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Biosev
altera cronograma de IPO, precifica ação nesta 5a-feira
Reuters 19.07.2012 - A Biosev, divisão de
energia no Brasil da multinacional francesa de agronegócio Louis Dreyfus,
divulgou nesta quinta-feira novo cronograma para a oferta inicial de ações
(IPO), com precificação nesta quinta-feira e início dos negócios em 23 de
julho.
O cronograma anterior da operação, que pode
levantar até 1,14 bilhão de reais, previa definição do preço na quarta-feira e
início dos negócios na BM&FBovespa em 20 de julho sob o código BSEV3.
A companhia não informou o motivo do
adiamento das datas da operação.
Os coordenadores da oferta da Biosev são
Bradesco BBI, JPMorgan, BB Investimentos, ItaúBBA, Santander e Banco
Votorantim.
Com o IPO, a Biosev vai se juntar a grandes
companhias do setor na Bovespa, como a Cosan, São Martinho e a francesa Tereos,
que também reforçaram o seu crescimento com aberturas de capital.
A companhia, descrita pela Louis Dreyfus como
segunda maior esmagadora de cana-de-açúcar do Brasil, vai emitir um lote
inicial de 41,212 milhões de ações ordinárias em oferta primária e estimou uma
faixa de preço entre 16,50 e 20,50 reais por papel.
Com isso, a empresa, que emprega 20 mil
funcionários e tem capacidade para 1.000 GWh de cogeração, pode levantar de 680
milhões a 845 milhões de reais com o lote inicial.
Caso haja uma demanda adicional, a Biosev
poderá oferecer mais 6,182 milhões de ações ordinárias em lote suplementar e
8,242 milhões de ações em lote adicional. Nesse caso, considerando a venda da
totalidade dos lotes, o IPO pode chegar a 1,14 bilhão de reais.
A Biosev surgiu em outubro de 2009, com a
fusão da Louis Dreyfus Commodities Bioenergia com a Santelisa Vale. A empresa
tem unidades industriais localizadas nas principais áreas produtivas do Brasil
e capacidade de processamento de 40 milhões de toneladas de cana por ano.
Biosev
faz hoje fixação do preço das ações de seu IPO
Estadão 19.07.2012 - A Biosev, braço
sucroenergético da trading francesa Louis Dreyfus Commodities, mudou para esta
quinta-feira a data de fixação das ações de sua oferta pública inicial de ações
(IPO, na sigla em inglês). A empresa publicou comunicado ao mercado, alterando
o cronograma da oferta. Mudou ainda a data prevista para concessão do registro
da oferta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para 20 de julho (antes
era 19) e o início das negociações das ações na Bovespa para 23 do mesmo mês
(ante 20), com liquidação em 25 de julho (era 24).
Ontem fonte ouvida pela Agência Estado
afirmou que a empresa não teria obtido a demanda suficiente de investidores e,
por isso, a operação não foi concluída na quarta-feira.
A falta de demanda é explicada, segundo a
mesma fonte, não só pelo fato de o cenário estar ruim, mas também devido ao
desempenho da empresa que não tem agradado o mercado. O preço dos papéis da
Biosev chegou a ser rebaixado para R$ 13,00 ao longo do dia, segundo essa
fonte. Como a cifra é 21% menor que o piso da faixa inicialmente sugerida, de
R$ 16,50 a R$ 20,50, e a redução máxima permitida pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) sem que seja feita uma reclassificação da oferta é de 20%,
esse pode ser mais um motivo que impediu que a oferta fosse concluída ontem.
A dificuldade na precificação já era esperada
por especialistas do mercado uma vez que o mercado segue volátil e com
investidores seletivos. Dos três IPOs concluídos este ano, BTG Pactual,
Locamerica e Unicasa, os dois últimos foram precificados abaixo da faixa
inicialmente proposta.
Por conta das alterações realizadas no
cronograma de seu IPO, os acionistas e os investidores não institucionais que
realizaram pedidos de reserva de ações, no âmbito das ofertas prioritária ou de
varejo, poderão desistir de suas reservas a partir de 20 de julho, até as 11
horas do dia 25 do mesmo mês, nova data de liquidação da oferta.
Caso o investidor não informe a desistência
de sua reserva nesse prazo, seu pedido será considerado válido e o investidor
deverá fazer o pagamento do valor total de seu investimento. O período de
reserva da oferta prioritária se encerrou em 13 de julho, e da oferta de
varejo, em 17 de julho.
Anatel
suspende vendas de TIM, Oi e Claro
Folha 19.07.2012 - Empresas terão que
apresentar planos para melhorar a qualidade; para as operadoras, a decisão foi
exagerada.
Medida, motivada por queixas de clientes,
vale a partir de segunda e atinge uma operadora em cada Estado e no DF.
A partir de segunda-feira, TIM, Oi e Claro
estarão proibidas de vender linhas telefônicas em todo o país -em cada unidade
federativa, uma operadora terá a venda proibida.
A medida foi tomada pela Anatel, agência que
regula o setor de telefonia, e antecipada no site da Folha. A suspensão foi
motivada pelo alto índice de reclamações de consumidores.
Para voltar a vender chips, as três empresas
-que, juntas, têm 70% do mercado- terão que apresentar um plano de ajuste para
sanar problemas de atendimento ao consumidor e de qualidade.
É a primeira vez que uma medida desse alcance
é tomada. A tele que não cumprir a decisão será multada em R$ 200 mil ao dia.
Raízen
investirá em programa para caminhoneiros
Folha 19.07.2012 - A Raízen investirá cerca
de R$ 10 milhões para relançar em agosto um programa da Shell para
caminhoneiros.
A companhia, que espera ter 100 mil inscritos
na iniciativa até março de 2013, oferecerá sala de descanso, banheiros com água
quente e internet. O programa, que já teve 400 mil sócios, começará com cinco
postos modelo, dois em São Paulo e o restante em Goiás, Minas e Paraná.
A Ipiranga, que diz ter 1,3 milhão de
caminhoneiros em seu programa de fidelidade, também oferece espaços para
higiene pessoal e descontos em compras.
Desinteresse
pelo Brasil
Folha 19.07.2012 - O mercado brasileiro é o
menos interessante dos Brics para empresas da Irlanda, segundo pesquisa da EIU
(Economist Intelligence Unit).
Apenas 4% dos executivos ouvidos pretendem
ter o Brasil como principal mercado nos próximos cinco anos. China aparece na
frente, seguida pela Índia, com 17% e 13%, respectivamente.
Entre os entrevistados, 5% querem que o
Brasil seja seu mercado secundário. Índia (15%) e China (6%) ficam em primeiro
e segundo lugares. A Polônia empata com o Brasil.
Venda
da CSA poderá ser atraente a grupos locais
Valor 19.07.2012 - Visto do terminal
portuário da CSA, na baia de Sepetiba, para embarque de placas e recebimento de
carvão mineral para a usina de aço da companhia.
O patinho feio da siderurgia brasileira
começa a ganhar penugem de cisne. A Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA),
fábrica de aço da ThyssenKrupp Steel no Rio de Janeiro, que foi posta à venda
em maio pelo grupo alemão, já é olhada com mais atenção por grupos com
operações no Brasil.
Essa operação, que vai ser acelerada a partir
de agosto, com o início de contatos com os potenciais interessados, promete ser
o grande negócio da siderurgia mundial neste ano. Mesmo com a depressão global
da demanda e dos preços do aço por causa da crise da União Europeia e da
desaceleração da economia chinesa, alguns bilhões de dólares estarão em jogo
nas negociações.
A CSN, controlada por Benjamin Steinbruch, um
consórcio liderado por Ternium, Nippon Steel e Usiminas e o grupo Gerdau não
vão deixar passar em branco a oportunidade de pelo menos avaliar essa aquisição
- outra com esse perfil não deverá surgir tão cedo no país. Tudo vai depender,
disseram especialistas ao Valor, das potenciais sinergias que a CSA possa
oferecer às operações que esses fabricantes têm no Brasil e fora do país, como
terminal portuário, geração de energia e complementação de produtos.
Goldmans Sachs buscará interessados no Brasil
e China; o Morgan Stanely, no Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa
Uma visão consensual é que comprar a
siderúrgica apenas para disputar o mercado mundial de placas (seu produto
final) é entrar no negócio para perder dinheiro. A usina, cuja instalação
custou mais de US$ 7 bilhões, teria de estar amarrada a uma estratégia
operacional e de mercado.
Provavelmente, à primeira vista, ninguém
estará disposto a desembolsar algo como € 2,7 bilhões, valor estimado pelo
Citigroup Global Markets para a ThyssenKrupp Steel Americas, subsidiária do
grupo alemão que opera a CSA e sua co-irmã do Alabama (laminadora montada em
operação casada com a usina do Brasil). O relatório do banco lança dúvidas até
sobre o futuro da ThyssenKrupp Steel Europe e alerta que a venda dos dois
ativos não será uma operação fácil.
Justamente por estar perdendo dinheiro, a
Thyssen quer se livrar desses ativos. Na CSA, tem 73% do capital e é a
controladora e operadora. Sua sócia, a brasileira Vale, tem os demais 27% e é a
fornecedora do minério de ferro, em contrato cativo que vigora até 2024.
A ThyssenKrupp anunciou a decisão de venda da
subsidiária em meados de maio. Em junho, contratou dois bancos de investimento
- Goldman Sachs e Morgan Stanley - para conduzir o processo. No início de
agosto, os bancos começam a receber propostas dos interessados e a expectativa
do grupo alemão é concluir a venda dos dois ativos até o fim de setembro ou
começo de outubro, apurou o Valor com fontes a par do trâmites dessa operação.
A CSA fechou o exercício fiscal de 2011 com
quase R$ 8 bilhões de prejuízo. Desde que foi inaugurada em 2010 não conseguiu
operar na plena capacidade de 5 milhões de toneladas de placas ao ano devido a
problemas nas instalações. A previsão é que alcance o pico até o meio de 2013.
No ano passado fez 3,2 milhões de toneladas de placas, com receita bruta de R$
3,36 bilhões.
Avaliações de analistas mostram que no atual
cenário da siderurgia mundial - excesso de oferta, preços retraídos,
fechamentos de fábricas na Europa e esfriamento da demanda -, as perdas da
ThyssenKrupp Steel Américas tendem a ser novamente altas neste ano, indo até
2014.
O Citigroup estima Ebit (lucro operacional antes
de resultado financeiro e impostos) negativo de € 956 milhões neste ano, € 457
milhões em 2013 e € 163 milhões em 2014 para a subsidiária. No ano passado, o
resultado foi acima de € 1,5 bilhão negativo e impactou o balanço do grupo.
O valor de venda de€ 2,7 bilhões atribuído
para a subsidiária significa uma baixa da ordem de € 4 bilhões no valor do
investimento na ThyssenKrupp Steel Americas. O preço poderia ser menor. Nos
seus cálculos, os analistas atribuíram valor de € 438 milhões à capacidade excedente
de 290 megawatts (MW) de geração de energia na termelétrica da CSA, com
potência de 490 MW.
Os bancos vão buscar candidatos em todo o
mundo: o Goldman Sachs ficou com Brasil e China, enquanto o Morgan Stanley
tentará atrair interessados na América do Sul (exceto Brasil), EUA, Europa,
Coreia do Sul e Japão.
Mas quem pode surpreender, justamente pelas
sinergias que oferece a CSA, é um possível consórcio de Ternium, Nippon e
Usiminas, avaliam fontes do setor. A Ternium tem déficit de 3 milhões de
toneladas de placas por ano para suprir suas laminações no México e Sul dos
EUA. A Usiminas, que também passa a ter ociosidade de laminação na usina de
Cubatão (SP), ganharia um terminal portuário - o da CSA é para embarcar aço e
receber carvão, mas com investimentos adicionais poderia ter um berço para
exportar minério de ferro. Também ganharia excedente de energia, hoje um de
seus gargalos. A Nippon tem ociosidade de laminação em suas usinas.
É certo que hoje a Ternium luta para acertar
a situação deficitária da Usiminas, depois de desembolsar R$ 5 bilhões por 14%
da siderúrgica. Mas, com a CSA, substituiria o projeto de US$ 5 bilhões no
porto Açú (RJ), ainda no papel.
Para a CSN, que já declarou sua intenção de
avaliar a CSA e tem um time já estudando a siderúrgica da Thyssen, a CSA cairia
como uma luva se a Vale não tivesse o contrato de longo prazo de suprimento de
minério de ferro. Com minério da sua mina Casa de Pedra, a custo baixo, poderia
reduzir bastante seu custo de produção.
A Gerdau, no momento, está envolvida na
atração de um investidor para sua mina de ferro. Capitalizada, poderá voltar os
olhos para a CSA, ainda mais se o preço se tornar atrativo e correr o risco de
cair em mãos de concorrentes.
Fontes estimam que a Thyssen, diante das
perdas, vai se desfazer do ativo por menos de US$ 2 bilhões, incluindo sua
dívida.
Avessa
a aquisições, EMS avança erguendo fábricas
Valor 19.07.2012 - Contrariando o forte
movimento de fusões e aquisições que tem gerado negócios milionários no Brasil,
a farmacêutica nacional EMS adotou uma estratégia de expansão mais
conservadora, focada na construção de fábricas (projetos
"greenfield"), em um investimento de R$ 600 milhões.
Fontes ouvidas pelo Valor afirmam que o
controlador do grupo, Carlos Sanchez, também está estruturando as empresas
controladas pela holding EMS - Legrand, Germed, EMS e Nova Química (antiga
Mepha) - para que elas estejam preparadas, em um futuro indefinido, para uma
associação estratégica com fundos ou até mesmo ir à bolsa. Procurada, a EMS
nega essa estratégia.
A decisão do grupo de promover o crescimento
orgânico tem razões econômicas. As recentes aquisições de ativos farmacêuticos
no país estão sendo fechadas a preços estratosféricos - até 20 vezes o Ebtida
(lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A empresa está
investindo cerca de R$ 600 milhões na construção de três fábricas. Com esse
valor, o empresário compraria apenas um ativo de médio porte nesse setor no
país. A EMS já começou a erguer uma unidade em Manaus, na região da Zona
Franca, para a produção de sólidos (comprimidos). A estratégia é avançar no
Norte do país, onde a companhia ainda tem pouca participação. A expectativa é
de que essa unidade entre em operação até o fim de 2013. Outros dois projetos
também já saíram do papel. Em Brasília, a EMS projeta uma fábrica voltada para
oncologia, com operação também prevista para o ano que vem, e uma unidade menor
em Jaguariúna (SP), para produzir suplementos alimentares. Ao lado da sede do
grupo, em Hortolândia (SP), a empresa está concluindo uma unidade para produção
de embalagem de medicamentos sólidos, que deve ser inaugurada mês que vem.
Sem alarde, a companhia contratou dois
executivos para dar prosseguimento aos seus planos de expansão. Mário Nogueira,
ex-Mantecorp, já responde pela vice-presidência corporativa, análise de riscos
e relações institucionais do grupo, e Jorge Coelho, ex- Medley, controlada pela
francesa Sanofi - principal concorrente do laboratório nacional, é consultor
nos projetos de expansão da companhia. A companhia deverá contratar um
executivo que ocupará a vice-presidência de novos negócios.
O Valor apurou que o controlador da empresa
aposta no crescimento maior de duas de suas quatro empresas controladas - a
Germed e Legrand. Essas duas companhias comercializam, assim como as demais
empresas do grupo, medicamentos genéricos e de prescrição médica. Nos últimos
anos, contudo, a Germed e Legrand estão se destacando em vendas. A intenção,
segundo as mesmas fontes, é que essas empresas estejam preparadas para uma event ual abertura de capital, se assim seu
controlador desejar. Ao Valor, Mário Nogueira, recém-contratado executivo da
companhia, afirmou que esses planos não estão no radar do grupo no curto e
médio prazo.
Para este ano, a EMS deverá encerrar com
faturamento entre R$ 2,3 bilhões a R$ 2,5 bilhões. Se confirmado, será um
crescimento entre 20% e 25% sobre o ano anterior. "A companhia saiu de uma
receita de R$ 600 milhões há seis anos para até R$ 2,5 bilhões [estimativa] neste
ano", disse Nogueira.
A companhia nacional ocupa a posição de
terceira maior farmacêutica da América Latina. Em 2010, era a sétima. Há pelo
menos dois anos, a EMS vem estudando expandir seus negócios além do mercado
farmacêutico. O grupo criou a companhia ACS, voltada para o mercado
imobiliário, que analisa áreas para a construção de condomínios de casas no
interior de São Paulo. Outras divisões de negócios estão sendo estudadas por
Carlos Sanchez, mas nada foi definido ainda.
Neste ano, o empresário aderiu a um projeto
maior, apoiado pelo governo federal, que foi a criação da Bionovis. Essa
empresa é resultado de uma joint venture entre EMS, Aché, Hypermarcas e União
Química, para produzir medicamentos biológicos. Cada empresa terá 25% de
participação e o BNDES dará suporte financeiro para expansão da nova companhia.
MRV
tem repasse recorde de unidades no trimestre
Valor 19.07.2012 - O repasse recorde de
unidades pela MRV Engenharia, registrado no segundo trimestre, sinaliza que a
companhia irá cumprir a meta de gerar caixa operacional neste ano, apesar do
crescimento das operações, segundo o presidente, Rubens Menin. No trimestre, a
MRV repassou 10,061 mil imóveis para os bancos parceiros, superando em 14% o
recorde anterior, registrado no primeiro trimestre, de 8,833 mil unidades.
Em relação ao intervalo de abril a junho,
houve crescimento de 34% no número de unidades repassadas. No acumulado do
semestre, a expansão foi de 44%, para 18,884 mil unidades.
A MRV registrou recorde de unidades
produzidas no trimestre - 10,349 mil -, 23% a mais que no intervalo equivalente
de 2011. No fim de junho, o banco de terrenos da MRV correspondia ao Valor
Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 20,3 bilhões, ante R$ 18,3 bilhões em
março.
"Continuamos pisando no
acelerador", afirma Menin. No segundo trimestre, a MRV elevou seus
lançamentos em 42%, ante o mesmo período de 2011, para R$ 1,067 bilhão e em 66%
na comparação com o primeiro trimestre. "O aumento dos lançamentos mostra
que temos confiança no mercado, que existe demanda, e há menos competidores no
mercado de baixa renda", conta o
No segundo trimestre, a MRV vendeu R$ 943
milhões, 3% a menos que no mesmo período do ano passado, mas 16% acima do
primeiro trimestre. As vendas não tiveram expansão devido ao desempenho de
comercialização dos imóveis no Feirão da Caixa ter sido inferior ao esperado
pela companhia. Isso ocorreu, de acordo com o presidente da MRV, porque a
tabela referente à taxa de juros para a faixa de renda de seis a dez salários
mínimos do programa Minha Casa, Minha Vida ainda não foi corrigida neste ano.
A maior cautela na tomada de decisão de
compra de imóveis dos segmentos de média e alta renda não é observada nos
clientes de unidades com perfil mais popular, conforme Menin. A velocidade de
vendas medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta) ficou em 19% no
trimestre, semelhante à dos três primeiros meses do ano, mas abaixo dos 25% do
segundo trimestre de 2011.
No semestre, os lançamentos da MRV tiveram
queda de 5%, para R$ 1,71 bilhão, enquanto as vendas caíram 2%, para R$ 1,758
bilhão. O total de vendas contratadas corresponde a 39% do ponto mínimo da meta
de vendas para o ano.
A maior parte das incorporadoras de capital
aberto reduziu lançamentos no trimestre. Ontem, a Brookfield Incorporações
divulgou queda de 52% nos lançamentos do segundo trimestre, ante o mesmo
período de 2011, para R$ 358,1 milhões, e redução de 32,2% nas vendas, para R$
737,3 milhões. Na mesma base de comparação, os lançamentos da Tecnisa caíram
73%, para R$ 104,6 milhões, enquanto as vendas recuaram 56,6%, para R$ 235,7
milhões.
Irregularidades
chamam atenção de analistas
Valor 19.07.2012 - Empresas com capital
aberto, grupos familiares tradicionais e rede de hipermercado estrangeira estão
entre as companhias controladoras dos shopping centers acusados de
irregularidades pela Prefeitura de São Paulo.
Na lista de empreendimentos já fiscalizados e
com problemas, apresentada nesta terça-feira pelo poder municipal, há 19
shoppings da capital paulista. Outros seis centros de compras, que também
pertencem a grandes grupos do setor, escaparam da fiscalização por meio de
liminares, mas ainda podem engrossar essa lista caso as liminares sejam
cassadas.
A BRMalls, maior empresa de shoppings do
Brasil e com ação negociada na Bovespa, teve três de seus 47 empreendimentos na
mira da prefeitura, mas conseguiu a liminar que impediu a fiscalização nos 3
locais (leia os nomes acima).
Entre as empresas de capital aberto, que
controlam alguns dos 19 centros fiscalizados, estão a General Shopping, com
dois empreendimentos nessa lista, e a Aliansce, com um shopping citado pela
prefeitura. Os principais problemas nos 19 centros de compras referem-se à
documentação incompleta e construções irregulares.
Para essas empresas com ação em bolsa, será
necessário informar o mercado sobre efeitos possíveis de event uais
despesas não programadas para a regularização das pendências, dizem analistas
ouvidos ontem. "Antes parecia algo pontual. A situação ganhou tamanho e o
mercado está mais atento", disse uma analista de corretora. Esses casos
envolvendo os shoppings podem aumentar despesas operacionais e administrativas
(por conta dos ajustes em obras), assim como pressionar event uais
provisões, no caso de existir uma disputa judicial com a prefeitura.
As famílias Baumgart (Center Norte e Lar
Center), Savoy (Aricanduva), Veríssimo (Eldorado) e Separovic (Frei Caneca)
também controlam negócios que foram investigados e que registraram problemas,
segundo o órgão municipal. Advogados dos Baumgart, assim como dos Savoy, também
conseguiram a liminar que impede a fiscalização.
Entre grupos estrangeiros citados, há apenas
os franceses do Carrefour, controladores do Shopping Butantã, que informou em
nota que está tomando as providências necessárias para resolver as pendências.
Questionados, os shoppings informam que tomaram conhecimento das
irregularidades levantadas pela prefeitura.
Aliansce, Brookfield, General Shopping, Grupo
Savoy, e Zaffari não se manifestaram sobre o assunto. Grupo Veríssimo e Ancar
providenciaram a regularização da documentação solicitada pela Prefeitura. Os
donos do Frei Canesa, da família Separovic, estão tomando as providências para
solucionar o caso. Os controladores do Interlagos não se posicionaram. O Portal
do Morumbi relata que possui auto de regularização expedido pela prefeitura de
São Paulo.
Bob's
faz promoção para atrair as classes C e D
Valor 19.07.2012 - Marcello Farrell, diretor
da marca Bob's, diz que a estratégia de abrir lojas fora das grandes capitais é
mantida: cidades acima de 100 mil habitantes são o foco.
A rede de lanchonetes Bob's, maior operação
da Brazil Fast Food Corporation (BFFC), reage à concorrência crescente fazendo
promoções. O objetivo é aumentar a presença dos consumidores das classe C e D
em suas lojas. Com o avanço da Subway e a chegada com mais força do Burger
King, o Bob's intensificou as promoções do sanduíche Big Bob, o mais vendido na
rede, e de outros produtos. Todos os dias, a rede oferece um sanduíche
diferente por R$ 5, incluídos o produto líder e os lanches com picanha. Subway
e McDonald's têm estratégia similar, com sanduíches na faixa de R$ 5.
A BFFC continua focando a expansão da rede
Bob's fora das capitais. Em cidades do interior, segundo a empresa, o
faturamento tem crescido acima de 26%; nas grandes capitais, acima de 12%. O
Bob's têm aberto megalojas em cidades de cerca de 100 mil habitantes, como
Alagoinhas, no interior da Bahia, que tem 142 mil moradores, ou em Rio Verde,
no interior do Goiás, com 200 mil habitantes.
"Quando inauguramos uma loja como esta,
ela vira o 'point' da cidade. O consumidor nos respeita e vê que chegamos para
ficar, não para fazer um teste", diz Marcello Farrel, diretor da marca
Bob's. A interiorização já estava sendo feita desde 2010, mas foi no fim do ano
passado que a BFFC percebeu que chegar com grandes lojas dava um resultado mais
efetivo.
Neste ano serão investidos R$ 170 milhões, em
novas unidades, reforma de lojas e em marketing. O investimento é feito pelos
franqueados. A rede, que atualmente tem 983 pontos de venda, planeja abrir 200
lojas neste ano. No primeiro semestre foram abertas 90. A meta é abrir 200 por
ano até 2015, num total de 800 em quatro anos. Em 2011 foram abertas cerca de
200, informou a empresa.
Além do Bob's, o grupo é masterfranqueado das
redes Pizza Hut (em São Paulo), KFC, Doggi's e da rede italiana In Bocca Al
Luppo Café. No primeiro trimestre deste ano, a receita da BFFC foi de R$ 60,5
milhões, 10,2% mais do que o mesmo período anterior. As vendas brutas de todo o
sistema somaram R$ 254,2 milhões, com aumento de 15%. O lucro líquido recuou de
R$ 4,2 milhões para R$ 3,4 milhões. Segundo o diretor financeiro a queda
deve-se ao encerramento, em dezembro de 2010, de créditos fiscais. Mas o lucro
operacional cresceu de R$ 4,8 milhões para R$ 5,5 milhões, afirma o diretor
financeiro, Antonio Detsi.
Em balanço ainda a ser divulgado, a rede
Bob's apresentará vendas brutas de R$ 425,259 milhões no primeiro semestre
deste ano. A expansão é de 14,2% em relação aos R$ 372,335 milhões do mesmo
período do ano passado.
No ano passado a BFFC faturou R$ 226,8
milhões, 9,9% a mais do que no ano anterior, cuja receita foi de R$ 206,3
milhões. Houve queda de Ebtida de 16%, de R$ 26,1 milhões para R$ 21,9 milhões,
e do lucro líquido, de 24%, de R$ 11,7 milhões para R$ 8,9 milhões. Segundo o
diretor financeiro, em 2010 o grupo vendeu oito lojas, num total de R$ 377 mil.
"Se em 2010 não tivéssemos esta receita não-recorrente, o Ebtida teria
sido de R$ 18,8 milhões, e teríamos um crescimento em 2010", explica
Detsi.
Separando apenas o Bob's, maior operação do
grupo e segunda maior operação de fast food no Brasil, houve crescimento de
19,5% em faturamento em 2011, um resultado superior à líder de mercado: o
McDonald's fechou o ano com ampliação de 13% nas vendas. No primeiro trimestre,
o Bob's faturou R$ 224 milhões, contra R$ 194 milhões em 2011, um crescimento
de 15,7%. Em recente balanço da Arcos Dourados, master franqueada do McDonald's
no Brasil, o crescimento relatado foi de 4,6%.
A rede Bob's que nasceu brasileira há 60
anos, foi comprada pela Brazil Fast Food Corporation (BFFC) em 1996. A empresa
tem como acionistas majoritários o Grupo Forza, de Rômulo Fonseca, e a Big
Burger, de José Ricardo Bousquet Bomeny.
Procuradoria
pede prisão de banqueiros
Estadão 19.07.2012 - Os procuradores públicos
da Itália encerraram ontem seus argumentos no julgamento em que o Deutsche
Bank, o UBS e o JPMorgan Chase são acusados de fraude pela Prefeitura de Milão.
Além de multas de € 1,5 milhão cada e indenização de € 72 milhões, foi pedida a
prisão dos executivos envolvidos. Próxima audiência será em setembro.
Knight
Capital considera processar Facebook após IPO
Exame.com – 18.07.2012 - A corretora teve de
indenizar seus clientes pelas perdas decorrentes dos pedidos de clientes quando
as ações já haviam caído na Nasdaq
Aman Shah. A Knight Capital, um dos quatro
maiores formadores de mercado na oferta pública inicial (IPO, em inglês) do
Facebook, está considerando tomar medidas legais para reaver o que perdeu na
polêmica operação, após ver seu lucro do segundo trimestre despencar 81 por
cento.
A corretora teve de indenizar seus clientes
pelas perdas decorrentes dos pedidos de clientes quando as ações já haviam
caído na Nasdaq, e não quando ainda estavam em níveis altos.
A Nasdaq OMX enfrentou questionamentos sobre
a forma como agiu na estreia do Facebook em bolsa, em 18 de maio, quando
diversos problemas técnicos atrasaram os pedidos de muitos clientes e levaram a
perdas estimadas em 200 milhões de dólares.
"Estamos analisando todas as medidas
legais a respeito do IPO do Facebook", afirmou o presidente-executivo
Thomas Joyce no relatório que trouxe os resultados do segundo trimestre.
A Knight teve prejuízo antes de impostos de
35,4 milhões de dólares, ou 0,23 dólar por ação, por conta das perdas com o
IPO.
A corretora perdeu dinheiro com a indenização
aos clientes e com o que deixou de ganhar nas quase duas horas após a estreia
do Facebook na bolsa, por problemas técnicos da Nasdaq.
A Knight era uma das quarto maiores
formadoras de mercado no IPO, junto com UBS, Citigroup e Citadel Securities.
Os ganhos consolidados no segundo trimestre
caíram para 3,3 milhões de dólares, ou 0,04 dólar por ação, ante 17,6 milhões
de dólares, ou 0,19 dólar por ação, um ano antes.
Sem as perdas relacionadas ao IPO e ganhos
com investimentos não recorrentes, a companhia lucrou 0,20 dólar por ação.
Novo
Cade aprova 56 aquisições e fusões em mais uma megassessão
Valor 19.07.2012 - A segunda sessão do novo
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi concluída, ontem, com a
aprovação de 56 fusões e aquisições.
Ao todo, a pauta tinha 80 processos. A
maioria era de fusões simples, que não causam impactos à concorrência no
mercado. Em sua primeira sessão, realizada em 4 de julho, o novo Cade aprovou
106 fusões e aquisições. Naquela data, a pauta tinha mais de 140 processos.
O objetivo do órgão antitruste com essas
megassessões é responder às dúvidas das empresas a respeito da viabilidade do
principal dispositivo da nova Lei Antitruste (nº 12.529): a aprovação prévia de
fusões. Com a nova lei, as empresas vão ter de esperar pelo aval do Cade para
fazer aquisições. Por isso, o julgamento tem de ser rápido. A ideia é a de que
o conselho não deve atrasar o movimento das empresas no mercado. Ele tem de se
organizar para dar respostas rápidas.
O problema é que a nova lei não veio
acompanhada de mais funcionários para o órgão antitruste. Inicialmente, o Cade
pediu 200 pessoas a mais em sua equipe. O governo não atendeu ao pedido, pois
passa por um período de corte de gastos e greves de servidores. Mesmo assim, o
órgão antitruste estipulou como meta a aprovação de fusões em menos de 30 dias.
Para conseguir julgá-las nesse prazo, o Cade tem de se livrar do estoque. E
esse estoque cresceu brutalmente nas últimas semanas. Entre 29 de maio e 19 de
junho, 143 fusões e aquisições foram notificadas ao Cade. Isso aconteceu porque
esse foi o último prazo dado pelo órgão para as empresas concluírem fusões e
aquisições, sem a necessidade de autorização prévia. Muitas companhias adiantaram
os seus negócios para notificá-los dentro desse prazo.
Assim que recebeu esses casos, o órgão
organizou um mutirão. A recém-criada Superintendência-Geral fez mais de cem
pareceres de modo a liberar boa parte dessas fusões para julgamento. Essa é a
razão das megassessões do novo Cade.
Entre os casos que receberam aval do órgão
antitruste, ontem, está a venda de 61,5% que a Vale tinha na mineradora Cadam
para a KaMin e a aquisição de ativos da Brita Norte pela Pedreira Pedra Negra,
do grupo Votorantim. A "joint venture" entre a GPA Construção Pesada
e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para prestar serviços de terraplanagem
e barragens também foi aprovada.
O Cade também abriu processo para investigar
um suposto cartel de distribuição de combustíveis em Cuiabá, no Mato Grosso.
Mas o conselho adiou o julgamento de denúncia feita pelo Ministério Público do
Rio Grande do Sul, em 2008, contra o McDonald's por causa de contrato da rede
com um shopping de Porto Alegre em que havia a proibição de o Bob's se instalar
numa das praças de alimentação. O relator do processo, conselheiro Olavo
Chinaglia, entendeu que event uais
penas contra o McDonald's já estariam prescritas e concluiu que o caso deveria
ser arquivado. Mas os conselheiros Alessandro Octaviani e Marcos Paulo
Veríssimo pediram vista do processo para analisar a questão da prescrição. A
próxima sessão do Cade será realizada em 1º de agosto.
Jogo
de "resta um" na bolsa de valores
Valor 19.07.2012 - Siqueira, da Citi, não vê
ciclo de alta de commodities nos próximos cinco anos.
Crise persistente na zona do euro, vendas no
varejo em queda nos Estados Unidos, desaceleração contínua do Produto Interno
Bruto (PIB) da China e, no cenário doméstico, a falta de fôlego da economia brasileira.
Poucas notícias econômicas têm agradado os investidores no mercado acionário. E
a pergunta que não sai da cabeça deles é: que papéis eu compro?
O setor de consumo, que em meio à crise
mundial foi verdadeiro refúgio para os investidores, uma vez que estava menos
exposto às turbulências globais, já não está tão atrativo. Um dos motivos é a
desaceleração da atividade doméstica. O PIB brasileiro no primeiro trimestre
subiu apenas 0,2% em relação aos três meses anteriores. Além disso, na semana
passada, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE mostrou um
recuo de 0,80% das vendas em maio ante abril, na série com ajuste sazonal.
Dizem analistas que, apesar da escorregada recente, ainda restam oportunidades
no segmento de varejo, mas o investidor precisa ser muito seletivo para
conseguir separar o joio do trigo.
E até mesmo o setor elétrico, tradicional
porto seguro, já causa dúvidas. Para alguns especialistas, parte dos papéis
estaria sob a sombra da revisão tarifária definida pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel). Este ano, até o último 12 de julho, o conjunto das
empresas do setor elétrico que integram o Ibovespa, segundo levantamento do
Valor Data, caiu 2,22%. Mesmo assim, em 12 meses (encerrados no último dia 12),
o setor ainda sobe 6,96%. "O setor elétrico, teoricamente defensivo,
perdeu um pouco de brilho", afirma Maurício Pedrosa, sócio da gestora de
recursos Queluz.
Para Christian Faricelli, gestor de renda
variável na Capitânia, as elétricas têm causado insegurança também porque o
país está crescendo menos, de forma que a demanda por energia tem diminuído.
Ele se diz preocupado com as cotações atuais, porque os papéis já se
valorizaram "razoavelmente", tendo em vista o retorno das empresas.
"As ações das elétricas hoje apresentam múltiplos com prêmio em relação a
empresas do mesmo setor de outros países", afirma.
O fato é que comprar uma ação neste momento
virou verdadeiro trabalho de garimpeiro. A opinião de Faricelli é que hoje é
preciso ter mais cautela com as ações ligadas ao consumo interno, porque o
brasileiro está mais endividado. "Esses papéis estão entrando em um
período de interrogação. Eles subiram muito na crise, mas hoje o cenário
doméstico não é tão favorável", afirma.
O estrategista da Santander Corretora,
Leonardo Milane, pondera que, apesar da desaceleração da atividade econômica no
país, os setores que devem ter um bom desempenho são os voltados à dinâmica
doméstica, já que a turbulência lá fora não dá sossego. Ele mantém, por exemplo,
a aposta nas elétricas, argumentando que o setor permanece interessante e ainda
serve de porto seguro. Essa preferência pelo mercado interno não significa,
contudo, que o investidor não deve ser seletivo. "Recomendo fugir do
segmento têxtil. O consumidor passa por um período delicado, pois está muito
alavancado".
Um exemplo de segmento ainda atrativo para
Milane, por exemplo, é o de concessões rodoviárias. "Empresas como CCR e
OHL Brasil, que não são afetadas pelo endividamento do consumidor brasileiro e distribuem
bons dividendos, podem ser boas opções", afirma. O estrategista também
aposta no segmento de alimentos e bebidas. "Empresas como Ambev e Souza
Cruz independem da dinâmica global e contam com grande fatia do mercado",
justifica.
Neste momento, segundo os analistas ouvidos
pelo Valor, é muito arriscado comprar ações ligadas a commodities, caso da
Petrobras e da Vale, as principais "blue chips" do Ibovespa. "A
valorização dos preços das commodities, nos últimos dez anos, foi muito puxada
pelo crescimento da China. Nosso cenário base, porém, não prevê um ciclo longo
de alta nas matérias-primas nos próximos cinco anos. Esperamos
estabilidade", explica Fernando Siqueira, economista-chefe da Citi
Corretora.
Segundo Milane, da Santander Corretora, quem
compra papéis de commodities quer acertar a resposta de três questões: se o
ritmo de crescimento da China vai acelerar; se os Estados Unidos voltarão a
divulgar bons dados econômicos; e se os problemas na zona do euro chegarão ao
fim. "Com essas incertezas, o setor de commodities certamente não é uma
boa ideia."
Outra certeza é que o setor de construção,
apesar de apresentar múltiplos indicando que as ações estão baratas, passa por
um momento difícil. Os resultados do primeiro trimestre foram ruins e as empresas
estão revisando as metas ('guidances') para baixo, lembra Milane. "Se os
resultados trimestrais melhorarem, o que não acredito que acontecerá, prefiro
perder o começo da alta para somente depois me posicionar nesses papéis",
explica.
Faricelli, Capitânia, tem a mesma visão.
"É um segmento novo na bolsa, com empresas que cresceram mais no período
recente. Imagina como foi para essas companhias locais de repente passar a
construir 30 prédios por ano no Brasil inteiro", diz. Para atender a demanda
crescente, as construtoras tiveram de fazer parcerias, o que ocasionou
problemas de gestão. Ele ressalta que o setor hoje paga a conta por ter
crescido rapidamente. Os custos aumentaram e a mão-de-obra é cada vez mais
escassa. "Ao analisar os balanços das construtoras, percebe-se uma piora
no resultado operacional", explica o gestor.
Outro setor com futuro incerto na bolsa é o
de bancos. Um relatório do Deutsche Bank divulgado na semana passada cita
preocupações com o endividamento do consumidor, o impacto do retorno sobre o
patrimônio líquido (ROE) em queda e as políticas atuais de governo, que afetam
as instituições financeiras.
Enquanto os setores tradicionais da bolsa
fraquejam, segmentos menos explorados começam a chamar a atenção dos analistas.
Faricelli, da Capitânia, vê boas perspectivas no setor de saúde, com o aumento
do emprego formal e o envelhecimento da população, o que favorece a medicina prevent iva e a intensificação da realização de exames.
Porém, o otimismo não deve ser generalizado a todas as empresas do setor.
Milane concorda e lembra que as ações da Fleury, empresa de medicina
diagnóstica, podem já ter se valorizado muito, enquanto a Dasa apresentou uma
sequência de resultados ruins. "A Amil seria uma melhor opção. É um papel
com mais chance de continuar subindo", opina.
A busca por papéis específicos mostra que, no
jogo de "resta um" da bolsa, tornou-se muito difícil para o
investidor tentar ganhar dinheiro apostando no desempenho de um setor. Ou seja,
quem quer fica na bolsa agora tem que analisar empresa por empresa.
Unilever
muda distribuição da Kibon
Valor 19.07.2012 - A Unilever, líder nacional
em sorvetes, decidiu assumir diretamente a venda dos produtos Kibon em praças
importantes de São Paulo e do Rio, eliminando a figura do distribuidor.
Mercado de sorvetes é liderado pela Kibon,
com mais de 50% de participação, seguida pela Nestlé (com 23%).
A primeira investida aconteceu na
Quarta-Feira de Cinzas do ano passado, quando o carioca Nelson Rocha recebeu um
comunicado de última hora. O empresário comanda a H. Rocha, a maior
distribuidora de sorvetes da Kibon no país, e responde pela venda na zona oeste
do Rio e em parte da Baixada Fluminense. Foi convocado pela Unilever a
comparecer no escritório da companhia, em São Paulo. Três dias depois, soube
que o motivo do convite era o anúncio da rescisão do contrato entre a
multinacional e a sua empresa, fundada em 1975.
O empresário não aceitou a anulação do
contrato e a questão foi parar na Justiça, apurou o Valor. Este ano, a Unilever
já conseguiu assumir a área que estava nas mãos de outra distribuidora, a
Kerência, de Itaquaquecetuba (SP), responsável pela distribuição em parte da
Grande São Paulo e que, ao lado da H. Rocha, liderava em volume de vendas.
Procurada pelo Valor, a Unilever informou que
"não comenta casos judiciais em andamento". A H. Rocha, também por
meio da sua assessoria, confirmou a existência da disputa judicial, mas não deu
detalhes. As empresas são representadas pelos escritórios Demarest & Almeida
(Unilever) e Machado Meyer (H. Rocha).
Segundo o Valor apurou, a Unilever está
disposta a abocanhar mais pontos de venda de distribuidores. O alvo continua
nos mercados paulista e fluminense: Jundiaí, Sorocaba e Vale do Paraíba (em São
Paulo); Niterói e Volta Redonda (no Rio).
No centro da disputa pela venda dos produtos
Kibon está a negociação com os supermercados. São os distribuidores exclusivos
da marca - 23 em todo o país, que atingem 60 mil pontos de venda e movimentam
R$ 700 milhões ao ano - que recebem os produtos da fábrica em Jaboatão dos
Guararapes (PE) e os entregam no varejo (padarias, lanchonetes, lojas de
conveniência, supermercados etc). Os distribuidores representam metade do
volume de sorvete da Kibon - a outra metade é vendida diretamente pela
companhia.
Há cerca de cinco anos, a Kibon vem tentando
renegociar a margem dos distribuidores quando a venda é feita a grandes redes
de supermercados. Os varejistas exigem descontos de até 27% para comprar o
sorvete. A Unilever, por sua vez, tem tentado repassar 30% dessa conta aos
distribuidores. Os empresários resistem e não aceitam abrir mão da sua margem
histórica de 21% sobre o preço do produto. A Unilever decidiu, então, desativar
os distribuidores onde a expansão do varejo está mais forte.
Segundo apurou o Valor, a multinacional deu,
em março de 2011, seis meses para que o H. Rocha encerrasse suas atividades.
Assim, o empresário atravessaria o período de outono-inverno, quando as vendas
de sorvete caem pela metade, até que a Unilever assumisse a venda ao varejo, na
primavera-verão. Na época, a multinacional propôs uma indenização de R$ 8
milhões à distribuidora, que fatura cerca de R$ 40 milhões ao ano.
Rocha não aceitou. Entrou com uma ação contra
a Unilever na 39ª Vara Cível de São Paulo, pedindo a extensão do aviso prévio e
o pagamento de indenização. Pelo acordo entre distribuidor e multinacional, a
parceria só pode ser desfeita se houver falta de pagamento, desabastecimento da
loja ou prestação de serviços à concorrência.
Na Justiça, A H. Rocha conseguiu protelar o
término do contrato para março de 2013. Agora, o Valor apurou que a empresa
exige uma indenização de R$ 25 milhões - esse seria o montante do fluxo de
caixa da companhia, que tem cerca de 90 funcionários e atende 1,8 mil clientes.
O caso continua correndo na 39ª Vara Cível.
O atual contrato com a H. Rocha seria
rescindido apenas em agosto de 2014, depois, portanto, da Copa do Mundo. O
contrato entre Unilever e distribuidor tem validade de 60 meses, podendo ser
renovado automaticamente por tempo indeterminado. Com a rescisão, o
distribuidor fica impedido de trabalhar para a concorrência por um período de
três anos.
A movimentação da Unilever causa apreensão
entre distribuidores da marca Kibon. Cyro Gifford Neto, presidente da Associação
Brasileira de Distribuidores Exclusivos de Sorvetes (Abrades), afirma que
"muitos empresários protelaram investimentos em infraestrutura", como
compra de caminhões e instalação de novos refrigeradores, depois que a Unilever
decidiu tomar eliminar parte dos intermediários da Kibon.
"Estamos vivendo um momento de
incerteza, que acaba prejudicando os negócios", diz Gifford Neto. A
Unilever tem dito à Abrades que não pode dar garantias de manutenção dos atuais
pontos de venda nas mãos dos revendedores.
O imbróglio envolvendo os distribuidores
Kibon pode ser a ponta do iceberg das transformações em curso na multinacional
holandesa. O Brasil, segundo maior mercado da empresa no mundo, só depois dos
Estados Unidos, trocou de presidente em setembro: saiu o holandês Kees
Kruythoff e chegou o argentino Fernando Fernandez, trazido da operação das
Filipinas. Em relatórios de resultados no ano passado, o comando global da
Unilever observou desaceleração no crescimento registrado no mercado brasileiro
e afirmou sentir uma forte competição local.
Em sorvetes, onde Kibon domina com mais de
50% do mercado nacional, a maior rival é a Nestlé, que tem cerca de 23% de
participação. O restante é dividido por fabricantes regionais, como a Jundiá,
de São Paulo. Segundo estimativas da Abrades, o mercado movimenta cerca de R$ 6
bilhões ao ano, enquanto a Kibon tem crescido 10% ao ano.
A Unilever é a maior fabricante de sorvetes
do mundo, com receitas anuais de € 5 bilhões. No Brasil, a Kibon - marca local,
comprada pela companhia em 1998 - foi a primeira a por nas ruas carrinhos para
vender sorvetes, em 1942.
Em 1965, o pai de Nelson, Haroldo Rocha, que
era funcionário da Kibon desde os anos 50, foi convidado pela fabricante a
assumir depósitos de carrinhos de ambulantes da marca - então o principal canal
de vendas de sorvetes na época. Dez anos depois, ele começou a distribuição
para o varejo, abrindo novos pontos de venda.
Ferrovias
devem ser atração no pacote de novas concessões
Valor 19.07.2012 - As ferrovias estão no
centro do pacote de novas concessões que a presidente Dilma Rousseff deverá
anunciar em agosto. O Palácio do Planalto faz segredo sobre a lista final dos
projetos que serão oferecidos à iniciativa privada, mas pelo menos dois estão
praticamente garantidos.
Um deles é o Ferroanel de São Paulo, contorno
ferroviário que começará pela construção do trecho norte, com pouco mais de 60
quilômetros de extensão. Esse ramal prevê a ligação entre Campo Limpo Paulista
(por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a
caminho do porto de Santos), tentando resolver a situação caótica do transporte
de cargas e de passageiros, que dividem a mesma malha de trilhos dentro da
cidade de São Paulo.
Outro projeto é a Ferrovia de Integração do
Centro-Oeste (Fico), com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões, que
cruzará a fronteira agrícola do país. O empreendimento tem 1,6 mil km de
extensão, em dois trechos: de Campinorte, em Goiás, a Lucas do Rio Verde, no
Mato Grosso, e entre Lucas do Rio Verde e o município de Vilhena, em Rondônia.
Inicialmente, a Fico estava nos planos da
estatal Valec, mas a decisão de tocar o projeto pela iniciativa privada ilustra
a estratégia do governo de não sobrecarregá-la com mais obras de grande porte.
Empreendimentos como o prolongamento da Norte-Sul e a Ferrovia de Integração
Oeste-Leste (Fiol), que cruzará todo o Estado da Bahia até chegar a Ilhéus,
serão mantidos com a Valec, porque já estão com obras em andamento ou com
licitações prontas para comprar materiais.
O que ainda está em fase muito inicial, e não
avançou até agora, deverá passar às mãos do setor privado por meio de novas
concessões. Ou seja, os projetos ainda sem contrato não vão mais ficar no
âmbito da Valec, ao contrário da ideia original, de fortalecê-la, que chegou a
ser discutida dentro do governo, especialmente para novos ramais no Sul.
A avaliação de Dilma, transmitida a seus
principais assessores nas reuniões que tem conduzido sobre infraestrutura
durante as duas últimas semanas, é que a máquina pública está sobrecarregada e
não tem respondido adequadamente às necessidades de investimento. O problema,
segundo o diagnóstico feito pela presidente, é mais de capacidade gerencial do
que de falta de recursos. Para ela, a solução é dar maior participação ao setor
privado, aproveitando oportunidades surgidas com a crise global.
Dilma acha que o capital estrangeiro, com a
queda das taxas de juros em todo o mundo, está disposto a investir em projetos
de longo prazo, que tenham suficiente segurança jurídica. É o caso, na visão
dela, dos projetos que estão sendo escolhidos na área de infraestrutura. Com
isso, o custo do capital é menor e os empreendimentos brasileiros podem sair
mais facilmente.
Para a presidente, um dos exemplos do
interesse estrangeiro na infraestrutura do Brasil ocorreu no leilão de
aeroportos, realizado em fevereiro. Ela não gostou do resultado final, com a
surpreendente vitória de grupos menos robustos, mas não passou despercebido o
fato de que todos os gigantes do setor aeroportuário participaram da disputa e
os ágios sobre os valores mínimos de outorga passaram de 600%.
Conforme explicou um auxiliar de Dilma que
acompanha de perto as discussões, da mesma forma que o lançamento do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) sinalizou claramente a retomada do
investimento público, em janeiro de 2007, o novo pacote de concessões
demonstrará o papel que o governo quer dar à iniciativa privada nas obras de
infraestrutura.
Muitos projetos a serem anunciados ainda
requerem a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica, que terão
prazos bem definidos, deixando para o governo o risco de "pagar o
mico" com explicações públicas sobre event uais
atrasos.
No caso das ferrovias, as concessões
funcionarão sob novas regras. Ao contrário das redes atuais, não haverá mais
exclusividade no uso da malha. A partir de agora, quem construir as ferrovias
terá o direito de operá-las, mas necessariamente cedendo passagem a qualquer
outra empresa que queira usar esses trechos. É mais ou menos como numa rodovia
concedida, em que trafega quem quer, mediante o pagamento de pedágio.
A Associação Nacional dos Transportadores
Ferroviários (ANTF), que representa as atuais concessionárias, vê esse modelo
com cautela, mas não há nenhuma hipótese de o governo recuar na decisão de
garantir mais concorrência na operação das ferrovias.
Além disso, Dilma gostou da ideia de lançar
uma quarta etapa de concessões rodoviárias, com trechos como a BR-262 (de Belo
Horizonte a Vitória), a BR-153 (Goiânia-Palmas), a BR-101 (na Bahia) e a BR-163
(Cuiabá-Campo Grande). O que existe são contagens preliminares de tráfego, que
indicam a viabilidade das concessões. Mas, se o aprofundamento dos estudos
indicar falta de viabilidade em fazer leilões como concessão "pura",
não há preconceito em avaliar a hipótese de parcerias público-privadas.
Outra obra que o governo tem pressa para
tirar do papel é a ampliação do número de pistas na serra das Araras, na Dutra,
a estrada que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. A rodovia está concedida à
CCR, até 2021, e diretores da empresa estiveram ontem no Ministério dos
Transportes para discutir o assunto. Hoje, já existem duas pistas em cada
sentido, mas, mesmo assim, os engarrafamentos são frequentes na região.
O governo trabalha com duas possibilidades:
tocar as obras de ampliação do número de faixas, avaliadas em mais de R$ 2
bilhões, com recursos públicos ou estender o prazo do contrato de concessão da
Nova Dutra em troca do investimento privado. O certo é que, se sair como obra
privada, a CCR não terá a mesma taxa de remuneração - em torno de 15% - obtida
na assinatura do contrato, nos anos 90.
De lá para cá, as condições mudaram
radicalmente e o risco baixou. Por isso, se a opção for mesmo ampliar a
concessão, a remuneração cairá para patamares próximos dos últimos leilões de
rodovias federais - de 7% a 8%.
Valor 19.07.2012 - Os primeiros seis meses de
2012 foram agitados para o setor farmacêutico. A consultoria KPMG registrou 18
operações de fusões e aquisições de empresas do setor químico/farmacêutico no
primeiro semestre, atingindo o recorde desde 1994, quando esse levantamento começou
a ser feito. Os dados anteriores mais expressivos foram nos mesmos períodos de
2011 e de 2005, com 10 operações registradas. Durante todo o ano passado, foram
realizadas 21 transações, ante 18 em 2010.
Do total de operações movimentadas pelo
setor, dez foram de empresas estrangeiras adquirindo laboratórios nacionais
(controle majoritário ou participação). No início do ano, a americana Valeant
anunciou a aquisição de duas companhias, a Pele Nova e a Probiótica. Entre maio
e junho, a japonesa Takeda comprou a gaúcha Multilab; a belga UCB adquiriu 51%
do laboratório nacional Meizler, e a francesa Biogaran, especializada em
genéricos, comprou uma participação majoritária, de 80%, do laboratório de
pequeno porte Pharlab, de Minas Gerais, só para citar alguns exemplos.
O interesse de multinacionais pelo segmento
de medicamentos genéricos impulsionou as operações no país, afirmou ao Valor
Luis Motta, sócio da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil e
responsável pela pesquisa. Motta não acredita que o segundo semestre será tão
aquecido como foi este primeiro.
Nesse levantamento, foram incluídas três
operações entre companhias estrangeiras fora do Brasil. "Mas essas
empresas têm atuação no país, por isso foram incluídas", disse Motta. Um
desses casos foi o da venda da área de nutrição infantil da farmacêutica
americana Pfizer para a Nestlé.
Neste semestre, houve apenas uma aquisição de
laboratório nacional no exterior. Foi o caso da Eurofarma, que anunciou em
abril a compra de uma fábrica da Schering Plough, na Colômbia, empresa que
pertence ao grupo MSD.
O ranking da KPMG inclui 43 segmentos de
negócios, que juntos totalizaram 433 operações neste ano, 54 a mais que o
registrado no mesmo período de 2011.
Drogarias Pacheco e São Paulo lucraram R$ 16,5 milhões no 4º
trimestre
Valor 18.07.2012 - A Drogarias DPSP, resultado da fusão entre as redes São Paulo e Pacheco, apresentou seu primeiro resultado, referente ao quarto trimestre do ano passado.
No período, o lucro líquido chegou a R$ 16,5 milhões. Não foram publicados os resultados anteriores para comparação.
A receita líquida da nova empresa chegou a R$ 1,16 bilhão. Ou seja, 1,4% das vendas chegaram efetivamente à linha final do balanço — a chamada margem líquida.
Para efeito comparativo, entre outubro e dezembro, a concorrente Raia Drogasil registrou uma margem de 0,8%.
No entanto, a rival explica que o trimestre foi impactado pelos gastos da fusão entre as duas empresas. Sem as despesas não recorrentes, a margem líquida subiria para 3,4%.
Durante o último período de 2011, a DPSP teve grande parte de seu faturamento diluído em custos de estoque, de R$ 863,5 milhões.
Com isso, a margem bruta ficou em 25,8%. A Raia Drogasil teve uma margem bruta de 24,9% nos mesmos três meses e, excluindo as despesas com a fusão, o índice subiria para 26,2%.
As despesas gerais e administrativas da DPSP somaram R$ 269,9 milhões , o que trouxe o lucro operacional para R$ 30,3 milhões.
Ao fim de dezembro, a posição de caixa e equivalente da DPSP era de R$ 87,9 milhões. A dívida líquida da companhia atingiu R$ 47 milhões no mesmo período.
Pacheco e São Paulo anunciaram a fusão no fim de agosto do ano passado, três semanas depois do comunicado sobre a união da Raia e Drogasil.
A Raia Drogasil tem ações negociadas na bolsa. A DPSP chegou a anunciar a intenção de abrir o capital, mas ainda não entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários.
Valor 18.07.2012 - A Drogarias DPSP, resultado da fusão entre as redes São Paulo e Pacheco, apresentou seu primeiro resultado, referente ao quarto trimestre do ano passado.
No período, o lucro líquido chegou a R$ 16,5 milhões. Não foram publicados os resultados anteriores para comparação.
A receita líquida da nova empresa chegou a R$ 1,16 bilhão. Ou seja, 1,4% das vendas chegaram efetivamente à linha final do balanço — a chamada margem líquida.
Para efeito comparativo, entre outubro e dezembro, a concorrente Raia Drogasil registrou uma margem de 0,8%.
No entanto, a rival explica que o trimestre foi impactado pelos gastos da fusão entre as duas empresas. Sem as despesas não recorrentes, a margem líquida subiria para 3,4%.
Durante o último período de 2011, a DPSP teve grande parte de seu faturamento diluído em custos de estoque, de R$ 863,5 milhões.
Com isso, a margem bruta ficou em 25,8%. A Raia Drogasil teve uma margem bruta de 24,9% nos mesmos três meses e, excluindo as despesas com a fusão, o índice subiria para 26,2%.
As despesas gerais e administrativas da DPSP somaram R$ 269,9 milhões , o que trouxe o lucro operacional para R$ 30,3 milhões.
Ao fim de dezembro, a posição de caixa e equivalente da DPSP era de R$ 87,9 milhões. A dívida líquida da companhia atingiu R$ 47 milhões no mesmo período.
Pacheco e São Paulo anunciaram a fusão no fim de agosto do ano passado, três semanas depois do comunicado sobre a união da Raia e Drogasil.
A Raia Drogasil tem ações negociadas na bolsa. A DPSP chegou a anunciar a intenção de abrir o capital, mas ainda não entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários.
Técnicos da IHI Marine iniciam trabalho de consultoria no
EAS
Valor 18.07.2012 - O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) informou que o primeiro grupo de técnicos da IHI Marine United, divisão de construção naval da Ishikawajima-Harima Heavy Industries, já está trabalhando no estaleiro, em Pernambuco.
A IHI Marine foi contratada pelo EAS em junho para atuar como consultora técnica de operações para todas as embarcações produzidas no EAS, incluindo navios-sonda.
Segundo nota divulgada pelo EAS, o presidente da IHI Marine, Shigemi Kurahara, esteve no Brasil para acompanhar a integração da equipe japonesa no EAS.
O estaleiro informou que na primeira fase do contrato o parceiro japonês vai enviar ao Brasil 31 consultores, que vão chegar até o fim de dezembro. De acordo com o EAS, parte dos técnicos da IHI fala português e conhece a realidade do mercado nacional e da indústria naval brasileira. Esses técnicos trabalharam no Estaleiro Ishibras, no Rio, nos anos 1970 e 1980. A IHI Marine United era a responsável pela gestão e operação do Ishibras, que atuou por 35 anos no país.
O Valor publicou hoje que a Sete Brasil, holding dedicada a gerir portfólios de ativos na área de petróleo e gás, está negociando novos acordos com o EAS para garantir a performance dos contratos de construção de sete sondas de perfuração de petróleo.
Segundo a reportagem, as discussões podem levar à adoção de sanções por atrasos nas obras antes da entrega dos equipamentos. A Sete só pode multar o estaleiro por atrasos depois de concluído o prazo de 48 meses previsto em contrato para entrega da primeira unidade.
Pelas novas condições, poderiam ser aplicadas multas a partir, por exemplo, do 36º mês a contar da assinatura do contrato. O contrato para construção das sete sondas entre a Sete Brasil e o EAS foi assinado em junho de 2011 no valor de US$ 5,2 bilhões. Os problemas de gestão no EAS levaram a atraso de sete meses no cronograma de entrega da primeira sonda pelo estaleiro.
Valor 18.07.2012 - O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) informou que o primeiro grupo de técnicos da IHI Marine United, divisão de construção naval da Ishikawajima-Harima Heavy Industries, já está trabalhando no estaleiro, em Pernambuco.
A IHI Marine foi contratada pelo EAS em junho para atuar como consultora técnica de operações para todas as embarcações produzidas no EAS, incluindo navios-sonda.
Segundo nota divulgada pelo EAS, o presidente da IHI Marine, Shigemi Kurahara, esteve no Brasil para acompanhar a integração da equipe japonesa no EAS.
O estaleiro informou que na primeira fase do contrato o parceiro japonês vai enviar ao Brasil 31 consultores, que vão chegar até o fim de dezembro. De acordo com o EAS, parte dos técnicos da IHI fala português e conhece a realidade do mercado nacional e da indústria naval brasileira. Esses técnicos trabalharam no Estaleiro Ishibras, no Rio, nos anos 1970 e 1980. A IHI Marine United era a responsável pela gestão e operação do Ishibras, que atuou por 35 anos no país.
O Valor publicou hoje que a Sete Brasil, holding dedicada a gerir portfólios de ativos na área de petróleo e gás, está negociando novos acordos com o EAS para garantir a performance dos contratos de construção de sete sondas de perfuração de petróleo.
Segundo a reportagem, as discussões podem levar à adoção de sanções por atrasos nas obras antes da entrega dos equipamentos. A Sete só pode multar o estaleiro por atrasos depois de concluído o prazo de 48 meses previsto em contrato para entrega da primeira unidade.
Pelas novas condições, poderiam ser aplicadas multas a partir, por exemplo, do 36º mês a contar da assinatura do contrato. O contrato para construção das sete sondas entre a Sete Brasil e o EAS foi assinado em junho de 2011 no valor de US$ 5,2 bilhões. Os problemas de gestão no EAS levaram a atraso de sete meses no cronograma de entrega da primeira sonda pelo estaleiro.
Copersucar reduz previsão para produção de açúcar; eleva
etanol
Reuters 18.07.2012 - A Copersucar, maior comercializadora brasileira de açúcar e etanol, reduziu a sua previsão de produção do adoçante no centro-sul do Brasil, na safra 2012/13, e elevou a estimativa para a fabricação do biocombustível.
Isso por conta do tempo chuvoso, que acaba favorecendo a produção de etanol, disse a jornalistas o diretor-presidente da Copersucar, Paulo Roberto de Souza, nesta quarta-feira.
A previsão de produção de açúcar no centro-sul do Brasil, que responde por cerca de 90 por cento da moagem de cana do país, foi estimada pela Copersucar em 30,5 milhões de toneladas, ante 32 milhões inicialmente.
Já a produção de etanol da região foi estimada em 21,5 bilhões de litros, ante 20 bilhões de litros anteriormente.
Segundo ele, por mais que as 48 usinas associadas da companhia estejam priorizando a produção de açúcar --produto que remunera mais que o etanol-- o atípico tempo chuvoso para o inverno faz com que a cana chegue às usinas mais apropriada a produção do biocombustível.
"A decisão econômica é maximizar açúcar. Só que em função do clima, quanto mais paradas a gente tem, mais favorece o etanol... Porque vai perdendo os dias de moagem no ano", disse Souza.
Segundo ele, mais de 40 por cento das usinas associadas estão paradas por conta do tempo chuvoso nesta quarta-feira, com reflexos no mercado global.
De acordo com especialistas, a cana fica com mais água no início e final da safra, justamente os períodos mais chuvosos, o que favorece a produção de etanol.
Como nesta safra a moagem está atrasada, tal atraso será recuperado em novembro e dezembro, meses que tradicionalmente registram mais precipitações, segundo o executivo da Copersucar.
"A safra já foi alongada", destacou ele.
A Copersucar estima a moagem de cana em 505 milhões de toneladas, ante 493 milhões de toneladas na safra passada.
"Nós mantemos a previsão de 505 milhões de toneladas de cana moída, mas o clima é determinante, vamos ver se conseguimos moer tudo isso, pode ficar cana em pé", afirmou ele, referindo-se à cana que pode deixar para ser colhida na próxima temporada.
Reuters 18.07.2012 - A Copersucar, maior comercializadora brasileira de açúcar e etanol, reduziu a sua previsão de produção do adoçante no centro-sul do Brasil, na safra 2012/13, e elevou a estimativa para a fabricação do biocombustível.
Isso por conta do tempo chuvoso, que acaba favorecendo a produção de etanol, disse a jornalistas o diretor-presidente da Copersucar, Paulo Roberto de Souza, nesta quarta-feira.
A previsão de produção de açúcar no centro-sul do Brasil, que responde por cerca de 90 por cento da moagem de cana do país, foi estimada pela Copersucar em 30,5 milhões de toneladas, ante 32 milhões inicialmente.
Já a produção de etanol da região foi estimada em 21,5 bilhões de litros, ante 20 bilhões de litros anteriormente.
Segundo ele, por mais que as 48 usinas associadas da companhia estejam priorizando a produção de açúcar --produto que remunera mais que o etanol-- o atípico tempo chuvoso para o inverno faz com que a cana chegue às usinas mais apropriada a produção do biocombustível.
"A decisão econômica é maximizar açúcar. Só que em função do clima, quanto mais paradas a gente tem, mais favorece o etanol... Porque vai perdendo os dias de moagem no ano", disse Souza.
Segundo ele, mais de 40 por cento das usinas associadas estão paradas por conta do tempo chuvoso nesta quarta-feira, com reflexos no mercado global.
De acordo com especialistas, a cana fica com mais água no início e final da safra, justamente os períodos mais chuvosos, o que favorece a produção de etanol.
Como nesta safra a moagem está atrasada, tal atraso será recuperado em novembro e dezembro, meses que tradicionalmente registram mais precipitações, segundo o executivo da Copersucar.
"A safra já foi alongada", destacou ele.
A Copersucar estima a moagem de cana em 505 milhões de toneladas, ante 493 milhões de toneladas na safra passada.
"Nós mantemos a previsão de 505 milhões de toneladas de cana moída, mas o clima é determinante, vamos ver se conseguimos moer tudo isso, pode ficar cana em pé", afirmou ele, referindo-se à cana que pode deixar para ser colhida na próxima temporada.
Queima de cana rende multa de R$ 1 mi a usina do grupo Louis
Dreyfus
Folha 18.07.2012 - A usina Vale do Rosário, de Morro Agudo (380 km de SP), foi condenada a pagar R$ 1,154 milhão por realizar queimadas irregulares em canaviais.
A punição foi dada à empresa --pertencente à LDC Bioenergia, do grupo Louis Dreyfus Commodities-- após ação civil apontar a queima de palha de cana em setembro de 2010.
Queimada de cana-de-açúcar em lavoura de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, na safra do ano passado
Na época, segundo a decisão da pela Justiça de Barretos (423 km de SP), a Vale do Rosário fez a queima ao ar livre em aproximadamente 47 hectares durante período de suspensão estabelecido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. A sentença diz que a empresa não comprovou que o incêndio tinha sido criminoso e que a Cetesb flagrou no local equipamentos da Vale do Rosário para a colheita da cana e ainda ônibus de transporte dos trabalhadores. Procurada, a empresa não respondeu até as 16h50 desta quarta-feira.
Folha 18.07.2012 - A usina Vale do Rosário, de Morro Agudo (380 km de SP), foi condenada a pagar R$ 1,154 milhão por realizar queimadas irregulares em canaviais.
A punição foi dada à empresa --pertencente à LDC Bioenergia, do grupo Louis Dreyfus Commodities-- após ação civil apontar a queima de palha de cana em setembro de 2010.
Queimada de cana-de-açúcar em lavoura de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, na safra do ano passado
Na época, segundo a decisão da pela Justiça de Barretos (423 km de SP), a Vale do Rosário fez a queima ao ar livre em aproximadamente 47 hectares durante período de suspensão estabelecido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. A sentença diz que a empresa não comprovou que o incêndio tinha sido criminoso e que a Cetesb flagrou no local equipamentos da Vale do Rosário para a colheita da cana e ainda ônibus de transporte dos trabalhadores. Procurada, a empresa não respondeu até as 16h50 desta quarta-feira.
Cade aprova compra da Brita Norte pela Votorantim
Estadão 18.07.2012 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a aquisição da Brita Norte Mineração Engenharia e Terraplenagem pela Votorantim Cimentos. Para o órgão antitruste, a compra da companhia sediada em Porto Velho (RO) não traz riscos à concorrência no setor.
Há duas semanas, durante julgamento do caso no qual a Camargo Corrêa assumiu o controle da cimenteira portuguesa Cimpor, o Cade determinou a saída por completo da Votorantim do capital dessa companhia. Na ocasião, o conselheiro Alessandro Octaviani declarou que a Votorantim não poderia mais crescer no mercado brasileiro de cimentos por meio de fusões e aquisições, mas apenas por investimentos e expansões orgânicas.
Para o conselheiro relator do processo de compra da Brita Norte, Ricardo Ruiz, essa operação não tem potencial de fechar o mercado de mineração na região de Porto Velho e, portanto, não traz prejuízos à competição.
Estadão 18.07.2012 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a aquisição da Brita Norte Mineração Engenharia e Terraplenagem pela Votorantim Cimentos. Para o órgão antitruste, a compra da companhia sediada em Porto Velho (RO) não traz riscos à concorrência no setor.
Há duas semanas, durante julgamento do caso no qual a Camargo Corrêa assumiu o controle da cimenteira portuguesa Cimpor, o Cade determinou a saída por completo da Votorantim do capital dessa companhia. Na ocasião, o conselheiro Alessandro Octaviani declarou que a Votorantim não poderia mais crescer no mercado brasileiro de cimentos por meio de fusões e aquisições, mas apenas por investimentos e expansões orgânicas.
Para o conselheiro relator do processo de compra da Brita Norte, Ricardo Ruiz, essa operação não tem potencial de fechar o mercado de mineração na região de Porto Velho e, portanto, não traz prejuízos à competição.
Cosan, Vale e Navistar têm suas negociações aprovadas pelo
Cade
Valor 18.07.2012 - O Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) aprovou nesta quarta-feira o acordo de associação entre a Camil Alimentos, maior indústria de beneficiamento de arroz e feijão da América Latina, e a Cosan Alimentos, dona das marcas de varejo de açúcar União e da Barra e a gestora Gávea Investimentos.
Pelos termos do acordo anunciado em maio, a Cosan terá uma participação de 11,72% no capital na “nova” Camil, enquanto que o antigo bloco de controle da Camil ficará com 60,25% e o Gávea, 28,03%.
Outra operação entre empresas de peso aprovada hoje pelo Cade envolve a venda de ativos da Vale, na França e Noruega, para Glencore. Na semana passada, a Vale fechou a venda, por US$ 160 milhões, de suas atividades de ferro-ligas e manganês na Europa para a Glencore International. Os ativos estão situados na França e na Noruega e a venda faz parte da estratégia de negócios da Vale, de sair de áreas que não são o foco da companhia.
Nessa linha, a venda de participação da Vale na Cadam para KaMin também foi aprovada pelo Cade. A Cadam é uma produtora de caulim que opera no setor de mineração a céu aberto (no Amapá,) uma usina de beneficiamento e um porto privado (no Pará). A KaMin, uma companhia de capital fechado nos Estados Unidos, adquiriu 61,5% da Cadam por US$ 30,1 milhões.
O Cade também aprovou a sociedade entre a americana Navistar e a San Marino, de Caxias do Sul. O negócio foi anunciado no fim de janeiro e tem como objetivo a produção de ônibus completos (carrocerias e chassis) para os mercados da América do Norte e da América do Sul.
Os veículos serão negociados com a marca Neostar e a parceria ainda inclui a transferência de tecnologia para a fábrica de Caxias do Sul.
No plano de negócios, está prevista a instalação de uma fábrica no México, que deverá receber carrocerias enviadas pela unidade gaúcha para completar a produção com os chassis da própria Navistar e motores da MWM (controlada da sócia americana). Posteriormente, esses veículos serão vendidos no mercado mexicano, nos Estados Unidos e em países da América do Sul, como a Colômbia.
Valor 18.07.2012 - O Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) aprovou nesta quarta-feira o acordo de associação entre a Camil Alimentos, maior indústria de beneficiamento de arroz e feijão da América Latina, e a Cosan Alimentos, dona das marcas de varejo de açúcar União e da Barra e a gestora Gávea Investimentos.
Pelos termos do acordo anunciado em maio, a Cosan terá uma participação de 11,72% no capital na “nova” Camil, enquanto que o antigo bloco de controle da Camil ficará com 60,25% e o Gávea, 28,03%.
Outra operação entre empresas de peso aprovada hoje pelo Cade envolve a venda de ativos da Vale, na França e Noruega, para Glencore. Na semana passada, a Vale fechou a venda, por US$ 160 milhões, de suas atividades de ferro-ligas e manganês na Europa para a Glencore International. Os ativos estão situados na França e na Noruega e a venda faz parte da estratégia de negócios da Vale, de sair de áreas que não são o foco da companhia.
Nessa linha, a venda de participação da Vale na Cadam para KaMin também foi aprovada pelo Cade. A Cadam é uma produtora de caulim que opera no setor de mineração a céu aberto (no Amapá,) uma usina de beneficiamento e um porto privado (no Pará). A KaMin, uma companhia de capital fechado nos Estados Unidos, adquiriu 61,5% da Cadam por US$ 30,1 milhões.
O Cade também aprovou a sociedade entre a americana Navistar e a San Marino, de Caxias do Sul. O negócio foi anunciado no fim de janeiro e tem como objetivo a produção de ônibus completos (carrocerias e chassis) para os mercados da América do Norte e da América do Sul.
Os veículos serão negociados com a marca Neostar e a parceria ainda inclui a transferência de tecnologia para a fábrica de Caxias do Sul.
No plano de negócios, está prevista a instalação de uma fábrica no México, que deverá receber carrocerias enviadas pela unidade gaúcha para completar a produção com os chassis da própria Navistar e motores da MWM (controlada da sócia americana). Posteriormente, esses veículos serão vendidos no mercado mexicano, nos Estados Unidos e em países da América do Sul, como a Colômbia.
Anatel decide suspender vendas de Claro, Oi e TIM
Folha 18.07.2012 - A Anatel decidiu suspender a partir desta quarta-feira a venda de chips de três das maiores operadoras de telefonia móvel do país: TIM, Oi e Claro.
Somadas, as três empresas têm cerca de 70% do mercado de telefonia móvel no país.
A Folha apurou que as vendas ficarão interrompidas até que elas apresentem um plano de investimento para os próximos dois anos, com metas para resolver problemas na qualidade dos serviços prestados aos consumidores.
Os técnicos da Anatel trabalhavam, nesta manhã, com previsão de impedir a venda e a ativação de novas linhas pela TIM em cerca de 15 Estados, pela Oi em 6 e pela Claro em 3. A medida, que deve ser anunciada pela Anatel nesta tarde, em coletiva à imprensa, foi motivada pelo índice de reclamação dos consumidores sobre essas três empresas.
A Vivo, que é a maior operadora do país, não será afetada. Todas as operadoras, porém, serão obrigadas a melhorar os serviços.
A Anatel tomou a decisão após avaliar dados das empresas pelos últimos seis meses. Um dos maiores problemas é que as chamadas são interrompidas no meio do telefonema.
O plano que as empresas serão obrigadas a apresentar deve considerar: melhora na infraestrutura; no atendimento ao consumidor; completamento de chamada.
A Folha apurou que a Anatel deve ingressar com medidas cautelares em cada Estado e individualizada por operadora para suspensão dos serviços.
Há pouco mais de uma semana, a Folha antecipou que a agência pretendia executar medida contra a TIM, devido ao grande número de queixas dos consumidores.
A agência, no entanto, decidiu, antes de aplicar a sanção, aprofundar estudos sobre os casos de outras empresas de telefonia.
Na ocasião, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que a proibição das vendas deveria ser "o último recurso" na tentativa de colocar uma companhia de volta nos trilhos.
Folha 18.07.2012 - A Anatel decidiu suspender a partir desta quarta-feira a venda de chips de três das maiores operadoras de telefonia móvel do país: TIM, Oi e Claro.
Somadas, as três empresas têm cerca de 70% do mercado de telefonia móvel no país.
A Folha apurou que as vendas ficarão interrompidas até que elas apresentem um plano de investimento para os próximos dois anos, com metas para resolver problemas na qualidade dos serviços prestados aos consumidores.
Os técnicos da Anatel trabalhavam, nesta manhã, com previsão de impedir a venda e a ativação de novas linhas pela TIM em cerca de 15 Estados, pela Oi em 6 e pela Claro em 3. A medida, que deve ser anunciada pela Anatel nesta tarde, em coletiva à imprensa, foi motivada pelo índice de reclamação dos consumidores sobre essas três empresas.
A Vivo, que é a maior operadora do país, não será afetada. Todas as operadoras, porém, serão obrigadas a melhorar os serviços.
A Anatel tomou a decisão após avaliar dados das empresas pelos últimos seis meses. Um dos maiores problemas é que as chamadas são interrompidas no meio do telefonema.
O plano que as empresas serão obrigadas a apresentar deve considerar: melhora na infraestrutura; no atendimento ao consumidor; completamento de chamada.
A Folha apurou que a Anatel deve ingressar com medidas cautelares em cada Estado e individualizada por operadora para suspensão dos serviços.
Há pouco mais de uma semana, a Folha antecipou que a agência pretendia executar medida contra a TIM, devido ao grande número de queixas dos consumidores.
A agência, no entanto, decidiu, antes de aplicar a sanção, aprofundar estudos sobre os casos de outras empresas de telefonia.
Na ocasião, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que a proibição das vendas deveria ser "o último recurso" na tentativa de colocar uma companhia de volta nos trilhos.
Lucro da Vale deve cair 38% no 2° trimestre, estima HSBC
Brasil Econômico 18.07.2012 - Lucros das mineradoras devem recuar, na comparação anual, mas mostrar recuperação, em relação ao primeiro trimestre do ano
Para CSN, projeções da instituição apontam para uma queda de 76%.
O HSBC divulgou suas projeções para os resultados do segundo trimestre de 2012 a serem divulgados pelas empresas brasileiras do setor de siderurgia e mineração. No caso da Usiminas, os dados abaixo contam também com as estimativas do Santander.
Vale: O lucro líquido da Vale deve somar US$ 3,969 bilhões de abril a junho, valor que, se confirmado, irá representar uma queda de 38%, na comparação com o mesmo período do ano passado, mas uma alta de 4%, frente ao trimestre imediatamente anterior.
De acordo com as estimativas do banco, a receita líquida da Vale será de US$ 13,673 bilhões no segundo trimestre, recuo de 9% na comparação anual, e alta de 24% na margem.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da mineradora deverá alcançar US$ 7,062 bilhões, valor 19% menor do que em igual período de 2011, mas 44% acima do obtido de janeiro a março de 2012.
"A produção de minério de ferro, depois de ter sido negativamente afetada por problemas climáticos no primeiro trimestre, deve retornar a níveis normais, com produção estimada de aproximadamente 85 milhões de toneladas, alta de 26% na margem", afirma Jonathan Brandt, analista do HSBC, em relatório.
CSN: Para a CSN, o HSBC estima lucro líquido de R$ 269 milhões no segundo trimestre de 2012, queda de 76% na comparação anual, e alta de 143% na margem.
De abril a junho, a receita líquida da CSN deve ter totalizado R$ 4,050 bilhões, que, se confirmado, será 6% menor do que o apresentado em igual período de 2011, e 4% superior ao obtido de janeiro a março de 2012.
O Ebitda da companhia deverá ser de R$ 1,136 bilhão, recuo de 36%, frente ao segundo trimestre de 2011, e incremento de 2%, ante o primeiro trimestre deste ano.
"Nossa expectativa é que os volumes de minério de ferro mostrem recuperação, chegando a 7,1 milhões de toneladas, ao passo que a margem Ebitda da divisão de siderurgia provavelmente terá queda, em virtude da alta nos custos de matérias-primas", afirma Brandt.
Usiminas: A Usiminas deve reportar um prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2012, revertendo o lucro de R$ 112 milhões apresentado no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, a companhia teve prejuízo de R$ 71 milhões.
O HSBC estima uma receita líquida para a Usiminas de R$ 3,090 bilhões de abril a junho, alta de 2% na comparação anual, e de 7% na margem.
Já o Ebitda, de acordo com os cálculos da instituição financeira, será de R$ 193 milhões, recuo de 47% em relação a igual período de 2011, e alta de 2% ante o trimestre imediatamente anterior.
"Projetamos que o volume de aço aumente aproximadamente 5% na comparação trimestral, mas com um mix menos favorável (em torno de 78% vendidos no mercado doméstico). Estimamos uma queda de 30 pontos-base na margem Ebitda em virtude de um aumento nos custos (impacto da desvalorização do Real) e da piora no mix", diz o relatório do HSBC.
O Santander também divulgou sua projeção para os resultados da Usiminas. O banco espanhol prevê que a companhia terá um prejuízo de R$ 171,8 milhões. A receita líquida deverá somar R$ 3,671 bilhões, e o Ebitda, R$ 201 milhões.
"Esperamos que o desempenho operacional da Usiminas permaneça em níveis críticos. Os resultados recorrentes (excluindo os créditos de reintegração) devem ser ainda piores do que no primeiro trimestre", afirmam Felipe Reis e Alex Sciacio, analistas do Santander, em relatório.
"Olhando para frente, acreditamos que o segundo semestre de 2012 pode trazer alguma melhora, mas não suficiente para trazer o estoque da companhia a níveis positivos", acrescentam os especialistas.
Gerdau: O HSBC projeta para a Gerdau um lucro líquido de R$ 459 milhões no segundo trimestre de 2012, valor 2% abaixo do obtido no mesmo período de 2011, e 24% acima do apresentado de janeiro a março deste ano.
A receita líquida da Gerdau deve ter alcançado R$ 9,478 bilhões, alta de 5% na comparação anual, e de 3% na margem.
Para o Ebitda, o HSBC espera que a Gerdau reporte R$ 1,132 bilhão, 14% abaixo do apresentado no segundo trimestre de 2011, e 12% acima do primeiro trimestre de 2012.
"Temos a expectativa de que a margem Ebitda apresente expansão de 100 pontos-base na comparação trimestral, graças ao forte desempenho das operações no Brasil (em torno de 190 pontos-base, para 14,7%) e de Aços Especiais (140 pontos-base, para 15,4%)", diz o HSBC.
Brasil Econômico 18.07.2012 - Lucros das mineradoras devem recuar, na comparação anual, mas mostrar recuperação, em relação ao primeiro trimestre do ano
Para CSN, projeções da instituição apontam para uma queda de 76%.
O HSBC divulgou suas projeções para os resultados do segundo trimestre de 2012 a serem divulgados pelas empresas brasileiras do setor de siderurgia e mineração. No caso da Usiminas, os dados abaixo contam também com as estimativas do Santander.
Vale: O lucro líquido da Vale deve somar US$ 3,969 bilhões de abril a junho, valor que, se confirmado, irá representar uma queda de 38%, na comparação com o mesmo período do ano passado, mas uma alta de 4%, frente ao trimestre imediatamente anterior.
De acordo com as estimativas do banco, a receita líquida da Vale será de US$ 13,673 bilhões no segundo trimestre, recuo de 9% na comparação anual, e alta de 24% na margem.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da mineradora deverá alcançar US$ 7,062 bilhões, valor 19% menor do que em igual período de 2011, mas 44% acima do obtido de janeiro a março de 2012.
"A produção de minério de ferro, depois de ter sido negativamente afetada por problemas climáticos no primeiro trimestre, deve retornar a níveis normais, com produção estimada de aproximadamente 85 milhões de toneladas, alta de 26% na margem", afirma Jonathan Brandt, analista do HSBC, em relatório.
CSN: Para a CSN, o HSBC estima lucro líquido de R$ 269 milhões no segundo trimestre de 2012, queda de 76% na comparação anual, e alta de 143% na margem.
De abril a junho, a receita líquida da CSN deve ter totalizado R$ 4,050 bilhões, que, se confirmado, será 6% menor do que o apresentado em igual período de 2011, e 4% superior ao obtido de janeiro a março de 2012.
O Ebitda da companhia deverá ser de R$ 1,136 bilhão, recuo de 36%, frente ao segundo trimestre de 2011, e incremento de 2%, ante o primeiro trimestre deste ano.
"Nossa expectativa é que os volumes de minério de ferro mostrem recuperação, chegando a 7,1 milhões de toneladas, ao passo que a margem Ebitda da divisão de siderurgia provavelmente terá queda, em virtude da alta nos custos de matérias-primas", afirma Brandt.
Usiminas: A Usiminas deve reportar um prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2012, revertendo o lucro de R$ 112 milhões apresentado no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, a companhia teve prejuízo de R$ 71 milhões.
O HSBC estima uma receita líquida para a Usiminas de R$ 3,090 bilhões de abril a junho, alta de 2% na comparação anual, e de 7% na margem.
Já o Ebitda, de acordo com os cálculos da instituição financeira, será de R$ 193 milhões, recuo de 47% em relação a igual período de 2011, e alta de 2% ante o trimestre imediatamente anterior.
"Projetamos que o volume de aço aumente aproximadamente 5% na comparação trimestral, mas com um mix menos favorável (em torno de 78% vendidos no mercado doméstico). Estimamos uma queda de 30 pontos-base na margem Ebitda em virtude de um aumento nos custos (impacto da desvalorização do Real) e da piora no mix", diz o relatório do HSBC.
O Santander também divulgou sua projeção para os resultados da Usiminas. O banco espanhol prevê que a companhia terá um prejuízo de R$ 171,8 milhões. A receita líquida deverá somar R$ 3,671 bilhões, e o Ebitda, R$ 201 milhões.
"Esperamos que o desempenho operacional da Usiminas permaneça em níveis críticos. Os resultados recorrentes (excluindo os créditos de reintegração) devem ser ainda piores do que no primeiro trimestre", afirmam Felipe Reis e Alex Sciacio, analistas do Santander, em relatório.
"Olhando para frente, acreditamos que o segundo semestre de 2012 pode trazer alguma melhora, mas não suficiente para trazer o estoque da companhia a níveis positivos", acrescentam os especialistas.
Gerdau: O HSBC projeta para a Gerdau um lucro líquido de R$ 459 milhões no segundo trimestre de 2012, valor 2% abaixo do obtido no mesmo período de 2011, e 24% acima do apresentado de janeiro a março deste ano.
A receita líquida da Gerdau deve ter alcançado R$ 9,478 bilhões, alta de 5% na comparação anual, e de 3% na margem.
Para o Ebitda, o HSBC espera que a Gerdau reporte R$ 1,132 bilhão, 14% abaixo do apresentado no segundo trimestre de 2011, e 12% acima do primeiro trimestre de 2012.
"Temos a expectativa de que a margem Ebitda apresente expansão de 100 pontos-base na comparação trimestral, graças ao forte desempenho das operações no Brasil (em torno de 190 pontos-base, para 14,7%) e de Aços Especiais (140 pontos-base, para 15,4%)", diz o HSBC.
Inepar aprova emissão de R$ 150 milhões em debêntures
Brasil Econômico 18.07.2012 - No total, serão emitidas 15 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil.
O prazo das debêntures, que não serão conversíveis em ações, será de quatro anos.
A Inepar aprovou a quinta emissão de debêntures no valor de R$ 150 milhões.
O prazo das debêntures, que não serão conversíveis em ações, será de quatro anos. No total, serão emitidas 15 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil.
Os recursos líquidos obtidos com a operação serão integralmente utilizados para alongamento do perfil da dívida total da companhia, reforço do capital de giro, antecipação do pagamento de empréstimos bancários vincendos da companhia ou de sociedades controladas emitida em 27 de julho de 2012.
Brasil Econômico 18.07.2012 - No total, serão emitidas 15 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil.
O prazo das debêntures, que não serão conversíveis em ações, será de quatro anos.
A Inepar aprovou a quinta emissão de debêntures no valor de R$ 150 milhões.
O prazo das debêntures, que não serão conversíveis em ações, será de quatro anos. No total, serão emitidas 15 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 10 mil.
Os recursos líquidos obtidos com a operação serão integralmente utilizados para alongamento do perfil da dívida total da companhia, reforço do capital de giro, antecipação do pagamento de empréstimos bancários vincendos da companhia ou de sociedades controladas emitida em 27 de julho de 2012.
China Food Company vende negócios com ração
Estadão 18.07.2012 - A companhia chinesa de molhos China Food Company anunciou nesta quarta-feira que chegou a um acordo para vender seus negócios com ração animal por US$ 16 milhões e disse que agora vai se concentrar em suas operações essenciais, com condimentos.
A holding coreana Wisehand Planning vai adquirir as operações existentes por US$ 8,75 milhões, uma nova fábrica de rações por US$ 5,5 milhões e o terreno onde a nova unidade vem sendo construída por US$ 1,75 milhão. Os negócios com ração animal da China Food Company registraram lucro depois de impostos de 1,6 milhão de libras (US$ 2,5 milhões) em 2011.
Estadão 18.07.2012 - A companhia chinesa de molhos China Food Company anunciou nesta quarta-feira que chegou a um acordo para vender seus negócios com ração animal por US$ 16 milhões e disse que agora vai se concentrar em suas operações essenciais, com condimentos.
A holding coreana Wisehand Planning vai adquirir as operações existentes por US$ 8,75 milhões, uma nova fábrica de rações por US$ 5,5 milhões e o terreno onde a nova unidade vem sendo construída por US$ 1,75 milhão. Os negócios com ração animal da China Food Company registraram lucro depois de impostos de 1,6 milhão de libras (US$ 2,5 milhões) em 2011.
Unidade de saúde da Nestlé adquire participação na Accera
Valor 18.07.2012 - A unidade de saúde da Nestlé anunciou hoje a compra de uma participação na americana Accera, especialista em pesquisa, desenvolvimento e venda de medicamentos para doenças degenerativas. Os detalhes do negócio não foram revelados.
A Nestlé que apoiar os testes de um medicamento contra o Alzheimer, que afeta mais de 30 milhões de pessoas mundialmente. Axona, a principal marca da Accera e que terá o apoio da Nestlé para dar continuidade aos seus testes, já é um remédio vendido nos Estados Unidos, para estágios suaves a moderados de Alzheimer.
“Nossa fatia na Accera é estratégica para construir nosso portfólio de produtos neurológicos”, disse Luis Cantarell, presidente da unidade de saúde da Nestlé.
Valor 18.07.2012 - A unidade de saúde da Nestlé anunciou hoje a compra de uma participação na americana Accera, especialista em pesquisa, desenvolvimento e venda de medicamentos para doenças degenerativas. Os detalhes do negócio não foram revelados.
A Nestlé que apoiar os testes de um medicamento contra o Alzheimer, que afeta mais de 30 milhões de pessoas mundialmente. Axona, a principal marca da Accera e que terá o apoio da Nestlé para dar continuidade aos seus testes, já é um remédio vendido nos Estados Unidos, para estágios suaves a moderados de Alzheimer.
“Nossa fatia na Accera é estratégica para construir nosso portfólio de produtos neurológicos”, disse Luis Cantarell, presidente da unidade de saúde da Nestlé.
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