segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Azul.CA.24.10

Daily News


Vanguarda Agro vende unidades no RS à Camera Agroalimentos
Valor 24.10.2011 - A Vanguarda Agro – nome adotado desde setembro pela Brasil Ecodiesel  - anunciou hoje ao mercado a venda de suas plantas de biodiesel em São Luiz Gonzaga e em  Rosário do Sul, no Rio Grande do  Sul, à Camera Agroalimentos. Segundo comunicado à CVM, o negócio foi fechado por R$ 58 milhões, sendo  R$ 12 milhões pagos no ato da assinatura do contrato definitivo e o restante em 36 parcelas mensais. A empresa  informa que a venda das unidades “está em linha com a estratégia de alienação de ativos ociosos”, visando melhorar a sua estrutura de capital.

NE aposta na expansão do setor sucroalcooleiro
DCI 24.10.2011 - A Região Nordeste brasileira está captando recursos e investimentos para expandir a sua produção de cana-de-açúcar, de açúcar e de etanol. Mais avançada nessa busca está a Bahia, que na última  semana inaugurou duas usinas no extremo sul do estado e possui mais três projetos em andamento. Já Pernambuco vive a expectativa de uma expansão de área de 200 mil hectares. E o Piauí espera obter parcerias para  instalação de mais uma usina. Muito se comenta que o setor sucroalcooleiro brasileiro vive às voltas com falta de investimentos, pequenas expansões e crescimento insuficiente para atender a demanda por açúcar e etanol. A  Região Nordeste do Brasil, entretanto, que tem poucas áreas de plantio de cana sem irrigação, está atraindo a atenção de investidores e projetos privados para ampliar a participação no setor.
O estado mais avançado é a Bahia, que tem atualmente 100 mil hectares de cana e produz cerca de 6,5 milhões de toneladas por safra, mas não produz álcool e açúcar suficiente para atender à sua demanda.

Rastreamento de carros baterá recorde de R$ 1 bi
DCI 24.10.2011 - As oscilações da economia internacional estão longe de afetar pelo menos um segmento este ano no Brasil: rastreamento de veículos. Ao contrário, a área vai encerrar o ano comemorando um recorde de  R$ 1 bilhão de faturamento, aproximadamente. Cerca de 400 empresas se dedicam a esta atividade, que deve crescer na ordem de 25% este ano.
Apesar do forte desempenho, as companhias afirmam que entraves como o aumento da violência nas estradas e os altos impostos podem onerar o setor, no qual o custo do seguro mais o do gerenciamento de risco (como  o rastreamento às vezes é chamado) correspondem a algo entre 12% e 15% do valor do frete rodoviário - e isto é repassado automaticamente ao preço dos produtos.

Por que a Hypermarcas pode ser mais forte em remédios e higiene pessoal
Exame 24.10.2011 - Companhia terá a seu favor clientes mais pulverizados, ao focar nestes dois segmentos e menos em outros mercados.
A Hypermarcas acertou, neste sábado, a venda das marcas Assim e Mat Inset para a Flora, controlada pelos donos do JBS, conforme apurou EXAME. Trata-se de mais um passo na reestruturação do portfólio da  Hypermarcas, que nasceu em 2002 com a intenção de ser a "Unilever brasileira", em alusão à gigante anglo-holandesa de bens de consumo.
Ainda está em negociação a marca Assolan, de palhas de aço. Há tempos, também, a empresa busca um comprador para a marca Etti. Ao final, a companhia deve se concentrar nas áreas de higiene pessoal e  medicamentos. A Hypermarcas ficará menor, mas atuará em setores onde terá maior poder de barganha, segundo os analistas – ou seja, no final das contas, pode sair mais forte de tudo isso.
Clientes menores: Priorizar os setores de medicamento e higiene pessoal traz algumas vantagens à Hypermarcas, segundo os especialistas. Além de complementares, são setores nos quais o varejo cresce a passos bem  mais largos, na comparação com o varejo de alimentos, que já está consolidado no país, diz Eugenio Foganholo, consultor de varejo.
A conta é simples. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, em 2010, as três maiores redes do país (Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart) responderam por nada menos que 43% dos 201,6 bilhões de  reais que o setor faturou. Só o grupo de Abílio Diniz, líder do setor, respondeu por 36,14 bilhões de reais, segundo a Abras. Ou seja: 15,7% do total.
Do outro lado – o das farmácias, que também podem vender produtos de beleza e higiene pessoal -, a concentração é menor. Segundo um relatório recente da corretora Fator, assinado pelos analistas Iago Whately e Caio  Walter, as quatro maiores redes encerraram 2010 com uma participação de mercado conjunta de 28,5%. Além disso, 42,7% desse setor é formado por farmácias independentes, ou seja, aquelas não ligadas a nenhuma  rede. “O poder de barganha da Hypermarcas vai aumentar consideravelmente, já que o varejo farmacêutico no país é bem pulverizado, ao contrário do varejo de alimentos”, afirmou Foganholo. “No mínimo, as negociações  serão bem menos estressantes do que são hoje.” E melhorar a margem de negociação também permitiria à Hypermarcas reforçar outra margem, a de lucro, que é a que realmente importa. Segundo Francisco Kops, analista  da Planner Corretora, a empresa terá condições de negociar melhor os preços com seus clientes, com reflexo direto na margem bruta e no ganho de rentabilidade.

“As negociações com a rede Farmais, por exemplo, são bem diferentes das com o grupo Pão de Açúcar”, disse.
Virar o jogo: Em um ano, a Hypermarcas viu seu valor de mercado cair pela metade. Em dezembro, a companhia era avaliada em 12,7 bilhões de reais. Hoje, ela vale pouco mais de 6,7 bilhões de reais.
O motivo é bem simples: nos últimos três anos, a Hypermarcas comprou mais de 20 companhias, algumas delas com margens bem baixas, outras com valor bem acima do mercado, segundo os analistas. E, ao mesmo  tempo, contraiu dívidas. Segundo Cauê Pinheiro, analista da SLW Corretora, a empresa acumula cerca de 2,8 bilhões de reais em dívidas, 20% delas atreladas ao dólar. “Além de ganhar mais rentabilidade focando em  apenas dois segmentos do varejo, a venda de ativos vai aliviar o caixa da companhia”. Talvez seja mesmo nas farmácias que a Hypermarcas vai encontrar alívio para suas recentes dores de cabeça.

Pague Menos tem registro inicial de companhia aberta
Exame 23.10.2011 - Solicitação da empresa não inclui o pedido de lançamento de ações no mercado brasileiro. Em outubro de 2009, o então presidente da Pague Menos, Francisco Deusmar Queirós, informou que pretendia realizar um IPO da companhia em 2012
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu registro inicial de companhia aberta à rede de farmácias cearense Pague Menos. A solicitação da empresa não inclui o pedido de lançamento de ações. A autorização da CVM foi publicada no site da instituição na última sexta-feira. O desejo da Pague Menos de abrir seu capital não vem de hoje. Em entrevista à Agência Estado, em outubro de 2009, o então presidente da Pague Menos, Deusmar Queirós, informou que pretendia realizar uma Oferta Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês), o que poderia acontecer até 2012. "Ainda não temos escala para abrir o capital, mas vamos manter nosso ritmo de crescimento e acredito que possamos realizar um IPO em 2012", disse o executivo na época. Para viabilizar a abertura de capital, explicou o executivo na ocasião, a Pague Menos havia contratado a KPMG para a auditoria dos balanços e a Ernst & Young para providenciar os ajustes necessários em relação às práticas de governança corporativa que seriam adotadas pela companhia.
A Pague Menos fatura US$ 2 bilhões por ano e possui mais de 400 lojas distribuídas no Brasil, segundo informações do site da rede. De acordo com o ranking da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as cinco maiores redes em faturamento em 2010 foram, respectivamente, Drogaria São Paulo (após incorporação da Drogão); Pague Menos; Drogasil; Pacheco; e Droga Raia.
Em número de lojas, a Pague Menos ocupou a liderança em 2010. Em seguida estão Droga Raia; Drogaria São Paulo; Pacheco; e Drogasil. Desde então, porém, Droga Raia e Drogasil anunciaram a fusão de suas operações, no início de agosto, e, mais recentemente, Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco fizeram o mesmo.
Itens verdes avançam no portfólio da Akzo Nobel
Valor 24.10.2011 - Hans Wijers: "Produtos sustentáveis o diferenciam da concorrência".
O currículo do CEO da Akzo Nobel, Hans Wijers, soma muitas facetas. Formado pela Universidade de Groningene, professor-assistente de economia da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, ele foi ministro de Assuntos Econômicos do governo holandês e consultor sênior de diferentes empresas. Concilia hoje seu cargo com uma diretoria não executiva da Royal Dutch Shell, a presidência da Oranje Fonds e da Ubbo Emmius Fund Foundation da Universidade de Groningen. Wijers foi o principal dirigente do WWF na Holanda, e também integrante do conselho internacional da entidade durante quatro anos. Da experiência, gostou particularmente de fechar o primeiro acordo entre uma ONG e uma empresa holandesa, no caso de energia, para a adoção de práticas mais sustentáveis. "Foi possível ver a força da marca WWF."
Nos nove anos em que está à frente da fabricante de tintas, revestimentos e produtos químicos especializados - que teve em 2010 faturamento de € 14,6 bilhões, lucro líquido de € 800 milhões e soma 55,59 mil funcionários -, ele reorganizou a empresa e seu foco de negócios, pautou novas estratégias para os mercados em rápido crescimento e está agora empenhado em revigorar a marca. Também deu ênfase aos aspectos relacionados à sustentabilidade nas operações, produtos e estratégia - como conta abaixo, em trechos da entrevista que concedeu ao Valor.
Valor: Como a sustentabilidade passou a ser um tema de interesse da Akzo Nobel?
Hans Wijers : Meus predecessores sempre estiveram muito atentos às grandes tendências de longo prazo no mundo, em como poderíamos antecipá-las, preparar nossa companhia para esse tipo de desenvolvimento. Se pensarmos a questão demográfica mundial, o desenvolvimento dos mercados emergentes e o que isso significará para o uso de água, de energia, de qualquer matéria-prima, para a qualidade da vida, precisamos tomar consciência sobre o que acontecerá neste mundo. Teremos mais de 1 bilhão de pessoas, basicamente nas próximas décadas, entrando em uma situação de renda média e eles, com direito, irão reivindicar um estilo de vida comparável ao das últimas décadas na Europa e na América do Norte. Isso nos dá várias oportunidades, mas também traz questões com as quais teremos de lidar. É possível posicionar nossa empresa de forma que ela forneça produtos e soluções para desafios desse tipo e, fazendo isso, podemos fazer nossa empresa crescer e colocá-la em posição de liderança? Com essa visão, a sustentabilidade precisa ser parte integral da definição de estratégias.
Valor: Como isso se traduz nas rotinas da empresa?
Wijers : Gastamos mais de 60% de nossos investimentos em P&D [cerca de € 350 milhões] em questões relacionadas à sustentabilidade, em como podemos reduzir nossa pegada de carbono, desenvolver processos em que não haja desperdício de água, dar a nossas atividades um nível de segurança que faça com que nunca ocorram acidentes na empresa. Podemos ajudar nossos clientes a serem mais sustentáveis a partir da compra de nossos produtos? Foi por isso que desenvolvemos tintas para aviões que os tornam mais leves, coberturas em pó para veículos comerciais que reduzem o desperdício em 30% na comparação com outras aplicações. É por isso que desenvolvemos tintas "arquitetônicas" que, em áreas como o Brasil, se aplicadas na parte externa da casa reduzem os custos de refrigeração. Há muitos exemplos. Para nós é bom porque se convencemos o cliente que temos esses produtos, eles estão dispostos a pagar um prêmio. É bom para ambos os lados. Não somos uma ONG, somos uma empresa, temos que ter lucro.
Valor: Mas os consumidores realmente estão dispostos a pagar um preço premium por esses produtos?
Wijers : O interessante é que, embora existam exceções, produtos sustentáveis o diferenciam da concorrência. Se temos um produto que dá mais funcionalidade, reduz custos ou garante mais valor ao consumidor deles, eles estão totalmente dispostos a dividir parte desse lucro. Eles querem trabalhar conosco porque seus clientes também querem esse tipo de produto.
Valor: É mais difícil para uma companhia química ser sustentável do que para uma de outro setor?
Wijers : Existe uma questão muito interessante de percepção. Se olharmos o que algumas empresas químicas estão fazendo, elas desenvolvem produtos, moléculas que os ajudam a ser mais sustentáveis. Desenvolvemos ingredientes para plásticos ou para material de embalagem que se tornam então completamente recicláveis, do berço ao berço. Existem pesquisas em andamento que mostram que os trabalhos de algumas empresas químicas de ponta estão permitindo que a sociedade torne-se mais sustentável. Mas eu noto que isso contraria a percepção em relação às empresas químicas.
Valor: É possível reverter essa percepção?
Wijers : Eu sei que há muito tempo e dinheiro gastos pela indústria na tentativa de fazer isso, de educar estudantes, jornalistas, o grande público e isso não é muito bem sucedido porque as percepções não mudam tanto. Provavelmente teremos que enfatizar a formação de professores nas escolas, porque eu vi aqui, nesse país, por exemplo, como os professores dos meus filhos se referiam à indústria e isso mostrava claramente que eles não eram tão bem formados... É um desafio, mas a realidade é que se eu olho em volta, companhias pares como a Basf, Dow, DuPont, DSM investem muito em sustentabilidade, elas têm alguns dos processos mais limpos, muito de suas pesquisas estão na realidade criando as estruturas para uma sociedade mais sustentável. Deveríamos ser mais explícitos em relação a isso e não tão defensivos. O problema é que em um setor, às vezes os piores decidem a imagem de todos. Por isso os governos são importantes: eles deveriam impor padrões ambientais estritos, mas também assegurar que todos estejam em conformidade.
Hypermarcas fecha venda de Assim e Mat Inset para donos do JBS
Exame 22.10.2011 -Flora ficará com as marcas Assim e Mat Inset; disputa continua em torno da marca Assolan. A Hypermarcas fechou neste sábado a venda de marcas de higiene e limpeza para a Flora, empresa da holding J&F, dos mesmos donos do frigorífico JBS. Conforme EXAME antecipou na terça-feira, os donos do JBS levaram a linha de detergentes Assim, Sim e o inseticida Mat Inset. Segundo fontes próximas à negociação, o valor aproximado da operação foi de 150 milhões de reais.
As negociações seguem em torno da marca Assolan, considerada a principal linha de produtos da Hypermarcas. Segundo fontes próximas, a Flora leva vantagem nessa disputa em relação a concorrentes como Ceras Johnson, Química Amparo e Reckitt Benckiser. Todo o portfólio de produtos de limpeza da companhia vale em torno de 250 milhões de reais.
A venda é o primeiro passo numa reestruturação anunciada em julho, que prevê a saída da Hypermarcas dos negócios de limpeza e alimentos -- e a permanência apenas nos de medicamentos e cuidados pessoais. Com lucro líquido de 86,5 milhões de reais no primeiro semestre deste ano, 13,6% menos em relação ao mesmo período do ano passado, as ações da companhia desvalorizaram aproximadamente 60% desde janeiro -- a maior queda registrada na bolsa no período.
A empresa também negociou a venda de suas marcas de alimentos - as principais candidatas são a americana McCormick e o grupo Bunge, num valor estimado de cerca de 300 milhões de reais. Após a conclusão do negócio, segundo fontes próximas, a Hypermarcas deverá encerrar a temporada de vendas para se concentrar apenas na reorganização e crescimento do negócio.


Pague Menos recebe registro inicial de companhia aberta
Valor 24.10.2011 - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu registro inicial de companhia aberta à rede de farmácias Pague Menos. A ideia inicial era realizar uma oferta pública de ações apenas no ano que vem,  mas o fundador da empresa, Francisco Deusmar do Queirós, decidiu antecipar seus planos, conforme disse em entrevista ao Valor em março, mês em que a rede cearense contratou o Itaú BBA como coordenador líder da  operação. No ano passado, a Pague Menos alcançou faturamento de R$ 2,23 bilhões, ocupando o segundo lugar no ranking do varejo farmacêutico, feito pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias  (Abrafarma) em dezembro. A liderança era ocupada pela Drogaria São Paulo, que comprou o Drogão no ano passado.
Já em número de lojas, as rede cearense lidera, com mais de 420 estabelecimentos em todos os Estados do país, deixando para trás concorrentes como a Droga Raia.

Profarma anuncia compra da Prodiet Farmacêutica
Brasil Econômico 24.10.2011 - Negócio forma uma das cinco maiores empresas de vendas para o setor hospitalar do Brasil, segundo a Profarma.
A distribuidora de produtos farmacêuticos Profarma firmou a compra da Prodiet, empresa focada na distribuição para o segmento hospitalar, em um negócio de R$ 26 milhões.
Visando sinergias nas vendas ao setor hospitalar, a aquisição será feita por meio de um aporte inicial de R$ 8 milhões e um montante secundário de R$ 18 milhões.
Sediada em Curitiba, no Paraná, e dona de cinco centros de distribuição (em São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Porto Alegre e Curitiba), a Prodiet faturou R$ 200,1 milhões no ano passado.
Em comunicado, a Profarma elenca potenciais sinergias oriundas da operação: complementaridade geográfica e de portfólio de produtos; maior exposição aos mercados hospitalares público e privado; e acesso aos  segmentos de mercado com alto potencial de crescimento (produtos oncológicos e materiais hospitalares).

Cigna compra HealthSpring por US$ 3,8 bilhões
Exame 24.10.2011 - Empresa vai pagar US$ 55 por ação da HealthSpring, o que representa um prêmio de 37% sobre o preço de fechamento da ação da companhia na última sexta-feira. A HealthSpring vende seguros de  saúde para idosos.
A companhia americana de seguros de saúde Cigna assinou um acordo para adquirir, por US$ 3,8 bilhões, a HealthSpring, que vende seguros de saúde para idosos. A Cigna vai pagar US$ 55 por ação da HealthSpring, o  que representa um prêmio de 37% sobre o preço de fechamento da ação da companhia na última sexta-feira.
A Cigna elevou a previsão de lucro por ação em 2011 para a faixa entre US$ 5,05 e US$ 5,30, da estimativa de US$ 4,95 a US$ 5,25 divulgada em agosto. A previsão exclui os impactos da aquisição da HealthSpring, disse a  companhia em sua apresentação para a Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA). A previsão de alta inclui uma estimativa de crescimento da receita no terceiro trimestre de  aproximadamente 6,5% e do lucro operacional ajustado a uma taxa ligeiramente superior ao aumento da receita.
O foco da HealthSpring é o Medicare Advantage, no qual idosos podem ter acesso ao Medicare por meio de empresas privadas e não do governo. O programa registrou um sólido crescimento nos últimos anos e analistas  esperam que esse ritmo se mantenha. A companhia tem cerca de 340.000 membros Medicare Advantage em 11 Estados e em Washington, D.C.
A Cigna obteve um compromisso de financiamento-ponte (brigde financing) que, combinado com a liquidez disponível, é suficiente para custear a aquisição. A companhia pretende aumentar em cerca de 20% o preço da  compra por meio da emissão de novas ações, com o saldo financiado a partir da emissão de dívida adicional e recursos internos de caixa. A estimativa é de que a aquisição aumente os ganhos da Cigna no primeiro ano  completo de operações após o negócio ser fechado.

Retha Imóveis
Folha 24.10.2011 - Com investimento de R$ 250 milhões, a Retha Imóveis, especializada em administração, locação e venda de galpões, desenvolverá o projeto de quatro condomínios industriais no interior de SP e MG,  com 227,3 mil m2 de área construída. Um dos projetos será feito em parceria com o fundo de investimentos americano Prudential. Outros três condomínios deverão ser planejados entre as duas companhias nos próximos  cinco anos. Nesses projetos, o aporte será de R$ 200 milhões. "O mercado no setor está como nunca senti. Os próximos anos serão de pleno crescimento", diz o presidente da empresa, Marino Mário.
A maioria dos galpões dos condomínios é alugada.
"Há dez anos, indústrias não investem em paredes. A tecnologia é mais importante." A Retha Imóveis tem outros dois condomínios logísticos em obras.
"O capital é de investidores considerados mais conservadores, que costumam receber 15% de retorno", de acordo com Mário.

Imóvel menor muda perfil e atrai investidor
Folha 24.10.2011 - Antiga quitinete agora é loft em bairros nobres da capital paulista, como Campo Belo, Brooklin e Pinheiros. As unidades pequenas tomam endereços antes dedicados a apartamentos de quatro dormitórios,  diz estudo. Quem procura imóvel novo, para morar ou investir, já percebe uma mudança no perfil de lançamentos nas áreas nobres de São Paulo.
O apartamento de um dormitório, com área média de 48 m², toma endereços antes utilizados para a construção de imóveis de quatro quartos.
Um estudo exclusivo para a Folha mostra que as cinco regiões em que houve maior aumento de apartamentos de um dormitório são: Brooklin, Campo Belo, Vila Olímpia, Bela Vista e Pinheiros.
De acordo com o levantamento da imobiliária Lopes, no Brooklin, onde não foram lançados imóveis de um dormitório entre 2006 e 2008, esse perfil passou a representar quatro em cada 10 novos empreendimentos.
Em contrapartida, a parcela daqueles com mais de três dormitórios caiu de 76% para 5%.
No Campo Belo, há hoje quatro lançamentos de um dormitório em cada 10 -antes, os pequenos eram só 3%. E, em Pinheiros, são três em cada 10, em comparação com nenhum há quatro anos.
Na Vila Olímpia e na Bela Vista, as parcelas mais que dobraram, saltando para 58% (quase seis em cada 10) e 52%, respectivamente.
Antiga quitinete: A mudança de perfil foi impulsionada por dois fatores principais: o alto valor do metro quadrado e as novas prioridades de quem compra.
"Um apartamento novo de pouco mais 100 m² nessas áreas não custa menos de R$ 1 milhão, e isso assusta o consumidor", diz Roberto Coelho da Fonseca, diretor da imobiliária Coelho da Fonseca.
O preço médio do m² lançado no Brooklin, segundo a Lopes, está em R$ 8.660. Em Pinheiros, R$ 9.520 e, na Vila Olímpia, R$ 10.630. Na Bela Vista, fica em R$ 8.150 e, no Campo Belo, R$ 8.300.
"Na hora da compra, a proximidade do trabalho e do lazer tem contado mais que o espaço do imóvel", completa Coelho da Fonseca.
Esses compradores são jovens em busca do primeiro apartamento -beneficiados pelo crédito-, famílias com só um filho ou divorciados a procura de um novo lar.
Nesse cenário, os "imóveis compactos" também mudaram. Muitos passaram a oferecer lavanderia coletiva e sala de reuniões no térreo, academia e serviço de limpeza.
"As antigas e sem graça quitinetes agora são chamadas de 'lofts'. Têm infraestrutura e grande demanda por compra e locação", diz Vinicius Leite, vice-presidente da imobiliária Fernandez Mera.

Multinacional NKTF investe US$ 200 milhões no Rio de Janeiro
Valor 24.10.2011 - A empresa dinamarquesa NKT Flexibles (NKTF) instalará uma unidade de produção de tubos flexíveis no estado do Rio de Janeiro para apoio da indústria offshore no Superporto do Açu, em construção  em São João da Barra. O investimento previsto no território fluminense é de US$ 200 milhões, com geração de 400 empregos diretos.
A assinatura do contrato da multinacional com a LLX, empresa de logística do Grupo EBX, aconteceu no Palácio Guanabara, com a participação do governador Sérgio Cabral, do presidente do grupo EBX, Eike Batista, e do  diretor-presidente da NKTF, Michael C. Hjorth. A LLX é responsável pelo projeto do Superporto, que representa o maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina: R$ 3,4 bilhões.
A previsão é de que a unidade da NKTF inicie sua produção em 2013. Instalada na margem direita do TX2, terminal onshore do empreendimento, a indústria terá capacidade para produzir 250 quilômetros de tubos flexíveis  por ano.  "A assinatura deste contrato comercial marca o nascimento do polo de indústrias de apoio offshore no TX2 e confirma a condição de excelência oferecida pelo Superporto do Açu para as empresas que prestam  serviços para aindústria de petróleo e gás", disse o diretor-presidente da LLX, Otávio Lazcano.

SKF inaugura segunda fábrica em Cajamar
Brasil Econômico 24.10.2011 - Resultado de investimentos de R$ 13,5 milhões, a segunda fábrica da SKF deverá produzir inicialmente cerca de 1,2 milhão de rolamentos por ano.
Até 2014, a produção deve chegar a 2,1 milhões de rolamentos.
Atualmente, a empresa conta com 1.050 funcionários e faturamento de R$ 800 milhões.
A unidade fabricará a linha HBU-2 para rodas já portando o sensor de ABS, conforme legislação brasileira que prevê a adoção do dispositivo nos carros fabricados a partir de 2014.
Para Amadeo Comin, diretor industrial da SKF do Brasil, outra vantagem do HBU-2 é que o componente e já vem com lubrificação e vedação.
"É um produto para a vida toda do veículo", explica.

Petrobras só aceita 7% dos fornecedores
DCI 24.10.2011 - As empresas brasileiras da cadeia de petróleo e gás ainda precisam de mais preparo para se tornarem aptas para as licitações da Petrobras. Mais de 300 companhias participaram de processo seletivo da  Petrobras, mas só 20 delas, o equivalente a 6,66%, conseguiram cadastro para participar do processo licitatório da estatal.
"Nós queremos empresas que tenham planos sustentáveis e que sejam competitivas hoje e no futuro", afirmou o secretário-executivo do Fórum Regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás  (Prominp), na Bacia de Santos, Jaime Taka. O projeto do governo federal visa à qualificação da indústria e estabeleceu parceria com a Petrobras para certificar empresas para o fornecimento de produtos e serviços no  segmento de óleo e gás. Taka ressalta, porém, que os candidatos a trabalhar com a estatal estão hoje mais bem preparados legalmente e tecnicamente. "Temos percebido que as empresas estão se preparando para a  grandeza do pré-sal", afirmou. No entanto, o Estado de São Paulo poderia se sair melhor na corrida da Baixada Santista. "A região precisa ampliar muito o seu perfil industrial", diz Taka. De acordo com o programa Progredir,  voltado para a cadeia de fornecedores da Petrobras, os financiamentos realizados já somam mais de 120, mas apenas 30% são para empresas paulistas.
Para o diretor Hans A. Schaeffer, da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), ligada ao governo do estadual, a situação no estado deve melhorar. "As empresas paulistas estão  atentas", diz. Ele também acredita que a viabilidade de um projeto da grandeza do pré-sal depende de investimentos contínuos, que devem priorizar a educação. "Capital humano é o principal fator produtivo nesse segmento."
As informações foram dadas durante uma das maiores feiras do segmento no País, a Santos Offshore, que reuniu 380 expositores vindos do mundo todo.
Durante o evento, várias entidades -como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)- promoveram diversas rodadas de negócios entre as  chamadas empresas-âncora (aproximadamente 50 companhias) e pequenas e médias. As primeiras já possuem algum tipo de contrato com a Petrobras e estão na feira para fazer parcerias.

HRT já fez economia de US$ 250 milhões com a crise
Exame 24.10.2011 - Petrolífera conseguiu renegociar contratos com parceiros e fornecedores dispostos a não perder negócio. Marcio Mello, presidente da HRT: reduzindo o número de poços perfurados em 2012.
Se a crise financeira global assombra boa parte das companhias no mundo, a HRT vem tentando tirar bom proveito da situação. Isso porque, a companhia conseguiu gerar uma economia de cerca de 250 milhões de dólares  ao renegociar seus contratos. “Muitos contratos fechados antes da crise foram refeitos e, com as novas renegociações, conseguimos melhores condições. Nossos fornecedores preferem vender pouco, mas por muito  tempo”, disse Marcio Mello, presidente da HRT, nesta segunda-feira, em um evento da companhia na BM&Bovespa.

Segundo ele, a crise deve ser passageira. “É como quando você se depara com um engarrafamento, você precisa reduzir a velocidade, mas sabe que aquilo ali não vai durar para sempre”, afirmou o empresário.
Diante desse novo cenário global, a HRT reduziu de 31 para 19 o número de poços de petróleo a serem perfurados no próximo ano. Os investimentos previstos para o ano, no entanto, não foram reduzidos e, em 2012, a  companhia planeja fazer aportes na ordem de 750 milhões de dólares. O valor deve ser o mesmo para 2013.

Empresas de capital aberto no Brasil investem 10,5% mais em inovação
Estadão 24.10.2011 - Apesar disso, número de empresas brasileiras no ranking permaneceu inalterado com cinco grupos.
As empresas de capital aberto no Brasil seguiram o ritmo global e aumentaram em 10,5% o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no ano passado. O montante destinado passou de US$ 1,9 bilhão em 2009  para US$ 2,1 bilhões em 2010, segundo o estudo anual "Global Innovation 1000 de 2011" divulgado hoje pela consultoria global Booz & Company.
Apesar de investirem mais, o número de empresas brasileiras citadas no ranking de gastos com inovação permaneceu inalterado com cinco grupos: CPFL Energia, Embraer, Petrobrás, Totvs e Vale. A maioria delas  aumentou a fatia de investimentos em P&D no ano passado. A única que fez o caminho inverso foi a Vale, que cortou recursos para esta finalidade - passaram de US$ 1,115 bilhão para US$ 891 milhões em 2010.
No âmbito global, as mil empresas de capital aberto que mais investiram em pesquisa e desenvolvimento em 2010 elevaram os investimentos em P&D em 9,3%, totalizando uma cifra de US$ 550 bilhões. Trata-se de "uma  forte recuperação com relação ao declínio de 3,5% de 2009 - o que marca um retorno à trajetória de crescimento no longo prazo dos gastos com inovação", destaca a pesquisa da Booz & Company.
Das organizações acompanhadas pela consultoria no mundo inteiro, 68% elevaram os seus gastos com P&D em 2010. O destaque ficou para os setores de informática e eletrônicos, saúde e automotivo, que juntos  responderam por mais de três quartos (77%), ou US$ 36,1 bilhões, de uma expansão de US$ 46,8 bilhões.
Os segmentos que apresentaram o maior porcentual de crescimento em P&D foram software e internet (11%), saúde (9,1%) e insumos (8,5%). Novamente a Apple foi citada como a empresa que mais investe em inovação  pelos 600 executivos consultados pela Booz & Company.
Google e 3M ocuparam o segundo e terceiro postos, nesta ordem. Além destas, o Facebook também foi bastante lembrado pelos executivos, entrando na décima colocação.

Sara Lee venderá negócios de café e chá à Smucker por US$350 mi
Exame 24.10.2011 - Empresa comercializará a maior parte de seus negócios de foodservice na América do Norte. Negócio milionário envolve inclui as divisões de café e chás.
A Sara Lee está vendendo a maior parte de seus negócios de foodservice na América do Norte, o que inclui as divisões de café e chás, à J.M. Smucker, por 350 milhões de dólares.
A Sara Lee também receberá um total de cerca de 50 milhões de dólares em taxas de licenciamento durante um período de 10 anos como parte de um acordo para o desenvolvimento de novas tecnologias de café para o mercado de foodservice, composto por restaurantes e instituições, disse a companhia nesta segunda-feira.
A Sara Lee está no processo de separação em duas companhias, uma focada em marcas norte-americanas de carne e outra focada em marcas internacionais de café e chá.
O acordo deve ser concluído no início de 2012. Após essa data, cerca de 450 trabalhadores iriam para a Smucker, cujas marcas incluem a café Folgers.

Dilma inaugura ponte em Manaus e prorroga Zona Franca por 50 anos
Valor 24.10.2011 - A presidente Dilma Rousseff inaugurou hoje a Ponte Rio Negro, que liga Manaus ao município de Iranduba, no Amazonas. Com 3,5 quilômetros de extensão, é a maior ponte estaiada do Brasil em águas  fluviais, somando 400 metros os trechos suspensos por cabos. Uma multidão enfrentou o calor para participar da cerimônia de inauguração do empreendimento no dia em que a capital amazonense comemorou seus 342  anos. “Essa ponte mostra que é possível fazer com que aqui se gere empregos e, ao mesmo tempo, se preserve o meio ambiente”, disse Dilma sobre a obra que levou três anos e dez meses para ser concluída e gerou 3,4  mil empregos diretos. O empreendimento começou ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também participou da inauguração. “Hoje é dia de alegria. Valeu a pena”, afirmou Lula. Prorrogação da  Zona Franca: Na cerimônia, Dilma também assinou Proposta de Emenda Constitucional e Projeto de Lei para prorrogar por 50 anos a Zona Franca de Manaus e ampliá-la à Região Metropolitana. Os textos serão enviados ao  Congresso Nacional. “É o reconhecimento da situação do povo do Amazonas e também do que representam a floresta e a biodiversidade, essa imensa riqueza”, ressaltou a presidente. Após a cerimônia de inauguração,  Dilma atravessou, de carro, os 3,5 quilômetros da ponte sobre o Rio Negro. O empreendimento custou R$ 1,099 bilhão, o que inclui obras complementares, como a construção de 7,4 quilômetros de acessos viários do lado  de Manaus e de Iranduba, e a implantação dos sistemas de proteção dos pilares contra choque de embarcações, de sinalização náutica e de iluminação da ponte e de seus acessos.
Do total de recursos aplicados, R$ 586 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 513 milhões do Governo do Amazonas.

Kirchner conquista vitória arrasadora nas presidenciais argentinas (oficial)
AFP 24.10.2011 - A presidente argentina, Cristina Kirchner, conquistou uma vitória esmagadora com 53,7% dos votos, após a apuração de 96,7% das urnas, o maior triunfo desde o retorno da democracia em 1983, e  dedicou a vitória ao falecido marido, o ex-presidente Néstor Kirchner. A ampla vitória permite e Cristina Kirchner, 58 anos, uma advogada peronista, manter a maioria no Senado e recuperar o controle da Câmara dos  Deputados, perdido nas legislativas de 2009. "Convoco a unidade, aprofundando um projeto de ajude a melhorar a vida dos 40 milhões de argentinos", afirmou em um palanque diante da Casa Rosada, diante de uma  multidão. O socialista Hermes Binner, com 17%, foi o segundo mais votado. Critina Kirchner é a primeira mulher reeleita na história do país, para um mandato até 2015, e registrou o maior número de votos desde a  redemocratização, superior aos 51% de Raúl Alfonsín em 1983. A lei argentina consagra presidente o candidato com mais de 45% dos votos ou mais de 40%, mas com vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado.
A participação foi de 77% dos quase 29 milhões de eleitores. Quase quatro horas depois do fechamento dos centros de votação, com apenas 15% das urnas apuradas, a presidente se declarou vitoriosa em um discurso  diante de centenas de partidários em um hotel da capital que serviu de quartel general da sua campanha. A presidente argentina se declarou vitoriosa ao afirmar que "na vitória sempre é preciso ser maior ainda" e ao saudar  seu ministro da Economia e companheiro de chapa Amado Boudou como "vice-presidente eleito". As pesquisas de boca de urna divulgadas pela televisão indicavam a reeleição de Cristina com 55% dos votos.
Atrás de Binner, governador da província de Santa Fé, aparecem o deputado Ricardo Alfonsín (11,1%) e Alberto Rodríguez Saá (7,9%), anunciou o ministro do Interior, Florencio Randazzo.
A vitória arrasadora ocorre dias antes do primeiro aniversário da morte de seu marido Néstor Kirchner (2003-2007).
Eufóricos, militantes governistas saíram às ruas minutos depois do anúncio da reeleição da mandatária pela TV e começaram a agitar bandeiras e a bater bumbos na Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo.
"Somos a gloriosa Juventude Peronista!", cantavam os manifestantes na praça.
Antes de votar em Río Gallegos (2.600 km ao sul de Buenos Aires), onde está enterrado seu marido, a presidente afirmou com lágrimas nos olhos: "Não posso dizer que é um momento de felicidade porque estaria mentindo,  também não diria que é de tristeza. Onde ele estiver, deve estar muito feliz com o fato de as pessoas terem ido votar, todas em paz".
A mandatária assumiu o poder e o peronismo depois da morte de seu marido, no dia 27 de outubro do ano passado.
Néstor Kirchner foi quem tirou o país do buraco após a tragédia econômica e social do final do século XX, e renegociou a dívida após o maior 'default' da história.
A popularidade de Kirchner é apoiada, segundo analistas, na dinâmica da economia, no consumo e nas exportações agrícolas em um país com uma média de 8% de crescimento do produto interno bruto desde 2003.
Outra política dos Kirchner foi promover os julgamentos por crimes na ditadura (1976-1983) com 244 militares e policiais condenados e outros 800 que aguardam sentença.
" razão da vitória é simples: 60% dos argentinos estão bem e dos 40% restantes que estão mal, a metade é peronista", disse à AFP o sociólogo Jorge Giacobbe, diretor da consultoria de mesmo nome e ex-assessor da  Transparência Internacional. Giaccobe disse que outros motivos são "a inexistência de oposição e a comprovação de que os meios de comunicação opositores (majoritários) não incomodam Kirchner".
Durante sua campanha, Kirchner ressaltou a redução dos níveis de pobreza, que hoje chega a 8,3% (2 milhões de pessoas nas 31 principais cidades do país).
Kirchner já tinha obtido 50,7% dos votos nas primárias obrigatórias de 14 de agosto.
Quase 29 milhões de argentinos estavam habilitados a votar nestas eleições, em que também foram renovados a metade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e foram eleitos nove governadores.

Whitney tem US$ 300 milhões para AL
Valor 24.10.2011 - Marcelo Aguiar, da Whitney: grupo está analisando seis propostas de aquisição e planeja estar entre os cinco maiores do país, com 200 mil alunos.
O grupo americano Whitney planeja investir US$ 300 milhões em aquisições de instituições de ensino superior na América Latina, dos quais US$ 200 milhões no Brasil. Marcelo Aguiar, vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo da companhia, disse ao Valor que o grupo está analisando, neste momento, seis propostas para expandir seus negócios no país.
Esses investimentos deverão ser feitos até 2013, segundo Aguiar. "A Whitney pretende atingir a marca de 200 mil alunos no Brasil, o que nos colocaria entre os cinco maiores grupos de instituições de ensino do país", disse o executivo, que atuou nos últimos 10 anos como diretor do AIG Capital, coordenando investimentos de private equity na América Latina. De acordo com Aguiar, o grupo está olhando três ativos em São Paulo, um no Nordeste, um no Sul do país e um outro no Centro-Oeste.
Criado há seis anos, o grupo tem como foco investir em instituições de ensino na América Latina. Nesse período, a Whitney já aplicou cerca de US$ 250 milhões em aquisições no Brasil, Chile, Argentina, Colômbia e Panamá, que totalizam cerca de 90 mil estudantes. Tradicionalmente, a Whitney adquire 80% do negócio e mantem o sócio local com 20%. "Nada impede que compremos 100% do negócio", disse. No Brasil, a companhia adquiriu no início deste ano a Universidade Veiga de Almeida, localizada no Rio de Janeiro. O grupo também controla o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador. Atualmente, a operação brasileira é a mais importante para o grupo americano que possui cerca de 32 mil alunos no país. Segundo dados do Inep, entidade do MEC, 15 mil estudantes são da Veiga Almeida e os outros 17 mil são da Unijorge. Atualmente, os maiores investidores em instituições de ensino no país são os grupos Kroton, Anhanguera, Laureate e Estácio, que somam, juntos, cerca de 600 mil estudantes. Segundo Aguiar, há cerca de 2 mil instituições de ensino privadas no Brasil. "Os maiores grupos detêm apenas 25% desse mercado. Ou seja, há muito espaço para consolidação", afirmou. Os primeiros passos dados pela Whitney no Brasil foram considerados tímidos, mas o grupo planeja uma estratégia mais agressiva para os próximos anos. "Antes da crise financeira global [desencadeada em 2008], um ativo desse setor era avaliado acima de 15 vezes o Ebtida [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações]. Atualmente, os negócios são avaliados, em média, em até oito vezes [o Ebtida]", disse. "A margem de lucro também é atraente", afirmou. Com sede em Dallas, nos Estados Unidos, a companhia decidiu fechar seu escritório em Miami para abrir em São Paulo. Segundo Aguiar, um time de fusões e aquisições está sendo criado para tocar os negócios no país. "Temos planos de abrir o capital quando atingirmos a marca de 300 mil estudantes na América Latina, mas faremos o IPO nos Estados Unidos", disse. Neste ano, o grupo prevê receita de US$ 244 milhões em 2011, um crescimento de 290%, se comparado a 2006, quando o grupo começou a fazer as aquisições.

Gol espera fechar acordo com Aerolíneas no início de 2012
Folha 23.10.2011 - Origem de quase metade (46%) dos 5,1 milhões de turistas que vieram ao Brasil no ano passado, a América do Sul passou a ser prioridade entre as principais companhias aéreas do país.
Além da fusão da TAM com a chilena Lan, que segue em análise pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Gol também está em negociação com um parceiro do continente, a Aerolíneas Argentinas. Após assinarem memorando de entendimento no final de setembro passado, as duas companhias esperam integrar seus programas de relacionamento até o começo do primeiro semestre de 2012. "O processo está caminhando. O tempo previsto para conclusão do acordo seria de dois meses, se não estivéssemos no final do ano, quando as coisas andam mais devagar", diz Eduardo Bernardes, diretor da GOL. Nos próximos dois anos, a Embratur prevê investimentos de R$ 42 milhões para atrair um número ainda maior de turistas da América do Sul para o Brasil.

Fatia de Portugal na EDP tem 6 propostas de compra
Exame 23.10.2011 - Eletrobras é uma das interessadas; alemã E.ON e a chinesa Three Gorges também estão na disputa. O governo de Portugal, por meio da Parpública - Participações Públicas (SGPS), recebeu propostas de seis empresas interessadas na aquisição de sua fatia de 21,35% no capital da Energias de Portugal - EDP. A informação foi comunicada pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal na última sexta-feira.
Uma das companhias que manifestou interesse foi a Eletrobras. "Montamos uma proposta equilibrada, de acordo com a nossa visão de futuro conjunto da EDP e da Eletrobras", disse José da Costa, presidente da Eletrobras, em nota enviada à imprensa.
Segundo ele, ter uma participação significativa na empresa portuguesa permitiria à Eletrobras dar um salto no seu processo de internacionalização, com a entrada nos mercados norte-americano, no qual a EDP tem uma operação composta por usinas eólicas, e europeu. A Eletrobras e a EDP já são sócias nas usinas Lajeado e Peixe Angical, ambas em Tocantins.
Fontes afirmaram à agência de notícias Dow Jones que a alemã E.ON e a chinesa Three Gorges também apresentaram propostas. Além destas, a Cemig teria manifestado interesse pelo ativo, conforme notícias na imprensa portuguesa. A estatal mineira, porém, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. A venda da participação acionária do governo português na EDP faz parte da privatização da empresa, cuja conclusão está prevista para 2012, segundo apurou a Agência Estado.

Unidas tem demanda fraca para debêntures
Valor 24.10.2011 - Em meio às incertezas sobre os desdobramentos da crise externa e com a resistência dos investidores em assumir riscos, a empresa de locação de veículos Unidas teve dificuldades para viabilizar a captação de R$ 500 milhões em debêntures. Conforme apurou o Valor, a companhia não obteve demanda suficiente para colocar toda a emissão no mercado.
Como a oferta conta com garantia firme, parte dos papéis deve ficar com os bancos que coordenaram a operação - BTG Pactual (líder), BB Banco de Investimento, Bradesco BBI e BES. Procurada, a empresa informou estar em período de silêncio por conta da emissão e não se pronunciou.
Com a fraca procura, a Unidas não conseguiu reduzir a taxa durante o processo de coleta de intenções de investimento ("bookbuilding", no jargão de mercado). A primeira série pagará remuneração aos investidores equivalente à variação do CDI mais 2,90% ao ano, enquanto a segunda série terá correção pelo IPCA mais 8,39% - equivalente a um prêmio também de 2,90% sobre a NTN-B com vencimento em agosto de 2016. As debêntures têm prazo de cinco anos. A maior parte dos recursos captados será usada para resgatar uma emissão de R$ 325 milhões em notas promissórias, que vence em fevereiro de 2012 e pela qual a companhia paga o equivalente a 108,7% do CDI. A emissão da Unidas é um mais um sinal da cautela dos investidores com papéis de dívida de empresas consideradas mais arriscadas. A operação recebeu classificação 'A-(bra)' da Fitch. No mês passado, a incorporadora Tecnisa - que obteve classificação de risco semelhante da Standard & Poor's - captou apenas R$ 250 milhões em uma emissão de debêntures, abaixo dos R$ 300 milhões originalmente pretendidos. No caso da Unidas, a avaliação é de que a empresa ainda não estava pronta para uma operação desse tamanho, ainda mais diante do atual cenário de incerteza nos mercados. A companhia recebeu em julho um aporte de R$ 300 milhões das gestoras de fundos de private equity Gávea, Kinea e Vinci, por uma participação de 47,3%. Ao contrário das empresas mais endividadas, o mercado local segue como uma opção de captação para as companhias com melhor perfil de endividamento. A empresa de shopping centers Multiplan fechou uma captação de R$ 300 milhões neste mês com ampla demanda dos investidores, apesar da crise externa, e conseguiu reduzir a taxa estipulada originalmente para os papéis - que receberam rating 'AA+' da S&P. Entre janeiro e setembro, as emissões de títulos de renda fixa - entre debêntures e instrumentos de securitização - atingiram R$ 64,4 bilhões, de acordo com dados da Anbima. Esse mercado é dominado pelos bancos de investimento locais, que travam uma árdua disputa pela liderança. Neste ano, o Itaú BBA aparece na primeira colocação no ranking da Anbima, quando se considera apenas o volume das ofertas efetivamente distribuídas a mercado. Em segundo aparece o BTG Pactual e em terceiro, o Bradesco BBI. Esse critério, porém, é contestado por algumas instituições, sob a alegação de que os valores podem ser inflados com vendas de papéis para fundos da própria casa. No ranking de originação, que inclui as operações que ficaram no balanço dos bancos, a liderança em volume é do Banco do Brasil, seguido por Bradesco BBI e Itaú BBA. Já em número de emissões, o Bradesco é o primeiro colocado, à frente de Itaú e BB.
Santander se livra de pagar R$ 3,9 bilhões à Receita
Revista IstoéDinheiro 22.10.2011 - O banco Santander se livrou ontem de uma salgada conta de R$ 3,95 bilhões. O valor é reclamado pela Receita Federal, que acusa os espanhóis de um suposto abatimento irregular de impostos após a compra do Banespa em 2000. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instância que julga processos envolvendo a Receita, discordou dos argumentos do Fisco e disse não ter encontrado ilegalidade na operação. O governo pode recorrer. Desde dezembro de 2008, a Receita Federal briga para receber quase R$ 4 bilhões do Santander por entender que o banco agiu ilegalmente ao abater do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) uma parte do ágio pago na privatização do Banespa. Na ocasião, o Santander pagou mais de R$ 7 bilhões pelo banco paulista, valor 281% maior que o lance mínimo e bastante superior à oferta dos concorrentes.
Pelas regras brasileiras, empresas podem abater dos tributos parte do valor pago na aquisição de outras companhias porque o Fisco entende a operação como "investimento". Nesses casos, até 34% do ágio desembolsado pode ser descontado do pagamento do IR e CSLL dos anos seguintes à operação.
A Receita reconhece a existência desse benefício, mas diz que o caso não se aplica ao Santander porque a lei prevê o abatimento apenas para uma empresa com sede no Brasil que compra outra companhia no País. O benefício também alcança estrangeiros, mas desde que já estejam instalados em solo brasileiro. No caso julgado ontem, o Banespa foi comprado por uma unidade do Santander que havia sido aberta especialmente para o leilão. Até comprar o banco, a filial dos espanhóis não tinha empregados ou operação no Brasil, era apenas um registro. No julgamento, os conselheiros consideraram legítima a abertura dessa filial brasileira do Santander, mesmo que não estivesse efetivamente "operacional" no dia do leilão. Um dos argumentos é que as regras da própria privatização exigiam que as propostas pelo Banespa deveriam ser feitas por brasileiros ou estrangeiros por meio de uma empresa formalizada no Brasil -esteja operacional ou não. Além disso, o Carf ressaltou que havia a expectativa de lucro do banco adquirido, o que explica a existência do ágio na disputa vencida pelos espanhóis. Ou seja, existia razão comercial para o valor e o Santander não pagou o ágio apenas para ter benefício tributário no futuro.
Após a decisão de ontem, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pode recorrer a uma câmara superior no próprio Carf. Porém, precisará encontrar processo semelhante com desdobramento distinto no conselho. A PGFN disse que vai aguardar o texto do julgamento "para avaliar as providências". F As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Brookfield espera lançar o que prometeu em 2011
Valor 24.10.2011 - A Brookfield Incorporações está na expectativa de cumprir sua meta de lançar de R$ 4 bilhões a R$ 4,2 bilhões em 2011, mesmo que, para isso, sejam necessários quase R$ 2 bilhões em novos projetos no quarto trimestre. Até o terceiro trimestre, os lançamentos da companhia somaram R$ 2,125 bilhões, o correspondente a 52% do guidance para o ano.
Há R$ 2,5 bilhões em projetos programados para serem lançados no quarto trimestre, conforme o presidente da Brookfield, Nicholas Reade. Desse total, R$ 1,5 bilhão refere-se a projetos já aprovados, mas ainda sem registro de imóveis, ou com previsão de aprovação próxima.
"Achamos que vamos chegar ao ponto mínimo da meta. Mas, em termos de fluxo de caixa, não faz diferença se lançamos em dezembro ou janeiro", diz Reade. Sazonalmente, o quarto trimestre é o mais forte em lançamentos do setor, mas a concentração se acentuou ainda mais devido à demora nas aprovações de projetos, de acordo com o executivo. Nesse fim de semana, a companhia fez seu primeiro lançamento do trimestre, um empreendimento comercial de saletas, no Rio de Janeiro, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 49 milhões. No momento, existem também seis projetos em processo de pré-venda - três residenciais e três comerciais.
No mercado, comenta-se que as incorporadoras poderão ser mais cautelosas para lançar produtos neste fim de ano, em função da desaceleração do crescimento da economia. Mas, segundo o presidente da Brookfield, a companhia não tem sentido retração de demanda. "As vendas estão muito fortes", afirma. Até sexta-feira, das 18 unidades do L'Ecran, lançado no Rio em setembro pela companhia, sete foram vendidas e três estavam reservadas. O preço médio dessas unidades é de R$ 3 milhões.
A Brookfield não tem em vista captações por meio de oferta de ações nem de debêntures. Na sexta-feira, a companhia assinou securitização de R$ 150 milhões com o BTG Pactual, por meio de operação de certificado de recebíveis imobiliários (CRIs). Desse total, R$ 50 milhões têm lastro em unidades prontas e R$ 100 milhões em imóveis em construção. Os recursos entrarão no caixa da empresa em dezembro e serão usados como capital de giro. A Brookfield já havia securitizado R$ 300 milhões este ano.
A rede de intrigas do Panamericano
Estadão 22.10.2011 - E-mails capturados pela PF revelam como executivos do banco recorreram do tráfico de influência à corrupção para obter apoio político. De tráfico de influência à prática de corrupção, os executivos do Panamericano tentaram de tudo para conquistar apoio de políticos aos negócios do banco e, assim, melhorar a saúde financeira da instituição. É o que revela uma intensa troca de e-mails capturada pela Polícia Federal (PF) durante as investigações para apurar as fraudes contábeis de R$ 4,3 bilhões no banco que pertencia a Silvio Santos. No início de 2009, a direção do Panamericano pôs em marcha um plano de aproximação com os principais fundos de pensão ligados a estatais do País. Segundo a apuração do Banco Central (BC), as operações fraudulentas no Panamericano começaram em 2007. Para abrir as portas das fundações, a cúpula do banco mapeou quais eram os padrinhos políticos de aproximadamente 250 entidades que, na época, tinham patrimônio somado superior a R$ 610 bilhões.  Nas mensagens que trocava com seus executivos, Rafael Palladino, então presidente do banco, falava em procurar o senador José Sarney (PMDB-AP) e o então senador Ney Suassuna (PMDB-PB) para pedir apoio na abordagem às fundações. Em fevereiro de 2009, Palladino escreveu a Luiz Sandoval, ex-homem de confiança de Silvio Santos: "Você conhece bem o Sarney, não é? Liga para ele dando parabéns por ter ganho a presidência do Senado e depois pedimos abertura nas fundações que ele manda".  A coleção de e-mails sugere, ainda, que em Alagoas uma taxa denominada "retorno" - 25% sobre pagamentos efetuados ao Panamericano e a outros bancos credores - teria sido destinada à campanha eleitoral do PSDB sob a rubrica "doação".
As correspondências citam Luiz Otávio Gomes, secretário de Planejamento do governo Teotônio Vilela Filho (PSDB), como personagem central das negociações com instituições financeiras que tiveram de arcar com a taxa. A PF abriu inquérito para investigar "provável ocorrência de corrupção passiva e ativa".
Os executivos do Panamericano tinham relacionamento próximo com o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Luiz Gushiken. Na avaliação da cúpula do banco, "japonês", como foi identificado em alguns e-mails, tinha grande influência sobre a Funcex (fundo de pensão dos funcionários da Caixa).
No ano passado, Palladino negociou com Gushiken sobre a possibilidade de o PT receber doações de campanha de empresas e outras entidades por meio de cartões de crédito. Pela legislação, só pessoas físicas podiam usar esse meio. Uma das empresas que, na época, faziam parte do Grupo Silvio Santos era a Braspag, especializada em transações eletrônicas com cartões.
Os e-mails foram localizados pela Polícia Federal durante batida na sede do Panamericano, na Avenida Paulista, 2.240.

Site brasileiro recebe aporte estrangeiro
Folha 23.10.2011 - A página baby.com.br, fundada por dois americanos, recebeu uma rodada de investimento de sete fundos estrangeiros voltados ao setor de tecnologia, segundo o TechCrunch. O valor do aporte não foi divulgado. A operação marca a estreia dos fundos SV Angel's e Felicis Venture's no país.
China desacelera e preocupa
O Globo 23.10.2011 - Para o Brasil, a notícia não é boa, uma vez que o país é o nosso maior comprador e tem sido visto como o salvador da pátria em meio à crise. Nesta época em que as economias tradicionais da Europa e América do Norte revelam fraquezas, virou lugar comum ver a China como salvador da pátria. Diz-se que, quando a China espirra, o mundo inteiro pega um resfriado. Se é assim, é melhor ter um lenço à mão: na última quarta-feira o gigante asiático anunciou uma desaceleração em seu crescimento econômico, deixando em alerta o mundo inteiro. Para o Paraná, essa queda pode significar a necessidade de os produtores de aves e suínos reverem seus planos de investimento.
História: O tempo em que o Brasil foi chinês: Por um período em fins dos anos 1960 e o início da década de 1970, o Brasil ostentou índices de crescimento econômico semelhantes aos que a China apresenta hoje. Entre 1968 e 1976, o PIB cresceu em média 10,1% ao ano, com um pico de 14%, em 1973. Foi a época do Milagre Brasileiro, sustentado por grandes obras, investimento estatal e crédito fácil no mercado internacional. “O grande segredo era o investimento. Em proporção do PIB, o Brasil investia mais do que o dobro de hoje”, diz Judas Tadeu Grassi Mendes, da Estação Business School. A média chinesa atual é de 46%, enquanto que a brasileira aproxima-se dos 6%. “O brasileiro não devia se conformar com 4% ou 4,5%”, comenta.
Perspectivas: PIB não deve cair abaixo de 8%: Marcelo Nonnenberg, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acha que a situação chinesa não é tão preocupante. O economista crê que o avanço chinês deve se reduzir para cerca de 8%, e um problema maior ocorreria se a queda for abrupta, para algo entre 5% e 6%. “Se a China crescer 9% neste ano, apenas 0,5 ponto percentual será pelo saldo comercial e 8,5 ponto percentual virão dos investimentos e do consumo interno”, diz. Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap e ex-ministro do Planejamento, lembra que a desaceleração já era prevista e que, pelo que tudo indica, ela deve ser suave – isso se a China não surpreender mais uma vez e voltar a acelerar sua economia. “O atual plano plurianual da China já fala em desaceleração. O anterior também dizia e houve momentos que a economia cresceu mais”, disse, alegando que um avanço do PIB um pouco menor, na casa dos 8% piora o cenário mundial.
Emergentes querem mais poder de decisão: Na abertura da cúpula do Ibas, grupo de países formado por Brasil, Índia e África do Sul, na semana passada, a desaceleração global foi um dos temas. A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, defenderam que os países emergentes reivindiquem maior participação nos processos de decisão e mais coordenação nas decisões macroeconômicas. “Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou dos paradigmas vazios de preocupação social em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos”, afirmou Dilma. “Como vivemos em um mundo globalizado e sofremos as consequências das turbulências do mundo desenvolvido, temos também o direito e o dever de participar da busca de soluções para essa situação de crise.” A presidente brasileira reforçou o pleito do Ibas para oferecer novos aportes de recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que, em última análise, aumentariam o poder do grupo no processo decisório da entidade. Ela disse que é inadiável a regulamentação do sistema financeiro e acabar com a guerra cambial. Dilma lembrou ainda que provocar uma recessão não é saída para a crise. “Sabemos que processos recessivos jamais conduziram país algum a sair das crises. Temos credenciais sólidas para exigir novos fundamentos para a arquitetura financeira mundial. Esse legado deve se refletir no processo de reforma em curso no Fundo Monetário e no Banco Mundial.”
Não é nenhum desastre: o crescimento chinês ainda é algo invejável para qualquer outra nação (9,1% ao ano). Mas é o terceiro trimestre seguido de desaceleração. As projeções já estão abaixo dos 9,22% de 2009, quando o país registrou as marcas da crise iniciada no ano anterior. Com isso, a segunda maior economia do mundo, com PIB de US$ 5,878 trilhões, parece abandonar o crescimento na casa dos 10% a que se acostumou na última década.
Para o Brasil, a notícia não é boa, uma vez que a China é o maior comprador de produtos nacionais e o saldo comercial com o país representa 41% do superávit total brasileiro nos nove primeiros meses do ano. O impacto mais óbvio é nas commodities (mercadorias negociadas no mercado internacional, como minério de ferro e soja), principais itens exportados.
Segundo professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da Estação Business School, o impacto sobre o país não será tão grande. “A China é bastante dependente do Brasil e será cada vez mais”, diz. “O chinês pode deixar de comprar carro, mas não alimento, e é isso que nós fornecemos a eles.” De acordo com Mendes, o agronegócio na China está diminuindo e a demanda está crescendo, devido à migração da população para as cidades. A renda per capita também está aumentando, e mais renda significa mais demanda.  O Paraná tem desfrutado dessa demanda em alta. Os cinco principais produtos de exportação do estado são alimentares – soja em grão, bagaço de soja, açúcar, carne e miúdos de frango – e boa parte deles vai para a China, que importou US$ 2,6 bilhões em mercadorias paranaenses entre janeiro e setembro (24,5% a mais que no mesmo período do ano passado).
Para o professor Eugenio Stefanelo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a soja deve ser pouco afetada pela desaceleração chinesa. As compras vão continuar e as reduções de preço que forem registradas devem ser compensadas pelo câmbio, já que as cotações do dólar têm subido. Mas o açúcar deve perder preço no mercado internacional, em decorrência de uma demanda global menor. A procura internacional por aves e suínos deve cair, e aí há alguma razão para preocupação. “O setor de aves pode não continuar crescendo 10% ao ano, como vinha ocorrendo. Se o segmento continuar com os projetos de aumento de produção, há o risco de o preço cair mais, talvez abaixo do custo de produção”, opina Stefanelo. Em menor escala, a mesma preocupação afeta a produção e exportação de suínos.
O Brasil também pode perder nas exportações da indústria, de acordo com Júlio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. “A desaceleração atinge outros países que estão crescendo no embalo chinês e que compram nossos produtos industrializados, como os vizinhos sul-americanos”, observa.


Cristina Kirchner é reeleita na Argentina, segundo boca-de-urna
Reuters 23.10.2011 - A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, obteve no domingo sua reeleição ao vencer as eleições com 55 por cento dos votos, segundo uma pesquisa de boca-de-urna encomendada pelo governo e a qual a Reuters teve acesso. O governador socialista de Santa Fe, Hermes Binner, ficou em segundo, com 14 por cento dos votos, de acordo com a sondagem realizada com base em 30.000 entrevistas. Segundo o canal de TV C5N, Cristina ganhou com ao menos 37 pontos percentuais de diferença para o segundo colocado. Se o resultado for confirmado, a presidente receberia um forte apoio popular para continuar suas políticas intervencionistas, que a maioria dos argentinos aprovam, mas que geram fortes críticas de empresários e investidores. Cerca de 28,8 milhões de pessoas estavam habilitadas para votar nas eleições que, além do presidente e vice-presidente, serão eleitos nove governadores provinciais, 130 deputados e 24 senadores. A eleição permitiria que o bloco peronista liderado por Cristina recupere o controle do Congresso, com maioria própria ou com a ajuda de aliados.
Ao votar na província de Santa Cruz, a presidente defendeu suas políticas, dizendo que o país obteve um crescimento sólido em meio à turbulência econômica global.
"Quando você olha o que está acontecendo no mundo, pode se sentir muito orgulhoso por ser argentino", disse ela, vestida de preto.
Cristina Kirchner, que deu ao Estado um papel determinante na economia, sofreu baixos níveis de aprovação e protestos enfurecidos de agricultores e eleitores de classe média no começo de seu mandato. Mas a morte repentina do marido Nestor há um ano provocou a solidariedade do público, que lhe deu impulso nos níveis de aprovação, que ela vem conseguindo manter.
Segundo a lei eleitoral argentina, os candidatos têm vitória garantida em primeiro turno se conquistarem mais de 45 por cento dos votos


Brasil redefine relação comercial com Argentina
Valor 24.10.2011 - Terminou ontem um longo sequestro: a política comercial do Brasil para a Argentina foi refém, com implícita autorização oficial, do processo eleitoral no país vizinho. Decidida a presidência, ontem, no país vizinho, Brasília quer maior liberdade de ação. Não foi para ajudar na reeleição de Cristina Kirchner, prevista em todas as pesquisas de opinião, que o governo esforçou-se em sua "paciência estratégica" com as ações protecionistas no país vizinho. Foi cálculo político: atitudes mais agressivas no campo econômico provocariam reações do governo argentino mais voltadas ao público interno. Por isso, decidiu-se esperar.
Cristina Kirchner eleita, seu vice-presidente será o atual ministro da Economia, Amado Boudou. E, para o lugar de Boudou, pode ir a atual ministra da Indústria, Débora Giorgi, uma das algozes da indústria brasileira bloqueada na fronteira pelo protecionismo argentino. Nos gabinetes do governo brasileiro atribui-se boa parte das medidas protecionistas argentinas, a cargo de Giorgi, à campanha velada da ministra para ser promovia ao cargo de Boudou. Com a definição do novo governo, acredita-se, será possível travar negociações mais orientadas pelo pragmatismo e cooperação.
Nos últimos meses, os governos dos dois países encenaram um espetáculo em que os protagonistas sorriam um para o outro enquanto, por baixo da mesa, trocavam caneladas. Contra os atrasos na liberação de licenças de importação, que provocaram filas gigantescas de mercadorias brasileiras na fronteira, o Brasil passou a adotar medida semelhante. Primeiro com licenças não automáticas - e lentas - a automóveis, em maio; e, agora em outubro, quando os produtores de calçados e de alimentos brasileiros levantaram a voz contra a retenção prolongada de suas vendas aos argentinos, barraram-se chocolates e biscoitos vindos do país vizinho.
Governo tentará acordos bilaterais entre empresários A cada acumulação de caminhões nas alfândegas, os telefones tocavam, entre o ministério da Indústria argentino e o do Desenvolvimento, no Brasil. E as liberações saíam, a conta-gotas. A equipe de Dilma Rousseff espera apenas a posse de Cristina Kirchner para chamar os parceiros argentinos para uma conversa séria sobre o futuro da relação comercial, voltada a descansar canelas e telefones de lado a lado. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, tem dito a interlocutores que quer reativar a Comissão Empresarial Bilateral, formada por executivos dos dois países, para traçar uma estratégia conjunta de comércio. Aparentemente, Pimentel conta com a colaboração persuasiva das grandes montadoras, as empresas com maior capacidade de aproveitar as vantagens competitivas dos dois países, distribuindo por ambos os mercados suas cadeias produtivas. Na última conversa entre Dilma e Cristina, a brasileira disse à argentina que gostaria também de estimular o uso de estaleiros argentinos para fornecer embarcações ou componentes à Petrobras - certamente outro ponto na barganha por convivência pacífica com os vizinhos. Pimentel está certo em buscar uma solução sem conflitos para as divergências no campo do comércio. Precisará, porém, de apoio do outro lado para uma estratégia conjunta de desenvolvimento econômico, utopia tentada desde que, em 1986, José Sarney e Raúl Alfonsin lançaram as bases do que se tornaria o Mercosul. Precisará de mudanças na estratégia argentina, no segundo mandato de Cristina.
A experiência passada de negociações bilaterais no setor privado não teve fôlego muito longo; os fabricantes brasileiros de eletrodomésticos, por exemplo, acreditam só ter perdido mercado para os asiáticos e nem querem ouvir falar em conversas com os similares argentinos.
Também não está claro que papel terá no novo governo o atual secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, peronista polêmico de métodos bizarros, que incluem ameaças veladas e escancaradas a empresários argentinos, descritas pelo jornalista Ariel Palácios em divertido perfil publicado há dois anos. Moreno é quem, por ordens não escritas, tem criado restrições à compra de bens importados, inclusive brasileiros. Nas negociações com o Brasil, não participa, nem é chamado, embora sua influência seja decisiva.
Além disso, o governo vizinho considera bem sucedida sua estratégia de complicar de tal forma o trânsito de mercadorias que as empresas se veem forçadas a instalar fábricas em território argentino. Aconteceu isso com a brasileira baterias Moura e vem acontecendo com fabricantes de máquinas agrícolas - uma das maiores vítimas das vagarosas licenças não automáticas argentinas. A Argentina praticamente eliminou a concessão de licenças de importação a máquinas agrícolas brasileiras, e, nos últimos meses, assistiu a uma sucessão de anúncios de instalação de fábricas em seu território, da Case New Holland, da John Deere, e, na semana passada, da americana AGCO, que investirá US$ 140 milhões para produzir tratores, parte dos quais quer exportar ao Brasil.
"A Argentina necessitará nos próximos dez anos de 250 mil tratores; não podemos dar tal demanda interna de presente", discursou Giorgi, ao saudar o anúncio da AGCO. No Comércio ou da Fazenda, ela promete continuar um interlocutor difícil para o governo brasileiro.

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