terça-feira, 22 de novembro de 2011

Azul.CA.22.11

Daily News


Nestlé: País mostra mudança no perfil de consumo de café
Exame 22.11.2011 - A empresa lançou a linha Nescafé Dolce Gusto no Brasil em março de 2009 e hoje a linha representa 15% do faturamento da unidade de café da Nestlé
Hoje, a matéria-prima para as bebidas da linha é comprada no Brasil, mas as cápsulas são produzidas na Espanha e Inglaterra
Conquistar os consumidores brasileiros para um novo conceito de se tomar café é uma tarefa difícil, mas já se percebe uma mudança, contou a diretora da unidade de Café da Nestlé, Lilian Miranda. A empresa lançou a linha  Nescafé Dolce Gusto no Brasil em março de 2009 e hoje a linha representa 15% do faturamento da unidade de café da Nestlé, que conta com o café instantâneo Nescafé.
"Levar uma experiência diferente ao consumidor brasileiro de café é um processo lento, mas está mais rápido do que esperávamos. O aumento de renda da população tem uma influência grande nesse movimento, mas a  aceitação aos nossos produtos está sendo muito boa. Desde setembro, o Brasil é o principal país em vendas de Dolce Gusto, superando México e Estados Unidos", disse a executiva, em coletiva de imprensa hoje para  apresentação dos itens para o período natalino, sem citar números da unidade e vendas da linha. A empresa lançou a linha Dolce Gusto primeiramente em São Paulo e nas capitais do Sul, com o objetivo de expandir sua  atuação em dois anos, mas teve de atingir outros Estados em um ano.
Hoje, a matéria-prima para as bebidas da linha é comprada no Brasil, mas as cápsulas são produzidas na Espanha e Inglaterra. "Para começar a ser produzida no País teríamos que ter um volume vendido que valesse a pena  os investimentos que seriam feitos nas nossas unidades no País", explicou, "O que já vendemos de cápsulas desde o lançamento até agora dá para preencher o caminho de São Paulo até Manaus", disse a executiva, sem  citar o volume de vendas da linha. Segundo ela, as máquinas também são produzidas no exterior, por fabricantes alemães e chineses, mas a Nestlé possui parceria com a Arno para distribuição e assistência técnica. "Dez  meses depois do lançamento da linha Nescafé Dolce Gusto, a Nestlé virou líder de vendas em máquinas de café expresso", disse Miranda.

Ações da Netflix desabam após previsão pessimista para 2012
Reuters 22.11.2011 - As ações da Netflix chegaram a cair mais de 7% nesta terça-feira após a companhia ter alertado sobre possíveis perdas para 2012, uma estimativa que levou analistas de Wall Street a cortarem seus preços-alvo para a companhia de aluguel online de filmes e de entrega de DVDs.  Analistas da Caris, Janney, UBS e Wedbush Securities cortaram seus preços-alvos para a Netflix, citando as previsões da empresa. A companhia havia antecipado, primeiramente, perdas apenas para o primeiro trimestre de 2012.  O problema, segundo a locadora virtual, é que ela recentemente perdeu um "significativo" número de clientes, que não gostaram de decisões da companhia como aumentar seus preços e dividir seus negócios de streaming (transmissão pela Internet) e de entrega de DVDs, uma estratégia que mais tarde foi abandonada.  As ações da companhia caíam 2,1% às 14h54 (horário de Brasília) na Nasdaq, após terem se desvalorizado em até 7% na abertura do pregão.
"Se não revertermos o sentimento negativo do consumidor sobre nossa marca, se continuarmos a experimentar significativos cancelamentos de clientes e um declínio em adições de assinantes, nossos resultados operacionais, incluindo fluxo de caixa, terão impacto adverso", acrescentou.
Até começar a conquistar mais assinantes, a empresa disse que a receita trimestral ficaria relativamente estável. Para 2012, isso representa um prejuízo.
O ajuste das previsões da Netflix veio em um comunicado na noite de segunda-feira, no qual a empresa afirma que levantou R$ 400 milhões em capital novo com venda de dívida conversível para seu apoiador de longo prazo, a Technology Crossover Ventures, e ações a fundos gerenciados pela T.Rowe Price.

Embraer anuncia a venda de 15 jatos para a BOC Aviation
JCRJ 22.11.2011 - A Embraer informou nesta terça-feira (22) que assinou um contrato com o BOC Aviation, empresa de leasing de aeronaves com sede em Singapura, para a venda de 15 jatos Embraer 190. As entregas  estão previstas para acontecerem entre o quarto trimestre de 2012 e 2014. O BOC Aviation é a mais nova empresa de leasing cliente da Embraer. O jato E190 é particularmente atrativo para empresas de leasing de aeronaves devido à versatilidade operacional e comprovada adaptabilidade a uma  ampla variedade de modelos de negócios de companhias aéreas em todo o mundo. “A expertise, experiência e presença de mercado do BOC Aviation oferecerão às companhias aéreas, nossos clientes mútuos, uma maior variedade de oportunidades de financiamento para que continuem expandindo suas  frotas de E-Jets. Estamos honrados em ter o BOC Aviation como nosso mais novo parceiro no programa de E-Jets e esperamos, juntos, desenvolver este novo relacionamento", afirmou Paulo Cesar de Souza e Silva, vice- presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial.

Santander eleva receio de ‘fragmentação’ com busca por recursos
Exame 22.11.2011 - Banco vai vender uma fatia de 7,8% de sua unidade chilena. A transação é avaliada em US$ 1,02 bilhão. Charles Penty, da  Madri - Os esforços do Banco Santander SA para levantar capital, reforçados  pelo anúncio da venda de US$ 3 bilhões em ativos em um mês, aumentaram o receio de “fragmentação” da instituição entre investidores. O Santander vai vender uma fatia de 7,8 por cento de sua unidade chilena, o maior  banco do país em ativos, reduzindo sua participação para 67 por cento, disse a subsidiária com sede em Santiago em comunicado em seu website no dia 21 de novembro. A transação é avaliada em US$ 1,02 bilhão ao  preço de fechamento de ontem dos American Depositary Receipts da unidade chilena.
Além da operação no Chile, o banco espanhol, o maior da zona do euro em valor de mercado, disse que venderá participações no Santander Brasil e da unidade de crédito automotivo nos Estados Unidos. A instituição tenta  sanar uma falta de capital da ordem de 5,22 bilhões de euros (US$ 7,1 bilhões) identificada pelas autoridades reguladoras do sistema bancário europeu. A estratégia do presidente do conselho, Emilio Botin, de levantar  recursos através da venda de participações em suas unidades tem deixado alguns investidores inseguros. Para eles, o banco está abrindo mão de lucros no futuro com essas operações.
“É novamente efeito de sua fragmentação -- qualquer coisa para levantar capital”, disse Andrea Williams, que ajuda a administrar cerca de US$ 1 bilhão, incluindo ações do Santander, como chefe de renda variável da Royal  London Asset Management. “Eles podem argumentar que estão fazendo isso por questões de fluxo de caixa, mas isso é mais e mais fragmentação.”
Em 27 de outubro, o Santander disse que resolveria o problema de captação sem precisar vender ações ou cortar dividendos. O banco disse que vai trabalhar para atingir taxa de 10 por cento para exigência de capital, acima  dos 9 por cento mínimos exigidos pelos reguladores europeus.
Coelho na cartola: A recente venda de participação é “outra cartola, outro coelho”, disse Neil Smith, analista do WestLB AG em Dusseldorf, Alemanha, que tem recomendação “neutra” para o Santander. “Isso contribui para  conter a queda de capital, mas não acontece sem custo, na forma de abrir mão ainda mais do lucro futuro em potencial.”
Um porta-voz do Santander, que pediu para não ser identificado em obediência às regras do banco, não quis comentar para esta reportagem.
O Santander caía 0,5 por cento, para 5,35 euros, às 11:18 na bolsa de Madri, indicando valor de mercado de 45,8 bilhões de euros para a instituição. A ação acumula uma perda de 32 por cento neste ano.
Alguns analistas aplaudiram a estratégia do Santander de acumular capital por meio da venda de participações porque isso pode ajudar a evitar uma venda de ações, que diluiria os acionistas.
Promessas de reunião: A venda da participação no banco do Chile deve gerar ganho de 316 milhões de euros, acrescentando até 8 pontos-base à taxa de exigência de capital do Santander, que estava em 8,12 por cento,  segundo as regras da autoridade europeia, disse Alexander Pelteshki, analista do ING Groep NV. Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual.
“A transação no Chile ajudará a fortalecer o capital e vemos isso como positivo”, disse Pelteshki por telefone. “Queremos ver a administração cumprindo suas promessas.”
Em 21 de outubro, o Santander anunciou a venda de uma participação de 35 por cento em seu negócio de crédito automotivo nos EUA, por US$ 1,15 bilhão.
Em 17 de novembro, o Santander disse que poderia vender ações em sua unidade brasileira, elevando a fatia dos minoritários de 17,6 por cento para cerca de 26 por cento.
A venda de ações do Santander Brasil, que acumula perda de cerca de 40 por cento neste ano, levou Regina Longo Sanchez, analista do Itaú Unibanco Holding SA em São Paulo, a escrever em relatório que “esse evento  confirma nossa opinião que os investidores no Santander Brasil estão sujeitos a certos riscos relacionados aos controladores da unidade”.

Presidente da Louis Dreyfus fala de investimentos com Dilma
Valor 22.11.2011 - A presidente Dilma Rousseff recebe neste momento, no Palácio do Planalto, a presidente do Conselho de Administração do grupo Louis Dreyfus, Margarita Louis-Dreyfus. A conversa deve girar em torno  do plano de investimento da Louis Dreyfus Commodities (LDC) no Brasil. Margarita é viúva do ex-CEO Robert Louis-Dreyfus.  
Um dos maiores "players" de agronegócios mundial, a LDC deve aprovar um plano que prevê investimentos de R$ 7 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos, segundo informou a edição de hoje do Valor Econômico. O  volume de recursos é quase 120% superior aos aportes realizados entre 2006 e 2010 e maior do que os investimentos feitos ou previstos para outros países.  Na originação e comercialização de grãos e oleaginosas, sobretudo soja, a LDCA deve somar um volume de 5,1 milhões de toneladas no país em 2011 -- 300 mil acima de 2010. Outro recorde da multinacional de origem  francesa no Brasil está sendo quebrado na originação de algodão para exportações, que deve superar 250 mil toneladas em 2011 -- mais que o dobro do apurado em 2010. A LDC também deverá encerrar o ano como  principal exportadora de arroz do país, com cerca de 700 mil toneladas.
 
União deve bancar o risco cambial do projeto trem-bala
Valor 22.11.2011 - Governo pode garantir demanda no trem-bala. O governo federal poderá assumir o risco cambial para os investimentos na construção do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas. A ideia em  estudo é criar uma "blindagem" no financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será oferecido ao vencedor da licitação contra as variações do real até a entrada em operação do  trem-bala. Nas próximas semanas, os técnicos vão acertar os últimos detalhes do edital da primeira fase do leilão, a ser publicado em dezembro. A partir de conversas com grupos interessados no fornecimento da tecnologia  e no arrendamento da infraestrutura ferroviária, que serão objetos do leilão, o governo identificou a necessidade de definir três questões: o risco cambial, a garantia de demanda mínima e a forma de compensar o futuro  concessionário por atrasos na obra por motivos alheios à sua vontade.
O BNDES já foi autorizado a conceder empréstimo de até R$ 20 bilhões ao concessionário. Como todos os montantes relacionados ao empreendimento foram estipulados em 2008, a previsão é que o financiamento deve  ficar perto de R$ 25 bilhões em valores atualizados, estimam fontes ligadas ao Palácio do Planalto.
Todo o orçamento, na realidade, será atualizado pela inflação do período. Com isso, o valor total do projeto subirá de R$ 34,6 bilhões para cerca de R$ 40 bilhões. A tarifa na classe econômica, antes estimada em R$ 200,  deverá aumentar para R$ 240 a R$ 250.
Como boa parte dos equipamentos (material rodante e sistemas) será importada, os potenciais investidores fizeram chegar ao governo suas preocupações com o aumento de custos no caso de desvalorização do real. Para  os técnicos, é provável que os próprios investidores se encarreguem de encontrar proteção cambial, mas incluindo os custos do hedge nas propostas no leilão. Para minimizar esse repasse, a solução aventada pelo governo  é buscar uma forma de proteger os recursos emprestados pelo BNDES contra eventuais variações cambiais.
Outros instrumentos avaliados pelo governo para reduzir o risco para os investidores é dar garantia mínima de demanda e também criar formas de assegurar ao futuro concessionário que ele não terá prejuízos caso haja  atrasos no cronograma das etapas seguintes da licitação.

Petrobras não fará novos contratos de gás natural para termelétricas
Valor 22.11.2011 - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta terça-feira que a empresa não fará novos contratos de fornecimento de gás natural para usinas termelétricas. Segundo o executivo, a  Petrobras não tem garantias de que poderá fornecer o gás natural a partir de 2016. A declaração de Gabrielli contraria os empreendedores do setor, que devem participar do leilão para a contratação de novos  empreendimentos, marcado para o dia 20 de dezembro. O edital de licitação prevê o início da oferta de energia cinco anos após a licitação, ou seja, 2016.
“Não vamos fazer um contrato se não temos gás garantido”, afirmou Gabrielli, depois de participar do balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Ele alega que a Petrobras ainda não sabe se terá gás suficiente para atender a demanda das termelétricas. A partir da exploração das reservas do pré-sal, serão definidas a parcela da produção de gás que será destinada à  comercialização, e a parcela que será reinjetada no solo como parte do processo de extração do óleo.
Vazamento: Perguntado sobre o vazamento de óleo na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, Gabrielli se recusou a conceder qualquer declaração, alegando que a Petrobras não é a operadora do poço em que houve o  vazamento. Ele afirmou que, de modo geral, as empresas tendem a compartilhar mecanismos de prevenção de acidentes, pelo fato de que qualquer ocorrência desta natureza afetar toda a indústria do setor.

Spirit Style investe R$ 75 mil para desenvolver nova embalagem
MonitorMercantil 22.11.2011 - A Spirit Style investiu cerca de R$ 75 mil para desenvolver uma nova embalagem que irá revolucionar o mercado. Além disso, essa iniciativa irá proporcionar benefícios para os consumidores,  ou seja, seus ventiladores passam a ser vendidos pré-montados, o que reduz em cerca de seis minutos o processo de montagem que, segundo a empresa, passa a ser, apenas o encaixe das pás. Além disso, na hora da  compra o consumidor irá notar uma grande facilidade na hora da compra: o conjunto de produto e embalagem é muito leve e a nova alça plástica torna a tarefa mais simples ainda, principalmente para as mulheres, pois não  precisará de muita força para carregá-lo. Isso sem mencionar a segurança que ganhou uma atenção especial, com a embalagem totalmente vedada e, como o produto já vem montado, o risco de falta de peças é  praticamente nulo. Essa nova embalagem unificou todos os produtos da linha Spirit, além de ser totalmente ecológica. A empresa, cuja missão de inovar, buscando sempre a excelência de seus produtos e serviços, estima  fechar o ano com crescimento da ordem de 20% em seu faturamento.  “Além da linha de ventiladores de teto com duas e três pás, com 14 opções de cores, três modelos de design e sistemas de iluminação e modelos com  controle remoto, a empresa possui também uma linha de ventiladores de Torre, com as mesmas características de modernidade e eficiência. A Brizair, empresa que comercializa os produtos Spirit, também está lançando  este ano uma linha de produtos com nome próprio, com a intenção de difundir no mercado brasileiro as melhores opções de tecnologia em ventilação existentes no mercado mundial. Na série de inauguração dos produtos  Brizair, existem ventiladores do estilo coluna e circuladores de diversos diâmetros, oferecendo vários diferenciais no design e facilidades como controle remoto e até alimentação via USB, permitindo que, além da energia  elétrica, ventiladores pessoais possam ser ligados diretamente em PCs e notebooks. São projetos com apelo inovador, design arrojado e preocupação ambiental”, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL, Rodrigo Coura,  gestor de produtos da empresa, acrescentando que a Spirit atua nos mercados de Home Centers, atacados, lojas especializadas em iluminação e ventilação, varejo em geral, e-commerce. Além disso, diz, a empresa estuda  a abertura de suas operações para o Mercosul e México.
Com sede no Rio de Janeiro, a empresa vende seus produtos para quase todo o país, uma vez que possui revendas autorizadas nas regiões Sul, Sudeste Centro-oeste e Nordeste. Além disso, entrega seus produtos para  todos os estados da federação, através do e-commerce. O preço médio de seus produtos gira em torno de R$ 270. A empresa gera 35 empregos diretos e cerca de 140 indiretos.

Cyrela considera revisão de previsões para 2012
Valor 22.11.2011 - Em meio às previsões de crescimento menor da economia brasileira e continuidade da pressão de custos no próximo ano, a Cyrela Brazil Realty avalia a necessidade de revisão das projeções de  lançamentos e vendas para o próximo ano. Em reunião com analistas e investidores realizada hoje em São Paulo, o vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores José Florêncio Rodrigues afirmou que as  estimativas da incorporadora para 2012 estão em fase de consolidação por parte das divisões regionais e podem ser alteradas.
A projeção atual, avaliada por ele como “bastante factível”, é de lançamentos entre R$ 8,7 bilhões e R$ 9,8 bilhões. As vendas, por sua vez, estão estimadas entre R$ 8,0 bilhões e R$ 8,9 bilhões.
Florêncio reiterou que a empresa deve encerrar 2011 com lançamentos e vendas próximos ao piso das metas de R$ 7,6 bilhões e R$ 6,9 bilhões, respectivamente. Até o terceiro trimestre, foram lançados R$ 4,6 bilhões e  vendidos R$ 4,1 bilhões. O cenário macroeconômico utilizado para desenhar o planejamento do próximo ano contempla um crescimento do PIB entre 3% e 3,5%, com inflação dentro do teto de 6% estabelecido pelo Banco  Central. A empresa não espera restrições de crédito, por conta, principalmente, da política de redução da taxa Selic, que deve reduzir o custo dos financiamentos, estimulando a demanda por imóveis.
Os custos, no entanto, ainda devem pressionar. Essa pressão, porém, deve ser repassada aos preços, garantiu o diretor geral da Cyrela São Paulo, Ubirajara Spessoto, repetindo o mantra das construtoras brasileiras após o  estouro de custos que castigou as margens em 2010 e no início de 2011: “Não abriremos mão da rentabilidade em prol do crescimento”. Nesse sentido, ele descarta uma estratégia baseada em concessão de descontos.
A expectativa da empresa é de que retomar a margem na casa dos 30% em 2012. A previsão é de que o indicador fique entre 31% e 35% no próximo ano. No terceiro trimestre, a margem bruta da Cyrela foi de 28,6%,  abaixo dos 35,2% do mesmo período de 2010.
Florêncio acrescentou ainda que a empresa está preparada para enfrentar uma desaceleração mais expressiva da economia brasileira no próximo ano. “Se houver um contágio mais pronunciado da crise internacional, o que  achamos improvável, temos R$ 1,8 bilhão em caixa que nos permitem atravessar uma situação mais desfavorável com certa tranquilidade. É preciso estar preparado para todos os cenários”.

BR Foods põe o pé no freio e preocupa varejistas
Brasil Economico 22.11.2011 - José Antonio Fay, presidente da BR Foods: empresa quer evitar queima de estoques no pós-Natal.
Entrega de carnes especiais para o Natal, como tenders, chesters e perus, está em média 20% menor na comparação com o ano anterior e varejo teme falta de produto.
Algo mudou na política comercial da BRFoods, uma das maiores empresas nacionais do setor de alimentos processados e congelados.
Se até o ano passado as equipes comerciais de Sadia e Perdigão - as duas marcas que deram origem à BR Foods - tinham pressa para desovar produtos natalinos e pressionavam os varejistas a encher seus estoques de  chesters, tenders e perus, neste ano, eles parecem ter tirado o pé do acelerador.
Não é só o estilo devagar e sempre que tem cismado os varejistas. Os comerciantes desconfiam que a companhia tenha feito previsões de vendas mais comedidas de produtos natalinos para não correr o risco ficar  estocada e ter de queimar tudo nas promoções de janeiro, vendendo peru a preço de frango.
"Até o ano passado era comum que eles produzissem uma quantidade muito maior do que o mercado comprava. O peru é em exemplo. Agora, eles devem estar produzindo menos e pode faltar produto", diz Jovino Campos  Reis, presidente do grupo mineiro Bahamas, dono de 28 supermercados e duas lojas de atacarejo - formato que une no atacado e varejo no mesmo espaço.
Receber as encomendas de perecíveis como panetones e carnes em um curto espaço de tempo sempre desagradou aos varejistas, principalmente os de médio porte. Isto porque, no geral, eles não têm espaço suficiente  para armazenamento como as grandes redes. Mas, trabalhar com pequenas quantidades a pouco menos de um mês para a data mais importante do ano também não parece ser muito animador.
Tranquilidade: Em novembro de 2010, a rede paulista de supermercados Futurama já tinha recebido todas as encomendas feitas de produtos Sadia, mas este ano foi abastecida pela fabricante com apenas 20% dos  pedidos. Além disso, a divisão de produtos Perdigão parece não estar com pressa de fechar os pedidos de Natal, outra atitude bastante atípica.
"Temos uma reunião agendada com a Perdigão para esta semana. No ano passado, nesta mesma época, já tínhamos comprado tudo", diz Antonio de Souza, gerente da rede.
A postura mais tranqüila da BR Foods não tem sido privilégio somente das empresas de médio parte. Os grandes supermercadistas também sentem que as negociações com companhia esfriaram. O executivo de uma  grande rede de supermercados afirma que a companhia reduziu a pressão para a compra de carnes.
"Com a fusão, Sadia e Perdigão tiveram que ter um maior controle em relação à produção", diz. Procurada, a BRF Brasil Foods não se manifestou.
Promessa: O acordo firmado entre BRF Brasil Foods e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão teve uma série de exigências. Entre elas, ficou acertado a venda  de diversas marcas com o objetivo de manter a concorrência no segmento alimentício. Mesmo comprometida em se desfazer de parte da companhia, a BRF Brasil Foods segue com aquisições. Na semana passada, a  empresa comprou a fabricante de queijos Heloísa por R$ 122,5 milhões. "O segmento de queijo no Brasil é muito fragmentado e oferece uma ótima oportunidade para a consolidação do mercado", informa o relatório de  Gabriel Vaz de Lima, analista do Barclays Capital. A Heloísa pertencia ao grupo Vencedor, cuja sede fica em Terenos, em Mato Grosso do Sul. A empresa tem capacidade para processar 600 mil litros de leite por dia. É uma  aquisição pequena já que representará menos de 0,5% das vendas da BRF Foods, segundo Lima.

Maior rede do Centro-Oeste entra em São Paulo em 2012
Valor 21.11.2011 - Caseli, presidente da Avenida, centralizou distribuição em Campo Grande (MS). A Lojas Avenida, maior rede de vestuário da região Centro-Oeste, quer abrir a sua primeira unidade na cidade de São Paulo no próximo ano e,dessa forma, entrar no mercado ocupado por Renner, Riachuelo, C&A e Marisa. Dois contratos de aluguel de lojas em shopping centers estão em análise pelo comando para a abertura de dois pontos na cidade.
"Acredito que pelo menos uma loja será aberta em 2012. Hoje, temos duas propostas interessantes na mesa. Não vai dar para escapar disso, nós vamos abrir [pontos] aos poucos, no interior e na capital", disse Rodrigo Caseli, presidente da companhia e filho do fundador, Ailton Caseli. Com sede em Cuiabá (MT), a varejista já opera com um ponto de venda em shopping em Barretos (SP) há três meses, num projeto que serviu como espécie de teste da rede no Estado. Quanto às informações que circulam no setor de que uma das unidades a serem abertas seria uma loja de rua, Caseli nega essa possibilidade.
"Há ótimas opções em shoppings bem localizados que atendem a nossa clientela". Com previsão de chegar a 81 lojas em onze Estados até dezembro (eram 69 pontos em janeiro), a rede vende camisetas por menos de R$ 20 e edredon de casal por R$ 39,90, com público alvo nas classes C e D. Deve fechar neste ano com receita de R$ 300 milhões e crescimento médio de 26% nos últimos dez anos. A Marisa, com foco maior também nas classes C e D, vendeu R$ 1,3 bilhão até setembro. Há cerca de seis meses, a Avenida abriu seu escritório de compras no bairro do Morumbi, na zona sul da cidade de São Paulo, e reforçou a linha de frente da rede. Luiz Francisco Saragiotto e Sergio Barreto, ambos ex-C&A, foram contratados neste ano. Também terminou o processo de reestruturação do sistema de logística, com o fechamento de cinco centros de distribuição e a abertura há quatro meses de um em Campo Grande (MS), o único da varejista. Na cidade de São Paulo, para se descolar das concorrentes, a Avenida decidiu focar em um nicho de mercado menos explorado pelas outras cadeias. Vai ampliar a exposição de sua linha de cama, mesa e banho nas novas lojas. O grupo quer "fugir" da disputa pelo público jovem e do "mundo fashion" - a moda para o consumidor jovem já é amplamente explorado pelas grandes cadeias. No ramo de produtos têxteis para casa, uma das líderes de mercado é a Pernambucanas.
Paralelamente à iniciativa de entrar na capital paulista, Caseli tomou outra decisão: postergou o plano de entrada de um fundo de investimento na rede, com objetivo de dar fôlego maior ao crescimento orgânico e às aquisições. A empresa concluiu que esse passo poderia ser tomado cedo demais. "Precisamos crescer mais antes disso. Fizemos muitas mudanças na empresa que vão dar resultados e queremos colher os resultados antes de buscar um sócio. Então seremos maiores e negociaremos algo em outro patamar", diz Caseli.
O plano, no entanto, não foi engavetado. A ideia de se associar a um fundo continua de pé, e deve acontecer "mais para frente", diz Caseli, antes da abertura de capital, prevista para o ano de 2015, como a companhia já comentou no passado. "A entrada do fundo vai dar para nós uma musculatura maior para um IPO" (sigla em inglês para oferta inicial de ações).

SABMiller vai pagar mais por ação da Foster’s
NewsTrade 18.11.2011 - A cervejaria britânica SABMiller vai aumentar o preço a ser pago pelas ações da australiana Foster’s de 5,10 para 5,40 dólares australianos. As duas empresas comunicaram o reajuste depois que a  Foster’s não obteve a aprovação necessária para pagar aos seus acionistas um retorno de capital de US$ 0,30 por ação antes do fechamento da aquisição pela britânica SABMiller. Conforme acordo estabelecido entre as  duas cervejarias, a SABMiller vai arcar com os US$ 0,30 adicionais prometidos por ação. A SABMiller manteve a expectativa de que a aquisição seja concluída antes do final deste ano. As duas empresas chegaram a um  acordo sobre o valor de compra em setembro.

Pão de Açúcar reitera forte crescimento orgânico para 2012
Exame 21.11.2011 - O grupo fechará este ano com o plano de conversão de lojas concluído, aproveitando o desaquecimento do mercado em relação a 2010.
O presidente-executivo do Grupo Pão de Açúcar reiterou nesta segunda-feira que 2012 será o ano em que a varejista vai se concentrar fortemente em expansão orgânica das lojas, após priorizar a conversão de unidades  este ano. "O ano que vem é um ano de forte expansão orgânica. Seguramos a expansão este ano para reformular os formatos", disse Enéas Pestana a jornalistas após inauguração de um centro de alto rendimento esportivo  em São Paulo. A companhia já havia informado que planeja abrir cerca de 420 lojas nos próximos três anos, sendo a maior parte de unidades de pequeno formato, os chamados "supermercados de proximidade".
Segundo Pestana, o grupo fechará este ano com o plano de conversão de lojas concluído, aproveitando o desaquecimento do mercado em relação a 2010. "Esperávamos um 2011 melhor... aproveitamos para fazer a  readequação dos formatos", afirmou. Ao longo deste ano, a varejista converteu as lojas Compre Bem e Sendas para a bandeira Extra e redesenhou as unidades Assai, além de ter anunciado, há cerca de dez dias, a  conversão de unidades Extra Fácil para a marca Minimercado Extra. O executivo disse ainda que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste possuem elevado potencial para posicionamento do grupo, que conta hoje com 25 terrenos disponíveis. De acordo com Pestana, a integração de Casas Bahia ao grupo também estará concluída no próximo ano.
Em relação às vendas de final de ano, período mais importante para o varejo, ele afirmou que a companhia já apurou um movimento mais aquecido em novembro na comparação com os demais meses do ano e disse estar  "preparado em termos de tecnologia e logística" para atender a forte demanda. "Trabalhamos o ano inteiro para garantir este final de ano... estamos preparados para que não falte crédito, não falte produto", acrescentou.
Às 13h41, as ações do Pão de Açúcar exibiam queda de 2,24 por cento, a 58,61 reais. No mesmo horário, o Ibovespa mostrava perda de 1,9 por cento.
Centro esportivo: O Pão de Açúcar inaugurou nesta segunda-feira um núcleo de alto rendimento esportivo com investimentos de 4 milhões de reais voltado à avaliação e desenvolvimento de atletas de elite e formação de  profissionais do esporte, com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Localizado em uma aérea de 10 mil metros quadrados na cidade de São Paulo, o núcleo conta com laboratório, ginásio poliesportivo,  estrutura para praticas de salto com vara, pistas de atletismo, entre outras instalações. De acordo com a companhia, o núcleo conta com apoio de profissionais que vão atuar no suporte científico do diagnóstico de  desempenho e no treinamento específico para melhoria das equipes brasileiras antes das Olimpíadas de 2016 no Brasil.

Mania de grandeza
Estadão 21.11.2011 - Paulmann, fundador da maior rede de varejo do Chile, avança no Brasil e sonha em desbancar o Pão de Açúcar no País.
Don Horst - como gosta de ser chamado Horst Paulmann Kemna, fundador da rede varejista chilena Cencosud - é viciado em trabalho, tem mania de grandeza e ideias fixas. A descrição é de pessoas próximas ao  empresário, um imigrante alemão, naturalizado chileno. Sua mais nova obsessão é o Brasil, onde, na semana passada, fechou a compra da rede carioca Prezunic, por R$ 685,7 milhões (descontadas dívidas).
A sétima compra da empresa no País surpreendeu o mercado. Na única entrevista coletiva que concedeu no Brasil, em setembro, Paulmann havia dito que o interesse da rede era crescer por meio da abertura de novas lojas  - e não por aquisições. Mas, na verdade, já negociava com o Prezunic desde maio.  Com a rede carioca, os investimentos do Cencosud no Brasil chegam a US$ 1,663 bilhão desde 2007, ano em que aportou no País. Aqui, a  empresa passa a ter agora vendas estimadas em R$ 8,3 bilhões em 2011 e 314 lojas, incluindo supermercados, farmácias e lojas de eletrodomésticos. "Eles conseguiram incorporar a cultura do varejo brasileiro", diz o  analista Mauro Pacanowski. Muitos dos executivos das empresas compradas são mantidos pela companhia. O homem forte do Cencosud no Brasil, por exemplo, é Silvio Pedra, que chefiava o GBarbosa antes da venda aos  chilenos, há quatro anos.  O sonho de Don Horst, comenta-se no mercado, é chegar a ser a maior varejista do País, desbancando o Grupo Pão de Açúcar. Para atingir essa meta, o Cencosud (ou Centros Comerciales  Sudamericanos) precisaria crescer cinco vezes em número de lojas e multiplicar por quatro seu faturamento.O plano de investimentos da companhia é ambicioso. São US$ 3 bilhões entre 2010 e o fim de 2012 - sendo boa  parte disso para Brasil e Peru. "Espera-se um crescimento de 52% na área de vendas do Cencosud de 2010 até 2014, o que permitirá quase duplicar o faturamento nesse período", diz um relatório sobre a empresa  publicado pelo Banchile.  Elefante. A estratégia do Cencosud é reflexo da personalidade de Paulmann, que transformou o pequeno restaurante da família no primeiro supermercado autosserviço do Chile, em 1960. Hoje, HP, como também é chamado, detém 65% das ações do Cencosud, uma rede formada por 830 lojas em oito países e com vendas de US$ 11,3 bilhões este ano.
"Quem trabalha com ele diz que HP sempre pensa grande e que não importa muito se o contexto econômico não é favorável ou se seus executivos estão contra", diz Paulina Andrade, que, com Marcelo Cerda, é autora de  Los pasos del elefante: el imperio de Herr Paulmann (Os passos do elefante: o império do senhor Paulmann). Foi assim na Argentina, nos anos 80, quando o grupo construiu o primeiro shopping do país.
O elefante do título do livro faz referência tanto ao símbolo do Jumbo, sua maior cadeia de supermercados, quanto à mania de grandeza do empresário. "Ele sempre quis construir o maior supermercado, o maior centro  comercial e agora está levantando a torre mais alta da América do Sul", diz Cerda, referindo-se ao Costanera Center, em Santiago, de 70 andares.
Para Don Horst não há Natal, feriado ou vida pessoal, garantem os biógrafos. "HP quer que seus executivos estejam onde ele está, na hora em que ele quer", conta Cerda. A julgar pelo histórico dos executivos próximos do  empresário, lidar com Paulmann não parece tarefa fácil. Laurence Golborne, ex-vice-presidente do Cencosud, por exemplo, foi braço direito de HP por oito anos. Deixou a empresa, sem maiores explicações, em 2008.
Seu substituto foi Manfred Paulmann, filho de Don Horst, que também acabou deixando a empresa em dezembro do ano passado. A gota d'água teria sido a negociação para compra da mineira Bretas, em 2010. "Na hora de  fechar a aquisição, conta-se que Manfred, que conduzira todo processo, foi afastado pelo pai e substituído por outro executivo", diz Paulina.
HP tem ainda hábitos excêntricos. Por dois anos morou sozinho, sem a família, em um andar inteiro do hotel Hyatt de Santiago. "Ele dizia que tinha de ficar entre o Chile e a Argentina e que por isso era melhor viver em um  hotel", diz um ex-executivo. Quando finalmente decidiu ter uma casa, ergueu uma mansão em Santiago. Na entrada, uma estátua de elefante - em tamanho natural- jorrando água pela tromba.
Paulmann, fundador da maior rede de varejo do  Chile, avança no Brasil  e sonha em desbancar o Pão de Açúcar no País presidente do Cencosud. Horst Puaulmann: Fundador e presidente do conselho do Cencosud.  Alemão naturalizado chileno, Paulmann tem 76 anos e é o segundo homem mais rico do Chile, segundo a Forbes. Construiu seu império a partir do restaurante da família.

Pela primeira vez, ações da Light vão fazer parte dos índices MSCI
MonitorMercantil 21.11.2011 - O MSCI (Morgan Stanley Capital International), um dos mais importantes índices do mundo e usado como benchmark por investidores institucionais, incluirá as ações da Light em sua carteira no  próximo dia 1 de dezembro. A partir da inclusão dos títulos da empresa de energia no MSCI Brazil Standard, as ações da empresa, por conseqüência, vão compor também o MSCI LatAm (Latin America), MSCI EM  (Emerging Market) e o MSCI Bric (índice que mede o desempenho do mercado de ações dos seguintes países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China).
Os pré-requisitos que levaram a Light a compor o MSCI foram o free-float da companhia, a liquidez e o valor de mercado acima de U$ 1,8 bilhão. Para a companhia, a inclusão no MSCI traz benefícios para as ações da Light  tendo em vista o aumento do volume negociado e sua conseqüente liquidez, já que muitos fundos de investimentos atrelam suas carteiras às composições do índice.
O MSCI é um índice, com 40 anos de existência e presente em 19 países, que apóia a decisão de investidores para cerca de 5.800 clientes no mundo. A partir de suas ferramentas, o MSCI oferece uma série de produtos e  serviços, tais como análises de desempenho e riscos da carteira.
 
Rio quer ressurgir como centro financeiro
Exame 21.11.2011 - Bolsa americana quer instalar um novo mercado de ações na cidade, o primeiro desde 2002. O Rio de Janeiro quer ressurgir como um centro financeiro para o Brasil, algo que não vive desde 2002  quando a Bolsa do Rio foi incorporada pela BM&FBovespa (BVMF3). A americana Direct Edge Holdings anunciou nesta segunda-feira a sua intenção de criar um novo mercado de ações no país com a sua sede na capital  fluminense. A intenção é oferecer uma plataforma que negocie ações, ETFs (fundos de ações que negociam em bolsa), e também certificados de depósitos de ações. “Ter uma das maiores bolsas de valores dos Estados  Unidos operando aqui irá promover um incentivo para outros participantes do mercado financeiro global e provavelmente irá atrair serviços de corretoras e outras empresas de tecnologia”, disse Eduardo Paes, prefeito da  cidade do Rio de Janeiro, em uma nota. A Direct Edge, quarta maior bolsa americana com uma participação de mercado de 10% nos EUA, pretende iniciar as operações no último trimestre de 2012. O JPMorgan Chase e a  Citadel Investment Group são sócios da empresa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda está avaliando o plano. Um CEO para o Brasil será apontado para estreitar o relacionamento com os participantes locais.
A empresa lançou um hot site para hospedar as informações do projeto Direct Edge Brasil.
A competição irá atrair novos investidores, diz O'Brien. “A economia brasileira está entre as de crescimento mais acelerado no mundo e acreditamos que uma segunda bolsa no país irá impulsionar ainda mais a participação  por meio da competição que leva a inovação e a melhora nos preços”, ressalta William O’ Brien, CEO da Direct Edge.
A ideia, segundo ele, é customizar a tecnologia às necessidades do mercado brasileiro. “Este é um grande dia para o Rio”, comemorou Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negócios, a agência de promoção de  investimentos da cidade que apoiou o desenvolvimento do projeto da Direct Edge. O Brasil já foi um país com vinte ambientes de negociações de ações e outros ativos financeiros. Esse era o cenário brasileiro na década de  1990. Porém, ao longo dos anos seguintes o mercado se consolidou e, depois da quase quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, então a maior do País, hoje só se fala na BM&FBovespa, fusão entre o ambiente de  negociações de derivativos e commodities com o de ações, realizada em 2008.
Outras bolsas: A BATS Global Markets, terceira maior bolsa americana, anunciou em fevereiro que também pretende criar um ambiente alternativo de negociações no Brasil em parceria com a gestora brasileira Claritas. A  sede, contudo, provavelmente seria baseada em São Paulo. A BRIX, bolsa de comercialização de energia que tem Eike Batista como sócio, tem as operações em São Paulo, mas a sede também é no Rio de Janeiro.
Obstáculos: Uma das principais barreiras para a chegada de um concorrente, segundo analistas, é o modelo integrado da BM&FBovespa. Além de bolsa, ela detém também a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e  Custódia), que é a contraparte para o mercado de ações e de renda fixa e responsável pela fiscalização dos pagamentos e recebimentos.
Em um relatório publicado nesta segunda-feira, a analista Regina Longo Sanchez avalia que a Direct Edge enfrentará “dificuldades” em seu plano de iniciar uma plataforma de negociação de ações no Brasil já que a  BM&FBovespa não deve permitir que a empresa use seus serviços de compensação. Segundo ela, o plano não afeta o preço-alvo de 11,50 reais para as ações da bolsa porque o aumento da concorrência já está incluído na  projeção.

Nova regulação de clearings cria disputa por negócio bilionário
Valor 21.11.2011 Todos os contratos padronizados de derivativos que hoje são negociados nos mercados de balcão terão de passar por centros de compensação até o fim de 2012. Uma densa rede desses centros terá de se formar, em um desenho que poderá combinar as vantagens de grandes clearings globais com as nacionais, que atendam às especificidades domésticas. É um negócio, e uma disputa, de bilhões de dólares em andamento.
Para se ter uma ideia da migração potencial forçada pela regulação, apenas US$ 61 trilhões dos US$ 465 trilhões (valor nocional) em contratos de derivativos de taxas de juros são negociados em bolsas. Em dezembro de 2010, o valor total nocional bruto dos derivativos foi de US$ 601 trilhões (valor bruto de mercado de US$ 21 trilhões). Os números são do relatório do Comitê do Sistema Financeiro Global apresentado na reunião de novembro do G-20. O estudo aponta que a compensação de derivativos de balcão (até agora voluntária) "permanece concentrada em poucas e grandes câmaras, mas várias novas clearings estão sendo propostas para atender a mercados menores ou nascentes". O cenário central é o da existência em poucos anos de 20 câmaras - entre elas a da BM&FBovespa, com seus mercados de índice de ações e opções de câmbio. Nos Brics há outras em estudo, como a de Xangai, sem objeto definido, e a da Índia, para swaps de câmbio.  O legado da época da compensação voluntária foi limitar o acesso às câmaras a um clube fechado de 5 a 15 bancos globais, que dominam as transações em praticamente todas as classes de derivativos. São eles: Barclays Capital, BNP Paribas, Bank of America- Merrill Lynch, Citi, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Royal Bank of Scotland (RBS), UBS e Wells Fargo.
Esse G-14 tem enorme predominância nos contratos de derivativos de juros denominados nas principais moedas (dólar, euro, libra e iene). Cerca de 60% das transações têm como contraparte membros do próprio grupo. Mas, nos contratos em moedas regionais, a liderança é bastante relativa. Cerca de 75% dos contratos de derivativos transacionados em reais, com valor nocional de US$ 1 trilhão no fim de julho, eram feitos pelos 14 bancos com investidores de fora do grupo. Para alguns tipos de derivativos, as clearings atuais existem para apoiar os negócios de seus membros. Entretanto, "só um pequeno número delas tem uma fatia relevante do mercado", diz o relatório. "A LCH.Clearnet, de Londres, compensa parte significativa dos contratos de swaps de juros em euro, dólar, franco suíço e iene. A ICE Clear, também locada em Londres, tem a maior parcela dos swaps de default de crédito (CDS) europeus, enquanto sua filiada americana, a ICE Clear Credit, tem a maior parte dos CDs nos Estados Unidos".
As câmaras de compensação tiveram rápida expansão, tendo como pano de fundo as mudanças na regulação aceleradas pela crise financeira de 2008. Até agora, predominam as câmaras globais, e "não está claro se os novos participantes serão capazes de ganhar fatia de mercado significativo em uma indústria caracterizada por fortes efeitos de rede", indica o relatório. Em alguns casos, até a propriedade do negócio mudou, do modelo em que os usuários eram sócios para outro em que há donos, não necessariamente usuários, que operam tendo o lucro como motivação básica. Os reguladores estão preocupados igualmente com os riscos da concentração ou pulverização excessivas do negócio

ONS autoriza início de parque eólico destinado ao mercado livre no Brasil
MonitorMercantil 21.11.2011 - O Operador Nacional do Sistema (ONS) e a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) acabam de autorizar a entrada em operação em teste do primeiro parque eólico destinado  exclusivamente ao mercado livre no Brasil. O parque de Miassaba II conta com nove aerogeradores da GE, os primeiros a serem instalados no País, capazes de gerar 14,4 MW, com investimentos de R$ 65 milhões.  A nova  operação eólica será oficialmente inaugurada no dia 9 de dezembro deste ano, junto com o parque de Aratuá I, destinado ao mercado cativo, que conta também com nove aerogeradores GE, com potência e investimentos  iguais ao do parque no Ambiente de Comercialização Livre (ACL).
- Somos a primeira empresa a entregar megawatts de energia eólica nessa modalidade, o que, por si só, assegura a nossa credibilidade - explica Sérgio Marques, presidente da Bioenergy.
Os projetos da Bioenergy vão alem do Rio Grande do Norte. A empresa vai participar ainda do Leilão A-5, com 15 projetos de usinas eólicas no Maranhão. As iniciativas deverão movimentar investimentos da ordem de R$ 2  bilhões. A companhia já está há mais de dois anos realizando estudos de medição de vento no estado, e constatou que o potencial da região é forte.
- Temos, no total, 50 projetos previstos nessa unidade da federação - complementa. “Estamos bastante otimistas com o avanço da energia verde no Brasil - conclui.

Direct Edge vai abrir bolsa de valores no Rio de Janeiro
Brasil Economico 21.11.2011  - Caso aprovada, a Direct Edge Brasil, de William O'Brien, será a primeira bolsa de valores com sede no Rio de Janeiro desde 2002
A americana Direct Edge anunciou o plano de lançar uma bolsa de valores no Brasil, com sede no Rio de Janeiro.
A empresa divulgou nesta segunda-feira (21/11) que pretende lançar a nova bolsa no quarto trimestre de 2012, e depende apenas da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"A economia brasileira está entre as que crescem mais rapidamente no mundo e acreditamos que uma segunda bolsa de valores no país irá aumentar ainda mais a participação de investidores através da concorrência que  leva à inovação e melhoria de preços", declarou em nota William O'Brien, diretor-executivo da Direct Edge.
Caso aprovada, a Direct Edge Brasil será a primeira bolsa de valores com sede no Rio de Janeiro desde 2002.
Segundo a companhia, a nova bolsa funcionará como uma empresa independente local operada pela Direct Edge.
A Direct Edge deverá indicar um CEO brasileiro, visando estreitar as relações com o mercado financeiro, além de autoridades e fornecedores locais.
Para o projeto, a empresa recebeu assessoria da agência Rio Negócios.
"A Direct Edge Brasil servirá de motivação para a nova criação de um centro financeiro moderno na cidade", afirmou Marcelo Haddad, diretor executivo da agência.
Com sede na cidade de Jersey, em Nova Jersey, a Direct Edge é operada por um consórcio que inclui International Securities Exchange, Knight Capital Group, Citadel Derivatives Group, Goldman Sachs Group e o  JPMorgan.

Vencedora da licitação do lixo deu informação falsa
Folha 21.11.2011 - Delta é uma das ganhadoras da concorrência da varrição, de R$ 2,2 bilhões. Empreiteira afirma que cumpriu as exigências, mas serviço não é o mesmo que a prefeitura queria ter comprovação.
A Delta Construções, uma das maiores empreiteiras do país, apresentou documentos com informações falsas para participar da licitação de limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo.
O consórcio liderado pela Delta foi um dos dois vencedores da licitação de R$ 2,2 bilhões concluída neste mês.
Os contratos já foram assinados, mas os serviços não podem começar a ser prestados por ordem de dois juízes de varas da Fazenda Pública que apontaram irregularidades no processo.
A Folha apurou que a assinatura dos contratos também contém irregularidades: os consórcios vencedores não foram registrados antes da assinatura, como determina a Lei de Licitações; e a prefeitura não vistoriou os  equipamentos que as empresas vão usar, como estabelece o edital da concorrência.  A prefeitura diz que cumpriu todas as normas legais, mas especialistas apontam que as irregularidades levantadas pela Folha são  suficientes para, no mínimo, anular a assinatura dos contratos, podendo até anular todo o processo.  A empresa diz que cumpriu as exigências da prefeitura.  Atestados apresentados pela Delta dão conta de que ela  implantou programas de educação ambiental nas cidades paulistas de Poá e Itanhaém. Porém, esses serviços nunca foram feitos.  A Folha obteve cópias de documentos relacionados ao contrato da Prefeitura de Poá com a  Delta, que venceu licitação local em dezembro de 2008, e não há qualquer menção a programas de educação ambiental.  A Prefeitura de Itanhaém também confirmou que não há esses serviços na cidade.
As secretarias do Meio Ambiente e da Educação das duas cidades têm programas de conscientização ambiental, mas em nenhum deles há participação da Delta.
A empresa informou, em nota e por meio de uma declaração da Prefeitura de Itanhaém, que distribuiu material pedagógico e colocou outdoors na cidade. Diferentemente do que consta do atestado entregue à Prefeitura de  São Paulo, onde tratava de programas para comunidades de baixa renda.
O uso de documentos falsos pode levar à exclusão da empresa da licitação, segundo especialistas ouvidos pela Folha. Neste caso, a concorrência poderia ser anulada, porque sobraria apenas um consórcio habilitado para a  disputa de dois lotes.  Se comprovada a fraude, a empresa também pode ser proibida de assinar qualquer contrato com a administração pública, conforme prevê a Lei de Licitações.
Essa não é a primeira vez que a Delta apresenta atestados com informações falsas em licitações públicas. Em 2006, a Folha revelou que a empresa adotou o mesmo procedimento em uma concorrência para recuperação de  estradas em Minas Gerais. A empresa não foi punida.
Concentração: O serviço contratado em São Paulo vai concentrar varrição de ruas, limpeza após feiras, retirada de entulho, operação de ecopontos, instalação de 150 mil novas lixeiras e limpeza de bocas de lobo, entre  outros. Tudo isso nas mãos de apenas dois consórcios de empresas.  Hoje, os serviços são prestados por cinco empresas -a Delta, inclusive- em contratos emergenciais. Os outros trabalhos são feitos por dezenas de  empresas contratadas diretamente pelas 31 subprefeituras da cidade.

Fusões e Aquisições
Folha 21.11.2011 - O volume de fusões e aquisições no Brasil caiu 8,5% no terceiro trimestre deste ano ante os três meses anteriores, segundo estudo da Intralinks, que faz armazenamento de informações sigilosas.
"O Brasil teve uma sequência de altas, mas foi influenciado pela crise global. Na comparação com outros países, o resultado não foi ruim", diz Matthew Porzio, vice-presidente da empresa.
O resultado do terceiro trimestre no Brasil representou aumento de 56% sobre o mesmo período de 2010.  Os setores de energia, manufatura e telecomunicação foram os que atraíram maior interesse para negócios.

Grupo Açotubo investe em soluções de logística para atender crescimento da companhia no setor
JCRJ 21.11.2011 - Alinhado ao crescimento dos negócios, o Grupo Açotubo, um dos maiores distribuidores do País da área siderúrgica, investe na expansão de sua logística com a ampliação da capacidade de estoque, por  meio da estruturação do Condomínio Panambi, localizado em Guarulhos (SP), próximo à matriz da empresa. “Em dezembro, vamos inaugurar este empreendimento imobiliário que conta com mais de 32 mil m² de terreno,  14,5 mil m² a construir e 3,2 mil m² de área verde”, afirma Luiz E. Bassi, presidente do Grupo Açotubo.
Com o pé direto de 12 metros, a capacidade do piso é de 5 toneladas por m² e o reservatório de água possui 80 mil litros. O empreendimento é dividido em duas áreas: uma será utilizada pelo Grupo e a outra estará  disponível para locação, com modulação sob medida, de acordo com as necessidades do locatário. Outra importante característica é o amplo estacionamento, pois cada galpão conta com 14 vagas.
“Esta iniciativa acompanha as ações do Grupo Açotubo em 2011, ano em que várias novidades foram proporcionadas para melhor atender nossos clientes”, ressalta Bassi. Entre as ações realizadas, estão à reestruturação  da empresa, por meio de quatro divisões: Tubos e Aços; Trefilados e Peças; Aços Inoxidáveis, e Incotep Sistemas de Ancoragem. Além disso, o Grupo inaugurou quatro filiais no decorrer do ano, nos seguintes polos  industriais: Sertãozinho (SP), Ipatinga (MG), Serra (ES) e Caxias do Sul (RS).
Todas essas movimentações devem contribuir para o alcance da projeção de faturamento de R$ 900 milhões em 2011, e na perspectiva de ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em 2012.

Com captação, portal de compras coletivas LivingSocial vale US$ 5 bi
Folha 21.111.2011 - O site de compras coletivas LivingSocial, concorrente do Groupon nos EUA, está tentando levantar US$ 200 milhões com investidores, segundo o "The New York Times". A companhia também espera  captar US$ 100 milhões em empréstimos. A injeção de capital, segundo o jornal, que não identifica as fontes, é esperada para esta semana. Com a operação, o valor de mercado do LivingSocial vai a US$ 5 bilhões. No início  do mês, quando levantou US$ 700 milhões na primeira oferta pública de ações, o Groupon foi avaliado em US$ 12,7 bilhões.

Shimano pedala para dobrar faturamento na América Latina
Brasil Economico 21.11.2011 - Fabio Takayanagi, presidente da Shimano para a América Latina: 80% das vendas para o mercado de reposição.
Companhia japonesa aposta no lançamento de produtos de alto valor e treinamentos de mecânicos para reposição de peças.
A Shimano, fabricante japonesa de peças para bicicletas, quer dobrar o faturamento de US$ 50 milhões, estimado para o final de 2011, na América Latina até 2015.
A principal estratégia da empresa, que no mundo fatura US$ 2,7 bilhões, é uma forte política de aproximação com o varejo. A Shimano vai colocar suas peças nas prateleiras de 40 lojas independentes do país, além de treinar mecânicos e vendedores para aumentar a reposição dos produtos.
Outra estratégia da Shimano para o mercado latino-americano, que representa 2% das vendas globais da marca, é lançar produtos de alto valor agregado, como o cubo Nexus, peça que permite ao ciclista mudar de marcha  sem estar em movimento. No mundo, a Shimano investe 20% de sua receita no desenvolvimento de novos produtos, segundo Fabio Takayanagi, presidente da subsidiária para a América Latina. "Com o aumento do poder de  compra, especialmente no Brasil, as pessoas buscam bicicletas de maior valor agregado", afirma.
Eventos esportivos também fazem parte da política de Takayanagi para se aproximar do consumidor brasileiro e impulsionar suas vendas. No ano passado, a sede brasileira realizou a Shimano Short Track (SST), na cidade  de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Na ocasião, cerca de 12 atletas disputaram a final de mountain bike (MTB) em uma pista fechada de 900 metros. "Estamos presentes em eventos todos os finais de semana."
O continente latino-americano chamou a atenção da companhia por registrar um crescimento de 50% de 2009 para 2010. O Brasil, em números de vendas, vem em primeiro lugar para a Shimano Latin America, seguido por  Argentina e Colômbia. Mas as ambiciosas projeções de crescimento da Shimano na região não se justificam por maior penetração de bicicletas e sim pelo crescimento do número de peças mais caras. "O que aumentou no  país foi a compra de bicicletas de alto valor agregado", diz.
Perfil: A marca japonesa está no mercado há 90 anos e se tornou conhecida com a fabricação do câmbio. Segundo Takayanagi, a companhia estima responder por cerca de 90% do mercado mundial de peças de alto valor  agregado para bicicletas. A Shimano tem 15 fábricas instaladas no Japão, China, Cingapura, Malásia, Indonésia, Camboja, República Tcheca e Estados Unidos. No Brasil, a empresa distribuiu seus produtos para cerca de 15  mil lojas. Na América Latina, 80% das vendas correspondem ao mercado de reposição. A pesar de o país ser o quinto maior consumidor de bikes do mundo, a Shimano tem um desafio pela frente. Dados da Associação  Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), mostram que o consumo em 2010 foi de 5,3 milhões de unidades, o que representa 5% do consumo mundial de bikes e  o mesmo número de 2009. Em 2008, compramos 5,8 milhões de bicicletas. Pouco, considerando-se que o país tem 200 milhões de habitantes.

DPZ vê incremento de 10% sob controle da francesa Publicis
DCI 21.11.2011 - Ao investir pesado em tecnologia e virar novo braço de negócios do grupo francês de mídia Publicis Groupe, a agência de publicidade brasileira DPZ Propaganda espera começar 2012 a todo vapor,  depois de fechar este ano com crescimento na casa dos 10%. É o que afirma o CEO da DPZ, Flavio Conti, que diz já estar atento às oportunidades para campanhas por conta da Copa de 2014.
"Devemos fechar [o ano] com crescimento ao redor de 10%, o que é muito bom levando-se em conta que estamos todos no meio de uma crise mundial", disse. De acordo com ele, a internacionalização dos negócios veio no  momento certo, por conta de questões como visibilidade.
A DPZ é também comandada pelos empresários Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza, que em julho último venderam 70% do capital ao Publicis, mas ainda mantêm o comando da agência nacional. "Sempre  entendemos que uma agência precisa ter internacionalidade, por isso decidimos vender. Demorou um pouco, pois queríamos que nossas premissas fossem mantidas, e a marca DPZ, perpetuada."
O executivo lembrou que o Publicis também comprou empresas como GP7, Talent e QG, e com isso saiu mais fortalecido para disputar o mercado com empresas de peso como Almap BBDO, DM9DDB e Africa.

Facebook deve realizar IPO no primeiro semestre
Exame 21.11.2011 - Segundo analistas, empresa pode arrecadar cerca de 100 bilhões de dólares com a venda de ações. Atualmente, o Facebook sofre pressão da Comissão de Seguros e Trocas dos EUA para divulgar  quantos investidores possui. O limite para uma empresa privada são 500. O Facebook deve realizar sua IPO (oferta inicial de ações) no primeiro semestre de 2012, segundo Reid Hoffman, fundador do LinkedIn e um dos  principais investidores da empresa de Mark Zuckerberg. "Abrir o capital iria beneficiar Facebook de muitas maneiras. Uma delas seria por meio de mais dinheiro para fazer aquisições. Eu imagino que em algum momento, no  primeiro semestre do próximo ano, Mark vai se engajar no processo de IPO", afirmou o executivo ao jornal The Sunday Telegraph.
Atualmente, o Facebook sofre pressão da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para divulgar quantos investidores possui. O limite para uma empresa privada são 500.
Zuckerberg tem até o final de abril para fazer os arquivamentos necessários a fim de dar início ao processo de IPO. Segundo analistas, a empresa pode arrecadar até 100 bilhões de dólares com a venda de ações, o que a  colocaria como a maior IPO de uma empresa de tecnologia já realizada.
“O Facebook tem adiado sua abertura por um longo tempo. O padrão há dez anos era se lançar na bolsa assim que você podia. O modelo agora prevê construir um monte de inércia em torno de seu negócio antes da oferta,  e o Facebook tem feito isso. Isso levará a um IPO de alta tensão com uma avaliação sólida", apontou Hoffman, que também possui ações da Zynga e do Groupon.

BR Partners compra banco Porto Seguro
Valor 21.11.2011 - A BR Partners fechou a compra do Banco Porto Seguro S.A.. A instituição adquirida não tem qualquer ligação com o grupo segurador de mesmo nome.
A BR Partners negociava há cerca de um ano uma licença de banco com o Banco Central. A solução para encurtar o caminho acabou sendo a compra de um banco que estava inoperante. A aproximação entre os dois lados começou com a ajuda do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). De um lado, o fundo sabia do interesse da BR Partners de abrir um banco, ao mesmo tempo em que os antigos controladores do Porto Seguro queriam se desfazer da operação. O Porto Seguro, que em junho estava com um capital de R$ 19,5 milhões, segundo dados de junho do Banco Central, tem licença de banco de investimento e de sociedade de crédito.
A butique de investimento tem como sócios principais Ricardo Lacerda, ex-Citi e Goldman Sachs, e Andrea Pinheiro, ex-BMC e Bradesco. O grupo de sócios que fundou a butique aportou R$ 65 milhões. A outra metade dos R$ 130 milhões do capital veio de onze famílias de empresários brasileiras com quem os banqueiros tinham relacionamento anterior. Alguns nomes são João Alves de Queiroz Filho, o Junior, dono da Hypermarcas, a família Feffer, do grupo Suzano, Jaime Pinheiro, ex-controlador do BMC, Waldemar Verdi, da Rodobens, e os Zogbi, ex-donos da Ripasa. As famílias entraram apenas como investidores financeiros, subscreveram ações preferenciais (sem direito a voto) e não participam do negócio ativamente. As ações ordinárias da sociedade estão nas mãos dos executivos.

Alelo quer 1/3 do setor de cartões de câmbio e pré-pago
Estadão 21.11.2011 - A nova marca da CBSS, a Alelo, espera alcançar um terço dos mercados de cartões de câmbio e pré-pago assim que esses setores atingirem seu potencial de crescimento. "Esses mercados são  ainda muito incipientes, com números modestos, mas têm grande potencial. Conforme eles deslancharem, nós queremos estar prontos para alcançar a mesma fatia que temos nos cartões PAT - Programa de Alimentação do  Trabalhador -, de um terço de um mercado de R$ 37 bilhões", disse Ronaldo Varela, diretor executivo Comercial da Alelo, em entrevista à imprensa.
Segundo ele, o fato de os bancos Bradesco e Banco do Brasil responderem por 50% cada da Alelo ajudará a empresa a ganhar mercado, uma vez que a mesma tem à disposição os canais de distribuição dessas  instituições. Atualmente, a Alelo usa apenas as agências do Bradesco, mas estuda a ampliação com outros canais.
"Estamos negociando ampliar a nossa distribuição de cartões pré-pagos para diversos outros canais, como bancos, corretoras e acordos com agências de viagens", afirmou Varela, sem citar nomes. "Nossa distribuição ainda  é relativamente pequena", acrescentou ele ao referir-se às 200 agências do Bradesco, nas quais são ofertados o cartão pré-pago da Alelo.
Além das versões em dólar - lançado em abril deste ano - e euro e libra do MoneyCard, cartão pré-pago voltado a turistas brasileiros, a Alelo também pretende lançar em dezembro um plástico destinado aos consumidores  estrangeiros que visitam o Brasil na moeda real. De acordo com Varela, a empresa está de olho não somente no grande volume de transações que serão feitas ao longo dos jogos mundiais (Copa e Olimpíada), mas também  ao número crescente de turistas estrangeiros que desembarcam no País. "Já emitimos 15 mil cartões na versão dólar e vamos lançar os modelos euro, libra e real na primeira semana de dezembro", disse ele.
Na opinião do executivo, os cartões pré-pagos representam o que ele chama de terceira onda dos meios de pagamentos e têm como público-alvo a leva de consumidores que está ascendendo de classe social e que nem  sempre tem conta em um banco. "Com o cartão pré-pago, o consumidor coloca o dinheiro primeiro e utiliza depois. Ele não precisa ter conta em um banco", explicou.
Outro segmento que a Alelo olha com atenção é o de cartões do bolsa-família. "Esperamos e este também é um anseio do governo que a população possa, em breve, utilizar esses plásticos para fazer saques. Estamos nos  preparando para atendê-los", afirmou o diretor comercial da empresa.
A Alelo pretende encerrar 2011 com um faturamento de R$ 13 bilhões, aumento de cerca de 26% na comparação com os R$ 10,3 bilhões registrados no ano passado.

TGLT tenta atrair investidor para Argentina
Valor 21.11.2011 - Frederico Veil, fundador da incorporadora TGLT: "Não há muitos investidores e a presença de compradores brasileiros não é significativa".
A aposta na "pesificação" do mercado de imóveis argentino é o chamariz para a incorporadora imobiliária TGLT tentar atrair investidores brasileiros. A empresa, de propriedade do argentino Federico Veil, de 38 anos, mas com 27% de seu capital nas mãos da PDG, começou a comercializar bônus BDRs, emitidos pelo Banco Itaú, na Bolsa de Valores de São Paulo na semana passada.
A incorporadora fez uma emissão de 460 milhões de pesos argentinos (US$ 107 milhões, pelo câmbio da sexta-feira) ao abrir capital na Bolsa de Buenos Aires na semana passada. Com isso, o capital total da empresa passou a 900 milhões de pesos argentinos, ou US$ 210 milhões. "A oferta é equivalente ao capital total da empresa. E daqui a um ano vamos fazer IPO no Brasil", disse Veil.
Segundo o empresário, a companhia deve conseguir US$ 280 milhões em valor geral de vendas este ano e atingir US$ 400 milhões no próximo ano. Em 2010, foram apenas US$ 120 milhões. "O mercado argentino tende a fazer o mesmo movimento que aconteceu no Brasil: havia uma estagnação até 2004, ocasião em que se desenvolveram novos mecanismos de crédito para atender a uma demanda que já estava aquecida", disse o executivo, que montou a empresa há sete anos e passou a ter a PDG como sócia em 2007.
Segundo Veil, o crédito na Argentina atualmente não passa de 2% do PIB, ou cerca de US$ 10 bilhões. No Brasil, segundo dados do Banco Central, o crédito imobiliário passou de 3% para 5% do PIB nos últimos cinco anos. Desde a crise econômica de 2001, que provocou uma retração de 10% do PIB, as linhas de longo prazo virtualmente desapareceram do mercado financeiro argentino e as transações imobiliárias passaram a ser majoritariamente à vista e com pagamento em dólar, o que é legal na Argentina.
A falta de crédito no país faz com que os preços de imóveis residenciais em Buenos Aires e outras grandes cidades da Argentina sejam menores que os das metrópoles brasileiras. O imóvel médio que a TGLT comercializa são apartamentos de 100 metros quadrados, com três quartos, a US$ 240 mil, o que no Brasil corresponderia a cerca de R$ 4,2 mil o metro quadrado.
Estimativas privadas apontam para a existência de cerca de US$ 60 bilhões em circulação no mercado argentino, mas o governo tem dado mostras crescentes de pretender limitar as transações com dólar e Veil aposta que o mercado de imóveis, e não a poupança de moeda americana, tende a se tornar a principal reserva de capital na Argentina. "Estamos preparados para uma pesificação do mercado. Temos instrumentos para estabelecer financiamentos mais longos, com prestações ajustadas pelo custo da construção".
Veil estava em Miami quando eclodiu a crise que culminou com a moratória da dívida argentina e o fim da paridade entre o peso e o dólar. Voltou ao país e, em sociedade com amigos e com o financista George Soros, montou a Adeco e começou a especular com a compra de terras. "Adquirimos o hectare a um preço médio de US$ 380, em 2002, e hoje ele está valendo US$ 13 mil". Soros financiou 90% do negócio, que em 2004 se transformou: Veil saiu da sociedade e a Adeco tornou-se uma produtora agropecuária.
Segundo Veil, o cliente potencial da TGLT é predominantemente argentino e pretende comprar o imóvel para residência. "Não há muitos investidores e a presença de compradores brasileiros não é significativa", afirmou. O executivo afirmou que a TGLT descarta atuar no mercado brasileiro. "Na Argentina o mercado é pulverizado e as quatro maiores incorporadoras concentram apenas 10% do valor geral de vendas. No Brasil as quatro grandes somam 50% do mercado. Não há lugar para nós", disse.

Expansão da classe média gera aumento de exigências nos países emergentes, diz OCDE
JCRJ 21.11.2011 - Estudo divulgado nesta segunda-feira (21) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a expansão da classe média nas economias emergentes é  acompanhada pelo aumento de reivindicações sociais, provocando tensões entre setores da sociedade e os governos. O relatório intitulado Perspectivas do Desenvolvimento Mundial 2012: A Coesão Social em um Mundo  em Mutação informa que as populações de economias com rápido crescimento estão se tornando mais exigentes e têm expectativas cada vez mais elevadas em relação ao seu nível de vida.
"A classe média dos países emergentes deseja que os frutos do crescimento econômico dos últimos anos sejam compartilhados", diz o estudo da OCDE. Segundo o texto, do total de 2 bilhões de pessoas no mundo que  vivem com US$ 10 a US$ 100 por dia - classificadas pela OCDE como pertencendo à classe média -, quase metade está nos países em desenvolvimento e emergentes.
Pelos dados do relatório, o número de pessoas incluídas na faixa da classe média deve triplicar nos próximos 20 anos nas nações em desenvolvimento e emergentes, atingindo 3 bilhões de pessoas em 2030. A organização  alerta que os governos não devem subestimar a capacidade de mobilização da classe média dessas economias para exigir políticas mais transparentes e serviços públicos de melhor qualidade.
"À medida que a classe média dos países emergentes se compara cada vez mais à das economias avançadas, podemos esperar mudanças em seus hábitos de consumo e demandas por serviços de qualidade", diz a  organização, que cita a educação, a saúde e a maior proteção social. "Um Estado que não levar em conta as questões ligadas à coesão social corre o risco de enfrentar protestos sociais e aplicar políticas ineficazes."
No documento, são citados os protestos ocorridos na Tailândia, em 2010, em defesa da adoção de mais ações democráticas, e as manifestações relativas à chamada Primavera Árabe. “[Esses atos] mostram que é preciso  levar em conta as reivindicações dos cidadãos que pedem processos políticos inclusivos", diz o relatório.
Nos anos 2000, 83 países em desenvolvimento atingiram taxas de crescimento per capita equivalentes ao dobro das registradas nas economias ricas da OCDE. Em pelo menos 50 países em desenvolvimento ou  emergentes, as taxas médias de crescimento per capita foram superiores a 3,5% por ano nos anos 2000. "O crescimento desencadeia novas tensões: aumento das desigualdades de renda, transformações estruturais e  expectativas crescentes dos cidadãos em relação ao seu nível de vida e acesso às oportunidades", destaca o documento.
A OCDE ressalta também que a classe média nos países emergentes permanece vulnerável, apesar do aumento da renda. "Na América Latina, a média de estudo é 8,3 anos e poucos têm nível universitário. Também há  mais trabalhadores sem carteira assinada do que no setor formal em todos os países da região, com exceção do Chile."
O documento destaca ainda a necessidade de elaboração de políticas em várias áreas, como orçamentária, fiscal, de geração de empregos, proteção social e imigração, para permitir a coesão social nas economias  emergentes.

Centrica fecha acordo para compra de ativos da Statoil
Estadão 21.11.2011 - A gigante de energia do Reino Unido Centrica fechou um acordo para comprar por 1,02 bilhão de libras (US$ 1,597 bilhão) ativos de exploração e produção da Statoil e um acordo de venda de gás natural de 13 bilhões de libras, em um negócio que impulsionará as importações energéticas do país em um momento no qual a produção local está declinando.
De acordo com os termos da transação, a Centrica vai comprar ativos de produção da Statoil, que correspondem a 34 mil barris por dia de petróleo equivalente, além de uma área de exploração adicional no Mar do Norte norueguês, informaram as empresas. Em um negócio separado, as duas companhias também fecharam um novo acordo de longo prazo de vendas de gás norueguês para o Reino Unido a partir de 2015 até 2025. O novo acordo de 10 anos substitui um contrato existente que expira em 2015. De acordo com a transação, a Centrica pagará à Statoil 965 milhões de libras em dinheiro com um pagamento adicional de até 63 milhões de libras de contingente no desempenho futuro de um campo. O acordo deverá ser concluído em 1º de janeiro de 2012, após aprovação do governo.

Chevron e Transocean podem ser impedidas de atuar no país, diz PF
Valor 21.11.2011 - A justiça brasileira pode deixar a Chevron e a Transocean fora das licitações no país, afirmou o delegado Fábio Scliar, chefe da delegacia de meio ambiente da Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro. A penalidade seria uma das aplicadas pelo vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado, uma das penas da Lei Ambiental, que é a única que permite o indiciamento de pessoa jurídica, é a proibição da empresa de poder “contratar com entes públicos por até cindo anos”.
“Me parece uma pena muito grave, porque ficariam fora das licitações do pré-sal”, afirmou o delegado ao sair de uma reunião com o secretário do Meio Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, na sede da Polícia Federal, no Centro do Rio de Janeiro. Scliar ponderou que a princípio não haveria cancelamento dos atuais contratos, mas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) podem suspender a licença de operações das empresas por descumprimento das condições de licença.
Minc afirmou que a Transocean será impedida, ainda esta semana, de atuar no Estado do Rio de Janeiro. “Vamos falar com o Ibama para fazer o mesmo no âmbito nacional”, disse o secretário. “A Transocean, além de incompetente, é pé frio”, disse Minc, lembrando que a empresa era dona da Deepwater Horizon, que explodiu no Golfo do México.
De acordo o secretário, ainda não há multa máxima prevista para as empresas envolvidas no acidente no campo de Frade. “Haverá multa estadual, além da federal. Haverá reparação dos danos causados e também estamos pedindo que grande parte da [multa] federal seja revertida para parques estaduais e federais na região”, afirmou Minc. “Isso é claro, complexo e necessário e, obviamente, quem vai pagar por isso é quem está produzindo este crime inadmissível na nossa biodiversidade marinha”, acrescentou. Não há um valor de multa máxima prevista, de acordo com Minc. “O valor máximo da multa por artigo na Lei Federal são os mesmos R$ 50 milhões que era há 12 anos. Isso já está defasado”, disse Minc. Segundo ele, a Secretaria vai pedir à presidente da República, Dilma Rousseff, e para a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, que mandem uma mensagem corrigindo. “Se fosse atualizado [pela inflação] já seria R$ 116 milhões”, completou Minc. O secretário ponderou que os valores são cumulativos e explicou que a legislação estadual também prevê multas administrativas em alguns artigos, além de valores que devem ser cobrados para programas de biodiversidades marinha, cultura de apoio aos pescadores e de monitoramento da costa do Rio de Janeiro.
Segundo ele, a Chevron também não está seguindo o plano de emergência fechado com a ANP. Minc afirmou que o plano que consta na concessão da ANP e na licença de operação do Ibama prevê a pronta resposta por responsabilidade da empresa. “E a empresa confessou, em depoimento gravado pelo delegado Fábio, no segundo dia, que ela não sabia o que fazer e no décimo dia começou a cimentar o poço. Isso tem que estar perfeitamente organizado e planejado antes”, completou.




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