terça-feira, 28 de junho de 2011

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Daily News

Contratações no Goldman
Valor 28.06.2011 - O banco Goldman Sachs vai aumentar o número de funcionários no Brasil em cerca de 20% neste ano. A subsidiária brasileira, que aumentou o quadro pessoal de cerca de 200 pessoas no ano passado para os 300 atuais tem planos de crescer nas áreas de banco de investimento, pesquisa, gestão de recursos de terceiros, "private banking", vendas e negociações, disse o presidente da unidade, Valentino D. Carlotti.

Múltiplas salas atraem o público e garantem fluxo
Valor 28.06.2011 - Onde estão os melhores cinemas do Brasil? Fácil: dentro de shopping centers. A migração da rua para o espaço dos shoppings deu-se naturalmente, conforme estes estabelecimentos foram ganhando peso e público, em especial a partir dos anos 80, e consolidando-se nos anos 90 quando surge o conceito multiplex - múltiplas salas de tamanhos variados. O modelo caiu como uma luva para os centros de compras. E como diz Patrícia Cotta, gerente de Marketing do Kiniplex Severiano Ribeiro, com 213 salas no país (e que pretende chegar a 300 até 2017), a maioria em shoppings, "os cinemas vão aonde as pessoas estão".
O oposto também é verdadeiro: os espectadores passaram a preferir as salas dos shoppings, por questões como segurança, praticidade, estacionamento fácil e variedade de opções de filmes num só lugar. Além disso, os avanços tecnológicos dos últimos anos - filmes em 3D, sistema digital, som THX (mais claro e impactante), diz Patrícia, levaram a um aumento significativo de público, principalmente o jovem, fazendo com que os cinemas funcionem cada vez mais como âncoras importantes, garantindo um grande fluxo nos estabelecimentos de compra e funcionando como um amplificador de vendas. "Para isso, fazemos também ações conjuntas com os lojistas, aproveitando eventos como o Dia das Mães, com oferta de brindes, cadeiras premiadas e outros benefícios".
Cerca de 25% das vendas na praça de alimentação, afirma Paulo Stewart, da Saphyr Gestão Total de Shopping Centers, são geradas pelos cinemas. E pesquisas da TNF Resources, feitas para a (Associação Brasileira de Shoppings (Abrasce), revelam que no primeiro quadrimestre de 2011 houve crescimento das vendas nos cinemas de 22,2% sobre 2010. O número de cinemas no país também é crescente: de 1.115 em 2005, passaram a 2.500 em 2010. Para dar uma ideia do volume de pessoas, dados da rede Cinemark, com 443 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades, mostram que por suas salas passaram mais de 38 milhões de espectadores só em 2010.
Carlos Marin, diretor superintendente da rede UCI, com seus 16 complexos e 153 salas (com previsão de mais 50 em dois anos), entende que a melhoria do poder aquisitivo das classes C e D está levando mais pessoas aos cinemas e à implantação de mais salas, com forte crescimento nos estados do Nordeste e região central. Para atrair o público, as redes apostam no conforto das salas e nas novas tecnologias, além da programação bem planejada, acompanhando as preferências dos consumidores. A Kinoplex- Severiano Ribeiro, além de migrar para o sistema digital, está ampliando o número das salas em 3D (que já são 30% do total) no País e aposta nas telas gigantes, outra forte tendência do momento. A UCI, por seu lado, investe na qualidade da tecnologia IMAX, com suas telas de até 30 metros de altura.
Mesmo grupos menores, como o Estação, tradicional circuito de cinema alternativo carioca, não se descuidam das inovações.
Bruno Sá, supervisor do Circuito Estação - com 19 salas em 7 cinemas do Rio, e que ainda tem forte presença na rua - conta que a rede aproveitou a expansão do Shopping da Gávea, abrindo ali 5 salas descentralizadas, com lugares marcados, restaurante dentro do cinema, e até espreguiçadeiras na primeira fila. A busca do conforto e da qualidade é democrática: os investimentos são altos tanto nos shoppings mais sofisticados quanto nos mais populares - como o Jardim Guadalupe, no Rio, ou nas salas Cinépolis (rede mexicana) do Shopping Largo 13, em São Paulo, de apelo mais popular.
E não se limitam ao eixo Rio-São Paulo: em julho a Kinoplex-Severiano inaugura um grande complexo em Maceió (AL) com 6 salas (2 em 3D) e tudo o que há de mais moderno em termos de cinema. Sempre dentro de shopping centers cresce a oferta das chamadas "salas Vip. Na capital paulista, o luxo fica no Shopping Cidade Jardim e Vila Olímpia, por exemplo. No Cidade Jardim, da Cinemark, os corredores são largos e as poltronas de couro reclináveis, apoio para os pés. No Vila Olímpia, da Kinoplex-Severiano, todo o entorno é VIP, com mobiliário sofisticado no foyer, bombonière e até um chefe de cozinha. Também o grupo Cinépolis, mexicano, tem uma sala Vip no Shopping Iguatemi em Alphaville (SP). Outras cidades, como Rio, Campinas e Brasilia, ganharam estabelecimentos no gênero. E vale a pena, comercialmente? Patrícia Cotta garante que o retorno é o mesmo dos cinemas tradicionais.

Crescimento abre portas para prestador de serviços
Valor 28.06.2011 - São os fornecedores e prestadores de serviços a shopping centers que mais devem festejar o sucesso do segmento. "Nos últimos cinco anos, nosso crescimento tem sido de 20% em volume de negócios. Com a entrada da classe C/D no mercado de consumo, não haverá mais limites", calcula Milton Fontoura, diretor da Gismarket, que faz estudos de mercado imobiliário e tem como principal atividade cobrir todo o processo de instalação de um novo shopping, desde a escolha do local até a leitura do perfil do cliente potencial.
Acusando uma participação de 65% no negócio, o filão tem levado a Gismarket a transpor fronteiras e voltar os olhos para regiões onde ainda há carência de endereços comerciais - o Nordeste e o Centro-Oeste, em especial. "O brasileiro adotou o shopping como o seu segundo endereço, e este é um processo irreversível", avalia Fontoura, estimando que ainda há muito o que crescer. Com ele concorda Marcelo Trovati, da Brasanitas Serviços Integrados, para quem Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e interior de São Paulo são as regiões que mais carecem desse tipo de varejo. Capacitada para desenvolver atividades de jardinagem, controle de pragas e manutenção predial, sua empresa vem apostando fortemente na prestação de serviços de limpeza e asseio em shopping center, nos últimos dez anos.
De fato, esse é um dos nichos que mais se beneficiou com o crescimento da indústria de shoppings. Segundo dados da ABRALIMP, o setor de higiene, limpeza e conservação profissional é o segundo maior empregador do país, atrás apenas do de construção, e gera 1,5 milhão de empregos diretos. Ano passado, movimentou recursos da ordem de R$ 9,8 bilhões e, para 2011, estima-se que chegue a R$ 10,5 bilhões.
Mas, para comprovar o aquecimento do mercado no qual atua, Marcelo Trovati gosta de usar como termômetro um novo produto, que foi instituído em meados do ano passado: a manutenção predial complementando o serviço de limpeza. "Quando se faz o asseio do estabelecimento e se agrega mais esta competência, há sinergia de atividades; o preço fica mais competitivo, pois conseguimos enxugar o quadro de gestão, e o shopping ganha com uma qualificação maior da mão de obra", explica o empresário.
Resultado: em quase um ano, a divisão de manutenção predial associada aos serviços de limpeza e asseio cresceu 400% e abocanhou 15% do faturamento geral da empresa, permitindo que a Brasanitas constituísse uma carteira de seis estabelecimentos optantes pelo novo formato de atendimento - entre eles, o Independência, de Juiz de Fora (MG), e o Via Brasil, no Rio de Janeiro.
Outro exemplo capaz de retratar o crescimento do setor de prestação de serviços a shoppings é a LOG Fashion, operadora especializada em logística para o mercado de moda. Pequena transportadora no passado, a empresa responde, hoje, pelo transporte, recebimento, armazenagem, colocação de código de barras, etiquetas e demais atividades que incluem a terceirização do transporte de produtos de vestuário para shoppings, movimentando entre 800 mil e um milhão de peças por mês em todo o país. "Crescemos quase 200% em um ano e fechamos o período com 20 clientes do porte de uma Daslu no Shopping Iguatemi", explica o CEO Marcelo Flório, citando outras marcas, como Havaianas, New Captain, Besni ou Menta & Mellow, e estabelecimentos como o BHShopping, em Belo Horizonte, e o Páteo Brasil, em Brasília, que atende.
"As perspectivas são muitas e, como cada shopping tem suas regras bem estipuladas com relação ao horário de entrega da mercadoria e tipo de veículo de transporte autorizado, nosso know-how nos ajudará a crescer mais ainda, principalmente no interior paulista, onde há forte demanda e poder aquisitivo", prevê Flório.
Sofisticados ou populares, arrojados ou clássicos, o fato é que os shoppings representam, hoje, uma alternativa de trabalho até mesmo para as profissões mais consagradas. Para ampliar instalações e inaugurar novos ambientes, ou simplesmente se reposicionar no mercado, até mesmo os empreendimentos mais antigos oferecem oportunidades, como é o caso recente do Shopping Leblon, que passou por uma revitalização de luxo e contratou os serviços da arquiteta Joy Garrido.
A profissional autônoma atesta que o mercado está vivendo "um momento que não se via há décadas". "O setor imobiliário no Rio está aquecido; todos os shoppings estão em reforma e se preparando para a concorrência", resume Joy, que foi contratada para criar dois lounges. Com projeto de R$ 500 mil, ela explica ter escolhido cores quentes e vibrantes: "No segundo piso, o tom predominante é o cereja e, no terceiro piso, o turquesa. A ideia é identificar bem os espaços do shopping, para que sirvam de referência para os clientes, e criar acolhimento, um lugar onde as pessoas queiram estar, como se estivessem em sua própria casa", conta.
Assinando essa que constitui sua segunda intervenção em shoppings - a primeira foi no Casa Shopping, único especializado em decoração do Rio de Janeiro -, a arquiteta acredita haver muitas portas se abrindo para profissionais como ela, "especialmente nas regiões próximas da atividade de exploração de petróleo, onde há muita demanda, como Macaé", no Estado do Rio de Janeiro. Tanto melhor para ela e para uma legião de outros profissionais prestadores de serviços dos quais seu trabalho depende: designers, marceneiros, engenheiros elétricos, paisagistas e outros.

Petrobrás estuda captar em euros ou outras moedas no exterior
Estadão 27.06.2011 - Apesar dos estudos, a companhia não tem pressa para captar recursos no mercado, dada sua situação financeira confortável, disse o diretor financeiro da empresa
O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou hoje que a Petrobrás está estudando fazer, ainda este ano, uma captação no exterior em euros, ou em outras moedas, como a libra esterlina. "Em dólar, já fizemos uma captação em janeiro. Não voltaremos ao mercado nesta moeda", acrescentou o executivo, após participar de evento em São Paulo.
Apesar dos estudos, o executivo afirmou que a companhia não tem pressa para captar recursos no mercado, dada sua situação financeira confortável. "Não temos uma meta para o ano e sim até 2014, que hoje é de US$ 47 bilhões", disse. De acordo com Barbassa, em torno de US$ 29 bilhões se referem à necessidade de captação de recursos para amortizar dívidas e aproximadamente US$ 17 bilhões será dinheiro novo para investimentos.
Este ano, a companhia já captou US$ 9 bilhões, sendo US$ 6 bilhões em operações na moeda americana. Além das captações no exterior, o executivo contou que a empresa trabalha com outras fontes de financiamento, como banco de fomento, agência de crédito à exportação e Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs), para construção de novos edifícios.
Sobre o novo plano de negócios 2011-2015, Barbassa comentou que a revisão dos investimentos ainda não foi concluída. Neste contexto, evitou estabelecer prazos para a conclusão deste trabalho, não garantindo que o tema poderá ser apreciado na próxima reunião do conselho de administração em julho.

Qualicorp pagará bônus de R$ 46 milhões a fundador
Valor 28.06.2011 - A corretora e administradora de planos de saúde Qualicorp vai gastar R$ 46,5 milhões com um bônus especial a José Seripieri Filho, fundador da empresa, diretor de assuntos estratégicos e presidente do conselho de administração. O valor é mais que o dobro do que foi pago aos diretores mais bem remunerados das companhias abertas em 2010.
O pagamento foi aprovado em assembleia de acionistas e pelo conselho de administração nos últimos dias de maio e é justificado como "gratificação por serviços prestados como diretor". Pelo preço de R$ 1,39 bilhão pago pelo Carlyle para comprar 68,6% da Qualicorp no ano passado, a parte de Seripieri, que vendeu 22%, mas continuou com 31,4% das ações, pode ser calculada em R$ 458 milhões.
Os R$ 46,5 milhões de agora incluem encargos e representam 30% dos R$ 160 milhões que a Qualicorp tinha em caixa e aplicações financeiras no fim de março. O valor representa ainda 13% do que a empresa vai captar na parcela primária da oferta de ações, que teve o preço fechado ontem.
Considerando a verba total de R$ 65 milhões aprovada para remuneração de diretores e conselheiros de administração em 2011, a Qualicorp, que teve receita de R$ 470 milhões no ano passado, tem grandes chances de ficar entre as dez empresas de capital aberto que mais vão gastar com remuneração de administradores no Brasil. Décimo dessa lista em 2010, o Pão de Açúcar gastou R$ 61 milhões com pagamento de executivos e conselheiros e prevê repetir o valor neste ano.
A Qualicorp foi procurada, mas informou que não comentaria o assunto, com o argumento de que está em "período de silêncio" por conta da oferta de ações.
Seripieri Filho não será o único a capitalizar com a oferta da empresa, que administra planos de saúde coletivos de entidades de classe e associações. O presidente-executivo da companhia, Heráclito de Brito Gomes Júnior, está vendendo 714 mil ações na parcela secundária da oferta pública e deve receber um total de R$ 9,28 milhões na operação, tendo em conta o preço de R$ 13 fechado ontem.
As ações foram adquiridas por meio do exercício de uma parte das opções de compra de ações a que o executivo tem direito. Ele comprou os papéis em 29 de maio a R$ 2,80 cada um, ou R$ 2 milhões no total, e agora as venderá por R$ 13 cada um. Gomes Júnior foi para a Qualicorp em março de 2010, quando deixou a presidência da Bradesco Seguros.
Dentro do mesmo plano, o executivo ainda tem direito a 8,6 milhões de opções. Caso as exerça até maio de 2014, o preço de exercício será de R$ 2,80 reajustados pelo IGP-M. Depois desse prazo, o preço cai a R$ 0,001 por ação.
Para os demais executivos da empresa, existe um outro plano de opção de ações, que terá preço de exercício atrelado à cotação dos papéis em bolsa.
Entre as novatas do mercado, Brazil Pharma e Technos também possuem planos de opção de compra de ações com preço de exercício fixo.
Na rede de farmácias, o plano de opções representa 5,3% do capital da companhia e pode ser elevado para 8% do total. Conforme dados que constam das notas explicativas do balanço do primeiro trimestre, foi fixado um preço de exercício de R$ 1,0265, corrigido pelo IPCA, sendo que as ações da empresa foram vendidas a R$ 17,25 na oferta pública. Nessa nota a empresa não informa se o preço vale para todas as ações do plano ou apenas para uma outorga específica.
A fabricante de relógios Technos aprovou seu plano de opção de compra de ações ainda em dezembro de 2008, quando decidiu destinar até 7,1% do seu capital para possível compra por diretores, conselheiros, gerentes e controladores por meio de diversos programas. Os sete lotes de outorga realizados até agora podem ser divididos em dois blocos. O primeiro deles envolveu 3,695 milhões de ações (4,8% da empresa), sendo que 2,985 milhões foram entregues aos executivos entre o fim de 2008 e início de 2009. O restante das ações desse primeiro bloco foi repassado em abril deste ano. Todas foram entregues com preço de exercício de R$ 1,00, com correção pelo IPCA mais 7%. No prospecto preliminar da Technos, o preço sugerido para a ação variava entre R$ 16,50 e R$ 20,50.
No segundo bloco, com o preço a R$ 4,52, três programas (somando 500 mil papéis) foram lançados em 1º de junho, data da última outorga. Ainda há 1,267 milhão de opções a serem oferecidas nos próximos programas.
Brazil Pharma e Technos foram procuradas, mas não falaram por conta do período de silêncio.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) não tem orientações sobre o que é bom ou ruim em termos de práticas para remuneração de executivos. "O importante nesse processo é que haja muita transparência. Aí o acionista pode julgar as condições", diz Adriane de Almeida, coordenadora do centro de pesquisas do IBGC, destacando que é importante haver clareza especialmente sobre planos de opções, que são complexos por natureza.
De acordo com Marcelo Ferrari, diretor de negócios da Mercer, empresa especializada em planos de remuneração de executivos, "não é recomendável" a existência de descontos muito grandes em planos de opção. "Isso pode passar uma imagem negativa para o mercado, de tratamento diferenciado ou privilegiado para os executivos em relação aos demais acionistas", diz.
Ferrari diz que, conceitualmente, isso também não faz muito sentido. O objetivo do plano de opções é atrelar a remuneração à valorização das ações. Se o preço de exercício é o mesmo do mercado, o executivo vai se esforçar para que a ação da empresa aumente de valor no longo prazo, para ganhar mais quando puder exercer as opções. Com o preço simbólico, esse incentivo deixa de existir. "Mesmo que a empresa perca valor, o executivo ganha dinheiro", explica.
Entre as outras empresas que estão na fila para abertura de capital a Perenco, do setor de petróleo, diz no prospecto preliminar que não possui plano de opções, mas que estuda a elaboração de um, que poderá ser aprovado antes do registro de companhia aberta, o que está previsto para os próximos dias.
A Copersucar, do setor sucroalcooleiro, escreveu no documento que não existe plano de remuneração baseado em ações, mas que um programa do tipo será analisado a partir de agosto.
A PetroRecôncavo, de petróleo, informou "não haver plano de remuneração baseado em ações atualmente em vigor ou previsto". Em situação similar está a LG Agro, que declarou não ter um plano de opção de compras de ações aprovado.

Ações da empresa saem a R$ 13, abaixo do previsto na oferta
Valor 28.06.2011 - Com pouca demanda, o preço dos papéis da Qualicorp ficou abaixo do esperado na oferta pública inicial de ações da companhia, que administração e vende seguros de saúde. Cada papel será vendido a R$ 13, um desconto de quase 20% sobre o piso da faixa sugerida no prospecto preliminar, que ia de R$ 16 a R$ 19.
Por esse preço, a empresa entrará na bolsa valendo R$ 3,36 bilhões, o que significa uma alta de 65% sobre o valor implícito na transação de compra de controle pelo fundo de investimento em participações Carlyle, em julho de 2010.
A oferta movimentou R$ 943 milhões, sendo que esse valor pode subir para R$ 1,085 bilhão, em caso de exercício do lote suplementar, que já foi registrado na Comissão de Valores Mobiliários. Não foi exercido o lote adicional, que poderia aumentar em 20% a oferta em comparação com o número de papéis iniciais.
Se a oferta tivesse ficado dentro da faixa sugerida, a operação movimentaria de R$ 1,16 bilhão e R$ 1,86 bilhão.
Foram colocadas no mercado 83,5 milhões de ações, incluindo um lote suplementar de 15%. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram vendidas todas as 27,2 milhões de ações (R$ 353,8 milhões) da oferta primária e todas as 45,4 milhões (R$ 589,745 milhões) da oferta secundária.
Do montante arrecadado, R$ 353,8 milhões se referem à oferta primária e vão para o caixa da companhia. O restante, captado na oferta secundária e no lote suplementar, vai para os acionistas vendedores.
O fundo Carlyle, que detinha 68,6% do capital da empresa antes da oferta, reduzirá sua participação para algo entre 43,9% e 39,7%, a depender da colocação do lote suplementar. Com a venda de 44,6 milhões de ações, o fundo já garantiu R$ 580 milhões, valor que pode aumentar em R$ 141 milhões com o lote extra.
A estreia dos papéis na BM&FBovespa está marcada para quarta-feira, dia 29. Eles serão negociados sob o código QUAL3.
Ontem foi a vez da rede de drogarias Brazil Pharma começar a ser negociada. As ações da companhia caíram 5% em relação ao preço pago em sua oferta inicial. Os papéis da empresa, controlada pelo BTG Pactual, encerraram o dia a R$ 16,40. Na oferta, eles saíram por R$ 17,25. Foram realizados 225 negócios com as ações ontem, que movimentaram R$ 72,690 milhões.
Terminou ontem o período de reserva da Technos e da BR Properties. Para hoje, o calendário da CVM prevê que as duas empresas fechem o preço de suas ofertas iniciais de ações

Em Paris, Diniz tenta reunião com Casino
alor 28.06.2011 - A noite de ontem foi tumultuada no número 58 da Avenue Kléber, em Paris. No escritório do grupo Casino, uma informação de última hora surpreendeu a diretoria da varejista francesa. O empresário Abilio Diniz, sócio do Casino na holding Wilkes, controladora do Grupo Pão de Açúcar (GPA), estava na capital francesa, mas segundo informação recebida pelo Casino, o empresário teria ido à sede do grande rival Carrefour.
Até o início da noite de ontem, a disposição do Casino era de conversar com Diniz- antes de saber que o empresário teria ido procurar o Carrefour. Diniz, segundo sua assessoria, chegou ontem em Paris e estava tentando um contato com o presidente do Casino, Jean-Charles Henri Naouri. A intenção era entrar em um entendimento, sem brigas com sócio. Inicialmente, Diniz voltaria ao Brasil hoje de manhã, para dar a última aula do seu curso de liderança na Fundação Getúlio Vargas, mas a cancelou. Permanece em Paris na tentativa de encontrar-se com Naouri.
A iniciativa de conciliação foi tomada quase um mês depois de o Casino recorrer à Câmara Internacional de Comércio (ICC), em São Paulo, pedindo uma arbitragem contra Diniz para manter o acordo fechado entre as partes em novembro de 2006 na Wilkes. Segundo o acordo, o Casino deveria ser informado de qualquer oportunidade de negócio para o grupo no Brasil. As conversas sobre uma possível fusão com o Carrefour no país, porém, ocorreram sem o conhecimento do Casino.
O sócio francês de Diniz já deixou claro seu dissabor com as investidas do brasileiro. Desde 22 de maio, quando a imprensa francesa revelou a aproximação entre o empresário e o Carrefour, o Casino tomou três medidas firmes. Em 31 de maio, entrou com pedido de arbitragem. No início de junho solicitou ao Tribunal de Comércio de Nanterre a apreensão de documentos na sede do Carrefour, que comprovassem as conversas entre Carrefour e Diniz, que teriam começado em março. No dia 16, data da reunião do conselho de administração do Pão de Açúcar, da qual representantes do Casino tomaram parte, a rede francesa anunciou o aumento da sua fatia na companhia, de 34% para 37%.
Durante todo esse tempo, Diniz teria se mantido em silêncio. Sua única comunicação com Jean-Charles Henri Naouri foi no final de maio, quando o presidente do Casino mandou um e-mail ao sócio pedindo explicações sobre as notícias veiculadas pela imprensa francesa, a respeito da sua negociação com o Carrefour. Segundo apurou o Valor, Diniz confirmou a conversa com o rival francês, mas afirmou não ter nenhuma informação relevante a dar ao Casino ou ao Pão de Açúcar. A varejista brasileira, líder absoluta no país, teria ficado à parte dessa negociação, entabulada diretamente por Diniz.
Mesmo Diniz tendo pedido reunião com Naouri, o Casino não cogita interromper o processo de arbitragem. Os documentos apreendidos na sede do Carrefour, que comprovam as trocas de mensagem entre Diniz, Carrefour e Estáter, a butique financeira que assessora o brasileiro, devem ser usados como prova no processo. O Casino não iria abrir mão, também, de exercer sua opção de compra do controle da Wilkes em junho de 2012, já prevista no acordo de acionistas.
Mas agora, se ficar confirmada a visita de Diniz à sede do Carrefour, o Casino só vai ouvir na Justiça o que o sócio tem a dizer.
O Casino confirmou ao Valor que ainda não teve acesso aos 22 documentos apreendidos pelo Tribunal do Comércio de Nanterre que comprovam a existência das conversas entre Diniz e o Carrefour. Por enquanto, a decisão desse tribunal de comércio, anunciada na sexta-feira, de manter sob custódia os e-mails trocados entre Diniz, Carrefour e a Estáter é apenas a "primeira etapa", diz o Casino, ressaltando que a confirmação de que as negociações ocorreram já é um elemento importante. Afinal, o grupo Diniz vem negando os contatos com o Carrefour.
Agora, o próximo passo do Casino será tentar judicialmente obter acesso aos documentos, a grande maioria e-mails.
Na França, o Carrefour, que se recusa a comentar o assunto, deverá contestar, provavelmente em outra instância, a legalidade da apreensão realizada, a pedido do Casino, pelo Tribunal de Comércio de Nanterre. Os recursos contra uma decisão de um tribunal desse tipo são levados a uma corte de apelações, uma instância superior.

Decoração e design inspiram centros temáticos
Valor 28.06.2011 - Em 2005, o país contava com 53 shoppings temáticos. Seis anos depois, já são 83, boa parte deles voltados ao segmento de decoração, de acordo com as estimativas das próprias administradoras. A novidade chegou na década de 1990, mas foi nos últimos 15 anos que registrou o maior número de inaugurações. Na visão dos estudiosos, a instalação de centros comerciais especializados em decoração e design é uma resposta direta ao crescente número de novos empreendimentos imobiliários. Só na cidade de São Paulo foram lançadas 37.304 unidades no ano passado, 18% a mais que em 2009.
"Mais casa nova, mais consumidor em busca de itens de decoração", avalia Gabriela Baumgart, diretora de marketing da Cidade Center Norte, que abriga o Shopping Lar Center, o primeiro no gênero na capital paulista. "Só na Zona Norte da cidade foram lançados 55 edifícios que estão sendo entregues agora", afirma. "Nessa toada, crescemos a uma média de 17% ao ano".
Inaugurado em junho de 1987, o Lar Center foi o primeiro shopping de São Paulo a reunir em um mesmo espaço varejistas de materiais básicos de construção e lojas de mobiliário e objetos de decoração sofisticados. São 120 lojas distribuídas em 45 mil m2, que recebem uma média de 1,5 milhão de clientes por mês. Apesar de ser considerado um shopping de destino, o Lar Center é beneficiado pelo fluxo de público que frequenta o Shopping Center Norte, o Expo Center Norte e o Novotel S. Paulo Center Norte.
"Não é por acaso que 25% do nosso público é de fora da capital", afirma Gabriela. "Também é em razão do grande volume de consumidores que o Lar Center atraiu para a região outros varejistas do segmento, como a Tok&Stok, que antes integrava o nosso mix e abriu uma megastore, a Etna e a Telha Norte, transformando os endereços ao redor em um polo de construção e decoração".
Somar um grande volume de público, segundo Alberto Serrentino, sócio da consultoria Gouvêa de Souza & MD, um dos maiores desafios dos administradores desse perfil de centros de compra. "O mix de lojas, por mais diversificado que seja, não tem capacidade de atrair clientes frequentemente, as pessoas vão quando têm necessidade", afirma. Como consequência, os shoppings de decoração têm um período mais longo de maturação e, às vezes, têm de mudar de perfil para dar conta dos custos.
Como exemplo, ele cita o Shopping Rio Design, que nasceu com o objetivo de ser um centro de design e aos poucos migrou para o perfil de shopping sofisticado, com uma boa variedade de lojas, inclusive de moda. Outros, contudo, se mantêm fiéis, entre eles o D&D Shopping, de São Paulo, inaugurado em 1995 seguindo a mesma linha dos grandes shoppings dos Estados Unidos e Europa.
"Recebemos uma média de 500 mil pessoas por mês, das classes AA, A e B, em busca de produtos sofisticados e de design distribuídos em 95 lojas", diz a superintendente Vânia Ceccotto.
Se é difícil atrair público nos principais pontos das grandes capitais, que dirá quando o shopping aposta em um novo endereço, ainda pouco conhecido dos consumidores. Foi o que aconteceu com o Casa Park, de Brasília, que abriu as portas no ano 2000, em uma região periférica da capital do país. "Tomamos o cuidado de construir primeiro a loja da Tok&Stok, um ano e meio antes da abertura do shopping, para atrair outros varejistas de peso e chamar o público para aquela região da cidade", conta Ivan Valença, da Valença Empreendimentos, responsável pelo shopping. "O Casa Park foi um sucesso na abertura, ainda com um único pavimento e apenas 40 lojas. Mas aos poucos o fluxo foi diminuindo, com uma média de 35 mil pessoas por mês. Era preciso gerar movimento".
A estratégia adotada pelo empreendedor foi somar, ao mix de varejistas, endereços que tivessem afinidade com o público classe A que frequentava o Casa Park. Uma sala de cinema, uma mega unidade da Livraria Cultura e espaços gastronômicos foram abertos. Paralelamente, o mix de lojas também foi democratizado, com a chegada de redes que somavam qualidade e preço atraente.
"O resultado superou as expectativas, o fluxo de público saltou para 200 mil pessoas por mês, o que ajudou o faturamento do shopping a somar R$ 15 milhões mensais no ano passado". Hoje, são 70 lojas, que concentram 70% da demanda de compras de móveis e de decoração de Brasília.
Democratizar o mix de ofertas e oferecer uma gama maior de serviços, como consultorias e espaços próprios para a atuação de arquitetos e decoradores foi e ainda é uma das estratégias adotadas pelo CasaShopping, do Rio de Janeiro. Inaugurado em 1984, o shopping conta com 120 lojas distribuídas por uma área construída de 41 mil m2, que abriga, também, 208 salas comerciais, auditório multiuso para 150 pessoas e 1.600 vagas de estacionamento.
Segundo o empreendedor Luiz Paulo Marcolini, responsável pela construção e administração do CasaShopping, um dos segredos do bom desempenho do empreendimento está na soma de uma diversificada oferta de produtos com uma boa prestação de serviço ao consumidor e aos profissionais da área, principalmente decoradores, designers e arquitetos.
A estratégia tem dado certo. Segundo Marcolini, em 2006 o faturamento das lojas era de R$ 600 por metro quadrado, hoje é de R$ 1.400. "A receita mais do que dobrou em cinco anos, o que prova o crescimento da economia e a adequação do mix de lojas ao perfil do público", afirma o empreendedor. Disposto a crescer, o Casa Shopping investiu R$ 100 milhões em duas grandes expansões que deverão ser concluídas em duas fases.
A primeira, em 2012, engloba a reintegração da Tok&Stock ao shopping por meio de uma passarela, quatro novos blocos de lojas especializadas, restaurante e uma loja de conveniência de luxo. A segunda fase, em 2014, acrescentará 90 vagas de estacionamento, ampliará a área bruta locável e contará com um hotel butique.

Herdeiro da Rossi vai ser concorrente do próprio pai
Estadão 28.06.2011 - A GR Properties, de Guilherme Rossi, começou há três anos com galpões e vai lançar prédios residenciais.
Embora não goste de falar de suas origens e só revele o sobrenome em casos extremos, Guilherme Rossi, 31 anos, fez questão de emoldurar e pendurar na parede do escritório um bilhete escrito à mão pelo pai, fundador de uma das maiores incorporadoras do País. No rabisco, assinado por João Rossi, dicas para ser um empreendedor de sucesso: "Qualquer negócio para dar certo precisa ter: 1) contas certas e completas; 2) funding; 3) mercado; 4) muita transpiração."
Depois de trabalhar cinco anos na empresa do pai, Guilherme montou em 2008 seu próprio negócio no ramo imobiliário. Começou com galpões industriais, desenvolveu um prédio comercial e agora se prepara para entrar no segmento residencial, tornando-se um (modesto) concorrente da empresa da família.
A GR Properties (o nome vem das iniciais do fundador) pretende lançar em outubro deste ano dois empreendimentos com apartamentos compactos, de 35 metros quadrados, na Vila Madalena, em São Paulo, e no bairro Cambuí, em Campinas. Na capital, as unidades mobiliadas devem custar em torno de R$ 350 mil e são voltadas principalmente para investidores - característica que, como Guilherme gosta de enfatizar, diferencia seu negócio da Rossi Incorporadora. "Nosso foco são empreendimentos geradores de renda", diz o empresário.
Para desvincular os dois negócios, ele costuma dizer também que não quer ser grande nem pretende ter sócios. "Em sociedade, a tomada de decisão fica mais demorada." Com um perfil centralizador, Guilherme não quer que sua empresa atinja um tamanho que fuja do seu campo de visão. A meta de faturamento anual é de R$ 200 milhões. "Mais que isso, sai do controle." Este ano, o valor total dos empreendimentos lançados pela companhia vai atingir R$ 155 milhões.
Galpões. Cerca de 80% do negócio da GR Properties ainda vem do segmento industrial. Em Jundiaí, o galpão de 40 mil metros quadrados está 100% alugado, com 12 investidores e 10 empresas inquilinas. Dois outros imóveis do gênero devem ser lançados em 2012 e um loteamento industrial está atualmente em fase de aprovação.
No início do mês, Guilherme lançou em sociedade com um dos irmãos trigêmeos, Eduardo Rossi, um prédio comercial na Penha, bairro pouco atrativo para esse tipo de empreendimento. As unidades foram vendidas em três dias. Na fachada do prédio, apenas o "R" das iniciais dos irmãos indicava a procedência da empresa. Eduardo também está estreando no ramo imobiliário, com uma empresa própria.
"Sempre quis começar do zero, por isso optei por não fazer carreira na Rossi", diz o empresário, um dos seis herdeiros de João Rossi. Para começar, no entanto, ele não teve como dispensar um empurrãozinho. O primeiro terreno do portfólio, em Jundiaí, foi comprado em 2008 com um empréstimo do pai. "De lá pra cá, mais que dobrei o que ele me deu", faz questão de dizer.
O próximo passo da GR Properties agora é investir no ramo hoteleiro. O empresário acabou de comprar um terreno em Campinas e pretende desenvolver lá um hotel com 180 quartos, que serão vendidos para investidores e administrados por uma rede terceirizada. "Por enquanto, a empresa é um laboratório. Estou testando possibilidades."

Grupo Posadas, dono do Caesar Park, busca sócio
Valor 28.06.2011 - O Grupo Posadas, maior operador hoteleiro do México, informou ontem ao Valor que está em busca de capitalização, seja por meio da bolsa ou com um investidor. Na manhã de ontem, a imprensa mexicana divulgou que a companhia contratou o banco de investimentos Rothschild para assessorá-lo na venda de ativos ou até mesmo do seu controle.
"Informamos que estamos, sim, abertos a avaliar todas as opções, entre as quais estão oferta pública em bolsa e associação com investidores institucionais", confirmou o grupo, por e-mail, citando que quer recursos para expansão no México, Brasil, Argentina e Chile.
O Posadas tem 13 hotéis da bandeira Caesar Park na América do Sul. Ao todo, são 112 imóveis, com oferta total de 19,7 mil quartos em 57 cidades diferentes. Deste total, 85% estão no México, 10% no Brasil, 3% nos Estados Unidos e o restante no Chile e na Argentina. Em agosto de 2010, o grupo mexicano vendeu por um valor simbólico 30,4% das ações que detinha na Mexicana de Aviación, em concordata e sem operar desde então.
A edição on-line do jornal mexicano "Excelsior" publicou ontem que o Grupo Posadas tem sido afetado nos últimos anos pela debilidade do setor de turismo no México, por causa da percepção de insegurança no país. A dívida da empresa no primeiro trimestre do ano seria de US$ 797,6 milhões, ou o equivalente a R$ 1,3 bilhão.
Algumas consultorias, de acordo com a imprensa mexicana, asseguram que o Posadas estaria muito alavancado e sem possibilidades de obter novos financiamentos. O episódio mais controverso do Grupo Posadas foi a negociação da Mexicana de Aviación, por US$ 165 milhões.
O Grupo Posadas foi fundado em 1970 pela família Azcarraga. Segundo o jornal mexicano "El Universal", a estreia do Posadas na bolsa aconteceu em 1992. Em 1998, a companhia começou sua investida na América do Sul com a aquisição da bandeira Caesar Park.
Do total de 19,7 mil quartos, 6,9 mil são próprios. Outros 9,9 mil são administrados pelo grupo e 2,9 mil apartamentos são arrendados.
Apesar de sua situação financeira, o "El Universal" destaca que o Posadas tem um plano para os próximos três anos de inaugurar 40 hotéis, ou o equivalente a 5,2 mil quartos. O investimento total nesse projeto seria de US$ 290 milhões, alavancados com parceiros e investidores. O mercado alvo seria o doméstico.

Vivenda do Camarão
Folha 28.06.2011 - Frutos do mar A Vivenda do Camarão vai abrir 12 lojas no segundo semestre, em Vitória (ES), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Porto Alegre (RS), RJ e SP. Neste ano, já inaugurou nove restaurantes, incluindo lojas no Pará e na República Dominicana.

Catarinense Tirol investe em valor agregado
Valor 28.06.2011 - A aposta no aumento da demanda por alimentos saudáveis no Brasil levou a Tirol, com sede em Treze Tílias, no meio-oeste catarinense, a lançar uma linha de sucos probióticos feitos à base de soro de leite. A empresa vai oferecer a bebida ao mercado em embalagens de 1 litro nos sabores maracujá e laranja. Segundo Schirlei Osmarini, responsável pelo marketing da companhia, a ideia é sentir a resposta dos consumidores pelo produto, mais disseminado na Europa, para depois ampliar a linha.
A novidade vai disputar espaço com os sucos à base de soja, um negócio que vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos tempos no país. Segundo pesquisa da Nielsen, o segmento de bebidas à base de soja cresceu 22,2% em valor de vendas na comparação entre 2010 e 2009. No mesmo período, o volume registrou um incremento de 19,4%.
Segundo Schirlei, o suco probiótico tem vantagem porque contribui para a prevenção de doenças. O produto contém organismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, auxiliam a digestão.
A Tirol, tradicional empresa do rama de laticínios, tem investido na diversificação do seu mix de produtos com maior valor agregado. Conforme Schirlei, são 140 itens entre queijos, creme de leite, requeijão, doce de leite, iogurte, leite pasteurizado e leite em pó. O carro-chefe é o leite UHT, com produção de 800 mil litros por dia. A Tirol processa cerca de 1,7 milhão de litros por leite diariamente em suas unidades em Treze Tílias e Chapecó, o que a coloca entre as cinco maiores do segmento no país.
Em abril, a Tirol já havia anunciado ao mercado uma nova linha de leites longa vida especiais. Os produtos são fabricados na versão integral com adição de ferro e vitaminas, semi-desnatado com baixo teor de lactose; e desnatado com cálcio. Com os lançamentos, a previsão da empresa é crescer 10% em 2011 sobre 2010. A previsão da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Leite Brasil) é que o mercado cresça 5% este ano.
Fundada em 1974 em Treze Tílias, região de colonização austríaca, a Tirol iniciou os negócios com a industrialização de leite pasteurizado, com capacidade de 200 litros de leite por dia. Hoje, a empresa se abastece na bacia leiteira que abrange Santa Catarina, Paraná e parte do Rio Grande do Sul, com cerca de 12 mil produtores. Por isso, conta com 19 postos de captação, onde são feitas a análise e resfriamento do leite.
A Tirol mantém o foco de atuação no Sul e Sudeste, à exceção do Rio Grande do Sul que responde por menos de 1% das vendas da companhia. No Nordeste, a Tirol está presente apenas com o leite em pó.

Ação da Gradiente contra a Suframa será julgada nesta semana
Exame 27.06.2011 - Valor da ação pode chegar a R$ 300 milhões; audiência está marcada para o próximo dia 30.
Finalmente, nesta semana, o processo da Gradiente contra a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) pode chegar ao fim.
A audiência está marcada para a próxima quinta-feira (30/6) e caso o processo seja votado a favor da Gradiente, a companhia pode reaver cerca de 300 milhões de reais. O valor refere-se a impostos indevidos pagos pela empresa durante oito anos.
A primeira audiência estava marcada para acontecer em meados do mês de maio, mas foi adiada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um equivoco no relatório apresentado pela Ministra Cármen Lúcia, responsável pelo caso.
A ação corre na Justiça há mais de quatro anos, mesmo período que a Gradiente ensaia maneiras de voltar a operar no mercado. Recentemente, a fabricante de eletroeletrônicos concluiu seu programa de reestruturação e deve voltar a operar a partir do segundo semestre deste ano.
A empresa, que passou a operar por meio da subsidiária Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), afirmou recentemente que recebeu aportes de cerca de 70 milhões de diferentes investidores.  A dívida total da companhia, no entanto, soma bem mais que 300 milhões de reais.

Rio de Janeiro atrai empresas de logística e armazenagem
DCI 28.06.2011 - A força das atividades petrolífera, química e metalomecânica tem atraído a área de logística do Rio de Janeiro, e a Brasilmaxi, cuja projeção é faturar R$ 87 milhões este ano, ante os R$ 76 milhões de 2010, abre um armazém na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Pavuna, e amplia sua frota. Com sede na capital paulista, a Brasilmaxi já conta com outro armazém no Rio, em Guadalupe, zona norte daquela capital. Outra ação da empresa para expandir-se no estado vizinho é a aliança com a transportadora Transdis, relata Paulo Tigevisk, gerente de Marketing da Brasilmaxi.

Correios pretendem investir R$4,3 bi em quatro anos
Exame 27.06.2011 - Segundo o presidente Wagner Pinheiro, boa parte desse investimento será com recursos próprios e destinado à melhora da infraestrutura da empresa.
Para esse ano, o orçamento dos Correios, de acordo com Pinheiro, é de 500 milhões de reais.
Os Correios pretendem investir nos próximos quatro anos 4,3 bilhões de reais, afirmou na segunda-feira o presidente da estatal, Wagner Pinheiro.
Segundo ele, boa parte desse investimento será com recursos próprios e destinado à melhora da infraestrutura da empresa.
"Esse é o nosso projeto e por ser uma estatal precisa passar pelo Congresso", disse ele durante evento no Rio de Janeiro.
"Vamos usar esses recursos na recuperação da nossa infraestrutura como terminais de carga, centros operacionais e na infraestrutura como um todo além de aplicar em tecnologia de informação para modernizar nosso sistema de informática", afirmou.
Para esse ano, o orçamento dos Correios, de acordo com Pinheiro, é de 500 milhões de reais, sendo que devem ser desembolsados apenas de 350 a 400 milhões de reais.
"Estamos implementando mudanças administrativas para que sejamos mais ágeis."
Pinheiro voltou a manifestar interesse da estatal em investir no projeto do trem-bala que vai interligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Segundo ele, o plano dos Correios é ser um sócio "estratégico" do futuro vencedor do leilão.
"Não vamos participar do leilão. Queremos ser sócios depois do leilão. Vamos estabelecer alguns critérios para participar. Se o consórcio vencedor aceitar, vamos entrar porque para nós seria importante para o transporte da nossa carga."
O transporte ferroviário seria vantajoso para os Correios devido à agilidade, uma vez que boa parte das postagens é feita atualmente com transporte rodoviário.
"Daria para nos ajudar muito até porque o transporte de cargas dessa região do trem-bala representa cerca de 45 por cento de tudo o que a gente transporta no Brasil."

Grupo EBX destinará terreno no litoral de SC a projeto logístico
Valor 28.06.2011 - Depois de abortar o plano de investimento de US$ 1,5 bilhão para a instalação de um estaleiro na Grande Florianópolis, o empresário Eike Batista está desenvolvendo um projeto de logística para o terreno de 2 milhões de metros quadrados que fica à beira do mar em Biguaçu. Uma reunião marcada para as 10 horas de hoje entre os executivos da REX (empresa controlada pelo grupo EBX) e o prefeito da cidade, José Castelo Deschamps (PP), deve detalhar quais é os planos da companhia para a área.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da REX divulgou uma nota informando que a companhia é proprietária de uma grande área no Estado catarinense. "A REX, empresa de real estate do grupo EBX, é proprietária de um terreno de 2 milhões de metros quadrados no município de Biguaçu. A empresa estuda desenvolvimento de projeto logístico no local", afirma o texto da nota.
Segundo o site da companhia, a REX investe no desenvolvimento imobiliário das retroáreas dos grandes empreendimentos do grupo EBX. A empresa também declara que possui terrenos com localização privilegiada em estados como o Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina, além da Hacienda Castilla, no Chile, com 240 mil hectares. Em Santa Catarina, a REX informa que possui áreas nos municípios de Biguaçu e de Governador Celso Ramos, onde pretende desenvolver projetos imobiliários nos setores residenciais e industriais.
Os planos iniciais do grupo em montar um estaleiro no terreno de Biguaçu foram atrapalhados por dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental. Como a liberação prévia ocorreu primeiro no Estado do Rio de Janeiro, o grupo replanejou os investimentos. Na quarta-feira passada, cerca de um ano após o início do processo de licenciamento ambiental, o grupo recebeu a licença de instalação - segunda de três etapas necessárias para a operação - da Unidade de Construção Naval (UCN) do chamado Complexo Industrial do Superporto do Açu, no Distrito Industrial de São João da Barra, no litoral fluminense. A empreitada é conduzida pela OSX, empresa do setor naval do mesmo grupo.
Em contrapartida, a EBX terá de investir R$ 34 milhões para obras de saneamento na cidade de São João da Barra e medidas de proteção da biodiversidade local. Também terá de destinar R$ 37 milhões para a implantação e manutenção de unidades de conservação ambiental. Deverá criar, ainda, uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com 3,845 hectares de área ambiental protegida, além de realizar iniciativas de capacitação e desenvolvimento das comunidades vizinhas à obra e implantar um projeto de investimento social da pesca e agricultura na região.
Para Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, diretor presidente da OSX, a licença traz oportunidades de desenvolvimento em longo prazo. "Poderemos construir, com conteúdo nacional, a quantidade de equipamentos navais que o país precisa para produzir o petróleo em águas nacionais", diz.
Eike Batista vence ação contra Landim
Landim solicitava uma indenização referente a 1% do valor das ações da holding do empresário por "descumprimento de contrato".
A saída de Landim do grupo de Eike foi anunciada em abril de 2010, após o empresário e o executivo entrarem em sérios desentendimentos
O empresário Eike Batista venceu a primeira batalha contra seu antigo braço direito, Rodolfo Landim. Hoje, o juiz Mauro Pereira Martins, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou o pedido de Landim contra o empresário, que solicitava uma indenização referente a 1% do valor das ações da holding do empresário por "descumprimento de contrato", cifra que corresponde a cerca de US$ 300 milhões.
O advogado de Eike, Sérgio Bermudes, classifica o pedido feito por Landim de absurdo por se basear em uma declaração feita pelo empresário no verso de um cardápio de avião, onde ele se comprometia a recompensar o executivo pelo bom trabalho no grupo. "Foi um mero devaneio de Eike em um momento de empolgação. Não era um compromisso", afirmou. E completou: "Durante o tempo em que Landim esteve no grupo, o Eike pagou mais de R$ 200 milhões para ele". Segundo Bermudes, Landim deve recorrer da decisão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A saída de Landim do grupo de Eike foi anunciada em abril de 2010, após o empresário e o executivo entrarem em sérios desentendimentos. No cerne da disputa está o pagamento de bônus e participações que teria sido acertado quando Eike convidou Landim para deixar a BR Distribuidora e integrar o grupo EBX, atraído por um salário mensal de R$ 300 mil. Na época, o grupo de Eike era avaliado em US$ 300 milhões, quase 1% do que valia quando Landim deixou o conglomerado: US$ 27 bilhões.

BTG fecha captação de fundo de private equity de US$ 1,6 bilhão
Valor 27.06.2011 - O BTG Pactual acaba de fechar a captação de um megafundo de private equity – que compra participações em empresas – de US$ 1,6 bilhão. O fundo já nasce com duas companhias no portfólio: a Brasbunker, que atua na prestação de serviços para a indústria de petróleo, e a Brazil Pharma, cujas ações estrearam na BM&FBovespa nesta segunda-feira.
A captação amplia a capacidade do banco para realizar aquisições, de acordo com o Carlos Fonseca, sócio do BTG. O fundo, chamado de BTG Pactual Brazil Investment Fund I, passa a ser o veículo de investimento do banco em empresas da chamada economia real.
Segundo Fonseca, a instituição decidiu abrir o fundo diante dos bons resultados alcançados com os primeiros investimentos – entre eles a rede de estacionamentos Estapar e a participação na Mitsubishi Motors do Brasil – e das oportunidades de negócio que a economia nacional ainda proporciona.
Do total de recursos, US$ 500 milhões vieram do grupo do BTG e outros US$ 200 milhões foram captados de sócios e funcionários do próprio banco. “A participação do capital proprietário foi muito bem recebido e deu conforto aos investidores”, afirma.
Entre os cotistas estão ainda grandes famílias brasileiras e da América Latina, além de fundos soberanos de vários países e investidores dos Estados Unidos, segundo o sócio do BTG. Além das duas empresas que já compõem o portfólio, Fonseca prevê que o fundo realize entre cinco e dez investimentos.

BID anuncia US$ 100 milhões para empresas da América Latina e Caribe
DCI 28.06.2011 - O Banco Interamericano de Desenvolvimento anunciou ontem que vai conceder US$ 100 milhões em créditos para empresas da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil. Esses recursos deverão estar disponíveis a partir do ano que vem e , vão para empresas que atuem no mercado, com foco nas classes C, D e E. O objetivo, de acordo com o presidente do BID, Luiz Alberto Moreno, é justamente fortalecer a atuação dessas empresas na camadas sociais mais baixas da América Latina e também do Caribe.

BC fecha cerco a quem tem dinheiro fora
Folha 28.06.2011 - Disparam as multas aplicadas a pessoas físicas com mais de US$ 100 mil no exterior que não comunicaram dado.
Número de multas do BC a pessoas físicas é 500% maior que as autuações a empresas com recursos fora.
O departamento de fiscalização do Banco Central tem fechado o cerco a brasileiros que possuem US$ 100 mil ou mais fora do país.
O número de multas a pessoas físicas por atraso na entrega da declaração de bens no exterior, omissão ou prestação de informação falsa saltou de apenas 3 em 2009 para 62 em 2010 e 52 entre janeiro e maio deste ano.
A obrigação de declarar a posse de bens ou valores no exterior ao Banco Central -independentemente de informação prestada à Receita Federal- foi decretada pelo governo militar, em 1969.
Medida provisória assinada em 2011 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que pessoas físicas ou jurídicas que falhassem na prestação dessas informações ao BC estavam sujeitas a multa.
Brecha Legal: Apesar disso, a autoridade monetária só apertou a fiscalização a quem descumpre a lei nos últimos três anos.
Isso porque, segundo o BC, até 2007 o CMN (Conselho Monetário Nacional) manteve a possibilidade de que a multa não fosse aplicada considerando "a natureza e a relevância da falta cometida e os objetivos a que se destinam as informações".
A partir de 2008, o CMN eliminou a frase que abria essa brecha de suas resoluções que regulamentam as declarações de bens no exterior.
Desde então, a maioria dos casos de autuação envolve pessoas físicas.
O total de multas aplicadas pelo BC a pessoas físicas desde 2009 (117) é quase 500% maior que o número de autuações a empresas (20).
As multas a pessoas físicas nos últimos três anos somam R$ 1,279 milhão, o que representa 91,2% do montante total (R$ 1,4 milhão). O restante (R$ 123,4 mil) se refere a autuações a empresas.
Advogados e especialistas em legislação financeira afirmam que a norma que obriga a declaração ao BC de bens e valores (como aplicações financeiras) no exterior que sejam iguais ou superiores a US$ 100 mil é menos conhecida do que a necessidade, por exemplo, de prestar informações à Receita Federal.
"Com certeza, essa norma é menos conhecida, principalmente porque a fiscalização só aumentou recentemente. Mas o não conhecimento de uma lei não vale como argumento de defesa", afirma Eduardo Dotta, professor do Insper Direito.
Especialistas ressaltam que é mais comum que empresas disponham de assessoria jurídica e, com isso, estejam mais bem informadas sobre a legislação.
O número de brasileiros com investimentos fora tem aumentado nos últimos anos na esteira do crescimento mais forte da economia.
Segundo pesquisa da Merrill Lynch divulgada na semana passada, o número de milionários brasileiros (os que possuem US$ 1 milhão ou mais disponíveis para investimentos) aumentou quase 6%, para 155,4 mil, em 2010. Em 2009, havia ocorrido expansão de quase 12%.
"O montante de capital brasileiro no exterior tem aumentado muito nos últimos anos em consequência da força da economia doméstica", afirma Bruno Balduccini, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados.

Opção por modelo multiuso avança em todo o mundo
Valor 28.06.2011 - Boa localização, amplo estacionamento, espaços arejados e com fartura de iluminação natural, forte ancoragem num mix bem planejado de lojas comerciais, restaurantes e praça de alimentação, além de cinemas de última geração. Tudo isso cercado por torres de escritórios ou residenciais, centros de convenção, hotéis, laboratórios médicos e até universidades. Pronto: esta é a receita dos novos shopping centers e que, muito mais do que uma tendência, é um modelo que vem se firmando consistentemente em todo o mundo, Brasil incluído.
Como diz o especialista em shopping centers Luiz Marinho, da BrandWorks, os centros de compra estão vivendo um momento de transição entre o conceito de "templos de consumo", que possuíam, para o de "centros de convivência", papel que estão assumindo gradualmente. "A segurança, a comodidade e a localização central dos shoppings brasileiros fazem com que eles sejam eleitos como destino de entretenimento para grande parte da população. E comprar também faz parte da diversão." Ao mesmo tempo, como o tempo das pessoas é curto e a vida é corrida, diz Marinho, ajuda muito ter um prédio de escritórios junto a um mall, assim como um hotel, faculdade e serviços variados. "O apelo da conveniência ajuda a atrair as empresas, hóspedes, alunos, pacientes, para aquele local", afirma o especialista.
Um dos primeiros empreendimentos do gênero no país foi o Shopping Center Panamby Jaraguá, que fica dentro do Centro Empresarial de São Paulo e possui desde lojas as mais diversas até agências de viagem, escola de idiomas, correios, livraria, academias, restaurantes e muitos outros serviços. Inaugurado em 1977, o shopping vive exclusivamente do movimento gerado pelo maior complexo de escritórios da América Latina e funciona de segunda a sexta-feira. Recebe diariamente cerca de 14 mil usuários fixos e 5 mil visitantes.
Cláudio Sallum, da Lumine Soluções em Shopping Centers, empresa que administra o Panamby, garante que mesmo sem funcionar nos fins de semana o varejo local vai muito bem, "tanto que existe uma fila de espera de lojistas". Para ele, os projetos de uso misto são interessantes para todos os envolvidos - de incorporadoras, varejistas, profissionais liberais, a prestadores de serviços e consumidores. "Para as incorporadoras, o multiuso é uma forma de aumentar a velocidade de vendas das unidades residenciais e comerciais; para o investidor, há uma minimização dos riscos e melhor remuneração do terreno; e as lojas já nascem com clientela garantida, com um patamar mínimo de demanda."
Há, porém, outros modelos de shoppings mistos - e a maioria dos nascentes prevê a convivência entre os escritórios e o público tradicional dos centros de compra, abrindo com força total nos fins de semana.
Paulo Stewart, diretor da Saphyr Gestão Total de Shopping Centers, entende que o melhor modelo de projeto misto é aquele que considera, no seu planejamento, o local, os hábitos e cultura da cidade e um bom estudo da logística de integração, como facilidades de acesso e horários de carga e descarga.
Uma das vantagens, afirma, é a combinação do uso do estacionamento: tradicionalmente, os shoppings recebem mais visitantes no período da noite e nos fins de semana, enquanto o público de escritório frequenta o local em horário comercial, de segunda a sexta. "Assim, os comerciantes têm consumidores durante toda a semana e em todos os horários."
Os projetos mistos, que inicialmente eram pensados para atender a um público de alto padrão - como o Cidade jardim, na capital paulista, lançado em 2008, agregando grandes marcas - estão chegando também à chamada nova classe média.
O Shopping Jardim Guadalupe, no Rio de Janeiro, que será inaugurado no final deste ano, volta-se para o público da região da Baixada Fluminense e zona oeste do Rio. Sua área de influência é de 1,2 milhão de habitantes, a maioria das classes B e C - e um potencial de consumo de R$ 315 milhões por mês.
"É uma região carente de opções de compra e de entretenimento e esse consumidor tem uma série de demandas reprimidas que serão atendidas ali", afirma Paulo Stewart.
O local deverá abrigar, além das lojas e serviços, um centro médico e uma universidade.
Já o Shopping Ponta Negra, que está em implantação em Manaus (AM), local de forte apelo turístico, será mais sofisticado, devendo conter torres residenciais, edifícios comerciais de alta tecnologia e um hotel. As cadeias de hotéis, por sinal, estão entre os grandes interessados nesse tipo de empreendimento, por conta do mercado para executivos.
Apesar do sucesso do modelo, os shoppings de uso misto ainda estão engatinhando - pelos cálculos de Luiz Quinta, diretor de comercialização e desenvolvimento da BR Malls, eles são apenas 10% do total de centros comerciais do país. Mas esse número, acredita, tende a aumentar muito nos próximos anos, especialmente nas cidades com 700 mil habitantes ou mais.
Adriana Colloca, superintendente de Operações da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), calcula que dos 34 shopping centers previstos para inauguração em 2012, quase 80% serão do tipo multiuso. "Boa parte ainda está no eixo Rio-São Paulo, mas muitas cidades de outras regiões têm potencial que justifica a implementação do modelo, como Fortaleza, por exemplo."
Embora existam alguns shoppings mistos em cidades como Salvador e Recife, o primeiro grande complexo integrado do gênero no Nordeste acaba de ser inaugurado em Feira de Santana, na Bahia. Ele é composto de um shopping com 200 lojas, um edifício comercial com 256 unidades para escritórios e consultórios e um hotel da bandeira Ibis, com 120 apartamentos. O centro empresarial tem acesso direto ao mall do shopping.
Segundo Edson Piaggio, coordenador regional da Abrasce na Bahia e sócio do Shopping Center Boulevard Feira, uma das razões para o empreendimento foi a constatação de que as pessoas estão procurando morar em cidades menores, próximas de grandes centros, para usufruir apenas das vantagens da proximidade destes. "Feira de Santana, com 600 mil habitantes, é a segunda cidade do Estado. A ideia é oferecer mais condições aos novos moradores e criar condições para que os antigos não migrem para a capital."

Duke e GDF Suez assinam acordo para negociar fusão
Valor 28.06.2011 - A International Power GDF Suez e a Duke Energy assinaram um acordo de exclusividade na negociação dos ativos da empresa americana na América Latina. O negócio que está sendo costurado é uma possível fusão dos ativos das duas companhias na região que resultaria em uma geradora com mais de 15 mil MW de capacidade instalada e valor de mercado estimado em R$ 30 bilhões. A Suez ficaria com uma participação de 60% a 70% na companhia resultante da união e a Duke Energy Internacional com o restante, entre 30% e 40%.
Segundo fontes próximas às negociações, não está ainda certo que os ativos da Tractebel façam parte desse acordo. A subsidiária do grupo europeu é a maior geradora privada do Brasil e valia ontem R$ 18 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo. A capacidade instalada de suas usinas soma cerca de 6 mil MW.
No Brasil, a Suez ainda é dona da concessão da usina de Jirau, onde detém 51% da sociedade. No restante da América Latina, o grupo europeu tem um parque gerador já instalado de 3.170 MW e está construindo usinas que terão cerca de 1.200 MW de potência.
Mesmo que a Suez não inclua seus ativos brasileiros na negociação, todos os ativos da Duke na América Latina estão sendo negociados. Isso inclui a Geração Paranapanema, que tem um valor de mercado de R$ 4 bilhões e foi adquirida pelos americanos no fim da década de 90 no processo de privatização da estatal paulista Cesp. Em toda a América Latina, a Duke Energy International é dona de um parque com capacidade instalada de 4.500 MW, sendo que mais da metade está sob o guarda-chuva da Paranapanema.
Desde a privatização, a Duke não fez nenhum novo investimento relevante no país. Nem mesmo a expansão prevista no edital de privatização, que deveria ter sido feita até 2008, foi realizada até agora. Essa inércia, e também a crise financeira mundial, já levou a companhia a tentar vender seus ativos fora dos Estados Unidos.
Há dois anos, alguns grupos brasileiros negociaram a compra da empresa, mas o negócio não foi concretizado principalmente porque envolvia os ativos fora do Brasil. Naquela época, a empresa então elegeu uma nova presidente para a Duke Energy International, que reúne os ativos da empresa fora dos Estados Unidos. A brasileira Andréa Bertone assumiu a operação e no Brasil também indicou um novo presidente: Armando Henriques. A principal missão do executivo hoje é cumprir o edital de privatização do governo de São Paulo com investimentos estimados em R$ 2 bilhões para a construção de uma usina termelétrica movida a gás natural.
No início deste ano, os americanos reabriram o processo para a venda dos ativos latino americanos. Vários investidores foram chamados a analisar o negócio. A proposta da GDF Suez foi a que mais interessou e por isso as duas companhias estão negociando em "regime de exclusividade". Quando dois grupos fazem esse tipo de acordo, na maior parte das vezes, o negócio é fechado depois de um prazo que varia entre um e dois meses. A International Power GDF Suez é ainda conhecida no Brasil apenas como GDF Suez. A empresa franco belga fez associação com o grupo inglês no ano passado, criando uma gigante mundial com mais de 70 mil MW de capacidade instalada. Só com a Tractebel o grupo faturou líquido no ano passado R$ 4 bilhões.
A Duke informou por meio de assessoria de empresa que não comenta rumores de mercado. Os executivos da GDF Suez não estavam disponíveis até o fechamento desta edição.

Consumo de energia cresce nas indústrias em maio
Folha 28.06.2011 - Após a desaceleração da atividade em abril, o consumo de energia das indústrias cresceu em maio.
O Índice Setorial da Comerc, gestora de energia elétrica, registrou em maio alta de 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2010. Em abril, o índice havia tido retração de 1,89%.
"Apesar desse aumento, o consumo de energia ainda está abaixo do esperado pelo mercado para o setor industrial", diz Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc.
No segundo semestre deste ano, porém, a tendência é de um ritmo maior do consumo nas indústrias.
"Os pedidos para o Natal devem impulsionar a produção das fábricas, o que deverá elevar o consumo de energia", diz Marcelo Ávila, vice-presidente da gestora.
Se essa recuperação se concretizar, o setor deverá atingir a meta prevista para o final deste ano, de 4%.
Os setores que puxaram o crescimento em maio foram mineração, com alta de 9,51% na comparação com o mesmo mês de 2010, eletromecânica, com 7,94%, e alimentação, com 7,19%.
Novos investimentos realizados na indústria de mineração têm impulsionado o consumo no setor, de acordo com Vlavianos.
O aumento dos pedidos de empresas da área de energia, como máquinas e equipamentos para eólicas, foi o responsável pelo crescimento na indústria eletromecânica.

Cartões para a classe C
Valor 28.06.2011 - A penetração do cartão de crédito na classe C chega a 51% no Brasil, de acordo com pesquisa realizada com 1.100 entrevistados pela Visa entre julho e outubro do ano passado e cujos resultados foram divulgados ontem. Do total de entrevistados, que incluem brasileiros de todas as classes sociais por todo o país, 57% acreditam que o cartão de crédito é um meio de pagamento mais seguro que o dinheiro e 63% consideram como maior vantagem poder adiar o pagamento das compras. Não é possível estabelecer taxa de crescimento da utilização do serviço em relação ao ano anterior porque essa é a primeira vez que o resultado da pesquisa é desmembrado de acordo com classes sociais, explicou a Visa, por meio da assessoria de imprensa.

Japão terá US$ 45 bi para ativos brasileiros
DCI 28.06.2011 - O Japão, o segundo maior investidor financeiro do mundo, está atento às oportunidades trazidas pelo Brasil. As operações com derivativos lastreados em real feitas por japoneses no Brasil e em outros países chegam a US$ 30 bilhões nos últimos 12 meses, com projeção de atingir US$ 45 bilhões no primeiro semestre de 2012, apontaram estrategistas econômicos do banco Nomura, que detém 50% da participação do mercado de varejo bancário japonês.
Para o chefe de Pesquisa de Mercados Emergentes para as Américas, Tony Volpon, o grupo Nomura ganhou notoriedade global além da Ásia ao comprar os ativos do Lehman Brothers fora dos Estados Unidos, como em Cingapura, Índia e Europa, depois da crise econômica mundial em 2008, e o Brasil se insere nesse novo cenário. "Um novo banco nasceu, e as relações entre Ásia e América Latina ganham destaque. Por isso, queremos ressaltar a relação entre Japão e Brasil, assim como o lugar do Nomura nessas operações, trazendo maior fluxo de investimentos", afirma.
Ao ser questionado sobre os impactos das tragédias naturais do início do ano, que demandam recursos para a reconstrução, o estrategista diz que não há reflexos nos investimentos. "Apesar de todos os problemas da economia, nosso país tem essa enorme quantidade de dinheiro investido fora. Isto até faz sentido, porque o Japão tem taxas [de juros] próximas de zero há mais de 18 anos. Então, o investidor japonês tem de procurar rentabilidade fora e achou no real uma nova alternativa", explica Volpon.
Os investimentos diretos também aumentam, e um exemplo disso é a montadora de automóveis Nissan, que ontem anunciou que vai construir uma fábrica de 200 mil veículos por ano no Brasil, com o objetivo de aumentar a margem de lucro no País.

Jovens, atraentes, com boa remuneração
Valor 28.06.2011 - O mercado de ações pode até andar sem graça. E a bolsa de valores à mingua, acumulando queda de 12,1% no ano. Olhando assim, para esse cenário pouco inspirador, qualquer papel que apresente uma alta levemente superior à da BM&F Bovespa pode parecer, de cara, mais interessante. Imagine, então, quando as ações de uma companhia exibem, nos últimos 12 meses, uma alta superior a 60% ou mais?
O que parece ser um sonho a remunerar o dinheiro do investidor é pura realidade em companhias de shopping centers listadas na bolsa. Um dos maiores destaques é a BRMalls. Jovem, com menos de 10 anos, a BRMall nasceu de uma fusão de investidores robustos - que inclui a GP Investimentos e a Equity Internacional (empresa global de real estate liderada pelo magnata americano Sam Zell), e construtora Ecisa. Nasceu em 2006, como a quinta maior empresa de shopping centers do Brasil e como a maior prestadora de serviços de comercialização e administração do setor. E hoje já surfa na crista da onda, considerando-se valor de mercado em bolsa: R$ 8,1 bilhões. A segunda colocada, a veterana Multiplan, tem um valor de mercado de R$ 6,3 bilhões, segundo o Valor Data, considerando-se o preço da ação no fechamento do dia 16 de junho. A terceira posição fica para outra veterana no setor, a Iguatemi, com valor de mercado de R$ 3,13 bilhões.
"O setor de shopping é uma ótima oportunidade de crescimento, por duas questões básicas: é um setor ainda fragmentado, sem grandes concentrações, e a sua expansão está diretamente ligada ao consumo", afirma o analista Marcello Milman, do BTG Pactual.
Em recente relatório, os analistas da corretora Ativa se mostraram otimistas com o setor, mesmo com a política econômica em fase de contenção de crédito e de pressão inflacionária. Para os analistas, as companhias de shopping devem manter a performance positiva, como reflexo da economia aquecida. "Ressaltamos que o setor possui elevado potencial de crescimento devido ao baixo grau de desenvolvimento, à expansão das classes B e C, aos reajustes positivos nos contratos de aluguel e por ainda ser muito fragmentado", reforça o relatório.
Para Milman, do BTG Pactual, ainda há espaço para novas aberturas de capital. A própria BRMalls, que estreou no mercado em 2007 e tinha, lá atrás, apenas meia dúzia de shoppings, já fez a sua quarta captação na bolsa, levantando R$ 730 milhões, prepara sua artilharia para ir às compras. Analistas que acompanham o setor observam que a estratégia da companhia sempre está calcada em aquisições. Desde a abertura de capital, a BRMalls - que teve receita líquida de R$ 546,4 milhões no ano passado - fez mais de uma compra por mês, desembolsando R$ 3,8 bilhões em 33 aquisições e em 25 compras de área adicional.
Segundo a empresa, esse movimento permite ganho de escala, eficiência da gestão, com sistemas integrados, e também a chance de ocupar espaços rapidamente.
Embora a BRMalls tenha esse apetite voraz e ainda haja espaço para aquisições no setor, o analista do BTG Pactual não acredita que, por ora, haverá uma consolidação, com fusão entre as companhias de capital aberto. Ele acredita que o cenário ainda caminha para que grupos de capital fechado façam suas ofertas na bolsa. Em março, por exemplo, foi a vez da administradora de shoppings Sonae Sierra de fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), amealhando R$ 465,02 milhões, numa oferta primária coordenada pelo Credit Suisse.
Do total, 57,1% das ações foram para as mãos de mais de 100 investidores estrangeiros interessados nos negócios do grupo que, no Brasil, é dono e também tem a gestão de uma dezena de shoppings já em operação.
Entre 2009 e 2010, outras empresas chegaram ao pregão. Uma delas foi a Aliansce, que captou, em janeiro de 2010, R$ 450 milhões, num negócio que chamou atenção pela entrada do megainvestidor William Ackman, que levou 13% do capital da empresa, por meio de uma operação com JP Morgan e sua gestora de fundos Square Capital Management. A Aliansce, aliás, já estava de mãos dadas com o capital internacional, desde que a americana General Growth Properties (GGP) comprou 49% de suas ações, em 2006.
O mercado de capitais mostrou-se nova oportunidade para o setor, que antes dependia de linhas de financiamento de vias convencionais, a exemplo do BNDES. Afinal, são negócios que exigem entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões e, antes, havia dificuldades no mercado para se obter linhas.
E o que leva um investidor a comprar ações dessas empresas? Para o dono do shopping (e, consequentemente, para o investidor) o risco, em tese, é baixo: os contratos com os lojistas têm algumas peculiaridades no país. Em geral, são de longo prazo (no mínimo cinco anos, com correção pelo IGPM), e o valor a ser pago é variável, valendo sempre o maior das duas opções (ou o lojista paga ao shopping um aluguel mínimo definido no contrato ou um percentual sobre as vendas daquele mês). Isto quer dizer que, em épocas de crise, ainda que se dependa do consumo, as companhias de shopping não são tão afetadas com a queda no faturamento das lojas.
Para analistas, outra vantagem é que o mercado brasileiro tem características genuinamente tropicais. Diferentemente dos EUA, onde há grandes cadeias de lojas com um único controlador, o Brasil, os operadores, como franquias, são regionais e de vários donos. Isso quer dizer que, se um lojista no Nordeste não vai bem, um do Sudeste pode compensar uma eventual perda. E vice-versa. Essa teia de pequenos lojistas, mais conhecida como "lojas satélites" no jargão do setor, ajuda a compor uma receita













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