domingo, 12 de junho de 2011

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Daily News

Ministério da Justiça notifica Americanas.com sobre atrasos

Valor 10.06.2011 - O Ministério da Justiça deu 10 dias para que o grupo B2W, que contra o portal Americanas.com se explique sobre os atrasos na entrega de produtos. A notificação foi feita pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). O ministério informou que, após determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibindo a empresa de aceitar novas encomendas enquanto não regularizar as entregas atrasadas, o DPDC quer verificar se o problema se repete em outros lugares do país. Ainda segundo o ministério, “a notificação pede informações detalhadas sobre os atrasos, tais como a quantidade de entregas não realizadas nos últimos dois meses e o tempo médio de espera entre a compra e a entrega dos produtos”. Voltar

BNDES pode dobrar para R$ 2 bi recursos disponíveis para hotéis

Estadão 10.06.2011 - Recursos serão destinados a reforma ou ampliação de hotéis para a Copa de 2014.  O superintendente da Área de Inclusão Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Ramos, afirmou que até o fim do ano a instituição pode dobrar, de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões, os recursos disponíveis em sua linha de financiamento para construção, reforma ou ampliação de hotéis para a Copa de 2014. Segundo ele, não faltam recursos, o banco tem recebido consultas e já está analisando a ampliação. O Hotel Gloria, do Grupo Eike Batista, e o Ibis, em Copacabana, estão entre os projetos agraciados na linha já disponível.  Os comentários foram feitos durante evento da Associação e do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro, no prédio do Banco Central, no Rio. No evento, a secretária de Fazenda do Rio, Eduarda La Rocque, afirmou que o município suspendeu os planos de fazer uma emissão de bônus de US$ 2 bilhões, por conta de impedimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ela, o município deve avaliar nos próximos meses de onde pode levantar mais recursos para financiamento de projetos. Voltar



Ele quer mais hotéis

Exame 10.06.2011 - Depois de comprar o Hotel Glória, na cidade do Rio de Janeiro, para transformá-lo no primeiro seis-estrelas do país, o empresário Eike Batista articula uma nova investida no setor hoteleiro. Em maio, iniciou negociações com o grupo americano Marriott para trazer ao Brasil a bandeira Courtyard, com perfil executivo (leia-se diárias médias de 300 reais). A proposta, ainda em negociação, é construir 100 hotéis com um investimento de 2 bilhões de reais. O Marriott entraria como operador. Eike buscaria financiamento para 70% do aporte e dividiria os outros 30% com o milionário americano Jeffrey Soffer, dono do luxuoso hotel Fontainebleau Miami Beach. Depois de muitas idas e vindas, a dupla acertou a parceria e Soffer será sócio em todos os empreendimentos hoteleiros de Eike no país, com participação de 30% em cada projeto. O Marriott e o grupo EBX não comentam o assunto. Voltar

Folha 10.06.2011 - De olho na América Latina, empresas estrangeiras escolhem o Brasil para iniciar suas estratégias de expansão dos negócios. Uma delas é a espanhola Charanga, marca especializada em moda infantil, que vai inaugurar em setembro sua primeira loja deste lado do Atlântico. Ao contrário de boa parte das redes estrangeiras que se instalam por aqui, a Charanga não busca um máster-franqueador: ela está montando uma filial no Brasil para negociar franquias. "Acreditamos que, a partir daqui [do Brasil], vamos crescer em outros mercados. Afinal, estamos nos estabelecendo no ponto mais importante da América Latina", resume o diretor internacional de marketing da marca, Iria Villar. Roupas coloridas e bom acabamento são, na visão de Villar, os grandes trunfos de sua empresa. "O investimento total é de R$ 300 mil para uma loja de 60 m²." A marca de relógios belga Ice Watch também entra no mercado nacional apostando no colorido. Desenvolvendo o conceito de "artigo fashion", em que acessórios devem combinar com roupa e ocasião, o empresário Bernardo Grein Cavalcanti, 26, assumiu a comercialização de franquias da marca e espera que, em um ano de operação no país, consiga contabilizar 30 quiosques. Para poder ser o distribuidor dos relógios aqui, Cavalcanti conta que foram quatro meses de negociação com o franqueador. E o empresário garante que "não tem pressa" de vender as franquias. "Queremos pessoas com perfil empreendedor, que entendam o espírito da marca. É melhor um crescimento planejado do que um boom que gere dor de cabeça depois", diz.  Segundo o empresário, o fato de o modelo de negócios ser baseado em quiosques e não em lojas também facilita e barateia o acesso à marca.  O investimento inicial é de R$ 115 mil, dos quais R$ 40 mil respondem pelo estoque de mercadorias. A franquia tem quiosques em 102 países em cinco anos de existência e planeja expandir para outros países da América do Sul. Maior Interesse: "O Brasil nunca esteve tão no foco de expansão das redes mundiais como agora, e o país é visto como porta para toda a América Latina", afirma Wagner. Lopes D'Almeida, diretor da Global Franchise Consulting.  Segundo o consultor, as empresas estrangeiras estão de olho no poder de consumo da classe média brasileira e sentem-se confortáveis em formar parcerias com empreendedores de um país politica e economicamente estável.

"Tenho mais de 40 empresas querendo entrar aqui", confidencia.  Para as companhias estrangeiras, as franquias de potencial mais promissor são as de alimentos, seguidas pelas de serviços e as de varejo.  Funcionário da Salad Creations manipula alimento em loja do Shopping Higienópolis, em São Paulo

Acreditando nessa perspectiva, Victor Giansante, 26, sócio-proprietário da Salad Creations, trouxe a marca dos EUA para o país há três anos. "Julgamos que a rede é uma tendência e não um modismo e, por isso, nos tornamos distribuidores das franquias não só no Brasil como também em alguns países vizinhos", diz.  Para Filomena Garcia, diretora da Franchise Store, empresa de comercialização de franquias, o maior interesse dos parceiros brasileiros é por modelos de  negócios inovadores executados lá fora e sem correspondência por aqui. "Para as empresas multinacionais, crescer no Brasil passou a ser estratégico. Só neste ano, mais de dez companhias nos procuraram para entrar no nosso mercado", diz. Voltar



Leilão de transmissão de Belo Monte pode sair no 1º semestre de 2012


Valor 10.06.2011 - O leilão da linha responsável pela transmissão da energia que será gerada pela hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), provavelmente será realizado no primeiro semestre do ano que vem, conforme previsões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com Jandir Amorim Nascimento, superintendente da área de concessões e autorizações de transmissão e distribuição do órgão, o empreendimento ainda está em fase de planejamento na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com expectiva de que o projeto seja apresentado ao governo até o fim do ano.  Segundo ele, ainda estáo sendo avaliadas as melhores alternativas, tanto  técnica quanto econômica, para a construção da linha, incluindo o estudo sobre sua extensão e tecnologia. O estudos envolvem, por exemplo, como será a corrente da linha: continúa ou alternada. “A linha ainda está na fase de planejamento”, comentou.  Nesse ritmo, a tendência é que o edital e a realização da licitação fiquem para a primeira metade de 2012. A partir da publicação do edital, a licitação poderá ser realizada em 30 dias, lembrou Nascimento.  Repetindo o que já havia sido andiantado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o diretor da Chesf, José Ailton de Lima, disse hoje que será pouco provável antecipar a inaguração da usina, prevista para 2015, segundo o cronograma oficial.  Lima, que chegou a presidir o consórcio Norte Energia – que venceu a licitação de Belo Monte -, afirmou que o avanço das obras foi prejudicado pela demora na obtenção de licenças ambientais e chuvas que atingiram a região.  Apesar disso, ele informou que, a partir de julho, já haverá movimentação de grandes máquinas nas obras. Voltar



Petrobras descobre mais petróleo na Bacia do Espírito Santos


JCRJ 10.06.2011 - A Petrobras informou a descoberta de outra acumulação de petróleo nos reservatórios do Cretáceo da Bacia do Espírito Santo. A descoberta resultou da perfuração do poço 1-BRSA-926D-ESS (1-ESS-205D), informalmente denominado Brigadeiro, em profundidade de água de 1900 metros, localizado na área de Concessão BM-ES-23, bloco ES-M-525, a 115 km da costa do estado do Espírito Santo. A comprovação da descoberta foi por meio de perfilagem (registros de características de uma formação) e amostragem de fluido (líquidos e gases) em teste a cabo, nos reservatórios localizados em profundidade de cerca de 4.200 metros.  A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-ES-23 (65%), formado ainda pelas empresas Shell Brasil Petróleo Ltda (20%) e Inpex Petróleo Santos Ltda (15%).  De acordo com a Petrobras, o consórcio dará continuidade às atividades na área de concessão, onde estão em fase de perfuração outros dois poços, referentes ao Programa Exploratório Mínimo. Após a conclusão deste programa, o consórcio possivelmente levará à Agência Nacional de Petróleo (ANP)  uma proposta de Plano de Avaliação com a finalidade de delimitar a acumulação descoberta. Leilão de transmissão tem deságio de 53,27% e Chesf como vencedora. O primeiro leilão de linhas de transmissão realizado neste ano terminou hoje mostrando um deságio médio de 53,27% em relação ao teto da remuneração anual estipulada pelo governo para os empreendimentos. Em entrevista coletiva após a realização do certame, André Pepitone, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), comemorou o resultado da licitação, dizendo que o deságio terá impacto positivo nas tarifas cobradas ao consumidor.

“Pode-se inferir que esse valor vai contribuir significativamente para a redução da tarifa de energia ao consumidor final”, comentou Pepitone, acrescentando que o deságio alcançado no leilão beneficia usuários de todo o sistema interligado. A Chesf, subsidiária da Eletrobras, foi a grande vencedora do leilão, com participação em todos os três lotes licitados. Em um consórcio firmado com a Cteep – o Extremoz – a companhia levou o primeiro e principal lote da competição, que compreende linhas de transmissão com 299,5 quilômetros de extensão e três subestações no Rio Grande do Norte e na Paraíba. Na sequência ficou, sozinha, com o segundo e o terceiro lote, envolvendo linhas e subestações na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte. José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf, disse que o primeiro lote era estratégico para a empresa por estar em sua área de atuação. Segundo ele, a vitória de um concorrente prejudicaria a confiabilidade do sistema que a Chesf tem na região. “A entrada de um terceiro em instalação nossa é sempre um problema”, comentou. A entrada na disputa junto com a Cteep obedece a uma diretriz da controladora que estabelece a realização de parcerias para empreendimentos que exigem maior valor de investimento. A Aneel informou que os três lotes vão requerer investimentos de R$ 750 milhões, sem detalhar os aportes previstos para cada um. Lima comentou que, a depender do licenciamento ambiental, a Chesf vai se esforçar para adiantar a operação das linhas, no sentido de antecipar receitas e permitir um casamento com o início do suprimento de usinas eólicas. A expectativa da Aneel é que as linhas de transmissão só entrem em operação em setembro de 2013, o que revela um descompasso em relação ao início do fornecimento dos parques eólicos, previsto para janeiro do mesmo ano. No entanto, para resolver o problema, a Aneel já notificou as usinas eólicas sobre a possibilidade de alteração no cronograma. Voltar



Chesf leva lote C em leilão de transmissão da Aneel


Valor 10.06.2011 - A Chesf ficou com o terceiro lote – lote C - do leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na capital paulista. O deságio oferecido pela companhia foi de 36% em relação ao teto da receita anual permitida pelo governo para o empreendimento (R$ 12,174 milhões). O lote C consiste em uma linha de transmissão de 76 quilômetros de extensão no Rio Grande do Norte, além de duas subestações: uma em Ibiapina, no  Ceará, e outra em Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, que será conectada pela linha leiloada. A companhia já tinha levado o lote B, que prevê uma linha de transmissão de 65 quilômetros e uma subestação na Bahia, e, junto com a CTEEP, faz parte do consórcio que arrematou o primeiro lote do leilão. Voltar



Ibama dá licença de instalação do linhão do Madeira com restrições


Valor 10.06.2011 - O Ibama concedeu ontem a licença de instalação da linha de transmissão de 2.381 quilômetros que vai escoar a energia gerada pelas usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. O empreendimento – conhecido como “linhão do Madeira” – recebeu, no entanto, algumas restrições do órgão ambiental, que exige mudanças no projeto visando a adoção de alternativas tecnológicas de menor impacto ao meio ambiente, assim como o desvio do traçado da obra de áreas florestais. José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf – empresa parceira da Cteep e de Furnas no linhão –, disse que a revisão do projeto atrasa ainda mais o cronograma do empreendimento.  Durante entrevista a jornalistas após o leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na capital paulista, Lima comentou que o grupo pretende recorrer da exigência de mudança na posição e no tipo das torres da linha, o que, segundo ele, também encareceria a obra.  Ao todo, mais de 400 torres teriam que ter a posição do projeto original deslocada, estimou. O motivo, disse, é que essas torres estão previstas para áreas onde existem “resíduos florestais”. “Mudar a natureza das torres não é tão simples”, comentou Lima. Voltar



Vendas no varejo encerram agenda da semana


Valor 10.06.2011 - A semana acaba com destaque para as vendas no comércio varejista brasileiro no mês de abril. A previsão é de queda de 0,2%, após avanço de 1,2% em março. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apresenta a pesquisa industrial de emprego e salário referente a abril. Antes disso, os investidores reagem à balança comercial chinesa de maio, que mostrou superávit de US$ 13,05 bilhões, contra US$ 11,4 bilhões em abril. Apesar da alta, o resultado ainda ficou abaixo do previsto.  Na agenda externa, o dia começa com o índice de preços ao consumidor na Alemanha e com a produção industrial no Reino Unido. Nos Estados Unidos, atenção ao índice de preços de importação, que deve mostrar queda de 0,7% em maio, após elevação de 2,2%. Também é conhecido o resultado orçamentário do Tesouro americano em maio. Na próxima semana, o destaque da agenda local é a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que traz a visão da autoridade monetária sobre a evolução de cenário de inflação e crescimento. A agenda americana é carregada, reservando as vendas no varejo, inflação no atacado e ao consumidor, produção industrial, confiança do consumidor e números do setor imobiliário. Voltar



Fusão incerta entre Sadia e Perdigão tira R$ 2 bi da BR Foods


Folha 10.06.2011 - A BRF Brasil Foods, empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, perdeu R$ 2,26 bilhões em valor de mercado após o início do julgamento da união no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O relator do processo, o conselheiro Carlos Ragazzo, reprovou a operação anteontem, apontando risco de aumento de preço dos produtos vendidos pelas empresas.  O julgamento foi interrompido após o conselheiro Ricardo Ruiz pedir vista e deve ser retomado na próxima quarta-feira. Ruiz indicou que deve seguir o relator em seu voto. Cinco conselheiros decidirão o futuro da BRF. A notícia caiu como uma bomba no mercado financeiro. Apesar de esperar imposições do Cade à fusão, a maioria dos analistas não considerava a possibilidade de o conselho exigir a dissolução da empresa, formada em maio de 2009. Em dois dias, as ações caíram 9,3% --considerando as cotações de fechamento de terça-feira, véspera do julgamento, e ontem. O papel terminou o pregão a R$ 25,31, queda de 3,21%, mas chegou a perder 6,9% durante o dia.  Desde terça-feira, o valor de mercado da BRF caiu de R$ 24,32 bilhões para R$ 22,06 bilhões, uma diferença de R$ 2,26 bilhões.  "Ninguém esperava uma posição tão dura, e o comportamento das ações comprova isso", afirmou Renato Prado, analista do setor de alimentos da Fator Corretora. "Para o mercado, o pior dos cenários seria a obrigatoriedade de venda de uma das marcas líderes, Sadia ou Perdigão. Do jeito que o Cade está propondo, nem sinergias no mercado externo seriam mais atingidas", disse Gabriel Lima, analista do banco Santander. Voltar



Efeito China muda percepção dos carros brasileiros


Estadão 10.06.2011 - Índice de satisfação com os automóveis feitos no País caiu com chegada de carros mais equipados e mais baratos. No mês passado, um dos temas mais comentados na internet envolvendo as quatro maiores montadoras brasileiras - Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford - foi a falta de competitividade dos carros dessas marcas quando comparados aos modelos chineses, que chegam ao mercado mais baratos e com itens não disponíveis nos nacionais, como airbag e freio ABS. Pesquisa feita pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e pela empresa de comunicação Rapp mostra que o índice de satisfação dos internautas em relação aos produtos das quatro fabricantes caiu de 69,8% para 62% de abril para maio. "A satisfação foi impactada pelas percepções negativas dos preços ou benefícios dos produtos ofertados", diz Ricardo Pomeranz, da Rapp. Segundo ele, vários comentários de consumidores sobre a entrada dos carros chineses geraram discussão sobre os preços dos carros nacionais. A pesquisa mede o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC), com base em todos os comentários que circulam pelas redes sociais abertas de comunicação. "Criamos uma ferramenta que seleciona os comentários sobre um grupo de empresas, os classifica como positivo e negativo e resulta no índice", explica Alexandre Gracioso, diretor nacional de graduação da ESPM. "É como se pedíssemos ao consumidor para dar uma nota de satisfação de 0 a 100 para um determinado produto." O INSC avalia, atualmente, os comentários de 28 empresas dos setores de varejo, financeiro, informação e bens de consumo, subdivididos em lojas de departamento, supermercados, bancos, telecomunicação, indústria automobilística, bebidas e cuidados pessoais.

No total o índice, lançado em abril, caiu de 62,3% em abril para 61,3% no mês passado. Por segmento, a queda maior foi no automobilístico. Nos próximos meses, o INSC vai incluir mais 16 empresas dos setores de alimentos, eletroeletrônico e farmacêutico. A pesquisa também será feita em outros países latino-americanos, como Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela. Efeito China. O "efeito China", como vem sendo chamado por alguns empresários do setor automobilístico, começa a provocar a concorrência. Ontem, a Ford estendeu para todo o Brasil campanha inicialmente válida para São Paulo e Rio de venda do Fiesta 1.6 com ABS, airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, entre outros itens, a R$ 37,9 mil na versão hatch e R$ 39,9 mil na sedã. São os mesmos preços cobrados pelos modelos da JAC, o J3 e o J3 Turin, importados da China, com vendas de 3.568 unidades em dois meses, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave).

A Ford afirma que estendeu a campanha para outros Estados após verificar grande aceitação no mercado, com alta de 263% nas vendas do modelo. "Diante do sucesso, resolvemos aumentar a produção desse catálogo e estender a promoção em todos os cerca de 500 distribuidores no País", diz Oswaldo Ramos, gerente nacional de vendas da montadora.

Juntas, as quadro grandes montadoras responderam por 71% das vendas de automóveis e comerciais leves no acumulado de janeiro a maio, participação que era de 74,1% em 2010 e de 84,2% em todo o ano de 2001. As marcas chinesas, que não estavam presentes no mercado brasileiro naquele período, conseguiram abocanhar este ano fatia de 1,26% só com três empresas: a Hafei, a JAC e a Chery.

Veículos coreanos são hoje os que mais assustam as montadoras tradicionais. A Hyundai e a Kia tinham, juntas, 1,5% de fatia de mercado em 2003 e, neste ano, estão com 5,8%. Voltar



IBGE: eletrodomésticos e Páscoa impulsionaram o varejo


Estadão 10.06.2011 - As vendas de eletrodomésticos e as compras para a Páscoa em supermercados impulsionaram o crescimento de 10% do comércio varejista em abril, na comparação com o mesmo mês de 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão de 10,4% no volume de vendas no período, sendo responsável pelo principal impacto na formação da taxa de varejo (51%). O aumento no acumulado do ano foi de 4,7% e, nos últimos 12 meses, de 7,0%.

"Na Páscoa, o hipermercado volta a liderar a contribuição no índice. Enquanto no ano anterior os gastos foram feitos em março, este ano as compras da Páscoa foram feitas agora em abril", explicou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

O setor de móveis e eletrodomésticos, com variação de 19,3% no volume de vendas em relação a abril do ano passado, teve o segundo maior impacto sobre a taxa geral (30%). A atividade apresentou a maior variação entre os setores pesquisados, puxada por uma demanda reprimida, além de boas condições de renda e emprego. No ano, a taxa foi de 17,4% e, em 12 meses, de 17,1%.

"Houve estabilidade do emprego nesse prazo de um ano, além do crescimento da massa salarial, que também contribui para esse número positivo", explicou o gerente do IBGE, lembrando que também houve recuo nos preços dos eletrodomésticos, de 6,0%, nos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pela instituição. "Os preços de eletroeletrônicos vêm caindo, tiveram deflação. Isso estimula também a demanda reprimida".

A terceira maior influência na formação da taxa do varejo em abril ante o mesmo mês de 2010 veio da atividade outros artigos de uso pessoal e doméstico, que teve expansão de 12,4% no volume de vendas. O segmento é composto por lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos e brinquedos, entre outros. O crescimento foi influenciado tanto pelo cenário favorável de crescimento da economia como pela Páscoa. No ano, a atividade cresceu 8,4% e, em 12 meses, 9,7%.

"Ainda é fácil comprar, porque você ainda tem uma estabilidade do emprego. A garantia do emprego faz com que você consiga e se arrisque no financiamento. E houve o aumento também da renda. Então, mesmo aumentando a taxa de juros, ainda há demanda", afirmou Pereira. "Porque o brasileiro, de um modo geral, não se preocupa muito com o quanto está pagando de juros. Ele pensa: ''Dá para pagar? Cabe no meu orçamento?'' Então parcela em 24 vezes", acrescentou. Voltar

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