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Gigante russa vai explorar petróleo na Venezuela, diz jornal
Folha 09.10.2011 - A gigante estatal de petróleo Rosneft, da Rússia, pagará US$ 1 bilhão pelo acesso ao bloco venezuelano Carabobo 2, e pode fechar uma parceria para desenvolver o projeto, informou o jornal russo "Kommersant" neste sábado. A PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela, afirmou na sexta-feira que iria fazer uma parceria com a Rosneft, a maior produtora do óleo da Rússia, para trabalhar no bloco de Carabobo 2, no sul do cinturão de Orinoco. As partes não forneceram detalhes sobre o acordo, que foi fechado durante uma visita do primeiro-ministro russo Igor Sechin. A Rosneft vai pagar US$ 600 milhões pelo direito de desenvolver o campo de petróleo, com o pagamento de US$ 400 milhões depois que a decisão final de investimento for tomada, disse o "Kommersant", creditando a informação a fontes próximas às negociações. O jornal também informou que a PDVSA vai ter 60% da joint venture, enquanto a Rosneft, com 40%, pode procurar um parceiro para desenvolver o projeto.
Petrobras pode ter R$ 5 bi penhorados, diz revista
GPdeLondrina 08.10.2011 - O caso remonta à gestão de Paulo Maluf no governo de São Paulo (1979-1982) e à criação do consórcio Paulipetro.
Julgamento marcado para segunda-feira (10), na 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, vai decidir o valor de uma dívida já reconhecida pela Petrobras, em ação popular transitada em julgado no Supremo Tribunal Federal, mas que pode ser elevada a um total superior a R$ 5 bilhões, de acordo com nota publicada na coluna Radar, da revista Veja.
O caso remonta à gestão de Paulo Maluf no governo de São Paulo (1979-1982) e à criação do consórcio Paulipetro, formado para encontrar petróleo na bacia do Rio Paraná. O resultado foi um fiasco, pois, apesar de terem sido perfurados 69 poços na bacia, nenhuma jazida viável foi encontrada.
Em agosto, segundo a Veja, a Petrobras depositou judicialmente R$ 2,4 milhões, valor que a companhia considera correto para a dívida, por ter participado apenas da venda de dados sísmicos. Mas o Ministério Público Federal e os autores da ação popular afirmam que 17 contratos com a Petrobras elevam a dívida acima de R$ 5 bilhões.
Itaú estaria negociando compra de parte do HSBC no Brasil, dizem fontes
Exame 07.10.2011 - Operação envolvida seria a de varejo, seguindo o modelo da aquisição já feita no Chile na semana passada. Itaú: banco estaria negociando parte das operações do HSBC no Brasil. O banco Itaú estaria negociando a compra de pelo menos uma parte das operações do HSBC no Brasil.
Procurados, tanto Itaú quanto HSBC negaram que a negociação esteja em curso, mas a informação foi confirmada a EXAME.com por três fontes de dentro dos bancos nesta manhã.
O desenho da operação ainda não está claro, mas o mais provável é que o negócio envolva a parte de varejo do HSBC. Assim, o banco ficaria apenas com a gestão de fortunas e mercado corporativo, nos mesmos moldes da transação fechada entre o próprio Itaú e HSBC no Chile, na última quarta-feira.
A saída do mercado de varejo não seria algo inédito para o HSBC, já que o banco vendeu recentemente o negócio de cartão de crédito nos Estados Unidos para a Capital One. Também foi anunciada a venda de agências em Nova York e de parte do varejo na Rússia. Na Polônia, a unidade de varejo também foi fechada.
Estratégia: Mundialmente, o HSBC passa por um momento de revisão de portfolio e tenta focar em nichos de mercado com maiores margens.
No Brasil, por exemplo, o HSBC chegou a conversar com o BTG Pactual este ano sobre a venda da sua carteira de financiamento de veículos. As negociações não avançaram, mas a equipe da divisão “auto finance” do banco inglês foi incorporada pelo BTG. A posição oficial do HSBC é de que eles simplesmente pararam de financiar automóveis no Brasil e que a decisão sobre vender ou não esta operação ainda não foi tomada.
Euforia: Dentro do Itaú, a expectativa já toma conta dos funcionários, informou uma fonte. “Não se ouve outra coisa pelos corredores e a compra faz bastante sentido”, disse a pessoa a EXAME.com. “A compra do HSBC no Chile já era um sinal de que a estratégia seria a mesma para o Brasil”, afirmou.
Ainda segundo ela, o caminho está mais livre ainda, já que, nesta semana, foi concluída a integração do Unibanco e os esforços podem se voltar a uma nova operação de grande porte.
No Brasil, o HSBC possui 865 agências, distribuídas em 545 municípios. A carteira de clientes pessoa física do banco soma mais de 5,4 milhões de clientes.
Aneel muda regras de leilões de transmissão de energia
Folha 07.10.2011 - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu alterar as regras para os leilões de transmissão, com o objetivo de aumentar a competitividade e agilidade do processo, segundo nota divulgada nesta sexta-feira. Segundo a agência reguladora, as regras passam a valer a partir do próximo leilão de transmissão, marcado para 16 de dezembro, quando serão licitados 1.432 quilômetros de linhas e 13 subestações.
A partir do próximo certame, todos os proponentes inscritos e habilitados para disputar cada lote deverão entregar proposta ao leiloeiro.
Se o proponente habilitado perder o interesse pelo lote no momento de realizar o lance, poderá colocar no envelope entregue um formulário de recusa de apresentação de proposta.
"Como o conteúdo do envelope é secreto, acredita-se que a entrega favorecerá a disputa entre os concorrentes e, consequentemente, a apresentação de propostas com RAP menores que o limite estabelecido pela Agência", disse a Aneel. Essa medida visa evitar que um lote seja licitado sem descontos em relação à RAP (Receita Anual Permitida) máxima estabelecida pela Aneel. A RAP é remuneração que as empresas vencedoras tem direito de receber pela prestação do serviço de transmissão.
Anteriormente, nem todo o habilitado a disputar cada lote entregava proposta ao leiloeiro e, assim, algumas empresas interessadas em vencer, aguardavam até o último instante do prazo final de entrega das ofertas para apresentar a proposta. Ao notar que nenhum outro concorrente entregaria uma proposta, a empresa interessada poderia apresentar uma oferta sem deságio e garantir receita máxima pela concessão do lote. No último leilão de transmissão ocorrido em setembro deste ano, essa situação ocorreu em três lotes, todos vencidos pela Eletrobras.
As novas regras também prevêem a eventual exclusão de lote para o qual haja apenas um proponente apto a concorrer.
Caso o lote seja mantido, mesmo com um participante, será estabelecida uma receita inferior à RAP máxima. A Aneel também reduziu o prazo para que o vencedor de cada lote constitua a SPE (Sociedade de Propósito Específico) que vai receber a concessão, para 35 dias após a realização do leilão, com objetivo de dar mais agilidade ao processo.
JAC Motors protocola seu plano de fábrica no Brasil nesta sexta-feira
Folha 07.10.2011 - O Grupo SHC, detentor dos negócios da JAC Motors do Brasil, vai protocolar, nesta sexta-feira (07), no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em Brasília, plano detalhado do seu projeto para instalação de uma fábrica de automóveis da marca no Brasil, que ficará pronta em 2014. Com capacidade para produzir 100 mil unidades anuais em dois turnos, a fábrica irá criar 3,5 mil empregos diretos. O investimento será de R$ 900 milhões, oriundos de capital misto (80% do Grupo SHC e 20% da JAC Motors, da China). Será a primeira montadora de automóveis de grande volume do Brasil, que produz modelos abaixo de R$ 50 mil, com controle totalmente nacional. Após várias rodadas de negociações com o governador Jaques Wagner, iniciadas no ano passado, os entendimentos seguem avançados para sediar essa planta industrial no Polo de Camaçari – estado da Bahia.
O projeto inclui um centro de desenvolvimento de tecnologias – como a adoção de um motor com sistema de alimentação flex com sistema de partida a frio por intermédio de pré-aquecimento de bicos injetores –, centro de estilo e design (previsão de 50 profissionais), laboratórios de controle de emissão de poluentes, pista de testes e centro de capacitação profissional, além das tradicionais etapas de produção, como armação de carrocerias, soldagem, pintura e montagem final. As fases de estamparia de componentes e produção de motores estão previstas para os próximos anos. A decisão de protocolar o projeto completo da fábrica no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior surgiu após uma reunião na última terça-feira (04) entre o acionista do Grupo SHC e presidente da JAC Motors Brasil, Sergio Habib, e o secretário-executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaefer.
O empresário Sergio Habib diz esperar que, manifestando objetivamente a decisão da JAC Motors de construir uma fábrica no Brasil, o Governo Federal crie condições para promover alterações no decreto publicado recentemente.
Vale mantém política de RI e descarta aquisições
Brasil Economico 07.10.2011 - Vale investe US$ 681 milhões em pesquisa mineral em 22 países neste ano. Mineradora afirma que excedentes de caixa irão para os acionistas, que recebem US$ 12 bilhões em 2011. Compra de empresas perde peso na estratégia de globalização. A mudança de comando na Vale, presidida desde maio por Murilo Ferreira, não interferiu na política de relações com investidores (RI). É o que afirma ao Brasil Econômico o diretor da área na mineradora, Roberto Castello Branco, sobre a manutenção da meta de distribuir excedentes de caixa não empregados em investimentos de curto prazo aos acionistas. "Adotamos como política que o que não investimos, nós retornamos aos acionistas como distribuição de dividendos e recompra de ações. É uma política que será mantida ao longo do tempo", diz o executivo.
"Se não tivermos projetos para executar no momento ou que não ofereçam retorno elevado (no curto prazo), tendo um bom fluxo de caixa (disponível), aproveitaremos para retorná-lo aos acionistas", afirma. A companhia mantém, assim, o foco na distribuição de dividendos e recompra de ações implantada pela gestão de Roger Agnelli (2001-2011).
A política de repasses polpudos do ex-presidente da Vale é apontada por analistas como um dos pontos-chave para recomendar a compra de papéis da companhia. A mineradora distribuirá US$ 12 bilhões ao longo de 2011. "Vamos recomprar US$ 3 bilhões em ações e distribuir US$ 9 bilhões em dividendos", afirma o diretor. Segundo Castello Branco, o retorno ao acionista é um dos pilares da companhia para ocupar a dianteira na produção de minerais colocados como estratégicos para diversificar a atuação de mercado centrada em minério de ferro. "Veremos a Vale como uma das grandes empresas do mundo em cobre, carvão, fertilizantes níquel e minério de ferro. Nosso objetivo é ser a maior empresa de mineração, gerando os melhores retornos, sendo um lugar muito bom para se trabalhar e um grande promotor global da sustentabilidade", afirma.
Gramado mineral: Com aporte de US$ 681 milhões em pesquisa mineral sendo realizado em 22 países neste ano, a Vale compara a investida como a descoberta de novos talentos dos gramados pelos clubes de futebol. "Time bom investe em categoria de base. Estamos fazendo isso, investindo em exploração mineral em vários países", compra.
O diretor de RI avalia que algumas dessas prospecções "não darão em nada", mas observa que eventuais reservas "de classe mundial vão mais do que compensar os esforços que não deram sucesso". "Em média, somente em exploração mineral, investimos de US$ 3,5 bilhões a US$ 4 bilhões nos últimos oito anos", diz Castello Branco.
Sem aquisições no horizonte: A estratégia de globalização desenhada pela Vale, em 2003, já absorveu US$ 33,2 bilhões em aquisições de empresas e projetos da Europa à Oceania, passando pelas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. "A globalização partiu naturalmente do processo de diversificação de portfólio, com um programa global para descobrir depósitos em diversos países."
Agora, a mineradora promete controlar o apetite e não fazer grandes compras, como a da Inco, em 2006, quando pagou US$ 18,2 bilhões pela produtora canadense de níquel. "Temos um número enorme de projetos e a prioridade é desenvolvê-los. Não precisamos de aquisições", afirma o executivo.
A administração dos projetos em desenvolvimento limitam, por ora, o mapa de expansão da Vale. "Já estamos onde queríamos estar", diz. Mas o executivo de RI sugere a África e a América do Sul como regiões potenciais para novas empreitadas. "As áreas mais promissoras para descoberta mineral é a África e América do Sul, que oferecem maiores perspectivas", indica.
Manutenção de preço: Estão programados US$ 24 bilhões neste ano para os projetos. A mineradora já indicou ao longo do ano, contudo, que pode não conseguir executar o montante devido às dificuldades que vão de fornecimento de equipamentos a atrasos gerados por efeitos climáticos.
Os atrasos na execução de projetos pelas mineradoras é o argumento de Castello Branco para visualizar a manutenção dos preços dos minérios no longo prazo. "Existe muito analista que leva em consideração que todos os projetos anunciados pelas mineradoras serão de fato executados", diz. "É uma hipótese extremamente otimista e, basicamente, equivocada por não levar em conta os riscos para execução dos projetos, como licenças ambientais, escassez de equipamentos e mão de obra especializada. Assim como, a exaustão da capacidade existente", critica.
Outro ponto ignorado, segundo ele, é o fato de as mineradoras investirem permanentemente para repor reservas cuja vida útil é reduzida durante a exploração dos recursos. "A desconsideração desses fatores leva a uma visão muito pessimista em relação a preço e otimista sobre oferta", considera.
O diretor garante que a Vale está preparada para uma eventual queda de preço dos minerais, após adotar o sistema de reajuste trimestral no ano passado, substituindo o padrão anual até então praticado.
A mudança equiparou a precificação ao ritmo do consumo. Ou seja, se por um lado, o aumento da demanda força uma subida de valores. Por outro, a diminuição do apetite chinês por matérias-primas pode derrubar o preço com a mesma rapidez. "Sabemos que no mercado de commodities, a volatilidade de preço é uma questão estrutural", avalia Castello Branco.
Fitch mantém nota de Portugal, mas com perspectiva negativa
Revista IstoéDinheiro 07.10.2011 - A agência de classificação de risco, Fitch Ratings, confirmou nesta sexta-feira a nota soberana de Portugal em "BBB-" e manteve sua perspectiva negativa, ao menos até final do ano. A agência de classificação disse que levará em conta, para decidir um eventual futuro rebaixamento da nota, os resultados do programa da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), seu orçamento para 2012, os avanços em matéria de privatizações, assim como os riscos do setor bancário e suas perspectivas econômicas e orçamentárias a médio prazo.
A agência de classificação Standard and Poor's havia confirmado na terça-feira a nota "BBB-" de Portugal, ao mesmo tempo em que mantinha uma perspectiva negativa, o que significa que poderia rebaixá-la nos próximos meses. Portugal, terceiro país depois da Grécia e Irlanda a beneficiar-se de uma assistência financeira internacional, está confrontado na atualidade com novas dificuldades que afetam seus esforços para sanear suas contas públicas e endurecer o programa de austeridade já em vigor. Na semana passada, as estatísticas oficiais revelaram um déficit no primeiro semestre maior que o esperado (8,3% do PIB) e muito longe da meta, de 5,9% para o final do ano. Após o anúncio, o governo português reiterou seu compromisso orçamentário.
Casa das Calcinhas lança primeiras franquias neste ano
Brasil Economico 07.10.2011 - "Vamos passar know how de 33 anos. O franqueado terá tudo pronto", diz Deieno Junior. Após 33 anos de uma gestão integralmente familiar, a Casa das Calcinhas inaugura no próximo mês duas franquias. Um projeto antigo que foi consolidado em junho deste ano, as franquias da Casa das Calcinhas propiciarão a expansão nacional da rede, que hoje tem concentração maior em São Paulo. "Franquia dá versatilidade", resume Rafael A. Deieno Junior, diretor de Marketing, Expansão e Franquias da Casa das Calcinhas.
"Esperamos que haja uma expansão mais ordenada, como empresa familiar sempre fomos expandindo conforme surgia oportunidade", completou.
O projeto de profissionalização da marca foi retomado em 2008, por meio de uma parceria com a Franchise Store, que além de integrar diversas franquias, oferece consultoria para empresários para formatação dos negócios. O processo de transformação da marca em uma rede de franquias foi favorecido pelas características de conquistas desde 1978.
"Nesses anos, mantivemos a identidade visual, o padrão de operação e conseguimos nos alocar dentro de shoppings", explicou Deieno Junior. Os benefícios dessa trajetória serão colhidos pelos franqueados. "Vamos passar know how de 33 anos. O franqueado terá tudo pronto. Existe risco sim, mas como dominamos o negócio podemos passar a experiência", disse o executivo.
Do modelo familiar à franquia: A Casa das Calcinhas possui duas franquias prestes a inaugurar: uma na zona Norte de São Paulo e outra no Brooklin, esta última uma loja familiar que vai virar franquia.
Com 25 lojas em operação atualmente, a marca espera fechar 2011 com quatro franquias. Segundo Deieno Junior, há mais duas solicitações de franquia em andamento.
Para 2012, considerando o perfil mais conservador de expansão, a expectativa é abrir mais quatro lojas, dentro do raio de mil quilômetros de São Paulo. "Não por uma questão de logística, mas sim por prezar pela gestão, que oferece suporte ao franqueado", aponta Deieno Junior. O projeto de expansão, que contou com um investimento de R$ 390 mil, prevê que em cinco anos a marca atinja 85 unidades.
Características: O investimento do franqueado em uma loja varia de R$ 160 mil a R$ 200 mil, dependendo do tamanho do estabelecimento e da localização - rua ou shopping. O prazo de retorno é de 36 meses. Já o faturamento médio por loja vai de R$ 40 mil a R$ 70 mil.
A variedade do estoque é um diferencial para a rede, que comercializa moda praia, gestante, cirúrgicos, tamanhos grandes, entre outros, com preços de R$ 5 até R$ 150.
Explorado a mais tempo, o mercado de lingerie na cidade de São Paulo está saturado, conforme avaliação de Deieno Junior, por isso merece um estudo mais detalhado para implantação de uma loja.
"A cidade de São Paulo não está fechada para franquia, mas tem que estudar a região. Idéia melhor seria expandir para outras cidades, como São Caetano por exemplo, porque lá vão abrir dois shoppings", afirmou.
História: A Casa das Calcinhas, fundada em 1978 por Zilah Deieno e Rafael Deieno, iniciou os negócios como uma loja de armarinhos. O nome da rede foi inspirado em um filme dos anos 60: "A espiã de calcinhas de renda".Voltar
LVMH compra controle de fornecedora de couro de crocodilo
Valor 07.10.2011 - O grupo de luxo LVMH, detentor da marca Louis Vuitton, anunciou hoje a compra do controle da Heng Long, fornecedora de couro de crocodilo com sede em Cingapura.
Pelo acordo, ao final da transação, a LVMH terá 51% da companhia, enquanto 49% ficará com a família Koh, atual controladora. A empresa foi avaliada em US$ 160,8 milhões.
"A parceria com a família Koh será estrategicamente complementar à LVMH na aquisição de peles de crocodilo de alta qualidade”, diz a nota da gigante do luxo. A Heng Long, fundada em 1950, é adiministrada pela família Koh há quatro gerações. O diretor presidente, Chon Tong Koh, e o diretor executivo, Choon Heong Koh, assumiram o compromisso de permanecer nos cargos por pelo menos cinco anos.Fitch mantém nota de Portugal, mas com perspectiva negativa
MonitorMercantil 07.10.2011 - A agência de classificação de risco, Fitch Ratings, confirmou nesta sexta-feira a nota soberana de Portugal em "BBB-" e manteve sua perspectiva negativa, ao menos até final do ano. A agência de classificação disse que levará em conta, para decidir um eventual futuro rebaixamento da nota, os resultados do programa da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), seu orçamento para 2012, os avanços em matéria de privatizações, assim como os riscos do setor bancário e suas perspectivas econômicas e orçamentárias a médio prazo.
A agência de classificação Standard and Poor's havia confirmado na terça-feira a nota "BBB-" de Portugal, ao mesmo tempo em que mantinha uma perspectiva negativa, o que significa que poderia rebaixá-la nos próximos meses. Portugal, terceiro país depois da Grécia e Irlanda a beneficiar-se de uma assistência financeira internacional, está confrontado na atualidade com novas dificuldades que afetam seus esforços para sanear suas contaspúblicas e endurecer o programa de austeridade já em vigor. Na semana passada, as estatísticas oficiais revelaram um déficit no primeiro semestre maior que o esperado (8,3% do PIB) e muito longe da meta, de 5,9% para o final do ano. Após o anúncio, o governo português reiterou seu compromisso orçamentário.
Filiação de Meirelles mobiliza PSD
Valor 07.10.2011 - O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles se desfiliou do PMDB de Goiás e deve fazer hoje uma dupla transferência: de domicílio eleitoral, para São Paulo, e de partido, para o PSD, a convite do prefeito Gilberto Kassab, criador da sigla. Meirelles surge assim como nova aposta de Kassab para encontrar um candidato competitivo para sucedê-lo na prefeitura da capital paulista. A chegada de Meirelles deixaria para trás os dois nomes com os quais Kassab vinha trabalhando: seu secretário de Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), e o vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos (PSD). “Seria fantástico. É um nome muito acima da média da realidade política brasileira. É um Neymar. E ainda nos ajudaria muito na área econômica e na formação de opinião da bancada.
Foi o cara que segurou os oito anos do governo Lula”, afirma o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz. Para Queiroz, Meirelles atrapalha os planos do ex-presidente Lula e de uma possível candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, do PT. “Como o Lula vai falar mal do Meirelles? O máximo que pode dizer é que, apesar de o Meirelles ser um bom candidato, ele não é do PT. Esse é o limite do discurso”, afirma. Como a transferência de domicílio ainda não foi confirmada, Queiroz se mostra preocupado com a demora de Meirelles. “Estou checando de hora em hora no site do TSE”, conta. O título do ex-presidente do BC é da cidade goiana de Anápolis. Meirelles, porém, tem residência e carteira de identidade de São Paulo, afirma seu advogado Marconi Pimenteira.
“Ele tem vínculos patrimoniais e políticos com a cidade. A transferência é simples, basta ir pessoalmente à zona eleitoral mais próxima de sua casa. E o título sai na hora, on-line”, diz Pimenteira, que advoga para outros políticos de Goiás que já se filiaram ao PSD no Estado, como o deputado federal Thiago Peixoto (ex-PMDB).
Saulo Queiroz afirma que, se a mudança se concretizar, não haveria como Meirelles não ser o candidato do partido em São Paulo. “Não tem erro. O Afif não quer. Já conversei umas quatro vezes com ele. Não está escondendo o jogo. Não é brincadeira ser prefeito de uma cidade como São Paulo. Tem que trabalhar 14 horas por dia”, diz. A expectativa é de que a filiação do presidente do BC durante os oito anos do governo Lula ao PSD ocorra às 17h.
Zarattini se inscreve como pré-candidato a prefeito de SP pelo PT
Valor 07.10.2011 - O deputado federal Carlos Zarattini é o primeiro petista oficialmente inscrito nas prévias do partido, que apontarão o candidato da sigla à sucessão na prefeitura paulista, em 2012. Zarattini entregou hoje o número de assinaturas de filiados necessárias para participar da escolha, marcada para 27 de novembro.
Pela regra do PT, o pré-candidato deve obter o apoio de pelo menos 10% dos filiados que votaram no último Processo de Eleição Direta (PED) do partido. O prazo final para entrega das assinaturas é 7 de novembro.Apesar das manobras nos bastidores para que o ministro da Educação, Fernando Haddad, seja alçado à condição de candidato sem passar pelas prévias, o presidente do diretório municipal da capital, Antônio Donato, disse as prévias vão ocorrer. “Os tucanos disseram que não ia ter prévia no PT porque o Lula não quer.
Disseram que ele manda no partido. Vão engolir o que falaram. Teremos prévias e sairemos unidos do processo”, disse Donato. O PT anunciou ainda que os cinco nomes do partido que se mostraram dispostos a concorrer à prefeitura – Haddad, Zarattini, os senadores Eduardo Suplicy e Marta Suplicy e o deputado federal Jilmar Tatto – terão o mesmo espaço na propaganda partidária, a ser exibida na TV entre os dias 7 e 21 de novembro.
Acordo de Clube de Paris com Argentina não avança--jornal
Reuters 08.10.2011 - Os membros do grupo Clube de Paris de credores querem que Argentina pague cerca de 9 bilhões de dólares em dívida inadimplente dentro de três anos, incluindo um grande pagamento inicial, informou no sábado um jornal local.
Membros do governo argentino estão negociando um plano de pagamento da dívida com o Clube de Paris, um dos últimos remanescentes do calote da Argentina de 100 bilhões de dólares em 2002.
Eles disseram várias vezes que estão otimistas em relação ao acordo para o pagamento, que é visto como um passo fundamental nos esforços da Argentina para limpar a casa dos problemas remanescentes da crise econômica de 2001 o 2002 e abrir o caminho para o regresso aos mercados de crédito. Mas o jornal argentino La Nación citou membros do Clube de Paris e fontes diplomáticas dizendo que "não houve avanço" para um acordo sobre as condições de pagamento. As fontes disseram que o Clube de Paris queria que a dívida fosse reembolsada no prazo de três anos.
O jornal também disse que um grande pagamento inicial seria necessário para que os credores reabrissem as linhas de crédito para a compra de bens de capital e investimentos de médio prazo na terceira economia da América Latina, que vem crescendo em ritmo elevado.
PSDB cria "marolinha II" - Serra diz que governo exagera na avaliação dos impactos da crise
Para ex-governador, Brasil age de maneira 'um pouco pretensiosa' ao aconselhar países europeus sobre os efeitos da redução da atividade econômica mundial.
O ex-governador de São Paulo José Serra avaliou nesta sexta-feira, 7, que a crise mundial já traz estresse à economia brasileira, mas considerou que o governo federal tem exagerado em relação aos impactos dela no mercado nacional. Ele criticou ainda como "um pouco pretensiosa" a atitude do governo federal de aconselhar os países europeus sobre os efeitos da redução da atividade econômica mundial. "Eu acho que o governo federal exagera um pouco para justificar os trancos da economia nacional", afirmou, referindo-se à atual carga tributária. "A presidente dá conselhos mostrando que está por fora da situação da Europa, porque imagina um sujeito chegar lá e dar um palpite sobre a economia europeia, o que é muito difícil", completou. Serra participou hoje do Ciclo de Debates da Força Sindical, realizado na capital paulista.
O tucano ressaltou que a economia brasileira enfrentará um período ainda complicado pela frente e que, para não sofrer maiores danos, o governo federal tem de garantir um crescimento mais sólido e ordenado, bem como uma política de investimentos da indústria e uma defesa da produção nacional. "A coisa vai ficar mais azeda, mas eu ainda não sei até que ponto", avaliou. Serra observou que o Brasil passa atualmente por um processo de desindustrialização "rápido" e "precoce", que é provocado, entre outros motivos, pelo atual patamar da taxa de juros. "O fato de ser prematuro é para mim o mais grave, porque a indústria traz bons empregos e desenvolvimento tecnológico."
Ele afirmou que desde a década de 1980 a tendência tem sido de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e que nos últimos oito anos o governo federal perdeu a oportunidade de reduzir a taxa Selic, em especial diante da última crise financeira, deflagrada com a quebra do banco Lehman Brothers, em 2008. Na avaliação do ex-governador paulista, ante a recessão mundial seria possível reduzir a taxa de juros em até quatro ou cinco pontos porcentuais. "Nós tínhamos a chance de mudar, mas jogamos pela janela", afirmou.
Serra lembrou que na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do banco Central (BC), no final de agosto, a Selic foi reduzida em 0,5 ponto porcentual, atingindo 12% ao ano. "Mas não é meio ponto que define uma trajetória de queda", disse. O ex-governador observou ainda que a carga tributária nacional é uma das mais altas do mundo, o que, na avaliação dele, atrapalha a produção brasileira. Serra considerou também que o investimento público realizado pelo governo federal é "baixíssimo". Segundo ele, do total investido pelo setor público apenas um terço provém da União.
Brasil Maior: As críticas de Serra também sobraram para outras iniciativas do governo federal, como o programa Brasil Maior, de estímulo à indústria nacional, lançado em agosto pela presidente Dilma Rousseff. "É pegar dinheiro dos contribuintes e dar para a indústria que exporta porque a relação com o dólar é ruim", afirmou. "É como dar um pontapé na perna e depois dar um band-aid", comparou.
A recente elevação do IPI para veículos que não possuem ao menos 65% de conteúdo nacional também foi censurada por Serra. "O aumento do tributo foi uma reação inevitável diante da sobrevalorização do real", avaliou. "Mas a medida foi tomada um pouco de improviso, porque teve problemas jurídicos."
Com atraso, o tucano chegou ao salão onde ocorreu o evento acompanhado do presidente nacional da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. No início do debate, Serra foi cumprimentado por dirigentes sindicais e, inclusive, saudado como o próximo presidente do Brasil. "Ele foi quase presidente da República, mas não temos dúvida de que será o próximo", afirmou o vice-presidente da Força Sindical e presidente do Núcleo Sindical tucano, Antonio de Sousa Ramalho. "E hoje quem tem que falar aqui é o próximo presidente da República", frisou.
Prefeitura: Ao abrir o debate para perguntas do público, um dirigente sindical colocou o tucano em uma saia justa. Ele perguntou se o ex-governador pretende ser candidato à sucessão na Prefeitura de São Paulo em 2012. Serra respondeu, prontamente, que não e, na sequência, fugiu do tema com bom humor, citando uma frase do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill. "Há três coisas difíceis na vida: subir em uma parede que se incline em nossa direção, beijar uma mulher que se inclina na direção oposta e fazer uma palestra agradável na hora da comida", afirmou, aos risos, referindo-se à proximidade da hora do almoço.
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