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HSBC coloca financeira Losango à venda, diz jornal
Exame 27.10.2011 - Segundo O Estado de S. Paulo, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco estão interessados na compra. Losango: líder no crédito direto ao consumidor, com uma carteira de aproximadamente 3 bilhões de reais em financiamento. O HSBC está negociando a venda da financeira Losango, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O processo está sendo conduzido pelo banco de investimento JP Morgan há 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.
Oficialmente, Bradesco, Santander, BB e Itaú Unibanco não comentam o assunto. Procurados pela reportagem, o HSBC afirmou que "não comenta rumores" e o JP Morgan não respondeu. “Estamos todos olhando, alguns com mais interesse, outros com menos”, afirmou o vice-presidente de um desses bancos ao jornal. “Olhamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer”, disse o vice-presidente de outro banco. Com 21% do mercado, a Losango é líder no crédito direto ao consumidor, com uma carteira de aproximadamente 3 bilhões de reais em financiamento. A empresa também é forte nos cartões de lojas, por meio de parcerias com cerca de 20 grandes redes varejistas, como a Máquina de Vendas - além de 21.000 pequenos lojistas de todo país.
Apesar dos bons números, o HSBC decidiu colocar a financeira à venda por estar fora de sua estratégia. O sexto maior banco do país quer abandonar o varejo popular e focar na briga pela conta de empresas e pelo cliente de alta renda, sua maior especialidade. Segundo a reportagem, o HSBC já tinha colocado à venda uma pequena carteira de financiamento de carros para pessoas que não são correntistas, que até agora ninguém quis comprar. A venda faz parte da estratégia do banco de abandonar países onde não tem escala para brigar pela liderança de mercado – o que acontece com o varejo. Além disso, a venda desses ativos tem a intenção de cortar custos e melhorar a lucratividade. O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, no cargo desde janeiro, pretende fazer uma economia de 3,5 bilhões de dólares.
Lucro do Santander recua 6,9% no terceiro trimestre
Brasil Econômico 27.10.2011 - A rentabilidade do banco recuou 1,6 ponto percentual entre o segundo e o terceiro trimestre, para 9,6%
O banco Santander obteve lucro líquido de R$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre de 2011, o que representa uma queda de 6,9% frente ao mesmo período do ano passado.
O valor também representa um recuo de 13,5% frente ao registrado no segundo trimestre deste ano.
Contudo, a margem líquida, diferença entre as receitas e despesas com intermediação financeira, cresceu 11,5%, somando R$ 6,9 bilhões.
A carteira de crédito do Santander cresceu 18,4% nos últimos 12 meses, somando R$ 188,389 bilhões. Teve destaque segmento de pessoa física, com expansão de 21,3%, para R$ 88,2 bilhões. As operações de crédito consignado avançaram 24,4%, enquanto os empréstimos imobiliários aumentaram 32,6%. No trimestre, a taxa de inadimplência, considerando operações vencidas há mais de 60 dias, atingiu 5,3%, alta de 0,3 ponto percentual em relação a um ano antes. Para pessoa física, a inadimplência aumentou 0,6 ponto, para 8%. O Santander elevou sua provisão para perdas com crédito, de R$ 1,96 bilhão no terceiro trimestre de 2010 para R$ 2,7 bilhões no período de julho a setembro deste ano. No ano, a despesa com provisões para créditos de liquidação duvidosa soma R$ 7,181 bilhões, crescimento de 30,4% ante o mesmo período de 2010.
O total de ativos do banco atingiu R$ 435,9 bilhões, expansão de 26,9% em 12 meses. A rentabilidade do banco recuou 1,6 ponto percentual entre o segundo e o terceiro trimestre, para 9,6% do patrimônio líquido médio. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido atinge R$ 5,956 bilhões, crescimento de 9% frente ao mesmo período do ano passado.
Exame 27.10.2011 - Uma vez que toda as aprovações tenham sido obtidas, o BB deve se tornar o primeiro banco da América Latina a iniciar operações no país. Agora, o BB está requerendo licença de operação do órgão regulador bancário da China. O Banco do Brasil (BB) recebeu aprovação do Banco Central para realizar operações bancárias comerciais na China. Agora, o BB está requerendo licença de operação do órgão regulador bancário da China, disse Sérgio Girardi de Quadros, gerente do escritório de representação do banco em Xangai.
Uma vez que toda as aprovações tenham sido obtidas, o BB deve se tornar o primeiro banco da América Latina a iniciar operações na China, disse Quadros em um fórum em Xangai.
Valor 27.10.2011 - Guilherme Benchimol, diretor-geral da XP: promessa de anúncio de negócios com novas corretoras em breve. Depois de absorver em junho as operações da corretora Interfloat - então líder no segmento de varejo de ações -, a XP Investimentos realiza nova investida para se consolidar como a maior corretora independente do país. A empresa anuncia hoje a absorção da pequena Senso Corretora, fundada há mais de 40 anos em Belo Horizonte (MG), mas historicamente ligada ao mercado carioca. A união com a Senso eleva o "market share" da XP no negócio de varejo de ações em cerca de dois pontos percentuais, para 27%. Nada comparável à absorção da Interfloat, que fez a participação de mercado da XP no varejo mais do que dobrar. Hoje, a Senso ocupa apenas a modesta 68ª posição no ranking anual (de janeiro a setembro) do mercado de varejo de ações entre 72 instituições. A XP, combinada com a Interfloat, é líder absoluta, com giro mais de R$ 70 bilhões no home broker.
O porte do negócio é, sem dúvida, muito menor, mas traz para a XP uma carteira de 2.500 clientes, com valor total em custódia de aproximadamente R$ 300 milhões. "Não é pouco, se você pensar que isso deve ser apenas 10% do que esses clientes têm em investimentos", afirma Guilherme Benchimol, diretor-geral da XP. A ideia, é claro, é abocanhar uma fatia maior do patrimônio dos atuais clientes da Senso, oferecendo outras aplicações da XP, como fundos, previdência privada e seguros. Hoje, o cliente típico da Senso é homem, tem entre 40 e 50 anos, e opera principalmente via mesa de ações, atraído pelo "atendimento diferenciado" que a corretora oferece, diz Benchimol. "Oferecer somente o negócio de corretagem para esse cliente é um desperdício", afirma ele, ressaltando o caráter de "shopping center" financeiro da XP. Hoje, além de movimentar mais de R$ 10 bilhões por mês na Bovespa, a XP Investimentos tem uma empresa de educação financeira, uma corretora de seguros, uma empresa de tecnologia e uma gestora de recursos, com mais de R$ 800 milhões em ativos sob gerenciamento.
A absorção da Senso, diz Benchimol, não envolveu dinheiro, mas apenas, nas palavras dele, "uma transferência de uma carteira clientes". A Senso, contudo, vai deixar de existir como corretora de valores. A ideia é transformá-la em uma gestora de recursos responsável pelas carteiras administradas e clubes de investimento hoje abrigados na corretora.
Os clientes da Senso que operam diretamente na bolsa passaram a ser clientes da XP. Mas terão o mesmo perfil de atendimento prestado pela Senso. Os funcionários da corretora serão contratados pela XP e formarão um núcleo responsável pelos investidores vindos da Senso. "Será uma área separada, com atendimento e força comercial própria, capitaneada pelo 'doutor' Mario Celso, ex-presidente da Senso", diz Benchimol.
A absorção da Senso - ou "união de forças", como diz o executivo - traz para as duas instituições capacidade de aumento de receita sem elevar os custos. Os gastos da Senso com sistemas deixam de existir, já que todas as operações serão realizada pela plataforma da XP. "Duas corretoras somam a receita, mas não as despesas, o que traz um ganho de sinergia imediato", afirma Benchimol.
O ex-presidente da Senso não conversou com o Valor, mas afirmou, em comunicado, que a operação trará aos atuais clientes da corretora "acesso a uma plataforma de serviços e produtos ainda mais moderna, com o mesmo atendimento diferenciado".
Segundo Benchimol, a XP está costurando negócios similares e deve ter novidades em breve. As próprias corretoras de menor parte têm procurado a XP para conversas. Com a queda do número de investidores em bolsa, custos crescentes dadas as exigências do programa de qualidade da bolsa e os pesados investimentos em tecnologia, as corretoras pequenas estão com dificuldades para sobreviver. "E estamos aproveitando para costurar negócios que são bons para nós e para o ex-controlador", afirma Benchimol. A consolidação do mercado de corretoras no Brasil, diz ele, é questão de tempo e oportunidade. Embora afirme que não quer ser o "grande consolidador", Benchimol tem bala na agulha para atrair concorrentes. No fim do ano passado, a XP recebeu uma injeção de recursos de R$ 100 milhões do fundo de "private equity" inglês Actis. O patrimônio da XP hoje, segundo Benchimol, é de R$ 140 milhões, o que dá conforto para expandir as operações. "Nosso caixa está OK", diz o executivo.
Além de absorver a Interfloat, a XP adquiriu em setembro o portal de notícias financeiras Infomoney. Antes, havia fechado uma parceria com a dupla de analistas gráficos Leandro & Stormer, cujo site reúne cerca de cinco mil investidores com perfil mais especializado. O próximo passo da corretora, já anunciado pelos sócios, é a abertura de capital na bolsa, prevista para o primeiro semestre do próximo ano.
Brasil Econômico 27.10.2011 - Segundo dados publicados nesta quarta-feira (26), de julho a setembro, a empresa capturou R$ 58,5 bilhões em transações de cartões.
A credenciadora de cartões Redecard registrou lucro líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre, o que representa aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2010.
Segundo dados publicados nesta quarta-feira (26), de julho a setembro, a empresa capturou R$ 58,5 bilhões em transações de cartões, um aumento de 29% sobre o terceiro trimestre de 2010.
Em julho, a abertura da atividade de credenciamento completou um ano e, em novo ambiente concorrencial, a Redecard evoluiu seu modelo de rede de serviços.
Com isso, teve aumento de custos para serviços em 18,3% entre o terceiro trimestre de 2010 e de 2011, para R$ 252,8 milhões.
A elevação de custos decorre de um maior número de transações, que exige uma quantidade maior de equipamentos instalados, principalmente os sem fio.
Além disso, os custos de serviços foram causados por novas iniciativas, como a evolução de sistemas anti-fraude para captura da bandeira Visa.
MZ e MVL unem operações e criam @titude Global
Valor 27.10.2011 - O Grupo MZ e a MVL Comunicação uniram suas operações para criar uma nova empresa de comunicação corporativa, relações com investidores e governança.
A @titude Global será a holding que abrigará seis subsidiárias, três focadas em relações com investidores, com unidades no Brasil, Estados Unidos e Hong Kong, mais a Pixit (vídeos) e a Lead (governança). A MVL passará a ser o braço de comunicação corporativa do grupo, após incorporar a Bric, da MZ. Os executivos classificam a operação como fusão, uma vez que não existe saída de caixa de nenhum dos dois lados. "É uma fusão de compartilhamento de futuro", define Rodolfo Zabisky, fundador da MZ e que será o presidente da @titude, que fará uma capitalização na MVL e ficará com 51% das cotas dessa empresa.
O grupo surge com um faturamento estimado, em 2011, de R$ 60 milhões. A meta é alcançar R$ 200 milhões no ano que vem. Caio Túlio Costa, que será o presidente do conselho de administração da @titude, explica que o crescimento se dará organicamente, com novos produtos, pelo lançamento de um sistema de franquias mais a longo prazo e também via fusões e aquisições. "Queremos ser consolidadores", afirma. Esse segmento no Brasil é bastante fragmentado, possui mais de mil empresas, sendo que as cinco maiores concentram perto de 20% do mercado. Com o faturamento estimado para este ano, a @titude seria a terceira maior. "No entanto, nascemos como a que terá maior capacidade de crescimento, pois temos condições de oferecer produtos integrados em comunicação", afirma Nilson Oliveira, sócio da MVL e presidente da empresa. Além da complementariedade de serviços, ambas tem perfis complementares - a MZ é especializada em RI e a MVL despontou nos últimos anos em gestões de crise e mídias sociais. Para as aquisições, a @titude tem caixa de R$ 20 milhões e está em buscas de mais recursos, que poderão vir de um fundo estrangeiro. O fundo brasileiro Jardim Botânico já tem uma participação na holding, de 28%, depois de um aporte de R$ 15 milhões, em 2010. José Osorio, diretor do fundo, destaca que o setor tem grande capacidade de crescimento geográfico, em particular em mercados emergentes.
Folha 27.10.2011 - Atrasos nos contratos, burocracia e questionamentos do TCU (Tribunal de Contas da União) retardam a execução do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) em todo o país. Mas a região que mais se prejudicou foi justamente a mais carente de serviços de telecomunicações. Plano de banda larga do governo chegará a SP no início de 2012.
O TCU verificou superfaturamento em pregões eletrônicos feitos pela Telebrás para contratar infraestrutura. As empresas vencedoras concordaram em baixar preços, por meio de aditivos nos contratos, menos as companhias da região Norte. Foi lá onde o tribunal detectou maior desnível de preços, da ordem de R$ 43 milhões a mais, segundo o ministro Paulo Bernardo (Comunicações). As vencedoras do leilão não aceitaram rever os preços, e a Telebrás terá de realizar novo pregão. No Nordeste, as empresas aceitaram reduzir em R$ 10 milhões seus contratos, afirmou o ministro. "As empresas vencedoras do leilão não aceitaram rever preços, e a Telebrás terá de realizar novo pregão. Por isso, nessa região, a infraestrutura da estatal deverá demorar ainda mais para chegar", afirmou Bernardo.
São Paulo: O Estado de São Paulo receberá as primeiras conexões do PNBL até fevereiro, de acordo com Bernardo. Os primeiros investimentos em infraestrutura foram feitos na região de Brasília e se expandiram até Itumbiara (GO). Segundo o ministro, até a infraestrutura da Telebras chegar a São Paulo, as regiões do caminho, como o Triângulo Mineiro, receberão conexão.
No Nordeste, um anel de fibras ópticas está sendo concluído e será conectado a Brasília. "O atraso que houve será tirado agora. Todos os contratos estão assinados, com exceção da região Norte", disse Bernardo.
Valor 27.10.2011 - A compra da Prodiet Farmacêutica, anunciada na segunda-feira, foi tão ou mais celebrada pela direção da distribuidora de medicamentos Profarma do que seu cinquentenário e os cinco anos de listagem na bolsa, que lhe renderam ontem um evento de comemoração na BM&FBovespa. A aquisição reforça a atuação ainda incipiente da empresa no segmento hospitalar e se enquadra na estratégia de diversificação das operações para enfrentar um de seus maiores desafios: aumentar a margem de lucro, comprimida pela consolidação do varejo farmacêutico. Capitalizadas e com maior escala, as redes de farmácias têm conseguido preços menores e, em alguns casos, negociam diretamente com os fabricantes, dispensando a figura do distribuidor. Essa tendência, que deve se intensificar nos próximos anos, pressiona ainda mais as margens já apertadas do segmento de distribuição e acende uma luz vermelha para a Profarma, cujas vendas de medicamentos ao varejo correspondem a pouco mais de 90% da receita, que, no ano passado, somou R$ 2,6 bilhões. A empresa fechou 2010 com margem operacional de 3,0%, enquanto a margem de lucro foi de apenas 1,3%. Os resultados do último trimestre, divulgados na terça-feira, não foram mais animadores. Apesar da alta de 80,3% no lucro líquido em relação ao terceiro trimestre de 2010, para R$ 8,5 milhões, a margem operacional recuou 0,4 ponto percentual, para 2,7%. Nesse cenário, a aquisição da paranaense Prodiet - cuja receita totalizou R$ 200 milhões no ano passado - ganhou as honras de um grande anúncio. A distribuidora de produtos para hospitais com cinco centros de distribuição - em São Paulo, Porto Alegre, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal - encerrou 2010 com uma margem operacional de 4,6%, o que deve contribuir para a rentabilidade da Profarma. De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Max Fischer, a operação nos segmentos de varejo de medicamentos deve garantir um crescimento da receita em linha com o desempenho do mercado nos próximos anos, enquanto expansão adicional deve vir de novas aquisições. "Desde a abertura de capital [em 2006], nos concentramos no crescimento orgânico, com ampliação de nossa cobertura nacional. Essa etapa está equacionada, e o foco agora é nos novos negócios, com complementaridade de atuação e incrementos de margem." Para Iago Whately, da Fator Corretora, a aquisição da Prodiet foi positiva, pois dá algum fôlego ao desempenho - até então estacionado - da companhia. Quanto a novas aquisições, o analista é reticente: "A empresa sempre teve esse discurso. É preciso acompanhar para ver como vai se dar essa estratégia". Para financiar o plano de expansão, a Profarma aumentará seu nível de endividamento, afirma Fischer. "Nossa situação de dívida é confortável e podemos contratar financiamentos de longo prazo". A relação dívida líquida/Ebitda foi de 1,7 no terceiro trimestre. "Podemos chegar a até 2,5 sem grandes problemas", ressalta o executivo.
A Profarma vai desembolsar R$ 26 milhões pela aquisição de 60% da Prodiet, sendo R$ 8 milhões em aumento do capital da adquirida e R$ 18 milhões para os proprietários. O contrato prevê a aquisição dos 40% restantes, em prazo a ser definido.
Natura tropeça em busca de eficiência operacional
Valor 27.10.2011 - Roberto Pedote, vice-presidente da Natura: inovações terão impacto positivo nos resultados a partir do ano que vem.
A Natura admitiu, pelo segundo trimestre consecutivo, que sentiu os impactos do desaquecimento do mercado e do acirramento da concorrência no país. "O crescimento da Natura no Brasil está abaixo do apresentado no ano passado e aquém de nossas expectativas", afirmou a companhia em relatório sobre o balanço do terceiro trimestre. O lucro líquido cresceu 5,2% no trimestre, para R$ 201,6 milhões. No acumulado do ano, o crescimento é tímido, de 2,9%, muito distante dos 8,8% de avanço em todo o ano de 2010 ante 2009. No terceiro trimestre, a Natura tropeçou na própria tentativa de tornar-se mais eficiente com velocidade. "Tínhamos três iniciativas andando juntas, buscando maior estabilidade e melhor nível de serviço, e as três acabaram gerando instabilidade no sistema operacional", assumiu o vice-presidente de finanças, jurídico e tecnologia da informação da empresa, Roberto Pedote.
A empresa não conseguiu acertar o passo entre a abertura de novos centros de distribuição, a reformulação do planejamento para o fluxo de materiais e a modernização dos sistemas de captação e faturamento de pedidos. "Isso gerou certo desconforto no canal. Na prática, o produto está na revista, a consultora liga e ele não está disponível", afirmou Pedote, sem querer detalhar em quanto a indisponibilidade superou a média história e como o ocorrido teve impacto nos resultados do trimestre. O executivo afirma que os principais problemas associados à mudança no sistema já estão identificados e encaminhados. A empresa espera que as inovações permitam redução nos custos e no prazo de atendimento a pedidos de consultoras, que hoje leva em média de cinco a seis dias. "Teremos um impacto positivo nos resultados gradualmente a partir do ano que vem", disse, acrescentando que uma mudança significativa vai ocorrer em dois a três anos. No segundo trimestre, a Natura havia registrado queda de 1,8% no lucro líquido, na comparação com o mesmo período de 2010. Os analistas Fabio Monteiro, Thiago Duarte e Lucas Suemitsu, do BTG Pactual, chegaram a afirmar em relatório que os resultados apresentados pela Natura confirmavam o receio do banco de que existia um problema mais estrutural na empresa. Eles consideravam, entretanto, que esse cenário era diferente do de 2007 e 2008, quando a Natura passou por uma crise profunda. "Naquele momento, havia algumas questões específicas da empresa juntamente com um momento de virada dos negócios da Avon, com um foco claro no Brasil", escreveram. De julho a setembro, a receita líquida da Natura foi de R$ 1,38 bilhão, com crescimento de 7,8% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, a receita avançou 9,5%, para R$ 3,92 bilhões. Os investimentos da empresa até setembro somaram R$ 251,8 milhões, com expansão de 81,4% ante o mesmo período de 2010.
O resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 3%, para R$ 333,3 milhões. Em um ano, a margem Ebitda recuou de 25,3% para 24,1%.
Valor 27.10.2011 - Cirilo, da P&G, vai ampliar a produção no Brasil e estuda importar da Argentina.
O sabão líquido para lavar roupas decolou no Brasil. No bimestre terminado em agosto, chegou a 10% de participação no mercado que divide com o sabão em pó. Há um ano e meio, tinha 3,3%. A Procter & Gamble mantém a liderança com 37% das vendas, mas a Unilever, acostumada a reinar com Omo em pó, reagiu e avança rapidamente, passando de 15%, em janeiro, para 34,1%, em setembro.
A parcela de lares que compra sabão líquido chegou a 18,9% em julho de 2011. Tinha 8,6% um ano antes. Mas o consumidor do sabão líquido também usa a versão em pó. "A consumidora experimenta o líquido em algumas lavagens, e existe até uma taxa de repetição, mas o produto ainda convive com o pó", diz Marcela Botana, gerente de atendimento e negócios da consultoria Kantar Worldpanel.
O produto ainda está concentrado nas classes A e B, mas cresce rapidamente. "O investimento da indústria explica uma parte dessa avanço, e o momento econômico também é propício. As classes altas estão buscando produtos de maior valor agregado", diz Marcela. A arrancada do detergente líquido no Brasil tem data marcada: julho de 2010. A P&G começou a vender Ariel líquido no fim de 2008, mas foi em julho do ano passado que lançou a campanha "Fernandas", com a mãe, Montenegro, e a filha, Torres. A Unilever, que já havia lançado Omo Líquido no Brasil em 1999 e interrompeu a produção em 2004, devolveu às gôndolas sua versão líquida também em julho de 2010. Nos doze meses que se seguiram, o líquido movimentou R$ 157,58 milhões, em avanço de 136% ante um ano antes, segundo a Kantar. O mercado ainda é pequeno comparado aos R$ 3,87 bilhões do sabão em pó, presente em 99,6% dos lares e com aumento de 5,9% na mesma comparação. O líquido, porém, além de crescer a passos largos, abre as portas de um mercado mais rentável, com preço médio de R$ 4,80, acima dos R$ 4,39 da versão em pó. A P&G, que vendia cerca de 480 mil potes de sabão líquido em março de 2010, chegou a 4,2 milhões em setembro. A empresa estuda importar sabão líquido da Argentina e vai ampliar a fábrica no Brasil, em São Paulo. "Queremos chegar a julho de 2012 com pelo menos o triplo do que vendemos hoje em capacidade de produção. Esse é o segmento do futuro", afirma o diretor de cuidados com a roupa da P&G, José Cirilo. Para ele, o segredo para conquistar o mercado foi a campanha em que a atriz Fernanda Torres dizia à mãe que o detergente líquido não deixava resíduos na roupa. "Elas educaram a consumidora". Neste ano a P&G reforçou o investimento em marketing do sabão líquido em 30%. Em outubro, apostou no "melô do sutiã encardido", na voz do cantor Wando, para impulsionar sua outra marca na categoria, Ace. Às versões em pó de Ace e Ariel restaram 35% dos recursos. No maior investimento de marketing em sabão líquido já feito no país, a Unilever também aposta em educação para desenvolver o mercado. Instalou faixas interativas em gôndolas de supermercados e contratou promotoras munidas de tablets para ensinar como usar o produto.
O espaço aberto nas gôndolas ao sabão líquido cresceu. A Hypermarcas lançou em maio o Assim líquido. Em julho, a linha Tixan Ypê líquido foi relançada pela Química Amparo, com embalagem e fórmula novas. O item estava no mercado desde 2006, quando a empresa descontinuou a produção do Ypê líquido - segundo a Amparo, o primeiro sabão líquido a ser vendido no Brasil, em 1994.
"A linha conta com duas versões, ambas com fragrâncias que seguem as rotas olfativas já reconhecidas e consolidadas em função de suas versões em pó", diz João Augusto Geraldini, gerente de marketing da Ypê. Também em julho, a Ypê relançou o lava-roupas líquido Ypê Premium.
A Bombril lançou, em setembro, cinco versões do sabão líquido Tanto, em dois tamanhos cada uma. A marca tinha apenas um item na categoria, desde 2008. A empresa aposta em fragâncias. "A gente trabalha para criar diferenciação. O mercado bate forte na performance e a gente 'entrou' muito em perfumação", diz Marcos Scaldelai, diretor de marketing da Bombril.
Além das bandeiras múltipla ação e alta performance, a Bombril lançou o Tanto Pureza (azul) e o Harmonia (rosa), com as fragrâncias do amaciante Mon Bijou, e um multiação com perfume de limão. "A Bombril tem a maior amplitude na categoria", diz Scaldelai. A Ecobril, posicionado como produto ecológico, e a Mon Bijou, para roupas delicadas, completam o rol.
"O custo para produzir em pó é muito alto e fica difícil competir com a força dos concorrentes. O líquido é o caminho para ganhar mercado e ter competitividade", diz Scaldelai.
A Unilever segue os números do mercado, atentamente. "Já temos a liderança no Sul, Centro Oeste e interior de São Paulo", diz a gerente de marketing do Omo, Paula Lopes. O lançamento de Surf líquido, em janeiro, com um dos menores preços do mercado, também ajudou a alavancar a posição da empresa. O produto, vendido no pote de 315 ml, será lançado em novembro, em 630 ml.
Para MRV, produtividade pode resolver problema de mão de obra
Folha 27.10.2011 - O presidente da construtora MRV Engenharia, Rubens Menin, afirmou não acreditar que a escassez de mão de obra seja um entrave para o crescimento do setor.
"Há margem para aumento de produtividade. Há cinco anos, levávamos 12 homens mês para fazer uma moradia. Hoje são 7,3 e queremos chegar a 6 homens mês pra fazer uma moradia", afirmou o empresário durante o evento CEO Summit, encontro anual de empreendedores organizado pela organização Endeavor, em parceria com a consultoria Ernst & Young Terco.
Menin afirmou ainda que a questão da mão de obra também se resolve com capacitação. "A gente paga bem e capacita. Você pega a pessoa crua, um flanelinha de rua, por exemplo, e faz ela evoluir. As pessoas gostam de evoluir." A MRV produz hoje 40 mil moradias ao ano e é a maior construtora no segmento popular. Segundo o empresário, a meta é atingir 70 mil moradias por ano, o que transformaria a empresa em uma das maiores do mundo.
Participação de fontes alternativas deve representar 16% do total até 2020
Valor 27.10.2011 - A participação das fontes alternativas na matriz elétrica nacional irá se multiplicar nessa década. Entre 2011 e 2020, fontes renováveis como usinas eólicas, de biomassa de cana-de-açúcar e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) devem ter uma expansão média anual de 12%, mais do que o dobro da demanda anual prevista para os consumidores. Esse conjunto de fontes alternativas, que em 2009 respondiam por 7,4% da potência instalada, deve aumentar sua participação para 13% em 2014 e 16% em 2020, segundo o Plano Decenal 2020, do governo federal.
Mas, para que esse cenário se confirme, um dos desafios será dosar o avanço gradual dessas fontes, permitindo que cada uma consiga espaço na matriz de forma equilibrada. "Terão de ser contratados 20 mil MW até o fim da década, entre hidrelétricas e alternativas; enquanto as eólicas têm grande avanço, as PCHs não conseguem ser competitivas e as usinas de biomassa ainda não decolaram", disse Ricardo Savoia, gerente do núcleo de estudos econômicos da consultoria Andrade & Canellas. A PCH, que foi vedete do setor no início dos anos 2000, quando, por atraso no licenciamento das hidrelétricas, muitas empresas apostaram nesse nicho, agora passa por uma fase de entressafra. "O custo de investimento das PCHs teve alta de 45% em cinco anos, e o preço da energia chegou a R$ 135 o MWh, acima das eólicas e outras fontes", disse o chefe do departamento de energias alternativas do BNDES, Antonio Carlos Tovar. "O potencial desse setor é imenso, chega a 17,5 GW, o que não pode ser abandonado", afirmou Miguel Saad, presidente da CPFL Renováveis. No leilão realizado em agosto pelo governo federal, apenas 19 projetos de PCHs, com potência instalada de 302 MW foram cadastrados, enquanto 296 projetos de eólicas com capacidade de 7.500 MW foram inscritos e 12 projetos de biomassa com 700 MW foram listados. Na fase final do leilão, nenhum projeto de PCH foi contratado, enquanto foram negociados 2 GW de energia eólica e 555 MW de biomassa.
Segundo Saad, duas ideias para estimular a retomada das PCHs seriam realizar leilões específicos para a fonte e conceder incentivos fiscais, com redução de tributos como IPI, ISS, ICMS, como adotado para as fabricantes de equipamentos de energia eólica. Para o presidente da Bioenergy, Sergio Marques, o foco da questão tem de ser ampliado. A demanda do mercado por fontes alternativas é cíclica. "Ontem as PCHs eram as estrelas, hoje se fala em eólica, mas daqui a pouco ela deve perder competitividade e a energia solar deverá ser a grande vedete dos próximos anos", destacou Marques.
Hoje o principal obstáculo para gerar energia a partir da luz do sol é a tecnologia e o preço. O Brasil não tem um parque industrial instalado de fabricantes de painéis fotovoltaicos, o que implicaria a importação de peças e equipamentos, mas esse é um segmento que poderá ser desenvolvido no país nos próximos anos. "As duas únicas tecnologias que têm preços declinantes no mundo são a eólica e a solar, porque a térmica pode ter tido queda, mas muitos países estão ampliando as compensações para instalação desse tipo de usina, e isso entra na conta final", afirmou o presidente da Bioenergy.
Investimento de Belo Monte já alcança R$ 28 bi
Valor 27.10.2011 - O número oficial dos investimentos na usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, já é da ordem de R$ 28 bilhões, corrigidos pela inflação medida pelo IPCA. Ontem, pela primeira vez, números mais detalhados sobre o empreendimento foram divulgados oficialmente ao mercado de capitais. A responsável pela abertura de dados foi a Cemig, junto com sua controlada Light, ambas recém agregadas à sociedade Norte Energia e que informaram que o valor do investimento com números de abril de 2010 atinge R$ 25,8 bilhões. As duas companhias esperam ter um retorno real de 10% com o investimento na usina.
O diretor financeiro da Cemig, Luiz Fernando Rolla, disse em teleconferência com investidores que a decisão de entrar agora no empreendimento se deveu a uma série de fatores que mitigaram os riscos de construção e também a melhora das condições de financiamento. Além disso, a maior parte dos custos já está fixada, além de a receita estar garantida. Mesmo os 30% da energia que ficou disponível para o mercado livre e autoprodutores já têm receita mínima.
Levando em conta os R$ 78,00 a que foram vendidos os 70% da energia assegurada para o mercado cativo, a média do preço da energia de Belo Monte ficou em R$ 100 o MWh, segundo Rolla. Os 20% para o mercado livre ficaram em R$ 130 o MWh com garantia de compra pelo prazo da concessão pela Eletrobras. Com isso, alguns agentes do mercado estimam que o preço dos 10% da energia para a Vale e a Sinobras, que são os autoprodutores, seja de R$ 112 o MWh.
Os retornos apresentados pela Cemig são só expectativas porque as condições gerais do financiamento do BNDES ainda não foram fechadas. A empresa informou que o banco deve financiar 80% do empreendimento. Os outros sócios de Belo Monte esperam que com a saída das pequenas construtoras e a entrada da Cemig as condições do restante do financiamento seja melhorada, já que a estatal junto com a Light têm melhor risco de crédito. Outro ponto que pode alterar a taxa de retorno é o risco de escavação do canal que liga as duas casas de força da usina. A contratação das construtoras para essa parte foi feita por meio de preço unitário. O diretor da Cemig, Fernando Schuffner, disse, entretanto que estes riscos estão bem menores do que aqueles percebidos na época do leilão em função do grande números de novos estudos realizados na região. Os executivos estão otimistas, inclusive, quanto a uma possível melhora no retorno. Rolla disse ainda que o motivo de entrar na usina foi que o retorno esperado é melhor do que o de novas usinas que tiveram energia vendida nos últimos leilões. A Cemig entrou no projeto junto com a Light por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) chamada Amazônia Energia em que a Light tem 51% das ações ordinárias para manter o controle privado. Do capital total da Amazônia Energia, a Cemig terá 75%. O investimento da empresa será de R$ 600 milhões, valores de abril de 2010, por seis anos. Como a primeira turbina entra em operação em 2017, os outros três anos de investimento podem ser feitos com o caixa da própria usina. As explicações da Cemig agradaram o mercado e as ações da empresa tiveram a maior alta do IBovespa ontem, com 4% de valorização.
OHL firma parceria com Aena para disputar aeroportos brasileiros
Valor 27.10.2011 - Especializada em administração de rodovias, a OHL Brasil divulgou hoje ao mercado que fechou parceria com a espanhola operadora de aeroportos Aena para estudar em conjunto a participação no processo federal de concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Campinas (SP) e Guarulhos (SP). As duas participarão juntas, por meio de consórcio.
Segundo comunicado divulgado pela OHL, o grupo Aena administra 47 aeroportos e 2 heliportos na Espanha e participa, direta e indiretamente, da administração de outros 27 aeroportos em todo o mundo.
A participação da OHL em aeroportos sempre foi uma incerteza para especialistas do setor. Outras duas grandes companhias de concessões rodoviárias já anunciaram a participação no processo. Além da OHL, a EcoRodovias firmou parceria com a Fraport para disputar, principalmente, Guarulhos. Na CCR, um comitê interno avalia a ampliação do objeto social da companhia, a fim de incluir o setor aeroportuário.
Julgamento no TRF sobre Belo Monte é adiado para 9 de novembro
Estadão 26.10.2011 - Lobão se diz confiante em reverter o voto apresentado pela relatora da ação, que defendeu a invalidação do decreto que autorizou a construção.
O julgamento do processo que questiona a autorização para a construção da usina de Belo Monte, no Pará, foi adiado mais uma vez pela 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. A desembargadora Maria do Carmo Cardoso pediu vista do processo, que voltará a julgamento em 9 de novembro. O desembargador Fagundes de Deus votou pela legalidade do decreto legislativo 788/2005, que autorizou o Poder Executivo a dar início ao empreendimento, em linha contrária à relatora da ação, desembargadora Selene Almeida, que votou na semana passada pela invalidação do decreto. Se acatado, o voto da relatora tornará sem efeito o licenciamento ambiental da usina.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) em 2006, questionando o decreto legislativo que autorizou o Executivo a iniciar o empreendimento. Para o MPF, ao autorizar Belo Monte, o Congresso Nacional violou o direito dos índios de serem ouvidos em consulta pública sobre o empreendimento. A argumentação do MPF-PA é que o decreto tramitou em menos de 15 dias no Legislativo, o que impediu a realização da consulta prévia aos índios, obrigação prevista na Constituição Federal e em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. O direito consta ainda, destaca o MPF-PA, do artigo 231 da Constituição, que prevê que o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está confiante em reverter no Tribunal Regional Federal da 1ª Região o voto apresentado na semana passada pela relatora da ação, desembargadora Selene Almeida, que defendeu a invalidação do decreto legislativo 788/2005, que autorizou o Poder Executivo a levar adiante a construção da usina de Belo Monte. "A nossa esperança é que o tribunal possa acolher nossos argumentos e permitir que prossigamos a construção de Belo Monte, que é fundamental para o Brasil", afirmou Lobão. "Ou temos Belo Monte ou estaremos liquidados. Energia é a locomotiva desse País enorme", reforçou. O ministro lembrou que no caso das usinas de Jirau e Santo Antônio, também houve várias paralisações no processo de construção das usinas em função de ações judiciais, mas ao final o governo obteve êxito. "Se não fomos bem-sucedidos na primeira instância, fomos na seguinte. Significa que estamos dentro da lei", ressaltou.
Lucro da EDP cresce 26,6% no terceiro trimestre
Brasil Econômico 27.10.2011 - A EDP Energias do Brasil divulgou nesta quarta-feira (26/10) lucro líquido de R$ 92,3 milhões, valor 26,6% superior ao terceiro trimestre de 2010.
A receita líquida consolidada do período foi de R$ 1,321 bilhão, 5,9% superior ao observado no terceiro trimestre deste ano. A cifra foi impactada por efeito não recorrente de R$ 30 milhões referente à constituição de provisão retroativa da Reserva Global Reversão (RGR) - usada em projetos de universalização de eletricidade - na Escelsa e Bandeirante. "Excluindo este efeito, a receita subiria 8,3%", garante a companhia. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 361,6 milhões no terceiro trimestre, incremento de 14,8% em relação mesmo período de 2010. Os investimentos totalizaram R$ 242,4 milhões no período, valor 9% abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2010, dos quais R$ 97,9 milhões foram investidos na construção da usina térmica de Pecém.
Globalbev recebe R$ 50 milhões da Endurance
Valor 27.10.2011 - Fernandes, da Globalbev: meta é ampliar mix, além de Marathon e Flying Horse.
De olho em aquisições e com planos ambiciosos de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2015, a empresa de alimentos e bebidas Globalbev acaba de receber um aporte de capital de R$ 50 milhões da gestora Endurance Capital Partners, que passa a ter participação minoritária na companhia.
Fabricante do isotônico Marathon e do energético Flying Horse, a empresa mineira projeta um faturamento da ordem de R$ 230 milhões neste ano, o que representa um crescimento de 54% em relação a 2010. A empresa já vinha sendo procurada por gestoras de private equity (que compram participações em empresas) e agora aceitou a entrada de um sócio estratégico. "Queríamos ter a nosso lado não apenas um investidor financeiro, mas alguém que entendesse de marcas de consumo", afirma o presidente da companhia, Bernardo Lobato Fernandes.
Além do capital, a Endurance agrega à companhia a experiência de executivos que passaram por processos de consolidação e abertura de capital. Entre os fundadores da gestora estão Richard Lark, ex-diretor da companhia aérea Gol, e o ex-presidente do laboratório Farmasa (hoje parte da Hypermarcas), André De Vivo. Um dos objetivos da Globalbev é justamente crescer via aquisições. Para alcançar a meta de R$ 1 bilhão, a companhia pretende agregar uma nova frente de vendas, que deve vir do segmento de bebidas alcoólicas. "Hoje já possuímos um canal de distribuição importante em bares e casas noturnas, onde os energéticos são consumidos", diz Fernandes.
A estratégia de ampliar o leque de produtos está por trás do principal objetivo da companhia: tornar-se mais relevante no ponto de venda. "O principal trabalho de distribuição não está na logística, mas sim em convencer o varejista a vender o seu produto", afirma.
Neste ano, a empresa entrou no segmento de sucos, com as marcas Fast Fruit e Amazoo Açaí. Além das marcas próprias, a companhia importa e distribui as batatas Pringles e o energético Monster.
A Globalbev foi fundada há 11 anos por Fernandes, ao lado dos sócios Guilherme Gama e Henrique Pinto. Em 2006, a companhia adquiriu da Ambev a marca Marathon e, três anos depois, o empresário João Paulo Diniz, que detinha a marca Flying Horse e já operava em parceria com a empresa, juntou-se à sociedade. Fernandes atribui à própria natureza do negócio a pressa para crescer. "Distribuição tem a ver com escala. Quanto maior a empresa, mais eficiente é a operação", diz.
A Globalbev integrará o portfólio do segundo fundo da Endurance, que deve chegar a R$ 400 milhões. "Esperamos contribuir para o crescimento da empresa, que tem um potencial espetacular", afirma De Vivo, sócio da gestora.
Por que as ações dos frigoríficos têm fraco desempenho?
Valor 27.10.2011 - Enquanto as ações dos frigoríficos apresentam fraco desempenho em 2011, as ações de Brasil Foods (BRF) têm robusta valorização. O que explica esse desempenho tão distinto? Quais as principais diferenças operacionais entre BRF e os frigoríficos?
As ações de JBS, Marfrig e Minerva caíram 33,3%, 49,5% e 17,5%, respectivamente, em 2011, até o dia 25 de outubro. Já as ações de BRF subiram 27,4%. Esse desempenho tão díspar se deve, em grande parte, às diferenças operacionais entre os dois modelos de negócios. Os frigoríficos apresentam margens operacionais muito inferiores às da BRF, além de maior endividamento (veja tabela).
Não há uma única explicação para esse melhor desempenho operacional. BRF apresenta: (i) mix de produtos com maior valor agregado. Somente carnes processadas representaram 36,5% das vendas no 2º trimestre de 2011 e (ii) integração com o canal de fornecimento que gera sinergias operacionais. Em carne bovina, área de maior atuação dos frigoríficos, a fidelidade dos fornecedores é menor.
Além disso, o setor de aves é mais concentrado o que proporciona a BRF maior poder para definir seus preços. Outro ponto é que Marfrig e JBS, com as aquisições recentes, têm trabalhado com capacidade ociosa o que impede uma diluição mais eficiente de seus custos fixos. Por fim, o período de engorda de aves é menor do que o ciclo do gado, o que permite que BRF equalize sua oferta à demanda de forma mais rápida. Esses aspectos operacionais se refletem nos múltiplos. Como dito no post "Como ler o múltiplo FV /Ebtida?" de 15 de setembro, o FV ("firm value") representa a estrutura de capital da companhia - a soma do capital próprio (valor de mercado) com o endividamento líquido, enquanto o Ebtida é uma medida simplificada da geração de caixa das companhias. O múltiplo FV/Ebtida para 2012 dos frigoríficos, por serem menores, estão mais atrativos do que o de BRF. Mas não podemos nos concentrar em uma única métrica de análise. Seria um equívoco. Os frigoríficos apresentam um nível de endividamento muito maior do que o de BRF. Enquanto aqueles apresentavam indicador de endividamento sobre EBITDA em 2010 em torno de 4 vezes, BRF exibia múltiplo de 1,7 vez. Assim a geração de caixa de Marfrig, Minerva e JBS tem sido consumida pelo pagamento do serviço da dívida, o que tem produzido lucros anêmicos ou prejuízos. Logo o múltiplo P/L (preço por lucro) 2012 de Marfrig e Minerva não é aplicável, pois se espera prejuízo dessas companhias e o múltiplo de JBS é bem mais elevado do que o de BRF. Logo, levando-se em conta os dois múltiplos, as ações de BRF emergem como melhor opção de investimento enquanto as dos frigoríficos têm maior risco. Em resumo, o modelo operacional de BRF parece mais consistente. Os frigoríficos precisam reduzir seu grau de alavancagem via maior geração de caixa operacional ou venda de ativos não estratégicos para voltar a atrair os investidores. Há analistas que consideram BRF mais comparável a empresas como Nestlé e Danone do que com os frigoríficos. BRF tem aumentando a participação de alimentos processados no mix de vendas, logo a volatilidade de suas margens tem se reduzido. Por outro lado, os frigoríficos apresentam grande participação de produtos "in natura", o que gera uma maior oscilação de suas margens operacionais. Essa discussão é interessante, mas o espaço acabou. Fica para um próximo artigo.
Trigo importado mais barato atrai os moinhos
DCI 27.10.2011 - O trigo importado mais barato que está chegando aos moinhos brasileiros vai fazer com que o pãozinho não tenha elevação de preço, mas faz com que os agricultores nacionais enfrentem dificuldades para colocar o produto no mercado. E a chegada da safra argentina, em novembro, deve pressionar os preços, que, segundo o Cepea, estão abaixo dos valores de custo no Brasil.
Coca-Cola deve comprar engarrafadora por US$ 360 milhões
Valor 27.10.2011 - A The Coca-Cola Company deve comprar a Great Plains Coca-Cola Bottling, sexta maior engarrafadora independente da multinacional, por US$ 360 milhões, segundo agências internacionais. Com isso, a engarrafadora vai se tornar uma unidade operativa da Coca-Cola Refreshments. A empresa planeja concluir o negócio, que ainda depende do aval de órgãos regulatórios do mercado, até o fim deste ano.
A operação é uma tentativa da empresa de cortar gastos no futuro. A Coca-Cola tem comprado algumas engarrafadoras a fim de economizar com a sinergia dos negócios. Em 2010, a The Coca-Cola Company comprou a operação norte-americana da Coca-Cola Enterprises, a maior engarrafadora do grupo. No começo do mês, a The Coca-Cola Company informou que seu lucro líquido cresceu 8%, para US$ 2,2 bilhões, no terceiro trimestre de 2011 por causa do aumento das vendas e de preços nos Estados Unidos. Fundada em 1922, a Great Plains, com sede no Estado de Oklahoma, atua também no Arkansas. A empresa produz para atender cerca de 2 milhões de pessoas.
Valor 27.10.2011 - O grupo Carrefour no Brasil vendeu cinco lojas para a rede Savegnago, com forte atuação no interior de São Paulo. As redes confirmaram a operação, mas o Carrefour não informou o valor da venda. As unidades foram desativadas pelo Carrefour no processo de reestruturação das operações no país. Entre as cinco lojas adquiridas, duas estão em Ribeirão Preto, duas em Jaboticabal e uma em Monte Alto. A cadeia varejista Savegnago possui 22 unidades em cidades do interior paulista e deve faturar R$ 1,5 bilhão em 2012 - a soma neste ano atingirá cerca de R$ 1,1 bilhão. As novas lojas devem entrar em operação no ano que vem. Rede criada em 1976 e com sede em Sertãozinho (SP), a Savegnago, de família de mesmo nome, é a sétima maior rede do estado de São Paulo. Ela opera com quatro postos de combustíveis no estado e um centro de distribuição.
Wall Street Journal 27.10.2011 - A Avon Products Inc. anunciou que não espera alcançar sua meta de crescimento da receita este ano e que está reavaliando sua estratégia empresarial de longo prazo.
A empresa informou também que a SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, está investigando seus contatos com analistas financeiros em 2010 e 2011 e questões relacionadas à investigação interna da Avon sobre pagamento de subornos na China e em outros países desde 2008. A empresa de cosméticos, conhecida pela estratégia de vendas de porta a porta, informou que o lucro do terceiro trimestre caiu 1,5% devido aos custos mais altos e vendas menores no Brasil. A ação da empresa caiu quase 20% na manhã de quinta por causa da divulgação dos resultados e das novas previsões.
A presidente Andrea Jung disse que está reavaliando sua estratégia empresarial de longo prazo e pretende dar novas informações sobre o progresso da empresa nesse sentido durante uma reunião com investidores marcada para o começo do ano que vem. A Avon já passou por outras rodadas de restruturação e eliminou milhares de empregos para reduzir custos e ficar mais eficiente.
Sua cotação já tinha perdido 20% este ano até o fechamento do pregão na quarta.
A Avon é uma das muitas empresas americanas que começaram a depender mais do crescimento no exterior para compensar a fraqueza recente na América do Norte. Mas problemas para implementar seu sistema de administração de dados no Brasil, que prejudicou os resultados do país, fonte tradicional de forte receita, contribuíram para que os resultados do terceiro trimestre da Avon ficassem abaixo das expectativas dos analistas e a forçassem a reduzir as previsões para o ano inteiro. "Além disso, a incerteza sobre o consumo em meio a um cenário macroeconômico volátil em vários de nossos mercados pressionou ainda mais a expansão do nosso faturamento", disse Jung. A empresa informou que no Brasil, um de seus maiores mercados fora dos EUA, uma implementação "difícil" de um sistema de administração de dados causou "mais problemas que esperávamos" e "afetou significativamente" os resultados. A Avon continuou crescendo no restante da América Latina apesar dos problemas no Brasil e a receita lá subiu 11% no último trimestre. Mas não foi o suficiente para deixar os resultados de acordo com as expectativas, especialmente diante do declínio de 7% na receita da América do Norte.
A empresa informou que começou a perceber uma média positiva de crescimento nos pedidos da América do Norte, já que terminou o terceiro trimestre com iniciativas que oferecem novas "versões para presente e linhas mais baratas". A Avon informou que seu lucro caiu de US$ 166,7 milhões no trimestre um ano atrás para US$ 164,2 milhões. O lucro por ação permaneceu estagnado em US$ 0,38. O período do ano passado incluiu uma despesa US$ 0,09 por ação relacionada à desvalorização da moeda venezuelana. O faturamento subiu 5,7%, para US$ 2,76 bilhões, ou 1% sem levar em conta flutuações cambiais. Mas o volume caiu 5%.
A margem bruta caiu 0,4 ponto porcentual, para 63,9%, devido à alta dos custos. O número de representantes da Avon ativos permaneceu o mesmo no total, mas na América do Norte caiu 9%.
Num informe separado ao mercado, a Avon afirmou na quarta que recebeu uma intimação da SEC para entregar documentos e informações relacionadas a seus contatos com analistas financeiros e outros executivos do setor em 2010 e 2011. A SEC também abriu um inquérito relacionado a uma investigação interna da Avon sobre propinas na China, que começaram em 2008 e se espalharam para outros países, bem como uma investigação civil sobre os contatos da Avon com analistas financeiros. "Não podemos prever neste momento a duração, abrangência, possíveis acontecimentos, resultados ou consequências da investigação e fiscalização internas e do inquérito da SEC", avisou a empresa no informe.
A Avon não retornou imediatamente um pedido de comentário.
TNK-BP negocia entrada na HRT
Valor 27.10.2011 - A TNK-BP, terceira maior produtora de petróleo da Rússia, vai pagar em duas parcelas, ao longo de dois anos, o valor de US$ 1 bilhão pela aquisição da participação de 45% na brasileira HRT O&G, apurou o Valor com fontes do setor. O negócio, que será o maior investimento russo no Brasil, estava virtualmente fechado ontem e pode ter um anúncio oficial ainda nesta semana.
Em maio, a HRT exerceu seu direito de comprar essa participação de sua então sócia, Petra Energia, por R$ 1,288 bilhão, equivalentes a US$ 795,6 milhões pela cotação do dólar no dia do anúncio. Ainda não está claro quem vai se apropriar da diferença de valores - US$ 204,325 milhões, ou 25,68% além do valor pago à Petra - mas é possível que as duas ex-sócias estejam negociando uma forma de compartilhamento desses recursos. Desde que as negociações entre a TNK-BP e a HRT começaram, em março, as ações da companhia brasileira perderam 57,33% de seu valor em bolsa. Considerando a performance dos papéis desde maio, quando foi oficializada a saída da Petra do capital da empresa, a desvalorização alcança 50,31%.
Dependendo do sucesso exploratório da HRT, que opera 21 blocos na bacia do rio Solimões (Estado do Amazonas), em uma área equivalente a duas vezes o tamanho da Dinamarca, os investimentos dos sócios nos próximos anos deve chegar a US$ 12 bilhões, o que incluirá gastos para desenvolver e escoar a produção de óleo e, principalmente, de gás natural da região.
Se descobrir grandes jazidas de gás e óleo a companhia terá que investir no escoamento dessa produção por uma região muito sensível ecologicamente e que impôs grandes desafios de engenharia para a própria Petrobras, que detinha o monopólio de fato na região até a chegada da novata. Em público, a HRT tem informado que estuda alternativas de usar o gás natural na área para geração elétrica e na produção de fertilizantes.
Até 2014, a companhia tem planos de investir no Brasil e na Namíbia US$ 3,2 bilhões. A entrada da TNK-BP traz a 'expertise' e um sócio, capitalizado, com credibilidade e porte internacionais para a novata HRT. A TNK-BP é uma associação da petrolífera britânica BP (British Petroleum), que tem 50% da empresa em sociedade com um grupo de três empresas russas, a Alfa Group, Access Industries e Renova, que formam a holding AAR. Trata-se de um consórcio que administra US$ 35 bilhões em ativos de petróleo e gás, o qual é controlado por um grupo de oligarcas de origem ucraniana: Mikhail Fridman (do Alfa Group e atual CEO e presidente executivo da TNK-BP), Leonard Blavatnik (da Access) e Victor Vekselberg (da Renova). Na divulgação do seu último balanço trimestral, nesta semana, a TNK-BP informou que produziu 1,782 milhão de barris de óleo equivalente por dia de petróleo e gás. O número não inclui dados da joint venture com a russa Slavneft e nem a produção na Venezuela. O lucro líquido apurado no terceiro trimestre pela TNK-BP somou US$ 2,268 bilhões - o valor significou um aumento de 56,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de US$ 3,57 bilhões, ante valor obtido de US$ 2,56 bilhões obtidos no mesmo período de 2010. As receitas da petrolífera anglo-russa alcançaram US$ 15,3 bilhões no último trimestre, representando expansão de 34,2%. O Valor apurou que a aquisição da participação na HRT gerou controvérsia no conselho de administração da TNK BP. Os representantes da Renova e da Access teriam votado contra o negócio, manifestando dúvidas quanto à confiabilidade do Brasil, mas foram voto vencido. Entre os que se manifestaram favoráveis estava o ex-chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder, que é um dos conselheiros independentes da empresa. Recentemente,o presidente da HRT, Márcio Rocha Mello, informou que a empresa vai perfurar menos poços na Amazônia, reduzindo de 31 para 19 as perfurações em 2012. Por trás disso está a reclamação dos russos de que gostariam de participar mais das decisões de investimentos da companhia. A TNK-BP é a terceira grande empresa internacional a fazer uma investida no setor petrolífero brasileiro. Primeiro foi a chinesa Sinopec, que pagou US$ 7,1 bilhões por 40% dos ativos da Repsol no país. Em seguida, outra chinesa, a Sinochem, adquiriu 40% do campo de Peregrino, da Statoil, por US$ 3 bilhões.
Resultado da Romi fica estável no trimestre
DCI 27.10.2011 - A Indústrias Romi S.A., líder nacional em máquinas, encerrou o terceiro trimestre de 2011 com uma receita operacional líquida de R$ 167,5 milhões, valor similar ao obtido no segundo trimestre deste ano e no terceiro trimestre de 2010, R$ 172,7 milhões e R$ 169,5 milhões respectivamente. A receita líquida com máquinas e ferramentas no terceiro trimestre de 2011 subiu 5,1% em relação a igual período do ano passado. Fundidos e usinados apresentaram avanço de 52,3% nessa base de comparação. Já a unidade de negócios de máquinas para plásticos teve uma queda de 37% neste terceiro trimestre se comparado com igual período de 2010. O setor de máquinas já pensa em demitir, apesar da expansão de 10% em nove meses. A estagnação do terceiro trimestre é a causa da preocupação, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Luiz Aubert Neto.
Faturamento do setor de máquinas cresce 10% no ano
MonitorMercantil 26.10.2011 - O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos no acumulado do ano, de janeiro a setembro, foi R$ 60,2 bilhões, o que representa crescimento de 10,2% comparado ao mesmo período do ano passado. O resultado, no entanto, é 4,8% menor que o faturamento acumulado dos nove primeiros meses de 2008, antes da crise financeira mundial.
As vendas que mais contribuíram para o crescimento do faturamento de 2011 foram de máquinas agrícolas (26,7%), bombas e motobombas (11,8%) e bens sob encomenda (10,0%). Os setores que apresentaram queda no faturamento foram máquinas têxteis (-46,4%), válvulas (-20,1%) e máquinas para plástico (-6,5%). Os dados, divulgados hoje (26), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
De acordo com a entidade, a balança comercial do setor apresentou déficit de US$ 13,4 bilhões no período de janeiro a setembro de 2011, valor 14% superior ao déficit no mesmo período de 2010. As importações de bens de capital mecânicos totalizaram US$ 22,0 bilhões, enquanto que as exportações US$ 8,6 bilhões. A estimativa da Abimaq é que, até o final do ano, o déficit da balança comercial de bens de capital ultrapasse US$ 18 bilhões, 14,6% a mais que o resultado em 2010 (US$ 15,7 bilhões).
Exame 27.10.2011 - Unidade produzirá tanto fibra longa quanto fibra curta. A cidade de Ortigueira é a preferida pelo governo paranaense para a construção da fábrica, segundo Valor Econômico.
Nova unidade da Klabin poderá começar atividades a partir de 2015. A fabricante de celulose Klabin avançou nos estudos de engenharia e vai implantar uma unidade no Paraná por cerca de R$ 6 bilhões, segundo reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta quinta-feira. A empresa já pretendia criar a fábrica desde 2009 e pretende iniciar atividades a partir de 2015.
De acordo com o Valor, a nova unidade será voltada tanto para a produção de fibra longa quanto fibra curta. O governo paranaense quer que a fábrica fique vizinha do município de Ortigueira. Outra cidade cotada é Tibagi, não confirmada pela empresa. Com a unidade, a Klabin pode expandir sua capacidade produtiva em até 1,5 milhão de toneladas por ano, segundo o jornal.
Segundo fontes do jornal, os estudos de engenharia e a madeira já existente no local permitem que o projeto seja concluído em até quatro anos. Representantes da Klabin tiveram encontro recente com o governador do estado, Beto Richa, para tratar do assunto, segundo o jornal.
Entre os recentes investimentos da empresa, está a unidade de Monte Alegre, em Telêmaco Borba, também no Paraná. Concluído em 2008, o projeto da Klabin custou R$ 2,2 bilhões em investimentos.
Parecer limita aquisição de terras por estrangeiros
Valor 27.10.2011 - Faro: avanço em áreas de proteção ambiental, valorização excessiva das terras e lavagem de dinheiro justificam regulamentação. A subcomissão criada pela Câmara para propor alterações nas aquisições e arrendamentos de terras por estrangeiros apresentou ontem um polêmico parecer que limita essas operações a 100 módulos fiscais ou até 5 mil hectares por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro e a 50 módulos ou até 2,5 mil hectares para pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras.
O módulo fiscal é uma medida de unidade prevista na Lei Agrária que varia de tamanho em cada município do país. O parecer do deputado Beto Faro (PT-PA), antecipado ontem pelo portal Valor, servirá de base para um projeto de lei em negociação com lideranças do governo no Congresso e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Os deputados devem votar a proposta no dia 9 de novembro. As limitações para aquisições e arrendamentos de terras por estrangeiros passam a incluir fundações particulares de pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras e ONGs estabelecidas no Brasil com sede no exterior ou cujo orçamento anual seja na maior parte de uma mesma pessoa física estrangeira ou empresa com sede no exterior. Seguem mantidas sob essa legislação as pessoas físicas e jurídicas estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil, empresas controladas por, pessoa estrangeira, natural ou jurídica. O parecer determina que a soma das áreas rurais de estrangeiros não pode ultrapassar 25% da área de cada município do país. Haverá, ainda, um limite de 10% para pessoas de mesma nacionalidade. Nos parcelamentos rurais de empresas privadas, ao menos 50% dos lotes deverão ser exclusivos de brasileiros. Todas as empresas brasileiras que quiserem comprar terras terão que firmar declaração de que não se enquadram na legislação específica, sob pena de nulidade do ato e falsidade ideológica.
Dados do Incra mostram que o número de imóveis em nome de empresas nacionais saltou de 31 mil, em 1998, para 67 mil em 2008, o que sugeriria, segundo Beto Faro, a criação de empresas brasileiras em nome de "laranjas". A área total registrada por empresas passou de 80 milhões para 177,2 milhões de hectares em dez anos - e apenas 34.371 imóveis estão registrados em nome de estrangeiros em 2010.
O relatório tenta esclarecer uma nova interpretação da Advocacia-Geral da União (AGU) de 2010, que criou insegurança jurídica ao impor limites para empresas nacionais controladas por estrangeiros e não definir a separação entre capital especulativo e investimento produtivo. O parecer da AGU acabou, segundo a subcomissão, provocando "efeitos nocivos" sobre novos investimentos no agronegócio. "Não apenas na compra de terras, mas em projetos de indústrias associadas à atividade agroflorestal", diz Faro. O texto, ainda em debate na subcomissão, isenta de restrições os casos em que o imóvel for oferecido como garantia real a financiamento junto a instituições controladas por capital estrangeiro, exceto na hipótese de transferência definitiva da titularidade. As operações até quatro módulos fiscais (aquisição) e dez módulos (arrendamento) serão dispensadas de qualquer autorização prévia. O relatório prevê que o Congresso poderá autorizar a aquisição de imóvel rural por pessoas estrangeiras, além dos limites fixados, quando se tratar da implantação de "projetos prioritários" aos "planos" do país. A aquisição de imóvel rural situado em área indispensável à segurança nacional, como as faixas de fronteira, dependerá de autorização prévia do Conselho de Defesa Nacional.
A proposta da subcomissão da Câmara obriga os cartórios de registro de imóveis a manter "cadastro especial" das aquisições de imóveis rurais por estrangeiras e a remeter, a cada trimestre, os dados cadastrais à Corregedoria da Justiça dos Estados e ao Incra. Para garantir o chamado direito adquirido, o texto isenta as aquisições por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro entre 22 de janeiro de 1999 e 23 de outubro de 2010, desde que atendida a "função social" e comprovado o registro por escritura pública. O parecer dá prazo de 180 dias aos cartórios para um levantamento de todas as aquisições de terras por estrangeiros já realizadas sob sua jurisdição. Além disso, cria um novo livro de registros públicos para essas operações. A subcomissão da Câmara prevê um "levantamento minucioso" das terras brasileiras em mãos de estrangeiros, incluindo as terras adquiridas por empresas nacionais controladas por capital estrangeiro, além de aprimorar os instrumentos de controle, informação e fiscalização para atualizar os dados. O relator apontou alguns motivos para a urgência de uma nova lei. A expansão da fronteira agrícola, com o avanço do cultivo em áreas de proteção ambiental e em unidades de conservação; a valorização "desarrazoada" do preço da terra e a especulação imobiliária que aumenta custos à reforma agrária; o crescimento da venda ilegal de terras públicas; a utilização de recursos oriundos da lavagem de dinheiro, do tráfico de drogas e da prostituição na aquisição dessas terras; o aumento da grilagem de terras; a proliferação de "laranjas" na aquisição dessas terras; e a biopirataria na região amazônica.
Valor 27.10.2011 - Pringuet, presidente da Pernod Ricard, aposta que brasileiro que bebe uísque Passport passe a consumir Ballantine's. Na sua segunda visita ao Brasil desde 2008, quando assumiu a presidência da Pernod Ricard, Pierre Pringuet tem dúvidas sobre o lugar do país no ranking mundial da fabricante de bebidas. "É um dos nossos 10 principais mercados?", pergunta Pringuet a Bryan Fry, presidente da Pernod Ricard Brasil. "Não, é um dos 15 maiores", responde Fry. "Então temos trabalho pela frente", brinca o CEO mundial da francesa Pernod Ricard. "O Brasil tem capacidade para se tornar rapidamente um dos nossos 'top ten'", disse Pringuet ao Valor. A dúvida do presidente mundial da Pernod Ricard - uma das maiores fabricantes de bebidas destiladas do mundo, dona da vodca Absolut e do uísque Chivas - tem sua razão. O Brasil teve desempenho admirável nos negócios da multinacional nos últimos meses. No ano fiscal encerrado em 30 de junho, as vendas no país cresceram 12%, só atrás das subsidiárias da Ásia (média de 15% de crescimento orgânico). No mundo, a receita líquida subiu 7% no ano, para € 7,6 bilhões. No primeiro trimestre do ano fiscal 2011/2012, que terminou em 30 de setembro, o Brasil voltou a surpreender: alta de 17%, puxada por Absolut, Chivas Regal e Passport. No mundo, a receita líquida cresceu 6%, para €1,98 bilhão. Para a Pernod, o aumento do poder de compra da classe média nos últimos anos favorece a busca por produtos mais sofisticados. A empresa aposta que o consumidor dos seus uísques Natu Nobilis (R$ 26) ou Passport (R$ 39), por exemplo, migre para marcas de maior valor do seu portfólio, como Ballantine's Finest (R$ 61,55) ou mesmo Chivas 12 anos (R$ 110).
"Tornar os nossos produtos cada vez mais premium é uma das nossas três estratégias globais, ao lado da globalização e da descentralização", diz Pringuet, referindo-se à presença global da Pernod (70 países em cinco continentes) e à necessidade de conferir poder local aos presidentes das subsidiárias para que tomem decisões rápidas.
Por isso, o australiano Fry não descuida do portfólio para a base da pirâmide. Depois de uma década longe da mídia, a vodca Orloff volta a estrelar campanha no mês que vem. Em nova embalagem, o produto custa R$ 21,90. Uma nova garrafa do uísque Natu Nobilis (R$ 25,80) também será apresentada este ano. Fry trabalha para que o Brasil atinja logo um lugar entre os dez mais da Pernod. "Nos últimos dois anos, aceleramos os nossos investimentos em pessoas e marcas", diz Fry. Este ano, os investimentos locais cresceram 50%. Foram contratadas 50 pessoas para completar o quadro da empresa, de 500 funcionários. Em 2012, Fry planeja aumentar em mais 30% a injeção de recursos.
No país, a empresa acaba de lançar a Absolut Elyx, uma vodca premium que custa R$ 190 (o dobro da versão original). A bebida batiza a primeira loja da Pernod Ricard no mundo, aberta ontem em São Paulo. O ponto de venda sazonal, no Shopping Cidade Jardim, vai oferecer drinques e kits da bebida até o fim de dezembro. O marketing se justifica: o Brasil acaba de se tornar o segundo maior mercado do mundo para a Absolut, atrás apenas dos Estados Unidos.
A aposta no luxo continua na edição limitada do Royal Salute 62 Gun Salute, um uísque vendido a R$ 10 mil a unidade no Brasil. O país terá apenas 50 exemplares da garrafa de cristal, pintada a ouro.
Estadão 27.10.2011 - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que a presidente Dilma Rousseff determinou como diretriz de governo que o Poder Executivo ataque os gargalos logísticos nos próximos meses, como os relativos a ferrovias, portos e rodovias. "Os investimentos em infraestrutura e logística são muito importantes para a continuidade do desenvolvimento do Brasil", disse Coutinho, no segundo seminário Febraban/BNDES sobre financiamento de longo prazo. "Não há nenhuma razão para que os investimentos nestes setores não alcancem uma expansão expressiva nos próximos anos", afirmou. Coutinho também disse hoje que o Brasil, na margem, está registrando um patamar de expansão abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) potencial. Ele destacou, contudo, que o País tem perspectivas muito favoráveis de crescimento em 2012 e nos anos seguintes, pois conta com saudável incremento da concessão de crédito, aumento da renda das famílias, níveis relevantes de investimentos das empresas e níveis muito bons de geração de empregos. "O Brasil não corre o risco de bolha de crédito, ao contrário", destacou. "As condições de crescimento do País para 2012 e próximos anos são sólidas e percebidas pelo mercado", disse.
Coutinho ainda fez uma menção rápida sobre o anúncio feito por autoridades europeias durante a madrugada de hoje, sobre um acordo para desconto de 50% da dívida soberana da Grécia e aumento do fundo de estabilização financeira do continente, para cerca de 1 trilhão de euros. "Hoje talvez seja um dia de euforia nos mercados, pois avança na Europa o desenho de uma arquitetura financeira para o enfrentamento da crise", destacou.
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