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Análise: Sociedade com Usiminas é bom negócio para Ternium
Valor 17.11.2011 - O ADR da Ternium (TXUS), braço siderúrgico do grupo ítalo-argentino, Techint está despencando hoje na Bolsa de Nova York. Logo após a divulgação de comunicado da companhia, confirmando que está interessada na aquisição de uma participação minoritária na Usiminas, o papel caiu 14,72%, cotada a US$ 21,49. Também na Bovespa, depois de terem subido pela manhã, as ações ON da Usiminas recuam 3,40%, cotada a R$ 22,46 e a PNA desce 0,50%, valendo R$ 11,93. A volatilidade desses papéis é intensa. Os sinais imediatos desse comportamento são de que o mercado não recebeu bem a notícia da futura sociedade e está descrente quanto ao fechamento do negócio, por causa do preço oferecido pelo grupo Techint - R$ 40 por ação -, como reportou hoje o relatório do banco Barclay’s, que causou frisson entre bancos, consultorias e empresas do setor siderúrgico. Fontes da indústria do aço ouvidas pelo Valor acreditam, porém, que a transação pode ser boa para a Ternium e não faria mal à Usiminas, que deixa de ter dois sócios - no caso a Votorantim e a Camargo Corrêa - pouco interessados em se manter no nicho da indústria do aço. Em contrapartida ganha um parceiro que tem presença há 40 anos no setor, como é o caso do grupo Techint, muito interessado em entrar no mercado brasileiro. O grupo tem três unidades na América do Sul: duas no México e uma na Argentina, além de uma nos Estados Unidos.
O alvo do relatório do banco Barclay’s foi a notícia de uma oferta de R$ 40.00 [ou algo próximo deste valor] por 26% de ações ON da siderúrgica brasileira, correspondentes a participações de 13% do grupo Votorantim e 13% do grupo Camargo Corrêa. No total, o grupo ítalo-argentino estaria disposto, caso confirme esta informação, a pagar R$ 5,2 bilhões para entrar na usina controlada pelos japoneses da Nippon Steel. Este seria o preço do investimento numa nova usina a ser construída no Porto Açú, de Eike Batista, mas sobre a qual a Ternium ainda não bateu o martelo.
Fontes do setor siderúrgico acreditam que a família Rocca, dona do grupo Techint e consequentemente da Ternium, tem suas razões para fazer tal oferta, aparentemente superelevada, já que as ações ON da Usiminas estão cotadas no mercado a R$ 22,46 (há poucos minutos atrás) Como profundo conhecedor da indústria do aço, o grupo Techint parte do princípio de que o setor siderúrgico está “muito descontado”, ou seja muito desvalorizado, muito barato, por conta do ciclo ruim que vem atravessando. Mas no cenário que desenham para a transação anteveem um “turn around” no fundo do túnel, senão não fariam tal oferta.
Para um interlocutor que conhece bem as duas partes, o grupo ítalo-argentino está com caixa líquido e precisa fazer um movimento de investimento ou aquisição para ampliar seu suprimento de placas de aço. Hoje, a Ternium tem déficit de 3,7 milhões de toneladas do semiacabado. Este volume é necessário para abastecer os laminadores de sua usina mexicana.
Uma parceria com a Usiminas, que hoje está trabalhando numa estratégia de contenção de custos e pequenos investimentos de melhoria de competitividade e eficiência e que abandonou o projeto de expansão de placas de Santana do Paraíso, poderia deslanchar o projeto de mais uma planta de placas na usina de Cubatão. O projeto seria abastecido com o minério da Usiminas Mineração transportado pela MRS. Com uma produção em torno de 4 milhões de toneladas embarcada pelo porto de Cubatão o projeto brownfield sairia mais barato que o projeto do Açu.
Esta seria uma grande vantagem para a Ternium se entrasse para o grupo de controle da Usiminas.
As chances da Ternium de ter sucesso na sua investida para ser sócia da Usiminas são boas. A empresa tem bom relacionamento com o controlador da companhia, a Nippon Steel . A Usiminas já foi sócia da Ternium com uma participação de 14%, pois entrou com a ítalo-argentina na época da privatização da siderurgica venezuelana Sidor, depois reestatizada por Hugo Chaves.
No início deste ano, a Ternium adquiriu a participação da Usiminas na Ternium juntamente com a Techint. As informações que circulam no setor siderúrgico acreditam que o negócio pode vir a ser fechado. A Nippon Steel, com 27,8% da Usiminas, poderia declinar do direito de preferência no negócio devido ao alto preço da oferta da Ternium. As possibilidades de Gerdau ou CSN entrarem no bloco de controle da siderúrgica mineira ficam cada vez menores diante desta “zebra”.
Empresa chinesa oferece US$ 1 bi para explorar ouro em Minas Gerais
Reuters 17.11.2011 - A Jaguar Mining é um dos produtores de ouro no Brasil que mais crescem e tem operações em Minas Gerais.
A chinesa Shandong Gold, do grupo da Shandong Gold Mining e uma grande produtora de ouro, fez uma oferta de 1 bilhão de dólares para comprar toda a brasileira Jaguar Mining, disseram à Reuters nesta quarta-feira duas fontes familiarizadas com o assunto. A Shandong Gold pagará em dinheiro, disseram as fontes à Reuters.
A Jaguar Mining é um dos produtores de ouro no Brasil que mais crescem e tem operações em Minas Gerais. O mais importante projeto da Jaguar é o de Gurupi, que tem reservas de 2,3 milhões de onças.
A Shandong Gold se negou a comentar o assunto. A Jaguar não estava imediatamente disponível para dar declarações.
Drogasil é elevada para "outperform" pela Raymond James
Brasil Econômico 17.11.2011 - A cadeia de drogarias Drogasil foi elevada de "market perform" para "outperform" pela Raymond James & Associates Inc. depois que seus acionistas aprovaram a fusão da companhia com a Raia.
"Em nossa visão, a fusão é valiosa para as duas companhias, e deve acelerar a criação de valor pela combinação dos pontos fortes de cada uma", disseram os analistas Guilherme Assis e Joseph Giordano, da Raymond James, em relatório a clientes.
Complexo Portuário do Itajaí amplia em 6% as operações em 2011
A Tribuna Online 16.11.2011 - O Complexo Portuário do Itajaí encerrou o mês de outubro com uma movimentação acumulada de 829,52 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés), com avanço de 6% sobre a movimentação de 780,45 mil TEUs registrada nos dez primeiros meses de 2010.
Em tonelagem o avanço foi de 7% neste ano. Foram 8,73 milhões de toneladas de janeiro a outubro, ante 8,17 milhões em igual período do ano passado. As cargas de exportação representaram a fatia de 46% das operações, enquanto as exportações, 54%. O complexo recebeu 1.002 navios no período, com moderada retração, de 3%, sobre o número de atracações registrado nos dez meses do ano passado.
Vale ressaltar que em outubro o Complexo retomou sua movimentação média de cargas, após os impactos das enchentes de setembro. Foram 90,61 mil TEUs em outubro, ante 69,14 mil TEUs em setembro. “Entretanto, deveremos registrar uma drástica queda em novembro, devido a paralisação dos trabalhadores portuários avulsos dos Conferentes, que fazem com que o Porto de Itajaí esteja sem operar por cerca de duas semanas”, informa o superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior.
STX lança PSV e entrega AHTS na mesma semana
Portos e Navios 16.11.2011 - O estaleiro STX OSV Niterói lançou ao mar na última segunda-feira, 14/11, o PSV09 CD Sea Brasil.
Encomendada pela recém instalada no Brasil, Deep Sea Supply Navegação Marítima, a embarcação foi concebida dentro dos mais avançados conceitos de sustentabilidade e proteção do meio ambiente.
A embarcação, que tem contrato com a Petrobras e deverá operar em águas ultra profundas, tem 4.700 toneladas de porte bruto, 87,9 metros de comprimento total, 19 metros de boca moldada e 6,6 metros de calado máximo. Pode atingir a velocidade de 15 nós. A propulsão é diesel-elétrica com dois propulsores azimutais de 2.500 kW. O projeto é STX NOD 425 e o financiamento é do Fundo da Marinha Mercante.
A diretora da Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriad batizou a embarcação. Em seu discurso, que saiu do lugar comum das tradicionais palavras das madrinhas de navios, Magda ressaltou as perspectivas do mercado de petróleo no Brasil e o consequente ótimo momento vivido pelo setor de construção naval no país. Ela destacou ainda o papel que as empresas norueguesas têm desempenhado no desenvolvimento do setor naval e de oil&gas no Brasil, investindo no país e colaborando no desenvolvimento de tecnologia. Ela destacou ainda que o Sea Brasil tem 70% de conteúdo nacional, o que comprova o qualidade da indústria brasileira.
Na mesma cerimônia foi realizado o batimento de quilha do Skandi Paraty, AHTS encomendado pela DOF Navegação. Com 250 toneladas de tração estática e 4,2 mil tpb, ele contará com quatros motores diesel, sendo de 2 de 4.000Kw e 2 de 4.500 Kw. O projeto é AH11 STX NOD 568
Nos últimos dias o STX entregou ao armador DOF Navegação, o Skandi Amazonas, o maior, mais potente e tecnologicamente avançado navio de Reboque, Suprimento e Manuseio de Âncoras já construído no Brasil. Ele é a 26ª embarcação construída no estaleiro. Durante a sua prova de mar, atingiu velocidade de 18,15 nós e comprovou capacidade máxima de tração estática contínua de 324 toneladas , com tração estática máxima de 343 toneladas. A propulsão é híbrida diesel-mecânica-elétrica (22.360 kW total). Todas as embarcações são classificadas pela Det Norske Veritas.
Rede China in Box debuta em shopping center
Brasil Economico 17.11.2011 - Depois de quase 20 anos de militância nos pontos de rua, a maior rede de culinária chinesa do país está se rendendo aos confortos dos centros comerciais.
A cadeia China in Box vai começar a meter seus pauzinhos em shopping centers daqui pra frente.
A primeira loja em shopping da bandeira no Brasil será inaugurada hoje no Shopping Metro Boulevard Tatuapé, em São Paulo.
No próximo ano, outras oito operações do gênero devem ser espalhadas no país. Quatro já tem endereço definido: duas em centros comerciais da Grande São Paulo, uma em Manaus (AM) e outra em Campinas (SP).
A entrada em shoppings faz parte da estratégia de expansão da marca pertencente ao grupo TrendFoods, também dono da rede de comida japonesa Gendai.
Atualmente, a rede criada em 1992 no bairro de Moema, em São Paulo, tem mais de 150 lojas no país, entre delivery e salão. Todas de rua.
Fusões e aquisições têm o menor volume desde 2008
Veja 17.11.2011 - As fusões e aquisições anunciadas no terceiro trimestre deste ano totalizaram R$ 23,3 bilhões, a menor cifra já vista desde 2008, ano em que eclodiu a última crise global. Segundo relatório divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume é maior apenas quando comparado ao segundo e terceiro trimestres daquele ano, quando foram registrados R$ 16,4 bilhões e R$ 15,3 bilhões, nesta ordem. De julho a setembro deste ano foram feitas 25 operações, contando com reestruturações societárias e ofertas públicas de aquisição de ações (OPA).
No acumulado dos nove meses, o montante somado também é menor. Até setembro último, as transações totalizaram R$ 100,8 bilhões, retração de 33,1% ante igual intervalo de 2010. "Este indicador também é um dos mais baixos da série acompanhada desde 2006, superando apenas as movimentações realizadas em 2008 e 2009", destaca a Anbima em seu relatório.
De acordo com a Anbima, foram anunciados 102 negócios em 2011, faixa similar à registrada nos três primeiros trimestres do ano passado, porém com um volume médio menor, de R$ 1,0 bilhão, contra R$ 1,4 bilhão em 2010. A aquisição da Aleadri (representando 50,45% da Schincariol) pela Kirin, de R$ 4,7 bilhões, e a compra de participação na Cia Brasileira de Metalurgia e Mineração por um consórcio de empresas chinesas por R$ 3,1 bilhões foram consideradas as maiores operações do trimestre. "Estas transações elevaram a participação asiática nas aquisições de empresas brasileiras por estrangeiras, que passou de 16,9% até o segundo trimestre para 35,9% no período", segundo a Anbima.
Setores: Novamente, o segmento de TI e Telecom ganhou destaque. De janeiro a setembro deste ano, o setor respondeu por 35,8% das operações, sua maior participação desde 2006. Essa forte presença é justificada pelo fato de ter sido palco das duas maiores transações feitas no ano até setembro: a reestruturação societária das empresas controladas pela Telemar Participações (Oi) e a incorporação da Vivo pela Telesp (Telefônica), que somadas movimentaram R$ 32,1 bilhões.
Mundial reduz quórum em assembleia que avaliará ida ao Novo Mercado
Exame 17.11.2011 - CVM liberou a mudança, mas exigiu que o controlador se abstenha das votações. A deliberação com o quórum reduzido só poderá ser tomada na terceira convocação.
A Mundial (MNDL4) anunciou nesta quinta-feira ter conseguido a aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para reduzir a participação mínima necessária de acionistas na assembleia que irá decidir sobre a conversão das ações preferenciais em ordinárias, uma das etapas que visa a migração da empresa para o Novo Mercado.
O regulador, contudo, fez algumas exigências para liberar a mudança. A primeira é que o controlador se abstenha da votação e faça o mesmo por empresas nas quais exerça influência relevante.
A Mundial precisa ainda realizar um Pedido Público de Procuração e convocar três assembleias, sendo que a segunda e a terceira podem ser realizadas na mesma data.
A deliberação com o quórum reduzido só poderá ser tomada na terceira convocação. A empresa ainda não definiu as datas.
S&P eleva rating do Brasil para BBB
Valor 17.11.2011 - A Standard & Poor's Ratings Services informou hoje que elevou o rating soberano de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira, de BBB- para BBB, e a nota de longo prazo em moeda local, de BBB+ para A. Ao mesmo tempo, reafirmou os ratings de curto prazo A-3 para moeda estrangeira e A-2 para a moeda local. A perspectiva dos ratings do país é estável.
Em comunicado, a agência de classificação de risco destacou o compromisso fiscal do governo Dilma Rousseff.
Matéria divulgada em outubro pelo portal do Valor mostrava que o Brasil poderia subir mais um degrau na classificação de risco das agências internacionais de rating se conseguisse manter um discurso coerente na condução da política econômica. Dissonâncias protagonizadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, especialmente nas áreas fiscal e monetária, seguravam a nota do Brasil em degraus inferiores aos de países que apresentam fundamentos econômicos muito menos exuberantes.
BID financiará parques da Impsa
Valor 17.11.2011 - A multinacional de origem argentina Impsa vai receber US$ 150 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção de quatro parques eólicos na América Latina, sendo três deles no Brasil. Os projetos agregarão 481 megawatts (MW) de capacidade instalada ao país. O financiamento faz parte do objetivo do BID de aumentar o apoio para projetos de energia renovável no continente. Nos próximos anos, a meta é chegar a US$ 3 bilhões de empréstimos para o segmento. Além disso, o banco pretende fazer com que 25% dos recursos sejam direcionados ao segmento até 2015. Hoje, esse número é de 5%.
Esse é o primeiro projeto privado de energia eólica financiado pelo BID no Brasil. Para John Graham, diretor de equipe do projeto no banco, há pouca demanda por financiamentos no país devido à força de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Esperamos que nossos empréstimos no país cresçam nos próximos anos, devido ao aumento da demanda por projetos de energia", diz. Segundo ele, o banco tem mantido conversas no momento sobre financiamentos com empresas brasileiras do setor.
O empréstimo para a Impsa atenderá dois projetos no Estado do Ceará, com 211 MW e 150 MW, e um no Rio Grande do Norte, de 120 MW. Os parques estão entre os vencedores dos últimos leilões do governo federal para geração de energia. O financiamento para os projetos brasileiros será recebido pela Wind Power Energia, empresa controlada da Impsa (55% das ações) e com participação do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FI-FGTS (45% das ações). O empréstimo do BID também atenderá a um projeto no Uruguai, com capacidade de 65 MW. O parque, chamado El Libertador, representará 13% da meta do país de ter 500 MW de capacidade instalada de geração de energia eólica durante os próximos cinco anos. Para Julio Dreizzen, diretor financeiro da Impsa, embora o montante do BID financie apenas 10% do custo total dos quatro projetos, a operação traz a vantagem de servir como uma espécie de atestado de qualidade para negociar novas captações. "Os projetos financiados pelo BID cumprem uma série de requisitos, e isso dá confiança a novos investidores", diz. O BID também fornecerá à Impsa assistência técnica para realizar auditoria de eficiência energética em sua fábrica de turbinas hidráulicas e eólicas. O estudo tem como objetivo a redução de custos de energia e de emissões de gases causadores do efeito estufa.
Scitech investe R$ 4 milhões em fábrica de produtos médicos em GO
Valor 17.11.2011 - A Scitech, da área de produtos médicos, vai investir R$ 4 milhões em uma nova fábrica em Aparecida de Goiânia (GO). Com uma produção anual de sete mil "stents", a nova unidade vai ampliar as entregas em cinco vezes. A fabricante fatura R$ 11 milhões ao ano e exporta para 32 países. "Nos próximos dois anos, a meta é alcançar 50 países", disse o presidente da Scitech, Melchiades da Cunha Neto, ao Valor.
A empresa é uma das participantes do Fórum Sebrae de Conhecimento, que ocorre até amanhã, em Brasília.
Tenho uma amiga que trabalha em Techint e está muito feliz com a empresa e sua carreira.
ResponderExcluirIgualmente, ela gostaria de ter algum lugar para delivery em moema, e perto daí não há nada...