sexta-feira, 20 de julho de 2012

Azul.CA.20.07

Daily News


Oi entregará à Anatel plano preliminar na próxima semana
Reuters  - A Oi informou nesta sexta-feira vai entregar um plano preliminar de melhoria de qualidade de serviços na próxima semana, a pedido da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
"A Oi tem convicção que o esforço e a concentração de investimentos empreendidos nos últimos 12 meses já se refletem na melhoria da prestação de seus serviços e apresentará informações à Anatel que reflitam essa evolução", afirmou em comunicado enviado à imprensa.
A companhia também afirmou que vai otimizar o ritmo de seus investimentos em 2012 e que "reitera seu compromisso em continuar investindo maciçamente no setor de telecomunicações brasileiro".
Nesta manhã, representantes da empresa e da Anatel se reuníram em Brasília.
Os investimentos da Oi previstos para 2012 são de 6 bilhões de reais, 1 bilhão de reais a mais do que no ano anterior. No período de 2012 a 2015, a companhia vai investir 24 bilhões de reais.
Na quarta-feira, a Anatel anunciou a suspensão das vendas de novos chips de aparelhos móveis da TIM em 18 Estados e no Distrito Federal, da Oi em cinco Estados e da Claro em três Estados, por problemas na qualidade dos serviços. A restrição começa a valer na próxima segunda-feira, dia 23.
A Oi disse, ainda, que o plano de ação deverá confirmar seu compromisso em assegurar a qualidade na prestação do serviço de telefonia móvel, especialmente nos cinco Estados onde foi indicada a necessidade de adequação e melhoria pela agência reguladora --Amazonas, Amapá, Roraima, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Bausch & Lomb foca em produtos para expandir
BrasilEconômico 20.07.2012 - Ricardo Ogawa, presidente da Bausch: “Ainda estamos muito focados em produtos para visão ”
Conhecida pelas lentes de contato, companhia americana de itens oftalmológicos estuda ampliar linha produtiva no Brasil para aproveitar potencial de demanda do SUS.
Os esforços do governo brasileiro para desenvolver uma forte indústria farmacêutica nacional de medicamentos estão chamando a atenção da americana Bausch & Lomb, especializada em produtos para a área oftalmológica.
A empresa, que tem uma fábrica em Porto Alegre desde 1993, estuda ampliar a produção nacional e aumentar a venda para o maior comprador do país, o Sistema Único de Saúde (SUS).
"Hoje, vendemos para o governo, por meio de licitações, lentes intraoculares e insumos com foco a atender o mercado cirúrgico. Temos interesse em aumentar as vendas, mas é difícil competir com o preço das empresas locais. Por isso, apostamos na expansão. Estamos fazendo uma análise do mercado para estruturar os próximos passos", disse Ricardo Ogawa, presidente da companhia, em entrevista ao Brasil Econômico.
O executivo tem uma meta: chegar a segunda posição do ranking do mercado oftalmológico nacional em produtos farmacêuticos em curto prazo a hoje a Bausch Lomb está na quinta colocação, atrás de Alcon/Novartis, Allergan, Pfizer e União Química, segundo a IMS.
Nesse caminho, Ogawa, que está à frente dos negócios da empresa há onze meses, conta com a experiência."Somos como um shopping center da oftalmologia, mas no Brasil ainda estamos mais desenvolvidos em cuidados para a visão do que nos demais produtos, que têm maior potencial de crescimento."
Potencial de negócio: A Bausch & Lomb tem três unidades de negócios: a farmacêutica (medicamentos), a de cuidados com a visão (lentes e soluções para limpeza) e a cirúrgica.
A companhia detém 5% de participação no mercado brasileiro de oftalmologia, com destaque para o segmento de soluções para a manutenção de lentes de contato, em que mantém a liderança, com 55%, segundo dados da IMS, à frente da Alcon/Novartis e da Teuto.
Na lista de produtos que devem chegar ao país estão linhas de tratamento para glaucoma, olho seco, inflamações e alergias.
Se o tamanho do mercado nacional justifica maiores investimento? Ogawa garante que sim.
Uma pesquisa realizada pela companhia em onze países mostrou que a demanda do consumidor brasileiro está no mesmo patamar que no Reino Unido e Estados Unidos.
Do total de entrevistados no país, 47% fizeram algum exame oftalmológico nos últimos 12 meses, o mesmo percentual que no Reino Unido. Nos Estados Unidos, o resultado foi mesmo, 46% dos entrevistados.

Indústria segue com estoques elevados, diz CNI
Folha 20.07.2012 - O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, disse nesta sexta-feira (20) que alguns setores industriais seguem com estoques elevados, como fabricantes de auto-peças, de aço e de componentes eletrônicos.
"Não estamos vendo nada que indique que a indústria terá retomada no segundo semestre. Os economistas falam isso, mas nós não vemos", disse. "Não tem otimismo na indústria em relação aos próximos meses."
Segundo Andrade, a economia brasileira deve crescer menos do que 2% neste ano e a indústria cerca de 1%. Ainda assim, diz o executivo, a atividade deve retomar expansão mais acelerada em 2013.
"2013 vai ser um ano em que o país vai recuperar o desenvolvimento, pelas medidas que estão sendo tomadas agora", afirmou.
Segundo Andrade, fabricantes de equipamentos de transporte e de alimentos já demonstraram interesse em ingressar no regime tributário que desonera a folha de pagamentos.
Mas, ele queixou-se de que o governo exige que, em troca, seja recolhida uma contribuição sobre o faturamento. Paulo Godoy, presidente da Abdib (entidade que reúne empresas de infraestrutura) pediu mais renúcia fiscal do governo.
"O sentimento geral é que arrecadação tributária continua aquecida. Se há aumento da arrecadação, é necessário devolver mais à economia, desonerando mais os setores para melhorar a competitividade brasileira", disse Godoy.
Os empresários participaram hoje de reunião do Fórum Nacional da Indústria, organizada pela CNI.

Randstad conquista dois contratos com a Petrobras
MonitorMercantil 20.07.2012 - A Randstad, de recursos humanos, anunciar ter conquistado seus primeiros contratos com a Petrobras. Após um período de licitação, foram assinados com a Transpetro (Petrobras Transporte S.A.) - subsidiária da Petrobras, dois contratos de prestação de serviço para áreas operacionais e administrativas da estatal.
O valor da transação é de R$ 6,5 milhões, com duração de três anos. Os serviços ficarão concentrados na cidade do Rio de Janeiro, cuja região vive atualmente um excelente momento econômico graças ao crescimento do setor de óleo e gás, e em Recife (PE).
Segundo José Mário Tagliaferri, gerente de Novos Negócios da Randstad, estes contratos são de suma importância para a companhia.
- É a primeira vez que vencemos uma licitação da Petrobras desde a recente implantação da marca Randstad no Brasil, no segundo semestre de 2011. Com certeza, esses serão os primeiros de muitos - destaca.

Prestadoras de serviço para petróleo divulgam com resultados positivos
Valor 20.07.2012 - As prestadoras de serviços para a indústria de petróleo Schlumberger e Baker Hughes surpreenderam hoje o mercado ao demonstrar resultados melhores do que o esperado para o segundo trimestre, em um momento em que seus negócios enfrentam dificuldades por conta da alta nos custos.
A Schlumberger, por exemplo, que é a maior do mundo no setor, registrou um lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no período, ou US$ 1,05 por ação, avanço anual de 4,8%. Sua receita subiu 16%, para US$ 10,45 bilhões. Uma média de projeções compiladas pela Thomson Reuters indicava uma linha final do balanço em US$ 1 por papel.
Já a Baker Hughes obteve um incremento de 30% na mesma comparação em seu resultado final, para US$ 439 milhões, ou US$ 1 por ação. A pesquisa da Reuters esperava US$ 0,77 por papel. Entre abril e junho de 2011, o balanço havia sido afetado negativamente por despesas referentes à operação da companhia na Líbia.
Os números começam a afastar a preocupação dos investidores e analistas quanto à fraqueza do negócio de fraturação na América do Norte, que responde a uma fatia grande da operação dessas empresas. Sondas de perfuração estão migrando de campos de gás natural, cuja lucratividade é menor, para a exploração petrolífera.
No entanto, as prestadoras de serviço ao setor têm encarado despesas e falta de eficiência com esse movimento, que não podem ser totalmente repassadas às empresas para as quais elas trabalham. Mesmo assim, com a queda nos preços, a atividade nos poços de petróleo tem se segurado, mudando as previsões de quedas das margens do setor.

Brasil deve plantar mais soja e menos milho no próximo ciclo
Valor 20.07.2012 - A área a ser plantada com soja na safra 2012/13 deverá crescer 8,4% em relação à temporada passada, para 27,22 milhões de hectares, de acordo com um levantamento divulgado hoje pela consultoria Safras & Mercado. Se o aumento for confirmado e o clima ajudar, a produção brasileira da oleaginosa no próximo ciclo poderá bater recorde, com um total de 82,23 milhões de toneladas, avanço de 24,1% sobre a safra anterior.
Para o analista Flávio França Jr., uma série de fatores sinaliza este forte aumento no plantio da soja. "A média de lucratividade bruta foi novamente positiva e há ainda o aumento na disponibilidade de crédito oficial e privado. Apesar das perdas de produção, os altos preços vêm compensando parcialmente esse gargalo", explica.
Segundo França Jr., o cenário de preços firmes em Chicago e no mercado interno deverá se estender a 2013, inclusive tendo em vista que mais de 35% da safra nova do país já foi comercializada. "Existe ainda uma positiva sinalização da demanda. Apesar de crise financeira e econômica, o consumo mundial segue subindo", avalia.
Já o milho deve perder espaço na safra de verão 2012/13 na região Centro-Sul do país. A Safras & Mercado acredita em uma redução de 14,2% na área ante o ciclo anterior, com 5,08 milhões de hectares. Em condições climáticas normais, a produção da primeira safra poderia ficar em 28,11 milhões de toneladas. No ciclo 2011/12 foram colhidas 28,87 milhões de toneladas.
Para a segunda safra de milho, a chamada “safrinha”, a consultoria estima uma queda de 10% na área plantada, que totalizaria 6,27 milhões de hectares. A produção da safrinha está estimada em 33,97 milhões de toneladas, abaixo das 37,71 milhões de toneladas previstas para a temporada anterior. Assim, a área total de milho no Centro-Sul está estimada em 11,35 milhões de hectares, baixa de 11,9%. A colheita seria de 62,09 milhões de toneladas.
O algodão terá um recuo ainda mais significativo que o milho, segundo a Safras. Os preços baixos praticados no mercado doméstico de algodão pelo segundo ano consecutivo, em contraste com a alta ocorrida na soja e no milho, deverão reduzir em 20,3% a área cultivada com a fibra em 2012/13, para 1,10 milhão de hectares.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a retração esperada é de 19,7%; na Bahia, de 22,9% e em Goiás, queda de 15,8%. Nessas condições, a produção da pluma deve alcançar 1,67 milhão de toneladas, retração de 9,8% ante 2011/12.
"O recuo só não é maior porque os cotonicultores, com altos investimentos em tecnologias destinadas ao cultivo de algodão, seguirão plantando, mas destinando uma maior parte de suas terras às outras culturas com possibilidade de rentabilidade maior", explica o analista Elcio Bento.
Em Mato Grosso, por exemplo, considerando-se os preços atuais, a produtividade da safra anterior e o custo de produção atual, enquanto soja e milho têm rentabilidade positiva de 43,4% e de 20%, respectivamente, a do algodão está negativa em 10,3%.



BNDES perderia R$ 2,6 bi se deixasse frigoríficos
Valor 20.07.2012 - As "perdas" do BNDESPar, braço de participações do BNDES, com o investimento direto nos maiores frigoríficos do país somam quase R$ 2,56 bilhões. Esse é o prejuízo que o banco de investimento teria se decidisse vender, a preços de mercado, as ações de JBS, Marfrig e BRF-Brasil Foods que mantém em sua carteira, apesar dos ganhos com esta última.
Segundo o Valor Data, essas ações valiam o equivalente a R$ 6,92 bilhões ao preço de fechamento de ontem. Isso significa uma desvalorização de 27% sobre a quantia desembolsada pelo banco, estimada em R$ 9,5
bilhões. O montante desconsidera os R$ 250 milhões investidos em 2008 na compra de 21,8% do capital do Independência, que viraram pó depois que a empresa suspendeu suas atividades e entrou em recuperação
judicial em 2009.
Mais de R$ 8,1 bilhões, cerca de 85% do total, estão alocados no capital da JBS. Ontem, o quinhão do BNDES na companhia era avaliado em apenas R$ 5,88 bilhões - um prejuízo de R$ 2,21 bilhões ou 27,4%. Outros R$
982,3 milhões foram aplicados em compra de ações da Marfrig, que valeriam pouco mais de R$ 444 milhões ao preço de mercado - uma perda de R$ 538,2 milhões ou 54,8%. A exceção são as ações da BRF-Brasil Foods,
pelas quais o banco pagou R$ 400 milhões em 2009. Ontem, elas valiam R$ 593 milhões - lucro de R$ 193 milhões ou 48,25%.
Trata-se de um prejuízo apenas potencial, já que o BNDES não pretende se desfazer de suas posições e os papéis ainda podem subir. Em contrapartida, a persistência dos preços em níveis baixos e as perspectivas apenas
ímidas de valorização deixam o BNDES "preso" aos frigoríficos e estende o horizonte de uma eventual saída.
Em nota, o BNDES afirmou que a estratégia de gestão da carteira de renda variável da instituição é baseada na criação de valor no longo prazo, "observando o período de maturidade dos investimentos e o ciclo peculiar de
cada setor" e que o cálculo do valor de mercado das ações, "feito em momento de baixa, não reflete o resultado obtido pelo BNDESPar". O banco reafirma sua aposta no segmento e assegura que a estratégia de
verticalização, agregação de valor e fortalecimento das empresas em regiões com vantagem de custo "continua válida". "Os ativos terão seu valor reconhecido quando estes investimentos maturarem".
Os aportes do BNDES nas processadoras de carne começaram há cinco anos, em junho de 2007. Na ocasião, o banco desembolsou R$ 1,13 bilhão na compra de ações da JBS, ao preço de R$ 8,15 por ação. Na mesma
semana, investiu R$ 102 milhões na compra de ações no IPO da Marfrig, ao preço unitário de R$ 17. De lá para cá, a presença do banco no setor só fez aumentar. Em 2008, poucos meses antes do estouro da crise financeira nos Estados Unidos, o BNDES colocou mais R$ 988 milhões na JBS (por meio de compras diretas e do fundo de investimento PROT), ao preço de R$ 7,07 por ação, e mais R$ 715 milhões na Marfrig, a R$ 21,50
por ação. Ontem, as ações de JBS e Marfrig fecharam a R$ 5,75 e R$ 9,26, respectivamente. Para Cauê Pinheiro, analista da corretora SLW, o preço-alvo dessas ações em 12 meses é de R$ 7,16 e R$ 11,90.
Contudo, a maior "tacada" do BNDES em 2008 foi a compra de uma participação de 27,1% no capital do Bertin, pela qual desembolsou a bagatela de R$ 2,5 bilhões. O objetivo era reforçar o caixa da empresa, que havia
feito uma série de aquisições, e dar sustentação ao seu processo de internacionalização.
O plano fez água em poucos meses. Assolado pela crise, o Bertin, que tinha o capital fechado, encerrou 2008 com um prejuízo de R$ 681 milhões e dívidas de R$ 5,5 bilhões. A solução do BNDES para evitar o que poderia
ser um dos maiores fiascos de sua história foi estimular a JBS a incorporar o Bertin, em setembro de 2009. Nesse processo, o BNDES recebeu 250,2 milhões de ações da JBS pela fatia que detinha no Bertin. A JBS não
atribuiu um valor nominal a esses papéis. Mas, dividindo-se o valor investido no Bertin pelo número de ações da JBS recebidas, é como se o BNDES tivesse desembolsado R$ 9,99 por cada uma delas.
Em troca dessa ajuda, o BNDES aceitou subscrever o equivalente a R$ 3,5 bilhões em debêntures para apoiar a compra da americana Pilgrim's Pride, segunda maior processadora de aves do mundo, então em recuperação
judicial. Esses títulos seriam conversíveis em papéis da JBS USA, que planejava fazer uma oferta de ações nos EUA. O IPO não aconteceu, e as debêntures foram convertidas em ações da própria JBS, em julho de 2011,
ao preço de R$ 7,04 por ação. Com isso, a participação do BNDES saltou de 18% para 31,4%.
O BNDES realizou apenas mais uma compra de papéis da Marfrig, em novembro de 2009. Foram 169,37 milhões para apoiar a compra da Seara, a R$ 19 por ação. Contudo, a estatal já "contratou" uma nova compra. Em
julho de 2010, a estatal subscreveu R$ 2,5 bilhões em debêntures obrigatoriamente conversíveis em ações para financiar a aquisição da americana Keystone Foods - uma das maiores fornecedoras globais de processados
de carnes para redes de restaurantes como o McDonald's.
Pelos termos da oferta da debênture, a Marfrig emitirá, em julho de 2015, 102 milhões de novas ações, que serão trocadas pelo preço médio, ponderado pelo volume, dos pregões do último ano de negociação antes da
conversão, ao preço mínimo de R$ 24,50. Se os ações da Marfrig não ultrapassarem esse piso, a fatia do BNDES na companhia passará dos atuais 13,9% para quase 24%. Nessa hipótese, o banco estatal faria uma troca
desvantajosa, pagando um ágio pelas ações. Até ontem, esse "prêmio" seria de 62% em relação ao preço de mercado.
Uma fonte da Marfrig pondera que a diferença entre o mínimo de R$ 24,50 e a cotação de mercado na conversão do papéis é menor, se considerados os juros pagos ao BNDES. As debêntures preveem o pagamento anual
de um cupom, calculado pela variação acumulada da Taxa DI em um ano mais um 'spread' de 1%. Com o pagamento desses juros, que devem ultrapassar R$ 1 bilhão até 2015, o preço "real" de conversão ficaria entre R$
16 e R$ 17 por ação, argumentou a fonte.
As empresas de proteína animal formam o quarto grupo em que o BNDESPar mais investe - cerca de 8,5% de sua carteira de ações - atrás apenas dos setores de petróleo e gás, mineração e energia elétrica. "A decisão de
investir em proteína animal foi tomada, entre outros motivos, porque a exposição da carteira da BNDESPar ao setor de alimentos era muito inferior à representatividade que a atividade tem para a economia brasileira",
justificou o banco.
Os aportes nos frigoríficos são alvos de críticas frequentes, não apenas pelos potenciais prejuízos financeiros, mas também pelos efeitos que esses recursos tiveram sobre o mercado. Um empresário do setor argumenta
que o "excesso de dinheiro" do BNDES criou "distorções", estimulando aquisições que, na opinião dele, são ineficientes.
"Do ponto de vista da gestão de carteira foi um desastre. Os investimentos foram feitos no boom, baseadas em projeções excessivamente otimistas. Agora, o governo ficou preso a essas empresas. E vai ficar ainda mais",
argumenta José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro. Ele afirma ainda que a estratégia do BNDES favoreceu a concentração e deixou em dificuldade os pequenos e médios frigoríficos, muitos dos quais ficaram pelo caminho durante os anos de crise. "Isso não foi bom para os pecuaristas, que em algumas regiões ficaram nas mãos de um único comprador". Ele rechaça ainda o fato de o BNDES financiar empresas no exterior. "O banco
está criando concorrentes lá fora, gerando empregos e renda em outros países".
João Sampaio, vice-presidente de relações institucionais da Marfrig e ex-secretário de Agricultura de São Paulo, rechaça as críticas. "A entrada do BNDES trouxe mais profissionalismo ao setor, impôs novos padrões de
governança e responsabilidade socioambiental, que passaram a balizar todo o setor", afirma.
Antônio Camardelli, presidente da Abiec, a associação que representa os frigoríficos exportadores, afirma ainda que os recursos do BNDES garantiram que plantas de frigoríficos que quebraram na crise de 2008
continuassem a funcionar, nas mãos de empresas mais sólidas. "Sem elas, teríamos uma porta aberta para a clandestinidade. O BNDES trouxe um aumento do padrão de segurança, de legitimidade e legalidade do
processo", afirma.
Ele argumenta que, ao financiar a expansão dos frigoríficos no exterior, o banco permitiu que a indústria brasileira ampliasse suas margens ao atuar em segmentos de maior valor agregado - aos quais não teria acesso se
ficasse no Brasil, menos competitivo e prejudicado por barreiras sanitárias e comerciais. "Tivemos um encurtamento da cadeia de lucros."

Anadarko suspende venda de ativos no País, diz jornal
Estadão 20.12.2012 - A Anadarko Petroleum suspendeu o processo de venda de seus ativos no Brasil, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times. A notícia informa, citando fontes, que os ativos não "atraíram
um preço suficientemente alto". Em um comunicado à Dow Jones, a Anadarko afirmou que continua avaliando o que uma potencial inutilização significaria e que valor representaria e, por isso, "estamos atualmente em padrão de espera com relação a qualquer venda no Brasil".

Biosev pede à CVM interrupção de IPO por 60 dias úteis
Estadão 20.07.2012 - A Biosev, braço sucroenergético da trading francesa Louis Dreyfus Commodities, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interrupção no prazo de análise de seu pedido de registro de oferta
pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) por 60 dias úteis. O motivo alegado pela empresa foi a incerteza econômica dos mercados nacional e internacional, desfavoráveis à realização da oferta.
Em comunicado publicado na imprensa, a Biosev informa que dentro deste prazo, os termos e condições da oferta poderão ser revistos e eventuais modificações serão oportunamente comunicadas ao mercado.
Na quinta-feira, a empresa havia informado, também em comunicado, que tinha adiado por tempo indeterminado a oferta inicial, após reunião do conselho de administração. "Foi feito um roadshow pelo Brasil, Europa e
Estados Unidos. Estamos confiantes de que quando o cenário econômico se restabelecer, novas oportunidades surgirão para a concretização do nosso IPO", explicava, na nota, o presidente do conselho da Biosev, Kenneth Geld.

Transportadoras se adaptam ao Euro 5
Valor 20.07.2012 - Marques, presidente da Cargolift, recebeu o primeiro lote de 13 veículos com o novo padrão e planeja ter a frota 100% com Euro 5 em até cinco anos.
Depois das adaptações pelas quais a indústria automotiva passou com a chegada do novo padrão de emissão de poluentes, o Euro 5, chegou a vez da cadeia de logística. As transportadoras começam a receber os
primeiros veículos com o novo padrão e estão readaptando sua estrutura operacional às novas normas.
Grandes empresas consultadas pelo Valor relataram que estão aos poucos promovendo as mudanças e, por enquanto, não sentiram grandes dificuldades de abastecimento, já que seus caminhões são abastecidos dentro
de suas próprias unidades.
É o caso da JSL, que conta com uma frota de 4,9 mil caminhões e cavalos mecânicos e 1,1 mil ônibus. A empresa já investiu R$ 190 milhões para adquirir 930 equipamentos (ônibus e caminhões) com a tecnologia Euro 5,
dos quais cerca de 80% devem rodar na região Sudeste. Desse volume, 490 estão em operação e o restante chegará ao longo do ano.
"Sempre que muda a tecnologia há um receio inicial, mas o Euro 5 não é novo em outros lugares do mundo e entendemos que não seria um problema", diz o diretor de operações e serviços da JSL e líder do comitê de
sustentabilidade da companhia, Adriano Thiele. O abastecimento da frota, contudo, segue feito nas próprias unidades da JSL. Já o custo subiu em relação ao Euro 3.
O novo padrão exige um combustível totalmente novo com baixo teor de enxofre, vendido pela Petrobras com o nome de S50. Os veículos ainda precisam do agente redutor Arla 32, uma solução de uréia usada no sistema
de escape para diminuir em 60% as emissões de óxidos de nitrogênio. Por exigir tantas mudanças, as transportadoras atrasaram a troca da frota este ano e o mercado de caminhões caiu 16% no primeiro semestre sobre o
mesmo período de 2011.
"O custo do Arla hoje é ainda um pouco mais caro, mas a expectativa é que ele seja o mesmo do diesel. O Euro 5 ainda é mais econômico, então o gasto vai acabar sendo compensado", avalia Thiele, ressaltando que o
impacto da readequação da frota tem sido pequeno para a JSL. Como a renovação da empresa é feita a cada dois anos, a ideia é que, até 2014, a frota esteja toda com Euro 5.
O grupo Sada, com uma frota em torno de mil caminhões, também assinou ordem de compra de 55 veículos para o próximo trimestre. A empresa mineira costuma renovar a frota a cada oito anos. Segundo o presidente da
companhia, Vittorio Medioli, até o momento a introdução da tecnologia Euro 5 não trouxe dificuldades operacionais, mas a empresa também abastece os veículos em postos internos. "Só temos dificuldade na Argentina, tanto
que os caminhões que fazem a viagem ao país têm tanques maiores", assinala.
A paranaense Cargolift está investindo R$ 18 milhões na chamada frota "ecológica", que será composta por caminhões Euro 5. A empresa recebeu em junho o primeiro lote de 13 veículos e fez um planejamento para
transformar seu posto de diesel interno em híbrido, mas as obras tiveram atrasos por conta de questões ambientais.
"Com isso, estamos tendo custos mais elevados para abastecer estas unidades em postos externos", aponta o diretor-presidente, Markenson Marques.
A companhia pretende ter 100% da frota com Euro 5 em cinco anos e não demonstra preocupação com a adaptação. "A qualidade do diesel é melhor e com isso eliminamos riscos de desgaste prematuro de peças. Ainda
que tenhamos manutenções corretivas, não há preocupação de desabastecimento de peças ou falta de capacidade técnica de mão de obra especializada de mecatrônicos", destaca.
Já os gastos são considerados um problema. "Infelizmente, o custo do diesel é mais elevado em 6% e a economia de consumo parece ser menor, de apenas 3%", comenta o executivo, apontando a probabilidade de
repasse ao custo dos fretes no Brasil.
Mais cautelosa, a Braspress, especializada na entrega de encomendas, teve uma estratégia diferente das concorrentes. Em meio às preocupações com relação ao risco de desabastecimento e o preço mais elevado dos
caminhões, a companhia antecipou os investimentos e adquiriu 300 veículos em 2011, o dobro da média anual.
"Foi uma decisão acertada, porque vários Estados não dispõem do Arla 32 e os caminhões tiveram reajuste de preço. Neste ano, não precisamos fazer nova compra, até porque a economia deu uma parada", diz o diretor-
presidente da Braspress, Urubatan Helou.
Com uma frota de 1,3 mil caminhões próprios, a empresa vai avaliar a situação de mercado em 2013 para saber se, a partir de então, retomar a compra de veículos.

Receita da Randon cai 19% em junho por economia fraca
Reuters 20.07.2012 - A Randon divulgou nesta sexta-feira que sofreu uma queda anual de 19,3 por cento na receita líquida consolidada em junho, para 278,5 milhões de reais, em meio ao baixo crescimento da economia e
impactos da nova lei de emissões de poluentes.
No primeiro semestre, a receita líquida consolidada somou 1,619 bilhão de reais, 21,1 por cento a menos do que no mesmo período do ano passado.
A receita bruta total foi de 428,6 milhões de reais no mês passado, queda anual de 19 por cento. No semestre, a receita bruta somou 2,493 bilhões de reais, 20,2 por cento a menos que no mesmo período de 2011.

Hoteis
Folha 20.07.2012 - Os financiamentos concedidos pelos bancos oficiais para empresas do setor de turismo cresceram quase 40% nos cinco primeiros meses deste ano, ante o mesmo período de 2011.
O volume passou de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Turismo.
Apesar da alta, o setor afirma que as exigências de garantia ainda são um entrave no acesso ao crédito.
"A burocracia é extensiva", diz o presidente da Abih-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo), Bruno Omori.
O próprio ministro do Turismo, Gastão Vieira, afirma ser preciso diminuir a taxa de juros e a burocracia.
"O Banco do Brasil e a Caixa Econômica estão mais agressivos [para conceder crédito], mas com o BNDES é mais difícil."
Vieira afirma que deve se encontrar com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, no começo de agosto para discutir o assunto.

Minas Gerais faz decolar novo complexo aeroespacial
BrasilEconômico 20.07.2012 -  Anastasia, governador: Minas terá independência tecnológica
Estado atrai paraTupaciguara, no Triângulo Mineiro, fabricantes de aeronaves e centros de pesquisa.
Um novo polo aeronáutico começa a decolar no país. Tupaciguara, município do Triângulo Mineiro, vai abrigar a primeira fábrica da brasileira Axis Aeroespace.
A empresa está desenvolvendo um avião executivo com capacidade para transportar até 8 pessoas que deverá ser produzido a partir de 2015.
O polo faz parte do Complexo Aeronáutico, iniciativa do governo de Minas Gerais para atrair companhias de tecnologia de ponta e, dessa forma, diversificar a economia do estado, de acordo com o governador Antonio
Augusto Anastasia.
"A atração de investimentos com alto valor agregado tem como base o aproveitamento das potencialidades das diversas regiões, da excelência do capital humano e dos centros de pesquisas, criados em torno das
universidades aqui instaladas", disse ao Brasil Econômico.
Avião executivo
O diretor superintendente da Axis, Daniel Marins Carneiro, disse que, num primeiro momento será instalado um centro de pesquisa e desenvolvimento. Só depois é que a empresa buscará recursos para viabilizar a produção
da aeronave.
"Já fizemos o mock-up [esboço] do avião executivo e agora entramos na fase de produção do protótipo. A expectativa é que o primeiro voo seja realizado em 2014", disse o executivo que criou a Axis em 2009.
"Não queremos ser apenas um fabricante de aviões, mas sim desenvolvedores de processos."
Segundo Carneiro, todo o projeto da Axis consumirá cerca de R$ 200 milhões, incluindo o centro de pesquisa e desenvolvimento e a fábrica. Para a construção do mock-up, ressaltou Carneiro, a empresa contou com o
financiamento do governo de Minas Gerais, que investiu R$ 28,5 milhões no projeto.
"Com essa aeronave, vamos concorrer num mercado que demandará 81 mil unidades nos próximos 20 anos, entre renovação e ampliação da frota". disse. O AX2 Tupã, como foi batizado o avião da Axis, vai concorrer de
perto com o King Air, da americana Hawker Beechcraft.
Fontes do mercado, no entanto, acreditam ser superestimada a projeção da Axis, devido à retração do mercado aeroespacial, sem perspectiva de melhora no curto prazo.
Outra empresa que já anunciou a intenção de se instalar no polo de Tupaciguara é a Air Vantis. Também iniciativa nacional, a companhia toca dois projetos. Um deles é o desenvolvimento de um dirigível (aeronave mais leve
que o ar) para transporte de carga.
Esse projeto, que está em desenvolvimento há mais de 20 anos, é realizado em parcerias com empresas do Canadá, China, Rússia, França e Alemanha. Lucas de Mendonça Fonseca, diretor executivo da empresa, disse
que a ideia é, em três anos, ter o protótipo construído.
"O consórcio quer incluir o Brasil no projeto por questões estratégicas. O fluxo comercial no país é enorme".
Segundo ele, para colocar o dirigível no ar serão necessários R$ 7,4 bilhões , mas a instalação de um centro de pesquisas custará R$ 1,5 milhão. "Buscamos parceria da iniciativa privada para iniciar as pesquisas."
Outro projeto em desenvolvimento pela Air Vantis é na área aeroespacial: propulsão líquida para foguetes.
Hoje, o país utiliza propulsão sólida para realizar lançamentos. Esta empreitada, diz Fonseca, vai demandar cerca de R$ 4,6 milhões. "Os estudos estão avançados e são em parceira com o CTA (Centro Técnico
Aeroespacial) em São José dos Campos (SP)".

Rumo Logística x Cosan
Folha 20.07.2012 - A Rumo Logística, do grupo Cosan, acaba de investir R$ 41 milhões na compra de 200 vagões para aumentar o transporte de açúcar por meio de ferrovias.
Com a medida, que é parte de um plano com aporte total de R$ 1,4 bilhão, a companhia espera retirar das estradas do Estado cerca de 2.000 caminhões que fazem diariamente o percurso entre o porto de Santos e o interior
de São Paulo.
"Queremos inverter a nossa matriz logística de exportação de açúcar. Há três anos, 90% eram feitos por rodovia. Em mais dois anos, teremos 90% em ferrovia", afirma o presidente da empresa, Julio Fontana Neto.
No final de 2011, 60% das cargas da companhia já eram transportadas por trens.
Com a chegada dos 200 novos vagões, prevista para acontecer entre agosto e outubro de 2012, a Rumo Logística passará a ter 929 unidades desse tipo em operação.
Números: R$ 213,2 milhões é o Ebitda da companhia, 7 terminais no país, sendo quatro próprios, R$ 1,4 bilhão será o total investido no plano de reversão do modal rodoviário para o ferroviário, R$ 572 milhões é o
faturamento líquido da empresa.

Vale diz que ainda não existe definição sobre valores da CFEM
Brasil Econômico 20.12.2012 - A empresa reitera que a intenção do grupo de trabalho é que seja celebrado um acordo entre as partes em breve.
A mineradora concluiu a verificação documental, mas ainda não há montante definido para o pagamento.
O grupo de trabalho formado por representantes da Vale e do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) concluiu a verificação documental sobre a base de cálculo para a revisão dos autos que questionaram o
pagamento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
De acordo com a mineradora, não existe ainda "qualquer definição" quanto a valores específicos relativos ao pagamento da CFEM.
Mas a empresa reitera que a intenção do grupo de trabalho é que seja celebrado um acordo entre as partes em breve e se compromete em tornar publicas as informações.

Executivo da Gol renuncia à gestão da área de RI
Brasil Econômico 20.07.2012 - Edmar Prado Lopes Neto assumirá o cargo de diretor de relações com investidores.
Leonardo Pereira continua na função de vice-presidente de finanças e estratégias na companhia até a aprovação de sua indicação como presidente da CVM.
Leonardo Pereira, vice-presidente de finanças e estratégias e de relações com investidores da companhia aérea Gol, apresentou nesta quinta-feira (19/7) seu pedido de renúncia da gestão da área de relação com
investidores, com efeito a partir do dia 24 de julho.
Na terça-feira (17/7), o executivo foi indicado por Guido Mantega, Ministro da Fazenda, para ocupar o cargo de presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Senado Federal ainda precisa aprovar.
Pereira continua a exercer sua função de vice-presidente de finanças e estratégias na companhia até a aprovação de sua indicação como presidente da CVM pelo Senado.
Em meio a este cenário, Edmar Prado Lopes Neto será eleito em reunião do conselho de administração, no dia 24 de julho, e passará a ocupar o cargo de diretor de relações com investidores, acumulando com o cargo de
diretor financeiro. Lopes Neto está na companhia desde maio de 2011.

Francesa Vivendi estuda venda da GVT
Estadão 20.07.2012 - Grupo francês pode ter de se desfazer da empresa por causa do fracasso na tentativa de vender sua unidade de videogames Activision Blizzard.
A operadora de telecomunicações Vivendi estuda a venda da brasileira GVT, segundo fontes do mercado. A operação pode ajudar as ações do grupo francês a recuperar terreno. O negócio pode chegar a 8,5 bilhões (US$
10,42 bilhões).  A venda da GVT foi considerada pela empresa depois que a Vivendi tentou se desfazer, sem sucesso, da unidade de videogames Activision Blizzard. Mas foram poucos os interessados em pagar o preço
pedido, afirmaram as fontes. "A venda da GVT não é mais um tabu e agora está sendo considerada internamente", disse uma das fontes. Porém, nenhum banco foi ainda contratado para vender a operadora.
A Vivendi, um conglomerado que atua em áreas que vão do entretenimento às telecomunicações, está revendo sua estrutura para reverter uma queda contínua no preço de suas ações. Bancos de investimento estão
lançando ideias prevendo a venda de unidades ou a divisão completa dos negócios do grupo.
Avaliada em 20,5 bilhões, a Vivendi é liderada pelo presidente do conselho de administração, Jean-René Fourtou, de 72 anos, que assumiu depois que o antigo presidente executivo Jean-Bernard Levy anunciou sua saída no
mês passado, por causa de desentendimentos com o conselho a respeito de como reestruturar o grupo.
Fourtou enfrenta agora a pressão de agências de classificação de risco preocupadas com a dívida de 14 bilhões da companhia e também com as elevadas expectativas de investidores, ansiosos por uma reestruturação
capaz de destravar o crescimento do valor de mercado do grupo.
Nas últimas semanas, a Vivendi promoveu rodadas de discussões para buscar interessados em sua participação de 60% na Activision. Nenhum deles, porém, mostrou disposição em pagar o prêmio que o grupo francês
buscava, de pelo menos 12% sobre o valor de mercado de US$ 8,3 bilhões, afirmaram as fontes.
A chinesa Tencent, a americana Time Warner e pesos pesados da tecnologia como Microsoft, Apple e Facebook foram sondados, disseram as fontes.
Motor. A GVT e a Activision têm sido nos últimos anos o motor do crescimento da Vivendi. Juntas, as empresas acrescentaram 438 milhões ao lucro operacional da Vivendi no ano passado, ajudando a compensar uma baixa
nos ganhos da divisão francesa SFR e Maroc Telecom, de telecomunicações.
A GVT se tornou candidata à venda para a Vivendi porque a empresa procura reduzir suas participações no setor de telecomunicações, segmento que tem sido considerado por Fourtou como muito arriscado e exigente em
termos de investimentos, disseram fontes informadas quanto à estratégia da empresa.
O grupo francês assumiu o controle da GVT em novembro de 2009 por US$ 2,9 bilhões. Na época, a empresa também era disputada pela espanhola Telefônica, que teve a oferta coberta pela proposta da Vivendi.
Até então, a compra tinha a ver com a estratégia de Levy de expansão em mercados emergentes. Investidores criticaram o alto preço da aquisição, mas acabaram reconhecendo o valor da GVT assim que a empresa
começou a elevar os resultados do grupo francês.
Atração. A GVT - provedora alternativa de serviços de telefonia fixa, banda larga e TV em 120 cidades brasileiras - deve atrair o interesse de empresas maiores de telecomunicações.
A empresa tem investido muito no reforço de sua rede de fibra ótica para se aproveitar da precariedade histórica dos serviços de acesso à internet no Brasil. Recentemente, a Vivendi destinou um investimento de 1 bilhão à
GVT para financiar a expansão do serviço de banda larga.
Os potenciais interessados na GVT incluem a própria Telefônica e a Oi, bem como a Telecom Itália, por meio da TIM Brasil.
A América Móvil, do magnata mexicano Carlos Slim, que controla as operadoras Claro, Net e Embratel, também pode mostrar interesse, apesar de uma fonte do setor bancário ter afirmado que tal aquisição poderia gerar
preocupações em autoridades de defesa da concorrência.
"Dado o potencial do mercado de banda larga, há muito valor de longo prazo para esse pessoal", disse um representante de banco de investimento.
Uma porta-voz da GVT não quis comentar a venda. A Activision não pôde ser contatada para o fechamento da matéria. Um porta-voz da Vivendi disse: "A Vivendi jamais comenta rumores envolvendo suas diferentes
atividades, e não vai começar a fazê-lo agora".

Tim vai entrar com mandado de segurança contra Anatel
Brasil Econômico 20.07.2012 - Anatel irá suspender as vendas de novas linhas de celular da Tim em 18 estados mais o Distrito Federal
Empresa informou que está "trabalhando para apresentar o plano solicitado pela Anatel no início da próxima semana".
A Tim informou que na próxima sexta-feira (20/7) irá entrar com um mandado de segurança "para não ser forçada a interromper as vendas e ativações de novos chips".
Esse tipo de mandado serve para resguardar um direito que seja negado ou ameaçado por uma autoridade pública no exercício do poder.
Na última quarta-feira (18/7), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou a suspensão das vendas de novas linhas de celular da Tim em 18 estados mais o Distrito Federal no próximo dia 23.
A decisão da Anatel deve-se à qualidade do serviço prestado, segundo a agência, e afetou em menor escala a Oi (proibida de vender novas linhas em cinco estados) e a Claro (três estados).
A agência informou que para obter permissão às vendas, as operadoras teriam que apresentar um plano de melhora da qualidade do serviço dentro de um prazo de 30 dias.
Mais cedo, a Claro anunciou ter entregue o plano de ação à Anatel.
Em nota, a Tim informou que está "trabalhando para apresentar o plano solicitado pela Anatel no início da próxima semana" e reforçou a percepção de que a punição é excessiva e provoca um desequilíbrio na
competitividade do mercado. Depois de caírem 2,77% no dia 18, as ações ordinárias da Tim (TIMP3) recuaram 8,77% nesta quinta-feira, cotadas a R$ 8,63.

Financiamento do BNDES para teles tem a maior alta em 2012
Folha 20.07.2012 - O setor de telecomunicações registrou a maior alta entre os financiamentos em infraestrutura aprovados pelo BNDES nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2011.
Segundo dados divulgados na quinta-feira pelo banco, os financiamentos ao setor cresceram 67%, para R$ 560 milhões.
O setor de transporte ferroviário registrou a segunda maior alta na aprovação de financiamentos, de 47%, para R$ 335 milhões.
As empresas de telecomunicações também tiveram aumento de 99% nos recursos liberados pelo BNDES. Ao todo, foram R$ 608 milhões --o segundo maior crescimento de desembolso na área de infraestrutura, só atrás
do setor transporte ferroviário.
Em relação aos últimos 12 meses, as teles registraram R$ 5,2 bilhões em financiamentos aprovados pelo BNDES. Os recursos liberados às empresas no período somaram R$ 3,4 bilhões. O banco não divulgou os
comparativos anteriores.
Segundo os dados do banco, os financiamentos aprovados de janeiro a maio a todas as áreas --agropecuária, indústria, infraestrutura, comércio e serviços-- somam R$ 56,1 bilhões, resultado 12% menor do que no mesmo
período de 2011.
Já com relação aos desembolsos, o banco liberou R$ 43,8 bilhões nos cinco primeiros meses do ano a todos os setores, 1% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado. A área de de infraestrutura
correspondeu a 39% do total.
Consultas: As consultas --primeiro passo para obter um financiamento no BNDES-- e os enquadramentos sobre financiamentos do BNDES cresceram, respectivamente, 27% e 13% nos cinco primeiros meses deste ano em
relação ao mesmo período de 2011.
Segundo o superintendente da área de planejamento do BNDES, Cláudio Leal, as consultas e os enquadramentos são importantes indicadores da economia e podem apontar uma retomada dos investimentos para os
próximos meses do ano.

GVT à venda
Folha 20.07.2012 - Francesa Vivendi estuda negociar operadora no Brasil. A Vivendi está considerando vender a operadora brasileira de telecomunicações GVT, em um negócio que poderá ajudar a recuperar as ações do
grupo francês.
Analistas estimam que a GVT seja avaliada entre € 7 bilhões e € 8,5 bilhões (US$ 10,42 bilhões).
A decisão foi tomada depois que o grupo francês não conseguiu boas propostas para a unidade de videogames Activision Blizzard.
A Vivendi assumiu o controle da GVT em novembro de 2009 por US$ 2,9 bilhões -sua oferta de R$ 56 por ação superou a de R$ 50,5 feita pela Telefónica, que considerava a empresa estratégica no Brasil.

Teles esperam até 3 anos por licença de antenas de celular
Folha 20.07.2012 - O problema de perda de qualidade de serviço com a expansão da base de clientes não é exclusivo das teles.
Desde a privatização da Telebrás, a União adia a discussão de um projeto de lei que uniformize a concessão de licenças para a construção de antenas de celular e o uso do solo para a passagem dos cabos ópticos.
Proibida de vender chip em 18 Estados, TIM é a mais punida pela AnatelOpinião: Anatel vai apagar incêndio que poderia ter sido evitado
Resultado: com taxas de crescimento de clientes em alta ininterrupta, as teles chegam a esperar até três anos por uma simples licença de antena.
E, a cada nova torre a ser erguida, elas precisam repetir os mesmos passos da burocracia, que varia de acordo com a cidade.
Com os planos de salto tecnológico da telefonia 3G para 4G, o governo federal começou a trabalhar em uma legislação única.
A União sabe que, se nada for feito, não será possível mostrar ao mundo como funciona o "4G à brasileira" na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa de 2014.
Isso porque, para inaugurar o novo serviço no país, cada operadora terá de construir entre três e quatro antenas para conseguir a mesma cobertura hoje oferecida por uma antena 3G.

Brasbunker entrega primeiro navio brasileiro para recolhimento de óleo
MonitorMercantil 20.07.2012 - A Brasbunker entrega hoje sua mais nova embarcação, o Mar Limpo II. Concebido para ser um navio montado com o que há de mais moderno no combate a derramamentos de óleo no mar, a
embarcação será a primeira a ser construída no Brasil totalmente dedicada para atuar em áreas de vazamentos. O projeto do Estaleiro São Miguel, executado em parceria com a Rolls Royce, somou investimentos da ordem
de R$ 71 milhões, com mais de 70% de conteúdo local.
Este é o primeiro da frota de embarcações que serão finalizadas pela companhia até 2014 (Mar Limpo III, IV, V, VI e VII), o que dará qualidade, agilidade e segurança às operações de recolhimento de óleo no mar, seja nas
áreas do pós ou pré-Sal. Destinado a atender a um contrato com a Petrobras com duração de 8 anos, prorrogáveis por mais oito, o navio será operado diretamente pela equipe da própria Brasbunker.
A Mar Limpo II reúne o estado da arte em equipamentos para atuação em vazamentos no oceano, como radares capazes de detectar derramamentos de óleo em um raio de 20 quilômetros, mostrando inclusive a espessura
da mancha, e um sistema de posicionamento dinâmico que dá inteligência às ações no mar. O navio foi o primeiro Oil Spill Recovery Vessels (OSRV) produzido no país, sendo o único projetado exclusivamente para esta
função.
A embarcação conta com um skimmer que tem capacidade de drenar 250 mil litros de resíduos por hora, além de tanques para o armazenamento de até 750 mil litros de material coletado, a embarcação drena o equivalente
a 250 caixas d’água de 1.000 litros cada por hora. Outra ferramenta importante é o workboat à bordo, que permite se aproximar da mancha de óleo e cercá-la com rapidez, impedindo que o derramamento se expanda, um
investimento de cerca de R$ 2,4 milhões.
Outra importante ferramenta são os firefights, com alcance para extinguir focos de incêndio em líquidos inflamáveis. A construção do navio levou 22 meses, e atende a todos os padrões internacionais de qualidade,
economia, conforto e sustentabilidade, todos os resíduos produzidos durante a operação são tradados. Com uma tripulação de 12 pessoas, o Mar Limpo II conta com backup dos principais equipamentos, o que garante
ainda mais segurança às operações.
Para Renato Nascimento, presidente do Grupo Brasbunker, a Mar Limpo II é um marco da capacidade da indústria naval do Brasil. Entregar um equipamento de acordo com todas as certificações internacionais e com o que
há de mais atual em tecnologia, respeitando ainda as exigências de conteúdo local, é mostrar que o país está apto aos gigantescos desafios que estão por vir.
- O Estaleiro São Miguel está orgulhoso de ter desenvolvido o projeto do Mar Limpo II dentro dos prazos e dos orçamentos. Entregar um navio com tanta complexidade, e com recursos inéditos no país, é a prova de que
estamos preparados tanto tecnologicamente como profissionalmente para dar conta das demandas que cada vez serão mais intensas na crescente indústria do Petróleo e Gás.
O executivo destaca que o próximo OSRV do grupo será entregue com menos dois meses de tempo na produção, e que este tempo deverá ser o mesmo gasto para construir os demais navios que começarão a renovar a
frota nacional. Para a construção do navio, o Grupo Brasbunker gerou, entre empregos diretos e indiretos, 3 mil postos de trabalho.
O Grupo Brasbunker é uma holding brasileira com mais de 40 anos no mercado de petróleo, especializada nos setores de transporte marítimo, construção e reparo naval, robótica submarina e proteção ambiental. O grupo
está em posição privilegiada no ranking de empresas na geopolítica do petróleo operando mais de 70 embarcações através da costa Brasileira.
Localizado no Porto Gradim, em São Gonçalo, com dois diques secos, o Estaleiro São Miguel foi fundado em 1974. Recentemente começou um processo de expansão ao receber um investimento de R$ 60 milhões
financiado pelo Fundo de Marinha Mercante, através do Banco do Brasil, para atender a demanda do Grupo Brasbunker. Desde então, foram construídos dois diques secos e todas as facilidades necessárias para que a empresa se torne um estaleiro de ponta preparado para atender os desafios do mercado para novas construções, modernizações, conversões e reparos de embarcações de apoio offshore de alto valor tecnológico
agregado, empregando de forma direta 800 funcionários.
Atualmente o grupo possui uma carteira de 13 embarcações contratadas pela Petrobrás para atuar no apoio marítimo e transporte de óleo combustível.

Não+Pêlo
Folha 20.07.2012 - Pele... A rede de franquias espanhola de fotodepilação Não+Pêlo abriu cerca de 345 lojas no país entre maio de 2010 e maio de 2012.
...lisa Para este ano, o plano de expansão da rede no Brasil abrange mais cem unidades em municípios com até 100 mil habitantes.

Joint venture entre OdontoPrev e Banco do Brasil não sai do papel Folha 20.07.2012 - Anunciadas em meados de 2010, duas parcerias envolvendo empresas de saúde e grupos financeiros não evoluíram como o esperado, até hoje. Em julho daquele ano, a Tempo Assist, dona da Gama, e a seguradora da Caixa Econômica Federal (CEF) anunciaram a criação de uma seguradora de planos médico e dental. No mês seguinte, a OdontoPrev e o Banco do Brasil (BB) fizeram um grande evento para comunicar ao mercado que também estavam criando uma nova empresa de plano odontológico. Outro ponto em comum entre as duas transações é que os correntistas do BB e da Caixa eram vistos como os potenciais clientes dos convênios médico e dental.
No caso da OdontoPrev e do Banco do Brasil, a joint venture não saiu do papel até agora. Na época foi anunciado um acordo complexo que, em linhas gerais, previa uma participação de 75% do banco e de 25% da
OdontoPrev na nova empresa, batizada provisoriamente de BB Dental.
Segundo fontes ouvidas pelo Valor, um dos entraves para a conclusão do negócio é o fato de o Banco do Brasil ser sócio da OdontoPrev e da seguradora espanhola Mapfre. A sociedade entre o banco e a seguradora não
contempla as áreas de saúde e consórcio. Mas a Mapfre tem a opção de compra de uma operadora de plano dental chamada Sorriso que possui cerca de 240 mil clientes e seu objetivo é vender esses planos nas agências
do BB. "A OdontoPrev também quer vender seu plano no Banco do Brasil. É muito plano odontológico para um balcão só", disse uma fonte do setor que preferiu não se identificar.
Procurados pela reportagem, o Banco do Brasil informou que uma "eventual parceria que envolva Banco do Brasil, Bradesco e OdontoPrev ainda é objeto de tratativas entre as três instituições". Já a OdontoPrev informou que
não se pronuncia sobre negociações em andamento.
Especialistas ouvidos pelo Valor desconfiam que essas duas operações não serão concluídas. Em junho, o Bank of America Merrill Lynch divulgou um relatório informando que nas precificações dos papéis da OdontoPrev
deixará de contemplar a eventual parceria com o Banco do Brasil.
Outro ponto que chama atenção é um movimento verificado nos primeiros meses deste ano com diretores da Odontoprev vendendo suas ações na bolsa. A participação dos executivos, que no início do ano era de 0,96%,
caiu para 0,58% em maio.
Outra negociação que também é pouco explicada é a da seguradora da Caixa com a Tempo Assist, cujo maior acionista é a GP Investiments. O acordo previa a criação de uma seguradora de planos de saúde e dental em
que a seguradora teria 75% do capital e a Tempo ficaria com os outros 25%. Além disso, a Tempo faria um aporte de R$ 75 milhões, sendo R$ 30 milhões em dinheiro e R$ 45 milhões por meio de prestação de serviços.
A nova empresa, Caixa Seguradora Saúde, foi criada em novembro sem a participação da Tempo, que entrou na operação apenas como prestadora de serviços com a sua rede de médicos. Chama atenção o fato de que
três meses antes a Tempo informou ao mercado que havia desistido de vender sua operação e que estava focada no crescimento orgânico por meio de "expansão geográfica e parceria estratégica com a Caixa Seguradora."
Segundo uma fonte do setor, há uma incompatibilidade entre os convênios médicos da Tempo (Gama) que normalmente atendem as classes A e B com a clientela da Caixa, de perfil mais popular. Além disso, a chegada de
um novo presidente na CEF, Jorge Hereda em substituição à Maria Fernanda Coelho, após o escândalo do banco PanAmericano, também teria deixado o banco mais cuidadoso a novas operações.
A Caixa Seguradora Saúde tem 17,8 mil beneficiários, segundo dados de maio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A Tempo informou que mantém negociações com a Caixa. Esta declarou que "está ciente do interesse da Tempo na aquisição de parte do capital acionário da empresa, que hoje pertence 100% ao Grupo Caixa Seguros."
Não há previsão de prazo para a conclusão desse estudo", informou a Caixa.

Burger King tenta crescer mais rápido
Valor 20.07.2012 - Desde que começou a operar no Brasil, em 2004, o Burger King sofria críticas a respeito do ritmo lento de expansão no Brasil. Mas neste ano a palavra de ordem é acelerar.
Iuri Miranda, presidente do Burger King no Brasil: expansão no Sudeste.
Segunda maior cadeia de hambúrgueres do mundo, a companhia - cuja corporação é controlada hoje pelos brasileiros da 3G Capital nos Estados Unidos - abriu até o ano passado, uma média de 25 restaurantes por ano,
erca de dois por mês. Em 2011, eram menores que o Spoleto e China in Box, por exemplo. Até o início do ano, um dos principais franqueados da rede era um grupo de sócios brasileiros, entre eles o pecuarista Luiz
Eduardo Batalha. Eles tinham boa parte dos restaurantes - 63 dos 178 em operação no Brasil no início de 2012.
Até que, em fevereiro de 2012, a franqueada BK Brasil, controlada pela gestora Vinci Partners, com apenas 15 restaurantes, comprou a operação dos brasileiros (que formavam a empresa BGK). Com isso, passara, a operar
78 pontos dos 178 - o restante, cem pontos, pertencia a outros franqueados pelo país.
Meses após a entrada da Vinci, e dois anos com a 3G Capital à frente da Burger King Corporation, o que a rede vem tentando fazer é acelerar a abertura de lojas.
Durante apresentação de um novo produto ontem, um sanduíche com hambúrguer de picanha, o diretor-presidente da rede no Brasil, Iuri Miranda, apresentou novos números. Neste mês, a rede soma 230 restaurantes no
Brasil, ou seja, entre o final de fevereiro (quando a cadeia tinha 178 pontos) e julho, portanto, em cinco meses, foram abertos 52 restaurantes. Isso equivale a inaugurar 10 pontos por mês. Questionada a respeito desses números, a empresa confirma o cálculo. Para efeito de comparação, o McDonald's registrava 666 restaurantes ao final de 2011, segundo Associação Brasileira de Franchising, e hoje são 675 pontos (sem incluir quiosques e
cafés) no país. Em um semestre, inaugurou nove pontos.
Miranda não revela exatamente onde esses pontos foram abertos. "Foi no país todo. Ainda temos bom espaço para expansão no Sudeste e há oportunidades em todas as praças", disse ele, que também não deu
informações sobre evolução da receita de vendas no Brasil nos últimos anos.
Miranda confirmou meta de abrir 900 pontos no Brasil entre 2011 a 2015. Isso inclui os planos da BK Brasil e de outros franqueados. Em 2011 foram inaugurados 42 pontos, ou seja, seria preciso inaugurar 850 restaurantes
em quatro anos - ou mais de 200 por ano. "Nosso crescimento se acelera com a capitalização da Vinci [no negócio]", diz o executivo. A respeito de novos projetos, Miranda diz que um plano de abertura de pontos para a
venda de café nos pontos é um assunto "em aberto".
A BGK, adquirida pela Vinci em fevereiro, lucrou R$ 7,1 milhões em 2010, comparado a um ganho de R$ 1 milhão no ano anterior. A receita de vendas cresceu 36% no período, para R$ 129,1 milhões.

Eletrodomésticos classe A consomem até 50% menos
Valor 20.07.2012 - Annette Castro: meta de ter 95% dos produtos ecoeficientes em 2013.
Não basta apenas lançar eletrodomésticos com linhas arrojadas e preço competitivo. Fabricantes de produtos elétricos como GE, Esmaltec, Electrolux e ebm-papst estão competindo também no quesito eficiência
energética. Para ganhar a atenção dos consumidores, as empresas investem em pesquisa e na produção de itens mais econômicos, que prometem gastar até 50% menos energia do que similares do mercado.
A lista de novidades que funcionam com menos força inclui fogões, ventiladores industriais, geladeiras que evitam o constante abre-e-fecha de portas e até máquinas que lavam roupas em apenas um ciclo. Os conceitos de
ecoeficiência também aparecem nas linhas de produção das marcas.
Na Esmaltec, 90% dos produtos do catálogo são considerados ecoeficientes, segundo a superintendente Annette Reeves de Castro. "O objetivo é aumentar essa participação para 95%, até 2013." Um dos últimos
lançamentos da marca que ganhou a classificação "A" em eficiência energética, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), foi uma lavadora de roupas, com seis quilos de capacidade. A
classificação do Inmetro vai de "A" a "E", sendo a "A" a mais elevada.
Em setembro, a fabricante vai apresentar um novo fogão de quatro e cinco queimadores. A maior parte dos componentes é reciclável e o produto já vem com o selo Conpet, do Programa Nacional da Racionalização do Uso
dos Derivados de Petróleo e do Gás Natural, da Petrobras. Há quase 50 anos no mercado, a Esmaltec tem fábrica no Ceará e também entrega bebedouros, refrigeradores, freezers e purificadores. Exporta para mais de 50
países.
Segundo Rafael Bonjorno, diretor de marketing de produto e inovação da Electrolux, mais de 50% dos investimentos anuais em novos itens são empregados em materiais e tecnologias mais sustentáveis. "Quase 100% dos
nossos produtos têm eficiência energética classe 'A'", diz. A empresa tem quatro fábricas no Brasil.
Um das linhas que apresentam alta economia energética é a de aparelhos de ar-condicionado nas capacidades de 9, 12, 18 e 22 mil BTUs, com classificação "A" em todos os modelos. "É capaz de economizar até 40% de
energia, porque o compressor do produto trabalha com velocidade variável e menos potência."
De acordo com Bonjorno, a Electrolux também se preocupa com a economia de gastos no processo produtivo das plantas. Mundialmente, a empresa já diminuiu o consumo de energia nas fábricas, escritórios e armazéns em
15%, ante 2008. A queda no consumo trouxe para o grupo uma economia anual de cerca de US$ 14 milhões.
No Brasil, para que a redução de recursos fosse feita em grande escala, a companhia repaginou procedimentos no chão de fábrica. A nanotecnologia foi adotada para o tratamento e pré-pintura de chapas metálicas, utilizadas
em mercadorias da linha branca. A solução, segundo a empresa, tornou o processo das plantas brasileiras mais eficiente, com o corte de duas etapas na linha de produção, passando de oito para seis, além de diminuição de 70% no uso de água.
"A tendência é não ter apenas a eficiência energética "A" nos eletrodomésticos, mas desenvolver outras tecnologias que ajudem a preservar o ambiente", diz a gerente de marketing da GE, Fernanda Afonso. Todos os
produtos da marca possuem a classificação energética "A", segundo a executiva.
Os próximos lançamentos serão máquinas que lavam roupas em apenas um ciclo, diminuindo o consumo de energia e água.
"Cada produto tem de ser mais eficiente do que o modelo já lançado", diz Adriana Belmiro da Silva, diretora da ebm-papst. A multinacional alemã vende ventiladores para grandes sistemas de refrigeração que prometem 70%
de economia no consumo de energia.

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