sexta-feira, 24 de junho de 2011

Azul.CA24

Daily News

Papel da Brazil Pharma sai a R$ 17,25
Valor 24.06.2011 - O preço por ação na oferta pública inicial realizada pela rede de drogarias Brazil Pharma, controlada pelo BTG Pactual, foi fixado em R$ 17,25 - pouco abaixo do ponto médio do intervalo de R$ 16,25 a R$ 19,25 que estava previsto no prospecto da oferta.
Com base no registro feito na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia já levantou R$ 414 milhões na oferta primária, o que significa que os recursos vão todos para o caixa da empresa - descontadas as comissões dos bancos BTG Pactual, Morgan Stanley e Bradesco BBI. Isso indica que o lote adicional, de 20%, foi totalmente vendido.
Contudo, no caso de excesso de demanda, a oferta poderá alcançar R$ 465,75 milhões, a depender do exercício do lote suplementar de ações, já registrado na CVM, pelo coordenador líder da emissão, o BTG Pactual.
A maior parte dos recursos captados, equivalente a 70% do total, será destinada a aquisições de outras redes, abertura de novas lojas e capital de giro.
A empresa também pretende utilizar aproximadamente 7,5% do volume financeiro captado na implementação de sistemas de integração e central de serviços compartilhados, e 10% para o desenvolvimento de novos produtos e da marca.
Os 12,5% restantes vão aos sócios fundadores da Drogaria Rosário como pagamento do ajuste do preço da aquisição (earn out) e do exercício da opção de compra de ações. Essa parcela também inclui o pagamento do exercício da opção de compra de ações da Guararapes Brasil.
Durante 18 meses após a oferta, as ações da companhia serão negociadas em lotes indivisíveis de 10 mil papéis.

EDP altera cronograma de oferta de ações
Valor 24.06.2011 - A EDP Energias de Portugal precisou alterar o cronograma da operação de venda de 14% da sua subsidiária no Brasil. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exigiu que a companhia informasse, no prospecto preliminar da oferta, que fez uma reserva de R$ 77,4 milhões referente a um processo judicial movido pela White Martins, empresa de gases industriais.
O montante provisionado, que já está depositado em juízo, deverá comprometer parte do lucro da empresa no segundo trimestre.
A companhia perdeu, na primeira instância, uma ação instaurada há 11 anos pela White Martins, na qual a EDP Bandeirante (maior distribuidora da subsidiária da companhia portuguesa no Brasil) é acusada de executar uma cobrança ilegal no ano de 1986.
Na segunda-feira, o processo foi distribuído na segunda instância, no Tribunal Regional do Rio de Janeiro. Com isso, a EDP passou a considerar como "provável" - e não apenas "possível" - suas chances de perda. Procurada pelo Valor, a EDP Energias do Brasil informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se pronunciaria por estar em "período de silêncio". A White Martins disse que preferia não se manifestar, "considerando que a questão está em juízo". Até o dia 31 de março, a EDP tinha uma reserva de contingência R$ 864 milhões para de cobrir eventuais perdas de ações no judiciário. Desse montante, R$ 153,4 milhões encontravam-se provisionados. Agora, o valor subiu para R$ 230,8 milhões. No dia 15 de junho, a EDP publicou aviso ao mercado sobre a nova provisão, mas a informação ainda não constava no prospecto preliminar da oferta até terça-feira desta semana.  Na quarta-feira, a companhia reapresentou o documento à CVM, incluindo o dado no capítulo "eventos recentes". A EDP planejava divulgar o primeiro aviso ao mercado da oferta secundária no início desta semana. Com a alteração do cronograma, a publicação passou para o dia 27, próxima segunda. O período de reserva, que acabaria na próxima terça-feira, ocorrerá agora entre os dias 4 e 6 de julho. A fixação do preço ficou para o dia 7 e o início da  negociação na bolsa, para o dia 11.  A operação de venda de parte da subsidiária da EDP no Brasil - que responde por 20% da capacidade de geração de caixa da companhia - está incluída num pacote de ações para ajudar o governo português por conta da profunda crise econômica e financeira do país. O Estado é o principal acionista do  grupo.  Considerando a cotação das ações no pregão mais recente, a EDP poderá levantar até R$ 832 milhões. Caberá ao Morgan Stanley, agente estabilizador  da operação, decidir por vender ou não o lote suplementar, que é de 1.991.950 de ações - ou 10% da oferta principal. Pessoas físicas poderão participar  com investimento mínimo de R$ 3 mil.
Espírito Santo Investment Bank, Itaú BBA, Santander e Banco Caixa Geral também participam da oferta como coordenadores.

Spaipa planeja investimento recorde de R$ 200 milhões
Valor 24.06.2011 - A Spaipa, franqueada da Coca-Cola para o Paraná e interior de São Paulo, programou para 2011 o maior investimento de sua história. Estão previstos R$ 200 milhões para o ano, sendo R$ 145 milhões na expansão de sua unidade de Maringá, que vai ganhar uma nova linha de envase de refrigerantes. As obras estão em andamento e a inauguração deve acontecer no fim de outubro, para atender a demanda de verão.
A fábrica de Maringá havia passado por reformas em 2005. Em 2009, a empresa ampliou a unidade de Marília (SP) e agora vai colocar no interior do Paraná sua linha de maior capacidade individual, 35 mil litros por hora, volume 30% superior às existentes nas unidades do município paulista e de Curitiba. A capacidade da fábrica vai ter aumento de 122% e passará de 353 milhões de litros por ano para 784 milhões de litros, ou cerca de 35% do total.  "Nosso volume de vendas está crescendo e, com os investimentos que estamos fazendo, ficaremos supridos por dois a três anos, no mínimo", diz Daniel Herbert, presidente do conselho de acionistas da Spaipa. Com 3,1 mil empregados, a empresa tem fábricas em Curitiba e Maringá, no Paraná, e Marília e Bauru, em São Paulo. Ela investiu R$ 140 milhões em 2009 e R$ 80 milhões em 2010.  Dos R$ 200 milhões estimados para 2011, metade deve ser financiada pelo BNDES. Além da expansão da fábrica, estão sendo feitos investimentos em compras de geladeiras para pontos de venda (15 mil unidades) e renovação de frota. A próxima a entrar em projeto de ampliação deve ser a unidade de Curitiba, ainda sem data definida. Herbert explica que a transferência de produtos entre as áreas atendidas por cada uma das fábricas está diminuindo. Mas o envase em latas só é feito em Curitiba e em Marília.  Criada em 1995, a Spaipa faturou R$ 2,2 bilhões no ano passado, 15,4% mais que no exercício anterior. O lucro líquido cresceu 19,4%, para R$ 191 milhões. Herbert comenta que o aumento na demanda em 2010 foi excelente. Em 2011, está um pouco menor que o esperado. A meta era crescer 7% a 8% e, até agora, foram 5%, o que fez a empresa rever metas.  Como, nos últimos anos a Coca-Cola Company apostou nos segmentos de sucos e chás, com a compra da Sucos Mais e da Leão Júnior, essas áreas têm contribuído para bons resultados. O volume de vendas de não-carbonatados cresceu 60% no ano passado, de acordo com o empresário.  Questionado sobre o futuro da empresa, ele diz que o lançamento de ações no mercado "é sempre uma possibilidade", se for necessário para o crescimento. Afirma, no entanto, que o assunto não está em discussão no momento. E sobre aquisições? "Sobre fusões e aquisições há sempre discussões", conta, sem revelar detalhes.

Varejistas mantêm planos de expansão
Valor 24.06.2011 - Ghislandi, da rede Bistek, diz que crescimento da população na Grande Florianópolis e preços de imóveis menores do que na capital motivam investidasApesar da previsão de um crescimento em ritmo mais lento do que o verificado em 2010, o setor supermercadista mantém planos de expansão. Em Santa Catarina, as redes regionais que dominam o mercado disputam a Grande Florianópolis. Até o próximo ano, as cidades da região irão ganhar novas lojas das três principais empresas catarinenses do setor - Angeloni, Giassi e Bistek - em investimentos que ultrapassam R$ 90 milhões. Esta semana, a rede Bistek, com sede em Içara, no Sul catarinense, entregou a São José a sua segunda unidade. Com um investimento de R$ 30 milhões, a loja terá cerca de 5 mil metros quadrados e será a 11ª da empresa em Santa Catarina. Segundo Walter Ghislandi, diretor da rede, a próxima inauguração deve ser em Blumenau - uma loja construída junto ao Shopping Park Europeu, com inauguração prevista para novembro. São José, um município de 210 mil habitantes, também deve ganhar uma nova loja da rede Giassi no primeiro semestre de 2012. Segundo Zefiro Giassi, presidente do grupo, a unidade já está em fase de construção e será a segunda da empresa na cidade. Para Giassi, a região atrai atenção porque é o ponto do Estado onde há um grande crescimento da população com poder aquisitivo e ainda há áreas disponíveis com preços que viabilizem a instalação de novos supermercados.  A região metropolitana de Florianópolis reúne cerca de 900 mil pessoas e é o maior conglomerado urbano do Estado, atualmente. Uma pesquisa da Ipsos Marplan em parceria com o Grupo RBS feita em agosto do ano passado revelou que 49% da população na região está na classe B, diferente do retrato do País, que tem na classe C sua maior fatia de consumidores. A cesta de gastos, de R$ 515,07, é maior do que a da região de Curitiba, por exemplo, e só fica atrás do valor calculado no Distrito Federal, segundo o ranking da Ipsos Marplan. Com onze lojas em atividade, Giassi prevê um crescimento de 10% a 12% em relação a 2010. A rede ficou em 20ª posição no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e faturou R$ 790 milhões no ano passado. A Grande Florianópolis já foi alvo de investimento da rede Angeloni em maio. A empresa, que é líder em Santa Catarina com 24 pontos de venda investiu R$ 15 milhões em um supermercado em Biguaçu. Em entrevista ao Valor, na época, o presidente José Augusto Fretta disse que o grupo também avaliava a instalação de mais uma loja na região. A empresa faturou R$ 1,8 bilhão em 2010. Para Ghislandi, o crescimento da população na região sustenta a investida das redes em novas lojas. De acordo com ele, o preço dos imóveis em Florianópolis se tornou impeditivo para a construção de novos supermercados. Por isso, a estratégia das empresas tem sido acompanhar o desenvolvimento da região de acesso à ilha, um movimento já acompanhado pelas construtoras e outros varejistas. Para Sussumu Honda, presidente da Abras, o alto preço dos terrenos e a dificuldade de encontrar mão-de-obra são dois fatores que estão brecando o crescimento do setor de supermercados no Brasil. "O setor não está se expandindo como gostaria", avalia Honda, que esteve em Santa Catarina para a convenção estadual do setor. Por conta da pressão dos preços de imóveis, a estratégia de muitos empresários é reformar atuais pontos de venda ou apostar no aluguel. A rede Koch, com sede em Tijucas, também na Grande Florianópolis, já aderiu à locação de imóveis para facilitar a expansão. Com sete lojas na região, a Koch prevê a inauguração do oitavo supermercado em Camboriú nos próximos 90 dias.  A rede, que faturou R$ 180 milhões em 2010, prevê atingir R$ 230 milhões em vendas este ano. Até 2015, José Evaldo Koch, presidente da empresa, projeta atingir o total de 10 lojas. Duas delas já foram inauguradas em imóveis alugados - com média de 2 mil metros quadrados de área construída, o investimento de Koch na reforma para inauguração é de cerca de R$ 3 milhões.
Apesar dos entraves, a previsão da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), entidade que agrega 550 empresas filiadas - a maioria de pequenas e médias, com controle familiar - é que as vendas no Estado cresçam entre 5% e 8%. Segundo o presidente da entidade, Adriano Manoel dos Santos, o segundo semestre tende a ser mais aquecido.
Diretor da rede Bistek, Walter Ghislandi, tem planos de crescimento otimistas. Até 2015, a empresa quer faturar R$ 1 bilhão. Este ano, a rede pretende ampliar em 20% o seu faturamento e atingir R$ 500 milhões em vendas. Para atingir a meta nos próximos quatro anos, Ghislandi diz que o grupo Bistek precisa abrir outras seis lojas. "Ainda há bastante coisa para fazer em Santa Catarina", diz, sobre o destino dos investimentos. Mas não descarta uma entrada em território vizinho. "Estamos avaliando possibilidades na região da Grande Porto Alegre", diz.

Rolls Royce investirá US$ 60 milhões para construção de fábrica de turbogeradores
JCRJ 24.06.2011 - A Rolls Royce oficializou, nesta quarta-feira (22), investimentos de US$ 60 milhões para a construção de uma fábrica de turbogeradores para atender ao mercado de óleo e gás brasileiro. A planta, que será construída em Santa Cruz, Zona Oeste fluminense, será destinada principalmente à produção de turbinas para fornecer energia para plataformas de petróleo, mas poderá atender também às usinas termoelétricas, explicou o presidente da companhia na América Latina, Francisco Itzaina. A unidade fabril da empresa tinha aporte inicial previsto de US$ 40 milhões, valor alterado em quase 50% para agregar mais valor à produção local e para possível exportação. "O projeto está avançando muito bem e estamos ampliando o escopo do que pode ser feito no Rio. Vamos montar todos os turbogeradores que sejam necessários no Brasil e uma das possibilidades é deixar a fábrica pronta para exportar", adiantou o executivo. Segundo ele, seria mais lógico comercializar as turbinas em países da África, que têm reservatórios semelhantes aos brasileiros, e para outras regiões das Américas. A unidade da Rolls Royce no estado deve ficar pronta para operar no terceiro trimestre do ano que vem. Itzaina afirmou que está em discussão o centro de pesquisa e treinamento da companhia, previsto para ser construído ao lado da futura fábrica, em Santa Cruz. "Esperamos ter novidades nos próximos meses. Tem que ser feito trabalho muito grande na área de conteúdo local", ressaltou o executivo. De acordo com o presidente, o trabalho não significa apenas solicitar custos e tomar decisões. "É importante exercer trabalho em parceria com os fornecedores para poder desenvolver a competência, trazer a engenharia que eles precisam e dar todo o apoio necessário para que sejam competitivos", frisou. Segundo Itzaina, o processo leva tempo, demanda trabalho e tempo. "Cobrimos quatro mercados: aviação civil, defesa, energia e marítimo. Se o centro de treinamento for construído, será para atender as quatro especialidades", afirmou.  O executivo participou de cerimônia no Palácio das Laranjeiras, com Luiz Fernando Pezão, governador em exercício, e o vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg, que visita o País com uma comitiva britânica formada pelos ministros da Cultura Mídia e Esportes/Olimpíadas, Jeremy Hunt, da Universidades e Ciência, David Willetts, o ministro-adjunto de Relações Internacionais Lord Green, e o ministro-adjunto de Relações Internacionais, Jeremy Browne.

EcoRodovias busca espaço em portos e aeroportos
Valor 24.06.2011 - Lopes, diretor de Desenvolvimento de Negócios: "Já somos um parceiro estratégico de todos os terminais operadores de cais"A EcoRodovias planeja ampliar sua presença logística e deixar de controlar "apenas" a parte rodoviária do trajeto da carga. A holding - que administra concessões rodoviárias, pátios reguladores e estações aduaneiras, entre outros - está com o radar ligado para, finalmente, operar porto e aeroporto, os dois limites físicos de sua atuação. Há dois anos a EcoRodovias disputou a compra de parte do terminal Embraport, no porto de Santos, mas quem acabou levando o controle foi a Odebrecht em sociedade com a operadora portuária internacional Dubai Ports World. "A nós interessa uma presença no porto. Nós já temos o ativo de acesso intermediário, criamos um ativo de suporte e operações logísticas, e já somos um parceiro estratégico de todos os terminais operadores de cais", explica o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Dario Rais Lopes, ex-secretário estadual de Transportes de São Paulo no segundo mandato do governador Geraldo Alckmin (2003-2007). A entrada no segmento de operação portuária de contêineres poderá ser tanto como parceiro estratégico de algum grupo já presente em Santos ou sozinho, limita-se a dizer o executivo. Lopes não sinaliza em quanto tempo o negócio se viabilizará ou qual das margens do canal de navegação do porto (Santos ou Guarujá) é o foco. O grupo tem capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo e registrou lucro líquido de R$ 594 milhões no ano passado. A empresa é controlada pela Primav Construções e Comércio, pertencente ao grupo CR Almeida. A carteira de ativos é composta por cinco concessões rodoviárias e 17 instalações de logística, formadas pelos ecopátios Cubatão, Imigrantes e Viracopos e duas unidades da Armazéns Gerais Columbia e EADI Sul. Especificamente no que tange à rede diretamente ligada ao porto de Santos, a EcoRodovias conta com o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e duas unidades na zona primária do porto. São elas o pátio de carretas em Cubatão (SP), que regula o tráfego com destino ao porto; e a Columbia, centro logístico industrial aduaneiro (Clia) de Santos onde a carga é preparada antes do embarque no navio. Tanto o Ecopátio de Cubatão como o Clia Santos também operam como depósito de contêineres vazios. "Ao passarmos a estudar o processo de logística nesses corredores voltados a portos é que vimos a possibilidade de concentrar os serviços. Hoje nos pátios temos a possibilidade de ter uma concentração no número de movimentos de contêiner e isso faz com que haja redução de custos", explica Lopes. Apesar de essa estrutura fazer parecer lógico que o grupo evolua para a água, o executivo avalia que essa expansão pode ser um processo feito com "bastante tranquilidade". Em particular no caso do porto de Santos, em que há uma carência brutal por áreas retroportuárias. "Podemos entrar nesse segmento primeiro como um parceiro estratégico diferenciado de qualquer operador de cais que já exista. A necessidade de retroáreas é um fator crítico de sucesso em qualquer política estratégica que você disputa com qualquer grupo envolvido no comércio exterior brasileiro".  Atualmente o grupo trabalha na expansão do ecopátios Cubatão e Imigrantes, e na construção do de Viracopos. Estes serão maiores que o tamanho original da unidade de Cubatão, que tem entre cerca de 400 mil e 500 mil metros quadrados, área hoje considerada insuficiente para movimentar o volume de cargas esperado pelos clientes. Atualmente a empresa começa a fazer o planejamento do Ecopátio Vale do Paraíba. Em relação à operação aeroportuária, Lopes é mais cauteloso. A preocupação é a forma como o governo está propondo a desestatização às pressas, para atender a demanda iminente de Copa do Mundo e Olimpíada. "O evento não pode comprometer o negócio. Ao fazer o processo de desestatização simplesmente para melhorar uma capacidade você pode esquecer elementos que permitam que essa infraestrutura atue como a indutora do transporte. Nós temos o foco de Viracopos, mas temos a preocupação de que o processo talvez não seja desenhado da maneira que permita uma exploração ampla, na sua potencialidade."

Governo planeja concessão de 45 portos
Estadão 24.06.2011 - Processo começará com a licitação de um novo terminal em Manaus, onde a situação portuária é considerada crítica. Iniciado o processo de privatização dos aeroportos, o governo prepara, agora, as diretrizes para transferir ao setor privado a construção de novos portos marítimos no Brasil. Com base na infraestrutura local e na demanda projetada de carga, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já identificou 45 áreas consideradas prioritárias para o recebimento de investimentos privados. O processo começará com a licitação de um novo terminal em Manaus, onde a situação portuária é considerada crítica.  O novo modelo tem uma filosofia de gestão diferente da que vigora atualmente nos portos brasileiros. Embora toda a operação dos terminais já tenha sido privatizada na década de 1990, os chamados portos públicos ou organizados são administrados por uma autoridade portuária pública, como as companhias Docas. "Quem vencer vai administrar e operar tudo dentro do porto, com a supervisão da Antaq", explicou ao Estado o diretor da agência, Tiago Lima.  A Antaq, segundo ele, gostaria de ter lançado o edital de licitação para o porto de Manaus em maio, mas ainda aguarda as diretrizes de outorga que estão sendo fechadas pela Secretaria Especial de Portos (SEP). As 45 áreas a serem licitadas nos próximos anos estão em 12 Estados, 7 deles nas Regiões Norte e Nordeste. As demais estão nas Regiões Sul e Sudeste.  Lima disse que foi identificada uma "demanda relevante de produtos" nessas áreas. "Teve uma primeira leva na década de 1990. Daí para frente não teve uma segunda geração. Essa pode ser a linha da segunda geração", disse o secretário de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, que participa de um grupo sobre a modelagem das concessões. "A novidade agora é passar a conceder portos organizados para a iniciativa privada. Manaus é o primeiro."  Espera. A liberação das outorgas vem sendo discutida desde 2009. A demora da Secretaria de Portos na definição do Plano Diretor, que permitirá dar início ao processo, está sendo criticada pelo setor privado e investidores e já começa a incomodar o Palácio do Planalto. Está sendo cogitada a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff estabelecer as diretrizes por decreto.  De acordo com os dados da Antaq, portos e terminais brasileiros movimentaram 200,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2011, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Dois terços da carga são movimentados por terminais de uso privativo, nos quais, por meio de autorização do governo, as empresas movimentam basicamente carga própria. Pelos terminais privativos passam as cargas de maior densidade, como minério de ferro, combustíveis, óleos minerais e outros derivados de petróleo.  Apesar das críticas pesadas do PT contra as privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, Silveira não vê uma mudança de postura no governo Dilma. "Eu não acho que seja necessariamente uma mudança de filosofia. O governo Lula teve várias experiências na área de infraestrutura", disse o secretário, destacando as concessões em rodovias e ferrovias.

Leilão do trem-bala terá novo adiamento
Valor 24.06.2011 - Apesar de todo o silêncio do governo sobre o assunto, o adiamento do leilão do trem de alta velocidade (TAV), pela terceira vez, já é dado como certo. O motivo, dessa vez, é o fim do prazo legal para que a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) pudesse publicar as mudanças que estão previstas para o edital do projeto. O governo já admitiu publicamente a necessidade de fazer algumas alterações no edital, mas essas mudanças teriam de ser publicadas até 15 dias antes da data de recebimento das propostas de interessados, marcada para 11 de julho, ou seja, o prazo termina hoje.
Apesar de o adiamento já ser dado como certo, o governo não pretende prolongar por muito tempo a realização do leilão. "A ideia é adiar em algo como dez, 20 dias, só o tempo suficiente para resolver essas pendências com o texto do edital", disse uma graduada fonte do setor.  Segundo essa fonte, apesar do desgaste político que o terceiro adiamento deverá causar, o governo estaria disposto a bancar o preço, uma vez que sua prioridade é garantir a publicação de um texto que, depois do leilão, não seja alvo constante de questionamentos e, consequentemente, paralisações. "O governo sabe que levar o leilão adiante sem fazer as alterações seria um risco, já que ele próprio já nos garantiu algumas mudanças importantes", disse o porta-voz de um dos principais fabricantes interessados no projeto.
Entre as revisões que o governo já sinalizou que fará estão itens como a flexibilização de locais para a construção das estações do trem-bala. Outra alteração já acertada com os empresários interessados no projeto é a adequação dos processos de transferência tecnológica. A maneira como o conhecimento técnico do TAV será transmitido à outra companhia - provavelmente por meio da estatal Etav - será definida com o consenso do governo e o consórcio construtor, e não mais uma decisão unilateral do poder público, como se previa.  O primeiro adiamento do trem-bala ocorreu em dezembro de 2010, sob alegação de que as empresas interessadas ainda tinham muitas dúvidas sobre o projeto. O leilão foi remarcado para abril. Nessa segunda ocasião, porém, as empresas justificaram que precisavam de mais tempo para fechar acordos comerciais, o que levou o governo a dar mais 90 dias para a realização do leilão.  Nas últimas semanas, os principais fabricantes de trem têm realizado encontros regulares com as empreiteiras para fechar um acordo que torne viável sua entrada na concorrência. Embora as cinco maiores construtoras do país - Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão - não confirmem, há uma expectativa de que elas entrem juntas no negócio, formando um único bloco. Essa situação poderia enfraquecer a possibilidade de formação de um segundo grupo apresentar qualquer proposta com chances reais de vitória.  Com 511 quilômetros de extensão e muita polêmica, o trem-bala que pretende ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro está orçado em R$ 33,4 bilhões pelo governo, embora a fatura estimada pelo mercado ultrapasse R$ 50 bilhões. Pelo edital, até R$ 20 bilhões poderão ser financiados por meio do BNDES. Outros R$ 3,4 bilhões serão aplicados diretamente pela estatal Etav, criada para bancar os estudos e as desapropriações de imóveis. Os empreendedores estimam que o grupo que vencer o leilão terá de entrar com capital próprio de aproximadamente R$ 3 bilhões para tocar as operações nos primeiros anos de obra, valor considerado alto pelos empresários.

Fifa volta a mostrar preocupação com as obras da Copa de 2014
Estadão 24.06.2011 - 'Não temos nem estádio e nem aeroportos', disse Jerome Valcke em encontro na Rússia. A Fifa voltou a criticar a preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e se disse 'preocupada' até mesmo em relação às obras do Maracanã. Em um discurso feito em Moscou, na Rússia, nesta sexta-feira, 24, o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, deixou claro a insatisfação da entidade em relação ao Brasil. "Não temos nem estádio e nem aeroportos", disse Valcke, lamentando a demora nas obras. A entidade pressiona o governo brasileiro e a CBF por maior rapidez nas obras. Para se ter uma ideia, o orçamento para as obras do Maracanã só foram fechadas na semana passada, quando também terminou o prazo estipulado pela Fifa para alterações nos projetos dos estádios das 12 cidades-sedes. No dia 15, a Câmara aprovou o primeiro passo para a realização de obras para a Copa e os jogos Olímpicos, em 2016.  Por 272 votos a favor, 76 contra e três abstenções, os deputados aprovaram o texto básico da medida provisória que cria regras especiais de licitação para a construção de estádios para Copa e as Olimpíadas, - conhecido como Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC).  Mas a votação da medida provisória só será concluída com a votação das propostas de mudanças apresentadas pela oposição, o que deverá ocorrer na próxima semana.

Incentivo a estádio equivalerá à metade da renda gerada
Valor 24.06.2011 - Cintra: "O mais importante é o desenvolvimento que o estádio vai gerar"Aproximadamente metade da receita tributária municipal que será gerada até 2020 pela construção e operação do estádio do Corinthians em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, retornará ao clube na forma de incentivos fiscais concedidos pela prefeitura, os chamados Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID). É o que apontam dois estudos usados como base pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido) para avaliar os benefícios de ter a cidade como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Ambos os estudos, feitos pela consultoria Accenture e pelo escritório Ademar Fogaça & Associados, foram contratados pelo próprio Corinthians, que os forneceu à prefeitura. Nenhuma das duas empresas quis falar sobre as análises. O secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra, disse que a administração fez balanços sobre o impacto do incentivo no orçamento, mas que os dados sobre os benefícios do estádio para a Zona Leste e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade vieram dos estudos. Segundo as estimativas, a arrecadação extra da prefeitura com tributos por causa da construção do estádio, abertura da Copa e a influência da arena na região de Itaquera vai gerar entre R$ 611 milhões e R$ 985 milhões em impostos municipais até 2020, afirma avaliação da empresa de consultoria Accenture. Projeto de lei em tramitação na Câmara de São Paulo prevê a concessão de até R$ 420 milhões em CIDs para o Corinthians, montante que pode ser usado para abater débitos de Imposto Sobre Serviços (ISS) ou Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) apenas depois de concluída a obra. A possibilidade de incentivos para investimentos na Zona Leste da cidade existe desde 2004, em lei da ex-prefeita Marta Suplicy (PT). No caso do clube, entretanto, os créditos só valem se o estádio sediar o primeiro jogo da Copa. Para Cintra, não haverá prejuízo para a cidade. "Além do acréscimo de receita, o mais importante, do ponto de vista da prefeitura, é o desenvolvimento econômico que o estádio vai gerar na região nos próximos 30, 40 anos", afirmou. A região de Itaquera é hoje uma das mais carentes do município, com renda per capita de R$ 340 - a média na cidade é R$ 640. Cerca de 6 mil empregos serão criados, 1,5 mil deles de forma permanente. O estudo do escritório Ademar Fogaça & Associados mostra que a renda da população local vai aumentar com a construção do estádio, elevando o consumo na região e contribuindo com os cofres da prefeitura. A análise também considera como gerador de riqueza a valorização dos imóveis no entorno da arena e mais impostos no setor de serviços. Ao todo, diz o estudo, a arrecadação federal, estadual e municipal vai crescer R$ 5,9 bilhões.  A Accenture avalia que o Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo aumentará R$ 30,75 bilhões até 2020 apenas em função da abertura da Copa, que deve atrair 400 mil turistas, e dos benefícios dela a longo prazo. O evento, porém, representa aumento de apenas R$ 1,72 bilhão no PIB. A maior fatia, de R$ 27,25 bilhões, se deve ao "legado", com investimentos em infraestrutura, turismo impulsionado pela imagem do País durante a Copa e melhoria na renda das famílias da Zona Leste. Cintra admite que o número é apenas uma estimativa, mas acredita ser factível alcançá-lo. "O estádio tem um efeito multiplicador muito importante, de virar um centro econômico para a região", disse. Os incentivos econômicos geraram reclamações de outros clubes. Rogério Dezembro, diretor de novos negócios da Wtorre, construtora responsável pelas obras da nova arena do Palmeiras, disse que pedirá a extensão dos benefícios para o estádio. "Não entendemos por que esse projeto de lei não contemplou outros estádios em construção", disse. Membro do comitê de reforma do Morumbi, José Francisco Manssur afirmou que o São Paulo não pedirá a ajuda da prefeitura para não atrair para o clube "a imagem de que está sendo beneficiado".

Renda das domésticas cresce acima da média
Folha 24.05.2011 - Valorização é explicada em parte pela redução da oferta de mão de obra. Aumenta escolaridade da categoria, que busca outras oportunidades; idade média pula de 35 para 39 anos na década. As empregadas domésticas tiveram ganhos salariais acima da média da população nos últimos anos. Um dos motivos para essa valorização profissional foi a redução na oferta de mão de obra. "Há cada vez menos trabalhadoras interessadas em fazer serviços domésticos, porque elas estão encontrando outras oportunidades", diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, que realizou a pesquisa a pedido da Folha com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O rendimento médio individual das domésticas evoluiu 43,5% entre 2002 e 2011, descontados os efeitos da inflação. Já os ganhos dos brasileiros aumentaram 25% no mesmo período. Outro motivo para esse crescimento real acima da média nacional foi a valorização do salário mínimo nos últimos anos. "Como o salário de muitas é vinculado ao piso, o impacto na categoria é grande", afirma o economista Claudio Salvadori Dedecca, da Unicamp, estudioso do mercado de trabalho. Em relação à redução da oferta dessa mão de obra, o diretor do Data Popular destaca ainda que ela veio com o aumento na escolaridade.
"Quase dobrou o número de trabalhadoras que chegaram ao ensino médio nos últimos nove anos. Com estudo, podem buscar outros campos para atuarem." Hoje, 23,% têm ensino médio e têm 1,3% superior, frente 12,7% e 0,7% em 2002, revela o levantamento.
A presidente da Fenatrad (Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos), Creuza Maria Oliveira, concorda com essa avaliação. "As mais jovens, que conseguiram estudar porque hoje há mais facilidades, estão indo para o mercado atrás de outras oportunidades. A maioria não quer trabalhar como doméstica", afirma. Apesar disso, o segmento ainda emprega 6,02 milhões -sem considerar motoristas, jardineiros e limpadores de piscina. Com eles, o número sobe para cerca de 7 milhões. "O emprego doméstico não está em rota de extinção, como há algumas décadas se chegou a cogitar. Continua em expansão, mas em um ritmo menor e com aumento de custos", afirma Dedecca. Envelhecimento: Segundo a presidente da Fenatrad, ocorre um "envelhecimento" da categoria. "Com menos jovens dispostas a atuar nos serviços domésticos, ocorre essa tendência de que as profissionais atuando sejam as mais velhas." A pesquisa mostra que a idade média passou de 35 anos, em 2002, para 39 anos, em 2011. A operadora de caixa Rosiane Mercês, 27, é um exemplo dessa mudança. Após trabalhar durante seis anos como empregada doméstica, pediu demissão e foi procurar um emprego que "pudesse trazer mais oportunidades de crescimento", como ela descreve. Para isso, aceitou ganhar 35% menos. "Hoje tenho direito a FGTS e sei que posso evoluir na empresa em que estou, podendo mudar de cargo ou de setor. Como doméstica, não tinha muitas perspectivas e ainda me sentia descriminada. Achava que me tratavam com indiferença quando, por exemplo, ia fazer um crediário, mas não tinha holerite." A ampliação dos direitos da categoria no Brasil vem sendo discutida desde a última semana, quando a OIT (Organização Internacional do Trabalho) aprovou uma convenção que estende para os trabalhadores domésticos os direitos destinados a outras categorias. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta semana que o Brasil deve seguir o modelo. O governo vai elaborar uma proposta que será enviada para a avaliação da presidente Dilma Rousseff até o fim do ano.

Inadimplência das empresas no Sudeste cresce 21% em maio
Folha 24.06.2011 - O volume de títulos protestados de pessoa jurídica na região Sudeste do país cresceu 21% em maio em relação ao mesmo mês de 2010. É o que revela levantamento da Boa Vista Serviços, que assumiu as operações da Equifax Brasil. No mês passado, 234,7 mil títulos de empresas foram protestados na região, com aumento de 30% sobre abril. "O aumento da inadimplência é reflexo da política de alta dos juros do Banco Central", diz Dorival Dourado, presidente da Boa Vista. A expectativa para os próximos meses é que os protestos continuem em alta, devido à projeção de crescimento menor da atividade econômica, o que afeta a capacidade de pagamento das empresas.

Desaquecimento da economia se intensificará no 2° semestre, afirma Serasa
JCRJ 24.06.2011 - O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica recuou 0,1% em abril de 2011 frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 100,0. Como, pela sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência, as quedas marginais dos últimos meses (o indicador acumula variação negativa de 0,2% desde outubro/2010) revelam que o processo de desaquecimento da economia mostra-se bastante gradual e vai continuar assim. Assim, após a aceleração do crescimento econômico verificada entre o quarto trimestre de 2010 (crescimento do PIB de 0,8%) e o primeiro trimestre de 2011 (alta de 1,3% no PIB), as medidas anti-inflacionárias adotadas (sequência de aumento dos juros, medidas macroprudenciais e implementação dos cortes orçamentários), conferirão moderação ao ritmo de crescimento econômico a partir do segundo trimestre deste ano, apontam os economistas da Serasa Experian. Ainda de acordo com o levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), apesar da redução de 0,1% em abril, o indicador ainda permanece oscilando próximo ao nível 100. Isto indica que, embora num ritmo menos acelerado, a economia prosseguirá evoluindo próximo ao potencial, aquém, portanto, do que seria ideal para se promover uma convergência consistente da inflação corrente à sua meta. "Neste sentido, permanecem elevadas as chances de elevação adicional da taxa básica de juros por parte da autoridade monetária", afirma a Serasa em nota.

Brasileiro é o que mais lê jornais por meio de tablets e smartphones
Folha 24.06.2011 - O brasileiro lidera a leitura de jornais por aparelhos como tablets e smartphones, segundo um levantamento feito pela consultoria americana ComScore. De acordo com a pesquisa, no Brasil, o tráfego de sites de conteúdo jornalístico por aparelhos que não são PCs é mais de duas vezes maior que a média geral de acesso a sites com esses dispositivos. O segundo colocado da lista é o Chile, onde a visita a sites de notícia é mais que o dobro da média geral, segundo o levantamento, que analisou 13 mercados. Apenas na Índia o acesso a páginas de conteúdo noticioso é inferior à média.
O levantamento mostra que o iPad é o principal responsável pelo tráfego na internet no Brasil por meio de aparelhos que não são computadores, totalizando 31,8% do acesso. Em seguida, vem o iPhone, também da Apple, com 21%. No caso do tablet, o país só fica atrás do Canadá, em que ele tem 33,5% do tráfego. Os computadores pessoais, no entanto, continuam a ser a principal origem de acesso à internet para os brasileiros, com 98,1% do tráfego passando pelos PCs. O número do país é idêntico ao da Alemanha e é inferior somente ao da Argentina, que tem 98,6% do tráfego nos PCs.

Diretor da China Mobile é condenado à morte por receber suborno da Siemens
Exame 24.06.2011 - Shi Wanzhong, de 51 anos, aceitou da Siemens suborno no valor de US$ 5,06 milhões, segundo a sentença do Superior Tribunal da Província de Henan. A China Mobile enfrentou nos últimos meses vários casos por corrupção que atingiram até seu ex-vice-presidente, Zhang Chunjiang. Pequim - Um diretor da China Mobile, a maior companhia de telefones celulares do mundo, foi condenado à morte por aceitar milhões de dólares em suborno da multinacional alemã Siemens, o maior conglomerado tecnológico europeu, informa nesta sexta-feira o diário "South China Morning Post". Segundo a sentença, ditada pelo Superior Tribunal da Província de Henan, Shi Wanzhong, de 51 anos, aceitou da Siemens suborno no valor de US$ 5,06 milhões. Shi recebeu esse dinheiro quando dirigia a China Mobile na província de Anhui, no leste do país, em troca de garantir à firma alemã contratos de telecomunicações nessa divisão administrativa chinesa. A condenação ao diretor foi suspensa por dois anos, o que significa que será comutada à cadeia perpétua após esse período se o réu tiver boa conduta. No processo, também foi condenado a 15 anos de prisão um agente da Siemens em Anhui, Tian Qu, que trabalhou como negociador entre os dois gigantes tecnológicos. A importância das duas empresas e a natureza estratégica dos contratos fez o julgamento ser realizado a portas fechadas e com medidas de discrição próprias de processos nos quais há segredos de Estado envolvidos, assinalou a revista econômica "Caixin Century Magazine", que acompanhou o caso. Representantes da Siemens consultados pelo diário "South China Morning Post" não quiseram comentar o caso, alegando que por enquanto a sentença não foi publicada em meios oficiais, e não confirmaram ter relação direta com os condenados. A China Mobile enfrentou nos últimos meses vários casos por corrupção que atingiram até seu ex-vice-presidente, Zhang Chunjiang, destituído em janeiro por "graves irregularidades financeiras".




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