segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Azul.CA.14.11

Daily News


BTG Pactual recebe registro de companhia aberta
Valor 14.11.2011 - O BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, recebeu na sexta-feira o registro de companhia aberta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O banco de investimentos havia entrado com o pedido de registro em agosto. Em entrevista concedida ao "Financial Times" em setembro, Esteves afirmou que o banco poderia entrar em bolsa já no ano que vem para captar recursos para um ambicioso plano de expansões na América Latina. “Em termos de estratégia, teremos espaço para um maior uso de capital, de modo que estaríamos abertos a uma oferta pública inicial de ações no prazo de um a três anos”, afirmou o executivo na ocasião. Procurado, o BTG não quis se manifestar a respeito do registro ou fornecer detalhes sobre os planos para a listagem em bolsa.



Dona da Le Lis Blanc tem prejuízo de R$ 3,13 mi no terceiro trimestre
Valor 14.11.2011 - A Restoque, dona das marcas Le Lis Blanc e Bo.Bô, encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 3,13 milhões, revertendo o lucro de R$ 8,16 milhões registrado no mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 43,7% na comparação anual, totalizando R$ 23,77 milhões no terceiro trimestre. A margem Ebitda, por sua vez, evoluiu de 19,2% para 19,7% em 12 meses. Com o aumento nas vendas e a expansão no número de lojas, a receita operacional líquida da Restoque saltou 40%, para R$ 120,46 milhões. Entre julho e setembro, foram inauguradas cinco lojas próprias da marca Le Lis Blanc e cinco da marca Bo.Bô, totalizando 83 lojas próprias.
Nas lojas comparáveis (estabelecimentos em operação há no mínimo um ano), houve incremento das vendas de 8%, com destaque para o desempenho das lojas próprias e da operação de atacado.
A margem bruta da companhia apresentou crescimento de 2,8 pontos percentuais, passando de 65,9% da receita líquida no terceiro trimestre do ano passado para 68,7% no último trimestre.
No lado financeiro, a empresa encerrou o mês de setembro com dívida líquida no valor de R$ 91,6 milhões, ampliando a dívida de R$ 25,24 milhões apurada no trimestre imediatamente anterior. Pesou sobre a conta a redução de R$ 26 milhões referente à dívida denominada em dólar, R$ 18,3 milhões usados no programa de recompra de ações e R$ 6,4 milhões referentes à primeira parcela da aquisição da marca John John. O balanço da companhia traz ainda um impacto de R$ 1,8 milhão em função das despesas extraordinárias decorrentes do incêndio ocorrido em maio em um dos centros de distribuição da Restoque. A companhia diz que está finalizando o processo de solicitação destas despesas com a seguradora e que espera recuperar estes valores até o final do ano.



Fundador da rede Assaí volta para o supermercado
Estadão 14.11.2011 - Dois anos após vender o controle da rede de atacado para o Pão de Açúcar, Rodolfo Nagai retorna ao varejo à frente do Ricoy. Uma parada na feira para comer pastel, logo após um baile, mudou definitivamente o rumo da vida do empresário Rodolfo Jungi Nagai. Naquela madrugada, ele voltou para casa pensando na provocação feita pelos amigos feirantes. "Você não faz nada o dia inteiro, Rodolfo. Por que não trabalha um pouco e começa a comprar farinha para a gente?", diziam. Nagai, então com 19 anos, topou a ideia e iniciou um negócio de venda de farinha para bancas de pastel em São Paulo. Surgia assim, no início dos anos 70, o embrião da rede atacadista Assaí, que chegou a 30 lojas em 2007, quando o Grupo Pão de Açúcar comprou 60% da empresa por R$ 208 milhões. Dois anos depois, o grupo adquiriu o restante, por mais R$ 175 milhões. Desde então, Nagai esteve afastado do varejo.  Mas agora, passado o prazo de dois anos da cláusula de não competição - que impede o vendedor de concorrer diretamente com o comprador -, o empresário está de volta ao jogo. Nagai se associou ao amigo Paulo Tadao, dono da rede paulista de supermercados Ricoy e está reestruturando o negócio. Algumas das 74 lojas devem dar origem a um novo formato: um supermercado e um atacado dividindo o mesmo espaço, diferente do "atacarejo". "Comércio está no sangue. Estava louco para voltar", diz ele, hoje com 58 anos e dono de seis laticínios que faturam R$ 220 milhões ao ano.  Fundado há 11 anos, o Ricoy surgiu quando Paulo Tadao e seu sócio Hermes Kinshoku decidiram fundir suas redes. Tadao era dono da Iocoy, com 12 lojas. Kinshoku tinha sete supermercados, com o nome de Riviera. Com a primeira sílaba de um e a última de outro foi criado o Ricoy. Por meio de aquisições, a empresa ficou quase quatro vezes maior em menos de uma década. Passou de 19 para 74 unidades, em 20 cidades. "Cresceram muito rápido, mas a cabeça não acompanhou", diz Nagai.Cunhado. Para reestruturar a companhia, o empresário foi buscar no mercado gente que o acompanhou nos 35 anos de Assaí. O primeiro nome foi o de Luiz Kogashi, seu cunhado. Kogashi é ex-presidente da rede de atacado e esteve à frente da operação nos dois anos em que o controle foi dividido entre o fundador e o Pão de Açúcar. "Na verdade, foi o Kogashi quem me falou do Ricoy. Contou que o pessoal precisava de uma força. Disse a ele que só entraria nessa se ele fosse comigo", afirma. Foram nomeados até agora cinco novos executivos - todos ex-Assaí. "É uma equipe azeitada. Ninguém pensou duas vezes para vir", diz.  O time, porém, tem uma dura missão. "Os donos achavam que iam ter sucesso conseguindo escala. Por isso, fizeram várias aquisições", diz um concorrente. Por dez anos, os empresários compraram lojas deficitárias e endividadas. Pagavam as dívidas dos antigos donos e, em troca, ficavam com o supermercado.  Mas muitas estavam na pindaíba por problemas de gestão, que não foram sanados depois que viraram Ricoy. " Tadao e Kinshoku achavam que o ganho de escala encobriria a ineficiência de gestão", diz o rival. Para arrumar a casa, a ordem de Nagai é modernizar procedimentos - o que passa por novos equipamentos e digitalização de processos. Mas também envolve a criação de uma nova diretoria na empresa, a de operações. "Não sei como eles faziam sem essa área", diz Nagai. É o executivo de operações quem fixa metas - de vendas, de rentabilidade e de eliminação de perdas - e as estratégias para alcançá-las.  Esse último item, a redução de perdas, é um dos desafios que Nagai terá pela frente. Como muitas unidades são gerenciadas à distância (algumas estão a 400 quilômetros da sede, em São Paulo), furto de mercadorias e desabastecimento são frequentes.  Formato. Além de longe da sede, algumas lojas são grandes demais. Por isso, um novo formato - que une varejo e atacado - será testado. "Em parte da loja, teremos embalagens de atacado, para comerciantes e também donas de casa que gostam de comprar pacotes maiores, para economizar", diz Nagai.  A estratégia também quer tirar proveito do aumento das vendas no atacado, que no ano passado cresceram 8,2%, segundo dados da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad). O porcentual é maior que os 6% do varejo em 2010, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). "Toda rede varejista precisa de uma mexida de tempos em tempo", diz o consultor de varejo Eugênio Foganholo. O conceito misto, segundo ele, pode funcionar bem, principalmente em regiões que não comportam um grande atacado.  No Ricoy, Nagai espera que as vendas cresçam até 30% neste último trimestre, ante os mesmos meses de 2010. A receita, de R$ 1,4 bilhão ano passado, deve ir a R$ 1,5 bilhão até o fim de 2011. O empresário, porém, ainda não tem definido quanto terá do negócio. "Vim para ajudar. Depois vamos discutir como fica minha participação, que deve ser algo em torno de 30%", diz. Tadao e Nagai se conhecem há 25 anos e já tiveram um negócio juntos, a Hort Mix, um atacado de hortifrutigranjeiros. A empresa não vingou. A esperança, agora, é que o Ricoy decole.



Cade deve analisar acordo da Kirin com AB Inbev no Japão
Valor 14.11.2011 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve analisar os acordos que a Kirin tem com a Anheuser-Busch Inbev (AB Inbev) para produzir e distribuir a Budweiser no Japão. O objetivo será o de verificar se a empresa japonesa, que adquiriu a Schincariol, será mesmo uma rival efetiva da Ambev no Brasil.  A informação de que a Kirin possui esses acordos chegou ao Cade por meio dos minoritários da Schincariol. Antes de fechar o negócio com os japoneses, eles ameaçaram ingressar com uma representação no órgão antitruste.  Representados pela Jadangil, os minoritários procuraram integrantes do Cade para contestar a compra de ações da família Schincariol que equivalem a 50,45% da empresa. Esse negócio foi notificado ao Cade em 11 de outubro. Duas semanas depois, o órgão antitruste foi informado que a Kirin detém acordos com a Anheuser-Busch para vender a Budweiser no Japão. A Anheuser pertence à AB-Inbev, que é dona da Ambev, líder do mercado de cervejas no Brasil.  Com isso, a aquisição da Schincariol pelos japoneses poderia representar a compra da empresa que tem mais condições de competir com a Ambev justamente por um grupo que tem contrato com a controladora da Ambev. A questão levada ao Cade é se a união entre Kirin e Schincariol faria com que esta se enfraquecesse perante a Ambev, prejudicando, ao fim, a competição no Brasil. O Cade também foi informado que a Kirin tem parceria internacional com a Heineken - outra rival da Schincariol no Brasil.  Os representantes da Jadangil também argumentaram que o alto preço pago aos irmãos controladores Adriano e Alexandre Schincariol - R$ 3,95 bilhões - poderia acobertar alguma prática anticoncorrencial. O montante seria superior ao valor patrimonial das ações adquiridas. Ele também foi maior do que as recentes transações entre empresas do setor. Aqui, a questão que foi levantada para o Cade é se o valor teria o objetivo de comprar uma concorrente de fato da Ambev no Brasil.  Tudo somado, a Kirin viu-se diante de possíveis queixas de minoritários que poderiam dificultar a aprovação do negócio no órgão antitruste. Ao fim, a decisão de adquirir a parte da Jadangil por R$ 2,35 bilhões acabou fazendo com que esse grupo não ingressasse com todas essas contestações formalmente no Cade. Ou seja, facilitou a eventual aprovação da compra, que, até aqui, tramita no órgão antitruste sem opositores. Sem essas queixas, que seriam formalizadas ao longo da tramitação do processo, a possibilidade de aprovação é mais forte.  O Cade terá de verificar as condições de rivalidade da Schincariol frente à Ambev. Devem ser feitos questionamentos sobre os contratos da Kirin com a AB Inbev e com a Heineken. Mas, frente ao domínio da AmBev no mercado de cervejas, que é próximo de 70%, a tendência inicial no Cade é a de aprovação da compra da Schincariol, pois o negócio significa injeção de capital na empresa e aumenta seu poder de investimento perante a concorrência.  Desde que aprovou a criação da Ambev em 2000, o Cade passou a ser mais rigoroso com a companhia e investigou uma série de denúncias sobre a sua conduta no mercado. A maior parte foi arquivada, mas, em julho de 2009, a AmBev foi multada em R$ 352 milhões por causa de um programa de fidelidade de pontos de venda. A denúncia contra esse programa foi feita pela Schincariol.



Nova fábrica da Nestlé dá força à cadeia leiteira no RJ
Valor 14.11.2011 - Com investimentos que deverão somar R$ 200 milhões, nova fábrica da Nestlé no município de Três Rios tende a impulsionar a produção de leite na região.
O engenheiro de estradas Edmundo Pereira Furtado, 69, mineiro de Juiz de Fora, recebeu certo dia um ultimato do seu cardiologista: ou trocava o trabalho urbano por uma vida mais saudável e amena ou teria que conviver com o agravamento de seus problemas de pressão alta. Assustado, correu para requerer sua aposentadoria do antigo Departamento Nacional de Estradas (DNER), hoje Dnit, e, após 35 anos de trabalho, decidiu realizar um sonho de infância: criar vacas leiteiras. Chamou a mulher, Rosália Maria, e propôs que se mudassem para o sítio de 28 hectares que haviam comprado em 1983 na cidade de Vassouras, Rio de Janeiro, região do médio Paraíba. Durante muito tempo o Sítio Alarama - anagrama com as iniciais das filhas Aline, Ariane, Amarine e Adriene - foi apenas uma área de lazer para a família. Umas poucas vacas mestiças produziam 35 litros de leite por dia. Ao se mudar para lá, o casal agregou dois propósitos ao de uma vida mais saudável: tornar o sítio autossustentável e, principalmente, produzir leite de qualidade.
Hoje, com 27 vacas produzindo 400 litros por dia e outras três "mojando" (prestes a parir), a perspectiva é de atingir a curtíssimo prazo uma produção diária de 500 litros. O sítio foi um dos primeiros fornecedores da nova fábrica de leite e produtos lácteos que a multinacional Nestlé inaugura no dia 18 no município de Três Rios, a cerca de 60 quilômetro de distância. A fábrica, com capacidade inicial de processar 400 mil litros de leite por dia, podendo chegar a 600 mil, está mudando os rumos da economia rural da região em um raio de 150 quilômetros.
Para o prefeito de Três Rios, Vinícius Farah (PMDB), a chegada da fábrica da Nestlé significa uma redenção para a produção leiteira do município e de toda a região. "Na verdade, nossa região, e Três Rios particularmente, viveram, entre as décadas de 70 e 80, um período muito positivo para a produção leiteira", conta Farah. Segundo ele, havia pelo menos cinco cooperativas "muito fortes" na região, a maior em Três Rios.
Segundo o prefeito, as cooperativas maiores fecharam e, especialmente em Três Rios, a pecuária leiteira ficou resumida a produtores isolados e a uma produção irrisória. "Independentemente dos mil empregos diretos que vai gerar, a fábrica vai provocar uma enorme transformação na nossa bacia leiteira", projeta o prefeito, afirmando que somente na área rural de Três Rios, município de 75,6 milhões de habitantes (Censo 2010), cerca de 3,5 mil pessoas deverão ser beneficiadas. Ainda conforme Farah, investidores de outras regiões do Brasil e até estrangeiros estão buscando terras para comprar no município com o propósito de criar gado leiteiro. Recentemente, segundo ele, esteve na cidade uma delegação de empresários russos com esse objetivo. Além de estimular e subsidiar a melhoria do manejo rural e, consequentemente, da qualidade do leite, a Nestlé está remunerando os esforços dos produtores na direç  ão dessa melhoria. Segundo Farah, os preços por litro na região estavam entre R$ 0,78 e R$ 0,79, e a multinacional suíça está pagando até R$ 1,10 por litro aos produtores que se enquadram em seus padrões de qualidade.A empresa evita falar em preço, mas informa que tanto remunera a qualidade como paga um adicional por proximidade em relação à fábrica, situada à margem da rodovia BR-040 (Rio-Brasília), próxima ao entroncamento com a BR-393, conexão principal entre São Paulo e o Nordeste do país. Furtado, do Alarama, confirma que está recebendo 25% a mais do que obtinha antes. Desde o dia 1º deste mês, a fábrica está recebendo 70 mil litros de leite por dia de 20 produtores cadastrados e de outros 400 menores que fornecem por meio de cooperativas, segundo o veterinário Luiz Camilo, coordenador do trabalho de captação de leite para a fábrica. O trabalho é feito pela DPA, empresa controlada por Nestlé e Fonterra, cooperativa da Nova Zelândia que lidera as exportações globais de lácteos. A construção da fábrica representa um retorno da Nestlé ao Rio de Janeiro após o fechamento, em 2007, da fábrica que mantinha em Barra Mansa, também no médio Paraíba, a 123 quilômetros de Três Rios. A empresa vai começar produzindo leite UTH, o longa vida, e sucos à base de soja, e deve evoluir aos poucos para outros produtos da sua linha.
À parte a localização estratégica de Três Rios, a fábrica da Nestlé chega ao município embalada em incentivos fiscais. Da parte do Estado, os principais incentivos são, na cadeia do leite propriamente dita, ICMS zero para o produtor, e na área industrial, ICMS de 2% garantido pela Lei nº 5.636/10, versão atual da "Lei Rosinha", que tem a meta de estimular a atividade econômica em municípios fluminenses. Da parte do município, entre outros incentivos, está a queda de 5% para 2% da alíquota de ISS durante a obra. "Meu sonho é ser certificado pelo Programa Boas Práticas na Fazenda", conta Furtado. Trata-se de um programa da Nestlé que habilita a propriedade a exportar leite. Com um rebanho de 80 vacas, novilhas e bezerras da raça Girolando, todas originárias de inseminação artificial, ele acha possível alcançar a produção de 700 litros por dia.



Saiu do forno
IstoéDinheiro 14.11.2011 - Conhecida pelo tradicional pão de queijo, a mineira Forno de Minas aposta em parcerias com empresas globais para diversificar sua linha de produtos. Por Rosenildo Gomes FERREIRA. A receita de pão de queijo da mineira Maria Dalva Couto Mendonça, mais conhecida como dona Dalva, sempre foi muito elogiada pelos filhos. A tal ponto que eles decidiram transformar a habilidade da matriarca em um negócio. Foi assim que, em 1990, nasceu a Forno de Minas, resultado de um investimento de R$ 100 mil. A empresa cresceu e acabou despertando o apetite da americana General Mills, que pagou cerca de US$ 80 milhões por seu controle em 1999. Nas mãos dos estrangeiros, a receita “desandou”. Conclusão: a Forno de Minas acabou sendo revendida justamente aos antigos donos,  em 2009. Nesse período, o mercado mudou. Mais brasileiros começaram a gastar uma fatia cada vez maior de sua renda com alimentação fora do lar. Com isso, o chamado food service, que movimentou R$ 75 bilhões em 2010, entrou em um ritmo frenético de crescimento, acima de 10% ao ano. Fórmula caseira: aos 69 anos, dona Dalva, matriarca do clã e criadora da famosa receita,
ajuda o primogênito, Hêlder, a gerir a companhia. Para tirar um maior proveito dessa tendência, o clã Mendonça resolveu investir na diversificação, incluindo  também empanados e massas prontas em seu cardápio. Mas sua mais nova aposta não sairá do tradicional forno a lenha mineiro, mas sim da geladeira. Trata-se do frozen yogurt, que virou uma verdadeira febre entre os brasileiros. Para se impor nesse mercado, a Forno de Minas fez parceria com a Kemps, maior fabricante do setor nos EUA. Na primeira fase, o iogurte com a marca Vivo&Ativo será integralmente feito nas fábricas da companhia, em Minnesota, e exportado para o Brasil. “Queremos otimizar nossa estrutura de distribuição, adicionando produtos competitivos e com maior valor unitário”, diz Hélder Mendonça, filho de dona Dalva e CEO da Forno de Minas. A política de diversificação da Forno de Minas, cujo faturamento deve chegar a R$ 100 milhões em 2011, tem o objetivo de reduzir a dependência da tradicional iguaria mineira. Em 1999, o pão de queijo respondia por 95% das vendas. 
Hoje, colabora com 80%. O restante é obtido com a comercialização das linhas de empadas, waffles,  empanados e folheados. A meta é chegar ao final de 2012 com metade das receitas oriundas de novos produtos. Para isso, Mendonça dispõe de R$ 40 milhões. Mais que recursos, a estratégia está centrada no estabelecimento de parcerias com fabricantes europeus e americanos para a elaboração de novas receitas. Um desses acordos deu origem à linha da torta recheada da Forno de Minas, desenvolvida por uma companhia de alimentos holandesa. A estratégia de estender a marca para uma ampla linha de produtos é considerada acertada por especialistas. “É essencial que o fabricante tenha capacidade de produção e distribuição compatíveis com o ritmo de crescimento”, afirma o consultor Ricardo Daumas, diretor de desenvolvimento de negócios em food service da GS&MD e Technomic.  Atento a essa questão, Mendonça está aumentando, em 50%, a capacidade da fábrica situada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Serão mais 4,5 mil m² de área produtiva. Além disso, foi ampliada de 150 mil litros para 250 mil litros diários a capacidade de processamento do laticínio da família. Ele fornece todo o leite utilizado pela Forno de Minas. O restante é vendido para terceiros. Uma parte expressiva da capacidade fabril adicional será usada para a produção de massas frescas e pratos prontos. “O mercado mudou e temos de evoluir com ele para poder crescer”, diz Mendonça. “Sem, no entanto, deixarmos de lado o tradicional pão de queijo.” Afinal, trata-se de um nicho que não para de crescer e movimentou R$ 45,5 milhões em julho deste ano, último dado disponível, 25% a mais que o mesmo período de 2010.
 


Meca dos eventos, São Paulo vê nova expansão
Brasil Economico 14.11.2011 - Apesar da crise, expectativa é que o Brasil registre ao menos 201 grandes eventos corporativos no ano que vem, concentrados principalmente na capital paulista.  A situação instável da economia mundial não inibe o mercado de feiras de negócios no Brasil, pelo contrário, o setor nunca esteve tão aquecido, principalmente em São Paulo, meca do turismo corporativo no país. A expectativa é de um recorde de eventos de grande porte m 2012. De acordo com a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), 201 grandes eventos serão realizados no país no próximo ano - um recorde desde o início da contagem que acontece há 19 anos -, sendo que São Paulo sediará 75% do total. Em 2011, a agenda abriga 180 eventos. Na estimativa da Ubrafe, o setor de feiras no país, considerando todos os portes de eventos, deve movimentar R$ 3,5 bilhões neste ano - São Paulo concentrará R$ 2,5 bilhões. Em vista dos crescimento esperado para o setor, os empresários da área planejam investimentos maciços para os próximos anos. Como um coringa na economia do país, os eventos além de nutrirem uma importante fatia do turismo, o corporativo, ainda estimulam negócios internos de todos os setores.
A Reed Exhibitions Alcantara Machado, líder no mercado de feiras, duplicou de tamanho nos últimos três anos e tem como expectativa crescer mais de 50% nos próximos dois.
"Os eventos mais rentáveis são aqueles que apresentam produtos dos setores que estão sendo impulsionados pelo crescimento do mercado doméstico, como o moveleiro, por exemplo", diz o presidente da empresa, Juan Pablo De Vera. A Movexpo - IV Feira Nacional de Móveis para o Nordeste, evento bianual promovido em Pernambuco pela Reed Exhibitions Alcantara, recebeu este ano mais de 21 mil visitantes. Os organizadores projetam negócios de R$ 180 milhões com a feira.
Vitrine: As feiras também são uma alternativa para as empresas escoarem sua produção, principalmente as exportadoras, que com a crise perderam mercado na Europa e Estados Unidos, encontrando nos eventos oportunidade de rápida negociação com o mercado alternativo - interno ou na América Latina.
"A mercadoria que não foi exportada é negociada no mercado nacional durante as feiras. Estas são a mídia presencial que oferece resposta mais rápida entre quem produz e o canal de distribuição. Esta velocidade de resposta é a melhor opção para atender as empresas neste momento de crise, afirma Armando Campos Mello, presidente da Ubrafe.
Segmentos menos tradicionais para o público também têm abarcado interessados. A Feira "Negócios nos Trilhos", do setor ferroviário, alcançou na sua 14ª edição, que aconteceu semana passada no Expo Center Norte, recorde de público e expositores. Cerca de 10 mil visitantes de 14 países percorreram os corredores do pavilhão vermelho que abrigou 180 estandes.
"O setor ferroviário, depois de duas décadas de abandono, ressurge para ocupar' um lugar na matriz de transporte brasileira", diz o diretor do evento, Gerson Toller.



Negócio de call center rouba a cena na CSU
Valor 14.11.2011 - A CSU CardSystem nasceu há 20 anos para gerir e processar cartões, serviço de alta tecnologia. Mas é sua divisão de call center, a CSU Contact, quase dez anos mais nova e especializada em cobrança e televendas, que ameaça virar protagonista. Desde que a CSU perdeu, há exatos 12 meses, o contrato para processar os cartões do banco Nossa Caixa - incorporado pelo Banco do Brasil -, as receitas de sua principal divisão sofrem com o baque. "O mundo 'card' tem poucos clientes grandes e, por isso, existe uma concentração de receita. Perder um cliente de porte dá uma desestruturada", explica Mônica Molina, diretora de relações com investidores (RI). De acordo com a executiva, os resultados apresentados pela divisão de call center da CSU começam a ultrapassar o negócio de cartões porque a estratégia é mesmo de diversificação.
No terceiro trimestre de 2011, a receita líquida da CSU Contac foi de R$ 51,07 milhões, o que representou um crescimento de 42,4% ante o terceiro trimestre de 2010. A receita líquida apurada pelo CSU CardSystem entre julho e setembro foi de R$ 49,9 milhões, equivalente a uma queda de 7,9% contra igual período do ano passado.
Com o desempenho, a unidade Contact passa a representar 50,1% do negócio da CSU, e a CardSystem, 49,9%. A perspectiva de Mônica, porém, é que a receita de ambas cresça em níveis parecidos daqui para frente - o segmento de cartões, a uma taxa anual de 15% a 17% e, a de contact, entre 13% e 14%. "A card está retomando seu ritmo de crescimento", ressalta Mônica. No terceiro trimestre, a CSU concluiu a migração da base de cartões do Sicredi, que opera com 119 cooperativas de crédito em 10 Estados brasileiros. O faturamento desse negócio, portanto, deve adquirir maior relevância no quarto trimestre. Outra contribuição significativa poderá vir ainda do lançamento do cartão com bandeira do Tribanco. A CSU CardSystem registrou lucro líquido de R$ 4,2 milhões no terceiro trimestre de 2011, queda de 50,3% ante igual período de 2010. O lucro bruto de R$ 27,3 milhões foi impulsionado pela melhora de rentabilidade da CSU Contact, que apresentou margem bruta de 7,8%. "Alcançamos o compromisso de atingir o 'break even' da operação." Em teleconferência com analistas, Mônica adiantou que a CSU montou uma diretoria especializadano segmento financeiro e que, na atividade de call center, a empresa já está participando de concorrências. "O setor [financeiro] é responsável pelas contratações de 50% de serviços terceirizados de call center e por isso faz sentido investir na especialização da equipe comercial", diz. O foco da CSU Contact está direcionado para o atendimento a empresas médias, mas o objetivo, daqui para frente, é conquistar clientes mais graúdos, para elevar a rentabilidade do negócio, a exemplo do serviço de "back office" que presta para Telefônica, Net e Accor. Em nome da rentabilidade, a CSU encerrou, no terceiro trimestre, a operação de call center no Rio de Janeiro, reduzindo 226 posições de atendimento em relação ao número do fim de junho. As operações da unidade CSU Contact ficarão concentradas em Barueri (SP) e Recife. Na capital de Pernambuco, aliás, está prevista a migração dos dois escritórios atuais para um terceiro local, com maior capacidade. A expectativa do diretor financeiro Ricardo José Ribeiro Leite é que a geração de caixa da empresa suporte os investimentos previstos. Mas, respondendo à questão feita por um analista, disse ser possível que a empresa recorra a algum "investimento adicional" no segundo semestre de 2012, dependendo do ritmo de crescimento das atividades de call center.
No segmento de cartões, a CSU espera colher os frutos dos investimentos feitos em um novo software de processamento de cartões pré-pagos "flex", que podem ser transformados posteriormente em cartão de crédito.



Naspers se volta para países emergentes
Valor 14.11.2011 - O grupo sul-africano de mídia Naspers, que começou a atuar no segmento de internet em 2005, centrou o foco de atuação em países emergentes e, silenciosamente, conquistou uma fatia considerável do mercado mundial de internet. De 2005 a 2010, os negócios da companhia no setor cresceram 432%. A operação na web representa 27% da receita total do grupo, atualmente, e cresce a taxas superiores a 40% ano a ano, elevando sua importância para o grupo, que também possui negócios nas áreas de TV a cabo e mídia impressa.  No ano fiscal 2011, encerrado em março, o grupo registrou incremento de 27,5% na receita global, para US$ 4,629 bilhões, e aumento no lucro por ação de 30,5%, para US$ 1,60. A maior parte da receita vem do negócio de TV a cabo, que representa 47% da receita total e teve incremento de 20% no ano. O negócio de internet cresceu 57% no período. O segmento de mídia impressa responde por 23% da receita e teve queda de 1%.  A estratégia da companhia na internet consistiu em comprar empresas que já eram líderes em audiência em seus respectivos países, ou com grande potencial de expansão. Em 2010, o grupo gastou US$ 721,6 milhões com aquisições. Entre as principais operações realizadas no período, comprou 34% da Tencent, o maior portal de serviços de internet da China, com 702 milhões de contas ativas e receita de US$ 1,65 bilhão em 2011. No Leste Europeu e a Europa Central, adquiriu 97% da Allegro, maior negócio de comércio eletrônico da região. Sediada na Polônia, a empresa atua em 16 países e fechou 2011 com receita de US$ 108,3 milhões. Na Rússia, o grupo adquiriu 29% de participação no Mail.ru, empresa de internet de maior audiência naquele país, com 28 milhões de usuários e receita de US$ 28,8 milhões.  No Brasil, o Naspers comprou 91% do BuscaPé em 2009, e reforçou a atuação no comércio eletrônico com a aquisição de 75% do capital do clube de compras Brandsclub e de 75% da OmniLogic, empresa que administra números para sites de comércio eletrônico.
Ao todo, o grupo Naspers detém atualmente participação em 25 companhias de internet ao redor do mundo, com participações que variam de 29% a 100%. Com todas as aquisições, o grupo sul-africano conseguiu uma participação no mercado de internet de 83% no Rio Unido, de 77% nos Estados Unidos, 58% na Polônia, 43% na Rússia, 38% no Brasil, 32% na China, 11% na África do Sul e 7% na Índia. A companhia atualmente é avaliada em US$ 22 bilhões.



Indústria de alta tecnologia destoa e cresce 3,8%, bem acima da média
Valor 14.11.2011 - O setor de alta intensidade tecnológica descolou-se do pífio resultado do resto da indústria este ano e cresceu 3,8% na comparação com o período janeiro-setembro de 2010. Na média, a indústria produziu 1% mais, enquanto os segmentos de baixa tecnologia, onde há forte concorrência de produtos chineses, perderam produção em 2011 e registraram queda de 0,7% na mesma comparação, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Mesmo o crescimento da alta tecnologia, contudo, não anima o Iedi. Olhando para o período de janeiro a setembro de 2011, o desempenho da média da indústria de transformação e de cada um dos segmentos por intensidade tecnológica foi em geral o pior para esse período nos últimos oito anos, com exceção de 2003 e 2009, marcados por pesadas crises econômicas. A forte concorrência do importado, a desaceleração doméstica e a dificuldade para exportar de alguns setores são os fatores que explicam o pífio resultado da indústria neste ano, diz Júlio Gomes de Almeida, consultor do Iedi e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. "É um resultado ruim, mostrando uma fraqueza generalizada, algo preocupante para 'tempos de paz'", diz Almeida, referindo tanto ao baixo crescimento de 1% da indústria geral como aos desempenhos por intensidade tecnológica. Segundo ele, apesar da piora do cenário global em 2011, a situação neste ano não tem sido nem de longe tão crítica quanto foi em 2003 - quando a inflação estava acima de dois dígitos e os juros chegaram a 26,5% ao ano - ou em 2009, quando a crise global provocou forte desaceleração da economia brasileira, que encolheu 0,6%.
Nos setores de baixa intensidade tecnológica, chama a atenção o tombo de 10,1% da produção de têxteis, couros e calçados. Almeida lembra que são os segmentos que mais apanham da concorrência externa, sofrendo com a falta de competitividade. "Os números parecem quase uma condenação a esses segmentos", diz Almeida.
Para ele, parte da ascendente classe C deu prioridade à compra de bens duráveis, como eletroeletrônicos, o que fez as vendas de produtos alimentícios e bebidas perderem um pouco do dinamismo. Para alguns analistas, a inflação um pouco mais alta também teve alguma influência, por afetar o rendimento real. O setor de alta intensidade tecnológica subiu bem acima da média, mas menos que os 6,6% do mesmo período de 2010 ou os 15,4% de 2004. O crescimento um pouco mais forte se explica pelo desempenho de alguns setores específicos, como o aeronáutico e aeroespacial, cuja produção subiu 8,4% nos nove primeiros meses deste ano. Segundo Almeida, isso se deve à recuperação da Embraer, que sofreu mais em 2010, por causa do efeito defasado da crise de 2008 sobre as encomendas. Também ajuda o segmento de alta tecnologia o desempenho razoável do setor de equipamentos de rádio, TV e comunicação, que cresceu 5,5% no acumulado do ano. Para Almeida, o aumento do consumo de duráveis por parte da classe C explica esse movimento. Esses dois setores ajudam o segmento de alta intensidade tecnológica a ter uma expansão mais razoável, apesar de o setor de material de escritório e informática ter caído 3,8% no período em função da concorrência do importado. O impacto da concorrência externa também causou estragos expressivos no segmento de média-alta tecnologia. A produção de máquinas e equipamentos elétricos caiu 1,4% de janeiro a setembro. "Aí há também um reflexo da dificuldade em exportar", diz Almeida. Segundo ele, nesse segmento, predominam os bens de capital, e o Brasil tem perdido espaço em mercados importantes, como a América do Sul, para produtos de outros países, como os chineses. No segmento de média-alta intensidade tecnológica, quem também vai mal são os fabricantes de produtos químicos. A produção recuou 2,5% no acumulado do ano. "É mais um segmento em que predomina o efeito do aumento da concorrência do importado", afirma Almeida, segundo quem o "palco da disputa da nossa indústria entre o produto nacional e importado é na média-alta tecnologia." Ele vê aí algum efeito da perda de fôlego da economia, já que uma indústria mais fraca demanda menos produtos químicos.
Já no segmento de média-baixa tecnologia, é frustrante o comportamento do setor de borracha e produtos plásticos. De janeiro a setembro, a produção subiu apenas 0,2%. Ainda nesse segmento, a fabricação de produtos metálicos, onde se encontra o aço, cresceu apenas 1% no acumulado de 2011.
Nesse cenário complicado, Almeida acredita que o crescimento da indústria em 2011 deve ficar em 1,5%, "com sorte". No começo do ano, ele projetou alta de 4%. O efeito da deterioração do cenário externo, diz ele, só mais recentemente teve um impacto mais negativo sobre a economia brasileira, como mostrou a produção industrial de setembro. "Isso é preocupante porque, se o cenário externo continuar a piorar, já vai encontrar a indústria num momento delicado."



Valorização de portfólio eleva lucro da BR Properties
Valor 14.11.2011 - A valorização do portfólio de ativos imobiliários da BR Properties foi a principal razão para o lucro líquido da companhia ter crescido 622% no terceiro trimestre, para R$ 83,7 milhões. No período, o ganho sobre valor justo das propriedades para investimento foi de R$ 180,3 milhões. Isso ocorreu devido à expansão do volume de ativos e ao incremento no valor dos imóveis, puxado por aluguéis mais elevados, conforme o diretor financeiro da companhia, Pedro Daltro. O portfólio da BR Properties somava R$ 5,2 bilhões em setembro, ante R$ 3,4 bilhões no mesmo mês de 2010. De acordo com o executivo, a maior parte das aquisições foi feita no terceiro e no quarto trimestre do ano passado, e a apropriação da valorização do preços dos imóveis ocorreu, principalmente, em 2011.
Nas revisões de contratos de escritórios, a empresa obteve "leasing spread", ou seja, reajuste acima da inflação de 24,1% e, nas dos contratos de varejo, de 17,1%. Nas novas locações, a variação do aluguel acima da inflação foi de 12% no segmento de escritórios. A vacância física do total de imóveis da BR Properties no fim do trimestre era de 0,9%.
No fim de outubro, a empresa assinou contrato de locação parcial do edifício Manchete, no Rio de Janeiro, para a Statoil Brasil Óleo e Gás. De acordo com Daltro, o edifício deve estar completamente locado até o fim do ano. Sem considerar o faturamento adicional que a BR Properties terá quando os ativos da WTorre Properties entrarem em seu portfólio, a locação da totalidade do edifício da Manchete vai corresponder a 8% ou 9% da receita total. Atualmente, a BR Properties possui 91 imóveis comerciais em carteira.
Até o fim de 2011, a BR Properties deve investir R$ 30,5 milhões na construção de novos imóveis e no retrofit do Edifício Manchete.
A receita líquida da BR Properties cresceu 71% no terceiro trimestre, para R$ 91,8 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas caíram 21%, para R$ 11,7 milhões. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 80,1 milhões, com margem Ebitda de 87%.
O lucro da companhia poderia ter sido ainda maior se não fosse a perda de R$ 85 milhões decorrente do efeito da variação cambial sobre os bônus perpétuo, que são denominados em dólar. Essa perda foi a principal causa de o resultado financeiro líquido da BR Properties ter ficado negativo em R$ 116,2 milhões. Sem isso, o indicador seria negativo em R$ 22,7 milhões.
No fim do terceiro trimestre, o endividamento líquido da companhia era de R$ 1,09 bilhão, resultado de dívida bruta de R$ 2,17 bilhão e de caixa e equivalentes de R$ 1,07 bilhão.
Os números da WTorre Properties, que será incorporada pela BR Properties, conforme memorando de entendimentos assinado em setembro, ainda não estão incluídos nos resultados da companhia, pois a operação ainda está em fase de auditoria. Quando o negócio for concluído, o portfólio da BR Properties passará a ser de R$ 10,5 bilhões, segundo Daltro. Os ativos da WTorre Properties devem adicionar mais de 2,1 milhões de metros quadrados ao portfólio. A expectativa é que a junção esteja completa ainda neste ano.



PDG fecha terceiro trimestre com lucro 1% maior, de R$ 265,2 milhões
JCRJ 14.11.2011 - A PDG Realty Empreendimentos e Participações fechou o terceiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 265,2 milhões, leve alta de 1% ante igual período do ano passado, quando a companhia lucrou R$ 261,6 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia foi de R$ 481,2 milhões no período, alta de 16% na mesma base de comparação. A margem Ebitda foi 0,06 ponto percentual menor e atingiu 26,1% neste terceiro trimestre de 2011.  A receita líquida, por sua vez, somou R$ 1,84 bilhão no trimestre, valor 19% superior aos R$ 1,55 bilhão anunciado no em intervalo equivalente do ano anterior. Os lançamentos Pro Rata da PDG alcançaram R& 2,65 bilhões no 3T11, representando incremento de 30% em relação ao terceiro trimestre de 2010, enquanto as vendas contratadas líquidas pro rata foram de R$ 1,91 bilhão no período, crescimento de 3% em relação ao terceiro trimestre de 2010. Já o VSO (vendas sobre ofertas) no trimestre tingiu 27%.Sodrugestvo e Campofert fecham parceria para armazenamento de produtos
Os grupos Sodrugestvo, de origem russa e sede em Luxemburgo, e Campofert, de Guaíra (SP), anunciaram que estabeleceram uma parceria que prevê o compartilhamento de suas instalações de armazenagem de produtos agrícolas e a possibilidade de comercialização conjunta dos volumes estocados. Em comunicado divulgado hoje, as empresas informaram que a Compofert é proprietária e operadora de 20 silos de armazenagem espalhadas pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, com capacidade total para 274 mil toneladas. Já a Sodrugestvo, por meio da joint venture que mantém com a cooperativa Carol, sediada em Orlândia (SP), opera 28 instalações do gênero próprias ou arrendadas em São Paulo, Minas, Goiás e Tocantins, com capacidade para 870 mil toneladas. Com presença crescente no Brasil nos últimos anos, a Sodrugestvo, que foi criada em 1994 e mantém instalações em 12 países, no último ano processou mais de 1,3 milhão de toneladas de soja e canola, sobretudo na Europa, e comercializou 2,3 milhões de toneladas de commodities agrícolas. No exercício fechado em 30 de junho, suas vendas alcançaram US$ 1,303 bilhão. A Campofert, por sua vez, foi fundada em 1979 e atualmente atua nos segmentos de armazenagem e comercialização de cereais, insumos, óleo diesel e outros produtos agropecuários. A empresa brasileira também receberá da nova parceira capital de giro para fomentar suas operações de originação de grãos (soja e milho) junto a produtores independentes em Minas Gerais.



Lucro da Vale é o maior da América Latina no trimestre
Exame 14.11.2011 - Mineradora teve lucro de US$ 4,25 bilhões no período. Informação é de um levantamento realizado pela Economática. O lucro da Vale referente ao terceiro trimestre do ano, de US$ 4,25 bilhões, foi o maior entre as empresas de capital aberto da América Latina, conforme levantamento realizado pela Economática. Levando-se em conta também as empresas dos Estados Unidos, a mineradora brasileira ocupa a quinta posição. A Petrobras fica em segundo lugar entre as latinas e, no levantamento dessas companhias de capital aberto mais os Estados Unidos, na 11ª posição, após lucro no terceiro trimestre de US$ 3,41 bilhões. Nesse ranking, ficaram em primeiro e segundo lugar duas companhias norte-americanas, ambas do segmento de óleo & gás: a Exxon Mobil e Chevron Texaco. Para fazer a comparação entre a lucratividade das empresas, a Economática converteu a dólar os valores publicados das empresas nas Comissões de Valores Mobiliários locais, levando em consideração o valor no dia 30 de setembro.



Riachuelo amplia coleção estilizada
Brasil Economico 14.11.2011 - Uma das maiores varejistas de moda do país aposta no alto valor agregado.  Há pouco mais de três meses, o Grupo Guararapes, dono da rede varejista Riachuelo, resolveu apostar mais firmemente na importação de produtos chineses. Abriu um escritório compras em Xangai cuja principal missão é prospectar fornecedores chineses para abastecer o grupo no Brasil. Antes da abertura do posto avançado, as importações representavam cerca de 8% das vendas da Riachuelo. Hoje, o peso dos importados subiu para 12%.
Flávio Rocha, presidente da empresa, disse ao Brasil Econômico que a unidade asiática permite acompanhar de perto a produção, que tende a aumentar nos próximos anos.
"O escritório também permite maior controle da formalização da mão de obra", diz.
Mix estiloso: Durante muito tempo, o preço foi um fator determinante na decisão de compra do consumidor das classe C e D. Hoje, essa relação de consumo mudou, e não foi apenas por conta do aumento do poder aquisitivo. As estratégias das grandes varejistas de moda têm se mostrado eficientes para captar essa tendência. A Riachuelo aposta nas peças de maior valor agregado, que são as que têm mais detalhes, recortes e informações de moda e aumentou seu ticket médio. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o valor médio de compras da varejista atingiu R$ 121,55, um aumento de 9,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Com este novo conceito de consumo das classes C e D, que representam 80% de sua clientela, a companhia fechou uma parceria com cinco estilistas brasileiros - André Lima, Martha Medeiros, Juliana Jabour, Huis Clos e Maria Garcia, que serão os autores da nova coleção da marca, a ser lançada na próxima quarta-feira (16/11) em São Paulo.
"Nosso público está ficando cada vez mais exigente, mais antenado em tendências. Nosso esforço é agradá-lo e democratizar a moda", afirma Rocha.
O ano de 2011 foi de expansão para a Riachuelo, que, segundo o empresa, atingiu recorde em área de vendas no trimestre, chegando a 400 mil metros quadrados.
Conforme adiantou o Brasil Econômico, a companhia iniciou a abertura de pequenas lojas só de vestuário feminino, que ocupam espaços menores em pequenas cidades.
As parcerias com estilistas renomados é a estratégia das grandes varejistas como C&A, Renner, Marisa e Pernambucanas para fidelizar públicos das classes C e D e até mesmo conquistar públicos de classes mais altas, segundo Marcelo Villin Prado, do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI).
"O objetivo é oferecer mais pelo mesmo", afirma Prado.
No terceiro trimestre, a Guararapes, dona da Riachuelo, produziu 13,5 milhões de peças, totalizando 37,6 milhões de itens no período acumulado de janeiro a setembro.
A receita líquida de mercadorias da companhia totalizou R$ 581,8 milhões no trimestre, 12,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.



Safra de algodão pode bater recorde histórico
DCI 14.11.2011 - O Brasil deve colher uma safra recorde de algodão em pluma em 2012, superando 2,1 milhões de toneladas, contra o 1,9 milhão registrado na safra 2010/2011. A única preocupação do setor é em relação ao clima. Caso a situação fique dentro da normalidade, o Estado do Mato Grosso também deve superar a sua melhor marca de produção, e alcançar 1,1 milhão de toneladas.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com um aumento de 5% na área, passando de 1,3 milhão de hectares na safra 2010/2011 para pouco mais de 1,5 milhão na safra atual, a expectativa é de produção recorde. "Apesar do crescimento pequeno em área, a produtividade por hectare tem sido muito boa nos últimos anos. Com isso, esperamos bater o recorde de produção, superando os 2,1 milhões de toneladas de pluma, contra os 1,9 da safra anterior", contou Sérgio De Marco, presidente da Abrapa.
O Mato Grosso deve ampliar de 6% a sua área, passando dos atuais 700 mil hectares para aproximadamente 750 mil ha. Apesar de uma ampliação moderada, a produção esperada no estado deve representar mais da metade da safra nacional. No ano passado o Mato Grosso colheu cerca de 930 mil toneladas.



BG diz que produção em campo brasileiro superou expectativas
Folha 14.11.2011 - A companhia britânica de petróleo e gás BG extraiu mais petróleo no Brasil do que esperava e recebeu mais tempo para analisar o campo de petróleo antes de ter que declarar a viabilidade comercial dele.  A BG, cuja produção deve ser transformada após grandes descobertas em água profunda em São Paulo, disse que um extenso teste na área de Carioca mostrou ser possível produzir 28 mil bpd (barris por dia), superando a previsão anterior.  "Dados os resultados promissores na Carioca, o consórcio tem a intenção de fazer mais trabalhos para avaliar mais a capacidade total da área", disse a BG em comunicado nesta segunda-feira.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estendeu para dezembro de 2013 o prazo para se declarar a viabilidade comercial do campo, dando às companhias envolvidas mais dois anos para avaliação. "Não há nenhuma mudança nos planos do consórcio e cronograma para desenvolvimento e produção", acrescentou a BG.
A companhia e os sócios na Carioca, a Petrobras e a Repsol Sinopec, uma parceria entre a espanhola Repsol e a chinesa Sinopec, afirmaram que o campo começará a produzir até 2017.


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