terça-feira, 17 de julho de 2012

Azul.CA 17.07

Daily News


Leonardo Pereira, ex-Gol, será novo presidente da CVM
Reuters 17.07.2012 - O executivo Leonardo Pereira foi indicado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para ser o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em substituição à Maria Helena Santana, cujo mandato encerrou-se em 14 de julho.

Com isso, Pereira, que será sabatinado pelo Senado Federal, deixa a vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Gol. A empresa aérea está definindo os detalhes finais para a indicação de um novo executivo para o cargo, segundo uma fonte na companhia.

Pereira já celebrou termo de compromisso com a autarquia. No início do mês, ele ofereceu pagar 200 mil reais para encerrar processso em que era investigado por, como diretor de relações com investidores da empresa aérea, não ter publicado fato relevante em julho do ano passado avisando sobre mudança de projeções de resultados da companhia .

O nome indicado pelo ministro Mantega surpreendeu profissionais do mercado, que esperavam que o novo presidente viesse do Colegiado da CVM ou da BM&FBovespa.

"Ele não tem formação técnica nem jurídica, o que pode ser um problema", disse uma fonte próxima à autarquia que preferiu não ser identificada. Pereira é engenheiro e economista.

O executivo ingressou na Gol em 2009. Também já foi diretor financeiro e de relações com investidores da NET Serviços.

Enquanto não assume o cargo efetivamente, o diretor Otavio Yazbek segue na presidência como interino.





Fitch anuncia upgrade do Rating da Amilpar de AA- para AA
MonitorMercantil 17.07.2012 - Em nota ao mercado, a Amil Participações S.A. comunica que a Fitch elevou o Rating Nacional de Longo Prazo da Companhia de "AA-(bra)", para "AA (bra)", com perspectiva estável.

A elevação do Rating da Amilpar foi reflexo da consistência dos resultados e da solidez do grupo.





Chevron continuará impedida de perfurar no campo de Frade--ANP
Reuters 17.07.2012  - A Chevron continuará impedida de realizar atividades de exploração no campo de Frade até que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apure as causas dos dois vazamentos ocorridos sob operação da companhia americana na bacia de Campos.

O órgão regulador não deverá negar pedido feito pela empresa para voltar a produzir petróleo no campo de Frade, mas a perfuração e a injeção de água em seus poços não serão autorizadas por enquanto, disse à Reuters nesta terça-feira a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.

"A interrupção da produção é voluntária; foi a Chevron que pediu para parar e não temos nada contra ela voltar a produzir a princípio... No entanto, perfurar e injetar água em poços continuam interrompidos", disse Magda nesta terça-feira.

Entre as causas que provocaram o segundo vazamento no campo de Frade, em março deste ano, a ANP investiga se a injeção de água em poços pode ter contribuído para o acidente, antecipou a executiva da reguladora, sem dar mais detalhes sobre o assunto.

O processo de injeção de água nos poços contribui para que a pressão do reservatório seja mantida, mantendo ou mesmo aumentando a produtividade de campos de petróleo. A Chevron é conhecida por ter conseguido elevado aproveitamento da água no processo de produção de óleo no campo.

Antes de ser interrompida, a produção em Frade somava cerca de 64 mil barris de óleo equivalente ao dia, segundo boletim da ANP sobre a produção de fevereiro.

Falta esclarecer: Magda confirmou que a ANP deve divulgar nesta semana o relatório que aponta as conclusões sobre o primeiro vazamento, ocorrido em novembro, mas ressaltou que as investigações sobre o segundo ainda estão em andamento e não serão conhecidas por enquanto.

Quatro meses após o vazamento de mais de 2 mil barris de petróleo no campo de Frade durante atividades de perfuração, um pequeno volume de óleo vazou de uma rachadura de 800 metros a 1,2 mil metros, localizada a três quilômetros da região onde ocorreu o primeiro vazamento.

A ANP afirmou ainda, por meio de sua assessoria de imprensa, que a Chevron sofreu 25 atuações e que as multas somarão uma quantia inferior a 50 milhões de reais.

Após o segundo acidente, a ANP autuou a Chevron por não ter tomado as medidas necessárias para evitar um novo vazamento de petróleo na região do campo de Frade.

Em março, logo após o segundo acidente, ANP e Chevron divergiam sobre as causas do novo vazamento. A petroleira americana disse na ocasião que os dois incidentes não estavam relacionados.

Em entrevista à Reuters em dezembro, porém, Magda revelou que o projeto do poço da Chevron não mostrou uma falha que havia no local e pode ter sido determinante para o vazamento de petróleo em novembro.

Em outra ocasião, a diretora da agência afirmou a jornalistas que a empresa não havia concluído de forma adequada a cimentação do poço que provocou o vazamento de novembro.

Possíveis causas: O relatório da Polícia Federal, que serviu de base ao processo judicial que corre contra a empresa, concluiu que níveis de pressão equivocados provocaram um "kick" que foi contido por uma válvula de segurança no fundo do mar. Mas, ao ser contido, o petróleo provocou uma pressão contrária rachando a rocha e abrindo uma fenda de centenas de metros abaixo do solo oceânico. O óleo vazou então pela rocha porosa e as bolhas migraram através do solo e depois até a superfície.

A pressão de 9,4 libras por galão que a empresa esperava encontrar no local teria sido equilibrada por outra oposta de 9,5 libras por galão de lama (material usado para equilibrar a pressão.

A diferença de 0,1 libra por galão foi duramente criticada no relatório da PF, que informa que a média usada em perfurações anteriores fora de 0,4 a 0,6 libras por galão. A empresa já havia perfurado 19 poços em Frade.

Além da pressão, a estrutura geológica da região e falta de revestimento necessário na parede do poço teria contribuído para o incidente.





Mapfre Brasil apresenta seu Relatório de Sustentabilidade 2011

MonitorMercantil 17.07.2012 - A Mapfre Brasil apresenta ao mercado a edição 2011 do seu Relatório de Sustentabilidade. O documento traz os resultados operacionais/financeiros, sociais e ambientais alcançados pela Mapfre Brasil e por suas respectivas empresas, numa demonstração de que o desenvolvimento sustentável, que busca o equilíbrio nestes três âmbitos, é fundamental para garantir o crescimento do negócio.

“Fortalecer o diálogo e a geração de valor com todos os públicos é um dos compromissos da Mapfre Brasil, que procura incentivar o desenvolvimento de iniciativas que gerem valor efetivo ao seu negócio e à sociedade. Além de oferecer produtos e serviços de qualidade, buscamos sempre destacar a importância de nossas atividades e a amplitude de nossas iniciativas em relação à sustentabilidade”, destaca Wilson Toneto, presidente da Mapfre Brasil. A participação dos colaboradores também foi fundamental para a construção do Relatório. Para a Mapfre Brasil, o diálogo e a geração de valor com todos os públicos são fatores fundamentais para garantir a sustentabilidade do negócio. Por isso, a companhia pauta sua atuação buscando sempre o equilíbrio no relacionamento com todos os seus stakeholders, sem deixar de lado sua postura social.





Confiança inova com seguro de automóvel e quer crescer 25% em vendas

MonitorMercantil 17.07.2012 - Neste mês de julho, a Confiança Seguros lança o primeiro seguro que cuida do automóvel e da saúde da família dos segurados: o Confi Auto. Por meio da parceria com a TopMed, este seguro oferece gratuitamente a Assistência Saúde 24h, que orienta o paciente sobre a melhor conduta a ser tomada diante de sintomas e situações diversas diminuindo riscos, reduzindo custos e aumentando a satisfação do usuário. Com o novo produto, a Companhia projeta o aumento de 25% nas vendas ainda em 2012.

Ainda na parte de saúde, no convênio com a e-Pharma, o Confi Auto possui descontos de medicamentos entre 10% e 60% sobre o Preço Máximo ao Consumidor publicado nas listas oficiais disponíveis nas farmácias. Para consultar, o segurado tem uma lista da rede de farmácias contempladas no site da e-Pharma.

Com a Make-Up este produto oferece serviços de proteção, higienização do interior do carro ou higienização o sistema de ar condicionado do veículo. Já o “Desconto Fidelidade” garante redução de custo na renovação do seguro.

O Confi Auto contempla também a garantia do veículo para outros países do Mercosul, assistência para vidros, farol, lanterna, retrovisor, auto-socorro, reboque, hospedagem, chaveiro, troca de pneus e acesso a rede de Convênios Gboex. São mais de 15 mil estabelecimentos credenciados como postos de gasolina, oficinas, restaurantes, lojas de roupas, eletroeletrônicos, móveis, entre outros.

Segundo o diretor comercial da Confiança Seguros, Jack Suslik Pogorelsky, este é um novo momento de reestruturação da companhia. “Estamos unindo tradição com inovação e modernidade para potencializar o crescimento e satisfazer, cada vez mais, os nossos corretores, segurados e parceiros”, enfatiza.





Gboex faz contagem regressiva para centenário

MonitorMercantil 17.07.2012 - O Gboex anunciou já ter iniciado as comemorações de seu centenário. No site da empresa www.gboex.com.br é possível acompanhar a contagem regressiva dos dias faltantes para a chegada do esperado 24 de maio de 2013, quando completa 100 anos. Na intranet, o cronômetro está disponível desde o dia 11 de junho, para que seus colaboradores fossem os primeiros a participarem da ação.

“A chegada do centenário está gerando uma grande expectativa, por isso criamos a contagem para acompanhar essa passagem de tempo”, explica Ilton Roberto Brum de Oliveira, Superintendente de Planejamento e Gestão. O Gboex atualmente, administra uma carteira que varia anualmente entre 250 a 300 mil planos. Uma das novidades de 2012 foi à readequação do Portal do Corretor, ambiente on-line exclusivo para os corretores de seguros.





Comissão aprova texto base da LDO 2013;primário é de R$155,9bi

Reuters 17.07.2012 - A Comissão Mista de Orçamento aprovou por unanimidade o texto base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013 nesta terça-feira, com meta de superávit primário do setor público consolidado de 155,9 bilhões de reais.

O número é quase 12 por cento maior do que o objetivo deste ano, de 139,8 bilhões de reais, deixando claro que o governo terá de fazer esforço maior no ano seguinte para cumprir a meta cheia de superávit primário --economia feita pelo setor público para pagamento de juros.

A LDO prevê ainda a possibilidade de abatimento de até 45,2 bilhões de reais de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da meta do superávit. Na lei, também está previsto salário mínimo no valor de 667,75 reais mensais, aumento de 7,36 por cento sobre o valor atual de 622 reais.

Antes de o projeto de lei seguir ao plenário do Congresso, a Comissão ainda analisa as emendas nesta terça-feira. Foram apresentados mais de 300 destaques, mas haverá votação separadas de quatro ou cinco, segundo o presidente da Comissão Mista, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

O relator da LDO 2013, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) analisa os destaques para apresentar o parecer sobre as propostas.

Negociação: A aprovação do texto básico da LDO ocorreu depois de intensas negociações com os partidos da oposição, por conta do lento processo de liberação de emendas parlamentares. Os partidos da oposição reclamavam que não estavam sendo contemplados com os recursos do orçamento federal.

"Os recursos das emendas são importantes para melhorar as condições dos municípios", afirmou o deputado Felipe Maia (DEM-RN), em discurso na Comissão.

Entre os pontos polêmicos estavam o reajuste salarial de servidores das três esferas da União e a possibilidade de os investimentos do PAC serem executados mesmo sem a aprovação do Orçamento 2013.

Sobre a negociação salarial, a saída, que teve o aval do Palácio do Planalto, foi uma autorização para o governo prever recursos destinados aos reajustes salariais de servidores da União no Orçamento 2013 e que não torna obrigatório os aumentos.

O governo não é obrigado a incluir no projeto de Lei Orçamentária de 2013, a ser enviado ao Congresso até 31 de agosto deste ano, a previsão de recursos para aumento salarial dos servidores. E a presidente Dilma Rousseff tem ainda prerrogativa de vetar a emenda.

Houve ainda acordo para a retirada da flexibilização da execução do PAC do texto para evitar dificuldades na aprovação. Ou seja, as obras do programa somente poderão ser feitas se previstas no Orçamento do ano, como ocorre atualmente.

A LDO é uma lei que determina os parâmetros para a elaboração do Orçamento da União. Essa lei torna obrigatório que o governo defina recursos para uma determinada despesa.





Setor de móveis no Sul ensina como driblar a crise

Brasil Econômico 17.07.2012 - Kátia Scarton: moveleiros estão conseguindo substituir países europeus por outros mercados

Enquanto as indústrias brasileiras registraram queda nas vendas para o exterior no primeiro semestre, esse grupo exportou US$ 28,8 milhões .

Um grupo de 37 exportadores de móveis de Bento Gonçalves, do Rio Grande do Sul, está driblando a crise financeira.

Enquanto as indústrias brasileiras registraram queda nas vendas para o exterior no primeiro semestre, esse grupo exportou US$ 28,8 milhões no período, um avanço de 6,6% sobre os primeiros seis meses de 2011.

Segundo o Sindicato da Indústria do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), comandado por Cátia Scarton, os moveleiros estão conseguindo substituir países europeus, os Estados Unidos e a Argentina por outros mercados compradores, como Colômbia, Uruguais, África do Sul, Angola e Namíbia.





Aneel aumenta rigor sobre usinas a carvão no país

Folha 17.07.2012 - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (17) uma resolução que aumenta o rigor sobre as usinas a carvão no país.

Conforme antecipado pela Folha, a norma estabelece que, para poder ter subsídio de 100% no custo de seu combustível, as térmicas a carvão precisarão seguir critérios mínimos de eficiência.

Pela proposta, a eficiência líquida -  relação entre combustível consumido e energia gerada -- não pode ser menor que 25%.

Esse percentual vale para as unidades pequenas, de potência instalada até 50 MW.

Usinas médias, até 150 MW, terão obrigação de manter a eficiência acima de 30%. Para as maiores, acima de 150 MW, será cobrado percentual superior a 35%.

Atualmente, a média da eficiência das termelétricas brasileiras a carvão é de 28%, ante 25% da média europeia.

"Chega a ser difícil nos comparar com outros países, porque o nosso carvão não é da melhor qualidade. Soma-se a isso também a nossa defasagem tecnológica", disse o relator do texto Romeu Rufino.

A baixa qualidade do carvão brasileiro, citada pelo diretor da Aneel, se deve ao alto teor de cinzas e de enxofre.

Mudanças: As usinas de todo país terão de se adaptar às novas normas até 2016. As que não conseguirem, receberão o subsídio menor do governo, proporcional à eficiência alcançada.

"Em casos extremos, os limites exigem uma modificação completa na usina, que não é feita de um dia para outro", completou Rufino.

Hoje, o custo do carvão já é reembolsado às geradoras via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), tributo que também é usado para incentivar energias renováveis.

Como as térmicas são acionadas como energia de reserva, em caso de problemas no fornecimento hidrelétrico, o governo entende que o subsídio ao carvão é estratégico.

Como o carvão também é o mais poluente dos combustíveis fósseis e sua demanda cresce no Brasil, os órgãos reguladores querem condicionantes ao incentivo.





Grupo chinês quer comprar a fabricante de turbinas eólicas Vestas

Valor 17.07.2012 - O grupo chinês Ming Yang Wind Power Group  tem interesse em comprar a  companhia dinamarquesa Vestas Wind Systems A/S, a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo. De acordo com o site Oilprice.com, fontes próximas afirmaram que o grupo chinês pretende oferecer entre US$ 1,72 bilhão e US$ 1,97 bilhão pela fabricante dinamarquesa.

A Vestas está presente no Brasil, onde está construindo uma fábrica de aerogeradores no Ceará. A aquisição faz parte da estratégia dos chineses de diversificar os mercados em que atuam devido à desaceleração no mercado de energia eólica na China.

O governo chinês taxou ainda as exportações de turbinas eólicas para os Estados Unidos em 26%, o que aumentou as dificuldades enfrentadas pela indústria local.

Segundo o site britânico, o governo chinês adotou processos mais seletivos para aprovação de projetos, o que reduziu o número de empreendimentos que serão instalados no país. À menor demanda por novos projetos soma-se ainda um aumento na oferta, o que  reduziu as margens de lucro dos fabricantes.





Desacordo sobre tecnologia emperra fábrica da Foxconn no Brasil

Folha 17.07.2012 - Um ano e três meses depois do anúncio oficial do investimento da Foxconn no Brasil, as negociações entre o governo brasileiro e a empresa taiwanesa estão num impasse por conta da tecnologia a ser usada na fábrica de LCD (telas de cristal líquido).

O governo Dilma exige que a empresa use na futura unidade brasileira sua tecnologia de última geração. A Foxconn, que fabrica os produtos da Apple, resiste.

Telas de cristal líquido tradicionais são iluminadas por um conjunto de lâmpadas. Os modelos mais antigos usam as fluorescentes. A taiwanesa produz telas com a versão mais moderna, iluminada por "minilâmpadas" LEDs (diodos emissores de luz).

A tecnologia mais avançada, chamada OLED, usa compostos orgânicos que se autoiluminam, permitindo telas mais finas e até flexíveis.

Sem acordo sobre a tecnologia a ser adotada, e principalmente sobre sua transferência para empresas do país, o Brasil já disse ao empresário Terry Gou, dono da Foxconn, que não irá financiar o projeto por meio do BNDES.

US$ 12 Bi: O investimento de US$ 12 bilhões da Foxconn no Brasil foi anunciado oficialmente pela presidente Dilma em abril do ano passado, durante viagem à China. Parte do montante anunciado seria destinada à instalação de uma fábrica de telas de LCD.

O ministro Aloizio Mercadante (ex-Ciência e Tecnologia, hoje da Educação) destacou, na ocasião, que havia no mundo apenas quatro fábricas do modelo que a Foxconn traria ao país, todas na Ásia.

A questão tecnológica foi objeto de polêmica desde o início do negócio. O empresário Terry Gou avisou que estava disposto a entrar no projeto apenas com sua tecnologia, sem aplicar capital novo, questão ainda não fechada.

Nas últimas conversas, o governo defendeu que a Foxconn entrasse com sua tecnologia mais avançada na fabricação de telas, que permite produzir unidades de diversos tamanhos. Os planos da empresa, no entanto, são usar a tecnologia anterior, que não permite upgrade.

Assessores presidenciais disseram à Folha que estão trabalhando para "viabilizar o negócio", considerado estratégico pelo país. O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), que voltou ontem da China, iria buscar uma solução para o impasse.

Sem pressa: A crise global também contribui para o atraso no fechamento do projeto da fábrica da Foxconn no Brasil. Com a queda na demanda mundial, Gou não tem pressa, porque suas unidades na Ásia têm condições de atender os pedidos atuais do setor.

No fim do ano passado, o BNDES confirmou que seria sócio na primeira etapa do negócio, de US$ 4 bilhões no total. O banco deve entrar com 30%, US$ 1,2 bilhão.

Em outubro de 2011, o empresário Eike Batista informou a Dilma que também participaria do empreendimento, com US$ 500 milhões.

Em fevereiro, Eike divulgou que a nova fábrica deve ser instalada na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A empresa já tem uma unidade em Jundiaí (SP), onde monta produtos.

Procurados por telefone, representantes da empresa não foram encontrados até a publicação desta reportagem.





Cocari adia inauguração da unidade de frangos

Jornal de Londrina 17.07.2012 - A Cocari, cooperativa de Mandaguari, no norte do estado, adiou a inauguração de sua Unidade Industrial de Aves para 15 de outubro. Antes prevista para 31 de agosto, as obras de construção da fábrica estão atrasadas por conta da chuva na região. O pluviômetro instalado no local registrou 274 mm em junho, o que exigiu dragagem do terreno e dificultou o trabalho das empresas contratadas. Além das adversidades climáticas, a operação padrão da Receita Federal gerou atrasos na liberação dos equipamentos que serão montados na unidade industrial da cooperativa. Parte das máquinas está retida no Porto de Paranaguá e o restante no Porto Seco de Maringá. A cooperativa investiu R$ 88 milhões na construção da unidade que terá capacidade de abater 200 mil aves/dia, com possibilidade de alcançar 350 mil cabeças/dia.





Brasil tem maior taxa do cartão de crédito entre países da América Latina

Folha 17.07.2012 - Apesar das recentes quedas na Selic, o Brasil tem a maior taxa média de juros nas operações com cartão de crédito na comparação com seis países da América Latina (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México).

Maria Inês Dolci: Esse campeonato não interessa

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira pela ProTeste (associação de defesa do consumidor). O brasileiro que recorre ao financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo, paga taxa média de juro anual de 323,14%.

O Peru, que é o segundo país entre os pesquisados a ter valor maior, cobra 55% ao ano, e o Chile 54,24%. O menor percentual é da Colômbia com 29,23% anual.

Segundo a associação, a comparação foi feita com as taxas praticadas em outros países, priorizando a América Latina, porque países da zona do euro e outros, além de praticarem taxas sabidamente inferiores às do Brasil, boa parte deles não financia saldos devedores de cartões de crédito.

Para a ProTeste, há um "exagero" na cobrança das taxas de juros do cartão de crédito no país.

"Caso a média anual dessas taxas fosse a metade, ainda seria maior que o dobro do segundo colocado, que é o Peru, com taxa anual de 55%", diz em nota.

Na última quarta-feira (11), o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 8,5% para 8% --o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.

Foi o oitavo corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.

Veja as taxas de juros anuais do cartão de crédito

Brasil - 323,14%

Peru - 55%

Chile - 54,24%

Argentina - 50%

México - 33,8%

Venezuela - 33%

Colômbia - 29,23%





Plano Brasil Maior inclui aporte de R$ 45 bilhões no BNDES

Estadão 17.07.2012 - Em medida provisória que concede incentivo à indústria nacional, banco recebe investimento para ampliar capacidade de fornecer crédito de longo prazo

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira a segunda Medida Provisória que cria o Plano Brasil Maior (MP 564). A MP 563 foi aprovada na noite de ontem. As duas propostas do pacote de incentivo à indústria nacional seguem agora para a avaliação do Senado. Se a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) for aprovada ainda hoje, os senadores terão até o dia 15 de agosto para analisar as MPs. Mas se isso não ocorrer, a votação terá que ser realizada até 1º de agosto.

As duas MPs foram editadas pelo Executivo com o objetivo estimular a economia e combater os efeitos da crise econômica internacional no País.

A MP 564 inclui novos setores no Programa Revitaliza do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar empresas que foram afetadas pela crise. A matéria ainda injeta R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional no BNDES para ampliar sua capacidade de fornecer crédito de longo prazo. O texto final da MP 564 aumenta, ainda, o capital dos bancos do Nordeste (BNB) e da Amazônia, em R$ 4 bilhões e R$ 1 bilhão, respectivamente.

O texto também prevê a elevação de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões no limite de financiamentos do BNDES com subvenção da União para modernização do parque industrial, desde que os recursos sejam usados para inovação tecnológica e agreguem valor às cadeias produtivas.

Ainda há outro dispositivo que promove a redução do custo de financiamentos para máquinas e equipamentos, ampliando prazos e aumentando os níveis máximos de participação.

Outro benefício incluído no Congresso foi a possibilidade de os bancos oferecerem empréstimo a juros subvencionados pela União para frigoríficos, empresas de moagem e torrefação de café e aos produtores de castanha de caju e cera vegetal.

Na sequência, está prevista a realização de uma sessão do Congresso Nacional para analisar projetos de crédito extraordinário. O principal é o que abre mais de R$ 1 bilhão em crédito por meio do Programa de Financiamento à Exportação (Proex).

Fundos: Um ponto criticado por vários partidos da oposição é a proposta contida na MP de criação da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias S.A. De acordo com o texto, a União fica autorizada a participar de fundos dedicados a operações de comércio exterior ou projetos de infraestrutura de grande vulto. Um destaque para suprimir essa parte do texto foi rejeitado pelo plenário na votação de hoje.

Contudo, o nome da empresa foi alterado para Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias. A mudança foi proposta para limitar a atuação da empresa.

Votação: A votação das duas MPs (563 e 564) só foi possível porque partidos da base e da oposição chegaram a um acordo para suspender a obstrução que vinha sendo feita desde a semana passada. Com isso, também será possível votar ainda hoje a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2013 na Comissão Mista de Orçamento e no plenário do Congresso. Pela Constituição Federal, o recesso parlamentar vai de 18 a 31 de julho, mas só pode ocorrer depois da aprovação da LDO.





Accor compra marca Caesar e amplia a rede de alto padrão

Valor 17.07.2012 - Bonadona, da Accor (à esq.), e Francisco Gutierrez, do Posadas: dos 29 hotéis do acordo, 15 estão em operação.

A rede francesa de hotéis Accor quer reforçar a sua operação em hotéis de quatro e cinco estrelas na América do Sul, especialmente no Brasil, com a compra das marcas Caesar Park e Caesar Business. A informação é do diretor-geral da Accor para a América Latina, Roland de Bonadona.

A Accor anunciou, na manhã de ontem, a aquisição das marcas Caesar Park e Caesar Business na América do Sul, que pertenciam ao grupo mexicano Posadas, por US$ 275 milhões. A negociação envolveu 29 empreendimentos na região, entre hotéis próprios, contratos de administração e franquias em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Buenos Aires e Santiago.

"Nessas cidades estamos falando de hotéis de quatro a cinco estrelas, que são os mais difíceis de desenvolver a partir do zero na região, especialmente nessas capitais. A gente conseguiu resolver uma dupla dificuldade, que é crescer nessas grandes cidades e nesse segmento de quatro e cinco estrelas", afirmou Bonadona. De acordo com o executivo, os recursos para o investimento são próprios da rede Accor e não houve necessidade de obter financiamento.

A partir do acordo, o grupo Posadas sai do Brasil. Segundo informações da Bloomberg, o Posadas usará os US$ 275 milhões obtidos com a venda para reduzir sua dívida e melhorar sua posição de capital. O plano é focar a operação no México.

A negociação consolida a Accor como a maior rede de hotéis no Brasil, com 164 unidades, ou o equivalente a 26,2 mil apartamentos. No ano passado, a rede teve faturamento de US$ 910 milhões no país. Em maio, antes da negociação com o Posadas, portanto, Bonadona havia estimado ao Valor que o crescimento para 2012 seria da ordem de 20%.

Sem contar o acordo anunciado ontem, a Accor tem contratos assinados para 85 hotéis no Brasil até 2016, um investimento, com a ajuda de parceiros, que vai totalizar USS 1,2 bilhão. Até lá, deverão ser quase 250 hotéis no país. Dos projetos previstos para o Brasil nos próximos quatro anos, 70 são da bandeira econômica Ibis. Segundo Bonadona, a negociação com o grupo Posadas não muda a estratégia e o perfil do plano da rede francesa para o Brasil. A Accor quer ter 75% de projetos econômicos e os 25% restantes de empreendimentos de alto padrão.

De acordo com a Accor, dos 29 hotéis envolvidos na negociação com os mexicanos, 15 estão em operação. Destes, a Accor comprou a propriedade de quatro empreendimentos, outros quatro estão em regime de locação variável e sete estão sob contrato de gestão. Os 14 hotéis restantes são projetos em desenvolvimento, com contratos de administração.

Do total de empreendimentos negociados com o Posadas, 75% estão no Brasil e os 25% restantes estão distribuídos entre a Argentina e o Chile. Segundo o diretor-geral da Accor, as duas variações da marca Caesar serão mantidas, por causa da força e tradição da bandeira, segundo ele.

"Vamos ter de estudar como integrar essa marca ao nosso portfólio (de quatro e cinco estrelas), que já conta com as bandeiras Mercure, Novotel, Pullman e Sofitel", afirmou o executivo da Accor, acrescentando que essa decisão deve ser anunciada nos próximos meses.

Bonadona contou que outros projetos em desenvolvimento sob contratos de gestão estão em negociação, o que poderá elevar o número de empreendimentos adquiridos do grupo mexicano. O número específico, contudo, não foi divulgado. "A estratégia número um é reforço da operação nos mercados emergentes, entre eles a América Latina, especialmente no Brasil, onde estão 80% dos quartos do Posadas [da marca Caesar]", afirmou.





Receita da Atlantica Hotels cresce 15,3%

Valor 17.07.2012 - A Atlantica Hotels, uma das maiores redes de hotéis no Brasil, com 80 empreendimentos, divulga amanhã receita operacional de R$ 300 milhões no primeiro semestre, um crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita por apartamento disponível (revpar, índice de rentabilidade que combina a taxa de ocupação dos hotéis e a diária média cobrada) teve expansão de 12,17% de janeiro a setembro, na comparação anual.

Durante o primeiro semestre, a Atlantica inaugurou dois hotéis, sendo um sob contrato de administração no interior de São Paulo, o Riviera Araçatuba by Atlantica Hotels, em meados de março deste ano.

A rede também abriu, em maio, o Radisson, em Belém, após investimento de R$ 30 milhões do grupo paraense Organizações Romulo Maiorana, dono da retransmissora local da TV Globo e do jornal "O Liberal". Com isso, soma 80 hotéis no país, ou o equivalente a uma oferta de 12 mil quartos.

Até o fim deste ano, a rede pretende abrir mais sete empreendimentos no país. Estão previstas duas inaugurações em Cuaibá (MT), e uma em Piracicaba (interior de São Paulo), Petrolina (PE) e na região metropolitana do Rio de Janeiro e mais duas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O vice-presidente sênior de desenvolvimento da Atlantica, Rafael Guaspari, conta que, de 2013 a 2015, a meta da empresa é abrir entre 10 e 15 hotéis por ano. Segundo ele, até agora a rede tem 46 contratos já assinados, o que significa um investimento de parceiros e investidores de pelo menos R$ 1,2 bilhão.

Com esses projetos, a Atlantica garante um aumento de pelo menos 10 mil novos apartamentos, diante dos 12 mil quartos que tem atualmente. Segundo a vice-presidente de marketing e vendas da rede, Annie Morrisey, o objetivo é estar em 20 novas cidades brasileiras nos próximos três anos.

A rede Atlantica foi fundada em 1998 pelo americano Paul J. Sistare (atual CEO), mas a sua sede administrativa é em São Paulo. Ela representa, no país, marcas das redes internacionais Choice (como Sleep Inn, Comfort e Quality) e a Carlson (Radisson e Park Suites, entre outras bandeiras). A Atlantica também tem marcas próprias como Go Inn e InnStyle e usa o sufixo by Atlantica para administrar hotéis independentes.





Ação da BR Malls aponta oportunidade ao investidor

Ação da BR Malls mostra tendência de alta no longo e médio prazos

Wagner Caetano, diretor da Top Traders, vê um bom espaço para o papel subir e traça como primeiro objetivo o patamar de R$ 22,76.

Com o setor de shopping centers em alta, as ações da administradora BR Malls (BRML3) despontam como uma oportunidade para os investidores.

Segundo Wagner Caetano, diretor da Top Traders, o comportamento do papel na última segunda-feira (16/7), fechando na máxima do dia a R$ 22,10, mostra uma força para romper uma antiga resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação).

"Está em cima do ponto. Acima deste valor é sinal de compra do papel e, se subir mais, serve como stop loss", afirma Caetano, que vê um bom espaço para a ação subir. Portanto, o primeiro objetivo do papel passa a ser R$ 22,76.

"É uma resistência intermediária, com força mediana, ou seja, que não gerou queda forte marcada no mês." O segundo objetivo seria R$ 23,05, que também é a máxima alcançada em fevereireiro.

"Aí o papel vai rumo a R$ 23,13 que é topo mais recente, marcado em junho e depois vai direto para 23,70", diz o especialista.

É, portanto, uma ação que, no longo e médio prazos, mostra tendência de alta, garante Caetano. Prova disso é que no ano já subiu 22,78%, até ontem. "É um investimento bom para este ano".

No entanto, no curto e curtísimo prazos o papel está em baixa. Em julho, amarga perda de 3,91%. "Está em queda, mas pode retomar", afirma.

Caso o papel caia, o primeiro suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) seria R$ 21,09 e o segundo, R$ 20,63.





Credor quer processar JBS por arrendamento de curtume

Valor 17.07.2012 - Um credor internacional está planejando processar a JBS, maior exportadora de carne no mundo, sob a alegação de que a companhia brasileira adquiriu os ativos de uma empresa de couro insolvente sem a aprovação dos credores, num caso que colocará à prova a legislação falimentar no Brasil.

O credor do curtume, a canadense Maple Trade Finance, divulgou a notificação de um tribunal contendo as acusações contra a JBS e a companhia insolvente, a Xinguleder Couro, e pretende abrir um processo contra elas nas próximas semanas.

Segundo os advogados da Maple, JBS e Xinguleder estão envolvidas em um "arranjo simulado", que na prática oculta uma aquisição de ativos da empresa pela JBS. A JBS e um representante do acionista controlador da Xinguleder, Arnaldo Frizzo, negaram as acusações, dizendo que suas ações são perfeitamente lícitas.

O Brasil reformou sua lei de falências em 2006, um marco que tornou mais fácil para o setor empresarial do país, captar empréstimos. Mas advogados dizem haver algumas brechas na legislação e sustentam que a aplicação da lei é mais difícil em locais mais distantes das capitais que abrigam a maiorias das empresas, onde os casos podem empacar devido a interferências de tribunais simpáticos a empresas locais.

A Maple e um grupo de importantes credores, entre os quais também estão o Goldman Sachs, o alemão WestLB, os bancos brasileiros BTG Pactual, Banco do Brasil e BNDES são credores da Xinguleder - uma empresa cujas principais operações ficam em Minas Gerais -, no montante de US$ 180 milhões.

Embora nunca tenha sido declarada oficialmente falida, a Xinguleder, que já foi uma das maiores produtoras mundiais de couro, deixou de honrar suas dívidas em 2006. Depois do fracasso das negociações visando uma reestruturação da dívida, a Xinguleder arrendou suas principais unidades produtoras em Uberlândia e Itumbiara para o frigorífico Bertin, por R$ 150 mil, em 2008.

O Bertin, rebatizado Bracol, abandonou o acordo ainda naquela ano. Mas quando a Bracol foi assumida pela JBS em 2009, o frigorífico firmou um novo contrato de arrendamento dos ativos da Xinguleder. A Maple argumenta que os termos do contrato de arrendamento, válidos por 30 anos e renováveis por mais 30, a critério da JBS, durante os quais a empresa também tem permissão para realizar modificações nas unidades de produção sem pedir permissão, implicam uma venda.

"A principal demanda da ação é uma decisão judicial declarando a JBS e a Xinguleder como solidariamente responsáveis por honrar os créditos da Maple", diz o escritório de advocacia Castro, Barros, Sobral e Gomes, representante da Maple. Os outros principais credores da Xinguleder não comentaram o caso.

Mas a JBS nega a reivindicação, dizendo que o contrato de leasing foi firmado de forma transparente "perante todos os acionistas, clientes, investidores e credores". "Isso não é uma venda disfarçada", reforçou. "O aluguel ou arrendamento de ativos é uma prática relativamente comum no Brasil".

A JBS está envolvida em uma disputa semelhante com os credores de outra empresa falida no mesmo setor, a BMZ Couros. E os credores também estão atentos à decisão do frigorífico de arrendar os ativos da Doux Frangosul no país.





EDP Energias tem alta de 5,4% nas vendas do segundo trimestre

Brasil Econômico 17.07.2012 - O volume de energia vendida no grupo no segundo trimestre alcançou 2.077,1 GWh, aumento de 2,2%

Aumento foi impulsionado pelo desempenho positivo nos setores residencial, comercial e rural. Já o segmento industrial apresentou queda no período.

A EDP Energias do Brasil anuncia, em sua prévia, que a energia vendida a clientes finais, consolidando os resultados da EDP Bandeirante e da EDP Escelsa, teve alta de 5,4% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2011.

Segundo a projeção da empresa, este avanço foi impulsionado pelo aumento no consumo das classes residencial (6,9%), comercial (10,7%) e rural (33%), que compensaram o decréscimo da classe industrial (-3,8%) no mesmo período.

O crescimento expressivo na área rural aconteceu por causa das condições climáticas, de acordo com a empresa.

O consumo residencial por cliente da EDP Bandeirante teve incremento de 4,4% e da EDP Escelsa, alta de 3,1%.

O volume de energia vendida no grupo no segundo trimestre alcançou 2.077,1 GWh, aumento de 2,2% em relação aos 2.032,4 GWh vendidos em igual época do ano passado.

Já o volume acumulado de energia vendida em 2012 totalizou 4.179,2 GWh, com aumento de 4,1% em relação aos 4.014,0 GWh vendidos no mesmo período de 2011.

Em relação ao volume de energia comercializada, o número totalizou 2.701,7 GWh, com alta de 1,9%, contra 2.650,5 GWh. A alta foi gerada pelas negociações de longo prazo, que aumentaram 40%.





Parati eleva preço a ser pago na OPA da Redentor Energia

Brasil Econômico 17.07.2012 - Valor foi elevado para R$ 7,20 por ação voluntariamente.

A Redentor Energia anuncia que recebeu de seu acionista controlador, a Participações em Ativos de Energia Elétrica (Parati), a informação de que o preço para aquisição das ações da companhia, no âmbito da oferta pública de cancelamento do seu registro de companhia aberta e saída do Novo Mercado da BM&FBovespa (OPA), foi aumentado voluntariamente para R$ 7,20 por ação.

A OPA permanece sujeita à aprovação dos seus termos pela Comissão de Valores Mobiliários e à devida publicidade e processamento, nos termos da regulamentação aplicável.





Camargo Corrêa indica executivos para comissão da Cimpor

Brasil Econômico 17.07.2012 - As indicações acontecem após a finalização da oferta de aquisição de ações pelo capital da empresa.

Membros estão divididos entre o Conselho de Administração e a comissão executiva da companhia.

A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, anuncia Daniel Proença de Carvalho, advogado e sócio do Uría Menéndez e Proença de Carvalho Advogados, como membro do Conselho de Administração da Cimpor.

Além disso, a comissão executiva será liderada pelo executivo Ricardo Fonseca de Mendonça Lima, atual vice-presidente de operações da InterCement e que passará a atuar como CEO da empresa portuguesa.

Ricardo Lima, 46 anos, está na InterCement desde 2004 e já foi diretor-geral da empresa na Argentina e no Brasil. Antes de ingressar na companhia, atuou nas empresas Aços Villares Sidenor e Eluma.

A comissão executiva da Cimpor será formada também por Armando Sérgio Antunes da Silva, atual Diretor de Finanças da InterCement na Argentina e que passará a atuar como CFO; André Gama Schaeffer, atual Diretor de Betão da unidade Brasil e Diretor Corporativo de Inovação da InterCement; e pelo executivo Daniel Antonio Biondo Bastos, atual Diretor da InterCement de Portugal.

Segundo José Édison Barros Franco, presidente do Conselho da InterCement, "os executivos trabalharão focados na integração de processos e operações, para o melhor aproveitamento de sinergias, e no compartilhamento de informações e melhores práticas".

As indicações acontecem após a finalização da oferta de aquisição de ações pelo capital da empresa, encerrada em 19 de junho.





Setor têxtil vira o 2º em repasses do BNDES

Folha 17.07.2012 - Entre 2007 e abril deste ano, segmento recebeu do banco R$ 7,6 bi, atrás apenas da área automotiva, com R$ 16,6 bi.

Segundo associação, os investimentos foram feitos "do portão da fábrica para dentro", para recuperar mercado.

Socorrido pelo governo federal, o setor têxtil e de confecção recebeu, de 2007 a abril deste ano, R$ 7,6 bilhões em repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Federal) para investimentos.

O valor corresponde a 63,8% do total liberado aos setores também beneficiados pelo governo, entre eles o moveleiro, o de calçados e o de eletrodomésticos.

Só ficou acima desse patamar a liberação para o setor automotivo, que foi de R$ 16,6 bilhões no período.

De acordo com o banco, a maior parte dos recursos foi entregue entre 2010 e 2011, período em que o governo incentivou a economia contra a crise financeira mundial que explodiu no final de 2008 e atingiu o país em 2009.

A lógica do investimento no pós-crise também pode ser verificada nos repasses aos setores moveleiro e de calçados. Só as fabricantes de eletrodomésticos reduziram os investimentos a partir de 2008, segundo os dados.

Entre os benefícios concedidos estão desoneração e redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), desoneração da folha de pagamento e preferência nas compras públicas.

Só no primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff, a renúncia sobre receitas alcançou R$ 187 bilhões, de acordo com relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) deste ano.

"Os investimentos são reflexo do bom momento que os setores passavam após a crise de 2008, quando tiveram que aumentar a produção", disse Marcelo Nascimento, chefe do departamento econômico do BNDES.

A favor do setor têxtil conta a geração de empregos. Segundo a direção da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), são 1,8 milhão de empregados diretos nas empresas e 8 milhões de indiretos.

Entre as empresas que mais investiram, a Riachuelo aplicou R$ 596,4 milhões do BNDES de 2010 a 2011 na instalação de 44 lojas, de novas fábricas, na ampliação de unidades existentes e na modernização de máquinas e equipamentos.

De acordo com o presidente da associação, Aguinaldo Diniz Filho, os investimentos foram feitos "do portão da fábrica para dentro" com o objetivo de combater a invasão dos produtos vindos, principalmente, da China.

"Investimos em modernização de máquinas e equipamentos para aumentar a produção e a qualidade, reduzir os custos e fortalecer a indústria e os empregos para fazer frente à competitividade chinesa", disse o empresário.

No entanto, ele afirmou que as medidas não são suficientes e defendeu a redução no custo da energia, a desvalorização do real e a proteção comercial. "Não existe empresa competitiva se o país não for competitivo", disse.





Controladores do BMG investem em eólica

Valor 17.07.2012 - A família mineira Pentagna Guimarães, dona do banco BMG, está revendo seus negócios. A intenção é fortalecer atividades não financeiras, principalmente na área de energia e agrícola. As novas apostas envolvem desde unidades eólicas a uma fazenda para produção de alimentos em Moçambique, no leste africano.

Nessa redefinição de perfil, o clã se desfaz de algumas empresas não financeiras para se concentrar nos ramos em que acredita mais. Hoje, por exemplo, a Brasfrigo, fábrica de vegetais em conserva, sopas, molho de tomate entre outros produtos encerra suas atividades.

A Brasfrigo é dona de marcas Jurema, Jussara e Tomatino e deve demitir, hoje, cerca de 200 funcionários. A fábrica fica em Luziânia, Goiás. Outros 200 funcionários permanecem na empresa cuidando da manutenção e dos estoques até que a fábrica seja vendida. O vice-presidente da holding não-financeira da família, Daniel Ribeiro Kaltenbach, espera que as negociações para a venda sejam concluídas em 60 dias. A empresa já teve 1.500 funcionários, mas vem reduzindo seu quadro desde o ano passado.

Atualmente, aproximadamente 80% da receita do ramo dos Pentagna Guimarães que é ligado ao banco - e cujas atividades empresariais em Minas remontam ao fim do século 19 - vem das atividades financeiras, diz Kaltenbach.

Na semana passada, os controladores fecharam uma parceria com o Itaú Unibanco para criação de um terceiro banco que só atuará com crédito consignado - produto no qual o BMG se especializou. A expectativa da família é que o BMG continue crescendo, mas, que dentro de cinco anos, a dependência em relação à instituição e a outras empresas do setor financeiro seja menor, diz o executivo. "A meta é aproximar a lucratividade das não financeiras à do banco."

Segundo ele, em vez da relação 80% e 20%, o que se quer é que os negócios financeiros e não financeiros cada um mais ou menos com 50% da lucratividade, diz Kaltenbach. No ano passado, o banco teve lucro líquido de R$ 583,5 milhões. As empresas não financeiras - sobretudo as fazendas em Minas e a Brasfrigo - registraram faturamento de R$ 350 milhões.

A reestruturação dos negócios e o fortalecimento das atividades não bancárias começaram a ser desenhados em 2011 e não tem relação com a operação com o Itaú, diz o executivo. Mas são ações que de alguma maneira se ajudam: a parceria com o Itaú pode ajudar a fortalecer a marca BMG em outros negócios e vice-versa, diz.

Antes de fechar a Brasfrigo, os Pentagna Guimarães já se desfizeram de duas empresas: uma de tratamento de água, a Etatec, e outra de medidores de consumo de energia, a Electrometer. "Nosso objetivo é manter o foco em alguns segmentos que consideramos estratégicos para o desenvolvimento do país, em setores do futuro."

O presidente da holding não financeira, a Empresa Brasileiras de Desenvolvimento e Participações, é Flávio Pentagna Guimarães, o patriarca octogenário que participa ativamente dos novos projetos assim como das discussões sobre os negócios financeiros.

Um dos projetos "do futuro" nos quais a família está investindo é o de geração eólica. A holding tem uma parceria com Furnas e está construindo usinas eólicas no Rio Grande do Norte e no Ceará. A empresa do grupo BMG venceu um leilão de energia no ano passado, o qual cumprirá com esse projeto.

"Nos próximos dois anos, nossos investimentos no setor de energia serão de R$ 500 milhões. Não só em eólica, mas também na fábrica de torres de transmissão", diz Kaltenbach. Esse é outro negócio "do futuro" no qual aposta. O executivo diz que espera dobrar a receita da Damp (que atua na transmissão) em 2013 para R$ 120 milhões. Ainda no setor de energia, outro projeto é o de construção de linhas de transmissão, já em curso, em parceria com a Abengoa.

Os planos incluem investimentos em Moçambique. Donos da 120 mil hectares de café, soja, milho, feijão e onde também criam gado no Brasil, eles trabalham em um projeto de plantio para produção de alimentos no país africano para exportar para o mercado sul-africano, asiático e do Oriente Médio. O projeto deve ser de plantio de soja ou tomate. O projeto envolve arrendamento de terras.





Aeroportos da Copa terão de reduzir espera no check-in

Folha 17.07.2012 - O governo fixará metas de qualidade para todos os aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014.

Como a Folha antecipara em 2011, já estavam previstas obrigações que levarão à redução do tempo de espera e de filas em Guarulhos, Viracopos (SP) e Brasília, privatizados em fevereiro deste ano.

Agora, o governo decidiu estender o esforço para mais 11 aeroportos da Infraero. Segundo a SAC (Secretaria de Aviação Civil), a intenção é reduzir o tempo tomado no check-in e na retirada de bagagens nas esteiras em até 50%.

Com isso, a espera deverá ficar entre 12 minutos e 30 minutos. A meta é que o serviço se iguale ao de aeroportos dos EUA e da Europa, como Heathrow (Reino Unido) e Charles de Gaulle (França), classificados no nível C da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

A associação gradua os aeroportos de A a F, sendo C considerado o mínimo para o conforto dos passageiros.

Desde o fim de 2011, foi feito projeto-piloto em Guarulhos e em Cofins (MG). O tempo de espera caiu, respectivamente, 30% e 50%.





Nem Minha Casa Minha Vida segura pessimismo do setor de blocos de concreto

MonitorMercantil 16.07.2012 - Os fabricantes brasileiros de blocos de concreto reverteram as expectativas otimistas apontadas no final de 2011 para o primeiro semestre deste ano, devido ao forte aumento da capacidade instalada, que supera, em muitos estados, o incremento da demanda e, também, à diminuição do ritmo de crescimento do PIB brasileiro neste ano. A maioria dos fabricantes (55%) espera, no máximo, a manutenção do volume de negócios neste segundo semestre de 2012.

Há, porém, uma parcela de fabricantes (48% do total) que espera crescer entre 10% e 20% nesse período, incremento esse que se deve principalmente ao mercado imobiliário, ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a obras de infra-estrutura, segundo pesquisa semestral realizada com seus associados para analisar as expectativas do mercado pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (BlocoBrasil). Esta edição, de junho de 2012, apresenta as previsões para o segundo semestre de 2012.

Cerca de 45% dos fabricantes esperam alcançar crescimento de até 20% nos próximos seis meses - no primeiro semestre eram 60%. A manutenção do nível atual de atividades é a expectativa apontada por 43% dos fabricantes associados à BlocoBrasil, enquanto 6,06% das empresas consultadas previram redução de atividades - ante 2,2% no semestre anterior.

Os principais fatores para as empresas que têm expectativas otimistas: o aquecimento do mercado imobiliário (36,9%) e o programa Minha Casa, Minha Vida (26,31%). Obras de infra-estrutura ocupam o terceiro lugar nesse ranking, com 23,68% das respostas.

As duas medidas mais mencionadas pelos fabricantes para dar conta do aumento da demanda são a aquisição de novos equipamentos (36%) e a adoção de ações para o aumento da produtividade. Em terceiro lugar entre as medidas previstas, está a contratação de novos funcionários (20%). Entre as que esperam reduzir o volume de negócios, o corte de turnos e de funcionários são as medidas apontadas para enfrentar a diminuição de atividades.

Entre os problemas apontados, a elevação da concorrência, com superoferta de blocos em alguns estados, como o Rio de Janeiro, por exemplo, que passou de uma produção total de seis milhões de blocos/mês para 20 milhões/mês em 2012, estão também a elevação dos preços das matérias-primas devido à grande demanda por esses produtos na construção civil e o pequeno número de fornecedores principalmente da indústria cimenteira, do aço, derivados de brita e areia lavada. A elevação dos salários médios é outro problema apontado pela indústria setorial; em alguns estados, o aumento do custo da mão de obra foi de 60%.

O segmento mais representativo para os fabricantes é o de blocos de concreto (53,84%) e, dentre eles, o bloco estrutural (57,69%), enquanto os pisos intertravados de concreto devem responder por 46,15% do faturamento.





Ricardo Lima é o novo CEO da Cimpor

Estadão 17.07.2012 - A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, indicou novos membros para o conselho de administração da Cimpor e para a comissão executiva. Ricardo Fonseca de Mendonça Lima, atual vice-presidente de operações da InterCement, vai liderar a comissão da cimenteira portuguesa, atuando como CEO da empresa.

O conselho de administração da Cimpor será presidido por Daniel Proença de Carvalho, advogado e sócio do Uría Menéndez e Proença de Carvalho Advogados. Também formam a comissão executiva: Armando Sérgio Antunes da Silva, atual diretor de Finanças da InterCement na Argentina e que passará a atuar como CFO; André Gama Schaeffer, atual diretor de Betão da unidade Brasil e diretor corporativo de Inovação da InterCement, e o executivo Daniel Antonio Biondo Bastos, atual diretor da InterCement de Portugal.

O presidente do conselho da InterCement, José Édison Barros Franco, afirmou em comunicado que "a empresa indicou executivos altamente capacitados que trabalharão focados na integração de processos e operações, para o melhor aproveitamento de sinergias, e no compartilhamento de informações e melhores práticas".

As indicações acontecem após a InterCement informar, na semana passada, o acordo fechado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que prevê a aprovação da compra do controle da Cimpor por meio de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA).

Entre os compromissos citados pela empresa estão: desinvestimentos em ativos de concreto no Estado de São Paulo; descruzamento de participações associativas ou societárias com o Grupo Votorantim, em especial na Cimpor; e realização de um plano de investimentos adicionais em inovação e pesquisa tecnológica.





Hoper prevê expansão de até 7% e mais consolidação

Valor 17.07.2012 - Ryon Braga, da Hoper: "A demanda por financiamento estudantil disparou".

Após uma forte desaceleração em 2009 por causa da crise, o mercado privado de educação superior deverá crescer entre 3% e 7% nos próximos cinco anos e assistir a várias fusões e aquisições entre as instituições do setor ainda neste ano. Essas são algumas das conclusões do estudo anual da Hoper, consultoria especializada em ensino.

"Nos últimos seis meses, os negócios começaram a migrar para grandes aquisições e 2012 deve fechar com fusões entre os players. Estimamos que os 17 pretensos consolidadores se transformem em 12 grupos, com participação de 50% do mercado até 2015", disse Ryon Braga, fundador e presidente do conselho da Hoper.

Nesse sentido, um exemplo é a Uniasselvi, faculdade catarinense que já se posicionou como compradora e foi adquirida pela Kroton este ano. Outro negócio muito comentado no mercado é a possível fusão entre a paulista Anhanguera e a carioca Estácio. Isso porque haveria uma complementariedade de praças e, segundo fontes do setor, o GP Investimentos tem interesse em se desfazer da Estácio.

A carioca Estácio informou, por meio de comunicado, que as aquisições não são a única alavanca de expansão e que "está atenta às oportunidades do mercado e seguirá fazendo aquisições que façam sentido para a sua operação e estratégia." Já a Anhanguera enviou comunicado informando que "não se manifesta sobre eventuais negociações de venda, fusões e aquisições, anteriormente a comunicação formal ao mercado."

Na última década, o mercado assistiu a entrada de fundos de "private equity" no setor e o fechamento de mais 200 negociações, sendo que a Anhanguera e a Estácio foram responsáveis por boa parte delas. "Tenho alertado aos fundos de 'private equity' que é preciso permanecer pelo menos cinco anos em um negócio de ensino para ter retorno. E muitos desistem quando ficam sabendo disso", afirmou o consultor.

O setor conta com cerca 1 mil instituições de ensino, mas muitas delas têm sérios problemas financeiros que afugentam os potenciais compradores.

A Hoper fez novas projeções para a área de educação. Até o ano passado a expectativa era que o setor crescesse apenas 3%. "Revisamos nossa projeção e agora prevemos um crescimento entre 3% e 7% por causa do Fies. A demanda pelo financiamento estudantil disparou no segundo semestre do ano passado e há expectativa que triplique nos próximos três anos", afirmou Braga.

Entre janeiro e junho deste ano, 208 mil alunos conseguiram o financiamento estudantil do governo. No ano passado inteiro, foram 152 mil contratos fechados, segundo dados do MEC.

A aposta em torno do Fies é grande porque 85% dos jovens de 18 a 24 anos de famílias com renda inferior a três salários mínimos estão fora da faculdade devido à falta de condições financeiras para pagar uma mensalidade. Em São Paulo, o valor mediano das mensalidades é de R$ 508 e na Bahia, R$ 520, por exemplo. Nos últimos anos, os grupos de ensino travaram uma competição acirrada por preço e não devem reduzir ainda mais o valor de suas mensalidades. Em 1996 a mensalidade média no país era R$ 950 e, atualmente, é R$ 537,64.

O setor de ensino superior privado contava em 2011 com 3,9 milhões de alunos em cursos presenciais e 748 mil a distância.





Energias do Brasil sobe 1,90% após entrar na lista de preferidas do UBS

Valor 17.07.2012 - Em dia negativo para as bolsas mundiais e em que o Ibovespa  encerrou com queda de 1,71%, as ações da Energias do Brasil (ENBR3) fecharam no sentido oposto, com valorização de 1,90%, negociadas a R$ 12,84. Contudo, no intraday, os ativos da companhia chegaram a registrar alta de 3,10%, cotadas a R$ 12,99.

Além do perfil defensivo do setor - o que colabora para que os investidores busquem essas ações em momentos de incertezas na economia -, também colabora para o desempenho das ações o relatório divulgado pelo UBS, que anunciou ter adicionado a companhia com a preferida do setor, em substituição aos ativos da Tractebel (TBLE3, R$ 36,20, -0,28%). Apesar disso, o banco recomenda a compra de seus ativos, sublinhando a qualidade defensiva dos papéis TBLE3.

Menos impactos da revisão tarifária: Entre os motivos para a mudança, o analista Marimar Torreblanca aponta a proposta de revisão tarifária da companhia, que veio em linha com as expectativas dos analistas e um pouco abaixo das expectativas da UBS.

Apesar de ver menor impacto que seus pares, Torreblanca optou por cortar as estimativas e o Ebitda (geração operacional de caixa) para o intervalo entre 2% e 4%, devido às estimativas de corte de R$ 15 milhões na geração de caixa, considerando que a revisão tarifária será aplicada desde o mês de outubro de 2011, e desde esta data o valor terá que ser devolvido ao consumidor por meio de tarifas mais baixas.

"Por comparação, vemos risco mais forte desvantagem para as nossas estimativas da CPFL (CPFE3, R$ 23,28, +0,34%) provenientes deste terceiro ciclo de revisão tarifária", completa o analista.





Produção de minério de ferro no semestre é recorde, nota Rio Tinto

Valor 17.07.2012 - A Rio Tinto atingiu um recorde de produção de minério de ferro e carvão coque durante o primeiro semestre deste ano. A mineradora anglo-australiana alertou, porém, para as condições econômicas e para a piora da confiança do mercado no segundo trimestre.

Foram produzidas 48,6 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e junho, excluindo a produção atribuível aos sócios minoritários, praticamente em linha com o ano anterior. A produção no semestre, por sua vez, subiu 4% na base anual, para 94,3 milhões de toneladas.

A produção de carvão de coque duro, usado na produção de aço, atingiu aproximadamente 2 milhões de toneladas no trimestre e cresceu 9% no semestre, para 3,7 milhões de toneladas, montante recorde. No período, a produção de carvão térmico foi fraca no segundo trimestre, em 4,8 milhões de toneladas, mas subiu 2% no semestre, para 8,9 milhões de toneladas.

A Rio Tinto também produziu 133,5 mil toneladas de cobre no segundo trimestre, volume estável em relação ao do mesmo período anterior. A produção de alumínio, por sua vez, caiu 12% entre abril e junho, somando 841 mil toneladas.

A companhia espera produzir 8,5 milhões de toneladas de carvão de coque duro e 19,5 milhões de toneladas de carvão térmico neste ano, abaixo da projeção de abril, de 9 milhões e 20 milhões de toneladas, respectivamente. A área de exploração de cobre deve atingir 580 mil toneladas em 2012, inferior às 600 mil de toneladas previstas anteriormente.

A única meta mantida pela Rio Tinto foi a de produção de 250 milhões de toneladas métricas de minério de ferro neste ano nas minas da Austrália e Canadá. “Estamos acompanhando o ritmo da recuperação dos Estados Unidos, a contínua crise na zona do euro e o impacto dos esforços para estimular a economia chinesa nos mercados que servimos”, disse Tom Albanese, presidente da mineradora, em nota.

Albanese comentou ainda que o programa de investimentos da empresa mostrou resistência à volatilidade do mercado. “Nossos projetos são robustos sob qualquer provável cenário econômico.”





XCMG amplia aportes no Brasil

Valor 17.07.2012 - Os indicadores de desaceleração da economia brasileira não esfriaram os planos da chinesa XCMG no país. Além dos US$ 200 milhões que estão sendo investidos na primeira fase da construção da fábrica em Pouso Alegre (MG), a empresa informou ao Valor que já prepara uma segunda rodada de US$ 300 milhões em investimentos para aumentar a escala de produção, a partir de 2013.

Segundo entrevista cedida por e-mail pelo gerente-geral da XCMG no Brasil, Xia Dechang, até 2015 o investimento total na unidade de Minas Gerais chegará a US$ 500 milhões. Com isso, a fabricante de máquinas para construção pretende passar dos atuais US$ 160 milhões de faturamento no Brasil - previsão da companhia para 2012 - para cerca de US$ 1 bilhão, no prazo de até dez anos. No mundo, a empresa estima faturar US$ 16 bilhões somente neste ano.

A construção da unidade, a primeira da companhia chinesa nas Américas, começou no ano passado e o início da produção está previsto para acontecer em abril de 2013. Às margens da Rodovia Fernão Dias, com área de 800 mil metros quadrados, a fábrica irá produzir, inicialmente, guindastes, rolos compactadores, motoniveladoras, escavadeiras e pás-carregadeiras.

A empresa estima que, no primeiro ano de operação, serão produzidas aproximadamente 1,5 mil máquinas, com a contratação de 350 empregados. Em 2015, após a segunda rodada de investimentos, a fábrica deverá chegar a uma produção anual de 10 mil unidades e terá cerca de 1,5 mil funcionários.

Dechang afirmou que a empresa já negocia com fornecedores locais de peças, como a Robrasa, a Meritor e a Cummins. A intenção é alcançar o índice de 60% de nacionalização para poder vender os produtos dentro das exigências das linhas de financiamento do BNDES.

O executivo esclareceu também que a XCMG vai continuar a fazer as vendas por meio das distribuidoras. No país ela atua com a GMT, Brasil Máquinas de Construção (BMC) e Êxito - parceiras da marca no Brasil desde 2004, cada uma responsável por produtos diferentes para não haver sobreposição dos parceiros.

A Êxito, inclusive, está investindo na construção de uma linha de montagem de máquinas XCMG no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. Dechang afirmou que a fabricante chinesa tem interesse em formar uma joint venture com a Êxito e participar da unidade pernambucana, mas não deu maiores detalhes de como essa parceria será formalizada e quais os valores envolvidos no negócio.





Debênture vira opção de capital de giro para empresas

Valor 17.07.2012 - Empresa com fluxo de caixa estável tem custo menor, diz Kiraly, do Votorantim.

Com a queda das taxas de juros e do custo das emissões, mais empresas passaram a utilizar parte dos recursos captados com a oferta de debêntures para financiar seu capital de giro. A parcela das emissões destinada a esse propósito aumentou de 14,8% em junho de 2011 para 30% em junho deste ano, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Do total de R$ 405 milhões captados via oferta pública de debêntures realizada pela BRMalls em fevereiro, 48,65% foram destinados para capital de giro. No mesmo mês, a Cemig Geração e Transmissão levantou R$ 1,350 bilhão numa oferta pública e destinou 25,93% para esse propósito.

Uma grande vantagem em se captar recursos via emissão de dívida é a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com a queda da taxa Selic, o pagamento da alíquota de 0,38% de IOF acaba pesando na renovação das linhas de capital de giro, que têm prazos mais curtos, em média de 457 dias, o equivalente a 1 ano e 3 meses, segundo os dados mais recentes do Banco Central, de maio.

Muitas das emissões que vieram a mercado por meio de regime de esforços restritos (para menos investidores e sem registro na Comissão de Valores Mobiliários) acabaram ficando com os próprios bancos coordenadores, configurando-se como operações de crédito, para fugir do IOF.

Dessa forma algumas empresas têm tido acesso a um funding mais barato do que nas contratações de linhas de crédito tradicionais, afirma Antonio Oliveira, superintendente-executivo de mercados de capitais do HSBC no Brasil. A CPFL Energia, por exemplo, está com uma emissão de debêntures em andamento com taxa de 0,80% ao ano mais CDI pelo prazo de sete anos, que será distribuída por meio de suas três subsidiárias CPFL Paulista, CPFL Piratininga e Rio Grande Energia. Esse custo é inferior ao que os grandes bancos estão pagando para captar recursos por meio de emissão de letra financeira, da ordem de 1,2% ao ano mais CDI pelo prazo de seis anos. Os recursos das emissões de debêntures das subsidiárias da CPFL, num total de até R$ 1,270 bilhão, serão utilizados para o refinanciamento de dívidas com vencimento em 2012 e 2013 e para o reforço do capital de giro das companhias. A operação é por esforços restritos e coordenada pela Caixa. "Não são todas as empresas que conseguem emitir com esse custo baixo. Além do risco de crédito, depende também do relacionamento da empresa com o banco", afirma Celso Zenin, superintendente nacional de mercados de capitais e operações estruturadas da Caixa.

Segundo Alberto Kiraly, responsável pela área de investment banking do Banco Votorantim, as empresas com bom risco de crédito, de "AAA", e ligadas a setores com fluxo de caixa estável como as concessionárias de energia, rodovias e do setor de infraestrutura conseguem um custo mais atrativo nas emissões porque encontram maior demanda por parte dos investidores.

Um exemplo foi a emissão da Cemig, de fevereiro, cuja demanda superou a oferta em três vezes. Com isso, a remuneração prevista para a primeira série, com prazo de cinco anos, caiu de 1,20% para 0,90% ao ano, mais a variação da taxa DI. Nas demais séries, corrigidas pelo IPCA e com vencimento em sete e dez anos, a taxa recuou de 6,90% para 6% ao ano e de 7,30% para 6,20% ao ano, respectivamente. O prêmio pago pela empresa nesses papéis ficou abaixo da emissão realizada em setembro de 2010, na qual foi paga uma taxa de 7,68% para a série atrelada ao IPCA, com prazo de cinco anos.

Outra vantagem são os prazos mais longos dessas emissões de dívida comparadas ao crédito bancário. O prazo médio das emissões de debêntures, até a primeira repactuação, está em 5,6 anos.

Além disso, a maior competitividade do mercado tem reduzido o valor das comissões, que chegou a 0,01% na oferta pública de debêntures que está sendo estruturada para Eletrobras, com valor estimado em R$ 2 bilhões, liderada pelos bancos BTG Pactual e Santander.

Outros bancos também têm ampliado a participação nesse mercado, como a Caixa que reestruturou a área de mercado de capitais no fim do ano passado e já participou de seis emissões de debêntures neste ano, sendo duas em andamento, que devem somar R$ 2,890 bilhões.

"O mercado de capitais é mais competitivo que o mercado de crédito bancário", reforça Kiraly, do Votorantim.

Com isso, algumas empresas têm aproveitado as boas condições do mercado de capitais para aumentar o caixa ou antecipar as captações, com receio de que uma piora na crise na Europa provoque uma restrição de crédito no Brasil, como se observou em 2008.

É o caso da própria Eletrobras que planejava captar R$ 300 milhões, mas optou por ampliar a oferta para R$ 2 bilhões pelo prazo de 10 e 6 anos, mesmo sem ter vencimentos de dívida programados para o curto prazo. "Com a queda das taxas das emissões de debêntures, o custo de carregamento desses papéis diminuiu muito", afirma Oliveira, do HSBC.

Outra opção utilizada pelas empresas é a renovação das emissões de dívida, aproveitando os custos mais baixos, preservando dessa forma o caixa, diz Zanin, da Caixa.

Outra vantagem das emissões de dívida é que o pagamento dos juros aos credores é tratado como despesa e pode ser deduzido do Imposto de Renda.

O volume de emissões de debêntures cresceu 8,63% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 32,135 bilhões, referentes a 91 operações.





HSBC comparecerá ao Senado americano após denúncia

Brasil Econômico 17.07.2012 - Segundo o Senado americano, o HSBC colocou em risco o sistema financeiro do país ao envolver-se em possíveis atividades de lavagem de dinheiro ligado ao terrorismo e ao tráfico de drogas.

O banco britânico HSBC afirmou que seus executivos comparecerão ao Congresso americano nesta terça-feira (17/7) para dar explicações em relação à denúncia de que estaria ligado a operações de lavagem de dinheiro.

"Pediremos desculpas, reconheceremos nossos erros, responderemos por nossas ações e daremos nosso total comprometimento em resolver os problemas", afirmou o maior banco europeu, em comunicado.

Segundo o Senado americano, o HSBC colocou em risco o sistema financeiro do país ao envolver-se em possíveis atividades de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao terrorismo.

Relatório de uma comissão parlamentar afirmou que quantias volumosas de dinheiro, possivelmente ligadas a cartéis de drogas, foram transferidas do México para os Estados Unidos, por meio do banco.

A filial mexicana transferiu, deste modo, cerca de US$ 7 bilhões ao HSBC nos Estados Unidos entre 2007 e 2008.

O HSBC também manteve relações financeiras com estabelecimentos bancários suspeitos de ter vínculos com supostas organizações terroristas. O informe de 330 páginas citou, deste modo, o banco saudita Al Rajhi Bank.

"Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada à droga em nossas ruas e em nossas fronteiras, do crime organizado, deter o fluxo de dinheiro que apoia estes horrores é uma prioridade para a segurança nacional", escreveu em um comunicado o senador democrata Carl Levin, que preside a comissão.




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