Daily News
Eike terá que
desembolsar R$ 618 milhões para fechar capital da LLX
Valor
30.07.2012 - O empresário Eike Batista terá que pagar no máximo R$ 618 milhões
para comprar as ações de minoritários da LLX, empresa que constrói o Superporto
do Açu, no litoral norte do Rio de Janeiro. A conta tem como base o preço por
ação de R$ 3,13 e os 197 milhões de papéis que estão em circulação no mercado e
representam 28,5% do capital total da companhia.
Não
entra nesse cálculo de ações em circulação a fatia detida pelo Ontario Teachers
Pension Plan, que hoje tem 17,9% das ações da empresa.
Segundo
o fato relevante divulgado hoje pela LLX, esse fundo de pensão canadense vai
não apenas manter sua participação na companhia, como ampliá-la no âmbito da
oferta pública de aquisição de ações (OPA) anunciada — embora o valor a ser
aportado não tenha sido divulgado.
Quanto
maior o investimento feito por esse investidor institucional na oferta, menor
será o desembolso de Eike, que hoje controla a companhia com 53,7% do capital.
No
início da semana passada, as ações da LLX dispararam, com alta de mais de 20%
em dois dias, após a divulgação de notícias dando conta de que Eike preparava o
fechamento de capital da companhia. Movimento semelhante foi visto com as ações
da CCX, empresa do grupo EBX que concentra ativos de carvão na Colômbia.
Apesar
de a alta maior ter ocorrido na segunda-feira, somente na noite de terça-feira
LLX e CCX divulgaram comunicado ao mercado
comentando a variação atípica ocorrida.
Elas
disseram que “estão sempre em busca de maximizar valor aos seus acionistas” e
“constantemente estudam possibilidades de novos negócios e arranjos
societários”. Mas diziam que, até aquele o momento, não havia qualquer decisão
ou “documento vinculante” nesse sentido.
Também
na segunda-feira passada, Eike publicou dois posts sobre a LLX no microblog
Twitter. Um falava sobre o avanço da dragagem no porto e outro citava uma
notícia publicada naquela data sobre o empreendimento.
Na
tarde de ontem, o empresário disse o que “Twitter é uma ferramenta de
governança e transparência”.
As
comunicações oficiais das companhias abertas ocorrem por meio dos sites da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da BM&FBovespa e na seção de
relações com investidores das páginas das próprias empresas.
Eike e fundo farão
oferta de R$620 mi para fechar capital da LLX
Reuters
30.07.2012 - O empresário Eike Batista, do grupo EBX, fará uma oferta pública
para fechar o capital da empresa de logística LLX que pode movimentar cerca de
620 milhões de reais, numa estratégia conjunta com o fundo de pensão de
professores do Canadá para aumentar suas participações na companhia.
A
oferta por 100 por cento das ações em circulação no mercado envolve preço
máximo por papel de 3,13 reais, um ágio de 25 por cento sobre a média dos
últimos 20 pregões, segundo fato relevante da empresa de logística divulgado
nesta segunda-feira. A ação da companhia encerrou a sexta-feira cotada a 2,85
reais.
A
LLX tem 693.741.377 ações ordinárias, das quais cerca de 54 por cento estão em
poder de Batista e 28,5 por cento nas mãos do Ontario Teachers Pension Plan, que
participará da oferta "para aumentar sua participação minoritária". O
volume em circulação é de 197.677.270 papéis.
A
operação acontece em um momento em que as ações da LLX acumulam valorização de
25,5 por cento em julho, em meio a rumores no mercado sobre uma operação
envolvendo a empresa. Alguns analistas consultados pela Reuters já esperavam
pela iniciativa de Eike Batista para o fechamento de capital da empresa.
Mas
os rumores e a consequente alta das ações não anularam perdas anteriores dos
papéis, que ainda acumulam queda no ano, de cerca de 17 por cento até a
sexta-feira passada.
Representantes
da LLX e do fundo de Ontário, que tem cerca de 116,5 bilhões de dólares em
ativos, não comentaram de imediato sobre os motivos da operação proposta nesta
segunda-feira ou para quanto pretendem elevar suas fatias na empresa.
Uma
decisão para fechar o capital da LLX daria maior liberdade aos controladores
para administrar o investimento no projeto do porto do Açu, que está sendo
erguido no norte do Estado do Rio de Janeiro.
Os
bancos propostos pelos controladores para elaboração do laudo de avaliação do
valor da LLX são BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch e Santander Brasil.
Após
o anúncio, as ações da LLX chegaram a disparar mais de 5 por cento, alcançando
3 reais, no início dos negócios na BM&FBovespa, mas sem atingir os 3,13
reais propostos pelos controladores.
Na
sexta-feira, a Anglo American informou que o projeto de minério de ferro
Minas-Rio, desenvolvido em parceria com a LLX, sofrerá um atraso de pelo menos
um ano por problemas judiciais .
A
LLX chegou à bolsa em 2008, após uma cisão dos ativos da MMX, empresa de
mineração de Eike. O principal projeto da empresa é o porto do Açu, que terá,
além do espaço para escoamento de minério de ferro, um complexo industrial
voltado para setores como siderurgia e petróleo.
Petrobras investirá
US$5,6 bi para aumentar produtividade no RJ
Reuters
30.07.2012 - A Petrobras informou nesta segunda-feira que vai investir 5,6
bilhões de dólares para aumentar a eficiência e a produtividade dos poços da
Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, sendo que 500 milhões de dólares já estavam
previstos no orçamento da companhia e 5,1 bilhões são novos recursos.
P.J. Clarke's abre
segunda casa no Brasil em novembro
Brasil
Econômico 30.07.2012 - O P.J. Clarke’s tem cinco unidades nos Estados Unidos -
três em Nova York, uma em Las Vegas e uma em Washington DC.
Estimado
em R$ 7 milhões, plano de expansão prevê a inauguração de mais dois
restaurantes em 2013.
O
P.J. Clarke's já tem endereço certo para sua segunda unidade fora dos Estados
Unidos: Rua Oscar Freire.
A
inauguração prevista para meados de novembro faz parte do plano de expansão do
restaurante, que desde março deste ano conta os novos sócios gestores Cristiano
Almeida e Charles Piriou.
Mais
duas unidades serão abertas em 2013, sendo uma em São Paulo e outra no Rio de
Janeiro.
E
o projeto de Almeida e Piriou não para por aí. Os sócios têm intenção de
estabeler a marca dentro de shoppings e levar o P.J. Clarke's para as demais
cidades do Brasil por meio de sócio-operadores ou via franquias.
Por
ora, todas as lojas serão próprias, mas já há dois modelos de negócio
desenhados: loja de rua com capacidade para até 60 pessoas e os futuros
estabelecimentos dentro de shoppings com lugar para até 150 pessoas.
O
empreendimento da Oscar Freire contará com 60 lugares, e será mais intimista do
que a casa na Rua Doutor Mario Ferraz, no Itaim Bibi, aberta no final de 2008.
O
investimento estimado na nova unidade será de R$ 1,5 milhão, sendo que o plano
de expansão como um todo demandará R$ 7 milhões.
Ao
buscar a consolidação da marca como referência em restaurante americano no
Brasil e profissionalizar o negócio, o P.J Clakes pretende mais do que dobrar
seu faturamento no ano que vem, passando dos R$ 6 milhões previsitos para 2012
para R$ 15 milhões ao final de 2013.
Consumidor continua
confiante, aponta CNI
Brasil
Econômico 30.07.201 2 - As expectativas de inflação e de renda pessoal foram
dois componentes que demonstraram recuo na pesquisa de julho.
O
indicador mostra que brasileiros estão mais otimistas com a redução das
dívidas, a situação financeira e o emprego.
A
confiança do consumidor brasileiro aumentou 0,4% em julho, passando de 112,6 em
junho para 113 neste mês, conforme a pesquisa Índice Nacional de Expectativa do
Consumidor (INEC).
Na
base de comparação anual, o indicador ficou no mesmo patamar de julho de 2011.
Os
dados foram divulgados nesta segunda-feira (30/7) pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Dos
seis componentes do índice, três tiveram alta no mês e três, queda.
O
item que mais se recuperou em julho foi o do endividamento, com uma alta de
4,4% na comparação com junho.
Quanto
à situação financeira, a alta foi de 1,4% em relação a junho e passou de 111
para 112,5.
A
expectativa sobre o desemprego foi o terceiro componente do índice que teve
melhor desempenho em julho na comparação com junho. O avanço foi de 1,2% e
passou de 124,6 para 126,1. Isso indica que caiu o percentual de pessoas que
espera o aumento do desemprego.
No
entanto, as expectativas de inflação e de renda pessoal foram dois componentes
que demonstraram recuo na pesquisa de julho. O primeiro caiu 1,6% ante junho,
de 112,5 para 110,7. O segundo regrediu 1% na comparação com o mês anterior, de
113,7 para 112,6.
"A
expectativa com a inflação já esteve bem pior neste ano (100,9 pontos em
janeiro), então esse recuo não é preocupante", afirma Marcelo Azevedo,
economista da CNI, em nota.
O
terceiro componente do INEC que apresentou queda em julho, com retração de
1,4%, foi o de compras de maior valor. O componente recuou de 111,9 para 110,3.
A
pesquisa entrevistou 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 12 e 17 de
julho.
BNDES prevê
crescimento de financiamentos para energia eólica
Estadão
30.07.2012 - Banco liberou R$ 1,1 bilhão para financiar projetos de energia
eólica; capacidade instalada do segmento triplicou desde 2009. O Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 1,1 bilhão em financiamentos
para projetos de energia eólica neste ano, até quinta-feira, e prevê
crescimento de 30% frente os R$ 2,2 bilhões do ano passado.
Na
esteira do sucesso da energia eólica, cuja capacidade instalada saltou três
vezes de 2009 até agora, o chefe do Departamento de Fontes Alternativas de
Energia do BNDES, Antonio Tovar, espera analisar ainda este ano o primeiro
projeto de energia solar no banco de fomento.
Segundo
o executivo, o mais provável é que o projeto seja de uma fábrica de placas
solares, com a demanda impulsionada pelo modelo de geração distribuída. O grupo
Tecnometal, que também atua em eólica e tem uma fábrica de painéis em Campinas,
já foi credenciada na Finame, linha de crédito automática do BNDES para
máquinas e equipamentos.
Na
geração distribuída, consumidores de energia, como supermercados, shopping
centers e até residências, instalam painéis solares em suas coberturas e, além
de gerar eletricidade para consumo próprio, fornecem para o sistema de
distribuição, abatendo do que pagam pela luz.
Em
abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o Sistema de
Compensação de Energia, com regras para a geração distribuída. Com isso,
segundo Tovar, o desenvolvimento da energia solar torna-se viável. A tendência
é algumas empresas - inclusive distribuidoras - ficarem especializadas na
instalação de unidades geradoras para consumidores interessados. "A solar
hoje é a eólica há cinco anos", disse Tovar, em entrevista ao Estado.
Até
2009, o parque eólico brasileiro desenvolveu-se com subsídios do Programa de
Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Naquele ano, o
BNDES liberou apenas R$ 230 milhões em financiamentos. Dali em diante, a
energia eólica tornou-se competitiva, com leilões regulares, atraindo uma
cadeia de fornecedores. A capacidade instalada saltou de cerca de 500 megawatts
(MW), em 2009, para em torno de 1.600 MW hoje. Se a previsão se concretizar, o
BNDES liberará R$ 2,86 para o setor.
A
energia contratada garantirá capacidade instalada de 8.100 MW até 2016, caso
todos os projetos sejam concretizados. No fim deste ano, a capacidade deveria
chegar a 3.000 MW, mas pode haver atrasos por falta de sistemas de transmissão.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), 600 MW dos 1.805
MW contratados no leilão de 2009 e previstos para este ano estão ameaçados pelo
problema.
Com
o crescimento do energia eólica, o País tem atualmente oito empresas com
plantas de aerogeradores e componentes, em diferentes estágios, com capacidade
de produzir equipamentos para instalar capacidade de 4.100 MW ao ano.
O
BNDES apoia a instalação de fábricas, mas, segundo Tovar, a maior parte dos
financiamentos vai para os geradores. O banco também investe via BNDESPar,
tanto diretamente quanto por meio de fundos de investimentos. Atualmente, a
BNDESPar detém fatias da Renova Energia e da Tecsis, fabricante de pás.
Quebra de safra deve
pressionar alimentos o ano todo, diz consultoria
Valor
30.07.2012 - Ao avançar de 0,66% para 1,34% entre junho e julho, o Índice Geral
de Preços – Mercado (IGP-M) ficou acima do esperado pelo economista Thiago
Curado, da Tendências Consultoria, devido à forte pressão dos preços agrícolas.
No período, eles subiram de 0,58% para 3,91%, puxados por soja, milho e café. Para
Curado, o impacto das quebras de safra nas cotações de grãos chegou a seu pico
na atual leitura do IGP-M, mas deve manter os preços de alimentos em patamar
elevado até o fim do ano, tanto no atacado como no varejo.
“Houve
mudança de nível nos preços dos grãos. Não devemos observar taxas tão elevadas
da soja e do milho depois de agosto, mas os preços não vão para o patamar anterior”, diz o economista,
para quem a inflação deste ano fica comprometida porque a reversão de preços
somente acontecerá quando entrar a próxima safra, no início de 2013. No IGP-M
de julho a soja aumentou de 4,3% para 14,89%, enquanto o milho deixou queda de
3,95% para alta de 6,74%.
Segundo
Curado, a estiagem que prejudicou as lavouras nos EUA e Rússia deve manter os
IGPs na casa dos 1% até agosto, e a tendência é que, depois do próximo mês, as
taxas registrem desaceleração. A forte escalada das commodities, no entanto, já
surtiu efeito sobre os preços de alimentos no varejo e ainda deve pressionar os
preços ao consumidor até setembro, de acordo com o economista.
Dentro
do IPC que compõe o IGP-M, o grupo alimentação avançou de 0,61% para 1,06% na
passagem de junho para julho, com alta acentuada do item hortaliças e legumes
(7,53% para 15,39%).
“Os
alimentos estão em patamar bem acima do usual neste período do ano. Parte disso
vem dos alimentos in natura, mas já houve repasses dos preços agrícolas”,
afirmou. “Quando a oferta dos in natura ao normal, o efeito de baixa será compensado
pela questão dos preços agrícolas no atacado”.
De
setembro até dezembro, acrescenta Curado, não há perspectiva de desaceleração
dos alimentos porque esse é o período da entressafra da carne bovina, o que
corrobora sua projeção de 5% para a alta do IPCA em 2012. “Era uma projeção que
estava na iminência de ser revisada para um patamar mais próximo do centro da
meta, mas essa inflexão dos alimentos acabou fazendo com que a mantivéssemos”,
explica.
Divulgado
nesta segunda-feira pelo Banco Central, o boletim Focus mostra que a mediana de
apostas do mercado para o IPCA passou de 4,92% para 4,98% entre a semana
passada e a atual, terceiro aumento seguido. As estimativas para os IGPs também
foram ajustadas para cima. A do IGP-M subiu de 6,43% para 6,57%, enquanto a do
IGP-DI avançou de 7% para 7,05%.
Japoneses negociam
fusão da Schincariol com Petrópolis, diz Estadão
Valor
30.07.2012 - Grupo já havia se interessado pela fusão em junho de 2010, quando
Adriano Schincariol detinha 51% da cervejaria.
Após
sondar o Grupo Petrópolis, dono da cerveja Itaipava, a japonesa Kirin Holdings
Investments Brasil, controladora da Schincariol, já estuda a compra da terceira
maior cervejaria do País. Mas tal negociação não deverá ser tão fácil assim.
Segundo o jonal "O Estado de S. Paulo", a Kirin leva nas costas US$
13,931 bilhões em dívidas depois da aquisição da Schincariol. Já a Petrópolis é
investigada por suspeita de sonegar R$ 600 milhões em impostos estaduais.
Oficialmente, nenhuma das empresas comenta o assunto.
Segunda
tentativa: E essa não é a primeira vez que a Schincariol se interessa pela
aquisição - ou até mesmo por uma fusão com a Petrópolis. Em junho de 2010,
Adriano Schincariol, que detinha 51% da cervejaria, chegou a propor uma
negociação com Walter Faria, controlador da Petrópolis. Mas a conversa não foi
adiante. Depois disso, Adriano optou pela venda da empresa, comprada pela Kirin
por R$ 6,5 bilhões.
Votorantim lança
projeto de US$ 3,3 bilhões no Pará
Valor
30.07.2012 - Na contramão da tendência dos últimos anos na indústria do
alumínio, que vive momento de poucos investimentos, a Votorantim Metais (VM)
discute com autoridades do Pará a instalação de um megaprojeto na pequena
cidade de Rondon do Pará. Com investimentos previstos de US$ 3,3 bilhões, o
projeto integrado inclui o desenvolvimento de uma mina de bauxita e a
construção de uma refinaria para a produção de alumina.
O
complexo terá capacidade para extrair e beneficiar, por ano, 7,1 milhões de
toneladas de bauxita e 3 milhões de toneladas de alumina a partir de 2016/2017.
"O Estado pretende ser um polo nesse setor", disse ao Valor o
secretário da Indústria do Pará, David Leal.
Pará
cresce como polo do alumínio: Os detalhes do projeto já foram apresentados ao
governador do Estado, Simão Jatene. Na semana passada, a diretoria da
Votorantim começou a discutir com o secretário Leal incentivos e benefícios
para o empreendimento, que deve criar 1.600 empregos num município de 47 mil
habitantes.
Se
aprovado - a Votorantim ainda não tem licença ambiental -, o projeto será o
primeiro do setor de alumínio da empresa na região Norte. Ele faz parte de um
amplo planejamento estratégico de expansão da VM, que programou desembolsos de
R$ 6,5 bilhões entre 2011 e 2013, e está mais voltado para a área de mineração,
pela maior rentabilidade.
As
produtoras de alumínio têm sido prejudicadas pelo alto preço da energia, que
responde por 50% do custo total. Além disso, a cotação do alumínio está em
baixa no mercado mundial - neste ano caiu 5% na Bolsa de Metais de Londres
(LME), fechando em US$ 1.894 por tonelada na última sessão. Esse cenário
estimula as empresas a investir mais no início da cadeia produtiva, a
mineração.
Para
manter a competitividade na produção de alumínio em suas indústrias, a VM gera
78% de energia que consome, com 23 usinas hidrelétricas. Enquanto define os
investimentos no Pará, a companhia avança em seu projeto de alumínio em Barro
Alto (GO), que abastecerá sua própria produção de transformados de alumínio.
Consultada sobre o assunto, a VM não quis comentar o projeto.
Aneel vai zerar
pendências do Bertin
Valor
30.07.2012 - O grupo paulista Bertin está prestes a sofrer um novo revés que
pode comprometer definitivamente o plano de negócios formulado recentemente
para resolver sua complicada situação no setor elétrico. A Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) se prepara para executar a cobrança de R$ 430 milhões
em garantias de fiel cumprimento pelo atraso de 15 usinas térmicas, além de
fazer uma limpeza nas pendências que ainda impedem a abertura de novas
punições.
Pior
ainda: a Aneel demonstra pouca disposição para aceitar o parcelamento do débito
ou que esse dinheiro seja descontado do montante a receber das usinas que ainda
podem entrar em funcionamento, contrariando um pedido da Bertin. "Não faz
sentido parcelar como se fosse uma multa", afirmou o diretor Julião
Coelho, que relata diversos processos na Aneel envolvendo a empresa. "Isso
destitui o próprio instrumento da garantia como forma de assegurar a execução
do empreendimento." Coelho enfatiza que já houve decisões anteriores da
agência negando o pagamento diluído das garantias. Com isso, segundo ele,
criou-se um precedente que dificilmente será revertido. Em caso que a Aneel
considera como semelhante, há três semanas, a Multiner teve negado um pedido
para parcelar garantias referentes a duas usinas térmicas que somavam R$ 40,7
milhões. Além disso, as autorizações para esses dois projetos foram revogadas.
Com
exceção da usina José de Alencar, em estágio mais avançado de execução, a
Bertin ainda está com recursos administrativos ou em fase de defesa prévia
contra a cobrança das garantias. Esse tipo de penalidade pode atingir até 10%
do valor do investimento estimado para cada projeto.
Não
é o único baque, no entanto, para a empresa paulista. Amanhã, em reunião de
diretoria colegiada, a Aneel deverá rejeitar a devolução "amigável"
pedida pela Bertin para outras cinco térmicas - Escolha, Cacimbaes, Macaíba,
Iconha e Rio Largo - e abrir caminho para um processo de revogação com
penalidades. Juntas, essas usinas somam 1,2 mil megawatts (MW) de potência.
O
presidente da Bertin Energia, Ricardo Knoepfelmacher, disse ao Valor que a
rejeição dos pedidos apresentados à agência pode comprometer o plano de
reestruturação da empresa e a venda de boa parte de seus ativos ao grupo gaúcho
Bolognesi. "Se o aspecto punitivo se der de forma integral antecipada e
ainda com o ajuste forçado dos preços, a tendência é inviabilizar
financeiramente todos os projetos e termos uma obra de R$ 4 bilhões paralisada
na Bahia."
O
que está em jogo, segundo a visão praticamente consensual na Aneel, é a própria
credibilidade do sistema de leilões de energia. O sistema foi criado em 2004,
pela então ministra Dilma Rousseff, com certames para a contratação de projetos
com início da oferta três anos depois (A-3) e cinco anos depois (A-5). "Se
a agência ceder, será a desmoralização dos leilões", comentou outro
diretor, pedindo anonimato.
Por
isso, a intenção da Aneel é endurecer com a Bertin para que o caso sirva como
exemplo no setor elétrico. A interpretação corrente hoje na agência é que a
aprovação dos pedidos da empresa, com relaxamento das penalidades, pode
estimular atrasos de outros empreendedores.
Com
base na experiência ruim da Bertin, a Aneel estuda propor uma série de medidas
para evitar a repetição dos erros em futuros leilões. Uma das possibilidades é
impedir a habilitação de tantos projetos por uma mesma empresa, a fim de evitar
a concentração da oferta de novas usinas por um só empreendedor, como ocorreu
com a Bertin no leilão de 2008.
Outra
hipótese que já foi avaliada é introduzir limite de oferta no certame. No
leilão A-5 de 2005, a Bertin negociou contratos de 16 das 18 usinas que colocou
em disputa por uma tarifa de cerca de R$ 146 por megawatt-hora, um preço que o
governo vê como alto demais e influenciado pelo excesso de oferta da empresa.
Nenhuma das propostas, porém, foi considera madura o suficiente até agora.
Para
a Bertin, uma espécie de tiro de misericórdia pode ser dado com a análise de
pedido à Aneel para formar um "cluster" de usinas apelidado de Nova
Aratu, na Bahia. A proposta da empresa é juntar as obras em andamento de seis
usinas que formavam Aratu I e aproveitá-las dentro das condições contratuais de
Aratu II. O primeiro grupo (Aratu I) tem cerca de 90% das obras civis
executadas, várias turbinas à espera de serem ativadas e motores de fabricação
europeia aguardando o embarque no porto de Hamburgo. Deveria ter iniciado as
operações em janeiro de 2011 e o preço da energia contratada foi de R$ 126 por
MWh. Já o segundo grupo (Aratu II) está parado, mas só tem funcionamento
previsto a partir de janeiro de 2013 e teve energia comercializada a cerca de R$
146 por MWh.
Como
os dois "clusters" são irmãos siameses, com 1.056 MW de capacidade
prevista, o pedido da Bertin foi para uma "mudança de localização"
das usinas. Esse movimento também é visto com cautela pela Aneel. Os diretores
não gostam da ideia de "trocar" uma tarifa de R$ 126 por outra de R$
146, ressaltando que a energia gerada será a mesma. "Estamos atentos e não
vamos cochilar com isso", avisou Julião Coelho.
Para
a Bertin, conforme ressaltou Ricardo Knoepfelmacher, a possibilidade de aplicar
uma tarifa de R$ 146 por MWh para as usinas de Nova Aratu não só tem todo o
respaldo legal, como é peça-chave para levar adiante o plano de reestruturação.
Sem isso, segundo o executivo, fica muito difícil ter fluxo de caixa suficiente
para conseguir financiamento e concluir as térmicas. O resultado é que nenhum
investidor se sentiria atraído. Na Nova Aratu, a ideia da Bertin é ficar com
49%, vendendo o controle acionário para o grupo Bolognesi.
Pará cresce como polo
do alumínio
Valor
0.07.2012 - O Estado do Pará está se transformando em uma fronteira de produção
do setor de alumínio brasileiro, principalmente de bauxita e de alumina,
matérias-primas para fabricação do metal. Assim como a Votorantim Metais (VM),
diversos grupos foram atraídos pelas condições naturais: um solo rico em
minerais.
A
Votorantim será a quarta grande empresa a atuar na mineração da bauxita na
região. A Mineração Rio do Norte (MRN), de um consórcio de empresas liderado
pela Vale, em Oriximiná, inaugurou a exploração do minério no Estado, seguida
da multinacional americana Alcoa, com mina no município de Juriti. A norueguesa
Norsk Hydro, por sua vez atua próxima onde será a produção da VM, em
Paragominas.
Ao
todo, são cerca de 30 milhões de toneladas de bauxita, 6 milhões de toneladas
de alumina e 460 mil toneladas de metal primário produzidas no Estado.
Além
dessas empresas, o governo paraense tenta atrair transformadoras do metal, como
a Alubar, fabricantes de cabos situada no nordeste do Pará. "O Estado tem
todo potencial para ser um polo da cadeia do alumínio", afirmou ao Valor o
secretário da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) do Pará, David Leal.
A
oferta de energia foi um dos atrativos, inicialmente com a usina de Tucuruí,
que supre a produção de alumínio da Albras. Neste ano ficou pronta Estreito e a
hidrelétrica de Belo Monte está no início das obras. Há ainda os projetos de
usinas no rio Tapajós. Atualmente, com o preço elevado, a energia não é mais
competitiva para a indústria do alumínio no Brasil
Na
época, nas décadas de 70 e 80, o governo incentivou a produção do alumínio,
prevendo que, com o crescimento do país, a demanda interna pelo metal
triplicaria em dez anos. Mas a demanda interna não acompanhou o movimento da
oferta. Hoje, por outro lado, o mercado interno cresce, logo ultrapassando a
oferta do país.
Sete grupos disputam
licitação do Exército
Valor
30.07.2012 - Aguiar, presidente da Embraer Defesa, afirma que está preparado
para atender a exigência de 60% de conteúdo nacional.
Sete
consórcios liderados por empresas brasileiras do setor de defesa e por
empreiteiras que estão iniciando suas atividades neste segmento estão
finalizando as propostas para disputa da primeira etapa do Sisfron (Sistema de
Monitoramento das Fronteiras), projeto orçado em cerca de US$ 6 bilhões e
coordenado pelo Exército Brasileiro para ser concluído em dez anos. As
propostas serão entregues amanhã. O valor do negócio atraiu tradicionais
empresas americanas e europeias do setor de defesa. Segundo o Valor apurou, a
Embraer fechou parceria com a Atech, Orbisat e AEL Sistemas. A fabricante
brasileira de aviões tem participação na Atech (50%) e uma joint venture com a
AEL. Ainda na área de tecnologia, o Instituto C.E.S.A.R (Centro de Estudos e
Sistemas Avançados do Recife), empresa com 16 anos de atuação, e a nova
brasileira SDS (Synergy Defesa e Segurança), que oficialmente será apresentada
amanhã, estão definindo suas propostas separadamente. Entre as grandes
empreiteiras, aparecem a Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão. A
Odebrecht terá ao seu lado uma das maiores companhias do mundo no setor, a
europeia Cassidian, além da Mectron e da IACIT Soluções. A OAS se associou à
italiana Finmecânica. O consórcio da Andrade Gutierrez tem a francesa Thales. A
Queiroz Galvão vai para a disputa com a americana Northropp e a brasileira
Flight Technologies.
Esta
primeira etapa, de acordo com o Exército, consiste em um projeto piloto que
contempla o monitoramento de aproximadamente 600 km de fronteira terrestre, na
divisa do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. O vencedor
da disputa poderá monitorar uma extensão de até 900 km nesta fase, em razão dos
sensores, que contemplarão toda a área de responsabilidade do Comando Militar
do Oeste.
O
valor desta primeira licitação não foi informado. Segundo o Centro de
Comunicação Social do Exército (Cecomcex), o valor depende das propostas a
serem apresentadas pela empresas.
Previsto
para ser implementado de forma gradual ao longo de dez anos, o Sisfron está
orçado em cerca de R$ 11,9 bilhões. Vai monitorar uma área total de 16,8 mil
quilômetros quadrados de fronteira seca, envolvendo dez países, onze Estados e
588 municípios brasileiros.
O
objetivo do projeto é ampliar o monitoramento da Amazônia e assim permitir que
a tomada de decisões e as ações sejam feitas de forma mais eficaz e integrada
com as diversas Forças Armadas e policiais. O funcionamento integrado se dará
com tecnologia de ponta vinda de satélites, sensores, radares de vigilância,
sistemas de tecnologia da informação e comunicações, optrônicos e recursos de
defesa cibernética.
A
Atech, empresa que a Embraer comprou 50% do capital social em 2011, foi
contratada pelo Exército em 2011 para fazer o projeto básico do Sisfron e
definir de que forma será feito o trabalho de vigilância do território e os
equipamentos que serão utilizados. O trabalho da empresa custou R$ 17,2
milhões.
O
presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse que a
exigência de conteúdo nacional nesta licitação deverá ser superior a 60%, e que
este será um dos principais diferenciais da proposta que será apresentada pela
companhia. "O nosso modelo de empresa está baseado no desenvolvimento de
tecnologia nacional e de soluções para o governo brasileiro que depois poderão
se tornar uma plataforma competitiva de exportação", afirmou.
Graças
ao desenvolvimento de projetos para as Forças Armadas Brasileiras e também às
vendas internacionais do Super Tucano, a Embraer prevê fechar o ano de 2012 com
um faturamento de R$ 2 bilhões, cerca de 23% superior ao registrado em 2011.
"Nosso 'backlog' [pedidos em produção] atual, de US$ 3,4 bilhões, mais que
triplicou em relação ao número de 2006", ressaltou.
No
primeiro trimestre deste ano, segundo Aguiar, a Embraer alcançou um crescimento
de 32% na receita da área de defesa e segurança em relação ao mesmo período do
ano passado. "Isso nos dá fôlego para investir em projetos e soluções e
para ajudar no crescimento das nossas empresas adquiridas", comentou.
Aguiar
destaca que 2012 tem sido um ano de concretização efetiva de negócios para a
área de defesa. A modernização de aeronaves da Força Aérea Brasileira (caças
F-5 e AMX), da Marinha (A-4), o desenvolvimento do novo avião de transporte
militar KC-390, a prestação de serviços pela empresa Ogma, de Portugal e as
vendas de Super Tucano realizadas este ano estão entre os principais projetos
da área de defesa da Embraer em 2012.
Para
o presidente da Cassidian Brasil, empresa que disputa a licitação do Sisfron
sob a liderança da Odebrecht, Christian Gras, o Exército exige que 90% da
produção dos equipamentos do projeto sejam feitos no Brasil. "A Mectron,
que integra o nosso consórcio, é uma empresa 100% brasileira e está preparada
para receber todas as tecnologias de interesse do governo brasileiro no
Sisfron", afirmou.
Uma
das gigantes mundiais em soluções e sistemas de segurança, a Cassidian pertence
ao grupo europeu EADS, controladora também da Airbus. Com 28 mil funcionários,
o grupo registrou receitas de € 5,8 bilhões em 2011. No Brasil, segundo Gras, a
expectativa é de terminar o ano com um faturamento de € 100 milhões.
Parte
do crescimento da empresa, segundo o executivo, será impulsionado por meio da
joint-venture com a Odebrecht. Por conta das novas demandas do Brasil na área
de defesa e segurança, a empresa tem planos de transformar o país em um dos
três principais centros no mundo para o desenvolvimento de tecnologias.
Vetria buscará investidores
ainda este ano
Estadão
27.07.2012 - A Vetria, empresa criada em parceria pela Triunfo, a América
Latina Logística (ALL) e a Vetorial para atuar na área de mineração, deve sair
em busca de investidores no mercado ainda este ano. A afirmação é do presidente
da Triunfo, Carlo Bottarelli, durante evento realizado nesta sexta-feira na
BM&FBovespa. "Nós já começamos a medição das jazidas. Serão 164 furos
de sondagem é foram feitos os primeiros 20. Quando chegarmos a uns cinquenta, a
aferição do minério será consistente para podermos ir à mercado", afirmou
o executivo.
A
mina da Vetria fica no Mato Grosso do Sul. Integra o projeto uma ferrovia que
liga a região produtora até o Porto de Santos, em São Paulo, e um terminal
portuário. "Os estudos ambientais do porto estão indo bem e a licença de
implantação deve sair no próximo trimestre. Estamos finalizando os projetos de
engenharia", afirmou Bottarelli.
A
criação da Vetria foi anunciada no final do ano passado. A ALL tem 50,38% da
empresa, a Triunfo possui 15,79% e os acionistas da empresa Vetorial, que atua
no segmento de mineração e siderurgia, tem os demais 33,83%.
Lucro da América
Móvil cai 45,5% no segundo trimestre
Teletime
27.07.2012 - A América Móvil, controladora da operadora Claro no Brasil e
detentora de participação na Embratel e, consequentemente, na Net Serviços,
divulgou seu balanço fiscal referente ao segundo trimestre de 2012. Seguindo a
tendência do mercado, ela divulgou um lucro abaixo do registrado no mesmo
período do ano passado. A empresa conseguiu 13,3 bilhões de pesos mexicanos
(cerca de US$ 990 milhões), equivalente a 0,17 pesos mexicanos por ação (US$
0,01). Isso significou uma queda de 45,5% que, de acordo com a empresa, é
atribuída à depreciação cambial em várias moedas da América Latina, além da
instabilidade do mercado global. O faturamento total da empresa foi de 191,7
bilhões de pesos mexicanos (US$ 14,25 bilhões), crescimento de 9,3% ano a ano.
No entanto, os custos financeiros subiram de 2,45 bilhões de pesos mexicanos (US$
182 milhões) no segundo trimestre de 2011 para os atuais 17,2 bilhões de pesos
(US$ 1,28 bilhão). Isso acabou impactando na queda dos lucros.
A
margem EBTIDA da América Móvil foi de 65,5 bilhões de pesos mexicanos (US$ 4,87
bilhões), um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior e correspondente a
34,1% da receita. Os lucros operacionais totalizaram 39,1 bilhões de pesos
mexicanos (US$ 2,9 bilhões), queda de 1% comparando com 2011. Já o débito
líquido aumentou para 29,7 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,2 bilhões) por
conta de investimentos na operadora holandesa KPN (com operação também na
Alemanha e Bélgica), onde agora conta com 27,7% das ações, e na Telekom
Austria, agora com 21% dos papéis.
Números
brasileiros: O Brasil continua o país com maior operação de linhas fixas, com
crescimento de 26,6% no faturamento e chegando a 26,3 milhões de acessos,
seguido pelo México com 22,7 milhões, América Central e Caribe com 5,9 milhões
e Colômbia com 3,9 milhões. Apesar de possuir uma base de clientes menor, o bloco
do Peru, Equador e Argentina tiveram as maiores taxas de crescimento, com média
de 45%.
A
base de assinantes de serviços móveis da Claro chegou a 63 milhões em junho no
Brasil, 13,4% mais do que no ano anterior, sendo 1,4 milhão de novos clientes
somente no segundo trimestre e 2,6 milhões no acúmulo do primeiro semestre de
2012. A quantidade de assinantes de TV paga (somando Net e Claro TV) aumentou
41,1%, chegando a 11,4 milhões de clientes, enquanto os acessos de Internet de
banda larga fixa chegaram a 5,2 milhões de brasileiros, alta de 23,9% em
relação ao mesmo período de 2011. O faturamento no País foi de R$ 7,5 bilhões,
mas teve uma taxa de aumento reduzida de 8 ,8% para 4,1% em relação ao
trimestre do ano anterior (quando registrou R$ 5,7 bilhões). Muito desse total
foi graças ao bom desempenho dos serviços de TV paga e Internet fixa, que
cresceram 26,6% e 28,6%, enquanto o faturamento em dados móveis cresceu 25,1%.
A
América Móvil justificou o impacto negativo nos números por conta da redução da
utilização de chamadas em longa distância, o esfriamento da economia brasileira
e a consequente competição mais acirrada, especialmente no segmento móvel. O
EBTIDA foi de R$ 1,8 bilhão, queda de 6,2% em relação ao mesmo período de 2011.
Reclamações:
A América Móvil destacou ainda os resultados no leilão do 4G, com aquisições de
40 MHz na faixa dos 2,5 GHz e mais 20 MHz na frequência de 450 MHz para 19
estados, além de 14 MHz adicionais nesse espectro para a área rural em alguns
estados das regiões Norte e Nordeste, além de parte da área metropolitana de
São Paulo.
A
companhia mexicana ainda declarou que as restrições nas vendas impostas pela
Anatel em 18 de julho vieram de "um novo critério de 'número de
reclamações apresentadas à base de assinantes / Anatel' em vez de considerar as
medidas de qualidade que a agência determina regularmente, no qual a Claro se
situa em posição mais favorável". Apesar da reclamação, a empresa
ressaltou que a operadora brasileira irá continuar a trabalhar para "melhorar
a capacidade e qualidade de suas redes, assim como a assistência ao
consumidor".
Lucro da ARM registra
crescimento de 62% no segundo trimestre
Teletime
27.07.2012 - A fabricante britânica de chips ARM, líder no mercado de
microprocessadores para dispositivos móveis e eletrônicos de consumo, divulgou
os resultados não auditados do segundo trimestre deste ano com um crescimento
no lucro de 62%. O ganho da empresa no período, antes dos impostos, totalizou
54,8 milhões de libras (o equivalente a US$ 86,1 milhões), ante 33,8 milhões de
libras (US$ 53,1 milhões) registrados no mesmo trimestre de 2011. A receita
atingiu 135,5 milhões de libras (US$ 213,5 milhões), o que representa uma
expansão de 15% em relação aos 117,8 milhões de libras (US$ 185,6 milhões) do segundo
trimestre do ano passado. Na divisão de processadores (PD, na sigla em inglês),
a receita com o licenciamento totalizou 42,6 milhões de libras (US$ 67
milhões), um aumento de 17% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Já
a receita com o recebimento de royalties de tecnologias de processadores foi de
61,5 milhões de libras (US$ 96,7 milhões), um acréscimo de 19% em relação ao
mesmo período do ano passado. Na divisão de IP físico (PIPD, na sigla em
inglês), a receita com licenciamento teve queda de 6%, totalizando 7,3 milhões
de libras (US$ 11,4 milhões), enquanto a com royalties aumentou 28%,
registrando8,6 milhões de libras (US$ 13,5 milhões).
A
receita ainda é dividia pelo segmento de desenvolvimento de sistemas, que
totalizou 8,5 milhões de libras (US$ 13,3 milhões), e pelo segmento de
serviços, que obteve 7 milhões de libras (US$ 11 milhões).
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