quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Azul.CA.19.10

Daily News

Eletrobras planeja captação externa após meia-volta em agosto
Exame 19.10.2011 - Empresa quer aumentar captação de títulos em até US$ 2,5 bilhões para financiar a expansão de sua rede. A Centrais Elétricas Brasileiras SA, maior empresa de eletricidade de capital aberto da América Latina, está retomando uma captação internacional que não conseguiu completar em agosto, dentro do esforço de atender o aumento da demanda. A Eletrobras pode captar até US$ 2,5 bilhões em títulos para financiar a expansão de sua rede após uma série de apagões desde 2009, disse a Standard & Poor’s. A taxa dos títulos em dólar com vencimento em 2019 emitidos pela estatal caiu 26 pontos-base, ou 0,26 ponto percentual, da máxima de cinco meses, para 4,84 por cento em 5 de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg. A taxa média da dívida de companhias prestadoras de serviços públicos na América Latina diminuiu 26 pontos-base no período para 6,87 por cento, segundo dados do Credit Suisse Group AG.

A companhia quer voltar aos mercados internacionais pela primeira vez desde julho de 2009, em meio à escassez nas emissões de emergentes no exterior, causada pela crise de dívida na Europa. Nenhuma companhia brasileira emitiu títulos em dólar no exterior desde 20 de julho, o period mais longo desde janeiro de 2009. O plano inicial de fazer a captação em agosto foi suspenso pela onda global de venda de ativos, disse Ruth Mazzoni, analista de dívida do Standard Bank.

“Eles estão vendendo bônus para financiar planos significativos de investimento nos próximos quatro anos”, disse Marcus Fernandes, analista da S&P, em entrevista por telefone de São Paulo. “A eficiência da rede tem sido questionada nos últimos dois ou três anos devido a algumas falhas no fornecimento de eletricidade.”
Empresas em países em desenvolvimento captaram US$ 2,6 bilhões em títulos em moeda estrangeira em setembro, contra US$ 43 bilhões em emissões de dívida local, segundo dados da Bloomberg. É a maior diferença desde 2008. Não houve nenhuma captação em moeda estrangeira no mês passado por empresas com nota de crédito abaixo do grau de investimento nas escalas da S&P, Moody’s Investors Service ou Fitch Ratings, mostram os dados da Bloomberg.

Os títulos da Eletrobras pagam 162 pontos-base a mais do que a dívida do governo com vencimento em 2019. A diferença estava em 176 pontos-base em 5 de outubro, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
Reuniões com investidores: A companhia pretende fazer a captação depois de encerrar hoje uma série de reuniões com investidores de títulos nos Estados Unidos e na Europa, de acordo com uma pessoa a par das conversas, que pediu para não ser identificada por não ter permissão para falar publicamente. A Eletrobras contratou o Credit Suisse Group AG e o Banco Santander SA para coordenar a operação, segundo a pessoa.

A S&P anunciou em 17 de outubro que deu aos novos títulos da Eletrobras com vencimento em 2021 a classificação BBB-, a menor na escala de grau de investimento. A Moody’s deu a nota Baa2, a segunda menor na escala de grau de investimento, de acordo com uma nota também de 17 de outubro, destacando que “os recursos da emissão de títulos serão usados em sua maior parte para apoiar o plano de gastos de capital da Eletrobras.”
A assessorial de imprensa da Eletrobras não quis fazer comentários para esta reportagem.
Preço ‘certo’: Representantes da empresa discutiram planos de fazer a captação fora do País por mais de um ano. O diretor financeiro, Armando Casado, disse a repórteres em abril de 2010 que a companhia pretendia vender US$ 2 bilhões em dívida por ano em 2011 e 2012. O ex-presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, disse em entrevista em 15 de setembro que a Eletrobras poderia vender US$ 2 bilhões em títulos até o fim do ano passado.

Ruth Mazzoni, do Standard Bank, disse que a Eletrobras vai emitir os papéis se conseguir o preço “certo”.

“Eles vêm falando da venda de títulos há muito tempo, então claramente não estão desesperados”, disse Mazzoni em entrevista por telefone de Nova York. “Se o preço for certo, eles irão adiante.”
‘Preço justo’: Um “preço justo” numa colocação de títulos de 10 anos da Eletrobras seria uma taxa de cerca de 5,2 por cento, apesar de que o rendimento pode ficar maior para atrair investidores suficientes para uma captação de US$ 2,5 bilhões, disse Bevan Rosenbloom, estrategista de crédito do Citigroup Inc. A Eletrobras pode voltar atrás na venda de títulos caso os mercados globais desabem, elevando as taxas, disse Rosenbloom. A companhia pode recorrer ao governo federal ou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para conseguir o financiamento, disse ele. “Quando se coloca uma emissão enorme como esta neste tipo de mercado, é preciso haver alguma concessão aos investidores”, disse Rosenbloom em entrevista por telefone de Nova York. “Eu não diria que este mercado está para os emissores.” A Eletrobras tem planos de aumentar os investimentos em 30 por cento no ano que vem para R$ 13 bilhões, disse o presidente, José Costa Carvalho Neto, a jornalistas em 31 de agosto no Rio de janeiro. A Eletrobras tem “muitos planos de gastos de capital”, disse Ruth Mazzoni. “É uma elétrica brasileira sólida, operando em um setor altamente estratégico. Há uma grande necessidade de investimento no Brasil e o governo está deixando claro que haverá muitos investimentos por meio da Eletrobras.”

Aneel planeja cortar reajuste de distribuidora de energia com serviço ruim
Estadão 18.10.2011 - Agência está criando indicador capaz de captar a evolução da qualidade do serviço. As distribuidoras de energia elétrica que deixarem de fazer investimentos e piorarem a qualidade do serviço prestado ao consumidor terão a tarifa reduzida. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está criando um indicador que captará a evolução da qualidade do serviço. Se de um ano para outro a qualidade tiver piorado, o reajuste das tarifas da concessionária ficará menor.
Em entrevista ao Estado, Julião Coelho, diretor da Aneel, revelou que será a primeira vez que haverá uma relação direta entre qualidade e tarifa nos cálculos de reajuste do preço da energia elétrica cobrada do consumidor. "Vamos estabelecer um índice, denominado Xq, que vai pressionar as empresas a não inibir investimentos", avisou Coelho. "Se a concessionária deixar de realizar investimento, no reajuste já vamos identificar isso e reduziremos a tarifa, caso a qualidade tenha se deteriorado."

O diretor da Aneel considera fundamental o mecanismo para tornar compatível a qualidade do serviço com a tarifa, fazendo com que o investimento da distribuidora tenha "prêmio ou perda" associado ao reajuste. "Se uma empresa teve deterioração de qualidade, o Xq aumenta e a tarifa cai. Se o serviço é melhor, natural que a tarifa seja maior. Assim, temos uma remuneração (da tarifa) compatível com o serviço prestado", ressaltou.

Lucro artificial: Na metodologia atual, como os aportes das companhias em um ano só são contabilizados na revisão dos parâmetros de reajuste de tarifas - a cada quatro anos -, Coelho observou que algumas empresas criam um "lucro artificial", reduzindo investimentos e distribuindo mais dividendos.

"Se uma empresa que no ciclo passado reduziu investimento e distribuiu dividendos fizer isso no ciclo seguinte, consequentemente vai ter deterioração da qualidade, e essa situação já será identificada a cada reajuste", alertou o diretor. Coelho explica que a nova metodologia será um "mecanismo de incentivo" para evitar que a redução de investimento seja instrumento de "lucro artificial" e de distribuição de mais dividendos.
O indicador criado pela Aneel faz parte dos parâmetros para reajustar as tarifas de energia elétrica dos próximos cinco anos, denominado terceiro ciclo de revisão tarifária, que será julgado pela diretoria do órgão regulador em 1.º de novembro.

As novas regras serão definidas pela Aneel com quase um ano de atraso. O terceiro ciclo era para ter sido definido no fim de 2010, para vigorar nas revisões previstas para 2011, que na prática só terão efeito em 2012.
Por causa desse atraso, as distribuidoras Eletropaulo, CPFL Piratininga, Elektro e Bandeirante Energia, que atendem o Estado de São Paulo, além das Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e da Companhia Energética do Ceará (Coelce), que tinham revisão prevista para este ano, tiveram as tarifas "congeladas".

Laureate vai abrir um novo campus no Sul
Valor 19.10.2011 - Incorporado em novembro do ano passado ao grupo de ensino americano Laureate International Universities, o Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) vai inaugurar em janeiro de 2012 um novo campus em Porto Alegre, destinado exclusivamente aos cursos de pós-graduação. Será a segunda unidade da instituição na cidade e a terceira no Estado, incluindo a do município vizinho de Canoas.

O novo prédio ficará na avenida Carlos Gomes, uma área nobre da cidade, e está incluído em uma programação de investimentos de R$ 50 milhões no UniRitter em cinco anos a contar da incorporação, informou o diretor da Laureate para a região Sul, Eduardo Mendonça. Nesse período, o centro pretende converter-se em universidade, além de dobrar a oferta de cursos e triplicar o número de estudantes, que desde o fim de 2010 já passou de 6,5 mil para 7,5 mil.

Segundo o vice-presidente de operações da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro, a instituição também já faz planos para implantar mais dois campi em Porto Alegre com a finalidade de absorver a expansão dos cursos de graduação nos próximos anos. A ideia é promover um crescimento "forte" principalmente em áreas como engenharias e ciências da saúde, inclusive medicina, afirmou.

Desde que passou a fazer parte da Laureate, o UniRitter já anunciou o aumento de 11 para 19 o número de cursos de graduação. No primeiro semestre deste ano começaram a funcionar os cursos de engenharia civil e relações internacionais e no início de 2012 será a vez das graduações em jornalismo, publicidade, engenharia mecânica, engenharia de produção, fisioterapia e biomedicina.

Na pós-graduação, o UniRitter tem cursos de mestrado em letras, design e direito (aberto neste ano), além de um doutorado em letras e sete áreas de especialização, que reúnem um total de 800 estudantes. Conforme o reitor Flávio Reis, em 2012 deve ser implantado mais um mestrado em arquitetura e depois um novo doutorado, possivelmente em direito. Com isso, explicou, a instituição terá cumprido as exigências do Ministério da Educação para se transformar em universidade.
Ao longo deste ano o número de professores também foi ampliado de 220 para 250, dos quais 61% têm título de mestre e 29% de doutor. E com as expansões programadas para o ano que vem, até 50 novos docentes serão contratados.

O crescimento do UniRitter faz parte do programa de investimentos de R$ 1,1 bilhão da Laureate no Brasil de 2011 a 2015. Em entrevista ao Valor em março deste ano, o diretor presidente da rede americana no país, o costarriquenho Luis Lopez, disse que a meta do grupo era triplicar a base local de alunos em três a cinco anos. De 2005, quando comprou a universidade Anhembi Morumbi, a 2010, os aportes já haviam somado outros R$ 1,1 bilhão.
A Laureate tem 130 mil estudantes no Brasil, distribuídos em dez instituições e 40 campi, e está entre as principais redes de ensino superior no país. A maior é a Anhanguera, com cerca de 300 mil alunos, seguida pela Estácio, com 216 mil. No mundo, o grupo americano controla 55 instituições e tem mais de 640 mil estudantes em 28 países.


Gafisa anuncia vendas de R$ 1 bilhão no 3º trimestre
Brasil Econômico 18.10.2011 - A incorporadora de imóveis Gafisa comunicou nesta terça-feira (18/10) que acumulou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1 bilhão com lançamentos no terceiro trimestre.  Isso é 15% menos do que o registrado em igual período em 2010.

Segundo a empresa, tratas-se de um reflexo da estratégia mais conservadora para os lançamentos da Tenda - unidade voltada para projetos do segmento econômico.
De janeiro a setembro, os lançamentos da Gafisa somam R$ 2,9 bilhões de VGV, praticamente em linha com o ano passado.

No trimestre, as vendas contratadas da Gafisa totalizaram R$ 1 bilhão, também quase estável em relação ao mesmo intervalo em 2010.
Em nove meses, as vendas contratadas acumulam R$ 3 bilhões.


Vendas da Rossi totalizam R$ 917 milhões no trimestre
Brasil Econômico 18.10.2011 - A incorporadora e construtora de imóveis Rossi registrou um volume de lançamentos de R$ 1 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) no terceiro trimestre.

Tal cifra, que corresponde exatamente à fatia da Rossi nos projetos, é 9% superior ao apurado em igual período em 2010.
As vendas contratadas da companhia foram 14% maiores no trimestre, atingindo o montante de R$ 917 milhões.


Confab irá reavaliar oferta para minoritários
Exame 18.10.2011 - Assembleia aprovou a contratação da BR Partners para um novo laudo. A controladora divulgou no final de agosto uma proposta de pagar 5,20 reais por ação.

A Confab (CNFB3; CNFB4) anunciou que a assembleia especial dos acionistas aprovou a contratação de uma empresa para realizar uma nova avaliação da companhia. O objetivo é determinar o valor pago por ação aos minoritários na oferta pública de aquisição lançada pela controladora, a Tenaris. A BR Partners foi a escolhida para realizar um novo laudo de avaliação. O novo valor deverá ser divulgado no prazo máximo de até 30 dias após a formalização da contratação da avaliadora, mostra um comunicado publicado nesta terça-feira. A remuneração pelo trabalho será de 550 mil reais.
A controladora divulgou no final de agosto uma proposta de pagar 5,20 reais por ação ordinária ou preferencial, exceto os papéis detidos pela Siderca e por membros do Conselho de Administração. Os papéis preferenciais terminaram o pregão negociados a 5,50 reais e os ordinários a 5,22 reais.

Salta o serviço de delivery na alimentação fora do lar
DCI 19.10.2011 - A demanda de serviços de entrega (delivery) da área de alimentação deve dar um salto e triplicar nos próximos anos, sendo opção real de compra de 59% dos brasileiros. Este mercado de entrega de comida em domicílio deverá ser responsável por cerca de R$ 8 bilhões este ano- 10% a mais do que em 2010. No setor, cerca de 40% dos pedidos (feitos por Internet ou telefone) são de pizza, comida chinesa e lanches.

Estimativa da consultoria GS&MD aponta que, em média, 75% dos clientes também compram bebida junto com a alimentação. "O setor [de alimentação fora do lar] vive um momento de expansão: novas redes estão chegando ao País e há explosão de novos formatos", diz Ricardo Daumas, diretor da GS&MD.

Quem tem aproveitado o bom momento de compras de comida feitas por telefone é a Mondo Pizza, que atua com delivery on-line e registrou, este ano, crescimento de 300% da quantidade de pedidos feitos pela Internet, frente ao ano passado. "A Internet é a opção mais barata, rápida e simples de fazer pedidos", afirma o diretor da empresa, Marcelo Lima.
Sócio da Conveniência Delivery, José Roberto Avelar viu na criação de pacotes (kits) diferenciados de entrega uma oportunidade em estados emergentes. Especializado na entrega de diversos produtos na região metropolitana de Salvador (BA), o portal já faz sucesso. "Fazemos o atendimento constantemente, mas queremos pegar essa parcela de consumidores que sofrem um pouco com a carência do comércio noturno. Temos kits para churrasco, formatura, aniversário. Apostamos também nos itens para alimentação, saúde e diversão."


Novartis vai investir US$ 300 milhões em fábrica em Pernambuco
Estadão 18.10.2011 - Nova unidade é o maior investimento feito pela empresa no Brasil e deve entrar em operação em 2014, unidade vai gerar 120 empregos diretos.
A indústria farmacêutica suíça Novartis vai construir sua primeira fábrica de vacinas no Brasil em Pernambuco. O projeto custará US$ 300 milhões e será o maior investimento já feito pela empresa no País.

A unidade deve produzir vacinas contra o meningococo B, o micro-organismo causador da meningite cérebro-espinhal epidêmica. A fábrica de Pernambuco deve começar a ser construída ainda neste ano e começará a operar em 2014, de acordo com a Novartis.  Além de atender o mercado nacional, os produtos também serão exportados. A empresa não informa quais países vão receber as vacinas feitas no Brasil.

A Novartis já tem três fábricas no País - uma da Sandoz, sua divisão de medicamentos genéricos, em Cambé (PR), e outras duas de produção de matéria-prima farmacêutica, em Taboão da Serra (SP) e em Rezende (RJ). Ao todo, o grupo tem 2,5 mil funcionários no Brasil. Com a nova unidade de Pernambuco, a empresa deve gerar mais 120 empregos diretos.

A divisão de vacinas é uma das mais novas da Novartis. A empresa entrou neste mercado apenas em 2006, após aquisição da Chiron. Hoje, é a quinta maior fabricante de vacinas do mundo e possui medicamentos para prevenir cerca de 20 doenças, entre elas, a Influenza A.

Em 2010, a receita líquida do segmento de vacinas e diagnósticos somou US$ 2,9 bilhões, um crescimento de 25% em relação ao resultado do ano anterior. O negócio ainda é pequeno se comparado ao faturamento total do grupo, que chegou a US$ 50,6 bilhões.

No mundo, a maior fabricante de vacinas humanas é a Sanofi Pasteur, do grupo Sanofi-Aventis. No Brasil, a empresa tem parceria com o Instituto Butantan. Procurada pelo Estado, a Novartis não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Mercado novo. O Brasil não é um mercado com tradição na produção de vacinas por empresas privadas, de acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini. A maior parte dos produtos utilizados no País é importada ou produzida por laboratórios ligados ao governo, como o Instituto Butantan e o Bio-Manguinhos.

"O setor está aquecido e deve crescer no Brasil. O governo tem comprado mais vacinas e feito mais campanhas entre a população", diz Mussolini. A estimativa dele é que entre 85% e 90% das vendas de vacinas no País são feitas para o Ministério da Saúde. Até setembro de 2011, foram aplicadas mais de 61 milhões de doses de vacinas no Brasil, segundo dados do Datasus.

A expectativa do Sindusfarma é de que as grandes farmacêuticas elevem a importação de vacinas, mas que poucas decidam produzir no Brasil. "Não tivemos grandes investimentos neste setor no passado e a indústria se concentrou em outros países. O comum é produzir em um laboratório e exportar para o resto do mundo", afirma Mussolini. Hoje, os grandes polos de produção de vacinas são Itália, Inglaterra, Índia e Estados Unidos.
A indústria farmacêutica brasileira é a oitava maior do mundo, mas possui apenas 3% do mercado global, de acordo com Sindusfarma. O setor faturou R$ 35 bilhões em 2010 e cresceu 14%. Neste ano, a expectativa do sindicato é de uma expansão menor, mas ainda de dois dígitos.
O aumento da renda da população brasileira é um dos fatores que impulsiona o crescimento do mercado de fármacos. Com mais recursos, a população tem mais acesso a planos de saúde e à tratamentos médicos.


Mercado.etc abre shopping virtual para área de moda
Valor 19.10.2011 - Paulo Humberg, sócio-investidor (à esquerda), e Chico Lowndes, da Mercado.etc: foco em mercado de R$ 380 bi.
Empreendedores dos segmentos de design, moda e artes plásticas terão um espaço na internet para apresentar suas criações e tornar suas grifes reconhecidas. Chico Lowndes, um dos idealizadores do Mercado Mundo Mix, fundou a empresa de comércio eletrônico Mercado.etc, para atender empresas que atuam nesses nichos. O Mercado Mundo Mix é uma feira anual que deu publicidade para estilistas iniciantes, incluindo Alexandre Herchcovitch, Thais Gusmão, André Lima, Mário Queiroz e Marcelo Sommer.

A empresa de Lowndes tem como sócio investidor a A5 Investimentos, de Paulo Humberg, investidor-anjo já conhecido no mercado de tecnologia por suas apostas em negócios bem-sucedidos, como ClickOn, BrandsClub e Lokau. O capital investido é mantido em sigilo pelos sócios.

O site, que levará o mesmo nome da empresa e será lançado oficialmente em novembro, seguirá o modelo do Mercado Livre, em que vendedores e consumidores se cadastram e recebem avaliações dos internautas com os quais negociaram. "Existe um grande número de empreendedores da economia criativa que não se sentem à vontade para vender em sites convencionais, como o Mercado Livre", afirma Lowndes.

É chamada de economia criativa uma área da economia formada por empresas que fazem uso da criatividade e da inovação para desenvolver produtos de nicho. No Brasil, esse mercado movimenta por ano R$ 380 bilhões, em média. Os setores mais representativos são os de moda, arquitetura e design, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No país, 52 mil empresas dedicam-se à economia criativa, das quais 87,6% são de pequeno porte. Desse total, 30 mil são dedicados à indústria da moda, que fatura R$ 110 bilhões por ano no país.

Esse mercado atraiu a atenção de Humberg, experiente em avaliar negócios com grande potencial de expansão. "Nos Estados Unidos, uma empresa semelhante à Mercado.etc tem giro anual US$ 1 bilhão", afirma o sócio da A5 Investimentos. Muitos pequenos empreendedores procuravam o BrandsClub para negociar produtos, diz Humberg, mas como o clube de compras só opera com grandes volumes, os pedidos eram recusados. "O site de nicho surge como uma opção para esses empreendedores", diz Humberg.

A Mercado.etc conta com 10 mil artesãos cadastrados, que estão em fase de inclusão de produtos e de informações de suas lojas no site de comércio eletrônico. Para se ter uma base de comparação, a feira Mercado Mundo Mix reunia 30 mil empreendedores por ano. Como casos de empreendedorismo bem-sucedidos, a feira lançou o estilista Alexandre Herchcovitch e a rede de lojas de óculos Chilli Beans, que começaram com estandes no evento. "A expectativa é de que outros Herchcovitch se beneficiem do site", afirma Lowndes.

Para participar do site, o empreendedor paga uma quantia anual, além de 1% do valor das vendas que realizar. Lowndes observa que o site também incluirá funções hoje não disponíveis no Mercado Livre, como aplicativos para controle e análise da performance de vendas e também para acesso de smartphones e tablets.
A expectativa dos empresários é atrair 3 milhões de usuários no primeiro ano de operação. Esse número equivale a 15% do total de consumidores que compram na internet e foi o número alcançado pelo BrandsClub em seu primeiro ano de operação. A empresa não apresentou previsão de receita.

Telefônica projeta metade da receita do grupo no país
Folha 19.10.2011 - Foi estratégia claramente definida de tornar o Brasil seu maior negócio que levou o grupo Telefônica a pagar caro pela participação da Portugal Telecom no controle da Vivo. Após meses de negociações em 2010, a oferta foi fechada em € 7,5 bilhões. O valor deu cacife suficiente para que os portugueses não precisassem se esforçar para conquistar os controladores brasileiros da Oi. Por outro lado, a espanhola tornou-se sócia majoritário da operadora de telefonia celular e, com isso, ganhou escala, partindo para a oferta de serviços integrados e com cobertura nacional.
A Telefônica precisa do país e vai trabalhar para que Telesp e Vivo juntas representem mais de 50% na receita total em 2012. Este ano deve fechar em 40%. E essa estratégia vai puxar os investimentos.

Logo depois que Dilma Rousseff assumiu a presidência, o principal executivo do grupo, Cesar Alierta, viajou de Madri a Brasilia para informar à presidente que nos próximos quatro anos as empresas da Telefônica pretendem investir R$ 24 bilhões, o dobro do registrado nos últimos quatro anos da gestão de Luis Inácio Lula da Silva.

A crise na economia espanhola está dificultando o desempenho da empresa no país de origem. O usuário doméstico recebe ofertas de concorrentes que jogam o preço para baixo para conquistar mercado da tradicional e lider Telefônica. E com orçamento apertado, as famílias reduzem despesas.

Independentemente do ambiente interno, as operações da Telefônica no resto da Europa também enfrentam período de acirrada concorrência, por isso, a estratégia do grupo passou a ser focada na America Latina, e o Brasil o alvo principal. Unindo esforços da bem-sucedida Vivo, líder nacional na telefonia móvel, junto com a Telesp e as atividades de televisão paga por meio da TVA, a Telefônica poderá enfrentar Oi e Embratel , Claro e Net com as mesmas armas.
O presidente do grupo no Brasil, Antonio Carlos Valente, não diz qual será o peso da participação da subsidiária no faturamento do grupo, mas informa que o Brasil mantem patamar de crescimento com a distribuição de renda e a criação de novas faixas no mercado consumidor. "A nova lei que traz a abertura na televisão paga só reforça as expectativas positivas do país." A Telefônica quer oferecer TV junto com telefonia fixa, celular e dados. Em 2012, vai adotar a marca Vivo para todos os serviços, sejam fixos ou móveis.


Troca de guarda
EstadãoSR 18.10.2011 - Terminou a due diligence na Jequiti, de Silvio Santos. Com isso, está sacramentada sua venda para a Coty Beauty – dona de marcas como Adidas, Calvin Klein e Pierre Cardin, conforme antecipado nesta coluna, no começo de agosto. E desmentido pela empresa de SS.
Os mais conservadores avaliam que o negócio ronda a casa do R$ 700 milhões. Os mais otimistas, R$ 1 bilhão.

Assolan e Assim são separadas para venda
Valor 19.10.2011 - A Hypermarcas voltou a negociar a venda das operações de alimentos e de higiene e limpeza e os negócios podem ser adquiridos separadamente, conforme apurou o Valor ontem.  A Flora Produtos de Higiene e Limpeza, do grupo JBS, tem interesse em comprar as operações da Assim e MatInset. Já a Química Amparo, que controla a marca Ypê, pode ficar com a Assolan. As conversas continuam entre as partes e ainda não há nada fechado. Mas é possível que o anúncio da venda aconteça nos próximos dias. As companhias não se manifestam sobre o assunto.
Em maio, o Valor antecipou o interesse da Hypermarcas em se desfazer dos ativos e, em agosto, informou que a companhia havia desistido do plano de venda por conta das ofertas consideradas aquém do valor pretendido pela empresa.

No início desse processo, quatro empresas tinham maior interesse em adquirir os ativos de higiene e limpeza - Reckitt Benckiser, SC Johnson, Química Amparo e a Flora. Esta última tem sido mais agressiva na negociação, mas não teria conseguido, até o momento, fechar a compra também da Assolan por conta da soma alta que envolveria a venda dos dois negócios juntos (Assim e Assolan).

No caso da Etti, as companhias interessadas no negócio são Bunge Alimentos, Campbell e McCormick. Essas duas últimas não possuem fábricas no Brasil e a aquisição da Etti seria a porta de entrada das duas companhias americanas no país. Além das marcas Etti e Salsaretti, a compradora ficará com a unidade de produção em Araçatuba (SP).
As conversas entre as partes voltaram a acontecer nas últimas semanas, por conta de uma movimentação maior dos compradores. "A crise financeira assustou um pouco as empresas, e elas acabaram jogando para baixo as primeiras ofertas feitas meses atrás", disse uma fonte próxima à negociação. "Mas algumas procuraram de novo a Hypermarcas com propostas melhores e o assunto voltou à mesa", disse.

De acordo com pessoas próximas à companhia, a expectativa é que a venda dos dois negócios atinja valores de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões, no máximo. As negociações são parte do plano de consolidação da Hypermarcas que ganhou força ao longo deste ano.
A empresa quer focar os negócios nas áreas de medicamentos e higiene pessoal. A companhia está investindo num processo de integração das operações e foco em geração de caixa. Dessa forma, ela interrompeu o processo de compra de novos negócios, como já havia ressaltado em maio, e passou a focar as atividades em ganhos de sinergia e redução de custos internos.
Hypermarcas voltou a negociar a venda de suas operações de alimentos e de produtos de higiene e limpeza.


Varejo não está tão aquecido', diz Luiza Trajano
Exame 18.10.2011 - Segundo a diretora-presidente da Magazine Luiza, o Brasil não tem como ficar imune aos efeitos da crise internacionacional, por isso o impacto

A diretora-presidente da rede de lojas Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse hoje que o setor varejista "não esta mais tão aquecido" quanto antes, na comparação com a performance de vendas que vinha ocorrendo até o início deste ano. "Desde abril, (as vendas do setor) estão mais normais", disse, após participar de VI Congresso da Micro e Pequena Indústria promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo ela, o Brasil não tem como ficar imune aos efeitos da crise internacional, mas ponderou que o consumo das famílias, puxado pela geração de emprego e renda, vem reduzindo os impactos. Luiza elogiou as medidas do governo de apoio a alguns setores industriais e disse que pode chegar o momento do varejo também receber incentivos. "A indústria precisava ser socorrida primeiro", ressaltou.

Questionada sobre o convite da presidente Dilma Rousseff para comandar a secretaria da micro e pequenas empresas, ela disse que ainda não aceitou, até porque a pasta não foi criada, já que aguarda aprovação pelo Congresso. "Não tenho nem saído muito em razão desse assunto", desconversou.

Segundo ela, entre suas funções atualmente na companhia estão a parte de definição do planejamento estratégico e atendimento aos consumidores nos serviços de SAC. "Continuo trabalhando normalmente, não estou fazendo nada (relacionado) ao ministério" disse. Ela frisou que a parte operacional segue a cargo do superintendente Marcelo Silva.
Mesmo assim, a executiva destacou que entre os problemas enfrentados pelos micro e pequenos empresários esta a falta de acesso ao crédito. "Chegou o momento do micro e pequeno empresário obter financiamento, para investir em tecnologia", disse, acrescentando que estes empresários também necessitam de um melhor assessoramento para a condução dos negócios.

Walmart reduz custo e investe em integração
Folha 19.10.2011 - Marcos Samaha, presidente do Walmart no Brasil: no segundo trimestre as vendas reagiram e cresceram 2,4%.
A operação brasileira do Walmart teve que ser "quebrada" para depois poder ser "consertada". A avaliação, do alto comando da maior varejista do mundo, foi feita em encontro entre o comando da maior varejista do mundo e um grupo de analistas, na semana passada, em Bentonville (EUA). "De muitas formas, o que nós tivemos que fazer foi quebrar o Brasil para consertá-lo", disse Doug McMillon, presidente da divisão internacional do Walmart.

"As reduções de pessoal, o investimento no trabalho de integração, a mudança para o [novo] modelo de negócio foram as grandes mudanças", disse ele, ao comentar como a empresa tem agido para acelerar a reestruturação dos negócios no país. Esse processo ainda não terminou.

De acordo com Marcos Samaha, presidente do Walmart no Brasil, que participou do evento por meio de teleconferência, a integração das operações adquiridas pelo Walmart nos últimos anos - Bompreço, em 2004 e Sonae, em 2005 - deve ser finalizada nos próximos dois anos, portanto, terminará em 2013. Nesse período será feita a conversão dos sistemas de informática das lojas, disse o executivo. As lojas adquiridas dessas duas cadeias devem migrar para o sistema operacional das unidades do Walmart no Sudeste. No Brasil todo, a multinacional tem 496 pontos, sendo 64 supermercados e 36 hipermercados com a bandeira Bompreço no Nordeste. No Sul, são 180 lojas de diversos formatos e bandeiras variadas.
"Eles precisam 'tombar' a rede toda para a mesma linguagem. Da forma como eles calculam a reposição dos estoques das lojas ao modelo de controle de perdas em cada ponto, tudo precisa ser unificado", diz um fornecedor de softwares para varejistas. As lojas do Walmart no Sudeste já replicam o sistema da matriz, nos EUA. Isso terá que ser adaptado à forma como as lojas no Sul e no Nordeste operam. "A dificuldade nesse processo é levar o sistema para lá sem perder o que foi desenvolvido regionalmente. Muitas vezes, joga-se fora algo que já funciona localmente", observou a fonte.

As mudanças na subsidiária têm o objetivo de tornar a operação mais eficiente. Em setembro, McMillon disse que há um ano a rede no Brasil passava por um "período difícil" do ponto de vista do equilíbrio entre lucro e prejuízo: "Nós tinhamos um modelo operacional que não era sustentável".
No encontro com analistas na quarta-feira, a rede informou resultados no Brasil. De janeiro a março, as vendas mesmas lojas (pontos que estavam em operação nos últimos 12 meses) caíram 0,6% no Brasil. De abril a junho, houve crescimento de 2,4%. "O Brasil caiu por um tempo, mas a média do gasto por tíquete está crescendo de 5% a 6%", afirmou McMillon.

Ele fez novos comentários, na semana passada, sobre a implementação no país da política EDLP (sigla para "preço baixo todo dia"), que consiste em trabalhar com preços agressivos, 7% abaixo da média do mercado, e abandonar a linha do preço promocional nas lojas. Isso já está sendo feito desde o começo do ano, com negociações com fornecedores e uma agressiva campanha de marketing na mídia.

"Nós precisávamos entrar com o EDLP em mercados-chave como o Brasil para sermos capazes de entregar a rentabilidade que impulsiona o retorno sobre o investimento", disse McMillon. Segundo o executivo, "o custo da operação, no Brasil, não só em termos de salários, mas também no custo de construção, é maior do que no México". Os gastos operacionais do varejo no México são historicamente, menores.

Samaha comentou essa questão das despesas com os analistas estrangeiros. O executivo disse que a rede fez um corte de 15% no quadro de pessoal administrativo nos últimos 12 meses, com demissão de cerca de 470 empregados de setembro de 2010 a setembro de 2011 - o que levou à eliminação de hierarquias e maior agilidade na tomada de decisões internas.
"Reduzimos camadas, simplificamos a organização e nos tornamos mais enxutos, rápidos e fortes", disse ele. Os analistas estrangeiros citaram o Brasil em seus relatórios após a reunião com a companhia. "Saímos do encontro encorajados com a série de iniciativas que vem sendo tomada pela empresa", observa relatório da Raymond James & Associates.


Banco Daycoval capta R$ 249,9 mi em letras financeiras
Exame 18.10.2011 - Foram vendidos 833 papéis para 66 investidores, informa a empresa. O Itaú BBA atuou como o coordenador líder da operação, auxiliado pelo banco BTG Pactual.

O banco Daycoval (DAYC4) anunciou hoje ter levantado 249,9 milhões de reais no primeiro programa de distribuição pública de letras financeiras. Foram vendidos 833 papéis para 66 investidores. A emissão teve a nota Aa1 pela agência de classificação de risco Moody’s.
O Itaú BBA atuou como o coordenador líder da operação, auxiliado pelo banco BTG Pactual. Segundo o Daycoval, os recursos arrecadados serão utilizados no “curso ordinário de seus negócios”. As ações da instituição financeira apresentam uma desvalorização de 29% no ano.


PDVSA já sabe o valor que terá de pagar por refinaria, diz Costa
Reuters 18.10.2011 - A Petrobras apresentou na última sexta-feira à estatal venezuelana PDVSA o valor que desembolsou até agora para erguer 40 por cento das obras da Refinaria Abreu e Lima, empreendimento que tem a companhia da Venezuela prevista como sócia, informou nesta terça-feira o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.
Sem citar o valor, o executivo negou que a PDVSA tenha questionado o valor apresentado pela Petrobras, negando informação publicada pela imprensa no início da semana passada.
"A PDVSA em nenhum momento mandou documento para a Petrobras questionando valor, e ela não podia ter feito isso porque ela não sabia o valor", afirmou Costa a jornalistas.

Costa confirmou que um banco chinês está envolvido na apresentação das garantias da PDVSA para o empréstimo concedido pelo BNDES para a construção da refinaria.

Mas reiterou que "o grupo chinês não é sócio de nada" e que apenas a PDVSA poderá se tornar sócia da Petrobras, se pagar sua parte na construção da refinaria até 30 de novembro.

As garantias foram dadas no final de setembro para que a PDVSA pudesse assumir a sua parte em um financiamento de quase 10 bilhões de reais do BNDES.
A refinaria Abreu e Lima está em construção no Complexo Industrial Portuário de Suape, Pernambuco. Com entrada em operação prevista para dezembro de 2012, processará 230 mil barris de petróleo/dia, cerca de 11 por cento da capacidade atual de refino de petróleo no Brasil.

Royalty da mineração vai passar para até 6%
Folha 19.10.2011 - Taxa máxima, porém, será de 4% a princípio. O novo marco legal da mineração, que está praticamente pronto no Executivo, fixa banda de 0,5% a 6% para os royalties do setor. A média, atualmente de 2%, varia de acordo com o minério.
O decreto que irá definir as alíquotas também está pronto. Define 4% para o minério de ferro -a taxa hoje é de 2%. Para a pelota do minério, produto mais beneficiado, a alíquota será de 2% -para incentivar a agregação de valor em território nacional.
Os minérios usados para fertilizantes, como potássio e fosfato, terão taxas de 1,5%. A média atual para essas substâncias é de 3%. O Brasil importa 92% do potássio e 45% do fosfato usado no país e é o quarto maior consumidor global de fertilizantes. A Folha apurou que a proposta de decreto não prevê nenhuma alíquota superior a 4%, apesar de o projeto de lei prever o teto de 6%. Isso dá margem de manobra para o governo interferir na política para mineração no futuro.

Não há data certa para o envio do texto do projeto de lei. O Congresso já reagiu à demora -o senador Aécio Neves (PSDB-MG) formulou projeto substitutivo só sobre royalties do setor. A Comissão de Infraestrutura do Senado poderá votar o texto na próxima semana. O secretário de mineração do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, disse que espera que os projetos de lei que compõem o novo marco da mineração sejam enviados até o fim do ano.

Além do texto sobre royalties, há ainda o novo código de mineração e a transformação do Departamento Nacional de Produção Mineral em agência reguladora.

O projeto quer, além de ampliar a cobrança de royalties, criar uma espécie de participação governamental, nos moldes da participação especial do setor de petróleo.

O presidente da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil, Anderson Costa Cabido, atacou as mineradoras, afirmando que é um dos setores da economia que mais sonegam, apoiado em brechas da legislação.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, criticou as alterações planejadas, ao aproximar o modelo de mineração ao do petróleo. "A indústria da mineração tem coisas particulares que a tornam sensível. Atua em mercado global e tem forte concorrência, até mesmo no mercado local."


RS desbanca outras regiões e atrai empresa que prevê gerar R$ 1 bi
DCI 19.10.2011 - Depois de oferecer isenção de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) por cerca de 20 anos, em uma guerra disputada com polos de tecnologia tradicionais, como São Paulo, Rio de Janeiro e a zona franca de Manaus (AM), os gaúchos da região de São Leopoldo, na Grande Porto Alegre (RS) acabam de atrair uma joint venture formada por sul-coreanos e brasileiros que pretende faturar, até 2016, R$ 1 bilhão.

"Houve guerra fiscal entre as localidades que se interessaram, o que é normal. Mas a proximidade da planta que a empresa vai construir com a Unisinos, um centro de referência técnica, foi a diferença para a escolha dos sul-coreanos para se instalarem aqui", disse o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT-RS).
Trata-se da HT Micron, voltada à fabricação nacional do componente-chave de celulares inteligentes (smartphones) e tablets, que anunciaram, ontem, um investimento de mais de US$ 200 milhões. De acordo com o presidente da HT Micron Ricardo Felizzola, a empresa acaba de liberar o primeiro lote de chips produzido dentro da Unisinos, com capacidade inicial para o encapsulamento de 3 milhões de peças por mês. "As primeiras peças são para smartchips de celulares e cartões de identificação para o setor bancário", comentou ele.

Host vai investir no Brasil US$ 300 milhões até 2014
Valor 19.10.2011 - Miranda, da Host, que tem US$ 14 bilhões em ativos hoteleiros no mundo.
Com US$ 14 bilhões em ativos hoteleiros no mundo, a Host Hotels & Resorts, empresa americana de investimentos imobiliários focada em hotéis, está iniciando a sua operação direta no Brasil e já planeja investir US$ 300 milhões no país nos próximos três anos.

A estratégia global da Host é a aquisição de hotéis de luxo em operação. No Brasil, no entanto, a empresa vai aplicar um modelo de negócio deflagrado pela primeira vez na Índia, onde fez uma joint venture para, também, construir hotéis econômicos.

"A Host vê uma grande oportunidade no Brasil, que tem uma classe média enorme e com uma economia com crescimento sustentável", afirma o vice-presidente de aquisições da Host para o Brasil, Rogerio Miranda Souza.

O executivo está montando o escritório da Host em São Paulo. Ele lembra que mesmo sem ter uma representação por aqui, a Host colocou um pé no mercado brasileiro em outubro de 2010, quando comprou o JW Marriott, em Copacabana, zona sul do Rio, da rede americana, por US$ 47,5 milhões.

Caso os US$ 300 milhões para a expansão no Brasil estivessem reservados apenas para a compra de hotéis de luxo, Souza estima que seriam em torno de seis empreendimentos até 2014, cada um com cerca de 245 quartos.
Como a ideia da Host é também construir hotéis com bandeiras econômicas, o executivo diz que ainda não foi definido o plano de negócios com o número exato de hotéis de luxo e de empreendimentos com diárias mais em conta.

A Host também poderá abreviar o seu plano de crescimento no Brasil por meio de uma joint venture, a exemplo do que fez na Índia e na Europa. Com isso, poderia também ampliar o seu orçamento no mercado brasileiro. "Tem muita coisa acontecendo, mas nada em estágio avançado", responde Souza, ao ser questionado se há negociações com potenciais parceiros ou sócios.

A Host teve faturamento de US$ 4,4 bilhões no ano passado, ante US$ 4,1 bilhões de 2009. Até setembro, a empresa acumula faturamento de US$ 3,3 bilhões, diante dos US$ 2,9 bilhões do mesmo período do ano passado.
Apenas nos Estados Unidos, a Host tem 105 hotéis. São 16 empreendimentos em outros países, totalizando uma oferta de 65 mil quartos. A empresa tem, ainda, participação minoritária em 13 hotéis no mercado europeu, por meio de uma joint venture, com 4,2 mil apartamentos. Com a parceria na Índia, a Host está desenvolvendo sete empreendimentos naquele país, que vão representar 1,8 mil quartos.
Entre as principais bandeiras parceiras da Host estão Marriott, Ritz-Carlton, Westin, Sheraton, W, St. Regis, Le Meridien, The Luxury Collection, Hyatt, Fairmont, Four Seasons, Hilton, Ibis, Pullman e Novotel.


Grupo Monalisa
Folha 19.10.2011 - O grupo Monalisa construirá um complexo de entretenimento no distrito paraguaio de Hernandarias, na região da tríplice fronteira com Brasil e Argentina.

O projeto, estimado em US$ 200 milhões (cerca de R$ 353 milhões), inclui shopping, hotel, cassino, teatro e centro de convenções. "Já obtivemos as licenças ambientais e pretendemos começar as obras até o primeiro semestre de 2012", diz Faisal Hammoud, presidente do grupo, que investirá 50% do montante. A companhias prevê que a primeira parte do empreendimento seja inaugurada antes de 2014, para aproveitar o fluxo de turistas durante a Copa do Mundo.
O hotel terá a bandeira Pullmann, do grupo Accor, e o cassino deverá ser administrado por uma companhia argentina desse setor. O projeto será apresentado na próxima terça-feira a 150 empresas brasileiras. "Caso surjam mais interessados em investir, podemos aumentar o empreendimento", diz Hammoud.


Carlyle Group compra maior parte da espanhola Telecable
AFPF 18.10.2011 - Telecable é uma das principais operadoras a cabo da Espanha. Segundo a empresa, o negócio foi de 400 milhões de euros.

Em plena reestruturação do setor financiero espanhol, o Carlyle Group anunciou nesta terça-feir (18)a um acordo de compra de uma participação de 85% na operadora espanhola Telecable, uma das principais operadoras a cabo da Espanha.
Segundo a empresa, o negócio foi de 400 milhões de euros. O Liberbank, que possui 92% das ações da Telecable, havia anunciado recentemente que venderia uma parte da empresa com a finalidade de ampliar sua liquidez.
"Após a operação de venda, a participação do Liberbank passa de 91,89% para 15%", disse a entidade.


Brasil é segundo país do Brics em investimentos estrangeiros, aponta ONU
Agência Brasil 18.10.2011 - O Brasil atraiu US$ 32,5 bilhões (R$ 56,5 bilhões) em investimentos estrangeiros diretos (IED) no primeiro semestre de 2011, ficando apenas atrás da China entre os países do Brics – grupo que inclui ainda Rússia, Índia e África do Sul – segundo um relatório da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), divulgado nesta terça-feira (17).
A China continua captando o maior volume de investimentos estrangeiros destinados aos países emergentes. Foram US$ 61 bilhões nos primeiros seis meses de 2011, quase o dobro do Brasil. O IED da Rússia foi de US$ 23,4 bilhões nesse período e, o da Índia, US$ 17,8 bilhões. Já a África do Sul está bem atrás, com apenas US$ 2,5 bilhões.

O índice mede os valores investidos em produção, como a construção de fábricas, em fusões e aquisições de empresas e empréstimos entre matrizes e filiais. No acumulado deste ano até setembro, as fusões e aquisições realizadas por companhias estrangeiras no Brasil já somam US$ 14 bilhões.

Esse montante já é superior ao total obtido em 2010, de US$ 8,8 bilhões, disse Astrit Sulstarova, economista da Unctad. As principais aquisições foram na área de mineração e de telefononia.

O fluxo de IED para o Brasil no primeiro semestre deste ano quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 12 bilhões). Mas a comparação é relativa, já que no segundo semestre de 2010 os investimentos estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 36 bilhões.

Como a Unctad leva em conta o semestre anterior para analisar a evolução, no caso do Brasil o IED teve queda de quase 10% entre os seis primeiros meses deste ano e o último semestre de 2010, que contabilizou um grande número de fusões e aquisições importantes.

Mas a tendência do Brasil, ressalta Nicole Moussa, especialista em América Latina da Unctad, é de alta anual constante do fluxo de IED. "O Brasil deu um salto e está em uma trajetória ascedente. Antes, os aumentos dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil eram pontuais. Nos últimos quatro anos, temos observado que o crescimento anual é contínuo", diz Moussa.
"Isso mostra uma tendência. Há quatro anos, o IED no Brasil estava próximo ao nível do México. Nesse período, o Brasil ultrapassou o México", disse.


Aeroportuários do DF e SP anunciam greve de 48 horas contra privatização
Agência Brasil 18.10.2011 - Os aeroportuários de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília decidiram fazer uma paralisação de 48 horas, a partir da meia-noite de quarta-feira, em protesto contra o processo de privatização dos terminais. O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários Marcelo Tavares disse que a greve trará transtornos aos passageiros, pois o sindicato espera a adesão de 90% dos trabalhadores dos três aeroportos.

“Infelizmente, os usuários dos aeroportos vão sofrer com atrasos. Apenas os trabalhadores em cargo de confiança não deverão participar da greve”, disse o diretor.

Cerca de 3 mil funcionários deverão cruzar os braços nos três aeroportos. Os setores de operações, administração e terminais de carga deverão ser os mais atingidos.
A transferência dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Brasília à iniciativa privada deve começar em dezembro. Em agosto, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que já está sendo construído na região metropolitana de Natal, foi privatizado. O governo também estuda transferir para o setor privado a exploração de outros aeroportos internacionais, como Galeão-Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais.

Com venda de ativo, Bank of America sai do prejuízo e lucra US$ 6,2 bi
Valor 18.10.2011 - O Bank of America reportou lucro líquido de US$ 6,232 bilhões no terceiro trimestre (US$ 0,56 por ação), revertendo o prejuízo líquido de US$ 7,299 bilhões (US$ 0,77 por ação) de igual período em 2010 e perdas de US$ 8,826 bilhões (US$ 0,90 por papel) do segundo trimestre deste ano. Entre os itens que influenciaram o resultado do período estão um ajuste positivo de US$ 4,5 bilhões no valor justo de operações estruturadas, ganho antes de impostos de US$ 3,6 bilhões com a venda das ações do China Construction Bank (CCB), receita antes de impostos de US$ 1,7 bilhão por ajustes no valor de dívidas (DVA, na sigla em inglês) e um prejuízo antes de impostos de US$ 2,2 bilhões relacionado a investimentos estratégicos e de private equity, excluindo a operação com o CCB. Por outro lado, o resultado do mesmo período de 2010 incluía uma despesa extraordinária de US$ 10,4 bilhões. A receita líquida da instituição, que exclui despesas com juros, aumentou 6,4% de julho a setembro, na compração anual, e atingiu US$ 28,702 bilhões. A carteira de crédito do BofA somava US$ 942,032 bilhões ao final de setembro, alta de 0,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A provisão para créditos duvidosos ficou em US$ 3,407 bilhões, 36,9% menor do que a realizada em igual de 2010. O banco encerrou o trimestre com capital de referência Tier 1 de 11,48%, ante 11,16% de igual período no ano passado. Considerando o Tier 1 das ações ordinárias, ele ficou em 8,65%, ante 8,45% em setembro de 2010. Os ativos do Bank of America totalizavam US$ 2,301 trilhões no encerramento do mês passado, queda de 3,3% em relação a setembro de 2010.

"Nosso foco neste trimestre foi fortalecer o balanço com a venda de ativos não relacionados ao negócio principal e levantar capital para posicionar a companhia para o crescimento futuro", disse o diretor financeiro do BofA, Bruce Thompson, em comunicado. "Em relação a isso, conseguimos cumprir nosso objetivo. Reduzimos o tamanho do nosso balanço em US$ 42 bilhões em relação ao segundo trimestre, praticamente dobramos o Tier 1 de ações ordinárias desde o início de 2009, e manteve elevados níveis de líquidez mesmo depois de reduzir significativamente as dívidas tanto de curto quanto de longo prazo."

Anatel diz ter recebido pedido de anuência prévia da NET
Valor 18.10.2011 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que recebeu um pedido de anuência prévia da NET e a solicitação vai ser analisada pela área técnica da agência. O conteúdo do pedido é mantido em sigilo. Com a aprovação do Projeto de Lei Complementar 116 (PLC 116), fica aberto o mercado de TV a cabo para as operadoras de telecomunicações. A legislação também permite uma participação maior do capital estrangeiro nas companhias do setor. A nova lei permite que o grupo mexicano Telmex — dona da Embratel e de parte da NET e controlada pela América Móvil, que no Brasil controla a Claro — possa aumentar a sua participação na NET, atualmente controlada pelas Organizações Globo. Existe uma tendência no mercado de telecomunicações de integração de negócios de telefonia móvel, fixa, internet e TV por assinatura. Há uma expectativa que a Embratel e a Claro sejam unidas sob uma mesma estrutura, sendo que a NET seria incluída em uma etapa posterior.

Hypermarcas pode conseguir R$ 600 mi por Etti, Assim e Assolan
Valor 18.10.2011 - A Hypermarcas voltou a negociar a venda dos negócios de alimentos, com a marca Etti, e de higiene e limpeza para casa, com as marcas Assim e Assolan. É possível que a venda de Assim e Assolan seja concluída hoje até o fim do dia, conforme apurou o Valor. Quatro empresas manifestaram interesse na operação e estão na disputa  -  Reckitt Benckiser, SC Johnson, Química Amparo e Flora Produtos de Higiene e Limpeza. A Flora, do grupo JBS, é a que está mais agressiva na negociação. A Etti também está sendo negociada e há três companhias interessadas na operação. A venda dos dois braços de negócio, conforme antecipou o Valor cinco meses atrás, pode render cerca de R$ 550 milhões a R$ 600 milhões para a Hypermarcas, conforme fontes próximas à companhia.
As negociações são parte do plano de consolidação da Hypermarcas que ganhou força ao longo deste ano. A empresa quer focar os negócios nas áreas de medicamentos e higiene pessoal. A companhia está investindo num processo de integração das operações, reorganização e foco em geração de caixa. As empresas não comentam a informação.



Laep coloca ativos da Parmalat Brasil à venda
Exame 18.10.2011 - Fundo quer se desfazer das fábricas e permanecer apenas com a marca. Parmalat: empresa comprada pela Laep já não interessa ao fundo.
Depois de cinco anos como controladora da Parmalat, a Laep Investimentos decidiu colocar os ativos da empresa à venda. A proposta foi aprovada em assembleia geral extraordinária de acionistas nesta segunda-feira. “A Laep considera que cumpriu todo seu processo de recuperação da Parmalat Brasil, que deixou de ser um ativo estratégico para a companhia”, afirmou o fundo a EXAME.com.

Quando foi comprada pela Laep, a Parmalat tinha dívidas de 1,5 bilhão de reais com mais de 10.500 credores, além de inúmeros processos cíveis, trabalhistas e tributários. Segundo o fundo, hoje as dívidas estão inferiores a 20 milhões de reais e há apenas um processo judicial com a Tetra Pak.
Além disso, a Laep afirma que já está no segmento de laticínios com a Lácteos do Brasil (LBR), por isso não faria sentido continuar com os ativos da Parmalat – o que provocaria uma concorrência interna.

A marca, no entanto, continua com a LBR. Como ativos, a Parmalat Brasil tem duas unidades fabris: uma em Santa Helena de Goiás (GO) e a outra em Ouro Preto do Oeste (RO), atualmente inativas. O valor das unidades não foi divulgado.

Mais capital - A dona da Parmalat anunciou nesta terça-feira um acordo com o fundo de investimentos americano Yorkville Advisors, no montante de até 50 milhões de dólares. O valor do aporte será destinado para o financiamento de novos investimentos, sobretudo aquisições de novos negócios ou ativos estratégicos, e eventual reforço de capital de giro.

Pelo acordo, o Yorkville terá de subscrever, em emissão privada de ações, o valor de até 10 milhões de dólares, por um preço de 97% do valor de bolsa verificado nos 10 pregões ou conforme alternativas previstas em contrato. O acordo tem duração de 24 meses e poderá ser renovado ou estendido.
No final de janeiro do ano passado, o fundo Global Yield Fund Limited, da Global Emerging Markets, fez um aporte de 120 milhões de reais para se tornar sócio da companhia. Na assembleia desta segunda, também foi aprovado o aumento da capital autorizado em 150 milhões de dólares de ações Classe A.



Ambev: fábricas do Sudeste terão R$ 1,1 bi em 2011
Estadão 18.10.2011 - A Ambev investirá R$ 1,112 bilhão até o final do ano na região Sudeste para expansão de fábricas. A de Sete Lagoas (MG) receberá R$ 250 milhões para iniciar sua quarta expansão. A de Guarulhos (SP) terá uma nova linha de produção, por R$ 84,1 milhões, para aumentar em 15% a capacidade produtiva; enquanto a de Piraí (RJ) terá sua capacidade ampliada em 35%, com aporte de R$ 160 milhões.

No Sudeste a companhia possui ao todo 13 fábricas, 26 centros de distribuição e 15,4 mil empregados. O montante faz parte do total de R$ 2,5 bilhões para as operações no Brasil este ano, visando elevar em 10% a capacidade total de produção. A unidade de Sete Lagoas espera dobrar a capacidade, passando de 4,7 milhões de hectolitros para 9,3 milhões hectolitros de cerveja por ano, com duas novas linhas de envase, sendo uma de garrafas, com capacidade para 60 mil garrafas por hora, e outra de latas, com capacidade de 120 mil latas por hora. A fábrica aberta em 2008 terá recebido ao todo R$ 540 milhões até o final de 2011.

A companhia informa ainda que no Estado de Minas Gerais houve modernização nas fábricas de Juatuba e Contagem, além de melhorias nos centros de distribuição de Uberaba, Uberlândia e Belo Horizonte. Em Piraí, no Rio de Janeiro, estão sendo construídas uma linha de garrafas para vasilhames de 600 ml e 300 ml, com capacidade para envasar 60 mil garrafas por hora, e modernização da linha de produção de refrigerantes e latas de alumínio. Ao todo, a Ambev investirá até o final do ano R$ 307 milhões no Estado do Rio de Janeiro, incluindo investimentos em Petrópolis, Campo Grande e nos sete Centros de Distribuição (CDs) no Estado.
Em São Paulo, os investimentos em fábricas e CDs somarão R$ 537 milhões em 2011. A unidade de Jacareí também recebeu recursos, assim como a de Jaguariúna e os CDs da Mooca e Lapa, na capital, e no interior, como os de Votorantim, Ribeirão Preto, Araraquara, Jundiaí, Guarulhos e Diadema.



Marfrig anuncia mudanças para aumentar margem
Exame 18.10.2011 - Empresa anunciou mudanças em comunicado ao mercado, com um novo conjunto de ações para reduzir custos. A mudança vai afetar a estrutura organizacional do setor de bovinos. A Marfrig Alimentos anunciou, por meio de comunicado enviado ao mercado, um novo conjunto de ações com o objetivo de reduzir custos e aumentar margens operacionais. Uma das mudanças acontecerá na estrutura organizacional do setor de bovinos. Segundo a companhia, os presidentes das operações da Argentina e do Uruguai passam a se reportar a James Cruden, novo presidente das operações Globais de Bovinos. Na avaliação da empresa, a mudança vai diminuir o número de ligações diretas ao presidente do grupo Marfrig, Marcos Antonio Molina dos Santos.

"Sem haver mudança na estrutura societária de cada divisão de bovinos na América do Sul, a unificação, elaborada em conjunto com a empresa Bain & Company, estará focada em ganhos de eficiência com reflexos em redução de custos em diversas áreas, como a comercial, industrial, logística e administrativa", afirma o comunicado.

Compartilhamento: A empresa informou também a criação de um centro de serviços compartilhados (MSC), que unificará diversos serviços administrativos iguais em cada divisão de negócios, como contabilidade, administrativo de tesouraria, contas a receber, contas a pagar, recursos humanos, entre outros. A base do MSC será em Itajaí (SC) e, inicialmente, envolverá os serviços para a divisão Seara e no, médio prazo, para Bovinos no Brasil. "Desenvolvido em conjunto com a empresa Accenture e com foco na excelência operacional, o MSC terá como meta elevar ainda mais o nível de serviço do grupo Marfrig e englobar, até o final de 2012, os serviços passíveis de compartilhamento em todas as operações do grupo no exterior, incluindo Estados Unidos e Europa", informa o comunicado. A primeira fase do MSC entra em operação no dia 17 de outubro de 2011.
Seara: Divididos entre Itajaí e São Paulo, diretores responsáveis pelas tomadas de decisão na Seara passarão, a partir do dia 17 de outubro, a compartilhar gradativamente um único escritório, localizado no segundo andar da sede da holding do grupo Marfrig, em São Paulo. A medida, explica a empresa, visa a agilizar a tomada de decisão e de desenvolvimento estratégico, além de promover o trabalho em equipe e reduzir o tempo e os gastos com deslocamentos. A companhia informa também que entra em operação em meados de novembro o novo CD do grupo Marfrig, em Cajamar (SP). Segundo a companhia, em fase final de construção, o novo CD está localizado em um terreno de 800 mil metros quadrados, na margem da Rodovia Anhanguera, do lado de fora do Rodoanel e com acesso às principais rodovias do Estado e da capital paulista. O novo CD terá capacidade inicial de estocagem de 11 mil posições e atenderá os mercados da Grande São Paulo e interior do Estado num raio de até 300 quilômetros.



Mercado de feiras cresce no Brasil
MonitorMercatil 17.10.2011 - As feiras de negócios são consideradas vitrines eficientes para a divulgação de produtos e marcas. De acordo com a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), a estimativa é que o setor cresça 11,6% em 2012, passando das atuais 180 para 201 grandes exposições no Brasil.
De acordo com Maurênio Stortti, do M. Stortti Business Consulting Group, que está realizando os estudos de viabilidade para modernização do Parque de Eventos de Bento Gonçalves, é importante investir nesses espaços. "Hoje 18% do mercado de feiras está no Rio Grande do Sul, mas ainda falta a implantação de equipamentos de grande porte para que se tenha uma estrutura bem organizada", afirma.
O parque de Bento, o Fundaparque, realiza hoje cerca de 40 eventos anuais. A estimativa é que esse número dobre com a modernização do espaço, que prevê um shopping de grande porte, estacionamento e hotel.



América Latina ainda precisa reformar Previdências, diz Moody’s
Valor 18.10.2011 - Trinta anos depois da primeira grande reforma estrutural da Previdência na América Latina, ocorrida no Chile em 1981, os países da região ainda precisam fazer mudanças nos seus sistemas de aposentadoria para garantir a sustentabilidade no longo prazo, aponta um relatório da agência de classificação de risco Moody’s. O estudo mostra que, se não mudar as regras atuais, o Brasil terá de arcar com um custo previdenciário elevadíssimo nas próximas décadas — em 2050, o setor público terá que destinar o equivalente a um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) com aposentadorias, de acordo com números do Banco Mundial. Desde a pioneira mudança feita pelo Chile, há 30 anos, com a adoção do regime de capitalização, houve uma onda de reformas na América Latina, envolvendo a adoção de contas individuais de aposentadoria, por vezes convivendo com um regime público de previdência. O Brasil não fez esse tipo de reforma, mantendo o regime de repartição, pelo qual os trabalhadores mais novos financiam a aposentadoria dos mais antigos. Para o analista Jaime Reusche, um dos autores do relatório da Moody’s, houve de fato progressos importantes nesse período, com os países enfrentando questões como o impacto da Previdência sobre as contas públicas, ao mesmo tempo em que as reformas ajudaram no desenvolvimento de mercados de capitais domésticos, ao criar investidores institucionais na forma de fundos de pensão. “No fim de 2010, os sistemas incluem 70 milhões de contas individuais em planos de previdência privada, com mais de US$ 300 bilhões em ativos sob gestão.”

Apesar dos avanços, Reusche afirma que ainda há desafios importantes a serem superados. “Os três principais problemas são a baixa taxa de cobertura [o alcance em relação ao total da população muitas vezes é pequeno], há baixos incentivos para participação no sistema e as taxas de contribuição são muitas vezes baixas”, diz ele.

O relatório diz que um dos motivos pelos quais o Brasil não fez  uma reforma na direção do sistema de capitalização nos anos 90 é que a dívida pública do país já era bastante elevada, e uma alteração como essa implicaria um peso para os cofres do governo.   Numa eventual migração do regime de repartição para um sistema totalmente privado, as contribuições passariam a ser destinadas aos fundos privados, provocando um desequilíbrio que teria de ser bancado pelo governo. O Chile optou por gradualmente substituir o modelo de repartição para um sistema de contas individuais de capitalização. México e pela Bolívia seguiram esse mesmo modelo, mas com implantação imediata. Já Peru e Colômbia optaram por sistemas paralelos, um regime público de repartição e um com contas individuais administrados por fundos de pensão privados.

No entanto, os problemas causados por uma elevada informalidade no mercado de trabalho e pela transição demográfica, com envelhecimento da população, vão exigir novas reformas, segundo Reusche. A queda nas taxas de mortalidade e de fertilidade apontam para um quadro complicado para a sustentabilidade dos regimes previdenciários.
Ele destaca projeções do Banco Mundial, que indicam a necessidade de reformas em vários países, para que as despesas com aposentadorias não consumam uma parcela muito elevada dos recursos públicos. O caso do Brasil é o mais gritante. De 7% do PIB gastos em 2005, os dispêndios deverão pular para 25,1% do PIB em 2050, se nada for feito. Na Argentina, que em 2008 estatizou fundos que haviam sido privatizados, as despesas aumentariam de 4,2% para 7,4% do PIB no mesmo período. Na Costa Rica, de 4,2% para 13,8% do PIB. Há países, porém, em que a situação é bem mais confortável, como o Chile. O governo chileno, que gastava em 2005 3,5% do PIB com aposentadorias, deverá destinar 2,1% do PIB para esse objetivo em 2050. Reusche vê dificuldades para o Brasil adotar alguma reforma que contemple a adoção de um regime de capitalização. O mais provável é que as mudanças, se ocorrerem, envolvam medidas como a elevação da idade mínima para a aposentadoria. Ele diz, porém, que não se pode descartar uma mudança mais radical, o que vai principalmente depender do cenário político no país.



"Maioria dos investidores está focada no Brasil", diz BofA
Brasil Economico 18.10.2011 - "O Brasil é um dos mercados mais atrativos. É um mercado muito forte e importante do ponto de vista global", diz Jeremy MacFadyen, do BofA.

Executivo do Bank of America não vê impacto direto dos problemas fiscais da Europa nas Américas. "O euro será preservado."

Jeremy MacFadyen, diretor administrativo e chefe do grupo automotivo global do Bank of America Merril Lynch, disse em entrevista ao Brasil Econômico que a crise será resolvida pelas nações europeias.

"As nações grandes vão forçar uma solução que vai envolver uma reestruturação das dívidas. O euro será preservado", afirmou durante o Fórum Global Automotivo 2011.

Exportação chega a US$ 199,8 bi e alcança patamar total de 2010

Folha 18.10.2011 - O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) anunciou nesta terça-feira (18), na África do Sul, que o Brasil atinge entre hoje e amanhã o patamar total de exportações de 2010.

Segundo ele, até a tarde de segunda-feira o total de exportações neste ano era de US$ 199,809 bilhões. Em 2010, o Brasil fechou com um total exportado de US$ 201,915 bilhões.

Enquanto o saldo comercial de 2010 foi de US$ 20,266 bilhões, o mesmo valor até 17 de outubro deste ano é de US$ 23,911 bilhões.

"Isso mostra que ainda temos dois meses para bater as expectativas previstas", afirmou Pimentel, que participa, ao lado da presidente Dilma Rousseff, de encontro da cúpula do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória, capital sul-africana.  Segundo a pasta, a expectativa de exportações para 2011 começou o ano com US$ 228 bilhões e já foi reajustada recentemente para US$ 257 bilhões.

As importações, quem em 2010 fecharam o ano em US$ 181,648 bilhões, somavam até segunda-feira US$ 175,898 bilhões.
De acordo com Pimentel, ainda não é possível sentir o impacto das recentes medidas aumentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados.

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