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Preços do minério serão menores que o esperado
Reuters 27.07.2012 - Os preços do minério de ferro neste ano serão menores do que o esperado anteriormente pela Vale em meio a um agravamento da crise internacional, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Murilo Ferreira.
Apesar da revisão, a Vale espera uma recuperação nos preços do produto em breve, uma vez que os patamares atuais, em torno de 120 dólares por tonelada, já estão perto de um piso, afetando produtores chineses com custos mais elevados, disse o diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da companhia, José Carlos Martins.
Para a Vale, as medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo chinês deverão surtir efeito no segundo semestre, avaliaram os executivos, que participaram de teleconferências nesta quinta-feira para detalhar os resultados da mineradora no segundo trimestre, divulgados na noite anterior.
O lucro da mineradora desabou no segundo trimestre e um dos principais motivos foi a queda no preço do minério de ferro.
"Os preços desceram a patamar de limite inferior e acreditamos que, uma vez chegado nesse nível, muitos produtores de custos mais altos acabarão saindo do mercado..., e com isso a oferta tende a reduzir e os preços se repuperarem", afirmou Martins, em teleconferência com jornalistas nesta tarde.
"Estou otimista com o segundo semestre, a economia chinesa está em processo de ajustamento", acrescentou.
Com custo baixo, a Vale avalia ainda que seria a última a ser afetada por eventual redução no volume de vendas, no caso de um agravamento da crise.
A companhia continua trabalhando com cenário de 120 dólares por tonelada para o piso de venda do produto no mercado internacional, disse Martins, acrescentando ainda que a recuperação esperada para os preços não deverá levar o produto para o nível de 180 dólares, registrado no passado.
Mas o preço praticado pela Vale tem ficado bem abaixo do valor vendido à vista no mercado internacional, entre outras razões, pela queda na qualidade do minério em algumas minas da empresa, processo que a Vale espera reverter com a entrada em operação de novos projetos.
O tombo no lucro da Vale ocorreu em meio a uma queda de 28,9 por cento no preço do minério de ferro na comparação com o segundo trimestre do ano passado, para 103,29 dólares por tonelada.
Vale elevou vendas no mercado à vista de 15 por cento no primeiro trimestre para 21 por cento no segundo trimestre.
Ferreira reiterou que a Vale conseguiu recuperar perdas na produção registradas no primeiro trimestre e fechou o semestre com produção de 150 milhões de toneladas de minério de ferro, o que permitirá à empresa atingir a meta de 2012, de 310 milhões de toneladas.
A empresa trabalha ainda para conseguir licença para expansão de Carajás em 2012, disse o presidente.
Projeto: A mineradora interrompeu as operações em fornos da mina de níquel de Onça Puma, no Pará, que ficará fora de operação ainda por algum tempo, disseram executivos.
O presidente citou ainda dificuldades em outros projetos da Vale, como atividades de carvão na Austrália.
E disse ainda que o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina ainda depende de fatores que precisam ser superados, sinalizando que o empreendimento de 5,9 bilhões de dólares continua sendo avaliado, apesar dos investimentos já realizados. "Não vamos descuidar de alguns fatores para dar continuidade a Rio Colorado", disse o executivo.
Reuters 27.07.2012 - Os preços do minério de ferro neste ano serão menores do que o esperado anteriormente pela Vale em meio a um agravamento da crise internacional, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Murilo Ferreira.
Apesar da revisão, a Vale espera uma recuperação nos preços do produto em breve, uma vez que os patamares atuais, em torno de 120 dólares por tonelada, já estão perto de um piso, afetando produtores chineses com custos mais elevados, disse o diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da companhia, José Carlos Martins.
Para a Vale, as medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo chinês deverão surtir efeito no segundo semestre, avaliaram os executivos, que participaram de teleconferências nesta quinta-feira para detalhar os resultados da mineradora no segundo trimestre, divulgados na noite anterior.
O lucro da mineradora desabou no segundo trimestre e um dos principais motivos foi a queda no preço do minério de ferro.
"Os preços desceram a patamar de limite inferior e acreditamos que, uma vez chegado nesse nível, muitos produtores de custos mais altos acabarão saindo do mercado..., e com isso a oferta tende a reduzir e os preços se repuperarem", afirmou Martins, em teleconferência com jornalistas nesta tarde.
"Estou otimista com o segundo semestre, a economia chinesa está em processo de ajustamento", acrescentou.
Com custo baixo, a Vale avalia ainda que seria a última a ser afetada por eventual redução no volume de vendas, no caso de um agravamento da crise.
A companhia continua trabalhando com cenário de 120 dólares por tonelada para o piso de venda do produto no mercado internacional, disse Martins, acrescentando ainda que a recuperação esperada para os preços não deverá levar o produto para o nível de 180 dólares, registrado no passado.
Mas o preço praticado pela Vale tem ficado bem abaixo do valor vendido à vista no mercado internacional, entre outras razões, pela queda na qualidade do minério em algumas minas da empresa, processo que a Vale espera reverter com a entrada em operação de novos projetos.
O tombo no lucro da Vale ocorreu em meio a uma queda de 28,9 por cento no preço do minério de ferro na comparação com o segundo trimestre do ano passado, para 103,29 dólares por tonelada.
Vale elevou vendas no mercado à vista de 15 por cento no primeiro trimestre para 21 por cento no segundo trimestre.
Ferreira reiterou que a Vale conseguiu recuperar perdas na produção registradas no primeiro trimestre e fechou o semestre com produção de 150 milhões de toneladas de minério de ferro, o que permitirá à empresa atingir a meta de 2012, de 310 milhões de toneladas.
A empresa trabalha ainda para conseguir licença para expansão de Carajás em 2012, disse o presidente.
Projeto: A mineradora interrompeu as operações em fornos da mina de níquel de Onça Puma, no Pará, que ficará fora de operação ainda por algum tempo, disseram executivos.
O presidente citou ainda dificuldades em outros projetos da Vale, como atividades de carvão na Austrália.
E disse ainda que o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina ainda depende de fatores que precisam ser superados, sinalizando que o empreendimento de 5,9 bilhões de dólares continua sendo avaliado, apesar dos investimentos já realizados. "Não vamos descuidar de alguns fatores para dar continuidade a Rio Colorado", disse o executivo.
TIM espera que na próxima semana suspensão possa ser
equacionada
Estadão 27.07.2012 - ‘A partir daí, continuaremos com a Anatel acompanhando a implementação do plano de investimentos’, afirmou presidente da companhia. A Telecom Italia, controladora da TIM, espera que semana que vem a suspensão de venda de novos chips pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) possa ser equacionada. "A partir daí, continuaremos com a Anatel acompanhando a implementação do plano de investimentos", afirmou o presidente da companhia italiana, Franco Bernabè.
De acordo com o executivo, o impacto da medida é grande e sério em termos midiáticos, mas se a situação se resolver rapidamente, o impacto financeiro será limitado. "A situação macroeconômica é complicada em todo o mundo, mas isso não muda o quadro. Nossa situação financeira no Brasil é muito boa. Não mudaremos a relação com os acionistas quanto a distribuição de dividendos".
O executivo usou algumas vezes o termo "crise" sobre o momento da operadora no Brasil e admitiu que houve atraso nos investimentos da companhia, por exemplo, devido a aquisições realizadas no passado. "Aquisições como a da Intelig e outras geraram mais complexidade de processos. Isso também atrasou investimentos", afirmou Bernabè. Segundo ele, "trata-se de uma crise de crescimento. Por isso, confiamos que sairemos muito mais fortes".
O presidente da TIM, Andrea Mangoni, complementou que a estratégia comercial não deve ser modificada, "mas precisamos desenvolver melhor capacidade de adequação da rede". Como exemplo, a companhia diz que lançará ofertas e planos onde a rede estiver apta a sustentar esse esforço.
Compartilhamento: O vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, avaliou que o compartilhamento das redes das operadoras de telefonia é fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura do setor, mas precisa de regras mais claras e precisas.
"O regulamento de compartilhamento que está sendo preparado pela Anatel é ótimo e precisa ser colocado em prática logo", avaliou o executivo.
O órgão regulador deve votar nas próximas semanas o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que abre as redes das principais companhias do setor para a passagem de dados - remunerada - por outras empresas.
Bernabè diz que a companhia, controladora da TIM, tem "grande consideração" sobre o esforço do governo para encontrar instrumentos para facilitar o trabalho das operadoras, como regulamento para compartilhamento de infraestrutura e desoneração da carga tributária para construção de redes. Segundo ele, merece destaque a maneira "bem articulada e sucedida" do leilão das licenças de 4G. "Assumimos compromisso no 4G por 30 anos", disse Bernabè.
Investimentos: O executivo completou que os R$ 8,5 bilhões investidos nos últimos dois anos pela empresa são um demonstrativo do compromisso e que os investimentos planejados são suficientes para atender às necessidades. "Esperamos que o governo ajude na obtenção das autorizações necessárias para que os recursos possam ser aplicados", afirmou o presidente da companhia italiana.
A companhia buscará alinhar sua estratégia comercial com os investimentos realizados. "Não vamos forçar estratégia comercial, comprometendo rede e qualidade", afirmou.
Magoni disse que a empresa sempre trabalha a rede considerando o aumento de tráfego. "O que acontece é que a exigência de tráfego cresce a um ritmo mais veloz que a nossa capacidade de adaptação das redes. Nosso empenho está no sentido de acelerar investimentos e acabar com esse descompasso". Admitiu, contudo, que foram detectados problemas em alguns Estados, "mas não tão graves para uma medida de suspensão". "Mas isso é passado e queremos aproveitar crise como oportunidade para melhorarmos nossa performance de rede".
A TIM já havia apresentado um relatório à Anatel, que exigiu mais detalhes. "Um documento de 800 páginas não se produz da noite para o dia", disse Mangoni. "Estamos trabalhando há alguns meses com a Anatel, mas talvez não tenhamos sido suficientemente claros ou detalhados e talvez seja essa uma das causas da decisão".
Estadão 27.07.2012 - ‘A partir daí, continuaremos com a Anatel acompanhando a implementação do plano de investimentos’, afirmou presidente da companhia. A Telecom Italia, controladora da TIM, espera que semana que vem a suspensão de venda de novos chips pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) possa ser equacionada. "A partir daí, continuaremos com a Anatel acompanhando a implementação do plano de investimentos", afirmou o presidente da companhia italiana, Franco Bernabè.
De acordo com o executivo, o impacto da medida é grande e sério em termos midiáticos, mas se a situação se resolver rapidamente, o impacto financeiro será limitado. "A situação macroeconômica é complicada em todo o mundo, mas isso não muda o quadro. Nossa situação financeira no Brasil é muito boa. Não mudaremos a relação com os acionistas quanto a distribuição de dividendos".
O executivo usou algumas vezes o termo "crise" sobre o momento da operadora no Brasil e admitiu que houve atraso nos investimentos da companhia, por exemplo, devido a aquisições realizadas no passado. "Aquisições como a da Intelig e outras geraram mais complexidade de processos. Isso também atrasou investimentos", afirmou Bernabè. Segundo ele, "trata-se de uma crise de crescimento. Por isso, confiamos que sairemos muito mais fortes".
O presidente da TIM, Andrea Mangoni, complementou que a estratégia comercial não deve ser modificada, "mas precisamos desenvolver melhor capacidade de adequação da rede". Como exemplo, a companhia diz que lançará ofertas e planos onde a rede estiver apta a sustentar esse esforço.
Compartilhamento: O vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, avaliou que o compartilhamento das redes das operadoras de telefonia é fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura do setor, mas precisa de regras mais claras e precisas.
"O regulamento de compartilhamento que está sendo preparado pela Anatel é ótimo e precisa ser colocado em prática logo", avaliou o executivo.
O órgão regulador deve votar nas próximas semanas o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que abre as redes das principais companhias do setor para a passagem de dados - remunerada - por outras empresas.
Bernabè diz que a companhia, controladora da TIM, tem "grande consideração" sobre o esforço do governo para encontrar instrumentos para facilitar o trabalho das operadoras, como regulamento para compartilhamento de infraestrutura e desoneração da carga tributária para construção de redes. Segundo ele, merece destaque a maneira "bem articulada e sucedida" do leilão das licenças de 4G. "Assumimos compromisso no 4G por 30 anos", disse Bernabè.
Investimentos: O executivo completou que os R$ 8,5 bilhões investidos nos últimos dois anos pela empresa são um demonstrativo do compromisso e que os investimentos planejados são suficientes para atender às necessidades. "Esperamos que o governo ajude na obtenção das autorizações necessárias para que os recursos possam ser aplicados", afirmou o presidente da companhia italiana.
A companhia buscará alinhar sua estratégia comercial com os investimentos realizados. "Não vamos forçar estratégia comercial, comprometendo rede e qualidade", afirmou.
Magoni disse que a empresa sempre trabalha a rede considerando o aumento de tráfego. "O que acontece é que a exigência de tráfego cresce a um ritmo mais veloz que a nossa capacidade de adaptação das redes. Nosso empenho está no sentido de acelerar investimentos e acabar com esse descompasso". Admitiu, contudo, que foram detectados problemas em alguns Estados, "mas não tão graves para uma medida de suspensão". "Mas isso é passado e queremos aproveitar crise como oportunidade para melhorarmos nossa performance de rede".
A TIM já havia apresentado um relatório à Anatel, que exigiu mais detalhes. "Um documento de 800 páginas não se produz da noite para o dia", disse Mangoni. "Estamos trabalhando há alguns meses com a Anatel, mas talvez não tenhamos sido suficientemente claros ou detalhados e talvez seja essa uma das causas da decisão".
OGX entrega segunda carga de óleo de Waimea para a Shell
Valor 27.07.2012 - A OGX encerrou hoje o embarque da segunda carga de petróleo para a Shell. O óleo foi produzido no campo de Waimea, operado pela petrolífera de Eike Batista, na bacia de Campos.
Segundo a companhia, foram embarcados 800 mil barris de óleo, cujo destino será a Europa. O carregamento faz parte de um contrato de comercialização firmado em outubro de 2011 pelas duas empresas.
A primeira carga, de aproximadamente 600 mil barris, foi entregue no fim de março à companhia anglo-holandesa.
Valor 27.07.2012 - A OGX encerrou hoje o embarque da segunda carga de petróleo para a Shell. O óleo foi produzido no campo de Waimea, operado pela petrolífera de Eike Batista, na bacia de Campos.
Segundo a companhia, foram embarcados 800 mil barris de óleo, cujo destino será a Europa. O carregamento faz parte de um contrato de comercialização firmado em outubro de 2011 pelas duas empresas.
A primeira carga, de aproximadamente 600 mil barris, foi entregue no fim de março à companhia anglo-holandesa.
Captações de empresas somam R$ 110,8 bilhões no 1º semestre
Brasil Econômico 27.07.2012 - No mercado externo, as captações foram majoritariamente em renda fixa e chegaram a um total de US$ 30,2 bilhões.
Emissões de debêntures são destaque no mercado doméstico. Foram realizadas 91 ofertas deste tipo no primeiro semestre de 2012, contra 86 no ano passado.
As captações das empresas brasileiras nos mercados doméstico e externo somaram R$ 110,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, volume 0,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26/7) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
No mercado doméstico, as captações tiveram queda de 15,6% entre janeiro e junho deste ano, atingindo volume de R$ 56,5 bilhões, sendo R$ 47,9 bilhões em renda fixa e R$ 8,6 bilhões em renda variável.
Entre os ativos na renda fixa, as emissões de debêntures responderam por 56,9% das ofertas, com R$ 32 bilhões - alta de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2011.
Foram realizadas 91 ofertas de debêntures neste primeiro semestre, contra 86 em 2011, alta de 5,8%.
Entre os destaques, estão duas emissões realizadas no Novo Mercado de renda fixa: BNDESPar (com R$ 2 bilhões) e Cemig (com R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 870 milhões no NMRF). O prazo médio das emissões ficou em 5,6 anos.
No mercado de renda variável, o volume de ações emitidas somou R$ 8,6 bilhões, contra R$ 15,6 bilhões no ano passado, uma queda de 45%. Neste ano, foram registradas sete ofertas, contra 18 no ano passado.
No mercado externo, as captações foram majoritariamente em renda fixa e chegaram a um total de US$ 30,2 bilhões, aumento de 11% no volume frente ao primeiro semestre de 2011.
Brasil Econômico 27.07.2012 - No mercado externo, as captações foram majoritariamente em renda fixa e chegaram a um total de US$ 30,2 bilhões.
Emissões de debêntures são destaque no mercado doméstico. Foram realizadas 91 ofertas deste tipo no primeiro semestre de 2012, contra 86 no ano passado.
As captações das empresas brasileiras nos mercados doméstico e externo somaram R$ 110,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, volume 0,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26/7) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
No mercado doméstico, as captações tiveram queda de 15,6% entre janeiro e junho deste ano, atingindo volume de R$ 56,5 bilhões, sendo R$ 47,9 bilhões em renda fixa e R$ 8,6 bilhões em renda variável.
Entre os ativos na renda fixa, as emissões de debêntures responderam por 56,9% das ofertas, com R$ 32 bilhões - alta de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2011.
Foram realizadas 91 ofertas de debêntures neste primeiro semestre, contra 86 em 2011, alta de 5,8%.
Entre os destaques, estão duas emissões realizadas no Novo Mercado de renda fixa: BNDESPar (com R$ 2 bilhões) e Cemig (com R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 870 milhões no NMRF). O prazo médio das emissões ficou em 5,6 anos.
No mercado de renda variável, o volume de ações emitidas somou R$ 8,6 bilhões, contra R$ 15,6 bilhões no ano passado, uma queda de 45%. Neste ano, foram registradas sete ofertas, contra 18 no ano passado.
No mercado externo, as captações foram majoritariamente em renda fixa e chegaram a um total de US$ 30,2 bilhões, aumento de 11% no volume frente ao primeiro semestre de 2011.
EzTec paga R$ 78,129 milhões em dividendos
Brasil Econômico 27.07.2012 - O pagamento será realizado em 31 de julho de 2012.
A EzTec distribuirá dividendos no montante de R$ 78,129 milhões, equivalente a R$ 0,532494235 por ação.
O pagamento será realizado em 31 de julho de 2012, com base na posição acionária de 27 de abril de 2012.
Os acionistas terão seus créditos disponíveis de acordo com o domicílio bancário fornecido ao Itaú Unibanco, instituição escrituradora das ações de emissão da companhia.
Brasil Econômico 27.07.2012 - O pagamento será realizado em 31 de julho de 2012.
A EzTec distribuirá dividendos no montante de R$ 78,129 milhões, equivalente a R$ 0,532494235 por ação.
O pagamento será realizado em 31 de julho de 2012, com base na posição acionária de 27 de abril de 2012.
Os acionistas terão seus créditos disponíveis de acordo com o domicílio bancário fornecido ao Itaú Unibanco, instituição escrituradora das ações de emissão da companhia.
Inadimplencia de veículos cai pela 1ª vez desde 2010
Folha 27.07.2012 - A inadimplência nas operações de crédito para aquisição de veículos caiu em junho pela primeira vez desde dezembro de 2010. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC), no mês passado, o percentual do saldo em atraso superior a 90 dias dessas operações recuou de 6,1% para 6%.
Em dezembro de 2010, a taxa de inadimplência de veículos estava em 2,5% e, desde então, vinha subindo.
Juros ao consumidor e inadimplência recuam em junho, diz BC
O chefe do departamento econômico do BC, Tulio Maciel, destacou também uma queda no percentual de atrasos de 15 a 90 dias, indicador antecedente da inadimplência. Em junho, o percentual caiu de 8,5% para 8%.
"A inadimplência, depois de oscilar, vai apresentar uma tendência de queda no segundo semestre deste ano", disse Maciel. "O perfil de inadimplência dessas concessões de veículos, que era a grande preocupação, tem melhorado notadamente desde o segundo semestre do ano passado."
O técnico do BC reafirmou a visão da instituição de que a inadimplência vai ter um comportamento mais favorável no segundo semestre por conta de fatores como a redução das taxas de juros, a postura mais cautelosa dos bancos e o crescimento da massa salarial dos trabalhadores.
Novos financiamentos: Além da queda da inadimplência, os estímulos anunciados pelo governo ao setor automotivo surtiram efeito sobre os números do crédito para compra de automóveis. Em junho, a média diária de novos financiamentos a pessoas físicas para aquisição de veículos cresceu 22,8% sobre o mês anterior e atingiu R$ 426 milhões.
Depois de cair em abril, essa média havia aumentado apenas 2,8% em maio.
Ao longo de todo o mês de junho, essas concessões somaram R$ 8,515 bilhões, o que representou crescimento de 11,7% sobre maio, variação também expressiva para um único mês. O estoque de financiamentos de veículos a pessoas físicas subiu 2,1%, acima da média registrada pela carteira de crédito total do sistema financeiro, que foi de 1,5%. Com isso, encerrou o mês em R$ 182,16 bilhões.
A grande diferença entre a variação das concessões e a variação do saldo é natural diante do expressivo volume de operações que já existiam antes.
As medidas de estímulo anunciadas pelo Ministério da Fazenda em maio incluíram redução do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) sobre automóveis. O BC também adotou incentivo liberando parte do compulsório dos bancos sobre depósitos a prazo para financiamento de veículos.
"Essa modalidade vinha em trajetória declinante e mostrou essa recuperação influenciada pela redução do IPI", disse Tulio Maciel.
Folha 27.07.2012 - A inadimplência nas operações de crédito para aquisição de veículos caiu em junho pela primeira vez desde dezembro de 2010. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC), no mês passado, o percentual do saldo em atraso superior a 90 dias dessas operações recuou de 6,1% para 6%.
Em dezembro de 2010, a taxa de inadimplência de veículos estava em 2,5% e, desde então, vinha subindo.
Juros ao consumidor e inadimplência recuam em junho, diz BC
O chefe do departamento econômico do BC, Tulio Maciel, destacou também uma queda no percentual de atrasos de 15 a 90 dias, indicador antecedente da inadimplência. Em junho, o percentual caiu de 8,5% para 8%.
"A inadimplência, depois de oscilar, vai apresentar uma tendência de queda no segundo semestre deste ano", disse Maciel. "O perfil de inadimplência dessas concessões de veículos, que era a grande preocupação, tem melhorado notadamente desde o segundo semestre do ano passado."
O técnico do BC reafirmou a visão da instituição de que a inadimplência vai ter um comportamento mais favorável no segundo semestre por conta de fatores como a redução das taxas de juros, a postura mais cautelosa dos bancos e o crescimento da massa salarial dos trabalhadores.
Novos financiamentos: Além da queda da inadimplência, os estímulos anunciados pelo governo ao setor automotivo surtiram efeito sobre os números do crédito para compra de automóveis. Em junho, a média diária de novos financiamentos a pessoas físicas para aquisição de veículos cresceu 22,8% sobre o mês anterior e atingiu R$ 426 milhões.
Depois de cair em abril, essa média havia aumentado apenas 2,8% em maio.
Ao longo de todo o mês de junho, essas concessões somaram R$ 8,515 bilhões, o que representou crescimento de 11,7% sobre maio, variação também expressiva para um único mês. O estoque de financiamentos de veículos a pessoas físicas subiu 2,1%, acima da média registrada pela carteira de crédito total do sistema financeiro, que foi de 1,5%. Com isso, encerrou o mês em R$ 182,16 bilhões.
A grande diferença entre a variação das concessões e a variação do saldo é natural diante do expressivo volume de operações que já existiam antes.
As medidas de estímulo anunciadas pelo Ministério da Fazenda em maio incluíram redução do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) sobre automóveis. O BC também adotou incentivo liberando parte do compulsório dos bancos sobre depósitos a prazo para financiamento de veículos.
"Essa modalidade vinha em trajetória declinante e mostrou essa recuperação influenciada pela redução do IPI", disse Tulio Maciel.
Ministério da Fazenda chama GM para explicar situação em São José
Valor 27.07.2012 - A General Motors (GM) também foi chamada pelo Ministério da Fazenda para esclarecer, na próxima terça-feira, a situação da fábrica de São José dos Campos, no interior paulista, onde uma linha de produção corre risco de ser extinta.
O ministério, segundo sua assessoria de imprensa, quer uma explicação da montadora sobre os últimos acontecimentos em São José, como o encerramento da produção de três modelos – Zafira, Meriva e Corsa -, além do fechamento da fábrica na última terça-feira.
A preocupação do governo é que as montadoras não cumpram com o compromisso de manter empregos, uma das condições para que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) fosse concedida em maio.
O site do Valor informou hoje que a pasta também vai cobrar explicações da Anfavea - a entidade que representa a indústria automobilística nacional - sobre a situação do emprego no setor. O esvaziamento da fábrica da General Motors em São José dos Campos coloca em risco até dois mil postos de trabalho, conforme estimativas do sindicato local.
A Anfavea, por meio de seu departamento de comunicação, confirmou a reunião marcada com o Ministério da Fazenda na próxima terça-feira, mas disse que o encontro tem como pauta principal a regulamentação do novo regime automotivo, um tema que tem sido discutido quase que semanalmente com o governo.
A entidade lembra que a ocupação no setor tem mostrado evolução neste ano, chegando a 146,9 mil postos em junho (alta de 2,9% em 12 meses) – número que inclui dados dos fabricantes de veículos e máquinas agrícolas. Conforme a Anfavea, a reunião com o Ministério da Fazenda está marcada para as 10h30 de terça-feira.
Heritage e Araújo Fontes firmam parceria
Valor 26.07.2012 - A butique de investimentos Heritage Capital, de origem anglo-suíça, e a mineira Araújo Fontes, que presta assessoria financeira a empresas, firmaram um acordo operacional para atuar em conjunto. Sob os termos da parceria, a Araújo Fontes fará a originação dos negócios no Brasil. Esta, com sede em Londres, ficará responsável pela distribuição e captação internacional de clientes.
O foco é prestar assessoria a fusões e aquisições, financiamentos de projetos e finanças estruturadas para empresas de médio porte fora do eixo Rio-São Paulo. Individualmente, as duas empresas já atuavam nesse segmento.
"Temos bases de clientes e culturas parecidas. São negócios complementares", diz o executivo-chefe da Heritage, Joseph Dryer.
Para Marcelo Araújo, sócio da Araújo Fontes, o acordo vai proporcionar à empresa uma melhor capacidade de distribuição de instrumentos de renda fixa e variável. "Com isso, vamos ser mais atrativos para os clientes", diz.
Desde 2010, já havia uma colaboração entre as empresas na originação de negócios, mas era algo esporádico. Dois fatores contribuíram para a decisão de estreitar os laços.
Um deles foi a entrada de Carlos Braga na Araújo Fontes. Com experiência no mercado de dívida, o executivo - que iria comandar o Royal Bank of Scotland (RBS) no Brasil - tornou-se sócio da empresa depois que o banco desistiu dos planos de abrir uma unidade no mercado brasileiro.
Outro foi a compra da Heritage por seus próprios administradores, no fim do ano passado. Até então, a butique era um braço do Banque Heritage, da Suíça.
A partir daí, os novos donos da companhia aprofundaram a estratégia de atuar em mercados emergentes, com ênfase no Brasil, na Turquia e na África do Sul.
A Heritage Capital abriu escritório no Brasil em 2009, mas a iniciativa não foi muito eficaz. "Atuar nos mercados globais requer criar presença local", afirma Dryer. "Levaria tempo para construirmos essa presença sozinhos."
A Araújo Fontes tem sede em Belo Horizonte e escritórios em Curitiba, Goiânia, Ribeirão Preto e São Paulo, além de um representante no Recife. A companhia tem cerca de 70 pessoas, incluindo um grupo de 12 sócios.
"A maior parte dos bancos de investimentos está instalada em São Paulo e no Rio, mas não tem feito um bom trabalho no resto do país", avalia Braga. "Há um mercado que não está devidamente coberto, é uma oportunidade única."
Os segmentos de infraestrutura, petróleo e gás, logística e finanças são os que mais oferecem oportunidade de negócios, avalia Dryer, da Heritage.
Segundo Araújo, a empresa realizou 80 transações - que somam R$ 10 bilhões - desde 2005, quando deixou de ser uma consultoria tributária e decidiu atuar como assessoria financeira. Entre os negócios já conduzidos, estão emissões de debêntures da Queiroz Galvão e na compra dos postos Polipetro pela AleSat, em 2008.
Valor 26.07.2012 - A butique de investimentos Heritage Capital, de origem anglo-suíça, e a mineira Araújo Fontes, que presta assessoria financeira a empresas, firmaram um acordo operacional para atuar em conjunto. Sob os termos da parceria, a Araújo Fontes fará a originação dos negócios no Brasil. Esta, com sede em Londres, ficará responsável pela distribuição e captação internacional de clientes.
O foco é prestar assessoria a fusões e aquisições, financiamentos de projetos e finanças estruturadas para empresas de médio porte fora do eixo Rio-São Paulo. Individualmente, as duas empresas já atuavam nesse segmento.
"Temos bases de clientes e culturas parecidas. São negócios complementares", diz o executivo-chefe da Heritage, Joseph Dryer.
Para Marcelo Araújo, sócio da Araújo Fontes, o acordo vai proporcionar à empresa uma melhor capacidade de distribuição de instrumentos de renda fixa e variável. "Com isso, vamos ser mais atrativos para os clientes", diz.
Desde 2010, já havia uma colaboração entre as empresas na originação de negócios, mas era algo esporádico. Dois fatores contribuíram para a decisão de estreitar os laços.
Um deles foi a entrada de Carlos Braga na Araújo Fontes. Com experiência no mercado de dívida, o executivo - que iria comandar o Royal Bank of Scotland (RBS) no Brasil - tornou-se sócio da empresa depois que o banco desistiu dos planos de abrir uma unidade no mercado brasileiro.
Outro foi a compra da Heritage por seus próprios administradores, no fim do ano passado. Até então, a butique era um braço do Banque Heritage, da Suíça.
A partir daí, os novos donos da companhia aprofundaram a estratégia de atuar em mercados emergentes, com ênfase no Brasil, na Turquia e na África do Sul.
A Heritage Capital abriu escritório no Brasil em 2009, mas a iniciativa não foi muito eficaz. "Atuar nos mercados globais requer criar presença local", afirma Dryer. "Levaria tempo para construirmos essa presença sozinhos."
A Araújo Fontes tem sede em Belo Horizonte e escritórios em Curitiba, Goiânia, Ribeirão Preto e São Paulo, além de um representante no Recife. A companhia tem cerca de 70 pessoas, incluindo um grupo de 12 sócios.
"A maior parte dos bancos de investimentos está instalada em São Paulo e no Rio, mas não tem feito um bom trabalho no resto do país", avalia Braga. "Há um mercado que não está devidamente coberto, é uma oportunidade única."
Os segmentos de infraestrutura, petróleo e gás, logística e finanças são os que mais oferecem oportunidade de negócios, avalia Dryer, da Heritage.
Segundo Araújo, a empresa realizou 80 transações - que somam R$ 10 bilhões - desde 2005, quando deixou de ser uma consultoria tributária e decidiu atuar como assessoria financeira. Entre os negócios já conduzidos, estão emissões de debêntures da Queiroz Galvão e na compra dos postos Polipetro pela AleSat, em 2008.
Fibria tem prejuízo líquido de R$524 mi no 2o tri
Reuters 26.07.2012 - A Fibria registrou um prejuízo líquido de 524 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de 215 milhões de reais de um ano antes.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou 550 milhões de reais, alta anual de 12 por cento.
Reuters 26.07.2012 - A Fibria registrou um prejuízo líquido de 524 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de 215 milhões de reais de um ano antes.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou 550 milhões de reais, alta anual de 12 por cento.
Magazine Luiza está com risco menor na bolsa, diz analista
Exame 26.07.2012 -No ano, as ações do Magazine Luiza têm queda de 3,4%. O Magazine Luiza (MGLU3) está mais conservador em suas operações e as ações devem reagir da mesma forma, analisa Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA. Ela reduziu o preço-alvo para os papéis da varejista para incorporar os planos mais comedidos da empresa, especialmente em relação a resultados de longo prazo no setor de consumo financeiro.
O valor por ação passou de 22,70 reais para 15,70 reais e a recomendação de desempenho acima da média (outperform) foi reiterada. O potencial de valorização é de 70% na comparação com o último fechamento.
Para Juliana, uma temporada de crescimento de lucros deve vir após fortes revisões nos custos e despesas com o foco em integração das recentes aquisições (Lojas Maia) e uma perspectiva mais conservadora para a Luizacred. A empresa disse em seu resultado do primeiro trimestre que manteve o conservadorismo com a divisão de financiamentos e que os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, “de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012”.
Exame 26.07.2012 -No ano, as ações do Magazine Luiza têm queda de 3,4%. O Magazine Luiza (MGLU3) está mais conservador em suas operações e as ações devem reagir da mesma forma, analisa Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA. Ela reduziu o preço-alvo para os papéis da varejista para incorporar os planos mais comedidos da empresa, especialmente em relação a resultados de longo prazo no setor de consumo financeiro.
O valor por ação passou de 22,70 reais para 15,70 reais e a recomendação de desempenho acima da média (outperform) foi reiterada. O potencial de valorização é de 70% na comparação com o último fechamento.
Para Juliana, uma temporada de crescimento de lucros deve vir após fortes revisões nos custos e despesas com o foco em integração das recentes aquisições (Lojas Maia) e uma perspectiva mais conservadora para a Luizacred. A empresa disse em seu resultado do primeiro trimestre que manteve o conservadorismo com a divisão de financiamentos e que os indicadores de atraso da carteira continuam melhorando em relação ao ano anterior, “de forma que as provisões devem ser menores proporcionalmente no segundo semestre de 2012”.
Petrobras avalia cobrar dívida de R$ 2,4 bi da Eletrobras na
Justiça
Valor 26.07.2012 - Madureira da Silva, diretor da Eletrobras, diz que já negociou com a BR o parcelamento de R$ 725 milhões da dívida.
Uma dívida de R$ 2,4 bilhões entre as duas maiores estatais brasileiras pode parar na Justiça. A Petrobras decidiu dar fim ao calote que a BR Distribuidora está recebendo da Amazonas Energia, controlada pela Eletrobras, já que desde 2009 a distribuidora da petroleira não recebe por todo o óleo combustível e diesel consumidos pelas termelétricas que operam no Norte do país. A dívida corresponde a quase duas vezes o lucro da BR no ano passado, que foi de R$ 1,267 bilhão.
Em dólares, o valor da dívida soma US$ 1,18 bilhão, o que permitiria pagar, com sobra, uma das modernas sondas de perfuração em águas ultraprofundas que serão construídas no Brasil ao custo aproximado de US$ 1 bilhão. "Na prática, é uma tentativa de transferir uma ineficiência do setor elétrico para a Petrobras", afirma um executivo da BR.
A origem do problema, sob o ponto de vista da Eletrobras, é uma divergência de interpretação entre a concessionária de energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação às regulamentações da Lei 12.111, de julho de 2009, relacionadas às despesas cobertas pela bilionária Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
"Esse é um problema gerado pela regulamentação de uma legislação que não está conseguindo dar o devido equilíbrio econômico à concessão", afirma Marcos Aurélio Madureira da Silva, diretor de Distribuição da Eletrobras e presidente de todas as distribuidoras controladas pela estatal de energia.
O diretor da Eletrobras faz questão de frisar que o que chama de déficit não é gerado por inoperância ou por problemas de gestão da Amazonas Energia. "Ele [déficit] está sendo gerado por uma divergência quanto aos critérios de cobertura dos custos de geração do sistema isolado", afirma, admitindo contudo que a Petrobras não tem nada a ver com o assunto, a não ser o fato de ser também uma estatal.
A Eletrobras já acertou com a BR o parcelamento de uma parte da dívida, no valor de R$ 725 milhões, o que agora terá de ser aprovado pelo conselho de administração. Quanto aos R$ 1,6 bilhão restantes, que ainda não incluem correção, Madureira diz que precisa se entender com a Aneel antes de pagar.
Vendo esgotadas as possibilidades de receber pela via da negociação, a Petrobras resolveu agir. Em uma carta para a Eletrobras, a distribuidora de combustíveis informou que vai passar a exigir garantias da controladora nas vendas de combustível para a Amazonas Energia. "Sem a garantia, só vamos entregar combustível com pagamento prévio", informou uma fonte qualificada ao Valor.
Durante muitos anos, a Petrobras se transformou em uma espécie de fiadora indireta da estatal de energia, antecipando pagamentos para a BR pelo óleo vendido para geração no Amazonas de modo que a distribuidora não tivesse que carregar esse atraso nos pagamentos em seus balanços. Mas em 2009, depois da Lei 12.111, a situação se agravou e a dívida aumentou. Em maio de 2011, a Petrobras decidiu não mais esconder o problema, deixando de compensar a dívida internamente. Era claro que o rombo era muito grande para suportar e o impacto no caixa da distribuidora foi relevante.
"Esse número é muito significativo para a BR. Sabemos da nossa responsabilidade social e das consequências se pararmos o fornecimento de combustível para a região. Mas não podemos mais ficar de braços atados", desabafou uma fonte da distribuidora de combustíveis.
O Valor conversou com executivos da Petrobras e da BR sobre o assunto, mas dado o constrangimento que suscita, todos pediram para não terem seus nomes divulgados. Explica-se: as duas estatais estão submetidas ao Ministério de Minas e Energia, sendo que o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, é membro do conselho de administração de uma e preside o conselho da outra. Em março, o assunto foi levado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente dos conselho de administração da Petrobras e do conselho da distribuidora de combustíveis. Mantega deu sinal verde para a cobrança judicial.
Apontada como estopim, a Lei 12.111 permitiu, por exemplo, que despesas com operação e manutenção de equipamentos também fossem deduzidos da conta de combustíveis. A CCC é um encargo setorial pago por todos os brasileiros na conta de luz para subsidiar a geração de energia no Norte do país, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de distribuição. As geradoras que operam no chamado Sistema Isolado têm direito a subsídio para pagamento das despesas com a compra de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, que custam mais caro.
Em 2012, o orçamento da CCC é de R$ 3,2 bilhões. Em 2011, chegou a R$ 5,85 bilhões e, em 2010, de R$ 4,757 bilhões. Administradora da CCC, a Eletrobras está sob pressão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem cobrando mais eficiência na gestão do parque gerador na região. Em 2007 a Aneel multou em R$ 11,9 milhões a Eletrobras por má gestão dos recursos arrecadados pela CCC. Apontada pela Eletrobras como responsável pelo problema, a Aneel não respondeu aos pedidos de entrevista. A assessoria de Zimmermann, no MME, também disse que não iria comentar o assunto.
Valor 26.07.2012 - Madureira da Silva, diretor da Eletrobras, diz que já negociou com a BR o parcelamento de R$ 725 milhões da dívida.
Uma dívida de R$ 2,4 bilhões entre as duas maiores estatais brasileiras pode parar na Justiça. A Petrobras decidiu dar fim ao calote que a BR Distribuidora está recebendo da Amazonas Energia, controlada pela Eletrobras, já que desde 2009 a distribuidora da petroleira não recebe por todo o óleo combustível e diesel consumidos pelas termelétricas que operam no Norte do país. A dívida corresponde a quase duas vezes o lucro da BR no ano passado, que foi de R$ 1,267 bilhão.
Em dólares, o valor da dívida soma US$ 1,18 bilhão, o que permitiria pagar, com sobra, uma das modernas sondas de perfuração em águas ultraprofundas que serão construídas no Brasil ao custo aproximado de US$ 1 bilhão. "Na prática, é uma tentativa de transferir uma ineficiência do setor elétrico para a Petrobras", afirma um executivo da BR.
A origem do problema, sob o ponto de vista da Eletrobras, é uma divergência de interpretação entre a concessionária de energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com relação às regulamentações da Lei 12.111, de julho de 2009, relacionadas às despesas cobertas pela bilionária Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
"Esse é um problema gerado pela regulamentação de uma legislação que não está conseguindo dar o devido equilíbrio econômico à concessão", afirma Marcos Aurélio Madureira da Silva, diretor de Distribuição da Eletrobras e presidente de todas as distribuidoras controladas pela estatal de energia.
O diretor da Eletrobras faz questão de frisar que o que chama de déficit não é gerado por inoperância ou por problemas de gestão da Amazonas Energia. "Ele [déficit] está sendo gerado por uma divergência quanto aos critérios de cobertura dos custos de geração do sistema isolado", afirma, admitindo contudo que a Petrobras não tem nada a ver com o assunto, a não ser o fato de ser também uma estatal.
A Eletrobras já acertou com a BR o parcelamento de uma parte da dívida, no valor de R$ 725 milhões, o que agora terá de ser aprovado pelo conselho de administração. Quanto aos R$ 1,6 bilhão restantes, que ainda não incluem correção, Madureira diz que precisa se entender com a Aneel antes de pagar.
Vendo esgotadas as possibilidades de receber pela via da negociação, a Petrobras resolveu agir. Em uma carta para a Eletrobras, a distribuidora de combustíveis informou que vai passar a exigir garantias da controladora nas vendas de combustível para a Amazonas Energia. "Sem a garantia, só vamos entregar combustível com pagamento prévio", informou uma fonte qualificada ao Valor.
Durante muitos anos, a Petrobras se transformou em uma espécie de fiadora indireta da estatal de energia, antecipando pagamentos para a BR pelo óleo vendido para geração no Amazonas de modo que a distribuidora não tivesse que carregar esse atraso nos pagamentos em seus balanços. Mas em 2009, depois da Lei 12.111, a situação se agravou e a dívida aumentou. Em maio de 2011, a Petrobras decidiu não mais esconder o problema, deixando de compensar a dívida internamente. Era claro que o rombo era muito grande para suportar e o impacto no caixa da distribuidora foi relevante.
"Esse número é muito significativo para a BR. Sabemos da nossa responsabilidade social e das consequências se pararmos o fornecimento de combustível para a região. Mas não podemos mais ficar de braços atados", desabafou uma fonte da distribuidora de combustíveis.
O Valor conversou com executivos da Petrobras e da BR sobre o assunto, mas dado o constrangimento que suscita, todos pediram para não terem seus nomes divulgados. Explica-se: as duas estatais estão submetidas ao Ministério de Minas e Energia, sendo que o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, é membro do conselho de administração de uma e preside o conselho da outra. Em março, o assunto foi levado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente dos conselho de administração da Petrobras e do conselho da distribuidora de combustíveis. Mantega deu sinal verde para a cobrança judicial.
Apontada como estopim, a Lei 12.111 permitiu, por exemplo, que despesas com operação e manutenção de equipamentos também fossem deduzidos da conta de combustíveis. A CCC é um encargo setorial pago por todos os brasileiros na conta de luz para subsidiar a geração de energia no Norte do país, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de distribuição. As geradoras que operam no chamado Sistema Isolado têm direito a subsídio para pagamento das despesas com a compra de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica, que custam mais caro.
Em 2012, o orçamento da CCC é de R$ 3,2 bilhões. Em 2011, chegou a R$ 5,85 bilhões e, em 2010, de R$ 4,757 bilhões. Administradora da CCC, a Eletrobras está sob pressão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vem cobrando mais eficiência na gestão do parque gerador na região. Em 2007 a Aneel multou em R$ 11,9 milhões a Eletrobras por má gestão dos recursos arrecadados pela CCC. Apontada pela Eletrobras como responsável pelo problema, a Aneel não respondeu aos pedidos de entrevista. A assessoria de Zimmermann, no MME, também disse que não iria comentar o assunto.
Lucro da Vale cai 48,3% e totaliza R$ 5,3 bilhões
Brasil Econômico 26.07.2012 - Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto". Ganhos foram impactados pela desvalorização do real contra o dólar, informou a empresa; nos dados expressos na moeda americana, lucro caiu 58,7% e ficou abaixo do esperado.
A Vale divulgou os números do segundo trimestre nesta quarta-feira (25/7), mostrando um declínio de 2,3% na receita operacional, que totalizou R$ 23,91 bilhões. No ano anterior, a cifra havia sido de R$ 24,48 bilhões.
Com impactos contábeis, o lucro líquido da Vale recuou 48,3% na base de comparação anual, passando de R$ 10,28 bilhões para R$ 5,31 bilhões.
"O lucro líquido sofreu forte impacto contábil não caixa decorrente da desvalorização do real, nossa moeda funcional para fins contábeis, contra o dólar americano", informou a mineradora em suas demonstrações financeiras. De acordo com a Vale, a variação monetária e cambial reduziu o lucro em R$ 3,46 bilhões.
Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto", "em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e os problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 10,09 bilhões, o que representa uma redução de 30,3% frente aos R$ 14,48 bilhões registrados no segundo trimestre de 2011.
Em termos ajustados, excluindo perda ou ganhos na venda de ativos, o Ebitda da mineradora foi de R$ 10,86 bilhões, recuo de 25%.
Receitas e custos: A receita gerada pelos bulk materials, que incluem minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico, representou 73,6% da receita operacional total, enquanto os metais básicos representaram 14,6%, os fertilizantes 7,6%, logística 3,3% e outros produtos 0,9%.
O minério de ferro sozinho representou 53,6% da receita operacional total, somando R$ 12,82 bilhões.
As vendas para a Ásia continuam representando mais da metade da fonte de receitas da Vale, correspondendo a 51,5% do total, ou R$ 12,31 bilhões. Somente a China foi responsável por gerar receita de R$ 7,55 bilhões. Em seguida vêm América do Sul (20,7%), Europa (19%), América do Norte (5,6%), Oriente Médio (2,2%) e resto do mundo (1%).
O custo por produtos vendidos (CPV) aumentou 28,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011, atingindo R$ 11,671 bilhões. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas dobraram de R$ 694 milhões para R$ 1,21 bilhão.
Investimentos e perspectivas: A Vale ressaltou que, diante da crise nos países desenvolvidos, o crescimento econômico global deve ser liderado pelas economias emergentes, o que deve sustentar uma demanda sólida por minerais e metais. Ao mesmo tempo, a escassez de oferta deve manter os preços de seus produtos em níveis elevados.
"Apesar da recessão na Europa e o desafio da sustentabilidade da dívida enfrentado pelas grandes economias desenvolvidas, acreditamos que a expansão da economia global deverá se acelerar gradualmente nos próximos trimestres. Apesar da expectativa de que o PIB e a produção industrial global cresçam a um ritmo menor nos próximos cinco anos do que o observado nos cinco anos que precederam a Grande Recessão de 2008/2009, a atividade econômica global continuará robusta", afirmou a Vale.
A empresa reportou investimentos de US$ 4,29 bilhões no segundo trimestre deste ano, sendo que US$ 2,86 bilhões foram destinados à execução de projetos, US$ 396 milhões à pesquisa e desenvolvimento e US$ 1,03 bilhão à sustentação das operações existentes.
Resultados em dólares: Junto com o balanço em reais, a Vale também divulgou seus números na moeda americana. A receita operacional no segundo trimestre caiu 20,8%, para US$ 12,15 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 43,6%, para US$ 5,12 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 58,7%, para US$ 2,66 bilhões.
O resultado ficou 33% abaixo da expectativa dos analistas do HSBC, de lucro de US$ 3,969 bilhões. O banco também estimava receita maior, de US$ 13,673 bilhões, e Ebitda de US$ 7,062 bilhões.
Brasil Econômico 26.07.2012 - Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto". Ganhos foram impactados pela desvalorização do real contra o dólar, informou a empresa; nos dados expressos na moeda americana, lucro caiu 58,7% e ficou abaixo do esperado.
A Vale divulgou os números do segundo trimestre nesta quarta-feira (25/7), mostrando um declínio de 2,3% na receita operacional, que totalizou R$ 23,91 bilhões. No ano anterior, a cifra havia sido de R$ 24,48 bilhões.
Com impactos contábeis, o lucro líquido da Vale recuou 48,3% na base de comparação anual, passando de R$ 10,28 bilhões para R$ 5,31 bilhões.
"O lucro líquido sofreu forte impacto contábil não caixa decorrente da desvalorização do real, nossa moeda funcional para fins contábeis, contra o dólar americano", informou a mineradora em suas demonstrações financeiras. De acordo com a Vale, a variação monetária e cambial reduziu o lucro em R$ 3,46 bilhões.
Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho "robusto", "em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e os problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 10,09 bilhões, o que representa uma redução de 30,3% frente aos R$ 14,48 bilhões registrados no segundo trimestre de 2011.
Em termos ajustados, excluindo perda ou ganhos na venda de ativos, o Ebitda da mineradora foi de R$ 10,86 bilhões, recuo de 25%.
Receitas e custos: A receita gerada pelos bulk materials, que incluem minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico, representou 73,6% da receita operacional total, enquanto os metais básicos representaram 14,6%, os fertilizantes 7,6%, logística 3,3% e outros produtos 0,9%.
O minério de ferro sozinho representou 53,6% da receita operacional total, somando R$ 12,82 bilhões.
As vendas para a Ásia continuam representando mais da metade da fonte de receitas da Vale, correspondendo a 51,5% do total, ou R$ 12,31 bilhões. Somente a China foi responsável por gerar receita de R$ 7,55 bilhões. Em seguida vêm América do Sul (20,7%), Europa (19%), América do Norte (5,6%), Oriente Médio (2,2%) e resto do mundo (1%).
O custo por produtos vendidos (CPV) aumentou 28,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011, atingindo R$ 11,671 bilhões. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas dobraram de R$ 694 milhões para R$ 1,21 bilhão.
Investimentos e perspectivas: A Vale ressaltou que, diante da crise nos países desenvolvidos, o crescimento econômico global deve ser liderado pelas economias emergentes, o que deve sustentar uma demanda sólida por minerais e metais. Ao mesmo tempo, a escassez de oferta deve manter os preços de seus produtos em níveis elevados.
"Apesar da recessão na Europa e o desafio da sustentabilidade da dívida enfrentado pelas grandes economias desenvolvidas, acreditamos que a expansão da economia global deverá se acelerar gradualmente nos próximos trimestres. Apesar da expectativa de que o PIB e a produção industrial global cresçam a um ritmo menor nos próximos cinco anos do que o observado nos cinco anos que precederam a Grande Recessão de 2008/2009, a atividade econômica global continuará robusta", afirmou a Vale.
A empresa reportou investimentos de US$ 4,29 bilhões no segundo trimestre deste ano, sendo que US$ 2,86 bilhões foram destinados à execução de projetos, US$ 396 milhões à pesquisa e desenvolvimento e US$ 1,03 bilhão à sustentação das operações existentes.
Resultados em dólares: Junto com o balanço em reais, a Vale também divulgou seus números na moeda americana. A receita operacional no segundo trimestre caiu 20,8%, para US$ 12,15 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 43,6%, para US$ 5,12 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 58,7%, para US$ 2,66 bilhões.
O resultado ficou 33% abaixo da expectativa dos analistas do HSBC, de lucro de US$ 3,969 bilhões. O banco também estimava receita maior, de US$ 13,673 bilhões, e Ebitda de US$ 7,062 bilhões.
Ações da Souza Cruz devem seguir em tendência de alta
Brasil Econômico 26.07.2012 - Papel da companhia de tabaco está próximo de alcançar seu topo histórico, afirma analista.
Apesar de as ações ordinárias da Souza Cruz (CRUZ3) acumularem valorização de 32% no ano, enquanto o Ibovespa registra perdas da ordem de 7% no período, os ganhos para o papel devem prosseguir por mais algum tempo. Caso rompa a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) de R$ 30,22, o ativo irá alcançar seu topo histórico, e formar a figura gráfica "pivot de alta", que confirma a tendência ascendente do papel, e abre oportunidade para compra.
A figura "pivot de alta" tem uma formação similar com a letra N. O papel da Souza Cruz já chegou a ultrapassar o patamar de R$ 30,22 durante o pregão do dia 26 de abril, mas não teve força para fechar acima desse nível. A ação então caiu até R$ 28,12, e agora voltou a subir.
"A quebra da resistência será confirmada se a ação fechar acima desse patamar", explica Igor Graminhani, analista gráfico da WinTrade. "A compra só deve ser feita se o papel fechar acima desse preço".
A analise feita pelo especialista é voltada aos investidores que operam no swing trade, ou seja, tem duração de dois dias a três semanas.
Como a ação não terá novas resistências para romper, caso alcance seu topo histórico, o investidor deverá voltar as atenções para o objetivo de lucro do papel, que é de R$ 32,10.
Já o ponto de suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) da ação da companhia de tabaco é de R$ 28,55, com o stop loss em R$ 28,50.
Considerando que o investidor entre no papel em R$ 30,23, o potencial de lucro é de 6,19%, enquanto o risco de perda fica em 5,75%.
Brasil Econômico 26.07.2012 - Papel da companhia de tabaco está próximo de alcançar seu topo histórico, afirma analista.
Apesar de as ações ordinárias da Souza Cruz (CRUZ3) acumularem valorização de 32% no ano, enquanto o Ibovespa registra perdas da ordem de 7% no período, os ganhos para o papel devem prosseguir por mais algum tempo. Caso rompa a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) de R$ 30,22, o ativo irá alcançar seu topo histórico, e formar a figura gráfica "pivot de alta", que confirma a tendência ascendente do papel, e abre oportunidade para compra.
A figura "pivot de alta" tem uma formação similar com a letra N. O papel da Souza Cruz já chegou a ultrapassar o patamar de R$ 30,22 durante o pregão do dia 26 de abril, mas não teve força para fechar acima desse nível. A ação então caiu até R$ 28,12, e agora voltou a subir.
"A quebra da resistência será confirmada se a ação fechar acima desse patamar", explica Igor Graminhani, analista gráfico da WinTrade. "A compra só deve ser feita se o papel fechar acima desse preço".
A analise feita pelo especialista é voltada aos investidores que operam no swing trade, ou seja, tem duração de dois dias a três semanas.
Como a ação não terá novas resistências para romper, caso alcance seu topo histórico, o investidor deverá voltar as atenções para o objetivo de lucro do papel, que é de R$ 32,10.
Já o ponto de suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) da ação da companhia de tabaco é de R$ 28,55, com o stop loss em R$ 28,50.
Considerando que o investidor entre no papel em R$ 30,23, o potencial de lucro é de 6,19%, enquanto o risco de perda fica em 5,75%.
WEG mantém otimismo e crê em expansão este ano
Valor 26.07.2012 - Gomes, diretor de finanças, explica que lucro no segundo trimestre caiu em função do resultado financeiro, afetado pelo câmbio.
Apesar da queda no lucro líquido no segundo trimestre, a WEG está satisfeita com o desempenho na primeira metade do ano e avalia que as perspectivas são positivas para 2012, ao menos em termos de receita.
Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa, disse ao Valor que a expectativa é repetir a expansão de vendas de 2011, quando a receita da companhia avançou 18% sobre 2010.
No segundo trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 19,7%, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 1,53 bilhão. O lucro, no entanto, recuou 9,5%, também na comparação anual, para R$ 139,8 milhões. O lucro caiu em virtude do resultado financeiro da companhia, influenciado pela alta do dólar, impactando as dívidas da empresa em moeda americana. Gomes afirma, no entanto, que o há mais efeitos positivos, com a desvalorização do real, que negativos. Segundo ele, houve um efeito financeiro relevante neste trimestre, mas que deve ser pontual. "Agora, nosso endividamento em dólar deve ficar lastreado à receita em dólar, com isso a WEG consegue ficar neutra ante essa variação."
Nas vendas, a alta foi puxada pelo mercado externo, incentivado justamente pela alta no câmbio e pelo reforço das operações da WEG lá fora. As receitas no exterior cresceram 44,3% frente ao segundo trimestre de 2011. Enquanto isso, o mercado interno sofreu com o mau momento vivido pela indústria nacional e avançou 0,8% em receita na mesma comparação.
O movimento levou à virada inédita para a companhia, em que o mercado externo passou a representar a maioria das vendas, 52%.
A unidade de negócios que mais cresceu foi a de equipamentos eletroeletrônicos, que engloba motores elétricos e automação. A receita da unidade avançou 28% na comparação com o segundo trimestre de 2011. O segmento é também o de maior representatividade para a companhia, respondendo por 66% da receita global no período.
Gomes afirma que o segmento apresenta uma das principais vantagens competitivas da WEG: a adaptação tecnológica dos motores para padrões de eficiência energética antes mesmo das regulamentações entrarem em vigor.
De acordo com o diretor, isso aconteceu no passado e vai se repetir. O setor prevê para 2015 uma nova legislação de eficiência de motores para Europa e Estados Unidos (os dois principais mercados da companhia no exterior). Os produtos da companhia estão preparados para atender a essa nova demanda. "No caso da linha chamada super premium, temos condições até superiores [aos exigidos pela lei]."
Entre as receitas das demais unidades de negócio, geração transmissão e distribuição de energia (GTD) avançou 11%, tintas e vernizes cresceu 14%, e motores para eletrodomésticos foi a única unidade que teve retração, de 3%. Segundo o diretor, isso ocorreu por causa da concorrência com produtos importados. "O governo deu estímulos para o consumo de produtos da linha branca, mas isso não chegou à cadeia produtiva."
Gomes avalia que a WEG conseguiu se sair muito bem na primeira metade de 2012, principalmente considerando o cenário negativo internacional e a crise vivida pela indústria brasileira. Ele atribuiu o resultado ao padrão de tecnologia da empresa, que eleva a competitividade, e à política de aquisições.
No ano passado, a WEG divulgou um planejamento chamado 20-20, com a previsão de chegar a R$ 20 bilhões de faturamento até 2020. Em 2011, a receita foi de R$ 5,2 bilhões. Uma das estratégias para alcançar a meta é a política de aquisições, que visa a abertura de novos mercados e a incorporação de novas tecnologias, afirmou o diretor.
Valor 26.07.2012 - Gomes, diretor de finanças, explica que lucro no segundo trimestre caiu em função do resultado financeiro, afetado pelo câmbio.
Apesar da queda no lucro líquido no segundo trimestre, a WEG está satisfeita com o desempenho na primeira metade do ano e avalia que as perspectivas são positivas para 2012, ao menos em termos de receita.
Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores da empresa, disse ao Valor que a expectativa é repetir a expansão de vendas de 2011, quando a receita da companhia avançou 18% sobre 2010.
No segundo trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 19,7%, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 1,53 bilhão. O lucro, no entanto, recuou 9,5%, também na comparação anual, para R$ 139,8 milhões. O lucro caiu em virtude do resultado financeiro da companhia, influenciado pela alta do dólar, impactando as dívidas da empresa em moeda americana. Gomes afirma, no entanto, que o há mais efeitos positivos, com a desvalorização do real, que negativos. Segundo ele, houve um efeito financeiro relevante neste trimestre, mas que deve ser pontual. "Agora, nosso endividamento em dólar deve ficar lastreado à receita em dólar, com isso a WEG consegue ficar neutra ante essa variação."
Nas vendas, a alta foi puxada pelo mercado externo, incentivado justamente pela alta no câmbio e pelo reforço das operações da WEG lá fora. As receitas no exterior cresceram 44,3% frente ao segundo trimestre de 2011. Enquanto isso, o mercado interno sofreu com o mau momento vivido pela indústria nacional e avançou 0,8% em receita na mesma comparação.
O movimento levou à virada inédita para a companhia, em que o mercado externo passou a representar a maioria das vendas, 52%.
A unidade de negócios que mais cresceu foi a de equipamentos eletroeletrônicos, que engloba motores elétricos e automação. A receita da unidade avançou 28% na comparação com o segundo trimestre de 2011. O segmento é também o de maior representatividade para a companhia, respondendo por 66% da receita global no período.
Gomes afirma que o segmento apresenta uma das principais vantagens competitivas da WEG: a adaptação tecnológica dos motores para padrões de eficiência energética antes mesmo das regulamentações entrarem em vigor.
De acordo com o diretor, isso aconteceu no passado e vai se repetir. O setor prevê para 2015 uma nova legislação de eficiência de motores para Europa e Estados Unidos (os dois principais mercados da companhia no exterior). Os produtos da companhia estão preparados para atender a essa nova demanda. "No caso da linha chamada super premium, temos condições até superiores [aos exigidos pela lei]."
Entre as receitas das demais unidades de negócio, geração transmissão e distribuição de energia (GTD) avançou 11%, tintas e vernizes cresceu 14%, e motores para eletrodomésticos foi a única unidade que teve retração, de 3%. Segundo o diretor, isso ocorreu por causa da concorrência com produtos importados. "O governo deu estímulos para o consumo de produtos da linha branca, mas isso não chegou à cadeia produtiva."
Gomes avalia que a WEG conseguiu se sair muito bem na primeira metade de 2012, principalmente considerando o cenário negativo internacional e a crise vivida pela indústria brasileira. Ele atribuiu o resultado ao padrão de tecnologia da empresa, que eleva a competitividade, e à política de aquisições.
No ano passado, a WEG divulgou um planejamento chamado 20-20, com a previsão de chegar a R$ 20 bilhões de faturamento até 2020. Em 2011, a receita foi de R$ 5,2 bilhões. Uma das estratégias para alcançar a meta é a política de aquisições, que visa a abertura de novos mercados e a incorporação de novas tecnologias, afirmou o diretor.
Santander vê lucro cair pela metade no semestre
Reuters 26.07.2012 - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período.
A instituição disse que completou 70 por cento das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008. Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.
O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.
Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.
"O Brasil foi a grande decepção", disse Jaime Beceriil, do JP Morgan.
O banco espanhol teve lucro líquido de 1,7 bilhão de euros após a baixa contábil de 2,78 bilhões de euros em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de 3 bilhões de euros, em linha com o que analistas previam.
O Santander tem que fazer baixa contábil de 8,8 bilhões de euros até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio.
Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora 5,99 bilhões de euros.
Reuters 26.07.2012 - O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade após ter feito baixa contábil de desvalorizados ativos imobiliários espanhóis, apesar de os depósitos na Espanha terem saltado durante o período.
A instituição disse que completou 70 por cento das baixas contábeis exigidas pela retomada de imóveis e empréstimos irrecuperáveis exigidas por reguladores, em uma tentativa tardia de reconhecer perdas da crise imobiliária de 2008. Apesar de estar em linha com as provisões pedidas pelo governo espanhol, operadores ficaram surpresos que o banco tenha abatido as perdas tão cedo neste ano.
"As provisões que estamos fazendo vão nos permitir colocar as baixas contábeis imobiliárias na Espanha atrás de nós até o final deste ano", disse o presidente do conselho do banco, Emilio Botin, em comunicado.
O Santander afirmou que não haverá mudanças na política de dividendos. As ações do banco exibiam alta após a divulgação do balanço. Na quarta-feira, a espanhola Telefónica desistiu de dividendos programados para 2012 enquanto tenta reduzir dívida em um ambiente de recessão.
O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander.
Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário.
"O Brasil foi a grande decepção", disse Jaime Beceriil, do JP Morgan.
O banco espanhol teve lucro líquido de 1,7 bilhão de euros após a baixa contábil de 2,78 bilhões de euros em ativos imobiliários espanhóis. O lucro para o período antes das provisões foi de 3 bilhões de euros, em linha com o que analistas previam.
O Santander tem que fazer baixa contábil de 8,8 bilhões de euros até o final do ano após duas reformas de regras bancárias promovidas pelo governo em fevereiro e maio.
Com isso, incluindo o anúncio desta quinta-feira, o banco cobriu até agora 5,99 bilhões de euros.
Lucro da Comgás recua 31% no 1º semestre
Brasil Econômico 26.07.2012 - A receita líquida da companhia subiu 23,9%, refletindo das 59 mil novas residências conectadas no período.
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) teve lucro líquido de R$ 110,3 milhões no primeiro semestre deste ano, queda de 31,3% em relação ao mesmo semestre de 2011.
Somente no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 36,7 milhões, baixa de 60,2% em comparação ao segundo trimestre do ano passado.
Brasil Econômico 26.07.2012 - A receita líquida da companhia subiu 23,9%, refletindo das 59 mil novas residências conectadas no período.
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) teve lucro líquido de R$ 110,3 milhões no primeiro semestre deste ano, queda de 31,3% em relação ao mesmo semestre de 2011.
Somente no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 36,7 milhões, baixa de 60,2% em comparação ao segundo trimestre do ano passado.
Lucro dos convênios médicos soma R$ 1,2 bilhão
Valor 26.07.2012 - O setor de planos de saúde e dental registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no primeiro trimestre, o que representa uma ligeira queda de 0,7% em relação ao valor de R$ 1,28 bilhão registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado do setor é reflexo do desempenho das operadoras de planos de saúde, uma vez que o lucro do segmento caiu 2,43% entre janeiro e março, para R$ 1,2 bilhão. Já os planos odontológicos apresentaram um aumento de 75% no resultado final, que somou R$ 70 milhões. Esse resultado não engloba as operadoras de planos dentais com menos de 20 mil beneficiários, que podem enviar seus resultados à ANS apenas no último trimestre do ano.
Na Bradesco Saúde, segunda maior empresa de convênio médico do país, por exemplo, o lucro líquido no primeiro trimestre caiu 25%, ficando em R$ 151 milhões.
A receita bruta do setor aumentou 12%, atingindo R$ 22,4 bilhões. Deste total, R$ 21,9 bilhões são provenientes dos convênios médicos e o restante, de planos odontológicos. Os custos com pagamento para médicos, dentistas, hospitais e clínicas somaram R$ 18 bilhões, o que equivale a uma alta de 16%.
Os dados são referentes a 724 operadoras de planos de saúde e dental e representam 75% dos 64,4 milhões de beneficiários com convênio médico ou dental em março. No total, o mercado conta com 1 mil operadoras ativas. Mas, de acordo com a agência reguladora, nem todas companhias enviam sistematicamente seus dados econômicos.
O estudo da ANS mostra ainda que, no primeiro trimestre, o endividamento das operadoras de planos de saúde era R$ 3,13 bilhões e das empresas de plano odontológicos ficou em R$ 1,27 bilhão. A sinistralidade variou de 0,78% a 0,80% entre os convênios médicos e 0,37% a 0,63% nos planos dentais.
Valor 26.07.2012 - O setor de planos de saúde e dental registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no primeiro trimestre, o que representa uma ligeira queda de 0,7% em relação ao valor de R$ 1,28 bilhão registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado do setor é reflexo do desempenho das operadoras de planos de saúde, uma vez que o lucro do segmento caiu 2,43% entre janeiro e março, para R$ 1,2 bilhão. Já os planos odontológicos apresentaram um aumento de 75% no resultado final, que somou R$ 70 milhões. Esse resultado não engloba as operadoras de planos dentais com menos de 20 mil beneficiários, que podem enviar seus resultados à ANS apenas no último trimestre do ano.
Na Bradesco Saúde, segunda maior empresa de convênio médico do país, por exemplo, o lucro líquido no primeiro trimestre caiu 25%, ficando em R$ 151 milhões.
A receita bruta do setor aumentou 12%, atingindo R$ 22,4 bilhões. Deste total, R$ 21,9 bilhões são provenientes dos convênios médicos e o restante, de planos odontológicos. Os custos com pagamento para médicos, dentistas, hospitais e clínicas somaram R$ 18 bilhões, o que equivale a uma alta de 16%.
Os dados são referentes a 724 operadoras de planos de saúde e dental e representam 75% dos 64,4 milhões de beneficiários com convênio médico ou dental em março. No total, o mercado conta com 1 mil operadoras ativas. Mas, de acordo com a agência reguladora, nem todas companhias enviam sistematicamente seus dados econômicos.
O estudo da ANS mostra ainda que, no primeiro trimestre, o endividamento das operadoras de planos de saúde era R$ 3,13 bilhões e das empresas de plano odontológicos ficou em R$ 1,27 bilhão. A sinistralidade variou de 0,78% a 0,80% entre os convênios médicos e 0,37% a 0,63% nos planos dentais.
Cielo apura lucro de R$ 548,9 mi no 2º trimestre
Estadão 25.07.20121 - A Cielo, empresa que faz cadastramento de lojistas e captura de transações para bandeiras de cartões de crédito, anunciou na quarta-feira lucro líquido de R$ 548,9 milhões no segundo trimestre deste ano, elevação de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ante o primeiro trimestre, foi registrada queda de 3,1%.
O volume de transações com cartões em seus terminais cresceu 22,9%. Nas máquinas que fazem a leitura dessas operações (chamadas de POS) foram capturados R$ 93,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito de abril a junho deste ano. O destaque foram as transações com plásticos de crédito, que subiram 17,5% em volume. No débito, a alta foi de 16,7%.
A Cielo registrou Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 705,1 milhões entre abril e junho, alta de 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida da companhia avançou 28,3% e ficou em R$ 1,261 bilhão no segundo trimestre deste ano.
Estadão 25.07.20121 - A Cielo, empresa que faz cadastramento de lojistas e captura de transações para bandeiras de cartões de crédito, anunciou na quarta-feira lucro líquido de R$ 548,9 milhões no segundo trimestre deste ano, elevação de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ante o primeiro trimestre, foi registrada queda de 3,1%.
O volume de transações com cartões em seus terminais cresceu 22,9%. Nas máquinas que fazem a leitura dessas operações (chamadas de POS) foram capturados R$ 93,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito de abril a junho deste ano. O destaque foram as transações com plásticos de crédito, que subiram 17,5% em volume. No débito, a alta foi de 16,7%.
A Cielo registrou Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 705,1 milhões entre abril e junho, alta de 20,7% em relação ao segundo trimestre de 2011. A receita líquida da companhia avançou 28,3% e ficou em R$ 1,261 bilhão no segundo trimestre deste ano.
ChefsClub chega ao Brasil
MonitorMercantil 24.07.2012 - Um clube de vantagens inteiramente dedicado ao mundo gourmet está agradando a ambos os lados do balcão: casa cheia para os restauranters e abatimentos para os comensais. Os clientes garantem descontos que variam de 30% a 50% em entradas e pratos principais e os estabelecimentos faturam em cima do incremento das vendas que os clientes que buscam aproveitar os descontos trazem.
O TasteCard, um projeto parecido com o ChefsClub implantado na Inglaterra há seis anos, proporcionou em 2010 um aumento de 25% na renda líquida dos estabelecimentos associados e mais de 60% de economia para os usuários apenas em 2010. Agora, em versão tupiniquim, o ChefsClub pretende cultivar o hábito de comer fora também no brasileiro.
A adesão é gratuita para os empresários e os usuários escolhem o plano que desejam. A anuidade, por exemplo, custa R$ 95. Não existe qualquer restrição quanto ao número de vezes em que o benefício pode ser utilizado. Por enquanto, o programa vale para Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro - que já possui mais de 140 estabelecimentos associados, como Pampa Grill, Salitre, KoniStore, Da Silva, Grand Cru Ipanema, Rota 66, La Mole, Joe &Leo"s, Da Silva, Estrela do Sul e Esch Café. A empresa planeja já começar a atuar em São Paulo em Julho.
MonitorMercantil 24.07.2012 - Um clube de vantagens inteiramente dedicado ao mundo gourmet está agradando a ambos os lados do balcão: casa cheia para os restauranters e abatimentos para os comensais. Os clientes garantem descontos que variam de 30% a 50% em entradas e pratos principais e os estabelecimentos faturam em cima do incremento das vendas que os clientes que buscam aproveitar os descontos trazem.
O TasteCard, um projeto parecido com o ChefsClub implantado na Inglaterra há seis anos, proporcionou em 2010 um aumento de 25% na renda líquida dos estabelecimentos associados e mais de 60% de economia para os usuários apenas em 2010. Agora, em versão tupiniquim, o ChefsClub pretende cultivar o hábito de comer fora também no brasileiro.
A adesão é gratuita para os empresários e os usuários escolhem o plano que desejam. A anuidade, por exemplo, custa R$ 95. Não existe qualquer restrição quanto ao número de vezes em que o benefício pode ser utilizado. Por enquanto, o programa vale para Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro - que já possui mais de 140 estabelecimentos associados, como Pampa Grill, Salitre, KoniStore, Da Silva, Grand Cru Ipanema, Rota 66, La Mole, Joe &Leo"s, Da Silva, Estrela do Sul e Esch Café. A empresa planeja já começar a atuar em São Paulo em Julho.
Telefónica suspende pagamento de dividendos a acionistas e
diretores
GdoPLondrina As bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração
Receba notícias pelo celularReceba boletinsAumentar letraDiminuir letraA Telefónica da Espanha, matriz do grupo de telefonia que opera telefonia fixa, internet e tevê a cabo em São Paulo, comunicou nesta quarta-feira (25) aos seus acionistas que em uma "decisão excepcional" não pagará dividendos relativos a 2012. Segundo a companhia, os pagamentos só voltaram a ser feitos no ano que vem.
O comunicado informa ainda que o Conselho de Administração tem intenção de pagar os dividendos referentes a este ano em dois pagamentos: no último trimestre de 2013 e no segundo trimestre de 2014.
Anatel deverá divulgar na internet compromissos que exigirá de operadorasTV paga fatura mais que TV aberta pela primeira vez, diz ABTAAnatel cobra da TIM detalhes sobre demanda na Copa do MundoBernardo tem reunião com presidente da Telecom ItaliaLucro da Telefônica Brasil cai 5,6% no 2º trimestreAs bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração.
A companhia informou ainda que remuneração ao acionista em 2013, pagará dividendo de 0,75 euros (R$ 1,85) por ação.
A Telefónica é uma operadora integrada de telecomunicações, com presença em 25 países da Europa, África e América Latina, o Grupo tem capital privado -e tem mais de 1,5 milhões de acionistas diretos. A base de clientes supera os 299,7 milhões no mundo.
O grupo espanhol gera mais de 60% de seu negócio fora do mercado doméstico e se constitui como referência no mercado de língua espanhola e portuguesa.
Na Espanha, a Telefónica tem mais de 80 anos de experiência desde sua fundação, em 1924, e atende a mais de 46,9 milhões de clientes. Ainda na Europa, a empresa também está presente no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, atendendo a mais de 57,8 milhões de clientes.
GdoPLondrina As bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração
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O comunicado informa ainda que o Conselho de Administração tem intenção de pagar os dividendos referentes a este ano em dois pagamentos: no último trimestre de 2013 e no segundo trimestre de 2014.
Anatel deverá divulgar na internet compromissos que exigirá de operadorasTV paga fatura mais que TV aberta pela primeira vez, diz ABTAAnatel cobra da TIM detalhes sobre demanda na Copa do MundoBernardo tem reunião com presidente da Telecom ItaliaLucro da Telefônica Brasil cai 5,6% no 2º trimestreAs bonificações do alto escalão da empresa, como o presidente e diretores executivos, também serão afetadas com um corte de em torno de 30% da remuneração.
A companhia informou ainda que remuneração ao acionista em 2013, pagará dividendo de 0,75 euros (R$ 1,85) por ação.
A Telefónica é uma operadora integrada de telecomunicações, com presença em 25 países da Europa, África e América Latina, o Grupo tem capital privado -e tem mais de 1,5 milhões de acionistas diretos. A base de clientes supera os 299,7 milhões no mundo.
O grupo espanhol gera mais de 60% de seu negócio fora do mercado doméstico e se constitui como referência no mercado de língua espanhola e portuguesa.
Na Espanha, a Telefónica tem mais de 80 anos de experiência desde sua fundação, em 1924, e atende a mais de 46,9 milhões de clientes. Ainda na Europa, a empresa também está presente no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, atendendo a mais de 57,8 milhões de clientes.
Antenas atraem atenção de Dilma
Valor 26.07.2012 - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que foi questionado duas vezes em menos de uma semana, pela presidente Dilma Rousseff, sobre os problemas das operadoras de celular para instalar as antenas usadas para oferecer o serviço. "A reclamação das empresas sobre a dificuldade de instalação de novas antenas chamou a atenção dela", disse ele, ontem, em Brasília.
As teles têm se queixado das limitações impostas pelas leis municipais. Para resolver o problema, o Ministério das Comunicações está elaborando uma proposta de projeto de lei, a ser enviado ainda neste ano ao Congresso Nacional, para uniformizar os critérios de instalação de novas torres.
Bernardo disse que a reclamação também foi feita, ontem, pelo presidente-executivo do grupo Telecom Italia, Franco Bernabè. A TIM, controlada pelo grupo italiano, foi uma das operadoras proibidas de vender novos serviços devido a problemas de qualidade. As demais foram a Claro e a Oi.
Após o encontro, o ministro disse que Bernabè "reclamou um pouco da severidade das medidas", que causaram um forte impacto no valor de mercado da companhia. Segundo Paulo Bernardo, o presidente da Telecom Italia afirmou que o grupo italiano perdeu cerca de US$ 2,5 bilhões em valor de mercado. "Isso é uma perda momentânea que pode ser revertida", amenizou o ministro.
Paulo Bernardo disse que Bernabè argumentou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderia ter tomado medidas "menos drásticas" antes de suspender as vendas de chips de celular da companhia em 18 Estados e no Distrito Federal. O ministro disse ter argumentado que os usuários vinham enfrentando problemas "muito graves".
Paulo Bernardo disse que a vinda do executivo ao país demonstra que o grupo está comprometido em resolver os problemas da TIM no Brasil. Na saída da reunião, Bernabè limitou-se a dizer que o encontro foi positivo e que há interesse de ter aprovado, "o mais rápido possível", o plano de melhoria da qualidade das redes de serviços.
A Oi entregou ontem à tarde um plano de metas de qualidade - exigência da Anatel para a liberação das vendas. A companhia informou que pretende investir R$ 2 bilhões em infraestrutura. Hoje, a Claro deverá entregar um novo projeto à Anatel, com adaptações solicitadas na segunda-feira.
O superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, disse que as três operadoras "fizeram o dever de casa", mas que todos os planos apresentados precisam passar por "ajustes".
Valor 26.07.2012 - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que foi questionado duas vezes em menos de uma semana, pela presidente Dilma Rousseff, sobre os problemas das operadoras de celular para instalar as antenas usadas para oferecer o serviço. "A reclamação das empresas sobre a dificuldade de instalação de novas antenas chamou a atenção dela", disse ele, ontem, em Brasília.
As teles têm se queixado das limitações impostas pelas leis municipais. Para resolver o problema, o Ministério das Comunicações está elaborando uma proposta de projeto de lei, a ser enviado ainda neste ano ao Congresso Nacional, para uniformizar os critérios de instalação de novas torres.
Bernardo disse que a reclamação também foi feita, ontem, pelo presidente-executivo do grupo Telecom Italia, Franco Bernabè. A TIM, controlada pelo grupo italiano, foi uma das operadoras proibidas de vender novos serviços devido a problemas de qualidade. As demais foram a Claro e a Oi.
Após o encontro, o ministro disse que Bernabè "reclamou um pouco da severidade das medidas", que causaram um forte impacto no valor de mercado da companhia. Segundo Paulo Bernardo, o presidente da Telecom Italia afirmou que o grupo italiano perdeu cerca de US$ 2,5 bilhões em valor de mercado. "Isso é uma perda momentânea que pode ser revertida", amenizou o ministro.
Paulo Bernardo disse que Bernabè argumentou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderia ter tomado medidas "menos drásticas" antes de suspender as vendas de chips de celular da companhia em 18 Estados e no Distrito Federal. O ministro disse ter argumentado que os usuários vinham enfrentando problemas "muito graves".
Paulo Bernardo disse que a vinda do executivo ao país demonstra que o grupo está comprometido em resolver os problemas da TIM no Brasil. Na saída da reunião, Bernabè limitou-se a dizer que o encontro foi positivo e que há interesse de ter aprovado, "o mais rápido possível", o plano de melhoria da qualidade das redes de serviços.
A Oi entregou ontem à tarde um plano de metas de qualidade - exigência da Anatel para a liberação das vendas. A companhia informou que pretende investir R$ 2 bilhões em infraestrutura. Hoje, a Claro deverá entregar um novo projeto à Anatel, com adaptações solicitadas na segunda-feira.
O superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, disse que as três operadoras "fizeram o dever de casa", mas que todos os planos apresentados precisam passar por "ajustes".
Draghi manda sinal forte de que BCE irá agir
Estadão 26.07.20121 - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quinta-feira fazer o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo agir para reduzir custos de empréstimos governamentais irracionalmente altos.
"Dentro do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E acredite em mim, será suficiente", afirmou Draghi em conferência de investimento em Londres.
"À medida que o tamanho do prêmio soberano (custos de empréstimo) prejudica o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, eles passam a ser de nossa responsabilidade."
Os comentários de Draghi são os mais corajosos até agora e sugerem que o BCE está pronto para combater a crise da dívida a fim de defender a Itália e a Espanha, cujos custos de empréstimo subiram para níveis insustentáveis.
O euro saltou, enquanto os futuros dos títulos alemães, tipicamente favorecidos por investidores avessos ao risco, passaram a cair em resposta aos comentários.
O BCE tem mantido seu programa de compra de títulos inativo por meses, e a oposição interna para reativá-lo é firme, portanto o foco irá se voltar para o que mais o BCE pode fazer.
Economistas acreditam que o banco central pode ser forçado a comprar títulos novamente ou, como alternativa, apoiar países da zona do euro em dificuldade pela porta dos fundos.
Na quarta-feira, a autoridade do BCE Ewald Nowotny rompeu com a posição de seus colegas, dizendo que dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade tem seus méritos. Draghi e outros rejeitaram tal opção previamente.
Como alternativa, o banco poderia agir como o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, e optar por "quantitative easing" (programa de compra de ativos) direto --impressão de dinheiro com outro nome.
"Os comentários sobre os altos yields de títulos governamentais interrompendo a transmissão de política monetária do BCE são interessantes, ao passo que eles sugerem uma possível tentativa de driblar as restrições sobre compra de ativos completas", disse o estrategista do Monument Securites Marc Ostwald.
O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse que os comentários de Draghi sobre os yields de títulos governamentais são "muito positivos".
Draghi acrescentou que o BCE não quer fazer coisas que devem ser feitas por governos. Ele recusou-se a especular sobre a chance de um país deixar o euro, mas disse que o bloco monetário é "irreversível".
Estadão 26.07.20121 - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, prometeu nesta quinta-feira fazer o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso, incluindo agir para reduzir custos de empréstimos governamentais irracionalmente altos.
"Dentro do nosso mandato, o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E acredite em mim, será suficiente", afirmou Draghi em conferência de investimento em Londres.
"À medida que o tamanho do prêmio soberano (custos de empréstimo) prejudica o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, eles passam a ser de nossa responsabilidade."
Os comentários de Draghi são os mais corajosos até agora e sugerem que o BCE está pronto para combater a crise da dívida a fim de defender a Itália e a Espanha, cujos custos de empréstimo subiram para níveis insustentáveis.
O euro saltou, enquanto os futuros dos títulos alemães, tipicamente favorecidos por investidores avessos ao risco, passaram a cair em resposta aos comentários.
O BCE tem mantido seu programa de compra de títulos inativo por meses, e a oposição interna para reativá-lo é firme, portanto o foco irá se voltar para o que mais o BCE pode fazer.
Economistas acreditam que o banco central pode ser forçado a comprar títulos novamente ou, como alternativa, apoiar países da zona do euro em dificuldade pela porta dos fundos.
Na quarta-feira, a autoridade do BCE Ewald Nowotny rompeu com a posição de seus colegas, dizendo que dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária para aumentar sua capacidade tem seus méritos. Draghi e outros rejeitaram tal opção previamente.
Como alternativa, o banco poderia agir como o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, e optar por "quantitative easing" (programa de compra de ativos) direto --impressão de dinheiro com outro nome.
"Os comentários sobre os altos yields de títulos governamentais interrompendo a transmissão de política monetária do BCE são interessantes, ao passo que eles sugerem uma possível tentativa de driblar as restrições sobre compra de ativos completas", disse o estrategista do Monument Securites Marc Ostwald.
O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, disse que os comentários de Draghi sobre os yields de títulos governamentais são "muito positivos".
Draghi acrescentou que o BCE não quer fazer coisas que devem ser feitas por governos. Ele recusou-se a especular sobre a chance de um país deixar o euro, mas disse que o bloco monetário é "irreversível".
Coty terá novo presidente a partir de agosto
Valor 26.07.2012 - Michele Scannavini, o novo CEO, é considerado o "arquiteto" responsável pelo avanço da companhia em perfumes.
A Coty, empresa de cosméticos que tentou comprar a Avon, vai realizar sua planejada abertura de capital sob nova liderança, depois que Bernd Beetz, seu principal executivo por 11 anos, anunciou que vai deixar o cargo.
Beetz será substituído por Michele Scannavini (um executivo da Coty que já presidiu a companhia de artigos esportivos Fila), no momento em que a companhia se prepara para lançar suas ações em Nova York, numa operação que deverá lhe dar um valor de mercado de até US$ 700 milhões. "É uma boa mudança no momento em que embarcamos em um IPO", disse Beetz ao "Financial Times".
A Coty, que produz perfumes com marcas que levam o nome de celebridades como Beyoncé Knowles e David Beckham, encaminhou os documentos da oferta pública inicial de ações para as autoridades reguladoras dos Estados Unidos no fim de junho, enquanto tentava superar uma fracassada proposta de aquisição da Avon por US$ 10,7 bilhões.
Beetz, que continuará no conselho de administração da Coty, não quis comentar sobre o momento da realização do IPO e se a Coty vai lançar outra proposta pela Avon.
Pablo Zuanic, analista de bens de consumo da Liberum Capital, disse: "A companhia precisa dar visibilidade ao IPO, uma vez que vem tentando crescer através de aquisições... US$ 700 milhões na situação atual é pouca coisa, mas envolve a melhoria de seu perfil para que ela seja mais conhecida pela comunidade de investimentos."
Scannavini, que comandou uma das divisões da Coty na última década, será nomeado presidente-executivo em 1º de agosto. Bart Becht, presidente do conselho de administração da Coty e ex-presidente-executivo da Reckitt Benckiser, observou em um comunicado que Scannavini tem sido "o principal arquiteto por trás dos licenciamentos de marca da Coty e do crescimento de nosso negócio de perfumes".
A Joh. A Benckiser, uma holding familiar alemã, tem participação de 80,5% na Coty, enquanto que entidades associadas à firma de "private equity" Berkshire Partners detém 7,5%, assim como associadas da Rhône Group.
Desde que Beetz assumiu como CEO em 2001, as receitas anuais da Coty subiram de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,5 bilhões, após terem sido criados perfumes e marcas de esmaltes, além de adquiridas outras, como OPI, Calvin Klein e Sally Hansen.
Valor 26.07.2012 - Michele Scannavini, o novo CEO, é considerado o "arquiteto" responsável pelo avanço da companhia em perfumes.
A Coty, empresa de cosméticos que tentou comprar a Avon, vai realizar sua planejada abertura de capital sob nova liderança, depois que Bernd Beetz, seu principal executivo por 11 anos, anunciou que vai deixar o cargo.
Beetz será substituído por Michele Scannavini (um executivo da Coty que já presidiu a companhia de artigos esportivos Fila), no momento em que a companhia se prepara para lançar suas ações em Nova York, numa operação que deverá lhe dar um valor de mercado de até US$ 700 milhões. "É uma boa mudança no momento em que embarcamos em um IPO", disse Beetz ao "Financial Times".
A Coty, que produz perfumes com marcas que levam o nome de celebridades como Beyoncé Knowles e David Beckham, encaminhou os documentos da oferta pública inicial de ações para as autoridades reguladoras dos Estados Unidos no fim de junho, enquanto tentava superar uma fracassada proposta de aquisição da Avon por US$ 10,7 bilhões.
Beetz, que continuará no conselho de administração da Coty, não quis comentar sobre o momento da realização do IPO e se a Coty vai lançar outra proposta pela Avon.
Pablo Zuanic, analista de bens de consumo da Liberum Capital, disse: "A companhia precisa dar visibilidade ao IPO, uma vez que vem tentando crescer através de aquisições... US$ 700 milhões na situação atual é pouca coisa, mas envolve a melhoria de seu perfil para que ela seja mais conhecida pela comunidade de investimentos."
Scannavini, que comandou uma das divisões da Coty na última década, será nomeado presidente-executivo em 1º de agosto. Bart Becht, presidente do conselho de administração da Coty e ex-presidente-executivo da Reckitt Benckiser, observou em um comunicado que Scannavini tem sido "o principal arquiteto por trás dos licenciamentos de marca da Coty e do crescimento de nosso negócio de perfumes".
A Joh. A Benckiser, uma holding familiar alemã, tem participação de 80,5% na Coty, enquanto que entidades associadas à firma de "private equity" Berkshire Partners detém 7,5%, assim como associadas da Rhône Group.
Desde que Beetz assumiu como CEO em 2001, as receitas anuais da Coty subiram de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,5 bilhões, após terem sido criados perfumes e marcas de esmaltes, além de adquiridas outras, como OPI, Calvin Klein e Sally Hansen.
CVM surpreende e multa investidor de “moeda virtual”
Exame 26.07.2012 - Gestor foi condenado a pagar R$ 5 mil por ofertar a gestão de moeda negociada na internet. O xerife do mercado de capitais brasileiro surpreendeu ao multar um gestor que oferecia serviços de investimentos em bitcoins, um tipo de moeda virtual que só é negociada na internet. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu uma multa diária de 5 mil reais para Leandro Marciano César porque ele não está registrado como administrador de carteira de valores mobiliários ou como distribuidor.
Segundo a decisão assinada pelo presidente interino da autarquia, Otávio Yazbek, o acusado ofertava a aplicação em fundos de investimento e outros veículos por meio do “Grupo de Investimento Bitcoin" disponibilizado por um endereço na internet. O site se trata de um fórum de discussões sobre o bitcoin e, de fato, mostra Leandro angariando cotistas para o seu projeto. Porém, segundo alega, a iniciativa se tratava apenas de aplicações em bitcoins, e não em moeda real.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém para o grupo. Não sei se eles estão querendo abrir uma jurisprudência ou se foi um entendimento equivocado. Para a comunidade bitcoin vai ser um fato positivo caso ele seja reconhecido como um valor mobiliário. Não entendo a alegação”, disse em uma entrevista para EXAME.com. Ele explica que apenas recebia bitcoins em seu endereço, que é análogo a uma conta corrente, e que a taxa de administração também era paga na moeda virtual.
Como funciona?
Os bitcoins podem ser conseguidos por meio da “mineração” da moeda. A ideia funciona assim: o interessado baixa o software em sua máquina e ganha os bitcoins equivalentes ao uso do seu computador pela rede. É um tipo de compensação. Os bitcoins podem ser negociados em alguns sites por produtos no exterior ou, por exemplo, trocados por moeda real com internautas que não querem garimpá-los. É nesta troca por moeda real que é gerada uma cotação.
O grupo de investimentos liderado por Leandro operava neste foco. Os investidores deixavam os bitcoins com ele, que então operava em diferentes moedas para conseguir ampliar a aplicação inicial. “O bitcoin por si só já sofre volatilidade. Se você comprou mil dólares em bitcoins e os guardou desde o início do ano, hoje teria 2 mil bitcoins”, explica. Além do grupo, porém, Leandro criou um ambiente para a compra e venda da moeda, o Mercado Bitcoin. Aí, sim, o interessado deposita os recursos em reais em uma conta administrada pelo site. É o mesmo funcionamento de uma bolsa, mas os recursos em reais ficam na conta do Mercado Bitcoin e não em uma corretora com as tradicionais garantias. De qualquer forma, a acusação da CVM se restringiu apenas ao “Grupo de Investimento Bitcoin" e não fez qualquer menção ao Mercado Bitcoin. Leandro disse que irá buscar um advogado para defendê-lo e reiterou que nunca divulgou estar filiado a CVM ou qualquer entidade governamental. O gestor publicou uma série de explicações em sua defesa no site Bitcoin Brasil.
Exame 26.07.2012 - Gestor foi condenado a pagar R$ 5 mil por ofertar a gestão de moeda negociada na internet. O xerife do mercado de capitais brasileiro surpreendeu ao multar um gestor que oferecia serviços de investimentos em bitcoins, um tipo de moeda virtual que só é negociada na internet. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu uma multa diária de 5 mil reais para Leandro Marciano César porque ele não está registrado como administrador de carteira de valores mobiliários ou como distribuidor.
Segundo a decisão assinada pelo presidente interino da autarquia, Otávio Yazbek, o acusado ofertava a aplicação em fundos de investimento e outros veículos por meio do “Grupo de Investimento Bitcoin" disponibilizado por um endereço na internet. O site se trata de um fórum de discussões sobre o bitcoin e, de fato, mostra Leandro angariando cotistas para o seu projeto. Porém, segundo alega, a iniciativa se tratava apenas de aplicações em bitcoins, e não em moeda real.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém para o grupo. Não sei se eles estão querendo abrir uma jurisprudência ou se foi um entendimento equivocado. Para a comunidade bitcoin vai ser um fato positivo caso ele seja reconhecido como um valor mobiliário. Não entendo a alegação”, disse em uma entrevista para EXAME.com. Ele explica que apenas recebia bitcoins em seu endereço, que é análogo a uma conta corrente, e que a taxa de administração também era paga na moeda virtual.
Como funciona?
Os bitcoins podem ser conseguidos por meio da “mineração” da moeda. A ideia funciona assim: o interessado baixa o software em sua máquina e ganha os bitcoins equivalentes ao uso do seu computador pela rede. É um tipo de compensação. Os bitcoins podem ser negociados em alguns sites por produtos no exterior ou, por exemplo, trocados por moeda real com internautas que não querem garimpá-los. É nesta troca por moeda real que é gerada uma cotação.
O grupo de investimentos liderado por Leandro operava neste foco. Os investidores deixavam os bitcoins com ele, que então operava em diferentes moedas para conseguir ampliar a aplicação inicial. “O bitcoin por si só já sofre volatilidade. Se você comprou mil dólares em bitcoins e os guardou desde o início do ano, hoje teria 2 mil bitcoins”, explica. Além do grupo, porém, Leandro criou um ambiente para a compra e venda da moeda, o Mercado Bitcoin. Aí, sim, o interessado deposita os recursos em reais em uma conta administrada pelo site. É o mesmo funcionamento de uma bolsa, mas os recursos em reais ficam na conta do Mercado Bitcoin e não em uma corretora com as tradicionais garantias. De qualquer forma, a acusação da CVM se restringiu apenas ao “Grupo de Investimento Bitcoin" e não fez qualquer menção ao Mercado Bitcoin. Leandro disse que irá buscar um advogado para defendê-lo e reiterou que nunca divulgou estar filiado a CVM ou qualquer entidade governamental. O gestor publicou uma série de explicações em sua defesa no site Bitcoin Brasil.
Peru e Colômbia atraem mais bancos
estrangeiros
The Wall Street Journal 26.07.2012 - Em San Isidro, o distrito financeiro da capital peruana, os bancos ocupam alguns dos edifícios mais elegantes, um reflexo da boa fase do setor que tem sido alimentada pelo crescimento econômico do Peru.
A Colômbia e o Peru têm visto suas economias crescerem fortemente nos últimos anos, e o setor bancário tem tirado proveito. Os bancos dos dois países têm se beneficiado de uma crescente base de clientes potenciais, à medida que a classe média se expande e mais pessoas são retiradas da pobreza, estimulando a demanda por empréstimos ao consumidor, cartões de crédito e hipotecas.
Bancos brasileiros também buscam se beneficiar de nova base de clientes
Num momento em que gigantes do setor bancário no mundo desenvolvido cambaleiam depois de uma série de escândalos e batalham para entregar retornos aceitáveis para os acionistas, muitas instituições financeiras no Peru e na Colômbia apresentam um invejável crescimento no lucro e retornos de dois dígitos sobre o próprio capital.
Instituições financeiras de países vizinhos também tentam tirar proveito do bom momento do Peru e Colômbia. Os bancos brasileiros têm sido especialmente ativos. O banco de investimento BTG Pactual, por exemplo, comprou a corretora chilena Celfin Capital em fevereiro, ganhando exposição aos mercados de capital de rápido desenvolvimento não só do Peru e Colômbia, mas também do Chile. E em junho, o BTG fechou acordo para comprar a Bolsa y Renta, de MedellÍn, a maior corretora de valores da Colômbia. O Itaú BBA, que é a a subsidiária de banco de investimentos do Itaú Unibanco Holdings, instalou recentemente um banco de atacado na Colômbia. Além disso, o Corpbanca, do Chile, já informou que está à procura de aquisições no Peru, depois de ter comprado os ativos do Santander na Colômbia.
Guillermo Arbe Carbonel, economista do Scotiabank, em Lima, diz que, no caso do Peru, o setor bancário acompanhou o crescimento orgânico da economia e se beneficiou do nível historicamente baixo de penetração bancária.
Muitas famílias e empresas que não estavam no radar dos bancos antes agora estão, diz Carbonel. "Também estamos vendo isso na construção. Eles estão construindo shopping-centers em todo o país e os bancos vão colocar agências nesses shoppings. Agora é útil ter um cartão de crédito."
O interesse por hipotecas está aumentando a taxas de dois dígitos, nota o analista, que acrescenta: "Há uma mobilidade social muito forte."
O Banco de Crédito, que faz parte da Credicorp Ltd., é o maior banco do Peru, com mais de 30% de participação de mercado tanto em empréstimos como em depósitos. Em seguida, estão o BBVA Continental (de propriedade de banco espanhol BBVA SA), o Scotiabank Peru (uma unidade do canadense Bank of Nova Scotia) e o limenho Interbank (uma unidade do Intergroup Financial Services Corp.)
Num reflexo do novo ímpeto da indústria, o Banco de Crédito teve um aumento de 30% no lucro do primeiro trimestre e uma média de retorno sobre o patrimônio, um indicador de rentabilidade dos bancos, de 29,2%. O total de empréstimos subiu 21% em comparação com um ano antes, para US$ 17,6 bilhões, impulsionado pelo setor de banco de varejo, em particular as hipotecas e empréstimos ao consumidor.
Embora os bancos locais devem continuar vendo crescimento sólido na carteira de empréstimos este ano, o Peru certamente enfrenta alguns desafios. Um deles é a dolarização, ou o uso generalizado de moeda estrangeira, que decorre parcialmente da dolorosa experiência do país com a hiperinflação na década de 1980.
"Nossa dolarização ainda é alta", diz Juan Carlos Odar, economista do Banco de Crédito em Lima. "O banco central está muito presente no mercado de câmbio. Eles tentam evitar a volatilidade da taxa de câmbio."
Do outro lado da fronteira, na Colômbia, o setor bancário também vem prosperando e atraindo o interesse de investidores estrangeiros. Os empréstimos comerciais e para consumidores, que representam 90% da carteira de crédito total, estão crescendo a taxas de dois dígitos. Apesar de responder só por cerca de 8% do total de empréstimos, a atividade de hipotecas também tem ganhado força. O nível de inadimplência subiu um pouco, mas continua em volumes historicamente baixos, segundo a InterBolsa.
A Colômbia sofreu uma grave crise de hipotecas na década de 1990, quando a inadimplência disparou. Muitos bancos com grande exposição aos empréstimos hipotecários tiveram de fechar as portas e o governo acabou intervindo para recapitalizar as instituições financeiras. Essa crise imperrou o desenvolvimento do setor bancário e reduziu o crescimento do crédito durante a década seguinte.
O Grupo Aval, o enorme conglomerado construído pelo bilionário Luis Carlos Sarmiento, é o maior grupo financeiro da Colômbia e controla cerca de 30% do setor bancário local. O Aval possui vários bancos, incluindo o Banco de Bogotá, o segundo maior banco do país, e o Porvenir SA, o maior fundo de pensão.
O Bancolombia SA, que tem ADRs na Bolsa de Valores de Nova York, é o maior banco do país com 20% do total de ativos, segundo dados da InterBolsa. O Banco de Bogotá é o segundo, com 15%, seguido do Banco Davivienda SA com 12%. O BBVA, com uma participação de mercado de 9%, é o maior entre os participantes estrangeiros.
"Há uma série de oportunidades e os investidores internacionais estão vendo isso. Muitos estão pagando alto para acessar o sistema colombiano", diz Philip Thomas, analista do setor financeiro da Interbolsa, em Medellín, Colômbia, dando o exemplo de dois negócios. Em outubro passado, o Scotiabank anunciou que iria comprar 51% do Banco Colpatria em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão. E em maio, o Santander anunciou a venda de seus ativos colombianos ao chileno Corpbanca SA.
Ao mesmo tempo que os bancos estrangeiros buscam uma fatia do mercado colombiano, os bancos colombianos também estão expandindo sua presença na América Central.
Em 2010, o Grupo Aval comprou o BAC-Credomatic da GE Capital, recebendo no acordo um banco com operações na Costa Rica, México, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e Panamá. E este ano, o Banco Davivienda comprou unidades do HSBC Holdings na Costa Rica, El Salvador e Honduras.
The Wall Street Journal 26.07.2012 - Em San Isidro, o distrito financeiro da capital peruana, os bancos ocupam alguns dos edifícios mais elegantes, um reflexo da boa fase do setor que tem sido alimentada pelo crescimento econômico do Peru.
A Colômbia e o Peru têm visto suas economias crescerem fortemente nos últimos anos, e o setor bancário tem tirado proveito. Os bancos dos dois países têm se beneficiado de uma crescente base de clientes potenciais, à medida que a classe média se expande e mais pessoas são retiradas da pobreza, estimulando a demanda por empréstimos ao consumidor, cartões de crédito e hipotecas.
Bancos brasileiros também buscam se beneficiar de nova base de clientes
Num momento em que gigantes do setor bancário no mundo desenvolvido cambaleiam depois de uma série de escândalos e batalham para entregar retornos aceitáveis para os acionistas, muitas instituições financeiras no Peru e na Colômbia apresentam um invejável crescimento no lucro e retornos de dois dígitos sobre o próprio capital.
Instituições financeiras de países vizinhos também tentam tirar proveito do bom momento do Peru e Colômbia. Os bancos brasileiros têm sido especialmente ativos. O banco de investimento BTG Pactual, por exemplo, comprou a corretora chilena Celfin Capital em fevereiro, ganhando exposição aos mercados de capital de rápido desenvolvimento não só do Peru e Colômbia, mas também do Chile. E em junho, o BTG fechou acordo para comprar a Bolsa y Renta, de MedellÍn, a maior corretora de valores da Colômbia. O Itaú BBA, que é a a subsidiária de banco de investimentos do Itaú Unibanco Holdings, instalou recentemente um banco de atacado na Colômbia. Além disso, o Corpbanca, do Chile, já informou que está à procura de aquisições no Peru, depois de ter comprado os ativos do Santander na Colômbia.
Guillermo Arbe Carbonel, economista do Scotiabank, em Lima, diz que, no caso do Peru, o setor bancário acompanhou o crescimento orgânico da economia e se beneficiou do nível historicamente baixo de penetração bancária.
Muitas famílias e empresas que não estavam no radar dos bancos antes agora estão, diz Carbonel. "Também estamos vendo isso na construção. Eles estão construindo shopping-centers em todo o país e os bancos vão colocar agências nesses shoppings. Agora é útil ter um cartão de crédito."
O interesse por hipotecas está aumentando a taxas de dois dígitos, nota o analista, que acrescenta: "Há uma mobilidade social muito forte."
O Banco de Crédito, que faz parte da Credicorp Ltd., é o maior banco do Peru, com mais de 30% de participação de mercado tanto em empréstimos como em depósitos. Em seguida, estão o BBVA Continental (de propriedade de banco espanhol BBVA SA), o Scotiabank Peru (uma unidade do canadense Bank of Nova Scotia) e o limenho Interbank (uma unidade do Intergroup Financial Services Corp.)
Num reflexo do novo ímpeto da indústria, o Banco de Crédito teve um aumento de 30% no lucro do primeiro trimestre e uma média de retorno sobre o patrimônio, um indicador de rentabilidade dos bancos, de 29,2%. O total de empréstimos subiu 21% em comparação com um ano antes, para US$ 17,6 bilhões, impulsionado pelo setor de banco de varejo, em particular as hipotecas e empréstimos ao consumidor.
Embora os bancos locais devem continuar vendo crescimento sólido na carteira de empréstimos este ano, o Peru certamente enfrenta alguns desafios. Um deles é a dolarização, ou o uso generalizado de moeda estrangeira, que decorre parcialmente da dolorosa experiência do país com a hiperinflação na década de 1980.
"Nossa dolarização ainda é alta", diz Juan Carlos Odar, economista do Banco de Crédito em Lima. "O banco central está muito presente no mercado de câmbio. Eles tentam evitar a volatilidade da taxa de câmbio."
Do outro lado da fronteira, na Colômbia, o setor bancário também vem prosperando e atraindo o interesse de investidores estrangeiros. Os empréstimos comerciais e para consumidores, que representam 90% da carteira de crédito total, estão crescendo a taxas de dois dígitos. Apesar de responder só por cerca de 8% do total de empréstimos, a atividade de hipotecas também tem ganhado força. O nível de inadimplência subiu um pouco, mas continua em volumes historicamente baixos, segundo a InterBolsa.
A Colômbia sofreu uma grave crise de hipotecas na década de 1990, quando a inadimplência disparou. Muitos bancos com grande exposição aos empréstimos hipotecários tiveram de fechar as portas e o governo acabou intervindo para recapitalizar as instituições financeiras. Essa crise imperrou o desenvolvimento do setor bancário e reduziu o crescimento do crédito durante a década seguinte.
O Grupo Aval, o enorme conglomerado construído pelo bilionário Luis Carlos Sarmiento, é o maior grupo financeiro da Colômbia e controla cerca de 30% do setor bancário local. O Aval possui vários bancos, incluindo o Banco de Bogotá, o segundo maior banco do país, e o Porvenir SA, o maior fundo de pensão.
O Bancolombia SA, que tem ADRs na Bolsa de Valores de Nova York, é o maior banco do país com 20% do total de ativos, segundo dados da InterBolsa. O Banco de Bogotá é o segundo, com 15%, seguido do Banco Davivienda SA com 12%. O BBVA, com uma participação de mercado de 9%, é o maior entre os participantes estrangeiros.
"Há uma série de oportunidades e os investidores internacionais estão vendo isso. Muitos estão pagando alto para acessar o sistema colombiano", diz Philip Thomas, analista do setor financeiro da Interbolsa, em Medellín, Colômbia, dando o exemplo de dois negócios. Em outubro passado, o Scotiabank anunciou que iria comprar 51% do Banco Colpatria em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão. E em maio, o Santander anunciou a venda de seus ativos colombianos ao chileno Corpbanca SA.
Ao mesmo tempo que os bancos estrangeiros buscam uma fatia do mercado colombiano, os bancos colombianos também estão expandindo sua presença na América Central.
Em 2010, o Grupo Aval comprou o BAC-Credomatic da GE Capital, recebendo no acordo um banco com operações na Costa Rica, México, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e Panamá. E este ano, o Banco Davivienda comprou unidades do HSBC Holdings na Costa Rica, El Salvador e Honduras.
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