terça-feira, 24 de julho de 2012

Azul.CA.07.24

Daily News



Biosev fecha empréstimo de US$210 mi

Reuters 24.07.2012 - A Biosev, empresa do setor de açúcar e etanol no Brasil subsidiária da Louis Dreyfus Commodities Bioenergia International, firmou um contrato de empréstimo de 210 milhões de dólares com um sindicato de bancos.

O contrato foi fechado em 13 de julho, antes de a Biosev suspender na semana passada por tempo indeterminado sua oferta pública inicial de ações no país, com a qual poderia levantar até mais de 1 bilhão de reais.

A segunda maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil contratou empréstimo em duas etapas. Uma delas de 126 milhões de dólares, amortizáveis em sete parcelas, com vencimento final em 31 de janeiro de 2015; a segunda de 84 milhões de dólares referem-se a uma parcela rotativa, com vencimento final em 31 de janeiro de 2015, sendo que o prazo de repagamento de cada desembolso é de no máximo de um ano.

Segundo o diretor financeiro da Biosev, Serge Stepanov, "a parcela amortizável de referido contrato de empréstimo não aumentará o endividamento da Biosev, na medida em que será utilizada para substituir dívidas de curto prazo com taxas médias de juros superiores, melhorando, dessa forma, o custo médio do nosso endividamento".

A parcela rotativa, por sua vez, traz flexibilidade na gestão de nosso capital de giro, explicou ele.

Os bancos envolvidos na operação são Crédit Agricole Corporate and Investment Bank, London Branch, Natixis, ABN AMRO Bank N.V., ING Bank N.V., Standard Chartered Bank e Israel Discount Bank of New York.







Votorantim contrata Tito Martins como diretor-superintendente

Brasil Econômico 24.07.2012 - A contratação de Martins tem como objetivo a aceleração do crescimento da empresa na área de mineração.

O profissional ocupava o posto de diretor financeiro da Vale, onde ingressou em 1985.

A Votorantim contratou Tito Botelho Martins para o cargo de diretor-superintendente da Votorantim Metais.

O executivo chegará em agosto para um programa de transição com João Bosco Silva, que ocupa atualmente o cargo. Em outubro, Tito Martins assumirá o posto, reportando-se a Raul Calfat, diretor-presidente da holding da Votorantim.  Anteriormente, Martins ocupava a função de diretor financeiro da Vale, onde ingressou em 1985.

De acordo com a Votorantim, a contratação de Martins tem como principais objetivos a aceleração.







Governo estima que operadoras voltem a vender em 15 dias

Valor 24.07.2012 - Depois de se reunir por cerca de duas horas com a presidente Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que os problemas nos serviços das operadoras de telefone não devem ser resolvidos nas próximas duas semanas. Mas que o governo espera que, em 15 dias, elas apresentem um plano investimentos para que possam voltar a vender chips e serviços de internet.

Desde zero hora da segunda-feira, as operadoras Claro, Oi e TIM estão proibidas de comercializar nas localidades onde houve maiores índices de reclamações sobre a qualidade dos serviços. A TIM chegou a entrar na Justiça para tentar continuar vendendo, mas teve o pedido negado. Entre os três processos, o dela é o mais severo, com vendas suspensas em 18 estados e no Distrito Federal por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para terem as vendas liberadas, essas empresas precisam não apenas apresentar um plano de investimentos, mas também que eles sejam aprovados pela agência reguladora. Segundo o ministro, a presidente Dilma está "muito interessada" em uma saída para o problema.

“Falei resumidamente que não temos a expectativa de que em 10 ou 15 dias esses problemas estarão solucionados. Nós achamos que, em 15 dias, por exemplo, é um prazo razoável para apresentar (os planos) e garantir que os problemas sejam resolvidos em um cronograma que vai ser seguido”, afirmou.

De acordo com ele, a venda de novas linhas estará condicionada ao cumprimento dos compromissos das operadoras, que deverão ser fiscalizados pela Anatel a cada dois ou três meses. Ele observou que os consumidores também poderão acompanhar se as promessas estão sendo cumpridas, já que os planos de melhorias serão publicados no site da Anatel. O ministro ressaltou que não adianta os diretores das empresas de telefonia ficarem ligando para autoridades de governo. “A negociação será feita com os técnicos da Anatel”, enfatizou.

Na avaliação do ministro, a medida foi "dura", porém "inevitável". Ele considerou que a Anatel agiu corretamente ao punir as empresas. “Tínhamos um volume de reclamações muito grande e era preciso dar um freio de arrumação no setor”, disse.







GM suspende atividades em oito fábricas em São José dos Campos

MonitorMercantil 24.07.2012 - A General Motors concedeu hoje licença remunerada por tempo indeterminado aos empregados de oito fábricas da montadora, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A medida surpreendeu a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e região que preferiu cancelar o ato previsto para hoje à tarde contra possíveis demissões na empresa.

Por meio de nota, a montadora justificou que a decisão tem como objetivo "proteger a integridade física dos colaboradores" enquanto continuam as discussões com os representantes sindicais. No comunicado, a empresa avaliou o momento como delicado, razão pela qual argumentou que não iria "expor seus empregados a eventuais incitações e provocações comuns". Foi marcada para amanhã (25) uma nova reunião entre os representantes da GM, dos funcionários e do Governo Federal, na sede da prefeitura daquela cidade.

Segundo o sindicato da categoria, até os empregados terceirizados foram dispensados. Os que estavam dentro da fábrica receberam ordens para sair antes do término do expediente e aqueles que entrariam em serviço logo depois ficaram sabendo da medida já a caminho do trabalho.

Também por meio de nota, o sindicato condenou a atitude da montadora, ao classificá-la de "antidemocrática" e inconstitucional por caracterizar paralisação patronal. Segundo a entidade, essa atitude da empresa só faz aumentar "a insegurança entre os trabalhadores" diante do risco de demissões em massa.

Às 17h haverá assembléia na sede do sindicato, na Rua Maurício Diamante. As incertezas quanto à manutenção dos trabalhadores em seus postos começaram após o anúncio da intenção da empresa em desativar parcialmente a atividades, atingindo as linhas de montagem dos modelos Corsa hatchback, Meriva, Zafira e Classic. Em duas etapas do Plano de Demissão Voluntária (PDV), em junho e neste mês, houve a adesão de 356 metalúrgicos.







Lucro do Itaú cai 3% no segundo trimestre, para R$ 3,3 bilhões

Folha 24.07.2012 - Venda da participação de 18,9% no Banco Português de Investimento, em abril, foi uma das transações que impactaram negativamente o resultado. O Itaú Unibanco anunciou lucro líquido de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre do ano, queda de 8,2% ante o mesmo período do ano passado e de 3% na comparação com o primeiro trimestre de 2012.

O banco também anunciou lucro recorrente de R$ 3,585 bilhões no segundo trimestre, expansão de 8% em 12 meses.

A diferença entre os dois lucros ocorre por conta de alguns eventos extraordinários. Um deles é a venda da participação de 18,9% que o Itaú tinha no Banco Português de Investimento, feita em abril. Esta transação impactou negativamente o resultado em R$ 205 milhões, líquido de impostos, e positivamente o patrimônio líquido em R$ 106 milhões, de acordo com o demonstrativo de resultados.

Entre outros pontos não recorrentes está a provisão que o banco fez para causas na Justiça questionando planos econômicos do passado e ajuste a valor de mercado da participação que o Itaú tinha no Banco Português de Investimento.

O Itaú registrou retorno sobre o patrimônio líquido anualizado de 17,9%, abaixo dos 22,2% do segundo trimestre do ano passado. O retorno sobre o lucro recorrente foi de 19,4%, ao passo que era de 20,4% no segundo trimestre de 2011.1º trimestre

O Itaú Unibanco anunciou lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2012, queda de 5,6% ante o mesmo período do ano passado. As operações de crédito totais, incluindo avais e fianças, fecharam junho em R$ 413,4 bilhões, expansão de 14,8%.

Em ativos totais, o Itaú encerrou junho em R$ 888,8 bilhões, crescimento de 12% em 12 meses. O patrimônio líquido ficou em R$ 75,6 bilhões, 14,5% maior que no mesmo semestre do ano passado.







Arrecadação federal de impostos em junho chegou a R$ 81,107 bilhões

Valor 24.07.2012 - A arrecadação federal de impostos totalizou R$ 81,107 bilhões em junho, queda real (corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de 6,55% em relação a junho do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. No ano, a arrecadação somou R$ 508,5 bilhões, avanço real de 3,66%, na comparação com o mesmo período de 2011.

Nominalmente, a receita com impostos e contribuições teve queda de 1,9% no mês e alta de 9,2% no primeiro semestre, em relação a iguais períodos em 2011.

A arrecadação administrada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), que representa a maior parcela dos recolhimentos, totalizou R$ 79,2 bilhões em junho, queda real de 6,8%. No ano, as receitas administradas totalizaram R$ 489,6 bilhões, avanço real de 3% na comparação com os seis primeiros meses de 2011.

Já a receita própria de outros órgãos federais totalizou R$ 1,86 bilhão em junho e subiu, em termos reais, 7,1% na comparação com o mesmo mês de 2011. No ano, as receitas de outros órgãos somaram R$ 18,9 bilhões no ano, com alta real de 22,4%.

Em termos nominais, as receitas administradas pela RFB tiveram queda de 2,2% em junho, na comparação com junho de 2011, e subiram 8,5% no ano. As receitas próprias de outros órgãos, na mesma comparação, avançaram 12,3% em junho, em relação a junho de 2011 e aumentaram 29% no acumulado dos seis primeiros meses de 2012.







Real valorizado distorce comércio internacional, diz Vera Thorstensen

Valor 24.07.2012 - A valorização do real em relação ao dólar, quando somada à desvalorização da moeda de países com quem o país mantém relações comerciais, cria uma “distorção brutal” no comércio internacional, segundo Vera Thorstensen, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o Observatório do Câmbio, lançado nesta terça-feira pela FGV, a moeda brasileira, em junho, estava 15% valorizada em relação à meta para a taxa de câmbio calculada a partir do equilíbrio da balança de ativos e passivos do país.

O resultado de junho, segundo Vera, representa melhora em relação a 2011, ano em que a moeda brasileira estava 40% valorizada nessa mesma comparação.  “Mais importante que esses índices é a soma da valorização do real em torno de 15% à desvalorização da moeda de seus parceiros comerciais. Isso é mortal quando olhamos o comércio bilateral”, explica Vera.

Para a professora da FGV, oito anos de câmbio valorizado no Brasil anularam o efeito das medidas de proteção comercial e de outros instrumentos, resultado de 60 anos de negociação na OMC.

Brasil vai liderar debate cambial , diz embaixador

O embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, reforçou nesta terça-feira que o país tem liderado o movimento para trazer as discussões sobre câmbio para dentro do órgão, mas enfrenta resistências. “Existe a percepção de que o problema [distorções cambiais] é sério. Precisamos sugerir uma resposta, mas alguns países não gostam do sentido em que as conversas estão caminhando”, diz.

Segundo Azevedo, o Brasil fará uma apresentação na OMC ainda neste ano, em que abordará as questões recentes que estão sendo discutidas pelo órgão, tentando mostrar como assuntos relativos ao câmbio e os desalinhamentos provocados por ele sempre estiveram, de maneira mais ou menos direta, na pauta da organização.

O embaixador diz que medidas como o antidumping, salvaguardas e direitos compensatórios não são suficientes para resolver questões trazidas pelo desalinhamento cambial. Azevedo afirma que está sendo pensado um mecanismo para medir esse desalinhamento cambial e como os países prejudicados poderiam ser ressarcidos, levantando questões como o tempo de validade desse desalinhamento e se ele valeria para um produto, setor ou país. “Um desalinhamento que dura 20 anos não é mais desalinhamento cambial, já se tornou uma nova realidade estrutural daquele país.”







Justiça manda bloquear R$ 100 mi do Banco Rural

Folha 24.07.2012 - TST vê fraude em negócio entre instituição e empresa de Wagner Canhedo, da Vasp.

O Banco Rural sofreu recente derrota na Justiça do Trabalho, que considerou que houve "fraude de execução" em negócio realizado entre a instituição financeira e uma das empresas de Wagner Canhedo, dono da Vasp e campeão de dívidas trabalhistas, segundo lista divulgada pela Folha.

A decisão não tem relação com o julgamento do esquema do mensalão, do qual o Rural é considerado o núcleo financeiro, segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República.

No âmbito trabalhista, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) cassou liminar que havia sido concedida no início do ano pelo presidente da corte, João Oreste Dalazen, determinando assim que seja cumprida decisão de primeira instância que bloqueou mais de R$ 100 milhões, em valores atualizados, para pagar dívidas contraídas pela Vasp em favor do Sindicato Nacional dos Aeroviários.

O Banco Rural, por meio da Rural Agroinvest S.A., comprou, em 2004, bois da Agropecuária Vale do Araguaia, propriedade de Canhedo, quando o seu grupo já não podia mais se desfazer de seus bens, por conta das dívidas trabalhistas contraídas já reconhecidas definitivamente pela Justiça e nunca pagas.

Na prática, o Sindicato dos Aeroviários passou a cobrar do Banco Rural o que deveria receber de Canhedo, já que os bens bloqueados que passaram a ser da instituição financeira serviriam para pagar parte dos débitos trabalhistas.

A Justiça chegou a tentar bloquear algumas contas do Banco Rural, que argumentou não ter dinheiro, e que tal penhora poderia comprometer o desenvolvimento regular de suas atividades.

A Folha não conseguiu contato com o Banco Rural nem com o empresário Wagner Canhedo.







Diretor da Área Internacional da Petrobras renuncia

Brasil Econômico 23.07.2012 - Presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, irá acumular a função.

Jorge Luiz Zelada será substituído pela presidente da estatal, Maria das Graças Silva Foster; empresa não forneceu mais informações.

A Petrobras informou nesta segunda-feira (23/7) que o diretor da Área Internacional da empresa, Jorge Luiz Zelada, renunciou ao cargo.

Em reunião, o Conselho de Administração designou a presidente da estatal, Maria das Graças Silva Foster, para acumular a função.

Procurada pela redação, a estatal não forneceu mais detalhes sobre as mudanças, nem informou quando haverá a eleição de um novo diretor.

O comunicado da empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dizia apenas que a Petrobras.







SuperClubs sai do único hotel que tinha no país

Valor 24.07.2012 - A rede jamaicana de hotéis SuperClubs anunciou ontem o encerramento do contrato de administração do seu único hotel no país, no dia 10 de agosto, o Breezes Búzios Resort & Spa, em Búzios, no Rio de Janeiro. Com isso, a SuperClubs deixa de ter empreendimentos no Brasil, mas informa que pretende continuar por aqui.

Por meio de comunicado, a SuperClubs acrescenta que a decisão de encerrar o contrato é consequência da falta de aporte financeiro no resort por parte dos proprietários do empreendimento.

A rede jamaicana informa que o investimento dos donos do hotel, cujos nomes não foram divulgados, estava previsto no contrato e que era necessário para manter a administração. A SuperClubs permanece com seis resorts com a bandeira Breezes em destinos como Bahamas, Curaçao e Jamaica. A rede também conta com um resort de hedonismo e a bandeira Rooms, ambos na Jamaica.

"Pretendemos continuar no Brasil desenvolvendo novos produtos com a bandeira Breezes, o sistema super inclusive (refeições, bebidas e programas de lazer incluídos na diária) e, ainda, com a possibilidade de trazer novas marcas para o país (...)", disse, na nota, o diretor-geral da rede, no Brasil, Luís Eduardo Calle.

O sócio-diretor da consultoria de investimentos em hotéis HotelInvest, Diogo Canteras, conta que o imóvel do resort em Búzios tem propriedade pulverizada, com centenas de investidores pessoa física, o que dificulta a administração do resort.

"O problema dos resorts é um problema de mercado, que não vai bem. E a SuperClubs era a empresa que entregava os melhores resultados. Com o câmbio valorizado, os hóspedes internacionais não vêm para o país e os brasileiros preferem cruzeiros marítimos ou ir para a Disney", afirma Canteras.

No fim de agosto de 2010, a SuperClubs fechou um acordo com o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) para deixar a administração do SuperClubs Breezes no complexo hoteleiro Costa do Sauípe, litoral da Bahia, a partir de janeiro de 2011. A Previ é a proprietária do Costa do Sauípe, onde investiu R$ 30 milhões, em maio de 2010, para o seu relançamento.

Em setembro de 2008, a própria rede jamaicana chegou a negociar a aquisição do Costa do Sauípe, por R$ 200 milhões, associada ao bilionário espanhol Enrique Bañuelos, mas a crise financeira internacional, naquela época, impediu o fechamento do negócio.







Grupo Pão de Açúcar fecha 2o trimestre com lucro de R$159 mi

Reuters 24.07.2012 - O Grupo Pão de Açúcar encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 159 milhões de reais, praticamente em linha com o esperado pelo mercado e um salto sobre o ganho de 91 milhões de reais do ano anterior. O resultado exclui receita bruta de 98 milhões de reais de área de empreendimentos imobiliários.







Conselho do Pão de Açúcar aprova Hidalgo como diretor

Estadão 24.07.2012 - O conselho de administração do Pão de Açúcar aprovou a indicação do francês Christophe Hidalgo para assumir o cargo de Diretor de Finanças e Serviços Corporativos da companhia, conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo na edição desta segunda-feira.

Hidalgo vai substituir a José Antonio Filippo, que deixou o grupo em maio deste ano para assumir a vice-presidência financeira da Embraer, a terceira maior fabricante de aviões do mundo. Com a saída, o diretor de Relações com Investidores do GPA Vitor Fagá passou a acumular a função.

Segundo fontes próximas à empresa, o Casino, que desde o mês passado é o controlador do GPA, indicou para o cargo o atual diretor Financeiro da rede colombiana Éxito, Christophe Hidalgo. O grupo francês também é controlador da rede, a maior da Colômbia, com 418 lojas e 35 mil funcionários.







Vale anuncia novo diretor financeiro 

Reuters 24.07.2012 - A mineradora Vale anunciou nesta segunda-feira a nomeação de Luciano Siani como o seu novo diretor financeiro, no lugar de Tito Martins, que deixa a companhia.

De acordo com o comunicado enviado ao mercado, Siani também terá responsabilidades em relações com investidores, serviços compartilhados, suprimentos e projetos de capital.

Formado em engenharia mecânica, o executivo está na Vale desde 2008, período em que foi diretor global de planejamento estratégico e de recursos humanos.

Siani já passou pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde exerceu funções executivas nas áreas de finanças e mercado de capitais, e também fez parte dos conselhos de administração da Telemar, Suzano e Valepar, segundo comunicado. Martins trabalhava na Vale desde 1985 e deixa a companhia para "seguir uma nova etapa em sua bem sucedida carreira profissional", afirmou a mineradora.







Se tiver problemas para vender CSA, Thyssen pode optar por Steel Europe

Vale 24.07.2012 - Hiesinger, primeiro presidente-executivo da ThyssenKrupp sem histórico no setor siderúrgico, estaria pressionando para a venda das operações europeias de aço.

Se a ThyssenKrupp não encontrar um comprador para os ativos siderúrgicos nas Américas, o grupo pode considerar a opção politicamente desagradável de vender as operações de produção de aço na Europa, disseram fontes do setor financeiro. A venda das operações de aço pode focar o grupo nas próprias divisões de tecnologia, que produzem desde fábricas industriais e elevadores a submarinos, o que deixaria a empresa menos exposta a ciclos econômicos. A Thyssen disse, em maio, que considerava a venda ou parceria para a Steel Americas - formada pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e por usina nos Estados Unidos - para gerar recursos e reduzir dívidas, mas o interesse pelos ativos tem sido morno.

"O plano B é buscar solução para toda a área de aço", disse fonte do setor bancário, citando dificuldades em encontrar comprador ou mesmo parceiro para a Steel Americas, em um setor afetado por excesso de capacidade produtiva.

"A administração está considerando opções no caso (de um acordo) para Steel Americas não der certo", disse a fonte. "Eles simplesmente têm que fazer isso. A resposta inicial de possíveis compradores é muda, e a administração não pode ficar em uma posição de negociação em que um comprador remanescente pode chantageá-la em um acordo", disse a fonte.

Potenciais compradores para as usinas da Thyssen nas Américas incluem a sul-coreana Posco, Vale e ArcelorMittal, mas elas não pagariam nada parecido com os quase € 11 bilhões que a ThyssenKrupp investiu nas usinas. "Se a venda correr bem, eles poderiam obter € 4 bilhões", disse uma das fontes.

Duas outras fontes do setor bancário com conhecimento da estratégia da Thyssen afirmaram que uma venda da divisão europeia de aço seria possível no próximo ano, no caso de uma recuperação da economia, e acrescentaram que o grupo pode buscar um comprador alemão para evitar dificuldades políticas decorrentes da vendas de uma divisão responsável por 29 mil empregos.

A venda da divisão europeia de aço seria possível em 2013, no caso de uma recuperação da economia

A Thyssen negou ontem que esteja considerando vender as operações siderúrgicas na Europa, mas fontes afirmaram que os escalões mais altos do grupo estão avaliando a operação. "[O presidente-executivo Heinrich] Hiesinger e [o diretor financeiro Guido] Kerkhoff estão pressionando para a venda das operações europeias de aço. Isso provavelmente deve ocorrer em 2013", disse uma das fontes. A outra fonte afirmou que "a venda da Steel Americas é apenas o primeiro passo. O segundo será a venda dos negócios de aço na Europa".

Outra fonte no setor bancário, que trabalhou com a Thyssen no passado, disse que a companhia poderá obter um preço maior se as operações de aço na Europa e nas Américas forem vendidas em um só pacote. "O processo de venda da Steel Americas tem sido complicado e vai continuar muito difícil", disse a fonte. "A venda da Steel Europe deve ser tão difícil quanto", acrescentou.

Hiesinger, primeiro presidente-executivo da Thyssen sem histórico no setor siderúrgico, tem liderado esforços do grupo para reduzir o tamanho do conglomerado. Ele afirmou em maio que a companhia poderia vender ativos não essenciais que geram vendas de € 10 bilhões (US$ 12 bilhões), com a área de aços inoxidáveis sendo a maior deles, até setembro.

O analista Rochus Brauneiser, da Kepler Markets, afirmou que a venda da Steel Americas reduzirá dívida para nível mais aceitável, mas somente a completa saída do setor poderia criar espaço de manobra para o crescimento das atividades de produção de bens de capital. "Consideramos esta decisão de rever os negócios da Steel Americas como primeiro passo para uma retirada do grupo do aço."

No ano passado, a Steel Europe teve lucro antes de juros e impostos (Ebitda, na sigla em inglês) de € 1,13 bilhão e vendas de € 12,81 bilhões, quase um quarto do faturamento total do grupo, excluindo a área de inoxidáveis.

As fontes afirmaram que a companhia já está considerando os impactos políticos da venda da maior produtora de aço da Alemanha. "É uma questão muito política. É o coração da Thyssen [aço na Europa], é a origem da companhia", disse Dirk Schlamp, analista do DZ Bank. Ele definiu o valor da unidade atualmente em € 3,5 bilhões, com um melhor cenário chegando aos € 6,5 bilhões.

Um representante do sindicato, que pediu para não ser identificado, informou que a companhia afirmou aos trabalhadores que a Steel Europe não seria vendida e acrescentou que os metalúrgicos "vão lutar contra, se necessário".

Para tornar a venda aceitável para trabalhadores e políticos, a Thyssen poderia buscar compradores potenciais dentro da Alemanha ou um controlador que compartilhe das mesmas raízes culturais, afirmaram as fontes.

Elas afirmaram que a Salzgitter, segunda maior siderúrgica da Alemanha e parcialmente controlada pelo Estado federal da Baixa Saxônia, poderia ter um papel importante. "O fato da Salzgitter ser parcialmente controlada pelo Estado ajudaria a criar uma solução alemã", disse uma das fontes.







Fundo reduz participação no JBS

Brasil Econômico 23.07.2012 - A liquidação do PROT-FIP decorre do fim do seu prazo de duração.

O PROT-FIP, que era titular de uma participação de 6,93% das ações da JBS, passou a ser titular de 3,47% dos papéis da companhia.

A JBS informou nesta segunda-feira (23/7)  que, em decorrência do fim do prazo de duração, o PROT - Fundo de Investimento em Participações (PROT-FIP) iniciou seu processo de liquidação neste mês de julho.

Dois dos cinco cotistas do PROT, que eram titulares de 24,98% do fundo cada um, optaram por receber, no processo de liquidação, os ativos do próprio fundo, entre eles as ações do JBS correspondentes às suas respectivas participações.

Desta forma, tais cotistas passarão a ser acionistas diretos do JBS. Os cotistas remanescentes terão um prazo de 180 dias para liquidar suas parcelas no PROT-FIP a contar de 13 de julho de 2012.

De acordo com o JBS, a liquidação do PROT-FIP decorre do fim do seu prazo de duração, que foi estabelecido no momento de sua constituição, e não significa a venda a mercado das ações que compõem seu patrimônio.

Com essas alterações, o PROT-FIP, que era titular de uma participação de 6,93% das ações da JBS, passou a ser titular de 3,47% das ações da companhia.







Fama compra ações da T4F e vende papéis da Magnesita

Brasil Econômico 23.07.2012 - Após venda de ações, Fama passou a deter 4,75% do capital votante da Magnesita.

Gestora de recursos atingiu participação de 5,08% na empresa de entretenimento e de 4,75% na produtora de refratários.

A gestora de recursos Fama Investimentos alterou as aplicações de seus fundos, alienando participação na Magnesita Refratários e adquirindo ações da T4F - Time for Fun.

Em correspondência à Magnesita, a Fama informou ter vendido ações ordinárias através de operações realizadas em bolsa de valores, passando a deter 4,75% do capital votante da empresa, ou 13.891.034 papéis ordinários.

Já à T4F, a gestora informou ter adquirido ações ordinárias da companhia, passando a deter uma fatia de 5,08% de seu capital votante, ou 3.522.900 papéis.

De acordo com a correspondência enviada à T4F, a Fama ressalta "que as recentes aquisições de ações da companhia têm o exclusivo objetivo de investimento, não havendo qualquer interesse em alterar a composição do controle ou estrutura administrativa".

As alterações foram informadas por cada empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).







Ambev busca sócios para plano de futebol

Valor 24.07.2012 - João Castro Neves, presidente da Ambev, diz que já é normal colocar TV em bar para torcedor: o futuro exige inovações .

A Ambev, maior empresa de bebidas do Brasil, busca parceiros para lançar em outubro um programa de descontos em supermercados e lojas de conveniência para torcedores de futebol. O projeto faz parte do plano de marketing da cerveja Brahma, a segunda mais vendida no país, atrás da Skol, também da Ambev.

Mas não é só isso. A companhia tem a meta de fazer crescer os negócios em torno do futebol, de melhorar a situação financeira dos clubes, para que estes, por exemplo, não tenham que vender bons jogadores para reduzir suas dívidas. Para isso, é necessário ir além de carimbar o nome do patrocinador na camisa do jogador - a modalidade de marketing mais usada no futebol brasileiro.

Ricardo Tadeu, vice-presidente comercial da Ambev, observa que o futebol ainda representa pouco do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "Na Espanha, 1,2% do PIB vem do futebol, sendo que lá os negócios se concentram em dois clubes [Real Madrid e Barcelona]. Por aqui, [a participação do futebol na economia] oscila entre 0,2% e 0,3%, sendo que 35% da verba de patrocínio vai para a seleção."

A Ambev já fechou acordos com seis clubes paulistas (Corinthians, Santos, Palmeiras, São Paulo, Ponte Preta e Portuguesa) e quatro cariocas (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo). Também já assinou contratos com as redes varejistas Extra (do Grupo Pão de Açúcar), Carrefour, Prezunic, Guanabara, Mundial e Princesa. E negocia com AMPM, de lojas de conveniência em postos de gasolina.

A ideia básica é que o torcedor pague uma mensalidade, entre R$ 25 e R$ 40, ao clube. Se estiver em dia com sua mensalidade, tem direito a comprar determinados produtos, expostos numa gôndola especial dentro de supermercados e lojas de conveniência, com descontos. Uma lata da Brahma, por exemplo, será vendida com desconto de R$ 0,10. Para o torcedor que já tem seu cartão de fidelidade - como o Fiel Torcedor, do Corinthians, ou o Avanti, do Palmeiras - esse programa de descontos seria um benefício adicional. Mas Tadeu observa que o programa tem potencial para atrair novos torcedores.

A Ambev quer montar o portfólio da gôndola especial com diferentes itens de largo consumo como artigos de higiene pessoal, produtos de limpeza, alimentos. Não haverá produtos concorrentes na gôndola. Na categoria desodorante, por exemplo, apenas o Rexona, da Unilever, apareceria. Além de estarem reunidos na gôndola especial, cada produto receberá um selo com uma bola de futebol dourada estampada. A PepsiCo, que já é parceira da Ambev na distribuição de produtos, já confirmou a participação. No setor de serviços, a Ambev acredita que bancos possam se interessar - o correntista teria reduzido o valor que paga todo mês em tarifas e taxas, por exemplo.

No geral, os produtos devem ter entre 5% e 10% de desconto, como antecipou o Valor em 29 de maio. No fim de maio, a cervejaria lançou o plano de futebol para os seis times paulistas. Na época, a ideia era lançar o cartão em agosto, mas o projeto atrasou por causa da demora em instalar o programa de desconto no sistema das grandes redes de supermercado.

A Ambev, que tem na Brahma a marca para temas notadamente brasileiros, como futebol e carnaval, busca formas diferentes de se relacionar com o consumidor. "Existem casos em que a gente oferece colocar no bar uma TV com programação paga para os clientes assistirem uma partida de futebol. Isso já é normal", diz João Castro Neves, presidente da Ambev. "Outra frente é como você pensa o futuro no quesito inovações."

Neste mês a Ambev promoveu dois eventos: festa de torcedores durante as finais das copas do Brasil e Libertadores da América, patrocinadas pela Brahma. "Eventos como esses vão ser supernormais daqui até a Copa do Mundo e a Olimpíada", diz Neves.

Diversificar modalidades de patrocínio no futebol é algo defendido por especialistas. "O patrocinador no Brasil está viciado em aparecer na camisa" e "isso vai ter que mudar", diz Amir Somoggi, diretor de consultoria de gestão da BDO Brazil. Para ele, "existe aqui um cenário de pouca eficiência mercadológica, que é forte na Europa". Os estádios europeus exploram bar, restaurante, lojas, museu e recebem eventos corporativos. "O [time inglês] Arsenal tem 300 eventos por ano, sendo só 30 de jogo de futebol".

Além dos descontos em supermercados, a Ambev constituiu um fundo, administrado pela própria companhia, cujo objetivo é investir na infraestrutura de clubes de futebol. O fundo é formado com cerca de 1% das vendas da cerveja Brahma.

No Rio, o projeto da Ambev para o futebol começou há mais de um ano. Parte do dinheiro foi investida em um centro de treinamento do Flamengo, em um placar eletrônico do Vasco, em um vestiário do Fluminense e uma placa de iluminação para o gramado de São Januário, o estádio do Vasco. A Ambev designou funcionários para acompanhar como a verba é empregada.

Além dos clubes paulistas e cariocas, a Ambev olha para os de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, diz Marcel Marcondes, diretor de negócios do esporte da Ambev. Nesses Estados, os principais times são Atlético-MG e Cruzeiro (MG) e Grêmio e Inter (RS).







Comil

Folha 24.07.2012 - A direção da montadora de ônibus Comil assina hoje protocolo de intenções para instalar uma fábrica em Lorena (a cerca de 200 quilômetros de São Paulo).

O orçamento da obra, que em dezembro do ano passado previa R$ 90 milhões em investimentos, aumentou.

A estimativa atual é que a nova planta receba aporte de R$ 110 milhões.

A unidade irá concentrar a produção de ônibus urbano. Serão montados no local 20 veículos por dia.

O terreno da fábrica terá cerca de 400 mil metros quadrados e a planta contará com 25 mil metros quadrados de área construída.

Com a unidade, a empresa pretende ficar mais próxima dos principais mercados.

A outra fábrica da empresa, em Erechim (RS), continuará produzindo, mas passará a ter como foco os ônibus rodoviários.







Crise de crédito imobiliário não é descartada no Brasil

Brasil Econômico 23.07.2012 - O FMI alerta para a forma de concessão de crédito à baixa renda e ao endividamento das famílias. FMI destaca possível bolha imobiliária no país e compara com os Estados Unidos que, em 2008, tinha pequena parte da população com dívidas no setor.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório divulgado na sexta-feira (20/7), afirmou que o crédito no Brasil cresceu rapidamente nos últimos anos, mas os empréstimos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) estão diminuindo desde 2008 e deve continuar relativamente baixo em relação aos padrões internacionais.

O documento aponta que a concessão de crédito ao consumidor tem aumentado fortemente, o que corresponde hoje a 46% do total, contra 23% em 2002. Diante deste avanço, o Fundo alerta para o endividamento dos consumidores, que excede 40% da renda.

O FMI destaca ainda os empréstimos imobiliários para a baixa renda e a forma de concessão, questionando se essas famílias conseguirão quitar as dívidas.

"Vejo que o FMI está fazendo esse alerta para o futuro, pois está comparando com o que já aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Aqui no Brasil, os empréstimos imobiliários respondem por apenas 5,5% do PIB, mas nos Estados Unidos, em 2008, o nicho também era pequeno e quando estourou a crise da dívida imobiliária, nem US$ 3 trilhões ajudaram e vários bancos quebraram", explicou Manuel Enriquez Garcia, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) e da Ordem dos Economistas do Brasil.

Apesar do número ser baixo, Garcia diz que a política deveria ser modificada. "O governo não está dando ênfase ao investimento público e o privado está reduzindo porque a expectativa com o futuro está cada vez pior. Ao invés de estimular a poupar, o governo incentiva a gastar e é isso que chama a atenção do FMI".

A falta de estímulos à poupança está preocupando diversos economistas desde o início do ano. "O que cria riqueza ao país é o investimento. Alavancar os gastos só é bom no curto prazo", conclui.

De acordo com Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, este ponto ainda não preocupa a economia brasileira. Para ele, antes dos consumidores de baixa renda deixarem de pagar o imóvel, eles vão parar de pagar outros bens, como os carros. Isso já vem acontecendo, com alguns deles tendo que devolver o veículo, mas é pontual.

"Um fato que prejudicaria o setor imobiliário seria o aumento do desemprego. Por enquanto, o crédito imobiliário é muito baixo e os bancos são criteriosos, não dão crédito a qualquer pessoa, como foi nos EUA", ressalta o economista.

No entanto, Vale aponta para possível afrouxamento por parte dos bancos públicos, que estão afoitos em estimular a economia. "No futuro, isso pode acontecer. Sempre acreditei que uma crise possível no Brasil viria do afrouxamento da regulação bancária, mas ainda estamos longe de qualquer coisa parecida com isso", completa.

Já a sondagem feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre o mercado de crédito é positiva. A entidade antecipa os resultados que serão anunciados pelo Banco Central nesta quinta-feira (26/7). Segundo a Febraban, se os números se confirmarem poderá indicar que o esperado processo de retomada da economia já está em andamento.

A Federação mostra que o crescimento dos empréstimos para pessoa física deverá ser 1,2% em junho, em relação a maio. Já em relação à pessoa jurídica, a alta alcançará 2,7% na mesma base de comparação.







Analistas recomendam ações do setor

Valor 24.07.2012 - As recomendações dos analistas que acompanham as ações das empresas do setor de etanol na Bolsa de Valores não são unânimes. De modo geral, são neutras ou favoráveis às companhias de capital aberto - Cosan (Raízen), São Martinho e Tereos (Guarani). As avaliações levam em conta o caráter cíclico e volátil do setor e também as perspectivas macroeconômicas, como a demanda promissora para o álcool e os preços atraentes para o açúcar em época de câmbio favorável, mesmo com as dificuldades que o mercado vem enfrentando em relação à baixa produtividade dos canaviais envelhecidos e ao regime meteorológico conturbado dos últimos anos.

No caso do mercado de etanol, "o setor está exposto à quebra, mas a longo prazo tem perspectiva promissora", diz o analista da CLW, Erick Scott. Por enquanto, no entanto, a barreira do preço atrelado à gasolina não permite tanto otimismo nesta área. Para Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, a política oficial de preços da gasolina provoca a perda de atratividade de investimentos no setor. "A recomendação é neutra. Mas uma queda forte nos preços pode abrir uma oportunidade de longo prazo", avalia.

A situação do açúcar é mais favorável neste momento. Está mantendo preço entre 20 e 22 centavos a libra peso, bem acima da média histórica em torno de 12 centavos. Como o Brasil é responsável por metade das exportações mundiais do produto - e não prevê expansão significativa -, enquanto o atraso das monções fez a Índia reduzir sua previsão para a safra que começa em outubro de 26 milhões para 25 milhões de toneladas e há perspectivas de migração de cana-de-açúcar para arroz na Tailândia, tudo indica que os preços permanecerão elevados.

"No mercado internacional de açúcar, a expectativa é de superávit entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas nesta safra", registram os analisas Rodrigo Fernandes e Hering Shen, da Fator Corretora. "O preço do açúcar já mostrou sinais de recuperação após a forte queda no início de junho", dizem os analistas.

No ano passado, os papéis do setor acompanharam o desempenho negativo da Bolsa de Valores. A Cosan perdeu 0,1%, a São Martinho, 36% e a Tereos caiu 13%. Este ano o quadro melhorou, principalmente para a as ações da São Martinho, que avançaram 22,6% até o dia 9 de julho. No mesmo período, os papéis da Cosan registraram variação positiva de 15,5%. A exceção ficou por conta das ações da Tereos, com variação negativa de 4,83%. No mesmo período, o Ibovespa caiu 2,4%. "Todas estão com comportamento volátil em 2012. O mercado está sem tendência este ano", afirma William Castro Alves, analista da XP.

A concordância dos analistas em relação às tendências do mercado é menor quando entram em cena análises específicas para as empresas, graças aos movimentos particulares de cada uma delas. A Cosan é a preferida do HSBC, cujo analista Pedro Herrera observa também o baixo preço da ação da Tereos. São Martinho tem a simpatia do Itaú BBA. Alessandro Baldoni, executivo do Deutsche Bank, também coloca o papel como primeira indicação, seguida por Tereos e Cosan. Correia, da Ativa Corretora, lembra que a ação da Tereos está barata - embora seja indicada só para quem não busca liquidez.

A diversificação da Cosan para áreas além do açúcar e do etanol gera pontos de vista opostos. A empresa é a maior do setor e tem as ações mais líquidas. A estratégia de diversificar permite maior estabilidade, mas ainda não tem sinergia reconhecida no mercado e aumenta muito a alavancagem da empresa, que ainda espera a aprovação de sua oferta de quase R$ 900 milhões por 49% de participação no bloco de controle da ALL e quer absorver a Comgás por R$ 1,8 bilhão. "A aquisição vai resultar em uma estrutura de capital mais eficiente. Nenhum segmento da Cosan vai apresentar mais de 35% a 40% do fluxo de caixa", escreveu Herrera em relatório no final de junho.

"A empresa neste momento virou mais holding do que empresa operacional. Holding tem desconto", diz Baldoni, que mudou sua indicação para o papel de "comprar" para "manter". Ele lembra que apesar do resultado favorável em 2012, o comportamento ficou estável a partir da oferta pela ALL e caiu em torno de 6% desde o anúncio do interesse na Comgás, em maio - com a aprovação do negócio, açúcar e álcool devem passar a compor 21% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia. "O mercado só paga quando vê o valor aparecendo. As iniciativas anteriores em distribuição tinham sinergia. Agora é só ativo diversificado e o investidor diversifica melhor que a empresa", afirma.

A Raízen cortou em 20% seu projeto de chegar a uma capacidade de moagem de 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2016. "A indústria de forma geral está sofrendo com baixo uso de capacidade, canaviais velhos e queda no rendimento agrícola, com menor diluição de custo", diz Giovana Araújo, do Itaú BBA. "As mais alavancadas são mais impactadas", diz. Segundo ela, as que sofrem menos com o canavial entregam melhor - o que coloca a São Martinho, com terra própria, na posição de benchmark do setor, graças também ao fato de ser menos alavancada, estar gerando caixa e ter capacidade de entregar resultado, o que levou a analista a indicar a compra do papel em maio.

"Quando chamei a atenção para quão barata a empresa estava em fim de maio, seu valor era de 57 dólares por tonelada. Hoje está em 72 dólares", destaca Giovana. Única a manter-se só no negócio de açúcar e álcool, melhorou sua flexibilidade de transitar entre a produção de um e outro com a aquisição de 32% da Santa Cruz, cuja opção de aumento para 88% deve ser exercida agora. A sinergia será advinda principalmente do canavial - a usina é próxima da São Martinho, que está no Centro-Sul de São Paulo e sofreu menos com a seca, mais concentrada no Norte do Estado. A analista observa, porém, a questão da liquidez. "A companhia tem 50% na mão da família. O float de 34,8% é interessante, mas não efetivo", afirma.

A falta de liquidez também compromete a Tereos. Com a recente reestruturação de capital promovida para adequação aos critérios do Novo Mercado, as cooperativas de cereais que antes detinham 23,2% da Tereos Agro-Industrie (TAI) passaram a deter 19,7% das ações da Tereos Internacional. "A tendência é de as cooperativas não negociarem", diz Baldoni, do Deutsche Bank.

Operacionalmente o horizonte é favorável. A companhia promoveu aumento de capital para obter até R$ 369 milhões, caso todos os acionistas subscrevam os papéis no valor de R$ 2,60. A empresa se mantém capitalizada graças aos R$ 1,6 bilhão em investimentos da Petrobras, dos quais metade já foi efetivada.







Sem IPO, Biosev busca financiamento

Valor 24.07.2012 - Depois de uma tentativa frustrada de abrir o capital, a Biosev, companhia de açúcar e álcool controlada pelo grupo francês Louis Dreyfus, está costurando um financiamento com bancos privados de cerca de R$ 500 milhões para investir na expansão de seus canaviais, apurou o Valor. Os controladores franceses também não descartam fazer um aporte de capital para dar maior fôlego à subsidiária brasileira, que pretendia levantar no mercado entre R$ 680 milhões a R$ 850 milhões para garantir sua expansão, se o IPO (oferta pública de ações) fosse bem-sucedido.

Os executivos da companhia tentaram de todas as maneiras fazer com que a abertura de capital desse certo, mas concluíram durante o "road show" nos Estados Unidos, Ásia e até América Latina, que seus papéis tinham pouco apelo no mercado. Ao mesmo tempo, a companhia tentou encontrar parceiros estratégicos, já considerando que a abertura de capital poderia ser descartada. Fontes familiarizadas com a operação informaram que o grupo tentou se associar, sem sucesso, à Petrobras e a fundos soberanos, como o asiático Temasek, que tem pesados investimentos em infraestrutura no Brasil. Procurada, a Petrobras não comenta o assunto. Um porta-voz da Temasek informou que apenas foram visitados durante o "road show". A Biosev informou que não vai comentar o assunto por estar em período de silêncio.

Se não bastasse o fracasso da operação, o malsucedido processo de IPO ainda vai forçar a "convivência" por mais dois anos entre a controladora com seus acionistas minoritários - entre os quais as famílias Biagi e Junqueira Franco -, cuja relação já não estava boa há alguns meses. A Biosev é resultado da fusão, realizada em 2009, entre a Louis Dreyfus Commodities Bioenergia com a Santelisa Vale, então controlada pelos Biagi e Junqueira Franco, dois dos mais tradicionais grupos sucroalcooleiros do país. De acordo com o prospecto da companhia, as duas famílias, representadas pela Santa Elisa Participações, somam participação de 10,1% na empresa. Os controladores têm fatia de cerca de 60% e fundos de investimentos estrangeiros e credores ficam com o restante.

Em acordo de acionistas firmado em outubro de 2009, os acionistas minoritários, além de credores como os bancos Bradesco, Itaú BBA, Santander, Votorantim, HSBC, teriam direito garantido de exercer a opção de venda de suas ações à companhia no dia 28 de agosto, caso a abertura de capital não fosse bem-sucedida. Mas os bancos que participaram do processo de IPO podem pedir um "waiver" (espécie de perdão) de até dois anos para que a empresa tente novamente abrir seu capital (ver quadro ao lado).

A Biosev planejava fazer a emissão de um lote inicial de 41,212 milhões de ações ordinárias em oferta primária e estimou uma faixa de preço entre R$ 16,50 e R$ 20,50 por papel, o que possibilitaria levantar R$ 680 milhões a R$ 845 milhões. Caso houvesse excesso de demanda, a Biosev poderia oferecer mais 6,182 milhões de ações ordinárias em lote suplementar e 8,242 milhões de ações em lote adicional, podendo alcançar de R$ 1,14 bilhão.

No entanto, a baixa receptividade desses papéis no mercado levaram os acionistas a pedir para que o IPO fosse suspenso, uma vez que o valor da empresa poderia derreter. "Além das incertezas criadas pela crise global, as indústrias do setor sucroalcooleiro no Brasil não estão passando por um bom momento", disse uma fonte. "O mercado não quer comprar papéis que ofereçam riscos, como seria o caso dessa empresa."

Os investimentos de expansão da empresa são considerados estratégicos para que a companhia ganhe maior liquidez quando tentar ir novamente ao mercado. Seu plano é saltar dos 30 milhões de toneladas para 40 milhões de toneladas. Na safra 2011/12, a companhia processou 27,5 milhões de toneladas, recuo de 18% sobre o ciclo anterior. A capacidada total de suas unidades soma 40 milhões de toneladas.

A má fase do setor nos últimos anos tem abatido diversas usinas. As incertezas globais, além dos fundamentos baixistas para esse segmento, também levaram a Copersucar a desistir de iniciar o processo de abertura de capital. Com a morte do principal acionista global, Robert Louis-Dreyfus, há três anos, aumentaram os rumores de que os ativos de bionergia do grupo no Brasil fossem vendidos por conta da crise do setor e alto endividamento da empresa.

Em prospecto, divulgado na CVM, a Biosev informou que possuía um endividamento bruto de R$ 5,471 bilhões no dia 31 de março deste ano, dos quais 67,1% correspondiam a empréstimos e financiamentos de longo prazo. No mesmo período do ano passado, o endividamento estava em 3,628 bilhões, dos quais 71,1% correspondiam a empréstimos e financiamentos de longo prazo.

Com 13 unidades produtoras, cuja capacidade atinge 40 milhões de toneladas, a companhia francesa começou a operar em cana-de-açúcar no Brasil em outubro de 2000, com a compra da usina Cresciumal, em Leme (SP). Nos últimos anos, a companhia foi expandindo seus negócios no Brasil por meio de importantes aquisições, como a compra dos ativos do grupo Tavares de Mello. A grande tacada foi a associação com a Santelisa Vale, fusão que permitiu à empresa saltar para os tão sonhados 40 milhões de toneladas por ano. No mesmo ano da fusão entre Santelisa e Louis Dreyfus, as famílias Biagi e Junqueira Franco tinham unido forças por conta da crise pela qual passavam. Um ano antes, o grupo Cosan, capitaneado pelo empresário Rubens Ometto Silveira Mello, tinha feito uma oferta hostil para comprar os ativos dos Junqueira Franco, a Vale do Rosário, que foi recusada. Mesmo após se unirem, a situação financeira da Santelisa Vale estava delicada, levando as famílias a aprovarem a fusão com os franceses. Fontes ouvidas pelo Valor afirmam que a relação das duas famílias com os controladores já não estava muito boa e o IPO seria a chance para que parte deles deixasse a Biosev. No entanto, com os papéis pouco atraente no mercado, os próprios minoritários concordaram em suspender a abertura de capital, na expectativa de uma liquidez maior futura. Procurados, os minoritários não comentaram o assunto.







Usinas de São Paulo avançam para banir queimada no campo

Valor 24.07.2012 - Ricardo Bergamasco: para aumentar a renda, ele decidiu dedicar parte de seu tempo ao curso de mecânico da usina.

Nos últimos cinco anos, a indústria do etanol sofreu uma transformação que já pode ser sentida no ar. O avanço da mecanização nas lavouras de cana reduziu as queimadas e aliviou os centros produtores da chamada "neve negra", formada por flocos de cinzas que se espalham com o vento durante o inverno. A colheita da cana crua é benéfica para o ambiente, proporciona melhores condições para os trabalhadores rurais, preserva o solo e estica o prazo para renovação dos canaviais.

Transferir o trabalho manual para o mecanizado exigiu investimentos e disciplina para quebrar o paradigma da cultura. "Foram 500 anos de queimadas. A cadeia produtiva teve de aprender a trabalhar com a planta crua", lembra Daniel Lobo, assessor da área de responsabilidade ambiental e corporativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

No Estado de São Paulo, o uso das colhedeiras ganhou força com a assinatura, em 2007, de um protocolo agroambiental pelos produtores. Os signatários respondem por 90% da produção estadual, ou 50% da nacional de etanol. O documento estipula que a queima é permitida nas áreas mecanizáveis até 2014, e nas áreas não mecanizáveis (com declive superior a 12%), até 2017.

Desde então, a evolução é medida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA). De acordo com o órgão, na safra 2011/2012, do total colhido, 65,2% corresponderam à cana crua. Esse índice indica que as usinas já cortaram 82% em área mecanizável sem queima - a meta era de 70%. Com o avanço, a lavoura economizou água e reduziu a emissão de gases. Balanço da SMA mostra que 16,7 milhões de toneladas de poluentes (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e material particulado) e mais de 2,7 milhões de CO2 deixaram de ser lançados na atmosfera.

O bom resultado deve-se ao fôlego das usinas que aplicaram, nas contas da Unica, cerca de R$ 3 bilhões em equipamentos de colheita (somando colhedoras, transbordos e tratores) nos últimos cinco anos, período no qual a frota de colhedoras, estimada em 753 na safra 2006/2007, saltou para 2.890. Para atingir o patamar de 100% de mecanização, os investimentos ainda devem continuar acelerados. Lobo acredita que serão necessários entre R$ 3 e 4 bilhões para compra de máquinas e formação de recursos humanos para zerar a queima. A sistematização da lavoura e a de mão de obra são custos embutidos no processo. O maior desafio, na opinião do assessor, está na inclusão dos fornecedores de cana às usinas - em geral propriedades de menor porte e que não conseguem investir em máquinas. "Para áreas pequenas, o custo de compra é muito alto. É preciso estabelecer uma política pública eficiente para garantir que a mecanização chegue em toda a plantação", argumenta.

O custo médio de uma colhedeira está em R$ 800 mil, criando barreiras para os pequenos produtores. Além da cortadora de cana, é preciso agregar tratores e transbordos, ampliando a frota. Tanto que, no balanço da SMA, os fornecedores de cana deveriam chegar a 30% de automação nas áreas mecanizáveis na safra 2011/2012, mas chegaram a menos de 25%.

Uma solução está na utilização do equipamento em sistema de cooperativa, ou de condomínio, como apelidou a secretaria, permitindo a utilização de um conjunto de máquinas para colheita em diversos produtores. "Outra solução é terceirizar o corte, por meio da contratação de empresas especializadas", lembra Luis Carlos Veguin, diretor de recursos humanos para as áreas de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen.

Na nova fronteira da cana, que avançou sobre os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a mecanização é um dado que chegou junto com a cultura. Genésio Lemos Couto, diretor de pessoas e organização da ETH Bionergia, explica que os novos empreendimentos não contam com o corte manual. "Mesmo em ativos adquiridos, já conseguimos mudar a realidade e temos, nas nove unidades, 100% de colheita mecanizada. Também utilizamos máquinas para o plantio", afirma. A ETH investiu R$ 8 bilhões em construção e ampliação de unidades.

O Grupo São Martinho apostou na mecanização mesmo antes da legislação. A grande motivadora foi a greve ocorrida em 1984 na região de Ribeirão Preto (SP), que parou as moendas e afetou os negócios do grupo. "A melhora das condições de trabalho e a modernização da lavoura tornaram-se imperativas a partir da paralisação", conta Agenor Cunha Pavan, superintendente agroindustrial da Usina São Martinho. Hoje, a média de mecanização do grupo é de 85,7% e deve chegar a 100% até 2014. A frota é composta por 89 colhedoras, 151 tratores e 266 transbordos.

Enquanto no Centro-Sul, o desafio é incluir as propriedades de menor porte, no Nordeste é lidar com os terrenos acidentados, que dificultam a mecanização. De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado do Pernambuco (Sindaçucar), apenas 5% da lavoura de cana pernambucana está mecanizada. "Nossa alternativa está no desenvolvimento tecnológico."



Segunda geração já perto de ganhar escala industrial

Valor 24.07.2012 - Bernardo Gradim: "Uma nova fronteira tecnológica que pode adicionar valor agregado à produção existente".

Com um investimento de R$ 300 milhões, a GraalBio, empresa de soluções em biotecnologia industrial do Grupo Graal, faz a primeira investida no país, em escala industrial, na produção de biocombustíveis de segunda geração, ou seja, o etanol feito a partir de biomassa e não por meio da fermentação do açúcar da cana.

A construção da primeira planta de etanol celulósico do Brasil começa em setembro no município alagoano de São Miguel dos Campos, distante 68 quilômetros de Maceió. Terá 160 empregados e começará suas operações no final do ano que vem com uma produção de 82 milhões de litros de etanol a partir do bagaço e da planta de cana de açúcar.

Em relação ao total da produção brasileira de etanol, algo em torno de 24 bilhões de litros por ano, a produção da fábrica da GraalBio é uma fração ainda ínfima. Mas é uma iniciativa pioneira, avalia Bernardo Gradim, presidente da empresa. "Em termos de escala, a produção é muito pequena, mas a importância é muito grande. Representa uma oportunidade de uma nova fronteira tecnológica, que pode adicionar valor agregado à produção existente", diz ele. "Se a tecnologia funcionar, como esperamos, as chances de aumentar a capacidade produtiva de etanol de primeira geração são muito grandes. Podemos aumentar em até 45% a produção sem precisar aumentar a área plantada", destaca.

A planta em Alagoas será a primeira de um elenco de cinco usinas que a GraalBio espera implantar no Brasil para produzir biocombustíveis de segunda geração, informa Gradim. Uma segunda planta está sendo estudada para ser construída na Bahia. Os recursos serão financiados em parte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados e outra parte proveniente de capital próprio. A fábrica utilizará inicialmente bagaço e palha de cana adquirida de produtores da região. "O modelo associativo trará complementaridade de eficiência operacional com usinas de primeira geração e ganhos de sinergia", indica Gradim.

Para dar suporte tecnológico ao desenvolvimento dos projetos, a GraalBio se associou à BetaRenewables e à Chemtex, afiliadas do grupo italiano Mossi&Ghisolfi, que desenvolveu uma tecnologia única de pré-tratamento e conversão de biomassa, batizada como Proesa, capaz de converter vários tipos de matéria-prima em diversos bioquímicos e biocombustíveis. A própria BetaRenewewables, de acordo com Gradim, vai implantar uma biorrefinaria em Crescentino, na Itália, de porte semelhante à brasileira, para produzir 70 milhões de litros de etanol/ano, com a mesma tecnologia Proesa, prevista ainda para este ano.

Na planta de Alagoas, a GraalBio deve contar também com outros dois parceiros - a Novozymes, que vai fornecer uma avançada geração de enzimas, e a DMS, responsável pelo fornecimento das leveduras geneticamente modificadas que fermentarão o etanol de segunda geração. A Novozymes, segundo Pedro Luiz Fernandes, presidente regional para a América Latina, tem planos de construir uma unidade industrial no Brasil, especificamente para fornecer enzimas de última geração para o desenvolvimento de etanol de segunda geração. "Depende de uma definição da GraalBio, onde serão instaladas as suas outras unidades, mas também pode ser em São Paulo, Estado que concentra a maioria das 400 usinas de cana-de-açúcar, que também poderão ser usadas para a produção de biocombustíveis de segunda geração", diz Fernandes.

A DMS, corporação global com faturamento de € 9 bilhões em 2011, que opera em várias áreas de negócios, como nutrição humana, nutrição animal, enzimas especiais para nutrição humana e para alimentos, produtos para cuidados pessoais, plásticos de engenharia, resinas, fibras intermediárias e fármacos, está investindo US$ 150 milhões em parceria com a POET na construção de uma planta comercial para produzir 95 milhões de litros de etanol celulósico, baseada em resíduos de milho, a partir do final de 2013. "Estamos vendo a possibilidade de replicar o modelo americano no Brasil", conta Eduardo Estrada, presidente da empresa.

Com 24 unidades produtores de açúcar, etanol e bioenergia, e capacidade estimada para produzir 80 milhões de toneladas de cana na safra 2016/2017, a Raízen também tem planos de investimento no mercado de biocombustíveis de segunda geração.







TV por assinatura atinge 14,5 milhões de domicílios no Brasil

Brasil Econômico 23.07.2012 - Net/Embrater continua liderando em participação no mercado, com 7,8 milhões de assinaturas.

Dados da Anatel mostram alta de 1,7% na comparação com maio; Net lidera em participação no mercado, com 53,8% do total de assinantes.

A base de domicílios com TV por assinatura no Brasil cresceu 1,68%, com 239,6 mil adições líquidas entre maio e junho de 2012, alcançando um total de 14,5 milhões de assinantes.

Em relação a junho de 2011, o aumento na base de assinantes foi de 30,85%, o que representa mais de 3,4 milhões de novas assinaturas.

A Net/Embrater continua liderando em participação no mercado, com 7,8 milhões de assinaturas, seguida pela Sky/Directv, com 4,5 milhões. Telefônica/Abril, Oi, GVT, Algar e ViaCabo possuem menos de 1 milhão cada uma.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta segunda-feira (23/7).

De acordo com a agência, os serviços prestados via satélite (DTH) são responsáveis por uma fatia de 58,1% do total, enquanto os serviços a cabo representam 40,6% das assinaturas.

As proporções mostram redução de 6,3 pontos percentuais na participação dos serviços a cabo e aumento de 7,5 pontos percentuais nos via satélite em comparação com o mesmo período de 2011.

Em termos regionais, a Anatel informou que Nordeste, Norte e Centro-Oeste registraram índices de crescimento na base anual de 42%, 49,7% e 39,9%, respectivamente, acima da média nacional (30,85%). Sudeste e Sul cresceram 27,9% e 27,6%, nesta ordem.

"Entretanto, das 3,4 milhões de novas assinaturas registradas nos últimos 12 meses, quase 2,5 milhões ocorreram nas regiões Sul e Sudeste", notou a agência reguladora.

A Anatel estima que os serviços de TV por assinatura terminaram junho presentes em 24,5% dos domicílios do Brasil. No Sudeste, essa taxa é a mais alta (35,5%), enquanto no Nordeste é a mais baixa (10,8%).







Brasil tem 60% da banda larga móvel 3G da AL

Folha 24.07.2012 - O Brasil foi responsável por 60% das assinaturas de banda larga móvel 3G na América Latina, segundo levantamento feito no primeiro semestre pela 4G Americas, que reúne provedores de serviços e fabricantes do setor.  O país alcançou 58,6 milhões de assinaturas de um total de 98,2 milhões estimadas na região. Em seguida estão México com 11%, Argentina (7%) e Chile (5%).

Ainda há espaço no mercado brasileiro. Entre os 265 milhões de celulares no país até junho de 2012, apenas 30% utilizam a banda larga móvel.

Os números dão a dimensão do impacto que a suspensão da Anatel pode ter sobre as operadoras, segundo especialistas.

"O Brasil tem 29,6% de penetração para a banda larga móvel. Com o mercado saturado em voz, onde está a maior parte do problema, os impactos da medida devem também recair sobre os dados", afirma Erasmo Rojas, da 4G Americas.

"O tráfego de dado também cai, mas o reflexo em voz é maior pois representa mais sobre a receita de empresas", diz Elia San Miguel, do Gartner.

Na Oi, estima-se que os cinco Estados suspensos respondam por 5% das vendas mensais da companhia, o que inclui voz e dados.

"Nossa projeção para o mercado de telefonia móvel em 2012 foi reduzida de 15,5% para 12% ante 2011. O impacto para banda larga móvel também é relevante", diz Camila Saito, da Tendências.







Sonae Sierra põe R$ 1,6 mi em Batalha Verde por liquidação

Brasil Econômico 23.07.2012 - Os preços e os números de votos não serão divulgados durante a campanha e as peças estarão à venda durante a sétima edição da Liquidação Código Verde.

Em uma espécie de leilão, os itens mais votados pelos consumidores terão desconto de até 70%.

O bom resultado que a Sonae Sierra conseguiu em sua estreia na bolsa em fevereiro de 2011, quando captou R$ 478 milhões, deu segurança para a empresa investir em novas campanhas, inclusive no Brasil, onde ocorrerá a Batalha Verde, uma espécie de leilão, no qual o item que receber mais lances é o vencedor.

A ação funciona assim: os consumidores devem entrar nos blogs dos shopping para votarem nas roupas e nos acessórios que mais gostam. Ao final da temporada, que vai desta segunda-feira (23/7) a 30 de julho, os itens mais votados terão desconto de até 70%.

Os preços e os números de votos não serão divulgados durante a campanha e as peças estarão à venda durante a sétima edição da "Liquidação Código Verde", marcada para agosto.

De acordo com a gerente de Marketing Corporativo da Sonae Sierra Brasil, Laureane Cavalcanti, o investimento total na campanha é de mais de R$ 1,6 milhão.

"Esta é uma ação diferenciada que irá ampliar a expectativa para a Liquidação e engajar os consumidores", disse Laureane.

Serão 10 shoppings participantes: Boavista, em Campo Limpo; Penha e Plaza Sul, em São Paulo; Metrópole, em São Bernardo do Campo; Parque Dom Pedro Shopping, em Campinas; Tivoli Shopping, em Santa Bárbara D'Oeste; Franca Shopping, em Franca; Manauara Shopping, em Manaus e Uberlândia Shopping, em Uberlândia.

Além da Batalha Verde, os visitantes poderão participar do "Quiz Atitude Verde", no qual vão responder perguntas sobre meio ambiente para descobrirem se têm atitudes verdes no dia a dia. O resultado será compartilhado nas redes sociais.







Governo negocia proposta de bebidas para o Brasil Maior

Valor 24.07.2012 - Heloísa Menezes, secretária de Desenvolvimento da Produção: "Estamos na etapa de construir propostas com eles".

Os empresários do setor de bebidas estão dispostos a investir, entre 2012 e 2015, R$ 8,8 bilhões na ampliação de sua capacidade produtiva e R$ 2 bilhões em distribuição e logística, o que criará demanda para compra de 580 mil novos equipamentos de refrigeração no período. Em troca, esperam ter do governo benefícios do Plano Brasil Maior, de estímulo a indústria, entre eles o cancelamento do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) previsto para outubro.

As propostas do setor de bebidas estão sendo apresentadas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O Ministério da Fazenda, consultado pelo Valor, informou que aceita discutir benefícios do Brasil Maior com a indústria, mas descarta mudar seus planos de aumento do IPI a partir de outubro.

"Os empresários falam em valores significativos, que estão sendo checados e demonstram intenção de investimento robusto nos próximos anos", diz a secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloísa Menezes. Ela confirma os valores da proposta do setor de bebidas. "Mas incluímos o grupo na discussão do Brasil Maior dentro da perspectiva de política industrial, e não de política tributária".

Heloísa diz que as discussões sobre tributos ainda serão tratadas pelos empresários com o Ministério da Fazenda. "Estamos discutindo uma agenda que passa pela ampliação de investimentos produtivos de comprometimento com compras locais de equipamentos."

A discussão com os fabricantes das bebidas frias - cerveja, refrigerantes, água, mate e sucos - entrará em agosto na "agenda formal" do Plano Brasil Maior, o que significa submeter as demandas da indústria ao comitê executivo de ministros. Este decide os benefícios a serem concedidos em troca dos compromissos das empresas no setor de agronegócios. "Ainda não criamos um cronograma para o setor de bebidas, estamos na etapa de construir propostas com eles", informou a secretária.

Ao Valor, o presidente da Ambev, João Castro Neves, disse que as propostas estão sendo levadas ao governo pelas principais entidades do setor - CervBrasil (que reúne Ambev, Schincariol, Heineken e Itaipava), Abrabe (onde estão cervejarias de menor porte, entre outros fabricantes de bebidas) e Abir (fabricantes de sucos, águas e refrigerantes, como Coca-Cola, PepsiCo, Danone e Nestlé Waters). "A gente está procurando mostrar ao governo que ele pode arrecadar igual ou mais sem aumentar o imposto", diz o executivo.

O decreto 7.742 de 31 de maio deste ano, republicado em 4 de junho, indicou que o aumento do IPI sobre cerveja será de 20,75% em 1º de outubro. Isso pode gerar um aumento no preço da bebida de 4%. "Nossa ideia é que o governo reveja o aumento da carga tributária, que tem grande impacto no volume", diz Castro Neves.

"Temos de separar a ideia de política industrial dessa expectativa de tributo mais baixo", diz Heloísa Menezes. Ela reconhece, porém, que a agenda discutida com outros segmentos do setor de alimentos envolve medidas tributárias, como acontece com o da carne, que já está em discussão no comitê do agronegócio.

Os produtores de carne querem receber a desoneração da folha de pagamento (pela qual as empresas deixam de contribuir à previdência com 20% sobre a folha e passam a pagar 1% do faturamento) e se inscrever no Reintegra, que concede aos exportadores a devolução de impostos pagos na cadeia produtiva, no equivalente a 3% do faturamento. "Isso está sendo analisado e, se tiver espaço fiscal, as demandas podem ser incorporadas ao Brasil Maior", diz a secretária.

O Ministério da Fazenda confirma que há interesse em estender certos benefícios do Brasil Maior, como a desoneração de folha e o Reintegra ao máximo de setores, a partir de 2013. E há, por enquanto, avaliação de que as restrições fiscais não serão problema.

No caso do IPI de bebidas, porém, o aumento faz parte da estratégia do governo de reduzir o imposto de produtos de consumo durável, como eletrodomésticos, e é considerado, pelos técnicos, apenas uma "correção" dos valores, que não teriam acompanhado a evolução crescente da rentabilidade do setor.

Para a equipe econômica, são boas as perspectivas do setor de bebidas, e o reajuste aplicado sobre o IPI traz os valores reais da tributação a um patamar próximo ao realizado no último reajuste.

Herculano Anghinetti, diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerante e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), informou que as entidades que representam o setor de bebidas solicitaram à PricewaterhouseCoopers um estudo sobre os principais números do setor para apresentar ao governo - foi quando a indústria descobriu que representa 3% do PIB nacional. "Agora, estamos na fase de detalhamento desses números, como é o plano de investimento de cada empresa, quantos empregos cada uma deve gerar, expectativa de renovação da frota, de construção de fábricas, entre outras iniciativas", diz o executivo.

O trabalho das entidades em ingressar no Plano Brasil Maior não está apenas na tentativa de revisão do aumento da carga tributária, diz Anghinetti. "O imposto é apenas uma parcela da discussão", diz. "Ao participar do Brasil Maior, queremos ter acesso a um fórum de discussões mais elevado". Ele diz que os técnicos do MDIC ficaram surpresos com a capacidade de geração de riqueza do setor. Um exemplo está no tamanho da frota: mais de 10 mil unidades, entre veículos próprios e de terceiros. "Uma renovação em peso dessa frota pode movimentar muito a economia".







Dívida pública cresce em junho e atinge R$ 1,97 tri

Folha 24.07.2012 - A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo, cresceu 2,53% em junho na comparação com maio, ficando em R$ 1,97 trilhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Tesouro Nacional.

O aumento ocorreu principalmente por causa de uma emissão para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) possa ampliar seus financiamentos às empresas.

A dívida interna registrou um aumento de 2,65% em maio, para R$ 1,881 trilhão. Já a dívida externa registrou crescimento de 0,16% em junho, para R$ 89,05 bilhões. A dívida externa é resultado da emissão de bônus do Tesouro no mercado mundial.







Estrangeiros ou nacionais, fundos reforçam negócios

Valor 24.07.2012 - "O Brasil é o último peru com farofa na mesa dos investidores fora do Dia de Ação de Graças". A afirmação, muitas vezes repetida pelo economista e ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, ilustra a forma como fundos de investimento de tecnologia veem o mercado brasileiro. Grupos que já atuavam no Vale do Silício reforçaram recentemente suas carteiras e avaliam outras novatas para investir. Um sinal desse interesse é o aumento no número de "startups" que receberam recursos: em 2011 foram 65, ante 16 em 2010 e seis em 2009, compara Anderson Thees, sócio da Redpoint e.ventures.

A Redpoint e.ventures é uma joint venture entre os grupos do Vale do Silício Redpoint Ventures e o e.ventures (antigo BV Capital), que juntos administram US$ 4 bilhões em fundos. A companhia lançou, ontem, um fundo de US$ 130 milhões para "startups" de internet que tenham como foco o mercado brasileiro. A Redpoint e.ventures investirá de US$ 1 milhão a US$ 10 milhões por companhia e será sócia minoritária por até dez anos. O fundo tem em sua carteira o Grupo Xangô, a ViajaNet, a Shoes4You, a 55Social e a Sophie & Juliette. "A estimativa é chegar a 20 empresas. Neste ano ainda devemos fechar algum acordo", afirma Thees. A companhia não descarta o lançamento de um segundo fundo, em quatro a cinco anos, para o mercado brasileiro.

"O Brasil tem se mostrado um lugar muito bom para investir", afirma Haroldo Korte, diretor de investimentos do grupo Atomico, fundado por Niklas Zennström, cofundador do Skype. O grupo investiu nas brasileiras Connect Parts e Bebê Store e comprou participação nas novatas Restorando, Cinefis, PedidosJá e Wrapp, que não são nacionais, mas têm o Brasil como alvo.

Sequoia Capital, que investiu no Google, na Apple e no LinkedIn, recentemente abriu um escritório no país

Korte afirma que o fundo investe em companhias já desenvolvidas, com valor de mercado entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões, e que precisam acelerar sua expansão. O Atomico administra um fundo de US$ 160 milhões e não há um orçamento específico para o Brasil. "Há muitas oportunidades no país, principalmente em comércio eletrônico e serviços de internet. Devemos fechar outros acordos neste ano", afirma.

A Flybridge Capital Partners, que administra US$ 560 milhões em investimentos globais, também reforçou os investimentos no país. A companhia já tinha em seu portfólio a Shoes4You e a Open English. No mês passado, investiu no site MadeiraMadeira. Jon Karlen, diretor da Flybridge Capital Partners, finaliza um novo acordo, que ainda é mantido em sigilo. "As 'startups' de internet crescem rapidamente no Brasil. As empresas do nosso portfólio vêm excedendo as expectativas para este ano", afirma Karlen.

O Sequoia Capital, um dos maiores grupos de investimento do Vale do Silício, também já anunciou a abertura de um escritório no Brasil. Fontes do setor afirmam que o grupo vai lançar em 15 dias um fundo com recursos para 'startups' brasileiras. O grupo tem em carteira empresas como Google, Apple e LinkedIn e faz aportes de US$ 10 mil a US$ 100 milhões.

A Kaszek Ventures, gestora de um capital de US$ 100 milhões e liderada por dois ex-executivos do Mercado Livre, Hernan Kazah e Nicolas Szekasy, tem uma carteira de 21 'startups', das quais onze estão no Brasil: BelezaNaWeb, MadeiraMadeira, Eotica, Oppa, OQVestir, PetLove, GetNinjas, HelpSaúde, VivaReal, NetMovies e Kekanto. Kazah afirma que fará mais quatro novos aportes neste ano e injetará recursos adicionais nas empresas atuais. "A meta é acelerar o crescimento das empresas do portfólio atual, sem deixar de procurar novos negócios", afirma.

O grupo IG Expansión também reinvestirá na carteira atual enquanto avalia novos negócios, afirma o sócio José Marín. O IG Expansión já fez aportes nas "startups" 55Social, Capitalis, Sophie&Juliette e Shoes4You. "Mantemos a meta de investir em pelo menos uma companhia por ano. Neste ano fizemos o aporte na Sophie&Juliette, mas é provável que um novo projeto seja lançado até o fim do ano", diz.

Além da chegada de investidores internacionais, as "startups" brasileiras têm sido beneficiadas pela criação de grupos brasileiros que também começam a apostar no mercado de tecnologia. A Warehouse Investimentos, fundada em 2011 e que administra o fundo FIP Votorantim Warehouse, de R$ 70 milhões, investiu em quatro novatas: Gestum, iFood, Terra Cycle e Escolher Seguros. Pedro Sirotsky, gestor do fundo, afirma já ter fechado acordo com uma corretora de seguros on-line, cujo nome é mantido em sigilo.

Até o fim do ano, a expectativa de Sirotsky é realizar de oito a dez investimentos em "startups" e chegar a um total de 15 aportes até o fim de 2013. "Procuramos atrelar a participação do fundo à capacidade de geração de receita da empresa, para negociar preços mais realistas", afirma.

Outra brasileira recém chegada é a Initial Capital, fundada em 2011 e que já realizou quatro investimentos no Brasil (Gloombox, Pixy, Preciso Disso e uma empresa cujo nome é mantido em sigilo). Daniel Carneiro da Cunha, sócio da Initial Capital, estima encerrar o ano com seis ou sete aportes. A expectativa é que os investimentos totalizem entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões neste ano.

A A5 Investimentos, que investe em novatas brasileiras desde 2003, tem em sua carteira as empresas OQVestir, Mestre dos Concursos, BrandsClub, Completa e Clickon. Em junho, fez aportes na Lets e na Guiato. Paulo Humberg, sócio da A5, afirma que há outros dois aportes aprovados em companhias novatas de internet, que serão anunciados em agosto.







Cresce o número de projetos a receber 1º aporte

Valor 24.07.2012 - Rodrigo Salvador e André Simões são estudantes de graduação da PUC-Rio e sentiam falta de ferramentas nas redes sociais para universitários. Juntos, criaram a Passei Direto, uma rede social para compartilhamento de conteúdo acadêmico e consultas em tempo real a monitores. Criada há um mês, a rede social já atraiu 3,5 mil dos 12 mil alunos da PUC-Rio. E ganhou a atenção do Grupo Xangô, companhia de investimentos que administra recursos das gestoras de fundos RedPoint Ventures, e.ventures, Index Ventures e Pinnacle Ventures.

"A meta é atingir, até outubro, 300 mil estudantes das dez maiores universidades do país", afirma Rodrigo Salvador, sócio da Passei Direto. O aporte do Grupo Xangô, recebido neste mês, será usado para expandir a rede social, mas seu valor é mantido em sigilo.

"Em comparação com o mercado americano, a internet brasileira está pelo menos dez anos atrasada em termos de oferta de serviços de internet. Há muito espaço para crescer", afirma Marco de Mello, presidente do Grupo Xangô. Além da Passei Direto, a companhia já fez aporte na PSafe. A expectativa é fechar um novo investimento em agosto e outros dois em 2013.

A Passei Direto é uma das novatas que aproveita o otimismo dos investidores em relação ao mercado brasileiro de internet.

Outra "startup" que recebeu aportes em julho é a Guiato. A empresa desenvolve aplicativos para dispositivos móveis que permitem ao usuário consultar ofertas em lojas próximas do local onde se encontra. O conceito foi desenvolvido na Alemanha e adotado pela Guiato, que pretende reunir 1 milhão de usuários por mês até dezembro, diz Samuel Artmann, executivo-chefe da Guiato. O serviço recebeu aportes de Christian Gaiser, executivo-chefe do Bonial International Group, Paulo Humberg, executivo-chefe da A5 Investimentos, e Flávio Jansen, cofundador do Submarino (pertencente à B2W).

A 55Social, recebeu aportes das companhias IG Expansión e Redpoint e.ventures. A empresa desenvolveu programas para criar e gerir campanhas de marketing no Facebook e no microblog Twitter. Lançado em janeiro, o software é usado por 100 companhias de grande porte, diz Emílio Maciel, cofundador e executivo-chefe da 55Social. A companhia tem um escritório em São Paulo e um centro de desenvolvimento na Argentina. "O próximo passo será expandir a operação para a América Latina", diz Maciel. Para isso, o plano é promover uma nova rodada de captação neste ano.

A Pag Pop, dona de um software para pagamento eletrônico por celular, também se prepara para receber um novo aporte de capital. A empresa recebeu recursos da 21212 Digital Accelerator, que investe em dez projetos a cada seis meses. A companhia elevou o número de usuários de 4 mil para 15 mil no primeiro semestre e pretende atingir 300 mil usuários em dois anos, diz Márcio Campos, executivo-chefe da Pag Pop. A companhia negocia a nova captação com 15 fundos estrangeiros.







Concessão de aeroporto

Valor 24.07.2012 - A Anac emitiu documento que autoriza a iniciativa privada a iniciar a fase de transferência das operações do aeroporto de Brasília. O consórcio vencedor é formado pela Infravix (subsidiária do grupo Engevix) e pela companhia argentina Corporación América, com o nome de Inframérica. A sociedade que administrará o terminal também será composta pela Infraero - estatal que gere a maioria dos aeroportos brasileiros.







Futuro da BR-101

Valor 24.07.2012 - A ANTT divulgou que a comissão de outorga da concessão da BR-101 (em trecho do Espírito Santo e parte da Bahia) adiou para 2 de agosto a assinatura do contrato de operação. A sociedade vencedora foi o Consórcio Rodovia da Vitória, composto por EcoRodovias (80%) e SBS Engenharia (20%).







Greve atrapalha movimento nos portos

Valor 24.07.2012 - Pátio de contêineres em terminal do porto de Santos, o mais movimentado do país: 83 navios esperando para atracar.

A greve dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a operação-padrão da Receita Federal já afetaram o movimento nos principais portos do país. A paralisação da Anvisa, que começou na semana passada, está atrasando a emissão da autorização para que os navios atraquem nos portos. A situação está mais complicada no porto do Rio de Janeiro e no de Vitória, embora as filas sejam maiores em Santos e Paranaguá, em função da grande movimentação de safra.

Os funcionários da Anvisa entraram em greve dia 16, pedindo reposição salarial de 25%. A agência é responsável pela emissão de um documento conhecido por livre-prática, sem o qual nenhuma embarcação pode entrar no porto para embarque ou desembarque de mercadorias. O aumento reivindicado pelos funcionários da Receita é de 30%.

O Rio de Janeiro registrou queda de 50% no número de navios de carga em trânsito pelo porto da cidade na semana passada, em relação ao movimento previsto para o porto carioca. Segundo Danilo Luna, diretor de engenharia e gestão portuária da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), empresa que administra os portos fluminenses, ontem havia oito navios fundeados fora da Baía de Guanabara esperando uma solução. "Eles [os navios] não querem entrar no porto, porque, em meio à greve, até conseguem atracar, mas depois não conseguem mais deixar o porto enquanto a greve não terminar ", disse Luna. Em condições normais, não há fila de espera no porto do Rio, disse o executivo.

"Há no momento atraso em torno de um dia na chegada dos navios nos portos do Rio e de Santos. Em função disso, a Libra está procurando elevar a produtividade e acelerar a carga e a descarga de contêineres, além de flexibilizar as chamadas janelas [horários certos para as estadias dos navios nos portos]", disse Wagner Biasoli, presidente da Libra Terminais.

No Espírito Santo, o número de navios parados esperando para atracar no porto público de Vitória mais do que dobrou com a greve da Anvisa em relação a períodos com condições normais de operação. "Temos 11 navios fundeados dependendo de procedimentos da Anvisa para entrar no porto de Vitória", disse Enildo Ferreira, gerente de operações do porto, administrado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). "O reflexo da greve se fez sentir mais a partir de hoje (ontem)", disse Ferreira.

No porto de Rio Grande, no Sul, o principal problema é provocado pela operação-padrão dos servidores da Receita Federal. A demora no desembaraço aduaneiro levou a um acúmulo de 10 mil automóveis importados, quase o dobro do número de veículos que usualmente ficam acumulados no local, o que supera a capacidade do pátio automotivo do terminal, que é de 9 mil veículos, disse o superintendente do porto, Dirceu Lopes.

Além disso, conforme o executivo, a situação vai se agravar se não houver acordo até o fim do mês, porque está prevista a chegada de mais 3 mil carros no início de agosto, distribuídos em dois navios.

De acordo com João Maria Medeiros, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagência), a expectativa é que a adesão à greve na Anvisa cresça ao longo desta semana e atinja 70%. No início da paralisação, o percentual era de 35%, e ontem estava em 60%. O presidente do sindicato disse que os grevistas vão respeitar o contingente mínimo de 30% de servidores que não podem cruzar os braços, como previsto em lei.

A greve dos servidores da Anvisa, ainda não afetou substancialmente as operações no porto de Paranaguá, no Paraná. De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no fim da tarde de ontem 119 embarcações aguardavam para entrar no porto, número normal para esta época do ano.

No porto de Santos, o mais movimentado do país, havia 83 navios esperando para atracar na tarde de ontem. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), contudo, não é possível atribuir a fila de embarcações somente à greve da Anvisa ou à operação padrão da Receita Federal. A estatal afirma que nesta época do ano a confluência entre embarque de safras agrícolas e alta movimentação de contêineres costuma elevar o número de embarcações à espera de vagas para atracar. De acordo com a Codesp, todos os pedidos de atracação solicitados entre sexta-feira e ontem foram atendidos. Segundo o comando de greve da Anvisa em Santos, diariamente são liberadas cerca de 25 autorizações, mas no domingo (ultimo dado disponível) foram apenas 10.

Antevendo os problemas, alguns sindicatos de agências de navegação conseguiram antecipar a emissão da livre-prática. Foi o que fez o terminal da multinacional de líquidos Stolthaven. A empresa tem seis navios já liberados aguardando fora do porto espaço nos berços de atracação. Para a Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar), as manifestações podem ainda não ter impedido a entrada dos navios, mas estão, no mínimo, atrasando o procedimento nos portos. O diretor-executivo da Fenamar, André Zanin, avalia que a situação tende a piorar, pois desde o fim de semana a greve da Anvisa recrudesceu.

Alguns sindicatos das agências marítimas conseguiram liminares para garantir o trabalho dos servidores da Anvisa, mas os pedidos dos representantes dos portos de Maceió, Recife, Vitória e Santos ainda estão em análise na Justiça.

"A situação está começando a ficar crítica. Temos um número elevado de navios esperando para atracar", afirma o diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), José dos Santos Martins. O próximo passo, diz, é a greve afetar a indústria que depende da liberação da carga para o seu negócio. O Sopesp reúne 46 terminais de Santos, que respondem por quase 25% da balança comercial do país.







As exportações brasileiras à Argentina começaram a dar sinais de recuperação após disputa

Reuters 24.07.2012 - As exportações brasileiras à Argentina começaram a dar sinais de recuperação em julho, anunciou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), após as duas maiores economias da América do Sul concordarem em virar a página a respeito de uma série de disputas comerciais.

Segundo a pasta, as exportações do país à Argentina atingiram uma média de 72,4 milhões de dólares por dia útil durante as três primeiras semanas de julho, valor 10,4 por cento acima da média no mesmo período em junho. "As coisas estão se normalizando", disse à Reuters uma fonte do Mdic em Brasília.

"O inventário de produtos barrados nas aduanas está reduzindo. As coisas estão fluindo. Existe boa vontade da parte da Argentina para normalizar o fluxo comercial", adicionou.

As exportações à Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil, após China e Estados Unidos, recuaram 34 por cento em base anualizada em junho após Buenos Aires impor barreiras às importações para deter a redução do superávit comercial e esfriar a demanda de dólares.

O Brasil respondeu eliminando as licenças automáticas para dezenas de produtos, como maçãs, batatas e vinhos, o que reduziu em 30 por cento as exportações argentinas ao maior mercado da América Latina em junho.

Ambos os países acordaram uma trégua em junho durante uma cúpula do Mercosul na cidade de Mendoza, na Argentina.

A secretária de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres, se reuniu nesta segunda-feira em Brasília com sua colega argentina, Beatriz Paglieri, para monitorar o fluxo comercial.

Segundo nota divulgada nesta segunda-feira pelo Mdic, Prazeres disse que os resultados eram positivos e espera que o fluxo comercial "apresente um crescimento nos próximos meses".

O intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina foi de 39,684 bilhões de dólares em 2011, com um saldo de 5,803 bilhões de dólares favorável ao Brasil.







Real pode ser moeda de reserva internacional, diz economista

Brasil Econômico 23.07.2012 - Sobre a possibilidade da moeda chinesa assumir o posto de reserva internacional, o economista diz que o mercado financeiro da China ainda é pequeno

Einchgreen lembrou que a falta de fontes seguras de reserva e de liquidez foram alguns dos principais problemas durante a Grande Depressão dos anos 30.

Brasil e Índia poderão fornecer moedas de reserva internacional em um prazo de 10 a 20 anos, defendeu o economista Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciências Políticas da Universidade da Califórnia, em apresentação no seminário "O Brasil e o mundo em 2022".

Segundo ele, apesar do dólar ainda ser a única moeda intenacional, uma mudança neste cenário é inevitável. Entretanto, o mundo carece de alternativas imediatas.

"A pior situação vai ser se os investidores pederam a confiança no dólar antes de termos uma alternativa", ressaltou.

Einchgreen lembrou que a falta de fontes seguras de reserva e de liquidez foram alguns dos principais problemas durante a Grande Depressão dos anos 30.

Sobre a possibilidade da moeda chinesa, o yuan, assumir este "lugar", o economista frisou que é um mercado financeiro ainda pequeno e o fato de não haver democracia serão empecilhos, embora o governo chinês esteja trabalhando para que a moeda seja internacionalizada.



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