Daily News
Sonda planeja mais
aquisições e lojas em bairros sofisticados
Brasil
Econômico 25.07.2012 - Barral: abertura de lojas só em um raio de 150
quilômetros da capital paulista, onde fica a sede da empresa.
Com
faturamento de R$ 1,8 bilhão no ano passado, rede supermercadista espera alta
de 15% em 2012.
Há
dois anos no comando da rede de supermercados Sonda, José Barral, ex-Assaí,
parece ter conseguido imprimir na varejista um jeito um pouco mais agressivo de
expansão.
No
final do ano passado, a companhia emitiu R$ 200 milhões em debêntures e
realizou, em janeiro deste ano, a aquisição de seis pontos de venda em São
Paulo.
Agora,
com as novas lojas andando no ritmo da rede Sonda, o executivo dá sinais de que
deseja voltar a encher o carrinho.
"No
ano passado nós preparamos a empresa para isso (aquisições). Temos dinheiro
para investir", afirmou sem entrar em detalhes sobre possíveis negociações
em andamento.
"Estamos
sempre observando o mercado", resumiu. Antes das lojas negociadas por
Barral, o grupo tinha feito a aquisição de apenas uma rede em seus 38 anos de
existência. A Cobal, focada nas classes C e D, foi comprada pelo grupo em 2008,
ainda na gestão do antigo presidente da companhia, Roberto Moreno.
Bairros
chiques: Outro desejo de Barral é levar suas lojas a bairros mais nobres da
capital paulista. Hoje, a maior parte delas está em regiões consideradas
periféricas. "O preço dos imóveis está alto. Mesmo assim estamos estudando
aumentar a presença em áreas mais sofisticadas", diz.
Mas
apesar da vontade de ganhar velocidade na expansão por meio de aquisições,
Barral não conseguiu mudar o perfil bairrista, digamos assim, dos proprietários
da varejista, os irmãos Delcir e Idi Sonda.
Com
dois centros de distribuição na região metropolitana de São Paulo, a companhia
quer crescer apenas em um raio de 150 quilômetros da capital paulista. É nesta
área que o grupo mantém suas 24 unidades.
"Os
sócios já pensavam assim e acho uma estratégia adequada. Para buscar outras
regiões é preciso ter investimento em logística", diz. A rede deve fechar
2012 com 33 supermercados. Barral acredita que os depósitos da companhia têm
capacidade para atender ao menos mais 20 pontos de venda.
Pequeno,
mas eficiente: Com um faturamento de R$ 1,8 bilhão em 2011, o Sonda ocupa a 11ª
posição no ranking de maiores supermercadistas do país, segundo a Associação
Brasileira de Supermercados (Abras).
A
rede possui 24 lojas e apesar de estar muito distante do grupo Pão de Açúcar,
maior varejista do país com mais de 1,5 mil pontos de venda, consegue ser mais
eficiente em vendas. Em 2011, a rede dos irmãos Sonda vendeu R$ 26,8 mil por
metro quadrado. O líder do segmento, por sua vez, chegou a R$ 18,6 mil.
Perspectivas:
Apesar de um certo pessimismo entre as empresas, por conta do baixo crescimento
da economia brasileira, o Sonda deve alcançar alta de 15% no faturamento deste
ano. Quanto aos planos para 2013, Barral prefere fazer mistério.
"Só
vamos bater o martelo sobre a expansão do ano que vem em dezembro",
afirma. A respeito do futuro a longo prazo o executivo deixa escapar uma
possibilidade. "Abrir o capital pode ser um caminho", afirma.
Índios mantém
funcionários da Norte Energia reféns em aldeia
Reuters
25.07.2012 - Dois funcionários da Norte Energia, empresa responsável pela
implantação e operação da usina hidrelétrica Belo Monte (PA), estão sendo
mantidos como reféns por índios das etnias Juruna e Arara na aldeia Muratu,
segundo informações da assessoria de imprensa da Funai.
Os
funcionários da Norte Energia foram enviados às aldeias para apresentar o plano
de transposição do rio, condicionante que os índios argumentavam não havia sido
cumprida. Um cronograma para a apresentação do sistema de transposição foi
acertado entre Norte Energia e indígenas de diversas etnias que ocuparam o
canteiro sítio Pimental, de Belo Monte, no início do mês.
Segundo
a Funai, dois funcionários do órgão que também tinham ido ao local para
acompanhar a apresentação realizada pela Norte Energia, no início da semana,
permanecem na aldeia para negociar com os indígenas --os quais continuam
cobrando que a Norte Energia cumpra as condicionantes para construção do
empreendimento no rio Xingu.
A
Norte Energia informou que não está participando diretamente das negociações e
não quis comentar.
A
usina hidrelétrica Belo Monte (11,23 mil MW) tem entre os sócios a Eletrobras,
Cemig e Light e Neoenergia, além de outras companhias. O empreendimento é alvo
de diversos protestos de indígenas, grupos ambientais e sociais, entre outros,
desde o início dos estudos sobre sua viabilidade.
O
Ministério Público Federal no Pará já ingressou com 15 ações contra o
empreendimento de Belo Monte, sendo que apenas uma, de 2001, foi julgada em
última instância, em favor do MPF, relacionado à necessidade de que o
licenciamento ambiental da usina fosse realizado em âmbito federal e não
estadual, informou a assessoria do órgão.
A
última ação, ajuizada na segunda-feira, pede a anulação da licença de
instalação da hidrelétrica, diante da falta do cumprimento das condicionantes
para que o empreendimento seja construído.
Moagem de cana no
centro-sul sobe 4% na safra
Brasil
Econômico 25.07.2012 - Da produção total, 4,92 bilhões de litros de etanol
ficaram no mercado interno, enquanto 628,84 milhões de litros foram exportados.
No acumulado desde o início da atual
safra, a fabricação de açúcar alcançou 170,56 milhões de toneladas, declínio de
21,86%.
A
moagem de cana das usinas da região centro-sul do Brasil, até 15 de julho, foi
de 42,18 milhões de toneladas nesta safra 2012/13, uma elevação de 3,94% ante o
mesmo período do ano passado, disse nesta quarta-feira (25/7) União da
Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).
No
mesmo período de 2011 haviam sido processadas 40,59 milhões de toneladas,
segundo a entidade, que reúne as indústrias do setor.
No
acumulado desde o início da atual safra, a fabricação de açúcar alcançou 170,56
milhões de toneladas, declínio de 21,86%.
A
produtividade agrícola da região aumentou 12,05% na comparação anual,
alcançando 80,24 toneladas da cana-de-açúcar.
"A
tendência observada até o momento aponta para uma produtividade maior do que
aquela estimada pela Unica em abril. Mas, em contrapartida, devemos observar
uma queda na concentração de açúcares na matéria-prima", disse o
presidente interino da entidade, Antonio de Padua Rodrigues.
Açúcar
e etanol: No acumulado desde o início da atual safra, a fabricação de açúcar
alcançou 9,32 milhões de toneladas, declínio de 22,20% ante igual período da
safra anterior (11,98 milhões de toneladas).
A
produção de etanol, por sua vez, diminuiu 26,37%, alcançando 6,42 bilhão de
litros, contra 8,72 bilhões de litros verificados na safra anterior.
Em
relação ao mix de produção, no acumulado desde o início da safra 2012/2013, a
proporção de matéria-prima direcionada à produção de etanol atingiu cerca de
52,74% e à fabricação de açúcar 47,26%.
Segundo
a Unica, as vendas de etanol pelas unidades do centro-sul no acumulado de abril
até a primeira quinzena de julho somaram 5,55 bilhões de litros, ou 10,82%
menor ante igual período da temporada anterior.
Deste
total, 4,92 bilhões de litros de etanol ficaram no mercado interno, enquanto
628,84 milhões de litros foram exportados.
Lucro da PepsiCo cai
21% no segundo trimestre
Brasil
Econômico 25.07.2012 - O faturamento com bebidas recuou 8% no segundo
trimestre, enquanto a receita com salgadinhos avançou 4%.
A
receita líquida da companhia recuou 2% em relação a igual período do ano
passado, somando US$ 16,5 bilhões.
A
PepsiCo obteve lucro líquido de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, uma queda
de 21% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo
com queda, os ganhos superaram a expectativa do mercado. O lucro por ação
atingiu US$ 1,12, excluindo itens não recorrentes. Segundo coleta realizada
pela Capital IQ, a expectativa era de um lucro de US$ 1,09 por ação.
A
receita líquida da companhia recuou 2% em relação a igual período do ano
passado, somando US$ 16,5 bilhões. Segundo a empresa, o número sofreu impacto
da variação cambial - com o dólar mais forte, caíram os ganhos da empresa nos
mercados externos.
Além
disso, a empresa afirmou que sua receita sofreu efeitos negativos após acordos
na China e no México. A PepsiCo firmou parceria com distribuidores de bebidas
nesses países, visando expandir sua distribuição. O faturamento com bebidas
recuou 8% no segundo trimestre, enquanto a receita com salgadinhos avançou 4%.
O lucro operacional da empresa recuou 14%, somando US$ 2,4 bilhões.
Greve da Anvisa não
ameaça importação de remédios, diz Padilha
Valor
25.07.2012 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou nesta
quarta-feira a possibilidade de a greve de servidores da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) causar desabastecimento de remédios importados no
país.
“Não
existe qualquer risco de desabastecimento de medicamentos”, disse o ministro em
entrevista coletiva. “Desde o começo da greve as medidas tomadas pela Anvisa, e
a própria compreensão dos trabalhadores da agência, foi no sentido de garantir
a liberação e o fluxo de qualquer produto de importância para a saúde pública”.
Segundo
informou o ministro, as medidas a serem anunciadas pela Anvisa terão a
finalidade de facilitar a circulação dos navios nos principais portos do país.
O ministro citou a mudança no fluxo da certificação da chamada livre-prática
(autorização necessária para que qualquer navio possa iniciar operações de
embarque e desembarque), cujo pedido poderá ser encaminhado diretamente para
Brasília, em vez de ser apresentado nos postos da agência nos portos.
Padilha
disse ainda ter sido informado pelo ministro da Secretaria de Portos, Leônidas
Cristino, de que “tudo aquilo que está relacionado” às cargas de interesse da
saúde pública do país “está mantido de forma essencial” por parte da Anvisa.
Faturamento da
indústria de máquinas cai 0,5% em junho
Estadão
25.07.2012 - A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de junho com
faturamento bruto real de R$ 7,158 bilhões, o que representa uma baixa de 0,5%
em relação a maio. Na comparação com junho de 2011, houve alta de 3,8%. Segundo
a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no
acumulado do primeiro semestre de 2012 o setor faturou R$ 39,932 bilhões, um
avanço de 2,1% ante igual período de 2011.
O
consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu, no fim do mês passado, R$
9,458 bilhões, o equivalente a uma queda de 8,3% ante maio. Em relação ao mesmo
mês de 2011, houve um crescimento de 7,6% e nos seis primeiros meses do ano, o
consumo aparente totalizou R$ 54,8 bilhões, uma alta de 9,17% ante igual
período do ano anterior.
As
exportações somaram US$ 1,016 bilhão em junho, com alta de 8,3% ante o mesmo
mês de 2011 e recuo de 4,0% ante maio. Já as importações totalizaram US$ 2,354
bilhões no mês passado, baixa de 6,3% ante junho do ano passado e perda de
23,2% ante maio.
No
acumulado do ano até junho, as exportações somam US$ 5,987 bilhões, enquanto as
importações totalizam US$ 15,231 bilhões, com crescimento de 11,6% e 7,6%,
respectivamente. Os dados resultaram em um déficit para o setor de US$ 9,2
bilhões nos primeiros seis meses deste ano, o que representa aumento de 5,2% em
relação ao mesmo período do ano passado.
Os
dados da Abimaq mostram ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada
(Nuci) do setor fechou o mês de junho em 76,8%, ante 75% em maio. No fim do mês
passado, o setor tinha 256.507 empregados, com redução de 0,3% na força de
trabalho em relação a maio.
Banco Pine
RR
25.07.2012 - O Banco Pine está na ponta da língua de dez entre dez analistas.
Todos dizem que o banqueiro Noberto Pinheiro busca um sócio. Consultado, o
Banco Pine informou que "não comenta especulações de mercado".
JHSF e Brookfield
trocam golpes no Pátio Higienópolis
RR
25.07.2012 - O Pátio Higienópolis, um
dos mais sofisticados shoppings de São Paulo, tornouse um octagon. Sobre o
ringue não estãonem Anderson Silva, tampouco Chael Sonnen, mas duas das maiores
empresas do setor no Brasil: a Brookfield, antigaBrascan, e a JHSF, do
empresário José Auriemo. A disputa vai se transformar em um UFC jurídico. A
Brookfield prepara-se para entrar com
uma ação contra os demais sócios do Higienópolis. Não obstante ter 30% do
empreendimento,a empresa foi despejada da função de operadora do shopping no
fim do ano passado. O cobiçado posto passou a serocupado pela JHSF. A decisão
partiu da miríade de investidores que detém os 70% restantes ? Fundação
ConradoWessel, Fundo de Investimento Imobiliário Pátio Shopping Higienópolis,
Braz Participações, Niko Administradora deBens, Agropart Agropecuária e
Participações e Artwalk Administradora de Bens. A Brookfield alega ter sido
vítima deum motim. Seu expurgo teria sido aprovado de forma irregular pelos
demais sócios, contrariando o acordo de acionistas.A empresa quer não apenas
reassumir o comando do negócio como provavelmente exigirá uma indenização com
base nasperdas de receita sofridas desde dezembro. Procuradas pelo RR,
Brookfield e JHSF não quiseram comentar o assunto.Se a Brookfield arma seus
diretos e cruzados jurídicos, a JHSF, por sua vez, se movimenta no ringue de
forma discreta.Suas joelhadas e chutes giratórios se dão longe da arena. Nos
bastidores, José Auriemo estaria articulando com os demais acionistas do Pátio Higienópolis seu
desembarque no capital da empresa. O ingresso se daria com a compra de participações minoritárias junto ao grupo de
investidores. Seria apenas um golpe preparatório o mata-leão e o posterior nocaute. O objetivo desta articulação seria
forçar a Brookfield a sair do negócio e vender suas ações à JHSF. Para todos os efeitos, a Brookfield caiu em
desgraça junto aos demais acionistas pelos problemas administrativos enfrentados nos últimos meses. A Prefeitura de
São Paulo ameaça cassar a licença de funcionamento do Pátio Higienópolis caso o shopping não regularize
seu estacionamento, que tem um número de vagas inferior ao exigido pelo Poder Municipal. A responsabilidade foi para
as costas da Brookfield. Isso até poderia explicar seu afastamento da condição de operadora do shopping, mas não
justificaria a eventual gana dos acionistas em tirá-la de vez do empreendimento. Neste ponto, entram em cena
os cifrões. A JHSF estaria oferecendo mundos e fundos para destronar a Brookfield do capital.
Fronteira elétrica
RR
25.07.2012 - O novo governo paraguaio ainda vai dar muita dor de cabeça ao
Brasil. Sem qualquer negociação prévia, o diretor paraguaio de Itaipu, Franklin
Romañach, fez chegar a Edison Lobão a reivindicação de aumento gradativo do
fornecimento de energia ao país vizinho. A fatia de 10% duplicaria até 2015. O
governo brasileiro não quer e nem pode abrir mão dessa energia, sob pena de
desequilíbrio entre a oferta e a demanda no país.
Infraestrutura
RR
25.07.2012 - O ING Bank prepara uma investida que soará como música aos ouvidos
de Dilma Rousseff. Os holandeses vão entrar firme no financiamento de projetos
de infraestrutura no Brasil. O banco teria reservado cerca de US$ 3 bilhões
para o país. Consultado, o ING não se pronunciou até o fechamento da edição.
Soros mais longe
RR
25.07.2012 - Está entrando água na associação entre a Foxx Holding e um fundo
de investimento comandado por George Soros. Trata-se de mais uma má notícia
para a Haztec. A empresa negocia a venda de parte do capital para a Foxx
motivada justamente pela possibilidade de contar com o oxigênio financeiro de
Soros. Sem o megainvestidor, a operação não fará tanto sentido.
Telefônica Brasil
emitirá até R$ 2 bilhões em debêntures
Brasil
Econômico 25.07.2012 - Conselho de Administração aprovou operação, mas termos e
condições ainda não foram divulgados.
O
Conselho de Administração da Telefônica Brasil autorizou a emissão de até R$ 2
bilhões em debêntures, em reunião realizada nesta terça-feira (24/7).
Em
comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o
prazo máximo dos papéis será de até sete anos e os ativos terão garantia firme
de colocação.
Os
termos e condições da emissão ainda não foram divulgados.
Scopus, do Bradesco,
eleva receita em 28% no semestre
Valor
25.07.2012 - A Scopus, empresa de tecnologia da informação (TI) controlada pelo
Bradesco, teve um aumento de 28% na receita no primeiro semestre. O faturamento
chegou a R$ 358 milhões, sendo R$ 184 milhões no primeiro trimestre.
Para
o segundo semestre, a expectativa da companhia é obter, pelo menos, um valor
idêntico em vendas. A companhia não divulga dados referentes ao lucro.
"Nossa margem está na média do mercado de TI, que varia entre 5% e
10%", disse ao Valor Marcelo Frontini, diretor-geral da companhia, durante
encontro com jornalistas, ontem, em São Paulo.
De
acordo com Mauro Cremm de Oliveira, superintendente comercial da Scopus, a área
de telecomunicações teve a maior evolução em termos de receita no período:
165%. Os serviços de suporte e assistência técnica tiveram alta de 28%. A
Scopus tem 60 clientes além do Bradesco. O banco é responsável por metade da
receita total da companhia.
A
Scopus divide suas operações em duas unidades: serviços e soluções. A prestação
de serviços como suporte técnico para outros fabricantes e o gerenciamento de
estruturas de TI de empresas é responsável por 70% da receita. O restante dos
negócios vem de uma unidade chamada de soluções, que envolve o desenvolvimento
de sistemas e projetos feitos sob medida para os clientes. De acordo com
Frontini, o objetivo é dar à Scopus um perfil mais parecido com o de um
integrador, com vendas mais consultivas. A expectativa é que até o fim do ano a
área de soluções represente 40% da receita total.
BNDES
RR
25.07.2012 - Após desencavar a montagem de dois grandes laboratórios
farmacêuticos nacionais, o alvo do BNDES é financiar a criação de um
conglomerado verde-amarelo na área de TI.
Anatel manda às favas
o risco Brasil
RR
25.07.2012 - A decisão da Anatel de suspender a venda de novos aparelhos da
TIM, Oi e Claro dividiu o governo, inclusive o Palácio do Planalto. A própria Dilma Rousseff, cujas
ideias são um monólito, já pensou de forma diferente sobre o mesmo assunto. Afinal, é atestado de inteligência
mudar de ideia quando os fatos se descortinam contrariamente à primeira impressão. Em um momento de crise financeira
na Europa e nos Estados Unidos, quando o Brasil precisa de novos investimentos e de se creditar junto aos
parceiros internacionais, a chamada "Operação Palmada" pode ter
sequelas bem mais graves do que a
interpretação de uma reprimenda pontual da área regulatória junto às teles. Segundo o pensamento de algumas autoridades,
a impressão que fica é a de que o governo vai lançar mão da vara de marmelo toda a vez que precisar fazer os
investimentos andarem. A percepção é de que a medida vai valer para todos
os setores. Não se trata de deixar as
operadoras fazerem o que bem entendem, mas encontrar um ponto ótimo de cobrança
e punição que não crie um potencial
risco sistêmico. Já pensou se, daqui para a frente, não somente as teles, mas
outras empresas transnacionais se
perguntarem quem será a próxima a levar palmada?
Anatel cobra da TIM
detalhes sobre demanda na Copa do Mundo
Reuters
25.07.2012 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer que a TIM
Participações faça mudanças no plano de investimentos apresentado à autarquia,
dando mais ênfase à melhora do serviço de call center e à projeção de demanda
de novos clientes para os próximos anos, disse a jornalistas nesta terça-feira
o superintendente do órgão regulador, Bruno Ramos.
De
acordo com o superintendente, 80 por cento do plano apresentado pela empresa é
focado em melhorias na rede e faltavam mais detalhes sobre as estimativas da
base de clientes e do tráfego de dados nos próximos anos, com dados específicos
sobre projeção de tráfego e usuários nos eventos esportivos da Copa do Mundo e
Copa das Confederações.
"Queremos
saber quantos usuários novos vão entrar na base, qual vai ser o tráfego de voz
e dados já que nos próximos dois anos. Queremos saber a expectativa disso nos
próximos dois anos porque vamos ter a Copa das Confederações em 2013, e a Copa
do Mundo, em 2014, quando haverá pico de tráfego", afirmou o
superintendente à jornalistas após reunião com executivos da TIM.
Segundo
ele, esse ponto não estava claro nos planos da Oi e da Claro, que também
sofrerão proibição de vendas e ativação de chips por conta da pouca qualidade
de serviço oferecido.
O
superintendente evitou se comprometer com o prazo estipulado pelo ministro das
Comunicações, Paulo Bernardo, de 15 dias para as empresas de telefonia celular
retomarem a normalidade de venda e ativação de serviço.
"A
Anatel trabalha de acordo com os planos apresentados e ver se vai atender.
Temos que aguardar todas as empresas darem os detalhes", afirmou Ramos.
Mais
cedo a TIM informou em nota distribuída a jornalistas na Anatel que dobrou para
451 milhões de reais a fatia do seu orçamento destinada para melhoria de
qualidade. Os recursos, que seriam aplicados até 2014, vão ser injetados já em
2012, por meio de realocação dos investimentos previstos pelo grupo.
O
montante faz parte dos planos de investimentos de 3,5 bilhões de reais para
este ano e de 9,5 bilhões de reais até 2014.
O
superintendente afirmou ainda que as empresas estão colaborando com a sanção
imposta e que os casos de vendas de chip são pontuais. "Vamos verificar os
problemas e vamos atuar. Mas as empresas estão colaborando e atendendo às
determinações de forma correta", sustentou.
Ele
disse ainda que a agência reguladora está preocupada com a retomada das vendas
das empresas. "As empresas precisam se adaptar ao padrão de qualidade
exigido."
Entre conflitos
sociais, Humala reforça apoio a mina de Conga
Brasil
Econômico 25.07.2012 - Comandados por Humala, novos ministros terão que focar
em projetos relacionados à desenvolvimento sustentável, que visem a geração de
empregos.
Os
protestos na mina de Conga, que causaram a morte de pelo menos 17 pessoas,
foram determinantes para que Humala se sentisse pressionado para aprovar uma
reformulação.
A
poucos dias de completar um ano de sua gestão, o presidente do Peru, Ollanta
Humala reorganizou seu Gabinete pela terceira vez, após ter recebido a renúncia
de todos os ministros que formavam a cúpula de governo.
Os
conflitos sociais em função dos avanços descoordenados do setor de mineração
são os principais fatores que desencadearam a saída do chefe do gabinete, o
primeiro ministro Oscar Valdés Dancuart.
De
acordo com Mario Gaspar Sacchi, professor de relações internacionais da ESPM,
os protestos na mina de Conga, um projeto da mineradora americana Newmont, que
causaram a morte de pelo menos 17 pessoas foram determinantes para que Humala
se sentisse pressionado para aprovar uma reformulação.
"As
preocupações com o meio ambiente e a ausência de benefícios à população através
do projeto revoltaram os populares, que passaram a cogitar a saída de
Valdés".
Segundo
o especialista, os opositores do projeto, que é apoiado por Humala, protestam
porque a atividade estaria explorando o meio ambiente incorretamente sem dar
nenhum beneficio econômico. Humala reforçou o apoio, afirmando que a mina
proporciona uma arrecadação tributária significativa, além da criação de empregos.
Em
resposta aos protestos, além de Valdés, pediram renúncia Alberto Tejada,
ministro da Saúde; Patrícia Salas, ministra da Educação; José Urquizo, ministro
da Defesa; Daniel Calle, ministro do Interior; e Ana Jara, ministra da Mulher e
Populações Vulneráveis.
Sacchi
considera que a saída de Valdés aconteceu porque a responsabilidade dos erros
sempre foi atribuída ao ex-primeiro ministro.
"Valdés
era constantemente criticado pela maneira de conduzir os conflitos sociais.
Obviamente se cansou da omissão de Humala", explica Sacchi.
Com
a renovação dos nomes dos ministros, sendo a nomeação de Juan Jimenez como
primeiro-ministro a mais importante delas, Humala pretende solucionar os
problemas sociais, visando estabelecer uma melhor aprovação popular da sua
gestão.
Além
disso, os novos ministros terão que focar em projetos relacionados à
desenvolvimento sustentável e responsabilidade social, que visem a geração de
empregos.
"Com
esses assassinatos e essa questão da mina de Conga a popularidade de Humala caiu
abaixo dos 40%. Esse resultado é catastrófico se considerarmos que ela está a
menos de um ano a frente do Peru", finaliza.
GPC fornecerá resinas
à Duratex por oito anos
Brasil
Econômico 25.07.2012 - O contrato com a Duratex é de oito anos, podendo ser
renovado por mais oito anos.
O
contrato prevê a instalação, em até 12 meses, de uma nova planta da GPC Química
para a produção de formol e de resinas termofixas, com investimentos de R$ 45
milhões.
A
GPC Química firmou contrato para o fornecimento de resinas à Duratex, produtora
de painéis de madeira industrializada, por oito anos, podendo ser renovado por
mais oito anos.
O
contrato prevê a instalação, em até 12 meses, de uma nova planta da GPC Química
para a produção de formol e de resinas termofixas, em Itapetininga, interior de
São Paulo.
A
nova planta terá investimentos totais previstos de R$ 45 milhões no decorrer
destes oito ano, com produção anual de até 86,8 mil toneladas de formol e 110
mil toneladas de resinas. Com este contrato, a participação da GPC Química no
mercado de resinas para painéis de madeira aumenta de 25% para 30% em 2014. A
expectativa de elevação da comercialização desses produtos em 2014 é de 75%,
contra os volumes vendidos no ano passado.
Roger Agnelli entra
no ramo de fertilizantes
Brasil
Econômico 25.07.2012 - O ex-presidente da Vale terá dois parceiros no negócio:
a companhia Sertrading e Mário Barbosa, ex-presidente da Bunge Fertilizantes.
Pouco
tempo depois do impactante lançamento da B&A Mineração e do anúncio de seu
plano bilionário de investimento em parceria com BTG Pactual, Roger Agnelli,
ex-presidente da Vale, prepara para nova empreitada: a criação de uma trading
voltada principalmente para importação de fertilizantes e exportação de
alimentos.
Dessa
vez, Agnelli terá dois parceiros no negócio: a companhia Sertrading, uma das
maiores do Brasil na área de comércio exterior, e o ex-presidente da Bunge
Fertilizantes, Mário Barbosa.
A
relação de Agnelli com a Sertrading não é recente. Foi na sede da empresa que
ele se alojou para organizar a holding de seus negócios, a AGN. Que, vale
lembrar, conta entre seus acionistas com Alfredo de Goye, um dos sócios da
própria Sertrading.
CCR é vista como
seguro contra a crise e a inflação
Valor
25.07.2012 - O desempenho do papel da concessionária de rodovias CCR tem
enchido os olhos de investidores neste ano. A ação ordinária (com direito a
voto) da companhia figura entre os "top 10" do Índice Bovespa - o
principal referencial da bolsa brasileira - em 2012, na oitava colocação, com
valorização de 37,84% até o dia 23 de julho. Em 12 meses, a CCR acumula alta de
53,53%. Mas justamente essa performance exuberante tem dividido os analistas em
relação ao potencial de ganhos com o ativo.
A
Planner Prosper considera o papel esticado. Segundo o analista Brian Tadeu
Moretti, a empresa vem sendo negociada a um múltiplo corrente EV/Ebitda,
relação entre valor da empresa e a capacidade de geração de caixa, que indica o
prazo de retorno do investimento, de 10,2 vezes para 2012, com um prêmio de 36%
sobre os pares nacionais. A corretora recomenda a ação como neutra e estima um
preço-justo de R$ 16,53, sem "upside" (potencial de valorização) em
relação à cotação de 23 de julho.
O
sócio-diretor da gestora de recursos STK Capital, Pedro Quaresma, tem uma visão
diferente em relação às perspectivas da ação. O especialista aponta o baixo
risco do setor, pouco afetado pela crise externa, a previsibilidade dos
resultados, a possibilidade de retornos atrativos com contratos aditivos
(investimentos em infraestrutura não previstos) e a chance de a companhia
arrematar concessões de aeroportos como fatores para manter um cenário otimista
para o papel. "Há a perspectiva de a CCR enfrentar um ambiente menos
competitivo em uma nova rodada de licitações de aeroportos, caso os vencedores
da primeira sejam impedidos de participar desse segundo ciclo", diz. As
receitas protegidas contra a inflação - as tarifas de pedágios são reajustadas
periodicamente pelo IPCA ou IGP-M - tornam a ação ainda mais atrativa em um
cenário de queda dos juros. "Podemos comparar a ação com o NTN-B [título
do Tesouro indexado ao IPCA]. É como comprar um NTN-B mas com o principal
crescendo", afirma Quaresma.
Apesar
das divergências em termos de potencial de valorização, há um consenso no
mercado em relação ao aspecto defensivo do papel. A previsibilidade de
resultados, a forte geração de caixa, a distribuição de dividendos consolidada
e a proteção contra inflação são citados para explicar o desempenho da ação.
O
banco inglês Barclays destaca o sólido incremento do Ebitda, que subiu 17,9% no
primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2011, a manutenção da
política de dividendos, com "payout" (parcela distribuída) de 89% no
ano passado, e um movimento de desalavancagem, com redução do múltiplo dívida
líquida/Ebitda de 2,5 vezes no quarto trimestre para 1,9 vezes, nos primeiros
três meses de 2012. Para os analistas Daniel Spilberg e Felipe Vinagre, que
assinam o relatório, a companhia consegue "diminuir o Capex (investimento
previsto) sem comprometer metas de qualidade, devido a ganhos em
eficiência".
Com
um reforço de R$ 1,2 bilhão de retenção de lucro, segundo o Barclays, a CCR se
posiciona como forte candidata nas licitações de rodovias e aeroportos, que devem
ocorrer entre o fim de 2012 e 2013. Aditivos aos contratos atuais que podem
alcançar mais de R$ 2 bilhões em investimentos também devem beneficiar a
empresa com contrapartidas como ampliação de prazos de concessões e aumento da
remuneração pelos novos ativos.
Sem licença, Shopping
Frei Caneca será fechado na quinta-feira
Estadão
25.07.2012 - Shopping tem dívida de R$ 17 mi em impostos municipais; após
reforma em 2010, empreendimento não conseguiu renovar alvará. Só neste ano,
multas já chegam a R$ 663 mil. A Prefeitura de São Paulo afirmou que vai fechar
na próxima quinta-feira, 26, por tempo indefinido, o Shopping Frei Caneca, na
Bela Vista, região central. Segundo a administração municipal, ele está aberto
sem alvará de funcionamento, que não pôde ser emitido por causa de uma dívida
de R$ 17 milhões em impostos municipais. O Frei Caneca foi um dos 22 shoppings
classificados como irregulares pela Prefeitura após blitz feita desde o início
de junho.
Inaugurado
em 2001, o Frei Caneca funcionou durante anos com todas as licenças
necessárias. Mas após uma reforma concluída em 2010, o shopping não conseguiu
renovar sua licença de funcionamento por causa das dívidas tributárias com o
município. A Prefeitura, porém, só iniciou o processo de interdição do empreendimento
após ser revelado um escândalo de pagamento de propinas por shoppings a agentes
públicos, apurado pelo Ministério Público Estadual.
Segundo
a Subprefeitura da Sé, a fiscalização no Frei Caneca aconteceu em 2 de julho,
data em que o shopping foi intimado a regularizar sua documentação. Ele já
recebeu em 2012 multas que, somadas, chegam a R$ 663 mil. A administração
informou que o empreendimento não apresentou a documentação no prazo e será
intimado a encerrar suas atividades.
Justiça.
Procurado pelo Estado, o shopping informou que não recebeu nenhuma notificação
oficial por parte da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Quanto aos
débitos mencionados, os mesmos estão sub judice. O Shopping informou, ainda,
que possui licença para funcionar e que até o momento está trabalhando dentro
das conformidades.
O
empreendimento havia recorrido à Justiça na semana passada para impedir seu
fechamento. Em um mandado de segurança impetrado na 7.ª Vara da Fazenda
Pública, o centro comercial alegou que houve omissão administrativa por parte
da Prefeitura, que recebeu em 2010 o pedido de licença de funcionamento.
O
juiz Evandro Carlos de Oliveira, porém, negou o pedido de liminar para manter o
shopping aberto e afirmou que o Frei Caneca permaneceu "inerte"
durante esse período. Ele afirmou que a legislação municipal exige a anuência
da Prefeitura para o funcionamento de atividades não residenciais e que a
conduta da subprefeitura é lícita. Segundo Oliveira, não há certeza sequer
sobre a área que o empreendimento ocupa, já que a licença de funcionamento
original, o Habite-se e o novo pedido de alvará mencionam áreas diferentes, que
variam entre 63,5 mil e 72,6 mil metros quadrados.
Só
19 shoppings estão regulares.
Balanço
divulgado pela Prefeitura na semana passada mostrou que, dos 47 shopping
centers da capital, apenas 19 têm a documentação em dia. Vinte e dois estão
irregulares e já acumulam R$ 15 milhões em multas desde janeiro - o Frei Caneca
está entre eles. Outros seis, também irregulares, apoiam-se em liminares
judiciais para fugir da fiscalização.
Lucro
líquido da Telefônica tem queda de 5,6%
Exame
25.07.2012 - Subsidiária brasileira, que opera com o nome Vivo, teve lucro
líquido de R$ 1,085 bilhão no segundo trimestre de 2012. A Telefônica Brasil
(Vivo) registrou lucro líquido de R$ 1,085 bilhão no segundo trimestre de 2012,
queda de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro
antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,092 bilhões,
alta de 1,0% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ficou em 37,5%,
aumento de 0,4 pontos porcentuais. No acumulado do primeiro semestre, o lucro
líquido da companhia foi de R$ 2,042 bilhões, o que representa uma queda de
10,4% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 5,940 bilhões,
crescimento de 0,6%, e a margem Ebitda recuou 0,4 pontos porcentuais, para
35,9%. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 8,243 bilhões de
abril a junho deste ano, 0,2% menor que a verificada em igual intervalo de
2011. No primeiro semestre, a receita alcançou R$ 16,557 bilhões, alta de 1,7%.
No segundo trimestre, as despesas financeiras líquidas aumentaram R$ 33,0
milhões ante o mesmo período do ano passado, em decorrência do menor volume de
aplicações financeiras e de sua menor remuneração, em função da queda nas taxas
de juros. O resultado financeiro líquido do segundo trimestre foi negativo em
R$ 66,4 milhões, 98,8% superior aos R$ 33,4 milhões também negativos de igual
intervalo de 2011.
Justiça vai notificar
TAM e Gol por suposta venda casada
Exame
25.07.2012 - As companhias estariam induzindo o consumidor a adquirir seguro
juntamente com a passagem aérea. Aviões da Gol e da TAM: se comprovada a
infração, as empresas podem ser multadas em até R$ 6,2 milhões. A Secretaria
Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de
Proteção e Defesa do Consumidor, instaurou processo administrativo contra a TAM
e a Gol para apurar possíveis irregularidades na venda de passagens. As companhias
estariam induzindo o consumidor a adquirir seguro juntamente com a passagem
aérea, o que configura venda casada. Se comprovada a infração, as empresas
podem ser multadas em até R$ 6,2 milhões. No processo de compra de passagens
pelo site das empresas, a opção pela compra do seguro já vem selecionada. Para
não adquiri-lo, o consumidor precisa desmarcar a opção, mas muitos acabam
comprando o serviço sem perceber. Depois de receber e examinar documentos e
denúncias de clientes e ouvir as empresas, o departamento concluiu que há
indícios de infração dos direitos do consumidor e prática comercial abusiva no
fornecimento de serviços. TAM e Gol terão direito de apresentar sua defesa em
até dez dias após o recebimento da notificação.
Rodobens cria Rodobens
Urbanismo
Exame
25.07.2012 - Controlada será voltada a loteamentos urbanos e já começa com
estoque de 2 milhões de metros quadrados. Casas Rodobens, no interior de São
Paulo: A região que será da Rodobens Urbanismo integrava o banco de terrenos
para construção de empreendimentos residenciais. A incorporadora e construtora
Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) criou a Rodobens Urbanismo, empresa que
focará no desenvolvimento de áreas destinadas a loteamentos urbanos. Ela será
100% controlada pela RNI. A nova companhia terá, a princípio, um estoque de 2
milhões de metros quadrados, divididos em oito áreas. A região inicialmente
integrava o banco de terrenos voltados à construção de empreendimentos
residenciais. “A RNI entendeu que poderia maximizar o retorno aos seus
acionistas explorando-as através de loteamentos urbanos.”, diz a empresa, em
nota.
Segundo
comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão surgiu após a
análise de oportunidades em cidades onde a companhia já atua, além na possibilidade
de gerar uma carteira de negócios de longo prazo – que pode ajudar no fluxo de
caixa da RNI de forma mais perene. “A RNI poderá, através da Rodobens
Urbanismo, maximizar o retorno de terrenos já de sua propriedade, como também
potencializar os negócios.”, diz a companhia.
Lucro da Anhanguera
Educacional cresce 33,5% no 1º tri
Exame
25.07.2012 - A receita líquida da empresa avançou 36,7% de janeiro a março na
comparação anual. Um dos destaques da companhia foi a geração de caixa após
investimentos, que registrou crescimento de 229,4% ano a ano, para 49,8 milhões
de reais. A Anhanguera Educacional viu seu lucro saltar 33,5 por cento no
primeiro trimestre sobre um ano antes, para 62 milhões de reais, informou a
companhia nesta segunda-feira.
A
receita líquida da empresa avançou 36,7 por cento de janeiro a março na
comparação anual, para 417,7 milhões de reais.
Já
o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla
em inglês) cresceu 20 por cento, somando 109,4 milhões de reais no primeiro
trimestre.
Um
dos destaques da companhia foi a geração de caixa após investimentos, que
registrou crescimento de 229,4 por cento ano a ano, para 49,8 milhões de reais.
"A
Anhanguera Educacional inicia o ano de 2012 focada na continuidade da melhoria
dos fundamentos de seu modelo de negócios, com destaque para mais um bem
sucedido processo de vestibular — que a levou a superar a marca de 444 mil
alunos matriculados — bem como para a geração de caixa após investimentos,
visando a redução do endividamento da companhia", disse a empresa em
comunicado.
Brasileiro vai
controlar venda global da Stora Enso
Valor
25.07.2012 - Nicolini será responsável pelas vendas da celulose do grupo em
todo mundo.
Depois
de fixar no Brasil o comando do seu negócio global de Biomateriais, a Stora
Enso, segunda maior produtora de papel do planeta, escolheu um brasileiro para
ocupar a vice-presidência de Marketing e Vendas de celulose. A partir do
escritório da companhia sueco-finlandesa na capital paulista, caberá a
Alexandre Nicolini a comercialização de quase 3 milhões de toneladas de fibra
longa, fibra curta, celulose solúvel e "fluff", produzidas em três
fábricas na Europa e em outras duas unidades que estão em construção no Uruguai
e na China.
Com
início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2013, a fábrica na
localidade uruguaia de Montes Del Plata - uma joint venture com a chilena
Arauco - adicionará 650 mil toneladas de fibra curta ao portfólio da companhia.
Hoje, há cartas de intenção de compra em volume superior à produção. Com o
início da operação da unidade, a Stora vai se posicionar no grupo das cinco
maiores produtoras mundiais de celulose de mercado (produzida com vistas à
venda a terceiros), atrás de gigantes como a brasileira Fibria.
Ao
fim de 2014, mais 450 mil toneladas de celulose de eucalipto, que serão
produzidas em nova fábrica de embalagens na China, também estarão disponíveis
para comercialização. "A Stora Enso está em um momento de renovação.
Embora seja reconhecida mundialmente como produtora de papel, está entrando na
disputa pelo mercado mundial de celulose e quer ser relevante", afirmou ao
Valor Nicolini, com 20 anos de experiência nessa indústria.
De
acordo com o executivo, a Stora Enso pretende direcionar a "nova"
celulose para todos os mercados. Contudo, Europa e China, principais
compradores mundiais da matéria-prima com, respectivamente, 35% e 23% do
consumo global, receberão os maiores volumes. A América Latina também está nos
planos da sueco-finlandesa, que fechou neste mês sua primeira venda de celulose
a um cliente brasileiro. O nome do comprador da fibra longa, produzida em uma
das unidades finlandesas, não foi revelado.
A
contratação de Nicolini, que passou os últimos quatro meses correndo o mundo
para se apresentar a clientes e potenciais compradores da celulose da Stora
Enso, coroa a reorganização implementada em janeiro, ao menos no que tange à
área de Biomateriais. À época, com o objetivo de avançar nos negócios de celulose,
foi constituída essa nova divisão. Sob a unidade, foram reunidas todas as
fábricas de celulose da companhia, incluindo a Veracel, joint venture com a
Fibria, que está instalada no sul da Bahia.
Conforme
Nicolini, toda a celulose que cabe à Stora Enso na fábrica brasileira é usada
de maneira integrada, para produção de papéis e embalagens em outras unidades.
"Não há planos de passar a vender essa matéria-prima", ressaltou. A
partir da implantação da segunda linha na Veracel - uma intenção já anunciada pelas
sócias -, contudo, a Stora Enso passaria a comercializar no mercado
internacional também celulose com origem brasileira.
A
licença ambiental para o projeto de expansão foi emitida recentemente. Se
saísse do papel neste momento, o projeto demandaria investimentos industriais
de cerca de US$ 2 bilhões, considerando-se uma linha com capacidade de produção
de 1,5 milhão de toneladas por ano. Até agora, contudo, o plantio das florestas
que alimentarão a nova linha não foi iniciado, uma vez que não há definição
quanto ao cronograma do empreendimento.
Segundo
o vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, Otávio Pontes, a
expansão não deve sair antes de 2017 ou 2018. "Toda nova capacidade
depende do mercado e o custo do investimento subiu no mundo todo, especialmente
os relacionados ao aço", explicou. Até lá, há ainda inúmeros projetos de
expansão ou de construção de novas fábricas de celulose, sobretudo no Brasil,
que devem levar a um aumento significativo na oferta mundial da fibra.
Somente
entre 2012 e 2014, devem chegar ao mercado 4,5 milhões de toneladas adicionais
de celulose de fibra curta. "Não vemos um mercado ruim em 2013. Ao mesmo
tempo em que há oferta adicional, também há fechamento de capacidades poluentes
ou de alto custo", ressaltou Nicolini. Além disso, o mercado de celulose,
que hoje é de 55 milhões de toneladas por ano considerando-se todos os tipos de
fibra, tem crescido entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas a cada ano.
"Nesse ritmo, o mercado tem capacidade de absorver a nova oferta,
especialmente após 2015", acrescentou.
BNDES e sócios
privados fazem aporte de R$ 35 milhões na Recepta Biopharma
Valor
25.07.2012 - Conforme Passos, do BNDESPar, e Palmeira, do BNDES, acreditam que
projeto da empresa biotecnologia é inovador.
Há
alguns anos o empresário José Fernando Perez cochichou ao ouvido de Pedro
Palmeira, chefe do departamento da área farmacêutica do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estava criando uma empresa de
biotecnologia, a Recepta Biopharma. Perez fez a revelação em seminário nos
quais ambos eram painelistas em Ribeirão Preto (SP). O tempo passou, as
discussões evoluíram e agora o BNDES, via BNDESPar, está comprando 16% do
capital da Recepta, primeira empresa brasileira a conduzir testes clínicos em
pacientes com tumor de ovário com uma droga em desenvolvimento, o anticorpo
monoclonal RebmAb100.
No
total, a BNDESPar e dois sócios privados da Recepta - os empresários Emílio
Odebrecht e Jovelino Mineiro - vão aportar R$ 35 milhões na empresa para
desenvolver a segunda fase de testes do RebmAb100 e de um segundo anticorpo
monoclonal, o RebmAb200, disse Pedro dos Passos, da área de capital
empreendedor da BNDESPar. Os medicamentos da Recepta podem ser testados no
tratamento de vários tipos de câncer, incluindo tumores de ovário, mama, cólon
e reto, pulmão e pâncreas.
Com
o aporte, os demais sócios da Recepta devem ter sua participação diluída. São
eles o Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, hoje 35%, o próprio José
Fernando Perez, fundador e presidente da empresa, que tem 14%; e José Barbosa
Mello, vice-presidente da Recepta. Emílio Odebrecht e Jovelino Mineiro
participam por meio das empresas EAO e OPP, respectivamente, mas entraram na
Recepta como "investidores-anjo", pessoas-física mais dispostas a
correr riscos.
Criada
em 2006, a Recepta tem equipe de 35 pesquisadores que trabalham em instituições
parceiras como o Instituto Butantan, a Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo (USP) e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O apoio
do BNDES à Recepta se insere em objetivo maior que é o de ajudar a construir
uma indústria de biotecnologia no Brasil. Essa indústria poderia ter uma
estrutura formada por empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento (P&D),
como é o caso da Recepta, que se vinculariam, via parcerias, com outras
farmacêuticas nacionais focadas na produção e na distribuição.
"Essa
é uma rota possível e desejável", disse José Fernando Perez. Um caminho
para a Recepta poderá ser a formação de parceria com um dos consórcios de
empresas criados para desenvolver e produzir biofármacos no Brasil: a Orygem
Biotecnologia e a Bionovis. "Vejo com otimismo a criação desses
grupos", disse Perez. O BNDES tem uma visão estratégica: "Através dessa
indústria de biotecnologia no Brasil, estaremos dando um passo significativo
para a redução da vulnerabilidade do SUS [Sistema Único de Saúde], que é a
dependência total das importações no abastecimento de produtos
biotecnológicos", disse Pedro Palmeira, chefe do Departamento de Produtos
Intermediários, Químicos e Farmacêuticos (Defarma) do BNDES.
Segundo
ele, a Recepta é emblemática pois é o primeiro caso de empresa de biofármacos
no Brasil com a pretensão de desenvolver um produto inovador. A empresa aposta
em produtos novos, mas uma forma dos grandes laboratórios entrarem no setor é
produzir medicamentos cujas patentes de anticorpos monoclonais vão vencer em
2016-2017. É uma oportunidade para fazer cópias ou biossimilares.
Os
anticorpos monoclonais têm maior precisão e eficácia para tratar tumores e
conseguem reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais, como a
quimoterapia. Graças a essa característica passaram a também ser chamados como
"bala de prata" porque atacam com mais precisão a causa da doença.
É
como se fosse um mecanismo de chave e fechadura. Foi o Herceptim, da Roche,
aplicado ao câncer de mama, que deu visibilidade ao anticorpo monoclonal. No
caso da Recepta, a expectativa é ter o RebmAb100 pronto para entrar na fase
três de testes, com uma amostra maior de pacientes, em três anos, quando o
produto poderia começar a ser comercializado.
"É
um produto que pode ser um novo blockbuster [sucesso] global para o tratamento
de câncer de ovário no mercado mundial", disse Palmeira. Perez disse que
os resultados obtidos nos testes clínicos do RebmAb100 fizeram com que o
Federal Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o setor de
medicamentos, atribuísse ao medicamento da Recepta a designação de droga orfã
para o tratamento de câncer de ovário. Pelos critérios americanos, o conceito
se aplica a doenças que atingem menos de 20 mil pessoas. São doenças para as
quais não há alternativas de tratamento.
Após perda, Eton Park
deixa o Brasil
Valor
25.07.2012 - Depois de se envolver em negócios malsucedidos, a gestora de
recursos Eton Park resolveu desmontar seus investimentos no Brasil e em outros
mercados emergentes, apurou o Valor.
Fundada
em 2004 por Eric Mindich, a companhia nova-iorquina já vinha reduzindo sua
exposição à América Latina e a outros emergentes por atribuir a esses mercados
parte das perdas que teve no ano passado. Porém, apostas equivocadas na empresa
de energia argentina YPF e na Redecard aceleraram o processo.
Num
desses episódios, a Eton Park teria comprado no mercado mais de R$ 500 milhões
em ações da Redecard, apostando que o Itaú aumentaria sua oferta para recomprar
os papéis da empresa de cartões - o que não aconteceu, apesar da pressão de
acionistas minoritários. Segundo fonte a par do assunto, a gestora teria inclusive
pago pelos papéis um valor superior aos R$ 35 por ação propostos pelo Itaú por
avaliar que conseguiria vendê-las ao banco a um preço maior.
Antes
disso, no fim do primeiro trimestre, a Eton Park comprou 2,17 milhões de ADRs
da YPF, dias antes de a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciar a
estatização da companhia, cujo controle pertencia à Repsol.
Segundo
documentos disponíveis na Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que
regula o mercado de capitais nos Estados Unidos), a gestora elevou sua
participação na YPF de 9,78 milhões de ADRs para 11,95 milhões entre dezembro e
o fim de março.
O
tombo não foi pequeno. O investimento na petroleira valia US$ 339 milhões em
março, segundo o documento entregue à SEC. Se considerada a cotação dos ADRs no
fechamento de ontem na Bolsa de Nova York, o valor havia recuado para US$ 144,6
milhões.
O
caso foi ainda mais marcante porque, ao mesmo tempo em que a Eton aumentou sua
exposição à YPF, o megainvestidor George Soros vendeu toda a sua participação
na empresa argentina.
Questionado
pelo Valor sobre a decisão de encerrar seu fundo para mercados emergentes, um
porta-voz da Eton Park não quis comentar o assunto.
Além
dos infortúnios nos mercados emergentes, a Eton Park começou a enfrentar a
insatisfação de seus investidores diante da regra que os obrigava a pagar um
"pedágio" se decidissem sair do fundo antes de determinado período de
carência. Depois de perder quase US$ 2 bilhões em ativos sob gestão, a gestora
estaria começando a aliviar essa regra, de acordo com o noticiário AR,
especializado em fundos de hedge.
A
Eton Park Capital Management tem US$ 12 bilhões em ativos administrados.
Mindich, o fundador da gestora, construiu sua reputação após uma rápida
ascensão no Goldman Sachs.
No
Brasil, ao longo dos últimos anos, a Eton investiu em ativos como a GP, a
operadora de call center Contax e as empresas de energia renovável Ersa e CPFL
Renováveis.
A
Contax informou, em junho, que a Eton Park zerou a participação que tinha na
empresa, equivalente a 2,5% do capital.
Na
CPFL Renováveis, a gestora detém uma fatia de 9,24% e a expectativa é que venda
o ativo na oferta inicial de ações da empresa de energia. A companhia pretende
captar R$ 1,5 bilhão - incluindo recursos para o caixa e venda das
participações de acionistas - e só não foi à bolsa ainda porque as condições do
mercado estão ruins.
Vila teme impacto da
obra e expulsa pesquisadores
Valor
25.07.2012 - A vila de Pimental, comunidade de ribeirinhos onde vivem 760
pessoas, tornou-se símbolo de resistência local ao projeto de erguer usinas no
Tapajós. Os primeiros a sentir na pele a contrariedade da população foram os
pesquisadores de empresas de licenciamento ambiental contratadas pela
Eletronorte, braço do grupo Eletrobras.
Numa
recente visita à região, um grupo de pesquisadores tentou entrar na vila. Sem
ter feito nenhum tipo de contato prévio, passaram a fazer perguntas aos
moradores e a circular pela comunidade. Em pouco tempo, um grupo de ribeirinhos
se organizou e impediu a passagem dos pesquisadores. Não chegou a haver
confusão, mas todos acabaram expulsos do local.
Com
o apoio de representantes do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio)
e da Fundação Nacional do Índio (Funai), o Valor conseguiu entrar em Pimental
conversar com alguns moradores, entre eles José Odair Pereira, liderança da
vila. "Essas pessoas chegam na comunidade e só fazem perguntas. Queremos
saber o que pode acontecer com a nossa vida e nossas casas, mas eles não
explicam nada pra ninguém. Então a gente decidiu proibir", diz Pereira.
"A Eletronorte veio aqui e disse que tinha autorização do presidente para
entrar. Não é assim. Aqui não tem prefeito, vereador, governador ou presidente.
Aqui é nossa casa, quem manda somos nós."
Para
controlar o acesso, Pimental passou a determinar que a entrada de pessoas
estranhas só pode ocorrer com autorização. "Estamos preocupados com nosso
povo, com o rio e com o peixe", diz Pereira. "De janeiro para cá,
isso aqui virou um inferno, com gente de fora chegando e querendo entrar."
Há
pouco mais de um ano, conta o chefe da comunidade, dois helicópteros pousaram
no campinho de futebol da vila. "Tinha estrangeiro no meio deles, acho que
eram chineses. Alguns falavam português. Disseram que vinham por causa da
usina. Fizeram demarcações nas ruas e foram embora. O povo arrancou tudo."
Numa
das casas de taipa de Pimental, vive a matriarca da vila, Maria Bibiana da
Silva, conhecida como "vó Gabriela", de 104 anos de idade. Crescida
nas margens do Tapajós, vó Gabriela chegou ao local em 1917. Lúcida, apenas com
dificuldade para caminhar, ela diz que não quer a barragem. "Tenho vontade
de morrer é aqui. Se me tirarem daqui, vão me colocar onde? Querem tirar o
sossego da gente", diz ela. "Cheguei nesse lugar com nove anos e me
criei aqui. Fico triste com essa história da barragem, mas tenho fé que não vão
fazer. Seu ainda fosse boa das minhas pernas, aguentava um bocado e ia brigar
com eles para não fazer."
Na
semana em que o Valor esteve na vila, corria a notícia de que os pesquisadores
voltariam em breve à comunidade. O líder de Pimental, José Odair Pereira, disse
que tinha ouvido algo sobre assunto, mas não confirmou a liberação para a
entrada dos técnicos. "Quem está no escritório, tranquilo, com
ar-condicionado, não sabe o que estamos passando aqui, quando falam que vão
erguer essa barragem e inundar as nossas casas."
A
tensão verificada em Pimental se espalha por outras comunidades ribeirinhas e
chega até Itaituba. O governo garante que os projetos serão realizados da
maneira mais técnica e cuidadosa possível. Não é o que pensa a comunidade de
São Luiz do Tapajós, onde vivem cerca de 1,5 mil pessoas, numa área muito
próxima do local onde se prevê a construção da barragem de São Luiz.
Para
levantar as informações sobre o impacto ambiental da hidrelétrica, empresas
contratadas pela Eletrobras têm recorrido à experiência da população da vila
para entrar na floresta e percorrer os rios. O Valor conversou com alguns
"mateiros", como são chamados esses guias. Cada um recebe R$ 35 para
ficar rodando o dia inteiro pela mata com os pesquisadores. Não há qualquer
tipo de formalização ou contrato de serviço. Também não existe nenhum tipo de
seguro, assistência médica ou mesmo roupa e sapatos adequados. O pagamento é
feito no dia, em dinheiro.
"É
um contrato de boca, sem nenhum recibo. O trabalhador não sabe nem o nome da
empresa que ele está levando por aí", diz Zideci Bezerra, dono de um
pequeno comércio na vila São Luiz e morador há 30 anos na região. Segundo os
mateiros, cerca de 40 moradores já foram chamados para ajudar nos serviços, que
incluem a coleta de animais e plantas.
De
maneira geral, a principal queixa é a falta de informação. A população vê os
pesquisadores cruzarem o rio por todo lado, com mapas nas mãos, fazendo
perguntas e anotações, mas ainda não compreende o que será feito. Relatório
preliminar concluído em janeiro pelo Ibama na região do Tapajós recomenda aos
empreendedores que iniciem, ainda na fase de formulação dos estudos ambientais,
"ações de comunicação social com a finalidade de informar à população e
evitar a propagação de boatos".
"Somos
um povo contra a hidrelétrica. Só o povo é que pode parar essa barragem e vamos
lutar para isso. Não é só por nossa sobrevivência, mas a nossa
tranquilidade" diz Pereira, da vila Pimental. "Isso aqui não é o céu,
mas olha que está pertinho do paraíso."
Aumento de calotes
assombra financeiras de varejo
Valor
25.07.2012 - O índice de inadimplência das modalidades de crédito mais próximas
do varejo praticamente fala por si na hora de mostrar o quão grave é o cenário
no segmento. No espaço de pouco mais de um ano, os empréstimos para compra de
bens (como eletrodomésticos e móveis, sem contar veículos) passaram de uma taxa
de atraso (mais de 90 dias) de 8,8%, em dezembro de 2010, para 13,9% em maio
deste ano - o dado mais recente do Banco Central (BC).
O
nível do calote no crédito para compra de outros bens hoje é o mesmo de janeiro
de 2009, no pós-quebra do americano Lehman Brothers, mas ainda abaixo da máxima
histórica. Somente o crédito de veículos teve subida maior no período, passando
de 2,5%, em dezembro de 2010, para 6,1% em maio.
O
comportamento da inadimplência vem desafiando as projeções da Losango.
"Esse é um ano diferente dos anteriores [para inadimplência] e ainda não
conseguimos entender o porquê. Esperávamos um ano melhor", admite Hilgo
Gonçalves, executivo-chefe da promotora do HSBC. Ele projeta queda leve no
nível de atrasos de créditos da casa até o fim do ano, mas afirma que ainda não
é possível ter clareza sobre o tamanho do recuo.
Nos
seis primeiros meses do ano, os produtos de Crédito Direto ao Consumidor (CDC)
da Losango tiveram taxa de inadimplência acima de 90 dias de 9,4%, ante 8,7% no
mesmo período de 2011. Os cartões registraram 9,1%, ante 7,6%. Segundo
Gonçalves, no entanto, os meses mais recentes já apresentaram melhora do índice
de atrasos em comparação ao início do ano. "Hoje, esse índice nos deixa em
estado de alerta."
Ainda
que a melhora nos atrasos entre 15 e 90 dias no financiamento ao consumo
apontem para recuo dos calotes, há fatores que podem complicar essa recuperação
e até inverter sua trajetória. O elemento decisivo será a manutenção do
crescimento da economia, com a taxa de desemprego em níveis de baixa histórica,
avalia o diretor de gerenciamento de risco do Citi, Victor Loyola.
Como
as carteiras de crédito para varejo têm forte concentração de tomadores de
classes mais baixas, elas seriam as primeiras vítimas em caso de aumento no
desemprego, acredita Loyola. "São classes que não têm espaço para absorver
uma deterioração no cenário econômico e ficariam inadimplentes", avalia.
Não
à toa, já há quem venha refinando os controles de seleção dos clientes. A Lojas
Marisa, por exemplo, tem privilegiado o cartão com marca própria ("private
label") como primeiro relacionamento com o cliente. Nele, os limites são
menores e a oferta de produtos financeiros restrita, para testar a capacidade
de pagamento do consumidor da rede.
"Como
o private label traz menos risco para a loja, usamos ele como porta de
entrada", diz Arquimedes Salles, diretor de produtos e serviços
financeiros da varejista. "Precisamos ter um histórico de pagamentos desse
cliente. Em mais ou menos seis meses ele já está apto a produtos com limites
maiores." Para clientes "testados", a Marisa oferece cartão em
parceria com o Itaú. O limite dobra, para R$ 1,5 mil.
Desde
janeiro, a Losango também intensificou a batalha contra os calotes. A empresa
aumentou o ritmo de treinamentos sobre crédito em varejistas e colocou mais
esforços em cobrança. O índice de aprovações de novos créditos caiu, passando
de 55% há um ano para 50% agora, conta Gonçalves. "Visitamos as lojas mais
problemáticas e apertamos a aprovação. Se for necessário, podemos até parar de
operar em alguns lugares", conta.
Reforço
na qualidade de concessão é uma forma de as financeiras evitarem o quadro de
despesas com provisão visto em 2011. No caso do Banco Ibi, os gastos com
provisões para devedores duvidosos saltaram para R$ 728,9 milhões no ano
passado, contra R$ 499,6 milhões em 2010. Na Luizacred, tais despesas foram
67,3% superiores em 2011, fechando o ano com R$ 538,2 milhões.
Projeções para o euro
Valor
25.07.2012 - O banco suíço UBS reduziu suas previsões de curto prazo para o
euro na comparação com o dólar, iene e outras importantes moedas da Europa,
citando a possibilidade de mais cortes da taxa de juros pelo Banco Central
Europeu, o estresse na região e o aumento dos juros pagos pelos títulos de
dívida da Espanha. O banco prevê agora o euro operando a US$ 1,20 no período de
um mês, em comparação com US$ 1,24 de antes. Na comparação com a moeda
japonesa, a previsão foi reduzida de 97 para 94 ienes. Também diminuíram as
expectativas para as taxas da moeda ante as coroas sueca e norueguesa e a
libra.
Faculdades aprovam
exame para médicos
Estadão
25.07.2012 - Diretores das principais escolas dizem que prova é necessária, mas
questionam formato. As principais escolas de medicina do Estado de São Paulo
apoiam a decisão do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) de tornar
obrigatória a realização de uma prova para avaliar os formandos do 6º ano do
curso de Medicina, conforme o Estado antecipou, mas fazem considerações sobre o
modelo adotado e defendem uma avaliação nacional.
Diretores
das faculdades de Medicina da Unicamp, Unesp, USP, UFSCar e Unifesp defendem a
avaliação, dizem que ela é necessária porque será mais um mecanismo para que as
instituições conheçam suas falhas e criticam a expansão de vagas nos cursos de
Medicina – o governo federal anunciou 2,5 mil novas vagas.
O
professor Mario Saad, da Unicamp, diz que uma prova de múltipla escolha ao
final do curso pode não ser a melhor forma de avaliar se um aluno realmente
aprendeu tudo o que deveria. “Nem sempre quem responde bem um teste é quem
melhor atende num hospital. O ideal seria existir um mecanismo de avaliação ao
final do 2º, do 4º e do 6 º anos, incluindo uma avaliação prática e uma prova
discursiva.”
O
professor Joaquim Edson Vieira, da comissão de graduação da USP, segue o mesmo
raciocínio. Ele apoia a existência da avaliação, mas avalia que o exame poderia
ser mais completo, como uma prova de residência médica (que inclui questões
discursivas e prova prática).
“Nossos
alunos não faziam a prova quando era voluntária por considerar que esse modelo
de exame não contribui para o exame da residência médica, que eles
obrigatoriamente fazem quando se formam. Não é questão de ser melhor ou pior.
Mas são exames diferentes”, diz.
Silvana
Artioli Schellini, da Unesp, e Bernardino Geraldo Alves Souto, da UFSCar, dizem
que os resultados serão uma ferramenta a mais para a melhoria do ensino. “A
proposta é muito inteligente porque mantém o sigilo do aluno, não tem caráter
punitivo e ainda fornece os resultados por área para a faculdade”, afirmou o
professor Souto.
O
professor Antonio Carlos Lopes, da Unifesp, classifica como oportuna a medida,
mas lamenta que a prova não tenha força para filtrar profissionais. “A decisão
do Cremesp é apenas política. Serve de estatística, mas infelizmente não tem
validade para impedir o indivíduo de exercer a profissão”, avalia.
Para
o diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, Valdir Golin, a
iniciativa vem a se somar com a análise feita pelo Enade, do Ministério da
Educação (MEC), que avalia os universitários no primeiro e último ano de curso.
“A regra é corajosa e absolutamente salutar. Faz um diagnóstico. Mas o ideal
seria termos algo em todo o Brasil.”
Para
a professora Cibele Retele Duch, da Uniara, de Araraquara, ainda é cedo para se
pensar num exame de ordem nacional. “Ainda precisa de maturidade. Essa evolução
tende a ocorrer, mas assim já vai forçar as instituições a repensarem seu
ensino.”
Henrique
George Naufel, da Universidade de Mogi das Cruzes, reforça a importância da
participação de todos. “Como é obrigatório mas não é excludente, pode ser que
algumas instituições boicotem e prejudiquem o objetivo real do exame.”
Como
funcionará. A prova já existe há sete anos, de forma voluntária, mas a adesão
caiu no decorrer dos anos, prejudicando a amostra e a avaliação. Ao torná-la
obrigatória, a intenção do Cremesp é ampliar a base de participação e assim ter
um retrato mais fiel do problema, além de avançar o debate da instituição (via
uma lei federal) de um exame nacional que seja requisito obrigatório para o
exercício da Medicina no País, como já acontece com os advogados.
A
norma já vale para os formandos de 2012. O exame será realizado no dia 11 de
novembro e será composto por 120 questões de múltipla escolha sobre as 9
principais áreas da medicina, que incluem pediatria, clínica médica,
obstetrícia e saúde pública. No ano passado, 46% dos alunos voluntários foram
reprovados.
A
Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM)
também se declararam favoráveis à aplicação da prova. Em nota, o CFM diz
concordar com a adoção de medidas que contribuam e estimulem a avaliação de
estudantes e escolas, mas diz não ter um consenso sobre a melhor abordagem para
enfrentar o problema.
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