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Leonardo Pereira, ex-Gol, será novo presidente da CVM
Reuters 17.07.2012 -
O executivo Leonardo Pereira foi indicado pelo ministro da Fazenda, Guido
Mantega, para ser o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
em substituição à Maria Helena Santana, cujo mandato encerrou-se em 14 de
julho.
Com isso, Pereira,
que será sabatinado pelo Senado Federal, deixa a vice-presidente de finanças e
diretor de relações com investidores da Gol. A empresa aérea está definindo os
detalhes finais para a indicação de um novo executivo para o cargo, segundo uma
fonte na companhia.
Pereira já celebrou
termo de compromisso com a autarquia. No início do mês, ele ofereceu pagar 200
mil reais para encerrar processso em que era investigado por, como diretor de
relações com investidores da empresa aérea, não ter publicado fato relevante em
julho do ano passado avisando sobre mudança de projeções de resultados da
companhia .
O nome indicado pelo
ministro Mantega surpreendeu profissionais do mercado, que esperavam que o novo
presidente viesse do Colegiado da CVM ou da BM&FBovespa.
"Ele não tem
formação técnica nem jurídica, o que pode ser um problema", disse uma
fonte próxima à autarquia que preferiu não ser identificada. Pereira é
engenheiro e economista.
O executivo ingressou
na Gol em 2009. Também já foi diretor financeiro e de relações com investidores
da NET Serviços.
Enquanto não assume o
cargo efetivamente, o diretor Otavio Yazbek segue na presidência como interino.
Fitch anuncia upgrade do Rating da Amilpar de AA- para AA
MonitorMercantil
17.07.2012 - Em nota ao mercado, a Amil Participações S.A. comunica que a Fitch
elevou o Rating Nacional de Longo Prazo da Companhia de "AA-(bra)",
para "AA (bra)", com perspectiva estável.
A elevação do Rating
da Amilpar foi reflexo da consistência dos resultados e da solidez do grupo.
Chevron continuará impedida de perfurar no campo de
Frade--ANP
Reuters
17.07.2012 - A Chevron continuará
impedida de realizar atividades de exploração no campo de Frade até que a
Agência Nacional do Petróleo (ANP) apure as causas dos dois vazamentos
ocorridos sob operação da companhia americana na bacia de Campos.
O órgão regulador não
deverá negar pedido feito pela empresa para voltar a produzir petróleo no campo
de Frade, mas a perfuração e a injeção de água em seus poços não serão
autorizadas por enquanto, disse à Reuters nesta terça-feira a diretora-geral da
ANP, Magda Chambriard.
"A interrupção
da produção é voluntária; foi a Chevron que pediu para parar e não temos nada
contra ela voltar a produzir a princípio... No entanto, perfurar e injetar água
em poços continuam interrompidos", disse Magda nesta terça-feira.
Entre as causas que
provocaram o segundo vazamento no campo de Frade, em março deste ano, a ANP
investiga se a injeção de água em poços pode ter contribuído para o acidente,
antecipou a executiva da reguladora, sem dar mais detalhes sobre o assunto.
O processo de injeção
de água nos poços contribui para que a pressão do reservatório seja mantida,
mantendo ou mesmo aumentando a produtividade de campos de petróleo. A Chevron é
conhecida por ter conseguido elevado aproveitamento da água no processo de
produção de óleo no campo.
Antes de ser
interrompida, a produção em Frade somava cerca de 64 mil barris de óleo
equivalente ao dia, segundo boletim da ANP sobre a produção de fevereiro.
Falta esclarecer:
Magda confirmou que a ANP deve divulgar nesta semana o relatório que aponta as
conclusões sobre o primeiro vazamento, ocorrido em novembro, mas ressaltou que
as investigações sobre o segundo ainda estão em andamento e não serão
conhecidas por enquanto.
Quatro meses após o
vazamento de mais de 2 mil barris de petróleo no campo de Frade durante
atividades de perfuração, um pequeno volume de óleo vazou de uma rachadura de
800 metros a 1,2 mil metros, localizada a três quilômetros da região onde
ocorreu o primeiro vazamento.
A ANP afirmou ainda,
por meio de sua assessoria de imprensa, que a Chevron sofreu 25 atuações e que
as multas somarão uma quantia inferior a 50 milhões de reais.
Após o segundo
acidente, a ANP autuou a Chevron por não ter tomado as medidas necessárias para
evitar um novo vazamento de petróleo na região do campo de Frade.
Em março, logo após o
segundo acidente, ANP e Chevron divergiam sobre as causas do novo vazamento. A
petroleira americana disse na ocasião que os dois incidentes não estavam
relacionados.
Em entrevista à
Reuters em dezembro, porém, Magda revelou que o projeto do poço da Chevron não
mostrou uma falha que havia no local e pode ter sido determinante para o
vazamento de petróleo em novembro.
Em outra ocasião, a
diretora da agência afirmou a jornalistas que a empresa não havia concluído de
forma adequada a cimentação do poço que provocou o vazamento de novembro.
Possíveis causas: O
relatório da Polícia Federal, que serviu de base ao processo judicial que corre
contra a empresa, concluiu que níveis de pressão equivocados provocaram um
"kick" que foi contido por uma válvula de segurança no fundo do mar.
Mas, ao ser contido, o petróleo provocou uma pressão contrária rachando a rocha
e abrindo uma fenda de centenas de metros abaixo do solo oceânico. O óleo vazou
então pela rocha porosa e as bolhas migraram através do solo e depois até a
superfície.
A pressão de 9,4
libras por galão que a empresa esperava encontrar no local teria sido
equilibrada por outra oposta de 9,5 libras por galão de lama (material usado
para equilibrar a pressão.
A diferença de 0,1
libra por galão foi duramente criticada no relatório da PF, que informa que a
média usada em perfurações anteriores fora de 0,4 a 0,6 libras por galão. A
empresa já havia perfurado 19 poços em Frade.
Além da pressão, a
estrutura geológica da região e falta de revestimento necessário na parede do
poço teria contribuído para o incidente.
Mapfre Brasil apresenta seu Relatório de Sustentabilidade
2011
MonitorMercantil
17.07.2012 - A Mapfre Brasil apresenta ao mercado a edição 2011 do seu
Relatório de Sustentabilidade. O documento traz os resultados
operacionais/financeiros, sociais e ambientais alcançados pela Mapfre Brasil e
por suas respectivas empresas, numa demonstração de que o desenvolvimento
sustentável, que busca o equilíbrio nestes três âmbitos, é fundamental para
garantir o crescimento do negócio.
“Fortalecer o diálogo
e a geração de valor com todos os públicos é um dos compromissos da Mapfre
Brasil, que procura incentivar o desenvolvimento de iniciativas que gerem valor
efetivo ao seu negócio e à sociedade. Além de oferecer produtos e serviços de
qualidade, buscamos sempre destacar a importância de nossas atividades e a
amplitude de nossas iniciativas em relação à sustentabilidade”, destaca Wilson
Toneto, presidente da Mapfre Brasil. A participação dos colaboradores também
foi fundamental para a construção do Relatório. Para a Mapfre Brasil, o diálogo
e a geração de valor com todos os públicos são fatores fundamentais para
garantir a sustentabilidade do negócio. Por isso, a companhia pauta sua atuação
buscando sempre o equilíbrio no relacionamento com todos os seus stakeholders,
sem deixar de lado sua postura social.
Confiança inova com seguro de automóvel e quer crescer
25% em vendas
MonitorMercantil
17.07.2012 - Neste mês de julho, a Confiança Seguros lança o primeiro seguro
que cuida do automóvel e da saúde da família dos segurados: o Confi Auto. Por
meio da parceria com a TopMed, este seguro oferece gratuitamente a Assistência
Saúde 24h, que orienta o paciente sobre a melhor conduta a ser tomada diante de
sintomas e situações diversas diminuindo riscos, reduzindo custos e aumentando
a satisfação do usuário. Com o novo produto, a Companhia projeta o aumento de
25% nas vendas ainda em 2012.
Ainda na parte de
saúde, no convênio com a e-Pharma, o Confi Auto possui descontos de
medicamentos entre 10% e 60% sobre o Preço Máximo ao Consumidor publicado nas
listas oficiais disponíveis nas farmácias. Para consultar, o segurado tem uma
lista da rede de farmácias contempladas no site da e-Pharma.
Com a Make-Up este
produto oferece serviços de proteção, higienização do interior do carro ou
higienização o sistema de ar condicionado do veículo. Já o “Desconto
Fidelidade” garante redução de custo na renovação do seguro.
O Confi Auto
contempla também a garantia do veículo para outros países do Mercosul,
assistência para vidros, farol, lanterna, retrovisor, auto-socorro, reboque,
hospedagem, chaveiro, troca de pneus e acesso a rede de Convênios Gboex. São
mais de 15 mil estabelecimentos credenciados como postos de gasolina, oficinas,
restaurantes, lojas de roupas, eletroeletrônicos, móveis, entre outros.
Segundo o diretor
comercial da Confiança Seguros, Jack Suslik Pogorelsky, este é um novo momento
de reestruturação da companhia. “Estamos unindo tradição com inovação e
modernidade para potencializar o crescimento e satisfazer, cada vez mais, os
nossos corretores, segurados e parceiros”, enfatiza.
Gboex faz contagem regressiva para centenário
MonitorMercantil
17.07.2012 - O Gboex anunciou já ter iniciado as comemorações de seu
centenário. No site da empresa www.gboex.com.br é possível acompanhar a
contagem regressiva dos dias faltantes para a chegada do esperado 24 de maio de
2013, quando completa 100 anos. Na intranet, o cronômetro está disponível desde
o dia 11 de junho, para que seus colaboradores fossem os primeiros a
participarem da ação.
“A chegada do
centenário está gerando uma grande expectativa, por isso criamos a contagem
para acompanhar essa passagem de tempo”, explica Ilton Roberto Brum de
Oliveira, Superintendente de Planejamento e Gestão. O Gboex atualmente,
administra uma carteira que varia anualmente entre 250 a 300 mil planos. Uma
das novidades de 2012 foi à readequação do Portal do Corretor, ambiente on-line
exclusivo para os corretores de seguros.
Comissão aprova texto base da LDO 2013;primário é de
R$155,9bi
Reuters 17.07.2012 -
A Comissão Mista de Orçamento aprovou por unanimidade o texto base da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013 nesta terça-feira, com meta de superávit
primário do setor público consolidado de 155,9 bilhões de reais.
O número é quase 12
por cento maior do que o objetivo deste ano, de 139,8 bilhões de reais,
deixando claro que o governo terá de fazer esforço maior no ano seguinte para
cumprir a meta cheia de superávit primário --economia feita pelo setor público
para pagamento de juros.
A LDO prevê ainda a
possibilidade de abatimento de até 45,2 bilhões de reais de verbas do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) da meta do superávit. Na lei, também está
previsto salário mínimo no valor de 667,75 reais mensais, aumento de 7,36 por
cento sobre o valor atual de 622 reais.
Antes de o projeto de
lei seguir ao plenário do Congresso, a Comissão ainda analisa as emendas nesta
terça-feira. Foram apresentados mais de 300 destaques, mas haverá votação
separadas de quatro ou cinco, segundo o presidente da Comissão Mista, deputado
Paulo Pimenta (PT-RS).
O relator da LDO
2013, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) analisa os destaques para
apresentar o parecer sobre as propostas.
Negociação: A
aprovação do texto básico da LDO ocorreu depois de intensas negociações com os
partidos da oposição, por conta do lento processo de liberação de emendas
parlamentares. Os partidos da oposição reclamavam que não estavam sendo
contemplados com os recursos do orçamento federal.
"Os recursos das
emendas são importantes para melhorar as condições dos municípios", afirmou
o deputado Felipe Maia (DEM-RN), em discurso na Comissão.
Entre os pontos
polêmicos estavam o reajuste salarial de servidores das três esferas da União e
a possibilidade de os investimentos do PAC serem executados mesmo sem a
aprovação do Orçamento 2013.
Sobre a negociação
salarial, a saída, que teve o aval do Palácio do Planalto, foi uma autorização
para o governo prever recursos destinados aos reajustes salariais de servidores
da União no Orçamento 2013 e que não torna obrigatório os aumentos.
O governo não é
obrigado a incluir no projeto de Lei Orçamentária de 2013, a ser enviado ao
Congresso até 31 de agosto deste ano, a previsão de recursos para aumento
salarial dos servidores. E a presidente Dilma Rousseff tem ainda prerrogativa
de vetar a emenda.
Houve ainda acordo
para a retirada da flexibilização da execução do PAC do texto para evitar
dificuldades na aprovação. Ou seja, as obras do programa somente poderão ser
feitas se previstas no Orçamento do ano, como ocorre atualmente.
A LDO é uma lei que determina
os parâmetros para a elaboração do Orçamento da União. Essa lei torna
obrigatório que o governo defina recursos para uma determinada despesa.
Setor de móveis no Sul ensina como driblar a crise
Brasil Econômico
17.07.2012 - Kátia Scarton: moveleiros estão conseguindo substituir países
europeus por outros mercados
Enquanto as
indústrias brasileiras registraram queda nas vendas para o exterior no primeiro
semestre, esse grupo exportou US$ 28,8 milhões .
Um grupo de 37
exportadores de móveis de Bento Gonçalves, do Rio Grande do Sul, está driblando
a crise financeira.
Enquanto as
indústrias brasileiras registraram queda nas vendas para o exterior no primeiro
semestre, esse grupo exportou US$ 28,8 milhões no período, um avanço de 6,6%
sobre os primeiros seis meses de 2011.
Segundo o Sindicato
da Indústria do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), comandado por Cátia
Scarton, os moveleiros estão conseguindo substituir países europeus, os Estados
Unidos e a Argentina por outros mercados compradores, como Colômbia, Uruguais,
África do Sul, Angola e Namíbia.
Aneel aumenta rigor sobre usinas a carvão no país
Folha 17.07.2012 - A
Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (17) uma
resolução que aumenta o rigor sobre as usinas a carvão no país.
Conforme antecipado
pela Folha, a norma estabelece que, para poder ter subsídio de 100% no custo de
seu combustível, as térmicas a carvão precisarão seguir critérios mínimos de
eficiência.
Pela proposta, a
eficiência líquida - relação entre
combustível consumido e energia gerada -- não pode ser menor que 25%.
Esse percentual vale
para as unidades pequenas, de potência instalada até 50 MW.
Usinas médias, até
150 MW, terão obrigação de manter a eficiência acima de 30%. Para as maiores,
acima de 150 MW, será cobrado percentual superior a 35%.
Atualmente, a média
da eficiência das termelétricas brasileiras a carvão é de 28%, ante 25% da
média europeia.
"Chega a ser
difícil nos comparar com outros países, porque o nosso carvão não é da melhor
qualidade. Soma-se a isso também a nossa defasagem tecnológica", disse o
relator do texto Romeu Rufino.
A baixa qualidade do
carvão brasileiro, citada pelo diretor da Aneel, se deve ao alto teor de cinzas
e de enxofre.
Mudanças: As usinas
de todo país terão de se adaptar às novas normas até 2016. As que não
conseguirem, receberão o subsídio menor do governo, proporcional à eficiência
alcançada.
"Em casos
extremos, os limites exigem uma modificação completa na usina, que não é feita
de um dia para outro", completou Rufino.
Hoje, o custo do
carvão já é reembolsado às geradoras via Conta de Desenvolvimento Energético
(CDE), tributo que também é usado para incentivar energias renováveis.
Como as térmicas são
acionadas como energia de reserva, em caso de problemas no fornecimento
hidrelétrico, o governo entende que o subsídio ao carvão é estratégico.
Como o carvão também
é o mais poluente dos combustíveis fósseis e sua demanda cresce no Brasil, os
órgãos reguladores querem condicionantes ao incentivo.
Grupo chinês quer comprar a fabricante de turbinas
eólicas Vestas
Valor 17.07.2012 - O
grupo chinês Ming Yang Wind Power Group
tem interesse em comprar a
companhia dinamarquesa Vestas Wind Systems A/S, a maior fabricante de
turbinas eólicas do mundo. De acordo com o site Oilprice.com, fontes próximas
afirmaram que o grupo chinês pretende oferecer entre US$ 1,72 bilhão e US$ 1,97
bilhão pela fabricante dinamarquesa.
A Vestas está
presente no Brasil, onde está construindo uma fábrica de aerogeradores no
Ceará. A aquisição faz parte da estratégia dos chineses de diversificar os
mercados em que atuam devido à desaceleração no mercado de energia eólica na
China.
O governo chinês
taxou ainda as exportações de turbinas eólicas para os Estados Unidos em 26%, o
que aumentou as dificuldades enfrentadas pela indústria local.
Segundo o site
britânico, o governo chinês adotou processos mais seletivos para aprovação de
projetos, o que reduziu o número de empreendimentos que serão instalados no
país. À menor demanda por novos projetos soma-se ainda um aumento na oferta, o
que reduziu as margens de lucro dos
fabricantes.
Desacordo sobre tecnologia emperra fábrica da Foxconn no
Brasil
Folha 17.07.2012 - Um
ano e três meses depois do anúncio oficial do investimento da Foxconn no
Brasil, as negociações entre o governo brasileiro e a empresa taiwanesa estão
num impasse por conta da tecnologia a ser usada na fábrica de LCD (telas de
cristal líquido).
O governo Dilma exige
que a empresa use na futura unidade brasileira sua tecnologia de última
geração. A Foxconn, que fabrica os produtos da Apple, resiste.
Telas de cristal
líquido tradicionais são iluminadas por um conjunto de lâmpadas. Os modelos
mais antigos usam as fluorescentes. A taiwanesa produz telas com a versão mais
moderna, iluminada por "minilâmpadas" LEDs (diodos emissores de luz).
A tecnologia mais
avançada, chamada OLED, usa compostos orgânicos que se autoiluminam, permitindo
telas mais finas e até flexíveis.
Sem acordo sobre a
tecnologia a ser adotada, e principalmente sobre sua transferência para
empresas do país, o Brasil já disse ao empresário Terry Gou, dono da Foxconn,
que não irá financiar o projeto por meio do BNDES.
US$ 12 Bi: O
investimento de US$ 12 bilhões da Foxconn no Brasil foi anunciado oficialmente
pela presidente Dilma em abril do ano passado, durante viagem à China. Parte do
montante anunciado seria destinada à instalação de uma fábrica de telas de LCD.
O ministro Aloizio
Mercadante (ex-Ciência e Tecnologia, hoje da Educação) destacou, na ocasião,
que havia no mundo apenas quatro fábricas do modelo que a Foxconn traria ao
país, todas na Ásia.
A questão tecnológica
foi objeto de polêmica desde o início do negócio. O empresário Terry Gou avisou
que estava disposto a entrar no projeto apenas com sua tecnologia, sem aplicar
capital novo, questão ainda não fechada.
Nas últimas
conversas, o governo defendeu que a Foxconn entrasse com sua tecnologia mais
avançada na fabricação de telas, que permite produzir unidades de diversos
tamanhos. Os planos da empresa, no entanto, são usar a tecnologia anterior, que
não permite upgrade.
Assessores
presidenciais disseram à Folha que estão trabalhando para "viabilizar o
negócio", considerado estratégico pelo país. O ministro Fernando Pimentel
(Desenvolvimento, Indústria e Comércio), que voltou ontem da China, iria buscar
uma solução para o impasse.
Sem pressa: A crise
global também contribui para o atraso no fechamento do projeto da fábrica da
Foxconn no Brasil. Com a queda na demanda mundial, Gou não tem pressa, porque
suas unidades na Ásia têm condições de atender os pedidos atuais do setor.
No fim do ano
passado, o BNDES confirmou que seria sócio na primeira etapa do negócio, de US$
4 bilhões no total. O banco deve entrar com 30%, US$ 1,2 bilhão.
Em outubro de 2011, o
empresário Eike Batista informou a Dilma que também participaria do
empreendimento, com US$ 500 milhões.
Em fevereiro, Eike
divulgou que a nova fábrica deve ser instalada na região metropolitana de Belo
Horizonte (MG). A empresa já tem uma unidade em Jundiaí (SP), onde monta
produtos.
Procurados por
telefone, representantes da empresa não foram encontrados até a publicação
desta reportagem.
Cocari adia inauguração da unidade de frangos
Jornal de Londrina
17.07.2012 - A Cocari, cooperativa de Mandaguari, no norte do estado, adiou a
inauguração de sua Unidade Industrial de Aves para 15 de outubro. Antes
prevista para 31 de agosto, as obras de construção da fábrica estão atrasadas
por conta da chuva na região. O pluviômetro instalado no local registrou 274 mm
em junho, o que exigiu dragagem do terreno e dificultou o trabalho das empresas
contratadas. Além das adversidades climáticas, a operação padrão da Receita
Federal gerou atrasos na liberação dos equipamentos que serão montados na unidade
industrial da cooperativa. Parte das máquinas está retida no Porto de Paranaguá
e o restante no Porto Seco de Maringá. A cooperativa investiu R$ 88 milhões na
construção da unidade que terá capacidade de abater 200 mil aves/dia, com
possibilidade de alcançar 350 mil cabeças/dia.
Brasil tem maior taxa do cartão de crédito entre países
da América Latina
Folha 17.07.2012 -
Apesar das recentes quedas na Selic, o Brasil tem a maior taxa média de juros
nas operações com cartão de crédito na comparação com seis países da América
Latina (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México).
Maria Inês Dolci:
Esse campeonato não interessa
O levantamento foi
divulgado nesta terça-feira pela ProTeste (associação de defesa do consumidor).
O brasileiro que recorre ao financiamento por meio do cartão de crédito, o
chamado rotativo, paga taxa média de juro anual de 323,14%.
O Peru, que é o
segundo país entre os pesquisados a ter valor maior, cobra 55% ao ano, e o
Chile 54,24%. O menor percentual é da Colômbia com 29,23% anual.
Segundo a associação,
a comparação foi feita com as taxas praticadas em outros países, priorizando a
América Latina, porque países da zona do euro e outros, além de praticarem
taxas sabidamente inferiores às do Brasil, boa parte deles não financia saldos
devedores de cartões de crédito.
Para a ProTeste, há
um "exagero" na cobrança das taxas de juros do cartão de crédito no
país.
"Caso a média
anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo
colocado, que é o Peru, com taxa anual de 55%", diz em nota.
Na última
quarta-feira (11), o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 8,5% para
8% --o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.
Foi o oitavo corte
seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início em agosto de
2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.
Veja as taxas de
juros anuais do cartão de crédito
Brasil - 323,14%
Peru - 55%
Chile - 54,24%
Argentina - 50%
México - 33,8%
Venezuela - 33%
Colômbia - 29,23%
Plano Brasil Maior inclui aporte de R$ 45 bilhões no
BNDES
Estadão 17.07.2012 -
Em medida provisória que concede incentivo à indústria nacional, banco recebe
investimento para ampliar capacidade de fornecer crédito de longo prazo
O plenário da Câmara
dos Deputados aprovou nesta terça-feira a segunda Medida Provisória que cria o
Plano Brasil Maior (MP 564). A MP 563 foi aprovada na noite de ontem. As duas
propostas do pacote de incentivo à indústria nacional seguem agora para a
avaliação do Senado. Se a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) for aprovada
ainda hoje, os senadores terão até o dia 15 de agosto para analisar as MPs. Mas
se isso não ocorrer, a votação terá que ser realizada até 1º de agosto.
As duas MPs foram
editadas pelo Executivo com o objetivo estimular a economia e combater os
efeitos da crise econômica internacional no País.
A MP 564 inclui novos
setores no Programa Revitaliza do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) para financiar empresas que foram afetadas pela crise. A matéria
ainda injeta R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional no BNDES para ampliar sua
capacidade de fornecer crédito de longo prazo. O texto final da MP 564 aumenta,
ainda, o capital dos bancos do Nordeste (BNB) e da Amazônia, em R$ 4 bilhões e
R$ 1 bilhão, respectivamente.
O texto também prevê
a elevação de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões no limite de financiamentos do
BNDES com subvenção da União para modernização do parque industrial, desde que
os recursos sejam usados para inovação tecnológica e agreguem valor às cadeias
produtivas.
Ainda há outro
dispositivo que promove a redução do custo de financiamentos para máquinas e
equipamentos, ampliando prazos e aumentando os níveis máximos de participação.
Outro benefício
incluído no Congresso foi a possibilidade de os bancos oferecerem empréstimo a
juros subvencionados pela União para frigoríficos, empresas de moagem e
torrefação de café e aos produtores de castanha de caju e cera vegetal.
Na sequência, está
prevista a realização de uma sessão do Congresso Nacional para analisar
projetos de crédito extraordinário. O principal é o que abre mais de R$ 1
bilhão em crédito por meio do Programa de Financiamento à Exportação (Proex).
Fundos: Um ponto
criticado por vários partidos da oposição é a proposta contida na MP de criação
da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias S.A. De acordo com o texto,
a União fica autorizada a participar de fundos dedicados a operações de
comércio exterior ou projetos de infraestrutura de grande vulto. Um destaque
para suprimir essa parte do texto foi rejeitado pelo plenário na votação de
hoje.
Contudo, o nome da
empresa foi alterado para Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e
Garantias. A mudança foi proposta para limitar a atuação da empresa.
Votação: A votação
das duas MPs (563 e 564) só foi possível porque partidos da base e da oposição
chegaram a um acordo para suspender a obstrução que vinha sendo feita desde a
semana passada. Com isso, também será possível votar ainda hoje a Lei de
Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2013 na Comissão Mista de Orçamento e no
plenário do Congresso. Pela Constituição Federal, o recesso parlamentar vai de
18 a 31 de julho, mas só pode ocorrer depois da aprovação da LDO.
Accor compra marca Caesar e amplia a rede de alto padrão
Valor 17.07.2012 -
Bonadona, da Accor (à esq.), e Francisco Gutierrez, do Posadas: dos 29 hotéis
do acordo, 15 estão em operação.
A rede francesa de
hotéis Accor quer reforçar a sua operação em hotéis de quatro e cinco estrelas
na América do Sul, especialmente no Brasil, com a compra das marcas Caesar Park
e Caesar Business. A informação é do diretor-geral da Accor para a América
Latina, Roland de Bonadona.
A Accor anunciou, na
manhã de ontem, a aquisição das marcas Caesar Park e Caesar Business na América
do Sul, que pertenciam ao grupo mexicano Posadas, por US$ 275 milhões. A
negociação envolveu 29 empreendimentos na região, entre hotéis próprios,
contratos de administração e franquias em São Paulo, Rio, Belo Horizonte,
Buenos Aires e Santiago.
"Nessas cidades
estamos falando de hotéis de quatro a cinco estrelas, que são os mais difíceis
de desenvolver a partir do zero na região, especialmente nessas capitais. A
gente conseguiu resolver uma dupla dificuldade, que é crescer nessas grandes
cidades e nesse segmento de quatro e cinco estrelas", afirmou Bonadona. De
acordo com o executivo, os recursos para o investimento são próprios da rede
Accor e não houve necessidade de obter financiamento.
A partir do acordo, o
grupo Posadas sai do Brasil. Segundo informações da Bloomberg, o Posadas usará
os US$ 275 milhões obtidos com a venda para reduzir sua dívida e melhorar sua
posição de capital. O plano é focar a operação no México.
A negociação
consolida a Accor como a maior rede de hotéis no Brasil, com 164 unidades, ou o
equivalente a 26,2 mil apartamentos. No ano passado, a rede teve faturamento de
US$ 910 milhões no país. Em maio, antes da negociação com o Posadas, portanto,
Bonadona havia estimado ao Valor que o crescimento para 2012 seria da ordem de
20%.
Sem contar o acordo
anunciado ontem, a Accor tem contratos assinados para 85 hotéis no Brasil até
2016, um investimento, com a ajuda de parceiros, que vai totalizar USS 1,2
bilhão. Até lá, deverão ser quase 250 hotéis no país. Dos projetos previstos
para o Brasil nos próximos quatro anos, 70 são da bandeira econômica Ibis.
Segundo Bonadona, a negociação com o grupo Posadas não muda a estratégia e o
perfil do plano da rede francesa para o Brasil. A Accor quer ter 75% de
projetos econômicos e os 25% restantes de empreendimentos de alto padrão.
De acordo com a
Accor, dos 29 hotéis envolvidos na negociação com os mexicanos, 15 estão em
operação. Destes, a Accor comprou a propriedade de quatro empreendimentos,
outros quatro estão em regime de locação variável e sete estão sob contrato de
gestão. Os 14 hotéis restantes são projetos em desenvolvimento, com contratos
de administração.
Do total de
empreendimentos negociados com o Posadas, 75% estão no Brasil e os 25%
restantes estão distribuídos entre a Argentina e o Chile. Segundo o
diretor-geral da Accor, as duas variações da marca Caesar serão mantidas, por
causa da força e tradição da bandeira, segundo ele.
"Vamos ter de
estudar como integrar essa marca ao nosso portfólio (de quatro e cinco
estrelas), que já conta com as bandeiras Mercure, Novotel, Pullman e
Sofitel", afirmou o executivo da Accor, acrescentando que essa decisão
deve ser anunciada nos próximos meses.
Bonadona contou que
outros projetos em desenvolvimento sob contratos de gestão estão em negociação,
o que poderá elevar o número de empreendimentos adquiridos do grupo mexicano. O
número específico, contudo, não foi divulgado. "A estratégia número um é
reforço da operação nos mercados emergentes, entre eles a América Latina,
especialmente no Brasil, onde estão 80% dos quartos do Posadas [da marca
Caesar]", afirmou.
Receita da Atlantica Hotels cresce 15,3%
Valor 17.07.2012 - A
Atlantica Hotels, uma das maiores redes de hotéis no Brasil, com 80
empreendimentos, divulga amanhã receita operacional de R$ 300 milhões no
primeiro semestre, um crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano
passado.
A receita por
apartamento disponível (revpar, índice de rentabilidade que combina a taxa de
ocupação dos hotéis e a diária média cobrada) teve expansão de 12,17% de
janeiro a setembro, na comparação anual.
Durante o primeiro
semestre, a Atlantica inaugurou dois hotéis, sendo um sob contrato de
administração no interior de São Paulo, o Riviera Araçatuba by Atlantica
Hotels, em meados de março deste ano.
A rede também abriu,
em maio, o Radisson, em Belém, após investimento de R$ 30 milhões do grupo
paraense Organizações Romulo Maiorana, dono da retransmissora local da TV Globo
e do jornal "O Liberal". Com isso, soma 80 hotéis no país, ou o
equivalente a uma oferta de 12 mil quartos.
Até o fim deste ano,
a rede pretende abrir mais sete empreendimentos no país. Estão previstas duas
inaugurações em Cuaibá (MT), e uma em Piracicaba (interior de São Paulo),
Petrolina (PE) e na região metropolitana do Rio de Janeiro e mais duas em Duque
de Caxias, na Baixada Fluminense.
O vice-presidente
sênior de desenvolvimento da Atlantica, Rafael Guaspari, conta que, de 2013 a
2015, a meta da empresa é abrir entre 10 e 15 hotéis por ano. Segundo ele, até
agora a rede tem 46 contratos já assinados, o que significa um investimento de
parceiros e investidores de pelo menos R$ 1,2 bilhão.
Com esses projetos, a
Atlantica garante um aumento de pelo menos 10 mil novos apartamentos, diante
dos 12 mil quartos que tem atualmente. Segundo a vice-presidente de marketing e
vendas da rede, Annie Morrisey, o objetivo é estar em 20 novas cidades
brasileiras nos próximos três anos.
A rede Atlantica foi
fundada em 1998 pelo americano Paul J. Sistare (atual CEO), mas a sua sede
administrativa é em São Paulo. Ela representa, no país, marcas das redes
internacionais Choice (como Sleep Inn, Comfort e Quality) e a Carlson (Radisson
e Park Suites, entre outras bandeiras). A Atlantica também tem marcas próprias
como Go Inn e InnStyle e usa o sufixo by Atlantica para administrar hotéis
independentes.
Ação da BR Malls aponta oportunidade ao investidor
Ação da BR Malls
mostra tendência de alta no longo e médio prazos
Wagner Caetano,
diretor da Top Traders, vê um bom espaço para o papel subir e traça como
primeiro objetivo o patamar de R$ 22,76.
Com o setor de
shopping centers em alta, as ações da administradora BR Malls (BRML3) despontam
como uma oportunidade para os investidores.
Segundo Wagner
Caetano, diretor da Top Traders, o comportamento do papel na última
segunda-feira (16/7), fechando na máxima do dia a R$ 22,10, mostra uma força
para romper uma antiga resistência (ponto que, se superado, indica a
possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação).
"Está em cima do
ponto. Acima deste valor é sinal de compra do papel e, se subir mais, serve
como stop loss", afirma Caetano, que vê um bom espaço para a ação subir.
Portanto, o primeiro objetivo do papel passa a ser R$ 22,76.
"É uma
resistência intermediária, com força mediana, ou seja, que não gerou queda
forte marcada no mês." O segundo objetivo seria R$ 23,05, que também é a
máxima alcançada em fevereireiro.
"Aí o papel vai
rumo a R$ 23,13 que é topo mais recente, marcado em junho e depois vai direto
para 23,70", diz o especialista.
É, portanto, uma ação
que, no longo e médio prazos, mostra tendência de alta, garante Caetano. Prova
disso é que no ano já subiu 22,78%, até ontem. "É um investimento bom para
este ano".
No entanto, no curto
e curtísimo prazos o papel está em baixa. Em julho, amarga perda de 3,91%.
"Está em queda, mas pode retomar", afirma.
Caso o papel caia, o
primeiro suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em
sequência) seria R$ 21,09 e o segundo, R$ 20,63.
Credor quer processar JBS por arrendamento de curtume
Valor 17.07.2012 - Um
credor internacional está planejando processar a JBS, maior exportadora de
carne no mundo, sob a alegação de que a companhia brasileira adquiriu os ativos
de uma empresa de couro insolvente sem a aprovação dos credores, num caso que
colocará à prova a legislação falimentar no Brasil.
O credor do curtume,
a canadense Maple Trade Finance, divulgou a notificação de um tribunal contendo
as acusações contra a JBS e a companhia insolvente, a Xinguleder Couro, e
pretende abrir um processo contra elas nas próximas semanas.
Segundo os advogados
da Maple, JBS e Xinguleder estão envolvidas em um "arranjo simulado",
que na prática oculta uma aquisição de ativos da empresa pela JBS. A JBS e um
representante do acionista controlador da Xinguleder, Arnaldo Frizzo, negaram
as acusações, dizendo que suas ações são perfeitamente lícitas.
O Brasil reformou sua
lei de falências em 2006, um marco que tornou mais fácil para o setor
empresarial do país, captar empréstimos. Mas advogados dizem haver algumas
brechas na legislação e sustentam que a aplicação da lei é mais difícil em
locais mais distantes das capitais que abrigam a maiorias das empresas, onde os
casos podem empacar devido a interferências de tribunais simpáticos a empresas
locais.
A Maple e um grupo de
importantes credores, entre os quais também estão o Goldman Sachs, o alemão
WestLB, os bancos brasileiros BTG Pactual, Banco do Brasil e BNDES são credores
da Xinguleder - uma empresa cujas principais operações ficam em Minas Gerais -,
no montante de US$ 180 milhões.
Embora nunca tenha
sido declarada oficialmente falida, a Xinguleder, que já foi uma das maiores
produtoras mundiais de couro, deixou de honrar suas dívidas em 2006. Depois do
fracasso das negociações visando uma reestruturação da dívida, a Xinguleder
arrendou suas principais unidades produtoras em Uberlândia e Itumbiara para o
frigorífico Bertin, por R$ 150 mil, em 2008.
O Bertin, rebatizado
Bracol, abandonou o acordo ainda naquela ano. Mas quando a Bracol foi assumida
pela JBS em 2009, o frigorífico firmou um novo contrato de arrendamento dos
ativos da Xinguleder. A Maple argumenta que os termos do contrato de
arrendamento, válidos por 30 anos e renováveis por mais 30, a critério da JBS,
durante os quais a empresa também tem permissão para realizar modificações nas
unidades de produção sem pedir permissão, implicam uma venda.
"A principal
demanda da ação é uma decisão judicial declarando a JBS e a Xinguleder como
solidariamente responsáveis por honrar os créditos da Maple", diz o
escritório de advocacia Castro, Barros, Sobral e Gomes, representante da Maple.
Os outros principais credores da Xinguleder não comentaram o caso.
Mas a JBS nega a
reivindicação, dizendo que o contrato de leasing foi firmado de forma
transparente "perante todos os acionistas, clientes, investidores e
credores". "Isso não é uma venda disfarçada", reforçou. "O
aluguel ou arrendamento de ativos é uma prática relativamente comum no
Brasil".
A JBS está envolvida
em uma disputa semelhante com os credores de outra empresa falida no mesmo
setor, a BMZ Couros. E os credores também estão atentos à decisão do
frigorífico de arrendar os ativos da Doux Frangosul no país.
EDP Energias tem alta de 5,4% nas vendas do segundo
trimestre
Brasil Econômico
17.07.2012 - O volume de energia vendida no grupo no segundo trimestre alcançou
2.077,1 GWh, aumento de 2,2%
Aumento foi
impulsionado pelo desempenho positivo nos setores residencial, comercial e
rural. Já o segmento industrial apresentou queda no período.
A EDP Energias do
Brasil anuncia, em sua prévia, que a energia vendida a clientes finais,
consolidando os resultados da EDP Bandeirante e da EDP Escelsa, teve alta de
5,4% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2011.
Segundo a projeção da
empresa, este avanço foi impulsionado pelo aumento no consumo das classes
residencial (6,9%), comercial (10,7%) e rural (33%), que compensaram o
decréscimo da classe industrial (-3,8%) no mesmo período.
O crescimento
expressivo na área rural aconteceu por causa das condições climáticas, de
acordo com a empresa.
O consumo residencial
por cliente da EDP Bandeirante teve incremento de 4,4% e da EDP Escelsa, alta
de 3,1%.
O volume de energia
vendida no grupo no segundo trimestre alcançou 2.077,1 GWh, aumento de 2,2% em
relação aos 2.032,4 GWh vendidos em igual época do ano passado.
Já o volume acumulado
de energia vendida em 2012 totalizou 4.179,2 GWh, com aumento de 4,1% em
relação aos 4.014,0 GWh vendidos no mesmo período de 2011.
Em relação ao volume
de energia comercializada, o número totalizou 2.701,7 GWh, com alta de 1,9%,
contra 2.650,5 GWh. A alta foi gerada pelas negociações de longo prazo, que
aumentaram 40%.
Parati eleva preço a ser pago na OPA da Redentor Energia
Brasil Econômico
17.07.2012 - Valor foi elevado para R$ 7,20 por ação voluntariamente.
A Redentor Energia
anuncia que recebeu de seu acionista controlador, a Participações em Ativos de
Energia Elétrica (Parati), a informação de que o preço para aquisição das ações
da companhia, no âmbito da oferta pública de cancelamento do seu registro de
companhia aberta e saída do Novo Mercado da BM&FBovespa (OPA), foi
aumentado voluntariamente para R$ 7,20 por ação.
A OPA permanece
sujeita à aprovação dos seus termos pela Comissão de Valores Mobiliários e à
devida publicidade e processamento, nos termos da regulamentação aplicável.
Camargo Corrêa indica executivos para comissão da Cimpor
Brasil Econômico
17.07.2012 - As indicações acontecem após a finalização da oferta de aquisição
de ações pelo capital da empresa.
Membros estão
divididos entre o Conselho de Administração e a comissão executiva da
companhia.
A InterCement,
holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, anuncia Daniel
Proença de Carvalho, advogado e sócio do Uría Menéndez e Proença de Carvalho
Advogados, como membro do Conselho de Administração da Cimpor.
Além disso, a
comissão executiva será liderada pelo executivo Ricardo Fonseca de Mendonça
Lima, atual vice-presidente de operações da InterCement e que passará a atuar
como CEO da empresa portuguesa.
Ricardo Lima, 46
anos, está na InterCement desde 2004 e já foi diretor-geral da empresa na
Argentina e no Brasil. Antes de ingressar na companhia, atuou nas empresas Aços
Villares Sidenor e Eluma.
A comissão executiva
da Cimpor será formada também por Armando Sérgio Antunes da Silva, atual
Diretor de Finanças da InterCement na Argentina e que passará a atuar como CFO;
André Gama Schaeffer, atual Diretor de Betão da unidade Brasil e Diretor
Corporativo de Inovação da InterCement; e pelo executivo Daniel Antonio Biondo
Bastos, atual Diretor da InterCement de Portugal.
Segundo José Édison
Barros Franco, presidente do Conselho da InterCement, "os executivos
trabalharão focados na integração de processos e operações, para o melhor
aproveitamento de sinergias, e no compartilhamento de informações e melhores
práticas".
As indicações
acontecem após a finalização da oferta de aquisição de ações pelo capital da
empresa, encerrada em 19 de junho.
Setor têxtil vira o 2º em repasses do BNDES
Folha 17.07.2012 -
Entre 2007 e abril deste ano, segmento recebeu do banco R$ 7,6 bi, atrás apenas
da área automotiva, com R$ 16,6 bi.
Segundo associação,
os investimentos foram feitos "do portão da fábrica para dentro",
para recuperar mercado.
Socorrido pelo
governo federal, o setor têxtil e de confecção recebeu, de 2007 a abril deste
ano, R$ 7,6 bilhões em repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Federal) para investimentos.
O valor corresponde a
63,8% do total liberado aos setores também beneficiados pelo governo, entre
eles o moveleiro, o de calçados e o de eletrodomésticos.
Só ficou acima desse
patamar a liberação para o setor automotivo, que foi de R$ 16,6 bilhões no
período.
De acordo com o
banco, a maior parte dos recursos foi entregue entre 2010 e 2011, período em
que o governo incentivou a economia contra a crise financeira mundial que
explodiu no final de 2008 e atingiu o país em 2009.
A lógica do
investimento no pós-crise também pode ser verificada nos repasses aos setores
moveleiro e de calçados. Só as fabricantes de eletrodomésticos reduziram os
investimentos a partir de 2008, segundo os dados.
Entre os benefícios
concedidos estão desoneração e redução da alíquota do IPI (Imposto sobre
Produtos Industrializados), desoneração da folha de pagamento e preferência nas
compras públicas.
Só no primeiro ano de
governo da presidente Dilma Rousseff, a renúncia sobre receitas alcançou R$ 187
bilhões, de acordo com relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) deste
ano.
"Os
investimentos são reflexo do bom momento que os setores passavam após a crise
de 2008, quando tiveram que aumentar a produção", disse Marcelo
Nascimento, chefe do departamento econômico do BNDES.
A favor do setor
têxtil conta a geração de empregos. Segundo a direção da Abit (Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), são 1,8 milhão de empregados
diretos nas empresas e 8 milhões de indiretos.
Entre as empresas que
mais investiram, a Riachuelo aplicou R$ 596,4 milhões do BNDES de 2010 a 2011
na instalação de 44 lojas, de novas fábricas, na ampliação de unidades
existentes e na modernização de máquinas e equipamentos.
De acordo com o
presidente da associação, Aguinaldo Diniz Filho, os investimentos foram feitos
"do portão da fábrica para dentro" com o objetivo de combater a
invasão dos produtos vindos, principalmente, da China.
"Investimos em
modernização de máquinas e equipamentos para aumentar a produção e a qualidade,
reduzir os custos e fortalecer a indústria e os empregos para fazer frente à
competitividade chinesa", disse o empresário.
No entanto, ele afirmou
que as medidas não são suficientes e defendeu a redução no custo da energia, a
desvalorização do real e a proteção comercial. "Não existe empresa
competitiva se o país não for competitivo", disse.
Controladores do BMG investem em eólica
Valor 17.07.2012 - A
família mineira Pentagna Guimarães, dona do banco BMG, está revendo seus
negócios. A intenção é fortalecer atividades não financeiras, principalmente na
área de energia e agrícola. As novas apostas envolvem desde unidades eólicas a
uma fazenda para produção de alimentos em Moçambique, no leste africano.
Nessa redefinição de
perfil, o clã se desfaz de algumas empresas não financeiras para se concentrar
nos ramos em que acredita mais. Hoje, por exemplo, a Brasfrigo, fábrica de
vegetais em conserva, sopas, molho de tomate entre outros produtos encerra suas
atividades.
A Brasfrigo é dona de
marcas Jurema, Jussara e Tomatino e deve demitir, hoje, cerca de 200
funcionários. A fábrica fica em Luziânia, Goiás. Outros 200 funcionários
permanecem na empresa cuidando da manutenção e dos estoques até que a fábrica
seja vendida. O vice-presidente da holding não-financeira da família, Daniel
Ribeiro Kaltenbach, espera que as negociações para a venda sejam concluídas em
60 dias. A empresa já teve 1.500 funcionários, mas vem reduzindo seu quadro
desde o ano passado.
Atualmente,
aproximadamente 80% da receita do ramo dos Pentagna Guimarães que é ligado ao
banco - e cujas atividades empresariais em Minas remontam ao fim do século 19 -
vem das atividades financeiras, diz Kaltenbach.
Na semana passada, os
controladores fecharam uma parceria com o Itaú Unibanco para criação de um
terceiro banco que só atuará com crédito consignado - produto no qual o BMG se
especializou. A expectativa da família é que o BMG continue crescendo, mas, que
dentro de cinco anos, a dependência em relação à instituição e a outras
empresas do setor financeiro seja menor, diz o executivo. "A meta é
aproximar a lucratividade das não financeiras à do banco."
Segundo ele, em vez
da relação 80% e 20%, o que se quer é que os negócios financeiros e não
financeiros cada um mais ou menos com 50% da lucratividade, diz Kaltenbach. No
ano passado, o banco teve lucro líquido de R$ 583,5 milhões. As empresas não
financeiras - sobretudo as fazendas em Minas e a Brasfrigo - registraram
faturamento de R$ 350 milhões.
A reestruturação dos
negócios e o fortalecimento das atividades não bancárias começaram a ser
desenhados em 2011 e não tem relação com a operação com o Itaú, diz o
executivo. Mas são ações que de alguma maneira se ajudam: a parceria com o Itaú
pode ajudar a fortalecer a marca BMG em outros negócios e vice-versa, diz.
Antes de fechar a
Brasfrigo, os Pentagna Guimarães já se desfizeram de duas empresas: uma de
tratamento de água, a Etatec, e outra de medidores de consumo de energia, a
Electrometer. "Nosso objetivo é manter o foco em alguns segmentos que
consideramos estratégicos para o desenvolvimento do país, em setores do
futuro."
O presidente da
holding não financeira, a Empresa Brasileiras de Desenvolvimento e
Participações, é Flávio Pentagna Guimarães, o patriarca octogenário que
participa ativamente dos novos projetos assim como das discussões sobre os
negócios financeiros.
Um dos projetos
"do futuro" nos quais a família está investindo é o de geração eólica.
A holding tem uma parceria com Furnas e está construindo usinas eólicas no Rio
Grande do Norte e no Ceará. A empresa do grupo BMG venceu um leilão de energia
no ano passado, o qual cumprirá com esse projeto.
"Nos próximos
dois anos, nossos investimentos no setor de energia serão de R$ 500 milhões.
Não só em eólica, mas também na fábrica de torres de transmissão", diz
Kaltenbach. Esse é outro negócio "do futuro" no qual aposta. O
executivo diz que espera dobrar a receita da Damp (que atua na transmissão) em
2013 para R$ 120 milhões. Ainda no setor de energia, outro projeto é o de
construção de linhas de transmissão, já em curso, em parceria com a Abengoa.
Os planos incluem
investimentos em Moçambique. Donos da 120 mil hectares de café, soja, milho,
feijão e onde também criam gado no Brasil, eles trabalham em um projeto de
plantio para produção de alimentos no país africano para exportar para o
mercado sul-africano, asiático e do Oriente Médio. O projeto deve ser de
plantio de soja ou tomate. O projeto envolve arrendamento de terras.
Aeroportos da Copa
terão de reduzir espera no check-in
Folha 17.07.2012 - O
governo fixará metas de qualidade para todos os aeroportos das cidades-sede da
Copa de 2014.
Como a Folha
antecipara em 2011, já estavam previstas obrigações que levarão à redução do
tempo de espera e de filas em Guarulhos, Viracopos (SP) e Brasília,
privatizados em fevereiro deste ano.
Agora, o governo
decidiu estender o esforço para mais 11 aeroportos da Infraero. Segundo a SAC
(Secretaria de Aviação Civil), a intenção é reduzir o tempo tomado no check-in
e na retirada de bagagens nas esteiras em até 50%.
Com isso, a espera
deverá ficar entre 12 minutos e 30 minutos. A meta é que o serviço se iguale ao
de aeroportos dos EUA e da Europa, como Heathrow (Reino Unido) e Charles de
Gaulle (França), classificados no nível C da Iata (Associação Internacional de
Transporte Aéreo).
A associação gradua
os aeroportos de A a F, sendo C considerado o mínimo para o conforto dos
passageiros.
Desde o fim de 2011,
foi feito projeto-piloto em Guarulhos e em Cofins (MG). O tempo de espera caiu,
respectivamente, 30% e 50%.
Nem Minha Casa Minha Vida segura pessimismo do setor de
blocos de concreto
MonitorMercantil
16.07.2012 - Os fabricantes brasileiros de blocos de concreto reverteram as
expectativas otimistas apontadas no final de 2011 para o primeiro semestre
deste ano, devido ao forte aumento da capacidade instalada, que supera, em
muitos estados, o incremento da demanda e, também, à diminuição do ritmo de
crescimento do PIB brasileiro neste ano. A maioria dos fabricantes (55%)
espera, no máximo, a manutenção do volume de negócios neste segundo semestre de
2012.
Há, porém, uma
parcela de fabricantes (48% do total) que espera crescer entre 10% e 20% nesse
período, incremento esse que se deve principalmente ao mercado imobiliário, ao
programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a obras de infra-estrutura,
segundo pesquisa semestral realizada com seus associados para analisar as
expectativas do mercado pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de
Concreto (BlocoBrasil). Esta edição, de junho de 2012, apresenta as previsões
para o segundo semestre de 2012.
Cerca de 45% dos
fabricantes esperam alcançar crescimento de até 20% nos próximos seis meses -
no primeiro semestre eram 60%. A manutenção do nível atual de atividades é a
expectativa apontada por 43% dos fabricantes associados à BlocoBrasil, enquanto
6,06% das empresas consultadas previram redução de atividades - ante 2,2% no
semestre anterior.
Os principais fatores
para as empresas que têm expectativas otimistas: o aquecimento do mercado
imobiliário (36,9%) e o programa Minha Casa, Minha Vida (26,31%). Obras de
infra-estrutura ocupam o terceiro lugar nesse ranking, com 23,68% das
respostas.
As duas medidas mais mencionadas
pelos fabricantes para dar conta do aumento da demanda são a aquisição de novos
equipamentos (36%) e a adoção de ações para o aumento da produtividade. Em
terceiro lugar entre as medidas previstas, está a contratação de novos
funcionários (20%). Entre as que esperam reduzir o volume de negócios, o corte
de turnos e de funcionários são as medidas apontadas para enfrentar a
diminuição de atividades.
Entre os problemas
apontados, a elevação da concorrência, com superoferta de blocos em alguns
estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, que passou de uma produção total
de seis milhões de blocos/mês para 20 milhões/mês em 2012, estão também a
elevação dos preços das matérias-primas devido à grande demanda por esses
produtos na construção civil e o pequeno número de fornecedores principalmente
da indústria cimenteira, do aço, derivados de brita e areia lavada. A elevação
dos salários médios é outro problema apontado pela indústria setorial; em
alguns estados, o aumento do custo da mão de obra foi de 60%.
O segmento mais
representativo para os fabricantes é o de blocos de concreto (53,84%) e, dentre
eles, o bloco estrutural (57,69%), enquanto os pisos intertravados de concreto
devem responder por 46,15% do faturamento.
Ricardo Lima é o novo CEO da Cimpor
Estadão 17.07.2012 -
A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa,
indicou novos membros para o conselho de administração da Cimpor e para a
comissão executiva. Ricardo Fonseca de Mendonça Lima, atual vice-presidente de
operações da InterCement, vai liderar a comissão da cimenteira portuguesa,
atuando como CEO da empresa.
O conselho de
administração da Cimpor será presidido por Daniel Proença de Carvalho, advogado
e sócio do Uría Menéndez e Proença de Carvalho Advogados. Também formam a
comissão executiva: Armando Sérgio Antunes da Silva, atual diretor de Finanças
da InterCement na Argentina e que passará a atuar como CFO; André Gama
Schaeffer, atual diretor de Betão da unidade Brasil e diretor corporativo de
Inovação da InterCement, e o executivo Daniel Antonio Biondo Bastos, atual
diretor da InterCement de Portugal.
O presidente do
conselho da InterCement, José Édison Barros Franco, afirmou em comunicado que
"a empresa indicou executivos altamente capacitados que trabalharão
focados na integração de processos e operações, para o melhor aproveitamento de
sinergias, e no compartilhamento de informações e melhores práticas".
As indicações
acontecem após a InterCement informar, na semana passada, o acordo fechado com
o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que prevê a aprovação da
compra do controle da Cimpor por meio de uma oferta pública de aquisição de
ações (OPA).
Entre os compromissos
citados pela empresa estão: desinvestimentos em ativos de concreto no Estado de
São Paulo; descruzamento de participações associativas ou societárias com o
Grupo Votorantim, em especial na Cimpor; e realização de um plano de
investimentos adicionais em inovação e pesquisa tecnológica.
Hoper prevê expansão de até 7% e mais consolidação
Valor 17.07.2012 -
Ryon Braga, da Hoper: "A demanda por financiamento estudantil
disparou".
Após uma forte
desaceleração em 2009 por causa da crise, o mercado privado de educação
superior deverá crescer entre 3% e 7% nos próximos cinco anos e assistir a
várias fusões e aquisições entre as instituições do setor ainda neste ano.
Essas são algumas das conclusões do estudo anual da Hoper, consultoria
especializada em ensino.
"Nos últimos
seis meses, os negócios começaram a migrar para grandes aquisições e 2012 deve
fechar com fusões entre os players. Estimamos que os 17 pretensos
consolidadores se transformem em 12 grupos, com participação de 50% do mercado
até 2015", disse Ryon Braga, fundador e presidente do conselho da Hoper.
Nesse sentido, um
exemplo é a Uniasselvi, faculdade catarinense que já se posicionou como
compradora e foi adquirida pela Kroton este ano. Outro negócio muito comentado
no mercado é a possível fusão entre a paulista Anhanguera e a carioca Estácio.
Isso porque haveria uma complementariedade de praças e, segundo fontes do
setor, o GP Investimentos tem interesse em se desfazer da Estácio.
A carioca Estácio
informou, por meio de comunicado, que as aquisições não são a única alavanca de
expansão e que "está atenta às oportunidades do mercado e seguirá fazendo
aquisições que façam sentido para a sua operação e estratégia." Já a
Anhanguera enviou comunicado informando que "não se manifesta sobre event uais negociações de venda, fusões e aquisições,
anteriormente a comunicação formal ao mercado."
Na última década, o
mercado assistiu a entrada de fundos de "private equity" no setor e o
fechamento de mais 200 negociações, sendo que a Anhanguera e a Estácio foram
responsáveis por boa parte delas. "Tenho alertado aos fundos de 'private
equity' que é preciso permanecer pelo menos cinco anos em um negócio de ensino
para ter retorno. E muitos desistem quando ficam sabendo disso", afirmou o
consultor.
O setor conta com
cerca 1 mil instituições de ensino, mas muitas delas têm sérios problemas
financeiros que afugentam os potenciais compradores.
A Hoper fez novas
projeções para a área de educação. Até o ano passado a expectativa era que o
setor crescesse apenas 3%. "Revisamos nossa projeção e agora prevemos um
crescimento entre 3% e 7% por causa do Fies. A demanda pelo financiamento
estudantil disparou no segundo semestre do ano passado e há expectativa que
triplique nos próximos três anos", afirmou Braga.
Entre janeiro e junho
deste ano, 208 mil alunos conseguiram o financiamento estudantil do governo. No
ano passado inteiro, foram 152 mil contratos fechados, segundo dados do MEC.
A aposta em torno do
Fies é grande porque 85% dos jovens de 18 a 24 anos de famílias com renda
inferior a três salários mínimos estão fora da faculdade devido à falta de
condições financeiras para pagar uma mensalidade. Em São Paulo, o valor mediano
das mensalidades é de R$ 508 e na Bahia, R$ 520, por exemplo. Nos últimos anos,
os grupos de ensino travaram uma competição acirrada por preço e não devem
reduzir ainda mais o valor de suas mensalidades. Em 1996 a mensalidade média no
país era R$ 950 e, atualmente, é R$ 537,64.
O setor de ensino
superior privado contava em 2011 com 3,9 milhões de alunos em cursos
presenciais e 748 mil a distância.
Energias do Brasil sobe 1,90% após entrar na lista de
preferidas do UBS
Valor 17.07.2012 - Em
dia negativo para as bolsas mundiais e em que o Ibovespa encerrou com queda de 1,71%, as ações da
Energias do Brasil (ENBR3) fecharam no sentido oposto, com valorização de
1,90%, negociadas a R$ 12,84. Contudo, no intraday, os ativos da companhia
chegaram a registrar alta de 3,10%, cotadas a R$ 12,99.
Além do perfil
defensivo do setor - o que colabora para que os investidores busquem essas
ações em momentos de incertezas na economia -, também colabora para o
desempenho das ações o relatório divulgado pelo UBS, que anunciou ter
adicionado a companhia com a preferida do setor, em substituição aos ativos da
Tractebel (TBLE3, R$ 36,20, -0,28%). Apesar disso, o banco recomenda a compra
de seus ativos, sublinhando a qualidade defensiva dos papéis TBLE3.
Menos impactos da
revisão tarifária: Entre os motivos para a mudança, o analista Marimar
Torreblanca aponta a proposta de revisão tarifária da companhia, que veio em
linha com as expectativas dos analistas e um pouco abaixo das expectativas da
UBS.
Apesar de ver menor
impacto que seus pares, Torreblanca optou por cortar as estimativas e o Ebitda
(geração operacional de caixa) para o intervalo entre 2% e 4%, devido às
estimativas de corte de R$ 15 milhões na geração de caixa, considerando que a
revisão tarifária será aplicada desde o mês de outubro de 2011, e desde esta
data o valor terá que ser devolvido ao consumidor por meio de tarifas mais
baixas.
"Por comparação,
vemos risco mais forte desvantagem para as nossas estimativas da CPFL (CPFE3,
R$ 23,28, +0,34%) provenientes deste terceiro ciclo de revisão tarifária",
completa o analista.
Produção de minério de ferro no semestre é recorde, nota
Rio Tinto
Valor 17.07.2012 - A
Rio Tinto atingiu um recorde de produção de minério de ferro e carvão coque
durante o primeiro semestre deste ano. A mineradora anglo-australiana alertou,
porém, para as condições econômicas e para a piora da confiança do mercado no
segundo trimestre.
Foram produzidas 48,6
milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, excluindo a
produção atribuível aos sócios minoritários, praticamente em linha com o ano
anterior. A produção no semestre, por sua vez, subiu 4% na base anual, para
94,3 milhões de toneladas.
A produção de carvão
de coque duro, usado na produção de aço, atingiu aproximadamente 2 milhões de
toneladas no trimestre e cresceu 9% no semestre, para 3,7 milhões de toneladas,
montante recorde. No período, a produção de carvão térmico foi fraca no segundo
trimestre, em 4,8 milhões de toneladas, mas subiu 2% no semestre, para 8,9
milhões de toneladas.
A Rio Tinto também
produziu 133,5 mil toneladas de cobre no segundo trimestre, volume estável em
relação ao do mesmo período anterior. A produção de alumínio, por sua vez, caiu
12% entre abril e junho, somando 841 mil toneladas.
A companhia espera
produzir 8,5 milhões de toneladas de carvão de coque duro e 19,5 milhões de
toneladas de carvão térmico neste ano, abaixo da projeção de abril, de 9
milhões e 20 milhões de toneladas, respectivamente. A área de exploração de
cobre deve atingir 580 mil toneladas em 2012, inferior às 600 mil de toneladas
previstas anteriormente.
A única meta mantida
pela Rio Tinto foi a de produção de 250 milhões de toneladas métricas de
minério de ferro neste ano nas minas da Austrália e Canadá. “Estamos
acompanhando o ritmo da recuperação dos Estados Unidos, a contínua crise na
zona do euro e o impacto dos esforços para estimular a economia chinesa nos
mercados que servimos”, disse Tom Albanese, presidente da mineradora, em nota.
Albanese comentou
ainda que o programa de investimentos da empresa mostrou resistência à
volatilidade do mercado. “Nossos projetos são robustos sob qualquer provável
cenário econômico.”
XCMG amplia aportes no Brasil
Valor 17.07.2012 - Os
indicadores de desaceleração da economia brasileira não esfriaram os planos da
chinesa XCMG no país. Além dos US$ 200 milhões que estão sendo investidos na
primeira fase da construção da fábrica em Pouso Alegre (MG), a empresa informou
ao Valor que já prepara uma segunda rodada de US$ 300 milhões em investimentos
para aumentar a escala de produção, a partir de 2013.
Segundo entrevista
cedida por e-mail pelo gerente-geral da XCMG no Brasil, Xia Dechang, até 2015 o
investimento total na unidade de Minas Gerais chegará a US$ 500 milhões. Com
isso, a fabricante de máquinas para construção pretende passar dos atuais US$
160 milhões de faturamento no Brasil - previsão da companhia para 2012 - para
cerca de US$ 1 bilhão, no prazo de até dez anos. No mundo, a empresa estima
faturar US$ 16 bilhões somente neste ano.
A construção da
unidade, a primeira da companhia chinesa nas Américas, começou no ano passado e
o início da produção está previsto para acontecer em abril de 2013. Às margens
da Rodovia Fernão Dias, com área de 800 mil metros quadrados, a fábrica irá
produzir, inicialmente, guindastes, rolos compactadores, motoniveladoras,
escavadeiras e pás-carregadeiras.
A empresa estima que,
no primeiro ano de operação, serão produzidas aproximadamente 1,5 mil máquinas,
com a contratação de 350 empregados. Em 2015, após a segunda rodada de
investimentos, a fábrica deverá chegar a uma produção anual de 10 mil unidades
e terá cerca de 1,5 mil funcionários.
Dechang afirmou que a
empresa já negocia com fornecedores locais de peças, como a Robrasa, a Meritor
e a Cummins. A intenção é alcançar o índice de 60% de nacionalização para poder
vender os produtos dentro das exigências das linhas de financiamento do BNDES.
O executivo
esclareceu também que a XCMG vai continuar a fazer as vendas por meio das
distribuidoras. No país ela atua com a GMT, Brasil Máquinas de Construção (BMC)
e Êxito - parceiras da marca no Brasil desde 2004, cada uma responsável por
produtos diferentes para não haver sobreposição dos parceiros.
A Êxito, inclusive,
está investindo na construção de uma linha de montagem de máquinas XCMG no
Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. Dechang afirmou que a fabricante
chinesa tem interesse em formar uma joint venture com a Êxito e participar da
unidade pernambucana, mas não deu maiores detalhes de como essa parceria será
formalizada e quais os valores envolvidos no negócio.
Debênture vira opção de capital de giro para empresas
Valor 17.07.2012 -
Empresa com fluxo de caixa estável tem custo menor, diz Kiraly, do Votorantim.
Com a queda das taxas
de juros e do custo das emissões, mais empresas passaram a utilizar parte dos
recursos captados com a oferta de debêntures para financiar seu capital de
giro. A parcela das emissões destinada a esse propósito aumentou de 14,8% em
junho de 2011 para 30% em junho deste ano, segundo a Associação Brasileira das
Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Do total de R$ 405
milhões captados via oferta pública de debêntures realizada pela BRMalls em
fevereiro, 48,65% foram destinados para capital de giro. No mesmo mês, a Cemig
Geração e Transmissão levantou R$ 1,350 bilhão numa oferta pública e destinou
25,93% para esse propósito.
Uma grande vantagem
em se captar recursos via emissão de dívida é a isenção do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF). Com a queda da taxa Selic, o pagamento da alíquota
de 0,38% de IOF acaba pesando na renovação das linhas de capital de giro, que
têm prazos mais curtos, em média de 457 dias, o equivalente a 1 ano e 3 meses,
segundo os dados mais recentes do Banco Central, de maio.
Muitas das emissões
que vieram a mercado por meio de regime de esforços restritos (para menos
investidores e sem registro na Comissão de Valores Mobiliários) acabaram
ficando com os próprios bancos coordenadores, configurando-se como operações de
crédito, para fugir do IOF.
Dessa forma algumas
empresas têm tido acesso a um funding mais barato do que nas contratações de
linhas de crédito tradicionais, afirma Antonio Oliveira,
superintendente-executivo de mercados de capitais do HSBC no Brasil. A CPFL
Energia, por exemplo, está com uma emissão de debêntures em andamento com taxa
de 0,80% ao ano mais CDI pelo prazo de sete anos, que será distribuída por meio
de suas três subsidiárias CPFL Paulista, CPFL Piratininga e Rio Grande Energia.
Esse custo é inferior ao que os grandes bancos estão pagando para captar
recursos por meio de emissão de letra financeira, da ordem de 1,2% ao ano mais
CDI pelo prazo de seis anos. Os recursos das emissões de debêntures das subsidiárias
da CPFL, num total de até R$ 1,270 bilhão, serão utilizados para o
refinanciamento de dívidas com vencimento em 2012 e 2013 e para o reforço do
capital de giro das companhias. A operação é por esforços restritos e
coordenada pela Caixa. "Não são todas as empresas que conseguem emitir com
esse custo baixo. Além do risco de crédito, depende também do relacionamento da
empresa com o banco", afirma Celso Zenin, superintendente nacional de
mercados de capitais e operações estruturadas da Caixa.
Segundo Alberto
Kiraly, responsável pela área de investment banking do Banco Votorantim, as
empresas com bom risco de crédito, de "AAA", e ligadas a setores com
fluxo de caixa estável como as concessionárias de energia, rodovias e do setor
de infraestrutura conseguem um custo mais atrativo nas emissões porque
encontram maior demanda por parte dos investidores.
Um exemplo foi a
emissão da Cemig, de fevereiro, cuja demanda superou a oferta em três vezes.
Com isso, a remuneração prevista para a primeira série, com prazo de cinco
anos, caiu de 1,20% para 0,90% ao ano, mais a variação da taxa DI. Nas demais
séries, corrigidas pelo IPCA e com vencimento em sete e dez anos, a taxa recuou
de 6,90% para 6% ao ano e de 7,30% para 6,20% ao ano, respectivamente. O prêmio
pago pela empresa nesses papéis ficou abaixo da emissão realizada em setembro
de 2010, na qual foi paga uma taxa de 7,68% para a série atrelada ao IPCA, com
prazo de cinco anos.
Outra vantagem são os
prazos mais longos dessas emissões de dívida comparadas ao crédito bancário. O
prazo médio das emissões de debêntures, até a primeira repactuação, está em 5,6
anos.
Além disso, a maior
competitividade do mercado tem reduzido o valor das comissões, que chegou a
0,01% na oferta pública de debêntures que está sendo estruturada para
Eletrobras, com valor estimado em R$ 2 bilhões, liderada pelos bancos BTG
Pactual e Santander.
Outros bancos também
têm ampliado a participação nesse mercado, como a Caixa que reestruturou a área
de mercado de capitais no fim do ano passado e já participou de seis emissões
de debêntures neste ano, sendo duas em andamento, que devem somar R$ 2,890
bilhões.
"O mercado de
capitais é mais competitivo que o mercado de crédito bancário", reforça
Kiraly, do Votorantim.
Com isso, algumas
empresas têm aproveitado as boas condições do mercado de capitais para aumentar
o caixa ou antecipar as captações, com receio de que uma piora na crise na
Europa provoque uma restrição de crédito no Brasil, como se observou em 2008.
É o caso da própria
Eletrobras que planejava captar R$ 300 milhões, mas optou por ampliar a oferta
para R$ 2 bilhões pelo prazo de 10 e 6 anos, mesmo sem ter vencimentos de
dívida programados para o curto prazo. "Com a queda das taxas das emissões
de debêntures, o custo de carregamento desses papéis diminuiu muito",
afirma Oliveira, do HSBC.
Outra opção utilizada
pelas empresas é a renovação das emissões de dívida, aproveitando os custos
mais baixos, preservando dessa forma o caixa, diz Zanin, da Caixa.
Outra vantagem das
emissões de dívida é que o pagamento dos juros aos credores é tratado como
despesa e pode ser deduzido do Imposto de Renda.
O volume de emissões
de debêntures cresceu 8,63% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do
ano passado, totalizando R$ 32,135 bilhões, referentes a 91 operações.
HSBC comparecerá ao Senado americano após denúncia
Brasil Econômico
17.07.2012 - Segundo o Senado americano, o HSBC colocou em risco o sistema
financeiro do país ao envolver-se em possíveis atividades de lavagem de
dinheiro ligado ao terrorismo e ao tráfico de drogas.
O banco britânico
HSBC afirmou que seus executivos comparecerão ao Congresso americano nesta
terça-feira (17/7) para dar explicações em relação à denúncia de que estaria
ligado a operações de lavagem de dinheiro.
"Pediremos
desculpas, reconheceremos nossos erros, responderemos por nossas ações e
daremos nosso total comprometimento em resolver os problemas", afirmou o
maior banco europeu, em comunicado.
Segundo o Senado
americano, o HSBC colocou em risco o sistema financeiro do país ao envolver-se
em possíveis atividades de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao
terrorismo.
Relatório de uma
comissão parlamentar afirmou que quantias volumosas de dinheiro, possivelmente
ligadas a cartéis de drogas, foram transferidas do México para os Estados
Unidos, por meio do banco.
A filial mexicana
transferiu, deste modo, cerca de US$ 7 bilhões ao HSBC nos Estados Unidos entre
2007 e 2008.
O HSBC também manteve
relações financeiras com estabelecimentos bancários suspeitos de ter vínculos
com supostas organizações terroristas. O informe de 330 páginas citou, deste
modo, o banco saudita Al Rajhi Bank.
"Na era do
terrorismo internacional, da violência vinculada à droga em nossas ruas e em
nossas fronteiras, do crime organizado, deter o fluxo de dinheiro que apoia
estes horrores é uma prioridade para a segurança nacional", escreveu em um
comunicado o senador democrata Carl Levin, que preside a comissão.
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