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Pilgrim's
Pride, do JBS, registra lucros no 2º trimestre
Estadão 27.07.2012 - A produtora de carne de aves Pilgrim's Pride Corp registrou lucro no último trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período de 2011, e anunciou ainda nesta sexta-feira que espera enfrentar a volatilidade no mercado de matérias-primas das rações e gastos reduzidos por parte dos consumidores no segundo semestre.
A pior seca no cinturão de grãos dos EUA em mais de 50 anos fez os preços do milho e da soja, usados na alimentação dos animais, dispararem neste mês.
O presidente da companhia, Bill Lovette, disse que a Pilgrim's, que opera frigoríficos de frango e vende seus produtos para varejistas e distribuidores do setor de serviços alimentícios, iria focar em fatores que pode controlar.
A empresa, que é majoritariamente controlada pelo grupo brasileiro JBS, vem tentando cortar despesas para contornar os crescentes custos com soja e milho.
A Pilgrim's disse que lucrou 69,4 milhões de dólares, ou 27 centavos de dólar por ação, durante o segundo trimestre; isso comparado a um prejuízo de 128,1 milhões de dólares um ano antes.
A vendas subiram 2,7 por cento para 1,97 bilhão de dólares.
Analistas, na média, esperavam que a companhia lucrasse 28 centavos de dólares por ação, com vendas de 2,03 bilhões de dólares, de acordo com o Thomson Reuters I/B/E/S.
A dívida líquida foi reduzida para 1,18 bilhão de dólares no período. A companhia disse que já conseguiu cortar a dívida líquida em 248 milhões de dólares este ano.
Estadão 27.07.2012 - A produtora de carne de aves Pilgrim's Pride Corp registrou lucro no último trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período de 2011, e anunciou ainda nesta sexta-feira que espera enfrentar a volatilidade no mercado de matérias-primas das rações e gastos reduzidos por parte dos consumidores no segundo semestre.
A pior seca no cinturão de grãos dos EUA em mais de 50 anos fez os preços do milho e da soja, usados na alimentação dos animais, dispararem neste mês.
O presidente da companhia, Bill Lovette, disse que a Pilgrim's, que opera frigoríficos de frango e vende seus produtos para varejistas e distribuidores do setor de serviços alimentícios, iria focar em fatores que pode controlar.
A empresa, que é majoritariamente controlada pelo grupo brasileiro JBS, vem tentando cortar despesas para contornar os crescentes custos com soja e milho.
A Pilgrim's disse que lucrou 69,4 milhões de dólares, ou 27 centavos de dólar por ação, durante o segundo trimestre; isso comparado a um prejuízo de 128,1 milhões de dólares um ano antes.
A vendas subiram 2,7 por cento para 1,97 bilhão de dólares.
Analistas, na média, esperavam que a companhia lucrasse 28 centavos de dólares por ação, com vendas de 2,03 bilhões de dólares, de acordo com o Thomson Reuters I/B/E/S.
A dívida líquida foi reduzida para 1,18 bilhão de dólares no período. A companhia disse que já conseguiu cortar a dívida líquida em 248 milhões de dólares este ano.
Kopenhagen
estreia linha de produtos salgados
Brasil Econômico 27.07.2012 - Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair principalmente o público masculino.
Os grissinis, palitinhos crocantes servidos como couvert em restaurantes, serão vendidos nas lojas da rede. Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair o público masculino.
Pela primeira vez, em 84 anos de história, a Kopenhagen venderá um produto salgado nas suas lojas de chocolates.
Trata-se dos grissinis, aqueles famosos palitinhos crocantes servidos como couvert em restaurantes. No caso do gourmet da Kopenhagen, os grissinis serão salpicados com grãos torrados de cacau, com tomates-passa cobertos por chocolate ao leite com um toque de azeite.
A caixa do gourmet terá edição limitada e será vendida para o Dia dos Pais. A princípio, segundo a Kopenhagen, da executiva Renata Moraes Vichi, a empresa não visa testar o mercado pensando em diversificar sua linha de produtos.
Porém, não é de hoje que a rede de lojas de chocolate mais famosa do país realiza estudos para ter um item salgado nas cafeterias.
Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair principalmente o público masculino.
Hoje, a rede tem uma linha direcionada os homens, que buscam chocolates menos doces, mais consistentes e, de preferência, com algum teor alcoólico, com as garrafinhas de uísque.
Brasil Econômico 27.07.2012 - Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair principalmente o público masculino.
Os grissinis, palitinhos crocantes servidos como couvert em restaurantes, serão vendidos nas lojas da rede. Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair o público masculino.
Pela primeira vez, em 84 anos de história, a Kopenhagen venderá um produto salgado nas suas lojas de chocolates.
Trata-se dos grissinis, aqueles famosos palitinhos crocantes servidos como couvert em restaurantes. No caso do gourmet da Kopenhagen, os grissinis serão salpicados com grãos torrados de cacau, com tomates-passa cobertos por chocolate ao leite com um toque de azeite.
A caixa do gourmet terá edição limitada e será vendida para o Dia dos Pais. A princípio, segundo a Kopenhagen, da executiva Renata Moraes Vichi, a empresa não visa testar o mercado pensando em diversificar sua linha de produtos.
Porém, não é de hoje que a rede de lojas de chocolate mais famosa do país realiza estudos para ter um item salgado nas cafeterias.
Por trás da estratégia, a Kopenhagen quer atrair principalmente o público masculino.
Hoje, a rede tem uma linha direcionada os homens, que buscam chocolates menos doces, mais consistentes e, de preferência, com algum teor alcoólico, com as garrafinhas de uísque.
Tractebel:
Renovação de concessões terá impacto menor sobre geradoras
Estadão 27.07.2012 - O pacote de renovação das concessões do setor elétrico deve ter um impacto “reduzido” para as geradoras, avalia Eduardo Antonio Sattamini, diretor financeiro e de relações com investidores da Tractebel. “O governo costuma ser duro, mas sensível nas negociações. Imagino que terá sensibilidade para não impactar a capacidade de investimento das empresas”,afirmou.
O executivo participou hoje de um encontro com analistas de investimentos e jornalistas sobre os resultados da companhia, referente ao segundo trimestre. A Tractebel é a maior empresa privada de geração de energia do país. Com o pacote de renovação de concessões, que deve ser divulgado em agosto, o governo pretende reduzir em cerca de 10% o custo da energia no mercado brasileiro, considerado um dos mais altos do mundo.
Segundo ele, a Tractebel não será afetada diretamente pelo pacote, já que não possui concessões que expiram em 2015. Indiretamente, porém, as medidas devem ter impacto sobre o setor, ao alterar os preços da energia comercializada.
Estadão 27.07.2012 - O pacote de renovação das concessões do setor elétrico deve ter um impacto “reduzido” para as geradoras, avalia Eduardo Antonio Sattamini, diretor financeiro e de relações com investidores da Tractebel. “O governo costuma ser duro, mas sensível nas negociações. Imagino que terá sensibilidade para não impactar a capacidade de investimento das empresas”,afirmou.
O executivo participou hoje de um encontro com analistas de investimentos e jornalistas sobre os resultados da companhia, referente ao segundo trimestre. A Tractebel é a maior empresa privada de geração de energia do país. Com o pacote de renovação de concessões, que deve ser divulgado em agosto, o governo pretende reduzir em cerca de 10% o custo da energia no mercado brasileiro, considerado um dos mais altos do mundo.
Segundo ele, a Tractebel não será afetada diretamente pelo pacote, já que não possui concessões que expiram em 2015. Indiretamente, porém, as medidas devem ter impacto sobre o setor, ao alterar os preços da energia comercializada.
ANS age
para estabelecer regras para reajuste de planos
MonitorMercantil 27.07.2012 - Para determinar que as operadoras de planos de saúde agrupem os seus contratos coletivos com menos de 30 vidas e calculem um reajuste único para esse grupo de contratos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está abrindo consulta pública para a proposta de nova Resolução Normativa estabelecendo regras para o cálculo dos percentuais que serão aplicados nos reajustes. As sugestões podem ser durante 30 dias, a partir de agosto.
ANS não definirá os percentuais de reajuste destes planos coletivos que representam 85% dos contratos de planos de saúde no país, com cerca de 2 milhões de usuários. O objetivo central da proposta de nova Resolução Normativa é diluir o risco desses contratos, oferecendo maior equilíbrio no cálculo do reajuste.
Como o reajuste dos planos coletivos é feito por meio da livre negociação entre pessoa jurídica contratante e operadora de plano de saúde, os contratos com menos de 30 vidas muitas vezes podem ser comercializados com preços mais baixos do que os planos individuais, sendo considerados mais atraentes pelos consumidores no momento da aquisição.
No entanto, devido ao reduzido número de beneficiários existentes, esses grupos de beneficiários têm menor poder de negociação no momento do reajuste do que aqueles que possuem contratos coletivos com mais beneficiários.
Estabilidade: Com a medida, a ANS busca tornar mais estável o reajuste desses planos coletivos com menos de 30 beneficiários, além de aumentar a competitividade entre as operadoras, oferecendo maior poder de escolha aos beneficiários.
Segundo Rosana Neves, gerente Geral Econômico Financeiro e Atuarial dos Produtos, "as novas regras buscam aumentar o mutualismo entre estes grupos, estabilizando os reajustes apurados. Buscam também tornar o reajuste um fator de competição no mercado, uma vez que as operadoras serão obrigadas a divulgar os percentuais em seus sites, reduzindo a assimetria de informação, tornando o reajuste mais transparente, dando maior poder de decisão ao consumidor".
MonitorMercantil 27.07.2012 - Para determinar que as operadoras de planos de saúde agrupem os seus contratos coletivos com menos de 30 vidas e calculem um reajuste único para esse grupo de contratos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está abrindo consulta pública para a proposta de nova Resolução Normativa estabelecendo regras para o cálculo dos percentuais que serão aplicados nos reajustes. As sugestões podem ser durante 30 dias, a partir de agosto.
ANS não definirá os percentuais de reajuste destes planos coletivos que representam 85% dos contratos de planos de saúde no país, com cerca de 2 milhões de usuários. O objetivo central da proposta de nova Resolução Normativa é diluir o risco desses contratos, oferecendo maior equilíbrio no cálculo do reajuste.
Como o reajuste dos planos coletivos é feito por meio da livre negociação entre pessoa jurídica contratante e operadora de plano de saúde, os contratos com menos de 30 vidas muitas vezes podem ser comercializados com preços mais baixos do que os planos individuais, sendo considerados mais atraentes pelos consumidores no momento da aquisição.
No entanto, devido ao reduzido número de beneficiários existentes, esses grupos de beneficiários têm menor poder de negociação no momento do reajuste do que aqueles que possuem contratos coletivos com mais beneficiários.
Estabilidade: Com a medida, a ANS busca tornar mais estável o reajuste desses planos coletivos com menos de 30 beneficiários, além de aumentar a competitividade entre as operadoras, oferecendo maior poder de escolha aos beneficiários.
Segundo Rosana Neves, gerente Geral Econômico Financeiro e Atuarial dos Produtos, "as novas regras buscam aumentar o mutualismo entre estes grupos, estabilizando os reajustes apurados. Buscam também tornar o reajuste um fator de competição no mercado, uma vez que as operadoras serão obrigadas a divulgar os percentuais em seus sites, reduzindo a assimetria de informação, tornando o reajuste mais transparente, dando maior poder de decisão ao consumidor".
Governo
cobra de montadoras compromisso formal de não demissão no ano
Valor 27.07.2012 - A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta sexta-feira, para pedir a prorrogação da tabela de imposto reduzido para o setor, que perde validade em 31 de agosto. Mas Barbosa, que exerce a função de ministro interino (o titular Guido Mantega está em férias), afirmou que o governo só vai prorrogar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido se os fabricantes apresentarem um compromisso formal ao Ministério da Fazenda de que não vão demitir trabalhadores até o fim do ano.
Segundo a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que participou da reunião entre Barbosa e Fenabrave, o governo afirmou aos empresários que vai exigir o compromisso formal das montadoras em resposta às demissões da fábrica da GM em São José dos Campos (SP).
Segundo o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, a tabela de IPI reduzido, que se encerra em 31 de agosto, teve um efeito positivo no setor. “Acabamos com os estoques e revertemos a situação. Atualmente, o setor está com 1,5% de crescimento”, disse. Além disse, ele afirmou que caso o benefício seja mantido, o setor terá um crescimento de 3% a 4% na produção em 2012, “Até junho, estávamos com projeção negativa”,completou.
Meneghetti também pediu a liberação de parte do depósito compulsório feito pelos bancos ao Banco Central (BC) com foco direcionado ao financiamento para a compra de motocicletas. Quando o governo anunciou a redução emergencial do IPI para a indústria de veículos, no fim de maio, decidiu também liberar R$ 18 bilhões do depósito compulsório para o financiamento da compra de carros novos. Segundo Meneghetti, o ideal seria
Valor 27.07.2012 - A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta sexta-feira, para pedir a prorrogação da tabela de imposto reduzido para o setor, que perde validade em 31 de agosto. Mas Barbosa, que exerce a função de ministro interino (o titular Guido Mantega está em férias), afirmou que o governo só vai prorrogar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido se os fabricantes apresentarem um compromisso formal ao Ministério da Fazenda de que não vão demitir trabalhadores até o fim do ano.
Segundo a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que participou da reunião entre Barbosa e Fenabrave, o governo afirmou aos empresários que vai exigir o compromisso formal das montadoras em resposta às demissões da fábrica da GM em São José dos Campos (SP).
Segundo o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, a tabela de IPI reduzido, que se encerra em 31 de agosto, teve um efeito positivo no setor. “Acabamos com os estoques e revertemos a situação. Atualmente, o setor está com 1,5% de crescimento”, disse. Além disse, ele afirmou que caso o benefício seja mantido, o setor terá um crescimento de 3% a 4% na produção em 2012, “Até junho, estávamos com projeção negativa”,completou.
Meneghetti também pediu a liberação de parte do depósito compulsório feito pelos bancos ao Banco Central (BC) com foco direcionado ao financiamento para a compra de motocicletas. Quando o governo anunciou a redução emergencial do IPI para a indústria de veículos, no fim de maio, decidiu também liberar R$ 18 bilhões do depósito compulsório para o financiamento da compra de carros novos. Segundo Meneghetti, o ideal seria
10%
desses R$ 18 bilhões de compulsório para a compra de motos. Ele afirmou que o
Ministério da Fazenda foi receptiva a ideia e que a questão será discutida com
o presidente do BC, Alexandre Tombini.
Quando questionado sobre a possibilidade do governo efetivamente prorrogar a tabela de IPI reduzido ao setor, Meneguetti afirmou estar “torcendo pelo bom senso da presidente Dilma Rousseff, do ministro Guido Mantega
Quando questionado sobre a possibilidade do governo efetivamente prorrogar a tabela de IPI reduzido ao setor, Meneguetti afirmou estar “torcendo pelo bom senso da presidente Dilma Rousseff, do ministro Guido Mantega
e do
secretário Nelson Barbosa, já que a indústria automobilística é muito
importante para a economia brasileira”.
Famílias trocam empréstimo por cartão para
organizar contas, diz pesquisa
Estadão 27.07.2012 - Fatia dos consumidores que pagam dívida com o cartão de crédito cresceu de 25,7% em junho de 2011 para 36,4% no mês passado
O cartão de crédito está sendo uma alternativa mais utilizada pelo consumidor para o pagamento das dívidas do que foi em anos anteriores. A maioria das famílias está substituindo a modalidade de empréstimo bancário pelo cartão de crédito como ferramenta de financiamento dos gastos, demonstra pesquisa apresentada nesta sexta-feira pela Federação de Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ). "O cartão foi incorporado ao dia-a-dia das pessoas. Sem dinheiro à vista, é uma alternativa para evitar o crescimento da dívida e para organizar as contas", afirmou Christian Travassos, economista da Fecomércio-RJ.
Entre os 1 mil consumidores entrevistados em junho deste ano, 36,4% afirmaram pagar dívida em cartão de crédito, porcentual superior ao registrado em igual mês do ano passado (25,7%). O resultado inclui informação sobre pagamento à vista e parcelado com a cobrança de juros.
Em contrapartida ao crescimento do uso do cartão, caiu o número de pessoas que afirmaram pagar parcelas de empréstimo bancário, de 11,7% para 7,9%, e de crédito consignado, de 2,9% para 0,2%.
A escolha pelo cartão de crédito é uma solução se o pagamento for à vista, segundo Luiz Filipe Rossi, professor de Economia e Finanças do Ibmec-RJ, já que, neste caso, os juros pelo parcelamento da dívida são muito mais caros do que os de empréstimo em banco. Em situação de desemprego, é a pior alternativa para estender a dívida e pode, pelo contrário, contribuir para aumentar a inadimplência no futuro, alertou o economista.
Em situações de piora do mercado de trabalho, tradicionalmente, cresce também a opção pela postergação do pagamento do cartão crédito a juros altos, segundo o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Luiz Almeida. "Mas o quadro atual é de pleno emprego, por isso a substituição de outras fontes de crédito pelo cartão", complementou.
A Abecs aposta em um crescimento do uso do cartão de crédito neste ano de 20%, inferior ao registrado em 2011, de 24%. Ainda assim, a avaliação é de que a alta de 20% é expressiva, considerando esse momento de economia mais fraca e a base de comparação alta.
A assimilação do cartão de crédito no orçamento familiar indica uma nova cultura financeira no País, fruto da estabilidade das diretrizes econômicas, de acordo com o professor do Ibmec-RJ. "Com uma inflação na casa dos 40%, como nas décadas de 80 e 90, não era concedido crédito. Atualmente, com uma inflação civilizada, experimentamos uma nova situação. O problema é não abusar. Lidar com crédito é um aprendizado", afirmou Rossi.
Estadão 27.07.2012 - Fatia dos consumidores que pagam dívida com o cartão de crédito cresceu de 25,7% em junho de 2011 para 36,4% no mês passado
O cartão de crédito está sendo uma alternativa mais utilizada pelo consumidor para o pagamento das dívidas do que foi em anos anteriores. A maioria das famílias está substituindo a modalidade de empréstimo bancário pelo cartão de crédito como ferramenta de financiamento dos gastos, demonstra pesquisa apresentada nesta sexta-feira pela Federação de Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ). "O cartão foi incorporado ao dia-a-dia das pessoas. Sem dinheiro à vista, é uma alternativa para evitar o crescimento da dívida e para organizar as contas", afirmou Christian Travassos, economista da Fecomércio-RJ.
Entre os 1 mil consumidores entrevistados em junho deste ano, 36,4% afirmaram pagar dívida em cartão de crédito, porcentual superior ao registrado em igual mês do ano passado (25,7%). O resultado inclui informação sobre pagamento à vista e parcelado com a cobrança de juros.
Em contrapartida ao crescimento do uso do cartão, caiu o número de pessoas que afirmaram pagar parcelas de empréstimo bancário, de 11,7% para 7,9%, e de crédito consignado, de 2,9% para 0,2%.
A escolha pelo cartão de crédito é uma solução se o pagamento for à vista, segundo Luiz Filipe Rossi, professor de Economia e Finanças do Ibmec-RJ, já que, neste caso, os juros pelo parcelamento da dívida são muito mais caros do que os de empréstimo em banco. Em situação de desemprego, é a pior alternativa para estender a dívida e pode, pelo contrário, contribuir para aumentar a inadimplência no futuro, alertou o economista.
Em situações de piora do mercado de trabalho, tradicionalmente, cresce também a opção pela postergação do pagamento do cartão crédito a juros altos, segundo o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Luiz Almeida. "Mas o quadro atual é de pleno emprego, por isso a substituição de outras fontes de crédito pelo cartão", complementou.
A Abecs aposta em um crescimento do uso do cartão de crédito neste ano de 20%, inferior ao registrado em 2011, de 24%. Ainda assim, a avaliação é de que a alta de 20% é expressiva, considerando esse momento de economia mais fraca e a base de comparação alta.
A assimilação do cartão de crédito no orçamento familiar indica uma nova cultura financeira no País, fruto da estabilidade das diretrizes econômicas, de acordo com o professor do Ibmec-RJ. "Com uma inflação na casa dos 40%, como nas décadas de 80 e 90, não era concedido crédito. Atualmente, com uma inflação civilizada, experimentamos uma nova situação. O problema é não abusar. Lidar com crédito é um aprendizado", afirmou Rossi.
Triunfo afirma interesse pelo aeroporto do Galeão
Valor 27.07.2012 - O presidente da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), Carlo Alberto Bottarelli, disse hoje que a companhia tem interesse em participar do processo de concessão à iniciativa privada do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. "Galeão é o aeroporto que temos interesse", resumiu.
Embora o governo federal não admita oficialmente, já há estudos para a concessão de Galeão e Confins, em Minas Gerais. Nos últimos meses, no entanto, o governo passou a cogitar um modelo de parceria público-privada para os dois aeroportos.
A Triunfo integra uma das três sociedades vencedoras do último grande leilão de aeroportos, ocorrido em fevereiro. A companhia arrematou o aeroporto de Viracopos junto com as sócias UTC Participações e Egis.
Viracopos: O presidente descartou mudanças a curto prazo na composição da sociedade que administrará Viracopos, em Campinas (SP). Rumores de mercado indicava que governo estaria insatisfeito com o resultado, e estaria exigindo a troca dos operadores. A Egis chegou a ser o foco de contestação de um recurso elaborado pelo segundo colocado na disputa, o consórcio Novas Rotas – liderado pela Odebrecht. O recurso não foi aceito e a Agência Nacional de Aviação Civil homologou a vitória.
Segundo Bottarelli, hoje todos os integrantes estão “felizes”, o que não daria margem à entrada de participantes de fora.
Perguntado sobre a entrada da holandesa Schiphol, o que também chegou a ser mencionado nos bastidores, Bottarelli negou que tenha havido transação com a companhia.
A Triunfo e a UTC têm 23% de participação na sociedade cada uma, enquanto a Egis tem 5% e a Infraero, 49%.
Suape: Bottarelli afirmou também que a companhia vai disputar a próxima concessão de terminal no complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco.
“Vamos participar”, disse ele num primeiro momento, dizendo que o foco da companhia são terminais de contêineres. Na resposta a outra pergunta, Bottarelli informou que a companhia está “estudando” sua participação.
Segundo ele, o edital deve sair em outubro ou novembro. O complexo industrial portuário de Suape é considerado um dos principais polos de investimentos do país. A profundidade do porto será de 15,5m a 20,0m, o que deve atender a navios de grande porte.
O executivo também comentou o projeto do porto em Manaus, onde a Triunfo já comprou uma área de 100 mil metros quadrados. A companhia já esta desenvolvendo os projetos de engenharia do terminal. A previsão é que a capacidade seja de 220 mil TEUs (unidade padrão do contêiner de 20 pés).
As declarações do presidente foram feitas durante evento de comemoração dos cinco anos da Triunfo no Novo Mercado, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.
Valor 27.07.2012 - O presidente da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), Carlo Alberto Bottarelli, disse hoje que a companhia tem interesse em participar do processo de concessão à iniciativa privada do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. "Galeão é o aeroporto que temos interesse", resumiu.
Embora o governo federal não admita oficialmente, já há estudos para a concessão de Galeão e Confins, em Minas Gerais. Nos últimos meses, no entanto, o governo passou a cogitar um modelo de parceria público-privada para os dois aeroportos.
A Triunfo integra uma das três sociedades vencedoras do último grande leilão de aeroportos, ocorrido em fevereiro. A companhia arrematou o aeroporto de Viracopos junto com as sócias UTC Participações e Egis.
Viracopos: O presidente descartou mudanças a curto prazo na composição da sociedade que administrará Viracopos, em Campinas (SP). Rumores de mercado indicava que governo estaria insatisfeito com o resultado, e estaria exigindo a troca dos operadores. A Egis chegou a ser o foco de contestação de um recurso elaborado pelo segundo colocado na disputa, o consórcio Novas Rotas – liderado pela Odebrecht. O recurso não foi aceito e a Agência Nacional de Aviação Civil homologou a vitória.
Segundo Bottarelli, hoje todos os integrantes estão “felizes”, o que não daria margem à entrada de participantes de fora.
Perguntado sobre a entrada da holandesa Schiphol, o que também chegou a ser mencionado nos bastidores, Bottarelli negou que tenha havido transação com a companhia.
A Triunfo e a UTC têm 23% de participação na sociedade cada uma, enquanto a Egis tem 5% e a Infraero, 49%.
Suape: Bottarelli afirmou também que a companhia vai disputar a próxima concessão de terminal no complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco.
“Vamos participar”, disse ele num primeiro momento, dizendo que o foco da companhia são terminais de contêineres. Na resposta a outra pergunta, Bottarelli informou que a companhia está “estudando” sua participação.
Segundo ele, o edital deve sair em outubro ou novembro. O complexo industrial portuário de Suape é considerado um dos principais polos de investimentos do país. A profundidade do porto será de 15,5m a 20,0m, o que deve atender a navios de grande porte.
O executivo também comentou o projeto do porto em Manaus, onde a Triunfo já comprou uma área de 100 mil metros quadrados. A companhia já esta desenvolvendo os projetos de engenharia do terminal. A previsão é que a capacidade seja de 220 mil TEUs (unidade padrão do contêiner de 20 pés).
As declarações do presidente foram feitas durante evento de comemoração dos cinco anos da Triunfo no Novo Mercado, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo.
Odontoprev reformulará plano voltado para pessoa
física
Valor 27.07.2012 - O modelo de planos odontológicos voltados para pessoa física da Odontoprev não é o mais adequado, segundo afirmação do presidente da companhia, Randal Zanetti, que participou de teleconferência com analistas na manhã de hoje.
“Precisamos remodelar este processo de pessoas físicas até o fim do ano e ter uma retomada forte no ano que vem”, disse o executivo. Zanetti explicou que o produto foi desenhado no ano passado em um curto espaço de tempo, tendo como base experiências passadas e não coincidentes, necessariamente, com a realidade. “Tivemos diversas necessidades de melhoramento e, por isso, estamos reescrevendo os sistemas e a forma como foram feitos.”
Atualmente, os planos individuais representam menos de 10% da carteira da companhia, que pretende intensificar os esforços de vendas no segmento.
A Odontoprev reiterou que o cenário macroeconômico exerceu forte influência sobre os resultado do segundo trimestre, definidos como tímidos pelo presidente. No período, o lucro líquido da companhia aumentou 20,4%,atingindo R$ 42 milhões. A receita líquida somou R$ 243,7 milhões, um acréscimo de 16,5% na comparação anual.
Zanetti afirmou que a situação favorece os competidores que praticam preços agressivos e “insustentáveis”, e, apesar da empresa não ter esse comportamento, deve voltar com bons números gradativamente. “Sempre existem competidores que compram market share via preço, com números insustentáveis, e segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), eles estão com prejuízo para ganhar esta batalha”.
Questionado sobre a possibilidade de o resultado positivo obtido no segundo semestre do ano passado se repetir em 2012, Zanetti afirmou que, normalmente os resultados dos últimos seis meses do ano, são melhores pois a empresa tem muitos “aniversários contratuais” neste período, mas que o avanço deve ser mais tímido desta vez.
A respeito da parceria com o Banco do Brasil, anunciada há dois anos, o executivo disse que alguns ajustes no modelo existente ainda estão sendo feitos. O plano prevê a criação de uma empresa de planos odontológicos, cujos produtos seriam vendidos principalmente nas agências do banco.
Valor 27.07.2012 - O modelo de planos odontológicos voltados para pessoa física da Odontoprev não é o mais adequado, segundo afirmação do presidente da companhia, Randal Zanetti, que participou de teleconferência com analistas na manhã de hoje.
“Precisamos remodelar este processo de pessoas físicas até o fim do ano e ter uma retomada forte no ano que vem”, disse o executivo. Zanetti explicou que o produto foi desenhado no ano passado em um curto espaço de tempo, tendo como base experiências passadas e não coincidentes, necessariamente, com a realidade. “Tivemos diversas necessidades de melhoramento e, por isso, estamos reescrevendo os sistemas e a forma como foram feitos.”
Atualmente, os planos individuais representam menos de 10% da carteira da companhia, que pretende intensificar os esforços de vendas no segmento.
A Odontoprev reiterou que o cenário macroeconômico exerceu forte influência sobre os resultado do segundo trimestre, definidos como tímidos pelo presidente. No período, o lucro líquido da companhia aumentou 20,4%,atingindo R$ 42 milhões. A receita líquida somou R$ 243,7 milhões, um acréscimo de 16,5% na comparação anual.
Zanetti afirmou que a situação favorece os competidores que praticam preços agressivos e “insustentáveis”, e, apesar da empresa não ter esse comportamento, deve voltar com bons números gradativamente. “Sempre existem competidores que compram market share via preço, com números insustentáveis, e segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), eles estão com prejuízo para ganhar esta batalha”.
Questionado sobre a possibilidade de o resultado positivo obtido no segundo semestre do ano passado se repetir em 2012, Zanetti afirmou que, normalmente os resultados dos últimos seis meses do ano, são melhores pois a empresa tem muitos “aniversários contratuais” neste período, mas que o avanço deve ser mais tímido desta vez.
A respeito da parceria com o Banco do Brasil, anunciada há dois anos, o executivo disse que alguns ajustes no modelo existente ainda estão sendo feitos. O plano prevê a criação de uma empresa de planos odontológicos, cujos produtos seriam vendidos principalmente nas agências do banco.
Heritage e Araújo Fontes firmam parceria
Valor 26.07.2012 - A butique de investimentos Heritage Capital, de origem anglo-suíça, e a mineira Araújo Fontes, que presta assessoria financeira a empresas, firmaram um acordo operacional para atuar em conjunto. Sob os termos da parceria, a Araújo Fontes fará a originação dos negócios no Brasil. Esta, com sede em Londres, ficará responsável pela distribuição e captação internacional de clientes.
O foco é prestar assessoria a fusões e aquisições, financiamentos de projetos e finanças estruturadas para empresas de médio porte fora do eixo Rio-São Paulo. Individualmente, as duas empresas já atuavam nesse segmento.
"Temos bases de clientes e culturas parecidas. São negócios complementares", diz o executivo-chefe da Heritage, Joseph Dryer.
Para Marcelo Araújo, sócio da Araújo Fontes, o acordo vai proporcionar à empresa uma melhor capacidade de distribuição de instrumentos de renda fixa e variável. "Com isso, vamos ser mais atrativos para os clientes", diz.
Desde 2010, já havia uma colaboração entre as empresas na originação de negócios, mas era algo esporádico. Dois fatores contribuíram para a decisão de estreitar os laços.
Um deles foi a entrada de Carlos Braga na Araújo Fontes. Com experiência no mercado de dívida, o executivo - que iria comandar o Royal Bank of Scotland (RBS) no Brasil - tornou-se sócio da empresa depois que o banco desistiu dos planos de abrir uma unidade no mercado brasileiro.
Outro foi a compra da Heritage por seus próprios administradores, no fim do ano passado. Até então, a butique era um braço do Banque Heritage, da Suíça.
A partir daí, os novos donos da companhia aprofundaram a estratégia de atuar em mercados emergentes, com ênfase no Brasil, na Turquia e na África do Sul.
A Heritage Capital abriu escritório no Brasil em 2009, mas a iniciativa não foi muito eficaz. "Atuar nos mercados globais requer criar presença local", afirma Dryer. "Levaria tempo para construirmos essa presença sozinhos."
A Araújo Fontes tem sede em Belo Horizonte e escritórios em Curitiba, Goiânia, Ribeirão Preto e São Paulo, além de um representante no Recife. A companhia tem cerca de 70 pessoas, incluindo um grupo de 12 sócios.
"A maior parte dos bancos de investimentos está instalada em São Paulo e no Rio, mas não tem feito um bom trabalho no resto do país", avalia Braga. "Há um mercado que não está devidamente coberto, é uma oportunidade única."
Os segmentos de infraestrutura, petróleo e gás, logística e finanças são os que mais oferecem oportunidade de negócios, avalia Dryer, da Heritage.
Segundo Araújo, a empresa realizou 80 transações - que somam R$ 10 bilhões -desde 2005, quando deixou de ser uma consultoria tributária e decidiu atuar como assessoria financeira. Entre os negócios já conduzidos, estão emissões de debêntures da Queiroz Galvão e na compra dos postos Polipetro pela AleSat, em 2008.
Valor 26.07.2012 - A butique de investimentos Heritage Capital, de origem anglo-suíça, e a mineira Araújo Fontes, que presta assessoria financeira a empresas, firmaram um acordo operacional para atuar em conjunto. Sob os termos da parceria, a Araújo Fontes fará a originação dos negócios no Brasil. Esta, com sede em Londres, ficará responsável pela distribuição e captação internacional de clientes.
O foco é prestar assessoria a fusões e aquisições, financiamentos de projetos e finanças estruturadas para empresas de médio porte fora do eixo Rio-São Paulo. Individualmente, as duas empresas já atuavam nesse segmento.
"Temos bases de clientes e culturas parecidas. São negócios complementares", diz o executivo-chefe da Heritage, Joseph Dryer.
Para Marcelo Araújo, sócio da Araújo Fontes, o acordo vai proporcionar à empresa uma melhor capacidade de distribuição de instrumentos de renda fixa e variável. "Com isso, vamos ser mais atrativos para os clientes", diz.
Desde 2010, já havia uma colaboração entre as empresas na originação de negócios, mas era algo esporádico. Dois fatores contribuíram para a decisão de estreitar os laços.
Um deles foi a entrada de Carlos Braga na Araújo Fontes. Com experiência no mercado de dívida, o executivo - que iria comandar o Royal Bank of Scotland (RBS) no Brasil - tornou-se sócio da empresa depois que o banco desistiu dos planos de abrir uma unidade no mercado brasileiro.
Outro foi a compra da Heritage por seus próprios administradores, no fim do ano passado. Até então, a butique era um braço do Banque Heritage, da Suíça.
A partir daí, os novos donos da companhia aprofundaram a estratégia de atuar em mercados emergentes, com ênfase no Brasil, na Turquia e na África do Sul.
A Heritage Capital abriu escritório no Brasil em 2009, mas a iniciativa não foi muito eficaz. "Atuar nos mercados globais requer criar presença local", afirma Dryer. "Levaria tempo para construirmos essa presença sozinhos."
A Araújo Fontes tem sede em Belo Horizonte e escritórios em Curitiba, Goiânia, Ribeirão Preto e São Paulo, além de um representante no Recife. A companhia tem cerca de 70 pessoas, incluindo um grupo de 12 sócios.
"A maior parte dos bancos de investimentos está instalada em São Paulo e no Rio, mas não tem feito um bom trabalho no resto do país", avalia Braga. "Há um mercado que não está devidamente coberto, é uma oportunidade única."
Os segmentos de infraestrutura, petróleo e gás, logística e finanças são os que mais oferecem oportunidade de negócios, avalia Dryer, da Heritage.
Segundo Araújo, a empresa realizou 80 transações - que somam R$ 10 bilhões -desde 2005, quando deixou de ser uma consultoria tributária e decidiu atuar como assessoria financeira. Entre os negócios já conduzidos, estão emissões de debêntures da Queiroz Galvão e na compra dos postos Polipetro pela AleSat, em 2008.
Fibria tem prejuízo líquido de R$524 mi no 2o tri
Reuters 26.07.2012 - A Fibria registrou um prejuízo líquido de 524 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de 215 milhões de reais de um ano antes.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou 550 milhões de reais, alta anual de 12 por cento.
Reuters 26.07.2012 - A Fibria registrou um prejuízo líquido de 524 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de 215 milhões de reais de um ano antes.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou 550 milhões de reais, alta anual de 12 por cento.
Magazine Luiza está com risco menor na bolsa, diz
analista
Exame 26.07.2012 -No ano, as ações do Magazine Luiza têm queda de 3,4%. O Magazine Luiza (MGLU3) está mais conservador em suas operações e as ações devem reagir da mesma forma, analisa Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA. Ela reduziu o preço-alvo para os papéis da varejista para incorporar os planos mais comedidos da empresa, especialmente em relação a resultados de longo prazo no setor de consumo financeiro.
O valor por ação passou de 22,70 reais para 15,70 reais e a recomendação de desempenho acima da média (outperform) foi reiterada. O potencial de valorização é de 70% na comparação com o último fechamento.
Para Juliana, uma temporada de crescimento de lucros deve vir após fortes revisões nos custos e despesas com o foco em integração das recentes aquisições (Lojas Maia) e uma perspectiva mais conservadora para a Luizacred. A empresa disse em seu resultado do primeiro trimestre que manteve o conservadorismo com a divisão de financiamentos e que os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, “de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012”.
Exame 26.07.2012 -No ano, as ações do Magazine Luiza têm queda de 3,4%. O Magazine Luiza (MGLU3) está mais conservador em suas operações e as ações devem reagir da mesma forma, analisa Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA. Ela reduziu o preço-alvo para os papéis da varejista para incorporar os planos mais comedidos da empresa, especialmente em relação a resultados de longo prazo no setor de consumo financeiro.
O valor por ação passou de 22,70 reais para 15,70 reais e a recomendação de desempenho acima da média (outperform) foi reiterada. O potencial de valorização é de 70% na comparação com o último fechamento.
Para Juliana, uma temporada de crescimento de lucros deve vir após fortes revisões nos custos e despesas com o foco em integração das recentes aquisições (Lojas Maia) e uma perspectiva mais conservadora para a Luizacred. A empresa disse em seu resultado do primeiro trimestre que manteve o conservadorismo com a divisão de financiamentos e que os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, “de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012”.
Petrobras avalia cobrar dívida de R$ 2,4 bi da
Eletrobras na Justiça
Valor 26.07.2012 - Madureira da Silva, diretor da Eletrobras, diz que já negociou com a BR o parcelamento de R$ 725 milhões da dívida.
Uma dívida de R$ 2,4 bilhões entre as duas maiores estatais brasileiras pode parar na Justiça. A Petrobras decidiu dar fim ao calote que a BR Distribuidora está recebendo da Amazonas Energia, controlada pela Eletrobras, já que desde 2009 a distribuidora da petroleira não recebe por todo o óleo combustível e diesel consumidos pelas termelétricas que operam no Norte do país. A dívida corresponde a quase duas vezes o lucro da BR no ano passado, que foi de R$ 1,267 bilhão.
Em dólares, o valor da dívida soma US$ 1,18 bilhão, o que permitiria pagar, com sobra, uma das modernas sondas de perfuração em águas ultraprofundas que serão construídas no Brasil ao custo aproximado de US$ 1 bilhão. "Na prática, é uma tentativa de transferir uma ineficiência do setor elétrico para a Petrobras", afirma um executivo da BR.
A origem do problema, sob o ponto de vista da Eletrobras, é uma divergência de interpretação entre a concessionária de energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação às regulamentações da Lei 12.111, de julho de 2009, relacionadas às despesas cobertas pela bilionária Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
"Esse é um problema gerado pela regulamentação de uma legislação que não está conseguindo dar o devido equilíbrio econômico à concessão", afirma Marcos Aurélio Madureira da Silva, diretor de Distribuição da Eletrobras e presidente de todas as distribuidoras controladas pela estatal de energia.
O diretor da Eletrobras faz questão de frisar que o que chama de déficit não é gerado por inoperância ou por problemas de gestão da Amazonas Energia. "Ele [déficit] está sendo gerado por uma divergência quanto aos critérios de cobertura dos custos de geração do sistema isolado", afirma, admitindo contudo que a Petrobras não tem nada a ver com o assunto, a não ser o fato de ser também uma estatal.
A Eletrobras já acertou com a BR o parcelamento de uma parte da dívida, no valor de R$ 725 milhões, o que agora terá de ser aprovado pelo conselho de administração. Quanto aos R$ 1,6 bilhão restantes, que ainda não incluem correção, Madureira diz que precisa se entender com a Aneel antes de pagar.
Vendo esgotadas as possibilidades de receber pela via da negociação, a Petrobras resolveu agir. Em uma carta para a Eletrobras, a distribuidora de combustíveis informou que vai passar a exigir garantias da controladora nas vendas de combustível para a Amazonas Energia. "Sem a garantia, só vamos entregar combustível com pagamento prévio", informou uma fonte qualificada ao Valor.
Durante muitos anos, a Petrobras se transformou em uma espécie de fiadora indireta da estatal de energia, antecipando pagamentos para a BR pelo óleo vendido para geração no Amazonas de modo que a distribuidora não tivesse que carregar esse atraso nos pagamentos em seus balanços. Mas em 2009, depois da Lei 12.111, a situação se agravou e a dívida aumentou. Em maio de 2011, a Petrobras decidiu não mais esconder o problema, deixando de compensar a dívida internamente. Era claro que o rombo era muito grande para suportar e o impacto no caixa da distribuidora foi relevante.
"Esse número é muito significativo para a BR. Sabemos da nossa responsabilidade social e das consequências se pararmos o fornecimento de combustível para a região. Mas não podemos mais ficar de braços atados", desabafou uma fonte da distribuidora de combustíveis.
O Valor conversou com executivos da Petrobras e da BR sobre o assunto, mas dado o constrangimento que suscita, todos pediram para não terem seus nomes divulgados. Explica-se: as duas estatais estão submetidas ao Ministério de Minas e Energia, sendo que o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, é membro do conselho de administração de uma e preside o conselho da outra. Em março, o assunto foi levado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente dos conselho de administração da Petrobras e do conselho da distribuidora de combustíveis. Mantega deu sinal verde para a cobrança judicial.
Apontada como estopim, a Lei 12.111 permitiu, por exemplo, que despesas com operação e manutenção de equipamentos também fossem deduzidos da conta de combustíveis. A CCC é um encargo setorial pago por todos os brasileiros na conta de luz para subsidiar a geração de energia no Norte do país, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de distribuição. As geradoras que operam no chamado Sistema Isolado têm direito a subsídio para pagamento das despesas com a compra de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, que custam mais caro.
Em 2012, o orçamento da CCC é de R$ 3,2 bilhões. Em 2011, chegou a R$ 5,85 bilhões e, em 2010, de R$ 4,757 bilhões. Administradora da CCC, a Eletrobras está sob pressão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem cobrando mais eficiência na gestão do parque gerador na região. Em 2007 a Aneel multou em R$ 11,9 milhões a Eletrobras por má gestão dos recursos arrecadados pela CCC. Apontada pela Eletrobras como responsável pelo problema, a Aneel não respondeu aos pedidos de entrevista. A assessoria de Zimmermann, no MME, também disse que não iria comentar o assunto.
Valor 26.07.2012 - Madureira da Silva, diretor da Eletrobras, diz que já negociou com a BR o parcelamento de R$ 725 milhões da dívida.
Uma dívida de R$ 2,4 bilhões entre as duas maiores estatais brasileiras pode parar na Justiça. A Petrobras decidiu dar fim ao calote que a BR Distribuidora está recebendo da Amazonas Energia, controlada pela Eletrobras, já que desde 2009 a distribuidora da petroleira não recebe por todo o óleo combustível e diesel consumidos pelas termelétricas que operam no Norte do país. A dívida corresponde a quase duas vezes o lucro da BR no ano passado, que foi de R$ 1,267 bilhão.
Em dólares, o valor da dívida soma US$ 1,18 bilhão, o que permitiria pagar, com sobra, uma das modernas sondas de perfuração em águas ultraprofundas que serão construídas no Brasil ao custo aproximado de US$ 1 bilhão. "Na prática, é uma tentativa de transferir uma ineficiência do setor elétrico para a Petrobras", afirma um executivo da BR.
A origem do problema, sob o ponto de vista da Eletrobras, é uma divergência de interpretação entre a concessionária de energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação às regulamentações da Lei 12.111, de julho de 2009, relacionadas às despesas cobertas pela bilionária Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
"Esse é um problema gerado pela regulamentação de uma legislação que não está conseguindo dar o devido equilíbrio econômico à concessão", afirma Marcos Aurélio Madureira da Silva, diretor de Distribuição da Eletrobras e presidente de todas as distribuidoras controladas pela estatal de energia.
O diretor da Eletrobras faz questão de frisar que o que chama de déficit não é gerado por inoperância ou por problemas de gestão da Amazonas Energia. "Ele [déficit] está sendo gerado por uma divergência quanto aos critérios de cobertura dos custos de geração do sistema isolado", afirma, admitindo contudo que a Petrobras não tem nada a ver com o assunto, a não ser o fato de ser também uma estatal.
A Eletrobras já acertou com a BR o parcelamento de uma parte da dívida, no valor de R$ 725 milhões, o que agora terá de ser aprovado pelo conselho de administração. Quanto aos R$ 1,6 bilhão restantes, que ainda não incluem correção, Madureira diz que precisa se entender com a Aneel antes de pagar.
Vendo esgotadas as possibilidades de receber pela via da negociação, a Petrobras resolveu agir. Em uma carta para a Eletrobras, a distribuidora de combustíveis informou que vai passar a exigir garantias da controladora nas vendas de combustível para a Amazonas Energia. "Sem a garantia, só vamos entregar combustível com pagamento prévio", informou uma fonte qualificada ao Valor.
Durante muitos anos, a Petrobras se transformou em uma espécie de fiadora indireta da estatal de energia, antecipando pagamentos para a BR pelo óleo vendido para geração no Amazonas de modo que a distribuidora não tivesse que carregar esse atraso nos pagamentos em seus balanços. Mas em 2009, depois da Lei 12.111, a situação se agravou e a dívida aumentou. Em maio de 2011, a Petrobras decidiu não mais esconder o problema, deixando de compensar a dívida internamente. Era claro que o rombo era muito grande para suportar e o impacto no caixa da distribuidora foi relevante.
"Esse número é muito significativo para a BR. Sabemos da nossa responsabilidade social e das consequências se pararmos o fornecimento de combustível para a região. Mas não podemos mais ficar de braços atados", desabafou uma fonte da distribuidora de combustíveis.
O Valor conversou com executivos da Petrobras e da BR sobre o assunto, mas dado o constrangimento que suscita, todos pediram para não terem seus nomes divulgados. Explica-se: as duas estatais estão submetidas ao Ministério de Minas e Energia, sendo que o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, é membro do conselho de administração de uma e preside o conselho da outra. Em março, o assunto foi levado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente dos conselho de administração da Petrobras e do conselho da distribuidora de combustíveis. Mantega deu sinal verde para a cobrança judicial.
Apontada como estopim, a Lei 12.111 permitiu, por exemplo, que despesas com operação e manutenção de equipamentos também fossem deduzidos da conta de combustíveis. A CCC é um encargo setorial pago por todos os brasileiros na conta de luz para subsidiar a geração de energia no Norte do país, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de distribuição. As geradoras que operam no chamado Sistema Isolado têm direito a subsídio para pagamento das despesas com a compra de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, que custam mais caro.
Em 2012, o orçamento da CCC é de R$ 3,2 bilhões. Em 2011, chegou a R$ 5,85 bilhões e, em 2010, de R$ 4,757 bilhões. Administradora da CCC, a Eletrobras está sob pressão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem cobrando mais eficiência na gestão do parque gerador na região. Em 2007 a Aneel multou em R$ 11,9 milhões a Eletrobras por má gestão dos recursos arrecadados pela CCC. Apontada pela Eletrobras como responsável pelo problema, a Aneel não respondeu aos pedidos de entrevista. A assessoria de Zimmermann, no MME, também disse que não iria comentar o assunto.
Lucro da Vale cai 48,3% e totaliza R$ 5,3 bilhões
Brasil Econômico 26.07.2012 - Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto". Ganhos foram impactados pela desvalorização do real contra o dólar, informou a empresa; nos dados expressos na moeda americana, lucro caiu 58,7% e ficou abaixo do esperado.
A Vale divulgou os números do segundo trimestre nesta quarta-feira (25/7), mostrando um declínio de 2,3% na receita operacional, que totalizou R$ 23,91 bilhões. No ano anterior, a cifra havia sido de R$ 24,48 bilhões.
Com impactos contábeis, o lucro líquido da Vale recuou 48,3% na base de comparação anual, passando de R$ 10,28 bilhões para R$ 5,31 bilhões.
"O lucro líquido sofreu forte impacto contábil não caixa decorrente da desvalorização do real, nossa moeda funcional para fins contábeis, contra o dólar americano", informou a mineradora em suas demonstrações financeiras. De acordo com a Vale, a variação monetária e cambial reduziu o lucro em R$ 3,46 bilhões.
Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto", "em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e os problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 10,09 bilhões, o que representa uma redução de 30,3% frente aos R$ 14,48 bilhões registrados no segundo trimestre de 2011.
Em termos ajustados, excluindo perda ou ganhos na venda de ativos, o Ebitda da mineradora foi de R$ 10,86 bilhões, recuo de 25%.
Receitas e custos: A receita gerada pelos bulk materials, que incluem minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico, representou 73,6% da receita operacional total, enquanto os metais básicos representaram 14,6%, os fertilizantes 7,6%, logística 3,3% e outros produtos 0,9%.
O minério de ferro sozinho representou 53,6% da receita operacional total, somando R$ 12,82 bilhões.
As vendas para a Ásia continuam representando mais da metade da fonte de receitas da Vale, correspondendo a 51,5% do total, ou R$ 12,31 bilhões. Somente a China foi responsável por gerar receita de R$ 7,55 bilhões. Em seguida vêm América do Sul (20,7%), Europa (19%), América do Norte (5,6%), Oriente Médio (2,2%) e resto do mundo (1%).
O custo por produtos vendidos (CPV) aumentou 28,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011, atingindo R$ 11,671 bilhões. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas dobraram de R$ 694 milhões para R$ 1,21 bilhão.
Investimentos e perspectivas: A Vale ressaltou que, diante da crise nos países desenvolvidos, o crescimento econômico global deve ser liderado pelas economias emergentes, o que deve sustentar uma demanda sólida por minerais e metais. Ao mesmo tempo, a escassez de oferta deve manter os preços de seus produtos em níveis elevados.
"Apesar da recessão na Europa e o desafio da sustentabilidade da dívida enfrentado pelas grandes economias desenvolvidas, acreditamos que a expansão da economia global deverá se acelerar gradualmente nos próximos trimestres. Apesar da expectativa de que o PIB e a produção industrial global cresçam a um ritmo menor nos próximos cinco anos do que o observado nos cinco anos que precederam a Grande Recessão de 2008/2009, a atividade econômica global continuará robusta", afirmou a Vale.
A empresa reportou investimentos de US$ 4,29 bilhões no segundo trimestre deste ano, sendo que US$ 2,86 bilhões foram destinados à execução de projetos, US$ 396 milhões à pesquisa e desenvolvimento e US$ 1,03 bilhão à sustentação das operações existentes.
Resultados em dólares: Junto com o balanço em reais, a Vale também divulgou seus números na moeda americana. A receita operacional no segundo trimestre caiu 20,8%, para US$ 12,15 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 43,6%, para US$ 5,12 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 58,7%, para US$ 2,66 bilhões.
O resultado ficou 33% abaixo da expectativa dos analistas do HSBC, de lucro de US$ 3,969 bilhões. O banco também estimava receita maior, de US$ 13,673 bilhões, e Ebitda de US$ 7,062 bilhões.
Brasil Econômico 26.07.2012 - Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto". Ganhos foram impactados pela desvalorização do real contra o dólar, informou a empresa; nos dados expressos na moeda americana, lucro caiu 58,7% e ficou abaixo do esperado.
A Vale divulgou os números do segundo trimestre nesta quarta-feira (25/7), mostrando um declínio de 2,3% na receita operacional, que totalizou R$ 23,91 bilhões. No ano anterior, a cifra havia sido de R$ 24,48 bilhões.
Com impactos contábeis, o lucro líquido da Vale recuou 48,3% na base de comparação anual, passando de R$ 10,28 bilhões para R$ 5,31 bilhões.
"O lucro líquido sofreu forte impacto contábil não caixa decorrente da desvalorização do real, nossa moeda funcional para fins contábeis, contra o dólar americano", informou a mineradora em suas demonstrações financeiras. De acordo com a Vale, a variação monetária e cambial reduziu o lucro em R$ 3,46 bilhões.
Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto", "em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e os problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 10,09 bilhões, o que representa uma redução de 30,3% frente aos R$ 14,48 bilhões registrados no segundo trimestre de 2011.
Em termos ajustados, excluindo perda ou ganhos na venda de ativos, o Ebitda da mineradora foi de R$ 10,86 bilhões, recuo de 25%.
Receitas e custos: A receita gerada pelos bulk materials, que incluem minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico, representou 73,6% da receita operacional total, enquanto os metais básicos representaram 14,6%, os fertilizantes 7,6%, logística 3,3% e outros produtos 0,9%.
O minério de ferro sozinho representou 53,6% da receita operacional total, somando R$ 12,82 bilhões.
As vendas para a Ásia continuam representando mais da metade da fonte de receitas da Vale, correspondendo a 51,5% do total, ou R$ 12,31 bilhões. Somente a China foi responsável por gerar receita de R$ 7,55 bilhões. Em seguida vêm América do Sul (20,7%), Europa (19%), América do Norte (5,6%), Oriente Médio (2,2%) e resto do mundo (1%).
O custo por produtos vendidos (CPV) aumentou 28,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011, atingindo R$ 11,671 bilhões. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas dobraram de R$ 694 milhões para R$ 1,21 bilhão.
Investimentos e perspectivas: A Vale ressaltou que, diante da crise nos países desenvolvidos, o crescimento econômico global deve ser liderado pelas economias emergentes, o que deve sustentar uma demanda sólida por minerais e metais. Ao mesmo tempo, a escassez de oferta deve manter os preços de seus produtos em níveis elevados.
"Apesar da recessão na Europa e o desafio da sustentabilidade da dívida enfrentado pelas grandes economias desenvolvidas, acreditamos que a expansão da economia global deverá se acelerar gradualmente nos próximos trimestres. Apesar da expectativa de que o PIB e a produção industrial global cresçam a um ritmo menor nos próximos cinco anos do que o observado nos cinco anos que precederam a Grande Recessão de 2008/2009, a atividade econômica global continuará robusta", afirmou a Vale.
A empresa reportou investimentos de US$ 4,29 bilhões no segundo trimestre deste ano, sendo que US$ 2,86 bilhões foram destinados à execução de projetos, US$ 396 milhões à pesquisa e desenvolvimento e US$ 1,03 bilhão à sustentação das operações existentes.
Resultados em dólares: Junto com o balanço em reais, a Vale também divulgou seus números na moeda americana. A receita operacional no segundo trimestre caiu 20,8%, para US$ 12,15 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 43,6%, para US$ 5,12 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 58,7%, para US$ 2,66 bilhões.
O resultado ficou 33% abaixo da expectativa dos analistas do HSBC, de lucro de US$ 3,969 bilhões. O banco também estimava receita maior, de US$ 13,673 bilhões, e Ebitda de US$ 7,062 bilhões.
Ações da Souza Cruz devem seguir em tendência de
alta
Brasil Econômico 26.07.2012 - Papel da companhia de tabaco está próximo de alcançar seu topo histórico, afirma analista.
Apesar de as ações ordinárias da Souza Cruz (CRUZ3) acumularem valorização de 32% no ano, enquanto o Ibovespa registra perdas da ordem de 7% no período, os ganhos para o papel devem prosseguir por mais algum tempo. Caso rompa a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) de R$ 30,22, o ativo irá alcançar seu topo histórico, e formar a figura gráfica "pivot de alta", que confirma a tendência ascendente do papel, e abre oportunidade para compra.
A figura "pivot de alta" tem uma formação similar com a letra N. O papel da Souza Cruz já chegou a ultrapassar o patamar de R$ 30,22 durante o pregão do dia 26 de abril, mas não teve força para fechar acima desse nível. A ação então caiu até R$ 28,12, e agora voltou a subir.
"A quebra da resistência será confirmada se a ação fechar acima desse patamar", explica Igor Graminhani, analista gráfico da WinTrade. "A compra só deve ser feita se o papel fechar acima desse preço".
A analise feita pelo especialista é voltada aos investidores que operam no swing trade, ou seja, tem duração de dois dias a três semanas.
Como a ação não terá novas resistências para romper, caso alcance seu topo histórico, o investidor deverá voltar as atenções para o objetivo de lucro do papel, que é de R$ 32,10.
Já o ponto de suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) da ação da companhia de tabaco é de R$ 28,55, com o stop loss em R$ 28,50.
Considerando que o investidor entre no papel em R$ 30,23, o potencial de lucro é de 6,19%, enquanto o risco de perda fica em 5,75%.
Brasil Econômico 26.07.2012 - Papel da companhia de tabaco está próximo de alcançar seu topo histórico, afirma analista.
Apesar de as ações ordinárias da Souza Cruz (CRUZ3) acumularem valorização de 32% no ano, enquanto o Ibovespa registra perdas da ordem de 7% no período, os ganhos para o papel devem prosseguir por mais algum tempo. Caso rompa a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) de R$ 30,22, o ativo irá alcançar seu topo histórico, e formar a figura gráfica "pivot de alta", que confirma a tendência ascendente do papel, e abre oportunidade para compra.
A figura "pivot de alta" tem uma formação similar com a letra N. O papel da Souza Cruz já chegou a ultrapassar o patamar de R$ 30,22 durante o pregão do dia 26 de abril, mas não teve força para fechar acima desse nível. A ação então caiu até R$ 28,12, e agora voltou a subir.
"A quebra da resistência será confirmada se a ação fechar acima desse patamar", explica Igor Graminhani, analista gráfico da WinTrade. "A compra só deve ser feita se o papel fechar acima desse preço".
A analise feita pelo especialista é voltada aos investidores que operam no swing trade, ou seja, tem duração de dois dias a três semanas.
Como a ação não terá novas resistências para romper, caso alcance seu topo histórico, o investidor deverá voltar as atenções para o objetivo de lucro do papel, que é de R$ 32,10.
Já o ponto de suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) da ação da companhia de tabaco é de R$ 28,55, com o stop loss em R$ 28,50.
Considerando que o investidor entre no papel em R$ 30,23, o potencial de lucro é de 6,19%, enquanto o risco de perda fica em 5,75%.
WEG mantém otimismo e crê em expansão este ano
Valor 26.07.2012 - Gomes, diretor de finanças, explica que lucro no segundo trimestre caiu em função do resultado financeiro, afetado pelo câmbio.
Apesar da queda no lucro líquido no segundo trimestre, a WEG está satisfeita com o desempenho na primeira metade do ano e avalia que as perspectivas são positivas para 2012, ao menos em termos de receita.
Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa, disse ao Valor que a expectativa é repetir a expansão de vendas de 2011, quando a receita da companhia avançou 18% sobre 2010.
No segundo trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 19,7%, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 1,53 bilhão. O lucro, no entanto, recuou 9,5%, também na comparação anual, para R$ 139,8 milhões. O lucro caiu em virtude do resultado financeiro da companhia, influenciado pela alta do dólar, impactando as dívidas da empresa em moeda americana. Gomes afirma, no entanto, que o há mais efeitos positivos, com a desvalorização do real, que negativos. Segundo ele, houve um efeito financeiro relevante neste trimestre, mas que deve ser pontual. "Agora, nosso endividamento em dólar deve ficar lastreado à receita em dólar, com isso a WEG consegue ficar neutra ante essa variação."
Nas vendas, a alta foi puxada pelo mercado externo, incentivado justamente pela alta no câmbio e pelo reforço das operações da WEG lá fora. As receitas no exterior cresceram 44,3% frente ao segundo trimestre de 2011. Enquanto isso, o mercado interno sofreu com o mau momento vivido pela indústria nacional e avançou 0,8% em receita na mesma comparação.
O movimento levou à virada inédita para a companhia, em que o mercado externo passou a representar a maioria das vendas, 52%.
A unidade de negócios que mais cresceu foi a de equipamentos eletroeletrônicos, que engloba motores elétricos e automação. A receita da unidade avançou 28% na comparação com o segundo trimestre de 2011. O segmento é também o de maior representatividade para a companhia, respondendo por 66% da receita global no período.
Gomes afirma que o segmento apresenta uma das principais vantagens competitivas da WEG: a adaptação tecnológica dos motores para padrões de eficiência energética antes mesmo das regulamentações entrarem em vigor.
De acordo com o diretor, isso aconteceu no passado e vai se repetir. O setor prevê para 2015 uma nova legislação de eficiência de motores para Europa e Estados Unidos (os dois principais mercados da companhia no exterior). Os produtos da companhia estão preparados para atender a essa nova demanda. "No caso da linha chamada super premium, temos condições até superiores [aos exigidos pela lei]."
Entre as receitas das demais unidades de negócio, geração transmissão e distribuição de energia (GTD) avançou 11%, tintas e vernizes cresceu 14%, e motores para eletrodomésticos foi a única unidade que teve retração, de 3%. Segundo o diretor, isso ocorreu por causa da concorrência com produtos importados. "O governo deu estímulos para o consumo de produtos da linha branca, mas isso não chegou à cadeia produtiva."
Gomes avalia que a WEG conseguiu se sair muito bem na primeira metade de 2012, principalmente considerando o cenário negativo internacional e a crise vivida pela indústria brasileira. Ele atribuiu o resultado ao padrão de tecnologia da empresa, que eleva a competitividade, e à política de aquisições.
No ano passado, a WEG divulgou um planejamento chamado 20-20, com a previsão de chegar a R$ 20 bilhões de faturamento até 2020. Em 2011, a receita foi de R$ 5,2 bilhões. Uma das estratégias para alcançar a meta é a política de aquisições, que visa a abertura de novos mercados e a incorporação de novas tecnologias, afirmou o diretor.
Valor 26.07.2012 - Gomes, diretor de finanças, explica que lucro no segundo trimestre caiu em função do resultado financeiro, afetado pelo câmbio.
Apesar da queda no lucro líquido no segundo trimestre, a WEG está satisfeita com o desempenho na primeira metade do ano e avalia que as perspectivas são positivas para 2012, ao menos em termos de receita.
Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa, disse ao Valor que a expectativa é repetir a expansão de vendas de 2011, quando a receita da companhia avançou 18% sobre 2010.
No segundo trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 19,7%, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 1,53 bilhão. O lucro, no entanto, recuou 9,5%, também na comparação anual, para R$ 139,8 milhões. O lucro caiu em virtude do resultado financeiro da companhia, influenciado pela alta do dólar, impactando as dívidas da empresa em moeda americana. Gomes afirma, no entanto, que o há mais efeitos positivos, com a desvalorização do real, que negativos. Segundo ele, houve um efeito financeiro relevante neste trimestre, mas que deve ser pontual. "Agora, nosso endividamento em dólar deve ficar lastreado à receita em dólar, com isso a WEG consegue ficar neutra ante essa variação."
Nas vendas, a alta foi puxada pelo mercado externo, incentivado justamente pela alta no câmbio e pelo reforço das operações da WEG lá fora. As receitas no exterior cresceram 44,3% frente ao segundo trimestre de 2011. Enquanto isso, o mercado interno sofreu com o mau momento vivido pela indústria nacional e avançou 0,8% em receita na mesma comparação.
O movimento levou à virada inédita para a companhia, em que o mercado externo passou a representar a maioria das vendas, 52%.
A unidade de negócios que mais cresceu foi a de equipamentos eletroeletrônicos, que engloba motores elétricos e automação. A receita da unidade avançou 28% na comparação com o segundo trimestre de 2011. O segmento é também o de maior representatividade para a companhia, respondendo por 66% da receita global no período.
Gomes afirma que o segmento apresenta uma das principais vantagens competitivas da WEG: a adaptação tecnológica dos motores para padrões de eficiência energética antes mesmo das regulamentações entrarem em vigor.
De acordo com o diretor, isso aconteceu no passado e vai se repetir. O setor prevê para 2015 uma nova legislação de eficiência de motores para Europa e Estados Unidos (os dois principais mercados da companhia no exterior). Os produtos da companhia estão preparados para atender a essa nova demanda. "No caso da linha chamada super premium, temos condições até superiores [aos exigidos pela lei]."
Entre as receitas das demais unidades de negócio, geração transmissão e distribuição de energia (GTD) avançou 11%, tintas e vernizes cresceu 14%, e motores para eletrodomésticos foi a única unidade que teve retração, de 3%. Segundo o diretor, isso ocorreu por causa da concorrência com produtos importados. "O governo deu estímulos para o consumo de produtos da linha branca, mas isso não chegou à cadeia produtiva."
Gomes avalia que a WEG conseguiu se sair muito bem na primeira metade de 2012, principalmente considerando o cenário negativo internacional e a crise vivida pela indústria brasileira. Ele atribuiu o resultado ao padrão de tecnologia da empresa, que eleva a competitividade, e à política de aquisições.
No ano passado, a WEG divulgou um planejamento chamado 20-20, com a previsão de chegar a R$ 20 bilhões de faturamento até 2020. Em 2011, a receita foi de R$ 5,2 bilhões. Uma das estratégias para alcançar a meta é a política de aquisições, que visa a abertura de novos mercados e a incorporação de novas tecnologias, afirmou o diretor.
Santander vê lucro cair pela metade no semestre
Reuters 26.07.2012 - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período.
A instituição disse que completou 70 por cento das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008. Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.
O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.
Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.
"O Brasil foi a grande decepção", disse Jaime Beceriil, do JP Morgan.
O banco espanhol teve lucro líquido de 1,7 bilhão de euros após a baixa contábil de 2,78 bilhões de euros em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de 3 bilhões de euros, em linha com o que analistas previam.
O Santander tem que fazer baixa contábil de 8,8 bilhões de euros até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio.
Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora 5,99 bilhões de euros.
Reuters 26.07.2012 - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período.
A instituição disse que completou 70 por cento das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008. Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.
O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.
Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.
"O Brasil foi a grande decepção", disse Jaime Beceriil, do JP Morgan.
O banco espanhol teve lucro líquido de 1,7 bilhão de euros após a baixa contábil de 2,78 bilhões de euros em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de 3 bilhões de euros, em linha com o que analistas previam.
O Santander tem que fazer baixa contábil de 8,8 bilhões de euros até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio.
Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora 5,99 bilhões de euros.
Lucro da Comgás recua 31% no 1º semestre
Brasil Econômico 26.07.2012 - A receita líquida da companhia subiu 23,9%, refletindo das 59 mil novas residências conectadas no período.
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) teve lucro líquido de R$ 110,3 milhões no primeiro semestre deste ano, queda de 31,3% em relação ao mesmo semestre de 2011.
Somente no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 36,7 milhões, baixa de 60,2% em comparação ao segundo trimestre do ano passado.
Brasil Econômico 26.07.2012 - A receita líquida da companhia subiu 23,9%, refletindo das 59 mil novas residências conectadas no período.
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) teve lucro líquido de R$ 110,3 milhões no primeiro semestre deste ano, queda de 31,3% em relação ao mesmo semestre de 2011.
Somente no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 36,7 milhões, baixa de 60,2% em comparação ao segundo trimestre do ano passado.
Lucro dos convênios médicos soma R$ 1,2 bilhão
Valor 26.07.2012 - O setor de planos de saúde e dental registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no primeiro trimestre, o que representa uma ligeira queda de 0,7% em relação ao valor de R$ 1,28 bilhão registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado do setor é reflexo do desempenho das operadoras de planos de saúde, uma vez que o lucro do segmento caiu 2,43% entre janeiro e março, para R$ 1,2 bilhão. Já os planos odontológicos apresentaram um aumento de 75% no resultado final, que somou R$ 70 milhões. Esse resultado não engloba as operadoras de planos dentais com menos de 20 mil beneficiários, que podem enviar seus resultados à ANS apenas no último trimestre do ano.
Na Bradesco Saúde, segunda maior empresa de convênio médico do país, por exemplo, o lucro líquido no primeiro trimestre caiu 25%, ficando em R$ 151 milhões.
A receita bruta do setor aumentou 12%, atingindo R$ 22,4 bilhões. Deste total, R$ 21,9 bilhões são provenientes dos convênios médicos e o restante, de planos odontológicos. Os custos com pagamento para médicos, dentistas, hospitais e clínicas somaram R$ 18 bilhões, o que equivale a uma alta de 16%.
Os dados são referentes a 724 operadoras de planos de saúde e dental e representam 75% dos 64,4 milhões de beneficiários com convênio médico ou dental em março. No total, o mercado conta com 1 mil operadoras ativas. Mas, de acordo com a agência reguladora, nem todas companhias enviam sistematicamente seus dados econômicos.
O estudo da ANS mostra ainda que, no primeiro trimestre, o endividamento das operadoras de planos de saúde era R$ 3,13 bilhões e das empresas de plano odontológicos ficou em R$ 1,27 bilhão. A sinistralidade variou de 0,78% a 0,80% entre os convênios médicos e 0,37% a 0,63% nos planos dentais.
Valor 26.07.2012 - O setor de planos de saúde e dental registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no primeiro trimestre, o que representa uma ligeira queda de 0,7% em relação ao valor de R$ 1,28 bilhão registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado do setor é reflexo do desempenho das operadoras de planos de saúde, uma vez que o lucro do segmento caiu 2,43% entre janeiro e março, para R$ 1,2 bilhão. Já os planos odontológicos apresentaram um aumento de 75% no resultado final, que somou R$ 70 milhões. Esse resultado não engloba as operadoras de planos dentais com menos de 20 mil beneficiários, que podem enviar seus resultados à ANS apenas no último trimestre do ano.
Na Bradesco Saúde, segunda maior empresa de convênio médico do país, por exemplo, o lucro líquido no primeiro trimestre caiu 25%, ficando em R$ 151 milhões.
A receita bruta do setor aumentou 12%, atingindo R$ 22,4 bilhões. Deste total, R$ 21,9 bilhões são provenientes dos convênios médicos e o restante, de planos odontológicos. Os custos com pagamento para médicos, dentistas, hospitais e clínicas somaram R$ 18 bilhões, o que equivale a uma alta de 16%.
Os dados são referentes a 724 operadoras de planos de saúde e dental e representam 75% dos 64,4 milhões de beneficiários com convênio médico ou dental em março. No total, o mercado conta com 1 mil operadoras ativas. Mas, de acordo com a agência reguladora, nem todas companhias enviam sistematicamente seus dados econômicos.
O estudo da ANS mostra ainda que, no primeiro trimestre, o endividamento das operadoras de planos de saúde era R$ 3,13 bilhões e das empresas de plano odontológicos ficou em R$ 1,27 bilhão. A sinistralidade variou de 0,78% a 0,80% entre os convênios médicos e 0,37% a 0,63% nos planos dentais.
Cielo apura lucro de R$ 548,9 mi no 2º trimestre
Estadão 25.07.20121 - A Cielo, empresa que faz cadastramento de lojistas e captura de transações para bandeiras de cartões de crédito, anunciou na quarta-feira lucro líquido de R$ 548,9 milhões no segundo trimestre deste ano, elevação de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ante o primeiro trimestre, foi registrada queda de 3,1%.
O volume de transações com cartões em seus terminais cresceu 22,9%. Nas máquinas que fazem a leitura dessas operações (chamadas de POS) foram capturados R$ 93,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito de abril a junho deste ano. O destaque foram as transações com plásticos de crédito, que subiram 17,5% em volume. No débito, a alta foi de 16,7%.
A Cielo registrou Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 705,1 milhões entre abril e junho, alta de 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida da companhia avançou 28,3% e ficou em R$ 1,261 bilhão no segundo trimestre deste ano.
Estadão 25.07.20121 - A Cielo, empresa que faz cadastramento de lojistas e captura de transações para bandeiras de cartões de crédito, anunciou na quarta-feira lucro líquido de R$ 548,9 milhões no segundo trimestre deste ano, elevação de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ante o primeiro trimestre, foi registrada queda de 3,1%.
O volume de transações com cartões em seus terminais cresceu 22,9%. Nas máquinas que fazem a leitura dessas operações (chamadas de POS) foram capturados R$ 93,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito de abril a junho deste ano. O destaque foram as transações com plásticos de crédito, que subiram 17,5% em volume. No débito, a alta foi de 16,7%.
A Cielo registrou Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 705,1 milhões entre abril e junho, alta de 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida da companhia avançou 28,3% e ficou em R$ 1,261 bilhão no segundo trimestre deste ano.
ChefsClub chega ao Brasil
MonitorMercantil 24.07.2012 - Um clube de vantagens inteiramente dedicado ao mundo gourmet está agradando a ambos os lados do balcão: casa cheia para os restauranters e abatimentos para os comensais. Os clientes garantem descontos que variam de 30% a 50% em entradas e pratos principais e os estabelecimentos faturam em cima do incremento das vendas que os clientes que buscam aproveitar os descontos trazem.
O TasteCard, um projeto parecido com o ChefsClub implantado na Inglaterra há seis anos, proporcionou em 2010 um aumento de 25% na renda líquida dos estabelecimentos associados e mais de 60% de economia para os usuários apenas em 2010. Agora, em versão tupiniquim, o ChefsClub pretende cultivar o hábito de comer fora também no brasileiro.
A adesão é gratuita para os empresários e os usuários escolhem o plano que desejam. A anuidade, por exemplo, custa R$ 95. Não existe qualquer restrição quanto ao número de vezes em que o benefício pode ser utilizado. Por enquanto, o programa vale para Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro - que já possui mais de 140 estabelecimentos associados, como Pampa Grill, Salitre, KoniStore, Da Silva, Grand Cru Ipanema, Rota 66, La Mole, Joe &Leo"s, Da Silva, Estrela do Sul e Esch Café. A empresa planeja já começar a atuar em São Paulo em Julho.
MonitorMercantil 24.07.2012 - Um clube de vantagens inteiramente dedicado ao mundo gourmet está agradando a ambos os lados do balcão: casa cheia para os restauranters e abatimentos para os comensais. Os clientes garantem descontos que variam de 30% a 50% em entradas e pratos principais e os estabelecimentos faturam em cima do incremento das vendas que os clientes que buscam aproveitar os descontos trazem.
O TasteCard, um projeto parecido com o ChefsClub implantado na Inglaterra há seis anos, proporcionou em 2010 um aumento de 25% na renda líquida dos estabelecimentos associados e mais de 60% de economia para os usuários apenas em 2010. Agora, em versão tupiniquim, o ChefsClub pretende cultivar o hábito de comer fora também no brasileiro.
A adesão é gratuita para os empresários e os usuários escolhem o plano que desejam. A anuidade, por exemplo, custa R$ 95. Não existe qualquer restrição quanto ao número de vezes em que o benefício pode ser utilizado. Por enquanto, o programa vale para Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro - que já possui mais de 140 estabelecimentos associados, como Pampa Grill, Salitre, KoniStore, Da Silva, Grand Cru Ipanema, Rota 66, La Mole, Joe &Leo"s, Da Silva, Estrela do Sul e Esch Café. A empresa planeja já começar a atuar em São Paulo em Julho.
Telefónica suspende pagamento de dividendos a
acionistas e diretores
GdoPLondrina As bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração
Receba notícias pelo celularReceba boletinsAumentar letraDiminuir letraA Telefónica da Espanha, matriz do grupo de telefonia que opera telefonia fixa, internet e tevê a cabo em São Paulo, comunicou nesta quarta-feira (25) aos seus acionistas que em uma "decisão excepcional" não pagará dividendos relativos a 2012. Segundo a companhia, os pagamentos só voltaram a ser feitos no ano que vem.
O comunicado informa ainda que o Conselho de Administração tem intenção de pagar os dividendos referentes a este ano em dois pagamentos: no último trimestre de 2013 e no segundo trimestre de 2014.
Anatel deverá divulgar na internet compromissos que exigirá de operadorasTV paga fatura mais que TV aberta pela primeira vez, diz ABTAAnatel cobra da TIM detalhes sobre demanda na Copa do MundoBernardo tem reunião com presidente da Telecom ItaliaLucro da Telefônica Brasil cai 5,6% no 2º trimestreAs bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração.
A companhia informou ainda que remuneração ao acionista em 2013, pagará dividendo de 0,75 euros (R$ 1,85) por ação.
A Telefónica é uma operadora integrada de telecomunicações, com presença em 25 países da Europa, África e América Latina, o Grupo tem capital privado -e tem mais de 1,5 milhões de acionistas diretos. A base de clientes supera os 299,7 milhões no mundo.
O grupo espanhol gera mais de 60% de seu negócio fora do mercado doméstico e se constitui como referência no mercado de língua espanhola e portuguesa.
Na Espanha, a Telefónica tem mais de 80 anos de experiência desde sua fundação, em 1924, e atende a mais de 46,9 milhões de clientes. Ainda na Europa, a empresa também está presente no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, atendendo a mais de 57,8 milhões de clientes.
GdoPLondrina As bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração
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O comunicado informa ainda que o Conselho de Administração tem intenção de pagar os dividendos referentes a este ano em dois pagamentos: no último trimestre de 2013 e no segundo trimestre de 2014.
Anatel deverá divulgar na internet compromissos que exigirá de operadorasTV paga fatura mais que TV aberta pela primeira vez, diz ABTAAnatel cobra da TIM detalhes sobre demanda na Copa do MundoBernardo tem reunião com presidente da Telecom ItaliaLucro da Telefônica Brasil cai 5,6% no 2º trimestreAs bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração.
A companhia informou ainda que remuneração ao acionista em 2013, pagará dividendo de 0,75 euros (R$ 1,85) por ação.
A Telefónica é uma operadora integrada de telecomunicações, com presença em 25 países da Europa, África e América Latina, o Grupo tem capital privado -e tem mais de 1,5 milhões de acionistas diretos. A base de clientes supera os 299,7 milhões no mundo.
O grupo espanhol gera mais de 60% de seu negócio fora do mercado doméstico e se constitui como referência no mercado de língua espanhola e portuguesa.
Na Espanha, a Telefónica tem mais de 80 anos de experiência desde sua fundação, em 1924, e atende a mais de 46,9 milhões de clientes. Ainda na Europa, a empresa também está presente no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, atendendo a mais de 57,8 milhões de clientes.
Antenas atraem atenção de Dilma
Valor 26.07.2012 - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que foi questionado duas vezes em menos de uma semana, pela presidente Dilma Rousseff, sobre os problemas das operadoras de celular para instalar as antenas usadas para oferecer o serviço. "A reclamação das empresas sobre a dificuldade de instalação de novas antenas chamou a atenção dela", disse ele, ontem, em Brasília.
As teles têm se queixado das limitações impostas pelas leis municipais. Para resolver o problema, o Ministério das Comunicações está elaborando uma proposta de projeto de lei, a ser enviado ainda neste ano ao Congresso Nacional, para uniformizar os critérios de instalação de novas torres.
Bernardo disse que a reclamação também foi feita, ontem, pelo presidente-executivo do grupo Telecom Italia, Franco Bernabè. A TIM, controlada pelo grupo italiano, foi uma das operadoras proibidas de vender novos serviços devido a problemas de qualidade. As demais foram a Claro e a Oi.
Após o encontro, o ministro disse que Bernabè "reclamou um pouco da severidade das medidas", que causaram um forte impacto no valor de mercado da companhia. Segundo Paulo Bernardo, o presidente da Telecom Italia afirmou que o grupo italiano perdeu cerca de US$ 2,5 bilhões em valor de mercado. "Isso é uma perda momentânea que pode ser revertida", amenizou o ministro.
Paulo Bernardo disse que Bernabè argumentou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderia ter tomado medidas "menos drásticas" antes de suspender as vendas de chips de celular da companhia em 18 Estados e no Distrito Federal. O ministro disse ter argumentado que os usuários vinham enfrentando problemas "muito graves".
Paulo Bernardo disse que a vinda do executivo ao país demonstra que o grupo está comprometido em resolver os problemas da TIM no Brasil. Na saída da reunião, Bernabè limitou-se a dizer que o encontro foi positivo e que há interesse de ter aprovado, "o mais rápido possível", o plano de melhoria da qualidade das redes de serviços.
A Oi entregou ontem à tarde um plano de metas de qualidade - exigência da Anatel para a liberação das vendas. A companhia informou que pretende investir R$ 2 bilhões em infraestrutura. Hoje, a Claro deverá entregar um novo projeto à Anatel, com adaptações solicitadas na segunda-feira.
O superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, disse que as três operadoras "fizeram o dever de casa", mas que todos os planos apresentados precisam passar por "ajustes".
Valor 26.07.2012 - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que foi questionado duas vezes em menos de uma semana, pela presidente Dilma Rousseff, sobre os problemas das operadoras de celular para instalar as antenas usadas para oferecer o serviço. "A reclamação das empresas sobre a dificuldade de instalação de novas antenas chamou a atenção dela", disse ele, ontem, em Brasília.
As teles têm se queixado das limitações impostas pelas leis municipais. Para resolver o problema, o Ministério das Comunicações está elaborando uma proposta de projeto de lei, a ser enviado ainda neste ano ao Congresso Nacional, para uniformizar os critérios de instalação de novas torres.
Bernardo disse que a reclamação também foi feita, ontem, pelo presidente-executivo do grupo Telecom Italia, Franco Bernabè. A TIM, controlada pelo grupo italiano, foi uma das operadoras proibidas de vender novos serviços devido a problemas de qualidade. As demais foram a Claro e a Oi.
Após o encontro, o ministro disse que Bernabè "reclamou um pouco da severidade das medidas", que causaram um forte impacto no valor de mercado da companhia. Segundo Paulo Bernardo, o presidente da Telecom Italia afirmou que o grupo italiano perdeu cerca de US$ 2,5 bilhões em valor de mercado. "Isso é uma perda momentânea que pode ser revertida", amenizou o ministro.
Paulo Bernardo disse que Bernabè argumentou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderia ter tomado medidas "menos drásticas" antes de suspender as vendas de chips de celular da companhia em 18 Estados e no Distrito Federal. O ministro disse ter argumentado que os usuários vinham enfrentando problemas "muito graves".
Paulo Bernardo disse que a vinda do executivo ao país demonstra que o grupo está comprometido em resolver os problemas da TIM no Brasil. Na saída da reunião, Bernabè limitou-se a dizer que o encontro foi positivo e que há interesse de ter aprovado, "o mais rápido possível", o plano de melhoria da qualidade das redes de serviços.
A Oi entregou ontem à tarde um plano de metas de qualidade - exigência da Anatel para a liberação das vendas. A companhia informou que pretende investir R$ 2 bilhões em infraestrutura. Hoje, a Claro deverá entregar um novo projeto à Anatel, com adaptações solicitadas na segunda-feira.
O superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, disse que as três operadoras "fizeram o dever de casa", mas que todos os planos apresentados precisam passar por "ajustes".
Draghi manda sinal forte de que BCE irá agir
Estadão 26.07.20121 - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quinta-feira fazer o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo agir para reduzir custos de empréstimos governamentais irracionalmente altos.
"Dentro do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E acredite em mim, será suficiente", afirmou Draghi em conferência de investimento em Londres.
"À medida que o tamanho do prêmio soberano (custos de empréstimo) prejudica o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, eles passam a ser de nossa responsabilidade."
Os comentários de Draghi são os mais corajosos até agora e sugerem que o BCE está pronto para combater a crise da dívida a fim de defender a Itália e a Espanha, cujos custos de empréstimo subiram para níveis insustentáveis.
O euro saltou, enquanto os futuros dos títulos alemães, tipicamente favorecidos por investidores avessos ao risco, passaram a cair em resposta aos comentários.
O BCE tem mantido seu programa de compra de títulos inativo por meses, e a oposição interna para reativá-lo é firme, portanto o foco irá se voltar para o que mais o BCE pode fazer.
Economistas acreditam que o banco central pode ser forçado a comprar títulos novamente ou, como alternativa, apoiar países da zona do euro em dificuldade pela porta dos fundos.
Na quarta-feira, a autoridade do BCE Ewald Nowotny rompeu com a posição de seus colegas, dizendo que dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade tem seus méritos. Draghi e outros rejeitaram tal opção previamente.
Como alternativa, o banco poderia agir como o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, e optar por "quantitative easing" (programa de compra de ativos) direto --impressão de dinheiro com outro nome.
"Os comentários sobre os altos yields de títulos governamentais interrompendo a transmissão de política monetária do BCE são interessantes, ao passo que eles sugerem uma possível tentativa de driblar as restrições sobre compra de ativos completas", disse o estrategista do Monument Securites Marc Ostwald.
O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse que os comentários de Draghi sobre os yields de títulos governamentais são "muito positivos".
Draghi acrescentou que o BCE não quer fazer coisas que devem ser feitas por governos. Ele recusou-se a especular sobre a chance de um país deixar o euro, mas disse que o bloco monetário é "irreversível".
Estadão 26.07.20121 - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quinta-feira fazer o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo agir para reduzir custos de empréstimos governamentais irracionalmente altos.
"Dentro do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E acredite em mim, será suficiente", afirmou Draghi em conferência de investimento em Londres.
"À medida que o tamanho do prêmio soberano (custos de empréstimo) prejudica o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, eles passam a ser de nossa responsabilidade."
Os comentários de Draghi são os mais corajosos até agora e sugerem que o BCE está pronto para combater a crise da dívida a fim de defender a Itália e a Espanha, cujos custos de empréstimo subiram para níveis insustentáveis.
O euro saltou, enquanto os futuros dos títulos alemães, tipicamente favorecidos por investidores avessos ao risco, passaram a cair em resposta aos comentários.
O BCE tem mantido seu programa de compra de títulos inativo por meses, e a oposição interna para reativá-lo é firme, portanto o foco irá se voltar para o que mais o BCE pode fazer.
Economistas acreditam que o banco central pode ser forçado a comprar títulos novamente ou, como alternativa, apoiar países da zona do euro em dificuldade pela porta dos fundos.
Na quarta-feira, a autoridade do BCE Ewald Nowotny rompeu com a posição de seus colegas, dizendo que dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade tem seus méritos. Draghi e outros rejeitaram tal opção previamente.
Como alternativa, o banco poderia agir como o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, e optar por "quantitative easing" (programa de compra de ativos) direto --impressão de dinheiro com outro nome.
"Os comentários sobre os altos yields de títulos governamentais interrompendo a transmissão de política monetária do BCE são interessantes, ao passo que eles sugerem uma possível tentativa de driblar as restrições sobre compra de ativos completas", disse o estrategista do Monument Securites Marc Ostwald.
O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse que os comentários de Draghi sobre os yields de títulos governamentais são "muito positivos".
Draghi acrescentou que o BCE não quer fazer coisas que devem ser feitas por governos. Ele recusou-se a especular sobre a chance de um país deixar o euro, mas disse que o bloco monetário é "irreversível".
Coty terá novo presidente a partir de agosto
Valor 26.07.2012 - Michele Scannavini, o novo CEO, é considerado o "arquiteto" responsável pelo avanço da companhia em perfumes.
A Coty, empresa de cosméticos que tentou comprar a Avon, vai realizar sua planejada abertura de capital sob nova liderança, depois que Bernd Beetz, seu principal executivo por 11 anos, anunciou que vai deixar o cargo.
Beetz será substituído por Michele Scannavini (um executivo da Coty que já presidiu a companhia de artigos esportivos Fila), no momento em que a companhia se prepara para lançar suas ações em Nova York, numa operação que deverá lhe dar um valor de mercado de até US$ 700 milhões. "É uma boa mudança no momento em que embarcamos em um IPO", disse Beetz ao "Financial Times".
A Coty, que produz perfumes com marcas que levam o nome de celebridades como Beyoncé Knowles e David Beckham, encaminhou os documentos da oferta pública inicial de ações para as autoridades reguladoras dos Estados Unidos no fim de junho, enquanto tentava superar uma fracassada proposta de aquisição da Avon por US$ 10,7 bilhões.
Beetz, que continuará no conselho de administração da Coty, não quis comentar sobre o momento da realização do IPO e se a Coty vai lançar outra proposta pela Avon.
Pablo Zuanic, analista de bens de consumo da Liberum Capital, disse: "A companhia precisa dar visibilidade ao IPO, uma vez que vem tentando crescer através de aquisições... US$ 700 milhões na situação atual é pouca coisa, mas envolve a melhoria de seu perfil para que ela seja mais conhecida pela comunidade de investimentos."
Scannavini, que comandou uma das divisões da Coty na última década, será nomeado presidente-executivo em 1º de agosto. Bart Becht, presidente do conselho de administração da Coty e ex-presidente-executivo da Reckitt Benckiser, observou em um comunicado que Scannavini tem sido "o principal arquiteto por trás dos licenciamentos de marca da Coty e do crescimento de nosso negócio de perfumes".
A Joh. A Benckiser, uma holding familiar alemã, tem participação de 80,5% na Coty, enquanto que entidades associadas à firma de "private equity" Berkshire Partners detém 7,5%, assim como associadas da Rhône Group.
Desde que Beetz assumiu como CEO em 2001, as receitas anuais da Coty subiram de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,5 bilhões, após terem sido criados perfumes e marcas de esmaltes, além de adquiridas outras, como OPI, Calvin Klein e Sally Hansen.
Valor 26.07.2012 - Michele Scannavini, o novo CEO, é considerado o "arquiteto" responsável pelo avanço da companhia em perfumes.
A Coty, empresa de cosméticos que tentou comprar a Avon, vai realizar sua planejada abertura de capital sob nova liderança, depois que Bernd Beetz, seu principal executivo por 11 anos, anunciou que vai deixar o cargo.
Beetz será substituído por Michele Scannavini (um executivo da Coty que já presidiu a companhia de artigos esportivos Fila), no momento em que a companhia se prepara para lançar suas ações em Nova York, numa operação que deverá lhe dar um valor de mercado de até US$ 700 milhões. "É uma boa mudança no momento em que embarcamos em um IPO", disse Beetz ao "Financial Times".
A Coty, que produz perfumes com marcas que levam o nome de celebridades como Beyoncé Knowles e David Beckham, encaminhou os documentos da oferta pública inicial de ações para as autoridades reguladoras dos Estados Unidos no fim de junho, enquanto tentava superar uma fracassada proposta de aquisição da Avon por US$ 10,7 bilhões.
Beetz, que continuará no conselho de administração da Coty, não quis comentar sobre o momento da realização do IPO e se a Coty vai lançar outra proposta pela Avon.
Pablo Zuanic, analista de bens de consumo da Liberum Capital, disse: "A companhia precisa dar visibilidade ao IPO, uma vez que vem tentando crescer através de aquisições... US$ 700 milhões na situação atual é pouca coisa, mas envolve a melhoria de seu perfil para que ela seja mais conhecida pela comunidade de investimentos."
Scannavini, que comandou uma das divisões da Coty na última década, será nomeado presidente-executivo em 1º de agosto. Bart Becht, presidente do conselho de administração da Coty e ex-presidente-executivo da Reckitt Benckiser, observou em um comunicado que Scannavini tem sido "o principal arquiteto por trás dos licenciamentos de marca da Coty e do crescimento de nosso negócio de perfumes".
A Joh. A Benckiser, uma holding familiar alemã, tem participação de 80,5% na Coty, enquanto que entidades associadas à firma de "private equity" Berkshire Partners detém 7,5%, assim como associadas da Rhône Group.
Desde que Beetz assumiu como CEO em 2001, as receitas anuais da Coty subiram de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,5 bilhões, após terem sido criados perfumes e marcas de esmaltes, além de adquiridas outras, como OPI, Calvin Klein e Sally Hansen.
CVM surpreende e multa investidor de “moeda
virtual”
Exame 26.07.2012 - Gestor foi condenado a pagar R$ 5 mil por ofertar a gestão de moeda negociada na internet. O xerife do mercado de capitais brasileiro surpreendeu ao multar um gestor que oferecia serviços de investimentos em bitcoins, um tipo de moeda virtual que só é negociada na internet. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu uma multa diária de 5 mil reais para Leandro Marciano César porque ele não está registrado como administrador de carteira de valores mobiliários ou como distribuidor.
Segundo a decisão assinada pelo presidente interino da autarquia, Otávio Yazbek, o acusado ofertava a aplicação em fundos de investimento e outros veículos por meio do “Grupo de Investimento Bitcoin" disponibilizado por um endereço na internet. O site se trata de um fórum de discussões sobre o bitcoin e, de fato, mostra Leandro angariando cotistas para o seu projeto. Porém, segundo alega, a iniciativa se tratava apenas de aplicações em bitcoins, e não em moeda real.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém para o grupo. Não sei se eles estão querendo abrir uma jurisprudência ou se foi um entendimento equivocado. Para a comunidade bitcoin vai ser um fato positivo caso ele seja reconhecido como um valor mobiliário. Não entendo a alegação”, disse em uma entrevista para EXAME.com. Ele explica que apenas recebia bitcoins em seu endereço, que é análogo a uma conta corrente, e que a taxa de administração também era paga na moeda virtual.
Como funciona?
Os bitcoins podem ser conseguidos por meio da “mineração” da moeda. A ideia funciona assim: o interessado baixa o software em sua máquina e ganha os bitcoins equivalentes ao uso do seu computador pela rede. É um tipo de compensação. Os bitcoins podem ser negociados em alguns sites por produtos no exterior ou, por exemplo, trocados por moeda real com internautas que não querem garimpá-los. É nesta troca por moeda real que é gerada uma cotação.
O grupo de investimentos liderado por Leandro operava neste foco. Os investidores deixavam os bitcoins com ele, que então operava em diferentes moedas para conseguir ampliar a aplicação inicial. “O bitcoin por si só já sofre volatilidade. Se você comprou mil dólares em bitcoins e os guardou desde o início do ano, hoje teria 2 mil bitcoins”, explica. Além do grupo, porém, Leandro criou um ambiente para a compra e venda da moeda, o Mercado Bitcoin. Aí, sim, o interessado deposita os recursos em reais em uma conta administrada pelo site. É o mesmo funcionamento de uma bolsa, mas os recursos em reais ficam na conta do Mercado Bitcoin e não em uma corretora com as tradicionais garantias. De qualquer forma, a acusação da CVM se restringiu apenas ao “Grupo de Investimento Bitcoin" e não fez qualquer menção ao Mercado Bitcoin. Leandro disse que irá buscar um advogado para defendê-lo e reiterou que nunca divulgou estar filiado a CVM ou qualquer entidade governamental. O gestor publicou uma série de explicações em sua defesa no site Bitcoin Brasil.
Exame 26.07.2012 - Gestor foi condenado a pagar R$ 5 mil por ofertar a gestão de moeda negociada na internet. O xerife do mercado de capitais brasileiro surpreendeu ao multar um gestor que oferecia serviços de investimentos em bitcoins, um tipo de moeda virtual que só é negociada na internet. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu uma multa diária de 5 mil reais para Leandro Marciano César porque ele não está registrado como administrador de carteira de valores mobiliários ou como distribuidor.
Segundo a decisão assinada pelo presidente interino da autarquia, Otávio Yazbek, o acusado ofertava a aplicação em fundos de investimento e outros veículos por meio do “Grupo de Investimento Bitcoin" disponibilizado por um endereço na internet. O site se trata de um fórum de discussões sobre o bitcoin e, de fato, mostra Leandro angariando cotistas para o seu projeto. Porém, segundo alega, a iniciativa se tratava apenas de aplicações em bitcoins, e não em moeda real.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém para o grupo. Não sei se eles estão querendo abrir uma jurisprudência ou se foi um entendimento equivocado. Para a comunidade bitcoin vai ser um fato positivo caso ele seja reconhecido como um valor mobiliário. Não entendo a alegação”, disse em uma entrevista para EXAME.com. Ele explica que apenas recebia bitcoins em seu endereço, que é análogo a uma conta corrente, e que a taxa de administração também era paga na moeda virtual.
Como funciona?
Os bitcoins podem ser conseguidos por meio da “mineração” da moeda. A ideia funciona assim: o interessado baixa o software em sua máquina e ganha os bitcoins equivalentes ao uso do seu computador pela rede. É um tipo de compensação. Os bitcoins podem ser negociados em alguns sites por produtos no exterior ou, por exemplo, trocados por moeda real com internautas que não querem garimpá-los. É nesta troca por moeda real que é gerada uma cotação.
O grupo de investimentos liderado por Leandro operava neste foco. Os investidores deixavam os bitcoins com ele, que então operava em diferentes moedas para conseguir ampliar a aplicação inicial. “O bitcoin por si só já sofre volatilidade. Se você comprou mil dólares em bitcoins e os guardou desde o início do ano, hoje teria 2 mil bitcoins”, explica. Além do grupo, porém, Leandro criou um ambiente para a compra e venda da moeda, o Mercado Bitcoin. Aí, sim, o interessado deposita os recursos em reais em uma conta administrada pelo site. É o mesmo funcionamento de uma bolsa, mas os recursos em reais ficam na conta do Mercado Bitcoin e não em uma corretora com as tradicionais garantias. De qualquer forma, a acusação da CVM se restringiu apenas ao “Grupo de Investimento Bitcoin" e não fez qualquer menção ao Mercado Bitcoin. Leandro disse que irá buscar um advogado para defendê-lo e reiterou que nunca divulgou estar filiado a CVM ou qualquer entidade governamental. O gestor publicou uma série de explicações em sua defesa no site Bitcoin Brasil.
Peru e Colômbia atraem mais bancos estrangeiros
The Wall Street Journal 26.07.2012 - Em San Isidro, o distrito financeiro da capital peruana, os bancos ocupam alguns dos edifícios mais elegantes, um reflexo da boa fase do setor que tem sido alimentada pelo crescimento econômico do Peru.
A Colômbia e o Peru têm visto suas economias crescerem fortemente nos últimos anos, e o setor bancário tem tirado proveito. Os bancos dos dois países têm se beneficiado de uma crescente base de clientes potenciais, à medida que a classe média se expande e mais pessoas são retiradas da pobreza, estimulando a demanda por empréstimos ao consumidor, cartões de crédito e hipotecas.
Bancos brasileiros também buscam se beneficiar de nova base de clientes
Num momento em que gigantes do setor bancário no mundo desenvolvido cambaleiam depois de uma série de escândalos e batalham para entregar retornos aceitáveis para os acionistas, muitas instituições financeiras no Peru e na Colômbia apresentam um invejável crescimento no lucro e retornos de dois dígitos sobre o próprio capital.
Instituições financeiras de países vizinhos também tentam tirar proveito do bom momento do Peru e Colômbia. Os bancos brasileiros têm sido especialmente ativos. O banco de investimento BTG Pactual, por exemplo, comprou a corretora chilena Celfin Capital em fevereiro, ganhando exposição aos mercados de capital de rápido desenvolvimento não só do Peru e Colômbia, mas também do Chile. E em junho, o BTG fechou acordo para comprar a Bolsa y Renta, de MedellÍn, a maior corretora de valores da Colômbia. O Itaú BBA, que é a a subsidiária de banco de investimentos do Itaú Unibanco Holdings, instalou recentemente um banco de atacado na Colômbia. Além disso, o Corpbanca, do Chile, já informou que está à procura de aquisições no Peru, depois de ter comprado os ativos do Santander na Colômbia.
Guillermo Arbe Carbonel, economista do Scotiabank, em Lima, diz que, no caso do Peru, o setor bancário acompanhou o crescimento orgânico da economia e se beneficiou do nível historicamente baixo de penetração bancária.
Muitas famílias e empresas que não estavam no radar dos bancos antes agora estão, diz Carbonel. "Também estamos vendo isso na construção. Eles estão construindo shopping-centers em todo o país e os bancos vão colocar agências nesses shoppings. Agora é útil ter um cartão de crédito."
O interesse por hipotecas está aumentando a taxas de dois dígitos, nota o analista, que acrescenta: "Há uma mobilidade social muito forte."
O Banco de Crédito, que faz parte da Credicorp Ltd., é o maior banco do Peru, com mais de 30% de participação de mercado tanto em empréstimos como em depósitos. Em seguida, estão o BBVA Continental (de propriedade de banco espanhol BBVA SA), o Scotiabank Peru (uma unidade do canadense Bank of Nova Scotia) e o limenho Interbank (uma unidade do Intergroup Financial Services Corp.)
Num reflexo do novo ímpeto da indústria, o Banco de Crédito teve um aumento de 30% no lucro do primeiro trimestre e uma média de retorno sobre o patrimônio, um indicador de rentabilidade dos bancos, de 29,2%. O total de empréstimos subiu 21% em comparação com um ano antes, para US$ 17,6 bilhões, impulsionado pelo setor de banco de varejo, em particular as hipotecas e empréstimos ao consumidor.
Embora os bancos locais devem continuar vendo crescimento sólido na carteira de empréstimos este ano, o Peru certamente enfrenta alguns desafios. Um deles é a dolarização, ou o uso generalizado de moeda estrangeira, que decorre parcialmente da dolorosa experiência do país com a hiperinflação na década de 1980.
"Nossa dolarização ainda é alta", diz Juan Carlos Odar, economista do Banco de Crédito em Lima. "O banco central está muito presente no mercado de câmbio. Eles tentam evitar a volatilidade da taxa de câmbio."
Do outro lado da fronteira, na Colômbia, o setor bancário também vem prosperando e atraindo o interesse de investidores estrangeiros. Os empréstimos comerciais e para consumidores, que representam 90% da carteira de crédito total, estão crescendo a taxas de dois dígitos. Apesar de responder só por cerca de 8% do total de empréstimos, a atividade de hipotecas também tem ganhado força. O nível de inadimplência subiu um pouco, mas continua em volumes historicamente baixos, segundo a InterBolsa.
A Colômbia sofreu uma grave crise de hipotecas na década de 1990, quando a inadimplência disparou. Muitos bancos com grande exposição aos empréstimos hipotecários tiveram de fechar as portas e o governo acabou intervindo para recapitalizar as instituições financeiras. Essa crise imperrou o desenvolvimento do setor bancário e reduziu o crescimento do crédito durante a década seguinte.
O Grupo Aval, o enorme conglomerado construído pelo bilionário Luis Carlos Sarmiento, é o maior grupo financeiro da Colômbia e controla cerca de 30% do setor bancário local. O Aval possui vários bancos, incluindo o Banco de Bogotá, o segundo maior banco do país, e o Porvenir SA, o maior fundo de pensão.
O Bancolombia SA, que tem ADRs na Bolsa de Valores de Nova York, é o maior banco do país com 20% do total de ativos, segundo dados da InterBolsa. O Banco de Bogotá é o segundo, com 15%, seguido do Banco Davivienda SA com 12%. O BBVA, com uma participação de mercado de 9%, é o maior entre os participantes estrangeiros.
"Há uma série de oportunidades e os investidores internacionais estão vendo isso. Muitos estão pagando alto para acessar o sistema colombiano", diz Philip Thomas, analista do setor financeiro da Interbolsa, em Medellín, Colômbia, dando o exemplo de dois negócios. Em outubro passado, o Scotiabank anunciou que iria comprar 51% do Banco Colpatria em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão. E em maio, o Santander anunciou a venda de seus ativos colombianos ao chileno Corpbanca SA.
Ao mesmo tempo que os bancos estrangeiros buscam uma fatia do mercado colombiano, os bancos colombianos também estão expandindo sua presença na América Central.
Em 2010, o Grupo Aval comprou o BAC-Credomatic da GE Capital, recebendo no acordo um banco com operações na Costa Rica, México, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e Panamá. E este ano, o Banco Davivienda comprou unidades do HSBC Holdings na Costa Rica, El Salvador e Honduras
The Wall Street Journal 26.07.2012 - Em San Isidro, o distrito financeiro da capital peruana, os bancos ocupam alguns dos edifícios mais elegantes, um reflexo da boa fase do setor que tem sido alimentada pelo crescimento econômico do Peru.
A Colômbia e o Peru têm visto suas economias crescerem fortemente nos últimos anos, e o setor bancário tem tirado proveito. Os bancos dos dois países têm se beneficiado de uma crescente base de clientes potenciais, à medida que a classe média se expande e mais pessoas são retiradas da pobreza, estimulando a demanda por empréstimos ao consumidor, cartões de crédito e hipotecas.
Bancos brasileiros também buscam se beneficiar de nova base de clientes
Num momento em que gigantes do setor bancário no mundo desenvolvido cambaleiam depois de uma série de escândalos e batalham para entregar retornos aceitáveis para os acionistas, muitas instituições financeiras no Peru e na Colômbia apresentam um invejável crescimento no lucro e retornos de dois dígitos sobre o próprio capital.
Instituições financeiras de países vizinhos também tentam tirar proveito do bom momento do Peru e Colômbia. Os bancos brasileiros têm sido especialmente ativos. O banco de investimento BTG Pactual, por exemplo, comprou a corretora chilena Celfin Capital em fevereiro, ganhando exposição aos mercados de capital de rápido desenvolvimento não só do Peru e Colômbia, mas também do Chile. E em junho, o BTG fechou acordo para comprar a Bolsa y Renta, de MedellÍn, a maior corretora de valores da Colômbia. O Itaú BBA, que é a a subsidiária de banco de investimentos do Itaú Unibanco Holdings, instalou recentemente um banco de atacado na Colômbia. Além disso, o Corpbanca, do Chile, já informou que está à procura de aquisições no Peru, depois de ter comprado os ativos do Santander na Colômbia.
Guillermo Arbe Carbonel, economista do Scotiabank, em Lima, diz que, no caso do Peru, o setor bancário acompanhou o crescimento orgânico da economia e se beneficiou do nível historicamente baixo de penetração bancária.
Muitas famílias e empresas que não estavam no radar dos bancos antes agora estão, diz Carbonel. "Também estamos vendo isso na construção. Eles estão construindo shopping-centers em todo o país e os bancos vão colocar agências nesses shoppings. Agora é útil ter um cartão de crédito."
O interesse por hipotecas está aumentando a taxas de dois dígitos, nota o analista, que acrescenta: "Há uma mobilidade social muito forte."
O Banco de Crédito, que faz parte da Credicorp Ltd., é o maior banco do Peru, com mais de 30% de participação de mercado tanto em empréstimos como em depósitos. Em seguida, estão o BBVA Continental (de propriedade de banco espanhol BBVA SA), o Scotiabank Peru (uma unidade do canadense Bank of Nova Scotia) e o limenho Interbank (uma unidade do Intergroup Financial Services Corp.)
Num reflexo do novo ímpeto da indústria, o Banco de Crédito teve um aumento de 30% no lucro do primeiro trimestre e uma média de retorno sobre o patrimônio, um indicador de rentabilidade dos bancos, de 29,2%. O total de empréstimos subiu 21% em comparação com um ano antes, para US$ 17,6 bilhões, impulsionado pelo setor de banco de varejo, em particular as hipotecas e empréstimos ao consumidor.
Embora os bancos locais devem continuar vendo crescimento sólido na carteira de empréstimos este ano, o Peru certamente enfrenta alguns desafios. Um deles é a dolarização, ou o uso generalizado de moeda estrangeira, que decorre parcialmente da dolorosa experiência do país com a hiperinflação na década de 1980.
"Nossa dolarização ainda é alta", diz Juan Carlos Odar, economista do Banco de Crédito em Lima. "O banco central está muito presente no mercado de câmbio. Eles tentam evitar a volatilidade da taxa de câmbio."
Do outro lado da fronteira, na Colômbia, o setor bancário também vem prosperando e atraindo o interesse de investidores estrangeiros. Os empréstimos comerciais e para consumidores, que representam 90% da carteira de crédito total, estão crescendo a taxas de dois dígitos. Apesar de responder só por cerca de 8% do total de empréstimos, a atividade de hipotecas também tem ganhado força. O nível de inadimplência subiu um pouco, mas continua em volumes historicamente baixos, segundo a InterBolsa.
A Colômbia sofreu uma grave crise de hipotecas na década de 1990, quando a inadimplência disparou. Muitos bancos com grande exposição aos empréstimos hipotecários tiveram de fechar as portas e o governo acabou intervindo para recapitalizar as instituições financeiras. Essa crise imperrou o desenvolvimento do setor bancário e reduziu o crescimento do crédito durante a década seguinte.
O Grupo Aval, o enorme conglomerado construído pelo bilionário Luis Carlos Sarmiento, é o maior grupo financeiro da Colômbia e controla cerca de 30% do setor bancário local. O Aval possui vários bancos, incluindo o Banco de Bogotá, o segundo maior banco do país, e o Porvenir SA, o maior fundo de pensão.
O Bancolombia SA, que tem ADRs na Bolsa de Valores de Nova York, é o maior banco do país com 20% do total de ativos, segundo dados da InterBolsa. O Banco de Bogotá é o segundo, com 15%, seguido do Banco Davivienda SA com 12%. O BBVA, com uma participação de mercado de 9%, é o maior entre os participantes estrangeiros.
"Há uma série de oportunidades e os investidores internacionais estão vendo isso. Muitos estão pagando alto para acessar o sistema colombiano", diz Philip Thomas, analista do setor financeiro da Interbolsa, em Medellín, Colômbia, dando o exemplo de dois negócios. Em outubro passado, o Scotiabank anunciou que iria comprar 51% do Banco Colpatria em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão. E em maio, o Santander anunciou a venda de seus ativos colombianos ao chileno Corpbanca SA.
Ao mesmo tempo que os bancos estrangeiros buscam uma fatia do mercado colombiano, os bancos colombianos também estão expandindo sua presença na América Central.
Em 2010, o Grupo Aval comprou o BAC-Credomatic da GE Capital, recebendo no acordo um banco com operações na Costa Rica, México, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e Panamá. E este ano, o Banco Davivienda comprou unidades do HSBC Holdings na Costa Rica, El Salvador e Honduras
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