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BrasilAgro reverte prejuízo e lucra R$ 33,1 milhões no 1º tri fiscalValor 09.11.2011 - A BrasilAgro conseguiu reverter o prejuízo de R$ 6,7 milhões registrados no primeiro trimestre do ano fiscal 2011, para lucro líquido de R$ 33,108 milhões no mesmo período registrado no ano fiscal 2012. A receita líquida da companhia alcançou R$50,56 milhões, aumento de R$39,8 milhões em comparação ao mesmo período ano anterior.
Segundo o relatório que acompanha o balanço da empresa, o bom desempenho foi estimulado pela comercialização de parte da produção de grãos da safra passada armazenada.
A companhia informou ainda que o crescimento da receita líquida de vendas é resultado principalmente do fornecimento de cana-de-açúcar à ETH e da receita gerada pela venda da Fazenda São Pedro, no valor de R$ 26,1 milhões. A BrasilAgro possui, atualmente, um portfólio de propriedades com uma área total de 172.763 hectares, divididos em 8 propriedades. “Iniciamos as atividades do ano-safra 2011/2012, onde pretendemos plantar uma área de aproximadamente 71.103 hectares, divididos entre as culturas de soja, milho (safra de verão e inverno), arroz, algodão, cana-de-açúcar, pasto e floresta”, explicou a companhia no documento.
Governo endurece com distribuidorasDCI 09.11.2011 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apertou o cinto das distribuidoras de energia no Brasil com a definição das regras para o terceiro ciclo de revisão tarifária, que deverá ser aplicado a todas as empresas deste setor até 2014. A medida mais polêmica foi a redução de 25% na remuneração de capital investido pelas distribuidoras, que passou de 9,95% para 7,5%. Essa decisão, defendeu a agência, reflete o comportamento da economia brasileira nos últimos anos, com diminuição do risco do negócio de distribuição de energia no Brasil e das taxas de juros aplicadas à captação de recursos pelo setor elétrico. A expectativa é de que as empresas que atuam no norte e nordeste tenham maior redução em decorrência das isenções fiscais.
A agência também optou por alterar a medição da eficiência das empresas. Com isso, determinou um índice de produtividade de 0,782% ao ano para as concessionárias. Esse indicador será usado para atualização dos custos operacionais definidos no segundo ciclo. As empresas que apresentarem custos menos eficientes terão menor reajuste.
O diretor-executivo da Cemig, Luiz Fernando Rolla, afirmou que a nova metodologia cria uma discrepância entre os valores usados pela agência e a realidade da companhia. Segundo ele, a mudança não condiz com o histórico da Cemig, hoje responsável por 11% do mercado de energia elétrica do País. Pelo novo modelo, a Aneel fixaria para a Cemig custos 18% abaixo de outras empresas o que levaria a distribuidora mineira a ter o seu equilíbrio econômico financeiro rompido. "Os custos operacionais da Cemig serão drasticamente reduzidos, o que gerará impacto na qualidade do fornecimento", afirmou Rolla.
Pelo lado dos grandes consumidores, o impacto não deve ser tão forte, segundo Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).
Espanhola Navantia fecha acordo com fornecedores brasileirosValor 09.11.2011 - A proposta do estaleiro espanhol Navantia para a construção de onze navios de superfície, entregue à Marinha brasileira em abril, excedeu os € 3,1 bilhões estipulados pelo governo brasileiro, confirmou o diretor comercial da empresa, Jorge López Novo. Em entrevista ao Valor, ele não revelou o excedente, mas adiantou que 60% do conteúdo a ser utilizado na fabricação das embarcações serão brasileiros.
As companhias brasileiras fornecerão principalmente geradores elétricos e compressores, caso os espanhóis saiam vitoriosos da licitação, à qual concorrem também empresas de Alemanha, Coreia do Sul, França, Itália e Inglaterra. Com uma proposta que talvez não seja a mais competitiva financeiramente, a Navantia tem como diferencial o fato de seus navios estarem mais enquadrados às exigências da Marinha do que os da concorrência, avaliou Novo. Dos onze navios da licitação da Marinha, os espanhóis planejam construir o primeiro no seu país e dez no Brasil
Além disso, Novo acrescentou que o processo de transferência de tecnologia da Navantia à Marinha e às empresas brasileiras participantes da produção das embarcações, exigência do governo brasileiro a qualquer participante do certame, conta a favor, já que a companhia trabalhou com repasses tecnológicos à Índia. A Navantia atendeu também a países como Noruega, Venezuela, Austrália, Tailândia, Chile e Malásia.
De acordo com Novo, não há riscos no processo de transferência de tecnologia, pois os governos brasileiro e espanhol têm acordos nesse sentido para facilitar acertos, e à medida que surjam atualizações nas tecnologias durante o processo de produção dos navios, as modificações serão feitas e repassadas à Marinha e às companhias brasileiras.
Dos onze navios - cinco fragatas escolta, cinco patrulhas oceânicas e uma embarcação de apoio logístico -, a empresa espanhola pretende construir dez em estaleiros brasileiros e um, o primeiro da série, na Espanha, em razão do início do processo de transferência de tecnologia. Segundo a Navantia, a construção dos navios no Brasil gerariam 20 milhões de horas de trabalho, ocupando de 5 mil a 10 mil trabalhadores. A empresa ainda não precisou quantas dessas vagas seriam preenchidas por novos funcionários. As conversas com estaleiros e possíveis fornecedores de peças e equipamentos brasileiros foram iniciadas. Estão fechados acordos de colaboração de estaleiros com a Odebrecht e com o Synergy Group, disse Novo. Houve negociações também com a Camargo Corrêa, mas elas não evoluíram.
Apesar dos acordos firmados, a Navantia ainda não decidiu onde serão construídos os onze navios. Caso saia vencedora da licitação, a empresa acredita que haverá produção no Rio de Janeiro, onde a Odebrecht tem estaleiros e o Estado serve de base da Marinha. "Isso não quer dizer que haverá construções de navios apenas no Rio."
A expectativa da Navantia é que a Marinha anuncie o vencedor da licitação no início de 2012. Assim, a empresa começaria a produção do primeiro navio, na Espanha, em 2014 e entregaria a embarcação seis anos depois, em 2020. Todos os navios seriam entregues ao governo em até 11 anos, ou 2023, disse Novo. Ao todo, estão associadas à Navantia mais de 30 empresas espanholas, que poderão ser fornecedoras de serviços ou peças na fabricação dos navios.
Novos portosFolha 09.11.2011 -A rede Accor fechou contrato de R$ 60 milhões com a Odebrecht para construir um hotel em Santos. Será o terceiro da empresa na cidade. Os outros dois foram inaugurados há pouco -um na semana passada e outro há dois meses. "Santos é uma cidade importante, apesar de não ter uma população tão grande. O maior porto do país está ali. Além da Petrobras, que é uma das nossas principais clientes", diz o COO da rede na América Latina, Roland de Bonadona. A Accor prevê bater seu recorde de lançamentos no Brasil neste ano. Até agora, foram 20. Bonadona, porém, não diz quantos contratos serão fechados até dezembro.
Mesmo com a crise, a empresa acredita que poderá aumentar ainda mais o número de lançamentos em 2012. Para o mesmo ano, estão programadas 20 inaugurações.
MMX eleva em 33% valor a ser investido no Porto Sudeste
Reuters 09.11.2011 - A MMX, mineradora de Eike Batista, elevou de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,4 bilhões o investimento total previsto no Porto Sudeste, que permitirá a conquista de grandes volume de exportação de minério de ferro. O aumento decorre de mudanças no projeto, após a aprovação, pelo conselho da MMX, da ampliação da capacidade de movimentação de minério de 50 milhões para 100 milhões de toneladas.
Reuters 09.11.2011 - A MMX, mineradora de Eike Batista, elevou de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,4 bilhões o investimento total previsto no Porto Sudeste, que permitirá a conquista de grandes volume de exportação de minério de ferro. O aumento decorre de mudanças no projeto, após a aprovação, pelo conselho da MMX, da ampliação da capacidade de movimentação de minério de 50 milhões para 100 milhões de toneladas.
MMX prevê investir R$ 6,4 bi até 2014Valor 09.11.2011 -Com apenas R$ 1,1 bilhão em caixa, Guilherme Escalhão, novo presidente da companhia, tem a missão de buscar os recursos necessários para tirar do papel o plano de negócios da mineradora, podendo recorrer até a fontes no exterior. A MMX Mineração e Metálicos, controlada pela EBX, vai investir R$ 6,4 bilhões até 2014 num plano ambicioso de negócios para triplicar a produção de minério de ferro nos próximos três anos e garantir à empresa a construção de porto próprio para escoar a commodity. Desse total, R$ 4 bilhões serão aplicados na expansão da mina de Serra Azul, de 8 milhões de toneladas para 24 milhões de toneladas de minério até 2014. Os restantes R$ 2,4 bilhões serão destinados a criação do superporto Sudeste, com capacidade inicial de embarque de 50 milhões de toneladas de minério de ferro, com plano de dobrar em futuro para 100 milhões. Guilherme Escalhão, o novo presidente da companhia, que acabou de assumir o cargo na vaga de Roger Downey, está animado com a missão que lhe foi confiada. Ele avalia que, após a execução desses projetos, a mineradora vai dar um salto de qualidade no mercado global. Com apenas R$ 1,1 bilhão em caixa, a principal tarefa de Escalhão no momento é buscar recursos para tirar do papel este plano de negócios da MMX. Ele está otimista com as chances de captar recursos aqui e no exterior, pois a empresa conta com dois sócios de primeira linha, o grupo chinês Wisco (16%) e o conglomerado coreano SK (14%), com os quais tem contrato de 20 anos de fornecimento de minério. A MMX contratou o Itaú BBA e o West LB como assessores financeiros para ir a mercado. Segundo informou Escalhão, o investimento total no porto Sudeste - da LLX, também controlada da EBX - é de R$ 2,4 bilhões e já tem garantidos R$ 1,7 bilhão pelo BNDES. "Temos R$ 1,2 bilhão já contratados no banco e mais R$ 550 milhões em análise, o que nos assegura R$ 1,75 bilhão para o porto."
O que está em pauta agora é a operação de captação para a expansão de Serra Azul, que vai exigir investimentos de R$ 4 bilhões. Desse total, R$ 3 bilhões serão captados via BNDES e outras fontes externas, como agências de fomento e bancos de desenvolvimento da Coreia e da China. A MMX já fez também uma apresentação do projeto no BNDES e agora vai enviar uma carta consulta.
A expectativa do presidente é obter os recursos até março, quando acredita que o projeto de Serra Azul terá a licença de instalação. A licença prévia já foi concedida. "Se houver algum atraso na captação desse pacote, trabalharemos com empréstimos pontes dos nossos assessores financeiros", afirmou.
O cronograma de investimentos prevê que o sistema Sudeste esteja produzindo 24 milhões de toneladas em 2014. Até lá estão previstas a instalação de uma nova unidade de beneficiamento, novo pátio de estocagem e instaladas novas correias transportadoras, levando o minério da Serra Azul até a ferrovia da MRS. A MRS vai descarregar o minério no superporto Sudeste.
A empresa começa a trabalhar no plano de expansão da capacidade de embarque de 50 milhões de toneladas do porto para 100 milhões de toneladas. Escalhão disse que a capacidade de 50 milhões de toneladas de embarque está praticamente preenchida. Em 2014 a MMX terá embarques de 24 milhões de toneladas; mais 12 milhões de toneladas da mineradora da Usiminas, conforme acordo entre as partes; mais 1 milhão de toneladas de Pau de Vinho (mina arrendada pela Usiminas à MMX); e mais 10 milhões de toneladas de Mineroinvest, mineradora com quem a MMX está negociando. Somando 47 milhões de toneladas.
"Já protocolamos um EIA-Rima para expansão de 100 milhões de toneladas de embarque no porto Sudeste. Estamos tomando as providências, pois acreditamos que não vai nos faltar parcerias no negócio."
Além de Serra Azul, a MMX está tocando o projeto "greenfields" de Bom Sucesso, no Sul de Minas, a 35 quilômetros da MRS. Os recursos certificados da jazida somam até agora 375 milhões de toneladas de minério de ferro com potencial de até 741 milhões. A mina pode ser viável a partir de 2016, quando forem confirmadas reservas que lhe garantem produção de 10 milhões de toneladas anuais. "Bom Sucesso confirma que estamos no caminho certo quando projetamos a expansão do porto Sudeste", disse. Ainda dentro do seu plano, a MMX inicia negociações com a MRS para garantir o embarque das 24 milhões de toneladas de minério de Serra Azul a partir de 2014. Para Escalhão, o cenário de minério de ferro continuará com demanda firme no médio e longo prazo. "A crise é de curto prazo."
VBI investirá mais US$ 500 mi no paísValor 09.11.2011 - A VBI Real Estate fechou a captação de seu segundo fundo de private equity, o Brazil Real Estate Opportunities Fund (BREOF) II. São US$ 500 milhões captados no exterior para investimentos em projetos imobiliários nos segmentos residencial, de escritórios comerciais e de shopping centers. A VBI já comprometeu US$ 80 milhões antes de encerrar a captação, e a intenção agora é acelerar o processo.
O fundo tem 36 meses para comprometer os recursos e mais sete anos para maturar os investimentos e vender sua participação. "Esperamos fazer o comprometimento dos recursos nos próximos 12 ou 18 meses", diz o sócio fundador da VBI, Rodrigo Abbud. O fundo pode atuar como investidor único ou co-investidor em projetos. A busca é por projetos com taxa interna de retorno de 20%.
Dos valores já comprometidos, US$ 50 milhões irão para um shopping no interior de São Paulo, em local não divulgado. O fundo terá 80% desse projeto, que será administrado pela Lumine. Os outros US$ 30 milhões serão destinados a três projetos residenciais de média-baixa renda, em que o fundo terá participação de mais de 50% em cada. O fundo fechou parceria em um projeto da Ecocil, em Natal, e em dois da Graúna Construções Civis, em Londrina e Maringá.
A VBI está em fase final de negociação para que o fundo participe de projetos de mais dois shoppings. No segmento de escritórios comerciais, o fundo comprou um empreendimento no centro do Rio e fará o retrofit para adequá-lo ao padrão triple A. Os investimentos na compra e na reforma devem somar de R$ 45 milhões a R$ 50 milhões. Cerca de R$ 60 milhões serão investidos no desenvolvimento de prédio corporativo triple A, também no centro do Rio, para o qual o terreno já foi comprado.
No segmento residencial, está em negociação parceria com uma incorporadora de Belo Horizonte. "Muitas incorporadoras locais se associaram a empresas de capital aberto no passado e buscam agora outras alternativas de capital." O principal aporte foi feito pelo Fundo de Pensão dos Aposentados de Oregon, de US$ 100 milhões. Outros fundos de pensão americanos e europeus, companhias de seguros, fundações não-lucrativas e gestores de grandes fortunas engrossam a lista dos investidores.
Conforme Abbud, a demanda dos investidores permitiria captar de US$ 750 milhões a US$ 800 milhões. Os US$ 500 milhões do fundo foram captados em três tranches, no período de 12 meses encerrados no fim de outubro. Em 2009, a VBI fechou a captação do BREOF, primeiro fundo a investir no setor imobiliário, no valor de US$ 200 milhões. O maior investimento desse fundo é a cota de 92% no Faria Lima 4440, edifício triple A, na zona sul de São Paulo.
Cultura abre livraria em Curitiba em novembro
Brasil Economico 09.11.2011 - Para o primeiro semestre de 2012, a rede prepara a abertura da segunda loja no Rio de Janeiro
Brasil Economico 09.11.2011 - Para o primeiro semestre de 2012, a rede prepara a abertura da segunda loja no Rio de Janeiro
Depois de abrir no final de agosto a primeira unidade no Rio de Janeiro (RJ), a Livraria Cultura arruma as prateleiras para inaugurar mais uma loja ainda neste mês - desta vez, em Curitiba, capital do Paraná.
Instalada no Shopping Curitiba, a livraria será a 12ª unidade da rede paulistana criada em 1947 por Eva Herz.
Com previsão de abrir até o final de novembro, a loja de 3.100 metros quadrados terá uma atração extra - a terceira filial do Teatro Eva Herz, que já tem palcos avançados em Brasília (DF) e Salvador (BA), além da sede em São Paulo. A livraria de Curitiba será a segunda da Cultura no Sul, onde já está presente em Porto Alegre (RS).
Com previsão de abrir até o final de novembro, a loja de 3.100 metros quadrados terá uma atração extra - a terceira filial do Teatro Eva Herz, que já tem palcos avançados em Brasília (DF) e Salvador (BA), além da sede em São Paulo. A livraria de Curitiba será a segunda da Cultura no Sul, onde já está presente em Porto Alegre (RS).
Dona da maior loja de livros da América Latina (no Conjunto Nacional, na capital paulista), a empresa já tem mais uma nova unidade a caminho de entrar no seu índice.
Para o primeiro semestre de 2012, a rede prepara a abertura da segunda loja no Rio de Janeiro.
Esta nova filial carioca, que ocupará área do antigo Cine Vitória, também terá um auditório do Teatro Eva Herz.
Esta nova filial carioca, que ocupará área do antigo Cine Vitória, também terá um auditório do Teatro Eva Herz.
Camaçari, na Bahia, atrai € 645 milhões em mais duas fábricasBrasil Economico 09.11.2011 - Basf estima colocar a planta em funcionamento no final de 2014.
Dono do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, o município baiano de Camaçari deve ganhar oficialmente mais dos investimentos de envergadura neste mês.
Dono do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, o município baiano de Camaçari deve ganhar oficialmente mais dos investimentos de envergadura neste mês.
Os baianos esperam que a fabricante de vidros e espelhados Cebrace oficialize na quinta-feira (10/11) a construção, na cidade, de sua sexta fábrica no Brasil.
O empreendimento deve ser anunciado durante a inauguração do centro de distribuição (CD) do grupo em Simões Filho (BA) - perto do Porto de Arutu.
Joint venture entre a japonesa NSG/Pilkington e a francesa Saint-Gobain, a Cebrace vai investir € 145 milhões na planta de vidros planos destinados à construção civil e à indústria automotiva.
A fábrica terá capacidade para produzir 800 toneladas por dia a partir do início de 2013, quando deve entrar em operação.
Outro polo: Outro foguetório está sendo preparado para o lançamento da pedra fundamental de uma fábrica da gigante alemã Basf em Camaçari.
Fala-se em investimento superior a € 500 milhões.
Prevista para o dia 24, a cerimônia marcará a criação do Polo Acrílico da Bahia.
A planta vai produzir 160 mil toneladas anuais de ácido acrílico, usada em matérias-primas para fabricantes de fraldas, resinas acrílicas, adesivos e produtos têxteis.
Prevista para o dia 24, a cerimônia marcará a criação do Polo Acrílico da Bahia.
A planta vai produzir 160 mil toneladas anuais de ácido acrílico, usada em matérias-primas para fabricantes de fraldas, resinas acrílicas, adesivos e produtos têxteis.
A Basf estima colocar a planta em funcionamento no final de 2014.
Anadarko encontra petróleo em poço próximo da costa brasileiraExame 09.11.2011 - Empresa anunciou nesta quarta-feira que o poço foi perfurado até a profundidade total de cerca de 16 mil pés na bacia de Campos.
A companhia disse que a descoberta irá aumentar sua estimativa anterior sobre os recursos do campo de Itaipu.
A Anadarko Petroleum Corp disse que um de seus poços de exploração encontrou petróleo na bacia de Campos, próximo da costa brasileira.
A Anadarko Petroleum Corp disse que um de seus poços de exploração encontrou petróleo na bacia de Campos, próximo da costa brasileira.
A Anadarko anunciou nesta quarta-feira que o poço foi perfurado até a profundidade total de cerca de 16 mil pés (cerca de 5,3 mil metros) e 4.600 pés de água, e encontrou uma coluna de petróleo de cerca de 58 pés líquidos no reservatório do pré-sal. A companhia disse que a descoberta irá aumentar sua estimativa anterior sobre os recursos do campo de Itaipu.
A Anadarko, através de uma subsidiária integral, detém 33,3 por cento de participação no campo. A BP opera o bloco com uma participação de 40 por cento e a Maersk Oil detém 26,7 por cento de participação.
ANP não define prazo para novas licitações de blocos de petróleoFolha 09.11.2011 - A falta de licitações de blocos de petróleo reduziu em 30%, desde 2008, a área sob concessão no país. Os dados são da ANP. Se até o fim do próximo ano não ocorrerem novos leilões, a área cairá ainda mais e representará menos da metade dos atuais 320 mil quilômetros quadrados.
A descoberta do pré-sal e as mudanças de regras do setor -em tramitação no Congresso- postergaram a realização de novas licitações, o que é alvo de crítica das petroleiras.
Ontem, o diretor da ANP Florival Rodrigues de Carvalho não indicou prazo para um novo leilão -nem mesmo para áreas fora do pré-sal. Carvalho sinalizou, porém, que a ANP pode flexibilizar a exigência de encomendas a empresas brasileiras feitas pelas companhias do setor.
"Vamos trabalhar o conteúdo local com base no diálogo. Não vamos tratar da questão com o chicote na mão." Segundo Carvalho, a agência está aberta a possíveis mudanças. Atualmente, a exigência de conteúdo local gira em torno de 60% do total investido nos campos. De acordo com a ANP, as rodadas de licitação de 2001 a 2006 geraram investimentos de R$ 40 bilhões -R$ 27 bilhões corresponderam a compras de bens e serviços no Brasil.
Lucro da Ambev recua 9,5% por variação cambialBrasil Economico 09.11.2011 - No Brasil, o volume de cerveja teve expansão de 1,7% no trimestre, com 20,6 milhões de hectolitros vendidos.
Aumento das despesas financeiras por conta da variação cambial impactou o desempenho da empresa no terceiro trimestre deste ano.
A Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) reportou lucro líquido de R$ 1,645 bilhão no terceiro trimestre deste ano, valor 9,5% inferior ao ganho de R$ 1,817 bilhão observado um ano antes.
O desempenho refletiu o aumento nas despesas financeiras, ocorrido principalmente pelo impacto da desvalorização cambial sobre transações realizadas entre empresas do grupo Ambev e indexadas em dólares americanos e canadenses.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 306,3 milhões no terceiro trimestre, contra um saldo positivo de R$ 48,1 milhões em igual época do ano passado.
"É importante ressaltar que o impacto da desvalorização cambial sobre as transações intercompany no trimestre não tem nenhum efeito-caixa para a companhia", afirmou em comunicado Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e relação com investidores.
O volume total de vendas atingiu 39,9 milhões de hectolitros no terceiro trimestre de 2011, alta de 1,6% em comparação com o mesmo trimestre de 2010.
Deste total, as vendas de cerveja chegaram a 28,6 milhões de hectolitros (aumento de 0,2%) e as de refrigeNac (não-alcoólicos e não-carbonatados) a 11,3 milhões de hectolitros (crescimento de 5,4%).
No Brasil, o volume de cerveja teve expansão de 1,7% no trimestre, com 20,6 milhões de hectolitros vendidos.
Com isso, a receita líquida da companhia cresceu 10,6% em relação terceiro trimestre de 2010, para R$ 6,374 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) normalizado somou R$ 2,952 bilhões entre julho e setembro deste ano, o que representa um aumento de 11,2% frente ao mesmo período de 2010.
Com isso, a receita líquida da companhia cresceu 10,6% em relação terceiro trimestre de 2010, para R$ 6,374 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) normalizado somou R$ 2,952 bilhões entre julho e setembro deste ano, o que representa um aumento de 11,2% frente ao mesmo período de 2010.
Expectativa: Para 2012, a Ambev espera se beneficiar do forte crescimento da renda disponível no Brasil, resultado do já antecipado aumento do salário mínimo no país no início do ano que vem, que será de 7,5% em termos reais e deverá alavancar a indústria com maiores taxas de crescimento.
De acordo com a companhia, o plano divulgado de investimento de até R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2011 continua em andamento, sendo que já foram investidos cerca de R$ 2,1 bilhões até a data.
Lucro líquido das Empresas Randon cai 5,1% no terceiro trimestreJCRJ 09.11.2011 - As Empresas Randon registraram lucro líquido consolidado de R$ 62,9 milhões no terceiro trimestre, 5,1% inferior ao de igual período de 2010. A receita líquida consolidada, por sua vez, foi de R$ 1,1 bilhão no trimestre, 8,8% superior àquela de igual trimestre do ano passado e a receita bruta total, incluindo as vendas entre empresas, somou R$ 1,7 bilhão, 10,4% superior aos meses correspondentes de 2010. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado atingiu R$ 136 milhões no terceiro trimestre de 2011, queda de 7,7% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
“As margens e os resultados refletem pontualmente a equação que envolve vendas em ritmo acelerado, mudanças no mix de produto, aumento de custos e ajustes de estoque”, explica o diretor corporativo e de Relações com Investidores das Empresas Randon, Astor Milton Schmitt. Nos nove meses de 2011 o conglomerado obteve alta de 17% na receita bruta total em comparação a igual período de 2010, enquanto a receita líquida consolidada atingiu R$ 3,1 bilhões, 16,3% a mais em relação a janeiro-setembro do ano passado e o lucro líquido consolidado ficou em R$ 218,9 milhões, crescimento de 29,2%. O Ebitda foi 11,9% superior e chegou a R$ 451,7 milhões até setembro. No mercado externo também houve bom desempenho e a receita das exportações no período janeiro-setembro de 2011 totalizou US$ 205,8 milhões, um avanço de 15% em comparação a igual período do ano passado. No terceiro trimestre, as vendas consolidadas para o exterior chegaram a US$ 75,6 milhões, aumento de 13,8% sobre igual período de 2010. As exportações das Empresas Randon representaram 10,8% da receita líquida consolidada nos nove meses de 2011 contra 11,9% de janeiro a setembro de 2010.
Usiminas perde da Gerdau na renda fixa com venda menor de carrosExame 09.11.2011 - Produção de automóveis no Brasil reduz a demanda de aço, afetando os custos de captação da empresa.
Os custos de captação da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA tiveram sua maior alta em um mês em relação à sua concorrente Gerdau SA à medida que a produção de carros no Brasil reduz a demanda de aço pela indústria automobilística. Os títulos em dólar da Usiminas com vencimento em 2018 rendem 3 pontos-base menos do que a dívida de prazo similar da Gerdau, comparado a 67 em 6 de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em 3 de novembro, os títulos da Usiminas renderam 2 pontos-base, ou 0,02 ponto percentual, acima dos da Gerdau. A 5,37 por cento, os papéis da Usiminas rendem 74 pontos-base menos do que a dívida de empresa de metais e mineração de países emergentes, ante 121 em 6 de outubro, segundo dados do JPMorgan Chase & Co.
Os custos de captação da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA tiveram sua maior alta em um mês em relação à sua concorrente Gerdau SA à medida que a produção de carros no Brasil reduz a demanda de aço pela indústria automobilística. Os títulos em dólar da Usiminas com vencimento em 2018 rendem 3 pontos-base menos do que a dívida de prazo similar da Gerdau, comparado a 67 em 6 de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em 3 de novembro, os títulos da Usiminas renderam 2 pontos-base, ou 0,02 ponto percentual, acima dos da Gerdau. A 5,37 por cento, os papéis da Usiminas rendem 74 pontos-base menos do que a dívida de empresa de metais e mineração de países emergentes, ante 121 em 6 de outubro, segundo dados do JPMorgan Chase & Co.
A demanda por aço das unidades brasileiras de Volkswagen AG e General Motors Co. está em queda com o Banco Central procurando conter os financiamentos para compra de automóveis, enquanto a economia brasileira desacelera. A Usiminas, que registrou uma baixa de 80 por cento no lucro do terceiro trimestre, é mais vulnerável à queda nas vendas de automóveis do que as concorrentes porque tem foco no fornecimento às montadoras, disse ontem Wilson Brumer, presidente da companhia. “Menos crédito significa menos venda de carro, aumento de estoques e redução da produção”, disse Klaus Spielkamp, operador de renda fixa da Bulltick Capital Markets, em entrevista por telefone de Miami, em 4 de novembro. Os títulos da Usiminas rendem 239 pontos-base a mais do que os bônus do governo brasileiro com vencimento em 2019, comparado a uma diferença de 220 pontos-base no começo do mês, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Setor automotivo: A produção de veículos encolheu 9,5 por cento em outubro na comparação anual e as vendas recuaram 7,5 por cento, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores em 7 de novembro. As vendas da Fiat SpA, que liderou o mercado no mês passado com 22 por cento de participação, caíram 8,6 por cento. Volkswagen e GM, respectivamente segunda e terceira maiores montadoras no País, registraram quedas de 15 por cento. Em dezembro, o BC elevou o depósito compulsório e as exigências de reserva de capital para desacelerar o ritmo de expansão do crédito e evitar a formação de uma bolha no setor.
O lucro da Usiminas no terceiro trimestre diminuiu para R$ 103 milhões em relação aos R$ 514 milhões de um ano antes. A receita líquida recuou 7,4 por cento para R$ 3 bilhões, ao passo que o custo dos produtos vendidos avançou 8,7 por cento, de acordo com o balanço divulgado ontem.
Copa do Mundo: Um representante da Usiminas em Belo Horizonte, que pediu para não ser identificado devido à política interna, se negou a comentar o desempenho dos títulos.
A Gerdau é menos vulnerável ao desaquecimento do mercado de automóveis porque é focada em aços longos, usados na construção civil, disse Spielkamp, da Bulltick. A companhia se beneficia da demanda por seus produtos para a construção de estádios e instalações para sediar a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, disse ele.
Um representante da Gerdau em Porto Alegre, que pediu para não ser identificado, se negou a comentar porque a empresa está em período de silêncio antes da divulgação de seus resultados.
Em 10 de novembro, a Gerdau deve apresentar uma queda de 30 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 374,1 milhões, de acordo com a estimativa média de oito analistas ouvidos pela Bloomberg.
Perspectiva de classificação: A classificação de risco da Usiminas é sustentada por sua estrutura de capital “conservadora” e pelo perfil da dívida, de prazo mais longo, disse Jay Djemal, analista da Fitch Ratings em Chicago, em comentário enviado por e-mail. O plano da empresa de ser autossuficiente em matéria-prima já em 2015 vai ajudá-la a conter custos e melhorar margens, disse ele.
Fitch Ratings classifica a companhia em BBB-, o nível mais baixo da escala de grau de investimento.
A Moody’s revisou a perspectiva para a nota Baa3 da Usiminas de estável para negativa em 28 de setembro, citando a deterioração dos fundamentos para o mercado doméstico e global de aço e os resultados operacionais “fracos” da empresa ao longo de vários trimestres.
A Moody’s revisou a perspectiva para a nota Baa3 da Usiminas de estável para negativa em 28 de setembro, citando a deterioração dos fundamentos para o mercado doméstico e global de aço e os resultados operacionais “fracos” da empresa ao longo de vários trimestres.
Crise global bate às portas das siderúrgicas e afeta lucroDCI 09.11.2011 - A crise global já bate à porta das siderúrgicas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) da Usiminas despencou 53% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010, totalizando RS 343 milhões. O lucro líquido mergulhou ainda mais, chegando a 70%, em igual período, num total de R$ 154 milhões.
"Os resultados do período estão muito aquém do que gostaríamos", afirmou ontem o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, em teleconferência com analistas. O executivo creditou a desaceleração da empresa à diminuição dos pedidos e ao aumento dos custos fixos, além da redução da atividade econômica do Brasil no período. A produção de aço bruto de julho a setembro foi de 1,55 milhão de toneladas, queda de 20% comparado a igual período de 2010.
Socopa aposta em nova ferramenta para celularValor 09.11.2011 - Apesar do ano difícil para o mercado acionário doméstico, com queda 14,83% do Índice Bovespa e redução do número de pessoas físicas na bolsa, as corretoras locais continuam a lançar ferramentas e serviços para tentar conquistar - e manter - os investidores de varejo. Um dos exemplos é a corretora Socopa, que acaba de lançar uma ferramenta de negociação on-line projetada especificamente para os chamados "dispositivos móveis", ou seja, telefones celulares com serviços sofisticados, como o BlackBerry e o iPhone, da Apple. "Já tínhamos um serviço móvel, mas resolvemos lançar uma versão mais atual porque surgiram novas tecnologias", diz Rogério Manente, gerente de home broker da Socopa. Por meio de um celular com acesso à internet, o investidor pode entrar no site da corretora (www.socopa.com.br) e utilizar a ferramenta para conferir cotações, enviar ordens de compra e venda, ler notícias em tempo real, entre outros serviços. Com o novo sistema operacional, há também a possibilidade de operar, por telefone, ligando para o 0800 da Socopa, que reconhece a voz do investidor.
Desenvolvida internamente pela própria Socopa, a ferramenta traz o mesmo layout e ambiente operacional do home broker da corretora. Segundo Manente, essa é a principal diferença entre o serviço da Socopa e dos concorrentes. "As outras corretoras terceirizam o desenvolvimento e acabam entregando ao cliente uma ferramenta móvel com um ambiente diferente daquele do home broker", afirma.
Hoje, os investidores da Socopa, diz Manente, utilizam a plataforma móvel muito mais para consultar cotações e ler o noticiário econômico que para realmente comprar e vender ações. Embora espere um aumento do número de transações fechadas pelo celular, Manente ressalta que a adoção do nova ferramenta não significa que a Socopa mire uma migração das operações para a ferramenta móvel. "O objetivo é oferecer a possibilidade de o cliente utilizar o telefone para negociar caso necessite", afirma o gerente da Socopa. "O investidor talvez precise operar apenas uma vez em no ano pelo telefone, mas isso pode fazer a diferença para ele."
Com 17 mil clientes ativos e na 7ª posição no ranking de home broker da bolsa, a Socopa aposta na dobradinha corretagem competitiva e serviços para crescer. Hoje, a corretora cobra taxa fixa de R$ 7 por ordem no mercado de ações e opções (contratos que dão direito a comprar ou vender uma ação no futuro a um preço preestabelecido). E os clientes do home broker que realizarem pelo menos uma operação de compra ou venda no mês não pagam taxa de custódia.
Manente reconhece que o ano não tem sido fácil para as corretoras, mas diz que houve uma reação do ritmo de número de cadastros nos últimos três meses. Ele acredita que basta uma recuperação da bolsa nos próximos meses para que a pessoa física volte a se interessar pelo mercado acionário. Somente neste ano, até outubro, pelo menos 22 mil pessoas físicas já deixaram a bolsa.
No momento, a Socopa está revisando as próprias projeções de crescimento, já que as estimativas da corretora estavam baseadas na meta da BM&FBovespa, já abandonada, de ter 5 milhões de pessoas físicas até 2014. "Mas continuamos apostando no crescimento do mercado de home broker, é só uma questão de tempo", afirma Manente. "Se a taxa Selic continuar caindo, é claro que o investidor vai buscar alternativas e acabará escolhendo a bolsa", avalia.
Polo e CSHG enviam carta ao BNP sobre recesso na OiValor 09.11.2011 - As gestoras de recurso Polo Capital e Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), acionistas do grupo Oi, enviaram ontem uma carta ao banco de investimentos BNP Paribas, eleito em assembleia para preparar o laudo de avaliação que determinará o valor para o direito de recesso dos detentores de Telemar Norte Leste PNA, por conta da reestruturação societária do grupo.
O recesso é o direito dos acionistas que discordarem da transação de vender os papéis à companhia. No caso da Telemar Norte Leste, o estatuto determina que esse pagamento seja feito com base no valor econômico da empresa, daí a necessidade do laudo. A carta alerta ao banco sobre a possibilidade de os acionistas adotarem as "medidas cabíveis para assegurar a apuração do valor econômico justo da companhia". No documento, as gestoras chamam atenção para ativos como a empresa de cabos submarinos Globenet, a companhia de rede metropolitanas Metrored e o call center - controladas pela Oi por meio da Brasil Telecom - e também o portal iG. Segundo a carta, os laudos recentes referentes ao processo de reestruturação ignoraram esses bens, distorcendo os valores alcançados
O BNP Paribas foi aprovado para realização do laudo, em assembleia de 3 de novembro, após o Citibank ter declinado de entregar uma avaliação para essa finalidade, conforme chegou a ser contratado, após receber uma carta também da gestora Polo Capital. A troca de avaliadores resultou numa demora maior para a concretização da reorganização, que culminará com a incorporação de todas as empresas listadas do grupo pela Brasil Telecom - que será renomeada de Oi S.A. Com isso, o grupo terá apenas duas espécies de ações negociadas em bolsa, ordinárias e preferenciais. Consultada, a Oi não quis se pronunciar.
A Polo Capital argumentou que já foram realizados cinco laudos no âmbito dessa reestruturação (embora para finalidades diversas) e que nenhum considerou esses ativos, além de terem utilizado premissas semelhantes, fornecidas pela Oi. "Os ativos que não são 'core business' não foram avaliados", disse. Contudo, segundo a gestora carioca, em dezembro, a Oi forneceu avaliações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre tais ativos, para suportar estimativas de amortização de ágio. Por isso, a decisão de alertar ao BNP sobre tais análises já existentes.
Nesta semana, também circulou carta direcionada à Oi e à CVM de um grupo de minoritários, coordenado pelo agente autônomo do Distrito Federal Demetrius Lucindo, de apoio à reorganização e aos termos propostos pela companhia. No documento, esse grupo defende que o valor econômico para o recesso deveria tomar como base a avaliação utilizada para a entrada da Portugal Telecom no capital do grupo, equivalente a R$ 36 bilhões - o que resultaria num valor de cerca de R$ 104 por ação.
A expectativa do mercado, com base em quatro dos cinco laudos realizados, é que a avaliação fique próxima de R$ 70 por ação. Ontem, as ações fecharam a R$ 59,59.
Brasil fica atrás da Argentina em uso de internet em celular, diz estudoFolha 09.11.2011 -Apesar do avanço do consumo de tablets, smartphones e uso de internet em celulares no país, a participação da troca de dados na receita das operadoras ainda é considerada baixa no Brasil. O uso dos aparelhos para funções como e-mails, acesso à internet, envio de torpedos e GPS resiste em avançar no país devido ao foco que as operadoras dedicam aos pacotes de voz, segundo Erasmo Rojas, diretor da 4G Américas, associação de provedores de serviços e fabricantes.
"No Brasil, há uma briga por minutos de voz. Mas os brasileiros estão comprando mais aparelhos que os outros. Com uma boa cobertura, pacotes e preços adequados, isso tende a mudar", diz Rojas. O volume de aparelhos com internet móvel supera os 30 milhões no país, segundo a Anatel. O número é quase o dobro de 12 meses atrás. Apesar do crescimento, apenas 18% da receita gerada por celulares no Brasil tem origem na troca de dados, segundo a 4G Américas. A média da América Latina é de 22%. O Brasil ainda está longe dos argentinos, que lideram o ranking com 42%, segundo a 4G. O país vizinho se aproxima de ter receita com dados e voz na mesma proporção. A Venezuela registra 35%.
"O Brasil usava menos SMS e outros serviços para baixar música e jogos. Esses serviços se desenvolveram menos aqui devido ao foco das operadoras e a outras questões", afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco.
Microsoft monta centro de dados para OfficeValor 09.11.2011 - Kirk Koenigsbauer, da Microsoft: privacidade é 'arma' para enfrentar Google.
Com um centro de dados instalado em solo brasileiro, a Microsoft anunciou ontem o lançamento do Office 365, a versão para internet do pacote de programas que virou um dos símbolos da companhia americana. Lançado internacionalmente em junho, o 365 é um dos passos mais ousados da Microsoft para competir contra o Google e outras companhias no mercado de computação em nuvem, modelo no qual programas de computador são acessados pela web. A transição para o modelo de computação em nuvem tem sido um dos grandes desafios da Microsoft nos últimos anos. A Companhia, que desde os anos 70 fez fortunas vendendo licenças de uso de seus softwares, investiu bilhões de dólares para adaptar-se a um modelo no qual os clientes fazem pagamentos periódicos para usar essas ferramentas.
Com um centro de dados instalado em solo brasileiro, a Microsoft anunciou ontem o lançamento do Office 365, a versão para internet do pacote de programas que virou um dos símbolos da companhia americana. Lançado internacionalmente em junho, o 365 é um dos passos mais ousados da Microsoft para competir contra o Google e outras companhias no mercado de computação em nuvem, modelo no qual programas de computador são acessados pela web. A transição para o modelo de computação em nuvem tem sido um dos grandes desafios da Microsoft nos últimos anos. A Companhia, que desde os anos 70 fez fortunas vendendo licenças de uso de seus softwares, investiu bilhões de dólares para adaptar-se a um modelo no qual os clientes fazem pagamentos periódicos para usar essas ferramentas.
As primeiras iniciativas nesse sentido foram o Business Productivity Online Suite (BPOS) e o Azure, lançados em 2008 e 2009, respectivamente. Com o Office 365, que substitui o BPOS, a Microsoft dá mais um passo para consolidar sua presença nesse mercado. Pacote de programas respondeu por quase metade do lucro operacional da companhia em 2010
De acordo com Kirk Koenigsbauer, vice-presidente da divisão Office da Microsoft, o Brasil tem sido um dos países com maior adoção das ofertas da companhia na nuvem. Desde que foi lançado no país, em junho de 2010, o BPOS atingiu a marca de 150 mil usuários. O país ficou atrás apenas dos Estados Unidos no ritmo de adoção do sistema. Com a chegada do Office 365, o BPOS deixa de existir e todos os clientes serão migrados para o novo produto. Os preços do serviço, por usuário, começam em US$ 6 para empresas de pequeno e médio portes e em US$ 2 para grandes grupos.
De acordo com Koenigsbauer, foi esse crescimento acelerado no Brasil que motivou a Microsoft a investir em um centro de dados local. "Não temos infraestrutura em todos os países onde atuamos. A abordagem é mais regional. Mas pelo crescimento do país, decidimos que o investimento era necessário para garantir a qualidade do serviço", disse o executivo em entrevista ao Valor. Koenigsbauer não quis revelar o valor investido, a estrutura, nem a localização do centro de dados local. De acordo com ele, manter segredo sobre essas informações é uma forma de garantir a segurança dos dados que trafegam pela infraestrutura.
Segundo Koenigsbauer, o modelo de nuvem aumenta os custos da Microsoft, que passa a ter que investir na manutenção de centros de dados e pessoal especializado em todo o mundo, mas, ao mesmo tempo, tem o potencial de aumentar a receita da companhia com serviços, uma atividade que oferece melhor rentabilidade no setor de tecnologia da informação (TI). "Antes, nós vendíamos o produto e tínhamos pouco contato com o nosso cliente. Agora, temos a oportunidade de estar sempre com eles", disse.
Aos 24 anos, o Office e seus programas - Word, Excel, PowerPoint e Exchange - tornaram-se referências para a produção de textos, planilhas, apresentações e envio de e-mails. A linha de produtos também se firmou como uma das principais fontes de receita da Microsoft: no ano fiscal 2010, o produto sozinho foi responsável por quase metade do lucro operacional de US$ 24 bilhões da companhia.
No Brasil, o pacote tem 92% de participação entre as empresas, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). A hegemonia, no entanto, começa a ser desafiada pelo crescimento de participação do Google em algumas áreas. O sistema de e-mail da companhia, por exemplo, vem crescendo e já é usado por 5% das empresas no país, segundo a FGV.
Koenigsbauer disse ao Valor que, além de questões técnicas, a oferta da Microsoft apresenta outro grande diferencial na comparação com o concorrente: a privacidade. "Nós não somos uma empresa de publicidade. Que companhia quer alguém olhando as suas informações para poder vender anúncios?" Procurado pelo Valor para comentar, o Google não encontrou um porta-voz até o fechamento desta edição.
Mas, a investida na nuvem não significa que a Microsoft pretende abandonar o modelo de venda de licenças. Segundo Koenigsbauer, nem todas as empresas estão preparadas para usar o modelo. "Adotar sistemas na nuvem não é uma obrigação. Cada companhia fará isso no seu próprio tempo", disse. Segundo a consultoria americana Bain & Company, os gastos com a nuvem em todo o mundo saltarão dos atuais US$ 20 bilhões para cerca de US$ 150 bilhões em 2020, representando 8% de todos os gastos com tecnologia.
Private Equite e LuxoFolha 09.11.2011 -A britânica Tamara Mellon, fundadora da sofisticada grife de sapatos Jimmy Choo e atual CCO (sigla em inglês para principal executiva da área de criação) da marca, afirma estar animada com as perspectivas para o Brasil. "Nossa loja recentemente aberta aqui é muito bem-sucedida", diz ela em passagem por São Paulo. "Não posso divulgar números [de resultados], mas vai muito bem, pois os clientes aqui entendem [de moda] e as mulheres são muito sexy." Segundo Mellon, há mercado para outras lojas, inclusive uma apenas dedicada aos homens, nos moldes da recém-aberta filial de Londres. "Mas ainda não tenho datas", afirma.
"Está todo mundo olhando para o Brasil, além da China", diz Mellon. E como vai a vida depois da venda da Jimmy Choo para o fundo de private equity Labelux? "Fantástica, eles estão nisso com perspectiva de longo prazo. São uma família, não exigem altos retornos e entraram para ficar." Se não fosse assim, não recomendaria fazer negócio nessa área com private equity, diz. "É um modelo de engenharia financeira muito difícil de se aplicar em moda e em luxo." Quão longo é esse prazo? "Dez, 20 anos", responde. Para a próxima coleção primavera-verão, o "look" será anos 50 e 70, diz Mellon, que, antes de criar a grife, foi editora da revista Vogue do Reino Unido.
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