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Noma acerta sociedade no Paraná
Valor 16.07.2012 - Marcos Noma, presidente da empresa: investida no segmento canavieiro.
A fabricante de carretas Noma será sócia do grupo paranaense Hübner na RodoLinea, que produz implementos rodoviários em Curitiba, a capital paranaense. A Noma terá, inicialmente, uma participação de 10% a 15% na RodoLinea, mas poderá elevar essa fatia para 50% em dois anos, a depender da evolução do negócio.
O acordo dá à empresa maior acesso ao mercado de carretas usadas no transporte de cana-de-açúcar, um dos segmentos de maior volume entre os reboques de caminhões, mas onde a Noma tinha atuação pouco relevante.
De acordo com as empresas, a RodoLinea é a segunda maior fabricante no segmento canavieiro, com uma participação de 17% do total vendido no país.
Também está entre as três maiores no segmento conhecido como carrega-tudo, um dos poucos que têm conseguido crescer no mercado de implementos rodoviários, dada a demanda por transporte de equipamentos das obras de infraestrutura e construção civil.
Adicionalmente, a RodoLinea tem parcerias internacionais - com a belga Faymonville e a italiana Menci - que permitem à empresa montar no país carretas de alumínio e reboques capazes de transportar até mil toneladas em equipamentos, como grandes turbinas de hidrelétricas.
Pelo lado da Hübner, a operação está ligada à estratégia de ampliar o foco na produção de autopeças, o negócio que deu origem ao grupo há 32 anos no Paraná. Agora sócias, as duas empresas, além de estarem instaladas no Paraná, têm em comum a gestão familiar dos negócios.
Sediada em Maringá, no norte paranaense, a Noma tem planos de estar entre os três maiores fabricantes de implementos rodoviários da América do Sul em um prazo de quatro anos. Hoje, a empresa - com faturamento superior a R$ 300 milhões - ocupa a quarta posição, atrás das concorrentes Randon, Guerra e Facchini.
Em Tatuí, no interior de São Paulo, a Noma está investindo R$ 75 milhões na construção de uma fábrica para dobrar sua capacidade de produção, atualmente em 650 equipamentos por mês. A inauguração está prevista para até o fim do ano que vem.
Marcos Noma, presidente da fabricante de carretas, diz que a sociedade com o grupo Hübner foi uma oportunidade de negócio que surgiu com a proximidade entre as famílias, sem grande impacto na meta da empresa de subir no ranking do setor.
Segundo o empresário, as áreas comerciais da Noma e da RodoLinea permanecerão separadas, mantendo a concorrência entre as marcas. A gestão da RodoLinea continuará sendo liderada pela família Hübner.
O investimento da Noma no novo negócio ainda não foi divulgado. Marcos Noma diz que esse é um ponto que ainda não foi totalmente fechado.
No primeiro momento, a prioridade será arrumar a nova casa da empresa, já que a RodoLinea sairá de seu parque industrial em Curitiba para uma área próxima do complexo da Noma em Maringá. "Nas próximas duas semanas, teremos definido o local", diz Marcos, adiantando que - pela falta de espaço disponível - a RodoLinea não vai se instalar dentro da fábrica de sua empresa.
Valor 16.07.2012 - Marcos Noma, presidente da empresa: investida no segmento canavieiro.
A fabricante de carretas Noma será sócia do grupo paranaense Hübner na RodoLinea, que produz implementos rodoviários em Curitiba, a capital paranaense. A Noma terá, inicialmente, uma participação de 10% a 15% na RodoLinea, mas poderá elevar essa fatia para 50% em dois anos, a depender da evolução do negócio.
O acordo dá à empresa maior acesso ao mercado de carretas usadas no transporte de cana-de-açúcar, um dos segmentos de maior volume entre os reboques de caminhões, mas onde a Noma tinha atuação pouco relevante.
De acordo com as empresas, a RodoLinea é a segunda maior fabricante no segmento canavieiro, com uma participação de 17% do total vendido no país.
Também está entre as três maiores no segmento conhecido como carrega-tudo, um dos poucos que têm conseguido crescer no mercado de implementos rodoviários, dada a demanda por transporte de equipamentos das obras de infraestrutura e construção civil.
Adicionalmente, a RodoLinea tem parcerias internacionais - com a belga Faymonville e a italiana Menci - que permitem à empresa montar no país carretas de alumínio e reboques capazes de transportar até mil toneladas em equipamentos, como grandes turbinas de hidrelétricas.
Pelo lado da Hübner, a operação está ligada à estratégia de ampliar o foco na produção de autopeças, o negócio que deu origem ao grupo há 32 anos no Paraná. Agora sócias, as duas empresas, além de estarem instaladas no Paraná, têm em comum a gestão familiar dos negócios.
Sediada em Maringá, no norte paranaense, a Noma tem planos de estar entre os três maiores fabricantes de implementos rodoviários da América do Sul em um prazo de quatro anos. Hoje, a empresa - com faturamento superior a R$ 300 milhões - ocupa a quarta posição, atrás das concorrentes Randon, Guerra e Facchini.
Em Tatuí, no interior de São Paulo, a Noma está investindo R$ 75 milhões na construção de uma fábrica para dobrar sua capacidade de produção, atualmente em 650 equipamentos por mês. A inauguração está prevista para até o fim do ano que vem.
Marcos Noma, presidente da fabricante de carretas, diz que a sociedade com o grupo Hübner foi uma oportunidade de negócio que surgiu com a proximidade entre as famílias, sem grande impacto na meta da empresa de subir no ranking do setor.
Segundo o empresário, as áreas comerciais da Noma e da RodoLinea permanecerão separadas, mantendo a concorrência entre as marcas. A gestão da RodoLinea continuará sendo liderada pela família Hübner.
O investimento da Noma no novo negócio ainda não foi divulgado. Marcos Noma diz que esse é um ponto que ainda não foi totalmente fechado.
No primeiro momento, a prioridade será arrumar a nova casa da empresa, já que a RodoLinea sairá de seu parque industrial em Curitiba para uma área próxima do complexo da Noma em Maringá. "Nas próximas duas semanas, teremos definido o local", diz Marcos, adiantando que - pela falta de espaço disponível - a RodoLinea não vai se instalar dentro da fábrica de sua empresa.
Resultados ainda devem vir fracos no 2º trimestre
Valor 16.7.2012 - A recuperação da economia brasileira ficou para o segundo semestre. Ao menos essa é percepção de analistas para a temporada de resultados das empresas, que começa hoje. O endividamento das famílias, após a enxurrada de crédito em 2010 e 2011, trouxe um cenário de inadimplência e apertou o orçamento dos consumidores.
O consumo, antes motor do crescimento, perdeu força. "A visão para o varejo é um gráfico invertido de 2011. O ano passado começou com uma grande expectativa, mas ao longo do ano as estimativas diminuíram", diz Priscila Tambelli, analista do BB Investimentos. "Já 2012 começa em ritmo mais lento, para melhorar no segundo semestre."
Empresas de vestuário, alimentos ou comércio virtual "vão sofrer de maneiras diferentes, mas está tudo ligado ao comprometimento das famílias com as dívidas", sentencia Luiz Cesta, analista de varejo da Votorantim Corretora. Para ele, as companhias de vestuário tendem a mostrar números um pouco abaixo das expectativas, com alta de apenas 2% a 5% nas vendas em mesmas lojas. "Os consumidores estiveram menos impulsivos, preferindo pagar suas dívidas, antes de assumir novos compromissos", completa.
Já no varejo de alimentos, os consumidores tendem a reduzir gastos, escolhendo produtos mais em conta, o que pode afetar a receita. No caso de empresas de vendas on-line, o crescimento deve ficar entre 15% e 20% neste ano. Apesar disso, a forte concorrência do setor causa a fraqueza de margens, mais do que o cenário econômico.
Do lado produtor, o empresariado, assustado com a crise europeia e com a queda na demanda, aumentou a cautela ao investir. Com isso, a produção industrial marcou em maio a mais forte contração desde setembro de 2009 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A depreciação do real e os juros mais baixos ofereceram certo alívio, assim como os planos de estímulo lançados pelo governo, mas, ao mesmo tempo, o espaço para manobras ficou mais restrito.
Por não serem medidas de efeito imediato, os cortes de juros e pacotes de estímulo à economia serão de fato incorporados somente no terceiro trimestre. Foi a partir de abril, com a pressão do governo para redução dos spreads bancários, que a taxa para o crédito oferecido pelos bancos às pessoas físicas começou a cair de forma mais evidente.
Para a indústria, no entanto, ainda não é possível esperar um bom trimestre, diz o analista Mário Bernardes Junior, da BB Investimentos. "O plano Brasil Maior, que inclui a desoneração da folha de pagamentos e a facilitação dos financiamentos via BNDES, tende a melhorar o desempenho do setor, mas somente a partir do terceiro trimestre", diz.
Por enquanto, o que se pode esperar é que empresas de bens de capital, como Indústrias Romi e WEG, sofram mais com a falta de investimentos do empresariado. Já empresas atreladas ao setor automotivo, como Mahle Metal Leve e Autometal, tendem a ter um desempenho melhor. Fabricante de peças para caminhões, como a Randon, também sofrem com o desaquecimento da economia.
No setor siderúrgico, há uma diferença clara entre as produtoras de aço longo e plano. O mercado do primeiro tipo é dominado pela Gerdau, que está com espaço para poder reajustar seus preços. No segundo caso, porém, Usiminas e CSN encontram dificuldades de cobrarem mais por seus produtos, além de enfrentarem custos mais caros com o minério de ferro e o carvão em alta.
Rafael Weber, analista do Banco Geração Futuro, explica que a demanda para esses produtos também se encontra bem mais reduzida, na comparação com a oferta elevada. Estoques se acumularam nos últimos trimestres e, ainda por cima, a competição com importados está afetando o desempenho das empresas. "Se o preço aumentasse demais, o mercado passaria a comprar aço lá de fora", avalia.
Por isso, frente ao primeiro trimestre, principalmente Usiminas deve apresentar um desempenho pior no resultado entre abril e junho. No caso da CSN, o custo do carvão vai pressionar seu balanço operacional, mas como a empresa tem um segmento de mineração forte - que chega até a exportar excedentes -, deve haver um alívio.
Já para as mineradoras, o momento é inversamente proporcional. O minério de ferro continua com preços altos e a procura pela commodity ainda está maior do que a oferta. "A demanda continua forte principalmente na China", diz Weber. Henrique Florentino, da UM Investimentos, aponta também para um trimestre sem parada na produção da Vale com demanda chinesa estável, o que deve trazer melhores números do que no primeiro quarto do ano. "Dificilmente vai ser pior."
No caso de petrolíferas, a cotação do produto no exterior também é positiva. A Petrobras, principal produtora de petróleo do Brasil, no entanto, deve ter um balanço fraco entre abril e junho. Isso porque a divisão de refino segue afetando sua operação. Como o real continuou desvalorizado, o custo de importar os derivados e vendê-los no mercado interno deve novamente tornar as contas negativas nesse segmento. "O problema é que temos visto uma demanda de combustíveis bem maior do que a oferta", analisa Marcos Pereira, da Votorantim Corretora.
Por isso, enquanto exploração e produção devem ter um desempenho no segundo trimestre em linha com o que foi observado no começo do ano, a fatia de derivados pode ter sido até pior na comparação entre períodos. Nataniel Cezimbra, do BB, ainda cita o endividamento em dólar como um problema a ser observado no balanço da estatal. Seu resultado financeiro pode ter baixa, já que as obrigações em moeda estrangeira chegam a 55%, afirma o analista.
Devex cresce com aumento da automação nas minas
Valor 16.07.2012 - O processo de automação de minas no Brasil avançou nos últimos 12 anos. Em 2000 as lavras automatizadas representavam apenas 5% do universo dos projetos capacitados para adotar o sistema e, este ano, o percentual atingiu 25%. Hoje, as minas controladas em salas fechadas somam 50 e a tendência é este número aumentar porque o mercado está aquecido, disse ao Valor o presidente-executivo da Devex, Guilherme Bastos. A empresa de capital nacional afirma que é líder do segmento no país, com 85% de participação.
Com esse cenário favorável, Bastos já trabalha com previsão de um aumento de 42% no faturamento bruto da empresa em 2012, algo na casa dos R$ 60 milhões. "Pela primeira vez, nos últimos 15 anos, a Devex está com 50% das ordens de compra previstas para o ano inteiro fechadas até maio", comemorou o executivo.
Bastos acredita que, com as demais vendas programadas até dezembro, vai ampliar o processo de internacionalização da empresa. A Devex tem clientes e escritórios no Peru, Chile e Austrália e está em conversas com mineradoras da Rússia, Marrocos e Indonésia e vai abrir escritórios no Canadá e na África do Sul.
Para o presidente da Devex, as mineradoras optam pela automação porque tem a vantagem de otimizar as operações para extração de minério, melhorar a segurança dos trabalhadores, regular a velocidade dos equipamentos, testar fadiga do operador e evitar colisão dos caminhões.
"As mineradoras têm manifestado muita preocupação com a segurança das minas, em especial dos trabalhadores", diz Bastos. Recentemente a Devex foi procurada pela Vale Inco, que tem minas subterrâneas de níquel no Canadá, onde houve um acidente com dois mineiros. A subsidiária da Vale queria conhecer o sistema de segurança da Devex para pessoas que trabalham nesse tipo de mina. "Nós apresentamos um rastreador de pessoas desenvolvido com tecnologia própria. O dispositivo é colocado no cinto dos mineiros. A diferença do nosso para os concorrentes é que ele dispensa outros procedimentos, como passar o dispositivo na roleta ao entrar na mina", contou Bastos. "Basta acoplá-lo ao cinto".
No momento, o equipamento está sendo implantado de forma piloto numa mina da AngloGold. Outro sistema importante no mix da Devex tem foco voltado totalmente para minas subterrâneas. Lançado no mercado em 2011, abrange mais que o monitoramento da frota da mineradora. "Esse sistema tem controle de todos os ativos, permitindo monitorar todo a operação da mina subterrânea". O sistema está sendo instalado na Mina Pilar, nova área de extração de ouro da Yamana Gold, em Pilar (GO) para controlar a ventilação da mina, o sistema de abastecimento, a manutenção dos equipamentos e a segurança das pessoas. A mina entrará em operação em 2013.
A Devex tem fábrica em Contagem (MG). "Só importamos chips e usamos um sistema anticolisão de propriedade intelectual da suíça Safemine. Mas a placa mãe é projeto nosso", disse Bastos. A Devex produz ainda computadores de bordo, antenas repetidoras, sensores de vibração de caminhão e de presença humana.
Os contratos de automação da Devex são, em geral, de três anos e se concentram nas minerações de ferro, como as da Vale, MMX, CSN, Anglo American e Namisa, todas a céu aberto. Mas já tem diversificações. O interesse das minas subterrâneas e do setor de mineração de calcário começa a crescer. Só há duas minas de calcário automatizadas, em Ijaci (MG), da Camargo Corrêa, e a de Metalar, da Bunge, em Cajati (SP).
A Devex é controlada pelos empresários Guilherme Bastos e Luiz Thomaz do Nascimento (diretor de Produtos e Inovação) e participação da FIR Capital e mais três minoritários.
Energia alivia inflação da zona do euro, importação fica estagnada
Reuters 16.07.2012 - Uma forte queda nos preços da energia ajudou a aliviar os preços ao consumidor na zona do euro em junho e deu ao Banco Central Europeu (BCE) espaço para reduzir as taxas de juros neste mês com o objetivo de reavivar a economia. Entretanto, a estagnação das importações destacou a força da contração.
A inflação ao consumidor nos 17 países da zona do euro ficou em 2,4 por cento em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta segunda-feira o escritório de estatísticas da UE, Eurostat, confirmando sua leitura anterior e permanecendo na mínima de 16 meses.
Detalhando os fatores responsáveis pelo resultado, o Eurostat explicou que os preços da energia caíram 1,7 por cento no mês em relação a maio. Os preços de alimentos, álcool e tabaco subiram 0,3 por cento.
O BCE reduziu a taxa de juros para uma mínima recorde de 0,75 por cento neste mês e o presidente dele, Mario Draghi, afirmou na semana passada que a inflação na zona do euro está desacelerando mais rápido do que o previsto.
Ele também afirmou que a inflação está avançando na direção da meta do BCE, de perto de 2 por cento, porém para um nível abaixo disso.
Em um sinal da fraqueza da economia, as importações da zona do euro em maio não mostraram crescimento comparado com o mesmo mês do ano anterior, informou o Eurostat em dados separados. Ajustadas por mudanças sazonais, as importações registraram o terceiro mês seguido de queda e recuaram 0,9 por cento em maio na comparação com abril.
Com um recorde de 17 milhões de desempregados na zona do euro e muitas pessoas enfrentando congelamento ou redução de salários, os consumidores não estão em posição de impulsionar a economia do bloco.
A zona do euro conta cada vez mais com seu setor de exportações para ter qualquer esperança de recuperação neste ano, e as vendas ao exterior avançaram 6 por cento em maio na comparação anual.
Entretanto, na comparação mensal e ajustada por fatores sazonais, as exportações subiram apenas 0,3 por cento, insuficiente para compensar uma queda de 1,4 por cento em abril, uma vez que a economia da China desacelera e os Estados Unidos mostram dificuldades de expansão.
Jaguar Land Rover negocia para ter fábrica no Brasil, diz jornal
Reuters 16.07.2012 - A Tata Motors está negociando com autoridades do Brasil para ter uma fábrica no país e montar o jipe 4x4 de luxo Freelander, da Jaguar Land Rover, noticiou nesta segunda-feira o Financial Times.
Assim que garantir que poderá produzir um número suficiente de veículos, a Jaguar vai buscar a construção de uma fábrica no Brasil, que está a caminho de se tornar o terceiro maior mercado automotivo do mundo, segundo o jornal. "Pensamos sobre ter uma fábrica ou uma linha de montagem, mas é preciso uma massa crítica de volume. Além disso, estamos em negociações com o governo sobre como esse passo pode ser dado por uma companhia pequena como a nossa", afirmou o presidente-executivo da Jaguar, Ralf Speth, ao Financial Times.
A marca britânica de luxo, que a indiana Tata comprou por 2,3 bilhões de dólares em 2008, produz a maioria de seus carros em três fábricas na Inglaterra.
A expansão da Jaguar Land Rover fora da Inglaterra ajudou a Tata diante de um mercado automotivo doméstico que cresceu apenas 2,2 por cento no último ano financeiro.
ABB
A ABB acaba de fechar contrato para o desenvolvimento de um projeto de energia eólica no Rio Grande do Sul.
Folha 16.07.2012 - O valor dos equipamentos e da mão de obra que será usada na construção ficará próximo de R$ 100 milhões, segundo Evandro Idalgo, diretor superintendente da companhia, que investirá US$ 200 milhões no Brasil até 2015. No primeiro semestre, a ABB inaugurou parte da unidade de Sorocaba, onde fabrica uma linha de produtos que até então eram importados para o Brasil. "Queremos atender a demanda dos clientes e garantir o fornecimento com conteúdo local", diz Marisa César, diretora da empresa.
Folha 16.07.2012 - O valor dos equipamentos e da mão de obra que será usada na construção ficará próximo de R$ 100 milhões, segundo Evandro Idalgo, diretor superintendente da companhia, que investirá US$ 200 milhões no Brasil até 2015. No primeiro semestre, a ABB inaugurou parte da unidade de Sorocaba, onde fabrica uma linha de produtos que até então eram importados para o Brasil. "Queremos atender a demanda dos clientes e garantir o fornecimento com conteúdo local", diz Marisa César, diretora da empresa.
Crise global afeta os planos de expansão da Braskem no país
Valor 16.07.2012 - Segundo Fadigas, da Braskem, a companhia investirá este ano R$ 1,8 bilhão em aumento de capacidade e modernização.
A má fase do setor petroquímico global, como reflexo da desaceleração econômica mundial, sobretudo dos mercados da zona do euro e asiático, já afeta os planos de expansão da companhia brasileira Braskem. Três projetos "greenfield" (construção) deverão ser postergados para os próximos meses, na expectativa de que o cenário internacional para essa indústria melhore a partir de 2013.
Os planos de expansão da petroquímica para o mercado interno contemplavam dois projetos de resinas "verdes" - a construção da primeira fábrica de polipropileno (PP) à base de etanol e uma unidade de polietileno (PE) com a mesma matéria-prima renovável. Além desses duas novas fábricas "verdes", a companhia estudava construir uma unidade de PP convencional (à base de nafta) na Bahia, no complexo industrial de Camaçari. Somados, esses três projetos são da ordem de R$ 1 bilhão.
A prioridade da companhia, controlada pelo grupo Odebrecht, para este ano será concentrada no aumento da capacidade das unidades em operação e na modernização de seu parque petroquímico atual, afirmou ao Valor Carlos Fadigas, presidente da Braskem. Esses investimentos estão incluídos no orçamento divulgado pela companhia de R$ 1,8 bilhão para 2012, que também incluem a conclusão da nova fábrica de butadieno, que entrou em operação no Rio Grande do Sul, e da nova unidade de PVC em Alagoas.
Segundo Fadigas, o projeto de PP "verde" é o que está mais maduro. Os outros dois, que poderiam ser discutidos em reunião do conselho da companhia este ano, devem esperar um pouco mais.
A Braskem é pioneira na produção de resinas termoplásticas à base de etanol. A companhia inaugurou, no fim de 2010, uma fábrica de polietileno (PE) "verde" na cidade de Triunfo (RS). A segunda fábrica da companhia com essa mesma matéria-prima deverá ser construída ao lado de uma usina de etanol.
Com 35 fábricas e quatro centrais petroquímicas, a Braskem tem sentido o impacto da crise global em suas ações. Nos últimos 12 meses, os papéis da petroquímica acumulam queda de 40%. Na sexta-feira, as ações da companhia encerraram o dia a R$ 12,02, leve alta de 0,84%.
Analistas ouvidos pelo Valor afirmam que as ações de companhias do setores de óleo e gás e petroquímico passam por uma maré baixa, em razão do cenário macroeconômico adverso. No caso da Braskem, além desses fundamentos baixistas, o fato de a companhia ter como base a nafta - menos competitiva que o gás natural - para boa parte de sua produção de resinas no Brasil pesa sobre seus papéis.
O grande projeto da Braskem para reduzir esse gargalo será a sua participação no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que será tocado em parceria com a Petrobras. O Comperj, a maior central petroquímica em construção no país, está sendo desenhado para que a proporção nafta/gás fique em 30% e 70%, respectivamente. O complexo, orçado em US$ 13 bilhões, segundo fontes do setor, terá duas refinarias, que serão controladas pela estatal, e um polo petroquímico, do qual a Braskem será majoritária, com investimentos de US$ 4 bilhões, segundo apurou o Valor. Pela configuração atual, o projeto petroquímico terá uma unidade de produtos básicos (eteno, propeno, benzeno e outros) e de segunda geração, especialmente as resinas que fazem parte do portfólio da Braskem.
Em 2010, a companhia brasileira avançou em seu plano de internacionalização, ao comprar duas fábrica de polipropileno nos Estados Unidos, que pertenciam à Sunoco. No ano passado, a Braskem adquiriu três unidades da Dow Chemical, tornando-se a maior produtora de PP em território americano. No México, a petroquímica nacional está investindo cerca de US$ 3 bilhões em parceria com a mexicana Idesa na construção de um complexo petroquímico, que prevê três fábricas, com capacidade para 1 milhão de toneladas de etileno e polietileno.
Nos Estados Unidos, uma parte das petroquímicas fechou suas portas e tradicionais empresas, como a Dow, se desfizeram de parte de seus ativos, como forma de dirimir o impacto da crise financeira global, que foi desencadeada no segundo semestre de 2008.
Captação externa cai 74% no 2º tri
Valor 16.07.2012 - Brigitte Posch, da Pimco: queda dos títulos dos EUA e apetite dos investidores reduziram custo de captação.
A crise da dívida soberana na Europa continua ditando o ritmo das captações externas. Depois de um início de ano bastante ativo, fruto de uma melhora do humor dos investidores internacionais, o segundo trimestre mostrou novamente que as turbulências estão longe do fim.
O total de recursos atraídos pelo país somou US$ 6,5 bilhões, entre abril e junho deste ano, com a emissão de bônus e a tomada de recursos no exterior por empresas brasileiras e pelo Tesouro Nacional. O volume caiu 74% em relação a 2011 e só não foi pior do que o primeiro trimestre de 2009, quando a crise atingiu seu momento mais grave nos Estados Unidos e os efeitos foram fortemente sentidos pela economia brasileira. Naquele momento, as captações atingiram US$ 3,4 bilhões.
Parte desse recuo se explica pelo próprio comportamento das companhias brasileiras. Aquelas que acessam regularmente o mercado externo preferiram se resguardar durante os últimos meses, depois de aproveitar o começo do ano, quando a volatilidade estava menor, para antecipar a busca por linhas externas. Em função desse movimento, nos primeiros três meses deste ano, o país atraiu US$ 24,1 bilhões com o lançamento de bônus para investidores internacionais e empréstimos sindicalizados, segundo dados levantados pelo Valor Data.
Devido ao ritmo menos intenso dos últimos meses, o balanço dos primeiros seis meses do ano foi marcado por um total de captações de recursos por empresas brasileiras no exterior bem mais modesto que o visto no mesmo período do ano passado. O total de emissão dívida e empréstimos feito no exterior no primeiro semestre de 2012 foi de US$ 30,6 bilhões, uma queda de 27% sobre o mesmo período de 2011 e um crescimento de apenas 2,7% em relação à mesma época de 2010.
O valor incluiu uma captação de US$ 7 bilhões decorrente da emissão de títulos com quatro vencimentos diferentes feita pela Petrobras em fevereiro, a maior do ano até aquele momento. A emissão da gigante do petróleo sozinha é bem maior que o levantado pelas dez empresas que realizaram captações no segundo trimestre, que incluiu alguns nomes de peso da economia nacional - como Embraer, Banco do Brasil, Odebrecht e Brasil Foods.
Houve ainda uma concentração no lançamento de bônus e uma forte queda dos empréstimos, decorrente das amarras impostas pelo governo ao longo do ano, taxando os financiamentos abaixo de 5 anos com IOF de 6%. Além disso, houve uma combinação de aperto nas torneiras do crédito visto em grandes bancos estrangeiros e um momento de pouquíssimos investimentos da indústria nacional.
Com isso, o total captado via empréstimos na primeira metade do ano foi de apenas US$ 200 milhões, valor irrisório perante os US$ 13,6 bilhões do mesmo período de 2011.
Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Valor, a queda na captação de recursos tanto em bônus como em empréstimos não decorreu apenas da falta de "janelas de oportunidades". As empresas estavam mais cautelosas e sem grandes necessidades de endividamento, já que não investem por aqui.
Segundo o executivo de um grande banco nacional, no fim de maio e início de junho houve uma boa oportunidade para colocação de papéis no exterior, mas nenhuma empresa quis se arriscar. "Recomendamos a nossos clientes naquele momento que fossem a mercado, principalmente empresas que pretendiam reabrir operações já concluídas, mas ninguém quis fazer colocações", diz a fonte, lembrando que havia um número razoável de empresas preparadas para fazer lançamento de bônus.
A ausência de companhias brasileiras no mercado externo também abre espaço para um segundo semestre mais forte e com mais emissões, acredita Rubens Cardoso da Silva, diretor do Banco do Brasil responsável pela BB Securities em Nova York.
Segundo ele, pode haver uma ou outra colocação nas próximas semanas, mas o mercado deve mesmo reabrir somente a partir de 3 de setembro, após as férias de verão do Hemisfério Norte. E as ofertas devem continuar concentradas em empresas de primeira linha.
Neste mês, além da Vale, que captou € 750 milhões, e da Braskem , que emitiu US$ 250 milhões com a reabertura de um bônus com vencimento em 2041, o Itaú BBA tomou um empréstimo de US$ 340 milhões do International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, para financiamentos para as regiões Norte e Nordeste. O BB também prepara um lançamento na moeda japonesa, o iene. Em contrapartida, o Banco Pine desistiu de uma emissão prevista de notas denominadas em franco suíços, que totalizariam cerca de US$ 100 milhões.
Para a Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, e que compra títulos corporativos brasileiros, a estimativa é que o próximo semestre concentre cerca de US$ 150 bilhões fluindo para papéis de países emergentes. Do total latino-americano, espera-se que metade venha para o Brasil.
E o perfil das empresas de nações emergentes que recorrem aos mercados deve repetir o que foi visto na primeira metade do ano: 75% com grau de investimento e apenas 25% daquelas consideradas "high yield", que pagam retornos aos investidores mais altos (ver texto ao lado).
"Com os rendimentos dos Treasuries (títulos soberanos dos Estados Unidos) a um nível baixo, e devido à falta de papel no mercado secundário em função de emissões mais fracas nos meses anteriores, muitos investidores continuam buscando papéis para investir", diz Brigitte Posch, uma das responsáveis pelo portfólio de mercados emergentes da Pimco. "Isso já permitiu que vários emissores captassem com rendimentos (ao investidor) mais baixos no primeiro trimestre."
Carlos Gribel, diretor da Tradewire Securities, acredita que o retorno do mercado em setembro pode até ter espaço para empresas com graus de risco mais elevados, especialmente da indústria, mas restrito ainda a nomes que já acessaram o exterior no passado.
Um dos indicadores dessa possibilidade é o preço dos papéis brasileiros no mercado secundário, perto das máximas e com boa demanda. Ele pondera, no entanto, que ainda é muito cedo para fazer previsões por causa da enorme volatilidade do mercado. "Em setembro, o mercado deve reabrir com muita gente captando se não houver uma deterioração na Europa entre julho e agosto".
Já para o chefe do segmento de mercado de capitais de um banco estrangeiro, a segunda metade do ano tende a contar com a emissão de empresas de grande porte e perfil de dívida seguro do Brasil e do México, que continuam a atrair o interesse dos investidores estrangeiros.
ALL busca melhoria no balanço
Valor 16.07.2012 - A quarta geração de comando executivo da ALL - América Latina Logística, concessionária de ferrovias e logística com mais de 20 mil km de trilhos no Brasil e Argentina, teve início este mês com um grande desafio. O administrador de empresas paulistano, Eduardo Machado de Carvalho Pelleissone, de 38 anos, novo presidente, tem como meta gerar fluxo de caixa positivo para a operação ferroviária da companhia já no balanço de 2013.
Um negócio de capital intensivo - material fixo e rodante e gastos pesados em manutenção -, desde que foi criada em 1997 a ferrovia ainda gera resultado negativo. Ficou em torno de R$ 320 milhões no balanço do ano passado e não se vislumbra reversão em 2012.
A aquisição em 2006 da Brasil Ferrovias (dona de linhas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso), que era deficitária financeira e operacionalmente, retardou essa meta, apesar de ter dobrado a ALL de tamanho. O executivo prevê aumento de resultados em 2013 com o fim de investimentos, como a expansão da Malha Norte, até dezembro, mais os negócios criados em 2010 e 2011.
"Acaba uma fase investimentos grandes e começamos a colher resultados deles", disse Pelleissone ao Valor. Ele substituiu Paulo Basílio, que deixou a ALL no último dia de junho. Na empresa desde 1999, onde entrou como analista da área comercial, já ocupava há um ano o cargo de diretor-superintendente da área de ferrovias, o coração da empresa. Teve seu nome aprovado pelos controladores BNDESPar, Previ, Funcef, família Arduini e Wilson Delara.
A troca de comando ocorre em meio a um processo de negociações de transferência de fatia expressiva do controle societário da ALL ao grupo Cosan por R$ 900 milhões. São ações dos Arduini e de Delara, cuja transferência depende da aprovação dos sócios.
Antes de Pelleissone, a gestão da ALL teve Alexandre Behring, que importou o modelo baseado em resultados, cartilha do Grupo GP, então um grande acionista da empresa. Ele organizou a concessionária, criada com a privatização da malha Sul da Rede Ferroviária Federal em 1997, entrou na Argentina e abriu seu capital em 2004. O bastão foi passado a Bernardo Hess em 2005, que fez a aquisição da Brasil Ferrovias. Com isso, a ALL acessou cargas de grãos no Centro-Oeste e chegou ao porto de Santos. Basílio, que o sucedeu em setembro de 2010, formatou a holding e abriu novos negócios, como a Brado Logística, a Ritmo e a Vetria Mineração.
A nova gestão, diz o executivo, visa ainda "operacionalizar os novos negócios, sem afetar a estrutura de caixa da área logística-ferroviária" e criar o que chama de "soluções para gargalos de produtividade junto aos portos". A empresa tem acesso aos de Rio Grande, Paranaguá, São Francisco do Sul e Santos. "Há muita coisa a explorar", disse, sem revelar detalhes de negociações já avançadas. Um outro ponto é elevar a produtividade das operações da ferrovia, que ainda enfrentam vários gargalos.
O grupo ALL - cerca de 25 empresas no ramo de logística ferroviária, rodoviária e portuária, teve receita bruta de R$ 3,7 bilhões e Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,45 bilhão em 2011. E lucro líquido de R$ 228 milhões.
O corredor ferroviário da ALL está dividido em quatro malhas no país. A Norte é a maior de todas em receita líquida, R$ 1,2 bilhão, com Ebtida de R$ 580 milhões. A margem sobre vendas alcançou 28,4%. Já a malha Sul, segunda maior, apresentou prejuízo (pelo conceito legal) de R$ 90 milhões, porém Ebitda de R$ 420 milhões. Com metade dos funcionários da ALL, teve a pior rentabilidade sobre vendas - 1%. Na média do grupo, o índice foi 7,7%.
As operações no Brasil, que inclui as malhas Paulista (antiga Fepasa / Ferroban) e Oeste (Novoeste), vão bem quando comparadas às da Argentina - só dão prejuízo e estão à venda. Com cerca de 6 mil km, tiveram receita de R$ 186 milhões (5% do grupo) e Ebitda de R$ 24 milhões (1,5% do total).
"Não temos pressa", ressalva Pelleissone. Como estão gerando resultado operacional positivo, ele diz que a decisão é "manter" o negócio operando. Admite que há três grupos interessados, mas sem nenhuma proposta efetiva de aquisição no momento. "É um processo demorado, pois depende de acertos com os sindicatos e com o governo da Argentina".
Até o fim do ano, a ALL espera concluir a extensão (240 km) da antiga Ferronorte até Rondonópolis (MT), obra de R$ 700 milhões com 90% de financiamento do BNDES. Para esse projeto, resta ainda aplicar R$ 150 milhões neste ano.
Depois disso, explica o executivo, a empresa, com concessão até 2027, quer manter o patamar de R$ 650 milhões de investimentos anuais, incluindo a recuperação de 1716 km na malha Sul, 605 na Malha Paulista e 309 na Malha Oeste, exigida pela ANTT, agência que regula o setor. Essa regra diz respeito a trechos desativados ou com baixíssima utilização.
Pelleissone vai também ter de gerir ações em curso no Ministério Público Federal e outros órgãos, incluindo ANTT, sobre a gestão das malhas e do material rodante recebidos e a cargo da empresa. O executivo diz estar tranquilo: "Estamos em dia com todas as reclamações e com a Justiça".
Valor 16.07.2012 - A quarta geração de comando executivo da ALL - América Latina Logística, concessionária de ferrovias e logística com mais de 20 mil km de trilhos no Brasil e Argentina, teve início este mês com um grande desafio. O administrador de empresas paulistano, Eduardo Machado de Carvalho Pelleissone, de 38 anos, novo presidente, tem como meta gerar fluxo de caixa positivo para a operação ferroviária da companhia já no balanço de 2013.
Um negócio de capital intensivo - material fixo e rodante e gastos pesados em manutenção -, desde que foi criada em 1997 a ferrovia ainda gera resultado negativo. Ficou em torno de R$ 320 milhões no balanço do ano passado e não se vislumbra reversão em 2012.
A aquisição em 2006 da Brasil Ferrovias (dona de linhas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso), que era deficitária financeira e operacionalmente, retardou essa meta, apesar de ter dobrado a ALL de tamanho. O executivo prevê aumento de resultados em 2013 com o fim de investimentos, como a expansão da Malha Norte, até dezembro, mais os negócios criados em 2010 e 2011.
"Acaba uma fase investimentos grandes e começamos a colher resultados deles", disse Pelleissone ao Valor. Ele substituiu Paulo Basílio, que deixou a ALL no último dia de junho. Na empresa desde 1999, onde entrou como analista da área comercial, já ocupava há um ano o cargo de diretor-superintendente da área de ferrovias, o coração da empresa. Teve seu nome aprovado pelos controladores BNDESPar, Previ, Funcef, família Arduini e Wilson Delara.
A troca de comando ocorre em meio a um processo de negociações de transferência de fatia expressiva do controle societário da ALL ao grupo Cosan por R$ 900 milhões. São ações dos Arduini e de Delara, cuja transferência depende da aprovação dos sócios.
Antes de Pelleissone, a gestão da ALL teve Alexandre Behring, que importou o modelo baseado em resultados, cartilha do Grupo GP, então um grande acionista da empresa. Ele organizou a concessionária, criada com a privatização da malha Sul da Rede Ferroviária Federal em 1997, entrou na Argentina e abriu seu capital em 2004. O bastão foi passado a Bernardo Hess em 2005, que fez a aquisição da Brasil Ferrovias. Com isso, a ALL acessou cargas de grãos no Centro-Oeste e chegou ao porto de Santos. Basílio, que o sucedeu em setembro de 2010, formatou a holding e abriu novos negócios, como a Brado Logística, a Ritmo e a Vetria Mineração.
A nova gestão, diz o executivo, visa ainda "operacionalizar os novos negócios, sem afetar a estrutura de caixa da área logística-ferroviária" e criar o que chama de "soluções para gargalos de produtividade junto aos portos". A empresa tem acesso aos de Rio Grande, Paranaguá, São Francisco do Sul e Santos. "Há muita coisa a explorar", disse, sem revelar detalhes de negociações já avançadas. Um outro ponto é elevar a produtividade das operações da ferrovia, que ainda enfrentam vários gargalos.
O grupo ALL - cerca de 25 empresas no ramo de logística ferroviária, rodoviária e portuária, teve receita bruta de R$ 3,7 bilhões e Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,45 bilhão em 2011. E lucro líquido de R$ 228 milhões.
O corredor ferroviário da ALL está dividido em quatro malhas no país. A Norte é a maior de todas em receita líquida, R$ 1,2 bilhão, com Ebtida de R$ 580 milhões. A margem sobre vendas alcançou 28,4%. Já a malha Sul, segunda maior, apresentou prejuízo (pelo conceito legal) de R$ 90 milhões, porém Ebitda de R$ 420 milhões. Com metade dos funcionários da ALL, teve a pior rentabilidade sobre vendas - 1%. Na média do grupo, o índice foi 7,7%.
As operações no Brasil, que inclui as malhas Paulista (antiga Fepasa / Ferroban) e Oeste (Novoeste), vão bem quando comparadas às da Argentina - só dão prejuízo e estão à venda. Com cerca de 6 mil km, tiveram receita de R$ 186 milhões (5% do grupo) e Ebitda de R$ 24 milhões (1,5% do total).
"Não temos pressa", ressalva Pelleissone. Como estão gerando resultado operacional positivo, ele diz que a decisão é "manter" o negócio operando. Admite que há três grupos interessados, mas sem nenhuma proposta efetiva de aquisição no momento. "É um processo demorado, pois depende de acertos com os sindicatos e com o governo da Argentina".
Até o fim do ano, a ALL espera concluir a extensão (240 km) da antiga Ferronorte até Rondonópolis (MT), obra de R$ 700 milhões com 90% de financiamento do BNDES. Para esse projeto, resta ainda aplicar R$ 150 milhões neste ano.
Depois disso, explica o executivo, a empresa, com concessão até 2027, quer manter o patamar de R$ 650 milhões de investimentos anuais, incluindo a recuperação de 1716 km na malha Sul, 605 na Malha Paulista e 309 na Malha Oeste, exigida pela ANTT, agência que regula o setor. Essa regra diz respeito a trechos desativados ou com baixíssima utilização.
Pelleissone vai também ter de gerir ações em curso no Ministério Público Federal e outros órgãos, incluindo ANTT, sobre a gestão das malhas e do material rodante recebidos e a cargo da empresa. O executivo diz estar tranquilo: "Estamos em dia com todas as reclamações e com a Justiça".
Exportações mundiais
Folha 16.07.2012 - As exportações mundiais de serviços aumentaram 3% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011, de acordo com dados preliminares da Unctad (Conferência das Nações Unidas para Folha 16.07.2012 - Comércio e Desenvolvimento). No Brasil, no entanto, a alta chegou a 9%. Nas importações, o crescimento do comércio mundial foi de 5% no período. Com o real em patamar elevado no início do ano, o Brasil foi um dos países a liderar os desembarques e registrou alta de 16%. Na China, o volume das importações cresceu 16%.
Venda de cachaça para os EUA cresce 12,62% em 2012
Monitor Mercantil 16.07.2012 - De janeiro a junho de 2012, o volume de cachaça adquirido pelos EUA aumentou em 12,62%, se comparado aos primeiros seis meses de 2011. O setor ainda comemora o reconhecimento da bebida pelo país norte-americano como "genuinamente brasileira", que ocorreu oficialmente durante a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, no início de abril, após mais de 10 anos de negociações. Até então, a cachaça brasileira era identificada nos EUA como Brazilian Ron (rum brasileiro), devido à forma de classificação das bebidas adotadas pela legislação local, que inseria os dois produtos na mesma categoria por utilizarem cana-de-açúcar como matéria-prima. Agora, as bebidas destiladas de cana identificadas como cachaça só podem ser vendidas nos EUA se forem produzidas no Brasil.
O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça (fórum consultivo ligado ao Ministério da Agricultura), Vicente Bastos Ribeiro, acredita que o fato de o rótulo do destilado brasileiro poder levar o nome de cachaça já representa um indicativo para o crescimento do mercado nos próximos dois anos.
- Mesmo com o crescimento da exportação para os EUA, o valor alcançou pouco mais de US$ 1 milhão neste ano. Em princípio, a mudança é importante para evitar que a cachaça se torne mais uma bebida destilada genérica, como a vodca - explica.
Mesmo com uma capacidade de produção de 1,2 bilhão de litros, menos de 1% da cachaça produzida anualmente é exportada. Mesmo assim, o produto é exportado para mais de 60 países. Entre os principais mercados de destino estão Alemanha, EUA, Portugal e França.
Em 2011 cerca de 90 empresas exportaram um total 9,80 milhões de litros, gerando uma receita de US$ 17,3 milhões. Desse total, pouco mais de 10% foi vendido para os EUA
Obtida pela destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, a cachaça é tradicionalmente usada na elaboração da caipirinha, que virou marca do Brasil no exterior.
De acordo com dados do setor, a mais brasileira de todas as bebidas é o terceiro maior destilado do mundo, atrás da Vodca e do Soju (destilado originário da Coréia, feito de arroz).
A primeira cachaça foi fabricada oficialmente de 1536. A produção está concentrada em empresas familiares, regionais, e muitas de pequeno porte. Estima-se que existam mais de 30 mil produtores e 4 mil marcas de cachaça no Brasil. As microempresas correspondem a 99% do total de produtores. Suas atividades agropecuárias incluem a produção de milho, feijão, café, e leite, entre outras, e a produção de cachaça.
Depois da cerveja, a cachaça é a segunda bebida alcoólica mais consumida. São Paulo é o maior produtor de cachaça industrial. Minas Gerais é o Estado mais especializado na produção de cachaça artesanal. O setor da cachaça é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.
Alerj determina bebida como patrimônio histórico cultural do Estado do Rio
Na último dia nove, foi publicada no Diário Oficial do Executivo (do Estado do Rio) a lei 6.291/12 que determina que "a cachaça é Patrimônio Histórico Cultural do Estado do Rio de Janeiro".
A norma que confere este status ao famoso destilado de cana-de-açúcar é assinada pelo deputado Luiz Martins (PDT), que defende a importância cultural da cachaça como símbolo nacional.
- Todos os países têm a sua bebida. A Escócia tem o uísque, o México tem a tequila, Cuba o rum... A cachaça é produzida desde a colonização e hoje, aqui no estado, temos uma cachaça maravilhosa, que é a de Paraty. Valorizando o nosso produto estamos valorizando a empregabilidade dessa produção e, também, a nossa cultura - disse o parlamentar.
Ambev inaugura nova fábrica no Maranhão
Brasil Econômico 16.07.2012 - No total, foram investidos R$ 144 milhões no projeto que deve ampliar a produção da companhia na região em 100%.
Com a ampliação, 681 empregos diretos serão formados nas unidades maranhenses da companhia.
A Ambev inaugura nesta segunda-feira (16/7) a duplicação da cervejaria Equatorial e um novo Centro de Distribuição Direta (CDD).
No total, foram investidos R$ 144 milhões no projeto que deve ampliar a produção da companhia na região em 100%, chegando a 3,7 milhões de hectolitros de bebida por ano.
No mesmo sentido, o novo CDD deve armazenar e distribuir 1,6 milhões de hectolitros de bebida por ano. Com a ampliação, 681 empregos diretos serão formados nas unidades maranhenses da Ambev.
Do investimento total, R$ 10 milhões foram destinados à construção de uma nova linha de transmissão de energia elétrica, em parceria com a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).
Brasil Econômico 16.07.2012 - No total, foram investidos R$ 144 milhões no projeto que deve ampliar a produção da companhia na região em 100%.
Com a ampliação, 681 empregos diretos serão formados nas unidades maranhenses da companhia.
A Ambev inaugura nesta segunda-feira (16/7) a duplicação da cervejaria Equatorial e um novo Centro de Distribuição Direta (CDD).
No total, foram investidos R$ 144 milhões no projeto que deve ampliar a produção da companhia na região em 100%, chegando a 3,7 milhões de hectolitros de bebida por ano.
No mesmo sentido, o novo CDD deve armazenar e distribuir 1,6 milhões de hectolitros de bebida por ano. Com a ampliação, 681 empregos diretos serão formados nas unidades maranhenses da Ambev.
Do investimento total, R$ 10 milhões foram destinados à construção de uma nova linha de transmissão de energia elétrica, em parceria com a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).
Pequenas cervejarias avançam no Sul do país
Valor 16.07.2012 - Micael Eckert, da marca Coruja, vendida em quatro Estados: "aluguel" de fábrica e compra conjunta com outros cervejeiros para driblar baixa escala.
Mais conhecido como principal produtor de vinhos finos do Brasil, o Rio Grande do Sul assiste agora a uma rápida expansão das cervejas especiais. Apesar dos preços mais elevados, que podem chegar a R$ 20 por uma garrafa de 600 mililitros nos supermercados, o produto caiu no gosto do consumidor, o volume fabricado e o número de microcervejarias gaúchas em operação mais que triplicaram nos últimos cinco anos, mas os empresários ainda consideram "nebuloso" o futuro do segmento. Com produções entre 5 mil e 10 mil litros por mês na maior parte dos casos, as empresas têm dificuldades para crescer com uma carga tributária federal e estadual que chega a 60% do faturamento bruto, diz o diretor executivo da Associação Gaúcha das Pequenas e Microcervejarias (AGPM), Jorge Gitzler. O percentual é o mesmo incidente sobre as grandes indústrias, mas as pequenas não têm escala para diluir o custo nem acesso a programas de incentivo fiscal, afirma.
Conforme o executivo, as microcervejarias também arcam com gastos de distribuição e aquisição de matérias-primas e insumos proporcionalmente mais altos devido à escala menor. Experiências de compras conjuntas começam a aparecer e o "aluguel" de capacidade instalada de fábricas em operação também é uma alternativa para quem entra no mercado, mas o setor ainda está em formação e pouco maduro para parcerias mais estruturadas ou mesmo fusões, entendem alguns cervejeiros como Herbert Schumacher, dono da cervejaria Abadessa.
Mesmo assim, com um portfólio variado e de boa qualidade, com cervejas que incluem desde as pilsen e weizen (de trigo), mais leves, até os tipos ale, dunkel e porter, mais encorpados, as 35 microcervejarias filiadas à AGPM produzem em média 300 mil litros por mês, calcula Gitzler. "Há cinco anos eram dez empresas e a produção ficava entre 50 mil e 100 mil litros por mês", lembra. Mas a oferta poderia ser maior, porque neste período "seis a oito" empresas saíram do mercado, segundo o executivo.
Com 38 anos e formado em arquitetura, Micael Eckert via, quando criança, o avô fazer cerveja em casa na cidade de Estrela, de colonização predominantemente alemã. No fim dos anos 90 ele próprio começou a produzir a bebida e em 2004 lançou em Porto Alegre a marca Coruja, hoje uma das mais consolidadas no segmento no Rio Grande do Sul. Na época ele alugava capacidade em uma pequena cervejaria no município de Teutônia e produzia 200 a 300 litros por mês.
Hoje o volume chega a 15 mil litros por mês, produzidos na fábrica da Saint Bier, do sócio Abrahão Paes Filho, em Forquilinha (SC). As vendas alcançam o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro e Eckert vê boas perspectivas de crescimento. "Espero que a cerveja especial tenha o mesmo reconhecimento do vinho como produto de qualidade", diz o empresário, que já teve que se juntar a outras três empresas para fechar a encomenda de um lote mínimo de 1 milhão de unidades exigido por um fabricante de tampinhas.
A história da Abadessa começou em 2002, também em Porto Alegre, três anos depois que Schumacher voltou de Munique, onde viveu durante 13 anos, cursou ciência política, política internacional e aprendeu a fazer cerveja. "A avalanche de microcervejarias é uma resposta à necessidade do consumidor que não quer ficar preso às grandes indústrias", diz o empresário.
Schumacher também estreou alugando capacidade instalada. "Comecei com um cliente e 20 garrafas de um litro importadas da Alemanha", lembra. Em 2006 a empresa implantou a fábrica própria, no município de Pareci Novo, onde já investiu R$ 1 milhão com dinheiro próprio e financiamentos. A capacidade instalada é de 18 mil litros por mês e, no ano passado, a Abadessa produziu 87 mil litros, mas para 2012 a previsão é alcançar até 120 mil litros. O empresário já consegue viver do negócio, mas diz que o dinheiro não é o mais importante. "A satisfação é fazer uma boa cerveja e ser reconhecido por isto", afirma.
"Por enquanto só nos divertimos e pagamos as contas", acrescenta Francisco Stürmer, sócio da cervejaria Barley, no município de Capela de Santana. Ele começou a produzir cerveja por hobby em 1992 e dez anos depois criou a empresa, que hoje produz em média de 10 mil a 15 mil litros por mês, vendidos num raio máximo de 300 quilômetros. Dono também de uma fábrica de artefatos de couro, o empresário acredita que se a carga tributária cair o setor vinga. "Aí se espalha pelo interior", acredita.
As estimativas sobre a participação das cervejas especiais (ou "superpremium", como também são chamadas) sobre o mercado total de cerveja no país, de quase 13 bilhões de litros por ano, variam de 0,1% a 0,5% e o segmento sonha com uma fatia de 6% a 7%, semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos. "Há muito espaço para crescer, mas é importante manter as pequenas cervejarias em operação para preservar a diversidade, a qualidade e o charme do produto", afirma Schumacher.
Um dos temores do segmento é que as pequenas despertem a cobiça das grandes indústrias e comecem a ser incorporadas como aconteceu com a Eisenbahn, a Baden Baden e a Devassa, adquiridas pela Schincariol em 2007 e 2008. O consultor da CervBrasil, que reúne as quatro maiores fabricantes do país (Ambev, Petrópolis, Schincariol e Heineken), Adalberto Viviani, porém, discorda. Segundo ele, as líderes de mercado já têm marcas consolidadas que podem ser usadas em linhas de cervejas especiais. "Não vale a pena comprar várias marcas menores", afirma.
Mas a luta contra a carga fiscal segue como a principal bandeira dos microcervejeiros gaúchos. A AGPM já pediu ao governo do Estado a redução do ICMS (de 25%) sobre as cervejas especiais, mas o assunto "não está na pauta" e "não há previsão para discussão sobre o assunto", diz a Secretaria da Fazenda gaúcha. Conforme Gitzler, a associação defende um mecanismo semelhante ao adotado em 2009 por Santa Catarina, que reduziu o imposto pela metade com a concessão de crédito presumido de 13% para as cervejarias locais com produção de até 3 milhões de litros por ano.
Resultados ainda devem vir fracos no 2º trimestre
Valor 16.07.2012 - A recuperação da economia brasileira ficou para o segundo semestre. Ao menos essa é percepção de analistas para a temporada de resultados das empresas, que começa hoje. O endividamento das famílias, após a enxurrada de crédito em 2010 e 2011, trouxe um cenário de inadimplência e apertou o orçamento dos consumidores.
O consumo, antes motor do crescimento, perdeu força. "A visão para o varejo é um gráfico invertido de 2011. O ano passado começou com uma grande expectativa, mas ao longo do ano as estimativas diminuíram", diz Priscila Tambelli, analista do BB Investimentos. "Já 2012 começa em ritmo mais lento, para melhorar no segundo semestre."
Empresas de vestuário, alimentos ou comércio virtual "vão sofrer de maneiras diferentes, mas está tudo ligado ao comprometimento das famílias com as dívidas", sentencia Luiz Cesta, analista de varejo da Votorantim Corretora. Para ele, as companhias de vestuário tendem a mostrar números um pouco abaixo das expectativas, com alta de apenas 2% a 5% nas vendas em mesmas lojas. "Os consumidores estiveram menos impulsivos, preferindo pagar suas dívidas, antes de assumir novos compromissos", completa.
Já no varejo de alimentos, os consumidores tendem a reduzir gastos, escolhendo produtos mais em conta, o que pode afetar a receita. No caso de empresas de vendas on-line, o crescimento deve ficar entre 15% e 20% neste ano. Apesar disso, a forte concorrência do setor causa a fraqueza de margens, mais do que o cenário econômico.
Do lado produtor, o empresariado, assustado com a crise europeia e com a queda na demanda, aumentou a cautela ao investir. Com isso, a produção industrial marcou em maio a mais forte contração desde setembro de 2009 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A depreciação do real e os juros mais baixos ofereceram certo alívio, assim como os planos de estímulo lançados pelo governo, mas, ao mesmo tempo, o espaço para manobras ficou mais restrito. Por não serem medidas de efeito imediato, os cortes de juros e pacotes de estímulo à economia serão de fato incorporados somente no terceiro trimestre. Foi a partir de abril, com a pressão do governo para redução dos spreads bancários, que a taxa para o crédito oferecido pelos bancos às pessoas físicas começou a cair de forma mais evidente.
Para a indústria, no entanto, ainda não é possível esperar um bom trimestre, diz o analista Mário Bernardes Junior, da BB Investimentos. "O plano Brasil Maior, que inclui a desoneração da folha de pagamentos e a facilitação dos financiamentos via BNDES, tende a melhorar o desempenho do setor, mas somente a partir do terceiro trimestre", diz.
Por enquanto, o que se pode esperar é que empresas de bens de capital, como Indústrias Romi e WEG, sofram mais com a falta de investimentos do empresariado. Já empresas atreladas ao setor automotivo, como Mahle Metal Leve e Autometal, tendem a ter um desempenho melhor. Fabricante de peças para caminhões, como a Randon, também sofrem com o desaquecimento da economia.
No setor siderúrgico, há uma diferença clara entre as produtoras de aço longo e plano. O mercado do primeiro tipo é dominado pela Gerdau, que está com espaço para poder reajustar seus preços. No segundo caso, porém, Usiminas e CSN encontram dificuldades de cobrarem mais por seus produtos, além de enfrentarem custos mais caros com o minério de ferro e o carvão em alta.
Rafael Weber, analista do Banco Geração Futuro, explica que a demanda para esses produtos também se encontra bem mais reduzida, na comparação com a oferta elevada. Estoques se acumularam nos últimos trimestres e, ainda por cima, a competição com importados está afetando o desempenho das empresas. "Se o preço aumentasse demais, o mercado passaria a comprar aço lá de fora", avalia.
Por isso, frente ao primeiro trimestre, principalmente Usiminas deve apresentar um desempenho pior no resultado entre abril e junho. No caso da CSN, o custo do carvão vai pressionar seu balanço operacional, mas como a empresa tem um segmento de mineração forte - que chega até a exportar excedentes -, deve haver um alívio.
Já para as mineradoras, o momento é inversamente proporcional. O minério de ferro continua com preços altos e a procura pela commodity ainda está maior do que a oferta. "A demanda continua forte principalmente na China", diz Weber. Henrique Florentino, da UM Investimentos, aponta também para um trimestre sem parada na produção da Vale com demanda chinesa estável, o que deve trazer melhores números do que no primeiro quarto do ano. "Dificilmente vai ser pior."
No caso de petrolíferas, a cotação do produto no exterior também é positiva. A Petrobras, principal produtora de petróleo do Brasil, no entanto, deve ter um balanço fraco entre abril e junho. Isso porque a divisão de refino segue afetando sua operação. Como o real continuou desvalorizado, o custo de importar os derivados e vendê-los no mercado interno deve novamente tornar as contas negativas nesse segmento. "O problema é que temos visto uma demanda de combustíveis bem maior do que a oferta", analisa Marcos Pereira, da Votorantim Corretora.
Por isso, enquanto exploração e produção devem ter um desempenho no segundo trimestre em linha com o que foi observado no começo do ano, a fatia de derivados pode ter sido até pior na comparação entre períodos. Nataniel Cezimbra, do BB, ainda cita o endividamento em dólar como um problema a ser observado no balanço da estatal. Seu resultado financeiro pode ter baixa, já que as obrigações em moeda estrangeira chegam a 55%, afirma o analista.
Impasse argentino sobre batatas favorece a Bem Brasil
Valor 16.07.2012 - A fabricante de batatas pré-fritas congeladas Bem Brasil Alimentos acaba de revisar a sua previsão de vendas em 2012, de R$ 204 milhões para R$ 215 milhões. O incremento de 5% na receita se deve, principalmente, aos recentes entraves na importação de batatas pré-fritas congeladas da Argentina para o Brasil, que favoreceram a indústria nacional.
Segundo o diretor da Bem Brasil, João Emílio Rocheto, cerca de metade das vendas dessa categoria no país vem da Argentina, a partir de fábricas das multinacionais McCain, do Canadá, e Farm Frites, da Holanda, que são as duas maiores fornecedoras das cadeias de fast-food locais. Em maio, o governo brasileiro adotou barreiras alfandegárias contra a Argentina, em mais um capítulo das disputas comerciais entre os dois países, o que prejudicou os negócios da McCain e da Farm Frites no Brasil.
"Mas, no nosso caso, fomos beneficiados", diz Rocheto, que passou a atender em caráter emergencial o Burger King, dono de uma rede com cerca de 200 pontos de venda no país.
O entrave entre Brasil e Argentina está sendo resolvido. Segundo o jornal argentino "El Cronista", tanto Farm Fries quanto McCain voltaram a exportar ao país na semana passada. Rocheto garante que a paralisação das exportações argentinas serviu para as redes de fast-food no Brasil perceberem que podem contar com um fornecedor local. "Quando se trata de uma rede estrangeira, como o Burger King, essa decisão [de ter um fornecedor local] é mais difícil, porque depende da matriz, mas nós já estamos conversando com redes locais nesse sentido, como a Giraffa's ", diz ele.
O empresário começou no negócio de batata pré-frita congelada há cinco anos e fornece o produto a restaurantes, lanchonetes e padarias, abastecidos por meio de uma rede de 90 distribuidores. A matéria-prima vem de duas fazendas de Rocheto, em Minas Gerais e em São Paulo. No ano passado, a Bem Brasil faturou R$ 164 milhões e tem 350 funcionários.
Segundo Rocheto, o maior entrave para a empresa concorrer com as fabricantes estrangeiras está no subsídio europeu aos produtores de batata. "No mercado spot [pagamento e entrega à vista] no Brasil, a indústria pagou entre R$ 30 e R$ 40 nos últimos 12 meses por 50 quilos de batata", afirma. "No mercado europeu, a indústria pagou o equivalente a R$ 4, R$ 5, graças aos subsídios recebidos pelos agricultores", diz.
A empresa é dona de uma fábrica em Araxá (MG) e este ano deve concluir um investimento de R$ 50 milhões na expansão da produção, com recursos próprios e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com os recursos, que começaram a ser aplicados há dois anos, a sua capacidade de produção está dobrando para 80 mil toneladas ao ano.
Rocheto pretende fazer com que a venda aos supermercados - que hoje representa 20% da sua receita - cresça para 30% dentro de dois anos. "É o segmento com maior potencial", diz o empresário, que também fornece batatas pré-fritas congeladas como marca própria para Sadia (BRF Brasil Foods), Swift (JBS), Aurora e as redes Makro e Carrefour. A marca própria representa atualmente 23% das vendas da Bem Brasil.
O mercado de batatas fritas pré-congeladas é estimado em R$ 800 milhões no Brasil. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 7% nas vendas.
Cruzeiro do Sul diz que ainda não é possível precisar perdasReuters 16.07.2012 - O banco Cruzeiro do Sul afirmou em nota ao mercado nesta segunda-feira que ainda não é possível precisar qualquer valor estimado de perda ou ajustes necessários nas contas da instituição e suas controladas.
O jornal O Estado de S. Paulo publicou no sábado que as perdas do banco chegam a 2,5 bilhões de reais, o dobro do que o Banco Central estimou em junho ao decretar a intervenção na instituição por supostas fraudes.
No comunicado, a instituição afirma que balanço especial ainda está sendo elaborado e que "desconhece a origem e a fonte da informação publicada no jornal".
As ações preferenciais do Cruzeiro do Sul subiram 65 por cento desde o início de julho sob expectativas de que o banco poderia ser vendido. Na sexta-feira, as ações fecharam com uma queda de 1,7 por cento, a 2,36 reais. Segundo o jornal, as perdas podem aumentar ainda mais à medida que autoridades do BC e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e auditores da PricewaterhouseCoopers revisam os livros .
No início de junho, Celso Antunes da Costa, diretor do FGC e administrador do banco após a decretação de intervenção na instituição, afirmou que uma liquidação do Cruzeiro do Sul dependeria mais do tipo de passivo do que de seu montante. Na ocasião, ele considerou o cenário de liquidação do banco como improvável.
O jornal O Estado de S. Paulo publicou no sábado que as perdas do banco chegam a 2,5 bilhões de reais, o dobro do que o Banco Central estimou em junho ao decretar a intervenção na instituição por supostas fraudes.
No comunicado, a instituição afirma que balanço especial ainda está sendo elaborado e que "desconhece a origem e a fonte da informação publicada no jornal".
As ações preferenciais do Cruzeiro do Sul subiram 65 por cento desde o início de julho sob expectativas de que o banco poderia ser vendido. Na sexta-feira, as ações fecharam com uma queda de 1,7 por cento, a 2,36 reais. Segundo o jornal, as perdas podem aumentar ainda mais à medida que autoridades do BC e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e auditores da PricewaterhouseCoopers revisam os livros .
No início de junho, Celso Antunes da Costa, diretor do FGC e administrador do banco após a decretação de intervenção na instituição, afirmou que uma liquidação do Cruzeiro do Sul dependeria mais do tipo de passivo do que de seu montante. Na ocasião, ele considerou o cenário de liquidação do banco como improvável.
Rombo de R$ 2,5 bi supera exposição do FGC e dificulta venda do Cruzeiro
Valor 16.07.2012 - A cada dia fica mais distante a chance de venda do Cruzeiro do Sul como forma de evitar a liquidação do banco, segundo pessoas envolvidas na auditoria da instituição que está sob intervenção do Banco Central (BC).
Até agora, foram levantados R$ 1,6 bilhão em operações fraudulentas de crédito, sendo que algumas tiveram origem oito anos atrás. Fora isso, ainda há no Cruzeiro do Sul cerca de R$ 900 milhões em problemas como patrimônio superestimado, provisões inferiores às necessárias e passivos tributários. No início da intervenção, calculava-se que o banco teria R$ 1,3 bilhão em créditos falsos.
Os números ainda são preliminares e só devem ser concluídos nas próximas duas semanas pela auditoria que está sendo conduzida dentro da instituição pelo Banco Central, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e pela PwC. Procurado pela reportagem, o FGC não retornou o pedido de entrevista para confirmar as informações.
Se o rombo alcançar R$ 2,5 bilhões, o desfecho da intervenção pode ser a liquidação do banco. Isso porque as inconsistências contábeis superariam a exposição que o FGC tem no banco, que é de R$ 2,2 bilhões. Portanto, para encontrar uma solução de mercado, o FGC teria de arcar com um prejuízo maior do que o risco que corre hoje, que é equivalente à cobertura que a entidade terá de dar a investidores de depósitos a prazo com garantia especial (DPGE) e Certificados de Depósitos Bancários (CDB) emitidos pelo Cruzeiro.
O tema tem trazido preocupações ao FGC, entidade criada para garantir o dinheiro de depositantes dos bancos e que tem como principais contribuintes os maiores bancos do país. O FGC tem um patrimônio de R$ 31,1 bilhões.
Apesar de ter sido detectado no PanAmericano um rombo de R$ 4,3 bilhões - bem superior àquele estimado para o Cruzeiro do Sul - a exposição do FGC à instituição que pertencia ao empresário Silvio Santos era muito superior, de cerca de R$ 7 bilhões. Por isso, a venda do banco ao BTG Pactual se tornou viável.
Foi mais "barato" arcar com o rombo e vender o banco do que deixá-lo ser liquidado. Além disso, o PanAmericano tinha como um dos principais acionistas um banco público, a Caixa Econômica Federal, o que poderia causar mais problemas de desconfiança ao sistema bancário.
O FGC ainda tem em seu ativo carteiras de crédito compradas do Cruzeiro do Sul. Só em um fundo de direitos creditórios, o FGC aportou R$ 1,1 bilhão. Neste caso, porém, o fundo corre o risco dos tomadores dos empréstimos de consignado. Como esses créditos foram auditados antes de serem comprados pelo FGC, a expectativa é que não corram risco de fraude.
O Valor apurou que um dos pontos que ainda podem viabilizar a venda do Cruzeiro do Sul é o levantamento do exato montante de provisões do banco para calotes. Como isso se transforma em créditos tributários, no futuro, o comprador da instituição conseguiria recuperar esse valor.
Os créditos tributários eram um dos maiores atrativos que o BTG Pactual enxergou na operação do Cruzeiro do Sul. Por isso, antes da intervenção, a instituição controlada por André Esteves chegou a negociar a compra do Cruzeiro do Sul. Ao utilizar o crédito fiscal, o BTG Pactual reduziria o imposto a pagar sobre o lucro do banco.
A auditoria que vem sendo conduzida no Cruzeiro do Sul depois da intervenção detectou que algumas das operações fraudulentas de crédito tiveram origem há oito anos, antes da abertura de capital do banco, em junho de 2007.
A descoberta de um rombo no Cruzeiro do Sul superior ao inicialmente esperado pelo Banco Central se opõe à recente valorização das ações do banco na bolsa de valores. Na semana passado, os papéis preferenciais tiveram uma alta de 22,92%, contra uma queda de 1,92% do Ibovespa. No mês, o desempenho é positivo em 66,2%, enquanto o índice ficou estável.
No mercado externo, o valor de face do bônus do Cruzeiro do Sul com vencimento em 2020 passou de 40%, na quarta-feira, para 62% na sexta-feira.
Ação da Ecorodovias é opção com boa geração de caixa
Exame 16.07.2012 - Coinvalores iniciou a cobertura das ações com recomendação de compra e potencial de valorização de 32,5%.
Estrada da Ecorodovias: Coinvalores recomenda compra
A Coinvalores iniciou a cobertura das ações da Ecorodovias (ECOR3) com recomendação de compra para os papéis. O preço-alvo estimado para as ações é de 20,60 reais, um potencial de valorização de 32,5%.
Em relatório enviado para clientes, o analista Marco Aurélio Barbosa afirmou que a empresa tem um bom portfólio de rodovias com boa geração de caixa. Além disso, a empresa atua em outros projetos dentro do setor de logística que têm bom potencial, na visão do analista.
“No futuro próximo, devemos continuar a ver movimentação da companhia no sentido de expandir seu portfólio. Apesar disso, consideramos em nossa projeção apenas o portfólio atual”, disse.
O analista lembra que no início do ano o consórcio Rodovia da Vitória, do qual a companhia detém 80%, venceu o leilão do trecho da BR-101 no Espírito Santo, que margeia importantes portos da região. Esse projeto, que deve aumentar os investimentos da companhia por um tempo, já foi considerado nas projeções da Coinvalores.
“O próximo ‘grande alvo’ da companhia deve vir na segunda rodada de leilão dos aeroportos brasileiros, que está prevista para acontecer entre o final desse ano e o início de 2013”, afirma o analista.
Valor 16.07.2012 - A cada dia fica mais distante a chance de venda do Cruzeiro do Sul como forma de evitar a liquidação do banco, segundo pessoas envolvidas na auditoria da instituição que está sob intervenção do Banco Central (BC).
Até agora, foram levantados R$ 1,6 bilhão em operações fraudulentas de crédito, sendo que algumas tiveram origem oito anos atrás. Fora isso, ainda há no Cruzeiro do Sul cerca de R$ 900 milhões em problemas como patrimônio superestimado, provisões inferiores às necessárias e passivos tributários. No início da intervenção, calculava-se que o banco teria R$ 1,3 bilhão em créditos falsos.
Os números ainda são preliminares e só devem ser concluídos nas próximas duas semanas pela auditoria que está sendo conduzida dentro da instituição pelo Banco Central, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e pela PwC. Procurado pela reportagem, o FGC não retornou o pedido de entrevista para confirmar as informações.
Se o rombo alcançar R$ 2,5 bilhões, o desfecho da intervenção pode ser a liquidação do banco. Isso porque as inconsistências contábeis superariam a exposição que o FGC tem no banco, que é de R$ 2,2 bilhões. Portanto, para encontrar uma solução de mercado, o FGC teria de arcar com um prejuízo maior do que o risco que corre hoje, que é equivalente à cobertura que a entidade terá de dar a investidores de depósitos a prazo com garantia especial (DPGE) e Certificados de Depósitos Bancários (CDB) emitidos pelo Cruzeiro.
O tema tem trazido preocupações ao FGC, entidade criada para garantir o dinheiro de depositantes dos bancos e que tem como principais contribuintes os maiores bancos do país. O FGC tem um patrimônio de R$ 31,1 bilhões.
Apesar de ter sido detectado no PanAmericano um rombo de R$ 4,3 bilhões - bem superior àquele estimado para o Cruzeiro do Sul - a exposição do FGC à instituição que pertencia ao empresário Silvio Santos era muito superior, de cerca de R$ 7 bilhões. Por isso, a venda do banco ao BTG Pactual se tornou viável.
Foi mais "barato" arcar com o rombo e vender o banco do que deixá-lo ser liquidado. Além disso, o PanAmericano tinha como um dos principais acionistas um banco público, a Caixa Econômica Federal, o que poderia causar mais problemas de desconfiança ao sistema bancário.
O FGC ainda tem em seu ativo carteiras de crédito compradas do Cruzeiro do Sul. Só em um fundo de direitos creditórios, o FGC aportou R$ 1,1 bilhão. Neste caso, porém, o fundo corre o risco dos tomadores dos empréstimos de consignado. Como esses créditos foram auditados antes de serem comprados pelo FGC, a expectativa é que não corram risco de fraude.
O Valor apurou que um dos pontos que ainda podem viabilizar a venda do Cruzeiro do Sul é o levantamento do exato montante de provisões do banco para calotes. Como isso se transforma em créditos tributários, no futuro, o comprador da instituição conseguiria recuperar esse valor.
Os créditos tributários eram um dos maiores atrativos que o BTG Pactual enxergou na operação do Cruzeiro do Sul. Por isso, antes da intervenção, a instituição controlada por André Esteves chegou a negociar a compra do Cruzeiro do Sul. Ao utilizar o crédito fiscal, o BTG Pactual reduziria o imposto a pagar sobre o lucro do banco.
A auditoria que vem sendo conduzida no Cruzeiro do Sul depois da intervenção detectou que algumas das operações fraudulentas de crédito tiveram origem há oito anos, antes da abertura de capital do banco, em junho de 2007.
A descoberta de um rombo no Cruzeiro do Sul superior ao inicialmente esperado pelo Banco Central se opõe à recente valorização das ações do banco na bolsa de valores. Na semana passado, os papéis preferenciais tiveram uma alta de 22,92%, contra uma queda de 1,92% do Ibovespa. No mês, o desempenho é positivo em 66,2%, enquanto o índice ficou estável.
No mercado externo, o valor de face do bônus do Cruzeiro do Sul com vencimento em 2020 passou de 40%, na quarta-feira, para 62% na sexta-feira.
Ação da Ecorodovias é opção com boa geração de caixa
Exame 16.07.2012 - Coinvalores iniciou a cobertura das ações com recomendação de compra e potencial de valorização de 32,5%.
Estrada da Ecorodovias: Coinvalores recomenda compra
A Coinvalores iniciou a cobertura das ações da Ecorodovias (ECOR3) com recomendação de compra para os papéis. O preço-alvo estimado para as ações é de 20,60 reais, um potencial de valorização de 32,5%.
Em relatório enviado para clientes, o analista Marco Aurélio Barbosa afirmou que a empresa tem um bom portfólio de rodovias com boa geração de caixa. Além disso, a empresa atua em outros projetos dentro do setor de logística que têm bom potencial, na visão do analista.
“No futuro próximo, devemos continuar a ver movimentação da companhia no sentido de expandir seu portfólio. Apesar disso, consideramos em nossa projeção apenas o portfólio atual”, disse.
O analista lembra que no início do ano o consórcio Rodovia da Vitória, do qual a companhia detém 80%, venceu o leilão do trecho da BR-101 no Espírito Santo, que margeia importantes portos da região. Esse projeto, que deve aumentar os investimentos da companhia por um tempo, já foi considerado nas projeções da Coinvalores.
“O próximo ‘grande alvo’ da companhia deve vir na segunda rodada de leilão dos aeroportos brasileiros, que está prevista para acontecer entre o final desse ano e o início de 2013”, afirma o analista.
TPG faz acordo para comprar farmacêutica Par por US$1,9 bi
Reuters 16.07.2012 - A companhia de private equity TPG disse nesta segunda-feira que comprará a farmacêutica norte-americana Par por 1,9 bilhão de dólares, a mais recente aquisição na indústria de genéricos.
O acordo de 50 dólares por ação representa um prêmio de quase 37 por cento sobre o fechamento da ação da Par na sexta-feira.
Pelo acordo, a Par pode tentar ofertas maiores de uma terceira parte até 24 de agosto, e o Conselho da companhia disse que vai procurar "ativamente" propostas neste período.
A Par era vista como alvo do interesse de companhias com planos de aumentar a presença no mercado norte-americano de genéricos.
A companhia, que teve receita de 926 milhões de dólares em 2011, também vende remédios de marca específicos por meio da divisão Strativa.
Em abril, a concorrente norte-americana maior Watson fez acordo para comprar o Actavis Group por ao menos 5,6 bilhões de dólares para se consolidar como uma das maiores companhias de genéricos do mundo.
As ações da Par disparavam 37 por cento às 11h45 (horário de Brasília), cotadas a 50,20 dólares, ligeiramente acima da oferta da TPG e indicando que investidores apostam em uma proposta maior pela farmacêutica.
Reuters 16.07.2012 - A companhia de private equity TPG disse nesta segunda-feira que comprará a farmacêutica norte-americana Par por 1,9 bilhão de dólares, a mais recente aquisição na indústria de genéricos.
O acordo de 50 dólares por ação representa um prêmio de quase 37 por cento sobre o fechamento da ação da Par na sexta-feira.
Pelo acordo, a Par pode tentar ofertas maiores de uma terceira parte até 24 de agosto, e o Conselho da companhia disse que vai procurar "ativamente" propostas neste período.
A Par era vista como alvo do interesse de companhias com planos de aumentar a presença no mercado norte-americano de genéricos.
A companhia, que teve receita de 926 milhões de dólares em 2011, também vende remédios de marca específicos por meio da divisão Strativa.
Em abril, a concorrente norte-americana maior Watson fez acordo para comprar o Actavis Group por ao menos 5,6 bilhões de dólares para se consolidar como uma das maiores companhias de genéricos do mundo.
As ações da Par disparavam 37 por cento às 11h45 (horário de Brasília), cotadas a 50,20 dólares, ligeiramente acima da oferta da TPG e indicando que investidores apostam em uma proposta maior pela farmacêutica.
Sephora prevê 40 lojas no Brasil até 2017
Monitor Mercantil 16.07.2012 - Depois de muito alarde, abriu ontem a primeira loja da Sephora no Brasil. A rede de cosméticos francesa presente em 24 países - tem 300 lojas só nos Estados Unidos - desembarcou no primeiro piso do Shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Instalada em uma loja padrão de 350 metros quadrados, mantém o mesmo sistema que virou um diferencial da empresa. Em todas as gôndolas, há displays com amostras dos produtos à venda - que podem ser testados pelos consumidores.
Diversidade. A Sephora trouxe 14 novas marcas para a cidade, entre elas a americana Benefit, conhecida por ter produtos eficientes para disfarçar imperfeições da pele, e a bare minerals, que se destacou no mercado com um produto premium para o cotidiano das americanas, não para as passarelas e holofotes. Além da própria coleção da loja, a Sephora Collection.
Sinônimo do varejo de luxo no mundo, a grife Sephora, espera chegar ao fim do ano com cinco lojas no Brasil, sendo três em São Paulo e duas no Rio, todas em shopping centers. Até 2017, a perspectiva da rede é a de ter 40 lojas no mercado brasileiro e, nesse período, acredita que é possível que o Brasil ocupe o grupo dos 10 países mais importantes em vendas para a marca. Os próximos pontos serão abertos nos shoppings Morumbi e Eldorado, em São Paulo, e no Village Mall, no Rio de Janeiro.
Monitor Mercantil 16.07.2012 - Depois de muito alarde, abriu ontem a primeira loja da Sephora no Brasil. A rede de cosméticos francesa presente em 24 países - tem 300 lojas só nos Estados Unidos - desembarcou no primeiro piso do Shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Instalada em uma loja padrão de 350 metros quadrados, mantém o mesmo sistema que virou um diferencial da empresa. Em todas as gôndolas, há displays com amostras dos produtos à venda - que podem ser testados pelos consumidores.
Diversidade. A Sephora trouxe 14 novas marcas para a cidade, entre elas a americana Benefit, conhecida por ter produtos eficientes para disfarçar imperfeições da pele, e a bare minerals, que se destacou no mercado com um produto premium para o cotidiano das americanas, não para as passarelas e holofotes. Além da própria coleção da loja, a Sephora Collection.
Sinônimo do varejo de luxo no mundo, a grife Sephora, espera chegar ao fim do ano com cinco lojas no Brasil, sendo três em São Paulo e duas no Rio, todas em shopping centers. Até 2017, a perspectiva da rede é a de ter 40 lojas no mercado brasileiro e, nesse período, acredita que é possível que o Brasil ocupe o grupo dos 10 países mais importantes em vendas para a marca. Os próximos pontos serão abertos nos shoppings Morumbi e Eldorado, em São Paulo, e no Village Mall, no Rio de Janeiro.
Licitação de blocos exploratórios de petróleo deve demorar, diz ANP
Valor 16.07.2012 - A 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo deverá ficar para o ano que vem. O principal entrave, segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard ,é a indefinição sobre o aumento da alíquota de royalty.
“Todo mundo esperava um aumento de alíquota de royalty para os contratos de partilha de produção”, disse Magda. “Mas o que está sendo discutido no congresso é mais do que isso. É um aumento de alíquota de royalty para todos os contratos assinados e não assinados”.
Segundo ela, até a lei ser votada e ocorrer a preparação para a rodada, não há tempo para realização neste ano. Magda destacou que o que mais preocupa a ANP é o desenvolvimento dos projetos dos pequenos produtores de petróleo.
A ANP também estuda a recuperação de campos de petróleo mais maduros. Segundo Magda Chambriard, a maioria dos planos de desenvolvimento desses campos no país deve ser apresentado à agência reguladora entre setembro e outubro deste ano. Desta forma, a partir do início de 2013, a ANP e as empresas começam a discutir como recuperar a produção que está em declínio em muitos destes campos.
“Eu não posso nem afirmar que as empresas não estão fazendo o máximo. O que estou dizendo é que o declínio está grande, os planos de desenvolvimento submetidos à ANP estão antigos e nós precisamos rever e rediscutir esse assunto”, disse Magda, que participou hoje do evento “Brasil: Energia & Futuro”, na PUC-Rio, no Rio de Janeiro.
Novas refinarias: Ainda de acordo com Magda Chambriard, as refinarias que estão em construção no Nordeste – Premium I, Premium II e Abreu e Lima – não produzirão gasolina. No entanto, se houver necessidade de aumentar a produção do combustível no futuro, a nafta produzida no local poderá ser transformada em gasolina em refinarias localizadas no sudeste e no centro-sul.
Magda explicou que o consumo e a produção de etanol e de gasolina serão acompanhados com atenção. “Conforme for sendo necessário, podemos trazer nafta das refinarias do nordeste para o sudeste e transformar em gasolina”, disse Magda.
Sobre o possível aumento da mistura do etanol na gasolina, Magda afirmou que a ANP não faz política de governo e não pode comentar o assunto.
A diretora-geral da ANP destacou que a política de conteúdo local continuará sendo tratada de forma rígida. “Se a empresa ganhou pelo conteúdo local ela não pode abrir mão do conteúdo local”, disse Magda.
Segundo ela, as companhias não podem afirmar que irão ter um determinado percentual de conteúdo de nacionalização no ato da licitação e depois não cumprir. “A ANP tem que aplicar [as regras de conteúdo local]”, disse Magda.
Magda explicou que ANP irá trabalhar para fazer com que as empresas entendam com precisão como se enquadram na cartilha de conteúdo local. “Estamos tornando essa forma de escrever sobre os itens de forma mais clara”, disse Magda.
Valor 16.07.2012 - A 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo deverá ficar para o ano que vem. O principal entrave, segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard ,é a indefinição sobre o aumento da alíquota de royalty.
“Todo mundo esperava um aumento de alíquota de royalty para os contratos de partilha de produção”, disse Magda. “Mas o que está sendo discutido no congresso é mais do que isso. É um aumento de alíquota de royalty para todos os contratos assinados e não assinados”.
Segundo ela, até a lei ser votada e ocorrer a preparação para a rodada, não há tempo para realização neste ano. Magda destacou que o que mais preocupa a ANP é o desenvolvimento dos projetos dos pequenos produtores de petróleo.
A ANP também estuda a recuperação de campos de petróleo mais maduros. Segundo Magda Chambriard, a maioria dos planos de desenvolvimento desses campos no país deve ser apresentado à agência reguladora entre setembro e outubro deste ano. Desta forma, a partir do início de 2013, a ANP e as empresas começam a discutir como recuperar a produção que está em declínio em muitos destes campos.
“Eu não posso nem afirmar que as empresas não estão fazendo o máximo. O que estou dizendo é que o declínio está grande, os planos de desenvolvimento submetidos à ANP estão antigos e nós precisamos rever e rediscutir esse assunto”, disse Magda, que participou hoje do evento “Brasil: Energia & Futuro”, na PUC-Rio, no Rio de Janeiro.
Novas refinarias: Ainda de acordo com Magda Chambriard, as refinarias que estão em construção no Nordeste – Premium I, Premium II e Abreu e Lima – não produzirão gasolina. No entanto, se houver necessidade de aumentar a produção do combustível no futuro, a nafta produzida no local poderá ser transformada em gasolina em refinarias localizadas no sudeste e no centro-sul.
Magda explicou que o consumo e a produção de etanol e de gasolina serão acompanhados com atenção. “Conforme for sendo necessário, podemos trazer nafta das refinarias do nordeste para o sudeste e transformar em gasolina”, disse Magda.
Sobre o possível aumento da mistura do etanol na gasolina, Magda afirmou que a ANP não faz política de governo e não pode comentar o assunto.
A diretora-geral da ANP destacou que a política de conteúdo local continuará sendo tratada de forma rígida. “Se a empresa ganhou pelo conteúdo local ela não pode abrir mão do conteúdo local”, disse Magda.
Segundo ela, as companhias não podem afirmar que irão ter um determinado percentual de conteúdo de nacionalização no ato da licitação e depois não cumprir. “A ANP tem que aplicar [as regras de conteúdo local]”, disse Magda.
Magda explicou que ANP irá trabalhar para fazer com que as empresas entendam com precisão como se enquadram na cartilha de conteúdo local. “Estamos tornando essa forma de escrever sobre os itens de forma mais clara”, disse Magda.
Desaceleração no Brasil vem de enfraquecimento do crédito - FMI
Reuters 16.07.2012 - A desaceleração econômica do Brasil é resultado de um enfraquecimento do crédito no passado, informou nesta segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando que o país será capaz de sustentar um crescimento alto em 2013.
O FMI disse ainda não esperar que a atual pressão sobre as economias emergentes causada pelos países avançados piore.
"A pressão das economias avançadas irá provavelmente se estabilizar, no sentido de que não irá ficar pior", afirmou em coletiva de imprensa o chefe de uma divisão do departamento de pesquisa do FMI, Thomas Helbling.
"Parte da desaceleração (nas economias emergentes) foi deliberada ... em resposta aos sinais de superaquecimento, e também aos sinais de crescimento de crédito muito rápido."
Ele disse ainda que a desaceleração deliberada em economias emergentes estava chegando ao fim e que o afrouxamento da política monetária deve começar a ganhar força.
Reuters 16.07.2012 - A desaceleração econômica do Brasil é resultado de um enfraquecimento do crédito no passado, informou nesta segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI), acrescentando que o país será capaz de sustentar um crescimento alto em 2013.
O FMI disse ainda não esperar que a atual pressão sobre as economias emergentes causada pelos países avançados piore.
"A pressão das economias avançadas irá provavelmente se estabilizar, no sentido de que não irá ficar pior", afirmou em coletiva de imprensa o chefe de uma divisão do departamento de pesquisa do FMI, Thomas Helbling.
"Parte da desaceleração (nas economias emergentes) foi deliberada ... em resposta aos sinais de superaquecimento, e também aos sinais de crescimento de crédito muito rápido."
Ele disse ainda que a desaceleração deliberada em economias emergentes estava chegando ao fim e que o afrouxamento da política monetária deve começar a ganhar força.
GlaxoSmithKline adquire empresa farmacêutica americana
Brasil Econômico 16.07.2012 - GSK espera alcançar US$ 200 milhões em sinergias de custos com a operação até 2015. A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou nesta segunda-feira (16/7) um acordo para adquirir a Human Genome Sciences (HGS) por US$ 14,25 por ação. O pagamento será feito em dinheiro.
A operação irá totalizar cerca de US$ 3,6 bilhões para os detentores da Human Genome, ou US$ 3 bilhões já descontados dívidas e caixa da companhia.
O valor pago por ação representa um prêmio de 99%, em relação ao fechamento de 18 de abril de 2012 (US$ 7,17), o último dia de negociação no mercado antes do anúncio oficial da oferta da GSK.
A compra foi aprovada pelo conselho de administração das duas empresas.
"A GSK espera alcançar pelo menos US$ 200 milhões em sinergias de custos até 2015, e acredita que a transação irá beneficiar os resultados da companhia a partir de 2013", diz o comunicado divulgado pela companhia.
Além disso, a GSK também avaliou os reflexos da aquisição em relação a seu programa de recompra de ações de longo prazo. A companhia manteve sua estimativa de realizar a recompra de £ 2 bilhões a £ 2,5 bilhões de suas ações em 2012.
"A transação cumpriu rigorosos critérios financeiros da GSK para aquisições, e esperamos retornos significativos no longo prazo. Esse é um passo natural em nosso relacionamento de 20 anos com a Human Genome, e estamos ansiosos para integrar nossas operações, para o benefício dos pacientes e dos acionistas", afirma Andew Witty, presidente executivo da GSK, em comunicado.
"Após uma profunda análise de estratégias alternativas, a HGS entendeu que a combinação com a GSK é o melhor caminho para a companhia maximizar o valor para seus acionistas", diz Thomas Watkins, presidente da HGS.
Brasil Econômico 16.07.2012 - GSK espera alcançar US$ 200 milhões em sinergias de custos com a operação até 2015. A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou nesta segunda-feira (16/7) um acordo para adquirir a Human Genome Sciences (HGS) por US$ 14,25 por ação. O pagamento será feito em dinheiro.
A operação irá totalizar cerca de US$ 3,6 bilhões para os detentores da Human Genome, ou US$ 3 bilhões já descontados dívidas e caixa da companhia.
O valor pago por ação representa um prêmio de 99%, em relação ao fechamento de 18 de abril de 2012 (US$ 7,17), o último dia de negociação no mercado antes do anúncio oficial da oferta da GSK.
A compra foi aprovada pelo conselho de administração das duas empresas.
"A GSK espera alcançar pelo menos US$ 200 milhões em sinergias de custos até 2015, e acredita que a transação irá beneficiar os resultados da companhia a partir de 2013", diz o comunicado divulgado pela companhia.
Além disso, a GSK também avaliou os reflexos da aquisição em relação a seu programa de recompra de ações de longo prazo. A companhia manteve sua estimativa de realizar a recompra de £ 2 bilhões a £ 2,5 bilhões de suas ações em 2012.
"A transação cumpriu rigorosos critérios financeiros da GSK para aquisições, e esperamos retornos significativos no longo prazo. Esse é um passo natural em nosso relacionamento de 20 anos com a Human Genome, e estamos ansiosos para integrar nossas operações, para o benefício dos pacientes e dos acionistas", afirma Andew Witty, presidente executivo da GSK, em comunicado.
"Após uma profunda análise de estratégias alternativas, a HGS entendeu que a combinação com a GSK é o melhor caminho para a companhia maximizar o valor para seus acionistas", diz Thomas Watkins, presidente da HGS.
Sonae Sierra ganha com bom momento de shoppings
Folha 16.07.2012 - Coinvalores recomenda a compra dos papéis e vê um potencial de valorização de 55%. Sonae Sierra estreou na bolsa em fevereiro de 2011, captando 478 milhões de reais.
Otimista com o recente crescimento do setor de shopping centers, a Coinvalores iniciou a cobertura das ações da Sonae Sierra (SSBR3) com recomendação de compra. O preço-alvo para julho de 2013 foi fixado em 44 reais, o que representa um potencial de valorização de 55%.
A analista Sandra Peres aposta que a empresa deve pegar carona no bom momento vivido pelo segmento. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o setor fechará 2012 com faturamento de 124 bilhões de reais, uma alta de 15% ante 2011.
“Em nossa análise, já levamos em consideração a desaceleração recente do setor varejista brasileiro, bem como os projetos greenfield (começados do zero) para o ano de 2012 e 2013”, explica Sandra. A Sonae Sierra inaugurou no primeiro trimestre o Shopping Uberlândia e conta com mais dois projetos, em Londrina e Goiânia.
O relatório lembra ainda que a companhia mantém sua intenção de abrir dois shopping centers por ano e que, para assegurar a estratégia de crescimento, captou 300 milhões de reais com a emissão de debêntures.
A Sonae Sierra estreou na bolsa em fevereiro de 2011, captando 478 milhões de reais. Desde então, os papéis da administradora de shopping centers valorizaram 40%. Em 2012, as ações ordinárias da empresa avançam 17%, enquanto o Ibovespa amarga queda de 6%.
Folha 16.07.2012 - Coinvalores recomenda a compra dos papéis e vê um potencial de valorização de 55%. Sonae Sierra estreou na bolsa em fevereiro de 2011, captando 478 milhões de reais.
Otimista com o recente crescimento do setor de shopping centers, a Coinvalores iniciou a cobertura das ações da Sonae Sierra (SSBR3) com recomendação de compra. O preço-alvo para julho de 2013 foi fixado em 44 reais, o que representa um potencial de valorização de 55%.
A analista Sandra Peres aposta que a empresa deve pegar carona no bom momento vivido pelo segmento. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o setor fechará 2012 com faturamento de 124 bilhões de reais, uma alta de 15% ante 2011.
“Em nossa análise, já levamos em consideração a desaceleração recente do setor varejista brasileiro, bem como os projetos greenfield (começados do zero) para o ano de 2012 e 2013”, explica Sandra. A Sonae Sierra inaugurou no primeiro trimestre o Shopping Uberlândia e conta com mais dois projetos, em Londrina e Goiânia.
O relatório lembra ainda que a companhia mantém sua intenção de abrir dois shopping centers por ano e que, para assegurar a estratégia de crescimento, captou 300 milhões de reais com a emissão de debêntures.
A Sonae Sierra estreou na bolsa em fevereiro de 2011, captando 478 milhões de reais. Desde então, os papéis da administradora de shopping centers valorizaram 40%. Em 2012, as ações ordinárias da empresa avançam 17%, enquanto o Ibovespa amarga queda de 6%.
Accor compra hotéis na América do Sul por US$275 milhõesReuters 16.07.2012 - A Accor chegou a acordo para comprar o portfólio sul-americano de hotéis da companhia mexicana Grupo Posadas por 275 milhões de dólares, em estratégia para acelerar a expansão em mercados emergentes em época de crescimento discreto na Europa.
O negócio acontece após a Accor ter vendido a problemática cadeia norte-americana de hotéis Motel 6 por 1,9 bilhão de dólares em maio e ter fechado a compra do grupo hoteleiro australiano Mirvac.
"A aquisição se justifica por um plano estratégico, fortalecendo a liderança da Accor na América Latina (...) e afastando a Accor de seu foco na Europa", afirmaram em nota analistas da Oddo Securities. A compra inclui 15 hotéis no Brasil, Argentina e Chile. Também engloba 14 hotéis sob contrato de operação, assim como duas marcas operadas pelo Grupo Posadas na América do Sul --Ceasar Park e Ceasar Business. A Accor planeja concluir o negócio até o fim de 2012.
O negócio acontece após a Accor ter vendido a problemática cadeia norte-americana de hotéis Motel 6 por 1,9 bilhão de dólares em maio e ter fechado a compra do grupo hoteleiro australiano Mirvac.
"A aquisição se justifica por um plano estratégico, fortalecendo a liderança da Accor na América Latina (...) e afastando a Accor de seu foco na Europa", afirmaram em nota analistas da Oddo Securities. A compra inclui 15 hotéis no Brasil, Argentina e Chile. Também engloba 14 hotéis sob contrato de operação, assim como duas marcas operadas pelo Grupo Posadas na América do Sul --Ceasar Park e Ceasar Business. A Accor planeja concluir o negócio até o fim de 2012.
Accor adquire 15 hotéis do Grupo Posadas por US$ 275 milhões
Brasil Econômico 16.07.2012 - Com a transação, Accor terá o portfólio da empresa mexicana na América do Sul, incluindo 11 hotéis no Brasil. A Accor adquiriu o portfólio de hotéis do grupo mexicano Posadas na América do Sul por US$ 275 milhões. A transação inclui 15 hotéis, que irão reforçar as marcas da Accor já existentes na região, como a Sofitel, Pullman, Novotel, Ibis e Mercure.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (16/7), a empresa informou que dos 15 hotéis, quatro são próprios, quatro são alugados e os outros sete estão em contrato de administração.
O Brasil é o principal alvo da compra, sendo que 11 dos 15 hotéis estão localizados no país, em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Com a transação, a Accor atinge 164 hotéis no Brasil, visando a disponibilização de quarto para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
No total, o grupo possui mais de 200 hotéis na América do Sul. De acordo com o diretor executivo da empresa, "através dessa aquisição, o grupo Accor registra mais um sucesso e confirma seu ambicioso plano de expansão". A expectativa é de que a transação seja concluída no final de 2012.
Brasil Econômico 16.07.2012 - Com a transação, Accor terá o portfólio da empresa mexicana na América do Sul, incluindo 11 hotéis no Brasil. A Accor adquiriu o portfólio de hotéis do grupo mexicano Posadas na América do Sul por US$ 275 milhões. A transação inclui 15 hotéis, que irão reforçar as marcas da Accor já existentes na região, como a Sofitel, Pullman, Novotel, Ibis e Mercure.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (16/7), a empresa informou que dos 15 hotéis, quatro são próprios, quatro são alugados e os outros sete estão em contrato de administração.
O Brasil é o principal alvo da compra, sendo que 11 dos 15 hotéis estão localizados no país, em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Com a transação, a Accor atinge 164 hotéis no Brasil, visando a disponibilização de quarto para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
No total, o grupo possui mais de 200 hotéis na América do Sul. De acordo com o diretor executivo da empresa, "através dessa aquisição, o grupo Accor registra mais um sucesso e confirma seu ambicioso plano de expansão". A expectativa é de que a transação seja concluída no final de 2012.
BR Malls divulga prévia do desempenho de vendas de lojistas e aluguéis no 2T12
Monitor Mercantil 16.07.2012 - Em nota ao mercado, a BR Malls Participações S.A. antecipa algumas informações sobre os resultados operacionais de vendas dos lojistas, aluguéis, taxa de ocupação e pagamentos em atraso (30 dias) relativos ao 2T12. Os shoppings da BR Malls atingem vendas totais de R$4,6 bilhões no segundo trimestre. O volume consolidado de vendas dos lojistas dos shoppings da BR Malls alcançou R$4,6 bilhões no 2T12, um aumento de 22,5% em relação ao 2T11. No 2T12 o crescimento das vendas mesmas lojas (SSS) foi de 7,0%, contra 10,0% no mesmo período de 2011. O valor foi afetado pelo efeito da Páscoa que influenciou positivamente o primeiro trimestre deste ano, comparado ao segundo semestre de 2011.
O crescimento das vendas mesmas lojas no trimestre foi beneficiado pelo crescimento das lojas satélites que atingiram 8,5% e lazer apresentou um forte crescimento de 7,9% mesmo com uma alta base de comparação em 29% apresentado em 2T11. Âncoras apresentaram um valor em linha com o valor do 2T11.
No 2T12 observamos um crescimento de aluguéis das mesmas lojas (SSR), totalizando 8,1% contra uma alta base de comparação de 14,2% no 2T11.
Continuamos apresentando um alto nível de taxa de ocupação em nossos shoppings, totalizando uma taxa de ocupação média de 97,6% do ABL total no trimestre. A taxa de ocupação continua sendo impactada pelos shoppings inaugurados, que ainda estão em fase de maturação, além das aquisições realizadas nos últimos 12 meses. Excluindo os shoppings inaugurados e adquiridos nos últimos 12 meses, a taxa de ocupação foi de 97,8% no trimestre. No 2T12 o nível de pagamentos em atraso (30 dias) registrou uma queda de 0,6 p.p. em relação ao 1T12, totalizando 4,0% no trimestre. A inadimplência líquida atingiu 1,2%, comparado a 2,1% no trimestre anterior.
Monitor Mercantil 16.07.2012 - Em nota ao mercado, a BR Malls Participações S.A. antecipa algumas informações sobre os resultados operacionais de vendas dos lojistas, aluguéis, taxa de ocupação e pagamentos em atraso (30 dias) relativos ao 2T12. Os shoppings da BR Malls atingem vendas totais de R$4,6 bilhões no segundo trimestre. O volume consolidado de vendas dos lojistas dos shoppings da BR Malls alcançou R$4,6 bilhões no 2T12, um aumento de 22,5% em relação ao 2T11. No 2T12 o crescimento das vendas mesmas lojas (SSS) foi de 7,0%, contra 10,0% no mesmo período de 2011. O valor foi afetado pelo efeito da Páscoa que influenciou positivamente o primeiro trimestre deste ano, comparado ao segundo semestre de 2011.
O crescimento das vendas mesmas lojas no trimestre foi beneficiado pelo crescimento das lojas satélites que atingiram 8,5% e lazer apresentou um forte crescimento de 7,9% mesmo com uma alta base de comparação em 29% apresentado em 2T11. Âncoras apresentaram um valor em linha com o valor do 2T11.
No 2T12 observamos um crescimento de aluguéis das mesmas lojas (SSR), totalizando 8,1% contra uma alta base de comparação de 14,2% no 2T11.
Continuamos apresentando um alto nível de taxa de ocupação em nossos shoppings, totalizando uma taxa de ocupação média de 97,6% do ABL total no trimestre. A taxa de ocupação continua sendo impactada pelos shoppings inaugurados, que ainda estão em fase de maturação, além das aquisições realizadas nos últimos 12 meses. Excluindo os shoppings inaugurados e adquiridos nos últimos 12 meses, a taxa de ocupação foi de 97,8% no trimestre. No 2T12 o nível de pagamentos em atraso (30 dias) registrou uma queda de 0,6 p.p. em relação ao 1T12, totalizando 4,0% no trimestre. A inadimplência líquida atingiu 1,2%, comparado a 2,1% no trimestre anterior.
BB desembolsa R$ 15 bi para micro e pequenas empresas de SP
Brasil Econômico 16.07.2012 - Resultado foi nos primeiros seis meses do ano. Em relação a igual época do ano passado, valor é 13,6% maior. Redução de juros contribuiu para o desempenho.
O Banco do Brasil emprestou R$ 15 bilhões de capital de giro para as micro e pequenas empresas do estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano.
Segundo o banco, este valor é 13,6% maior do que o resultado no mesmo período do ano passado. Em relação ao semestre anterior, a alta é de 2,4%.O motivo para este avanço foi a redução das taxas de juros e a ampliação dos limites de crédito.
Com isso, a carteira de crédito para pessoa jurídica da instituição financeira no estado de São Paulo cresceu 9,7%, o que representa 24% da carteira total do Banco nesse segmento. Capital de giro e cartão BNDES, que apresentam as menores taxas, foram as linhas mais utilizadas.
"Esse resultado foi acima do esperado, mostrando que as iniciativas do Banco se mostraram adequadas à necessidade do mercado", afirma Walter Malieni, diretor do Banco do Brasil em São Paulo.
Brasil Econômico 16.07.2012 - Resultado foi nos primeiros seis meses do ano. Em relação a igual época do ano passado, valor é 13,6% maior. Redução de juros contribuiu para o desempenho.
O Banco do Brasil emprestou R$ 15 bilhões de capital de giro para as micro e pequenas empresas do estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano.
Segundo o banco, este valor é 13,6% maior do que o resultado no mesmo período do ano passado. Em relação ao semestre anterior, a alta é de 2,4%.O motivo para este avanço foi a redução das taxas de juros e a ampliação dos limites de crédito.
Com isso, a carteira de crédito para pessoa jurídica da instituição financeira no estado de São Paulo cresceu 9,7%, o que representa 24% da carteira total do Banco nesse segmento. Capital de giro e cartão BNDES, que apresentam as menores taxas, foram as linhas mais utilizadas.
"Esse resultado foi acima do esperado, mostrando que as iniciativas do Banco se mostraram adequadas à necessidade do mercado", afirma Walter Malieni, diretor do Banco do Brasil em São Paulo.
Petrobras e Shell comunicam descobertas nas bacias de Sergipe e Santos
Folha 16.07.2012 - A Petrobras e Shell comunicaram à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) descobertas de hidrocarbonetos nas bacias de Sergipe e Santos, respectivamente.
A Petrobras informou, na quinta-feira, que fez descoberta de petróleo no bloco SEAL-M-426, na Bacia de Sergipe. O óleo foi encontrado após a perfuração do poço delimitador 3BRSA1069SES, no mar, em lâmina d água de 2.424 metros.
A Shell, operadora do bloco S-M-518, comunicou, na quarta-feira, a descoberta de gás e óleo após a perfuração do poço delimitador 2SHEL27RJS, na Bacia de Santos.
Folha 16.07.2012 - A Petrobras e Shell comunicaram à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) descobertas de hidrocarbonetos nas bacias de Sergipe e Santos, respectivamente.
A Petrobras informou, na quinta-feira, que fez descoberta de petróleo no bloco SEAL-M-426, na Bacia de Sergipe. O óleo foi encontrado após a perfuração do poço delimitador 3BRSA1069SES, no mar, em lâmina d água de 2.424 metros.
A Shell, operadora do bloco S-M-518, comunicou, na quarta-feira, a descoberta de gás e óleo após a perfuração do poço delimitador 2SHEL27RJS, na Bacia de Santos.
Ações do Cruzeiro do Sul despencam na Bolsa após informação sobre perdas
Folha 16.07.2012 - As ações preferenciais do banco Cruzeiro do Sul voltam a despencar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O banco, sob intervenção do Banco Central há mais de um mês, afirmou nesta segunda-feira que ainda não é possível apontar o valor das perdas na instituição.
Por volta de 12h30, os papéis do banco sofriam desvalorização de 12,71%, cotados a R$ 2,06. No mesmo instante, o principal índice de ações da Bovespa, o Ibovespa, marcava queda de 1,50%, aos 53.516 pontos.
Sob intervenção, Cruzeiro do Sul nega valor estimado de perdas
No acumulado do ano, a queda das ações do Cruzeiro do Sul totaliza 85%. Somente no mês de julho, porém, o papel já subiu 45% frente ao nível de preço de R$ 1,42 do encerramento de junho.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e assinado pelo administrador especial, o banco afirma que "até a conclusão do balanço especial previsto em lei, e que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer valor estimado de perda ou necessidade de ajustes na instituição e suas controladas".
O comunicado ao mercado é uma resposta à informação publicada no jornal "O Estado de S. Paulo" no fim de semana de que o rombo nas contas do banco seria de R$ 2,5 bilhões. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte de tal dado.
O Valor publica, na edição de hoje, que até agora foi levantado R$ 1,6 bilhão em operações fraudulentas de crédito no Cruzeiro do Sul, sendo que algumas tiveram origem oito anos atrás. Além de R$ 900 milhões em problemas como patrimônio superestimado, provisões inferiores às necessárias e passivos tributários.
No início da intervenção, calculava-se que o banco teria R$ 1,3 bilhão em créditos falsos.
O Banco Central decretou em 4 de junho Regime de Administração Especial Temporária (Raet) no Cruzeiro do Sul pelo prazo de 180 dias. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi nomeado interventor para administrar o banco.
Folha 16.07.2012 - As ações preferenciais do banco Cruzeiro do Sul voltam a despencar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O banco, sob intervenção do Banco Central há mais de um mês, afirmou nesta segunda-feira que ainda não é possível apontar o valor das perdas na instituição.
Por volta de 12h30, os papéis do banco sofriam desvalorização de 12,71%, cotados a R$ 2,06. No mesmo instante, o principal índice de ações da Bovespa, o Ibovespa, marcava queda de 1,50%, aos 53.516 pontos.
Sob intervenção, Cruzeiro do Sul nega valor estimado de perdas
No acumulado do ano, a queda das ações do Cruzeiro do Sul totaliza 85%. Somente no mês de julho, porém, o papel já subiu 45% frente ao nível de preço de R$ 1,42 do encerramento de junho.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e assinado pelo administrador especial, o banco afirma que "até a conclusão do balanço especial previsto em lei, e que se encontra em fase de elaboração, não é possível precisar qualquer valor estimado de perda ou necessidade de ajustes na instituição e suas controladas".
O comunicado ao mercado é uma resposta à informação publicada no jornal "O Estado de S. Paulo" no fim de semana de que o rombo nas contas do banco seria de R$ 2,5 bilhões. O Cruzeiro do Sul diz desconhecer a origem e a fonte de tal dado.
O Valor publica, na edição de hoje, que até agora foi levantado R$ 1,6 bilhão em operações fraudulentas de crédito no Cruzeiro do Sul, sendo que algumas tiveram origem oito anos atrás. Além de R$ 900 milhões em problemas como patrimônio superestimado, provisões inferiores às necessárias e passivos tributários.
No início da intervenção, calculava-se que o banco teria R$ 1,3 bilhão em créditos falsos.
O Banco Central decretou em 4 de junho Regime de Administração Especial Temporária (Raet) no Cruzeiro do Sul pelo prazo de 180 dias. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi nomeado interventor para administrar o banco.
Cartão de crédito lidera inadimplência
Estadão 16.07.2012 - Para 31% dos consumidores pesquisados, facilidades oferecidas pelo ‘dinheiro plástico’ ajudam a inflar a lista de atrasos no varejo.
O cartão de crédito é apontado pelo consumidor brasileiro como o principal meio de pagamento que o levou ao calote. No mês passado, 31% dos inadimplentes indicaram o cartão como o vilão da crise de suas finanças pessoais, revela pesquisa da Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em março deste ano, esse indicador para os cartões estava em 29% e, seis meses antes, em 23%. O resultado de junho para os cartões supera de longe a importância dos carnês e boletos bancários (22%) e dos cheques (24%)como vilões da inadimplência. Em março, o cartão já havia desbancado o carnê e passou a liderar o ranking dos meios de pagamento que levaram o consumidor a engrossar a lista da inadimplência.
Especialistas ressaltam que o avanço do uso do cartão sobre outros meios de pagamento e a multiplicação dos plásticos explicam parte do resultado.
Este ano deve fechar com 193,2 milhões de cartões de crédito, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A marca supera a população do País que, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somou 190,7 milhões de pessoas. Significa que cada brasileiro, do bebê de colo ao idoso, carrega mais de um cartão de crédito na carteira.
Se forem considerados os cartões de crédito e os de lojas, o total de plásticos até dezembro deve atingir 462 milhões, o equivalente a 2,4 cartões por pessoa, segundo a Abecs. Levando-se em conta o total de cartões de crédito e de lojas em relação à População Economicamente Ativa (PEA), isto é, aquela em idade produtiva, o número de cartões por brasileiro sobe para 4,4.
Juros. Além da multiplicação dos plásticos, a elevada taxa de juros cobrada pelos cartões joga mais lenha na inadimplência dessa linha de crédito. Dados do Banco Central mostram que o calote do cartão acima de 90 dias atingiu 29,5% em maio, a maior marca em 12 anos. Durante 28 meses seguidos, de fevereiro de 2010 a junho deste ano, a taxa média de juros do cartão ficou estacionada em 10,69% ao mês, revela pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A resistência da taxa de juros do cartão, a mais alta entre as várias linhas de crédito ao consumidor, vai na contramão até da taxa básica de juros, a Selic, que já caiu três pontos porcentuais entre dezembro de 2011 e a semana passada.
"O cartão é o meio de pagamento vilão da inadimplência", afirma o diretor do SCPC, Fernando Cosenza, responsável pela pesquisa trimestral que consulta 1.100 inadimplentes para traçar seu perfil. Ele ressalta que, na edição de junho, o cartão de crédito foi uma unanimidade entre os consumidores como principal meio de pagamento que levou à inadimplência. Em todos os estratos de renda (alta, média e baixa), entre homens e mulheres e também entre trabalhadores formais e informais.
Cosenza diz que a facilidade de se obter crédito no cartão, que é pré-aprovado e está na carteira do consumidor, combinada à falta de informações centralizadas do sistema financeiro sobre os limites totais de crédito concedido a cada consumidor por cartão, agravam o quadro da inadimplência.
Estadão 16.07.2012 - Para 31% dos consumidores pesquisados, facilidades oferecidas pelo ‘dinheiro plástico’ ajudam a inflar a lista de atrasos no varejo.
O cartão de crédito é apontado pelo consumidor brasileiro como o principal meio de pagamento que o levou ao calote. No mês passado, 31% dos inadimplentes indicaram o cartão como o vilão da crise de suas finanças pessoais, revela pesquisa da Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em março deste ano, esse indicador para os cartões estava em 29% e, seis meses antes, em 23%. O resultado de junho para os cartões supera de longe a importância dos carnês e boletos bancários (22%) e dos cheques (24%)como vilões da inadimplência. Em março, o cartão já havia desbancado o carnê e passou a liderar o ranking dos meios de pagamento que levaram o consumidor a engrossar a lista da inadimplência.
Especialistas ressaltam que o avanço do uso do cartão sobre outros meios de pagamento e a multiplicação dos plásticos explicam parte do resultado.
Este ano deve fechar com 193,2 milhões de cartões de crédito, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A marca supera a população do País que, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somou 190,7 milhões de pessoas. Significa que cada brasileiro, do bebê de colo ao idoso, carrega mais de um cartão de crédito na carteira.
Se forem considerados os cartões de crédito e os de lojas, o total de plásticos até dezembro deve atingir 462 milhões, o equivalente a 2,4 cartões por pessoa, segundo a Abecs. Levando-se em conta o total de cartões de crédito e de lojas em relação à População Economicamente Ativa (PEA), isto é, aquela em idade produtiva, o número de cartões por brasileiro sobe para 4,4.
Juros. Além da multiplicação dos plásticos, a elevada taxa de juros cobrada pelos cartões joga mais lenha na inadimplência dessa linha de crédito. Dados do Banco Central mostram que o calote do cartão acima de 90 dias atingiu 29,5% em maio, a maior marca em 12 anos. Durante 28 meses seguidos, de fevereiro de 2010 a junho deste ano, a taxa média de juros do cartão ficou estacionada em 10,69% ao mês, revela pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A resistência da taxa de juros do cartão, a mais alta entre as várias linhas de crédito ao consumidor, vai na contramão até da taxa básica de juros, a Selic, que já caiu três pontos porcentuais entre dezembro de 2011 e a semana passada.
"O cartão é o meio de pagamento vilão da inadimplência", afirma o diretor do SCPC, Fernando Cosenza, responsável pela pesquisa trimestral que consulta 1.100 inadimplentes para traçar seu perfil. Ele ressalta que, na edição de junho, o cartão de crédito foi uma unanimidade entre os consumidores como principal meio de pagamento que levou à inadimplência. Em todos os estratos de renda (alta, média e baixa), entre homens e mulheres e também entre trabalhadores formais e informais.
Cosenza diz que a facilidade de se obter crédito no cartão, que é pré-aprovado e está na carteira do consumidor, combinada à falta de informações centralizadas do sistema financeiro sobre os limites totais de crédito concedido a cada consumidor por cartão, agravam o quadro da inadimplência.
Brasil cai de 2º para 8º lugar em ranking de otimismo das empresas
Estadão 16.07.2012 - 61% dos empreendedores locais estão otimistas com os próximos 12 meses, segundo o relatório International Business Report; no 1º trimestre do ano, eles eram 86%.
Menos empresários brasileiros se sentem otimistas com relação à economia nacional. O International Business Report (IBR) 2012, da Grant Thornton International, mostra que 61% dos empresários locais estão otimistas com os próximos 12 meses, número 25 pontos porcentuais menor do que os 86% registrados no primeiro trimestre do ano. Com a variação, o País caiu da segunda para a oitava posição no ranking mundial de otimismo.
Ainda de acordo com o estudo, o otimismo global medido no segundo trimestre deste ano foi de 23%, quatro pontos porcentuais acima do trimestre anterior, quando o índice era de 19%. O IBR é feito com 11.500 empresas em 40 países.
"Com a continuidade da crise internacional, o empresário brasileiro começa a sentir os efeitos de cortes de investimentos, por exemplo, e volta o foco para a economia local, onde as perspectivas não são mais tão animadoras, com confirmação de um crescimento modesto do PIB e políticas de incentivo focadas no consumo e não no crescimento", disse em nota distribuída à imprensa Fábio Luis de Souza, da Grant Thornton Brasil.
Marcada pela crise e por um forte desemprego, a Espanha segue como o país mais pessimista, com o índice de otimismo marcando -66%, mas está em situação melhor do que a verificada no trimestre anterior (-71%). Na sequência vêm Grécia (-58%), Holanda (-46%) e Japão (-41%). Os empresários argentinos diminuíram o grau de otimismo. No primeiro trimestre do ano, 24% estavam otimistas, enquanto na leitura mais recente o índice caiu para -30%.
Entre os empresários mais otimistas estão os do Peru, onde 96% se sentem confiantes com a economia local. Em seguida, vêm Chile e Filipinas (90%), Geórgia (83%), Canadá (70%), Índia (67%) e África do Sul (63%). A Bélgica saiu de um nível negativo de otimismo registrado no primeiro trimestre (-26%) e aumentou 64 pontos percentuais. Hoje, 28% dos empresários belgas se consideram otimistas com a economia local. A Suíça também saiu do negativo, passando de -22% de empresários otimistas para 16%.
Na União Europeia, o otimismo subiu 2 pontos porcentuais e chegou a -2% no segundo trimestre do ano. Na América do Norte, o grau de otimismo também subiu, de 47% para 52%. Na América Latina, houve redução de 20 pontos porcentuais do otimismo, que passou de 73% para 53%. Nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o otimismo ficou estável em 41%.
Estadão 16.07.2012 - 61% dos empreendedores locais estão otimistas com os próximos 12 meses, segundo o relatório International Business Report; no 1º trimestre do ano, eles eram 86%.
Menos empresários brasileiros se sentem otimistas com relação à economia nacional. O International Business Report (IBR) 2012, da Grant Thornton International, mostra que 61% dos empresários locais estão otimistas com os próximos 12 meses, número 25 pontos porcentuais menor do que os 86% registrados no primeiro trimestre do ano. Com a variação, o País caiu da segunda para a oitava posição no ranking mundial de otimismo.
Ainda de acordo com o estudo, o otimismo global medido no segundo trimestre deste ano foi de 23%, quatro pontos porcentuais acima do trimestre anterior, quando o índice era de 19%. O IBR é feito com 11.500 empresas em 40 países.
"Com a continuidade da crise internacional, o empresário brasileiro começa a sentir os efeitos de cortes de investimentos, por exemplo, e volta o foco para a economia local, onde as perspectivas não são mais tão animadoras, com confirmação de um crescimento modesto do PIB e políticas de incentivo focadas no consumo e não no crescimento", disse em nota distribuída à imprensa Fábio Luis de Souza, da Grant Thornton Brasil.
Marcada pela crise e por um forte desemprego, a Espanha segue como o país mais pessimista, com o índice de otimismo marcando -66%, mas está em situação melhor do que a verificada no trimestre anterior (-71%). Na sequência vêm Grécia (-58%), Holanda (-46%) e Japão (-41%). Os empresários argentinos diminuíram o grau de otimismo. No primeiro trimestre do ano, 24% estavam otimistas, enquanto na leitura mais recente o índice caiu para -30%.
Entre os empresários mais otimistas estão os do Peru, onde 96% se sentem confiantes com a economia local. Em seguida, vêm Chile e Filipinas (90%), Geórgia (83%), Canadá (70%), Índia (67%) e África do Sul (63%). A Bélgica saiu de um nível negativo de otimismo registrado no primeiro trimestre (-26%) e aumentou 64 pontos percentuais. Hoje, 28% dos empresários belgas se consideram otimistas com a economia local. A Suíça também saiu do negativo, passando de -22% de empresários otimistas para 16%.
Na União Europeia, o otimismo subiu 2 pontos porcentuais e chegou a -2% no segundo trimestre do ano. Na América do Norte, o grau de otimismo também subiu, de 47% para 52%. Na América Latina, houve redução de 20 pontos porcentuais do otimismo, que passou de 73% para 53%. Nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o otimismo ficou estável em 41%.
Ex-Barclays diz que manipulou a Libor com endosso do Banco da Inglaterra
Estadão 16.07.2012 - Em depoimento, ex-chefe de operações do banco Barclays afirmou que não via decisão de interferir na taxa de juros interbancária como ‘imprópria’.
O ex-chefe de operações do banco Barclays Jerry del Missier disse que o então executivo-chefe do banco, Robert Diamond, lhe telefonou em 2008 com instruções para baixar a estimativa da taxa de juros interbancária oferecida pelo banco à Associação dos Bancos Britânicos (BBA), que calcula a taxa Libor. Em depoimento durante audiência do Comitê Seleto do Tesouro, do Parlamento britânico, Del Messier afirmou que não via essa decisão como "imprópria", por supor que o rebaixamento da taxa a ser oferecida pelo Barclays à BBA havia sido endossado pelo Banco da Inglaterra (BoE).
"Não me parecia um evento significativo. O que me foi comunicado pelo sr. Diamond foi uma pressão política sobre o banco, que dizia respeito à saúde do Barclays. De que deveríamos baixar nossa contribuição para a Libor", disse Del Messier aos deputados. Del Messier, que é canadense, é um dos três executivos do Barclays que renunciaram a seus cargos devido ao escândalo de manipulação da taxa Libor.
O Barclays pagou US$ 450 milhões às autoridades reguladoras do sistema financeiro dos EUA e do Reino Unido para não sofrer processos criminais, depois de os supervisores revelarem que o banco participou de um esquema de manipulação pelo qual a taxa Libor, que serve de referência para os mercados, era artificialmente fixada em níveis mais baixos do que as taxas realmente praticadas pelos bancos.
Investigação: Em uma série de documentos apresentados ao comitê do Parlamento britânico, o Barclays informou que Del Messier havia instruído o pessoal do banco a baixar as taxas oferecidas à BBA no auge da crise financeira de 2008. Segundo o banco, Del Messier interpretou erroneamente uma nota na qual se detalhava uma conversa telefônica entre Diamond e um alto funcionário do BoE - Paul Tucker, hoje vice-presidente da instituição. Nesse telefonema, Tucker teria indicado ao então CEO do Barclays que o governo britânico e o BoE gostariam que a taxa Libor fosse fixada em níveis mais baixos.
Em seu próprio depoimento ao inquérito do Parlamento britânico, na semana passada, Tucker negou essas afirmações e disse que nunca sugeriu a nenhum banco que manipulasse a taxa Libor. Segundo Tucker, ele apenas queria assegurar que o Barclays não "caminhasse para o abismo" ao dar a impressão de que tinha dificuldades para encontrar financiamento no mercado às taxas que eram praticadas naquele momento.
A taxa Libor é calculada diariamente pela BBA, com base em contribuições apresentadas pelos maiores bancos. Ao oferecer à BBA uma estimativa mais baixa do que a taxa realmente oferecida, os bancos davam a impressão de que seus custos para tomada de crédito eram menores, o que contribuía para que não aumentassem as preocupações quanto à solidez financeira das instituições.
Estadão 16.07.2012 - Em depoimento, ex-chefe de operações do banco Barclays afirmou que não via decisão de interferir na taxa de juros interbancária como ‘imprópria’.
O ex-chefe de operações do banco Barclays Jerry del Missier disse que o então executivo-chefe do banco, Robert Diamond, lhe telefonou em 2008 com instruções para baixar a estimativa da taxa de juros interbancária oferecida pelo banco à Associação dos Bancos Britânicos (BBA), que calcula a taxa Libor. Em depoimento durante audiência do Comitê Seleto do Tesouro, do Parlamento britânico, Del Messier afirmou que não via essa decisão como "imprópria", por supor que o rebaixamento da taxa a ser oferecida pelo Barclays à BBA havia sido endossado pelo Banco da Inglaterra (BoE).
"Não me parecia um evento significativo. O que me foi comunicado pelo sr. Diamond foi uma pressão política sobre o banco, que dizia respeito à saúde do Barclays. De que deveríamos baixar nossa contribuição para a Libor", disse Del Messier aos deputados. Del Messier, que é canadense, é um dos três executivos do Barclays que renunciaram a seus cargos devido ao escândalo de manipulação da taxa Libor.
O Barclays pagou US$ 450 milhões às autoridades reguladoras do sistema financeiro dos EUA e do Reino Unido para não sofrer processos criminais, depois de os supervisores revelarem que o banco participou de um esquema de manipulação pelo qual a taxa Libor, que serve de referência para os mercados, era artificialmente fixada em níveis mais baixos do que as taxas realmente praticadas pelos bancos.
Investigação: Em uma série de documentos apresentados ao comitê do Parlamento britânico, o Barclays informou que Del Messier havia instruído o pessoal do banco a baixar as taxas oferecidas à BBA no auge da crise financeira de 2008. Segundo o banco, Del Messier interpretou erroneamente uma nota na qual se detalhava uma conversa telefônica entre Diamond e um alto funcionário do BoE - Paul Tucker, hoje vice-presidente da instituição. Nesse telefonema, Tucker teria indicado ao então CEO do Barclays que o governo britânico e o BoE gostariam que a taxa Libor fosse fixada em níveis mais baixos.
Em seu próprio depoimento ao inquérito do Parlamento britânico, na semana passada, Tucker negou essas afirmações e disse que nunca sugeriu a nenhum banco que manipulasse a taxa Libor. Segundo Tucker, ele apenas queria assegurar que o Barclays não "caminhasse para o abismo" ao dar a impressão de que tinha dificuldades para encontrar financiamento no mercado às taxas que eram praticadas naquele momento.
A taxa Libor é calculada diariamente pela BBA, com base em contribuições apresentadas pelos maiores bancos. Ao oferecer à BBA uma estimativa mais baixa do que a taxa realmente oferecida, os bancos davam a impressão de que seus custos para tomada de crédito eram menores, o que contribuía para que não aumentassem as preocupações quanto à solidez financeira das instituições.
Bolívia endurece com empresas brasileirasValor 16.07.2012 - No momento em que as relações entre Brasil e Bolívia estão estremecidas por conta do asilo concedido ao senador boliviano de oposição Roger Pinto, empresas brasileiras relatam dificuldades para fazer negócios no país vizinho e se dizem vítimas de perseguição. Fontes do governo brasileiro há muito manifestam insatisfação com o tratamento dado às companhias, mas dizem ter identificado nos últimos dias "uma escalada" nos "maus tratos" sofridos por elas e veem sinais de retaliação por parte do governo Evo Morales.
O senador Roger Pinto, que se diz vítima de perseguição política, está abrigado na embaixada do Brasil em La Paz desde o dia 28 de maio. Ele pediu asilo político à presidente Dilma Rousseff e foi atendido. Aguarda um salvo-conduto do governo boliviano para poder sair do país, o que muitos duvidam que venha a acontecer.
"As empresas brasileiras que têm interesses na Bolívia estão em situação muito frágil", disse ao Valor uma fonte do governo brasileiro. "Os maus tratos às empresas brasileiras começaram muito antes do asilo [ao senador Pinto], mas se nota que nos últimos dias há uma escalada, as coisas estão ficando muito piores."
A fonte aponta pelo menos três empresas que já vinham tendo problemas para fazer negócios no país e cuja situação ficou ainda mais delicada nos últimos dias: a empresa Máquinas D'Andrea, acusada de superfaturamento na venda de equipamentos para uma fábrica de papel da estatal Papelbol, e as construtoras OAS e Petra, que tiveram contratos anulados para a construção de rodovias na Bolívia.
Na última quarta-feira, dia 11, Waldec Nogueira, um dos diretores da Petra, viveu uma situação kafkiana. Ele fugiu do país após ter tomado conhecimento de que poderia ser preso, mesmo sem saber do que estava sendo acusado. "Eu comecei a receber alguns telefonemas estranhos, de pessoas do governo querendo saber onde eu estaria nos próximos dias, o que eu iria fazer", disse ele.
Desconfiado, Nogueira procurou o advogado da empresa na Bolívia. "Nós entramos no site do tribunal e vimos que havia um processo contra mim. O advogado me disse que eu poderia ficar retido no país, e eu puxei o carro."
Em novembro de 2011, a Petra teve anulado um contrato de US$ 95 milhões para a construção de uma rodovia entre as cidades de La Paz e Oruro. Na época, Morales alegou que a empresa não estava cumprindo o cronograma de execução da obra, além de acusá-la de terceirizar alguns serviços. O governo boliviano executou a garantia bancária de US$ 7 milhões depositada pela construtora.
Nogueira havia chegado à Bolívia no dia 3 para acertar a rescisão contratual dos funcionários e o pagamento dos fornecedores. O processo contra ele foi aberto dois dias depois. "Quando foi identificado um processo penal que poderia levá-lo à prisão, ninguém quis pagar para ver. Como medida preventiva, eu ordenei retirá-lo de lá", disse o presidente da Petra, Lourival Sales Parente Filho.
Parente diz ser também alvo de um processo criminal, com base na Lei Quiroga Santa Cruz - uma legislação anticorrupção que obriga funcionários públicos a processar criminalmente empresas que não cumpram contratos com o Estado, sob pena de serem eles, os servidores, processados caso não o façam. Segundo ele, a empresa tem US$ 15 milhões em equipamentos na Bolívia que não sabe se retirará do país nem como fazê-lo.
Na percepção de empresários, como na de fontes do governo brasileiro, Morales explora, em momentos delicados, um sentimento "anti-imperialista" que há em relação ao Brasil. "Aqui pega bem bater em empresa brasileira. É uma coisa ufanista que repercute bem entre os bolivianos", afirmou Parente.
A OAS é outra empresa brasileira com problemas na Bolívia. No início deste ano, ela teve anulado um contrato para a construção de uma estrada que ligaria os Departamentos [Estados] de Beni e Cochabamba. A obra, orçada em US$ 450 milhões, sofreu uma forte reação de indígenas, que queriam impedi-la de atravessar uma reserva, e gerou uma das piores crises do governo Morales. Na época, líderes indígenas acusaram o presidente estava a serviço do "imperialismo brasileiro". Recentemente, a empresa passou a sofrer a ameaça de ter outro contrato rompido, desta vez para a construção da rodovia Potisí-Tarija. "Não cabe a nós fazer comentários sobre as relações políticas entre o Brasil e a Bolívia. Mas que a Bolívia não tem sido um bom cliente para nós, isso é fato", disse ao Valor um representante da empresa, que pediu para não ser identificado. "Nós tivemos um grande prejuízo operacional na Bolívia, e esse não é um mercado que temos interesse em seguir investindo."
Já a Máquinas D'Andrea teve negado pela Justiça, em 28 de junho, um pedido de arbitragem contra a estatal Papelbol na Câmara de Comércio e Serviços de Cochabamba. A empresa é acusada pelo governo boliviano de superfaturamento na venda de equipamentos para a instalação de uma fábrica de papel. Nenhum representante da empresa foi encontrado.
Procurada pelo Valor, a chancelaria boliviana disse não ter recebido nenhuma queixa formal de perseguição a empresas brasileiras e que, por isso, não se pronunciaria sobre o assunto.
O senador Roger Pinto, que se diz vítima de perseguição política, está abrigado na embaixada do Brasil em La Paz desde o dia 28 de maio. Ele pediu asilo político à presidente Dilma Rousseff e foi atendido. Aguarda um salvo-conduto do governo boliviano para poder sair do país, o que muitos duvidam que venha a acontecer.
"As empresas brasileiras que têm interesses na Bolívia estão em situação muito frágil", disse ao Valor uma fonte do governo brasileiro. "Os maus tratos às empresas brasileiras começaram muito antes do asilo [ao senador Pinto], mas se nota que nos últimos dias há uma escalada, as coisas estão ficando muito piores."
A fonte aponta pelo menos três empresas que já vinham tendo problemas para fazer negócios no país e cuja situação ficou ainda mais delicada nos últimos dias: a empresa Máquinas D'Andrea, acusada de superfaturamento na venda de equipamentos para uma fábrica de papel da estatal Papelbol, e as construtoras OAS e Petra, que tiveram contratos anulados para a construção de rodovias na Bolívia.
Na última quarta-feira, dia 11, Waldec Nogueira, um dos diretores da Petra, viveu uma situação kafkiana. Ele fugiu do país após ter tomado conhecimento de que poderia ser preso, mesmo sem saber do que estava sendo acusado. "Eu comecei a receber alguns telefonemas estranhos, de pessoas do governo querendo saber onde eu estaria nos próximos dias, o que eu iria fazer", disse ele.
Desconfiado, Nogueira procurou o advogado da empresa na Bolívia. "Nós entramos no site do tribunal e vimos que havia um processo contra mim. O advogado me disse que eu poderia ficar retido no país, e eu puxei o carro."
Em novembro de 2011, a Petra teve anulado um contrato de US$ 95 milhões para a construção de uma rodovia entre as cidades de La Paz e Oruro. Na época, Morales alegou que a empresa não estava cumprindo o cronograma de execução da obra, além de acusá-la de terceirizar alguns serviços. O governo boliviano executou a garantia bancária de US$ 7 milhões depositada pela construtora.
Nogueira havia chegado à Bolívia no dia 3 para acertar a rescisão contratual dos funcionários e o pagamento dos fornecedores. O processo contra ele foi aberto dois dias depois. "Quando foi identificado um processo penal que poderia levá-lo à prisão, ninguém quis pagar para ver. Como medida preventiva, eu ordenei retirá-lo de lá", disse o presidente da Petra, Lourival Sales Parente Filho.
Parente diz ser também alvo de um processo criminal, com base na Lei Quiroga Santa Cruz - uma legislação anticorrupção que obriga funcionários públicos a processar criminalmente empresas que não cumpram contratos com o Estado, sob pena de serem eles, os servidores, processados caso não o façam. Segundo ele, a empresa tem US$ 15 milhões em equipamentos na Bolívia que não sabe se retirará do país nem como fazê-lo.
Na percepção de empresários, como na de fontes do governo brasileiro, Morales explora, em momentos delicados, um sentimento "anti-imperialista" que há em relação ao Brasil. "Aqui pega bem bater em empresa brasileira. É uma coisa ufanista que repercute bem entre os bolivianos", afirmou Parente.
A OAS é outra empresa brasileira com problemas na Bolívia. No início deste ano, ela teve anulado um contrato para a construção de uma estrada que ligaria os Departamentos [Estados] de Beni e Cochabamba. A obra, orçada em US$ 450 milhões, sofreu uma forte reação de indígenas, que queriam impedi-la de atravessar uma reserva, e gerou uma das piores crises do governo Morales. Na época, líderes indígenas acusaram o presidente estava a serviço do "imperialismo brasileiro". Recentemente, a empresa passou a sofrer a ameaça de ter outro contrato rompido, desta vez para a construção da rodovia Potisí-Tarija. "Não cabe a nós fazer comentários sobre as relações políticas entre o Brasil e a Bolívia. Mas que a Bolívia não tem sido um bom cliente para nós, isso é fato", disse ao Valor um representante da empresa, que pediu para não ser identificado. "Nós tivemos um grande prejuízo operacional na Bolívia, e esse não é um mercado que temos interesse em seguir investindo."
Já a Máquinas D'Andrea teve negado pela Justiça, em 28 de junho, um pedido de arbitragem contra a estatal Papelbol na Câmara de Comércio e Serviços de Cochabamba. A empresa é acusada pelo governo boliviano de superfaturamento na venda de equipamentos para a instalação de uma fábrica de papel. Nenhum representante da empresa foi encontrado.
Procurada pelo Valor, a chancelaria boliviana disse não ter recebido nenhuma queixa formal de perseguição a empresas brasileiras e que, por isso, não se pronunciaria sobre o assunto.
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