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BrasilAgro vende fazenda por R$ 26,1 milhões
Brasil Econômico 03.10.2011 - A BrasilAgro vendeu uma de suas propriedades rurais pelo preço equivalente a 580 mil sacas de soja, ou R$ 26,1 milhões.
A empresa havia investido, entre aquisição e desenvolvimento, R$ 10,1 milhões na fazenda.
"A referida venda se insere na estratégia de negócios da companhia, que objetiva, além de ganhos com produção agrícola, a realização de ganhos de capital com a venda das propriedades", afirmou a companhia em comunicado.
O comprador realizou pagamento inicial no valor de R$ 2,250 milhões, equivalente a 50.000 sacas de soja, e o saldo remanescente será pago em cinco parcelas, sendo a primeira em 30 de março de 2012 no valor equivalente a 160.000 sacas de soja e quatro parcelas anuais iguais, em 30 de março dos quatro anos subsequentes, no valor equivalente a 92.500 sacas de soja cada.
Para fins de referência, o valor da transação, corresponde a R$ 26,1 milhões. A propriedade foi adquirida em setembro de 2006 e o valor total investido entre aquisição e desenvolvimento foi de R$ 10,1 milhões.
Vendas da PDG somam R$ 1,91 bilhão no terceiro trimestre
Exame 03.10.2011 - Lançamentos da incorporadora no período cresceram 30,1%, alcançando R$ 2,6 bilhões PDG: 28% lançamentos foram concentrados no segmento de baixa renda.
A PDG divulgou, nesta segunda-feira, seus resultados operacionais do terceiro trimestre do ano. No período, as vendas contratadas líquidas da incorporadora somaram 1,913 bilhão de reais, 3,3% a mais na comparação com o mesmo período de 2010.
Os lançamentos da companhia somaram 2,654 bilhões de reais, crescimento de 30,1% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
Nos primeiros nove meses do ano, a PDG cumpriu 68% da previsão de lançamentos para 2011. Até setembro, a companhia lançou 6,466 bilhões de reais, superando em 32% o volume de lançamentos nos primeiros nove meses de 2010.
Segundo dados divulgados pela companhia, 28% dos lançamentos no período foram concentrados no segmento econômico (unidades até 250.000 reais) e 30% no segmento de média renda (imóveis de até 500.000 reais).
Os lançamentos no trimestre foram distribuídos em 17 cidades de 12 diferentes estados.
Clip Engenharia
Folha 04.10.2011 - A construtora e incorporadora mineira Clip Engenharia acaba de abrir escritório em São Paulo, para expandir seus projetos voltados para o programa Minha Casa, Minha Vida. A empresa, que atua com foco em projetos para a baixa renda, pretende lançar 2.500 unidades no próximo ano, com VGV (Valor Geral de Vendas) em torno de R$ 340 milhões.
Neste ano, deve fechar com aproximadamente R$ 170 milhões em VGV de cerca de 1.200 unidades, de acordo com o presidente da Clip Engenharia, Paulo Berbert.
O primeiro contrato da empresa no modelo do Minha Casa, Minha Vida 2 acontece nesta semana no município mineiro de Barbacena. Serão dois empreendimentos residenciais. "Em São Paulo, buscaremos maior atuação no interior, onde já temos 44 projetos prospectados", afirma Berbert. A Caixa Econômica Federal informa que já foram contratadas mais de 300 mil unidades no MCMV 2.
Foz do Brasil entra no controle da Saneatins
Valor 04.10.2011 - Fernando Reis, presidente da Foz do Brasil: aporte de R$ 200 milhões em companhia de saneamento do Tocantins.
Empresa de saneamento controlada pelo grupo Odebrecht, a Foz do Brasil passou a integrar o bloco de controle da Companhia de Saneamento do Tocantins (Saneatins). Toda a composição acionária privada da Saneatins (76,52% do total) será transferida da Empresa Sul Americana de Montagens (Emsa), grupo familiar de Goiás, para a recém-criada Foz Centro Norte - de composição societária igual entre Foz e Emsa. Com a associação, a Foz do Brasil agrega 1 milhão de habitantes ao seu portfólio, passando a operar em 125 municípios do Tocantins e em cinco do Pará.
"Queríamos a Saneatins por ela ser a única empresa estadual de controle privado. É nosso maior salto [desde a criação da Foz, em 2008]", disse o presidente da Foz do Brasil, Fernando Reis, ao Valor. A Saneatins registra R$ 200 milhões anuais de faturamento. Em seis anos, pode chegar a R$ 450 milhões, informou Reis - o que corresponde, atualmente, à metade do faturamento da Foz do Brasil (R$ 915 milhões).
Os termos da negociação determinam que, em troca da entrada na participação, a Foz fará (com recursos próprios) um aporte de R$ 200 milhões na operação da Saneatins. Em 90 dias, os dois participantes do bloco privado podem negociar se a Emsa continua na participação da companhia estadual ou vende suas ações à Foz. Reis não descarta o interesse na compra.
Com o montante aplicado, Reis espera que a Saneatins possa se tornar apta a fazer investimentos de cerca de R$ 700 milhões, somando o aporte próprio e com empréstimos e financiamentos. Ele traça como objetivo a universalização de serviços de água e esgoto nos municípios, onde a Saneatins atua, até 2017 - antes da meta traçada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que tem a universalização dos serviços como principal diretriz e previsão para alcançá-la em 2019.
Hoje, a Saneatins entrega água para 92% das residências e os serviços de coleta de esgoto alcançam 19% da população. "Queremos fazer com que o Tocantis seja o primeiro Estado a universalizar o saneamento", disse Reis.
O presidente não descarta que a Foz adquira participação em mais empresas estaduais de saneamento do país. Sobre a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), por exemplo, cuja venda de até 49% foi aprovada pela Assembleia Legislativa de SC há duas semanas, Reis diz que a Odebrecht pode avaliar a disputa pelas ações.
Com três anos de existência, a Foz do Brasil atua em projetos ambientais em três segmentos: água (concessões públicas de saneamento básico, como a de Blumenau, SC), indústria (terceirização de unidades em fábricas) e ambiental (remediação de áreas contaminadas e outros serviços). O FI-FGTS tem 26,5% das ações da Foz do Brasil. Outros 73,5% são de propriedade da Odebrecht.
As negociações da Foz com a empresa familiar de 42 anos Emsa duraram cerca de três anos e aconteceram em meio a um processo de sucessão que envolve quatro irmãos, filhos do fundador Annibal Crosara. O presidente da Emsa, Annibal Crosara Júnior, explica que a empresa aceitou o negócio porque precisava se capitalizar. "Com o crescimento da demanda por infraestrutura no país, vimos que precisávamos de recursos para aproveitar o momento", diz. Ele ainda explica que somente dois irmãos continuarão a ter ações da Saneatins, por meio da Foz Centro Norte - ele e Maria Elvira Crosara.
Com atuação inicial forte em infraestrutura no Estado de Goiás, a empresa aproveitou a cisão do Estado, em 1988, que deu origem a Tocantins, para passar a atuar hoje em um leque de atividades - que incluem obras rodoviárias, pontes, construção pesada, saneamento, irrigação e construções eletromecânicas. No ano de 2010, o grupo faturou R$ 632 milhões.
Já a Saneatins foi fundada em 1989, após a criação do Estado do Tocantins e o consequente desmembramento da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Em 1998, o governo estadual buscou sócios privados, tornando a Saneatins empresa de controle privado. O governo do Estado ainda detém 23,48% da companhia.
BRF investe US$ 150 milhões em alimentos na Argentina
Brasil Econômico 03.10.2011 - José Antonio Fay: oportunidade de "somar esforços e criar uma grande base exportadora de alimentos na Argentina".
Para Brasil Foods, compra de empresas argentinas vai permitir a criação de grande base exportadora de alimentos no país.
A BRF Brasil Foods anunciou nesta segunda-feira (3/10) investimentos de aproximadamente US$ 150 milhões em empresas de massas, margarinas, molhos e abate de aves na Argentina.
A operação, que foi realizada por meio da subsidiária da BRF na Argentina, consiste na aquisição do controle da produtora de frango Avex e, juntamente com esses sócios argentinos, a compra do grupo de alimentos Dánica.
Com "estrutura ampla de distribuição para produtos secos e refrigerados", o Grupo Dánica, que opera com as marcas Dánica, Manterina, Vegetalina, Danifesta e Primor, vai complementar a operação da BRF no país.
Segundo a nota da BRF, a Dánica, situada em Buenos Aires, é líder no mercado de margarinas (62%) e vice-líder na produção de molhos (20%).
Neste ano, a companhia adquirida já faturou US$ 122,7 milhões, resultado de vendas de 68,3 mil toneladas.
No caso da Avex, localizada em Rio Cuarto, Córdoba, a especialidade é a produção de frangos inteiros, resfriados e congelados. O faturamento em 2010 foi de US$ 66,8 milhões, com 70% das vendas concentradas no mercado interno.
Estratégia: Na conclusão do negócio, a Brasil Foods terá a participação de dois terços e os sócios locais ficarão com um terço. A meta é também elevar a capacidade de produção das empresas.
"Essa decisão representa uma oportunidade única para cooperar, somar esforços e criar uma grande base exportadora de alimentos na Argentina", afirmou o presidente da BRF, José Antonio Fay.
Suportada "por recursos próprios da companhia", a operação está "em linha com o plano estratégico de internacionalização da BRF".
A ideia é fortalecer as marcas no Mercosul, elevando o portfólio de produtos e o acesso ao mercado local. Simultaneamente, o foco é exportar produtos para o cone Sul e desenvolver a área de Food Service.
Atualmente, a Brasil Foods atua no mercado argentino com exportações de produtos processados e in-natura, especialmente da marca Sadia.
A BRF Brasil Foods é a empresa originária da fusão de Sadia e Perdigão.
Kraft Foods quer concluir cisão até final de 2012
Estadão 03.10.2011 - A CEO da companhia norte-americana de alimentos Kraft Foods, Irene Rosenfeld, afirmou hoje que pretende concluir a cisão da empresa até o fim de 2012. "Estou bastante confiante em que seremos capazes de cumprir essa programação", afirmou Rosenfeld, em entrevista à Fox Business Network.
Ela acrescentou que a aquisição da britânica Cadbury pela Kraft foi um "capacitador essencial" para a decisão de dividir a companhia entre uma unidade norte-americana de alimentos para o varejo e outra operação global com lanches, anunciada em agosto. "É uma oportunidade para que aloquemos nossos recursos com mais clareza, como consequência do papel de cada uma dessas duas companhias. E acreditamos que isso pode oferecer maior transparência aos investidores", declarou Rosenfeld.
Triunfo compra Santa Rita por R$ 41,967 milhões
Brasil Econômico 03.10.2011 - A Triunfo Participações e Investimentos exerceu sua opção de compra de 12% das ações da Santa Rita. Com a aquisição, a Triunfo passa a deter 100% do capital da Santa Rita.
A compra será exercida em até 180 dias contados da data do exercício da opção compra, com correção do IGP-M e 6% de juros.
Inepar suspende incorporação de sua subsidiária de energia
Valor 04.10.2011 - O conselho de administração da Inepar Indústria e Construção, fabricante de máquinas e equipamentos, decidiu suspender temporariamente o processo de incorporação da sua subsidiária Inepar Energia. A assembleia que estava marcada para ocorrer amanhã - na qual os acionistas da empresa deliberariam sobre a operação - foi cancelada.
Um novo comitê especial independente será formado para renegociar as condições da incorporação, segundo comunicado da empresa divulgado ontem.
Em reunião realizada na sexta-feira, os conselheiros sugeriram a contratação de uma consultoria financeira especializada pelo comitê para auxiliar na análise e definição dos critérios de avaliação das companhias e da relação de troca das ações.
Definida a partir do valor patrimonial contábil das empresas, a proposta que até então seria submetida ao crivo dos acionistas era de 27 ações da Inepar Energia para cada uma da Inepar. A mesma relação seria aplicada tanto para ações ordinárias (com direito a voto) quanto para as preferenciais (sem direito a voto).
Até o fechamento desta edição, o Valor não localizou nenhum executivo da Inepar para comentar o assunto. Por comunicado, a companhia reforçou que tem intenção de prosseguir com a operação, uma das etapas de um processo de reestruturação com dois objetivos principais: simplificar o quadro acionário e abater dívidas.
Após a incorporação, a Inepar tem planos de vender a participação de 16% que sua subsidiária do setor de energia detém hoje na Centrais Hidrelétricas Matogrossenses (Cemat), avaliada em R$ 203 milhões nas demonstrações financeiras da empresa.
Os recursos levantados serviriam para quitar parte de uma dívida da empresa de R$ 600 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Gol paga R$ 70 milhões pela Webjet e conclui aquisição
Estadão 03.10.2011 - A Gol informou hoje que concluiu a aquisição de 100% do capital social da Webjet Linhas Aéreas. Com isso, ressalta a companhia aérea em fato relevante, a empresa, por meio de sua subsidiária VRG Linhas Aéreas, passa a ser titular da totalidade do capital social da Webjet. O preço pago foi de R$ 70 milhões, "sujeito ainda a ajustes menores, o que será apurado nos próximos 70 dias", disse a Gol. O valor pago é inferior ao que a companhia havia anunciado no início de julho, quando informou sobre o fechamento do acordo. Na ocasião a Gol divulgou que pagaria R$ 96 milhões pela Webjet e assumiria dívidas de aproximadamente R$ 215 milhões.
A conclusão da compra da Webjet pela Gol se seguiu à aprovação do negócio pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no último dia 20. Conforme a agência reguladora, a decisão avaliou apenas o aspecto financeiro da operação, ou seja, foi aprovado que a Gol assuma a administração da Webjet. Ainda falta obter o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Depois disso, será necessário que o caso retorne à Anac, para que a aquisição seja analisada sob o ponto de vista técnico. Só então a Gol poderá colocar em prática ações como a extinção da marca Webjet e o uso dos slots (autorizações de voos nos aeroportos para cada empresa aérea) da companhia adquirida.
Libra entra na área de aeroportos
Valor 04.10.2011 - Araújo, da Libra: "Estamos aptos a prospectar oportunidades nos aeroportos".
O grupo Libra, um dos maiores operadores logísticos do Brasil, está criando uma nova área de negócios, a Libra Aeroportos. A nova unidade surge com o intuito de analisar oportunidades nas concessões dos grandes aeroportos brasileiros. Mas um primeiro passo foi dado: o grupo oficializou ontem a compra do controle acionário da Costa do Sol Operadora Aeroportuária, que tem a concessão para explorar o Aeroporto Internacional de Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio. O valor do negócio é mantido em sigilo.
O Libra comprou 60% da Costa do Sol, que no início da década ganhou a concessão para explorar o aeroporto de Cabo Frio por 22 anos, até 2023, com possibilidade de renovação por igual período. Os outros 40% permanecem com a holding que reúne cinco acionistas pessoas físicas. "Mais do que uma aquisição vemos o negócio como uma associação com o objetivo de compartilhar a gestão e de desenvolver o aeroporto de Cabo Frio em carga aérea e em serviços ligados à indústria de petróleo e gás", disse ao Valor o presidente do grupo Libra, Marcelo Araújo.
Francisco Pinto, um dos sócios da holding, disse que a entrada do grupo Libra vai dar fôlego à concessionária para continuar a investir e buscar novas oportunidades de negócios. Segundo ele, os sócios da operadora conversaram com vários interessados. "Nos associamos ao Libra pela tradição que tem no comércio exterior e pela forte identidade de propósitos e valores que temos com o grupo", disse Pinto. A operadora contou com a assessoria do BTG Pactual na busca de um novo sócio controlador.
Marcelo Araújo, o presidente do Libra, afirmou que Cabo Frio estará integrado às demais operações do grupo, que até agora tinha três unidades de negócios: terminais, que reúne operações portuárias de contêineres; logística, formada por uma rede de operações de carga geral e contêineres para atender o comércio exterior; e a Libra Participações, que inclui negócios diversificados - da navegação de interior na Amazônia à produção de azeite de oliva no Chile.
Araújo disse que desde 2008 o grupo vem estudando o setor aeroportuário como um novo segmento de negócios. O grupo vê complementariedade entre o negócio aeroportuário e os terminais portuários e a logística. Há potencial de integração entre o terminal de contêineres da Libra no Rio, as operações de transporte da área de logística do grupo e o aeroporto de Cabo Frio, que conta com área alfandegada.
"A partir das experiências da Costa do Sol na gestão aeroportuária e da Libra no comércio exterior, estamos aptos a prospectar novas oportunidades de aeroportos no Brasil", disse Araújo.
O executivo afirmou que há dois caminhos que podem ser seguidos pelo grupo nas novas licitações para concessões de aeroportos no país: um é associar-se a um operador internacional e outra possibilidade é entrar em consórcio em formação. Araújo disse que o grupo mantém contatos com vários operadores internacionais de aeroportos. Ainda não está definido, porém, qual pode ser o veículo de participação em novas licitações. Uma possibilidade seria participar via Libra Aeroportos ou então mediante a própria Costa do Sol.
Em relação a Cabo Frio, Araújo disse que será montado um plano estratégico para o aeroporto incluindo os investimentos a serem feitos nos próximos cinco anos com foco na carga, na indústria de óleo e gás, e também no turismo. A montagem de um novo plano de investimentos deve levar a Costa do Sol a abrir negociação com a prefeitura de Cabo Frio, que é o poder concedente, para tentar renovar a concessão por mais 22 anos.
Ontem Araújo reuniu-se com o prefeito de Cabo Frio, Marcos Mendes, para comunicar que todas as etapas legais do processo de entrada na Costa do Sol foram cumpridas.
Companhia chilena PAL recorre contra fusão LAN-TAM
GPdeLondrina 03.10.2011 - Fusão, anunciada em agosto de 2010, criará a LATAM Airlines, a maior companhia aérea da América Latina, com valor estimado em US$ 14,5 bilhões.
A companhia aérea chilena PAL apresentou nesta segunda-feira um recurso à Suprema Corte do Chile contra a decisão de um tribunal antimonopólio que aprovou em setembro passado a fusão entre a local LAN e a brasileira TAM.
Em comunicado divulgado na imprensa chilena, a PAL afirma que a decisão do Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC) "não resguarda os princípios de livre competição e prejudica os consumidores".
Segundo a PAL, as medidas impostas pelo TDLC não evitarão o monopólio decorrente da fusão entre TAM e LAN nos destinos que já dominam e também em outras rotas.
"As fusões com estas características historicamente têm prejudicado a concorrência e, finalmente, o consumidor, pois criam concentrações econômicas que prejudicam o bem-estar de todos os atores do mercado", destaca a PAL.
Em dezembro passado, a PAL sofreu um revés judicial com a decisão do Tribunal Constitucional do Chile de rejeitar uma ação da empresa contra a fusão LAN-TAM e seus reflexos nas rotas entre Chile e Brasil.
TAM e LAN estimam que após a decisão do TDLC e a ratificação do acordo por parte do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) brasileiro, a fusão poderá ocorrer no primeiro trimestre de 2012.
A fusão, anunciada em agosto de 2010, criará a LATAM Airlines, a maior companhia aérea da América Latina, com valor estimado em 14,500 bilhões de dólares e 6% do transporte aéreo mundial.
Edital do leilão de aeroportos afasta grandes concorrentes
Valor 04.10.2011 - Saguão do aeroporto de Guarulhos lotado: governo quer que 40% do terminal 3 esteja pronto até a Copa do Mundo de futebol de 2014.
Uma regra incluída nos editais recém-divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode afastar inesperadamente grandes construtoras e fundos de pensão dos leilões de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.
Nas 47 páginas de minuta dos editais, uma cláusula impede a participação nos leilões de empresas que tenham apresentado estudos à Anac para a modelagem das concessões. Esses estudos incluem projeções de demanda, avaliações econômico-financeiras, impactos ambientais e levantamentos preliminares de engenharia. A agência abriu um chamamento público para a apresentação de estudos e autorizou, em agosto, nove empresas a entregar documentos: Queiroz Galvão, Constran, Carioca Christiani Nielsen, ATP Engenharia, Invepar, Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), Edo Rocha Arquitetura, Enejota Cavalieri Engenharia e Planos Engenharia.
Segundo a própria Anac, quatro das nove empresas autorizadas efetivamente apresentaram estudos. Os nomes das empresas não foram revelados. Uma comissão de licitação deverá anunciar, até o fim desta semana, os vencedores da concorrência. Esses estudos vão embasar decisões como o valor de outorga dos aeroportos e o tempo de vigência dos contratos.
A Invepar, que tem a empreiteira OAS e os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef como acionistas, era vista como potencial investidora. Também as grandes construtoras, como a Queiroz Galvão e a Constran, eram consideradas prováveis participantes nos consórcios. Com a regra, ainda provisória e que pode ser retirada dos editais definitivos, as participações ficam inviabilizadas.
O veto à presença das empresas responsáveis pelos estudos econômicos, nos leilões dos aeroportos, contraria o modelo já usado com sucesso no setor elétrico. A Odebrecht e Furnas, por exemplo, foram responsáveis pelos estudos de viabilidade das usinas hidrelétricas do rio Madeira. Ganharam a concessão de uma das usinas, Santo Antônio, e perderam o leilão da segunda hidrelétrica, a de Jirau, mas foram reembolsadas pelo consórcio vencedor. A mesma lógica foi adotada no novo marco regulatório dos portos.
A exclusão das empresas não foi uma decisão unânime dentro do governo. Chegou à Anac, que aprovou a minuta dos editais na sexta-feira passada, como uma diretriz do ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, para evitar "conflito de interesses". Com a oposição de parte dos técnicos, essa regra ainda pode ser alterada após consulta pública, que vai durar 30 dias.
Outra possibilidade prevista nos editais é a de mudanças dos projetos de engenharia das obras de ampliação dos três aeroportos sob concessão. Os projetos poderão ser completamente reformulados pelos futuros concessionários. Na definição de uma fonte graduada do governo, o importante é que as obras necessárias estejam concluídas nos prazos indicados e garantam o nível de conforto exigido, e "não com qual projeto as obras serão executadas". O Palácio do Planalto determinou que os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília mantenham pelo menos o nível C de qualidade da Iata, a associação internacional das companhias aéreas - a medição da entidade varia de A até F. Sempre que o índice ficar abaixo do mínimo exigido, novas obras terão que ser feitas pelos concessionários.
A possibilidade de mudança significa que os projetos do novo terminal de passageiros de Guarulhos e de ampliação do aeroporto de Brasília, já licitados, poderão ganhar outro formato. No caso de Guarulhos, o governo pretende que 40% do terminal 3 esteja pronto até a Copa do Mundo de futebol de 2014. O projeto de engenharia para a expansão de Viracopos ainda não foi concluído.
Outra decisão que ficará a cargo dos futuros concessionários será sobre a construção do novo estacionamento "high tech" de Guarulhos. Com custo estimado em R$ 200 milhões, o estacionamento planejado pela Infraero elevaria a capacidade dos atuais 2.948 veículos para 9.716 vagas. No mesmo lugar onde hoje fica o pátio, seriam construídos dezenas de módulos metálicos de até seis andares, com pisos móveis interligados por elevadores. Do térreo, o carro seguiria para a vaga, sem manobrista. A Infraero recebeu mais de 300 pedidos de esclarecimento e colocou o projeto em banho-maria.
Uma das dúvidas da estatal é sobre a disponibilidade de tecnologia. Com o impasse, a Infraero já admitia construir um estacionamento sem a automação prevista no projeto anterior. Agora, acredita que o melhor será deixar a decisão para o futuro concessionário.
Anac inicia processo de audiência para concessões
GPdeLondrina 03.10.2011 - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) receberá até as 18 horas do dia 29 de outubro contribuições dentro do processo de audiência pública que já está sendo realizado sobre as minutas de edital de licitação, do contrato de concessão e respectivos anexos relativos a processos de ampliação, manutenção e exploração dos Aeroportos Internacionais Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, em São Paulo; Viracopos, em Campinas, interior do estado de São Paulo; e Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, no Distrito Federal.
O aviso de audiência pública nº 16/2011 da Anac foi divulgado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), com data da última sexta-feira, que circulou no sábado.
Mastersaf anuncia compra da brasileira Alliance
Valor 04.10.2011 - Boldrini(à esquerda), Coli e Lissarrague: expectativa de crescimento.
A Mastersaf, empresa brasileira de software adquirida em maio pelo grupo Thomson Reuters, anuncia hoje a aquisição da concorrente Alliance Fiscal & Governance Intelligence. A compra faz parte da estratégia global da Thomson Reuters de expandir sua divisão de serviços para companhias nas áreas jurídica, fiscal e contábil, de saúde e científica.
O valor da operação é mantido em sigilo pelas companhias. Claudio Coli Fernandes, presidente da Mastersaf, afirma que a aquisição foi feita com recursos da controladora Thomson Reuters. A Mastersaf fornece softwares e presta consultoria nas áreas contábil e fiscal, tendo como foco companhias de grande porte.
A empresa tem uma carteira de aproximadamente 5,5 mil clientes. Com a compra, amplia esse número em 800 companhias, para um total de 6,3 mil. Coli diz que a Alliance tem como diferencial linhas de softwares para os setores de telecomunicações e financeiro, que complementarão o portfólio da companhia. Esses programas serão vendidos com a marca da Mastersaf.
Sob o nome Alliance, funcionavam duas empresas. A aquisição inclui a unidade de software. A de consultoria continuará atendendo a sua carteira original de clientes e passará a atuar como parceira da Mastersaf na distribuição de softwares. "Com a aquisição, incrementamos o portfólio e ganhamos um novo parceiro de vendas", diz Coli.
Para Wilton Boldrini, presidente da Alliance, a empresa vai sair fortalecida com o negócio. "Vamos nos concentrar na atividade de consultoria e ampliar a oferta de softwares com produtos da Mastersaf e da Thomson Reuters", afirma. Os dados financeiros da empresa não são divulgados. Boldrini diz que a Alliance tem crescido a uma taxa média anual de 20%. Com os novos softwares, a expectativa é de crescer 30% em 2012.
A Mastersaf, por sua vez, tem projeção de crescimento em vendas neste ano de 30% a 35%, incluindo os ganhos com as aquisições. O número de funcionários também será ampliado, de 200, no fim de 2010, para 400.
Desde que foi adquirida pela Thomson Reuters, a Mastersaf realizou duas aquisições. A primeira, concluída há duas semanas, foi a Conceito W, de Joinville (SC). A empresa desenvolve softwares na área de nota fiscal eletrônica de serviços e atende a 300 municípios.
Segundo Coli, a expectativa é fazer outras aquisições nos próximos meses, tendo como foco companhias com softwares complementares aos seus. "Tínhamos um projeto de consolidação antes do negócio com a Thomson Reuters e os planos estão mantidos", afirma o executivo. A companhia também tem como meta ampliar o número de parceiros de vendas dos atuais 27 para 30 até o fim do ano.
Gonzalo Lissarrague, presidente para América Latina da divisão "Professional" da Thomson Reuters, afirma que parte dos softwares e serviços desenvolvidos pelas empresas recém-adquiridas no Brasil devem ser lançados pelo grupo em outros países no futuro. "Estamos muito contentes e otimistas com as oportunidades que podem ser criadas a partir da operação no Brasil", diz o executivo.
A Thomson Reuters tem empreendido esforços para expandir os negócios da divisão profissional, que consistem em serviços e softwares voltados aos setores financeiro, jurídico, de saúde e científico. Essa divisão, no ano passado, teve aumento de receita de 4% no mundo, alcançando US$ 5,6 bilhões. A divisão "Markets", que engloba as áreas de vendas, consultoria e serviços de mídia, teve queda de 1%, totalizando US$ 7,4 bilhões. A receita global da Thomson Reuters em 2010 foi de US$ 13,1 bilhões, com alta de 1%.
A companhia, afirma Lissarrague, investiu "algumas centenas de milhões de dólares" para ampliar a divisão profissional, o que vem sendo feito por meio de aquisições. Nos últimos 12 meses, diz o executivo, a companhia efetuou 28 aquisições pelo mundo, sendo que sete delas foram realizadas na América Latina. "A expansão global do grupo depende da oferta de serviços locais de alta qualidade. Por isso a opção por aquisições", afirma Lissarrague.
A intenção é acelerar o processo de expansão nos países emergentes, com a aquisição de empresas com forte atuação local. No Brasil, o grupo comprou a Mastersaf que, por sua vez, adquiriu a Conceito W e a Alliance. Em maio de 2010 a Thomson Reuters também adquiriu no país a Editora Revista dos Tribunais. Com o porftólio renovado, lançou no país a "Revista dos Tribunais Online", ferramenta de pesquisa jurídica digital.
No restante da América Latina, a Thomson Reuters comprou a empresa de software Sistemas Bejerman e as companhias editoriais da área jurídica Abeledo Perrot e La Ley, argentinas. No Chile, adquiriu a Legal Publishing. Segundo Lissarrague, a América Latina respondia no ano passado por 1% da receita com a divisão profissional. Neste ano, a participação vai crescer para 6%. O Brasil responde por metade desse volume de negócios.
BNDES aceita garantias da PDVSA para refinaria, diz Petrobras
Exame 03.10.2011 - A venezuelana PDVSA poderá ter uma fatia de 40% da refinaria caso todos as fases do processo sejam aprovadas. A empresa venezuelana se candidata a ingressar no projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
A Petrobras informou na noite desta segunda-feira que o BNDES considerou aceitáveis as garantias bancárias apresentadas pela venezuelana PDVSA para participar do projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
As garantias são necessárias para que a PDVSA possa assumir a sua parte em um financiamento de quase 10 bilhões de reais feito através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção da unidade.
O crédito foi concedido à Refinaria Abreu e Lima S.A., atualmente 100 por cento controlada pela Petrobras, mas que poderá ter a PDVSA com uma fatia de 40 por cento caso todos os passos do processo sejam cumpridos.
Segundo comunicado ao mercado, a Petrobras afirmou que a aprovação está condicionada à apresentação dos instrumentos que formalizarão as garantias bancárias em termos satisfatórios ao BNDES.
A Petrobras negociou com a PDVSA a data limite de 30 de novembro para que todas as tratativas necessárias para viabilizar o ingresso da PDVSA na sociedade sejam concluídas, segundo a estatal brasileira.
A refinaria Abreu e Lima está em construção no Complexo Industrial Portuário de Suape, Pernambuco. Com entrada em operação prevista para dezembro de 2012, processará 230 mil barris de petróleo/dia, cerca de 11 por cento da capacidade atual de refino de petróleo no Brasil.
Raymond James no Brasil
A Raymond James Financial, empresa americana de serviços financeiros, e a BR Partners, butique de investimentos brasileira fundada por ex-executivos do Goldman Sachs, fecharam um acordo operacional.
As duas firmas vão atuar juntas em transações do mercado de capitais e trocar serviços de análise para clientes, disse fonte não identificada, que também afirmou que o acordo não envolve participação no capital. A BR Partners e a Raymond James Financial não quiseram comentar.
“Tela cega” põe em xeque transparência na bolsa
Brasil Econômico 03.10.2011 - Presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, confirmou que o assunto está sendo tratado por uma comissão.
Sistema que omite o nome das casas que executam ordem de compra ou venda de ações está em discussão por corretoras e associações, mas já encontra opiniões contrárias.
Sem alarde, corretoras de valores e entidades do mercado de capitais estão discutindo a implantação da tela cega, sistema que omite o nome das casas que executam ordem de compra ou venda de ações.
Hoje, qualquer participante (inclusive investidor) que tem acesso aos terminais de negociação de ação (como Bloomberg e CMA, por exemplo) consegue ver quais corretoras emitem ordens de compra ou venda, assim como os respectivos papéis, volumes e preços.
A proposta teve início em outra discussão, na mudança no ranking das corretoras. Segundo fontes, grandes investidores têm preferência por operar com líderes de mercado (em volume negociado), o que os mantém sempre nesta posição.
Chegou-se a cogitar a possibilidade de acabar com o ranking mas, para isso, seria necessário implementar tela cega - já que com o modelo atual, as corretoras fariam seus próprios rankings para apresentar aos investidores. "Quem mais está se incomodando é quem perdeu posição recentemente", afirma uma fonte.
Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa, confirmou que o assunto está sendo tratado por uma comissão formada por representantes de corretoras ligadas a bancos, casas independentes, além de membros da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários (Ancord) e da própria BM&FBovespa.
"Conversamos com investidores e corretoras de todos os portes. Nessa rodada percebemos que o modelo atual tem mais adeptos", pondera.
A principal justificava para a rejeição é o fim da transparência. "O sistema atual assegura que a corretora executará a ordem dada pelo investidor, uma vez que é possível acompanhar os movimentos feitos pela casa . Com a tela cega, o cliente não terá como comprovar, perante o órgão regulador, que a corretora não executou o solicitado", acredita a fonte.
Outro ponto que joga contra um ambiente transparente é a possibilidade de realização de "front running", prática que consiste na antecipação de operações solicitadas por clientes e que as corretora obtém ganho financeiro à sua custa.
"Vamos supor que um fundo de pensão canadense emite uma ordem de compra de 2 milhões de ações. A corretora pode ir a mercado e comprar ações e, assim que a cotação do papel - pressionada pela demanda - subir, a corretora vende os papéis que adquiriu previamente", exemplifica.
Por fim, corretoras independentes seriam prejudicadas com a medida, uma vez que deixariam de operar a pedido de grandes casas. "Perder estes clientes, que buscam corretoras de menor porte para diluir operações, é decretar seu fim."
Esse, inclusive, é o principal motivo que levou as corretoras independentes a se posicionarem contra a implantação de tela cega. "As independentes são contra e as casas ligadas a bancos estão divididas", diz Manoel Félix Cintra, presidente da Ancord.
Cintra, que também é ex-presidente da BM&F diz ser contra a medida, embora não seja um posicionamento oficial da Ancord.
"É importante para o mercado que as operações sejam visíveis a todos", completa. Ele, pessoalmente, não acredita que o sistema seja adotado, mas diz ser favorável a discussões como essa.
O assunto já chegou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas Maria Helena Santana, presidente da autarquia preferiu não opinar, já que uma declaração sua poderia ser entendida como posição oficial do órgão regulador. "A CVM ainda não tem posicionamento sobre a questão."
Propostas: O comitê formado por representantes de corretoras ligadas a bancos, casas independentes, membros da Ancord e da própria BM&FBovespa tem discutido algumas alternativas para resolver o imbróglio. Uma delas é a implantação de tela cega para ativos mais líquidos, segundo o presidente da BM&FBovespa - para ativos menos líquidos não haveria mudança.
Quanto ao ranking - origem da discussão - a sugestão é manter a periodicidade da publicação (mensal), com a diferença que as corretoras só teriam acesso ao volume movimentado por elas próprias - não veriam a posição das concorrentes. A lista só seria consolidada semestralmente.
"Isso não inviabiliza que as corretoras façam seus próprios levantamentos mensais caso a tela cega não seja implantada. Porém, a medida tira o caráter oficial do documento", pondera a fonte.
Qualquer mudança no sistema precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da BM&FBovespa. Na semana passada, a proposta de implantação da tela cega foi apresentada aos conselheiros independentes, segundo a fonte."Mas não foi bem aceita".
BT expande presença em países da AL
Valor 04.10.2011 - A BT Global Services, unidade de negócios internacionais da operadora de telefonia britânica BT, anunciou ontem um plano de expansão na América Latina. A operadora - que atua na região como integradora de serviços de telecomunicações e tecnologia para multinacionais e governos - pretende ampliar sua rede e contratar 250 pessoas na região nos próximos três anos. Hoje, a empresa tem cerca de mil funcionários nos países latino-americanos.
O executivo-chefe da BT Global Services, Jeff Kelly, afirmou que o objetivo é dobrar a receita na região, mas não revelou qual o faturamento da empresa na América Latina.
"Estamos seguindo o que os nossos clientes estão nos dizendo", afirmou Luis Álvarez presidente da BT Global Services para América Latina. Segundo ele, o crescimento econômico da região está aumentando a demanda pelos serviços da companhia.
Nos planos da BT, estão a ampliação dos pontos de presença de sua rede, a abertura de centros de atendimento a clientes no Rio, em Bogotá e na Cidade do México e o lançamento de 30 novos serviços.
Crise esfria fusões brasileiras no terceiro trimestre
Reuters 03.10.2011 - O mercado de fusões corporativas no Brasil esfriou no terceiro trimestre, mostrando que uma das vedetes dos investidores globais não está escapando dos efeitos da piora das expectativas com a economia global.
De julho a setembro, as operações anunciadas envolvendo empresas brasileiras totalizaram 17,5 bilhões de dólares, uma queda superior a 30 por cento em relação ao mesmo período de 2010. No acumulado do ano, o montante caiu 35 por cento. Os dados são de levantamento da Thomson Reuters.
O país teve um dos piores desempenhos internacionais. Em termos globais, o volume envolvido em fusões corporativas no mundo todo de janeiro a setembro foi de quase 2,1 trilhões de dólares, 21,7 por cento maior na comparação. Na medição de julho a setembro, entretanto, a pesquisa apontou queda pelo segundo trimestre consecutivo.
Para profissionais de bancos e de escritórios de advocacia, a intensificação da crise na Europa, assim como sinais de desaquecimento nos Estados Unidos, estão levando empresas e investidores a esperar um pouco mais antes de anunciar ou concluir negócios.
"O investidor está com bastante medo e tem reduzindo muito as operações no mundo todo", disse o sócio responsável pela área de Fusões e Aquisições do BTG Pactual, Marco Gonçalves. O BTG lidera o ranking como assessor financeiro a empresas brasileiras no acumulado do ano.
Segundo Gonçalves, mercados como o brasileiro ainda têm uma perspectiva comparativamente melhor em termos mundiais devido ao cenário de crescimento econômico superior à média internacional.
"Tem uma procura muito forte por Brasil, especialmente por empresas ligadas a mercado interno, como as de varejo, consumo e serviços", disse.
Foi essa visão que teria motivado o grupo japonês Kirin a adquirir o controle da cervejaria brasileira Schincariol por 3,95 bilhões de reais, em agosto.
Segundo profissionais do setor, uma evidência do apetite ainda alto pelo mercado brasileiro foi a queda menor no número de transações. No terceiro trimestre, foram anunciados 179 negócios envolvendo empresas do Brasil, ante 189 operações de abril a maio e 187 transações no terceiro trimestre de 2010.
Nos últimos meses, gestores de grandes fundos de private equity, como o Advent International e o Pátria Investimentos, têm citado a queda nos preços dos ativos como um atrativo para grandes investidores institucionais de longo prazo.
"Talvez não tenha (crescido) em valor, mas em número de deals (acordos) aumentou para nós", disse o sócio e responsável pela área societária do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, João Ricardo Ribeiro.
De acordo com Gonçalves, do BTG, com o cenário adverso para empresas levantarem recursos no mercado de capitais, a tendência é que boa parte das operações no curto prazo sejam financiadas com caixa próprio, o que colocaria companhias nacionais com boas condições de liquidez na ponta compradora.
Venda de material de construção sobe 6% até setembro
GPdeLondrina 03.10.2011 - Valorização do dólar deverá afetar preços finais dos produtores até o mês de novembro, segundo presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção
As vendas do varejo de materiais de construção acumulam crescimento real, descontada a inflação medida pelo INCC, de 6% entre janeiro e setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em relação a setembro do ano passado, as vendas reais avançaram 2,5% e comparadas ao mês de agosto deste ano subiram 1,5%. A recente valorização do dólar deverá afetar os preços finais dos produtos a partir de novembro segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.
"Tudo indica que teremos um crescimento (real) superior a 6% este ano, o que para nós é extremamente positivo, sobretudo em uma época de piora nos mercados internacionais", afirmou Conz. Segundo ele, as vendas de setembro e outubro devem se caracterizar pelo movimento de antecipação, por parte dos consumidores, das compras no varejo de materiais de construção. Isso porque a recente valorização do dólar e o aumento na alíquota do Imposto de Importação de porcelanato (de 12% para 35%) vão elevar os preços finais aos consumidores, assim que os estoques no varejo forem recompostos.
"Estimamos que haja estoque (no varejo) para ofertar até o final do ano. A recomposição pelas redes pode variar de dois a quatro meses", disse. A Anamaco projeta um aumento médio de 6,5% nos preços de produtos com componentes importados, sendo que em alguns casos o reajuste poderá chegar a 8%, como em porcelanatos e metais. Entre os principais produtos vendidos no varejo de material de construção sensíveis à variação cambial estão os plásticos, usados em tubos e conexões, e as tintas, que contam com parte de matéria-prima importada.
Segundo Conz, os aumentos nos preços deverão trazer um impacto, inicialmente, para o volume das vendas. Ele ressalta, porém, que outros fatores como o crescimento da renda e os reajustes salariais programados para uma série de categorias de trabalhadores até o final do ano devem compensar os efeitos negativos dessa elevação sobre as vendas.
O executivo ressaltou que a alta dos preços deverá atingir principalmente os consumidores que estão na fase de acabamento das obras, quando se utilizam mais produtos com componentes importados. Já os clientes que começam neste momento a reforma, ampliação ou construção da residência devem sentir menos o impacto dos reajustes, porque os principais produtos empregados nessa fase da obra, como cimento e tijolo, não contam de forma relevante com insumos importados.
Categorias: Em setembro, em relação a agosto, das dez categorias de produtos pesquisadas pela Anamaco, as vendas de cimento, cerâmica, tubos de PVC e interruptores, plugues e tomadas apresentaram estabilidade. Já as demais categorias registraram aumento no faturamento: telhas e caixas de fibrocimento (+6%), argamassa (+3,6%), metais (+3,3%), tintas (+3,1%), cal (+2,4%) e aço (+1%).
Para o mês de outubro, 67% dos comerciantes consultados pela Anamaco estão otimistas em relação às vendas. Sobre 2012, o dirigente antecipou que as vendas reais devem, ao menos, repetir o crescimento porcentual deste ano, registrando um incremento de 6%. "Teremos o aumento do salário mínimo, a aceleração do Minha Casa, Minha Vida e de obras, tudo isso em um ano eleitoral."
O faturamento das lojas do varejo de materiais de construção deverá somar entre R$ 52 bilhões e 53 bilhões este ano. Do total produzido pela indústria de materiais de construção, 77% são destinados ao varejo. O restante segue para as construtoras.
Aumenta a incerteza sobre novas fábricas no Brasil
Valor 04.10.2011 - A crise econômica na Europa e Estados Unidos reforçou as incertezas sobre os prazos previstos por produtores brasileiros de celulose para o início de operação de novas fábricas. É consenso entre executivos e consultores que acompanham a indústria que haveria espaço para uma nova fábrica de fibra curta por ano, se mantido o ritmo anual de expansão de 2%. Contudo, a desaceleração dos negócios nos principais mercados para a matéria-prima e as dúvidas quanto ao ritmo de expansão da China nos próximos anos reforçam as teses mais pessimistas, de que pode haver excesso de oferta entre 2013 e 2014, justamente em um momento de desaceleração nas encomendas, o que levaria a novos adiamentos de planos.
Para Carlos Alberto Farinha e Silva, vice-presidente da Pöyry, especializada em celulose e papel, é provável que três dos quase dez projetos anunciados ou previstos para a América do Sul saiam de fato nos próximos dois anos ou três anos. É o caso da unidade da Eldorado Brasil, em Três Lagoas (MS), com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto e início de operação previsto para novembro de 2012.
No ano seguinte, ainda no primeiro trimestre, deve ser a vez da fábrica da Arauco e Stora Enso no Uruguai iniciar as atividades. Também em 2013, em novembro, a Suzano Papel e Celulose pretende iniciar a produção na fábrica do Maranhão, com capacidade de 1,5 milhão de toneladas por ano. A Fibria, por sua vez, planeja instalar sua segunda linha produtiva em 2014. "Seria desastroso se houvesse sobreoferta de celulose em um momento de desaceleração das compras nos principais mercados e na China", afirmou Silva.
De acordo com o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, a unidade do Maranhão, cujas obras já foram iniciadas, está dentro do cronograma. Em meados deste ano, a companhia havia anunciado o adiamento das operações no Piauí, com decisão de compra dos equipamentos para essa nova fábrica prevista somente para 2014.
O diretor de operações da Fibria, Francisco Valério, por sua vez, afirmou que a companhia segue com os preparativos para três projetos - o primeiro deles, em Três Lagoas (MS), pode entrar em operação em 2014. Contudo, a empresa, resultante da fusão entre Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, vai "zelar pela disciplina dos investimentos" e só tocará projetos se o momento for adequado.
Para Silva, a China terá papel decisivo nos planos das brasileiras. Entre 2008 e 2020, o consumo de celulose na Europa Ocidental e EUA recuará, respectivamente, para 16,9 milhões de toneladas e 7,6 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, os chineses comprarão 10 milhões de toneladas adicionais. "Essa é a grande fragilidade da indústria brasileira: a interdependência com o mercado asiático, especialmente o chinês", disse Silva, durante o 44º Congresso e Exposição Internacional de Celulose, promovido pela ABTCP.
Brasil é o mais promissor na região, mostra pesquisa
Folha 04.10.2011 - JP Morgan foca América Latina em entrevistas com americanos e europeus. Para a maioria dos investidores, país é o que vai oferecer melhores chances de negócios até a Copa.
O Brasil é o país mais promissor para investimentos em ações da América Latina. É o que mostra pesquisa feita pelo banco JP Morgan com 40 investidores norte-americanos e europeus que administram US$ 57,3 bilhões em papéis de empresas da região.
De cada 10 entrevistados, 7 afirmaram que o Brasil é o país que vai oferecer as melhores oportunidades de negócios até, pelo menos, 2014, ano da Copa do Mundo.
Entre os fatores citados para a preferência, estão a expansão da classe média e o peso maior do Brasil na economia mundial. A Colômbia ocupa a segunda posição na preferência dos investidores (38%) e vem seguida de Chile e México empatados no terceiro lugar (25%). Na pesquisa, era possível mais de uma resposta.
O JP Morgan perguntou ainda que países da América Latina têm as melhores práticas de relações com investidores e de governança corporativa. Nos dois casos, o Brasil apareceu em primeiro.
Segundo Ivan Peill, vice-presidente da área de relações com investidores do JP Morgan, a criação do Novo Mercado pela Bolsa levou a uma maior transparência.
No entanto, o Brasil também foi o país mais mencionado quando o banco perguntou sobre as piores práticas de governança. Investidores disseram que as empresas fora do Novo Mercado não protegem adequadamente os acionistas minoritários.
A pesquisa foi feita durante os meses de junho e julho deste ano, pouco antes da forte deterioração da crise financeira global. Segundo Peill, mesmo que tivesse sido realizada depois, os resultados seriam parecidos.
Superávit do Brasil com a Argentina cresce 80%
Valor 04.10.2011 - O superávit comercial do Brasil com a Argentina aumentou para US$ 4,5 bilhões neste ano, um aumento de 80% em relação ao saldo de US$ 2,5 bilhões em favor do Brasil registrado no mesmo período em 2010. O aumento do saldo, que incomoda o governo argentino e acende pressões protecionistas no país vizinho se deve principalmente à perda de competitividade da indústria argentina. O Brasil, mesmo desfavorecido pelo real valorizado, aumentou bem mais as vendas que as compras aos argentinos.
Entre os principais parceiros comerciais do Brasil, a Argentina foi um dos que conseguiram registraram o menor aumento de suas vendas ao país, 18% de janeiro a setembro an comparação com o mesmo período de 2010. A União Europeia, em crise, aumentou em 17% as compras do Brasil, quase o mesmo percentual da Argentina, enquanto as vendas dos EUA cresceram 28,6%, sempre na mesma comparação. Especialistas do governo já preveem, informalmente, que o superávit no comércio bilateral poderá superar US$ 6 bilhões neste ano.
O Brasil, que exporta principalmente produtos manufaturados à Argentina, aumentou em 28,4% suas vendas ao país, apesar da queda na venda do principal item de exportação, os automóveis. As exportações de carros a todos os mercados do Brasil caíram 6% de janeiro a setembro, comparadas ao resultado no mesmo período do ano passado (a queda foi de 13% em setembro, em relação a setembro de 2010).
Entre os principais produtos exportados à Argentina estão tratores e máquinas agrícolas, aviões, motores, autopeças, pneus e polímeros plásticos. A Argentina segue como o terceiro maior mercado de origem das importações brasileiras, principalmente automóveis e autopeças, nafta para petroquímica, gás, trigo, plásticos, farinha de trigo e hortigranjeiros.
"O Brasil tem interesse em importar da Argentina. Quanto maior o fluxo de comércio dos dois lados, melhor", disse a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. Ao comentar a licença prévia que o Brasil passou a exigir no dia 10 para importar doces e chocolates, a secretária argumentou que a medida foi resultado do "monitoramento e análise interna do movimento nesse setor".
Técnicos do ministérios dizem que a medida é uma represália ao represamento das vendas brasileiras desses produtos aos argentinos - ela afeta principalmente a Arcor, maior exportador argentino dessas mercadorias ao Brasil. Empresas brasileiras como a Bauducco chegaram a aumentar o percentual de componentes argentinos, como passas, em seus panetones, para buscar a boa vontade das autoridades que seguem bloqueando sem justificativa a entrada desses produtos no país vizinho.
Tatiana nega, porém, que o protecionismo argentino ameace o comércio bilateral. "O comércio entre os dois países cresce, e cresce de maneira importante", argumenta, citando o superávit crescente do Brasil com a Argentina. Ela reconhece, porém, que as barreiras ao comércio têm exigido atuação constante do governo brasileiro.
Brasileiro ignora juros ao fazer compras ou financiar
Estadão 03.10.2011 - Pesquisa da Ipsos revela que dois em cada três entrevistados não sabem o valor das taxas cobradas em parcelamentos ou empréstimos.
De cada três brasileiros, dois não fazem ideia da taxa de juros que pagam na hora de comprar um bem, de contratar um serviço ou de pegar dinheiro emprestado no banco. É o que revela pesquisa feita pela Ipsos, multinacional francesa de pesquisa, em parceria com a revista Exame: 67% dos entrevistados não sabem qual o valor das taxas cobradas. A situação representa um risco para o comprador, que pode ver sua dívida crescer mais rápido que sua capacidade de pagamento.
Na divisão por faixa etária, os jovens com idade entre 25 e 34 anos lideram a falta de informação relacionada aos juros: 68% desconhecem as taxas cobradas. Na avaliação do diretor executivo da Ipsos Public Affairs, Paulo Cidade, a pesquisa mostra dois pontos importantes.
O primeiro é a dificuldade do brasileiro em lidar com um tema mais técnico. "Grande parte da população tem dificuldade em entender a dinâmica e o cálculo das taxas de juros sobre a compra."
A segunda observação é que a cultura do crédito é relativamente recente no País. "Demora um certo tempo para a população absorver e incorporar cálculos de juros nas decisões de compra ou empréstimo", destaca Cidade.
Diante desse cenário, o valor da prestação mensal tem o maior peso na hora da compra: 42% dos entrevistados fazem compras a prazo ou empréstimo quando sabem que a prestação caberá no bolso.
O problema é que, com o desconhecimento das taxas de juros, o consumidor pode pagar duas, três vezes o valor do produto, segundo o professor de professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Mário Amigo.
Aproveitando da situação, algumas lojas destacam apenas o valor da prestação mensal e deixam a taxa de juros em números menores, o que contribui ainda mais para o consumidor "deixar de lado" essa informação na hora de comprar ou contratar financiamentos.
Pesquisa necessária: O professor observa que muitas vezes, por comodidade, o brasileiro faz o empréstimo mais fácil e não consulta outras instituições e modalidades de crédito em busca de taxas mais baixas. Ao tomar empréstimos e fazer compras com juros altos, o consumidor corre o risco de não conseguir pagar e ter o nome incluído na lista de inadimplentes. "O brasileiro precisa aprender a lidar com o crédito e ser mais disciplinado."
A auxiliar de administração Cristina Fernandes Venancio, de 35 anos, confessa que não tem o costume de analisar os juros antes das compras. "Comprei um carro zero financiado e só fui ver as taxas depois que já estava pagando. Os juros eram tão altos que acabei pagando o valor equivalente a dois carros iguais. A partir de agora, vou comparar os juros antes de fechar o negócio, para não acabar levando prejuízo. "
Comparar sempre: Já o vendedor Renato Albuquerque, de 27 anos, diz sempre analisar os juros dos produtos que costuma comprar financiados ou a prazo. "Temos financiamento da casa própria e sempre ficamos atentos às taxas de juros. Comparamos o preço à vista com o total à prazo (incluso os juros). Quando os juros são muito altos, preferimos comprar à vista."
A vendedora Edvania Feitosa, de 29 anos, também confere os juros, mesmo nas compras baratas. "Eu sempre comparo as taxas de juros e, como o preço sempre fica bem mais caro, guardo dinheiro e compro o produto à vista.
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