos no país, a Sanofi desencadeou um forte movimento de consolidação, impulsionado por margens gordas.
A Medley e a gigante nacional EMS são concorrentes nesse segmento. Nos últimos 12 meses até março, a Medley comercializou 175 milhões de unidades de medicamentos. A EMS, no mesmo período, 161 milhões de unidades. Mas se considerar as vendas das empresas controladas pelo grupo - Legrand e Germed - a companhia nacional ultrapassa a Medley, com 230,5 milhões de unidades.
A EMS vê com naturalidade as mudanças de comportamento e ajustes pontuais do setor. "Estamos em um segmento [genéricos] que foi extremamente impulsionado nos últimos anos no Brasil, atraindo grande diversidade de 'players' e um alto nível de competitividade. E que tende a continuar em crescimento orgânico acima dos níveis do mercado total, vivendo períodos de ajustes de estoques e eventuais realizações decorrentes de gestão de liquidez da cadeia de distribuição", informou a companhia por meio de um comunicado. "A EMS aposta na evolução permanente de seu portfólio, no seu pioneirismo e na agilidade que caracterizam sua cultura de gestão, o que a coloca na posição de liderança há sete anos consecutivos." De janeiro a março, a empresa ampliou em cerca de 20% o seu faturamento na comparação com o mesmo período de 2012. No mercado de genéricos, o crescimento em reais foi de 23%.
Segundo Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), as margens das farmacêuticas têm sido afetadas pelo aumento dos custos, entre eles o de mão de obra e câmbio. "O dissídio foi de 8,5%, sem contar o câmbio." As indústrias farmacêuticas são fortemente dependente das importações de insumos para produção de medicamentos.

Porta aberta na ThyssenKrupp para CSN

Valor 09.05.2013 - Pelo menos um problema parece não existir mais para uma nova parceria societária entre a ThyssenKrupp e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, envolvendo a aquisição da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Localizada no Rio, no distrito de Santa Cruz, a siderúrgica de aço semi-acabado (placas) foi colocada à venda pelo conglomerado alemão há um ano e a CSN é atualmente a única candidata.
No momento, a ThyssenKrupp negocia um desenho societário que permitirá a venda de um terço do capital da CSA para a CSN. A companhia alemã ainda ficaria com 33% da siderúrgica brasileira e repassaria outros 6% para a Vale, que já é sua sócia com 27%. Conforme sua proposta, a ThyssenKrupp receberia US$ 1,6 bilhão, segundo apurou o Valor e daria a gestão da CSA para a CSN.
Dois desafetos de Steinbruch no grupo alemão, que se envolveram em uma ação judicial com a CSN que foi parar em Nova York, EUA, já não estão mais nos quadros da companhia: Ekkehard Schulz, ex-CEO, que foi afastado em janeiro de 2011, e Gerhard Cromme, ex-presidente do conselho, demitido pelos acionistas em março deste ano.
Os dois executivos certamente seriam contrários a uma nova associação com Steinbruch, diz uma fonte próxima da companhia alemã. Mas, na sua avaliação, esse problema não existe mais no caminho de Steinbruch. Eles não esqueceram a experiência ruim que tiveram com a CSN dez anos atrás e que terminou na Justiça. Algumas pessoas do grupo ainda devem achar que é "uma fria" ser sócio do dono da CSN. Mas a Thyssen não tem saída para se livrar da CSA.
O embate travado entre a CSN e a ThyssenKrupp, que azedou as relações com o empresário brasileiro, começou em 2003, adentrou 2004 e gerou uma ação que acabou decidida em uma corte de arbitragem nova-iorquina. O estopim do caso foram as divergências na gestão da GalvaSud, laminadora e centro de serviços de aço em Porto Real (RJ). As duas empresas dividiam o capital da empresa meio a meio, mas a alemã era quem indicava o CEO.
Depois de várias tentativas de acordo, sem sucesso, Steinbruch saiu vencedor no processo de arbitragem. Com isso, a CSN assumiu a participação de 50% dos alemães no negócio. Todavia, o empresário ganhou dois grandes inimigos - Schulz e Cromme -, os quais não facilitariam em nada, se ainda estivessem donos de seus cargos na Thyssen, o projeto da CSN de comprar a CSA.
Outro ponto a favor da CSN é que o novo comando da ThyssenKrupp, com Heinrich Hiesinger à frente como novo CEO no lugar de Schulz desde o início de 2011, quer se ver livre da CSA o mais cedo possível. Ele considera que a siderúrgica brasileira, mais uma laminadora no, Alabama, EUA, tornou-se um grande passivo para o grupo e que isso foi gerado pela ineficiência da antiga gestão do grupo.
A ThyssenKrupp, no reinado de Schulz e Cromme, injetou US$ 12 bilhões nos dois projetos de aço. Devido a erros na implantação das usinas, aumento de custos, crise global de 2008 e cenário pessimista da siderurgia mundial desde então, ambos vêm acumulando perdas bilionárias. A siderúrgica alemã já teve de fazer duas baixas contábeis: uma em 2011 e outra no ano passado. Elas totalizaram US$ 7 bilhões.
Para complicar, a perspectiva de analistas do setor é que a ThyssenKrupp Steel Americas, que controla os dois ativos, ainda amargaria perdas com essas usinas até 2015.

Acordo com Petronas não segura queda da OGX

Valor 09.05.2013 - A venda dos 40% do campo de Tubarão Martelo para a Petronas, da Malásia, por US$ 850 milhões, não aliviou as preocupações do mercado em relação à situação financeira da petroleira OGX. Ontem, as ações da empresa chegaram a subir quase 10%, mas no final do dia tudo foi perdido. Os papéis encerraram o pregão em baixa de 9,74%, a R$ 1,76. Entre as explicações para esse comportamento estão o fato de a venda já ter sido precificada anteriormente, e o grande volume de operações especulativas com o papel.
Encerrado o negócio com a Petronas, o empresário Eike Batista continua negociando com a russa Lukoil a venda de uma fatia da OGX e também com a japonesa Sumitomo. Os US$ 850 milhões do negócio incluem 40% de Tubarão Martelo e ainda os prospectos Ingá e Peró, que estão nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, que formam o Complexo de Waikiki.
Ontem, após divulgar detalhes do negócio, a OGX não confirmou nem desmentiu informações do Valor de que o pagamento será escalonado, com apenas US$ 250 milhões sendo pagos quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar o negócio.
Outros US$ 500 milhões virão quando o campo começar a produzir, o que está previsto para o fim do terceiro trimestre, depois que a plataforma OSX 3 chegar da Ásia, onde está sendo construída, e tiver sido conectada aos poços perfurados. Isso significa que serão pagos apenas US$ 750 milhões este ano, se tudo der certo. Os US$ 100 milhões restantes - que completam o total do negócio - estão condicionados à performance da produção na área a partir de 2014.
Os bancos utilizaram essa informação para calcular os benefícios da transação, já que a empresa só vai se pronunciar na teleconferência marcada para amanhã, para comentar o resultado que será divulgado hoje. Como antecipado, o acordo entre a Petronas e a OGX dá à malaia a opção ("call") de comprar até 5% do capital social da OGX detido pelo empresário Eike Batista, fundador da empresa, sem diluir os minoritários.
A opção pode ou não ser exercida (não há qualquer obrigação), e vale até abril de 2015. O preço estipulado é R$ 6,30 por ação, o mesmo estabelecido para a opção de venda ("put") que a OGX tem contra Batista até o limite de US$ 1 bilhão e que vence em 2014. A preços atuais, a "call" da Petronas equivale a US$ 500 milhões, mas na prática só vai acontecer se o preço da ação da OGX mais que triplicar.
O Morgan Stanley esperava que o acordo fosse anunciado junto com uma nova estimativa de reservas da OGX, o que não aconteceu. Por isso, segundo os analistas, a incerteza sobre os volumes e a produtividade dos campos da empresa irão continuar. O Itaú BBA destacou que havia um temor por parte dos analistas do mercado de que a opção oferecida à Petronas pudesse ser inferior ao valor de mercado. Contudo, avaliaram os analistas, a valorização implícita do negócio aponta para um preço da ação inferior ao atual.
Já o Bank of America Merrill Lynch acha que a chave da transação está nos US$ 250 milhões que a companhia vai receber no curto prazo, que dão um pouco mais de fôlego. Mas os analistas ressaltaram que a maneira mais efetiva de elevar o caixa é o exercício da "put" contra Eike.
Uma demonstração da intensa movimentação vivida pelo setor, é que as ações QGEP, do grupo Queiróz Galvão, subiram 7,39% e fecharam cotadas a R$ 12,20, impulsionadas pela notícia de que a Barra Energia foi alvo de uma oferta de US$ 2 bilhões feita pela China National Petroleum Corporation (CNPC).
O presidente da Barra Energia, Renato Bertani, disse ao Valor que não comentaria a informação. Como a QGEP tem participações idênticas às da Barra em dois blocos no pré-sal de Santos (BM-S-8 e BS-4), a notícia sobre uma impulsionou a outra. Desde 2011, a Barra investiu US$ 470 milhões no Brasil e se concluída a negociação com a CNPC por US$ 2 bilhões, isso significará um prêmio equivalente a mais de quatro vezes o que os fundos First Reserve e Riverstone, principalmente, investiram. Apesar da OGX ter 30% do BS-4, não houve valorização, o que indica que o mercado enxerga maior valor no campo Carcará.

Consórcio Foz Águas 5 recebe financiamento de R$ 640 milhões

Valor 09.05.2013 - Um ano após assumir a coleta e o tratamento de esgoto dos 21 bairros da chamada Área de Planejamento 5 (AP-5) do Rio de Janeiro, o consórcio Foz Águas 5, formado pelas companhias Foz do Brasil (grupo Odebrecht) e Águas do Brasil, recebe hoje o primeiro financiamento de longo prazo para a concessão. A Caixa Econômica Federal vai destinar R$ 640 milhões por meio do programa Saneamento para Todos, via recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A concessão da AP-5, voltada para 1,8 milhão de pessoas, vai receber R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos, sendo R$ 1,8 bilhão nos primeiros dez anos.
Segundo o diretor regional Rio-Espírito Santo da Foz do Brasil, Renato Medeiros, os recursos da Caixa serão destinados para quatro anos (2013-2016) e vão privilegiar dez bairros (cerca de 700 mil pessoas). "Esse primeiro conjunto de investimento vai atender a área mais populosa da concessão e boa parte dos recursos será voltado à bacia da Guanabara, o que contribui para os compromissos olímpicos", afirma Medeiros.
A meta estabelecida em contrato prevê a universalização da coleta e do tratamento de esgoto na áreas da Olimpíada do Rio (nos bairros Deodoro e Vila Militar) até 2017, mas o consórcio pretende antecipar para 2016, antes do evento esportivo.
Os dez bairros que vão receber os recursos iniciais contam hoje com nível de coleta de esgoto em torno de 50%, mas têm um tratamento muito baixo, entre 5% e 10%. Com o financiamento, a Foz Águas 5 vai construir em torno de 400 quilômetros de rede de esgoto e duas estações de tratamento.
Até a liberação dos recursos da Caixa, o consórcio havia apenas recebido financiamento de curto prazo no valor aproximado de R$ 100 milhões do banco Caixa Geral-Brasil, instituição portuguesa que prestou assessoria financeira às empresas.
A concessão da AP-5 prevê a construção de 19 estações de tratamento de esgoto e 221 elevatórias, mas o consórcio está revendo o plano. A ideia agora é reduzir para dez estações e 142 elevatórias de maior capacidade. O diretor da Foz ressalta que o programa está sendo cumprido e que não está sendo feita economia, apenas um aumento de eficiência.
A meta é chegar em 30 anos a 85% de coleta e 100% de tratamento de esgoto. Além da operação, o consórcio Foz Águas 5 é responsável pela gestão comercial de água e esgoto, que inclui medição de consumo e recolhimento das contas. O maior problema enfrentado é a inadimplência, que chega a 50% na região.
Para reduzir o índice, o consórcio está fazendo o recadastramento de todos os usuários da região da AP-5 e espera contar com inadimplência em torno de 10% até o 10º ano de operação. "Pela nossa experiência, quando se presta o serviço, o cliente paga", afirma Medeiros.
Diante da inadimplência elevada, o faturamento da Foz Águas 5, que deveria ser de R$ 200 milhões ao ano, está sendo reduzido pela metade. O consórcio, contudo, considera que, em dez anos, quando o atendimento abranger até 80% da população e com o crescimento esperado da região, o número vai alcançar R$ 500 milhões ao ano.

Barra Energia já investiu US$ 470 milhões e atrai chineses

Valor 09.05.2013 - Bertani, principal executivo da Barra Energia, classifica de especulações notícias sobre interesse da CNPC na petroleira controlada por fundos de investimento.
Cobiçada pela China National Petroleum Corporation (CNPC), a Barra Energia já soma investimentos de US$ 470 milhões no Brasil desde que comprou seu primeiro ativo no país, justamente uma fatia de 10% da Shell no bloco BM-S-8 no pré-sal de Santos, em 2011. O principal executivo da Barra Energia, Renato Bertani, não comenta a informação de que os donos da empresa - basicamente os fundos First Reserve e Riverstone - tenham recebido oferta de US$ 2 bilhões da CNPC. "Não comentamos especulações", disse Bertani ao Valor, de Houston, na resposta tradicional em casos como esse.
A Barra, uma companhia de capital fechado, foi criada em 2011. Em julho daquele ano pagou US$ 175 milhões pelos 10% do BM-S-8 e, em setembro, investiu US$ 157 milhões para comprar 30% do BS-4, também na Bacia de Santos, da Chevron e Shell.
Bertani informou que o investimento de US$ 470 milhões incluí as duas aquisições (que somam US$ 332 milhões) e o aporte na perfuração do poço descobridor do campo gigante Carcará, encontrado pela Petrobras (operadora do BM-S-8) em março do ano passado e que parece ser o ativo mais valioso do portfólio da companhia.
Se concluída a negociação com a CNPC, estimada em US$ 2 bilhões, vai representar um prêmio equivalente a mais de quatro vezes o que os dois fundos investiram. Quando a Barra foi criada, o diretor-geral do First Reserve Corporation, Will Honeybourne, explicou ao Valor que seu fundo e o Riverstone colocariam à disposição da companhia US$ 500 milhões cada um, e outros fundos colocariam mais US$ 200 milhões, elevando para US$ 1,2 bilhão o potencial de aportes na companhia.
Na época, Honeybourne explicou que a decisão de investir no Brasil se devia à "economia forte, regime regulatório estável e um bom acesso à infraestrutura", além da existência recursos naturais relativamente inexplorados.
Sobre os aportes previstos inicialmente, que ajudam a entender o quanto a companhia tem no caixa, Bertani explicou que se trata de um compromisso firme de investimento de até US$ 1,2 bilhão, o que não significa que a diferença entre o que foi investido e o que está ainda disponível esteja no caixa da companhia.
As notícias de venda da Barra tornam indefinida a participação da companhia na 11ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP), marca para acontecer na semana que vem.
A notícia sobre o interesse da companhia chinesa na petrolífera brasileira ajudou a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), que tem participações idênticas às da Barra nos dois blocos - o BM-S-8 e o BS-4, na Bacia de Santos. As ações da QGEP subiram 7,39%, fechando o dia cotadas a R$ 12,20 no pregão de ontem.

Vanguarda põe R$ 40 milhões na renovação de maquinário

Valor 09.05.2013 - Arlindo Moura, CEO da Vanguarda: objetivo do investimento é assegurar que toda a safra seja plantada e colhida dentro da janela considerada ideal pelos agrônomos
A Vanguarda Agro deu início a um processo de modernização de seu parque de máquinas. Diante da necessidade de ganhar eficiência no campo, a companhia fechou uma compra de equipamentos no valor total de R$ 40 milhões das montadoras John Deere e Case.
O pacote inclui 31 tratores, dez colheitadeiras, 31 plantadeiras e 15 pulverizadores. Com a aquisição, o número de máquinas próprias cresce, de 847 para 885, e a idade média da frota cai, de sete para cinco anos. Segundo o presidente da Vanguarda, Arlindo Moura, os equipamentos devem ser utilizados já na safra 2013/14, que começa em setembro.
O objetivo do investimento é assegurar que toda a safra seja plantada e colhida dentro da "janela" considerada ideal pelos agrônomos. "Com as máquinas de que dispúnhamos, isso não era possível, o que comprometia a produtividade da lavoura", afirma Moura. Do valor total da compra, R$ 35 milhões serão financiados com recursos do BNDES, sobretudo Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Os empréstimos captados têm prazos de um a três anos, com taxa média de juros de 3%. Além de reforçar o maquinário, a Vanguarda Agro também negocia com três empresas a construção de novos armazéns com capacidade total de 30 mil toneladas. O investimento é estimado em cerca de R$ 20 milhões e deverá ser definido nos próximos dias.
Com os novos armazéns, a Vanguarda passaria a ter uma capacidade estática de 303 mil toneladas, o suficiente para estocar aproximadamente 50% de sua produção. Conforme Moura, as novas estruturas visam a acelerar o processo de recebimento e expedição da produção a fim de reduzir os custos logísticos.
O executivo afirma, ainda, que a empresa pode realizar novos investimentos em armazenagem até o fim do ano, a depender das condições da nova linha de crédito que o governo deve disponibilizar para esse fim no próximo Plano Agrícola e Pecuário. "O ideal é que tenhamos capacidade de estocar a soja até agosto e setembro, durante a entressafra americana, quando os prêmios pagos no mercado são maiores", explica.
No comando da Vanguarda Agro desde janeiro, Arlindo Moura apresenta amanhã o primeiro balanço de sua gestão, com os resultados referentes ao primeiro trimestre. Segundo analistas de mercado, os números devem ser afetados pelos problemas com a seca que devastou a produção no Piauí e na Bahia e pelo excesso de chuvas que prejudicou a qualidade da soja em Mato Grosso.
A expectativa é que a empresa, que amargou prejuízo de R$ 57,9 milhões no último trimestre de 2012, não volte a gerar lucros antes do quarto trimestre de 2013. "A Vanguarda é uma empresa em processo de reconstrução e reorganização das operações, de modo que este é um ano de consolidação", diz William Castro Alves, da XP Investimentos.
A Vanguarda deverá reduzir sua área na próxima safra. O Valor apurou que a companhia rescindiu contratos de arrendamento na Bahia, no Piauí e em Mato Grosso. Algumas dessas propriedades teriam baixa produtividade e requereriam investimentos da companhia.
Arlindo Moura não confirma a informação e diz que a companhia vai detalhar seus planos para 2013/14 durante a apresentação dos resultados do 1º trimestre. O executivo, porém, nunca escondeu o desejo de reduzir gradualmente a participação dos arrendamentos na área total, dos atuais 72% para cerca de 50%, nos próximos anos. "Quando arrendamos, investimos na propriedade dos outros e não participamos da valorização da fazenda", justifica.
Resultado da fusão de três empresas - a Vanguarda Agropecuária, do produtor Otaviano Pivetta, o Grupo Maeda e a Brasil Ecodiesel, controlada pelo investidor espanhol Enrique Bañuelos -, a Vanguarda Agro é uma das maiores produtoras de grãos do mundo. Com valor de mercado de R$ 1,3 bilhão, a empresa cultivou 307 mil hectares com soja, milho e algodão na safra 2012/13.
Contudo, a empresa ficou marcada pelo fracasso dos investimentos da Brasil Ecodiesel em biodiesel, o endividamento herdado da Maeda e a disputa societária entre Pivetta e Bañuelos, que terminou com a saída do espanhol, há um ano. Desde então, a companhia tenta se reorganizar. As mudanças ganharam força no fim do ano passado, com a capitalização de R$ 350 milhões - que culminou na entrada da Gávea Investimentos no capital social da companhia - e a indicação de Arlindo Moura para a presidência.

FMC aposta em fertilizantes especiais

Valor 09.05.2013 - A fabricante de defensivos agrícolas FMC estabeleceu uma parceria com a empresa americana Cytozyme Laboratories para atuar no mercado brasileiro de fertilizantes especiais, um negócio que poderá representar até 10% de seu faturamento no país nos próximos cinco anos.
Pelo acordo, firmado ainda no fim do ano passado, a FMC obteve os direitos exclusivos de comercialização do portfólio da Cytozyme no Brasil e na América Latina. Por enquanto, nenhum produto será fabricado no Brasil.
De acordo com o diretor de negócios corporativos da FMC no Brasil, Paulo César de Oliveira, o objetivo da companhia é abocanhar uma fatia de pelo menos US$ 100 milhões do mercado que, segundo a companhia, movimentou US$ 1 bilhão em 2013.
Se a previsão se confirmar, o Brasil passará a ser o maior mercado para a Cytozyme, uma pequena empresa de Utah, fundada em 1975, com faturamento da ordem de US$ 30 milhões por ano.
"O segmento de fertilizantes especiais cresce cerca de 20% ao ano no Brasil, mais que o segmento de defensivos", anima-se Oliveira. No ano passado, o mercado brasileiro de defensivos movimentou US$ 9,7 bilhões, um aumento de 14% em relação a 2011. As vendas da FMC somaram cerca de US$ 740 milhões.
Os chamados fertilizantes especiais são micronutrientes, extratos vegetais e aminoácidos aplicados diretamente nas folhas e sementes com o objetivo de aumentar seu potencial produtivo. A utilização é mais comum no segmento de hortifrutigranjeiros, que hoje responde por mais de dois terços do mercado. Nos últimos anos, contudo, as fabricantes têm tentado avançar nas grandes culturas - soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
"Estimamos que esse mercado pode alcançar US$ 4 bilhões no Brasil em alguns anos", afirma Oliveira. Segundo o executivo, o fertilizantes especiais movimentam aproximadamente US$ 1 bilhão nos Estados Unidos e outros US$ 1,5 bilhão na Europa.
Inicialmente, a FMC vai centrar suas vendas de fertilizantes em hortifrutigranjeiros e cana-de-açúcar - a múlti é a líder do mercado de defensivos para cana, cultura que responde por um terço de seu faturamento no Brasil. "Depois partimos para soja, algodão e milho", afirma Oliveira.
O Brasil é o principal mercado agrícola para a FMC, que no ano passado faturou US$ 2,1 bilhões no setor em todo o mundo. De acordo com Oliveira, a receita com venda de defensivos no mercado brasileiro deve alcançar US$ 900 milhões em 2013 - um aumento de 21% em relação ao ano passado. A companhia é a quarta no ranking de defensivos no país, atrás de Syngenta, Bayer CropScience e Basf.

Lucro líquido da SLC Agrícola aumenta 40% no 1º tri de 2013

Valor 09.05.2013 - O lucro líquido da SLC Agrícola cresceu 40%, para R$ 46,435 milhões no 1º trimestre de 2013. Operacionalmente, a empresa sofreu com a seca nas suas lavouras de grãos e algodão do Nordeste. Mas, o resultado líquido maior foi impactado positivamente pela redução das despesas financeiras (R$ 29,3 milhões), das menores despesas administrativas e da redução da incidência do imposto de renda.
O resultado operacional da SLC Agrícola caiu 1,3%, para R$$ 56,150 milhões no primeiro trimestre deste ano. A margem operacional subiu 4,3 pontos percentuais para 21,9%. “Nos Estados da Bahia, Piauí e Goiás, nos meses de dezembro e fevereiro, ocorreram períodos de seca que afetaram o potencial produtivo de algumas lavouras, principalmente áreas de primeiro ano de plantio”, informou a empresa em comunicado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 9,9%, para R$ R$ 83,6 milhões. A dívida líquida da subiu 13, para R$ 542,9 milhões no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2012.
A companhia informou ao mercado que ampliou em 2,138 mil hectares seu plantio no ciclo 2012/13. O avanço se deu com milho e algodão de segunda safra, em função de abertura de “boas janelas de plantio” no Centro-Oeste nos meses de janeiro e fevereiro.
A estimativa inicial da companhia era de cultivo de 280,4 mil hectares no ciclo 2012/13, que se encerra em junho, área que foi ampliada para 282,573 mil hectares. Assim, no total, a área plantada de algodão foi 19,6% menor, de 76,580 mil hectares, de soja, o cultivo cresceu 31,1%, para 150,778 mil hectares, e o milho aumentou 40%, para 49,273 mil hectares.
A empresa também informou que está dando seguimento ao processo de abertura de 10 mil  hectares de terras entre os Estados do Piauí e da Bahia para posterior exploração agrícola. Descontados esses 10 mil hectares, o banco de terras atual da SLC Agrícola está estimado em 38,033 mil hectares, que serão convertidos em lavouras nos próximos anos.
A SLC Agrícola também informou que sua empresa de terras, a LandCo, comprou uma área de 1.663 hectares (sendo 1.115 hectares de plantio, já abertos) no estado da Bahia. Pela fazenda, a empresa pagou R$ 7,484 milhões.
Foi a primeira aquisição da LandCo, criada no ano passado pela SLC Agrícola e que tem como sócio o fundo Valiance Asset Management Limited, do Reino Unido. Em carteira, a LandCo tem US$ 238 milhões para serem investidos na aquisição de terras no Brasil.

EBX abaterá dívida com Bradesco e Itaú para liberar ações

Valor 09.05.2013 - Enquanto negocia a venda de ativos e a rolagem de dívidas com bancos, o grupo EBX, do empresário Eike Batista, tenta antecipar o pagamento aos bancos Bradesco BBI e Itaú BBA de um empréstimo em especial, cujo saldo atual é de US$ 900 milhões, para livrar as ações de empresas abertas da holding que foram dadas em garantia da operação. Com a queda no valor de mercado das companhias na bolsa, a EBX precisou comprometer uma parcela cada vez maior de ações para fazer frente às garantias.
O crédito foi obtido em março de 2011 para financiar a aquisição da Ventana, companhia canadense com projetos na Colômbia, pela AUX, mineradora de ouro, prata e cobre do grupo. Parte do crédito foi concedida em uma linha conhecida como "margin loan", na qual os credores podem exigir mais garantias automaticamente caso os ativos cedidos pelo devedor se desvalorizem.
Foi exatamente o que aconteceu no financiamento à mineradora, cujo aval foi dado, principalmente, em ações do chamado "grupo X". Pelas condições do contrato, as garantias devem cobrir até 150% do crédito, algo em torno de US$ 1,35 bilhão. Com a forte queda dos papéis das empresas X e a alta do dólar no período, o aval do empréstimo passou a representar 17% do valor de mercado do grupo. Considerando apenas a fatia da EBX nas empresas, o percentual sobe para aproximadamente 30%.
A dívida para a aquisição da mineradora foi tomada originalmente em negociações individuais com quatro bancos. Segundo fontes a par da operação, a empresa pré-pagou no ano passado a dívida com o Credit Suisse e Deutsche Bank, de menor valor.
A EBX deve agora liquidar outros US$ 500 milhões nas linhas contratadas com Bradesco BBI e Itaú BBA, que concentram a maior parte do financiamento, conforme apurou o Valor. Com isso, restariam US$ 400 milhões a pagar. A dívida da AUX ficou de fora do pacote de renegociação dos demais empréstimos com os bancos justamente em razão do sistema de garantias.
Como a mineradora é uma empresa fechada, não existem dados atualizados sobre o contrato, que possui vencimento final em 2016. Na época do empréstimo, o aval representava menos de 5% do valor das empresas de Eike na bolsa. A alternativa da chamada automática de garantias foi adotada para proteger os bancos principalmente de uma eventual desvalorização cambial. "As ações eram o melhor colateral [garantia] que o grupo tinha na época", diz uma fonte.
Os bancos envolvidos no empréstimo à AUX não se pronunciaram sobre o assunto. Em nota, a EBX informou que todas as companhias do grupo contam com funding "substancialmente equacionado para os próximos anos e perfil de endividamento, majoritariamente, de longo prazo".
De acordo com uma fonte próxima à companhia, os recursos tomados para a aquisição da Ventana contariam com garantias corporativas tradicionais e, mesmo com a forte queda das ações, os bancos estariam "confortáveis" com a empresa.
Em geral, o empresário tem negociado com os bancos a rolagem das dívidas do grupo. As companhias da EBX devem mais de R$ 5 bilhões ao Itaú e um valor semelhante ao Bradesco. Banco do Brasil e Caixa são credores de outros R$ 2 bilhões cada, enquanto o BTG Pactual tem R$ 1,6 bilhão a receber. Na sexta-feira, a LLX, empresa de logística do grupo, anunciou que rolou uma dívida de R$ 468 milhões com o Bradesco.
O uso de dívida, ou "alavancagem", no jargão de mercado, para financiar aquisições como fez a EBX envolve riscos, mas aumenta o potencial de retorno do negócio. O instrumento é usado principalmente por fundos de private equity, que investem na compra de participações em empresas para revendê-las com lucro no futuro.
O empresário brasileiro já detinha uma participação de 20% na Ventana, que possui direitos sobre minas de ouro, prata e cobre na região de California-Vetas e La Bodega, na Colômbia, e há dois anos fez uma oferta para comprar as ações remanescentes da empresa.
A intenção era abrir o capital da AUX na bolsa colombiana no ano seguinte. Eike chegou a declarar que as minas valeriam pelo menos US$ 4,5 bilhões, três vezes mais do que o valor pago. Mas com a piora da percepção de risco do grupo e a necessidade de recursos para outros projetos, a empresa desistiu da oferta de ações e passou a negociar a venda direta a um investidor estratégico. A expectativa é que o negócio seja fechado neste ano.

Perda em investimentos reduz rentabilidade do BTG

Valor 09.05.2013 - André Esteves, CEO do BTG: "Gostamos da performance, com a receita bem espalhada nas diversas áreas, num momento econômico relativamente fraco".
Um ano depois de sua badalada estreia na bolsa, o BTG Pactual entregou aos acionistas, no primeiro trimestre, uma rentabilidade muito inferior à que sinalizou na época como um patamar sustentável.
Uma surpreendente piora no resultado levou o BTG a gerar retorno sobre o patrimônio líquido anualizado de 16,9%. Em apresentações a investidores antes da oferta inicial de ações do banco, em abril de 2012, os principais sócios do grupo projetavam uma média anual de 25% para o indicador.
Até o fim do ano passado, o BTG não teve dificuldades de trabalhar com folga dentro desse parâmetro, embora o controlador do grupo, André Esteves, já tivesse sinalizado que um retorno na faixa de 20% seria mais factível no futuro.
A freada brusca não passou incólume pelo mercado. As units do BTG fecharam ontem a R$ 33,60, em baixa de 1,15%. "Pode haver alguma pressão nos preços no curto prazo", afirmaram analistas do Deutsche Bank, em relatório que menciona "o primeiro desapontamento" desde a oferta de ações.
O que mudou agora? A grande diferença é que a unidade de negócios batizada de "principal investments", que vinha impulsionando os resultados do BTG, amargou queda de 71% em sua receita líquida no primeiro trimestre deste ano frente a igual período do exercício passado. A área reúne os investimentos com capital próprio e o private equity do grupo.
Segundo o BTG, o ambiente econômico delicado teve impacto na estratégia de investimentos em instrumentos de juros e crédito. Ao mesmo tempo, caiu o valor de mercado da BR Properties, empresa de imóveis comerciais da qual o banco é acionista. Somados os dois fatores, a receita de "principal investments" caiu para R$ 167 milhões entre janeiro e março.
A queda na receita teve um efeito colateral que não havia sido captado pelo mercado e que, segundo o BTG, foi decisivo para a redução do lucro e da rentabilidade: aumentou o peso dos impostos a ser pagos pelo grupo.
Parte das atividades reunidas nessa unidade não é sujeita à tributação brasileira. A BTG Investments, por meio da qual o grupo faz investimentos proprietários, tem sede em Bermudas e é definida como "sociedade isenta". Debaixo dela estão, por exemplo, a participação na varejista Leader, no consórcio que administra túneis em Barcelona e ações da B&A Mineração.
Ao mesmo tempo, a participação na BR Properties entra no balanço do BTG via equivalência patrimonial. Por isso, a perda no valor do investimento na empresa não é dedutível de impostos.
Na medida em que a área gerou resultados menores, aumentou o peso relativo das demais unidades do grupo - tributáveis - no resultado final. Em consequência, a alíquota de imposto de renda efetiva incidente sobre o resultado do BTG foi de 40,7%, bem acima dos 26,5% pagos no primeiro trimestre do ano passado.
Em teleconferência com analistas, o controlador do BTG, André Esteves, e o diretor financeiro do grupo, Marcelo Kalim, afirmaram que a alíquota efetiva do primeiro trimestre foi um ponto fora da curva. "A tendência é se estabilizar num patamar próximo ao do ano passado", disse Kalim.
De acordo com eles, o efeito tributário foi a razão para a queda no lucro líquido do grupo, que baixou de R$ 786 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 612 milhões nos três primeiros meses do exercício atual.
Porém, não foi o único fator. A receita líquida do BTG totalizou R$ 1,694 bilhão de janeiro a março, com alta de 6%. Foi a segunda maior receita para o banco em um trimestre. A retração nos investimentos proprietários foi compensada por crescimentos expressivos nas atividades de banco de investimentos, gestão de recursos e crédito. As despesas operacionais, no entanto, avançaram 25%, ajudando a pressionar a última linha do balanço.
O lucro líquido veio abaixo do esperado pelo mercado, embora o desempenho operacional não tenha surpreendido os analistas que acompanham o banco.
"Uma pergunta que fica para os próximos trimestres é: qual a alíquota de impostos efetiva recorrente para o BTG?", observou o analista André Rocha, autor do blog "O Estrategista", do site do Valor. Na avaliação dele, a ampla gama de investimentos em empresas que o BTG possui é positiva porque diversifica os negócios, mas por outro lado traz volatilidade.
Em relatório, analistas do J.P. Morgan destacaram que o balanço do primeiro trimestre mostrou tendências positivas para as receitas recorrentes da área de crédito, da gestora de recursos e da gestora de fortunas. Porém, afirmaram que continuam a questionar a "sustentabilidade" das receitas provenientes da corretora e dos investimentos proprietários.
"Gostamos da performance, com a receita bem espalhada nas diversas áreas [de atuação do banco], num momento econômico relativamente fraco", disse Esteves na teleconferência.

BMG volta a registrar lucro depois de parceria com o Itaú

Valor 09.05.2013 - O BMG já começa a colher os frutos da parceria com o Itaú Unibanco, fechada em julho do ano passado com a criação de um novo banco, o Itaú BMG Consignado. De janeiro a março deste ano, o BMG lucrou R$ 121,3 milhões, ante um prejuízo de R$ 163,4 milhões em igual período de 2012.
Para o resultado do BMG, a recém-criada instituição trouxe ainda pouco, R$ 2,4 milhões, equivalente à fatia de 30% que o banco mineiro tem no Itaú BMG. Mas, por trás disso, está uma série de outros benefícios que vieram, como fonte de captação de recursos mais barata - vinda do próprio Itaú - e despesas administrativas e de pessoal transferidas para o Itaú BMG.
Boa parte da cara estrutura de vendas do BMG foi transferida para o novo banco, dando um alívio à instituição. No primeiro trimestre deste ano, as despesas administrativas e de pessoal do BMG encolheram 14,1%, para R$ 203,5 milhões, na comparação anual.
Apesar de ter reduzido sua estrutura, o BMG está agora com uma carteira de crédito própria maior, de R$ 19,3 bilhões, o que representa 49,7% mais do que um ano antes. Esse estoque maior traz mais resultado ao BMG. Contribuiu para esse crescimento o fato de 30% da produção do novo banco ficar com o BMG. Só de janeiro a março, o Itaú BMG produziu R$ 2,9 bilhões de crédito consignado.
O estoque total de crédito do banco, porém, encolheu para R$ 26 bilhões, ou 9,5%. Isso inclui operações vendidas a terceiros, mas pelas quais o BMG ainda responde em caso de inadimplência ou fraude, por exemplo.
"Acreditamos que estamos indo pelo caminho certo, conseguindo melhorar todos os itens do balanço. O desafio é manter isso", diz Antonio Hermann, que foi anunciado na presidência do BMG em novembro do ano passado, quando a família Pentagna Guimarães decidiu profissionalizar a gestão.
Do lado do capital, o BMG também ganhou mais folga. O índice de Basileia do banco estava em 12,83%, ou 0,98 ponto percentual mais alto do que em dezembro. Parte desse ganho veio da uma mudança de regras feita em março pelo Banco Central, quando passou a exigir menos recursos próprios dos bancos para alguns tipos de operação de crédito.
As mudanças no BMG têm sido bem recebidas por investidores. Os bônus do banco no exterior já estão sendo negociados a preços melhores. Os títulos de dívida com vencimento em 2018 emitidos no exterior pelo banco BMG, os mais líquidos no mercado secundário, eram negociados a 97,6% do valor de face ontem, abaixo do preço de emissão, mas bem longe da mínima histórica.
No lançamento da operação, em abril de 2011, o BMG captou US$ 300 milhões, a 98,83% do valor de face. Os títulos, com prazo de sete anos, saíram com um rendimento ao investidor de 8,22% ao ano.
Contudo, a intervenção no Banco Cruzeiro do Sul, em 4 de junho do ano passado, deflagrou uma onda de aversão a risco em relação aos bancos médios. Foi um período delicado para o BMG. Os bônus do banco, por exemplo, caíram para a mínima histórica, sendo cotados a 67,5% dez dias depois, no dia 4.
A recuperação dos títulos, na visão de Carlos Gribel, diretor de renda fixa para a América Latina da corretora americana INTL FCStone, deve-se à parceria fechada com o banco Itaú em julho do ano passado. "Os bancos médios continuam sem mercado, mas a percepção em relação ao BMG é de que, graças ao negócio com o Itaú, ele não tem problema de funding", afirma.
Para os próximos meses, o BMG planeja uma mudança física. Até julho, o banco transferirá sua sede de Belo Horizonte para São Paulo. O destino será o conjunto de escritórios Pátio Victor Malzoni, na avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.477, no principal corredor financeiro de São Paulo - e bem próximo de seu sócio, o Itaú Unibanco.

Filhos pedem interdição do presidente de honra do Real Madrid

Estadão 08.05.2013 - Família teme pela fortuna acumulada pelo ex-jogador que decidiu casar-se aos 86 anos com secretária de 36.
Os cinco filhos de Alfredo Di Stéfano, presidente de honra do Real Madrid, decidiram pedir à justiça para interditá-lo judicialmente como incapaz, segundo informou a agência de notícias Efe. O pedido envolve a herança milionária do ex-jogador, ex-treinador e empresário.
A petição chega poucos dias depois que Di Stéfano anunciou seu desejo de casar-se aos 86 anos com sua secretária Gina de González, que tem 50 anos a menos que ele: 36.
A história do ex-jogador da seleção argentina confunde-se com a do Real Madrid. Com ele em campo o time ganhou fama de imbatível na Espanha e na Europa. Sua velocidade e a cor dos cabelos lhe renderam a alcunha de "A Flecha Loira".
Agora, a fortuna acumulada ao longo da carreira como jogador, técnico e presidente de honra de um dos maiores clubes do mundo virou motivo de disputa judicial por causa da sua decisão de casar com a porto-riquenha Gina de González.
"Diante da deterioração evidente das faculdades mentais e físicas observada em nosso pai há meses, seus cinco filhos tomamos a decisão de solicitar aos juízes competentes, em seu exclusivo interesse, sua declaração de incapacidade, promovendo de forma simultânea a adoção de medidas cautelares, para preservar o seu patrimônio", diz a nota oficial da família.
O mítico jogador tem relação com a secretária há três anos, mas ela nunca foi bem vista pela família e nem pelo Real Madrid, que chegou a vetar sua presença no camarote de honra do estádio Santiago Bernabéu. O veto foi revisto depois que Di Stéfano ameaçou não ir mais aos jogos sem a companheira.
"Me caso porque quero e estou a oito anos viúvo. Cada louco com sua mania. Estou apaixonado e me caso com Gina. Tenho o coração jovem", explicou o ex-jogador.
Di Stéfano afirma que deseja se casar o quanto antes, se possível em 15 dias ou um mês. Ele conheceu Gina González quando ela se apresentou como jornalista e fã do ex-jogador.
Nos últimos três anos, ela virou a principal assessora do presidente de honra do Real Madrid. Atende ligações telefônicas para ele, cuida da sua agenda e da sua saúde. Com um implante de marca-passos há oito anos, Di Stéfano foi internado com problemas cardíacos recentemente e teve alta dia 12 de abril.
Após ficar viúvo de Sara Freites, Di Stéfano foi morar com a filha Nannette Norma, que morreu no ano passado aos 60 anos.
"Consideramos que seu estado atual de vulnerabilidade, além da sua evidente projeção midiática, podem determinar condutas abusicas sobre a sua pessoa, que pretendemos evitar através do amparo judicial solicitado, uma vez que pretendemos proteger a imagem e hnorabilidade, tanto do nosso pai como da nossa família", diz a justificativa dos filhos.

Fitch eleva rating do México para “BBB+”, acima da nota do Brasil

Valor 09.05.2013 - A agência de classificação de riscos Fitch Ratings elevou a nota soberana do México em um nível nesta quarta-feira. O rating de longo prazo em moeda estrangeira de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, na sigla em inglês) da dívida mexicana foi elevado de “BBB” para “BBB+”. O IDR da dívida em moeda local subiu de “BBB+” para “A-". A perspectiva para os ratings é “estável”.
Com isso, o México fica com uma nota superior a do Brasil. Em julho do ano passado a Fitch afirmou a nota soberana brasileira em "BBB", com perspectiva estável – o país tem esse mesmo rating desde 2011.
Melhora da nota do país reflete os fortes fundamentos da economia, o suporte à meta de inflação e o regime cambial flexível
“A elevação do rating soberano do México reflete seus fortes fundamentos macroeconômicos, incluindo a ausência de desequilíbrios macrofinanceiros, consistente suporte à sua meta de inflação e regime cambial flexível, assim como o compromisso maior que o antecipado da nova administração e do Congresso em aprovar reformas estruturais”, diz a nota da Fitch.
“Além disso, a resiliência da economia é sustentada pela estabilização da produção do petróleo e avanços na questão da violência relacionada ao tráfico de drogas, que no entanto permanece elevada”, segundo a agência.
De acordo com a Fitch, o novo governo do presidente Enrique Peña Nieto conseguiu aprovar algumas reformas estruturais que eram aguardadas há anos no México. Se forem implementadas com sucesso, essas reformas poderão dar impulso à perspectiva de crescimento no médio prazo, “ao promover a concorrência e o crescimento no investimento”, segundo a agência.
“A Fitch acredita que existe compromisso político suficiente para avançar em questões pendentes, como a reforma fiscal e do setor de energia, que estão programados para entrar em discussão no segundo semestre”, diz a nota.
Segundo a agência, a estrutura econômica diversificada, um sistema bancário bem capitalizado e um moderado encargo da dívida externa proporcionam suporte ao rating do México.
Contudo, o rating soberano é limitado pela fraqueza estrutural nas finanças públicas, baixo nível de intermediação financeira e um nível ainda elevado de violência, que continua a ser um obstáculo para aumentar a taxa de crescimento potencial do país.
Também pesa sobre o rating do país a estreita base tributária, significativa dependência fiscal da receita com petróleo e baixa flexibilidade fiscal. Mas a perspectiva “estável” reflete a avaliação da Fitch de que os riscos de elevação ou rebaixamento ao rating estão atualmente equilibrados.

Coreia do Sul

Valor 09.05.2013 - A Divisão Comercial da Embaixada da Coreia do Sul, promove, no Rio de Janeiro, o Brasil-Korea Business Meeting. No encontro, empresários coreanos apresentarão produtos dos segmentos de óleo e gás, construção civil, têxtil entre outros. Data: 10/05/2013 - Horário: 8h às 18h - Local: Rua Tonelero, 338 - Rio de Janeiro, Copacabana - Informações: (21) 3923-5511.



EBX to release stock after making early debt payments of USD 500m to Bradesco and Itau
Story EBX is attempting to repay early its debt to Bradesco and Itaú in order to redeem the shares used as a guarantee for the payment of the debt, reported Valor Econômico citing unidentified sources.
EBX made the loan in March 2011 so that AUX, EBX’s gold mining branch, could acquire Ventana, a Canadian company which operates in Colombia, Valor also reported.
Still citing unnamed sources, Valor reported that the loan was negotiated with four separate banks, and that EBX pre-paid its debt with Credit Suisse and Deutsche Bank last year. EBX is now preparing to liquidate its USD 500m debt with Bradesco BBI and Itau BBA, reducing its total debt to USD 400m.
The item added that Eike Batista, owner of EBX, has been negotiating the rollover of its companies’ debt with several banks. EBX companies owe approximately USD 2.48bn (BRL 5bn) to Itaú, USD 2.48bn (BRL 5bn) to Bradesco, USD 995m (BRL 2bn) to Banco do Brasil, USD 995m (BRL 2bn) to Caixa Econômica Federal, and USD 796m (BRL 1.6bn) to BTG Pactual.
Batista acquired Ventana in the hopes of taking AUX public on the Colombian stock exchange, according to Valor; EBX, however, has abandoned plans to list AUX’s shares and is negotiating the direct sale of the company instead. The transaction is expected to take place this year, the item added.
Source Valor Economico.
 
Travel Counsellors rules out sale, opportunistic about buys and JVs - execs 
Story Travel Counsellors, a family owned UK-headquartered travel company, has ruled out a sale “any time soon”, chairman and majority shareholder David Speakman said.
In an interview with this news service at the end of 2010, Speakman said a sale to a strategic investor could take place in around 18 months. However, such plans are no longer on the company’s radar, he emphasised.
Travel Counsellors is “happy” with its current growth rate, expected to reach 15% this year, he said, referring to his trust in the current directors of the company to carry on growing the business in the future. Two of Speakman’s children are also involved in the management of the business, he said.
However, the possibility of an IPO in the long term could be assessed, managing director Steve Byrne said without specifying further.
Travel Counsellors has a GBP 350m turnover and expects to reach GBP 400m by the end of this year. EBITDA stood at GBP 6m in 2012.
Travel Counsellors is focused on growing organically and remains opportunistic about acquisitions and joint venture agreements to continue expanding its international footprint, the executives said. The company is not actively looking for targets or partners but would entertain such opportunities if approached by interested parties.
Besides enhancing its presence in existing markets such as Ireland, the Netherlands, Canada, Australia, South Africa and the UAE, Travel Counsellors would be interested in expanding in other main markets in Asia and Europe, as well as in Brazil, where it could look to enter through a JV agreement, Byrne said.
Their most recent overseas office was opened in Dubai via a 50:50 JV with dnata, a local air services provider. The newly formed company has 20 travel agents, Byrne said.
Future potential JV structures would depend on the legal framework of the specific market, Byrne said.
Travel Counsellors generates the bulk of its turnover from UK operations, accounting for GBP 250m, and the rest for overseas operations, Byrne said. South Africa and Australia are its biggest foreign divisions, delivering around GBP 30m each, he added.
The company has more than 1,200 travel agents throughout their home and foreign offices. Value USD 545m (turnover).
Proprietary Intelligence. 
LatAm Morning Flash: Corruption scandal hits Kirchner; Lojas Americanas' ugly moment
An avalanche of corruption accusations has been tormenting Argentina's President Cristina Kirchner over the last couple of weeks. The accusations, made by journalist Jorge Lanata in his weekly TV show Periodismo Para Todos, involve government officials, pro-Kirchner businessmen and even Cristina's deceased husband, former President Nestor Kirchner, and are tainting the largest infrastructure work devised in the Kirchner era.
Lanata, aided by testimonies and documents, unveiled a shady plot behind a USD 4bn hydroelectric project in the province of Santa Cruz, Nestor Kirchner's native province, which he governed for 12 years before being elected president in 2003.
The project, first baptized Condor Cliff-La Barrancosa, was publicly launched by Nestor Kirchner in 2007. The idea was to build two dams in the Santa Cruz river to generate over 1,700 MW of hydroelectric power. A first bid to find a construction consortium for the project was launched in 2008 but was canceled when the world financial crisis hit. In 2010, a second bid was conducted and this time a group made up of IMPSA, Camargo Correa and Corporacion America (owned by Eduardo Eurnekian) was awarded the contract after offering to pay ARS 16bn (USD 4bn at that moment).
The offered price was criticized by opposition politicians who said the group paid a "premium" of at least 100% to the government to win the bid. Experts had previously estimated a cost of between USD 2bn-USD 2.5bn for the project. Those complaints were ignored, but even so in April 2012 Cristina Kirchner canceled the contract without citing any specific reasons.
Now the project - renamed President Nestor Kirchner and Governor Jorge Cepernic - is being auctioned again and new players have come onto the scene. Five joint ventures are bidding, with companies including Brazil's Queiroz Galvao, Construtora Norberto Odebrecht and IMPSA, which presented a new proposal.
Brazil's companies were said to be well-positioned in the auction, but now the winning cards seem to be in the hands of Lazaro Baez, a businessman from Santa Cruz who presented an offer together with China's Sinohydro. Baez became famous in Argentina for building an empire from nothing starting from the time Nestor Kirchner was first elected president in 2003. He was a low-ranked official at Banco de Santa Cruz when he first met Kirchner in the '90s. They became close friends and continued to be for the following 20 years. During the years Kirchner was president, Baez created a network of construction companies that were awarded 80% of all Santa Cruz's public works over the last 10 years. Baez expressed his gratitude to Kirchner by building a gigantic mausoleum for the former president in Santa Cruz's largest cemetery.
Even if Baez is not awarded with the contract to build the dams, he has already secured profit from the project. Starting in 2006, he bought over 180,000 hectares on the right bank of the Santa Cruz river, paying around USD 7 per hectare. Those lands will be flooded after the construction of the dams, and the government is expected to pay compensation of over USD 100 per hectare to the owners. Jorge Lanata's investigation showed that not only did Baez know in advance about Kirchner's plans to build the dams, but he was given confidential information on the project in 2010. Moreover, in 2012 Planning Minister Julio de Vido himself joined Baez's men in a visit to China to get Sinohydro on board to participate in the new bid.
The hydroelectric works are now said to have an estimated cost of up to ARS 25bn (5bn), up from a first estimate of USD 2bn in 2007. In January 2013, Santa Cruz's former governor, Sergio Acevedo, said that the project was being valued in ARS so the cost of "premiums" could go up for many reasons. "It could always be confused with inflation, in a country with a 20% annual raise in prices", Acevedo stated. The government is expected to announce a winner for the bid at the end of May, according to our friends in the know.
In the meantime, even after these corruption accusations were made on live TV and with millions of citizens watching, President Kirchner has not bothered to offer an explanation or even deny the allegations. Kirchner's unconditional followers have tried to discredit Lanata's work, pointing out it has been broadcasted by one of Grupo Clarin (BA: GCLA)'s TV channels. Clarin is Argentina's largest media group and has long been in open conflict with the Kirchner administration.
But the scandal has hit the president's image: according to a poll by Ipsos-Mora y Araujo, Kirchner's negative image increased to 49%, from a former 40% before Lanata's investigation was revealed. However, the investigation had a limited effect on Argentina's judicial system: suits filed by opposition congressmen will be reviewed by Judge Casanello, who has not yet called anyone to testify.
Source Proprietary Intelligence.
3G Capital
3G Capital chiefs Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles and Carlos Alberto Sicupira are quickly becoming the standard by which one measures corporate success.
The trio is behind the widely acclaimed corporate culture of AmBev, which they have since been able to export to other acquisitions such as Anheuser-Busch InBev, Burger King and Heinz. If you don't believe us, ask Warren Buffett.
Source Proprietary Intelligence.
 Lojas Americanas
And then, there is Lojas Americanas (LAME3, LAME4: BZ), the convenience retailer controlled by the trio which is quickly becoming the black sheep in the trio's lineup of companies as far as governance is concerned. Lojas made the headlines in the financial press last week but not for a good reason.
Tempo Capital, a low-profile and yet highly respected money manager in Rio, joined forces with other minorities to install a "fiscal council" at Lojas' April 30 shareholders meeting (trivia: the fiscal council is the Brazilian version of the US's audit committee, but, contrary to the US, it is not an operating committee of the board, but elected separately).
To make a long story short, Tempo and other minorities failed to elect their representatives to the largely supervisory board. Another group of shareholders, Lojas management claimed, had garnered more votes. When Tempo's lawyer asked for a breakdown of the tally, the chair refused, saying only that the group of shareholders that had prevailed was formed by "company employees and members of management team," who clearly own a lot of stock. The problem is, Brazilian securities rules state that "fiscal council" members must not be linked to the controlling shareholder in any way, and it stands to reason that company employees and members of management team are subordinated to the controlling shareholders.
Tempo made an official protest and is now weighing legal action.
This is not the first time that Lojas Americanas' management showed poor judgement and governance. About a year ago, local fund managers complained about how Lojas drastically reduced financial disclosure in B2W Cia. Global de Varejo (BTOW3: BZ), the online retailer controlled by Lojas.
In August 2011, the company failed to cooperate with B2W minorities seeking to elect an independent board member. B2W dragged its feet before eventually publishing a notice disclosing to investors that minorities had requested a type of voting procedure that would favor them in the election. Minorities ultimately failed in their effort.
The fiscal council is a body designed to allow minorities to monitor the actions of management and offer an opinion on the company's accounts. It should be troubling that Lojas appears to be seeking to keep such a body under control.
LatAm Morning Flash is a quick reaction report that combines a smart summary of key equity and special situations news with insight and commentary from our dedicated team of Latin American reporters and local buyside sources.
Source Proprietary Intelligence
Investors question Petrominerales’ latest acquisition as maturities loom analysis
Petrominerales’ (TSX:PMG; BVC:CPMG) newest acquisition has led to a massive sell-off, with investors questioning whether the asset is large enough to solve some of the company's reserve and production problems.
The oil junior announced its acquisition of an 87.5% interest in the Canaguaro Block in the Llanos Basin in Colombia late on 8 May for USD 15.95m, plus a commitment to carry their joint venture partner on the first USD 5.3m of costs. The block has a current production of 416 barrels of oil per day (bopd), proved reserves of 1,194 Mbbls and 2P of 2,277 Mbbls. As of 6 March, the company reported production of 22,461 bopd, a drop of almost 15% from 3Q12.
The market has reacted negatively to the news so far and, as of 12:40 PM EST, Petrominerales’ shares have dropped almost 10% to CAD 5.85/share. The stock shot up more than 16% on Friday (3 May) due to rumors of a significant announcement at the upcoming shareholder meeting on that day. The main driver for concern is that the asset is simply not big enough, with others fearing a looming bond maturity.
“This company has CAD 200m of debt due in August and investors have been asking them to conserve cash and cut their dividend," said an investment banker. "The last thing anybody expected is for them to go out and spend more cash on an acquisition.” As of year-end 2012, Petrominerales had USD 198.3m outstanding on its CAD-denominated 2.625% 2016 senior unsecured convertible bonds puttable in August at a conversion price of CAD 34.746 per share. The company also reported a cash balance of USD 40.5m and announced the closing of a reserves-based credit facility with a borrowing base of USD 250m.
One local investor, however, said he thought the company purchased a solid prospective asset at a fair value and with significant upside. Production numbers are low at the moment due to a number of technical issues. Yet with all the licenses to drill in place, Petrominerales could boost production numbers in the short term, the investor added.
But overall, no news would have been better than small news, according to buyside sources. The market was also caught off guard. Prior to any sort of renewed M&A activity, there were expectations of some sort of announcement involving the company’s 5% stake in the OCENSA pipeline, which it had openly discussed with shareholders as an asset it was willing to sell or monetize to bolster its funds.
Source Proprietary Intelligence.
Farmacias Ahumada plans capital increase to pay down debt, fund growth
New and recently updated deals:
Farmacias Ahumada (FASA: CI) will approach shareholders about a USD 381m capital increase later this month. The company, a Chilean pharmaceutical chain, has set a shareholder meeting for 17 May to consider the transaction, according to a filing with the local SVS. Ahumada plans to sell around 670m new shares and current holders will have preferential rights to participate in the deal. Proceeds from the transaction will be used to pay down debt and finance the company’s growth. Ahumada operates a chain of pharmacies in Chile and Peru. It offers a variety of products and services in health care, hygiene and personal care. The company also has subsidiaries that offer credit cards and operates the Boticas Fasa pharmacies in Peru. Ahumada is the second Chilean pharmaceutical chain to plan an equity deal. Peer CFR Pharmaceuticals (CFR: CI) announced plans earlier this year to raise up to USD 190m through the sale of 725m new shares to fund growth.
Source Proprietary Intelligence.
BioVerde
BioVerde, a privately held Brazilian biodiesel and biochemical company, may go public in 2013, CEO Ailton Domingues said. BioVerde needs to raise capital to support its expansion. The company is heavily investing in its Sorocaba plant and is considering an acquisition of a grain processing company or an oil refinery, Domingues said. BioVerde may list a 30% stake, Domingues added.
Source Proprietary Intelligence.
BR Home Centers
BR Home Centers, a private Brazil-based construction retail company, is planning to go public in 1H13. The company will float less than a 50% stake and is in the process of finalizing audited financial results, Director Marcelo Mesquita told this news service. Proceeds from the offering will be used to open new stores. BR Home Centers currently operates 18 stores and plans to open between five and 10 stores a year starting next year. The company was established in 2010 after the merger of Casa Show, controlled by the Sendas family, and TendTudo, controlled by the Moraes family. The Sendas family currently holds a 12.5% stake in BR Home Centers, the Moraes family a 50% stake and private equity firm Leblon Equities the remaining 37.5%. BR Home Centers had BRL 540m (USD 265m) in revenues in 2011 and it expects BRL 600m in revenues in 2012, according to press reports.
Source Proprietary Intelligence.
CBE
CBE Embrarad signed a nondisclosure agreement for a project that could make revenues “leap” and pave the way for a possible IPO, said CEO Alvaro Andrade. The company is also weighing private equity bids and other opportunities that could help it grow in the long term. Andrade said the project under consideration has a 40% success rate and would give CBE national reach and possibly boost sales 50% from BRL 30m (USD 15m) over the next two to three years.
Source Proprietary Intelligence.
Cedae
Companhia Estadual de Aguas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro, better known as Cedae, has filed for its IPO with securities regulator CVM, according to local reports. Cedae will be listed on Novo Mercado, the listing segment of the Brazilian stock exchange with the strictest corporate governance standards. The offering will be primary and secondary.
Source Proprietary Intelligence.
CVC Brasil Operadora e Agencia de Viagens
Brazil’s largest tour operator, plans to go public, according to a local report. The company hoped to come to market in the first quarter, but the exact timing of the IPO will depend on market conditions. Though CVC postponed plans to list shares in February, the preparation for the share sale “never stopped,” the local article quoted founder Guilherme Paulus as saying. Paulus sold 63.6% of CVC to private equity fund Carlyle Group for BRL 750m (USD 426m at average market exchange rates for 2010) in January 2010.
Source Proprietary Intelligence.
Drogaria Sao Paulo
Drogaria Sao Paulo is rumored to be preparing a public offering
The company purchased Drogao, another drugstore company, a year ago, surpassing Farmacias Pague Menos as the market leader in Sao Paulo. Drogaria Sao Paulo operates more than 360 stores in the states of Sao Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais and Bahia.
Source Proprietary Intelligence.
EBX Group
EBX Group subsidiaries, including OGX Petroleo e Gas Participacoes (OGXP3: BZ), OSX Brasil (OSXB3: BZ) and MPX Energia (MPXE3: BZ; MPXEY: GDR I), are poised to exercise equity rights to capitalize their businesses in the coming months amidst lackluster performance and weak market sentiment. OGX expects to sell USD 1bn in shares to majority shareholder and billionaire investor Eike Batista to place bids in Brazil’s auction for oil and gas concession blocks, according to several reports. Batista agreed in October last year to buy USD 1bn in OGX shares to help finance the company’s exploration plans. OGX’s 2013 budget does not allow for more debt sale, CFO Roberto Monteiro asserted, which means the company will fund acquisitions through asset sales and other forms of financing. Grupo BTG Pactual has recently provided EBX Group, which controls OGX, a USD 1bn credit line.
Source Proprietary Intelligence.
Gafisa
Brazilian real-estate developer Gafisa (GFSA3: BZ; GFA: US) plans to sell 70.2m shares to buy the stake in Alphaville Urbanismo that it doesn’t already own. Gafisa acquired a 60% stake in Alphaville, now Gafisa’s most profitable subsidiary, in 2006 and increased that exposure to 80% in 2010. Gafisa estimates the value of the remaining 20% stake is nearly BRL 360m, press release indicated.
Source Proprietary Intelligence.
Grupo Georadar
Grupo Georadar, a Brazilian provider of seismic surveys, plans to sell a 10% stake ahead of an IPO in late-2014, Chairman and company founder Celso Magalhaes told Debtwire. The company expects to raise around BRL 100m (USD 50.82m from the transaction, which should conclude in the first half of this year, he said. Existing investors RioForte Investment and Angra Infra will reduce their stakes from 28.2% to around 25% and from 29.6% to around 25%, respectively. A third stakeholder, Banco Modal, will maintain its 15% share of the company. Capital from the stake sale will accelerate the company’s BRL 1bn (USD 508m) three-year growth strategy. Grupo Georadar needs to reach BRL 1bn (USD 508m) in revenues before going public. The company had revenues of BRL 630m (USD 320m) last year compared to BRL 325m (USD 165m) in 2011. Grupo Georadar plans to list on the Bovespa. Magalhaes declined to discuss the timing for hiring underwriters.
Source Proprietary Intelligence.
GVT
GVT, a Brazilian telecommunications subsidiary of France’s Vivendi, may raise up to BRL 2bn (USD 1bn) through a public offering on the Sao Paulo Stock Exchange, according to a local report citing a study for such a deal including banks Credit Suisse, Morgan Stanley, BofA Merrill Lynch and Goldman Sachs. The IPO may include the sale of primary and secondary shares and may take place in the second half of 2013 or early next year, subject to market conditions, according to the report. Proceeds from the transaction would be reinvested in GVT. Vivendi sought to sell GVT this year but could not get the price it wanted. Vivendi canceled the sale 15 March. GVT was listed on the Novo Mercado on the Sao Paolo Stock Exchange between 2007 and 2009 when it was de-listed after Vivendi acquired the company.
Source Proprietary Intelligence.
Investimentos e Participacoes em Infraestrutura (Invepar)
Investimentos e Participacoes em Infraestrutura (Invepar), a Brazilian infrastructure company owned by construction group OAS and pension funds Previ, Petros and Funcef, expects to go public within the next year, according to local reports citing CEO Gustavo Rocha. Rocha said the company is interested in bidding for new airport and toll-road concessions. Rumors surfaced last year that Invepar was planning an IPO for at least BRL 1.5bn (USD 947m). The most recent article, however, didn’t elaborate on the size or structure of the expected deal.
Source Proprietary Intelligence.
LDC Bioenergia
LDC Bioenergia, Brazil’s No. 2 ethanol and sugar producer, has filed to go public via Bradesco BBI, JPMorgan, BB Investimentos, Itau BBA, Santander and Banco Votorantim. LDC Bioenergia plans to move forward with a primary and secondary offering, but the company didn’t elaborate on the number of shares it expects to sell.
MRV Engenharia e Participacoes (BZ: MRVE3), a Brazilian builder, plans to list its subsidiary MRV Logistica (MRV LOG) when market conditions improve, a company source said. MRV, focused on housing, posted a market cap of BRL 2.62bn (USD 1.4bn) as of 24 November. MRV Log, the commercial building branch, is responsible for properties such as warehouses, offices and shopping centers.
Source Proprietary Intelligence.
Netshoes
Netshoes, Brazil's leading e-commerce retailer of tennis and sporting equipment, mandated Morgan Stanley, BofA Merrill Lynch, Bradesco BBI and Itau BBA for an IPO on NASDAQ, hoping to raise around BRL 500m (USD 253m), according to local reports. The company was slated to IPO on the BM&FBovespa, but decided on a NASDAQ listing, feeling that the bourse and foreign investors would better value the stock and the growth story and not penalize the company for negative cashflow, according to reports. Netshoes was founded in 2000 and registered sales of almost BRL 1bn (USD 505m) last year.
Source Proprietary Intelligence.
Rede D'Or Sao Luiz
Rede D'Or Sao Luiz, the hospital that includes BTG Pactual (BBTG11: BZ) as a partner, is preparing to go public after making a string of acquisitions. BTG made presentations to investors in New York recently and received positive feedback about a potential share sale. Meanwhile, Rede D'Or Sao Luiz is lobbying the Brazilian government to ease healthcare laws that currently forbid foreigners from investing in hospitals. Rede D'Or Sao Luiz has closed several significant acquisitions in recent months, including the purchase of viVale, Nossa Senhora de Lourdes and Santa Luzia.
Source Proprietary Intelligence.
Votorantim Cimentos
Votorantim Cimentos plans to go public despite recently denying such a deal was under consideration. VC, as the company is known, is one of the world's 10 largest building-materials companies by sales. It maintains a 40% share of Brazil's cement market and assets in South and North America, Europe, Africa and Asia. Assuming a multiple of 10x EV/EBITDA, at which Latam cement companies trade on average, VC could have a market value of BRL 19.80bn (USD 9.4bn), making it almost as large as Cemex (CX: NYSE), which at USD 10 a share has a market cap of USD 10.93bn.
Source Proprietary Intelligence.
Smiles
Smiles (SMLE3: BZ), the loyalty program spun off from GOL Linhas Aereas Inteligentes (GOLL4: BZ; GOL: US), continues to win over admirers after an IPO that many doubted could ever get done in the first place.
The stock closed last Thursday at BRL 23.4, almost 8% higher than its IPO price of BRL 21.70, and the company now has a market value of BRL 2.7bn (USD 1.35bn), exactly half of what competitor Multiplus (MPLU3: BZ) is now worth.
Multiplus stock, you may remember, famously imploded after parent LATAM Airlines Group (LATM11: BZ; LFL: NYSE) decided to go ahead with an ill-conceived BRL 800m Multiplus share offering, before investors (some shocked, others outraged) forced the company into shameful retreat. Earlier this week, LATAM's board called a June 11 shareholder meeting to vote on a USD 1bn equity offering (money has to come from somewhere).
But back to Smiles. Some of our friends believe investors long the stock will get BRL 7 back in a capital reduction over the next year - a move from the Multiplus playbook of 2011. At current prices, Smiles is trading at a dividend yield of 7% in 2014 and 10% in 2015. The bottom line: investors may get back almost 50% of the market cap over the next three years. The stock trades at 10 times estimated 2015 earnings and 6.5x 2016.
"For things to go well for Smiles, you don't even need the company to sign up a bunch of third-party partners to its loyalty network," said an investor long Smiles. "They can get there just by filling GOL's planes" with Smiles users.
Here's why. GOL flies with a load factor below 65%, which means it can add, say, 10% capacity coming from mileage users without affecting operations. TAM, on the other hand, is now run by LATAM, whose management is used to much higher load factors, which ultimately can squeeze Multiplus users. "As a consumer, it is much better to be a Smiles member these days than to be a Multiplus member," said the investor.
Multiplus stock has been in the doldrums - lying in state, you could say - since the follow-on flop, but given the newly found love for the industry, it gained 3.3% last Thursday to close at BRL 33.92, the session high.
LatAm Morning Flash is a quick reaction report that combines a smart summary of key equity and special situations news with insight and commentary from our dedicated team of Latin American reporters and local buyside sources.
Source Proprietary Intelligence.

Nenhum comentário:

Postar um comentário