quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Azul.CA.10.11

Daily News


PepsiCo vence a disputa pela Mabel
Valor 10.11.2011 - A Mabel anuncia hoje em Aparecida de Goiânia (GO) a venda do grupo para a multinacional americana PepsiCo. O anúncio será feito em coletiva de imprensa, às 16h30, com os principais acionistas da empresa. Embora não confirme valores, pessoas que acompanharam toda a negociação dizem que eles devem ultrapassar R$ 800 milhões. O anúncio foi antecipado ontem pelo portal Valor. Os últimos detalhes da transação foram acertados na manhã de ontem por representantes das duas empresas. Hoje, participam do evento o presidente da Mabel, José Vicente Veloso Barros, e o presidente da divisão de alimentos da PepsiCo na América do Sul, Central e Caribe, Olivier Weber.
A Mabel é a sétima maior fabricante de biscoitos do país. Com a confirmação do negócio, terá fim uma disputa que envolveu nove companhias interessadas na empresa, entre elas, a Bunge e a Bimbo. Para a PepsiCo, a aquisição é estratégica porque a coloca entre as dez maiores de um mercado que movimentou cerca de R$ 7 bilhões em vendas no ano passado. Até agora, a companhia disputava o segmento timidamente, com alguns produtos terceirizados.  O biscoito é o carro-chefe da Mabel. São produzidos diariamente 1 milhão de pacotes. No entanto, nos últimos anos o grupo apostou na diversificação para atender à emergente classe C, público-alvo da marca. Por conta disso, os salgadinhos têm ganhado importante participação na receita líquida do grupo, que foi de R$ 426,7 milhões em 2010.  A Mabel foi fundada em 1953 por imigrantes italianos. Inaugurou sua primeira fábrica em 1962, em Ribeirão Preto (SP), e o primeiro parque industrial, em Aparecida de Goiânia, em 1975. Depois, vieram as fábricas do Rio de Janeiro (1989); Três Lagoas (MS), em 1998; Itaporanga D'Ajuda (SE), em 2000; e Araquari (SC), em 2004. O forte crescimento no mercado a partir dos anos 1990 foi similar à carreira política de um dos seus principais acionistas, Sandro Mabel. O político foi eleito deputado estadual em Goiás pelo PMDB em 1990 e federal em 1994, 2002, 2006 e 2010. Mabel, porém, foi voto vencido dentre os acionistas, já que não queria vender a empresa. O fundo de private equity Icatu é outro importante acionista: detém 40% da empresa e, segundo fontes, era o maior interessado na venda. Tudo indica que a PepsiCo prepara novas aquisições. Em entrevista ao Valor mês passado, a presidente da divisão brasileira de bebidas, Andréa Álvares, confirmou a intenção da empresa em disputar o mercado de sucos prontos.Voltar


Brasileiro come pouca massa e Selmi decide mudar o foco
Valor 10.11.2011 - Fábrica da Selmi em Sumaré (SP): dona da marca Renata espera faturar mais de R$ 1 bilhão em 2014, ano em que pretende avaliar a sua abertura de capital.
A venda de macarrão passou incólume pelo aumento do poder de compra da classe C nos últimos anos. Entre 2006 e 2010, o consumo de massas no Brasil ficou praticamente estagnado, em 1,2 milhão de toneladas ao ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima). Apesar de ser o quinto país mais populoso do mundo, o Brasil é o 17º no ranking de consumo de massas: 6,4 quilo per capita ao ano, contra 28 quilos anuais dos italianos, os líderes mundiais. A culpa é do espelho: o brasileiro associa massas a uma dieta gorda.
A paulista Selmi, terceira maior fabricante de massas do país, depois das cearenses M. Dias Branco e J. Macedo, não quer que o macarrão fique no meio dos seus planos para conquistar mais de R$ 1 bilhão de faturamento em 2014, ano em que pretende avaliar a sua abertura de capital. A meta da empresa, dona das marcas Galo e Renata, é crescer 50% nos próximos três anos. Para isso, acelera a diversificação do portfólio e reinventa o tradicional espaguete com a versão "funcional", rica em fibras e com 10% menos carboidratos. "A venda da linha Renata Integrale subiu 40% este ano", diz Ricardo Selmi, presidente da empresa e bisneto do fundador, Adolfo. Ao lado da italiana Barilla, a Selmi lidera no país as vendas de massa tipo grano duro, onde está a linha "funcional" Renata Ingrale. Em média, a massa integral, feita de sêmola de trigo duro, custa três vezes o preço da massa comum, à base de ovos. "Aos poucos, o brasileiro vem se acostumando a consumir um produto de maior valor agregado", diz o empresário, que prepara o lançamento da mistura para bolo integral até o fim do ano. A Selmi faturou R$ 700 milhões em 2010 e quer crescer 21% este ano. A mudança de cardápio não é o único fator responsável pela diversificação do mix. "Existe uma pressão do varejo para reduzir o número de fornecedores, diminuindo assim os seus custos fixos", diz Selmi. "Por isso, temos que aumentar o nosso portfólio, oferecendo produtos de maior valor agregado, que por sua vez também possam diluir os nossos custos", afirma. Por isso, a fabricante se prepara para chegar ao mercado de achocolatados no ano que vem. Na sequência, estuda a entrada em molhos prontos sofisticados. "No início, vamos ter produção terceirizada e, conforme a demanda, passamos a fabricar internamente, como aconteceu com os biscoitos", diz. A empresa desembarcou nas gôndolas de biscoitos há dois anos e agora reforça sua aposta no segmento com o lançamento das versões wafer, goiabinha e cookie recheado nos próximos meses. Com duas fábricas, em Sumaré (SP) e Rolândia (PR), a Selmi começou a diversificar o mix em 2005, quando uma reorganização tirou parte da família do controle acionário. O Grupo Belarmino, um dos maiores operadores de ônibus da capital paulista, entrou no negócio e passou a ser o único sócio de Ricardo Selmi. A entrada do novo acionista permitiu à Selmi estampar sua marca em azeite, queijo ralado e café (que continuam terceirizados) e, mais recentemente, em biscoitos. O mix conta com mistura para bolos e bolos prontos. A despeito da aparente preocupação do brasileiro com a balança, a Selmi dobrou a venda de bolinhos individuais este ano. O motivo: um contrato com o Governo do Estado de São Paulo que incluiu o produto na merenda escolar.Voltar


B2W recebe multa de R$ 1,7 mi por atraso nas entregas
Brasil Economico 10.11.2011 - As reclamações passaram de 1.479 atendimentos no segundo semestre de 2010 para 3.635 atendimentos até o primeiro semestre deste ano.  Além da multa, a responsável pelas empresas Americanas, Shoptime e Submarino poderá ter suas atividades suspensas pelo período de 72 horas por reincidir na prática de não entregar produtos.  A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) explica que a empresa teve um aumento de 246% no número de casos em que os produtos não foram entregues aos consumidores, passando de 1.479 atendimentos no segundo semestre de 2010 para 3.635 atendimentos até o primeiro semestre deste ano. A B2W deverá pagar multa no valor de R$ 1,744 milhão, mas ainda cabe recurso da decisão. Após análise do recurso, que deverá ser apresentado em até 15 dias, se confirmada a decisão do Procon-SP, a empresa poderá ter as atividades suspensas pelo período de até 72 horas, não podendo haver comercialização nos sites Americanas.com, Shoptime e Submarino em todo o estado de São Paulo. A decisão em 1º grau foi publicada nesta quinta-feira (10/11) no Diário Oficial do Estado. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça (TJ-RJ) acatou o recurso proposto pelo Ministério Público (MP-RJ) para obrigar a Lojas Americanas a não negociar produtos pela Internet até a entrega de todas as mercadorias comercializadas desta forma.Voltar


Procon-SP quer suspender vendas em Americanas.com e Submarino
Folha 10.11.2011 - A Fundação Procon-SP quer suspender por 72 horas as vendas feitas pela B2W Companhia Global do Varejo, responsável pelos sites americanas.com.br, shoptime.com.br e submarino.com.br, no Estado de São Paulo.  A punição é decorrente da reincidência na prática de não entregar os produtos aos consumidores. A empresa também deverá pagar uma multa de R$ 1,744 milhão.  Cabe recurso, que deve ser apresentado em até 15 dias. A decisão foi publicada nesta quinta-feira no "Diário Oficial".  O Procon-SP registrou um aumento de 246% no número de atendimentos, que englobam orientações e reclamações, relativos à B2W, passando de 1.479 no segundo semestre de 2010 para 3.635 no primeiro semestre deste ano.  O consumidor que tiver problemas com a entrega de produtos e serviços deve procurar um dos postos do órgão.  Procurada, a assessoria de imprensa da B2W ainda não respondeu se gostaria de comentar a punição proposta pelo Procon-SP.Voltar


Teka faz acordo com GEM para subscrição de até R$ 110 milhões em ações
Valor 10.11.2011 - A fabricante de artigos de cama, mesa e banho Teka, com sede em Blumenau (SC), comunicou ao mercado na noite de ontem um acordo para subscrição de ações com a gestora de recursos Global Emerging Markets (GEM). Pelos termos do contrato, a companhia poderá solicitar que a GEM subscreva ações ordinárias e preferenciais de emissão da Teka dentro de um prazo de até três anos, em um limite global de até R$ 110 milhões. Segundo Marcello Stewers, vice-presidente da Teka, o objetivo da operação é reforçar o capital de giro da companhia, como uma alternativa às atuais contratações financeiras do mercado. Com isso, a companhia espera ter melhores condições para negociar aquisição de matéria prima e outros contratos com fornecedores em melhores condições de preço e prazos. O preço de emissão por ação equivalerá a 89,5% do valor médio dos papeis nos 15 pregões anteriores a cada solicitação. Segundo Stewers, estas emissões serão feitas de forma escalonada em um cronograma que deverá ser comunicado ao mercado em breve.
Segundo o balanço mais recente divulgado pela Teka, a companhia registrou uma receita de venda de R$ 118,3 milhões de janeiro a junho deste ano e prejuízo de R$ 96 milhões no período.Voltar


TAM tem prejuízo de R$ 620 milhões no trimestre
Folha 10.11.2011 - A TAM anunciou nesta quinta-feira prejuízo de R$ 619,7 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de um ano antes pressionada por perdas cambiais e aumento de custos. O mercado já vinha trabalhando com resultados fracos para as companhias aéreas neste trimestre. Segundo a TAM, os custos com combustível, desconsiderando créditos tributários, dispararam 34% no terceiro trimestre, diante de um aumento de 21% no preço médio por litro.  Com isso, as despesas operacionais cresceram 22,5% no trimestre passado, chegando a R$ 2,76 bilhões. O custo por passageiro por quilômetro (cask) subiu 13% em reais e, desconsiderando combustível, houve alta de 30,2%.  Enquanto isso, a receita por passageiro por quilômetro percorrido (rask) avançou ligeiros 4,2%, pressionada por queda no mercado doméstico.  A geração de caixa medida pelo Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e aluguel de aeronaves) caiu 12,6% na comparação anual, para R$ 852,4 milhões. A margem recuou de 33,2% para 25,7%.  Analistas consultados pela Reuters esperavam uma queda superior a 50% no Ebitdar e se mostraram divididos quanto ao resultado final, com variações indo de lucro de R$ 77 milhõesa prejuízo de R$ 1 bilhão. A receita líquida da companhia aérea, contudo, registrou alta de 13% no trimestre contra um ano antes, e atingiu R$ 3,32 bilhões.Voltar


JBS traça plano para recuperar americana Pilgrim’s Pride
Brasil Economico 09.11.2011 - Uma das fortes apostas do grupo será o remodelamento das linhas de produção para aumentar seu rendimento. Empresa quer ganhar US$ 100 milhões com a redução do uso de processos de automação nas linhas de desossa de frangos. O empresário Wesley Batista, presidente da JBS, maior companhia de proteínas do mundo, nunca perde o bom humor diante de uma pergunta. Nem mesmo quando o tema é delicado, caso do mau desempenho da Pilgrim's Pride Corporation em 2011. A empresa americana, uma das líderes no ramo de frangos nos Estados Unidos e adquirida pelos brasileiros da família Batista em 2009, vem amargando perdas ao longo do ano. Somente no terceiro trimestre de 2011, terminado em 25 de setembro, registrou prejuízo de US$ 162,5 milhões. No entanto, em uma reunião recente de conselho, a família Batista deu os últimos retoques na estratégia que, acredita a diretoria, irá reverter esse quadro. "Além de cortar custos, há muitos outros ajustes a fazer. Um deles é aumentar a produtividade para ganhar eficiência", diz Batista em entrevista exclusiva ao Brasil Econômico. Sendo assim, uma das fortes apostas do grupo será o remodelamento das linhas de produção para aumentar seu rendimento. Atualmente, muitas linhas de desossa da Pilgrim's são automatizadas, fator que, ao contrário do que se possa pensar, não "é viável na conta final". "Mesmo que o uso de máquinas ajude a reduzir custos com mão de obra, esse processo produtivo traz perda de rendimento de carne", diz Batista. Isso porque a máquina não faz o mesmo trabalho, detalhista, que uma pessoa poderia fazer. "Manualmente, um funcionário pode tirar a carne que fica no cantinho dos ossos", explica em tom didático. À primeira vista, trocar máquinas por trabalhadores pode não parecer muita coisa, mas essa mudança, se transformada em números, é bastante significativa.
Apenas com a contratação e treinamento de funcionários para substituir as máquinas, a Pilgrim's conseguiria ganhar US$ 100 milhões apenas com melhoria de rendimento. "Imagine ganhar algumas gramas em cima de um número gigantesco de abate diário, de oito milhões de aves", diz Batista.
O empresário explica que a automatização dos processos é praxe nesse tipo de indústria nos Estados Unidos. Não por escolha das empresas, mas, porque há alguns anos, antes da crise econômica, o índice de desemprego era baixo e havia escassez de mão-de-obra. As perdas da Pilgrim's, cuja receita líquida somou US$ 1,89 bilhão no terceiro trimestre, ocorreram, sobretudo, por excesso de produto no mercado, além dos ajustes necessários de sinergia que ainda estão sendo feitos na operação, afirma o empresário. "As indústrias acharam que, com o preço da carne bovina subindo, as pessoas comprariam mais aves no mundo. Então, aumentaram a produção em 10%. Mas o consumo cresceu a taxas bem menores, de 2%", afirma. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo da proteína no país cresceu 3,1% em doze meses até outubro e totalizou 13,8 milhões de toneladas. Como o cenário não se concretizou, as indústrias estão reduzindo a produção. "Mais até do que deveriam", diz. Para Batista, por conta disso, o cenário deve ser revertido em 2012.Voltar


Cosan prevê aumento de até 10% na moagem na próxima safra
Valor 10.11.2011 - A Cosan espera que haja um pequeno aumento na moagem de cana-de-açúcar na próxima safra a 2012/13. O presidente da empresa, Marcos Lutz, afirmou que, na melhor perspectiva, a produção pode crescer 10% em comparação com o realizado nesta temporada, a 2011/12.
“Não será nada substancial. Para recuperar toda o potencial de moagem, serão necessários ainda, pelo menos, três anos”, disse o executivo. Juntamente com a anglo-holandesa Shell, a Cosan controla a Raízen, cuja divisão de Energia é a maior produtora de açúcar e etanol do país.
Para esta temporada, a companhia revisou para baixo sua estimativa de moagem de cana. A previsão agora é de que o processamento da matéria-prima atinja entre 53 milhões e 54 milhões de toneladas, ante a projeção anterior que previa uma moagem de até 56 milhões de toneladas.
O volume vendido de açúcar no atual ciclo pode recuar para um nível máximo de 4,1 milhões de toneladas, ante a estimativa inicial que previa que a comercialização da commodity poderia chegar a até 4,3 milhões de toneladas. O guidance da companhia para venda de etanol recuou para um volume entre 1,9 bilhão de litros e 2 bilhões, ante a variação anterior de no mínimo 2 bilhões de litros e de, no máximo, 2,3 bilhões de litros. A previsão de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para essa área de Energia (açúcar, etanol e bioeletricidade) recuou para um limite máximo de R$ 2,1 bilhões, para R$ 2,050 bilhões. “Os preços compensaram a queda em volume, por isso, nossa geração de caixa terá pouca alteração”, disse Lutz.Voltar


Produção de açúcar recua 23,5% na segunda quinzena de outubro
Valor 10.11.2011 - A produção de açúcar no Centro-Sul recuou 23,5% na segunda quinzena de outubro, para 1,47 milhão de toneladas, segundo informações da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única). No acumulado da safra, a produção recuou 4,3% para 29,3 milhões de toneladas. A oferta menor de açúcar é resultado de um processamento menor de cana. Na segunda quinzena do mês passado, a moagem da matéria-prima foi de 23 milhões de toneladas, também 23,5% menor do que em igual quinzena de 2010. Desde abril, o processamento de cana atingiu 459,9 milhões de toneladas, 8,3% abaixo das 501 milhões de toneladas moídas em período equivalente do ciclo passado. A fabricação de etanol (anidro e hidratado) atingiu 961,7 milhões de litros, 29,98% de queda em relação à segunda quinzena de outubro de 2010. No acumulado da temporada, a produção do biocombustível registra queda de 16,5% a 19,1 bilhões de litros. De acordo com o diretor-técnico da Única, Antonio de Pádua Rodrigues, essa diminuição progressiva da moagem reflete o contínuo declínio do número de usinas em operação. Na atual temporada, havia 310 usinas em operação na região. Destas, 89 já haviam encerrado suas atividades até a segunda quinzena de outubro. “Nossa previsão é de que 186 devem finalizar suas operações no decorrer de novembro e 35 unidades restantes seguem moendo em dezembro”, disse Pádua.Voltar


Dívida líquida da Cyrela cresce 7,3% no 3º trimestre
Exame 10.11.2011 - Empresa encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 2,787 bilhões. O valor corresponde a um aumento de 7,3% ante a dívida informada no final de junho.
A Cyrela Brazil Realty encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 2,787 bilhões, considerando os compromissos com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O valor corresponde a um aumento de 7,3% ante a dívida informada no final de junho, de R$ 2,597 bilhões. A relação dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) de doze meses correspondeu a 4,3 vezes no fechamento do trimestre ante 4 vezes registrada no trimestre anterior. O indicador inclui compromissos com o SFH. Já a relação dívida/patrimônio líquido da companhia passou de 53,6% no segundo trimestre deste ano para 57,3%. No final de setembro, o endividamento bruto da incorporadora somava R$ 4,563 bilhões, com acréscimo de 9,6% frente ao final de junho. Do total da dívida, R$ 3,241 bilhões são de longo prazo e R$ 1,322 bilhão de curto prazo. O saldo de financiamentos em moeda nacional, que se refere integralmente a financiamentos à construção pelo SFH, representava 57,9% da dívida total e registrou acréscimo de 8,9% no trimestre por causa da maior contratação de financiamento de obras em evolução e de obras iniciadas durante o trimestre.Voltar


Trem-bala terá audiência pública no início de 2012
Valor 10.11.2011 - As novas audiências públicas sobre o projeto do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, ocorrerão entre janeiro e fevereiro de 2012. A licitação do trem-bala foi retomada após a queda da liminar, concedida pela Justiça do Distrito Federal, que suspendia o processo até que fossem leiloadas as linhas rodoviárias do transporte interestadual de passageiros. Serão feitas audiências presenciais em todas as cidades com perspectivas de receber estações do trem-bala. O edital da primeira etapa da licitação - que foi dividida em três fases - deverá ser lançado nas próximas semanas. Seu objeto será a escolha da tecnologia usada no empreendimento. Japoneses, espanhóis e chineses intensificaram seus contatos na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nos últimos meses e são vistos hoje como os principais grupos interessados. Os coreanos, tidos como favoritos anteriormente, perderam essa condição - pelo menos na avaliação de quem acompanha o processo de licitação do trem-bala em Brasília. Numa segunda fase, será definido o responsável pela operação. Finalmente, haverá uma concorrência para definir as construtoras. Uma estimativa preliminar da ANTT é que as obras poderão começar em 2014 e ser entregues em um prazo de quatro a cinco anos. A agência tenta adiantar os trâmites do licenciamento ambiental. A atualização do orçamento-base já levou o custo do projeto para cerca de R$ 40 bilhões, segundo a ANTT. Quando lançado, em 2008, o projeto tinha projeção de consumir R$ 34 bilhões, dos quais até R$ 20 bilhões seriam financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estatal Etav, que ficará responsável pelo processo de transferência tecnológica, entraria com R$ 3,4 bilhões - dinheiro necessário para desapropriações e elaboração do projeto executivo do trem-bala -, mas esses valores deverão ser reajustados. Um ano atrás, o governo tentou realizar o primeiro leilão do trem-bala, evento que foi abortado depois que as empresas alegaram que precisavam de mais tempo para estudar a proposta. Na ocasião, o edital já tinha sido objeto de discussão em audiências públicas por quase dois anos. Depois de três tentativas frustradas de tornar viável o leilão do empreendimento, o governo decidiu mudar radicalmente a sua proposta de concessão.Voltar


BM&F Bovespa vê até 50 empresas com IPOs represados
Brasil Econômico 09.11.2011 -  Edemir Pinto: "Na questão de IPO e follow-on eu acho pouco provável que tenhamos uma novidade durante 2011".  A BM&F Bovespa trabalha com um cenário de 45 a 50 ofertas públicas iniciais de ações (IPO, em inglês) represadas por conta da turbulência nos mercados internacionais, afirmou o presidente da bolsa paulista nesta quarta-feira (9/11).  Apesar disso, Edemir Pinto considera como difíceis as chances de alguma dessas operações, além de ofertas subsequentes (follow-on), irem a mercado ainda este ano. "A crise europeia continua e estamos perto do final do ano. Fica difícil abrir a janela para as empresas em pouco tempo conseguirem levantar alguma coisa em 2011", disse o executivo em teleconferência com jornalistas. "Na questão de IPO e follow-on eu acho pouco provável que tenhamos uma novidade durante 2011. As expectativas todas estão voltadas para uma grande performance em 2012, considerando a possibilidade da crise europeia ter seus dias contatos", acrescentou.
Segundo ele, as operações de IPO represadas são de médio porte, entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, abaixo da média dos últimos dois anos, de US$ 400 milhões a US$ 450 milhões.
"Abrindo a janela (com redução da volatilidade), não sei se companhias vão rever o tamanho dessas ofertas", disse Edemir. Apesar da turbulência da economia global, o executivo manteve a meta da bolsa registrar a entrada de mais 200 empresas com ações no mercado, sem especificar um prazo.
A empresa divulgou na véspera lucro líquido de R$ 292 milhões entre julho e setembro, praticamente estável ante o obtido no mesmo período de 2010, em meio a cortes de despesas que ajudaram a compensar margens menores devidas a descontos nas tarifas. Para o quarto trimestre, o diretor financeiro da bolsa, Eduardo Guardia, evitou fazer projeções de desempenho, mas lembrou que, em outubro, o desempenho do mercado de ações foi positivo - alta de 11,5% do Índice Ibovespa, com giro financeiro médio de R$ 7,1 bilhões. Em novembro, contudo, a performance está abaixo da média do ano no segmento de ações.
Tarifas: Edemir comentou que a bolsa está trabalhando em uma segunda fase de sua nova política de tarifação de operações e informou que, até o final do ano, a instituição terá concluído as discussões.
"O foco dessa fase está no grande investidor, no grande volume, mas também tem um foco no investidor pessoa física, principalmente neste que usa diretamente a custódia da bolsa." Segundo o executivo, a bolsa está discutindo com o governo sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o mercado de ações e espera que o tributo seja revisto. "Não faz mais sentido hoje, principalmente olhando para a quantidade de empresas represadas que nós temos. São captações médias, abaixo da média histórica", disse Edemir. O imposto no segmento foi introduzido em 2009, quando o Ibovespa estava próximo dos 70 mil pontos. O índice fechou na terça-feira a 59.045 pontos.
A BM&FBovespa reviu na terça-feira suas projeções de investimentos em 2011 e, nesta quarta-feira, os executivos da empresa afirmaram que o orçamento para o próximo ano ainda está sendo definido.
Edemir comentou que a queda na projeção de investimento deveu-se principalmente ao adiamento para 2012 da construção do centro de processamento de dados da bolsa. Sobre o caso em que a Receita Federal cobra da instituição centenas de milhões de reais em tributos que não teriam sido recolhidos em 2008 e 2009 com a união das bolsas BM&F e Bovespa, Edemir afirmou considerar como "remotíssimas" as chances da empresa perder o caso, após apelações em segunda instância na Justiça. "Segundo nossos advogados, isso (julgamento da defesa no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) deve levar pelo menos um ano. Esse julgamento não modificou nada em nossos planos e tampouco fizemos mudanças em provisão para esse tipo de assunto."Voltar


Hypermarcas decepcionou em todos os aspectos, diz HSBC
Exame 09.11.2011 - Analistas reduziram o preço-alvo das ações em 35% e mantiveram a recomendação neutra. O HSBC reduziu as estimativas às ações da Hypermarcas (HYPE3) em 35% após a empresa apresentar resultados que decepcionaram em todos os aspectos, afirmam os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry em um relatório publicado nesta quarta-feira. A fabricante de bens de consumo anunciou um prejuízo líquido de 190,5 milhões de reais, uma forte perda na comparação com o lucro líquido de 78 milhões de reais alcançados um ano antes. A receita líquida cresceu 10,4%, para 908 milhões de reais. “Os resultados da empresa foram decepcionantes em todos os aspectos”, diz o banco. O preço-alvo foi rebaixado de 14 reais para 9 reais. A recomendação de manutenção das ações foi reafirmada. “Depois de 3 trimestres decepcionantes, acreditamos que o mercado precisará de uma evidência clara do retorno a um crescimento estável da receita antes que a ação possa se recuperar”, destacam os analistas.
Projeções: A Hypermarcas reduziu a estimativa de lucro operacional (Ebitda) para 2011 de 900 milhões de reais para 700 milhões de reais – a projeção já tinha sido reduzida de 1 bilhão de dólares. Para 2012, o guidance foi estabelecido em 850 milhões de reais. O aumento das incertezas do cenário macroeconômico e a intensificação da implementação da nova política comercial e o estímulo à desestocagem foram citados como motivos que levaram à revisão. “Embora a administração tenha informado que o número de 2012 é conservador, ele representa uma queda frente os dois guidances anteriores de 2011”, ressaltam. Para os analistas, a administração tem um caminho difícil à frente para reconstruir a credibilidade.
Rating: As ações da Hypermarcas chegaram a cair quase 3% após a Moody’s rebaixar a nota da dívida da empresa em escala global de Ba2 para Ba3 e na nacional de A1 para A2. “O rebaixamento reflete a deterioração das métricas de crédito da Hypermarcas observada durante os últimos trimestres, principalmente com os elevados desafios de integração após um número significativo de grandes aquisições e, mais recentemente, também as políticas comerciais da empresa”, disse a analista Marianna Waltz. Além disso, o analista José Yordan, do Deutsche Bank, rebaixou sua recomendação para a ação de compra para manutenção. O preço-alvo por ação em 12 meses é de 9,25 reais.


Amil anuncia emissão de R$ 300 mi em debêntures
Exame 10.11.2011 - Operação irá ajudar no alongamento do perfil da dívida atual e reforçar o caixa líquido. As ações da Amil acumulam uma desvalorização de 10,4% no ano. A Amil (AMIL3) anunciou que irá emitir 300 milhões de reais em debêntures com um prazo de três anos, mostra um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira. Segundo a nota, os papéis irão pagar até 110% do CDI (Certificados de Depósitos Interfinanceiros) com uma remuneração semestral. A amortização será feita em uma parcela única na data do vencimento. Os coordenadores da operação são os bancos BTG Pactual e HSBC. As ações da Amil acumulam uma desvalorização de 10,4% no ano.Voltar


Droga mata células de gordura
The Wall Street Journal 10.11.2011 - Num estudo que dá um apoio provocante a uma nova abordagem para o tratamento de obesidade, foi demonstrado que uma droga que mata um tipo específico de célula de gordura estrangulando seu suprimento de sangue causou perda de peso significativa em macacos obesos.Depois de quatro semanas de tratamento em experimentos realizados na clínica M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, macacos que receberam injeções diárias da droga, chamada adipotide, perderam em média 11% do peso. Eles também tiveram reduções substanciais na circunferência da cintura e no índice de massa corporal e, também importante, uma melhora notável na capacidade de reagir à insulina, disseram pesquisadores. O remédio não afetou o peso ou outros parâmetros quando ministrado a macacos esbeltos. Os resultados do estudo, publicados ontem na internet pela revista científica "Science Translational Medicine", confirmaram um relatório de 2004 da mesma equipe de pesquisa mostrando uma redução marcante no peso de ratos tratados com o agente.  A clínica M.D. Anderson Cancer Center fez teste em macacos, que perderam em média 11% do peso em um mês
Mas o sucesso nos estudos com ratos geralmente não consegue ser traduzido em humanos. Como a biologia dos macacos é muito mais parecida com a de humanos, pesquisadores dizem que a descoberta alimenta a esperança de que um tratamento do tipo pode funcionar em pessoas.
De fato, por causa da descoberta, o primeiro teste clínico com humanos, que envolverá pacientes obesos com câncer de próstata em estágio avançado, pode começar já no ano que vem. Os direitos do remédio, desenvolvido na M.D. Anderson, foram licenciados para a Ablaris Therapeutics Inc., filial da Arrowhead Research Corp., de Pasadena, Califórnia, fundada ano passado. Os planos de desenvolver a droga para outros usos dependerão da possibilidade de encontrar uma dose segura e eficiente nos testes iniciais, entre outras coisas.  A maioria dos remédios para emagrecer visa a diminuir o apetite ou acelerar o metabolismo do corpo para queimar calorias. Mas os sistemas que governam esses processos são especialmente complexos e vários remédios empacaram na regulamentação, por causa do efeito modesto ou dos efeitos colaterais preocupantes. Cortar o fluxo sanguíneo para matar de fome as células adiposas seria uma estratégia diferente, que, segundo especialistas, pode contornar efeitos colaterais que prejudicaram outras tentativas. "É uma coisa realmente nova", disse Randy J. Seeley, diretor do centro de pesquisa sobre diabetes e obesidade da Universidade de Cincinnati, no Estado americano de Ohio, que não participou do estudo. "Não há como saber se isso vai mesmo se tornar um tratamento ou não, mas pelo menos cria uma nova maneira de pensar sobre terapias, e até hoje não conseguimos muitas alternativas." Ocorreram efeitos colaterais nos rins, mas os pesquisadores disseram que eles foram resolvidos logo que o tratamento foi interrompido. Os macacos do estudo receberam o tratamento por apenas quatro semanas e ainda não se sabe quais impactos nos rins ou outros efeitos colaterais podem advir do uso de longo prazo. Esse é um dos obstáculos para o remédio chegar ao mercado. Bloquear ou minar a formação de vasos sanguíneos chama-se antiangiogênese e é um mecanismo crucial para a maneira como o Avastin, da Roche Holding AG, combate certos tipos de câncer. A pesquisa de Wadih Arap e sua mulher, Renata Pasqualini, e do laboratório deles na M.D. Anderson, determinou que células em órgãos específicos do corpo - incluindo aquelas em vasos sanguíneos que alimentam células brancas de gordura - têm marcadores moleculares distintos na superfície, como se fossem códigos de endereçamento postal. Uma parte da adipotide é projetada para localizar exatamente o código dos vasos sanguíneos das células adiposas brancas. Outra parte é uma carga terapêutica que mata as células. O novo estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e várias fundações filantrópicas. Pasqualini disse que a descoberta indica que a adipotide "parece um caminho promissor numa situação em que não há muita coisa por aí em desenvolvimento" para tratar a obesidade. James Hulvat, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Ablaris Therapeutics, disse que a decisão de testar o agente primeiro em pacientes obesos com câncer de próstata reflete, em parte, os interesses da M.D. Anderson, que está pagando pelo estudo, em demonstrar o potencial de um benefício importante para um grupo limitado de pacientes. As células adiposas brancas secretam hormônios conhecidos por promover o crescimento de tumores na próstata.  "Vamos tentar obter uma indicação ampla para emagrecimento se os dados do teste clínico [inicial] apoiarem isso", disse ele. A empresa também está interessada em tornar a substância num possível tratamento para a diabetes tipo 2, associada à obesidade. Pasqualini e Arap têm direito a royalties que podem ser gerados pela comercialização do remédio. Tanto os pesquisadores quanto a M.D. Anderson são investidores da Ablaris Therapeutics.Voltar


Eletropaulo anuncia emissão de R$ 600 mi em debêntures
Exame 10.11.2011 - Recursos captados serão utilizados a recomposição de caixa após amortizações de dívida. As ações da Eletropaulo acumulam uma valorização de 15% no ano. A Eletropaulo (ELPL4) anunciou na quarta-feira depois do fechamento dos mercados a emissão de 600 milhões de reais em debêntures com prazo de dez anos, mostra um comunicado publicado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os papéis não serão conversíveis em ações e serão amortizados em quatro parcelas anuais.  Os recursos captados serão utilizados para a recomposição de caixa em virtude das amortizações de dívida referentes a 2011 e 2012, diz a nota.
As ações da Eletropaulo acumulam uma valorização de 15% no ano.Voltar


Copasa anuncia emissão de R$ 400 mi em debêntures
Exame 10.11.2011 - Papéis terão prazo de cinco anos e recursos serão destinados ao programa de investimentos . Segundo a nota, os papéis serão lançados em no máximo duas séries. A Copasa (CSMG3) anunciou a emissão de 400 milhões de reais em debêntures junto ao mercado local e no exterior, mostra um comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na noite de quarta-feira. Segundo a nota, os papéis serão lançados em no máximo duas séries, sem garantia, e com um prazo mínimo de cinco anos. “Os recursos serão destinados ao Programa de Investimentos no período 2012/2014, bem como ao alongamento do perfil da dívida”, explica a empresa.Voltar


Justiça determina que licenciamento de Belo Monte é legal
Folha 09.11.2011 - A tentativa de suspender na Justiça a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte levou um golpe duro nesta quarta-feira, com uma decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) que julgou legal o processo de licenciamento da usina.  Em voto proferido em menos de uma hora, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso indeferiu a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal do Pará questionando a usina --dando o segundo voto de três na 5ª Turma do TRF a favor de Belo Monte. O procurador Felício Pontes Jr., autor da ação, disse que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal.  Segundo o MPF, o processo que liberou a licença de Belo Monte foi ilegal por dois motivos: primeiro, o decreto legislativo de 2005 autorizando o licenciamento não voltou à Câmara após ter sido alterado pelo Senado; segundo, os índios das terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu não foram ouvidos pelo Congresso antes do licenciamento.  As duas terras indígenas ficam no trecho do rio Xingu que terá sua vazão reduzida por causa da barragem. Como os índios dependem do rio para alimentação e transporte, o modo de vida tradicional dessas populações está ameaçado pela usina.  O governo, representado pelo Ibama e pela Eletrobras, usou um argumento retórico para defender que os índios não precisavam ser ouvidos pelo Congresso: não haveria obras civis nem alagamento em suas terras. No dia 17 de outubro, a relatora do processo no TRF, Selene de Almeida, havia dado um voto pela anulação do licenciamento de Belo Monte, deixando o governo "em choque", como definiu um advogado da Eletrobrás. O desembargador Fagundes de Deus pediu vistas do processo e, no dia 26, votou a favor da usina.  Em seu voto, na quarta-feira, Cardoso acompanhou Fagundes e desempatou o julgamento em favor da usina. Repetiu a argumentação do governo, dizendo que o dispositivo constitucional que obrigaria o Congresso a ouvir os índios não se aplica porque as terras não serão diretamente afetadas. Além disso, afirmou, os índios já foram ouvidos diversas vezes pela Funai (Fundação Nacional do Índio).  A decisão do TRF dá mais segurança à construção da usina. Mesmo com o recurso do MPF, o Supremo pode levar um ano para julgar a ação. Até lá, as obras de Belo Monte estarão num estágio adiantado demais para voltarem atrás. "A seca do ano que vem deve ser o limite" para um pronunciamento do STF, disse Pontes à Folha. "Vamos pedir urgência [no julgamento do STF], porque o próprio Supremo já se disse preocupado com fatos consumados."Voltar


BG Group emite €1 bilhão em títulos de sete anos
Exame 10.11.2011 - Títulos foram emitidos pela subsidiária BG Energy Capital. O governador do RJ Sérgio Cabral e o vice-presidente executivo do BG Group, Sr. Martin Houston. A britânica BG anunciou ontem a emissão de 1 bilhão de euros em títulos de sete anos com um cupom de 3%, mostra uma nota publicado ao mercado. Os papéis foram emitidos pela subsidiária BG Energy Capital com a garantia da BG Energy Holdings. A petroleira espera conquistar um rating A da agência de classificação de risco Fitch, A2 pela Moody’s e A pela Standard & Poor’s. Os bancos Credit Agricole, Deutsche Bank, HSBC, Lloyds Bank e Société Générale coordenaram a operação. “O BG Group conseguiu mais uma vez acessar os mercados internacionais de dívida com sucesso, desta vez com títulos denominados em euros. A alta qualidade e a demanda substancialmente acima da oferta mais uma vez demonstraram a nossa boa posição no mercado internacional de dívida e provê um claro apoio dos nossos planos aos investidores”, disse o diretor financeiro, Fabio Barbosa, na nota.Voltar


Performance da Accor deve ser a melhor em 2011
DCI 10.11.2011 - No setor hoteleiro, o Grupo Accor espera atingir em 2011 sua melhor performance já registrada no País, no que tange à expansão de suas operações. Foram assinados, até agora, 20 contratos para novos empreendimentos, recorde histórico para a rede. Melhor ainda: para 2012 já estão programadas 20 outras inaugurações, disse Felipe Boni, gerente de Comunicação da Accor.Voltar


Cetip aprova recompra de até 4 milhões de ações
Exame 10.11.2011 - Papéis representam 1,58% do total e serão adquiridos pelo prazo de um ano. As ações da Cetip acumulam uma leve valorização de 0,74% em 2011. A Cetip (CTIP3) anunciou a criação do seu primeiro programa de recompra de ações com a aquisição de até 4 milhões de papéis pelo período de um ano, mostra um comunicado publicado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  A empresa que opera o balcão organizado de ativos e derivativos no Brasil disse que os ativos serão cancelados, mantidos em tesouraria ou alienados, “inclusive para atendimento ao exercício de opções outorgadas no plano de opções de compra de ações da companhia”, mostra a nota. As corretoras dos bancos Credit Suisse, Itaú, Bradesco, Santander Brasil e BTG Pactual irão realizar as operações. As ações da Cetip acumulam uma leve valorização de 0,74% em 2011.Voltar


SH abre inscrições para estágio 2012
MonitorMercantil 09.11.2011 -Desde o dia 1 de novembro, a SH Fôrmas, Andaimes e Escoramentos está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2012. São 29 vagas de nível superior e 24 para nível técnico a serem preenchidas nas cidades de Vitória, Recife, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. O objetivo do programa é recrutar profissionais capacitados para ocupar cargos dentro da própria empresa ao término do contrato de estágio.  Os candidatos podem se inscrever, conforme pré-requisitos mencionados abaixo:
- Vagas de nível superior: estudantes de engenharia civil a partir do 5º período. Para as vagas no Rio de Janeiro serão aceitos também os alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, de Produção e Metalúrgica.  - Vagas de nível técnico: alunos do curso técnico em edificações, com um ano e meio para conclusão, no máximo.  A SH oferece remuneração fixa compatível com o mercado, seguro de vida, assistência médica, vale-refeição e vale-transporte.  As inscrições podem ser feitas pelo site da SH (www.sh.com.br), através do link www.vagas.com.br/estagiosh. O processo seletivo contará com provas on-line, dinâmica de grupo e, por último, entrevistas. A previsão de início dos estagiários e trainee está programada para 10 de março de 2012.Voltar


Resultado financeiro leva Braskem a prejuízo de R$ 1 bilhão
Brasil Econômico 10.11.2011 - De acordo com a Braskem, o resultado financeiro líquido sofreu pressão da alta de 19% do dólar em relação ao real no período avaliado.  A Braskem reportou nesta quinta-feira (10/11) prejuízo de R$ 1,046 bilhão no terceiro trimestre do ano, prejudicado pelo resultado financeiro do período.  A companhia petroquímica registrou resultado financeiro líquido negativo em R$ 2,064 bilhões no terceiro trimestre, enquanto que a cifra no trimestre anterior foi de apenas R$ 79 milhões negativos. No terceiro trimestre do ano passado, o resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 180 milhões. De acordo com a Braskem, tal indicador sofreu pressão da alta de 19% do dólar em relação ao real no período. O custo dos produtos vendidos também aumentou, saindo de R$ 6,456 bilhões no terceiro trimestre de 2010 para R$ 7,765 bilhões em período equivalente neste ano, um incremento de 20%, refletindo o maior preço da matéria-prima. A receita líquida das vendas somou R$ 8,686 bilhões no período, alta de 15% em relação ao terceiro trimestre de 2010. "A receita líquida consolidada em dólares cresceu 23%, reflexo dos maiores preços praticados, em linha com a tendência de alta do mercado internacional", afirma a Braskem em relatório. Com menor volume de vendas, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve decréscimo de 9%, com R$ 940 milhões ante R$ 1,036 bilhão no terceiro trimestre de 2010.Voltar


Cade coloca restrições a mudanças na Cimpor
Valor 10.11.2011 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impôs condições para eventual aumento de participações que a Camargo Corrêa e a Votorantim possam fazer na Cimpor. A Camargo já comprou 31,8% da cimenteira portuguesa e a Votorantim adquiriu 21,2%. No mês passado, surgiram notícias de que ambas teriam intenção de elevar as participações e ter controle total da Cimpor.
Por causa dessas notícias, o Cade resolveu se antecipar e proibiu as duas de indicar ou nomear administradores para a Cimpor. O órgão antitruste também vetou que as empresas tenham acesso a informações estratégicas da cimenteira portuguesa e determinou o envio de relatórios mensais para monitorar eventuais aquisições de títulos da empresa.  As condições foram necessárias para preservar a competição no mercado de cimento. O Cade teme que a Camargo e a Votorantim controlem a Cimpor, o que pode prejudicar a concorrência. O órgão antitruste quer manter a Cimpor independente, caso conclua que a empresa deva ser vendida para outras empresas no futuro.  "É preciso garantir a manutenção das atividades da Cimpor Cimentos Brasil, o pleno funcionamento da empresa e impedir a ingerência da Votorantim e da Camargo em seus negócios", justificou o relator do processo, conselheiro Alessandro Octaviani. Em janeiro de 2010, a Camargo e a Votorantim compraram participações na cimenteira de modo a afastar a oferta feita pela CSN para adquiri-la. A CSN ofereceu US$ 5,53 bilhões pela Cimpor, em dezembro de 2009. A proposta foi recusada e, no mês seguinte, a Camargo e a Votorantim fizerem a aquisição. Com isso, o mercado perdeu uma concorrente. A CSN é considerada pelo Cade como uma empresa que faria rivalidade com a Camargo e a Votorantim.
O conselheiro advertiu que estão autorizadas as alterações societárias que transformaram a Cimpor do Brasil de sociedade limitada para sociedade anônima.Voltar


Gerdau tem lucro líquido de R$ 713 milhões no trimestre
Brasil Economico 10.11.2011 - De julho a setembro, a produção de aço bruto chegou a 5,01 milhões de toneladas, enquanto a de laminados atingiu 4,2 milhões de toneladas  O resultado do terceiro trimestre representa uma alta de 17% ante o mesmo período do ano anterior, motivado por menores despesas financeiras, efeitos cambiais e benefícios fiscais.  De julho a setembro, a produção de aço bruto chegou a 5,01 milhões de toneladas, alta de 14% frente a igual época de 2010. Deste total, 2 milhões de toneladas foram produzidos no Brasil. Já a produção de laminados atingiu 4,2 milhões de toneladas, com avanço de 16%. No total, o Brasil participou com 1,2 milhão de toneladas neste segmento. "O aumento da produção contribuiu para a reposição de estoques estratégicos, em virtude das maiores vendas realizadas no trimestre anterior", explica a empresa. Dados da Worldsteel e da Gerdau revelam que a produção mundial de aço bruto chegou a 375 milhões de toneladas, sendo 8,9 milhões apenas no Brasil.
Em balanço divulgado nesta quinta-feira (10/11), a empresa reportou vendas de 4,84 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10% em comparação ao terceiro trimestre de 2010.
Ainda no período, a receita líquida foi de R$ 8,96 bilhões, um avanço de 9%. No terceiro trimestre, a receita líquida do Brasil representou R$ 3,2 bilhões. Na contramão, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,2 bilhão, valor 4% inferior ao visto no terceiro trimestre do ano passdo. No trimestre encerrado em setembro, a Gerdau realizou investimentos em ativo imobilizado que somaram R$ 616 milhões. "Desse total, 79% foram direcionados para as unidades no Brasil e os demais 21% para as unidades em outros países", comunica a empresa.Voltar


Anglo American vende ativos no Chile a Mitsubishi
AFP 10.11.2011 - O grupo de mineração britânico Anglo American anunciou a venda à empresa japonesa Mistubishi de 24,5% do capital de sua filial chilena Anglo American Sur (AAS), por 5,39 bilhões de dólares. A AAS possui duas importantes minas de cobre no Chile, Los Bronces e El Soldado.
O grupo britânico permanece com 75,5% do capital da AAS. A operação pode contrariar os planos da estatal chilena Codelco, maior produtora mundial de cobre, que dispõe de uma opção para a compra de 49% do capital da Anglo American na filial.Voltar

Conab: produção brasileira de grãos deve alcançar 160, 5 milhões de toneladas
Folha 09.11.2011 - A segunda pesquisa da intenção de plantio para a safra 2011/2012 de grãos estima uma produção nacional menor, de 157,202 a 160,522 milhões de toneladas, dentro do intervalo de menos 3,5 e menos 1,5%, comparada  com a última safra, quando foram colhidas 162,955 milhões de toneladas. O resultado é do segundo levantamento realizado pela Conab e anunciado nesta quarta-feira (9), em Brasília. Já com relação à previsão de área, ela deve posicionar-se de 50,482 a 51,408 milhões de hectares, com crescimento no intervalo de 1,1 e 3%. A área de cultivo da safra anterior registrou  49,919 milhões de hectares. O aumento está relacionado ao milho 1ª safra, que deve ter crescimento de 7,8 a 10,3%, e a soja que pode chegar a um incremento de 0,9 a 3%. O aumento na área de milho foi mais acentuado em Goiás, onde chega a 31%, seguido pelo Mato Grosso do Sul (28%), Paraná (20%) e Rio Grande do Sul (13%). Os motivos são os bons preços do produto no mercado, a rotação de culturas e a reconquista da área cultivada anteriormente, fato que ocorre no Paraná. No caso da soja, o maior crescimento, em termos de área efetiva (5%), deve ficar com o Mato Grosso que apresenta 330 mil hectares a mais. Com referência a aumento percentual, o destaque é a região do Matopiba  - Maranhão (8%), Tocantins (9,5%), Piauí (8%) e Bahia (6%). Chama a atenção a queda da área da leguminosa no Paraná, que perde 4% e será ocupada  pelo milho.
As culturas com estimativa de redução de área são o arroz, que deve perder entre 5,2 e 2,3% o espaço anterior, quando chegou a 2,820 milhões de hectares, além  do feijão 1ª safra que sofre uma redução entre 9 e 5% da área de 1,420 milhão de hectares do último ciclo. Os estudos da intenção de plantio para as culturas de 2ª e 3ª safras não foram realizados, por estar ainda distante o período de semeadura.Voltar


Operação em 16 Estados e DF aponta sonegação fiscal de R$ 1,5 bi
Folha 09.11.2011 - Uma operação conjunta das secretárias da Fazenda de 16 Estados e do Distrito Federal e das representações do Ministério Público nesses entes federados, realizada nesta quarta-feira, resultou na  denúncia de R$ 1,5 bilhão em crimes de sonegação fiscal.  Nas ações geradas a partir de uma investigação que teve início em abril deste ano, foram denunciadas 473 empresas e 765 pessoas --cujos nomes não foram revelados. Responsável por coordenar a operação, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas não tinha, até agora, informações sobre mandatos de prisão expedidos nos Estados.  A maior parte dos crimes se referem à sonegação de ICMS. Ao todo, os investigadores apuraram R$ 16,4 bilhões em multas e outras representações fiscais de crimes de sonegação que não foram ainda alvo de denúncia.  Um dos principais focos da operação foi o combate a irregularidades no recolhimento de tributos por parte de distribuidoras de combustíveis, segundo Osvaldo Trigueiro do Vale Filho, presidente do grupo e procurador-geral da Paraíba. O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas é vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais.  Em São Paulo, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 97 empresas e 150 pessoas --a maior parte também ligada ao setor de distribuição de combustíveis.  Para Vale Filho, o "grande problema" desse tipo de operação é que o "retorno" dos tributos sonegados é "muito tímido". Menos de 10% do total devido, diz, voltam para os cofres públicos.  A operação foi realizada nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Amapá, Paraíba, Amazonas, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Bahia, além do Distrito Federal.Voltar


Roubo de cargas no Brasil assusta os importadores
DCI 10.11.2011 - "Em 50 anos, nunca vi uma única carga ser extraviada num navio, mas já vi um caminhão inteiro sumir entre Paranaguá e São Paulo. Inclusive o motorista." O comentário de Vivaldo Cardoso Piraino, consultor de comércio exterior, denota os empecilhos enfrentados por importadores de produtos considerados como de alto risco. A periculosidade de alguns artigos é tamanha que as seguradoras se negam a cobri-los. "Quando chega um cliente novo querendo importar eletroeletrônicos, rejeito. O problema é sério. Evito trabalhar com este tipo de produto", alerta Piraino. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro de transporte internacional, somadas as importações e exportações, alcançou até julho R$ 248 milhões em prêmios emitidos. No período, as indenizações totalizaram R$ 65,8 milhões. Ou seja, do total contratado, 26,55% tiveram de ser reembolsados pelas instituições.Voltar

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