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Wealth do BTG quer ampliar atuação no mercado externoValor 27.06.2011 - Pessoa e Cohn, responsáveis pelo "wealth" do BTG Pactual: ideia é trabalhar a imagem de especialista em Brasil.
Depois de recomprar o banco do suíço UBS, a área de gestão de fortunas, ou "wealth management", do BTG Pactual se prepara agora para ampliar suas operações no mercado internacional. Com escritórios em Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio, a área conta com 90 pessoas, das quais 40 consultores e 25 gestores de recursos, e pode ser considerada uma das maiores do setor no país, com R$ 34 bilhões sob gestão. O valor representa um crescimento de R$ 20 bilhões em relação aos R$ 14 bilhões de 2009, quando o negócio com o banco suíço foi desfeito, lembra Renato Cohn, que coordena a área ao lado de Rogério Pessoa Albuquerque.
O duplo comando é uma das peculiaridades do "wealth" do BTG. Os dois começaram a trabalhar juntos em 1999, no então Pactual, e passaram juntos pela venda do banco e sua recompra pelos sócios brasileiros. Agora, com uma base sólida no país, a dupla quer ampliar os negócios no exterior. "Temos interesse grande na expansão no Chile, América Central, Estados Unidos e Europa, onde estamos presentes", diz Pessoa. Ele quer agora aproveitar o fato de "o Brasil estar na moda" lá fora, o que aumenta as consultas de estrangeiros sobre como e onde investir aqui.
Um passo importante será a expansão das atividades da corretora do BTG em Nova York. Hoje ela só pode operar com clientes institucionais, ou seja, fundações e fundos de investimento. "Pedimos licença para atender também pessoas físicas nos Estados Unidos", afirma Pessoa. Até o fim do ano, o banco poderá custodiar ativos nos EUA, facilitando a atuação com pessoas físicas. O BTG já tem uma equipe de "private banking" em Nova York para atender os clientes tanto dos EUA quanto da América Latina. "O passo seguinte será a Europa", afirma Cohn.
Um diferencial que o BTG pretende oferecer é o coinvestimento, em que o estrangeiro participará dos mesmos projetos nos quais os sócios do banco estão aplicando. "É uma forma de alinhar os interesses do banco e dos clientes", diz Albuquerque.
A ideia é também trabalhar a imagem de especialista em Brasil nos escritórios de Nova York, Los Angeles, Hong Kong e Londres, dizem os executivos. O alvo são clientes de altíssima renda ("ultra-high-networth") americanos, europeus e emergentes. Em geral, são investidores com mais de US$ 20 milhões para aplicar.
O interesse dos estrangeiros está em ações e no setor real da economia, como empresas de capital ainda fechado. Uma das vantagens do BTG é que o banco se tornou uma franquia global de gestão de recursos conhecida em importantes centros financeiros. "Temos um fundo hedge, o Global Emerging Markets and Macro, criado em 2009, e que já investe em vários países, com sete estratégias, como moedas, títulos e ações", afirma Pessoa. O fundo tem hoje U$ 2,3 bilhões.
A carteira recebe aplicações de um multimercado local para investidores brasileiros superqualificados (com mais de R$ 1 milhão) e que tem hoje um patrimônio de R$ 1,4 bilhão. "A gestão lá fora não é brasileira, usamos as equipes dos escritórios internacionais, que são especialistas nos mercados locais, para cuidar dos ativos", diz Pessoa.
Logo depois da crise de 2008, por exemplo, a equipe dos EUA aproveitou o baixíssimo preço das hipotecas para criar um fundo para comprar esses papéis na bacia das almas, conseguindo um excelente retorno, lembra o executivo.
Cohn admite que o IOF sobre aplicações de estrangeiros reduziu o fluxo de recursos para o país. "Hoje, só aplicações de três ou quatro anos valem a pena em renda fixa, mas nesse prazo o risco cresce muito, principalmente com a moeda brasileira tão valorizada", afirma. "Mas ainda vemos interesse estrangeiro pelo setor imobiliário e em empresas", diz.
No mercado local, o BTG Wealth vê grande interesse dos brasileiros por papéis de renda fixa isentos de imposto em seu rendimento, caso dos títulos ligados ao mercado imobiliário ou agropecuário. "Vemos muitos trocando CDBs por Letras de Crédito Agrícola (LCAs) ou por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e alongando os prazos", explica Cohn.
Ao mesmo tempo, há uma saída dos fundos multimercados. "Com uma LCA rendendo 105% a 107% do CDI, os fundos multimercados precisam render 120%, 130% do CDI, senão não chamam a atenção", diz o executivo. "No longo prazo, os multimercados fazem diferença em termos de rentabilidade, mas o investidor só olha o curto prazo, e o desempenho dos gestores não foi bom recentemente."
A gestora está também sugerindo aumento nas aplicações em ações, aproveitando a queda do mercado. "No começo do ano, a economia americana estava mais aquecida e isso levou os estrangeiros para a bolsa de lá, deixando o Brasil, mas agora a situação mudou", diz Pessoa. As empresas brasileiras estão com bons lucros e seus papéis podem se recuperar no longo prazo, afirma. Outra opção são as notas estruturadas, em que o investidor recebe apenas uma parte do ganho da bolsa, mas tem a proteção do capital investido.
O banco criou também uma área de "family office", para atendimento mais amplo das famílias mais ricas, em outubro, que já conta com R$ 750 milhões de oito famílias. Cohn e Pessoa contam com a estrutura do BTG para oferecer mais serviços para os endinheirados. "Temos capacidade para ajudar clientes que queiram vender a empresa, abrir o capital ou fazer um planejamento patrimonial, além de uma assessoria financeira com a experiência de sócios do nível dos ex-Banco Central Pérsio Arida e Eduardo Loyo", afirma Pessoa. A área de fortunas do BTG tem como foco clientes a partir de R$ 3 milhões. "Mas nosso perfil médio é mais acima de R$ 20 milhões."
Depois de recomprar o banco do suíço UBS, a área de gestão de fortunas, ou "wealth management", do BTG Pactual se prepara agora para ampliar suas operações no mercado internacional. Com escritórios em Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio, a área conta com 90 pessoas, das quais 40 consultores e 25 gestores de recursos, e pode ser considerada uma das maiores do setor no país, com R$ 34 bilhões sob gestão. O valor representa um crescimento de R$ 20 bilhões em relação aos R$ 14 bilhões de 2009, quando o negócio com o banco suíço foi desfeito, lembra Renato Cohn, que coordena a área ao lado de Rogério Pessoa Albuquerque.
O duplo comando é uma das peculiaridades do "wealth" do BTG. Os dois começaram a trabalhar juntos em 1999, no então Pactual, e passaram juntos pela venda do banco e sua recompra pelos sócios brasileiros. Agora, com uma base sólida no país, a dupla quer ampliar os negócios no exterior. "Temos interesse grande na expansão no Chile, América Central, Estados Unidos e Europa, onde estamos presentes", diz Pessoa. Ele quer agora aproveitar o fato de "o Brasil estar na moda" lá fora, o que aumenta as consultas de estrangeiros sobre como e onde investir aqui.
Um passo importante será a expansão das atividades da corretora do BTG em Nova York. Hoje ela só pode operar com clientes institucionais, ou seja, fundações e fundos de investimento. "Pedimos licença para atender também pessoas físicas nos Estados Unidos", afirma Pessoa. Até o fim do ano, o banco poderá custodiar ativos nos EUA, facilitando a atuação com pessoas físicas. O BTG já tem uma equipe de "private banking" em Nova York para atender os clientes tanto dos EUA quanto da América Latina. "O passo seguinte será a Europa", afirma Cohn.
Um diferencial que o BTG pretende oferecer é o coinvestimento, em que o estrangeiro participará dos mesmos projetos nos quais os sócios do banco estão aplicando. "É uma forma de alinhar os interesses do banco e dos clientes", diz Albuquerque.
A ideia é também trabalhar a imagem de especialista em Brasil nos escritórios de Nova York, Los Angeles, Hong Kong e Londres, dizem os executivos. O alvo são clientes de altíssima renda ("ultra-high-networth") americanos, europeus e emergentes. Em geral, são investidores com mais de US$ 20 milhões para aplicar.
O interesse dos estrangeiros está em ações e no setor real da economia, como empresas de capital ainda fechado. Uma das vantagens do BTG é que o banco se tornou uma franquia global de gestão de recursos conhecida em importantes centros financeiros. "Temos um fundo hedge, o Global Emerging Markets and Macro, criado em 2009, e que já investe em vários países, com sete estratégias, como moedas, títulos e ações", afirma Pessoa. O fundo tem hoje U$ 2,3 bilhões.
A carteira recebe aplicações de um multimercado local para investidores brasileiros superqualificados (com mais de R$ 1 milhão) e que tem hoje um patrimônio de R$ 1,4 bilhão. "A gestão lá fora não é brasileira, usamos as equipes dos escritórios internacionais, que são especialistas nos mercados locais, para cuidar dos ativos", diz Pessoa.
Logo depois da crise de 2008, por exemplo, a equipe dos EUA aproveitou o baixíssimo preço das hipotecas para criar um fundo para comprar esses papéis na bacia das almas, conseguindo um excelente retorno, lembra o executivo.
Cohn admite que o IOF sobre aplicações de estrangeiros reduziu o fluxo de recursos para o país. "Hoje, só aplicações de três ou quatro anos valem a pena em renda fixa, mas nesse prazo o risco cresce muito, principalmente com a moeda brasileira tão valorizada", afirma. "Mas ainda vemos interesse estrangeiro pelo setor imobiliário e em empresas", diz.
No mercado local, o BTG Wealth vê grande interesse dos brasileiros por papéis de renda fixa isentos de imposto em seu rendimento, caso dos títulos ligados ao mercado imobiliário ou agropecuário. "Vemos muitos trocando CDBs por Letras de Crédito Agrícola (LCAs) ou por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e alongando os prazos", explica Cohn.
Ao mesmo tempo, há uma saída dos fundos multimercados. "Com uma LCA rendendo 105% a 107% do CDI, os fundos multimercados precisam render 120%, 130% do CDI, senão não chamam a atenção", diz o executivo. "No longo prazo, os multimercados fazem diferença em termos de rentabilidade, mas o investidor só olha o curto prazo, e o desempenho dos gestores não foi bom recentemente."
A gestora está também sugerindo aumento nas aplicações em ações, aproveitando a queda do mercado. "No começo do ano, a economia americana estava mais aquecida e isso levou os estrangeiros para a bolsa de lá, deixando o Brasil, mas agora a situação mudou", diz Pessoa. As empresas brasileiras estão com bons lucros e seus papéis podem se recuperar no longo prazo, afirma. Outra opção são as notas estruturadas, em que o investidor recebe apenas uma parte do ganho da bolsa, mas tem a proteção do capital investido.
O banco criou também uma área de "family office", para atendimento mais amplo das famílias mais ricas, em outubro, que já conta com R$ 750 milhões de oito famílias. Cohn e Pessoa contam com a estrutura do BTG para oferecer mais serviços para os endinheirados. "Temos capacidade para ajudar clientes que queiram vender a empresa, abrir o capital ou fazer um planejamento patrimonial, além de uma assessoria financeira com a experiência de sócios do nível dos ex-Banco Central Pérsio Arida e Eduardo Loyo", afirma Pessoa. A área de fortunas do BTG tem como foco clientes a partir de R$ 3 milhões. "Mas nosso perfil médio é mais acima de R$ 20 milhões."
Linhas públicas de financiamento ganham impulsoValor 27.06.2011 - A inquietude de Mark Zuckerberg fez nascer o embrião do que é hoje o Facebook - expoente das redes sociais do mundo, com mais de 500 milhões de usuários ativos. Tal como narrou o filme "Rede Social" - ou The Social Network, dirigido por David Fincher - Zuckerberg precisava de recursos, ainda que pequenos, para custear suas primeiras inventividades. Contou com o apoio do amigo e sócio, o brasileiro Eduardo Saverin, que bancou a investida inicial. Depois de aportes de recursos e operações diversas, o Facebook agigantou-se num negócio avaliado hoje em US$ 65 bilhões.
Mais do que um amigo rico para apostar em projetos de inovação, o melhor é ter acesso a linhas de crédito para financiar projetos. Há um sortimento variado de financiamentos para o segmento e que vem ganhando impulso no Brasil. BNDES, Finep, Banco do Nordeste do Brasil - ligados ao governo - têm em seus menus algo a oferecer.
"Temos o financiamento mais barato do Brasil, para pequenas empresas. No âmbito da inovação, chega a 1% ao ano", anima-se José Sydrião de Alencar Júnior, diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste. Em 2010, o banco desembolsou R$ 204 milhões que foram aplicados em 250 projetos, diz Sydrião. Na maior parte dos casos, os recursos que o banco libera são provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, do qual a instituição tem uma verba anual na casa dos R$ 600 milhões. "Queremos desenvolver o país e a inovação hoje é quem comanda isso", acrescenta.
No calor da crise financeira mundial, que atingiu de leve o país, o BNDES lançou, em 2009, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com juros entre 3% a 5% - os mais baixos praticados pela instituição que costuma atrelar as taxas à TJLP (6,5%).
Uma das pernas do BNDES PSI (como foco principal voltado para aquisição de partes, componentes e serviços tecnológicos para bens de capital) é financiar bens de tecnologia da informação e comunicação desenvolvidos no Brasil com tecnologia nacional. No primeiro ano, desembolsou R$ 28,8 milhões. No ano passado, R$ 136 milhões.
Embora tenha uma taxa de juro sedutora, esse programa é apenas um de um portfólio robusto que o BNDES oferece para quem quer voar nas asas da inovação. Egresso da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Luciano Coutinho, presidente do banco, fez da inovação uma causa nobre e que deve ser apoiada. Para ele, inovação vai além do desenvolvimento de um produto inédito. Linhas e processos produtivos mais criativos e que reduzem custos fazem parte do que hoje se fala sobre inovação.
No BNDES, os programas vão do mais simples, como a "Criatec" - voltada para incubadoras que desejam se tornar empresas e descolar do ninho universitário - até financiamentos como o "Linha Inovação Produção", que apoia pesquisa e desenvolvimento de produtos que já tenham uma oportunidade de mercado comprovada. Nesta linha, o valor mínimo de recursos é de R$ 3 milhões.
Independentemente das linhas, os desembolsos do BNDES para área de inovação vêm expandindo ano a ano. Em 2010, o banco liberou R$ 1,37 bilhão, contemplando 273 projetos - um crescimento e tanto se comparado aos R$ 563 milhões desembolsados em 2009, para 159 operações. De janeiro a junho deste ano, a soma chega a R$ 290 milhões com 148 projetos.
"Os números ainda não são condizentes com a capacidade do banco, mas mostram a nossa aposta em inovação - um tema que se diferencia da nossa história focada em investimentos de infraestrutura e na indústria em geral", observa Helena Tenório, chefe de departamento de planejamento do BNDES. "A inovação é o novo conceito do desenvolvimento. É isso que vai ditar a longevidade de uma empresa."
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é outro braço do governo que atua com linhas de financiamento. Segundo Rogério Medeiros, chefe do Departamento de Acompanhamento, Avaliação e Gestão da Informação da Finep, em 2010 a entidade movimentou recursos da ordem de R$ 4 bilhões, incluindo a Subvenção Econômica à Inovação nas empresas, os financiamentos reembolsáveis (crédito às empresas) e o apoio não-reembolsável do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O apoio da Finep é amplo: vai da pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico de produtos, serviços e processos inovadores. A instituição apoia também a incubação de empresas de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e consolidação dos processos de pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em empresas já estabelecidas e o desenvolvimento de mercados de capital de risco.
Mais do que um amigo rico para apostar em projetos de inovação, o melhor é ter acesso a linhas de crédito para financiar projetos. Há um sortimento variado de financiamentos para o segmento e que vem ganhando impulso no Brasil. BNDES, Finep, Banco do Nordeste do Brasil - ligados ao governo - têm em seus menus algo a oferecer.
"Temos o financiamento mais barato do Brasil, para pequenas empresas. No âmbito da inovação, chega a 1% ao ano", anima-se José Sydrião de Alencar Júnior, diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste. Em 2010, o banco desembolsou R$ 204 milhões que foram aplicados em 250 projetos, diz Sydrião. Na maior parte dos casos, os recursos que o banco libera são provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, do qual a instituição tem uma verba anual na casa dos R$ 600 milhões. "Queremos desenvolver o país e a inovação hoje é quem comanda isso", acrescenta.
No calor da crise financeira mundial, que atingiu de leve o país, o BNDES lançou, em 2009, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com juros entre 3% a 5% - os mais baixos praticados pela instituição que costuma atrelar as taxas à TJLP (6,5%).
Uma das pernas do BNDES PSI (como foco principal voltado para aquisição de partes, componentes e serviços tecnológicos para bens de capital) é financiar bens de tecnologia da informação e comunicação desenvolvidos no Brasil com tecnologia nacional. No primeiro ano, desembolsou R$ 28,8 milhões. No ano passado, R$ 136 milhões.
Embora tenha uma taxa de juro sedutora, esse programa é apenas um de um portfólio robusto que o BNDES oferece para quem quer voar nas asas da inovação. Egresso da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Luciano Coutinho, presidente do banco, fez da inovação uma causa nobre e que deve ser apoiada. Para ele, inovação vai além do desenvolvimento de um produto inédito. Linhas e processos produtivos mais criativos e que reduzem custos fazem parte do que hoje se fala sobre inovação.
No BNDES, os programas vão do mais simples, como a "Criatec" - voltada para incubadoras que desejam se tornar empresas e descolar do ninho universitário - até financiamentos como o "Linha Inovação Produção", que apoia pesquisa e desenvolvimento de produtos que já tenham uma oportunidade de mercado comprovada. Nesta linha, o valor mínimo de recursos é de R$ 3 milhões.
Independentemente das linhas, os desembolsos do BNDES para área de inovação vêm expandindo ano a ano. Em 2010, o banco liberou R$ 1,37 bilhão, contemplando 273 projetos - um crescimento e tanto se comparado aos R$ 563 milhões desembolsados em 2009, para 159 operações. De janeiro a junho deste ano, a soma chega a R$ 290 milhões com 148 projetos.
"Os números ainda não são condizentes com a capacidade do banco, mas mostram a nossa aposta em inovação - um tema que se diferencia da nossa história focada em investimentos de infraestrutura e na indústria em geral", observa Helena Tenório, chefe de departamento de planejamento do BNDES. "A inovação é o novo conceito do desenvolvimento. É isso que vai ditar a longevidade de uma empresa."
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é outro braço do governo que atua com linhas de financiamento. Segundo Rogério Medeiros, chefe do Departamento de Acompanhamento, Avaliação e Gestão da Informação da Finep, em 2010 a entidade movimentou recursos da ordem de R$ 4 bilhões, incluindo a Subvenção Econômica à Inovação nas empresas, os financiamentos reembolsáveis (crédito às empresas) e o apoio não-reembolsável do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O apoio da Finep é amplo: vai da pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico de produtos, serviços e processos inovadores. A instituição apoia também a incubação de empresas de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e consolidação dos processos de pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em empresas já estabelecidas e o desenvolvimento de mercados de capital de risco.
Nove arenas da Copa estão em construçãoValor 27.06.2011 - Das 12 arenas multiuso que estão planejadas para os jogos da Copa do Mundo de 2014, oito estão sendo construídas, mas três ainda podem ser consideradas "obras no papel". Com raras exceções, os preços de todos os projetos subiram. Os casos mais emblemáticos são São Paulo (ainda uma incógnita de prazo e preço) e o Maracanã, que ficou 30% mais caro. As obras com menor variação de custo são aquelas desenvolvidas como Parceria Público-Privada (PPP).
O governo federal só iniciou este ano um acompanhamento das obras nas cidades-sede. As informações eram colhidas junto aos governos locais, mas este mês uma equipe própria foi instalada nos 12 municípios. No último monitoramento, de maio, o Ministério do Esporte acendeu o sinal de alerta para São Paulo e Natal. Segundo Alcino Rocha, assessor especial do ministério, essas são as únicas cidades que não iniciaram suas obras. Curitiba também não começou a reforma da arena, mas está fora do alerta.
O ministério considera atrasadas as obras que não estarão prontas até o final de 2012 - Fortaleza, que prevê 95% das obras prontas em dezembro de 2012, e Manaus, a ser entregue em junho de 2013, estão nesse grupo, diz Rocha.
Segundo levantamento do consultor legislativo do Senado Federal, Alexandre Sidnei Guimarães, comparando com os valores de investimentos indicados na assinatura da "matriz de responsabilidade", em janeiro de 2010, os custos das arenas hoje estão até 34% maiores. No começo do ano passado o total dos gastos estimados em 11 estádios - Belo Horizonte não havia apresentado previsão - era de R$ 5,4 bilhões, enquanto hoje é algo próximo de R$ 7,2 bilhões, sem considerar o preço do estádio paulista, ainda não definido.
"Surgiram diversos aditivos que aumentaram os custos das arenas, e não existe transparência para esclarecer o que foi alterado e porquê", diz Guimarães. Segundo ele, existe um caderno de recomendações da Fifa, mas não há exigências que justifiquem essa variação. "É possível considerar que os gastos foram ao menos subestimados no início", diz ele.
Rocha, do Ministério do Esporte, considera que existem alguns exageros nas obras das arenas que acabaram causando aumento desnecessário dos investimentos. "O que sempre alertamos é que os governos locais trabalhassem dentro do mínimo exigido pela Fifa porque a Copa vai passar e os estádios ficarão para alguém operar", diz. O valor financiado pelo BNDES continua limitado a R$ 400 milhões por arena, acrescenta.
O projeto de Belo Horizonte para disputar a abertura da Copa do Mundo no estádio Magalhães Pinto, o "Mineirão", enfrentou uma greve de três dias, há duas semanas, suspensa após um acordo de pagamento de cestas básicas e aumento linear de 4% para os cerca de 600 funcionários do consórcio Minas Arena, formado pelas empreiteiras Construcap, HAP e Egesa. O consórcio assumiu a obra e o direito de uso do estádio por 27 anos, em uma PPP com o governo estadual no valor de R$ 677 milhões (R$ 654 milhões do estádio).
O consórcio Minas Arena assinou o contrato com o governo estadual em dezembro do ano passado e iniciou as obras em janeiro. Segundo o secretário extraordinário para a Copa do Mundo, Sérgio Barroso, o empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES deve ser liberado até o próximo mês. Nos últimos dois anos, o governo mineiro começou a reforma, gastando R$ 29,8 milhões em recursos próprios com a elaboração do projeto arquitetônico e serviços preliminares, como a correção de anomalias nas vigas de sustentação e o rebaixamento do gramado. Essas etapas foram questionadas em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), segundo reportagem recente do jornal "Hoje em Dia".
Considerada uma das obras mais adiantadas, a Arena Fonte Nova, em Salvador, com capacidade para 50 mil pessoas, já teve concluída a terraplenagem e passa atualmente pela instalação das fundações. De acordo com o secretário responsável pelo projeto, Ney Carneiro, no meio do segundo semestre o estádio já terá parte de suas estruturas instaladas. "Estamos com os trabalhos em dia para entregarmos a arena no início de 2013, visando a Copa das Confederações", disse Carneiro. O prazo inicial do projeto era dezembro de 2012, porém a instalação das chamadas estruturas temporárias - que funcionarão apenas durante o torneio, como o centro de imprensa - vai adiar em alguns meses a entrega do estádio.
Resultado de uma PPP, com prazo de 35 anos, o estádio baiano está orçado hoje em R$ 591,7 milhões, mesmo valor definido em janeiro de 2010. O consórcio Fonte Nova Participações, formado pelas construtoras OAS e Odebrecht, tomou emprestados R$ 323 milhões com o BNDES e outros R$ 250 milhões com o Banco do Nordeste.
Após uma série de entraves que impediram o início das obras, a Arena Pernambuco teve concluída neste mês a primeira parte dos trabalhos de fundação, o que permitirá o início da etapa de estrutura de concreto. "Agora o estádio começará a sair do chão e será mais fácil perceber o avanço nos serviços", informou por e-mail o engenheiro Jayro Poggi, responsável pelo projeto, tocado pela Odebrecht.
Apesar dos sucessivos atrasos, foi mantido para dezembro de 2012 o prazo para entrega do estádio, com capacidade para 46 mil pessoas. Ainda assim, Pernambuco já está fora da Copa das Confederações, marcada para junho de 2013.
Assim como as demais arenas da região Nordeste, o projeto pernambucano é uma PPP e está orçado hoje em R$ 532 milhões, 14,6% acima do valor inicial. Procurados, o governo do Estado e a assessoria do consórcio responsável pela obra não detalharam os motivos que levaram ao reajuste. O consórcio, que vai administrar o estádio por 30 anos, já teve um financiamento de R$ 280 milhões aprovado pelo BNDES, porém os recursos ainda não foram liberados.
As obras do estádio Nacional, em Brasília, começaram em julho de 2010 e sua execução atinge 33% do projeto. Segundo o comitê organizador, a data prevista para inauguração é dezembro de 2012, dentro do prazo estipulado. O valor do estádio, com capacidade para 71 mil pessoas, foi orçado em R$ 696 milhões, mas a falha na demolição da arquibancada original (após duas tentativas de implosão) reduziu esse custo em R$ 25 milhões.
"A redução do valor aconteceu porque a arquibancada que não foi demolida deixou de ser reformada. Com a retirada dela economizamos tempo e dinheiro", diz Cláudio Monteiro, secretário-executivo do Comitê Brasília 2014. A licitação foi vencida pela Andrade Gutierrez e Via Engenharia.
Os recursos para o Estádio Nacional de Brasília virão da venda de terrenos da Companhia Imobiliária de Brasilia (Terracap). O GDF passou para a propriedade da Terracap uma área de 2,2 milhões de metros quadrados, com valor aproximado de R$ 3 bilhões. "Com esse modelo de capitalização, evitamos tirar dinheiro de outros investimentos da cidade para gastar em um estádio", disse Monteiro.
Em Fortaleza, a opção pela PPP garantiu celeridade à obra do estádio Plácido Aderaldo Castelo (Castelão), pois a empresa só "recebe por conclusão de etapas", diz Ferruccio Feitosa, secretário especial da Copa no Estado. O valor é de R$ 518 milhões, inferior ao levado para a concessão (R$ 617 milhões), mas superior aos R$ 452 milhões estimados quando foi assinada a matriz de responsabilidade com o Ministério do Esporte.
O governo federal só iniciou este ano um acompanhamento das obras nas cidades-sede. As informações eram colhidas junto aos governos locais, mas este mês uma equipe própria foi instalada nos 12 municípios. No último monitoramento, de maio, o Ministério do Esporte acendeu o sinal de alerta para São Paulo e Natal. Segundo Alcino Rocha, assessor especial do ministério, essas são as únicas cidades que não iniciaram suas obras. Curitiba também não começou a reforma da arena, mas está fora do alerta.
O ministério considera atrasadas as obras que não estarão prontas até o final de 2012 - Fortaleza, que prevê 95% das obras prontas em dezembro de 2012, e Manaus, a ser entregue em junho de 2013, estão nesse grupo, diz Rocha.
Segundo levantamento do consultor legislativo do Senado Federal, Alexandre Sidnei Guimarães, comparando com os valores de investimentos indicados na assinatura da "matriz de responsabilidade", em janeiro de 2010, os custos das arenas hoje estão até 34% maiores. No começo do ano passado o total dos gastos estimados em 11 estádios - Belo Horizonte não havia apresentado previsão - era de R$ 5,4 bilhões, enquanto hoje é algo próximo de R$ 7,2 bilhões, sem considerar o preço do estádio paulista, ainda não definido.
"Surgiram diversos aditivos que aumentaram os custos das arenas, e não existe transparência para esclarecer o que foi alterado e porquê", diz Guimarães. Segundo ele, existe um caderno de recomendações da Fifa, mas não há exigências que justifiquem essa variação. "É possível considerar que os gastos foram ao menos subestimados no início", diz ele.
Rocha, do Ministério do Esporte, considera que existem alguns exageros nas obras das arenas que acabaram causando aumento desnecessário dos investimentos. "O que sempre alertamos é que os governos locais trabalhassem dentro do mínimo exigido pela Fifa porque a Copa vai passar e os estádios ficarão para alguém operar", diz. O valor financiado pelo BNDES continua limitado a R$ 400 milhões por arena, acrescenta.
O projeto de Belo Horizonte para disputar a abertura da Copa do Mundo no estádio Magalhães Pinto, o "Mineirão", enfrentou uma greve de três dias, há duas semanas, suspensa após um acordo de pagamento de cestas básicas e aumento linear de 4% para os cerca de 600 funcionários do consórcio Minas Arena, formado pelas empreiteiras Construcap, HAP e Egesa. O consórcio assumiu a obra e o direito de uso do estádio por 27 anos, em uma PPP com o governo estadual no valor de R$ 677 milhões (R$ 654 milhões do estádio).
O consórcio Minas Arena assinou o contrato com o governo estadual em dezembro do ano passado e iniciou as obras em janeiro. Segundo o secretário extraordinário para a Copa do Mundo, Sérgio Barroso, o empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES deve ser liberado até o próximo mês. Nos últimos dois anos, o governo mineiro começou a reforma, gastando R$ 29,8 milhões em recursos próprios com a elaboração do projeto arquitetônico e serviços preliminares, como a correção de anomalias nas vigas de sustentação e o rebaixamento do gramado. Essas etapas foram questionadas em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), segundo reportagem recente do jornal "Hoje em Dia".
Considerada uma das obras mais adiantadas, a Arena Fonte Nova, em Salvador, com capacidade para 50 mil pessoas, já teve concluída a terraplenagem e passa atualmente pela instalação das fundações. De acordo com o secretário responsável pelo projeto, Ney Carneiro, no meio do segundo semestre o estádio já terá parte de suas estruturas instaladas. "Estamos com os trabalhos em dia para entregarmos a arena no início de 2013, visando a Copa das Confederações", disse Carneiro. O prazo inicial do projeto era dezembro de 2012, porém a instalação das chamadas estruturas temporárias - que funcionarão apenas durante o torneio, como o centro de imprensa - vai adiar em alguns meses a entrega do estádio.
Resultado de uma PPP, com prazo de 35 anos, o estádio baiano está orçado hoje em R$ 591,7 milhões, mesmo valor definido em janeiro de 2010. O consórcio Fonte Nova Participações, formado pelas construtoras OAS e Odebrecht, tomou emprestados R$ 323 milhões com o BNDES e outros R$ 250 milhões com o Banco do Nordeste.
Após uma série de entraves que impediram o início das obras, a Arena Pernambuco teve concluída neste mês a primeira parte dos trabalhos de fundação, o que permitirá o início da etapa de estrutura de concreto. "Agora o estádio começará a sair do chão e será mais fácil perceber o avanço nos serviços", informou por e-mail o engenheiro Jayro Poggi, responsável pelo projeto, tocado pela Odebrecht.
Apesar dos sucessivos atrasos, foi mantido para dezembro de 2012 o prazo para entrega do estádio, com capacidade para 46 mil pessoas. Ainda assim, Pernambuco já está fora da Copa das Confederações, marcada para junho de 2013.
Assim como as demais arenas da região Nordeste, o projeto pernambucano é uma PPP e está orçado hoje em R$ 532 milhões, 14,6% acima do valor inicial. Procurados, o governo do Estado e a assessoria do consórcio responsável pela obra não detalharam os motivos que levaram ao reajuste. O consórcio, que vai administrar o estádio por 30 anos, já teve um financiamento de R$ 280 milhões aprovado pelo BNDES, porém os recursos ainda não foram liberados.
As obras do estádio Nacional, em Brasília, começaram em julho de 2010 e sua execução atinge 33% do projeto. Segundo o comitê organizador, a data prevista para inauguração é dezembro de 2012, dentro do prazo estipulado. O valor do estádio, com capacidade para 71 mil pessoas, foi orçado em R$ 696 milhões, mas a falha na demolição da arquibancada original (após duas tentativas de implosão) reduziu esse custo em R$ 25 milhões.
"A redução do valor aconteceu porque a arquibancada que não foi demolida deixou de ser reformada. Com a retirada dela economizamos tempo e dinheiro", diz Cláudio Monteiro, secretário-executivo do Comitê Brasília 2014. A licitação foi vencida pela Andrade Gutierrez e Via Engenharia.
Os recursos para o Estádio Nacional de Brasília virão da venda de terrenos da Companhia Imobiliária de Brasilia (Terracap). O GDF passou para a propriedade da Terracap uma área de 2,2 milhões de metros quadrados, com valor aproximado de R$ 3 bilhões. "Com esse modelo de capitalização, evitamos tirar dinheiro de outros investimentos da cidade para gastar em um estádio", disse Monteiro.
Em Fortaleza, a opção pela PPP garantiu celeridade à obra do estádio Plácido Aderaldo Castelo (Castelão), pois a empresa só "recebe por conclusão de etapas", diz Ferruccio Feitosa, secretário especial da Copa no Estado. O valor é de R$ 518 milhões, inferior ao levado para a concessão (R$ 617 milhões), mas superior aos R$ 452 milhões estimados quando foi assinada a matriz de responsabilidade com o Ministério do Esporte.
Aprovado projeto para ampliação do aeroporto internacional de SP26.06.2011 - Obra só estará 40% concluída até a Copa do Mundo de 2014, segundo a Folha de S.Paulo.
Aeroporto de Cumbica, em SP: novo terminal terá capacidade para 19 milhões de passageiros por ano.
O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, o mais importante do Brasil, vai dobrar sua capacidade de passageiros ao fim da construção do terceiro terminal, obra que estará 40% finalizada para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, publicou neste domingo o jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com a publicação, o projeto, que já foi aprovado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), prevê a construção de terceiro terminal de 230 mil metros quadrados com capacidade para 19 milhões de passageiros ao ano, bem próximo dos 20,5 milhões de pessoas que o aeroporto recebe atualmente.
Conforme o jornal, que faz referência à revista especializada "Monolito", a Infraero prevê a conclusão de 40% das obras para o fim de 2013, com a aplicação de R$ 716,6 milhões, o que representaria aumento da capacidade de passageiros de 10 milhões de pessoas.
O restante do projeto, para mais 19 milhões de passageiros, será finalizado depois da Copa do Mundo de 2014.
Segundo o escritório de arquitetura vencedor do projeto, que tem forma de avião, a diretriz recebida por parte das autoridades é que fosse uma obra de rápida execução.
"Será uma obra mais de montagem mecânica do que de construção civil", detalhou um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Mário Biselli, quem explicou que serão utilizados materiais pré-fabricados e metálicos.
O projeto da prioridade aos materiais leves e para entrada de luz natural e a licitação para a construção da obra depende dos requisitos técnicos e está prevista para final deste ano.
O plano de construir um terceiro terminal para o aeroporto de Guarulhos, que no ano passado recebeu 26 milhões de passageiros, acima de sua capacidade, tem 17 anos.
Uma das preocupações dos especialistas está nas pistas de aterrissagem e decolagem, atualmente em número de duas, que acreditam entrarão em colapso com o aumento de passageiros após a ampliação do aeroporto.
Aeroporto de Cumbica, em SP: novo terminal terá capacidade para 19 milhões de passageiros por ano.
O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, o mais importante do Brasil, vai dobrar sua capacidade de passageiros ao fim da construção do terceiro terminal, obra que estará 40% finalizada para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, publicou neste domingo o jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com a publicação, o projeto, que já foi aprovado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), prevê a construção de terceiro terminal de 230 mil metros quadrados com capacidade para 19 milhões de passageiros ao ano, bem próximo dos 20,5 milhões de pessoas que o aeroporto recebe atualmente.
Conforme o jornal, que faz referência à revista especializada "Monolito", a Infraero prevê a conclusão de 40% das obras para o fim de 2013, com a aplicação de R$ 716,6 milhões, o que representaria aumento da capacidade de passageiros de 10 milhões de pessoas.
O restante do projeto, para mais 19 milhões de passageiros, será finalizado depois da Copa do Mundo de 2014.
Segundo o escritório de arquitetura vencedor do projeto, que tem forma de avião, a diretriz recebida por parte das autoridades é que fosse uma obra de rápida execução.
"Será uma obra mais de montagem mecânica do que de construção civil", detalhou um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Mário Biselli, quem explicou que serão utilizados materiais pré-fabricados e metálicos.
O projeto da prioridade aos materiais leves e para entrada de luz natural e a licitação para a construção da obra depende dos requisitos técnicos e está prevista para final deste ano.
O plano de construir um terceiro terminal para o aeroporto de Guarulhos, que no ano passado recebeu 26 milhões de passageiros, acima de sua capacidade, tem 17 anos.
Uma das preocupações dos especialistas está nas pistas de aterrissagem e decolagem, atualmente em número de duas, que acreditam entrarão em colapso com o aumento de passageiros após a ampliação do aeroporto.
EDF define estratégia de expansão e planeja crescer no BrasilValor 27.066.2011 - Cinco anos depois de vender a Light, a Electricité de France (EDF) torce para tirar do papel um projeto antigo, a térmica de Paracambi, uma usina de 600 megawatts (MW) a ser construída no município de mesmo nome. Enquanto o leilão de ajuste da empresa de Pesquisa Energética (EPE), marcado para julho, não acontece, a EDF inaugura o primeiro projeto de geração de energia solar no Rio de Janeiro.
A empresa investiu R$ 6 milhões na construção de um prédio de linhas modernas que tem no teto duas lâminas com 1,8 mil painéis fotovoltáicos que vão gerar, no pico, 320 kilowatts. A unidade fica ao lado das instalações da usina térmica Norte Fluminense, em Macaé e receberá hoje a visita do presidente da EDF, Henri Proglio.
Os painéis solares permitirão que a EDF atenda todo o consumo de energia da térmica Norte Fluminense - sejam administrativas, de iluminação e climatização -, sem precisar consumir energia da Ampla, concessionária que atende o interior do estado do Rio. O complexo é mencionado com orgulho por Patrick Simon, diretor da EDF no Brasil.
O executivo faz questão de registrar dados que considera importantes na operação da usina: o número zero de acidentes de trabalho nos seis anos de funcionamento da usina; e os certificados de excelência ambiental, de qualidade, saúde e segurança do trabalhador e responsabilidade social obtidos no período.
EDF aplicou R$ 6 milhões na construção de um prédio com 1,8 mil painéis fotovoltáicos que vão gerar 320 kilowatts
"Vamos compensar a emissão de 250 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano, o equivalente às emissões de todas as nossas atividades administrativas e o transporte de todos os nossos funcionários de casa até o trabalho", enumera.
Simon se entusiasma ao falar do projeto, que segundo ele tem um caráter social e educativo muito maior do que o valor investido na obra, que ele considera "simbólico". A unidade também fará o reuso da água através da recuperação da água das chuvas sobre os painéis solares no período úmido, que serão desviadas por canaletas. Isso ajudará a autonomia do processo de funcionamento da termelétrica, que não precisará de água de fora para produzir energia.
"O reúso da água e a geração solar foram ideias que tiveram uma convergência, são parte da nossa preocupação com o ambiente", diz Simon.
O modelo ecológico da Norte Fluminense, que tem capacidade de gerar 860 MW, com participação de 10% da Petrobras, será seguido na nova térmica que os franceses querem construir no Rio. A usina é um exemplo que a EDF pretende reproduzir e na sede da empresa, no centro do Rio, está tudo pronto para disputar o leilão da EPE. A empresa planeja uma nova termelétrica no estado desde a venda da Light para a Cemig, em 2006.
"Estamos muito bem preparados e confiantes", diz Simon. "Queremos começar outra aventura com Paracambi. Mostrar o quanto conhecemos de geração a gás natural", complementa.
A empresa investiu R$ 6 milhões na construção de um prédio de linhas modernas que tem no teto duas lâminas com 1,8 mil painéis fotovoltáicos que vão gerar, no pico, 320 kilowatts. A unidade fica ao lado das instalações da usina térmica Norte Fluminense, em Macaé e receberá hoje a visita do presidente da EDF, Henri Proglio.
Os painéis solares permitirão que a EDF atenda todo o consumo de energia da térmica Norte Fluminense - sejam administrativas, de iluminação e climatização -, sem precisar consumir energia da Ampla, concessionária que atende o interior do estado do Rio. O complexo é mencionado com orgulho por Patrick Simon, diretor da EDF no Brasil.
O executivo faz questão de registrar dados que considera importantes na operação da usina: o número zero de acidentes de trabalho nos seis anos de funcionamento da usina; e os certificados de excelência ambiental, de qualidade, saúde e segurança do trabalhador e responsabilidade social obtidos no período.
EDF aplicou R$ 6 milhões na construção de um prédio com 1,8 mil painéis fotovoltáicos que vão gerar 320 kilowatts
"Vamos compensar a emissão de 250 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano, o equivalente às emissões de todas as nossas atividades administrativas e o transporte de todos os nossos funcionários de casa até o trabalho", enumera.
Simon se entusiasma ao falar do projeto, que segundo ele tem um caráter social e educativo muito maior do que o valor investido na obra, que ele considera "simbólico". A unidade também fará o reuso da água através da recuperação da água das chuvas sobre os painéis solares no período úmido, que serão desviadas por canaletas. Isso ajudará a autonomia do processo de funcionamento da termelétrica, que não precisará de água de fora para produzir energia.
"O reúso da água e a geração solar foram ideias que tiveram uma convergência, são parte da nossa preocupação com o ambiente", diz Simon.
O modelo ecológico da Norte Fluminense, que tem capacidade de gerar 860 MW, com participação de 10% da Petrobras, será seguido na nova térmica que os franceses querem construir no Rio. A usina é um exemplo que a EDF pretende reproduzir e na sede da empresa, no centro do Rio, está tudo pronto para disputar o leilão da EPE. A empresa planeja uma nova termelétrica no estado desde a venda da Light para a Cemig, em 2006.
"Estamos muito bem preparados e confiantes", diz Simon. "Queremos começar outra aventura com Paracambi. Mostrar o quanto conhecemos de geração a gás natural", complementa.
A EPE informou que foram inscritos 30 projetos para termelétricas a gás no leilão de ajuste (A-3) de 2011. Juntas, as usinas somam uma capacidade instalada de 10.871 MW. O Rio teve quatro projetos registrados, com capacidade de geração total de 2.222 MW. Além da EDF, foram inscritas uma usina da Petrobras (575 MW em Seropédica, na baixada fluminense), uma da EDP Energias do Brasil (500 MW em Resende), enquanto a quarta seria da empresa GenPower.
Fragilidade dos franceses acelera o Walmart no PaísDCI 27.06.2011 - Diante da fragilidade do grupo francês Carrefour, por conta das notícias de venda de partes da empresa para alavancar seu caixa, e das disputas internas no grupo Pão de Açúcar, o grupo norte-americano Walmart resolveu brigar por espaço territorial no Brasil e mostrar que está de olho na segunda posição do setor supermercadista.
Para fazer frente aos franceses no País, a companhia estuda a expansão nas Regiões Sul e Nordeste por meio da bandeira TodoDia , para concorrer diretamente com a marca Dia, que acaba de realizar uma cisão com o Carrefour. Ambas têm foco nas classes C e D, que tiveram ascensão no País, avaliam analistas da área.
O plano é confirmado pelo presidente da subsidiária do Walmart no Brasil, Marcos Samaha, que ressalta o aporte de R$ 1,2 bilhão para os novos pontos de vendas. "Ano passado inauguramos 45 lojas. Este ano vamos dobrar esse número", explica. Samaha reitera que não descarta novas aquisições.
"Recentemente adquirimos a rede Massmart, na África do Sul, para ganhar fôlego na região. Esse continente é uma das nossas metas de expansão mundial, como Brasil e China." O grupo Walmart ainda é um dos fortes conglomerados cotados pelo mercado varejista para disputar com o empresário Abílio Diniz, sócio do Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma fatia do Carrefour no País - ou, agora, da rede Dia, que acaba de ser separada do Carrefour. Mário Nogueira, da Demarest e Almeida Advogados, acredita que "a união entre o GPA e o varejista francês deve gerar uma série de problemas no Cade, pois as lojas das duas redes se encontram muito próximas".
Para fazer frente aos franceses no País, a companhia estuda a expansão nas Regiões Sul e Nordeste por meio da bandeira TodoDia , para concorrer diretamente com a marca Dia, que acaba de realizar uma cisão com o Carrefour. Ambas têm foco nas classes C e D, que tiveram ascensão no País, avaliam analistas da área.
O plano é confirmado pelo presidente da subsidiária do Walmart no Brasil, Marcos Samaha, que ressalta o aporte de R$ 1,2 bilhão para os novos pontos de vendas. "Ano passado inauguramos 45 lojas. Este ano vamos dobrar esse número", explica. Samaha reitera que não descarta novas aquisições.
"Recentemente adquirimos a rede Massmart, na África do Sul, para ganhar fôlego na região. Esse continente é uma das nossas metas de expansão mundial, como Brasil e China." O grupo Walmart ainda é um dos fortes conglomerados cotados pelo mercado varejista para disputar com o empresário Abílio Diniz, sócio do Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma fatia do Carrefour no País - ou, agora, da rede Dia, que acaba de ser separada do Carrefour. Mário Nogueira, da Demarest e Almeida Advogados, acredita que "a união entre o GPA e o varejista francês deve gerar uma série de problemas no Cade, pois as lojas das duas redes se encontram muito próximas".
Casino vence 1ª batalha contra Carrefour ao obter documentosEstadão 26.06.2011 - Casino e Pão de Açúcar, que dividem o controle da maior varejista brasileira, estão em atrito desde que o Abílio Diniz abordou o Carrefour sem permissão do parceiro para discutir fusão
O grupo francês Casino obteve permissão judicial para investigar os escritórios do rival Carrefour como parte de uma disputa cada vez mais tensa envolvendo o Grupo Pão de Açúcar e o Brasil, segundo documentos divulgados nesta sexta-feira.
Casino e Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, que dividem o controle da maior varejista brasileira, têm estado em atrito desde que o empresário abordou o Carrefour sem permissão do parceiro para discutir uma possível fusão.
De acordo com os documentos judiciais, o Casino havia solicitado que os escritórios do Carrefour fossem vasculhados pela Justiça no início deste mês, em busca de provas da "existência e do conteúdo de negociações entre Carrefour e Diniz".
Dos 150 documentos apreendidos durante a busca, a corte informou que 22 eram "diretamente relacionados a discussões entre Carrefour, Diniz e Estater --consultoria que assessora o Grupo Pão de Açúcar no Brasil", afirmou um porta-voz do Casino à Reuters.
O Carrefour se recusou a comentar o assunto.
Na semana passada, o Casino aumentou sua participação no Paão de Açúcar em 3,3%, passando a deter 37% e lançando um alerta à família Diniz e ao Carrefour.
O Casino também entrou com um pedido de arbitragem internacional contra Diniz no mês passado, alegando que as negociações com o Carrefour contrariavam o acordo de acionistas que ambos possuem.
O grupo francês Casino obteve permissão judicial para investigar os escritórios do rival Carrefour como parte de uma disputa cada vez mais tensa envolvendo o Grupo Pão de Açúcar e o Brasil, segundo documentos divulgados nesta sexta-feira.
Casino e Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, que dividem o controle da maior varejista brasileira, têm estado em atrito desde que o empresário abordou o Carrefour sem permissão do parceiro para discutir uma possível fusão.
De acordo com os documentos judiciais, o Casino havia solicitado que os escritórios do Carrefour fossem vasculhados pela Justiça no início deste mês, em busca de provas da "existência e do conteúdo de negociações entre Carrefour e Diniz".
Dos 150 documentos apreendidos durante a busca, a corte informou que 22 eram "diretamente relacionados a discussões entre Carrefour, Diniz e Estater --consultoria que assessora o Grupo Pão de Açúcar no Brasil", afirmou um porta-voz do Casino à Reuters.
O Carrefour se recusou a comentar o assunto.
Na semana passada, o Casino aumentou sua participação no Paão de Açúcar em 3,3%, passando a deter 37% e lançando um alerta à família Diniz e ao Carrefour.
O Casino também entrou com um pedido de arbitragem internacional contra Diniz no mês passado, alegando que as negociações com o Carrefour contrariavam o acordo de acionistas que ambos possuem.
Lojas da BR vão faturar com mídiaValor 27.06.2011 - A BR Mania, rede de lojas de conveniência dos postos Petrobras, está se transformando em um canal para empresas interessadas em ações de mídia interior. A ideia é que anunciantes de diferentes setores possam usar os pontos de venda da BR Mania como espaços para comunicação de seus produtos, valendo-se de estratégias como colocação de adesivos nas fachadas e nas geladeiras das lojas e o uso de displays nos caixas.
O trabalho está sendo desenvolvido a partir de uma parceria entre a BR Distribuidora e a Enox, empresa especializada em mídia "indoor" no país. Segundo Rafael Cordeiro, diretor de comunicação e conteúdo da Enox, foram mapeadas, num primeiro momento, oportunidades de mídia interior em 380 lojas da BR Mania. A intenção é ampliar esse mapeamento para o resto da rede. No total, a BR Mania tem 776 pontos no país, que faturaram R$ 550 milhões no ano passado. Para 2011, a meta é aumentar a rede para 900 lojas que, juntas, poderão faturar cerca de R$ 700 milhões, diz Paulo Renato Ventura, gerente de lojas de conveniência da BR Distribuidora.
O aumento na receita deste ano ainda não considera o efeito da mídia interior, diz Ventura. As ações dos anunciantes geram ganhos divididos entre a BR, a Enox e os franqueados das lojas. Para Ventura, o trabalho com a Enox é uma oportunidade de organizar o espaço das lojas para oferecer aos anunciantes alternativas de mídia.
Segundo Cordeiro, uma campanha publicitária de quatro semanas envolvendo 100 lojas da BR Mania, com três formatos de comunicação (adesivos, displays e mobiles), tem custo de cerca de R$ 400 mil para o anunciante. Ele conta que já foram executadas três ações na rede - para o energético Burn, da Coca-Cola; para a Nestlé Sorvetes, que incluiu uma promoção de picolés, e uma terceira para a Skol 360.
A Enox iniciou o trabalho de mídia interior em Curitiba há sete anos em restaurantes, bares, academias e salões de beleza. Hoje já chega a 16 segmentos do varejo, de lojas de vestuário a farmácias.
O trabalho está sendo desenvolvido a partir de uma parceria entre a BR Distribuidora e a Enox, empresa especializada em mídia "indoor" no país. Segundo Rafael Cordeiro, diretor de comunicação e conteúdo da Enox, foram mapeadas, num primeiro momento, oportunidades de mídia interior em 380 lojas da BR Mania. A intenção é ampliar esse mapeamento para o resto da rede. No total, a BR Mania tem 776 pontos no país, que faturaram R$ 550 milhões no ano passado. Para 2011, a meta é aumentar a rede para 900 lojas que, juntas, poderão faturar cerca de R$ 700 milhões, diz Paulo Renato Ventura, gerente de lojas de conveniência da BR Distribuidora.
O aumento na receita deste ano ainda não considera o efeito da mídia interior, diz Ventura. As ações dos anunciantes geram ganhos divididos entre a BR, a Enox e os franqueados das lojas. Para Ventura, o trabalho com a Enox é uma oportunidade de organizar o espaço das lojas para oferecer aos anunciantes alternativas de mídia.
Segundo Cordeiro, uma campanha publicitária de quatro semanas envolvendo 100 lojas da BR Mania, com três formatos de comunicação (adesivos, displays e mobiles), tem custo de cerca de R$ 400 mil para o anunciante. Ele conta que já foram executadas três ações na rede - para o energético Burn, da Coca-Cola; para a Nestlé Sorvetes, que incluiu uma promoção de picolés, e uma terceira para a Skol 360.
A Enox iniciou o trabalho de mídia interior em Curitiba há sete anos em restaurantes, bares, academias e salões de beleza. Hoje já chega a 16 segmentos do varejo, de lojas de vestuário a farmácias.
Rede TV! sonha com Roberto Justus para 2013 Folha 27.06.2011 - Após tirar Hebe Camargo do SBT, a Rede TV! sonha em contratar Roberto Justus.
O projeto é para 2013, quando termina o contrato do apresentador com a emissora de Silvio Santos.
Amigo de diretores da Rede TV!, Justus já escutou diversas propostas. Ele anda descontente por não ter ganhado um reality de negócios. Em breve, voltará a comandar o game "Um contra Cem".
O projeto é para 2013, quando termina o contrato do apresentador com a emissora de Silvio Santos.
Amigo de diretores da Rede TV!, Justus já escutou diversas propostas. Ele anda descontente por não ter ganhado um reality de negócios. Em breve, voltará a comandar o game "Um contra Cem".
Easycomp Plus
Folha 27.06.2011 - A Easycomp Plus, empresa de ensino profissionalizante, planeja abrir 20 franquias no país este ano. Até agora, ela trabalhava apenas com licenciamento de seu método de ensino. Seu material de educação é utilizado em 800 escolas do país e em três de Portugal.
"Com o sistema de licenciamento, quem adotava o método não precisava usar a marca Easycomp", diz o sócio da empresa, Fernando Costa.
Isso mudará entre as escolas que decidirem ser franqueadas. Três novas unidades já foram abertas em SP pelo novo sistema.
A empresa ainda abrirá franquias em Moçambique, Angola e África do Sul.
"Com o sistema de licenciamento, quem adotava o método não precisava usar a marca Easycomp", diz o sócio da empresa, Fernando Costa.
Isso mudará entre as escolas que decidirem ser franqueadas. Três novas unidades já foram abertas em SP pelo novo sistema.
A empresa ainda abrirá franquias em Moçambique, Angola e África do Sul.
Amor aos Pedaços
Folha 27.06.2011 - A rede de doces Amor aos Pedaços pretende ter uma loja em cada cidade brasileira com mais de 400 mil habitantes até o final de 2013.
A companhia abrirá 20 lojas no segundo semestre e outras 120 filiais nos próximos dois anos.
O projeto de expansão foi retomado em 2010, depois do fechamento das fábricas de Curitiba e do Rio de Janeiro, segundo a fundadora da empresa, Ivani Calarezi.
"Decidimos centralizar a produção em São Paulo e deu certo. Nunca imaginei ter loja no Maranhão, mas hoje isso é possível", diz.
A abertura de unidades no Rio de Janeiro tem sido uma das principais dificuldades na expansão da rede.
"Não há bons pontos disponíveis", afirma Calarezi.
As principais concorrentes da rede, que possui hoje 56 unidades no Brasil, são Cristallo e Ofner.
A companhia abrirá 20 lojas no segundo semestre e outras 120 filiais nos próximos dois anos.
O projeto de expansão foi retomado em 2010, depois do fechamento das fábricas de Curitiba e do Rio de Janeiro, segundo a fundadora da empresa, Ivani Calarezi.
"Decidimos centralizar a produção em São Paulo e deu certo. Nunca imaginei ter loja no Maranhão, mas hoje isso é possível", diz.
A abertura de unidades no Rio de Janeiro tem sido uma das principais dificuldades na expansão da rede.
"Não há bons pontos disponíveis", afirma Calarezi.
As principais concorrentes da rede, que possui hoje 56 unidades no Brasil, são Cristallo e Ofner.
Qualicorp duplica de valor em 12 meses Valor 27.06.2011 - Caso conclua com sucesso na noite de hoje sua oferta pública inicial de ações, a Qualicorp terá valor de mercado entre R$ 4,1 bilhões e R$ 4,9 bilhões. Isso representará uma alta entre 100% e 140% ao se comparar com o preço implícito na transação pela qual o grupo de investimento em participações Carlyle comprou o controle da empresa de seguro saúde, em julho de 2010.
A valorização em um ano supera, e muito, o crescimento de 48% da receita entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, de acordo com os dados pro forma divulgados no prospecto da oferta. O lucro operacional antes do resultado financeiro teve alta de 24% na mesma relação, para R$ 8 milhões.
Há cerca de 12 meses, o Carlyle desembolsou R$ 1,39 bilhão para ficar com 68,6% do capital da Qualicorp. Nessa transação, além de comprar parte das ações do fundador José Seripieri Filho, foi arrematada toda a participação de 46% que estava nas mãos de outro fundo de participação, o General Atlantic (GA), desde novembro de 2008. O GA aportou R$ 341 milhões na empresa na época.
Nas distribuições primária e secundária de ações que a Qualicorp faz agora, a Carlyle reduzirá sua fatia no capital da empresa para algo entre 44% e 34% do total de ações, a depender da demanda. Com a venda da participação, embolsará entre R$ 781 milhões e R$ 1,25 bilhão, considerando o ponto médio do intervalo sugerido para as ações, que vai de R$ 16 a R$ 19 por papel.
A operação como um todo movimentará de R$ 1,16 bilhão a R$ 1,86 bilhão, sendo que a parcela primária, em que os recursos vão para a empresa, ficará entre R$ 435 milhões e R$ 517 milhões.
Até o fim da semana, serão definidos os valores dos papéis de mais cinco companhias com ofertas programadas, sendo duas aberturas de capital, de Perenco e Technos, e três distribuições subsequentes, de BR Properties, Kroton e Mahle. As seis operações devem movimentar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5,3 bilhões.
A oferta pública inicial da Perenco, de exploração de petróleo, é destinada apenas para investidores qualificados, com mais de R$ 300 mil em ativos financeiros. O período de reserva vai até quinta-feira. Com expectativa de fixar o preço do papel entre R$ 1.550 e R$ 2 mil na sexta-feira, a petroleira pode captar R$ 725 milhões pela faixa média. A operação é exclusivamente primária, em que todos os recursos serão destinados para a empresa.
Com planos de voltar à bolsa depois de fechar o capital em 2005, a fabricante de relógios Technos encerra hoje o seu período de reserva. O preço de estreia dos papéis deve ser divulgado amanhã. Em caso de sucesso, o valor ficará entre R$ 16,50 e R$ 20,50.
A empresa planeja captar cerca de R$ 450 milhões na operação, que inclui uma oferta primária e outra secundária - em que os recursos captados vão para os atuais acionistas.
A BR Properties, que investe em imóveis comerciais para ganhar com aluguel e valorização, começa e termina o período de reserva hoje e define o preço das ações amanhã. A empresa fará a sua primeira emissão de ações após a abertura de capital no ano passado. A captação deve girar em torno de R$ 605 milhões, desconsiderando os lotes extras.
Dona do sistema educacional Pitágoras, a Kroton encerrará o período de reserva amanhã. A empresa almeja levantar R$ 401 milhões em operação primária e secundária. O preço dos papéis será definido na quarta-feira.
Na quinta-feira, será a vez da fabricante de autopeças Mahle Metal Leve fechar o preço de suas ações. A oferta, toda secundária, marca a migração da empresa para o Novo Mercado, e deve movimentar R$ 318 milhões.
A valorização em um ano supera, e muito, o crescimento de 48% da receita entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, de acordo com os dados pro forma divulgados no prospecto da oferta. O lucro operacional antes do resultado financeiro teve alta de 24% na mesma relação, para R$ 8 milhões.
Há cerca de 12 meses, o Carlyle desembolsou R$ 1,39 bilhão para ficar com 68,6% do capital da Qualicorp. Nessa transação, além de comprar parte das ações do fundador José Seripieri Filho, foi arrematada toda a participação de 46% que estava nas mãos de outro fundo de participação, o General Atlantic (GA), desde novembro de 2008. O GA aportou R$ 341 milhões na empresa na época.
Nas distribuições primária e secundária de ações que a Qualicorp faz agora, a Carlyle reduzirá sua fatia no capital da empresa para algo entre 44% e 34% do total de ações, a depender da demanda. Com a venda da participação, embolsará entre R$ 781 milhões e R$ 1,25 bilhão, considerando o ponto médio do intervalo sugerido para as ações, que vai de R$ 16 a R$ 19 por papel.
A operação como um todo movimentará de R$ 1,16 bilhão a R$ 1,86 bilhão, sendo que a parcela primária, em que os recursos vão para a empresa, ficará entre R$ 435 milhões e R$ 517 milhões.
Até o fim da semana, serão definidos os valores dos papéis de mais cinco companhias com ofertas programadas, sendo duas aberturas de capital, de Perenco e Technos, e três distribuições subsequentes, de BR Properties, Kroton e Mahle. As seis operações devem movimentar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5,3 bilhões.
A oferta pública inicial da Perenco, de exploração de petróleo, é destinada apenas para investidores qualificados, com mais de R$ 300 mil em ativos financeiros. O período de reserva vai até quinta-feira. Com expectativa de fixar o preço do papel entre R$ 1.550 e R$ 2 mil na sexta-feira, a petroleira pode captar R$ 725 milhões pela faixa média. A operação é exclusivamente primária, em que todos os recursos serão destinados para a empresa.
Com planos de voltar à bolsa depois de fechar o capital em 2005, a fabricante de relógios Technos encerra hoje o seu período de reserva. O preço de estreia dos papéis deve ser divulgado amanhã. Em caso de sucesso, o valor ficará entre R$ 16,50 e R$ 20,50.
A empresa planeja captar cerca de R$ 450 milhões na operação, que inclui uma oferta primária e outra secundária - em que os recursos captados vão para os atuais acionistas.
A BR Properties, que investe em imóveis comerciais para ganhar com aluguel e valorização, começa e termina o período de reserva hoje e define o preço das ações amanhã. A empresa fará a sua primeira emissão de ações após a abertura de capital no ano passado. A captação deve girar em torno de R$ 605 milhões, desconsiderando os lotes extras.
Dona do sistema educacional Pitágoras, a Kroton encerrará o período de reserva amanhã. A empresa almeja levantar R$ 401 milhões em operação primária e secundária. O preço dos papéis será definido na quarta-feira.
Na quinta-feira, será a vez da fabricante de autopeças Mahle Metal Leve fechar o preço de suas ações. A oferta, toda secundária, marca a migração da empresa para o Novo Mercado, e deve movimentar R$ 318 milhões.
Fundador volta a comandar operadora de saúde Care PlusValor 27.06.2011 - A Care Plus, operadora de plano de saúde focada no segmento premium, voltou a ser comandada pelo seu fundador e principal acionista, Roberto Laganá Pinto. Nos últimos quatro anos ele ficou na presidência do conselho e o cargo de presidente-executivo vinha sendo ocupado, até então, por Mauricio Amaral, que deixou a Care Plus há cerca de um mês.
"O mercado de planos de saúde está muito aquecido e por isso decidi voltar ao comando da empresa para aproveitar essa fase", disse o empresário, que detém 80% do capital da Care Plus. Os outros 20% foram vendidos em 2001 para o fundo americano de private equity Nexus Partners.
Laganá Pinto acredita que a sua operadora crescerá, nos próximos dez anos, a uma taxa de 20% por ano. "Nossa previsão é que em 2020 a Care Plus atinja um faturamento de R$ 1 bilhão", afirmou ele, que fundou a Care Plus há 18 anos.
No ano passado, a companhia registrou receita bruta de R$ 180 milhões, um aumento de 20% sobre 2009. Já a carteira de clientes cresceu 10%, atingindo 56 mil vidas. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor de planos de saúde teve alta de cerca de 10% na receita e 8,7% no número de beneficiários.
O novo presidente da operadora, que atua apenas no mercado corporativo com tíquete médio de R$ 380, explica que o crescimento da Care Plus nos próximos anos será proveniente dos novos clientes que estão surgindo com o aquecimento da economia do país e também da migração de beneficiários de outras operadoras.
No mercado de alto padrão, a companhia concorre com Omint e Lincx. Esta última foi comprada em maio pela Amil, que já atuava no segmento premium com o plano One Health. Laganá Pinto não se intimida com a investida do maior grupo privado de saúde do país nesse nicho. Pelo contrário, acredita que é difícil uma operadora tão grande manter o atendimento diferenciado demandado pelo público de alta renda e espera abrigar eventuais clientes descontentes. A Lincx, de seu lado, já afirmou que nada muda com a aquisição. Seu presidente, Silvio Corrêa da Fonseca, continua à frente da operação, e disse, no mês passado, que os planos One Health e Lincx terão "uma plataforma separada da Amil".
Questionado sobre os comentários de mercado de que a Care Plus também seria vendida, Laganá Pinto afirmou que se tratam de "especulações da concorrência". "Não há nenhuma negociação em andamento", afirmou.
"O mercado de planos de saúde está muito aquecido e por isso decidi voltar ao comando da empresa para aproveitar essa fase", disse o empresário, que detém 80% do capital da Care Plus. Os outros 20% foram vendidos em 2001 para o fundo americano de private equity Nexus Partners.
Laganá Pinto acredita que a sua operadora crescerá, nos próximos dez anos, a uma taxa de 20% por ano. "Nossa previsão é que em 2020 a Care Plus atinja um faturamento de R$ 1 bilhão", afirmou ele, que fundou a Care Plus há 18 anos.
No ano passado, a companhia registrou receita bruta de R$ 180 milhões, um aumento de 20% sobre 2009. Já a carteira de clientes cresceu 10%, atingindo 56 mil vidas. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor de planos de saúde teve alta de cerca de 10% na receita e 8,7% no número de beneficiários.
O novo presidente da operadora, que atua apenas no mercado corporativo com tíquete médio de R$ 380, explica que o crescimento da Care Plus nos próximos anos será proveniente dos novos clientes que estão surgindo com o aquecimento da economia do país e também da migração de beneficiários de outras operadoras.
No mercado de alto padrão, a companhia concorre com Omint e Lincx. Esta última foi comprada em maio pela Amil, que já atuava no segmento premium com o plano One Health. Laganá Pinto não se intimida com a investida do maior grupo privado de saúde do país nesse nicho. Pelo contrário, acredita que é difícil uma operadora tão grande manter o atendimento diferenciado demandado pelo público de alta renda e espera abrigar eventuais clientes descontentes. A Lincx, de seu lado, já afirmou que nada muda com a aquisição. Seu presidente, Silvio Corrêa da Fonseca, continua à frente da operação, e disse, no mês passado, que os planos One Health e Lincx terão "uma plataforma separada da Amil".
Questionado sobre os comentários de mercado de que a Care Plus também seria vendida, Laganá Pinto afirmou que se tratam de "especulações da concorrência". "Não há nenhuma negociação em andamento", afirmou.
Brasil já exporta fábricas e amplia o déficit comercial DCI 27.06.2011 - A saída de fábricas de vários setores em busca de melhores condições no exterior acende o alerta do processo de desmontagem da indústria brasileira. A petroquímica Unigel, fabricante de resinas, preferiu investir US$ 400 milhões em uma unidade no México. Já a montadora Honda decidiu transferir a produção do City para a Argentina e tornar aquele país base de exportação do veículo ao Brasil.
Esses exemplos ilustram o momento vivido pelo setor industrial no País, já caracterizado pelos especialistas como uma desindustrialização a pleno vapor.
A alta taxa de juros para controlar a pressão inflacionária, combinada com a forte entrada de capital estrangeiro, que por sua vez mantém no longo prazo a valorização do real, e a alta carga tributária são fatores determinantes na localização dos investimentos.Os tributos são tão pesados que até o setor de serviços padece com a situação. Um restaurante que não consegue quitar os impostos teve de fechar as portas, segundo a advogada Maria de Fátima Caldas Guimarães, do escritório Guimarães & Caldas Advogados Associados.
Essa tendência, no entanto, ainda pode ser revertida, se o País conseguir melhorar sua competitividade, segundo o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério Cesar de Souza. Para ele, os investimentos esperados em função de pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíada podem ajudar.
Mas enquanto a desoneração da produção nacional não chega, cresce o déficit comercial em vários segmentos industriais. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima para este ano um saldo negativo da balança comercial do setor de R$ 33,4 bilhões.
A indústria têxtil e de confecção é outra que sofre com a concorrência dos produtos da China. Neste ano, as importações dessas empresas devem superar as exportações em US$ 5,5 bilhões.
Situações como essa levaram a participação da indústria na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cair à metade em três décadas, chegando atualmente a 15%.
Na contramão das brasileiras, a chinesa Chery inicia em julho a construção da primeira fábrica de automóveis "made in China" no Brasil. O investimento será de US$ 400 milhões e elevará a operação local de mera importadora para produtora, com capacidade de 170 mil unidades em 2015. Segundo o CEO da montadora chinesa no Brasil, Luís Curi, entrar aqui faz "todo sentido" porque este é o quarto ou quinto maior mercado automobilístico do mundo.
Esses exemplos ilustram o momento vivido pelo setor industrial no País, já caracterizado pelos especialistas como uma desindustrialização a pleno vapor.
A alta taxa de juros para controlar a pressão inflacionária, combinada com a forte entrada de capital estrangeiro, que por sua vez mantém no longo prazo a valorização do real, e a alta carga tributária são fatores determinantes na localização dos investimentos.Os tributos são tão pesados que até o setor de serviços padece com a situação. Um restaurante que não consegue quitar os impostos teve de fechar as portas, segundo a advogada Maria de Fátima Caldas Guimarães, do escritório Guimarães & Caldas Advogados Associados.
Essa tendência, no entanto, ainda pode ser revertida, se o País conseguir melhorar sua competitividade, segundo o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério Cesar de Souza. Para ele, os investimentos esperados em função de pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíada podem ajudar.
Mas enquanto a desoneração da produção nacional não chega, cresce o déficit comercial em vários segmentos industriais. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima para este ano um saldo negativo da balança comercial do setor de R$ 33,4 bilhões.
A indústria têxtil e de confecção é outra que sofre com a concorrência dos produtos da China. Neste ano, as importações dessas empresas devem superar as exportações em US$ 5,5 bilhões.
Situações como essa levaram a participação da indústria na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cair à metade em três décadas, chegando atualmente a 15%.
Na contramão das brasileiras, a chinesa Chery inicia em julho a construção da primeira fábrica de automóveis "made in China" no Brasil. O investimento será de US$ 400 milhões e elevará a operação local de mera importadora para produtora, com capacidade de 170 mil unidades em 2015. Segundo o CEO da montadora chinesa no Brasil, Luís Curi, entrar aqui faz "todo sentido" porque este é o quarto ou quinto maior mercado automobilístico do mundo.
HSBC recomenda cautela com países emergentesFolha 27.06.2011 - Estudo do HSBC recomenda cautela nos mercados emergentes, mas aposta no Brasil por causa do forte mercado interno.
O relatório lembra que o ambiente global se deteriorou nas últimas semanas e afirma que o banco tornou-se mais conservador no investimento em ativos de países emergentes.
Pablo Goldberg, diretor de pesquisa em Nova York, no entanto, afirma "preferir aqueles com mais fortes histórias cíclicas domésticas, como China e Brasil".
Mercados emergentes têm sido prejudicados pelo crescimento mais fraco, mas devem se beneficiar da redução do ritmo da inflação.
Para Goldberg, os dados sugerem enfraquecimento da inflação no mundo todo. "Vemos essa tendência na Ásia, exceto Japão, e também em um grupo de grandes emergentes: Brasil, Rússia e Turquia."
Além do enfraquecimento da atividade nos EUA, os temores de calote na Grécia aumentaram, o que provoca receio de redução de liquidez, no caso de um choque de aversão a risco.
"Apesar de os balanços de países emergentes serem fortes o suficiente para aguentar ventos ainda mais vigorosos, consideramos que a liquidez poderá encolher se houver maior deterioração [global]", afirma.
"Não estou me tornando "bearish" [que acredita que cotação de títulos ou de ações vá cair] em emergentes. Mas no curto prazo, estou mais cauteloso".
O relatório lembra que o ambiente global se deteriorou nas últimas semanas e afirma que o banco tornou-se mais conservador no investimento em ativos de países emergentes.
Pablo Goldberg, diretor de pesquisa em Nova York, no entanto, afirma "preferir aqueles com mais fortes histórias cíclicas domésticas, como China e Brasil".
Mercados emergentes têm sido prejudicados pelo crescimento mais fraco, mas devem se beneficiar da redução do ritmo da inflação.
Para Goldberg, os dados sugerem enfraquecimento da inflação no mundo todo. "Vemos essa tendência na Ásia, exceto Japão, e também em um grupo de grandes emergentes: Brasil, Rússia e Turquia."
Além do enfraquecimento da atividade nos EUA, os temores de calote na Grécia aumentaram, o que provoca receio de redução de liquidez, no caso de um choque de aversão a risco.
"Apesar de os balanços de países emergentes serem fortes o suficiente para aguentar ventos ainda mais vigorosos, consideramos que a liquidez poderá encolher se houver maior deterioração [global]", afirma.
"Não estou me tornando "bearish" [que acredita que cotação de títulos ou de ações vá cair] em emergentes. Mas no curto prazo, estou mais cauteloso".
Endividamento do brasileiro é recordeEstadão 26.06.2011 - Dívida total do consumidor atingiu R$ 653 bilhões em abril e equivale a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e da Previdência. O endividamento do brasileiro atingiu nível recorde. A dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social no País, aponta um estudo da LCA Consultores ao qual o ‘Estado’ teve acesso.
Se, do dia para noite, os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas, isto é, juros e o empréstimo principal, que chegou a R$ 653 bilhões em abril, cada brasileiro teria de entregar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. Os cálculos levam em conta a estimativa da massa de rendimentos nacional, não apenas nas seis regiões metropolitanas.
Em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em R$ 485 bilhões, subiu para R$ 524 bilhões em abril do ano passado e, em abril deste ano atingiu R$ 653 bilhões. Apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela cada vez maior dos rendimentos da população. Quase um ano e meio atrás, a dívida equivalia a 35% da renda anual ou 4,2 meses de rendimento. Em abril deste ano, subiu para 40% da renda ou 4,8 meses de rendimento.
"Houve uma forte aceleração do endividamento", afirma o economista Wermeson França, responsável pelo estudo. Ele observa que uma conjugação favorável de fatores levou à disparada do endividamento do consumidor. O pano de fundo foi o crescimento econômico registrado no ano passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. Além disso, bancos e financeiras abriram as torneiras do crédito, com juros menores e prazos a perder de vista.
Dados de outro estudo intitulado "Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras", da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), confirmam o avanço do endividamento do consumidor. De janeiro a maio deste ano, 64%, em média, das famílias que vivem nas 27 capitais do País tinham dívidas, ante 61% em igual período de 2010. O valor médio da dívida aumentou quase 18%, de R$ 1.298 mensais, entre janeiro e maio do ano passado, para R$ 1.527 mensais em igual período deste ano.
Depois da explosão do consumo no ano passado, Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomércio-SP, diz que as medidas de aperto no crédito editadas pelo do Banco Central no fim de 2010, a elevação dos juros e a redução dos prazos dos financiamentos tiveram grande influência sobre o aumento da dívidas das famílias neste início de ano. "As vendas do comércio a partir de março apontam para uma forte desaceleração do consumo", afirma o economista, justificando que a dívida vem crescendo nos últimos meses por causa dos juros.
Se, do dia para noite, os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas, isto é, juros e o empréstimo principal, que chegou a R$ 653 bilhões em abril, cada brasileiro teria de entregar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. Os cálculos levam em conta a estimativa da massa de rendimentos nacional, não apenas nas seis regiões metropolitanas.
Em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em R$ 485 bilhões, subiu para R$ 524 bilhões em abril do ano passado e, em abril deste ano atingiu R$ 653 bilhões. Apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela cada vez maior dos rendimentos da população. Quase um ano e meio atrás, a dívida equivalia a 35% da renda anual ou 4,2 meses de rendimento. Em abril deste ano, subiu para 40% da renda ou 4,8 meses de rendimento.
"Houve uma forte aceleração do endividamento", afirma o economista Wermeson França, responsável pelo estudo. Ele observa que uma conjugação favorável de fatores levou à disparada do endividamento do consumidor. O pano de fundo foi o crescimento econômico registrado no ano passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. Além disso, bancos e financeiras abriram as torneiras do crédito, com juros menores e prazos a perder de vista.
Dados de outro estudo intitulado "Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras", da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), confirmam o avanço do endividamento do consumidor. De janeiro a maio deste ano, 64%, em média, das famílias que vivem nas 27 capitais do País tinham dívidas, ante 61% em igual período de 2010. O valor médio da dívida aumentou quase 18%, de R$ 1.298 mensais, entre janeiro e maio do ano passado, para R$ 1.527 mensais em igual período deste ano.
Depois da explosão do consumo no ano passado, Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomércio-SP, diz que as medidas de aperto no crédito editadas pelo do Banco Central no fim de 2010, a elevação dos juros e a redução dos prazos dos financiamentos tiveram grande influência sobre o aumento da dívidas das famílias neste início de ano. "As vendas do comércio a partir de março apontam para uma forte desaceleração do consumo", afirma o economista, justificando que a dívida vem crescendo nos últimos meses por causa dos juros.
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