sexta-feira, 17 de junho de 2011

Azul.CA17

Daily News

Grupo GEN compra editora Roca
Valor 17.06.2011 - Um mês após a aquisição da Editora Pedagógica e Universitária, o Grupo Editorial Nacional (GEN) fechou sua nona compra, da editora Roca, que publica livros nas áreas de biomedicina e turismo. "Com a Roca consolidamos nossa liderança no segmento de biomédica, em que temos 1.897 títulos", disse Mauro Koogan Lorch, presidente do GEN.
A negociação envolveu o pagamento de 50% em dinheiro e a outra metade em ações do GEN. Os recursos da transação, cujos valores não foram revelados, são provenientes de caixa próprio e financiamento de R$ 18 milhões concedido pelo fundo mezanino (um tipo de fundo de 'private equity') Neo, em 2008. A Roca teve receita de R$ 9,2 milhões em 2010. A maioria das aquisições do GEN envolve troca de ações e uma parte em dinheiro. As exceções foram as editoras Forense e Editora Pedagógica e Universitária, cujos fundadores se aposentaram. Hoje, o GEN tem seis editoras acionistas, sendo que 80% estão nas mãos das famílias que fundaram as editoras Guanabara e LTC e que também criaram o grupo editorial. Neste ano, o GEN obteve financiamento de R$ 10 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para capitalizar sua produção. Em 2010, o grupo vendeu 1,9 milhão de exemplares e planeja fechar este ano com vendas de 2,2 milhões. "Com a compra da Roca, nossa expectativa é encerrar o ano com faturamento de R$ 120 milhões, contra R$ 101 milhões do ano passado", explicou Lorch.



Antes das férias
Valor 17.06.2011 - Os bancos de investimento estão em busca de um milagre até o meio de julho. Há sete ofertas de ações em andamento num momento em que a bolsa não encontra compradores suficientes nem mesmo para os ativos já existentes. Há entre R$ 3,8 bilhões e R$ 5,8 bilhões em papéis novos para serem colocados. Esse volume ainda não considera outras sete empresas que também estariam prontas para fazer suas ofertas antes das férias no Hemisfério Norte. O motivo da correria é justamente a tentativa de se antecipar ao esvaziamento do mercado internacional que ocorre até, pelo menos, o fim de agosto, por conta do verão. No segundo semestre, há duas curtas janelas para ofertas de ações.
Ontem foi a vez da empresa de exploração de petróleo Perenco colocar na rua seus papéis. A distribuição é apenas para investidores qualificados, com mais de R$ 300 mil em ativos financeiros. A reserva vai de 24 a 30 de junho.  A companhia deve levantar entre R$ 633 milhões e R$ 1,1 bilhão. O valor pretendido foi reduzido em relação aos objetivos iniciais da empresa, já em função do menor apetite dos investidores. A empresa, do grupo franco-britânico de mesmo nome, é sócia da OGX na exploração de cinco blocos no Espírito Santo.

Como ainda não possui produção de petróleo, a chegada da empresa envolve bastante ceticismo. Esse sentimento se agravou pelo momento pouco favorável de sua sócia na bolsa.

Mas há ativos dos mais variados setores. Também estão em busca de interessados a empresa de relógios Technos (que retorna à bolsa após fechar capital em 2005), a farmacêutica Brazil Pharma e a companhia de seguros Qualicorp.  Companhias já abertas também estão com ofertas subsequentes em andamento, como a de educação Kroton e a do ramo imobiliário BR Properties, além da fabricante de autopeças Mahle Metal Leve. Essa última almeja um renascimento no mercado de capitais, pois a operação é simultânea à migração do segmento tradicional para o Novo Mercado. Para os grandes gestores locais, algumas operações correm grande risco de ficar pelo caminho, pois provavelmente não haverá dinheiro suficiente para tudo. No melhor cenário, espera-se que as empresas terão de oferecer desconto substancial para atrair compradores.  O argumento dos bancos que coordenam as ofertas é de que o estrangeiro terá capacidade para absorver as operações, dado o interesse por Brasil.

Por isso, segundo um gestor que prefere não se identificar, só será possível ter uma visão mais clara sobre o que ocorrerá com as ofertas depois das reuniões com esses investidores estrangeiros, que estão ocorrendo nesse momento. Ele destaca que há uma concentração de negócios ligados à economia doméstica - que parecem ter uma demanda maior.

Porém, a disputa por espaço nas carteiras deve ser acirrada. "Muitas ações conhecidas já estão baratas. Não tem porque ir olhar as novas, que têm maior risco", argumenta Guilherme Russo, diretor da Fundamento Asset Management. "Já está difícil administrar os papéis que já conhecemos, imagina os novos. Não estamos nem olhando para as novatas. O mercado não está bom há cerca de um ano e meio", diz Fábio Cardoso, da Adinvest Consultoria.

Ainda que todas obtenham sucesso no esforço de colocação, o primeiro semestre (incluindo julho) deste ano deve ser mais fraco que o do ano passado em volume total captado com ações. Até o momento, foram feitas 13 ofertas de ações na BM&FBovespa - sete aberturas de capital e seis colocações subsequentes. Essas distribuições movimentaram R$ 11,6 bilhões. Considerando todas as companhias que já iniciaram os trabalhos de distribuição, a soma das operações pode chegar a 20 empresas, com um giro de até R$ 17 bilhões.

No ano passado, até julho, foram oito estreias na bolsa e sete colocações subsequentes, que movimentaram R$ 23, 5 bilhões. O volume foi inflado pela oferta de Banco do Brasil, que sozinha girou R$ 9,8 bilhões.  Ainda estão na fila da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para estreia na bolsa a companhia sucroalcooleira Copersucar, a varejista de moda Inbrands, a empresa agrícola Los Grobo, a de exploração de petróleo Petrorecôncavo e ainda o sistema de ensino Abril Educação. As empresas Tereos Internacional e EDP também pretendem vender ações na bolsa. Além da competição com as companhias já abertas - que oferecem histórico e preços atrativos neste momento - as novatas sofrem com o próprio processo de estreia. Como o momento não é dos mais interessantes, os gestores argumentam que o acúmulo de operações dificulta a análise. "Como chegam todas de uma vez, falta tempo para olhar com profundidade. É melhor deixar passar e comprar depois, com calma", disse um gestor de fundo de ações. Um alento para as companhias que estão na fila pode ser o desempenho das novatas deste ano. Das sete estreias, apenas duas são negociadas abaixo do valor da oferta inicial. O melhor desempenho é da varejista de calçados Arezzo, que acumula valorização de 28,9%. Em segundo lugar vem a Sonae Sierra, com ganho acumulado de 19,5%. O pior retrato, no momento, é da companhia de entretenimento Time for Fun (T4F), que registra queda de 13,7%.



Resultados do 2º tri devem revelar receitas menores

Valor 17.06.2011 - Mesmo com a desaceleração econômica maior, os balanços do segundo trimestre dos setores de serviços e consumo, além de alguns segmentos industriais - que começarão a ser divulgados em meados de julho -, devem manter uma trajetória positiva nos lucros. A avaliação é da Ativa Corretora, que elaborou relatório no qual avalia o cenário para os resultados das empresas. Apesar disso, de modo geral, a trajetória é de menor crescimento das receitas, pressão de custos e despesas operacionais, bem como de perda de rentabilidade. O cenário macro, tanto aqui quanto no exterior, é de grandes desafios e o mercado não vislumbra uma mudança radical no curto prazo. Apesar de os dados mais recentes sobre a inflação mostrarem um arrefecimento na trajetória de alta dos preços, a política monetária deve continuar restritiva e o crescimento, menor, avalia a Ativa. Lá fora, a Europa continua no foco, juntamente com a economia americana, que vem crescendo menos que o inicialmente projetado. Já os outros emergentes devem seguir mantendo ajustes para arrefecer a atividade econômica e conter a inflação. Para a equipe de analistas da Ativa, após a forte alta no preço das commodities no primeiro trimestre deste ano, espera-se uma acomodação. Entre os fatores importantes que o investidor deve acompanhar de perto estão a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a fusão de Sadia e Perdigão. Além disso, a corretora alerta que é necessário ficar atento à divulgação do Plano de Investimentos da Petrobras, cuja expectativa de anúncio é ainda no primeiro semestre.

Entre os setores com melhor expectativa de performance de resultados no segundo trimestre, a Ativa destaca telecomunicações, alimentos, construção civil, consumo, varejo, shopping center, autopeças, logística e mineração. O relatório ressalta que o primeiro trimestre do ano ainda foi de atividade forte. A corretora, porém, acredita que a desaceleração está em curso, embora avalie que somente no segundo semestre essa percepção seja mais clara.

Na área de telecomunicação, a corretora avalia que as operadoras móveis deverão manter as ofertas agressivas para uso de serviços via internet estimulando o tráfego. Isso deve levar à aceleração da migração do tráfego da rede fixa para a móvel. Por isso, na área, a Ativa destaca as ações de Vivo e TIM.  Em alimentos, os papéis do frigorífico Minerva continuam como a opção com a menor sensibilidade à volatilidade tanto do milho quanto da soja, em virtude de sua produção ser basicamente derivada de bovinos, que não dependem de grãos como ração. A tendência, na visão da corretora, é de queda nos preços do boi para nos próximos meses. As ações da PDG e da Brookfield são os destaques no setor de construção civil. A expectativa é de crescimento dos dados operacionais tanto no trimestre quanto no ano ante os números de 2010, dada a sazonalidade e a base fraca, diz o relatório. O ponto negativo fica com o pico do Índice Nacional de Construção Civil (INCC) em função do custo da mão de obra e dissídio realizado em maio em São Paulo. No segmento de consumo, a Ativa ressalta os papéis da Natura, estimando manutenção do crescimento de vendas devido à elevação da participação das classes B e C e à oferta de produtos de menor ticket médio. Além disso, contribui positivamente para a companhia a manutenção da política de expansão internacional da marca. Em varejo, a pressão inflacionária de alimentos preocupa, já que restringe parte da renda disponível da população de menor poder aquisitivo. A corretora, avalia, entretanto, que os vetores de crescimento para o setor - como renda disponível, formalização de emprego e crédito - continuam positivos. As empresas destacadas pela Ativa no segmento são Lojas Renner e Pão de Açúcar. No setor de shopping centers, as expectativas seguem otimistas no segundo trimestre, ainda que as políticas macroprudenciais continuem limitando o crédito e a pressão inflacionária. A avaliação dos analistas é de que as companhias devem manter a performance positiva, como reflexo da economia aquecida. "Ressaltamos que o setor possui elevado potencial de crescimento devido ao baixo grau de desenvolvimento, à expansão das classes B e C, aos reajustes positivos nos contratos de aluguel, e, por ainda ser muito fragmentado", diz o relatório. A Ativa destaca no setor as ações da BR Mall.

Apesar da pressão de custos no segmento de autopeças, a extensão da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para caminhões até dezembro deste ano resulta num cenário ainda positivo. A disponibilidade de crédito do BNDES para a aquisição de veículos pesados contribui para as boas perspectivas. As ações da Marcopolo se mostram a melhor opção no setor. Na área de logística, a Ativa avalia que a movimentação de contêineres deverá seguir apresentando forte crescimento beneficiado ainda pelo forte volume importado. A Tegma deverá, inclusive, ter um crescimento adicional no faturamento pela incorporação total da Direct. As ações da Santos Brasil também são opção no setor. Já a Vale é o destaque em mineração. Segundo a corretora, com relação ao volume produzido, o grande destaque em comparação ao segundo trimestre do ano passado será a recuperação do níquel, em função do reinício das atividades no Canadá. O grande destaque do resultado da Vale, avalia a Ativa, será o reajuste do preço do minério do segundo trimestre deste ano, que deve ficar em torno de 20%. "Para o próximo trimestre, devemos ter a estabilidade dos preços nesse patamar, em função da permanência dos desequilíbrios entre oferta e demanda do minério de ferro", diz o relatório.



A Multiplan x ParkShoppingSãoCaetano.

Folha 17.06.2011 - Foram investidos R$ 260 milhões no empreendimento, que será inaugurado para o público em novembro. O foco do shopping é atender as classes A e B. "Nosso objetivo é a região do ABC, que ainda é carente nesse tipo de produto", afirma o presidente da Multiplan, José Isaac Peres. O empreendimento ficará no novo bairro da cidade, o Espaço Cerâmica -uma área planejada com prédios comerciais, residenciais e centros de compra e lazer.

"Um shopping por si só não se basta hoje. É preciso oferecer mais. Agrupar casa e comércio é uma tendência universal", diz Peres.



Aliansce vende terreno no Rio por R$ 69 milhões

Valor 16.06.2011 - A administradora de shopping centers Aliansce anunciou hoje a venda de um terreno de 18,25 mil metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por R$ 69 milhões. O montante é 37,9% superior ao valor de aquisição do imóvel – R$ 50,05 milhões - em novembro do ano passado, quando a ideia era usar o espaço para ampliar a área de locação do shopping Via Parque, localizado próximo ao terreno. No entanto, a empresa decidiu fazer essa expansão com a construção de lojas no subsolo, após entendimento de que a legislação edilícia da Barra da Tijuca permitiria obras do tipo. A Aliansce diz em comunicado que foi procurada por diversas empresas interessadas em adquirir o terreno por valores “bem superiores” ao que havia sido pago. Do valor fechado, R$ 5 milhões serão acertados no ato da escritura de promessa de venda. Outros R$ 29,5 milhões serão pagos em até cinco dias após o registro do título de propriedade e R$ 33,5 milhões estão previstos para o dia 5 de dezembro, com o valor corrigido pelo IPCA. A parcela remanescente - de R$ 1 milhão - será paga apenas em 2013, no dia 5 de janeiro. Segundo a Aliansce, o Via Parque passa por uma expansão que agregará 4,72 mil metros quadrados de área bruta locável neste ano, com mais 3,16 mil metros quadrados previstos para o ano que vem.



Grupo Mabu planeja investir R$ 300 milhões

Valor 17.06.2011 - O grupo paranaense Mabu, dono de três hotéis no Estado, colocou em andamento um projeto de expansão orçado em R$ 300 milhões para o período de 10 anos. Ele prevê, além de ampliação da unidade de Foz do Iguaçu, a construção no mesmo terreno de um shopping, de torres residenciais e comerciais e de um condomínio de casas. Na primeira fase, o resort de 208 apartamentos, localizado próximo às cataratas do rio Iguaçu, ganhará em maio de 2012 mais 155 unidades, com investimento de R$ 30 milhões. O valor inclui a instalação de uma estrutura do "Sítio do Picapau Amarelo" no local, por meio de licenciamento da obra de Monteiro Lobato. Com as novidades, os donos do Mabu querem atender um novo perfil de turista, com maior poder aquisitivo, e aproveitar oportunidades que estão surgindo com o aumento de voos para Foz do Iguaçu, o segundo destino brasileiro mais visitado por estrangeiros. Trata-se do maior investimento já planejado pelo grupo na área hoteleira e ele deverá ser feito na primeira fase com recursos próprios e do BNDES. O presidente da empresa, José Maria Abujamra, não descarta a possibilidade de buscar parceiros para o restante do projeto ou captar recursos no mercado de ações. "Não temos nada definido para o financiamento da segunda fase, mas o plano prevê uma série de obras", diz o empresário, que é filho do fundador. Criado há 41 anos, o grupo atua também nas áreas de energia, agronegócio e empreendimentos imobiliários e é administrado por cinco irmãos. Na área hoteleira, tem duas unidades em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu e emprega 500 pessoas. O hotel de Foz, que inicialmente seria voltado só para eventos, ganhou novo atrativo quando, durante as obras, foi localizada uma fonte de águas termais na propriedade. Ele foi inaugurado em 1997 e, segundo o plano em andamento, ganhará nova ampliação, para chegar a 500 apartamentos. A âncora do empreendimento de Foz será o hotel. Junto dele, 20 residências, com capacidade para até dez pessoas, serão construídas e comercializadas para uso compartilhado. A construção de um centro de compras foi pensada para atender hóspedes que viajam para a cidade para participar de eventos e não têm tempo para fazer compras em outros locais. Quatro novos restaurantes, além dos três já existentes, vão atender a demanda das diversas áreas. A recriação do cenário das histórias de Emília, Pedrinho e Narizinho, que já vai ser inaugurado para as férias de julho, incluiu a plantação de jabuticabeiras no terreno de 240 mil m2 onde está instalado o Mabu Thermas. Trata-se de uma parceria com a Globo Marcas e a família do escritor.



Doux volta a atrasar pagamento a integrados

Valor 17.06.2011 - A novela parece não ter fim. A Doux Frangosul voltou a ampliar os atrasos no pagamento das dívidas com parte dos seus 2,2 mil criadores integrados de frangos e suínos no Rio Grande do Sul. A situação acendeu o sinal de alerta na Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), que se reuniu com a direção da empresa nesta semana e espera para o próximo dia 27 uma nova proposta de solução para o caso. De acordo com o presidente da entidade, Elton Weber, de abril até 20 de maio a Doux Frangosul havia diminuído de 120 para 60 dias o atraso no pagamento pelos animais entregues para abate, além do prazo costumeiro de 45 dias para liquidação dos lotes. A redução do atraso e das dívidas acumuladas havia sido acordada dia 18 de abril e pela primeira vez desde o início de 2009 - quando o problema começou - a empresa cumpriu o cronograma prometido à Fetag-RS.Só que a alegria dos integrados durou pouco. Desde o dia 20 de maio poucos pagamentos foram feitos pelos lotes já entregues ou despachados a partir de então - a Doux Frangosul recebe os frangos a cada 28 dias ou 45 dias e os suínos a cada três meses - e os atrasos já se aproximam novamente dos 90 dias. Sequer os animais entregues em fevereiro foram pagos e a expectativa da Fetag-RS é que até o dia 27 pelo menos esse mês esteja regularizado.

O último cronograma apresentado pela Doux Frangosul havia sido o quinto proposto desde o início dos atrasos e dos casos de interrupção no fornecimento de rações, há quase dois anos e meio. O acerto só ocorreu depois que a federação ameaçou fazer um protesto com 1,5 mil criadores em frente à sede da empresa, na cidade gaúcha de Montenegro. Se na próxima reunião não houver acordo, a entidade promete retomar a proposta de manifestação.

Procurada pelo Valor, a empresa manteve a política de responder apenas por intermédio de sua assessoria. Em nota, a Doux afirmou que "cumpriu integralmente" o acordo negociado em abril e também que "continua realizando pagamentos diariamente e está empenhada em regularizar os prazos no menor tempo possível".



Restaurante planeja 200 lojas no Brasil

Folha 17.06.2011 - Cadeia americana Quiznos deve inaugurar as sete primeiras lojas ainda neste ano. A cadeia de restaurantes americana Quiznos anunciou ontem que pretende abrir 200 lojas no Brasil nos próximos anos. De acordo com a empresa, as primeiras sete lojas serão inauguradas já neste ano, e o foco do investimento (que é uma parceria com a Brazil Best Food) serão as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. "A Quiznos tem uma excelente reputação em todo o mundo e isso colaborou para o tremendo sucesso da nossa expansão internacional", disse, em comunicado, Lee Vale, chefe de desenvolvimento internacional da rede americana. A cadeia é uma das maiores dos Estados Unidos, conta com mais de 4.000 lojas e vem intensificando a sua expansão internacional. Além do Brasil, estão na mira os mercados da América do Sul, da América Central, da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático. Nos Estados Unidos, a Quiznos é conhecida pelos sanduíches, pelas saladas e pelas sopas, atuando em uma faixa de mercado parecida com a do Subway.

Para o mercado brasileiro, a empresa disse que vai adaptar o seu cardápio ao paladar local.

A Quiznos não é a única cadeia americana que tem demonstrado interesse no mercado brasileiro. A Wendy's também já afirmou mais de uma vez que o Brasil está nos seus planos de expansão internacional. O Starbucks, que assumiu o controle das operações da rede no Brasil no ano passado, já tornou público, em seus balanços trimestrais, que a empresa tem poucas unidades no país e que precisa se expandir. Em abril, o Charley's Grilled Subs disse que pretende abrir dez restaurantes no Brasil nos próximos cinco anos -o primeiro seria inaugurado em abril. Em comum, essas redes buscam aproveitar o bom momento da economia brasileira e que a população está comendo fora de casa cada vez mais, com expectativa também de aumento de gastos com alimentação. Por dentro da Quizno. Fundação: 1981. Origem: Denver, EUA. Concorrentes: Subway e McDonald's. Unidades 4.500. Atuação: 30 países.



Trabalhadores da Marfrig terminam greve com acordo

Valor 16.06.2011 - Os trabalhadores da unidade I da Marfrig, em Promissão (SP), que estavam em greve desde ontem, voltaram às atividades no fim da tarde desta quinta-feira. As informações são da assessoria da empresa e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Alimentícias e Afins de Araçatuba.  Os funcionários aceitaram a proposta de antecipação de reajuste salarial de 8% enquanto durarem as negociações da categoria com os empregadores por outros benefícios. A presidente do sindicato, Dulce Ferreira, considera que o acordo "valeu a pena". Os trabalhadores da indústria frigorífica de São Paulo, que tem data-base em 1º de maio, estão em negociação com as indústrias do setor por um aumento de 10%. Quando o novo acordo for firmado, o ajuste passará a valer para toda a categoria. No caso dos funcionários da Marfrig, o valor que entrará em vigor será o maior entre o que for decidido no acordo coletivo e os 8% já antecipados pela empresa.



Brasil Cacau adota política de preços do Habib's

Valor 17.06.2011 - Há pouco mais dois anos, o Grupo CRM, dono da rede de chocolaterias Kopenhagen, lançou uma segunda marca no mercado, a Brasil Cacau. A estratégia era atender os consumidores das classes B e C, justamente o foco da Cacau Show, a maior rede de chocolaterias do país. A disputa entre as duas, até agora, parecia morna. Mas a partir de hoje, a competição deve esquentar. A marca lança hoje uma campanha à moda Habib's - a rede de fast food que vende esfirras a R$ 0,85. A ideia é quadruplicar o volume de vendas de trufas de chocolate, baixando o seu preço, de R$ 1,50 a R$ 1,90, para R$ 0,99. "É quase o preço de custo da trufa, que tem 30 gramas e está disponível em 15 sabores", diz Renata Vichi, vice-presidente executiva do Grupo CRM. "Queremos que o consumidor perca a inibição inicial por não conhecer a marca e entre nas lojas", diz ela, que também colocará vendedoras na porta das lojas distribuindo pedacinhos de chocolates como degustação. Hoje, a Brasil Cacau tem 1 loja própria e 122 franqueadas, das quais dez abertas este ano. Em 2010, as vendas da rede somaram R$ 15 milhões e a meta agora, é chegar a R$ 22 milhões com um total de 180 pontos de venda. Considerando as inaugurações desde o início do sistema de franquias em janeiro de 2009, a média é de uma loja aberta por semana. É bastante, mas a comparação com a rival Cacau Show chega a ser discrepante. Com 22 anos de mercado - oito anos no sistema de franquias - a Cacau Show chegou a 1.043 lojas e R$ 387 milhões em vendas em 2010. Os planos para 2011 são de alcançar 1200 lojas e crescimento de vendas de 55%. "Nosso concorrente está há muito mais tempo no mercado, mas confiamos na qualidade de nossos produtos", diz Renata. "Por isso, nossa campanha chega a ser provocativa, com um 'slogan' que diz: 'pode comparar'", afirma ela. O investimento do grupo na campanha é de R$ 2,5 milhões, fora os R$ 15 milhões aplicados na compra de uma máquina capaz de produzir cerca de 800 quilos de chocolates por hora, principalmente trufas. O cantor Daniel será o garoto-propaganda da chamada "temporada da trufa", que vai até 21 de agosto. Nos 73 dias dessa temporada, a Brasil Cacau espera vender 2,4 milhões de trufas, que tinham preço variando de R$ 1,50 a R$ 1,90 conforme a praça. "Os R$ 0,99 são um preço-convite ao consumidor, que muitas vezes acha que na chocolateria as coisas custam mais caro que na padaria e no supermercado. Queremos mostrar que não. Temos 120 itens na linha e o mais caro custa R$ 39", afirma a executiva. Por que não, então, usar o nome Kopenhagen para dar aval à marca Brasil Cacau? "Não funcionaria nem para a Kopenhagen, que costumo dizer que é a da Louis Vuitton dos chocolates, nem para a Brasil Cacau, uma vez que a maior parte dos consumidores da segunda marca nem conhece a primeira. Não há um desejo aspiracional", afirma.

Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show, não se intimida com os esforços da concorrente. "Estamos crescendo a um ritmo alucinante", diz ele, que não revela o quanto investe em marketing. "Posso dizer que a verba é 35% maior que a de 2010 e nos colocará entre os 100 maiores anunciantes do país", afirma Costa. Para ele, a maior rival de sua empresa ainda é a Kopenhagen, a marca mais luxuosa do Grupo CRM, hoje com 282 lojas (sendo 259 franquias). "Somos largamente a líder de mercado. Basta ver que nossa rede é quase quatro vezes maior que a deles", diz, acrescentando que sua linha de produtos chega a 300 itens e seus preços variam de R$ 0,70 a R$ 120. O mais barato, no caso, não é uma trufa. Mas um minibombom, de 13 gramas.



CCR diz que avalia novas áreas de atuação constantemente

Valor 16.06.2011 - O grupo CCR afirmou hoje, em nota, que estuda novas áreas de atuação de forma “constante”. O comunicado foi divulgado após a reportagem do Valor confirmar que a CCR - que hoje reúne concessionárias de serviços rodoviários - também pode disputar os leilões de aeroportos no país. “Se alguma dessas possibilidades vier a se transformar em uma oportunidade real, a CCR sempre informa ao mercado, via seus canais oficiais”, diz o texto. "Muitas vezes, porém, essas possibilidades não se concretizam." Entre os principais acionistas da CCR estão Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Soares Penido. Caso os acionistas da CCR tenham interesse em fazer a empresa disputar as concessões de aeroportos, o grupo Camargo Corrêa tem duas possibilidades de participar do novo negócio. Ou por meio da própria CCR ou pela A-port, joint venture da Camargo com duas empresas estrangeiras que já atua em nove concessões de aeroportos na América Latina. Nesta semana, o presidente da A-port, Roberto Deutsch, confirmou ao Valor o interesse da empresa em participar do leilão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, e nas demais concessões já confirmadas pelo governo: Viracopos (SP), Guarulhos (SP) e Brasília (DF).



Receita da AEL deve crescer 50% este ano

Valor 17.06.2011 - Os novos negócios no mercado brasileiro de defesa e segurança dobraram o faturamento da AEL Sistemas a cada ano desde 2009. Subsidiária da Elbit Systems, empresa privada do setor de defesa de Israel, a AEL prevê crescimento de 50% na receita de 2011, comparado a 2010, quando obteve faturamento de US$ 40 milhões. Considerada um centro de excelência na área de sistemas aviônicos, a fábrica da AEL Sistemas em Porto Alegre (RS) está sendo ampliada para abrigar os projetos contratados nos últimos meses. "Estamos investindo US$ 10 milhões em um novo prédio, mas teremos novas expansões, por conta de outros negócios que estarão sendo incorporados pela empresa", diz o vice-presidente de Operações, Vitor Neves.  Em parceria com a Embraer, a empresa iniciou a modernização de um lote adicional de onze caças F-5, da Força Aérea Brasileira (FAB). O negócio todo está avaliado em US$ 158 milhões e a AEL foi subcontratada pela Embraer para uma parte do projeto: o fornecimento dos sistemas aviônicos (eletrônica de bordo) dos caças. Outra parceria com a Embraer envolve o programa de modernização de 43 jatos de combate AMX da FAB. No começo do mês o Senado aprovou R$ 195 milhões para o AMX.  A AEL assinou dois importantes contratos com a Helibras para modernização dos aviônicos dos helicópteros Esquilo, do Exército, e o fornecimento desses sistemas para os 50 EC-725, que estão sendo produzidos para as Forças Armadas Brasileiras. "O contrato com o Exército inclui 36 helicópteros, mas existe uma frota de mais de 300 Esquilo em operação no Brasil, com potencial para receber esse sistema mais avançado de aviônica." A modernização do painel de instrumentos do helicóptero Esquilo está sendo feita pela AEL em parceria com a francesa Sagem. Com a Embraer, segundo Neves, a AEL negocia ainda a criação de uma empresa, que terá capital majoritário da fabricante de aviões e será dedicada ao desenvolvimento e produção de vants (veículos aéreos não-tripulados). Em abril, as empresas fecharam acordo para avaliar a exploração conjunta do mercado de vants, simuladores de voo e programas de modernização de aeronaves. "A nossa expectativa é que até o fim de julho já tenhamos a estrutura da nova empresa definida." A criação da empresa, na opinião de Neves, resultará em uma parceria vantajosa para as duas partes. "Do nosso lado estaremos nos adequando às diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, pois a nova empresa terá capital majoritário brasileiro e para a Embraer será uma oportunidade de compartilhar o know how numa área estratégica que ela ainda não atua." O executivo acredita que, com a Embraer, a AEL também terá mais força no processo de aquisição futura de vants das Forças Armadas. No ano passado, a AEL venceu uma licitação aberta pela FAB para a compra de dois vants, do modelo Hermes 450, fabricado pela Elbit. Com os dois veículos, a FAB pretende criar uma doutrina de utilização de vants, uma vez que não tem experiência com esse tipo de equipamento. O plano do Ministério da Defesa é a criação de um projeto de vant nacional, que atenda às necessidades do sistema de defesa brasileiro. A AEL está montando um centro de excelência de vants no Brasil e enviou para Israel um grupo de técnicos brasileiros para participar de um programa de desenvolvimento de tecnologias associadas a vants nas instalações da Elbit.  A negociação com a Embraer, de acordo com o executivo, inclui ainda uma possível participação minoritária da fabricante de aviões no capital da AEL. Atualmente, segundo Neves, a AEL conta com 200 funcionários na fábrica de Porto Alegre, mas este número saltará para 500 num prazo de três anos, por conta dos projetos desenvolvidos pela empresa. A AEL é responsável ainda pela modernização da frota de 54 Bandeirante da FAB. Na área de sistemas aviônicos, a AEL é a única que possui uma linha de fabricação desses sistemas no Brasil.



Itapoá recebe primeiro navio e sofre com falta de rodovia

Valor 17.06.2011 - Porto de Itapoá, no Norte de Santa Catarina, recebeu investimento de R$ 500 milhões e tem capacidade para movimentar 350 mil contêineres por ano. O porto de Itapoá, no Norte de Santa Catarina, recebeu ontem o primeiro navio de carga após conquistar a licença de operação e passar por alfandegamento da Receita Federal. O Cap San Lorenzo, embarcação do armador Aliança Navegação e Logística, chegou por uma rota vinda do Caribe. Com a atracação e o desembarque de cerca de 300 contêineres, o porto dá início à movimentação de cargas seis meses após sua inauguração. Segundo o diretor comercial do porto, Patrício Júnior, a empresa entra em fase de atrair outras rotas para o novo terminal. A expectativa é que, nos próximos três meses, o porto esteja recebendo oito chamadas semanais vindas dos Estados Unidos, Europa, Caribe e em serviços de cabotagem.  O porto é um terminal privativo de uso misto para a movimentação de contêineres que tem como acionistas a Portinvest Participações (grupo Battistella e LOGZ Logística Brasil S.A.) e a Aliança Navegação e Logística (grupo Hamburg Süd). Levou 18 anos para sair do papel, teve investimento de R$ 500 milhões e capacidade inicial para 350 mil contêineres por ano. Apesar do início de movimentação de cargas, o acesso terrestre principal ao porto ainda está inacabado. A SC-415, obra do governo estadual que garantiria uma entrada independente para os caminhões com destino ao terminal, só deve ser entregue no fim de 2011. Segundo o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra), Paulo Meller, o excesso de chuvas nos primeiros quatro meses do ano atrasou a terraplenagem da estrada. Segundo relatório do departamento, até junho 90% da terraplenagem, 15% da cobertura asfáltica e 85% das obras de arte (como pontes e viadutos) foram realizadas. Em agosto do ano passado, a previsão do Deinfra era de que o acesso fosse entregue no primeiro trimestre de 2011. A obra foi orçada em R$ 39,7 milhões - R$ 25 milhões já foram faturados e pagos. Agora, o departamento trabalha com um prazo de entrega para o quatro trimestre deste ano. Para Junior, a questão não é impeditivo para o funcionamento do porto. "Em vários portos do mundo, de Itajaí a Roterdam, os caminhões passam por dentro das cidades para chegar ao terminal. Aqui não vai ser diferente." A expectativa do diretor é que entre julho e agosto a SC-415 esteja em condições transitáveis. Até lá, os caminhões irão utilizar uma rota alternativa. O trajeto prevê 10 km de trânsito dentro da área urbana de Itapoá, o que gerou desconforto entre os moradores. Como havia uma lei municipal que proibia o tráfego de caminhões de contêineres dentro da cidade, o poder público e o porto precisaram entrar em consenso.

Após anuência dos moradores da cidade, consultados em audiência pública, a Câmara de Vereadores tenta aprovar nova lei que permita o trânsito dos caminhões de contêineres durante 12 meses. Segundo o secretário de Planejamento do município, Rafael Almeida, a nova lei deve ser votada na segunda-feira. A licença expedida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), no começo do mês, limita o acesso ao porto a 36 caminhões/dia no atual trajeto. Junior diz que a administração do porto irá demonstrar para o Ibama que há condições de um número maior de caminhões trafegarem na cidade. De acordo com ele, o aumento do tráfego será gradativo e não deve ultrapassar as 400 viagens por dia até a SC-415 estar concluída. Conforme o secretário de Planejamento, Rafael de Almeida, para utilizar o acesso dentro da cidade, a administração do terminal deverá conceder uma série de contrapartidas ao município.



Santo Antonio espera última licença em agosto

Valor 17.06.2011 - A concessionária Santo Antônio Energia trabalha para concluir as últimas ações compensatórias da hidrelétrica de Santo Antônio, com o propósito de obter até agosto a licença de operação da usina, em construção no rio Madeira, Porto Velho (RO). São duas as medidas principais: finalizar o processo de indenização e reassentamento da população que será afetada pela obra e desmatar a área que será alagada com a abertura do reservatório.

Segundo o diretor de relacionais institucionais da Santo Antônio Energia, Paulo Damião, o processo de reassentamento está em vias de conclusão. "Faltam apenas cerca de 20 famílias para concluirmos essa etapa", disse o executivo ontem.  O plano de desapropriação de Santo Antônio, iniciado em 2008, extrapolou as contas feitas inicialmente pelo consórcio. Estimava-se que a construção da hidrelétrica exigiria o reassentamento ou indenização de aproximadamente 700 famílias. Hoje o volume atinge 1.720 processos, dos quais cerca de 1 mil optaram pelo acerto em dinheiro, enquanto os demais escolheram mudar para um dos sete núcleos de reassentamento preparados pela companhia. O custo das desapropriações acompanhou o salto. De R$ 330 milhões, subiu para R$ 570 milhões. Apesar das paralisações trabalhistas ocorridas durante o mês de março, após os atos de vandalismo no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, sua vizinha no Madeira, a projeção de Santo Antônio segue inalterada. Com a licença de operação, o consórcio começará a encher o reservatório da usina, processo que leva cerca de um mês para ser concluído. Em seis meses, o consórcio quer ligar a primeira das 44 turbinas da usina. Até maio de 2012, a expectativa é de que oito turbinas estejam em funcionamento. Até 2015, a hidrelétrica estará a plena carga. Hoje Santo Antônio vive o pico de sua construção, com 18 mil trabalhadores em seu canteiro. Desses, 82% vivem em Porto Velho, a sete quilômetros da obra. Esse volume de trabalhadores deverá permanecer até meados do ano que vem, quando o quadro começará a encolher. Segundo Paulo Damião, da Norte Energia, a empresa chegou a um entendimento com os sindicatos trabalhistas e o clima voltou ao normal na região. Com prazo de concessão de 35 anos e potência instalada de 3.150 megawatts (MW), Santo Antônio vai gerar energia suficiente para atender 11 milhões de casas, o equivalente a 40 milhões de pessoas. Para começar a distribuir energia, no entanto, a usina deverá usar a linha de transmissão da Eletronorte, entre Porto Velho e Mato Grosso, enquanto o chamado "linhão do Madeira" não sai do papel. Na semana passada, o Ibama concedeu a licença de instalação dessa linha de transmissão, rede central do sistema que vai atingir 2.381 quilômetros e escoar a energia de Jirau e Santo Antônio até a região Sudeste do país. Ao todo, a construção de Santo Antônio deverá consumir R$ 15,1 bilhões. O maior investidor do projeto é a estatal Eletrobras Furnas, que detém 39% do empreendimento. Os demais 61% estão divididos entre Odebrecht (18,6%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (20%).



Copel anuncia compra de participação em parques eólicos no RN

Exame 16.06.2011 - O valor da aquisição, que representa a primeira inserção da companhia no segmento de energia eólica, não foi divulgadoTodos os empreendimentos comercializaram energia no 2o Leilão de Fontes Alternativas. A estatal paranaense de energia elétrica Copel anunciou nesta quinta-feira que o seu Conselho de Administração aprovou a compra de 49,9 por cento de participação acionária em parques eólicos no Rio Grande do Norte, com capacidade total de 84 megawatts (MW). A negociação envolveu quatro parques eólicos: o Farol terá 20 megawatts de capacidade, Olho D'Agua e São Bento do Norte terão 30 MW cada e o parque Boa Vista terá 14 MW de capacidade, disse a Copel. Todos os empreendimentos comercializaram energia no 2o Leilão de Fontes Alternativas, realizado em 26 de agosto do ano passado e estão em fase de implantação. O valor da aquisição -- que representa a primeira inserção da companhia no segmento de energia eólica-- não foi divulgado.

Segundo comunicado da companhia, as parcelas dos ativos adquiridos pertenciam anteriormente à Dreen Brasil Investimentos e Participações. A empresa é subsidiária da Galvão Energia. A Copel lembrou ainda que o negócio ainda está sujeito à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No final de março, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, havia afirmado em entrevista à Reuters que a companhia pretendia entrar no segmento de energia eólica, fora do seu estado de origem e que já havia recebido "algumas dezenas de ofertas" de locais interessados em receber eventuais parques eólicos da companhia.



Empregados da BR Distribuidora entram em greve dia 20 no Rio

Folha 16.06.2011 - Funcionários da BR Distribuidora, empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras, decidiram em assembleias entrar em greve por 72 horas a partir do dia 20, para tentar forçar a discussão com a estatal de uma questão trabalhista que se arrasta desde 2001.

Os empregados pretendem interromper a saída do combustível dos terminais Teduc, Gario e Fábrica --todos no Rio de Janeiro-- que abastecem postos da BR e clientes diretos da empresa no Estado, como órgãos do governo estadual, de municípios e empresas de ônibus.

A continuidade do fornecimento de querosene de aviação (QAV) para as companhias aéreas ainda não havia sido decidida pelo sindicato da categoria, informou a diretora jurídica do sindicato, Ligia Deslandes, que acredita que o movimento pode se ampliar para outros Estados. Segundo ela, os motoristas não serão prejudicados porque podem usar postos de outras bandeiras, mas se houver suspensão do fornecimento de QAV poderá haver falta do combustível. "Estamos avaliando porque não gostaríamos de prejudicar o pessoal nos aeroportos, a BR atende 70% da demanda", informou a advogada.

O impasse sobre o ATS (Adicional por Tempo de Serviço) teve início em 2001 a partir de um acordo para a venda do benefício, oferecido pela companhia. Dos 2.712 funcionários na época --hoje são 1.800--, apenas 512 não aderiram à proposta. Em 2005, houve o retorno do ATS para todos os empregados, com exceção dos que haviam sido indenizados em 2001, mas os empregados que venderam o ATS discordam dos critérios usados pela Petrobras para justificar o não pagamento. "A progressão apresentada pela BR não seguia os mesmos preceitos dos que eram praticados anteriormente e, inclusive, se distanciava da tabela apresentada pelas demais empresas do sistema Petrobras", explicou o sindicato em nota.Em comunicado, a Petrobras afirmou que "está adotando as medidas cabíveis para garantir a continuidade das operações em todas as unidades do Rio de Janeiro... sem prejuízo para a segurança dos trabalhadores, a distribuição de combustíveis e o atendimento à população".



MPX dá passo importante para rentabilizar gás em Parnaíba

Brasil Econômico 16.06.2011 - A compra de dois projetos termelétricos movidos a gás natural da Bertin foi bem recebida por analistas que acompanham a MPX Energia. As ações da empresa subiram quase 2% na Bovespa.  Para os especialistas, o fato de os projetos da Bertin já possuírem acordos de compra de energia (PPAs) torna mais fácil uma avaliação da MPX a respeito das projeções de despesas e custo do gás natural a ser produzido na região.

O objetivo da MPX na operação é transferir os projetos para o Complexo Termelétrico Parnaíba no estado do Maranhão. As licenças originais referiam-se a plantas no estado do Espírito Santo. Estima-se que a produção deve ser iniciada em 2013."Em nossa opinião, a MPX minimizou os riscos relacionados à venda da nova capacidade de geração", escreveram em relatório os analistas Reginaldo Pereira e Eduardo Gomide da equipe de análise do HSBC. Os analistas reiteram a recomendação "acima da média do mercado" para os papéis MPXE3, estipulando um preço-alvo de R$ 46. No pregão desta quinta-feira (16/6), as ações da MPX, que pertence ao Grupo EBX, do empresário Eike Batista, subiram 1,89%, cotadas a R$ 40,25. A alta contrariou o desempenho do Ibovespa, que apurou perdas de 1,17%. Os analistas também comentam que o negócio realizado junto ao Grupo Bertin reduziu a incerteza quanto às perspectivas de MPX Paranaíba no próximo leilão de energia nova em julho. "Nossa reação inicial ao acordo é positiva, dado que isso pode gerar uma potencial aceleração da monetização da região de gás de Parnaíba, assegurando sua produção em 2013", comenta o analista Vinicius Canheu, do Credit Suisse.



Scania volta ao embate pela liderança em caminhões no País

DCI 17.06.2011 - O negócio de caminhões da Volkswagen, com as gigantes MAN e a Scania no mesmo grupo, está sendo reposicionado para enfrentar as rivais Mercedes-Benz e Volvo no Brasil.  Ontem, a Scania, empresa que tem 71% do seu capital nas mãos da montadora alemã, anunciou que vai voltar a expandir seu portfólio e introduzir caminhões da marca em uma categoria abandonada há pelo menos uma década: os semipesados, segmento que mais vende veículos no País. De acordo com os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), neste ano, somadas, a MAN e a Scania venderam nos dois segmentos 16,554 mil unidades, 63,4% do total, número que superaria as vendas da rival em 43%, que somou 11,575 mil veículos comercializados. O diretor-geral de Vendas e Serviços da Scania, Roberto Leoncini, afirmou que a companhia projeta vendas de pelo menos mil unidades nos próximos 12 meses. Se essa projeção se confirmar, a montadora terá uma participação de mercado de 50%, equivalente à posição de Volvo e Iveco somadas nos cinco primeiros meses do ano. Apesar de negar o impacto dos importados, a decisão ocorre no momento em que os chineses da Sinotruck e da Fotton desembarcam caminhões aqui.



Pesa planeja sucessão e prevê R$ 1 bi de receita

Valor 17.06.2011- Rogério Borio, filho do fundador e atual presidente, iniciou em 2007 um processo de reestruturação que inclui a criação de um conselho de administração. A Paraná Equipamentos S.A. (Pesa), revendedora de produtos da marca Caterpillar para a região Sul do país, planeja romper em 2011 a barreira de R$ 1 bilhão de faturamento e já tem metas ousadas para os próximos cinco anos. Para 2016, são esperados R$ 2,5 bilhões. Enquanto vive um de seus melhores momentos, a empresa familiar passa por uma reestruturação que tem o objetivo de deixá-la pronta para a sucessão. Rogério Borio, filho do fundador, tem 65 anos, mesma idade que a companhia vai completar em agosto, e está preparando os três filhos para o que virá pela frente. "Eles já aprenderam, na prática, a sair de um negócio ruim", conta o empresário, que doou as ações para os herdeiros, mas ainda não marca data para a aposentadoria.  A reestruturação na Pesa começou em 2007, quando Borio procurou o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em busca de informações. Logo depois, ele encontrou o ex-colega de escola e de engenharia Fernando Mitri, ex-presidente da IBM Brasil, que hoje é sócio de uma empresa de consultoria, a BMK, e o ajudou no processo. Em 2008, foi criado um acordo de acionistas e um conselho de família, e o próximo passo será a criação de um conselho de administração. Questionado se está preparando a empresa para a abertura de capital e lançamento de ações, o empresário não descarta a possibilidade, mas afirma que não está pensando no assunto no momento - a Pesa já teve ações no mercado, no fim dos anos 60, mas fez recompra dos papéis.  Borio falou da experiência de sucessão pela primeira vez na terça-feira. Ele explicou que deixou claro aos filhos que eles teriam renda mesmo que não trabalhassem no negócio da família. "Disse a eles que não tinham obrigação de trabalhar na empresa, só se gostassem", contou. Os três filhos também são engenheiros. Um mora nos Estados Unidos e é empregado da Caterpillar. Outros dois ocupam cargos de gerência na Pesa, nas áreas de serviços e de locação. "Nossa área está com perspectiva de crescimento grande", comentou o empresário, sobre as metas para o ano.  Em 2010, depois de viver um período complicado no fim de 2008 e começo de 2009 por causa da crise econômica, o faturamento da Pesa chegou a R$ 809 milhões. E deve somar R$ 1 bilhão em 2011, resultado que vai depender das vendas do segundo semestre, que costumam ser melhores que o primeiro. "É uma marca interessante. Dez anos atrás não esperava chegar nela", contou Borio, que está animado com o fato de que a Caterpillar vai começar a produzir no segundo semestre em Campo Largo (PR).  A Pesa revende Caterpillar desde 1952. Há três anos, criou uma nova empresa e passou a comercializar outra marca da mesma fabricante, a SEM, feita na China, justamente para concorrer com o avanço de companhias chinesas no segmento de máquinas e equipamentos. Este ano, a direção da Pesa pretende vender 150 máquinas da SEM e 1,6 mil da Caterpillar, para os ramos de construção, florestal, energia, cana de açúcar e outros. A empresa, que tem 1,1 mil empregados, também atua com revenda, manutenção e aluguel de equipamentos.



Vinci capta fundo de US$ 1,4 bi para investir em empresas

Valor 17.06.2011 - A Vinci Partners, gestora de recursos do ex-banqueiro Gilberto Sayão, acaba de concluir a captação de um fundo para compra de participações em empresas de US$ 1,4 bilhão. Foi com recursos desse fundo que a gestora fechou, nesta semana, a constituição de uma sociedade com a americana Burger King para criar a master franqueadora da rede de fast food no país. Embora o mais barulhento, o negócio já é o terceiro do fundo. Esse é o primeiro fundo de private equity da casa, fundada em 2009, mas não uma novidade para seus sócios, que até hoje fazem a gestão do fundo dos antigos sócios do banco Pactual, o PCP (Pactual Capital Partners), em fase de desinvestimento, com as ofertas iniciais de ações em curso da Inbrands, de moda, e da LG Agronegócios. "Era para ser um fundo de US$ 1 bilhão, mas a demanda foi maior que a esperada", comenta Alessandro Horta, sócio responsável pela área de private equity na Vinci. Surpreendente foi a procura de famílias brasileiras dispostas a colocar recursos num fundo com prazo de duração previsto em contrato de dez anos. "Não sabíamos que existia esse dinheiro de longo prazo no Brasil", diz Horta. Juntas essas famílias endinheiradas colocaram cerca de US$ 300 milhões no fundo, praticamente o mesmo valor do capital próprio comprometido pelos sócios da gestora. A maior parte do dinheiro veio de investidores institucionais do exterior - e até algumas famílias. A colocação externa foi conduzida pelo Credit Suisse. Além da transação da Burger King, o Vinci Capital Partners II já nasce com outros dois investimentos. Um deles, a compra, ao lado de Gávea e Kinea, de 47,2% do capital da empresa de locação de carros e terceirização de frotas Unidas, por R$ 300 milhões. Cada um dos três fundos colocou R$ 100 milhões no negócio, fechado há duas semanas. Antes disso, a Vinci já havia criado do zero a Austral Seguradora e a resseguradora de mesmo nome, com capital inicial de R$ 25 milhões e R$ 100 milhões, respectivamente.

O valor a ser investido para abrir restaurantes Burger King não foi revelado. Horta limita-se a dizer que, com os três negócios, o fundo ainda não chegou a comprometer 30% do capital. Daí pode-se especular que o investimento no Burger King gire em R$ 400 milhões. Embora seja um fundo de dez anos de prazo, Horta diz que o prazo médio dos investimentos, até a saída do fundo, deverá rondar cinco a seis anos. A casa assumiu o compromisso de aplicar todo o dinheiro em até cinco anos. "Mas acredito que os próximos dois anos a dois anos e meio serão de mais atividade para a fase de investimento." No total, o portfólio deverá conter oito a dez negócios, ou seja, restariam outras cinco a sete transações. "Temos uma lista de negócios em análise bastante interessante", diz ele. Horta diz que o momento do mercado acionário brasileiro é favorável à filosofia de aplicação do fundo. "É bom que a bolsa esteja de lado, porque tira a distração de curto prazo, o excesso de otimismo [do setor de private equity]", avalia. Segundo Horta, o fundo não tem como meta fazer investimentos de fôlego curto, para obter ganho rápido e sair via oferta de ações depois de poucos meses. "Nosso mote é criar valor, criar ganho de produtividade na empresa, e não necessariamente ser o controlador absoluto", explica. "Valorizamos quem criou a companhia e tentamos enxergar a possibilidade de melhorar o negócio", complementa. Sobre os setores de interesse, Horta diz que são até "uma obviedade". "Queremos empresas ligadas ao crescente consumo interno e setores em que o país apresente vantagem competitiva."



Poli cria primeiro fundo de universidade

Valor 17.06.2011 - A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo criou o primeiro fundo brasileiro para administrar doações de ex-alunos e empresas para a faculdade, o chamado endowment, muito comum nos Estados Unidos, no Canadá e na Inglaterra, onde dispõem de patrimônios bilionários. Em funcionamento desde abril, o fundo foi ideia dos alunos da Politécnica e pode puxar a fila de outros semelhantes no país. De acordo com o professor José Roberto Cardoso, diretor da Politécnica, o objetivo da escola é, dentro dez anos, duplicar seu orçamento anual atual - de R$ 20 milhões - com ajuda do fundo. Para tanto, o diretor estima que o fundo precisaria atingir um patrimônio de R$ 800 milhões no período. A meta de patrimônio para este ano, segundo Felipe Sotto-Maior, da Endowments do Brasil, empresa que estruturou o fundo, é de R$ 25 milhões. Cardoso conta que outras unidades da USP manifestaram interesse em criar fundos semelhantes, citando especificamente as faculdades de Medicina e de Odontologia. Na Odonto, segundo o professor, o dinheiro do fundo seria usado para revitalizar um prédio antigo que a escola tem no centro de São Paulo. A Endowments do Brasil também já foi procurada por uma associação de ex-alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com planos para estabelecer um fundo semelhante, diz Sotto-Maior. A reportagem procurou as instituições citadas, mas não conseguiu confirmar os planos. Entre os doadores iniciais do fundo da Poli está Cláudio Bruni, diretor presidente da incorporadora BR Properties, que fez uma doação como pessoa física de valor não divulgado. Há planos para que a BR Properties também doe de forma institucional. Hugo Rosa, da Método Engenharia, também negocia uma doação. Um dos mais ilustres politécnicos, o controlador e presidente do maior banco privado do país, Roberto Setubal, é citado pelo professor Cardoso como um doador cobiçado. Ele conta que o presidente do Itaú acaba de presentear a faculdade com o plano executivo de um novo edifício.

A CNL Construtora também fará uma doação institucional para o fundo. Renato Ishikawa, diretor presidente da empresa, diz que o valor ainda não foi definido, mas o dinheiro será investido em 2012. Ele se formou em engenharia civil na Mackenzie, rival histórica da Politécnica. "Não importa minha origem, eu comprei a ideia do endowment", diz. Ishikawa ficou sabendo do projeto pelo enteado, aluno da faculdade. Nas principais universidades mundiais, lista que inclui Harvard, Yale e Oxford, quase metade do orçamento costuma vir dos endowments. O maior deles é o fundo de Harvard, com ativos que atingiam US$ 27,5 bilhões em valor de mercado em dezembro.  Além do mercado americano, universidades canadenses também têm fundos importantes. Na Inglaterra, tradicional na área, o patrimônio dos dez maiores fundos tem pouco mais da metade do tamanho do endowment de Harvard. Os endowments são, como os fundos de pensão, importantes veículos de poupança de longo prazo. Para as universidades brasileiras, chegam como alternativa à burocracia que normalmente envolve doações. O fundo brasileiro surge antes de lei que trate especificamente do assunto. Para Felipe Sotto-Maior, que também é advogado, o fundo da Poli servirá para pressionar por mudança nessa situação. Para mostrar que o Brasil não está tão atrasado no assunto, ele cita o caso da França, país com sistema jurídico semelhante ao brasileiro, onde a primeira lei a tratar dos endowments surgiu apenas em 2008. Quem ficará responsável por aplicar as doações no mercado financeiro serão quatro gestoras de recursos, com nomes ainda não divulgados. O fundo deverá investir de 50% a 60% do seu patrimônio em renda variável. Segundo o professor Cardoso, o destino prioritário dos recursos levantados pelo fundo será a graduação. "Nós queremos oferecer infraestrutura para criar ambientes de inovação", diz, citando o site Buscapé, que surgiu na Poli, como exemplo de algo que poderia se beneficiar caso o fundo já existisse. O primeiro projeto que deve receber ajuda do fundo é o Curso Colaborativo Poli e Harvard, da professora Mônica Porto. Ela explica que a iniciativa reúne cerca de trinta alunos, com metade vinda da Politécnica e metade de Harvard, que fazem visitas de campo relacionadas a temas ambientais. A próxima edição do projeto será realizada nos Estados Unidos, o que aumentou muito seus custos. É aí que entra o endowment, que se ofereceu como parceiro na captação de recursos. Porto diz que o projeto custará cerca de R$ 200 mil. O plano é fazer com que o curso Poli-Harvard se transforme na principal bandeira do fundo. "Nossa estratégia é investir primeiro em projetos de impacto mais imediato na vida dos alunos. O objetivo é ganhar visibilidade", diz Sotto-Maior, da Endowments do Brasil.



Corte de R$ 50 bi no orçamento deste ano será mantido, diz Gleisi

Estadão 16.06.2011 - Apesar da arrecadação novamente ter batido recorde em maio, ministra afirmou que receitas estão dentro do previsto e que 'só se pode falar em recorde quando fechar o ano' A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, garantiu nesta quinta-feira, 16, que o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União para 2011 será mantido. "O contingenciamento é uma posição firme do governo e fundamental para nós. É uma política que vamos levar até o final", disse a ministra após reunião da Junta Orçamentária com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Apesar da arrecadação novamente ter batido recorde em maio, Gleisi afirmou que as receitas estão dentro do previsto e que "só se pode falar em recorde quando fechar o ano". Ela destacou ainda que os recursos para o Programa Minha Casa Minha Vida já estão previstos no orçamento de 2012. "Não vai ser preciso fazer nenhuma adequação para o ano que vem", disse, numa referência à nova etapa do programa que foi lançada hoje e que vai exigir investimentos da ordem de R$ 125,7 bilhões (para subsídios e financiamento) a serem aplicados de 2011 a 2014.



Indústria do cimento reduz previsão de consumo para 2011

Folha 17.06.2011 - O SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) reduziu para 6% a expectativa de crescimento do consumo do setor em 2011. No começo deste ano, a entidade previa aumento de até 9%. O número foi revisto devido às variáveis macroeconômicas, segundo o presidente José Otavio Carvalho. "A diminuição das nossas estimativas têm relação direta com as crescentes dificuldades para obtenção de crédito no país", diz Carvalho. Em 2010, o setor registrou alta de 15,6%. "O ano que vem ainda é uma incógnita." As obras para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos não devem melhorar o panorama do setor. "Os eventos antecipam investimentos, mas, para nós, o que importa são obras com tempo maior de duração." O consumo de cimento aumentou 7,4% no país no primeiro trimestre deste ano, ante mesmo período de 2010. A maior alta foi registrada na região Norte, de 19,7%. O principal mercado do produto segue sendo o Sudeste, que teve aumento de consumo de 3,7% em 12 meses e representa 45,5% das vendas do setor. Em 2009, esse índice era de 47,7%.



Empresariado da construção civil reduz otimismo, mostra pesquisa

Valor 16.06.2011 - Os empresários da construção civil brasileira estão menos otimistas. A  preocupação com a inflação e custos de construção aumentou nos últimos meses. A constatação está na 49ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção realizada com 238 empresários de diversas regiões do país.  A sondagem é feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas). A enquete trimestral, realizada em maio, mostra uma preocupação dos empresários em relação ao sucesso na condução da política econômica do governo – fator ligado à política de juros e ao comportamento da inflação. Para o  diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, os empresários ainda estão impactados pelo passado recente e pelo cenário presente, que são positivos.  “É um setor de ciclo longo. Na sua mesa hoje, o empresário de construção tem problemas como excesso de projetos e falta de mão de obra”, disse ao Valor. “Mas ele está atento às condições macroeconômicas e mais cautelosos em relação ao futuro.” Na opinião de Zaidan,  o setor deve continuar com bom nível de atividade, tanto em função das obras já contratadas como da demanda nos próximos meses.  Na sondagem, os empresários atribuem a cada quesito uma pontuação que vai de 0 a 100, na qual valores acima de 50 denotam desempenho ou perspectiva favorável. A exceção é no quesito das dificuldades financeiras, no qual valores acima de 50 apontam perspectiva ou desempenho desfavorável.  Os números mostram a queda do otimismo.  Prova é que o indicador de desempenho das empresas caiu 7,7% nos últimos três meses, passando para 54,3 pontos. As perspectivas de desempenho futuro apresentaram queda de 7,4%, mas ainda ficando em 57,2 pontos. E a expectativa em relação ao crescimento econômico baixou 13,9%, embora ainda apresente certo otimismo, 50,3 pontos. Já a confiança na política econômica diminuiu 19,2%, indo para 42,3 pontos. A expectativa de uma inflação reduzida diminuiu 25,9%, baixando a 27,7 pontos. As dificuldades financeiras se elevaram em 2,4%, atingindo 55,2 pontos. As perspectivas de evolução de custos apresentaram queda de 4,8%, apresentando 39,8 pontos.  Na comparação com a sondagem feita em maio de 2010, houve uma queda de 9,5% no otimismo em relação ao desempenho das empresas.



Projeto sobre TV a cabo causa divergências no Senado

Exame 16.06.2011 - Projeto abre o mercado de TV a cabo para as operadoras de telefonia e acaba com as restrições para o capital estrangeiro no setor. Projeto também vota restrição para que radiodifusores tenham mais de 50% do capital de empresas de telecomunicações.

O projeto de lei complementar (PLC) 116, que abre o mercado de TV a cabo para as operadoras de telefonia e acaba com as restrições para o capital estrangeiro no setor, está prestes a entrar na pauta de votação do Senado em meio a muitas divergências no setor.

Essas diferenças ficaram evidentes hoje em audiência pública conjunta de cinco comissões do Senado que apreciarão o projeto: a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), Comissão de Educação, Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Comissão de Meio Ambiente (CMA). Algumas entidades, como a Associação Brasileira de Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto de lei seja aprovado no Congresso Nacional. "Os programadores internacionais não são contra a entrada das teles, nem do número de usuários de TV a cabo, mas contra o 'bode' que apareceu nesse projeto", afirmou Marcos Bitelli, representante da ABPTA. Ele se referiu a um dos pontos do projeto, que impõe cotas e horários de exibição de conteúdo nacional nos canais de TV a cabo. "Defendemos que retirem as cotas, pois isso destrói as especificidades dos canais", ressaltou Bitelli. Por essa razão, a APTA, ameaça ir à Justiça caso o projeto seja aprovado nesses termos. "Se passar na CCJ, não passa no STF", disse. Luciana Ferri, diretora jurídica da Home Box Office (HBO), também se posicionou contra as cotas, sob o argumento de que isso descaracteriza os negócios da empresa no País. "Nós devíamos ser estimulados, não obrigados", destacou. Francisco Mistrorigo, vice-presidente da Associação Brasileira das Produtoras Independentes de Televisão (ABPI-TV), porém, critica a oposição dos canais estrangeiros a essa determinação. "A SKY cumpre essa cota na França. A HBO também cumpre em outros países. Por que não querem cumprir aqui?", questiona.

Outro ponto sensível do projeto é a restrição para que radiodifusores tenham mais de 50% do capital de empresas de telecomunicações. "Não sou contra as teles distribuírem canais de TV a cabo. Mas elas não podem ter o monopólio. o projeto não tem salvaguardas contra concentração de mercado. O processo tem que ser ordenado", afirmou João Carlos Saad, presidente da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra). Daniel Slaviero, representante do SBT, e Márcio Novaes, da Record, também são contra essa restrição. Também são polêmicos os procedimentos que têm sido adotados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para alterar as regras do setor. Desde o ano passado, a agência tem alterado regulamentos e normas para destravar o mercado, como a fixação do preço de R$ 9 mil por outorga de forma ilimitada e a retirada de restrições para que as concessionárias de telefonia fixa prestem o serviço por meio de empresas com CNPJ distinto. Algumas entidades entendem que o órgão regulador está extrapolando o seu papel. Evandro Guimarães, representante das Organizações Globo, por exemplo, considera que a Anatel está "extrapolando" seu papel. Por essa razão, ele apoia a aprovação do PLC 116. Ara Apkar Minassian, superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, afirmou, porém, que as mudanças que estão sendo promovidas pela agência não ferem nem a Lei do Cabo, nem a Lei Geral de Telecomunicações (LGT). "Não há extrapolação de competências. Tão logo o Congresso aprove o PLC 116, a Anatel terá que adaptar toda a sua regulamentação", enfatizou. Apesar de não haver consenso entre os diversos agentes do setor, muitas entidades defendem a aprovação do projeto de modo a se criar um novo marco regulatório. O presidente da Ancine, Manoel Rangel, considera "decisivo" o papel do PLC 116 para aumentar os serviços de TV a cabo no País. "É a melhor resposta para ampliar a oferta do serviço no País. É perfeito? Não. Mas é preciso se instituir um novo marco regulatório", ponderou. Ele se referiu à limitação do serviço de TV a cabo a apenas 262 municípios brasileiros. Eduardo Levy, representante da Telebrasil, que representa as operadoras de telefonia, também apoia o projeto de lei como forma de promover, além da expansão dos serviços de TV a cabo, maior oferta de banda larga.



Pandora alimenta temores de nova bolha da internet

Valor 17.06.2011 - Os sinais de uma bolha nas recentes emissões de ações de companhias com negócios baseados na internet se intensificaram quando os papéis da Pandora, um serviço de música online deficitário, subiram mais de 60% no início das negociações. A alta se seguiu ao avanço de 170% registrado no primeiro dia pelas ações da rede social empresarial LinkedIn no mês passado e intensificaram a preocupação de que uma combinação entre investidores pessoa física pouco familiarizados com o assunto e oportunistas do mercado de Wall Street estaria alimentando uma tendência insustentável para algumas ofertas públicas iniciais. "Diante do que aconteceu com o LinkedIn, há muita exuberância nessas ações", disse Lise Buyer, que presta assessoria em ofertas públicas no polo das empresas de tecnologia, o Vale do Silício. "O que acontece no primeiro dia não tem importância - é entretenimento."

Algumas outras ofertas inicias recentes muito aguardadas, como a da Renren, apelidada de " Facebook da China" pelos profissionais que a promoveram, caíram em seguida, e muito. As ações da empresa chinesa tinham o preço fixado em US$ 14 e saltaram para US$ 24 quando o pregão começou, no início do mês passado. Desde então, no entanto, caíram para menos de US$ 7. Os papéis do LinkedIn, por sua vez, recuam quase 45% em relação a seu pico.

As ações da Pandora tiveram trajetória semelhante. Os papéis fecharam a quarta-feira, data de estreia na Bolsa de Nova York, cotados a US$ 17,42, mas ontem eliminaram os ganhos obtidos e registraram forte queda de 23,88% na sessão. Desse modo, acumulam perda de 17,13% desde a estreia, ainda que 47% acima do preço máximo de US$ 9 previsto pela Pandora para a emissão, segundo declaração da empresa duas semanas atrás. A euforia e os saltos dos preços das ações no primeiro dia de negociação foram alimentados pela pressa com que os investidores comuns se empenharam em comprar ações de empresas com marcas conhecidas pelos consumidores, bem como pela pequena quantidade de papéis que as companhias como a Pandora puseram à venda, disseram Buyer e outros analistas. Os grandes contingentes de investidores pessoa física que ingressam em recém-negociadas empresas de internet também atraíram investidores do setor financeiro para a briga. Os fundos de hedge pressionaram os bancos subscritores das ofertas por distribuição de papéis, para que eles pudessem vender rapidamente as ações com lucro. Esse movimento foi seguido por especuladores, que apostam na queda dos preços das ações. Mais de 14% das ações em circulação da LinkedIn são posições vendidas, segundo a Data Explorers. "Se seu banco lhe der uma alocação, agarre-a - você conseguirá negociá-la rapidamente e ganhar muito dinheiro", disse Espen Robak, presidente da Pluris Valuation Advisors. A sólida demanda pela emissão da Pandora ocorreu apesar de a empresa ainda não ter registrado lucro em nenhum ano desde que foi fundada, em 2000.



Inadimplência em alta

Valor 17.06.2011 - O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que mede as vendas a prazo, registrou alta de 11,6% nos primeiros 15 dias de junho, ante a mesma quinzena de 2010, com um dia útil a mais. Conforme dados da Boa Vista Serviços, na mesma base de comparação, o indicador que mede as vendas à vista (feitas com cheque) apontou crescimento de 18%. Quando as estatísticas são ajustadas pela média diária, o SCPC apontou alta de 3%, enquanto o indicador de cheque chega a 8,9%. Os dados de inadimplência mostram uma aceleração de 16,4% na quinzena, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já os registros cancelados de crédito cresceram 8,2% na mesma base de comparação.



Famílias diminuem o consumo, indica pesquisa da CNC

Agência Brasil 16.06.2011 - As famílias brasileiras estão colocando o pé no freio na hora de consumir. É o que revela a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias referente a junho, divulgada netsa quinta-feira (16) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em relação ao mês de maio deste ano, o Índice de Intenção do Consumo das Famílias mostrou elevação moderada de 0,7%. Já na comparação com o mesmo mês de 2010, o índice de junho registrou queda de 1,7%. O economista da CNC, Bruno Fernandes, disse que esta foi a primeira alta do índice no ano, após cinco meses de quedas consecutivas, motivadas pelas medidas do Banco Central para contenção do crédito e devido ao aumento do custo de vida, que levaram as pessoas a consumir menos. Dois fatores determinaram o resultado mensal, apontou o economista. Um deles foi que o mercado de trabalho, mesmo apresentando desaceleração, continuou sustentando a intenção de consumo. A isto se somou o arrefecimento de preços observado desde o final de maio. “A conjunção desses dois fatores fez com que nós tivéssemos um resultado positivo agora em junho”. Fernandes disse, porém, que a leve alta do índice em junho não foi capaz de reverter o processo de desaceleração do consumo das famílias. Para os próximos dois ou três meses, a CNC está prevendo um arrefecimento de preços, o que favorece a intenção de aumento de gastos das famílias. O economista destacou, porém, que para o ano de 2011, as medidas de contenção do crédito ainda influenciarão a desaceleração do consumo. “Nós ainda podemos ter variações positivas nos próximos meses. No entanto, para o ano, a gente não espera que a intenção de consumo das famílias seja superior à do ano passado. O cenário será mais pessimista do que o de 2010”. A maior alta do Índice de Intenção de Consumo das Famílias em junho, em relação a maio, foi observada na Região Centro-Oeste (+3,8%), enquanto a maior retração foi percebida no Norte do país (-2,2%). Na comparação com junho de 2010, a única variação positiva foi encontrada no Nordeste (+0,1%). A maior queda na intenção do consumo dos brasileiros foi registrada na Região Norte (-7,6%). Por faixas de renda, o maior aumento na intenção de compra em junho ante maio ocorreu entre as pessoas que ganham até dez salários mínimos (+0,9%). Na avaliação dos últimos 12 meses, a maior retração do consumo foi apresentada na faixa de mais de dez mínimos (-2,8%).



Capital extra será exigido de bancos

Bloomberg News 17.06.2011 - Fachada do americano J.P. Morgan: bancos grandes terão de reforçar Basileia. As autoridades reguladoras globais estão preparando um novo regime de exigências de capital adicional, em faixas, para cerca de 30 dos maiores bancos do mundo, em seu mais novo esforço para garantir a contenção de eventuais crises financeiras.

Pelo menos oito bancos, três dos Estados Unidos e cinco da Europa, estão sendo considerados para reforçar o capital em 2,5% de seus ativos, ajustados ao risco, além do mínimo de 7% do "Acordo da Basileia III" estabelecido pelas autoridades reguladoras globais no ano passado. Se as propostas forem adotadas , Citigroup, J.P. Morgan, Bank of America, Deutsche Bank, HSBC, BNP Paribas, Royal Bank of Scotland (RBS) e Barclays teriam que manter uma relação de capital nível 1 de 9,5%, segundo informaram duas pessoas a par das propostas. Goldman Sachs, Morgan Stanley, UBS e Crédit Suisse ficariam uma categoria abaixo, enfrentando uma sobretaxa de 2% e uma relação mínima de 9%. Outros 10 a 15 bancos devem arcar com sobretaxas entre 0,5% e 2%, como parte do esforço para tornar mais resistentes as chamadas "instituições financeiras globais sistemicamente importantes". São essas instituições consideradas tão grandes e importantes para a economia mundial que provavelmente teriam que ser resgatadas pelos contribuintes se tivessem problemas.

As pessoas envolvidas no processo alertam que a lista pode sofrer mudanças quando as autoridades reguladoras se reunirem na Suíça no fim da semana que vem. Um lobby feroz vem sendo feito e as categorias propostas estão sendo compiladas com o uso de dados que, de certa forma, estão desatualizados e não refletem os esforços de alguns bancos para reduzir os riscos e eliminar ativos. Quando as sobretaxas forem recalculadas, os bancos que encolheram dramaticamente, como o Citigroup e o RBS, podem mudar para uma faixa inferior. Negociadores japoneses e franceses vêm se esforçando para manter o Crédit Agricole, o Société Générale, o Mitsubishi UFJ, o Mizuho e o Sumitomo Mitsui fora das categorias mais altas. Não se sabe se terão sucesso. As autoridades reguladoras ainda discutem qual parcela da sobretaxa terá de ser capital e até que ponto o capital contingencial - bônus que podem ser convertidos em ações em uma crise - seria um substituto aceitável. A ideia é colocar cada instituição em uma "cesta", arcando com uma determinada sobretaxa baseada no tamanho, seu alcance global, complexidade estrutural e se outros bancos conseguiriam adquirir o negócio. Os bancos poderiam mudar de categoria na medida em que tamanho, estrutura e apetite por risco se alterassem. Conforme o desenho, há uma "cesta vazia", acima da faixa mais alta que carregaria uma sobretaxa de pelo menos 3%, a fim de inibir o comportamento de risco.

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