segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Azul.CA.10.10

Daily News


Ale define abertura de capital e amplia rede em São Paulo
Folha 10.10.2011 - Empresa está investindo R$ 115 milhões em 2011, e pensa em incrementar recursos no ano que vem.  Estratégia para crescer será concentrada nos postos bandeira branca, sem ligação com uma rede distribuidora. Quarta maior rede distribuidora do país, a Ale Combustíveis espera passar a turbulência nos mercados para abrir capital e acelerar a ampliação de sua rede no país.
A empresa mineira, com 15 anos de atuação no, planeja acrescentar à sua rede 200 novos postos por ano. A Ale tem 1.700 postos em 25 estados e o Distrito Federal - 4,5% do total do país.  "Já estamos preparados para abrir capital, apenas esperando uma possibilidade", diz o vice presidente da empresa, Cyro Souza.
A companhia pretende fortalecer sua presença especialmente em São Paulo, onde conta com 200 postos, que significam 1,5% do mercado local, participação considerada tímida por Souza.
Em Santa Catarina, por exemplo, a Ale tem 15% de toda a rede de postos. Em Minas Gerais, a distribuidora tem 10% de participação no mercado local.
Para isso, a empresa está investindo R$ 115 milhões em 2011, e avalia incrementar esses recursos no ano que vem.
Além do crescimento natural da rede, a expansão da Ale foi acelerada com a aquisição de 327 postos da espanhola Repsol no Brasil, e de outros 130 da catarinense Polipetro.
Souza comenta que existe potencial para que essa participação dobre de tamanho. A estratégia para a marca avançar será concentrada nos chamados postos bandeira branca, que não são ligados a uma rede distribuidora.
É recorrente no mercado um possível interesse de grandes distribuidoras, como a BR e o grupo Ultra, pelos postos da Ale. Mas Souza rechaça qualquer ideia de venda da rede.
"Uma empresa que investe desse jeito não tem pretensão de ser vendida", diz.

Micromed se prepara para dar um salto
Valor 10.10.2011 - Prestes a completar 20 anos de atividade, a empresa brasiliense Micromed, especializada no desenvolvimento e produção de equipamentos para teste de esforço e exames cardiológicos, prepara-se para um salto inovador: tem oito produtos novos, em fase final de teste, ou na etapa de validação por entidades científicas nacionais e internacionais. "Dois desses produtos são inovadores em termos mundiais", garante Fernando Guimarães Teixeira, diretor comercial. Trata-se de equipamentos de bioimpedância, que utilizam correntes elétricas específicas para determinar uma massa corpórea.
Um deles, denominado Bia Step, é o primeiro medidor de lactato não invasivo do mundo, segundo o fabricante. Serve para avaliar o nível de ácido lático produzido durante o treino, que vai sendo metabolizado pelo corpo do atleta, transformando-se na glicose necessária para suprir os músculos. Segundo Teixeira, como a capacidade de metabolizar a substância varia de pessoa para pessoa, se o treino de um atleta ultrapassar seu limite individual, a concentração do ácido fica elevada, resultando em dores, cãimbras e desconforto muscular.
A tarefa do treinador é encontrar o limite ideal de treino para conseguir o melhor rendimento, sem ultrapassar o nível crítico de ácido. Hoje, essa medição é feita por meio da coleta de uma amostra de sangue retirada do lóbulo da orelha ou do dedo da mão durante o exercício. Quando o novo produto da Micromed estiver no mercado, a medição será realizada com a ajuda de um eletrodo fixado na perna do desportista durante o treino. Definido o limite, o atleta ou o treinador usarão a frequência cardíaca ou a velocidade da corrida como medida. Por ser um produto inovador, o Bia Stepele depende de uma série de testes de validade científica que estão sendo feitos pela comunidade internacional. "No máximo em dois anos, o produto entrará em produção."
O pacote de projetos desenvolvidos pela Micromed, com oito produtos, exigiu investimentos de R$ 1,5 milhão. O medidor foi criado por meio de uma parceria com o Programa de Engenharia Biomédica da Coppe (Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e contou com apoio e subvenções da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Dentre os outros produtos existentes na bancada de desenvolvimento da Micromed existe uma plataforma de salto, destinada a medir a altura do salto de um atleta, uma esteira para teste de esforço físico com conexão USB e um novo aparelho para medir a composição do peso corporal. Para alguns desses produtos, a Micromed já tem perspectiva de venda inclusive no exterior.
A empresa já demonstrou ter competência para atender às exigências do mercado internacional. São poucas as companhias nacionais que já forneceram, mesmo que indiretamente, para a NASA. Segundo relata Teixeira, em 1998, uma empresa fornecedora da agência espacial americana procurou a Micromed porque não possuía tecnologia adequada para realizar testes de esforço cardiopulmonar e para medir o metabolismo dos astronautas em órbita. "Nós tínhamos o software Aerograph, utilizado em algumas missões espaciais", afirma Teixeira.
As maiores perspectivas de crescimento de vendas para os novos produtos estão no mercado interno. No entender de Teixeira, o que deve gerar impulso significativo nos negócios na área relacionada à medicina esportiva serão os jogos olímpicos. "Considerando as universidades que possuem disciplinas e necessitam ter um laboratório, podemos fornecer nossos equipamentos e aparelhos para cerca de 800 instituições", informa o empresário. Para ele, essa demanda será registrada antes, durante e após os jogos.

Avon no Brasil já supera a matriz
Valor 10.10.2011 - Miranda, presidente da Avon Brasil, investiu R$ 150 milhões em distribuição.
A operação brasileira da Avon, há 53 anos no país, conquistou em 2010 o posto de maior faturamento entre as subsidiárias do grupo em todo o mundo, superando até a matriz, nos Estados Unidos. No ano, a Avon Brasil faturou US$ 2,2 bilhões, com aumento de 22,2% em relação a 2009, segundo o balaço da Avon Products Inc.
De 2005 a 2010 a subsidiária brasileira registrou expansão acumulada de 178%. O faturamento da matriz, desde 2007, não para de cair. Ficou estagnado na faixa de US$ 2 bilhões entre 2005 e 2008 e depois encolheu para US$ 1,7 bilhão em 2010. Em termos de participação nas vendas globais do grupo, diminuiu de 26,3%, em 2005, para 16% no ano passado. Em contrapartida, a operação brasileira saltou de 9,6% para 20,1% no mesmo período.
"O Brasil tem mostrado uma tendência de crescimento econômico constante e sustentado. Estamos acompanhando cuidadosamente este movimento e as oportunidades de mercado, com o maior poder aquisitivo dos consumidores e a demanda por produtos com mais qualidade", diz Luis Felipe Miranda, presidente da Avon Brasil. Segundo ele, a empresa vem se preparando para este incremento da demanda há anos.
Miranda lembra que a empresa tem investido para "ampliar a capacidade de produção, no centro de distribuição, em melhorias na integração dos sistemas de informação e no serviço oferecido às revendedoras". Com investimentos da ordem de US$ 150 milhões, o novo centro de distribuição, em Cabreúva (SP), é o maior da Avon no mundo e deverá entrar em operação total até o fim de 2011.
A trajetória da Avon no país não é um caso isolado. O setor de higiene e beleza brasileiro tornou-se fundamental para os negócios de várias multinacionais - enquanto as economias europeia e americana mostram estagnação, a brasileira continua crescendo.
A unidade brasileira da Johnson & Johnson já é a segunda maior operação do grupo, atrás apenas dos Estados Unidos. "O Brasil ocupa um papel estratégico dentro dos mercados emergentes. Atualmente somos líderes de mercado em categorias importantes como proteção solar, cuidados femininos, enxaguatórios bucais, linha infantil e curativos", afirma Maria Eduarda Kertesz, presidente da Johnson & Johnson Consumo do Brasil.
Entre as principais estratégias da J&J para os próximos anos, a executiva aponta dois grandes investimentos em marketing: o patrocínio mundial da Copa do Mundo no Brasil em 2014 e a compra do pacote de transmissão do futebol da TV Globo em 2012. "Essas ações proporcionarão à Johnson & Johnson uma grande exposição e uma visibilidade no Brasil todo", diz Maria Eduarda.
Para responder ao crescimento da demanda no país, além dessas iniciativas, "a empresa vem se estruturando para estar mais próxima de mercados regionais, como o Norte e o Nordeste, que apresentam significativo crescimento na casa dos dois dígitos", diz a presidente da J&J.
Segundo a executiva, a companhia também reforçou seu portfólio nas marcas de beleza e fez grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, com as marcas RoC e Neutrogena. "Outro destaque é a parceria, desde junho deste ano, com marca grega de cosméticos Korres, que nos ajudará a atender a demanda brasileira", diz Maria Eduarda.
Presente no país desde 1996, a subsidiária da brasileira da Kimberly-Clark, dos Estados Unidos, também exibe números bem acima da média global. O seu faturamento aumentou 9% no ano passado e a previsão é crescer ainda mais neste ano: 13%, atingindo R$ 2,7 bilhões. O faturamento mundial da empresa subiu apenas 3% em 2010.
Para continuar avançando, a Kimberly-Clark está investindo pesado. "Estamos aplicando R$ 100 milhões na expansão da fábrica e no novo maquinário para aumentar a produção de absorventes da marca Intimus", afirma Marco Antonio Iszlaji, diretor de assuntos corporativos da companhia.
Em outra frente, "a empresa pretende investir US$ 250 milhões até 2013 na construção de uma nova fábrica no Nordeste, que produzirá todas as linhas da empresa e abastecerá também a região Norte", aponta o executivo. O projeto comporta ainda dois novos centros de distribuição (CD), no Norte ou Nordeste do País. "Assim, poderá conquistar novos consumidores das classes C e D, uma vez que grande parte deles vive nessas regiões", diz Iszlaji.
Além de comemorar a marca histórica de 100 anos de atividades em 2011, a empresa alemã BDF Nivea também festeja os resultados alcançados no Brasil. Depois de dobrar o tamanho da operação no País entre 2006 e 2010, sob a gestão do presidente Nicolas Fischer, a subsidiária pretende repetir essa façanha nos próximos cinco anos. Para isso, terá de ampliar suas vendas, em média, 15% ao ano de 2011 a 2015 - o mesmo índice médio verificado de 2006 a 2010, diz Fischer.
Nos últimos anos, o Brasil vem se configurando como um dos principais mercados para o grupo alemão Beiersdorf. "Desde 2006 nossa expansão tem sido de dois dígitos. Em 2009 conquistamos o maior crescimento entre as principais operações do grupo e em 2010 nossos resultados posicionaram-se entre os mais expressivos", afirma Fischer. Da 11ª posição em 2005, a subsidirária Nivea Brasil migrou em 2010 para o pelotão das cinco maiores, figurando atualmente entre as quatro maiores operações do grupo.
Em nível mundial, o grupo Beiersdorf está implementando uma nova plataforma de negócios, intitulada "Focus on skin care. Closer to markets" (algo como Foco nos cuidados com a pele. Mais perto dos mercados), que abarca o período de 2011 a 2015. A estratégia objetiva reforçar a participação da marca em mercados com alto potencial de consumo, batizados de "países emergentes", no qual o Brasil é um dos destaques.
A francesa L'Occitane também aposta no Brasil. Não por menos, a companhia "vem crescendo cerca de 35% ao ano no país nos últimos três anos e ocupa atualmente a quinta posição no ranking mundial", afirma Anna Chaia, presidente da subsidiária brasileira.
"O Brasil é prioridade para a companhia. Estamos abrindo cerca de 20 lojas por ano. Em 2009 iniciamos a plataforma de e-commerce e hoje atendemos todo o território nacional. Estamos também presentes em farmácias e acabamos de reformar o SPA L'Occitane da [rua] Bela Cintra, em São Paulo", informa a executiva.
Em 2009, a operação brasileira se tornou subsidiária da marca. Já em 2010, com a oferta pública de ações em Hong Kong, 65% do valor captado foi direcionado para China, Brasil, Rússia, Índia e México. "Queremos chegar a 130 lojas em três anos (atualmente são 70). Em 2011, pretendemos terminar com 90 lojas", diz Anna Chaia.

Distribuidoras têm mais serviços para agilizar entregas
Valor 10.10.2011 - André Kina: "Adotamos metas e premiamos os funcionários inovadores com promoções e participação nos lucros".
Empresas estão criando serviços inovadores para acelerar a distribuição de mercadorias e a interação com clientes. Na 4Bio, de venda de medicamentos especiais, um chip de controle de temperatura acompanha remédios refrigerados de alto custo. A PC Sistemas, de softwares de gestão, investiu R$ 2,4 milhões em um laboratório em Goiânia (GO) para realizar testes com tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês).
"No Brasil, o tema inovação ficou ligado à pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, o que foi um erro", diz Leonardo Marchi, sócio da consultoria Praxis Education. "Existem várias possibilidades de inovação em canais de venda ou na geração de valor para as empresas."
Na 4Bio, até 3% do faturamento vão para estudos na área de inovação. "Desde o início, em função de concorrência, precisamos inovar para crescer", diz o sócio-fundador André Kina, que abandonou uma multinacional para abrir o negócio, em 2004. Entre as inovações na área de logística estão o uso de um chip de controle de temperatura que acompanha remédios refrigerados e a venda de medicamentos por meio de smartphones e tablets. A maioria dos produtos entregues pela empresa é de alto valor e baseados em biotecnologia.
"Adotamos metas e premiamos os funcionários mais inovadores por meio de promoções, aumentos salariais e participação nos lucros", explica Kina. "Isso gera uma busca constante de inovação dentro da organização." Com 50 funcionários, a empresa faturou R$ 32,7 milhões em 2010 e a expectativa é alcançar R$ 43 milhões este ano. "Atrelar a parte financeira do quadro à inovação da empresa foi a chave para conseguirmos implementar uma cultura interna inovadora."
Antes de colocar as novas ideias na rua, Kina ouve clientes e fornecedores para medir o impacto dos projetos. Sem parceiros em centros de pesquisa ou ajuda de financiamentos externos, o empresário conta com quatro desenvolvedoras de software, uma da Bulgária e três brasileiras. De olho na expansão do mercado brasileiro, vai lançar uma plataforma móvel para a loja virtual, avaliada em R$ 150 mil. "O objetivo é que o consumidor compre medicamentos pelo celular ou tablets", afirma. Será possível escanear receitas médicas, enviá-las e fazer cotação de preços via mensagens de texto (SMS) ou e-mail. As entregas pela internet, em operação há quatro meses, já representam 20% do total das vendas. A 4Bio pretende crescer 30% ao ano, nos próximos três anos.
Para André Ribeiro Coutinho, professor de business design da Business School São Paulo (BSP), as empresas podem garantir um ritmo constante de produção, serviços e processos inovadores oferecendo mais incentivos às equipes. "É preciso transformar essa prática em uma ação contínua, amparada por ambientes de interação abertos a funcionários, clientes, fornecedores e parceiros", afirma. "Com isso, será possível a criação conjunta de ideias."
A PC Sistemas investiu R$ 2,4 milhões em um laboratório de 230 m2 na matriz, em Goiânia (GO), para estudar novas tecnologias antes que fossem implementadas em clientes. O objetivo é oferecer ao setor de distribuição uma infraestrutura capaz de desenvolver projetos que atendam desde o recebimento de produtos em centros de distribuição até a saída da mercadoria para o consumidor final. Um dos principais alvos do núcleo será o estudo de aplicações com RFID.
De acordo com Alexandre Santos, country managing director da GFT Brasil, de soluções de TI para a área financeira, as empresas precisam cultivar o conceito de inovação colaborativa, que integra redes de clientes e fornecedores. "As organizações têm dificuldade em adotar processos inovadores porque seus modelos de negócios são orientados a resultados de curto prazo, com medidas de desempenho mensais e trimestrais", diz. "A companhia inteira volta-se para atividades do dia a dia e não há tempo para pensar em iniciativas que criem vantagem competitiva."
A GFT acaba de lançar um concurso de inovação global que vai destacar avanços tecnológicos em soluções de internet móvel. O vencedor receberá um prêmio em dinheiro, de € 25 mil, e dois anos de treinamento com gestores para desenvolver o seu negócio.
"As empresas inovadoras devem investigar o comportamento de compra dos clientes, observar como a tecnologia pode facilitar procedimentos e não ter medo de experimentar novas formas de interagir com os compradores", diz Marchi, da Praxis.

Começa a decolar a integração de TAM e Lan
Folha 10.10.2011 - Maurício Rolim Amaro, da família controladora da TAM, será o presidente do conselho de administração da Latam, formada pela companhia de aviação brasileira e a chilena Lan.
A irmã, Maria Claudia Amaro, fica presidente do Conselho da TAM, Enrique Cueto, CEO da Lan, será o CEO da nova companhia, enquanto Ignacio Cueto, mantém-se presidente e responsável pela área operacional da Lan.
Os quatro irmãos estiveram reunidos em SP, na quinta-feira passada, quando reafirmaram compromissos para a união e retomaram passos para a integração de TAM e Lan.
"Estamos satisfeitos com a aprovação do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) do Chile, mas conjuntamente contestamos na Suprema Corte uma restrição", diz Maurício Rolim Amaro.
"A maioria das medidas afeta a operação no Chile e em nada a TAM. A Lan contesta todas."
Entre as 11 condições impostas está a renúncia de quatro frequências da LAN para Lima (Peru) e de alguns direitos de pouso e decolagem.
"Nossa queixa conjunta é específica quanto à necessidade de a Latam submeter ao tribunal o compartilhamento de voos com empresas que não sejam da mesma aliança", diz.
As empresas sabiam que teriam de optar por uma associação: a Star Alliance, chefiada pela Lufthansa e pela United, à qual a TAM está ligada, ou a One World, liderada por British Airways, Iberia e American Airlines, e que tem a Lan entre seus associados. Mas, diz Amaro, ainda não se decidiram.
"Não consideramos o tribunal um órgão operacional com condição de agir com rapidez. A Fiscalía chilena [autoridade antitruste], sim, tem experiência e capacidade de decisão."
O TDLC aprovou a fusão em 21 de setembro deste ano. A criação da Latam, anunciada em 13 de agosto de 2010, começou um mês depois. Foi, porém, interrompida em janeiro, quando o órgão de defesa do consumidor pediu ao TDLC uma análise do impacto da Latam.
"Esperamos que a Suprema Corte se pronuncie até janeiro e fazer a oferta pública em março." Nessa ocasião, a TAM, que é listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e de Nova York, fechará seu capital.
Sinergias: TAM e LAN calculam em US$ 400 milhões as sinergias com a união, sem contar ganhos com o Programa Multiplus, de milhagens, diz Amaro. As medidas mitigatórias impostas representarão perda de US$ 10 milhões, segundo a companhia.
A sede da Latam será no Chile, de acordo com Amaro.  Serão criados comitês para compartilhar a gestão. Os principais serão o operacional e o de carga, com gestão compartilhada com representantes das duas empresas.
No Brasil, a fusão teve parecer favorável da Secretaria de Acompanhamento Econômico e aguarda avaliação do Cade. "Estamos confiantes na aprovação do Cade ainda neste ano."
As sinergias são muito grandes, com pouca sobreposição, acrescenta ele.  A Lan voa mais para costa oeste dos EUA e Ásia, e a TAM, mais para Europa e costa leste dos EUA. "Detectamos oportunidades em 19 novas rotas."  As duas companhias continuarão com operações independentes. Pintar o novo nome nos aviões custa caro, afirma o empresário.  "União total, só no longo prazo."

Tesc aplica R$ 11 mi em São Francisco
Valor 10.10.2011 - O Terminal Santa Catarina (Tesc), arrendatário de um berço no porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense, investiu R$ 11 milhões para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres. O valor foi aplicado na compra de um novo guindaste portuário móvel MHC (Mobile Harbour Crane) que está previsto para chegar ao terminal em novembro.
Segundo José Eduardo Bechara, diretor do Tesc, o equipamento será o sexto a entrar em operação e vai ampliar a capacidade de movimentação em 20%. No primeiro semestre deste ano, o terminal movimentou 88.026 TEUS (contêiner equivalente a 20 pés), crescimento de 11% em relação a 2010. A perspectiva é fechar o ano com faturamento próximo a R$ 100 milhões.
O novo guindaste tem capacidade para operar em embarcações com até 48 metros de largura e é uma antecipação do Tesc ao fim das obras de dragagem do porto de São Francisco do Sul, previstas para a primeira quinzena de dezembro. O canal de acesso ao porto tinha 12 metros de profundidade, a bacia de manobra e atracação de 8 a 12 metros. Ao final da dragagem passarão a ter 14 metros de profundidade em toda a extensão. Foram investidos R$ 105 milhões em recursos do Programa Nacional de Dragagem (PND), assegurado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Já estão operando também dois novos Meclift, equipamentos com capacidade para movimentar 16 toneladas de carga e que entram completamente em um contêiner. Segundo Bechara, a máquina é fundamental para auxiliar na operação de cargas siderúrgicas.
O Tesc também recebeu investimentos para ampliação do pátio de armazenamento, que terá 20 mil m2 a mais ao final da obra, prevista para o fim deste ano e começo de 2012. Segundo Bechara, o Tesc está investindo na construção de uma câmara para inspeção sanitária climatizada para cargas refrigeradas. A previsão é que as obras fiquem prontas na primeira quinzena dezembro.
Este semestre começou a oferecido transporte de contêiner através da malha ferroviária, resultado de uma parceria com a Brado Logística.

Huawei fará peças no País e investe R$ 600 milhões
DCI 10.10.2011 - Presente no mercado brasileiro há 11 anos, a fabricante chinesa de aparelhos celulares Huawei aposta no mercado brasileiro como foco de crescimento até o final de 2012. Para tanto, a empresa anunciou investimento de R$ 600 milhões na fabricação de peças no Brasil.
O aporte anunciado pelo grupo será aplicado no País nos próximos cinco anos e voltado para a sua linha de celulares inteligentes e tablets (computadores em formato de prancheta). A estratégia da Huawei, por enquanto, é pioneira e não será adotada pelas concorrentes, e também chinesas, ZTE e HTC.
Para o presidente da fabricante chinesa Huawei, Li Ke, o grupo não descarta a possibilidade de aquisição de outras fabricantes para emplacar no mercado nacional. "Queremos produzir e comercializar tablets até o início do ano que vem", afirmou Li Ke.
A meta da empresa para o ano de 2011, de acordo com o executivo, é de vender 4 mil unidades, entre tablets e celulares, no País. Até o momento o número de vendas está na casa de 3.200 unidades.

General Shopping conversa com BTG e Simon Property
Valor 10.10.2011 - A General Shopping está à procura de um investidor estratégico para seu negócio. Segundo pessoas com conhecimento das negociações, entre aqueles que já manifestaram interesse estão a Simon Property, investidor imobiliário nos Estados Unidos, e o BTG Pactual, por meio de sua área de "private equity", fundos de investimento em participações. Procurados, General Shopping, BTG e Simon Property não concederam entrevista.
A General Shopping é controlada pela família Veronezi, que detém 59,41% da empresa por meio da Golf Participações.
Em agosto, a companhia vendeu 44% do Shopping Sulacap, que deverá ser inaugurado até 2014 no Rio, ao fundo imobiliário RB Capital General Shopping Sulacap por R$ 107,8 milhões. Esse projeto representa 14% da área bruta locável (ABL) da General, que vale cerca de R$ 519 milhões na bolsa de valores.
Desde a abertura de capital, em julho de 2007, a ação da empresa acumula queda de 26,57%.
A concretização da operação do fundo imobiliário fez crescer a percepção de muitos no mercado de que a ação da companhia está avaliada na bolsa a um preço inferior ao que realmente vale.
Por isso, a empresa foi alvo neste ano de rumores de que seria vendida.
No entanto, a família Veronezi deseja continuar no negócio, porque não deixaria a operação por um valor que também considera pequeno.
A companhia, dona do Shopping Internacional, em Guarulhos (SP), está com um plano grandioso de expansão: pretende dobrar sua área bruta locada nos próximos três anos.
A avaliação do mercado é que a gestão familiar da General é competente, porém a companhia precisa ter mais recursos disponíveis para seus planos.
Diante do preço descontado, a General fica sem a opção de captar recursos na bolsa, com emissão de ações.
Se conquistasse um sócio estratégico, poderia ser também mais bem avaliada aos olhos dos investidores, que reavaliariam as perspectivas para a empresa de participações em shoppings.
A valorização de suas ações, por consequência, incrementaria sua capacidade de negociar daqui para a frente - e a bolsa voltaria à mesa de opções.
Para os projetos já lançados, como um novo shopping em Guarulhos, anunciado em agosto, a companhia já possui recursos necessários.
No entanto, muitos outros ainda estão na gaveta e poderiam contar com o auxílio financeiro, de um novo parceiro.
A General Shopping é identificada pelos investidores com um diferencial de estar trabalhando com um novo conceito no Brasil. A empresa lança shoppings menores, se espalha pelos pequenos municípios, em oposição ao conceito de megaempreendimentos desenvolvidos por outras concorrentes na bolsa.
Possui hoje 13 shopping centers em operação, nos quais detém uma participação proporcional média de 85,6%. A empresa fechou o primeiro semestre com lucro de R$ 15 milhões.

Escritórios vão para a Nova Faria Lima
Valor 10.10.2011 - Abud: "Estava claro que a expansão da Faria Lima ia continuar naquele trecho entre Juscelino e Helio Pellegrino. Fomos os primeiros a comprar terreno ali"..
A escassez de áreas disponíveis de escritórios comerciais de alto padrão na Faria Lima, entre as avenidas Cidade Jardim e Juscelino Kubitschek, endereço nobre da zona sul de São Paulo, estimula investimentos no último trecho a ser explorado na avenida mais cobiçada por instituições financeiras para instalar ou expandir suas sedes. Ou seja, o endereço limitado pelas avenidas Juscelino e Helio Pellegrino.
UBS, Barclays e BicBanco se mudarão, nos próximos meses, para o edifício Faria Lima 4440, de padrão triple A. Trata-se do primeiro prédio pronto da leva de sete projetos corporativos desenvolvidos na Nova Faria Lima, com entrega prevista para até o fim de 2014.
A Faria Lima tem o metro quadrado de edifícios corporativos mais caro e a menor taxa de vacância do mercado paulistano. Em setembro, a vacância da região da Faria Lima em edifícios com ar-condicionado central e lajes acima de 250 metros quadrados úteis era de 2,6%, abaixo da média da capital paulista, de 3,1%, conforme levantamento da CB Richard Ellis (CBRE). Segundo a empresa, que foi responsável pela locação do Faria Lima 4440, nos prédios prontos triple A, com qualidade similar à do empreendimento, a parcela era de 0,5%.
Nos cálculos da Jones Lang LaSalle, a taxa de vacância do trecho da Faria Lima entre a avenida Cidade Jardim e a Helio Pellegrino era de 2,5% no terceiro trimestre, muito abaixo dos 14,57% do intervalo equivalente de 2010 e dos 7,7% da média da capital para edifícios de alto e altíssimo padrão. Os valores médios de locação nesses quarteirões situaram-se em R$ 138 - 13%, acima dos R$ 122 do terceiro trimestre de 2010.
"O estoque ficou inalterado nesse período. Com a demanda aquecida, os valores foram pressionados", diz o diretor de locação da Jones Lang, André Costa. O preço médio do metro quadrado de alto padrão ficou em R$ 127 e de altíssimo padrão, em R$ 142.
Para o Faria Lima 4440, os preços fechados de locação foram superiores a R$ 150 por metro quadrado. Isso resulta em valor total do aluguel mensal dos 15 andares do prédio em torno de R$ 3,5 milhões, conforme o sócio-diretor do fundo VBI, Rodrigo Abud. O fundo de private equity com investimentos no setor imobiliário VBI, que possui 92% do projeto, desenvolveu o Faria Lima 4440 em parceria com as empresas do setor de construção SDI Empreendimentos e Bueno Netto, que possuem 4% cada. A Gafisa construiu o prédio, mas não participou da incorporação.
Em 2006 e 2007, os sócios do Faria Lima 4440 desembolsaram cerca de R$ 50 milhões na compra das 17 propriedades que compuseram o terreno. A maior parte foi composta pela área onde funcionava a academia Projeto Acqua. "Para nós, estava claro que a expansão da Faria Lima ia continuar naquele trecho. Fomos os primeiros a comprar terreno ali", conta Abud. Na época, a avaliação era que o valor do aluguel do metro quadrado na Nova Faria Lima seria menor do que o da área mais consolidada da avenida, o que não ocorreu. Segundo o diretor de locação da CBRE, Adriano Sartori, independente de a localização do edifício ser antes ou depois da Juscelino, "o endereço Faria Lima prevalece".
Além da pressão sobre os valores de locação, o cenário de aperto entre oferta e demanda se reflete em pré-locações cada vez mais cedo. "As pré-locações eram fechadas, em média, de três a seis meses antes do habite-se, mas o prazo médio passou a ser de seis a 12 meses", compara Sartori. Dos 230 mil metros quadrados de edifícios de alto padrão na região das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek com entrega até o fim de 2012, 40% já estão locados, nas estimativas da CBRE.
O Faria Lima 4440 foi totalmente pré-locado um ano antes da entrega, informou o diretor da Bueno Netto, Carlos Alberto Bueno Netto. O BicBanco ocupará dez mil metros quadrados e UBS e Barclays ficarão em área de seis mil metros quadrados cada um. A demanda foi duas vezes superior à área ofertada. Foram recebidas também propostas de multinacionais e de uma firma de consultoria.

Inepar convoca assembleia para definir novo comitê de avaliação
Valor 10.10.2011 - A Inepar Energia convocou para o dia 24 uma assembleia para a formação de um novo comitê independente para avaliar sua incorporação pela controladora, a fabricante de máquinas e equipamentos Inepar Indústria e Construções.
A assembleia que deliberaria sobre a incorporação, marcada para o dia 5, foi cancelada no começo da semana passada por conta de um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em relação à independência da equipe que estabeleceu as relações de troca da operação.
Os três membros que formavam o comitê de avaliação eram ligados à controladora: Dionísio Leles, diretor de relações com investidores tanto da Inepar quanto da subsidiária de energia, César Gogler, conselheiro fiscal da Inepar, e José Bussolari, conselheiro independente também da controladora.
Essa configuração contraria o Parecer de Orientação nº 35 da CVM, que rege os deveres dos administradores nos casos de incorporação de companhias subsidiárias por parte das controladoras.
Nesses casos, para garantir que os interesses das controladas sejam preservados, a sugestão da autarquia é a abstenção do voto do controlador na assembleia da incorporação ou a formação de um comitê para negociar condições justas para a incorporada.
Agora, para atender às solicitações da CVM, serão formados dois comitês. A controladora manterá a formação inicial, com Leles, Gogler e Bussolari. E a subsidiária formará um comitê composto por não administradores, mas, para isso, precisa alterar seu estatuto social, o que será decidido pela assembleia do dia 24.
Na proposta inicial, a relação de troca, estabelecida com base no valor patrimonial, foi de 27 ações da Inepar Energia para cada ação da Inepar.
A avaliação implica um preço de R$ 4,7 para ambos os papéis da Inepar. Na sexta-feira, as ações ordinárias (com direito a voto) foram cotadas a R$ 2,61 e as preferenciais (sem direito a voto), a R$ 2,54. Já os papéis da Inepar Energia encerraram o pregão a R$ 0,22 e R$ 0,14, respectivamente.
A incorporação tem como objetivo levar adiante a venda da participação de 16% que a subsidiária de energia detém nas Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat), seu último ativo operacional, avaliado em R$ 203 milhões. Esse valor seria utilizado para quitar parte de uma dívida de R$ 600 milhões com o BNDES.
A Inepar detém 53% do capital da subsidiária de energia, seguida pela BNDESPar, com 14,6%. Outros 32,5% estão nas mãos de minoritários.

Impulsionado por inadimplência, spread bancário atinge maior nível em dois anos
Agência Brasil 10.10.2011 - Em agosto, segundo os dados mais recentes divulgados pelo BC, o spread atingiu 27,8% ao ano.
A queda da taxa Selic, que indica os juros básicos da economia, não está se refletindo em juros menores para os tomadores finais de empréstimos e financiamentos. Esse movimento contraditório está sendo impulsionado pelo spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as que cobram do cliente final) que está no nível mais alto em dois anos, de acordo com o Banco Central (BC).
Em agosto, segundo os dados mais recentes divulgados pelo BC, o spread atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde maio de 2009. Se for considerado apenas o crédito para as pessoas físicas, a diferença entre os juros de captação e aplicação correspondeu a 34,4% ao ano, maior nível desde julho de 2009. Em relação aos empréstimos para as empresas, o spread bateu recorde e alcançou 19% ao ano.
A diferença pode ser observada quando se compara a evolução das taxas usadas na captação, quando as instituições financeira pegam dinheiro emprestado dos correntistas e oferecem juros em aplicações como poupança e CDB, e nos juros cobrados na concessão de crédito. A taxa média de captação caiu de 12,3% ao ano em julho para 11,9% em agosto.
Esse movimento foi influenciado pelo corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic para 12% ao ano decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no fim de agosto. Os juros médios pagos pelos tomadores de empréstimos e financiamento, no entanto, não tiveram a mesma trajetória. A taxa média de aplicação, como o BC chama os juros dos clientes finais, permaneceu em 39,7% ao ano em agosto.
De acordo com o professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) Fabio Gallo, a alta do spread bancário é explicada pelo aumento da inadimplência, que em agosto atingiu o maior nível desde maio de 2010 para as pessoas físicas e o maior nível desde outubro de 2009 para as empresas. “A inadimplência atinge fortemente o spread bancário. Sempre é assim, os bancos cobram de todos o que alguns clientes não pagam”, diz.
As medidas de contenção do crédito tomadas pelo Banco Central no fim do ano passado, segundo o professor, influenciaram o aumento do spread no início do ano. Ele, no entanto, diz que essas ações atualmente têm pouco peso na diferença das taxas usadas na captação e nos empréstimos. “As medidas macroprudenciais já estão refletidas na taxa”, explica.
Na avaliação do especialista, o aumento da inadimplência é consequência da expansão do crédito experimentada nos últimos anos, acompanhada da falta de planejamento financeiro dos tomadores. “Os brasileiros, principalmente a nova classe C, se endividaram demais para consumir e não conseguem arcar com os financiamentos”, declara. O principal erro apontado pelo professor consiste em calcular a prestação com base nos anúncios das lojas, desconsiderando despesas extras como impostos, seguro e emplacamento de veículos.
O economista afirma que o cadastro positivo, que relaciona os bons pagadores e está em vigor desde junho, deve frear o spread bancário. No entanto, ele diz que os efeitos levarão pelo menos um ano para serem sentidos. “É uma questão cultural. O cadastro positivo só se consolidará à medida que as pessoas e empresas aderirem [a ele].”

Pesquisas apontam reeleição da presidente Cristina Kirchner
Exame 09.10.2011 - Apoio a Kirchner está agora em 53,2%, o que a coloca mais de 40 pontos à frente do rival mais próximo. Cristina Kirchner: presidente da Argentina deve ser reeleita, diz pesquisa.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, possui ampla liderança sobre seus oponentes a duas semanas das eleições presidenciais e deve ser reeleita com mais de 50 por cento dos votos, mostraram duas pesquisas neste domingo.
O apoio a Kirchner está agora em 53,2 por cento, segundo a mais recente pesquisa mensal da empresa local de sondagem Management & Fit. Isso a coloca mais de 40 pontos à frente do rival mais próximo, o governador socialista da província de Santa Fé Hermes Binner.
Já na pesquisa Poliarquia, feita para o jornal La Nación, ela tem apoio de 49,3 por cento, mas uma votação projetada entre 52 por cento e 55 por cento considerando os eleitores ainda indecisos.
A presidente de centro-direita recebeu pouco mais de 50 por cento dos votos nas primárias de agosto, o que foi visto como um ensaio para a eleição de 23 de outubro porque todos os partidos já haviam escolhido seus candidatos e os eleitores poderiam escolher entre eles.
Binner tem um apoio de 12,4 por cento, acima dos 11,6 por cento do mês passado, e consolida sua posição como rival mais próximo de Kirchner, mostrou a pesquisa da Management & Fit.
A pesquisa Poliarquia também colocou Binner em segundo lugar com apoio de 13,6 por cento e votação projetada entre 14 por cento e 16 por cento.
Em terceiro lugar nas duas pesquisas apareceu o deputado social-democrata Ricardo Alfonsín, que tinha apoio de 7,8 por cento e 9,5 por cento nas sondagens.
A pesquisa Management & Fit mostrou o governador da província de San Luís, Alberto Rodríguez Saa, em quarto, com 7,4 por cento, enquanto a sondagem Poliarquia apontou apoio a ele de 8,2 por cento. Rodríguez Saa é um membro dissidente do Partido Peronista de Kirchner.
Cristina Kirchner, que escolheu o ministro da Economia, Amado Boudou, como seu candidato a vice, prometeu continuar com as políticas atuais, que incluem forte intervenção do Estado na economia, pesados subsídios aos transportes e energia e protecionismo comercial.
Ela tem aprovação de mais de 60 por cento graças ao expressivo crescimento econômico, ao fracasso da oposição de apresentar um desafio convincente e à simpatia do público depois da morte, há um ano, do marido dela e predecessor na presidência, Néstor Kirchner.
De acordo com a lei eleitoral argentina, os candidatos garantem vitória em primeiro turno se obtiverem mais de 45 por cento dos votos.
A pesquisa Management & Fit foi realizada entre primeiro e 5 de outubro com 2.031 pessoas, e possui margem de erro de mais ou menos 3,1 pontos percentuais; 10,2 por cento dos consultados afirmaram não saber ou não responderam. A pesquisa Poliarquia tinha margem de erro de 2,7 pontos e consultou 1.400 pessoas.

Oportunidades de negócios no Brasil atraem investidores estrangeiros
Agência Brasil 09.10.2011 - As oportunidades de negócios no Brasil, geradas pela exploração do pré-sal e pela realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, estão na mira dos investidores estrangeiros. Prova do interesse internacional é o crescente aumento do anúncio de investimentos no país por capitais do exterior. No acumulado de janeiro a junho, as aplicações estrangeiras representam 67,77% do total investido no Brasil. Durante todo o ano passado, a participação somou 34,1%.
Dados da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que as aplicações internacionais somaram US$ 112,24 bilhões. Em 2010, em 12 meses, os aportes para novos empreendimentos foram US$ 91,68 bilhões. Além das grandes obras futuras, o coordenador-geral da Renai, Eduardo Celino, destaca a confiança das empresas estrangeiras nas conquistas econômicas do Brasil no cenário mundial.
“O Brasil tem feito esforço de se evidenciar no exterior, o próprio processo de consolidação da estabilidade econômica favoreceu bastante o processo. Aliás, a base desse fluxo verificado hoje é o processo de estabilidade econômica que dá grau maior de confiança aos investidores e isso reflete diretamente nas decisões de investimentos”, acrescenta Celino.
O coordenador também ressalta a retração das companhias, provocada pelo momento de instabilidade econômica mundial. “Verificamos que diversas empresas estão sofrendo processos de retração das operações nos mercados externos, em virtude da queda da atividade econômica nos países desenvolvidos. Por isso, empresas estão buscando mercados mais dinâmicos. O Brasil é um dos expoentes dentro dos mercados emergentes”, diz.
Em relação à origem de capital exclusivamente estrangeiro, a maior parte dos recursos internacionais previstos no primeiro semestre deste ano é do Reino Unido, com US$ 32 bilhões desse total. O volume equivale a 19,34% da participação. Na sequência, aparecem a Espanha, com aporte de US$ 16,6 bilhões (10,04%), Taiwan, com US$ 12 bilhões (7,26%), os Estados Unidos, com US$ 9,5 bilhões (5,77%), e a China, com US$ 4 bilhões (2,44%).
A empresa inglesa BG Group, da área de petróleo e gás, aparece como maior investidora do país em 2011, com aporte de US$ 30 bilhões. Na segunda posição aparece a Telefônica, da Espanha, com participação de US$ 14,6 bilhões. A Foxconn, de Taiwan, da área de eletrônicos, tem recursos previstos de US$ 12 bilhões.
Para o coordenador-geral da Renai, são fundamentais o acompanhamento e o investimento do governo federal para que os números continuem crescentes e fortaleçam a economia brasileira. “A gente não deve se acomodar, achando que o Brasil já está atraindo capital suficiente. Temos muitos desafios em termos de desenvolvimento econômico e quanto mais implementarmos essas medidas, haverá reflexo direto no investimento e, consequentemente, no desenvolvimento do país.

Empresas falidas ainda sobrevivem
Valor 10.10.2011 - Administrador da Pires, Asdrubal Montenegro Neto: faturamento mensal de R$ 600 mil com manutenção de contratos.
O grupo Pires, especializado em limpeza geral e equipamentos de segurança, paga pontualmente seus tributos e os salários de seus 160 empregados. Possui conta bancária, emite nota fiscal como qualquer outra companhia e fatura cerca de R$ 600 mil por mês. O empreendimento em nada se diferenciaria de outros que estão no mercado não fosse o fato de estar falido desde 2008. Com 70 anos de atividade e uma dívida superior a R$ 84 milhões, o grupo - que teve cinco companhias - entrou em recuperação judicial e quebrou logo depois.
A "sobrevivência" da Pires três anos após a falência é incomum no mercado, mas não é única. Administradores judiciais de empresas em processo falimentar, incentivados pela Lei de Falências e Recuperação Judicial, têm buscado alternativas para evitar que o patrimônio das companhias seja deteriorado e perca valor de mercado. Por isso, não é raro hoje empresas falidas continuarem a funcionar, seja pelo arrendamento por terceiros de infraestrutura e marca, ou por outra iniciativa do administrador judicial.
Um outro caso que exemplifica a situação é do Hospital Nossa Senhora da Penha, que faliu em 2009. Apesar da insolvência e da dívida de aproximadamente R$ 50 milhões, o imóvel onde está localizado o hospital, na zona leste de São Paulo, foi arrendado pela Beneficência Portuguesa por um período de dez anos, por R$ 12 milhões. Segundo a administradora judicial da massa falida, Adriana Lucena, o contrato foi assinado no início de setembro e em dezembro o hospital deve ser reinaugurado. "O arrendamento vai melhorar o patrimônio da massa falida. O imóvel vai ser preservado e melhorado pelo arrendatário", diz.
De acordo com a administradora, o hospital chegou a ser arrendado por outro grupo na época em que estava em recuperação judicial, mas por alguns problemas inesperados a operação não deu certo e a falência foi decretada. "Quando ocorreu a falência, ainda estavam internados no hospital cerca de 60 pacientes. Não era possível simplesmente mandá-los embora", afirma. Após a quebra, o hospital continuou com o mesmo grupo, mas o contrato de arrendamento foi encerrado em agosto. Felizmente, segundo Adriana, logo após o episódio ela foi procurada pela Beneficência Portuguesa , que apresentou uma nova proposta.
O promotor de Justiça que atuou no processo, Eronides Aparecido Rodrigues dos Santos, afirma que todos ganharam com essa solução, pois a ninguém interessaria o fechamento de um hospital. "Serão gerados cerca de mil empregos, os bens da massa falida serão preservados, fora o fato de a população continuar a ser atendida", diz.
Um outro caso de arrendamento que está permitindo a preservação do parque fabril de uma empresa falida é o do Laticínios Letícia. A falência da empresa ocorreu em janeiro de 2007. Uma das providências do advogado Júlio Mandel, logo que assumiu a administração da massa falida, foi procurar empresas no mercado interessadas em arrendar a planta da companhia em Araxá, Minas Gerais. Segundo ele, a massa falida não teria condições de assegurar a conservação necessária dos equipamentos e a segurança da fábrica. Por isso, a melhor solução, até a venda do bem, seria encontrar alguma companhia disposta a arrendar o espaço. Dentre os interessados, a Laticínios Jussara foi quem apresentou a melhor proposta e cumpriu as exigências do edital. O contrato foi fechado em 2009 pelo período de dois anos, prorrogável por mais 12 meses.
No caso da Pires, o administrador judicial Asdrubal Montenegro Neto afirma que o intuito em manter a Pires Importação e Exportação de Equipamentos e a Pires Infraestrutura em funcionamento nunca foi o de arrecadar para pagar o passivo da massa falida, de aproximadamente R$ 84,8 milhões. Mas dar continuidade aos contratos de prestação de serviços vigentes na época da falência, manter um departamento pessoal para atender os ex-empregados e conservar "impecáveis" os imóveis - que têm sido vendidos desde a quebra.
Seis imóveis da massa falida já foram vendidos e R$ 30 milhões arrecadados. Falta o imóvel onde funcionava a sede do grupo, em Santana, bairro de São Paulo.
De acordo com Asdrubal, a legislação anterior à Lei nº 11.101, de 2005 - nova Lei de Falências -, não fazia qualquer referência à continuidade dos negócios, mas também não vetava. "No entanto, a cultura era outra e essas possibilidades eram pouco usadas. Hoje é mais fácil ", afirma.
Juiz por quatro anos da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial da Justiça de São Paulo, Alexandre Lazzarini, atualmente no Tribunal de Justiça paulista (TJ-SP), afirma que iniciativas como a da Pires sempre tiveram o seu incentivo. Isso porque, segundo o magistrado, maquinário parado se desvaloriza e a marca que sai de circulação também. Por isso, ele diz ser mais vantajoso vender o parque fabril do que item por item do patrimônio da massa falida. "A ideia da nova lei é clara nesse sentido, pois a venda em conjunto gera maior valor", diz. Mas ele ressalva que a continuidade do negócio tem por objetivo a preservação dos bens para a arrecadação de recursos, e não a manutenção da empresa falida por tempo indeterminado.

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