sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Azul.CA.04.11

Daily News

Grupo japonês Kirin compra 100% da Schincariol
Brasil Economico 04.11.2011 - Adriano Schincariol permanece no comando da empresa por mais um ano. Grupo japonês adquire participação dos minoritários por R$ 2 bilhões e assume controle total da cervejaria brasileira, vice-líder no mercado.  Os sócios minoritários da Schincariol, os irmãos Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Júnior, resistiram por exatos três meses mas acabaram chegando a um acordo e, por R$ 2,2 bilhões, a Jandagil, holding que concentra os negócios do trio, vendeu a participação de 40,5% na cervejaria para o grupo japonês Kirin. Em agosto passado, os japoneses já haviam desembolsado R$ 3,95 bilhões por 50,45% da empresa, em negociação com os irmãos Adriano, presidente da companhia, e Alexandre Schincariol. "Os minoritários acabaram conseguindo um valor que pode ser considerado muito bom, dado o rumo que as negociações tomaram", disse ao Brasil Econômico uma fonte próxima à família. Segundo esse executivo, os representantes da Kirin estavam dispostos a negociar com Gilberto Schincariol Jr. - que representava os irmãos - mas mudaram de ideia quando a liminar impetrada por eles foi cassada pela justiça paulista há duas semanas. "Até então, os minoritários vinham fazendo uma série de exigências administrativas e, a cada encontro, aumentavam mais o valor pedido", comenta a fonte.
Vice-líder: A Schincariol - dona das marcas Nova Schin, Devassa, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn, além de refrigerantes, sucos e água - teve lucro de R$54 milhões em 2010 e receita líquida de quase R$ 2,9 bilhões. Após um ciclo de forte expansão, o grupo sentiu o peso de novos concorrentes e acabou perdendo a vice-liderança do mercado - dominado pela Ambev - para a Cervejaria Petrópolis. A briga entre as duas, no entanto, continua acirrada, com diferença de apenas um ponto percentual de participação. Nos últimos anos, o grupo Kirin, pressionado pela consolidação de indústria global de cerveja, realizou aquisições em países como Cingapura e Filipinas. A compra da Schincariol representa sua oportunidade para ganhar espaço na América do Sul e os japonês já planejam a venda de produtos da Schin para outros mercados.

Extra inaugura modelo de drogaria de rua
Brasil Econômico 04.11.2011 - Atualmente, o grupo Extra possui 153 drogarias.
A drogaria localizada na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio é a primeira loja de rua que o grupo possui e servirá de modelo para a expansão deste formato.
Depois de uma série de estudos a rede Extra decidiu aumentar a área de vendas das farmácias já existentes nos hipermercados, além de reforçar o mix de produtos, principalmente da categoria de perfumaria e beleza. Segundo a empresa, nos últimos três anos, o negócio drogarias do Grupo Pão de Açúcar dobrou em vendas. Atualmente, a empresa conta com 153 drogarias, distribuídas em 11 estados brasileiros, mais Distrito Federal.

Spani Atacadista dispara no interior paulista
DCI 11.04.2011 - O Grupo Zaragoza, com forte atuação no interior paulista, planeja investir em 2012 cerca de R$ 32 milhões na expansão da bandeira Spani Atacadista, além de reformar lojas já instaladas. O diretor da rede, Flávio Almeida, diz que já está acertada a criação de uma Spani em Caraguatatuba (SP). Hoje são 6 as lojas dessa marca, além de 5 supermercados Villarreal e de um centro de distribuição.

Lucro do Minerva cai 36,5% no terceiro trimestre, para R$ 15,5 milhões
Valor 04.11.2011 - O frigorífico Minerva encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 15,5 milhões, 36,5% inferior em relação ao ganho apurado no mesmo período do ano passado. O desempenho da empresa no período foi afetado sobretudo pelo lado financeiro. O lucro operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), avançou 36,5%, alcançando R$ 90,9 milhões. Na passagem anual, a margem Ebitda avoluiu de 7,3% para 8,5%. Já o resultado financeiro líquido, incluindo a variação cambial não caixa sobre a dívida da empresa, ficou negativo em R$ 133,8 milhões. Desse total, R$ 131,2 estão ligados ao impacto contábil negativo da variação cambial. Um ano antes, a empresa havia registrado resultado financeiro negativo de R$ 20,2 milhões.
A receita líquida, por sua vez, cresceu 17%, totalizando R$ 1,06 bilhão. As vendas externas cresceram 4,2%, na mesma base de comparação.
Em seu relatório, a empresa também destacou o desempenho das vendas da rede de distribuição no mercado interno, com alta de 42% do faturamento na comparação anual.

Kirin agora tem 100% da Schincariol
Valor 04.11.2011 - A compra foi assinada ontem na sede da Schincariol, em Itu (SP), onde ocorre hoje uma assembleia geral extraordinária. Depois de enfrentar três meses de negociação e briga nos tribunais, a Kirin concluiu ontem a compra de 100% da Schincariol. A multinacional japonesa pagou R$ 2,35 bilhões para ter 49,55% da Schincariol que estamãos da Jadangil, a empresa dos minoritários. O negócio foi assinado no fim da tarde de ontem em Itu (SP), sede da Schincariol, e acompanhado por telefone pelo comando da Kirin em Tóquio.
Participaram da reunião os irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Júnior, acionistas da Jadangil, os advogados dos escritórios Mattos Filho e TozziniFreire, que representam a Aleadri (dos ex-acionistas majoritários Alexandre e Adriano Schincariol) e a Kirin, respectivamente. O escritório que acompanhava a Jadangil, Teixeira Martins Advogados, foi afastado na última hora e trocado por Cláudio Zalaf Advogados Associados, de Limeira (SP). Entraram no acordo alguns imóveis não operacionais do grupo, carros e um avião, cuja soma é inferior a R$ 50 milhões. Há um mês, antes do julgamento da liminar que impedia a Kirin de assumir a Schincariol, a oferta para os minoritários estava em R$ 2,6 bilhões. Mas os acionistas da Jadangil decidiram fazer novas exigências e a negociação minguou. Depois de terem perdido a liminar, os minoritários fecharam um preço 10% inferior pela sua participação. "Eles perceberam que seriam engolidos pelos japoneses caso continuassem no negócio", diz uma fonte que acompanhou as negociações. Outra fonte diz que, na retomada das conversas, após o julgamento da liminar, em 11 de outubro, os minoritários tentaram voltar ao patamar de R$ 2,6 bilhões. "Disseram que, se fosse por aquele valor, fechariam na hora", disse a fonte.
Gilberto Schincariol, que era vice-presidente comercial, assinou ontem a carta de renúncia. A sua posição será temporariamente acumulada pelo primo Adriano Schincariol, que continua na presidência da cervejaria até janeiro. A Kirin ainda não decidiu se vai entregar o comando da Schincariol a um executivo da casa ou se vai contratar alguém no mercado.
Adquirir 100% da Schincariol sempre foi a vontade dos japoneses. Com o mercado de cerveja mais fraco nas economias mais maduras, os players globais voltam os olhos para os mercados em desenvolvimento. No início de agosto, a Kirin pagou R$ 3,95 bilhões para comprar a Aleadri, controladora da Schincariol. Mas a múlti foi impedida de assumir a empresa devido à liminar obtida pela Jadangil na 1ª Vara Cível de Itu. À época, os minoritários alegavam que tinham o direito de preferência para compras o controle, mas nunca apresentaram garantias para exercê-lo. No momento em que comprou a Aleadri, a Kirin sondou a Jadangil e ofereceu R$ 2 bilhões. Com a liminar, a proposta atingiu o pico de R$ 2,6 bilhões, mas recuou para R$ 2,35 bilhões no preço final.
"Na época da primeira proposta, a Kirin vivia uma situação de estresse, havia muita pressão pelo fato de ser uma companhia aberta", diz Pedro Seraphim, sócio de TozziniFreire na área de fusões e aquisições, que conduziu a negociação com a Jadangil. "Eles [japoneses] entraram na operação sabendo que poderiam enfrentar esse tipo de dificuldade [na negociação com os primos], mas as coisas se complicaram depois que os minoritários conseguiram a liminar", diz Seraphim. Hoje acontece em Itu uma assembleia geral extraordinária da Schincariol, para definir os novos administradores das holdings Schincariol Participações e AAJDG Participações. No organograma do Grupo Schincariol, essas holdings estão abaixo da Aleadri e da Jadangil e controlam todas as 17 empresas do grupo (fábricas, empresas de logística, de transportes, de propaganda, de franquias, entre outras). As holdings eram administradas por Adriano e Alexandre (ex-Aleadri), e os primos deles, José Augusto e Gilberto (ex-Jadangil).
Agora, a Kirin vai empossar como diretores o advogado Pedro Seraphim, o executivo Ryosuke Okahashi, vice-presidente da Tozan (fabricante de saquê e outros produtos japoneses, que pertence à Kirin) e mais dois executivos japoneses, que ainda estão obtendo o visto de permanência no país.

Cerveja que enganou o "Pânico na TV" chega a São Paulo e ao Rio de Janeiro
Exame 04.11.2011 - Cerveja Proibida, produzida pela CBPP, chega ainda este mês a São Paulo e ao Rio de Janeiro com comunicação feita pela Artplan. A cerveja ficou famosa nacionalmente em maio ao ser anunciada, de forma indireta e espontânea, durante dois meses no programa "Pânico na TV", da Rede TV. A Cerveja Proibida, produzida pela CBPP, chega ainda este mês a São Paulo e ao Rio de Janeiro com comunicação feita pela Artplan. A agência trabalha na primeira campanha para a marca, com previsão de lançamento na próxima semana. Por enquanto a bebida é comercializada apenas em alguns mercados nordestinos, como Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. Embora com alcance local, a Proibida já tem muita história para contar. Ficou famosa nacionalmente em maio ao ser anunciada, de forma indireta e espontânea, durante dois meses no programa "Pânico na TV", da Rede TV. Nada precisou pagar para estar em evidência. A estratégia foi mérito do publicitário Jáder Rosseto, que buscou no buzz característico da internet a condição ideal para fortalecer a marca. A agência We, detentora da conta à época, contratou duas atrizes tchecas para explicitar seu amor pelo Brasil. Criaram perfis em redes sociais, postaram vídeos, fizeram amigos e conheceram Sabrina Satto, quem as convidou para viajar pelo país e estrelar um reality show. A "farsa" seria descoberta apenas no último episódio da série, tarde demais para um case que já tinha ganhado muita repercussão.

M. Dias Branco vislumbra novas aquisições
Valor 04.11.2011 - A confirmação oficial da compra da Mabel pela PepsiCo do Brasil poderá definir um novo patamar de preços para aquisições no setor de massas e biscoitos, segundo Geraldo Luciano Mattos Júnior, vice-presidente de investimentos e controladoria da M. Dias Branco. Nesta semana, informações veiculadas pela imprensa deram a transação como certa a um valor de R$ 800 milhões, mesmo ainda sem a ratificação das companhias envolvidas. "É especulação", garantiu ontem o deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), sócio-majoritário do Grupo Mabel, em entrevista ao Valor.
Durante a teleconferência de resultados da M. Dias Branco realizada ontem, Mattos Junior afirmou que a companhia "continua ativa no processo de aquisições", enquanto se prepara também para crescer organicamente. Nos últimos anos, a empresa comprou as concorrentes Adria, Vitarella e, em abril, a Pillar, por R$ 69,9 milhões. "Nossa política de aquisições permanece conservadora. Fica sempre bastante claro para os nossos acionistas o quanto a empresa adquirida nos agrega em valor", afirmou o executivo, que também é diretor de relações com investidores da M. Dias Branco.  Ao final de outubro, a companhia tinha um saldo de caixa de R$ 133, 9 milhões. O montante é 146% maior do que a M. Dias Branco tinha em 31 de dezembro de 2010 - R$ 54, 4 milhões.  Segundo o Mattos, o setor de massas e biscoitos vem sendo alvo de interesse de grandes atores internacionais. "Isso mostra o quanto o ramo está atrativo e resulta numa concorrência saudável", disse aos analistas. Somente no ano passado, o segmento movimentou R$ 6,6 bilhões, de acordo com dados da Nielsen.
No terceiro trimestre, o lucro da M. Dias Branco caiu 7% frente a igual período do ano passado, para R$ 88,9 milhões. A companhia registrou recorde de vendas no período, mas a última linha do balanço foi afetada pela pressão de custos causada pela alta de suas principais matérias-primas: trigo e óleo vegetal. Mattos explicou que a estratégia da empresa é sempre ter estoque de trigo para três meses. Mas entre julho e outubro, o preço da commodity caiu e como resultado disso, o valor médio do trigo consumido pela companhia no período ficou quase 10% acima do praticado pelo mercado. "Acreditamos que no quarto trimestre o trigo deverá pesar menos no nosso resultado final", afirmou.

Usiminas vai manter projetos de expansão na usina de Cubatão
Valor 04.11.2011 - A Usiminas, maior fabricante de aços planos do país, não tem planos de paralisar os investimentos em seu projeto de expansão na usina de aço de Cubatão, na Baixada Santista. A siderúrgica mineira não vai seguir a mesma decisão da ArcelorMittal no país, que suspendeu por o projeto de uma terceira linha de aço galvanizado no Sul e desacelerou as obras de duplicação da fábrica de aços longos de Monlevade, em Minas. Segundo apurou o Valor, a instalação do novo laminador de tiras a quente da Usiminas em Cubatão, com investimento de R$ 2,53 bilhões, continua em andamento e não será paralisada. Inclusive, já tem data prevista para o equipamento entrar em testes: fim de março de 2012. A justificativa é que o empreendimento já está com 90% das obras concluída. O novo laminador, com capacidade de 2,3 milhões de toneladas, vai modernizar as instalações da usina, gerando um produto com menor custo e maior qualidade. Um pouco antes, em dezembro, a empresa vai concluir, também na usina de Cubatão, uma unidade de desgaseificação e outros equipamentos periféricos. O produto laminado a quente é aplicado na fabricação de autopeças, de máquinas agrícolas, tubos, botijões de gás e em material usado na construção civil. 
A usina de Cubatão tem capacidade de produzir 4,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano. Faz, para exportação e venda no mercado interno, desde placas, chapas grossas, laminados a quente até laminados a frio. Neste ano, a Usiminas inaugurou uma nova linha de aço galvanizado, de 550 mil toneladas, ao lado de sua outra usina, Ipatinga, em Minas Gerais.

ArcelorMittal lucra menos e decide congelar projetos
Valor 04.11.2011 - A o grupo ArcelorMittal congelou o projeto de investimento no Brasil para instalação de uma nova linha de aço galvanizado no Sul do país devido á desaceleração da demanda por aço no país e ao esfriamento econômico global. O empreendimento, cujo anúncio foi feito neste ano, estava orçado em US$ 300 milhões. Em comunicado, a subsidiária ArcelorMittal Brasil justificou a decisão dizendo que "os planos de investimentos da ArcelorMittal Vega não foram cancelados, apenas adiados". Segundo a companhia, "trata-se de uma medida temporária, devido às condições de mercado". "A retomada do projeto será reavaliada oportunamente", acrescentou a nota.
Esse adiamento é o segundo feito pelo no Brasil nesta semana, tendo como justificativas a desaceleração do mercado doméstico de aço e o cenário de incertezas da economia mundial, agravados a crise financeira soberana de países europeus da zona Euro.  Com fraca demanda, o lucro do grupo europeu no terceiro trimestre teve retração de 51%, para US$ 659 milhões
Na terça-feira, o grupo informou que está desacelerando as obras de duplicação da fábrica de aços longos de João Monlevade, em Minas gerais, que tinha previsão de ficar concluída no quarto trimestre de 2012. O projeto, com investimento de US$ 1,2 bilhão, já tem 50% de suas obras realizadas.
Os dois investimentos do grupo no país somam US$ 1,5 bilhão. A nova linha de aço plano galvanizado seria a terceira expansão da filial Vega, dedicada à produção de aços laminados a frio e revestidos. Inaugurada em 2003, essa unidade está localizada em São Francisco do Sul (SC), ao lado do porto catarinense, por onde recebe as bobinas a quente produzidas na siderúrgica da ArcelorMittal Tubarão, de Serra (ES).  A expansão foi desenhada com capacidade de 600 mil toneladas por ano de aço galvanizado, além de outras 100 mil toneladas de laminados a frio. Ou seja, a empresa teria mais 700 mil toneladas para atender o mercado nacional. O objetivo da ArcelorMittal Tubarão, controlada de aços planos do grupo no país, era de ampliar a oferta desse tipo de aço, específico para a indústria automotiva. O plano tinha como sustentação os novos projetos de montadoras já instaladas no país (expansões e novas fábricas) e a chegada de fabricantes de automóveis, como a chinesa Chery e a coreana Hyundai. O mercado de aço galvanizado para automóveis e bens de linha branca é considerado 'premium', pois trata-se de um produto nobre e de maior valor agregado. O material recebe uma cobertura de zinco que o torna protegido contra corrosão e é usado principalmente na carroceria dos veículos. No início de 2010, no mesmo site da ArcelorMittal Vega, o grupo indo-europeu inaugurou sua segunda linha de aço galvanizado, de 400 mil toneladas, mas a expansão do mercado brasileiro se mostrou tão aquecida que atraiu a entrada de aço estrangeiro. Esse material continua com forte presença na importação.  A terceira linha ficaria pronta no fim de 2013, totalizando capacidade de 2 milhões de toneladas em Vega, das quais 75% de material galvanizado. Os mercados alvo da ArcelorMittal, além do automotivo, são os de linha branca e da construção civil. Já a siderúrgica de Monlevade, com a essa expansão em curso, iria duplicar a capacidade de produção de aço bruto para 2,4 milhão de toneladas. A produção de fio-máquina, o produto final da usina, passaria de 1,15 milhão para 2,3 milhões de toneladas por ano a partir de 2013. O enfraquecimento do mercado, principalmente na Europa, derrubou o lucro do grupo ArcelorMittal no terceiro trimestre em 51%, para US$ 659 milhões, conforme balanço divulgado ontem. Um ano atrás, no mesmo período, o resultado da companhia alcançara US$ 1,35 bilhão. Comparado com o segundo trimestre deste ano, a queda da última linha do balanço foi ainda maior - 57%. O desempenho medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficou em US$ 2,4 bilhões, com 11,4% de acréscimo em relação ao resultado obtido no ano passado no mesmo trimestre. Todavia, ficou bem abaixo (30%) dos US$ 3,41 bilhões do período entre abril e junho. Lakshmi Mittal, chairman e principal executivo do grupo, comentou que as incertezas na economia global aceleraram-se nas últimas semanas, impactando os níveis de confiança de seus clientes. Por conta disso, observou, o grupo passou a enfrentar no quarto trimestre pressões nas vendas e nos preços do aço. As cotações do aço no mercado internacional vêm em queda contínua e as projeções do setor indicam mais retração até janeiro. A receita líquida da companhia somou US$ 24,2 bilhões no trimestre, com expressiva alta de 24% sobre o mesmo período de 2010, porém com leve retração, de 3,5%, na comparação com o segundo trimestre do ano: US$ 25,1 bilhões, com vendas de 21,1 milhões de toneladas de aços planos e longos. No ano, até setembro, a ArcelorMittal acumulou receita de US$ 71,5 bilhões, ante US$ 57,3 bilhões dos nove meses de 2010. No Brasil, o grupo é o maior produtor de aço bruto, com usinas de aços planos e longos nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo e com uma unidade de laminação em Santa Catarina.

Vale põe à venda mina e porto na Colômbia, diz Reuters
Exame 04.11.2011 - Mina foi comprada há dois anos por 306 milhões de dólares. A Vale decidiu vender dois ativos na Colômbia: uma mina de carvão e o porto do Rio Cordoba. A informação é da agência Reuters, que a atribui a fontes ligadas aos potenciais compradores. A mina de carvão foi comprada pela Vale em abril de 2009 por 306 milhões de dólares. O complexo era conhecido como El Hatillo e Cerro Largo, e tem potencial para gerar 3 milhões de toneladas de material por ano. Segundo a Reuters, a Vale decidiu vendê-la por ser uma operação relativamente pequena e de alto custo, quando comparada com as plantas de mineradoras rivais, como a Glencore. A mineradora deve contratar um banco de investimentos para assessorá-la até o próximo mês. Procurada pela Reuters, a Vale afirmou que não comenta rumores de mercado.

Votorantim tem prejuízo de R$ 85 milhões
Valor 04.11.2011 - Em meio a aumento da inadimplência de seus clientes e custos mais altos para captar recursos no mercado, o Banco Votorantim registrou um prejuízo de R$ 85 milhões de julho a setembro deste ano, sendo que em igual período de 2010 a instituição teve um lucro líquido de R$ 266 milhões. Conforme mostram os número do balanço divulgado ontem, as provisões para perdas com calote e as despesas de captação consumiram R$ 5 bilhões do Votorantim, ante R$ 1,8 bilhão em igual período de 2010. Segundo documento elaborado pelo Banco do Brasil, instituição que detém 50% do Banco Votorantim, a maior despesa com captação de recursos no mercado se deve ao "crescimento do saldo médio dos recursos captados, com alongamento do prazo médio e maior subordinação".
A parte de custos mais altos com as captações pode ser explicada, em parte, pelo fato de o Votorantim estar buscando neste ano ampliar o período médio de vencimento dos papéis, usando instrumentos sem liquidez, como títulos de dívida externa e letras financeiras, em vez de depender apenas dos Certificados de Depósitos Bancários - com prazos curtos - e das vendas de carteira de crédito para outras instituições. A alta dependência de CDBs de grandes clientes é que gerou problemas de liquidez para a instituição na crise de 2008. Segundo o Valor apurou, neste ano, o prazo médio das captações do Votorantim já esticou cem dias, com emissões de letras financeiras com vencimento de dois e três anos e de papéis de dívida externa de cinco anos. Títulos mais longos se encaixam melhor à duração da carteira de crédito do banco, na qual predomina o financiamento de veículos, em média, por 21,1 meses.
A contrapartida da ampliação dos prazos de captação é o custo mais elevado, já que, para comprarem papéis sem liquidez, os investidores querem remunerações mais polpudas.
A atual temporada de balanços de bancos tem mostrado que os calotes das pessoas físicas estão em alta e o mesmo se deu com o Votorantim.
Medidas adotadas pelo governo para conter o consumo têm atingido as carteiras de crédito. Ao exigir mais capital das instituições para operações de longo prazo com pessoas físicas, os custos dos financiamentos subiram. Ao mesmo tempo, quem estava com dívida no cartão de crédito passou a ter de fazer um pagamento mínimo maior. Fora a inflação em alta, que corroeu parte da renda familiar. No caso do Votorantim, as operações vencidas há mais de 90 dias passaram de 2,7% da carteira em setembro do ano passado para 4,3% em igual mês deste ano. Com isso, as despesas com provisões passaram de R$ 323 milhões no terceiro trimestre de 2010 para R$ 978 milhões agora. O Valor apurou que o Votorantim ainda trabalha com um cenário de alta da inadimplência para este ano. O banco, entretanto, também tem se tornado mais rigoroso na hora de conceder os empréstimos. Um ano atrás, 41% das propostas recebidas pela instituição eram aceitas. Hoje, a média é de 41%. A carteira de crédito do Banco do Brasil alcançou R$ 64 bilhões, alta de 21,3% em relação a setembro do ano passado e de 4,5% na comparação com junho. Em 2009, o Banco do Brasil comprou 50% da instituição da família Ermírio de Moraes. Desde então, o Banco do Brasil já comprou cerca de R$ 12,5 bilhões em carteiras de crédito do Votorantim, sendo R$ 8 bilhões em financiamentos a veículos.

Decisão sobre setor elétrico sai em 30 dias, diz Lobão
RevistaIstoéDinheiro 04.11.2011- O setor elétrico ainda não foi informado oficialmente sobre qual decisão o governo tomará a respeito das concessões que vencem a partir de 2015. O presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mario Luiz Menel, disse hoje à Agência Estado que, em reunião realizada ontem entre o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e diversas entidades da área, o ministro se limitou a dizer que a decisão sobre a renovação das concessões ou sobre a abertura de novas licitações é da presidente Dilma Rousseff. Ainda segundo Menel, Lobão informou que a solução para essa questão será anunciada em 30 dias. "O ministro prometeu que em 30 dias haverá uma solução. Qual é a decisão, ele não disse", enfatizou Menel. Segundo o dirigente, não há consenso nem entre as associações do setor sobre qual seria a melhor solução: renovar ou abrir novas licitações. "O consenso é que nós precisamos de uma solução já", disse. A tendência no governo, porém, é de renovação. Conforme antecipou a Agência Estado em junho, relatório do Ministério de Minas e Energia enviado à presidente Dilma aponta mais vantagens para a renovação das concessões do setor elétrico do que a abertura de novas concorrências.

Minoritário quer informações sobre Belo Monte e Angra 3
Valor 04.11.2011 - As taxas de retorno de dois dos maiores investimentos que estão sendo realizados pela Eletrobras, da usina hidrelétrica de Belo Monte e da usina nuclear Angra 3, ainda são desconhecidas pelo próprio conselho de administração.  O representante dos minoritários no conselho da estatal, Arlindo Magno, diz que mesmo com as obras dos empreendimentos em andamento nem mesmo os valores oficiais de investimentos foram informados. A discussão surgiu depois que a estatal mineira Cemig informou ao mercado na semana passada, logo depois de anunciar sua entrada em Belo Monte, o valor do investimento - cerca de R$ 28 bilhões já corrigidos pela inflação - e a expectativa de taxa de retorno em torno de 10%.
A companhia mineira fez uma teleconferência com analistas para falar sobre o investimento. Foi a primeira vez que um dos sócios do empreendimento, com capital aberto em bolsa, deu detalhes sobre as condições econômico-financeiras do empreendimento.
A própria Eletrobras admite que informações sobre Belo Monte e Angra 3 estão demorando um pouco mais a chegar ao conselho. Em nota enviada ao Valor por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informa que não nega informações aos seus conselheiros e todas as solicitadas são prestadas durante a reunião ou pouco depois, antes da reunião seguinte.
"Algumas vezes, porém, investimentos mais complexos, que estão passando por reformulações societárias ou tendo seu valor revisto, demoram um pouco mais. Esses foram os casos de Belo Monte e Angra 3", diz a nota.
As ações da empresa têm sofrido no ano. As preferenciais acumulam perdas de 5,56% enquanto o índice de ações do setor (IEE) sobe 6,83%, com o fechamento do pregão de ontem. Se comparado às ações da Cemig, a diferença é ainda mais substancial. A estatal mineira valorizou-se 15,21% no ano. As ações da Eletrobras só não perdem para o Índice Bovespa, que até ontem acumulava perdas de 16%.
Em seu quinto mandato como representante dos os minoritários, que detém mais de 30% do capital total da companhia, Magno questiona o fato de o governo federal já ter publicado diretrizes de governança para diretores de estatais, mas que ainda falte transparência nas condições dos investimentos realizados pela Eletrobras.  Magno diz que o atual presidente da companhia, José da Costa Carvalho Neto, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff com o intuito de dar mais transparência à Eletrobras, mas que Costa tem sido uma voz solitária na empresa. "Não é possível tolerar manifestações de diretores da empresa dizendo que informações sobre Belo Monte e Angra 3 são estratégicas (sigilosas) e que a área de relação com investidores não pode divulgar ao mercado", disse Magno em carta enviada diretamente ao presidente da Eletrobras. A estimativa dos investimentos em Angra 3, que estão sendo feitos pela Eletronuclear, é de que seja da ordem de R$ 9 bilhões. O empréstimo do BNDES já foi aprovado, no valor de R$ 7 bilhões. Já em Belo Monte, da qual a Eletrobras e suas subsidiárias são donas de 49,9% da concessão, a empresa será responsável por dar garantias a R$ 14 bilhões referentes ao investimento.
Em reuniões com investidores, em maio desse ano, o atual presidente já apontava a necessidade de melhorar o retorno da companhia, que hoje está em torno de 3% sobre seu patrimônio e a meta é chegar a 10%.

Estaleiro Fibrafort tem meta acrescida em 60% durante evento do setor
MonitorMercantil 04.11.2011 - O Estaleiro Fibrafort, registrou venda acima do previsto no último evento ocorrido em São Paulo. A expectativa era vender, durante os seis dias da feira, 50 barcos. No entanto, foram feitas 60 vendas e outras 20 estão em andamento para fechamento ainda nesta semana.
Com o resultado, o estaleiro tem sua meta acrescida em 60% para o evento. Por isso, o estaleiro estima fechar o ano com faturamento de R$ 52 milhões ante R$ 43 milhões em 2010.
A busca por exclusividade e personalização é um dos principais elementos de atração dentro do segmento de produtos de luxo. Além disso, destaca-se no segmento náutico por ser a única a oferecer possibilidades de customização em suas lanchas entre os fabricantes nacionais.
Os modelos Focker 310 e 280, lanchas de maior porte da marca, apresentam uma lista com mais de 20 acessórios que permitem ao proprietário adequar cada modelo aos seus desejos e necessidades pessoais, escolhendo o tipo de motorização, a cor da faixa do casco, a cor do estofamento, detalhes do cockpit, entre outros.
Um conjunto de opções que ressaltam os atributos de conforto, comodidade e segurança dos modelos 28 e 31 pés, são projetadas para atender às mais variadas necessidades e desejos de seus proprietários, sempre com muito estilo e bom gosto.
Com sede em Itajaí (SC), a Fibrafort é hoje a maior fabricante de lanchas da América Latina em unidades vendidas, com mais de 10 mil embarcações da marca navegando em águas do Brasil e do exterior.

Berlanda compra Gavazzoni e lidera em SC
Valor 04.11.2011 -  Nilso Berlanda, presidente da Berlanda, cujo faturamento deste ano deve chegar a R$ 410 milhões, pretende manter as duas marcas por cinco anos.
A aquisição da rede Gavazzoni, com 30 pontos de venda em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, fechada no início desta semana pela rede Berlanda fará com que esta, que tem sede em Curitibanos (SC), se torne a maior varejista em número de pontos de venda em solo catarinense. Com o negócio, a Berlanda fechará o ano com 187 lojas nos dois estados - oito delas em cidades gaúchas - e previsão de faturar R$ 410 milhões em 2011. Com a compra, a Berlanda ultrapassa a rede Salfer, com sede em Joinville, no norte do Estado, e ganha vantagem em relação às redes nacionais que disputam o consumidor catarinense. A Salfer mantém 130 lojas em Santa Catarina e 77 no Paraná, Estado em que a Berlanda não atua. O ranking em número de lojas é seguido pela rede catarinense Koerich, com 84 lojas, Magazine Luiza, com 59 unidades, Ponto Frio, com 16, e Casas Bahia, com 13. O valor da transação com a Gavazzoni não foi revelado, mas, segundo Nilso Berlanda, presidente da empresa, contou com recursos da BMG, financeira que atua como parceira da rede. O negócio gerou sobreposição do número de unidades em 20 das 30 cidades em que a rede já mantinha pontos de venda. A estratégia será manter as duas marcas em operação por até cinco anos.
Em Bombinhas, por exemplo, no litoral do Estado, o empresário deverá inaugurar um ponto maior e colocar a marca Gavazzoni na loja atual da Berlanda. "Com isso evito que um concorrente se instale no ponto", disse. Segundo o presidente, a rede Gavazzoni, que tem sede em Campos Novos, tinha 30 anos de mercado e alguns dos melhores pontos nas cidades do Oeste e Meio-Oeste catarinense.
A rede faturava cerca de R$ 1,5 milhão por mês, mas segundo Berlanda, há expectativa de ampliar o volume de vendas para até R$ 6 milhões mensais com investimento na contratação de novos funcionários e ampliação do mix de produtos. Segundo o empresário, a expectativa é ampliar o número de trabalhadores dos atuais 250 para 350 até o final do ano. Com o negócio, a Berlanda redimensiona as expectativas de faturamento para 2011. Segundo o presidente, o volume de vendas deve alcançar R$ 410 milhões este ano - a previsão inicial era de R$ 400 milhões. O plano de expansão da rede de lojas também foi acelerado em virtude dos bons resultados do ano - de 150, no plano original, a empresa passou para 157. Oito delas estão no Rio Grande do Sul, e o restante em Santa Catarina.
O empresário está otimista com o negócio e diz que a ampliação da extensão da rede será fundamental para consolidar a entrada no ramo de fabricação de móveis em MDF e compensados de madeira. A Berlanda investiu R$ 10 milhões em uma nova unidade em Curitibanos, e a intenção é iniciar a produção em dezembro a tempo de realizar vendas para o Natal. O projeto prevê a fabricação de cozinhas e roupeiros em série. A empresa já mantém uma unidade de fabricação de estofados na região em que realiza um trabalho social com presidiários e fabrica 1,1 mil de jogos de sofás por mês.
A expectativa do presidente é de que este possa ser o maior Natal em todos os anos da Berlanda. O otimismo com relação às vendas para as classes C e D, foco dos clientes da rede, sustenta a previsão de recorde em vendas.

Tetra Pak chega a marca de 350 milhões de embalagens no paraguai
MonitorMercantil 04.11.2011 - A Tetra Pak comemora 15 anos de seu escritório no Paraguai. Com uma estrutura técnica e comercial na cidade de Assunção desde 1996, a empresa apóia a indústria nacional de alimentos e bebidas, tais como, leite, néctares e tomate.  Em 2011, a Tetra Pak também comemora o marco de 350 milhões de embalagens entregues localmente. Isso representa mais de 50% de participação no mercado de embalagens de leite e contribui para que mais da metade do leite processado no país seja longa vida. Segundo Paulo Nigro, vice-presidente da Tetra Pak para Américas Central e do Sul "a sólida parceria com nossos clientes, além da tradição de oferecer as melhores soluções para a indústria, foi o que nos garantiu um crescimento sustentado no Paraguai nos últimos anos".  Ao longo dos anos, a empresa evoluiu por meio de inovações que atendem às demandas dos mais diversos segmentos da indústria e os mais variados perfis de consumidores.
Atualmente, diversos produtos de empresas líderes de mercado são envasados em embalagens da Tetra Pak, tais como: Lactolanda, Chortitzer, Fernheim, Parmalat, Colonias Unidas, Frutika, Bebidas del Paraguay (Watt"s), Paraguay Refrescos - PARESA, Ramírez Díaz de Espada, entre outras.

Revisão de obras culmina em duas demissões na Trisul
Valor 04.11.2011 - Uma revisão do orçamento de obras, que custou R$ 88,7 milhões ao resultado líquido da Trisul no primeiro semestre, culminou ontem na demissão de dois executivos da companhia: Lincoln Carvalho de Castro, diretor financeiro, e Marco Antônio Cattini Mattar, de relações com investidores. A Trisul não quis comentar o assunto, alegando que está em "período de silêncio" por conta da divulgação de resultados. Oficialmente, a empresa disse, por comunicado, que os executivos "renunciaram". No entanto, fontes ligadas à companhia informaram que Mattar e Castro estariam sendo responsabilizados pela sucessão de erros da Trisul neste ano. O problema começou quando, por conta de uma revisão de custos nos seus empreendimentos, a construtora não conseguiu entregar o demonstrativo do segundo trimestre em tempo hábil para que a Ernst & Young Terco - responsável pela checagem dos dados - fizesse o seu trabalho. Por esse motivo, o balanço referente aos meses de junho a setembro só foi apresentado aos investidores no dia 14 de outubro, com atraso de dois meses. Antes disso, a companhia tinha divulgado números não auditados, respondendo a pressões dos investidores. Mas a iniciativa não contou com o aval dos conselheiros fiscais, que "lavaram as mãos" e se abstiveram de deliberar sobre o assunto. As ações da Trisul acumulam queda de 61,7% no ano. Ontem, fecharam o pregão cotadas a R$ 2,63, em recuo de 6%. Mattar estava no cargo de diretor de relações com investidores depois de ter sido transferido da função de diretor financeiro no início do ano. Ele tinha atuado como diretor técnico e financeiro da Incosul Incorporação e Construção, que fundiu suas operações com a Tricury Construções e Participações, originando a Trisul em 2007.
Procurado pelo Valor, o executivo preferiu não se pronunciar.
Já Lincoln Carvalho de Castro, que tinha assumido neste ano o cargo de diretor financeiro no lugar de Mattar, não foi localizado. Os dois executivos foram substituídos por Fernando Salomão, que também atuou na Incosul e é o diretor administrativo da Trisul desde 2007. A partir de agora, ele desempenhará as três funções simultaneamente. Salomão é formado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Biometria e fibra ótica chegam ao Porto de Santos por R$ 1,5 bilhão
DCI 04.11.2011 - Portões de acesso com leitura biométrica de mão e face combinada com cartões de identificação, junto de centenas de câmeras de segurança e quilômetros de redes de fibra ótica. Estes são alguns dos programas implementados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) na modernização do Porto de Santos, ao levar adiante o plano de aplicar R$ 1,5 bilhão na infraestrutura do local até 2014. O maior porto da América Latina, que há dois meses via fila de 450 caminhões para liberar mais de 13 mil toneladas de açúcar, "não terá mais gargalos após a implementação desse projeto", afirmou José Roberto Correia Serra, presidente da Codesp. O órgão trabalha com um horizonte de demanda para Santos de até 230 milhões de toneladas em 2024, e analisa um estudo estratégico para o complexo.

Groupon levanta US$ 700 milhões com IPO, 30% mais do que pretendia
Valor 04.11.2011 - O Groupon levantou US$ 700 milhões em sua oferta pública inicial, 30% mais do que pretendia, o que avalia a maior provedora de cupons on-line em cerca de US$ 12,7 bilhões. A companhia com sede em Chicago vendeu 35 milhões de ações a US$ 20 cada, o que de acordo com dados compilados pela Bloomberg é o maior IPO de uma companhia de internet dos EUA desde que o Google levantou US$ 1,9 bilhão em sua oferta inicial, em 2004. O IPO do Groupon atraiu interesse mesmo depois de erros internos, falta de rentabilidade e uma avaliação cara em comparação com seus pares terem deixado alguns investidores céticos. As ações vão começar a ser negociadas hoje na bolsa de valores Nasdaq sob a sigla GRPN.
Contexto: Apesar de o Groupon ter dito em seu prospecto que não vai precisar usar os recursos do IPO por pelo menos um ano e que não tem urgência de recursos, a companhia devia quase o dobro do que tinha em caixa no final de setembro. Os custos de marketing cresceram 37% no último trimestre, quatro vezes mais rápido do que sua pilha de dinheiro.
Existem ainda pressões competitivas. Amazon.com, Google e LivingSocial oferecem grupos de desconto e estão dado condições mais favoráveis aos comerciantes.Isso levou o Groupon a aceitar margens mais baixas para evitar perder negócio. Os conselheiros do Groupon basearam a faixa de preço do IPO em uma projeção de que a companhia terá vendas de cerca de US$ 2,1 bilhões no próximo ano, segundo fontes familiarizadas com a questão. Em setembro a companhia revisou seus dados de receita para excluir os valores de vendas repassados aos comericantes e anunciou a saída do seu segundo chefe operacional em seis meses. A empresa teve um prejuízo líquido de US$ 214,5 milhões nos três primeiros trimestres de 2011.

Klabin e Arauco compram área no Paraná por US$ 473,5 mi
Exame 04.11.2011 - Acordo com empresa chilena foi acertado para aquisição da Florestal Vale do Corisco. A compra está sendo feita pela Centaurus Holdings, empresa com 51% de participação da Klabin e 49% da Arauco. A Klabin anunciou nesta sexta-feira que acertou acordo com a chilena Arauco para a compra conjunta da Florestal Vale do Corisco por 473,5 milhões de dólares. A empresa detém 107 mil hectares de terras com 63 mil hectares de florestas plantadas no Paraná. A compra de 100 por cento da Florestal Vale do Corisco está sendo feita pela Centaurus Holdings, empresa com 51 por cento de participação da Klabin e 49 por cento da Arauco. O desembolso do capital para aquisição ocorre este mês, informou a Klabin. Com a aquisição, a Klabin, maior fabricante brasileira de papeis para embalagens, passará a deter uma área florestal plantada de 243 mil hectares, dos quais 110 mil estarão disponíveis para novos projetos industriais. A conclusão dos entendimentos com a Arauco para a compra da área ocorre depois que a Klabin divulgou no final de outubro que encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 243 milhões de reais. Na última terça-feira, em teleconferência com analistas, o diretor-geral da companhia, Fábio Schvartsman, afirmou que a empresa estava próxima de anunciar uma estratégia de crescimento. Embora não tenha divulgado qual seja, ele adiantou que "claramente utilizará o principal ativo que não está sendo utilizado pela companhia, que é o excesso de áreas plantadas que a companhia possui".

GSK paga US$ 3 bi para encerrar ação
Bloomberg 04.11.2011 - A GlaxoSmithKline concordou em pagar US$ 3 bilhões para encerrar investigações criminais e civis, nos EUA, que tinham por objetivo apurar se a empresa britânica promoveu medicamentos para usos não aprovados e outras questões, sendo esse seu maior acordo legal. Negociações sobre os termos do acordo serão concluídas no próximo ano, disse a companhia com sede em Londres em comunicado. O custo será coberto por provisões para questões legais pendentes e será coberto por recursos de caixa da empresa, afirmou a GSK.
O acordo deixará a GSK mais perto de colocar anos de investigações legais para trás. No quarto trimestre do ano passado, a empresa provisionou 2,2 bilhões de libras (US$ 3,5 bilhões) diante da expectativa de firmar um acordo sobre os casos. A GSK disse que restará cerca de 1 bilhão de libras de seus 2,9 bilhões de libras em provisionamento legal, após o acordo acertado ontem, e que ainda não decidiu o que fazer com esse dinheiro.
Os US$ 3 bilhões propostos são "administráveis", disse a Fitch Ratings em comunicado ontem
"Essa notícia essencialmente põe fim a uma saga legal de 10 anos", disse em e-mail Gbola Amusa, analista do UBS AGORA, em Londres, que recomenda a compra de ações da GSK. "Isso elimina incertezas substanciais sobre questões legais pendentes."m O acordo suplantará os US$ 2,3 bilhões pagos pela Pfizer em 2009 relativos ao marketing de seu analgésico Bextra e de outros medicamentos e de US$ 1,4 bilhão que a Eli Lilly pagou no mesmo ano, relacionado às vendas do Zyprexa, seu medicamento antipsicótico. O acordo envolvendo o Bextra tinha sido o maior acordo envolvendo o marketing de produtos farmacêuticos na história dos EUA.
A Abbott Laboratories concordou em pagar pelo menos US$ 1,3 bilhão para o arquivamento de acusações do governo dos EUA e dos governos de 24 Estados americanos, segundo as quais a empresa comercializou ilegalmente seu remédio Depakote, para epilepsia, disseram no mês passado pessoas familiarizadas com os acordos.
"Litígio é um risco de negócios sempre presente na indústria farmacêutica", escreveu Mark Purcell, um analista do Barclays Capital, em nota a investidores, hoje.
Os US$ 3 bilhões propostos são "administráveis", disse a Fitch Ratings em comunicado ontem. "O acordo deve ajudar a remover alguma incerteza sobre a situação financeira do grupo, sem exercer pressão significativa sobre sua pontuação de crédito" A+".
Promotores federais iniciaram uma investigação no Colorado, em 2004, mais tarde assumida pelo promotor federal em Massachusetts, sobre se a GSK promoveu o marketing de medicamentos para usos não aprovados e sobre maneiras pelas quais a GSK poderia ter influenciado a comunidade médica. A investigação envolve nove dos produtos mais vendidos pela companhia entre 1997 e 2004, entre eles o Advair, empregado no tratamento dos pulmões, disse a GSK em seu relatório anual.
O acordo abrange também uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA sobre a GSK e um programa de descontos no âmbito do Medicaid e uma investigação do Departamento de Justiça sobre o desenvolvimento e a comercialização do Avandia, um medicamento para tratamento de diabetes, disse a empresa. As farmacêuticas são obrigadas a conceder descontos ao Medicaid, programa governamental de seguro de saúde para os pobres. A investigação analisou a forma como a GSK reportou os preços cobrados de outros pagantes, que são usados no cálculo dos descontos do Medicaid.
A agência regulamentadora competente disse, no ano passado, que o Avandia seria retirado do mercado na Europa e que suas vendas seriam limitadas aos EUA devido a um aumento do risco de ataques cardíacos. "Esse é um passo importante para a solução de questões difíceis e antigas que não refletem a empresa que somos hoje", disse o principal executivo da GSK, Andrew Witty, no comunicado. "Nos últimos anos, modificamos fundamentalmente nossos procedimentos em termos de adequação regulamentar, marketing e venda nos EUA para assegurar que operamos com elevados padrões de integridade". No início deste ano, a GSK modificou seus programas de incentivo monetário a seus representantes de vendas nos EUA. A empresa eliminou o vínculo entre metas de vendas e gratificações, agora baseadas em competência de vendas, avaliações dos clientes e desempenho da unidade de negócios a que pertença cada representante.
A GSK continua alvo de investigações envolvendo o programa de troca de petróleo por alimentos da ONU bem como de vendas e marketing de produtos contra o HIV nos EUA, escreveram analistas do JPMorgan Chase & Co em nota, ontem, aos investidores.
A empresa aceitou pagar mais de US$ 250 milhões para resolver um caso envolvendo cerca de 5,5 mil reclamações relacionadas com o Avandia, para evitar os primeiros julgamentos sobre alegações de que a medicação pode matar usuários, disseram em fevereiro duas pessoas familiarizadas com os acordos. A GSK recusou-se a comentar esses números. "Esses acordos são pequenos inconvenientes de percurso para as farmacêuticas, um pequeno solavanco em sua receita mundial", disse Kevin Outterson, professor de legislação da área de saúde na Universidade de Boston e editor-chefe do Journal of Law, Medicine & Ethics.

Novos rumos conduzem Dupont Brasil em 2012
Brasil Economico 04.11.2011 - Wanick, da Dupont, integra operação da recém-adquirida Danisco no Brasil. Companhia de ciência abre segunda fábrica de semente de soja no Brasil para fortalecer briga com Monsanto e prepara integração com a recém-adquirida Danisco.
O ano de 2012 será de importantes movimentos na estratégia de expansão dos negócios da Dupont no Brasil. Em meados do próximo ano, a companhia americana que atua em mais de uma dezena de setores e que faturou US$ 31,5 bilhões em 2010 a partir da venda de mais de 80 mil produtos para 90 países, inaugura sua segunda fábrica de sementes de soja no país. Ao mesmo tempo, a Dupont estreia uma unidade de ingredientes para a indústria alimentícia, fruto da aquisição da dinamarquesa Danisco, em janeiro deste ano, por US$ 6,4 bilhões. Com operação em 40 países, a Danisco tem fábrica até em Pirapozinho (SP), onde produz emulsificante, fermemento, culturas e estabilizantes para a indústria alimentícia. São 40 anos de Brasil, 200 funcionários e centenas de clientes. Agora a Dupont está integrando a Danisco ao seu negócio. "O processo é tranquilo, uma vez que a aquisição foi feita para capitalizar em cima da cadeia. O objetivo é fazer crescer e não diminuir", diz Zacarias Karacristo, presidente da Danisco para a América do Sul. Sementes de soja: No final de 2010, a Dupont começou a construir sua segunda fábrica de sementes de soja no país. Baseada no estado de Goiás, ela visa atender o mercado interno e fortalecer a atuação da Dupont no bilionário mercado de sementes de soja, hoje liderado pela Monsanto e disputado por outras gigantes como a Syngenta e a Basf. "Esta segunda fábrica vai dobrar nossa capacidade produtiva, que tem crescido e nos dado mais participação de mercado. Contudo, hoje nós temos um déficit. Se tivéssemos mais sementes teríamos mais vendas", diz Eduardo Wanick, presidente da Dupont para a América Latina. O Brasil, segundo maior produtor mundial de soja após os Estados Unidos, poderá se tornar o primeiro em pouco tempo, segundo Warnick. E quando isso acontecer, a Dupont quer garantir uma gorda participação nas vendas para os agricultores e produtores de soja. Além de aumentar a capacidade, Wanick diz que para conquistar o agricultor é preciso investir em Pesquisa & Desenvolvimento, com foco no desenvolvimento de uma semente que garanta aumento de produtividade. "A margem dae semente é boa, mas é preciso investir. Se você colocar a margem no bolso, daqui alguns anos corre o risco de estar fora do mercado."
Emergentes: Há cerca de uma década, a companhia americana Dupont trabalhava para atender um bilhão de pessoas que habitavam o topo da pirâmide socioeconômica mundial.
Hoje, há sete bilhões de habitantes no globo que multiplicaram a demanda por alimentos, bebidas, energia e uma séria de outros produtos e serviços. Esta necessidade levou a gigante da inovação a ampliar seu escopo de atuação e a trabalhar para atender da base ao topo da pirâmide, o que consequentemente tende a engordar o faturamento de US$ 31,5 bilhões conquistado em 2010 a partir da venda para 90 países de mais de 80 mil produtos como sementes de milho a nanomateriais para a indústria eletrônica. Embora a sede da Dupont fique em Wilmington, estado de Delaware, são os mercados emergentes que devem alavancar o crescimento da companhia nos próximos anos. Cerca de 35% das vendas da Dupont vêm dos BRICs (Brasil, Rússia, China e Índia), do México, do Leste Europeu, da Tailândia, da Indonésia, Malásia, entre outros. No futuro, a porcentagem poderá bater os Estados Unidos, o maior mercado da Dupont, que atualmente responde por 40% das vendas da empresa. América Latina: Mesmo com a crise financeira global, a Dupont está crescendo por volta de 30% na América Latina. Wanick atribui os grandes números aos investimentos em inovação. Contando com a aquisição da Danisco, o fatraumento da região neste ano deve fechar em torno de US$ 5 bilhões.
"Este ano estamos crescendo próximo de 30% na América Latina. O Brasil é o mercado mercado, devendo crescer um pouco acima desta média", diz Wanick. No país, a companhia tem foco em vários setores como o agrícola, automotivo, eletrônico e de energias alternativas.

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