segunda-feira, 30 de julho de 2012

Azul.CA 30.07

Daily News


Eike terá que desembolsar R$ 618 milhões para fechar capital da LLX
Valor 30.07.2012 - O empresário Eike Batista terá que pagar no máximo R$ 618 milhões para comprar as ações de minoritários da LLX, empresa que constrói o Superporto do Açu, no litoral norte do Rio de Janeiro. A conta tem como base o preço por ação de R$ 3,13 e os 197 milhões de papéis que estão em circulação no mercado e representam 28,5% do capital total da companhia.
Não entra nesse cálculo de ações em circulação a fatia detida pelo Ontario Teachers Pension Plan, que hoje tem 17,9% das ações da empresa.
Segundo o fato relevante divulgado hoje pela LLX, esse fundo de pensão canadense vai não apenas manter sua participação na companhia, como ampliá-la no âmbito da oferta pública de aquisição de ações (OPA) anunciada — embora o valor a ser aportado não tenha sido divulgado.
Quanto maior o investimento feito por esse investidor institucional na oferta, menor será o desembolso de Eike, que hoje controla a companhia com 53,7% do capital.
No início da semana passada, as ações da LLX dispararam, com alta de mais de 20% em dois dias, após a divulgação de notícias dando conta de que Eike preparava o fechamento de capital da companhia. Movimento semelhante foi visto com as ações da CCX, empresa do grupo EBX que concentra ativos de carvão na Colômbia.
Apesar de a alta maior ter ocorrido na segunda-feira, somente na noite de terça-feira LLX e CCX divulgaram comunicado ao mercado  comentando a variação atípica ocorrida.
Elas disseram que “estão sempre em busca de maximizar valor aos seus acionistas” e “constantemente estudam possibilidades de novos negócios e arranjos societários”. Mas diziam que, até aquele o momento, não havia qualquer decisão ou “documento vinculante” nesse sentido.
Também na segunda-feira passada, Eike publicou dois posts sobre a LLX no microblog Twitter. Um falava sobre o avanço da dragagem no porto e outro citava uma notícia publicada naquela data sobre o empreendimento.
Na tarde de ontem, o empresário disse o que “Twitter é uma ferramenta de governança e transparência”.
As comunicações oficiais das companhias abertas ocorrem por meio dos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da BM&FBovespa e na seção de relações com investidores das páginas das próprias empresas.


Eike e fundo farão oferta de R$620 mi para fechar capital da LLX
Reuters 30.07.2012 - O empresário Eike Batista, do grupo EBX, fará uma oferta pública para fechar o capital da empresa de logística LLX que pode movimentar cerca de 620 milhões de reais, numa estratégia conjunta com o fundo de pensão de professores do Canadá para aumentar suas participações na companhia.
A oferta por 100 por cento das ações em circulação no mercado envolve preço máximo por papel de 3,13 reais, um ágio de 25 por cento sobre a média dos últimos 20 pregões, segundo fato relevante da empresa de logística divulgado nesta segunda-feira. A ação da companhia encerrou a sexta-feira cotada a 2,85 reais.
A LLX tem 693.741.377 ações ordinárias, das quais cerca de 54 por cento estão em poder de Batista e 28,5 por cento nas mãos do Ontario Teachers Pension Plan, que participará da oferta "para aumentar sua participação minoritária". O volume em circulação é de 197.677.270 papéis.
A operação acontece em um momento em que as ações da LLX acumulam valorização de 25,5 por cento em julho, em meio a rumores no mercado sobre uma operação envolvendo a empresa. Alguns analistas consultados pela Reuters já esperavam pela iniciativa de Eike Batista para o fechamento de capital da empresa.
Mas os rumores e a consequente alta das ações não anularam perdas anteriores dos papéis, que ainda acumulam queda no ano, de cerca de 17 por cento até a sexta-feira passada.
Representantes da LLX e do fundo de Ontário, que tem cerca de 116,5 bilhões de dólares em ativos, não comentaram de imediato sobre os motivos da operação proposta nesta segunda-feira ou para quanto pretendem elevar suas fatias na empresa.
Uma decisão para fechar o capital da LLX daria maior liberdade aos controladores para administrar o investimento no projeto do porto do Açu, que está sendo erguido no norte do Estado do Rio de Janeiro.
Os bancos propostos pelos controladores para elaboração do laudo de avaliação do valor da LLX são BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch e Santander Brasil.
Após o anúncio, as ações da LLX chegaram a disparar mais de 5 por cento, alcançando 3 reais, no início dos negócios na BM&FBovespa, mas sem atingir os 3,13 reais propostos pelos controladores.
Na sexta-feira, a Anglo American informou que o projeto de minério de ferro Minas-Rio, desenvolvido em parceria com a LLX, sofrerá um atraso de pelo menos um ano por problemas judiciais .
A LLX chegou à bolsa em 2008, após uma cisão dos ativos da MMX, empresa de mineração de Eike. O principal projeto da empresa é o porto do Açu, que terá, além do espaço para escoamento de minério de ferro, um complexo industrial voltado para setores como siderurgia e petróleo.


Petrobras investirá US$5,6 bi para aumentar produtividade no RJ
Reuters 30.07.2012 - A Petrobras informou nesta segunda-feira que vai investir 5,6 bilhões de dólares para aumentar a eficiência e a produtividade dos poços da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, sendo que 500 milhões de dólares já estavam previstos no orçamento da companhia e 5,1 bilhões são novos recursos.


P.J. Clarke's abre segunda casa no Brasil em novembro
Brasil Econômico 30.07.2012 - O P.J. Clarke’s tem cinco unidades nos Estados Unidos - três em Nova York, uma em Las Vegas e uma em Washington DC.
Estimado em R$ 7 milhões, plano de expansão prevê a inauguração de mais dois restaurantes em 2013.
O P.J. Clarke's já tem endereço certo para sua segunda unidade fora dos Estados Unidos: Rua Oscar Freire.
A inauguração prevista para meados de novembro faz parte do plano de expansão do restaurante, que desde março deste ano conta os novos sócios gestores Cristiano Almeida e Charles Piriou.
Mais duas unidades serão abertas em 2013, sendo uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.
E o projeto de Almeida e Piriou não para por aí. Os sócios têm intenção de estabeler a marca dentro de shoppings e levar o P.J. Clarke's para as demais cidades do Brasil por meio de sócio-operadores ou via franquias.
Por ora, todas as lojas serão próprias, mas já há dois modelos de negócio desenhados: loja de rua com capacidade para até 60 pessoas e os futuros estabelecimentos dentro de shoppings com lugar para até 150 pessoas.
O empreendimento da Oscar Freire contará com 60 lugares, e será mais intimista do que a casa na Rua Doutor Mario Ferraz, no Itaim Bibi, aberta no final de 2008.
O investimento estimado na nova unidade será de R$ 1,5 milhão, sendo que o plano de expansão como um todo demandará R$ 7 milhões.
Ao buscar a consolidação da marca como referência em restaurante americano no Brasil e profissionalizar o negócio, o P.J Clakes pretende mais do que dobrar seu faturamento no ano que vem, passando dos R$ 6 milhões previsitos para 2012 para R$ 15 milhões ao final de 2013.


Consumidor continua confiante, aponta CNI
Brasil Econômico 30.07.201 2 - As expectativas de inflação e de renda pessoal foram dois componentes que demonstraram recuo na pesquisa de julho.
O indicador mostra que brasileiros estão mais otimistas com a redução das dívidas, a situação financeira e o emprego.
A confiança do consumidor brasileiro aumentou 0,4% em julho, passando de 112,6 em junho para 113 neste mês, conforme a pesquisa Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC).
Na base de comparação anual, o indicador ficou no mesmo patamar de julho de 2011.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (30/7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dos seis componentes do índice, três tiveram alta no mês e três, queda.
O item que mais se recuperou em julho foi o do endividamento, com uma alta de 4,4% na comparação com junho.
Quanto à situação financeira, a alta foi de 1,4% em relação a junho e passou de 111 para 112,5.
A expectativa sobre o desemprego foi o terceiro componente do índice que teve melhor desempenho em julho na comparação com junho. O avanço foi de 1,2% e passou de 124,6 para 126,1. Isso indica que caiu o percentual de pessoas que espera o aumento do desemprego.
No entanto, as expectativas de inflação e de renda pessoal foram dois componentes que demonstraram recuo na pesquisa de julho. O primeiro caiu 1,6% ante junho, de 112,5 para 110,7. O segundo regrediu 1% na comparação com o mês anterior, de 113,7 para 112,6.
"A expectativa com a inflação já esteve bem pior neste ano (100,9 pontos em janeiro), então esse recuo não é preocupante", afirma Marcelo Azevedo, economista da CNI, em nota.
O terceiro componente do INEC que apresentou queda em julho, com retração de 1,4%, foi o de compras de maior valor. O componente recuou de 111,9 para 110,3.
A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 12 e 17 de julho.


BNDES prevê crescimento de financiamentos para energia eólica
Estadão 30.07.2012 - Banco liberou R$ 1,1 bilhão para financiar projetos de energia eólica; capacidade instalada do segmento triplicou desde 2009. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 1,1 bilhão em financiamentos para projetos de energia eólica neste ano, até quinta-feira, e prevê crescimento de 30% frente os R$ 2,2 bilhões do ano passado.
Na esteira do sucesso da energia eólica, cuja capacidade instalada saltou três vezes de 2009 até agora, o chefe do Departamento de Fontes Alternativas de Energia do BNDES, Antonio Tovar, espera analisar ainda este ano o primeiro projeto de energia solar no banco de fomento.
Segundo o executivo, o mais provável é que o projeto seja de uma fábrica de placas solares, com a demanda impulsionada pelo modelo de geração distribuída. O grupo Tecnometal, que também atua em eólica e tem uma fábrica de painéis em Campinas, já foi credenciada na Finame, linha de crédito automática do BNDES para máquinas e equipamentos.
Na geração distribuída, consumidores de energia, como supermercados, shopping centers e até residências, instalam painéis solares em suas coberturas e, além de gerar eletricidade para consumo próprio, fornecem para o sistema de distribuição, abatendo do que pagam pela luz.
Em abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o Sistema de Compensação de Energia, com regras para a geração distribuída. Com isso, segundo Tovar, o desenvolvimento da energia solar torna-se viável. A tendência é algumas empresas - inclusive distribuidoras - ficarem especializadas na instalação de unidades geradoras para consumidores interessados. "A solar hoje é a eólica há cinco anos", disse Tovar, em entrevista ao Estado.
Até 2009, o parque eólico brasileiro desenvolveu-se com subsídios do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Naquele ano, o BNDES liberou apenas R$ 230 milhões em financiamentos. Dali em diante, a energia eólica tornou-se competitiva, com leilões regulares, atraindo uma cadeia de fornecedores. A capacidade instalada saltou de cerca de 500 megawatts (MW), em 2009, para em torno de 1.600 MW hoje. Se a previsão se concretizar, o BNDES liberará R$ 2,86 para o setor.
A energia contratada garantirá capacidade instalada de 8.100 MW até 2016, caso todos os projetos sejam concretizados. No fim deste ano, a capacidade deveria chegar a 3.000 MW, mas pode haver atrasos por falta de sistemas de transmissão. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), 600 MW dos 1.805 MW contratados no leilão de 2009 e previstos para este ano estão ameaçados pelo problema.
Com o crescimento do energia eólica, o País tem atualmente oito empresas com plantas de aerogeradores e componentes, em diferentes estágios, com capacidade de produzir equipamentos para instalar capacidade de 4.100 MW ao ano.
O BNDES apoia a instalação de fábricas, mas, segundo Tovar, a maior parte dos financiamentos vai para os geradores. O banco também investe via BNDESPar, tanto diretamente quanto por meio de fundos de investimentos. Atualmente, a BNDESPar detém fatias da Renova Energia e da Tecsis, fabricante de pás.


Quebra de safra deve pressionar alimentos o ano todo, diz consultoria
Valor 30.07.2012 - Ao avançar de 0,66% para 1,34% entre junho e julho, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou acima do esperado pelo economista Thiago Curado, da Tendências Consultoria, devido à forte pressão dos preços agrícolas. No período, eles subiram de 0,58% para 3,91%, puxados por soja, milho e café. Para Curado, o impacto das quebras de safra nas cotações de grãos chegou a seu pico na atual leitura do IGP-M, mas deve manter os preços de alimentos em patamar elevado até o fim do ano, tanto no atacado como no varejo.
“Houve mudança de nível nos preços dos grãos. Não devemos observar taxas tão elevadas da soja e do milho depois de agosto, mas os preços não vão  para o patamar anterior”, diz o economista, para quem a inflação deste ano fica comprometida porque a reversão de preços somente acontecerá quando entrar a próxima safra, no início de 2013. No IGP-M de julho a soja aumentou de 4,3% para 14,89%, enquanto o milho deixou queda de 3,95% para alta de 6,74%.
Segundo Curado, a estiagem que prejudicou as lavouras nos EUA e Rússia deve manter os IGPs na casa dos 1% até agosto, e a tendência é que, depois do próximo mês, as taxas registrem desaceleração. A forte escalada das commodities, no entanto, já surtiu efeito sobre os preços de alimentos no varejo e ainda deve pressionar os preços ao consumidor até setembro, de acordo com o economista.
Dentro do IPC que compõe o IGP-M, o grupo alimentação avançou de 0,61% para 1,06% na passagem de junho para julho, com alta acentuada do item hortaliças e legumes (7,53% para 15,39%).
“Os alimentos estão em patamar bem acima do usual neste período do ano. Parte disso vem dos alimentos in natura, mas já houve repasses dos preços agrícolas”, afirmou. “Quando a oferta dos in natura  ao normal, o efeito de baixa será compensado pela questão dos preços agrícolas no atacado”.
De setembro até dezembro, acrescenta Curado, não há perspectiva de desaceleração dos alimentos porque esse é o período da entressafra da carne bovina, o que corrobora sua projeção de 5% para a alta do IPCA em 2012. “Era uma projeção que estava na iminência de ser revisada para um patamar mais próximo do centro da meta, mas essa inflexão dos alimentos acabou fazendo com que a mantivéssemos”, explica.
Divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o boletim Focus mostra que a mediana de apostas do mercado para o IPCA passou de 4,92% para 4,98% entre a semana passada e a atual, terceiro aumento seguido. As estimativas para os IGPs também foram ajustadas para cima. A do IGP-M subiu de 6,43% para 6,57%, enquanto a do IGP-DI avançou de 7% para 7,05%.


Japoneses negociam fusão da Schincariol com Petrópolis, diz Estadão
Valor 30.07.2012 - Grupo já havia se interessado pela fusão em junho de 2010, quando Adriano Schincariol detinha 51% da cervejaria.
Após sondar o Grupo Petrópolis, dono da cerveja Itaipava, a japonesa Kirin Holdings Investments Brasil, controladora da Schincariol, já estuda a compra da terceira maior cervejaria do País. Mas tal negociação não deverá ser tão fácil assim. Segundo o jonal "O Estado de S. Paulo", a Kirin leva nas costas US$ 13,931 bilhões em dívidas depois da aquisição da Schincariol. Já a Petrópolis é investigada por suspeita de sonegar R$ 600 milhões em impostos estaduais. Oficialmente, nenhuma das empresas comenta o assunto.
Segunda tentativa: E essa não é a primeira vez que a Schincariol se interessa pela aquisição - ou até mesmo por uma fusão com a Petrópolis. Em junho de 2010, Adriano Schincariol, que detinha 51% da cervejaria, chegou a propor uma negociação com Walter Faria, controlador da Petrópolis. Mas a conversa não foi adiante. Depois disso, Adriano optou pela venda da empresa, comprada pela Kirin por R$ 6,5 bilhões.


Votorantim lança projeto de US$ 3,3 bilhões no Pará
Valor 30.07.2012 - Na contramão da tendência dos últimos anos na indústria do alumínio, que vive momento de poucos investimentos, a Votorantim Metais (VM) discute com autoridades do Pará a instalação de um megaprojeto na pequena cidade de Rondon do Pará. Com investimentos previstos de US$ 3,3 bilhões, o projeto integrado inclui o desenvolvimento de uma mina de bauxita e a construção de uma refinaria para a produção de alumina.
O complexo terá capacidade para extrair e beneficiar, por ano, 7,1 milhões de toneladas de bauxita e 3 milhões de toneladas de alumina a partir de 2016/2017. "O Estado pretende ser um polo nesse setor", disse ao Valor o secretário da Indústria do Pará, David Leal.
Pará cresce como polo do alumínio: Os detalhes do projeto já foram apresentados ao governador do Estado, Simão Jatene. Na semana passada, a diretoria da Votorantim começou a discutir com o secretário Leal incentivos e benefícios para o empreendimento, que deve criar 1.600 empregos num município de 47 mil habitantes.
Se aprovado - a Votorantim ainda não tem licença ambiental -, o projeto será o primeiro do setor de alumínio da empresa na região Norte. Ele faz parte de um amplo planejamento estratégico de expansão da VM, que programou desembolsos de R$ 6,5 bilhões entre 2011 e 2013, e está mais voltado para a área de mineração, pela maior rentabilidade.
As produtoras de alumínio têm sido prejudicadas pelo alto preço da energia, que responde por 50% do custo total. Além disso, a cotação do alumínio está em baixa no mercado mundial - neste ano caiu 5% na Bolsa de Metais de Londres (LME), fechando em US$ 1.894 por tonelada na última sessão. Esse cenário estimula as empresas a investir mais no início da cadeia produtiva, a mineração.
Para manter a competitividade na produção de alumínio em suas indústrias, a VM gera 78% de energia que consome, com 23 usinas hidrelétricas. Enquanto define os investimentos no Pará, a companhia avança em seu projeto de alumínio em Barro Alto (GO), que abastecerá sua própria produção de transformados de alumínio. Consultada sobre o assunto, a VM não quis comentar o projeto.


Aneel vai zerar pendências do Bertin
Valor 30.07.2012 - O grupo paulista Bertin está prestes a sofrer um novo revés que pode comprometer definitivamente o plano de negócios formulado recentemente para resolver sua complicada situação no setor elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se prepara para executar a cobrança de R$ 430 milhões em garantias de fiel cumprimento pelo atraso de 15 usinas térmicas, além de fazer uma limpeza nas pendências que ainda impedem a abertura de novas punições.
Pior ainda: a Aneel demonstra pouca disposição para aceitar o parcelamento do débito ou que esse dinheiro seja descontado do montante a receber das usinas que ainda podem entrar em funcionamento, contrariando um pedido da Bertin. "Não faz sentido parcelar como se fosse uma multa", afirmou o diretor Julião Coelho, que relata diversos processos na Aneel envolvendo a empresa. "Isso destitui o próprio instrumento da garantia como forma de assegurar a execução do empreendimento." Coelho enfatiza que já houve decisões anteriores da agência negando o pagamento diluído das garantias. Com isso, segundo ele, criou-se um precedente que dificilmente será revertido. Em caso que a Aneel considera como semelhante, há três semanas, a Multiner teve negado um pedido para parcelar garantias referentes a duas usinas térmicas que somavam R$ 40,7 milhões. Além disso, as autorizações para esses dois projetos foram revogadas.
Com exceção da usina José de Alencar, em estágio mais avançado de execução, a Bertin ainda está com recursos administrativos ou em fase de defesa prévia contra a cobrança das garantias. Esse tipo de penalidade pode atingir até 10% do valor do investimento estimado para cada projeto.
Não é o único baque, no entanto, para a empresa paulista. Amanhã, em reunião de diretoria colegiada, a Aneel deverá rejeitar a devolução "amigável" pedida pela Bertin para outras cinco térmicas - Escolha, Cacimbaes, Macaíba, Iconha e Rio Largo - e abrir caminho para um processo de revogação com penalidades. Juntas, essas usinas somam 1,2 mil megawatts (MW) de potência.
O presidente da Bertin Energia, Ricardo Knoepfelmacher, disse ao Valor que a rejeição dos pedidos apresentados à agência pode comprometer o plano de reestruturação da empresa e a venda de boa parte de seus ativos ao grupo gaúcho Bolognesi. "Se o aspecto punitivo se der de forma integral antecipada e ainda com o ajuste forçado dos preços, a tendência é inviabilizar financeiramente todos os projetos e termos uma obra de R$ 4 bilhões paralisada na Bahia."
O que está em jogo, segundo a visão praticamente consensual na Aneel, é a própria credibilidade do sistema de leilões de energia. O sistema foi criado em 2004, pela então ministra Dilma Rousseff, com certames para a contratação de projetos com início da oferta três anos depois (A-3) e cinco anos depois (A-5). "Se a agência ceder, será a desmoralização dos leilões", comentou outro diretor, pedindo anonimato.
Por isso, a intenção da Aneel é endurecer com a Bertin para que o caso sirva como exemplo no setor elétrico. A interpretação corrente hoje na agência é que a aprovação dos pedidos da empresa, com relaxamento das penalidades, pode estimular atrasos de outros empreendedores.
Com base na experiência ruim da Bertin, a Aneel estuda propor uma série de medidas para evitar a repetição dos erros em futuros leilões. Uma das possibilidades é impedir a habilitação de tantos projetos por uma mesma empresa, a fim de evitar a concentração da oferta de novas usinas por um só empreendedor, como ocorreu com a Bertin no leilão de 2008.
Outra hipótese que já foi avaliada é introduzir limite de oferta no certame. No leilão A-5 de 2005, a Bertin negociou contratos de 16 das 18 usinas que colocou em disputa por uma tarifa de cerca de R$ 146 por megawatt-hora, um preço que o governo vê como alto demais e influenciado pelo excesso de oferta da empresa. Nenhuma das propostas, porém, foi considera madura o suficiente até agora.
Para a Bertin, uma espécie de tiro de misericórdia pode ser dado com a análise de pedido à Aneel para formar um "cluster" de usinas apelidado de Nova Aratu, na Bahia. A proposta da empresa é juntar as obras em andamento de seis usinas que formavam Aratu I e aproveitá-las dentro das condições contratuais de Aratu II. O primeiro grupo (Aratu I) tem cerca de 90% das obras civis executadas, várias turbinas à espera de serem ativadas e motores de fabricação europeia aguardando o embarque no porto de Hamburgo. Deveria ter iniciado as operações em janeiro de 2011 e o preço da energia contratada foi de R$ 126 por MWh. Já o segundo grupo (Aratu II) está parado, mas só tem funcionamento previsto a partir de janeiro de 2013 e teve energia comercializada a cerca de R$ 146 por MWh.
Como os dois "clusters" são irmãos siameses, com 1.056 MW de capacidade prevista, o pedido da Bertin foi para uma "mudança de localização" das usinas. Esse movimento também é visto com cautela pela Aneel. Os diretores não gostam da ideia de "trocar" uma tarifa de R$ 126 por outra de R$ 146, ressaltando que a energia gerada será a mesma. "Estamos atentos e não vamos cochilar com isso", avisou Julião Coelho.
Para a Bertin, conforme ressaltou Ricardo Knoepfelmacher, a possibilidade de aplicar uma tarifa de R$ 146 por MWh para as usinas de Nova Aratu não só tem todo o respaldo legal, como é peça-chave para levar adiante o plano de reestruturação. Sem isso, segundo o executivo, fica muito difícil ter fluxo de caixa suficiente para conseguir financiamento e concluir as térmicas. O resultado é que nenhum investidor se sentiria atraído. Na Nova Aratu, a ideia da Bertin é ficar com 49%, vendendo o controle acionário para o grupo Bolognesi.


Pará cresce como polo do alumínio
Valor 0.07.2012 - O Estado do Pará está se transformando em uma fronteira de produção do setor de alumínio brasileiro, principalmente de bauxita e de alumina, matérias-primas para fabricação do metal. Assim como a Votorantim Metais (VM), diversos grupos foram atraídos pelas condições naturais: um solo rico em minerais.
A Votorantim será a quarta grande empresa a atuar na mineração da bauxita na região. A Mineração Rio do Norte (MRN), de um consórcio de empresas liderado pela Vale, em Oriximiná, inaugurou a exploração do minério no Estado, seguida da multinacional americana Alcoa, com mina no município de Juriti. A norueguesa Norsk Hydro, por sua vez atua próxima onde será a produção da VM, em Paragominas.
Ao todo, são cerca de 30 milhões de toneladas de bauxita, 6 milhões de toneladas de alumina e 460 mil toneladas de metal primário produzidas no Estado.
Além dessas empresas, o governo paraense tenta atrair transformadoras do metal, como a Alubar, fabricantes de cabos situada no nordeste do Pará. "O Estado tem todo potencial para ser um polo da cadeia do alumínio", afirmou ao Valor o secretário da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) do Pará, David Leal.
A oferta de energia foi um dos atrativos, inicialmente com a usina de Tucuruí, que supre a produção de alumínio da Albras. Neste ano ficou pronta Estreito e a hidrelétrica de Belo Monte está no início das obras. Há ainda os projetos de usinas no rio Tapajós. Atualmente, com o preço elevado, a energia não é mais competitiva para a indústria do alumínio no Brasil
Na época, nas décadas de 70 e 80, o governo incentivou a produção do alumínio, prevendo que, com o crescimento do país, a demanda interna pelo metal triplicaria em dez anos. Mas a demanda interna não acompanhou o movimento da oferta. Hoje, por outro lado, o mercado interno cresce, logo ultrapassando a oferta do país.


Sete grupos disputam licitação do Exército
Valor 30.07.2012 - Aguiar, presidente da Embraer Defesa, afirma que está preparado para atender a exigência de 60% de conteúdo nacional.
Sete consórcios liderados por empresas brasileiras do setor de defesa e por empreiteiras que estão iniciando suas atividades neste segmento estão finalizando as propostas para disputa da primeira etapa do Sisfron (Sistema de Monitoramento das Fronteiras), projeto orçado em cerca de US$ 6 bilhões e coordenado pelo Exército Brasileiro para ser concluído em dez anos. As propostas serão entregues amanhã. O valor do negócio atraiu tradicionais empresas americanas e europeias do setor de defesa. Segundo o Valor apurou, a Embraer fechou parceria com a Atech, Orbisat e AEL Sistemas. A fabricante brasileira de aviões tem participação na Atech (50%) e uma joint venture com a AEL. Ainda na área de tecnologia, o Instituto C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), empresa com 16 anos de atuação, e a nova brasileira SDS (Synergy Defesa e Segurança), que oficialmente será apresentada amanhã, estão definindo suas propostas separadamente. Entre as grandes empreiteiras, aparecem a Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão. A Odebrecht terá ao seu lado uma das maiores companhias do mundo no setor, a europeia Cassidian, além da Mectron e da IACIT Soluções. A OAS se associou à italiana Finmecânica. O consórcio da Andrade Gutierrez tem a francesa Thales. A Queiroz Galvão vai para a disputa com a americana Northropp e a brasileira Flight Technologies.
Esta primeira etapa, de acordo com o Exército, consiste em um projeto piloto que contempla o monitoramento de aproximadamente 600 km de fronteira terrestre, na divisa do Estado do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. O vencedor da disputa poderá monitorar uma extensão de até 900 km nesta fase, em razão dos sensores, que contemplarão toda a área de responsabilidade do Comando Militar do Oeste.
O valor desta primeira licitação não foi informado. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomcex), o valor depende das propostas a serem apresentadas pela empresas.
Previsto para ser implementado de forma gradual ao longo de dez anos, o Sisfron está orçado em cerca de R$ 11,9 bilhões. Vai monitorar uma área total de 16,8 mil quilômetros quadrados de fronteira seca, envolvendo dez países, onze Estados e 588 municípios brasileiros.
O objetivo do projeto é ampliar o monitoramento da Amazônia e assim permitir que a tomada de decisões e as ações sejam feitas de forma mais eficaz e integrada com as diversas Forças Armadas e policiais. O funcionamento integrado se dará com tecnologia de ponta vinda de satélites, sensores, radares de vigilância, sistemas de tecnologia da informação e comunicações, optrônicos e recursos de defesa cibernética.
A Atech, empresa que a Embraer comprou 50% do capital social em 2011, foi contratada pelo Exército em 2011 para fazer o projeto básico do Sisfron e definir de que forma será feito o trabalho de vigilância do território e os equipamentos que serão utilizados. O trabalho da empresa custou R$ 17,2 milhões.
O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse que a exigência de conteúdo nacional nesta licitação deverá ser superior a 60%, e que este será um dos principais diferenciais da proposta que será apresentada pela companhia. "O nosso modelo de empresa está baseado no desenvolvimento de tecnologia nacional e de soluções para o governo brasileiro que depois poderão se tornar uma plataforma competitiva de exportação", afirmou.
Graças ao desenvolvimento de projetos para as Forças Armadas Brasileiras e também às vendas internacionais do Super Tucano, a Embraer prevê fechar o ano de 2012 com um faturamento de R$ 2 bilhões, cerca de 23% superior ao registrado em 2011. "Nosso 'backlog' [pedidos em produção] atual, de US$ 3,4 bilhões, mais que triplicou em relação ao número de 2006", ressaltou.
No primeiro trimestre deste ano, segundo Aguiar, a Embraer alcançou um crescimento de 32% na receita da área de defesa e segurança em relação ao mesmo período do ano passado. "Isso nos dá fôlego para investir em projetos e soluções e para ajudar no crescimento das nossas empresas adquiridas", comentou.
Aguiar destaca que 2012 tem sido um ano de concretização efetiva de negócios para a área de defesa. A modernização de aeronaves da Força Aérea Brasileira (caças F-5 e AMX), da Marinha (A-4), o desenvolvimento do novo avião de transporte militar KC-390, a prestação de serviços pela empresa Ogma, de Portugal e as vendas de Super Tucano realizadas este ano estão entre os principais projetos da área de defesa da Embraer em 2012.
Para o presidente da Cassidian Brasil, empresa que disputa a licitação do Sisfron sob a liderança da Odebrecht, Christian Gras, o Exército exige que 90% da produção dos equipamentos do projeto sejam feitos no Brasil. "A Mectron, que integra o nosso consórcio, é uma empresa 100% brasileira e está preparada para receber todas as tecnologias de interesse do governo brasileiro no Sisfron", afirmou.
Uma das gigantes mundiais em soluções e sistemas de segurança, a Cassidian pertence ao grupo europeu EADS, controladora também da Airbus. Com 28 mil funcionários, o grupo registrou receitas de € 5,8 bilhões em 2011. No Brasil, segundo Gras, a expectativa é de terminar o ano com um faturamento de € 100 milhões.
Parte do crescimento da empresa, segundo o executivo, será impulsionado por meio da joint-venture com a Odebrecht. Por conta das novas demandas do Brasil na área de defesa e segurança, a empresa tem planos de transformar o país em um dos três principais centros no mundo para o desenvolvimento de tecnologias.


Vetria buscará investidores ainda este ano
Estadão 27.07.2012 - A Vetria, empresa criada em parceria pela Triunfo, a América Latina Logística (ALL) e a Vetorial para atuar na área de mineração, deve sair em busca de investidores no mercado ainda este ano. A afirmação é do presidente da Triunfo, Carlo Bottarelli, durante evento realizado nesta sexta-feira na BM&FBovespa. "Nós já começamos a medição das jazidas. Serão 164 furos de sondagem é foram feitos os primeiros 20. Quando chegarmos a uns cinquenta, a aferição do minério será consistente para podermos ir à mercado", afirmou o executivo.
A mina da Vetria fica no Mato Grosso do Sul. Integra o projeto uma ferrovia que liga a região produtora até o Porto de Santos, em São Paulo, e um terminal portuário. "Os estudos ambientais do porto estão indo bem e a licença de implantação deve sair no próximo trimestre. Estamos finalizando os projetos de engenharia", afirmou Bottarelli.
A criação da Vetria foi anunciada no final do ano passado. A ALL tem 50,38% da empresa, a Triunfo possui 15,79% e os acionistas da empresa Vetorial, que atua no segmento de mineração e siderurgia, tem os demais 33,83%.


Lucro da América Móvil cai 45,5% no segundo trimestre 
Teletime 27.07.2012 - A América Móvil, controladora da operadora Claro no Brasil e detentora de participação na Embratel e, consequentemente, na Net Serviços, divulgou seu balanço fiscal referente ao segundo trimestre de 2012. Seguindo a tendência do mercado, ela divulgou um lucro abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. A empresa conseguiu 13,3 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 990 milhões), equivalente a 0,17 pesos mexicanos por ação (US$ 0,01). Isso significou uma queda de 45,5% que, de acordo com a empresa, é atribuída à depreciação cambial em várias moedas da América Latina, além da instabilidade do mercado global. O faturamento total da empresa foi de 191,7 bilhões de pesos mexicanos (US$ 14,25 bilhões), crescimento de 9,3% ano a ano. No entanto, os custos financeiros subiram de 2,45 bilhões de pesos mexicanos (US$ 182 milhões) no segundo trimestre de 2011 para os atuais 17,2 bilhões de pesos (US$ 1,28 bilhão). Isso acabou impactando na queda dos lucros.
A margem EBTIDA da América Móvil foi de 65,5 bilhões de pesos mexicanos (US$ 4,87 bilhões), um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior e correspondente a 34,1% da receita. Os lucros operacionais totalizaram 39,1 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,9 bilhões), queda de 1% comparando com 2011. Já o débito líquido aumentou para 29,7 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,2 bilhões) por conta de investimentos na operadora holandesa KPN (com operação também na Alemanha e Bélgica), onde agora conta com 27,7% das ações, e na Telekom Austria, agora com 21% dos papéis.
Números brasileiros: O Brasil continua o país com maior operação de linhas fixas, com crescimento de 26,6% no faturamento e chegando a 26,3 milhões de acessos, seguido pelo México com 22,7 milhões, América Central e Caribe com 5,9 milhões e Colômbia com 3,9 milhões. Apesar de possuir uma base de clientes menor, o bloco do Peru, Equador e Argentina tiveram as maiores taxas de crescimento, com média de 45%.
A base de assinantes de serviços móveis da Claro chegou a 63 milhões em junho no Brasil, 13,4% mais do que no ano anterior, sendo 1,4 milhão de novos clientes somente no segundo trimestre e 2,6 milhões no acúmulo do primeiro semestre de 2012. A quantidade de assinantes de TV paga (somando Net e Claro TV) aumentou 41,1%, chegando a 11,4 milhões de clientes, enquanto os acessos de Internet de banda larga fixa chegaram a 5,2 milhões de brasileiros, alta de 23,9% em relação ao mesmo período de 2011. O faturamento no País foi de R$ 7,5 bilhões, mas teve uma taxa de aumento reduzida de 8 ,8% para 4,1% em relação ao trimestre do ano anterior (quando registrou R$ 5,7 bilhões). Muito desse total foi graças ao bom desempenho dos serviços de TV paga e Internet fixa, que cresceram 26,6% e 28,6%, enquanto o faturamento em dados móveis cresceu 25,1%.
A América Móvil justificou o impacto negativo nos números por conta da redução da utilização de chamadas em longa distância, o esfriamento da economia brasileira e a consequente competição mais acirrada, especialmente no segmento móvel. O EBTIDA foi de R$ 1,8 bilhão, queda de 6,2% em relação ao mesmo período de 2011.
Reclamações: A América Móvil destacou ainda os resultados no leilão do 4G, com aquisições de 40 MHz na faixa dos 2,5 GHz e mais 20 MHz na frequência de 450 MHz para 19 estados, além de 14 MHz adicionais nesse espectro para a área rural em alguns estados das regiões Norte e Nordeste, além de parte da área metropolitana de São Paulo.
A companhia mexicana ainda declarou que as restrições nas vendas impostas pela Anatel em 18 de julho vieram de "um novo critério de 'número de reclamações apresentadas à base de assinantes / Anatel' em vez de considerar as medidas de qualidade que a agência determina regularmente, no qual a Claro se situa em posição mais favorável". Apesar da reclamação, a empresa ressaltou que a operadora brasileira irá continuar a trabalhar para "melhorar a capacidade e qualidade de suas redes, assim como a assistência ao consumidor".


Lucro da ARM registra crescimento de 62% no segundo trimestre
Teletime 27.07.2012 - A fabricante britânica de chips ARM, líder no mercado de microprocessadores para dispositivos móveis e eletrônicos de consumo, divulgou os resultados não auditados do segundo trimestre deste ano com um crescimento no lucro de 62%. O ganho da empresa no período, antes dos impostos, totalizou 54,8 milhões de libras (o equivalente a US$ 86,1 milhões), ante 33,8 milhões de libras (US$ 53,1 milhões) registrados no mesmo trimestre de 2011. A receita atingiu 135,5 milhões de libras (US$ 213,5 milhões), o que representa uma expansão de 15% em relação aos 117,8 milhões de libras (US$ 185,6 milhões) do segundo trimestre do ano passado. Na divisão de processadores (PD, na sigla em inglês), a receita com o licenciamento totalizou 42,6 milhões de libras (US$ 67 milhões), um aumento de 17% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Já a receita com o recebimento de royalties de tecnologias de processadores foi de 61,5 milhões de libras (US$ 96,7 milhões), um acréscimo de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Na divisão de IP físico (PIPD, na sigla em inglês), a receita com licenciamento teve queda de 6%, totalizando 7,3 milhões de libras (US$ 11,4 milhões), enquanto a com royalties aumentou 28%, registrando8,6 milhões de libras (US$ 13,5 milhões).
A receita ainda é dividia pelo segmento de desenvolvimento de sistemas, que totalizou 8,5 milhões de libras (US$ 13,3 milhões), e pelo segmento de serviços, que obteve 7 milhões de libras (US$ 11 milhões).

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