quarta-feira, 25 de julho de 2012

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Daily News

Sonda planeja mais aquisições e lojas em bairros sofisticados
Brasil Econômico 25.07.2012 - Barral: abertura de lojas só em um raio de 150 quilômetros da capital paulista, onde fica a sede da empresa.
Com faturamento de R$ 1,8 bilhão no ano passado, rede supermercadista espera alta de 15% em 2012.
Há dois anos no comando da rede de supermercados Sonda, José Barral, ex-Assaí, parece ter conseguido imprimir na varejista um jeito um pouco mais agressivo de expansão.
No final do ano passado, a companhia emitiu R$ 200 milhões em debêntures e realizou, em janeiro deste ano, a aquisição de seis pontos de venda em São Paulo.
Agora, com as novas lojas andando no ritmo da rede Sonda, o executivo dá sinais de que deseja voltar a encher o carrinho.
"No ano passado nós preparamos a empresa para isso (aquisições). Temos dinheiro para investir", afirmou sem entrar em detalhes sobre possíveis negociações em andamento.
"Estamos sempre observando o mercado", resumiu. Antes das lojas negociadas por Barral, o grupo tinha feito a aquisição de apenas uma rede em seus 38 anos de existência. A Cobal, focada nas classes C e D, foi comprada pelo grupo em 2008, ainda na gestão do antigo presidente da companhia, Roberto Moreno.
Bairros chiques: Outro desejo de Barral é levar suas lojas a bairros mais nobres da capital paulista. Hoje, a maior parte delas está em regiões consideradas periféricas. "O preço dos imóveis está alto. Mesmo assim estamos estudando aumentar a presença em áreas mais sofisticadas", diz.
Mas apesar da vontade de ganhar velocidade na expansão por meio de aquisições, Barral não conseguiu mudar o perfil bairrista, digamos assim, dos proprietários da varejista, os irmãos Delcir e Idi Sonda.
Com dois centros de distribuição na região metropolitana de São Paulo, a companhia quer crescer apenas em um raio de 150 quilômetros da capital paulista. É nesta área que o grupo mantém suas 24 unidades.
"Os sócios já pensavam assim e acho uma estratégia adequada. Para buscar outras regiões é preciso ter investimento em logística", diz. A rede deve fechar 2012 com 33 supermercados. Barral acredita que os depósitos da companhia têm capacidade para atender ao menos mais 20 pontos de venda.
Pequeno, mas eficiente: Com um faturamento de R$ 1,8 bilhão em 2011, o Sonda ocupa a 11ª posição no ranking de maiores supermercadistas do país, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A rede possui 24 lojas e apesar de estar muito distante do grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país com mais de 1,5 mil pontos de venda, consegue ser mais eficiente em vendas. Em 2011, a rede dos irmãos Sonda vendeu R$ 26,8 mil por metro quadrado. O líder do segmento, por sua vez, chegou a R$ 18,6 mil.
Perspectivas: Apesar de um certo pessimismo entre as empresas, por conta do baixo crescimento da economia brasileira, o Sonda deve alcançar alta de 15% no faturamento deste ano. Quanto aos planos para 2013, Barral prefere fazer mistério.
"Só vamos bater o martelo sobre a expansão do ano que vem em dezembro", afirma. A respeito do futuro a longo prazo o executivo deixa escapar uma possibilidade. "Abrir o capital pode ser um caminho", afirma.


Índios mantém funcionários da Norte Energia reféns em aldeia
Reuters 25.07.2012 - Dois funcionários da Norte Energia, empresa responsável pela implantação e operação da usina hidrelétrica Belo Monte (PA), estão sendo mantidos como reféns por índios das etnias Juruna e Arara na aldeia Muratu, segundo informações da assessoria de imprensa da Funai.
Os funcionários da Norte Energia foram enviados às aldeias para apresentar o plano de transposição do rio, condicionante que os índios argumentavam não havia sido cumprida. Um cronograma para a apresentação do sistema de transposição foi acertado entre Norte Energia e indígenas de diversas etnias que ocuparam o canteiro sítio Pimental, de Belo Monte, no início do mês.
Segundo a Funai, dois funcionários do órgão que também tinham ido ao local para acompanhar a apresentação realizada pela Norte Energia, no início da semana, permanecem na aldeia para negociar com os indígenas --os quais continuam cobrando que a Norte Energia cumpra as condicionantes para construção do empreendimento no rio Xingu.
A Norte Energia informou que não está participando diretamente das negociações e não quis comentar.
A usina hidrelétrica Belo Monte (11,23 mil MW) tem entre os sócios a Eletrobras, Cemig e Light e Neoenergia, além de outras companhias. O empreendimento é alvo de diversos protestos de indígenas, grupos ambientais e sociais, entre outros, desde o início dos estudos sobre sua viabilidade.
O Ministério Público Federal no Pará já ingressou com 15 ações contra o empreendimento de Belo Monte, sendo que apenas uma, de 2001, foi julgada em última instância, em favor do MPF, relacionado à necessidade de que o licenciamento ambiental da usina fosse realizado em âmbito federal e não estadual, informou a assessoria do órgão.
A última ação, ajuizada na segunda-feira, pede a anulação da licença de instalação da hidrelétrica, diante da falta do cumprimento das condicionantes para que o empreendimento seja construído.


Moagem de cana no centro-sul sobe 4% na safra
Brasil Econômico 25.07.2012 - Da produção total, 4,92 bilhões de litros de etanol ficaram no mercado interno, enquanto 628,84 milhões de litros foram exportados.  No acumulado desde o início da atual safra, a fabricação de açúcar alcançou 170,56 milhões de toneladas, declínio de 21,86%.
A moagem de cana das usinas da região centro-sul do Brasil, até 15 de julho, foi de 42,18 milhões de toneladas nesta safra 2012/13, uma elevação de 3,94% ante o mesmo período do ano passado, disse nesta quarta-feira (25/7) União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).
No mesmo período de 2011 haviam sido processadas 40,59 milhões de toneladas, segundo a entidade, que reúne as indústrias do setor.
No acumulado desde o início da atual safra, a fabricação de açúcar alcançou 170,56 milhões de toneladas, declínio de 21,86%.
A produtividade agrícola da região aumentou 12,05% na comparação anual, alcançando 80,24 toneladas da cana-de-açúcar.
"A tendência observada até o momento aponta para uma produtividade maior do que aquela estimada pela Unica em abril. Mas, em contrapartida, devemos observar uma queda na concentração de açúcares na matéria-prima", disse o presidente interino da entidade, Antonio de Padua Rodrigues.
Açúcar e etanol: No acumulado desde o início da atual safra, a fabricação de açúcar alcançou 9,32 milhões de toneladas, declínio de 22,20% ante igual período da safra anterior (11,98 milhões de toneladas).
A produção de etanol, por sua vez, diminuiu 26,37%, alcançando 6,42 bilhão de litros, contra 8,72 bilhões de litros verificados na safra anterior.
Em relação ao mix de produção, no acumulado desde o início da safra 2012/2013, a proporção de matéria-prima direcionada à produção de etanol atingiu cerca de 52,74% e à fabricação de açúcar 47,26%.
Segundo a Unica, as vendas de etanol pelas unidades do centro-sul no acumulado de abril até a primeira quinzena de julho somaram 5,55 bilhões de litros, ou 10,82% menor ante igual período da temporada anterior.
Deste total, 4,92 bilhões de litros de etanol ficaram no mercado interno, enquanto 628,84 milhões de litros foram exportados.


Lucro da PepsiCo cai 21% no segundo trimestre
Brasil Econômico 25.07.2012 - O faturamento com bebidas recuou 8% no segundo trimestre, enquanto a receita com salgadinhos avançou 4%.
A receita líquida da companhia recuou 2% em relação a igual período do ano passado, somando US$ 16,5 bilhões.
A PepsiCo obteve lucro líquido de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, uma queda de 21% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mesmo com queda, os ganhos superaram a expectativa do mercado. O lucro por ação atingiu US$ 1,12, excluindo itens não recorrentes. Segundo coleta realizada pela Capital IQ, a expectativa era de um lucro de US$ 1,09 por ação.
A receita líquida da companhia recuou 2% em relação a igual período do ano passado, somando US$ 16,5 bilhões. Segundo a empresa, o número sofreu impacto da variação cambial - com o dólar mais forte, caíram os ganhos da empresa nos mercados externos.
Além disso, a empresa afirmou que sua receita sofreu efeitos negativos após acordos na China e no México. A PepsiCo firmou parceria com distribuidores de bebidas nesses países, visando expandir sua distribuição. O faturamento com bebidas recuou 8% no segundo trimestre, enquanto a receita com salgadinhos avançou 4%. O lucro operacional da empresa recuou 14%, somando US$ 2,4 bilhões.


Greve da Anvisa não ameaça importação de remédios, diz Padilha
Valor 25.07.2012 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de a greve de servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) causar desabastecimento de remédios importados no país.
“Não existe qualquer risco de desabastecimento de medicamentos”, disse o ministro em entrevista coletiva. “Desde o começo da greve as medidas tomadas pela Anvisa, e a própria compreensão dos trabalhadores da agência, foi no sentido de garantir a liberação e o fluxo de qualquer produto de importância para a saúde pública”.
Segundo informou o ministro, as medidas a serem anunciadas pela Anvisa terão a finalidade de facilitar a circulação dos navios nos principais portos do país. O ministro citou a mudança no fluxo da certificação da chamada livre-prática (autorização necessária para que qualquer navio possa iniciar operações de embarque e desembarque), cujo pedido poderá ser encaminhado diretamente para Brasília, em vez de ser apresentado nos postos da agência nos portos.
Padilha disse ainda ter sido informado pelo ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, de que “tudo aquilo que está relacionado” às cargas de interesse da saúde pública do país “está mantido de forma essencial” por parte da Anvisa.


Faturamento da indústria de máquinas cai 0,5% em junho
Estadão 25.07.2012 - A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de junho com faturamento bruto real de R$ 7,158 bilhões, o que representa uma baixa de 0,5% em relação a maio. Na comparação com junho de 2011, houve alta de 3,8%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no acumulado do primeiro semestre de 2012 o setor faturou R$ 39,932 bilhões, um avanço de 2,1% ante igual período de 2011.
O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu, no fim do mês passado, R$ 9,458 bilhões, o equivalente a uma queda de 8,3% ante maio. Em relação ao mesmo mês de 2011, houve um crescimento de 7,6% e nos seis primeiros meses do ano, o consumo aparente totalizou R$ 54,8 bilhões, uma alta de 9,17% ante igual período do ano anterior.
As exportações somaram US$ 1,016 bilhão em junho, com alta de 8,3% ante o mesmo mês de 2011 e recuo de 4,0% ante maio. Já as importações totalizaram US$ 2,354 bilhões no mês passado, baixa de 6,3% ante junho do ano passado e perda de 23,2% ante maio.
No acumulado do ano até junho, as exportações somam US$ 5,987 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 15,231 bilhões, com crescimento de 11,6% e 7,6%, respectivamente. Os dados resultaram em um déficit para o setor de US$ 9,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, o que representa aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados da Abimaq mostram ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor fechou o mês de junho em 76,8%, ante 75% em maio. No fim do mês passado, o setor tinha 256.507 empregados, com redução de 0,3% na força de trabalho em relação a maio.


Banco Pine
RR 25.07.2012 - O Banco Pine está na ponta da língua de dez entre dez analistas. Todos dizem que o banqueiro Noberto Pinheiro busca um sócio. Consultado, o Banco Pine informou que "não comenta especulações de mercado".


JHSF e Brookfield trocam golpes no Pátio Higienópolis
RR 25.07.2012 -  O Pátio Higienópolis, um dos mais sofisticados shoppings de São Paulo, tornouse um octagon. Sobre o ringue não estãonem Anderson Silva, tampouco Chael Sonnen, mas duas das maiores empresas do setor no Brasil: a Brookfield, antigaBrascan, e a JHSF, do empresário José Auriemo. A disputa vai se transformar em um UFC jurídico. A Brookfield   prepara-se para entrar com uma ação contra os demais sócios do Higienópolis. Não obstante ter 30% do empreendimento,a empresa foi despejada da função de operadora do shopping no fim do ano passado. O cobiçado posto passou a serocupado pela JHSF. A decisão partiu da miríade de investidores que detém os 70% restantes ? Fundação ConradoWessel, Fundo de Investimento Imobiliário Pátio Shopping Higienópolis, Braz Participações, Niko Administradora deBens, Agropart Agropecuária e Participações e Artwalk Administradora de Bens. A Brookfield alega ter sido vítima deum motim. Seu expurgo teria sido aprovado de forma irregular pelos demais sócios, contrariando o acordo de acionistas.A empresa quer não apenas reassumir o comando do negócio como provavelmente exigirá uma indenização com base nasperdas de receita sofridas desde dezembro. Procuradas pelo RR, Brookfield e JHSF não quiseram comentar o assunto.Se a Brookfield arma seus diretos e cruzados jurídicos, a JHSF, por sua vez, se movimenta no ringue de forma discreta.Suas joelhadas e chutes giratórios se dão longe da arena. Nos bastidores, José Auriemo estaria articulando com os demais   acionistas do Pátio Higienópolis seu desembarque no capital da empresa. O ingresso se daria com a compra de   participações minoritárias junto ao grupo de investidores. Seria apenas um golpe preparatório o mata-leão e o posterior   nocaute. O objetivo desta articulação seria forçar a Brookfield a sair do negócio e vender suas ações à JHSF.   Para todos os efeitos, a Brookfield caiu em desgraça junto aos demais acionistas pelos problemas administrativos   enfrentados nos últimos meses. A Prefeitura de São Paulo ameaça cassar a licença de funcionamento do Pátio   Higienópolis caso o shopping não regularize seu estacionamento, que tem um número de vagas inferior ao exigido pelo   Poder Municipal. A responsabilidade foi para as costas da Brookfield. Isso até poderia explicar seu afastamento da  condição de operadora do shopping, mas não justificaria a eventual gana dos acionistas em tirá-la de vez do   empreendimento. Neste ponto, entram em cena os cifrões. A JHSF estaria oferecendo mundos e fundos para destronar a   Brookfield do capital.


Fronteira elétrica
RR 25.07.2012 - O novo governo paraguaio ainda vai dar muita dor de cabeça ao Brasil. Sem qualquer negociação prévia, o diretor paraguaio de Itaipu, Franklin Romañach, fez chegar a Edison Lobão a reivindicação de aumento gradativo do fornecimento de energia ao país vizinho. A fatia de 10% duplicaria até 2015. O governo brasileiro não quer e nem pode abrir mão dessa energia, sob pena de desequilíbrio entre a oferta e a demanda no país.


Infraestrutura
RR 25.07.2012 - O ING Bank prepara uma investida que soará como música aos ouvidos de Dilma Rousseff. Os holandeses vão entrar firme no financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil. O banco teria reservado cerca de US$ 3 bilhões para o país. Consultado, o ING não se pronunciou até o fechamento da edição.

Soros mais longe
RR 25.07.2012 - Está entrando água na associação entre a Foxx Holding e um fundo de investimento comandado por George Soros. Trata-se de mais uma má notícia para a Haztec. A empresa negocia a venda de parte do capital para a Foxx motivada justamente pela possibilidade de contar com o oxigênio financeiro de Soros. Sem o megainvestidor, a operação não fará tanto sentido.


Telefônica Brasil emitirá até R$ 2 bilhões em debêntures
Brasil Econômico 25.07.2012 - Conselho de Administração aprovou operação, mas termos e condições ainda não foram divulgados.
O Conselho de Administração da Telefônica Brasil autorizou a emissão de até R$ 2 bilhões em debêntures, em reunião realizada nesta terça-feira (24/7).
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o prazo máximo dos papéis será de até sete anos e os ativos terão garantia firme de colocação.
Os termos e condições da emissão ainda não foram divulgados.


Scopus, do Bradesco, eleva receita em 28% no semestre
Valor 25.07.2012 - A Scopus, empresa de tecnologia da informação (TI) controlada pelo Bradesco, teve um aumento de 28% na receita no primeiro semestre. O faturamento chegou a R$ 358 milhões, sendo R$ 184 milhões no primeiro trimestre.
Para o segundo semestre, a expectativa da companhia é obter, pelo menos, um valor idêntico em vendas. A companhia não divulga dados referentes ao lucro. "Nossa margem está na média do mercado de TI, que varia entre 5% e 10%", disse ao Valor Marcelo Frontini, diretor-geral da companhia, durante encontro com jornalistas, ontem, em São Paulo.
De acordo com Mauro Cremm de Oliveira, superintendente comercial da Scopus, a área de telecomunicações teve a maior evolução em termos de receita no período: 165%. Os serviços de suporte e assistência técnica tiveram alta de 28%. A Scopus tem 60 clientes além do Bradesco. O banco é responsável por metade da receita total da companhia.
A Scopus divide suas operações em duas unidades: serviços e soluções. A prestação de serviços como suporte técnico para outros fabricantes e o gerenciamento de estruturas de TI de empresas é responsável por 70% da receita. O restante dos negócios vem de uma unidade chamada de soluções, que envolve o desenvolvimento de sistemas e projetos feitos sob medida para os clientes. De acordo com Frontini, o objetivo é dar à Scopus um perfil mais parecido com o de um integrador, com vendas mais consultivas. A expectativa é que até o fim do ano a área de soluções represente 40% da receita total.

BNDES
RR 25.07.2012 - Após desencavar a montagem de dois grandes laboratórios farmacêuticos nacionais, o alvo do BNDES é financiar a criação de um conglomerado verde-amarelo na área de TI.


Anatel manda às favas o risco Brasil
RR 25.07.2012 - A decisão da Anatel de suspender a venda de novos aparelhos da TIM, Oi e Claro dividiu o governo, inclusive o Palácio   do Planalto. A própria Dilma Rousseff, cujas ideias são um monólito, já pensou de forma diferente sobre o mesmo   assunto. Afinal, é atestado de inteligência mudar de ideia quando os fatos se descortinam contrariamente à primeira   impressão. Em um momento de crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, quando o Brasil precisa de novos   investimentos e de se creditar junto aos parceiros internacionais, a chamada "Operação Palmada" pode ter sequelas bem   mais graves do que a interpretação de uma reprimenda pontual da área regulatória junto às teles.   Segundo o pensamento de algumas autoridades, a impressão que fica é a de que o governo vai lançar mão da vara de   marmelo toda a vez que precisar fazer os investimentos andarem. A percepção é de que a medida vai valer para todos os   setores. Não se trata de deixar as operadoras fazerem o que bem entendem, mas encontrar um ponto ótimo de cobrança e   punição que não crie um potencial risco sistêmico. Já pensou se, daqui para a frente, não somente as teles, mas outras   empresas transnacionais se perguntarem quem será a próxima a levar palmada?


Anatel cobra da TIM detalhes sobre demanda na Copa do Mundo
Reuters 25.07.2012 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer que a TIM Participações faça mudanças no plano de investimentos apresentado à autarquia, dando mais ênfase à melhora do serviço de call center e à projeção de demanda de novos clientes para os próximos anos, disse a jornalistas nesta terça-feira o superintendente do órgão regulador, Bruno Ramos.
De acordo com o superintendente, 80 por cento do plano apresentado pela empresa é focado em melhorias na rede e faltavam mais detalhes sobre as estimativas da base de clientes e do tráfego de dados nos próximos anos, com dados específicos sobre projeção de tráfego e usuários nos eventos esportivos da Copa do Mundo e Copa das Confederações.
"Queremos saber quantos usuários novos vão entrar na base, qual vai ser o tráfego de voz e dados já que nos próximos dois anos. Queremos saber a expectativa disso nos próximos dois anos porque vamos ter a Copa das Confederações em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014, quando haverá pico de tráfego", afirmou o superintendente à jornalistas após reunião com executivos da TIM.
Segundo ele, esse ponto não estava claro nos planos da Oi e da Claro, que também sofrerão proibição de vendas e ativação de chips por conta da pouca qualidade de serviço oferecido.
O superintendente evitou se comprometer com o prazo estipulado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de 15 dias para as empresas de telefonia celular retomarem a normalidade de venda e ativação de serviço.
"A Anatel trabalha de acordo com os planos apresentados e ver se vai atender. Temos que aguardar todas as empresas darem os detalhes", afirmou Ramos.
Mais cedo a TIM informou em nota distribuída a jornalistas na Anatel que dobrou para 451 milhões de reais a fatia do seu orçamento destinada para melhoria de qualidade. Os recursos, que seriam aplicados até 2014, vão ser injetados já em 2012, por meio de realocação dos investimentos previstos pelo grupo.
O montante faz parte dos planos de investimentos de 3,5 bilhões de reais para este ano e de 9,5 bilhões de reais até 2014.
O superintendente afirmou ainda que as empresas estão colaborando com a sanção imposta e que os casos de vendas de chip são pontuais. "Vamos verificar os problemas e vamos atuar. Mas as empresas estão colaborando e atendendo às determinações de forma correta", sustentou.
Ele disse ainda que a agência reguladora está preocupada com a retomada das vendas das empresas. "As empresas precisam se adaptar ao padrão de qualidade exigido."


Entre conflitos sociais, Humala reforça apoio a mina de Conga
Brasil Econômico 25.07.2012 - Comandados por Humala, novos ministros terão que focar em projetos relacionados à desenvolvimento sustentável, que visem a geração de empregos.
Os protestos na mina de Conga, que causaram a morte de pelo menos 17 pessoas, foram determinantes para que Humala se sentisse pressionado para aprovar uma reformulação.
A poucos dias de completar um ano de sua gestão, o presidente do Peru, Ollanta Humala reorganizou seu Gabinete pela terceira vez, após ter recebido a renúncia de todos os ministros que formavam a cúpula de governo.
Os conflitos sociais em função dos avanços descoordenados do setor de mineração são os principais fatores que desencadearam a saída do chefe do gabinete, o primeiro ministro Oscar Valdés Dancuart.
De acordo com Mario Gaspar Sacchi, professor de relações internacionais da ESPM, os protestos na mina de Conga, um projeto da mineradora americana Newmont, que causaram a morte de pelo menos 17 pessoas foram determinantes para que Humala se sentisse pressionado para aprovar uma reformulação.
"As preocupações com o meio ambiente e a ausência de benefícios à população através do projeto revoltaram os populares, que passaram a cogitar a saída de Valdés".
Segundo o especialista, os opositores do projeto, que é apoiado por Humala, protestam porque a atividade estaria explorando o meio ambiente incorretamente sem dar nenhum beneficio econômico. Humala reforçou o apoio, afirmando que a mina proporciona uma arrecadação tributária significativa, além da criação de empregos.
Em resposta aos protestos, além de Valdés, pediram renúncia Alberto Tejada, ministro da Saúde; Patrícia Salas, ministra da Educação; José Urquizo, ministro da Defesa; Daniel Calle, ministro do Interior; e Ana Jara, ministra da Mulher e Populações Vulneráveis.
Sacchi considera que a saída de Valdés aconteceu porque a responsabilidade dos erros sempre foi atribuída ao ex-primeiro ministro.
"Valdés era constantemente criticado pela maneira de conduzir os conflitos sociais. Obviamente se cansou da omissão de Humala", explica Sacchi.
Com a renovação dos nomes dos ministros, sendo a nomeação de Juan Jimenez como primeiro-ministro a mais importante delas, Humala pretende solucionar os problemas sociais, visando estabelecer uma melhor aprovação popular da sua gestão.
Além disso, os novos ministros terão que focar em projetos relacionados à desenvolvimento sustentável e responsabilidade social, que visem a geração de empregos.
"Com esses assassinatos e essa questão da mina de Conga a popularidade de Humala caiu abaixo dos 40%. Esse resultado é catastrófico se considerarmos que ela está a menos de um ano a frente do Peru", finaliza.


GPC fornecerá resinas à Duratex por oito anos
Brasil Econômico 25.07.2012 - O contrato com a Duratex é de oito anos, podendo ser renovado por mais oito anos.
O contrato prevê a instalação, em até 12 meses, de uma nova planta da GPC Química para a produção de formol e de resinas termofixas, com investimentos de R$ 45 milhões.
A GPC Química firmou contrato para o fornecimento de resinas à Duratex, produtora de painéis de madeira industrializada, por oito anos, podendo ser renovado por mais oito anos.
O contrato prevê a instalação, em até 12 meses, de uma nova planta da GPC Química para a produção de formol e de resinas termofixas, em Itapetininga, interior de São Paulo.
A nova planta terá investimentos totais previstos de R$ 45 milhões no decorrer destes oito ano, com produção anual de até 86,8 mil toneladas de formol e 110 mil toneladas de resinas. Com este contrato, a participação da GPC Química no mercado de resinas para painéis de madeira aumenta de 25% para 30% em 2014. A expectativa de elevação da comercialização desses produtos em 2014 é de 75%, contra os volumes vendidos no ano passado.


Roger Agnelli entra no ramo de fertilizantes
Brasil Econômico 25.07.2012 - O ex-presidente da Vale terá dois parceiros no negócio: a companhia Sertrading e Mário Barbosa, ex-presidente da Bunge Fertilizantes.
Pouco tempo depois do impactante lançamento da B&A Mineração e do anúncio de seu plano bilionário de investimento em parceria com BTG Pactual, Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, prepara para nova empreitada: a criação de uma trading voltada principalmente para importação de fertilizantes e exportação de alimentos.
Dessa vez, Agnelli terá dois parceiros no negócio: a companhia Sertrading, uma das maiores do Brasil na área de comércio exterior, e o ex-presidente da Bunge Fertilizantes, Mário Barbosa.
A relação de Agnelli com a Sertrading não é recente. Foi na sede da empresa que ele se alojou para organizar a holding de seus negócios, a AGN. Que, vale lembrar, conta entre seus acionistas com Alfredo de Goye, um dos sócios da própria Sertrading.


CCR é vista como seguro contra a crise e a inflação
Valor 25.07.2012 - O desempenho do papel da concessionária de rodovias CCR tem enchido os olhos de investidores neste ano. A ação ordinária (com direito a voto) da companhia figura entre os "top 10" do Índice Bovespa - o principal referencial da bolsa brasileira - em 2012, na oitava colocação, com valorização de 37,84% até o dia 23 de julho. Em 12 meses, a CCR acumula alta de 53,53%. Mas justamente essa performance exuberante tem dividido os analistas em relação ao potencial de ganhos com o ativo.
A Planner Prosper considera o papel esticado. Segundo o analista Brian Tadeu Moretti, a empresa vem sendo negociada a um múltiplo corrente EV/Ebitda, relação entre valor da empresa e a capacidade de geração de caixa, que indica o prazo de retorno do investimento, de 10,2 vezes para 2012, com um prêmio de 36% sobre os pares nacionais. A corretora recomenda a ação como neutra e estima um preço-justo de R$ 16,53, sem "upside" (potencial de valorização) em relação à cotação de 23 de julho.
O sócio-diretor da gestora de recursos STK Capital, Pedro Quaresma, tem uma visão diferente em relação às perspectivas da ação. O especialista aponta o baixo risco do setor, pouco afetado pela crise externa, a previsibilidade dos resultados, a possibilidade de retornos atrativos com contratos aditivos (investimentos em infraestrutura não previstos) e a chance de a companhia arrematar concessões de aeroportos como fatores para manter um cenário otimista para o papel. "Há a perspectiva de a CCR enfrentar um ambiente menos competitivo em uma nova rodada de licitações de aeroportos, caso os vencedores da primeira sejam impedidos de participar desse segundo ciclo", diz. As receitas protegidas contra a inflação - as tarifas de pedágios são reajustadas periodicamente pelo IPCA ou IGP-M - tornam a ação ainda mais atrativa em um cenário de queda dos juros. "Podemos comparar a ação com o NTN-B [título do Tesouro indexado ao IPCA]. É como comprar um NTN-B mas com o principal crescendo", afirma Quaresma.
Apesar das divergências em termos de potencial de valorização, há um consenso no mercado em relação ao aspecto defensivo do papel. A previsibilidade de resultados, a forte geração de caixa, a distribuição de dividendos consolidada e a proteção contra inflação são citados para explicar o desempenho da ação.
O banco inglês Barclays destaca o sólido incremento do Ebitda, que subiu 17,9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2011, a manutenção da política de dividendos, com "payout" (parcela distribuída) de 89% no ano passado, e um movimento de desalavancagem, com redução do múltiplo dívida líquida/Ebitda de 2,5 vezes no quarto trimestre para 1,9 vezes, nos primeiros três meses de 2012. Para os analistas Daniel Spilberg e Felipe Vinagre, que assinam o relatório, a companhia consegue "diminuir o Capex (investimento previsto) sem comprometer metas de qualidade, devido a ganhos em eficiência".
Com um reforço de R$ 1,2 bilhão de retenção de lucro, segundo o Barclays, a CCR se posiciona como forte candidata nas licitações de rodovias e aeroportos, que devem ocorrer entre o fim de 2012 e 2013. Aditivos aos contratos atuais que podem alcançar mais de R$ 2 bilhões em investimentos também devem beneficiar a empresa com contrapartidas como ampliação de prazos de concessões e aumento da remuneração pelos novos ativos.


Sem licença, Shopping Frei Caneca será fechado na quinta-feira
Estadão 25.07.2012 - Shopping tem dívida de R$ 17 mi em impostos municipais; após reforma em 2010, empreendimento não conseguiu renovar alvará. Só neste ano, multas já chegam a R$ 663 mil. A Prefeitura de São Paulo afirmou que vai fechar na próxima quinta-feira, 26, por tempo indefinido, o Shopping Frei Caneca, na Bela Vista, região central. Segundo a administração municipal, ele está aberto sem alvará de funcionamento, que não pôde ser emitido por causa de uma dívida de R$ 17 milhões em impostos municipais. O Frei Caneca foi um dos 22 shoppings classificados como irregulares pela Prefeitura após blitz feita desde o início de junho.
Inaugurado em 2001, o Frei Caneca funcionou durante anos com todas as licenças necessárias. Mas após uma reforma concluída em 2010, o shopping não conseguiu renovar sua licença de funcionamento por causa das dívidas tributárias com o município. A Prefeitura, porém, só iniciou o processo de interdição do empreendimento após ser revelado um escândalo de pagamento de propinas por shoppings a agentes públicos, apurado pelo Ministério Público Estadual.
Segundo a Subprefeitura da Sé, a fiscalização no Frei Caneca aconteceu em 2 de julho, data em que o shopping foi intimado a regularizar sua documentação. Ele já recebeu em 2012 multas que, somadas, chegam a R$ 663 mil. A administração informou que o empreendimento não apresentou a documentação no prazo e será intimado a encerrar suas atividades.
Justiça. Procurado pelo Estado, o shopping informou que não recebeu nenhuma notificação oficial por parte da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Quanto aos débitos mencionados, os mesmos estão sub judice. O Shopping informou, ainda, que possui licença para funcionar e que até o momento está trabalhando dentro das conformidades.
O empreendimento havia recorrido à Justiça na semana passada para impedir seu fechamento. Em um mandado de segurança impetrado na 7.ª Vara da Fazenda Pública, o centro comercial alegou que houve omissão administrativa por parte da Prefeitura, que recebeu em 2010 o pedido de licença de funcionamento.
O juiz Evandro Carlos de Oliveira, porém, negou o pedido de liminar para manter o shopping aberto e afirmou que o Frei Caneca permaneceu "inerte" durante esse período. Ele afirmou que a legislação municipal exige a anuência da Prefeitura para o funcionamento de atividades não residenciais e que a conduta da subprefeitura é lícita. Segundo Oliveira, não há certeza sequer sobre a área que o empreendimento ocupa, já que a licença de funcionamento original, o Habite-se e o novo pedido de alvará mencionam áreas diferentes, que variam entre 63,5 mil e 72,6 mil metros quadrados.
Só 19 shoppings estão regulares.
Balanço divulgado pela Prefeitura na semana passada mostrou que, dos 47 shopping centers da capital, apenas 19 têm a documentação em dia. Vinte e dois estão irregulares e já acumulam R$ 15 milhões em multas desde janeiro - o Frei Caneca está entre eles. Outros seis, também irregulares, apoiam-se em liminares judiciais para fugir da fiscalização.

Lucro líquido da Telefônica tem queda de 5,6%
Exame 25.07.2012 - Subsidiária brasileira, que opera com o nome Vivo, teve lucro líquido de R$ 1,085 bilhão no segundo trimestre de 2012. A Telefônica Brasil (Vivo) registrou lucro líquido de R$ 1,085 bilhão no segundo trimestre de 2012, queda de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,092 bilhões, alta de 1,0% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ficou em 37,5%, aumento de 0,4 pontos porcentuais. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 2,042 bilhões, o que representa uma queda de 10,4% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 5,940 bilhões, crescimento de 0,6%, e a margem Ebitda recuou 0,4 pontos porcentuais, para 35,9%. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 8,243 bilhões de abril a junho deste ano, 0,2% menor que a verificada em igual intervalo de 2011. No primeiro semestre, a receita alcançou R$ 16,557 bilhões, alta de 1,7%. No segundo trimestre, as despesas financeiras líquidas aumentaram R$ 33,0 milhões ante o mesmo período do ano passado, em decorrência do menor volume de aplicações financeiras e de sua menor remuneração, em função da queda nas taxas de juros. O resultado financeiro líquido do segundo trimestre foi negativo em R$ 66,4 milhões, 98,8% superior aos R$ 33,4 milhões também negativos de igual intervalo de 2011.


Justiça vai notificar TAM e Gol por suposta venda casada
Exame 25.07.2012 - As companhias estariam induzindo o consumidor a adquirir seguro juntamente com a passagem aérea. Aviões da Gol e da TAM: se comprovada a infração, as empresas podem ser multadas em até R$ 6,2 milhões. A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, instaurou processo administrativo contra a TAM e a Gol para apurar possíveis irregularidades na venda de passagens. As companhias estariam induzindo o consumidor a adquirir seguro juntamente com a passagem aérea, o que configura venda casada. Se comprovada a infração, as empresas podem ser multadas em até R$ 6,2 milhões. No processo de compra de passagens pelo site das empresas, a opção pela compra do seguro já vem selecionada. Para não adquiri-lo, o consumidor precisa desmarcar a opção, mas muitos acabam comprando o serviço sem perceber. Depois de receber e examinar documentos e denúncias de clientes e ouvir as empresas, o departamento concluiu que há indícios de infração dos direitos do consumidor e prática comercial abusiva no fornecimento de serviços. TAM e Gol terão direito de apresentar sua defesa em até dez dias após o recebimento da notificação.


Rodobens cria Rodobens Urbanismo
Exame 25.07.2012 - Controlada será voltada a loteamentos urbanos e já começa com estoque de 2 milhões de metros quadrados. Casas Rodobens, no interior de São Paulo: A região que será da Rodobens Urbanismo integrava o banco de terrenos para construção de empreendimentos residenciais. A incorporadora e construtora Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) criou a Rodobens Urbanismo, empresa que focará no desenvolvimento de áreas destinadas a loteamentos urbanos. Ela será 100% controlada pela RNI. A nova companhia terá, a princípio, um estoque de 2 milhões de metros quadrados, divididos em oito áreas. A região inicialmente integrava o banco de terrenos voltados à construção de empreendimentos residenciais. “A RNI entendeu que poderia maximizar o retorno aos seus acionistas explorando-as através de loteamentos urbanos.”, diz a empresa, em nota.
Segundo comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão surgiu após a análise de oportunidades em cidades onde a companhia já atua, além na possibilidade de gerar uma carteira de negócios de longo prazo – que pode ajudar no fluxo de caixa da RNI de forma mais perene. “A RNI poderá, através da Rodobens Urbanismo, maximizar o retorno de terrenos já de sua propriedade, como também potencializar os negócios.”, diz a companhia.


Lucro da Anhanguera Educacional cresce 33,5% no 1º tri
Exame 25.07.2012 - A receita líquida da empresa avançou 36,7% de janeiro a março na comparação anual. Um dos destaques da companhia foi a geração de caixa após investimentos, que registrou crescimento de 229,4% ano a ano, para 49,8 milhões de reais. A Anhanguera Educacional viu seu lucro saltar 33,5 por cento no primeiro trimestre sobre um ano antes, para 62 milhões de reais, informou a companhia nesta segunda-feira.
A receita líquida da empresa avançou 36,7 por cento de janeiro a março na comparação anual, para 417,7 milhões de reais.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 20 por cento, somando 109,4 milhões de reais no primeiro trimestre.
Um dos destaques da companhia foi a geração de caixa após investimentos, que registrou crescimento de 229,4 por cento ano a ano, para 49,8 milhões de reais. "A Anhanguera Educacional inicia o ano de 2012 focada na continuidade da melhoria dos fundamentos de seu modelo de negócios, com destaque para mais um bem sucedido processo de vestibular — que a levou a superar a marca de 444 mil alunos matriculados — bem como para a geração de caixa após investimentos, visando a redução do endividamento da companhia", disse a empresa em comunicado.


Brasileiro vai controlar venda global da Stora Enso
Valor 25.07.2012 - Nicolini será responsável pelas vendas da celulose do grupo em todo mundo.
Depois de fixar no Brasil o comando do seu negócio global de Biomateriais, a Stora Enso, segunda maior produtora de papel do planeta, escolheu um brasileiro para ocupar a vice-presidência de Marketing e Vendas de celulose. A partir do escritório da companhia sueco-finlandesa na capital paulista, caberá a Alexandre Nicolini a comercialização de quase 3 milhões de toneladas de fibra longa, fibra curta, celulose solúvel e "fluff", produzidas em três fábricas na Europa e em outras duas unidades que estão em construção no Uruguai e na China.
Com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2013, a fábrica na localidade uruguaia de Montes Del Plata - uma joint venture com a chilena Arauco - adicionará 650 mil toneladas de fibra curta ao portfólio da companhia. Hoje, há cartas de intenção de compra em volume superior à produção. Com o início da operação da unidade, a Stora vai se posicionar no grupo das cinco maiores produtoras mundiais de celulose de mercado (produzida com vistas à venda a terceiros), atrás de gigantes como a brasileira Fibria.
Ao fim de 2014, mais 450 mil toneladas de celulose de eucalipto, que serão produzidas em nova fábrica de embalagens na China, também estarão disponíveis para comercialização. "A Stora Enso está em um momento de renovação. Embora seja reconhecida mundialmente como produtora de papel, está entrando na disputa pelo mercado mundial de celulose e quer ser relevante", afirmou ao Valor Nicolini, com 20 anos de experiência nessa indústria.
De acordo com o executivo, a Stora Enso pretende direcionar a "nova" celulose para todos os mercados. Contudo, Europa e China, principais compradores mundiais da matéria-prima com, respectivamente, 35% e 23% do consumo global, receberão os maiores volumes. A América Latina também está nos planos da sueco-finlandesa, que fechou neste mês sua primeira venda de celulose a um cliente brasileiro. O nome do comprador da fibra longa, produzida em uma das unidades finlandesas, não foi revelado.
A contratação de Nicolini, que passou os últimos quatro meses correndo o mundo para se apresentar a clientes e potenciais compradores da celulose da Stora Enso, coroa a reorganização implementada em janeiro, ao menos no que tange à área de Biomateriais. À época, com o objetivo de avançar nos negócios de celulose, foi constituída essa nova divisão. Sob a unidade, foram reunidas todas as fábricas de celulose da companhia, incluindo a Veracel, joint venture com a Fibria, que está instalada no sul da Bahia.
Conforme Nicolini, toda a celulose que cabe à Stora Enso na fábrica brasileira é usada de maneira integrada, para produção de papéis e embalagens em outras unidades. "Não há planos de passar a vender essa matéria-prima", ressaltou. A partir da implantação da segunda linha na Veracel - uma intenção já anunciada pelas sócias -, contudo, a Stora Enso passaria a comercializar no mercado internacional também celulose com origem brasileira.
A licença ambiental para o projeto de expansão foi emitida recentemente. Se saísse do papel neste momento, o projeto demandaria investimentos industriais de cerca de US$ 2 bilhões, considerando-se uma linha com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas por ano. Até agora, contudo, o plantio das florestas que alimentarão a nova linha não foi iniciado, uma vez que não há definição quanto ao cronograma do empreendimento.
Segundo o vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, Otávio Pontes, a expansão não deve sair antes de 2017 ou 2018. "Toda nova capacidade depende do mercado e o custo do investimento subiu no mundo todo, especialmente os relacionados ao aço", explicou. Até lá, há ainda inúmeros projetos de expansão ou de construção de novas fábricas de celulose, sobretudo no Brasil, que devem levar a um aumento significativo na oferta mundial da fibra.
Somente entre 2012 e 2014, devem chegar ao mercado 4,5 milhões de toneladas adicionais de celulose de fibra curta. "Não vemos um mercado ruim em 2013. Ao mesmo tempo em que há oferta adicional, também há fechamento de capacidades poluentes ou de alto custo", ressaltou Nicolini. Além disso, o mercado de celulose, que hoje é de 55 milhões de toneladas por ano considerando-se todos os tipos de fibra, tem crescido entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas a cada ano. "Nesse ritmo, o mercado tem capacidade de absorver a nova oferta, especialmente após 2015", acrescentou.


BNDES e sócios privados fazem aporte de R$ 35 milhões na Recepta Biopharma
Valor 25.07.2012 - Conforme Passos, do BNDESPar, e Palmeira, do BNDES, acreditam que projeto da empresa biotecnologia é inovador.
Há alguns anos o empresário José Fernando Perez cochichou ao ouvido de Pedro Palmeira, chefe do departamento da área farmacêutica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estava criando uma empresa de biotecnologia, a Recepta Biopharma. Perez fez a revelação em seminário nos quais ambos eram painelistas em Ribeirão Preto (SP). O tempo passou, as discussões evoluíram e agora o BNDES, via BNDESPar, está comprando 16% do capital da Recepta, primeira empresa brasileira a conduzir testes clínicos em pacientes com tumor de ovário com uma droga em desenvolvimento, o anticorpo monoclonal RebmAb100.
No total, a BNDESPar e dois sócios privados da Recepta - os empresários Emílio Odebrecht e Jovelino Mineiro - vão aportar R$ 35 milhões na empresa para desenvolver a segunda fase de testes do RebmAb100 e de um segundo anticorpo monoclonal, o RebmAb200, disse Pedro dos Passos, da área de capital empreendedor da BNDESPar. Os medicamentos da Recepta podem ser testados no tratamento de vários tipos de câncer, incluindo tumores de ovário, mama, cólon e reto, pulmão e pâncreas.
Com o aporte, os demais sócios da Recepta devem ter sua participação diluída. São eles o Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, hoje 35%, o próprio José Fernando Perez, fundador e presidente da empresa, que tem 14%; e José Barbosa Mello, vice-presidente da Recepta. Emílio Odebrecht e Jovelino Mineiro participam por meio das empresas EAO e OPP, respectivamente, mas entraram na Recepta como "investidores-anjo", pessoas-física mais dispostas a correr riscos.
Criada em 2006, a Recepta tem equipe de 35 pesquisadores que trabalham em instituições parceiras como o Instituto Butantan, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O apoio do BNDES à Recepta se insere em objetivo maior que é o de ajudar a construir uma indústria de biotecnologia no Brasil. Essa indústria poderia ter uma estrutura formada por empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento (P&D), como é o caso da Recepta, que se vinculariam, via parcerias, com outras farmacêuticas nacionais focadas na produção e na distribuição.
"Essa é uma rota possível e desejável", disse José Fernando Perez. Um caminho para a Recepta poderá ser a formação de parceria com um dos consórcios de empresas criados para desenvolver e produzir biofármacos no Brasil: a Orygem Biotecnologia e a Bionovis. "Vejo com otimismo a criação desses grupos", disse Perez. O BNDES tem uma visão estratégica: "Através dessa indústria de biotecnologia no Brasil, estaremos dando um passo significativo para a redução da vulnerabilidade do SUS [Sistema Único de Saúde], que é a dependência total das importações no abastecimento de produtos biotecnológicos", disse Pedro Palmeira, chefe do Departamento de Produtos Intermediários, Químicos e Farmacêuticos (Defarma) do BNDES.
Segundo ele, a Recepta é emblemática pois é o primeiro caso de empresa de biofármacos no Brasil com a pretensão de desenvolver um produto inovador. A empresa aposta em produtos novos, mas uma forma dos grandes laboratórios entrarem no setor é produzir medicamentos cujas patentes de anticorpos monoclonais vão vencer em 2016-2017. É uma oportunidade para fazer cópias ou biossimilares.
Os anticorpos monoclonais têm maior precisão e eficácia para tratar tumores e conseguem reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais, como a quimoterapia. Graças a essa característica passaram a também ser chamados como "bala de prata" porque atacam com mais precisão a causa da doença.
É como se fosse um mecanismo de chave e fechadura. Foi o Herceptim, da Roche, aplicado ao câncer de mama, que deu visibilidade ao anticorpo monoclonal. No caso da Recepta, a expectativa é ter o RebmAb100 pronto para entrar na fase três de testes, com uma amostra maior de pacientes, em três anos, quando o produto poderia começar a ser comercializado.
"É um produto que pode ser um novo blockbuster [sucesso] global para o tratamento de câncer de ovário no mercado mundial", disse Palmeira. Perez disse que os resultados obtidos nos testes clínicos do RebmAb100 fizeram com que o Federal Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o setor de medicamentos, atribuísse ao medicamento da Recepta a designação de droga orfã para o tratamento de câncer de ovário. Pelos critérios americanos, o conceito se aplica a doenças que atingem menos de 20 mil pessoas. São doenças para as quais não há alternativas de tratamento.


Após perda, Eton Park deixa o Brasil
Valor 25.07.2012 - Depois de se envolver em negócios malsucedidos, a gestora de recursos Eton Park resolveu desmontar seus investimentos no Brasil e em outros mercados emergentes, apurou o Valor.
Fundada em 2004 por Eric Mindich, a companhia nova-iorquina já vinha reduzindo sua exposição à América Latina e a outros emergentes por atribuir a esses mercados parte das perdas que teve no ano passado. Porém, apostas equivocadas na empresa de energia argentina YPF e na Redecard aceleraram o processo.
Num desses episódios, a Eton Park teria comprado no mercado mais de R$ 500 milhões em ações da Redecard, apostando que o Itaú aumentaria sua oferta para recomprar os papéis da empresa de cartões - o que não aconteceu, apesar da pressão de acionistas minoritários. Segundo fonte a par do assunto, a gestora teria inclusive pago pelos papéis um valor superior aos R$ 35 por ação propostos pelo Itaú por avaliar que conseguiria vendê-las ao banco a um preço maior.
Antes disso, no fim do primeiro trimestre, a Eton Park comprou 2,17 milhões de ADRs da YPF, dias antes de a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciar a estatização da companhia, cujo controle pertencia à Repsol.
Segundo documentos disponíveis na Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos), a gestora elevou sua participação na YPF de 9,78 milhões de ADRs para 11,95 milhões entre dezembro e o fim de março.
O tombo não foi pequeno. O investimento na petroleira valia US$ 339 milhões em março, segundo o documento entregue à SEC. Se considerada a cotação dos ADRs no fechamento de ontem na Bolsa de Nova York, o valor havia recuado para US$ 144,6 milhões.
O caso foi ainda mais marcante porque, ao mesmo tempo em que a Eton aumentou sua exposição à YPF, o megainvestidor George Soros vendeu toda a sua participação na empresa argentina.
Questionado pelo Valor sobre a decisão de encerrar seu fundo para mercados emergentes, um porta-voz da Eton Park não quis comentar o assunto.
Além dos infortúnios nos mercados emergentes, a Eton Park começou a enfrentar a insatisfação de seus investidores diante da regra que os obrigava a pagar um "pedágio" se decidissem sair do fundo antes de determinado período de carência. Depois de perder quase US$ 2 bilhões em ativos sob gestão, a gestora estaria começando a aliviar essa regra, de acordo com o noticiário AR, especializado em fundos de hedge.
A Eton Park Capital Management tem US$ 12 bilhões em ativos administrados. Mindich, o fundador da gestora, construiu sua reputação após uma rápida ascensão no Goldman Sachs.
No Brasil, ao longo dos últimos anos, a Eton investiu em ativos como a GP, a operadora de call center Contax e as empresas de energia renovável Ersa e CPFL Renováveis.
A Contax informou, em junho, que a Eton Park zerou a participação que tinha na empresa, equivalente a 2,5% do capital.
Na CPFL Renováveis, a gestora detém uma fatia de 9,24% e a expectativa é que venda o ativo na oferta inicial de ações da empresa de energia. A companhia pretende captar R$ 1,5 bilhão - incluindo recursos para o caixa e venda das participações de acionistas - e só não foi à bolsa ainda porque as condições do mercado estão ruins.


Vila teme impacto da obra e expulsa pesquisadores
Valor 25.07.2012 - A vila de Pimental, comunidade de ribeirinhos onde vivem 760 pessoas, tornou-se símbolo de resistência local ao projeto de erguer usinas no Tapajós. Os primeiros a sentir na pele a contrariedade da população foram os pesquisadores de empresas de licenciamento ambiental contratadas pela Eletronorte, braço do grupo Eletrobras.
Numa recente visita à região, um grupo de pesquisadores tentou entrar na vila. Sem ter feito nenhum tipo de contato prévio, passaram a fazer perguntas aos moradores e a circular pela comunidade. Em pouco tempo, um grupo de ribeirinhos se organizou e impediu a passagem dos pesquisadores. Não chegou a haver confusão, mas todos acabaram expulsos do local.
Com o apoio de representantes do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), o Valor conseguiu entrar em Pimental conversar com alguns moradores, entre eles José Odair Pereira, liderança da vila. "Essas pessoas chegam na comunidade e só fazem perguntas. Queremos saber o que pode acontecer com a nossa vida e nossas casas, mas eles não explicam nada pra ninguém. Então a gente decidiu proibir", diz Pereira. "A Eletronorte veio aqui e disse que tinha autorização do presidente para entrar. Não é assim. Aqui não tem prefeito, vereador, governador ou presidente. Aqui é nossa casa, quem manda somos nós."
Para controlar o acesso, Pimental passou a determinar que a entrada de pessoas estranhas só pode ocorrer com autorização. "Estamos preocupados com nosso povo, com o rio e com o peixe", diz Pereira. "De janeiro para cá, isso aqui virou um inferno, com gente de fora chegando e querendo entrar."
Há pouco mais de um ano, conta o chefe da comunidade, dois helicópteros pousaram no campinho de futebol da vila. "Tinha estrangeiro no meio deles, acho que eram chineses. Alguns falavam português. Disseram que vinham por causa da usina. Fizeram demarcações nas ruas e foram embora. O povo arrancou tudo."
Numa das casas de taipa de Pimental, vive a matriarca da vila, Maria Bibiana da Silva, conhecida como "vó Gabriela", de 104 anos de idade. Crescida nas margens do Tapajós, vó Gabriela chegou ao local em 1917. Lúcida, apenas com dificuldade para caminhar, ela diz que não quer a barragem. "Tenho vontade de morrer é aqui. Se me tirarem daqui, vão me colocar onde? Querem tirar o sossego da gente", diz ela. "Cheguei nesse lugar com nove anos e me criei aqui. Fico triste com essa história da barragem, mas tenho fé que não vão fazer. Seu ainda fosse boa das minhas pernas, aguentava um bocado e ia brigar com eles para não fazer."
Na semana em que o Valor esteve na vila, corria a notícia de que os pesquisadores voltariam em breve à comunidade. O líder de Pimental, José Odair Pereira, disse que tinha ouvido algo sobre assunto, mas não confirmou a liberação para a entrada dos técnicos. "Quem está no escritório, tranquilo, com ar-condicionado, não sabe o que estamos passando aqui, quando falam que vão erguer essa barragem e inundar as nossas casas."
A tensão verificada em Pimental se espalha por outras comunidades ribeirinhas e chega até Itaituba. O governo garante que os projetos serão realizados da maneira mais técnica e cuidadosa possível. Não é o que pensa a comunidade de São Luiz do Tapajós, onde vivem cerca de 1,5 mil pessoas, numa área muito próxima do local onde se prevê a construção da barragem de São Luiz.
Para levantar as informações sobre o impacto ambiental da hidrelétrica, empresas contratadas pela Eletrobras têm recorrido à experiência da população da vila para entrar na floresta e percorrer os rios. O Valor conversou com alguns "mateiros", como são chamados esses guias. Cada um recebe R$ 35 para ficar rodando o dia inteiro pela mata com os pesquisadores. Não há qualquer tipo de formalização ou contrato de serviço. Também não existe nenhum tipo de seguro, assistência médica ou mesmo roupa e sapatos adequados. O pagamento é feito no dia, em dinheiro.
"É um contrato de boca, sem nenhum recibo. O trabalhador não sabe nem o nome da empresa que ele está levando por aí", diz Zideci Bezerra, dono de um pequeno comércio na vila São Luiz e morador há 30 anos na região. Segundo os mateiros, cerca de 40 moradores já foram chamados para ajudar nos serviços, que incluem a coleta de animais e plantas.
De maneira geral, a principal queixa é a falta de informação. A população vê os pesquisadores cruzarem o rio por todo lado, com mapas nas mãos, fazendo perguntas e anotações, mas ainda não compreende o que será feito. Relatório preliminar concluído em janeiro pelo Ibama na região do Tapajós recomenda aos empreendedores que iniciem, ainda na fase de formulação dos estudos ambientais, "ações de comunicação social com a finalidade de informar à população e evitar a propagação de boatos".
"Somos um povo contra a hidrelétrica. Só o povo é que pode parar essa barragem e vamos lutar para isso. Não é só por nossa sobrevivência, mas a nossa tranquilidade" diz Pereira, da vila Pimental. "Isso aqui não é o céu, mas olha que está pertinho do paraíso."


Aumento de calotes assombra financeiras de varejo
Valor 25.07.2012 - O índice de inadimplência das modalidades de crédito mais próximas do varejo praticamente fala por si na hora de mostrar o quão grave é o cenário no segmento. No espaço de pouco mais de um ano, os empréstimos para compra de bens (como eletrodomésticos e móveis, sem contar veículos) passaram de uma taxa de atraso (mais de 90 dias) de 8,8%, em dezembro de 2010, para 13,9% em maio deste ano - o dado mais recente do Banco Central (BC).
O nível do calote no crédito para compra de outros bens hoje é o mesmo de janeiro de 2009, no pós-quebra do americano Lehman Brothers, mas ainda abaixo da máxima histórica. Somente o crédito de veículos teve subida maior no período, passando de 2,5%, em dezembro de 2010, para 6,1% em maio.
O comportamento da inadimplência vem desafiando as projeções da Losango. "Esse é um ano diferente dos anteriores [para inadimplência] e ainda não conseguimos entender o porquê. Esperávamos um ano melhor", admite Hilgo Gonçalves, executivo-chefe da promotora do HSBC. Ele projeta queda leve no nível de atrasos de créditos da casa até o fim do ano, mas afirma que ainda não é possível ter clareza sobre o tamanho do recuo.
Nos seis primeiros meses do ano, os produtos de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) da Losango tiveram taxa de inadimplência acima de 90 dias de 9,4%, ante 8,7% no mesmo período de 2011. Os cartões registraram 9,1%, ante 7,6%. Segundo Gonçalves, no entanto, os meses mais recentes já apresentaram melhora do índice de atrasos em comparação ao início do ano. "Hoje, esse índice nos deixa em estado de alerta."
Ainda que a melhora nos atrasos entre 15 e 90 dias no financiamento ao consumo apontem para recuo dos calotes, há fatores que podem complicar essa recuperação e até inverter sua trajetória. O elemento decisivo será a manutenção do crescimento da economia, com a taxa de desemprego em níveis de baixa histórica, avalia o diretor de gerenciamento de risco do Citi, Victor Loyola.
Como as carteiras de crédito para varejo têm forte concentração de tomadores de classes mais baixas, elas seriam as primeiras vítimas em caso de aumento no desemprego, acredita Loyola. "São classes que não têm espaço para absorver uma deterioração no cenário econômico e ficariam inadimplentes", avalia.
Não à toa, já há quem venha refinando os controles de seleção dos clientes. A Lojas Marisa, por exemplo, tem privilegiado o cartão com marca própria ("private label") como primeiro relacionamento com o cliente. Nele, os limites são menores e a oferta de produtos financeiros restrita, para testar a capacidade de pagamento do consumidor da rede.
"Como o private label traz menos risco para a loja, usamos ele como porta de entrada", diz Arquimedes Salles, diretor de produtos e serviços financeiros da varejista. "Precisamos ter um histórico de pagamentos desse cliente. Em mais ou menos seis meses ele já está apto a produtos com limites maiores." Para clientes "testados", a Marisa oferece cartão em parceria com o Itaú. O limite dobra, para R$ 1,5 mil.
Desde janeiro, a Losango também intensificou a batalha contra os calotes. A empresa aumentou o ritmo de treinamentos sobre crédito em varejistas e colocou mais esforços em cobrança. O índice de aprovações de novos créditos caiu, passando de 55% há um ano para 50% agora, conta Gonçalves. "Visitamos as lojas mais problemáticas e apertamos a aprovação. Se for necessário, podemos até parar de operar em alguns lugares", conta.
Reforço na qualidade de concessão é uma forma de as financeiras evitarem o quadro de despesas com provisão visto em 2011. No caso do Banco Ibi, os gastos com provisões para devedores duvidosos saltaram para R$ 728,9 milhões no ano passado, contra R$ 499,6 milhões em 2010. Na Luizacred, tais despesas foram 67,3% superiores em 2011, fechando o ano com R$ 538,2 milhões.


Projeções para o euro
Valor 25.07.2012 - O banco suíço UBS reduziu suas previsões de curto prazo para o euro na comparação com o dólar, iene e outras importantes moedas da Europa, citando a possibilidade de mais cortes da taxa de juros pelo Banco Central Europeu, o estresse na região e o aumento dos juros pagos pelos títulos de dívida da Espanha. O banco prevê agora o euro operando a US$ 1,20 no período de um mês, em comparação com US$ 1,24 de antes. Na comparação com a moeda japonesa, a previsão foi reduzida de 97 para 94 ienes. Também diminuíram as expectativas para as taxas da moeda ante as coroas sueca e norueguesa e a libra.


Faculdades aprovam exame para médicos
Estadão 25.07.2012 - Diretores das principais escolas dizem que prova é necessária, mas questionam formato. As principais escolas de medicina do Estado de São Paulo apoiam a decisão do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) de tornar obrigatória a realização de uma prova para avaliar os formandos do 6º ano do curso de Medicina, conforme o Estado antecipou, mas fazem considerações sobre o modelo adotado e defendem uma avaliação nacional.
Diretores das faculdades de Medicina da Unicamp, Unesp, USP, UFSCar e Unifesp defendem a avaliação, dizem que ela é necessária porque será mais um mecanismo para que as instituições conheçam suas falhas e criticam a expansão de vagas nos cursos de Medicina – o governo federal anunciou 2,5 mil novas vagas.
O professor Mario Saad, da Unicamp, diz que uma prova de múltipla escolha ao final do curso pode não ser a melhor forma de avaliar se um aluno realmente aprendeu tudo o que deveria. “Nem sempre quem responde bem um teste é quem melhor atende num hospital. O ideal seria existir um mecanismo de avaliação ao final do 2º, do 4º e do 6 º anos, incluindo uma avaliação prática e uma prova discursiva.”
O professor Joaquim Edson Vieira, da comissão de graduação da USP, segue o mesmo raciocínio. Ele apoia a existência da avaliação, mas avalia que o exame poderia ser mais completo, como uma prova de residência médica (que inclui questões discursivas e prova prática).
“Nossos alunos não faziam a prova quando era voluntária por considerar que esse modelo de exame não contribui para o exame da residência médica, que eles obrigatoriamente fazem quando se formam. Não é questão de ser melhor ou pior. Mas são exames diferentes”, diz.
Silvana Artioli Schellini, da Unesp, e Bernardino Geraldo Alves Souto, da UFSCar, dizem que os resultados serão uma ferramenta a mais para a melhoria do ensino. “A proposta é muito inteligente porque mantém o sigilo do aluno, não tem caráter punitivo e ainda fornece os resultados por área para a faculdade”, afirmou o professor Souto.
O professor Antonio Carlos Lopes, da Unifesp, classifica como oportuna a medida, mas lamenta que a prova não tenha força para filtrar profissionais. “A decisão do Cremesp é apenas política. Serve de estatística, mas infelizmente não tem validade para impedir o indivíduo de exercer a profissão”, avalia.
Para o diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, Valdir Golin, a iniciativa vem a se somar com a análise feita pelo Enade, do Ministério da Educação (MEC), que avalia os universitários no primeiro e último ano de curso. “A regra é corajosa e absolutamente salutar. Faz um diagnóstico. Mas o ideal seria termos algo em todo o Brasil.”
Para a professora Cibele Retele Duch, da Uniara, de Araraquara, ainda é cedo para se pensar num exame de ordem nacional. “Ainda precisa de maturidade. Essa evolução tende a ocorrer, mas assim já vai forçar as instituições a repensarem seu ensino.”
Henrique George Naufel, da Universidade de Mogi das Cruzes, reforça a importância da participação de todos. “Como é obrigatório mas não é excludente, pode ser que algumas instituições boicotem e prejudiquem o objetivo real do exame.”
Como funcionará. A prova já existe há sete anos, de forma voluntária, mas a adesão caiu no decorrer dos anos, prejudicando a amostra e a avaliação. Ao torná-la obrigatória, a intenção do Cremesp é ampliar a base de participação e assim ter um retrato mais fiel do problema, além de avançar o debate da instituição (via uma lei federal) de um exame nacional que seja requisito obrigatório para o exercício da Medicina no País, como já acontece com os advogados.
A norma já vale para os formandos de 2012. O exame será realizado no dia 11 de novembro e será composto por 120 questões de múltipla escolha sobre as 9 principais áreas da medicina, que incluem pediatria, clínica médica, obstetrícia e saúde pública. No ano passado, 46% dos alunos voluntários foram reprovados.
A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM) também se declararam favoráveis à aplicação da prova. Em nota, o CFM diz concordar com a adoção de medidas que contribuam e estimulem a avaliação de estudantes e escolas, mas diz não ter um consenso sobre a melhor abordagem para enfrentar o problema.



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