quinta-feira, 12 de julho de 2012

Azul.CA 12.07

Daily News


Mineradora de BTG e Agnelli terá até US$520 mi em investimento
Reuters 12.07.2012 - O BTG Pactual, maior banco de investimento independente do Brasil, juntou-se ao ex-presidente da Vale Roger Agnelli para uma nova associação em mineração, informou nesta quinta-feira o banco às autoridades mobiliárias.
O acordo com a companhia de investimento de Agnelli, a AGN Participações, prevê o investimento de até 520 milhões de dólares para financiar o desenvolvimento e o crescimento do negócio por meio de aquisições e projetos, segundo o BTG, do investidor bilionário André Esteves.
Agnelli será presidente de conselho da joint venture, batizada de B&A Mineração, segundo comunicado entregue em coletiva nesta quinta.
A associação permite ao BTG Pactual entrar no setor de mineração após ter se envolvido nos últimos três anos em projetos que em sua maioria eram relacionados ao crescente setor de bens de consumo do Brasil. A unidade de participações do BTG Pactual vai representar os interesses do banco na B&A.
"Acreditamos no enorme potencial de riqueza de recursos naturais que a América Latina tem", declarou Agnelli em comunicado conjunto. "Vamos tentar desenvolver atividades inovadoras e ambientalmente sustentáveis", acrescentou.
O banco com sede em São Paulo assessorou mineradoras durante anos em operações de compra e mercados de capital no Brasil e no exterior.
A associação com o AGN Agroindustrial vai explorar "oportunidades de investimento no setor de mineração, com foco no Brasil, América Latina e África", disse o BTG Pactual.


Grupo da Le Lis Blanc compra marca de praia Rosa Chá por R$ 10 mi
Folha 12.07.2012 - Marisol havia adquirido a grife do estilista paulista Amir Slama por R$ 25 mi em 2006. A marca de moda praia Rosa Chá, criada na década de 1990 pelo empresário e estilista paulistano Amir Slama, foi vendida por R$ 10 milhões para o grupo Restoque, dono da rede de lojas Le Lis Blanc.
A grife estava desde 2006 sob o comando da empresa têxtil catarinense Marisol, que a adquiriu de Slama por cerca de R$ 25 milhões.
Em 2009, Slama deixou a criação da marca após uma série de desentendimentos com os então sócios. Na mesma época, ele também vendeu os 25% que ainda detinha na empresa.
Em comunicado, a Restoque disse que quer expandir a linha de produtos da Rosa Chá, atuando também em vestuário esportivo e casual e abrir dez lojas próprias no segundo semestre de 2013.
Segundo a companhia, há potencial para a abertura de cem lojas da marca no Brasil.
Retorno: A transação marca uma possibilidade de retorno da Rosa Chá ao mercado. Quando foi vendida ao grupo Marisol, em 2006, a grife era vendida em 25 lojas próprias e franquias, além de uma centena de multimarcas. Suas coleções foram apresentadas na São Paulo Fashion Week e na semana de moda de Nova York.
Hoje, apenas uma loja da marca permanece aberta. A fábrica em São Paulo também foi desativada.
Praticamente sem ativos físicos, a marca foi posta à venda no fim de 2011 pela Marisol, que passa por uma reestruturação de seus negócios, segundo a Folha apurou.
O negócio com a Restoque envolveu apenas a titularidade sobre a marca -exclui ativos e passivos que recaem sobre a empresa, como eventuais disputas com franqueados e funcionários.
"A Marisol apostou em uma empresa de alto valor agregado e voltado ao mercado premium, um ramo totalmente diferente da que atua", afirma Douglas Carvalho Júnior, sócio da consultoria Target Advisors.
A Restoque, que abriu capital na Bolsa em 2008, adquiriu outras marcas nos últimos anos, como a Bo.Bô, em 2008, e a John John, em 2011.


Supermercados perdem na briga das sacolas plásticas
Diário do Grande ABC 12.07.2012 - Os consumidores conquistaram outra vitória na Justiça em relação às sacolas plásticas. Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a desembargadora Berenice Marcondes Cesar indeferiu pedido do Carrefour para que cancelasse liminar que obrigou a distribuição de embalagens nos mercados paulistas.
As famílias voltaram a embalar suas compras com sacolas gratuitas no dia 28 por determinação do TJ, em ação civil pública movida pela Associação Civil SOS Consumidor. Com a decisão de Berenice, na terça-feira, foi a segunda vez que o os varejistas perdem no Judiciário.
No grupo de interessados na ação do Carrefour são citados pela Justiça a Apas (Associação Paulista de Supermercado), Grupo Pão de Açúcar, Sonda Supermercados, Carrefour e Walmart. Ainda cabe recurso.
Na primeira decisão do TJ, ficou determinado que após 30 dias as lojas deverão substituir os plásticos pelo fornecimento gratuito, e em quantidade suficiente, de embalagem biodegradável ou de papel. Faltam duas semanas e dois dias para que o período encerre.
"O Carrefour esclarece que não foi informado oficialmente e que segue aguardando a decisão da Justiça do Estado de São Paulo", disse a empresa, por nota, no fim da tarde de ontem.
A Apas informou que não irá se posicionar tendo em vista que a ação foi movida por pum associado, que no caso é o Carrefour.
A presidente da SOS Consumidor, Marli Aparecida Sampaio, espera que a batalha continue. "Eles têm advogados muito bons. Mas nós vamos defender a causa até/CW o fim", garantiu.
Região: No Grande ABC, um projeto de lei que obriga o fornecimento gratuito das sacolinhas já está nas câmaras. O texto foi desenvolvido pelo GT (Grupo de Trabalho) Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Cabe agora aos vereadores aprovarem o documento para que sejam instituídas leis municipais.
Segundo o GT, por meio de lei, o direito do consumidor será fortalecido, tendo em vista que a obrigação se tornaria legal e não por decisão judicial.
Dentre as diretrizes do projeto de lei estão a adequação das embalagens nas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), como peso e espessura, e a proibição das sacolas que se decompõem na luz e podem causar danos à saúde, as chamadas oxibiodegradáveis. O descumprimento da lei, segundo o projeto, acarretaria em multa e suspensão de alvará de funcionamento do estabelecimento.

Abilio Diniz planeja investida no Carrefour
Brasil Econômico 12.07.2012 - Diniz, do Grupo Pão de Açúcar: despedida foi marcada por suspense sobre seus próximos passos. Empresário estaria negociando sua saída do Grupo Pão de Açúcar por US$ 7 bilhões, dinheiro suficiente para realizar o sonho de se tornar sócio da rede francesa.
Os US$ 7 bilhões que Abílio Diniz estaria pedindo para deixar o Grupo Pão de Açúcar representam praticamente metade do valor real da empresa, estimado em US$ 14,6 bilhões pela Consultoria Economática.
O empresário pode ter chegado a este valor considerando sua participação na Wilkes, holding que controla o Grupo Pão de Açúcar, que é de 50%.
Oficialmente, Diniz passou o controle da empresa para seu sócio francês, o Casino, em assembleia realizada no dia 22 do mês passado, conforme previsto no acordo de acionistas assinado em 2006. No entanto, falta definir como será feito este processo de transferência das ações.
Um das possibilidades é vender 2,4% do capital social da Wilkes com direito a voto ao Casino. Se Diniz não exercer o direito de venda, o grupo francês poderá comprar do empresário uma ação ordinária da Wilkes por R$ 1.
Neste caso, o Casino passará a ser titular de 50% mais 1 ação do capital social da empresa. Tudo deve ser concluído até 21 de agosto.
Diniz voltou a ser notícia esta semana após a publicação de uma nota no jornal O Estado de S. Paulo que dá praticamente como certa a compra de uma parte da operação global do Carrefour com os US$ 7 bilhões obtidos com sua saída do Pão de Açúcar.
Vale lembrar que foi justamente a tentativa feita pelo empresário de unir a empresa fundada por seu pai ao Carrefour, no ano passado, que provocou a série de desentendimentos com o sócio Casino. Procurado pela reportagem, o empresário preferiu não se manifestar.
Quem acompanhou a despedida do empresário do controle do Pão de Açúcar, na assembleia realizada em junho, sabe que ele fez suspense sobre os próximos passos.
Mas será que o empresário conseguiria levantar US$ 7 bilhões com a venda de sua parte na rede de supermercados?
Se for levado em conta sua participação direta no Grupo Pão de Açúcar, Diniz possui 21,3% entre ações ordinárias e preferenciais. E este percentual representa sobre o valor real da empresa US$ 3,1 bilhões. Portanto, menos da metade do que ele estaria solicitando.
Considerando o valor de mercado do grupo, que é de US$ 9,8 bilhões, sua participação seria menor ainda: US$ 2,1 bilhões.
Como explica o advogado Márcio Cots, especializado em direito societário, uma empresa pode ser avaliada de diversas formas. "Existe o valor de face, o patrimonial e o de mercado. O valor real, por sua vez, é uma mistura de fatores, entre eles, o patrimonial e o de mercado", diz.
E não é somente a capacidade de Diniz em levantar este montante que gera dúvidas. O acordo de acionistas não permite que Diniz deixe a empresa para se tornar um concorrente.


TIM tem forte queda por temor de sanção do governo
Reuters 12.07.2012 - As ações da TIM tinham forte queda na bolsa paulista nesta quinta-feira, com investidores mostrando receio de que a operadora de telefonia sofra sanções do governo devido a reclamações sobre a qualidade de seu serviço.
Após ter acenado na quarta-feira com a possível suspensão de novas vendas pela TIM, Bernardo disse nesta quinta que isso "seria o último recurso".
Em comunicado, a TIM disse que vem "cumprindo e segue rigorosamente as orientações" da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre qualidade.
As ações da TIM recuavam 7,65 por cento às 16h35, a 9,78 reais, tendo perdido 8,1 por cento na mínima. O Ibovespa exibia leve desvalorização de 0,08 por cento.
"O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem que as vendas de novos planos da TIM poderão ser suspensas e que a companhia terá de acelerar investimentos, e isso está repercutindo no mercado", afirmou Henrique Florentino, da equipe de análise da Um Investimentos.
"Isso seria ruim, porque a empresa poderia ter sua receita afetada, ao mesmo tempo em que teria de dispor de mais recursos para acelerar investimentos."
A TIM também afirmou no documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que está desenvolvendo um conjunto de projetos de infraestrutura "para seguir suportando o seu crescimento e capturando as oportunidades que o mercado brasileiro oferece".
A empresa reiterou que segue investindo cerca de 3 bilhões de reais ao ano, nos últimos quatro anos, e que a maioria do montante é direcionado à infraestrutura.
Embora tenha amenizado suas declarações de quarta-feira, o ministro das Comunicações disse nesta manhã que algo precisa ser feito para melhorar a qualidade do serviço da TIM, ressaltando que o governo tem recebido muitas reclamações, "mas não no Brasil todo, em cinco ou seis Estados".
Antes de medidas mais duras, o ministro disse que o governo dará um prazo para a TIM resolver os problemas e diminuir as reclamações, afirmando que a intenção não é prejudicar nenhuma empresa.
Em maio, o ministro havia dito que o setor brasileiro de telecomunicações precisaria investir de 24 bilhões a 25 bilhões de reais por ano.
Bernardo participou mais cedo do lançamento, juntamente com as operadoras telefonia móvel Claro, Oi, TIM e Vivo, dos testes para o projeto de "Banda Larga 0800". O piloto será desenvolvido na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal, com 80 pessoas.
A banda larga 0800 funcionará nos moldes dos seviços telefônicos 0800. No caso, serão sites cujo acesso por dispositivos móveis será gratuito para o usuário, como portais governamentais de serviços públicos.


Abrir capital exige das empresas uma preparação longa e dolorosa
Brasil Econômico 12.07.2012 - Processo de IPO se dá em três fases: preparação, execução (contratação dos bancos coordenadores) e pós-oferta. Adaptação envolve mudança de cultura corporativa; controlador tem de estar preparado para dividir o poder.
O mercado não está favorável para aberturas de capital - a última operação ocorreu no final de abril -, mas a companhia que vislumbra trilhar esse caminho tem que se preparar com muita antecedência para aproveitar "janelas de oportunidade", quando elas aparecem.
Segundo especialistas ouvidos pelo Brasil Econômico, o processo é longo e doloroso na maior parte dos casos. "Mexe com a cultura, força a empresa a ter maior transparência", afirma Paulo Junqueira, diretor de relações com investidores da Unicasa, que fez o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) há pouco mais de dois meses.
Por mudar a forma com que a companhia se relaciona com o mercado e envolver a adoção de novas práticas de governança e gestão, a empresa leva em torno de dois anos para estar pronta de fato para abrir o capital e lidar com a demanda de analistas, investidores e fornecedores. Esse prazo pode variar de acordo com o estágio de transparência da empresa.
Junqueira conta que a abertura de capital da Unicasa estava no horizonte em 2005, quando foi contratada uma auditoria externa "de primeira linha" para validar o balanço da empresa. Ainda assim, foi apenas em 2010 que a decisão foi tomada. "Foi a partir daí que começou a profissionalização da empresa e a adoção de um conselho de administração", conta.
O sócio da consultoria e auditoria Deloitte, Bruce Mescher, divide um processo de IPO em três fases: preparação, execução (contratação dos bancos coordenadores) e pós-oferta. "O mais importante é a preparação, quando a empresa vai arrumar a casa. É preciso estar confortável na hora de fazer a comunicação com os investidores", diz.
O momento de tomar a decisão de ir ao mercado é um dos mais delicados para as companhias. Maria Cibele Santos, sócia do Siqueira Castro Advogados, lembra que caso seja uma familiar, é a hora de cada envolvido discutir que futuro planejam para a empresa, se esse é o IPO é a saída mais adequada e fazer o planejamento sucessório.
O advogado Marcelo Freitas, também do Siqueira Castro, afirma que mesmo que a empresa demore a abrir capital, uma vez que o mercado pode não estar propício a novos IPOs, é importante cumprir todos os requerimentos de uma companhia aberta para "treinar".
"Quanto mais preparada estiver, mais treinada estará na hora que tiver início os "road shows" (visitas a investidores) para o IPO", diz, acrescentando que essas práticas também ajudam no caso de a empresa precisar emitir dívida ou tomar um empréstimo com o BNDES.
Por envolver uma série de áreas, o gerente geral de relações com os investidores da Locamérica, Ronald Stanley Aitken, também vê como longa essa fase de preparação.
O executivo conta que a empresa desejava abrir o capital desde 2005, quando a líder do setor de locação de veículos, a Localiza, fez o IPO. No entanto, esse projeto só começou a amadurecer em 2008, quando o private equity do banco Votorantim entrou no capital da empresa. "Aí começou a real preparação para o IPO", explica Aitken.
No caso da Locamérica, um dos passos mais importantes na fase de preparação foi a adoção de uma melhor gestão financeira. Antes concentrada no curto prazo, a empresa emitiu debêntures para alongar o perfil da dívida. Houve ainda um processo de profissionalização, com a ampliação do número de diretorias de duas para seis, além da adoção de melhores práticas de governança e de processos.
Todas essas mudanças, no entanto, devem ser implementadas de forma eficiente e não apenas para cumprir as exigências de investidores.
O sócio diretor da Mesa Corporate Governance, Luiz Marcatti, afirma que entre 2006 e 2007, quando houve um "boom" de IPOs, muitas empresas abriram capital sem estar de fato preparadas para atuarem como empresas abertas, com a preparação durando até menos de seis meses, mas o mercado percebeu essa falha.
"Hoje há liquidez, mas o investidor está mais avesso ao risco e mais atento. É importante estar preparado para um redesenho na estrutura de poder."
Pensando nisso, o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), irá lançar em até três meses um guia, feito em parceria com a PwC, para enfatizar o trabalho da área de RI após a abertura de capital. "Vimos histórias de empresas que abriram capital mas não tinham áreas adequadas para o atendimento, pós-IPO, dos investidores e potenciais investidores", conta o diretor-adjunto do Ibri, Rodrigo Luz.


Brasil IPO.
Reuters 12.07.2012 - As preocupações sobre o ambiente econômico podem continuar tendo impacto sobre a decisão das companhias de realizarem ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre no Brasil, mas no médio prazo as perspectivas continuam favoráveis para estas operações, na visão da consultoria Ernst&Young.
"Nos últimos meses, o ambiente econômico de forma geral não ajudou e ainda assim tivemos ofertas generosas tanto no Brasil quanto fora, de empresas muito populares", disse o sócio para a área de mercados estratégicos e emergentes da Ernst & Young, André Viola Ferreira, referindo-se às emissões do banco de investimentos BTG Pactual, no Brasil, e do Facebook, nos Estados Unidos.
Para o executivo, as empresas de setores ligados à infraestrutura e consumo no Brasil continuam sendo as principais candidatas a listarem suas ações em bolsa, especialmente das regiões Sudeste e Nordeste.
"Há muitas empresas considerando IPOs em seus planos de negócios. O elevado número de negócios de private equity é uma evidência. Em algum momento os investidores vão ter que sair e daí vemos que a perspectiva para IPOs é alta", disse Ferreira.
No Brasil, as ofertas de 2012 concentraram-se no segundo trimestre, a partir de abril. Desde então, os valores apurados pelas companhias em IPOs ou ofertas subsequentes somam 8,63 bilhões de reais. Apenas a oferta das units do BTG respondeu por 3,66 bilhões de reais.
Apesar das boas expectativas da Ernst&Young, as companhias mostram-se reticentes no cenário atual. Na quarta-feira, a Reuters noticiou que a rede de drogarias Pague Menos decidiu suspender seu IPO na Bovespa .
A atividade global de IPOs, segundo a consultoria, teve um crescimento no segundo trimestre, em um total de 206 negócios, que levantaram 41,8 bilhões de dólares, alta de 141 por cento sobre o trimestre anterior. Apesar disso, o total está 36 por cento abaixo do volume levantado um ano antes, de 65,6 bilhões de dólares.
"Os resultados do segundo trimestre mostram um relativo otimismo para a obtenção de capital. Entretanto, este otimismo em certos mercados e em certos ramos de atividade continua prejudicado pela falta de confiança do consumidor e incertezas econômicas", disse a líder global para mercados estratégicos em crescimento da Ernst&Young, Maria Pinelli.
Um estudo da consultoria sobre o assunto avalia que há uma série de sinais positivos para os IPOs no terceiro trimestre em todo o mundo. Para a Ernst&Young, uma política monetária equilibrada nas economias desenvolvidas e emergentes será importante para restaurar a confiança dos investidores e dos emitentes.
Além disso, as diferentes condições macroeconômicas também devem continuar a criar bolsões de oportunidades no cenário mundial para os IPOs no segundo semestre de 2012.
Segundo a Ernst&Young, nos próximos meses, as janelas para a realização das ofertas iniciais estão suscetíveis para abrir e fechar mais rapidamente e, muitas vezes com pouco ou nenhum aviso.


B&A nasce com 8 funcionários, e maioria vem da Vale
Exame 12.07.2012 - Roger Agnelli, fundador da B&A, foi buscar executivos na empresa que presidiu por dez anos.
Por enquanto, apenas oito pessoas fazem parte do time de funcionários da B&A, companhia de mineração criada pelos sócios BTG Pactual e Roger Agnelli. Dessas, seis pessoas vieram da Vale - empresa que Agnelli presidiu por uma década.
O próprio CEO da nova companhia, Eduardo Ledsham, era diretor de exploração na maior mineradora do país e saiu no final do ano passado para se juntar ao time de Agnelli.
 "A ideia é que a equipe cresça, à medida que novos projetos entrem no nosso portfólio", afirmou Ledsham, em coletiva com a imprensa, nesta quinta-feira.
 Segundo ele, a Vale é um grande celeiro de formação de profissionais e todos da equipe têm vasta experiência na área de mineração. "É importante lembrar que boa parte deles veio movida pelo sonho de transformar a B&A em uma grande companhia", disse o executivo.
 A B&A deve crescer no mercado de mineração por meio de parceria com pequenas e médias empresas. No longo prazo, a companhia fará investimentos de mais de 1 bilhão de reais.


Syngenta inaugura fábrica de U$ 100 milhões para setor de cana
JCRJ 12.07.2012 - A Syngenta inaugura hoje sua primeira unidade no mundo para a produção de Plene, tecnologia desenvolvida no Brasil, para simplificar e aumentar a eficiência do plantio dos canaviais. Foram investidos 100 milhões de dólares na fábrica situada em Itápolis, noroeste do Estado de São Paulo, que já produz Plene para os principais grupos do setor sucroenergético do Brasil. A Syngenta planeja investir, ainda, na duplicação da estrutura e capacidade produtiva
da fábrica.
Plene é uma tecnologia que revoluciona o manejo da cultura, ao oferecer toletes de cana de apenas 5 centímetros, tratados contra doenças e pragas, garantindo sanidade, pureza e rastreabilidade no plantio. Além disso, segundo a empresa, a adoção de Plene® viabiliza uma menor compactação do solo ao possibilitar o uso de equipamentos menores e mais leves. “Unindo tecnologia, serviços e conhecimento, Plene exemplifica o conceito de soluções integradas da Syngenta, no qual vamos além de um único produto, pensando na melhor resposta para as reais necessidades do produtor” diz Antonio Carlos Guimarães, diretor-geral da Syngenta para a América Latina.
A tecnologia representa uma evolução em relação ao sistema convencional, no qual são usadas colmos de 40 centímetros e até 18 toneladas de cana para plantio de um único hectare, enquanto Plene® requer apenas 1,5 tonelada para a mesma área.
O setor sucroenergético tem o grande desafio de aumentar a produtividade dos campos para atender a crescente demanda por mais energia e alimento. Como um canavial pode passar por até cinco colheitas antes de ser replantado, o estabelecimento da cana no solo é um ponto crucial para que cada safra seja produtiva. Plene® contribui para isso possibilitando que a cana se enraíze melhor, garantindo um melhor estabelecimento das plantas, um perfilhamento mais equilibrado e redução de custos.
“Entendemos que os desafios para aumento da produtividade são vários. Somente com a integração de tecnologias e conhecimento poderemos trazer a cana um salto produtivo e sustentável e Plene é uma das respostas para isso”, diz o Diretor Global de Cana de açúcar da Syngenta, Daniel Bachner. O potencial de receita de Plene é de 500 milhões de dólares. “Trata-se de um dos principais projetos da Syngenta no mundo, e o mais importante em toda a América Latina” conclui Bachner.


Moagem de cana do centro-sul caiu 28% até 30 de junho, diz Unica
Reuters 12.07.2012 - A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil continuou sendo afetada pelas chuvas na segunda quinzena de junho, e o processamento acumula uma queda de 28 por cento na safra 2012/13, informou nesta quinta-feira a Unica, entidade que representa as indústrias da principal região produtora do país.
A moagem no acumulado da safra somou 128,3 milhões de toneladas.
Na segunda quinzena de junho, o ritmo da moagem melhorou na comparação com a primeira parte do mês, mas ainda assim registrou queda de 25 por cento ante o mesmo período da temporada 2011/12, para 31,7 milhões de toneladas, de acordo com os dados da Unica.
"A operacionalização da colheita da cana-de-açúcar seguiu prejudicada pelo alto volume de chuvas, que, nos últimos 15 dias de junho, ultrapassaram 100 milímetros em tradicionais municípios canavieiros paulistas", afirmou a Unica em relatório divulgado nesta quinta-feira.
Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) citados pela Unica, o número de dias de moagem perdidos pelas usinas por causa das chuvas aumentou significativamente em junho: em média, as unidades amostradas registraram 11 dias de paralisação, ante cinco dias verificados no mesmo mês de 2011.
Como consequência, a produção de açúcar e etanol caiu em patamar semelhante ao verificado na moagem.
A produção de açúcar do centro-sul, que responde por cerca de 90 por cento da safra de cana do país, somou 6,69 milhões de toneladas no acumulado da safra, queda de 29 por cento ante a temporada passada.
Já a produção de etanol atingiu 4,82 bilhões de litros, baixa de 32 por cento na mesma comparação.


Agricultura anuncia R$ 200 milhões em crédito para suinocultura
GazetadoPovode Londrina 12.07.2012 - Financiamento, para a aquisição de leitões, pode ser acessado por produtores, agroindústrias, cooperativas e varejistas, com juros de 5,5% ao ano.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou nesta quinta-feira (12) uma linha de crédito especial no valor de R$ 200 milhões para a aquisição de leitões ao preço de R$ 3,6 o quilo. O financiamento pode ser acessado por produtores, agroindústrias, cooperativas e varejistas, com juros de 5,5% ao ano.
O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas ou com vencimento até janeiro de 2013 serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.
De acordo com a pasta, para a retenção de matrizes por produtores independentes, o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 aumentou o valor limite de R$ 1,2 milhão por produtor para R$ 2 milhões, com prazo de pagamento mantido em até dois anos e juros de 5,5% ao ano.
Também foi disponibilizada uma linha especial de crédito para compradores de suínos vivos a R$ 2 o quilo. O setor terá uma linha de crédito para financiamentos fora do sistema bancário, contraídos em cooperativas, cerealistas, fornecedores de insumos e tradings (empresas de comércio exterior).
As medidas de socorro à suinocultura já haviam sido parcialmente antecipadas pelo ministro na última terça-feira (10), após reunião com a bancada ruralista do Congresso Nacional. Durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado hoje, ele confirmou problemas no setor.
“Percebemos que a crise estava chegando e tentamos começar a agir, mas esbarramos em dificuldades”, explicou. Mendes Ribeiro informou que o governo da Albânia decidiu hoje reabrir o mercado de suínos provenientes do Brasil e que, ainda este mês, uma missão russa virá ao país visitar frigoríficos.
Representantes de suinocultores, entretanto, demonstraram insatisfação diante das medidas anunciadas pelo governo federal. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, cobrou que seja estabelecido um preço mínimo para a carne suína.
“Tenho certeza de que o ministério tem condições para isso e, se houver vontade política, seremos atendidos no dia de hoje”, disse. “Em 2011, a suinocultura entrou em crise e, desde lá, não conseguimos sequer pagar o custo”, completou, ao cobrar mais medidas do governo federal. A entidade promove hoje uma série de atividades em Brasília em defesa de melhorias no setor.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtores e Exportadores de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto, lembrou que o Brasil é um dos maiores produtores de carne suína em todo o mundo e disse que isso exige uma atuação forte e eficiente do Poder Público. “Infelizmente, isso ainda não temos”, avaliou.
Pouco antes do final da audiência pública, Mendes Ribeiro informou que vai receber as líderes do movimento de suinocultores às 14h30 no ministério.


Sindicato aponta equívoco em decisão do Ibama sobre o estaleiro Eisa
Tribuna de Hoje 12.07.2012- O veto do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) é uma ofensa ao desenvolvimento de Alagoas. Foi com essa assertiva que o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Alagoas (Sindmetal), Jobson Torres, tratou da questão.
Inconformados com a decisão, representantes Sindmetal fizeram um manifesto na manhã desta terça-feira (10) na porta do Ibama, em Maceió, em apoio à reunião que a Bancada Alagoana terá na próxima quinta-feira (12) com a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira.
“Não podemos mais concordar com o massacre que é feito aos alagoanos. O veto do Ibama chega a ser uma ofensa e impede diretamente o desenvolvimento de Alagoas. Pelo estudo apresentado, a construção do estaleiro Eisa na cidade de Coruripe [Litoral Sul], além da geração de emprego e renda, vai trabalhar com o replantio do manguezal”, explicou Barros.
O sindicato não entende ainda como o Instituto do Meio Ambiente liberou a implantação de um estaleiro em Pernambuco, que chegou a desmatar 1.200 hectares, e os argumentos sequer foram questionados pelo órgão.
Jobson Torres justifica que a área apresentada por Alagoas para a implementação do estaleiro Eisa vai desmatar 9% do local. “Vetar esse projeto é uma atitude irresponsável, onde quem sofrerá as consequências, é o trabalhador que perderá 30 mil postos de trabalho”, avalia o presidente do Sindmetal.


Frigorífico agora quer vender carne 'sob encomenda'
Folha 12.07.2012 - Associação dos exportadores planeja inverter cadeia para fidelizar consumidor com o produto que o mercado pedir.
Produtores dizem que conseguem produzir o boi que o cliente quiser, mas exigem receber a mais por qualidade. Os frigoríficos pretendem alterar a cadeia da carne para ganhar novos mercados e aumentar o faturamento.
Em vez de sair à procura de clientes após abater o gado, pretendem vender o produto antes mesmo de adquiri-lo.
Hoje, a indústria compra o gado, abate os animais e vende a carne. A nova proposta é primeiro vender a carne, para só depois abater o animal que se enquadre exatamente nas exigências do comprador.
Antônio Camardelli, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), espera que, com isso, os frigoríficos atendam melhor o mercado e fidelizem o cliente, além de otimizar a produção.
"Hoje, se o boi tem 20% de gordura e o cliente quer apenas 10%, a indústria tem que retirar o excesso. Com a mudança, vamos procurar o produtor que faça boi com 10% para esse mercado", afirma.
"Tem que do mercado partir para o boi, e não fatiar o boi e ir atrás do mercado."
Com o modelo atual, afirma Camardelli, o Brasil faz carne "ingrediente", vendida sem valor agregado. Mudando a cadeia, diz, pode chegar à carne "culinária", um pouco mais valorizada, e daí à "gourmet", com alto valor agregado -e com chances de entrar em mercados nobres, como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Japão.
A carne produzida no Brasil, hoje, não tem acesso a mais da metade do mercado.
Produtor: Na disputa com frigoríficos pelo preço do boi, os produtores esperam ser remunerados para produzir aquilo que o mercado deseja.
"O Brasil tem como produzir o boi que o consumidor quiser. Mas tem que ser pago por essa qualidade", defende Luciano Vaccari, presidente da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso).
 Para Vaccari, produto diferenciado implica custos mais altos. "Se o cliente quiser boi com cupim vermelho, a gente pinta. Mas alguém tem que pagar o cara que vai pintar o boi e a tinta usada."
 Ele usa como exemplo as carnes de grife, que já existem no Brasil: têm mais qualidade, mas são mais caras.
 "Não há como fazer isso sem remuneração."  O preço da arroba bovina caiu 3% em julho, para R$ 93, contrariando a expectativa de recuperação. No início do ano, a arroba valia R$ 100.
 
Carência de mão de obra chega a setor de franquias
Folha 12.07.2012 - A dificuldade de contratação de mão de obra qualificada, que já atinge diversos setores no Brasil, começa a alcançar os sistemas de redes de franquias.
Questões ligadas a recursos humanos aparecem entre as maiores dificuldades que os franqueados enfrentam na gestão do negócio na opinião de 49% dos franqueadores, segundo Claudia Bittencourt, da consultoria Bittencourt.
"Falta gente e trabalho de gestão de pessoas. Há pouco preparo para reter talentos."
A maior demanda por trabalhadores qualificados obriga as empresas a contratar entre os menos preparados e ter de investir em treinamento, segundo Cristina Franco, vice-presidente da ABF (associação do setor).
"O apagão da mão de obra atinge também o segmento de franchising. Isso cresce desde que o país começou a viver um momento econômico mais pulsante", diz.
A entidade vai inaugurar, antes do final do ano, um centro de qualificação anexo a seu escritório. A meta é trabalhar na certificação de profissionais que atuem pelos franqueadores, como supervisores, vendedores de franquias e gestores financeiros e de marketing. A qualificação dos funcionários das redes é feita pelas próprias franquias, segundo Franco.
O setor de alimentação é o que mais sente a falta de mão de obra, segundo Ana Vecchi, da consultoria especializada em franquias Vecchi Ancona.
"As empresas desse segmento estão perdendo seus funcionários principalmente para os call centers, cuja faixa salarial é semelhante e oferece horários de trabalho mais flexíveis", afirma.
"As empresas estão perdendo seus funcionários para os call centers"


Indústria paulista fecha 7 mil postos de trabalho em junho
DCI 12.07.2012 - O resultado é o pior da série que começou em 2006, com exceção de 2009, ano em que a crise financeira internacional se agravou...
A indústria paulista fechou 7 mil postos de trabalho em junho, quando o nível de emprego registrou queda de 0,39% em comparação ao mês anterior, considerando o ajuste sazonal.
O resultado é o pior da série que começou em 2006, com exceção de 2009, ano em que a crise financeira internacional se agravou. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Entre janeiro e junho deste ano, no entanto, foram criadas 31 mil vagas, o que representou crescimento de 1,2% comparando-se com o mesmo período do ano anterior.
Segundo a Fiesp, 86 mil postos de trabalho foram fechados na indústria paulista nos últimos doze meses, o que corresponde a 3,19%.
Cheque sem fundos subiu no 1º semestre para o maior nível desde 2009
Estadão 12.07.2012 - Indicador de Cheques Sem Fundo da Serasa Experian atingiu 2,07% no primeiro semestre. O Indicador de Cheques Sem Fundos, divulgado hoje (12) pela Serasa Experian, atingiu 2,07% no primeiro semestre, registrando o maior volume de devoluções para o acumulado de janeiro a junho desde 2009, quando retornaram 2,30% dos documentos emitidos em todo o País. Conforme o indicador, em junho foram devolvidos 2,02% do total de cheques, nível abaixo dos 2,20% de maio mas acima do 1,93% registrado em junho de 2011.
Os economistas da Serasa Experian, em nota distribuída à imprensa, avaliam que o aumento do volume desse tipo de inadimplência no primeiro semestre confirma que o consumidor se endividou, ampliou o comprometimento de renda e acabou perdendo o controle das contas também nas compras parceladas com cheques pré-datados.
No primeiro semestre 2012, foram compensados 458.170.923 cheques e, desses, 9.488.913 voltaram. Em igual período de 2011, a emissão havia sido de 508.827.839 e a devolução, de 9.844.863. Ou seja: houve uma queda de 10% no total de emissões de um semestre para outro e uma redução menor, de apenas 3,6%, no número de cheques sem fundos. "Prova de que os cheques estão perdendo qualidade", resumem os economistas da Serasa Experian.

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