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Vale finaliza investida em fertilizantes
Folha 11.11.2011 - Empresa pretende gastar mais R$ 2,2 bilhões para concluir aquisição da Fosfertil, rebatizada de Vale Fertilizantes.
Conclusão da compra dependerá da adesão de dois terços dos acionistas minoritários da Vale Fertilizantes.
Para obter a liderança na produção de fertilizantes no país, a Vale gastou, no início de 2010, US$ 5,7 bilhões (R$ 10,1 bilhões) na compra da Fosfertil e de duas minas da companhia.
Agora, a mineradora pretende desembolsar mais R$ 2,2 bilhões para ficar com as ações que ainda não detém da Vale Fertilizantes (novo nome da empresa adquirida no ano passado).
Para isso, a Vale lançou anteontem oferta pública de compra de até 100% dos papéis da subsidiária que estão em circulação no mercado.
Se conseguir recolher todas as ações que estão na Bolsa, a mineradora vai desembolsar os R$ 2,2 bilhões e, dessa forma, perfazer mais de R$ 12 bilhões na aquisição da antiga Fosfertil.
Em jogo, dizem analistas, está a consolidação da liderança no setor, um dos mais promissores diante da necessidade do país de importar fertilizantes e das perspectivas de aumento da produção de grãos, cujas safras batem recordes a cada ano. Outro ponto em questão, avaliam, é a necessidade crescente do uso fertilizantes no mundo.
São dois os motivos. O primeiro é que as melhores terras destinadas à agricultura já foram ocupadas e as novas áreas demandam a utilização de maior volume de agrotóxicos para dar fruto.
Além disso, a população mundial se mantém em expansão acelerada, com a inclusão de novas classes de consumo, que passam a demandar mais alimentos.
Diante disso, a aquisição foi vista, em 2010, com bons olhos pelo mercado financeiro, e a oferta de compra de ações também passou pelo crivo de investidores agora.
Adesão de acionistas: Para ter sucesso em sua empreitada, porém, a Vale precisa contar com a adesão de dois terços dos acionistas minoritários com papéis da Vale Fertilizantes.
Para atraí-los, a Vale fixou o preço único de R$ 25 para os papéis -tanto ordinários como preferenciais. A mineradora ofereceu ainda fazer o pagamento exclusivamente em dinheiro. Os acionistas têm um mês para aderir à oferta. O leilão de recompra de ações será realizado no dia 12 de dezembro, na Bovespa. A operação está sendo coordenada pelo banco Morgan Stanley. Concluída a oferta, o registro de companhia aberta da Vale Fertilizantes será fechado, e a empresa será incorporada à Vale.
Paranapanema reverte prejuízo e ganha R$ 6,29 milhões no 3º trimestre
Valor 11.11.2011 - A produtora de cobre Paranapanema anunciou lucro líquido de R$ 6,29 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 32,6 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, avançou 21,5%, para R$ 1,048 bilhão. Segundo informou a empresa em nota, o mercado interno contribuiu para o crescimento da receita líquida no período, com aumento de 23,1%. O mercado de semielaborados continuou retraído, mas os segmentos de fertilizantes e alguns produtos e subprodutos de cobre refinado avançaram.
“Melhoramos nossa geração de caixa. E nossos investimentos continuam, o que deve trazer competitividade internacional à empresa”, afirmou o presidente da companhia, Luiz Antônio Ferraz Júnior
No segundo trimestre, a empresa reviu para cima seu programa de investimentos em expansão orgânica, que prevê aportes de R$ 727 milhões para o período de 2011 a 2013. Os investimentos incluem a expansão das operações de laminados da Eluma, subsidiária de semimanufaturados de cobre do grupo, além da expansão da fábrica de tubos, em Santo André (SP). A empresa pretende ainda erguer uma planta de refino de metais preciosos na Bahia, que podem ser obtidos como subprodutos no processo de beneficiamento do minério de cobre.
As exportações da Paranapanema avançaram 19,1% no terceiro trimestre, gerando receita de R$ 424,2 milhões entre julho e setembro. As despesas operacionais, por outro lado, recuaram 2,5% frente um ano antes, para R$ 26,435 milhões. “Devemos terminar o ano com resultados positivos”, afirmou o executivo.
A companhia está em fase de reestruturação dos negócios e finanças, que faz parte de um plano mais amplo que teve início com a reestruturação conduzida pelo grupo para amortizar um grande passivo. Em 2008, a empresa decidiu, inclusive, pela venda da produtora de estanho Taboca para o grupo Minsur.
Com despesas de fusões e aquisições, Cremer vê lucro recuar 59% no tri
Valor 11.11.2011 - A Cremer, fornecedora de produtos para cuidados com a saúde, fechou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 4,33 milhões, um recuo de 59,3% com relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida da companhia avançou 31,7% na mesma base de comparação, para R$ 120,51 milhões. O maior crescimento em vendas de julho a setembro foi obtido no segmento hospitalar, enquanto houve um recuo em itens para odontologia. Na categoria varejo, a Cremer percebeu uma alta expressiva em produtos da plataforma têxtil, como algodão, gazes e ataduras. Já em fraldas de panos, a empresa relatou enfrentar desafios, sem crescimento com relação ao terceiro trimestre de 2010.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cremer cresceu 14,5%, para R$ 17,86 milhões. Em um ano, a margem Ebitda passou de 17,1% para 14,8%. O valor, segundo a companhia, foi impactado por R$ 1,2 milhão em despesas não recorrentes relacionadas a fusões e aquisições.
No trimestre, a Cremer fez a incorporação societária da P.Simon, que fabrica e comercializa produtos médicos e hospitalares, e pagou metade do valor da aquisição dos ativos da Topz, de higiene e cosméticos. A segunda metade será paga em outubro. A Cremer também afirmou, em relatório, ter enfrentado desafios operacionais e logísticos devido a uma enchente na região de Blumenau.
Agência publica neste mês nova regra de plano de saúde a demitido
Folha 11.11.2011 - Será publicada após o dia 21 a nova resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que garantirá a manutenção de plano de saúde empresarial a aposentados e demitidos sem justa causa. A lei entrará em vigor em 2012. A resolução esteve na pauta da reunião da diretoria colegiada da agência na segunda-feira passada. Uma vez aprovada, será, então, publicada no "Diário Oficial", convertendo-se em lei. O novo texto esclarece dúvidas geradas pela imprecisão do já existente, que prevê o direito de permanência de ex-funcionários no plano de saúde, desde que assumam o pagamento da mensalidade. Além de facilitar o acesso ao direito, a nova lei desperta interesse por prever a portabilidade do plano coletivo para um individual, sem necessidade de carência.
PepsiCo paga R$ 800 milhões por biscoitos Mabel para expandir rede
Folha 11.11.2011 - A PepsiCo anunciou ontem a compra da totalidade das ações da Mabel, marca de biscoitos de Goiás fundada pela família do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO).
O negócio é estimado em R$ 800 milhões. A família Mabel detinha 60% do negócio e, desde 1999, o Banco Icatu era seu sócio.
Segundo Olivier Weber, presidente da PepsiCo alimentos para América do Sul, Caribe e América Central, a Mabel vai complementar a rede de distribuição da companhia, devido a sua forte presença nos mercados de Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Na área de alimentos, a PepsiCo também é forte em salgados, com a Elma Chips.
Fundada em 1953, a Mabel faturou R$ 426 milhões no ano passado.
A família Mabel, que possui outros negócios nas áreas de massas, refrescos e embalagens, ficará proibida de atuar na produção de biscoitos por cinco anos.
Dois diretores deixam LBR, dona da Parmalat
Exame 11.11.2011 Com as saídas, companhia quer tornar estrutura operacional mais simples e garantir maior agilidade na tomada de decisões. Fábrica da Parmalat: companhia enxuga para executar plano de crescimento.
A fabricante de lácteos LBR, dona da marca Parmalat e que tem a GP Investments entre seus principais sócios, anunciou a saída de dois de seus cinco principais diretores na última quinta-feira. Deixaram a companhia Jorge Rocha, diretor comercial, e Fernando Meller, diretor de operações. As baixas não foram as primeiras neste ano no alto escalão. Em julho, o executivo Fernando Falco deixou a presidência da companhia para tocar negócios pessoais, substituído por Marcos Póvoa, até então membro do conselho de administração.
Maior fabricante de lácteos do país, com um faturamento estimado em 3 bilhões de reais, a LBR foi criada em dezembro do ano passado com a fusão entre a Leitbom, que pertencia à GP, e a Bom Gosto, do empresário gaúcho Wilson Zanatta. Em comunicado, a empresa afirma que “ajustou sua estrutura operacional para torná-la mais simples e garantir maior agilidade na tomada de decisões durante este novo ciclo da empresa de execução do plano de crescimento”. Com a saída dos executivos, os diretores que se reportavam a eles passam a responder diretamente ao presidente da companhia, eliminando uma camada hierárquica. Segundo executivos próximos à companhia, a LBR ainda tem dificuldades para organizar as 15 marcas e 30 fábricas reunidas após a fusão e dificilmente fechará o ano com lucro.
A LBR não informou o destino dos executivos. Na companhia desde setembro de 2010, Rocha trabalhou na Ambev e em outras empresas que pertenceram ao GP, como a rede de implantes dentários Imbra, da qual foi diretor geral. Meller, que era diretor da LBR desde abril, fez carreira na Sadia e na Ambev.
Ao entrar no ramo de lácteos, a GP planejava consolidar um setor fragmentado em centenas de pequenos laticínios. Seu primeiro passo foi comprar a goiana Leitbom, em 2008, para dois anos depois incorporar a Laep, do empresário Marcos Elias, dono da marca Parmalat. A empresa triplicou seu tamanho ao se juntar à Bom Gosto, que havia adquirido seis empresas nos últimos três anos. A fusão contou com um aporte de 700 milhões de reais do BNDES.
Aeroportos impulsionam lucro da IMC no 3º trimestre
Brasil Economico 11.11.2011 - Em rodovias, onde a empresa atua com a rede Frango Assado, o faturamento cresceu 14%
IMC tem lucro líquido de R$ 6,8 milhões no trimestre, revertendo prejuízo do mesmo período do ano passado. Segmento de aeroportos ganha importância na companhia.
A International Meal Company, empresa que opera os restaurantes Frango Assado e Viena, obteve lucro líquido de R$ 6,8 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 2,3 milhões obtido no mesmo período do ano passado.
O lucro foi impulsionado pelo crescimento das operações nos aeroportos, o que levou o segmento a se tornar o maior da empresa em receita líquida, com 39% do total.
A receita líquida da divisão de aeroportos, em que a empresa atua com restaurantes e operações de catering (fornecimento de refeições de bordo), teve crescimento de 41,8%, a R$ 88 milhões.
Em rodovias, onde a empresa atua com a rede Frango Assado, o faturamento avançou 14%, para R$ 73,2 milhões. Em shopping centers, a expansão foi de 10%, para R$ 56 milhões.
Em setembro, a empresa detinha 257 lojas, o que representa um aumento de 27,2% em 12 meses. Quase todo o crescimento ocorreu no segmento de aeroportos.
No mês de julho, a companhia ingressou no mercado colombiano, com a aquisição da empresa de catering aéreo Aeroservicios de la Costa e da assinatura de contratos com a Airplan, para abertura de restaurantes e lanchonetes em três aeroportos do país.
A geração potencial de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), teve alta de 38%, para R$ 31,6 milhões.
De janeiro a setembro, a empresa acumula prejuízo de R$ 6,2 milhões, frente a resultado negativo de R$ 7,2 milhões no mesmo período do ano passado.
BRQ prorroga prazo para abertura de capital na bolsa
Brasil Economico 11.11.2011 - Quadros prevê um crescimento anual de 30% nos negócios da empresa. Com previsão de faturamento de R$ 330 milhões em 2011, a empresa de serviços de TI anunciou que fará oferta de ações no Novo Mercado da BM&F Bovespa nos próximos quatro anos.
Em março de 2010, Benjamin Quadros, presidente da BRQ, anunciou durante entrevista ao Brasil Econômico que a abertura estava programada para, no máximo, 2012.
Sem divulgar o valor da participação, a empresa informa que tem como acionista o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que realizou em 2007 um aporte de R$ 56 milhões.
Focada no setor financeiro, a BRQ deve fechar o ano com alta de 35% no faturamento.
Segundo Quadros, a expectativa é que esse número se repita também no próximo ano. "O mercado de Tecnologia da Informação segue forte mesmo diante de um cenário econômico instável."
Com maior parte das operações no Brasil e uma carteira que conta com os principais bancos brasileiros, a empresa tem ampliado seus serviços também para outros setores.
"O setor financeiro representa dentro da BRQ 60% das operações. Estamos trabalhando também com os setores de Petróleo e Gás e Telecomunicação."
E, mesmo diante das incertezas da economia mundial, a BRQ mantém seu objetivo de internacionalizar suas operações. O primeiro passo foi em 2007, quando fez a compra da americana de TI ThinkInternational.
"Temos acompanhado de perto as operações da empresa no exterior e já somamos um crescimento anual de 15% nos Estados Unidos."
Votorantim vende Nitro Química para fundo e deixa setor
Folha 11.11.2011 - O grupo Votorantim vendeu a fabricante de resinas sintéticas Nitro Química ao fundo de investimento Faro Capital, que é formado por investidores privados e é administrado pela gestora BRL Trust. O valor da transação não foi divulgado. A companhia da família Ermírio de Moraes, que com o negócio deixa de atuar na indústria química, diz que a operação segue a estratégia de ajustar o portfólio para se concentrar em seus principais negócios, como cimentos, celulose e metais. Com uma fábrica de nitrocelulose em São Paulo e minas na região de Criciúma, em Santa Catarina, a Nitro Química fornece resinas usadas pelas indústrias de tintas e vernizes, cosméticos e defensivos agrícolas. A Votorantim diz que o negócio foi submetido ao aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Por conta dos termos de confidencialidade do contrato, a BRL Trust informou que não pode dar mais detalhes da operação.
Dentro dos ajustes de portfólio que resultaram na alienação de ativos no setor químico, a Votoratim vendeu em 2007 a fabricante de soda e derivados Igarassu à Celera, empresa do grupo Produquímica. Antes disso, passou para a Arch Chemical as ações que detinha na joint-venture Nordesclor.
Governo pede condenação de Votorantim e Camargo Corrêa por cartel
Folha 10.11.2011 - A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.
A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista. Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.
Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.
A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.
Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.
Lucro da AES Tietê sobe 14,8% no terceiro trimestre
Valor 11.11.2011 - A AES Tietê informou que teve crescimento de 14,8% no lucro líquido do terceiro trimestre, como resultado do maior volume e preço da energia vendida no contrato bilateral com a AES Eletropaulo, empresa do mesmo grupo. De julho a setembro, os ganhos da companhia somaram R$ 228,36 milhões, ante R$ 198,91 milhões do mesmo período do ano passado.
O desempenho refletiu o aumento de 2,9% no volume de energia vendida para a Eletropaulo, combinado a um reajuste de 8,65% no preço do megawatt desse contrato.
Fora isso, a companhia conseguiu reduzir em 1% seus custos e despesas operacionais, o que levou o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) a ficar positivo em R$ 405,13 milhões, com alta de 13,6% na comparação anual.
O balanço mostra também que a receita bruta no terceiro trimestre avançou 10%, para R$ 544,9 milhões, sendo R$ 521,6 milhões apenas no contrato bilateral com a Eletropaulo.
Governo de Minas vai quitar dívida de R$ 5 bi com Cemig
Valor 11.11.2011 - O governo do Estado de Minas Gerais vai pré-pagar uma dívida de cerca de R$ 5 bilhões que tem com a Cemig. De acordo com o presidente da empresa, Djalma Bastos, será dado um desconto entre 20% e 25% pela liquidação antecipada já que a dívida original tinha um prazo de pagamento de 25 anos. “Mas ainda estamos negociando o valor do prêmio”, diz Bastos. Com esse desconto, e o pagamento feito, entram no caixa da Cemig entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.
Prémio reduzido na venda no Brasil leva Galp a cair um máximo de 13%
Jornal de Negocios 11.11.2011 - Os analistas consideram que o valor da transacção acordada com a chinesa Sinopec inclui um prémio reduzido. A empresa chinesa acoordou pagar 4,8 mil milhões de dólares por 30% dos activos da Galp no Brasil. As acções da Galp Energia seguem a desvalorizar perto de 9%, depois de já terem tombado 13%, naquela que é a maior queda da petrolífera em três anos. A empresa está a ser penalizada pelo acordo anunciado com a Sinopec, com os analistas a destacarem o prémio reduzido na venda de 30% dos activos no Brasil à empresa chinesa, por 4,8 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de dólares).
A Galp Energia desce 8,72% para 13,555 euros, depois de ter chegado a afundar 13%, para os 12,92 euros, naquela que é a maior queda da empresa desde 6 de Outubro de 2008, quando caiu 13,1%.
A petrolífera informou hoje que chegou a acordo com a Sinopec para uma parceria nos negócios de exploração e produção no Brasil, passando a estatal chinesa a deter 30% dos activos da petrolífera no país. O acordo prevê a realização de um aumento de capital, onde a Sinopec irá entrar com 4,8 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) na Petrogal Brasil.
“Pelos termos do acordo, a Sinopec irá subscrever um aumento de capital de 4,8 mil milhões de dólares na Petrogal Brasil, e noutras subsidiárias operacionais relacionadas, avaliando os actuais activos da Galp Energia no Brasil a um valor da empresa de 12,5 mil milhões de dólares”, informou a Galp em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Prémio pequeno Para os analistas do UBS, o negócio envolveu um “prémio pequeno”, de 8%, face aos 11,6 mil milhões de dólares a que o banco de investimento avalia os activos da petrolífera no Brasil.
A casa de investimento destaca que esta transacção vai retirar todas as preocupações de financiamento à empresa, além de trazer “um forte parceiro” à Galp, com interesses na área de Santos e trazer valor aos accionistas, para um activo que vai levar muitos anos a desenvolver e a monotorizar.
O UBS avalia a Galp em 15,7 euros por acção, mantendo uma recomendação de “comprar”.
Já o Goldman Sachs destaca que o negócio avalia os activos da Galp no Brasil abaixo das estimativas do banco de investimento, que atribui um valor de 15,7 mil milhões de dólares à Galp Brasil.
Numa nota de “research” a que o Negócios teve acesso, a equipa de analistas liderada por Henry Morris escreve que “se assumirmos que a Sinopec apenas pagou os recursos comerciais descobertos no BM-S-11 (Lula, Cernambi e Iara), isso implicaria um valor de 8,1 dólares por barril”. Ainda assim, o banco realça que acredita que há valor nos activos menos explorados dos poços de BM-S-8, BM-S-21 e BM-S-24.
“Estimamos um valor de 4,6 mil milhões de dólares para a Galp Brasil, excluindo o BM-S-11”, rematam os analistas, que colocaram a sua avaliação da petrolífera sob revisão, após o anúncio do negócio.
Este aumento de capital já estava previsto pela empresa, que tinha como objectivo fechar o negócio ainda este mês. Com esta transacção, a empresa garante o financiamento necessário para realizar todas as actividades futuras no Brasil.
Ativos no Brasil estão caros, diz SABMiller
Valor 11.11.2011 - Os ativos no Brasil estão caros demais para o retorno que proporcionam. Esta é, segundo o presidente da SABMiller para a América Latina, a razão pela qual a cervejeira de origem sul-africana e sede mundial no Reino Unido ainda não entrou no Brasil e já investiu em sete outros países latino-americanos. "Chegamos a examinar com atenção este ano a aquisição da Schincariol. Mas o preço não refletia o risco. Estava fora dos padrões da razoabilidade", afirmou o executivo Karl Lippert, alemão que comanda as operações da SABMiller a partir de Bogotá, na Colômbia.
Lippert esteve esta semana em Buenos Aires, para participar de um evento organizado pela chancelaria argentina e pela embaixada na África do Sul. A SABMiller é a mais recente investidora no mercado cervejeiro argentino, desde que comprou a local Isenbeck em novembro de 2010. Pagou US$ 38 milhões para deter uma fatia de apenas 3% do mercado, mas garantir uma fonte barata de cereais e viabilizar exportações para Brasil, Uruguai, Paraguai e Chile. A Schincariol, que pertencia a dois clãs familiares em disputa, foi integralmente vendida para a japonesa Kirin em operações que, somadas, representaram um desembolso de R$ 5,4 bilhões. Lippert afirmou que a SABMiller chegou a imaginar um passo mais audacioso, um ano antes: o de adquirir as operações de cerveja da mexicana Femsa, que também atua no mercado brasileiro. Neste caso, quem acabou fechando o negócio foi a holandesa Heineken, em uma operação de troca de ações. "No caso da Schincariol, o problema foi o preço. No caso da Femsa, esta condição", disse Lippert. Lippert comanda a divisão mais rentável dentro do grupo, que faturou no ano contábil 2010/2011 US$ 28,3 bilhões, considerando participações minoritárias. Os sete países latino-americanos onde atua responderam por 20% desse total de vendas e por 31% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de US$ 5 bilhões. Só não é líder de mercado na Argentina, onde a belgo-brasileira AB Inbev é dominante. Também atua na Colômbia, Peru, Equador, Honduras, El Salvador e Panamá.
"É uma área onde se necessita ter uma margem mais alta, porque o risco é grande. E o Brasil é um mercado de risco como o resto da América Latina. Há no país problemas de corrupção e instabilidade política que podem afetar as regras de funcionamento do mercado, algo vital em nosso negócio. A tributação é muito complexa, em razão das diferenças interestaduais de ICMS. As exigências de natureza ambiental são crescentes. E a carência de infraestrutura é um fato", afirmou. É por isso tudo, segundo Lippert, "que os investimentos na região precisam sinalizar para um retorno mais alto, garantido em um tempo razoável."
Momentos antes de conversar com o Valor, Lippert disse em sua apresentação no evento que "o ambiente na América Latina é para intrépidos". Em seu discurso, o executivo afirmou que "em quase todas as partes temos governos populistas, que não são conhecidos pelas políticas fiscais sólidas".
Vanguarda Agro conclui venda de unidades no RS por R$ 55,5 milhões
Valor 11.11.2011 - A Vanguarda Agro (ex-Brasil Ecodiesel) concluiu a venda de sua unidade de extração de óleo vegetal e da usina de biodiesel localizadas em São Luiz Gonzaga e em Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, à Camera Agroalimentos. O negócio foi fechado por R$ 55,45 milhões, abaixo do valor informado na data do anúncio, de R$ 58 milhões.
Segundo a companhia, foram pagos R$ 25 milhões no ato da assinatura, e o restante será quitado em 36 parcelas mensais. A venda das unidades faz parte da estratégia da Vanguarda Agro de se desfazer de ativos ociosos, com o objetivo de melhorar sua estrutura de capital.
Bioenergia gera oportunidade para os proprietários de terras
Folha 11.11.2011 - O setor de bioenergia conta com 70 mil fornecedores independentes de cana, que abastecem mais de 430 usinas em todo Brasil.
A consagração da tecnologia flex nos últimos anos confirmou o papel estratégico do etanol na matriz energética nacional e culminou em operações emblemáticas de consolidação do setor de bioenergia, que trouxeram grandes empreendedores, gestão profissionalizada e novo ciclo de investimentos para a expansão da capacidade produtiva do biocombustível.
Essa transformação se estende por toda a cadeia produtiva: as novas usinas deixaram de ser necessariamente proprietárias de terras e passaram a plantar cana própria em terras arrendadas.
Há grande oportunidade de transformar proprietários de terra em fornecedores de cana para essas usinas, acelerando o crescimento do setor de bioenergia e permitindo maior participação de parceiros regionais no negócio.
O setor de bioenergia conta com 70 mil fornecedores independentes de cana, que abastecem mais de 430 usinas em todo o Brasil, segundo a Unica. A participação desses produtores, concentrados principalmente no Estado de São Paulo, tem sido reduzida e, nos últimos cinco anos, teve média de 40%. Em Estados considerados novas fronteiras do cultivo, como Goiás e Mato Grosso, a participação de fornecedores independentes é de 27% e 17%, respectivamente. Ao lado dos ambiciosos programas de expansão de plantio de cana própria nessas regiões pelas usinas, existe uma oportunidade de desenvolver novos fornecedores de cana, gerando maior integração da cadeia produtiva e distribuição de riqueza. Neste ano o governo federal anunciou linhas de crédito de até R$ 1 milhão para pagamento em cinco anos, por meio do Plano Safra 2011/2012. Essas condições, no entanto, são insuficientes para suprir as necessidades dos potenciais produtores de cana. Uma solução é oferecer maiores linhas de crédito por produtor, com maiores prazos para pagamento, compatíveis com os contratos de fornecimento de cana. Dessa forma, as usinas se tornam facilitadoras dos investimentos e os bancos têm garantias mais firmes de recebimento.
No momento em que o setor de bioenergia tem o desafio de expandir a oferta de etanol, cresce a oportunidade de desenvolver parceiros agrícolas independentes para fornecimento de cana complementar à produção própria das usinas. A cultura da cana, além de promover o desenvolvimento econômico e social dessas regiões, pode transformar donos de terras em legítimos empresários.
Lucro da Magazine Luiza cai 49% no 3º trimestre, para R$ 11,7 milhões
Valor 11.11.2011 - A varejista Magazine Luiza fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 11,7 milhões, em recuo de 49,4% com relação aos R$ 23,1 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.
No relatório de resultados, a empresa atribuiu a queda no lucro ao aumento da depreciação, “em função dos elevados investimentos da companhia e ao aumento do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro operacional”. Durante o trimestre, a empresa teve despesas com a reabertura de 69 Lojas do Baú, das 121 assumidas em agosto, e também com a reforma das lojas do Nordeste para trocar a bandeira de Lojas Maia para Magazine Luiza, processo que deve ser concluído ao final de 2012.
A receita líquida da companhia avançou 33,8%, na mesma base de comparação, para R$ 1,6 bilhão. As vendas no conceito de mesmas lojas, que considera unidades abertas há mais de um ano, cresceram 20%. A venda de produtos pela internet alcançou R$ 214,4 milhões, em alta de 48%.
O resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 2%, para R$ 92,2 milhões. Em um ano, a margem Ebitda caiu de 7,9% para 5,8%.
Ao final de setembro, a Magazine Luiza tinha 684 lojas, considerando unidades convencionais e virtuais, e uma base de 4,17 milhões de cartões de crédito.
Efeito cambial faz Marfrig ampliar prejuízo para R$ 540 milhões
Valor 11.11.2011 - O grupo Marfrig encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido consolidado de R$ 540 milhões, ampliando o resultado negativo reportado no mesmo período do ano passado, quando registrou prejuízo de R$ 68,6 milhões. O lado financeiro pesou sobre o resultado, por conta dos reflexos dos efeitos não caixa ocasionados pela depreciação do real frente ao dólar no período.
Com o efeito câmbio, a Marfrig encerrou o trimestre com um resultado financeiro líquido negativo em R$ 1,36 bilhão, muito superior às despesas financeiras de R$ 229,9 milhões registradas no trimestre imediatamente anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) mais que dobrou em um ano, ao passar de R$ 236,7 milhões para R$ 637,5 milhões no terceiro trimestre. A margem Ebitda, por sua vez, evoluiu de 6,2% para 11,5% na passagem anual.
No lado operacional, as receitas líquidas do grupo totalizaram R$ 5,52 bilhões, o que representa um avanço de 45% na mesma base de comparação. Do total, 8,3% foram decorrentes do crescimento orgânico da companhia, originado pelo aumento da utilização de capacidade das plantas de Bovinos Brasil, da Seara e Moy Park e também da melhoria no mix de produtos e aumento de preços.
No trimestre, a divisão de bovinos alcançou receita líquida de R$ 1,97 bilhão, crescimento de 9,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Já o segmento de aves, suínos e processados atingiu receita de R$ 3,55 bilhões, o que representa um aumento de 77,2% na comparação anual, alavancada pelas incorporações de O’Kane Poultry e Keystone Foods e pelo crescimento orgânico da Seara Brasil e Moy Park Europa.
Prejuízo da Marfrig dispara 687,2% no terceiro trimestre
Exame 11.11.2011 - O resultado passou para R$ 540,0 milhões, de R$ 68,6 milhões no ano anterior.
A receita operacional líquida consolidada ficou em R$ 5,52 bilhões no trimestre encerrado em setembro, 45,1% acima dos R$ 3,81 bilhões do mesmo intervalo de 2010
O frigorífico Marfrig anunciou hoje que teve um prejuízo 687,2% maior no terceiro trimestre de 2011 em comparação com o mesmo período de 2010. O resultado passou para R$ 540,0 milhões, de R$ 68,6 milhões doze meses antes. Em relatório de desempenho, a companhia atribui o resultado negativo principalmente aos efeitos não caixa da variação cambial entre 30 de setembro e 30 de junho deste ano.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) consolidado do frigorífico teve um aumento de 169,3%, saindo de R$ 236,7 milhões no terceiro trimestre de 2010 para R$ 637,5 milhões. A margem Ebitda cresceu para 11,5%, de 6,2% no terceiro trimestre de 2010.
A receita operacional líquida consolidada ficou em R$ 5,52 bilhões no trimestre encerrado em setembro, 45,1% acima dos R$ 3,81 bilhões do mesmo intervalo de 2010. O resultado financeiro líquido, afetado pelo câmbio, ficou negativo em R$ 1,36 bilhão, 541% a mais que a despesa financeira líquida de R$ 212,0 milhões do terceiro trimestre de 2010.
Anhanguera tem queda de 9,4% na semana
Valor 11.11.2011 - As ações da Anhanguera Educacional entraram no radar dos investidores. Na segunda-feira, o movimento foi de R$ 145 milhões, volume muito acima da média diária negociada neste ano, de R$ 22 milhões. De acordo com dados da Bloomberg, negócios casados, ou intermediados pela mesma corretora, movimentaram 5,7 milhões de ações e giraram R$ 116 milhões.
Ontem, os papéis foram colocados em leilão por conta da oferta de venda de 1% do capital ordinário, ou 1,55 milhão de ações. Segundo informações de mercado, durante o leilão apareceram outros investidores interessados em se desfazer dos papéis. Entre os negócios casados envolvendo a ação ontem, ao fim do dia, aparece 1,4 milhão de ações.
Apenas nesta semana, as ações da Anhanguera caem 9,4%.
A empresa divulga balanço dia 14. Na semana passada, anunciou a renúncia de Alexandre Dias ao cargo de diretor-presidente. Desde então, as ações perdem 21%. Ricardo Scavazza, que era diretor vice-presidente financeiro, foi o escolhido para substituí-lo.
A companhia não informou as razões da decisão de Dias, que ficou à frente da empresa por um ano e passará a integrar o conselho de administração.
LLX fecha trimestre com prejuízo de R$ 12,5 milhões
JCRJ 11.11.2011 - A LLX Logística, empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 12,5 milhões, contra perda de R$ 10,897 milhões apurada um ano antes. Segundo a companhia, o resultado está associado principalmente às despesas gerais e administrativas de R$ 39,4 milhões.
Mesmo em fase pré-operacional, o Superporto do Açu apresentou no período receita líquida proveniente de locação de área no valor de R$ 712 mil. De julho a setembro de 2010, a receita operacional líquida foi de R$ 2,8 milhões. "Com o início das obras de execução do TX2 neste trimestre, novos contratos foram estabelecidos e a previsão é que outros sejam assinados no quarto trimestre, o que aumentará significativamente a receita de aluguel da companhia", afirmou a empresa em nota.
B2W é proibida de vender por 72 horas
RevistaIstoé DinheiroA B2W, maior empresa de comércio eletrônico do País, pode ficar impedida de realizar qualquer tipo de venda no estado de São Paulo por 72 horas. A punição foi determinada pelo Procon-SP, após as reclamações contra a empresa subirem 246% no primeiro semestre deste ano, segundo o órgão de defesa do consumidor. A B2W poderá recorrer.
Não é a primeira vez que a empresa, dona dos sites Americanas, Shoptime e Submarino, enfrenta problemas desse tipo. Em maio deste ano, a companhia ficou impedida de vender no Rio de Janeiro pelo mesmo motivo. De acordo com o Procon, a empresa tem reincidido na prática de não entregar os produtos comprados aos consumidores.
Além da suspensão temporária, a B2W terá de pagar multa de R$ 1,7 milhão, por se tratar de um problema reincidente.
Onde reclamar: De acordo com o Procon, em caso de problemas com entrega de produto e serviços, os consumidores devem procurar um dos postos do Procon-SP no Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera das 7h às 19h, de segunda à sexta-feira, e sábado, das 7h às 13h. Nos postos dos Centros de Integração da Cidadania (CIC), o atendimento ocorre de segunda à quinta-feira, das 09h às 15h. Os consumidores também podem fazer reclamações pelo telefone (11) 3824-0717 ou enviar cartas para a Caixa Postal 3050, CEP 01031-970, São Paulo-SP.
Custo da construção civil sobe 0,38% em outubro, diz IBGE
Brasil Econômico 11.11.2011 - O custo nacional da construção por metro quadrado avançou no mês passado, passando de R$ 802,66 em setembro para R$ 805,67 em outubro.
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,38% em outubro, ficando 0,19 ponto percentual acima da taxa verificada em setembro (0,19%).
Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação a outubro de 2010, a diferença foi de 0,13 ponto percentual.
No ano, o índice atingiu 5,13%, abaixo do observado em igual período de 2010 (6,34%), e nos últimos 12 meses situou-se em 6,13%.
O custo nacional da construção por metro quadrado avançou no mês passado, passando de R$ 802,66 em setembro para R$ 805,67 em outubro. Do total, R$ 445,31 são relativos aos materiais e R$ 360,36 à mão-de-obra.
A parcela da mão de obra avançou 0,40%, frente a 0,25% em setembro. Já os materiais registraram uma diferença de 0,21 ponto percentual, passando de 0,15% em setembro para 0,36% em outubro.
Regiões: Pressionada pelos reajustes salariais no Pará e em Roraima, a região Norte, com alta de 1,96%, ficou com a maior variação.
As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,52% no Centro-Oeste, 0,26% no Sul, 0,26% no Nordeste e 0,11% no Sudeste.
Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 842,01 no Sudeste; R$ 818,08 no Norte; R$ 807,11 no Centro-Oeste; R$ 801,76 no Sul e R$ 759,41 no Nordeste.
Laboratórios lucram com mudanças no processo
Saúdeweb 11.11.2011 - Pequenas mudanças no processo trazem grandes ganhos financeiros. Veja alguns exemplos
"O esgosto do laboratório segue para a estação sem causar danos ambientais", diz Antônio Leitão, do Laboratório Sabin.
Tornar a sustentabilidade real na empresa não é uma tarefa tão difícil. A prova são os bons resultados de alguns laboratórios clínicos, que mudaram práticas diárias, e mostram que os benefícios de ser ecologicamente correto vão além de marketing da imagem, e beneficiam também o departamento financeiro.
O consultor Ricardo Voltolini, da Ideia Sustentável diz que “empresas focadas no famoso tripé da sustentabilidade, o triple bottom line, são fadadas ao sucesso, pois pensam, com responsabilidade, na saúde das pessoas, do planeta e da economia”. Para os incrédulos, bons exemplos estão surgindo no Brasil. Atuando com maior escala no Distrito Federal, Bahia e no eixo Rio-São Paulo, o Laboratório Sabin tem sido reconhecido pelos arrojados projetos de sustentabilidade. Além de economia de energia e de água, um programa, em especial, tem feito sucesso: a tecnologia que trata, sem gerar impacto ambiental, os resíduos efluentes (líquidos das máquinas) antes de serem lançados na rede de esgoto.
“Fiz mestrado em planejamento e gestão ambiental a fim de desenvolver uma metodologia para criar um processo oxidativo com a utilização de um reagente químico. Assim, o esgoto do laboratório segue para a estação sem causar danos ambientais”, explica o gerente de sustentabilidade da empresa, Antônio Leitão.
Além de tornar o laboratório “amigo” do meio ambiente e lustrar sua imagem, a iniciativa rendeu lucros. No processo antigo eram gastos em torno de R$ 60 a R$ 80 mil por mês. Hoje, os custos não chegam a R$ 10 mil.
A empreitada do Sabin rendeu o certificado ISO 14001 (de empresa ecologicamente responsável), e também desperta desejos de outros laboratórios em copiar o projeto. “Muitos nos procuram, mas, ainda não exportamos a tecnologia”, afirma o gestor.
Rotinas: Para ser ecologicamente responsável não precisa chegar a tanto. Pequenas mudanças no dia a dia também reduzem o impacto no meio ambiente e, consequentemente, aumentam o lucro da empresa.
Luiz Eduardo Saraiva Campos, proprietário do laboratório IPC, de Maceió, Alagoas, afirma que sempre teve ideias sustentáveis, porém, só com a mudança da sede da empresa, em 2000, que pôde colocá-las em prática. “Construí o novo prédio de um jeito bem sustentável. Priorizei a luz natural e coloquei torneiras inteligentes para não haver desperdício de água.”
Outra medida foi a mudança de material. “Nossos laudos e toda papelaria do laboratório são feitos em papel reciclável, que é menos danoso ao meio ambiente. Também disponibilizamos os resultados de exames via internet, o que reduz, e muito, custos com a impressão, que não é só papel, é cartucho de tinta também”.
Voltolini diz que para as empresas obterem sucesso com as práticas ecologicamente corretas não devem pensar, primeiro, no lucro: um é consequência do outro. “A conta é: quando se reduz o impacto, reduz o custo. E é este conceito que deve ser mudado para se tornarem, de fato, responsáveis”, finaliza o consultor.
Credit Suisse tem lista tríplice para novo CEO no Brasil, dizem fontes
Exame 11.11.2011 - José Olympio Pereira, Marcelo Kayath e Luis Stuhlberger são apontados como possíveis para o cargo, segundo fontes que acompanham a discussão.
Antonio Quintella, o executivo do Credit Suisse Group AG cuja remuneração superou a do CEO global do banco, Brady Dougan, no ano passado, será provavelmente substituído no cargo de presidente para o Brasil por um de três candidatos no início de 2012, disseram duas pessoas a par do assunto. José Olympio Pereira e Marcelo Kayath, os co-heads da área de banco de investimento do banco suíço, e Luis Stuhlberger, que dirige uma empresa separada de gestão de recursos de terceiros no País, são as principais opções para substituir Quintella, que foi promovido para o cargo de CEO das Américas em meados do ano passado, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas, pois a discussão está em andamento. Quintella, 45, é o presidente do Credit Suisse no Brasil desde 2003, período no qual o banco quadruplicou seus ativos, capital e número de funcionários. O Credit Suisse é o segundo colocado no ranking de assessoria em fusões e aquisições de empresas neste ano. Foi o primeiro em emissões públicas iniciais de ações de 2005 até o ano passado. A Credit Suisse Hedging- Griffo possui o maior fundo de hedge do Brasil, com mais de R$ 13 bilhões sob gestão. “Quintella e José Olympio transformaram o Credit Suisse em um dos três mais importantes bancos de investimentos em um mercado tão competitivo como o do Brasil, ao lado do Itaú BBA e do BTG Pactual”, disse Vinicius Bolotnicki, sócio no Brasil da empresa de headhunter Options Group. Eles criaram um banco “que tem sido um pioneiro no mercado de ações, fusões e aquisições e transações sofisticadas e estruturadas de crédito”, disse ele. Karen Laureano-Rikardsen, porta-voz do Credit Suisse, não quis comentar sobre movimentações de pessoal. Mais investimentos: A decisão sobre quem vai substituir Quintella, que veio para o Credit Suisse em 1997 do ING Barings, virá no início do próximo ano, disseram as pessoas. Enquanto Quintella vai se concentrar mais em seu papel de CEO para as Américas, seu sucessor no Brasil vai dirigir uma subsidiária escolhida pelo banco como objeto para mais investimentos.
“Nós vamos alocar recursos adicionais em negócios em mercados de rápido crescimento e grandes, especialmente o Brasil, o sudeste da Ásia, a Grande China e a Rússia”, disse o banco no balanço do terceiro trimestre. O objetivo é aumentar a contribuição da receita dessas regiões para 25 por cento do total em 2014 em relação aos 15 por cento no ano passado, segundo o relatório do banco.
M&A: Pereira disse em abril que o Credit Suisse iria expandir sua equipe de banco de investimento no Brasil contratando mais seis pessoas em relação aos 30 funcionários que possuía. A crise de dívida atrapalha esse esforço, assustando os investidores especialmente do mercado de emissões públicas de ações, disse Pereira em setembro. A Abril Educação SA foi a última empresa brasileira a abrir o capital, levantando R$ 371 milhões em 22 de julho. Pereira assessorou a MPX Energia SA, a empresa de energia controlada pelo bilionário Eike Batista, na aquisição de ativos do setor de energia do Grupo Bertin neste ano por US$ 164,52 milhões. Seu time também trabalhou no lado do Grupo Mabel na aquisição da empresa brasileira pela PepsiCo Inc. Pereira trabalhou antes na Salomon Smith Barney e no Citigroup Inc. e iniciou sua carreira no Banco de Investimentos Garantia SA, o banco de investimento brasileiro que foi comprado pelo Credit Suisse em 1998. Ele trabalhou com Quintella pela primeira vez no Garantia.
“Quintella e José Olympio aproveitaram a melhor parte da cultura agressiva e inovadora do Banco Garantia e integraram essa cultura em um contexto internacional”, disse Bolotnicki, acrescentando que eles transformaram um banco de tesouraria em uma instituição mais focada no cliente. O bilionário Jorge Paulo Lemann, que fundou o Garantia em 1971, ainda viaja para São Paulo de sua casa na Suíça para dar palestras para os funcionários do banco.
Corretora: Kayath também trabalhou no Garantia. Ele ajudou o Credit Suisse a ter a maior corretora da Bovespa, com uma participação de mercado de 8,7 por cento em outubro.
“O Garantia era um paraíso para pessoas ambiciosas e empreendedoras”, disse Pereira na edição de novembro da revista Bloomberg Markets.
Sob os cuidados de Stuhlberger, que fundou a Hedging- Griffo, os ativos sob gestão mais que triplicaram em cinco anos para R$ 36 bilhões. O negócio representa 40 por cento das receitas do Credit Suisse no Brasil, disse uma das pessoas. O Credit Suisse comprou o controle da Hedging-Griffo em 2006. O banco pretende exercer sua opção e comprar o resto da empresa até o final do ano, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. A compra vai custar cerca de US$ 810 milhões, disse o Credit Suisse no seu balanço do segundo trimestre.
Gestão de recursos: O setor de gestão de recursos no Brasil tem cerca de R$ 1,8 trilhão em ativos, segundo a Anbima, a associação dos bancos de investimento e do mercado de capitais. Entre outros bancos internacionais com atuação neste mercado está o JPMorgan Chase & Co., baseado em Nova York, que comprou 55 por cento do Gávea Investimentos Ltda. no ano passado. O Deutsche Bank AG, o maior banco da Alemanha, disse neste ano que planeja retornar ao setor depois de ter abandonado o segmento em 2003.
Quintella começou no Credit Suisse em 1997 vindo do ING Barings como um banqueiro sênior de relacionamento com os clientes no departamento de banco de investimento e se tornou o presidente no Brasil em 2003. Desde então, Quintella elevou o número de funcionários do banco de 200 para 850. O capital da subsidiária, de R$ 688 milhões em 2003, passou para R$ 3,6 bilhões em 30 de junho, segundo o Banco Central. Os ativos subiram de R$ 7,5 bilhões para R$ 29,4 bilhões.
O Credit Suisse recompensou Quintella com 15,6 milhões de francos suícos (US$ 17 milhões) em salário mais bônus em 2010, em comparação com os 12,8 milhões de francos suíços para o CEO Brady Dougan. O banco cortou a compensação total de Dougan em mais de um terço depois de os lucros caírem 24 por cento.
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